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Dicionário (incompleto) de escritoras madeirenses e de textos de autoria feminina

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Dicionário (incompleto) de escritoras madeirenses e de textos de autoria feminina

Author: Macedo, L. S. Ascensão de
Year: 2019
Source: https://estudogeral.uc.pt/bitstream/10316/89420/1/Dicionario-incompleto-de-escritoras-madeirenses-e-de-textos-de-autora-feminina-2019.pdf
“DICIONÁRIO (INCOMPLETO) DE ESCRITORAS MADEIRENSES
E DE TEXTOS DE AUTORIA FEMININA”
AUTOR: Lau eano Secundino Ascensão de Macedo
dicioná io (incomple o) de esc i o as madei enses
e de ex os de au o ia eminina
C édi os de imagens (da esque da pa a a di ei a, de cima pa a baixo): Lau a Ve idiana de Cas o e Almeida
Soa es, Ma ia Riddell, Lady Emmeline S ua -Wo ley, Ma ia Ri a Schiappe Cade , Alicia Helen Ne a
Bewicke Li le, Viscondessa das Noguei as, Ma ilde Olímpia Sau ai e da Câma a, Emmeline S ua -
Wo ley-Mackenzie (bis), Vene á el Ma y Jane Wilson, Ma ia Celina Sau ai e da Câma a, Eugénia Rego
Pe ei a, Luzia, Se a de Deus Ma ia do Mon e Pe ei a, Be a de A aíde
Fon e das imagens: A qui o Regional e Biblio eca Pública da Madei a, Wikimedia Commons.
Dicioná io (incomple o) de esc i o as madei enses
e de ex os de au o ia eminina
do século XV a é au o as nascidas em 1900
ERMELINDA

Ma i dilec issimae
Índice
In odução ...................................................................................................................................... i
Ab e ia u as e sinalé ica ......................................................................................................... xxx i
Dicioná io (incomple o) de esc i o as madei enses ..................................................................... 1
Índice de pseudónimos, iniciais e o mas al e na i as de nome .............................................. 153
Re e ências bibliog á icas ......................................................................................................... 155
ii
documen al, conside ando o a quipélago da Madei a como espaço de expe iência de
esc i a e de c iação la o sensu, onde a expe iência de esc i a não se limi a a ex os
edigidos em po uguês e a nacionalidade como um ac o de exclusão. Omi i esc i o as
inglesas, alemãs e ancesas da “li e a u a madei ense” signi ica ia inco po a o
pa adigma que em egido o sis ema canónico-li e á io po uguês de ma iz con inen al
pa a o âmbi o insula
26
, ou seja, ep oduzi uma lógica de hie a quização, de
subo dinação ou de exclusão. Se ia uma pe spe i a mui o edu o a pa a conhece a
dimensão da cul u a esc i a de au o ia eminina na Madei a. Pa ilhamos a mesma
pe spe i a de Luísa An unes quando e e e que a li e a u a madei ense “de e se
en endida como iqueza, e não dissol ida numa ca ego ia de p o incianismo ou al a de
qualidade”
27
. No en an o, ejei amos a pe spe i a p e alecen e de conside a a
“li e a u a madei ense” como um subsis ema da “li e a u a po uguesa”, pelas azões
que já o am acima ap esen adas.
Des a o ma, em e mos de o ganização des e dicioná io, encon a-se es u u ado da
seguin e o ma: es a in odução, pa a além da pa e de ap esen ação, onde se
iden i ica am os p oblemas subjacen es na cons ução des e dicioná io, a emos uma
<h p://digi uma.uma.p /bi s eam/10400.13/786/1/48Li e a u amadei enselegi imidadeoua bi a ieda
decu icula .pd > [acessado 4 maio 2019]; José An ónio Gonçal es, “B e e pano âmica da mode na
li e a u a madei ense”, in Cul u a Madei ense: emas e p oblemas, o g. José Edua do F anco (Campo das
le as, 2008), XVII, 139–50; Ma ia Mónica Teixei a, “Tendências da li e a u a na ilha da Madei a nos séculos
XIX e XX” (Uni e sidade No a de Lisboa, 2005); TP dos San os, “Madei a: e lexões à ma gem do sis ema
cul u al po uguês”, Ve edas: Re is a da Associação In e nacional, 2009, 27–42
<h p:// e is a e edas.o g/index.php/ e /a icle/download/101/101> [acessado 5 maio 2019]; E nes o
Rod igues, “Olha es sob e a li e a u a madei ense con empo ânea”, in Que sabe {es} pa a o século XXI?:
His ó ia, Cul u a e Ciência na Madei a, o g. José Edua do F anco e C is ina T indade (Lisboa: Es e a do
Caos, APCA –Agência de P omoção da Cul u a A lân ica, 2014), p. 413–23; An unes, “Li e a u a e li e a os:
ques ões e con o nos da li e a u a p oduzida na Madei a e sob e a Madei a”.
26
Cab al do Nascimen o inha p esen e es a p oblemá ica en e nacionalismos e egionalismos li e á ios
em 1925. Es e au o inha p esen e que as li e a u as nacional ou egional não se podem con undi com
nacionalismos ou egionalismos li e  ios, como explici a Salguei o, “as p imei as como sis emas
poli ónicos e dinâmicos, cons i uídos po um epe ó io de ex os e au o es que lêem, esc e em e
eesc e em (esses e ou os ex os), mas ambém po uma comunidade de lei o es e ins i uições que,
de inindo os seus cânones, alidam e/ou ques ionam os alo es aí em ci culação”, ac escen ando ambém
que “o nacionalismo ou egionalismo li e á ios apenas se iam uma pa cela cons i uin e do sis ema
li e  io, c . AS Rod igues, “Nacionalismos/Regionalismos Li e  ios em Sis emas Li e  ios
Nacionais/Regionais: Re isi ação de uma P oblemá ica em Tempos de C ise e de Globalização”,
Newsle e CEHA: “His  ia da Madei a–Ques ões e P oblemas”, 15 (2012), 22–23 (p. 23)
<h p://www.madei a-edu.p /Po als/31/CEHA/Newsle e /Newsle e _15.pd #page=22> [acessado 6
maio 2019].
27
An unes, “Li e a u a e li e a os: ques ões e con o nos da li e a u a p oduzida na Madei a e sob e a
Madei a”, p. 407.

iii
e isão de li e a u a sob e como as esc i o as madei enses êm sido (ou não)
ep esen adas nos ins umen os de acesso à in o mação e na his o iog a ia li e á ia
insula ; es abelece emos os pa âme os me odológicos des e es udo, desde à ecolha
de dados a é à sua análise e das eg as e con enções u ilizadas; ap esen a emos os
esul ados p elimina es des e es udo, apon ando pa a pis as u u as de in es igação e
iden i icação das limi ações encon adas. De seguida, ap esen a-se o dicioná io
biobliog á ico, con endo dados mínimos das au o as madei enses e espec i a p odução
documen al, complemen ado com bibliog a ia secundá ia (quando possí el). No im,
ap esen a-se as e e ências bibliog á icas u ilizadas nes a in odução.
Re isão de li e a u a
Cu iosamen e, um núme o azoá el de esc i o as madei enses encon a-se
ep esen ado na his o iog a ia li e á ia insula e nos ca álogos bibliog á icos e e en es
ao a quipélago da Madei a, con a iamen e ao que acon ece na p odução congéne e de
âmbi o nacional. Somen e em ob as mui o especí icas publicadas no con inen e é que
podemos encon a e e ências sob e esc i o as madei enses. Re i a-se, po exemplo, a
an ologia “Poe isas Po uguesas” (1917) de Nuno Ca a ino Ca doso
28
e Te esa Lei ão de
Ba os, em “Esc i o as de Po ugal: Génio Feminino e elado na Li e a u a Po uguesa”
(1924)
29
. Ca doso oi mais ab angen e na ecolha de ex os poé icos de au o ia eminina,
compilando ex os e elencando au o as madei enses como Be a de A aíde, Joana de
Cas elb anco, A sénia de Be encou Mi anda, Ma ia da Cos a Pe ei a, Luísa Ma ia
Pe ei a (sic), Emília Acciaiolly Rego Sénio e Viscondessa das Noguei as. No en an o,
Ba os c i icou eemen emen e a compilação ei a po Ca doso, conside ando a
p odução poé ica de au o ia eminina como não ep esen a i a da “boa li e a u a”.
Ba os conside ou que mui os dos ex os coligidos ca ac e iza am-se po es a em
ei ados de um “sabo açuca ado e piegas”
30
, ex aídos na sua maio ia dos almanaques,
28
Nuno Ca ha ino Ca doso, “Poe isas po uguesas, an ologia con endo dados bibliog a icos e biog a icos
acê ca de cen o e seis poe isas.” (Lisboa: Edição e p op iedade do auc o , 1917), p. x , 295 p.. Re i a-se
que es e au o oi ma ido da esc i o a madei ense Ma ia de Cabedo (Vide in a).
29
Te esa Lei ão de Ba os, Esc i o as de Po ugal : gnio eminino e elado na li e a u a po uguesa, 2
ols. (Lisboa: T.L. de Ba os, 1924).
30
Ba os, ol. II, p. 31.
ix
an ologias, jo nais ou monog a ias que elas “en amalhe a am à on ade, em imas
áceis, odos os «amo es» e « lo es» dos seus simbólicos ja dins”
31
. Ainda assim, as
compilações mais ecen es igno a am a p odução de au o as madei enses an e io es ao
século XX
32
, bem como os ca álogos ele ónicos especializados
33
.
Pa a iden i ica ex os madei enses de au o ia eminina, é p eciso conside a não só
algumas ob as de e e ência sob e a Madei a mas ambém uma panóplia de
ins umen os de acesso à in o mação. Podemos conside a que há seis on es p incipais
pa a o conhecimen o da p odução de au o ia eminina publicada na Madei a: nos
pe iódicos li e á ios insula es; nos almanaques e e is as; nas an ologias li e á ias de
au o es insula es; na publicação monog á ica da inicia i a das au o as; em ca álogos
bibliog á icos sob e pa imónio documen al insula e, po úl imo, na his o iog a ia
li e á ia. Passa emos a ca a e iza cada um des es aspec os.
Desde inícios do século XIX, os jo nais madei enses o am o p incipal (e po ezes o
único) eículo pa a a publicação de ex os li e á ios
34
. É possí el encon a
mani es ações da “au o ia eminina” em “O Pa io a Funchalense” (1821) ou em
pe iódicos mais especializados, como “O Beija-Flo ” (1842), a “Au o a do Domingo”
(1862), o “A chi o Li e a io” (1863), “O C epúsculo” (1865); ou “O Rec eio” (1863-
1864), “A Au o a Libe al” (1875-1876) e “A G inalda Madei ense” (1880-1881),
dinamizados pelos discen es do Liceu do Funchal. Os pe iódicos no iciosos con inham,
ambém, secções p óp ias em colunas ou em olhe ins, onde os au o es madei enses
publica am os seus ex os. Tais secções cob em uma g ande di e sidade genológica,
an o em p osa como em e so, incluindo ex os d amá icos.
31
Ba os, p. ols. II, 163.
32
Po exemplo, c . Vanda Anas cio, Uma an ologia imp o  el a esc i a das mulhe es, sculos XVI a XVIII
(Lisboa: Relógio d’gua, 2013).
33
VV. AA., Esc i o as: Women W i e s in Po uguese be o e 1900 (2014). Es e ca álogo apenas menciona
só o Isabel da Mad e de Deus e Ma ilde Isabel de San ana Vasconcelos.
34
Gina Guedes Ra ael e Manuela San os, Jo nais e e is as po ugueses do sculo XIX, Reimp essa (Lisboa:
Minis é io da Cul u a, Biblio eca Nacional, 1998); A qui o Regional e Biblio eca Pública da Madei a,
Ca álogo da Coleção de Jo nais do A qui o Regional da Madei a (Funchal, 2016)
<h ps://abm.madei a.go .p /idd/QW82>; A. Lopes de Oli ei a, Jo nais e jo nalis as Madei enses (B aga:
Li a ia Edi o a Pax, 1969).
x
A li e a u a madei ense de au o ia eminina encon ou na imp ensa pe iódica um luga
insubs i uí el pa a da -se a conhece , subsc e endo anonimamen e ou sob
pseudónimo, com iniciais do seu nome ou po ex enso. No caso do século XIX, a
p odução li e á ia das esc i o as madei enses encon a-se dispe sa em di e sos
pe iódicos insula es, na sua maio ia, poesia lí ica, sendo possí el encon a aduções
de au o es anceses e ingleses. O desconhecimen o que se em ace ca da p odução
li e á ia de au o ia eminina nes e meio de publicação de i a, em g ande pa e, da
inexis ência de ca álogos analí icos, o que implica, na maio pa e das ezes, compulsa
cada jo nal. Os ex os de A sénia Be encou Mi anda, Joana de Cas elb anco, Ma ia da
Cos a Pe ei a, Emília Acciaiolly Rego, en e ou as, encon am-se disseminados nes e
ipo de publicações. Sob e a p esença eminina nos jo nais madei enses, An unes e e e
que a sua colabo ação “demons a que o p ocesso de o mação da mulhe e da sua
pa icipação es a a a desen ol e -se e que es a inha consciência de que a imp ensa
podia se , além de uma o ma de di ulgação das suas composições poé icas e a ís icas,
um meio e icaz de comunicação de ideias”
35
.
Os almanaques cons i uem ou o eículo de di ulgação da p odução ex ual eminina
36
,
de pe iodicidade anual mas com um espaço de di ulgação mais amplo do que o espaço
insula . O “Almanaque de Lemb anças”, undado po Alexand e Magno de Cas ilho em
1850, depois “Almanach de Lemb anças Luso-B asilei o”, e, mais a de, “No o Almanach
de Lemb anças Luso-B asilei o” (1851-1932), pa a além do “Almanach das Senho as”
(1870-1927), c iada po Guioma To ezão e Albe ina Pa aíso, disponibiliza am às
esc i o as madei enses um espaço mais ala gado de colabo ação li e á ia e a ís ica, ou
seja, em con ex o lusó ono. Publica am igualmen e nos almanaques insula es, como no
“Almanach Insulano pa a Aço es e Madei a Es a ís ico, His ó ico e Li e  io” (1874-
35
Luísa Ma inho An unes, “‘Sua es modes os sons’ - mulhe e poesia na imp ensa madei ense da
segunda me ade do séc. XIX”, in As Mulhe es e a Imp ensa Pe iódica, o g. Isabel Lousada e Vânia Cha es
(Lisboa: CLEPUL, 2014), p. 189–209 (p. 203).
36
C . Rosa Ma ia Gal ão e João Luís Lisboa, Os sucesso es de Zacu o : o almanaque na Biblio eca Nacional
do sculo XV ao XXI (Lisboa: Biblio eca Nacional de Po ugal, 2002); Vania Pinhei o Cha es, Isabel Lousada
e Ca los Ab eu, As senho as do Almanaque : ca logo da p oduo de au o ia eminina (Lisboa: Biblio eca
Nacional de Po ugal; CLEPUL, 2014); Vanda Anas cio, “Almanaques: o igem, géne os, p odução
eminina”, Ve edas: Re is a da Associação In e nacional de, 18 (2012), 53–74
<h p://www. e is a e edas.o g/index.php/ e /a icle/download/63/63> [acessado 6 maio 2019].
xi
1875)
37
, no “Almanach de Lemb anças Madei ense” (1908-1910)
38
e no “Almanach
Ilus ado do Di io da Madei a”
39
(1913), di ulgando au o as não só den o de um
espaço in e -insula mas ambém jun o das comunidades madei enses e aço ianas
espalhadas pelo mundo. Nes e ipo de publicações, as esc i o as madei enses
colabo a am não só com ex os poé icos mas ambém com ex os em p osa ou com
ex os lúdicos, como po exemplo cha adas, enigmas e logog i os.
No caso das an ologias li e á ias sob e au o es madei enses, que su gem na segunda
me ade do século XIX, es e ipo de publicações cons i ui -se-á a p incipal on e de
in o mação e e en e à a i idade li e á ia ealizada no a quipélago
40
. An ologias
poé icas como “Flo es da Madei a” (1872), de José Lei e Mon ei o e Al edo Cesa de
Oli ei a
41
, e “lbum Madei ense” (1884), de F ancisco Viei a
42
, in eg a am ex os de
Luísa Ma ia da Cos a Pe ei a, de Leolinda Ja dim Viei a, de Geo gina Dias de Almeida,
Viscondessa das Noguei as e Emília Hen ique a Acciaiolly Rego. Mui os dos aspec os
ela i os a dados biog á icos o am elucidados po Albe o Gomes
43
. No en an o, nos
inícios do século XX, es as an ologias o am c i icadas pela al a de e inamen o na
seleção dos au o es
44
.
37
Almanach Insulano pa a Aço es e Madei a Es a ís ico, His ó ico e Li e á io pa a o anno de 1875, o g.
Augus o Gil, Augus o Ribei o, e F. J. Moniz de Be encou (Ang a do He oismo: Typ. da Te cei a, 1874);
Almanach Insulano pa a Aço es e Madei a Es a ís ico, His ó ico e Li e á io pa a o anno de 1874, o g.
Augus o Gil e Augus o Ribei o (Ang a do He oismo: Typ. da Te cei a, 1873).
38
Almanach de lemb anças madei ense, o g. An ónio Feliciano Rod igues e Jaime Câma a (J.M. da Rosa
e Sil a, 1908-1910).
39
Almanach Ilus ado do Diá io da Madei a, o g. C uz Bap is a San os e F ancisco da Sil a Reis (Funchal:
Emp eza do Diá io da Madei a, 1913).
40
C . Thie y P oença dos San os e An ónio Fou nie , “An ologias, aduções e ede inição dos mapas da
cul u a – o caso madei ense”, Le as Con ida, 6 (2012), 102–11
<h p://acl e is ali e a ia.academiacana ialengua.o g/la-poesia-en-madei a/> [acessado 7 maio 2019].
41
Veja-se José Lei e Mon ei o e Al edo Cesa de Oli ei a, Flo es da Madei a. Poesias de di e sos au ho es
madei enses (Funchal: Typ. da Imp ensa Li e, 1872).
42
Veja-se F ancisco Viei a, Álbum Madei ense. Poesia de Di e sos Au o es Madei enses (Funchal:
Typog aphia Funchalense, 1884).
43
Albe o F. Gomes, “Algumas No as sob e os Poe as das «Flo es da Madei a»”, Das A es e da His ó ia
da Madei a, 3.14 (1953), 4; Albe o F. Gomes, “Algumas No as sob e os Poe as das «Flo es da Madei a»
II”, Das A es e da His ó ia da Madei a, 3.15 (1953), 5.
44
João Cab al do Nascimen o, “Li e a u a madei ense: as poe isas (conclusão)”, Diá io de No ícias
(Funchal, 27 agos o 1918); Fe nando Augus o da Sil a, “Poe as Madei enses. Alguns Subsídios pa a uma
An ologia”, Das A es e da His ó ia da Madei a, 4.24 (1956), 20–24.
xii
Em 1944, a edi o a “Eco do Funchal” publicou “Se e Poe as Madei enses”
45
, con ando
com a colabo ação de Eugénia Rego Pe ei a. No en an o, uma das an ologias mais
ele an es do século XX, in odu o a de uma no a es é ica li e á ia, “A quipélago”
(1952)
46
, não cons a qualque colabo ação de au o ia eminina. Encon a emos apenas
em Luís Ma ino (pseudónimo de Luís Gomes da Sil a) uma ex ensa compilação na sua
“Musa Insula ” (1959)
47
, que consis e numa abo dagem “enciclopédica” sob e a
p odução poé ica ealizada na Madei a.
Já em con ex o au onómico, publica am-se, na es ei a do “A quipélago” (1952), as
an ologias “Ilha 2” (1978)
48
, “Ilha 3” (1991)
49
, “Ilha 4” (1994)
50
e “Ilha5” (2008)
51
, que
eúne a p odução poé ica de esc i o es madei enses con empo âneos, já com
pa icipação eminina. Em 1986, con udo, publicou-se uma “An ologia Li e  ia:
Madei a”
52
, en e os séculos XV e XX (exce o o século XIX), onde a pa icipação eminina
an e io a 1900 é p a icamen e inexis en e. Mais a de, a al a de uma an ologia de
esc i o as madei enses oi ealçada po Ana Ma ga ida Falcão
53
, p opondo uma
publicação que não chegou a conc e iza -se. As esc i o as madei enses coligidas pa a
an ologias li e á ias es ingi am-se à p odução ei a, sal o a as exceções, no século XX
e XXI
54
. Con o me se pode e i ica , as an ologias li e á ias o am p odu o das
45
Flo i al de Passos e al., Se e Poe as Madei enses, num sone o a Shakespea e ( olhe o) (Funchal:
Tipog a ia do “Eco do Funchal”, 1944).
46
A agão Co eia e al., A quipélago ([Funchal]: Edi o ial Eco do Funchal, 1952).
47
Luís Ma ino, Musa Insula (Poe as da Madei a), o g. Tipog a ia do Eco do Funchal (Funchal, 1959).
Deixou manusc i a a sua con inuação C . Ma ia Mónica Teixei a e F ima Ba os, “A qui os de esc i o es
e in es igado es madei enses: ins umen os desc i i os”, A qui o His ó ico da Madei a, 23 (2016), 470–
501.
48
José Sainz-T ue a e José An ónio Gonçal es, Ilha 2 (Funchal: Edição da Câma a Municipal do Funchal,
1979).
49
A. Viei a F ei as e José An ónio Gonçal es, Ilha 3 (Funchal: Edição da Câma a Municipal do Funchal,
1991).
50
Ana Falcão e José An ónio Gonçal es, Ilha 4 (Funchal: Edição da Câma a Municipal do Funchal, 1994)
<h ps://www.wo ldca .o g/ i le/ilha-4/oclc/225748565& e e e =b ie _ esul s> [acessado 7 maio 2019].
51
I ene Lucília. And ade, Ilha 5, 1. ed. (Vila No a de Gaia: 7 dias 6 noi es, 2008).
52
Isabel S ephan, ngela Bo ges e Rui Ca i a, An ologia li e  ia : Madei a (Funchal: Go e no egional da
Madei a, Sec e a ia Regional de educação, 1986).
53
Ana Ma ga ida Falcão, “Mulhe es poe as: (Madei a - século XX)”, Ma gem 2. Funchal, 2005, 38–41;
Ma ga ida Falcão, Esc i o es - iajan es ([Funchal]: Edica e, 1998).
54
Con os madei enses, o g. João Nelson Ve íssimo (Po o: Campo das Le as, 2005); José de Sainz-T ue a
e al., Cade nos de San iago I : colec nea de poesia (Lisboa: Ânco a, 2016); Hélde Teixei a e p e . Nelson
Ve íssimo, An ologia F ancisco Ál a es de Nób ega (Machido: Jun a de F eguesia, 2010); Giampaolo
Tonini, Poe i con empo anei dell’Isola di Made a (Venezia: Cen o in e nazionale della g a ica, 2001);

xiii
ci cuns âncias e mundi idências de cada época e dos c i é ios es é ico-li e á ios
ado ados pelos seus compilado es.
No que diz espei o a monog a ias, o núme o de publicações é escasso, mas mui o
ep esen a i o. É possí el encon a desde ob as o iginais a é aduções de au o es
es angei os, publicando no Funchal, Lisboa, Po o e Pa is, po ezes sob o ma de
li e a u a de co del. En e as p incipais pionei as de e-se aze menção pa a os
omances his ó icos de Ma ia do Mon e de San ana e Vasconcelos, o omance his ó ico
e ex o didá ico da Viscondessa das Noguei as, um ensaio his ó ico de Jose ina
Pe es elo e um diá io de iagens de Celina Sau ai e da Câma a, os omances e na a i a
au obiog á ica de Luzia e poesias lí icas de Be a de A aíde, de Joana de Cas elb anco e
Eugénia Rego Pe ei a
55
. No caso das composições musicais, Amélia de Aze edo publicou
em Pa is e em Lisboa peças o iginais pa a piano e pa a can o. Quan o às aduções de
au o es es angei os (ou e sões do po uguês pa a língua es angei a), algumas
esc i o as madei enses possuem ob as publicadas, com especial ealce pa a
Viscondessa das Noguei as.
No que diz espei o aos ca álogos bibliog  icos insula es, az-se especial ealce pa a o
“Ca logo bibliog  ico do a quipélago da Madei a” (1950) de José Joaquim Rod igues
56
e pa a “Madei a, in es igação bibliog  ica” (1982-1984)
57
, baseado no ace o da
Biblio eca Municipal do Funchal. Embo a mui os dos ca álogos bibliog á icos se
encon em disponí eis na web, não em sido conduzida uma pesquisa e ospec i a
mais ab angen e sob e a p odução de au o ia eminina. A única abo dagem ei a nes e
sen ido oi ealizada po L. S. Ascensão de Macedo no seu guia biobibliog  ico “Da Voz
Ma ia Au o a Ca alho Homem e U bano Be encou , Pon os luminosos : Ao es e Madei a : an ologia
de poesia do sculo XX (Po o: Campo das Le as, 2006); Lapinha de poesia : an ologia de poe as
madei enses, o g. Nelson Ve íssimo, 1a. ed. (Funchal: IA, Imp ensa Académica, 2017); Thie y P oença
dos. San os e F ancisco Co eia, Le adas da Madei a : uma an ologia li e  ia, 1a. ed. (Funchal: Imp ensa
Académica, 2017); Sainz-T ue a e Gonçal es; F ei as e Gonçal es; Falcão e Gonçal es; And ade.
55
Sob e as au o as e e enciadas, consul e-se a en ada co esponden e des e dicioná io.
56
José Joaquim Rod igues, Ca logo bibliog  ico do a quiplago da Madei a (Funchal: Edição da Câma a
Municipal, 1950).
57
Gilda Viei a e An ónio de A agão de F ei as, Madei a : in es igao bibliog  ica. Vol. 3 Ca logo po
assun os (Funchal: Cen o de Apoio de Ciências His ó ias, 1984); Gilda Viei a e An ónio de A agão de
F ei as, Madei a : in es igao bibliog  ica. Vol. 2 Ca logo po assun os (Funchal: Cen o de Apoio de
Ciências His ó ias, 1984); Gilda Viei a e An ónio de A agão de F ei as, Madei a : in es igao bibliog  ica.
Vol 1 Ca álogo onomás ico (Funchal: Cen o de Apoio de Ciências His ó ias, 1982).
xi
à Pluma” (2013)
58
, e e en e a esc i o as da Maca onésia (Madei a, Aço es, Caná ias e
Cabo Ve de), de onde ex aímos g ande pa e das in o mações. Além dis o, como já
e e imos, es es ins umen os dão a exis ência de ob as de au o ia eminina mas a as
ezes iden i icam qual a ins i uição onde esses ex os se encon am cus odiados
(no malmen e em a qui os e biblio ecas públicas, mas não necessa iamen e es as).
Ce as au o as, como a Se a de Deus Ma ia da Enca nação, que se conse a na
Biblio eca da Ajuda (Lisboa), não apa ecem nos ca álogos ele ónicos e em supo e
analógico. O mesmo se coloca no caso dos a qui os, onde as desc ições das unidades
documen ais não e idenciam nos seus me adados desc i i os de que es amos pe an e
ex os de au o ia eminina. Es e caso, po exemplo, é eco en e no A qui o Nacional da
To e do Tombo e no A qui o Regional e Biblio eca Pública da Madei a. Con o me se
pode e i ica , os c i é ios de desc ição de bens documen ais em ins umen os de
acesso à in o mação, qualque que seja a con enção ou ga an ia li e á ia de supo e,
podem obscu ece o ac o de de e minado documen o se de au o ia eminina.
Sob e a p odução enciclopédica
59
, o “Elucid io Madei ense” (1921-1940)
60
,
coo denado pelo Pe. Fe nando Augus o da Sil a e po Ca los Aze edo de Meneses,
cons i ui uma das p incipais on es de in o mação sob e a p odução li e á ia e não
li e á ia ealizada na Madei a. Os au o es do e be e “Li e a u a” e e em que poucos
esc i o es madei enses deixa am o “nome au eolado na his ó ia li e  ia do país”
61
.
Apesa de se possí el ecupe a á ias au o as madei enses ao longo des es olumes,
os au o es des e e be e apenas exempli icam como esc i o as a Viscondessa das
58
L. S. Ascensão de Macedo, p. passim.
59
Não e e i emos aqui o “Dicion io Enciclopédico da Madei a” e o “Wikipedia”, po se em p oje os em
p ocesso de con ução.
60
Fe nando Augus o da Sil a e Ca los Aze edo de Menezes, Elucid io madei ense, Vols. 1-2 (Funchal:
Jun a Ge al do Dis i o do Funchal, 1921); Fe nando Augus o da Sil a e Ca los Aze edo de Menezes,
Elucid io madei ense, 2. ed., 3 (Funchal: [Typog aphia Espe ança], 1940-1946).
61
Fe nando Augus o da Sil a e Ca los Aze edo de Menezes, Elucid io madei ense, 2. ed. (Funchal:
[Typog aphia Espe ança], 1940), p. 521. Sob e a equência da pala a “esc i o a”, e i a-se que, a í ulo
de exemplo, que, no olume 1, h 2 oco ências da pala a, uma pa a “Câma a (D. Ma a Celina Sau ay e
da)” (sic) e ou a e e ência a Ana de Albuque que, esposa do mili a Luís da Câma a Leme; no olume 2,
há 4 oco ências, e e en e a Mademoisselle de Loup (Judi e Ad iana Teixei a de Sousa Moniz) e
Viscondessa das Noguei as. Mas no caso de Olímpia Pio Fe nandes ( ol. 1), os au o es do Elucidá io
Madei ense, e e em que ela “cul i ou as le as” (p. 29). No caso de “Almeida (D. Ma ia Helena Je is de
A ouguia e)” e “Cas elo B anco (D. Joana de)” apa ecem como “poe isas”. Sob e as composi o as e a is as
madei enses, os au o es des a enciclopédia não c ia am en adas p óp ias, apenas ecupe á el no
e be e “Música”.
x
Noguei as e Joana Cas elb anco. No caso das “No as e Comen  ios pa a a His ó ia
Li e á ia da Madei a”
62
do Visconde do Po o da C uz, em ês olumes, es u u ado
segundo uma abo dagem c onológica, somen e a pa i do segundo e e cei o olumes
é possí el encon a e e ências sob e esc i o as. Po ém, a pe spe i a do Visconde do
Po o da C uz sob e as esc i o as madei enses e ela uma condescendência pa e nalis a
ao c i ica as suas (escassas) p oduções li e  ias, conside ando “ odas elas mais ou
menos ei adas daquela pieguice”
63
, ou que “se des acam no a elmen e da mediania das
p oduções poé icas do elemen o eminino dessa época”
64
, ca ac e izadas pelo
“banalismo piegas, da época”
65
ou de “um banalismo a oz e sem o meno in e esse
li e  io”
66
. En e os comen á ios misóginos
67
e a admi ação pela Viscondessa das
Noguei as, po Lau a Ve idiana de Cas o e Almeida Soa es, po Ma ilde de Sau ai e da
Câma a, po Luzia, pela sua p óp ia mãe, Ana Augus a de Cas o Leal de F ei as B anco,
en e ou as, o Visconde do Po o da C uz p ocu ou ealiza uma sis ema ização da
p odução li e á ia madei ense, den o da mundi idência da época e das limi ações que
en en ou du an e a pesquisa
68
. Den o do mesmo espí i o enciclopédico e his ó ico,
ealce-se pa a “Regis o bio-bibliog  ico de madei enses: sécs. XIX e XX” (1986) de Luiz
Pe e Clode
69
, que con ém e e ências biobibliog á icas que ampliam in o mações sob e
au o as madei enses não p esen es no “Elucid io Madei ense” e nas “No as e
Comen  ios pa a a His ó ia Li e  ia da Madei a”. Po ém, e i ica-se a pe sis ência da
62
Al edo de F ei as B anco, No as e comen  ios pa a a his  ia li e  ia da Madei a, 3 ols. (Funchal:
Edição da Câma a Municipal, 1943).
63
B anco, ol. III sob e Leolinda Ja dim Viei a.
64
B anco, ol. III sob e Geo gina Dias de Almeida.
65
B anco, ol. III sob e A sénia de Be encou Mi anda.
66
B anco, ol. II sob e Ma ia José da Cos a Pe ei a.
67
Repa e-se, po exemplo, nes e comen  io: “De emos conco da que não e a b ilhan e nem inigual el
es a Dama no campo da poesia”; em e e ência à Luzia: “Fialho dizia que uma Esc i o a que oge da
banalidade de e chama -se «um homem de génio». Na e dade, nas mais das Vezes as in elec uais
cap icham em ex e io iza uma ce a masculinidade, no aja e nos concei os, que lhes i a a
ca ac e ís ica de mulhe es. Com a Senho a Dona Luísa G ande não acon eceu assim, po que oi dos
espí i os mais geniais e das A is as de mais e inado gos o, sem nunca pe de o seu ap umo e a sua
dignidade de Senho a”, B anco, ol. III.
68
C . Síl ia Gilbe a Gomes, “Memó ia e p omoção cul u al madei ense na ob a do Visconde do Po o da
C uz” (Uni e sidade da Madei a, 2014) <h ps://digi uma.uma.p /handle/10400.13/656> [acessado 6
maio 2019].
69
Luiz Pe e Clode, Regis o bio-bibliog  ico de madei enses : scs. XIX e XX (Funchal: Caixa Económica,
1986).
x i
ausência de dados biog á icos p ecisos sob e esc i o as madei enses
70
. En e as
p oduções mais ele an es pa a a his o iog a ia li e á ia do a quipélago da Madei a,
ealçamos o monumen al dicioná io biobibliog á ico, em dezasseis olumes ainda
inédi os, do “Pano ama Li e  io do A quipélago da Madei a” (1959?-1986) de Luís
Ma ino
71
, que se conse am no A qui o Regional e Biblio eca Pública da Madei a. Es e
ins umen o possui uma das mais ab angen es compilações biobibliog á icas de ex os
e au o es madei enses desde o século XV a é ao século XX. Além dis o, pe manece am
inédi os dois olumes de “Temas Li e  ios (Pa es I e II)” que compilam “biog a ias,
c í ica li e á ia, poesia, depoimen os, ansc ições e inédi os de cen enas de au o es”
72
.
No en an o, é indispensá el olha c i icamen e pa a cada uma das en adas, uma ez
que não es ão isen as de inco eções (po exemplo, dados biog á icos dúbios,
incomple ude dos egis os, c i é ios de inclusão). Em alguns casos, c ia am-se
pseudónimos sem qualque undamen ação, como é o caso de “Lília Amada”
73
.
Con o me se pode e i ica , mui o poucos es udos se e sa am sob e a p odução
in elec ual de au o ia eminina na Madei a.
Em sín ese, um segmen o signi ica i o de ex os de au o ia eminina p oduzidos na
Madei a en e os séculos XV e XIX pe maneceu desconhecido do g ande público e da
comunidade cien í ica. A dispe são das on es e o obscu ecimen o da ep esen ação da
au o ia eminina em ins umen os de acesso à in o mação e na his o iog a ia li e á ia
nacional e insula cons i uem condições que limi a am du an e mui o empo o acesso e
uição dos seus ex os e c iações. A es a égia de ansposição dos c i é ios axiológicos
do mains eam his o iog á ico-li e á io nacional pa a o âmbi o insula apenas se iu
pa a ge a os mesmos e ei os de ma ginalização, de agmen ação e de la ência de um
legado documen al de au o ia eminina insula mui o di e so. Po exemplo, as esc i o as
que nasce am ou que i e am na Madei a mas o iundas de comunidades es angei as
70
C . os casos de Olímpia Pio Fe nades e Ca olina Dias de Almeida.
71
A qui o Regional e Biblio eca Pública da Madei a, “Pano ama Li e  io do A quipélago da Madei a
(PT/ABM/LMR/A/001)”, A chee o - A qui o Regional e Biblio eca Pública da Madei a, 2019
<h ps://a qui o-abm.madei a.go .p /de ails?id=661643> [acessado 6 maio 2019]; e Teixei a e Ba os.
72
A qui o Regional e Biblio eca Pública da Madei a, “Fundo Luís Ma ino. Temas Li e  ios
(PT/ABM/LMR/A/002)”, A qui o Regional e Biblio eca Pública da Madei a - A chee o, 2019
<h ps://a qui o-abm.madei a.go .p /de ails?id=57647> [acessado 6 maio 2019].
73
C . in a e be e espe i o.
xxiii
au o as es angei as (nascidas na Madei a ou no es angei o) é de 29,8%, sendo
maio i á ia a p esença de esc i o as inglesas (75,8%), de exp essão alemã (22,4%) e de
exp essão ancesa (1,7%).
O co pus documen al de au o ia eminina que es e ins umen o colige e idencia uma
g ande di e sidade de ipologias ex uais e documen ais. Iden i icámos di e sos
eposi ó ios ins i ucionais e classi icámos documen os de a qui o, monog a ias,
pe iódicos e ou as ipologias documen ais. A segui ca ac e iza emos, sem ânimo de
exaus i idade, as p incipais ca ac e ís icas da cul u a esc i a de au o ia eminina no
a quipélago da Madei a.
(1) Biog a ia, au obiog a ia, epis olog a ia e na a i as de iagens. O que es e clus e
de géne os li e á ios em em comum consis e no ac o de se em ex os esc i os
maio i a iamen e na p imei a pessoa, pa ilhando do pon o de is a genológico
alguns casos de hib idismo ou de con aminação. Algumas na a i as de iagem, po
exemplo, encon am-se con igu adas segundo as eg as do géne o epis ola . A
dimensão des e clus e co esponde a ce ca de 27,8% da p odução iden i icada,
sendo a epis olog a ia e as na a i as de iagens os géne os li e á ios mais
equen es. As mais an igas e e ências dizem espei o a co espondência
adminis a i a, amilia e con essional. Realçamos o caso da Se a de Deus, Ma ia da
Enca nação, do Con en o de Nossa Senho a da Enca nação do Funchal
95
, cujas
ca as o am compiladas e alidadas po ia no a ial, pa a compo a Vida
96
edigida
pelo Pe. João Ribei o, S. I. É a a és des a co espondência que se pode conhece
dimensões desconhecidas sob e a ida p i ada e social das eligiosas madei enses.
No en an o, pouca co espondência de au o ia eminina sob e i eu, exce o algumas
ca as de na u eza amilia que se conse am, ainda inédi os, po exemplo, na
Biblio eca da Ajuda, no A qui o Regional e Biblio eca Pública da Madei a e no
es angei o, como no A qui o Sec e o do Va icano. Somen e em inais do século
95
En e ou as que cul i a am es e géne o, e as so o es An ónia Angélica de Vi e bo, Pe onilha Rosa
de São Ped o, Juliana Ma ia da Vi ó ia e Jose a Ma ia Xa ie . C . ambém Guioma Madalena de Sá
Vilhena.
96
O géne o ida, apesa do cunho (au o)biog á ico, an o esc i as pelas eligiosas como pelos seus
con esso es, co esponde, po ezes, a casos em que as eligiosas biog a adas se encon am acusadas de
he esia.

