e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
www.else ie .p / psp
A igo
de
e isão
A
o mac¸ão
de
p ofissionais
de
saúde
pa a
a
p e enc¸ão
de
lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
a
ní el
da
coluna
lomba :
uma
e isão
sis emá ica
Ma ga ida
Ne esa,∗e
Flo en ino
Se anhei ab,c
aCen o
Hospi ala
de
Lisboa
Ociden al,
Hospi al
Egas
Moniz,
Lisboa,
Po ugal
bEscola
Nacional
de
Saúde
Pública,
Uni e sidade
No a
de
Lisboa,
Lisboa,
Po ugal
cCMDT
–
Cen o
de
In es igac¸ão
da
Malá ia
e
ou as
Doenc¸as
T opicais
–
Saúde
Pública,
Lisboa,
Po ugal
in o mação
sob e
o
a igo
His o ial
do
a igo:
Recebido
a
28
de
e e ei o
de
2013
Acei e
a
13
de
janei o
de
2014
Pala as-cha e:
Lesões
musculoesquelé icas
P ofissionais
de
saúde
En e mei os
Mobilizac¸ão
de
doen es
P og amas
de
o mac¸ão
E gonomia
e
s
u
m
o
A
mo bilidade
associada
às
lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
(LMELT)
da
coluna
lomba
é
es imada
em
0,8
milhões
de
DALYS
em
odo
o
mundo,
cons i uindo
a
maio
causa
de
absen ismo
p ofissional.
Os
p ofissionais
de
saúde
são
um
g upo
ulne á el
à
oco ência
des as
pa ologias,
em
pa icula
aqueles
que
mobilizam
dia iamen e
os
doen es.
Pe an e
a
necessidade
de
p e eni
as
LMELT
e
ace
à
imu abilidade
da
si uac¸ão
de
abalho,
obse a-se
uma
apos a
na
implemen ac¸ão
de
p og amas
de
o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
sob e
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es.
O
obje i o
des e
es udo
é
iden ifica
as
p incipais
in e enc¸ões
desc i as
na
bibliog afia
sob e
o
impac o
da
o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
na
mobilizac¸ão
de
doen es,
nomea-
damen e
en e mei os,
de
modo
a
analisa
os
con ibu os
pa a
a
p e enc¸ão
de
LMELT
a
ní el
da
coluna
lomba .
Realizou-se
uma
e isão
sis emá ica
segundo
a
me odologia
do
P isma
S a emen ®nas
bases
de
dados
PubMed,
Web
o
Science,
B-On,
JSTOR,
Science,
Na u e,
Scielo
e
IndeX,
no
pe íodo
de
1998-2011,
em
po uguês,
inglês
e
ancês.
Fo am
iden ificados
79
a igos
a a és
dos
desc i o es
«p ofissionais
de
saúde»
(heal h
pe sonnel
OR
heal h
ca e
wo ke s),
«en e mei os»
ou
ou as
exp essões
associadas
a
en e magem
(nu ses
OR
nu s*),
lesões
da
coluna
e eb al
(low
back
pain
OR
spinal/Spin*
co d
inju ies),
mo imen ac¸ão
de
doen es
(mo ing
and
li ing
pa ien s
OR
handling
pa ien s
OR
pa ien
handling
ask),
capacidade
ísica
(physical
ac i i y
OR
physical
fi ness)
e
in e enc¸ão
educacional
(educa ional
in e en ion
OR
aining
in e en ion).
Após
iagem
e
a aliac¸ão
da
qualidade
dos
es udos
o am
selecionados
11.
Ve ificou-se
que
não
exis e
e idência
cien ífica
que
supo e
o
in es imen o
em
p og amas
de
o mac¸ão/in o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
ace ca
das
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es
com
o
in ui o
de
p e eni
as
LMELT
a
ní el
da
coluna
lomba .
Cons a ou-se
que
os
p og amas
de
in e enc¸ão
mul i a o ial,
apoiados
numa
abo dagem
sis émica
e
in eg ada,
são
mais
e e i os
na
p e enc¸ão
das
LMELT.
©
2013
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
os
di ei os
ese ados.
∗Au o
pa a
co espondência.
Co eio
ele ónico:
ma [email p o ec ed]
(M.
Ne es).
0870-9025/$
–
see
on
ma e
©
2013
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
os
di ei os
ese ados.
h p://dx.doi.o g/10.1016/j. psp.2014.01.001
90
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
The
heal h
p o essionals
aining
o
p e en ing
wo k- ela ed
musculoskele al
diso de s
o
he
lumba
spine:
A
sys ema ic
e iew
Keywo ds:
Wo k- ela ed
musculoskele al
diso de s
Heal hca e
p o essionals
Nu ses
Handling
pa ien s
T aining
p og ammes
E gonomics
a
b
s
a
c
Mo bidi y
om
wo k- ela ed
musculoskele al
diso de s
(WRMSD)
is
es ima ed
o
be
a ound
0.8
million
DALYS
wo ldwide
and
is
he
main
cause
o
absen eeism
om
wo k.
Heal hca e
p o essionals
a e
one
o
he
mos
ulne able
g oups
o
hose
diso de s,
namely
hose
mo ing
and
handling
pa ien s
e e yday.
In
iew
o
he
need
o
p e en
WRMSD
and
he
inabili y
o
change
wo king
condi ions,
he e
is
a
clea
eliance
on
he
implemen a ion
o
p og ammes
o
ain
heal h
p o essionals
in
pa ien
mobilisa ion
echniques.
The
aim
o
his
s udy
was
o
ocus
on
he
main
in e en ions
desc ibed
in
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bibli-
og aphy
conce ning
he
impac
o
heal hca e
p o essional
aining
on
pa ien
handling,
mo e
specifically
nu ses,
wi h
ega d
o
helping
o
p e en
WRMSD
o
he
lumba
spine.
A
sys ema ic
e iew
was
conduc ed
acco ding
o
he
P isma
S a emen ®me hod
based
on
da a
om
PubMed,
Web
o
Science,
B-On,
JSTOR,
Science,
Na u e,
Scielo
and
IndeX,
be ween
1998
and
2011,
in
Po uguese,
English
and
F ench.
79
a icles
we e
ound
wi h
he
ollowing
sea ch
e ms:
heal h
pe sonnel
OR
heal h
ca e
wo ke s,
nu ses
OR
nu s*,
low
back
pain
OR
spinal/Spin*
co d
inju ies,
mo ing
and
li ing
pa ien s
OR
handling
pa ien s
OR
pa ien
handling
ask,
physical
ac i i y
OR
physical
fi ness
and
educa ional
in e en ion
OR
aining
in e en ion.
A e
sc eening
and
assessing
he
quali y
o
he
s udies,
11
we e
selec ed
and
analysed.
