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A formação de profissionais de saúde para a prevenção de lesões musculoesqueléticas ligadas ao trabalho a nível da coluna lombar: uma revisão sistemática

Abstract

R E S U M O - A morbilidade associada às lesões musculoesqueléticas ligadas ao trabalho (LMELT) da coluna lombar é estimada em 0,8 milhões de DALYS em todo o mundo, constituindo a maior causa de absentismo profissional. Os profissionais de saúde são um grupo vulnerável à ocorrência destas patologias, em particular aqueles que mobilizam diariamente os doentes. Perante a necessidade de prevenir as LMELT e face à imutabilidade da situação de trabalho, observa-se uma aposta na implementação de programas de formação dos profissionais de saúde sobre técnicas de mobilização de doentes. O objetivo deste estudo é identificar as principais intervenções descritas na bibliografia sobre o impacto da formação dos profissionais de saúde na mobilização de doentes, nomeadamente enfermeiros, de modo a analisar os contributos para a prevenção de LMELT a nível da coluna lombar. Realizou-se uma revisão sistemática segundo a metodologia do Prisma Statement®nasbases de dados PubMed, Web of Science, B-On, JSTOR, Science, Nature, Scielo e IndeX, no períodode 1998-2011, em português, inglês e francês. Foram identificados 79 artigos através dos descritores «profissionais de saúde» (health personnel OR health care workers), «enfermeiros» ououtras expressões associadas a enfermagem (nurses OR nurs*), lesões da coluna vertebral (lowback pain OR spinal/Spin* cord injuries), movimentação de doentes (moving and lifting patients ORhandling patients OR patient handling task), capacidade física (physical activity OR physical fitness)e intervenção educacional (educational intervention OR training intervention). Após triagem eavaliação da qualidade dos estudos foram selecionados 11.Verificou-se que não existe evidência científica que suporte o investimento em programas de formação/informação dos profissionais de saúde acerca das técnicas de mobilização de doentes com o intuito de prevenir as LMELT a nível da coluna lombar. Constatou-se que os programas de intervenção multifatorial, apoiados numa abordagem sistémica e integrada, são mais efetivos na prevenção das LMELT.

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A formação de profissionais de saúde para a prevenção de lesões musculoesqueléticas ligadas ao trabalho a nível da coluna lombar: uma revisão sistemática

Author: Neves, Margarida,Florentinho, Serranheira
Publisher: Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública
Year: 2014
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/19823/1/RUN%20-%20RPSP%20-%202014%20-%20v32n1a11%20-%20p.89-105.pdf
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0
1
4;3
2(1):89–105
www.else ie .p / psp
A igo
de
e isão
A
o mac¸ão
de
p ofissionais
de
saúde
pa a
a
p e enc¸ão
de
lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
a
ní el
da
coluna
lomba :
uma
e isão
sis emá ica
Ma ga ida
Ne esa,∗e
Flo en ino
Se anhei ab,c
aCen o
Hospi ala
de
Lisboa
Ociden al,
Hospi al
Egas
Moniz,
Lisboa,
Po ugal
bEscola
Nacional
de
Saúde
Pública,
Uni e sidade
No a
de
Lisboa,
Lisboa,
Po ugal
cCMDT
–
Cen o
de
In es igac¸ão
da
Malá ia
e
ou as
Doenc¸as
T opicais
–
Saúde
Pública,
Lisboa,
Po ugal
in o mação
sob e
o
a igo
His o ial
do
a igo:
Recebido
a
28
de
e e ei o
de
2013
Acei e
a
13
de
janei o
de
2014
Pala as-cha e:
Lesões
musculoesquelé icas
P ofissionais
de
saúde
En e mei os
Mobilizac¸ão
de
doen es
P og amas
de
o mac¸ão
E gonomia
e
s
u
m
o
A
mo bilidade
associada
às
lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
(LMELT)
da
coluna
lomba
é
es imada
em
0,8
milhões
de
DALYS
em
odo
o
mundo,
cons i uindo
a
maio
causa
de
absen ismo
p ofissional.
Os
p ofissionais
de
saúde
são
um
g upo
ulne á el
à
oco ência
des as
pa ologias,
em
pa icula
aqueles
que
mobilizam
dia iamen e
os
doen es.
Pe an e
a
necessidade
de
p e eni
as
LMELT
e
ace
à
imu abilidade
da
si uac¸ão
de
abalho,
obse a-se
uma
apos a
na
implemen ac¸ão
de
p og amas
de
o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
sob e
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es.
O
obje i o
des e
es udo
é
iden ifica
as
p incipais
in e enc¸ões
desc i as
na
bibliog afia
sob e
o
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da
o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
na
mobilizac¸ão
de
doen es,
nomea-
damen e
en e mei os,
de
modo
a
analisa
os
con ibu os
pa a
a
p e enc¸ão
de
LMELT
a
ní el
da
coluna
lomba .
Realizou-se
uma
e isão
sis emá ica
segundo
a
me odologia
do
P isma
S a emen ®nas
bases
de
dados
PubMed,
Web
o
Science,
B-On,
JSTOR,
Science,
Na u e,
Scielo
e
IndeX,
no
pe íodo
de
1998-2011,
em
po uguês,
inglês
e
ancês.
Fo am
iden ificados
79
a igos
a a és
dos
desc i o es
«p ofissionais
de
saúde»
(heal h
pe sonnel
OR
heal h
ca e
wo ke s),
«en e mei os»
ou
ou as
exp essões
associadas
a
en e magem
(nu ses
OR
nu s*),
lesões
da
coluna
e eb al
(low
back
pain
OR
spinal/Spin*
co d
inju ies),
mo imen ac¸ão
de
doen es
(mo ing
and
li ing
pa ien s
OR
handling
pa ien s
OR
pa ien
handling
ask),
capacidade
ísica
(physical
ac i i y
OR
physical
fi ness)
e
in e enc¸ão
educacional
(educa ional
in e en ion
OR
aining
in e en ion).
Após
iagem
e
a aliac¸ão
da
qualidade
dos
es udos
o am
selecionados
11.
Ve ificou-se
que
não
exis e
e idência
cien ífica
que
supo e
o
in es imen o
em
p og amas
de
o mac¸ão/in o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
ace ca
das
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de
mobilizac¸ão
de
doen es
com
o
in ui o
de
p e eni
as
LMELT
a
ní el
da
coluna
lomba .
Cons a ou-se
que
os
p og amas
de
in e enc¸ão
mul i a o ial,
apoiados
numa
abo dagem
sis émica
e
in eg ada,
são
mais
e e i os
na
p e enc¸ão
das
LMELT.
©
2013
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
os
di ei os
ese ados.
∗Au o
pa a
co espondência.
Co eio
ele ónico:
ma [email p o ec ed]
(M.
Ne es).