xxi
XVIII e inícios do seguin e encon ámos ela os de iagens de au o as inglesas,
alemãs, ancesas e ame icanas, como Ma ia Riddell, Ida P ei e , Albine-Hélène de
Vassal, Elisabe h Phelps, Ma ia Dundas Callco e Sa ah Bowdich Lee. Encon ámos
p odução dia ís ica ou na a i as de iagens, po ezes sob o ma epis olog á ica,
em casos como Ma ia Phelps, Emily Smi h, Helena Pa ham, Louisa Low ie, Anna
Ma ia on We ne , Ellen Taylo , Isabella de F ança, ou memb os da ealeza e
nob eza eu opeias, como a impe a iz conso e do México, Ca lo a da Áus ia. No
caso das au o as nascidas na Madei a (de comunidades po uguesa e b i ânica) que
cul i a am a na a i a de iagens e i a-se pa a Alicia Bewicke Li le, Celina Sau ai e
da Câma a, Ma ia de Cabedo e Luzia. Impo a menciona , ambém, Elisabe h
Josephine C aig pelo seu con ibu o na di ulgação da gas onomia madei ense que
se in eg a no domínio das na a i as de iagens. No caso das comunidades
madei enses em con ex o de emig ação, sob o ma biog á ica e epis olog á ica,
e i a-se Jesuína Te esa Ma ins e Ana Ma ins Gou eia, esc i os no Ha aí.
(2) Desenho, pin u a e o og a ia. As p incipais cul o as des e ipo de legado
documen al são au o as b i ânicas, co espondendo a 4,1% do conjun o de ob as
iden i icadas. A p odução que se conhece ai do desenho cien í ico da launa e lo a
da Madei a – como Sa ah Bowdich Lee, a Honou able Elisabe h No on e Ma y Young
(colabo ado as do Re e endo Thomas Lowe), as i mãs Jane Wallas Pen old e Augus a
June Robley, e as i mãs Du Cane – a é ep esen ações da paisagem e cos umes
madei enses, como Isabella de F ança, Susan Ve non Ha cou e Emily Smi h. No
campo da o og a ia é indispensá el ealça pa a Amélia Augus a de Aze edo
(embo a insu icien emen e iden i icado) e Mild ed Blandy. Desconhecem-se, po
exemplo, as ob as de Ma ia O nelas e de Gab iela Tche kesso , dado não se dispo
de es udos sob e a is as madei enses no pe íodo em es udo.
(3) Disse ações académicas, ex os didá icos, ensaio e his o iog a ia. Es e segmen o
é esidual (3,6%), mas signi ica i o. Ainda que só no século XX é que se pode e i ica
um núme o signi ica i o de au o as de ex os académicos pa a ob enção de
habili ações li e á ias, C is ina da Cunha publicou uma ese de dou o amen o
in i ulado “Sob e o es udo es a ís ico e oxicológico dos en enenamen os pelo
a sénio” (1925). No domínio da p osa did ica, é necess io ealça os “Dilogos
en e uma A ó e sua Ne a” (1862), ap o ado pelo Conselho Ge al de Ins ução
xx
Pública, cons i uindo um ex o pionei o em e mos de manuais didá icos publicados
em Po ugal. Ou o manual didá ico, o ien ado pa a écnicas de can o, é da au o ia
de Gab iela Ma cial Ja dim Tche keso , publicado em F ança sob o í ulo “La
Technique Vocale Simplemen Expliquée” (1932). No âmbi o do ensaio, Jose ina
Pe es elo é au o a de um es udo his ó ico e biog á ico sob e o Ma quês de Pombal,
publicado em Lisboa em 1882.
(4) Poesia. En e os géne os li e á ios mais cul i ados, co espondendo a ce ca de
20,9% do conjun o de géne os e ipologias documen ais cons an es des e
le an amen o, a poesia ocupa um luga de des aque. G ande pa e da p odução
poé ica su ge em inícios do século XIX, especialmen e no segundo qua el da
p imei a me ade do século, com Lília Amada, Ma iana Pimen el Maldonado e
Viscondessa das Noguei as. Iden i icámos ês cená ios de publicação. Em p imei o
luga , os ex os poé icos encon am-se dispe sos em jo nais, almanaques e
an ologias li e á ias, con i mando o que oi expos o a ás. As colabo ado as mais
assíduas o am A sénia Be encou Mi anda, Joana de Cas elb anco, Viscondessa
das Noguei as, Ma ia Isabel Gami o de Oli ei a e Ma ia Luísa da Cos a Pe ei a. Em
segundo luga , algumas esc i o as euni am em li o as suas p oduções poé icas,
como Be a de A aíde, Joana de Cas elb anco, Ma iana Xa ie da Sil a F ei e, Ma ia
Ri a Chiappe Cade , Eugénia Rego Pe ei a, as i mãs Luisa e A abella Sho e. No caso
da poesia popula , de emos ealça Jesuína Te esa de Jesus Ma ins e Vi gínia
Gonçal es de F ei as Viei a, po que, sendo anal abe as, os seus ex os sob e i e am
a a és da mediação esc i a masculina. Po úl imo, há uma p e alência pa a o
inedi ismo, não sendo possí el iden i ica o seu pa adei o dos seus manusc i os em
casos como Ca olina Ma ilde Esme aldo, Emília Hen ique a Acciaiolly Rego, Lília
Amada, Ma iana Pimen el Maldonado, Ma ga ida de Sabóia Pes ana Pe ei a Pin o,
en e ou as, excen uando-se aquelas que des uí am manu p op ia. Há que
essal a pa a p esença de poesia in an il e ju enil pa a casos como Ma ia F ancelina
Mo ais de Lune , Emília Acciaiolly Rego e Ma ia El i a Gomes de la Ma a Diniz. No
en an o, as colabo ações espo ádicas ou o apa ecimen o e desapa ecimen o súbi o
de poe isas não deixa am indi e en e os lei o es
97
. Em e mos ge ais, os opoi mais
97
Uma lei o a do “Di io de No ícias” pe gun a a: “Que im le ou D. A cenia B. Mi anda? – E D. Joanna
Cas ello-B anco? – E D. Ma ianna S. F.? – E D. Ma ia L. da Cos a Pe ei a? – D. Ma ianna Belmi a d’And ade?
xx i
eco en es da poesia madei ense de au o ia eminina - a endendo incidem sob e
e en os amilia es, como o ani e sá io de nascimen o ou mo e de um en e que ido,
a celeb ação da ma e nidade, a saudade em con ex o de emig ação, de oção
eligiosa, emas encomiás icos em o no de pe sonalidades, ins i uições e de
exal ação da beleza da ilha, a gue a ci il de 1828 a 1834. O in e esse pelo mi o de
Machim e Ana de A e oi cul i ado po duas poe isas alemãs, Pauline Schanz e
Amalie on Liebhabe , a a és de poemas épicos.
(5) P osa em jo nais, e is as, a igos de opinião e discu sos. Es e segmen o cons i ui
um dos mais equen es, po ep esen a ce ca de 16,39% do o al de géne os e
ipologias documen ais iden i icados nes e dicioná io. T a a-se de uma dimensão
mui o he e ogénea, con ando en e as colabo ado as que publicam assiduamen e
em pe iódicos e as que não se conhece mais do que uma única publicação. Dado que
os ins umen os de acesso à in o mação disponí eis sob e pe iódicos po ugueses
mui as ezes não ca alogam o con eúdo, conside a-se que a dimensão de
colabo ado as madei enses pode es a in adimensionada
98
. Ve i ica-se uma o e
p esença de pseudónimos, alguns co espondendo a uma espécie de
“ ansgene ismo li e  io”, como a “que ela das ei as” de “O Pa io a Funchalense”
(Huma F ei a Zelosa Da Ve dade e Senho a F ei a Cons i ucional, que se supõe se
de au o ia masculina) e Césa O igão, pa a o caso de Olímpia Pio Fe nandes.
Algumas esc i o as madei enses euni am em li o as suas publicações dispe sas em
pe iódicos insula es e nacionais, como Ma ia de Cabedo, Judi e Moniz, Ma ia Ri a
Chiappe Cade e Ma iana Xa ie da Sil a F ei e. En e as mais p olí icas
colabo ado as de emos ealça Júlia G aça de F ança e Sousa, mas há um conjun o
de ex os não iden i icados, como Ma ia O nelas e Guilhe mina Ad iana Teixei a e
Sousa Moniz, pelas di iculdades acima indicadas. Den o des e segmen o, impo a
in eg a discu sos, pales as, en e is as ou con e ências, que cons i uem um
conjun o documen al desconhecido, de ido, em alguns casos, ao inedi ismo e
(…) po que azão, pois, ’os não mandam, e, se ’os en iam, po que lhes não ds publicidade?!”, In Di io
de No ícias. Funchal. N.º 223 (17-07-1877): p. 1.
98
G ande pa e das en adas de au o as madei enses do século XX cons an es do “Pano ama Li e  io do
A quipélago da Madei a” de Luís Ma ino a es a a al a de elemen os biobibliog  icos p ecisos.
xx ii
a idade de exempla es, sendo de ealça Ma ia de Cabedo, Isau a dos Passos
Ja dim, Júlia de F ança e Sousa e Ma ga ida Olim Ma o e Ramos.
(6) Romance, no ela, con o e c ónicas li e á ias. Es e segmen o co esponde a 6,9% do
conjun o de esc i o as que cul i a am es es géne os li e á ios. De emos ealça pa a
as cul o as do omance his ó ico como Ma ia do Mon e de San a e Vasconcelos e
Viscondessa das Noguei as. No domínio do con o e das c ónicas li e á ias, de e-se
e e i as ob as de Luzia, Ma ia Augus a de Lima Viei a de Ab eu, Ma ia da Soledade,
Olímpia Pio Fe nandes, Ma ia de Cabedo, que se encon am publicadas em
monog a ias ou disseminadas na imp ensa pe iódica. Ve i ica-se, ambém, a
p esença de esc i o as b i ânicas que esc e e am na Madei a, como a p olí ica
omancis a e no elis a E elyn E e e -G een e Ma y Saunde s O’Malley. No caso do
omance sa í ico, e i a-se a au o ia sob o pseudónimo Domingas de O nelas
Augus a, in i ulado “O Fe ei o”, eedi ado duas ezes no Funchal em 1872. No
âmbi o da li e a u a in an o-ju enil, impo a e e i os con os de Ma ia F ancisca
Te esa, Ma ia das Do es Sau ai e da Câma a e Ma ia Ri a Chiappe Cade .
(7) Tea o, a es pe o ma i as, composição musical e cinema. O géne o d amá ico
co esponde 4,5% do conjun o de au o as aqui iden i icadas. Con udo, g ande pa e
das suas ob as pe manece am inédi as ou em pa adei o ince o. Di e sas peças de
ea o o am es eadas no Funchal a pa i da segunda me ade do século XIX, com
ealce pa a Olímpia Pio Fe nandes, Ca olina Dias de Almeida, Ma ilde Olímpia
Sau ai e da Câma a e Eugénia Rego Pe ei a. No que oca à música, é de ealça a
p esença de composi o as madei enses, como Amélia Augus a de Aze edo e Ma ilde
Olímpia Sau ai e da Câma a, cuja p odução ainda se encon a dispe sa e manusc i a.
No âmbi o do cinema, e i a-se a pa icipação de Eugénia Rego Pe ei a em “O Fauno
das Mon anhas” (1926) e de Ma ia Augus a de Lima Viei a de Ab eu, como a iz em
“A Calúnia” (1926), ambos de Manuel Luís Viei a. Há e e ências de Ma ia de Cabedo
e esc i o um a gumen o pa a ilme in i ulado “A ascinação do Ma ”, que
pe maneceu inédi o.
(8) Tex os da a i idade adminis a i a. Pa a os pe íodos do século XV a é inais do
século XVIII, pouco se sabe sob e a dimensão da cul u a esc i a de au o ia eminina
no a quipélago da Madei a a é à in odução da ipog a ia em 1821. Uma das
ca a e ís icas mais equen es consis e na mediação da oz das mulhe es em ex os
xx iii
o iciais esc i os po esc i ães ou no á ios, como es amen os, co espondência e
documen os adminis a i os. Po exemplo, no es amen o de Ma ia de Be encou
(1417-1494) é possí el iden i ica a sua oz au o al, como Macedo e e e,
“en eco ada na es u u a o mula da adição amanuense”
99
. Apesa de o ex o
se encon a enunciado na p imei a pessoa, é um documen o que simul aneamen e
não só cump e ins adminis a i os e pa imoniais mas ambém é um ex o com
con éudo (au o)biog á ico. En e as mulhe es que i e am acesso à cul u a esc i a
na Madei a, emos as esc i ãs dos con en os madei enses. Ce ca de 21 au o as
(9,4%) p oduzi am ex os de na u eza adminis a i a, em á eas uncionais como a
adminis ação inancei a, pa imonial, de egis os i ais e da co espondência
o icial
100
. No âmbi o da documen ação emp esa ial, iden i icámos Ve a Way
Ma ghab, que desen ol eu a sua a i idade como mulhe de negócios no se o do
bo dado da Madei a no Funchal, cujo ace o a qui ís ico, bibliog á ico e
museológico se encon a o almen e deslocado nos Es ados Unidos da Amé ica.
(9) Tex os da adição o al e popula . Num a quipélago onde as axas de anal abe ismo
o am pa icula men e ele adas pa a o sexo eminino no pe íodo aqui conside ado,
e i ica-se um núme o ele ado de mulhe es in o man es de ex os de adição o al
e popula na bibliog a ia compulsada pa a a p esen e ecolha. As zonas u ais
insula es cons i uem espaços onde se e i ica maio p ese ação des es ex os,
de ido ao seu isolamen o e meno con ac o com as zonas ci adinas e meios de
comunicação. Con udo, es e ipo de ex os so eu o e declínio ao longo do século
XX. Como e e e Fe é, “os ex os da li e a u a adicional encon am-se ixados nas
memó ias dos seus po ado es e nelas se eesc e em, no ac o de ap endizagem,
pa a, inalmen e, se ansmi i em, pela oz a ou as memó ias subme idas às
mesmas eg as”
101
. Apesa de os compilado es não e em o necido elemen os
99
Macedo, p. 10.
100
Veja-se, po exemplo, as eligiosas Ana Jose a da Na i idade, An ónia de San a Ri a, An ónia Rosa de
Vi e bo, Bibiana Na cisa do Lado, Ca lo a Ma ilde da Conceição, Cla a Cecília de são José, Emília Romana
do Empí io, Felisbe a Cândida de São Be na do, Joana Te esa da Gló ia, Jose a Ma ia da Enca nação,
Ma ia Angélica da Naza é, Ma ia da Exal ação, Ma ia do Lado, Ma ia Vi o ina da Fé, Ma iana Agos inha
de San a Ge udes, Ma iana da Paixão, Ma iana da Vi ó ia, Ma iana de San a Te esa, Pe onila do
Soco o, Te esa An ónio do Amo Di ino, Tomásia Del ina da Can uá ia.
101
Pe e Fe é, “Romancei o e memó ia”, in Memó ia & Sabedo ia, o g. José Ped o Se a e al. (Lisboa:
Cen o de Es udos Clássicos/Cen o de Es udos Compa a is as/Húmus, 2011), p. 435–58 (p. 441)
<h ps://sapien ia.ualg.p /handle/10400.1/3011> [acessado 13 maio 2019].

xxix
biog á icos mais de alhados sob e as suas in o man es, oi possí el iden i ica ,
a a és da idade e da a da ecolha, ex os e nomes como Ana de A aújo Longuei a,
Augus a Viei a, Cândida Gonçal es Telo, Guilhe mina dos San os, C is ina Viei a da
Cos a e Umbelina Teixei a Mendes. Es e ilão de gua diãs da cul u a o al e popula
e idencia que es as in o man es cul i a am es e ipo de ex os, no malmen e em
ambien e domés ico e amilia , supo ada na memo ização e na epe ição, com
ex os de con eúdo p o ano ou eligioso
102
. Não pudemos, con udo, ecupe a em
Rod igues de Aze edo, in o mação sob e e en uais in o man es
103
. De igual o ma,
não i emos acesso à ob a de Joanne Bu lingame Pu cell (1938-1984), que ealizou
um le an amen o nos Aço es e na Madei a en e 1969 e 1971
104
. A p incipal on e
de in o mação pa a es e dicioná io p o eio das pesquisas de Fe é e Bo o
105
. Nes e
dicioná io encon am-se ep esen adas ce ca de 3,6% das in o man es, núme o
mui o in e io de ido à al a de a amen o e di ulgação de di e sos ex os
ecolhidos no passado e que se encon am ainda inacessí eis.
(10) T adução li e á ia. Um núme o signi ica i o de esc i o as madei enses dedicou-
se à a i idade adu ícia, com p e alência pa a au o es anceses e ingleses. A
adução (e e o e são) co esponde ce ca de 2,5% da p odução li e á ia cons an e
des e dicioná io. As p incipais cul o as o am Ca olina Ma ilde Esme aldo, Ma ilde
Lau a Soa es Pes ana Coelho, Viscondessa das Noguei as, Eliza New on Sma e
Ma ia F ancisca Te esa, que publica am em li o as suas aduções, exce o Jose ina
Pe es elo, que publicou apenas em pe iódicos insula es. O caso de “En ico Le
P ê e” da Viscondessas Noguei as, publicado em Pa is em 1888, cons i ui um único
caso de e são pa a ancês do omance de Alexand e He culano. Há, po ém, que
e p esen e que mui as das aduções publicadas nos jo nais madei enses dos
século XIX apa ecem de o ma anónima, não sendo possí el a e i se se a a de
ex os de au o ia eminina.
102
Paulo Jo ge Co eia, “con o de adição o al”, Ap ende Madei a, 2016
<h p://ap ende amadei a.ne /con o-de- adicao-o al/+&cd=1&hl=p -PT&c =clnk&gl=p > [acessado 14
maio 2019].
103
Al a o Rod igues de Aze edo, Romancei o do a chipelago da Madei a (Funchal: Typ. da “Voz do Po o”,
1880).
104
C . en ada em Macedo, seç. [185].
105
Pe e Fe é e Sand a Bo o, No o omancei o do A quiplago da Madei a (Funchal: Funchal 500 Anos,
2008).
xxx
Pelo que se sabe da p odução ex ual de au o ia eminina an es do século XIX, a
dimensão da cul u a esc i a se á p edominan emen e manusc i a e com ins u ili á ios.
A mediação da oz eminina pela mão masculina pe maneceu du an e mui o empo em
di e sos documen os de a qui o, apesa de a es u u a diplomá ica do ex o es a
ocalizada na p imei a pessoa. Exemplo dis o é o es amen o de Ma ia de
Be encou
106
, que co esponde a um dos mais emo os es emunhos de au o ia
eminina no espaço a lân ico. No caso dos con en os emininos Madei enses –
especialmen e os Con en os de San a Cla a, de Nossa Senho a da Enca nação e de
Nossa Senho a das Me cês – pouco se es udou sob e a cul u a esc i a das eligiosas
madei enses. De e-se a Foun ou a a chamada de a enção pa a a sua p odução
documen al
107
, que, encon ando-se dispe sa en e o A qui o Regional da To e do
Tombo e o A qui o Regional e Biblio eca Pública da Madei a, ealçou a a i idade das
esc i ãs dos con en os. De ac o, as esc i ãs dos con en os madei enses de inham um
ní el de conhecimen o que não se ci cunsc e ia ao egis o da a i idade adminis a i a
( inancei a, pa imonial, da ida consag ada). Fon ou a e e e que as eligiosas
madei enses cul i a am “a música sac a, a esc i a, a a i mé ica, a calig a ia e as a es
meno es ais como o desenho, a pin u a e a minia u a”
108
. É possí el encon a
e idências e e en es não só à a i idade c onís ica, po exemplo a ob a pe dida de so o
Isabel da Mad e de Deus. Po ém, não se conhece a exis ência de li a ias con en uais
emininas na Madei a
109
nem exis em es udos sob e a a i idade dos ca ó ios
con en uais emininos e hábi os de lei u a
110
. É a a és da Vida da Se a de Deus Ma ia
106
Consul e-se e be e in a.
107
O ília Rod igues Fon ou a, As Cla issas na Madei a : uma p esena de 500 anos, 1a ed. (Funchal:
Cen o de Es udos de His ó ia do A lân ico, Sec e a ia Regional do Tu ismo e Cul u a, 2000)
<h ps://www.wo ldca .o g/ i le/cla issas-na-madei a-uma-p esenca-de-500-
anos/oclc/56943326& e e e =b ie _ esul s> [acessado 6 maio 2019].
108
Fon ou a, p. 246.
109
Paulo J. S. Ba a a, “As li a ias dos mos ei os e con en os emininos po ugueses após a sua ex inção:
uma ap oximação a uma his ó ia po aze ”, Lusi ania Sac a, 24 (2016), 125–52
<h p://po al.ceh . .lisboa.ucp.p /Lusi aniaSac a/index.php/jou nal/a icle/ iew/209> [acessado 6
maio 2019]. Es e es udo menciona e oneamen e os con en os emininos madei enses, po con usão com
a ans e ência do ca ó io con en ual pa a o A qui o Nacional da To e do Tombo.
110
En e os es udos sob e a a i idade con en ual, não se ez especial ealce pa a os ca ó ios, apesa de
os es udos sob e es as ins i uições e em consul ado os seus undos documen ais, como em Edua da
Ma ia de Sousa Gomes, O Con en o da Enca nao do Funchal : subsdios pa a a sua his  ia, 1660-1777
(Funchal: Região Au ónoma da Madei a, Sec e a ia Regional de Tu ismo e Cul u a, 1995); João Sousa, O
Con en o de San a Cla a do Funchal, 1. ed. (Funchal: Sec e a ia Regional do Tu ismo Cul u a e Emig ação,
1991). Fon ou a az especial ealce pa a es e aspe o, c . no a 96.
xxxi
da Enca nação que encon ámos e e ências na p imei a pessoa o apoio do undado do
Recolhimen o de San a Te esa, cónego Hen ique Calaça de Vi ei os, e dos eligiosos da
Companhia de Jesus do Funchal em acili a o acesso a au o es como San a Te esa de
Á ila e São João da C uz, a a és do emp és imo, aquisição ou ansc ição de ex os pa a
a eligiosa leiga madei ense. Rela i amen e ao século XVIII, é possí el iden i ica alguma
a i idade epis ola , mas es amos na p esença de um pe íodo pouco es udado e
iden i icado. O que amos encon a a pa i da segunda me ade do século XVIII e inícios
do século XIX são ex os de esc i o as es angei as, especialmen e ela os de iagens de
exp essão inglesa, alemã e ancesa. Tais ex os demons am uma di e sidade de
p opósi os que cons i uem um olha exógeno sob e o a quipélago, desde o ela o de
expe iências e i ências na Madei a enquan o des ino de u ismo e apêu ico ou como
des ino pa a na u alis as e explo ado as, egis ados em na a i as ou em desenhos, ou
simplesmen e um e i o pa a a c iação li e á ia, como a esc i o a E elyn E e e -G een.
Toda ia, encon ámos mui os casos de inedi ismo, que cons i ui um dos elemen os
limi ado es que di icul am a iden i icação e localização de exempla es. São mui as as
e e ências e poucas as que e e i amen e se conse am em a qui os e biblio ecas.
Ou o aspec o ele an e em elação a ex os madei enses de au o ia eminina consis e
nos mecanismos de mediação da sua oz, p esen e não só em documen os de a qui o
( es amen os, eque imen os, co espondência o icial), mas ambém em p e ácios dos
seus omances, li os de poesias ou na p osa jo nalís ica, com a as exceções, como
Joana de Cas elb anco. Po exemplo, o “Código Ci il” po uguês de 1867 ob iga a a que
oda a c iação in elec ual de au o ia eminina dependesse da bondade da u ela
masculina, como e e e o a igo 1187.º: “A mulhe auc o a não póde publica os seus
esc ip os sem o consen imen o do ma ido; mas pode eco e á auc o idade judicial em
caso de injus a ecusa delle”
111
. Con udo, não é a o em Po ugal encon a mulhe es
que unda am a sua p óp ia ipog a ia pa a publica em libe dade, como a cabo- e diana
An ónia Ge udes Pusich (1805-1883) e a aço iana Alice Mode no (1867-1946).
De aco do com Macedo, há dois ac o es de e minan es pa a a epi ania de esc i o as e
a is as madei enses desde o século XIX: o acesso das mulhe es à educação e a
111
Po ugal, Codigo Ci il Po uguez, 2.a ed. (Lisboa: Imp ensa Nacional, 1868), seç. 208.
xxxii
in odução da ipog a ia na Madei a
112
. Em p imei o luga , a in odução da ipog a ia na
Madei a
113
, pela inicia i a do madei ense Nicolau Cae ano Be encou Pi a, em 1821,
ouxe e ei os mul iplicado es pa a uma comunidade insula maio i a iamen e
anal abe a, de cul u a de base o al e de ci culação documen al manusc i a. Rep esen ou
uma impo an e e olução indus ial de inicia i a Libe al pa a a Madei a no domínio da
in o mação. Tal a o eceu não só a c iação de um me cado li ei o e edi o ial,
an e io men e inexis en es, como ambém acili ou a ins i ucionalização de biblio ecas
públicas, como a Biblio eca Municipal do Funchal (1838), ap o ei ando o con ex o de
con isco das li a ias con en uais oco ido a pa i de 1834, e desen ol e um se iço
público de lei u a. Em segundo luga , o ala gamen o do acesso das mulhe es
madei enses à educação pública. Ainda que a e o ma pombalina de 1772 con emplasse
a c iação de escolas égias emininas na Madei a, pe sis ia um p econcei o
ela i amen e à necessidade de as mulhe es (e as classes popula es) e em di ei o a uma
educação le ada, con o me se pode e i ica em di e sos jo nais madei enses do século
XIX. Ma celiano Ribei o de Mendonça (1805-1866), Comissá io dos Es udos do Dis i o
do Funchal, e e iu em 1856
114
, a p opósi o da c iação da escola pública de meninas de
Câma a de Lobos, que o des ino da mulhe se conc e iza a como mãe, ilha, esposa e
educado a da sociedade: “[só] quando a mulhe o bem educada, pode  educa bem
a amília que se c ia de oda dela, à somb a do seu amo e solici ude ma e nal”
115
. Na
e dade, as classes mais possiden es da Madei a dispunham de á ias al e na i as: ou
en ega am a educação das p imei as le as ao cuidado dos con en os emininos; ou
con a a am p ece o es ou p ece o as pa a educa em as suas ilhas em con ex o
112
L. S. Ascensão de Macedo, Da Voz à Pluma: Esc i o as e pa imónio documen al de au o ia eminina
de Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo Ve de: guia biobibliog á ico (Ribei a B a a: Ed. de au o , 2013)
<h ps://doi.o g/10.13140/ g.2.1.4595.1607>.
113
Po í io Pin o, “O papel dos pad es no desen ol imen o da imp ensa pe iódica na Madei a”, in Diocese
do Funchal:a p imei a diocese global: His ó ia, Cul u a e Espi i ualidades, o g. José Edua do F anco e João
Paulo Oli ei a e Cos a, Vol. II (Funchal; Lisboa: Diocese do Funchal; Es e a do Caos, 2015), p. 719–25.
114
No con ex o do Dec e o de 7 de maio de 1856, que c iou no Dis i o do Funchal doze cadei as de
ins ução p imá ia pa a o sexo masculino e oi o pa a o eminino. C .
h p://legislacao egia.pa lamen o.p /V/1/31/11/p185. As agas pa a escolas públicas emininas só o am
c iadas pa a San a C uz, Machico, San ana, S. Vicen e, Po o Moniz, Calhe a, Câma a de Lobos e Po o
San o.
115
Nelson Ve íssimo, “A Escola Pública de Meninas do Concelho de Câma a de Lobos: o discu so inaugu al
do Comiss io de Es udos”, Re is a Gi ão, 2.3 (2006), 53–57.
3
ALBINE-HÉLÈNE DE VASSAL (F ança;
1779 – Ibid; 1848) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Albine-Hélène de Vassal nasceu em
Pa is a 19 de dezemb o de 1779. E a
ilha de Jean-And é de Vassal, ca alei o
e senho de Nesles, e de Anne Pas de
Beaulieu. Albine-Hélène de Vassal oi
aman e de Napoleão Bonapa e, que o
acompanhou no exílio pa a a ilha de
San a Helena, i endo na casa de
Longwood. Des a elação, i e am uma
ilha na u al, Ma ie Ca oline Julie
Elisabe h Joséphine Napoléone. Após à
mo e de Napoleão Bonapa e, em
1821, Albine-Hélène de Vassal casou-se
com Cha les T is an de Mon holon em
Pa is, o nando-se condessa de
Mon holon-Sémon ille. Faleceu em
Mon pellie a 25 de ma ço de 1848. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. Albine-Hélène de
Vassal esc e eu uma na a i a de
iagens a bo do do na io
No humbe land. Nesse di io ela ou a
sua es ada na Madei a, passagem pelas
Can ias e Cabo Ve de, com des ino à
ilha de San a Helena. O seu di io oi
publicado pos umamen e pelo seu
ne o, o Visconde Du Coudic de
Ke gouale , sob o í ulo “Sou eni de la
Com esse de Mon holon su Sain e
Hélène” (1898). Na chegada ao Funchal,
e e e: “Ce coup de en u si iolen e
le si oco es si a e à Madè e, que les
habi an s, o supe s i ieux,
p é endi en que c'é ai la p ésence de
l'Empe eu qui leu po ai malheu .
Nous au ions bien dési é descend e à
Funchal; l'ami al ne lo pe mi pas; son
sec é ai e seul y passa une jou née pou
y p end e des p o isions (…) L’aspec de
l’île es cha man ; les hau eu s son ès
boisées: elles me appelaien Nice. On
sai que le clima de Madè e es
enchan eu ” (p. 79). 3. DA AUTORA.
Sou eni s de la com esse de Mon holon
su Sain e-Hélène: Publiés pa le
icom e Du Coudic son pe i - ils. Pa is,
aux Bu eaux de la e ue, 1898; Pa is:
Be eaux de la Re ue, 1901. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Gonna d,
Philippe, “Com esse de Mon holon,
Sou eni s de Sain e-Hélène (1815-
1816), Pa is, 1901”, Re ue d’His oi e
Mode ne & Con empo aine, n.º 3-5
(1901), p. 537-539; Ma ineau, Gilbe .
La ie quo idienne à Sain e-Hélène au
emps de Napoléon. Tallandie , 2005;
Mau y R., de Candé-Mon holon F.
L'énigme Napoléon ésolue:
l'ex ao dinai e décou e e des
documen s Mon holon, (Pa is), PATAT,
2000.
ALICIA HELEN NEVA BEWICKE LITTLE
(Madei a; 1845 – Reino Unido; 1926) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Alicia Helen (ou Ellen)
Bewicke nasceu no Funchal a 15 de ab il
de 1845, ilha de Cal e ley Bewicke (de
Halla on Hall, Leices e shi e) e de Ma y
Amelia Hollingswo hin, i mã de
Hono ia Bewicke, ambém nascida no
Funchal em 1842. Alicia Bewicke oi
bap izada na Ig eja Inglesa da Madei a a
12 de maio de 1845 e passou no Funchal
oda a sua in ância e ju en ude no seio
da comunidade b i ânica esiden e na
ilha. Po ol a de 1860, Alicia Bewicke
pa iu pa a Lond es, onde se casou com
o come cian e A chibald Li le. A pa i
de 1886, o casal mudou-se pa a a China,
eg essando ao Reino Unido po ol a
de 1898. Alicia Bewicke Li le oi uma
epu ada a i is a con a a de o mação
dos pés das mulhe es chinesas, os
denominados pés-de-ló us ou pés
a ados (纏足, chánzú), que e am uma
p á ica ances al. Faleceu em Lond es a
31 de julho de 1926. 2. LEGADO

4
DOCUMENTAL. Assinando os seus ex os
como M s. Bewicke Li le, publicou o
seu p imei o omance “Fli s and Fli s”
(1868) e “My Dia y in a Chinese Fa m”
(1898). Deixou dispe sos em á ios
jo nais b i ânicos ex os da sua au o ia.
Publicou li os de iagens sob e a sua
es ada na China, desc e endo os
cos umes e paisagens desse país. 3. DA
AUTORA. ●1. Fli s and li s; o , a season
a Ryde. London: Richa d Ben ley, 1868,
2 ols. (2, 306; 2, 288p.). ●2. Lonely
Ca lo a: "a c imson bud o a ose": a
no el. London: R. Ben ley & Son, 1874,
3 ols. (2, 309, 1; 4, 290; 2, 302 p.). ●3.
Onwa ds! Bu whi he ? A li e s udy.
London: Smi h, Elde , & Co., 1875, 2
ols. ( i, 308; i, 293, 1 p.). ●4. Ma ge y
T a e s. London: Hu s and Blacke
Publishe s, 1878, 3 ols. (i , 248; i , 247,
1; i , 248 p.). ●5. Miss S andish; and by
he Bay o Naples. London: F.V. Whi e &
Co., 1883. ●6. Mo he da ling!. London:
Field and Tue , he Leadenhall P ess,
E.C. Simpkin, Ma shall & Co; Hamil on,
Adams & Co, (1885), (6, 175; 1, 4 p.). ●7.
A ma iage in China. London: F.V. Whi e
& Co. 14 Bed o d S ee , S and, W.C.,
1896, ( iii, 312 p.). ●8. In ima e China:
he Chinese as I ha e seen hem.
London: Hu chinson, 1899, 615 p. ●The
land o he blue gown. London: Fiche
Unwin, 1902, 304 p; 2.ª ed. London: T.F.
Unwin, 1908. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma el, Ca ol M., “Li le, Alicia E. Ne a
Bewicke”, In James S ua Olson, Robe
Shadle, His o ical Dic iona y o he
B i ish Empi e, Wes po , Conn.,
G eenwood P ess, 1996, p. 657-673.
AMALIE LOUISE HENRIETTE VON
LIEBHABER (Alemanha; 1781 – Ibid;
1845) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Amalie Louise
on Liebhabe nasceu em Wol enbü el,
na Baixa Saxónia (Alemanha), a 28 de
no emb o de 1781. E a ilha de um
o icial de jus iça E ich Samuel on
Liebhabe e ez es udos em
Wol enbü el e em Bla enbu g. Foi
dama de hon a em B aunschweig e
p ecep o a em Hamwe . De ido a
di iculdades inancei as, Liebhabe e e
auxílio do Mos ei o de Ma ienbe g
pe o de Helms ed . Faleceu em Be lim
a 11 de maio de 1845. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Amalie Louise on
Liebhabe oi d ama u ga e poe isa.
En e as di e sas ob as que publicou,
de e-se ealça o poema in eg ado no
seu “Poe ische Ve suche” (1823),
in i ulado “Robe und Anna ode die
En deckung on Made a in 3 Gesängen”
(“Robe o e Ana ou a descobe a da
Madei a em 3 can os”). T a a-se de um
poema épico em hexâme os, que
me eceu c í icas posi i as em ecensões
c í icas publicadas na “Li e a u -Bla ”
(1823) e “Allgemeine Li e a u -Zei ung”
(1825). 3. DA AUTORA. “Robe und Anna
ode die En deckung on Made a in 3
Gesängen”. Poe ische Ve suche:
[Sammlung 1]. B aunschweig: Vieweg,
p. 213-235. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Schindel, C. W, Die deu schen
Sch i s elle innen des neunzehn en
Jah hunde s: 1. Leipzig: B ockhaus,
1823; Allgemeines Repe o ium de
neues en in- und ausländischen
Li e a u : Ve zeichniss de im Jah gang
5
Von 1819-1832. (1820). Leipzig, C.
Cnoblah, 1951.
AMÉLIA AUGUSTA DE AZEVEDO
(Funchal; ca. 1844 — Lisboa; 1914) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Amélia Augus a de
Aze edo e a ilha de An ónio Ped o de
Aze edo (1814-1889), engenhei o
mili a , casado com Ma ia Te esa Rosa
Be nes, o iunda de amília de pin o es e
g a ado es. Amélia Aze edo nasceu po
ol a de 1840 no Funchal. E a i mã do
esc i o madei ense Maximiliano
Eugénio de Aze edo, a ilhado de
bap ismo do p íncipe Maximilian on
Eichs ä , duque de Leuch enbe g. O
meio amilia onde c esceu p opiciou-
lhe o gos o pelas a es. É e e enciado
que em 1863 oi uma o óg a a
amado a, cons ando o og a ias nos
a qui os mili a es de Lisboa, algumas
das quais sendo como dadas da au o ia
do seu pai e não da ilha. Amélia de
Aze edo pa icipou em e en os
musicais unchalenses en e 1860 e
1866. A 4 de julho de 1873 ma iculou-
se no Conse a ó io Nacional em Lisboa
e no Conse a oi e Na ionale de
Musique e de Declama ion em Pa is.
Dis inguiu-se como angedo a de
mache e de b aga e como pianis a,
endo ealizado dig essões em F ança
em 1885, nomeadamen e em Pa is e em
Lyon. Faleceu em Idanha, Lisboa, a 20 de
no emb o de 1914. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Amélia de Aze edo
(assinando como Amélie Augus a
d’Aze edo, Amélie A. d’Aze edo, A.
d’Aze edo) no abilizou-se, ambém,
como composi o a, au o a de
“Reco dações de Sin a: polka-mazu ka
pa a piano” (s.d.), “Alma minha: can o e
piano com poema de Luís de Camões”
(ca. 1880), “Le eg e , op. 23: alsa pa a
piano” (Pa is: 1884-1891) e “Pa is
ussophile” (1891), ap esen ado no
“Concou s In e na ional de Musique”
no céleb e T ocadé o (1889), du an e a
Exposição Uni e sal em Pa is, onde oi
ag aciada com o 2.º p émio. Há uma
composição sua na colecção de John
Philip Sousa (1845-1932), in i ulada
“Amé ique: ma che iomphale”, onde
cons a a in o mação “En hommage à
La aye e, dediée à Messieu s les
Memb es de la sec ion des E a s-Unies
d'Amé ique à la Exposi ion de Pa is,
1900 pa Amélie Augus a d'Aze edo,
2ème P ix e diplôme au concou s
in e na ional de musique à l'Exposi ion
uni e selle de Pa is 1889". Algumas das
suas ob as encon am-se deposi adas
na Biblio eca Nacional de F ança e na
Biblio eca Nacional de Po ugal, apesa
de mui as das suas pa i u as e em
pe manecido manusc i as e po
iden i ica . Augus in Fou nie no seu “En
A lan ique: gloi es du Po ugal” (1902)
e e iu-se à Amélia de Aze edo com as
seguin es pala as: “Je me appelai qu'à
l'exposi ion uni e selle de Pa is 1889, le
sa an musicien de Laja e,
biblio hécai e de l'Opé a e sec é ai e
du concou s in e na ional de musique
pi o esque p ésidé pa le maî e
Paladilhe, comp i dans son in é essan
p og amme l'audi ion de musiciens
champê es de Madè e. Mme Amélie
d'Aze edo, na i e de ce e île, ille d'un
géné al de di ision, i uose dis inguée,
composi eu de mé i e, se cha gea de
éuni une pe i e oupe, mais elle ne
pu y éussi pou des causes
indépendan es de sa olon é. Elle pa u
seule à la scène du palais du T ocadé o,
con enan p ès de 10,000 spec a eu s,
e ob in un second p ix, médaille de
e meil e diplôme du gou e nemen ,
6
pou l'a angemen des chan s
populai es de Madè e e leu exécu ion
su le machè e. Ce e dame a donné des
opé as-comiques de sa composi ion
ep ésen an des ypes du Po ugal” (p.
83-84). 3. DA AUTORA. ●1. Reco dações
de Cin a: polka mazu ka. (Lisboa):
Li hog aphia da Imp ensa Nacional, (18-
-), (1, 4 p.). ●2. Pa is ussophile: galop
pou piano. Pa is: V. Du dilly, [1891], 3
p. ●3. Le eg e : alse acile pou piano:
(op.23). Ill. pa A. Cou ines. Pa is:
Choudens pè e & ils, [1885], 3 p. ●4.
Es ados Unidos da Amé ica. Uni e si y
Lib a y, Uni e si y o Illinois a U bana-
Champaign. Cen e o Ame ican Music.
The Sousa A chi es. Amé ique: ma che
iomphale [ca. 1900], mss., 8 p. (pa a
piano), (8 pages) ; 34 cm + 60 pa s ; 20
x 26 cm. ●5. O Na al: polka pa a piano,
op. 24. [Lisboa?: ed. do A., 19--]. ●6.
Chasseu d'A ique: galope b ilhan e
pa a piano. [Lisboa: E. A., 18--], 7 p. ●7.
O Balão: polka ca na alesca pa a piano
podendo se execu ada jun amen e
com guisos e c i-c i: op. 22. [Lisboa?: ed.
de A. 18--]. ●8. Hinos: Es ella de I lia:
hymno a sua mages ade a Rainha a
Senho a D. Ma ia Pia de Saboya. [S. l.: s.
n., 189-]. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Diá io de No ícias, 03-08-1895: p. 1;
Fause , Anneg e , Musical encoun e s a
he 1889 Pa is Wo ld's Fai . Uni e si y o
Roches e P ess, 2005. ISBN:
9781580461856; Fou nie , Augus e, En
A lan ique: gloi es du Po ugal. S. l.:
Émile Roux, 1902, p. 83-84; Ha pe ,
Nancy Lee, Po uguese Piano Music. An
In oduc ion and Anno ed Bibliog aphy,
The Sca ec ow P ess. Inc., Lanham,
To on o, Plymou h, 2013, p.53;
Es ei ei o, Paulo, “Educação,
Emancipação e C ia i idade Feminina
a a és da Música na Madei a (1820-
1930)”. Colóquio In e nacional “a
mulhe em deba e: passado e p esen e”
(não publicado); Ki chen, John; Woolley,
And ew, In e p e ing his o ical
keyboa d music: sou ces, con ex s and
pe o mance. London: Rou ledge, 2016,
p. 265-266; Es ei ei o, Paulo, “A Música
como P e ex o de Sociabilidade na
Madei a (1880-1926)”. Acessí el:
h p://www. ecu sos online.o g;
Es ei ei o, Paulo (coo d.), A Música pa a
Piano na Madei a = The Music o Piano
in Madei a, CD-Rom+Áudio. Funchal:
Di ecção Regional dos Assun os
Cul u ais e pelo Gabine e Coo denado
de Educação A ís ica, 2008; Macedo, L.
S. Ascensão de, Da Voz à Pluma.
Esc i o as e Pa imónio Documen al de
Au o ia Feminina de Madei a, Aço es,
Caná ias e Cabo Ve de. Guia
Biobibliog á ico, Ribei a B a a, Edição L.
S. Ascensão de Macedo, 2013; acessí el
ia h p://hdl.handle.
ne /10316/44055; Pin o, Rui M. 2008.
"Amélia Augus a de Aze edo (1840-?),
composi o a p emiada em F ança", 16
p. Funchal: Associação de Amigos do
Gabine e Coo denado de Educação
A ís ica.
ANA AUGUSTA DE CASTRO TELES DE
MENEZES LEAL DE FREITAS BRANCO
(Funchal, 1868 — Ibid.; 1934) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Nasceu no Funchal a 31 de
julho de 1868, Ana Augus a de Cas o
Leal de F ei as B anco e a ilha de
Al edo de F ei as Leal e de Ana Ri a
Ma ia Jose a de Cas o e Almeida
Pimen el de Siquei a e Ab eu, de
ascendência nob e. Casou-se com Luís
Vicen e de F ei as B anco e oi mãe de
Al edo de F ei as B anco, Visconde do
Po o da C uz. Foi memb o da
“Associação das Damas da Ca idade do
7
Funchal” e pe enceu à “Liga d’Acção
Social C is ã”. Faleceu no Funchal a 3 de
janei o de 1934. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Ana Augus a de F ei as B anco
colabo ou na imp ensa ca ólica com
ca as de eo edi ican e na e is a
“Espe ança” e no jo nal “Di io de
No ícias”, assinando os seus ex os
como XYZ. O Visconde do Po o da C uz
desc e ia-a como uma mulhe com
“in eligência cla a e magní ica cul u a
li e  ia e a ís ica” (p. 54). 3. DA AUTORA.
●1. “Men i as”. Di io de No ícias,
n.º101 (13-02-1877): p. 1 (a ib.). ●2.
“Em e dade os digo”. In Re is a
Espe ança, n.º 11, de 01-08-1925; ●3.
“Po ugal e a Imaculada”. In Re is a
Espe ança, n.º 20, de 01-12-1925; ●4.
“Ado ação dos Reis Magos”. In Re is a
Espe ança, n.º 23, de 01-01-1926; ●5.
“Mês de San a isabel”. In Re is a
Espe ança, n.º 9, de 01-07-1926. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. B anco,
Al edo de F ei as, No as e Comen á ios
pa a a His ó ia Li e á ia da Madei a, III,
Funchal, Câma a Municipal do Funchal,
1915-1953: p. 54-55; Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: BRANCO, Ana Augus a
de Cas o Teles de Menezes Leal de
F ei as [em linha], Funchal, 1986
[Consul a: 19-03-2019]. Disponí el em:
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p / iewe ?id=666090
&FileID=1708913.
ANA DE ARAÚJO LONGUEIRA (Calhe a;
1891 — Ibid.; 1987) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Ana de A aújo Longuei a (nascida
Rosei as) nasceu no Ja dim do Ma
(Calhe a) a 17 de janei o de 1891, ilha
de João de A aújo das Rosei as e de Ana
Nunes, ambos ag icul o es. Foi
bap izada na Ig eja Pa oquial de Nossa
Senho a do Rosá io (Ja dim do Ma ).
Casou-se com Da id F ancisco Longuei a
(nascido em Puniki, ilha de Maui, Ha aí)
a 31 de janei o de 1910, na Ig eja
Pa oquial de Nossa Senho a do Rosá io,
de quem icou iú a em 1943. Foi
bo dadei a e domés ica, mo ado a no
sí io da Ig eja, no Ja dim do Ma .
Faleceu a 1 de ou ub o de 1987 na
eguesia onde nasceu. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Ma ia da Conceição
Spínola oi uma in o man e de ex os de
adição o al e popula , compilada po
Pe e Fe é e Vanda Anas ácio a 20 de
agos o de 1983, con ando nessa al u a
com 91 anos de idade. O seu con ibu o
in eg a os ciclos de omances
adicionais de assun o p o ano e
de ocional, sob e mo e do p íncipe D.
A onso e a In an a Pejada. Reci ou a
“Dona In an a na janela, casada de eze
dias,/ ali passou um pombo b anco,
pe gun a-lhe o que azia” (III.48) e
“Anda a dona Sil ana, se indo seu pai
à mesa,/ seu b aço a egaçado e a sua
ba iguinha esa” (VI.31). 3. DA AUTORA.
Na qualidade de in o man e da adição
o al e popula : ●1. “Dona In an a na
janela, casada de eze dias”. In Fe é,
Pe e e Bo o, Sand a, No o Romancei o
do A quipélago da Madei a, Funchal:
Funchal 500 Anos, 2008, p. 50-51 (n.º
III.48); ●2. “Anda a dona Sil ana,
se indo seu pai à mesa”. In Fe é, Pe e
e Bo o, Sand a, No o Romancei o do
A quipélago da Madei a, Funchal:
8
Funchal 500 Anos, 2008, p. 86 (n.º
VI.31); ●3 Pe e Fe é e Vanda Anas cio,
“012-092-001 - Mue e del P íncipe don
Al onso de Po ugal,” A qui o do
Romancei o Po uguês, acedido 14 de
Maio de 2019,
h ps://a qui o. omancei o.p /i ems/s
how/10147.
ANA JOSEFA CORREIA VÁSQUEZ DE
OLIVAL (Funchal; 1800? – Ibid.;?) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Filha de João
C isós omo da Cos a Sil a e de Ma ia
Vicência F ancisca de Alemanha,
casados na Sé em 1782, Ana Co eia
Vásquez de Oli al nasceu na eguesia
da Sé po ol a de 1800. Casou-se com
Ped o Anselmo de Oli al na ig eja
pa oquial de S. Ped o em 1818, com
ge ação. É pa en e da amília O nelas e
Vasconcelos. Desconhecem-se
po meno es sob e a sua ida. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Ana Co eia Vásquez de
Oli al esc e eu ca as ao seu sob inho,
D. Ai es de O nelas e Vasconcelos, bispo
do Funchal e a cebispo de Goa, as quais
se conse am manusc i as no undo da
amília O nelas e Vasconcelos no
A qui o Regional e Biblio eca Pública da
Madei a. Con ém in o mação sob e
ac os da ida amilia e social na
Madei a. 3. DA AUTORA. Po ugal.
A qui o Regional e Biblio eca Pública da
Madei a. Família O nelas e Vasconcelos.
Ca as de Ana Co eia Vásquez de Oli al
(Cód. e . PT-ARM-FAM-FOV/L/B.1/37).
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Fe ei a,
Ma ia Fá ima A aújo de Ba os (o g.),
A qui o da Família O nelas Vasconcelos.
Funchal: Sec e a ia Regional do Tu ismo
e Cul u a, Di ecção Regional dos
Assun os Cul u ais, A qui o Regional da
Madei a, 1998; Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
ANA JOSEFA DA NATIVIDADE (Madei a;
sécs. XVIII-XIX) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Só o
Ana Jose a da Na i idade oi esc i ã e
eligiosa do Con en o de Nossa Senho a
da Enca nação do Funchal, sob
abadessado de só o Ângela Ma ia da
Anunciação, no iénio de 1811 a 1815.
Não se conhecem ou os dados sob e a
sua ida. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Só o
Ana Jose a da Na i idade esc i u ou as
con as do mos ei o, endo pe manecido
po iden i ica ou os documen os des e
núcleo que se conse am no A qui o
Nacional da To e do Tombo e no
A qui o Regional da Madei a. 3. DA
AUTORA. Po ugal. A qui o Nacional da
To e do Tombo. Con en o de Nossa
Senho a da Enca nação do Funchal.
Recei a e Despesa. Li o em que se hão
de desc e e os endimen os de Fo os,
Ju os, Alugueis de Cazas, P op iedades
de ais, Pão, Vinho, e mais Miudezas,
que pe encem as Relegiozas da
Enca nação, e de oda a dispeza ei a
com as di as e mais pençoens da sua
Comunidade nos ês anos em que
se io 2.ª ez de Abbadeça a Nossa
M[ui] o R[e e en]da M[ad ]e D[on]a
Angela Ma ia da Annunciação. Ano
1811, Li . 12 (Cód. e . PT-TT-CNSEF-
008-0004). 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,

