A In luência da Sa is ação na In enção de Saída dos O iciais da
Especialidade Pilo o A iado da Fo ça Aé ea Po uguesa
Au o : Ped o Miguel Vale de A quinha de Jesus
Aspi an e Aluno no Mes ado In eg ado na Especialidade de Pilo agem Ae onáu ica
Academia da Fo ça Aé ea, Sin a
O ien ado a: P o esso a Dou o a Pa ícia Ja dim da Palma
Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas, Uni e sidade de Lisboa
Coo ien ado a: Capi ão Ana Pa ícia Gomes Fa inha
Fo ça Aé ea Po uguesa, Academia da Fo ça Aé ea, Sin a
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Resumo: Es a in es igação em como obje i o es uda a elação en e a sa is ação e a In enção de Saída dos Pilo os A iado es da
Fo ça Aé ea Po uguesa (FAP). Foi ambém simul aneamen e a e iguado o ní el de sa is ação dos indi íduos em es udo, assim como
a In enção de Saída dos mesmos. A amos a des e es udo, ecolhida po con eniência consis e em 113 indi íduos, o que co esponde
a ce ca de 56,8% da população exis en e. Concluiu-se que os inqui idos se encon am na sua maio ia insa is ei os, sendo que 31,9%
dos inqui idos deseja sai da FAP assim que e mina o pe íodo mínimo ob iga ó io de aco do com o EMFAR, 62,8% es ão de momen o
indecisos e 5,3% não desejam sai . Concluiu-se ambém que os a o es com maio capacidade p edi i a da In enção de Saída dos
Pilo os A iado es da FAP, são po o dem dec escen e a sa is ação global, o ní el de ealização pessoal no abalho e a sa is ação com
a qualidade de apoio dada pela che ia. Po im e i icou-se que exis em di e enças en e os á ios ipos de missão, sendo que os
indi íduos mais sa is ei os são po o dem dec escen e os indi íduos que desempenham as missões de caça, ins ução, pilo os ainda
não colocados, anspo es e igilância ma í ima e po im busca e sal amen o. Os que ap esen am a In enção de Saída mais ele ada,
seguem a o dem an e io in e sa.
Pala as-cha e: Sa is ação, In enção de Saída, TIS-6, Pilo o Mili a , Fo ça Aé ea Po uguesa
In odução
A Sa is ação no T abalho, oi um dos emas mais in es igados na li e a u a no âmbi o o ganizacional, endo sido
apon ada como a pe cu so a de á ios compo amen os no abalho po pa e dos indi íduos, desde a pe o mance, ao
absen ismo a é ao u no e e In enção de Saída (Spec o ,1997). No meio mili a , es udos indicam que a Sa is ação no
T abalho é um impo an e a o e an eceden e da In enção de Saída (Resea ch Task G oup HFM-10, 2007). A In enção de
Saída e consequen emen e o u no e , e elam-se p oblemá icos pa a as o ganizações quando se a a de pessoal com
ele adas capacidades ou quali icações especiais. Num me cado cada ez mais global, em que a p ocu a de alen os é
ele ada, e ê-los passou a se uma g ande p eocupação das o ganizações hoje em dia. No meio mili a e pa icula men e
na FAP não é di e en e.
Desde o inal da Gue a Colonial que a FAP em so ido com a saída de pilo os pa a a a iação ci il. À exceção de
aumen a o empo de se iço mínimo ob iga ó io, de 8 pa a 12 e ecen emen e de 12 pa a 14 anos, a FAP não em ido
capacidade de espos a pa a a sang ia de pilo os pa a as companhias ci is. Mui os a gumen am que o p oblema é o
di e encial de o denado en e as duas ealidades, apon ado esse po ezes como o único ou p incipal p oblema. No
en an o, nos es udos an e io men e e e uados, essa a i mação não em sido consis en e com os esul ados dos mesmos.
A ins abilidade p o issional, a passagem p ema u a pa a a “sec e á ia”, a insa is ação com as che ias e a sob eca ga de
abalho, êm sido de e minadas como as p incipais causas (Melo, 2011). Es e não é um p oblema pa icula da FAP,
sendo que á ias Fo ças Aé eas espalhadas pelo mundo sen em o mesmo p oblema.
Assim, numa en a i a de p ocu a elações e causas pa a es e p oblema pa a além dos a o es mone á ios, e
ap esen a no as soluções, nasce es e es udo. Sendo impossí el pa a a FAP compe i com os o denados das companhias
ci is, acei a que é apenas o dinhei o que le a os pilo os a abandona a o ganização que os o mou e acolheu desde
jo ens e onde pe manecem no mínimo duas décadas da sua ida adul a, é ac edi a que o p oblema não é solucioná el,
e apenas se pode o ça es es indi íduos a pe manece , e não mo i á-los a ica .
