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Associação entre alterações da composição corporal e o perfil cardiometabólico após cirurgia metabólica e bariátrica

Abstract

Background: Some evidence suggests that different changes in body composition after Metabolic and Bariatric Surgery (MBS) may be distinctly associated with specific cardiometabolic outcomes. However, evidence is scarce and longitudinal studies describing body composition changes and their association with cardiometabolic markers are warranted. Objective: To evaluate the association of weight and body composition changes with the cardiometabolic profile, after MBS, considering a possible heterogeneity between Roux-en-Y Gastric Bypass (Bypass) and Sleeve Gastrectomy (Sleeve). Methodology: Longitudinal retrospective study in patients undergoing MBS at CUF Tejo Hospital, between September 2018 and March 2021.Anthropometric and body composition assessment data [weight, BMI, Fat Mass (FM) and Skeletal Muscle Mass (SMM)],as well as cardiometabolic markers [Total Cholesterol (TC), LDL, HDL and VLDL, Triacylglycerols, Fasting Glucose (FG) and Glycated Haemoglobin A1c], were collected in the electronic medical record from the preoperative evaluation until the follow-up of 6 months post-surgery, at four time points (pre surgery, 1, 3, and 6 months after surgery). Associations of anthropometric and body composition changes with cardiometabolic outcomes were estimated by regression coefficients (ẞ) and respective 95% confidence intervals (95%CI) by separate linear regression models for each marker. Results: No significant heterogeneity was observed between Bypass and Sleeve on the association with cardiometabolic markers. One month after surgery, we observed that decreased weight and BMI were significantly associated with lower HDL cholesterol levels at 3 months (ß=- 2,118 mg/dL; 95%CI: -2,970; -1,267; ß=-7,192 mg/dL; 95%CI: -9,485 ; -4,900, respectively).A decreased in SMM at 3 months after MBS, was associated with lower HDL cholesterol and TC at 6 months (ß=-9,612 mg/dL; 95%CI: -13,583; -5,640; ß=-16;296 mg/dL; 95%CI: -29,243; -3,349, respectively). After adjustment for sociodemographic characteristics, no significant associations were observed with the remaining cardiometabolic markers. Conclusion: Weight loss and the corresponding decrease in BMI are associated with a decrease in HDL cholesterol at 3 and 6 months of follow-up, with loss of SMM being the factor most strongly associated with this decrease.

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Associação entre alterações da composição corporal e o perfil cardiometabólico após cirurgia metabólica e bariátrica

Author: Lickfold, Mafalda Ribeiro de Sousa
Year: 2022
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/148132/1/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20Mafalda%20Lickfold%20.pdf
i
ASSOCIAÇÃO ENTRE ALTERAÇÕES DA COMPOSIÇÃO
CORPORAL E O PERFIL CARDIOMETABÓLICO APÓS
CIRURGIA METABÓLICA E BARIÁTRICA
MAFALDA RIBEIRO DE SOUSA LICKFOLD
Disse ação pa a ob enção do g au de Mes e em Nu ição Humana e Me abolismo
na Faculdade de Ciências Médicas | NOVA Medical School da Uni e sidade NOVA de Lisboa
Se emb o, 2022
ii
ASSOCIAÇÃO ENTRE ALTERAÇÕES DA COMPOSIÇÃO
CORPORAL E O PERFIL CARDIOMETABÓLICO APÓS
CIRURGIA METABÓLICA E BARIÁTRICA
Ma alda Ribei o de Sousa Lick old
O ien ado a: Ca a ina Roque e Du ão, P o esso a Auxilia Con idada da Faculdade de Ciências
Médicas
| NOVA Medical School da Uni e sidade NOVA de Lisboa
Disse ação pa a ob enção do g au de Mes e em Nu ição Humana e Me abolismo
Se emb o, 2022
iii
AGRADECIMENTOS
A minha p o unda g a i ude,
À minha o ien ado a, P o . Dou o a Ca a ina Roque e Du ão, pela ansmissão e pa ilha de
conhecimen os, po oda a boa disposição e aleg ia que me ansmi e e po oda a
disponibilidade e dedicação. Ag adeço p o undamen e a opo unidade que i e em conhecê-la
e em pode abalha consigo.
A odo co po docen e da NOVA Medical School / Uni e sidade NOVA de Lisboa, pela
disponibilidade em ajuda semp e que necessá io.
À minha amília, em especial à minha mãe, po me e em ensinado a nunca desis i e a lu a pa a
consegui alcança os meus obje i os.
A i, Ra ael, po me aze es esquece os p oblemas nos momen os mais di íceis e po ac edi a es
semp e em mim desde o p imei o dia. O eu incen i o diá io deu-me o ças pa a chega a é aqui.
i
ABREVIATURAS
CMB
BGYR
GS
DCV
DMT2
IMC
MG
MME
CT
LDL
HDL
VLDL
TG
GJ
HbA1c
IC
Ci u gia Me abólica Ba iá ica
Bypass Gás ico em Y de Roux
Gas ec omia em Slee e
Doença Ca dio ascula
Diabe es Melli us Tipo 2
Índice de Massa Co po al
Massa Go da
Massa Muscula Esquelé ica
Coles e ol To al
Lipop o eína de Baixa Densidade
Lipop o eína de Ele ada Densidade
Lipop o eína de Mui o Baixa Densidade
T iacilglice óis
Glicose em Jejum
Hemoglobina Glicada A1c
In e alo de Con iança
ABSTRACT
Backg ound: Some e idence sugges s ha di e en changes in body composi ion a e
Me abolic and Ba ia ic Su ge y (MBS) may be dis inc ly associa ed wi h speci ic ca diome abolic
ou comes. Howe e , e idence is sca ce and longi udinal s udies desc ibing body composi ion
changes and hei associa ion wi h ca diome abolic ma ke s a e wa an ed.
