SPAL 24 (2015): 129-163
ISSN: 1133-4525 ISSN-e: 2255-3924
h p://dx.doi.o g/10.12795/spal.2015i24.06
AS ÂNFORAS DO TEATRO ROMANO DE OLISIPO
(LISBOA, PORTUGAL): CAMPANHAS 2001-2006
AMPHORAE FROM THE ROMAN THEATRE OF OLISIPO
(LISBON, PORTUGAL): 2001-2006 CAMPAIGNS
VICTOR FILIPE*
Resumo: O ex o que se dá à es ampa consis e no es udo
das ân o as omanas exumadas nas in e enções a queo-
lógicas ealizadas no ea o omano de Lisboa nas campa-
nhas de 2001, 2005 e 2006. T a a-se de um conjun o ela-
i amen e amplo e ipologicamen e di e si icado ecolhido
em con ex os a queológicos elacionados com a edi icação
e emodelação do edi ício. Es es con en o es es emunham,
em Olisipo, a impo ação de p odu os alimen a es de á-
ios locais do impé io desde meados do século II a.C. a é
ao e cei o qua el do século I d.C., cons i uindo-se como
impo an es indicado es pa a o es udo da dinâmica come -
cial de Olisipo.
Pala as cha e: Tea o omano, Olisipo, ân o as, comé cio,
p odu os alimen a es.
Abs ac : This ex consis s in he s udy o he Roman am-
pho ae eco e ed in he a chaeological exca a ions accom-
plished in he Roman hea e o Lisbon in he 2001, 2005
and 2006 campaigns. I is a ela i ely wide and ypolog-
ically di e si ied se , collec ed in a chaeological con ex s
ela ed wi h he cons uc ion and emodelling o he hea-
e. These con aine s es i y, in Olisipo, he impo a ion o
alimen a y p oduc s om se e al places o he empi e om
he middle o he 2nd cen u y B.C. o he hi d qua e o
he 1s cen u y A.D., ep esen ing impo an indica o s o
he s udy o he comme cial dynamics o Olisipo.
Keywo ds: Roman hea e, Olisipo, ampho ae, ade, ali-
men a y p oduc s.
1. INTRODUÇÃO
O es udo que aqui se ap esen a co esponde a um
abalho desen ol ido em 2008 no âmbi o da dis-
se ação de Mes ado em P é-His ó ia e A queolo-
gia, ap esen ado pelo au o à Faculdade de Le as
da Uni e sidade de Lisboa, e sando sob e as ân o-
as de Época Romana documen adas nas in e enções
a queológicas le adas a cabo no Tea o Romano de
Lisboa em 2001, 2005 e 2006.
Desde logo, o desen ol imen o des e ema e es-
ia-se de alguns aspec os que se conside a am pe i-
nen es e, simul aneamen e, alician es: a exis ência de
um conjun o exp essi o e di e si icado de ma e iais
an ó icos p o enien es de esca ações ecen es e com
con ex os bem de inidos, pe mi indo uma lei u a das
diac onias e sinc onias; o ac o des es con ex os se e-
po a em a um pe íodo his ó ico ela i amen e cu o e
bem de inido no empo - do p incipado de Augus o ao
de Ne o -, sob e o qual a in o mação se man ém assaz
* Bolsei o de Dou o amen o em A queologia: UNIARQ (Cen-
o de A queologia da Uni e sidade de Lisboa), FCT (Fundação pa a
a Ciência e a Tecnologia). Co eo-e: ic o [email p o ec ed]
Recepción: 18 de diciemb e de 2013. Acep ación: 23 de ene o de 2014
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escassa na cidade de Olisipo, especialmen e no que se
e e e à dinâmica come cial e die a alimen a ; po im,
a associação des a ealidade a queológica aos momen-
os de cons ução e emodelação do ea o omano de
Lisboa.
Tendo em con a as especi icidades da amos a, op-
ou-se po es u u a o abalho em ês pa es. Na p i-
mei a, ap esen a-se o supo e es á ico do e i ó io no
con ex o geog á ico do ale do Tejo e achada a lân-
ica e sin e iza-se a e olução his ó ica de Olisipo a é à
época de cons ução do ea o. Pa alelamen e ealiza-
-se um b e e esumo das in e enções ecen es le adas
a e ei o no ea o omano de Lisboa, ap esen ando-se
os con ex os a queológicos e as lei u as es a ig á icas,
p ocu ando-se es abelece um aseamen o diac ónico
a a és das sinc onias documen adas e a sua associa-
ção e in e p e ação com os momen os de cons ução e
emodelação do edi ício público.
Seguidamen e, p i ilegiando-se os á ios aspec os
elacionados com a mo ologia, ipologia, c onologia,
con eúdo e âmbi os de p odução e di usão ap esen am-
-se e ca ac e izam-se suma iamen e as ipologias iden-
i icadas, p ocu ando-se de e mina as dis in as á eas
de p o eniência.
Po im, analisam-se os dados quan o ao seu sig-
ni icado quan i a i o e quali a i o, e de e minam-se as
á ias lei u as e ap eciações possí eis, p ocu ando in e-
g á-las no es udo da economia an iga de Olisipo.
Re i a-se ainda que o ex o que ago a se publica
oi, como já se mencionou, edigido em 2008, endo-
-se aqui op ado po não ealiza uma ac ualização do
mesmo, com excepção da e isão de um ou ou o po -
meno . Embo a o e e ido ex o se man enha gene ica-
men e ac ual, há na u almen e algumas ques ões que
aqui se abo dam que conhece am algum desen ol i-
men o desde en ão (pa a além, na u almen e, das ques-
ões que pouco mais ep esen am - pa a es e es udo,
cla o es á - que me os “pon os no mapa”). Tal é o caso,
po exemplo, da ques ão das ân o as o oides p oduzi-
das no ale do Guadalqui i , que o am ecen emen e
sis ema izadas no abalho monog á ico de Rui Al-
meida (2008) e num ex enso a igo po Ga cía Va gas,
Rui de Almeida e González Ces e os (2011). Ainda as-
sim, e independen emen e da ele ada qualidade dos e-
e idos abalhos e do seu ele an e con ibu o pa a o
es udo daquelas p oduções, conside a-se que esses e-
sul ados não al e am signi ica i amen e as lei u as que
en ão o am ei as ace ca das dinâmicas come ciais e
hábi os de consumo na cidade de Olisipo, a pa i do
es udo do conjun o an ó ico do ea o omano de Lis-
boa. (Figu a 1)
2. O VALE DO TEJO, OLISIPO E
O TEATRO ROMANO
2.1. O ale do Tejo
O p imi i o núcleo u bano de Lisboa desen ol eu-
-se na colina onde hoje se implan a o cas elo de São
Jo ge, à en ada do Tejo, jun o a um an igo es ei o de io
onde desagua am á ias ibei as. Ladeada a Oes e pelo
es ei o de io e a Sul pelo p óp io Tejo, o sopé da colina
do cas elo eunia excelen es condições po uá ias, que,
aliás, i iam a es a na o igem do seu c escimen o e de-
sen ol imen o. A No e, sob essaem colinas calcá ias
e mon es ulcânicos lanqueados po pequenas linhas
de água, onde se explo a am os icos ales alu iais ca-
ac e izados po uma ag icul u a ica e a iada (Gaspa
1994: 12). Ace ca da geog a ia dos a edo es de Lisboa,
O lando Ribei o az a seguin e desc ição: «…os ba os
basál icos dão campos limpos e abe os des inados à
cul u a do ce eal; os calcá ios secundá ios, cha necas
abandonadas ao ma o e pas o; os calcá ios e ciá ios
cob em-se de oli edo; as baixas a gilosas, de ho as
egadas; o pinhal e es e as colinas de a eni o imp o-
du i o» (Ribei o 1998: 154).
