scieee Open visual document viewer

Tradução e adaptação cultural do Safety Attitudes Questionnaire: short form 2006 para Portugal

Saraiva, Dora Maria Ricardo Fonseca,Almeida, Anabela Antunes de

Abstract

RESUMO - Introdução: A segurança do doente é um parâmetro integrante da qualidade dos cuidados e uma prioridade dos sistemas de saúde. O Safety Attitudes Questionnaire (SAQ) – Short Form 2006 é o instrumento mais utilizado e rigorosamente validado para medir o clima de segurança do doente entre os prestadores de cuidados de saúde. Objetivo: O objetivo deste estudo foi traduzir e adaptar culturalmente este instrumento para Portugal originando a versão SAQ – Short Form 2006 PT. Material e métodos: Para o processo de tradução e adaptação cultural realizou-se um estudo metodológico baseado nas recomendações de Beaton e colaboradores [Recommendations for the Cross-Cultural Adaptation of Health Status Measures, 2002] com as etapas: tradução, síntese, retrotradução, avaliação por uma comissão de especialistas, pré-teste e submissão dos relatórios aos autores do instrumento. Resultados: O SAQ – Short Form 2006 foi traduzido linguisticamente e adaptado culturalmente ao novo contexto mantendo a congruência com a versão original. A validade de conteúdo foi garantida através de uma comissão de especialistas, que assegurou a equivalência semântica, idiomática, experimental e conceitual entre o instrumento original e a versão portuguesa. Conclusão: O SAQ – Short Form 2006 foi traduzido e adaptado para Portugal com sucesso, permitindo a sua aplicação em contexto cultural português.

Full text

Resea ch A icle Po J Public Heal h T adução e adap ação cul u al do Sa e y A i udes Ques ionnai e – Sho Fo m 2006 pa a Po ugal Do a Ma ia Rica do Fonseca Sa ai a a Anabela An unes de Almeida b a Escola de Saúde, Ins i u o Poli écnico da Gua da, Gua da, Po ugal; b Núcleo de Es udos em Ciências Emp esa iais da Uni e sidade da Bei a In e io , Co ilhã, Po ugal Recei ed: Ma ch 3, 2015 Accep ed: No embe 15, 2017 Published online: Ma ch 13, 2018 Do a Ma ia Rica do Fonseca Sa ai a Cen o Hospi ala Co a da Bei a, Po ugal PT–6200-251 Co ilhã (Po ugal) E-Mail do asa ai a1 @ ho mail.com © 2018 The Au ho (s). Published by S. Ka ge AG, Basel on behal o NOVA Na ional School o Public Heal h E-Mail ka ge @ka ge .com www.ka ge .com/pjp DOI: 10.1159/000486015 Pala as cha e Segu ança do doen e · Clima de segu ança · T adução · Adap ação cul u al · Sa e y A i udes Ques ionnai e Resumo In odução: A segu ança do doen e é um pa âme o in e- g an e da qualidade dos cuidados e uma p io idade dos sis emas de saúde. O Sa e y A i udes Ques ionnai e (SAQ) – Sho Fo m 2006 é o ins umen o mais u ilizado e igo osa- men e alidado pa a medi o clima de segu ança do doen e en e os p es ado es de cuidados de saúde. Obje i o: O ob- je i o des e es udo oi aduzi e adap a cul u almen e es e ins umen o pa a Po ugal o iginando a e são SAQ – Sho Fo m 2006 PT. Ma e ial e mé odos: Pa a o p ocesso de a- dução e adap ação cul u al ealizou-se um es udo me o do- lógico baseado nas ecomendações de Bea on e colabo a- do es [Recommenda ions o he C oss-Cul u al Adap a ion o Heal h S a us Measu es, 2002] com as e apas: adução, sín ese, e o adução, a aliação po uma comissão de espe- cialis as, p é- es e e submissão dos ela ó ios aos au o es do ins umen o. Resul ados: O SAQ – Sho Fo m 2006 oi adu- zido linguis icamen e e adap ado cul u almen e ao no o con ex o man endo a cong uência com a e são o iginal. A alidade de con eúdo oi ga an ida a a és de uma comissão de especialis as, que assegu ou a equi alência semân ica, idiomá ica, expe imen al e concei ual en e o ins umen o o iginal e a e são po uguesa. Conclusão: O SAQ – Sho Fo m 2006 oi aduzido e adap ado pa a Po ugal com sucesso, pe mi indo a sua aplicação em con ex o cul u al po uguês. © 2018 The Au ho (s). Published by S. Ka ge AG, Basel on behal o NOVA Na ional School o Public Heal h T ansla ion and Cul u al Adap a ion o he Sa e y A i udes Ques ionnai e – Sho Fo m 2006 o Po ugal Keywo ds Pa ien sa e y · Sa e y clima e · T ansla ion · Cul u al adap a ion · Sa e y A i udes Ques ionnai e Os esul ados des e es udo encon am-se publicados no âmbi o de uma Disse ação de Mes ado no Reposi ó io Digi al da Uni e sidade da Bei a In e io (h p://ubiblio um.ubi.p /handle/10400.6/3429). This a icle is licensed unde he C ea i e Commons A ibu ion- NonComme cial-NoDe i a i es 4.0 In e na ional License (CC BY- NC-ND) (h p://www.ka ge .com/Se ices/OpenAccessLicense). Usage and dis ibu ion o comme cial pu poses as well as any dis- ibu ion o modi ied ma e ial equi es w i en pe mission. Rica doFonsecaSa ai a/ An unesdeAlmeida Po J Public Heal h 2 DOI: 10.1159/000486015 Abs ac Backg ound: Pa ien sa e y is bo h a pa ame e embed- ded wi hin he quali y o ca e and a p io i y o heal h sys- ems. The Sa e