Objec i e: To e alua e he associa ion o weigh and body composi ion changes wi h he
ca diome abolic p o ile, a e MBS, conside ing a possible he e ogenei y be ween Roux-en-Y
Gas ic Bypass (Bypass) and Slee e Gas ec omy (Slee e).
Me hodology: Longi udinal e ospec i e s udy in pa ien s unde going MBS a CUF Tejo Hospi al,
be ween Sep embe 2018 and Ma ch 2021.An h opome ic and body composi ion assessmen
da a [weigh , BMI, Fa Mass (FM) and Skele al Muscle Mass (SMM)],as well as ca diome abolic
ma ke s [To al Choles e ol (TC), LDL, HDL and VLDL, T iacylglyce ols, Fas ing Glucose (FG) and
Glyca ed Haemoglobin A1c], we e collec ed in he elec onic medical eco d om he
p eope a i e e alua ion un il he ollow-up o 6 mon hs pos -su ge y, a ou ime poin s (p e-
su ge y, 1, 3, and 6 mon hs a e su ge y). Associa ions o an h opome ic and body composi ion
changes wi h ca diome abolic ou comes we e es ima ed by eg ession coe icien s (ẞ) and
espec i e 95% con idence in e als (95%CI) by sepa a e linea eg ession models o each ma ke .
Resul s: No signi ican he e ogenei y was obse ed be ween Bypass and Slee e on he
associa ion wi h ca diome abolic ma ke s. One mon h a e su ge y, we obse ed ha dec eased
weigh and BMI we e signi ican ly associa ed wi h lowe HDL choles e ol le els a 3 mon hs (ß=-
2,118 mg/dL; 95%CI: -2,970; -1,267; ß=-7,192 mg/dL; 95%CI: -9,485 ; -4,900, espec i ely).A dec eased
in SMM a 3 mon hs a e MBS, was associa ed wi h lowe HDL choles e ol and TC a 6 mon hs
(ß=-9,612 mg/dL; 95%CI: -13,583; -5,640; ß=-16;296 mg/dL; 95%CI: -29,243; -3,349, espec i ely). A e
adjus men o sociodemog aphic cha ac e is ics, no signi ican associa ions we e obse ed wi h
he emaining ca diome abolic ma ke s.
Conclusion: Weigh loss and he co esponding dec ease in BMI a e associa ed wi h a dec ease
in HDL choles e ol a 3 and 6 mon hs o ollow-up, wi h loss o SMM being he ac o mos s ongly
associa ed wi h his dec ease.
Keywo ds: Me abolic and Ba ia ic Su ge y, Slee e Gas ec omy, Roux-en-Y Bypass,
Ca diome abolic Ma ke s, Body Composi ion.

i
RESUMO
In odução: Alguma e idência suge e que di e en es al e ações na composição co po al após
Ci u gia Me abólica e Ba iá ica (CMB) se associem dis in amen e a ou comes ca diome abólicos
especí icos. Con udo, a e idência é escassa e es udos longi udinais que desc e am al e ações da
composição co po al e sua associação com pe il ca diome abólico são necessá ios.
Obje i o: A alia a associação de al e ações ponde ais e de composição co po al com o pe il
ca diome abólico, após CMB, endo em con a uma possí el he e ogeneidade en e Bypass em Y
de Roux (Bypass) e Gas ec omia Ve ical em Slee e (Slee e).
Me odologia: Es udo longi udinal e ospe i o em doen es subme idos a CMB no Hospi al CUF
Tejo en e se emb o de 2018 e ma ço de 2021. Dados de a aliação an opomé ica e de
composição co po al [peso, IMC, Massa Go da (MG) e Massa Muscula Esquelé ica (MME)], bem
como ma cado es ca diome abólicos [coles e ol To al (CT), LDL, HDL e VLDL, iacilglice óis,
Glicémia em Jejum (GJ) e Hemoglobina Glicada A1c], o am ecolhidos nos egis os clínicos
ele ónicos, desde a a aliação p é-ope a ó ia a é aos 6 meses de seguimen o, em qua o
momen os (p é-ci u gia, 1, 3 e 6 meses após ci u gia). As associações das al e ações
an opomé icas e de composição co po al com ou comes ca diome abólicos o am es imadas
po coe icien es de eg essão (ẞ) e espe i os in e alos de con iança a 95% (IC 95%) a a és de
modelos de eg essão linea ajus ados, em sepa ado, pa a cada ma cado .
