Mobilidade Pedonal Di ecionada aos Idosos
O Caso de Es udo de Pon e de So
Sa a Isabel Lopes da Sil a Ma ins
Se emb o de 2018
Rela ó io de Es ágio de Mes ado U banismo Sus en á el e
O denamen o do Te i ó io
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os
necessá ios à ob enção do g au de Mes e em U banismo Sus en á el e
O denamen o do Te i ó io ealizado sob a o ien ação cien í ica de João
Fa inha
AGRADECIMENTOS
Ag adeço ao meu o ien ado P o esso Dou o João Mu alha Ribei o Fa inha pela
o ien ação p es ada ao longo do es ágio e na elabo ação do p esen e ela ó io. Aos
écnicos da Câma a Municipal de Pon e de So po odo o auxílio e ensino no deco e
do es ágio, em especial à minha co-o ien ado a Magda Oli ei a.
Aos meus pais e amília, po oda a paciência e ca inho. E po im, aos meus amigos e
colegas que con ibuí am di e a ou indi e amen e pa a es e ela ó io.
RESUMO
À semelhança de odo o mundo, Po ugal em indo a passa po um p ocesso de
en elhecimen o da população, acompanhado pela diminuição da população jo em.
Face a is o, o na-se necessá io assegu a in aes u u as que se adequam à população
mais idosa, uma ez de ém condições especiais. Não bas a assegu a unidades de saúde,
cen os de dia e la es esidenciais. É de ex ema ele ância ga an i que a população
idosa se consiga desloca de o ma segu a aos locais mais u ilizados po elas no seu dia-
a-dia. Des a o ma, p e ende-se a alia as condições de mobilidade pedonal di ecionada
aos idosos no concelho de Pon e de So , com oco na en ol en e dos La es Residenciais
e Cen os Comuni á ios al os de es udo. P e ende-se c ia um mé odo de audi o ia
pedonal a a és do qual se ão a aliados di e sos pe cu sos, a im de p opo melho ias
nos mesmos e, consequen emen e, melho a a qualidade de ida da população. É
desejado c ia espaços mul ige acionais, pois onde consegue es a um idoso, consegue
es a oda a população, nunca esquecendo o concei o dos “8 aos 80”.
Pala as-cha e: Mobilidade Pedonal; Peão; Espaço Público; Idosos; La Residencial,
Cen o Comuni á io; Audi o ia pedonal; En elhecimen o
ABSTRACT
Simila ly o he o he wo ld, Po ugal has been going h ough a popula ion aging
p ocess, ollowed by a dec ease in young popula ion. Due o his and since he elde s
ha e special needs, i is necessa y o ensu e ha he in as uc u es a e adequa e o
hem. I is no enough o ensu e he exis ence o Heal h Clinics, Day Ca e Facili ies o
Residen ial Homes. In ac , i is o ex eme impo ance o gua an ee he elde popula ion
can mo e a ound, in a sa e manne , o he places by hem equen ed on daily basis.
Thus, i is in ended o e alua e he pedes ian’s condi ions a ge ed o he elde s in
Pon e de So , ocusing on Residen ial Homes and Communi y Cen e s. The aim is o
c ea e a me hod o Pedes ian’s Audi h ough which di e se pa hs will be e alua ed
wi h he pu pose o p oposing imp o emen s on said pa hs and, consequen ly, imp o e
popula ion’s li e quali y. Wi hou o ge ing he “ om 8 o 80” concep , he desi e is o
c ea e mul igene a ional spaces because whe e an elde can be so is he en i e
popula ion.
Key-wo ds: Pedes ian Mobili y; Pedes ian; Public Space; Elde s; Residen ial Homes,
Communi y Cen e ; Pedes ian’s Audi ; Aging
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………………. 1
1.1. Obje i o ge al e obje i os especí icos ............................................................... 1
1.2. Me odologia e c onog ama ............................................................................... 2
1.3. En idade de Acolhimen o e A i idades ealizadas ............................................ 3
2. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL ...................................................... 5
2.1. Enquad amen o eó ico ..................................................................................... 5
2.1.1. Espaço Público ............................................................................................ 5
2.1.2. Mobilidade Sus en á el .............................................................................. 8
2.2. Con ex o e local de acolhimen o ..................................................................... 10
2.2.1. Ca a e ização populacional ...................................................................... 10
2.2.2. P incipais ob as municipais dos úl imos anos ..…………………………………….18
3. PRÁTICA PROFISSIONAL .......................................................................................... 19
3.1. Mé odo de Audi o ia Pedonal ......................................................................... 19
3.1.1. Abo dagem me odológica da cons ução do mé odo ............................. 19
3.1.2. Indicado es e subindicado es da audi o ia .............................................. 21
3.2. Es udos de Caso – Si uação A ual .................................................................... 35
3.2.1. La Casa dos A ós ..................................................................................... 36
3.2.2. La es San a Casa da Mise icó dia ............................................................. 70
3.2.3. Cen o Comuni á io de T amaga .............................................................. 86
3.2.4. Ponde ação de inqué i os ...................................................................... 102
3.3. Es udos de caso – P opos as de in e enção ................................................ 103
3.3.1. La Casa dos A ós ................................................................................... 104
3.3.2. La es San a casa da Mise icó dia ........................................................... 120
3.3.3. Cen o Comuni á io de T amaga ............................................................ 126
3.4. Sín ese de p opos as ...................................................................................... 135
4. CONCLUSÕES E PONDERAÇÃO DO ESTÁGIO ......................................................... 137
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................. 140
ANEXOS………………………………………………………………………………………………………………………………..143
ÍNDICE DE FIGURAS
Figu a 1 – Modelagem 3D da “Casa da Música” ……………………………...…………………………...5
Figu a 2 – Enquad amen o geog á ico do Concelho de Pon e de So ……………………………11
Figu a 3 - Ca ac e ís icas dos peões……………………………………………………………….……………22
Figu a 4 – Exemplo de qua ei ões que possibili am eduzi dis âncias………………………..29
Figu a 5 – Escala Humana………………………………..……………………….………………………………...33
Figu a 6 – Localização dos pe cu sos La Casa dos A ós …………………………………………..….37
Figu a 7 – Localização dos segmen os pe encen es ao pe cu so 1 do La Casa dos
A ós………………………………………………………………………………………………….………………….…… 37
Figu a 8 – A enida do Colégio……………………………………………………………………………………..38
Figu a 9 – Dimensão eduzida do passeio .....…….....……………………………………………………43
Figu a 10 – Obs áculos à passagem ……………………….…………………………………………..……….43
Figu a 11 – Obs áculos à passagem ……….……………………………………….………………….……….43
Figu a 12 – Segmen o 3………..…………………………………………………………………………….……...46
Figu a 13 – Acessibilidade exis en e en e passeio e passadei a ………………………………..46
Figu a 14 – Mobiliá io u bano exis en e …………………………………………………………….……...46
Figu a 15 – Localização dos segmen os pe encen es ao pe cu so 2 do La Casa dos A ós
…………….…………………………………………………………………………………………………………………….46
Figu a 16 - Espaço público a sul do Campo de Ténis……………………………………………………..47
Figu a 17 – Segmen o 5……………………………………………………………………………………….……..51
Figu a 18 – Poluição Visual………………………………………………………………………………………....51
Figu a 19 – Segmen o 6……………………………………………………………………………………………...54
Figu a 20 – A eia exis en e jun o aos bancos……………………………………………………………...54
Figu a 21 – Conse ação dos edi ícios e es ado do pa imen o…………………………………….54
Figu a 22 – Segmen o 7……………………………………………………………………………………………...56
Figu a 23 – Ressal os causados pelas aízes das á o es……………………………………………..56
Figu a 24 – Acessibilidade passeio-passadei a…………………………………………………………....54
Figu a 25 - Localização dos segmen os pe encen es ao pe cu so 3 do La Casa dos
A ós………………………..…………………………………………………………………………………………….…..57
Figu a 26 – Segmen o 8………………………………………………………………………………………………59
Figu a 17 – Bu acos exis en es com mais de 0,02m…………………………………………………….59
Figu a 28 – Segmen o 9…………………………………………………………………..………………………….59
Figu a 29 - Localização dos segmen os pe encen es ao pe cu so 4 do La Casa dos
A ós………………………………………………………………………………………………………………………….. 61
Figu a 30 – Segmen o 10………………………..…………………………………………………………………..62
Figu a 31 – Segmen o 11………………………..………………………………………………………………..…64
Figu a 32 – Segmen o 12 (I)………………………..………………………………………………………….……69
Figu a 33 – Segmen o 12 (II)……………………………………………………………………………………….69
Figu a 34 – Obs áculo à caminhada………………………..………………………..…………………………69
Figu a 35 - Dep essão na Rua dos Cadei ões……………………………………..…………………………69
Figu a 36 - Localização dos pe cu sos pe encen es aos La es San a Casa da Mise icó dia
……………………………………………..……………….…………………………………………………………………..71
Figu a 37 – Localização dos segmen os pe encen es ao pe cu so 1 dos La es San a Casa
da Mise icó dia……………………………………………..………..………………………………………………… 72
Figu a 38 – Segmen o 1 ……………………………………………..………..…………………………………….72
Figu a 39 – Obs áculos ao peão………………………………………………………………………....……….72
Figu a 40 – Segmen o 2 ……………………………………………...………………………………………….….76
Figu a 41 - Localização dos segmen os pe encen es ao pe cu so 2 dos La es San a Casa
da Mise icó dia ……………………………..…………………………………………………………………….…….79
Figu a 42 – Segmen o 3…………………………………………………………………………………………..….81
Figu a 43 – Supe ície de caminhada ……………………………………………………………………….….81
Figu a 44 – Segmen o 4…………………………………………………………………………………..………….82
Figu a 45 – Segmen o 5 …………………………………………………………………………………..………….84
Figu a 46 - Localização dos pe cu sos pe encen es ao Cen o Comuni á io………….…….87
Figu a 47 - Localização dos segmen os pe encen es ao pe cu so 1 do Cen o
Comuni á io………………………………………..……………………………………………………………….…….88
Figu a 48 – Segmen o 1 ……………………………………………………………….………………………….….90
Figu a 49 – Obs áculo à passagem………………………………………….…………………………….…….97
Figu a 50 – Segmen o 3……………………….………………………………………………………………………92
Figu a 51 – Obs áculo ao peão……………………………………………………………………..……….…….92
Figu a 52 – Segmen o 3……………………….………………………………………………………………….….93
Figu a 53 – Segmen o 5……………………….………………………………………………………………….….96
Figu a 54 - Localização dos segmen os pe encen es ao pe cu so 2 do Cen o
Comuni á io……………………………………………………………………………………………………………….99
Figu a 55 – Á ea de laze ……………………..……………………………………………………………………101
Figu a 56 – Obs áculo à passagem ………………………………………………………………….……..…101
Figu a 57 – A enida da Libe dade an es e após p opos as………………………………………….120
Figu a 58 – Rua Vaz Mon ei o an es e após p opos as…………………………………………….…126
Figu a 59 – Rua 25 de Ab il an es e após p opos as……………………………………………………135
4
com o A igo 14º, es a di isão em como compe ências con ibui pa a a de inição de
es a égias de desen ol imen o, pa icipa na elabo ação de documen os p e isionais,
p omo e es udos p é ios, an ep oje os e p oje os de execução de ob as, p omo e
es udos de sal agua da do pa imónio na u al e a qui e ónico, p omo e a ob enção de
ca og a ia e espe i a a ualização, p omo e o desen ol imen o do Sis ema de
In o mação Geog á ico Municipal, p omo e a elabo ação e acompanhamen o dos
p ocessos ela i os a ob as, equipamen os e in aes u u as municipais. Além dis o, es a
di isão em como compe ência adminis a os meios e p es a os se iços necessá ios
ao uncionamen o de es u u as, equipamen os e ins alações do município.
A Câma a Municipal o ganiza-se segundo uma es u u a e ical, onde o p esiden e é o
memb o do opo. Além da di isão onde deco eu o es ágio, a au a quia é compos a
ainda pela Di isões Adminis a i a, Financei a, Ges ão U banís ica e Acão Social,
Educação, Cul u a e Despo o.
No início do es ágio, o am-me ap esen adas as ins alações e dados a conhece os
p incipais ins umen os de ges ão municipais e in e municipais que de êm mais
p eponde ância pa a o ema. Sendo eles, o Plano In e municipal de P omoção da
acessibilidade do Al o Alen ejo (PIMPA), Plano Di e o Municipal (PDM), Planos de
Po meno , Plano Es a égico de Desen ol imen o U bano de Pon e de So e o
Regulamen o Municipal de U banização e Edi icação. No PDM encon am-se
es abelecidas as compe ências da CMPS ace à mobilidade pedonal e espaço público.
Como se encon a a deco e a e isão do PDM, oi-me solici ado que pa icipasse na
mesma, selecionando alguns indicado es que se i iam pa a a ualiza os dados
es a ís icos socioeconómicos do concelho. Assim, p ocedeu-se à ecolha de in o mação
a a és do INE e do Po Da a. E a p e endido um pe íodo empo al ala gado, de o ma a
se pe cebe em as al e ações exis en es ao longo dos anos. Des a o ma, op ou-se po
seleciona dados de 1991, 2001 e 2011. Fo am ecolhidos dados elacionados com
emas di e sos, que ab angessem a população, a economia do concelho, edi icado e
u ismo. Quan o ao edi icado a abo dagem oi ocada nos es abelecimen os ho elei os
de ido ao u ismo que em se em impulsionado, bem como no núme o de alojamen os
a endados, de ido à in luência que o ae ód omo em p opo cionado em Pon e de So .
5
No deco e do es ágio, oi pos o em p á ica o pouco do conhecimen o que exis ia ace
ao p og ama Au oCad. Pa a is o, oi essencial o auxílio da a qui e a e dos écnicos
p esen es na di isão. Além des e, oi ambém al o de ap endizagem o p og ama Re i ,
que pe mi e modelagem 3D. Foi com base nes es dois p og amas que o am
desen ol idas as p opos as ap esen adas no deco e des e ela ó io.
De ido ao conhecimen o adqui ido em Re i , oi-me p opos o a c iação do p oje o da
“Casa da Música” em 3D, de o ma a auxilia a a qui e a a de e uma pe ceção eal do
p oje o. Assim, p ocedeu-se ao desen ol imen o do mesmo, como se pode e i ica na
igu a 1.
No inal do es ágio, oi-me p opos o e e ua o çamen o pa a algumas das p opos as
ap esen adas, de o ma a ica a conhece melho como se e e uam esses p ocessos.
2. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL
2.1. Enquad amen o eó ico
2.1.1. Espaço Público
Tal como a cidade, o espaço público é um luga des inado à população. Des a o ma “é
nas p aças e uas da cidade que se es abelece, ma e ializa e exp essa a elação en e os
seus cidadãos” (MAIA, 2017:49). Po possibili a jun a á ias cul u as e ge ações a
con i e no mesmo espaço, pa ilhando expe iências e, consequen emen e, e o çando
as in e ações sociais.
Con udo, o na-se complicado de ini em conc e o o que é um espaço público. Uma ez
que es e não é somen e um espaço de en o de ca a e ís icas con adi ó ias às que se
encon am ine en es num espaço p i ado. Se assim osse, a dimensão sociocul u al se ia
excluída dos c i é ios de classi icação (SILVA,2009:15). Nes e con ex o, Na ciso
Figu a 1 – Modelagem 3D da “Casa da Música”
6
(2008:33) ci a Co im que a i ma que o espaço público de uma cidade é o mado pelos
espaços públicos li es, nomeadamen e uas, p aças, pa ques, p aias, ios e ma , bem
como pelos elemen os mo ológicos isí eis a pa i des es espaços. Além dis o, de ende
que o espaço público é “compos o, o denado e man ido em unção do seu uso e da sua
pe cepção social. (…) O espaço público é, em boa medida, o supo e ísico das edes de
se iços, sis emas de anspo es e comunicação do ambien e u bano” (COTRIM, ci ado
po Na ciso, 2008:33).
Desde a ci ilização g ega que o espaço público se encon a associado às in e ações
sociais. Com a ele ação da Ágo a (an igo espaço abe o des inado ao me cado) a espaço
público, o encon o en e cidadãos li es e iguais passou a se possí el em qualque
pe íodo do dia (GOMES,2002:40-41). No en an o, os espaços públicos so e am
al e ação na idade média. Su gi am con on os en e classes sociais que esul a am na
agmen ação espacial da cidade, de ido às disc epâncias exis en es na classe social. Em
consequência, as uas e p aças de pequena dimensão deixa am de se conside adas
espaços públicos, po já não exis i elações sociais nes es locais. Con udo, exis iam
algumas p aças com unção de me cado que pe mi iam o con í io en e cidadãos, mas
não e am conside ados espaços públicos po não pe mi i em um li e usu u o do luga .
De ido à con i ência en e cidadãos, es as p aças passa am a se conside adas espaços
cole i os (SILVA,2009:18).
Segundo Sil a (2009:19), oi nos séculos XIX e XX que su gi am as g andes al e ações nas
cidades como consequência da e olução indus ial e das mudanças e e uadas nas
elações económicas e sociais. As ope ações u banís icas al o de des aque nes e
pe íodo o am a abe u a de uas, bule a es, pa ques e p aças. Des a o ma, o espaço
público começou a es a associado a um espaço social, no qual se pode ci cula . Além
disso, su gi am p eocupações que não exis iam an e io men e, nomeadamen e
ques ões elacionadas com higiene u bana e embelezamen o das cidades.
Embo a as ope ações u banís icas e e uadas du an e o pe íodo an e io i essem ido
sucesso, o apa ecimen o do au omó el eio in e e a endência de ocupação do espaço
público po pa e da população. Pe deu-se a necessidade de con ie , uma ez que a
população de desloca a somen e de au omó el. Com o su gimen o dos meios de
comunicação, es e pano ama ag a ou-se. Os elemó eis, in e ne , ele isão, en e
7
ou os, con ibuíam pa a a população se isola nas suas habi ações, uma ez que as
elações sociais se encon a am assegu adas sem e em de se desloca , “le ando-as
mui as ezes a esquece em-se do meio que as odeia” (MAIA,2017:57). Em
consequência, su giu um es ilo de ida indi idualis a.
O modo de ida desc i o an e io men e oi ganhando exp essão ao longo dos anos. Com
ele começam a su gi p oblemas di e amen e elacionados com o au omó el. E guem-
se concei os como poluição sono a e ambien al, que não e am conhecidos an es do
apa ecimen o des e meio de anspo e.
A ualmen e, o au omó el e os meios de comunicação assumem ainda g ande
p eponde ância na ocupação do espaço público. No en an o, não são os únicos
esponsá eis pela eduzida u ilização des es espaços. San os (2008:28), a i ma que se
em assis ido a “p o undas al e ações nas ac i idades p a icadas no espaço u bano,
nomeadamen e pela ans e ência de mui as das unções sociais e cí icas que
adicionalmen e oco iam no domínio público, pa a o p i ado”. Além dis o, a maio ia
das cidades que an e io men e possibili a am as deslocações pedonais, encon am-se
seg egadas. Ou seja, a cidade que pe mi ia i e e abalha em locais p óximos oi
subs i uída po uma cidade que se encon a ma ginalizada de unções, c iando á eas
mono uncionais que são acessí eis eco endo maio i a iamen e ao au omó el, de ido
à ex ensa dis ância en e unções (SOUSA,2008:28).
O espaço público nu e bas an e impo ância na ida na cidade, me ecendo uma
a enção especial. Pa a se um espaço público de qualidade em que se conside a
ambém a sua en ol en e p óxima, ou seja o “espaço em uma o e ligação com os
edi ícios que o de inem, po que são eles que ge a am a sua o ma, po que eles
condicionam o emen e as suas i ências e po que é po en e eles que o espaço se
desen ol e” (SANTOS,2008:18). Além disso, é necessá io conside a o compo amen o
e o uso do espaço. Es es são concei os complemen a es que êm signi icados dis in os.