0870-9025/$
–
see
on
ma e
©
2013
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
os
di ei os
ese ados.
h p://dx.doi.o g/10.1016/j. psp.2014.01.001
90
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1
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2(1):89–105
The
heal h
p o essionals
aining
o
p e en ing
wo k- ela ed
musculoskele al
diso de s
o
he
lumba
spine:
A
sys ema ic
e iew
Keywo ds:
Wo k- ela ed
musculoskele al
diso de s
Heal hca e
p o essionals
Nu ses
Handling
pa ien s
T aining
p og ammes
E gonomics
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Mo bidi y
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musculoskele al
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(WRMSD)
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and
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p o essionals
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g oups
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hose
diso de s,
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mo ing
and
handling
pa ien s
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In
iew
o
he
need
o
p e en
WRMSD
and
he
inabili y
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wo king
condi ions,
he e
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on
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o
p og ammes
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p o essionals
in
pa ien
mobilisa ion
echniques.
The
aim
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s udy
was
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in
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bibli-
og aphy
conce ning
he
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o
heal hca e
p o essional
aining
on
pa ien
handling,
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specifically
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helping
o
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WRMSD
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he
lumba
spine.
A
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P isma
S a emen ®me hod
based
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PubMed,
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Science,
B-On,
JSTOR,
Science,
Na u e,
Scielo
and
IndeX,
be ween
1998
and
2011,
in
Po uguese,
English
and
F ench.
79
a icles
we e
ound
wi h
he
ollowing
sea ch
e ms:
heal h
pe sonnel
OR
heal h
ca e
wo ke s,
nu ses
OR
nu s*,
low
back
pain
OR
spinal/Spin*
co d
inju ies,
mo ing
and
li ing
pa ien s
OR
handling
pa ien s
OR
pa ien
handling
ask,
physical
ac i i y
OR
physical
fi ness
and
educa ional
in e en ion
OR
aining
in e en ion.
A e
sc eening
and
assessing
he
quali y
o
he
s udies,
11
we e
selec ed
and
analysed.
The e
is
no
scien ific
e idence
o
wa an
in es men
in
p og ammes
ocused
on
heal hca e
p o essional
aining/in o ma ion
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pa ien
mobiliza ion
echniques
o
p e-
en
musculoskele al
diso de s
o
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lumba
spine.
Mul i ac o ial
in e en ion
p og ammes
based
on
sys emic
and
in eg a i e
componen s
a e
mo e
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in
WRMSD
p e en ion.
©
2013
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Published
by
Else ie
España,
S.L.
All
igh s
ese ed.
In oduc¸ão
A
mobilizac¸ão
manual
de
ca gas
ep esen a
um
peso
impo -
an e
na
sociedade
em
ge al,
nas
o ganizac¸ões
e
pa a
os
p óp ios
abalhado es
po que
a e am
a
populac¸ão
em
idade
a i a,
con ibuem
pa a
o
aumen o
do
absen ismo
labo al,
pa a
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diminuic¸ão
da
p odu i idade
e
da
qualidade
de
ida
dos
abalhado es1,2.
A
a i idade
dos
p ofissionais
de
saúde
implica
exposic¸ões
a
uma
a iedade
de
a o es
de
isco
que
podem
con ibui
pa a
o
apa ecimen o
e
desen ol imen o
de
lesões
musculo-
esquelé icas
ligadas
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abalho
(LMELT)3,4.
Nesse
con ex o,
a
mobilizac¸ão
de
doen es
é
mui o
equen e
e
en ol e
a
ealizac¸ão
de
uma
a e a
complexa
com
exigências
ma ca-
damen e
mo o as,
equen emen e
em
sob eca ga
do
sis ema
musculoesquelé ico5.
De
aco do
com
os
dados
es a ís icos
do
Bu eau
o
Labo
S a is ics6,
a
p ofissão
de
en e magem
des aca-se
en e
as
ocupac¸ões
o emen e
associadas
à
p e alência
de
LMELT.
A
incidência
anual
de
do es
da
coluna
lomba
en e
os
en e -
mei os
que
mobilizam
doen es
é
de
40-50%7e
a
p e alência
ao
longo
da
ida
é
de
35-80%8.
Há
ambém
egis os
segundo
os
quais
os
en e mei os
ap esen am
mais
30%
de
dias
de
a-
balho
pe didos
de ido
a
p oblemas
lomba es
que
a
populac¸ão
em
ge al9.
Nos
Es ados
Unidos
da
Amé ica,
a
pa ologia
mus-
culoesquelé ica
en e
os
en e mei os
é
de
ce ca
de
72,5%,
em
pelo
menos
uma
egião
co po al.
Des es,
15,8%
ap esen-
am
sin omas
simul aneamen e
nas
egiões
lomba ,
pescoc¸o
e
omb os10.
Em
Po ugal,
um
ecen e
es udo
ealizado
a
ní el
nacional
no
qual
pa icipa am
2.140
en e mei os
e elou
uma
ele ada
p e alência
de
sin omas
au o
e e idos
no
úl imo
ano,
nomeadamen e
a
ní el
da
coluna
lomba
(60,6%),
da
coluna
o ácica
(44,5%)
e
da
coluna
ce ical
(48,6%)11.
Vá ios
au o es
e e em
que
a
o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
em
sido,
ao
longo
dos
úl imos
anos,
a
es a égia
p incipal
(senão
a
única)
pa a
p e-
eni
a
oco ência
de
lesões
musculoesquelé icas
da
coluna
lomba
ligadas
ao
abalho7,12–14.
A
eficácia
des e
ipo
de
p o-
g amas
de
in e enc¸ão
em
igualmen e
sido
ques ionada
em
di e sos
es udos7,15,16 que,
no
essencial,
apon am
a
neces-
sidade
de
ado a
abo dagens
sis émicas
na
p e enc¸ão
das
LMELT
nes e
g upo
p ofissional17–19.
Na
p á ica
e ifica-se
que
as
si uac¸ões
de
abalho
se
man êm
inal e adas
e/ou
imu á eis.
As
limi ac¸ões
económi-
cas
con inuam
a
se
e e idas
como
o
p incipal
obs áculo
pa a
a
implemen ac¸ão
de
es a égias
ou
p ocedimen os
que
impliquem,
po
um
lado,
a
al e ac¸ão
dos
ecu sos
humanos
alocados,
bem
como
a
aquisic¸ão
de
no os
equipamen os,
po
ou o,
a
e o mulac¸ão
e
eo ganizac¸ão
dos
espac¸os
que
pe -
mi am
a
ealizac¸ão
co e a
das
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es.
Nas
unidades
de
saúde
só
ecen emen e
se
comec¸ou
a
e idencia
a
necessidade
de
adequa
a
configu ac¸ão
do
local
de
abalho
e
os
equipamen os
às
ca ac e ís icas
dos
abalhado es20.
