Á ea de Economía Financie a y Con abilidad
IMPUTAÇÂO DE CUSTOS INDIRECTOS A PROJECTOS FINANCIADOS DE
INVESTIGAÇÂO
ESTUDO DE CASO NA UNIVERSIDADE DO MINHO (PORTUGAL)
Joño Bap is a da Cos a Ca alho
Uni e sidade do Minho
Ma ía Manuela C uz Cunha
Ins i u o Poli écnico do Cá ado e do A e
A p es açâo de um se iço social com a u ilizaçâo de ecu sos de u na o ma e icaz e e icien e é o
objec i o p incipal dos o ganismos públicos sem ins luc a i os.
No que se e e e ao inanciamen o de p ojec os de in es igaçâo, no malmen e as en idades inanciado as
pe mi em que cus os indi ec os ou de es u u a sejam elegí eis a é u na de e minada pe cen agem do alo o al
ap o ado ou elegí el (designado po O e head). Con udo esse alo , cuja gama de a iaçâo se si ua en e os 5%
(P og ama Al a) e os 15/20% (IV F amewo k P og amme, Soc a es e Tempus) de e, eg a gé ai, se jus i icado.
Ve i ica-se assim a necessidade, po pa e da Ins i uiçâo, de de ini um modelo pa a o cálculo da
epa içâo de cus os indi ec os elegí eis ( axa de o e head), que pe mi a jus i ica os alo es insc i os nes a
ub ica e, adicionalmen e, pe mi a in e i se a Ins i uiçâo se encon a a co- inancia os cus os adicionáis
o iginados po cada um dos p ojec os.
Es a comunicaçâo é um esumo do Es udo elabo ado en e Julho e Dezemb o de 1998 e encon a-se
di idida em duas pa es. Na p imei a pa e é ca ac e izada a es u u a o gánica da Uni e sidade do Minho e o seu
ac ual a amen o con abilís ico da in o maçâo. Na segunda pa e sao analisadas as espos as a inqué i os
conduzidos e discu idos os espec i os esul ados, e minando co n a ap esen açâo e jus i icaçâo da axa de
o e head que a Uni e sidade do Minho de e aplica nos p ojec os inanciados de in es igaçâo.
The main objec i e o non p o i public o ganisa ions is he p o ision o a social se ice wi h an e icien
and e ec i e esou ce use.
In wha conce ns o he inancing o esea ch p ojec s, inancial en i ies usually allow indi ec o s ucu e
cos s o be elegible up o a ce ain pe cen age o he o al app o ed o elegible p ojec cos (designa ed
O e head). Howe e his amoun , whose ange o a ia ion s ands be ween 5% (Al a P og amme) and 15/20%
(IV F amewo k P og amme) mus , in gene al, be jus i ied.
The e o e, he Ins i u ion equi es he de ini ion o a sui able model o es ima e he pa i ion o elegible
indi ec cos s (o e head ax), allowing he jus i ica ion o he amoun s eques ed in his i em, and, addi ionally,
allowing o in e i he Ins i u ion is inancing addi ional cos s b ough abou by any o he p ojec s.
This pape summa ises a s udy ca ied ou om July o Decembe 1998 and is pa i ioned in wo pa s.
The i s one consis s on he cha ac e iza ion o he o ganic s uc u e o Uni e sidade do Minho and i s ac ual
accoun ing in o ma ion ea men sys em. In he second one, he answe s o he conduc ed inqui ies a e analysed,
i s esul s discussed, ending wi h he sugges ion and jus i ica ion o he o e head ax ha Uni e sidade do Minho
should adop in esea ch inanced p ojec s.
PALAVRAS CHAVE: Con abilidade de Ges âo, Cus os, O e head, Indu o es de Cus os, In es igaçâo,
Uni e sidade.
KEYWORDS: Accoun ing Managemen , Cos s, O e head, Cos D i e s, Resea ch, Uni e si y.
