Ba ei as e acili ado es pa a a p á ica de a i idade ísica:
pe spe i a de idosos po ugueses em con ex o u al e u bano
Mes ado em Saúde Pública
João Pin o
Agos o de 2018
Ba ei as e acili ado es pa a a p á ica de a i idade ísica:
pe spe i a de idosos po ugueses em con ex o u al e u bano
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Saúde Pública, ealizada sob a o ien ação
cien í ica da P o esso a Dou o a Ana Ri a Goes
Agos o de 2018
“a li e can change in a en h o
a second.
o some imes i can ake
70 yea s.”
― Cha les Bukowski, Be ing on he Muse: Poems and S o ies
Ag adecimen os
Es e abalho só oi possí el de ido à colabo ação e ajuda de di e sas pessoas, às quais
não posso deixa de dedica uma pala a de ag adecimen o.
À P o esso a Dou o a Ana Ri a Goes, minha o ien ado a, pela sua ines imá el ajuda e
amizade em odo es e pe cu so e po e sido uma pa e undamen al da ealização
des e abalho. A sua dedicação e mo i ação pe manen es o am essenciais nos
momen os mais di íceis.
À Ana po e pa ilhado odo es e caminho comigo e pela ajuda, incen i os e o ça que
me em dado ao longo de odas as nossas a en u as.
Ao meu i mão e à minha mãe po e em ac edi ado em mim desde o p imei o segundo.
À Ma iana cujo so iso e aleg ia o am uma mo i ação pe manen e nes a iagem.
Resumo
In odução - As endências demog á icas em Po ugal, indicam uma população cada
ez mais en elhecida. A AF ep esen a um mecanismo pa a que se possa a ingi um
en elhecimen o saudá el. A iden i icação de ba ei as e acili ado es à AF são de
ex ema impo ância pa a cons ui in e enções mais e icien es.
Obje i os - Ob e um en endimen o subje i o da impo ância, acili ado es e ba ei as à
p á ica de a i idade ísica em indi íduos po ugueses com idade acima dos 65 anos
esiden es em ambien e u al e u bano.
Me odologia - Es udo, desc i i o e explo a ó io de abo dagem quali a i a. A
me odologia cen al de ecolha de dados oi a en e is a semies u u ada.
Adicionalmen e o am u ilizados ês ques ioná ios: ques ioná io sociodemog á ico, o
IPAQ e são longa e o SF-36.
Resul ados - Os pa icipan es inham ní eis de AF mode ada e al a. Ao ní el da
qualidade de ida hou e sco es ele ados quan o ao desempenho ísico e emocional
(>75); nas dimensões i alidade, do co po al, saúde ge al e men al hou e uma g ande
a iação dos esul ados. Os en e is ados e e i am a AF associada à saúde e bem-
es a , com bene ícios no es ado ge al de saúde e com p e e ência po ealiza
caminhadas e despo os aquá icos. As p incipais ba ei as e e idas o am a limi ação
ísica, e os acili ado es o apoio o mal.
Conclusões - Um p og ama de AF de e á incen i a as a i idades elacionadas com o
a a do ja dim/quin al. De em e como inalidade a saúde e bem-es a , e p opo ciona
a i idades que incluam caminhadas e exe cícios aquá icos. O p incipal obje i o de e á
se a diminuição das limi ações ísicas, sendo supe isionados e/ou acompanhados po
p o issionais especializados na á ea da saúde
Pala as-cha e: A i idade ísica, en elhecimen o saudá el, ba ei as e acili ado es.
4.2 - Tipo de AF mais p aze osa
52
4.3 Impo ância/Bene ícios da AF
53
4.4 - Ba ei as à AF
54
4.5 - Facili ado es da AF
57
5. Desc ição in eg ada de esul ados de pa icipan es u ais e
u banos
60
VI – Discussão
63
1 - Limi ações do es udo
69
VII - Conclusão
71
VIII - Bibliog a ia
73
Anexo I - Recomendações pa a a p esc ição de exe cício de á ias
o ganizações cien í icas (Mendes, R., e al, 2011)
79
Anexo II – Guião en e is a semies u u ada
82
Anexo III – Ques ioná io sociodemog á ico
84
Anexo IV In e na ional Physical Ac i i y Ques ionnai e
88
Anexo V – Ques ioná io SF-36 2
96
Anexo VI - Fo mulá io de consen imen o in o mado
101
Anexo VII - MAXQDA 2018 Segmen os codi icados
104
Índice de Tabelas
Sco e IPAQ – dimensão AF no abalho
43
Sco e IPAQ – dimensão AF como meio de deslocação/ anspo es
44
Sco e IPAQ – dimensão AF como abalho domés ico, manu enção ge al e
cuida da Família
45
Sco e IPAQ – dimensão A i idades Físicas e Despo i as de Rec eação e
Tempos Li es
46
Sco e IPAQ – sco e o al da AF e sua classi icação
47
Sco e IPAQ – Tempo sen ado
48
Resul ados do sco e do SF-36 2
50
Ba ei as à AF e seus pa icipan es
54
Facili ado es à AF e seus pa icipan es
57
Índice de Figu as
P ojeção do en elhecimen o mundial.
5
E olução da espe ança de ida à nascença po sexo e po iénio. Po ugal
2005-2007 a 2014-2016
6
Espe ança média de Vida Saudá el aos 65 anos po sexo, 2015
7
De e minan es da A i idade Física
24
Associação dos 8 domínios em 2 componen es do SF-36
35
1
I - In odução
As p ojeções das endências demog á icas pa a as p óximas décadas indicam um
en elhecimen o conside á el da população mundial [1]. Em Po ugal, os indicado es
demog á icos seguem a endência dos países ociden ais, ou seja, uma população que
i e cada ez mais anos. Es e cená io e ela uma melho ia das condições de ida, mas
aduz ambém uma população en elhecida, com um baixo índice de ecundidade e um
c escen e peso das doenças c ónicas [2].
Pa a comba e os e ei os do en elhecimen o da população, os go e nos desen ol e am
es a égias pa a con a ia o desen ol imen o ala man e de si uações clínicas
associadas ao a ança da idade. Uma dessas es a égias passa pelo en elhecimen o
saudá el com o obje i o da melho ia da qualidade de ida, da manu enção da
capacidade uncional e do bem-es a da pessoa [3]. Pa a esse im, a a i idade ísica
(AF) ep esen a um mecanismo mui o e icien e sob e udo em indi íduos idosos ina i os
[4].
.A dis unção uncional e doenças não ansmissí eis êm uma al a p e alência pa a
adul os acima dos 65 anos, sendo que a maio ia des as pode se e i ada a a és de AF
[3].
A AF em um papel decisi o na saúde e no bem-es a das populações, encon ando-se
di e amen e ligada à p e enção de um conjun o impo an e de doenças c ónicas não
ansmissí eis (DCNT), que são a p incipal causa de pe da uncional e independência
na população idosa [5]. No en an o, o p og esso pa a o aumen o da AF a ní el global,
em sido len o, sob e udo de ido à al a de in es imen o e a enção po pa e das
au o idades in e essadas [6].
Em Po ugal, a maio ia dos idosos não é a i a, sendo que apenas 22% das pessoas
com mais de 65 anos são conside adas isicamen e a i as, cump indo com as
ecomendações pa a a p á ica de AF. Po seu u no a p e alência da ina i idade si ua-
se nos 48% [7].
2
Na maio ia dos países, as mulhe es, idosos, pessoas de es a os sociais mais baixos e
pessoas com doenças c ónicas êm acesso limi ado a p og amas e locais ap op iados
à ealização de AF de o ma segu a e acessí el a odos [6]. Es es p og amas de em e
em con a as di e enças en e países, cul u as, ambien es e ambém a ní el indi idual
como as c enças e a i udes, de o ma a se pode em desenha in e enções especí icas
a cada população e indi iduo [8].
Aumen a a AF na população adul a com mais de 65 anos ep esen a um impo an e
desa io pa a a Saúde Pública. A p á ica de AF em al u as pos e io es da ida de e
concen a -se na adoção de melho es compo amen os em elação ao exe cício, bem
como na pe ceção das p e e ências dos cidadãos quan o à AF e na comp eensão das
ca ac e ís icas especí icas da população sénio a i a e não a i a e sob e os acili ado es
e ba ei as, à AF especí ica pa a es a idade [9]. A OMS em como g ande obje i o no
pe íodo 2018-2030 a edução da ina i idade ísica nos adul os em 15% [6].
A iden i icação de ba ei as e acili ado es à AF é de ex ema impo ância pa a o campo
da in es igação em saúde pública, com o in ui o de cons ui in e enções que
minimizem e con olem os p oblemas elacionados com o declínio uncional e o ien em
p á icas coe en es (quan idade, in ensidade e equência) com a ealidade da população
idosa, assim como das polí icas públicas.
O en ol imen o em AF cons i ui um p ocesso complexo e dinâmico, in luenciado po
a o es in e nos, sociais e ambien ais. A es e ní el, em sido ei o um in es imen o
impo an e na iden i icação de mo i ado es e ba ei as à p á ica de a i idade ísica.
Es es abalhos êm e elado alguma a iação nos a o es iden i icados em unção do
g upo e á io es udado, mas ambém em unção de ou as ca ac e ís icas das
populações es udadas. Conside ando as di e enças encon adas na li e a u a no que se
e e e aos ní eis de AF em populações de con ex os u ais e u banos, apa en a se
pe inen e explo a as especi icidades des as populações. Nes e sen ido, o p esen e
es udo p e ende en ende quais as Ba ei as e Facili ado es pa a a AF na População
Po uguesa com mais de 65 anos.
3
Es e abalho se á o ganizado numa p imei a ase numa obse ação do es ado da a e,
em que se ão abo dadas as emá icas do en elhecimen o, da impo ância do
en elhecimen o a i o e saudá el, de quais os de e minan es associados a um
en elhecimen o saudá el e das es a égias na p omoção e p e enção da saúde nes e
segmen o da população De seguida, se á ocada a emá ica da AF, especi icamen e o
seu concei o, e a AF na e cei a idade. Pos e io men e i á abo da -se a emá ica da
análise económica da AF no idoso e po im, comp eende os a o es elacionados com
a p á ica de AF.
Após o enquad amen o da emá ica se ão desc i os os obje i os e a me odologia
u ilizada nes e es udo, especi icando a abo dagem e o desenho do mesmo, a de inição
dos pa icipan es, como oi ealizada a ecolha de dados, os p ocedimen os e os
ins umen os u ilizados pa a essa mesma ecolha, bem como a análise dos dados.
Po im se ão ap esen ados os esul ados e ealizada a sua pos e io discussão e
conclusão.
4
5
II - Enquad amen o Teó ico
1 - En elhecimen o
A ualmen e assis e-se ao enómeno do en elhecimen o de o ma ma cada ( igu a 1),
sendo cada ez mais um ema com c escen e a enção po pa e da sociedade e do
pode polí ico. Segundo a OMS, es ima-se que en e os anos de 2000 e 2050, o núme o
absolu o de pessoas no mundo com mais de 60 anos aumen e de 605 milhões pa a 2
mil milhões [10].
Fig. 1 – P ojeção do en elhecimen o mundial. Fon e: Nações Unidas 2009
Es a ansição demog á ica em como p incipais a o es a diminuição da mo alidade, o
aumen o da espe ança de ida à nascença ( igu a 2), o aumen o da espe ança de ida
a pa i dos 60 anos, a diminuição da ecundidade e na alidade e os luxos mig a ó ios
[11].
6
Fig 2. E olução da espe ança de ida à nascença po sexo e po iénio. Po ugal 2005-2007 a 2014-2016. Fon e: INE,
2018
A Eu opa oi das p imei as egiões onde o en elhecimen o da população oi i ido, no
en an o, o p ocesso de en elhecimen o demog á ico es á a acon ece em odo o mundo,
com es ádios de ansição di e en es, sendo que nos países em desen ol imen o a
ansição demog á ica acon ece á de o ma mais ab up a [10].
Po ugal em uma população en elhecida, a esidi no país: 21% dos po ugueses êm
65 ou mais anos, enquan o 14% êm menos de 15. São um milhão, as pessoas com 75
ou mais anos, das quais mais mulhe es do que homens [2].
A espe ança média de ida em Po ugal em 2050 se á de 83,1 anos pa a os homens, e
88,1 anos pa a as mulhe es, es imando-se que a espe ança média de ida possa
ul apassa os 90 anos no u u o [12]. Es a endência é essencial pa a o planeamen o
es a égico a longo p azo das di e sas polí icas públicas [13].
Po ugal ap esen a uma espe ança média de ida à nascença, supe io à média dos
es an es países da OCDE. No en an o, no que conce ne ao indicado “núme o de anos
de ida saudá el i idos depois dos 65 anos” ( igu a 3) o nosso país assume-se
enquan o um dos países com meno núme o de anos de ida saudá el depois des a
7
idade. Assim, podemos conclui que os po ugueses i em mais mas, po ou o lado,
i em com mais, co mo bilidades du an e os seus úl imos anos de ida [2].
Fig 3. Espe ança média de Vida Saudá el aos 65 anos po sexo, 2015. Fon e: OCDE, 2017
As al e ações no pad ão epidemiológico e demog á ico, assim como o con ex o social,
lançam um as o conjun o de desa ios e opo unidades às polí icas de saúde. A
população em Po ugal encon a-se en elhecida e com uma axa de na alidade em
declínio. Há mui o desemp ego en e os jo ens e um ele ado ní el de emig ação. É
necessá io ans o ma es a ealidade numa maio abe u a a no as p á icas e modelos
de cuidados, dada a p e alência de si uações de c onicidade, incapacidade e às
al e ações na o ganização e dinâmicas amilia es [14].
A á ea da saúde é assim de undamen al ele ância nes a aixa e á ia, pois o ciclo de
ida é maio e le a a um aumen o das necessidades em cuidados de saúde. Uma
14
de cuidados, a qualidade na p es ação de cuidados e a sus en abilidade inancei a dos
sis emas social e de saúde [29].
O con ex o pa a a ealização de polí icas na população idosa baseia-se nos pila es de
saúde, pa icipação e segu ança.
Saúde – as polí icas êm po obje i o a diminuição dos a o es de isco em elação às
doenças c ónicas e declínio uncional, pa a que os a o es p o e o es pe mi am uma ida
mais longa com melho qualidade de ida e com menos cus os em saúde pa a o p óp io
e pa a o sis ema. As polí icas mais ele an es dizem espei o a [3, 17, 30, 31];
c iação de me as mensu á eis de o ma a melho a o s a us de saúde do idoso;
c iação de polí icas e p og amas economicamen e sus en á eis pa a as doenças
e incapacidades na 3ª idade;
se iços de saúde que sejam e icien es, sus en á eis e acessí eis a oda a
população;
c iação de ambien es segu os e adap ados à idade (p og amas de p e enção de
queda, adequação da casa à mobilidade, e c);
edução de iniquidades ao acesso de óculos e de apa elhos audi i os;
supo e da independência e in e dependência ou o p o idencia de se iços de
eabili ação e supo e comuni á io pa a amílias;
p og amas pa a a edução do isco de isolamen o social a a és do supo e de
g upos comuni á ios e in e ge acionais, que enco ajem a in e ação diá ia;
p omoção de p og amas de saúde men al;
p og amas que pe mi am acesso a água e a limpo e a segu ança na
alimen ação;
p og amas pa a o con olo do abaco/álcool, desen ol imen o da AF e nu ição
adequada;
p og amas de saúde o al;
diminuição do p eço dos medicamen os pa a idosos sem condições
socioeconómicas e edução da p esc ição inadequada de medicação;
desen ol imen o de cuidados acessí eis, incluindo a ní el económico;
econhecimen o dos cuidado es in o mais a a és de subsídios e eino po
p o issionais de saúde.
