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A influência da satisfação na intenção de saída dos oficiais da especialidade Piloto Aviador da Força Aérea Portuguesa

Jesus, Pedro

Abstract

Esta investigação tem como objetivo estudar a relação entre a satisfação e a Intenção de Saída dos Pilotos Aviadores da Força Aérea Portuguesa (FAP). Foi também simultaneamente averiguado o nível de satisfação dos indivíduos em estudo , assim como a Intenção de Saída dos mesmos. A amostra deste estudo, recolhida por conveniência consiste em 113 indivíduos, o que corresponde a cerca de 56,8% da população existente. Foi utilizada uma metodologia quantitativa mista de recolha de dados, utilizando um inquérito por questionário para a obtenção destes. O instrumento utilizado baseia-se no utilizado por Sullivan (1998) na sua tese sobre a Intenção de Saída dos pilotos da marinha norte americana, tendo no entanto sido adaptado ao contexto da FAP. Foi utilizado o programa estatístico SPSS no tratamento dos dados quantitativos, e efetuada uma análise de conteúdo às perguntas qualitativas existentes. Concluiu-se que os inquiridos se encontram na sua maioria insatisfeitos, sendo que 31,9% dos inquiridos deseja sair da FAP assim que terminar o período mínimo obrigatório de acordo com o EMFAR, 62,8% estão de momento indecisos e 5,3% não desejam sair. No caso dos 31,9% de indivíduos que desejam sair após terminar o período mínimo obrigatório, 55,6% correspondem a pilotos pertencentes às esquadras 751 e 502. No caso dos indivíduos indecisos, dos 62,8%, 45% não tenciona permanecer na FAP até atingir a reserva. Concluiu-se também que os fatores com maior capacidade preditiva da Intenção de Saída dos Pilotos Aviadores da FAP, são por ordem decrescente a satisfação global, o nível de realização pessoal no trabalho e a satisfação com a qualidade de apoio dada pela chefia. Por fim verificou-se que existem diferenças entre os vários tipos de missão, sendo que os indivíduos mais satisfeitos são por ordem decrescente os indivíduos que desempenham as missões de caça, instrução, pilotos ainda não colocados, transportes e vigilância marítima e por fim busca e salvamento. Os que apresentam a Intenção de Saída mais elevada, seguem a ordem anterior inversa. As contribuições do estudo para a literatura reforçam a importância da Satisfação no Trabalho como preditor da Intenção de Saída dos pilotos militares, salientando, contudo, a importância da população em estudo para identificar fatores específicos explicativos da Intenção de Saída. São também apresentadas no decorrer deste estudo as suas limitações assim como recomendações para investigações futuras.

Full text

A In luência da Sa is ação na In enção de Saída dos O iciais da Especialidade Pilo o A iado da Fo ça Aé ea Po uguesa Au o : Ped o Miguel Vale de A quinha de Jesus Aspi an e Aluno no Mes ado In eg ado na Especialidade de Pilo agem Ae onáu ica Academia da Fo ça Aé ea, Sin a O ien ado a: P o esso a Dou o a Pa ícia Ja dim da Palma Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas, Uni e sidade de Lisboa Coo ien ado a: Capi ão Ana Pa ícia Gomes Fa inha Fo ça Aé ea Po uguesa, Academia da Fo ça Aé ea, Sin a 2 Resumo: Es a in es igação em como obje i o es uda a elação en e a sa is ação e a In enção de Saída dos Pilo os A iado es da Fo ça Aé ea Po uguesa (FAP). Foi ambém simul aneamen e a e iguado o ní el de sa is ação dos indi íduos em es udo, assim como a In enção de Saída dos mesmos. A amos a des e es udo, ecolhida po con eniência consis e em 113 indi íduos, o que co esponde a ce ca de 56,8% da população exis en e. Concluiu-se que os inqui idos se encon am na sua maio ia insa is ei os, sendo que 31,9% dos inqui idos deseja sai da FAP assim que e mina o pe íodo mínimo ob iga ó io de aco do com o EMFAR, 62,8% es ão de momen o indecisos e 5,3% não desejam sai . Concluiu-se ambém que os a o es com maio capacidade p edi i a da In enção de Saída dos Pilo os A iado es da FAP, são po o dem dec escen e a sa is ação global, o ní el de ealização pessoal no abalho e a sa is ação com a qualidade de apoio dada pela che ia. Po im e i icou-se que exis em di e enças en e os á ios ipos de missão, sendo que os indi íduos mais