Resea ch A icle
Po J Public Heal h 2017;35:101–113
P opos a de um Co e Se Ab e iado
de A aliação da Funcionalidade em
Cuidados Pós-Agudos Ge iá icos
Ana Paula de Almeida Fon es
a Ana Alexand e Fe nandes
b
Ma ia Amália Bo elho
c Ana Luísa Papoila
c
a Núcleo de Fo mação, G upo Hospi al Pa icula do Alga e, Cen o In e disciplina de Ciências Sociais (CICS.No a),
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Uni e sidade NOVA de Lisboa, Lisbon, Po ugal; b Ins i u o Supe io de
Ciências Sociais e Polí icas, Uni e sidade Técnica de Lisboa, Cen o In e disciplina de Ciências Sociais (CICS.No a),
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Uni e sidade NOVA de Lisboa, Lisbon, Po ugal; c Faculdade de Ciências
Médicas, Uni e sidade NOVA de Lisboa, Lisbon, Po ugal
Recei ed: June 21, 2016
Accep ed: June 20, 2017
Published online: 25. Sep embe 2017
P o . Ana Paula de Almeida Fon es, PhD
Hospi al Pa icula do Alga e
Es ada de Al o
PT–8500-322 Po imão (Po ugal)
E-Mail anapaula on es @ gmail.com
© 2017 The Au ho (s). Published by S. Ka ge AG, Basel
on behal o Escola Nacional de Saúde Pública
E-Mail ka ge @ka ge .com
www.ka ge .com/pjp
DOI: 10.1159/000479755
Pala as-Cha e
En elhecimen o · Classi icação In e nacional de
Funcionalidade · Incapacidade e saúde · Co e Se ge iá ico ·
Cuidados con inuados
Resumo
Obje i o: Desen ol e um Co e Se Ge iá ico Ab e iado
pa a a aliação/in e enção da uncionalidade, em cuidados
de eabili ação de con ex o pós-agudo. Ma e iais e Mé o-
dos: Desen ol eu-se um es udo obse acional do ipo
analí ico e longi udinal, que pe mi isse conhece os domínios
e as a iá eis com maio alo p edi i o e disc imina i o el-
a i amen e à e olução da uncionalidade das condições de
saúde obse adas. Pa a a cons i uição da amos a conside -
a am-se os indi íduos com 65 ou mais anos, in e nados em
unidades de Con alescença e Média Du ação da Rede Nacio-
nal de Cuidados Con inuados In eg ados da egião do Al-
ga e. Resul ados: A amos a oi cons i uída po 451 indi-
íduos, com uma média de idade 79,5 ± 7,5 anos, dos quais
62,1% e am mulhe es. As condições de saúde com equên-
cias mais ele adas como causa de admissão na Rede o am
as a u as da ex emidade supe io do ému e os aciden es
ascula es ence álicos que no seu conjun o equi ale am a
73,6% dos casos. Das 21 a iá eis independen es que in e-
g a am os modelos explica i os da uncionalidade oi pos-
sí el o ganiza uma lis agem de 28 ca ego ias: 5 Funções, 16
A i idades/Pa icipação e 7 Fa o es Ambien ais. Conclusões:
A p esen e p opos a de Co e Se Ge iá ico Ab e iado pa a
os cuidados de eabili ação de con ex o pós-agudo em um
en oque sob e udo no componen e A i idades/Pa icipa-
ção, enquan o componen e que ma e ializa de o ma con-
c e a a in e ação do indi íduo com o meio e a sua ida eal.
A uncionalidade de e se conside ada uma a iá el incon-
o ná el da Saúde Pública pelo ac o de pe mi i ep oduzi
as de iciências e limi ações dos indi íduos, mas igualmen e
acili a a alocação es u u ada de equipamen os, se iços e
sis emas, p omo o es da sua pa icipação.
© 2017 The Au ho (s). Published by S. Ka ge AG, Basel
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ibu ion o modi ied ma e ial equi es w i en pe mission.
deAlmeidaFon es/Fe nandes/Bo elho/
Papoila
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DOI: 10.1159/000479755
P oposal o a B ie Co e Se o Func ioning
Assessmen in Pos -Acu e Ge ia ic Ca e
Keywo ds
Aging · In e na ional Classi ica ion o Func ioning ·
Disabili y and heal h · Ge ia ic ICF Co e Se · Con inuous
ca e
Abs ac
Objec i e: De eloping a b ie ge ia ic co e se o he as-
sessmen /in e en ion o unc ioning in he pos -acu e
con ex o ehabili a i e ca e. Ma e ials and Me hods: We
de eloped an obse a ional s udy o analy ical and longi-
udinal ype ha allows o know he domains and a i-
ables wi h g ea e p edic i e and disc imina i e alue e-
ga ding he e olu ion o he unc ioning o he heal h
condi ions obse ed. Fo he selec ion o he sample indi-
iduals aged 65 yea s o olde we e conside ed, who we e
hospi alized in Con alescence Uni s and Rehabili a ion
and A e age Du a ion Uni s o he Na ional Ne wo k o
In eg a ed Con inuous Ca e o he Alga e egion. Re-
sul s: The sample consis ed o 451 indi iduals wi h an a -
e age age o 79.5 ± 7.5 yea s, o which 62.1% we e wom-
en. Heal h condi ions a highe equencies as a cause o
admission o he ne wo k we e ac u es o he uppe ex-
emi y o he emu and s oke, which oge he amoun -
ed o 73.6% o cases. O he 21 independen a iables ha
we e pa o he explana o y models o unc ioning, i was
possible o o ganize 28 ca ego ies: 5 Func ions, 16 Ac i i-
ies/Pa icipa ion, and 7 En i onmen al Fac o s. Conclu-
sions: The p oposed B ie Ge ia ic Co e Se o he pos -
acu e con ex o ehabili a ion ca e ocuses p ima ily on
he ca ego y Ac i i ies/Pa icipa ion as a componen ha
ma e ialized in a conc e e way he in e ac ion o he indi-
idual wi h he en i onmen and eal li e. The unc ion
should be conside ed an essen ial a iable o public
heal h in being able o ep oduce he weaknesses and
limi a ions o indi iduals, bu also acili a e s uc u ed al-
loca ion o equipmen s, se ices, and sys ems, p omo ing
hei pa icipa ion.