15
Pa icipação – de e ão se ealizadas polí icas ao ní el do me cado de abalho,
educação, saúde e segu ança social, de o ma a supo a a pa icipação em e mos
socioeconómicos, cul u ais e espi i uais, semp e de aco do com as suas necessidades,
capacidades e p e e ências, ais como [24, 30, 32]:
p og amas de educação e li e acia em saúde;
in es imen o na ap endizagem ao longo da ida, sob e udo nas no as
ecnologias;
edução da pob eza e ge ação de endimen o a a és da c iação de linhas de
c édi o pa a p oje os;
polí icas de e o ma mais lexí eis, e e o mas que enco ajem p odu i idade;
polí icas e p og amas que pe mi am a pa icipação de pessoas idosas no
me cado de abalho;
melho es polí icas de anspo e;
edução das iniquidades quan o à pa icipação das mulhe es na sociedade.
Segu ança – a segu ança ísica, inancei a e social nos idosos é essencial pa a a
dignidade e a amen o, no caso de eles não pode em assegu a mais a sua au oges ão.
Famílias e comunidades de em se ambém apoiadas pa a que possam a a dos
memb os mais idosos. De em se execu adas polí icas [30]:
de segu ança social, pa a que possa se ei a uma ede de p o eção pa a a
pessoa idosa;
que enco ajem os adul os jo ens a p epa a em a sua elhice;
de p o eção ao consumido , sob e udo quan o aos medicamen os;
de jus iça social, pa a que possam se aplicados os di ei os básicos das nações
unidas;
de p o eção con a o abuso dos idosos.
Polí icas que p omo am o en elhecimen o saudá el e a edução de iniquidades em
saúde nes a população de em a ua no sis ema de saúde e segu ança social, e in e i
nos de e minan es sociais de saúde (u banismo e polí icas económicas) [33].
16
O desen ol imen o de polí icas que assegu em segu ança inancei a essencial pa a o
es abelecimen o de bem-es a nas pessoas idosas, assim como abo dagens ino ado as
e inancei amen e sus en á eis se ão alguns dos maio es desa ios nes e século. Ao
in és de se man e em polí icas es e eo ipadas e ígidas, as polí icas de saúde pública
de em e como obje i o o empode amen o des a ge ação, pa a que possam alcança
no os es ilos de ida [33].
No os in es imen os êm de se ealizados pa a assegu a que oda a população idosa
enha acesso a se iços de p e enção, p omoção, a amen o, eabili ação e a amen o
a longo p azo, sem es a em sujei os a iscos inancei os, indi iduais ou amilia es. A
in aes u u a exis en e, de base hospi ala , não é adequada pa a a ges ão do no o ipo
de doenças associadas a um c escen e en elhecimen o da sociedade. É necessá io
ans o ma es a ealidade numa maio abe u a a no as p á icas e modelos de
cuidados, dada a p e alência de si uações de c onicidade, incapacidade e às al e ações
na o ganização e dinâmicas amilia es. [26]
O p ocesso de en elhecimen o ao longo da ida de e e uma a i ude p omo o a da
saúde e au onomia, sendo a p á ica de AF egula , uma alimen ação saudá el, o não
uma , a p omoção dos a o es de segu ança e a manu enção da pa icipação social,
aspe os undamen ais no seu decu so. To na-se ambém indispensá el eduzi as
incapacidades, en ol endo a comunidade mais p óxima dos seus cidadãos. Consegui
i e o mais empo possí el, de o ma independen e no seu meio habi ual de ida, em
que se um obje i o da pessoa, assim como uma esponsabilidade da sociedade pa a
com o indi íduo [16].
Tendo em con a os de e minan es compo amen ais do en elhecimen o, a adoção de
es ilos de ida saudá eis e uma p omoção do au ocuidado, são essenciais pa a se e
melho saúde, pois nunca é a de demais pa a se ealiza em mudanças nos es ilos de
ida, independen emen e da idade [16].
Pa a uma melho p omoção da saúde no idoso de emos e em con a a exis ência de
ês subpopulações di e en es na população idosa. Pa a aqueles que êm capacidade,
au onomia e independência, o p incipal obje i o é diminui as ba ei as à pa icipação,
17
acili a a capacidade compo amen al e o au ocuidado, e p e eni condições c ónicas.
Pa a os que êm uma diminuição da capacidade, o obje i o passa po p e enção e/ou
e e são da mesma e a melho ia da capacidade uncional. Pa a os que êm uma
diminuição acen uada da sua capacidade, ou dependência o al, p e ende-se
p opo ciona uma melho qualidade de ida e p o idencia se iços de saúde que
pe mi am ge i es as condições c ónicas [30].
O en elhecimen o da população em eno mes implicações socioeconómicas, e a AF
con ibui pa a a p omoção da saúde e p e enção da doença [34]. Pa a es a população,
a AF em impac o em e mos de saúde pública e indi idual, pois ajuda a p e eni
algumas doenças impo an es elacionadas com o en elhecimen o, ao mesmo empo
que aumen a as capacidades uncionais, o que le a a uma melho qualidade de ida
[35].
A c iação de ações elacionadas com a AF é possí el, pois a e idência de in e enções
e e i as é cada ez mais c escen e. No en an o, em exis ido uma limi ação na
implemen ação em la ga escala des es p og amas, com acesso a oda a população [36].
Em e mos da legislação po uguesa, o Despacho n.º 6401/2016 de 16 de maio,
de e minou a c iação do P og ama de Saúde P io i á io na á ea da P omoção da AF, no
âmbi o da Pla a o ma pa a a P e enção e Ges ão das Doenças C ónicas [37].
5 - Concei o de AF
A OMS de ine AF como sendo qualque mo imen o co po al p oduzido pelos músculos
esquelé icos que equei a gas o de ene gia – incluindo a i idades ísicas p a icadas
du an e o abalho, jogos, execução de a e as domés icas, iagens e em a i idades de
laze [30]. Es a de inição ampla inclui odos os con ex os da AF, ou seja, a AF em
momen os de laze (incluindo a maio ia das a i idades despo i as e de dança), AF
ocupacional, AF em casa ou pe o de casa, e a AF ligada ao anspo e. A pa dos a o es
pessoais, a in luência do con ex o en ol en e nos ní eis de AF pode se ísica (po ex.:
ambien e edi icado, u ilização de e enos), social e económica [38].
18
O e mo AF não de e se con undido com exe cício, que é uma subca ego ia da AF e é
planeada, es u u ada, epe i i a e em como obje i o melho a ou man e um ou mais
componen es do condicionamen o ísico. A AF mode ada e in ensa az bene ícios pa a
a saúde. A in ensidade das di e en es o mas de AF a ia en e as pessoas. A im de
aze em bene ícios pa a a saúde ca dio espi a ó ia, odas as a i idades ísicas de em
se p a icadas em sessões de pelo menos dez minu os de du ação [30].
É impo an e nes e con ex o de ini o concei o de despo o, que se e e e a a i idades
p a icadas a a és do exe cício e/ou com compe ições p omo idas pelas o ganizações
despo i as, sendo um cons i uin e in eg an e da AF [6].
A quan idade de AF necessá ia pa a p o oca bene ícios pa a a saúde, desc e e-se
pelas suas ca ac e ís icas ( equência, du ação, in ensidade e ipo). En ende-se po
equência, o núme o de sessões po de e minado pe íodo (dia ou semana), po
du ação, o núme o de minu os de a i idade po sessão e, po in ensidade (absolu a ou
ela i a), o ní el do es o ço (ene gia gas a) associado à AF [39].
6 - AF na Te cei a Idade
As an agens associadas à AF incluem a p omoção da saúde, bem-es a , a p e enção
de doenças c ónicas e a edução da mo alidade. No caso especí ico do idoso, a AF é
impo an e pa a o en elhecimen o a i o e em um papel undamen al na edução das
p incipais causas de mo alidade e na p e enção de di e sas doenças c ónicas [40]. A
AF egula é um dos pila es da p e enção da doença. Nos idosos es a p e enção é
undamen al em pa ologias como a diabe es ipo II, as doenças ca dio ascula es, a i es
e a os eopo ose [41].
Em idades mais a ançadas, começam a exis i dec éscimos uncionais elacionados
com a idade, ais como: a o ia muscula , aqueza muscula e a diminuição da
capacidade ae óbia, odas es as exace badas pelo seden a ismo. Consequen emen e
a AF é undamen al pa a a manu enção da independência des a população. A AF
egula nos idosos em g andes an agens ais como um aumen o da au oes ima, da
qualidade de ida e meno es limi ações ísicas [41].
19
Os bene ícios da a i idade ísica são consensuais na li e a u a cien í ica a ual [42].
Apesa da e idência exis en e sob e os bene ícios da a i idade ísica e os es o ços da
saúde pública pa a a p omoção do exe cício, o seden a ismo con inua a se uma das
maio es p eocupações de saúde em odo o mundo. Ce ca de um e ço dos adul os não
az exe cício egula su icien e pa a e bene ícios pa a a sua saúde [43]. Es udos
demons a am que 40% dos adul os não são conside ados isicamen e a i os [44] e os
idosos quando compa ados com as ou as aixas e á ias êm uma maio p e alência de
ina i idade ísica [45].
Um dos es udos de e e ência sob e a impo ância da AF oi ealizado po Ekelund e
al., 2016, onde os au o es demons am que a AF egula pode diminui os iscos de
mo alidade associados a pe íodos longos na posição de sen ado [28]. Es e es udo
mos a que o oco não es á na diminuição da posição de sen ado mas sim no aumen o
da AF egula , sendo que o oco es á na p esc ição de AF egula e não apenas na
diminuição do seden a ismo pe si. É hoje em dia bas an e cla o que a ina i idade ísica
é um dos p incipais a o es de causa de mo alidade [46].
A ina i idade ísica cons i ui o qua o a o de isco pa a a mo alidade global, sendo
conside ada como um dos p incipais a o es de isco pa a as DCNT [47].
A ecomendação da AF de e se di e enciada em ês g upos e á ios: 5-17, 18-64 e com
mais de 65 [30]. Fo am publicados dois documen os ex ensi os baseados em
e idências sob e a impo ância do exe cício na p omoção da saúde e p e enção de
doenças: o p imei o pela Ame ican Hea Associa ion (AHA) e pelo Ame ican College o
Spo s Medicine (ACSM) e o segundo pela OMS. Es as ecomendações êm sido
amplamen e ado adas na Eu opa e um pouco po odo o mundo. Já á ios documen os
de o ganizações eu opeias econhecem a ele ância da AF pa a a saúde pública, e
alguns abo dam ambém a p omoção da AF e di e sas ecomendações pa a a dose de
exe cício adequada. No anexo I, podemos e as di e sas ecomendações dos
o ganismos da e e ência na á ea da AF e saúde. A população idosa em
ecomendações semelhan es à dos adul os, a iando na in ensidade e equência, endo
em conside ação as pa ologias que possam es a associadas ao indi iduo [6].
20
As DCNT, sob e udo as doenças ca dio ascula es, doenças oncológicas, pa ologias
espi a ó ias e diabe es, são a maio causa de mo alidade no mundo. Mais de 36
milhões de pessoas mo em anualmen e de DCNT (63% de mo es mundiais), incluindo
14 milhões de pessoas que mo em p ema u amen e en e os 30-70 anos. Os países de
enda média e baixa êm uma axa de 86% de mo es p ema u as, o que esul a num
cus o económico de 7 iliões de US dóla es nos p óximos 15 anos e á ios milhões de
pessoas na pob eza [47]. Um es udo de 2012 indica que a consequência de não segui
as ecomendações básicas sob e a AF é esponsá el po 5 milhões de mo es globais
a cada ano [28].
6.1 – P e alência da AF
Exis e bas an e in o mação sob e a p e alência de AF em á ios países, po ém a
compa ação de pad ões de pa icipação em AF en e eles é mui as ezes di ícil de ido
à ausência de ins umen os adequados. No en an o, a Lance Physical Ac i i y Se ies
Wo king G oup, e e uou um es udo que e i icou que 31,1% dos adul os e am
conside ados isicamen e ina i os. As mulhe es e am mais ina i as que os homens e a
ina i idade aumen a a com a idade [48].
Em Po ugal, de aco do com o Eu o ba óme o de 2017, apenas 5% das pessoas com
15 anos ou mais a i mam que azem exe cício ou despo o egula men e. Conside ando
odas as AF, somen e 25% da população a inge as ecomendações in e nacionais pa a
a saúde. De aco do com os esul ados da úl ima sondagem Eu o ba óme o, dos 28
países que pa icipa am no es udo, aqueles em que a população p a ica menos AF são
a Bulgá ia (78%), Mal a (75%) e Po ugal. (64%) [49].
Num es udo ealizado pelo Ins i u o do Despo o de Po ugal o am analisados os
núme os e ou os indicado es nacionais ela i os à p e alência da ap idão e da AF.
Ve i icou-se que 77% dos homens e 64% das mulhe es são su icien emen e a i os, ou
seja, ealizam pelo menos 30 minu os de AF mode ada diá ia. Na população idosa
man ém-se uma maio p e alência de pessoas do sexo masculino su icien emen e
a i as. Nes a população 45% dos homens e 28% das mulhe es são isicamen e a i os,
não alcançando, no en an o, os alo es ecomendados [49].
21
A li e a u a disponí el e e e que nas á eas u ais as pessoas são mais a i as do que as
de ou as á eas. Isso pode se de ido ao a o de que nas á eas u ais, mais pessoas,
p incipalmen e homens, abalham nos se o es p imá io e secundá io da economia,
aumen ando assim a AF an o no local de abalho, quan o no la . Is o é pa icula men e
impo an e pois a população u bana em 2014 ep esen a a 54% da população mundial
o al, e es ima-se que a é 2017, a maio ia das pessoas i am em á eas u banas. Es es
dados suge em que a p e alência de AF pode diminui como esul ado da c escen e
u banização [50].
7. Análise económica da AF no idoso
Os bene ícios da AF na população idosa e i icam-se de á ias manei as, como a
edução de incidência de doenças como a p essão sanguínea ele ada, de AVC
(aciden e ascula ce eb al),de diabe es ipo 2, de canc o, en e ou os. Al as axas de
ina i idade podem se conside adas um dos p incipais impulsionado es dos cus os de
cuidados de saúde elacionados com a idade. Assim, os go e nos p omo e am di e sas
inicia i as en e os g upos populacionais mais elhos, como po exemplo a a és de
campanhas, o necimen o de ins alações especí icas ou bai os amigos da a i idade em
ge al [4].
Em 2013 o e ei o da ina i idade ísica em cinco g andes DCNTs (doença ca díaca
co oná ia, AVC, diabe es ipo 2, canc o da mama e do cólon) e mo alidade po odas
as causas, cus ou à economia mundial mais de US $ 67,5 bilhões em despesas de
saúde e pe das de p odu i idade. A ca ga i al associada à ina i idade ísica pa a as
mesmas cinco DCNTs é de 13,4 milhões de DALY em odo o mundo. No con ex o da
despesa global em cuidados de saúde, os cus os di e os es imados de ina i idade ísica
ep esen am 0,64% das despesas globais de saúde em 2013 [51].
O cus o o al da ina i idade ísica em Po ugal si ua-se en e 210 milhões e 460 milhões
de eu os, endo em con a os cus os di e os e pe das de p odu i idade com mo alidade
22
p ema u a. No en an o, apenas se conside a am cus os di e os de 5 das 22 pa ologias.
Mui os cus os indi e os não pude am se calculados, ais como o absen ismo [51].
A OMS es ima que, num país com ce ca de 10 milhões de habi an es, onde 50% seja
insu icien emen e a i os, exis a um cus o anual de i ado da ina i idade ísica de 900
milhões de eu os, o equi alen e a 9% do o çamen o do Minis é io da Saúde pa a 2017,
no caso especí ico de Po ugal [2].
Não exis e um ele ado núme o de in e enções de AF que enham sido a aliadas em
e mos de cus o-e e i idade e no malmen e es as o am ealizadas de o ma isolada, o
que não pe mi e compa ações en e os es udos. Uma das azões pa a que is o
acon eça, é que a elação en e in e enções em AF e os esul ados a longo p azo que
delas ad êm pe manecem bas an e ince os, e os e ei os da AF êm um impac o maio
nas es ima i as de cus o-e icácia do que a p óp ia in e enção. Nenhum es udo
compa ou a é ago a o cus o-e e i idade de in e enções e icazes de AF que enham
sido publicados e ecomendados pa a uso ge al [52].
