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VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005
Vigilância epidemiológica
Paulo Jo ge Noguei a é licenciado em P obabilidades e Es a ís ica,
mes e em P obabilidades e Es a ís ica, es a is a do Obse a ó io
Nacional de Saúde, Ins i u o Nacional de Saúde D . Rica do Jo ge.
Eleono a de Jesus Paixão é licenciada em Ma emá icas Aplicadas,
no amo de Es a ís ica e In es igação Ope acional, es a is a do
Obse a ó io Nacional de Saúde, Ins i u o Nacional de Saúde
D . Rica do Jo ge.
José Ma inho Falcão é licenciado em Medicina, mes e em Epi-
demiologia, assis en e g aduado de Saúde Pública e esponsá el
pelo Obse a ó io Nacional de Saúde, Ins i u o Nacional de Saúde
D . Rica do Jo ge.
Subme ido à ap eciação: 5 de Maio de 2005.
Acei e pa a publicação: 16 de Junho de 2005.
Compo amen os das amílias po uguesas
em épocas de calo e du an e a onda de calo
de Agos o de 2003*
PAULO JORGE NOGUEIRA
ELEONORA DE JESUS PAIXÃO
JOSÉ MARINHO FALCÃO
Es e es udo e e como p incipal objec i o a ca ac e ização
das a i udes e da adopção de medidas de p o ecção em
pe íodos de calo e em pa icula conhece aquelas que
e ec i amen e o am adop adas du an e a onda de calo de
Agos o de 2003 (29 de Julho a 15 de Agos o).
Foi ealizado um inqué i o po ia pos al, aplicando um
ques ioná io aos indi íduos de 18 e mais anos das unidades
de alojamen o (UA), que cons i uem a amos a ECOS (Em
Casa Obse amos Saúde) do Obse a ó io Nacional de
Saúde.
Es uda am-se 769 indi íduos, o que co espondeu a 25,6%
da o alidade dos indi íduos elegí eis nas UA. Uma ez que
a amos a ECOS não é au oponde ada, o am ponde ados
os esul ados das unidades de alojamen o pela a iá el do
Ins i u o Nacional de Es a ís ica (INE) «núme o de amílias
clássicas» po egião e pela «população esiden e segundo o
ní el de ins ução» ob idas pelos censos de 2001.
Os compo amen os e e idos como adop ados em épocas
de calo que ap esen a am maio es pe cen agens o am
« oma duches ou banhos» (84,6%), «inges ão de líquidos»
(79,6%), «uso de oupa le e, la ga e cla a» (73,2%) e
« oma e eições le es» (53,7%).
Du an e a onda de calo de 2003, a maio pa e da popu-
lação (92,5%) leu, ou iu ou iu in o mação sob e os cuida-
dos a e du an e a onda de calo , endo sido a ele isão
(95,2%), a ádio (56,3%) e os jo nais (49,3%) os meios de
comunicação social mais e e idos. Ce ca de me ade da
população (51,4%) in o mou alguém, undamen almen e a
amília, sob e os cuidados a e .
Com e ei o, du an e es a onda de calo e i icou-se um
maio cuidado em elação a compo amen os mais p ejudi-
ciais em épocas de maio calo . Po um lado, a população
po uguesa andou menos ao sol (49,4%), ez menos iagens
de ca o/ anspo es à ho a do calo (39,8%), ealizou
menos ac i idades que exigi iam es o ço ísico (32,5%) e
ambém hou e alguma p eocupação em bebe menos bebi-
das alcoólicas (26,5%). Po ou o lado, aumen a am os
compo amen os que já são mais habi uais du an e o
pe íodo de Ve ão, ais como ab i as janelas du an e a
noi e (40,8%), oma e eições le es (46,7%), oma mais
duches ou banhos (58,5%), o uso de oupas le es la gas e
cla as (42,5%) e o uso de en oinhas (37,8%).
* P ojec o ap o ado pela FCT e pelo POCTI e compa icipado
pelo undo comuni á io eu opeu FEDER
4REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA
Vigilância epidemiológica
A al e ação do compo amen o anda ou es a ao sol sem
es ições aumen a com o núme o de meios de comunicação
onde se ob e e in o mação. Ab i as janelas de casa
du an e a noi e e oma duches ou banhos ap esen ou uma
associação com o núme o de meios de comunicação onde se
ob e e in o mação e com o núme o de pessoas que p es a-
am in o mação. Inge i líquidos e usa oupa le e, la ga e
cla a mos ou ambém uma dependência do núme o de
meios de comunicação onde se ob e e in o mação.
Pala as-cha e: calo ; clima; me eo ologia; mo alidade;
igilância epidemiológica; compo amen os de isco.
1. In odução
Tempe a u as ele adas a ec am a saúde humana e
o iginam excesso de óbi os du an e as ondas de calo .