Assim, e isi ando es a p oblemá ica, o au o p opõe-se a es uda es a emá ica nes e abalho u ilizando como
pe gun a de pa ida: “Qual a in luência da sa is ação p o issional na In enção de Saída dos Pilo os A iado es da FAP?”.
Ao esponde a es a ques ão de pa ida, deseja-se que sejam a ingidos os seguin es obje i os ge ais:
i. De e mina quais os ní eis de Sa is ação no T abalho dos Pilo os A iado es da FAP;
ii. De e mina den o da amos a ecolhida, quan os Pilo os A iado es ponde am sai a ualmen e da FAP.
Des es obje i os ge ais de i am os seguin es obje i os especí icos:
i. Quais os a o es com maio capacidade p edi i a da In enção de Saída dos Pilo os A iado es da FAP;
ii. A e igua se odos os Pilo os A iado es êm o mesmo ní el de Sa is ação no T abalho e In enção de Saída ou
se exis em di e enças conside á eis en e ipos de missão;
iii. Que soluções não elacionadas com incen i os mone á ios podem ajuda a mino a as saídas da FAP po pa e
dos Pilo os A iado es;
i . Ap esen a p opos as pa a melho a o índice de e enção dos pilo os na FAP com base nas conclusões
ap esen adas nes e es udo.
3
1 Re isão de Li e a u a
A a i idade p o issional de um indi íduo ocupa g ande pa e da ida do mesmo, sendo que á ias são as pessoas
que não conseguem de ini a sua p óp ia iden idade sem iden i ica qual a sua ocupação p o issional (Judge e Klinge ,
2008). Vis o o abalho se en ão pa e cen al na ida de um indi iduo, a Sa is ação no T abalho, assume ambém de igual
o ma um papel undamen al na ida des e, sendo um ema bas an e impo an e no compo amen o o ganizacional, endo
sido uma das a iá eis mais in es igadas nas o ganizações. Locke (1976) de iniu a Sa is ação no T abalho como um
es ado emocional posi i o ou de p aze esul an e da a aliação do p óp io abalho ou das expe iências p opo cionadas
po es e. A impo ância da Sa is ação no T abalho e ela-se de á ias o mas, an o pa a a o ganização como pa a o
indi íduo. Desde a e en e humani á ia, em que as pessoas são se es humanos e me ecem se bem a adas, e a
sa is ação p o issional des as pode se is a como um e lexo do quão bem a adas são. Ou en ão, do pon o de is a
u ili á io, onde a Sa is ação no T abalho in luência o compo amen o do colabo ado , que po sua ez in luência,
posi i amen e ou não, o uncionamen o da o ganização (Spec o , 1997).
Como al, a Sa is ação no T abalho oi ligada a á ias ques ões elacionadas com o abalho, como a p odu i idade,
mo i ação, absen ismo, inciden es labo ais, saúde ísica e ou men al, e sa is ação na ida em ge al (Landy, 1978).
As Saídas de uma o ganização êm semp e um cus o ele ado pa a es as assim como ou as consequências
nega i as. Quando se a a de indi íduos com ele adas capacidades e ou o mação bas an e especializada, a Saída
des es, pode mesmo le a a um uncionamen o de ici á io da o ganização. A Saída des es pode ainda con ibui pa a um
aumen o dos cus os da o ganização de ido ao ac o de es a e que con a a e ol a a eina um no o indi íduo pa a
ocupa a posição deixada, que nes es casos necessi a de um ope ado mui o especializado não disponí el acilmen e
(Bo hma e Rood , 2013).
Nem odas as Saídas são más pa a uma o ganização. Po ezes o abalhado não con ibui an o pa a o abalho
como pode ia aze e es e acaba po es a a p ejudica a o ganização, e quando es e sai olun a iamen e ou
in olun a iamen e, a o ganização ganha aí uma no a opo unidade pa a p eenche essa aga com alguém que aga mais
alo a essa a e a. Sendo que assim o indi íduo an e io ica li e pa a p ocu a uma posição numa no a emp esa que o
sa is aça mais, endo a opo unidade de se mais p odu i o (Hulin, Roznowski e Hachiya, 1985).
A In enção de Saída, embo a pa eça um concei o au oexplica i o, ca ece, no en an o, de uma de inição pa a que
possam se eliminadas odas as ambiguidades possí eis.
A In enção de Saída pode se de inida de aco do com Te e Meye (1993), como a on ade conscien e e delibe ada
de um indi íduo sai de uma o ganização. De aco do com es es, es a cos uma se medida em e e ência a um in e alo
especí ico de empo. Ainda de aco do com os mesmos, a Saída é a e minação da p esença de um indi íduo numa
de e minada o ganização.