As campanhas baseadas na comunidade êm um maio po encial de se em ampliadas
a meno es cus os. Embo a mui os p og amas de mudança de compo amen o
adap ados indi idualmen e e p og amas de apoio social enham e ei os maio es, os
p og amas mais e icazes nes as ca ego ias endem a se mais dispendiosos e eque em
p o issionais de acompanhamen o pessoal e sessões múl iplas. Es es p og amas
exigen es podem se di íceis de escala pa a alcança o g ande núme o de pessoas que
pode iam bene icia do aumen o da AF, dado os cus os. Mesmo que sejam e icazes,
podem não se as in e enções mais en á eis pa a mudanças ao ní el da população.
Em ez disso, es as podem se in e enções mais u ilizadas pa a g upos-al o,
possi elmen e em si uações clínicas [52].
Exis em es udos que suge em que in e enções b e es podem esul a num aumen o
signi ica i o da AF a cus os azoá eis, sendo o seu cus o-e e i idade en e as £ 20 000
- £ 30 000/QALY. Alguns exemplos des es p og amas são: o uso do pedóme o em
combinação com p esc ição de exe cício, en e is as mo i acionais e aconselhamen o
sob e exe cício po pa e de p o issionais de saúde [53].
23
8 – Fa o es elacionados com a p á ica de AF
A exis ência de um núme o ele ado de indi íduos ina i os, acima dos 65 anos, o ça a
que se aça um exame c í ico dos desa ios únicos en en ados, isando desen ol e as
es a égias de saúde mais e icazes pa a p omo e a AF nes a coo e. Num es o ço pa a
o imiza a saúde, o am le ados a cabo nume osos es udos ocados na iden i icação de
ba ei as e mo i ado es pa a a ealização da AF [54].
A eo ia sociocogni i a, que en a iza as in e ações en e indi íduos e o ambien e social
e ísico, em sido amplamen e u ilizada como um amewo k pa a p oje a p og amas de
AF pa a idosos. A eo ia en a iza a necessidade de iden i ica de e minan es de
compo amen o, como ba ei as e acili ado es, que podem se di ecionados pa a muda
compo amen os de saúde, incluindo AF [55].
A p á ica de AF pode se in luenciada, de o ma posi i a ou nega i a, po di e sos
a o es. Quando os a o es in luenciam de manei a nega i a, denominamos de ba ei as,
e quando in luenciam de manei a posi i a, podemos conside a de acili ado es ou
mo i ado es [56].
São di e sos os a o es que in luenciam a p á ica de AF indi idual e comuni á ia. A sua
combinação é impo an e no desen ol imen o de es a égias pa a melho a os ní eis de
AF e da saúde em ge al. Têm sido u ilizados á ios modelos eó icos pa a explica a
ealização de a i idade ísica, como a eo ia sociocogni i a, a eo ia do compo amen o
planeado, o modelo de c enças de saúde e o modelo sócio ecológico. Sendo o modelo
sócio ecológico mais consis en e com a pe spe i a ecológica dos de e minan es de
saúde ado ada de o ma ala gada em saúde pública, deb uça -nos-emos sob e es a
abo dagem [57].
A aplicação do modelo p opos o po Dahlg en no caso da a i idade ísica, des aca o
papel de á ios de e minan es ( igu a 4): indi iduais (mo i ação, c enças, géne o, idade,
capacidades); ambien e social (coesão social, cul u a, endimen o, equidade, supo e
social); ambien e cons uído (pad ões de u banização, anspo e, design u bano,
espaços e des) e ambien e na u al (a , água, me eo ologia, opog a ia) [57]. Com base
30
31
IV. Me odologia
1 - Abo dagem e desenho do es udo
Nes e es udo, desc i i o e explo a ó io, oi ado ada uma abo dagem quali a i a, uma ez
que pe mi e uma comp eensão dos enómenos em es udo em maio p o undidade [67].
A análise quali a i a pe mi e en a iza signi icados e c enças a pa i dos p óp ios e mos
dos pa icipan es e des aca aspe os ca ac e ís icos de de e minadas ci cuns âncias
con ex uais [68]. Des a o ma, é possí el iden i ica a impo ância da AF, assim como as
suas ba ei as e mo i ado es em indi íduos acima dos 65 anos [69] de ambien e u al e
u bano em Po ugal. Es a abo dagem ge a descobe as que podem se usadas na
c iação ou e isão de in e enções, ealização de in e enções pilo o e no
desen ol imen o de p og amas [70].
2 – Pa icipan es
A amos a oi cons i uída a pa i da população po uguesa com mais de 65 anos, não
ins i ucionalizados, que se encon em au ónomos e independen es. O núme o de
indi íduos pa icipan es nes e es udo oi es abelecido com base nos p incípios de
sa u ação eó ica, endo sido en e is ados 12 indi íduos, dos quais seis habi a am em
zona u bana e ou os seis em zona u al.
A amos a es udada oi escolhida a a és de uma me odologia de amos agem
in encional, selecionando casos que pe mi issem ga an i alguma homogeneidade, de
o ma a da uma imagem de alhada de um enômeno pa icula , pe mi indo uma
in es igação de alhada de p ocessos num con ex o especí ico, mas po ou o lado
alguma a iação po uma amos a não andomizada, pa a que sejam incluídos
enómenos que a iem amplamen e uns dos ou os.
32
Pa a a de inição de zona u al e u bana o am u ilizados os concei os p opos os pelo
Ins i u o Nacional de Es a ís ica [71], em que se conside a espaço u bano uma
subsecção es a ís ica que con empla um dos seguin es equisi os: 1) ipi icada como
"solo u bano", de aco do com os c i é ios de planeamen o dos Planos Municipais de
O denamen o do Te i ó io; 2) in eg a uma secção com densidade populacional supe io
a 500 habi an es po Km2; 3) in eg a um luga com população esiden e igual ou supe io
a 5.000 habi an es. Po ou o lado, um espaço de ocupação p edominan emen e u al é
en endido como uma subsecção es a ís ica ipi icada como "solo não u bano", de aco do
com os c i é ios de planeamen o assumidos nos Planos Municipais de O denamen o do
Te i ó io, que con empla o conjun o dos seguin es equisi os: 1) não oi incluída
p e iamen e na ca ego ia de espaço u bano ou semiu bano; 2) em densidade
populacional igual ou in e io a 100 habi an es po Km2; 3) não in eg a um luga com
população esiden e igual ou supe io a 2.000 habi an es.
3 - Recolha de dados
T a ando-se de um es udo quali a i o, a me odologia cen al de ecolha de dados oi a
en e is a semies u u ada. Adicionalmen e, pa a pe mi i uma ca ac e ização mais
de alhada dos pa icipan es, o am u ilizados ês ques ioná ios: um Ques ioná io
sociodemog á ico, o In e na ional Physical Ac i i y Ques ionnai e (IPAQ, e são longa)
e o SF-36.
3.1 - En e is a semies u u ada
Dada a na u eza explo a ó ia des e abalho, bem como os obje i os de inidos,
conside ou-se a en e is a semies u u ada como um ins umen o p i ilegiado de
ecolha de dados, po pe mi i explo a sem condicionamen os as pe ceções dos
pa icipan es, ga an indo ao mesmo empo a abo dagem do mesmo conjun o de emas.
A opção po en e is as indi iduais p e endeu que os pa icipan es i essem uma o al
abe u a na pa ilha das suas expe iências pessoais em elação à a i idade ísica.
33
O guião da en e is a semies u u ada oi baseado na li e a u a disponí el sob e o ema
e oi o ganizado nos seguin es blocos emá icos: de inição de AF, bene ícios de AF,
impo ância da AF, p incipais obs áculos e acili ado es à AF e papel dos p o issionais
de saúde ou ou os na ealização da AF. Nes e sen ido, o am desenhadas algumas
ques ões abe as de lançamen o dos emas (Anexo II) e p opos a a espos a a algumas
escalas subje i as.
Na en e is a semies u u ada oi ambém pedido aos pa icipan es que espondessem
a a és de uma Escala Análoga (EA) de 0 a 10 em elação às dimensões: capacidade
de ealiza a i idade ísica, impo ância da a i idade ísica e ní el de a i idade ísica.
3.2 - Ques ioná io Sociodemog á ico
O ques ioná io sociodemog á ico (Anexo III) oi cons uído especi icamen e pa a o
p esen e es udo pa a ecolhe alguns dados de ca ac e ização dos pa icipan es. Fo am
conside ados os seguin es de e minan es elacionados com a a i idade ísica: sexo,
idade, peso, al u a, e nia, nacionalidade, concelho da esidência, es ado ci il,
escola idade, núme o de pessoas com quem habi a, núme o de ilhos, endimen o
mensal e pa ologias associadas.
3.2.1 - Ques ioná io In e nacional de A i idade Física (IPAQ)
O IPAQ a alia a a i idade ísica elacionada com a saúde (Anexo IV). Es e ins umen o
oi desenhado com o p opósi o de disponibiliza medidas de AF compa á eis
in e nacionalmen e, sendo po isso um ins umen o la gamen e u ilizado. O IPAQ
pe mi e es ima o empo semanal gas o em AF de in ensidade mode ada e igo osa, em
di e en es con ex os do quo idiano, como abalho, anspo e, a e as domés icas e
laze , e ainda o empo u ilizado em a i idades passi as, ealizadas na posição sen ada.
Na sua o ma longa, o IPAQ con a com in a e um i ens pa a a alia aspe os da AF
elacionados com a saúde e compo amen os seden á ios. O IPAQ mede a AF To al
(METs.minu os po semana, sendo que um MET co esponde a 3.5 ml/kg/min de
oxigénio consumido). Nes e ques ioná io os sujei os são inqui idos sob e oda a AF de
in ensidade igo osa, AF de in ensidade mode ada e sob e os hábi os de ma cha, que
34
sejam ine en es às a i idades da ida diá ia ou AF o ganizada e es u u ada, endo como
e e ência a úl ima semana [73].
A o ma longa oi in encionalmen e delineada pa a o nece uma a aliação mais
de alhada dos hábi os diá ios de a i idade nos domínios an e io men e desc i os.
Du an e a adminis ação dos ques ioná ios os pa icipan es o am inqui idos pa a
es ima em o núme o de dias, ho as e minu os passados em AF endo em con a o
pe íodo empo al de uma semana.
Apesa do IPAQ não se a a de um ins umen o especí ico pa a idosos, es e mos ou
uma al a ep odu ibilidade nes a aixa e á ia em ambos os sexos. Quan o à iabilidade,
os indicado es o am baixos., apesa disso os alo es encon ados o am supe io es aos
obse ados em ou os es udos, em i ude da aplicação em en e is a melho a a
es abilidade das medidas [72].
Os esul ados des e ins umen o pe mi em a classi icação da AF Habi ual em ês ní eis:
baixo, mode ado e ele ado. O p o ocolo de pon uação pe mi e a classi icação dos á ios
ní eis da AF [73].
U iliza am-se os alo es de METS e ó mulas ecomendadas pa a o p ocessamen o de
dados do IPAQ (Guidelines o da a p ocessing and analysis o he in e na ional physical
ac i i y ques ionnai e (IPAQ)-sho and long o ms). Os alo es ob idos o am en ão
somados e a quan idade o al de AF calculada em equi alen es me abólicos (MET-
min/semana).
3.2.2 - SF-36 2
O SF-36 2 (Anexo V) é conside ado uma escala de medida gené ica de saúde uma ez
que se des ina a medi concei os de saúde que ep esen am alo es humanos básicos,
ele an es à uncionalidade e ao bem-es a de cada um. Além disso não é especí ico de
qualque ní el e á io, doença ou a amen o. Es e ques ioná io é um ins umen o
gené ico de medição de es ado de saúde com g ande po encial na u ilização
in e nacional e na a aliação de esul ados clínicos [74].
35
O SF-36 2 é compos o po 36 i ens, 35 dos quais se o ganizam em oi o domínios: 1)
unção ísica; 2) desempenho ísico; 3) do ísica; 4) saúde ge al; 5) i alidade; 6) unção
social; 7) desempenho emocional; e 8) saúde men al. O úl imo i em e e e-se à mudança
de saúde que, apesa de não se associa a nenhum domínio, pa icipa no cálculo do
sco e o al [73]. ( igu a 5)
Figu a 5 - Associação dos 8 domínios em 2 componen es do SF-36 (Adap ada de Wa e, Kosinski & Kelle , 1994).
O domínio e e en e à Função Física (10 i ens) p e ende medi desde a limi ação pa a
execu a AF meno es, como oma banho ou es i -se, a é às a i idades mais exigen es,
passando po a i idades in e médias como le an a ou ca ega as comp as da
me cea ia, subi lanços de escadas ou anda uma de e minada dis ancia [75]. Valo es
baixos nes a dimensão indicam que a pessoa se encon a mui o limi ada na ealização
de odas as AF, incluindo oma banho ou es i -se po azões de saúde, e alo es
ele ados signi icam que a pessoa ealiza odos os ipos de AF, incluindo as mais
exigen es, sem limi ações po mo i os de saúde [74].
O Desempenho Físico (4 i ens) mede a limi ação em saúde de ido a p oblemas ísicos,
ao ipo e à quan idade do abalho ealizado. Inclui a limi ação no ipo usual de a e as
execu adas, a necessidade de edução da quan idade de abalho e a di iculdade em
ealiza as a e as [75]. Valo es baixos nes a dimensão indicam p oblemas com o
36
abalho ou ou as a i idades diá ias em consequência da Saúde ísica e alo es
ele ados indicam que a pessoa não em p oblemas na ealização do abalho ou de
ou as a i idades diá ias em consequência da Saúde ísica [74].
A Do Física (2 i ens: ep esen a não só a in ensidade e o descon o o causados pela
do , mas ambém a ex ensão e a o ma como in e e e nas a i idades usuais [75].
Valo es baixos indicam do mui o in ensa e ex emamen e limi a i a; alo es ele ados
indicam que a pessoa não ap esen a do ou limi ação de ido à do [74].
O Desempenho Emocional (3 i ens) mede a limi ação em saúde de ido a p oblemas
emocionais, ao ipo e à quan idade do abalho execu ado. Inclui a limi ação no ipo usual
de a e as execu adas, a necessidade de edução da quan idade de abalho e a
di iculdade de ealiza as a e as [75]. Valo es baixos na subescala indicam que a
pessoa ap esen a di iculdades com o abalho ou ou as a i idades diá ias como
esul ado de p oblemas emocionais; alo es ele ados nes a subescala indicam que a
pessoa não em di iculdades com o abalho ou ou as a i idades diá ias de ido a
p oblemas emocionais [74].
A Saúde Ge al (5 i ens): p e ende medi o concei o de pe ceção ge al da saúde,
incluindo não só a saúde a ual mas ambém a esis ência à doença e a apa ência
saudá el, o nando-se assim, menos edundan e aos olhos dos esponsá eis,
ela i amen e às es an es pe gun as [75. Valo es baixos indicam que a pessoa a alia
a sua saúde como má e ac edi a que ela p o a elmen e ai pio a ; alo es ele ados
indicam que a pessoa a alia a sua saúde como excelen e [74].
A Vi alidade (4 i ens): inclui os ní eis de ene gia e de adiga. Es a escala pe mi e cap a
melho as di e enças de bem-es a [75]. Valo es baixos signi icam que a pessoa se
sen e cansada e exaus a a maio pa e do empo e alo es ele ados indicam que a
pessoa se sen e animada e cheia de ene gia [74].
O Desempenho Social (2 i ens): p e ende cap a a quan idade e a qualidade das
a i idades sociais, assim como o impac o dos p oblemas ísicos e emocionais nas
a i idades sociais do esponden e [75]. Quando ap esen a alo es baixos indica que os
37
p oblemas emocionais e ísicos in e e em de uma o ma ex ema e equen e com as
a i idades sociais no mais; alo es ele ados indicam que a pessoa ealiza as a i idades
sociais no mais sem que p oblemas ísicos ou emocionais in e i am [74].