sa is ei os são po o dem dec escen e os indi íduos que desempenham as missões de caça, ins ução, pilo os ainda não colocados, anspo es e igilância ma í ima e po im busca e sal amen o. Os que ap esen am a In enção de Saída mais ele ada, seguem a o dem an e io in e sa. Pala as-cha e: Sa is ação, In enção de Saída, TIS-6, Pilo o Mili a , Fo ça Aé ea Po uguesa In odução A Sa is ação no T abalho, oi um dos emas mais in es igados na li e a u a no âmbi o o ganizacional, endo sido apon ada como a pe cu so a de á ios compo amen os no abalho po pa e dos indi íduos, desde a pe o mance, ao absen ismo a é ao u no e e In enção de Saída (Spec o ,1997). No meio mili a , es udos indicam que a Sa is ação no T abalho é um impo an e a o e an eceden e da In enção de Saída (Resea ch Task G oup HFM-10, 2007). A In enção de Saída e consequen emen e o u no e , e elam-se p oblemá icos pa a as o ganizações quando se a a de pessoal com ele adas capacidades ou quali icações especiais. Num me cado cada ez mais global, em que a p ocu a de alen os é ele ada, e ê-los passou a se uma g ande p eocupação das o ganizações hoje em dia. No meio mili a e pa icula men e na FAP não é di e en e. Desde o inal da Gue a Colonial que a FAP em so ido com a saída de pilo os pa a a a iação ci il. À exceção de aumen a o empo de se iço mínimo ob iga ó io, de 8 pa a 12 e ecen emen e de 12 pa a 14 anos, a FAP não em ido capacidade de espos a pa a a sang ia de pilo os pa a as companhias ci is. Mui os a gumen am que o p oblema é o di e encial de o denado en e as duas ealidades, apon ado esse po ezes como o único ou p incipal p oblema. No en an o, nos es udos an e io men e e e uados, essa a i mação não em sido consis en e com os esul ados dos mesmos. A ins abilidade p o issional, a passagem p ema u a pa a a “sec e á ia”, a insa is ação com as che ias e a sob eca ga de abalho, êm sido de e minadas como as p incipais causas (Melo, 2011). Es e não é um p oblema pa icula da FAP, sendo que á ias Fo ças Aé eas espalhadas pelo mundo sen em o mesmo p oblema. Assim, numa en a i a de p ocu a elações e causas pa a es e p oblema pa a além dos a o es mone á ios, e ap esen a no as soluções, nasce es e es udo. Sendo impossí el pa a a FAP compe i com os o denados das companhias ci is, acei a que é apenas o dinhei o que le a os pilo os a abandona a o ganização que os o mou e acolheu desde jo ens e onde pe manecem no mínimo duas décadas da sua ida adul a, é ac edi a que o p oblema não é solucioná el, e apenas se pode o ça es es indi íduos a pe manece , e não mo i á-los a ica . Assim, e isi ando es a p oblemá ica, o au o p opõe-se a es uda es a emá ica nes e abalho u ilizando como pe gun a de pa ida: “Qual a in luência da sa is ação p o issional na In enção de Saída dos Pilo os A iado es da FAP?”. Ao esponde a es a ques ão de pa ida, deseja-se que sejam a ingidos os seguin es obje i os ge ais: i. De e mina quais os ní eis de Sa is ação no T abalho dos Pilo os A iado es da FAP; ii. De e mina den o da amos a ecolhida, quan os Pilo os A iado es ponde am sai a ualmen e da FAP. Des es obje i os ge ais de i am os seguin es obje i os especí icos: i. Quais os a o es com maio capacidade p edi i a da In enção de Saída dos Pilo os A iado es da FAP; ii. A e igua se odos os Pilo os A iado es êm o mesmo ní el de Sa is ação no T abalho e In enção de Saída ou se exis em di e enças conside á eis en e ipos de missão; iii. Que soluções não elacionadas com incen i os mone á ios podem ajuda a mino a as saídas da FAP po pa e dos Pilo os A iado es; i . Ap esen a p opos as pa a melho a o índice de e enção dos pilo os na FAP com base nas conclusões ap esen adas nes e es udo. 3 1 Re isão de Li e a u a A a i idade p o issional de um indi íduo ocupa g ande pa e da ida do mesmo, sendo que á ias são as pessoas que não conseguem de ini a sua p óp ia iden idade sem iden i ica qual a sua ocupação p o issional (Judge e Klinge , 2008). Vis o o abalho se en ão pa e cen al na ida de um indi iduo, a Sa is ação no T abalho, assume ambém de igual o ma um papel undamen al na ida des e, sendo um ema bas an e impo an e no compo amen o o ganizacional, endo sido uma das a iá eis mais in es igadas nas o ganizações. Locke (1976) de iniu a Sa is