The e
is
no
scien ific
e idence
o
wa an
in es men
in
p og ammes
ocused
on
heal hca e
p o essional
aining/in o ma ion
on
pa ien
mobiliza ion
echniques
o
p e-
en
musculoskele al
diso de s
o
he
lumba
spine.
Mul i ac o ial
in e en ion
p og ammes
based
on
sys emic
and
in eg a i e
componen s
a e
mo e
e ec i e
in
WRMSD
p e en ion.
©
2013
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Published
by
Else ie
España,
S.L.
All
igh s
ese ed.
In oduc¸ão
A
mobilizac¸ão
manual
de
ca gas
ep esen a
um
peso
impo -
an e
na
sociedade
em
ge al,
nas
o ganizac¸ões
e
pa a
os
p óp ios
abalhado es
po que
a e am
a
populac¸ão
em
idade
a i a,
con ibuem
pa a
o
aumen o
do
absen ismo
labo al,
pa a
a
diminuic¸ão
da
p odu i idade
e
da
qualidade
de
ida
dos
abalhado es1,2.
A
a i idade
dos
p ofissionais
de
saúde
implica
exposic¸ões
a
uma
a iedade
de
a o es
de
isco
que
podem
con ibui
pa a
o
apa ecimen o
e
desen ol imen o
de
lesões
musculo-
esquelé icas
ligadas
ao
abalho
(LMELT)3,4.
Nesse
con ex o,
a
mobilizac¸ão
de
doen es
é
mui o
equen e
e
en ol e
a
ealizac¸ão
de
uma
a e a
complexa
com
exigências
ma ca-
damen e
mo o as,
equen emen e
em
sob eca ga
do
sis ema
musculoesquelé ico5.
De
aco do
com
os
dados
es a ís icos
do
Bu eau
o
Labo
S a is ics6,
a
p ofissão
de
en e magem
des aca-se
en e
as
ocupac¸ões
o emen e
associadas
à
p e alência
de
LMELT.
A
incidência
anual
de
do es
da
coluna
lomba
en e
os
en e -
mei os
que
mobilizam
doen es
é
de
40-50%7e
a
p e alência
ao
longo
da
ida
é
de
35-80%8.
Há
ambém
egis os
segundo
os
quais
os
en e mei os
ap esen am
mais
30%
de
dias
de
a-
balho
pe didos
de ido
a
p oblemas
lomba es
que
a
populac¸ão
em
ge al9.
Nos
Es ados
Unidos
da
Amé ica,
a
pa ologia
mus-
culoesquelé ica
en e
os
en e mei os
é
de
ce ca
de
72,5%,
em
pelo
menos
uma
egião
co po al.
Des es,
15,8%
ap esen-
am
sin omas
simul aneamen e
nas
egiões
lomba ,
pescoc¸o
e
omb os10.
Em
Po ugal,
um
ecen e
es udo
ealizado
a
ní el
nacional
no
qual
pa icipa am
2.140
en e mei os
e elou
uma
ele ada
p e alência
de
sin omas
au o
e e idos
no
úl imo
ano,
nomeadamen e
a
ní el
da
coluna
lomba
(60,6%),
da
coluna
o ácica
(44,5%)
e
da
coluna
ce ical
(48,6%)11.
Vá ios
au o es
e e em
que
a
o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
em
sido,
ao
longo
dos
úl imos
anos,
a
es a égia
p incipal
(senão
a
única)
pa a
p e-
eni
a
oco ência
de
lesões
musculoesquelé icas
da
coluna
lomba
ligadas
ao
abalho7,12–14.
A
eficácia
des e
ipo
de
p o-
g amas
de
in e enc¸ão
em
igualmen e
sido
ques ionada
em
di e sos
es udos7,15,16 que,
no
essencial,
apon am
a
neces-
sidade
de
ado a
abo dagens
sis émicas
na
p e enc¸ão
das
LMELT
nes e
g upo
p ofissional17–19.
Na
p á ica
e ifica-se
que
as
si uac¸ões
de
abalho
se
man êm
inal e adas
e/ou
imu á eis.
As
limi ac¸ões
económi-
cas
con inuam
a
se
e e idas
como
o
p incipal
obs áculo
pa a
a
implemen ac¸ão
de
es a égias
ou
p ocedimen os
que
impliquem,
po
um
lado,
a
al e ac¸ão
dos
ecu sos
humanos
alocados,
bem
como
a
aquisic¸ão
de
no os
equipamen os,
po
ou o,
a
e o mulac¸ão
e
eo ganizac¸ão
dos
espac¸os
que
pe -
mi am
a
ealizac¸ão
co e a
das
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es.
Nas
unidades
de
saúde
só
ecen emen e
se
comec¸ou
a
e idencia
a
necessidade
de
adequa
a
configu ac¸ão
do
local
de
abalho
e
os
equipamen os
às
ca ac e ís icas
dos
abalhado es20.
Nas
unidades
de
saúde
po uguesas,
de
cons uc¸ão
an iga
(na
sua
maio ia),
é
equen e
os
p ofissi-
onais
de
saúde
e em
de
desempenha
as
suas
unc¸ões
em
espac¸os
limi ados
e
inadap ados
que
ob igam
à
al e ac¸ão
dos
p ocedimen os
mais
adequados
de
mobilizac¸ão
do
doen e,
assumindo
pos u as
ex emas
com
aplicac¸ão
de
o c¸a
em
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
91
des an agem
mecânica
na
ealizac¸ão
das
suas
a e as,
como
as
de
higienes
e
as
ans e ências,
en e
ou as.
Subsis e,
assim,
a
con icc¸ão
de
que
o
eduzido
núme o
de
p ofissionais
de
saúde,
a
p essão
o ganizacional
com
ele a-
dos
obje i os
de
p oduc¸ão
e
as
inadequadas
dimensões
ísicas
dos
espac¸os
hospi ala es
cons i uem
os
p incipais
elemen os
que,
no
essencial,
con ibuem
pa a
a
ealizac¸ão
de
más
p á i-
cas
que
colocam
em
isco
os
p ofissionais
de
saúde
du an e
a
p es ac¸ão
de
cuidados,
assim
como
os
doen es20.
Em
sín ese,
nos
con ex os
de
abalho
p e alece
a
implemen ac¸ão
de
p og amas
de
o mac¸ão
p ofissional
como
a
única
o ma
de
con ibui
pa a
a
p e enc¸ão
de
LMELT.
Tal
de e-se,
po
ce o,
a
se
uma
medida
ácil
de
implemen a ,
cus o-e e i a
e
empo
e e i a14 (mas
com
esul ados
dúbios),
o
que
le a
a
ques iona
o
in es imen o
nes e
ipo
de
p og amas,
assim
como
nos
seus
esul ados.
Me odologia
O
obje i o
p incipal
des e
es udo
oi
analisa
o
impac o
da
o mac¸ão
e
in o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es,
nomeadamen e
en e mei os,
na
pe spe i a
da
p e enc¸ão
de
LMELT
a
ní el
da
coluna
lomba .
