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Comportamentos das famílias portuguesas em épocas de calor e durante a onda de calor de Agosto de 2003

Nogueira, Paulo Jorge,Paixão, Eleonora de Jesus,Falcão, José Marinho

Abstract

RESUMO - Este estudo teve como principal objectivo a caracterização das atitudes e da adopção de medidas de protecção em períodos de calor e em particular conhecer aquelas que efectivamente foram adoptadas durante a onda de calor de Agosto de 2003 (29 de Julho a 15 de Agosto). Foi realizado um inquérito por via postal, aplicando um questionário aos indivíduos de 18 e mais anos das unidades de alojamento (UA), que constituem a amostra ECOS (Em Casa Observamos Saúde) do Observatório Nacional de Saúde. Estudaram-se 769 indivíduos, o que correspondeu a 25,6% da totalidade dos indivíduos elegíveis nas UA. Uma vez que a amostra ECOS não é autoponderada, foram ponderados os resultados das unidades de alojamento pela variável do Instituto Nacional de Estatística (INE) «número de famílias clássicas» por região e pela «população residente segundo o nível de instrução» obtidas pelos censos de 2001. Os comportamentos referidos como adoptados em épocas de calor que apresentaram maiores percentagens foram «tomar duches ou banhos» (84,6%), «ingestão de líquidos» (79,6%), «uso de roupa leve, larga e clara» (73,2%) e «tomar refeições leves» (53,7%). Durante a onda de calor de 2003, a maior parte da população (92,5%) leu, ouviu ou viu informação sobre os cuidados a ter durante a onda de calor, tendo sido a televisão (95,2%), a rádio (56,3%) e os jornais (49,3%) os meios de comunicação social mais referidos. Cerca de metade da população (51,4%) informou alguém, fundamentalmente a família, sobre os cuidados a ter. Com efeito, durante esta onda de calor verificou-se um maior cuidado em relação a comportamentos mais prejudiciais em épocas de maior calor. Por um lado, a população portuguesa andou menos ao sol (49,4%), fez menos viagens de carro/transportes à hora do calor (39,8%), realizou menos actividades que exigiriam esforço físico (32,5%) e também houve alguma preocupação em beber menos bebidas alcoólicas (26,5%). Por outro lado, aumentaram os comportamentos que já são mais habituais durante o período de Verão, tais como abrir as janelas durante a noite (40,8%), tomar refeições leves (46,7%), tomar mais duches ou banhos (58,5%), o uso de roupas leves largas e claras (42,5%) e o uso de ventoinhas (37,8%). A alteração do comportamento andar ou estar ao sol sem restrições aumenta com o número de meios de comunicação onde se obteve informação. Abrir as janelas de casa durante a noite e tomar duches ou banhos apresentou uma associação com o número de meios de comunicação onde se obteve informação e com o número de pessoas que prestaram informação. Ingerir líquidos e usar roupa leve, larga e clara mostrou também uma dependência do número de meios de comunicação onde se obteve informação.

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3 VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005 Vigilância epidemiológica Paulo Jo ge Noguei a é licenciado em P obabilidades e Es a ís ica, mes e em P obabilidades e Es a ís ica, es a is a do Obse a ó io Nacional de Saúde, Ins i u o Nacional de Saúde D . Rica do Jo ge. Eleono a de Jesus Paixão é licenciada em Ma emá icas Aplicadas, no amo de Es a ís ica e In es igação Ope acional, es a is a do Obse a ó io Nacional de Saúde, Ins i u o Nacional de Saúde D . Rica do Jo ge. José Ma inho Falcão é licenciado em Medicina, mes e em Epi- demiologia, assis en e g aduado de Saúde Pública e esponsá el pelo Obse a ó io Nacional de Saúde, Ins i u o Nacional de Saúde D . Rica do Jo ge. Subme ido à ap eciação: 5 de Maio de 2005. Acei e pa a publicação: 16 de Junho de 2005. Compo amen os das amílias po uguesas em épocas de calo e du an e a onda de calo de Agos o de 2003* PAULO JORGE NOGUEIRA ELEONORA DE JESUS PAIXÃO JOSÉ MARINHO FALCÃO Es e es udo e e como p incipal objec i o a