Es as oco em equen emen e na Eu opa e es ão
associadas a aumen os na mo alidade e mo bilidade
(Koppe e al., 2004).
Em Po ugal, a onda de calo de 1981 es e e asso-
ciada posi i amen e a um excesso de ce ca de 1900
óbi os egis ados em odo o país (Ga cia, Noguei a e
Falcão, 1999). Embo a com in ensidade meno do
que a de 1981, Po ugal es e e sujei o de no o a uma
no a onda de calo en e 8 e 22 de Julho de 1991
(Paixão e Noguei a, 2003). Foi es imado que essa
onda de calo e ia es ado associada a um excesso de
ce ca de 1000 óbi os.
En e 29 de Julho e 15 de Agos o de 2003 oco eu uma
onda de calo mui o in ensa que a ec ou odos os dis i-
os de Po ugal con inen al. Um es udo p elimina , que
ab angeu apenas o pe íodo de 30 de Julho a 12 de
Agos o, pe mi iu es ima a oco ência de um excesso de
1316 óbi os (Falcão e al., 2003, e Noguei a, 2003).
Em 25 hospi ais e i icou-se um aumen o do núme o
de a endimen os em u gências ge ais e pediá icas de
12,0% (14 885 a endimen os em excesso), compa-
ando o pe íodo da onda de calo en e 29 de Julho e
14 de Agos o de 2003 com o pe íodo imedia amen e
an e io de 11 a 17 de Julho (Paixão e al., 2003).
Também num es udo ealizado pela Di ecção-Ge al da
Saúde, a a és de dados de 72 hospi ais dis ibuídos
po odos os dis i os do país, e i icou-se que hou e
um excesso de p ocu a que se ci ou em 11% pa a
ambos os sexos. No en an o, pa a o sexo eminino, os
g upos e á ios supe io es a 74 anos e o dis i o de
San a ém o am os que e i ica am os maio es aumen-
os da p ocu a de se iços de u gência du an e a onda
de calo (Ca a ino, Ca ei a e Calado, 2003).
Reconhecida a magni ude do p oblema em Po ugal,
oi decidido es uda o e ei o de ini i o des a onda de
calo sob e a mo alidade, usando uma base de dados
p epa ada pela Di ecção-Ge al da Saúde (DGS) a
pa i dos ce i icados de óbi o oco idos en e Junho
e Se emb o de 2003. A análise desses dados, ea-
lizada em conjun o pela Di ecção de Se iços de
In o mação e Análise (DSIA) da DGS e pelo Obse -
a ó io Nacional de Saúde (ONSA) do Ins i u o
Nacional de Saúde D . Rica do Jo ge (INSA), pe mi-
iu ob e uma es ima i a de 1953 óbi os em excesso
(IC95%: 1866-2039) associados à onda de calo
(Calado e al., 2004). Des e excesso, 636 óbi os
(IC95%: 530-744) oco e am no sexo masculino e
1317 (IC95%: 1202-1435) no sexo eminino.
Es a onda de calo a ec ou ambém á ios países
eu opeus. Es ima i as p o isó ias ecen es (Ko a s,
Wol e Menne, 2004) indica am a oco ência de ele-
ados excessos de óbi os em F ança (14 802 óbi os),
I ália (3134 óbi os), Ingla e a e País de Gales (2045
óbi os).
Após a oco ência da onda de calo de Agos o de
2003 oi ealizado um inqué i o cujo p incipal objec-
i o e a a ca ac e ização dos compo amen os popu-
lacionais pe an e a oco ência de empe a u as ele a-
das e ambém sabe onde oi ob ida, p ocu ada e
p es ada ac i amen e in o mação sob e as medidas
de p o ecção a adop a du an e a onda de calo de
Agos o de 2003.
2. Pa icipan es e mé odos
Es e es udo oi ealizado a a és de inqué i os en ia-
dos po ia pos al. O ques ioná io oi aplicado à
amos a ECOS (Em Casa Obse amos Saúde), c iada
pelo Obse a ó io Nacional de Saúde, como ins u-
men o de obse ação (Con ei as, Nunes e B anco,
2003).
2.1 Amos a
A amos a oi seleccionada a pa i de um uni e so
de amílias esiden es em Po ugal con inen al com
ele one ixo da ede de assinan es das lis as da Po -
ugal Telecom. T a a-se de uma amos a alea ó ia de
unidades de alojamen o com ele one, es a i icada
po egiões de saúde, com dis ibuição homogénea.
Fo am en iados ques ioná ios a 1217 unidades de
alojamen o pe encen es ao painel pe manen e de
amílias ECOS, que incluía 3006 indi íduos com
idades supe io es ou iguais a 18 anos ou cuja idade
e a desconhecida. Fo am conseguidas 352 espos as
dos ag egados amilia es, o que co espondeu a 28,9%
da po encial amos a. O es udo oi baseado em 769
indi íduos esponden es, o que co esponde a 25,6%
da o alidade dos indi íduos elegí eis nas unidades
de alojamen o.
