Resea ch A icle
Po J Public Heal h
T adução e adap ação cul u al do
Sa e y A i udes Ques ionnai e –
Sho Fo m 2006 pa a Po ugal
Do a Ma ia Rica do Fonseca Sa ai a
a Anabela An unes de Almeida
b
a Escola de Saúde, Ins i u o Poli écnico da Gua da, Gua da, Po ugal; b Núcleo de Es udos em Ciências Emp esa iais
da Uni e sidade da Bei a In e io , Co ilhã, Po ugal
Recei ed: Ma ch 3, 2015
Accep ed: No embe 15, 2017
Published online: Ma ch 13, 2018
Do a Ma ia Rica do Fonseca Sa ai a
Cen o Hospi ala Co a da Bei a, Po ugal
PT–6200-251 Co ilhã (Po ugal)
E-Mail do asa ai a1 @ ho mail.com
© 2018 The Au ho (s). Published by S. Ka ge AG, Basel
on behal o NOVA Na ional School o Public Heal h
E-Mail ka ge @ka ge .com
www.ka ge .com/pjp
DOI: 10.1159/000486015
Pala as cha e
Segu ança do doen e · Clima de segu ança · T adução ·
Adap ação cul u al · Sa e y A i udes Ques ionnai e
Resumo
In odução: A segu ança do doen e é um pa âme o in e-
g an e da qualidade dos cuidados e uma p io idade dos
sis emas de saúde. O Sa e y A i udes Ques ionnai e (SAQ) –
Sho Fo m 2006 é o ins umen o mais u ilizado e igo osa-
men e alidado pa a medi o clima de segu ança do doen e
en e os p es ado es de cuidados de saúde. Obje i o: O ob-
je i o des e es udo oi aduzi e adap a cul u almen e es e
ins umen o pa a Po ugal o iginando a e são SAQ – Sho
Fo m 2006 PT. Ma e ial e mé odos: Pa a o p ocesso de a-
dução e adap ação cul u al ealizou-se um es udo me o do-
lógico baseado nas ecomendações de Bea on e colabo a-
do es [Recommenda ions o he C oss-Cul u al Adap a ion
o Heal h S a us Measu es, 2002] com as e apas: adução,
sín ese, e o adução, a aliação po uma comissão de espe-
cialis as, p é- es e e submissão dos ela ó ios aos au o es do
ins umen o. Resul ados: O SAQ – Sho Fo m 2006 oi adu-
zido linguis icamen e e adap ado cul u almen e ao no o
con ex o man endo a cong uência com a e são o iginal. A
alidade de con eúdo oi ga an ida a a és de uma comissão
de especialis as, que assegu ou a equi alência semân ica,
idiomá ica, expe imen al e concei ual en e o ins umen o
o iginal e a e são po uguesa. Conclusão: O SAQ – Sho
Fo m 2006 oi aduzido e adap ado pa a Po ugal com
sucesso, pe mi indo a sua aplicação em con ex o cul u al
po uguês. © 2018 The Au ho (s). Published by S. Ka ge AG, Basel
on behal o NOVA Na ional School o Public Heal h
T ansla ion and Cul u al Adap a ion o he Sa e y
A i udes Ques ionnai e – Sho Fo m 2006 o
Po ugal
Keywo ds
Pa ien sa e y · Sa e y clima e · T ansla ion · Cul u al
adap a ion · Sa e y A i udes Ques ionnai e
Os esul ados des e es udo encon am-se publicados no âmbi o de
uma Disse ação de Mes ado no Reposi ó io Digi al da Uni e sidade
da Bei a In e io (h p://ubiblio um.ubi.p /handle/10400.6/3429).
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NC-ND) (h p://www.ka ge .com/Se ices/OpenAccessLicense).
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ibu ion o modi ied ma e ial equi es w i en pe mission.
Rica doFonsecaSa ai a/
An unesdeAlmeida
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Abs ac
Backg ound: Pa ien sa e y is bo h a pa ame e embed-
ded wi hin he quali y o ca e and a p io i y o heal h sys-
ems. The Sa e y A i udes Ques ionnai e (SAQ) – Sho
Fo m 2006 is he mos widely and igo ously alida ed
ins umen used o measu e he pa ien ’s sa e y en i on-
men among heal h ca e p o ide s. The goal o his s udy
was o ansla e and cul u ally adap his ins umen
wi hin he Po uguese con ex , hus c ea ing he e sion
SAQ – Sho Fo m 2006 PT. Ma e ials and Me hods: Fo
he ansla ion and cul u al adap a ion p ocess, a me h-
odological s udy was ca ied ou based on he ecom-
menda ions o Bea on e al. [Recommenda ions o he
C oss-Cul u al Adap a ion o Heal h S a us Measu es,
2002], wi h he ollowing s eps: ansla ion, syn hesis,
back ansla ion, assessmen by a commi ee o expe s,
p e- es , and submission o epo s o he ins umen ’s
au ho s. Resul s: SAQ – Sho Fo m 2006 was ansla ed
linguis ically and cul u ally adap ed o he new en i on-
men while main aining consis ency wi h he o iginal
e sion. The alidi y o i s con en was ensu ed by a com-
mi ee o expe s which ensu ed he seman ic, idioma ic,
expe imen al, and concep ual equi alence be ween he
o iginal ins umen and he c ea ed e sion. Conclusion:
The SAQ – Sho Fo m 2006 was success ully ansla ed
and adap ed o Po ugal allowing i s applica ion in he
Po uguese cul u al con ex .