ca ac e ização das a i udes e da adopção de medidas de p o ecção em pe íodos de calo e em pa icula conhece aquelas que e ec i amen e o am adop adas du an e a onda de calo de Agos o de 2003 (29 de Julho a 15 de Agos o). Foi ealizado um inqué i o po ia pos al, aplicando um ques ioná io aos indi íduos de 18 e mais anos das unidades de alojamen o (UA), que cons i uem a amos a ECOS (Em Casa Obse amos Saúde) do Obse a ó io Nacional de Saúde. Es uda am-se 769 indi íduos, o que co espondeu a 25,6% da o alidade dos indi íduos elegí eis nas UA. Uma ez que a amos a ECOS não é au oponde ada, o am ponde ados os esul ados das unidades de alojamen o pela a iá el do Ins i u o Nacional de Es a ís ica (INE) «núme o de amílias clássicas» po egião e pela «população esiden e segundo o ní el de ins ução» ob idas pelos censos de 2001. Os compo amen os e e idos como adop ados em épocas de calo que ap esen a am maio es pe cen agens o am « oma duches ou banhos» (84,6%), «inges ão de líquidos» (79,6%), «uso de oupa le e, la ga e cla a» (73,2%) e « oma e eições le es» (53,7%). Du an e a onda de calo de 2003, a maio pa e da popu- lação (92,5%) leu, ou iu ou iu in o mação sob e os cuida- dos a e du an e a onda de calo , endo sido a ele isão (95,2%), a ádio (56,3%) e os jo nais (49,3%) os meios de comunicação social mais e e idos. Ce ca de me ade da população (51,4%) in o mou alguém, undamen almen e a amília, sob e os cuidados a e . Com e ei o, du an e es a onda de calo e i icou-se um maio cuidado em elação a compo amen os mais p ejudi- ciais em épocas de maio calo . Po um lado, a população po uguesa andou menos ao sol (49,4%), ez menos iagens de ca o/ anspo es à ho a do calo (39,8%), ealizou menos ac i idades que exigi iam es o ço ísico (32,5%) e ambém hou e alguma p eocupação em bebe menos bebi- das alcoólicas (26,5%). Po ou o lado, aumen a am os compo amen os que já são mais habi uais du an e o pe íodo de Ve ão, ais como ab i as janelas du an e a noi e (40,8%), oma e eições le es (46,7%), oma mais duches ou banhos (58,5%), o uso de oupas le es la gas e cla as (42,5%) e o uso de en oinhas (37,8%). * P ojec o ap o ado pela FCT e pelo POCTI e compa icipado pelo undo comuni á io eu opeu FEDER 4REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA Vigilância epidemiológica A al e ação do compo amen o anda ou es a ao sol sem es ições aumen a com o núme o de meios de comunicação onde se ob e e in o mação. Ab i as janelas de casa du an e a noi e e oma duches ou banhos ap esen ou uma associação com o núme o de meios de comunicação onde se ob e e in o mação e com o núme o de pessoas que p es a- am in o mação. Inge i líquidos e usa oupa le e, la ga e cla a mos ou ambém uma dependência do núme o de meios de comunicação onde se ob e e in o mação. Pala as-cha e: calo ; clima; me eo ologia; mo alidade; igilância epidemiológica; compo amen os de isco. 1. In odução Tempe a u as ele adas a ec am a saúde humana e o iginam excesso de óbi os du an e as ondas de calo . Es as oco em equen emen e na Eu opa e es ão associadas a aumen os na mo alidade e mo bilidade (Koppe e al., 2004). Em Po ugal, a onda de calo de 1981 es e e asso- ciada posi i amen e a um excesso de ce ca de 1900 óbi os egis ados em odo o país (Ga cia, Noguei a e Falcão, 1999). Embo a com in ensidade meno do que a de 1981, Po ugal es e e sujei o de no o a uma no a onda de calo en e 8 e 22 de Julho de 1991 (Paixão e Noguei a, 2003). Foi es imado que essa onda de calo e ia es ado associada a um excesso de ce ca de 1000 óbi os. En e 29 de Julho e 15 de Agos o de 2003 oco eu uma onda de calo mui o in ensa que a ec ou odos os dis i- os de Po ugal con inen al. Um es udo p elimina , que ab angeu apenas o pe íodo de 30 de Julho a 12 de Agos o, pe mi iu es ima a oco ência de um excesso de 1316 óbi os (Falcão e al., 2003, e Noguei a, 2003). Em 25 hospi ais e i icou-se um aumen o do núme o de a endimen os em u gências ge ais e pediá icas de 12,0% (14 885 a endimen os em excesso), compa- ando o pe íodo da onda de