Se ia de ac o, mais obje i o medi as Saídas dos indi íduos do que a sua in enção pa a pode elaciona essas
Saídas com a Sa is ação. No en an o a maio ia dos es udos e e uados epo am-se a um momen o no empo, e não são
longi udinais. Exis e uma di iculdade ac escida pa a um in es igado em a alia po exemplo a Sa is ação de um indi íduo
e e i ica se es e se man ém ou não na o ganização onde es á inse ido, is o que esse momen o pode á acon ece den o
de 1, 10 ou 20 anos. Como al, pela acilidade da sua medição, a in enção é no malmen e u ilizada como um indicado da
possibilidade de Saída desse indi íduo.
A maio ia da pesquisa sob e a elação en e a Sa is ação no T abalho e a In enção de Saída é de ac o baseada
em dados indos do mundo ci il. No en an o, em 2007 oi publicado po pa e da NATO um es udo em que a Sa is ação
no T abalho é ap esen ada como um dos p incipais an eceden es da In enção de Saída(Resea ch Task G oup HFM-10,
2007).Es e es udo concluiu que embo a a sa is ação no abalho seja bas an e impo an e no p ocesso de o mulação da
In enção de Saída, ou as a iá eis como a axa de desemp ego, e en os c í icos pessoais ou ou os a o es ex e nos
podem con ibui pa a es a e isso es á bem pa en e no modelo que es es p opuse am.
Nes e es udo o am suge idas como ecomendações a aplicação pelas ins i uições mili a es de inqué i os aos
indi íduos que se encon am na o ganização e en e is as aos indi íduos com bom desempenho no abalho que decidem
sai da mesma (Resea ch Task G oup HFM-10, 2007).
A elação en e a Sa is ação no T abalho e a In enção de Saída, oi ambém es udada pa a os pilo os mili a es,
is o a a -se de um p oblema comum às á ias Fo ças Aé eas po exemplo da NATO (Resea ch Task G oup HFM-10,
2007). Na USAF, e Ma inha Ame icana (USN) o p oblema já exis e há á ios anos, e em odos os es udos a Sa is ação
no T abalho oi semp e indicada pelos pilo os como um dos p incipais a o es que po enciou a decisão da saída des es
(Canpola , 2010; Comp olle Gene al e o he Uni ed S a es, 1980; Ellio , Kanika e G esenz, 2004).
Já ecen emen e um ou o es udo de Gul ekin, Abdan e Kilic (Gul ekin, Abdan e Kilic, 2012), e o çou a impo ância
da in luência da Sa is ação no T abalho na In enção de Saída nos pilo os mili a es, ca ac e izando-a como um dos a o es
mais c uciais na omada de decisão des es.
No caso Po uguês, os es udos a é ao momen o e e uados apon am ambém pa a que a Sa is ação no T abalho
es eja o emen e elacionada com a In enção de Saída nos Pilo os Mili a es da FAP (Es e es, 2012; Melo, 2011; Ped osa,
2008). Já Cze nin (2013) após um inqué i o e e uado aos pilo os com uma ep esen a i idade de 49% ob e e um índice
4
ge al de insa is ação de 68%, cuja pe cen agem é bas an e semelhan e à dos pilo os que i ão sai ou pensam sai caso
não es ejam sa is ei os.
É ago a possí el, após e em sido e is as á ias eo ias e explo adas as elações en e as duas a iá eis,
es abelece , o modelo de análise, em que i á assen a es a in es igação.
De aco do com o mencionado an e io men e, á ios es udos demons am a exis ência da elação en e a
Sa is ação no T abalho e a In enção de Saída (Co on e Tu le, 1986; G i e h, Hom e Gae ne , 2000; Lambe , Hogan e
Ba on, 2001; Saeed e al., 2014; Sho e e Ma in, 1989; Te e Meye , 1993).
A insa is ação com as che ias, que esul a em insa is ação o ganizacional é equen emen e e e enciada como
um dos a o es que mais in luencia a In enção de Saída dos pilo os mili a es (Cze nin, 2013; Melo, 2011; Ped osa, 2008;
Sulli an, 1998).
Tendo em con a o an e io men e e e ido podemos o mula as seguin es hipó eses:
Hipó ese 1a: A Sa is ação no T abalho es á elacionada de o ma nega i a com a In enção de Saída.
Hipó ese 1b: A sa is ação o ganizacional es á elacionada de o ma nega i a com a In enção de Saída.