Op ou-se
po
uma
e isão
sis emá ica
da
bibliog afia
po
se
um
mé odo
p eciso
e
fiá el,
que
pe mi e
sin e iza
um
subs an i o
conjun o
de
in o mac¸ão
com
e idência
cien í-
fica.
Seguiu-se
a
me odologia
do
P isma
s a emen ®,
de
aco do
com
as
ins uc¸ões
de
elabo ac¸ão
e e idas
po
Libe a i
e
al.21.
A
pe gun a
de
in es igac¸ão
oi
elabo ada
com
base
na
me o-
dologia
Popula ion,
In e en ion,
Con ol,
Ou comes,
S udy
design
(PICOS),
sendo
a
seguin e:
Se á
que
os
e ei os
da
o mac¸ão
sob e
a
mobilizac¸ão
de
doen es,
com
ou
sem
p og amas
de
melho ia
da
capacidade
ísica,
p e inem
a
incidência
de
lesões
musculoesquelé i-
cas
ligadas
ao
abalho
a
ní el
da
coluna
e eb al
nos
p ofissionais
de
saúde,
nomeadamen e
nos
en e mei os?
A
iden ificac¸ão
da
bibliog afia
pe inen e
baseou-se
numa
pesquisa
nas
bases
de
dados
PubMed,
Web
o
Science,
B-On,
JSTOR,
Science,
Na u e,
Scielo
e
IndeX
e
ambém
no
Google
Académico.
Os
desc i o es
da
pesquisa
ci cunsc e e am-se
às
a iá eis
que
deco em
da
pe gun a
de
in es igac¸ão.
U iliza am-se
exp essões
como
«p ofissionais
de
saúde»
(heal h
pe sonnel
OR
heal h
ca e
wo ke s),
«en e mei os»
ou
ou as
exp essões
associadas
a
en e magem
(nu ses
OR
nu s*),
bem
como
lesões
da
coluna
e eb al
(low
back
pain
OR
spi-
nal/Spin*
co d
inju ies),
mo imen ac¸ão
de
doen es
(mo ing
and
li ing
pa ien s
OR
handling
pa ien s),
capacidade
ísica
(physical
ac i i y
OR
physical
fi ness)
e
in e enc¸ão
educacional
(educa i-
onal
in e en ion
OR
aining
in e en ion).
Iniciou-se
a
pesquisa
na
base
de
dados
PubMed
po
e
a
aplicac¸ão
Thesau us.
Foi
pos e io men e
epe ida
a
pesquisa,
de
modo
idên ico,
nas
es an es
bases
de
dados.
Pesquisa am-se
es udos
ealizados
nos
úl imos
15
anos
(pe íodo
1996-2011)
em
po uguês,
inglês
e
ancês.
A
selec¸ão
dos
es udos
oi
ei a
em
2
e apas:
iagem
e
a aliac¸ão
da
qualidade
dos
es udos.
A
iagem
oi
ei a
po
2
e iso es,
de
o ma
independen e,
a a és
de
lis a
de
e ificac¸ão
dos
c i é ios
de
elabo ac¸ão
da
pe gun a
de
in es igac¸ão
–
Populac¸ão:
p ofissionais
de
saúde;
In e enc¸ão
(exposic¸ão):
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen-
es,
exclusi a
ou
não,
com
ou
sem
p og amas
da
melho ia
Tabela
1
–
Lis a
de
e ificac¸ão
dos
c i é ios
de
elegibilidade
I em
a aliado
Validade
in e na
O
obje i o
é
cla o
e
ap op iado?
O
es udo
es á
cla amen e
definido?
Selec¸ão
dos
pa icipan es
( iés
de
selec¸ão)
Es udos
caso-con olo:
os
g upos
de
casos
e
de
con olos
são
ex aídos
de
populac¸ões
compa á eis?
G upos
e
c i é ios
de
inclusão
es ão
bem
e
cla amen e
definidos?
Os
pa icipan es
são
em
núme o
suficien e
pa a
minimiza
o
e ei o
do
acaso?
Es udos
de
coo e:
os
a o es
de
exposic¸ão
es ão
cla amen e
definidos?
Os
g upos
expos os
e
não
expos os
são
ex aídos
de
populac¸ões
compa á eis?
Os
pa icipan es
são
em
núme o
suficien e
pa a
minimiza
o
e ei o
do
acaso?
Va iá eis
de
con undimen o
As
p incipais
a iá eis
de
con undimen o
es ão
iden ificadas
e
são
idas
em
con a
no
desenho
do
es udo
e
na
análise
dos
dados
(p.
ex.
uso
das
écnicas
de
alea o izac¸ão,
es ic¸ão,
empa elhamen o,
es a ificac¸ão)?
Resul ados
Os
esul ados
são
p ecisos
( e ifica
in e alo
de
confianc¸a,
es imac¸ão
do
isco)?
Validade
ex e na
Os
esul ados
do
es udo
aplicam-se
a
pessoas
que
não
pa icipam
nele?
Fon e:
Ne es22.
da
capacidade
ísica;
Con olo
(g upo
de):
p ofissionais
de
saúde
que
não
pa icipa am
em
p og amas
de
o mac¸ão;
Ou comes
( esul ados):
queixas,
sin omas
ou
lesões
musculo-
esquelé icas
a
ní el
da
coluna
e eb al;
S udy
design
( ipo
de
es udo):
es udos
explo a ó ios,
quali a i os
ou
quan i a i os,
obse acionais,
desc i i os,
ou
expe imen ais,
ans e sais,
longi udinais,
e ospe i os,
es udos
de
caso-con olo
ou
de
coo es.
Foi
u ilizada
a
es a ís ica
Kappa
com
o
in ui o
de
a a-
lia
o
g au
de
conco dância
en e
as
a aliac¸ões
dos
e iso es
pe an e
cada
a igo.
Os
esul ados
e ela am
que
ela i-
amen e
à
populac¸ão,
in e enc¸ões,
con olo
e
esul ados
(ou comes)
a
conco dância
en e
os
e iso es
é
mode ada
(k
=
0,545;
k
=
0,550;
k
=
0,533;
k
=
0,537,
espe i amen e).
Rela-
i amen e
ao
ipo
de
es udo
a
conco dância
é
subs ancial
(k
=
0,629)
e
no
que
espei a
à
selec¸ão
pa a
a
ase
seguin e
é
igualmen e
mode ada
(k
=
0,573).
Foi
ealizada
eunião
en e
os
e iso es
pa a
iden ificac¸ão
dos
mo i os
da
disco dância
em
12
a igos
(que
susci a am
dú idas)
e
decisão
sob e
a
sua
in eg ac¸ão
(ou
não)
na
e isão
sis emá ica,
endo-se
chegado
a
um
consenso
em
11
a igos.