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In odução
Os sucessi os a anços cien í icos e ecnológicos na
á ea da Saúde, a p og essi a e olução nos p ocedimen os
e complexidade dos equipamen os de diagnós ico e a a-
men o, assim como, o desen ol imen o a macológico,
es ão associados a uma maio e melho o e a de cuidados
assis enciais. Po ém, a c escen e u ilização des es ecu -
sos, assim como, a sua in e ação com di e sos a o es pes-
soais, p o issionais, o ganizacionais e clínicos in oduz
nas o ganizações de saúde a o es ac escidos de isco [1–
3], com e ei os po encialmen e p ejudiciais pa a a segu-
ança do doen e [4].
A omada de consciência da insu icien e segu ança dos
doen es e dos ine i á eis cus os associados, assim como,
a c escen e limi ação dos ecu sos, êm exigido das polí-
icas de saúde e das ins i uições uma ede inição de es a-
égias e icazes, compe i i as e ino ado as, de o ma a p o-
mo e a segu ança na p es ação de cuidados de saúde [5].
Na e dade, es a emá ica, em-se o nado uma ques ão
global a ní el mundial no con ex o da ges ão em saúde,
in es igação e p á ica clínica [6–10].
Po conseguin e, as o ganizações cien í icas in e na-
cionais in luen es na á ea da Saúde êm incen i ado a
medição de a i udes dos p o issionais de saúde sob e o
con ex o de segu ança [11, 12] a a és da aplicação de
ins umen os que a aliam o clima de segu ança [13, 14].
T a a-se de uma es a égia e icaz e sis emá ica pa a se in-
oduzi em mudanças nos compo amen os dos p o is-
sionais e o ganizações p es ado as de cuidados de saúde,
e alcança melho es ní eis de segu ança e de qualidade
nos cuidados p es ados aos doen es [15, 16].
A ní el in e nacional é conside á el a di e sidade de
es udos que conce ualizam es a emá ica e conduzi am à
cons ução de ins umen os de a aliação, salien ando-se
o Sa e y A i udes Ques ionnai e (SAQ) – Sho Fo m
2006 [17]. Conside ando as po encialidades des e ins u-
men o desc i as em di e sos es udos in e nacionais e ad-
mi indo a necessidade e ele ância do uso de um ins u-
men o de a aliação do clima de segu ança com as suas
p op iedades na população po uguesa, idealizou-se o
p esen e es udo, desc e endo-se nes e a igo o p ocesso
de adução e adap ação cul u al des e ins umen o.
Ma e ial e mé odos
Tipo de es udo
O es udo é de ca ác e me odológico pois in eg a-se no âmbi o
da in es igação de mé odos de ob enção, o ganização e elabo ação
dos dados, a ando da cons ução, alidação e a aliação de ins u-
men os e écnicas de pesquisa [18]. A me a de pesquisas com es a
abo dagem é a elabo ação de um ins umen o con iá el que possa
se u ilizado pos e io men e po ou os pesquisado es [19], em
populações di e en es pa a as quais o ins umen o oi concebido
[18].
Obje i o
O obje i o des e es udo consis e em ealiza a adução e adap-
ação cul u al do SAQ – Sho Fo m 2006 pa a Po ugal ga an indo
a sua alidade de con eúdo.
Ins umen o de colhei a de dados
O SAQ é um e inamen o do In ensi e Ca e Uni Managemen
A i udes Ques ionnai e (ICUMAQ) [20, 21] que oi de i ado do
Fligh Managemen A i udes Ques ionnai e (FMAQ) amplamen e
u ilizado na a iação comme cial [22]. Foi desen ol ido em 2006
po B yan Sex on, E ic Thomas e Bob Helm eich da Uni e sidade
do Texas, com inanciamen o da Fundação Robe Wood Johnson
e da Agency o Heal hca e Resea ch and Quali y [17].
O SAQ pe mi e a alia as pe ceções de a i udes dos p o issio-
nais de saúde elacionadas com a segu ança do doen e em á ios
á eas clínicas e se iços de saúde e oi alidado numa amos a de
10.843 p es ado es de cuidados de saúde, em 203 á eas clínicas
T adução e adap ação cul u al do SAQ –
Sho Fo m 2006 pa a Po ugal
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(incluindo unidades de cuidados in ensi os, salas de ci u gia,
unidades de in e namen o e ambula ó io), em ês países (Es a-
dos Unidos da Amé ica [EUA], Reino Unido e No a Zelândia)
[17]. Ao con á io da maio ia dos ou os ins umen os, o SAQ
oi igo osamen e alidado [17, 23–26], sendo conside ado
psicome icamen e álido e con iá el (al a de C onbach = 0,90;
χ2[784] = 10.311,27, p < 0,0001; CFI = 0,90; RMSE = 0,03) [17].
Desde en ão, es e ins umen o em sido adminis ado numa a-
iedade de con igu ações hospi ala e ambula o ial em mais de
1.300 hospi ais dos EUA, Ingla e a, Aus ália, Suíça, I ália, Es-
panha e No a Zelândia [27] e a sua idelidade e alidade o am
documen adas em á ios países, es ando disponí el em mais de
dez idiomas [28].
