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Barreiras e facilitadores para a prática de atividade física: perspetiva de idosos portugueses em contexto rural e urbano

Pinto, João

Abstract

RESUMO - Introdução - As tendências demográficas em Portugal, indicam uma população cada vez mais envelhecida. A AF representa um mecanismo para que se possa atingir um envelhecimento saudável. A identificação de barreiras e facilitadores à AF são de extrema importância para construir intervenções mais eficientes. Objetivos - Obter um entendimento subjetivo da importância, facilitadores e barreiras à prática de atividade física em indivíduos portugueses com idade acima dos 65 anos residentes em ambiente rural e urbano. Metodologia - Estudo, descritivo e exploratório de abordagem qualitativa. A metodologia central de recolha de dados foi a entrevista semiestruturada. Adicionalmente foram utilizados três questionários: questionário sociodemográfico, o IPAQ versão longa e o SF-36. Resultados - Os participantes tinham níveis de AF moderada e alta. Ao nível da qualidade de vida houve scores elevados quanto ao desempenho físico e emocional (>75); nas dimensões vitalidade, dor corporal, saúde geral e mental houve uma grande variação dos resultados. Os entrevistados referiram a AF associada à saúde e bem-estar, com benefícios no estado geral de saúde e com preferência por realizar caminhadas e desportos aquáticos. As principais barreiras referidas foram a limitação física, e os facilitadores o apoio formal. Conclusões - Um programa de AF deverá incentivar as atividades relacionadas com o tratar do jardim/quintal. Devem ter como finalidade a saúde e bem-estar, e proporcionar atividades que incluam caminhadas e exercícios aquáticos. O principal objetivo deverá ser a diminuição das limitações físicas, sendo supervisionados e/ou acompanhados por profissionais especializados na área da saúde

Full text

Ba ei as e acili ado es pa a a p á ica de a i idade ísica: pe spe i a de idosos po ugueses em con ex o u al e u bano Mes ado em Saúde Pública João Pin o Agos o de 2018 Ba ei as e acili ado es pa a a p á ica de a i idade ísica: pe spe i a de idosos po ugueses em con ex o u al e u bano Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em Saúde Pública, ealizada sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Ana Ri a Goes Agos o de 2018 “a li e can change in a en h o a second. o some imes i can ake 70 yea s.” ― Cha les Bukowski, Be ing on he Muse: Poems and S o ies Ag adecimen os Es e abalho só oi possí el de ido à colabo ação e ajuda de di e sas pessoas, às quais não posso deixa de dedica uma pala a de ag adecimen o. À P o esso a Dou o a Ana Ri a Goes, minha o ien ado a, pela sua ines imá el ajuda e amizade em odo es e pe cu so e po e sido uma pa e undamen al da ealização des e abalho. A sua dedicação e mo i ação pe manen es o am essenciais nos momen os mais di íceis. À Ana po e pa ilhado odo es e caminho comigo e pela ajuda, incen i os e o ça que me em dado ao longo de odas as nossas a en u as. Ao meu i mão e à minha mãe po e em ac edi ado em mim desde o p imei o segundo. À Ma iana cujo so iso e aleg ia o am uma mo i ação pe manen e nes a iagem. Resumo In odução - As endências demog á icas em Po ugal, indicam uma população cada ez mais en elhecida. A AF ep esen a um mecanismo pa a que se possa a ingi um en elhecimen o saudá el. A iden i icação de ba ei as e acili ado es à AF são de ex ema impo ância pa a cons ui in e enções mais e icien es. Obje i os - Ob e um en endimen o subje i o da impo ância, acili ado es e ba ei as à p á ica de a i idade ísica em indi íduos po ugueses com idade acima dos 65 anos esiden es em ambien e u al e u bano. Me odologia - Es udo, desc i i o e explo a ó io de abo dagem quali a i a. A me odologia cen al de ecolha de dados oi a en e is a semies u u ada. Adicionalmen e o am u ilizados ês ques ioná ios: ques ioná io sociodemog á ico, o IPAQ e são longa e o SF-36. Resul ados - Os pa icipan es inham ní eis de AF mode ada e al a. Ao ní el da qualidade de ida hou e sco es ele ados quan o ao desempenho ísico e emocional (>75); nas dimensões i alidade, do co po al, saúde ge al e men al hou e uma g ande a iação dos esul ados. Os en e is ados e e i am a AF associada à saúde e bem- es a , com bene ícios no es ado ge al de saúde e com p e e ência po ealiza caminhadas e despo os aquá icos. As p incipais ba ei as e e idas o am a limi ação ísica, e os acili ado es o apoio o mal. Conclusões - Um p og ama de AF de e á incen i a as a i idades elacionadas com o a a do ja dim/quin al. De em e como inalidade a saúde e bem-es a , e p opo ciona a i idades que incluam caminhadas e exe cícios aquá icos. O p incipal obje i o de e á se a diminuição das limi ações ísicas, sendo supe isionados e/ou acompanhados po p o issionais especializados na á ea da saúde Pala as-cha e: A i idade ísica, en elhecimen o saudá el, ba ei as e acili ado es. 4.2 - Tipo de AF mais p aze osa 52 4.3 Impo ância/Bene ícios da AF 53 4.4 - Ba ei as à AF 54 4.5 - Facili ado es da AF 57 5. Desc ição in eg ada de esul ados de pa icipan es u ais e u banos 60 VI – Discussão 63 1 - Limi ações do es udo 69 VII - Conclusão 71 VIII - Bibliog a ia 73 Anexo I - Recomendações pa a a p esc ição de exe cício de á ias o ganizações cien í icas (Mendes, R., e al, 2011) 79 Anexo II – Guião en e is a semies u u ada 82 Anexo III – Ques ioná io sociodemog á ico 84 Anexo IV In e na ional Physical Ac i i y Ques ionnai e 88 Anexo V – Ques ioná io SF-36 2 96 Anexo VI - Fo mulá io de consen imen o in o mado 101 Anexo VII - MAXQDA 2018 Segmen os codi icados 104 Índice de Tabelas Sco e IPAQ – dimensão AF no abalho 43 Sco e IPAQ – dimensão AF como meio de deslocação/ anspo es 44 Sco e IPAQ – dimensão AF como abalho domés ico, manu enção ge al e cuida da Família 45 Sco e IPAQ – dimensão A i idades Físicas e Despo i as de Rec eação e Tempos Li es 46 Sco e IPAQ – sco e o al da AF e sua classi icação 47 Sco e IPAQ – Tempo sen ado 48 Resul ados do sco e do SF-36 2 50 Ba ei as à AF e seus pa icipan es 54 Facili ado es à AF e seus pa icipan es 57 Índice de Figu as P ojeção do en elhecimen o mundial. 5 E olução da espe ança de ida à nascença po sexo e po iénio. Po ugal 2005-2007 a 2014-2016 6 Espe ança média de Vida Saudá el aos 65 anos po sexo, 2015 7 De e minan es da A i idade Física 24 Associação dos 8 domínios em 2 componen es do SF-36 35 1 I - In odução As p ojeções das endências demog á icas pa a as p óximas décadas indicam um en elhecimen o conside á el da população mundial [1]. Em Po ugal, os indicado es demog á icos seguem a endência dos países ociden ais, ou seja, uma população que i e cada ez mais anos. Es e cená io e ela uma melho ia das condições de ida, mas aduz ambém uma população en elhecida, com um baixo índice de ecundidade e um c escen e peso das doenças c ónicas [2]. Pa a comba e os e ei os do en elhecimen o da população, os go e nos desen ol e am es a égias pa a con a ia o desen ol imen o ala man e de si uações clínicas associadas ao a ança da idade. Uma dessas es a égias passa pelo en elhecimen o saudá el com o obje i o da melho ia da qualidade de ida, da manu enção da capacidade uncional e do bem-es a da pessoa [3]. Pa a esse im, a a i idade ísica (AF) ep esen a um mecanismo mui o e icien e sob e udo em indi íduos idosos ina i os [4]. .A dis unção uncional e doenças não ansmissí eis êm uma al a p e alência pa a adul os acima dos 65 anos, sendo que a maio ia des as pode se e i ada a a és de AF [3]. A AF em um papel decisi o na saúde e no bem-es a das populações, encon ando-se di e amen e ligada à p e enção de um conjun o impo an e de doenças c ónicas não ansmissí eis (DCNT), que são a p incipal causa de pe da uncional e independência na população idosa [5]. No en an o, o p og esso pa a o aumen o da AF a ní el global, em sido len o, sob e udo de ido à al a de in es imen o e a enção po pa e das au o idades in e essadas [6]. Em Po ugal, a maio ia dos idosos não é a i a, sendo que apenas 22% das pessoas com mais de 65 anos são conside adas isicamen e a i as, cump indo com as ecomendações pa a a p á ica de AF. Po seu u no a p e alência da ina i idade si ua- se nos 48% [7]. 2 Na maio ia dos países, as mulhe es, idosos, pessoas de es a os sociais mais baixos e pessoas com doenças c ónicas êm acesso limi ado a p og amas e locais ap op iados à ealização de AF de o ma segu a e acessí el a odos [6]. Es es p og amas de em e em con a as di e enças en e países, cul u as, ambien es e ambém a ní el indi idual como as c enças e a i udes, de o ma a se pode em desenha in e enções especí icas a cada população e indi iduo [8]. Aumen a a AF na população adul a com mais de 65 anos ep esen a um impo an e desa io pa a a Saúde Pública. A p á ica de AF em al u as pos e io es da ida de e concen a -se na adoção de melho es compo amen os em elação ao exe cício, bem como na pe ceção das p e e ências dos cidadãos quan o à AF e na comp eensão das ca ac e ís icas especí icas da população sénio a i a e não a i a e sob e os acili ado es e ba ei as, à AF especí ica pa a es a idade [9]. A OMS em como g ande obje i o no pe íodo 2018-2030 a edução da ina i idade ísica nos adul os em 15% [6]. A iden i icação de ba ei as e acili ado es à AF é de ex ema impo ância pa a o campo da in es igação em saúde pública, com o in ui o de cons ui in e enções que minimizem e con olem os p oblemas elacionados com o declínio uncional e o ien em p á icas coe en es (quan idade, in ensidade e equência) com a ealidade da população idosa, assim como das polí icas públicas. O en ol imen o em AF cons i ui um p ocesso complexo e dinâmico, in luenciado po a o es in e nos, sociais e ambien ais. A es e ní el, em sido ei o um in es imen o impo an e na iden i icação de mo i ado es e ba ei as à p á ica de a i idade ísica. Es es abalhos êm e elado alguma a iação nos a o es iden i icados em unção do g upo e á io es udado, mas ambém em unção de ou as ca ac e ís icas das populações es udadas. Conside ando as di e enças encon adas na li e a u a no que se e e e aos ní eis de AF em populações de con ex os u ais e u banos, apa en a se pe inen e explo a as especi icidades des as populações. Nes e sen ido, o p esen e es udo p e ende en ende quais as Ba ei as e Facili ado es pa a a AF na População Po uguesa com mais de 65 anos. 3 Es e abalho se á o ganizado numa p imei a ase numa obse ação do es ado da a e, em que se ão abo dadas as emá icas do en elhecimen o, da impo ância do en elhecimen o a i o e saudá el, de quais os de e minan es associados a um en elhecimen o saudá el e das es a égias na p omoção e p e enção da saúde nes e segmen o da população De seguida, se á ocada a emá ica da AF, especi icamen e o seu concei o, e a AF na e cei a idade. Pos e io men e i á abo da -se a emá ica da análise económica da AF no idoso e po im, comp eende os a o es elacionados com a p á ica de AF. Após o enquad amen o da emá ica se ão desc i os os obje i os e a me odologia u ilizada nes e es udo, especi icando a abo dagem e o desenho do mesmo, a de inição dos pa icipan es, como oi ealizada a ecolha de dados, os p ocedimen os e os ins umen os u ilizados pa a essa mesma ecolha, bem como a análise dos dados. Po im se ão ap esen ados os esul ados e ealizada a sua pos e io discussão e conclusão. 4 5 II - Enquad amen o Teó ico 1 - En elhecimen o A ualmen e assis e-se ao enómeno do en elhecimen o de o ma ma cada ( igu a 1), sendo cada ez mais um ema com c escen e a enção po pa e da sociedade e do pode polí ico. Segundo a OMS, es ima-se que en e os anos de 2000 e 2050, o núme o absolu o de pessoas no mundo com mais de 60 anos aumen e de 605 milhões pa a 2 mil milhões [10]. Fig. 1 – P ojeção do en elhecimen o mundial. Fon e: Nações Unidas 2009 Es a ansição demog á ica em como p incipais a o es a diminuição da mo alidade, o aumen o da espe ança de ida à nascença ( igu a 2), o aumen o da espe ança de ida a pa i dos 60 anos, a diminuição da ecundidade e na alidade e os luxos mig a ó ios [11]. 6 Fig 2. E olução da espe ança de ida à nascença po sexo e po iénio. Po ugal 2005-2007 a 2014-2016. Fon e: INE, 2018 A Eu opa oi das p imei as egiões onde o en elhecimen o da população oi i ido, no en an o, o p ocesso de en elhecimen o demog á ico es á a acon ece em odo o mundo, com es ádios de ansição di e en es, sendo que nos países em desen ol imen o a ansição demog á ica acon ece á de o ma mais ab up a [10]. Po ugal em uma população en elhecida, a esidi no país: 21% dos po ugueses êm 65 ou mais anos, enquan o 14% êm menos de 15. São um milhão, as pessoas com 75 ou mais anos, das quais mais mulhe es do que homens [2]. A espe ança média de ida em Po ugal em 2050 se á de 83,1 anos pa a os homens, e 88,1 anos pa a as mulhe es, es imando-se que a espe ança média de ida possa ul apassa os 90 anos no u u o [12]. Es a endência é essencial pa a o planeamen o es a égico a longo p azo das di e sas polí icas públicas [13]. Po ugal ap esen a uma espe ança média de ida à nascença, supe io à média dos es an es países da OCDE. No en an o, no que conce ne ao indicado “núme o de anos de ida saudá el i idos depois dos 65 anos” ( igu a 3) o nosso país assume-se enquan o um dos países com meno núme o de anos de ida saudá el depois des a 7 idade. Assim, podemos conclui que os po ugueses i em mais mas, po ou o lado, i em com mais, co mo bilidades du an e os seus úl imos anos de ida [2]. Fig 3. Espe ança média de Vida Saudá el aos 65 anos po sexo, 2015. Fon e: OCDE, 2017 As al e ações no pad ão epidemiológico e demog á ico, assim como o con ex o social, lançam um as o conjun o de desa ios e opo unidades às polí icas de saúde. A população em Po ugal encon a-se en elhecida e com uma axa de na alidade em declínio. Há mui o desemp ego en e os jo ens e um ele ado ní el de emig ação. É necessá io ans o ma es a ealidade numa maio abe u a a no as p á icas e modelos de cuidados, dada a p e alência de si uações de c onicidade, incapacidade e às al e ações na o ganização e dinâmicas amilia es [14]. A á ea da saúde é assim de undamen al ele ância nes a aixa e á ia, pois o ciclo de ida é maio e le a a um aumen o das necessidades em cuidados de saúde. Uma 14 de cuidados, a qualidade na p es ação de cuidados e a sus en abilidade inancei a dos sis emas social e de saúde [29]. O con ex o pa a a ealização de polí icas na população idosa baseia-se nos pila es de saúde, pa icipação e segu ança. Saúde – as polí icas êm po obje i o a diminuição dos a o es de isco em elação às doenças c ónicas e declínio uncional, pa a que os a o es p o e o es pe mi am uma ida mais longa com melho qualidade de ida e com menos cus os em saúde pa a o p óp io e pa a o sis ema. As polí icas mais ele an es dizem espei o a [3, 17, 30, 31];  c iação de me as mensu á eis de o ma a melho a o s a us de saúde do idoso;  c iação de polí icas e p og amas economicamen e sus en á eis pa a as doenças e incapacidades na 3ª idade;  se iços de saúde que sejam e icien es, sus en á eis e acessí eis a oda a população;  c iação de ambien es segu os e adap ados à idade (p og amas de p e enção de queda, adequação da casa à mobilidade, e c);  edução de iniquidades ao acesso de óculos e de apa elhos audi i os;  supo e da independência e in e dependência ou o p o idencia de se iços de eabili ação e supo e comuni á io pa a amílias;  p og amas pa a a edução do isco de isolamen o social a a és do supo e de g upos comuni á ios e in e ge acionais, que enco ajem a in e ação diá ia;  p omoção de p og amas de saúde men al;  p og amas que pe mi am acesso a água e a limpo e a segu ança na alimen ação;  p og amas pa a o con olo do abaco/álcool, desen ol imen o da AF e nu ição adequada;  p og amas de saúde o al;  diminuição do p eço dos medicamen os pa a idosos sem condições socioeconómicas e edução da p esc ição inadequada de medicação;  desen ol imen o de cuidados acessí eis, incluindo a ní el económico;  econhecimen o dos cuidado es in o mais a a és de subsídios e eino po p o issionais de saúde. 