O uso do espaço co esponde à o ma como as pessoas u ilizam o espaço, conside ando
semp e o que ele lhes pode o e ece . O compo amen o e e e-se às a i udes que a
população assume pe an e um de e minado es ímulo, in e nos ou ex e nos. Es es
co espondem a ca a e ís icas ine en es no espaço e a impulsos indi iduais,
nomeadamen e a cul u a, es ado de espí i o, en e ou os. Dizem espei o ambém a
8
a o es ex e nos, como o clima. Po ou as pala as, “o uso do espaço depende das
ca ac e ís icas especí icas de cada espaço, enquan o que o compo amen o é
in luenciado po es as” (SANTOS,2008:29).
Embo a a e olução do espaço público se encon e cons an emen e a so e al e ações,
“as a i idades ligadas à ci culação, ao comé cio e ao encon o con inuam a exis i ”
(COSTA,2015:14). É po is o que se em que omen a es es espaços de modo a ganha em
a p eponde ância que possuí am em empos.
É possí el e i ica em algumas cidades a mudança de pa adigma que az de ol a a
cidade ao peão, comba endo o uso au omó el e dos meios de comunicação. Em odo o
mundo, as cidades êm is o os seus cen os a al e a em-se a a o de uma no a ida
pa a os espaços públicos, “embo a mui o mais mo i ada pelo laze e pelo u ismo do
que pela ida quo idiana dos esiden es” (PERALTA, 2011:27).
2.1.2. Mobilidade Sus en á el
Mui as ezes o concei o de mobilidade con unde-se com o de acessibilidade. No
en an o, são concei os díspa es. Mobilidade diz espei o ao mo imen o de pessoas e
bens, sendo assim uma o ma pa a a ingi um im. Es a é assegu ada pelos meios de
anspo e. A acessibilidade esume-se à acilidade em acede a algo, podendo não se
necessá ia deslocação ísica. Assim pode dize -se que são concei os complemen a es
po que “globalmen e as pessoas p ocu am aumen a a sua mobilidade (quilóme os
pe co idos, quan idade de mo imen os) isando o aumen o da acessibilidade ( elações
de p oximidade, acilidade de acesso às ac i idades)” (FERREIRA,2011:5).
Mobilidade sus en á el e e e-se à possibilidade de os cidadãos op a em po
acessibilidade e mobilidade que lhes assegu e deslocações segu as, con o á eis e a
cus os acessí eis. Além dis o, implica que essa mobilidade se ealize a a és de e iciência
ene gé ica e com impac os ambien ais diminu os (IMT,2011). Es e concei o apoia-se em
ês pila es, nomeadamen e sociedade, economia e ambien e que in e ligados
con ibuem pa a o desen ol imen o sus en á el dos e i ó ios. Des a o ma, pode
dize -se que a mobilidade sus en á el oi o obje i os p incipais (FERREIRA,2011:11,
ci ando Banis e , 2008; Ramos, P. 2001):
− Reduzi as dis âncias de deslocação;
9
− Fomen a a mobilidade não-mo o izada;
− Fomen a o uso de anspo es públicos;
− Diminui a mobilidade au omó el;
− Diminui o consumo de ene gia;
− Fomen a a coope ação en e se o es;
− Consciencializa a população;
− Fomen a a qualidade de ida e bem-es a .
Ao conside a es e ipo de mobilidade, o peão e o elocípede assumem um papel
p imo dial nas cidades, po não p ejudica em o meio ambien e, en ol e em eduzidos
cus os económicos, não imi i em uído e a ocupa em mui o menos espaço que o
au omó el. A mobilidade pedonal é a mais adequada quando o aje o é cu o. Enquan o
a bicicle a é o melho meio de anspo e quando se p e endem e e ua deslocações de
maio dimensão. Es es dois modos de deslocação são acessí eis a p a icamen e odos,
independen emen e da idade ou classe económica. No en an o, pode conside a -se a
mobilidade pedonal como a mais p eponde an e, uma ez que uma pa e do aje o é
e e uada semp e a pé.
Pa a omen a o ecu so a es es modos sua es é necessá io p ocede à al e ação do
espaço público, c iando locais que incluam uma c iança de 8 aos e um idoso de 80. Des a
o ma, pode conside a -se que a mobilidade sus en á el se encon a di e amen e
elacionada com o espaço público, na medida que “a cidade de e á disponibiliza an o
in aes u u as como e amen as pa a que essa mo imen ação possa e e i amen e e
luga ” (AMARO, 2016:7).
Além das an agens ambien ais, a mobilidade sus en á el possui ainda an agens pa a
a saúde dos cidadãos. A ualmen e, duas em cada ês pessoas i em em cidades, onde
a axa de obesidade é cada ez mais ele ada e mais mo al. Além disso as dep essões e
as c ises de ansiedade são cada ez mais equen es en e a população. Con udo, é
possí el alia es es p oblemas com os modos sua es de deslocação, aumen ado a saúde
dos cidadãos que os incluem no seu quo idiano (PEÑALOSA, 2014). O ac o de caminha
p oduz boas sensações ao peão, aumen ando o seu bem-es a e p aze . Peñalosa (2014),
de ende que “quando andamos icamos elizes po que usamos odos os nossos
10
sen idos”. É nes e sen ido que se êm de c ia cidades pa a os peões. Em menos de 100
anos, oi o em cada dez pessoas i e ão em cidades, o nando essencial assegu a a
qualidade de ida des as ge ações.
Além disso, op ando po es es modos de deslocação, eduzem-se conside a elmen e os
aciden es au omó eis, uma ez que diminui a população que os u iliza como meio de
anspo e. Assim, op a po mobilidade sus en á el e le e-se na saúde da população,
di e a ou indi e amen e.
No en an o, quando conside ada a mobilidade pedonal não se pode conside a que o
peão em ca a e ís icas uni e sais. Não exis e um p o ó ipo de peão, is o é, cada um
possui ca a e ís icas p óp ias, dependendo de á ios a o es. São exemplos a sua al u a,
peso, pe da de capacidades como a isão e a memó ia, di iculdades mo o as,
dependência de cadei a de odas ou bengala, en e ou os. Além dis o, em que se
conside a a elocidade de ma cha de cada um, que é in luenciada pela idade, condição
e limi ações ísicas ( a o es in ínsecos), bem como pelo conhecimen o do aje o,
dis ância a pe co e , condições me eo ológicas, ca a e ís icas da in aes u u a,
a a i idade, luxo pedonal e á eas de a a essamen o ( a o es ex ínsecos) (INE,
2011:6-7).
Os a o es in ínsecos encon am-se di e amen e elacionados com o en elhecimen o,
uma ez que as capacidades ísicas e psicológicas ão diminuindo, o nando-se
equen e os peões com cadei as de odas, bengala ou anda ilhos. De ido a es as
limi ações são um al o ácil quan o ao isolamen o, caso o espaço público não consiga
aze ace às suas necessidades. De ac o, é um assun o com ele ada p eponde ância
de ido ao aumen o dos idosos em cidades possui bas an e exp essão a ní el mundial.
Em consequência, os aspe os elacionados com a caminhada êm de se is os com
bas an e po meno , p omo endo o en elhecimen o a i o e p opo cionando melho
qualidade de ida a odos os cidadãos.
2.2. Con ex o e local de acolhimen o
2.2.1. Ca a e ização populacional
Pon e de So é uma cidade po uguesa de pequena dimensão localizada na NUT III do
Al o Alen ejo. É sede de concelho, compos o po cinco eguesias: Longomel, Gal eias,
11
Mon a gil, Fo os do A ão e a União de eguesias de Pon e de So , T amaga e Vale de
Aço , após a a ualização e e uada em 2013 a a és da Lei n.º 11-A/2013 ( igu a 2). O
Concelho si ua-se en e a egião de Lisboa e Vale do Tejo e o Al o Alen ejo, assumindo
uma localização pe i é ica nes a úl ima. É delimi ado a No e pelo concelho de Ab an es,
a No des e pelo Ga ião, a Sul po Mo a, a Es e po Al e do Chão, a Sudes e po A is e a
Sudoes e po Chamusca e Co uche. De ém ap oximadamen e 839 km², sendo a
eguesia de Pon e de So a que possui maio á ea (331,71 km²), pois al como e e ido
an e io men e engloba as eguesias de T amaga e o Vale de Aço . Segue-se a eguesia
de Mon a gil com 296,94 km², Fo os de A ão com 84,26 km², Gal eias com 79,83 km²
e, po im, Longomel com somen e 46,97 km².
Com a análise de dados es a ís icos p e ende-se c ia uma b e e análise
sociodemog á ica do concelho de Pon e de So , com o obje i o de comp eende melho
o mesmo. Des a o ma, os dados selecionados são os que se conside am adequados e
pe inen es pa a e a a a ealidade do concelho.
O g á ico 1 ap esen a a dis ibuição da população esiden e po eguesia, no ano de
2011. Na o alidade o Concelho de Pon e de So possuí 16722 esiden es. A eguesia
mais populosa é Pon e de So (8958), com mais do dob o de esiden es que as es an es.
A es a segue-se Mon a gil com 2316 esiden es. É de salien a que as eguesias
sob an es de êm menos de 2000 habi an es.
Figu a 2 – Enquad amen o geog á ico do Concelho de Pon e de So ; on e: Elabo ação
p óp ia eco endo à Ca a Adminis a i a de Po ugal
12
Obse ando a a iação de população esiden e no pe íodo de 2001 a 2011 ( abela 2) é
de salien a a eguesia de Pon e de So , po se a única que conseguiu a ingi uma
a iação posi i a (1,74%). As es an es eguesias ap esen am uma a iação
populacional nega i a acima da egis ada pelo concelho (-7,8%), com oco na eguesia
de Gal eias, po de e a maio pe da de população nes e pe íodo (-25,75%). T amaga
oi a eguesia que egis ou menos pe das (-11%), seguindo-se Fo os de A ão (-11,4%).
Conside ando o g á ico 2, é cla o que embo a enha exis ido um dec éscimo, não
signi ica i o, nos esiden es com mais de 64 anos no pe íodo de 2001 a 2011, es a aixa
e á ia é que que nu e mais exp essão. Rep esen a ce ca de 25% dos esiden es do
concelho de Pon e de So , e elando-se um dado bas an e p eocupan e. É de oca que
os jo ens (0 aos 19) e as aixas e á ias comp eendidas en e os 20 e os 44 anos de i e am
um dec éscimo signi ica i o de 2001 pa a 2011, enquan o a população dos 49 aos 59
c esceu cla amen e. Assim, pe cebe-se que o concelho em indo a so e a endência
de en elhecimen o e não de eju enescimen o.
2001
2011
2001-2011 %
Gal eias
1429
1061
-25,8
Fo os de A ão
1037
919
-11,4
Mon a gil
2781
2316
-16,7
Longomel
1494
1228
-17,8
Pon e de So
8805
8958
1,70
T amaga
1732
1542
-11,0
Vale de Aço
862
698
-19,0
Concelho
18140
16722
-7,80
Tabela 2 – Va iação populacional po eguesias en e 2001 e 2011; on e: INE – Cenos
da População 2001 e 2011
Va iação populacional po eguesias
1061 919
2316 1228
8958
1542 698
0
2000
4000
6000
8000
10000
Gal eias Fo os de
A ão Mon a gil Longomel Pon e de
So T amaga Vale de
Aço
População (nº)
Dis ibuição da população esiden e po eguesia
G á ico 1 – Dis ibuição da população esiden e, po eguesia em 2011; on e:
INE – Censos da População 2011
13
As eguesias do concelho seguem a mesma endência quan o en elhecimen o.
Obse ando a abela 3 ela i a à pe cen agem de população esiden e po g upo e á io
em 2011, pe cebe-se que os idosos possuem g ande exp essão ace às es an es aixas
e á ias. Em odas as eguesias, a população com mais de 64 anos em alo es supe io es
aos 20%. Po ou as pala as, em odas elas a população idosa ep esen a mais de 20%
do o al de habi an es. Gal eias, Mon a gil e Fo os de A ão são as eguesias mais
p eocupan es, com alo es acima dos 30%. Con undo, se o con abiliza a união de
eguesias, Pon e de So passa a se a que nu e mais população com mais de 64 anos
(71,5%) ace às es an es aixas e á ias. Tal como no concelho, a endência de odas as
eguesias é diminui o núme o de esiden es à medida que a idade diminui.
G á ico 2 – E olução da população esiden e no concelho de Pon e de So em 2011; on e:
INE – Censos da População 2011
Gal eias
Fo os de
A ão
Mon a gil
Longomel
Pon e de
So
T amaga
Vale de
Aço
Concelho
0-4
3,3
2,5
2,7
2,5
4,2
2,9
3,2
3,5
5-9
3,3
3,8
3,5
3,3
4,9
4,6
3,4
4,3
10-14
3,6
2,5
3,2
4,3
5,5
5,4
4,3
4,8
15-19
4,4
4,0
3,9
4,6
5,6
5,7
3,9
5,1
20-24
5,2
4,8
4,7
6,9
5,0
5,2
6,4
5,2
25-29
4,1
5,1
3,9
4,8
5,7
5,2
5,7
5,2
30-34
4,6
5,8
4,7
4,2
6,9
5,9
5,0
6,0
35-39
4,7
6,0
5,2
5,1
7,1
7,3
4,7
6,4
40-44
5,7
4,8
5,7
6,9
7,1
6,9
5,7
6,6
45-49
6,7
5,9
6,6
9,2
7,9
7,9
7,3
7,6
50-54
6,0
6,7
8,2
6,6
7,5
7,8
8,5
7,5
55-59
6,6
7,3
7,8
4,8
6,4
7,0
6,6
6,6
60-64
5,9
6,3
5,8
6,4
5,5
5,4
6,9
5,7
>64
35,8
34,5
34,1
30,5
20,5
22,6
28,4
25,4
Tabela 3 – Dis ibuição da população esiden e po g upo e á io e eguesias, 2011; on e:
INE – Censos da População 2011
Dis ibuição da população esiden e po g upo e á io (%)
20
e o CPTED - P e enção C iminal a a és do Espaço Cons uído – Guia de boas p á icas.
Pa a além des es, o am conside ados ainda aspe os que pode iam in luencia o peão
enquan o e e ua o seu aje o, uma ez que es e mé odo em como obje i o p imo dial
o peão, o seu con o o e as suas necessidades.
Des a o ma, c ia am-se se e indicado es comuns a odas as á eas de es udo. Cada um
deles con ém subindicado es que ão se o oco da a aliação, acili ando e
po meno izando a mesma. A cada um des es o am a ibuídos pesos, co esponden es
aos ní eis de qualidade em que se encon a cada subindicado ace ao segmen o em
que se inse e. Is o é, o am c iados cinco ní eis associados à qualidade em que se inse e
o subindicado , nomeadamen e, o ní el 1 co esponde a “péssimo”, 2 a “Insa is a ó io”,
3 a “Razoá el”, 4 a “Bom” e o 5 a “Mui o bom/excelen e”. Pa a e e ua es a classi icação
c ia am-se pa âme os pa a cada um dos ní eis, colocando o subindicado no pa âme o
a que lhe co esponde, endo em con a as ca a e ís icas do segmen o.
Pa a além dis o, oi a ibuída pon uação a cada um dos subindicado es, conside ando o
seu g au de impo ância pa a a caminhada. Nes e caso, exis em ês ní eis de
impo ância (pouca, média e al a) que jun amen e com os ní eis de qualidade i ão
in luencia di e amen e o esul ado de cada subindicado e, consequen emen e, da
a aliação inal do indicado e do pe cu so em ques ão.
Tendo em con a o desc i o an e io men e, elabo ou-se uma abela ( e Anexo A), onde
es ão inco po ados os se e indicado es, bem como os espe i os subindicado es. Na
coluna da “impo ância” encon a-se a impo ância a ibuída a cada um des es. Pa a
cada um dos casos de es udo, exis em colunas que co espondem a cada um dos
segmen os em que o am di ididos os pe cu sos. Es e peso jun amen e com a
impo ância ep esen am uma e apa ulc al da elabo ação da audi o ia, pois é a a és
da sua mul iplicação que se consegue ob e a pon uação inal de cada indicado po
segmen o, bem como a a aliação o al de odos os segmen os e pe cu sos.
De o ma a o na a a aliação mais p ecisa, op ou-se po se u iliza uma escala de 1 a 5,
aquando da a aliação inal de cada indicado . O 5 co esponde ao alo máximo e o 1
ao mínimo. Sendo assim, o núme o 5 oi di ido pa a se ob e uma escala de cinco classes
(péssimo, insu icien e, azoá el, bom e mui o bom/Excelen e). Os núme os de 0 a 1,9
21
são classi icados como péssimos na qualidade do pe cu so pedonal, de 2 a 2,9 como
insu icien es, de 3 a 3,9 como azoá eis, de 4 a 4.9 como bons e, po im, com 5 como
mui o bons no pe cu so.
A a aliação inal de cada indicado esul a na a aliação inal de cada segmen o. O
mesmo acon ece com a a aliação global do pe cu so, que esul a do soma ó io da
a aliação o al de odos os segmen os pe encen es ao mesmo. Pa a além dis o, é ainda
possí el a alia o esul ado po indicado , bem como a a aliação inal da Á ea de Es udo.
3.1.2. Indicado es e subindicado es da audi o ia
Supe ície de Caminhada e Acessibilidade
Nes e indicado a alia-se a exis ência ou inexis ência de supe ície des inada
especi icamen e à caminhada, podendo se um passeio ou um caminho, pa a que o peão
não enha de ealiza o seu pe cu so jun amen e com ou os modos de anspo e,
comp ome endo a sua segu ança. Es e é compos o po seis subindicado es,
nomeadamen e Con inuidade da Supe ície, Dimensão o al, Dimensão da la gu a li e,
Es ado do Pa imen o, Obs áculos e Ressal os. Todos eles de êm ele ada impo ância,
po possuí em in luencia em bas an e a caminhada do peão.
Segundo o DL 163/2006, Capí ulo I, Secção 1.1., nº 1.1.2, o pe cu so acessí el de e se
con ínuo e coe en e de o ma a o na a caminhada mais con o á el a quem a p a ica.
Como al, é necessá io que não exis am mui as in e upções. Quando es as
co espondem a acessos a ga agens, po ões ou pos os de combus í el, associam-se a
cidades di ecionadas pa a o au omó el (GEHL, 2013:123). Assim a Con inuidade da
Supe ície co esponde à con inuidade ou descon inuidade da supe ície de caminhada
exis en e. Pa a p ocede à sua a aliação obse a -se-á a inexis ência ou exis ência
des as in e upções, uma ez que o espaço público se des ina ao peão e não ao
au omó el. Des a o ma, se ão conside adas in e upções que ob iguem o peão a subi
e a desce os passeios.
A Dimensão o al da Supe ície de caminhada comp eende a dimensão da la gu a li e,
de se iço e de acesso aos edi ícios. Pa a c ia os pa âme os de classi icação des e
indicado , op ou-se po conside a que um passeio com dimensão in e io a 1 m se ia
péssimo pa a o peão, po não pe mi i a passagem de de e minados peões. São exemplo
22
disso, os peões que ansi em com auxílio de canadianas, com ca inhos de bebé e em
cadei as de odas ( ig. 3). Pa a uma supe ície de e uma classi icação azoá el em de
e mais de 1,5 m de la gu a, po pe mi i de e uma la gu a li e com 1,2 m e ainda se
consegui coloca iluminação pública e sinalização. Po im, conside a-se com uma ó ima
dimensão o al, as supe ícies que possuí em mais de 2 m, possibili ando a passagem de
duas cadei as de odas em simul âneo.