y A i udes Ques ionnai e (SAQ) – Sho Fo m 2006 is he mos widely and igo ously alida ed ins umen used o measu e he pa ien ’s sa e y en i on- men among heal h ca e p o ide s. The goal o his s udy was o ansla e and cul u ally adap his ins umen wi hin he Po uguese con ex , hus c ea ing he e sion SAQ – Sho Fo m 2006 PT. Ma e ials and Me hods: Fo he ansla ion and cul u al adap a ion p ocess, a me h- odological s udy was ca ied ou based on he ecom- menda ions o Bea on e al. [Recommenda ions o he C oss-Cul u al Adap a ion o Heal h S a us Measu es, 2002], wi h he ollowing s eps: ansla ion, syn hesis, back ansla ion, assessmen by a commi ee o expe s, p e- es , and submission o epo s o he ins umen ’s au ho s. Resul s: SAQ – Sho Fo m 2006 was ansla ed linguis ically and cul u ally adap ed o he new en i on- men while main aining consis ency wi h he o iginal e sion. The alidi y o i s con en was ensu ed by a com- mi ee o expe s which ensu ed he seman ic, idioma ic, expe imen al, and concep ual equi alence be ween he o iginal ins umen and he c ea ed e sion. Conclusion: The SAQ – Sho Fo m 2006 was success ully ansla ed and adap ed o Po ugal allowing i s applica ion in he Po uguese cul u al con ex . © 2018 The Au ho (s). Published by S. Ka ge AG, Basel on behal o NOVA Na ional School o Public Heal h In odução Os sucessi os a anços cien í icos e ecnológicos na á ea da Saúde, a p og essi a e olução nos p ocedimen os e complexidade dos equipamen os de diagnós ico e a a- men o, assim como, o desen ol imen o a macológico, es ão associados a uma maio e melho o e a de cuidados assis enciais. Po ém, a c escen e u ilização des es ecu - sos, assim como, a sua in e ação com di e sos a o es pes- soais, p o issionais, o ganizacionais e clínicos in oduz nas o ganizações de saúde a o es ac escidos de isco [1– 3], com e ei os po encialmen e p ejudiciais pa a a segu- ança do doen e [4]. A omada de consciência da insu icien e segu ança dos doen es e dos ine i á eis cus os associados, assim como, a c escen e limi ação dos ecu sos, êm exigido das polí- icas de saúde e das ins i uições uma ede inição de es a- égias e icazes, compe i i as e ino ado as, de o ma a p o- mo e a segu ança na p es ação de cuidados de saúde [5]. Na e dade, es a emá ica, em-se o nado uma ques ão global a ní el mundial no con ex o da ges ão em saúde, in es igação e p á ica clínica [6–10]. Po conseguin e, as o ganizações cien í icas in e na- cionais in luen es na á ea da Saúde êm incen i ado a medição de a i udes dos p o issionais de saúde sob e o con ex o de segu ança [11, 12] a a és da aplicação de ins umen os que a aliam o clima de segu ança [13, 14]. T a a-se de uma es a égia e icaz e sis emá ica pa a se in- oduzi em mudanças nos compo amen os dos p o is- sionais e o ganizações p es ado as de cuidados de saúde, e alcança melho es ní eis de segu ança e de qualidade nos cuidados p es ados aos doen es [15, 16]. A ní el in e nacional é conside á el a di e sidade de es udos que conce ualizam es a emá ica e conduzi am à cons ução de ins umen os de a aliação, salien ando-se o Sa e y A i udes Ques ionnai e (SAQ) – Sho Fo m 2006 [17]. Conside ando as po encialidades des e ins u- men o desc i as em di e sos es udos in e nacionais e ad- mi indo a necessidade e ele ância do uso de um ins u- men o de a aliação do clima de segu ança com as suas p op iedades na população po uguesa, idealizou-se o p esen e es udo, desc e endo-se nes e a igo o p ocesso de adução e adap ação cul u al des e ins umen o. Ma e ial e mé odos Tipo de es udo O es udo é de ca ác e me odológico pois in eg a-se no âmbi o da in es igação de mé odos de ob enção, o ganização e elabo ação dos dados, a ando da cons ução, alidação e a aliação de ins u- men os e écnicas de pesquisa [18]. A me a de pesquisas com es a abo dagem é a elabo ação de um ins umen o con iá el que possa se u ilizado pos e io men e po ou os pesquisado es [19], em populações di e en es pa a as quais o ins umen o oi concebido [18]. Obje i o O obje i o des e es udo consis e em ealiza a adução e adap- ação cul u al do SAQ – Sho Fo m 2006 pa a Po ugal ga an indo a sua alidade de con eúdo. Ins umen o de colhei a de dados O SAQ é um e inamen o do In ensi e Ca e Uni Managemen A i udes Ques ionnai e (ICUMAQ) [20, 21] que oi de i ado do Fligh Managemen A i udes Ques ionnai e (FMAQ) amplamen e u ilizado na a iação comme cial [22]. Foi desen ol ido em 2006 po B yan Sex on, E ic Thomas e Bob Helm eich da Uni e sidade do Texas, com inanciamen o da Fundação Robe Wood Johnson e da Agency o Heal hca e Resea ch and Quali y [17]. O SAQ pe mi e a alia as pe ceções de a i udes dos p o issio- nais de saúde elacionadas com a segu ança do doen e em á ios á eas clínicas e se iços de saúde e oi alidado numa amos a de 10.843 p es ado es de cuidados de saúde, em 203 á eas clínicas T adução e adap ação cul u al do SAQ – Sho Fo m 2006 pa a Po ugal 3 Po J Public Heal h DOI: 10.1159/000486015 (incluindo unidades de cuidados in ensi os, salas de ci u gia, unidades de in e namen o e ambula ó io), em ês países (Es a- dos Unidos da Amé ica [EUA], Reino Unido e No a Zelândia) [17]. Ao con á io da maio ia dos ou os ins umen os, o SAQ oi igo osamen e alidado [17, 23–26], sendo conside ado psicome icamen e álido e con iá el (al a de C onbach = 0,90; χ2[784] = 10.311,27, p < 0,0001; CFI = 0,90; RMSE = 0,03) [17]. Desde en ão, es e ins umen o em sido adminis ado numa a- iedade de con igu ações hospi ala e ambula o ial em mais de 1.300 hospi ais dos EUA, Ingla e a, Aus ália, Suíça, I ália, Es- panha e No a Zelândia [27] e a sua idelidade e alidade o am documen adas em á ios países, es ando disponí el em mais de dez idiomas [28]. Na li e a u a consul ada, são á ias as an agens da aplicação des e ins umen o, salien ando-se que: • O SAQ é um ins umen o gené ico p oje ado pa a diagnós icos o ganizacionais e in e enções ele an es pa a a segu ança do doen e [17]. • Po man e a con inuidade com o Fligh Managemen A i udes Ques ionnai e (FMAQ), que é u ilizado há mais de 20 anos, pe mi e compa ações en e indús ias, bem como, a iden i ica- ção de p oblemas comuns elacionados com os a o es huma- nos [22]. • Des ina-se a odo o pessoal den o de uma á ea clínica que an- o in luencia como é in luenciado pelo “ambien e de abalho” (po exemplo, médicos, en e mei os, a macêu icos, e apeu as e écnicos, en e ou os) e le indo in o mação ace ca do pes- soal, da es u u a e dos p ocessos da o ganização [17]. • Mede de o ma con iá el e signi ica i a as a i udes e pe ceções ele an es do cuidado em elação à segu ança de saúde, sendo conside ado o ins umen o mais sensí el pa a a alia as a i- udes de segu ança indi iduais. Pe mi e compa ações álidas (benchma ks) en e hospi ais, á eas de a endimen o ao doen e e ipos de cuidado es [17, 29]. • Pode se usado pa a medi o abalho em equipa, iden i ica desconexões, pon os o es e aquezas de uma de e minada o ganização, o necendo uma base pa a suge i in e enções de melho ia [25]. • É uma e amen a impo an e de análise de alhas la en es e a o es con ibuin es, ou seja, alhas que não são pe ce í eis i- sualmen e mas que podem con ibui pa a oco ência de e en- os ad e sos com o doen e [26]. • Iden i ica as necessidades, ba ei as de segu ança e possí eis de iciências no ambien e clínico mo i ando in e enções de melho ia da qualidade e edução de e os medicos [30]. • Ajuda a de e a aquezas pe cebidas de o ma sis emá ica e di e enças de opinião ao longo do empo ou en e g upos de p o issionais (po exemplo, pessoal de en e magem e médicos) [31]. • É ela i amen e cu o, de p eenchimen o ápido ( e são Sho Fo m 2006) e pode se usado pa a moni o iza as mudanças ao longo do empo [32]. • Rep esen a o único ins umen o de medição do clima de segu- ança que e idencia associação di e a com os esul ados e i- icados nos doen es [33]. Em á ias pesquisas, os esul ados a o á eis do SAQ o am associados com menos e en os ad- e sos, menos e os de medicação, meno es axas de in eção associadas aos cuidados de saúde, nomeadamen e axa de pneumonia associada à en ilação mecânica e axa de in eção de co en e sanguínea associado a ca e e enoso cen al (CVC), assim como, empo de in e namen o mais cu o, meno mo alidade in a-hospi ala , meno es índices de que- das de doen es, úlce as de p essão, sépsis pós-ope a ó ia e meno es axas de o a i idade do pessoal de en e magem [17, 31, 33–35]. • Se e como medida de e e ência pa a a a aliação de p og am- as de melho ia da qualidade que con ibuem pa a o imiza as a i udes dos p o issionais da saúde em elação à segu ança do doen e [21, 35]. A e são comple a do ques ioná io inclui 60 i ens, dos quais apenas 30 são pad ão e idên icos em odos os ambien es clínicos. Esses 30 i ens básicos in eg am a e são cu a (a que diz espei o es e es udo) aos quais se ac escen am ou os i ens, ob endo-se um o al de 36 (SAQ – Sho Fo m) que comple am a p imei a pa e do ins umen o. Na segunda pa e es ão p esen es in o mações adicionais ela i as aos dados dos p o issionais (géne o, unção, á ea de a uação e empo de a uação no se iço) [17]. O SAQ – Sho Fo m 2006 possui 6 dimensões que ab angem a o es o ganizacionais, a o es do ambien e de abalho e a o es de equipa [17]: • Clima de abalho em equipa: pe ceção da qualidade da cola- bo ação en e os p o issionais da equipa; • Clima de segu ança: pe ceção de um o e e p oa i o comp o- misso o ganizacional com a segu ança; • Sa is ação no abalho: sen imen o ag adá el ou es ado emo- cionalmen e posi i o esul an e da pe ceção da expe iência de abalho; • Reconhecimen o do s ess: econhecimen o de como o desem- penho é in luenciado po a o es s esso es; • Pe ceção da ges ão: ap o ação das ações da adminis ação quan o às ques ões de segu ança, sendo que