15 Pa icipação – de e ão se ealizadas polí icas ao ní el do me cado de abalho, educação, saúde e segu ança social, de o ma a supo a a pa icipação em e mos socioeconómicos, cul u ais e espi i uais, semp e de aco do com as suas necessidades, capacidades e p e e ências, ais como [24, 30, 32]:  p og amas de educação e li e acia em saúde;  in es imen o na ap endizagem ao longo da ida, sob e udo nas no as ecnologias;  edução da pob eza e ge ação de endimen o a a és da c iação de linhas de c édi o pa a p oje os;  polí icas de e o ma mais lexí eis, e e o mas que enco ajem p odu i idade;  polí icas e p og amas que pe mi am a pa icipação de pessoas idosas no me cado de abalho;  melho es polí icas de anspo e;  edução das iniquidades quan o à pa icipação das mulhe es na sociedade. Segu ança – a segu ança ísica, inancei a e social nos idosos é essencial pa a a dignidade e a amen o, no caso de eles não pode em assegu a mais a sua au oges ão. Famílias e comunidades de em se ambém apoiadas pa a que possam a a dos memb os mais idosos. De em se execu adas polí icas [30]:  de segu ança social, pa a que possa se ei a uma ede de p o eção pa a a pessoa idosa;  que enco ajem os adul os jo ens a p epa a em a sua elhice;  de p o eção ao consumido , sob e udo quan o aos medicamen os;  de jus iça social, pa a que possam se aplicados os di ei os básicos das nações unidas;  de p o eção con a o abuso dos idosos. Polí icas que p omo am o en elhecimen o saudá el e a edução de iniquidades em saúde nes a população de em a ua no sis ema de saúde e segu ança social, e in e i nos de e minan es sociais de saúde (u banismo e polí icas económicas) [33]. 16 O desen ol imen o de polí icas que assegu em segu ança inancei a essencial pa a o es abelecimen o de bem-es a nas pessoas idosas, assim como abo dagens ino ado as e inancei amen e sus en á eis se ão alguns dos maio es desa ios nes e século. Ao in és de se man e em polí icas es e eo ipadas e ígidas, as polí icas de saúde pública de em e como obje i o o empode amen o des a ge ação, pa a que possam alcança no os es ilos de ida [33]. No os in es imen os êm de se ealizados pa a assegu a que oda a população idosa enha acesso a se iços de p e enção, p omoção, a amen o, eabili ação e a amen o a longo p azo, sem es a em sujei os a iscos inancei os, indi iduais ou amilia es. A in aes u u a exis en e, de base hospi ala , não é adequada pa a a ges ão do no o ipo de doenças associadas a um c escen e en elhecimen o da sociedade. É necessá io ans o ma es a ealidade numa maio abe u a a no as p á icas e modelos de cuidados, dada a p e alência de si uações de c onicidade, incapacidade e às al e ações na o ganização e dinâmicas amilia es. [26] O p ocesso de en elhecimen o ao longo da ida de e e uma a i ude p omo o a da saúde e au onomia, sendo a p á ica de AF egula , uma alimen ação saudá el, o não uma , a p omoção dos a o es de segu ança e a manu enção da pa icipação social, aspe os undamen ais no seu decu so. To na-se ambém indispensá el eduzi as incapacidades, en ol endo a comunidade mais p óxima dos seus cidadãos. Consegui i e o mais empo possí el, de o ma independen e no seu meio habi ual de ida, em que se um obje i o da pessoa, assim como uma esponsabilidade da sociedade pa a com o indi íduo [16]. Tendo em con a os de e minan es compo amen ais do en elhecimen o, a adoção de es ilos de ida saudá eis e uma p omoção do au ocuidado, são essenciais pa a se e melho saúde, pois nunca é a de demais pa a se ealiza em mudanças nos es ilos de ida, independen emen e da idade [16]. Pa a uma melho p omoção da saúde no idoso de emos e em con a a exis ência de ês subpopulações di e en es na população idosa. Pa a aqueles que êm capacidade, au onomia e independência, o p incipal obje i o é diminui as ba ei as à pa icipação, 17 acili a a capacidade compo amen al e o au ocuidado, e p e eni condições c ónicas. Pa a os que êm uma diminuição da capacidade, o obje i o passa po p e enção e/ou e e são da mesma e a melho ia da capacidade uncional. Pa a os que êm uma diminuição acen uada da sua capacidade, ou dependência o al, p e ende-se p opo ciona uma melho qualidade de ida e p o idencia se iços de saúde que pe mi am ge i es as condições c ónicas [30]. O en elhecimen o da população em eno mes implicações socioeconómicas, e a AF con ibui pa a a p omoção da saúde e p e enção da doença [34]. Pa a es a população, a AF em impac o em e mos de saúde pública e indi idual, pois ajuda a p e eni algumas doenças impo an es elacionadas com o en elhecimen o, ao mesmo empo que aumen a as capacidades uncionais, o que le a a uma melho qualidade de ida [35]. A c iação de ações elacionadas com a AF é possí el, pois a e idência de in e enções e e i as é cada ez mais c escen e. No en an o, em exis ido uma limi ação na implemen ação em la ga escala des es p og amas, com acesso a oda a população [36]. Em e mos da legislação po uguesa, o Despacho n.º 6401/2016 de 16 de maio, de e minou a c iação do P og ama de Saúde P io i á io na á ea da P omoção da AF, no âmbi o da Pla a o ma pa a a P e enção e Ges ão das Doenças C ónicas [37]. 5 - Concei o de AF A OMS de ine AF como sendo qualque mo imen o co po al p oduzido pelos músculos esquelé icos que equei a gas o de ene gia – incluindo a i idades ísicas p a icadas du an e o abalho, jogos, execução de a e as domés icas, iagens e em a i idades de laze [30]. Es a de inição ampla inclui odos os con ex os da AF, ou seja, a AF em momen os de laze (incluindo a maio ia das a i idades despo i as e de dança), AF ocupacional, AF em casa ou pe o de casa, e a AF ligada ao anspo e. A pa dos a o es pessoais, a in luência do con ex o en ol en e nos ní eis de AF pode se ísica (po ex.: ambien e edi icado, u ilização de e enos), social e económica [38]. 18 O e mo AF não de e se con undido com exe cício, que é uma subca ego ia da AF e é planeada, es u u ada, epe i i a e em como obje i o melho a ou man e um ou mais componen es do condicionamen o ísico. A AF mode ada e in ensa az bene ícios pa a a saúde. A in ensidade das di e en es o mas de AF a ia en e as pessoas. A im de aze em bene ícios pa a a saúde ca dio espi a ó ia, odas as a i idades ísicas de em se p a icadas em sessões de pelo menos dez minu os de du ação [30]. É impo an e nes e con ex o de ini o concei o de despo o, que se e e e a a i idades p a icadas a a és do exe cício e/ou com compe ições p omo idas pelas o ganizações despo i as, sendo um cons i uin e in eg an e da AF [6]. A quan idade de AF necessá ia pa a p o oca bene ícios pa a a saúde, desc e e-se pelas suas ca ac e ís icas ( equência, du ação, in ensidade e ipo). En ende-se po equência, o núme o de sessões po de e minado pe íodo (dia ou semana), po du ação, o núme o de minu os de a i idade po sessão e, po in ensidade (absolu a ou ela i a), o ní el do es o ço (ene gia gas a) associado à AF [39]. 6 - AF na Te cei a Idade As an agens associadas à AF incluem a p omoção da saúde, bem-es a , a p e enção de doenças c ónicas e a edução da mo alidade. No caso especí ico do idoso, a AF é impo an e pa a o en elhecimen o a i o e em um papel undamen al na edução das p incipais causas de mo alidade e na p e enção de di e sas doenças c ónicas [40]. A AF egula é um dos pila es da p e enção da doença. Nos idosos es a p e enção é undamen al em pa ologias como a diabe es ipo II, as doenças ca dio ascula es, a i es e a os eopo ose [41]. Em idades mais a ançadas, começam a exis i dec éscimos uncionais elacionados com a idade, ais como: a o ia muscula , aqueza muscula e a diminuição da capacidade ae óbia, odas es as exace badas pelo seden a ismo. Consequen emen e a AF é undamen al pa a a manu enção da independência des a população. A AF egula nos idosos em g andes an agens ais como um aumen o da au oes ima, da qualidade de ida e meno es limi ações ísicas [41]. 19 Os bene ícios da a i idade ísica são consensuais na li e a u a cien í ica a ual [42]. Apesa da e idência exis en e sob e os bene ícios da a i idade ísica e os es o ços da saúde pública pa a a p omoção do exe cício, o seden a ismo con inua a se uma das maio es p eocupações de saúde em odo o mundo. Ce ca de um e ço dos adul os não az exe cício egula su icien e pa a e bene ícios pa a a sua saúde [43]. Es udos demons a am que 40% dos adul os não são conside ados isicamen e a i os [44] e os idosos quando compa ados com as ou as aixas e á ias êm uma maio p e alência de ina i idade ísica [45]. Um dos es udos de e e ência sob e a impo ância da AF oi ealizado po Ekelund e al., 2016, onde os au o es demons am que a AF egula pode diminui os iscos de mo alidade associados a pe íodos longos na posição de sen ado [28]. Es e es udo mos a que o oco não es á na diminuição da posição de sen ado mas sim no aumen o da AF egula , sendo que o oco es á na p esc ição de AF egula e não apenas na diminuição do seden a ismo pe si. É hoje em dia bas an e cla o que a ina i idade ísica é um dos p incipais a o es de causa de mo alidade [46]. A ina i idade ísica cons i ui o qua o a o de isco pa a a mo alidade global, sendo conside ada como um dos p incipais a o es de isco pa a as DCNT [47]. A ecomendação da AF de e se di e enciada em ês g upos e á ios: 5-17, 18-64 e com mais de 65 [30]. Fo am publicados dois documen os ex ensi os baseados em e idências sob e a impo ância do exe cício na p omoção da saúde e p e enção de doenças: o p imei o pela Ame ican Hea Associa ion (AHA) e pelo Ame ican College o Spo s Medicine (ACSM) e o segundo pela OMS. Es as ecomendações êm sido amplamen e ado adas na Eu opa e um pouco po odo o mundo. Já á ios documen os de o ganizações eu opeias econhecem a ele ância da AF pa a a saúde pública, e alguns abo dam ambém a p omoção da AF e di e sas ecomendações pa a a dose de exe cício adequada. No anexo I, podemos e as di e sas ecomendações dos o ganismos da e e ência na á ea da AF e saúde. A população idosa em ecomendações semelhan es à dos adul os, a iando na in ensidade e equência, endo em conside ação as pa ologias que possam es a associadas ao indi iduo [6]. 20 As DCNT, sob e udo as doenças ca dio ascula es, doenças oncológicas, pa ologias espi a ó ias e diabe es, são a maio causa de mo alidade no mundo. Mais de 36 milhões de pessoas mo em anualmen e de DCNT (63% de mo es mundiais), incluindo 14 milhões de pessoas que mo em p ema u amen e en e os 30-70 anos. Os países de enda média e baixa êm uma axa de 86% de mo es p ema u as, o que esul a num cus o económico de 7 iliões de US dóla es nos p óximos 15 anos e á ios milhões de pessoas na pob eza [47]. Um es udo de 2012 indica que a consequência de não segui as ecomendações básicas sob e a AF é esponsá el po 5 milhões de mo es globais a cada ano [28]. 6.1 – P e alência da AF Exis e bas an e in o mação sob e a p e alência de AF em á ios países, po ém a compa ação de pad ões de pa icipação em AF en e eles é mui as ezes di ícil de ido à ausência de ins umen os adequados. No en an o, a Lance Physical Ac i i y Se ies Wo king G oup, e e uou um es udo que e i icou que 31,1% dos adul os e am conside ados isicamen e ina i os. As mulhe es e am mais ina i as que os homens e a ina i idade aumen a a com a idade [48]. Em Po ugal, de aco do com o Eu o ba óme o de 2017, apenas 5% das pessoas com 15 anos ou mais a i mam que azem exe cício ou despo o egula men e. Conside ando odas as AF, somen e 25% da população a inge as ecomendações in e nacionais pa a a saúde. De aco do com os esul ados da úl ima sondagem Eu o ba óme o, dos 28 países que pa icipa am no es udo, aqueles em que a população p a ica menos AF são a Bulgá ia (78%), Mal a (75%) e Po ugal. (64%) [49]. Num es udo ealizado pelo Ins i u o do Despo o de Po ugal o am analisados os núme os e ou os indicado es nacionais ela i os à p e alência da ap idão e da AF. Ve i icou-se que 77% dos homens e 64% das mulhe es são su icien emen e a i os, ou seja, ealizam pelo menos 30 minu os de AF mode ada diá ia. Na população idosa man ém-se uma maio p e alência de pessoas do sexo masculino su icien emen e a i as. Nes a população 45% dos homens e 28% das mulhe es são isicamen e a i os, não alcançando, no en an o, os alo es ecomendados [49]. 