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In odução
Desde 2001 que a OMS concep ualiza a uncionalida-
de como um concei o mul idimensional e mul ide e mi-
nado, cuja ope acionalização se o ganiza a a és da
Classi icação In e nacional de Funcionalidade, Incapa-
cidade e Saúde (CIF ou na e minologia anglo-saxónica
ICF).
Assen e no modelo biopsicossocial, a uncionalidade é
en ão desc i a pela in e ação de uma Condição de Saúde
(doença, lesão ou auma), da saúde biológica (Funções e
Es u u as do Co po), da capacidade indi idual (A i ida-
des), do desempenho social (Pa icipação) e dos Fa o es
Con ex uais (Pessoais e Ambien ais).
Es a ab angência de componen es onde se in eg a um
conjun o ala gado de domínios az com que a Classi ica-
ção seja um desc i o ex enso, cuja aplicabilidade se o na
mo osa e algumas ezes di ícil de con ex ualiza . Com o
obje i o de simpli ica e iabiliza o seu p opósi o, a OMS
ecomenda o desen ol imen o de Co e Se s (lis agens
cu as de domínios e ca ego ias da uncionalidade, ela i-
as a condições ou es ados de saúde) que sob e udo na
sua e são mais ab e iada, acili am a u ilização do mo-
delo biopsicossocial e da Classi icação.
A a aliação da uncionalidade do indi íduo idoso,
que na p esença, que na ausência de uma condição de
saúde especí ica, de e espei a odos os seus componen-
es, mas sob e udo pe mi i en ende a sua elação e in e-
ação, de o ma a alo iza ou modi ica os domínios ou
ca ego ias que podem conco e pa a o seu inc emen o.
O obje i o do p esen e es udo consis iu em desen ol-
e um Co e Se Ge iá ico Ab e iado pa a a aliação/in-
e enção da uncionalidade, em cuidados de eabili ação
de con ex o pós-agudo.
As al e ações demog á icas obse adas nos úl imos
anos e p oje adas pa a um u u o p óximo, associadas à
e olução epis emológica da uncionalidade/incapacida-
de, êm p oje ado na Saúde Pública no os pa adigmas de
a uação e mediação, que espondam de o ma sis ema i-
zada às a uais necessidades o ganizacionais, legisla i as e
es u u ais. E po que i e mais anos es á associado a
uma maio p obabilidade de pe de uncionalidade, es e
sucesso p oduziu um no o enómeno em odos os domí-
nios cien í icos: um g ande segmen o da população i e
com incapacidade e é do uni e so da Saúde Pública sabe
como se conside a e con abiliza esse enómeno.
Des a o ma, ao âmbi o adicional da Saúde Pública
que inclui a a aliação ampla dos de e minan es ambien-
ais, sociais e económicos, é ago a ambém exigida uma
a aliação das in e enções elacionadas com a saúde,
onde se incluem a es u u a e o uncionamen o dos sis e-
mas de cuidados, ou a equidade da sua dis ibuição, mas
ambém o papel das polí icas públicas.
Con udo, a a aliação man ém-se como uma das un-
ções impe a i as da Saúde Pública, sendo desc i a como
Co e Se de A aliação da Funcionalidade
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um p ocesso de moni o ização sis emá ico e de o ina da
saúde das populações, onde as pessoas com incapacida-
de(s) empo á ia ou pe manen e são hoje uma ação im-
po an e desse conjun o, sob e udo nas aixas e á ias
mais idosas.
Assumindo a incapacidade como uma a iá el de e -
minan e do es udo da Saúde Pública, o passo seguin e es-
pei a a possibilidade dela ca a e iza os seus di e en es
ní eis e consequen emen e di e encia as necessidades
dos indi íduos e das populações. Po im, conhece as
compe ências indi iduais e o ambien e onde as pessoas se
mo em, se á de e minan e pa a a in olução ou e olução
da sua incapacidade, não só enquan o a o es in e a i os
des e p ocesso, mas sob e udo como de e minan es do
locus da ação, da in e enção e da esolução.
Desde 2001 que a OMS concep ualiza a uncionalida-
de como um concei o mul idimensional e mul ide e mi-
nado, cuja ope acionalização se o ganiza a a és da Clas-
si icação In e nacional de Funcionalidade, Incapacidade
e Saúde (CIF ou na e minologia anglo-saxónica ICF)
[1].
Assen e no modelo biopsicossocial, a uncionalidade é
en ão desc i a pela in e ação de uma Condição de Saúde
(doença, lesão ou auma), da saúde biológica (Funções e
Es u u as do Co po), da capacidade indi idual (A i ida-
des), do desempenho social (Pa icipação) e dos Fa o es
Con ex uais (Pessoais e Ambien ais).