PARTE I - A Ins i uiçâo e o Ac ual T a amen o Con abilís ico da In o maçâo
1. INTRODUÇÂO E OBJECTIVOS
A p es açâo de um se iço social com a u ilizaçâo de ecu sos de u na o ma e icaz e e icien e é
o objec i o p incipal dos o ganismos públicos sem ins luc a i os.
A ges âo das en idades públicas em ca ac e ís icas p óp ias:
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IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica
a) Adminis an quan idades a ul adas de ecu sos inancei os p o enien es de di e en es
inanciado es onde p edomina o Es ado como p incipal inanciado ;
b) P es am con as a esses di e en es inanciado es e a ou os in e essados na in o maçâo
económica, inancei a e pa imonial da Ins i uiçâo;
c) A p es açâo dessas con as nâo é uni o me (pode espei a apenas a um conjun o de
ac i idades da Ins i uiçâo) nem na mesma da a (no malmen e, com a conclusâo do p ojec o ou no inal
do ano, no caso das e bas do O çamen o de Es ado);
d) A du açâo dos manda os dos di igen es é de du açâo limi ada.
Assim, a in o maçâo con abilís ica cen a-se essencialmen e na análise dos ecu sos consumidos
e, além disso, se es e consumo obedeceu aos equisi os impos os pelos di e en es inanciado es.
Conclui-se ácilmen e que o desenho de um sis ema de Con abilidade de Ges âo pa a a Adminis açâo
Pública nâo é a e a ácil pelo que de e ia exis i um modelo p óp io in eg ado com á ios sis emas e
subsis emas con abilís icos. Po ou o lado, a aplicaçâo in eg al ao Sec o Público da Con abilidade de
Cusios emp esa ial em limi açôes, pois a p io idade e objec i os da in o maçâo nâo coincidem.
Enquan o que a análise cus o/bene ício e cálculo dos cusios de in en á ios sáo objec i os p io i á ios
da con abilidade de cus os em emp esas co n ins luc a i os, o mesmo nâo se e i ica nas ins i uiçôes
sem ins luc a i os, como é o caso dos Se iços Públicos. Pa a es es, a con abilidade de cus os po
p odu os de e p eocupa -se com o cálculo de cus os po cada p ojec o e compa á-los com os cus os de
p ojec os simila es da mesma ou de ou as en idades. Con udo, pa a que os cus os ob idos sejam
compa á eis e mais comp ensí eis aos di e en es u ilizado es, é necessá ia a uni o mizaçâo de
c i é ios de epa içâo dos cus os indi ec os ás ac i idades e aos p ojec os, pe mi indo assim a
impa cialidade e objec i idade.
No que se e e e a en idades inanciado as de p ojec os, no malmen e pe mi em que cus os
indi ec os ou de es u u a sejam elegí eis a é u na de e minada pe cen agem do alo o al ap o ado
ou elegí el (designado po OVERHEAD). Con udo esse alo , cuja gama de a iaçâo se si ua en e os
5% (P og ama Al a) e os 15/20% (IV F amewo k P og amme, Soc a es e Tempus) de e, eg a gé ai,
se jus i icado.
Ve i ica-se assim a necessidade, po pa e da Ins i uiçâo, de de ini um modelo pa a o cálculo da
epa içâo de cus os indi ec os elegí eis ( axa de o e head), que pe mi a jus i ica os alo es insc i os
nes a ub ica e, adicionalmen e, pe mi a in e i se a Ins i uiçâo se encon a a co- inancia os cus os
adicionáis o iginados po cada um dos p ojec os.
Como espos a a es a necessidade, oi elabo ado um es udo, encomendado pela Uni e sidade do
Minho, endo como objec i os o cálculo da pe cen agem de o e heads a p a ica pela Uni e sidade de
Minho nos p ojec os inanciados de in es igaçâo. U ilizando a Uni e sidade o sis ema de cus eio o al,
oi necessá io de ini c i é ios de epa içâo dos cus os indi ec os da Rei o ia e das Faculdades.