A Saúde Men al (5 i ens) inclui ques ões e e en es a qua o das mais impo an es
dimensões da saúde men al, nomeadamen e a ansiedade, a dep essão, a pe da de
con olo em e mos compo amen ais ou emocionais e o bem-es a psicológico [75].
Valo es baixos indicam que a pessoa se encon a semp e ne osa e dep imida; alo es
ele ados indicam que a pessoa se sen e em paz, eliz e em calma [74].
O sis ema de pon uação do SF-36 2 é ealizado com os alo es dados a cada
componen e e dimensão, sendo que pos e io men e o sco e o al a ia en e 0 e 100,
em que quan o maio o esul ado, melho se á o es ado de saúde e a qualidade de ida
do indi íduo. Es e ins umen o pode se adminis ado de di e sas o mas incluindo a
au oadminis ação, o p eenchimen o po ia digi al, en e is a pessoal ou po ele one,
sendo que no p esen e es udo oi u ilizada a opção de au oadminis ação. É u ilizado
com sucesso na população em pessoas com 14 anos ou mais, saudá eis ou po ado as
de doenças especí icas [74].
4 - P ocedimen os
Pa a o ec u amen o dos pa icipan es, o au o des e abalho ec u ou os pa icipan es
a a és de con ac o pessoal.
An es da ealização das en e is as, oi o necida in o mação sob e o âmbi o e obje i os
do es udo, bem como ace ca das condições de pa icipação, designadamen e a
con idencialidade da in o mação o necida e o anonima o no a amen o da in o mação.
Seguidamen e, os pa icipan es assina am o consen imen o in o mado esc i o. (Anexo
VI)
As en e is as o am ealizadas em Maio de 2018, de o ma indi idual, em casa dos
pa icipan es com du ação de ce ca de in a minu os Não hou e qualque ipo de
38
comunicação en e os pa icipan es ao longo da ecolha dos dados. Todas as en e is as
o am conduzidas pelo au o . As en e is as o am egis adas a a és de g a ação
áudio, sendo pos e io men e o e ba im ansc i o pa a esc i a e e is o pelos
in es igado es.
Os ques ioná ios o am p eenchidos an es da ealização da en e is a e com a p esença
do in es igado , sendo o p imei o ques ioná io a se p eenchido, o sociodemog á ico,
seguido pelo IPAQ e po im o SF-36 2, não ha endo limi e de empo pa a o
p eenchimen o dos ques ioná ios.
5 - Análise de dados
O ex o ansc i o oi sujei o a análise emá ica, de aco do com os p essupos os de B aun
e Cla ke [76] e com ecu so ao so wa e MAXQDA 2018.
Inicialmen e o am analisadas duas en e is as de o ma explo a ó ia (uma do meio
u bano e ou o do meio u al) no p og ama MAXQDA 2018. Es a análise e e como
p opósi o aze uma codi icação inicial de aco do com as di e sas emá icas exis en es
nos ex os. A análise oi usada pa a codi ica as ansc ições da en e is a, sendo que
inicialmen e, as ansc ições o am lidas pa a os au o es se con ex ualiza em com o
con ex o. Todos os códigos o am en ão de e minados a pa i da ansc ição e lei u a
da mesma [76].
Pos e io men e o am codi icadas odas as ansc ições das es an es en e is as. Os
códigos eme gen es o am sendo ge ados nas
lei u as das di e en es ansc ições. Os in es igado es nas euniões pos e io es
ealiza am di e sas euniões, de o ma a a anja um consenso nos di e en es códigos
e p ocede pos e io men e a uma e inação dos mesmos [76].
A a és do MAXQDA 2018, oi en ão cons uído o esquema inal de codi icações. Os
ex os o am pos e io men e ge idos a a és de uma abela de Excel e oi ealizada uma
39
de inição de cada código de o ma a o imiza a in e p e ação das di e sas en e is as.
(Anexo VII) [76].
Aos ques ioná ios do IPAQ e SF-36 2, o am dadas as pon uações u ilizando as
ins uções de cada ins umen o e o mulado um sco e inal e in e p e ados os seus
esul ados.
Pa a uma melho in eg ação dos esul ados encon ados, oi ealizada uma análise
indi idual, que pe mi isse iangula a in o mação p o enien e dos di e en es
ins umen os u ilizados nes e es udo
46
As caminhadas inham du ações que a ia am desde os 15 min (n=2), 20 min (n=3), 30
min (n=2) e 60 min (n=3), não se des acando di e enças en e os pa icipan es u ais e
u banos a es e ní el
Tabela 4. Sco e IPAQ – dimensão AF como meio de deslocação/ anspo es
Caminhada
Ciclismo
To al (MET-
min/semana)
Du ação
(minu os)
F equência
(dias)
Du ação
(minu os)
F equência
(dias)
Pa icipan e
1
60
7
0
0
1386
Pa icipan e
2
30
7
0
0
693
Pa icipan e
3
15
7
0
0
346.5
Pa icipan e
4
0
0
0
0
0
Pa icipan e
5
0
0
0
0
0
Pa icipan e
6
60
7
0
0
1386
Pa icipan e
7
30
7
0
0
693
Pa icipan e
8
20
6
0
0
396
Pa icipan e
9
20
7
0
0
462
Pa icipan e
10
15
7
0
0
346.5
Pa icipan e
11
20
7
0
0
462
Pa icipan e
12
60
7
0
0
1386
Em e mos de AF e despo i as de ec eação e empos li es ( abela 5), a
caminhada oi a mais ealizada (n=5), com du ações en e os 45 minu os (n=1)
e os 20 minu os (n=2).
As AF mode adas apenas e am ealizadas po 3 pa icipan es, com uma du ação
de 45 minu os e equências de dois dias em odos eles. Nas AF igo osas
apenas uma habi an e da zona u bana ealiza a a i idades de 45 minu os em
dois dias da semana.
47
Tabela 5. Sco e IPAQ – dimensão A i idades Físicas e Despo i as de Rec eação e Tempos Li es
Caminhada
AF Mode ada
AF Vigo osa
To al
(MET-
min/seman
a)
Du açã
o
(minu o
s)
F equênc
ia (dias)
Du açã
o
(minu o
s)
F equênc
ia (dias)
Du açã
o
(minu o
s)
F equênc
ia (dias)
Pa icipan
e 1
20
1
45
2
0
0
426
Pa icipan
e 2
20
1
45
2
0
0
426
Pa icipan
e 3
15
3
0
0
0
0
148.5
Pa icipan
e 4
0
0
0
0
0
0
0
Pa icipan
e 5
0
0
0
0
0
0
0
Pa icipan
e 6
0
0
0
0
0
0
0
Pa icipan
e 7
0
0
0
0
0
0
0
Pa icipan
e 8
45
2
45
2
45
2
1377
Pa icipan
e 9
15
2
0
0
0
0
99
Pa icipan
e 10
0
0
0
0
0
0
0
Pa icipan
e 11
0
0
0
0
0
0
0
Pa icipan
e 12
0
0
0
0
0
0
0
Rela i amen e ao empo que os pa icipan es nes e es udo passam sen ado ( abela 6),
e i icamos que a g ande maio ia passa mais de duas ho as sen ado po dia (n=11),
sendo que em média um habi an e da zona u al passa 165 minu os sen ado ao passo
que um habi an e da zona u bana passa em media 289,2 minu os sen ado.
48
Tabela 6. Sco e IPAQ – Tempo sen ado
Tempo o al sen ado
(minu os)
Média do empo o al
sen ado (minu os)
Pa icipan e 1
1260
180
Pa icipan e 2
1680
240
Pa icipan e 3
1680
240
Pa icipan e 4
840
120
Pa icipan e 5
420
60
Pa icipan e 6
1890
270
Pa icipan e 7
1050
150
Pa icipan e 8
2700
385.7
Pa icipan e 9
1050
150
Pa icipan e 10
4200
600
Pa icipan e 11
1050
150
Pa icipan e 12
2100
300
2.1 - Capacidade de ealiza AF
No que se e e e à pe ceção dos en e is ados quan o à sua capacidade pa a ealiza
AF, 5 indi íduos pe ceciona am uma capacidade média (5 na escala EA), ao passo que
6 pa icipan es e e i am uma capacidade acima da média (<6 na escala EA). Apenas
uma pessoa e e iu baixa capacidade pa a a ealização da AF (1 na escala EA) e não
se e i ica am pad ões di e en es en e as zonas u banas e u ais em elação à au o-
pe cepção da capacidade pa a ealiza a i idades ísicas.
2.2 - Impo ância da AF
Rela i amen e à pe ceção demons ada pelos en e is ados quan o à impo ância da AF
na sua ida, a maio ia (n=11) a ibuiu bas an e impo ância à AF nas suas idas, dando
alo es en e os 6 e os 10, sendo que apenas um pa icipan e deu uma impo ância
media na sua ida (EA=5)
2.3 - Ní el de AF
No que se e e e à au o-pe cepção dos pa icipan es quan o à quan idade de ealização
de AF ealizada, como su icien e ou insu icien e, cinco en e is ados e e i am um ní el
49
insu icien e de AF, sendo que a maio pa e e am habi an es de zona u bana (n=4) e 2
pa icipan es da zona u al, e e i am um ní el médio de AF
3 - Qualidade de ida dos pa icipan es
Ao ní el da qualidade de ida ( abela 7), odos os pa icipan es ap esen am sco es
ele ados ao ní el do desempenho ísico (supe io a 75) e ao ní el do desempenho
emocional (acima dos 83,3), Na dimensão uncionamen o ísico ambém a maio ia dos
pa icipan es ap esen am sco es ele ados (supe io a 70), exce uando um elemen o da
população u bana que ap esen a a um sco e de 40.
Ao ní el da dimensão do co po al os pa icipan es na zona u al e u bana ob i e am
sco es en e 90 (n=1) e 31 (n=1).
Ao ní el da saúde ge al, na zona u al e i icou-se uma g ande a iação nas
pon uações, ha endo pa icipan es com sco es ele ados e ou os com pon uações
mui o baixas com alo es de 35 e 45. En e os pa icipan es da zona u bana, apenas
um ob e e uma pon uação acima de 72
Também na dimensão i alidade a di e ença en e a população u al e u bana oi
acen uada. Os pa icipan es da zona u al i e am sco es acima dos 50, sendo que dois
en e is ados i e am pon uações de 100 e 81,25. Já nos pa icipan es que habi am na
zona u bana odos os pa icipan es i e am pon uações abaixo dos 56,25 com exceção
de uma, que ap esen ou alo de 75.
Po im a saúde men al ap esen ou di e enças semelhan es às ap esen adas na
dimensão i alidade, sendo que na população u al odos os alo es se si uam acima
dos 70 (n=3), ha endo dois sco es de 85 e um de 90. Na população u bana apenas dois
pa icipan es ap esen a am pon uações acima des e alo , com uma pon uação de 80
(n=2)
50
Tabela 7 – Resul ados do sco e do SF-36 2
Funciona
men o
Físico
Desemp
enho
ísico
Do
Co p
o al
Saú
de
Ge
al
Vi alid
ade
Funciona
men o
social
Desemp
enho
emocion
al
Saú
de
Men
al
Pa icip
an e 1
95
87,5
61
62
56,25
100
100
90
Pa icip
an e 2
90
87,5
61
82
56,25
50
100
70
Pa icip
an e 3
75
100
51
35
56,25
75
100
70
Pa icip
an e 4
70
100
51
70
100
100
100
85
Pa icip
an e 5
90
100
90
90
81,25
100
100
85
Pa icip
an e 6
85
75
31
45
50
62,5
100
70
Pa icip
an e 7
40
100
31
20
50
75
83,33333
3
60
Pa icip
an e 8
95
100
90
72
75
100
100
80
Pa icip
an e 9
95
100
62
50
43,75
100
100
60
Pa icip
an e 10
70
100
61
25
37,5
100
100
25
Pa icip
an e 11
90
87,5
62
72
50
100
83,33333
333
80
Pa icip
an e 12
85
100
72
62
56,25
37,5
91,66666
667
65
51
4 - Pe ceções ace ca dos bene ícios, acili ado es, ba ei as e ipos
de AF
A análise das en e is as esul ou num sis ema hie á quico de ca ego ias com 5
ca ego ias p incipais: concei o de AF, bene ícios da AF, a i idades p e e idas,
acili ado es e ba ei as. Den o des es, ou os subg upos o am o mados, os quais i ão
se explo ados du an e es e capí ulo.
4.1 - De inição de AF
Os pa icipan es ap esen a am de inições di e sas de a i idade ísica, azendo
equen emen e e e ência à a i idade ísica numa pe spe i a mais holis a e
indissociá el da saúde e bem-es a . Es as de inições o am o ganizadas em cinco
dimensões. Vá ios pa icipan es desc e e am a a i idade ísica associada à sua saúde
e bem-es a (n=5), como oi o caso do pa icipan e 7: “Se i esse que de ini AF, que
dize ... na minha manei a de e , a AF az al a a qualque pessoa e eu acho que isso é
uma coisa que é ú il pa a a nossa saúde.” (U bano En e is a 7_U: 6 - 6)
Ou os pa icipan es desc e e am a a i idade ísica de o ma mais es i a, associando-
a ao despo o e exe cício es u u ado, ao mo imen o, à ocupação e o inas quo idianas
e ao laze . Rela i amen e às de inições de a i idade ísica associada ao despo o e
exe cício es u u ado (n=4), e i ica am-se mais e e ências po pa e dos
pa icipan es da zona u bana (n=3)
“São á ias coisas, como aze despo o, na ação, anda de bicicle a, caça , que
e a uma coisa que eu azia mais do que aço hoje em dia. Conside o isso udo
como sendo a i idade ísica. Nada na p aia ambém, gos o de p aia, gos o de
aze na ação” (U bano En e 11_U: 4 - 4)
Seguindo a mesma endência, apenas os pa icipan es da zona u bana de ini am a
a i idade ísica como associada a qualque ipo de mo imen o ealizado pelo indi iduo
(n=3): “(...) é uma pessoa mexe -se e uma pessoa anda de um lado pa a o ou o e
consegui aze as coisas odas” (U bano En e 10_U: 4 - 4)
52
O pa icipan e 1 de iniu a a i idade ísica como ocupação: “A i idade ísica começa
desde que nós se le an amos a é se dei amos e no malmen e no campo, abalhando a
ho a, abalhando o ja dim, abalhando e p epa ando e enos pa a cul i a , essa é uma
a i idade ísica.” (Ru al En e is a 1_R: 4 - 4). O pa icipan e 3 associou a a i idade ísica
ao laze : “(...) é uma a i idade que digamos lúdica, al ez ou meio lúdica, á.”
(Ru al En e is a 3_R: 4 – 4)
Em sín ese, é possí el e i ica que o concei o de a i idade ísica enquan o despo o e
mo imen o oi essencialmen e e e ido pela população u bana. Em con as e, a
pe ceção da a i idade ísica como ine en e à ocupação e o inas e como a i idade de
laze apenas oi ap esen ada po pa icipan es da zona u al.
4.2 - Tipo de AF mais p aze osa
Foi de inida es a emá ica como o ipo de AF p e e ida e que p o idencia mais p aze ao
en e is ado. Fo am di e sos os subg upos que su gi am du an e a codi icação po pa e
dos au o es. Os mais e e idos po pa e das pessoas, elacionam-se com os ipos de
AF elacionados com a água (n=6) e caminhadas (n=7), sendo que os p imei os o am
e e idos mais ezes pelas pessoas em meio u bano (n=4). Ou os pa icipan es ize am
e e ência a ou as a i idades, como a a ja dim/quin al (n=2, apenas meio u al),
despo os ao a li e (n=1), ginásio (n=1), anda bicicle a (n=1) e exe cícios
indi iduais (n=1).