Resul ados: Não se obse ou he e ogeneidade signi ica i a en e Bypass e Slee e na associação
com ma cado es ca diome abólicos. Um mês após ci u gia, obse ou-se que a diminuição de
peso e IMC se associa am signi ica i amen e a meno es ní eis de coles e ol HDL aos 3 meses (ß=-
2,118 mg/dL; IC95%: -2,970; -1,267; ß=-7,192 mg/dL; IC95%: -9,485; -4,900, espe i amen e). A
diminuição de MME nos 3 meses após CMB associou-se à diminuição do coles e ol HDL e do CT
aos 6 meses (ß=-9,612 mg/dL; IC95%: -13,583; -5,640; ß=-16;296 mg/dL; IC95%: -29,243; -3,349,
espe i amen e). Após ajus e pa a ca ac e ís icas sociodemog á icas, não se obse a am
associações signi ica i as com os es an es ma cado es ca diome abólicos.
Conclusão: A pe da de peso e co esponden e diminuição do IMC es ão associadas à diminuição
do coles e ol HDL aos 3 e 6 meses de seguimen o, sendo a pe da de MME o a o mais o emen e
associado com es a diminuição.
Pala as-cha e: Ci u gia Me abólica e Ba iá ica, Gas ec omia em Slee e, Bypass em Y de Roux,
Ma cado es Ca diome abólicos, Composição Co po al.
ii
ÍNDICE
AGRADECIMENTOS ………..…………………………………….........................................................................................................................iii
ABREVIATURAS.........................................................................................................................................................................................i
ABSTRACT.......................................................................................................................................................................................................
RESUMO ........................................................................................................................................................................................................ i
ÍNDICE ........................................................................................................................................................................................................... ii
ÍNDICE DE TABELAS ............................................................................................................................................................................ iii
ÍNDICE DE FIGURAS………………........……………………………………………………………………………………………………………………………….ix
INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................................................................... 10
OBJECTIVOS .............................................................................................................................................................................................. 13
MÉTODOS.................................................................................................................................................................................................... 14
RESULTADOS .......................................................................................................................................................................................... 20
DISCUSSÃO................................................................................................................................................................................................ 27
CONCLUSÃO............................................................................................................................................................................................. 32
REFERÊNCIAS ......................................................................................................................................................................................... 33
iii
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1. Ca ac e ís icas p é-ci ú gicas dos pa icipan es, de aco do com ipologia ci ú gica.
Tabela 2. An opome ia e composição co po al após ci u gia, de aco do com ipologia ci ú gica.
Tabela 3. Al e ações ponde ais e de composição co po al após ci u gia, de aco do com ipologia
ci ú gica.
Tabela 4. Associações en e as al e ações ponde ais e de composição co po al dos 0 ao 1 mês e
pa âme os ca diome abólicos aos 3 meses após ci u gia.
Tabela 5. Associações en e as al e ações ponde ais e de composição co po al dos 1 aos 3 meses
e pa âme os ca diome abólicos aos 6 meses após ci u gia.
ix
ÍNDICE DE FIGURAS
Figu a 1. Exposição, ou come e momen os de a aliação conside ados pa a análise.
Figu a 2. Pa icipan es, exclusões e subamos a.
Figu a 3. Pe íodos de seguimen o pa a a aliação das al e ações ponde ais e de composição
co po al em es udo.
16
Es e es udo oi ap o ado pelas Comissões de É ica em In es igação da NOVA Medical School e
da CUF Tejo. Todos os p ocedimen os do es udo o am ealizados segundo os equisi os desc i os
pa a es udos com pa icipan es humanos publicados na decla ação de Helsínquia de 1964 com
as suas pos e io es al e ações, bem como, com as no mas es abelecidas pela Au o idade
Po uguesa de P o eção de Dados. Um consen imen o in o mado online, oi ecolhido de cada
pa icipan e.
Recolha de in o mação
Todos os dados usados no p esen e es udo o am coligidos e ospe i amen e a a és da
consul a do egis o clínico ele ónico de cada doen e.
Dados an opomé icos e de composição co po al
Os pa âme os de a aliação an opomé ica e de composição co po al [Peso (kg), MG em kg e %,
e MME em kg], o am ecolhidos a a és de consul a do egis o clínico e e en e à a aliação
an opomé ica e de composição co po al ealizada nas consul as de nu ição, no p é-ope a ó io
e aos 1, 3 e 6 meses após ci u gia.
A es a u a oi medida, po nu icionis a einado, ao milíme o mais p óximo a a és de
es adióme o de pa ede (Seca®, Hambu go, Alemanha), segundo p ocedimen os pad onizados
[25,26]. O peso oi medido com a p ecisão de 0.1 kg, po nu icionis a einado, segundo
p ocedimen os pad onizados [25,26], nomeadamen e em oupa in e io , após es azia bexiga e
usando a InBody 770 (InBody® Co. L d., Seoul, Ko ea).
A a aliação da composição co po al oi ealizada segundo o p o ocolo da UCOM, que obedece a
p ocedimen os pad onizados [27]. Pa a ealiza bioimpedância, o doen e e ia de es a em jejum
po pelo menos 3 ho as, não e ealizado exe cício ísico nas 24 ho as an e io es e não e inge ido
bebidas com ca eína ou e anol nas 24 h p eceden es ao exame. A composição co po al oi medida
a a és de Bioimpedância Segmen a Di e a Mul i- equência DSM-BI, e apola com 8
elé odos InBody 770 (InBody® Co. L d., Seoul, Ko ea).