A me odologia seguida pa a a elabo açâo des e es udo consis iu:
1. na análise de Balance es da classe 9 do Plano de Con as (modelo Con inen al);
2. no es udo dos p ojec os inanciados de in es igaçâo em cu so;
3. na de iniçâo e jus i icaçâo de c i é ios de impu açâo de di e en es cus os;
4. iden i icaçâo de duas axas de epa içâo (Rei o ia e Faculdades) pa a o cálculo do o e head
o al;
5. no inqué i o a odos os docen es da Uni e sidade do Minho pa a conhece a dis ibuiçâo do
empo despendido em ensino, ges âo, p es açâo de se iços, ou as ac i idades, ac i idades
de in es igaçâo inanciada e ou a in es igaçâo;
6. no inqué i o a odos os coo denado es de p ojec os inanciados em cu so;
7. no inqué i o aos di ec o es dos depa amen os pa a ca ac e iza a si uaçâo ac ual dos
docen es.
Na implemen açâo da me odologia, depa amos com algumas di iculdades, des acando:
1. um ele ado núme o de unidades o gánicas esponsá eis po inúme os p ojec os com
di e en es inanciamen os;
2. inexis ência de in o maçâo sob e o núme o de ho as que cada docen e gas a em cada
p ojec o;
3. ele ados cus os que sâo comuns ás di e en es ac i idades da Ins i uiçâo (Ensino,
In es igaçâo, P ojec os à Comunidade);
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Á ea de Economía Financie a y Con abilidad
4. nâo exis éncia de u na Con abilidade Analí ica po ac i idades que impu e os cus os comuns
a cada p ojec o ou “p odu o inal”;
5. nem odas as secçôes ou epa içôes da Rei o ia êm iden i icados os seus cus os (po
exemplo cus os da Secçâo de Pessoal, da Tesou a ia, da Con abilidade,...).
Es a comunicaçâo é um esumo do Es udo elabo ado en e Julho e Dezemb o de 1998 e
encon a-se di idida em duas pa es. Na p imei a pa e é ca ac e izada a es u u a o gánica da
Uni e sidade do Minho e o seu ac ual a amen o con abilís ico da in o maçâo. Na segunda pa e sao
analisadas as espos as aos inqué i os e discu idos os espec i os esul ados, e minando com a
ap esen açâo e jus i icaçâo da axa de o e head que a Uni e sidade do Minho de e aplica nos
p ojec os inanciados de in es igaçâo.
2. A UNIVERSIDADE DO MINHO: ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Unidades O gánicas - Capacidade de Recu sos
............
Escolas Unidades
Cul u áis Se iços
Ensino Di ecçàu de Cu sas
(Ges áo)
In es igaçâo Cen os de In es igaçâo
Sen iços
Especializados
A Uni e sidade do Minho oi c iada em
1973 (Dec e o-Lei n. 402/73, de 11 de
Agos o), endo o seu p imei o Rei o omado
posse a 17 de Dezemb o do mesmo ano.
Man e e-se em egime de ins alaçâo a é 31 de
Dezemb o de 1981 e pos e io men e oi do ada
de au onomia adminis a i a e inancei a
(Po a ía n. 121/83, de 2 de Fe e ei o).
De inida como pessoa colec i a de
di ei o público, do ada de au onomia
es a uá ia, cien í ica, pedagógica,
adminis a i a, inancei a e pa imonial, em
sede em B aga e dispôe de dois polos ñas
cidades de B aga e Guima áes, equen ando
os seus cu sos de licencia u a e mes ado,
ce ca de 15.000 alunos.
A Uni e sidade do Minho adop ou,
desde o seu inicio, um modelo o ganizacional
cujas bases assen am na exis éncia de "g upos
de p ojec o", dando o ma a um sis ema
ma icial e de ges áo po objec i os que
en ol e a iculadamen e p ojec os e unidades
o gánicas.