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VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005
Vigilância epidemiológica
2.2. Colhei a de dados
2.2.1. Ins umen o
Foi u ilizado um ques ioná io es u u ado compos o
po 11 pe gun as e po um espaço abe o ese ado
a obse ações ele an es que os inqui idos dese-
jassem ac escen a . Fo am omi idas ques ões de
ca ac e ização sócio-demog á ica das amílias e das
pessoas, uma ez que essa in o mação já e a conhe-
cida.
2.2.2. Mé odo de inqui ição
Os inqué i os o am en iados po ia pos al a odos
os indi íduos da unidade de alojamen o com idade
supe io a 18 anos (2742 indi íduos) ou cuja idade
não e a conhecida (264 indi íduos). O abalho de
campo e e início no dia 9 de Ou ub o de 2003 com
o en io dos ques ioná ios pa a o co eio. No dia 14 de
Janei o de 2004 oi ecebido o úl imo ques ioná io.
2.3. T a amen o dos dados e análise es a ís ica
A análise es a ís ica oi ealizada u ilizando o paco e
de so wa e es a ís ico SPSS 12.0 (SPSS Inc., 2003)
Foi ealizada uma análise desc i i a uni a iada dos
dados, baseada p incipalmen e em equências abso-
lu as e ela i as pa a cada a iá el, assim como os
espec i os in e alos de 95% de con iança.
Pa a e ei os de análise o am cons uídas algumas
a iá eis a pa i da in o mação ecolhida:
•To al de meios de comunicação onde se ob e e
in o mação, que ep esen a o núme o de meios de
comunicação onde os indi íduos ob i e am qual-
que in o mação sob e os cuidados a e du an e
a onda de calo . Conside a am-se 4 ca ego ias:
0 meios de comunicação (equi ale a não e
ob ido in o mação de nenhum meio de comunica-
ção); 1 meio de comunicação (ob e e in o mação
de apenas um meio de comunicação); 2 meios de
comunicação (ob e e in o mação de dois meios
de comunicação); 3 ou mais meios de comunica-
ção (ob e e in o mação de ês ou mais meios de
comunicação).
•To al de pessoas que p es a am in o mação, que
ep esen a o núme o de pessoas ( amilia es, ami-
gos/conhecidos, p o issionais de saúde, e c.) que
p es a am in o mação sob e os cuidados a e
du an e a onda de calo aos indi íduos inqui idos.
Conside a am-se 4 ca ego ias: 0 pessoas (equi-
ale a não e ob ido in o mação de nenhuma
pessoa); 1 pessoa (ob e e in o mação de apenas
uma pessoa); 2 pessoas (ob e e in o mação de
duas pessoas); 3 ou mais pessoas (ob e e in o -
mação de ês ou mais pessoas).
•Al e ação dos compo amen os adop ados usual-
men e du an e o Ve ão: pa a cada um dos com-
po amen os inqui idos cons uiu-se uma a iá el
indicado a de al e ação do espec i o compo a-
men o. Es as no as a iá eis di e i am da in o -
mação o iginal pela não iden i icação da di ecção
(pa a mais ou pa a menos) da al e ação no espec-
i o compo amen o.
Foi ealizada análise bi a iada das a iá eis do ques-
ioná io com as a iá eis sexo, egião, g upos e á ios
e g au de escola idade.
A análise bi a iada baseou-se ambém em equên-
cias absolu as e ela i as pa a cada a iá el, assim
como nos espec i os in e alos de 95% de con-
iança.
Uma ez que a amos a ECOS não é au oponde ada,
oi ei a a ponde ação dos esul ados das unidades de
alojamen o pela a iá el «núme o de amílias clássi-
cas» po egião e pela «população esiden e segundo
o ní el de ins ução» (censos 2001, INE). Pa a es as
es ima i as ajus adas são ambém ap esen ados os
in e alos de 95% de con iança. A análise es a ís ica
dos dados ponde ados oi ei a usando a aplicação
es a ís ica Wes a 2.42 (Wes a Copy igh , 1997).
Pa a es a a associação en e as a iá eis u ilizou-se
o es e do quiquad ado com co ecção de Rao-Sco
(Rao e Sco , 1987).
O ní el de signi icância dos es es es a ís icos oi
es abelecido em 5%.
3. Resul ados
3.1. Ca ac e ização dos esponden es
A amos a ECOS é es a i icada po egião de saúde.
O Quad o I mos a que a amos a ob ida não se
a as a desse p essupos o, sendo o núme o de indi í-
duos en e is ados semelhan e em odas as egiões
(p= 0,813).