9
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
ANA MARTINS GOUVEIA (Madei a;
1881 — Es ados Unidos da Amé ica;
1981) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Apesa de
dispo mos de poucos dados biog á icos,
Ana Ma ins Gou eia casou-se com
F ancisco Gou eia com quem emig ou
pa a o Ha aí em inícios do século XX, a
bo do do “Su e ic”. No Ha aí exis ia
uma g ande comunidade de
madei enses e aço ianos, con a ados
pa a as plan ações de açúca em
meados do século XIX. Faleceu no Ha aí
em dezemb o de 1981. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Com a colabo ação de
Ma ga e A aújo na qualidade de
in o man e, oi publicado no Ha aí,
“F om Madei a o he Sandwich Islands:
he S o y o a Po uguese Family in
Hawaii” (1975). Es e pequeno li o
cons i ui um ela o au obiog á ico da
amília Gou eia e da i ência dos
madei enses nessa egião do Pací ico,
documen ado com di e sas o og a ias.
3. DA AUTORA. F om Madei a o he
Sandwich Islands: he S o y o a
Po uguese Family Hawaii. Honolulu:
Hawaii Uni e si y. E hnic Resou ce
Cen e o he Paci ic, 1975, 31 p. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Bas os,
C is iana, "Po uguese in he cane: he
acializa ion o labou in Hawaian
plan a ions". In Aboim S, G anjo P,
Ramos A., Changing socie ies: legacies
and challenges, Vol. 1.: Ambiguous
inclusions: inside ou , ou side in, Lisboa,
Imp ensa de Ciências Sociais, 2018, p.
65-96; Fagundes, An onio Co a, “La
expe iencia inmig an e de los
po ugueses en los Es ados Unidos a
a és de sus au obiog a ías”.
Mig aciones y Exilios, 11 (2010), p. 11-
28; Fagundes, An onio Co a,
“Po uguese Immig an Expe ience in
Ame ica in Au obiog aphy”. Hispania,
88/4 (2005), p. 701-712; Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
ANNA MARIA SABINE ALEXANDRINE
VON WERNER (Alemanha; 1847 —
Ibid.;1916) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Anne
Ma ia Sabine on We ne nasceu em
Be lim a 2 de junho de 1846, ilha dos
condes Edmund Edua d Ka l Osca
Theodul on Hacke e de Ma ie on
Hacke. Anna Ma ia on We ne ,
condessa de Hacke, i eu em Be lim e,
após a mo e do seu pai (1859), em
Viena e em D esden. Casou-se com o
con a-almi an e Ca l Ba holomäus on
We ne , em 1866. A condessa de Hacke
i eu em Be lim e em Kiel e, após à
aposen ação do seu esposo, a amília
passou a i e em Wiesbaden (1888),
Da ms ad (1890) e em Coblenza (1893).
Faleceu em Oldenbu g a 29 de ab il de
1916. 2. LEGADO DOCUMENTAL. A Condessa
de Hacke publicou em 1907 um diá io
das suas iagens pela Madei a, Caná ias
e Cama ões ealizada desde 1904, em
o ma epis ola , in i ulado “Reiseb ie e”
(1907). 3. DA AUTORA. Reiseb ie e:
Madei a, Tene i a, G an Cana ia,
Kame un. D esden: Pie son, 1907, 409
p. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Macedo,
L. S. Ascensão de, Da Voz à Pluma.
Esc i o as e Pa imónio Documen al de
Au o ia Feminina de Madei a, Aço es,
Caná ias e Cabo Ve de. Guia
Biobibliog á ico, Ribei a B a a, Edição L.
10
S. Ascensão de Macedo, 2013; acessí el
ia h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Rebok, Sand a, “Ap oximación al
es udio de los iaje os de habla alemana
po Madei a en el siglo XIX”, As Ilhas e a
Ciência. His ó ia da Ciência e das
Técnicas, I Seminá io In e nacional.
Sec e a ia Regional do Tu ismo e
Cul u a, Madei a. Funchal: Cen o de
Es udos de His ó ia do A lân ico, 2006,
p. 245-263; Rebok, Sand a, “España en
la len e de los iaje os cien í icos
alemanes du an e el siglo XIX”, Llull:
Re is a de la Sociedad Española de
His o ia de las Ciencias y de las Técnicas,
n.º 32 (2009), p. 135-152; Rebok,
Sand a, “La explo ación na u alis a de
Madei a en el siglo XIX: Los iaje os
alemanes y su in e és po es a isla”.
A bo , n.º185/740 (2009), p. 1323-1337;
Socas, Elia He nandez, Las Islas cana ias
en iage as de lengua alemana.
F ank u am Main: Pe e lang, 2010, p.
294-296, ISBN 978-3-631-60831-9;
Wilhem, Ebe ha d Axel, Visi an es e
esc i os ge mânicos da Madei a 1815-
1915. Funchal: Di ecção Regional dos
Assun os Cul u ais, 1997, p. 129.
ANNE HOPE (Índia; 1809 – Reino Unido;
1887) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Nascida
Ful on, Anne nasceu em Calcu á (Índia)
a 7 de se emb o de 1809. E a ilha do
come cian e John Williamson Ful on e
de Anne Robe son. Casou-se com
James Hope (1801-1841), médico do S .
Geo ge's Hospi al. En e os anos de
1842 e 1850, Anne Hope i eu na
Madei a pa a se cu a de uma doença,
que a deixou incapaci ada. É possí el
que seja pa en e de dois James Ful on
que i e am e alece am na Madei a.
Faleceu em To quay, He mi age, a 12 de
e e ei o de 1887. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Du an e o pe íodo em que
es e e na Madei a, Anne Hope
encon a a-se a p epa a uma ob a
his o iog á ica sob e o c is ianismo, que
pe maneceu inédi a. Publicou “On Sel -
Educa ion wi h Fo ma ion o Cha ac e ”
(1843), “The Ac s o he Ea ly Ma y s”
(1855), “Li e o S . Thomas à Becke ”
(1868), “The Con e sion o he Teu onic
Races” (2 ols., 1872), “F anciscan
Ma y s in England” (1878) e deixou
a igos dispe sos no “Dublin Re iew”
(1874–1878). Pos umamen e, oi
publicado “The Fi s Di o ce o Hen y
VIII” (1894). 3. DA AUTORA. Documen o(s)
esc i o(s) na Madei a não
iden i icado(s), p oduzidos en e 1842 e
1850. Realçamos: Memoi o he la e
James Hope, M.D., London: Ha cha d,
Chu chill, 1842, 384 p. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Anon., ‘Hope, Anne
(1809–1887)’, e . Rosema y Mi chell.
Ox o d Dic iona y o Na ional
Biog aphy. Ox o d: Ox o d Uni e si y
P ess, 2004; Macedo, L. S. Ascensão de,
Da Voz à Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
ANNIE BRASSEY (Reino Unido, 1839 —
al o ma ; 1887) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Nascida Annie Allnu , em Lond es a 7
de ou ub o de 1839, Lady e Ba onesa de
B assey oi uma céleb e iajan e e
esc i o a inglesa. Casou-se com Thomas
B assey, conde de B assey e
comandan e do na io “Sunbeam”.
Acompanhou o seu ma ido em di e sas
expedições cien í icas. Faleceu e oi
sepul ada no ma al o a 14 de se emb o
11
de 1887. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Lady
B assey isi ou a Madei a, os Aço es, as
Caná ias e Cabo Ve de e ela ou a sua
es ada nes es a quipélagos em “In he
T ades, he T opics and he Roa ing
Fo ies” (1885) e em “A oyage in he
Sunbeam ou home on he ocean o
ele en mon hs” (1892). No “In he
T ades, he T opics and he Roa ing
Fo ies” (1885), Lady B assey dedica um
capí ulo sob e a sua es ada na Madei a,
desc e endo aspec os sob e a eceção
da comunidade inglesa adicada na ilha,
a his ó ia da Madei a, a lenda de
Machim, a sua es ada no Ho el San a
Cla a e o acompanhamen o do seu
p op ie á io S . Reed, desc ição dos
u os e á o es, o pe cu so pela ilha,
pelo Rabaçal, isi ando quin as,
con endo ilus ações. A mesma
expe iência az no “A oyage he
Sunbeam ou home on he ocean o
ele en mon hs” (1896). 3. DA AUTORA.
●1. In he T ades, he T opics and he
Roa ing Fo ies. Lond es: Longmans &
Co., 1883]; eed. Camb idge, MA:
Camb idge Uni e si y P ess, 2010, ISBN
978-1-108-02456-3. ●2. A oyage he
Sunbeam ou home on he ocean o
ele en mon hs by lady B assey wi h 66
illus a ions eng a ed on wood by G.
Pea son Chie ly a e d awings by he
Hon. A. Y. Bingham. London: Longmans
G een and Co, 1896; eed. Camb idge,
MA: Camb idge Uni e si y P ess, 2010,
ISBN 978-1-108-02089. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Baube a, Pa icia Odbe
de, “a madei a is a pelos ingleses”. In
Ap ende Madei a, 2018, Acessí el ia
URL: < h p://ap ende amadei a.ne /a-
madei a- is a-pelos-ingleses> ; B anco,
M. R. C., “Bibliog a ia das Ob as de
Viajan es Ingleses e e en es à Madei a
exis en es em Biblio ecas de Lisboa”.
Ac as do I Colóquio In e nacional de
His ó ia da Madei a (Funchal, 1986), I.
Funchal: CEHA, 1990, p. 241-242, 243;
B anco, M. R. C., “Os Aço es is os po
Lady B assey”. Re is a de Cul u a
Aço iana, n.º1/1 (1989): p. 81-87; Hoe,
Susanna, Madei a: Women, His o y,
Books and Places (O Islands & Women).
Ox o d: Holo, 2004; Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Saunde s, Cla e B oome (o g.), Women,
T a el W i ing, and T u h, New Yo k,
Rou ledge, 2014.
ANTÓNIA ANGÉLICA DE VITERBO
(Madei a; sécs. XVIII – XIX) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Só o An ónia Angélica de
Vi e bo oi eligiosa capuchinha do
Con en o de Nossa Senho a das
Me cês. Exe ceu unções de po ei a
(1840-1841), en e mei a (1845-1846) e
esc i ã do con en o. Pouco se sabe
sob e a sua ida. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
De Só o An ónia Angélica de Vi e bo
apenas se conhece uma ca a da sua
au o ia, pe manecendo po iden i ica
ou os documen os de a qui o des e
con en o. 3. DA AUTORA. Po ugal.
Biblio eca da Ajuda. Ca a de so o
An ónia Angélica de Vi e bo, abadessa
do con en o de N. S ª das Me cês do
Funchal, e mais eligiosas, pa a o ei [D.
Luís I] elici ando-o pelo seu casamen o
com D. Ma ia Pia, (13-11-1862), (Cód.
e . Ms. A . 54-X-32, n.º236). 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
12
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
ANTÓNIA DE SANTA RITA (Madei a;
séc. XVIII) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Só o
An ónia de San a Ri a oi esc i ã e
eligiosa do Con en o de Nossa Senho a
da Enca nação do Funchal.
Desconhecem-se mais dados sob e a
sua ida. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Esc i ã
e eligiosa do Con en o de Nossa
Senho a da Enca nação do Funchal.
Con inuou o egis o do “Li o 1.º dos
obi os des e con en o de N. S. da
Enca nação que e e p incipio no anno
de 1749”, iniciado po só o Ma ia
Angélica da Naza é†, códice que se
conse a no A qui o Nacional da To e
do Tombo. 3. DA AUTORA. Po ugal.
A qui o Nacional da To e do Tombo.
Con en o de Nossa Senho a da
Enca nação. Li o de Assen amen o de
Óbi o do Con en o de Nossa Senho a da
Enca nação do Funchal de 1749, Li . 3
(Cód. e . PT/TT/CNSEF/004/0001). 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
ANTÓNIA GERTRUDES PUSICH (Cabo
Ve de; 1805 — Lisboa; 1883) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. An ónia Ge udes Pusich
nasceu na ilha de S. Nicolau (Cabo
Ve de), a 1 de ou ub o de 1805. E a ilha
do o icial da ma inha, in enden e da
ma inha e go e nado de Cabo Ve de,
An ónio Pusich, na u al de Dub o nik
(C oácia), e de Ana Ma ia Isabel Nunes.
An ónia Ge udes Pusich ecebeu uma
educação esme ada dada pelo seu pai.
Com a i upção da e olução libe al, a
amília Pusich passou po g andes
ibulações depois de se muda pa a
Lisboa em 1821, que culminou com a
demissão de An ónio Pusich da ma inha
eal po uguesa a 16 de se emb o de
1833. An ónia Pusich casou-se, em
1820, com João Ca doso de Almeida
Amado Viana Coelho; pos e io men e,
em segundas núpcias, com F ancisco
Hen iques Teixei a e, em e cei as
núpcias, com José Robe o de Melo
Fe nando de Almeida. Des es
casamen os e e onze ilhos. É
conside ada uma das p imei as
mulhe es jo nalis as em Po ugal,
undando e publicando
au onomamen e seus ex os nos jo nais
que ge ia. Foi uma mulhe no á el e
g ande imonei a do eminismo
po uguês. G aças ao seu ní el de
ins ução, de endeu publicamen e a
educação da mulhe e a necessidade da
sua pa icipação na ida polí ica. Foi
p esença assídua na Gale ia das
Senho as da Câma a de Depu ados.
Faleceu em Lisboa, na Rua de São Ben o,
a 6 de ou ub o de 1883. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. An ónia Pusich colabo ou
na imp ensa pe iódica e nos
almanaques com poesias, c ónicas,
omances, ex os d amá icos e
composições musicais. Iniciou a sua
colabo ação li e  ia na “Re is a
Uni e sal Lisbonense” (1841) e undou
“A Assembleia Li e  ia” (1849-1850),
“A Bene icência” (1852-1855) e “A
C uzada” (1858). Cul i ou o omance
gó ico em e so em “Olinda ou a Abadia
de Cumno Place” (1848), baseado em
“Kenilwo h” de Wal e Sco , e “Os dois
19
Manuel F ancisco do Pão, em 1933, de
quem icou iú a em 1980. Faleceu a 30
de se emb o de 1983 na sua eguesia
na al. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Cândida
Gonçal es Telo oi in o man e de ex os
de adição o al e popula , compilada
po Pe e Fe é e Vanda Anas ácio a 1 de
se emb o de 1983, con ando a
in o man e nessa al u a com 89 anos de
idade. O seu con ibu o in eg a os ciclos
de omances eligiosos, endo eci ado
“Quin a- ei a de endoença, es ando o
meu Senho ceando,/com a san a
humanidade, co ia oda a cidade”
(XXXIII.3). 3. DA AUTORA. Na qualidade de
in o man e da adição o al e popula :
“Quin a- ei a de endoença, es ando o
meu Senho ceando”. In Fe é, Pe e e
Bo o, Sand a, No o Romancei o do
A quipélago da Madei a, Funchal:
Funchal 500 Anos, 2008, p. 577 (n.º
XXXIII.3).
CARLOTA DA ÁUSTRIA (Bélgica; 1840 –
Ibid; 1927) 1. NOTA BIOGRÁFICA. De seu
nome comple o Ma ia Ca lo a Amélia
Augus ina Vi ó ia Clemen ina
Leopoldina, oi p incesa da Bélgica,
a quiduquesa de Áus ia. Foi a úl ima
Impe a iz Conso e do Impé io
Mexicano en e 1864 e 1867, po
casamen o com o impe ado
Maximiliano. Nasceu em Laeken a 7 de
junho de 1840. E a a ilha mais no a do
Rei Leopoldo de Saxe-Cobu go (1790-
1865) e de Luísa Ma ia de O leães
(1812-1850). Na ida pa a o México,
Maximiliano e Ca lo a apo a am em
dezemb o de 1859 no Funchal a bo do
do apo de gue a aus íaco
“Elisabe h”. Vi e am na Quin a Bianchi
ou Quin a da Pon inha, en ão esidência
do cônsul da Áus ia, Ca lo de Bianchi
(1834-1910). O casal impe ial oi
pad inho de bap ismo de Fe dinando
Maximiliano Bianchi (1859-1930). Na
Madei a, Maximiliano e Ca lo a
isi a am a ilha e os seus cos umes. O
casal pa iu do Funchal a 15 de
dezemb o numa isi a às ilhas Caná ias
e Cabo Ve de. No eg esso à Madei a,
Ca lo a da Áus ia pe maneceu na ilha
du an e o in e no de 1859-1860,
enquan o Maximiliano se di igiu pa a o
B asil. Após à mo e do esposo, em
1867, Ca lo a da Áus ia icou
p o undamen e a e ada
psicologicamen e. Faleceu na Bélgica,
em Meise, a 19 de janei o de 1927. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. A impe a iz Ca lo a
da Áus ia deixou um diá io de iagem à
Madei a, coesc i o com o seu esposo,
in ulado “Un Hi e à Madè e” (1863), na
sua es ada en e 1859 e 1860. O ex o
oi publicado anonimamen e e com
mensagem mui o c í ica sob e os
habi an es da ilha. O ex o possui 15
li og a ias sob e paisagens e cos umes
da Madei a, de au o ia con o e sa. A
au o a e e e a p esença inglesa na ilha,
e e indo nes es e mos: “se bem que
enha ol ado a ica o icialmen e, em
1815, sob o domínio po uguês, a
Madei a nunca deixou de se , de ac o,
uma espécie de colónia inglesa” (p. 90).
A u u a impe a iz enal eceu a
exube ância dos ja dins e das paisagens.
Numa es a o ganizada no Palácio de S.
Ped o, Ca lo a da Áus ia icou
su p eendida com a qualidade do
e en o, como menciona, “um belíssimo
baile, que e ia ei o as hon as a um
salão de Lond es ou de Pa is. Nunca se
suspei a ia de que, no meio de uma
pequena ilha do oceano, p i ada de
comunicação com o mundo ci ilizado,
se pudesse os en a an a elegância e
ão bom gos o” (p. 127). 3. DA AUTORA.

20
Un Hi e à Madè e: 1859-1860,
Imp eme ie I. R. de la Cou e de l’E a ,
Viena, 1863 aduzido pa a: Memó ias
da minha ida: um in e no na Madei a.
T ad. Dua e Miguel Ba celos
Mendonça. Pa ede: Sopa de Le as,
2011. 175 p. il. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Ca i a, Rui, “us ia,
ca lo a de”. In Ap ende Madei a, 2017,
acessí el ia URL:
h p://ap ende amadei a.ne /aus ia-
ca lo a-de/.
CARLOTA MATILDE DA CONCEIÇÃO
(Madei a; sécs. XVIII-XIX) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Só o Ca lo a Ma ilde da
Conceição oi esc i ã e abadessa do
Con en o de San a Cla a do Funchal.
Desconhecem-se ou os dados
biog á icos. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Só o
Ca lo a Ma ilde da Conceição e e uou,
en e 1808 a 1811, o egis o de di e sos
a os adminis a i os desse con en o,
especialmen e a esc i u ação das
ecei as e das despesas sob e o iénio
espei an e ao abadessado da Mad e
Inácia Ma ia da Conceição, elei a a 14 de
se emb o de 1808. Redigiu, ambém, os
documen os de ecei a e despesa do
Con en o de Nossa Senho a da
Enca nação em 1808. 3. DA AUTORA. ●1.
Po ugal. A qui o Nacional da To e do
Tombo. Con en o de San a Cla a do
Funchal. Recei a e Despesa (1808-1811),
li . n.º 66 (Cód. de e .
PT/TT/CSCF/011/0031). ●2. Po ugal.
A qui o Nacional da To e do Tombo.
Con en o de Nossa Senho a da
Enca nação. Recei a e despesa (1808-
1815), li . 30. ●3. Po ugal. A qui o
Nacional da To e do Tombo. Con en o
de Nossa Senho a da Enca nação.
Recei a e despesa (1808-1815), li . 11.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Fon ou a,
O ília Rod igues, As Cla issas na
Madei a: uma p esença de 500 anos.
Funchal: Cen o de Es udos de His ó ia
do A lân ico, 2000, p. 81; Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
CAROLINA DIAS DE ALMEIDA (Funchal,
1846 — Ibid.; 1895) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Filha de Joaquim Dias de Almeida e de
E igénia Ca olina Escó cio, casados em
1839 na Pa óquia de San a Ma ia Maio ,
Ca olina Dias de Almeida
(possi elmen e apa en ada com Elisa,
nascida a 15 de junho de 1846). Ca olina
Almeida e idenciou-se nas a es cénicas
na Madei a, que como ac iz que
como can o a. Faleceu no Funchal a 5 de
junho de 1895. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Ca olina Dias de Almei a le ou à cena a
comédia “Hen ie e” (1887) e “Dona
F ancisqui a”, peças exibidas no Tea o
Municipal do Funchal. Não oi possí el
localiza exempla es da sua ob a. Foi
au o a de canções que o am, de aco do
com os jo nais da época, in e p e adas
em sa aus de bene icência. De aco do
com Pla on de Waxel na "Gaze a da
Madei a" (1869), Ca olina Dias de
Almeida oi uma das melho es a is as
da sua época, especialmen e como
can o a, sendo au o a de ex os
poé icos adap ados pa a o can o. De
aco do com o “Di io de No ícias” de 1
de ab il de 1891, oi es eada uma peça
no Tea o Conde Cana ial, “a esplêndida
Za zuela [com cenas de p osa, can o e
dança] composição da Ex.ª S .ª D.
Ca olina Dias de Almeida, em bene ício
21
de umas senho as pob es (...)". A 2 de
dezemb o do mesmo ano a peça
es eou es ando " omados odos os
luga es, e não e a de espe a menos
[pa a] ap ecia de idamen e o
espec áculo de e as encan ado e
b ilhan e" (ci . apud Almeida, 2011).
G ande pa e dos seus ex os es á na
cus ódia dos descenden es da amília
Moniz Be encou . 3. DA AUTORA. ●1. "É
na is e mo ada dos mo os". Ci ado
po A. de A. F. –"A ó phã no cemi é io".
A chi o Li e a io,Funchal,n.º64 (09-09-
1863): p. 147. ●2. Hen ie e: scena
cómica. Funchal: s. n., 1887, 18 p. [NI].
●3. Dona F ancisqui a (s. d.) [NI]. ●4.
“Cha ada [em qua o sílabas] em co-
au o ia com Ma ilde Olímpia Sau ai e
da Câma a. ●5. A qui o amilia da
amília Be encou , Oei as, Fundo
Musical Ma ilde Sau ay e da Câma a,
Espólio de Jo ge C one de Vasconcelos.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Clode, Luís
Pe e , Regis o Bio-Bibliog á ico de
Madei enses: Sécs. XIX e XX, Funchal,
Caixa Económica do Funchal, 1983, p.
30a e 152b; Macedo, L. S. Ascensão de,
Da Voz à Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ven u a, Ana, “ALMEIDA, Ca olina Dias
de”. Dicion io Online de Músicos na
Madei a [em linha], 2011, [Consul ado
28-03-2019]. A ailable om:
h ps:// ecu sosa is icos.madei a.go .
p /index.php/p oje os/d-
musicos/biog a ia/164-almeida-
ca olina-dias-de-1|h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p / iewe ?id=665898
&FileID=1708183, ol 1 p. 116.
CAROLINA MATILDE ESMERALDO (S.
Miguel, Aço es; 1806 — Funchal; 1882)
1. NOTA BIOGRÁFICA. De ascendência
madei ense, Ca olina Ma ilde
Esme aldo nasceu em S. Miguel (Aço es)
a 20 de maio de 1806, ilha do capi ão
José Joaquim de Be encou Esme aldo
e de Ri a Be engue de A aújo
Lemilhana Esme aldo, mo ado es na
ilha de S. Miguel (Aço es). Não se
conhecem mais po meno es sob e a sua
ida. Faleceu em S. Ped o (Funchal) a 12
de maio de 1882. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Dedicou-se à adução e cul i ou a
poesia, que pe maneceu manusc i a.
Publicou uma adução “A Es  ua de S.
Jo ge”, possi elmen e baseada em “La
s a ue de sain Geo ges; imi é de
l’allemand de F. W”, publicado em 1835,
de au o desconhecido. 3. DA AUTORA.
●1. A Es a ua de São Jo ge: imi ado do
Allemão de F. W., e aduzida do
ancez. Pa is: Typ. Fi mino Dido , 1844,
127 p. ●2. “Amisade”. Imp ensa Li e,
Funchal, n.º 18 (27-02-1869), p. 1
(a ibuí el, assinado como C. M. E.). ●3.
O Másca a de e o [NI, apud Inocêncio,
Supl., . 9, p. 47]. ●4. Poesias [ í . a ib.],
mss., ca. 1867. [NI, apud Inocêncio,
Supl., . 9, p. 47]. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: No a biobibliog á ica:
Esme alda, Ca olina Ma ilde [em linha],
1986. Funchal. [Consul a: 19-03-2019].
Disponí el em: h ps://a qui o-
22
abm.madei a.go .p / iewe ?id=666474
&FileID=1709650; Sil a, Innocencio
F ancisco, e al. Dicciona io
bibliog aphico po uguez: es udos. Vol.
9. Lisboa: Na Imp ensa Nacional, 1862.
CAROLINE ELIZABETH COUGER
NORTON (Reino Unido; 1798 – Funchal;
1875) 1. NOTA BIOGRÁFICA. A honou able
Ca oline Elizabe h Couge No on e a
ilha de Fle che No on (1744-1820),
Ba ão de Excheque (Escócia) e de
Ca oline Elizabe h No on (nascida
Balmain). De aco do com Hoe, exis e no
cemi é io b i ânico do Funchal uma
insc ição “The Hon[ou a]ble Ca oline
Eliz[abe] h Conye s No on”, alecida a
22 de julho de 1875, com 77 anos de
idade (Hoe, 2014, p. 104). Foi
p op ie á ia da Quin a das Ma a ilhas,
onde i eu com a agua elis a, Ma ia
Young†. Foi ambém p op ie  ia de
e enos no Ribei o Seco. A quin a e a
p op iedade o am doadas à sua amiga
ín ima Elizabe h Sco Go don. Quem
conheceu Ca oline No on oi Fanny
Bu ney Wood†, eco dada numa
en ada de 22 de ou ub o de 1838.
Emily Sho e† e e e-a ambém no seu
diá io. Sob e No on, Bu ney e e e que
“ha ing delica e heal h ha e chosen
Madei a o hei home” (Bu ney, 1926,
ci . Hoe, 2014, 102). Bu ney eco dou,
ainda, o que a amosa ei a madei ense
Ma ia Clemen ina disse sob e a o ma
como a honou able Ca oline No on se
es ia: “Elle es habillé exac emen
comme un Monsieu ”. Es e modo de
es a de No on causou algum
escândalo na Madei a. A con usão com
a g ande esc i o a e de enso a dos
di ei os das mulhe es, a honou able
Ca oline Elizabe h Sa ah No on
(nascida She idan) (1808-1877) de e-se
ao ac o de es a e casado com o i mão
mais no o de Ca oline Elizabe h Couge
No on, Geo ge Chapple No on (1800-
1875). 2. LEGADO DOCUMENTAL. Ca oline
Elizabe h Couge No on oi uma
desenhado a e agua elis a que
colabo ou com o Re e endo Thomas
Lowe com desenhos cien í icos no seu
“A his o y o he ishes o Madei a”
(1843-1860). 3. DA AUTORA. Lowe,
Richa d Thomas, A his o y o he ishes
o Madei a, by Richa d Thomas Lowe.
Wi h o iginal igu es om na u e o all
he species, by he Hon. C. E. C. No on
and M. Young, London, J. Van Voo s ,
1843-1860. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Bu ney, Fanny Anne, A g ea -niece's
jou nals; being ex ac s om he
jou nals o Fanny Anne Bu ney (M s.
Wood) om 1830 o 1842.Edi ed wi h
p e ace and no es by he g and-
daugh e Ma ga e S. Rol and wi h
eigh illus a ions. London: Cons able &
Company, L d., 1926; Hoe, Susanna,
Madei a: Women, His o y, Books and
Places (O Islands & Women). Ox o d:
Holo, 2004; Saunde s, Cla e B oome
(o g.), Women, T a el W i ing, and
T u h, New Yo k, Rou ledge, 2014, P.
102-103; Wa e s on, Cha les D;
Macmillan Shea e , A (July 2006).
Biog aphical index o o me ellows o
he Royal Socie y o Edinbu gh, 1783-
2002: Biog aphical Index. II. Edinbu gh:
The Royal Socie y o Edinbu gh. ISBN
978-0-902198-84-5, p. 700.
CASTORINA ERMESINDA VIEIRA DE
ANDRADE FERNANDES DE AZEVEDO
(Funchal, 1893 – Lisboa, 1972) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Cas o ina Viei a de And ade
nasceu em São Ped o (Funchal) a 7 de
ou ub o de 1893, ilha de An ónio José
de And ade e de Juliana Viei a de
23
And ade. Casou ci ilmen e com Daniel
Fe nandes de Aze edo, na u al da Sé, a
30 de maio de 1918, na Rua da Penha de
F ança, São Ped o, alecido a 14 de
e e ei o 1957. E a i mã do capi ão
Os aldo Gonçal es Viei a de And ade.
Cas o ina Viei a de And ade aleceu em
São Sebas ião da Ped ei a, em Lisboa, a
22 de janei o de 1972. O seu nome
apa ece com ou as g a ias, como
‘Cas u ina’ e ‘E mezenda’. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. De aco do, com Luís
Ma ino no seu ‘Pano ama Li e  io do
A quipélago da Madei a’, Cas o ina
Viei a de And ade cul i ou a poesia,
endo deixado colabo ação no
‘Almanaque Ilus ado do ‘Di io da
Madei a’ pa a 1915, e encon a-se
ep esen ada na ‘Musa Insula ’ de
Ma ino, e e indo ambém que a
poe isa deixou inédi os di e sos ex os.
O poema “Anseios” esc i o no Funchal a
1 de junho de 1914, diz: “Vi e de udo
e odos longe,/gos a a, assim, al qual
um monge,/de i e só!/Não e de mim
em que pensa !/Vi e , i e sem
es ima ,/e nem e dó!//A ec os não os
conhece ;/nem laços de amília e ,/
mesmo ninguém!/Vi e das solidões
sua es;/ou i can a somen e as a es;/
can a ambém!//Nas a as ho as de
is eza,/em que nos ala a Na u eza/só
i e dela!/Vi e , i e sem ilusão;/e
ado mece o co açao!.../-Que ida
bela!//Toda enle a -me sem aidade
/pelo ceu da elicidade/que aqui não
há!/Pois só assim eu passa ia/melho os
dias de aleg ia/que enho c!...”. 3. DA
AUTORA. “Anseios”. In Almanach
Ilus ado do Diá io da Madei a, Funchal,
Typ. do Diá io da Madei a, 1912.
Reedi ado em Musa Insula . (Poe as da.
Madei a), Funchal, Tipog a ia do Eco do
Funchal, s. d. [1959], p. 335. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Ma ino, L..,
Pano ama Li e á io do A quipélago da
Madei a: No a biobibliog á ica:
Cas o ina E mesinda Viei a de And ade
Fe nades de AZEVEDO [em linha],
Funchal, 1986 [Consul a: 19-03-2019].
Disponí el em: ; h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p / iewe ?id=666008
&FileID=1708410.
CATARINA DA SILVA BRANDÃO
(Madei a; séc. XVII — An ué pia?; séc.
XVII/XVIII) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Apesa de
não se conhece em aspe os pa icula es
da sua ida, Ca a ina da Sil a B andão
oi esposa de Jo ge Dias B andão,
me cado e c is ão-no o pe seguido
pela Inquisição po uguesa, de quem
icou iú a na An ué pia. Conse a-se
no Nede landsch Economisch-His o isch
A chie a co espondência de Dua e da
Sil a em Lond es di igidas a Jo ge Dias
B andão (Bijzonde e Colec ies 471, N .
2.5.147). 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Ca a ina da Sil a B andão é au o a de
uma ca a di igida a An ónio de F ei as
B anco a eque e uma p ocu ação pa a
a enda de bens na Madei a. Es a ca a
conse a-se na Biblio eca da Ajuda. 3.
DA AUTORA. Po ugal. Biblio eca da
Ajuda. Ca a de D. Ca ha ina da Sil a
B andão pa a An ónio de F ei as
B anco, pedindo-lhe pa a lhe ob e
licença pa a ende a ença em duas
idas que em na ilha da Madei a. 21-
01-1688, An ué pia (Cód. e . Ms. A .
54-IX-45, n.º102). 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
24
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
CATHARINA MATHILDE VON POMMER-
ESCHE (Alemanha; 1852 —Ibid.?; 1920)
1. NOTA BIOGRÁFICA. Ca ha ina Ma hilde
on Pomme -Esche nasceu em Be lim a
5 de dezemb o de 1852. E a ilha de
Johann F ied ich on Pomme -Esche
(1803-1870), Di ec o -Ge al dos
Impos os do Es ado Real da P ússia, e de
Flo a Gus a a Ch is iana on Pomme -
Esche, nascida Pich (1812-1910),
pe encen e a uma amília da nob eza
sueca. Casou-se com Johannes F ançois
Die e ich Ho s, em 1903, impo an e
p op ie á io de plan ações de quem
i ia a di o cia -se em 1906. Visi ou a
Madei a a 22 de ma ço de 1902,
desemba cando no apo Funchal e
pe maneceu no Jone’s Ho el Bella Vis a,
apa ecendo no iciada nos jo nais
unchalenses. Pa iu no apo Dona
Ma ia a 14 de maio de 1902. Visi ou
di e sas egiões da Eu opa onde deixou
á ios esc i os sobe I ália, sul de
Espanha e Balea es. Faleceu po ol a de
1920. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Publicou
um opúsculo in i ulado, “Madei a die
Wald-Insel” (1902), que aduzimos
como “Madei a, a Ilha Bosque”.
Pomme -Esche esc e eu ou os ela os
de iagens às Can ias, em “Die
Cana ischen Inseln” (1906). Os seus
ela os e a am as suas iagens de laze
ou po mo i os e apêu icos, de ido aos
p oblemas de saúde que a au o a so ia.
3. DA AUTORA. Madei a die Wald-Insel.
Be lin: H. Wal he , 1902, 42 p. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. He nández,
Elia Socas, Las Islas Cana ias en iaje as
de lengua alemana. F ank u an Main:
Pe e Lang, 2010, ISBN:
9783631608319, p. 290-292; Macedo, L.
S. Ascensão de, Da Voz à Pluma.
Esc i o as e Pa imónio Documen al de
Au o ia Feminina de Madei a, Aço es,
Caná ias e Cabo Ve de. Guia
Biobibliog á ico, Ribei a B a a, Edição L.
S. Ascensão de Macedo, 2013; acessí el
ia h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Rebok, Sand a,“La explo ación
na u alis a de Madei a en el siglo XIX:
Los iaje os alemanes y su in e és po
es a isla”. A bo , n.º 185/740 (2009), p.
1323-1337; Wilhem, Ebe ha d Axel,
Visi an es e esc i os ge mânicos da
Madei a: 1815-1915. Funchal: Di ecção
Regional dos Assun os Cul u ais, 1997,
119-120.
CHARLOTTE ALICE BAKER (Es ados
Unidos da Amé ica; 1833 — Ibid.; 1909)
1. NOTA BIOGRÁFICA. Cha lo e Alice Bake
nasceu em Sp ing ield, Massachuse s
(Es ados Unidos da Amé ica) a 4 de ab il
de 1833, ilha de D . Ma hew B idge e
de Ca ha ine Bake . Alice Bake
equen ou a Misses S one’s School em
G een ield (Massachuse s) e em
Dee ield Academy, onde oi uma das
p imei as alunas desse es abelecimen o
de ensino. Foi p o esso a e his o iado a
especializada sob e No a Ingla e a.
Viajou pelo Canada, especialmen e em
Mon eal e Québec, pa a ealiza as suas
pesquisas his ó icas e isi ou aldeias
indígenas canadenses. Faleceu em
Pi s ield, Massachuse s, a 22 de maio
de 1909. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Alice
Bake colabo ou com a igos pa a
e is as, jo nais e magazines sob e
bo ânica, a e e la o es emininos. É
au o a de ex os in an is e
his o iog á icos. A esc i o a ame icana
isi ou a Madei a e os Aço es no ou ono
de 1882 e publicou as suas imp essões
de iagens em “A summe he Azo es,