Os p ojec os sao de inidos como
ac i idades o ganizadas de ensino (p ojec os de ensino ou cu sos), de in es igaçâo e de se iços
especializados, o ien adas no sen ido da ealizaçâo dos ins p óp ios da Uni e sidade. Po sua ez, as
unidades o gánicas sao núcleos de ecu sos humanos e ma e ials, nos quais assen a o desen ol imen o
de odo o ipo de p ojec os da ins i uiçâo, podendo de aco do com os seus objec i os especí icos
assumi a o ma de Faculdades, unidades cul u áis, ou se iços.
P ojec os e unidades o gánicas, ou de ecu sos, cons i uen des a o ma a es u u a básica da
Uni e sidade e é pela sua in e aeçâo que se con igu a o modelo de ges áo ma icial. Nâo sendo
o malmen e equi alen es, a é pelo ac o de o desen ol imen o de cada p ojec o se equen emen e
le ado a cabo po di e sas unidades o gánicas, nele en ol idas em simul áneo, p ojec os e unidades
o gánicas sáo po es e mo i o do ados de es u u as di e enciadas de ges áo.
Con a os Indi iduáis
Modelo O ganizacional da Uni e sidade do Minho
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IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica
3. OS OBJECTIVOS DA CONTABILIDADE DE CUSTOS E INSUFICIÊNCIAS DO ACTUAL
SISTEMA
A legislaçâo igen e ob iga a que odas as Uni e sidades possuam um sis ema de Con abilidade
O çamen al (classi icando as ope açôes de aco do com a classi icaçâo económica das despesas e
ecei as), u na Con abilidade Financei a ou Pa imonial (classi icando os documen os de aco do com
um Plano O icial de Con as) e u na Con abilidade Analí ica ou de Cus os (ac ualmen e com um
Plano de Con as acul a i o).
A inexis éncia de no mas nacionais de implemen açâo de um sis ema de Con abilidade
Analí ica, é comp eensí el (dada a di e sidade das Ins i uiçôes) mas nâo deixa de se p eocupan e pois
di icul a a compa abilidade que é um dos objec i os da Con abilidade Analí ica. Po exemplo, endo
conhecimen o da exis éncia de Uni e sidades que epa en os cus os dos docen es em 50% pa a
ensino e 50% pa a In es igaçâo, e ou as em 2/3 pa a Ensino e 1/3 pa a in es igaçâo, di ícilmen e os
cus os que de ensino, que de in es igaçâo se âo compa á eis (en e as ins i uiçôes). Po ou o lado,
nâo es á jus i icado o c i é io de epa içâo dos cus os comuns ás di e sas ac i idades de cada docen e.
U ilizando u na linguagem emp esa ial, há u na p oduçâo conjun a, is o é, com os mesmos gas os
p oduzem-se di e en es p odu os ou se iços. E mesmo que essa “p oduçâo” nâo seja simul ánea,
oma-se ambém di ícil que cada docen e em cada dia egis e o se iço p es ado, ou seja a exis ência
da “ icha de ob a” aplicada em mui as indus ias é na u almen e imp a icá el, e possi elmen e
inacei á el, nes e ipo de Ins i uiçôes.
Con udo, e apesa des as di iculdades, um sis ema de Con abilidade Analí ica mima
Uni e sidade de e omece di e en e in o maçâo pa a di e en es u ilizado es, em empo opo uno e
o ma o compa á el.