Eu não gos o an o do ginásio como da hid oginás ica, dado que o ginásio é um
pouco... um pouco mais... ica mais ag es e. Na hid oginás ica a pessoa sen e-
se mais le e. (Ru al En e is a 1_R: 43 - 43)
Gos o de aze ginás ica, ginás ica daquela ipo mili a … é e dade é… ainda
aço hoje aquelas… lexões não, mas abdominais … aço umas qua o, cinco ou
6 ezes… daquelas que ap endi na opa … e esol e ce as si uações
(Ru al En e 5_R: 58 - 58)
O que eu mais gos a ia de aze , sei lá... um ginásio, pode aze mais empo e
pode co e . Podia bicicle a e assim essas coisas (U bano En e is a 7_U: 38 -
38)
53
4.3 Impo ância/Bene ícios da AF
Todos os en e is ados iden i ica am bene ícios elacionados com a p á ica de a i idade
ísica, endo sido o ganizados em qua o ca ego ias: ganhos ao ní el do es ado ge al de
saúde, ganhos ao ní el do bem-es a psicológico, ganhos ao ní el da saúde men al,
ganhos ao ní el da au onomia e independência.
Todos os en e is ados e e i am bene ícios elacionados com o es ado ge al de
saúde. Fo am aqui incluídas e e ências a bene ícios ao ní el do mo imen o (n=7),
saúde e longe idade (n=9), ecupe ação ísica (n=4) e sis ema músculo-esquelé ico
(n=4).
“acho que a pessoa se man ém mais ágil, mais desen ol o, menos pe o”
(Ru al En e is a 3_R: 9 - 9)
“(...) an o que se diz que as pessoas do campo que mais i em no
campo, po que i em no campo, po que ão semea , colhe e a anca
as e as du am mais anos do que aquelas que es ão sen adas no so á
de pe na c uzada odo o dia. (Ru al En e is a 4_R: 23 - 23)
“É boa, é mui o… mui o boa pa a mim em especial de i ado ao que enho
(…) A p ó ese do joelho… que é pa a ecupe a . (Ru al En e 5_R: 16 -
19)
“Pelo menos na pa e óssea, caso de coluna, udo o que seja pa e óssea,
po an o...” (Ru al En e is a 1_R: 29 – 29)
Nos bene ícios elacionados com o es ado ge al de saúde, e i icou-se que os
bene ícios ao ní el da saúde e longe idade o am mais e e idos po pa icipan es da
zona u bana (n=6). Po seu u no, os bene ícios ao ní el da ecupe ação ísica e do
sis ema músculo-esquelé ico o am mais e e idos po en e is ados da zona u al
(n=3).
Mui os pa icipan es desc e e am bene ícios em e mos de bem-es a psicológico,
salien ando sensações de bem-es a ge al, sa is ação e anquilidade (n=8).
54
“Eu acho que ico sa is ei a comigo p óp ia” (U bano En e 12_U: 28 - 28)
Alguns en e is ados e e i am ambém bene ícios ao ní el da saúde men al, como
melho ia do ní el de qualidade de ida cogni i a ou emocional (n=5)
“(...) a men e ica mais ali iada.” (U bano En e is a 7_U: 26 - 26)
Finalmen e, dois pa icipan es da zona u bana menciona am e ei os posi i os ao ní el
da au onomia e independência.
“Olhe pode abalha , pode aze as coisas sem p ecisa de ninguém”
(U bano En e 10_U: 13 - 13)
4.4 - Ba ei as à AF
Nes a secção se ão de inidos e desc i os os di e en es ipos de ba ei as à AF. Os
pa icipan es ize am e e ência a limi ações ísicas, mo i ação, aspe os do ambien e
ísico, al a de supo e social, empo, p eços desadequados e al a de conhecimen os e
compe ências. (Tabela 8).
Tabela 8 – Ba ei as à AF e seus pa icipan es
Temas/Sub emas
Pa icipan es
Limi ações Físicas
E ei os da idade
Pa icipan es 1,2, 3 e 8
Do
Pa icipan es 3, 4 e 6
Doença e incapacidade
Pa icipan es 2,3,4,5, 6,7,9,10
Fal a mo i ação
Pa icipan es 3,4,11,12
Ba ei as Ambien e Físico
Pa icipan es 1, 2, 3, 4, 5, 6
Tempo
Pa icipan es 2, 7, 8 e 9
Fal a supo e social
Pa icipan es 2, 8 e 9
P eços desadequados
Pa icipan e 3
Conhecimen os/compe ências
Pa icipan e 1
55
A maio ia dos pa icipan es apon a am as limi ações ísicas como a o es que
in luenciam nega i amen e a ealização de a i idade ísica. Vá ios pa icipan es
e e i am limi ações ísicas elacionadas com a p esença de doenças:
“(...) ou al a-me já al ez, sei lá, sensibilidade, mal-es a do pescoço, das hé nias
que enho, ou das pe nas pa ece que já desgas am, po que eu ando mui o
cu a... eu como não posso anda com a cabeça de pé, com o pescoço di ei o,
ando mui o dob ada.” (Ru al En e is a 4_R: 14 - 14)
Nas limi ações ísicas, incluí am-se ambém as e e ências a di iculdades pa a a
ealização de a i idade ísica elacionadas com e ei os da idade, is o é, e e ências
em que apon am limi ações ísicas elacionadas com o p ocesso de en elhecimen os e
seus e ei os no indi iduo (n=4):
“O se mais a i o aos 82 anos... não é mui o, como é que eu hei-de dize ... não
encon a ce amen e mui as pessoas que ealizem exe cício ísico aos 82 anos”
(Ru al En e is a 3_R: 53 - 53). Es e ipo de di iculdade oi mais e e ido pelos
pa icipan es da zona u al (n=3).
Fo am ainda e e idas po ês pa icipan es da zona u al as limi ações ísicas
elacionadas com a exis ência de do :
“Quando aço uma caminhada... à noi e icam-me a doe as pe nas.”
(Ru al En e is a 6_R: 30 - 30)
Ou a das ba ei as e e idas oi a al a de mo i ação, en endida aqui como a limi ação
do impulso que az com que o indi iduo ealize a i idade ísica (n=4), como suge ido
pelo pa icipan e 4: “…ao que pa ece não es ou mo i ada” (Ru al En e is a 4_R: 14 -
14)
As ba ei as do ambien e ísico o am e e idas po 6 en e is ados, odos
pe encen es à população u al. Fo am aqui incluídas e e ências a elemen os na u ais,
ins alados ou edi icados, que limi em a ealização de a i idade ísica e ambém
e e ências à necessidade de espaços e equipamen os.
62
po semana) e igo osas (45 minu os, 2x po semana) associadas ao laze . A
en e is ada associou a AF ao mo imen o, e e indo como g andes bene ícios o bem-
es a e o es ado ge al de saúde associado à saúde e longe idade. Em e mos de
capacidade ísica sen iu alguma es ição ( alo 5/6), dando uma impo ância azoá el
à AF na sua ida ( alo 7). Ao ní el da qualidade de ida odos os sco es se encon a am
en e os 80 e os 100, sendo que apenas a i alidade (sco e=75) e saúde ge al
(sco e=72) inham alo es azoá eis. Ao ní el das ba ei as, as e e idas o am a al a
de supo e social, o empo e as limi ações ísicas elacionadas com os e ei os da idade,
ao ní el dos acili ado es os e e idos o am o a li e, as expe iências no as o apoio
o mal ao ní el dos p o issionais de AF e de saúde e o supo e social ao ní el da
companhia e inicia i as comuni á ias.
63
VI – Discussão
O p esen e es udo e e como obje i o iden i ica as ba ei as e mo i ado es pa a a
p á ica de AF em adul os po ugueses acima dos 65 anos, p ocu ando explo a
especi icidades nos con ex os u al e u bano. Nes e capí ulo i emos ealiza uma
discussão dos esul ados da qualidade de ida (SF-36), dos esul ados do IPAQ e das
EA, do concei o de AF, dos bene ícios da AF, das p e e ências da AF e das ba ei as e
acili ado es da AF.
A ca ac e ização dos pa icipan es des e es udo ela i amen e à qualidade de ida,
e elou ní eis ele ados quan o às dimensões do desempenho ísico e emocional, em
con as e com as dimensões da do co po al, saúde ge al, saúde men al e i alidade,
que ap esen a am uma g ande a iação dos esul ados.
Exis e uma o e associação en e a AF e os seguin es domínios da qualidade de ida:
capacidade uncional, qualidade de ida ge al, au onomia, i alidade e saúde men al.
Es a e idência suge e que a p omoção da AF no idoso pode e um impac o além da
capacidade uncional e saúde men al [77].
No p esen e es udo, no ques ioná io SF-36, oi a população u bana que ap esen ou
alo es mais baixos na dimensão saúde men al, o que pode es a elacionado com um
meno supo e social e um meno en ol imen o des a população na comunidade. A
exis ência de um maio supo e amilia é um impo an e a o na iniciação e manu enção
do exe cício egula [78].
Rela i amen e aos ní eis de a i idade ísica p a icados pelos pa icipan es, os
esul ados do IPAQ apon a am pa a ní eis mode ados e ele ados de AF o al. Quando
ques ionados quan o ao ní el de a i idade ísica p a icada, cinco en e is ados
conside a am p a ica um ní el insu icien e de a i idade ísica.
Os pa icipan es e e i am na sua maio ia, que inham capacidade de ealiza AF, e
de am impo ância à AF como pa e in eg an e da sua ida. No en an o, g ande pa e
e e iu que não ealiza a AF su icien e, con a iando os esul ados ap esen ados no
IPAQ que e e em ní eis no mais e ele ados de AF. Is o pode á acon ece , pois na
de inição de AF p opos a pelos indi íduos, apenas um e e iu a AF como ocupação,
es ando es a associada mais a uma melho ia da saúde e bem-es a e como despo o e
64
mo imen o. Assim, mui as ezes as a e as domés icas e as deslocações ealizadas a
pé não são pe cecionadas como sendo pa e da AF.
As a e as domés icas e de ja dinagem con ibuí am em g ande pa e pa a um ní el mais
ele ado de AF na egião u al, o que é co obo ado po Gobbi e al. que a i ma que es e
ipo de a e as az pa e das o inas diá ias nes a população [45]. Es udos ecen es
demons am que inco po a AF nas o inas diá ias o e ece os mesmos bene ícios pa a
a saúde que os de p og amas de AF es u u ados [79].
Os sujei os p o issionalmen e a i os ap esen a am um o al de AF supe io à maio ia
dos indi íduos que se encon am e o mados pois êm maio AF no seu dia-a-dia
(Pa icipan e 5 o al AF=19134 MET-min/semana e Pa icipan e 8 o al AF= 12853 MET-
min/semana) ine en e às a i idades labo ais e às deslocações pa a o emp ego. Há cada
ez maio e idência que abalha após os 65 anos pode e ou os bene ícios além do
aumen o da enda mensal. Um es udo de 2016 com ce ca de 3.000 pessoas, publicado
no Jou nal o Epidemiology and Communi y Heal h, suge iu que abalha mais um ano
além da idade e o ma es a a associado a um meno isco de 9% a 11% na mo alidade.
Um ou o es udo de 83.000 idosos com mais de 65 anos suge e que em compa ação
com pessoas que se e o ma am, as pessoas que abalha am com mais de 65 anos
e am ce ca de ês ezes mais p opensas a não e sé ios p oblemas de saúde, como
canc o ou doença ca díaca [80].
Exis e consenso a ualmen e sob e a impo ância de se diminui o empo na posição de
sen ado na população idosa, sob e udo po que os compo amen os seden á ios êm
uma endência pa a aumen a [28]. Di e sos es udos demons am que exis e uma
edução das causas de mo alidade e um aumen o da unção ísica ( o ça muscula ,
equilíb io,…) quando os idosos es ão na posição de sen ado menos de 8 ho as po dia
[79]. No p esen e es udo e i ica-se que na população u bana, o empo passado sen ado
e a bas an e supe io ao da população u al, apesa de apenas um pa icipan e passa
mais de 8 ho as na posição de sen ado. Di e sos es udos demos am que pe íodos
longos na posição de sen ado es ão associados a uma diminuição da saúde do indi íduo
independen emen e do ní el ge al de AF que possa ealiza [28].
Vá ios es udos demons am que na população sénio os ní eis de AF no mais são
a ingidos sob e udo de ido às a i idades ligei as, ha endo um aumen o da ina i idade
e uma diminuição das a i idades igo osas, sendo que es e compo amen o é mais
acen uado na população u bana [54]. Es es esul ados ão ao encon o dos alo es do
65
IPAQ aplicado, onde as a i idades igo osas ap esen a am alo es de 0 MET-
min/semana, expe o nos pa icipan es 5 e 8 que inham uma ocupação p o issional.
Os a o es e e idos pelos en e is ados mos am na sua maio ia, a AF como es ando
associada à saúde e bem-es a , o que le a a ealça a impo ância de ponde a as
ques ões especí icas de saúde aquando do en ol imen o do indi íduo numa AF. Mui os
pa icipan es e e i am a do e a incapacidade como limi ado es ísicos, sendo que es as
limi ações podem se diminuídas a a és de um p og ama de exe cícios que possa se
in eg ado na o ina diá ia de cada indi iduo. O a amen o e a ges ão da do e a
ealização de p og amas indi iduais de exe cício com auxílio especializado de um
p o issional ligado a es a á ea podem cons i ui um meio pa a ul apassa a ba ei a da
limi ação ísica [9].
A saúde e o bem-es a o am apon ados pela população en e is ada, como os
p incipais bene ícios da ealização da AF, o que ai ao encon o dos dados po ugueses,
que e e em que o mo i o mais equen emen e e e ido pelos adul os pa a a p á ica
despo i a e de AF é a melho ia da saúde (67%). [81, 82]
Mui os dos en e is ados e e i am a melho ia do es ado ge al de saúde e bem-es a ,
como uns dos g andes bene ícios da AF. Es a sensação de melho ia pode se um
mo i ado essencial pa a o início de AF egula assim como da sua manu enção [83].
A melho ia da saúde men al oi ambém e e ida como um dos bene ícios da AF. A
ligação en e a AF e a dep essão es á bem documen ada, sendo que indi íduos que
sejam ina i os êm ês ezes mais p obabilidades de e em uma dep essão mode ada
ou se e a [84]. Os e ei os posi i os da AF con inuada mani es am-se ao ní el
psicológico (sa is ação com a ida). Exis e e idência c escen e de que a AF pode ajuda
a man e as unções cogni i as e que possui um e ei o p e en i o sob e a dep essão e
a demência, as pa ologias do o o psiquiá ico mais comuns en e os mais idosos [38].
O en ol imen o em a i idades ísicas, ajuda es a população a lida com sen imen os
nega i os e aumen a a elicidade, endo um papel undamen al no bem-es a dos
indi íduos.
Os pa icipan es nes e es udo e e i am as caminhadas e os despo os aquá icos como
as AF que p e e iam ealiza . Is o ai de aco do com o e e ido no Inqué i o Alimen a
Nacional e de A i idade Física, onde os po ugueses acima dos 65 anos e e em a
caminhada como uma p e e ência signi ica i a [7].
66
De uma manei a ge al, a análise dos esul ados mos a uma di e sidade de ba ei as e
acili ado es a ní el indi idual, in e pessoal e ambien al o que se enquad a com o
modelo sócio ecológico [86]. A população es udada e e e como p incipais ba ei as as
limi ações ísicas, sob e udo e e en es aos e ei os da idade, da do , da doença e da
incapacidade. Is o é conco dan e com os esul ados ap esen ados no SF-36 onde as
dimensões da Saúde Ge al e da Do Co po al o am aquelas onde os esul ados o am
in e io es. Num es udo ealizado po Be hancou e al., oi e e ido que as condições de
saúde e e ei os da idade o am um ema de des aque en e o g upo es udo de ido ao
seu papel como ba ei a à AF [79].
A manu enção da independência ísica é de g ande impo ância na população com mais
de 65 anos [85]. No en an o a incapacidade ísica é pe si uma g ande ba ei a à
ealização de AF, bem e e ida pelos en e is ados, mesmo quando es es ap esen am
esul ados ele ados na dimensão do desempenho e uncionamen o ísico do
ques ioná io SF-36. A manu enção da capacidade ísica a a és de AF inse ida num
p og ama especializado de eabili ação ou manu enção, é undamen al na
independência e au onomia indi idual [54].