Cada esquad a de oo possui uma missão que implica di e en es axas de es o ço, e sac i ícios exigidos aos pilo os
da mesma. Se azões o ganizacionais como a ca ei a, o salá io ou a sa is ação com as che ias de opo, ossem as únicas
azões pa a a insa is ação dos Pilo os da FAP, não ha e ia g ande di e ença no ní el de sa is ação a e ido en e esquad as
com di e en es missões. No en an o, como cada esquad a possui di e en es missões, e consequen emen e di e en es
axas de es o ço, es as i ão, à semelhança de ou os es udos (Sulli an, 1998), mos a di e enças en e os ní eis de
sa is ação en e esquad as com di e en es missões. Tendo em con a que de aco do com a li e a u a, a uma diminuição de
sa is ação i á co esponde um aumen o da In enção de Saída, emos en ão as seguin es hipó eses:
Hipó ese 2a: A Sa is ação no T abalho es á elacionada com o ipo de missão que cada indi íduo desempenha.
Hipó ese 2b: A In enção de Saída es á elacionada com o ipo de missão que cada indi íduo desempenha.
A quan idade de empo em missões ope acionais e de eino, des acamen os, assim como a implicação que essas
missões êm na ida amilia do mili a , êm um e ei o na In enção de Saída. O es udo e e uado pela NATO (Resea ch Task
G oup HFM-10, 2007) indica que embo a o ipo de missão seja mais impo an e do que o empo que se pe manece nes a,
no sen ido em que, missões mais desa ian es e ealizado as, em empo de paz, mesmo que execu adas du an e mais
empo, êm um impac o mais eduzido no aumen o da In enção de Saída, e sus, missões epe i i as, em ea os de gue a,
ou em condições di íceis. Es e es udo mos a que, em casos em que a quan idade de empo empenhado em missão é
bas an e ele ada, exis e uma elação signi ica i a en e es e ac o e a In enção de Saída, no sen ido do seu aumen o
(Resea ch Task G oup HFM-10, 2007).
Já no caso do empo a as ado da amília, concluiu-se ambém que, os indi íduos que passam mais empo
empenhados em missões êm uma maio p obabilidade de não consegui assegu a esponsabilidades amilia es o que
le a nesses casos a um aumen o dos epo es de con li os amilia es (Resea ch Task G oup HFM-10, 2007). Como al, os
elemen os que pe manecem mais empo a as ados da amília, êm uma In enção de Saída supe io aos es an es, pois
ac edi am que a saída é a melho o ma de e mina esses con li os.
Tendo em con a o an e io men e desc i o, emos en ão as seguin es hipó eses:
Hipó ese 3a: A sa is ação com a quan idade de empo em des acamen o nacional es á elacionada e de o ma
nega i a com a In enção de Saída.
Hipó ese 3b: A sa is ação com a quan idade de empo a as ado da amília es á elacionada de o ma nega i a
com a In enção de Saída.
Embo a a emune ação seja um elemen o ex insecamen e mo i ado , al não pode se di o em elação à in luência
des a com a Sa is ação no T abalho. Num es udo e e uado po Judge e colegas (2010), concluiu-se que o ní el de
emune ação es á apenas ma ginalmen e elacionado com a sa is ação.
De aco do com es udos já e e uados, con a iamen e à c ença ins i uída, não é semp e o o denado que em em
p imei o luga nas azões pelas quais os pilo os abandonam a Ins i uição em que se em, sendo na maio ia das ezes,
indicadas azões elacionadas com as condições de abalho, sob eca ga de a e as e baixo núme o de ho as de oo como
os p incipais esponsá eis pela in enção de saída (Canpola , 2010; Cze nin, 2013; Es e es, 2012; Melo, 2011; Ped osa,
2008). Os EUA en en ando ambém o p oblema de al a de pilo os, êm lidado com a si uação u ilizando o ARP, que pode
i a é $225.000 po mais no e anos de se iço pa a os pilo os elegí eis (O ice o he Unde Sec e a y o De ense o
Pe sonnel and Readiness, 2016). Pe an e uma quan ia ão a ul ada, se ia expec á el que a maio ia dos pilo os a
5
acei assem, se osse o di e encial de o denados en e as companhias ci is e a emune ação dos pilo os da USAF, a
p incipal causa de saída des es. No en an o, em 2015 apenas 55% dos pilo os elegí eis acei a am o ARP, e em agos o de
2016 apenas 42,9% dos pilo os elegí eis o inham acei ado (Losey, 2016).
Já ou o es udo mos ou que pa a consegui um aumen o de 13% na e enção se ia necessá io um aumen o do
ARP de 50% (Ellio , Kanika e G esenz, 2004), como al, quando o p oblema se p ende com condições de abalho, mesmo
um g ande aumen o na emune ação apenas aumen a á ma ginalmen e a e enção (Public, 2015).