calo en e 29 de Julho e 14 de Agos o de 2003 com o pe íodo imedia amen e an e io de 11 a 17 de Julho (Paixão e al., 2003). Também num es udo ealizado pela Di ecção-Ge al da Saúde, a a és de dados de 72 hospi ais dis ibuídos po odos os dis i os do país, e i icou-se que hou e um excesso de p ocu a que se ci ou em 11% pa a ambos os sexos. No en an o, pa a o sexo eminino, os g upos e á ios supe io es a 74 anos e o dis i o de San a ém o am os que e i ica am os maio es aumen- os da p ocu a de se iços de u gência du an e a onda de calo (Ca a ino, Ca ei a e Calado, 2003). Reconhecida a magni ude do p oblema em Po ugal, oi decidido es uda o e ei o de ini i o des a onda de calo sob e a mo alidade, usando uma base de dados p epa ada pela Di ecção-Ge al da Saúde (DGS) a pa i dos ce i icados de óbi o oco idos en e Junho e Se emb o de 2003. A análise desses dados, ea- lizada em conjun o pela Di ecção de Se iços de In o mação e Análise (DSIA) da DGS e pelo Obse - a ó io Nacional de Saúde (ONSA) do Ins i u o Nacional de Saúde D . Rica do Jo ge (INSA), pe mi- iu ob e uma es ima i a de 1953 óbi os em excesso (IC95%: 1866-2039) associados à onda de calo (Calado e al., 2004). Des e excesso, 636 óbi os (IC95%: 530-744) oco e am no sexo masculino e 1317 (IC95%: 1202-1435) no sexo eminino. Es a onda de calo a ec ou ambém á ios países eu opeus. Es ima i as p o isó ias ecen es (Ko a s, Wol e Menne, 2004) indica am a oco ência de ele- ados excessos de óbi os em F ança (14 802 óbi os), I ália (3134 óbi os), Ingla e a e País de Gales (2045 óbi os). Após a oco ência da onda de calo de Agos o de 2003 oi ealizado um inqué i o cujo p incipal objec- i o e a a ca ac e ização dos compo amen os popu- lacionais pe an e a oco ência de empe a u as ele a- das e ambém sabe onde oi ob ida, p ocu ada e p es ada ac i amen e in o mação sob e as medidas de p o ecção a adop a du an e a onda de calo de Agos o de 2003. 2. Pa icipan es e mé odos Es e es udo oi ealizado a a és de inqué i os en ia- dos po ia pos al. O ques ioná io oi aplicado à amos a ECOS (Em Casa Obse amos Saúde), c iada pelo Obse a ó io Nacional de Saúde, como ins u- men o de obse ação (Con ei as, Nunes e B anco, 2003). 2.1 Amos a A amos a oi seleccionada a pa i de um uni e so de amílias esiden es em Po ugal con inen al com ele one ixo da ede de assinan es das lis as da Po - ugal Telecom. T a a-se de uma amos a alea ó ia de unidades de alojamen o com ele one, es a i icada po egiões de saúde, com dis ibuição homogénea. Fo am en iados ques ioná ios a 1217 unidades de alojamen o pe encen es ao painel pe manen e de amílias ECOS, que incluía 3006 indi íduos com idades supe io es ou iguais a 18 anos ou cuja idade e a desconhecida. Fo am conseguidas 352 espos as dos ag egados amilia es, o que co espondeu a 28,9% da po encial amos a. O es udo oi baseado em 769 indi íduos esponden es, o que co esponde a 25,6% da o alidade dos indi íduos elegí eis nas unidades de alojamen o. 5 VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005 Vigilância epidemiológica 2.2. Colhei a de dados 2.2.1. Ins umen o Foi u ilizado um ques ioná io es u u ado compos o po 11 pe gun as e po um espaço abe o ese ado a obse ações ele an es que os inqui idos dese- jassem ac escen a . Fo am omi idas ques ões de ca ac e ização sócio-demog á ica das amílias e das pessoas, uma ez que essa in o mação já e a conhe- cida. 2.2.2. Mé odo de inqui ição Os inqué i os o am en iados po ia pos al a odos os indi íduos da unidade de alojamen o com idade supe io a 18 anos (2742 indi íduos) ou cuja idade não e a conhecida (264 indi íduos). O abalho de campo e e início no dia 9 de Ou ub o de 2003 com o en io dos ques ioná ios pa a o co eio. No dia 14 de Janei o de 2004 oi ecebido o úl imo ques ioná io. 2.3. T a amen o dos dados e análise es a ís ica A análise es a ís ica oi ealizada u ilizando o paco e de so wa e es a ís ico SPSS 12.0 (SPSS Inc., 2003) Foi ealizada uma análise desc i i a uni a iada dos dados, baseada p incipalmen e em equências abso- lu as