25
wi h a glimpse o Madei a” (1882). Fez
inicialmen e um plé ipo pelas ilhas
aço ianas e a pa i das páginas 131 a
164, ez uma desc ição sob e a sua
es ada na Madei a, en e 9 e 14 de
se emb o de 1882. No im e o na aos
Aço es, umando aos Es ados Unidos da
Amé ica. 3. DA AUTORA. A summe he
Azo es, wi h a glimpse o Madei a.
Bos on: Lee and Shepa d, 1882, 174 p.
h p://pu l.p /22215. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
CLARA BROCKMANN (Alemanha; 1885
– Namíbia; 1959) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Cla a Pauline Do o hea Johanna
B ockmann é na u al de Lübeck
(Alemanha), onde nasceu em 1885, ilha
de Ka l F ied ich Emil B ockmann e de
Emma Sophia Ma ga e ha Fiedle . Aos
27 anos pa iu pa a o con inen e
a icano, onde i eu em Windhoek
(Namíbia). Foi jo nalis a e uncioná ia
pública. Sendo jo em e sol ei a, es e e
de passagem po Tene i e, po Las
Palmas e pela Madei a. Esc e eu dois
ela os das suas iagens pela Á ica
Subsa iana, in i ulado “B ie e eines
deu schen Mädchens aus Südwes ”
(1912) e “Die deu sche F au in
Südwes a ika: ein Bei ag zu
F auen age in unse en Kolonien”
(1910). Colabo ou na e is a “Kolonie
und Heima ” (1909). Faleceu na Namíbia
em 1959. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Como
di e sas iajan es alemãs, Cla a
B ockmann az uma b e e e e ência à
Madei a no seu “B ie e eines deu schen
Mädchens aus Südwes ” (1910).
B ockmann u iliza o géne o epis ola
como o ma de exp essão do eu. Cla a
B ockmann compa a as paisagens da
Madei a e de Tene i e, como e e e
“Madei a gleich in seinem
geologischen Au bau und seinem
S aßenleben den beiden o genann en
Inseln; es zeichne sich ielleich du ch
noch b ei e e, schöne e Alleen aus.
Viele Lungenleidende suchen Madei a
und Tene i a als Heils ä e au , und es
is e wunde lich, daß dieses Pa adies
neben den üblichen Fah en nach de
Schweiz und I alien nich meh Zusp uch
on eichen Ve gnügungs eisenden
inde .” (‘A Madei a assemelha-se às
duas ilhas acima mencionadas na sua
es u u a geológica e na sua ida nas
uas; pode se ca ac e izado po
a enidas ainda mais amplas e
ag adá eis. Mui os dos que so em de
pulmões p ocu am a Madei a e Tene i e
como um sana ó io, e é su p eenden e
que es e pa aíso, pa a além das
habi uais iagens à Suíça e à I ália, já não
seja popula en e os iajan es’,
adução li e). B ockmann é
conside ada como uma das ozes mais
ep esen a i as da li e a u a colonial
ge mânica. 3. DA AUTORA. B ie e eines
deu schen Mädchens aus Südwes .
Be lin: E ns Sieg ied Mi le & Sohn,
1910, p. 213-214. Acessí el ia URL:
h p://b ema.suub.uni-
b emen.de/dsdk/con en / i lein o/185
8516. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
26
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Socas, Elia He nandez, Las Islas cana ias
en iage as de lengua alemana.
F ank u am Main: Pe e lang, 2010, p.
91, ISBN 978-3-631-60831-9; Mamozai,
Ma ha, He enmenschen: F auen im
deu schen Kolonialismus. Reinbeck bei
Hambu g: Rowohl , 1982; Wilden hal,
Lo a, Ge man women o empi e, 1884-
1945. Du ham: Duke Uni e si y P ess,
2001.
CLARA CECÍLIA DE SÃO JOSÉ (Madei a;
séc. XVIII) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Só o Cla a
Cecília de São José oi uma eligiosa e
esc i ã do con en o de San a Cla a do
Funchal, cujos dados biog á icos
desconhecemos. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Só o Cla a Cecília de São José oi
adjun a da esc i ã só o Pe onila do
Soco o† desde 1736, com ex os ainda
po iden i ica no A qui o Nacional da
To e do Tombo. 3. DA AUTORA.
Documen os po iden i ica no A qui o
Nacional To e do Tombo, com dados
baseados em Po ugal. A qui o Nacional
/ To e do Tombo. Con en o de San a
Cla a do Funchal. Li o das Eleições de
Abadessas e mais O iciais do Con en o
de San a Cla a de N.ª Senho a da
Conceição do Funchal, 1733, li . n.º 27,
ól. 6 . 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
CLARA VIRGINIA BIDDLE DAVIS
(Es ados Unidos da Amé ica; 1874 –
Ibid; 1938) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Nascida
em Filadél ia, nos Es ados Unidos da
Amé ica, em 1874, Cla a Biddle, e a ilha
do médico Geo ge Biddle e de Alice
Long. Cla a Da is es e e na Madei a em
janei o de 1909, na companhia do seu
ma ido, o a qui e o Seymou Da is, no
ci cui o de u ismo do Medi e âneo.
Faleceu em e e ei o de 1938. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Cla a e Seymou Da is são
au o es de imp essões de iagens em “A
Win e Jou ney o he Wes e n Islands,
Madei a, Gib al a , I aly, Egyp , he Holy
Land, Tu key, and G eece” (1909).
Chega am à Madei a a 17 de janei o de
1909 a bo do do na io “Ced ic”, depois
de passa em pelos Aço es, en e as
páginas 12 e 15. M s. Da is apa ece
numa o og a ia descendo num ca o de
ces o. Numa das passagens do diá io,
e e e o espe áculo dos bombo ei os na
chegada à ilha: “Madei a Ha bo o e s
a beau i ul is a. We a e su ounded by
small boa s om which na i e boys di e
o coins in he icy wa e . Al hough i is
Sunday, he Ced ic's decks ha e been
con e ed in o lace bazaa s, whe e he
na i es expose o sale hei band-
emb oide ed linens” (p. 12-13). Re e iu
a expe iência do casal num ca o de
bois, que desc e e como “an an iqua ed
model o Spanish cab iole placed on
wooden unne s and d awn by wo
bullocks led by lea he hongs h eaded
h ough he ips o hei ho ns” (p. 13).
Cons am ca as inédi as inse as no
undo de Hulda Lashanska (New Yo k
Public Lib a y). 3. DA AUTORA. A Win e
Jou ney o he Wes e n Islands,
Madei a, Gib al a , I aly, Egyp , he Holy
Land, Tu key, and G eece. Philadelphia:
Wags a , 1909, 145 p. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
27
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
CLÁUDIA JOVITA DE ORNELAS E
ANDRADE (Madei a; l. 1820) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Filha de Manuel José Viei a
de And ade, p o esso égio de
p imei as le as no Funchal, e de Ma ia
Valen ina de O nelas, casados em
Machico em 1791, Cláudia Jo i a de
O nelas e And ade nasceu na eguesia
de San a Ma ia Maio . Cláudia de
O nelas e And ade candida ou-se a um
pos o pa a a docência como mes a
égia em escolas emininas no Funchal.
Apenas se conhece co espondência
di igida às Co es Régias a eque e
au o ização pa a o exe cício da unção.
2. LEGADO DOCUMENTAL. O seu
eque imen o isa a a au o ização pa a
exe ce como mes a égia, dado não
exis i na ilha uma “mes a paga pelas
Rendas da Nação” e, assim, pode
“ensina g a ui amen e às Meninas
pob es, que po al a des e auxílio
c escem e en elhecem na mais
g ossei a igno ância”. Realçou a
impossibilidade de as classes mais
pob es de eco e em ao ensino
p i ado, “po al a de Mão Pode osa
que os auxilie e le an e da sepul u a de
sua igno ancia” (AAR, Cx. 42, 1820-
1821, doc. 23a). 3. DA AUTORA. Po ugal.
A qui o His ó ico da Assembleia da
República. Co espondência ecebida.
[Reque imen o], Cx. 42, doc. 23. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Fe nandes,
Rogé io, “Educação e ensino popula na
Madei a (século XVIII-1840).”
Felguei as,Ma ga ida Lou o e al. (Ed.
Li .), Rogé io Fe nandes: ques iona a
Sociedade, in e oga a His ó ia,
( e)pensa a Educação, Po o,
A on amen o, 2004, p. 134-135;
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
CRISTINA DA CUNHA (Funchal; 1898 —
Coimb a; 1978) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
C is ina da Cunha nasceu a 19 de ma ço
de 1898 em San a Ma ia Maio
(Funchal) e bap izada no Seixal (Po o
Moniz) a 21 de se emb o de 1898. Seus
pais o am Jo ge da Cunha, mili a , e de
C is ina Cândida Ja dim, casados em
1889 na Ig eja de São Jo ge (San ana),
de onde e am na u ais. C is ina da
Cunha ez es udos no Liceu do Funchal e
ing essou na Uni e sidade de Coimb a
po ol a de 1917-1918, onde ez os
es udos p epa a ó ios médicos.
G aduou-se em medicina (1918-1923) e
concluiu o seu pe cu so com um
dou o amen o (1924-1925). Exe ceu
medicina na Madei a na “D oga ia
Insulana”, na es ada do Conde de
Ca alhal. Foi médica in e na do
Hospi al São José em Lisboa du an e
á ios anos. Além da sua a i idade
p o issional na á ea da saúde, ez pa e
do Conselho Nacional das Mulhe es
Po uguesas du an e mais de in e
anos, ao lado de igu as como Adelaide
Cabe e (1867-1935). Desempenhou
unções di e i as na Comissão de
Higiene (1927; 1929; 1936-1940; 1943;
1945) e de ogal da di eção dessa
comissão (1945-1946), quando e a
p esidida po Ma ia Lamas (1893-1983).
28
Embo a as p imei as médicas o madas
na Madei a pela Escola Médico-
Ci ú gica do Funchal – e i a-se, Palmi a
Conceição de Sousa e Hen ique a
Gab iela de Sousa – não enham legado
qualque es udo conhecido, C is ina da
Cunha oi a p imei a mulhe madei ense
a adqui i g au académico em medicina
e oi uma a i is a epu ada na de esa
dos di ei os das mulhe es. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. C is ina da Cunha publicou
a sua ese de dou o amen o in i ulada
“Sob e o es udo es a ís ico e
oxicológico dos en enenamen os pelo
a sénio” (1925), em Coimb a. Colabo ou
na e is a “Alma Feminina” com
di e sos a igos de in o mação sob e
higiene e saúde escola e sob e
oxicologia. 3. DA AUTORA. ●1. Sob e o
es udo es a ís ico e oxicológico dos
en enenamen os pelo a sénio.
Coimb a: Tip. da G á ica Conimb icense,
1925. ●2. Con ibuição pa a o es udo
es a ís ico da p é- ube culose escola .
Lisboa: [s. n.], 1930. ●3. Escolas ao a
li e em Po ugal. Lisboa: [s. n.], 1932.
●4. “As moscas”. Alma Feminina, n.º 2
(1927): p. 12-13. 3. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. “Assembleia Ge al do
‘Conselho Nacional das Mulhe es
Po uguesas’”. Alma Feminina, n.º 1
(Janei o-Fe e ei o, 1929): p. 3-5;
“Co pos ge en es do Conselho Nacional
das Mulhe es Po uguesas”. Alma
Feminina, n.º 3 (Maio-Junho, 1927): p.
24; B anco, Al edo de F ei as, No as &
Comen á io pa a a His ó ia Li e á ia da
Madei a, ol. III, Funchal, CMF, 1949-
1953; Co eia, Rosa de Lu des Ma ias
Pi es. O Conselho Nacional das
Mulhe es Po uguesas: a p incipal
associação de mulhe es da p imei a
me ade do século XX (1914-1947). Diss.
Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas, Uni e sidade No a de Lisboa,
2013; Es e es, João, “C is ina da
Cunha”. In Cas o, Zília Osó io de;
Es e es, João (di .). Dicioná io no
eminino (séculos XIX-XX). (Lisboa:
Li os Ho izon e, 2005), p. 249b;
Gomes, Joaquim Fe ei a, “A mulhe na
Uni e sidade de Coimb a”. Coimb a:
Li a ia Almedina, 1987; Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L.,. Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: No a biobibliog á ica:
Cunha, C is ina [em linha], 1986.
Funchal: . 69. [Consul a: 19-03-2019].
Disponible en: h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=666416
.
CRISTINA VIEIRA DA COSTA (Machico;
1885 — Ibid.?; c. 1980) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Não dispomos de dados
biog á icos p ecisos sob e es a
in o man e. C is ina Viei a Cos a e a
na u al de Po o da C uz (Machico),
onde nasceu po ol a de 1885.
Desconhecemos da a de alecimen o,
que e á oco ido na década de 1980. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. C is ina Viei a Cos a
oi in o man e de ex os de adição o al
e popula , compilada po Albe ina
Nób ega Ab eu, Te esa Vasconcelos,
Ma ia Gilda Mendonça e Gilda Viei a de
Ca alho po ol a de 1980, con ando a
in o man e nessa al u a com 95 anos de
idade. O seu con ibu o in eg a os ciclos
de omances adicionais de assun o
p o ano, endo eci ado “Ia pelo ma
35
à Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Sma , Elisa de [em
linha], 1986. Funchal. [Consul a: 19-03-
2019]. h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=667995
; Me hodis Episcopal Chu ch.
Missiona y Socie y, The Gospel in All
Lands by Missiona y Socie y. S. l.:
Me hodis Episcopal Chu ch, 1901;
Valen e, Da id, “Ig eja E angélica
P esbi e iana de Po ugal: con ibu o
pa a a his ó ia da sua o mação”.
Lusi ania Sac a, 16 (2004), p. 477-510.
ELIZABETH HENRIETTA MACQUARIE
(Reino Unido; 1778 – Ibid.; 1835) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Nascida Campbell,
Elizabe h Hen ie a nasceu a 13 de
junho de 1778 em Kilcalmonell,
A gyllshi e na Escócia. E a ilha mais
no a de John Campbell e de Jane
Campbell. Ela c esceu na casa do seu
i mão e conheceu o co onel Lachlan
Macqua ie, que p es ou du an e mais
de uma década se iço mili a na Índia,
e que eio a se seu esposo. Casa am-se
em De on a 3 de no emb o de 1807. Em
1809, o co onel Macqua ie oi nomeado
go e nado de No a Gales do Sul
(Aus ália). Elizabe h Macqua ie
acompanhou-o nessa iagem, que
du ou se e meses a bo do do
“D omeda y”. Quando chega am a
Sydney em dezemb o de 1809, Elizabe h
Macqua ie in e essou-se pela condição
das mulhe es condenadas e abo ígenes
e oi uma esposa dedicada,
acompanhando o seu esposo em
di e sas expedições pela Aus ália. O
casal eg essou à Ingla e a a 15 de
e e ei o de 1822 no na io “Su y”.
Faleceu em G uline House, Loch Ba, ilha
de Mull (Escócia), a 11 de ma ço de
1835. LEGADO DOCUMENTAL. Elizabe h
Macqua ie deixou um diá io da sua
iagem à Aus ália, onde e e e a sua
es ada na Madei a, passagem po Cabo
Ve de, Rio de Janei o e Á ica do Sul, no
ano de 1809. O casal es e e na Madei a
em 12 de junho de 1809, ecebidos pelo
cônsul Hen y Vei ch e sua esposa.
Elizabe h e e e que, po mo i o de
doença, e e pena não e conhecido a
ilha: “My bad s a e o heal h p e en ed
my being able o see much o he Island
o Madei a, & wha I eg e ed much
mo e I ea I p e en ed Colonel
Macqua ie pa aking o many
in i a ions which could no ail o be
ag eeable”. No en an o, o casal isi ou,
no dia 16 desse mês, a ig eja do Mon e.
No dia 18, Elizabe h desc e e um e en o
eligioso de en ada de uma no iça no
con en o e da despedida como en e da
mãe, um momen o que e e e que “I
canno say ha I e e el so much
dis ess a he a e o a s ange , as I did
on his occasion; he imp ession was no
ha I could no hea he subjec
men ion'd wi hou conside able
emo ion o some ime a e . I hope he
si ua ion does no eel o he , as i
appea 'd o me”. Ac escen a, além
disso, a beleza da ilha em con as e com
a ex ema pob eza que p esenciou não
só dos espaços públicos mas ambém
dos habi an es: “The Island o Madei a
is ce ainly one o he mos beau i ul &
oman ic places o look a which I ha e
e e seen, o Pe sons who ha e been

36
long a Sea, & who ha e su e 'd illness,
and bad wea he , he sigh o Funchal is
he mos g a i ying which can well be
imagined; bu by he ime one has been
a ew days on sho e, he wan o ai , and
g ea hea ; he o al exclusion om all
kinds o exe cise, om he ha dness o
he oads; which a e e y s eep, and
pa ed wi h small s ones; and abo e all
he il h o he Inhabi an s is so
disgus ing, ha I hink no ime could
econcile one o wi ness i wi h
indi e ence – all his se es o shew
how many com o s a e necessa y o
ende li e ag eeable o a pe son who
has been accus om'd o li e in England”.
3. DA AUTORA. Aus ália. S a e Lib a y o
New Sou h Wales. Mi chell and Dixson
Lib a ies Manusc ip s Collec ion.
Elizabe h Macqua ie jou nal o a oyage
om England o Sydney in he ship
'D omeda y', 15 May 1809 - 25
Decembe 1809, 1809, cód. C 126 (Sa e
1/303). 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Ba na d, Ma jo ie, 'Macqua ie,
Elizabe h Hen ie a (1778-1835)', in
Aus alian Dic iona y o Biog aphy,
Na ional Cen e o Biog aphy, Aus alian
Na ional Uni e si y, 2006,
h p://www.adb.online.anu.edu.au/bio
gs/A020161b.h m; Cohen, Lysbe h,
Elizabe h Macqua ie: He Li e and
Times, Wen wo h, Sydney, 1979;
'Elizabe h Hen ie a Macqua ie o Ai ds
(1778-1835)', in Lachlan and Elizabe h
Macqua ie A chi e, Macqua ie
Uni e si y, S a e Lib a y o New Sou h
Wales, Na ional Lib a y o Sco land,
His o ic Houses T us , Na ional Lib a y
o Aus alia, Na ional Museum o
Aus alia, New Sou h Wales S a e
Reco ds, Macqua ie Uni e si y, 2010,
h p://www.lib.mq.edu.au/digi al/lema
/biog aphies/embiog.h ml; Walsh,
Robin, In he own wo ds: he w i ings o
Elizabe h Macqua ie, Wollombi, N.S.W,
Exisle Publishing, 2011.
ELLA MARY DU CANE (Aus ália; 1874 —
Reino Unido; 1943) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Ella Du Cane nasceu em Hoba , na
Tasmânia, a 4 de junho de 1874. Filha do
adminis ado colonial Si Cha les Du
Cane, de B ax ed Pa k, e de Geo giana
Susan Copley, Ella du Cane oi uma
no á el agua elis a e iajan e b i ânica.
Colabo ou com a sua i mã, Flo ence du
Cane†, com ilus ações de ja dins em
li os como “The lowe s and ga dens o
Japan” (1908), “The lowe s and ga dens
o Madei a” (1909) e “The Cana y
Islands” (1911). As suas pin u as o am
exibidas na New Socie y o Pain e s in
Wa e Colou s. Faleceu em 1943,
sol ei a, sem ge ação, sepul ada na
Ig eja de Todos os San os, em B ax ed,
Essex. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Ella Du
Cane oi uma no á el agua elis a
b i ânica. Ganhou no o iedade em 1893
numa exposição da “New Socie y o
Pain e s”. A sua no o iedade ganhou
maio alcance ao publica com a sua
i mã as suas expe iências de iagem.
Vá ias pin u as da sua au o ia o am
adqui idas pela Rainha Vi ó ia,
in e essada pela sua ob a. Sob e os
ja dins da Madei a, Ella Du Cane
p oduziu 24 ilus ações paisagís icas de
ja dins, caminhos e de quin as
emblem icas do Funchal, como “Loo
Rock, Funchal”, “A D inking Foun ain”,
“Azaleas in a Po uguese Ga den”,
“Azaleas, Quin a Ilheos”; “Da u a,
Quin a Vigia”, “A G oup o Senecio”,
“Weigandia and Daisies”, “Cyp ess
A enue, Quin a S an o d”, “Aloes and
Daisy T ee”, “Poinse ia on he Moun
Road”, “The Sca le Bougain illea”,
37
“Wis a ia, San a Luzia”, “Roses, San a
Luzia”, “P ide o Madei a and Peach
Blossom”, “Quin a do Til”, “On he
To inhas Road”, “Wis a ia, Quin a da
Le ada”, “Red Aloes”, “Almond
Blossom”, “P ide o Madei a and
Daisies”, “The Pu ple Bougain illea”,
“Bignonia Venus a”, “Jacka anda T ee”
e “A Chapel Doo way”. DA AUTORA. The
lowe s and ga dens o Madei a.
London: Adam and Cha les Black, 1909,
ii, 150 p. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Cla k, John (ed.), Japanese Exchanges in
A 1850s-1930s. Sydney: Powe
Publica ions, 2001, p. 237; Milla , Delia,
“Ella Ma y Du Cane (1874-1943)". In The
Vic o ian Wa e colou s and D awings in
he Collec ion o He Majes y he
Queen. London: Philip Wilson, 1995, p.
284; Pe al a, Yolanda, Dicciona io de
C eado as Cana ias del Siglo XIX-XX. La
Laguna: Uni e sidad de La Laguna,
2008; Red oo , Alison, Vic o ian
Wa e colo is Ella Ma y Du Cane: A
s udy in esis ance and compliance o
gende s e eo ypes, he p o essional a
wo ld, O ien alism, and he
in e p e a ion o Japanese ga dens o
B i ish socie y: MA hesis. Cali o nia
S a e: Uni e si y a Long Beach, 2011.
ELLEN MARIA TAYLOR (Madei a; 1832;
— Reino Unido; ca. 1907) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Apesa de não se segu o
iden i ica a au o a des a en ada,
encon ámos alguns dados nos egis os
i ais da Ig eja Inglesa na Madei a. Ellen
Ma ia Taylo nasceu na Madei a 2 de
julho de 1832, ilha do come cian e
James Taylo e de Elizabe h (sic) ou de
Ma ia Eleno Haywa d, esiden es na
ilha. De es o os Taylo s êm g ande
p esença no a quipélago. Ellen Taylo
e á i ido no Reino Unido e isi ou a
Madei a en e janei o de 1880 e janei o
de 1881. Es e e hospedada no ho el
San a Cla a, na companhia de uma
amiga que eio cu a -se na ilha.
Desconhecemos onde aleceu, que se
p esume no Reino Unido, po ol a de
1907. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Com apoio
de Cha les Cossa , Robe Whi e e
James Ya es Johnson, Ellen Ma ia Taylo
publicou em Lond es “Madei a: I s
Scene y, and how o See i ; wi h Le e s
o a Yea 's Residence, and Lis s o he
T ees, Flowe s, Fe ns, and Seaweeds”
(1882). O conhecimen o de alhado do
a quipélago e da língua coloca a
hipó ese de au o a e es ado
an e io men e na Madei a. Na
composição da sua ob a, apoiou-se em
au o idades locais e ob as an e io es,
como “Madei a. I s Clima and Scene y”
de James Ya e Johnson e os
conhecimen os de Cha les Cossa . Ellen
Taylo o e ece in o mações sob e
ho éis, na ios, es ições de bagagem,
es i idades e excu sões, comé cio,
his ó ia local e cos umes, incluindo um
ocabulá io po uguês-inglês de apoio
ao u is a inglês e uma lis a de g andes
pe sonalidades insula es. Além disso,
publicou co espondência, que con e e
à ob a uma expe iência pessoal e
au ên ica. 3. DA AUTORA. Madei a: I s
Scene y, and how o See i ; wi h Le e s
o a Yea 's Residence, and Lis s o he
T ees, Flowe s, Fe ns, and Seaweeds.
London: E. S an o d, 1882, p. 261;
38
London: E. S an o d, 1889, 269 p.
(acessí el
a chi e.o g/de ails/b24750876). 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Baube a,
Pa icia Odbe de, “a madei a is a pelos
ingleses”. In Ap ende Madei a, 2018,
Acessí el ia URL: <
h p://ap ende amadei a.ne /a-
madei a- is a-pelos-ingleses>; Hoe,
Susanna, Madei a: Women, His o y,
Books and Places (O Islands & Women).
Ox o d: Holo, 2004; Robinson, Jane,
Waywa d women: a guide o women
a elle s. Ox o d Uni e si y P ess,
1990; Saunde s, Cla e B oome (o g.),
Women, T a el W i ing, and T u h, New
Yo k, Rou ledge, 2014; Sil a, An ónio
Ma ques da, Passa am pela Madei a.
Funchal: Emp esa Municipal “Funchal
500 anos”. 2008, p. 213.
EMÍLIA ACCIAIOLLY REGO (Madei a; l.
1863) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Desconhecemos o e dadei o nome da
au o a que em sido con undida com
Emília Hen ique a Acciaiolly Rego† e
pa en e de Ma ia Eugénia Rego
Pe ei a†. É possí el se ilha de João
An ónio Acciaiolly Rego e de Ca olina
Augus a Ja dim. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
A au o a publicou ex os poé icos e
cha adas no jo nal do Liceu, “O Rec eio”
e na “Es ela Académica” e nou os
jo nais madei enses, assinando os seus
ex os com pseudónimo A. (desdob ado
num pe iódico “O Rec eio” da Biblio eca
Municipal do Funchal). Encon a-se
ep esen ada na “Musa Insula ” de Luís
Ma ino. Os docen es do Liceu do
Funchal incen i a am os seus alunos
publica em os seus ex os em jo nais
escola es. 3. DA AUTORA. ●1.
“Medi ação”. O Rec eio (jo nal do Liceu
do Funchal), 1863 = In Ma ino, Luís,
Musa Insula , Funchal, Eco do Funchal,
1959, p. 98-99. ●2. “Aos anos de meu
i mão”. O Rec eio (jo nal do Liceu do
Funchal), n.º2 (1863), p. 14. ●3. “A li a
queb ada”. O Rec eio (jo nal do Liceu do
Funchal), n.º20 (1864), p. 154-155. ●4.
“A cha idade”. Es ella Academica:
pe iódico de ins ucção e
ec eio,Funchal,n.º2 (18-12-1875), p. 1
(A ibuí el, assinado po A.). ●5. “A
Cons ancia”. Es ella Academica:
pe iódico de ins ucção e
ec eio,Funchal,n.º2 (18-12-1875), p. 1-
2 (a ibuí el, assinado po A.). ●6. “O
nascimen o do Messias”. Es ella
Academica: pe iódico de ins ucção e
ec eio, Funchal, n.º3 (25-12-1875), p. 1-
2 (A ibuí el, assinado po A.). ●7. “Os
amigos”. Es ella Academica: pe iódico
de ins ucção e ec eio,Funchal,n.º 2
(18-12-1875), p. 1-2. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Rego, Emília Acciaioly
[em linha], 1986. Funchal. [Consul a: 19-
03-2019]. h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=667674
.
EMÍLIA HENRIQUETA ACCIAIOLLY REGO
(San ana; 1798 – ibid; 1849) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Nascida em San ana, em
1798, Emília Hen ique a Acciaiolly e a
ilha do Co onel Filipe Joaquim
Acciaiolly e de Ana Cole a de F ei as
Acciaiolly. Emília Acciaiolly Rego casou-
39
se com o capi ão An ónio F ancisco
Rego, na Sé do Funchal em 1816. É
pa en e das poe isas Emília Acciaioli
Rego† e de Ma ia Eugénia de A onseca
Acciaiolli Rego Pe ei a†. Alguns au o es
chamam-na como Emília Acciaiolly Rego
Sénio . Faleceu na Madei a em 1849. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. O seu poema “A co-
í is” oi publicado na an ologia “Flo es
da Madei a (1871), endo pe manecido
manusc i os os seus ex os. A
con emplação da na u eza como
mani es ação di ina: “Fo moso a co
celes e,/Que, nos céus, e ais
cu ando./E o al o i mamen o/De mil
co es ma izando!/Aquele que com seu
sop o/Tão acima e ele ou,/E com
a iadas in as/Sabiamen e e pin ou”.
No en an o, incula a beleza do
enómeno com o ideá io c is ão da
paixão de C is o: “Aquele que e
sus en a/Com an o b ilho e beleza./Foi
cobe o em sua ida/Com o man o da
pob eza./Aquele que e cu ou/De
modo mais majes oso,/Foi condenado a
mo e /Como um acino oso/. Com o
seu sangue inocen e/O seu os o oi
manchado —/Esse p ecioso
sangue/Que po nós oi
de amado/Todo o cálix da
a lição/Sob e ele se esgo ou;/E pa a nos
libe a /Em o men os expi ou”. No
“Pano ama Li e  io” de Ma ino e e e
que “deixou um li o de e sos, cujo
í ulo desconhecemos”. 3. DA AUTORA.
“A co-í is”. In Mon ei o, José Lei e e
Oli ei a, Al edo Cesa de (ed. li .),
Flo es da Madei a. Funchal: Typ. da
Imp ensa Li e, 1872; epubl. em
Ma ino, Luís, Musa Insula , Funchal, Eco
do Funchal, 1959, p. 63. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Gomes, Albe o,
“Algumas No as sob e os Poe as das
Flo es da Madei a”. Das A es e da
His ó ia da Madei a, 3/14 (1953), p. 22;
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Rego Sénio , Emília
Acciaioly [em linha], 1986. Funchal.
[Consul a: 19-03-2019].
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=667672
.
EMÍLIA ROMANA DO EMPÍREO
(San ana; 1801 – Funchal, 1883) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Filha de João José Mode no
e de An ónia Rosa, na u al do A co de
São Jo ge, onde nasceu em 1801. Fez
o os em 1816. Só o Emília Romana do
Empí eo (ou Empí io) oi esc i ã e
abadessa do Con en o de Nossa
Senho a da Enca nação do Funchal, no
iénio de 1831 a 1833. Foi elei a
du an e á ios iénios como abadessa
do mos ei o (1837-1840, 1843-1846,
1849-1852, 1855-1858, 1861-1864,
1867-1870, 1873-1876 e 1879-1882).
Faleceu a 11 de e e ei o de 1883. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. Só o Emília
Romana do Empí eo consolidou as
con as do con en o e man e e
co espondência com di e sas
en idades, documen os ainda po
iden i ica . A adminis ação do
con en o encon a-se desc i a no
a qui o do Con en o de Nossa Senho a
da Enca nação que se encon a
epa ido en e o A qui o Nacional da
To e do Tombo e o A qui o Regional e
40
Biblio eca Pública da Madei a. É
indispensá el ealça as di iculdades
que os con en os emininos
madei enses en en a am com a
ex inção das o dens eligiosas em
Po ugal, es ipulado pelo Dec e o e
Ins uções de 31 de maio de 1862, do
Minis é io e Sec e a ia de Es ado dos
Negócios da Fazenda, que execu ou a
Lei de 4 de ab il de 1861. Os egis os
ei os po es a eligiosa dão con a das
di iculdades que a ins i uição
a a essa a. 3. DA AUTORA. Po ugal.
A qui o Nacional To e do Tombo.
Con en o de Nossa Senho a da
Enca nação do Funchal. Regis o de
ecei a e despesa, L. 38, L 46. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Fon ou a,
O ília Rod igues, As Cla issas na
Madei a: uma p esença de 500 anos.
Funchal: Cen o de Es udos de His ó ia
do A lân ico, 2000, p. 174, 189; Macedo,
L. S. Ascensão de, Da Voz à Pluma.
Esc i o as e Pa imónio Documen al de
Au o ia Feminina de Madei a, Aço es,
Caná ias e Cabo Ve de. Guia
Biobibliog á ico, Ribei a B a a, Edição L.
S. Ascensão de Macedo, 2013; acessí el
ia h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
EMILY GENEVIEVE SMITH (F ança; 1817
— Reino Unido; 1877) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Nascida Emily Gene iè e
Simpson, nasceu em Pa is a 31 de
agos o de 1817. E a ilha de Hen i
Hanson Simpson, o iundo de Ba h
(Reino Unido), e de Ma y Anne
Dube ley. Recebeu esme ada educação
em piano, can o, pin u a e a queologia.
Casou-se com o e e endo Reginald
Sou hwell Smi h a 25 de e e ei o de
1836 e i e am doze ilhos. A doença do
seu ma ido ob igou à amília a muda -se
pa a Ven no , na ilha de Wigh , e,
pos e io men e, pa a a ilha da Madei a,
em ou ub o de 1840. Ins alados no
Funchal na Quin a da No a, onde
pe manece am ce ca de dois anos,
Emily Smi h isi ou a ilha e e a ou
paisagens madei enses nas suas
agua elas, como o céleb e nau ágio do
b igue Da , em 1842. Faleceu em
Lond es a 27 de ab il de 1877. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Emily Gene iè e Smi h
deixou diá ios ( espei an es aos anos de
1836, 1841, 1852, 1858 e 1866) e 98
agua elas que se conse am no Museu
Quin a das C uzes no Funchal e no
Do se A chi es Se ice. Publicou “A
Pano amic iew o he Ci y o Funchal, in
he Island o Madei a” (1844). Na pa e
in odu ó ia az uma sín ese
demog á ica e geog á ica sob e a
Madei a. No Museu Quin a das C uzes
conse am-se di e sas agua elas da sua
au o ia: "An A is 's S udy - Madei a",
"Boy wi h Galinhas", "Câma a de
Lobos", "Capela dos Milag es", "Coun y
Woman o Madei a & boy wi h a
Mache e", "D agon T ees a S . John's",
"En ance o he Valley o S . Vincen ",
"En ance o he Valley o he Ribei o
G ande", "Homen em pé on he oad o
Pico Rui o", "Ilheo Rock & Pon inha",
"La go do Cha a iz", "Pa o The Cu al
d' Pico G ande", "Peasan Gi l. S .
Vicen e", "Quin a da No a", "Quin a da
Palmei a", "Quin as o he g ea e (...)
Angus ias", "San a C uz om M s
Blandy's Quin a", "Scene on Madei a
beach", "Scene on he Beach a
Funchal", "Ske ch o Go e nmen
House", "S . Vicen Chapel & Rock",
"The "B azen Head". Bay o Funchal &
Fo S . Iago", "The Peack Fo ",
"Toma o Boy", "View in he Se a
d'A goa Ra ine", "Vis a da Achada do
G amacho, e casa do S . Luiz Acciaoly -