Ma cado es ca diome abólicos
Os ma cado es ca diome abólicos de in e esse, o am a aliados an es da ci u gia, bem como aos
3 e 6 meses após in e enção ci ú gica. Na UCOM, os doen es são aconselhados a ealiza a
colhei a de sangue pa a análise de pa âme os bioquímicos no Hospi al CUF Tejo, em jejum, e
obedecendo a p ocedimen os pad onizados. A maio pa e dos doen es ealiza odos os exames
e análises no hospi al, a a és do cen o de medicina labo a o ial Ge mano de Sousa [28] que
p es a es e se iço no Hospi al. Nes e Cen o [28] o coles e ol o al é medido a a és do mé odo
do coles e ol oxidase-es e ase, sendo o coles e ol HDL analisado po ensaio enzimá ico

17
colo imé ico homogéneo di e o. Os iacilglice óis são a aliados pelo mé odo do glice ol os a o
oxidase pe oxidase e os ní eis de VLDL são calculados pela equação de F iedwald [29]. A glicémia
em jejum é medida pela me odologia da hexoquinase-glicose-6- os a o desid ogenase e a HbA1c
é medida po c oma og a ia líquida de al a-de inição.
Alguns doen es ealiza am colhei a de sangue e análises nou o cen o de análises – o Labo a ó io
Joaquim Cha es [30]. Nes e Cen o [30] são u ilizados os seguin es mé odos de a aliação:
coles e ol o al medido po ensaio enzimá ico colo imé ico coles e ol es e ase/oxidase (PAP);
iacilglice óis e VLDL medidos po ensaio colo imé ico enzimá ico GPO/T inde ; coles e ol HDL
e LDL medidos po ensaio colo imé ico enzimá ico homogéneo di e o de 3ª ge ação; glicémia
em jejum medida a a és da hexoquinase, Glucose-6-Fos a o Desid ogenase e a HbA1c medida
po imuno u bidime ia.
Pa a o p esen e es udo, consul a am-se os p ocessos ele ónicos dos pa icipan es ecolhendo
in o mação ela i a aos seguin es ma cado es: coles e ol o al (mg/dL); coles e ol HDL (mg/dL);
coles e ol LDL (mg/dL); VLDL (mg/dL); iacilglice óis (mg/dl); glicémia em jejum (mg/dL) e HbA1c
(%). Os esul ados das análises ealizadas no cen o de medicina labo a o ial Ge mano de Sousa,
são au oma icamen e ca egados no sis ema de egis o clínico ele ónico. Os esul ados de
análises ealizadas nou os cen os são azidos pelos doen es e e i icados em consul a com
egis o dos pa âme os al e ados. Nes e úl imo caso, as análises comple as não icam
au oma icamen e em sis ema, de modo que os pa icipan es com alo es em al a o am
con ac ados nes e es udo, de o ma a comple a os dados.
Dados sociodemog á icos
Foi desen ol ido um ques ioná io pa a ecolha de dados cujo link oi en iado pa a o email pessoal
de odos os pa icipan es. O ques ioná io isa a ecolhe in o mação sociodemog á ica como:
ní el de escola idade; endimen o do ag egado amilia ; núme o de memb os do ag egado;
es ado ci il a ual; da a de nascimen o e sexo dos pa icipan es.
Po enciais Fa o es de Con undimen o
Po enciais a o es de con undimen o de i a am da e isão da li e a u a, endo sido conside ados
os seguin es em odas as análises; ní el de escola idade (núme o de anos comple os de
escola idade); idade exa a dos pa icipan es (calculada em anos comple os a a és da da a de
nascimen o); endimen o pe capi a mensal (calculado em eu os a a és do endimen o mensal
e núme o de elemen os do ag egado amilia ); o sexo, a es a u a dos pacien es e a p á ica de
exe cício ísico (aos 3 e 6 meses após ci u gia).
18
Análise es a ís ica
Pa a a iá eis con ínuas, após e i icada uma dis ibuição simé ica dos dados, op ou-se po
exp essa os esul ados como médias e espe i os des ios pad ão (DP). Pa a a iá eis ca egó icas,
os esul ados são exp essos em núme o absolu o e espe i as pe cen agens. Di e enças en e
p opo ções, o am es adas com o es e Qui-Quad ado. A compa ação de médias en e as duas
ipologias ci ú gicas oi ealizada pelo es e T-s uden pa a amos as independen es.
Dois pe íodos de seguimen o o am conside ados pa a al e ações ponde ais e da composição
co po al, nomeadamen e al e ação en e a a aliação p é-ci ú gica e o 1º mês de seguimen o (0-1
m) e da p é-ci u gia aos 3 meses de seguimen o (0-3 m). As al e ações de Peso, IMC, MG e MME
o am calculadas median e sub ação (Figu a 3).