Nas
unidades
de
saúde
po uguesas,
de
cons uc¸ão
an iga
(na
sua
maio ia),
é
equen e
os
p ofissi-
onais
de
saúde
e em
de
desempenha
as
suas
unc¸ões
em
espac¸os
limi ados
e
inadap ados
que
ob igam
à
al e ac¸ão
dos
p ocedimen os
mais
adequados
de
mobilizac¸ão
do
doen e,
assumindo
pos u as
ex emas
com
aplicac¸ão
de
o c¸a
em
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
91
des an agem
mecânica
na
ealizac¸ão
das
suas
a e as,
como
as
de
higienes
e
as
ans e ências,
en e
ou as.
Subsis e,
assim,
a
con icc¸ão
de
que
o
eduzido
núme o
de
p ofissionais
de
saúde,
a
p essão
o ganizacional
com
ele a-
dos
obje i os
de
p oduc¸ão
e
as
inadequadas
dimensões
ísicas
dos
espac¸os
hospi ala es
cons i uem
os
p incipais
elemen os
que,
no
essencial,
con ibuem
pa a
a
ealizac¸ão
de
más
p á i-
cas
que
colocam
em
isco
os
p ofissionais
de
saúde
du an e
a
p es ac¸ão
de
cuidados,
assim
como
os
doen es20.
Em
sín ese,
nos
con ex os
de
abalho
p e alece
a
implemen ac¸ão
de
p og amas
de
o mac¸ão
p ofissional
como
a
única
o ma
de
con ibui
pa a
a
p e enc¸ão
de
LMELT.
Tal
de e-se,
po
ce o,
a
se
uma
medida
ácil
de
implemen a ,
cus o-e e i a
e
empo
e e i a14 (mas
com
esul ados
dúbios),
o
que
le a
a
ques iona
o
in es imen o
nes e
ipo
de
p og amas,
assim
como
nos
seus
esul ados.
Me odologia
O
obje i o
p incipal
des e
es udo
oi
analisa
o
impac o
da
o mac¸ão
e
in o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es,
nomeadamen e
en e mei os,
na
pe spe i a
da
p e enc¸ão
de
LMELT
a
ní el
da
coluna
lomba .
Op ou-se
po
uma
e isão
sis emá ica
da
bibliog afia
po
se
um
mé odo
p eciso
e
fiá el,
que
pe mi e
sin e iza
um
subs an i o
conjun o
de
in o mac¸ão
com
e idência
cien í-
fica.
Seguiu-se
a
me odologia
do
P isma
s a emen ®,
de
aco do
com
as
ins uc¸ões
de
elabo ac¸ão
e e idas
po
Libe a i
e
al.21.
A
pe gun a
de
in es igac¸ão
oi
elabo ada
com
base
na
me o-
dologia
Popula ion,
In e en ion,
Con ol,
Ou comes,
S udy
design
(PICOS),
sendo
a
seguin e:
Se á
que
os
e ei os
da
o mac¸ão
sob e
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mobilizac¸ão
de
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com
ou
sem
p og amas
de
melho ia
da
capacidade
ísica,
p e inem
a
incidência
de
lesões
musculoesquelé i-
cas
ligadas
ao
abalho
a
ní el
da
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e eb al
nos
p ofissionais
de
saúde,
nomeadamen e
nos
en e mei os?
A
iden ificac¸ão
da
bibliog afia
pe inen e
baseou-se
numa
pesquisa
nas
bases
de
dados
PubMed,
Web
o
Science,
B-On,
JSTOR,
Science,
Na u e,
Scielo
e
IndeX
e
ambém
no
Google
Académico.
Os
desc i o es
da
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ci cunsc e e am-se
às
a iá eis
que
deco em
da
pe gun a
de
in es igac¸ão.
U iliza am-se
exp essões
como
«p ofissionais
de
saúde»
(heal h
pe sonnel
OR
heal h
ca e
wo ke s),
«en e mei os»
ou
ou as
exp essões
associadas
a
en e magem
(nu ses
OR
nu s*),
bem
como
lesões
da
coluna
e eb al
(low
back
pain
OR
spi-
nal/Spin*
co d
inju ies),
mo imen ac¸ão
de
doen es
(mo ing
and
li ing
pa ien s
OR
handling
pa ien s),
capacidade
ísica
(physical
ac i i y
OR
physical
fi ness)
e
in e enc¸ão
educacional
(educa i-
onal
in e en ion
OR
aining
in e en ion).
Iniciou-se
a
pesquisa
na
base
de
dados
PubMed
po
e
a
aplicac¸ão
Thesau us.
Foi
pos e io men e
epe ida
a
pesquisa,
de
modo
idên ico,
nas
es an es
bases
de
dados.
Pesquisa am-se
es udos
ealizados
nos
úl imos
15
anos
(pe íodo
1996-2011)
em
po uguês,
inglês
e
ancês.
A
selec¸ão
dos
es udos
oi
ei a
em
2
e apas:
iagem
e
a aliac¸ão
da
qualidade
dos
es udos.
A
iagem
oi
ei a
po
2
e iso es,
de
o ma
independen e,
a a és
de
lis a
de
e ificac¸ão
dos
c i é ios
de
elabo ac¸ão
da
pe gun a
de
in es igac¸ão
–
Populac¸ão:
p ofissionais
de
saúde;
In e enc¸ão
(exposic¸ão):
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen-
es,
exclusi a
ou
não,
com
ou
sem
p og amas
da
melho ia
Tabela
1
–
Lis a
de
e ificac¸ão
dos
c i é ios
de
elegibilidade
I em
a aliado
Validade
in e na
O
obje i o
é
cla o
e
ap op iado?
O
es udo
es á
cla amen e
definido?
Selec¸ão
dos
pa icipan es
( iés
de
selec¸ão)
Es udos
caso-con olo:
os
g upos
de
casos
e
de
con olos
são
ex aídos
de
populac¸ões
compa á eis?
G upos
e
c i é ios
de
inclusão
es ão
bem
e
cla amen e
definidos?
Os
pa icipan es
são
em
núme o
suficien e
pa a
minimiza
o
e ei o
do
acaso?
Es udos
de
coo e:
os
a o es
de
exposic¸ão
es ão
cla amen e
definidos?
Os
g upos
expos os
e
não
expos os
são
ex aídos
de
populac¸ões
compa á eis?
Os
pa icipan es
são
em
núme o
suficien e
pa a
minimiza
o
e ei o
do
acaso?
Va iá eis
de
con undimen o
As
p incipais
a iá eis
de
con undimen o
es ão
iden ificadas
e
são
idas
em
con a
no
desenho
do
es udo
e
na
análise
dos
dados
(p.
ex.
uso
das
écnicas
de
alea o izac¸ão,
es ic¸ão,
empa elhamen o,
es a ificac¸ão)?