41
S a. Anna", "Vis a do Faial - Penha
d'Águia o Eagle's ock as seen om he
Co ados ange o moun ains", "W eck
o he Ame ican B ig "C éole" (a sla e )
du ing he g ea S o m a Madei a in
1842", "W ecks o he Da & No o
Beijinho". 3. DA AUTORA. ●1. A pano amic
iew o he ci y o Funchal he island o
Madei a. Weymou h: B.Benson, 1844, 4
. (h p://pu l.p /24025). ●2. Reino
Unido, Do se Council. Do se His o y
Cen e, Smi h Family o Wes S a o d
A chi e (1836 – 19). Diá io de Emily
Smi h (D-500-1/D-500-4). 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Go e no Regional da
Madei a, “Smi h, Emily Gene iè e”.
Museus da Madei a: pla a o ma online,
acessí el
h ps://museus.madei a.go .p /De alh
esAu o ?au ho Id=765; Hoe, Susanna,
Madei a. Women, his o y, books &
places. Ox o d: Holo Books, 2004;
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Smi h, Ma ga e , F om Vic o ian
Wessex The Dia ies o Emily Smi h
1836,1841,1852. No wich: Solen P ess,
2003.
EMMELINE STUART WORTLEY
MACKENZIE (Reino Unido; 1806 —
Líbano; 1855) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Emmeline Cha lo e Elizabe h Manne s
nasceu no Reino Unido a 2 de maio de
1806. E a ilha de John Hen y Manne s,
V Duque de Ru land, e de lady Elizabe h
Howa d. Lady Emmeline casou-se com o
honou able Cha les S ua Wo ley
Mackenzie a 17 de e e ei o de 1831.
Após à mo e do seu esposo em 1844,
con inuou a iaja na companhia da sua
ilha. No ensejo de conhece as e as
dos c is ãos p imi i os, pa iu pa a
Bei u e onde aleceu de desin e ia a 20
de ou ub o de 1855. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Foi uma no á el poe isa,
d ama u ga e iajan e b i ânica que
isi ou os Es ados Unidos da Amé ica, o
no e da Eu opa e o Médio O ien e.
Publicou di e sas ob as que a segui
lis amos: “London a Nigh , and o he
Poems” (1834), “Unlo ed o Ea h, and
o he Poems” (1834), “T a elling
Ske ches in Rhyme” (1835), “The
Village 's Cou ya d, and O he Poems”
(1835), “The Knigh and he
Enchan ess, wi h o he Poems” (1835),
“The Village Chu chya d, and o he
Poems” (1835), “The Visiona y: A
F agmen , Wi h O he Poems” (1836),
“The Visiona y, a F agmen , wi h o he
Poems” (1836), “F agmen s and
Fancies” (1837), “Hou s a Naples, and
o he Poems” (1837), “Lays o Leisu e
Hou s” (1838), “Queen Be enga ia's
Cou esy, and o he Poems” (1838),
“Sonne s, W i en Chie ly Du ing a Tou
Th ough Holland, Ge many, I aly,
Tu key, and Hunga y” (1839), “Angiolina
del' Albano, o ,T u h and T eache y: A
Play, in Fi e Ac s” (1840), “E a, o , The
E o : A Play in Fi e Ac s” (1840),
“Jai ah: a D ama ic Mys e y, and o he
Poems” (1840), “The Maiden o
Moscow: A Poem” (1841), “Alphonso
Alga es,’ a play in i e ac s in e se”
(1841), “Lillia B anca, a Tale o I aly”
(1841), “Moonshine,’ a comedy” (1843),
“Adelaide” (1843), “E nes Moun joy,’ a
comedie a in h ee ac s in p ose”
(1844), “On he App oaching Close o
he G ea Exhibi ion, and O he Poems”
42
(1851), “Two poems on he G ea
Exhibi ion” (1851), “T a els in he
Uni ed S a es, e c., du ing 1849 and
1850” (1851) “A Visi o Po ugal and
Madei a” (1854). 3. DA AUTORA. A Visi o
Po ugal and Madei a. London:
Chapman and Hall, 1854, 483 p. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Sil a, An ónio Ribei o Ma ques da,
Passa am pela Madei a: ex os de
au o es anglo-saxónicos que isi a am a
ilha (1687-2000), Funchal, Emp esa
Municipal Funchal 500 Anos, 2008, p.
213.
ESTELA DA SILVA (Funchal; 1891? – Ibid;
?) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Desconhecemos
dados sob e a sua ida, de ido à
exis ência de á ias Es elas da Sil a
coe âneas. Inclinámo-nos pa a o ac o
de se ilha do pin o Hen ique Augus o
da Sil a e de Ma ia da Pu i icação da
Sil a, na u al de San a Luzia (Funchal),
onde nasceu a 1 de dezemb o de 1891.
Desconhecemos quando aleceu. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. O único poema que
se conhece in i ula-se “T o as”
publicado no “Almanach madei ense
pa a 1905”, sendo c í el que enha
publicado aos 13 anos de idade uma
canção de amo . 3. DA AUTORA. ”T o as”
(Incipi : “Tu és u ilan e es ela”). In
Rod igues, Sabino Joaquim (ed.),
Almanach madei ense pa a 1905.
Funchal: Typ. do «Di ei o», 1904.
EUGÉNIA MARIA CLARA DE NÓBREGA
(San ana; 1880 — Funchal; 1970) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Eugénia Ma ia Cla a de
Nób ega nasceu em San ana a 13 de
dezemb o de 1880 e bap izada na Ig eja
Pa oquial de San ana. E a ilha do
docen e e poe a Jo ge Luís de Nób ega
(1850-1884) e da p o esso a Ma ia Cla a
Pe ei a e Nób ega, na u ais do Funchal,
mas casados em San ana, em 1879. Tal
como seus pais, seguiu a ca ei a da
docência, endo se ido nas Escolas
Masculinas e Femininas de Câma a de
Lobos, desde o ano de 1910 a é à sua
aposen ação em 1944. Foi uma das
undado as da “Associação das Damas
de Ca idade de Câma a de Lobos” em
1929. Eugénia Ma ia Cla a de Nób ega
pe cenceu à O dem de São Vicen e de
Paulo. Foi ag aciada pelo Go e no as
insígnias de O icial da Ins ução Pública
a 2 de ab il de 1946. Foi, ainda,
homenageada a 26 de agos o de 1966
em sessão solene da Câma a Municipal
de Câma a de Lobos. Faleceu no Asilo de
Mendicidade e Ó ãos a 12 de ou ub o de
1970. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Eugénia
Ma ia Cla a de Nób ega colabo ou na
imp ensa unchalense, especialmen e n’
“O Jo nal”. No “Di io de No ícias”, é
desc i a a ce imónia
po meno izadamen e, pa a aseando o
discu so da “ ene anda P o esso a”
quando ecebeu as insígnias da O dem
da Ins ução Pública em 1945.
Desconhecemos ou a p odução da sua
au o ia. 3. DA AUTORA. “Um sonho a
bo do da aga a “D. Fe nando”. In “O
Jo nal”, 11-10-1950. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. F ei as, Manuel Ped o,
“Associação das Damas de Ca idade de
Câma a de Lobos”. Câma a de Lobos -
Dicioná io Co og á ico: Edição
elec ónica, s.d., s.l. 1986. Funchal.
[Consul a: 19-03-2019].,
h p://www.concelhodecama adelobos
43
.com/diciona io/associacao_damas_ca
idade_cama a_lobos.h ml; Ma ino, L.,
Pano ama Li e á io do A quipélago da
Madei a: No a biobibliog á ica:
Nób ega, Eugénia Ma ia Cla a de [em
linha], 1986. Funchal. [Consul a: 19-03-
2019]. h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=667410
.
EULÁLIA ÁGUEDA ABREU NUNES
PAQUETE (Funchal; 1886 — Ibid.; 1947)
1. NOTA BIOGRÁFICA. Eulália Águeda
Nunes Paque e nasceu em São Ped o
(Funchal), a 5 de e e ei o de 1886. E a
ilha de João Augus o Nunes Diabinho,
cha adis a e poe a, e de Ca olina
Adelaide Ab eu Nunes e esposa do
comendado Edua do Simões Dias
Paque e. Foi mãe de D . Edua do
Paque e, Rena o Paque e e de Edi e
Paque e. Faleceu no Mon e (Funchal) a
8 de ab il de 1947. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Assinando os seus ex os
como Agda, deixou poesias e cha adas
na imp ensa insula e em almanaques,
como o “No o Almanaque de
Lemb anças Luso-B asilei o”, “Di io
Popula ”, “Di io da Madei a, Di io de
No ícia” se no “Almanaque Ilus ado do
Di io da Madei a”, g ande pa e po
iden i ica . 3. DA AUTORA. ●1. “Velas”. In
Ma ino, Luís, Musa Insula , Funchal, Eco
do Funchal, 1959, p. 364. ●2. “Enigma
pi o esco”. No o almanaque de
lemb ancas Luso-B asilei o pa a o ano
de 1907, p.32. ●3. “Cha ada”. No o
almanaque de lemb ancas Luso-
B asilei o pa a o ano de 1908, p. 32. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Paque e, Eulália Agda
Ab eu Nunes [em linha], 1986. Funchal.
[Consul a: 19-03-2019].
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=667509
.
EVELYN WARD EVERETT-GREEN (Reino
Unido; 1856 — Funchal; 1932) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. E elyn Wa d E e e -G een
nasceu em Lond es a 17 de no emb o
de 1856. C esceu no seio de uma amília
dedicada às a es, ilha de Ma y Anne
E e e G een e de Geo ge Pycock
G een. E elyn E e e -G een es udou no
Bed o d College (1872-1873) e no
London Academy o Music. Em 1911,
ixou esidência na Madei a, onde i eu
na Quin a Pico de São João, onde
aleceu a 23 de ab il de 1932. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. E elyn E e e -G een oi
uma p olí ica esc i o a inglesa, endo
publicado mais de 350 í ulos de icção,
desde li e a u a in an il ao omance
his ó ico, pa e dos quais esc i os na
Madei a, com di e sas eedições.
Assinou ex os com di e sos
pseudónimos, como H. E., Cecil Adai , E.
Wa d, E elyn Da e. Ela oi uma das
au o as mais endidas da edi o a
S anley Paul. Po ém, na i agem pa a o
século XX, as suas pe sonagens e am
conside adas mui o conse ado as. No
en an o, as suas pe sonagens emininas
são e a adas em ambien es
domés icos, pa a e idencia uma o ma
de au o idade eminina. Eis alguns dos
seus p incipais í ulos: “Lady Temple's
G andchild en” (1883), “Paul Ha a d's
44
campaign, o , A he o in hospi al” (1883),
“Leno e Annandale's S o y” (1884),
“To wood's T us ” (1884), “Two London
Homes” (1884), “Cu hbe Coningsby”
(1884), “The Co age and he G ange”
(1885), “The Mis ess o Lydga e P io y”
(1885), “M . Ha he ly's Boys” (1885),
“Uncle Roge ou A Summe o Su p ises”
(1885), “T ue o Himsel ou My
Boyhood's He o” ( T ue To The Las )”
(1885), “The E e sley Sec e s” (1886),
“Winning he Vic o y” (1886), “The
Hei ess o Wylming on” (1886), “The
Head o he House” (1886), “A Child
wi hou A Name” (1887), “The Las o
he Dac es” (1887), “Join Gua dians”
(1887), “He Husband's Home” (1887),
“Dulcie's Li le B o he ” (1887), “Ou
Winnie” (1887), “Temple's T ial” (1887),
“Li le Lady Cla e” (1888), “Two
En husias s” (1888), “Dodo, an Ugly
Li le Boy” (1888), “Ru h en o Ru h en”
(1888), “Dulcie and To ie” (1889), “The
Li le Midshipman” (1889), “Ma cus
S a o d's Cha ge” (1889), “Mi iam's
Ambi ion” (1889), “My Black Sheep”
(1889), “My Boynie” (1889), “Monica”
(1889), “Ve a's T us ” (1889),
“Do o hy's Voca ion” (1890), “The
Sec e o he Old House” (1890), “Cli e's
Conques ” (1890), “Da ing Do ” (1890),
“Miss Mey ick's Niece” (1890), “Li le
Ru h's Lady” (1890), “Do o hy's
Voca ion” (1890), “The S onge Will”
(1890), “Syd's New Pony” (1890), “A
Summe Holiday” (1890), “Si Aylme 's
Hei ” (1890), “Oli e Lang on's Wa d”
(1890), “The Wi ch o he Qua y Hu ”
(1890), “Mischie ous Monc on” (1890),
“Fi -T ee Fa m” (1891), “Dick Whis le 's
T amp” (1891), “Be ie Cli on” (1891),
“Da e Lo ime 's He i age” (1891), “M s
Romaine's Household” (1891), “Dulcie's
Lo e S o y” (1891), “Sydney's Sec e ”
(1891), “Loyal Hea s” (1891), “In he
Wa s o he Roses” (1892), “The Chu ch
and he King” (1892), “The Doc o 's
Dozen” (1892), “Wyhola” (1892), “A
Holiday in a Mano House” (1892), “Old
Miss Aud ey” (1892), “Falcone o
Falconhu s ” (1892), “Don Ca los, Ou
Childhood's He o” (1892), “Namesakes”
(1892), “A Pai o Pickles” (1892),
“Shadow-land” (1892), “The Lo d o
Dyne o ” (1892), “E e ybody's F iend”
(1893), “The G ea Show” (1893), “Li le
Miss Vixen” (1893), “Golden
Gwendolyn” (1893), “O e he Sea Wall”
(1893), “The Wil ul Willoughbys” (1893),
“Tom He on o Sax” (1893), “S .
Wyn i h and I s Inma es” (1893),
“Ronald Kennedy” (1893), “In he Days
o Chi al y” (1893), “A He o o he
Highlands” (1893), “F iends o Foes?”
(1893), “S . Wyn i h and I s Inma es”
(1893), “Maud Mel ille's Ma iage”
(1893), “A e hough House” (1894),
“Fla s” (1894), “Miss U aca” (1894),
“Shu In” (1894), “My Cousin om
Aus alia” (1894), “The Sec e Chambe
a Chad” (1894), “The Family” (1894),
“E il May-Day” (1894), “Kei h's T ial and
Vic o y” (1894), “Los T easu e o
T e lyn” (1894), “The Phan om B o he
and he Child” (col., 1894), “A Di icul
Daugh e ” (1895), “Ralph Roxbu gh's
Re enge” (1895), “A G ea Indisc e ion”
(1895), “The Sunny Side o he S ee ”
(1895), “Judi h, he Money-Lende 's
Daugh e ” (1895), “Eus ace
Ma chmon ” (1895), “Du Da ling on”
(1895), “Pa , he Ligh house Boy”
(1895), “A S epmo he 's S a egy”
(1895), “His Choice - and He s” (com H.
Louisa Bed o d, 1895), “Enid's Ugly
Duckling” (com H. Louisa Bed o d,
1896), “In Taun on Town” (1896),
“Cycling Fo Ladies” (1896), “The
51
e pedagógica de con on a e de
con ex ualiza écnicas ocais mui o
di e sas. Além disso, oi uma pin o a
au odida a, au o a de elas como “Salon
des Indépenden s” e de e a os
ep esen ando o p íncipe Yu i
Tche kesso e Louis S auss, subsc i o
como Gab iela Je ei e. 3. DA AUTORA. La
Technique Vocale Simplemen
Expliquée, Boulogne-su -Seine: Chez
l'au eu , 1932, (73 p.), 19 cm. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Clode, Luís
Pe e , Regis o Bio-Bibliog á ico de
Madei enses: Sécs. XIX e XX, Funchal,
Caixa Económica do Funchal, 1983, p.
466; Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Tche ke so , Gab iela
Ma cial Ja dim [em linha], 1986.
Funchal. [Consul a: 19-03-2019].
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=668117
; Telles, Ana, Luís de F ei as B anco
(1890-1955): Pa cou s biog aphique e
es hé ique à a e s l’oeu e pou
piano. Sciences de l’Homme e Socié é.
Uni e si é de Pa is 4, Pa is So bonne,
2009 [Consul a: 19-03-2019]. Disponí el
em: < el-01214464>.
GEORGINA DIAS DE ALMEIDA (Funchal;
l. 1884) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Pouco se
conhece a espei o des a au o a,
possi elmen e apa en ada com Ca olina
Dias de Almeida†. Apenas se conhece
um poema publicado no poema na
an ologia “Album madei ense de
Poesias” (1884) de F ancisco Viei a. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. O poema de
Geo gina Dias de Almeida, o único que
se conhece publicado, é di igido a
Leolinda, que de aco do com as “No as
& Comen á ios pa a a His ó ia Li e á ia
da Madei a” do Visconde do Po o da
C uz, pode a a -se de D. Leolinda
Ja dim Viei a, embo a no cabeçalho do
poema seja e e ida D. Leolinda Dias
D’Almeida. Es e poema alude ao ópico
da memó ia da inocência pe dida, como
e e e “Lemb a- e? E a eu jo em e u
gen il c iança,/B incá amos ado ando o
seixo, o esca céu…/Tudo e a nesse
empo, o quê? – um ma
d’espe ança!/Mas… c escemos ambas…
oldou-se o nosso céu!/ […] Se poe isa
eu o a, sim, da minha li a/Sol a ia um
cân ico a i, ó Leolinda!/A e os desse
empo em e sos esc e e ia,/Deixando-
e no lbum uma saudade in inda!”
(Viei a, 1884, p. 235). 3. DA AUTORA.
“Poesia: na 3.ª página do Album da
minha amiga e p ima, D. Leolinda Dias
de Almeida”. In F ancisco Viei a (ed. li .),
Album madei ense: poesias de di e sos
auc o es madei enses. Funchal: Typ.
Funchalense, 1884, p. 235; epubl. In
Ma ino, Luís, Musa Insula , Funchal, Eco
do Funchal, 1959, p. 160. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. B anco, Al edo de
F ei as, No as & Comen á ios pa a a
His ó ia Li e á ia da Madei a, ol. ii,
Funchal, Edição Câma a Municipal do
Funchal, s.d; B anco, Al edo de F ei as,
No as & Comen á ios pa a a His ó ia
Li e á ia da Madei a, ol. ii, Funchal,
Edição Câma a Municipal do Funchal,
s.d., p. 30a; Macedo, L. S. Ascensão de,
Da Voz à Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ne es, Cludia, “almeida, geo gina dias
de” in Ap ende Madei a (a ualizado a
23.01.2017),
h p://ap ende amadei a.ne /almeida-

52
geo gina-dias-de/; Viei a, F ancisco
(o g.), Álbum Madei ense, Poesias de
Di e sos Au o es Madei enses, Funchal,
Typog aphia Funchalense, 1884.
GERTRUDES COGOMILHO ACCIAIOLLY
DE SAMPAIO (Funchal; 1885 — Ibid.;
1952) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Nasceu em
San a Ma ia Maio a 23 de janei o de
1885. Ge udes Sampaio e a ilha do
capi ão Guilhe me Quin ino de Sampaio
e de Sebas iana Acciaiolly, sob inha do
cha adis a Pe. Ca los Acciaiolly Fe az de
No onha. Faleceu em S. Gonçalo a 15 de
junho de 1952. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Dedicou-se ao cha adismo, à poesia e ao
ea o, endo ep esen ado numa
escola pa icula em San a Ma ia Maio
com a comédia polí ica, “Uma
ap eciação das g andes ob as do
p og esso ou uma comédia de sadio
egionalismo” do Pe. Ca los Acciaiolly.
Colabo ou na e is a “Espe ança” e n’
“O Jo nal”, ex os po iden i ica . 3. DA
AUTORA. ●1. “São F ancisco (1946)”. In
Ma ino, Luís, Musa Insula , Funchal, Eco
do Funchal, 1959, p. 359. ●2. “A
‘Espe ança’, no seu XVI ani e s io”. In
“Re is a Espe ança”, 01-03-1935. ●3.
“Maio ( e sos)”. “Re is a Espe ança”,
n.º 3, 01-05-1935. ●4. “O Mo ganho
a e ido” ( e sos). In “Re is a
Espe ança”, n.º 6, 01-08-1935. ●5.
“Despedida”. In “Re is a Espe ança”, n.º
7, 01-10-1935. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Sampaio, Ge udes
Cogomilho Acciaioly de [em linha],
1986. Funchal. [Consul a: 19-03-2019].
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=667798
.
GUILHERMINA ADRIANA TEIXEIRA E
SOUSA MONIZ (Câma a de Lobos; 1872
— Ibid.?; c. 1980) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Guilhe mina Ad iana Teixei a e Sousa
nasceu em Câma a de Lobos a 1 de
ma ço de 1872. E a ilha de João
Gonçal es Teixei a e Sousa, na u al do
Seixal, e da p op ie á ia Guilhe mina
Cândida Teixei a e Sousa, mo ado es no
sí io de Jesus Ma ia José. Foi bap izada
a 1 de julho de 1872 na ig eja pa oquial
de São Sebas ião de Câma a de Lobos.
Casou-se com Abel da Sil a Moniz em
1892 na ig eja pa oquial de Nossa
Senho a da G aça do Es ei o de Câma a
de Lobos, mo ado a no sí io da
Visinhança da Ig eja. Foi mãe da
esc i o a Judi e Ad iana Teixei a de
Sousa Moniz† (Mlle. Loup) e de
Hen ique E nes o Teixei a Moniz (1893-
1972), des acado capi ão que lu ou na
Fland es du an e a G ande Gue a
(1914-1918). Desconhece-se a da a de
alecimen o. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Guilhe mina Ad iana Teixei a e Sousa
colabo ou na imp ensa unchalense sob
o pseudónimos de Ma a Diniz. 3. DA
AUTORA. Tex os não iden i icados em
pe iódicos. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Moniz, Guilhe mina
Ad iana Teixei a de Sousa [em linha],
1986. Funchal. [Consul a: 19-03-2019].
h ps://a qui o-
53
abm.madei a.go .p /de ails?id=667331
.
GUILHERMINA DOS SANTOS (Machico;
1896 — Ibid.?; c. 1980) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Guilhe mina dos San os
nasceu no Caniçal (Machico) a 21 de
maio de 1896, ilha do la ado João dos
San os e de Ludo ina de Sousa. Foi
bap izada na Ig eja Pa oquial de São
Sebas ião (Caniçal). Casou-se com José
Al es a 9 de e e ei o de 1914, em
Machico, de quem icou iú a em 1962.
Faleceu a 16 de janei o de 1983 na
eguesia do Caniçal (Machico). 2.
LEGADO DOCUMENTAL. Guilhe mina dos
San os oi in o man e de ex os de
adição o al e popula , compilada po
Pe e Fe é e Ana Ma ia Ma ins a 4 de
agos o de 1981, con ando a in o man e
nessa al u a com 86 anos de idade. O
seu con ibu o in eg a os ciclos de
omances adicionais de assun o
p o ano, endo eci ado “Quem ba e na
minha po a, an as ho as de do mi ?/
Senho a, é ei João, que em pa a os
se i ” (III.5), “Gandalucha, Gandalucha,
ilha do conde de Al a ,/bem podias,
Gandalucha, (…) a meu manda ” (2),
“Le an ai- os, dona Aninhas, da ossa
cama eal,/anda e se são se enas
qu’andam no ma a can a ”, “O conde
da Alemanha é casado, em
amília./Senho pai, senho pai, mesmo
esse é qu’eu que ia”. 3. DA AUTORA. Na
qualidade de in o man e da adição
o al e popula : ●1.“Quem ba e na minha
po a, an as ho as de do mi ?”. In
Fe é, Pe e e Bo o, Sand a, No o
Romancei o do A quipélago da
Madei a, Funchal: Funchal 500 Anos,
2008, p. 274-275 (n.º XVIII.5). ●2.
“Le an ai- os, dona Aninhas, da ossa
cama eal”. In Fe é, Pe e e Bo o,
Sand a, No o Romancei o do
A quipélago da Madei a, Funchal:
Funchal 500 Anos, 2008, p. 64 (n.º VI.2).
●3. “Le an ai- os, dona Aninhas, da
ossa cama eal”. In Fe é, Pe e e Bo o,
Sand a, No o Romancei o do
A quipélago da Madei a, Funchal:
Funchal 500 Anos, 2008, p. 156-157 (n.º
XIII.6). ●4. “O conde da Alemanha é
casado, em amília”. In Fe é, Pe e e
Bo o, Sand a, No o Romancei o do
A quipélago da Madei a, Funchal:
Funchal 500 Anos, 2008, p. 214-215 (n.º
XV.7). ●5. “Es a a na minha janela,
casada de eze dias”. In Fe é, Pe e e
Bo o, Sand a, No o Romancei o do
A quipélago da Madei a, Funchal:
Funchal 500 Anos, 2008, p. 31 (n.º III.7).
●6. “Donde indes, ca alei o? Senho a,
enho da gue a”. In Fe é, Pe e e Bo o,
Sand a, No o Romancei o do
A quipélago da Madei a, Funchal:
Funchal 500 Anos, 2008, p. 101 (n.º X.5).
●7. “J s’ap egoam as gue as, as
gue as de D. João”. In Fe é, Pe e e
Bo o, Sand a, No o Romancei o do
A quipélago da Madei a, Funchal:
Funchal 500 Anos, 2008, p. 473 (n.º
XXIX.7).
GUIOMAR MADALENA DE SÁ
VASCONCELOS BETTENCOURT
MACHADO DE VILHENA (Funchal; 1705
— Ibid.; 1789) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Guioma Madalena de Sá Vasconcelos
Be encou Machado de Vilhena
nasceu no Funchal a 24 de maio de
1705. E a ilha de F ancisco Luís de
Vasconcelos e de Ma iana Inês de
Vilhena, de ascendência nob e. Guioma
de Sá Vilhena oi adminis ado a de
á ios mo gadios, capelas e
p op iedades u ais e u banas. Po
mo e do seu i mão, João José
54
Vasconcelos Be encou , Guioma de
Sá Vilhena assumiu a di eção da
Con a ia de S. José da Sé do Funchal
como juíza, assinando di e sos a os
adminis a i os e dispondo de sine e
p óp io. Foi uma no á el mulhe de
negócios e p op ie á ia de uma o a de
na ios me can es que es abeleciam
o as de comé cio pela Eu opa, Ásia e
Amé ica. Vi eu no palace e onde é hoje
a Quin a Vigia e no Palácio de D.
Guioma , à ua do Cas anhei o. Faleceu
sol ei a, sem ge ação, a 15 de ma ço de
1789. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Conhece-
se co espondência de i ada da sua
a i idade como emp esá ia e
p op ie á ia de as os domínios na
Madei a. A sua co espondência
encon a-se no A qui o His ó ico
Ul ama ino in eg ado do A qui o
Nacional da To e do Tombo. 3. DA
AUTORA. ●1. Po ugal. A qui o Nacional
da To e do Tombo, A qui o His ó ico
Ul ama ino. Coleção. [Ca a de D.
Guioma Madalena de Sá e Vilena, pa a
Ma inho de Melo e Cas o,
ag adecendo a p o ecção concedida
acili ando a iagem da sua Gale a “Flo
do Funchal”], 14-05-1784, Caixa n.º4,
doc. 712-713. ●2. Po ugal. A qui o
Nacional da To e do Tombo, A qui o
His ó ico Ul ama ino. Coleção. [Ca a
de D. Guioma Madalena de Sá
Vasconcelos Be encou , (pa a o
Ma quês de Angeja), pedindo-lhe a sua
p o ecção a a o de seu i mão o D .
João José de Sá. 04-06-1772, Caixa
n.º17, doc. 4805. ●3. Po ugal. A qui o
Nacional da To e do Tombo, A qui o
His ó ico Ul ama ino. Coleção.
[Reque imen o de D. Guioma
Madalena de Sá Vilhena, pedindo
passapo e pa a o Be gan im
po uguês“N. S. das Ne es e San o
An ónio”. comandado po F ancisco dos
Passos e Oli ei a, pode emba ca e
anspo a pa a Calcu a, o es o das
pipas de inho, que não ha iam cabido
a bo do da Nau“N S. do Mon e Ca mo”.
comandada po José Rod igues
Magalhães, nem da Gale a“N. S. do
Mon e-Flo do Funchal”, comandada
po Luiz de F ei as da Sil a],cx.n.º4, doc.
706. ●4. Po ugal. A qui o Nacional da
To e do Tombo, A qui o His ó ico
Ul ama ino. Coleção. [Reque imen o
de Guioma Magdalena de Sá e Vilhena,
p op ie á ia de uma casa de comé cio
na Ilha da Madei a, expondo o caso do
en io de uma ca ga pa a a Ilha de S.
Miguel e exigindo os seus di ei os sob e
a e e ida ca ga], 13-11-1734. Caixa
n.º3, doc. 31. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Ba os, Be na de e, Dona
Guioma de Sá Vilhena: uma mulhe do
século XVIII. Funchal: Cen o de Es udos
de His ó ia do A lân ico, 2001; Macedo,
L. S. Ascensão de, Da Voz à Pluma.
Esc i o as e Pa imónio Documen al de
Au o ia Feminina de Madei a, Aço es,
Caná ias e Cabo Ve de. Guia
Biobibliog á ico, Ribei a B a a, Edição L.
S. Ascensão de Macedo, 2013; acessí el
ia h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
HARRIET CHALMERS ADAMS (Es ados
Unidos da Amé ica; 1875 — F ança;
1937) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Ha ie oi uma
no á el esc i o a de iajens,
explo ado a e o óg a a ame icana.
Nasceu em S ock on, San Joaquin
Coun y (Cali ó nia) a 22 de ou ub o de
1875, ilha de Alexand e Chalme s e de
F ances Wilkins. Ha ie Adams ealizou
á ias expedições po odo o mundo e
publicou di e sos a igos pa a e is as
como “Na ional Geog aphic Socie y”,
“Ha pe 's Magazine”, “New Yo k
55
Zoological Socie y Bulle in”, “Wo ld's
Wo k”, “Bulle in o he Pan Ame ican
Unione Ladies Home Jou nal”. Po
mo i o de não admissão de mulhe es
como sócias da “Na ional Geog aphic
Socie y”, Ha ie Chalme s Adams
undou a “Socie y o Woman
Geog aphe s” em 1925 e oi p esiden e
desse o ganismo em 1933. Visi ou a
Madei a em 1934 e os Aço es, em 1935.
Faleceu em Nice (F ança) a 17 de julho
de 1937. 2. LEGADO DOCUMENTAL. A sua
isi a à Madei a oco eu en e se emb o
e dezemb o em 1933. No en an o,
Ha ie Adams mencionou e es ado na
Madei a em 1919. Publicou no n.º 66
(1934) o a igo "Madei a he
Fluo escen ", no “Na ional Geog aphic
Magazine”, com 20 o og a ias a p e o e
b anco e 13 a co es po Wilhelm Tobien.
3. DA AUTORA. "Madei a he Flo escen ".
In Na ional Geog aphic Magazine, n.º 66
(July 1934): p. 81-106. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Anema, Du lynn, 2004,
Ha ie Chalme s Adams. Au o a, Colo.:
Na ional W i e s P ess; Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Sil a, An ónio Ribei o Ma ques da,
Passa am pela Madei a: ex os de
au o es anglo-saxónicos que isi a am a
ilha (1687-2000), Funchal, Emp esa
Municipal Funchal 500 Anos, 2008.
HELENA BEATRICE RICHENDA PARHAM
(Reino Unido; 1862 – Fiji; 1947) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Na u al de Lond es, onde
nasceu a 18 de no emb o de 1862,
Helena Bea ice Richenda Saunde s e a
ilha de Richa d Taylo Saunde s e de
Ma y Ca oline Lindon. Casou-se em
Á ica do Sul com o engenhei o de minas
Cha les John Pa ham em 1896, com
ge ação. Faleceu em Su a (Fiji) a 18 de
dezemb o de 1847. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Helena Pa ham oi uma
poe isa, iajan e, na u alis a e
e nóg a a, au o a de ob as sob e
egiões po onde passou como Madei a,
Á ica, No a Zelândia e ilhas Fiji. Assinou
ex os sob pseudónimo como Haine
Why e e Ul a Ma ine. Publicou “Unde
se ene skies” (s. d.); “Ne a he Pigling: a
c azy ballad” (s. d.); “The Call o he
Sudan” (s. d.); “Ly ics o he Vei Kau:
island melodies” (1928); “The Lo e
Sonne s o Seno a Ca illa Das Flo es”
(1929); “In Yasi Land” (1931); “Names o
a Few Fijian Plan s and Thei Bo anical
Equi alen s” (1937); “Ea ly His o y o
Vanua Le u” (1937); “Tales o a new
plan a ion: na cagi le u and Rejeli”
(1937); “Fiji Be o e he Cession. O , Ea ly
His o y o Vanua Le u” (1941); “Fiji
Na i e Plan s wi h Thei Medicinal and
O he Uses” (1943); “Miscellaneous
Ve ses and Documen s” (1947).
Publicou com o pseudónimo Ul a
Ma ine em “The Con en s o a Madei a
Mail-Bag, O , Island E chings” (1880),
sob e a sua es ada na Madei a na
Quin a das Flo es com uma ia. São um
conjun o epis ola des inado à sua mãe
que i ia em Lond es. A sua es ada na
Madei a ê-la-á despe ado o gos o pela
bo ânica e e nologia, embo a a sua
isão sob e os habi an es insula es não
escape da isão p econcei uosa sob e os
hábi os, isionomias, cu iosidades,
es anhos aos ingleses. 3. DA AUTORA.
The Con en s o a Madei a Mail-Bag, O ,
Island E chings. London: Mo an &
Company, 1885, 129 p. (Pseud.Ul a
56
Ma ine). 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Baube a, Pa icia Odbe de, ”a madei a
is a pelos ingleses”. In
Ap ende Madei a, 2018, acessí el ia
URL: h p://ap ende amadei a.ne /a-
madei a- is a-pelos-ingleses; Macedo,
L. S. Ascensão de, Da Voz à Pluma.
Esc i o as e Pa imónio Documen al de
Au o ia Feminina de Madei a, Aço es,
Caná ias e Cabo Ve de. Guia
Biobibliog á ico, Ribei a B a a, Edição L.
S. Ascensão de Macedo, 2013; acessí el
ia h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
HUMA FREIRA ZELOSA DA VERDADE
(Madei a; l. 1821) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Não se dispõe de dados a espei o da
au o ia po de ás des e pseudónimo,
que se c ê se de um au o madei ense.
2. LEGADO DOCUMENTAL. O ex o apa ece
no p imei o jo nal publicado na Madei a
undado e edigido pelo médico
madei ense Nicolau Cae ano
Be encou Pi a, mais especi icamen e
no olume 1, núme o 28, de 6 de
ou ub o de 1821. A ca a é di igida ao
eda o como c í ica ao ex o de “Huma
F ei a Cons i ucionalӠ, publicado no
núme o 20 de 8 de se emb o de 1821.
Na missi a, e e e que “Sendo eu huma
das mais en usiasmadas em lê o seu
in e essan e Pe iodico, con esso-lhe
ancamen e que naõ sen í o mesmo
p ase na lei u a do N. 20, em asaõ da
Ca a que nelle i inse ida de huma
F ei a Cons i ucional”. A “au o a” em
em de esa sob e a c í ica ei a pela
“Huma F ei a Cons i ucional” sob e a
de icien e adminis ação dos con en os
emininos. 3. DA AUTORA. [Ca a ao
Redac o ]. In O Pa io a Funchalense,
Funchal, Vol. 1, n.º 28 (06-10-1821). 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Al es, José
Augus o dos San os, “O pa io a
unchalense ou o elogio do
con apode ”, In: Ac as do II Colóquio
In e nacional de His ó ia da Madei a,
Funchal, Comissão Nacional pa a as
Comemo ações dos Descob imen os
Po ugueses, 1990, p. 379-400.
IDA LAURA PFEIFFER (Áus ia; 1797 —
Ibid.; 1858) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Ida
P ei e nasceu em Viena (Áus ia) a 14
de ou ub o de 1797, ilha de um
come cian e de nome Reye . Casou-se
com o médico D . P ei e , em 1820.
Depois de en iu a em 1838 e de e
c iado os seus ilhos, aos 45 anos
endeu as suas p op iedades e o seu
piano e consumou o seu sonho de da a
ol a ao mundo. P ei e ez a sua
p imei a expedição pa indo do po o
de Hambu go em 1846 com des ino ao
Rio de Janei o, seguindo depois, em
1847, com des ino a Valpa aíso no Chile.
Fez escala no Taí i, em Macau, Hong
Kong, Singapu a, Ceilão, Índia,
Mesopo âmia, Pé sia, A ménia, Geó gia
e Cons an inopla e A enas. Fez uma
segunda expedição en e 1851 e 1854,
pa indo de Ingla e a a é Á ica do Sul,
ilhas Molucas, Bo néu, Es ados Unidos
da Amé ica, Pe u, Colômbia e Equado .
Ao longo das suas iagens omou no a
dos hábi os e cos umes. Foi a p imei a
mulhe a se acei e em sociedades de
geog a ia em Pa is e em Be lim e
lau eada pelo ei da P ússia pelo seu
con ibu o à ciência. Faleceu em Viena,
a 27 de ou ub o de 1858. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. No á el explo ado a e
esc i o a, Ida P ei e publicou “Reise
nach dem skandina ischen No den und
de Insel Island” (1846), “Eine F au äh
um die Wel ” (1850). Nes e li o
menciona a sua passagem pelos
a quipélagos da Madei a e de Po o