21 A li e a u a disponí el e e e que nas á eas u ais as pessoas são mais a i as do que as de ou as á eas. Isso pode se de ido ao a o de que nas á eas u ais, mais pessoas, p incipalmen e homens, abalham nos se o es p imá io e secundá io da economia, aumen ando assim a AF an o no local de abalho, quan o no la . Is o é pa icula men e impo an e pois a população u bana em 2014 ep esen a a 54% da população mundial o al, e es ima-se que a é 2017, a maio ia das pessoas i am em á eas u banas. Es es dados suge em que a p e alência de AF pode diminui como esul ado da c escen e u banização [50]. 7. Análise económica da AF no idoso Os bene ícios da AF na população idosa e i icam-se de á ias manei as, como a edução de incidência de doenças como a p essão sanguínea ele ada, de AVC (aciden e ascula ce eb al),de diabe es ipo 2, de canc o, en e ou os. Al as axas de ina i idade podem se conside adas um dos p incipais impulsionado es dos cus os de cuidados de saúde elacionados com a idade. Assim, os go e nos p omo e am di e sas inicia i as en e os g upos populacionais mais elhos, como po exemplo a a és de campanhas, o necimen o de ins alações especí icas ou bai os amigos da a i idade em ge al [4]. Em 2013 o e ei o da ina i idade ísica em cinco g andes DCNTs (doença ca díaca co oná ia, AVC, diabe es ipo 2, canc o da mama e do cólon) e mo alidade po odas as causas, cus ou à economia mundial mais de US $ 67,5 bilhões em despesas de saúde e pe das de p odu i idade. A ca ga i al associada à ina i idade ísica pa a as mesmas cinco DCNTs é de 13,4 milhões de DALY em odo o mundo. No con ex o da despesa global em cuidados de saúde, os cus os di e os es imados de ina i idade ísica ep esen am 0,64% das despesas globais de saúde em 2013 [51]. O cus o o al da ina i idade ísica em Po ugal si ua-se en e 210 milhões e 460 milhões de eu os, endo em con a os cus os di e os e pe das de p odu i idade com mo alidade 22 p ema u a. No en an o, apenas se conside a am cus os di e os de 5 das 22 pa ologias. Mui os cus os indi e os não pude am se calculados, ais como o absen ismo [51]. A OMS es ima que, num país com ce ca de 10 milhões de habi an es, onde 50% seja insu icien emen e a i os, exis a um cus o anual de i ado da ina i idade ísica de 900 milhões de eu os, o equi alen e a 9% do o çamen o do Minis é io da Saúde pa a 2017, no caso especí ico de Po ugal [2]. Não exis e um ele ado núme o de in e enções de AF que enham sido a aliadas em e mos de cus o-e e i idade e no malmen e es as o am ealizadas de o ma isolada, o que não pe mi e compa ações en e os es udos. Uma das azões pa a que is o acon eça, é que a elação en e in e enções em AF e os esul ados a longo p azo que delas ad êm pe manecem bas an e ince os, e os e ei os da AF êm um impac o maio nas es ima i as de cus o-e icácia do que a p óp ia in e enção. Nenhum es udo compa ou a é ago a o cus o-e e i idade de in e enções e icazes de AF que enham sido publicados e ecomendados pa a uso ge al [52]. As campanhas baseadas na comunidade êm um maio po encial de se em ampliadas a meno es cus os. Embo a mui os p og amas de mudança de compo amen o adap ados indi idualmen e e p og amas de apoio social enham e ei os maio es, os p og amas mais e icazes nes as ca ego ias endem a se mais dispendiosos e eque em p o issionais de acompanhamen o pessoal e sessões múl iplas. Es es p og amas exigen es podem se di íceis de escala pa a alcança o g ande núme o de pessoas que pode iam bene icia do aumen o da AF, dado os cus os. Mesmo que sejam e icazes, podem não se as in e enções mais en á eis pa a mudanças ao ní el da população. Em ez disso, es as podem se in e enções mais u ilizadas pa a g upos-al o, possi elmen e em si uações clínicas [52]. Exis em es udos que suge em que in e enções b e es podem esul a num aumen o signi ica i o da AF a cus os azoá eis, sendo o seu cus o-e e i idade en e as £ 20 000 - £ 30 000/QALY. Alguns exemplos des es p og amas são: o uso do pedóme o em combinação com p esc ição de exe cício, en e is as mo i acionais e aconselhamen o sob e exe cício po pa e de p o issionais de saúde [53]. 23 8 – Fa o es elacionados com a p á ica de AF A exis ência de um núme o ele ado de indi íduos ina i os, acima dos 65 anos, o ça a que se aça um exame c í ico dos desa ios únicos en en ados, isando desen ol e as es a égias de saúde mais e icazes pa a p omo e a AF nes a coo e. Num es o ço pa a o imiza a saúde, o am le ados a cabo nume osos es udos ocados na iden i icação de ba ei as e mo i ado es pa a a ealização da AF [54]. A eo ia sociocogni i a, que en a iza as in e ações en e indi íduos e o ambien e social e ísico, em sido amplamen e u ilizada como um amewo k pa a p oje a p og amas de AF pa a idosos. A eo ia en a iza a necessidade de iden i ica de e minan es de compo amen o, como ba ei as e acili ado es, que podem se di ecionados pa a muda compo amen os de saúde, incluindo AF [55]. A p á ica de AF pode se in luenciada, de o ma posi i a ou nega i a, po di e sos a o es. Quando os a o es in luenciam de manei a nega i a, denominamos de ba ei as, e quando in luenciam de manei a posi i a, podemos conside a de acili ado es ou mo i ado es [56]. São di e sos os a o es que in luenciam a p á ica de AF indi idual e comuni á ia. A sua combinação é impo an e no desen ol imen o de es a égias pa a melho a os ní eis de AF e da saúde em ge al. Têm sido u ilizados á ios modelos eó icos pa a explica a ealização de a i idade ísica, como a eo ia sociocogni i a, a eo ia do compo amen o planeado, o modelo de c enças de saúde e o modelo sócio ecológico. Sendo o modelo sócio ecológico mais consis en e com a pe spe i a ecológica dos de e minan es de saúde ado ada de o ma ala gada em saúde pública, deb uça -nos-emos sob e es a abo dagem [57]. A aplicação do modelo p opos o po Dahlg en no caso da a i idade ísica, des aca o papel de á ios de e minan es ( igu a 4): indi iduais (mo i ação, c enças, géne o, idade, capacidades); ambien e social (coesão social, cul u a, endimen o, equidade, supo e social); ambien e cons uído (pad ões de u banização, anspo e, design u bano, espaços e des) e ambien e na u al (a , água, me eo ologia, opog a ia) [57]. Com base 30 31 IV. Me odologia 1 - Abo dagem e desenho do es udo Nes e es udo, desc i i o e explo a ó io, oi ado ada uma abo dagem quali a i a, uma ez que pe mi e uma comp eensão dos enómenos em es udo em maio p o undidade [67]. A análise quali a i a pe mi e en a iza signi icados e c enças a pa i dos p óp ios e mos dos pa icipan es e des aca aspe os ca ac e ís icos de de e minadas ci cuns âncias con ex uais [68]. Des a o ma, é possí el iden i ica a impo ância da AF, assim como as suas ba ei as e mo i ado es em indi íduos acima dos 65 anos [69] de ambien e u al e u bano em Po ugal. Es a abo dagem ge a descobe as que podem se usadas na c iação ou e isão de in e enções, ealização de in e enções pilo o e no desen ol imen o de p og amas [70]. 2 – Pa icipan es A amos a oi cons i uída a pa i da população po uguesa com mais de 65 anos, não ins i ucionalizados, que se encon em au ónomos e independen es. O núme o de indi íduos pa icipan es nes e es udo oi es abelecido com base nos p incípios de sa u ação eó ica, endo sido en e is ados 12 indi íduos, dos quais seis habi a am em zona u bana e ou os seis em zona u al. A amos a es udada oi escolhida a a és de uma me odologia de amos agem in encional, selecionando casos que pe mi issem ga an i alguma homogeneidade, de o ma a da uma imagem de alhada de um enômeno pa icula , pe mi indo uma in es igação de alhada de p ocessos num con ex o especí ico, mas po ou o lado alguma a iação po uma amos a não andomizada, pa a que sejam incluídos enómenos que a iem amplamen e uns dos ou os. 32 Pa a a de inição de zona u al e u bana o am u ilizados os concei os p opos os pelo Ins i u o Nacional de Es a ís ica [71], em que se conside a espaço u bano uma subsecção es a ís ica que con empla um dos seguin es equisi os: 1) ipi icada como "solo u bano", de aco do com os c i é ios de planeamen o dos Planos Municipais de O denamen o do Te i ó io; 2) in eg a uma secção com densidade populacional supe io a 500 habi an es po Km2; 3) in eg a um luga com população esiden e igual ou supe io a 5.000 habi an es. Po ou o lado, um espaço de ocupação p edominan emen e u al é en endido como uma subsecção es a ís ica ipi icada como "solo não u bano", de aco do com os c i é ios de planeamen o assumidos nos Planos Municipais de O denamen o do Te i ó io, que con empla o conjun o dos seguin es equisi os: 1) não oi incluída p e iamen e na ca ego ia de espaço u bano ou semiu bano; 2) em densidade populacional igual ou in e io a 100 habi an es po Km2; 3) não in eg a um luga com população esiden e igual ou supe io a 2.000 habi an es. 3 - Recolha de dados T a ando-se de um es udo quali a i o, a me odologia cen al de ecolha de dados oi a en e is a semies u u ada. Adicionalmen e, pa a pe mi i uma ca ac e ização mais de alhada dos pa icipan es, o am u ilizados ês ques ioná ios: um Ques ioná io sociodemog á ico, o In e na ional Physical Ac i i y Ques ionnai e (IPAQ, e são longa) e o SF-36. 3.1 - En e is a semies u u ada Dada a na u eza explo a ó ia des e abalho, bem como os obje i os de inidos, conside ou-se a en e is a semies u u ada como um ins umen o p i ilegiado de ecolha de dados, po pe mi i explo a sem condicionamen os as pe ceções dos pa icipan es, ga an indo ao mesmo empo a abo dagem do mesmo conjun o de emas. A opção po en e is as indi iduais p e endeu que os pa icipan es i essem uma o al abe u a na pa ilha das suas expe iências pessoais em elação à a i idade ísica. 33 O guião da en e is a semies u u ada oi baseado na li e a u a disponí el sob e o ema e oi o ganizado nos seguin es blocos emá icos: de inição de AF, bene ícios de AF, impo ância da AF, p incipais obs áculos e acili ado es à AF e papel dos p o issionais de saúde ou ou os na ealização da AF. Nes e sen ido, o am desenhadas algumas ques ões abe as de lançamen o dos emas (Anexo II) e p opos a a espos a a algumas escalas subje i as. Na en e is a semies u u ada oi ambém pedido aos pa icipan es que espondessem a a és de uma Escala Análoga (EA) de 0 a 10 em elação às dimensões: capacidade de ealiza a i idade ísica, impo ância da a i idade ísica e ní el de a i idade ísica. 3.2 - Ques ioná io Sociodemog á ico O ques ioná io sociodemog á ico (Anexo III) oi cons uído especi icamen e pa a o p esen e es udo pa a ecolhe alguns dados de ca ac e ização dos pa icipan es. Fo am conside ados os seguin es de e minan es elacionados com a a i idade ísica: sexo, idade, peso, al u a, e nia, nacionalidade, concelho da esidência, es ado ci il, escola idade, núme o de pessoas com quem habi a, núme o de ilhos, endimen o mensal e pa ologias associadas. 3.2.1 - Ques ioná io In e nacional de A i idade Física (IPAQ) O IPAQ a alia a a i idade ísica elacionada com a saúde (Anexo IV). Es e ins umen o oi desenhado com o p opósi o de disponibiliza medidas de AF compa á eis in e nacionalmen e, sendo po isso um ins umen o la gamen e u ilizado. O IPAQ pe mi e es ima o empo semanal gas o em AF de in ensidade mode ada e igo osa, em di e en es con ex os do quo idiano, como abalho, anspo e, a e as domés icas e laze , e ainda o empo u ilizado em a i idades passi as, ealizadas na posição sen ada. Na sua o ma longa, o IPAQ con a com in a e um i ens pa a a alia aspe os da AF elacionados com a saúde e compo amen os seden á ios. O IPAQ mede a AF To al (METs.minu os po semana, sendo que um MET co esponde a 3.5 ml/kg/min de oxigénio consumido). Nes e ques ioná io os sujei os são inqui idos sob e oda a AF de in ensidade igo osa, AF de in ensidade mode ada e sob e os hábi os de ma cha, que 34 sejam ine en es às a i idades da ida diá ia ou AF o ganizada e es u u ada, endo como e e ência a úl ima semana [73]. A o ma longa oi in encionalmen e delineada pa a o nece uma a aliação mais de alhada dos hábi os diá ios de a i idade nos domínios an e io men e desc i os. Du an e a adminis ação dos ques ioná ios os pa icipan es o am inqui idos pa a es ima em o núme o de dias, ho as e minu os passados em AF endo em con a o pe íodo empo al de uma semana. Apesa do IPAQ não se a a de um ins umen o especí ico pa a idosos, es e mos ou uma al a ep odu ibilidade nes a aixa e á ia em ambos os sexos. Quan o à iabilidade, os indicado es o am baixos., apesa disso os alo es encon ados o am supe io es aos obse ados em ou os es udos, em i ude da aplicação em en e is a melho a a es abilidade das medidas [72]. Os esul ados des e ins umen o pe mi em a classi icação da AF Habi ual em ês ní eis: baixo, mode ado e ele ado. O p o ocolo de pon uação pe mi e a classi icação dos á ios ní eis da AF [73]. U iliza am-se os alo es de METS e ó mulas ecomendadas pa a o p ocessamen o de dados do IPAQ (Guidelines o da a p ocessing and analysis o he in e na ional physical ac i i y ques ionnai e (IPAQ)-sho and long o ms). Os alo es ob idos o am en ão somados e a quan idade o al de AF calculada em equi alen es me abólicos (MET- min/semana). 3.2.2 - SF-36 2 O SF-36 2 (Anexo V) é conside ado uma escala de medida gené ica de saúde uma ez que se des ina a medi concei os de saúde que ep esen am alo es humanos básicos, ele an es à uncionalidade e ao bem-es a de cada um. Além disso não é especí ico de qualque ní el e á io, doença ou a amen o. Es e ques ioná io é um ins umen o gené ico de medição de es ado de saúde com g ande po encial na u ilização in e nacional e na a aliação de esul ados clínicos [74]. 