Da ca ac e ização dos indi íduos esponden es, pode
no a -se que (Quad o II):
• 54,0% dos esponden es o am mulhe es;
• A idade média dos indi íduos oi de 49 anos, com
um des io-pad ão de 18,1 anos de idade;
• A mediana, o 1.o qua il e o 3.o qua il o am de
49 anos, 35 anos e 63 anos, espec i amen e, pelo
que 25% dos esponden es êm idade supe io a
63 anos;
6REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA
Vigilância epidemiológica
Quad o II
Dis ibuição pe cen ual dos indi íduos esponden es po sexo, g upo e á io,
ocupação e ní el de escola idade
Pe cen agem Pe cen agem
sem in o mação não ponde ada
Sexo 769 0,0
Masculino 354 46,0
Feminino 415 54,0
G upo e á io 730 5,1
18-24 88 12,1
25-34 93 12,7
35-44 115 15,9
45-54 136 18,6
55-64 133 18,2
65-74 106 14,5
+75 58 7,9
Ocupação p o issional 765 0,5
Ac i o 386 50,5
Domés ica(o) 86 11,2
Não ac i o 221 28,9
Es udan e 72 9,4
Ní el de escola idade 764 0,7
Não sabe le nem esc e e 43 5,6
Só sabe le e esc e e ou ensino básico 253 33,1
Ensino médio ou equi alen e 291 38,1
Ensino supe io ou equen a 177 23,2
nnúme o de espos as álidas.
n
Quad o I
Dis ibuição pe cen ual dos indi íduos esponden es po egião de saúde
Pe cen agem Pe cen agem
sem in o mação não ponde ada
769 0,0 0,813*
No e 160 20,8
Cen o 153 19,9
Lisboa e Vale do Tejo 163 21,2
Alen ejo 144 18,7
Alga e 149 19,4
pp obabilidade de signi icância do es e.
* Tes e de ajus amen o do χ2.
nnúme o de espos as álidas.
np
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VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005
Vigilância epidemiológica
• 18,6% dos indi íduos pe enciam ao g upo e á io
dos 45 aos 54 anos;
• 50,5% o am indi íduos ac i os e 28,9% são
inac i os;
• 33,1% dos indi íduos só sabiam le e esc e e ou
inham o ensino básico;
• 38,1% possuíam o ensino médio ou equi alen e.
3.2. Ca ac e ização dos compo amen os
dos po ugueses du an e as épocas de calo
«Toma duches ou banhos» oi o compo amen o
e e ido pela maio pe cen agem de indi íduos
(84,6%). Foi ambém egis ada uma pe cen agem
ele ada nos compo amen os «inges ão de líquidos»
(79,6%), «usa oupa le e, la ga e cla a» (73,2%) e
« oma e eições le es» (53,7%) (Quad o III).
De e e i que a p opo ção de indi íduos que e e i-
am inge i com ele ada equência bebidas alcoóli-
cas du an e o pe íodo de Ve ão é es imada em 3,8%.
3.3. O igem da in o mação ob ida pela população
sob e a onda de calo de Agos o de 2003
3.3.1. Ob enção de in o mação sob e as medidas
de p o ecção a adop a du an e a onda
de calo de Agos o de 2003
Quase odos os indi íduos (92,5%) que esponde am
ao ques ioná io le am, ou i am ou i am in o mação
Quad o III
Dis ibuição pe cen ual* dos indi íduos po equência de adopção dos á ios compo amen os elacionados com
o calo du an e o Ve ão (Po ugal con inen al, indi íduos com idade ≥≥
≥≥
≥18 anos)
Pe cen agem ponde ada*
Mui as Ra amen e
ezes ou nunca
Anda ou es á ao sol sem es ições 706 8,2 13,7 (11,7; 15,7) 43,1 (39,8; 46,4) 43,2 (39,2; 47,2)
Faz iagens de ca o/ anspo es
à ho a do calo 712 7,4 13,7 (10,9; 16,4) 51,3 (45,7; 56,9) 35,0 (30,7; 39,4)
Faz ac i idades que exijam
es o ço ísico 690 10,3 21,1 (17,6; 24,5) 33,4 (28,9; 37,8) 45,6 (42,7; 48,4)
Ab e as janelas de casa du an e
o dia 712 7,4 40,4 (37,6; 43,2) 32,2 (26,7; 37,7) 27,4 (21,8; 33,1)
Ab e as janelas de casa du an e
a noi e 711 7,0 43,6 (36,7; 50,5) 30,2 (20,5; 39,8) 26,2 (22,8; 29,7)
Toma e eições le es 733 4,7 53,7 (47,9; 59,4) 39,8 (32,6; 47,1) 6,5 (4,3; 8,1)
Toma duches ou banhos 737 4,2 84,6 (80,0; 89,3) 14,9 (10,3; 19,4) 0,6 (0,0; 1,1)
Toma bebidas alcoólicas 687 10,7 3,8 (1,5; 6,2) 34,3 (29,8; 38,7) 61,9 (55,6; 68,2)
Inge e líquidos 745 3,1 79,6 (73,0; 86,2) 19,5 (13,1; 25,8) 1,0 (0,0; 2,0)
Usa oupa le e, la ga e cla a 740 3,8 73,2 (65,5; 81,0) 22,2 (14,9; 29,6) 4,5 (3,5; 5,6)
Usa en oinhas 709 7,8 34,3 (30,9; 37,8) 24,9 (19,6; 30,2) 40,7 (37,5; 44,0)
Es á em locais com a
condicionado 695 9,6 14,3 (11,9; 16,7) 25,2 (18,9; 31,4) 60,5 (55,7; 65,4)
nnúme o de espos as álidas.