Es a ab angência de componen es onde se in eg a um
conjun o ala gado de domínios az com que a Classi ica-
ção seja um desc i o ex enso, cuja aplicabilidade se o na
mo osa e algumas ezes di ícil de con ex ualiza . Com o
obje i o de simpli ica e iabiliza o seu p opósi o, a OMS
ecomenda o desen ol imen o de Co e Se s (lis agens
cu as de domínios e ca ego ias da uncionalidade, ela i-
as a condições ou es ados de saúde). Os Co e Se s sob e-
udo na sua e são mais ab e iada (compos os po um
núme o mais eduzido de ca ego ias) acili am a u iliza-
ção do modelo biopsicossocial e da Classi icação de endo
con udo man e o núme o de ca ego ias que pe mi a uma
a aliação c i e iosa de de e minada condição ou es ado
de saúde, espei ando igualmen e a empo alidade em
que es a deco e – con ex o agudo, sub-agudo ou de am-
bula ó io. A OMS ecomenda ainda que além da u iliza-
ção dos Co e Se s de condições ou es ados de saúde espe-
cí icos, a a aliação da uncionalidade seja sis ema ica-
men e a aliada em conjun o com o Co e Se Gené ico [2].
Es e con ém se e ca ego ias que o am conside adas como
sendo as que melho di e enciam os á ios ní eis de un-
cionalidade em qualque condição de saúde e em qual-
que con ex o.
A a aliação da uncionalidade do indi íduo idoso,
que na p esença, que na ausência de uma condição de
saúde especí ica, de e espei a odos os seus componen-
es, mas sob e udo pe mi i en ende a sua elação e in-
e ação, de o ma a alo iza ou modi ica os domínios
ou ca ego ias que podem conco e pa a o seu inc emen-
o.
Ma e iais e Mé odos
Pa a da cump imen o ao obje i o desen ol eu-se um es udo
obse acional do ipo analí ico e longi udinal, que pe mi isse
conhece os domínios e as a iá eis com maio alo p edi i o e
disc imina i o ela i amen e à e olução da uncionalidade das
condições de saúde obse adas.
Pa a a cons i uição da amos a conside a am-se os indi íduos
com 65 ou mais anos, in e nados em unidades de Con alescença e
Média Du ação da Rede Nacional de Cuidados Con inuados In e-
g ados da egião do Alga e, cujo in e namen o se de esse à neces-
sidade de cuidados de eabili ação após um episódio agudo de
doença, lesão ou auma. A a aliação es abeleceu-se em dois mo-
men os: às 48 ho as de en ada na Rede e nas 24 ho as an e io es
ao dia da al a endo deco ido en e ab il de 2010 e julho de 2012.
As a iá eis o am ecolhidas a pa i de ês ins umen os: um
ques ioná io de ca a e ização sociodemog á ica, o Mé odo de
A aliação Biopsicossocial (MAB) [3] e o Co e Se Ge iá ico (CSG)
desen ol ido po G ill e al. [4], que con em 123 ca ego ias de 2°
ní el.
Analisou-se p e iamen e a ligação concep ual en e o MAB e a
Classi icação, espei ando as eg as de ligação desc i as po Cieza
e al. [5], cujo esul ado e elou exis i uma boa ligação en e os
concei os signi ica i os das a iá eis do ins umen o e a axono-
mia da Classi icação [6]. Pa alelamen e oi ambém alidado o
Co e Se Ge iá ico, u ilizando a mesma me odologia aconselhada
pelo ICF Resea ch B anch (Cen o Colabo ado da OMS) e desc i-
a num es udo idên ico [7]; as ca ego ias o am conside adas como
alidadas se a sua equência inicial de de iciência ou limi ação
osse >5% ou se a di e ença en e a a aliação inicial e inal so esse
di e enças es a is icamen e signi ica i as.
As a iá eis do MAB espei an es às componen es das Funções
e das A i idades/Pa icipação o am aglu inadas po domínios da
uncionalidade de aco do com a ICF. Tal como o seu nome indica,
o MAB con ém 3 á eas de a aliação, com 12 domínios que aglu i-
nam 19 a iá eis, que no seu conjun o englobam 56 ques ões. Es as
a iá eis são pon uadas numa escala que pode e a é 4 g aduações
pe mi indo no seu conjun o a ibui um sco e aos domínios e que
po sua ez o iginam o pe il uncional do indi íduo. Quando o
domínio e a cons i uído po mais do que uma a iá el, oi a ibuí-
do um sco e, que esul a a da média das a iá eis que o cons i-
uíam e que esul a a em dois ou comes: <2 – ou come “Des a o-
á el ou de Dependência Funcional”; ≥2 – ou come “Fa o á el ou
de Au onomia/Independência Funcional.”
As ca ego ias do Co e Se que inham uma ligação di e a com
as ques ões do MAB o am quan i icadas pelo mesmo alo das
suas a iá eis, em caso de não exis i essa co espondência, as ca-
ego ias e am quan i icadas pelos quali icado es da Classi icação
[1].