Na li e a u a consul ada, são á ias as an agens da aplicação
des e ins umen o, salien ando-se que:
• O SAQ é um ins umen o gené ico p oje ado pa a diagnós icos
o ganizacionais e in e enções ele an es pa a a segu ança do
doen e [17].
• Po man e a con inuidade com o Fligh Managemen A i udes
Ques ionnai e (FMAQ), que é u ilizado há mais de 20 anos,
pe mi e compa ações en e indús ias, bem como, a iden i ica-
ção de p oblemas comuns elacionados com os a o es huma-
nos [22].
• Des ina-se a odo o pessoal den o de uma á ea clínica que an-
o in luencia como é in luenciado pelo “ambien e de abalho”
(po exemplo, médicos, en e mei os, a macêu icos, e apeu as
e écnicos, en e ou os) e le indo in o mação ace ca do pes-
soal, da es u u a e dos p ocessos da o ganização [17].
• Mede de o ma con iá el e signi ica i a as a i udes e pe ceções
ele an es do cuidado em elação à segu ança de saúde, sendo
conside ado o ins umen o mais sensí el pa a a alia as a i-
udes de segu ança indi iduais. Pe mi e compa ações álidas
(benchma ks) en e hospi ais, á eas de a endimen o ao doen e
e ipos de cuidado es [17, 29].
• Pode se usado pa a medi o abalho em equipa, iden i ica
desconexões, pon os o es e aquezas de uma de e minada
o ganização, o necendo uma base pa a suge i in e enções de
melho ia [25].
• É uma e amen a impo an e de análise de alhas la en es e
a o es con ibuin es, ou seja, alhas que não são pe ce í eis i-
sualmen e mas que podem con ibui pa a oco ência de e en-
os ad e sos com o doen e [26].
• Iden i ica as necessidades, ba ei as de segu ança e possí eis
de iciências no ambien e clínico mo i ando in e enções de
melho ia da qualidade e edução de e os medicos [30].
• Ajuda a de e a aquezas pe cebidas de o ma sis emá ica e
di e enças de opinião ao longo do empo ou en e g upos de
p o issionais (po exemplo, pessoal de en e magem e médicos)
[31].
• É ela i amen e cu o, de p eenchimen o ápido ( e são Sho
Fo m 2006) e pode se usado pa a moni o iza as mudanças ao
longo do empo [32].
• Rep esen a o único ins umen o de medição do clima de segu-
ança que e idencia associação di e a com os esul ados e i-
icados nos doen es [33]. Em á ias pesquisas, os esul ados
a o á eis do SAQ o am associados com menos e en os ad-
e sos, menos e os de medicação, meno es axas de in eção
associadas aos cuidados de saúde, nomeadamen e axa de
pneumonia associada à en ilação mecânica e axa de in eção
de co en e sanguínea associado a ca e e enoso cen al
(CVC), assim como, empo de in e namen o mais cu o,
meno mo alidade in a-hospi ala , meno es índices de que-
das de doen es, úlce as de p essão, sépsis pós-ope a ó ia e
meno es axas de o a i idade do pessoal de en e magem [17,
31, 33–35].
• Se e como medida de e e ência pa a a a aliação de p og am-
as de melho ia da qualidade que con ibuem pa a o imiza as
a i udes dos p o issionais da saúde em elação à segu ança do
doen e [21, 35].
A e são comple a do ques ioná io inclui 60 i ens, dos quais
apenas 30 são pad ão e idên icos em odos os ambien es clínicos.
Esses 30 i ens básicos in eg am a e são cu a (a que diz espei o
es e es udo) aos quais se ac escen am ou os i ens, ob endo-se um
o al de 36 (SAQ – Sho Fo m) que comple am a p imei a pa e
do ins umen o. Na segunda pa e es ão p esen es in o mações
adicionais ela i as aos dados dos p o issionais (géne o, unção,
á ea de a uação e empo de a uação no se iço) [17].
O SAQ – Sho Fo m 2006 possui 6 dimensões que ab angem
a o es o ganizacionais, a o es do ambien e de abalho e a o es
de equipa [17]:
• Clima de abalho em equipa: pe ceção da qualidade da cola-
bo ação en e os p o issionais da equipa;
• Clima de segu ança: pe ceção de um o e e p oa i o comp o-
misso o ganizacional com a segu ança;
• Sa is ação no abalho: sen imen o ag adá el ou es ado emo-
cionalmen e posi i o esul an e da pe ceção da expe iência de
abalho;
• Reconhecimen o do s ess: econhecimen o de como o desem-
penho é in luenciado po a o es s esso es;
• Pe ceção da ges ão: ap o ação das ações da adminis ação
quan o às ques ões de segu ança, sendo que cada um des es
i ens é medido em dois ní eis (pe ceção da ges ão do se iço e
pe ceção da ges ão hospi ala );
• Condições de abalho: pe ceção da qualidade do supo e am-
bien al e logís ico no local de abalho (po exemplo: equipa-
men os e p o issionais).
As espos as a cada um dos i ens seguem uma escala Like de
cinco pon os: disco do o almen e, disco do pa cialmen e, indi e-
en e, conco do pa cialmen e e conco do o almen e. A pon uação
inal do ins umen o a ia de 0 a 100, onde 0 ep esen a a pio pe -
ceção e 100 a melho pe ceção do clima de segu ança.