Sendo assim podemos ap esen a as seguin es hipó eses:
Hipó ese 4a: A sa is ação com a emune ação é o a o com meno impac o na In enção de Saída.
Hipó ese 4b: A elação en e a sa is ação com as condições de des acamen o nacional e a In enção de Saída é
signi ica i a e supe io à elação da sa is ação com a emune ação e a In enção de Saída.
2 Me odologia.
Decidiu-se pa a a elabo ação des e es udo a u ilização de um inqué i o po ques ioná io que i ia eco e an o a
ques ões de espos a echada como de espos a abe a, onde nes as oi pedido ao inqui ido pa a esc e e a sua opinião
ou espos a. Embo a possua p edominan emen e espos as do ipo echadas, con inuam a exis i i ens de espos a abe a
em quan idade signi ica i a. Assim, is o inco po a uma o ma de ecolha de dados quali a i a, que i á se a ada com
ecu so a uma écnica explo a ó ia, mas possui maio i a iamen e uma o ma de ecolha de dados quan i a i a que se á
a ada de o ma desc i i a e co elacional, de aco do com Johnson, Onwuegbuzie e Tu ne (2007), es e es udo classi ica-
se de quan i a i o mis o, pois embo a possua ambos os ipos de abo dagem é p edominan emen e quan i a i o.
2.1 Amos a
A população al o des e es udo o am os O iciais da FAP da especialidade PILAV, desde o pos o de Al e es a é ao
pos o de Majo . Os O iciais com o pos o supe io a Majo não o am in eg ados no es udo de ido ao ac o de após es e
pos o se possí el a saída da FAP. Se es e es udo in eg asse en ão os O iciais com pos o supe io a Majo , e ia ambém
de in eg a aqueles que já abandona am à o ganização de o ma a não en iesa os esul ados. Como se ia imp a icá el
euni e ealiza o ques ioná io aos que já abandona am a o ganização, p e e iu-se es ingi a população-al o aos o iciais
a é ao pos o de Majo , que acaba po coincidi com o pon o onde podem ou não op a pela pe manência na o ganização.
Fo am ambém excluídos os Al e es que no momen o da ealização des e es udo, ainda es ão a equen a o
i ocínio, e como al ainda não ing essa am nos quad os pe manen es como o icial na especialidade de PILAV.
Dada a sensibilidade do ema, não o am pedidos dados pessoais como po exemplo idade, ou ano de en ada,
pois quis conse a -se ao máximo o anonima o dos esponden es. Tendo os ques ioná ios sido en ão en iados a oda a
população-al o ob e e-se uma amos a po con eniência com 113 elemen os.
N
%
To al
113
100
Al e es
7
6,2
Pos o
Tenen e
38
33,6
Capi ão
61
54,0
Majo
7
6,2
101
9
8,0
103
5
4,4
201
11
9,7
301
7
6,2
501
6
5,3
Esquad a
502
22
19,5
504
3
2,7
552
10
8,8
601
6
5,3
751
20
17,7
802
3
2,7
Ou os
11
9,7
Tabela 1 – Ca a e ização compa a i a da amos a
6
2.2 P ocedimen o
An e io men e à aplicação do ques ioná io, e de ido à sensibilidade do ema em ques ão, oi ei o um eque imen o
a Sua Excelência o Che e de Es ado Maio da Fo ça Aé ea Po uguesa, endo sido an o o es udo como o ques ioná io
sancionados po Sua Excelência.
Com o obje i o de iden i ica os indi íduos pe encen es à população selecionada, oi u ilizado o Sis ema In eg ado
de Apoio à Ges ão na Fo ça Aé ea (SIAGFA). O SIAGFA, man ém a ualizados os e e i os e á ias in o mações como
pos o, ho as de oo, esquad a de colocação e unções de oo do pessoal ipulan e. Des e o am e i adas lis as com os
o iciais onde cons a a sua esquad a de colocação. Fo am eliminados os O iciais PILAV de pos o supe io a Majo , e o am
de seguida en iados os ques ioná ios pa a es es. A aplicação des e deco eu de 27 de janei o a é 11 de e e ei o de 2017
pa a oda a população al o e oi en iado a a és de G oupwise e aplicado com supo e ao Google Fo ms. Os dados o am
a ados com ecu so ao S a is ical Package o he Social Sciences e são 22.0 (SPSS).