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A a és da es a ís ica desc i i a ( equências e medidas de en-
dência cen al e de dispe são) ca a e iza am-se as a iá eis de in-
e esse nos dois momen os a alia i os, sendo que as suas al e ações
o am e i icadas a a és de es a ís ica in e encial consoan e a na-
u eza das a iá eis. Foi conside ado o ní el de signi icância de 5%
em odas as análises in e enciais; qualque alo de p ≤ 0,05 ep e-
sen ou o que se conside a como di e ença es a is icamen e signi i-
ca i a, nas análises compa a i as en e os g upos de in e esse (ida-
de, sexo, es ado ci il e escola idade). As análises compa a i as en-
e dois g upos independen es (sexo e es ado ci il) en ol e am o
es e de Qui-quad ado pa a a iá eis ca egó icas e o es e de S u-
den ou o es e não pa amé ico Mann-Whi ney pa a a iá eis
con ínuas. Pa a amos as empa elhadas u ilizou-se o es e não pa-
amé ico de Wilcoxon ou o es e de McNema . As análises com-
pa a i as en e ês g upos (idade e escola idade) en ol e am es-
es Qui-quad ado pa a a iá eis ca egó icas e a ANOVA pa a a-
iá eis numé icas ou o es e não pa amé ico K uskal-Wallis pa a
a iá eis quan i a i as.
De modo a esumi a in o mação es a ís ica mais ele an e pa a
a in es igação, o am es imados Odds Ra ios ajus ados e espe i os
in e alos de con iança, a a és de modelos de eg essão logís ica
uni a iá el e mul i a iá el (u ilizando o mé odo de Fo wa d Wald
pa a a seleção de a iá eis), endo-se conside ado como a iá eis
dependen es os ou comes da uncionalidade ob idos no momen o
da al a. Nesse sen ido, o am conside ados os ou comes ela i os às
Funções Queixas de Saúde, Es ado Cogni i o, Funções Emocio-
nais e Con inência e as A i idades/Pa icipação ela i as à Mobi-
lidade, Au o Cuidados, Vida Domés ica, Comunicação e Á eas
P incipais de Vida. Fo am candida as ao modelo as a iá eis inde-
penden es que após análise uni a iá el ap esen a am um alo p <
0,25. A escolha das ca ego ias pa a o Co e Se Ab e iado e e em
con a odas as a iá eis que ize am pa e dos modelos de eg es-
são logís ica dos ou comes da uncionalidade, após e sido a alia-
do o seu pode p edi i o e disc imina i o. Pa a o p imei o consi-
de ou-se o alo p do es e de Hosme Lemeshow e pa a o segundo,
a á ea sob a cu a ROC (Recei e Ope a ing Cha ac e is ic), sendo
os seus alo es conside ados com pode p edi i o e disc imina i o
quando >0,05 e >0,7 espe i amen e.
A amos a oi cons i uída po 451 indi íduos, com uma média
de idade 79,5 (SD = 7,5) anos, dos quais 62,1% e am mulhe es.
Resul ados
As condições de saúde com equências mais ele adas
como causa de admissão na Rede o am as a u as da ex-
emidade supe io do ému e os aciden es ascula es en-
ce álicos que no seu conjun o equi ale am a 73,6% dos
casos. A equência das es an es condições dis ibuiu-se
en e doenças do sis ema espi a ó io, do sis ema diges i-
o, neoplasias e ampu ações.
Rela i amen e à alidação do Co e Se Ge iá ico os
esul ados e ela am que 15,7% (n = 8) das ca ego ias das
Funções do Co po egis a am uma p esença <5% e que
não se obse a am melho ias signi ica i as em ce ca de
75% (n = 13) das ca ego ias. Po ou o lado, as Funções
Neu omusculoesquelé icas e Relacionadas com o Mo i-
men o o am aquelas que em ambos os momen os a alia-
i os egis a am equências mais ele adas de de iciência;
no momen o da admissão a equência mais ele ada de
de iciência (99,6%) oi obse ada nas Funções das Rea-
ções Mo o as In olun á ias (equilíb io) e na al a isso
oco eu nas Funções da Fo ça Muscula e nas Funções de
Con olo do Mo imen o Volun á io (96,2%).
Não o am calculadas as p e alências pa a as Es u u-
as do Co po, pois a maio pa e dos p ocessos clínicos
não possuíam essa in o mação, nem se aziam acompa-
nha de meios complemen a es que pe mi issem ope a-
cionaliza essa a aliação.
Rela i amen e às A i idades/Pa icipação, odas as ca-
ego ias des a componen e e pa a ambos os momen os de
a aliação i e am equências de limi ação supe io es a
5%, sendo que as melho ias signi ica i as só não o am
egis adas em 16,7% (n = 5). Quan o à equência mais
ele ada de limi ação, ela obse ou-se na a aliação inicial
na Realização da Ro ina Diá ia, na U ilização dos Mo i-
men os Finos da Mão e na U ilização da Mão e do B aço
( odas com 99,6%), enquan o no momen o da al a essa
obse ação se egis ou na U ilização dos Mo imen os Fi-
nos da Mão (94,7%).
Apesa de e em sido encon adas mui as ca ego ias
dos Fa o es Con ex uais com uma equência <5% ela i-
amen e ao impac o Ba ei a ou Facili ado , op ou-se po
não exclui nenhuma a iá el do p ocesso de alidação,
endo em con a as pe cen agens ele adas que se obse a-
am na espos a “Não Sabe/Não Responde” ( a iações
en e 3,1 e 76,3%). A ca ego ização dos Fa o es Ambien-
ais como acili ado es a iou en e 0% (P odu os e Tec-
nologias) e 86,5% (Apoios e Relacionamen os e A i udes),
enquan o como ba ei as en e 0% (P odu os e Tecnolo-
gias) e 33,9% (Apoios e Relacionamen os e A i udes).
Ce ca de 36% dos Fa o es Ambien ais o am concomi an-
emen e e e idos como ba ei as e acili ado es.