Resul ados
Os
esul ados
são
p ecisos
( e ifica
in e alo
de
confianc¸a,
es imac¸ão
do
isco)?
Validade
ex e na
Os
esul ados
do
es udo
aplicam-se
a
pessoas
que
não
pa icipam
nele?
Fon e:
Ne es22.
da
capacidade
ísica;
Con olo
(g upo
de):
p ofissionais
de
saúde
que
não
pa icipa am
em
p og amas
de
o mac¸ão;
Ou comes
( esul ados):
queixas,
sin omas
ou
lesões
musculo-
esquelé icas
a
ní el
da
coluna
e eb al;
S udy
design
( ipo
de
es udo):
es udos
explo a ó ios,
quali a i os
ou
quan i a i os,
obse acionais,
desc i i os,
ou
expe imen ais,
ans e sais,
longi udinais,
e ospe i os,
es udos
de
caso-con olo
ou
de
coo es.
Foi
u ilizada
a
es a ís ica
Kappa
com
o
in ui o
de
a a-
lia
o
g au
de
conco dância
en e
as
a aliac¸ões
dos
e iso es
pe an e
cada
a igo.
Os
esul ados
e ela am
que
ela i-
amen e
à
populac¸ão,
in e enc¸ões,
con olo
e
esul ados
(ou comes)
a
conco dância
en e
os
e iso es
é
mode ada
(k
=
0,545;
k
=
0,550;
k
=
0,533;
k
=
0,537,
espe i amen e).
Rela-
i amen e
ao
ipo
de
es udo
a
conco dância
é
subs ancial
(k
=
0,629)
e
no
que
espei a
à
selec¸ão
pa a
a
ase
seguin e
é
igualmen e
mode ada
(k
=
0,573).
Foi
ealizada
eunião
en e
os
e iso es
pa a
iden ificac¸ão
dos
mo i os
da
disco dância
em
12
a igos
(que
susci a am
dú idas)
e
decisão
sob e
a
sua
in eg ac¸ão
(ou
não)
na
e isão
sis emá ica,
endo-se
chegado
a
um
consenso
em
11
a igos.
O
passo
seguin e
consis iu
na
a aliac¸ão
da
qualidade
dos
es udos.
Es a
oi
de e minada
a a és
da
aplicac¸ão
de
lis a
de
e ificac¸ão
que
con emplou
os
c i é ios
de
elegibilidade22,
nomeadamen e,
a
alidade
in e na,
a
selec¸ão
dos
pa ici-
pan es
( iés
de
selec¸ão),
as
a iá eis
de
con undimen o,
a
alidade
dos
esul ados
(in e na)
e
a
alidade
ex e na.
A
lis a
de
e ificac¸ão
dos
c i é ios
de
elegibilidade
dos
a i-
gos
( abela
1)
oi
cons uída
com
base
em
ou as
lis as
de
e ificac¸ão
mais
complexas
e
já
es adas,
nomeadamen e
do
92
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
A igos iden i icados a a és da
pesquisa nas bases de dados PubMed,
Web o Science, B-On, JSTOR, Science,
Na u e, Scielo e IndeX,
(n = 76)
A igos iden i icados a a és de ou as
on es: google académico
(n = 22)
T iagem Inclusão Elegibilidade Iden i icação
A igos após se em emo idos os duplicados
(n = 79)
A igos iados (c i é io PICOS)
(n = 18)
A igos com ex o comple o
pa a aplicação dos c i é ios
de elegibilidade
(n = 12)
Es udos incluídos na sín ese
quali a i a
(n = 11)
Excluído 1 a igo po se
a a do mesmo es udo já
iden i icado a a és de
ou o11
A igos excluídos
(n = 63)
Figu a
1
–
Diag ama
do
p ocesso
de
e isão
sis emá ica.
The
guidelines
manual
do
Na ional
Ins i u e
o
Heal h
and
Clini-
cal
Excellence
e
do
C i ical
App aisal
Skills
P og amme
do
Public
Heal h
Resou ce
Uni .
Foi
pos e io men e
alidada
acialmen e
pelos
e iso es
do
es udo
an es
de
se
p ocede
à
sua
aplicac¸ão.
A
figu a
1
ilus a
a
dinâmica
do
p ocesso
de
iden ificac¸ão
e
selec¸ão
dos
a igos
pa a
análise.
A
e isão
sis emá ica
incide
nos
esul ados
dos
11
a igos
conside ados
elegí eis
pa a
a
ase
seguin e,
nomeadamen e,
os
es udos
de
Black
e
al.,
Day-
na d
e
al.,
Ha igsen
e
al.,
Higne
e
al.,
Hodde
e
al.,
Lim
e
al.,
Nelson
e
al.,
Nussbaum
e
al.,
Schibye
e
al.,
Wa -
ming
e
al.,
Yassi
e
al.
e
Johnsson
e
al.12,13,17,23–31.
Resul ados
Cons a ou-se
que
a
a iá el
« o mac¸ão»
assume
di e sas
o -
mas
de
aco do
com
o
con ex o
e
o ien ac¸ão
dos
es udos,
ha endo
necessidade
de
o ganiza
os
esul ados
em
4
g upos,
pa a
melho
sis ema izac¸ão:
a)
Es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
exclusi a
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
( abela
2);
b)
Es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
e
p og ama
de
exe cício
ísico
( abela
3);
c)
Es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
e
in oduc¸ão
de
equipamen o
mecânico
de
apoio
à
mobilizac¸ão
de
doen es
( abela
4);
d)
Es udos
com
p og ama
de
in e enc¸ão
mul i a o ial
( abela
5).
Os
esul ados
encon ados
es ão
e idenciados
nas
abelas
2–5.
Discussão
dos
esul ados
A
mobilizac¸ão
dos
doen es
ap esen a-se
como
uma
equen e
o ina
diá ia
dos
p ofissionais
de
saúde,
nomeadamen e
dos
en e mei os,
assis en es
ope acionais
e
fisio e apeu as.
A
a i idade
é
complexa
com
di e sas
exigências
e
implica,
habi ualmen e,
uma
ele ada
ca ga
ísica
com
epe cussões
no
sis ema
musculoesquelé ico,
que,
ambém
equen emen e,
excede
as
capacidades
indi iduais
dos
in e enien es,
em
pa -
icula
biomecânicas.