e ela i as pa a cada a iá el, assim como os espec i os in e alos de 95% de con iança. Pa a e ei os de análise o am cons uídas algumas a iá eis a pa i da in o mação ecolhida: •To al de meios de comunicação onde se ob e e in o mação, que ep esen a o núme o de meios de comunicação onde os indi íduos ob i e am qual- que in o mação sob e os cuidados a e du an e a onda de calo . Conside a am-se 4 ca ego ias: 0 meios de comunicação (equi ale a não e ob ido in o mação de nenhum meio de comunica- ção); 1 meio de comunicação (ob e e in o mação de apenas um meio de comunicação); 2 meios de comunicação (ob e e in o mação de dois meios de comunicação); 3 ou mais meios de comunica- ção (ob e e in o mação de ês ou mais meios de comunicação). •To al de pessoas que p es a am in o mação, que ep esen a o núme o de pessoas ( amilia es, ami- gos/conhecidos, p o issionais de saúde, e c.) que p es a am in o mação sob e os cuidados a e du an e a onda de calo aos indi íduos inqui idos. Conside a am-se 4 ca ego ias: 0 pessoas (equi- ale a não e ob ido in o mação de nenhuma pessoa); 1 pessoa (ob e e in o mação de apenas uma pessoa); 2 pessoas (ob e e in o mação de duas pessoas); 3 ou mais pessoas (ob e e in o - mação de ês ou mais pessoas). •Al e ação dos compo amen os adop ados usual- men e du an e o Ve ão: pa a cada um dos com- po amen os inqui idos cons uiu-se uma a iá el indicado a de al e ação do espec i o compo a- men o. Es as no as a iá eis di e i am da in o - mação o iginal pela não iden i icação da di ecção (pa a mais ou pa a menos) da al e ação no espec- i o compo amen o. Foi ealizada análise bi a iada das a iá eis do ques- ioná io com as a iá eis sexo, egião, g upos e á ios e g au de escola idade. A análise bi a iada baseou-se ambém em equên- cias absolu as e ela i as pa a cada a iá el, assim como nos espec i os in e alos de 95% de con- iança. Uma ez que a amos a ECOS não é au oponde ada, oi ei a a ponde ação dos esul ados das unidades de alojamen o pela a iá el «núme o de amílias clássi- cas» po egião e pela «população esiden e segundo o ní el de ins ução» (censos 2001, INE). Pa a es as es ima i as ajus adas são ambém ap esen ados os in e alos de 95% de con iança. A análise es a ís ica dos dados ponde ados oi ei a usando a aplicação es a ís ica Wes a 2.42 (Wes a Copy igh , 1997). Pa a es a a associação en e as a iá eis u ilizou-se o es e do quiquad ado com co ecção de Rao-Sco (Rao e Sco , 1987). O ní el de signi icância dos es es es a ís icos oi es abelecido em 5%. 3. Resul ados 3.1. Ca ac e ização dos esponden es A amos a ECOS é es a i icada po egião de saúde. O Quad o I mos a que a amos a ob ida não se a as a desse p essupos o, sendo o núme o de indi í- duos en e is ados semelhan e em odas as egiões (p= 0,813). Da ca ac e ização dos indi íduos esponden es, pode no a -se que (Quad o II): • 54,0% dos esponden es o am mulhe es; • A idade média dos indi íduos oi de 49 anos, com um des io-pad ão de 18,1 anos de idade; • A mediana, o 1.o qua il e o 3.o qua il o am de 49 anos, 35 anos e 63 anos, espec i amen e, pelo que 25% dos esponden es êm idade supe io a 63 anos; 6REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA Vigilância epidemiológica Quad o II Dis ibuição pe cen ual dos indi íduos esponden es po sexo, g upo e á io, ocupação e ní el de escola idade Pe cen agem Pe cen agem sem in o mação não ponde ada Sexo 769 0,0 Masculino 354 46,0 Feminino 415 54,0 G upo e á io 730 5,1 18-24 88 12,1 25-34 93 12,7 35-44 115 15,9 45-54 136 18,6 55-64 133 18,2 65-74 106 14,5 +75 58 7,9 Ocupação p o issional 765 0,5 Ac i o 386 50,5 Domés ica(o) 86 11,2 Não ac i o 221 28,9 Es udan e 72 9,4 Ní el de escola idade 764 0,7 Não sabe le nem esc e e 43 5,6 Só sabe le e esc e e ou ensino básico 253 33,1 Ensino médio ou equi alen e 291 38,1 Ensino supe io ou equen a 177 23,2 nnúme o de espos as álidas. n Quad o I Dis ibuição pe cen ual dos indi íduos esponden es po egião de saúde Pe cen agem Pe cen agem sem in o mação não ponde ada 769 0,0 0,813* No e 