Na Tabela 1 desc e em-se de o ma de alhada as ca e-
go ias que não o am alidadas po e em ap esen ado
uma p e alência <5% e concomi an emen e, po não se
e obse ado melho ia es a is icamen e signi ica i a en-
e os dois momen os de a aliação, sendo que isso acabou
po oco e exclusi amen e na componen e Funções do
Co po.
A Tabela S1 (disponibilizada de o ma suplemen a
online em www.ka ge .com/doi/10.1159/000479755)
desc e e as qua o ca ego ias que não es ão con empladas
no a ual Co e Se , com uma equência supe io a 5% e
que esul a am da a aliação a pa i do MAB. Todas pe -
encem ao componen e A i idades/Pa icipação, sendo
Co e Se de A aliação da Funcionalidade
em Cuidados Pós-Agudos Ge iá icos
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uma do capí ulo da Mobilidade e ês pe encen es à Vida
Domés ica.
Na Tabela 2 ap esen a-se o núme o de casos em si ua-
ção a o á el de uncionalidade (sco e ≥2) ela i o aos ou -
comes dos sco es ou domínios da uncionalidade nos dois
momen os de a aliação. Em ambos os momen os, o domí-
nio onde egis ámos a maio pe cen agem de casos a o á-
eis oi na con inência (76,1 e 13,1%) endo a pe cen agem
mais baixa oco ido no domínio da ida domés ica (19,7 e
17,3%), ambém de o ma ans e sal. O domínio onde se
e i icou a aquisição de um maio núme o de si uações a-
o á eis en e a admissão e a al a oi o domínio dos au o
cuidados (37,5%) enquan o as unções emocionais o am
o domínio onde essa di e ença oi mais baixa (8,6%).
A ap esen ação dos modelos de eg essão encon a-se
em duas abelas (Tabelas 3, 4) cuja ag egação es á de aco -
Table 1. P e alência das de iciências do componen e Funções do Co po na admissão e na al a
Funções do Co po A aliação inicial, n (%) A aliação inal, n (%) Valo p
Capí ulo 2. Funções Senso iais e Do
b215 Funções dos anexos dos olhos
De iciência ausen e 447 (99,1) 447 (99,1)
Com de iciência 4 (0,9) 4 (0,9) 1,000
Capí ulo 4. Funções do Apa elho Ca dio ascula , dos Sis emas Hema ológico e Imunológico e do Apa elho Respi a ó io
b430 Funções do sis ema hema ológico
De iciência ausen e 446 (98,9) 446 (98,9)
Com de iciência 5 (1,1) 5 (1,1) 1,000
b435 Funções do sis ema imunológico
De iciência ausen e 444 (98,4) 447 (99,1)
Com de iciência 7 (1,6) 4 (0,9) 0,250
b450 Funções espi a ó ias adicionais
De iciência ausen e 439 (97,3) 442 (98,0)
Com de iciência 12 (2,7) 9 (2,0) 0,250
Capí ulo 5. Funções do Apa elho Diges i o e dos Sis emas Me abólico e Endóc ino
b540 Funções me abólicas ge ais
De iciência ausen e 451 (100) 451 (100)
Com de iciência 0 (0,0) 0 (0,0) 1,000
b545 Funções de equilíb io híd ico, mine al e ele olí ico
De iciência ausen e 451 (100) 451 (100)
Com de iciência 0 (0,0) 0 (0,0) 1,000
Sco e/domínio Valo admissão,
n (%)
Valo al a,
n (%)
Di e ença al a –
admissão, n (%)
Valo p
Queixas de Saúde 263 (59,2) 312 (70,3) +49 (11,0) ≤0,001
O ien ação Tempo 215 (47,7) 279 (62,1) +64 (14,2) ≤0,001
O ien ação Luga 257 (57,0) 320 (71,3) +63 (14,0) ≤0,001
Es ado Cogni i o 252 (55,9) 317 (70,6) +65(14,4) ≤0,001
Funções Emocionais 280 (63,2) 318 (71,6) +38 (8,6) ≤0,001
Con inência 343 (76,1) 402 (89,1) +59 (13,1) ≤0,001
Mobilidade 37 (8,2) 177 (39,2) +140 (31,0) ≤0,001
Au o Cuidados 85 (18,8) 254 (56,3) +169 (37,5) ≤0,001
Comunicação 228 (50,6) 274 (60,8) +46 (10,2) ≤0,001
Vida Domés ica 11 (2,4) 89 (19,7) +78 (17,3) ≤0,001
Á eas P incipais da Vida 160 (35,5) 227 (50,3) +67 (14,9) ≤0,001
Table 2. Dis ibuição dos ou comes
a o á eis (≥2) no momen o de admissão
e da al a
deAlmeidaFon es/Fe nandes/Bo elho/
Papoila
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do com os componen es da uncionalidade Funções do
Co po e A i idades/Pa icipação.
Na Tabela 3 su gem as a iá eis que pe manece am no
modelo inal ela i amen e às Funções do Co po no mo-
men o da al a: Queixas de Saúde, Funções Men ais, Fun-
ções Emocionais e Con inência.