O io Tejo, e dadei a es ada de acesso ao in e io ,
egulou e moldou, desde empos an igos, o desen ol i-
men o da u be que se ixou à en ada do seu es uá io,
o necendo-lhe uma impo ância es a égica ímpa que
ainda nos dias de hoje man ém. Es a imensa ia lu ial
pe mi iu que desde cedo se es abelecesse o con ac o en-
e os po os da bacia medi e ânica e aqueles que ha-
bi a am as egiões do in e io a mon an e da sua oz,
omen ando, assim, impo an es in e câmbios cul u ais
e come ciais.
As pa icula idades opog á icas do local onde se
implan a a ac ual cidade de Lisboa pe mi iam um am-
plo con olo isual da egião en ol en e, p incipal-
men e da en ada do io e do seu acesso ao in e io , bem
como da ma gem Sul, aliada a excelen es condições na-
u ais de de esa.
Ou os ac o es hou e, deco en es da sua localiza-
ção geog á ica especí ica, que po encia am o seu desen-
ol imen o económico e lhe concede am o es a u o de
impo an e cen o u bano desde o p imei o milénio a.C.
A iqueza au í e a das a eias do Tejo e a bem conhe-
cida na an iguidade e apa ece e e ida nas on es clás-
sicas (Plínio-o-Velho, 4, 115), do mesmo modo, aliás,
que é e e ida a abundância de pescado (Es abão, III,
3, 1). As ac i idades di ec a e indi ec amen e elaciona-
das com a explo ação dos ecu sos ma inhos e lu iais
pau a am, em g ande medida, a economia de Olisipo,
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AS ÂNFORAS DO TEATRO ROMANO DE OLISIPO (LISBOA, PORTUGAL) : CAMPANHAS 2001-2006
dando o igem a impo an es indús ias de ans o ma-
ção do pescado, de ab ico e p odução de en ases ce-
âmicos e de explo ação do sal, ac o es que i iam a
do a es e cen o u bano de uma o e componen e in-
dus ial, pa icula men e ocacionada pa a a ansacção
de p odu os piscícolas.
Es abão desc e e de o ma algo cu a e concisa a
egião da oz e do ale do Tejo, mas á-lo de o ma elo-
quen e:
O Tejo, na oz, em ce ca de in e es ádios de la -
gu a, e ão g ande é a sua p o undidade que po ele
na egam ba cos de dez mil ân o as. Nas planícies
que icam a mon an e, o ma, na ma é-cheia, dois
es uá ios que alagam uma supe ície de cen o e cin-
quen a es ádios e o nam a planície na egá el. No es-
uá io, que ica mais a mon an e, en ol e uma ilho a
com uns in a es ádios de comp imen o e pouco me-
nos de la gu a, cobe a de ege ação e de inhas (Es-
abão, III, 3, 1 - adução de A. Espí i o San o, 2004:
412-413)
Em suma, a sua localização geog á ica, en e o No e
a lân ico e o Sul medi e ânico, na oz de um ex enso e
na egá el io, eunindo condições que lhe pe mi i am
a i ma -se como um impo an e pólo de con ac o cul u-
al e come cial en e o in e io , a achada a lân ica e o
ma Medi e âneo, bem como explo a que as é eis
Figu a 1. Localização do ea o omano na plan a de Lisboa e da cidade na Península Ibé ica.
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e as das imediações que a iqueza que o Tejo o e e-
cia, g anjeou-lhe a impo ância que desde cedo se co-
meçou a desenha .
2.2. Olisipo
Embo a exis am es ígios de ocupações an igas na
á ea do mo o do cas elo e ales ci cundan es, enqua-
d á eis no Paleolí ico (Mu alha 1988), no Neolí ico
An igo, Calcolí ico e Idade do B onze (Mu alha e al.
2002: 246; Angelucci e al. 2004: 27), oi sob e udo a
pa i da Idade do Fe o que aqui se desen ol eu um
cen o u bano de dimensão conside á el.
Os es ígios conhecidos pa a es e pe íodo pe mi-
em esboça um quad o do que e á sido a ocupação
sidé ica de Lisboa, alice çados, p incipalmen e, nos
dados das in e enções a queológicas le adas a cabo
nos úl imos in e anos. Os esul ados dessas in e -
enções, desen ol idas na á ea do p imi i o núcleo
u bano de Olisipo, êm indo sucessi amen e a con-
i ma as conside ações que Ana Ma ga ida A uda
(2002) eceu em elação ao po oado da Idade do Fe o
que e á exis ido em Lisboa. En e ê-se um po oado
de g andes dimensões, po en u a o maio po oado
o ien alizan e do e i ó io ac ualmen e po uguês, «…
de impo ancia capi al y una población p obablemen e
muy nume osa.» (A uda 2002: 129), o que, aliás, em
de encon o ao que Es abão (III, 3, 1) ela ou, a i -
mando que Olisipo e a uma das duas cidades mais
impo an es do ale do Tejo. De ac o, os dados dispo-
ní eis deixam pe cebe que a á ea ocupada ab angia o
opo da colina do cas elo e as suas encos as a é ao io
Tejo, a Sul, ao es ei o de io, a Oes e, na ac ual Baixa,
e a é à ac ual Rua da Reguei a, Al ama, a Es e, onde
co ia um pequeno cu so de água, c is alizado na opo-
nímia da cidade no nome da ua.
Ainda segundo Ana Ma ga ida A uda, Olisipo
pode á e ep esen ado, na ges ão do e i ó io en-
ol en e, um papel ele an e, «…não podendo des-
ca a -se a hipó ese de se es a pe an e o sí io que, ao
coo dena as ac i idades come ciais e de ges ão dos
ecu sos, assumi ia o papel de “Luga Cen al”.» (A -
uda e al. 2000: 29).
Me cê de condicionalismos p óp ios da in es i-
gação, os es ígios conhecidos a ibuí eis a uma p i-
mei a ase da ocupação sidé ica de Lisboa, com cla as
in luências o ien alizan es e conjun os a e ac uais de
ca ác e ma cadamen e medi e ânico, são em maio
núme o que aqueles que se epo am à ase subse-
quen e. Os dados a queológicos da Rua de São João
da P aça (Pimen a e al. 2005), do Palácio do Ma quês
de Angeja (Filipe e al. 2005) e do cas elo de São Jo ge
(Pimen a 2005), êm con ibui pa a um a oluma de
in o mação demons a i o daquilo que Ana Ma ga ida
A uda in i ulou de «conse ado ismo o ien alizan e»
(A uda 2002: 258), e idenciando uma con inuidade
cul u al, con a iamen e ao que acon ece em ou as e-
giões do in e io , e i icá el que na impo ação de p o-
du os alimen a es en asados em con en o es an ó icos
de p o eniência me idional, que de ce âmica g ega
de e niz neg o e igu as e melhas (Pimen a 2005),
mui o p o a elmen e igualmen e di undida no ociden e
peninsula pelos me cado es daquela egião.
Den o dos locais in e encionados que êm con i-
buído pa a o que hoje se conhece ace ca da ocupação
sidé ica de Olisipo pode -se-ão e e i , en e ou os, o
claus o da Sé de Lisboa, com ocupação pelo menos
desde o século VI a.C. (Ama o 1993; A uda e al.