(,;,,) IC 95% da es ima i a.
* Pe cen agens pa a o con inen e ponde adas pela população esiden e com idade ≥18 anos, po egião e po ní el de
escola idade.
IC 95% Às ezes IC 95% IC 95%
nPe cen agem
s/in .
8REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA
Vigilância epidemiológica
sob e os cuidados a e du an e a onda de calo de
Agos o de 2003 (Quad o IV). A ele isão oi a o i-
gem de in o mação mais equen emen e ci ada pelos
indi íduos que decla a am e ob ido in o mação
(95,2%), seguindo-se a ádio (56,3%) e os jo nais
(49,3%). Apenas 4,5% das pessoas ob i e am
in o mação pela In e ne . Ce ca de 40% dos indi í-
duos que esponde am ob i e am in o mação sob e a
onda de calo a a és de pessoas de amília e amigos
ou conhecidos.
A ob enção de in o mação sob e a onda de calo a a-
és da ele isão associou-se com os g upos e á ios
e com a egião (p= 0,030 e p= 0,006) (Quad o V).
O g upo e á io dos 18 aos 24 anos e e a pe cen a-
gem mais ele ada de indi íduos que ou i am ou
i am in o mação a a és da ele isão sob e os cui-
dados a e (99,1%). A pe cen agem mais baixa oco -
eu no g upo dos 75 e mais anos (88,7%). A Região
do Alga e e e a pe cen agem mais ele ada de
ob enção de in o mação a a és da ele isão (97,5%),
pe encendo o alo mais baixo à Região do Alen ejo
(88,3%). Não oi encon ada associação signi ica i a
com o g au de escola idade.
A pe cen agem de indi íduos que ob i e am in o -
mação a a és da ádio (Quad o V) e e uma associa-
ção es a is icamen e signi ica i a com o g upo e á io
(p< 0,001), sendo mais ele ada no g upo 25-34 anos
(66,6%) e mais baixa no g upo dos 75 e mais anos
(36,3%), com a egião de saúde (p= 0,015), sendo
mais ele ada na Região No e (66,8%) e mais baixa
na Região Cen o (46,7%), e com o g au de escola-
idade (p= 0,048), endo os que comple a am ou e-
quen a am o ensino supe io o alo mais ele ado
(68,0%) e o g upo dos que não sabem le nem esc e-
e o alo mais baixo (42,9%).
A in o mação ob ida a a és dos jo nais associou-se
com a egião (p< 0,001) (Quad o V), sendo a pe -
cen agem mais ele ada na Região No e (58,5%) e a
mais baixa na Região Cen o (36,1%); e i icou-se
ambém uma associação es a is icamen e signi ica-
Quad o IV
Pe cen agens* de indi íduos que ecebe am in o mação sob e a onda de calo de Agos o de 2003, segundo a o igem
da in o mação (Po ugal con inen al, indi íduos com idade ≥≥
≥≥
≥18 anos)
Pe cen agem
sem in o mação
Leu, ou iu ou iu alguma in o mação sob e cuidados? 738 14,0
Sim 92,5 (90,8; 94,1)
Onde ob e e in o mação sob e cuidados?
Tele isão 680 11,6 95,2 (93,9; 96,5)
Rádio 674 12,4 56,3 (51,3; 61,3)
Jo nais 667 13,3 49,3 (46,3; 52,2)
In e ne 669 13,0 14,5 (2,9; 6,2)
Pessoa de amília 671 12,7 22,8 (17,3; 28,3)
Amigo ou conhecido 662 13,9 17,3 (14,1; 20,4)
P o issional de saúde 674 12,4 11,5 (9,5; 13,4)
Ou a 638 17,0 11,1 (0,1; 2,1)
nnúme o de espos as álidas.
(,;,,) IC 95% da es ima i a.