O modelo e elou que a possibilidade do ag a amen-
o das Queixas de Saúde aumen a a nos doen es in e na-
dos em unidades sem Equipa Mul idisciplina de Te a-
peu as (OR = 3,2; CI 95%: 1,73–6,09; p < 0,001) e na au-
sência de Comunicação Tele ónica com a Família (OR =
3,1; CI 95%: 1,80–5,47; p < 0,001). As de iciências nas
Funções Emocionais con ibuí am igualmen e pa a au-
men a essa possibilidade (OR = 2,1; CI 95%: 1,30–3,52;
p < 0,003), bem como a limi ação na Mobilidade na al a
(OR = 2,4; CI 95%: 1,38–4,14; p < 0,002) e a limi ação na
Comunicação na al u a da admissão na Rede (OR = 1,7;
CI 95%: 1,00–2,74; p < 0,050). Fize am ambém pa e
des e modelo as a iá eis “in e namen o em unidades
com ele ado Rácio Doen es/Te apeu as,” não possui
P á ica de Cul o e e his ó ia de In e namen os Hospi-
ala es An e io es.
Rela i amen e à possibilidade de ap esen a de iciên-
cias nas Funções Men ais, o modelo e elou que os indi-
íduos que e e i am pe ceciona des a o a elmen e o
seu Es ado de Saúde Men al (OR = 6,1; CI 95%: 3,23–
11,63; p < 0,001) e que e ela am limi ação no desempe-
nho da Comunicação (OR = 4,6; CI 95%: 2,52–8,37; p <
0,001) e das Á eas P incipais da Vida (OR = 4,1; CI 95%:
2,12–7,88; p < 0,001) no momen o da al a, inham maio
possibilidade de ap esen a essas de iciências. Associa-
am-se ambém a es e modelo a Idade (possibilidade au-
men ada nos indi íduos com idade ≥85 anos), a A i ida-
de Física (possibilidade aumen ada nos indi íduos que
não inham es a p á ica) e as Queixas de Saúde (possibi-
lidade aumen ada pa a os indi íduos que e e iam menos
queixas ou que não se queixa am).
O modelo e elou pa a as Funções Emocionais, que as
a iá eis que mais con ibuíam pa a o seu apa ecimen o
no momen o da al a e am as elacionadas com os Fa o es
Table 3. Resul ados dos modelos de eg essão logís ica múl ipla dos domínios das Funções do Co po
Exp (β
ˆ) CI 95% Valo p
in e io supe io
Queixas de Saúde
P esença Equipa Mul idisciplina 3,2 1,73 6,09 <0,001
Rácio Doen es/Te apeu as 1,9 1,48 2,33 <0,001
P á ica de Cul o 1,7 1,02 2,76 0,040
In e namen os Hospi ala es An e io es 1,8 1,02 3,11 0,042
Comunicação Tele ónica Família 3,1 1,80 5,47 <0,001
Es ado Emocional Admissão 2,1 1,30 3,52 0,003
Mobilidade Al a 2,4 1,38 4,14 0,002
Comunicação Admissão 1,7 1,00 2,74 0,050
Funções Men ais
Idade 1,8 1,01 3,28 0,046
Pe ceção Es ado Saúde Men al Al a 6,1 3,23 11,63 <0,001
Queixas de Saúde Admissão 0,4 0,23 0,73 0,002
Comunicação Al a 4,6 2,52 8,37 <0,001
Á eas P incipais da Vida Al a 4,1 2,12 7,88 <0,001
A i idade Física 1,8 1,05 3,17 0,033
Funções Emocionais
C ença Religiosa 2,8 1,30 5,89 0,008
Pe ceção Es ado Saúde Física Al a 3,1 1,78 5,25 <0,001
Pe ceção Es ado Saúde Men al Al a 3,0 1,66 5,55 <0,001
Queixas de Saúde Admissão 2,1 1,28 3,35 0,003
Comunicação Al a 1,8 1,09 2,87 0,021
Con inência
Pe ceção Es ado Saúde Física Al a 3,9 1,84 8,32 <0,001
Queixas Saúde Al a 2,1 1,00 4,50 0,050
Es ado Cogni i o Al a 4,5 2,12 9,42 <0,001
Mobilidade Al a 4,0 1,15 14,21 0,030
Co e Se de A aliação da Funcionalidade
em Cuidados Pós-Agudos Ge iá icos
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Pessoais: e uma pe ceção des a o á el do Es ado de
Saúde Físico e Men al no momen o da al a (OR = 3,1; CI
95%: 1,78–5,25; p < 0,001; OR = 3,0; CI 95%: 1,66–5,55;
p < 0,001) e não possui C ença Religiosa (OR = 2,8; CI
95%: 1,30–5,89; p < 0,008), além de ap esen a Queixas de
Saúde no momen o de admissão na Rede (OR = 2,1; CI
95%: 1,28–3,35; p < 0,003). Re ela limi ação na Comuni-
cação Tele ónica na al a, es e e ambém p esen e nes e
modelo, se bem que de o ma menos impo an e (OR =
1,8; CI 95%: 1,09–2,87; p < 0,021).
As a iá eis que ap esen a am um e ei o mais signi i-
ca i o sob e a possibilidade de e de iciência na Con i-
nência de aco do com o modelo, o am as a iá eis ela-
cionadas com a de iciência das Funções Men ais (OR =
4,5; CI 95%: 2,12–9,42; p < 0,001) e as limi ações no do-
mínio da Mobilidade, ambas no momen o da al a (OR =
4,0; CI 95%: 1,15–14,21; p < 0,030). Mani es a baixa Pe -
ceção do Es ado de Saúde Men al e Queixas de Saúde na
al a, explica am ambém a oco ência des a de iciência.