2.3 Ins umen o
O ins umen o u ilizado nes a in es igação oi um inqué i o po ques ioná io baseado no ques ioná io u ilizado po
Sulli an (1998) na sua ese. Es e au o baseou-se no inqué i o de e enção do Minis é io da De esa Ame icano, al e ando-
o pa a colma a alhas que já inham sido apon adas ao mesmo (Sulli an, 1998). Fo am adicionadas algumas ques ões e
e e uadas al e ações, pa a melho o adap a à ealidade da FAP.
O inqué i o possui ques ões sob e dados demog á icos e ques ões de espos a abe a e echada (escala de Like
de 1 a 5) sob e ópicos elacionados com a Sa is ação no T abalho. Algumas ques ões o am desen ol idas pa a se em
de espos a abe a de ido à ince eza em elação ao ipo e ao con eúdo que pode ia su gi nas espos as (Sulli an, 1998).
Foi ambém ac escen ada uma escala mul i-i em pa a medi a In enção de Saída, o Tu no e In en ion Scale-6,
c iada po Rood em 2004. Os in es igado es des a á ea êm u ilizado apenas um i em na a aliação da In enção de Saída.
Nes e es udo decidiu-se u iliza ambas as o mas.
3 Resul ados
3.1 Es a ís ica desc i i a
Após a e i icação das p op iedades psicomé icas das escalas em es udo, p ocedeu-se à análise das médias e
des ios-pad ão das di e en es escalas.
É de seguida ap esen ada a es a ís ica desc i i a ela i a aos a o es de sa is ação p opos os, à Sa is ação Global,
assim como de alguns i ens com os alo es médios de sa is ação mais baixos e mais al os.
N
Média
Des io Pad ão
Sa is ação com egalias
113
1,96
,75
Sa is ação com condições em des acamen o
nacional
113
2,18
1,00
Sa is ação com a lide ança
113
2,27
,97
Sa is ação Global
113
2,64
,58
Sa is ação com condições em missões no
es angei o
88
3,00
,99
Sa is ação In ínseca
113
3,29
,83
De no a que a abela se encon a po o dem c escen e de média, assim, o a o com a média mais eduzida é a
sa is ação com as egalias, e o a o com a média mais ele ada, a sa is ação in ínseca. A sa is ação global posiciona-se
ela i amen e a meio da abela, embo a possua ainda uma média abaixo do pon o médio, indicando que o ní el médio de
sa is ação é baixo.
De seguida na abela 3 encon am-se os 5 i ens que ap esen am as médias mais baixas, sendo que os 3 p imei os
es ão elacionados com compensações mone á ias, o qua o com a sa is ação com a lide ança e o quin o com a sa is ação
com o pe íodo de ale a du an e des acamen os nacionais.
Tabela 2 – Es a ís ica desc i i a dos a o es de sa is ação e sa is ação global
7
**A co elação é signi ica i a no ní el 0,01 (2 ex emidades).
A co elação possui um alo supe io a 0,7 ( o e).
Tabela 29 – Análise co elacional en e a o es, TIS-6
e Sa is ação Global (con .)**A co elação é signi ica i a no ní el 0,01 (2
ex emidades). A co elação possui um alo supe io a 0,7 ( o e).
Po im na abela 3 encon amos os i ens que ob i e am as 5 médias mais ele adas. De no a uma p edominância
de i ens elacionados com a sa is ação in ínseca com a p o issão. A exceção é o i em 11, ela i o às condições de
alojamen o du an e missões no es angei o. Es es 5 i ens possuem odos uma média supe io ao pon o médio, embo a
es a não seja ambém mui o ele ada, deno ando uma sa is ação média, mesmo pa a os i ens com as médias mais
ele adas.
3.2 Co elações en e Va iá eis
Foi es udada a co elação en e a iá eis, u ilizada pa a medi a in ensidade da elação en e a iá eis. Foi
cons uída uma abela que con ém a co elação en e a Média do TIS-6, a sa is ação global e os a o es u ilizados no
ins umen o p opos o an e io men e. De aco do com a legenda da abela 4 e 5, podemos e i ica que odos os a o es
possuem uma co elação signi ica i a com a média do TIS-6, embo a de in ensidades a iá eis. O sinal da co elação
deno a a o ma como a elação en e as a iá eis se p ocessa. A um aumen o do alo da sa is ação ou qualque um dos
a o es des a, co esponde uma diminuição da In enção de Saída.
Sa is ação com condições em
des acamen o nacional
Sa is ação com
egalias
Sa is ação com a
lide ança
TIS-6 Médio
Co elação de
Pea son
-,495**
-,320**
-,567**
N
113
113
113
Sa is ação
Global
Co elação de
Pea son
,630**
,574**
,717**
N
113
113
113
N
Mínimo
Máximo
Média
Des io Pad ão
18-Adequação de ajudas de cus o du an e des acamen os nacionais
86
1
5
1,56
,92
17-Ní eis a uais de subsídios (subsídio de oo)
113
1
5
1,76
,96
16-Ní eis a uais de emune ação base
113
1
4
1,90
,92
2-Qualidade da lide ança da o ganização.