O SAQ oi o iginalmen e c iado na língua inglesa e, de ido às
di e enças cul u ais en e o país de o igem e Po ugal, é essencial
ealiza a adução e adap ação cul u al pa a a língua po uguesa e
pos e io men e a alia a sua idelidade e alidade, icando des a
o ma disponí el pa a u ilização pela comunidade clínica e cien í-
ica po uguesa.
P ocedimen os
A adução e adap ação cul u al pa a po uguês da e são o i-
ginal do SAQ – Sho Fo m 2006 oi iniciada após se e ob ido a
au o ização o mal dos au o es.
O es udo seguiu a me odologia cien í ica p opos a po Bea on
e colabo ado es [36] que, nes e domínio assume pa icula ele-
ância e p o agonismo [26, 37] e que oi acei e pelos au o es do
ins umen o o iginal. O p ocesso comp eende seis e apas, con o -
me expos o na Figu a 1.
Rica doFonsecaSa ai a/
An unesdeAlmeida
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Resul ados
E apa I: T adução
Nes a e apa inicial, Bea on e colabo ado es [36] suge-
em que sejam ealizadas duas aduções do ins umen o
de o ma independen e. As aduções de em oco e do
idioma de o igem do ins umen o pa a o idioma al o po
dois adu o es bilíngues, cujo idioma al o seja a sua lín-
gua ma e na. Des a o ma, os adu o es, de idamen e
ce i icados, o am con ac ados a a és de co eio ele-
ónico, de o ma in encional e, al como ecomendado,
possuíam pe is di e en es:
• O adu o 1 e e conhecimen o dos obje i os do es-
udo e dos concei os in es igados, possibili ando uma
adução numa pe spe i a mais clínica e di ecionada
pa a o enómeno em es udo, o e ecendo uma equi -
alência mais iá el a pa i de uma pe spe i a de
medição (T1).
• O adu o 2 não e e conhecimen o sob e os e mos a
se in es igados, nem sob e os obje i os do es udo e
não inha o mação médica ou clínica. De aco do com
a li e a u a, es e adu o , ambém chamado de adu-
o ingénuo, em maio p obabilidade de de e a di e-
enças sub is de signi icado, p opo cionando uma
adução que e le e a linguagem u ilizada pela popu-
lação-al o (T2) [36].
Du an e o pe íodo de adução o am ealizados al-
guns con ac os com os adu o es a im de se escla ece em
ques ões elacionadas com a equi alência da adução dos
i ens, ou seja, se a adução man ém o mesmo signi icado
da e são o iginal (equi alência do i em).
E apa II: Sín ese das aduções
Na segunda e apa, as duas aduções an e io es (T1 e
T2) o am compa adas, com o obje i o de chega a uma
e são de consenso ou e são sín ese, denominada T12.
Es e p ocesso é conside ado complexo, exigindo uma sé-
ie de cuidados a im de ob e uma e são adequada ao
no o con ex o, mas ambém cong uen e com a e são
o iginal [38].
E apa III: Re o adução
T abalhando a pa i da e são sín ese T12, o ins u-
men o oi aduzido de ol a pa a o idioma o iginal po
dois adu o es bilíngues independen es. Es es adu o es
êm o idioma de o igem do documen o como língua ma-
e na, não i e am conhecimen o p é io do ins umen o
o iginal e, al como ecomendado pelo e e encial me o-
dológico, não possuíam o mação médica, e i ando o iés
de in o mação. O con ac o p ocessou-se po co eio ele-
ónico. Des a e apa esul a am as e o aduções RT1 e
RT2, salien ando-se que apenas um dos adu o es ez co-
men á ios sob e as suas escolhas em elação aos e mos
en iados. As e o aduções ap esen a am uma ap oxi-
mação mui o sa is a ó ia com a e são o iginal, e le indo
com p ecisão o seu con eúdo.
E apa IV: Comissão de especialis as ( alidade de
con eúdo)
Nes a e apa, a alidade eó ica de con eúdo é a aliada
po uma comissão de especialis as (expe s na á ea que o
ins umen o se p opõe a alia ), que analisam odos os
documen os an e io es (T1, T2, T12, RT1, RT2 e o ins u-
men o o iginal) pa a chega a um consenso e desen ol e
a e são p é- inal do ins umen o (p é- es e).
Dando cump imen o ao ecomendado po Bea on e
colabo ado es [39], a comissão oi o mada po especia-
lis as bilíngues, con endo á ios p o issionais da saúde,
um me odologis a, um linguis a, os adu o es en ol idos
no p ocesso e a in es igado a.
Os especialis as o am con idados de o ma in encio-
nal po meio de co eio ele ónico, pe azendo um o al de
9 p o issionais com conhecimen os nas á eas da qualidade
de cuidados, cul u a de segu ança do doen e, ac edi ação,
linguís ica e expe iência na adução, adap ação cul u al e
alidação de ins umen os. Du an e duas semanas, os es-
E apa I:
T adução
T adu o 1 (T1) T adu o 2 (T2)
E apa II:
Sín ese
(T12)
E apa III:
Re o adução
T adu o 3 (RT1) T adu o 4 (RT2)
E apa IV:
Comissão de
especialis as
E apa V:
P é- es e
E apa VI:
Submissão pa a
ap eciação dos
au o es
Fig. 1. Esquema ização das e apas ecomendadas pa a adução e
adap ação cul u al de um ins umen o de colhei a de dados [32].