57
San o e das Caná ias. En e as di e sas
iagens que a o nou a mais popula
explo ado a do seu empo, publicou
“Meine zwei e Wel eise” (1856) e
“Reise nach Madagasca ” (1861). 3. DA
AUTORA. Eine F auen ah um die Wel :
Reise on Wien nach B asilien, Chili,
O ahi i, China, Os -Indien, Pe sien und
Kleinasien. 3 ols. Wien: C. Ge old,
1850. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
ILDA FLORISBELA DE ASCENSÃO
MIGUÉIS LEÇA (Funchal; 1890 —
Funchal; 1973) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Ilda
Flo isbela Miguéis Leça nasceu em San a
Luzia (Funchal) a 17 de ab il de 1890,
ilha de Manuel Miguéis e de Ma ia da
Conceição Fe nandes. E a i mã do majo
Manuel da Cos a Dias. Casou-se com o
come cian e José do Nascimen o Leça,
na Ig eja Pa oquial de São Ped o
(Funchal) em 1910. Ilda Flo isbela de
Ascensão Miguéis o mou-se no cu so
de desenho o namen al na Escola
Indus ial e Come cial de “An ónio
Augus o de Aguia ”, onde oi p o esso a
a é 1962. Faleceu no Mon e a 23 de ab il
de 1973. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Ilda
Flo isbela de Ascensão Miguéis é au o a
de um discu so em homenagem ao
majo João dos Reis Gomes, p o e ido
em 1938. 3. DA AUTORA. “Discu so
p o e ido na sessão de homenagem ao
majo João dos Reis Gomes no dia 28 de
dezemb o de 1938. In “Anu io da
Escola Indus ial e Come cial ‘An ónio
Augus o de Aguia ’, 1944-1945. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Ma ino, L.,
Pano ama Li e á io do A quipélago da
Madei a: No a biobibliog á ica: Leça,
Ilda Flo esbela Miguéis [em linha],
Funchal, 1986 [Consul a: 19-03-2019].
Disponí el em: h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=667112
.
ISABEL ARUNDELL BURTON (Reino
Unido; 1831 — Ibid., 1896) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Isabel A undell nasceu em
Lond es a 20 de ma ço de 1831, ilha de
Hen y Raymond A undell e de Eliza
Isabel A undell. Pe encia a uma
espei ada e abas ada amília ca ólica
omana na Ingla e a, endo sido
educada num con en o. Casou-se com
Richa d Bu on, no á el esc i o
b i ânico. Isabel Bu on deixou
nume osos esc i os e icou celeb izada
pelas suas iagens à Sí ia e à Pales ina.
Publicou “The omance o Isabel Lady
Bu on: he s o y o he li e old in pa
by he sel and in pa by W.H. Wilkins”
(1897), onde menciona a sua es ada, em
1863, na Madei a e nas Caná ias.
Faleceu em Lond es a 22 de ma ço de
1896.2. LEGADO DOCUMENTAL. No seu “The
omance o Isabel Lady Bu on” (1897),
ez desc ição sob e o Funchal e isi a ao
Pico do A iei o e ao Cabo Gi ão. Lady
Bu on desc e e a sua p imei a
imp essão sob e a ilha nes es e mos:
“A glo ious sigh p esen ed i sel ,
p oducing a magical e ec upon he
cold, we , di y, sea-sick passenge who
had eme ged om his a ocious na i e
clima e bu en days be o e. Pic u e o
you sel a deep blue sky, delica ely
in ed a he ho izon, no a cloud o be
seen, he ocean as blue as he
Medi e anean. The e was a wa m sun,
58
and a so and swee -smelling b eeze
om he land, as o a oma ic he bs.
A ising ou o he bosom o he ocean in
splendou , a qua e o a mile o , bu
looking in ini ely less dis an , we e da k
moun ain masses wi h an as ic peaks
and wild, ugged sides, sha ply de ined
agains he sky and s eaked wi h snow,
making hem esemble he anci ul
cas les and peaks we can imagine in he
clouds” (p. 190). (“Uma isão glo iosa
ap esen ou-se, p oduzindo um e ei o
mágico sob e o passagei o io, húmido,
sujo e doen e do ma que eme gi a do
seu a oz clima na i o, mas dez dias
an es. Imagine pa a si um céu azul
p o undo, delicadamen e ingido no
ho izon e, sem e uma nu em, o
oceano ão azul quan o o Medi e âneo.
Ha ia um sol quen e e uma b isa sua e
e adocicada da e a, como de e as
a omá icas. Su gindo do seio do oceano
em esplendo , a um qua o de milha de
dis ância, mas pa ecendo in ini amen e
menos dis an e, ha ia massas
mon anhosas escu as com picos
an ás icos e lados sel agens e
aciden ados, ni idamen e de inidos
con a o céu e iscados de ne e,
azendo-os pa ece os cas elos e picos
an asiosos que podemos imagina nas
nu ens”, adução li e). 3. DA AUTORA.
The omance o Isabel Lady Bu on: he
s o y o he li e old pa by he sel and
pa by W.H. Wilkins. New Yo k: Dodd,
Mead & Co., 1897, 2 ols. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Baube a, Pa icia Odbe
de. “a madei a is a pelos ingleses”. In
Ap ende Madei a, 2018, Acessí el ia
URL: < h p://ap ende amadei a.ne /a-
madei a- is a-pelos-ingleses>; Macedo,
L. S. Ascensão de, Da Voz à Pluma.
Esc i o as e Pa imónio Documen al de
Au o ia Feminina de Madei a, Aço es,
Caná ias e Cabo Ve de. Guia
Biobibliog á ico, Ribei a B a a, Edição L.
S. Ascensão de Macedo, 2013; acessí el
ia h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
ISABEL DA MADRE DE DEUS (Madei a,
sécs. XV-XVI) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Só o
Isabel da Mad e de Deus oi uma
eligiosa do Con en o de San a Cla a do
Funchal, cujos dados biog á icos
desconhecemos. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
De aco do com a “His ó ia Se  ica” de
F . F ancisco da Soledade, Só o Isabel
da Mad e de Deus oi au o a de uma
c ónica in i ulada “Relação summa ia de
a ias eligiosas que lo esce ão em
i udes no Con en o de San a Cla a da
Cidade do Funchal”, cuja localização
desconhecemos. Ba bosa Machado
c iou uma en ada com base nes a
in o mação. No omo III da “His ó ia
Se á ica” de F ei F ancisco da Soledade,
O. F. M., e e e “Hũa memo ia
manusc i a lhe chama D. Isabel, mas
nos lhe damos o nome, q[ue] o Papa lhe
assigna" (p. 351). 3. DA AUTORA. Relação
summa ia de a ias eligiosas que
lo ece ão em i udes no Con en o de
San a Cla a da Cidade do Funchal, mss.
[NI, apud Machado]. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Fa ia, F . F ancisco Lei e
(coo d) San a Cla a e as Cla issas em
Po ugal, VII Cen ená io do Nascimen o
de San a Cla a (1193/94-1993/94),
Lisboa, Biblio eca Nacional, 1994, p. 92;
Fa inha, Ben o José de Sousa, Summa io
de Biblio heca Lusi ana, Lisboa, na
O icina da Academia Real das Sciencias,
1787, olume II, p. 424; Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
59
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Machado, Diogo Ba bosa Machado,
Biblio heca Luzi ana: his ó ica, c í ica e
c onológica, Lisboa Occiden al, na
O icina de An onio Isido o da Fonseca,
1741-1759, olume II, p. 926; Soledade,
Fe nando da, His o ia Se a ica da O dem
dos F ades Meno es de S. F ancisco na
P o incia de Po ugal. Vol. 3. Lisboa: na
O icina de Manoel, & Joseph Lopes
Fe ey a, 1705, p. 351, col. 2.
ISABEL FRANCISCA DE SÃO JOSÉ
(Funchal; 1679 – ibid; 1717) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Só o Isabel F ancisca de São
José nasceu no Funchal a 2 de ab il de
1679. E a ilha do capi ão José de F ança
Be engue e de Ma ia de Cas elo
B anco, undado es do Mos ei o de
Nossa Senho a das Me cês do Funchal.
Ing essou aos oi o anos de idade nessa
ins i uição eligiosa como educanda e
p osseguiu a ida eligiosa nesse
con en o. De aco do com No onha,
Só o Isabel de São José e e um
pe cu so u bulen o nesse cenóbio
eminino. Faleceu no Funchal a 19 de
maio de 1717. 2. LEGADO DOCUMENTAL. O
i landês Pe. Miguel de Vi us, S.
I.,incen i ou só o Isabel F ancisca de S.
José a esc e e as suas memó ias. De
aco do com Hen ique Hen iques de
No onha, que dedica um capí ulo
in i ulado “Memo ias de hua Se a de
Deos a Mad e Izabel F ancisca de S.
Jozeph”, e e e que es a eligiosa
“esc e eu em hum cade no, po o dem
do Seu Di ec o ; mas ecioza de que se
iessem a sabe o en egou ao ogo”.
(Memó ias secula es..., p.292-296). 3.
DA AUTORA. Tex o des uído pela au o a,
con o me e elado po Hen ique
Hen iques de No onha. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Fon ou a, O ília
Rod igues Fon ou a, As Cla issas na
Madei a: uma p esença de 500 anos.
Funchal: Cen o de Es udos de His ó ia
do A lân ico, 2000, p. 264, 325-326;
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
No onha, Hen ique Hen iques de,
Memó ias secula es e eclesiás icas pa a
a composição da his ó ia da Diocese do
Funchal na ilha da Madei a. T ansc.
Albe o Viei a. Funchal: Cen o de
Es udos de His ó ia do A lân ico, 1996,
p. 292-296.
ISABELLA HURST FRANÇA (Reino Unido;
ca. 1795 — Ibid.; 1880) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Nascida em Kensing on,
Middlesex, po ol a de 1795, Isabella
Hu s e a ilha do a qui e o Aa on Hen y
Hu s . Casou-se em G eenwich com José
Hen ique de F ança (1802-1886), ilho
do mo gado madei ense José Sebas ião
de F ança, come cian e em Lond es.
Isabella de F ança eio à Madei a a 23
de julho de 1853. Faleceu em
Sou hamp on a 20 de julho de 1880. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. Isabella de F ança
esc e eu um diá io sob e a sua es ada
na ilha em “Jou nal o a isi o Madei a
and Po ugal”, com agua elas da sua
au o ia, que se conse am no Museu
F ede ico de F ei as no Funchal. O seu
diá io cons i ui uma espécie de ela o de
uma iagem de núpcias, dado que a
au o a casou aos 57 anos de idade. O
casal pa iu de Lond es, no na io
Eclypse, a 23 de julho de 1853, a é ao
60
Funchal, onde pe manece am du an e
onze meses. Rela ou a sua passagem
po Lisboa, Vigo e eg esso a Lond es.
Deixou ambém agua elas que e a am
momen os con ados no seu diá io de
iagem, com emas como “The B oken
Head”, “ Emba ka ion om Calhe a”, “
Landing in Funchal”, “ Cin a. Road o
he Co k Con en ”, “Re u ning om a
Picnic a Camacha”, “The Pinhei os.
3000 Fee abo e he Sea”,
“Emba ka ion om Funchal. 4. A. M.”,
“Judas”, “Theodosia”, “Rosa and
Faísca”, “A Senho a ha de e paciencia.
Road o he Cu al”, “The En ance o
Funchal”, “Going up o he Moun ”,
“Descen o he Rabaçal”, “The Fei o 's
Homage”, “Ladei a das Ne es. Road o
Caniço”, “The A i al in Lisbon”, “S
Geo ge”, “The Foun ain a Cin a”,
“Landing he Ladies a G a esend”, “The
T iumphal Ca . S o An onio da Se a”,
“The Laza e o”, “Coming down om
he Moun ”, “Going o a Ball”. 3. DA
AUTORA. ●1. Po ugal. Museu F ede ico
de F ei as. Jou nal o a isi o Madei a
and Po ugal 1853-1854, mss.
h ps://museus.madei a.go .p /De alh
esAu o ?au ho Id=391 ●2. Jo nal de
uma isi a à Madei a e a Po ugal (1853-
1854). T ad. Cab al do Nascimen o.
Funchal: Jun a Ge al do Dis i o
Au ónomo, 1970. ●3. Vin e ilus ações
do jo nal de uma isi a à Madei a: 1853-
1854. 2.ª ed. [Funchal]: Casa-Museu
F ede ico de F ei as: DRAC, 1988. [72] p.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Li amen o, Ma co. “Madei a: a u opia
de um pa aíso no ex o de Isabella de
F ança”. Islenha n.º 52 (jan.- jun.-2013),
p. 35-70; Macedo, L. S. Ascensão de, Da
Voz à Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Sil a, An ónio C. da, “Homens e e nos
no Funchal: imp essões da lei u a de
pa ana pa a Isabella de F ança de José
Viale Mou inho: po um lei o da mão
de sangue.” Islenha, n.º 29 (Jul.-Dez.
2001), p. 16-24; Sil a, An ónio Ribei o
Ma ques da, Passa am pela Madei a:
ex os de au o es anglo-saxónicos que
isi a am a ilha (1687-2000), Funchal,
Emp esa Municipal Funchal 500 Anos,
2008.
ISAURA ASCENSÃO MACHADO
PACHECO SOARES DOS PASSOS
JARDIM (Funchal; 1899 — Ibid.; 1980) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Isau a dos Passos
Ja dim nasceu em S. Gonçalo a 10 de
maio de 1899. E a ilha de An ónio
Soa es de Passos, adminis ado do
jo nal “O Madei ense”, eda o da
e is a “Espe ança” e p op ie  io da
Tipog a ia Camões, e de Amélia
Capi olina Machado Pacheco Soa es de
Passos e, ainda, i mã do esc i o
madei ense Flo i al He menegildo de
Passos. Isau a dos Passos casou-se com
D . Albe o Figuei a Ja dim, an igo ei o
do Liceu de Jaime Moniz e Go e nado
Ci il Subs i u o do Dis i o do Funchal.
Faleceu na cidade a 3 de ma ço de 1980.
2. LEGADO DOCUMENTAL. Isau a dos Passos
Ja dim no abilizou-se como poe isa,
c onis a, con e encis a e colabo ado a
assídua da imp ensa pe iódica,
especialmen e no “Di io de No ícias”,
“Di io da Madei a”, “Eco do Funchal”,
“Modas e Bo dados” e “Pé ola do
A lân ico” (Po o). Publicou “Con os e
Paisagens da Madei a” (1950) e “Uma
apa iga mode na” (1961).
67
Po o da C uz (Machico) a 18 de
dezemb o de 1896, ilha de João de
Cas o e de Ma ia Ma ques de Jesus. Foi
bap izada na Ig eja Pa oquial de Nossa
Senho a de Guadalupe (Po o da C uz).
Casou-se com An ónio Caldei a, a 10 de
junho de 1920, na eguesia de Po o da
C uz, de quem icou iú a a 1977.
Faleceu a 15 de ma ço de 1996 na
eguesia do Mon e (Funchal). 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Joana Caldei a oi uma
in o man e de ex os de adição o al e
popula , compilada po Pe e Fe é a 6
de ab il de 1981, con ando a in o man e
nessa al u a com 86 anos de idade. O
seu con ibu o in eg a os ciclos de
omances adicionais de assun o
p o ano, endo eci ado “Hoje
s’ap egoam as gue as, as gue as de D.
João,/ Hei-de i po meu pai p’ ’ à
gue a, po meu leal co ação.” (XXIX.35)
e “Leona do, Leona do, /bem podias,
Leona do, es a duas ho as comigo”
(III.15). 3. DA AUTORA. Na qualidade de
in o man e da adição o al e popula :
●1. “Leona do, Leona do”. In Fe é,
Pe e e Bo o, Sand a, No o Romancei o
do A quipélago da Madei a, Funchal:
Funchal 500 Anos, 2008, p. 162 (n.º
III.15). ●2. “Hoje s’ap egoam as gue as,
as gue as de D. João”. In Fe é, Pe e e
Bo o, Sand a, No o Romancei o do
A quipélago da Madei a, Funchal:
Funchal 500 Anos, 2008, p. 500 (n.º
XXIX.35).
JOANA HENRIQUES DE OLIVEIRA DE
PAULA (Câma a de Lobos?; 1771 —
Funchal; pos . 1821) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Joana Hen iques de Oli ei a nasceu a 14
de dezemb o de 1771, ilha do capi ão
Manuel Hen iques de Oli ei a (na u al
do Es ei o de Câma a de Lobos) e de
Ma ia An ónia Galha do de O nelas
Vasconcelos Cas o Leal (na u al de
Câma a de Lobos). Foi bap izada na
ig eja pa oquial de S. Ped o em 21 de
dezemb o de 1771. Casou-se com D .
F ancisco José de Paula em 1793 na
ig eja pa oquial de S. Paula, com
ge ação, mo ado es na ua das P e as.
Desconhece-se da a de alecimen o. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. Como iú a de
F ancisco de Paula, Joana Hen iques de
Oli ei a de Paula en iou um
eque imen o em 1821 às Cô es Ge ais
queixando-se se í ima dos "despó icos
p ocedimen os" do co egedo da
coma ca do Funchal ela i amen e a
uma he ança que o pad e Manuel
Fe ei a Ja dim, alecido em 1762,
deixou a sua mãe. O despacho de 29 de
dezemb o de 1821 e e iu que não e a
da sua compe ência. 3. DA AUTORA.
Po ugal. A qui o His ó ico da
Assembleia da República. Co es
Cons i uin es de 1821-1822. Comissão
de Pe ições. Reque imen os não
dis ibuídos às comissões.
Reque imen o de Joana Paula
Hen iques (PT-AHP/CGE/CPET/S2/
D787), 4 + 24 p.
JOANA TERESA DA GLÓRIA (Madei a;
sécs. XVII-XVIII) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Não
se dispondo de dados biog á icos
p ecisos, só o Joana Te esa da Gló ia
oi eligiosa e esc i ã do Con en o de
San a Cla a do Funchal. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Só o Joana Te esa da
Gló ia oi esponsá el pela esc i u ação
de a os adminis a i os do mos ei o de
San a Cla a, no iénio que elegeu a
Mad e Rosa Ma ia do Céu, elei a como
abadessa em 1727. En e os códices da
sua au o ia e i a-se a esc i u ação de
ecei as e de despesas e e uadas no
iénio de 1727 a 1730, que se conse a

68
a ualmen e no A qui o Nacional da
To e do Tombo. 3. DA AUTORA. Po ugal.
A qui o Nacional da To e do Tombo.
Con en o de San a Cla a do Funchal.
Recei a e despesa, 1727-1730 (Cód. e .
PT/TT/CSCF/011/0003). 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Po ugal. A qui o Nacional / To e do
Tombo. Con en o de San a Cla a do
Funchal. Li o das Eleições de Abadessas
e mais O iciais do Con en o de San a
Cla a de N.ª Senho a da Conceição do
Funchal, 1733, li . n.º 27, ól. 3.
JOHANNA BOHNER (Alemanha, 1853 –
Ibid., 1935) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Nascida
em Mainz em 1853, Johanna Bohne e a
ilha do come cian e Simon K ieg e de
Luise Lipps. Em 1876 ealizou uma
iagem sozinha po Á ica, onde
conheceu o missionei o Hein ich Bohne
(1842-1905) com quem casou e e e
ês ilhos. Pe enceu à Sociedade
Missionei a de Basileia, que en ia a
jo ens apa igas pa a Á ica com o
obje i o de pode em con ai o
ma imónio com colonos eu opeus.
Vi eu na colónia b i ânica do Gana e, a
pa i de 1886, a amília mudou-se pa a
os Cama ões, onde abalha am na
adminis ação colonial alemã nessa
egião. Em 1902, a amília eg essou à
Alemanha. Faleceu em Kaise slau en, na
Alemanha, em 1935. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. É au o a de con os e de
ela os de iagens, como “In S u m und
We e : eine ge ah olle Fah nach
Kame un” (1915) com e e ências sob e
a sua es ada na Madei a, e de con os
como “Paul, de Vielsp achige” (1915),
“Heini, de kleine Kame une ” (1915) e
“Paul, de Vielsp achige” (1916). No seu
ela o “In S u m und We e ” (“Con a
en os e ma és”) e e e a sua passagem
a bo do do apo Adolph Woe man,
desde o po o de Hambu go e passagem
pela Madei a, Caná ias a é aos
Cama ões. Bohne e e e-se à Madei a
nes es e mos: “wi o wunde schönen
Insel Madei a, wo ewige F ühling
he sch ” (“nós es i emos em en e à
bela ilha da Madei a, onde impe a a
e e na p ima e a”, adução li e). 3. DA
AUTORA. “In S u m und We e : Eine
ge ah olle Fah nach Kame un”. Aus
den E inne ungen eine Missions au.
Vol. 23. Basel: Missionsbuchhandlung,
1914, 16 p. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Socas, Elia He nández, Las Islas Cana ias
en iaje as de lengua alemana.
F ank u an Main: Pe e Lang, 2010,
ISBN: 9783631608319; Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
JOSEFA MARIA DA ENCARNAÇÃO
(Madei a; séc. XVIII) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Esc i ã e eligiosa do Con en o de Nossa
Senho a da Enca nação do Funchal. Não
dispomos de dados conc e os sob e a
sua ida. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Só o
Jose a Ma ia da Enca nação con inuou o
egis o do “Li o 1.º dos obi os des e
con en o de N. S. da Enca nação que
e e p incipio no anno de 1749”,
iniciado po só o Ma ia Angélica da
69
Naza é†. 3. DA AUTORA. Po ugal. A qui o
Nacional da To e do Tombo. Con en o
de Nossa Senho a da Enca nação. Li o
de Assen amen o de Óbi o do Con en o
de Nossa Senho a da Enca nação do
Funchal de 1749-1890, Li . 3 (Cód. e .
PT/TT/CNSEF/004). 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
JOSEFA MARIA XAVIER (Madei a; séc.
XVII) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Só o Jose a
Ma ia Xa ie oi eligiosa do Con en o
de San a Cla a do Funchal. E a sob inha
de An ónio de F ei as B anco, idalgo da
Casa Real e conselhei o do Conselho da
Fazenda e dou o em Cânones (1659-
1664). Desconhecemos ou os dados
sob e a sua ida. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Só o Jose a Ma ia Xa ie esc e eu
ca as de eo amilia di igidas a
An ónio de F ei as B anco que se
conse am manusc i as na Biblio eca da
Ajuda. 3. DA AUTORA. Po ugal. Biblio eca
da Ajuda. Coleção de documen os
a ulsos. Ca as de Jose a Ma ia Xa ie
pa a seu io [An ónio de F ei as B anco],
28-09-1689 (Con en o de San a Cla a),
Ms. A . 54-IX-47, n.º297; 1690-05-25
(Ibid.) Ms. A . 54-IX-47, n.º300. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
JOSEFINA AMÉLIA PINTO CARNEIRO
PERESTRELO (Po o San o; 1844 –
Funchal; ?) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Jose ina
Pe es elo e a ilha de José Ped o
Pe es elo e de Elisa Adelaide Pin o
Ca nei o (na u al do Rio de Janei o, ilha
do majo go e nado João Pin o
Escó cio e de Ma iana Jacin a Pin o
Ca nei o), a 16 de ma ço de 1844,
ba izada na Ig eja Pa oquial de Nossa
Senho a da Piedade a 29 de maio de
1844. Casou-se com o mili a Rod igo
Ma ia José Pin o, de Lisboa, em 1862 na
Sé do Funchal e mo ou na Rua dos
Ingleses (Funchal). Não se dispondo de
mais dados sob e a sua ida,
desconhece-se a da a de alecimen o. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. Colabo ou no
“Di io de No ícias” do Funchal com
aduções li e  ias em “A ma iquinhas”
de Eugène Mulle e publicou em Lisboa
“Fac os no  eis na his ó ia po uguesa
e biog a ia do Ma quês de Pombal”
(1882), com in odução de Ma ia José
da Sil a Canu o. Re e e Canu o que “S.
ex.ª não se es eia com assump os
banaes. O seu li o é uc o de
p o undos e ap imo ados es udos.
Seduziu-a o g ande ul o da
ac ualidade: e s. ex.ª não se con en ou
com a apo heose do ma quez de
Pombal.. oi busca a jus i icação dos
seus ac os nas leis p imi i as da
mona chia; no assen imen o successi o
das es as co oadas; e acompanha o
illus e minis o a é ao momen o em
que, desp endido dos eno mes
cuidados da sua ida labo iosissima
ado mece no du o lei o da sepul u a; e
en a nos dominios da inexo a el
pos e idade” (p. 3). A au o a e e e na
sua in odução, em jei o de “cap a io
beneuolen iae”, que “Não é meu
in en o, nem e ia o ças pa a ão
70
le an ados ôos, esc e e a his o ia
ci cuns anciada do g ande ul o que se
chamou Sebas ião José de Ca alho e
Mello depois Conde de Oei as e mais
a de Ma quez de Pombal; p e endo
apenas com os elemen os que nos
lega am his o iado es e collec o es de
memo ias da epocha, eduzi a b e e
ansun o os aços p incipaes da sua,
no a el adminis ação, conco endo
assim com uma pequenina pa e,
po que pouco posso e sei, pa a
emune a , po occasião do seu
cen ena io, ac os que eem em si
ensinamen o, e que podem se i de
es imolo e exemplo” (p. 4-5). 3. DA
AUTORA. ●1. “A Ma iquinhas: omance
po Eugénio Mulle , e ido em
po uguez po D. Josephina Pe es ello”.
Diá io de No ícias, Funchal, n.º446 (16-
04-1878), p. 1; n.º448 (17-04-1878), p.
1-2; n.º449 (18-04-1878), p. 1-2; n.º451
(27-04-1878), p. 1-2; n.º453 (28-04-
1878), p. 1-2; n.º456 (30-04-1878), p. 1;
n.º457 (01-05-1878), p. 1; n.º458 (03-
05-1878), p. 1; n.º459 (04-05-1878), p.
1-2; n.º460 (05-05-1878), p. 1-2; n.º461
(07-05-1878), p. 1-2; n.º462 (08-05-
1878), p. 1-2; n.º464 (10-05-1878), p. 1-
2; n.º465 (11-05-1878), p. 1-2; n.º466
(12-05-1878), p. 1-2; n.º467 (14-05-
1878), p. 1-2; n.º469 (16-05-1878), p. 1-
2; n.º471 (18-05-1878), p. 1-2; n.º472
(19-05-1878), p. 1-2; n.º475 (28-05-
1878), p. 1; n.º477 (25-05-1878), p. 1-2;
n.º478 (26-05-1878), p. 1-2; n.º479 (28-
05-1878), p. 1-2; n.º481 (30-05-1878), p.
1-2; n.º482 (01-06-1878), p. 1-2; n.º484
(04-06-1878), p. 1-2; n.º485 (06-06-
1878), p. 1-2;n.º451 (27-04-1878), p. 1-
2; n.º486 (07-06-1878), p. 1-2; n.º487
(08-06-1878), p. 1-2; n.º488 (09-06-
1878), p. 1; n.º490 (13-06-1878), p. 2;
n.º491 (14-06-1878), p. 1-2; n.º493 (16-
06-1878), p. 1-2; n.º494 (18-06-1878), p.
1. ●2. Fac os no  eis na his ó ia
po uguesa e biog a ia do Ma quês de
Pombal. Lisboa: Tip. de C is o âo
Augus o Rod igues, 1882, p. 53, [1] .
Acessí el ia URL
h p://www.gu enbe g.o g/ iles/32869
/32869-h/32869-h.h m. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
JUDITE ADRIANA TEIXEIRA DE SOUSA
MONIZ (Funchal; 1894 – Ibid.; 1976) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Judi e Teixei a Moniz
nasceu na eguesia de San a ma ia
Maio a 16 de ma ço de 1894. E a ilha
de Abel da Sil a Moniz e de Guilhe mina
Ad iana Teixei a de Sousa Moniz. Foi
p o esso a de la o es na Escola do
Magis é io P imá io e i ou cu so na
“Escola In an il de João de Deus” em
Lisboa. Faleceu nes a cidade a 3 de
janei o de 1976 e sepul ada no jazigo da
amília em S. Ma inho a 9 de janei o de
1976. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Judi e
Teixei a Moniz usou o pseudónimo Mlle.
de Loup, endo colabo ado o “Di io da
Madei a”, onde di igiu a secção
eminina; colabo ou, desde 1937, no
“Jo nal da Madei a” e no “Comé cio da
Madei a”. Pa icipou com o D . William
Clode na “Ho a de A e”, ealizado no
Liceu Nacional do Funchal em 1954. Foi
au o a de um opúsculo in i ulado
“Bosquejos: c ónicas e imp essões”
(1922), que eúne ex os publicados no
jo nal “Comé cio da Madei a”, e
con endo uma coleção de 37 pe is de
71
mulhe es da sociedade madei ense. 3.
DA AUTORA. Bosquejos: c ónicas e
imp essões. Funchal: Comé cio da
Madei a, 1922. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. B anco, Al edo de
F ei as, No as & Comen á io pa a a
His ó ia Li e á ia da Madei a, ol. III,
Funchal, CMF, 1949-1953, p. 201;
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Moniz, Judi e Ad iana
Teixei a de Sousa [em linha], 1986.
Funchal. [Consul a: 19-03-2019].
Disponí el em: h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=667336
.
JULIA ANNE ELIZABETH TOLLEMACHE
ROUNDELL (Reino Unido; 1845 — Ibid.;
1931) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Nascida no
Reino Unido a 25 de junho de 1845, Julia
Anne Tollemache e a ilha de
Wilb aham Spence Tollemache e de
Anne Tomkinson. Julia casou-se com
Cha les Sa ile Roundell, em 1874,
jogado de c íque e, ad ogado e polí ico
libe al na Câma a dos Comuns em dois
pe íodos en e 1880 e 1895. Julia
Roundell aleceu em 25 de junho de
1931. 2. LEGADO DOCUMENTAL. É au o a de
ou os í ulos, como “Cowd ay: The
His o y o a G ea English House”
(1884), “Ham house, i s his o y and a
easu es” (1904) e “Lady Hes e
S anhope” (1909). Julia Anne Elizabe h
Tollemache Roundell esc e eu um
ela o das suas iagens aos Aço es e à
Madei a, em “A isi o he Azo es: wi h
a chap e on Madei a” (1889). 3. DA
AUTORA. A isi o he Azo es: wi h a
chap e on Madei a. London: Bicke s &
Son, 1889, 197 p. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
JÚLIA DE MELO (Madei a; l. 1877) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Não se conhecem
dados sob e es a au o a. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Júlia de Melo colabo ou no
“Di io de No ícias” do Funchal, au o a
de uma ca a c í ico-sa í ica di igida a
Faus ino B azão: “O u u o é a Ideia. (…)
Pe doe-me . ex.ª o meu
epublicanismo de mulhe . Não epa e,
peço-lhe. Sabe pe ei amen e que não
sou a p imei a que allo assim. Na
Ame ica, nesse paiz ma a ilhoso, onde
es udam junc os os apazes e as
apa igas, onde se denomina eschola –
“une g ande amille où il n’y a que des
é es e des soeu s qui se dispu en le
p ix de l’é ude,” j uma omacis a,
Beeche S ewe (sic), sen io o mesmo
anspo e, que nol-o suge e semp e
qualque pensamen o g ande e nob e”,
ecomendando a Faus ino B azão que
“mode e . ex.ª um pouco o seu genio
des uido ”. (p. 3). 3. DA AUTORA.
"Folhe im”. Di io de No ícias, n.º 97
(08-02-1877), p. 2-3. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
72
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
JÚLIA GRAÇA DE FRANÇA E SOUSA
(Funchal; 1897 — San a C uz; 1978) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Na u al de San o
An ónio (Funchal), onde nasceu a 9 de
janei o de 1897, Júlia G aça de F ança e
Sousa e a ilha de João Ma ia F ança e
Sousa e de Isabel Gló ia de F ança e
Sousa. Fez o Magis é io P imá io e
exe ceu a docência na eguesia de
Gaula. Visi ou a San a Sé po ol a de
1933 e oi um dos memb os mais a i os
da ação ca ólica eminina na Madei a.
Dedicou-se à beneme ência, cujas ações
esul a am na undação, em 1961, do
Re úgio de S. Vicen e de Paulo pa a a
Velhice Desampa ada, hoje Casa da
Sag ada Família e Re úgio de S. Vicen e
de Paulo. Faleceu em Gaula a 29 de
ma ço de 1978. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Júlia G aça de F ança e Sousa assinou os
seus ex os com o pseudónimo Uma
Mulhe . Dis inguiu-se como esc i o a,
jo nalis a, con e encis a e poe isa.
Colabo ou p oli icamen e com a igos
de con eúdo mui o di e so no “Di io
da Madei a”, “Jo nal da Madei a”, nas
e is as “A Mocidade”, “Espe ança”,
“Acção Ca ólica”, “O P oco” e “O
P o esso ”. O ien ou a uma publicação
da Liga Escola Ca ólica, in i ulada “A
Nossa Escola”. Colabo ou em  ios
jo nais ca ólicos do con inen e como “A
Voz” (1933) e “Pgina Feminina” (1935-
1938). Publicou “Noi ado de Duas
Almas” (1940), “Luz do candeei o”
(1943), “Ab i os olhos, oh mães!” (1950),
“As ped as muda am-se em osas”
(1953) e “Um a ojo: biog a ia do Pe.
João Jo ge Be encou ” (1956).
Encon a-se ep esen ada na an ologia
poé ica “Musa Insula ” de Luís Ma ino.
3. DA AUTORA. ●1. “Quad os simples”. In
“Re is a A Mocidade” (  ios núme os).
●2. “A Calúnia”. In “Re is a Espe ança”,
n.º 5 de 01-07-1932 (assin. Uma mulhe )
●3. “A moda de es u io”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 6 de 01-08-1932 ●4.
“Uma ca a”. In “Re is a Espe ança”, n.º
7 de 01-09-1932 ●5. “Conside ações
sob e uma ca a”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 8 de 01-10-1932. ●6.
“Ca as anónimas”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 9 de 01-11-1932 ●7.
“Uma isi a”. In “Re is a Espe ança”, n.º
10 de 01-12-1932 ●8. “Ma ia”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 11 de 01-01-
1933 ●9. “Um passeio com Ma ia”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 12 de 01-02-
1933 ●10. “Aquela pob e”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 1 de 01-03-1933 ●11. “A
Ca idade”. In “Re is a Espe ança”, n.º 2
de 01-04-1933 ●12. “A minha úl ima
desilusão”. In “Re is a Espe ança”, n.º 3
de 01-05-1933 ●13. “Ca a abe a”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 5 de 01-07-
1933 ●14. “Re u ando”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 4 de 01-06-1933 ●15.
“Uma noi e sem lua ”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 6 de 01-08-1933 ●16. “A
lei das compensações”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 7 de 01-09-1933 ●17. “A
simpa ia”. In “Re is a Espe ança”, n.º 8
de 01-10-1933. ●18. “Reco dando.
Como i e sen i na minha iagem a
Roma”. In “Re is a Espe ança”, n.º 9 de
01-11-1933; n.º 10 de 01-12-1933; n.º
11 de 01-01-1934; n.º 12 de 01-02-1934;
n.º 1 de 01-03-1934; n.º 2 de 01-04-
1934; n.º 3 de 01-05-1934; n.º 3 de 01-
05-1934; n.º 4 de 01-06-1934; n.º 5 de
01-07-1934; n.º 6 de 01-08-1934; n.º 7
de 01-09-1934; n.º 8 de 01-10-1934; n.º
9 de 01-11-1934; n.º 10 de 01-12-1934;

73
n.º 11 de 01-01-1935. ●19. “Ao M io”.
In “Re is a Espe ança”, n.º 11 de 01-03-
1934. ●20. “Não manda os ilhos à
Missa”. In “Re is a Espe ança”, n.º 1 de
01-03-1934; ●21. “A Madei a es ida de
Noi a, Mon anhas cobe as de ne e em
1934”. In “Re is a Espe ança”, n.º 3 de
01-05-1934; “No idades”, de 21-02-
1938. ●22. “Respos a ex empo ânea”.
In “Re is a Espe ança”, n.º 4 de 01-06-
1934. ●23. “Como ela se ingou”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 5 de 01-05-
1934. ●24. “A Nossa Casa”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 11 de 01-01-1935. ●25.
“A Madei a a a de ”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 12 de 01-02-1935; “As
no idades: Pgina Feminina”, 1935;
●26. “Dois oubos”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 1 de 01-03-1935; n.º 2
de 01-04-1935; n.º 3 de 01-05-1935.
●27. “A su p esa de Ma ia ngela”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 4 de 01-06-
1935. ●28. “Vol ando a s”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 5 de 01-07-1935. ●29.
“Aquela manhã”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 6 de 01-08-1935. ●30.
“Acabou uma en e is a”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 8 de 01-10-1935. ●31.
“A passea ”. In “Re is a Espe ança”, n.º
8 de 01-10-1935. ●32. “Ja dim da
Se a”. In “Re is a Espe ança”, n.º 9 de
01-11-1935. ●33. “Dois in elec uais”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 10-11 de 01-01-
1936. ●34. “A bo do do ‘Ga ião’”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 12 de 01-02-
1936. ●35. “Se eu soubesse eza
assim”. In “Re is a Espe ança”, n.º 1 de
01-03-1936. ●36. “Ao ca alhei o de
bo do do ‘Ga ião’”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 2 de 01-04-1936. ●37.
“T oca de ca as”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 3 de 01-05-1936. ●38.
“O ch de Alice”. In “Re is a Espe ança”,
n.º 4 de 01-06-1936. ●39. “O Mundo
não se pe de assim”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 5 de 01-07-1936; n.º 6
de 01-08-1936; n.º 7 de 01-09-1936; n.º
8 de 01-10-1936; n.º 9 de 01-11-1936;
●40. “Um adeus”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 5 de 01-07-1936; ●41.
“Tens pena de pa i ” (poema). In “As
No idades”, 14-09-1936; ●42. “A
maledicência”. In “Re is a Espe ança”,
n.º 10-11 de 01-01-1937; ●43. “Te um
dia des es na ida”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 12 de 01-02-1937; ●44.
“O que endeu uma pe gun a”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 1 de 01-03-
1937; ●45. “E l oi… a Missa No a”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 2 de 01-04-
1937; n.º 3 de 03-05-1937. ●46. “Aquele
apaz”. In “Re is a Espe ança”, n.º 4 de
01-06-1937; ●47. “Cuidado!!!”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 5-6 de 01-07-
1937; ●48. “Te é ias”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 9 de 01-11-1937; ●49.
“Con e sando”. In “O Jo nal”, 18-12-
1937. ●50. “Imp essão de Ve ão”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 10-11 de 20-12-
1937; ●51. “A é que en im” (poeme o).
In “As No idades”, 24-01-1938. ●52.
“Numa ho a de e dade”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 12 de 01-02-1938; ●53.
“Oiça, S . Redac o ”. In “Di io da
Madei a”, de 18-02-1938; ●54. “O alo
da o ação sob e a acção”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 3 de 01-05-1938; ●55.
“Milag es de Pé Tocklon”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 4 de 01-06-1938; ●56.
“A ida em an as coisas”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 5 de 01-07-1938; ●57.
“Acção Ca ólica. Responsabilidade
indi idual e colec i a da ida c is ã”. In
“O Jo nal” de 03-07-1938; 10-07-1938;
16-07-1938; 24-07-1938; 30-07-1938;
06-08-1938; 13-08-1938; 20-08-1938.
●58. “Sede de sangue”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 6 de 01-08-1938; ●59.
74
“Foi assim al e qual”. In “Re is a
Espe ança”, n.º 6 de 01-08-1938; ●60.
“Um es ímulo”. In “Re is a Espe ança”,
n.º 7 de 01-10-1938; ●61. “À luz do
candeei o”. In “O Jo nal”, 19-11-1938;
●62. “De luz apagada”. In “O Jo nal”, 17-
12-1938; ●63. “Vocês não êm
emo sos”. In “O Jo nal”, 16-12-1939;
●64. Noi ado de Duas Almas: omance
de apologé ica da dou ina ca ólica e da
mo al c is ã. Lisboa: Imp ensa A ís ica,
1940, 263 p. ●65. Sessão solene de
Cong a ulação de F a e nidade de
Acção Ca ólica Feminina. In “O Jo nal”
de 21-12-1940. ●66. “O abalho da
mulhe ”. In “O Jo nal” de 10-05-1941.
●67. “A agens de Gaula, Da minha
janela”. In “Eco do Funchal”, de 21-10-
1943 e 19-12-1943. ●68. À Luz do
candeei o. Funchal: Tip. Eco do Funchal,
1943, 320, [5] p. (Romance dedicado ao
p o esso ado p im io po uguês). ●69.
Ab i os olhos, oh mães!: Con e ência em
p ol da acção ca ólica, ei a em 15 de
Ma ço de 1948 no Salão Pa oquial à
uma assembleia de mães e P o esso as.
Funchal: [s. n.], 1950, 35 p.
(homenagem à Nossa Senho a da
Conceição). ●70. As ped as muda am-se
em osas: no e alho do meu omance.
Funchal: Eco do Funchal, 1953, 62, [2] p.
(con e ência ei a aos alunos do
Magis é io P imá io, no Liceu Nacional
do Funchal a 20-04-1953). ●71. “Tenho
pena des a gen e. Discu so p o e ido na
“Es ação Rdio Madei a”, 2.ª sessão
adio ónica Cul u al de p opaganda
con a o anal abe ismo e educação de
adul os, p omo ida pelo jo nal “O
Comé cio do Funchal” a 09-04-1954”. In
“O Jo nal da Madei a”, 15-04-1954.
●72. Rumo ao la go: pano amas
icen inos. Funchal: Li . Popula , 1955,
112 p. Com p e ácio do cón. Jo ge de
F ei as. ●73. Um a ojo: biog a ia do Pe.
João Jo ge Be encou . P e . Pe. João
Viei a Cae ano. Funchal: [s. n.], 1956,
195 p. ●74. Vamos ao Re úgio, Vamos a
Gaula. Funchal: ip. Popula , 1964
(publicado sem nome da au o a). ●75.
Um Namo o (uma eco dação). Funchal,
s. e., 1957, 223 p. ●76. Vamos ao Só ão
(inéd.). ●77. “Re úgio de S. Vicen e de
Paulo” (bene ício de “Re úgio” de S.
Vicen e, em Gaula). Ma ço de 1967.
●78. “Vem comigo... ao pano ama do
Re úgio de Gaula”. Ed. Ilus ada, da Casa
da San a Família, 1974. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. B anco, Al edo de
F ei as, No as e Comen á ios pa a a
His ó ia Li e á ia da Madei a, III,
Funchal, Câma a Municipal do Funchal,
1915-1953: p. 175-176; Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, Luís, Musa Insula , Funchal, Eco
do Funchal, 1959, p. 440; Ma ino, L.,
Pano ama Li e á io do A quipélago da
Madei a: No a biobibliog á ica: Sousa,
Júlia G aça de F ança e [em linha], 1986.
Funchal. [Consul a: 19-03-2019].
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=668068
.
JÚLIA HENRIQUETA DE FREITAS DE
ABREU ESMERALDO (Madei a; séc. XIX)
1. NOTA BIOGRÁFICA. Júlia Hen ique a de
F ei as de Ab eu, na u al de Pon a
Delgada (S. Vicen e), e a ilha do capi ão
Filipe Joaquim de F ei as e Ab eu,
na u al da ilha de S. Miguel (Aço es), e
de Te esa Ge udes Figuei a da Sil a,
75
na u al de S. Vicen e, ambos mo ado es
na eguesia de S. Ped o. Casou-se com
o mo gado F ancisco An ónio
Be encou A aújo Esme aldo na Ig eja
de S. Ped o a 10 de maio de 1838. Foi
mãe de João Be encou A aújo
Ca alhal Esme aldo, isconde do
Ribei o Real e 1.º conde do Ribei o Real.
Foi p op ie á ia da capela de S o.
Ama o, que doou ao monsenho
Manuel Joaquim de Pai a. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Assinando os seus ex os
como Júlia Esme aldo ou com
pseudónimo E. na imp ensa esc i a
madei ense, publicou um a igo “A
mulhe ” no “A chi o Li e a io” (1863).
O seu ex o e ela uma isão sob e o
que de e se o papel da mulhe na
sociedade: “encon al-a-heis semp e
de amando bene ícios. – Aqui, a mãe
ca inhosa deb uçada sob e o be ço do
ilho; alli, a esposa, que so i
desa ugando a on e sób ia do
homem; acolá, mulhe piedosa
e guendo aos Ceus p ece de amo ;
além, elando sollici a junc o ao lei o do
mo ibundo; - em odo o loga e semp e
acompanhando o homem nos abalhos
da ida” (p. 73). Ac escen a que se “a
mulhe co espondendo aos dec e os
da P o idencia, o mãe sábia e
des elada, esposa iel, ilha obedien e e
ca idosa”, o homem ambém o se . E
ealça que a educação da mulhe é a
cha e pa a o seu p og esso: “é p eciso
que uma sábia educação, como o habil
cinzel do esculp o , enha desbas a a
udeza de seu espi i o, e mani es a as
belezas e i udes que nelle se
ence am.” (ibid.), conside ando a
eligião como “ eg a e no ma de oda a
sua ida” (p. 74). 3. DA AUTORA. “A
mulhe ”. A chi o Li e a io, Funchal.
Tomo 1 (17-06-1863): p. 73-74. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. An unes,
Luísa, "Sua es modes os sons" - mulhe
e poesia na imp ensa madei ense da
segunda me ade do séc. XIX". In “As
Mulhe es e a Imp ensa Pe iódica”, Vol.
II, o g. Vânia Cha es, Isabel Lousada,
Lisboa, CLEPUL, 2014, p. 189-209.
JULIANA MARIA DA VITÓRIA (Madei a;
séc. XVIII) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Só o
Juliana Ma ia da Vi ó ia oi uma eligiosa
cla issa do Con en o de Nossa Senho a
da Enca nação, elei a abadessa pa a o
iénio de 1782 a 1785. Não se dispõe de
mais elemen os sob e a sua ida. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. Só o Juliana Ma ia
da Vi ó ia man e e co espondência
com amilia es e oi esponsá el po
a os adminis a i os do con en o ainda
po iden i ica em á ios a qui os. 3. DA
AUTORA. Po ugal. A qui o Nacional da
To e do Tombo, A qui o His ó ico
Ul ama ino. Coleção de documen os
a ulsos. Ca a de Só o Juliana Ma ia da
Vi ó ia, Abadessa do Con en o de Nossa
Senho a da Enca nação, da ilha da
Madei a, pa a D. Joana Te esa de
Campos, ace ca da sua en ada e de
suas i mãs, pa a o e e ido Con en o. S.
D., Cx. 5, doc. 1026. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
KÄTHE SCHMIDT KOLLWITZ (P ússia
O ien al; 1867 – Alemanha; 1945) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Nascida em Königsbe g
(hoje, Calining ado, Rússia) a 8 de julho
de 1867, Kä he Kollwi z e a ilha de Ka l
Schmid e de Ka he ina Schmid . Kä he
76
c esceu no seio de uma amília
de enso a dos ideais socialis as. Casou-
se com Ka l Kollwi z, médico de
p o issão. E a conhecida como a is a e
es udou numa escola de a es emininas
em Munique. Faleceu em Mo i zbu g na
Saxónia (Alemanha) a 22 de ab il de
1945. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Realizou
exposições nas p incipais salas
eu opeias e oi a p imei a mulhe a
en a na Academia das A es da P ússia
em 1920. Kä he Kollwi z esc e eu um
diá io onde e e e a sua passagem pela
Madei a em ab il de 1925. 3. DA AUTORA.
Die Tagebuchblä e und B ie e. Be lin:
Geb . Mann, 1948, 191 p. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
KATHERINE ELIZABETH PERRY (Es ados
Unidos da Amé ica; 1814 – Ibid; 1884) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Ka he ine Pe y nasceu
em Sou h Ca olina (Es ados Unidos da
Amé ica) em 1814, ilha de Phillip Pe y.
Ka he ine Pe y casou-se em 1830 com
Zacha iah O'Neal, com ge ação. Faleceu
em T en on, Dade, no es ado da Geo gia
a 10 de ab il de 1884. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Ka he ine Pe y esc e eu
um diá io sob e a sua es ada na Madei a
em 1844, cujo manusc i o icou na
posse de M s. Maul e descenden es da
amília Welsh. 3. DA AUTORA. ●1. Ex ac
om he dia y o Miss Ka he ine E.
Pe y, who came o Madei a Oc obe
1844 and li ed wi h he amily a a illa
en ed om a M . Bianchi, mss. (col.
pa .). ●2. Madei a agmen s/Edwa d
Wa kinson Wells, Ka he ine E. Pe y.
[Funchal?]: G aham Blandy, 1971. ●3.
“A casa de campo de Vei ch ( ad.
An ónio Ma ques da Sil a)”. A lân ico,
n.º11 (1987), p. 233-238. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Sil a, An ónio Ma ques da, “A casa de
campo de Vei ch”. A lân ico, n.º11
(1987), p. 233-238; Islenha, n. 11 (1987).
KLARA LOTZIN FINCKE (Alemanha; 1859
— Ibid.?; ?) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Kla a
Lo zin nasceu em Danzig (Alemanha) a 4
de dezemb o de 1859. Casou em
segundas núpcias com Gus a Fincke,
com quem i eu na i eu na Madei a
a é 26 de ma ço 1904, quando pa iu
pa a Lisboa no apo alemão “Lucie
Woe mann”. Faleceu depois de 1915. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. Publicou um a igo
sob e a sua es ada na Madei a no jo nal
“Die G enzbo en” (1907) e colabo ou
em di e sos jo nais de exp essão
ge mânica. 3. DA AUTORA. “Madei a”. Die
G enzbo en: Zei sch i ü Poli ik,
Li e a u und Kuns , Vol. 66 (1907),
E s es Vie eljah ., p. 699-708. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. B ümme ,
F anz, Lexikon de deu schen Dich e
und P osais en om Beginn des 19.
Jah hunde s bis zu Gegenwa . Bd. 2.
6. Au l. Leipzig, 1913, p. 209; F ied ichs,
Elisabe h, Die deu schsp achigen
Sch i s elle innen des 18. und 19.
Jah hunde s: Repe o ien zu
deu schen Li e a u geschich e. Vol. 9.
Sp inge -Ve lag, 2016; Macedo, L. S.
83
pescado es, que se chama o Ja dim do
Ma e e a en ão o que há de mais
sel agem e p imi i o. Ali habi a a um
is e casa ão, elho sola da amília do
meu ma ido, jun o a uma capela, onde
es a am en e ados alguns dos seus
a ós. Ha ia semanas in ei as de
empo al, que nos deixa am
incomunic eis como Robinson C usoé”
(p. 12). Além dis o, Luzia oi uma
esc i o a em con ínua p ocu a da sua
oz, como e e iu em “Ca as do Campo
e da Cidade” (1923): “eu não supo o
aquelas esc i o as de quem se diz: êm a
in eligência i il, esc e em como um
homem...” (p. 195). Luzia oi uma
econhecida e espei ada esc i o a do
seu empo, especialmen e em cí culos
in elec uais e salões li e á ios lisboe as.
3. DA AUTORA. ●1. “A lenda das es elas”
in Co eio da Manhã, 08-01-1894 ●2. Os
que se di e em: a comédia da ida.
Lisboa: Succ. Galha do & Gomes, 1920,
229 p. ●3. Rindo e cho ando. Lisboa:
Po uglia, 1922, 291 p. ●4. Ca as do
campo e da cidade. Lisboa: Po ugália,
1923, 222 p. ●5. Sôb e a ida... sôb e a
mo e: maximas e e lexões. Lisboa:
[Imp. Lucas], 1931, 84 p. ●6. Almas e
e as onde eu passei. Lisboa: Eds.
Eu opa, 1936, 285 p. ●7. Úl ima osa de
e ão: ca as de mulhe es. Lisboa:
Li a ia Po uglia, 1940, 329 p. ●8.
Lições da ida. Lisboa: Po ugália, 1941,
108 p. ●9. Dias que j l ão. Po o: Li .
Ta a es Ma ins, 1946, 248, [2] p. ●10.
Ca as d'uma agabunda. Lisboa:
Po ugal Edi o a, [19--] 310, [2] p. ●11.
“Ruas”, Bem Vi e (di . Fe nanda
Cas o), ano 1, n.º 7, 1953, Lisboa; ●12.
Po ugal, A qui o Regional e Biblio eca
Pública da Madei a, Fundo Flo i al dos
Passos, P osas de Luzia (1913/1955)
(cód. e . PT/ABM/FPS/B/005-001)
con endo os seguin es manusc i os: Cx.
1, doc. 95: "Ma ia de Sales". Pa is, 26
Ou . 1913; Cx. 1, doc. 96: "Manhãs do
Hameau. II - O Rendez- os". 1916-1924;
Cx. 1, doc. 97: "Gab iel. Mon Repos".
No . 1917; Cx. 1, doc. 98: "Cla a".
Lisboa, Ma . 1919; Cx. 1, doc. 99:
"Vale ia" e "Pa aíso Pe dido".
Po aleg e, Jun. 1922; Cx. 1, doc. 100:
"Con o de ja dim". Po aleg e, Jun.
1922; Cx. 1, doc. 101: "Voz do Ma ...".
Mon 'Es o il, Ab . 1924; Cx. 1, doc. 102:
"Home Swee Home". Po aleg e, Mai.
1924; Cx. 1, doc. 103: "Ao Conde de A.".
Lisboa, A enida Palace, 14 Jan. 1926; Cx.
1, doc. 104: "Lau a I. Na G ande
Cla idade". Lisboa, Se . 1927 e "[Lau a]
II. Es elas Caden es". Pau, Ago. 1928;
Cx. 1, doc. 105: "P ima e a". Pau, Mai.
1928; Cx. 1, doc. 106: "Dame un Peu
Ancienne". Pau, Mai. 1928; Cx. 1, doc.
107: "Tia e Sob inha". Hameau, Jun.
1928; Cx. 1, doc. 108: "A Capela".
Hameau, Jul. 1928; Cx. 1, doc. 109:
"Saudade". Hameau, Ou . 1928; Cx. 1,
doc. 110: "Casas que Mo em". Pau,
Ho el Gassion, 09 No . 1928; Cx. 1, doc.
111: "Companhei as". Hameau, Ou .
1930; Cx. 1, doc. 112: "Dia de
Re olução". Funchal, 04 Ab . 1931; Cx.
1, doc. 113: "Amo ". Funchal, Ago. 1931;
Cx. 1, doc. 114: "Ve ão da Madei a".
Mon e, Madei a, Se . 1931; Cx. 1, doc.
115: "Ma ilde". Lisboa, Se . 1932; Cx. 1,
doc. 116: "Ma ga ida". Lisboa, No .
1934; Cx. 1, doc. 117: "Lisboa Elegan e".
Lisboa, Ma . 193. [sic]; Cx. 1, doc. 118:
"Ca as a um Amigo". Funchal, Quin a
da Palmei a, s.d; Cx. 1, doc. 119: "A
Capela", ex o publicado, s.l., s.d. (C . o
manusc i o o iginal a qui ado nes a
sé ie, Cx. 1, n.º 108); Cx. 1, doc. 120:
Folhas dispe sas não iden i icadas. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Azambuja,