cada um des es i ens é medido em dois ní eis (pe ceção da ges ão do se iço e pe ceção da ges ão hospi ala ); • Condições de abalho: pe ceção da qualidade do supo e am- bien al e logís ico no local de abalho (po exemplo: equipa- men os e p o issionais). As espos as a cada um dos i ens seguem uma escala Like de cinco pon os: disco do o almen e, disco do pa cialmen e, indi e- en e, conco do pa cialmen e e conco do o almen e. A pon uação inal do ins umen o a ia de 0 a 100, onde 0 ep esen a a pio pe - ceção e 100 a melho pe ceção do clima de segu ança. O SAQ oi o iginalmen e c iado na língua inglesa e, de ido às di e enças cul u ais en e o país de o igem e Po ugal, é essencial ealiza a adução e adap ação cul u al pa a a língua po uguesa e pos e io men e a alia a sua idelidade e alidade, icando des a o ma disponí el pa a u ilização pela comunidade clínica e cien í- ica po uguesa. P ocedimen os A adução e adap ação cul u al pa a po uguês da e são o i- ginal do SAQ – Sho Fo m 2006 oi iniciada após se e ob ido a au o ização o mal dos au o es. O es udo seguiu a me odologia cien í ica p opos a po Bea on e colabo ado es [36] que, nes e domínio assume pa icula ele- ância e p o agonismo [26, 37] e que oi acei e pelos au o es do ins umen o o iginal. O p ocesso comp eende seis e apas, con o - me expos o na Figu a 1. Rica doFonsecaSa ai a/ An unesdeAlmeida Po J Public Heal h 4 DOI: 10.1159/000486015 Resul ados E apa I: T adução Nes a e apa inicial, Bea on e colabo ado es [36] suge- em que sejam ealizadas duas aduções do ins umen o de o ma independen e. As aduções de em oco e do idioma de o igem do ins umen o pa a o idioma al o po dois adu o es bilíngues, cujo idioma al o seja a sua lín- gua ma e na. Des a o ma, os adu o es, de idamen e ce i icados, o am con ac ados a a és de co eio ele- ónico, de o ma in encional e, al como ecomendado, possuíam pe is di e en es: • O adu o 1 e e conhecimen o dos obje i os do es- udo e dos concei os in es igados, possibili ando uma adução numa pe spe i a mais clínica e di ecionada pa a o enómeno em es udo, o e ecendo uma equi - alência mais iá el a pa i de uma pe spe i a de medição (T1). • O adu o 2 não e e conhecimen o sob e os e mos a se in es igados, nem sob e os obje i os do es udo e não inha o mação médica ou clínica. De aco do com a li e a u a, es e adu o , ambém chamado de adu- o ingénuo, em maio p obabilidade de de e a di e- enças sub is de signi icado, p opo cionando uma adução que e le e a linguagem u ilizada pela popu- lação-al o (T2) [36]. Du an e o pe íodo de adução o am ealizados al- guns con ac os com os adu o es a im de se escla ece em ques ões elacionadas com a equi alência da adução dos i ens, ou seja, se a adução man ém o mesmo signi icado da e são o iginal (equi alência do i em). E apa II: Sín ese das aduções Na segunda e apa, as duas aduções an e io es (T1 e T2) o am compa adas, com o obje i o de chega a uma e são de consenso ou e são sín ese, denominada T12. Es e p ocesso é conside ado complexo, exigindo uma sé- ie de cuidados a im de ob e uma e são adequada ao no o con ex o, mas ambém cong uen e com a e são o iginal [38]. E apa III: Re o adução T abalhando a pa i da e são sín ese T12, o ins u- men o oi aduzido de ol a pa a o idioma o iginal po dois adu o es bilíngues independen es. Es es adu o es êm o idioma de o igem do documen o como língua ma- e na, não i e am conhecimen o p é io do ins umen o o iginal e, al como ecomendado pelo e e encial me o- dológico, não possuíam o mação médica, e i ando o iés de in o mação. O con ac o p ocessou-se po co eio ele- ónico. Des a e apa esul a am as e o aduções RT1 e RT2, salien ando-se que apenas um dos adu o es ez co- men á ios sob e as suas escolhas em elação aos e mos en iados. As e o aduções ap esen a am uma ap oxi- mação mui o sa is a ó ia com a e são o iginal, e le indo com p ecisão o seu con eúdo. E apa IV: Comissão de especialis as ( alidade de con eúdo) Nes a e apa, a alidade eó ica de con eúdo é a aliada po uma comissão de especialis as (expe s na á ea que o ins umen o se p opõe a alia ), que analisam odos os documen os an e io es (T1, T2, T12, RT1, RT2 e o ins u- men o o iginal) pa a chega a um consenso e desen ol e a e são p é- inal do ins umen o (p é- es e). Dando cump imen o ao ecomendado po Bea on e colabo ado es [39], a comissão oi o mada po especia- lis as bilíngues, con endo á ios p o issionais da saúde, um me odologis a, um linguis a, os adu o es en ol idos no p ocesso e a in es igado a. Os especialis as o am con idados de o ma in encio- nal po meio de co eio ele ónico, pe azendo um o al de 9 p o issionais com conhecimen os nas á eas da qualidade de cuidados, cul u a de segu ança do doen e, ac edi ação, linguís ica e expe iência na adução, adap ação cul u al e alidação de ins umen os. Du an e duas semanas, os es- E apa I: T adução T adu o 1 (T1) T adu o 2 (T2) E apa II: Sín ese (T12) E apa III: Re o adução T adu o 3 (RT1) T adu o 4 (RT2) E apa IV: Comissão de especialis as E apa V: P é- es e E apa VI: Submissão pa a ap eciação dos au o es Fig. 1. Esquema ização das e apas ecomendadas pa a adução e adap ação cul u al de um ins umen o de colhei a de dados [32]. T adução e adap ação cul u al do SAQ – Sho Fo m 2006 pa a Po ugal 5 Po J Public Heal h DOI: 10.1159/000486015 pecialis as analisa am os documen os subme idos com o obje i o de con i ma a adequação dos i ens aos cons uc- os eó icos que se p e ende a alia com o ins umen o, indicando quais as ca a e ís icas que de em se conside- adas na e são pa a p é- es e. Todas as decisões o am ano adas num documen o o ien ado endo em conside- ação a equi alência semân ica, idiomá ica, expe imen al e concei ual en e o ins umen o o iginal e a e são c iada, ga an indo a adequação da adução, a alidade de con- eúdo e p ese ando a ep odu ibilidade do mesmo [36]. Nes a ase, a alidade de con eúdo oi ob ida quando exis iu conco dância de pelo menos 90.0% dos mem- Table 1. Resul ados da análise ei a pelos memb os da comissão de especialis as Memb os da comissão de especialis as TC TM Taxa, % 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Tí ulo C C C C C NC C C C 8 9 88,8 Ins uções NC NC C C NC NC NC C C 4 9 44,4 1 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 2 C NC C C C NC C C C 7 9 77,7 3 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 4 C NC NC NC C NC C C C 5 9 55,5 5 C C C C C C C C C 9 9 100,0 6 C C C NC C C C C C 8 9 88,8 7 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 8 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 9 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 10 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 11 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 12 C C C C C C C C C 9 9 100,0 13 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 14 NC C NC C NC NC C C C 5 9 55,5 15 C C C C C C C C C 9 9 100,0 16 C C C C C C C C C 9 9 100,0 17 C C C C C C C C C 9 9 100,0 18 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 19 C C C NC C NC C C C 7 9 77,7 20 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 21 C C C C C C C C C 9 9 100,0 22 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 23 C C C C C C C C C 9 9 100,0 24 C C C C C C C C C 9 9 100,0 25 C C C C C C C C C 9 9 100,0 26 C C C C C C C C C 9 9 100,0 27 C NC C C C C C C C 8 9 88,8 28 C C C C C C C C C 9 9 100,0 29 C C C C C NC C C C 8 9 88,8 30 C C C C C C C C C 9 9 100,0 31 C C NC C NC NC C C C 6 9 66,6 32 C C C C C C C C C 9 9 100,0 33 C C NC C C NC C C C 7 9 77,7 34 C C NC C C C C C C 8 9 88,8 35 C C NC C C C C C C 8 9 88,8 36 C C C C C C C C C 9 9 100,0 In . Adic. C C C C NC NC C C C 7 9 77,7 NC, não conco da; C, conco da; TC, o al de memb os que conco dam; TM, o al de memb os da comissão de especialis as. Rica doFonsecaSa ai a/ An unesdeAlmeida Po J Public Heal h 6 DOI: 10.1159/000486015 b os da comissão de especialis a ela i amen e a cada um dos i ens do ins umen o, segundo a ó mula [39]: % conco dância ( axa) = núme o de especialis as que conco da am/núme o o al de especialis as ×100 (Ta- bela 1). Tendo em con a, as suges ões ei as pelos especialis as, oi necessá io e e alguns i ens e o am e e i adas algu- mas modi icações, p ese ando, no en an o, o concei o, a es u u a e a p op iedade de base do ins umen o. Os i ens 5, 12, 15–17, 21, 23–26, 28, 30, 32 e 36 i e am uma axa de conco dância de 100,0% e não oi necessá ia nenhuma modi icação. Os es an es i ens passa am pela subs i uição de algumas pala as po sinónimos, nalguns casos pa a adequa os e mos à cul u a po uguesa e, nou- os, pa a assegu a a uni o midade dos e mos u ilizados ao longo do ques ioná io. Foi suge ido que a exp essão “á ea clínica” osse sub- s i uída e pad onizada ao longo do ques ioná io pelo e - mo “se iço” com in ui o de inclui o máximo de unida- des do con ex o hospi ala onde exis e con ac o com doen es (além das unidades médicas e ci ú gicas p e en- de-se inclui ou as á eas, como a mácia, isio e apia, exames especiais, e c.). Es a al e ação oi acei e pelos au- o es o iginais. O e mo “ma ca” u ilizado no cabeçalho que con ém as o ien ações pa a p eenchimen o do ques ioná io, oi al e ado pa a “ma cação”. Cul u almen e a exp essão “ma ca” é equen emen e usada como e e ência a uma de e minada emp esa (um nome, uma ma ca e bal ou imagens) ou a concei os que dis inguem um p odu o ou se iço; enquan o “ma cação” se e e e a e ei o de ma ca ou a o de assinala , sendo, po an o, mais adequada ao con eúdo p e endido. O e mo “ uncioná ios” do i em 4 oi subs i uído po “p o issionais” de o ma a exis i coe ência com os i ens 5, 8, 27, 29 e 30, onde esse e mo ambém su ge. Da mes- ma o ma o e mo “di eção” do i em 14 oi subs i uído po “adminis ação” u ilizado nos i ens 24, 