Figu a 3. Pe íodos de seguimen o pa a a aliação das al e ações ponde ais e de composição
co po al em es udo
Pa a a alia a associação en e a exposição de in e esse (al e ações ponde ais e da composição
co po al) e os ou comes (ma cado es ca diome abólicos) o am es imados coe icien es de
eg essão (ß) e espe i os in e alos de con iança a 95% (IC 95%) po modelos de eg essão linea ,
b u os e ajus ados, indi idualmen e pa a cada medida de ou come (CT, LDL e HDL; VLDL,
T iacilglice óis; Glicémia e HbA1c). Os po enciais a o es de con undimen o o am, um-a-um,
es ados em cada modelo e aqueles que não al e a am as associações de in e esse, não o am
incluídos na análise inal [es a u a, endimen o e p á ica de exe cício ísico]. Assim, os modelos
inais o am ajus ados pa a sexo ( eminino s masculino como ca ego ia de e e ência), idade (em
anos, como a iá el con ínua), escola idade (anos comple os, como a iá el con ínua).
1º momen o
Al e ação en e a a aliação p é ci ú gica e o 1º
mês de seguimen o;
Al e ação en e a a aliação p é ci ú gica e os 3
meses de seguimen o;
2º momen o
•[ (Peso(kg) p é ci u gia –Peso(kg) 1mês após) ]
•[ (IMC kg/m2p é ci u gia –IMC kg/m21mês após) ]
•[(MG (kg) p é ci u gia –MG (kg)1mês após) ]
•[(MME(kg) p é ci u gia-MME(kg) 1mês após) ]
•[ (Peso(kg) p é ci u gia –Peso(kg) 3meses após) ]
•[ (IMC kg/m2p é ci u gia –IMC kg/m23meses após) ]
•[(MG (kg) p é ci u gia –MG (kg) 3meses após) ]
•[(MME(kg) p é ci u gia-MME(kg) 3meses após) ]
19
Pa a es a es a is icamen e a hipó ese de he e ogeneidade en e ipologias ci ú gicas (Bypass
s. Slee e) na associação das al e ações (ponde ais e de composição co po al) com os ma cado es
ca diome abólicos, es ou-se a in e ação en e al e ação (ponde al ou de composição co po al) e
ipologia ci ú gica median e adição de e mos mul iplica i os (al e ação x ipologia) nos modelos
ajus ados.
A análise es a ís ica oi ealizada com o So wa e de es a ís ica SPSS, e são 25 (IBM SPSS
S a is ics co po a ion, Chicago, IL, USA) e um ní el de signi icância de 5% oi ado ado.
20
RESULTADOS
Na Tabela 1 podem obse a -se as ca ac e ís icas iniciais (sociodemog á icas, ponde ais, de
composição co po al e ca diome abólicas) dos doen es, po ipologia ci ú gica. Os doen es
subme idos a Bypass ap esen a am alo es signi ica i amen e supe io es aos de Slee e na
pe cen agem de peso em excesso (Média=71,0, DP=25,79 s. Média=54,2, DP=23,12 kg; P=0,038) e
no IMC (Média=42,6, DP=6,42 s. Média=38,4, DP=5,76 kg/m2, P=0,038). Não se obse a am
di e enças es a is icamen e signi ica i as pa a as es an es ca ac e ís icas p é-ci u gia.
DP, Des io Pad ão; IMC, Índice de Massa Co po al; MG, Massa Go da; MME, Massa Muscula Esquelé ica; LDL, Low-Densi y
Lipop o ein; HDL, High-Densi y Lipop o ein; VLDL, Ve y-Low-Densi y Lipop o ein; HbA1c Hemoglobina glicada A1C.
a As p opo ções o am compa adas com o Tes e qui-quad ado; As médias o am compa adas com o Tes e T-s uden pa a
amos as independen es
Tabela 1. Ca ac e ís icas p é-ci ú gicas dos pa icipan es, de aco do com ipologia ci ú gica
Bypass em Y de Roux
(n=36, 72%)
Gas ec omia em Slee e
(n=14,28%)
alo -P a
Média
DP
n
%
Média
DP
n
%
Ca ac e ís icas sociodemog á icas
Sexo
Feminino
25
69,4
8
57,1
0511
Idade, anos
48,4
9,92
46,1
11,92
0,492
Escola idade, anos
14,5
2,58
14,9
3,52
0,924
Rendimen o, € pe capi a
994,4
594,98
777,4
519,29
0,246
Es ado ci il
Em coabi ação
23
76,7
8
57,1
0,288
Ca ac e ís icas ponde ais e de composição co po al
Peso, Kg
115,9
21,22
109,7
25,70
0,388
Peso em excesso, %
71,0
25,79
54,2
23,12
0,038
IMC, Kg/m2
42,6
6,42
38,4
5,76
0,038
Pe íme o da cin u a, cm
127,7
12,39
126,1
12,85
0,786
MG, kg
53,8
11,15
49,5
9,96
0,235
MG, %
47,1
6,25
44,8
4,67
0,231
MME, Kg
33,6
6,97
33,0
8,20
0,799
Ca ac e ís icas ca diome abólicas
Coles e ol To al, mg/dL
209,1
37,30
196,1
24,46
0,275
Coles e ol LDL, mg/dL
131,4
40,31
123,2
18,15
0,504
Coles e ol HDL, mg/dL
49,0
13,32
49,1
11,40
0,991
VLDL, mg/dL
27,1
11,37
24,6
7,54
0,520
T iacilglice óis, mg/dL
129,8
60,10
118,8
38,91
0,565
Glicose em jejum, mg/dL
99,3
20,97
95,8
5,33
0,415
HbA1C, %
5,8
0,86
6,2
1,58
0,304
21
Após ci u gia (Tabela 2), obse a-se descida subs ancial das medidas an opomé icas e de
composição co po al nos doen es subme idos a ambas as ipologias ci ú gicas. O IMC médio
desce ce ca de 12 kg/m2 no Bypass [de 42,6 kg/m2 na a aliação p é-ci ú gica (Tabela 1), pa a 30,8
kg/m2 aos 6 meses (Tabela 2)] e ce ca de 10 kg/m2 no Slee e [de 38,4 kg/m2 na a aliação p é-
ci ú gica (Tabela 1) pa a 28,0 kg/m2 aos 6 meses (Tabela 2)]. Um mês após ci u gia ainda se
obse am di e enças es a is icamen e signi ica i as en e Bypass e Slee e na pe cen agem de
peso em excesso (Média=54,3, DP=24,23 s. Média=38,7, DP=20,79; P=0,039) e no IMC (Média=38,4,
DP=6,03 s. Média=34,5, DP=5,18 kg/m2; P=0,039), que deixam de se signi ica i as aos 3 e 6 meses
de seguimen o.