T adução e adap ação cul u al do SAQ –
Sho Fo m 2006 pa a Po ugal
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Po J Public Heal h
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pecialis as analisa am os documen os subme idos com o
obje i o de con i ma a adequação dos i ens aos cons uc-
os eó icos que se p e ende a alia com o ins umen o,
indicando quais as ca a e ís icas que de em se conside-
adas na e são pa a p é- es e. Todas as decisões o am
ano adas num documen o o ien ado endo em conside-
ação a equi alência semân ica, idiomá ica, expe imen al
e concei ual en e o ins umen o o iginal e a e são c iada,
ga an indo a adequação da adução, a alidade de con-
eúdo e p ese ando a ep odu ibilidade do mesmo [36].
Nes a ase, a alidade de con eúdo oi ob ida quando
exis iu conco dância de pelo menos 90.0% dos mem-
Table 1. Resul ados da análise ei a pelos memb os da comissão de especialis as
Memb os da comissão de especialis as TC TM Taxa, %
1 2 3 4 5 6 7 8 9
Tí ulo C C C C C NC C C C 8 9 88,8
Ins uções NC NC C C NC NC NC C C 4 9 44,4
1 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
2 C NC C C C NC C C C 7 9 77,7
3 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
4 C NC NC NC C NC C C C 5 9 55,5
5 C C C C C C C C C 9 9 100,0
6 C C C NC C C C C C 8 9 88,8
7 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
8 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
9 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
10 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
11 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
12 C C C C C C C C C 9 9 100,0
13 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
14 NC C NC C NC NC C C C 5 9 55,5
15 C C C C C C C C C 9 9 100,0
16 C C C C C C C C C 9 9 100,0
17 C C C C C C C C C 9 9 100,0
18 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
19 C C C NC C NC C C C 7 9 77,7
20 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
21 C C C C C C C C C 9 9 100,0
22 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
23 C C C C C C C C C 9 9 100,0
24 C C C C C C C C C 9 9 100,0
25 C C C C C C C C C 9 9 100,0
26 C C C C C C C C C 9 9 100,0
27 C NC C C C C C C C 8 9 88,8
28 C C C C C C C C C 9 9 100,0
29 C C C C C NC C C C 8 9 88,8
30 C C C C C C C C C 9 9 100,0
31 C C NC C NC NC C C C 6 9 66,6
32 C C C C C C C C C 9 9 100,0
33 C C NC C C NC C C C 7 9 77,7
34 C C NC C C C C C C 8 9 88,8
35 C C NC C C C C C C 8 9 88,8
36 C C C C C C C C C 9 9 100,0
In . Adic. C C C C NC NC C C C 7 9 77,7
NC, não conco da; C, conco da; TC, o al de memb os que conco dam; TM, o al de memb os da comissão
de especialis as.
Rica doFonsecaSa ai a/
An unesdeAlmeida
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b os da comissão de especialis a ela i amen e a cada
um dos i ens do ins umen o, segundo a ó mula [39]:
% conco dância ( axa) = núme o de especialis as que
conco da am/núme o o al de especialis as ×100 (Ta-
bela 1).
Tendo em con a, as suges ões ei as pelos especialis as,
oi necessá io e e alguns i ens e o am e e i adas algu-
mas modi icações, p ese ando, no en an o, o concei o, a
es u u a e a p op iedade de base do ins umen o. Os
i ens 5, 12, 15–17, 21, 23–26, 28, 30, 32 e 36 i e am uma
axa de conco dância de 100,0% e não oi necessá ia
nenhuma modi icação. Os es an es i ens passa am pela
subs i uição de algumas pala as po sinónimos, nalguns
casos pa a adequa os e mos à cul u a po uguesa e, nou-
os, pa a assegu a a uni o midade dos e mos u ilizados
ao longo do ques ioná io.
Foi suge ido que a exp essão “á ea clínica” osse sub-
s i uída e pad onizada ao longo do ques ioná io pelo e -
mo “se iço” com in ui o de inclui o máximo de unida-
des do con ex o hospi ala onde exis e con ac o com
doen es (além das unidades médicas e ci ú gicas p e en-
de-se inclui ou as á eas, como a mácia, isio e apia,
exames especiais, e c.). Es a al e ação oi acei e pelos au-
o es o iginais.
O e mo “ma ca” u ilizado no cabeçalho que con ém
as o ien ações pa a p eenchimen o do ques ioná io, oi
al e ado pa a “ma cação”. Cul u almen e a exp essão
“ma ca” é equen emen e usada como e e ência a uma
de e minada emp esa (um nome, uma ma ca e bal ou
imagens) ou a concei os que dis inguem um p odu o ou
se iço; enquan o “ma cação” se e e e a e ei o de ma ca
ou a o de assinala , sendo, po an o, mais adequada ao
con eúdo p e endido.
O e mo “ uncioná ios” do i em 4 oi subs i uído po
“p o issionais” de o ma a exis i coe ência com os i ens
5, 8, 27, 29 e 30, onde esse e mo ambém su ge. Da mes-
ma o ma o e mo “di eção” do i em 14 oi subs i uído
po “adminis ação” u ilizado nos i ens 24, 25 e 26.