2000; A uda 2002); o Núcleo A queológico da Rua
dos Co eei os, séculos V a III a.C. (Ama o 1995; Bu-
galhão 2001); a zona da alcáço a islâmica do cas elo
de São Jo ge, onde se egis a am con ex os es a ig á-
icos bem p ese ados com uma diac onia de ocupa-
ção que ab ange g ande pa e do I milénio a.C., desde
o século VII a é à chegada dos p imei os con ingen-
es mili a es omanos no e cei o qua el do século II
a.C. (Gomes e al. 2003; Pimen a 2005); a Rua de São
Mamede (Sil a e al. 2005); o Palácio do Ma quês de
Angeja, com uma diac onia de ocupação comp eendida
en e o século VII a.C. e a omanização (Filipe e al.
2014); a Rua São João da P aça (Pimen a e al. 2005);
e a Casa dos Bicos (Ama o 2002).
Em elação ao opónimo p é- omano, Olisipo, que
nos é ansmi ido que pelas on es clássicas (Es a-
bão e Plínio-o-Velho, po exemplo) que pela epig a ia
(Sil a 1944), es e denuncia cla as in luências medi e -
ânicas, endo sido suge ido que a sua o igem e imo-
lógica se de e ia p ocu a no mundo enício (Fon es
1947). A e minação em «-ipo» elaciona-se com ou os
opónimos si uados, sob e udo, na egião da ac ual An-
daluzia e na achada a lân ica peninsula (Fabião 1993:
143), deixando an e e uma mesma ealidade linguís-
ica (Gue a 2000).
Em aços la gos, é es e o pano ama hoje conhecido
pa a a Lisboa p é- omana, e a ealidade que os omanos
encon a am quando, no con ex o da conquis a omana
da Península Ibé ica, ocupa am es a egião.
O palco da p imei a ase das gue as a adas em
solo hispânico si uou-se essencialmen e na zona Es e
e sudes e da Península Ibé ica, bas an e longe, po -
an o, da á ea geog á ica que aqui nos ocupa. Exis e,
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AS ÂNFORAS DO TEATRO ROMANO DE OLISIPO (LISBOA, PORTUGAL) : CAMPANHAS 2001-2006
po ém, uma e e ência ao ociden e peninsula no pe-
íodo da segunda gue a púnica (218-206 a.C.), con-
c e amen e no in e no de 210 a.C. A in o mação
ansmi ida é con adi ó ia, po um lado Políbio (10,
7, 4) e e e que Asd úbal, ilho de Giscão e che e de
exé ci o ca aginês, in e nou com o seu exé ci o na
Lusi ânia, jun o à oz do Tejo; po ou o, Ti o Lí io
(26, 19, 20) a i ma que o mesmo che e ca aginês e-
ia in e nado com o seu exé ci o nas imediações de
Cádis (Fabião 1993: 210). Ainda que a in o mação de
Políbio es eja co ec a, não deixa de se es anho que
o exé ci o in e nasse em local ão dis an e do palco
de gue a, deixando an e e , nesse caso, algum oco
de ins abilidade su icien emen e impo an e pa a aze
desloca , numa al u a ão delicada, um exé ci o pa a
local ão a as ado (idem: 211).
Essencialmen e mili a , a ocupação omana da Pe-
nínsula Ibé ica nos inais do século III e no dealba do
século II a.C. pau a a-se p incipalmen e pela explo a-
ção e pelo es abelecimen o da o dem no e i ó io con-
olado. Em 197 a.C., a Península Ibé ica é di idida
em duas p o íncias: a Hispânia Ul e io , a ociden e,
e a Hispânia Ci e io a o ien e, naquilo que se cons-
i uiu como a p imei a di isão adminis a i a do e -
i ó io (idem: 212). Apenas com o inal das “Gue as
Lusi anas” (155-139 a.C.) se ol am a e e e ências
sob e Olisipo e o ale do Tejo nas on es clássicas (Pi-
men a 2005: 24).
Embo a nem semp e o egis o a queológico se con-
siga a icula com as in o mações na adas pelos au o-
es clássicos, no caso da mais an iga p esença omana
na cidade de Olisipo log ou-se es abelece uma liga-
ção en e as on es clássicas e os dados o necidos pela
a queologia. Es abão, e e indo-se à eme á ia cam-
panha mili a le ada a cabo po Décimo Júnio B u o
no ociden e peninsula em 138 a.C., naquela que se
cons i uiu como a p imei a g ande in es ida e ec uada
pelos con ingen es mili a es omanos nes a zona da
Península Ibé ica, e e iu-se a Olisipo nos seguin es
moldes:
Pa a mon an e de Mó on o cu so na egá el é ainda
mais longo. Se indo-se des a cidade como base de
ope ações, B u o, cognominado o Calaico, a acou os
Lusi anos e subme eu-os. Fo i icou Lisboa pa a domi-
na o cu so do io e, des e modo, man e li e a na-
egação lu ial e o anspo e de abas ecimen os, a al
pon o es as e am as cidades mais impo an es das ma -
gens do Tejo.» (Es abão, III, 3, 1 - adução A. Espí-
i o San o, 2004).
In eg á eis nes e âmbi o c onológico, conc e amen e
en e 140 e 130 a.C., são alguns con ex os ecen emen e
esca ados na an iga alcáço a islâmica de Lisboa e es-
udados po João Pimen a (2005). O au o , embo a
sublinhando que os con ex os são limi ados quan o à
pe cepção do ipo de ocupação que ali oco eu, suge e,
como p opos a de abalho, que se possa a a de e i-
dências de uma ins alação mili a omana (idem: 130).
É inegá el a impo ância que os dados ecolhidos na-
quelas esca ações êm pa a a comp eensão das p imei-
as ocupações omanas na ac ual cidade de Lisboa (e
ociden e peninsula ), que pela iqueza de in o mação
que apo a am, que pelos pa cos es emunhos des a
época conhecidos em ou as pa es da cidade. Também
na Rua São João da P aça, no âmbi o de uma in e en-
ção de eme gência, o am de ec ados con ex os conse -
ados que ab angem um a co empo al que se es ende
desde meados do século III a.C. a é à chegada dos p i-
mei os con ingen es omanos (Pimen a e al. 2005).
Vol ando à campanha mili a ence ada po Dé-
cimo Júnio B u o, de aco do com as on es, es e ge-
ne al e á en ão es abelecido o seu qua el-gene al no
ale do Tejo jun o à cidade de Mó on, cuja exac a loca-
lização se desconhece, não descu ando, oda ia, a e a-
gua da, endo, a a és da o i icação de Olisipo, c iado
condições pa a ga an i um ácil abas ecimen o po ia
ma í ima ao seu exé ci o (Fabião 1993: 217). Ainda e-
la i amen e à localização de Mó on, segundo Fabião
(idem), há que buscá-la em ês locais - Chões de Al-
pompé, Alpia ça (Al o do Cas elo) ou San a ém, em-
bo a a p imei a hipó ese seja a mais consis en e (Fabião
2006: 28).
O papel que o ale do Tejo e á ido no con ex o das
acções mili a es desen ol idas po Roma no ex emo
ociden e peninsula não se esgo a na campanha de Dé-
cimo Júnio B u o, deixando-se en e e igualmen e nas
ope ações mili a es le adas a cabo po C. Júlio Césa ,
já em 61-60 a.C., con a os Lusi anos. O en ão P e o da
p o íncia da Ul e io es abeleceu o seu qua el-gene al
em Scallabis e a ançou pa a No e eco endo ao apoio
de meios na ais (Fabião 1989: 46), endo, po ce o,
Olisipo desempenhado um papel ac i o no âmbi o das
ac i idades ans e sais que es as mo imen ações mili-
a es semp e es imulam.