ação no T abalho como um es ado emocional posi i o ou de p aze esul an e da a aliação do p óp io abalho ou das expe iências p opo cionadas po es e. A impo ância da Sa is ação no T abalho e ela-se de á ias o mas, an o pa a a o ganização como pa a o indi íduo. Desde a e en e humani á ia, em que as pessoas são se es humanos e me ecem se bem a adas, e a sa is ação p o issional des as pode se is a como um e lexo do quão bem a adas são. Ou en ão, do pon o de is a u ili á io, onde a Sa is ação no T abalho in luência o compo amen o do colabo ado , que po sua ez in luência, posi i amen e ou não, o uncionamen o da o ganização (Spec o , 1997). Como al, a Sa is ação no T abalho oi ligada a á ias ques ões elacionadas com o abalho, como a p odu i idade, mo i ação, absen ismo, inciden es labo ais, saúde ísica e ou men al, e sa is ação na ida em ge al (Landy, 1978). As Saídas de uma o ganização êm semp e um cus o ele ado pa a es as assim como ou as consequências nega i as. Quando se a a de indi íduos com ele adas capacidades e ou o mação bas an e especializada, a Saída des es, pode mesmo le a a um uncionamen o de ici á io da o ganização. A Saída des es pode ainda con ibui pa a um aumen o dos cus os da o ganização de ido ao ac o de es a e que con a a e ol a a eina um no o indi íduo pa a ocupa a posição deixada, que nes es casos necessi a de um ope ado mui o especializado não disponí el acilmen e (Bo hma e Rood , 2013). Nem odas as Saídas são más pa a uma o ganização. Po ezes o abalhado não con ibui an o pa a o abalho como pode ia aze e es e acaba po es a a p ejudica a o ganização, e quando es e sai olun a iamen e ou in olun a iamen e, a o ganização ganha aí uma no a opo unidade pa a p eenche essa aga com alguém que aga mais alo a essa a e a. Sendo que assim o indi íduo an e io ica li e pa a p ocu a uma posição numa no a emp esa que o sa is aça mais, endo a opo unidade de se mais p odu i o (Hulin, Roznowski e Hachiya, 1985). A In enção de Saída, embo a pa eça um concei o au oexplica i o, ca ece, no en an o, de uma de inição pa a que possam se eliminadas odas as ambiguidades possí eis. A In enção de Saída pode se de inida de aco do com Te e Meye (1993), como a on ade conscien e e delibe ada de um indi íduo sai de uma o ganização. De aco do com es es, es a cos uma se medida em e e ência a um in e alo especí ico de empo. Ainda de aco do com os mesmos, a Saída é a e minação da p esença de um indi íduo numa de e minada o ganização. Se ia de ac o, mais obje i o medi as Saídas dos indi íduos do que a sua in enção pa a pode elaciona essas Saídas com a Sa is ação. No en an o a maio ia dos es udos e e uados epo am-se a um momen o no empo, e não são longi udinais. Exis e uma di iculdade ac escida pa a um in es igado em a alia po exemplo a Sa is ação de um indi íduo e e i ica se es e se man ém ou não na o ganização onde es á inse ido, is o que esse momen o pode á acon ece den o de 1, 10 ou 20 anos. Como al, pela acilidade da sua medição, a in enção é no malmen e u ilizada como um indicado da possibilidade de Saída desse indi íduo. A maio ia da pesquisa sob e a elação en e a Sa is ação no T abalho e a In enção de Saída é de ac o baseada em dados indos do mundo ci il. No en an o, em 2007 oi publicado po pa e da NATO um es udo em que a Sa is ação no T abalho é ap esen ada como um dos p incipais an eceden es da In enção de Saída(Resea ch Task G oup HFM-10, 2007).Es e es udo concluiu que embo a a sa is ação no abalho seja bas an e impo an e no p ocesso de o mulação da In enção de Saída, ou as a iá eis como a axa de desemp ego, e en os c í icos pessoais ou ou os a o es ex e nos podem con ibui pa a es a e isso es á bem pa en e no modelo que es es p opuse am. Nes e es udo o am suge idas como ecomendações a aplicação pelas ins i uições mili a es de inqué i os aos indi íduos que se encon am na o ganização e en e is as aos indi íduos com bom desempenho no abalho que decidem sai da mesma (Resea ch Task G oup HFM-10, 2007). A elação en e a Sa is ação no T abalho e a In enção de Saída, oi ambém es udada pa a os pilo os mili a es, is o a a -se de um p oblema comum às á ias Fo ças Aé eas po exemplo da NATO (Resea ch Task G oup HFM-10, 2007). Na USAF, e Ma inha Ame icana (USN) o