A exp essão inglesa “ac ed upon” u ilizada no i em 14
implica ação, pelo que em ez de “As minhas suges ões
ace ca da segu ança se iam conside adas...”, os especia-
lis as suge i am “As minhas suges ões ace ca da segu an-
ça se iam pos as em p á ica.”
Po ge a em dú idas em elação à alidade eó ica de
con eúdo, os i ens 1, 8, 9 e 27 o am discu idos com os
au o es da e são o iginal.
Rela i amen e ao i em 1 não exis iu consenso en e os
especialis as quan o à adução da exp essão “inpu ”. As
possibilidades apon adas o am: opiniões, con ibu os e
suges ões. Os au o es do ques ioná io conside a am que
o e mo mais adequado se ia “suges ões”, pelo que se op-
ou po es e e mo na e são po uguesa.
No i em 8, os au o es escla ece am que “medical e -
o s” de e ia e le i e os dos á ios p o issionais e não
apenas do pessoal médico, mo i o pelo qual se al e ou
es e i em.
O e mo “canais” do i em 9 oi subs i uído po “meios”
após suges ão da comissão de especialis as e consenso
com au o es.
No i em 27 exis i am dú idas quan o à adução da
exp essão “p oblem pe sonnel”, podendo signi ica p o-
blemas pessoais ou p o issionais p oblemá icos. Os au o-
es escla ece am que o e mo se e e e a pessoas que se
compo am de manei a p oblemá ica, endo-se man ido
a exp essão “p o issionais p oblemá icos”.
As “ unções dos p o issionais” no campo ela i o à in-
o mação adicional o am ajus adas pa a as classes e ca-
ego ias p o issionais a ualmen e exis en es na ealidade
po uguesa.
As al e ações desc i as o am conside adas pe inen es
e ele an es e, de modo consensual, esul a am na sua in-
clusão, ob endo-se a e são p elimina do SAQ – Sho
Fo m 2006 PT ou e são pa a p é- es e.
Rela i amen e à sua aplicabilidade, os especialis as o-
am unânimes quan o ao alo e u ilidade do ins umen-
o, salien ando a sua pe inência no con ex o da Saúde em
Po ugal.
E apa V: P é- es e
Pa a con i mação da equi alência/ alidade de con eú-
do numa si uação aplicada é impo an e que o ins u-
men o seja a aliado pelos julgamen os de p o issionais ou
pessoas comuns sob e a cla eza das pe gun as, inclusão
de concei os, edundância de i ens e escalas [36], denomi-
nando-se es a e apa de Tes e de comp eensão ou P é-
es e.
Des a o ma, a e são pa a p é- es e oi aplicada a uma
amos a da população-al o cons i uída po in e p o is-
sionais dos se iços de ci u gia do Cen o Hospi ala
Co a da Bei a (hospi al público do Se iço Nacional de
Saúde Po uguês), dos quais, dez en e mei os e dez assis-
en es ope acionais, de o ma a inclui pessoas com ní eis
de escola idade di e enciados. A amos agem oi po con-
eniência e o con i e oi ealizado po meio de con ac o
pessoal.
A cada p o issional oi en egue um ques ioná io en-
do sido explicado os obje i os do p é- es e e escla ecido
que a sua es u u a não podia se al e ada (o núme o de
pe gun as ou a sua o ganização, bem como, as opções de
espos as). O obje i o e a que analisassem a o ma como
T adução e adap ação cul u al do SAQ –
Sho Fo m 2006 pa a Po ugal
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ABCD
EX
Disco do To almen e Disco do Pa cialmen e Indi e en e Conco do Pa cialm. Conco do To almen e
A i udes de Segu ança: Pe spe i as da equ en e
Se iço:
.
Apague bem quaque espos a que deseje al e a .
Po a o , esponda aos i ens seguin es ela i amen e ao seu se iço.
Selecione as suas espos as u ilizando a seguin e escala.
N
Conco do To almen e
Conco do Pa cialmen e
Indi e en e
Disco do Pa cialmen e
Disco do To almen e
1.
2. de cuidados ao doen e.
3. ).
4. doen e.
5.
6.
7. Sen i -me-ia segu o caso osse a ado aqui como doen e.
8. Os e os dos p o issionais
9. Conheço os meios
10. Recebo eedback adequado ace ca do meu desempenho.
11.
12.
13. m os e os dos ou os.
14.
15. Gos o do meu abalho.
16.
17.
18. Tenho o gulho em abalha nes e se iço.
19.
20.
21. Sou menos e icien e no abalho quando es ou cansado.
22. Tenho maio p obabilidad
23.(po ex.: eanima
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
24.
25.
26. a ealiza um bom abalho:
27.
28.adequadas e opo unas sob e e en os que podem a e a o meu abalho:
Adm. Se .
Adm. Se .
Adm. Se .
Adm. Se .
Adm. Se .
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
Adm. Hosp.
Adm. Hosp.
Adm. Hosp.
Adm. Hosp.
Adm. Hosp.
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
29.
30. Es e hospi al ealiza um bom
31. -
32. ionados.
33.
34.
35. Vi encio macêu icos(as) nes e se iço.
36.
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
A B C D E X
Sim
Da a
(mês/ano):
En e mei o
Masc. Fem.