En e 31 e 27 a.C., Olisipo ecebeu o es a u o de
municipium ci ium Romano um e, com ele, a designa-
ção de Felici as Iulia Olisipo (Fa ia 1999: 37), indício
e iden e da impo ância que es a u be de inha à época.
Du an e o p incipado de Augus o assis e-se a uma ené -
gica ees u u ação u banís ica na cidade de Olisipo,
endo en ão sido cons uídos alguns dos edi ícios pú-
blicos mais emblemá icos de pe íodo omano que hoje
se conhecem nes a cidade, como o ea o - que aqui
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nos ocupa - e, p esumi elmen e, o ó um e as e mas
(Ala cão 1994; Fe nandes 1997; Sil a 1999; Bugalhão
2001). Es a ees u u ação insc e e-se num conjun o de
e o mas mais amplo emp eendido po Augus o na His-
pânia, e no es an e impé io, cons i uindo-se como um
es emunho do impulso u banizado daquele que é no -
malmen e designado como o p imei o impe ado o-
mano (Le Roux 1995; Fabião 2006).
2.3. O ea o omano
O ea o omano de Lisboa localiza-se na encos a
Sul da colina do cas elo de São Jo ge, no local onde
ac ualmen e con luem as uas da Saudade e de São
Mamede. Embo a de modes as dimensões, quando
compa ado com ou os ea os omanos da mesma
época, es e impo an e equipamen o de laze da Lisboa
omana e idencia-se pela excelência da sua cons ução
e écnicas cons u i as adop adas, bem como pelo hábil
e e icaz ap o ei amen o da opog a ia do e eno (Fe -
nandes 2006: 194).
A descobe a des e edi ício nos empos mode nos
de e-se ao e amo o de 1755. Com e ei o, oi du an e
as ob as de econs ução da cidade, em 1798, que ele
oi iden i icado e desa e ado sob a o ien ação dos a -
qui ec os F ancisco Xa ie Fab i e Manuel Cae ano
de Sousa.
Se ia em 1964, mais de um século e meio depois
de F ancisco Fab i p opo ao ei a sal agua da das uí-
nas, que, na sequência da aquisição de alguns dos edi-
ícios cons uídos sob e o ea o omano, se i iam a
e ec ua as p imei as in e enções a queológicas no lo-
cal. A inicia i a coube a D. Fe nando de Almeida, en ão
P esiden e da Associação dos A queólogos Po ugueses
e p o esso na Faculdade de Le as da Uni e sidade de
Lisboa (Almeida 1966: 563; Fe nandes 2007: 30).
Es as in e enções a queológicas i iam a e con-
inuidade en e 1966 e 1967 sob a di ecção de I isal a
Moi a, na al u a conse ado a dos Museus Municipais
da Câma a Municipal de Lisboa. A á ea in e encio-
nada na década de sessen a co esponde essencialmen e
à zona que ha ia sido iden i icada e egis ada po F an-
cisco Xa ie Fab i e Manoel Cae ano de Sousa nos inais
do século XVIII, edescob indo-se a zona da o ches a
e o embasamen o do mu o do p oscaenium, endo-se
ainda pos o a descobe o ou as es u u as, como o iní-
cio dos deg aus da imma ca ea a No e, e o a anque
da pa ede Sul do adi us maximus a Es e (Moi a 1970:
7-37; Fe nandes 2006: 182). Embo a I isal a Moi a e-
nha con inuado a desen ol e es o ços no sen ido de
ga an i a con inuação das in e enções a queológicas
no local, os abalhos i iam a se in e ompidos, po
di iculdades di e sas, em 1967. (Figu a 2).
En e 1985 e 1988 o Ins i u o A queológico Ale-
mão p ocedeu ao le an amen o g á ico exaus i o dos
es ígios a queológicos do ea o omano de Lisboa. O
abalho oi dado à es ampa em 1990, jun amen e com
uma p opos a sob e a dimensão o al do monumen o
(Hauschild 1990: 348-392), hoje pos a em causa ace
aos no os dados en e an o ob idos no decu so das e-
cen es in e enções (Fe nandes 2007: 30).
Da a de 1987 a c iação do en e an o ex in o Gabi-
ne e Técnico do Tea o Romano de Lisboa, en ão sob a
esponsabilidade de Ad iano Vasco Rod igues. As in-
e enções a queológicas inicia -se-iam em 1989, sob
a esponsabilidade de An ónio Dias Diogo, p olongan-
do-se a é 1993. Du an e es es anos as in e enções cen-
a am-se sob e udo na zona das bancadas, a No e, sob
a ua da Saudade, onde se exumou pa e da ca ea e do
adi us maximus, a Es e. P ocedeu-se ainda ao desmon e
de pa e das achadas dos edi ícios da ua da Saudade,
pa cialmen e demolidas na década de sessen a (idem:
30 e 31). Ainda du an e es as campanhas, oi iden i i-
cado um dos omi o ia, localizado no opo da imma ca-
ea, en ão pos a a descobe o, bem como um pequeno
mu o em ped a ã que Dias Diogo conside ou pa icu-
la men e impo an e na de inição da c onologia de al-
e ação da uncionalidade do ea o, possi elmen e na
segunda me ade do século V (Diogo 1993: 222 e 224).
Os esul ados des as campanhas i iam a se pa -
cialmen e publicados po Dias Diogo em 1993. O
mesmo au o publica ia, anos mais a de, conjun a-
men e com Eu ico de Sepúl eda, o es udo das luce nas
p o enien es das in e enções a queológicas ealizadas
en e 1989 e 1993 no ea o omano (Diogo e Sepúl-
eda 2000: 153-161), bem como o es udo das ân o as aí
exumadas (Diogo 2000: 163-179). (Figu a 3)
Em 1998 oi desac i ado o Gabine e Técnico do
Tea o Romano de Lisboa e, simul aneamen e, ap e-
sen ado po Ana C is ina Lei e (Che e de Di isão dos
Museus e Palácios do Depa amen o de Pa imónio
Cul u al da Câma a Municipal de Lisboa) um P og ama
de Recupe ação e Valo ização do Tea o Romano, que
comp eendia um conjun o de objec i os que engloba-
am: a conse ação e es au o das es u u as colocadas
a descobe o em an e io es in e enções e espec i a
musealização; c iação do Museu do Tea o Romano;
in e enção a queológica dos locais a se em a ec ados
pelas ob as pa a ins alação do u u o museu; in eg a-
ção u bana e eabili ação da á ea en ol en e (Fe nan-
des 2007: 31).
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AS ÂNFORAS DO TEATRO ROMANO DE OLISIPO (LISBOA, PORTUGAL) : CAMPANHAS 2001-2006
Figu a 2. Le an amen o e p opos a de dimensão o al do ea o omano de T. Hauschild (1990), e localização das in e enções
a queológicas de 2001, 2005 e 2006.
Figu a 3. Aspec o ge al sob e
a á ea de esca ação do pá io,
obse ando-se em cima à esque da
o mu o do pos caenium ( o og a ia
do au o , 2012).