O
passo
seguin e
consis iu
na
a aliac¸ão
da
qualidade
dos
es udos.
Es a
oi
de e minada
a a és
da
aplicac¸ão
de
lis a
de
e ificac¸ão
que
con emplou
os
c i é ios
de
elegibilidade22,
nomeadamen e,
a
alidade
in e na,
a
selec¸ão
dos
pa ici-
pan es
( iés
de
selec¸ão),
as
a iá eis
de
con undimen o,
a
alidade
dos
esul ados
(in e na)
e
a
alidade
ex e na.
A
lis a
de
e ificac¸ão
dos
c i é ios
de
elegibilidade
dos
a i-
gos
( abela
1)
oi
cons uída
com
base
em
ou as
lis as
de
e ificac¸ão
mais
complexas
e
já
es adas,
nomeadamen e
do
92
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
A igos iden i icados a a és da
pesquisa nas bases de dados PubMed,
Web o Science, B-On, JSTOR, Science,
Na u e, Scielo e IndeX,
(n = 76)
A igos iden i icados a a és de ou as
on es: google académico
(n = 22)
T iagem Inclusão Elegibilidade Iden i icação
A igos após se em emo idos os duplicados
(n = 79)
A igos iados (c i é io PICOS)
(n = 18)
A igos com ex o comple o
pa a aplicação dos c i é ios
de elegibilidade
(n = 12)
Es udos incluídos na sín ese
quali a i a
(n = 11)
Excluído 1 a igo po se
a a do mesmo es udo já
iden i icado a a és de
ou o11
A igos excluídos
(n = 63)
Figu a
1
–
Diag ama
do
p ocesso
de
e isão
sis emá ica.
The
guidelines
manual
do
Na ional
Ins i u e
o
Heal h
and
Clini-
cal
Excellence
e
do
C i ical
App aisal
Skills
P og amme
do
Public
Heal h
Resou ce
Uni .
Foi
pos e io men e
alidada
acialmen e
pelos
e iso es
do
es udo
an es
de
se
p ocede
à
sua
aplicac¸ão.
A
figu a
1
ilus a
a
dinâmica
do
p ocesso
de
iden ificac¸ão
e
selec¸ão
dos
a igos
pa a
análise.
A
e isão
sis emá ica
incide
nos
esul ados
dos
11
a igos
conside ados
elegí eis
pa a
a
ase
seguin e,
nomeadamen e,
os
es udos
de
Black
e
al.,
Day-
na d
e
al.,
Ha igsen
e
al.,
Higne
e
al.,
Hodde
e
al.,
Lim
e
al.,
Nelson
e
al.,
Nussbaum
e
al.,
Schibye
e
al.,
Wa -
ming
e
al.,
Yassi
e
al.
e
Johnsson
e
al.12,13,17,23–31.
Resul ados
Cons a ou-se
que
a
a iá el
« o mac¸ão»
assume
di e sas
o -
mas
de
aco do
com
o
con ex o
e
o ien ac¸ão
dos
es udos,
ha endo
necessidade
de
o ganiza
os
esul ados
em
4
g upos,
pa a
melho
sis ema izac¸ão:
a)
Es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
exclusi a
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
( abela
2);
b)
Es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
e
p og ama
de
exe cício
ísico
( abela
3);
c)
Es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
e
in oduc¸ão
de
equipamen o
mecânico
de
apoio
à
mobilizac¸ão
de
doen es
( abela
4);
d)
Es udos
com
p og ama
de
in e enc¸ão
mul i a o ial
( abela
5).
Os
esul ados
encon ados
es ão
e idenciados
nas
abelas
2–5.
Discussão
dos
esul ados
A
mobilizac¸ão
dos
doen es
ap esen a-se
como
uma
equen e
o ina
diá ia
dos
p ofissionais
de
saúde,
nomeadamen e
dos
en e mei os,
assis en es
ope acionais
e
fisio e apeu as.
A
a i idade
é
complexa
com
di e sas
exigências
e
implica,
habi ualmen e,
uma
ele ada
ca ga
ísica
com
epe cussões
no
sis ema
musculoesquelé ico,
que,
ambém
equen emen e,
excede
as
capacidades
indi iduais
dos
in e enien es,
em
pa -
icula
biomecânicas.
Op ou-se
pela
abo dagem
quali a i a,
essencialmen e
des-
c i i a
e
in e p e a i a
dos
di e sos
es udos
que
fize am
pa e
da
p esen e
e isão
sis emá ica
de ido
undamen al-
men e
à
sua
he e ogeneidade,
que
se
obse a
a
ní el
do
desenho
de
in es igac¸ão
(es udos
obse acionais,
ans e -
sais,
longi udinais,
com
ou
sem
componen e
compa a i a
e
com
medidas
epe idas
no
empo),
dos
mé odos
es a ís icos
(qui-quad ado,
Ano a,
en e
ou os),
dos
g upos
p ofissionais
(maio i a iamen e
en e mei os),
ins umen os
de
ecolha
de
dados
(ques ioná ios,
ins umen ac¸ão),
e
po
consequência
das
a iá eis
es udadas
e
esul ados
ob idos.
É
ainda
impo an e
aze
uma
pequena
e e ência
à
compa ac¸ão
en e
os
esul ados
ob idos
com
a
es a ís ica
Kappa
no
seguimen o
do
es udo.
Julga-se
que
a
mode-
ada
conco dância
ob ida
se
de eu
à
influência
dos
a igos
que
susci a am
dú idas,
mais
uma
ez
de ido
à
sua
ele-
ada
he e ogeneidade
no
con ex o
da
e isão
sis emá ica
e
espe i os
c i é ios
de
inclusão.
Assim,
como
os
esul a-
dos
se
encon a am
mais
p óximos
do
limi e
supe io
do
in e alo
da
classificac¸ão
«conco dância
mode ada»
(k
=
0,41-
0,60),
conside ou-se
que
exis ia
consenso
acei á el
en e
os
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
93
Tabela
2
–
Resul ados
dos
es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
exclusi a
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
Re .
bibl.
Populac¸ão
In e enc¸ão
G upo
de
con olo
Resul ados
e
conclusões
(ou comes)
Tipo
de
es udo
Qualidade
(1-10)
Ha igsen
e
al.25
n
=
345
En e mei os
e
assis en es
ope acionais
Du ac¸ão:
1
h
po
semana
du an e
2
anos
Con eúdo:
o mac¸ão,
eino
e
supe isão
das
écnicas
de
le an e
segundo
os
p incípios
de
Boba h
e
mecânica
co po al.