, Fa
(Adminis a i o, Ass. Social, e c.)
uaç Adul os C ianças
Assis en e Ope acional
Ou o
Ambos
Anos no se iço: Menos de 6 meses 6 a 11 mes. 1 a 2 anos 3 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 20 anos 21 ou mais
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!
!
Fig. 2. SAQ – Sho Fo m 2006 PT.
Colo e sion a ailable online
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es a am o muladas as ques ões (cla eza e g au de com-
p eensão), a acei abilidade das pala as u ilizadas, bem
como, a sua ele ância cul u al e não, p op iamen e, o
que i iam esponde .
O empo de espos a ao ques ioná io a iou en e cin-
co e quinze minu os, salien ando-se que os assis en es
ope acionais ob i e am os empos mais ele ados.
Após o p eenchimen o, os p o issionais o am ques-
ionados ace ca da comp eensão e pe inência das ques-
ões e acilidade de p eenchimen o, pe mi indo a e i se
os e mos u ilizados e am acilmen e comp eendidos e
acei á eis. Es e p ocedimen o pe mi iu a alia a denomi-
nada alidade apa en e (ou de ace) do ins umen o [39].
Uma ez que não o am obse adas di iculdades na
comp eensão dos enunciados ap esen ados, nem o am
demons adas quaisque dú idas ela i as ao o ma o e
con eúdo dos mesmos, a e são p é- inal não necessi ou
de se e o mulada passando, des e modo, a se designada
de e são inal em po uguês: SAQ – Sho Fo m 2006 PT
(Fig.2).
E apa VI: Submissão dos documen os pa a ap eciação
dos au o es do ins umen o
A e apa inal é a submissão de odas as aduções, e-
o aduções, ela ó ios de especialis as e ano ações aos
au o es do ins umen o o iginal. Ao ecebe em essa in-
o mação, os au o es êm a possibilidade de e i ica se
odas as e apas o am ealizadas de o ma co e a pa a a
alidação da e são inal do ins umen o [36].
Nes e sen ido, os documen os esul an es das di e en-
es e apas des e p ocesso me odológico o am en iados
po co eio ele ónico pa a o P o esso E ic Thomas, o
qual ap o ou a e são inal do ins umen o, salien ando
o igo da abo dagem me odológica aplicada em odo o
p ocesso. Uma ez e minada es a e apa, concluiu-se o
p ocesso de adução e adap ação cul u al do ins umen
[36] que e e po obje i o p oduzi um ins umen o equi-
alen e numa cul u a di e en e [38].
Discussão
A adução e adap ação cul u al de um ins umen o pa a
uso num no o país, cul u a, e/ou língua eque o uso de um
mé odo, pa a a ingi a equi alência en e o o iginal ( e são
de o igem) e a e são de des ino. Os i ens de em se adu-
zidos linguis icamen e, assim como, adap ados cul u al-
men e de o ma a man e a alidade das p op iedades psi-
comé icas do ins umen o [40] e pe mi i a pa ilha de da-
dos e compa ações a ní el nacional e in e nacional [39].
Pa a que as aduções alcancem um al o ní el de qua-
lidade, de em se ei as po pelo menos dois adu o es
independen es, eduzindo assim a p obabilidade de e -
os, de in e p e ações di e gen es e de i ens ambíguos
ela i amen e ao o iginal [40]. Assim, o ecu so a dois
adu o es e elou-se mui o ú il, dado que pe mi iu con-
on a e discu i duas e sões di e en es, que se des-
conheciam mu uamen e, esul ando na elabo ação de
uma e são única, depois de ul apassadas as disc epân-
cias iniciais.
Uma ez ob ida a e são sín ese ealizou-se a e o a-
dução, conside ada um ecu so undamen al que po en-
cializa a qualidade da e são inal. Es e p ocedimen o
de e se le ado a cabo po e o adu o es luen es nos
idiomas (de o igem e de des ino) e com conhecimen os
das o mas coloquiais [40], al como acon eceu no p e-
sen e es udo.
Compa ando a e são ob ida com a adução e adap-
ação cul u al b asilei a do SAQ-Sho Fo m 2006 [26]
cons a a-se que exis e equi alência en e as e sões, assim
como, com a e são o iginal.
Além de uma adução con iá el, é necessá ia a adap-
ação cul u al pa a o país ou egião em que o ins umen-
o se á u ilizado, já que exis em di e enças en e as de i-
nições, c enças e compo amen os [40]. Fa o es cul u ais
ais como hábi os e a i idades de uma população de em
se conside ados, po que uma a i idade não habi ual
numa de e minada população pode o na a adap ação de
um ins umen o in alidada.
A adap ação cul u al do ins umen o oi ealizada po
meio de uma me odologia igo osa, que pe mi iu a o -
ganização c í ica e a ope acionalização das p á icas de
in es igação ado adas, possibili ando um p ocesso de
adap ação comple o p oje ado pa a maximiza a ob en-
ção semân ica, idiomá ica, equi alência expe imen al e
concei ual en e a on e e o ques ioná io al o. O p ocesso
en ol eu a adap ação dos i ens indi iduais, as ins uções
do ques ioná io e as opções de espos a.