A al a de mo i ação oi iden i icada como uma das p incipais ba ei as à ealização de
AF endo sido apon ado po um e ço das pa icipan es, is o ai de encon o com os
esul ados do P og ama nacional pa a a p omoção da AF que e e e que 26% da
população adul a em Po ugal apon a a al a de mo i ação como ba ei a [81]. Es a al a
de mo i ação pode es a ligada a azões de au oe icácia. Os indi íduos com maio
sen ido de au oe icácia es ão mais mo i ados, melho am os seus ní eis de AF e
diminuem a possibilidade de desen ol e em doenças c ónicas [87].
A mo i ação é uma ba ei a di ícil de ul apassa em pessoas que e e em má saúde ou
que enham sin omas limi a i os à AF. O desen ol imen o de in e enções ao ní el da
Saúde Pública que aumen em a au oe icácia e au oges ão da sua Saúde podem ajuda
a ul apassa as ba ei as sociais e pessoais.
De aco do com os dados do P og ama Nacional pa a a P omoção da AF, 33% dos
adul os e e em a al a de empo como a p incipal azão pa a não p a ica em AF. Nes e
es udo a al a de empo oi ambém e e ida como uma ba ei a, sob e udo na população
u bana. As pessoas idosas com menos de 80 anos são mui as ezes cuidado es de
algum memb o da sua amília e possuem ainda algum abalho como complemen o da
e o ma [41].
67
A população u al no a ual es udo oi a única a e e i ba ei as pelo ambien e ísico. Is o
pode se um e lexo da al a de se iços e de apoio exis en es nes as comunidades pa a
a ealização da AF. O ambien e ísico é um assun o que assume g ande signi icância
na população u al acima dos 65 anos e em que se conside ada no desen ol imen o
de p og amas pa a es as egiões.
O ambien e ísico pode su gi como uma ba ei a, que em sido mencionada em di e sos
es udos como sendo uma g ande esponsá el da não ealização de AF po pa e da
população. Um ambien e ísico acili ado da AF, pode enco aja compo amen os mais
a i os nos indi íduos [84]. A exis ência de maio núme o de locais ao a li e, pe mi e a
p omoção de AF nesses mesmos locais, sendo que ais a i idades esul am numa
expe iência mais p aze osa e uma maio AF [88].
O supo e social é o acili ado da AF mais abo dado pelos pa icipan es, a a és da
companhia, inicia i as comuni á ias e de supo e o mal (p o issionais de saúde e
p o issionais de AF). De aco do com Be hancou e al., di e sos es udos e e em que
es a população deseja que os p o issionais de saúde o e eçam mais in o mação sob e
AF, sob e os di e en es ipos de AF, com um acompanhamen o ou supe isão
especializada da mesma e os ajudem a inicia e a man e ní eis de AF adequados,
a a és da c iação de o inas e de obje i os e da obse ação egula dos seus
p og essos. Es a o ma de supo e pode e e ei o num aumen o da au oe icácia e na
con iança pa a pode ealiza AF [79].
Os acili ado es mais e e idos dizem espei o ao apoio o mal (sob e udo p o issionais
de saúde e AF), supo e social e espaços pa a a ealização da AF. Os p o issionais de
saúde o am e e idos como o maio supo e social, ha endo uma o e ligação en e a
ealização da AF e o acompanhamen o especializado da pessoa. Es es esul ados são
coinciden es com os de uma e isão sis emá ica ealizada po F anco e al., ealizada
numa população acima dos 60 anos sob e quais as ba ei as e acili ado es na AF. Es a
e e e, nos 132 es udos en ol endo 5987 pa icipan es, que os seis emas mais
e e idos o am: a in luência social (in e ação en e os pa es, dependência nas
ins uções de p o issionais da á ea, enco ajamen o de ou os), limi ações ísicas (do ,
medo de queda e co mo bilidades), es abelecimen o de p io idades, di iculdades no
acesso (ba ei as ambien ais, p eço), bene ícios da AF ( o ça, equilib o, lexibilidade,
au ocon iança, independência, melho ia da saúde ge al e bem-es a ) e a mo i ação [87].
68
Nas á eas u ais são poucos os p o issionais de saúde exis en es nes as populações e
com pouca cul u a na p e enção da doença e na manu enção da independência e
au onomia nes a população [56]. Os p o issionais de saúde êm um papel undamen al
no aumen o da pa icipação dos indi íduos em p á icas de AF, a a és da
ecomendação, como pa icipan es e como ins u o es.
As ques ões sociais são das azões mais impo an es pa a o enco ajamen o da
ealização de AF em homens e mulhe de meia-idade e idosos [60]. O supo e social é
um impo an e de e minan e de saúde pois são á ios os e en os ao longo da ida que
êm impac o nes a população ( e o ma, doença, mo e). En ende o impac o do supo e
social nes a população le a a uma maio e iciência no desen ol imen o de p og amas
de AF [89].
A OMS en a iza a impo ância de o indi iduo se um pa icipan e a i o na comunidade e
de aze pa e de ambien es com es ilo de ida saudá eis. (OMS, 2002) In e enções
que es imulem a inclusão social de idosos são al amen e ecomendadas, bem como
a i idades ao a li e, pois é em casa que as pessoas passam a maio pa e do seu
empo seden á io [88].
As populações e comunidades de e iam e o pode de con ola os de e minan es
associados à saúde e en elhecimen o, a a és de uma pa icipação a i a no
desen ol imen o de polí icas e in e enções de o ma a emo e ba ei as e p o idencia
mo i ação à ealização da AF [3].
O papel dos espaços ísicos na in luência dos ní eis de AF em sido es udado po á ios
au o es [90]. No p esen e es udo os pa icipan es e e i am os espaços o mais como
aqueles que mais acili am a ealização de AF (Ginásio, Piscina, Te mas), o que ai ao
encon o com ou os es udos quali a i os ei os na á ea que demons am que os
espaços ísicos são um impo an e acili ado na AF em idosos [91].
O acesso a locais p opícios à AF e uma melho a qui e u a das habi ações o am os
emas mais e e idos pelos pa icipan es. Is o suge e que as au a quias locais de e iam
e em con a es es assun os nas suas agendas [56].
A a és dos esul ados ob idos, in e e-se que um p og ama de AF de e á e em con a
as ques ões da u alidade e u banidade, sob e udo no conhecimen o e incen i o das
a i idades elacionadas com o ja dim/quin al. Os p og amas de em e como inalidade
69
a saúde e o bem-es a dos indi íduos e p opo ciona uma a iedade de a i idades que
sejam sob e udo i adas pa a caminhadas e exe cícios no meio aquá ico. Es es
esul ados são coinciden es com es udos que demons am que a i idades sociais, ao a
li e e de laze são mais p aze osas que a i idades indi iduais em espaço echado e
elacionadas com o dia-a-dia [88].
O ac o de a maio ia dos pa icipan es e e i que a AF desempenha um papel
undamen al an o a ní el ísico como men al, p opo ciona uma opo unidade aos
p o issionais de saúde de o e ece em supo e a es es indi íduos. Es es p o issionais
encon am-se numa posição p i ilegiada pa a queb a mi os en ol en es à p á ica de
AF e ambém pa a ealiza o ensino de exe cícios especí icos pa a a melho ia do dia-a-
dia des a população ( eino equilíb io, eino uncional,…), assim como c ia e/ou
e e encia pa a p og amas de exe cício especí icos de aco do com as necessidades de
cada indi íduo [79].
1 - Limi ações do es udo
A me odologia u ilizada no p esen e es udo é de ca iz explo a ó io, pe mi indo obse a
a emá ica e as dimensões a ela associadas, não possibili ando no en an o a
gene alização dos esul ados ob idos. Os dados encon ados pe mi em uma isão
especí ica da ealidade po uguesa que pode á se i de pon e pa a no os abalhos
nes a á ea, com g andes con ibu os pa a a Saúde Pública.
Uma das limi ações des e es udo é a sob es imação, uma conhecida limi ação do IPAQ
que pode le a a que haja uma alsa sensação de exis ência de um ele ado ní el de AF
obse ado nos pa icipan es en ol idos.
Ou a das limi ações es á associada à amos a u al, que po con eniência oi oda
escolhida numa aldeia do concelho de San a Comba Dão, o que pode le a a que os
indi íduos enham as mesmas c enças, ní eis de educação e a i udes e po isso
di icul a a ans e ibilidade dos esul ados pa a ou os con ex os u ais po ugueses.
Fu u as in es igações de em u iliza amos as ep esen a i as de odo o e i ó io
nacional, englobando a população a i a independen e e ainda a população
ins i ucionalizada, a não au ónoma e/ou a dependen e.
70
71
VII - Conclusão
O sucesso na pa icipação dos indi íduos em AF depende de di e sos a o es, pelo que
a cons ução de polí icas e p og amas di ecionados pa a es a á ea de e ão e em con a
as ca ac e ís icas indi iduais da pessoa. Como a população nes a aixa e á ia es á
bas an e ece i a ao apoio po pa e dos p o issionais de saúde [60], es es êm um papel
de e minan e no obje i o da OMS de edução da ina i idade ísica em 15% nes a
população a e ao ano de 2030 [6]
O es udo dos acili ado es e ba ei as à AF e ela-se undamen al pa a que odos os
p o issionais ligados à á ea de AF, sob e udo os de saúde, possam melho a a sua
in e enção, adequando-a melho às necessidades indi iduais de cada pessoa. Os
es o ços pa a aumen a os ní eis de AF eque em in e enções em di e en es ní eis:
indi idual, comuni á io e ambien al.
A ealização de p og amas de AF de e á e como al o as necessidades especí icas
dos idosos, independen emen e de se em desenhados comos classes, a i idades ou
exe cícios indi iduais. Es es p og amas de em e em con a as condições de saúde
especí icas dos indi íduos, assim como a p omoção da li e acia, de o ma a escla ece
e a a ai es a população pa a um aumen o da AF [89].
Com a mudança demog á ica deco en e do en elhecimen o, é de ex ema impo ância
que a população nes a aixa e á ia pa icipe nalguma o ma de AF diá ia, de endo exis i
um no o en oque nas a i idades diá ias ealizadas po es a população, pa a que se
possa alcança o obje i o de AF ecomendado pela OMS. Uma no a posi i a deco en e
des e es udo é que odos os pa icipan es ealiza am a AF ecomendada, suge indo
assim que as polí icas de saúde pública di igidas a es a população pode ão es a a e
e ei os posi i os.
Assim o na-se desejá el que que num p imei o passo se es imule es a população pa a
ealiza AF, o e ecendo pos e io men e p og amas e locais ap op iados pa a a p á ica
de AF, bem como ap esen a p og amas di e si icados que mo i em a manu enção e
es imulem a pe ceção dos múl iplos bene ícios da p á ica de AF, de modo a possibili a
78
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79
Anexo I - Recomendações pa a a p esc ição de exe cício
de á ias o ganizações cien í icas (Mendes, R., e al,
2011)
80
81
~
82
Anexo II – Guião en e is a semies u u ada
83
ID Pa icipan e____
Da a da en e is a __/__/____
En e is a Semies u u ada
1. O que signi ica pa a si a i idade ísica?
2. Na sua opinião, qual é a impo ância da p á ica de a i idade ísica?
3. De 1 a 10, em que um é nada e 10 é mui íssimo, qual a impo ância da
a i idade ísica?
4. Na sua opinião, qual é a impo ância da p á ica de a i idade ísica pa a a
saúde?
5. Na sua opinião, a é que pon o ealiza a i idade ísica su icien e pa a e
esses bene ícios?
6. O que pode ia ajuda a a ingi esse obje i o?
7. No seu caso, quais são os bene ícios que sen e po p a ica a i idade
ísica?/No seu caso, quais são os bene ícios que pode ia e se
p a icasse a i idade ísica?
8. O que o le a (le a ia) a ealiza a i idade ísica?
9. Pa a si, quais são os p incipais obs áculos à p á ica de a i idade ísica?
10. De 1 a 10, a é que pon o se sen e capaz de ealiza a i idade
ísica?
11. Em e mos de a i idade ísica, o que gos a mais de ealiza ? /
Quais os ipos de a i idade que se imagina ia mais a ealiza ?
12. Gos a a de ecebe ajuda pa a se mais a i o? Se sim, qual?
13. Na sua opinião, qual o papel dos p o issionais de saúde pa a
ajuda as pessoas a e uma ida mais a i a?
14. Na sua opinião, que ou os p o issionais se ão impo an es pa a
apoia as pessoas a e em uma ida mais a i a?
84
Anexo III – Ques ioná io sociodemog á ico
85
Ques ioná io Ge al
Ca ac e ização sociodemog á ica
Sexo: ___
Idade:____ anos
Peso: ___ kg
Al u a: ___ cm
E nia (coloque uma c uz na opção que se adequa):
(_) Caucasiana
(_) Cigana
(_) Neg a
(_) Asiá ica
(_) Ou a (Qual)
Qual o país em que nasceu?
____________________________________________________________
Qual é a sua nacionalidade?
____________________________________________________________
Qual o concelho onde habi a?
____________________________________________________________
Es ado Ci il: (coloque uma c uz na opção que se adequa):
(_) Casado
(_) Viú o
(_) Sol ei o
86
(_) Sepa ado/Di o ciado
Qual a sua escola idade? (coloque uma c uz na opção que se adequa):
(_) Não sabe le /esc e e
(_) 1º Ciclo do ensino básico
(_) 2º Ciclo do ensino básico
(_) Ensino secundá io ou p o issional
(_) Ensino uni e si á io
Com quem i e? (coloque uma c uz na opção que se adequa):
(_) Sozinho
(_) Cônjuge
(_) Filhos
(_) Ne os
(_) I mãos
(_) Sob inhos
(_) Ou os
Núme o de Filhos: ____
Rendimen o líquido mensal amilia (os seus endimen os mais os dos que i em
consigo)? (coloque uma c uz na opção que se adequa):
(_) In e io a 499€
(_) 500€ - 999€
(_) 1000€ - 1499€
(_) 1500€ – 1999€
(_) 2000€ - 2999€
(_) 3000€ ou supe io
Alguma ez um médico lhe diagnos icou: (assinale as pa ologias diagnos icadas)
(_) Doença ca díaca (angina de pei o, en a e do miocá dio, a i mia, insu iciência
ca díaca, e c.)
(_) Aciden e ascula ce eb al (AVC)
(_) Canc o (qualque ipo de canc o)
(_) Diabe es ipo 1
87
(_) Diabe es ipo 2
(_) Hipo i oidismo
(_) Hipe i oidismo
(_) Hipe ensão a e ial
(_) Dislipidémia (al e ação go du as no sangue)
(_) Doença gas oin es inal
(_) Dep essão
(_) Doença Pulmona Obs u i a C ónica
(_) Apneia do sono
(_) A i e
(_) Os eopo ose
(_) Doença enal
(_) Pa kinson
(_) Ou a. Qual? ____________________________
Tem a ualmen e alguma doença que o ob igue a cuidados de saúde egula es
( a amen os, análises, consul as, e c. - coloque uma c uz na opção que se adequa):
(_) Não
(_) Sim
15.1 Se sim, qual(is)? ____________________________________
94
Secção 4: A i idades Físicas e Despo i as de
Rec eação e Tempos Li es
Es a secção e e e-se a oda a a i idade ísica e despo i a que e e ua no seu empo
li e pa a ec eação numa semana. Mais uma ez, conside e apenas a a i idade que
az du an e pelo menos 10 minu os seguidos.
Po a o NÃO inclua qualque a i idade que já enha mencionado.
4a Não conside ando qualque ipo de caminhada que já enha e e ido,
no malmen e, po semana, quan os dias anda du an e pelo menos 10 minu os seguidos
no seu empo li e/laze ?
____ Dias po semana
____ Nenhum (passe pa a a ques ão 4d)
4b Quan o empo despende no malmen e po dia a anda no seu empo li e/ laze ?