Vá ias êm sido as c í icas ao ac ual sis ema de Con abilidade de Cus os. Há, de ac o, u na
p eocupaçâo quase única pela ap esen açâo de Mapas designados po “Demons açôes inancei as ou
con abilís icas” exigidas pela legislaçâo iscal, pela alo izaçâo de in en á ios e po e idencia a
si uaçâo económica e inancei a do pa imonio em de e minado momen o (no malmen e 31 de
Dezemb o). Ul imamen e, em-se de endido a necessidade de es e sis ema ala ga as suas unçôes,
como po exemplo assumi a esponsabilidade de calcula os cus os da qualidade. No en an o, sáo
enume adas á ias alhas ao sis ema con abilís ico ac ual (con encional) quando se p e ende ob e
ou as in o maçôes. E, po isso, necessá io eajus a os sis emas con abilís icos adicionais ás
necessidades ac uáis, elabo ando documen os in o ma i os especí icos sob e a qualidade, o cus o
ambien al, o cus o de opo unidade, o cus o de subac i idade, e c., ou seja, a Con abilidade Analí ica
de e p opo ciona in o maçâo que ajude os ges o es nas suas a e as de plani icaçâo e con olo pa a
que possam oma decisóes undamen adas e emi i juizos in o ma i os sob e a ac i idade económica
da en idade que di igem e adminis an!.
4. ACTUAL MODELO DE CONTABILIDADE ANALÍTICA DA UNIVERSIDADE DO
MINHO
A Uni e sidade do Minho possui dois sis emas de Con abilidade Analí ica:
■ sis ema de Con abilidade po Cen os de Cus os (o gánico)
■ sis ema de Con abilidade Analí ica po p ojec os (ino gánico)
4.1. Sis ema de con abilidade analí ica po cen os de cus o (o gánico)
O sis ema de Con abilidade Analí ica po Cen os de Cus os es á es u u ado numa classe 9
(modelo da Eu opa Con inen al).
Como ca ac e ís icas des e sis ema, é de des aca :
1. a u ilizaçâo do sis ema dig á ico onde cada con a em mo imen os a c édi o e a débi o;
2. é um plano de con as elabo ado pela Ins i uiçâo, ao con á io do plano de con as pa a o
sis ema de Con abilidade O çamen al e pa a o sis ema de Con abilidade Pa imonial;
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Á ea de Economía Financie a y Con abilidad
3. nas con as de despesa, o mo imen o a débi o e e e-se às despesas p ocessadas e o
mo imen o a c édi o ao o çamen o a ibuido a cada cen o;
4. é u na con abilidade de despesas (co en es e de capi al) e nao u na Con abilidade de Cus os.
Assim, nâo egis a as amo izaçôes de imobilizado e nao sepa a despesas que nao sao cus os
do exe cício. Em esumo, a a-se de u na Con abilidade Analí ica O çamen al ou u na
Con abilidade O çamen al po Cen os de Responsabilidade.
Como c í icas ou limi açôes des e sis ema, se á de e e i :
1. nâo pe mi e o egis o dos cabimen os p é ios;
2. nâo egis a os comp omissos pagos;
3. pe mi e egis a comp omissos sem a exis éncia de saldo;
4. as despesas da adminis açâo de e iam es a epa idas pela di e en es epa içôes ou
secçôes dado pode em u iliza di e en es indu o es de cus os;
5. o o çamen o das Faculdades de e ia es a epa ido pelos di e en es Depa amen os,
e i ando-se assim u na di ícil lei u a dos alo es omecidos em cada Balance e;
6. o o çamen o a ibuido a cada Cen o de In es igaçâo de e ia es a sepa ado pelas di e en es
on es de inanciamen o;
7. os enca gos gé ais de uncionamen o de e iam es a desdob ados de o ma a in o ma os
enca gos a impu a aos ou os cen os (comunicaçâo, ...) e os enca gos que nâo sâo
epa idos ou “ ac u ados” (água,...);
8. a con a “984 - In es igaçâo e Desen ol imen o” (con a objec o de es udo des e abalho)
nâo pe mi e ob e oda a in o maçâo necessá ia pa a u na comple a análise de cada p ojec o
inanciado. Pa a odos os p ojec os de e ia exis i in o maçâo sob e as e bas: ap o adas;
inanciadas; comp ome idas; gas as; pagas; solici adas; ecebidas.