Op ou-se
pela
abo dagem
quali a i a,
essencialmen e
des-
c i i a
e
in e p e a i a
dos
di e sos
es udos
que
fize am
pa e
da
p esen e
e isão
sis emá ica
de ido
undamen al-
men e
à
sua
he e ogeneidade,
que
se
obse a
a
ní el
do
desenho
de
in es igac¸ão
(es udos
obse acionais,
ans e -
sais,
longi udinais,
com
ou
sem
componen e
compa a i a
e
com
medidas
epe idas
no
empo),
dos
mé odos
es a ís icos
(qui-quad ado,
Ano a,
en e
ou os),
dos
g upos
p ofissionais
(maio i a iamen e
en e mei os),
ins umen os
de
ecolha
de
dados
(ques ioná ios,
ins umen ac¸ão),
e
po
consequência
das
a iá eis
es udadas
e
esul ados
ob idos.
É
ainda
impo an e
aze
uma
pequena
e e ência
à
compa ac¸ão
en e
os
esul ados
ob idos
com
a
es a ís ica
Kappa
no
seguimen o
do
es udo.
Julga-se
que
a
mode-
ada
conco dância
ob ida
se
de eu
à
influência
dos
a igos
que
susci a am
dú idas,
mais
uma
ez
de ido
à
sua
ele-
ada
he e ogeneidade
no
con ex o
da
e isão
sis emá ica
e
espe i os
c i é ios
de
inclusão.
Assim,
como
os
esul a-
dos
se
encon a am
mais
p óximos
do
limi e
supe io
do
in e alo
da
classificac¸ão
«conco dância
mode ada»
(k
=
0,41-
0,60),
conside ou-se
que
exis ia
consenso
acei á el
en e
os
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
93
Tabela
2
–
Resul ados
dos
es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
exclusi a
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
Re .
bibl.
Populac¸ão
In e enc¸ão
G upo
de
con olo
Resul ados
e
conclusões
(ou comes)
Tipo
de
es udo
Qualidade
(1-10)
Ha igsen
e
al.25
n
=
345
En e mei os
e
assis en es
ope acionais
Du ac¸ão:
1
h
po
semana
du an e
2
anos
Con eúdo:
o mac¸ão,
eino
e
supe isão
das
écnicas
de
le an e
segundo
os
p incípios
de
Boba h
e
mecânica
co po al.
Foi
incluída
a
u ilizac¸ão
de
equipamen o
de
assis ência
a
ans e ência
3
h
de
o mac¸ão
sob e
écnicas
de
mobilizac¸ão,
sem
ecu so
a
qualque
equipamen o
de
assis ência
à
ans e ência
Melho ia
dos
dias
sem
do
lomba
OR
(95%
IC)
0,98
(0,52-1,85),
diminuic¸ão
do
n.◦episódios
de
do
lomba
1,01
(0,49-1,53)
P ocu a
de
a amen o
1,14
(0,69-1,89)
Fo mac¸ão
(in ensi a)
em
écnicas
de
ans e ências
combinadas
apenas
com
equipamen o
de
assis ência
à
mobilizac¸ão
de
doen es,
is o
é
in e enc¸ão
sem
ca á e
sis émico,
não
p e ine
a
incidência
de
do
lomba
nos
en e mei os
e
nos
assis en es
ope acionais
Obse acional
longi udinal
10
Hodde
e
al.27
n
=
22
12
indi íduos
inexpe ien es
e
10
en e mei os
G upo
de
in e enc¸ão:
indi íduos
inexpe ien es
Du ac¸ão:
3
sessões
em
2
dias
consecu i os
Con eúdo:
isualizac¸ão
de
um
ídeo,
o mac¸ão
eó ica
sob e
mecânica
co po al
e
eino
das
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es
Os
en e mei os
expe ien es
ecebe am
apenas
uma
sessão
de
o mac¸ão
e
eino
das
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es
Realizadas
a aliac¸ões
ele omiog áficas
e
dinâmica
da
coluna
e eb al
em
3
g upos
O
g upo
com
o mac¸ão
ob e e
meno es
alo es
de
ca ga
na
egião
lomba
e
de
isco
de
lesão
mas
os
alo es
ob idos
apenas
demons a am
que
os
pa icipan es
ap ende am
compo amen os
p o e o es
Obse acional
compa a i o
7,5
Nussbaum
e
al.13
n
=
24
Indi íduos
inexpe ien es
Fo mac¸ão
I)
isualizac¸ão
de
ídeo
de
25
minu os
Fo mac¸ão
II)
1
h
de
lei u a
o ien ada
po
docen e
uni e si á io
especialis a
em
e gonomia
e
1
h
de
sessão
p á ica
com
um
fisio e apeu a
expe ien e
Nenhuma
o mac¸ão
minis ada
ao
g upo
de
con olo
O
e ei o
ge al
do
eino
oi
o
único
e ei o
p o e o
significa i o
(p
<
0,001).
A
o mac¸ão
influenciou
apenas
alguns
aspe os
dos
compo amen os
ado ados
na
si uac¸ão
de
abalho
As
a e as
de
le an amen o
de
doen es
são
ealizadas
em
posic¸ões
mais
e icalizadas,
com
o
doen e
mais
p óximo
do
p ofissional
de
saúde.
As
análises
es á icas
apon am
diminuic¸ão
dos
alo es
de
comp essão
discal
e
de
momen os
de
co e.
O
p og ama
de
o mac¸ão
in ensi a
não
pe mi iu
al e ac¸ão
significa i a
nos
compo amen os
a
cu o
p azo
Obse acional
compa a i o
7,5

94
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
Tabela
2
(Con inued)
Re .
bibl. Populac¸ão In e enc¸ão G upo
de
con olo Resul ados
e
conclusões
(ou comes) Tipo
de
es udo
Qualidade
(1-10)
Schibye
e
al.28
n
=
9
P ofissionais
de
saúde
do
géne o
eminino
Fo mac¸ão
minis ada
po
fisio e apeu a
du an e
6
meses
(não
há
e e ência
aos
con eúdos
p og amá icos
da
o mac¸ão)
A aliac¸ão:
em
2
sessões.
Na
sessão
I
podiam
escolhe
a
écnica
a
u iliza .
Na
sessão
II
apenas
podiam
u iliza
a
écnica
ecomendada
A aliac¸ão
à
o alidade
do
g upo
an es
da
in e enc¸ão
Espe a-se
que
a
implemen ac¸ão
de
um
p og ama
de
o mac¸ão
in ensi a
(sem
ca ác e
sis émico),
quando
cump ida
a
écnica
ecomendada
pa a
a
mobilizac¸ão
do
doen e
diminua
o
isco
de
LMELT
A
ca ga
mecânica
a
ní el
da
coluna
lomba
eduziu
em
ce ca
de
3.400
N
em
odas
as
a e as
a aliadas,
com
a
u ilizac¸ão
da
écnica
ecomendada.