84
Ma ia da G aça, "Luzia uma Esc i o a
Esquecida", Eco Li e á io (Eco do
Funchal), 01-03-1955; Clode, Luís Pe e ,
Regis o Bio-Bibliog á ico de
Madei enses: Sécs. XIX e XX, Funchal,
Caixa Económica do Funchal, 1983, p.
251ab; Conde, José Ma ins dos San os,
Luzia: o Eça de Quei oz de saias.
Po aleg e: Edição do au o , 1990; Das
a es e da His ó ia da Madei a. Funchal:
Sociedade de Conce os da Madei a.
V.5, n.º25 (1957), p. 12-13; Flo es,
Conceição, Cons ância Lima Dua e, and
Zenóbia Colla es Mo ei a. Dicioná io de
esc i o as po uguesas: das o igens à
a ualidade, Ilha de S a. Ca a ina, Ed.
Mulhe es, 2009, p. 171; Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Moniz, Ana Isabel, “«Eu passo em oda a
pa e, não ico em pa e alguma». Luzia,
um espí i o c í ico eminino”, In Vilas-
Boas, Gonçalo e Ou ei inho, Ma ia de
Fá ima, Annema ie Schwa zenbach e a
li e a u a de iagens na Eu opa dos anos
30, Po o, A on amen o, 2013, p. 151-
160; Ne es, Cláudia So ia Sil a, O eino
encan ado de Luzia: A c ónica da
i ência e a e e na busca do Eu.
Disse ação de mes ado, 2º Ciclo em
Es udos Linguís icos e Cul u ais.
(Funchal: Uni e sidade da Madei a),
2013,
h p://hdl.handle.ne /10451/28700;
Rod igues, Ma ia do Ca mo, “Luzia no
Funchal”. Ma gem 2, n.º 25. 135-140.
MARGARET EMILY SHORE (Reino
Unido; 1819 — Funchal; 1839) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Ma ga e Emily Scho e
nasceu em Bu y S . Edmonds, Su olk, a
25 de dezemb o de 1819. E a ilha de
Thomas Sho e (1793-1863) e de
Ma ga e Anne Twopeny. Emily Sho e
c esceu numa amília de o ada à
cul u a. As i mãs, A abella Sho e† and
Louisa Ca he ine Sho e† (1824-1895),
o am no á eis esc i o as b i ânicas,
compa adas com as i mãs B on ë. Emily
Sho e eio pa a a Madei a en e
dezemb o de 1838 e 1839 pa a se cu a
de ube culose. A amília eio a bo do
do na io “Da id Lyon”. Emily aleceu no
Funchal a 7 de julho de 1839. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Emily Sho e deixou um
diá io que oi publicado pos umamen e
em 1891, e oi au o a de di e sos ex os
que pe manece am inédi os. O o iginal
do seu diá io, con endo o seu au o-
e a o, conse a-se na biblio eca da
Uni e sidade de Delawa e (Es ados
Unidos da Amé ica). No seu diá io, Emily
Sho e egis a as suas i ências na
Madei a, cons i uindo uma isão a
pa i de den o sob e a ida de uma
amília b i ânica que se deslocou à ilha
po mo i os de saúde. No e-se que o
ex o o iginal não co esponde
necessa iamen e ao ex o publicado
pelas suas i mãs em 1891, que con ém
pa es expu gadas. Ga es conside a que
Emily e a uma in elec ual diligen e e
p ecoce, que se pode dep eende
a a és do seu diá io. Abo dou emas
como economia, li e a u a mundial e
ciências da Na u eza. Como bo ânica e
o ni óloga amado a, ela ca alogou o que
se passa a à ol a da casa da amília e
esc e eu dois ensaios sob e
compo amen o de a es pa a a “The
Penny Magazine”. Além disso, esc e eu
his ó ias dos g egos, omanos e judeus,
além de peças ea ais e poemas. A
85
amília Sho e enca ega a à Emily a
educação das suas i mãs mais no as,
A abella e Louisa. A mo e de Emily
a ec ou-as p o undamen e, es ando
p esen e nas suas ob as. No diá io de
Emily Sho e e e e “I ha e jus hea d i ,
bu I know no hing mo e ye — he
di icul ies a e ound o be oo g ea ,
and we canno go o Aus alia… I ha e
now hea d o ano he plan sugges ed by
Edwa d... He p oposes o us o go ou o
Madei a. The clima e would, in all
likelihood, es o e papa's heal h, which
is b eaking as ; li ing mus be much
cheape he e, and papa would ake wo
li le boys as pupils... P obably he e
would be in Madei a an ample ield o
a u o like papa. Papa migh also
engage he e in some li e a y wo k,
which would jus sui his as e, and
pe haps be e y success ul” (1891, p.
280). 3. DA AUTORA. ●1. Es ados Unidos
da Amé ica. Uni e si y o Delawa e.
Special Collec ions Depa men a he
Mo is Lib a y. Jou nal. Mss. 097, i em
104. ●2. Jou nal o Emily Sho e. London:
K. Paul, T ench, T übne & Co., L d.,
1891; Re ised and expanded, edi ed by
Ba ba a Timm Ga es. Cha lo es ille:
Uni e si y P ess o Vi ginia, 1991. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Ga es,
Ba ba a Timm, “When Li e W i ing
Becomes Dea h W i ing: The Jou nal o
Emily Sho e”. Li e a u e and Medicine,
n.º 24, no. 1 (Sp ing 2005), p. 70-92;
Ga es, Ba ba a Timm, “Sho e,
(Ma ga e ) Emily (1819–1839)”. Ox o d
Dic iona y o Na ional Biog aphy.
Ox o d: Ox o d Uni e si y P ess, 2004
(h p://www.ox o ddnb.com/ iew/a ic
le/25454, accessed 7 Jan 2013; Macedo,
L. S. Ascensão de, Da Voz à Pluma.
Esc i o as e Pa imónio Documen al de
Au o ia Feminina de Madei a, Aço es,
Caná ias e Cabo Ve de. Guia
Biobibliog á ico, Ribei a B a a, Edição L.
S. Ascensão de Macedo, 2013; acessí el
ia h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Sil a, An ónio Ribei o Ma ques,
Passa am pela Madei a. Funchal:
Funchal 500 anos, 2008, p. 120-126,
213.
MARGARET MORLEY CLOUGH (Reino
Unido; 1803 – Ibid.; 1840) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Ma ga e Mo ley Clough
nasceu em Doncas e (Reino Unido) a 3
de no emb o de 1803. E a ilha de
William Mo ley e passou a in ância em
Hull com os seus a ós, que e am
missioná ios me odis as. Pe enceu à
o ganização "The Ladies' Wesleyan
Missiona y Associa ion" de Doncas e .
Faleceu no Reino Unido a 27 de
no emb o de 1840. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. É au o a de ca as
in i uladas “Ex ac s om he jou nal
and co espondence o he la e M s.
M.M. Clough, wi e o he Re . Benjamin
Clough, missiona y in Ceylon” (1829).
Passou pela Madei a e Po o San o em
maio de 1825. Re e iu-se ao Po o San o
e à Madei a nes es e mos: “Ea ly his
mo ning, o ou e y g ea joy, land
appea ed; a ine ange o moun ains
ea ed hei majes ic heads wes wa d;
he name o which is Po o San o: hey
a e ex emely ba en, qui e
uncul i a ed, and, I belie e, he
inhabi an s ew. Madei a we can jus
pe cei e nea ly en eloped in clouds, he
c aggy ops o he moun ains e ging
abo e he snowy clouds, which appea
o ha e been a es ed in hei ca ee by
he owe ing ocks, which you migh
ancy would bid de iance o he hand o
ime: hese lo y hills a e bounded by
he ho izon. To he eas we had a iew
86
o se e al clus e s o islands, called,
om hei s e ili y and wan o
inhabi an s, Dese as: upon he whole,
he iew was in e es ing o one who had
been dep i ed o nea ly a mon h o he
sigh , o a nea app oach o land” (p. 44).
3. DA AUTORA. Ex ac s om he Jou nal
and co espondence o he la e M s
M.M. Clough: Wi e o he Re . Benjamin
Clough, Missiona y in Ceylon. London:
John Mason, 1840. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Twells, Alison, The
Ci ilizing Mission and he English Middle
Class, 1792-1857, Houndmills: Palg a e
Macmillan, 2008.
MARGARIDA DE OLIM MAROTE
RAMOS (Machico; 1899 — Es ados
Unidos da Amé ica; 1953) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Ma ga ida de Olim Ma o e
Ramos nasceu em Machico a 27 de
dezemb o de 1899. E a ilha do
me ceei o José Augus o Olim Ma o e e
de Ma ia Augus a de O nelas de Olim.
Residiu nos Es ados Unidos da Amé ica
e nos Aço es. Foi p esiden e do
conselho “Ma ia da Fon e” e da
“Benemé i a Associação Dia
Madei ense” nos Es ados Unidos da
Amé ica. Visi ou a sua e a na al em
1950 e colabo ou em di e sos jo nais e
e is as, com ex os po iden i ica .
Faleceu nos Es ados Unidos da Amé ica
em 1953. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Dedicou-se à poesia e à declamação.
Publicou em 1950 um opúsculo “O
emig an e e a saudade” (1950). Luis
Ma ino e e e no seu “Pano ama
Li e  io” que inha incluído na
an ologia “Musa Insula ” po lapso
“Adeus Machico” como sendo da sua
au o ia, e i icando a a -se de um
amilia , João C ispim de Olim Ma o e,
emig ado no B asil. 3. DA AUTORA. “O
emig an e e a saudade”. [s.l.]: A es
G á icas, 1950, 14 p. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Ramos, Ma ga ida de
Olim Ma o e [em linha], 1986. Funchal.
[Consul a: 19-03-2019].
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=667661
.
MARGARIDA DE SABÓIA PESTANA
PEREIRA PINTO (Funchal; 1880 — Ibid.;
pos . 1975) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Ma ga ida de Sabóia Pes ana Pe ei a
Pin o nasceu no Funchal a 27 de
no emb o de 1880 e bap izada na Sé
Ca ed al (Funchal). E a ilha do
come cian e José Pe ei a da
Ressu eição e de Ma ia Ma ilde
Pes ana Pe ei a, mo ado es na ua da
Pon e No a (Funchal), na u ais de
Câma a de Lobos. O seu pai oi
p op ie  io da me cea ia “Pe ei a” na
ua de João Gago. Fez es udos no Liceu
Nacional do Funchal em 1918,
especializando-se na á ea do comé cio.
Em 1919, Ma ga ida de Sabóia e o seu
pai emig a am o B asil, es abelecendo-
se no Rio de Janei o. Em 1921, o seu pai
aleceu no B asil. Casou-se com o
come cian e e p op ie á io, Albe ino
Pin o, de quem e e Cláudio José, Ana
Ma ga ida e Ruy Manoel. No B asil, o
seu esposo oi p esiden e do “O eão
Po uguês” no Rio de Janei o,
87
acompanhando-o em di e sos e en os
sociais da comunidade. Ma ga ida de
Sabóia iajou pela Eu opa, passando po
Po ugal, F ança, Suiça e I ália. Visi ou a
Madei a em 1953 e eg essou ao B asil
no ansa lân ico “Ve a C uz” a 19 de
ab il de 1953. Desconhece-se da a de
alecimen o, que e á sido depois de
1975. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Luis Ma ino
e e e que Ma ga ida de Sabóia euniu
in e e oi o poemas que in i ulou
“Pedaços d’Alma”, que pe manece am
inédi os desde 1920. Desconhecemos
ou a p odução da sua au o ia.
Encon a-se ep esen ada nos
manusc i os “Musa Insula ”, “Poe as da
nossa Te a” e “Pano ama Li e  io do
A quipélago da Madei a”, onde diz que
“No B asil, a nos algia e mgoas
ace bas, ize am desab ocha na sua
alma, a lo da poesia”. Publicou no
“Comé cio do Funchal” com um poema
“Soluço Nos lgico”, que ep oduzimos:
“Longe de i, minha Pá ia
idola ada,/Sin o minha alma quase a
des alece ./E o meu pob e co ação,
is e es emece/À ideia que dis an e
posso mo e !// Ace ba é a saudade que
de i sin o,/Causa-me um pesa que nem
sei explica ./Como é is íssimo i e -se
no exílio,/Sem e -se espe ança de à
Pá ia ol a !// Não,não c eio que o
bom Deus pe mi a al./Que ia an es de
pa i p’ a e e nidade/Vol a ao meu
que ido o ão na al,/E lá expi a ,
mi igando essa saudade!”. 3. DA AUTORA.
“Soluço nos lgico: à minha can ada
P ia, Ilha da Madei a”. In “Comé cio
do Funchal”. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Ma ino, L., Pano ama
Li e á io do A quipélago da Madei a:
No a biobibliog á ica: Pin o, Ma ga ida
de Saboia Pes ana Pe ei a [em linha],
1986. Funchal. [Consul a: 19-03-2019].
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=667610
.
MARGARIDA JACINTA DE SANTA ROSA
(Madei a; séc. XVIII) 1. NOTA BIOGRÁFICA.
Só o Ma ga ida Jacin a de San a Rosa
oi esc i ã e eligiosa do Con en o de
San a Cla a do Funchal. Desconhecem-
se ou os dados sob e a sua ida. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. Du an e o
abadessado de só o Cole a Rosa de
San o Agos inho, só o Ma ga ida
Jacin a de San a Rosa esc i u ou as
en e is as às no iças a pa i de 1742.
Redigiu, ambém, ou os a os
adminis a i os, documen os ainda po
iden i ica nos a qui os. Foi elei a
esc i ã en e 1740 e 1747. 3. DA AUTORA.
Lisboa. A qui o Nacional da To e do
Tombo. Au os de Pe gun as ei os às
No issas do Con en o de San a Cla a do
Funchal, 1742-1830 (Cód. de e .
PT/TT/CSCF/004/0001). 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
MARGARIDA LUÍSA CERVANTES
(Funchal; séc. XVIII — Ibid.; ?) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Ma ga ida Luísa Ce an es
(ou Sil an es) na u al da Sé, ilha de
F ancisco An ónio Síl io e de Ana Ma ia
Sil an es. Ma ga ida Luísa Ce an es
casou na Sé a 14 de maio de 1795 com
F ancisco Venceslau José, mo ado es na
ua de San a Ma ia, com ge ação.
Desconhece-se a da a de alecimen o,
que e á oco ido en e 1830 e 1840. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. Como iú a de
88
F ancisco Venceslau José, o
eque imen o de 1822 de Ma ga ida
Ce an es e e e "possui os p ecisos
conhecimen os pa a a a da educação
das pessoas do seu sexo", e pede que se
c ie naquela localidade uma escola de
meninas, "sus en ada pelo Es ado",
con iando-lhe a ela "a di ecção". 3. DA
AUTORA. Po ugal. A qui o His ó ico da
Assembleia da República. Co es
Cons i uin es de 1821-1822. Comissão
de Ins ução Pública. Reque imen o de
Ma ga ida Luísa Ce an es, 1822-02-23
(PT-AHP/CGE/CIP/S1/D66), 1 p.
MARIA ALDA DA CÂMARA LEME
ESCÓRCIO DRUMOND DE GOUVEIA
(Funchal; 1862 — Machico; 1927) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Nascida na eguesia de
S. Ped o, no Funchal, a 13 de no emb o
de 1862, Ma ia Alda da Câma a Leme
Escó cio D umond e a ilha de João
Escó cio D umond da Câma a e de
Cândida de Menezes Esme aldo da
Câma a Leme, a ó ma e na do esc i o
Ca los C is ó ão da Câma a Leme
Escó cio de Be encou . Faleceu em
Machico a 11 de julho de 1927. 2.
LEGADO DOCUMENTAL. Ma ia Alda
D umond de Gou eia cul i ou a poesia.
Apenas se conhece um ex o publicado
po Luís Ma ino na sua “Musa Insula ”
in i ulado a “A minha ilha”. T a a-se de
um poema de con emplação
en e necedo a de uma mãe ao ecém-
nascido, como e e e: “Em minha alma
ai, en im, apa ecendo/Uma espe ança
e com ela i o enle ada!/Vies e pa a
mim, oh! Fo mosa al o ada!/Acendes e
a luz que aca ia mo endo!...//Quan as
ezes em eu be ço deb uçada,/Quando
em ua ace islumb o um so iso,/Eu
gozo con igo um belo pa aíso…/Oh!
Bendi a sejas u, ilha ado ada!//Alma
pu a, mais b anca que o b anco
a minho,/Onde eu leio como em li o
abe o o undo,/En as ão aleg e e
se ena no mundo/Qual no aconchegado
ninho o passa inho.//Eu e a como esse
dia que enece,/Te á pa a mim a ida
um im ago a:/A as a as nu ens neg as
des a au o a/E e aia es e dia que
amanhece”. 3. DA AUTORA. “A minha
ilha”. In Ma ino, Luís, Musa Insula ,
Funchal, Eco do Funchal, 1959, p. 231. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S.
Ascensão de, Da Voz à Pluma. Esc i o as
e Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: No a biobibliog á ica:
Gou eia, Ma ia Alda da Câma a Leme
Escó cio D umond de [em linha], 1986.
Funchal [Consul a: 19-03-2019].
Disponí el em: h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=666466
.
MARIA AMÁLIA COLARES MENDES
ROCHA DE GOUVEIA (Funchal; 1867 —
Ibid.; 1945) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Filha de
João Joaquim Mendes e de Ma ia
Cola es Mendes, Amália Cola es
Mendes nasceu no Funchal a 1 de maio
de 1867. Casou-se com Abel Rocha de
Gou eia, uncioná io da Associação de
Soco os Mú uos “4 de Se emb o de
1862”, em 1901 na pa óquia de San a
Ma ia Maio . Foi mãe de Hen ique
Rocha de Gou eia, coo denado e edi o
do “Almanaque do Anunciado ”, e de
Ca los Rocha de Gou eia e a ó da
poe isa Ma ia Lise Rocha de Gou eia e

89
de Abel Gab iel Rocha de Gou eia. Foi
p o esso a de piano e de música,
dinamizando espe áculos, sa aus e
euniões musicais na sua esidência. Em
junho de 1925 ealizou um conce o de
bene icência no Tea o Municipal.
Colabo ou em alguns jo nais do
con inen e e deixou algumas poesias
inédi as, que não oi possí el iden i ica .
Como p o esso a, ez pa e do cí culo de
pianis as madei enses como Elisa
D umond Ca egal, Ma ia Adelaide de
Meneses, Flo ipes Gomes, Elisa Go jão
Cai es, Ma ia da Conceição de Meneses
San os Pe ei a, Angelina Pe ei a F ei as,
Palmi a Pe ei a, Leono Fe az Leça e
Ma ia Helena Po ugal Aze edo Ramos
e Angélique de Bee Lomelino. Faleceu a
3 de janei o de 1945. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Cul i ou a poesia, po ém
apenas se conhece um ex o publicado
po Luís Ma ino na sua “Musa Insula ”
in i ulado a “Adeus, Madei a”, usando o
pseudónimo Lise. A pa ida da ilha
e ela-se como um p ocesso de pe da
de iden idade, onde a memó ia apenas
ecupe a sons, chei os, isões,
sensações da na u eza, e sos eple os
de sines esias: “Adeus, minha e a
linda,/Ja dim das mais belas lo es./Eu
jamais ol ida ei/Teus encan os, eus
p imo es./Adeus campos da
Madei a,/Onde meu amo
can ei./Adeus b isa pe umada./Adeus
udo quan o amei./Quan a ez em eu
egaço,/Repousando sob e lo es,/Eu
ia uma ilusão,/A isão dos meus
amo es!/Sac á io dos meus
seg edos,/Tudo, udo eu deixo em
i,/Sepulc o dos meus amo es,/A minha
alma pai a ai”. Não se conhece ou a
p odução poé ica da sua au o ia, que
e á pe manecido inédi a. 3. DA AUTORA.
“Adeus, Madei a”. In Ma ino, Luís, Musa
Insula , Funchal, Eco do Funchal, 1959,
p. 250. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Es ei ei o, Paulo, "O Piano no Funchal
ao longo do século XIX: comé cio,
epe ó io e ensino eminino." In 5
Olha es sob e o Pa imónio Musical
Madei ense. Funchal: Gabine e
Coo denado de Educação A ís ica e
Associação Musical e Cul u al
Xa abanda; Macedo, L. S. Ascensão de,
Da Voz à Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Gou eia, Amália
Cola es Mendes Rocha de [em linha],
1986, Funchal [Consul a: 19-03-2019],
Disponí el em: h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=666913
.
MARIA AMÉLIA DE MENEZES VAZ
(San a C uz; 1886 — Se úbal; 1958) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Ma ia Amélia de
Menezes Vaz nasceu em San a C uz a 3
de dezemb o de 1886. E a ilha do poe a
An ónio Joaquim da C uz Vaz, na u al de
Valença do Minho e uncioná io da
Câma a Municipal de San ana, e de
Ma ia Ma ilde Pe ei a de Menezes Vaz.
E a i mã do cónego Fe nando Ca los de
Menezes Vaz. Em 1925, Ma ia Amélia de
Menezes Vaz pa iu pa a F ança, onde
ez o no iciado na Cong egação da
Ap esen ação de Ma ia, endo
eg essado à Madei a, ado ando o
nome de eligião I mã da Euca is ia. Foi
Supe io a da Casa da sua Cong egação
(P aze es, Calhe a) e p o esso a do
90
Lac á io (1928-1939). Foi uma das
undado as do Colégio da Ap esen ação
de Ma ia (1934-1945). Em 1954, pa iu
pa a a Á ica po uguesa pa a se
assis en e num colégio ca ólico e oi
Supe io a Ge al do Colégio “D. An ónio
Ba oso”. Reg essou a Po ugal,
alecendo em Se úbal a 30 de ma ço de
1958, po mo i o de doença. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. Dedicou-se à poesia,
es ando os seus ex os dispe sos no
“Di io da Madei a”, “Almanaque
Ilus ado do Diá io da Madei a” e
“He aldo da Madei a”, g ande pa e po
iden i ica . Encon a-se ep esen ada na
an ologia “Musa Insula ” de Luís
Ma ino. 3. DA AUTORA. “P ima e a”. In
Ma ino, Luís, Musa Insula , Funchal, Eco
do Funchal, 1959, p. 368. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Vaz, Ma ia Amélia de
Menezes [em linha], 1986. Funchal.
[Consul a: 19-03-2019].
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=668232
.
MARIA AMÉLIA DE OLIVEIRA PAIS
(Funchal; 1861 — B asil; 1890) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Ma ia Amélia de Oli ei a
Pais, ou Ma ia Amélia de Jesus, nasceu
em São Ma inho, esiden e no sí io da
Chamo a, a 15 de agos o de 1861. E a
ilha de José Pe ei a de Oli ei a e de
Joaquina A sénia de Jesus, i mã do
poe a José de Oli ei a Pe ei a Júnio .
Casou-se com Manuel Gomes Pais na
Ig eja de San o An ónio em 1876. Pa iu
pa a o Rio de Janei o em 1890, onde o
casal aleceu, í ima de eb e-ama ela.
2. LEGADO DOCUMENTAL. Ma ia Amélia de
Oli ei a Pais colabo ou no “No o
Almanaque de Lemb anças Luso-
B asilei o” (1884), pos e io men e
ep oduzido na “Re is a Li e  ia”
(1902). O seu esposo Manuel de Oli ei a
Pais oi ambém poe a. O seu poema
consis e numa celeb ação emo i a da
ma e nidade. Começa com uns e sos
de Tomás Ribei o que se e de mo e
pa a as suas Glosas. T a a-se do único
poema que se conhece des a au o a,
que ep oduzimos a segui : “Tu és na
ida a minha espe ança bela./Tu és a
es ela que no céu assoma,/Tu és no
p an o meu, con o o b e e!/Ai lo de
ne e com doi ada coma!/Tu és um iso
no sac á io da alma,/Tu és a palma que
de amo colhi!.../Se um dia a so e e
ouba em suma!/Que al o ! que
a oma! Se não pe de aqui:/Tu és o lí io
da mimosa pola,/Tu és a ola
descan ando a ida./Tu és a imagem
que meu pei o aninha,/Ai, osa minha,
de ma iz es ida!/Tu és a no a que
mu mu a: Elisa;/Tu és a b isa que meu
seio hau i!.../Rosa de ab il en e lo es
nascida;/Que amo ! que ida! que
sonhei po i!”. 3. DA AUTORA. “A ec os”.
No o Almanach de Lemb anças Luso-
B asilei o pa a o anno de 1884 (1883), p.
296, p. 296; epubl. In Ma ino, Luís,
Musa Insula , Funchal, Eco do Funchal,
1959, p. 74. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
91
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Pais, Manuel Gomes
[em linha], 1986. Funchal. [Consul a: 19-
03-2019]. h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=667502
.
MARIA ANGÉLICA DA NAZARÉ
(Madei a; 1703 – Ibid; 1785) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Filha de Manuel Rod igues
(ou Roiz) da Cos a e de Te esa Campos
Soa es, casados na Sé em 1691, nasceu
em 1703. Fez o os em 16 de janei o de
1713 e p o essou em 1731. Foi esc i ã e
eligiosa do Con en o de Nossa Senho a
da Enca nação do Funchal. Faleceu a 26
de ab il de 1785. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Só o Ma ia Angélica da Naza é assumiu
ca go de esc i ã do Con en o Nossa
Senho a da Enca nação do Funchal.
Compôs o “Li o 1.º dos obi os des e
con en o de N. S. da Enca nação que
e e p incipio no anno de 1749”. 3. DA
AUTORA. Po ugal. A qui o Nacional da
To e do Tombo. Con en o de Nossa
Senho a da Enca nação. Li o de
Assen amen o de Óbi o do Con en o de
Nossa Senho a da Enca nação do
Funchal de 1749,1749,Li . 3 (Cód. e .
PT/TT/CNSEF/004/0001). 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
MARIA AUGUSTA DE LIMA VIEIRA DE
ABREU (Funchal; 1900 – Lisboa; ?) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Nascida a 3 de
dezemb o de 1900, Augus a Viei a de
Ab eu e a ilha de João An ónio Viei a e
de Ma ia Augus a Viei a, i mã de João
So e o Viei a, C is ó ão Viei a, Jaime
Se e ino Viei a, uncioná io da Jun a
Au ónoma dos Po os do A quipélago
da Madei a, do ealizado e cineas a
madei ense Manuel Luis Viei a. Ma ia
Augus a Viei a de Ab eu oi p o esso a e
di e o a do Colégio O icial em E adal,
Alen ejo, e no Colégio San a Isabel.
Aposen ou-se em 1962 e esidiu em
Lisboa desde 1950. Pa icipou no ilme
do seu i mão na qualidade de a iz em
"A Calúnia" (1926), in e p e ando a
pe sonagem Luísa, mulhe de um
pescado . Não se conhecem mais
elemen os sob e a sua ida. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. De aco do com Luís Ma ino
no seu monumen al “Pano ama
Li e  io do A quipélago da Madei a”
( olume 1), Ma ia Augus a de Viei a de
Ab eu é au o a de um omance que
pe maneceu inédi o. Deixou
colabo ação no "Eco do Funchal" en e
1944 e 1953. En e os seus p incipais
con ibu os, ealçamos os con os “O
‘Câma a No a’”, "O Sac i ício", "A
Es a ue a Queb ada", "A ependimen o
Ta dio" e "Ja dim Maldi o". Publicou a
lenda "Lenda, sob e a undação duma
aldeia Alen ejana". É possí el que a sua
p odução li e á ia se encon e dispe sa
nos jo nais alen ejanos e lisboe as. 3. DA
AUTORA. ●1. "O "Câma a No a" (Con o).
In Eco do Funchal, de 26-04-1944; ●2.
"Flo es". In Eco do Funchal, de 24-12-
1944; ●3. "O Sac i ício" (Con o). In Eco
do Funchal, de 12-08-1945; ●4. "O
T abalho Ru al". In Eco do Funchal, de
18-12-1945; ●5. "A Es a ue a
Queb ada" (Con o). In Eco do Funchal,
de 30-04-1946; ●6. "A ependimen o
92
Ta dio" (Con o). In Eco do Funchal, de
03-09-1946; ●7. "Lenda, sob e a
undação duma aldeia Alen ejana". In
Eco do Funchal, de 12-12-1946; ●8.
"Amo pe ei o". In Eco do Funchal, de
27-04-1950; ●9. "Peni ência". In Eco do
Funchal, de 25-12-1952; ●10. "Ja dim
Maldi o" (Con o). In Eco do Funchal, de
08-03-1953. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Ma ino, L., Pano ama
Li e á io do A quipélago da Madei a:
No a biobibliog á ica: Ma ia Augus a de
Lima Viei a [em linha], Funchal, 1986
[Consul a: 19-03-2019]. Disponí el em:
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p / iewe ?id=665850
&FileID=1708118.
MARIA AUGUSTA DE ORNELAS E
VASCONCELOS (Lisboa; 1869 — Pa is;
1957) 1. NOTA BIOGRÁFICA. O iunda de
uma amília nob e madei ense dos
Mo gados do Caniço, ilha do
conselhei o Agos inho de O nelas e
Vasconcelos Esme aldo Rolim de Mou a
e Tei e, 14.º Senho do Mo gado do
Caniço, e de Ma ia Joaquina de
Saldanha da Gama, Ma ia Augus a de
O nelas e Vasconcelos nasceu na Lapa,
em Lisboa, 31 de maio ou 27 de ou ub o
de 1869. P o essou em F ança a 7 de
se emb o de 1899, na Cong egação de
São José de Cluny, ado an o o nome de
eligião de só o Ca a ina de Jesus C is o
ou Ca he ine de Jésus-Ch is . Foi mad e
supe io a no Ins i u o Pas eu em Pa is,
conside ada pelo Monsenho Odelin
como a “embaixa iz da Ca idade, jun o
dos que so em”, condeco ada com a
Comenda da Legião de Hon a de F ança
a 3 de no emb o de 1919 pelo Go e no
F ancês pela o ma he óica de como
assis iu os e idos da G ande Gue a
como supe io a do hospi al Pas eu . Foi
assis en e ge al da cong egação e ice-
p esiden e da Associação Nacional das
En e mei as do Es ado F ancês. Em
Po ugal, oi condeco ada com a
Comenda da O dem Mili a de C is o de
Po ugal. Faleceu em Pa is a 17 de
ma ço de 1957. 2. LEGADO DOCUMENTAL.
Ca a ina de Jesus C is o es e duas ezes
na Madei a em 1941 e 1948, onde deu
con e ências sob e a sua a i idade como
en e mei a, eligiosa e de enso a dos
di ei os humanos. Publicou em em Pa is
“Au che e de la sou ance: p écep es
e conseils de mo ale hospi aliè e”
(1936), com di e sas edições e
aduções em di e sas línguas. 3. DA
AUTORA. ●1. Au che e de la sou ance:
p écep es e conseils de mo ale
hospi aliè e. Pa is: École Sain -Joseph
de Cluny, 1936, 172 p. ●2. “O C is o no
Ga ajau. Uma “Quin a” na Camacha”. In
“Re is a Espe ança”, n.º 3, de 01-05-
1929. ●3. Con e ência sob e a lep a
(inédi o, ealizado em 1935 no Ins i u o
Ca ólico de Pa is). ●4. “Con e ência
ealizada no Salão Nob e da Associação
ca ólica do Funchal, a con i e do
P elado do Funchal, em 16 de no emb o
de 1941”. In “Di io de No ícias”, 17 e 18
de no emb o de 1941. ●5. “O Vale da
Aleg ia: con e ência ealizada no Salão
pa oquial da Ig eja de São Ped o, a 25 de
e e ei o de 1948”. In “O Jo nal”, de 26-
02-1948. ●6. L'Ame des illes de la
éné able Anne-Ma ie Ja ouhey, une
des con é ences de D ac donnée à la
salle de la socié é de géog aphie, le 4
ma s 1931. Pa is (21 ue Méchain),
(1932), 34 p.. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Guille mand, Jean, “Sœu
Ca he ine de Jésus-Ch is (1869-1957)”.
In La e ue de l'in i miè e, n.º 59/157
(2010), p. 45-46, doi: REVINF-01-02-
2010-59-157-1293-8505-101019-
99
lei u a e acesso ao li o, cujo exce o
ansc e emos: “Veiome nes e ul imo
de Lisboa hum liu inho do P[ad ]e F ei
Joaõ da C us, descob io lá com m[ui] a
deligencia em caminhada po hum ade
ca meli a huma e cei a que lá es á que
es aua em casa de D. Ma ia Salamanca a
senho a que me c iou cus ou dous
c uzados he da mesma imp essam do
que cá emos que nos deu D. Ma gaida
que em a I mam Luzia, aziame mingoa
ueyo quando Deus quis. I mam Luzia
no auelmen e me comba e que lhe
cub o o meu in e io sendo que lhe digo
udo o q[ue] se pode dize e nada lhe
emcub o senam aquellas ma e ias que
pasa am pello Na al po que nam
comuem dizelas e ella he am humilde
que semp e cuida que em os ou os
que lhe emcob i mas a mim nada me
moles a is o da sua pena me peza naõ
enho que con a mais que soledaõ e
eso que o e me pa ece mui bem aquella
cançaõ que dis – En soledad uiuia y en
soledad ha pues o ya su nido. Tenho
en adam[en] e a Vossa Pa e nidade
pe doeme nam se cance com a espos a
que a qualque o a bas a Deus sob a se
an o em Seu Diuino amo que semp e
es eia consumindose em lhama adas e
eu que en e am bem na es a pa a sua
mayo hon a e glo ia. Oie 14 de Ma ço
de 1653, Filha espi i ual de Vossa
Pa e nidade. M[a ia]” (1653-03-14:
512-516). 3. DA AUTORA. ●1. Po ugal.
Biblio eca da Ajuda. João Ribei o, S. I.,
Vida da se a de Deus, Ma ia da
Enca nação, nascida no Funchal em
1613 ecolhida no Mos ei o da
Enca nação do Funchal. Séc. XVII, ms.
a . 54-V-24. O códice ap esen a ca as
enume adas i egula men e de 11 a 70.
Ap esen amos a nossa p óp ia
enume ação, da a de p odução e ólios
nume ados do códice, a sabe : 1. (1649-
01-25): 84-89; 2. (1650-05-16): 90-94;
3. (1650-08-31): 115-119; 4. (1650-09-
02): 130-137; 5. (1650-09-22): 142-
145; 6. (1650-10-05): 147-150; 7.
(1650-10-24): 151-153; 8. (1650-11-
12): 154-156; 9. (1650-11-13): 158-
162; 10. (1650-12-11): 162-166; 11.
(1650-09-12): 166-167; 12. (1650?):
170-175; 13. (1650?) 175-179; 14.
(1651-01-09): 186-190; 15. (1651-01-
23): 196-200; 16. (1651-01-23): 201-
205; 17. (1651-03-11): 211-216; 18.
(1651-03-26): 216-217; 19. (1651-04-
10): 224-231; 20. (1651-04-15): 231-
233; 21. (1651-04-25): 237-240; 22.
(1651-05-17): 240-244; 23. (1651-05-
31): 247-250; 24. (1651-06-06): 252-
256; 25. (1651-06-17): 256-260; 26.
(1651-06-30): 262-268; 27. (1651-08-
11): 271-274; 28. (1651-08-14): 274-
278; 29. (1651-08-24): 284-288; 30.
(1651-09-13): 289-291; 31. (1651-12-
04): 291-295; 32. (1651-12-08): 300-
305; 33. (1651-12-31): 307-311; 34.
(1651-12-31): 312-314; 35. (1652-01-
20): 320-325; 36. (1652-01-28): 331-
335; 37. (1652-02-04): 352-354; 38.
(1652-02-26): 362-368; 39. (1652-03-
04): 371-377; 40. (1652-07-24): 382-
387; 41. (1652-08-18): 388-393; 42.
(1652-08-27): 398-401; 43. (1652-08-
28): 406-408; 44. (1652-09-06): 408-
414; 45. (1652-09-16): 419-423; 46.
(1652-09-23): 427-428; 47. (1652-10-
03): 428-429; 48. (1652-10-10): 429-
431; 49. (1652-12-01): 431-433; 50.
(1652-12-05): 436-439; 51. (1652-12-
07): 445-448; 52. (1652-12-22): 448-
451; 53. (1652-12-23): 457-461; 54.
(1652-12-22): 466-468; 55. (1653-01-
05): 468-472; 56. (1653-01-08): 472-
474; 57. (1653-01-22): 483-487; 58.
(1653-01.29): 488-489; 59. (1653-02-