A Tabela 4 ep esen a as a iá eis com um e ei o es-
a is icamen e signi ica i o ela i amen e à possibilida-
Table 4. Resul ados dos modelos de eg essão logís ica múl ipla dos domínios da A i idade/Pa icipação
Exp (β
ˆ) CI 95% Valo p
in e io supe io
Mobilidade
Pe ceção Es ado Saúde Física Al a 4,2 2,30 7,82 <0,001
Queixas Saúde Al a 1,8 1,05 3,00 0,031
Es ado Cogni i o Al a 2,7 1,69 4,35 <0,001
Es ado Emocional Al a 1,8 1,03 3,20 0,039
Au o Cuidados Admissão 5,7 3,07 10,48 <0,001
Au o Cuidados
Pe ceção Es ado Saúde Física Al a 4,9 2,79 8,49 <0,001
Rácio Doen es/Te apeu as 1,3 1,01 1,61 0,040
Queixas Al a 1,8 1,02 3,03 0,043
Es ado Cogni i o Al a 3,3 1,88 5,78 <0,001
Con inência Admissão 2,8 1,52 5,01 0,001
Comunicação Admissão 2,8 1,72 4,67 <0,001
Á eas P incipais da Vida Al a 2,8 1,55 4,94 0,001
Comunicação
Sexo 0,4 0,24 0,71 0,001
Escola idade 3,8 2,14 6,86 <0,001
Es ado Cogni i o Admissão 2,6 1,41 4,73 0,002
Es ado Cogni i o Al a 2,0 1,01 3,90 0,046
Con inência Al a 3,8 1,44 9,85 0,007
Mobilidade Al a 4,6 2,42 8,73 <0,001
Á eas P incipais da Vida Al a 4,0 2,28 7,11 <0,001
Vida Domés ica
Idade 2,6 1,16 6,0 0,021
Pe ceção Es ado Saúde Física Al a 3,3 1,51 7,17 0,003
Es ado Cogni i o Al a 4,4 1,65 11,81 0,003
Au o Cuidados Admissão 2,8 1,52 5,0 0,001
Comunicação Admissão 2,8 1,51 5,26 0,001
A i idade Física 2,2 1,20 4,02 0,010
Á eas P incipais da Vida
Pe ceção Es ado Saúde Men al Al a 2,2 1,02 4,52 0,045
P esença Equipa Mul idisciplina 2,7 1,28 5,63 0,009
Es ado Cogni i o Al a 4,7 2,33 9,58 <0,001
Au o Cuidados Admissão 2,7 1,23 5,89 0,014
Au o Cuidados Al a 2,9 1,56 5,24 0,001
Comunicação Al a 3,4 1,88 6,18 0,001
Vida Domés ica Al a 5,0 1,96 12,62 0,001
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de da p esença de limi ações no momen o da al a nas
A i idades/Pa icipação: Mobilidade, Au ocuidados,
Comunicação, Vida Domés ica e Á eas P incipais da
Vida.
O modelo e elou que a possibilidade do apa ecimen-
o de limi ação nas a i idades elacionadas com a Mobi-
lidade aumen a a sob e udo de ido à incapacidade nos
Au o Cuidados no momen o de admissão na Rede (OR =
5,7; CI 95%: 3,07–10,48; p < 0,001) e da Pe ceção des a o-
á el do Es ado de Saúde Física ambém na al u a da al a
(OR = 4,2; CI 95%: 2,30–7,82; p < 0,001). Con ibuí am
ambém, apesa de o ma menos impo an e a p esença
de de iciências no momen o da al a nas Funções Men ais,
nas Queixas de Saúde e no Es ado Emocional.
As a iá eis cujos coe icien es de eg essão logís ica
i e am uma signi icância mais ele ada no modelo es-
pei an e à mani es ação de limi ações no Au o Cuidado,
o am a Pe ceção des a o á el do Es ado de Saúde Física
(OR = 4,9; CI 95%: 2,79–8,49; p < 0,001) e a de iciência
nas Funções Men ais (OR = 3,3; CI 95%: 1,88–5,78; p <
0,001) no momen o da al a. Associa am-se ambém ao
modelo a p esença de de iciência ou limi ação nas seguin-
es a iá eis: Comunicação, Á eas P incipais da Vida e
Con inência no momen o de admissão e ainda Queixas
de Saúde na al a e ainda “Es a in e nado em unidades
cujo ácio Doen es/Te apeu as” e a mais ele ado.
O modelo cons uído pa a a Comunicação, ag egou
a iá eis dos Fa o es Pessoais (sexo e escola idade), das
Funções e das A i idades/Pa icipação. Di iculdades nas
a i idades Mobilidade e na a i idade Ge i Dinhei o na
al a, mos a am os coe icien es de eg essão mais ele a-
dos no modelo (OR = 4,6; CI 95%: 2,42–8,73; p < 0,001;
OR = 4,0; CI 95%: 2,28–7,11; p < 0,001). A ausência de
escola idade explicou ambém de o ma impo an e as li-
mi ações na comunicação ele ónica (OR = 3,8; CI 95%:
2,14–6,86; p < 0,001), bem como as de iciências associa-
das à con inência (OR = 3,8; CI 95%: 1,44–9,85; p < 0,007).
Es i e am p esen es no modelo e ainda de uma o ma im-
po an e as de iciências nas Funções Men ais no momen-
o da admissão e da al a. Se homem e elou ambém uma
possibilidade aumen ada pa a a p esença de incapacidade
na comunicação.