25 e 26. A exp essão inglesa “ac ed upon” u ilizada no i em 14 implica ação, pelo que em ez de “As minhas suges ões ace ca da segu ança se iam conside adas...”, os especia- lis as suge i am “As minhas suges ões ace ca da segu an- ça se iam pos as em p á ica.” Po ge a em dú idas em elação à alidade eó ica de con eúdo, os i ens 1, 8, 9 e 27 o am discu idos com os au o es da e são o iginal. Rela i amen e ao i em 1 não exis iu consenso en e os especialis as quan o à adução da exp essão “inpu ”. As possibilidades apon adas o am: opiniões, con ibu os e suges ões. Os au o es do ques ioná io conside a am que o e mo mais adequado se ia “suges ões”, pelo que se op- ou po es e e mo na e são po uguesa. No i em 8, os au o es escla ece am que “medical e - o s” de e ia e le i e os dos á ios p o issionais e não apenas do pessoal médico, mo i o pelo qual se al e ou es e i em. O e mo “canais” do i em 9 oi subs i uído po “meios” após suges ão da comissão de especialis as e consenso com au o es. No i em 27 exis i am dú idas quan o à adução da exp essão “p oblem pe sonnel”, podendo signi ica p o- blemas pessoais ou p o issionais p oblemá icos. Os au o- es escla ece am que o e mo se e e e a pessoas que se compo am de manei a p oblemá ica, endo-se man ido a exp essão “p o issionais p oblemá icos”. As “ unções dos p o issionais” no campo ela i o à in- o mação adicional o am ajus adas pa a as classes e ca- ego ias p o issionais a ualmen e exis en es na ealidade po uguesa. As al e ações desc i as o am conside adas pe inen es e ele an es e, de modo consensual, esul a am na sua in- clusão, ob endo-se a e são p elimina do SAQ – Sho Fo m 2006 PT ou e são pa a p é- es e. Rela i amen e à sua aplicabilidade, os especialis as o- am unânimes quan o ao alo e u ilidade do ins umen- o, salien ando a sua pe inência no con ex o da Saúde em Po ugal. E apa V: P é- es e Pa a con i mação da equi alência/ alidade de con eú- do numa si uação aplicada é impo an e que o ins u- men o seja a aliado pelos julgamen os de p o issionais ou pessoas comuns sob e a cla eza das pe gun as, inclusão de concei os, edundância de i ens e escalas [36], denomi- nando-se es a e apa de Tes e de comp eensão ou P é- es e. Des a o ma, a e são pa a p é- es e oi aplicada a uma amos a da população-al o cons i uída po in e p o is- sionais dos se iços de ci u gia do Cen o Hospi ala Co a da Bei a (hospi al público do Se iço Nacional de Saúde Po uguês), dos quais, dez en e mei os e dez assis- en es ope acionais, de o ma a inclui pessoas com ní eis de escola idade di e enciados. A amos agem oi po con- eniência e o con i e oi ealizado po meio de con ac o pessoal. A cada p o issional oi en egue um ques ioná io en- do sido explicado os obje i os do p é- es e e escla ecido que a sua es u u a não podia se al e ada (o núme o de pe gun as ou a sua o ganização, bem como, as opções de espos as). O obje i o e a que analisassem a o ma como T adução e adap ação cul u al do SAQ – Sho Fo m 2006 pa a Po ugal 7 Po J Public Heal h DOI: 10.1159/000486015 ABCD EX Disco do To almen e Disco do Pa cialmen e Indi e en e Conco do Pa cialm. Conco do To almen e A i udes de Segu ança: Pe spe i as da equ en e Se iço: . Apague bem quaque espos a que deseje al e a . Po a o , esponda aos i ens seguin es ela i amen e ao seu se iço. Selecione as suas espos as u ilizando a seguin e escala. N Conco do To almen e Conco do Pa cialmen e Indi e en e Disco do Pa cialmen e Disco do To almen e 1. 2. de cuidados ao doen e. 3. ). 4. doen e. 5. 6. 7. Sen i -me-ia segu o caso osse a ado aqui como doen e. 8. Os e os dos p o issionais 9. Conheço os meios 10. Recebo eedback adequado ace ca do meu desempenho. 11. 12. 13. m os e os dos ou os. 14. 15. Gos o do meu abalho. 16. 17. 18. Tenho o gulho em abalha nes e se iço. 19. 20. 21. Sou menos e icien e no abalho quando es ou cansado. 22. Tenho maio p obabilidad 23.(po ex.: eanima A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X 24. 25. 26. a ealiza um bom abalho: 27. 28.adequadas e opo unas sob e e en os que podem a e a o meu abalho: Adm. Se . Adm. Se . Adm. Se . Adm. Se . Adm. Se . A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X Adm. Hosp. Adm. Hosp. Adm. Hosp. Adm. Hosp. Adm. Hosp. A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X 29. 30. Es e hospi al ealiza um bom 31. - 32. ionados. 33. 34. 