* Pe cen agens pa a o con inen e ponde adas pela população esiden e com idade ≥18 anos, po egião e po ní el de
escola idade.
nPe cen agem IC 95%
9
VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005
Vigilância epidemiológica
Quad o V
Pe cen agens* de indi íduos que ob i e am in o mação sob e a onda de calo de 2003 a a és da comunicação social e da In e ne , segundo o g upo e á io, egião
e o g au de escola idade (Po ugal con inen al, indi íduos com idade e ≥≥
≥≥
≥18 anos)
Tele isão Rádio Jo nais In e ne
nPe cen agem IC 95% pnPe cen agem IC 95% pnPe cen agem IC 95% pnPe cen agem IC 95% p
(% s/ in .) (% s/ in .) (% s/ in .) (% s/ in .)
G upos 0,030** < 0,001** 0,062** < 0,001**
e á ios 651 (15,3) 645 (16,1) 638 (17,0) 640 (17,0)
18-24 177 99,1 (97,6; 100,0) 176 58,4 (45,2; 71,7) 173 52,7 (39,8; 65,7) 177 27,9 (14,7; 41,1)
25-34 186 98,2 (95,1; 100,0) 184 66,6 (57,0; 76,3) 181 53,3 (42,9; 63,6) 183 10,2 (2,1; 18,4)
35-44 106 92,5 (82,1; 100,0) 106 59,6 (51,2; 68,1) 105 64,2 (44,7; 83,6) 104 13,2 (0,9; 5,6)
45-54 128 98,8 (97,3; 100,0) 125 60,2 (52,4; 68,1) 128 48,6 (42,8; 54,5) 125 17,0 (0,3; 13,6)
55-64 110 90,6 (84,7; 96,4) 110 61,9 (53,9; 70,0) 109 50,4 (43,3; 57,5) 109 11,2 (0,0; 2,7)
65-74 195 98,6 (96,4; 100,0) 195 47,3 (35,9; 58,8) 193 46,8 (35,8; 57,9) 193 – –
+75 149 88,7 (78,1; 99,2) 149 36,3 (21,4; 51,2) 149 32,2 (15,0; 49,4) 149 10,4 (0,0; 1,3)
Região 680 (11,6) 0,006** 674 (12,4) 0,015** 667 (13,3) < 0,001** 669 (13,0) 0,300**
No e 144 96,6 (95,9; 97,3) 145 66,8 (61,1; 72,6) 141 58,5 (57,1; 59,9) 143 13,3 (0,0; 7,2)
Cen o 129 96,5 (92,5; 100,4) 126 46,7 (43,2; 50,3) 128 36,1 (26,5; 45,8) 127 14,5 (3,0; 6,0)
LVT 145 93,7 (91,1; 96,3) 145 50,2 (34,9; 65,5) 142 45,6 (41,2; 50,0) 143 15,1 (3,2; 7,1)
Alen ejo 126 88,3 (83,1; 93,5) 124 54,0 (25,8; 82,1) 122 54,2 (35,5; 72,9) 125 18,2 (4,6; 11,8)
Alga e 136 97,5 (94,9; 100,0) 134 52,6 (42,0; 63,1) 134 48,7 (36,0; 61,4) 131 15,5 (3,2; 7,8)
Escola idade 680 (11,6) 0,563** 674 (12,4) 0,048** 667 (13,3) < 0,001** 669 (13,0) < 0,001**
Não sabe le
nem esc e e 136 87,3 (68,5; 100,0) 136 42,9 (15,0; 70,7) 136 21,8 (12,1; 31,6) 136 11,9 (0,0; 6,0)
Só sabe le
e esc e e
ou ensino
básico 229 95,0 (93,6; 96,3) 227 54,7 (47,1; 62,5) 225 45,4 (41,8;49,1) 226 11,3 (0,0; 3,3)
Ensino médio
ou equi alen e 264 96,1 (93,8; 98,4) 262 56,9 (53,6; 60,1) 262 56,3 (50,1;62,5) 262 19,1 (5,5; 12,6)
Ensino supe io
ou equen a 151 95,9 (89,0;100,0) 149 68,0 (61,2; 74,8) 144 64,8 (57,9;71,7) 145 17,2 (13,8; 20,6)
nnúme o de espos as álidas.
(,;,,) IC 95% da es ima i a.
p e e e-se à compa ação en e as classes da a iá el.
* Pe cen agens pa a o con inen e ponde adas pela população esiden e com idade ≥18 anos, po egião e po ní el de escola idade.
** es e χ2 com co ecção de Rao-Sco .
10 REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA
Vigilância epidemiológica
i a com a escola idade (p< 0,001), endo a pe cen-
agem mais ele ada oco ido nos que comple a am
ou equen am o ensino supe io (64,8%). Não oi
encon ada associação signi ica i a com o g upo
e á io.