A La gu a li e co esponde a uma aixa con ínua de ci culação que se encon a ausen e
de obs áculos. Tendo em conside ação o DL 163/2006, Capí ulo 4, Secção 4.3., nº 4.3.1.,
a dimensão des e espaço de ci culação não pode se in e io a 1,2 m de la gu a. Assim,
se es a la gu a possui 1,20 m encon a-se azoá el à caminhada, po já possibili a a
passagem a uma cadei a de odas. Con udo se i e menos de 1 m classi ica-se como
“péssimo” pa a a deslocação do peão, uma ez que não é possí el a deslocação de
de e minados peões ( igu a 3). Caso seja de en o a de mais de 2 m de la gu a, encon a-
se ideal pa a o peão ealiza os seus aje os, conseguindo albe ga odos os ipos de
peões.
O Es ado do Pa imen o e e e-se à exis ência de g elhas, bu acos ou es as no piso.
Caso exis am, não podem pe mi i a passagem de uma es e a com diâme o supe io a
0,02m (DL 163, Capí ulo 4, Secção 4.7, nº 4.7.4). Caso a dimensão seja supe io a es a
medida, conside a-se na análise que o subindicado se encon a “péssimo” pa a o peão,
po pode comp ome e a sua segu ança, especialmen e se eco e a canadianas ou
bengala. O ideal, se ia não exis i em g elhas, es as ou bu acos em odo o segmen o.
Os Obs áculos co espondem a obs uções que comp ome em a passagem do peão, ou
implique a sua deslocação, quando se encon am na la gu a li e pa a ci culação. Podem
se obs áculos empo á ios, como ob as, ou pe manen es, como a bo ização, mobiliá io
Figu a 3 - Ca ac e ís icas dos peões; on e: IMT (2011:6)
23
u bano, caixas de ele icidade, en e ou os (DL 163/2006, Capí ulo 4, Secção 4.3., nº
4.3.2).
Os Ressal os são al e ações que podem exis i no piso, como essal os de solei a,
al e ação do ma e ial do pa imen o, deg aus, ampas de caixas de inspeção, en e
ou os (DL 1663/2006, Capí ulo 4, Secção 4.8, nº4.8.1). Como a medida máxima
supo á el po uma cadei a de odas é de 0,02m, es a medida é azoá el pa a o
subindicado em ques ão. Toda ia, se o supe io a 0,02m já se encon a péssimo à
ci culação de um peão.
T a essias
A exis ência de passadei as é ulc al pa a não comp ome e a segu ança do peão quando
é necessá io e e ua uma a essia pela aixa de odagem. Con udo, há locais em que
não se o na necessá io a exis ência de uma passadei a, pelo núme o de eículos que
ci cula não comp ome e a segu ança do peão no momen o em que e e ua o seu aje o.
Des a o ma, es e indicado em a enção os dois casos, ou seja, alguns segmen os
possuem a aliação ela i a a a essias com passadei a e ou os a a essias sem
passadei as. Pa a se p ocede à análise, conside a am-se somen e as a essias que se
inse em no segmen o e açam pa e do pe cu so.
Es e indicado é compos o po seis subindicado es, a sabe : Exis ência/Inexis ência de
passadei as, Visibilidade, Obs áculos, Legibilidade, Acessibilidade e T a essias.
No subindicado Exis ência/Inexis ência de passadei as oi ido em conside ação que
nem odas as a essias necessi am de passadei as, de ido à eduzida ci culação de
eículos nesses locais. Como al, o ideal se á exis i passadei a quando é necessá ia, bem
como não exis i quando não se jus i ica a sua p esença no local em ques ão. Nes e caso,
o que se conside ou péssimo ao peão oi não exis i passadei a, quando é ulc al a sua
p esença. Nes e sen ido, o subindicado em causa assume mui a impo ância pa a a
a aliação.
A Visibilidade co esponde à isibilidade peão-au omó el. Pa a a análise e e-se em
a enção a isibilidade a cu a e longa dis ância, bem como a exis ência de obs áculos
isuais que possam comp ome e a mesma. Es e subindicado comp ome e em g ande
24
medida a segu ança do peão no momen o em que e e ua a a essia, po isso assume
mui a impo ância.
Tal como na Supe ície de Caminhada e Acessibilidade, as T a essias ambém podem
de e obs áculos que comp ome am a passagem do peão. Assim sendo, o subindicado
Obs áculos analisa odos os obs áculos ísicos que di icul em ou impossibili em o aje o
do peão quando e e ua a a essia. Como os peões a e em con a são idosos e com
maio es di iculdades mo o as e isuais, a exis ência de obs áculos pode ap esen a
pe igo à sua deslocação. Como al, es e subindicado encon a-se como mui o
impo an e.
O subindicado Legibilidade a alia se a passadei a se encon a legí el ou não. Assim é
al o de a aliação somen e quando se a aliam a essias com passadei as. Es e é o único
que se encon a com média impo ância, pois se exis i sinalização e ical adequada e
legí el, não comp ome e an o a deslocação nem a segu ança do peão como os
es an es indicado es.
A Acessibilidade diz espei o ao acesso exis en e en e o passeio e a a essia. Ou seja,
co esponde à al u a do lancil. Es e é al o de a aliação semp e que exis a uma a essia
a se a aliada, mesmo que não de enha passadei a. Como es e subindicado pode
comp ome e a segu ança de peões com ca a e ís icas dis in as, possui mui a
impo ância pa a a análise do indicado . Segundo o DL 163/2006, Capí ulo 1, Secção 1.6,
nº1.6.1, a al u a em ques ão não pode se supe io a 0,02m. Assim se a al u a do lancil
o igual a es a medida encon a-se azoá el, po ém se o supe io já é péssimo pa a o
peão. Es e indicado encon a -se-á ideal quando exis i uma ampa, com inclinação não
supe io a 8% em di eção à a essia e de 10% em di eção ao do lancil do passeio. Pa a
além disso, de e possui pa imen o á il jun o à a essia (DL 163/2006, Capí ulo 1,
Secção 1.6, nº1.6.2).
O subindicado Passadei as co esponde à pe cen agem de passadei as exis en es po
a essia ace ao o al de a essias. Po ém são apenas con abilizadas as que necessi em
de passadei a. Ou seja, a pe cen agem de passadei as exis en es ace ao o al de
in e seções que necessi em de passadei a. Nes e caso, o ideal é odas as in e seções
que necessi em de passadei a possuí em uma.
25
Ambien e Ag adá el e Limpo
O indicado Ambien e Ag adá el e Limpo engloba as sensações que o ambien e
ansmi e ao peão, sendo ag adá eis ou desag adá eis. Como es e subindicado pode
se bas an e ab angen e e di e si icado, op ou-se po elege como subindicado es o
Mobiliá io u bano, Manu enção, Odo es, Vege ação, Ruído, Somb a e Ab igo e Al u a
Li e. Com es a seleção p ocu ou-se inse i aspe os dis in os que in luenciam
di e amen e ou indi e amen e as sensações que peão em enquan o pe co e cada
segmen o.
O Mobiliá io U bano co esponde a obje os que se localizam no espaço público,
podendo se u ilizados ou não pela população. É o caso dos bancos de ja dim, candeei os
de iluminação pública, caixas de ele icidade, caixo es de lixo, ecopon os, en e ou os.
Es es assumem impo ância pa a o espaço público, possibili ando a pe manência nele.
Con udo, quando compa ado com ou os subindicado es pe cebe-se que não de ém
an a ele ância pa a o espaço público, conside ando-se assim como pouco impo an e.
Não é desejá el que exis a mobiliá io a obs ui a la gu a li e de ci culação e o ideal
se ia exis i alguma a iedade e quan idade de mobiliá io em aixa de se iço.
A Manu enção a alia como se encon a o espaço público pe encen e ao segmen o em
ques ão, endo em con a a exis ência ou inexis ência de p oblemas elacionados com a
limpeza. Es es podem se , en e ou as coisas, e as, id o no chão, esíduos u banos ou
de animais, bea as de ciga o ou ausência de poda em á o es e a bus os. Como es e
subindicado in luencia de manei a conside á el a a a i idade do segmen o,
conside ou-se como média impo ância.
Os chei os são algo que ambém in luenciam o peão na sua caminhada, pois se o
desag adá el não i ão op a po ci cula nesse local. Toda ia, se o ap azí el al ez ge e
mais a a i idade, como po exemplo o odo emi ido po alguns ipos de ege ação.
Como o subindicado Odo es apenas in luencia a sensação de con o o do peão,
conside ou-se como pouco impo ância.
A ege ação pode aca e a inúme as an agens, pa a a sensação de con o o do peão
e pa a o meio ambien e, po ajuda a es abiliza a empe a u a e os ní eis de oxigénio,
que a ualmen e são cada ez mais a e ados pelas al e ações climá icas. Con udo no
26
subindicado Vege ação apenas se conside a o que ela pode p opo ciona ao peão
enquan o ele caminha. Pa a is o, p e ende-se a alia a sua dis ibuição. Ou seja, se
exis e ege ação em odo o segmen o, em me ade, em g ande pa e dele ou se é
inexis en e. É de salien a que se á con abilizado odo o ipo de ege ação, e não
somen e a bo ização, uma ez que odos os ipos de plan as in e e em no con o o.
Pa a além dis o, a ege ação que se encon a no espaço p i ado ambém se á
con abilizada pa a análise se in luencia a caminhada. Como nes e subindicado se
conside a somen e a sua p esença e dis ibuição, encon a-se com pouca impo ância.
O uído a alia o som indesejá el, podendo ona -se incómodo. Es e pode a e a o bem-
es a ísico e psicológico do peão (BERGLUNDE e LINDVALL, 1995:35), po isso op ou-se
po inco po a es e elemen o nos subindicado es como Poluição Sono a. Em Pon e de
So , o uído é causado maio i a iamen e pelo á ego au omó el, po ém não é algo
signi ica i o. Assim, assume pouca impo ância pa a a a aliação.
De ido às ele adas empe a u as que Pon e de So a inge no e ão, é ulc al exis i em
locais com somb a no espaço público, p e e encialmen e es endendo-se pelas uas que
se encon am com menos somb eamen o. Tendo is o em conside ação, o indicado
Somb a e Ab igo possui média impo ância. A sua a aliação ealiza -se-á como al como
a do subindicado Vege ação, ou seja, a alia a sua dis ibuição ao longo do segmen o.
É desejá el que o peão e e ue o seu aje o sem e de se baixa de ido à p esença de
obs áculos que comp ome am a sua al u a li e. Es es podem se amos de á o es,
sinalé ica, oldos, en e ou os (DL 163/2006, Capí ulo 4, Secção 4.5, nº4.5.1 e 4.5.3).
Assim, o subindicado Al u a li e co esponde a uma la gu a desobs uída desde o piso
a é 2,40m de al u a. Conside a-se que ele se encon a azoá el quando es a al u a
a inge a medida mínima es ipulada po lei, péssimo quando é in e io e ideal quando se
encon a supe io .
Segu ança
GEHL (2013:97) a i ma que pa a exis i em cidades uncionais e con ida i as é necessá io
consegui -se caminha com segu ança pelo espaço público. Assim, o indicado
Segu ança é um dos indicado es com mais ele ância pa a o pe cu so pedonal, po
in luencia a manei a como a cidade é is a e po consegui comp ome e o peão. Os
27
subindicado es que o in eg am são Bu e , elocidade, Semá o os – Sinais Luminosos,
Semá o os – Sinais Sono os, Semá o os Tempo ização, Sinalização Ve ical e Visibilidade
nas In e seções.
O Bu e co esponde à sepa ação ísica en e o passeio e a aixa de odagem. Es a pode
se e e uada a a és de es acionamen o, pila e es, ciclo ia ou pis a ciclá el ou a a és
de ege ação. Pa a es e subindicado se encon a ideal é necessá io não exis i aixa de
odagem, ou seja, se uma ua de coexis ência de modos ou um passeio ou la go que se
encon e ci cundado po edi ícios. Em Pon e de So , es a sepa ação não ap esen a mui a
ele ância de ido à ci culação dos eículos não ap esen a pe igo pa a o peão, na
gene alidade das ezes. Con udo, como pode comp ome e a sua segu ança, encon a-
se com média impo ância.
O subindicado Velocidade e e e-se à elocidade máxima pe mi ida pa a ci culação de
eículos. Es a pode não coincidi com a elocidade eal de ci culação em alguns locais,
con udo não se ia possí el a alia es a úl ima. Des a o ma, quando o segmen o o al o
de a aliação, se á obse ado e e e ido se a gene alidade dos eículos pa ece ou não
cump i a elocidade es ipulada na sinalização exis en e. O ideal se ia a elocidade
pe mi ida se igual ou in e io a 20km/h po ap esen a pe igo eduzido
(ap oximadamen e 5% de p obabilidade de mo e) aquando da colisão com o peão. Se á
azoá el se a elocidade o de 40km/h, uma ez que a p obabilidade de mo e se
encon a nos 30%. Caso a elocidade seja supe io a 40km/h já ap esen a iscos mui o
ele ados de mo alidade. Se o igual a 50km/h, exis e 82% de p obabilidade de mo e
do peão. Caso seja igual ou supe io a 60km/h, os alo es a ingem os 100% de
p obabilidade de mo e em colisão (OCDE, 2008:16). Além do isco anunciado, a
elocidade in luencia ambém as al e ações climá icas, de ido aos gazes de e ei o es u a
libe ados pelos eículos au omó eis se em supe io es nas cidades, de ido ao
ab andamen o e aumen o de elocidade cons an e. Pos o is o, es e subindicado possui
mui a impo ância pa a a a aliação.
O subindicado Semá o os – Sinais luminosos diz espei o apenas aos sinais luminosos
di ecionados aos peões. O ideal se ia encon a em-se legí eis a longa dis ância e em
odos os pe íodos do dia, com oco nos pe íodos com mais susce ibilidade a aze em
e lexo e não se pe cebe com ni idez se é pe mi ida a passagem ao peão ou não. Caso
28
es es não es ejam a unciona co e amen e, o peão ica susce í el pe an e os eículos
que i ão espei a os seus sinais luminosos, não endo a enção ao peão. Como al, es e
subindicado em mui a impo ância.
Os sinais sono os ap esen am g ande an agem e impo ância pa a pessoas com
de iciência isual, bem como pa a peões que enham alguma di iculdade em isualiza .
Uma ez que iden i ica, a a és de sons, quando a p io idade de passagem é dada ao
peão. O som emi ido de e cob i a empo ização dos sinais luminosos, aumen ando o
som e diminuindo o seu espaçamen o à medida que o empo de passagem inda. Des a
o ma, se não unciona co e amen e comp ome e a segu ança do peão.
Consequen emen e o subindicado Semá o os – Sinais Sono os possui mui a
impo ância.
Como as ca a e ís icas ísicas se al e am de peão pa a peão, a empo ização associada
aos semá o os em de assegu a a passagem de odos, assumindo que alguns de êm
maio di iculdade de locomoção. O DL 163/2006, Capí ulo 1, Secção 1.6, nº 1.6.4, alínea
2, es abelece que o sinal e de de e es a con emplado pa a passa uma pessoa a uma
elocidade de 0.4m/s. Assim, encon a-se de e minada uma elocidade adequada a
peões que demo em mais empo a e e uem a a essia. O que se p e ende a alia no
subindicado Semá o os – Tempo ização é se o empo do sinal e de possibili a a
passagem segu a a odos os peões, conside ando ambém os que se deslocam mais
len amen e. O ideal é um peão com limi ações mo o as consegui e e ua a a essia de
o ma segu a, com eduzido empo de espe a a pa i do momen o em que ca ega no
disposi i o de acionamen o. Assim, o subindicado de ém mui a impo ância.
No subindicado Sinalização inse em-se odos os ipos de sinalização odo iá ia, sendo
sinalização e ical ou ho izon al, bem como a que se encon a di ecionada a pessoas
com mobilidade condicionada. Embo a seja o ien ada pa a os eículos, in luencia
indi e amen e a segu ança do peão. De ido ao que a sinalização indica, como a
elocidade máxima pe mi ida ou a exis ência de uma passadei a. O que se p e ende
a alia em conc e o é a legibilidade da sinalização, bem como se se encon a em local
adequado a se is o a empadamen e pelos condu o es. Pa a além dis o, no caso dos
semá o os, o disposi i o de acionamen o dos peões de e es a a uma al u a do piso
29
en e 0,8m e 1,2m (DL 163/2006, Capí ulo 1, Secção 1.6, nº 1.6.4, alínea 1). Tendo is o
em con a, es e subindicado em média impo ância pa a o pe cu so pedonal.
O subindicado Visibilidade co esponde ao subindicado com o mesmo nome,
pe encen e ao indicado T a essias. Op ou-se po inse i-lo ambém no indicado
Segu ança po que a isibilidade que um peão nu e aquando da passagem comp ome e
bas an e a sua segu ança, consequen emen e ap esen a mui a impo ância pa a a
a aliação.
Cone i idade
O indicado Cone i idade co esponde à ligação exis en e en e a população e o espaço
público p óximo. Como al, os seus subindicado es são Dimensão dos Qua ei ões,
Mis u a de Usos, Comp imen o o igem-des ino e In o mação.
O subindicado Dimensão dos Qua ei ões e e e-se ao amanho dos qua ei ões que se
encon am inse idos no segmen o e se eles pe mi em a ealização de a alhos. Ou seja,
se de êm a essas ou espaço público que pe mi a o peão encu a as dis âncias a a és
do usu u o des es espaços e não eco endo somen e à delimi ação ei a pelo passeio
( ig. 4). Pa a chega à medida inal, conside ou-se a dimensão média de odos os lados
do qua ei ão. Foi pensada como medida ideal um qua ei ão com dimensão meno ou
igual a 100m, ponde ando que a população idosa ap esen a mais di iculdades de
locomoção. Toda ia, es e subindicado possui pouca impo ância, po apenas acili a a
deslocação e eduzi o empo da mesma.
A exis ência de usos mis os p óximos en e si e do local de esidência é ele an e pa a a
sus en abilidade de uma cidade, po mo i os económicos, ambien ais e sociais. Es e
úl imo pe mi e maio in e ação social e maio sen imen o de segu ança de ido à
exis ência de inúme os come cian es que igiam in o malmen e o espaço público. A
ní el económico, o espaço público en ol en e ao comé cio in luencia mui o o mesmo,
pois se não exis i uma o ma segu a de acede a pé a população pe de o in e esse em
Figu a 4 – Exemplo de qua ei ões que possibili am eduzi dis âncias; on e: elabo ação p óp ia
Espaço Público
Edi icado
36
consequen emen e, a si uação a ual de cada segmen o se ão analisados os inqué i os
e e uados à população, de o ma a en ende a pe ceção da mesma ace ao espaço
público que equen a. Além dis o, se á indicado em cada segmen o, sujei o a p opos a
de in e enção, qual é a pe cen agem de á ea a e a ao peão, ao au omó el e ao e de,
endo em con a a á ea o al do espaço público ine en e a cada segmen o.
3.2.1. La Casa dos A ós
O La Casa dos A ós é uma Associação de Solida iedade Social que p es a se iços a
idosos, bene iciando de esidência pa a os mesmos. Foi cons uído em 2013 na A enida
do Colégio em Pon e de So . Na sua p oximidade podem encon a -se á ios espaços
despo i os na sua en ol ência, nomeadamen e as Piscinas Municipais Cobe as, o
campo de énis e os pa ilhões gimnodespo i os. Além des es, encon am-se dois
espaços e des de g andes dimensões.
Es a associação possui capacidade pa a albe ga nas suas ins alações 72 esiden es. A
es es são adicionadas 3 camas de u gência que são esponsabilidade da Segu ança Social
a quem compe e a ocupação das mesmas. No en an o, encon am-se 126 pessoas em
lis a de espe a.
O la possui á ias a i idades ao longo do dia, podendo se ealizadas den o das
ins alações ou o a das mesmas. Quando se ealizam o a do edi ício, é eco en e
desloca em-se, em g upo, às Piscinas Municipais Cobe as, ao Cen o de A es e Cul u a
e ao Cine-Tea o de Pon e de So . Além des as a i idades, os u en es que se encon am
au ónomos na sua ida quo idiana podem sai ao longo do dia a locais des inados po
si, não sendo necessá io o acompanhamen o de um esponsá el do la .