p oblema já exis e há á ios anos, e em odos os es udos a Sa is ação no T abalho oi semp e indicada pelos pilo os como um dos p incipais a o es que po enciou a decisão da saída des es (Canpola , 2010; Comp olle Gene al e o he Uni ed S a es, 1980; Ellio , Kanika e G esenz, 2004). Já ecen emen e um ou o es udo de Gul ekin, Abdan e Kilic (Gul ekin, Abdan e Kilic, 2012), e o çou a impo ância da in luência da Sa is ação no T abalho na In enção de Saída nos pilo os mili a es, ca ac e izando-a como um dos a o es mais c uciais na omada de decisão des es. No caso Po uguês, os es udos a é ao momen o e e uados apon am ambém pa a que a Sa is ação no T abalho es eja o emen e elacionada com a In enção de Saída nos Pilo os Mili a es da FAP (Es e es, 2012; Melo, 2011; Ped osa, 2008). Já Cze nin (2013) após um inqué i o e e uado aos pilo os com uma ep esen a i idade de 49% ob e e um índice 4 ge al de insa is ação de 68%, cuja pe cen agem é bas an e semelhan e à dos pilo os que i ão sai ou pensam sai caso não es ejam sa is ei os. É ago a possí el, após e em sido e is as á ias eo ias e explo adas as elações en e as duas a iá eis, es abelece , o modelo de análise, em que i á assen a es a in es igação. De aco do com o mencionado an e io men e, á ios es udos demons am a exis ência da elação en e a Sa is ação no T abalho e a In enção de Saída (Co on e Tu le, 1986; G i e h, Hom e Gae ne , 2000; Lambe , Hogan e Ba on, 2001; Saeed e al., 2014; Sho e e Ma in, 1989; Te e Meye , 1993). A insa is ação com as che ias, que esul a em insa is ação o ganizacional é equen emen e e e enciada como um dos a o es que mais in luencia a In enção de Saída dos pilo os mili a es (Cze nin, 2013; Melo, 2011; Ped osa, 2008; Sulli an, 1998). Tendo em con a o an e io men e e e ido podemos o mula as seguin es hipó eses: Hipó ese 1a: A Sa is ação no T abalho es á elacionada de o ma nega i a com a In enção de Saída. Hipó ese 1b: A sa is ação o ganizacional es á elacionada de o ma nega i a com a In enção de Saída. Cada esquad a de oo possui uma missão que implica di e en es axas de es o ço, e sac i ícios exigidos aos pilo os da mesma. Se azões o ganizacionais como a ca ei a, o salá io ou a sa is ação com as che ias de opo, ossem as únicas azões pa a a insa is ação dos Pilo os da FAP, não ha e ia g ande di e ença no ní el de sa is ação a e ido en e esquad as com di e en es missões. No en an o, como cada esquad a possui di e en es missões, e consequen emen e di e en es axas de es o ço, es as i ão, à semelhança de ou os es udos (Sulli an, 1998), mos a di e enças en e os ní eis de sa is ação en e esquad as com di e en es missões. Tendo em con a que de aco do com a li e a u a, a uma diminuição de sa is ação i á co esponde um aumen o da In enção de Saída, emos en ão as seguin es hipó eses: Hipó ese 2a: A Sa is ação no T abalho es á elacionada com o ipo de missão que cada indi íduo desempenha. Hipó ese 2b: A In enção de Saída es á elacionada com o ipo de missão que cada indi íduo desempenha. A quan idade de empo em missões ope acionais e de eino, des acamen os, assim como a implicação que essas missões êm na ida amilia do mili a , êm um e ei o na In enção de Saída. O es udo e e uado pela NATO (Resea ch Task G oup HFM-10, 2007) indica que embo a o ipo de missão seja mais impo an e do que o empo que se pe manece nes a, no sen ido em que, missões mais desa ian es e ealizado as, em empo de paz, mesmo que execu adas du an e mais empo, êm um impac o mais eduzido no aumen o da In enção de Saída, e sus, missões epe i i as, em ea os de gue a, ou em condições di íceis. Es e es udo mos a que, em casos em que a quan idade de empo empenhado em missão é bas an e ele ada, exis e uma elação signi ica i a en e es e ac o e a In enção de Saída, no sen ido do seu aumen o (Resea ch Task G oup HFM-10, 2007). Já no caso do empo a as ado da amília, concluiu-se ambém que, os indi íduos que passam mais empo empenhados em missões êm uma maio p obabilidade de não consegui assegu a esponsabilidades amilia es o que le a nesses casos a um aumen o dos epo es de con li os amilia es (Resea ch Task G oup HFM-10, 2007). Como al, os elemen os que pe manecem mais empo a as ados da amília, êm uma In enção de Saída supe io