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É nes e p ojec o que se inse em as mais ecen es in-
e enções a queológicas le adas a cabo no ea o o-
mano de Lisboa em 2001, 2004, 2005 e 2006, sob a
di ecção cien í ica de Lídia Fe nandes
3. REALIDADE ARQUEOLÓGICA E
SIGNIFICADO DOS CONTEXTOS
ESTRATIGRÁFICOS
O conjun o ce âmico objec o des e es udo p o ém
in eg almen e das in e enções a queológicas le adas
a cabo em 2001, 2005 e 2006 na zona localizada a Sul
do ea o. P ocede -se–á aqui apenas à análise dos con-
ex os de Época Romana documen ados nas esca ações
de 2005 e 2006.
Nos depósi os a ibuí eis ao e cei o qua el do sé-
culo I d.C. egis a-se sob e udo a p esença de ma e-
iais a do- epublicanos e do p incipado de Augus o,
bem como da Idade do Fe o, cla amen e descon ex-
ualizados, es emunhando uma ocupação inin e up a
nes a zona da cidade pelo menos desde o século VII
a.C. a é ao e cei o qua el do século I d.C. (Fe nandes
2007: 35). A o mação des es depósi os co esponde a
uma acção de a e o in encional apa en emen e eali-
zada num único momen o, es ando ce amen e elacio-
nada com as ob as de emodelação do ea o omano,
que se sabe e em oco ido no ano de 57 d.C., du an e o
einado de Ne o, a a és da insc ição do ons pulpi um
do p oscaenium, o e ecida po Caius Heius P imus, se-
i o augus al, que dedicou ao impe ado as ob as do
p oscaenium e da o ches a (Fe nandes 2007: 35; Fe -
nandes e Filipe 2007: 230).
A associação de ce âmicas de pa edes inas da á-
eis do p incipado de Augus o e do pe íodo de Tibé io
a Ne o, de luce nas da mesma época, de á ias o mas
de e a sigilla a i álica e sudgálica com p odução gene-
icamen e balizada en e 15 a.C. e 60 d.C. (Sepúl eda e
Fe nandes 2009), a pa da exis ência de ân o as de ipo
D essel 20, Ve ulamium 1908 e algumas a ian es possi-
elmen e mais a dias de Hal e n 70, apon a, como a ás
se e e iu, pa a uma c onologia coinciden e com a da a
de emodelação do ea o, is o é, 57 d.C., ou, e en ual-
men e, pa a um momen o pos e io não mui o dis an e.
Nos ní eis mais an igos em que o am ecolhidas
ân o as omanas - camada 24 da ala 11, camada 16 das
alas 9 e 11 e camada 11 da ala 10 - egis a-se a p e-
sença de G eco-I álicas, D essel 1 I álicas, Lamboglia
2 e Mañá C2 (T-7.4.3.3.) a pa de um agmen o de ce-
âmica de engobe e melho pompeiano da o ma 6 de
Agua od O al (1991), p oduzida a pa i de Augus o, e
de e a sigilla a i álica com p odução a es ada a pa i
de 27 a.C. Es es depósi os encos am à base do mu o do
pos caenium e co espondem a um a e o p esumi el-
men e e ec uado num momen o imedia amen e após a
cons ução da e e ida es u u a, sendo, po an o, coe-
os da cons ução daquele impo an e equipamen o de
laze da cidade de Olisipo.
A exis ência dos sup aci ados ní eis de a e o de
época omana pa ece encon a explicação na cons-
ução de uma pla a o ma ni elada en e o mu o do
pos caenium e o pa edão que delimi a o espaço a Sul,
igualmen e cons uído naquele pe íodo, e que pe mi e
ence um desní el na u al bas an e acen uado em ela-
ção à ua Augus o Rosa, cons i uindo-se, assim, como
um pa ama a i icial coe âneo da cons ução do ea o
e pe ei amen e a iculado naquele conjun o edi icado
(Fe nandes 2007: 35).
Nas camadas 12a, 18, 11a, 18b, 20 e 22 da ala 11, e
13 da ala 10, que se sob epõem aos depósi os an e io -
men e desc i os, obse a-se a associação de uma moeda
de Augus o, ce âmica de engobe e melho pompeiano
e e a sigilla a i álica a ân o as de ipo G eco-I álico,
D essel 1 I álica, Mañá C2 (T-7.4.3.3.), T-9.1.1.1., Obe-
aden 83, Hal e n 70 e O óides Lusi anas, eme endo-
-nos, à semelhança dos ní eis an e io men e e e idos,
pa a um ho izon e c onológico gene icamen e enqua-
d á el no p incipado de Augus o. (Figu a 4).
Com base nas especi icidades es a ig á icas e nas
ca ac e ís icas dos ma e iais ce âmicos a ás e e idos, e
seguindo de pe o não só os dados c onológicos o neci-
dos pelas ân o as, mas ambém a c onologia de p odu-
ção de algumas das ipologias de e a sigilla a i álica
exumadas em ní eis co esponden es à emodelação do
ea o, algumas das quais com p odução bas an e ci -
cunsc i a no empo (en e 15 a.C. e 5 d.C.; en e 1 e 15
d.C.; e ou as a pa i de 15 e 10 a.C.), pode -se–á p opo
que a cons ução do ea o omano e á oco ido algu es
du an e os p imei os quinze ou in e anos da nossa E a,
p opos a que, aliás, es á de aco do com aquelas que Lí-
dia Fe nandes em ap esen ado com base nos es udos
que em indo a e ec ua sob e as soluções e elemen os
a qui ec ónicos u ilizados nes e espaço cénico (Fe nan-
des 2006, 2007 e 2008; Sepúl eda e Fe nandes 2009).
Assim, ela i amen e ao pe íodo omano, e pe an e
os dados an e io men e expos os, pode -se-ão es abe-
lece duas ases c onológicas dis in as pa a os con ex-
os p ese ados:
— Fase 1: Enquad á el nos inais do p incipado de
Augus o/inícios de Tibé io e coe ânea da cons ução
do ea o omano. Ve i ica-se a associação de ân o-
as G eco-I álicas, Mañá C2 (T-7.4.3.3.), T-9.1.1.1.,
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AS ÂNFORAS DO TEATRO ROMANO DE OLISIPO (LISBOA, PORTUGAL) : CAMPANHAS 2001-2006
D essel 1, Lamboglia 2, Obe aden 83, Hal e n 70 e
O óides Lusi anas, jun amen e com e a sigilla a
i álica com p odução a es ada a pa i de 27 a.C.,
ce âmica de engobe e melho pompeiano - o ma 6
de Agua od O al (1991) - e uma moeda de Augus o.
A p esença de nume osos ma e iais do pe íodo de
Augus o nos con ex os da ase seguin e sublinha a
exis ência de uma in ensa ocupação des e espaço
du an e es a p imei a ase, da mesma o ma que
demons a e em exis ido, pos e io men e, g andes
pe u bações nos ní eis p eceden es.
— Fase 2: T aduz-se num conjun o de depósi os in eg an-
es de um a e o que e á, p esumi elmen e, oco ido
du an e um cu o espaço de empo, elacionando-se
di ec amen e com as ob as de emodelação do ea-
o, ealizadas no ano de 57 d.C.. Pa a além de inú-
me os ma e iais de c onologias mais an igas, que se
es endem diac onicamen e desde a Idade do Fe o
a é à p imei a me ade do século I d.C., cons a a-se
a p esença de ân o as c onologicamen e enquad á-
eis no segundo e e cei o qua éis do século I d.C.,
de ipo D essel 20, Ve ulamium 1908 e algumas a-
ian es a dias de Hal e n 70, al como de ce âmicas
de pa edes inas da á eis do pe íodo de Tibé io a
Ne o, de e a sigilla a sudgálica da mesma época,
de e a sigilla a i álica p oduzida du an e a p i-
mei a me ade do século I a é ao ano 60 do mesmo
século, e de luce nas de pe íodo idên ico.