Foi
incluída
a
u ilizac¸ão
de
equipamen o
de
assis ência
a
ans e ência
3
h
de
o mac¸ão
sob e
écnicas
de
mobilizac¸ão,
sem
ecu so
a
qualque
equipamen o
de
assis ência
à
ans e ência
Melho ia
dos
dias
sem
do
lomba
OR
(95%
IC)
0,98
(0,52-1,85),
diminuic¸ão
do
n.◦episódios
de
do
lomba
1,01
(0,49-1,53)
P ocu a
de
a amen o
1,14
(0,69-1,89)
Fo mac¸ão
(in ensi a)
em
écnicas
de
ans e ências
combinadas
apenas
com
equipamen o
de
assis ência
à
mobilizac¸ão
de
doen es,
is o
é
in e enc¸ão
sem
ca á e
sis émico,
não
p e ine
a
incidência
de
do
lomba
nos
en e mei os
e
nos
assis en es
ope acionais
Obse acional
longi udinal
10
Hodde
e
al.27
n
=
22
12
indi íduos
inexpe ien es
e
10
en e mei os
G upo
de
in e enc¸ão:
indi íduos
inexpe ien es
Du ac¸ão:
3
sessões
em
2
dias
consecu i os
Con eúdo:
isualizac¸ão
de
um
ídeo,
o mac¸ão
eó ica
sob e
mecânica
co po al
e
eino
das
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es
Os
en e mei os
expe ien es
ecebe am
apenas
uma
sessão
de
o mac¸ão
e
eino
das
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es
Realizadas
a aliac¸ões
ele omiog áficas
e
dinâmica
da
coluna
e eb al
em
3
g upos
O
g upo
com
o mac¸ão
ob e e
meno es
alo es
de
ca ga
na
egião
lomba
e
de
isco
de
lesão
mas
os
alo es
ob idos
apenas
demons a am
que
os
pa icipan es
ap ende am
compo amen os
p o e o es
Obse acional
compa a i o
7,5
Nussbaum
e
al.13
n
=
24
Indi íduos
inexpe ien es
Fo mac¸ão
I)
isualizac¸ão
de
ídeo
de
25
minu os
Fo mac¸ão
II)
1
h
de
lei u a
o ien ada
po
docen e
uni e si á io
especialis a
em
e gonomia
e
1
h
de
sessão
p á ica
com
um
fisio e apeu a
expe ien e
Nenhuma
o mac¸ão
minis ada
ao
g upo
de
con olo
O
e ei o
ge al
do
eino
oi
o
único
e ei o
p o e o
significa i o
(p
<
0,001).
A
o mac¸ão
influenciou
apenas
alguns
aspe os
dos
compo amen os
ado ados
na
si uac¸ão
de
abalho
As
a e as
de
le an amen o
de
doen es
são
ealizadas
em
posic¸ões
mais
e icalizadas,
com
o
doen e
mais
p óximo
do
p ofissional
de
saúde.
As
análises
es á icas
apon am
diminuic¸ão
dos
alo es
de
comp essão
discal
e
de
momen os
de
co e.
O
p og ama
de
o mac¸ão
in ensi a
não
pe mi iu
al e ac¸ão
significa i a
nos
compo amen os
a
cu o
p azo
Obse acional
compa a i o
7,5
94
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
Tabela
2
(Con inued)
Re .
bibl. Populac¸ão In e enc¸ão G upo
de
con olo Resul ados
e
conclusões
(ou comes) Tipo
de
es udo
Qualidade
(1-10)
Schibye
e
al.28
n
=
9
P ofissionais
de
saúde
do
géne o
eminino
Fo mac¸ão
minis ada
po
fisio e apeu a
du an e
6
meses
(não
há
e e ência
aos
con eúdos
p og amá icos
da
o mac¸ão)
A aliac¸ão:
em
2
sessões.
Na
sessão
I
podiam
escolhe
a
écnica
a
u iliza .
Na
sessão
II
apenas
podiam
u iliza
a
écnica
ecomendada
A aliac¸ão
à
o alidade
do
g upo
an es
da
in e enc¸ão
Espe a-se
que
a
implemen ac¸ão
de
um
p og ama
de
o mac¸ão
in ensi a
(sem
ca ác e
sis émico),
quando
cump ida
a
écnica
ecomendada
pa a
a
mobilizac¸ão
do
doen e
diminua
o
isco
de
LMELT
A
ca ga
mecânica
a
ní el
da
coluna
lomba
eduziu
em
ce ca
de
3.400
N
em
odas
as
a e as
a aliadas,
com
a
u ilizac¸ão
da
écnica
ecomendada.
No
en an o,
não
exis em
conclusões
ela i amen e
à
mudanc¸a
de
compo amen o
a
longo
p azo
Obse acional
longi udinal
6,5
Johnsson
e
al.31
n
=
51
P ofissionais
de
saúde
G upo
de
in e enc¸ão
ado ou
o
modelo
de
ensino
quali y
ci cles
Du ac¸ão:
uma
ez/mês
du an e
4-6
meses
(4
dias
de
o mac¸ão)
Con eúdo:
a
o mac¸ão
e e
po
base
o
S ockholm
T aining
Concep .
Os
pa icipan es
de e iam
ap ende
um
modelo
de
análise,
que
aplica iam
a
cada
si uac¸ão
de
mobilizac¸ão
do
doen e,
conside ando
a
sua
p óp ia
capacidade,
os
ecu sos
e
necessidades
do
doen e
e
as
possibilidades
e
limi ac¸ões
do
ambien e.
De
aco do
com
es a
a aliac¸ão
escolhe iam
a
écnica
de
mobilizac¸ão
do
doen e
mais
adequada.
Fo am
einadas
as
écnicas
de
mobilizac¸ão
G upo
de
con olo
ado ou
o
modelo
de
ensino
adi ional
g oups
Du ac¸ão:
4
dias
de
o mac¸ão
in ensi a
Con eúdo:
idên ico
ao
g upo
de
in e enc¸ão
Os
esul ados
e elam
uma
melho ia
da
écnica
(F- alue
5,27,
p
<
0,05)
e
diminuic¸ão
do
descon o o
(F- alue
6,20
p
<
0,005)
du an e
as
ans e ências.
Não
se
e ificou
a
diminuic¸ão
significa i a
das
queixas
musculoesquelé icas
dos
pa icipan es
quando
compa adas
an es
e
depois
da
o mac¸ão
(coluna
lomba :
38
e
31%
de
queixas,
espe i amen e)
Obse acional
longi udinal
7
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
95
Tabela
3
–
Resul ados
dos
es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
e
exe cício
ísico
Re .
bibl.
Populac¸ão
In e enc¸ão
G upo
de
con olo
Resul ados
(ou comes)
Tipo
de
es udo
Qualidade
(1-10)
Wa ming
e
al.29
n
=
156
En e mei os
P og ama
1:
o mac¸ão
minis ada
po
fisio e apeu a
expe ien e
a
um
en e mei o
de
cada
se ic¸o
du an e
4
dias.
Em
6
semanas
oi
ei a
o mac¸ão
pelos
pa es
em
cada
en e ma ia
que
pa icipou
no
es udo.