Po exemplo, a di e ença en e as e bas ecebidas e as e bas pagas dá a-nos in o maçâo do
saldo de esou a ia po p ojec o, que no malmen e nâo signi ica um saldo disponí el pa a
ou os p ojec os. De ac o, indiscu i elmen e, nos o ganismos públicos a análise pa cial é
bem mais impo an e que u na análise global (luc o ou p ejuízo o al, saldo global de
esou a ia,...).
4.2. Sis ema de con abilidade analí ica po p ojec os
Vis o que a Uni e sidade do Minho u iliza o sis ema de cus eio o al ou comple o, no cálculo do
cus o de cada p ojec o oi necessá ia a de iniçâo de c i é ios de impu açâo dos cus os de cada cen o
aos espec i os p ojec os. De e e i ainda que, além dos no máis cus os comuns de es u u a, é de
assinala o ac o da Uni e sidade do Minho es a o ganizada pelo sis ema ma icial pelo que, po
exemplo, um cu so ou ou a ac i idade pode ecebe cus os de di e en es depa amen os de dis in as
Faculdades .
Po es e mo i o, o ex-Rei o da Uni e sidade do Minho, P o esso Sé gio Machado dos San os
elabo ou um documen o que designou po “Bases pa a u na Con abilidade Analí ica da Uni e sidade
do Minho. É com base nesse documen o que ac ualmen e é ob ido o cus o de cada p ojec o (cu so,
in es igaçâo e se iço à comunidade), supo ado po u na olha de cálculo.
T a a-se de um excelen e abalho sob e es e Sis ema de Con abilidade de Cus os po P ojec os,
sendo apenas de e e i :
1. a epa içâo nâo undamen ada dos cus os comuns dos Depa amen os em: 2/3 pa a a unçâo
ensino e 1/3 pa a a unçâo in es igaçâo;
2. a epa içâo dos cus os dos se iços cen ais ( epa içâo P) é e ec uada po u na única
unidade de impu açâo;
3. u na p eocupaçâo quase única pelo cálculo do cus o da unçâo Ensino
4. a dependéncia des e sis ema em elaçâo ao sis ema de Con abilidade Analí ica po Cen os
de Responsabilidade.
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IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica
Es u u a Global do Modelo de Impu açâo de Cus os
C E N TR O S D E C U S T O S
(Con as 9)
PARTE II - Os Cus os de In es igaçâo & Desen ol imen o na Uni e sidade do Minho
5. OS CUSTOS DE INVESTIGAÇÂO E DESENVOLVIMENTO
5.1. De iniçôes e p essupos os
a) In es igaçâo Financiada
Um docen e pode desen ol e cinco ipos de ac i idades: ensino, ges âo, p es açâo de se iços,
in es igaçâo e ou as ac i idades (o ien açôes, publicaçôes, seminâ ios,
A ac i idade de in es igaçâo pode, po sua ez, se subdi idida em “in es igaçâo inanciada” e
“ou a in es igaçâo”.
Conside amos “in es igaçâo inanciada” aquela a que co esponde:
1. u na do açâo inancei a a ibuida po u na en idade ex e na;
2. um plano de abalhos a espei a (con a o);
3. exis éncia de um coo denado de p ojec o;
4. ges âo inancei a espei ando as eg as da en idade inanciado a, com ob iga o iedade de
p es açâo de con as;
5. abe u a de u na con a no cen o de cus os (con a 984), con olada pelo Conselho
Adminis a i o;
É únicamen e sob e es e ipo de ac i idade que ecaiu o p esen e es udo.
b) Docen es ETI (Equi alencia a Tempo In eg al)
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Á ea de Economía Financie a y Con abilidad
Nes e es udo, a uni o mizaçâo da dis ibuiçâo dos empos ocupados pelos docen es ñas
di e en es ac i idades, ob igou à con e sâo dos docen es a empo pa cial e/ou sem exclusi idade, pa a
o seu equi alen e a empo in eg al, conside ando-se;
1. um docen e a empo in eg al em exclusi idade abalha 36 ho as semanais;
2. um docen e a empo in eg al sem exclusi idade é equi alen e a 2/3 de 1.;
3. um docen e a empo pa cial co esponde a u na pe cen agem de 2.