Figu a 4. Pe il es a ig á ico a Oes e do pá io (modi icado a pa i de Fe nandes e Filipe 2007).
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Figu a 9. ân o as oleícolas bé icas (Guadalqui i ): Obe aden 83.
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comuns a odos - asas com uma dep essão longi udi-
nal no do so e com uma digi ação no ema e ao omb o,
undos cónicos in a ia elmen e p eenchidos com uma
bola de a gila, bo do em banda e a gene alização do
opé culo em a gila -, indiciando uma o igem análoga
no espaço e no empo, e o mesmo “sabe aze ” (idem:
669 e 670). (Figu as 9 e 10)).
Se i e mos em con a a a iedade e simili ude o -
mal que ca ac e iza os ês ipos, O oide 6, Obe aden 83
e Hal e n 71, apidamen e nos ape cebemos que, quando
pe an e pequenos agmen os de bo do, a sua classi ica-
ção se e es e ine i a elmen e de con o nos alí eis.
A a ibuição do ipo Obe aden 83 aos exempla es
do ea o omano de Lisboa (pelo menos alguns deles)
não es á, ace ao que se e e iu, isen a de possí eis equí-
ocos. A simili ude o mal, p incipalmen e ao ní el dos
bo dos, en e es a o ma e as o mas O oide 6 e Hal e n
71 aduz-se na possibilidade de exis i em alguns ag-
men os de bo do que, na ealidade, pe ençam a um dos
ou os ipos. Da mesma o ma, os nºs 780 e 781, que
nes e abalho se a ibuem ao ipo Hal e n 70, ap esen am
ca ac e ís icas o mais ao ní el do bo do que os ap oxi-
mam subs ancialmen e do Subg upo 1 e 2 do G upo IX
de San a ém (Almeida 2008), podendo, e en ualmen e,
a a -se de exempla es dessa ipologia. Sublinhe-se que
o e e ido ipo oi p oduzido na bacia do Guadalqui i a
pa i do segundo qua el do século I a.C., es ando do-
cumen ado em locais como San a ém (Almeida 2008),
Mesas do Cas elinho, Lomba do Canho (Fabião 1989,
1998b e 2000) e Conímb iga (Bu aca 2005).
Iden i icou-se ainda a ma ca de olei o L. HOR (L.
Ho a i - n.º 653). Foi aplicada sob e uma asa cu a, de
secção subci cula e com uma dep essão longi udinal no
do so, de uma ân o a p oduzida com as ípicas pas as do
Guadalqui i . Embo a se enha op ado po ag upa es e
agmen o na ipologia Obe aden 83 - pelas ca ac e ís-
icas mo ológicas mas ambém pelo ac o de aquela
ma ca se conhecida sob e udo em ân o as de ipo Obe-
aden 83, ipologia que se encon a bem ep esen ada no
ea o -, as suas ca ac e ís icas mo ológicas pode iam
igualmen e au o iza a sua classi icação den o dos ipos
O oide 6, Hal e n 70 ou Classe 67. (Figu a 11).
Figu a 10. ân o as oleícolas bé icas (Guadalqui i ): D essel 20 (2422, 2429, 2552, 230, 2407, 2632, 2624, 2438, 2494, 611,
735, 2425, 662 e 707). ân o as oleícolas No e a icanas (T ipoli ânia): T ipoli ana An iga (2456 e 688).
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T a a-se de uma ma ca bem documen ada na a-
chada a lân ica, es ando egis ada no Cas o de Vigo
(Hidalgo Cuña o 1987; CEIPAC 4863), Cas o de
San a Tecla (Bel an Llo is 1970; CEIPAC 27236),
Cas o de Viei o, Pon e de Lima (Sil a 2008), San a ém
(Almeida 2008), La Alcudia, Elche (Má quez Villo a e
Molina Vidal 2001; CEIPAC 24073), Bae ulo, Bada-
lona (Comas i Solá 1997; CEIPAC 18061) e Mahón,
Meno ca (De Nicolas 1979; CEIPAC 12612).
Pa ece cla a a elação en e a ma ca do ea o e
aquelas iden i icadas em San a ém e em ou os locais
da Península Ibé ica, nomeadamen e os exempla es do
No oes e da península, indiciando uma ede de abas e-
cimen o comum, mui o p o a elmen e enquad á el na
o a a lân ica.
O exempla do ea o omano p o ém de um de-
pósi o medie al. Con udo, as ma cas elacioná eis
documen adas em San a ém o am exumadas em ní-
eis a ibuí eis a Augus o/inícios de Tibé io (Almeida
2008) e a peça de Bae ulo em con ex os da á eis en-
e 27 e 1 a.C. (Comas i Solá 1997), pelo que a ma ca
do ea o omano de e -se-á, mui o p o a elmen e, en-
quad a no mesmo âmbi o c onológico.
4.4. Ân o as piscícolas
As ân o as des inadas ao anspo e de p odu os pis-
cícolas são sob e udo p o enien es da egião me idio-
nal peninsula e da Lusi ânia, com a excepção de um
único agmen o de bo do de Mañá C2 (T-7.4.3.1.),
ab icada na á ea de Ca ago-Tunes, cons i uindo-se
como uma imi ação/e olução dos modelos da egião
da T ipoli ana p oduzidos a pa i do úl imo qua el do
século III a.C. (Ramón To es 1995: 206). Da egião
me idional peninsula es ão p esen es as ân o as pis-
cícolas T-9.1.1.1., Mañá C2 (T-7.4.3.3.), G eco-I áli-
cas hispânicas, Classe 67, D essel 12 e D essel 7-11,
aba cando um a co c onológico que se es ende desde a
p esença omana mais an iga no ex emo ociden e pe-
ninsula , e cei o qua el do séc. II a.C., a é ao e cei o
qua el do séc. I d.C..
A o ma melho ep esen ada é a Mañá C2 (T-
7.4.3.3.), endo sido ecolhidos 30 agmen os de
bo do p oduzidos nas o icinas do “Cí culo do Es-
ei o de Gib al a , em con ex os omanos da Fase 1
e da Fase 2, bem como em ní eis medie ais e mo-
de nos. As Mañá C2 (T-7.4.3.3.) equi alem a 14,22%
do NMI, sendo uma das ipologias melho ep esen-
adas. Quan o às D essel 7-11, o am iden i icados 16
agmen os de bo do, co espondendo a 8% do NMI.
Com excepção do agmen o n.º 2380, que ap esen a
as ípicas pas as do Guadalqui i , odos os exempla-
es são p o enien es da egião cos ei a da Bé ica. A
maio ia des as ân o as oi exumada em con ex os o-
manos da Fase 2, e as es an es em ní eis medie ais
e mode nos. As T-9.1.1.1., G eco-I álicas hispânicas,
Classe 67 e D essel 12 êm pouca ep esen ação no
conjun o, endo-se documen ado ês agmen os de
bo do do p imei o ipo e um bo do de cada uma das
ou as o mas.
As ân o as de p odução lusi ana do conjun o do ea-
o omano in eg am-se, c ono e ipologicamen e, no
conjun o das mais p ecoces p oduções an ó icas plena-
men e omanas ab icadas na Lusi ânia, endo indo nos
úl imos anos a se gene icamen e designadas de “O oi-
des Lusi anas” (Mo ais 2003; Pimen a e al. 2006; Mo-
ais e Fabião 2007; Filipe 2008; Fabião 2008).