35. Vi encio macêu icos(as) nes e se iço. 36. A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X A B C D E X Sim Da a (mês/ano): En e mei o Masc. Fem. , Fa (Adminis a i o, Ass. Social, e c.) uaç Adul os C ianças Assis en e Ope acional Ou o Ambos Anos no se iço: Menos de 6 meses 6 a 11 mes. 1 a 2 anos 3 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 20 anos 21 ou mais Copy igh © 2004 by The Uni e si y o Texas a Aus in Ma k Re lex o ms by Pea son NCS MW263511-1 321 HC99 P in ed in U.S.A. ! ! Fig. 2. SAQ – Sho Fo m 2006 PT. Colo e sion a ailable online Rica doFonsecaSa ai a/ An unesdeAlmeida Po J Public Heal h 8 DOI: 10.1159/000486015 es a am o muladas as ques ões (cla eza e g au de com- p eensão), a acei abilidade das pala as u ilizadas, bem como, a sua ele ância cul u al e não, p op iamen e, o que i iam esponde . O empo de espos a ao ques ioná io a iou en e cin- co e quinze minu os, salien ando-se que os assis en es ope acionais ob i e am os empos mais ele ados. Após o p eenchimen o, os p o issionais o am ques- ionados ace ca da comp eensão e pe inência das ques- ões e acilidade de p eenchimen o, pe mi indo a e i se os e mos u ilizados e am acilmen e comp eendidos e acei á eis. Es e p ocedimen o pe mi iu a alia a denomi- nada alidade apa en e (ou de ace) do ins umen o [39]. Uma ez que não o am obse adas di iculdades na comp eensão dos enunciados ap esen ados, nem o am demons adas quaisque dú idas ela i as ao o ma o e con eúdo dos mesmos, a e são p é- inal não necessi ou de se e o mulada passando, des e modo, a se designada de e são inal em po uguês: SAQ – Sho Fo m 2006 PT (Fig.2). E apa VI: Submissão dos documen os pa a ap eciação dos au o es do ins umen o A e apa inal é a submissão de odas as aduções, e- o aduções, ela ó ios de especialis as e ano ações aos au o es do ins umen o o iginal. Ao ecebe em essa in- o mação, os au o es êm a possibilidade de e i ica se odas as e apas o am ealizadas de o ma co e a pa a a alidação da e são inal do ins umen o [36]. Nes e sen ido, os documen os esul an es das di e en- es e apas des e p ocesso me odológico o am en iados po co eio ele ónico pa a o P o esso E ic Thomas, o qual ap o ou a e são inal do ins umen o, salien ando o igo da abo dagem me odológica aplicada em odo o p ocesso. Uma ez e minada es a e apa, concluiu-se o p ocesso de adução e adap ação cul u al do ins umen [36] que e e po obje i o p oduzi um ins umen o equi- alen e numa cul u a di e en e [38]. Discussão A adução e adap ação cul u al de um ins umen o pa a uso num no o país, cul u a, e/ou língua eque o uso de um mé odo, pa a a ingi a equi alência en e o o iginal ( e são de o igem) e a e são de des ino. Os i ens de em se adu- zidos linguis icamen e, assim como, adap ados cul u al- men e de o ma a man e a alidade das p op iedades psi- comé icas do ins umen o [40] e pe mi i a pa ilha de da- dos e compa ações a ní el nacional e in e nacional [39]. Pa a que as aduções alcancem um al o ní el de qua- lidade, de em se ei as po pelo menos dois adu o es independen es, eduzindo assim a p obabilidade de e - os, de in e p e ações di e gen es e de i ens ambíguos ela i amen e ao o iginal [40]. Assim, o ecu so a dois adu o es e elou-se mui o ú il, dado que pe mi iu con- on a e discu i duas e sões di e en es, que se des- conheciam mu uamen e, esul ando na elabo ação de uma e são única, depois de ul apassadas as disc epân- cias iniciais. Uma ez ob ida a e são sín ese ealizou-se a e o a- dução, conside ada um ecu so undamen al que po en- cializa a qualidade da e são inal. Es e p ocedimen o de e se le ado a cabo po e o adu o es luen es nos idiomas (de o igem e de des ino) e com conhecimen os das o mas coloquiais [40], al como acon eceu no p e- sen e es udo. Compa ando a e são ob ida com a adução e adap- ação cul u al b asilei a do SAQ-Sho Fo m 2006 [26] cons a a-se que exis e equi alência en e as e sões, assim como, com a e são o iginal. Além de uma adução con iá el, é necessá ia a adap- ação cul u al pa a o país ou egião em que o ins umen- o se á u ilizado, já que exis em di e enças en e as de i- nições, c enças e compo amen os [40]. Fa o es cul u ais ais como hábi os e a i idades de uma população de em se conside ados, po que uma a i idade não habi ual numa de e minada população pode o na a adap ação de um ins umen o in alidada. A adap ação cul u al do ins umen o oi ealizada po meio de uma me odologia igo osa, que pe mi iu a o - ganização c í ica e a ope acionalização das p á icas de in es igação ado adas, possibili ando um p ocesso de adap ação comple o p oje ado pa a maximiza a ob en- ção semân ica, idiomá ica, equi alência expe imen al e concei ual en e a on e e o ques ioná io al o. O p ocesso en ol eu a adap ação dos i ens indi iduais, as ins uções do ques ioná io e as opções de espos a. A equi alência semân ica assegu ou a equi alência do signi icado das pala as, exp essões g ama icais e de o- cabulá io; a equi alência idiomá ica e i icou a equi a- lência de exp essões idiomá icas e coloquialismos, na sua maio ia di íceis de aduzi , que de em se cong uen es com a cul u a-al o; a equi alência expe iencial a aliou se a adução u iliza e mos coe en es com a expe iência de ida da população e com o con ex o cul u al pa a o qual o ins umen o se á aduzido e, po im, a equi alência concei ual que a e iguou a manu enção dos concei os p opos os no ins umen o o iginal, com