Ve i ica-se que a Uni e sidade do Minho, em Se emb o de 1998, inha em unçôes docen es,
962 p o esso es que co espondiam a 921 ETI's, p edominando os docen es com a ca ego ía de
Assis en es.
Dis ibuiçâo dos Docen es po Ca ego ías
a Docen es em exclusi idade ■ Docen es sem exclusi idade
127 25 47 103
484
176
O Ca ed á icos
BAssociados
□Auxilia es
□Assis en es
BAssis en es Es agiá ios
□ Lei o es e In es igado es
c) Tipos de Cus os
Pe an e a necessidade de p es açâo de con as ás en idades inanciado as dos p ojec os,
pode emos di idi os cus os em dois g andes g upos: cus os elegí eis e cus os nâo elegí eis.
No ámbi o des e es udo, conside amos como cus os nâo elegí eis os que nâo êm qualque
elaçâo ou con ibu o, di ec o ou indi ec o, pa a a ealizaçâo dos p ojec os, is o é, quando nâo exis e
qualque a iaçâo des es em i ude da ealizaçâo dos p ojec os.
Reg a ge al um p ojec o pode e dois ipos de cus os elegí eis: cus os di ec os e cus os
indi ec os.
Os cus os di ec os sáo aqueles que se iden i ican! o al e exclusi amen e com um único p ojec o,
ao quai de em a sua exis éncia.
Os cus os indi ec os sâo de na u eza comum a di e en es ac i idades e que no malmen e se
epa em po es as, a a és de u na cha e de epa içâo, que designamos po “cos d i e " ou indu o
de cus os. Incluimos nes a classe, os seguin es cus os de uncionamen o e cus os com Pessoal (da
Rei o ia, Se iços Adminis a i os e Se iços):
911: Rei o ia
915: Se iços Adminis a i os
916: Se iços (excep o Gabine e de Relaçôes Públicas, P ojec os Qualidade)
92: Faculdades
93: Cen os de In es igaçâo
96: Enca gos Ge ais de Funcionamen o (excep o Comunicaçâo e combus í eis
cujos cus os sáo mensalmen e “ ac u ados” aos espec i os Cen os
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IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica
d) Indu o es de Cus os e Repa içâo de Cus os Indi ec os
Pa a cada um dos cus os indi ec os conside ados e acima lis ados, oi de inido um indu o de
cus os ao quai oi associada u na cha e de impu açâo.
A análise da es u u a da Uni e sidade, da na u eza dos cus os e das ca ac e ís icas dos
p ojec os, conduziu à selecçâo dos seguin es indu o es de cus os:
Cen o de Cus os Indu o Cha e de Repa içâo
Con abilidade +
Tesou a ia Quan idade de documen os
p ocessados Doc ela i os a PFI / To al de doc.
p ocessados
Se iço de Pessoal Núme o de docen es ETI’s em in es igaçâo
Enca gos Ge ais de
Funcionamen o Na u eza das ac i idades
desen ol idas pelos docen es Taxa de ocupaçâo em in es igaçâo
inanciada
GAP + VR P ojec os Núme o de p ojec os execu ados Núme o de PFI / Núme o de
p ojec os execu ados
Rei o ia O çamen o global da UM O çamen o ap o ado PFI /
O çamen o global da UM
Assesso ia Ju ídica Na u eza das ac i idades
desen ol idas pelos docen es Taxa de ocupaçâo em in es igaçâo
inanciada
Faculdades + Cen os de
In es igaçâo Na u eza das ac i idades
desen ol idas pelos docen es Taxa de ocupaçâo em in es igaçâo
inanciada
PFI: P ojec os Financiados de In es igaçâo
e) O e heads
Conside amos “o e heads” a pe cen agem dos cus os elegí eis indi ec os p opo cional ao
o çamen o ap o ado pa a os p ojec os inanciados de in es igaçâo.