Tendo em con a a in o mação o necida pelo La Casa dos A os, o am selecionados
qua o pe cu sos ( ig. 6). Es es podem se ealizados em conjun o com um esponsá el
ou indi idualmen e. Cada um deles encon a-se associado a um equipamen o ou um
local como des ino, embo a seja possí el encon a ou os ao longo da ex ensão do
pe cu so.
A junção dos qua o pe cu sos esul a na a aliação global inal des e caso de es udo,
sendo ela azoá el. O único indicado que se encon a com boa classi icação é o
37
Sen imen o de Segu ança, os es an es encon am-se azoá eis. Cada um dos pe cu sos,
bem como os espe i os segmen os se ão po meno izados de seguida ( e Anexo B).
Pe cu so 1
O p imei o pe cu so selecionado encon a-se associado a um equipamen o eligioso,
nomeadamen e a Ig eja Ma iz de Pon e de So . Es e equipamen o oi selecionado po
mui os dos u en es usu uí em do mesmo. Pa a além des e, localiza-se o Cen o de
Con í io pa a e o mados de Pon e de So que é u ilizado po inúme os idosos.
De ido à di isão e e uada pa a a a aliação, es e pe cu so é compos o po ês
segmen os ( ig. 7), que coesos esul am numa boa a aliação global do pe cu so. Cada
um i á se po meno izado de seguida, endo em conside ação os indicado es e
subindicado es selecionados. Po ém, como já oi e e ido, exis em dois subindicado es
que são comuns a odos os segmen os, sendo eles a Mis u a de Usos e o Comp imen o
da dis ância o igem-des ino. Nes e pe cu so, o p imei o subindicado e e ido encon a-
se como mui o bom e o segundo como azoá el, de ido ao pe cu so e 600m en e a
o igem e o des ino.
Legenda:
2
3
1
4
La
0 50 m
Figu a 6 – Localização pe cu sos La Casa dos A ós;
on e: elabo ação p óp ia
Figu a 7 – Localização segmen os pe encen es ao
pe cu so 1 do La Casa dos A ós; on e: elabo ação
p óp ia
Legenda:
La
0 100 m
1
2
3
38
Segmen o 1 – A enida Do Colégio
O p imei o segmen o do pe cu so 1 ab ange ce ca de me ade da A enida do Colégio,
mais conc e amen e desde o La “Casa dos A ós” a é à Escola Básica. G ande pa e des a
á ea so eu uma equali icação em 2014, após a cons ução do la e da escola
an e io men e enunciados. Toda ia, o passeio que se encon a no lado opos o a es es
dois equipamen os não oi al o de equali icação, ap esen ando alguns incon enien es
à deslocação pedes e. No en an o, o passeio al o de audi o ia co esponde ao lado dos
equipamen os, po se o mais equen ado.
De ido à p esença des es equipamen os, a população que o equen a dis ibui-se po
á ias aixas e á ias, desde a população mais jo em à mais idosa. Toda ia, é um local
que é u ilizado maio i a iamen e como pon o de passagem. Os únicos momen os do dia
em que a população se ixa é na ho a de en ada e saída da escola, de ido aos pais
espe a em pelos ilhos jun o à escola.
Obse ando o segmen o, pe cebe-se que os
passeios exis en es são la gos e sem obs áculos à
caminhada, uma ez que exis e uma sepa ação
cla a en e a la gu a li e e a aixa de acesso aos
edi ícios ( ig. 8). Além disso, não exis em essal os
signi ica i os e o pa imen o encon a-se em
mui o bom es ado. Assim a Supe ície de
caminhada e Acessibilidade ap esen a uma boa classi icação.
Na aixa de odagem é obse á el a exis ência de duas passadei as, uma jun o à escola
e ou a jun o ao la . Ambas possuem boa isibilidade em elação aos eículos, não
ap esen am obs áculos à passagem e são bem legí eis, a cu a e longa dis âncias. O
único aspe o nega i o é a o ma como é ei a a acessibilidade en e o passeio e a
passadei a, endo o lancil uma al u a supe io a 0,02m. Toda ia, como es e úl imo é o
único subindicado que ap esen a uma classi icação nega i a (1), o indicado T a essias
encon a-se bem classi icado.
O mobiliá io u bano e a ege ação são p a icamen e nulos. O único mobiliá io p esen e
são os candeei os de iluminação pública que se encon am num dos lados da a enida,
Figu a 8 – A enida do Colégio; Fon e: p óp ia
39
bem como alguns caixo es do lixo, exis en es jun o a alguns luga es de es acionamen o.
Embo a exis am caixo es do lixo, os odo es não são desag adá eis em odo o segmen o.
No espaço público não exis e ege ação e a que se encon a den o da escola não
in luencia o peão quando se desloca pelo segmen o. O mesmo acon ece com o
somb eamen o, não exis em locais com somb a em odo o segmen o, sal o em alguns
momen os do dia em que a somb a é ge ada pelos edi ícios. A manu enção des e espaço
encon a-se boa, exis indo apenas algumas e as ao longo do passeio. Tendo em con a
es es subindicado es, o indicado Ambien e Ag adá el e Limpo classi ica-se como
“Razoá el”.
Pode ainda obse a -se qua o á eas des inadas a luga es de es acionamen o, que
ge almen e se encon am cheios, du an e o dia. Pa a além des es luga es, exis em ainda
dois luga es des inados às ca inhas da Câma a Municipal (que anspo am c ianças) e
um luga pa a de icien es. No ou o lado da ua, jun o aos edi ícios esidenciais, uma
po ção da ia de ansi o é u ilizada como local de pa agem de eículos, ao início e ao
im do dia, pa a deixa / ecolhe as c ianças na escola. Es es es acionamen os se em
como sepa ação en e o peão e a aixa de odagem, ansmi indo um pouco de
segu ança ace à elocidade a que ci culam os eículos. Embo a a a enida possua uma
ecomendação de elocidade de 30Km/h, de ido aos dois equipamen os localizados,
essa elocidade não se e i ica. A la gu a da aixa de odagem ambém p opícia o não
cump imen o da ecomendação de elocidade, uma ez que ap esen a uma la gu a
bas an e conside á el. Todos es es a o es, azem com que o indicado Segu ança se
classi ique como “ azoá el”.
Es e segmen o possui uma boa cone i idade com a en ol en e, de ido à maio ia dos
subindicado es se encon a em bem classi icados. A dimensão do qua ei ão é boa,
pe mi indo que a população possa encu a as dis âncias eco endo às uas que
in e se am com es a a enida. A in o mação que se pode encon a e e e-se aos
equipamen os aqui localizados, não se e e indo ao que se pode encon a na
p oximidade des e segmen o. No en an o encon a-se em local adequado e legí el a
longa dis ância.
Quan o ao edi icado, a maio ia dos edi ícios são de en o es de apenas um piso. Todos
os edi ícios, pe encen es ao lado do segmen o que oi u ilizado como supe ície de
40
caminhada, são o almen e acessí eis a odo o ipo de população. Po ém se o
analisado a ou a supe ície de caminhada jun o aos edi ícios esidências, isso já não se
e i ica. Quan o à igilância na u al, odos os edi ícios p esen es na a enida possuem
100% de janelas em odos os pisos. A maio ia des es edi ícios ap esen a um bom es ado
de conse ação, sal o duas exceções que não são signi ica i as no odo. Es es dois
co espondem aos edi ícios de olu os exis en es. Sendo assim, o indicado Edi icado
ap esen a uma boa classi icação.
Como a gene alidade dos indicado es se encon a com uma boa classi icação, a
ap eciação o al do segmen o 1 é boa e, como al, não i á se con abilizado pa a as
p opos as.
Segmen o 2 – Rua de San o An ónio i
O segmen o 2 coincide com uma po ção da Rua de San o An ónio. É delimi ado a no e
pelo en oncamen o exis en e en e es a ua e a A enida do Colégio e a Sul pelo
c uzamen o com a Rua João de Deus. Embo a es e segmen o não ab anja a o alidade
da ua, possui g ande pa e da mesma, azendo com que o pe cu so 1 seja compos o
maio i a iamen e po es e segmen o.
Ao longo des e segmen o encon am-se alguns ipos de comé cio e se iços, sabe :
es au ação, uma clínica e e iná ia, uma loja de oupa e um cabelei ei o. Além des es,
encon a-se o edi ício da C uz Ve melha e o Cen o de Con í io pa a e o mados de
Pon e de So . Es e de ém a i idades pa a e o mados, incluindo excu sões a á ios locais
do país, que azem com que mui os dos idosos u ilizem es e espaço pa a passa o seu
empo li e.
Uma pequena pa e do segmen o so eu uma equali icação no espaço público em 2017,
co espondendo a um pa que de es acionamen o exis en e. Pa a além dis o, o edi ício
da c uz e melha oi al o de eabili ação, no mesmo ano. No en an o, a aliando a
ocupação do espaço público pe encen e a es e segmen o pe cebe-se que o au omó el
é o que ocupa a gene alidade do espaço público exis en e (70%). Apenas 29% da á ea é
des inada ao peão e 0,1% a ege ação.
De o ma a a alia o segmen o segundo a audi o ia, op ou-se pelo passeio es e, po se
o mais equen ado. Tendo em con a a pe spe i a de obse ado e de peão, é ácil
41
pe cebe a di iculdade exis en e em equen a o passeio, de ido à sua pequena
dimensão em alguns locais ( ig.9). Po an o, são mui o equen es as deslocações pa a
a aixa de odagem. Ao longo do segmen o são de salien a dois locais pa icula es, em
que a passagem se encon a comp ome ida po obs áculos. O p imei o localiza-se jun o
ao pa que de es acionamen o. Ainda que enha sido al o de equali icação, a sinalização
e ical exis en e comp ome e quem equen a o espaço, uma ez que se encon a a
meio do passeio, azendo com que de e minados peões não consigam e e ua a
passagem ( ig.10). O segundo local, co esponde ao passeio exis en e no c uzamen o
en e a Rua de San o An ónio e a Rua Luís de Camões. Exis e uma caixa elé ica e baias
de segu ança no passeio jun o ao edi ício do Res au an e. Es es ocupam g ande pa e
do passeio, não sendo possí el a passagem de uma cadei a de odas ou um ca inho de
bebé ( ig.11). Além de udo o que oi e e ido an e io men e, o piso ap esen a essal os
e bu acos que colocam em causa a segu ança do peão, em pa icula de peões com
canadianas ou anda ilhos. Ponde ando odos es es subindicado es, o indicado
Supe ície de Caminhada e Acessibilidade encon a-se insu icien e.
Nes e segmen o, localizam-se cinco passadei as. Toda ia, somen e uma oi al o de
a aliação, po assegu a a passagem en e o segmen o 1 e o 2. As es an es pe mi em
e e ua a passagem en e o lado es e e oes e da Rua de San o An ónio, não se
encon ando incluídas no pe cu so. Pa a além des as, exis em ês
en oncamen os/c uzamen os ausen es de passadei a. Con udo não são necessá ias,
de ido ao eduzido núme o de eículos que ci cula ao longo do dia. Em odos es es casos
a aliados, não exis em obs áculos à a essia do peão, po ém a gene alidade dos lancis
possui solei a supe io a 0,02m, o que di icul a a a essia de peões com di iculdades
locomo o as. Quando se e e ua a passagem nes es locais, a isibilidade é boa. Toda ia,
em alguns momen os, é comp ome ida pelos eículos es acionados jun o ao passeio.
No caso da passadei a, encon a-se legí el a cu a e longa dis âncias. Des a o ma, o
indicado T a essias encon a-se bem classi icado.
Quan o ao Ambien e ag adá el e limpo encon a-se azoá el. É no ó ia a ausência de
ege ação em p a icamen e odo o segmen o, com exceção do pa que de
es acionamen o que possui algumas á o es. Embo a não exis a ege ação em quase
oda a sua ex ensão, es e segmen o encon a-se maio i a iamen e à somb a, que é
42
p opo cionada pelo edi icado exis en e. O único mobiliá io u bano p esen e são
caixo es do lixo e ecopon os, bem como dois candeei os de iluminação pública que se
encon am jun o ao es acionamen o. Os es an es candeei os encon am-se no passeio
oes e. O espaço público encon a-se cuidado, exis indo p oblemas com pouca
ele ância, como e as em alguns locais. O uído exis en e não é descon o á el e
encon a-se associado à in e ação en e a população. A al u a li e encon a-se
comp ome ida de ido a uma placa in o ma i a que se encon a ela i amen e baixa,
podendo in e e i na passagem de peões mais al os.
Embo a es a ua seja de apenas um sen ido, o lado oes e é u ilizado como
es acionamen o de eículos au omó eis, em odas as al u as do dia. Po um lado,
ansmi e mais segu ança ao peão po exis i uma p o eção en e ele e os eículos que
ci culam, po ou o lado não ansmi e con o o aquando da caminhada. Como a
supe ície de caminhada a aliada não possui es acionamen o, exis e ausência de
sepa ação e consequen emen e pe igo signi ica i o pa a o peão. Is o po que a
elocidade de 50km/h não é espei ada pela maio ia dos condu o es, e mui as das ezes
o peão é ob igado a con i e com os mesmos no mesmo espaço. Embo a a isibilidade
nas in e seções seja boa e a sinalização e ical seja adequada e legí el, o indicado
Segu ança encon a-se azoá el, de ido aos subindicado es que de êm uma
classi icação menos posi i a.
O indicado Cone i idade usu ui de uma boa classi icação, pois o único subindicado
que de ém uma a aliação mais baixa é o comp imen o en e a o igem e o des ino do
pe cu so em ques ão. A in o mação exis en e é ela i a ao que se encon a nesse
segmen o, bem como ao que se pode encon a na en ol en e, de ido à p esença de
uma placa in o ma i a jun o ao es acionamen o. A dimensão dos qua ei ões é boa,
exis indo á ias uas que se in e se am com o segmen o em causa.
Po im, o edi icado encon a-se azoá el, de ido à g ande maio ia dos edi ícios não
se em acessí eis a oda a população e à ausência de achadas a i as na gene alidade do
segmen o. O pa que de es acionamen o é o único local que em pin u as em achadas
cegas. Pa a além dis o, exis em ainda alguns edi ícios de olu os, mas que não possuem
ep esen a i idade ace ao o al de edi ícios.
43
Tendo em con a odos os indicado es e espe i os subindicado es, o segmen o 2
encon a-se azoá el, sendo al o de p opos as a im de melho a a sua classi icação
inal.
▪ Inqué i os à população
Embo a a la gu a dos passeios impossibili e a passagem em alguns locais, a possibilidade
de aumen a a dimensão dos mesmos não se e elou unanime po pa e dos inqui idos.
70% acha que essa al e ação de e e p ecisa acon ece , po ém 30% acha não se
necessá io. Quan o aos obs áculos, a maio ia ambém acha que não exis em obs áculos
signi ica i os à caminhada (70%). A mino ia (30%) que espondeu exis i alguns
obs áculos e e ia-se à la gu a dos passeios que impossibili a ou limi a a sua deslocação.
Embo a a maio ia das in e seções não possua passadei a, a gene alidade dos inqui idos
(60%) não ê necessá io se em colocadas mais passadei as, po possuí em uma boa
isibilidade ace aos eículos quando es es se ap oximam.
Quan o à ege ação e ao mobiliá io u bano, a maio ia da população inqui ida ê
necessidade de coloca mais ege ação (70%) e mais mobiliá io u bano (80%), pois
ac edi am que isso a ia com que hou esse mais população a equen a o segmen o e
a é mesmo u ilizá-la como um espaço de laze e não somen e como passagem.
Quando inqui idos sob e a elocidade a que ci culam os eículos, é quase unanime a
espos a. 90% ac edi a que é necessá io eduzi a elocidade po que comp ome e a sua
segu ança. O mesmo acon eceu quando ques ionados sob e a necessidade de in o ma
a população sob e os equipamen os/comé cio e/ou se iços que se podem encon a
p óximos, 80% acha que de e exis i mais in o mação a esse espei o.
Figu a 11 – Obs áculo à
passagem; on e: p óp ia
Figu a 9 – dimensão eduzida do
passeio; on e: p óp ia
Figu a 10 – Obs áculos à passagem;
on e: p óp ia
44
A única ques ão que não ge ou consenso, pelo menos na maio ia, o am as achadas
a i as. Pois 50% acha se necessá io e ou os 50% acham que não. Toda ia econhecem
que se ia pe inen e ocupa os edi ícios esidências de olu os e p ocede a ob as de
eabili ação nos mesmos.
Segmen o 3 – Rua João de Deus
O segmen o 3 coincide com uma pequena ação da Rua João de Deus, nomeadamen e
desde o edi ício dos CTT Pon e de So a é ao La go Ma ques de Pombal onde se localiza
a Ig eja Ma iz ( ig.12). Es e, co esponde ao úl imo segmen o do pe cu so 1, que inda
jun o da Ig eja Ma iz de Pon e de So .
Em 2017, a o alidade da á ea oi al o de uma equali icação do espaço público. A a és
des a os passeios o am ala gados, exis iu uma al e ação de pa imen o, oi c iada uma
p aça de áxis, oi subs i uído o mobiliá io u bano an igo po no o, e, po im, p ocedeu-
se à implan ação de no a ege ação. Pa a além dis o, es e segmen o passou a designa -
se como “zona 30”, en ado incen i a a mobilidade pedonal nes a á ea. Ainda no
mesmo ano, exis iu uma equali icação em alguns edi ícios de olu os que se
encon a am nes e espaço, endo como esul ado a no a Casa Mo uá ia e locais
des inadas a comé cio.
De ido a es a equali icação, o segmen o 3 classi ica-se como “bom”, não endo nenhum
indicado com a aliação in e io a es a classi icação. Embo a os passeios não possuam
uma medida supe io à ecomendada pela lei, de ido a não se possí el eduzi a aixa
de odagem, não exis em obs áculos que condicionem a caminhada, azendo com que
a la gu a li e co esponda à dimensão o al. O pa imen o encon a-se em bom es ado
e ausen e de bu acos.
As in e seções são compos as po passadei as com mui o boa isibilidade e sem
obs áculos à passagem do peão. Quan o ao acesso passeio-passadei a, é ei o de o ma
acessí el a odos, endo uma solei a in e io a 0,02m ( ig.13). Ainda que a isibilidade
seja boa, exis a sepa ação en e o passeio e a aixa de odagem a a és de pila e es (em
alguns locais) e a elocidade es ipulada seja no máximo 30km/h, essa elocidade não se
e i ica po pa e dos condu o es, podendo comp ome e o peão de ido ao lancil do
passeio se encon a ni elado com a aixa de odagem.
45
Tendo em con a o mobiliá io u bano, exis em inúme os bancos ao longo do La go
Ma quês de Pombal que se encon am adequados ao espaço ( ig.14). Exis em ainda
ecopon os que possuem al u a adequada pa a de icien es mo o es e c ianças
consegui em deposi a os esíduos eciclá eis. Ao con á io da maio ia dos segmen os
pe encen es a es e pe cu so, o segmen o em ques ão possui uma excelen e
manu enção. Um dos incon enien es pe encen es ao indicado Ambien e Ag adá el e
Limpo é a poluição sono a que se encon a di e amen e elacionada com a p oximidade
à A enida da Libe dade, que é de en o a de inúme os eículos mo o izados du an e o
pe íodo diu no. Ou o incon enien e é a ege ação exis e que, ainda, não consegue
ge a a somb a desejada pa a o espaço, in luenciando di e amen e o subindicado
somb a e ab igo. Embo a exis am subindicado es com pon uação azoá el, o esul ado
do segmen o é bom.