Con eúdo:
o mac¸ão
minis ada
segundo
o
modelo
The
knowledge
o
ans e
and
mo emen
assis ance.
Nes e
modelo
u ilizam-se
os
p incípios
e gonómicos
e
em-se
em
con a
a
capacidade
de
colabo ac¸ão
do
doen e
aquando
da
ealizac¸ão
das
écnicas
de
mobilizac¸ão
P og ama
2:
o mac¸ão
idên ica
ao
g upo
an e io
e
p og ama
de
exe cício
ísico.
Du ac¸ão:
de
8
semanas,
1
h/2
ezes
po
semana.
Plano
de
eino:
exe cícios
de
aquecimen o,
de
eino
ae óbico
(co ida
na
passadei a,
emo
ou
bicicle a)
e
de
eino
de
o c¸a
(di ecionados
pa a
o
onco
e
glú eos).
Local:
no
hospi al,
du an e
as
ho as
de
abalho
Não
hou e
qualque
in e enc¸ão
no
g upo
de
con olo
A
implemen ac¸ão
do
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es
em
combinac¸ão
(ou
não)
com
o
p og ama
de
exe cício
ísico
não
diminuiu
o
núme o
de
queixas
de
LMELT
au o e e ida
ao
final
de
um
ano
(an es
66%,
depois
77%
no
g upo
de
in e enc¸ão
em
ge al)
A
melho ia
da
capacidade
ísica
az
diminui
os
ní eis
de
incapacidade
deco en e
das
LMELT
(g au
de
incapacidade
no
P og ama
1
oi
de
5,92
e
no
P og ama
2
de
2,78,
p
=
0,004)
Obse acional
longi udinal
10
e iso es
pa a
se
passa
à
e apa
seguin e
do
es udo.
Sendo
al
uma
limi ac¸ão,
p o a elmen e
o
aumen o
da
equipa
de
e isão
se ia
uma
es a égia
que
con ibui ia
pa a
aumen a
o
ní el
de
conco dância
en e
e iso es
e
c ia
maio
asse i idade
no
p ocesso.
Pa a
auxilia
a
discussão
dos
esul ados
ealizou-se
uma
sín ese
c í ica
dos
es udos
à
luz
do
a ual
conhecimen o
cien-
ífico
nes a
á ea.
a)
Es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
exclusi a
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
É
econhecido
que
as
in e enc¸ões
cen adas
no
indi-
íduo
se
êm
cingido
essencialmen e
à
o mac¸ão
e
eino
das
á ias
écnicas
de
posicionamen o
e
ans e ência
de
doen es.
Os
es udos
com
p og amas
de
o mac¸ão
exclusi a
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
( abela
2)
ap esen am
esul a-
dos
ancamen e
modes os
no
sen ido
de
apoia
es a
inicia i a
e
es e
modelo
de
in e enc¸ão
cen ado
no
indi íduo
como
p e en i os
de
LMELT
a
ní el
lomba .
Numa
p imei a
abo dagem
sob e
os
esul ados
des acam-
-se
os
es udos
de
Ha igsen
e
al.25 e
de
Nussbaum
e
al.13,
que
não
e elam
al e ac¸ões
significa i as
nos
compo amen-
os
ado ados
pelos
p ofissionais
de
saúde
após
um
p og ama
o ien ado
pa a
a
o mac¸ão
e
eino
na
mobilizac¸ão
de
doen es
e
ainda
cons a am
que
a
o mac¸ão,
po
si
só,
não
p e ine
a
do
lomba
(lombalgia).
Es es
esul ados
são
compa í eis
com
os
encon ados
po
ou os
es udos5,7,12,32,33.
Embo a
bem
acei e,
de
modo
ge al,
pa a
a
p e enc¸ão
de
LMELT,
a
o mac¸ão
sob e
mecânica
co po al
e
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es
não
em
conseguido
alcanc¸a
esul ados
sus en á eis
na
e idência
cien ífica
ela i amen e
à
diminuic¸ão
dos
sin omas
e
sinais
de
LMELT.
Nelson
e
al.12 e e em
que
nos
úl imos
30
anos
o
empenho
de
alguns
in es igado es
em
mos a
uma
base
c edí el
des e
ipo
de
es a égia
em
alhado
cons an emen e,
que
nos
p ofissionais
do
sec o
da
saúde
que
nou as
á eas.
Simila men e,
a
implemen ac¸ão
de
es a égias
de
in e enc¸ão
exclusi amen e
com
in o mac¸ão/ o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
nas
o ganizac¸ões
de
saúde
ap e-
sen a
esul ados
mui o
eduzidos
e
con adi ó ios,
dado
que
é
minis ada
em
ambien e
labo a o ial,
con olado,
mui o
di e en e
da
ealidade34.
O
abalho
eal
ap esen a
di e sos
a o es
que
não
são
con olados,
nomeadamen e
as
ca ac-
e ís icas
de
cada
doen e
a
se
mobilizado,
como
a
al a
de
equilíb io,
a
sua
massa
co po al
( equen emen e
assimé ica
e
ígida),
a
capacidade
de
colabo a
e e i amen e
du an e
a
mobilizac¸ão,
en e
ou os.
O
ambien e
hospi ala
é
mais
complexo
do
que
o
simulado
nesses
p og amas
de
o mac¸ão
labo a o iais
e
na
ealidade,
po
ezes,
as
mobilizac¸ões
oco em
em
casas
de
banho
ou
em
espac¸os
confinados
que
ob igam
os
p ofissionais
de
saúde
a
ado a
pos u as
ex e-
mas,
a
aplica
o c¸a
mui o
acima
dos
limi es
ecomendados,
semp e
com
o
in ui o
de
ajuda
o
doen e,
e i ando
si uac¸ões
que
o
coloquem
em
isco34.
Além
do
mais,
as
écnicas
de
mobilizac¸ão
que
são
ealizadas
habi ualmen e
no
plano
ho izon al
(po
exemplo,
com
o
doen e
na
cama)
ob igam
o
p ofissional
de
saúde
a
u iliza
a
muscula u a
dos
b ac¸os
e
omb os,
em
de imen o
dos
músculos
mais
o es
dos
mem-
b os
in e io es,
o
que
equen emen e
não
é
con emplado
nos
p og amas
de
o mac¸ão34.
Rela i amen e
aos
esul ados
dos
es udos
iden ificados
com
p og ama
de
o mac¸ão
exclusi a
sob e
mobilizac¸ão
de
96
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
Tabela
4
–
Resul ados
dos
es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
e
in oduc¸ão
de
equipamen o
mecânico
de
apoio
à
mobilizac¸ão
de
doen es
Re .
bibl.