A equi alência semân ica assegu ou a equi alência do
signi icado das pala as, exp essões g ama icais e de o-
cabulá io; a equi alência idiomá ica e i icou a equi a-
lência de exp essões idiomá icas e coloquialismos, na sua
maio ia di íceis de aduzi , que de em se cong uen es
com a cul u a-al o; a equi alência expe iencial a aliou se
a adução u iliza e mos coe en es com a expe iência de
ida da população e com o con ex o cul u al pa a o qual
o ins umen o se á aduzido e, po im, a equi alência
concei ual que a e iguou a manu enção dos concei os
p opos os no ins umen o o iginal, com a inalidade má-
xima de explo a se as di e en es dimensões incluídas no
T adução e adap ação cul u al do SAQ –
Sho Fo m 2006 pa a Po ugal
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ins umen o o iginal se iam ele an es e pe inen es no
no o con ex o [38].
No sen ido de en iquece es e p ocesso, assegu ou-se
a inclusão de especialis as de á ias zonas do país de o -
ma a inco po a e en uais nuances cul u ais e de p o is-
sionais de di e en es á eas pe mi indo con on a á ias
opiniões e expe iências. As discussões ge adas de ido às
disc epâncias encon adas e a busca de soluções consen-
suais e ela am-se undamen ais pa a odo o p ocesso
que assegu ou a alidade de con eúdo.
A modi icação mais signi ica i a oi em elação às un-
ções dos p o issionais de saúde, pois algumas delas, p e-
is as no ques ioná io o iginal, não se aplicam à ealidade
po uguesa.
A oca de in o mações com o au o do ins umen o
pe mi iu que as modi icações ossem ealizadas man en-
do o sen ido o iginal do mesmo.
A e apa do p é- es e pe mi iu a alia a denominada
alidade apa en e (ou de ace) do ins umen o [39] con-
cluindo-se que o ins umen o de medida aduzido não
ap esen a e mos ou i ens p oblemá icos, concei os am-
bíguos ou de di ícil comp eensão. O empo médio de es-
pos a es e e em con o midade com o que es á desc i o
pelos au o es, e elando-se um ins umen o simples, b e-
e e comp eensí el.
A submissão de odo o p ocesso aos au o es do
SAQ – Sho Fo m 2006 e espe i o pa ece a o á el, i-
nalizou os p ocedimen os de adução e adap ação cul u-
al, os quais se e ela am bem sucedidos, assegu ando
que a e são po uguesa man em o signi icado e a in en-
ção dos i ens o iginais. Op ou-se po ado a a mesma de-
signação (Sa e y A i udes Ques innai e) e sigla (SAQ),
endo em con a que es e ins umen o é assim conhecido
no uni e so cien í ico in e nacional.
Após a de inição da e são inal do SAQ – Sho Fo m
2006 PT, o na-se undamen al a sua aplicação numa
amos a pa a a aliação das p op iedades psicomé icas
( idelidade e alidade).
Conclusão
Es e es udo o nece um alioso con ibu o pa a a men-
su ação do clima de segu ança do doen e em Po ugal.
Todo o abalho oi desen ol ido com igo , que em e -
mos cien í icos, que ao ní el da u ilidade que pode e no
con ex o da qualidade e da segu ança em saúde.
Ao de e mina a consolidação de um ins umen o de
medição do clima de segu ança pa a a população po u-
guesa, con ibuímos pa a a legi imidade e desen ol i-
men o des e campo de pesquisa. T a a-se de um ma co
impo an e pa a o p og esso da ciência em Po ugal, que
em implicações an o no domínio da p á ica, como do
ensino, in es igação e ges ão dos cuidados. A a és da
u ilização des e ques ioná io é possí el con ibui pa a a
cons ução de ambien es de abalho posi i os e é icos,
ap imo a o p ocesso de cuida e seus in e aces, minimi-
za os iscos e p omo e uma a uação ainda mais segu a
e con iá el umo à excelência.
Na sequência des e es udo, ealiza -se-á a a aliação
das p op iedades psicomé icas do SAQ – Sho Fo m
2006 numa amos a signi ica i a da população po ugue-
sa, icando es e ins umen o de colhei a de dados pos e-
io men e disponí el pa a o con ex o cul u al po uguês.
Pe spe i ando que a sua aplicação alcance o seu máximo
po encial na con ibuição pa a a melho ia dos cuidados
de saúde em Po ugal, suge e-se que, uma ez alidado,
se ealizem e di ulguem no as in es igações com es e ins-
umen o nos mais di e sos con ex os da á ea da Saúde.
Ag adecimen os
À P o esso a Dou o a Helena Al es, P o esso Dou o An ónio
João Rod igues, P o esso a Dou o a Isabel Fe nandes, P o esso a
Dou o a Te esa Lopes, Dou o a Ca a ina C u o, Mes e Pa ícia Ei-
inha e Responsá el da Qualidade Ca a ina Ma eus, pela disponibi-
lidade e po odo o p o issionalismo demons ado enquan o elemen-
os da comissão de especialis as no p ocesso de adap ação cul u al.
Re e ences
1 Nie a VF, So a J: Sa e y cul u e assessmen :
a ool o imp o ing pa ien sa e y in heal h-
ca e o ganiza ions. Qual Sa Heal h Ca e
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es incluindo a p e enção e con olo das in-
eções associadas aos cuidados de saúde. Jo nal
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6 Gomes MJ: Cul u a de segu ança do doen e
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se ação de Mes ado em En e magem. Á ea
de Especialização Ges ão de Unidades de
Cuidados.