____ Ho as ___ minu os
4c Quando anda nos seus empos li es, a que in ensidade no malmen e o az?
___ Passo igo oso
___ Passo mode ado ou
___ Passo len o
4d No malmen e, po semana, quan os dias nos seus empos li es az a i idade ísica
igo osa como ginás ica ae óbica, co ida, bicicle a, na ação?
___ Dias po semana
___ Nenhum (passe pa a a ques ão 4 )
4e No malmen e, nos seus empos li es, quan o empo despende a aze a i idade
ísica igo osa?
____ho as ___ minu os
4 No malmen e, po semana, quan os dias nos seus empos li es az a i idade ísica
mode ada como anda de bicicle a a uma elocidade mode ada, nada e joga énis?
___ Dias po semana
___ Nenhum (passe pa a a Secção 5: Tempo sen ado)
95
4g Quan o empo cos uma despende po dia a aze a i idade ísica mode ada nos
seus empos li es/laze ?
____ Ho as ___ minu os
Secção 5: Tempo sen ado
As úl imas ques ões e e em-se ao empo em que es á sen ado po dia enquan o
abalha, es á em casa, az o pe cu so pa a o emp ego e du an e os empos li es.
Também pode se incluído o empo sen ado numa sec e á ia, a isi a amigos, a le
ou a e ele isão.
Não inclua o empo sen ado num eículo a mo o que já enha mencionado.
5a Quan o empo cos uma es a sen ado num dia de semana?
____ Ho as ___ minu os
5b Quan o empo cos uma es a sen ado num dia de im-de-semana?
____ Ho as ___ minu os
96
Anexo V – Ques ioná io SF-36 2
97
98
99
100
101
Anexo VI - Fo mulá io de consen imen o in o mado
102
In es igação no âmbi o do Mes ado em Saúde Pública
No âmbi o do Cu so de Mes ado em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde
Pública da Uni e sidade No a de Lisboa, o aluno João F ede ico Pin o es á a
desen ol e um abalho in i ulado “A i idade Física na População Sénio Po uguesa –
Ba ei as, Mo i ações e Facili ado es”, pa a o qual gos a ia de o con ida a pa icipa
Quais são os obje i os des e es udo?
Es e es udo es á a se desen ol ido com o obje i o de cla i ica sob e a o es
elacionados com a p á ica de a i idade ísica em indi íduos com idades supe io es a
65 anos. Es e p oje o i á deco e du an e o ano le i o 2017/2018.
Quem é o in es igado ?
Es e p oje o de in es igação ai se ealizado pelo mes ando João F ede ico de
Amo im Gonçal es Mon ei o Pin o e o ien ado pela P o esso a Dou o a Ana Ri a Góis
da Escola Nacional de Saúde Publica da Uni e sidade No a.
Como se ão ecolhidos os dados?
As in o mações se ão ecolhidas a a és de um ques ioná io e de uma en e is a que
se á g a ada pa a pe mi i uma melho comp eensão dos dados ob idos. Os
ques ioná ios pode ão se p eenchidos pelo pa icipan e ou com o auxílio do
in es igado no caso de di iculdades no p eenchimen o da mesma.
Sou ob igado a pa icipa ?
A pa icipação é olun á ia, mas é mui o impo an e e o con ibu o de odos, de o ma
a ob e o maio conjun o de dados possí eis.
Quem é que em acesso aos dados?
Cada ques ioná io e á um código de iden i icação que apenas se á conhecido pela
equipa de in es igação. A in o mação ecolhida é absolu amen e con idencial, não
sendo incluídos dados de iden i icação no a amen o de dados
103
Eu,
____________________________________________________________________
decla o que li as in o mações acima, en endi o obje i o des e abalho, comp eendo os
bene ícios do mesmo pa a o conhecimen o cien í ico e acei o pa icipa .
Assina u a: ____________________________________________________________
Da a: ___________________
110
En e 8_U
De inição AF Mo imen o
É mo imen o, é semp e
mo imen o… cons an e… é isso
U bano
En e 9_U
De inição AF Mo imen o
Pa a mim a a i idade ísica é
p on o, p a ica … anda , p a ica
qualque despo o mínimo… como
é que eu hei-de dize … co e um
bocadinho , mexe um
bocadinho… pa a mim aquilo que
eu ealmen e pode ia, possa aze
nes e momen o
U bano
En e 10_
U
De inição AF Mo imen o
é uma pessoa mexe -se e uma
pessoa anda de um lado pa a o
ou o e consegui aze as coisas
odas
U bano
En e 11_
U
De inição AF Mo imen o
São á ias coisas, como aze
despo o, na ação, anda de
bicicle a, caça , que e a uma coisa
que eu azia mais do que aço hoje
em dia. Conside o isso udo como
sendo a i idade ísica. Nada na
p aia ambém, gos o de p aia,
gos o de aze na ação
U bano
En e 12_
U
De inição AF Mo imen o
A a i idade ísica se á aze
ginás ica, aze hid oginás ica,
anda po anda , sem se só po
aze coisas
U bano
En e is a
2_R
De inição AF P omo o de Saúde
A AF é en a que a saúde se
man enha.
Ru al
En e is a
3_R
De inição AF P omo o de Saúde
A AF é aquela que esul a da
disposição de aze a i idade no
sen ido de bene icia isicamen e,
não é p op iamen e..
Ru al
En e 5_R
De inição AF P omo o de Saúde
pa a p og edi na saúde e nisso
udo
Ru al
En e is a
6_R
De inição AF P omo o de Saúde
A AF é... a pessoa desen ol e
mais os ne os, desen ol e mais...
O que é que ocê que que eu
esponda?
E – Responda como ocê quise ,
pode da exemplos.
6 – A AF é... a pessoa que anda e
não es á mui o pa ada e al, isso é
que se á a AF,
Ru al
En e is a
7_U
De inição AF P omo o de Saúde
Acho que é uma coisa boa pa a a
saúde.
U bano
En e is a
7_U
De inição AF P omo o de Saúde
Se i esse que de ini AF, que
dize ... na minha manei a de e , a
AF az al a a qualque pessoa e eu
acho que isso é uma coisa que é
ú il pa a a nossa saúde.
U bano
En e is a
1_R
De inição AF T abalho
A i idade ísica começa desde que
nós se le an amos a é se dei amos
e no malmen e no campo,
abalhando a ho a, abalhando o
ja dim, abalhando e p epa ando
e enos pa a cul i a , essa é uma
a i idade ísica.
Ru al
En e is a
1_R
Facili ado es Aconselhamen o ou os
p o issionais
dado que uma pessoa não em
conhecimen o de ce as e
de e minadas... Exe cícios que
de e aze , an o a ajuda de um
p o esso , com a ajuda de um
p o esso /p o esso a semp e se
esol em melho ou semp e se
azem melho os exe cícios que
nós de emos aze .
Ru al
111
En e is a
1_R
Facili ado es Aconselhamen o ou os
p o issionais
pessoas que, que dize que não
sendo p o issionais de saúde
ambém êm conhecimen os de
ginás ica, al e qual como são os
u ebolis as, as pessoas que mais
sem se em p o issionais de saúde
ambém indicações pa a que o
co po se desen ol a e po an o
ósseamen e como músculos e
coisas assim.
Ru al
En e 5_R
Facili ado es Aconselhamen o ou os
p o issionais
po exemplos os de Educação
Física ajuda a mui o.
E: E po quê?
5: Oh… ao menos ensina am a
aze e como se de e aze a
a i idade ísica
Ru al
En e is a
7_U
Facili ado es Aconselhamen o ou os
p o issionais
Te ia de eco e às pessoas que
es ão den o do ginásio, pa a puxa
mais, puxa mais po mim.
U bano
En e 9_U
Facili ado es Aconselhamen o ou os
p o issionais
E acha que exis em ou os
p o issionais o a da saúde que são
impo an es pa a a i idade ísica?
9: Tudo o que enha a e com
essas unções, acho que odos são
impo an es
U bano
En e 11_
U
Facili ado es Aconselhamen o ou os
p o issionais
écnicos de ginásio, não sei se é
bem isso que se chama podem se
impo an es desde que es ejam
quali icados pa a isso
U bano
En e is a
1_R
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
eles êm semp e ob igação de
sabe as melho es condições que
em conhecimen o pa a nos dize o
que de emos aze ou não aze .
Po an o, eu acho que o médico, o
e apeu a, êm po ob igação
ensina e dize , e quando nós
es amos a aze mal, que co ija
pa a que nós não andamos, não
açamos coisas que nos podem
p ejudica a é no sen ido da p óp ia
cons i uição co po al.
Ru al
En e is a
2_R
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
Sim, cla o, se eles o em
simpá icos. Se o em bas an e
simpá icos... se o em bas an e...
po que há pessoas que andam ali
po anda . Enquan o se o em
a i os e incen i a em a gen e, é
mais ácil.
Ru al
En e is a
4_R
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
São impo an es po que nos
ajudam e diziam a melho manei a
de aze
Ru al
En e 5_R
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
Isso aí… aconselham…
aconselham a aze o que é mui o
bom pa a nós e nós é que
de e íamos segui esses
conselhos
Ru al
En e is a
6_R
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
Os médicos, naquilo que a gen e
p ecisa.
E – E ajudam a se mais a i os em
quê? O que é que acha que eles
ajudam pa a a pessoa se mexe
mais?
6 – Que dize , às ezes a é
ecei am uns comp imidos e a
pessoa, eu po exemplo, posso
oma só 5 dias e depois pa a , que
depois mais, a e a o co ação. Eu
Ru al
112
posso oma só 5 dias e daí a 15
dias... e al... ajudam-me mais.
En e is a
7_U
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
só mesmo no ginásio é que eu ou
azendo, po que a isio e apia é
que con ém-me aze e aço
U bano
En e is a
7_U
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
Puxa pelas pessoas, puxa no
aspe o de es ende mais a nossa
capacidade.
U bano
En e is a
7_U
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
E – Acha que é sob e udo os
p o issionais de saúde?
7 – Exa amen e, é quem pe cebe
das coisas.
U bano
En e 8_U
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
Eu acho que é essencial, mas
ambém uma c í ica aço, que ejo
mui a gen e a necessi a de ajuda
nesse sen ido e que ai ao médico
cons an emen e e nunca é
ad e ida pa a isso
U bano
En e 9_U
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
Acho que é um papel undamen al
pa a nós, pa a as pessoas… se á
isso ealmen e que ajuda a
le an a . Po an o se a pessoa es á
numa si uação mais ágil, de
ce eza que uma das mais
impo an es ajudas se á a dos
p o issionais de saúde.
U bano
En e 10_
U
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
Pa a ajuda .
E: E no que é que acha que eles
ajudam?
10: Ajudam na doença das
pessoas
U bano
En e 10_
U
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
E acha que ou os p o issionais
sem se em de saúde são
impo an es pa a aze em a pessoa
mais a i a?
10: São sim senho ,
E: Que ou os p o issionais?
10: um qualque , isio e apeu a
E: E sem se de saúde?
10: Não são an o
U bano
En e 11_
U
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
Acho que é impo an e, acho que é
impo an e que nos aconselhe a
aze a i idade ísica e po an o
não de emos aze po nós
p óp ios po que p o a elmen e
es amos a aze alguma coisa que
é e ada
U bano
En e 12_
U
Facili ado es Aconselhamen o
P o issionais de Saúde
Acho que sim, acho que é
impo an e, embo a…. Quando a
gen e é au ónoma, em di iculdade
em a alia o ipo de… que ipo de
apoio é que lhe é undamen al,
po que sen e que não p ecisa, mas
há ases da ida em que se p ecisa
com ce eza
U bano
En e is a
1_R
Facili ado es AF adequada ao indi iduo
no caso da hid oginás ica, aço
oda a AF, que po an o as o dens
que me são dadas pela p o esso a.
Ru al
113
En e is a
2_R
Facili ado es Apoio Especializado
Em odas as a i idades, mesmo
nas eceções públicas, em odas
as a i idades que a gen e, em
odos os luga es que a gen e á se
a endida, se não é a encioso...
Ru al
En e is a
4_R
Facili ado es Apoio Especializado
ínhamos pa a aí meia dúzia de
senho as com as manguei as que
anda am à ol a da gen e: ou no
pescoço, ou na anca ou onde
p ecisá amos
Ru al
En e 5_R
Facili ado es Apoio Especializado
alguém que nos ensinasse e
educasse nessa si uação
Ru al
En e is a
6_R
Facili ado es Apoio Especializado
Assim umas massagens, semp e
ajuda am.
Ru al
En e 8_U
Facili ado es Apoio Especializado
Tudo que saiba ensina a ansmi i
conhecimen o do mo imen o é que
e a bom
U bano
En e 10_
U
Facili ado es Apoio Especializado
Uma pessoa que me pusesse
melho
U bano
En e is a
4_R
Facili ado es A li e
an o que se diz que as pessoas do
campo que mais i em no campo,
po que i em no campo, po que
ão semea , colhe e a anca as
e as du am mais anos do que
aquelas que es ão sen adas no
so á de pe na c uzada odo o dia.
Ru al
En e 8_U
Facili ado es A li e
sei ambém que há aulas de yoga
em belém e na Gulbenkian de Tai
Chi e não sei quê… Acho que oda
a gen e é impo an e
U bano
En e 11_
U
Facili ado es A li e
es ou a pensa ol a caça e aí já
aço uns quan os quilóme os a pé,
pelo menos a as das pe dizes são
uns quan os quilóme os que se
azem
U bano
En e is a
1_R
Facili ado es Bom es ado de saúde
sin o-me pe ei amen e à al u a de
aze odos esses exe cícios, que
ão exigindo, po exemplo na
hid oginás ica e naqueles que a
gen e ai azendo, na cul u a,
ja dinagem e ou as coisas mais.
Ru al
En e is a
3_R
Facili ado es Bom es ado de saúde
E ago a já es ou melho . Foi
exa amen e consegui anda .
E – En ão aze essa a i idade oi
essencial pa a si?
3 – Sim, sim, sim.
Ru al
En e is a
3_R
Facili ado es Espaços adequados
a minha casa em a so e de e
uma... de es a ao ní el do solo,
penso que isso é uma an agem
Ru al
En e is a
3_R
Facili ado es Espaços adequados
Eu não enho obs áculos. Eu enho
ou o apa amen o, são in e
deg aus, mesmo quando eu
anda a pio conseguia aga a -me
ao co imão, conseguia subi esses
22 deg aus.
Ru al
En e is a
4_R
Facili ado es Espaços adequados
azíamos e mas em São Ped o do
Sul, e nós andá amos em á ios
ipos de piscina, que é água
baixinha, enquan o há ou as que
andam pelo pescoço... e eu sen ia-
me mui o bem, pa ece que inha
de lá mais no a, com o pescoço
di ei o e com menos do es no
pescoço.
Ru al
114
En e is a
4_R
Facili ado es Espaços adequados
Po isso os engenhei os de iam
e ... pelo menos aquela casa que
nós emos, ou o aspe o, ou o
aspe o não... ...ou a... pa a as
pessoas que chegam a elhos e
êm di iculdades. A escada é mui o
a pique e mui o es ei a. Po isso os
engenhei os azem pa e da ida
do mundo.
Ru al
En e 5_R
Facili ado es Espaços adequados
O que é que le a ia a ocê aze
mais a i idade ísica?
5: O que é que me le a ia a aze …
E: Mais…
5: Logicamen e se osse a um…
um… ginásio ou ou a coisa
qualque
Ru al
En e 5_R
Facili ado es Espaços adequados
A ajuda e a e os acessos à
a i idade com locais ap op iados
Ru al
En e is a
6_R
Facili ado es Espaços adequados
Faze umas ginás icas, umas
massagens, como os meus
cunhados azem. Aquilo é que é
uma a i idade boa, quando ão à
piscina.