DP, Des io Pad ão; IMC, Índice de Massa Co po al; MG, Massa Go da; MME, Massa Muscula Esquelé ica; LDL,
Low-Densi y Lipop o ein; HDL, High-Densi y Lipop o ein; VLDL, Ve y-Low-Densi y Lipop o ein; HbA1c Hemoglobina
glicada A1C.
a As médias o am compa adas com o Tes e T-s uden pa a amos as independen es
Tabela 2. An opome ia e composição co po al após ci u gia, de aco do com ipologia ci ú gica
Bypass em Y de Roux
(n=36, 72%)
Gas ec omia em Slee e
(n=14, 28%)
Média
DP
Média
DP
alo -P a
1 mês após ci u gia
Peso, Kg
104,4
18,95
98,7
23,01
0,388
Peso em Excesso, %
54,3
24,23
38,7
20,79
0,039
IMC, Kg/m2
38,4
6,03
34,5
5,18
0,039
MG, kg
47,7
12,08
41,9
9,87
0,178
MG, %
46,1
7,18
43,1
2,91
0,065
MME, Kg
30,4
6,21
30,4
7,82
0,981
3 meses após ci u gia
Peso, Kg
93,8
17,50
91,0
23,10
0,666
Peso em excesso, %
39,3
23,47
28,2
22,06
0,156
IMC, Kg/m2
34,7
5,84
31,9
5,49
0,156
MG, kg
41,1
12,68
35,2
9,69
0,220
MG, %
43,0
8,36
37,3
5,40
0,071
MME, Kg
29,6
5,85
31,5
7,82
0,452
6 meses após ci u gia
Peso, Kg
84,6
14,63
77,6
19,44
0,219
Peso em excesso, %
23,5
18,78
12,3
21,04
0,107
IMC, Kg/m2
30,8
4,68
28,0
5,24
0,107
MG, kg
30,6
10,23
25,2
6,33
0,133
MG, %
36,0
9,24
32,3
6,28
0,248
MME, Kg
29,9
6,13
28,7
5,88
0,585

22
A é aos 6 meses, em núme os absolu os, os doen es subme idos a Bypass pe dem mais peso
(33,0 kg), mais massa go da (24,9 kg), e mais massa muscula esquelé ica (4,3 kg) do que os
doen es subme idos a Slee e (27,7 kg; 23,1 kg; 2,8 kg, espe i amen e), mas nenhuma des as
di e enças é es a is icamen e signi ica i a. Nos p imei os 6 meses, a pe da o al de MG é de 77,8%
do peso pe dido no Bypass e de 76,5% do peso pe dido no Slee e. Já a pe da de MME pe az, aos
6 meses, 12,8% e 10,7% do peso pe dido, no Bypass e Slee e espe i amen e. Em ambas as
ipologias ci ú gicas, a pe da ela i a de MME é mui o mais subs ancial du an e o p imei o mês
após ci u gia, diminuindo a pa i daí, enquan o aumen a a pe da ela i a de massa go da.