Populac¸ão
In e enc¸ão
G upo
de
con olo
Resul ados
(ou comes)
Tipo
de
es udo
Qualidade
(1-10)
Yassi
e
al.30 n
=
346
En e mei os
e
assis en es
ope acionais
G upo
A:
ans e ências
manuais,
segundo
a
p á ica
comum
G upo
B:
inha
disponí el
um
ele ado
e
ajudas
écnicas
pa a
a
mobilizac¸ão
(cin os
de
ans e ência
em
cada
qua o;
6
placas
de
deslizamen o)
G upo
C:
inha
disponí el
equipamen o
mecânico
que
incluía
ele ado es,
ele ado es
pa a
coloca
o
doen e
na
posic¸ão
de
sen ado
e
ajudas
écnicas
(cin os
de
ans e ência
e
placas
de
deslizamen o).
O
n.◦de
equipamen os
oi
de e minado
na
a aliac¸ão
da
si uac¸ão
de
abalho
G upos
B
e
C
ecebe am
3
h
in ensi as
de
o mac¸ão
p á ica
endo
em
con a
os
p incípios
e gonómicos,
a aliac¸ão
do
doen e
e
écnicas
de
mobilizac¸ão
com
ecu so
ao
equipamen o
disponí el
G upo
A:
não
ecebeu
nenhuma
o mac¸ão
o mal.
Es e
g upo
inha
disponí el
ele ado
e
ajudas
écnicas
pa a
a
mobilizac¸ão
de
doen es,
sujei o
a
equisic¸ão
Ve ificou-se
que
um
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
combinado
com
um
p og ama
de
in oduc¸ão
de
equipamen o
mecânico
de
apoio
à
mobilizac¸ão,
diminui
o
cansac¸o
da
equipa
e
diminui
a
ca ga
ísica.
Ní el
de
con o o
aumen ou
em
51,1%
no
G upo
C
e
47,9%
no
G upo
B.
No
G upo
C
eduziu-se
a
média
das
queixas
musculoesquelé icas
a
ní el
lomba
-5,2/-3,3
e
dos
omb os
-4,9/-2,3
aos
6
meses
e
um
ano,
espe i amen e
Obse acional
Longi udinal
(medidas
múl iplas)
10
Dayna d
e
al.24
No a:
es udo
que
deco e
do
an e io
n
=
36
P ofissionais
de
saúde
(12
de
cada
g upo)
G upos
de
in e enc¸ão
do
es udo
an e io
(G upos
B
e
C)
Pa a
e ei os
do
es udo
biomecânico
além
da
in e enc¸ão
desc i a
an e io men e,
ealiza am-se
5
écnicas
de
mobilizac¸ões,
em
2
si uac¸ões
di e en es:
1)
doen e
colabo an e
e
le e
e
2)
doen e
não
colabo an e
e
pesado.
Os
pa icipan es
de e iam
a alia
a
si uac¸ão,
de e mina
a
écnica
adequada
e
equipamen o
a
u iliza ,
não
subs i ui
o
doen e
naquilo
que
ele
consegue
aze
e
comple a
a
mobilizac¸ão
com
a
ajuda
humana
ou
écnica
disponí el
G upo
de
con olo
do
es udo
an e io
(G upo
A)
A
in oduc¸ão
de
equipamen o
no
p og ama
de
in e enc¸ão
le ou
a
uma
maio
conco dância
com
a
écnica
ecomendada
(p
<
0,01).
Ve ificou-se
uma
educ¸ão
da
ca ga
na
coluna
e eb al
(p
=
0,001
no
g upo
B
e
p
<
0,033
no
g upo
C).
Em
alguns
casos,
o
equipamen o
aumen ou
a
ca ga
a
ní el
da
coluna
e eb al
de ido
ao
maio
empo
na
posic¸ão
de
flexão
do
onco.
Nenhum
mé odo
de
in e enc¸ão
exclusi a
de e
se
ecomendado.
Cada
mobilizac¸ão
de e
se
a aliada
pe
si,
de e minando
assim
o
melho
mé odo
de
mobilizac¸ão
Obse acional
compa a i o
8
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
97
Tabela
5
–
Resul ados
dos
es udos
com
p og ama
de
in e enc¸ão
mul i a o ial
(sis émico)
Re .
bibl.
Populac¸ão
In e enc¸ão
G upo
de
con olo
Resul ados
(ou comes)
Tipo
de
es udo
Qualidade
(1-10)
Nelson
e
al.12
n
=
825
En e mei os
Fo am
implemen adas
as
seguin es
medidas:
(1)
P o ocolo
de
a aliac¸ão
e gonómica
da
si uac¸ão
de
abalho;
(2)
Algo i mo
de
a aliac¸ão
e
decisão
da
écnica
de
mobilizac¸ão
a
u iliza ;
(3)
Exis ência
de
um
p ofissional
pe i o
em
SST;
(4)
Equipamen o
mecânico
pa a
mobilizac¸ão
de
doen es
em
núme o
definido
após
a aliac¸ão
e gonómica;
(5)
Ap endizagem
com
o
e o/inciden es
(a e
ac ion
e iews);
(6)
Polí ica
de
«não
ealiza
le an e
manual»
Fo am
a aliados
os
dados
deco en es
da
p á ica
habi ual,
an e io
à
in e enc¸ão
Taxas
de
LMELT:
diminuiu
de
24/100
pa a
16,9/100
abalhado es
Dias
de
abalho
com
es ic¸ões:
desceu
de
1.777
pa a
539
dias
Média
de
dias
de
abalho
pe didos
(absen ismo):
desceu
de
14,2
dias
pa a
10,5
dias/LMELT.
A
pe cec¸ão
de
insegu anc¸a
na
mobilizac¸ão
de
doen es
eduziu
com
significância
es a ís ica
(p
=
0,027)
Sín ese
cus o-bene ício:
num
pe íodo
de
10
anos
poupam-se
204.599
dóla es/ano.
O
capi al
in es ido
em
ma e iais
e
o mac¸ão
dos
ecu sos
humanos
é
ecupe ado
ao
final
de
3,75
anos
O
p og ama
e e
sucesso
a
cu o
e mo,
mas
é
necessá ia
maio
a aliac¸ão
no
impac o
a
longo
e mo
Obse acional
Longi udinal,
e ospe i o
e
p ospe i o
9,5
Black
e
al.23
n
=
776
P ofissionais
de
saúde,
p es ado es
de
cuidados
di e os
Es udo
em
3
hospi ais
de
di e en es
dimensões
Fo am
implemen adas
as
seguin es
medidas:
(1)
8
h
de
o mac¸ão
eó ica
em
ana omia,
LMELT,
mecânica
co po al,
saúde,
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es,
a aliac¸ão
no malizada
do
ipo
de
dependência
do
doen e,
e
algo i mos
de
decisão
da
écnica
de
mobilizac¸ão
a
u iliza ;
(2)
Fo mac¸ão
p á ica
das
écnicas
de
mobilizac¸ão.