Po se uma á ea cen al da cidade, e sido equali icada e se de en o a de inúme os
es abelecimen os come ciais e de se iços, é equen e encon a di e sas aixas e á ias
e um ele ado núme o de população du an e o dia. Ac escen ando a ausência de azios
u banos ao longo do segmen o, bem como de mobiliá io andalizado, o indicado
Cone i idade encon a-se classi icado com a pon uação máxima de 5, co espondendo
a “mui o bom”.
O indicado Edi icado ambém ap esen a uma boa classi icação, uma ez que a maio ia
dos edi ícios de êm dois pisos e janelas em odos eles. Encon am-se num bom es ado
de conse ação e não exis em edi ícios de olu os que in luenciem nega i amen e a
classi icação. O único edi ício que se encon a nes a si uação coincide com uma
cons ução de um edi ício mis o que oi concluída ecen emen e, não se encon ando
ainda ocupada na o alidade. Es e segmen o possui achadas a i as em quase odos os
edi ícios, po se uma á ea do ada de comé cio e se iços a iados no és-do-chão. O
único subindicado que me ece mais a enção aquando uma in e enção no edi icado é
o acesso ao mesmo, pois a g ande maio ia não se encon a ap a pa a se acedida po
pessoas com mobilidade condicionada, incluindo os es abelecimen os come ciais e de
se iços.
52
O espaço público al o de a aliação co esponde a um passeio, não exis indo assim
con ac o com a aixa de odagem ( ig. 19). Des a o ma a á ea co esponden e ao espaço
público di ide-se apenas en e o peão e o e de. É de salien a que o e de possui mais
de 50% da á ea (54.7%), enquan o o peão apenas em 45%. Is o acon ece po que a
população não se desloca nem usu ui da á ea e de exis en e.
A dimensão do passeio e da la gu a li e encon a-se com uma dimensão mui o supe io
à ecomendada po lei. É de salien a a exis ência de um amon oado de a eia p esen e
ao lodo de um dos bancos ( ig. 20), ap esen ado g ande incon enien e ao pe cu so
e e uado pela população, com especial en oque na população idosa com maio
di iculdade na deslocação, bem como aos ca inhos de bebé que são mui o equen es
nes e espaço. Pa a além dis o, o pa imen o ap esen a inúme os essal os, que se
e elam en e es a quem caminha. O es ado do pa imen o encon a-se em mui o mau
es ado, de ido à exis ência de bu acos e escas ( ig. 21). Tendo em con a odos es es
aspe os, o indicado Supe ície de Caminhada e Acessibilidade classi ica-se como
“ azoá el”.
A única in e seção exis en e co esponde à a essia en e es e segmen o e o segmen o
5. Possui uma passadei a com excelen e isibilidade en e o peão e os eículos,
encon a-se ausen e de obs áculos e nu e uma ó ima legibilidade. Toda ia não possui
acesso adequado en e a passadei a e o passeio. Como es e úl imo não possui exp essão
ace ao o al de odos os subindicado es com boa pon uação, o indicado T a essias em
uma boca classi icação.
Obse ando o espaço, o único mobiliá io que se pode encon a são candeei os de
iluminação pública, ecopon os e dois bancos de ja dim. Es es úl imos possuem ex ema
impo ância pa a es e segmen o, uma ez que são os únicos locais de descanso
exis en es e são bas an e u ilizados pela população ao longo do dia. O pa imen o
ap esen a g ande ausência de manu enção, uma ez que é equen e a exis ência de
bu acos e essal os, bem como e as e necessidade de co a a el a. A á ea pe encen e
a es e segmen o é maio i a iamen e ocupada po um espaço e de subap o ei ado,
compos o po el a e a bo ização. Es e não é u ilizado pela população, se e apenas de
limi e en e a la gu a li e e os edi ícios. A somb a exis en e ab ange apenas me ade do
53
segmen o e, na maio ia das ezes, não se e de ab igo pa a a população que caminha.
Po es as azões, o indicado Ambien e Ag adá el e Limpo classi ica-se como “Razoá el”.
Embo a exis a uma pequena po ção de aixa de odagem a es e e oes e, o subindicado
“bu e ” oi classi icado como “inexis ência de aixa de odagem” po que a maio ia do
segmen o não coincide com a aixa de odagem, somen e com edi ícios. A sinalização
e ical analisada oi a pe encen e à passadei a exis en e, que se encon a legí el e
adequada à ocasião. Assim, o indicado Segu ança encon a-se com boa classi icação.
O Passeio Ga ibaldino de And ade é, ge almen e, u ilizado po população que se desloca
ao Cen o de Saúde e à Fisio e apia, ap o ei ado o espaço pa a descansa . Toda ia
ambém há população que o u iliza unicamen e como pon o de passagem, pa a encu a
os seus aje os quo idianos. É de salien a que a população que se ixa ge almen e é
idosa, enquan o a população que o u iliza somen e como passagem é mais jo em, não
se ixando no local. Além dis o, não exis em azios u banos nem mobiliá io andalizado,
esul ando numa classi icação “ azoá el” no indicado Sen imen o de Segu ança.
A in o mação p esen e é insa is a ó ia. Não exis e qualque ipo de indicação ao longo
des e segmen o. Toda ia, possui uma excelen e mis u a de usos no espaço de 300 m,
bem como uma boa dimensão de qua ei ão, pe mi indo encu a as dis âncias dos
aje os. Sendo assim, a cone i idade classi ica-se como “ azoá el”, de ido à al a de
in o mação.
O indicado Edi icado co esponde maio i a iamen e a edi ícios esidências de 3 pisos,
que êm solei a supe io a 0,02m e, consequen emen e, não são acessí eis
uni e salmen e. A sua conse ação é azoá el, pois exis em g a i is em alguns dos
edi ícios. Todos eles usu uem de janelas na o alidade dos pisos, azendo com que a
igilância sob o espaço público seja de 100%. Po im, es e segmen o encon a-se
ausen e de achadas a i as. Como al, classi ica-se como “Razoá el”. Tendo em con a
odos os indicado es e e idos an e io men e, o segmen o 6 encon a-se azoá el. Des a
o ma, é necessá io ealiza al e ações pa a melho a a sua classi icação.
54
▪ Inqué i os à população
Com os inqué i os ealizados à população p esen e no local, pode conclui -se que oda
a população conside ou a la gu a do passeio como adequada, não sendo necessá io
ala gá-la. O mesmo já não se e i ica com a exis ência de obs áculos, 70% dos inqui idos
espondeu que exis iam obs áculos à passagem, isando a a eia e o es ado do
pa imen o como os mais p ejudiciais.
Embo a exis a ege ação nes e segmen o, 100% dos inqui idos e e iu que e a
necessá io exis i mais somb a no local, uma ez que a ege ação exis en e não cob e a
maio ia dos locais u ilizados. Pa a além dis o, alguns dos inqui idos e e i am que
gos a ia que ossem inc emen ados ou os ipos de ege ação. O mesmo acon ece com
o mobiliá io u bano, oda a população que oi al o dos inqué i os c ê necessá io
implan a mais mobiliá io, salien ando bancos de ja dim, caixo es do lixo e dispensado
de sacos pa a deje os caninos.
Ou o indicado que ge ou consenso na população oi a al a de in o mação, odos os
inqui idos menciona am que exis ia ausência de in o mação no espaço, po exemplo
in o ma da localização do Cen o de Saúde, que segundo os mesmos, só se sabe onde
es e se localiza quando já se es á à en ada.
Quan o às achadas a i as, 50% ac edi am que é necessá io exis i mais esplanadas e
pin u as na pa ede, po ém ou os 50% ac edi am que no local em ques ão não é
necessá io.
Segmen o 7 – Rua Ca deal Dom An ónio Ribei o
O segmen o 7 co esponde a uma po ção da Rua Ca ed al Dom An ónio Ribei o ( ig. 22)
e é o úl imo segmen o pe encen e ao pe cu so 2. Fica delimi ado a no e pela Rua
Condes da To e, a es e e os e po edi ícios mis os e a Sudes e pelo pe cu so 6.
Figu a 19 – Segmen o 6; on e:
p óp ia
Figu a 20 – A eia exis en e jun o
aos bancos; on e: p óp ia
Figu a 21 – Conse ação dos
edi ícios e es ado do pa imen o;
on e: p óp ia
55
A supe ície de caminhada a aliada co esponde à que se encon a jun o ao Passeio
Ga ibaldino de And ade. Es a seleção esul ou do ac o de não exis i o ma segu a de
e e ua a a essia pa a o ou o lado da ua, a não se pela passadei a exis en e jun o
ao edi ício da Fa mácia.
A aliando a Supe ície de Caminhada e Acessibilidade pe cebe-se que a dimensão o al
e da la gu a li e é supe io à ecomendada po lei. Não exis em obs áculos à passagem
em oda a ex ensão do segmen o. Po ém o pa imen o encon a-se com alguns bu acos
e essal os jun o às caldei as das á o es, de ido às aízes das mesmas ( ig.23). Assim,
es e indica encon a-se com uma boa classi icação.
Como já oi e e ido, exis e uma passadei a localizada jun o ao edi ício da a mácia. Es a
co esponde à única in e seção exis en e. Es a de ém excelen e isibilidade e
legibilidade. Apesa de exis i um candeei o de iluminação pública a meio da passadei a,
não ap esen a um obs áculo pe u bado à passagem. Po ém, a solei a en e a
passadei a e o passeio é supe io a 0,02m ( ig. 24). Como quase odos os subindicado es
se encon am bem classi icados, o indicado T a essias possui uma boa classi icação.
Enquan o se pe co e o segmen o, pe cebe-se que o mobiliá io u bano é quase
inexis en e. Localizam-se apenas candeei os de iluminação pública, em local adequado
sem p ejudica a passagem. Encon a-se alguma a bo ização, que se localiza al e nada
com os candeei os. A manu enção do espaço encon a-se azoá el, de ido às aízes das
á o es es a em a des ui o pa imen o. A somb a é p opo cionada de duas o mas
dis in as, a a és da a bo ização ou a a és dos edi ícios, endo somb a du an e g ande
pa e do dia. Como esul ado do que oi desc i o an e io men e, o indicado Ambien e
Ag adá el e Limpo encon a-se com uma boa classi icação.
Em ambos os lados da ua, exis e sepa ação en e o passeio e a aixa de odagem a a és
de es acionamen o e a bo ização, ele ando-se mais segu o e con o á el pa a o peão.
A sinalização e ical ambém é legí el e adequada ao local, in o mando a exis ência de
uma passagem pa a peões. A elocidade máxima pe mi ida é de 50km/h e é espei ada
pela maio ia dos condu o es, pois encon a-se um “STOP” no inal do segmen o. Pos o
is o, o indicado Segu ança encon a-se azoá el.
56
Nes e segmen o exis e ausência de população na maio pa e do dia. Mesmo com a
p esença de comé cio e es au ação não é equen e encon a população a equen a
o espaço, com exceção da esplanada pe encen e à pas ela ia. Toda ia, não exis e
mobiliá io andalizado nem azios u banos e a iluminação pública adequa-se ao local.
des a o ma, o Sen imen o de Segu ança encon a-se bem classi icado.
Ainda que exis a pouca população nes e segmen o, a Cone i idade encon a-se com
uma boa classi icação. A dimensão do qua ei ão pe mi e c ia a alhos, de ido a um
únel exis en e que liga o in e io do qua ei ão a es e segmen o, acili ando os aje os.
A mis u a de usos é bas an e di e si icada, an o no segmen o como na sua en ol en e.
A in o mação é cla a e localiza-se em sí io adequado, oda ia pode ia exis i mais
in o mação quando à en ol en e.
Embo a a maio ia dos edi ícios não seja acessí el uni e salmen e, os es an es
subindicado es encon am-se bem classi icados. Os edi ícios possuem odos 3 pisos e
a andas e janelas em odos eles, bem como um excelen e es ado de conse ação. Além
disso, não exis e nenhum edi ício de olu o e odos os és-do-chão possuem mon as
des inadas a comé cio e se iços.
Como a maio ia dos indicado es se encon am com uma boa classi icação, o segmen o
7 em uma boa classi icação o al. Assim, não se á al o de p opos as de in e enção.
Pe cu so 3
O pe cu so 3 co esponde a um equipamen o despo i o, nomeadamen e o edi ício das
Piscinas Municipais Cobe as. Es e oi selecionado pa a inco po a es e pe cu so de ido
aos u en es do La Casa dos A ós se desloca em ao mesmo com bas an e equência, a
im de equen a em as aulas de hid oginás ica.
Es e pe cu so é compos o apenas po dois segmen os ( ig.25) de ido à cu a dis ância a
que o equipamen o se encon a do la (240m). Assim, o Comp imen o en e a o igem e
Figu a 22 – Segmen o 7; on e:
p óp ia
Figu a 23 – Ressal os causados pelas
aízes das á o es; on e: p óp ia
Figu a 24 – Acessibilidade passeio-
passadei a; on e: p óp ia
57
o des ino de odos os segmen os é mui o bom. Também a Mis u a de Usos se encon a
mui o boa, de ido à ele ada di e sidade de usos numa en ol en e de 300 m. A junção
des es dois segmen os esul a numa boa classi icação do pe cu so 3.
Segmen o 8 – Rua Sem Nome
O segmen o 8 coincide com a Rua Sem Nome e em como oco da a aliação o lado es e
(jun o ao La ). Possui como limi e no e a Rua João Ped o de And ade, sul a A enida do
Colégio, es e o La Casa dos A ós e o pa ilhão mul iusos e oes e o segmen o 4 e o Campo
de Ténis.
A dimensão do passeio exis en e é supe io à ecomendada po lei, o mesmo acon ece
com a la gu a li e, que se ap oxima bas an e da dimensão o al do passeio. Embo a
exis am candeei os de iluminação pública e bas an e sinalização e ical, não
ep esen am um obs áculo à passagem, po es a em localizados em aixa de se iço ( ig.
26). Além dis o, não exis em essal os no piso. Toda ia encon am-se alguns bu acos a
meio do segmen o que podem comp ome e um idoso com canadianas ou anda ilho
( ig. 27). Tendo em con a es es subindicado es, a Supe ície de Caminhada e
Acessibilidade encon a-se com uma boa classi icação.
Ao longo do segmen o encon am-se duas in e seções com passadei a, po ém só uma
oi al o de a aliação po se i de elo en e o segmen o 8 e o 9. Es a possui excelen e
legibilidade e isibilidade ace ao au omó el. Pa a além des a, conside ou-se ambém a
in e seção en e o segmen o e o acesso exis en e en e o pa ilhão Mul iusos e o La . É
uma passagem u ilizada somen e pa a eículos de manu enção do espaço público.
Toda ia, possui uma excelen e isibilidade. Não exis em obs áculos que impeçam ou
Legenda:
9
8
La
0 20 m
Figu a 25 - Localização segmen os pe encen es ao pe cu so 3 do La
Casa dos A ós; on e: elabo ação p óp ia
58
di icul em a passagem. Con udo, o lancil da passadei a possui uma co a de solei a
supe io a 0,02m, demons ando-se insu icien e. Apesa des e úl imo se encon a com
uma classi icação insu icien e, o indicado T a essias possui uma boa classi icação.
Embo a a iluminação pública ep esen e o único mobiliá io u bano exis en e, encon a-
se localizado co e amen e em aixa de se iço. Não exis e p esença de ege ação na
ex ensão de espaço público coinciden e com o la . Es e possui ege ação no seu in e io ,
oda ia não in luencia o peão aquando da sua caminhada. A somb a exis en e é
p a icamen e nula du an e quase odo o dia, de ido às á o es e edi ícios exis en es não
e em al u a su icien e pa a p opo ciona em somb a. A manu enção do espaço público
encon a-se em boas condições, exis indo p oblemas de pouca ele ância, como e as
de amanho eduzido em alguns locais do segmen o. Assim, o indicado Ambien e
Ag adá el e Limpo classi ica-se como “ azoá el”.
Ao con á io do lado opos o da mesma ua, não exis e sepa ação en e o passeio e a
aixa de odagem. A elocidade máxima é de 50km/h. Po ém, ao não se espei ada
esul a numa g ande on e emisso a de poluição, uma ez que a ua possui uma cu a
ex ensão e é pe mi ido aos eículos acele a em e ab anda em de epen e de ido à
p esença de um sinal de “STOP” e de um sinal de cedência de passagem. A sinalização
e ical é adequada ao local e legí el a média-longa dis ância. Assim, o indicado
Segu ança encon a-se azoá el.
A Cone i idade do segmen o encon a-se boa, de ido à exis ência de in o mação, à
a iedade de usos que se podem encon a na en ol en e de 300 m e pelo qua ei ão
pe mi i ealiza a alhos, como po exemplo a a és do caminho exis en e en e o La e
o pa ilhão.
Enquan o es e segmen o é pe co ido é a o encon a população, à exceção de quando
há einos ou jogos no pa ilhão. Quando obse amos a en ol en e, não nos depa amos
com mobiliá io andalizado nem com nenhum azio u bano, que possa ansmi i
alguma insegu ança. Des a o ma, o indicado Sen imen o de Segu ança classi ica-se
como bom.
Po im, o Edi icado analisado pa a a maio ia dos subindicado es o am o La , o Pa ilhão
Mul iusos e o Campo de Ténis. Assim, a escala humana é de um piso em odos eles, a
59
conse ação é mui o boa, o acesso uni e sal encon a-se assegu ado. Todos de êm
janelas com isibilidade pa a o ex e io . O que impede que es e indicado enha
classi icação máxima é a ausência de achadas a i as no pa ilhão e no la . Des a o ma,
classi ica-se como “bom”.
Tendo em con a odos os aspe os inume ados an e io men e, o segmen o 8 classi ica-
se como “bom” e, consequen emen e, não se i á inclui nas p opos as de in e enção.
Segmen o 9 – Espaço público Piscinas Municipais Cobe as ( en e)
O segmen o 9 diz espei o ao espaço público exis en e em
en e às Piscinas Municipais Cobe as ( ig. 28) e,
consequen emen e, ao úl imo segmen o pe encen e ao
pe cu so 3. É delimi ado a no e pela Rua João Ped o de
And ade, a es e pelo Pa ilhão Mul iusos, a oes e pelo
“Splash Ca é” e a sul pelo Campo de Ténis.
O indicado Supe ície de Caminhada e Acessibilidade encon a-se com uma boa
classi icação. A dimensão o al é mui o supe io à dimensão da la gu a li e, po ém,
ambos de êm dimensões supe io es à ecomendada po lei. Não exis em obs áculos à
caminhada, essal os no piso nem bu acos.
Tal como no segmen o an e io , o indicado Ambien e Ag adá el e Limpo encon a-se
azoá el. O mobiliá io u bano exis en e co esponde a bancos, um caixo e do lixo e
candeei os de iluminação pública que se localizam ao longo da la gu a li e. A
manu enção do espaço público encon a-se descuidada, com pe manência de e as em
odo o passeio. Ao longo de odo o segmen o, encon a-se a bo ização que p opo ciona
somb a. Con udo, em ce os momen os do dia exis e ausência de somb a em me ade
Figu a 26 – Segmen o 8;
on e: p óp ia
Figu a 27 – Bu acos exis en es com
mais de 0,02m; on e: p óp ia
Figu a 28 – Segmen o 9; Fon e:
p óp ia
60
do segmen o, po não se assegu ada pela a bo ização e não exis i em edi ícios que a
p opo cionem.
A sepa ação exis en e en e a aixa de odagem e o passeio não de ém mui a in luência
na segu ança do peão, de ido à dimensão o al do passeio e ao ac o da população não
equen a an o o passeio p óximo à aixa de odagem. Toda ia es a di isão é ei a
a a és de es acionamen o e a bo ização, na maio pa e do segmen o. A elocidade
máxima al o de a aliação oi e e en e à Rua João Ped o de And ade, de ido a ocupa a
maio ia do segmen o. Es a possui limi e de 50km/h, po ém não é cump ida, mesmo com
a p esença de duas lombas com uma al u a conside á el. Tendo em con a o expos o
an e io men e, o indicado Segu ança encon a-se azoá el.