100
05): 489-490; 60. (1653-02-17): 490-
494; 61. (1653-03-03): 497-501; 62.
(1653-03-05): 503-504; 63. (1653-03-
14): 512-516; 64. (1653-04-30): 521-
523; 65. (1653-05-11): 528-535; 66.
(1653-05-28): 542-545; 67. (1653-06-
27): 555; 68. (1653-07-06): 557-559;
69. (1653-07?): 564; 70. (1953-07?):
565. ●2. Po ugal. BNP. Hen ique
Hen iques de No onha, Memó ias
secula es e eclesiás icas pa a a
composição da his ó ia da Diocese do
Funchal na ilha da Madei a, Cód. 10935,
p. 459; eed. T ans. Albe o Viei a.
Funchal: Cen o de Es udos de His ó ia
do A lân ico, 1996, p. 279 (Incipi : “Meu
pad e espi i ual mui o amado nas
en anhas de Jesuz Ch is o…”). 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. De Backe ,
Augus in, Biblio hèque de la Compagnie
de Jésus, Vol. 6. Lou ain, Edi ions de la
Biblio hèque S.J., 1894, p. 1770-1771;
Fon ou a, O ília Rod igues, As Cla issas
na Madei a: uma p esença de 500 anos,
Funchal, Cen o de Es udos de His ó ia
do A lân ico, 2000; Gomes, Edua da
Ma ia de Sousa, O Con en o da
Enca nação do Funchal: subsídios pa a a
sua His ó ia, 1660-1777, Funchal:
Cen o de Es udos de His ó ia do
A lân ico, 1995; Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
No onha, Hen ique Hen iques de,
Memó ias secula es e eclesiás icas pa a
a composição da his ó ia da Diocese do
Funchal na ilha da Madei a. T ans.
Albe o Viei a, Funchal, Cen o de
Es udos de His ó ia do A lân ico, 1996,
p. 279.
MARIA DA EXALTAÇÃO (Madei a; séc.
XVIII) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Só o Ma ia da
Exal ação oi esc i ã e eligiosa do
Con en o de Nossa Senho a da
Enca nação do Funchal.
Desconhecemos mais dados biog á icos.
2. LEGADO DOCUMENTAL. Compôs o “Li o
1.º dos obi os des e con en o de N. S.
da Enca nação que e e p incipio no
anno de 1749”, iniciado po só o Ma ia
Angélica da Naza é†. 3. DA AUTORA.
Po ugal. A qui o Nacional da To e do
Tombo. Con en o de Nossa Senho a da
Enca nação. Li o de Assen amen o de
Óbi o do Con en o de Nossa Senho a da
Enca nação do Funchal de 1749, Li . 3.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Gomes,
Edua da Ma ia de Sousa Gomes, O
Con en o da Enca nação do Funchal:
subsídios pa a a sua His ó ia, 1660-
1777. Funchal: Cen o de Es udos de
His ó ia do A lân ico, 1995; Fon ou a,
O ília Rod igues, As Cla issas na
Madei a: uma p esença de 500 anos.
Funchal: Cen o de Es udos de His ó ia
do A lân ico, 2000.
MARIA DAS DORES SAUVAIRE DA
CÂMARA (Funchal; 1865 – Ibid.; 1941)
1. NOTA BIOGRÁFICA. Ma ia das Do es
Sau ai e da Câma a nasceu na eguesia
de São Ped o a 12 de ou ub o de 1865.
E a ilha do mo gado João Sau ai e da
Câma a e Vasconcelos e de Ma ilde
Lúcia de San ana e Vasconcelos Moniz
de Be encou , i mã de Ma ilde† e
Celina Sau ai e da Câma a†, ne a da
Viscondessa das Noguei as†. E a
conside ada uma mulhe cul a e iajada.
Faleceu no Funchal a 16 de maio de
1941. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Ma ia das
Do es colabo ou com a sua i mã,
101
Ma ilde Sau ai e da Câma a† na es a
de gala o e ecida aos Reis de Po ugal
du an e a sua isi a em 1901. Ma ia das
Do es publicou os seus ex os na
“Re is a Espe ança”. 3. DA AUTORA. “Inez
e Mimi” (dilogo). In “Re is a
Espe ança”, n.º 24, de 15-02-1926. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Ma ino, L.,
Pano ama Li e á io do A quipélago da
Madei a: No a biobibliog á ica: Câma a,
Ma ia das Do es Sau ai e da, 1986.
Funchal [Consul a: 19-03-2019].
Disponí el em: h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=666214
.
MARIA DE BETTENCOURT (Lança o e,
Caná ias; ca. 1417 – S. Miguel, Aço es;
1494) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Ma ia de
Be encou oi uma nob e mes iça,
nascida em Lança o e, po ol a de
1417. Po ezes é con undida com Luísa
ou Leono de Be encou . E a ilha de
Teguise, ou D. Ma ia de Teguise,
p incesa indígena majo ou maho
(segundo alguns genealogis as), e do
ca alei o ancês e Senho das Caná ias,
Macio de Be encou , que endeu a
ilha de Lança o e ao In an e D.
Hen ique. Ma ia de Be encou eio
com o seu pai pa a a Madei a, em 1448,
ixando esidência na Ribei a B a a.
Sendo uma dama com ínculo à nob eza
ancesa, casou-se com Rui Gonçal es
da Câma a, 3.º capi ão do dona á io da
ilha de São Miguel, ilho de João
Gonçal es Za co e de Cons ança
Rod igues de Sá, com quem passou a
i e na ilha de S. Miguel (Aço es).
Faleceu em Vila F anca do Campo po
ol a de 1494, sem ge ação. Ainda
assim, Rui Gonçal es da Câma a oi pai
de á ios ilhos na u ais. Ma ia de
Be encou oi undado a do mo gadio
de Água de Mel ( eguesias de São
Roque e de San o An ónio), no Funchal,
e de e e di ei os de enda do sabão.
Fundou a capela do Espí i o San o,
depois dos má i es de Ma ocos, na
ig eja do Con en o de São F ancisco do
Funchal. 2. LEGADO DOCUMENTAL. O seu
es amen o é um dos a os documen os
au obiog á icos desse pe íodo cuja oz
au o al se pode islumb a en eco ada
na es u u a o mula da adição
amanuense. Po ém, mui os
documen os adminis a i os que
pode íamos a ibui como “ ex os de
au o ia eminina” ca ecem, na e dade,
de iden i icação sis emá ica nos
a qui os. Ma ia de Be encou colocou
no seu es amen o que a sua alma se ia
he dei a de me ade dos seus bens
“po quan o não enho ou o he dei o
sal o a minha alma e deze do odos os
meus pa en es he dei os que não
he dem nada da di a minha me ade e
couza alguma”. Mani es ou a 9 de
e e ei o de 1491 a sua on ade de se
sepul ada numa capela do Con en o de
São F ancisco, e e indo que os es os
mo ais da sua mãe, sepul ada nas
Caná ias, de e iam es a com os dela e
do seu sob inho Hen ique. A 5 de
no emb o de 1493, mani es ou a sua
on ade de se sepul ada na ilha de São
Miguel, em Vila F anca do Campo. No
seu es amen o con ém e e ências
sob e a capela de S. F ancisco, as a mas
dos Be encou , as al aias pa a a
capela, o dese da de alguns pa en es, o
esga e de um cap i o, o do e de uma
o ã, a al o ia de esc a os, o con a o
das saboa ias, a no a sepul u a e
di e sos legados. Es amos na p esença
de uma igu a eminina que e e um
papel singula no con ex o dos
descob imen os e expansão ma í imas
102
no A lân ico, endo assis ido ao
genocídio e esc a a u a dos indígenas
das Caná ias, a a essando ês
a quipélagos, Caná ias, Madei a e
Aço es. 3. DA AUTORA. Po ugal, A qui o
Regional da Madei a. Juízo de Resíduo e
Capelas. T aslado de es amen o de
Dona Ma ia de Be encou , mulhe do
3.º Capi ão da Ilha de S. Miguel, Rui
Gonçal es da Câma a, ilho de Za co
(1491 e 1493)”, publicado po João
Cab al do Nascimen o – “Tes amen os:
D. Ma ia de Be encou , mulhe do 3º
capi ão da Ilha de S. Miguel, Rui
Gonçal es da Câma a, ilho de Za co
(1491 a 1493)”. A qui o His ó ico da
Madei a. N.º 3 (1933): p. 55-62. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Cos a, Ma ia
Cla a Pe ei a da, “Tes emunhos
His ó icos ace ca do papel de algumas
mulhe es no con ex o social
madei ense - séc. XV e XVI”, Ac as do III
Colóquio In e nacional de His ó ia da
Madei a. Vol. 3. Funchal, CEHA, 1993, p.
315-320; Macedo, L. S. Ascensão de, Da
Voz à Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
MARIA DO CARMO CASTRO LEAL DE
FREITAS BRANCO (Funchal; 1894 —
Ibid.; 1929) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Ma ia do
Ca mo Cas o Leal de F ei as B anco
nasceu em S. Ped o (Funchal) a 23 de
julho de 1894, ilha do comendado Luís
de F ei as B anco e de Ana Augus a de
Cas o Leal de F ei as B anco, i mã de
Al edo Leal de F ei as B anco, Visconde
do Po o da C uz. Pe enceu à “Liga de
Acção Social C is ã”. Faleceu no Funchal
a 6 de ma ço de 1989. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. De ido à sua pa icipação
na “Liga de Acção Social C is ã”, é au o a
de um ela ó io da ado de 1932,
publicado na e is a “Espe ança”. Foi
con e encis a, endo sido en e is ada
em 1951 no Pos o Emisso do Funchal
sob e o ab igo “Nossa Senho a de
Fá ima”. 3. DA AUTORA. ●1. “Liga de
Acção Social C is ã”. In Re is a
Espe ança, n.º 12, 01-03-1932. ●2.
“Ab igo “Nossa Senho a de F ima”’.
Pales a ealizada no Pos o Emisso do
Funchal, p o e ida a 01-05-1951. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Ma ino, L.,
Pano ama Li e á io do A quipélago da
Madei a: No a biobibliog á ica: B anco,
Ma ia do Ca mo Cas o Leal de F ei as
[em linha], Funchal, 1986 [Consul a: 19-
03-2019]. Disponí el em:
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=666104
.
MARIA DO LADO (Madei a; séc. XVII) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. Só o Ma ia do Lado oi
esc i ã e eligiosa do Con en o de Nossa
Senho a da Enca nação do Funchal, sob
abadessado de só o Teodo a de Jesus†.
Desconhecemos mais elemen os sob e
a sua ida. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Só o
Ma ia do Lado oi esponsá el pela
consolidação de con as do con en o no
iénio de 1675-1679. O códice
conse a-se no A qui o Nacional da
To e do Tombo. 3. DA AUTORA. Lisboa.
A qui o Nacional da To e do Tombo.
Li o de Recei a e Despeza de odas as
Rendas do Con en o da Emca nasão,
1675, Li . 9 (Cód. e .
PT/TT/CNSEF/008/0001). 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
103
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.
MARIA DO MONTE DE SANTANA E
VASCONCELOS (Funchal, 1810 — Ibid.;
1884) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Ma ia do
Mon e de San ana e Vasconcelos (po
ezes apa ece como Ma ia do Mon e de
San ana e Vasconcelos Moniz de
Be encou ou ab e iadamen e,
M.M.S.A. e Vasconcellos), nasceu em
São Ped o (Funchal), a 21 de maio de
1810. E a ilha de Ped o de San ana e
Vasconcelos e de Jacin a de La Tuelliè e
(ou Tulliè e), na u al de S o. An ónio,
descenden e dos cônsules de F ança na
Madei a desde 1757, ne a de Nicolas-
Jacques-Philippe Sabois Anice de La
Tuelliè e (na u al de Belém, Lisboa) e de
Joaquina Mon ei o de Gusmão (na u al
de Co po San o, Reci e, Pe nambuco,
B asil). Foi i mã de Jacin o Augus o de
San ana e Vasconcelos Moniz de
Be encou , 1.º Visconde das
Noguei as, e cunhada da Viscondessa
das Noguei as†. Di e sos memb os da
amília San ana e Vasconcelos Moniz de
Be encou o am igualmen e
esc i o es, alguns dos quais educados
em Lond es, como o seu i mão Ped o de
San ana e Vasconcelos (1799-1857).
Ma ia do Mon e de San ana e
Vasconcelos oi inspe o a pa a a
Comissão P o e o a da Escola Municipal
de Meninas da eguesia de San o
An ónio, ao lado de Ma ia Emília
D umond e Júlia Mon ei o, nomeadas
pela Câma a Municipal do Funchal.
Man e e co espondência com
pe sonalidades ligadas à ida cul u al,
de âmbi o nacional e in e nacional.
Lamen a elmen e, não se conhece o
pa adei o das suas ca as, assim como a
sua colabo ação na imp ensa pe iódica.
De aco do com Luiz Pe e Clode, i eu e
aleceu num p édio da ua das P e as.
Faleceu sol ei a a 12 de agos o de 1884.
2. LEGADO DOCUMENTAL. Ma ia do Mon e
de San ana e Vasconcelos oi uma das
p imei as esc i o as a cul i a o géne o
de omance his ó ico em Po ugal.
Publicou, den o do géne o de
“li e a u a de co del”, em 1855 o “O
Cu a de São Lou enço”, publicado em
Lisboa, com 41 capí ulos. Num p e ácio
de um ce o F. P., em “Duas pala as ao
lei o ”, e e e-se a es e omance com
es es e mos: “um pequeno omance
esc ip o com sen imen o. A acção co e
placida e na u almen e, e o des echo é
logico, e em ha monia com o im que se
p opoz a auc o a na sua composição:
mos a o pe igo e a inconsis encia das
heo ias an i- eligiosas, e sua in luencia
male ica sob e a amilia e a sociedade”
(p. IV). Mais à en e c i ica que “Pena é
que sendo a auc o a nascida em uma
das mais bellas p o incias da mona chia,
na p eciosa ilha da Madei a, que
iajan es e poe as chamam a pe ola e a
lo do Oceano, escolhesse pa a loga
das scenas p incipaes do seu omance
as egiões menos pi o escas da F ança,
e adop asse pa a os pe sonagens d'elle
nomes es angei os!” (p. IV). Mais
a de, publicou no Funchal “Be mudo e
a mesa de p a a de D. Dinis: omance
o iginal” (1879), com 249 pginas e 30
capí ulos. No “Dicion io Bibliog  ico
Po uguês” de Inocêncio F ancisco da
Sil a ( ol. VI, p. 162), ez-se con usão
com Ma ilde Isabel de San ana e
Vasconcelos Moniz Be encou †,
in o mação depois co igida no ol. XVI
(pg. 356). Lamen a elmen e, al
104
con usão ainda é epe cu ida nos
nossos dias, como no “Dicion io de
esc i o as po uguesas: das o igens à
a ualidade” (2009) de Conceição Flo es,
Cons ância Lima Dua e e Zenóbia
Colla es Mo ei a. As suas ob as são
ecupe á eis na Biblio eca Nacional de
Po ugal, não se conhecendo, con udo,
ou os ex os da sua la a. Ma ino
e e e que Ma ia do Mon e de San ana
e Vasconcelos deixou colabo ação em
jo nais madei enses e man e e
co espondência com impo an es
esc i o es e a is as po ugueses e
es angei os. É possí el a ibui -se o
a igo “Aos a eus” publicado n’ “A
Au o a Libe al” a 25 de janei o de 1876,
assinado como D. M. M. de B. 3. DA
AUTORA. ●1. O cu a de São Lou enço:
omance. Lisboa: Imp ensa Nacional,
1855, 183 p.; eed. po And eia Pinho e
Tânia Fo una o, coo d. Ângela Co eia,
Lisboa, Biblio ónica Po uguesa, 2016,
h ps://biblio onica.popula jump.com/
li o/o-cu a-de-s-lou enco-ma ia-do-
mon e-de-san ana-e- asconcelos/ ●2.
Be mudo e a Meza de P a a de D. Diniz:
omance o iginal. Funchal: 1879. ●3.
“Aos a eus”. A Au o a Libe al. Funchal,
n.º6 (25-01-1876), (assinado D. M. M. de
B., Incipi : “Oh! Vós que du idais ão
cegamen e”). 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Be encou , Jaime
Moniz de, O Mo gado de Vila de
Pe dizes. Lisboa: Edição do Au o , 1ª
Edição, 1986; Be encou , Jaime Moniz
de, Os Be encou : das o igens
no mandas à expansão a lân ica.
Funchal: Ed. de au o , 1993; Macedo, L.
S. Ascensão de, Da Voz à Pluma.
Esc i o as e Pa imónio Documen al de
Au o ia Feminina de Madei a, Aço es,
Caná ias e Cabo Ve de. Guia
Biobibliog á ico, Ribei a B a a, Edição L.
S. Ascensão de Macedo, 2013; acessí el
ia h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a: No a
biobibliog á ica: Be encou , Ma ia do
Mon e de San ’Ana e Vasconcelos
Moniz de [em linha], 1986. Funchal
[Consul a: 19-03-2019]. Disponí el em:
h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p / iewe ?id=666062
&FileID=1708472; Mézin, Anne, Les
consuls de F ance au siècle des lumiè es
(1715-1792), [Pa is]: Minis è e des
a ai es é angè es. Di ec ion des
a chi es e de la documen a ion, 1998;
To es, João Ca los Feo Ca doso de
Cas elo B anco e, A es ado genealógico
da ascendência do senho José
F ancisco de San ’Anna e Vasconcellos
Moniz de Be encou . Lisboa: Imp ensa
Nacional, 1857.
MARIA DULCELINDA DA COSTA DE
CABEDO CARDOSO (Funchal; 1899 —
Lisboa; 1968) 1. NOTA BIOGRÁFICA. Ma ia
Dulcelinda da Cos a de Cabedo nasceu
em San a Luzia (Funchal) a 4 de ab il de
1899. E a ilha do majo de in an a ia,
João Augus o da Cos a de Cabedo
(1854-1917) e de Ma ilde Amélia
Fe nandes de Cabedo. Foi i mã do
jo nalis a João Oc á io da Cos a de
Cabedo (1880-1912). Ma ia Dulcelinda
da Cos a casou-se com o esc i o cabo-
e diano, Nuno Ca a ino Ca doso (1887-
1969), com ge ação. Viajou pela Eu opa
e pa icipou em di e sas con e ências
ealizadas na Madei a, em Lisboa e em
Coimb a, especialmen e no Tea o
Poli eama (Lisboa) e nos Colóquios
Olissipianos. Ma ia de Cabedo man e e
co espondência com Al edo Augus o
Lopes Pimen a en e 1935 e 1947. Na
Casa da Madei a ealizou se ões

105
cul u ais pa a da a conhece em Lisboa
esc i o es madei enses. Foi sócia do
Ins i u o de Sin a, do G upo Cul u al
“Amigos de Lisboa” e do Ins i u o de
Cul u a I aliana. Foi sócia
co esponden e da Academia Li e á ia
Feminina, do Rio G ande do Sul (B asil).
Faleceu em Lisboa, a 12 de e e ei o de
1968. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Assinando
os ex os com o pseudónimo Y e ou
Y e e, Ma ia de Cabedo euniu c ónicas
publicadas no “Di io da Madei a”,
“C ónica Feminina”, “E a” (c ónicas,
con os, c í ica de a e e ela os de
iagem), no “Di io de No ícias” do
Funchal (na ub ica “No meu cade no”),
“No o Almanaque de Lemb anças Luso-
B asilei o” em li o, in i ulado
“Phan asias e Realidades” (1927) em
Lisboa. Alguns dos seus ex os o am
ep oduzidos em jo nais aço ianos e
b asilei os. Nos jo nais, “As No idades”,
“Re is a Riba ejana”, e is a “Po ugal
Feminino”, “S ella” e “Menina e Moça”,
e e en e ao in e câmbio com
in elec uais b asilei os. Na Madei a,
colabo ou no “Almanaque Ilus ado do
Di io da Madei a”. Deixou ex os
inédi os, especialmen e con os,
omance, a gumen o pa a ilme, ela o
de iagens. No p e cio “Phan asias e
ealidade”, o esc i o po uguês Al edo
Pimen a (1882-1950) ealçou as
qualidades de esc i a de Ma ia de
Cabedo, as “ in as es i as”, as ases
sono as, a “alma es u u almen e
emo i a, se ida po uma imaginação
exube an e”, o espí i o cul o, nascido e
c iado “num meio quase cosmopoli a
como o do Funchal” (p. 12-13). Ma ia de
Cabedo ealçou a impo ância da
educação das mulhe es. 3. DA AUTORA.
●1. “O iolino da mo a”. In ‘Almanaque
do Di io da Madei a’ pa a 1914. ●2.
“Do Na u al”. In ‘Di io da Madei a, 11-
02-1914 (assinado Y e ). ●3. “Aco des
ligei os”. In ‘Di io da Madei a, 04-04-
1914 (assinado Y e ). ●4. “Indisc ição”.
In ‘Di io da Madei a, 13-07-1914
(assinado Y e ). ●5. “Con e sando”. In
‘Di io da Madei a, 22-11-1915
(assinado Y e ). ●6. “Quad o simples”.
In ‘Di io da Madei a, 05-03-1916
(assinado Y e ). ●7. “De longe. In
‘Di io da Madei a, 17-09-1916
(assinado Y e ). ●8. “Ca a pa a longe”.
In ‘Di io da Madei a, 14-02-1917
(assinado Y e ). ●9. “Quad o simples”.
In ‘Di io da Madei a, 01-05-1927
(assinado Ma ia de Cabedo). ●10.
Phan asias e ealidade: c ónicas
publicadas no Diá io da Madei a.
P e ácio de Al edo Pimen a. Lisboa:
Li . Aillaud e Be and, 1927, 179 p.
●11. “Le ”. In ‘Re is a Espe ança’, n.º 9
de 01-11-1927. ●12. “O meu Cade no. O
D . Ma io e o Alienismo”. In ‘Di io da
Madei a, 02-08-1928 (assinado Ma ia
de Cabedo). ●13. “A Ilha da Madei a”. In
‘Di io da No ícias’, Funchal, 25-12-1931
(assinado Ma ia de Cabedo) ●14. “Um
poe a madei ense desconhecido”, No o
Almanaque Luso-B asilei o, Lisboa,
1932, p. 369-370. ●15. “A Minha Ilha”.
In “Re is a Modas e Bo dados”, 24-01-
1934 (con ém o o da au o a e do
Cas elo do Pico, núme o dedicado à
Madei a). ●16. “A In an a D. Ma ia de
Po ugal (Con e ência ealizada no salão
de Fes as do Jo nal “O Século”, em maio
de 1934 e no “Tea o Sousa Bas os
(Coimba), agos o de 1934). ●17. “Voz da
Te a”. In ‘Di io da Madei a, 16-06-
1940. ●18. “A Rainha San a Isabel
(Con e ência ei a na “Ju en ude
An oniana”, a 15-07-1940). ●19.
“Mulhe es Ilus es B asilei as”. In
‘Re is a Menina e Moça’, n.º 79, de 02-
106
1954. ●20. “Con o do Sbado. O iolino
da Mo e”, In ‘Voz da Madei a’, de 19-
04-1957. ●21. “A Madei a – Te a de
Ma a ilha” (Con e ência ealizada no
“Tea o Poli eama”, na es a em
bene ício da ‘Casa da Madei a’ em
Lisboa). ●22. “O abalho e edenção”
(Con e ência ealizada no ‘Cine Royal’).
●23. “A Madei a e a Ca aidade”
(Con e ência ealizada no ‘Cine Royal’
em bene ício dos sinis ados
madei enses). ●24. “Descob imen o da
Madei a” (con e ência ealizada no
“Ins i u o de Cul u a I aliana”, di igido
pelo esc i o e c í ico i aliano, Gino
Sa iobi). ●25. “A Música, a melho
exp essão da ida” (con e ência
ealizada no “Ins i u o de Cul u a
I aliana”). ●26. “As madonas de Ra ael”
(con e ência ealizada no “Ins i u o de
Cul u a I aliana”). ●27. “O Poe a D .
Albe o B amão” (con e ência ealizada
no “Ins i u o de Cul u a I aliana”). ●28.
“O Amo a a és da poesia de Ada
Neg i” (con e ência ealizada no
“Ins i u o de Cul u a I aliana”). ●29.
“Lola de Oli ei a a Esc i o a B asilei a
Amiga de Po ugal”, ei o em Lisboa em
1964. ●30. “Como os Esc i o es
B asilei os êm Po ugal” (con e ência
ealizada no Salão dos “Amigos de
Lisboa” a 01-11-1960). ●31. “Uma
p eciosa capela desconhecida do g ande
público”. In Olisipo: bole im do G upo
Amigos de Lisboa. - Lisboa. - A. 26, nº
103 (Jul. 1963), p. 142-147: il. ●32.
Po ugal. Guima ães. A qui o Municipal
Al edo Pimen a. Fundo Al edo
Augus o Lopes Pimen a.
Co espondência com Al edo Augus o
Lopes Pimen a [PT/AMAP/AALP/134-
2301], 1930/1947-06-19. ●33. “C ónicas
au ên icas” (con o inédi o). ●34. “Os
ilhos” (Romance inédi o). ●35.
“A en u as de Mimi” (con o in an il,
inédi o). ●36. “A ascinação do Ma ”
(a gumen o pa a ilme, inédi o). ●37.
“Os inimigos da Mulhe ” (con os,
inédi o). ●38. “A a és da I lia e da
F ança” ( ela o de iagens, inédi o).
●39. “Va anda abe o sob e o mundo”
(no as sob e países dis an es). ●40.
“Co pos e almas” (Con o, inédi o). 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Clode, Luís
Pe e , Regis o Bio-Bibliog á ico de
Madei enses: Sécs. XIX e XX, Funchal,
Caixa Económica do Funchal, 1983, p.
82; Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Ma ino, L., Pano ama Li e á io do
A quipélago da Madei a, ol 2: No a
biobibliog á ica: Ca doso, Ma ia
Dulcelinda da Cos a de Cabedo [em
linha],Funchal, 1986 [Consul a: 19-03-
2019]. Disponí el em: h ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=666245
; B anco, Al edo de F ei as, No as e
Comen á ios pa a a His ó ia Li e á ia da
Madei a, III, Funchal, Câma a Municipal
do Funchal, 1915-1953: p. 164; Flo es,
Conceição, Cons ância Lima Dua e, and
Zenóbia Colla es Mo ei a. Dicioná io de
esc i o as po uguesas: das o igens à
a ualidade, Ilha de S a. Ca a ina, Ed.
Mulhe es, 2009, p. 212; VV. AA., “Ma ia
de Cabedo”. In di . Cas o, Zília Osó io
de; Es e es, João, Dicioná io no
eminino (séculos XIX-XX). Lisboa: Li os
Ho izon e, 2005, p. 656.
MARIA DUNDAS GRAHAM CALLCOTT
(Reino Unido; 1785 —Ibid; 1842) 1.
107
NOTA BIOGRÁFICA. Ma ia Dundas nasceu
em Papcas le (Cocke mou h,
Cumbe land, Reino Unido) a 19 de julho
de 1785, ilha de Geo ge Dundas e de
Miss Thomson (ou Thompson). Lady
Callco oi educada numa escola em
Mano House em D ay on (Ox o d),
onde ap endeu la im, ancês, i aliano,
bo ânica, his ó ia, geog a ia, li e a u a
inglesa, música e pin u a. Viajou pela
Índia, Eu opa e Amé ica do Sul en e
1808 e 1825. Em 1809, casou-se com
Thomas G aham e, em segundas
núpcias, com o pin o Augus us Wall
Callco , em 1827. Es e e em á ias
pa es do mundo, especialmen e no
B asil onde oi p ece o a da p incesa D.
Ma ia da Gló ia. Faleceu em The Mall,
Kensing on G a el Pi s (Reino Unido), a
21 de no emb o de 1842. 2. LEGADO
DOCUMENTAL. É au o a de diá ios de
iagem e de co espondência, que se
conse am Biblio eca Nacional do B asil
(Rio de Janei o) e na Bodleian Lib a y
(Reino Unido). Publicou di e sos ex os
sob e as suas iagens, em “Memoi s o
he wa o he F ench in Spain” (1816),
“Jou nal o a Residence in India” (1812),
“Le e s on India, wi h E chings and a
Map” (1814), “Th ee Mon hs Passed in
he Moun ains Eas o Rome, du ing he
Yea 1819, 1820” (1821), “Memoi o
he Li e o Nicolas Poussin” (1820),
“Jou nal o a Residence in Chile du ing
he Yea 1822. And a Voyage om Chile
o B azil in 1823” (1824); “Jou nal o a
Voyage o B azil, and Residence The e,
Du ing Pa o he Yea s 1821, 1822,
1823” (1824); “Voyage O The H.M.S.
Blonde To The Sandwich Islands, In The
Yea s 1824-1825” (1826); “A Sho
His o y o Spain” (1828); “Desc ip ion o
he chapel o he Annuzia a dell'A ena;
o Gio o's Chapel in Padua” (1835);
“Li le A hu 's His o y o England”
(1835); “His oi e de F ance du pe i
Louis” (1836); “Essays Towa ds he
His o y o Pain ing” (1836); “The Li le
B acken-Bu ne s -A Tale; and Li le
Ma y's Fou Sa u days” (1841); “A
Sc ip u e He bal” (1842). Po ol a de
1821, Lady Callco es e e na Madei a e
na ilha de Tene i e, onde deixou as suas
imp essões no seu “Jou nal o a Voyage
o B azil, and Residence The e” en e as
páginas 77 a 82. A sua imp essão sob e
a ilha, que já a inha conhecido doze
anos an es da da a da en ada no diá io,
susci ou-lhe um mis o de expe a i a e
de desencan o: “The land is high and
ocky, bu nea he own he e is a good
deal o e du e, and highe up on he
land, ex ensi e woods; a conside able
quan i y o wine is made he e, which,
being a li le manu ac u ed a Funchal,
passes o ue Madei a. As usual in
Po uguese colonial owns, he chu ch
and con en a e e y conspicuous.
When we passed Po o San o, and he
Dese as, and ancho ed in Funchal
oads, I was disappoin ed a he
calmness o my own eelings, looking a
hese dis an islands wi h as li le
emo ion as i I had passed a headland in
he channel. Well do I emembe , when
I i s saw Funchal wel e yea s ago, he
joyous eage ness wi h which I eas ed
my eyes upon he i s o eign coun y I
had e e app oached, he cu iosi y o
see e e y s one and ee o he new
land, which kep my spi i s in a kind o
happy e e ” (p. 78). 3. DA AUTORA.
Jou nal o a Voyage o B azil And
Residence The e Du ing Pa o he
Yea s 1821, 1822, 1823. London:
Longman, Hu s , Rees, O me, B own,
and G een, 1824 (assinado como Ma ia
G aham). 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
108
Macedo, L. S. Ascensão de, Da Voz à
Pluma. Esc i o as e Pa imónio
Documen al de Au o ia Feminina de
Madei a, Aço es, Caná ias e Cabo
Ve de. Guia Biobibliog á ico, Ribei a
B a a, Edição L. S. Ascensão de Macedo,
2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055;
Mi chell, Rosema y, ‘Callco , Ma ia,
Lady Callco (1785-1842)’. Ox o d
Dic iona y o Na ional Biog aphy.
Ox o d: Ox o d Uni e si y P ess, 2004.
MARIA ELVIRA GOMES DE LA MATA
DINIZ (Funchal; 1900 — Ibid.; 1922) 1.
NOTA BIOGRÁFICA. El i a de la Ma a Diniz
nasceu no Funchal a 26 de ma ço de
1900. E a ilha de An ónio Augus o Diniz
e Ma ia da Conceição Gomes de la
Ma a. Es a jo em poe isa ez o cu so
comple o na ex in a Escola No mal do
Funchal e na Escola do Magis é io
P imá io, que não chegou a conclui po
e alecido mui o no a, a 28 de ma ço
de 1922. 2. LEGADO DOCUMENTAL. Deixou
um li o de e sos inédi o, um dos quais
ep oduzido po Luís Ma ino na sua
“Musa Insula ” in i ulado “Quad as
dispe sas” (19-05-1920). 3. DA AUTORA.
“Quad as dispe sas”. In Ma ino, Luís,
Musa Insula , Funchal, Eco do Funchal,
1959, p. 470. 4. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS. Macedo, L. S. Ascensão
de, Da Voz à Pluma. Esc i o as e
Pa imónio Documen al de Au o ia
Feminina de Madei a, Aço es, Caná ias
e Cabo Ve de. Guia Biobibliog á ico,
Ribei a B a a, Edição L. S. Ascensão de
Macedo, 2013; acessí el ia
h p://hdl.handle.ne /10316/44055.h
ps://a qui o-
abm.madei a.go .p /de ails?id=666416
.
MARIA ESPÍRIDA DE JESUS VITERBO
DIAS (Guiana; 1899 – Funchal; ?) 1. NOTA
BIOGRÁFICA. Nascida na Guiana Inglesa, a
18 de dezemb o de 1899, Ma ia Espí ida
de Vi e bo Dias e a ilha de Manuel de
Jesus Mon ei o e de Fi mina de Jesus.
Casou-se com Júlio Vi e bo Dias,
docen e e eda o do jo nal “A
Espe ança” (1914). A sua amília
pe enceu à Ig eja E angélica, pe cu so
ence ado po Robe Reid Kalley (1809-
1888). 2. LEGADO DOCUMENTAL. Ma ino,
no seu “Pano ama Li e  io”, ol. 3 (p.
99), e e e que Ma ia Espí ida Dias
colabo ou no jo nal “O Cong esso” e
jo nais e angélicos e no jo nal “A
Espe ança: ó gão ca ólico” (1914), em
que o seu esposo oi eda o .
Igualmen e pode ão con e ex os
nou os jo nais e angélicos
unchalenses, como “Voz da Madei a”
( undado em 1908), “A Madei a No a”
( undado em 1925) e “Madei a
E angelica” ( undado 1927). 3. DA
AUTORA. “Vis a e ospec i a”. In “O
Cong esso”, de 08-12-1928. 4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Fe ei a, Jo-
Anne S., “Madei an Po uguese
Mig a ion o Guyana, S . Vincen ,
An igua and T inidad: A Compa a i e
O e iew”. Po uguese S udies Re iew,
14/2 (2006), p. 63-85; Lei e, Ri a
Mendonça, “imp ensa p o es an e”. In
“Ap ende Madei a”, 2017, u l:
h p://ap ende amadei a.ne /imp ensa
-p o es an e; Menezes, Ma y Noel,
Scenes om he His o y o he
Po uguese in Guyana. London: [s.n.],
1986; Menezes, Ma y Noel, “The
Madei an Po uguese Woman
Guyanese Socie y 1830-1930”. In
B idge M. B e e on e Ke in A.
Yel ing on (Eds.), The Colonial
Ca ibbean T ansi ion: Essays on