Ob iga ó io
man e :
1
h
de
o mac¸ão
po
ano
ou
4
h
em
cada
3
anos
(3)
Algo i mos
de
apoio
à
mobilizac¸ão
afixados
nos
placa ds
dos
se ic¸os
e
jun o
as
camas
dos
doen es
(5)
Equipamen o
mecânico
de
assis ência
à
mobilizac¸ão
de
doen es
após
a aliac¸ão
da
si uac¸ão
de
abalho
T ês
hospi ais
semelhan es
aos
do
g upo
de
in e enc¸ão
Não
hou e
qualque
in e enc¸ão
Hou e
uma
educ¸ão
significa i a
das
axas
de
LMELT
e
de
empo
de
abalho
pe dido
no
g upo
de
in e enc¸ão
(p
=
0,013).
A
magni ude
de
educ¸ão
a ia
consoan e
o
ipo
de
hospi al:
as
educ¸ões
mais
e iden es
e ificam-se
nos
hospi ais
mais
pequenos
(RR
=
0,69;
95%
IC
=
0,6-0,8;
p
<
0,0001)
O
cus o
e
os
dias
de
abalho
pe didos
po
lesão
diminuí am
após
a
in e enc¸ão.
Hou e
41%
de
educ¸ão
dos
cus os
po
LMELT
após
a
in e enc¸ão
e
a
média
de
dias
de
abalho
pe didos
diminuiu
de
35,99
pa a
16,2
dias
A
implemen ac¸ão
de
um
p og ama
mu i a o ial
de
p e enc¸ão
de
LMELT
de
ca iz
sis émico
eduz
significa i amen e
os
dias
de
abalho
pe didos
e
a
incapacidade
associada
às
lesões
p o ocadas
pela
mobilizac¸ão
de
doen es
Obse acional
longi udinal
9
104
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
7.
Higne
S.
In e en ion
s a egies
o
educe
musculoskele al
inju ies
associa ed
wi h
handling
pa ien s:
A
sys ema ic
e iew.
Occup
En i on
Med.
2003;60:e6,
doi:10.1136/oem.60.9.e6.
8.
Edlich
R,
Win e s
K,
Hudson
MA,
B i
LD,
Long
WB.
P e en ion
o
disabling
back
inju ies
in
nu ses
by
he
use
o
mechanical
pa ien
li
sys ems.
J
Long
Te m
E
Med
Implan s.
2004;14:521.
9.
Pheasan
S,
S ubbs
D.
Back
pain
in
nu ses:
Epidemiology
and
isk
assessmen .
Appl
E gon.
1992;23:226–32.
10.
T inko
AM,
Lipscomb
JA,
Geige -B own
J,
B ady
B.
Musculoskele al
p oblems
o
he
neck,
shoulde ,
and
back
and
unc ional
consequences
in
nu ses.
Am
J
Ind
Med.
2002;41:170–8.
11.
Se anhei a
F,
Co im
T,
Rod igues
V,
Nunes
C,
U a
A.
Lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
em
en e mei os
po ugueses:
«ossos
do
o ício»
ou
doenc¸as
elacionadas
com
o
abalho?
[In e ne ].
Re
Po
Saúde
Pública.
2012;30:193–203
[consul ado
5
Fe
2013].
Disponí el
em:
h p://www.
sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S0870902512000314
12.
Nelson
A,
Ma z
M,
Chen
F,
Siddha han
K,
Lloyd
J,
F agala
G.
De elopmen
and
e alua ion
o
a
mul i ace ed
e gonomics
p og am
o
p e en
inju ies
associa ed
wi h
pa ien
handling
asks.
In
J
Nu s
S ud.
2006;43:717–33,
doi:
10.1016/j.ijnu s u.2005.09.004.
13.
Nussbaum
M,
To es
N.
E ec s
o
aining
in
modi ying
wo king
me hods
du ing
common
pa ien -handling
ac i i ies.
In
J
Ind
E gon.
2001;27:33–41.
14.
Owen
B,
Ga g
A.
Back
s ess
isn’
pa
o
he
job.
Am
J
Nu s.
1993;2:48–51.
15.
Engk is
I.
Back
inju ies
among
nu ses:
A
compa ison
o
he
acciden
p ocesses
a e
a
10-yea
ollow-up.
Sa e y
Sci.
2008;46:291–301.
16.
Bena d
B.
Musculoskele al
diso de s
and
wo kplace
ac o s:
A
c i ical
e iew
o
epidemiologic
e idence
o
wo k- ela ed
musculoskele al
diso de s
o
neck,
uppe
ex emi y,
and
low
back.
Cincinna i,
OH:
Na ional
Ins i u e
o
Occupa ional
Sa e y
and
Heal h;
1997.
17.
Lim
H,
Black
T,
Shah
S,
Sa ke
S,
Me cal e
J.
E alua ing
epea ed
pa ien
handling
inju ies
ollowing
he
implemen a ion
o
a
mul i- ac o
e gonomic
in e en ion
p og am
among
heal h
ca e
wo ke s.
J
Sa e y
Res.
2011;42:185–91.
18.
NRS.
Musculoskele al
diso de s
and
he
wo kplace:
Low
back
and
uppe
ex emi ies.
Washing on:
Na ional
Academy
P ess;
2001.
19.
Buckle
P,
De e eux
J.
Wo k- ela ed
neck
and
uppe
limb
diso de s.
Luxembou g:
Eu opean
Agency
o
Sa e y
and
Heal h
a
Wo k;
1999.
20.
Se anhei a
F,
U a
A,
Sousa
P,
Lei e
E.
Segu anc¸a
do
doen e
e
saúde
e
segu anc¸a
dos
p ofissionais
de
saúde:
duas
aces
da
mesma
moeda.
Saúde
&
T abalho.
2009;7:
75–30.
21.
Libe a i
A,
Al man
D,
Te zla
J,
Mul ow
S,
Gø zsche
P,
Loannidis
J,
e
al.
The
PRISMA
s a emen
o
epo ing
sys ema ic
e iews
and
me a-analyses
o
s udies
ha
e alua e
heal h
ca e
in e en ions:
Explana ion
and
elabo a ion.
J
Clin
Epidemiol.
2009;62:e1–34.
h p://dx.doi.o g/10.1136/bmj.b2700
22.
Ne es
M.
E ei os
da
o mac¸ão
na
p e enc¸ão
de
lesões
músculo-esquelé icas
da
coluna
lomba
nos
p ofissionais
de
saúde:
e isão
sis emá ica.
Lisboa:
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Uni e sidade
No a
de
Lisboa;
2012.
23.
Black
TR,
Shah
SM,
Busch
AJ,
Me cal e
J,
Lim
HJ.
E ec
o
T ans e ,
Li ing,
and
Reposi ioning
(TLR)
inju y
p e en ion
p og am
on
musculoskele al
inju y
among
di ec
ca e
wo ke s.
J
Occup
En i on
Hyg.
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