A Cone i idade encon a-se bem classi icada. A in o mação é adequada e legí el. Na
po a de en ada do edi ício das Piscinas Municipais pode se encon ada in o mação
sob e os á ios e en os e a i idades desen ol idas, an o no edi ício como em oda a
cidade e/ou concelho. De ido à p oximidade a uma no a cen alidade da cidade, exis e
bas an e acilidade no acesso a usos a iados. Pa a além dis o, é ela i amen e ácil c ia
a alhos nes e qua ei ão, de ido a exis i apenas um edi ício que não ocupa odo o
qua ei ão, azendo com que a maio ia da á ea seja des inada a espaço público.
Ao longo des e segmen o é equen e encon a população du an e odo o dia. Ao inal
da a de é mais comum de ido às a i idades que se desen ol em no edi ício das
piscinas, como as danças do Elé ico Fu ebol Clube. Além dis o, não exis e mobiliá io
u bano andalizado nem azios u banos que in luenciem di e amen e o sen imen o de
segu ança do peão. Como consequência, o indicado Sen imen o de Segu ança
encon a-se “mui o bom”.
No indicado Edi icado conside ou-se pa a análise o edi ício do La , o Pa ilhão Mul iusos,
o Campo de Ténis e as Piscinas Municipais. Como al, a escala humana é de apenas um
piso, o acesso uni e sal encon a-se assegu ado. A conse ação dos edi ícios é mui o
boa e não exis em edi ícios de olu os. Toda ia, apenas dois êm acesso isual pa a o
espaço público, nomeadamen e o La e o Campo de Ténis. Pos o is o, es e indicado
possui uma boa classi icação.
61
Tendo em con a odos os indicado es pe encen es a es e segmen o, a classi icação o al
do mesmo boa. Des a o ma, não se á ido em con a aquando a ealização das p opos as
de in e enção.
Pe cu so 4
O pe cu so 4 e mina num equipamen o cul u al, mais conc e amen e no Cen o de
A es e Cul u a de Pon e de So . Es e oi selecionado po possui uma biblio eca, á ias
salas de exposições, o a qui o municipal e o núcleo a queológico da an iga áb ica de
moagem de ce eais e descasque de a oz. Pa a além disso, são equen es as a i idades
desen ol idas pelo município, po inicia i a p óp ia ou com ou as o ganizações.
De ido às dis in as ca a e ís icas in ínsecas no pe cu so, ealizou-se uma di isão do
mesmo em qua o segmen os, nomeadamen e o segmen o 8, 10, 11 e 12 ( ig. 29). Como
o segmen o 8 pe ence ao pe cu so 3 e 4 não se á al o de análise de seguida, uma ez
que já oi analisado no pe cu so an e io . Todos es es segmen os possuem o
Comp imen o en e a o igem e o des ino azoá el, de ido ao Cen o de A es e Cul u a
se localiza a 510m do La Casa dos A ós. A Mis u a de usos ambém se e ela mui o
boa. Tendo po base a audi o ia e e uada a cada um des es segmen os, o pe cu so 4
classi ica-se como azoá el. Sendo o único pe cu so pe encen e ao La Casa dos A ós
que nu e es a classi icação.
Legenda:
8
10
11
11
La
0 20 m
Figu a 29 - Localização segmen os pe encen es ao pe cu so 4 do La Casa dos
A ós; on e: elabo ação p óp ia
68
é supo á el, mas pe sis e du an e pe íodo diu no, de ido à equência com que os
eículos ci culam nes e segmen o. Não exis e ege ação em oda a ex ensão pa a ona
o ambien e mais ag adá el quando o peão caminha, bem como p oduzi somb a.
Con udo, es a úl ima é assegu ada pelos edi ícios, que conseguem p oduzi somb a na
maio pa e do dia. Pa a além dis o, exis e sinalização e ical que comp ome e a al u a
li e a peões mais al os.
Como já oi e e ido, os passeios não possuem dimensão pa a pe mi i a segu ança do
peão. A ag a a es a si uação, não exis e sepa ação en e es e a aixa de odagem,
ob igando o peão a coexis i com os eículos quando necessá io con o na os
obs áculos. Es a coexis ência pode su i e ei os mui o g a es, de ido à elocidade a que
os au omó eis ansi am. Mesmo com a p oibição de ci cula a mais de 50km/h, isso
não se e i ica. Embo a alguma da sinalização e ical se encon e a comp ome e a
al u a li e do peão e a e ela -se um obs áculo, encon a-se adequada e legí el.
Ponde ando odos os subindicado es, o indicado Segu ança encon a-se insa is a ó io.
A dimensão dos qua ei ões é boa, po possibili a encu a o aje o a a és da Rua dos
Cadei ões. A mis u a de usos ambém é di e si icada num aio de 300 m. A in o mação
exis en e é adequada e legí el, e e indo-se a equipamen os e se iços que podem se
encon ados na en ol en e. Assim, o indicado Cone i idade alcança uma boa
classi icação.
À medida que se pe co e es e segmen o, não é possí el encon a mobiliá io u bano
andalizado. Toda ia, exis e um azio u bano consequência de uma demolição de
edi ícios de olu os. Es e não se encon a no segmen o, mas sim na pa e es e da A enida
da Libe dade. Toda ia in luencia o campo isual do peão e consequen emen e o seu
sen imen o de segu ança. A população que se pode encon a ao longo do dia é
eduzida. Os pe íodos em que é equen e encon a alguma população é de manhã e
no ho á io de almoço do Cen o de A es e Cul u a, de ido alguns dos uncioná ios se
desloca em a pé pa a o almoço. Quan o à iluminação pública, é su icien e pa a
econhece um peão a menos de 10 me os de dis ância. Des a o ma, o indicado
Sen imen o de Segu ança encon a-se sa is a ó io.
69
Tal como a Segu ança, o Edi icado classi ica-se de o ma insa is a ó ia. Pa a e e ua a
sua a aliação conside a am-se os edi ícios esidenciais, edi ícios mis os, o Cen o de
A es e Cul u a e o ca é exis en e. Embo a se possam encon a edi ícios com um, dois,
ês e qua o pisos, a g ande maio ia possui dois pisos. Todo o edi icado em janelas que
pe mi am isualiza o espaço público. Toda a A enida da Libe dade é ma cada po
edi ícios com ca ência de eabili ação e mui os encon am-se de olu os, embo a não
possuam g ande exp essão ace ao o al de edi ícios conside ados. A p esença de
edi ícios de olu os in luencia ambém a igilância na u al, po não exis i em pessoas nos
mesmos pa a igia o espaço público. Seguindo es a endência, os edi ícios pe encen es
a es e segmen o, bem como ao lado es e do mesmo, encon am-se num es ado de
conse ação azoá el. A aliando o núme o de edi ícios o almen e acessí eis, pe cebe-
se que somen e dois o são. Nomeadamen e o Cen o de A es e Cul u a e um dos
edi ícios mis os que se encon am jun o ao segmen o 11. As achadas a i as seguem a
mesma endência, apenas dois edi ícios de êm mon as. Po isso não se des acam no
o al.
Calculando a a aliação o al do segmen o 12 pe cebe-se que a maio ia dos seus
indicado es são insa is a ó ios, p ejudicando bas an e a sua a aliação. Como al, es e
classi ica-se de o ma azoá el, sendo o segmen o com pio classi icação endo em con a
odos os pe cu sos. Além disso, quando di ididas as á eas en e o peão, o au omó el e
o e de pe cebe-se que a á ea des inada ao au omó el é ealmen e mui o supe io à
des inada ao peão. Enquan o um eículo possui 65% da á ea pa a ansi a , o peão
esume-se apenas a 35,5%. Os elemen os e des p esen es nes e segmen o esumem-
se à a bo ização exis en e jun o ao pa que de es acionamen o do Pa ilhão,
ep esen ado apenas 0.4% da á ea. Des a o ma, é necessá io p ocede a al e ações que
melho em es a a aliação.
Figu a 32 – A enida da
Libe dade (I); on e: p óp ia
Figu a 34 – Obs áculo à
caminhada; on e:
p óp ia
Figu a 35 - dep essão na
Rua dos Cadei ões;
on e: p óp ia
Figu a 33 – A enida da
Libe dade (II); on e: Google
Maps
70
▪ Inqué i os à população
Tendo em con a os inqué i os ealizados nes e segmen o, pe cebe-se que a o alidade
dos inqui idos sen e necessidade em aumen a a dimensão do passeio e econhece a
exis ência de obs áculos que não pe mi em a sua passagem. Acham que de em se
ecolocados, pela maio ia se em candeei os de iluminação pública e são essenciais pa a
o local.
Quando inqui idos sob e a necessidade de exis i mais uma passadei a no local, a
maio ia (70%) espondeu que não exis ia necessidade e apenas uma mino ia (30%)
esponde am que e a necessá io exis i uma em en e à “Casa Mundo”. Quan o à
isibilidade exis en e no momen o an e io à passagem, odos os inqui idos
esponde am se boa.
Embo a a a enida seja es ei a e mesmo c endo que não seja possí el, a gene alidade
da população inqui ida sen e que de e ia exis i ege ação e que a elocidade dos
eículos de e ia se eduzida. Quan o ao mobiliá io u bano, odos pensam não se
necessá io p ocede à sua colocação.
Embo a exis a in o mação em elação à en ol en e, odos os inqui idos pensam se
necessá io coloca mais in o mação ao longo do caminho que auxilie os pedes es ace
a comé cio e se iços locais.
Exis em mon as ao longo da a enida que não se encon am em u ilização, causando
algum descon o o ao peão. Des a o ma, a maio ia da população pensa que de e iam
exis i mais mon as, ou ap o ei a as já exis en es.
3.2.2. La es San a Casa da Mise icó dia
A San a Casa da Mise icó dia é uma ins i uição ca ólica cujo obje i o é apoia os mais
necessi ados. Na eguesia de Pon e de So , es a de ém dois la es, a sabe : La Nossa
Senho a do Ampa o e o La Residencial da Pon e. Além des es, con a ainda com uma
Unidade de Cuidados Con inuados. Con udo, a audi o ia oca-se apenas nos dois la es,
po se em os únicos em que os u en es êm capacidade pa a sai das suas ins alações
ao longo do dia, acompanhados ou não.
71
Os dois la es es udados localizam-se na Rua Vaz Mon ei o, com bas an e p oximidade
um do ou o. Obse ando a achada, encon am-se sepa ados po alguns edi ícios
mis os. Toda ia, as suas ins alações encon am-se in e ligadas, exis indo alguns espaços
comuns. É de salien a se encon am a deco e ob as de ampliação dos edi ícios.
O La Residencial da Pon e oi undado em 2009 e usu ui capacidade pa a 43 u en es,
dis ibuídos po 26 qua os (indi iduais ou duplos). Des es, 27 são compa icipados.
Toda ia, já se encon am 41 em lis a de espe a. O La Nossa Senho a do Ampa o oi
undado em 1978 e possui mais capacidade, ce ca de 90 agas, em que odas são
compa icipadas. A sua lis a se espe a é a mais ex ensa, com 223 idosos em espe a.
Ao longo do ano são ealizadas á ias a i idades sociocul u ais den o das ins alações.
São exemplo, a i idades elacionadas com es i idades, o jogo do lo o, cozinha ,
cos u a , en e ou os. Toda ia, exis e ambém a deslocação dos idosos pa a ou os
locais da cidade pa a desen ol e em ou os ipos de a i idades. São equen es as
deslocações em g upo ao Cen o de A es e Cul u a de Pon e de So e ao Tea o-cinema.
Pa a se ealiza a audi o ia, o am c iados dois pe cu sos ( igu a 36), com base na
in o mação o necida pela di e o a dos la es. Tal como no p imei o caso de es udo, os
pe cu sos podem se ealizados com supe isão de um esponsá el do la ou
indi idualmen e.
Tendo em con a a a aliação ealizada segundo a audi o ia, es e caso de es udo
encon a-se com classi icação global “Razoá el” (3,7), com bas an e p oximidade de
“bom”. A maio ia dos indicado es nu e essa classi icação, nomeadamen e Supe ície de
caminhada e Acessibilidade, T a essias, Ambien e ag adá el e limpo e Edi icado. A
segu ança encon a-se insu icien e, po ém a Cone i idade e o Sen imen o de Segu ança
de êm uma boa classi icação ( e Anexo B).
Figu a 36 - Localização dos pe cu sos pe encen es aos La es
San a Casa da Mise icó dia; on e: elabo ação p óp ia
1
2
Legenda:
La
0 50 m
72
Pe cu so 1
O pe cu so 1 inda num g ande espaço de laze , designadamen e na Zona Ribei inha de
Pon e de So . Es e pe mi e o usu u o de um i ness pa k, de um quiosque, de um
an i ea o e de uma ex ensa á ea e de. Op ou-se po elaciona a Zona Ribei inha com
o pe cu so 1 po mui o idosos a equen a em, de ido à p oximidade aos la es.
Es e pe cu so é compos o somen e po dois segmen os ( ig. 37), que o iginam uma
a aliação azoá el do pe cu so (3,8). De ido à p oximidade exis en e en e os la es e a
Zona Ribei inha (260 m), o indicado Comp imen o en e a o igem e o des ino classi ica-
se como excelen e. A localização cen al dos la es esul a numa g ande Mis u a de Usos,
azendo com que es e indicado se encon e ambém excelen e.
Segmen o 1 – Rua Vaz Mon ei o
O segmen o 1 co esponde a uma po ção da Rua Vaz Mon ei o ( ig. 38) e encon a-se
inse ido nos dois pe cu sos exis en es, po se o local onde se localizam os dois la es da
San a Casa da Mise icó dia. Des a o ma, se á apenas analisado no pe cu so 1, embo a
enha sido conside ado na a aliação inal de cada um dos pe cu sos.
É delimi ado a no e pelos dois la es em causa e po edi ícios mis os, a sul po edi ícios
esidenciais e mis os, a es e pela A enida Ma ginal e a oes e pela es an e ua Vaz
Mon ei o. À semelhança da A enida da Libe dade, es e segmen o ambém pe ence às
In aes u u as de Po ugal.
De o ma a ealiza a audi o ia des e segmen o, op ou-se po a alia a supe ície de
caminhada co esponden e à localização dos la es. Po se o que é mais u ilizado pelos
u en es, bem como po esul a num aje o mais cu o pa a os pe cu sos em causa.
Tendo em con a es a supe ície, obse a-se que ela é maio i a iamen e con ínua, sendo
Legenda:
1
La
2
0 50 m
Figu a 37 – Localização dos segmen os pe encen es ao pe cu so 1 dos
La es San a Casa da Mise icó dia; on e: elabo ação p óp ia
73
apenas in e ompida po uma assaquia, com eduzida u ilização. O piso ap esen a
alguns essal os causados pela aiz da única á o e exis en e, bem como alguns bu acos
que não se e elam signi ica i os ao peão. Embo a uma pequena po ção do passeio
de enha dimensão supe io à ecomendada po lei, a maio ia possui dimensão in e io .
O mesmo acon ece com a la gu a li e, que em alguns locais possui menos de 1 m de
passagem, impossibili ando uma cadei a de odas ou um anda ilho, po exemplo. O que
in e e e na dimensão da la gu a li e é a eduzida dimensão o al do passeio nesses
locais. A exis ência de pila e es e baias de segu ança ambém eduzem a la gu a li e e
e elam-se obs áculos à caminhada. Pa a além des es, exis e um painel in o ma i o
ela i o a uma loja de mó eis e peças pe encen es à mesma que se encon a a obs ui
a passagem ( ig.39). Tendo em con a o e e ido, o indicado Supe ície de Caminhada e
Acessibilidade encon a-se insu icien e.
Como e e ido an e io men e, a supe ície de caminhada é in e ompida po uma
assaquia. Es a, jun amen e com a passadei a exis en e en e o segmen o 1 e o 2 são as
conside adas pa a o indicado T a essias, uma ez que in e e em di e amen e no
aje o. A isibilidade exis en e nes es locais é má, pois apenas se consegue e eículos
a cu a dis ância. No caso da a essia e e uada pela assaquia, a isibilidade é a e ada
pelo edi icado exis en e, enquan o na passadei a é comp ome ida pelos eículos
es acionados na aixa de odagem. Em ambos os casos, a solei a do lancil é supe io a
0,02m, esul ando em di iculdades se ias pa a peões com di iculdades mo o as. Apesa
dis o, não exis em obs áculos que impeçam ou pe u bem a passagem. Conside ando
odos os subindicado es, es e indicado encon a-se azoá el.
Tal como o indicado an e io , o Ambien e Ag adá el e Limpo ambém se encon a
azoá el. O espaço público necessi a de alguns cuidados ela i os à manu enção de
esíduos e de e as ao longo de odo o segmen o. Exis e pouco mobiliá io u bano e
pouca di e sidade do mesmo, esumindo-se a candeei os de iluminação pública e a dois
bancos localizados jun o à á o e. Es a úl ima é a única ege ação exis en e em odo o
segmen o, c iando alguma somb a onde ela se encon a. Toda ia, a maio ia do
segmen o não de ém somb a na maio pa e do dia, uma ez que os edi ícios são os
únicos que a p oduzem. São incon á eis os eículos que ci culam nes a ua, causando
74
algum uído. Toda ia é supo á el e não pe u ba de o ma signi ica i a o peão. A al u a
li e encon a-se boa, sendo pouco p o á el comp ome e a passagem de algum peão.
Embo a exis am alguns pila e es e baias de segu ança a, supos amen e, p o ege o
peão, isso não acon ece de ido a se necessá io a deslocação pa a a aixa de odagem.
Des a o ma, conside ou-se como se exis isse ausência de sepa ação en e o passeio e
a aixa de odagem. A sinalização e ical encon a-se legí el e adequada, de o ma a se
is a a longa dis ância pelo eículo e pelo peão. A elocidade máxima es ipulada é de
50km/h, con udo não é cump ida de ido à p oximidade a uma nacional com elocidade
90km/h.. Além dis o, a isibilidade nas a essias é má, como já oi e e ido. Tendo em
con a es es subindicado es, a Segu ança encon a-se azoá el.
A Cone i idade da á ea e elou-se azoá el. A mis u a de usos da en ol en e é bas an e
di e si icada e o des ino inal localiza-se a uma cu a dis ância. As dimensões dos
qua ei ões pe mi em encu a os aje os, de ido à in e seção de algumas uas. A
in o mação é cla a e adequada e e e e-se ambém à en ol en e. Po ém exis em placas
in o ma i as que causam poluição isual, po es a em mui o p óximas umas das ou as,
quando a in o mação pode ia es a somen e numa.
O Sen imen o de Segu ança classi icou-se como excelen e, po não exis i mobiliá io
u bano andalizado nem azios u banos. Enquan o se caminha é equen e encon a
população ao longo de odo o segmen o, em á ios pe íodos do dia. A maio ia da
iluminação pública localiza-se nas achadas dos edi ícios, não in e e indo na passagem
e iluminando de o ma adequada o local no pe íodo no u no.
Tal como a A enida da Libe dade, mencionada na Á ea de Es udo 1, es e segmen o
ap esen a g ande ca ência de eabili ação ao ní el do edi icado. A conse ação dos
edi ícios é azoá el e mui os deles encon am-se de olu os. À exceção de um dos la es,
nenhum edi ício pe mi e acessibilidade uni e sal. Embo a as achadas a i as
co espondam apenas a duas lojas exis en es, odos os edi ícios de êm janelas pa a o
espaço público. Pa a além dis o, exis e um edi ício esidencial que aquando a cons ução
se ia um edi ício mis o, con udo a á ea do és-do-chão des inada a comé cio/se iços
encon a-se apada com ijolo de o ma a impedi a en ada.