As a iá eis que ap esen a am um e ei o mais signi i-
ca i o sob e a possibilidade de e incapacidade nas a i i-
dades do domínio Vida Domés ica o am a p esença de
de iciência nas Funções Men ais (OR = 4,4; CI 95%: 1,65–
11,81; p < 0,001) e a pe ceção des a o á el da Saúde Físi-
ca ambas no momen o da al a (OR = 3,3; CI 95%: 1,51–
7,17; p < 0,003). As limi ações nos Au ocuidados (OR =
2,8; CI 95%: 1,52–5,0; p < 0,001) e na Comunicação
(OR = 2,8; CI 95%: 1,51–5,26; p < 0,001) na admissão i-
e am a mesma impo ância no modelo. A Idade ( e 85
ou mais anos) e a ausência de A i idade Física, con ibuí-
am ambém de o ma impo an e pa a explica a p esen-
ça de limi ação nas a i idades des e domínio.
O modelo e elou pa a o domínio Á eas P incipais da
Vida que as a iá eis que mais con ibuíam pa a o seu
apa ecimen o no momen o da al a o am a limi ação nas
a i idades da Vida Domés ica (OR = 5,0; CI 95%: 1,96–
12,62; p < 0,001) e a de iciência nas Funções Men ais no
momen o da al a (OR = 4,7; CI 95%: 2,33–9,58; p < 0,001).
Fize am ambém pa e do modelo e ainda de o ma im-
po an e as limi ações na Comunicação na al u a da al a
e as a i idades elacionadas com o Au o Cuidado em am-
bos os momen os de a aliação. Pa a explica es e modelo
con ibuíam ainda duas a iá eis pe encen es aos Fa o-
es Con ex uais: es a in e nado em unidades que não
possuíam Equipa Mul idisciplina de Te apeu as e a pe -
ceção des a o á el da Saúde Men al.
Na Tabela 5 são ap esen ados o pode p edi i o e dis-
c imina i o das a iá eis explica i as dos modelos de e-
g essão dos ou comes da uncionalidade. Todos os mode-
los e ela am bons alo es p edi i os, sendo que o pode
disc imina i o a iou en e acei á el e excelen e (AUC
en e 0,70 e 0,90). Ou seja, as a iá eis dos modelos ap e-
sen ados possuem sensibilidade e especi icidades ele a-
das, capazes de explica a uncionalidade alcançada dos
indi íduos in e nados em unidades de cuidados pós-agu-
dos. Cons i uiu exceção o domínio das Funções Men ais
que ap esen ou um pode disc iminan e aco enquan o
a iá el independen e, apesa da sua p esença nos mode-
los e sido impo an e.
Table 5. Resul ados do pode p edi i o e disc imina i o dos
modelos de eg essão dos ou comes da uncionalidade
Domínios Valo p
H-L1AUC2CI assin ó ico
a 95%
Queixas de Saúde 0,354 0,79 0,75–0,83
Funções Men ais 0,381 0,62 0,56–0,67
Funções Emocionais 0,674 0,75 0,69–0,80
Con inência 0,453 0,84 0,79–0,90
Mobilidade 0,495 0,80 0,76–0,84
Au o Cuidados 0,139 0,80 0,80–0,88
Comunicação 0,927 0,83 0,78–0,87
Vida Domés ica 0,904 0,89 0,86–0,92
Á eas P incipais da Vida 0,225 0,88 0,88–0,91
1Valo p do es e Hosme -Lemeshow (H-L). 2Valo da á ea da
cu a ROC (AUC).
Co e Se de A aliação da Funcionalidade
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Das 21 a iá eis independen es que in eg a am os mo-
delos explica i os da uncionalidade e espei ando o p o-
cesso de ligação en e o MAB e a Classi icação, oi possí el
o ganiza uma lis agem de 32 ca ego ias: 8 ca ego ias das
Funções do Co po, 17 ca ego ias pe encen es às A i ida-
des/Pa icipação e 7 Fa o es Ambien ais. Na Tabela S2
(disponibilizada de o ma suplemen a online em www.
ka ge .com/doi/10.1159/000479755) ap esen amos as a-
iá eis dos modelos de eg essão e as ca ego ias da ICF daí
esul an es. Só o am conside adas ca ego ias do 2° ní el,
con o me suge ido pela OMS pa a es e ipo de Co e Se s.
Das 32 ca ego ias iniciais o am excluídas pos e io -
men e 4 ca ego ias: uma po que não oi alidada no Co e
Se Ab angen e, as ou as po que já azem pa e do Co e
Se Gené ico.
Na Tabela 6 ap esen a-se a p opos a pa a o Co e Se
Ab e iado que pode se u ilizado em cuidados ge iá icos
pós-agudos po equipas de eabili ação, cuja composição
engloba en ão 28 ca ego ias: 5 Funções, 16 A i idades/
Pa icipação e 7 Fa o es Ambien ais.
Table 6. P opos a do Co e Se Ab e iado pa a cuidados ge iá icos pós-agudos
Componen e/Ca ego ias
dos Modelos
Ca ego ias Incluídas
no Co e Se
Ge iá ico
Ca ego ias Excluídas
no P ocesso de
Validação
Ca ego ias Incluídas
no Co e Se
Gené ico
Ca ego ias P opos as
pa a o Co e Se
Ab e iado
Funções do Co po
b114 x x
b152 x x
b210 x x
b230 x x
b280 x x
b525 x x
b620 x x
b820 x x
A i idades/Pa icipação
d360 x x
d410 x x
d420 x x
d455 x
d460 x x
d470 x
d510 x x
d530 x x
d540 x x
d550 x x
d570 x x
d620 x
d630 x
d640 x
d860 x x
d920 x
d930 x x
Fa o es Ambien ais
e115 x x
e120 x x
e310 x x
e315 x x
e355 x x
e410 x x
e415 x x