160 20,8 Cen o 153 19,9 Lisboa e Vale do Tejo 163 21,2 Alen ejo 144 18,7 Alga e 149 19,4 pp obabilidade de signi icância do es e. * Tes e de ajus amen o do χ2. nnúme o de espos as álidas. np 7 VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005 Vigilância epidemiológica • 18,6% dos indi íduos pe enciam ao g upo e á io dos 45 aos 54 anos; • 50,5% o am indi íduos ac i os e 28,9% são inac i os; • 33,1% dos indi íduos só sabiam le e esc e e ou inham o ensino básico; • 38,1% possuíam o ensino médio ou equi alen e. 3.2. Ca ac e ização dos compo amen os dos po ugueses du an e as épocas de calo «Toma duches ou banhos» oi o compo amen o e e ido pela maio pe cen agem de indi íduos (84,6%). Foi ambém egis ada uma pe cen agem ele ada nos compo amen os «inges ão de líquidos» (79,6%), «usa oupa le e, la ga e cla a» (73,2%) e « oma e eições le es» (53,7%) (Quad o III). De e e i que a p opo ção de indi íduos que e e i- am inge i com ele ada equência bebidas alcoóli- cas du an e o pe íodo de Ve ão é es imada em 3,8%. 3.3. O igem da in o mação ob ida pela população sob e a onda de calo de Agos o de 2003 3.3.1. Ob enção de in o mação sob e as medidas de p o ecção a adop a du an e a onda de calo de Agos o de 2003 Quase odos os indi íduos (92,5%) que esponde am ao ques ioná io le am, ou i am ou i am in o mação Quad o III Dis ibuição pe cen ual* dos indi íduos po equência de adopção dos á ios compo amen os elacionados com o calo du an e o Ve ão (Po ugal con inen al, indi íduos com idade ≥≥ ≥≥ ≥18 anos) Pe cen agem ponde ada* Mui as Ra amen e ezes ou nunca Anda ou es á ao sol sem es ições 706 8,2 13,7 (11,7; 15,7) 43,1 (39,8; 46,4) 43,2 (39,2; 47,2) Faz iagens de ca o/ anspo es à ho a do calo 712 7,4 13,7 (10,9; 16,4) 51,3 (45,7; 56,9) 35,0 (30,7; 39,4) Faz ac i idades que exijam es o ço ísico 690 10,3 21,1 (17,6; 24,5) 33,4 (28,9; 37,8) 45,6 (42,7; 48,4) Ab e as janelas de casa du an e o dia 712 7,4 40,4 (37,6; 43,2) 32,2 (26,7; 37,7) 27,4 (21,8; 33,1) Ab e as janelas de casa du an e a noi e 711 7,0 43,6 (36,7; 50,5) 30,2 (20,5; 39,8) 26,2 (22,8; 29,7) Toma e eições le es 733 4,7 53,7 (47,9; 59,4) 39,8 (32,6; 47,1) 6,5 (4,3; 8,1) Toma duches ou banhos 737 4,2 84,6 (80,0; 89,3) 14,9 (10,3; 19,4) 0,6 (0,0; 1,1) Toma bebidas alcoólicas 687 10,7 3,8 (1,5; 6,2) 34,3 (29,8; 38,7) 61,9 (55,6; 68,2) Inge e líquidos 745 3,1 79,6 (73,0; 86,2) 19,5 (13,1; 25,8) 1,0 (0,0; 2,0) Usa oupa le e, la ga e cla a 740 3,8 73,2 (65,5; 81,0) 22,2 (14,9; 29,6) 4,5 (3,5; 5,6) Usa en oinhas 709 7,8 34,3 (30,9; 37,8) 24,9 (19,6; 30,2) 40,7 (37,5; 44,0) Es á em locais com a condicionado 695 9,6 14,3 (11,9; 16,7) 25,2 (18,9; 31,4) 60,5 (55,7; 65,4) nnúme o de espos as álidas. (,;,,) IC 95% da es ima i a. * Pe cen agens pa a o con inen e ponde adas pela população esiden e com idade ≥18 anos, po egião e po ní el de escola idade. IC 95% Às ezes IC 95% IC 95% nPe cen agem s/in . 8REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA Vigilância epidemiológica sob e os cuidados a e du an e a onda de calo de Agos o de 2003 (Quad o IV). A ele isão oi a o i- gem de in o mação mais equen emen e ci ada pelos indi íduos que decla a am e ob ido in o mação (95,2%), seguindo-se a ádio (56,3%) e os jo nais (49,3%). Apenas 4,5% das pessoas ob i e am in o mação pela In e ne . Ce ca de 40% dos indi í- duos que esponde am ob i e am in o mação sob e a onda de calo a a és de pessoas de amília e amigos ou conhecidos. A ob enção de in o mação sob e a onda de calo a a- és da ele isão associou-se com os g upos e á ios e com a egião (p= 0,030 e p= 0,006) (Quad o V). O g upo e á io dos 18 aos 24 anos e e a pe cen a- gem mais ele ada de indi íduos que ou i am ou i am in o mação a a és da ele isão sob e os cui- dados a e (99,1%). A pe cen agem mais baixa oco - eu no g upo dos 75 e mais anos (88,7%). A Região do Alga e e e a pe cen agem mais ele ada de ob enção de in o mação a a és da ele isão (97,5%), pe encendo o alo mais baixo à Região do Alen ejo (88,3%). Não oi encon ada associação signi