113
1
4
2,11
,97
5-Pe íodo de ale a du an e des acamen os nacionais
77
1
5
2,12
1,17
N
Mínimo
Máximo
Média
Des io
Pad ão
23-Possibilidade de execu a a e as de lide ança/desen ol imen o
p o issional
113
1
5
3,23
,92
9-O ní el de ealização pessoal no abalho
113
1
5
3,28
1,24
11-Condições de alojamen o du an e missões no es angei o
79
1
5
3,37
1,12
27-Qualidade do ambien e de abalho
113
1
5
3,58
1,16
26-Ní el de cama adagem/Espí i o de Co po
113
1
5
3,73
1,17
TIS-6
Médio
Sa is ação Global
Sa is ação
In ínseca
Sa is ação com condições em
missões no es angei o
TIS-6 Médio
Co elação de
Pea son
-
-,712**
-,585**
-,334**
N
113
113
113
88
Sa is ação
Global
Co elação de
Pea son
-,712**
-
,720**
,606**
N
113
113
113
88
Tabela 5 – Análise co elacional en e a o es, TIS-6 e Sa is ação Global (con .)
Tabela 2 – Es a ís ica desc i i a dos i ens com a média mais baixa
Tabela 3 – Es a ís ica desc i i a dos i ens com a média mais ele ada
Tabela 4 – Análise co elacional en e a o es, TIS-6 e Sa is ação Global
8
**A co elação é signi ica i a no ní el 0,01 (2 ex emidades).
Tabela 29 – Análise co elacional en e a o es, TIS-6
e Sa is ação Global (con .)**A co elação é signi ica i a no ní el 0,01 (2
ex emidades). A co elação possui um alo supe io a 0,7 ( o e).
Nas abelas 6 e 7 encon am-se alguns i ens ela i os à sa is ação e à sua co elação com a média do TIS-6, sendo
que os ap esen ados, à exceção dos i ens 16 e 17, são os i ens signi ica i os com a co elação mais ele ada (em módulo),
e os dois úl imos o am colocados na abela pa a maio acilidade aquando da discussão de esul ados e conclusões que
necessi a ão des es dados. Podemos en ão e i ica que o ní el de ealização pessoal no abalho, a qualidade de apoio
dada pela che ia, a quan idade de empo em des acamen os nacionais, o pe íodo de ale a du an e des acamen os
nacionais, a qualidade do ambien e de abalho e po im a quan idade de empo a as ado da amília são os i ens que mais
in luência êm na In enção de Saída.
3.3 Di e enças signi ica i as
Fo am ealizados á ios es es de di e enças de médias, eco endo-se a uma análise ANOVA e de seguida ao
es e pos -hoc HSD de Tukey sendo que se o p- alue ≤0,05 conside a-se a exis ência de di e enças signi ica i as en e
g upos, como suge ido po Ma ôco (2011).
Realizou-se o es e di e enças de médias en e as á ias missões, ela i amen e ao TIS-6 médio, à sa is ação
global e aos a o es de sa is ação. Na abela 8 são ap esen adas as médias do TIS-6 e sa is ação global.
Nas abelas 9 e 10 es ão p esen es a ama elo as missões que possuem di e enças signi ica i as en e si pa a o
TIS-6 e a sa is ação global, espe i amen e.
9-O ní el de
ealização
pessoal no
abalho
1-Qualidade de
apoio dada pela
che ia
13-Quan idade de empo
em des acamen os
nacionais
5-Pe íodo de ale a
du an e des acamen os
nacionais
TIS-6
Médio
Co elação de
Pea son
-,661**
-,627**
-,532**
-,501**
N
113
113
76
77
27-Qualidade do
ambien e de
abalho
14-Quan idade de
empo a as ado da
amília
16-Ní eis a uais de
emune ação base
17-Ní eis a uais
de subsídios
(subsídio de oo)
TIS-6
Médio
Co elação de
Pea son
-,476**
-,466**
-,308**
-,288**
N
113
113
113
113
N
Média
Des io Pad ão
Máximo
TIS-6 Médio
Ins ução
27
3,01
0,72
4,50
Caça
17
2,31
0,77
4,00
Busca e Sal amen o
42
3,79
0,54
4,83
T anspo es e Vigilância Ma í ima
14
3,65
0,61
4,83
Ou os
13
3,24
0,69
4,33
To al
113
3,30
0,82
4,83
Sa is ação Global
Ins ução
27
2,85
0,63
3,74
Caça
17
3,21
0,60
4,63
Busca e Sal amen o
42
2,32
0,39
3,00
T anspo es e Vigilância Ma í ima
14
2,57
0,43
3,19
Ou os
13
2,59
0,39
3,16
To al
113
2,64
0,58
4,63
Tabela 6 – Co elações en e o TIS-6 e i ens de sa is ação
Tabela 7 – Co elações en e o TIS-6 e i ens de sa is ação (con .)