aos es an es, pois ac edi am que a saída é a melho o ma de e mina esses con li os. Tendo em con a o an e io men e desc i o, emos en ão as seguin es hipó eses: Hipó ese 3a: A sa is ação com a quan idade de empo em des acamen o nacional es á elacionada e de o ma nega i a com a In enção de Saída. Hipó ese 3b: A sa is ação com a quan idade de empo a as ado da amília es á elacionada de o ma nega i a com a In enção de Saída. Embo a a emune ação seja um elemen o ex insecamen e mo i ado , al não pode se di o em elação à in luência des a com a Sa is ação no T abalho. Num es udo e e uado po Judge e colegas (2010), concluiu-se que o ní el de emune ação es á apenas ma ginalmen e elacionado com a sa is ação. De aco do com es udos já e e uados, con a iamen e à c ença ins i uída, não é semp e o o denado que em em p imei o luga nas azões pelas quais os pilo os abandonam a Ins i uição em que se em, sendo na maio ia das ezes, indicadas azões elacionadas com as condições de abalho, sob eca ga de a e as e baixo núme o de ho as de oo como os p incipais esponsá eis pela in enção de saída (Canpola , 2010; Cze nin, 2013; Es e es, 2012; Melo, 2011; Ped osa, 2008). Os EUA en en ando ambém o p oblema de al a de pilo os, êm lidado com a si uação u ilizando o ARP, que pode i a é $225.000 po mais no e anos de se iço pa a os pilo os elegí eis (O ice o he Unde Sec e a y o De ense o Pe sonnel and Readiness, 2016). Pe an e uma quan ia ão a ul ada, se ia expec á el que a maio ia dos pilo os a 5 acei assem, se osse o di e encial de o denados en e as companhias ci is e a emune ação dos pilo os da USAF, a p incipal causa de saída des es. No en an o, em 2015 apenas 55% dos pilo os elegí eis acei a am o ARP, e em agos o de 2016 apenas 42,9% dos pilo os elegí eis o inham acei ado (Losey, 2016). Já ou o es udo mos ou que pa a consegui um aumen o de 13% na e enção se ia necessá io um aumen o do ARP de 50% (Ellio , Kanika e G esenz, 2004), como al, quando o p oblema se p ende com condições de abalho, mesmo um g ande aumen o na emune ação apenas aumen a á ma ginalmen e a e enção (Public, 2015). Sendo assim podemos ap esen a as seguin es hipó eses: Hipó ese 4a: A sa is ação com a emune ação é o a o com meno impac o na In enção de Saída. Hipó ese 4b: A elação en e a sa is ação com as condições de des acamen o nacional e a In enção de Saída é signi ica i a e supe io à elação da sa is ação com a emune ação e a In enção de Saída. 2 Me odologia. Decidiu-se pa a a elabo ação des e es udo a u ilização de um inqué i o po ques ioná io que i ia eco e an o a ques ões de espos a echada como de espos a abe a, onde nes as oi pedido ao inqui ido pa a esc e e a sua opinião ou espos a. Embo a possua p edominan emen e espos as do ipo echadas, con inuam a exis i i ens de espos a abe a em quan idade signi ica i a. Assim, is o inco po a uma o ma de ecolha de dados quali a i a, que i á se a ada com ecu so a uma écnica explo a ó ia, mas possui maio i a iamen e uma o ma de ecolha de dados quan i a i a que se á a ada de o ma desc i i a e co elacional, de aco do com Johnson, Onwuegbuzie e Tu ne (2007), es e es udo classi ica- se de quan i a i o mis o, pois embo a possua ambos os ipos de abo dagem é p edominan emen e quan i a i o. 2.1 Amos a A população al o des e es udo o am os O iciais da FAP da especialidade PILAV, desde o pos o de Al e es a é ao pos o de Majo . Os O iciais com o pos o supe io a Majo não o am in eg ados no es udo de ido ao ac o de após es e pos o se possí el a saída da FAP. Se es e es udo in eg asse en ão os O iciais com pos o supe io a Majo , e ia ambém de in eg a aqueles que já abandona am à o ganização de o ma a não en iesa os esul ados. Como se ia imp a icá el euni e ealiza o ques ioná io aos que já abandona am a o ganização, p e e iu-se es ingi a população-al o aos o iciais a é ao pos o de Majo , que acaba po coincidi com o pon o onde podem ou não op a pela pe manência na o ganização. Fo am ambém excluídos os Al e es que no momen o da ealização des e es udo, ainda es ão a equen a o i ocínio, e como al ainda não ing essa am nos quad os pe manen es como o icial na especialidade de PILAV. Dada a sensibilidade do ema, não o am pedidos dados pessoais como po exemplo idade, ou ano