ica i a com o g au de escola idade. A pe cen agem de indi íduos que ob i e am in o - mação a a és da ádio (Quad o V) e e uma associa- ção es a is icamen e signi ica i a com o g upo e á io (p< 0,001), sendo mais ele ada no g upo 25-34 anos (66,6%) e mais baixa no g upo dos 75 e mais anos (36,3%), com a egião de saúde (p= 0,015), sendo mais ele ada na Região No e (66,8%) e mais baixa na Região Cen o (46,7%), e com o g au de escola- idade (p= 0,048), endo os que comple a am ou e- quen a am o ensino supe io o alo mais ele ado (68,0%) e o g upo dos que não sabem le nem esc e- e o alo mais baixo (42,9%). A in o mação ob ida a a és dos jo nais associou-se com a egião (p< 0,001) (Quad o V), sendo a pe - cen agem mais ele ada na Região No e (58,5%) e a mais baixa na Região Cen o (36,1%); e i icou-se ambém uma associação es a is icamen e signi ica- Quad o IV Pe cen agens* de indi íduos que ecebe am in o mação sob e a onda de calo de Agos o de 2003, segundo a o igem da in o mação (Po ugal con inen al, indi íduos com idade ≥≥ ≥≥ ≥18 anos) Pe cen agem sem in o mação Leu, ou iu ou iu alguma in o mação sob e cuidados? 738 14,0 Sim 92,5 (90,8; 94,1) Onde ob e e in o mação sob e cuidados? Tele isão 680 11,6 95,2 (93,9; 96,5) Rádio 674 12,4 56,3 (51,3; 61,3) Jo nais 667 13,3 49,3 (46,3; 52,2) In e ne 669 13,0 14,5 (2,9; 6,2) Pessoa de amília 671 12,7 22,8 (17,3; 28,3) Amigo ou conhecido 662 13,9 17,3 (14,1; 20,4) P o issional de saúde 674 12,4 11,5 (9,5; 13,4) Ou a 638 17,0 11,1 (0,1; 2,1) nnúme o de espos as álidas. (,;,,) IC 95% da es ima i a. * Pe cen agens pa a o con inen e ponde adas pela população esiden e com idade ≥18 anos, po egião e po ní el de escola idade. nPe cen agem IC 95% 9 VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005 Vigilância epidemiológica Quad o V Pe cen agens* de indi íduos que ob i e am in o mação sob e a onda de calo de 2003 a a és da comunicação social e da In e ne , segundo o g upo e á io, egião e o g au de escola idade (Po ugal con inen al, indi íduos com idade e ≥≥ ≥≥ ≥18 anos) Tele isão Rádio Jo nais In e ne nPe cen agem IC 95% pnPe cen agem IC 95% pnPe cen agem IC 95% pnPe cen agem IC 95% p (% s/ in .) (% s/ in .) (% s/ in .) (% s/ in .) G upos 0,030** < 0,001** 0,062** < 0,001** e á ios 651 (15,3) 645 (16,1) 638 (17,0) 640 (17,0) 18-24 177 99,1 (97,6; 100,0) 176 58,4 (45,2; 71,7) 173 52,7 (39,8; 65,7) 177 27,9 (14,7; 41,1) 25-34 186 98,2 (95,1; 100,0) 184 66,6 (57,0; 76,3) 181 53,3 (42,9; 63,6) 183 10,2 (2,1; 18,4) 35-44 106 92,5 (82,1; 100,0) 106 59,6 (51,2; 68,1) 105 64,2 (44,7; 83,6) 104 13,2 (0,9; 5,6) 45-54 128 98,8 (97,3; 100,0) 125 60,2 (52,4; 68,1) 128 48,6 (42,8; 54,5) 125 17,0 (0,3; 13,6) 55-64 110 90,6 (84,7; 96,4) 110 61,9 (53,9; 70,0) 109 50,4 (43,3; 57,5) 109 11,2 (0,0; 2,7) 65-74 195 98,6 (96,4; 100,0) 195 47,3 (35,9; 58,8) 193 46,8 (35,8; 57,9) 193 – – +75 149 88,7 (78,1; 99,2) 149 36,3 (21,4; 51,2) 149 32,2 (15,0; 49,4) 149 10,4 (0,0; 1,3) Região 680 (11,6) 0,006** 674 (12,4) 0,015** 667 (13,3) < 0,001** 669 (13,0) 0,300** No e 144 96,6 (95,9; 97,3) 145 66,8 (61,1; 72,6) 141 58,5 (57,1; 59,9) 143 13,3 (0,0; 7,2) Cen o 129 96,5 (92,5; 100,4) 126 46,7 (43,2; 50,3) 128 36,1 (26,5; 45,8) 127 14,5 (3,0; 6,0) LVT 145 93,7 (91,1; 96,3) 145 50,2 (34,9; 65,5) 142 45,6 (41,2; 50,0) 143 15,1 (3,2; 7,1) Alen ejo 126 88,3 (83,1; 93,5) 124 54,0 (25,8; 82,1) 122 54,2 (35,5; 72,9) 125 18,2 (4,6; 11,8) Alga e 136 97,5 (94,9; 100,0) 134 52,6 (42,0; 63,1) 134 48,7 (36,0; 61,4) 131 15,5 (3,2; 7,8) Escola idade 680 (11,6) 0,563** 674 (12,4) 0,048** 667 (13,3) < 0,001** 669 (13,0) < 0,001** Não sabe le nem esc e e 136 87,3 (68,5; 100,0) 136 42,9 (15,0; 70,7) 136 21,8 (12,1; 31,6) 136 11,9 (0,0; 6,0) Só sabe le e esc e e ou ensino básico 229 95,0 (93,6; 96,3) 227 54,7 (47,1; 62,5) 225 45,4 (41,8;49,1) 226 11,3 (0,0; 3,3) Ensino médio ou equi alen e 264 96,1 (93,8; 98,4) 262 56,9 (53,6; 60,1) 262 56,3 (50,1;62,5) 262 19,1 (5,5; 12,6) Ensino supe io ou equen a 151 95,9 (89,0;100,0) 149 68,0 (61,2; 74,8) 144 64,8 (57,9;71,7) 145 17,2 (13,8; 20,6) nnúme o de espos as álidas. (,;,,) IC 95% da es ima i a. p e e e-se à compa ação en e as classes da a iá el. * Pe cen agens pa a o con inen e ponde adas pela população esiden e com idade ≥18 anos, po egião e po ní el de escola idade. ** es e χ2 com co ecção de Rao-Sco . 