75
Pos o is o, o segmen o 1 possui uma a aliação o al azoá el e quando ao calcula a
o alidade da á ea ocupada pelo au omó el, pelo peão e pelo e de, é cla o que o
au omó el ocupa a maio ia do espaço público, 63,5%. O peão con ém apenas 35,9% e o
e de 0,3%. Em consequência se á con abilizado pa a as p opos as de in e enção.
▪ Inqué i os à população
A gene alidade da população inqui ida em idade supe io a 65 anos e é do sexo
eminino.
A o alidade dos inqui idos pensa não se necessá io ala ga os passeios, mesmo os mais
es ei os, pois conseguem passa sem p oblemas. Con udo, quando in e ogados sob e
a exis ência de obs áculos que condicionam o seu aje o, 100% da amos a espondeu
exis i em obs áculos que de e iam se emo idos. Foi exemplo de obs áculo o ca az
publici á io pe encen e à loja de mobiliá io.
Pa a além da passadei a conside ada no indicado T a essias, exis em mais ês
p esen es no segmen o, no en an o não o am con abilizadas po não se demons a em
ele an es pa a o pe cu so. Conside ando a exis ência de ou as passadei as, os
inqui idos pensam não se necessá io c ia uma no a, num local dis in o. Quan o à
exis en e, odos acha am que a isibilidade e a má, de ido aos edi ícios e aos eículos
es acionados na aixa de odagem.
Reco dando que exis e apenas uma á o e em odo o segmen o, 80% da amos a acha
que de e ia exis i mais ege ação e mais somb a, enquan o 20% pensa que a exis en e
é su icien e. Embo a exis am apenas dois bancos, os inqui idos não eem necessidade
em coloca mais mobiliá io u bano.
Quan o à segu ança odo iá ia, oi quase unanime a opinião. 90% da amos a pensa que
não exis e necessidade em eduzi a elocidade a que ci culam os eículos.
Figu a 38 – Segmen o 1; on e: Google Maps
Figu a 39 – Obs áculos ao peão; on e: p óp ia
76
De ido à exis ência de duas placas in o ma i as, a o alidade dos inqui idos c ê que não
de e ia exis i mais in o mação, nem sob e o segmen o nem sob e a en ol en e.
As achadas a i as encon am-se insu icien es na á ea, co espondem apenas a duas
lojas. Mesmo assim, 80% da amos a acha que não é ele an e se em c iadas mais.
Somen e 40% dos inqui idos ez comen á ios, no en an o a opinião oi coinciden e.
Todos e e i am que é necessá io exis i mais somb a e mais ege ação, que é algo
p io i á io em caso de in e enção.
Segmen o 2 – A enida Ma ginal
O segmen o 2 co esponde a uma po ção da
A enida Ma ginal e é o úl imo pe encen e ao
pe cu so 1 ( ig.40). Encon a-se delimi ada a no e
pela es an e a enida, a sul pela Rua Vaz Mon ei o,
a es e pelo espaço e de da Zona Ribei inha de
Pon e de So e a oes e pelo La San a Casa da
Mise icó dia, pela ua Damião de Góis e po edi ícios esidenciais e mis os.
No início do segmen o exis em acessos à Zona Ribei inha. Po ém es e é ei o a a és de
escadas, o que não é uncional nem segu o pa a a população em ques ão. Des a o ma,
op ou-se po e mina o segmen o e consequen emen e o pe cu so jun o às Piscinas
Municipais Descobe as, uma ez que o acesso se encon a assegu ado a a és de uma
ampa. Assim, a deslocação do peão idoso se á acili ada.
Pa a coloca o mé odo de audi o ia em p á ica, op ou-se po seleciona o lado da ua
es e, de ido a exis i uma passadei a no inal do segmen o 1 que pe mi e a passagem
imedia a pa a es e passeio. Caso se op asse pelo ou o lado da ua, não exis i ia uma
passagem segu a pa a o peão, po não exis i mais nenhuma passadei a a é à en ada
selecionada.
A supe ície de caminhada analisada em uma dimensão o al supe io à ecomendada
po lei. Po ém, o mesmo já não sucede com a la gu a li e. Es a encon a-se somen e
com 1,20 me os, co espondendo apenas à medida ecomendada. Exis em candeei os
de iluminação pública localizados em aixa de se iço, não se e elando um obs áculo à
Figu a 40 – Segmen o 2; on e: Google Maps
77
passagem. O pa imen o es á ausen e de essal os, bem como de es as e bu acos.
Assim, o indicado Supe ície de Caminhada e Acessibilidade possui uma boa pon uação.
O indicado T a essias co esponde à passadei a exis en e en e o segmen o 1 e o 2.
De ido a já e sido a aliado an e io men e não se á po meno izada nes e segmen o.
Como em má isibilidade e a solei a do lancil é supe io a 0,02m, o indicado de ém
uma a aliação azoá el.
De odos os segmen os es e é o que possui mais ege ação em oda sua ex ensão,
de ido à Zona Ribei inha. A somb a ge ada po es a p olonga-se po odo o dia,
pe mi indo que es e segmen o es eja semp e à somb a. Apesa de se uma a enida, o
uído causado pelos eículos não causa ans o no ao peão. O mesmo acon ece com os
odo es, não exis em chei os desag adá eis. Pelo con á io, exis em odo es ag adá eis
causados pela ege ação exis en e. O mobiliá io u bano no segmen o não é
di e si icado nem em g ande quan idade. Só exis em candeei os de iluminação pública
e o mu e e exis en e é u ilizado como banco po oda a população. Es e ansmi e
segu ança quando u ilizado, po possui g adeamen o a ás. A manu enção do espaço
público encon a-se cuidada, an o no segmen o como no espaço e de. Embo a exis a
ege ação ao longo de odo o segmen o, não comp ome e a al u a li e do peão. Pois a
poda encon a-se bem ei a, não ha endo amos nem copa a in e e i no espaço do
peão. Ponde ando odos es es subindicado es, o indicado Ambien e Ag adá el e Limpo
encon a-se com uma boa classi icação.
A Segu ança é o indicado que em pio a aliação, encon ando-se insu icien e. A
sepa ação en e o passeio e a aixa de odagem é e e uada a a és de es acionamen o.
a isibilidade na in e seção é má, como já oi e e ido e a elocidade máxima de
ci culação dos eículos é de 50km/h. Na gene alidade das ezes a elocidade de
ci culação não a inge es e alo , po exis i em eículos es acionados dos dois lados da
aixa de odagem, diminuindo o espaço de ci culação. A sinalização e ical é legí el a
longa dis ância e in o ma a exis ência de passadei a, bem como a ob igação de cede
passagem no en oncamen o.
A Cone i idade é boa. O qua ei ão pe mi e ealiza á ios a alhos no aje o desejado,
de ido aos á ios acessos à Zona Ribei inha. A mis u a de usos é mui o boa, de ido à
84
inúme as mon as, esul a numa boa classi icação quan o às achadas a i as. O único
subindicado que se encon a des a o á el e não pe mi e que o odo alcance uma
pon uação melho , é o acesso uni e sal. Es e não se encon a assegu ado, à exceção do
edi ício pe encen e à Au o epa ada Simão San os.
A maio ia dos indicado es es ão bem classi icados, à exceção da Segu ança e do
Edi icado. Como al, esul am numa boa classi icação do segmen o e,
consequen emen e, na ausência de p opos as de in e enção pa a o mesmo.
Segmen o 5 – A . Manuel Pi es Filipe
O segmen o 5 é o úl imo pe encen e ao pe cu so 2 e,
como consequência, o úl imo do segundo caso de es udo.
Co esponde a uma pequena pa e da A enida Manuel
Pi es Filipe ( ig.45), mais especi icamen e desde a Rua Luís
de Camões a é ao Cine-Tea o de Pon e de So . Des a
o ma, é delimi ado a no e pela es an e a enida, a sul pela Rua Luís de Camões, a es e
po edi ícios esidenciais, um edi ício come cial e o Cine-Tea o de Pon e de So . Po im,
a oes e encon a-se o Ja dim Campo da Res au ação.
A supe ície de caminhada a aliada co esponde ao passeio es e. Op ou-se po es a
seleção po se encon a no lado co esponde ao equipamen o de in e esse pa a o
pe cu so. Conside ando es e passeio, o indicado Supe ície de caminhada nu e boa
classi icação. É o almen e con inuo e a sua dimensão o al é supe io à ecomendada
po lei, possuindo mais de dois me os. Con udo a la gu a li e é um pouco mais
eduzida, de ido à exis ência de caldei as de á o es e candeei os de iluminação pública
que se localizam em aixa de se iço. De ido à exis ência des a aixa, o caminho
encon a-se maio i a iamen e ausen e de obs áculos. Os únicos que exis em são duas
caixas de ele icidade que se localizam jun o à achada de um edi ício e com bas an e
p oximidade a uma caldei a. Is o di icul a a passagem de uma cadei a de odas, mas não
a impossibili a. Além do que já oi e e ido, não exis em essal os signi ica i os no
pa imen o e os bu acos e es as encon am-se o almen e ausen es.
A única in e seção con abilizada pa a a audi o ia des e segmen o coincide com umas
das a aliadas no segmen o an e io , nomeadamen e com a que se e de ligação en es
Figu a 45 – Segmen o 5; on e:
p óp ia
85
es es dois segmen os. A isibilidade é boa, mas não a inge a excelência de ido ao
es acionamen o de alguns eículos ao longo da aixa de odagem que, po ezes, a
di icul am. Não exis em obs áculos que di icul em ou impossibili em a passagem do
peão nes e local, mas a co a solei a á-lo. Es a possui mais de 0,02m em ambos os lados.
Quan o ao mobiliá io u bano, localizam-se candeei os de iluminação publica e caixas de
ele icidade. A manu enção do espaço público é boa, embo a exis iam algumas e as.
Tal como no segmen o an e io , conside ou-se a ege ação exis en e no ja dim, po
in luencia o peão enquan o caminha. Além des a, exis e ambém ege ação a pa i de
me ade do segmen o a é ao Tea o-Cinema. O segmen o é do ado de somb a du an e
odo o dia, de ido à ege ação e aos edi ícios. Conside ando odos os subindicado es, o
indicado Ambien e Ag adá el e Limpo possui uma classi icação.
A elocidade máxima nes e segmen o é de 50km/h, e os eículos ge almen e não a
ul apassam. Is o po que uma po ção da aixa de odagem é u ilizada como
es acionamen o pa a eículos, que se encon a ocupada du an e o dia. Es a
impossibili a a passagem de dois au omó eis ao mesmo empo, azendo com que ambos
diminuam a elocidade e um seja ob igado a pa a . Es e es acionamen o se e ainda de
sepa ação en e o passeio e a aixa de odagem, uma ez que es a não é assegu ada de
ou a o ma. A sinalização e ical encon a-se bem colocada e legí el a longa dis ância.
À semelhança da maio ia dos indicado es, a Cone i idade ambém se encon a boa. É
possí el diminui os aje os de ido à á ea a e a a espaço público, nomeadamen e no
Ja dim Campo da Res au ação. A mis u a de usos é excelen e, embo a o único edi ício
des inado a comé cio/se iços se encon a de olu o. A in o mação ambém é boa, mas
apenas se e e e ao segmen o, não azendo e e ência à en ol en e. Na en ada do
Cine-Tea o encon a-se semp e pan le os in o ma i os das a i idades desen ol idas no
edi ício du an e o mês. Es a encon a-se semp e legí el e a ualizada.
As caixas de ele icidade exis en es não se encon am andalizadas e não exis em azios
u banos no segmen o nem na en ol en e p óxima. A iluminação exis en e cob e as
necessidades no pe íodo no u no. De ido à p oximidade ao Tea o-Cinema, ao pa que
de es acionamen o exis en e em en e a es e edi ício e à au o epa ada, bem como há
exis ência de á ios edi ícios esidenciais na p oximidade, es e segmen o con a com a
86
p esença de mui a população ao longo do dia. Des a o ma, o indicado Sen imen o de
Segu ança possui boa classi icação.
Os edi ícios p esen es nes e segmen o encon am-se em bom es ado de conse ação,
sendo apenas necessá io p ocede a ob as de ácil esolução. A maio ia pe mi e o acesso
a odos os peões e êm janelas e a andas di ecionadas pa a o espaço público. En e
odos os edi ícios só um é que se encon a de olu o, co espondendo a um edi ício
come cial, onde se localiza a uma ou i esa ia. Quan o às achadas a i as, conside a am-
se como excelen es de ido à p esença do ja dim que in luencia mui o o segmen o.
Todos os indicado es an e io men e expos os esul am numa boa a aliação do
segmen o. Des a o ma, não se á al o de p opos as de in e enção.
3.2.3. Cen o Comuni á io de T amaga
O e cei o caso de es udo diz espei o ao Cen o Comuni á io de T amaga. Es e é uma
Ins i uição Pa icula de Solida iedade Social que se localiza na União de F eguesias de
Pon e de So , T amaga e Vale de Aço . Mais conc e amen e na A enida 11 de Julho, em
T amaga. Delimi a a no e com a Rua 5 de Ou ub o, a sul com a A enida de Julho, a es e
com o Ja dim de In ância e a oes e com a Escola Básica.
As ins alações des a ins i uição o am inaugu adas em 2006 e uncionam como Cen o
de Dia pa a idosos, apoio domiciliá io, e ei ó io escola e can ina social. A ualmen e as
ins alações encon am-se em p ocesso de ampliação pa a passa a e capacidade pa a
hospeda u en es 24h po dia, uncionando como la esidencial.
Encon am-se insc i os 32 u en es no Cen o de Dia. Além disso, p es am apoio a 51
pessoas ao domicílio, p epa am 60 e eições diá ias pa a as escolas e auxiliam 12
amílias eco endo à Can ina Social. Ao con á io dos la es, es e cen o não em
população em lis a de espe a e ainda de ém duas agas.
O Cen o de Dia eco e a um animado Sociocul u al, uma ez po semana, pa a
desen ol e a i idades despo i as e isio e apêu icas com os idosos. De duas em duas
semanas são ealizados abalhos manuais, eco endo a olun a iado. De o ma a
comba e o isolamen o e es imula o con ício en e os idosos e a população, os
olun á ios da Associação Caminha isi am o espaço com equência. Além disso, nas
da as es i as os u en es deslocam-se às es as e a i idades desen ol idas a im de
87
pa icipa nas mesmas. São exemplos disso a pa icipação no des ile de ca na al, na
que messe com os abalhos manuais que ão sendo ealizados ao longo do ano, no
piquenique ao “San o da Amiei a”, na ealização de sa dinhada pa a os amilia es dos
u en es aquando dos San os Popula es, ealização do magus o e uma es a de na al que
se conc e iza odos os anos.
Os u en es equen am apenas o ja dim c iado ecen emen e e deslocam-se somen e
pelas uas ci cundan es ao Cen o de Dia, a sabe : Rua do Comé cio, Rua 5 de Ou ub o,
Rua 25 de Ab il e A enida 11 de Julho. Tendo em conside ação es a in o mação, o am
c iados dois pe cu sos ( ig.46) pa a ealiza a audi o ia. A conjugação dos esul ados
ob idos em cada um deles esul a na a aliação global do caso de es udo, sendo ela
azoá el. São de salien a os indicado es com melho classi icação (bom), sendo eles
T a essias, Cone i idade, Sen imen o de Segu ança e Edi icado. O indicado com pio
classi icação é Segu ança que se quali icou como “péssimo”. Os es an es encon am-se
azoá eis ( e Anexo B).
Pe cu so 1
O qua ei ão onde se inse e o la co esponde ao pe cu so 1, po se o mais equen ado
pelos idosos que se encon am insc i os no Cen o de Dia. É delimi ado a no e pela Rua
5 de Ou ub o, a sul pela A enida 11 de Julho, a es e pela Rua do Comé cio e a oes e pela
Rua 25 de Ab il. Des a o ma, não es á associado a nenhum equipamen o nem nenhuma
a i idade, mas sim ao pe cu so mais ealizado pelos idosos.
Pa a acili a e o alece a análise, o pe cu so oi di idido em 4 segmen os (1,2,3 e 4),
como se pode e i ica na igu a 47. Cada um co esponde a uma das uas que delimi a
o qua ei ão, de ido às ca a e ís icas dispa es de cada uma. Todos es es possuem uma
Figu a 46 - Localização dos pe cu sos pe encen es ao Cen o
Comuni á io; on e: elabo ação p óp ia
Legenda:
1
La
0 20 m
2
88
excelen e mis u a de usos e uma boa classi icação no indicado Comp imen o en e a
o igem e o des ino, de ido à dis ância o al do pe cu so se 370 me os. Como esul ado
da a aliação inal de cada um des es segmen os, a classi icação global do pe cu so 1 é
azoá el, podendo se melho ada.
Segmen o 1 – A enida 11 de Julho i
A A enida 11 de Julho encon a-se associada à ua p incipal da T amaga e co esponde
ao p imei o segmen o do pe cu so 1. Con udo não inclui oda a a enida, mas apenas o
agmen o desde o c uzamen o des a com a Rua do Comé cio a é ao c uzamen o des a
com a Rua 25 de Ab il ( ig. 48).
Pa a se e e ua a análise do segmen o, op ou-se pela supe ície de caminhada oes e,
coinciden e com o Cen o Comuni á io. A dimensão dos passeios a ia ao longo da
A enida. Em en e ao Ja dim de In ância de T amaga os passeios são um pouco mais
la gos, uma ez que a sua cons ução é ecen e. Con udo, na maio ia do segmen o os
passeios de êm dimensões in e io es à ecomendada po lei. O piso encon a-se com
alguns bu acos, não signi ica i os à caminhada, bem como alguns essal os não
pe u bado es à mesma. À medida que se ai pe co endo o segmen o, encon am-se
alguns obs áculos que se e elam p ejudiciais à segu ança de um peão com algumas
limi ações. São exemplo, as p o eções exis en es em en e à Escola Básica e ao e eno
do u u o la ( ig.49). Es as localizam-se a meio do passeio, azendo com que uma pessoa
com canadianas, cadei a de odas, anda ilho ou ca inho de bebé não consiga passa e
enha de se desloca pa a a aixa de odagem, a im de con o na o obs áculo. Tendo em
con a o expos o, o indicado ela i o à supe ície de caminhada encon a-se a aliado
como “ azoá el”.
Figu a 47 - Localização dos segmen os pe encen es ao pe cu so 1
do Cen o Comuni á io; on e: elabo ação p óp ia
Legenda:
1
0 20 m
Cen o Comuni á io
2
3
4
89
Es e segmen o, con a com duas passadei as, uma em en e ao Cen o Comuni á io e
ou a em en e à Escola Básica. Em ambas, a isibilidade é boa. Embo a po ezes seja
comp ome ida pelos caixo es do lixo e/ou pelos ca os es acionados na aixa de
odagem. Não exis em obs áculos à passagem e a sua legibilidade é mui o boa. A
acessibilidade exis en e en e o passeio e a passadei a não se encon a adequada, o
lancil possui uma solei a supe io a 0,02m, podendo c ia si uações c í icas pa a peões
com maio es di iculdades mo o as. Toda ia, o indicado T a essias con ém uma boa
classi icação, de ido à quase o alidade dos subindicado es com boa e mui o boa
classi icações.
Ao con á io de mui os segmen os já analisados, o indicado Ambien e Ag adá el e
Limpo possui uma boa classi icação. Nes e segmen o encon am-se uma pa agem de
au oca o, que assegu a a ligação en e a cidade de Pon e de So e es a eguesia,
candeei os de iluminação pública e caixo es de esíduos u banos. A manu enção do
espaço é mui o boa, não exis em e as nem lixo ao longo do segmen o. Os odo es são
ag adá eis a quem caminha, p incipalmen e na p ima e a de ido à exis ência de
a bo ização com lo . A maio ia des a não se localiza no espaço público, po ém
in luencia o peão e p oduz g ande pa e da somb a exis en e, de ido à p oximidade ao
passeio.