Ru al
En e 11_
U
Facili ado es Espaços pa a p á ica AF
Tal ez ginásio, um bocado de
ginásio, um bocado de na ação,
U bano
En e 11_
U
Facili ado es Espaços pa a p á ica AF
P o a elmen e a a és de ginásio
se ia impo an e
U bano
En e 12_
U
Facili ado es Espaços pa a p á ica AF
Gos a a de aze hid oginás ica, e
iz du an e mui o empo
U bano
En e 8_U
Facili ado es Expe iências no as
O que é que me le a ia… hã…
Ou as expe iências, eu gos o de
aze ou as coisas no as, ou as
expe iências, ou as coisas que
ainda não iz na ida
U bano
En e 8_U
Facili ado es Expe iências no as
gos o de aze coisas no as
U bano
En e is a
3_R
Facili ado es Necessidade
a pessoa sen e necessidade de
aze exe cício ísico se i e
limi ações,
Ru al
En e 8_U
Facili ado es O ganizações/Inicia i as
comuni á ias
O ganiza i a, po exemplo.
U bano
En e is a
3_R
Facili ado es Supo e Social
Eu c eio que pode ia ha e mui o
mais exe cício ísico, se hou esse
ajudas nesse sen ido
Ru al
En e is a
3_R
Facili ado es Supo e Social
E acha que há ou os p o issionais
que pode iam ajuda a aze AF
sem se os de saúde: p o esso es
de ginás ica ou os a qui e os?
3 – Mas eles ambém p ecisam de
ecebe os seus hono á ios.
E – E se po exº osse
disponibilizado pela jun a ou pela
câma a, acha que ou os
p o issionais pode iam ajuda
nisso?
3 – E a in e essan e.
Ru al
En e is a
4_R
Facili ado es Supo e Social
s ajudas do que eu gos o de aze ,
eu a anjo-as, a anjo que me
ajudem a aze aqui no quin al.
Ru al
En e 8_U
Facili ado es Supo e Social
a Fa mácia, que à 3 ge ações
comos clien es, que eu chamo a
minha a mácia, o ganiza
caminhadas ali com os elho es,
elho es e não elho es…
U bano
115
En e 9_U
Facili ado es Supo e Social
gos a a de e mais companhia,
uma pessoa sozinha acaba po
não e an a mo i ação. Se hun a
uma, duas ou ês pessoas… é
mais ácil, mo i a-nos mais
U bano
En e 10_
U
Facili ado es Supo e Social
Fa ia es a bem dispos a e e
semp e gen e em casa.
U bano
En e 11_
U
Facili ado es Supo e Social
Se i esse mais companhia pa a
aze , po exemplo, enho
bicicle as… se i esse alguém pa a
anda de bicicle a comigo al ez
osse mais acil
U bano
En e 8_U
Facili ado es Von ade
Não p ocu ei ambém, lá es á…
cus a-me ainda o ganiza … nesse
aspec o nem p ocu ei ão pouco,
con o comigo quando me
ape ece… quando não me ape ece
ambém ou….
U bano
En e 10_
U
Impo ânca/Bene icios Au onomia/Indep
endência
Olhe pode abalha , pode aze
as coisas sem p ecisa de ninguém
U bano
En e 12_
U
Impo ância/Bene ícios Au onomia/Inde
pendência
e de se au ónoma
U bano
En e is a
1_R
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
acho que é onde o co po se sen e
mais, mais... mais le e, pa a pode
aze ambém a maio pa e dos
exe cícios que se azem ou que se
de iam aze
Ru al
En e is a
2_R
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
Sen e-se mais le e
Ru al
En e 5_R
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
En ão ico com um bem-es a
melho … po an o ico mais le e
isicamen e
Ru al
En e is a
6_R
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
Sen e-se melho
Ru al
En e is a
7_U
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
az bem ao ísico, eu sin o-me
assim, a é al ez mais le e
U bano
En e is a
7_U
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
Sin o-me bem.
U bano
En e is a
7_U
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
Sin o-me mais le e,
U bano
En e 8_U
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
No meu bem-es a , ísico
emocional
U bano
En e 8_U
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
É pa a o meu bem-es a … é isso…
U bano
En e 8_U
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
Sin o aquele cansaço bom sabe…
sin o mesmo que expulsei… sin o-
me le e, sin o-me ó ima, mesmo
mui o bem
U bano
En e 9_U
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
É man e mos ealmen e o nosso
bem-es a , isicamen e , aze
elamen e…. Te um ida
di e en e…. Se á isso pa a mim o
g ande bene icio
U bano
En e 11_
U
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
Sin o-me mais le e, sin o-me
menos cansado undamen almen e
é isso
U bano
En e 12_
U
Impo ância/Bene ícios Bem-es a
Eu acho que ico sa is ei a comigo
p óp ia
U bano
En e is a
1_R
Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de
Saúde
A pessoa que pouco ou nada az
não é ão saudá el como aquela
que desen ol e qualque ou o...
seja no campo, ou cul i a ou no
campo de abalhos de ou a...
...ou a a i idade.
Ru al
En e is a
6_R
Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de
Saúde
mais saudá el
Ru al
116
En e is a
7_U
Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de
Saúde
En ão a AF pa a a saúde é ó ima.
U bano
En e 8_U
Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de
Saúde
É impo an e pa a a minha saúde.
U bano
En e 9_U
Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de
Saúde
Den o do meu en endimen o, pa a
a saúde se á ealmen e… e á uma
g ande impo ância
U bano
En e 10_
U
Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de
Saúde
A impo ância é a pessoa e saúde
U bano
En e 11_
U
Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de
Saúde
Acho que é impo an e pa a a
saúde. Acho que quem az mais
ac i idade ísica em com ce eza
melho saúde, po isso acho que
sim que é impo an e
U bano
En e 12_
U
Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de
Saúde
Pa a man e o o ganismo i o…
Não sei
U bano
En e is a
1_R
Impo ância/Bene ícios Mnau enção
boa o ma ísica
É mui o in e essan e pa a
desen ol e odo o sis ema
co po al
Ru al
En e is a
1_R
Impo ância/Bene ícios Mnau enção
boa o ma ísica
AF e depois a alimen ação
eg ada, median e o abalho que
amos azendo, po que há abalho
que exige uma alimen ação um
pouco mais o e, mas em p incípio
é uma alimen ação eg ada.
Ru al
En e is a
2_R
Impo ância/Bene ícios Manu enção
boa o ma ísica
Faz-nos mexe , não ica pa ados,
a i a-nos a nossa mo imen ação
Ru al
En e is a
2_R
Impo ância/Bene ícios Manu enção
boa o ma ísica
mais a i a
Ru al
En e is a
3_R
Impo ância/Bene ícios Manu enção
boa o ma ísica
acho que a pessoa se man ém
mais ágil, mais desen ol o, menos
pe o
Ru al
En e is a
4_R
Impo ância/Bene ícios Manu enção
boa o ma ísica
Dá mais mobilidade
Ru al
En e is a
4_R
Impo ância/Bene ícios Manu enção
boa o ma ísica
é mui o bom é pode anda ,
Ru al
En e is a
6_R
Impo ância/Bene ícios Manu enção
boa o ma ísica
caminha melho , mexe-se melho .
Ru al
En e is a
6_R
Impo ância/Bene ícios Manu enção
boa o ma ísica
Ah, a gen e ica mais... se ize um
bocado de AF, ica mais ágil.
Ru al
En e 9_U
Impo ância/Bene ícios Manu enção
boa o ma ísica
Julgo que me sen i ia mais le e,
mas ácil de mo imen a -me, uma
pessoa pa ada acaba po ica
mais pesada, cus a mais a mexe .
Penso que esse se ia o g ande
bene ício… odo nosso ísico
melho a c isso e eu julgo que me
i ia acon ece isso
U bano
En e 11_
U
Impo ância/Bene ícios Manu enção
boa o ma ísica
Como eu azia despo os
mo o izados acha a que e a mais
impo an e po que me man inha
em o ma mui o mais empo e inha
mui o mais agilidade mas na
e dade ainda conside o que sou
bas an e ágil po que me mexo
ainda mui o bem, não enho
p oblemas de locomoção e
po an o mexo-me bem dob o-me
bem e apanho bem obje os do
chão e al. Não sin o que enha
mui o mais necessidades do que
aquilo q aço
U bano
En e 12_
U
Impo ância/Bene ícios Manu enção
boa o ma ísica
Num dos aspec os é pa a
locomoção, pa a man e os
U bano
117
mo imen os e a capacidade de se
mo e
En e 12_
U
Impo ância/Bene ícios Manu enção
boa o ma ísica
e po ou o lado a pa e dos
mo imen os ica mais acili ado
U bano
En e is a
2_R
Impo ância/Bene ícios Recupe ação
ísica
A melho ia dos nossos
mo imen os.
Ru al
En e is a
3_R
Impo ância/Bene ícios Recupe ação
ísica
A a i idade se ia boa pa a mim, no
sen ido em que eu enho, po an o
uma doença que me limi a, limi a
os meus mo imen os e po an o
ha ia necessidade de aze
exe cício
Ru al
En e 5_R
Impo ância/Bene ícios Recupe ação
ísica
qual é que é a impo ância da
a i idade ísica pa a a sua saúde?
Ago a sem os núme os…
5: É boa, é mui o… mui o boa pa a
mim em especial de i ado ao que
enho…
E: Que é o quê?
5: A p ó ese do joelho… que é pa a
ecupe a .
Ru al
En e 10_
U
Impo ância/Bene ícios Recupe ação
ísica
As g andes an agens e a se eu
não me cansasse e se pudesse
aze as coisas como an igamen e
azia
U bano
En e is a
1_R
Impo ância/Bene ícios Saúde Men al
ambém men al
Ru al
En e is a
2_R
Impo ância/Bene ícios Saúde Men al
a i a-nos a nossa men e.
Ru al
En e is a
2_R
Impo ância/Bene ícios Saúde Men al
o sis ema ne oso ambém se
acalma mais.
Ru al
En e 5_R
Impo ância/Bene ícios Saúde Men al
a é psiquicamen e ico mais
ali iado.
Ru al
En e is a
7_U
Impo ância/Bene ícios Saúde Men al
Tan o na men e
U bano
En e is a
7_U
Impo ância/Bene ícios Saúde Men al
a men e ica mais ali iada.
U bano
En e 9_U
Impo ância/Bene ícios Saúde Men al
A odos os ní eis… ealmen e…
isicamen e, men almen e
U bano
En e is a
1_R
Impo ância/Bene ícios Sis ema
Músculo-esquelé ico
Pelo menos na pa e óssea, caso
de coluna, udo o que seja pa e
óssea, po an o...
Ru al
En e is a
2_R
Impo ância/Bene ícios Sis ema
Músculo-esquelé ico
Sim, pa a já as do es muscula es
ali ia
Ru al
En e is a
3_R
Impo ância/Bene ícios Sis ema
Músculo-esquelé ico
nas a iculações, az bene ícios
e iden emen e.
Ru al
En e is a
7_U
Impo ância/Bene ícios Sis ema
Músculo-esquelé ico
como no ísico.
U bano
En e is a
2_R
Impo ância AF Insu icien e
Um 5!
Ru al
En e is a
1_R
Impo ância AF Su icien e
Aí pelo menos um 6/7
Ru al
En e is a
3_R
Impo ância AF Su icien e
Se á pelo menos um ní el de 6.
Ru al
En e is a
4_R
Impo ância AF Su icien e
Pa a mim a impo ância é 10, pa a
quem a pode aze .
Ru al
En e 5_R
Impo ância AF Su icien e
oh pah… de e se um 6 ou 7… um
7
Ru al
En e is a
6_R
Impo ância AF Su icien e
Aí uns 6.
Ru al
En e is a
7_U
Impo ância AF Su icien e
Um 10.
U bano
En e 8_U
Impo ância AF Su icien e
Pa a aí… Não que o exage a ,
ambém sou capaz de ica
U bano
118
sen ada algum empo… sei lá…
um 7
En e 9_U
Impo ância AF Su icien e
Eu di ia o 10
U bano
En e 10_
U
Impo ância AF Su icien e
um 10
U bano
En e 11_
U
Impo ância AF Su icien e
Acho que é 7
U bano
En e 12_
U
Impo ância AF Su icien e
Um 7
U bano
En e is a
1_R
Ní el a i idade Física
Eu aço hid oginás ica 2 ezes
ambém, e po an o isso é mui o
in e essan e
Ru al
En e is a
2_R
Ní el a i idade Física
Nunca se á o su icien e, mas é o
médio... não é em excesso, nem é
em mino ia... um exe cício no mal.
Ru al
En e is a
6_R
Ní el a i idade Física Insu icien e
Acho que não.
Ru al
En e 9_U
Ní el a i idade Física Insu icien e
Nes e momen o aço mui o pouco
U bano
En e 10_
U
Ní el a i idade Física Insu icien e
Não
U bano
En e 11_
U
Ní el a i idade Física Insu icien e
Hoje em dia penso que não, se
calha de ia aze mais qualque
coisa
U bano
En e 12_
U
Ní el a i idade Física Insu icien e
Eu acho que é mui o impo an e,
mas eu não aço
U bano
En e 12_
U
Ní el a i idade Física Insu icien e
Não, acho que não
U bano
En e 5_R
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Anda bicicle a
Gos o de anda de bicicle a
Ru al
En e is a
3_R
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Caminhada
Eu gos o de caminha , gos o de
anda .
Ru al
En e 5_R
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Caminhada
Gos o de caminha
Ru al
En e is a
6_R
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Caminhada
Pa a já é caminha
Ru al
En e 8_U
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Caminhada
gos o de anda , ado o aze
caminhadas
U bano
En e 9_U
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Caminhada
Se ia mais ao ní el ealmen e de i
anda
U bano
En e 10_
U
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Caminhada
Gos a a de anda
U bano
En e 11_
U
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Caminhada
caça, aí es á nessa componen e a
caminhada.
U bano
En e is a
1_R
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Despo os aquá icos
Eu na hid oginás ica
Ru al
En e is a
1_R
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Despo os aquá icos
eu não gos o an o do ginásio como
da hid oginás ica, dado que o
ginásio é um pouco... um pouco
mais... ica mais ag es e. Na
hid oginás ica a pessoa sen e-se
mais le e.
Ru al
En e is a
2_R
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Despo os aquá icos
A hid oginás ica.
Ru al
En e 8_U
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Despo os aquá icos
Tudo que enha água ado o…
ado o mesmo… pode se na ação,
o meu i ness
U bano
En e 10_
U
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Despo os aquá icos
Se pudesse a piscina… ainda
andei lá 3 anos
U bano
En e 11_
U
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Despo os aquá icos
Gos o de ealiza na ação, gos o
mui o de p aia
U bano
En e 12_
U
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Despo os aquá icos
Agua, ginás ica, hid oginás ica, é
mui o ag adá el.
U bano
119
En e 9_U
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Despo os a li e
Com ce eza que gos a a de da
umas co idas, hoje já não posso
assim co e . Gos a a de i assim
pa a a se a pendu a me naquelas
coisas
U bano
En e 9_U
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Despo os a li e
i a é a se a pa a as máquinas.
Se ia isso
U bano
En e 5_R
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Exe cícios indi iduais
gos o de aze ginás ica, ginás ica
daquela ipo mili a … é e dade
é… ainda aço hoje aquelas…
lexões não, mas abdominais …
aço umas qua o, cinco ou 6
ezes… daquelas que ap endi na
opa … e esol e ce as si uações
Ru al
En e is a
7_U
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa Ginásio
O que eu mais gos a ia de aze ,
sei lá... um ginásio, pode aze
mais empo e pode co e . Podia
bicicle a e assim essas coisas
U bano
En e is a
4_R
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa T a a ja dim/quin al
Se isso pode se conside ado aze
AF, anda na ho a a ega , ou
a anca as e as ou espe a o pau
pa a sai a lo em pé como eu
gos o, que eu é que plan o as lo es
odas, que o meu ma ido só
pe cebe é de con abilidade.
Ru al
En e is a
6_R
Tipo de a i idade ísica mais
p aze osa T a a ja dim/quin al
abalha mais com os b aços, com
uma e amen a, uma coisa
qualque .
Ru al
R- Ru al U - U bano