10 REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA Vigilância epidemiológica i a com a escola idade (p< 0,001), endo a pe cen- agem mais ele ada oco ido nos que comple a am ou equen am o ensino supe io (64,8%). Não oi encon ada associação signi ica i a com o g upo e á io. A ob enção de in o mação a a és da In e ne asso- ciou-se com os g upos e á ios (p< 0,001) e com a escola idade (p< 0,001). Não se e i icou associação com a egião. O g upo e á io dos 18 aos 24 anos ap esen ou a pe cen agem mais ele ada (27,9%), assim como os que equen am ou comple a am o ensino supe io (17,2%). As pessoas de amília e os amigos/conhecidos que de am in o mação sob e a onda de calo de 2003 associa am-se com o g au de escola idade (p= 0,006 e p< 0,001, espec i amen e). Es as pessoas o am p edominan emen e indi íduos que já concluí am ou equen am o ensino supe io (38,0% e 29,8%, es- pec i amen e) (Paixão, Noguei a e Falcão, 2005). 3.3.2. P ocu a ac i a de in o mação sob e as medidas de p o ecção a adop a du an e a onda de calo de Agos o de 2003 Apenas 26,8% dos esponden es ize am pe gun as a alguém sob e as medidas de p o ecção a adop a du an e a onda de calo de Agos o de 2003, sendo a sua maio ia a pessoas de amília (64,9%) e a amigos ou conhecidos (43,0%) (Quad o VI). A pe cen agem de indi íduos que p ocu a am in o - mação sob e a onda de calo associou-se com a egião (p< 0,001) e com o g au de escola idade (p< 0,001). A Região do Alen ejo (38,0%) egis ou a pe cen agem mais ele ada de indi íduos que ize am pe gun as sob e os cuidados a e , es ando a Região LVT (16,9%) no ex emo opos o. Em elação à escola idade, e i ica-se uma endência dec escen e. Os indi íduos que não sabem le nem esc e e (50,9%) ap esen a am a maio pe cen agem ao con- á io dos que possuem ou equen am o ensino supe- io (11,0%). A p ocu a de in o mação jun o dos p o issionais de saúde associou-se com o sexo e com a egião (p= 0,018 e p= 0,001, espec i amen e). No que espei a à ob enção de in o mação jun o de um p o issional de saúde, oco e am pe cen agens mais ele adas nos indi íduos do sexo masculino (47,1%) e nos indi íduos da Região No e (56,8%), ao con á io dos indi íduos da Região Cen o (21,9%). Não se e i ica am associações signi ica i as en e p ocu a de in o mação jun o de pessoas de amília, dos amigos/conhecidos e de ou as pessoas com os Quad o VI Pe cen agens* de indi íduos que p ocu a am in o mação sob e as medidas de p o ecção a adop a du an e a onda de calo de Agos o de 2003, segundo a pessoa consul ada (Po ugal con inen al, indi íduos com idade ≥≥ ≥≥ ≥18 anos) Pe cen agem Con inen e* nsem in o mação Pe cen agem IC 95% Fez pe gun as sob e cuidados a e ? 718 16,6 Sim 26,8 (23,1; 30,4) A quem? Pessoa de amília 182 76,3 64,9 (61,1; 68,8) Amigos ou conhecidos 178 76,9 43,0 (33,7; 52,3) P o issional de saúde 178 76,9 37,1 (24,8; 49,4) Ou a pessoa 170 77,9 12,7 (0,0; 6,2) nnúme o de espos as álidas. (,;,,) IC 95% da es ima i a. * Pe cen agens pa a o con inen e ponde adas pela população esiden e com idade ≥18 anos, po egião e po ní el de escola idade. 11 VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005 Vigilância epidemiológica ac o es em es udo (sexo, egião, g upos e á ios e g au de escola idade). Pa a desc ição mais de alhada dos ac o es que se associam com o pe il de p ocu a de in o mação, . Paixão, Noguei a e Falcão (2005). 3.3.3. P es ação ac i a de in o mação sob e as medidas de p o ecção a adop a Apenas pouco mais de me ade dos esponden es (51,4%) aconselha am ou in o ma am alguém sob e os cuidados a e pe an e empe a u as ex emas (Quad o VII). 