35 O SF-36 2 é compos o po 36 i ens, 35 dos quais se o ganizam em oi o domínios: 1) unção ísica; 2) desempenho ísico; 3) do ísica; 4) saúde ge al; 5) i alidade; 6) unção social; 7) desempenho emocional; e 8) saúde men al. O úl imo i em e e e-se à mudança de saúde que, apesa de não se associa a nenhum domínio, pa icipa no cálculo do sco e o al [73]. ( igu a 5) Figu a 5 - Associação dos 8 domínios em 2 componen es do SF-36 (Adap ada de Wa e, Kosinski & Kelle , 1994). O domínio e e en e à Função Física (10 i ens) p e ende medi desde a limi ação pa a execu a AF meno es, como oma banho ou es i -se, a é às a i idades mais exigen es, passando po a i idades in e médias como le an a ou ca ega as comp as da me cea ia, subi lanços de escadas ou anda uma de e minada dis ancia [75]. Valo es baixos nes a dimensão indicam que a pessoa se encon a mui o limi ada na ealização de odas as AF, incluindo oma banho ou es i -se po azões de saúde, e alo es ele ados signi icam que a pessoa ealiza odos os ipos de AF, incluindo as mais exigen es, sem limi ações po mo i os de saúde [74]. O Desempenho Físico (4 i ens) mede a limi ação em saúde de ido a p oblemas ísicos, ao ipo e à quan idade do abalho ealizado. Inclui a limi ação no ipo usual de a e as execu adas, a necessidade de edução da quan idade de abalho e a di iculdade em ealiza as a e as [75]. Valo es baixos nes a dimensão indicam p oblemas com o 36 abalho ou ou as a i idades diá ias em consequência da Saúde ísica e alo es ele ados indicam que a pessoa não em p oblemas na ealização do abalho ou de ou as a i idades diá ias em consequência da Saúde ísica [74]. A Do Física (2 i ens: ep esen a não só a in ensidade e o descon o o causados pela do , mas ambém a ex ensão e a o ma como in e e e nas a i idades usuais [75]. Valo es baixos indicam do mui o in ensa e ex emamen e limi a i a; alo es ele ados indicam que a pessoa não ap esen a do ou limi ação de ido à do [74]. O Desempenho Emocional (3 i ens) mede a limi ação em saúde de ido a p oblemas emocionais, ao ipo e à quan idade do abalho execu ado. Inclui a limi ação no ipo usual de a e as execu adas, a necessidade de edução da quan idade de abalho e a di iculdade de ealiza as a e as [75]. Valo es baixos na subescala indicam que a pessoa ap esen a di iculdades com o abalho ou ou as a i idades diá ias como esul ado de p oblemas emocionais; alo es ele ados nes a subescala indicam que a pessoa não em di iculdades com o abalho ou ou as a i idades diá ias de ido a p oblemas emocionais [74]. A Saúde Ge al (5 i ens): p e ende medi o concei o de pe ceção ge al da saúde, incluindo não só a saúde a ual mas ambém a esis ência à doença e a apa ência saudá el, o nando-se assim, menos edundan e aos olhos dos esponsá eis, ela i amen e às es an es pe gun as [75. Valo es baixos indicam que a pessoa a alia a sua saúde como má e ac edi a que ela p o a elmen e ai pio a ; alo es ele ados indicam que a pessoa a alia a sua saúde como excelen e [74]. A Vi alidade (4 i ens): inclui os ní eis de ene gia e de adiga. Es a escala pe mi e cap a melho as di e enças de bem-es a [75]. Valo es baixos signi icam que a pessoa se sen e cansada e exaus a a maio pa e do empo e alo es ele ados indicam que a pessoa se sen e animada e cheia de ene gia [74]. O Desempenho Social (2 i ens): p e ende cap a a quan idade e a qualidade das a i idades sociais, assim como o impac o dos p oblemas ísicos e emocionais nas a i idades sociais do esponden e [75]. Quando ap esen a alo es baixos indica que os 37 p oblemas emocionais e ísicos in e e em de uma o ma ex ema e equen e com as a i idades sociais no mais; alo es ele ados indicam que a pessoa ealiza as a i idades sociais no mais sem que p oblemas ísicos ou emocionais in e i am [74]. A Saúde Men al (5 i ens) inclui ques ões e e en es a qua o das mais impo an es dimensões da saúde men al, nomeadamen e a ansiedade, a dep essão, a pe da de con olo em e mos compo amen ais ou emocionais e o bem-es a psicológico [75]. Valo es baixos indicam que a pessoa se encon a semp e ne osa e dep imida; alo es ele ados indicam que a pessoa se sen e em paz, eliz e em calma [74]. O sis ema de pon uação do SF-36 2 é ealizado com os alo es dados a cada componen e e dimensão, sendo que pos e io men e o sco e o al a ia en e 0 e 100, em que quan o maio o esul ado, melho se á o es ado de saúde e a qualidade de ida do indi íduo. Es e ins umen o pode se adminis ado de di e sas o mas incluindo a au oadminis ação, o p eenchimen o po ia digi al, en e is a pessoal ou po ele one, sendo que no p esen e es udo oi u ilizada a opção de au oadminis ação. É u ilizado com sucesso na população em pessoas com 14 anos ou mais, saudá eis ou po ado as de doenças especí icas [74]. 4 - P ocedimen os Pa a o ec u amen o dos pa icipan es, o au o des e abalho ec u ou os pa icipan es a a és de con ac o pessoal. An es da ealização das en e is as, oi o necida in o mação sob e o âmbi o e obje i os do es udo, bem como ace ca das condições de pa icipação, designadamen e a con idencialidade da in o mação o necida e o anonima o no a amen o da in o mação. Seguidamen e, os pa icipan es assina am o consen imen o in o mado esc i o. (Anexo VI) As en e is as o am ealizadas em Maio de 2018, de o ma indi idual, em casa dos pa icipan es com du ação de ce ca de in a minu os Não hou e qualque ipo de 38 comunicação en e os pa icipan es ao longo da ecolha dos dados. Todas as en e is as o am conduzidas pelo au o . As en e is as o am egis adas a a és de g a ação áudio, sendo pos e io men e o e ba im ansc i o pa a esc i a e e is o pelos in es igado es. Os ques ioná ios o am p eenchidos an es da ealização da en e is a e com a p esença do in es igado , sendo o p imei o ques ioná io a se p eenchido, o sociodemog á ico, seguido pelo IPAQ e po im o SF-36 2, não ha endo limi e de empo pa a o p eenchimen o dos ques ioná ios. 5 - Análise de dados O ex o ansc i o oi sujei o a análise emá ica, de aco do com os p essupos os de B aun e Cla ke [76] e com ecu so ao so wa e MAXQDA 2018. Inicialmen e o am analisadas duas en e is as de o ma explo a ó ia (uma do meio u bano e ou o do meio u al) no p og ama MAXQDA 2018. Es a análise e e como p opósi o aze uma codi icação inicial de aco do com as di e sas emá icas exis en es nos ex os. A análise oi usada pa a codi ica as ansc ições da en e is a, sendo que inicialmen e, as ansc ições o am lidas pa a os au o es se con ex ualiza em com o con ex o. Todos os códigos o am en ão de e minados a pa i da ansc ição e lei u a da mesma [76]. Pos e io men e o am codi icadas odas as ansc ições das es an es en e is as. Os códigos eme gen es o am sendo ge ados nas lei u as das di e en es ansc ições. Os in es igado es nas euniões pos e io es ealiza am di e sas euniões, de o ma a a anja um consenso nos di e en es códigos e p ocede pos e io men e a uma e inação dos mesmos [76]. A a és do MAXQDA 2018, oi en ão cons uído o esquema inal de codi icações. Os ex os o am pos e io men e ge idos a a és de uma abela de Excel e oi ealizada uma 39 de inição de cada código de o ma a o imiza a in e p e ação das di e sas en e is as. (Anexo VII) [76]. Aos ques ioná ios do IPAQ e SF-36 2, o am dadas as pon uações u ilizando as ins uções de cada ins umen o e o mulado um sco e inal e in e p e ados os seus esul ados. Pa a uma melho in eg ação dos esul ados encon ados, oi ealizada uma análise indi idual, que pe mi isse iangula a in o mação p o enien e dos di e en es ins umen os u ilizados nes e es udo 46 As caminhadas inham du ações que a ia am desde os 15 min (n=2), 20 min (n=3), 30 min (n=2) e 60 min (n=3), não se des acando di e enças en e os pa icipan es u ais e u banos a es e ní el Tabela 4. Sco e IPAQ – dimensão AF como meio de deslocação/ anspo es Caminhada Ciclismo To al (MET- min/semana) Du ação (minu os) F equência (dias) Du ação (minu os) F equência (dias) Pa icipan e 1 60 7 0 0 1386 Pa icipan e 2 30 7 0 0 693 Pa icipan e 3 15 7 0 0 346.5 Pa icipan e 4 0 0 0 0 0 Pa icipan e 5 0 0 0 0 0 Pa icipan e 6 60 7 0 0 1386 Pa icipan e 7 30 7 0 0 693 Pa icipan e 8 20 6 0 0 396 Pa icipan e 9 20 7 0 0 462 Pa icipan e 10 15 7 0 0 346.5 Pa icipan e 11 20 7 0 0 462 Pa icipan e 12 60 7 0 0 1386 Em e mos de AF e despo i as de ec eação e empos li es ( abela 5), a caminhada oi a mais ealizada (n=5), com du ações en e os 45 minu os (n=1) e os 20 minu os (n=2). As AF mode adas apenas e am ealizadas po 3 pa icipan es, com uma du ação de 45 minu os e equências de dois dias em odos eles. Nas AF igo osas apenas uma habi an e da zona u bana ealiza a a i idades de 45 minu os em dois dias da semana. 47 Tabela 5. Sco e IPAQ – dimensão A i idades Físicas e Despo i as de Rec eação e Tempos Li es Caminhada AF Mode ada AF Vigo osa To al (MET- min/seman a) Du açã o (minu o s) F equênc ia (dias) Du açã o (minu o s) F equênc ia (dias) Du açã o (minu o s) F equênc ia (dias) Pa icipan e 1 20 1 45 2 0 0 426 Pa icipan e 2 20 1 45 2 0 0 426 Pa icipan e 3 15 3 0 0 0 0 148.5 Pa icipan e 4 0 0 0 0 0 0 0 Pa icipan e 5 0 0 0 0 0 0 0 Pa icipan e 6 0 0 0 0 0 0 0 Pa icipan e 7 0 0 0 0 0 0 0 Pa icipan e 8 45 2 45 2 45 2 1377 Pa icipan e 9 15 2 0 0 0 0 99 Pa icipan e 10 0 0 0 0 0 0 0 Pa icipan e 11 0 0 0 0 0 0 0 Pa icipan e 12 0 0 0 0 0 0 0 Rela i amen e ao empo que os pa icipan es nes e es udo passam sen ado ( abela 6), e i icamos que a g ande maio ia passa mais de duas ho as sen ado po dia (n=11), sendo que em média um habi an e da zona u al passa 165 minu os sen ado ao passo que um habi an e da zona u bana passa em media 289,2 minu os sen ado. 48 Tabela 6. Sco e IPAQ – Tempo sen ado Tempo o al sen ado (minu os) Média do empo o al sen ado (minu os) Pa icipan e 1 1260 180 Pa icipan e 2 1680 240 Pa icipan e 3 1680 240 Pa icipan e 4 840 120 Pa icipan e 5 420 60 Pa icipan e 6 1890 270 Pa icipan e 7 1050 150 Pa icipan e 8 2700 385.7 Pa icipan e 9 1050 150 Pa icipan e 10 4200 600 Pa icipan e 11 1050 150 Pa icipan e 12 2100 300 2.1 - Capacidade de ealiza AF No que se e e e à pe ceção dos en e is ados quan o à sua capacidade pa a ealiza AF, 5 indi íduos pe ceciona am uma capacidade média (5 na escala EA), ao passo que 6 pa icipan es e e i am uma capacidade acima da média (<6 na escala EA). Apenas uma pessoa e e iu baixa capacidade pa a a ealização da AF (1 na escala EA) e não se e i ica am pad ões di e en es en e as zonas u banas e u ais em elação à au o- pe cepção da capacidade pa a ealiza a i idades ísicas. 2.2 - Impo ância da AF Rela i amen e à pe ceção demons ada pelos en e is ados quan o à impo ância da AF na sua ida, a maio ia (n=11) a ibuiu bas an e impo ância à AF nas suas idas, dando alo es en e os 6 e os 10, sendo que apenas um pa icipan e deu uma impo ância media na sua ida (EA=5) 2.3 - Ní el de AF No que se e e e à au o-pe cepção dos pa icipan es quan o à quan idade de ealização de AF ealizada, como su icien e ou insu icien e, cinco en e is ados e e i am um ní el 49 insu icien e de AF, sendo que a maio pa e e am habi an es de zona u bana (n=4) e 2 pa icipan es da zona u al, e e i am um ní el médio de AF 3 - Qualidade de ida dos pa icipan es Ao ní el da qualidade de ida ( abela 7), odos os pa icipan es ap esen am sco es ele ados ao ní el do desempenho ísico (supe io a 75) e ao ní el do desempenho emocional (acima dos 83,3), Na dimensão uncionamen o ísico ambém a maio ia dos pa icipan es ap esen am sco es ele ados (supe io a 70), exce uando um elemen o da população u bana que ap esen a a um sco e de 40. Ao ní el da dimensão do co po al os pa icipan es na zona u al e u bana ob i e am sco es en e 90 (n=1) e 31 (n=1). Ao ní el da saúde ge al, na zona u al e i icou-se uma g ande a iação nas pon uações, ha endo pa icipan es com sco es ele ados e ou os com pon uações mui o baixas com alo es de 35 e 45. En e os pa icipan es da zona u bana, apenas um ob e e uma pon uação acima de 72 Também na dimensão i alidade a di e ença en e a população u al e u bana oi acen uada. Os pa icipan es da zona u al i e am sco es acima dos 50, sendo que dois en e is ados i e am pon uações de 100 e 81,25. Já nos pa icipan es que habi am na zona u bana odos os pa icipan es i e am pon uações abaixo dos 56,25 com exceção de uma, que ap esen ou alo de 75. Po im a saúde men al ap esen ou di e enças semelhan es às ap esen adas na dimensão i alidade, sendo que na população u al odos os alo es se si uam acima dos 70 (n=3), ha endo dois sco es de 85 e um de 90. Na população u bana apenas dois pa icipan es ap esen a am pon uações acima des e alo , com uma pon uação de 80 (n=2) 50 Tabela 7 – Resul ados do sco e do SF-36 2 Funciona men o Físico Desemp enho ísico Do Co p o al Saú de Ge al Vi alid ade Funciona men o social Desemp enho emocion al Saú de Men al Pa icip an e 1 95 87,5 61 62 56,25 100 100 90 Pa icip an e 2 90 87,5 61 82 56,25 50 100 70 Pa icip an e 3 75 100 51 35 56,25 75 100 70 Pa icip an e 4 70 100 51 70 100 100 100 85 Pa icip an e 5 90 100 90 90 81,25 100 100 85 Pa icip an e 6 85 75 31 45 50 62,5 100 70 Pa icip an e 7 40 100 31 20 50 75 83,33333 3 60 Pa icip an e 8 95 100 90 72 75 100 100 80 Pa icip an e 9 95 100 62 50 43,75 100 100 60 Pa icip an e 10 70 100 61 25 37,5 100 100 25 Pa icip an e 11 90 87,5 62 72 50 100 83,33333 333 80 Pa icip an e 12 85 100 72 62 56,25 37,5 91,66666 667 65 51 4 - Pe ceções ace ca dos bene ícios, acili ado es, ba ei as e ipos de AF A análise das en e is as esul ou num sis ema hie á quico de ca ego ias com 5 ca ego ias p incipais: concei o de AF, bene ícios da AF, a i idades p e e idas, acili ado es e ba ei as. Den o des es, ou os subg upos o am o mados, os quais i ão se explo ados du an e es e capí ulo. 4.1 - De inição de AF Os pa icipan es ap esen a am de inições di e sas de a i idade ísica, azendo equen emen e e e ência à a i idade ísica numa pe spe i a mais holis a e indissociá el da saúde e bem-es a . Es as de inições o am o ganizadas em cinco dimensões. Vá ios pa icipan es desc e e am a a i idade ísica associada à sua saúde e bem-es a (n=5), como oi o caso do pa icipan e 7: “Se i esse que de ini AF, que dize ... na minha manei a de e , a AF az al a a qualque pessoa e eu acho que isso é uma coisa que é ú il pa a a nossa saúde.” (U bano En e is a 7_U: 6 - 6) Ou os pa icipan es desc e e am a a i idade ísica de o ma mais es i a, associando- a ao despo o e exe cício es u u ado, ao mo imen o, à ocupação e o inas quo idianas e ao laze . Rela i amen e às de inições de a i idade ísica associada ao despo o e exe cício es u u ado (n=4), e i ica am-se mais e e ências po pa e dos pa icipan es da zona u bana (n=3) “São á ias coisas, como aze despo o, na ação, anda de bicicle a, caça , que e a uma coisa que eu azia mais do que aço hoje em dia. Conside o isso udo como sendo a i idade ísica. Nada na p aia ambém, gos o de p aia, gos o de aze na ação” (U bano En e 11_U: 4 - 4) Seguindo a mesma endência, apenas os pa icipan es da zona u bana de ini am a a i idade ísica como associada a qualque ipo de mo imen o ealizado pelo indi iduo (n=3): “(...) é uma pessoa mexe -se e uma pessoa anda de um lado pa a o ou o e consegui aze as coisas odas” (U bano En e 10_U: 4 - 4) 52 O pa icipan e 1 de iniu a a i idade ísica como ocupação: “A i idade ísica começa desde que nós se le an amos a é se dei amos e no malmen e no campo, abalhando a ho a, abalhando o ja dim, abalhando e p epa ando e enos pa a cul i a , essa é uma a i idade ísica.” (Ru al En e is a 1_R: 4 - 4). O pa icipan e 3 associou a a i idade ísica ao laze : “(...) é uma a i idade que digamos lúdica, al ez ou meio lúdica, á.” (Ru al En e is a 3_R: 4 – 4) Em sín ese, é possí el e i ica que o concei o de a i idade ísica enquan o despo o e mo imen o oi essencialmen e e e ido pela população u bana. Em con as e, a pe ceção da a i idade ísica como ine en e à ocupação e o inas e como a i idade de laze apenas oi ap esen ada po pa icipan es da zona u al. 4.2 - Tipo de AF mais p aze osa Foi de inida es a emá ica como o ipo de AF p e e ida e que p o idencia mais p aze ao en e is ado. Fo am di e sos os subg upos que su gi am du an e a codi icação po pa e dos au o es. Os mais e e idos po pa e das pessoas, elacionam-se com os ipos de AF elacionados com a água (n=6) e caminhadas (n=7), sendo que os p imei os o am e e idos mais ezes pelas pessoas em meio u bano (n=4). Ou os pa icipan es ize am e e ência a ou as a i idades, como a a ja dim/quin al (n=2, apenas meio u al), despo os ao a li e (n=1), ginásio (n=1), anda bicicle a (n=1) e exe cícios indi iduais (n=1). Eu não gos o an o do ginásio como da hid oginás ica, dado que o ginásio é um pouco... um pouco mais... ica mais ag es e. Na hid oginás ica a pessoa sen e- se mais le e. (Ru al En e is a 1_R: 43 - 43) Gos o de aze ginás ica, ginás ica daquela ipo mili a … é e dade é… ainda aço hoje aquelas… lexões não, mas abdominais … aço umas qua o, cinco ou 6 ezes… daquelas que ap endi na opa … e esol e ce as si uações (Ru al En e 5_R: 58 - 58) O que eu mais gos a ia de aze , sei lá... um ginásio, pode aze mais empo e pode co e . Podia bicicle a e assim essas coisas (U bano En e is a 7_U: 38 - 38) 53 4.3 Impo ância/Bene ícios da AF Todos os en e is ados iden i ica am bene ícios elacionados com a p á ica de a i idade ísica, endo sido o ganizados em qua o ca ego ias: ganhos ao ní el do es ado ge al de saúde, ganhos ao ní el do bem-es a psicológico, ganhos ao ní el da saúde men al, ganhos ao ní el da au onomia e independência. Todos os en e is ados e e i am bene ícios elacionados com o es ado ge al de saúde. Fo am aqui incluídas e e ências a bene ícios ao ní el do mo imen o (n=7), saúde e longe idade (n=9), ecupe ação ísica (n=4) e sis ema músculo-esquelé ico (n=4). “acho que a pessoa se man ém mais ágil, mais desen ol o, menos pe o” (Ru al En e is a 3_R: 9 - 9) “(...) an o que se diz que as pessoas do campo que mais i em no campo, po que i em no campo, po que ão semea , colhe e a anca as e as du am mais anos do que aquelas que es ão sen adas no so á de pe na c uzada odo o dia. (Ru al En e is a 4_R: 23 - 23) “É boa, é mui o… mui o boa pa a mim em especial de i ado ao que enho (…) A p ó ese do joelho… que é pa a ecupe a . (Ru al En e 5_R: 16 - 19) “Pelo menos na pa e óssea, caso de coluna, udo o que seja pa e óssea, po an o...” (Ru al En e is a 1_R: 29 – 29) Nos bene ícios elacionados com o es ado ge al de saúde, e i icou-se que os bene ícios ao ní el da saúde e longe idade o am mais e e idos po pa icipan es da zona u bana (n=6). Po seu u no, os bene ícios ao ní el da ecupe ação ísica e do sis ema músculo-esquelé ico o am mais e e idos po en e is ados da zona u al (n=3). Mui os pa icipan es desc e e am bene ícios em e mos de bem-es a psicológico, salien ando sensações de bem-es a ge al, sa is ação e anquilidade (n=8). 54 “Eu acho que ico sa is ei a comigo p óp ia” (U bano En e 12_U: 28 - 28) Alguns en e is ados e e i am ambém bene ícios ao ní el da saúde men al, como melho ia do ní el de qualidade de ida cogni i a ou emocional (n=5) “(...) a men e ica mais ali iada.” (U bano En e is a 7_U: 26 - 26) Finalmen e, dois pa icipan es da zona u bana menciona am e ei os posi i os ao ní el da au onomia e independência. “Olhe pode abalha , pode aze as coisas sem p ecisa de ninguém” (U bano En e 10_U: 13 - 13) 4.4 - Ba ei as à AF Nes a secção se ão de inidos e desc i os os di e en es ipos de ba ei as à AF. Os pa icipan es ize am e e ência a limi ações ísicas, mo i ação, aspe os do ambien e ísico, al a de supo e social, empo, p eços desadequados e al a de conhecimen os e compe ências. (Tabela 8). Tabela 8 – Ba ei as à AF e seus pa icipan es Temas/Sub emas Pa icipan es Limi ações Físicas E ei os da idade Pa icipan es 1,2, 3 e 8 Do Pa icipan es 3, 4 e 6 Doença e incapacidade Pa icipan es 2,3,4,5, 6,7,9,10 Fal a mo i ação Pa icipan es 3,4,11,12 Ba ei as Ambien e Físico Pa icipan es 1, 2, 3, 4, 5, 6 Tempo Pa icipan es 2, 7, 8 e 9 Fal a supo e social Pa icipan es 2, 8 e 9 P eços desadequados Pa icipan e 3 Conhecimen os/compe ências Pa icipan e 1 55 A maio ia dos pa icipan es apon a am as limi ações ísicas como a o es que in luenciam nega i amen e a ealização de a i idade ísica. Vá ios pa icipan es e e i am limi ações ísicas elacionadas com a p esença de doenças: “(...) ou al a-me já al ez, sei lá, sensibilidade, mal-es a do pescoço, das hé nias que enho, ou das pe nas pa ece que já desgas am, po que eu ando mui o cu a... eu como não posso anda com a cabeça de pé, com o pescoço di ei o, ando mui o dob ada.” (Ru al En e is a 4_R: 14 - 14) Nas limi ações ísicas, incluí am-se ambém as e e ências a di iculdades pa a a ealização de a i idade ísica elacionadas com e ei os da idade, is o é, e e ências em que apon am limi ações ísicas elacionadas com o p ocesso de en elhecimen os e seus e ei os no indi iduo (n=4): “O se mais a i o aos 82 anos... não é mui o, como é que eu hei-de dize ... não encon a ce amen e mui as pessoas que ealizem exe cício ísico aos 82 anos” (Ru al En e is a 3_R: 53 - 53). Es e ipo de di iculdade oi mais e e ido pelos pa icipan es da zona u al (n=3). Fo am ainda e e idas po ês pa icipan es da zona u al as limi ações ísicas elacionadas com a exis ência de do : “Quando aço uma caminhada... à noi e icam-me a doe as pe nas.” (Ru al En e is a 6_R: 30 - 30) Ou a das ba ei as e e idas oi a al a de mo i ação, en endida aqui como a limi ação do impulso que az com que o indi iduo ealize a i idade ísica (n=4), como suge ido pelo pa icipan e 4: “…ao que pa ece não es ou mo i ada” (Ru al En e is a 4_R: 14 - 14) As ba ei as do ambien e ísico o am e e idas po 6 en e is ados, odos pe encen es à população u al. Fo am aqui incluídas e e ências a elemen os na u ais, ins alados ou edi icados, que limi em a ealização de a i idade ísica e ambém e e ências à necessidade de espaços e equipamen os. 62 po semana) e igo osas (45 minu os, 2x po semana) associadas ao laze . A en e is ada associou a AF ao mo imen o, e e indo como g andes bene ícios o bem- es a e o es ado ge al de saúde associado à saúde e longe idade. Em e mos de capacidade ísica sen iu alguma es ição ( alo 5/6), dando uma impo ância azoá el à AF na sua ida ( alo 7). Ao ní el da qualidade de ida odos os sco es se encon a am en e os 80 e os 100, sendo que apenas a i alidade (sco e=75) e saúde ge al (sco e=72) inham alo es azoá eis. Ao ní el das ba ei as, as e e idas o am a al a de supo e social, o empo e as limi ações ísicas elacionadas com os e ei os da idade, ao ní el dos acili ado es os e e idos o am o a li e, as expe iências no as o apoio o mal ao ní el dos p o issionais de AF e de saúde e o supo e social ao ní el da companhia e inicia i as comuni á ias. 63 VI – Discussão O p esen e es udo e e como obje i o iden i ica as ba ei as e mo i ado es pa a a p á ica de AF em adul os po ugueses acima dos 65 anos, p ocu ando explo a especi icidades nos con ex os u al e u bano. Nes e capí ulo i emos ealiza uma discussão dos esul ados da qualidade de ida (SF-36), dos esul ados do IPAQ e das EA, do concei o de AF, dos bene ícios da AF, das p e e ências da AF e das ba ei as e acili ado es da AF. A ca ac e ização dos pa icipan es des e es udo ela i amen e à qualidade de ida, e elou ní eis ele ados quan o às dimensões do desempenho ísico e emocional, em con as e com as dimensões da do co po al, saúde ge al, saúde men al e i alidade, que ap esen a am uma g ande a iação dos esul ados. Exis e uma o e associação en e a AF e os seguin es domínios da qualidade de ida: capacidade uncional, qualidade de ida ge al, au onomia, i alidade e saúde men al. Es a e idência suge e que a p omoção da AF no idoso pode e um impac o além da capacidade uncional e saúde men al [77]. No p esen e es udo, no ques ioná io SF-36, oi a população u bana que ap esen ou alo es mais baixos na dimensão saúde men al, o que pode es a elacionado com um meno supo e social e um meno en ol imen o des a população na comunidade. A exis ência de um maio supo e amilia é um impo an e a o na iniciação e manu enção do exe cício egula [78]. Rela i amen e aos ní eis de a i idade ísica p a icados pelos pa icipan es, os esul ados do IPAQ apon a am pa a ní eis mode ados e ele ados de AF o al. Quando ques ionados quan o ao ní el de a i idade ísica p a icada, cinco en e is ados conside a am p a ica um ní el insu icien e de a i idade ísica. Os pa icipan es e e i am na sua maio ia, que inham capacidade de ealiza AF, e de am impo ância à AF como pa e in eg an e da sua ida. No en an o, g ande pa e e e iu que não ealiza a AF su icien e, con a iando os esul ados ap esen ados no IPAQ que e e em ní eis no mais e ele ados de AF. Is o pode á acon ece , pois na de inição de AF p opos a pelos indi íduos, apenas um e e iu a AF como ocupação, es ando es a associada mais a uma melho ia da saúde e bem-es a e como despo o e 64 mo imen o. Assim, mui as ezes as a e as domés icas e as deslocações ealizadas a pé não são pe cecionadas como sendo pa e da AF. As a e as domés icas e de ja dinagem con ibuí am em g ande pa e pa a um ní el mais ele ado de AF na egião u al, o que é co obo ado po Gobbi e al. que a i ma que es e ipo de a e as az pa e das o inas diá ias nes a população [45]. Es udos ecen es demons am que inco po a AF nas o inas diá ias o e ece os mesmos bene ícios pa a a saúde que os de p og amas de AF es u u ados [79]. Os sujei os p o issionalmen e a i os ap esen a am um o al de AF supe io à maio ia dos indi íduos que se encon am e o mados pois êm maio AF no seu dia-a-dia (Pa icipan e 5 o al AF=19134 MET-min/semana e Pa icipan e 8 o al AF= 12853 MET- min/semana) ine en e às a i idades labo ais e às deslocações pa a o emp ego. Há cada ez maio e idência que abalha após os 65 anos pode e ou os bene ícios além do aumen o da enda mensal. Um es udo de 2016 com ce ca de 3.000 pessoas, publicado no Jou nal o Epidemiology and Communi y Heal h, suge iu que abalha mais um ano além da idade e o ma es a a associado a um meno isco de 9% a 11% na mo alidade. Um ou o es udo de 83.000 idosos com mais de 65 anos suge e que em compa ação com pessoas que se e o ma am, as pessoas que abalha am com mais de 65 anos e am ce ca de ês ezes mais p opensas a não e sé ios p oblemas de saúde, como canc o ou doença ca díaca [80]. Exis e consenso a ualmen e sob e a impo ância de se diminui o empo na posição de sen ado na população idosa, sob e udo po que os compo amen os seden á ios êm uma endência pa a aumen a [28]. Di e sos es udos demons am que exis e uma edução das causas de mo alidade e um aumen o da unção ísica ( o ça muscula , equilíb io,…) quando os idosos es ão na posição de sen ado menos de 8 ho as po dia [79]. No p esen e es udo e i ica-se que na população u bana, o empo passado sen ado e a bas an e supe io ao da população u al, apesa de apenas um pa icipan e passa mais de 8 ho as na posição de sen ado. Di e sos es udos demos am que pe íodos longos na posição de sen ado es ão associados a uma diminuição da saúde do indi íduo independen emen e do ní el ge al de AF que possa ealiza [28]. Vá ios es udos demons am que na população sénio os ní eis de AF no mais são a ingidos sob e udo de ido às a i idades ligei as, ha endo um aumen o da ina i idade e uma diminuição das a i idades igo osas, sendo que es e compo amen o é mais acen uado na população u bana [54]. Es es esul ados ão ao encon o dos alo es do 65 IPAQ aplicado, onde as a i idades igo osas ap esen a am alo es de 0 MET- min/semana, expe o nos pa icipan es 5 e 8 que inham uma ocupação p o issional. Os a o es e e idos pelos en e is ados mos am na sua maio ia, a AF como es ando associada à saúde e bem-es a , o que le a a ealça a impo ância de ponde a as ques ões especí icas de saúde aquando do en ol imen o do indi íduo numa AF. Mui os pa icipan es e e i am a do e a incapacidade como limi ado es ísicos, sendo que es as limi ações podem se diminuídas a a és de um p og ama de exe cícios que possa se in eg ado na o ina diá ia de cada indi iduo. O a amen o e a ges ão da do e a ealização de p og amas indi iduais de exe cício com auxílio especializado de um p o issional ligado a es a á ea podem cons i ui um meio pa a ul apassa a ba ei a da limi ação ísica [9]. A saúde e o bem-es a o am apon ados pela população en e is ada, como os p incipais bene ícios da ealização da AF, o que ai ao encon o dos dados po ugueses, que e e em que o mo i o mais equen emen e e e ido pelos adul os pa a a p á ica despo i a e de AF é a melho ia da saúde (67%). [81, 82] Mui os dos en e is ados e e i am a melho ia do es ado ge al de saúde e bem-es a , como uns dos g andes bene ícios da AF. Es a sensação de melho ia pode se um mo i ado essencial pa a o início de AF egula assim como da sua manu enção [83]. A melho ia da saúde men al oi ambém e e ida como um dos bene ícios da AF. A ligação en e a AF e a dep essão es á bem documen ada, sendo que indi íduos que sejam ina i os êm ês ezes mais p obabilidades de e em uma dep essão mode ada ou se e a [84]. Os e ei os posi i os da AF con inuada mani es am-se ao ní el psicológico (sa is ação com a ida). Exis e e idência c escen e de que a AF pode ajuda a man e as unções cogni i as e que possui um e ei o p e en i o sob e a dep essão e a demência, as pa ologias do o o psiquiá ico mais comuns en e os mais idosos [38]. O en ol imen o em a i idades ísicas, ajuda es a população a lida com sen imen os nega i os e aumen a a elicidade, endo um papel undamen al no bem-es a dos indi íduos. Os pa icipan es nes e es udo e e i am as caminhadas e os despo os aquá icos como as AF que p e e iam ealiza . Is o ai de aco do com o e e ido no Inqué i o Alimen a Nacional e de A i idade Física, onde os po ugueses acima dos 65 anos e e em a caminhada como uma p e e ência signi ica i a [7]. 