O cálculo da axa eal de “o e head” con emplou dois componen es: a componen e Rei o ia e a
componen e Escola.
Se o o e head ob ido nes e es udo o supe io ao o e head máximo admi ido pela en idade
inanciado a, al signi ica que a Ins i uiçâo es á a compa icipa os cus os em causa, no mon an e que
excede aquela axa.
5.2. Recolha e análise de dados
Pa a e ei os de iden i icaçâo de odos os p ojec os de in es igaçâo que deco e am ao longo dos
úl imos 12 meses (1 de Ou ub o de 1997 a 30 de Se emb o de 1998), conhecimen o da pa icipaçâo
dos docen es em P ojec os Financiados de In es igaçâo e ca ac e izaçâo de cada depa amen o, oi
u ilizado o seguin e conjun o de ques ioná ios:
1. Quad o de Recu sos Humanos po Depa amen o
2. Ficha de P ojec o
3. Ficha de Dis ibuiçâo do Tempo do Docen e.
400
Á ea de Economía Financie a y Con abilidad
Em anexo incluimos o modelo des as ichas.
Fo am en iados:
a) 140 Fichas de P ojec os (a cada Coo denado dos 140 p ojec os iden i icados), endo sido
ecepcionadas 56 espos as;
b) 962 Fichas de Docen e, endo sido ecepcionadas 520, o que co esponde a 54% do uni e so.
Com es es dados p ocedeu-se a u na análise global da Uni e sidade do Minho, de onde se pode
cons a a que a ac i idade média dos docen es é a seguin e:
Ensino....................................................................45%
In es igaçâo e ou as ac i idades
............................
41%
Ges âo.....................................................................6%
P ojec os Financiados de In es igaçâo
................
8%
Com es a in o maçâo, pa a além de se oma conhecimen o da dis ibuiçâo da ac i idade
docen e, oi possi el epa i os cus os de Enca gos Ge ais de Funcionamen o, de Assesso ia Ju ídica e
do Se iço de Pessoal, bem como epa i os cus os de Funcionamen o das Faculdades e cen os de
in es igaçâo.
Dis ibuiçâo da Ac i idade dos Docen es
g ]E n s in o
■In e s ig a ç â o e o u a s a c i id a d e s
Q G e s â o
Q P o je c o s F in a n cia d o s de In es ig aç â o
□ Ensino
■ In es igaçâo e ou as ac i idades
□ Ges âo
□ P ojec os Financiados de In es igaçâo
□ Ensino
■ In es igaçâo e ou as ac i idades
□ Ges âo
□ P oj. Financiados de In es igaçâo
Docen es em exclusi idade com Ac i idades dos docen es em Ac i idade da Uni e sidade
ac i idades de ensino exclusi idade
Cons a ou-se ambém que a dis ibuiçâo da ac i idade dos docen es nâo é uni o me ñas di e sas
aculdades. Po exemplo, no que se e e e à pe cen agem de dedicaçâo à in es igaçâo inanciada, es a
a ia en e 0% (Escola de A qui ec u a) e 14,1% (Ins i u o de Educaçâo e Psicologia).
Dedicaçâo à In es igaçâo Financiada po Faculdade
IEP Ins i u o de Educaçâo e Psicologia
IEC Ins i u o de Es udos da C iança
EE Escola de Engenha ia
EC Escola de Ciéncias
ICS Ins i u o de Ciéncias Sociais
ILCH Ins i u o de Le as e Ciéncias Humanas
EEG Escola de Economía e Ges âo
DAD Depa amen o Au ónomo de Di ei o
EA Escola de A qui ec u a
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