Tabela 8 – Média do TIS-6 médio e Sa is ação global em unção das missões
9
4 Discussão dos esul ados
A hipó ese 1a a i ma a que a Sa is ação no T abalho es a ia elacionada de o ma nega i a com a In enção de
Saída. Tendo em con a os esul ados ob idos, na secção de co elações en e a iá eis ( abela 4), podemos e i ica que
es a hipó ese se e i ica, ap esen ando es a uma co elação o e, nega i a e signi ica i a com a In enção de Saída.
E a espe ado que es a hipó ese se e i icasse, pois embo a não se saiba a é que g au a sa is ação in luencia a
In enção de Saída, sabe-se que es a é um g ande pe cu so e exe ce in luência pa a que a In enção de Saída se c ie no
indi íduo. Fica assim en ão p o ado que no caso dos PILAV da FAP inqui idos, a Sa is ação no T abalho é um a o com
um peso bas an e ele ado pa a que es es sin am desejo de sai da o ganização.
Tal esul ado ai de encon o à li e a u a no que oca à elação en e as duas a iá eis em ge al (Co on e Tu le,
1986; G i e h, Hom e Gae ne , 2000; Lambe , Hogan e Ba on, 2001; Saeed e al., 2014; Sho e e Ma in, 1989; Te e
Meye , 1993) assim como quando é a aliada em pa icula pa a a população dos pilo os mili a es e da FAP (Cze nin, 2013;
Melo, 2011; Ped osa, 2008; Sulli an, 1998).
Na hipó ese 1b encon amos a a i mação de que a sa is ação com a lide ança da o ganização es a ia po sua ez
elacionada de o ma nega i a com a In enção de Saída. Hipó ese, que, de aco do com os esul ados ob idos ambém na
secção de co elações en e a iá eis ( abela 5), encon amos se con i mada, es ando es a signi ica i amen e elacionada
de o ma nega i a com a In enção de Saída, sendo es e o a o com a segunda co elação mais ele ada (em módulo) dos
a o es exis en es.
A sa is ação com as che ias semp e oi um dos a o es apon ados em in es igações an e io es como um dos
p incipais a o es que exe cia g ande in luência na In enção de Saída. Sendo o a o com a segunda co elação mais
ele ada (em módulo), es e de e en ão se omado em con a quando analisada a In enção de Saída. Ve i ica-se no amen e
que es e esul ado ai de encon o à li e a u a, no que oca a es udos an e io es (Cze nin, 2013; Melo, 2011; Ped osa,
2008; Sulli an, 1998).
Hipó ese 1a
Con i mada
Hipó ese 1b
Con i mada
Hipó ese 2a
Pa cialmen e
Con i mada
Hipó ese 2b
Pa cialmen e
Con i mada
Hipó ese 3a
Con i mada
Hipó ese 3b
Con i mada
Hipó ese 4a
Con i mada
Hipó ese 4b
Con i mada
TIS-6 Médio
Caça
Ins ução
Ou os
T anspo es e
Vigilância
Ma í ima
Busca e
Sal amen o
Caça
0,007
0,002
0,000
0,000
Ins ução
0,007
0,815
0,025
0,000
Ou os
0,002
0,815
0,474
0,072
T anspo es
e Vigilância
Ma í ima
0,000
0,025
0,474
0,966
Busca e
Sal amen o
0,000
0,000
0,072
0,966
p- alue ≤ 0,05
Com maio In enção de Saída
Sa is ação Global
Caça
Ins ução
Ou os
T anspo es
e Vigilância
Ma í ima
Busca e
Sal amen o
Caça
0,147
0,009
0,005
0,000
Ins ução
0,147
0,521
0,444
0,000
Ou os
0,009
0,521
1,000
0,441
T anspo es
e Vigilância
Ma í ima
0,005
0,444
1,000
0,467
Busca e
Sal amen o
0,000
0,000
0,441
0,467
Mais Sa is ei os
p- alue ≤ 0,05
Tabela 9 e 10 – Di e enças signi ica i as en e missões pa a o TIS-6 e a Sa is ação global
Tabela 11 – Tabela esumo do es e de hipó eses