DP des io pad ão
a As médias o am compa adas com o Tes e T-S uden pa a amos as independen es
Tabela 3. Al e ações ponde ais e de composição co po al após ci u gia, de aco do com ipologia
ci ú gica
Bypass em Y de
Roux (n=36, 72%)
Gas ec omia em Slee e
(n=14, 28%)
Média
DP
Média
DP
alo -P a
Peso
0 - 1 mês, kg
11,4
4,01
11,0
3,26
0,729
1 - 3 meses, kg
10,5
3,97
8,2
3,40
0,074
3 - 6 meses, kg
10,6
4,63
10,0
5,24
0,718
Pe da o al (0 - 6 m), kg
33,0
9,29
27,7
8,60
0,105
Massa Go da
0 - 1 mês, kg
7,3
2,71
7,5
2,49
0,820
0 - 1 mês, % peso pe dido
63,9
10,28
67,7
16,27
0,520
1 - 3 meses, kg
8,8
3,72
7,7
3,36
0,523
1 - 3 meses, % peso pe dido
84,6
15,87
92,5
11,35
0,244
3 - 6 meses, kg
9,1
3,10
9,1
4,73
0,981
3 - 6 meses, % peso pe dido
87,7
11,58
87,9
17,61
0,974
Pe da o al (0 - 6 m), kg
24,9
6,36
23,1
6,51
0,464
Pe da o al (0 - 6 m), % peso pe dido
77,8
12,00
76,5
6,10
0,762
Massa Muscula Esquelé ica
0 - 1 mês, kg
2,9
1,01
3,0
1,03
0,800
0 - 1 mês, % peso pe dido
26,6
8,57
29,2
8,74
0,414
1 - 3 meses, kg
0,8
0,94
0,7
1,02
0,779
1 - 3 meses, % peso pe dido
9,4
8,50
7,5
6,72
0,896
3 - 6 meses, kg
0,4
1,09
0,3
0,78
0,755
3 - 6 meses, % peso pe dido
5,4
6,29
7,1
12,29
0,634
Pe da o al (0 - 6 m), kg
4,3
2,59
2,8
3,38
0,146
Pe da o al (0 - 6 m), % peso pe dido
12,8
6,29
10,7
10,65
0,456
23
As es ima i as da associação en e al e ações ponde ais e de composição co po al com os
ma cado es ca diome abólicos não são ap esen adas es a i icadas po ipologia ci ú gica, uma
ez que nenhum dos e mos de in e ação es ados oi es a is icamen e signi ica i o, não
mos ando he e ogeneidade en e Bypass e Slee e na associação das al e ações ponde ais ou da
composição co po al com os di e en es ma cado es ca diome abólicos. Assim, não ha endo
jus i icação es a ís ica que supo e uma di e ença de associação consoan e ipologia ci ú gica, os
esul ados são ap esen ados em conjun o (Tabelas 4 e 5).
Con o me se pode obse a na Tabela 4, as al e ações ponde ais e de composição co po al
du an e o p imei o mês após ci u gia es ão signi ica i amen e associadas à diminuição do
coles e ol HDL aos 3 meses an o no modelo b u o (Modelo 1) como no modelo ajus ado pa a
sexo, escola idade e idade (Modelo 2).
No p imei o mês após ci u gia, a al e ação de medidas an opomé icas ou de composição
co po al não se mos ou associada aos ní eis de coles e ol o al,LDL,VLDL, iacilglice óis ou
HbA1c aos 3 meses de seguimen o. Pelo con á io, es as al e ações mos a am-se associadas à
diminuição do coles e ol HDL aos 3 meses, an o nos modelos b u os como nos ajus ados. Após
ajus e pa a ca ac e ís icas sociodemog á icas, po cada kg de peso pe dido no p imei o mês de
pós-ope a ó io, o coles e ol HDL aos 3 meses diminui em 2,118 mg/dL (IC95%: -2,970; -1,267). No
p imei o mês de pós-ope a ó io, po cada kg/m2 pe dido no IMC a diminuição de coles e ol HDL
aos 3 meses é de 7,192 mg/dL (IC95%: -9,485; -4,900). Es a diminuição de coles e ol HDL de e-se
subs ancialmen e à diminuição da massa muscula esquelé ica (ẞ=-6,491; IC95%: -9,962; -3,020) e
menos à diminuição de massa go da (ẞ=-1,694; IC95%: -3,376; -0,012).
Po cada diminuição de 1 kg no p imei o mês após ci u gia, sobe signi ica i amen e a glicémia
em jejum aos 3 meses (ẞ=0,880; IC95%: 0,198; 1,561), embo a, após ajus e pa a ca ac e ís icas
sociodemog á icas, a associação enha pe dido signi icância es a ís ica (ẞ=0,785; IC95%: -0,011; -
1,581). Do mesmo modo, po cada diminuição de 1 kg/m2 no IMC du an e o p imei o mês de pós-
ope a ó io obse a-se um aumen o de 2,764 mg/dL da glicémia em jejum (IC95%: 0,363; 5,164)
que pe de signi icância após ajus e pa a ca ac e ís icas sociodemog á icas (ẞ=2,162; IC95%: -0,291;
4,615). A al e ação de MG no p imei o mês não se mos ou signi ica i amen e associada à
glicémia em jejum aos 3 meses. Pa a o mesmo pe íodo, a diminuição de MME mos ou-se
posi i amen e associada à glicémia, embo a a associação não a inja signi icância es a ís ica.