No
en an o,
não
exis em
conclusões
ela i amen e
à
mudanc¸a
de
compo amen o
a
longo
p azo
Obse acional
longi udinal
6,5
Johnsson
e
al.31
n
=
51
P ofissionais
de
saúde
G upo
de
in e enc¸ão
ado ou
o
modelo
de
ensino
quali y
ci cles
Du ac¸ão:
uma
ez/mês
du an e
4-6
meses
(4
dias
de
o mac¸ão)
Con eúdo:
a
o mac¸ão
e e
po
base
o
S ockholm
T aining
Concep .
Os
pa icipan es
de e iam
ap ende
um
modelo
de
análise,
que
aplica iam
a
cada
si uac¸ão
de
mobilizac¸ão
do
doen e,
conside ando
a
sua
p óp ia
capacidade,
os
ecu sos
e
necessidades
do
doen e
e
as
possibilidades
e
limi ac¸ões
do
ambien e.
De
aco do
com
es a
a aliac¸ão
escolhe iam
a
écnica
de
mobilizac¸ão
do
doen e
mais
adequada.
Fo am
einadas
as
écnicas
de
mobilizac¸ão
G upo
de
con olo
ado ou
o
modelo
de
ensino
adi ional
g oups
Du ac¸ão:
4
dias
de
o mac¸ão
in ensi a
Con eúdo:
idên ico
ao
g upo
de
in e enc¸ão
Os
esul ados
e elam
uma
melho ia
da
écnica
(F- alue
5,27,
p
<
0,05)
e
diminuic¸ão
do
descon o o
(F- alue
6,20
p
<
0,005)
du an e
as
ans e ências.
Não
se
e ificou
a
diminuic¸ão
significa i a
das
queixas
musculoesquelé icas
dos
pa icipan es
quando
compa adas
an es
e
depois
da
o mac¸ão
(coluna
lomba :
38
e
31%
de
queixas,
espe i amen e)
Obse acional
longi udinal
7
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
95
Tabela
3
–
Resul ados
dos
es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
e
exe cício
ísico
Re .
bibl.
Populac¸ão
In e enc¸ão
G upo
de
con olo
Resul ados
(ou comes)
Tipo
de
es udo
Qualidade
(1-10)
Wa ming
e
al.29
n
=
156
En e mei os
P og ama
1:
o mac¸ão
minis ada
po
fisio e apeu a
expe ien e
a
um
en e mei o
de
cada
se ic¸o
du an e
4
dias.
Em
6
semanas
oi
ei a
o mac¸ão
pelos
pa es
em
cada
en e ma ia
que
pa icipou
no
es udo.
Con eúdo:
o mac¸ão
minis ada
segundo
o
modelo
The
knowledge
o
ans e
and
mo emen
assis ance.
Nes e
modelo
u ilizam-se
os
p incípios
e gonómicos
e
em-se
em
con a
a
capacidade
de
colabo ac¸ão
do
doen e
aquando
da
ealizac¸ão
das
écnicas
de
mobilizac¸ão
P og ama
2:
o mac¸ão
idên ica
ao
g upo
an e io
e
p og ama
de
exe cício
ísico.
Du ac¸ão:
de
8
semanas,
1
h/2
ezes
po
semana.
Plano
de
eino:
exe cícios
de
aquecimen o,
de
eino
ae óbico
(co ida
na
passadei a,
emo
ou
bicicle a)
e
de
eino
de
o c¸a
(di ecionados
pa a
o
onco
e
glú eos).
Local:
no
hospi al,
du an e
as
ho as
de
abalho
Não
hou e
qualque
in e enc¸ão
no
g upo
de
con olo
A
implemen ac¸ão
do
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es
em
combinac¸ão
(ou
não)
com
o
p og ama
de
exe cício
ísico
não
diminuiu
o
núme o
de
queixas
de
LMELT
au o e e ida
ao
final
de
um
ano
(an es
66%,
depois
77%
no
g upo
de
in e enc¸ão
em
ge al)
A
melho ia
da
capacidade
ísica
az
diminui
os
ní eis
de
incapacidade
deco en e
das
LMELT
(g au
de
incapacidade
no
P og ama
1
oi
de
5,92
e
no
P og ama
2
de
2,78,
p
=
0,004)
Obse acional
longi udinal
10
e iso es
pa a
se
passa
à
e apa
seguin e
do
es udo.
Sendo
al
uma
limi ac¸ão,
p o a elmen e
o
aumen o
da
equipa
de
e isão
se ia
uma
es a égia
que
con ibui ia
pa a
aumen a
o
ní el
de
conco dância
en e
e iso es
e
c ia
maio
asse i idade
no
p ocesso.
Pa a
auxilia
a
discussão
dos
esul ados
ealizou-se
uma
sín ese
c í ica
dos
es udos
à
luz
do
a ual
conhecimen o
cien-
ífico
nes a
á ea.
a)
Es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
exclusi a
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
É
econhecido
que
as
in e enc¸ões
cen adas
no
indi-
íduo
se
êm
cingido
essencialmen e
à
o mac¸ão
e
eino
das
á ias
écnicas
de
posicionamen o
e
ans e ência
de
doen es.
Os
es udos
com
p og amas
de
o mac¸ão
exclusi a
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
( abela
2)
ap esen am
esul a-
dos
ancamen e
modes os
no
sen ido
de
apoia
es a
inicia i a
e
es e
modelo
de
in e enc¸ão
cen ado
no
indi íduo
como
p e en i os
de
LMELT
a
ní el
lomba .
Numa
p imei a
abo dagem
sob e
os
esul ados
des acam-
-se
os
es udos
de
Ha igsen
e
al.25 e
de
Nussbaum
e
al.13,
que
não
e elam
al e ac¸ões
significa i as
nos
compo amen-
os
ado ados
pelos
p ofissionais
de
saúde
após
um
p og ama
o ien ado
pa a
a
o mac¸ão
e
eino
na
mobilizac¸ão
de
doen es
e
ainda
cons a am
que
a
o mac¸ão,
po
si
só,
não
p e ine
a
do
lomba
(lombalgia).
Es es
esul ados
são
compa í eis
com
os
encon ados
po
ou os
es udos5,7,12,32,33.
Embo a
bem
acei e,
de
modo
ge al,
pa a
a
p e enc¸ão
de
LMELT,
a
o mac¸ão
sob e
mecânica
co po al
e
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es
não
em
conseguido
alcanc¸a
esul ados
sus en á eis
na
e idência
cien ífica
ela i amen e
à
diminuic¸ão
dos
sin omas
e
sinais
de
LMELT.
Nelson
e
al.12 e e em
que
nos
úl imos
30
anos
o
empenho
de
alguns
in es igado es
em
mos a
uma
base
c edí el
des e
ipo
de
es a égia
em
alhado
cons an emen e,
que
nos
p ofissionais
do
sec o
da
saúde
que
nou as
á eas.