66 De uma manei a ge al, a análise dos esul ados mos a uma di e sidade de ba ei as e acili ado es a ní el indi idual, in e pessoal e ambien al o que se enquad a com o modelo sócio ecológico [86]. A população es udada e e e como p incipais ba ei as as limi ações ísicas, sob e udo e e en es aos e ei os da idade, da do , da doença e da incapacidade. Is o é conco dan e com os esul ados ap esen ados no SF-36 onde as dimensões da Saúde Ge al e da Do Co po al o am aquelas onde os esul ados o am in e io es. Num es udo ealizado po Be hancou e al., oi e e ido que as condições de saúde e e ei os da idade o am um ema de des aque en e o g upo es udo de ido ao seu papel como ba ei a à AF [79]. A manu enção da independência ísica é de g ande impo ância na população com mais de 65 anos [85]. No en an o a incapacidade ísica é pe si uma g ande ba ei a à ealização de AF, bem e e ida pelos en e is ados, mesmo quando es es ap esen am esul ados ele ados na dimensão do desempenho e uncionamen o ísico do ques ioná io SF-36. A manu enção da capacidade ísica a a és de AF inse ida num p og ama especializado de eabili ação ou manu enção, é undamen al na independência e au onomia indi idual [54]. A al a de mo i ação oi iden i icada como uma das p incipais ba ei as à ealização de AF endo sido apon ado po um e ço das pa icipan es, is o ai de encon o com os esul ados do P og ama nacional pa a a p omoção da AF que e e e que 26% da população adul a em Po ugal apon a a al a de mo i ação como ba ei a [81]. Es a al a de mo i ação pode es a ligada a azões de au oe icácia. Os indi íduos com maio sen ido de au oe icácia es ão mais mo i ados, melho am os seus ní eis de AF e diminuem a possibilidade de desen ol e em doenças c ónicas [87]. A mo i ação é uma ba ei a di ícil de ul apassa em pessoas que e e em má saúde ou que enham sin omas limi a i os à AF. O desen ol imen o de in e enções ao ní el da Saúde Pública que aumen em a au oe icácia e au oges ão da sua Saúde podem ajuda a ul apassa as ba ei as sociais e pessoais. De aco do com os dados do P og ama Nacional pa a a P omoção da AF, 33% dos adul os e e em a al a de empo como a p incipal azão pa a não p a ica em AF. Nes e es udo a al a de empo oi ambém e e ida como uma ba ei a, sob e udo na população u bana. As pessoas idosas com menos de 80 anos são mui as ezes cuidado es de algum memb o da sua amília e possuem ainda algum abalho como complemen o da e o ma [41]. 67 A população u al no a ual es udo oi a única a e e i ba ei as pelo ambien e ísico. Is o pode se um e lexo da al a de se iços e de apoio exis en es nes as comunidades pa a a ealização da AF. O ambien e ísico é um assun o que assume g ande signi icância na população u al acima dos 65 anos e em que se conside ada no desen ol imen o de p og amas pa a es as egiões. O ambien e ísico pode su gi como uma ba ei a, que em sido mencionada em di e sos es udos como sendo uma g ande esponsá el da não ealização de AF po pa e da população. Um ambien e ísico acili ado da AF, pode enco aja compo amen os mais a i os nos indi íduos [84]. A exis ência de maio núme o de locais ao a li e, pe mi e a p omoção de AF nesses mesmos locais, sendo que ais a i idades esul am numa expe iência mais p aze osa e uma maio AF [88]. O supo e social é o acili ado da AF mais abo dado pelos pa icipan es, a a és da companhia, inicia i as comuni á ias e de supo e o mal (p o issionais de saúde e p o issionais de AF). De aco do com Be hancou e al., di e sos es udos e e em que es a população deseja que os p o issionais de saúde o e eçam mais in o mação sob e AF, sob e os di e en es ipos de AF, com um acompanhamen o ou supe isão especializada da mesma e os ajudem a inicia e a man e ní eis de AF adequados, a a és da c iação de o inas e de obje i os e da obse ação egula dos seus p og essos. Es a o ma de supo e pode e e ei o num aumen o da au oe icácia e na con iança pa a pode ealiza AF [79]. Os acili ado es mais e e idos dizem espei o ao apoio o mal (sob e udo p o issionais de saúde e AF), supo e social e espaços pa a a ealização da AF. Os p o issionais de saúde o am e e idos como o maio supo e social, ha endo uma o e ligação en e a ealização da AF e o acompanhamen o especializado da pessoa. Es es esul ados são coinciden es com os de uma e isão sis emá ica ealizada po F anco e al., ealizada numa população acima dos 60 anos sob e quais as ba ei as e acili ado es na AF. Es a e e e, nos 132 es udos en ol endo 5987 pa icipan es, que os seis emas mais e e idos o am: a in luência social (in e ação en e os pa es, dependência nas ins uções de p o issionais da á ea, enco ajamen o de ou os), limi ações ísicas (do , medo de queda e co mo bilidades), es abelecimen o de p io idades, di iculdades no acesso (ba ei as ambien ais, p eço), bene ícios da AF ( o ça, equilib o, lexibilidade, au ocon iança, independência, melho ia da saúde ge al e bem-es a ) e a mo i ação [87]. 68 Nas á eas u ais são poucos os p o issionais de saúde exis en es nes as populações e com pouca cul u a na p e enção da doença e na manu enção da independência e au onomia nes a população [56]. Os p o issionais de saúde êm um papel undamen al no aumen o da pa icipação dos indi íduos em p á icas de AF, a a és da ecomendação, como pa icipan es e como ins u o es. As ques ões sociais são das azões mais impo an es pa a o enco ajamen o da ealização de AF em homens e mulhe de meia-idade e idosos [60]. O supo e social é um impo an e de e minan e de saúde pois são á ios os e en os ao longo da ida que êm impac o nes a população ( e o ma, doença, mo e). En ende o impac o do supo e social nes a população le a a uma maio e iciência no desen ol imen o de p og amas de AF [89]. A OMS en a iza a impo ância de o indi iduo se um pa icipan e a i o na comunidade e de aze pa e de ambien es com es ilo de ida saudá eis. (OMS, 2002) In e enções que es imulem a inclusão social de idosos são al amen e ecomendadas, bem como a i idades ao a li e, pois é em casa que as pessoas passam a maio pa e do seu empo seden á io [88]. As populações e comunidades de e iam e o pode de con ola os de e minan es associados à saúde e en elhecimen o, a a és de uma pa icipação a i a no desen ol imen o de polí icas e in e enções de o ma a emo e ba ei as e p o idencia mo i ação à ealização da AF [3]. O papel dos espaços ísicos na in luência dos ní eis de AF em sido es udado po á ios au o es [90]. No p esen e es udo os pa icipan es e e i am os espaços o mais como aqueles que mais acili am a ealização de AF (Ginásio, Piscina, Te mas), o que ai ao encon o com ou os es udos quali a i os ei os na á ea que demons am que os espaços ísicos são um impo an e acili ado na AF em idosos [91]. O acesso a locais p opícios à AF e uma melho a qui e u a das habi ações o am os emas mais e e idos pelos pa icipan es. Is o suge e que as au a quias locais de e iam e em con a es es assun os nas suas agendas [56]. A a és dos esul ados ob idos, in e e-se que um p og ama de AF de e á e em con a as ques ões da u alidade e u banidade, sob e udo no conhecimen o e incen i o das a i idades elacionadas com o ja dim/quin al. Os p og amas de em e como inalidade 69 a saúde e o bem-es a dos indi íduos e p opo ciona uma a iedade de a i idades que sejam sob e udo i adas pa a caminhadas e exe cícios no meio aquá ico. Es es esul ados são coinciden es com es udos que demons am que a i idades sociais, ao a li e e de laze são mais p aze osas que a i idades indi iduais em espaço echado e elacionadas com o dia-a-dia [88]. O ac o de a maio ia dos pa icipan es e e i que a AF desempenha um papel undamen al an o a ní el ísico como men al, p opo ciona uma opo unidade aos p o issionais de saúde de o e ece em supo e a es es indi íduos. Es es p o issionais encon am-se numa posição p i ilegiada pa a queb a mi os en ol en es à p á ica de AF e ambém pa a ealiza o ensino de exe cícios especí icos pa a a melho ia do dia-a- dia des a população ( eino equilíb io, eino uncional,…), assim como c ia e/ou e e encia pa a p og amas de exe cício especí icos de aco do com as necessidades de cada indi íduo [79]. 1 - Limi ações do es udo A me odologia u ilizada no p esen e es udo é de ca iz explo a ó io, pe mi indo obse a a emá ica e as dimensões a ela associadas, não possibili ando no en an o a gene alização dos esul ados ob idos. Os dados encon ados pe mi em uma isão especí ica da ealidade po uguesa que pode á se i de pon e pa a no os abalhos nes a á ea, com g andes con ibu os pa a a Saúde Pública. Uma das limi ações des e es udo é a sob es imação, uma conhecida limi ação do IPAQ que pode le a a que haja uma alsa sensação de exis ência de um ele ado ní el de AF obse ado nos pa icipan es en ol idos. Ou a das limi ações es á associada à amos a u al, que po con eniência oi oda escolhida numa aldeia do concelho de San a Comba Dão, o que pode le a a que os indi íduos enham as mesmas c enças, ní eis de educação e a i udes e po isso di icul a a ans e ibilidade dos esul ados pa a ou os con ex os u ais po ugueses. Fu u as in es igações de em u iliza amos as ep esen a i as de odo o e i ó io nacional, englobando a população a i a independen e e ainda a população ins i ucionalizada, a não au ónoma e/ou a dependen e. 70 71 VII - Conclusão O sucesso na pa icipação dos indi íduos em AF depende de di e sos a o es, pelo que a cons ução de polí icas e p og amas di ecionados pa a es a á ea de e ão e em con a as ca ac e ís icas indi iduais da pessoa. Como a população nes a aixa e á ia es á bas an e ece i a ao apoio po pa e dos p o issionais de saúde [60], es es êm um papel de e minan e no obje i o da OMS de edução da ina i idade ísica em 15% nes a população a e ao ano de 2030 [6] O es udo dos acili ado es e ba ei as à AF e ela-se undamen al pa a que odos os p o issionais ligados à á ea de AF, sob e udo os de saúde, possam melho a a sua in e enção, adequando-a melho às necessidades indi iduais de cada pessoa. Os es o ços pa a aumen a os ní eis de AF eque em in e enções em di e en es ní eis: indi idual, comuni á io e ambien al. A ealização de p og amas de AF de e á e como al o as necessidades especí icas dos idosos, independen emen e de se em desenhados comos classes, a i idades ou exe cícios indi iduais. Es es p og amas de em e em con a as condições de saúde especí icas dos indi íduos, assim como a p omoção da li e acia, de o ma a escla ece e a a ai es a população pa a um aumen o da AF [89]. Com a mudança demog á ica deco en e do en elhecimen o, é de ex ema impo ância que a população nes a aixa e á ia pa icipe nalguma o ma de AF diá ia, de endo exis i um no o en oque nas a i idades diá ias ealizadas po es a população, pa a que se possa alcança o obje i o de AF ecomendado pela OMS. Uma no a posi i a deco en e des e es udo é que odos os pa icipan es ealiza am a AF ecomendada, suge indo assim que as polí icas de saúde pública di igidas a es a população pode ão es a a e e ei os posi i os. Assim o na-se desejá el que que num p imei o passo se es imule es a população pa a ealiza AF, o e ecendo pos e io men e p og amas e locais ap op iados pa a a p á ica de AF, bem como ap esen a p og amas di e si icados que mo i em a manu enção e es imulem a pe ceção dos múl iplos bene ícios da p á ica de AF, de modo a possibili a 78 79. Be hancou J. H, Rosenbe g E. D, Bea y T, A e bu n E. D. Ba ie s o and Facili a o s o Physical Ac i i y P og am Use Among Olde Adul s. 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Pa a si, quais são os p incipais obs áculos à p á ica de a i idade ísica? 10. De 1 a 10, a é que pon o se sen e capaz de ealiza a i idade ísica? 11. Em e mos de a i idade ísica, o que gos a mais de ealiza ? / Quais os ipos de a i idade que se imagina ia mais a ealiza ? 12. Gos a a de ecebe ajuda pa a se mais a i o? Se sim, qual? 13. Na sua opinião, qual o papel dos p o issionais de saúde pa a ajuda as pessoas a e uma ida mais a i a? 14. Na sua opinião, que ou os p o issionais se ão impo an es pa a apoia as pessoas a e em uma ida mais a i a? 84 Anexo III – Ques ioná io sociodemog á ico 85 Ques ioná io Ge al Ca ac e ização sociodemog á ica Sexo: ___ Idade:____ anos Peso: ___ kg Al u a: ___ cm E nia (coloque uma c uz na opção que se adequa): (_) Caucasiana (_) Cigana (_) Neg a (_) Asiá ica (_) Ou a (Qual) Qual o país em que nasceu? ____________________________________________________________ Qual é a sua nacionalidade? ____________________________________________________________ Qual o concelho onde habi a? ____________________________________________________________ Es ado Ci il: (coloque uma c uz na opção que se adequa): (_) Casado (_) Viú o (_) Sol ei o 86 (_) Sepa ado/Di o ciado Qual a sua escola idade? (coloque uma c uz na opção que se adequa): (_) Não sabe le /esc e e (_) 1º Ciclo do ensino básico (_) 2º Ciclo do ensino básico (_) Ensino secundá io ou p o issional (_) Ensino uni e si á io Com quem i e? (coloque uma c uz na opção que se adequa): (_) Sozinho (_) Cônjuge (_) Filhos (_) Ne os (_) I mãos (_) Sob inhos (_) Ou os Núme o de Filhos: ____ Rendimen o líquido mensal amilia (os seus endimen os mais os dos que i em consigo)? (coloque uma c uz na opção que se adequa): (_) In e io a 499€ (_) 500€ - 999€ (_) 1000€ - 1499€ (_) 1500€ – 1999€ (_) 2000€ - 2999€ (_) 3000€ ou supe io Alguma ez um médico lhe diagnos icou: (assinale as pa ologias diagnos icadas) (_) Doença ca díaca (angina de pei o, en a e do miocá dio, a i mia, insu iciência ca díaca, e c.) (_) Aciden e ascula ce eb al (AVC) (_) Canc o (qualque ipo de canc o) (_) Diabe es ipo 1 87 (_) Diabe es ipo 2 (_) Hipo i oidismo (_) Hipe i oidismo (_) Hipe ensão a e ial (_) Dislipidémia (al e ação go du as no sangue) (_) Doença gas oin es inal (_) Dep essão (_) Doença Pulmona Obs u i a C ónica (_) Apneia do sono (_) A i e (_) Os eopo ose (_) Doença enal (_) Pa kinson (_) Ou a. Qual? ____________________________ Tem a ualmen e alguma doença que o ob igue a cuidados de saúde egula es ( a amen os, análises, consul as, e c. - coloque uma c uz na opção que se adequa): (_) Não (_) Sim 15.1 Se sim, qual(is)? ____________________________________ 94 Secção 4: A i idades Físicas e Despo i as de Rec eação e Tempos Li es Es a secção e e e-se a oda a a i idade ísica e despo i a que e e ua no seu empo li e pa a ec eação numa semana. Mais uma ez, conside e apenas a a i idade que az du an e pelo menos 10 minu os seguidos. Po a o NÃO inclua qualque a i idade que já enha mencionado. 