Figu a 11. Ma ca sob e
asa de ân o a Obe aden
83 (Guadalqui i ): L.
Ho a i.
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AS ÂNFORAS DO TEATRO ROMANO DE OLISIPO (LISBOA, PORTUGAL) : CAMPANHAS 2001-2006
Fo am iden i icados qua en a agmen os de bo do
que encon am bons pa alelos o mais em alguns exem-
pla es de Alcáce do Sal (Pimen a e al. 2006: 306, ig. 5),
de San a ém (A uda e al. 2006: 240 e 242, igs. 3 e 4),
de Lisboa (Mo ais e Fabião 2007: ig. 1, conc e amen e o
n.º 1; Fe nandes e al. 2006; Filipe 2008), de Abul (Maye
e Sil a 2002: 130 a 136, igs. 52 a 58), de Se úbal (Sil a
1996: 54, ig. 4) e do Pinhei o (Maye e Sil a 1998: 89 e
90, igs. 19 e 20), ou mesmo em algumas peças do Cas o
de San a Tecla (Mo ais e Fabião 2007: 132).
Ce ca de me ade des e conjun o é p o enien e de
ní eis medie ais e mode nos, endo-se egis ado eze
exempla es em con ex os omanos da Fase 2, e cei o
qua el do século I, e se e agmen os de bo do em con-
ex os da Fase 1, enquad á el no p incipado de Augus o.
É inegá el a impo ância do econhecimen o des-
es conjun os an ó icos nos cen os de consumo, cujas
ca ac e ís icas o mais nos epo am aos ma e iais a -
do- epublicanos ap esen ados po Rui Mo ais e Ca los
Fabião (Mo ais 2003; Mo ais e Fabião 2007), con i-
buindo, en e ou os ac o es, pa a uma melho pe cep-
ção do que e á sido a geog a ia de dis ibuição des es
con en o es, a sua exp essão quan i a i a e a iedade
o mal. (Figu as 12-15)
Con udo, um denominado comum pa ece acompa-
nha quase odos os casos expos os (di ia mesmo odos
com excepção daqueles ecolhidos em ní eis augus a-
nos em San a ém e em ní eis epublicanos na ua dos
Co eei os em Lisboa): a inexis ência de ma e iais e-
colhidos em con ex o p imá io e associados a es a i-
g a ias segu as que pe mi am comp o a a an iguidade
dessas p oduções e p ecisa a c onologia da sua p o-
dução e di usão. O es ado agmen ado da esmagado a
maio ia desses ma e iais em impedido, de igual modo,
uma melho ipi icação des as ân o as.
T a a-se de p oduções que e ão ido início po ol a
de 30 a.C., podendo e en ualmen e ecua a é meados
desse século, e e -se-ão es endido a é ao p imei o e ço/
meados do século I d.C. (Mo ais e Fabião 2007: 131).
4.5. Ân o as des inadas a ou os con eúdos
Pa a além das ân o as des inadas a anspo a i-
nho, azei e e p odu os piscícolas, o am ainda iden-
i icados dois agmen os (um undo e uma asa) do
ipo Richbo ough 527, ân o a des inada a anspo a
“Alun”, p oduzida na Ilha de Lipa i no Sul de I ália,
en e o segundo qua el do século I a.C. e o século III/
inícios do século IV d.C. (Bo ga d 1994: 197; 2005:
157 e 158).
5. APRECIAÇÃO QUANTITATIVA
No quad o ge al dos ma e iais ce âmicos exumados
no decu so das ecen es in e enções no ea o omano
de Lisboa, as ân o as co espondem, com excepção, al-
ez, da ce âmica comum, à ca ego ia quan i a i amen e
mais exp essi a. De en e a o alidade de peças exis-
en es, o am iden i icados e seleccionados 532 ag-
men os, a que co espondem 209 bo dos, 247 asas e 76
undos, a ibuí eis a 19 ipologias dis in as, aduzin-
do-se num Núme o Mínimo de 211 Indi íduos (NMI),
ac escen ando-se ainda um conjun o de 44 opé culos.
A ap eciação quan i a i a do p esen e conjun o a i-
gu a-se pe inen e numa pe spec i a de análise global,
uma ez que uma pe cen agem signi ica i a des as ân-
o as oi documen ada em con ex os de época Medie-
al, Mode na e Con empo ânea. Po ou o lado, e no
que se e e e aos ma e iais exumados em con ex os de
época omana, quan i a i amen e o conjun o em ap eço
adqui e especial signi icado se se i e em con a que
p o ém de con ex os gene icamen e balizados en e o
pe íodo de Augus o e o e cei o qua el do século I d.C.,
ou seja, epo a-se a um pe íodo ela i amen e cu o e
bem ci cunsc i o no empo, pe mi indo uma lei u a p i-
ilegiada sob e os i mos de consumo e dinâmica co-
me cial de Olisipo du an e es e pe íodo. Ac escen e-se
ainda que, de aco do com os p essupos os de Molina
Vidal (1997: 47), a amos a do ea o omano pode con-
side a -se de “ iabilidade acei á el”, uma ez que a
quan idade de bo dos é supe io a 200.
No conjun o global das ân o as do ea o omano
(NMI) des aca-se o p edomínio das p oduções me idio-
nais hispânicas, que co espondem a 67%, pa icula -
men e os ab icos a ibuí eis à egião do Guadalqui i
que ep esen am 65% den o das p oduções do Sul pe-
ninsula . A Lusi ânia cons i ui-se como a segunda egião
p odu o a melho ep esen ada, 19%, enquan o a Penín-
sula I álica, sob e udo ep esen ada pelos inhos i é-
nicos e ad iá icos, co esponde a 13%. As p oduções
a icanas co espondem apenas a 1%, e ma e ializam-
-se em um exempla de Mañá C2 (T-7.4.3.1.), con en o
piscícola p o enien e da egião de Ca ago/Tunes, e um
ou o de ipo T ipoli ana An iga, ân o a oleícola p oce-
den e da egião da T ipoli ânia, na ac ual Líbia.
Os p epa ados piscícolas pa ecem e sido os p o-
du os p e e en emen e impo ados, ep esen ando 44%
do o al de NMI, que numa ase mais ecuada, em ân-
o as Mañá C2, T-9.1.1.1. e G eco-I álicas Hispânicas,
que a pa i do e cei o/úl imo qua el do século I a.C.,
em con en o es de ipo Classe 67, D essel 7-11, D essel
12 e O oides Lusi anas. No que diz espei o à ase mais
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Figu a 12. ân o as piscícolas da baía gadi ana: Mañá C2 (T-7.4.3.3.). ân o a piscícola No e a icana:
Mañá C2 (T-7.4.3.1.) (2595).
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Figu a 13. ân o as piscícolas da egião me idional hispânica: D essel 7-11 ( egião cos ei a: 2555, 715, 665,
600, 833, 601, 2538, 725, 2549, 666, 2385, 2437, 2521, 2484, 2634, 663, 2664, 2432 e 776; Guadalqui i :
2380); T-9.1.1.1. (4754, 599 e 591), baía gadi ana; G eco-I álica (2529), baía gadi ana; Classe 67 (169),
Guadalqui i ; e D essel 12 (2603), Guadalqui i .
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Figu a 14. ân o as piscícolas de p odução lusi ana: Lusi anas an igas.