Simila men e,
a
implemen ac¸ão
de
es a égias
de
in e enc¸ão
exclusi amen e
com
in o mac¸ão/ o mac¸ão
dos
p ofissionais
de
saúde
nas
o ganizac¸ões
de
saúde
ap e-
sen a
esul ados
mui o
eduzidos
e
con adi ó ios,
dado
que
é
minis ada
em
ambien e
labo a o ial,
con olado,
mui o
di e en e
da
ealidade34.
O
abalho
eal
ap esen a
di e sos
a o es
que
não
são
con olados,
nomeadamen e
as
ca ac-
e ís icas
de
cada
doen e
a
se
mobilizado,
como
a
al a
de
equilíb io,
a
sua
massa
co po al
( equen emen e
assimé ica
e
ígida),
a
capacidade
de
colabo a
e e i amen e
du an e
a
mobilizac¸ão,
en e
ou os.
O
ambien e
hospi ala
é
mais
complexo
do
que
o
simulado
nesses
p og amas
de
o mac¸ão
labo a o iais
e
na
ealidade,
po
ezes,
as
mobilizac¸ões
oco em
em
casas
de
banho
ou
em
espac¸os
confinados
que
ob igam
os
p ofissionais
de
saúde
a
ado a
pos u as
ex e-
mas,
a
aplica
o c¸a
mui o
acima
dos
limi es
ecomendados,
semp e
com
o
in ui o
de
ajuda
o
doen e,
e i ando
si uac¸ões
que
o
coloquem
em
isco34.
Além
do
mais,
as
écnicas
de
mobilizac¸ão
que
são
ealizadas
habi ualmen e
no
plano
ho izon al
(po
exemplo,
com
o
doen e
na
cama)
ob igam
o
p ofissional
de
saúde
a
u iliza
a
muscula u a
dos
b ac¸os
e
omb os,
em
de imen o
dos
músculos
mais
o es
dos
mem-
b os
in e io es,
o
que
equen emen e
não
é
con emplado
nos
p og amas
de
o mac¸ão34.
Rela i amen e
aos
esul ados
dos
es udos
iden ificados
com
p og ama
de
o mac¸ão
exclusi a
sob e
mobilizac¸ão
de
96
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
Tabela
4
–
Resul ados
dos
es udos
com
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
e
in oduc¸ão
de
equipamen o
mecânico
de
apoio
à
mobilizac¸ão
de
doen es
Re .
bibl.
Populac¸ão
In e enc¸ão
G upo
de
con olo
Resul ados
(ou comes)
Tipo
de
es udo
Qualidade
(1-10)
Yassi
e
al.30 n
=
346
En e mei os
e
assis en es
ope acionais
G upo
A:
ans e ências
manuais,
segundo
a
p á ica
comum
G upo
B:
inha
disponí el
um
ele ado
e
ajudas
écnicas
pa a
a
mobilizac¸ão
(cin os
de
ans e ência
em
cada
qua o;
6
placas
de
deslizamen o)
G upo
C:
inha
disponí el
equipamen o
mecânico
que
incluía
ele ado es,
ele ado es
pa a
coloca
o
doen e
na
posic¸ão
de
sen ado
e
ajudas
écnicas
(cin os
de
ans e ência
e
placas
de
deslizamen o).
O
n.◦de
equipamen os
oi
de e minado
na
a aliac¸ão
da
si uac¸ão
de
abalho
G upos
B
e
C
ecebe am
3
h
in ensi as
de
o mac¸ão
p á ica
endo
em
con a
os
p incípios
e gonómicos,
a aliac¸ão
do
doen e
e
écnicas
de
mobilizac¸ão
com
ecu so
ao
equipamen o
disponí el
G upo
A:
não
ecebeu
nenhuma
o mac¸ão
o mal.
Es e
g upo
inha
disponí el
ele ado
e
ajudas
écnicas
pa a
a
mobilizac¸ão
de
doen es,
sujei o
a
equisic¸ão
Ve ificou-se
que
um
p og ama
de
o mac¸ão
sob e
mobilizac¸ão
de
doen es
combinado
com
um
p og ama
de
in oduc¸ão
de
equipamen o
mecânico
de
apoio
à
mobilizac¸ão,
diminui
o
cansac¸o
da
equipa
e
diminui
a
ca ga
ísica.
Ní el
de
con o o
aumen ou
em
51,1%
no
G upo
C
e
47,9%
no
G upo
B.
No
G upo
C
eduziu-se
a
média
das
queixas
musculoesquelé icas
a
ní el
lomba
-5,2/-3,3
e
dos
omb os
-4,9/-2,3
aos
6
meses
e
um
ano,
espe i amen e
Obse acional
Longi udinal
(medidas
múl iplas)
10
Dayna d
e
al.24
No a:
es udo
que
deco e
do
an e io
n
=
36
P ofissionais
de
saúde
(12
de
cada
g upo)
G upos
de
in e enc¸ão
do
es udo
an e io
(G upos
B
e
C)
Pa a
e ei os
do
es udo
biomecânico
além
da
in e enc¸ão
desc i a
an e io men e,
ealiza am-se
5
écnicas
de
mobilizac¸ões,
em
2
si uac¸ões
di e en es:
1)
doen e
colabo an e
e
le e
e
2)
doen e
não
colabo an e
e
pesado.
Os
pa icipan es
de e iam
a alia
a
si uac¸ão,
de e mina
a
écnica
adequada
e
equipamen o
a
u iliza ,
não
subs i ui
o
doen e
naquilo
que
ele
consegue
aze
e
comple a
a
mobilizac¸ão
com
a
ajuda
humana
ou
écnica
disponí el
G upo
de
con olo
do
es udo
an e io
(G upo
A)
A
in oduc¸ão
de
equipamen o
no
p og ama
de
in e enc¸ão
le ou
a
uma
maio
conco dância
com
a
écnica
ecomendada
(p
<
0,01).
Ve ificou-se
uma
educ¸ão
da
ca ga
na
coluna
e eb al
(p
=
0,001
no
g upo
B
e
p
<
0,033
no
g upo
C).
Em
alguns
casos,
o
equipamen o
aumen ou
a
ca ga
a
ní el
da
coluna
e eb al
de ido
ao
maio
empo
na
posic¸ão
de
flexão
do
onco.
Nenhum
mé odo
de
in e enc¸ão
exclusi a
de e
se
ecomendado.
Cada
mobilizac¸ão
de e
se
a aliada
pe
si,
de e minando
assim
o
melho
mé odo
de
mobilizac¸ão
Obse acional
compa a i o
8
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
97
Tabela
5
–
Resul ados
dos
es udos
com
p og ama
de
in e enc¸ão
mul i a o ial
(sis émico)
Re .
bibl.