4a Não conside ando qualque ipo de caminhada que já enha e e ido, no malmen e, po semana, quan os dias anda du an e pelo menos 10 minu os seguidos no seu empo li e/laze ? ____ Dias po semana ____ Nenhum (passe pa a a ques ão 4d) 4b Quan o empo despende no malmen e po dia a anda no seu empo li e/ laze ? ____ Ho as ___ minu os 4c Quando anda nos seus empos li es, a que in ensidade no malmen e o az? ___ Passo igo oso ___ Passo mode ado ou ___ Passo len o 4d No malmen e, po semana, quan os dias nos seus empos li es az a i idade ísica igo osa como ginás ica ae óbica, co ida, bicicle a, na ação? ___ Dias po semana ___ Nenhum (passe pa a a ques ão 4 ) 4e No malmen e, nos seus empos li es, quan o empo despende a aze a i idade ísica igo osa? ____ho as ___ minu os 4 No malmen e, po semana, quan os dias nos seus empos li es az a i idade ísica mode ada como anda de bicicle a a uma elocidade mode ada, nada e joga énis? ___ Dias po semana ___ Nenhum (passe pa a a Secção 5: Tempo sen ado) 95 4g Quan o empo cos uma despende po dia a aze a i idade ísica mode ada nos seus empos li es/laze ? ____ Ho as ___ minu os Secção 5: Tempo sen ado As úl imas ques ões e e em-se ao empo em que es á sen ado po dia enquan o abalha, es á em casa, az o pe cu so pa a o emp ego e du an e os empos li es. Também pode se incluído o empo sen ado numa sec e á ia, a isi a amigos, a le ou a e ele isão. Não inclua o empo sen ado num eículo a mo o que já enha mencionado. 5a Quan o empo cos uma es a sen ado num dia de semana? ____ Ho as ___ minu os 5b Quan o empo cos uma es a sen ado num dia de im-de-semana? ____ Ho as ___ minu os 96 Anexo V – Ques ioná io SF-36 2 97 98 99 100 101 Anexo VI - Fo mulá io de consen imen o in o mado 102 In es igação no âmbi o do Mes ado em Saúde Pública No âmbi o do Cu so de Mes ado em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública da Uni e sidade No a de Lisboa, o aluno João F ede ico Pin o es á a desen ol e um abalho in i ulado “A i idade Física na População Sénio Po uguesa – Ba ei as, Mo i ações e Facili ado es”, pa a o qual gos a ia de o con ida a pa icipa Quais são os obje i os des e es udo? Es e es udo es á a se desen ol ido com o obje i o de cla i ica sob e a o es elacionados com a p á ica de a i idade ísica em indi íduos com idades supe io es a 65 anos. Es e p oje o i á deco e du an e o ano le i o 2017/2018. Quem é o in es igado ? Es e p oje o de in es igação ai se ealizado pelo mes ando João F ede ico de Amo im Gonçal es Mon ei o Pin o e o ien ado pela P o esso a Dou o a Ana Ri a Góis da Escola Nacional de Saúde Publica da Uni e sidade No a. Como se ão ecolhidos os dados? As in o mações se ão ecolhidas a a és de um ques ioná io e de uma en e is a que se á g a ada pa a pe mi i uma melho comp eensão dos dados ob idos. Os ques ioná ios pode ão se p eenchidos pelo pa icipan e ou com o auxílio do in es igado no caso de di iculdades no p eenchimen o da mesma. Sou ob igado a pa icipa ? A pa icipação é olun á ia, mas é mui o impo an e e o con ibu o de odos, de o ma a ob e o maio conjun o de dados possí eis. Quem é que em acesso aos dados? Cada ques ioná io e á um código de iden i icação que apenas se á conhecido pela equipa de in es igação. A in o mação ecolhida é absolu amen e con idencial, não sendo incluídos dados de iden i icação no a amen o de dados 103 Eu, ____________________________________________________________________ decla o que li as in o mações acima, en endi o obje i o des e abalho, comp eendo os bene ícios do mesmo pa a o conhecimen o cien í ico e acei o pa icipa . Assina u a: ____________________________________________________________ Da a: ___________________ 110 En e 8_U De inição AF Mo imen o É mo imen o, é semp e mo imen o… cons an e… é isso U bano En e 9_U De inição AF Mo imen o Pa a mim a a i idade ísica é p on o, p a ica … anda , p a ica qualque despo o mínimo… como é que eu hei-de dize … co e um bocadinho , mexe um bocadinho… pa a mim aquilo que eu ealmen e pode ia, possa aze nes e momen o U bano En e 10_ U De inição AF Mo imen o é uma pessoa mexe -se e uma pessoa anda de um lado pa a o ou o e consegui aze as coisas odas U bano En e 11_ U De inição AF Mo imen o São á ias coisas, como aze despo o, na ação, anda de bicicle a, caça , que e a uma coisa que eu azia mais do que aço hoje em dia. Conside o isso udo como sendo a i idade ísica. Nada na p aia ambém, gos o de p aia, gos o de aze na ação U bano En e 12_ U De inição AF Mo imen o A a i idade ísica se á aze ginás ica, aze hid oginás ica, anda po anda , sem se só po aze coisas U bano En e is a 2_R De inição AF P omo o de Saúde A AF é en a que a saúde se man enha. Ru al En e is a 3_R De inição AF P omo o de Saúde A AF é aquela que esul a da disposição de aze a i idade no sen ido de bene icia isicamen e, não é p op iamen e.. Ru al En e 5_R De inição AF P omo o de Saúde pa a p og edi na saúde e nisso udo Ru al En e is a 6_R De inição AF P omo o de Saúde A AF é... a pessoa desen ol e mais os ne os, desen ol e mais... O que é que ocê que que eu esponda? E – Responda como ocê quise , pode da exemplos. 6 – A AF é... a pessoa que anda e não es á mui o pa ada e al, isso é que se á a AF, Ru al En e is a 7_U De inição AF P omo o de Saúde Acho que é uma coisa boa pa a a saúde. U bano En e is a 7_U De inição AF P omo o de Saúde Se i esse que de ini AF, que dize ... na minha manei a de e , a AF az al a a qualque pessoa e eu acho que isso é uma coisa que é ú il pa a a nossa saúde. U bano En e is a 1_R De inição AF T abalho A i idade ísica começa desde que nós se le an amos a é se dei amos e no malmen e no campo, abalhando a ho a, abalhando o ja dim, abalhando e p epa ando e enos pa a cul i a , essa é uma a i idade ísica. Ru al En e is a 1_R Facili ado es Aconselhamen o ou os p o issionais dado que uma pessoa não em conhecimen o de ce as e de e minadas... Exe cícios que de e aze , an o a ajuda de um p o esso , com a ajuda de um p o esso /p o esso a semp e se esol em melho ou semp e se azem melho os exe cícios que nós de emos aze . Ru al 111 En e is a 1_R Facili ado es Aconselhamen o ou os p o issionais pessoas que, que dize que não sendo p o issionais de saúde ambém êm conhecimen os de ginás ica, al e qual como são os u ebolis as, as pessoas que mais sem se em p o issionais de saúde ambém indicações pa a que o co po se desen ol a e po an o ósseamen e como músculos e coisas assim. Ru al En e 5_R Facili ado es Aconselhamen o ou os p o issionais po exemplos os de Educação Física ajuda a mui o. E: E po quê? 5: Oh… ao menos ensina am a aze e como se de e aze a a i idade ísica Ru al En e is a 7_U Facili ado es Aconselhamen o ou os p o issionais Te ia de eco e às pessoas que es ão den o do ginásio, pa a puxa mais, puxa mais po mim. U bano En e 9_U Facili ado es Aconselhamen o ou os p o issionais E acha que exis em ou os p o issionais o a da saúde que são impo an es pa a a i idade ísica? 9: Tudo o que enha a e com essas unções, acho que odos são impo an es U bano En e 11_ U Facili ado es Aconselhamen o ou os p o issionais écnicos de ginásio, não sei se é bem isso que se chama podem se impo an es desde que es ejam quali icados pa a isso U bano En e is a 1_R Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde eles êm semp e ob igação de sabe as melho es condições que em conhecimen o pa a nos dize o que de emos aze ou não aze . Po an o, eu acho que o médico, o e apeu a, êm po ob igação ensina e dize , e quando nós es amos a aze mal, que co ija pa a que nós não andamos, não açamos coisas que nos podem p ejudica a é no sen ido da p óp ia cons i uição co po al. Ru al En e is a 2_R Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde Sim, cla o, se eles o em simpá icos. Se o em bas an e simpá icos... se o em bas an e... po que há pessoas que andam ali po anda . Enquan o se o em a i os e incen i a em a gen e, é mais ácil. Ru al En e is a 4_R Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde São impo an es po que nos ajudam e diziam a melho manei a de aze Ru al En e 5_R Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde Isso aí… aconselham… aconselham a aze o que é mui o bom pa a nós e nós é que de e íamos segui esses conselhos Ru al En e is a 6_R Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde Os médicos, naquilo que a gen e p ecisa. E – E ajudam a se mais a i os em quê? O que é que acha que eles ajudam pa a a pessoa se mexe mais? 6 – Que dize , às ezes a é ecei am uns comp imidos e a pessoa, eu po exemplo, posso oma só 5 dias e depois pa a , que depois mais, a e a o co ação. Eu Ru al 112 posso oma só 5 dias e daí a 15 dias... e al... ajudam-me mais. En e is a 7_U Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde só mesmo no ginásio é que eu ou azendo, po que a isio e apia é que con ém-me aze e aço U bano En e is a 7_U Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde Puxa pelas pessoas, puxa no aspe o de es ende mais a nossa capacidade. U bano En e is a 7_U Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde E – Acha que é sob e udo os p o issionais de saúde? 7 – Exa amen e, é quem pe cebe das coisas. U bano En e 8_U Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde Eu acho que é essencial, mas ambém uma c í ica aço, que ejo mui a gen e a necessi a de ajuda nesse sen ido e que ai ao médico cons an emen e e nunca é ad e ida pa a isso U bano En e 9_U Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde Acho que é um papel undamen al pa a nós, pa a as pessoas… se á isso ealmen e que ajuda a le an a . Po an o se a pessoa es á numa si uação mais ágil, de ce eza que uma das mais impo an es ajudas se á a dos p o issionais de saúde. U bano En e 10_ U Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde Pa a ajuda . E: E no que é que acha que eles ajudam? 10: Ajudam na doença das pessoas U bano En e 10_ U Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde E acha que ou os p o issionais sem se em de saúde são impo an es pa a aze em a pessoa mais a i a? 10: São sim senho , E: Que ou os p o issionais? 10: um qualque , isio e apeu a E: E sem se de saúde? 10: Não são an o U bano En e 11_ U Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde Acho que é impo an e, acho que é impo an e que nos aconselhe a aze a i idade ísica e po an o não de emos aze po nós p óp ios po que p o a elmen e es amos a aze alguma coisa que é e ada U bano En e 12_ U Facili ado es Aconselhamen o P o issionais de Saúde Acho que sim, acho que é impo an e, embo a…. Quando a gen e é au ónoma, em di iculdade em a alia o ipo de… que ipo de apoio é que lhe é undamen al, po que sen e que não p ecisa, mas há ases da ida em que se p ecisa com ce eza U bano En e is a 1_R Facili ado es AF adequada ao indi iduo no caso da hid oginás ica, aço oda a AF, que po an o as o dens que me são dadas pela p o esso a. Ru al 113 En e is a 2_R Facili ado es Apoio Especializado Em odas as a i idades, mesmo nas eceções públicas, em odas as a i idades que a gen e, em odos os luga es que a gen e á se a endida, se não é a encioso... Ru al En e is a 4_R Facili ado es Apoio Especializado ínhamos pa a aí meia dúzia de senho as com as manguei as que anda am à ol a da gen e: ou no pescoço, ou na anca ou onde p ecisá amos Ru al En e 5_R Facili ado es Apoio Especializado alguém que nos ensinasse e educasse nessa si uação Ru al En e is a 6_R Facili ado es Apoio Especializado Assim umas massagens, semp e ajuda am. Ru al En e 8_U Facili ado es Apoio Especializado Tudo que saiba ensina a ansmi i conhecimen o do mo imen o é que e a bom U bano En e 10_ U Facili ado es Apoio Especializado Uma pessoa que me pusesse melho U bano En e is a 4_R Facili ado es A li e an o que se diz que as pessoas do campo que mais i em no campo, po que i em no campo, po que ão semea , colhe e a anca as e as du am mais anos do que aquelas que es ão sen adas no so á de pe na c uzada odo o dia. Ru al En e 8_U Facili ado es A li e sei ambém que há aulas de yoga em belém e na Gulbenkian de Tai Chi e não sei quê… Acho que oda a gen e é impo an e U bano En e 11_ U Facili ado es A li e es ou a pensa ol a caça e aí já aço uns quan os quilóme os a pé, pelo menos a as das pe dizes são uns quan os quilóme os que se azem U bano En e is a 1_R Facili ado es Bom es ado de saúde sin o-me pe ei amen e à al u a de aze odos esses exe cícios, que ão exigindo, po exemplo na hid oginás ica e naqueles que a gen e ai azendo, na cul u a, ja dinagem e ou as coisas mais. Ru al En e is a 3_R Facili ado es Bom es ado de saúde E ago a já es ou melho . Foi exa amen e consegui anda . E – En ão aze essa a i idade oi essencial pa a si? 3 – Sim, sim, sim. Ru al En e is a 3_R Facili ado es Espaços adequados a minha casa em a so e de e uma... de es a ao ní el do solo, penso que isso é uma an agem Ru al En e is a 3_R Facili ado es Espaços adequados Eu não enho obs áculos. Eu enho ou o apa amen o, são in e deg aus, mesmo quando eu anda a pio conseguia aga a -me ao co imão, conseguia subi esses 22 deg aus. Ru al En e is a 4_R Facili ado es Espaços adequados azíamos e mas em São Ped o do Sul, e nós andá amos em á ios ipos de piscina, que é água baixinha, enquan o há ou as que andam pelo pescoço... e eu sen ia- me mui o bem, pa ece que inha de lá mais no a, com o pescoço di ei o e com menos do es no pescoço. Ru al 114 En e is a 4_R Facili ado es Espaços adequados Po isso os engenhei os de iam e ... pelo menos aquela casa que nós emos, ou o aspe o, ou o aspe o não... ...ou a... pa a as pessoas que chegam a elhos e êm di iculdades. A escada é mui o a pique e mui o es ei a. Po isso os engenhei os azem pa e da ida do mundo. Ru al En e 5_R Facili ado es Espaços adequados O que é que le a ia a ocê aze mais a i idade ísica? 