A ob enção de in o mação a a és da In e ne asso-
ciou-se com os g upos e á ios (p< 0,001) e com a
escola idade (p< 0,001). Não se e i icou associação
com a egião. O g upo e á io dos 18 aos 24 anos
ap esen ou a pe cen agem mais ele ada (27,9%),
assim como os que equen am ou comple a am o
ensino supe io (17,2%).
As pessoas de amília e os amigos/conhecidos que
de am in o mação sob e a onda de calo de 2003
associa am-se com o g au de escola idade (p= 0,006
e p< 0,001, espec i amen e). Es as pessoas o am
p edominan emen e indi íduos que já concluí am ou
equen am o ensino supe io (38,0% e 29,8%, es-
pec i amen e) (Paixão, Noguei a e Falcão, 2005).
3.3.2. P ocu a ac i a de in o mação
sob e as medidas de p o ecção a adop a
du an e a onda de calo de Agos o de 2003
Apenas 26,8% dos esponden es ize am pe gun as a
alguém sob e as medidas de p o ecção a adop a
du an e a onda de calo de Agos o de 2003, sendo a
sua maio ia a pessoas de amília (64,9%) e a amigos
ou conhecidos (43,0%) (Quad o VI).
A pe cen agem de indi íduos que p ocu a am in o -
mação sob e a onda de calo associou-se com a
egião (p< 0,001) e com o g au de escola idade
(p< 0,001). A Região do Alen ejo (38,0%) egis ou a
pe cen agem mais ele ada de indi íduos que ize am
pe gun as sob e os cuidados a e , es ando a Região
LVT (16,9%) no ex emo opos o. Em elação à
escola idade, e i ica-se uma endência dec escen e.
Os indi íduos que não sabem le nem esc e e
(50,9%) ap esen a am a maio pe cen agem ao con-
á io dos que possuem ou equen am o ensino supe-
io (11,0%).
A p ocu a de in o mação jun o dos p o issionais de
saúde associou-se com o sexo e com a egião
(p= 0,018 e p= 0,001, espec i amen e).
No que espei a à ob enção de in o mação jun o de
um p o issional de saúde, oco e am pe cen agens
mais ele adas nos indi íduos do sexo masculino
(47,1%) e nos indi íduos da Região No e (56,8%),
ao con á io dos indi íduos da Região Cen o
(21,9%).
Não se e i ica am associações signi ica i as en e
p ocu a de in o mação jun o de pessoas de amília,
dos amigos/conhecidos e de ou as pessoas com os
Quad o VI
Pe cen agens* de indi íduos que p ocu a am in o mação sob e as medidas de p o ecção a
adop a du an e a onda de calo de Agos o de 2003, segundo a pessoa consul ada (Po ugal
con inen al, indi íduos com idade ≥≥
≥≥
≥18 anos)
Pe cen agem Con inen e*
nsem in o mação Pe cen agem IC 95%
Fez pe gun as sob e cuidados a e ? 718 16,6
Sim 26,8 (23,1; 30,4)
A quem?
Pessoa de amília 182 76,3 64,9 (61,1; 68,8)
Amigos ou conhecidos 178 76,9 43,0 (33,7; 52,3)
P o issional de saúde 178 76,9 37,1 (24,8; 49,4)
Ou a pessoa 170 77,9 12,7 (0,0; 6,2)
nnúme o de espos as álidas.
(,;,,) IC 95% da es ima i a.
* Pe cen agens pa a o con inen e ponde adas pela população esiden e com idade ≥18 anos, po
egião e po ní el de escola idade.
11
VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005
Vigilância epidemiológica
ac o es em es udo (sexo, egião, g upos e á ios e
g au de escola idade).
Pa a desc ição mais de alhada dos ac o es que se
associam com o pe il de p ocu a de in o mação, .
Paixão, Noguei a e Falcão (2005).
3.3.3. P es ação ac i a de in o mação
sob e as medidas de p o ecção a adop a
Apenas pouco mais de me ade dos esponden es
(51,4%) aconselha am ou in o ma am alguém sob e
os cuidados a e pe an e empe a u as ex emas
(Quad o VII). 90% dos indi íduos que p es a am
ac i amen e in o mação ize am-no a pessoas de
amília e 65% a amigos/conhecidos.
As pessoas de amília e ou as que p es a am in o -
mação sob e a onda de calo associa am-se com a
egião (p= 0,036) e com os g upos e á ios
(p= 0,010). Os indi íduos que p es a am in o mação
ac i a a pessoas de amília pe enciam essencial-
men e à Região No e (96,0%), ao con á io do Alen-
ejo, que ap esen ou a meno pe cen agem (84%). Os
indi íduos inqui idos que p es a am in o mação a
ou as pessoas pe enciam p incipalmen e ao g upo
e á io dos 25 aos 34 anos (28,7%), ao con á io dos
indi íduos dos 65 aos 74 anos (1,1%). A p es ação de
in o mação a amigos/conhecidos não ap esen ou
associações es a is icamen e signi ica i as (Paixão,
Noguei a e Falcão, 2005).