a inalidade má- xima de explo a se as di e en es dimensões incluídas no T adução e adap ação cul u al do SAQ – Sho Fo m 2006 pa a Po ugal 9 Po J Public Heal h DOI: 10.1159/000486015 ins umen o o iginal se iam ele an es e pe inen es no no o con ex o [38]. No sen ido de en iquece es e p ocesso, assegu ou-se a inclusão de especialis as de á ias zonas do país de o - ma a inco po a e en uais nuances cul u ais e de p o is- sionais de di e en es á eas pe mi indo con on a á ias opiniões e expe iências. As discussões ge adas de ido às disc epâncias encon adas e a busca de soluções consen- suais e ela am-se undamen ais pa a odo o p ocesso que assegu ou a alidade de con eúdo. A modi icação mais signi ica i a oi em elação às un- ções dos p o issionais de saúde, pois algumas delas, p e- is as no ques ioná io o iginal, não se aplicam à ealidade po uguesa. A oca de in o mações com o au o do ins umen o pe mi iu que as modi icações ossem ealizadas man en- do o sen ido o iginal do mesmo. A e apa do p é- es e pe mi iu a alia a denominada alidade apa en e (ou de ace) do ins umen o [39] con- cluindo-se que o ins umen o de medida aduzido não ap esen a e mos ou i ens p oblemá icos, concei os am- bíguos ou de di ícil comp eensão. O empo médio de es- pos a es e e em con o midade com o que es á desc i o pelos au o es, e elando-se um ins umen o simples, b e- e e comp eensí el. A submissão de odo o p ocesso aos au o es do SAQ – Sho Fo m 2006 e espe i o pa ece a o á el, i- nalizou os p ocedimen os de adução e adap ação cul u- al, os quais se e ela am bem sucedidos, assegu ando que a e são po uguesa man em o signi icado e a in en- ção dos i ens o iginais. Op ou-se po ado a a mesma de- signação (Sa e y A i udes Ques innai e) e sigla (SAQ), endo em con a que es e ins umen o é assim conhecido no uni e so cien í ico in e nacional. Após a de inição da e são inal do SAQ – Sho Fo m 2006 PT, o na-se undamen al a sua aplicação numa amos a pa a a aliação das p op iedades psicomé icas ( idelidade e alidade). Conclusão Es e es udo o nece um alioso con ibu o pa a a men- su ação do clima de segu ança do doen e em Po ugal. Todo o abalho oi desen ol ido com igo , que em e - mos cien í icos, que ao ní el da u ilidade que pode e no con ex o da qualidade e da segu ança em saúde. Ao de e mina a consolidação de um ins umen o de medição do clima de segu ança pa a a população po u- guesa, con ibuímos pa a a legi imidade e desen ol i- men o des e campo de pesquisa. T a a-se de um ma co impo an e pa a o p og esso da ciência em Po ugal, que em implicações an o no domínio da p á ica, como do ensino, in es igação e ges ão dos cuidados. A a és da u ilização des e ques ioná io é possí el con ibui pa a a cons ução de ambien es de abalho posi i os e é icos, ap imo a o p ocesso de cuida e seus in e aces, minimi- za os iscos e p omo e uma a uação ainda mais segu a e con iá el umo à excelência. Na sequência des e es udo, ealiza -se-á a a aliação das p op iedades psicomé icas do SAQ – Sho Fo m 2006 numa amos a signi ica i a da população po ugue- sa, icando es e ins umen o de colhei a de dados pos e- io men e disponí el pa a o con ex o cul u al po uguês. Pe spe i ando que a sua aplicação alcance o seu máximo po encial na con ibuição pa a a melho ia dos cuidados de saúde em Po ugal, suge e-se que, uma ez alidado, se ealizem e di ulguem no as in es igações com es e ins- umen o nos mais di e sos con ex os da á ea da Saúde. Ag adecimen os À P o esso a Dou o a Helena Al es, P o esso Dou o An ónio João Rod igues, P o esso a Dou o a Isabel Fe nandes, P o esso a Dou o a Te esa Lopes, Dou o a Ca a ina C u o, Mes e Pa ícia Ei- inha e Responsá el da Qualidade Ca a ina Ma eus, pela disponibi- lidade e po odo o p o issionalismo demons ado enquan o elemen- os da comissão de especialis as no p ocesso de adap ação cul u al. Re e ences 1 Nie a VF, So a J: Sa e y cul u e assessmen : a ool o imp o ing pa ien sa e y in heal h- ca e o ganiza ions. Qual Sa Heal h Ca e 2003; 12(suppl 2): 17–23. 2 F aga a J: Ges ão de isco; in Campos L, Bo - ges M, Po ugal R (eds): Go e nação dos hos- pi ais. Lisboa, Casa das Le as, 2009, pp 75– 105. 3 Po ugal, Minis é io da Saúde: A o ganização in e na e a go e nação dos hospi ais. Lisboa, G upo Técnico pa a a Re o ma da O ganiza- ção In e na dos Hospi ais, 2010. 4 Hansez I, Chmiel N: Sa e y beha io : job de- mands, job esou ces, and pe cei ed manage- men commi men o sa e y. J Occup Heal h Psychol 2010; 15: 267–278. 5 Recomendação 2009/C. A segu ança dos doen- es incluindo a p e enção e con olo das in- eções associadas aos cuidados de saúde. Jo nal O icial da União Eu opeia 2009; 151: 1–6. 6 Gomes MJ: Cul u a de segu ança do doen e no bloco ope a ó io. Coimb a, Escola Supe- io de En e magem de Coimb a, 2012. Dis- se ação de Mes ado em En e magem. Á ea de Especialização Ges ão de Unidades de Cuidados.