de en ada, pois quis conse a -se ao máximo o anonima o dos esponden es. Tendo os ques ioná ios sido en ão en iados a oda a população-al o ob e e-se uma amos a po con eniência com 113 elemen os. N % To al 113 100 Al e es 7 6,2 Pos o Tenen e 38 33,6 Capi ão 61 54,0 Majo 7 6,2 101 9 8,0 103 5 4,4 201 11 9,7 301 7 6,2 501 6 5,3 Esquad a 502 22 19,5 504 3 2,7 552 10 8,8 601 6 5,3 751 20 17,7 802 3 2,7 Ou os 11 9,7 Tabela 1 – Ca a e ização compa a i a da amos a 6 2.2 P ocedimen o An e io men e à aplicação do ques ioná io, e de ido à sensibilidade do ema em ques ão, oi ei o um eque imen o a Sua Excelência o Che e de Es ado Maio da Fo ça Aé ea Po uguesa, endo sido an o o es udo como o ques ioná io sancionados po Sua Excelência. Com o obje i o de iden i ica os indi íduos pe encen es à população selecionada, oi u ilizado o Sis ema In eg ado de Apoio à Ges ão na Fo ça Aé ea (SIAGFA). O SIAGFA, man ém a ualizados os e e i os e á ias in o mações como pos o, ho as de oo, esquad a de colocação e unções de oo do pessoal ipulan e. Des e o am e i adas lis as com os o iciais onde cons a a sua esquad a de colocação. Fo am eliminados os O iciais PILAV de pos o supe io a Majo , e o am de seguida en iados os ques ioná ios pa a es es. A aplicação des e deco eu de 27 de janei o a é 11 de e e ei o de 2017 pa a oda a população al o e oi en iado a a és de G oupwise e aplicado com supo e ao Google Fo ms. Os dados o am a ados com ecu so ao S a is ical Package o he Social Sciences e são 22.0 (SPSS). 2.3 Ins umen o O ins umen o u ilizado nes a in es igação oi um inqué i o po ques ioná io baseado no ques ioná io u ilizado po Sulli an (1998) na sua ese. Es e au o baseou-se no inqué i o de e enção do Minis é io da De esa Ame icano, al e ando- o pa a colma a alhas que já inham sido apon adas ao mesmo (Sulli an, 1998). Fo am adicionadas algumas ques ões e e e uadas al e ações, pa a melho o adap a à ealidade da FAP. O inqué i o possui ques ões sob e dados demog á icos e ques ões de espos a abe a e echada (escala de Like de 1 a 5) sob e ópicos elacionados com a Sa is ação no T abalho. Algumas ques ões o am desen ol idas pa a se em de espos a abe a de ido à ince eza em elação ao ipo e ao con eúdo que pode ia su gi nas espos as (Sulli an, 1998). Foi ambém ac escen ada uma escala mul i-i em pa a medi a In enção de Saída, o Tu no e In en ion Scale-6, c iada po Rood em 2004. Os in es igado es des a á ea êm u ilizado apenas um i em na a aliação da In enção de Saída. Nes e es udo decidiu-se u iliza ambas as o mas. 3 Resul ados 3.1 Es a ís ica desc i i a Após a e i icação das p op iedades psicomé icas das escalas em es udo, p ocedeu-se à análise das médias e des ios-pad ão das di e en es escalas. É de seguida ap esen ada a es a ís ica desc i i a ela i a aos a o es de sa is ação p opos os, à Sa is ação Global, assim como de alguns i ens com os alo es médios de sa is ação mais baixos e mais al os. N Média Des io Pad ão Sa is ação com egalias 113 1,96 ,75 Sa is ação com condições em des acamen o nacional 113 2,18 1,00 Sa is ação com a lide ança 113 2,27 ,97 Sa is ação Global 113 2,64 ,58 Sa is ação com condições em missões no es angei o 88 3,00 ,99 Sa is ação In ínseca 113 3,29 ,83 De no a que a abela se encon a po o dem c escen e de média, assim, o a o com a média mais eduzida é a sa is ação com as egalias, e o a o com a média mais ele ada, a sa is ação in ínseca. A sa is ação global posiciona-se ela i amen e a meio da abela, embo a possua ainda uma média abaixo do pon o médio, indicando que o ní el médio de sa is ação é baixo. De seguida na abela 3 encon am-se os 5 i ens que ap esen am as médias mais baixas, sendo que os 3 p imei os es ão elacionados com compensações mone á ias, o qua o com a sa is ação com a lide ança e o quin o com a sa is ação com o pe íodo de ale a du an e des acamen os nacionais. Tabela 2 – Es a ís ica desc i i a dos a o es de sa is ação e sa is ação global 7 **A co elação é signi ica i a no ní el 0,01 (2 ex emidades). A co elação possui um alo supe io a 0,7 ( o e). Tabela 29 – Análise co elacional en e a o es, TIS-6 e Sa is ação Global (con .)