3.4. Desc ição dos compo amen os
dos po ugueses du an e a onda
de calo de Agos o de 2003
De uma o ma ge al, obse ou-se que du an e a onda
de calo de 2003, na população po uguesa, oco eu
um e o ço das medidas que são mais adequadas em
pe íodos de empe a u as mais ex emas. Anda am
menos ao sol (49,4%), ize am menos iagens de
ca o/ anspo es à ho a do calo (39,8%), ealiza am
menos ac i idades que exigi iam es o ço ísico
(32,5%) e em ce a medida hou e alguma p eocupa-
Quad o VII
Pe cen agens* de indi íduos que p es a am in o mação sob e as medidas de p o ecção a
adop a du an e a onda de calo de Agos o de 2003, segundo as pessoas a quem a in o mação
oi p es ada (Po ugal con inen al, indi íduos com idade e ≥≥
≥≥
≥18 anos)
Pe cen agem Con inen e*
nsem in o mação Pe cen agem IC 95%
In o mou alguém sob e cuidados a e ? 697 19,4
Sim 51,4 (44,4; 58,4)
Quem?
Pessoa amília 367 52,3 90,0 (87,2; 92,9)
Amigos ou conhecidos 367 52,3 65,0 (56,5; 73,4)
Ou a pessoa 348 54,7 19,7 (4,9; 14,6)
nnúme o de espos as álidas.
(,;,,) IC 95% da es ima i a.
* Pe cen agens pa a o con inen e ponde adas pela população esiden e com idade ≥18 anos, po
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Abs ac
BEHAVIOUR OF THE PORTUGUESE POPULATION
DURING HOT SEASONS AND THE HEAT WAVE OF
AUGUST 2003
This s udy was mean as a complemen o he esea ch on he
hea wa e o he summe o 2003. The main objec i e was o
e alua e he popula ion’s le el o acknowledgemen on he hea
wa e o Augus 2003 and he o e all p e en i e measu es is-
sued h ough some media.
Ano he objec i e was he cha ac e iza ion o he measu es ha
amilies and indi iduals ake o ace excessi e hea condi ions
du ing summe pe iods and in pa icula in he hea wa e o
Augus 2003.
The Na ional Heal h Obse a o y made a pos al su ey in i s
heal h amily panel ECOS (Em Casa Obse amos Saúde).
The ques ionnai e was sen o he 1217 households ha o m
he ECOS panel, wi h a ques ionnai e copy o each membe o
he amily (3006 indi iduals). O e all esponse a e was 28.9%
(352 households) which co esponded o 25.6% o indi iduals
(769 indi idual’s esponses). Weigh ed da a analysis was pe -
o med using na ional o icial da a on classical amily house-
holds and by school le el.
Du ing summe pe iods he beha iou adop ed mo e o en we e
liquids inges ion and ba hs aking (79.6% and 84.6%), ligh ,
la ge and b igh colou ed clo hing (73.2%) and ligh meals
(53.7%).
The popula ion’s majo i y (92.5%) ead, hea d o saw in o ma-
ion o he p ecau ion measu es ha should be aken du ing a
hea wa e. The main means o dissemina ion o in o ma ion
we e TV (95.2%), adio (56.3%) and newspape s (49.3%).
51.4% o he indi iduals in o med someone else abou p ecau-
ion measu es, mainly amily membe s.
Du ing he 2003’s hea wa e, popula ion was less exposed o
he hea (49.4%), made less a els by ca a he hou s o
highes hea (39.8%), indi iduals made less physical demand-
ing ac i i ies (32.5%) and alcohol d inks we e aken less o en
(26.5%). Howe e , he usual beha iou du ing summe s in-
c eased: he windows du ing he nigh we e opened mo e o en
(40.8%), liquids and ba hs we e aken mo e o en (69% and
58.5%), ligh meals we e aken mo e o en (46.7%), ligh , la ge
and b igh colou ed clo hes we e used mo e o en (42.5%) and
ans we e o en used also mo e (37.8%) han in o he summe s.
The al e a ion o he beha iou o liquids inges ion, use o
ligh , la ge and b igh colou ed clo hing and exposi ion o hea
inc eased wi h he numbe o media means om which indi-
idual’s ecei ed in o ma ion. Opening he windows du ing he
nigh and aking mo e ba hs also p esen ed an associa ion wi h
he numbe o media means om which in o ma ion was e-
cei ed and wi h he numbe s o indi iduals ha in o med
someone else abou p ecau iona y measu es.
Keywo ds: hea ; me eo ology; mo ali y; epidemiological su -
eillance; isk beha iou .