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ecuada, não deixa de se cu ioso que no ea o omano
as ân o as piscícolas hispânicas se egis em em maio
núme o (55%) que as iná ias i álicas (42%) - e den-
o des as úl imas uma maio quan idade de G eco-I-
álicas -, algo que não sucede, po exemplo, no cas elo
de São Jo ge (Pimen a 2005) e em San a ém (A uda
e Almeida 1999; Ba gão 2006), onde se assis e a uma
cla a p eponde ância das úl imas, especialmen e do
ipo D essel 1. ((Figu as 16 e 17).
Sob epondo es es dados com os ela i os às ocupa-
ções epublicanas do cas elo de São Jo ge e i ica-se,
p incipalmen e a pa i da segunda me ade do século
I a.C. e inícios do século seguin e, um acen uado de-
c éscimo das impo ações i álicas em Olisipo em de-
imen o dos p odu os p o enien es da bé ica. O inho
i álico é g adualmen e subs i uído pelo inho me idio-
nal hispânico, embo a a p esença de ipologias como a
D essel 2-4 possa indica a con inuidade da impo ação
de inhos i álicos, ainda que em pe cen agens quase e-
siduais. O inho ep esen a 34% no o al de NMI.
Rela i amen e ao inho bé ico (62% das ân o as i-
ná ias), es á p incipalmen e documen ado pela p esença
signi ica i a de ân o as p oduzidas na egião in e io do
ale do Guadalqui i que se des ina iam ao anspo e
do ap eciado líquido, como as Hal e n 70 (45%), Ve u-
lamium 1908 (13%), D essel 2-4 (1%) e ân o as de ipo
Figu a 15. ân o as piscícolas de p odução lusi ana: Lusi anas an igas.
Península
I álica
42%
Baía Gadi ana
55%
No e de Á ica
3%
Figu a 16. Rep esen ação das á eas p odu o as em Época
epublicana (NMI).
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U ceus (1%), bem como po ân o as p oduzidas nas e-
giões cos ei as daquela p o íncia, como a D essel 28
(1%). (Figu as 18 e 19). (Tabela 1).
O desab ocha da indús ia piscícola na Lusi â-
nia a pa i , pelo menos, do úl imo qua el do século
I a.C., ep esen ado no ea o po um conjun o bas-
an e exp essi o das mais p ecoces p oduções an ó i-
cas daquela p o íncia, em aduzi algumas mudanças
nos i mos de impo ação e nas dinâmicas come ciais
de en ão. De ac o, pelo que os dados do ea o indi-
cam, o consumo de p epa ados piscícolas bé icos em
Olisipo pa ece diminui , ela i amen e ao pe íodo an e-
io , e i icando-se, a pa i do p incipado de Augus o,
a p edominância dos p odu os de o igem lusi ana, e-
p esen ando 65%.
No que se e e e ao azei e, o am iden i icadas 46
ân o as des inadas ao seu anspo e (22% do o al de
NMI), cons a ando-se que oi impo ado quase exclu-
si amen e da p o íncia da Bé ica (98% das ân o as
oleícolas), conc e amen e da egião do ale do Guadal-
qui i , com excepção de uma ân o a da o ma T ipoli-
ana An iga (2%), p o enien e da egião da T ipoli ânia
no No e de Á ica. Num pe íodo mais ecuado obse -
a-se a impo ação do azei e a icano em acas quan i-
dades. A pa i do p incipado de Augus o o azei e bé ico
começa a chega em g andes quan idades anspo ado
p imei o em ân o as de ipo Obe aden 83, e depois, já
em meados/ e cei o qua el do século I d.C., nas suas
sucesso as D essel 20. (Tabela 2).
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os dados que o am expos os ao longo des e a-
balho pe mi em ece algumas conside ações ace ca
do signi icado da amos a disponí el, au o izando uma
análise dos aspec os elacionados com a o igem dos
con en o es iden i icados e dos p odu os anspo ados,
e possibili ando, ainda que pa indo de um conjun o ob-
iamen e uncado - aliás, condição in ínseca a odos
Península
I álica
1%
Bé ica
cos ei a
11%
Guadalqui i
61%
Lusi ânia
27%
Vinho e
de i ados
42%
P odu os
piscícolas
56%
Azei e
2% Vinho e
de i ados
30%
P odu os
piscícolas
39%
Alumen
1%
Azei e
30%
Figu a 17. Rep esen ação das á eas p odu o as em Época
Al o Impe ial (NMI).
Figu a 18. P odu os impo ados e consumidos em Época
epublicana (NMI).
Figu a 19. P odu os consumidos em
Época Al o Impe ial.
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AS ÂNFORAS DO TEATRO ROMANO DE OLISIPO (LISBOA, PORTUGAL) : CAMPANHAS 2001-2006
Tabela 1. Tabela ge al da quan i icação po NMI das ân o as do ea o omano (não es ão incluídos 31 agmen os
de ipologia inde e minada e 44 opé culos).
Con eúdo Tipologias Nº
F agmen os NMI NMI %
República
NMI %
To al P o eniência
República
Vinho
G eco-I álica 94 14 22,58% 6,64%
Península I álicaD essel 1 I álica 11 17,74% 5,21%
Lamboglia 2 1 1 1,61% 0,47%
Peixe
T-9.1.1.1. / CCNN 3 3 4,83% 1,42%
Baía Gadi anaMañá C2 / T-7.4.3.3. 54 30 48,39% 14,22%
G eco-I álica Hispânica 7 11,61% 0,47%
Mañá C2 / T-7.4.3.1. 1 1 1,61% 0,47% Ca ago-Tunes
Azei e T ipoli ana An iga 2 1 1,61% 0,47% T ipoli ânia
To al República 162 62 100%,
Con eúdo Tipologias Nº
F agmen os NMI NMI %
Al o Impé io
NMI %
To al P o eniência
Meados séc. I a.C. - Al o Impé io
Vinho
D essel 2-4 I álica 3? 10,67% 0,47% Península I álica
D essel 2-4 Guadalqui i 3? 10,67% 0,47%
Guadalqui i
Hal e n 70 93? 32 21,48% 15,17%
Tipo U ceus 1 1 0,67% 0,47%
Ve ulamium 1908 9 9 6,04% 4,27%
D essel 28 1 1 0,67% 0,47% Bé ica Cos ei a
Peixe
Classe 67 1? 10,67% 0,47%
Guadalqui i O oide 1 1 1 0,67% 0,47%
D essel 7-11 Guadalqui i 2 1 0,67% 0,47%
D essel 7-11 Bé ica cos ei a 20? 15 10,07% 7,11% Bé ica Cos ei a
Lusi anas an igas 104 40 26,85% 18,96% Lusi ânia
Azei e Obe aden 83 99 31 20,81% 14,69% Guadalqui i
D essel 20 14 9,39% 6,64%
Ou os
p odu os Richbo ough 527 2 1 0,67% 0,47% Ilha de Lipa i
To al Al o Impé io 339 149 100%
To al da amos a 501* 211 100%
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Lídia Fe nandes (Museu do Tea o Romano de Lisboa,
CML) de o a opo unidade de es uda o conjun o an ó-
ico do ea o omano e o incansá el acompanhamen o
que, desde o p imei o ao úl imo dia, lhe dedicou. Ao
D . João Pimen a (Câma a Municipal de Vila F anca
de Xi a) a possibilidade de obse a as pas as das ân-
o as do Cas elo de São Jo ge e compa á-las com as
do ea o. Ao Ma co Calado pela ajuda na iagem dos
ma e iais dis ibuídos po incon á eis con en o es. E i-
nalmen e à Anabela de Cas o, po signi ica pa e des e
abalho.
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