**A co elação é signi ica i a no ní el 0,01 (2 ex emidades). A co elação possui um alo supe io a 0,7 ( o e). Po im na abela 3 encon amos os i ens que ob i e am as 5 médias mais ele adas. De no a uma p edominância de i ens elacionados com a sa is ação in ínseca com a p o issão. A exceção é o i em 11, ela i o às condições de alojamen o du an e missões no es angei o. Es es 5 i ens possuem odos uma média supe io ao pon o médio, embo a es a não seja ambém mui o ele ada, deno ando uma sa is ação média, mesmo pa a os i ens com as médias mais ele adas. 3.2 Co elações en e Va iá eis Foi es udada a co elação en e a iá eis, u ilizada pa a medi a in ensidade da elação en e a iá eis. Foi cons uída uma abela que con ém a co elação en e a Média do TIS-6, a sa is ação global e os a o es u ilizados no ins umen o p opos o an e io men e. De aco do com a legenda da abela 4 e 5, podemos e i ica que odos os a o es possuem uma co elação signi ica i a com a média do TIS-6, embo a de in ensidades a iá eis. O sinal da co elação deno a a o ma como a elação en e as a iá eis se p ocessa. A um aumen o do alo da sa is ação ou qualque um dos a o es des a, co esponde uma diminuição da In enção de Saída. Sa is ação com condições em des acamen o nacional Sa is ação com egalias Sa is ação com a lide ança TIS-6 Médio Co elação de Pea son -,495** -,320** -,567** N 113 113 113 Sa is ação Global Co elação de Pea son ,630** ,574** ,717** N 113 113 113 N Mínimo Máximo Média Des io Pad ão 18-Adequação de ajudas de cus o du an e des acamen os nacionais 86 1 5 1,56 ,92 17-Ní eis a uais de subsídios (subsídio de oo) 113 1 5 1,76 ,96 16-Ní eis a uais de emune ação base 113 1 4 1,90 ,92 2-Qualidade da lide ança da o ganização. 113 1 4 2,11 ,97 5-Pe íodo de ale a du an e des acamen os nacionais 77 1 5 2,12 1,17 N Mínimo Máximo Média Des io Pad ão 23-Possibilidade de execu a a e as de lide ança/desen ol imen o p o issional 113 1 5 3,23 ,92 9-O ní el de ealização pessoal no abalho 113 1 5 3,28 1,24 11-Condições de alojamen o du an e missões no es angei o 79 1 5 3,37 1,12 27-Qualidade do ambien e de abalho 113 1 5 3,58 1,16 26-Ní el de cama adagem/Espí i o de Co po 113 1 5 3,73 1,17 TIS-6 Médio Sa is ação Global Sa is ação In ínseca Sa is ação com condições em missões no es angei o TIS-6 Médio Co elação de Pea son - -,712** -,585** -,334** N 113 113 113 88 Sa is ação Global Co elação de Pea son -,712** - ,720** ,606** N 113 113 113 88 Tabela 5 – Análise co elacional en e a o es, TIS-6 e Sa is ação Global (con .) Tabela 2 – Es a ís ica desc i i a dos i ens com a média mais baixa Tabela 3 – Es a ís ica desc i i a dos i ens com a média mais ele ada Tabela 4 – Análise co elacional en e a o es, TIS-6 e Sa is ação Global 8 **A co elação é signi ica i a no ní el 0,01 (2 ex emidades). Tabela 29 – Análise co elacional en e a o es, TIS-6 e Sa is ação Global (con .)**A co elação é signi ica i a no ní el 0,01 (2 ex emidades). A co elação possui um alo supe io a 0,7 ( o e). Nas abelas 6 e 7 encon am-se alguns i ens ela i os à sa is ação e à sua co elação com a média do TIS-6, sendo que os ap esen ados, à exceção dos i ens 16 e 17, são os i ens signi ica i os com a co elação mais ele ada (em módulo), e os dois úl imos o am colocados na abela pa a maio acilidade aquando da discussão de esul ados e conclusões que necessi a ão des es dados. Podemos en ão e i ica que o ní el de ealização pessoal no abalho, a qualidade de apoio dada pela che ia, a quan idade de empo em des acamen os nacionais, o pe íodo de ale a du an e des acamen os nacionais, a qualidade do ambien e de abalho e po im a quan idade de empo a as ado da amília são os i ens que mais in luência êm na In enção de Saída. 3.3 Di e enças signi ica i as Fo am ealizados á ios es es de di e enças de médias, eco endo-se a uma análise ANOVA e de seguida ao es e pos -hoc HSD de Tukey sendo que se o p- alue ≤0,05 conside a-se a exis ência de di e enças signi ica i as en e g upos, como suge ido po Ma ôco (2011). Realizou-se o es e di e enças de médias en e as á ias missões, ela i amen e ao TIS-6 médio, à sa is ação global e aos a o es de sa is ação. Na abela 8 são ap esen adas as médias do TIS-6 e sa is ação global. Nas abelas 9 e 10 es ão p esen es a ama elo as missões que possuem di e enças signi ica i as en e si pa a o TIS-6 e a sa is ação global, espe i