90% dos indi íduos que p es a am ac i amen e in o mação ize am-no a pessoas de amília e 65% a amigos/conhecidos. As pessoas de amília e ou as que p es a am in o - mação sob e a onda de calo associa am-se com a egião (p= 0,036) e com os g upos e á ios (p= 0,010). Os indi íduos que p es a am in o mação ac i a a pessoas de amília pe enciam essencial- men e à Região No e (96,0%), ao con á io do Alen- ejo, que ap esen ou a meno pe cen agem (84%). Os indi íduos inqui idos que p es a am in o mação a ou as pessoas pe enciam p incipalmen e ao g upo e á io dos 25 aos 34 anos (28,7%), ao con á io dos indi íduos dos 65 aos 74 anos (1,1%). A p es ação de in o mação a amigos/conhecidos não ap esen ou associações es a is icamen e signi ica i as (Paixão, Noguei a e Falcão, 2005). 3.4. Desc ição dos compo amen os dos po ugueses du an e a onda de calo de Agos o de 2003 De uma o ma ge al, obse ou-se que du an e a onda de calo de 2003, na população po uguesa, oco eu um e o ço das medidas que são mais adequadas em pe íodos de empe a u as mais ex emas. Anda am menos ao sol (49,4%), ize am menos iagens de ca o/ anspo es à ho a do calo (39,8%), ealiza am menos ac i idades que exigi iam es o ço ísico (32,5%) e em ce a medida hou e alguma p eocupa- Quad o VII Pe cen agens* de indi íduos que p es a am in o mação sob e as medidas de p o ecção a adop a du an e a onda de calo de Agos o de 2003, segundo as pessoas a quem a in o mação oi p es ada (Po ugal con inen al, indi íduos com idade e ≥≥ ≥≥ ≥18 anos) Pe cen agem Con inen e* nsem in o mação Pe cen agem IC 95% In o mou alguém sob e cuidados a e ? 697 19,4 Sim 51,4 (44,4; 58,4) Quem? Pessoa amília 367 52,3 90,0 (87,2; 92,9) Amigos ou conhecidos 367 52,3 65,0 (56,5; 73,4) Ou a pessoa 348 54,7 19,7 (4,9; 14,6) nnúme o de espos as álidas. (,;,,) IC 95% da es ima i a. * Pe cen agens pa a o con inen e ponde adas pela população esiden e com idade ≥18 anos, po egião e po ní el de escola idade. 18 REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA Vigilância epidemiológica CONTREIRAS, T.; NUNES, B.; BRANCO, M. 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The ques ionnai e was sen o he 1217 households ha o m he ECOS panel, wi h a ques ionnai e copy o each membe o he amily (3006 indi iduals). O e all esponse a e was 28.9% (352 households) which co esponded o 25.6% o indi iduals (769 indi idual’s esponses). Weigh ed da a analysis was pe - o med using na ional o icial da a on classical amily house- holds and by school le el. Du ing summe pe iods he beha iou adop ed mo e o en we e liquids inges ion and ba hs aking (79.6% and 84.6%), ligh , la ge and b igh colou ed clo hing (73.2%) and ligh meals (53.7%). The popula ion’s majo i y (92.5%) ead, hea d o saw in o ma- ion o he p ecau ion measu es ha should be aken du ing a hea wa e. The main means o dissemina ion o in o ma ion we e TV (95.2%), adio (56.3%) and newspape s (49.3%). 51.4% o he indi iduals in o med someone else abou p ecau- ion measu es, mainly amily membe s. Du ing he 2003’s hea wa e, popula ion was less exposed o he hea (49.4%), made less a els by ca a he hou s o highes hea (39.8%), indi iduals made less physical demand- ing ac i i ies (32.5%) and alcohol d inks we e aken less o en (26.5%). Howe e , he usual beha iou du ing summe s in- c eased: he windows du ing he nigh we e opened mo e o en (40.8%), liquids and ba hs we e aken mo e o en (69% and 58.5%), ligh meals we e aken mo e o en (46.7%), ligh , la ge and b igh colou ed clo hes we e used mo e o en (42.5%) and ans we e o en used also mo e (37.8%) han in o he summe s. The al e a ion o he beha iou o liquids inges ion, use o ligh , la ge and b igh colou ed clo hing and exposi ion o hea inc eased wi h he numbe o media means om which indi- idual’s ecei ed in o ma ion. Opening he windows du ing he nigh and aking mo e ba hs also p esen ed an associa ion wi h he numbe o media means om which in o ma ion was e- cei ed and wi h he numbe s o indi iduals ha in o med someone else abou p ecau iona y measu es. Keywo ds: hea ; me eo ology; mo ali y; epidemiological su - eillance; isk beha iou .