Populac¸ão
In e enc¸ão
G upo
de
con olo
Resul ados
(ou comes)
Tipo
de
es udo
Qualidade
(1-10)
Nelson
e
al.12
n
=
825
En e mei os
Fo am
implemen adas
as
seguin es
medidas:
(1)
P o ocolo
de
a aliac¸ão
e gonómica
da
si uac¸ão
de
abalho;
(2)
Algo i mo
de
a aliac¸ão
e
decisão
da
écnica
de
mobilizac¸ão
a
u iliza ;
(3)
Exis ência
de
um
p ofissional
pe i o
em
SST;
(4)
Equipamen o
mecânico
pa a
mobilizac¸ão
de
doen es
em
núme o
definido
após
a aliac¸ão
e gonómica;
(5)
Ap endizagem
com
o
e o/inciden es
(a e
ac ion
e iews);
(6)
Polí ica
de
«não
ealiza
le an e
manual»
Fo am
a aliados
os
dados
deco en es
da
p á ica
habi ual,
an e io
à
in e enc¸ão
Taxas
de
LMELT:
diminuiu
de
24/100
pa a
16,9/100
abalhado es
Dias
de
abalho
com
es ic¸ões:
desceu
de
1.777
pa a
539
dias
Média
de
dias
de
abalho
pe didos
(absen ismo):
desceu
de
14,2
dias
pa a
10,5
dias/LMELT.
A
pe cec¸ão
de
insegu anc¸a
na
mobilizac¸ão
de
doen es
eduziu
com
significância
es a ís ica
(p
=
0,027)
Sín ese
cus o-bene ício:
num
pe íodo
de
10
anos
poupam-se
204.599
dóla es/ano.
O
capi al
in es ido
em
ma e iais
e
o mac¸ão
dos
ecu sos
humanos
é
ecupe ado
ao
final
de
3,75
anos
O
p og ama
e e
sucesso
a
cu o
e mo,
mas
é
necessá ia
maio
a aliac¸ão
no
impac o
a
longo
e mo
Obse acional
Longi udinal,
e ospe i o
e
p ospe i o
9,5
Black
e
al.23
n
=
776
P ofissionais
de
saúde,
p es ado es
de
cuidados
di e os
Es udo
em
3
hospi ais
de
di e en es
dimensões
Fo am
implemen adas
as
seguin es
medidas:
(1)
8
h
de
o mac¸ão
eó ica
em
ana omia,
LMELT,
mecânica
co po al,
saúde,
écnicas
de
mobilizac¸ão
de
doen es,
a aliac¸ão
no malizada
do
ipo
de
dependência
do
doen e,
e
algo i mos
de
decisão
da
écnica
de
mobilizac¸ão
a
u iliza ;
(2)
Fo mac¸ão
p á ica
das
écnicas
de
mobilizac¸ão.
Ob iga ó io
man e :
1
h
de
o mac¸ão
po
ano
ou
4
h
em
cada
3
anos
(3)
Algo i mos
de
apoio
à
mobilizac¸ão
afixados
nos
placa ds
dos
se ic¸os
e
jun o
as
camas
dos
doen es
(5)
Equipamen o
mecânico
de
assis ência
à
mobilizac¸ão
de
doen es
após
a aliac¸ão
da
si uac¸ão
de
abalho
T ês
hospi ais
semelhan es
aos
do
g upo
de
in e enc¸ão
Não
hou e
qualque
in e enc¸ão
Hou e
uma
educ¸ão
significa i a
das
axas
de
LMELT
e
de
empo
de
abalho
pe dido
no
g upo
de
in e enc¸ão
(p
=
0,013).
A
magni ude
de
educ¸ão
a ia
consoan e
o
ipo
de
hospi al:
as
educ¸ões
mais
e iden es
e ificam-se
nos
hospi ais
mais
pequenos
(RR
=
0,69;
95%
IC
=
0,6-0,8;
p
<
0,0001)
O
cus o
e
os
dias
de
abalho
pe didos
po
lesão
diminuí am
após
a
in e enc¸ão.
Hou e
41%
de
educ¸ão
dos
cus os
po
LMELT
após
a
in e enc¸ão
e
a
média
de
dias
de
abalho
pe didos
diminuiu
de
35,99
pa a
16,2
dias
A
implemen ac¸ão
de
um
p og ama
mu i a o ial
de
p e enc¸ão
de
LMELT
de
ca iz
sis émico
eduz
significa i amen e
os
dias
de
abalho
pe didos
e
a
incapacidade
associada
às
lesões
p o ocadas
pela
mobilizac¸ão
de
doen es
Obse acional
longi udinal
9
104
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
4;3
2(1):89–105
7.
Higne
S.
In e en ion
s a egies
o
educe
musculoskele al
inju ies
associa ed
wi h
handling
pa ien s:
A
sys ema ic
e iew.
Occup
En i on
Med.
2003;60:e6,
doi:10.1136/oem.60.9.e6.
8.
Edlich
R,
Win e s
K,
Hudson
MA,
B i
LD,
Long
WB.
P e en ion
o
disabling
back
inju ies
in
nu ses
by
he
use
o
mechanical
pa ien
li
sys ems.
J
Long
Te m
E
Med
Implan s.
2004;14:521.
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Pheasan
S,
S ubbs
D.
Back
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Epidemiology
and
isk
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E gon.
1992;23:226–32.
10.
T inko
AM,
Lipscomb
JA,
Geige -B own
J,
B ady
B.
Musculoskele al
p oblems
o
he
neck,
shoulde ,
and
back
and
unc ional
consequences
in
nu ses.
Am
J
Ind
Med.
2002;41:170–8.
11.
Se anhei a
F,
Co im
T,
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V,
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C,
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A.
Lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
em
en e mei os
po ugueses:
«ossos
do
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ou
doenc¸as
elacionadas
com
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abalho?
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Po
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Pública.
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[consul ado
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Fe
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Nelson
A,
Ma z
M,
Chen
F,
Siddha han
K,
Lloyd
J,
F agala
G.
De elopmen
and
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o
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mul i ace ed
e gonomics
p og am
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associa ed
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Nussbaum
M,
To es
N.
E ec s
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modi ying
wo king
me hods
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pa ien -handling
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I.
Back
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nu ses:
A
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o
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Sa e y
Sci.
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Bena d
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Musculoskele al
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A
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o
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Cincinna i,
OH:
Na ional
Ins i u e
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Occupa ional
Sa e y
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Heal h;
1997.
17.
Lim
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Black
T,
Shah
S,
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S,
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J.
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pa ien
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implemen a ion
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e gonomic
in e en ion
p og am
among
heal h
ca e
wo ke s.
J
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Res.
2011;42:185–91.
18.
NRS.
Musculoskele al
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wo kplace:
Low
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and
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Washing on:
Na ional
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P ess;
2001.
19.
Buckle
P,
De e eux
J.
Wo k- ela ed
neck
and
uppe
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diso de s.
Luxembou g:
Eu opean
Agency
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Sa e y
and
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