amen e. 9-O ní el de ealização pessoal no abalho 1-Qualidade de apoio dada pela che ia 13-Quan idade de empo em des acamen os nacionais 5-Pe íodo de ale a du an e des acamen os nacionais TIS-6 Médio Co elação de Pea son -,661** -,627** -,532** -,501** N 113 113 76 77 27-Qualidade do ambien e de abalho 14-Quan idade de empo a as ado da amília 16-Ní eis a uais de emune ação base 17-Ní eis a uais de subsídios (subsídio de oo) TIS-6 Médio Co elação de Pea son -,476** -,466** -,308** -,288** N 113 113 113 113 N Média Des io Pad ão Máximo TIS-6 Médio Ins ução 27 3,01 0,72 4,50 Caça 17 2,31 0,77 4,00 Busca e Sal amen o 42 3,79 0,54 4,83 T anspo es e Vigilância Ma í ima 14 3,65 0,61 4,83 Ou os 13 3,24 0,69 4,33 To al 113 3,30 0,82 4,83 Sa is ação Global Ins ução 27 2,85 0,63 3,74 Caça 17 3,21 0,60 4,63 Busca e Sal amen o 42 2,32 0,39 3,00 T anspo es e Vigilância Ma í ima 14 2,57 0,43 3,19 Ou os 13 2,59 0,39 3,16 To al 113 2,64 0,58 4,63 Tabela 6 – Co elações en e o TIS-6 e i ens de sa is ação Tabela 7 – Co elações en e o TIS-6 e i ens de sa is ação (con .) Tabela 8 – Média do TIS-6 médio e Sa is ação global em unção das missões 9 4 Discussão dos esul ados A hipó ese 1a a i ma a que a Sa is ação no T abalho es a ia elacionada de o ma nega i a com a In enção de Saída. Tendo em con a os esul ados ob idos, na secção de co elações en e a iá eis ( abela 4), podemos e i ica que es a hipó ese se e i ica, ap esen ando es a uma co elação o e, nega i a e signi ica i a com a In enção de Saída. E a espe ado que es a hipó ese se e i icasse, pois embo a não se saiba a é que g au a sa is ação in luencia a In enção de Saída, sabe-se que es a é um g ande pe cu so e exe ce in luência pa a que a In enção de Saída se c ie no indi íduo. Fica assim en ão p o ado que no caso dos PILAV da FAP inqui idos, a Sa is ação no T abalho é um a o com um peso bas an e ele ado pa a que es es sin am desejo de sai da o ganização. Tal esul ado ai de encon o à li e a u a no que oca à elação en e as duas a iá eis em ge al (Co on e Tu le, 1986; G i e h, Hom e Gae ne , 2000; Lambe , Hogan e Ba on, 2001; Saeed e al., 2014; Sho e e Ma in, 1989; Te e Meye , 1993) assim como quando é a aliada em pa icula pa a a população dos pilo os mili a es e da FAP (Cze nin, 2013; Melo, 2011; Ped osa, 2008; Sulli an, 1998). Na hipó ese 1b encon amos a a i mação de que a sa is ação com a lide ança da o ganização es a ia po sua ez elacionada de o ma nega i a com a In enção de Saída. Hipó ese, que, de aco do com os esul ados ob idos ambém na secção de co elações en e a iá eis ( abela 5), encon amos se con i mada, es ando es a signi ica i amen e elacionada de o ma nega i a com a In enção de Saída, sendo es e o a o com a segunda co elação mais ele ada (em módulo) dos a o es exis en es. A sa is ação com as che ias semp e oi um dos a o es apon ados em in es igações an e io es como um dos p incipais a o es que exe cia g ande in luência na In enção de Saída. Sendo o a o com a segunda co elação mais ele ada (em módulo), es e de e en ão se omado em con a quando analisada a In enção de Saída. Ve i ica-se no amen e que es e esul ado ai de encon o à li e a u a, no que oca a es udos an e io es (Cze nin, 2013; Melo, 2011; Ped osa, 2008; Sulli an, 1998). Hipó ese 1a Con i mada Hipó ese 1b Con i mada Hipó ese 2a Pa cialmen e Con i mada Hipó ese 2b Pa cialmen e Con i mada Hipó ese 3a Con i mada Hipó ese 3b Con i mada Hipó ese 4a Con i mada Hipó ese 4b Con i mada TIS-6 Médio Caça Ins ução Ou os T anspo es e Vigilância Ma í ima Busca e Sal amen o Caça 0,007 0,002 0,000 0,000 Ins ução 0,007 0,815 0,025 0,000 Ou os 0,002 0,815 0,474 0,072 T anspo es e Vigilância Ma í ima 0,000 0,025 0,474 0,966 Busca e Sal amen o 0,000 0,000 0,072 0,966 p- alue ≤ 0,05 Com maio In enção de Saída Sa is ação Global Caça Ins ução Ou os T anspo es e Vigilância Ma í ima Busca e Sal amen o Caça 0,147 0,009 0,005 0,000 Ins ução 0,147 0,521 0,444 0,000 Ou os 0,009 0,521 1,000 0,441 T anspo es e Vigilância Ma í ima 0,005 0,444 1,000 0,467 Busca e Sal amen o 0,000 0,000 0,441 0,467 Mais Sa is ei os p- alue ≤ 0,05 Tabela 9 e 10 – Di e enças signi ica i as en e missões pa a o TIS-6 e a Sa is ação global Tabela 11 – Tabela esumo do es e de hipó eses