5: O que é que me le a ia a aze … E: Mais… 5: Logicamen e se osse a um… um… ginásio ou ou a coisa qualque Ru al En e 5_R Facili ado es Espaços adequados A ajuda e a e os acessos à a i idade com locais ap op iados Ru al En e is a 6_R Facili ado es Espaços adequados Faze umas ginás icas, umas massagens, como os meus cunhados azem. Aquilo é que é uma a i idade boa, quando ão à piscina. Ru al En e 11_ U Facili ado es Espaços pa a p á ica AF Tal ez ginásio, um bocado de ginásio, um bocado de na ação, U bano En e 11_ U Facili ado es Espaços pa a p á ica AF P o a elmen e a a és de ginásio se ia impo an e U bano En e 12_ U Facili ado es Espaços pa a p á ica AF Gos a a de aze hid oginás ica, e iz du an e mui o empo U bano En e 8_U Facili ado es Expe iências no as O que é que me le a ia… hã… Ou as expe iências, eu gos o de aze ou as coisas no as, ou as expe iências, ou as coisas que ainda não iz na ida U bano En e 8_U Facili ado es Expe iências no as gos o de aze coisas no as U bano En e is a 3_R Facili ado es Necessidade a pessoa sen e necessidade de aze exe cício ísico se i e limi ações, Ru al En e 8_U Facili ado es O ganizações/Inicia i as comuni á ias O ganiza i a, po exemplo. U bano En e is a 3_R Facili ado es Supo e Social Eu c eio que pode ia ha e mui o mais exe cício ísico, se hou esse ajudas nesse sen ido Ru al En e is a 3_R Facili ado es Supo e Social E acha que há ou os p o issionais que pode iam ajuda a aze AF sem se os de saúde: p o esso es de ginás ica ou os a qui e os? 3 – Mas eles ambém p ecisam de ecebe os seus hono á ios. E – E se po exº osse disponibilizado pela jun a ou pela câma a, acha que ou os p o issionais pode iam ajuda nisso? 3 – E a in e essan e. Ru al En e is a 4_R Facili ado es Supo e Social s ajudas do que eu gos o de aze , eu a anjo-as, a anjo que me ajudem a aze aqui no quin al. Ru al En e 8_U Facili ado es Supo e Social a Fa mácia, que à 3 ge ações comos clien es, que eu chamo a minha a mácia, o ganiza caminhadas ali com os elho es, elho es e não elho es… U bano 115 En e 9_U Facili ado es Supo e Social gos a a de e mais companhia, uma pessoa sozinha acaba po não e an a mo i ação. Se hun a uma, duas ou ês pessoas… é mais ácil, mo i a-nos mais U bano En e 10_ U Facili ado es Supo e Social Fa ia es a bem dispos a e e semp e gen e em casa. U bano En e 11_ U Facili ado es Supo e Social Se i esse mais companhia pa a aze , po exemplo, enho bicicle as… se i esse alguém pa a anda de bicicle a comigo al ez osse mais acil U bano En e 8_U Facili ado es Von ade Não p ocu ei ambém, lá es á… cus a-me ainda o ganiza … nesse aspec o nem p ocu ei ão pouco, con o comigo quando me ape ece… quando não me ape ece ambém ou…. U bano En e 10_ U Impo ânca/Bene icios Au onomia/Indep endência Olhe pode abalha , pode aze as coisas sem p ecisa de ninguém U bano En e 12_ U Impo ância/Bene ícios Au onomia/Inde pendência e de se au ónoma U bano En e is a 1_R Impo ância/Bene ícios Bem-es a acho que é onde o co po se sen e mais, mais... mais le e, pa a pode aze ambém a maio pa e dos exe cícios que se azem ou que se de iam aze Ru al En e is a 2_R Impo ância/Bene ícios Bem-es a Sen e-se mais le e Ru al En e 5_R Impo ância/Bene ícios Bem-es a En ão ico com um bem-es a melho … po an o ico mais le e isicamen e Ru al En e is a 6_R Impo ância/Bene ícios Bem-es a Sen e-se melho Ru al En e is a 7_U Impo ância/Bene ícios Bem-es a az bem ao ísico, eu sin o-me assim, a é al ez mais le e U bano En e is a 7_U Impo ância/Bene ícios Bem-es a Sin o-me bem. U bano En e is a 7_U Impo ância/Bene ícios Bem-es a Sin o-me mais le e, U bano En e 8_U Impo ância/Bene ícios Bem-es a No meu bem-es a , ísico emocional U bano En e 8_U Impo ância/Bene ícios Bem-es a É pa a o meu bem-es a … é isso… U bano En e 8_U Impo ância/Bene ícios Bem-es a Sin o aquele cansaço bom sabe… sin o mesmo que expulsei… sin o- me le e, sin o-me ó ima, mesmo mui o bem U bano En e 9_U Impo ância/Bene ícios Bem-es a É man e mos ealmen e o nosso bem-es a , isicamen e , aze elamen e…. Te um ida di e en e…. Se á isso pa a mim o g ande bene icio U bano En e 11_ U Impo ância/Bene ícios Bem-es a Sin o-me mais le e, sin o-me menos cansado undamen almen e é isso U bano En e 12_ U Impo ância/Bene ícios Bem-es a Eu acho que ico sa is ei a comigo p óp ia U bano En e is a 1_R Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de Saúde A pessoa que pouco ou nada az não é ão saudá el como aquela que desen ol e qualque ou o... seja no campo, ou cul i a ou no campo de abalhos de ou a... ...ou a a i idade. Ru al En e is a 6_R Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de Saúde mais saudá el Ru al 116 En e is a 7_U Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de Saúde En ão a AF pa a a saúde é ó ima. U bano En e 8_U Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de Saúde É impo an e pa a a minha saúde. U bano En e 9_U Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de Saúde Den o do meu en endimen o, pa a a saúde se á ealmen e… e á uma g ande impo ância U bano En e 10_ U Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de Saúde A impo ância é a pessoa e saúde U bano En e 11_ U Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de Saúde Acho que é impo an e pa a a saúde. Acho que quem az mais ac i idade ísica em com ce eza melho saúde, po isso acho que sim que é impo an e U bano En e 12_ U Impo ância/Bene ícios Es ado ge al de Saúde Pa a man e o o ganismo i o… Não sei U bano En e is a 1_R Impo ância/Bene ícios Mnau enção boa o ma ísica É mui o in e essan e pa a desen ol e odo o sis ema co po al Ru al En e is a 1_R Impo ância/Bene ícios Mnau enção boa o ma ísica AF e depois a alimen ação eg ada, median e o abalho que amos azendo, po que há abalho que exige uma alimen ação um pouco mais o e, mas em p incípio é uma alimen ação eg ada. Ru al En e is a 2_R Impo ância/Bene ícios Manu enção boa o ma ísica Faz-nos mexe , não ica pa ados, a i a-nos a nossa mo imen ação Ru al En e is a 2_R Impo ância/Bene ícios Manu enção boa o ma ísica mais a i a Ru al En e is a 3_R Impo ância/Bene ícios Manu enção boa o ma ísica acho que a pessoa se man ém mais ágil, mais desen ol o, menos pe o Ru al En e is a 4_R Impo ância/Bene ícios Manu enção boa o ma ísica Dá mais mobilidade Ru al En e is a 4_R Impo ância/Bene ícios Manu enção boa o ma ísica é mui o bom é pode anda , Ru al En e is a 6_R Impo ância/Bene ícios Manu enção boa o ma ísica caminha melho , mexe-se melho . Ru al En e is a 6_R Impo ância/Bene ícios Manu enção boa o ma ísica Ah, a gen e ica mais... se ize um bocado de AF, ica mais ágil. Ru al En e 9_U Impo ância/Bene ícios Manu enção boa o ma ísica Julgo que me sen i ia mais le e, mas ácil de mo imen a -me, uma pessoa pa ada acaba po ica mais pesada, cus a mais a mexe . Penso que esse se ia o g ande bene ício… odo nosso ísico melho a c isso e eu julgo que me i ia acon ece isso U bano En e 11_ U Impo ância/Bene ícios Manu enção boa o ma ísica Como eu azia despo os mo o izados acha a que e a mais impo an e po que me man inha em o ma mui o mais empo e inha mui o mais agilidade mas na e dade ainda conside o que sou bas an e ágil po que me mexo ainda mui o bem, não enho p oblemas de locomoção e po an o mexo-me bem dob o-me bem e apanho bem obje os do chão e al. Não sin o que enha mui o mais necessidades do que aquilo q aço U bano En e 12_ U Impo ância/Bene ícios Manu enção boa o ma ísica Num dos aspec os é pa a locomoção, pa a man e os U bano 117 mo imen os e a capacidade de se mo e En e 12_ U Impo ância/Bene ícios Manu enção boa o ma ísica e po ou o lado a pa e dos mo imen os ica mais acili ado U bano En e is a 2_R Impo ância/Bene ícios Recupe ação ísica A melho ia dos nossos mo imen os. Ru al En e is a 3_R Impo ância/Bene ícios Recupe ação ísica A a i idade se ia boa pa a mim, no sen ido em que eu enho, po an o uma doença que me limi a, limi a os meus mo imen os e po an o ha ia necessidade de aze exe cício Ru al En e 5_R Impo ância/Bene ícios Recupe ação ísica qual é que é a impo ância da a i idade ísica pa a a sua saúde? Ago a sem os núme os… 5: É boa, é mui o… mui o boa pa a mim em especial de i ado ao que enho… E: Que é o quê? 5: A p ó ese do joelho… que é pa a ecupe a . Ru al En e 10_ U Impo ância/Bene ícios Recupe ação ísica As g andes an agens e a se eu não me cansasse e se pudesse aze as coisas como an igamen e azia U bano En e is a 1_R Impo ância/Bene ícios Saúde Men al ambém men al Ru al En e is a 2_R Impo ância/Bene ícios Saúde Men al a i a-nos a nossa men e. Ru al En e is a 2_R Impo ância/Bene ícios Saúde Men al o sis ema ne oso ambém se acalma mais. Ru al En e 5_R Impo ância/Bene ícios Saúde Men al a é psiquicamen e ico mais ali iado. Ru al En e is a 7_U Impo ância/Bene ícios Saúde Men al Tan o na men e U bano En e is a 7_U Impo ância/Bene ícios Saúde Men al a men e ica mais ali iada. U bano En e 9_U Impo ância/Bene ícios Saúde Men al A odos os ní eis… ealmen e… isicamen e, men almen e U bano En e is a 1_R Impo ância/Bene ícios Sis ema Músculo-esquelé ico Pelo menos na pa e óssea, caso de coluna, udo o que seja pa e óssea, po an o... Ru al En e is a 2_R Impo ância/Bene ícios Sis ema Músculo-esquelé ico Sim, pa a já as do es muscula es ali ia Ru al En e is a 3_R Impo ância/Bene ícios Sis ema Músculo-esquelé ico nas a iculações, az bene ícios e iden emen e. Ru al En e is a 7_U Impo ância/Bene ícios Sis ema Músculo-esquelé ico como no ísico. U bano En e is a 2_R Impo ância AF Insu icien e Um 5! Ru al En e is a 1_R Impo ância AF Su icien e Aí pelo menos um 6/7 Ru al En e is a 3_R Impo ância AF Su icien e Se á pelo menos um ní el de 6. Ru al En e is a 4_R Impo ância AF Su icien e Pa a mim a impo ância é 10, pa a quem a pode aze . Ru al En e 5_R Impo ância AF Su icien e oh pah… de e se um 6 ou 7… um 7 Ru al En e is a 6_R Impo ância AF Su icien e Aí uns 6. Ru al En e is a 7_U Impo ância AF Su icien e Um 10. U bano En e 8_U Impo ância AF Su icien e Pa a aí… Não que o exage a , ambém sou capaz de ica U bano 118 sen ada algum empo… sei lá… um 7 En e 9_U Impo ância AF Su icien e Eu di ia o 10 U bano En e 10_ U Impo ância AF Su icien e um 10 U bano En e 11_ U Impo ância AF Su icien e Acho que é 7 U bano En e 12_ U Impo ância AF Su icien e Um 7 U bano En e is a 1_R Ní el a i idade Física Eu aço hid oginás ica 2 ezes ambém, e po an o isso é mui o in e essan e Ru al En e is a 2_R Ní el a i idade Física Nunca se á o su icien e, mas é o médio... não é em excesso, nem é em mino ia... um exe cício no mal. Ru al En e is a 6_R Ní el a i idade Física Insu icien e Acho que não. Ru al En e 9_U Ní el a i idade Física Insu icien e Nes e momen o aço mui o pouco U bano En e 10_ U Ní el a i idade Física Insu icien e Não U bano En e 11_ U Ní el a i idade Física Insu icien e Hoje em dia penso que não, se calha de ia aze mais qualque coisa U bano En e 12_ U Ní el a i idade Física Insu icien e Eu acho que é mui o impo an e, mas eu não aço U bano En e 12_ U Ní el a i idade Física Insu icien e Não, acho que não U bano En e 5_R Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Anda bicicle a Gos o de anda de bicicle a Ru al En e is a 3_R Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Caminhada Eu gos o de caminha , gos o de anda . Ru al En e 5_R Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Caminhada Gos o de caminha Ru al En e is a 6_R Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Caminhada Pa a já é caminha Ru al En e 8_U Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Caminhada gos o de anda , ado o aze caminhadas U bano En e 9_U Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Caminhada Se ia mais ao ní el ealmen e de i anda U bano En e 10_ U Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Caminhada Gos a a de anda U bano En e 11_ U Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Caminhada caça, aí es á nessa componen e a caminhada. U bano En e is a 1_R Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Despo os aquá icos Eu na hid oginás ica Ru al En e is a 1_R Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Despo os aquá icos eu não gos o an o do ginásio como da hid oginás ica, dado que o ginásio é um pouco... um pouco mais... ica mais ag es e. Na hid oginás ica a pessoa sen e-se mais le e. Ru al En e is a 2_R Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Despo os aquá icos A hid oginás ica. Ru al En e 8_U Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Despo os aquá icos Tudo que enha água ado o… ado o mesmo… pode se na ação, o meu i ness U bano En e 10_ U Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Despo os aquá icos Se pudesse a piscina… ainda andei lá 3 anos U bano En e 11_ U Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Despo os aquá icos Gos o de ealiza na ação, gos o mui o de p aia U bano En e 12_ U Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Despo os aquá icos Agua, ginás ica, hid oginás ica, é mui o ag adá el. U bano 119 En e 9_U Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Despo os a li e Com ce eza que gos a a de da umas co idas, hoje já não posso assim co e . Gos a a de i assim pa a a se a pendu a me naquelas coisas U bano En e 9_U Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Despo os a li e i a é a se a pa a as máquinas. Se ia isso U bano En e 5_R Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Exe cícios indi iduais gos o de aze ginás ica, ginás ica daquela ipo mili a … é e dade é… ainda aço hoje aquelas… lexões não, mas abdominais … aço umas qua o, cinco ou 6 ezes… daquelas que ap endi na opa … e esol e ce as si uações Ru al En e is a 7_U Tipo de a i idade ísica mais p aze osa Ginásio O que eu mais gos a ia de aze , sei lá... um ginásio, pode aze mais empo e pode co e . Podia bicicle a e assim essas coisas U bano En e is a 4_R Tipo de a i idade ísica mais p aze osa T a a ja dim/quin al Se isso pode se conside ado aze AF, anda na ho a a ega , ou a anca as e as ou espe a o pau pa a sai a lo em pé como eu gos o, que eu é que plan o as lo es odas, que o meu ma ido só pe cebe é de con abilidade. Ru al En e is a 6_R Tipo de a i idade ísica mais p aze osa T a a ja dim/quin al abalha mais com os b aços, com uma e amen a, uma coisa qualque . Ru al R- Ru al U - U bano