Resul ados semelhan es o am obse ados ela i amen e a al e ações an opomé icas e de
composição co po al en e o 1 e os 3 meses de seguimen o e sua associação com coles e ol HDL
aos 6 meses. Nos modelos ajus ados (Modelo 2), as al e ações an opomé icas e de composição
co po al obse adas no segundo e e cei o meses após ci u gia associa am-se signi ica i amen e
à diminuição do coles e ol HDL, no que espei a à pe da de peso (ẞ=-1,206; IC95%: -1,847; -0,566),
à diminuição de IMC (ẞ=-3,961; IC95%: -5,831; -2,091) e à diminuição de massa muscula esquelé ica
24
(ẞ=-9,612; IC95%: -13,583; -5,640). Adicionalmen e, uma associação no limia da signi icância
es a ís ica é obse ada en e a diminuição de IMC en e o 1 e os 3 meses com o coles e ol o al
aos 6 meses (ẞ=-6,065; IC95%: -12,131; 0,000), es ando a pe da de massa muscula esquelé ica
signi ica i amen e associada a es e ma cado (ẞ=-16,296; IC95%: -29,243; -3,349).
25
CT coles e ol o al; LDL, Low-Densi y Lipop o ein; HDL, High-Densi y Lipop o ein; VLDL, Ve y-Low-Densi y Lipop o ein; TG iacilglice óis; GJ glicose em jejum; HbA1c
Hemoglobina glicada A1C.; ß coe icien e de eg essão; IC in e alo de con iança; IMC índice de massa co po al; MG massa go da; MME massa muscula esquelé ica
a B u o; b Ajus ado pa a sexo, idade e educação
Tabela 4 Associações en e as al e ações ponde ais e de composição co po al dos 0 ao 1 mês e pa âme os ca diome abólicos aos 3 meses após ci u gia, n=29
CT, mg/dL
LDL, mg/dL
HDL, mg/dL
VLDL, mg/dL
TG, mg/dL
GJ, mg/dL
HbA1c, %
β (IC 95%)
β (IC 95%)
β (IC 95%)
β (IC 95%)
β (IC 95%)
β (IC 95%)
β (IC 95%)
Peso, kg
Modelo 1 a
-2,210(-5,159;0,740)
-0,465(-3,407;2,478)
-1,927(-2,610; -1,244)
0,278(-0,423;0,979)
0,061(-2,815;2,937)
0,880(0,198;1,561)
0,020(-0,015;0,054)
Modelo 2 b
-1,574(-4,528;1,380)
-0,049(-3,084;2,986)
-2,118(-2,970; -1,267)
0,432(-0,430;1,294)
0,245(-3,202;3,692)
0,785(-0,011;1,581)
0,007(-0,035;0,048)
IMC, kg/m2
Modelo 1 a
-4,458(-14,919;6,004)
2,029(-8,153;12,210)
-7,172(-9,336; -5,008)
0,686(-1,747;3,118)
0,302(-9,658;10,262)
2,764(0,363;5,164)
0,054(-0,066;0,175)
Modelo 2 b
-3,859(-12,866;5,147)
1,867(-7,303;11,036)
-7,192(-9,485; -4,900)
0,927(-1,706;3,560)
0,034(-10,413;10,481)
2,162(-0,291;4,615)
0,008(-0,118;0,134)
MG, kg
Modelo 1 a
-2,503(-8,012;3,006)
-0,809(-6,216;4,599)
-1,904(-3,300; -0,508)
0,348(-1,004;1,700)
-0,766(-6,176;4,644)
0,822(-0,433;2,078)
0,043(-0,016;0,102)
Modelo 2 b
-0,098(-5,139;4,944)
0,944(-4,236;6,124)
-1,694(-3,376; -0,012)
0,459(-1,147;2,064)
0,678(-5,727;7,084)
0,656(-0,785;2,096)
0,044(-0,019;0,108)
MME, kg
Modelo 1 a
-6,400(-19,334;6,533)
-0,521(-13,138;12,096)
-6,306(-9,372; -3,241)
1,561(-1,371;4,494)
-1,197(-13,134;10,739)
2,081(-0,689;4,850)
-0,012(-0,146;0,123)
Modelo 2 b
0,740(-10,656;12,136)
6,013(-5,339;17,365)
-6,491(-9,962; -3,020)
2,008(-1,357;5,373)
2,687(-11,070;16,445)
2,017(-1,157;5,191)
-0,045(-0,190;0,100)
32
CONCLUSÃO
Es e es udo mos a que a pe da de peso e consequen e diminuição do IMC, es ão associados à
diminuição do coles e ol HDL aos 3 e 6 meses, sendo a pe da de MME, o a o que pa ece es a
mais signi ica i a e o emen e associado a es a diminuição. Conclui-se que, pa a além do peso,
os di e en es componen es da composição co po al, em pa icula a pe da de MME, podem e
in luência nos ma cado es ca diome abólicos lipídicos e glicémicos, com o aumen o da glicémia
em jejum, p incipalmen e nos 3 meses após a ci u gia.
É de ex ema ele ância inclui a a aliação da composição co po al, desde a a aliação p é
ci ú gica e nos di e en es pe íodos de seguimen o, no acompanhamen o de doen es subme idos
a CMB. No en an o, são necessá ios mais es udos longi udinais, com empos de seguimen o
supe io es, com um amanho amos al maio , que pe mi am es ima e comp eende melho a
associação en e os di e en es compa imen os da composição co po al e as al e ações lipídicas
e glicémicas e que enham pode es a ís ico su icien e pa a es uda po enciais di e enças en e
ipologias ci ú gicas.

33
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