De odos os indicado es, Segu ança é o único que ap esen a uma classi icação
insu icien e. Não exis e sepa ação en e o passeio e a aixa de odagem, o que nes e
caso ep esen a pe igo ao peão, po e de se desloca pa a a aixa de odagem ou
ansi a jun o à mesma. A elocidade máxima pe mi ida é de 50km/h, po ém não é
espei ada, mesmo com a exis ência de lombas e passadei as al eadas. A sinalização
e ical ap esen a-se em local adequado, mas ligei amen e ilegí el, sob e udo o sinal
que indica a exis ência de duas passadei as.
Em con apa ida, o Sen imen o de Segu ança encon a-se com uma boa classi icação.
Não exis em azios u banos p óximos nem mobiliá io andalizado. Além dis o, é
equen e encon a população em quase odo o segmen o. Es a é maio i a iamen e
idosa, de ido à p esença do Cen o Comuni á io e a se um local mui o equen ado pa a
con í io. A população mais jo em e em idade a i a equen a o espaço ge almen e de
90
manhã e ao im da a de, de ido ao ho á io de uncionamen o do Ja dim de In ância e
da Escola Básica.
O espaço ex e io pe encen e ao Cen o de Dia pode se acedido pela Rua 5 de Ou ub o
ou pela A enida 11 de Julho. Des a o ma, é pe mi ido aos u en es c ia a alhos e
diminui a dis ância do qua ei ão. Mesmo não conside ando es e a alho, o qua ei ão
possui uma boa dimensão. A in o mação exis en e é legí el e es á em local adequado,
po ém não az e e ência ao que se pode encon a na en ol en e. Aliando es es
subindicado es ao Comp imen o en e a o igem e o des ino e Mis u a de Usos, em-se
como esul ado uma boa classi icação no indicado Cone i idade.
Po im, o indicado Edi icado classi ica-se como “bom”, mas mui o p óximo da
classi icação acima. Os edi ícios são odos de um piso e acessí eis a oda a população. A
g ande maio ia possui isibilidade pa a o ex e io , a a és de janelas. A sua conse ação
é mui o boa e não exis em edi ícios de olu os. O que impossibili a que es e indicado
a inja a classi icação máxima é o ac o de não exis i em achadas a i as em odos os
edi ícios.
Ponde ando odos os indicado es e espe i os subindicado es, o segmen o 1 ap esen a
uma boa classi icação, não sendo al o de p opos as.
Segmen o 2 – Rua do Comé cio
O segmen o 2 co esponde a uma ação da Rua do Comé cio, conc e amen e desde a
A enida 11 de Julho a é à Rua 5 de Ou ub o ( ig.50). A supe ície de caminhada al o de
a aliação oi a que se localiza jun o ao Ja dim de In ância, po se o mais u ilizado pela
população. Do lado opos o encon a-se a Jun a de F eguesia de T amaga, bem como
uma pequena á ea e de pe encen e à mesma.
Figu a 48 – Segmen o 1; on e: p óp ia
Figu a 49 – Obs áculo à
passagem; on e: p óp ia
91
O passeio pe encen e a es e segmen o ap esen a dimensão in e io à ecomendada
po lei, ao con á io do passeio opos o. O mesmo acon ece com a la gu a li e, po
co esponde à dimensão o al. Não exis em bu acos nem essal os no piso que
di icul em a caminhada. Além dis o, o segmen o encon a-se ausen e de obs áculos na
sua maio ia, exis indo apenas um sinal de “STOP” que pode aze com que seja
necessá io um ligei o des io, não sendo necessá ia a deslocação pa a a aixa de odagem
( ig.51). Des a o ma, o indicado Supe ície de Caminhada e Acessibilidade encon a-se
azoá el.
Não exis em in e seções nes e segmen o, embo a mui a da população a a esse a aixa
de odagem des e pa a o ou o passeio. Con udo isso não oi con abilizado po não aze
pa e do pe cu so em ques ão. Assim, o indicado T a essias não oi con abilizado na
audi o ia.
Tal como o p imei o indicado , o Ambien e Ag adá el e Limpo ambém se encon a
azoá el. Is o po que ca ece de mobiliá io u bano e não exis e somb a du an e a maio
pa e do dia. Con udo, os odo es p esen es são ag adá eis, a manu enção é excelen e e
não exis e uído. Pa a além dis o, exis e ege ação (a bus os) em odo o segmen o. Es a
localiza-se den o da á ea do Ja dim de In ância, po ém in luencia di e amen e o peão,
o nando o segmen o mais acolhedo .
A segu ança me ece a enção edob ada, uma ez que se encon a insu icien e. Não
exis e sepa ação en e a aixa de odagem e o passeio, ao con á io do lado opos o da
ua que de ém es acionamen o. Po ém, à pa ida, não exis e pe igo de ido a não se em
e e uados des ios pa a a aixa de odagem. A elocidade máxima é de 50km/h, mas
ge almen e é mais eduzida, de ido à p oximidade a dois c uzamen os. O sinal de
“STOP”, sendo a única sinalização exis en e, encon a-se legí el e em local adequado
pa a o au omó el o isualiza .
Ao longo do segmen o não é possí el encu a dis âncias, de ido às ca a e ís icas do
qua ei ão. No en an o, a dimensão do mesmo é boa. Também não exis e in o mação
em elação à en ol en e. Es es subindicado es, jun o com a Mis u a de Usos e com o
Comp imen o en e a O igem e o Des ino, azem com que a Cone i idade seja azoá el.
92
O indicado Sen imen o de Segu ança ambém se classi ica como “ azoá el”. Embo a
seja possí el encon a população du an e o dia, não é equen e. A maio ia des a é
idosa e u iliza o espaço apenas como passagem, de ido a não exis i mobiliá io pa a se
ixa . Não exis em azios u banos no segmen o e a iluminação pública cob e o local.
Apesa de só exis i um candeei o de iluminação pública no passeio opos o consegue
cump i o desejado de ido à eduzida dimensão des e segmen o.
De ido à sua dimensão, os únicos edi ícios con abilizados pa a análise dizem espei o ao
Ja dim de In ância e à Jun a de F eguesia. Como al, a escala humana é excelen e, de ido
a só possuí em um piso. A sua conse ação ambém é mui o boa, não ha endo
necessidade de al e ações. Não exis em edi ícios de olu os e odos êm elação isual
com o segmen o. Exis em achadas a i as ao longo de odo o segmen o, po se possí el
encon a população no espaço ex e io da escola e no espaço e de jun o à jun a de
eguesia.
Des a o ma, o segmen o 2 classi ica-se como “Razoá el”. Além da audi o ia, o am
analisadas as á eas a e as ao au omó el, ao peão e ao e de pe cebendo-se que o
au omó el ocupa mais de me ade da á ea (66%), deixando somen e 34% do o al pa a
o peão usu ui . Quan o ao e de, não oi con abilizado pa a es a es ima i a, po não se
encon a em espaço público. Em consequência, i á se conside ado pa a ealização de
p opos as de in e enção
• Inqué i os à população
Ao inqui i a população p esen e no espaço público, pe cebe-se que a g ande maio ia
(80%) pensa se necessá io ala ga os passeios. A mesma pe cen agem acha que não
exis em obs áculos que obs uam a passagem. O eduzido núme o de população (20%)
que espondeu exis i obs áculos, e e ia-se ao sinal e ical de “STOP” que pensa se
necessá io ecolocá-lo nou o local.
Figu a 50 – Segmen o 3; on e: p óp ia
Figu a 51 – Obs áculo
ao peão; on e: p óp ia
93
Quando inqui idos sob e a necessidade de coloca uma passadei a num local à escolha,
90% espondeu não acha ulc al isso acon ece . Os 10% que acham que az al a mais
uma passadei a pa a aumen a a segu ança do peão, pensa que de e ia se c iada no
p esen e segmen o, e e uando a a essia en e o edi ício da Jun a de F eguesia e o
Ja dim Escola.
A isibilidade é excelen e, endo em conside ação 100% dos inqué i os. Não exis em
obs uções à mesma que di icul em ou o nem a passagem insegu a. O mesmo acon ece
com a ege ação e/ou necessidade de c ia somb a. Toda a população al o de inqué i o
isou a necessidade de somb a nes e segmen o. Quan o à colocação de mobiliá io
u bano as espos as já não o am unanimes. 60% acha que de e iam se colocados
bancos ao longo do espaço.
De ido à eduzida dimensão do segmen o e à exis ência de
c uzamen os/en oncamen os, 90% dos inqui idos acha que não exis e necessidade de
eduzi a elocidade, pois os eículos não ci culam a elocidades ele adas. Os 10% que
pensa se necessá io eduzi é po que andam com mui a equência de bicicle a e po
isso coexis em com os au omó eis no mesmo espaço.
O único indicado que não ge ou consenso oi a in o mação. Me ade acha que de e ia
exis i mais in o mação em elação ao que se pode encon a na p oximidade. No
en an o a ou a me ade pensa que os cidadãos já conhecem odos os locais.
As achadas a i as o am conside adas impo an es pa a 70% da amos a. Es es pensam
que de e iam exis i mais achadas pa a dinamiza não só o segmen o, mas ambém a
á ea en ol en e.
Po im, somen e dois inqui idos quis e e ua comen á ios. Es es co espondem às duas
pessoas que cos umam anda de bicicle a nes a á ea. Como al, pedi am que osse
ins alado um es acionamen o de bicicle as pa a que possam deixa es es eículos num
local segu o.
100
Segmen o 5 – A enida 11 de Julho ii
Pa a se e e ua a audi o ia, op ou-se pela supe ície de caminhada a es e, pela passagem
se e e uada numa passadei a. A maio ia da á ea pe encen e a es e segmen o oi al o
de equali icação, coincidindo com a á ea de laze ( ig. 55). No en an o, a dimensão dos
passeios não se encon a com a dimensão ecomendada po lei. O pa imen o não
ap esen a bu acos nem essal os, oda ia alguma da sinalização e ical exis en e
impede a passagem de peões em cadei a de odas, com canadianas, anda ilhos ou
ca inhos de bebé ( ig. 56). Des a o ma, a Supe ície de Caminhada e Acessibilidade
encon a-se azoá el.
À medida que se pe co e es e segmen o, encon am-se duas in e seções. Uma diz
espei o à passadei a exis en e e ou a a um en oncamen o exis en e en e a A enida
11 de Julho e um caminho u al. Es a não possui passadei a, po ém não exis e
necessidade de exis i , uma ez que são quase nulos os eículos que se deslocam pa a o
caminho em ques ão. Em ambos os casos, não exis em obs áculos à passagem e a
isibilidade é excelen e. A legibilidade da passadei a é mui o boa. Con udo a co a solei a
dos lancis exis en es nes as in e seções é supe io a 0,02m. Es a e ela-se mais
p ejudicial a in e seção que pe mi e o acesso ao ja dim, po se supe io a 0,20 me os.
Ao ponde a odos os subindicado es an e io men e mencionados, o indicado
T a essias nu e uma boa classi icação.
O mobiliá io u bano exis en e concen a-se na á ea do ja dim, sendo bas an e
di e si icado. São obse á eis ecopon os, um caixo e do lixo, bancos de ja dim, um
bebedou o, mesas de me endas, equipamen o despo i o, um pa que in an il e
candeei os de iluminação pública. Os odo es não são desag adá eis em odo o pe cu so
e a al u a li e não se encon a comp ome ida em nenhum local. Exis e somb a ao longo
de odo o pe cu so, na maio pa e do dia, que é p opo cionada pela a bo ização
exis en e. O espaço público encon a-se cuidado na maio ia do segmen o, con udo jun o
aos ecopon os o mesmo não se e i ica. É isí el a exis ência de plás ico e ca ão jun o
aos mesmos. Assim, o Indicado Ambien e Ag adá el e Limpo possui uma boa
classi icação.
101
O indicado Segu ança encon a-se insu icien e. Não exis e sepa ação en e o passeio e
a aixa de odagem. A elocidade máxima de 50km/h não se adequa ao local nem é
espei ada pelos eículos, mesmo com a p esença de inúme as lombas na p oximidade.
Po im, a sinalização e ical encon a-se um pouco ilegí el, quando indicada a
exis ência de duas passadei as.
A Cone i idade des e segmen o encon a-se excelen e. A mis u a de usos exis en e é
a iada, a in o mação sob e os equipamen os despo i os e in an il é excelen e, o
comp imen o en e a o igem e o des ino é excelen e e a dimensão do qua ei ão
pe mi e encu a os aje os, de ido à inexis ência de edi icado na sua gene alidade.
É equen e encon a população ao longo de odo o segmen o, embo a a maio ia se
concen e na á ea de laze . É um local que pe mi e que as pessoas se ixem em á ios
momen os do dia, sal o no e ão, po que a empe a u a não pe mi e. As aixas e á ias
são bas an e di e si icadas, de ido aos equipamen os o necidos. Jun o ao pa que
in an il su gem c ianças, ge almen e acompanhadas po idosos. No equipamen o
despo i o encon a-se população em idade a i a, bem como idosos. Pode assim dize -
se que é um espaço mul ige acional, que ab ange população dos oi o aos oi en a. A
iluminação ambém é excelen e, não emi indo luz em demasia pa a o local, mas pe mi e
isualiza um os o a menos de 10 me os de dis ância. Além dis o, é um espaço a a i o
que se encon a ausen e de azios u banos e de mobiliá io andalizados. Como al, o
indicado Sen imen o de Segu ança alcança uma excelen e classi icação.
O segmen o 5 encon a-se ausen e de edi ícios na sua maio ia. Localizam-se apenas a
Ig eja e a Casa Mo uá ia de T amaga. Po ém, exis e g ande p oximidade ao Ja dim de
In ância e à Jun a de F eguesia. Des a o ma, a a aliação do indicado Edi icado em em
conside ação os edi ícios an e io men e mencionados, bem como o espaço do ja dim.
A o alidade dos edi ícios possui apenas um piso e são o almen e acessí eis a odos os
peões. A sua conse ação é mui o boa, sal o a ig eja que ap esen a algumas lacunas. A
maio ia deles de ém janelas pa a o ex e io , que pe mi em isualiza o espaço público.
Embo a nem odos sejam de en o es de achadas a i as, a maio ia do segmen o pe mi e
a con i ência en e população, sendo um espaço a i o. Des a o ma, es e indicado
encon a-se bom quan o à sua classi icação inal.
102
Como já oi e e ido an e io men e, es e segmen o em uma boa classi icação inal, não
sendo conside ado nas p opos as.
3.2.4. Ponde ação de inqué i os
Op ou-se po ealiza uma ponde ação dos inqué i os ealizados e mencionados ao
longo da análise po se acha ele an e exis i uma compa ação dos mesmos com os
esul ados ob idos a a és da audi o ia. Des a o ma, p e ende-se c ia uma
con on ação en e a opinião da população que equen a o espaço público e os
esul ados do mé odo u ilizado, a im de pe cebe a ligação exis en e en e ambos.
Ao compa a as espos as dos inqué i os com os esul ados ob idos a a és da audi o ia,
pe cebe-se que a maio ia é coinciden e ( abela 5). São de des aca as pe gun as 1.1, 2.1
e 2.2 que se encon am coinciden es com a audi o ia em odos os segmen os al o de
p opos as. Des a o ma, os inqui idos pensam que os passeios de iam se ala gados e
não exis e necessidade em c ia uma passadei a em nenhum segmen o, al como o
mé odo p e iu.
As espos as ela i as à necessidade de coloca mobiliá io u bano coincidem 50% com o
mé odo de a aliação. Em mui os casos, a a aliação dos segmen os indicou que se ia
necessá io p ocede à colocação de mobiliá io. No en an o, a população, na maio ia dos
casos, não sen e essa necessidade, po que econhece não se possí el coloca mobiliá io
nos passeios exis en es, de ido à sua eduzida dimensão. Assim, mui os dos inqui idos
não deseja que não seja colocado mobiliá io, apenas econhece di iculdade na
execução. Além disso mui a da população, es á habi uada a u iliza o local apenas como
passagem e não coloca a hipó ese de se ixa no mesmo usu uindo espaço público.
O mesmo acon ece com a ege ação, nos casos em que a amos a e e e não necessi a
de ege ação no local é po sabe que não exis e luga pa a a implan a . Toda ia, em
alguns casos ambém sucede o con á io. A audi o ia e ela que não é necessá ia mais
ege ação nos segmen os, con udo a população pensa se ele an e coloca mais.
Figu a 55 – Á ea de laze ; on e: p óp ia
Figu a 56 – Obs áculo à
passagem; on e: p óp ia
103
Nes es casos, os inqui idos e e em-se à implan ação de mais ege ação pa a o na o
local mais a a i o e acolhedo e não po acha em que exis e pouca.
Quan o ao subindicado Velocidade, exis e ambém alguma discó dia en e os
inqué i os e o mé odo (37%). Con udo is o é explicado pela o ma como oi e e uada a
a aliação da audi o ia e a análise da população. O mé odo conside ou a elocidade
pe mi ida pela sinalização odo iá ia e não a elocidade a que ealmen e ci culam os
eículos. Enquan o a população ela ou a sua expe iência quo idiana, e e indo se os
au omó eis ci cula am ou não a elocidades supe io es ao que pensam que de e iam
ci cula . Des a o ma, as a aliações nem semp e coincidem.
As espos as que ge a am mais con li o es ão elacionadas com os subindicado es
In o mação e Fachadas A i as. Quando, segundo o mé odo, é necessá io c ia mais
achadas a i as a população pensa não se necessá io. C eio que isso acon ece po não
en ende em a capacidade que es as de êm na caminhada e na dinâmica que causam no
espaço público e a quem o equen a.
Quan o à in o mação, em alguns segmen os mui a população pensa não se necessá ia,
po odos os esiden es conhece em os locais que se podem equen a na cidade e nas
eguesias. Con udo, não conside am que Pon e de So possui cada ez mais população
que não conhece a cidade e se ia mais an ajoso e p á ico exis i in o mação ela i a ao
que se pode encon a nela. Toda ia, o con á io ambém sucede. Is o é, em alguns
casos o mé odo diz não se necessá io mais in o mação, po se encon a boa e a
população pensa que de e ia exis i mais in o mação ela i a à en ol en e e não apenas
ao que se encon a ao longo do segmen o.
Pos o is o, em mui os dos casos em que a audi o ia u ilizada e as espos as dos
inqué i os não coincidiam, acaba po e ela alguma compa ibilidade. Is o po que a
população inqui ida po ezes não esponde o que ealmen e pensa à ce ca das
necessidades do segmen o, mas sim o que acha que pode ia esul a ou não nos locais
em ques ão.
104
3.3. Es udos de caso – P opos as de in e enção
Após se desc i a e analisada a si uação a ual dos ês casos de es udo, i ão se e e uadas
as p opos as de in e enção pa a os segmen os com a aliação inal igual ou in e io a
“Razoá el”. Es as in e enções o am pensadas de aco do com os esul ados ob idos
a a és da audi o ia, de obse ação di e a dos locais em es udo e com base na opinião
da população, que se encon a exp essa nos inqué i os. P e ende-se com is o melho a
a classi icação inal de cada segmen o e consequen emen e de odo o pe cu so, a im
de melho a a qualidade do espaço público pa a um peão idoso caminha .
É de salien a que a gene alidade das in e enções e e em conside ação a ua como
um odo, e não somen e a supe ície de caminhada al o de a aliação. Is o po que em
quase odos os casos jus i ica-se uma in e enção global e não exclusi amen e ao ní el
do segmen o.
Além dos desenhos ap esen ados dos segmen os an es da p opos a e após a p opos a,
op ou-se po seleciona pa a es ima i a o çamen al os segmen os que se encon a am
com pio a aliação na audi o ia. Assim, o am selecionados ês, um po caso de es udo.
Nomeadamen e, o segmen o 12 pe encen e ao La Casa dos A ós, o segmen o 1
e e en e aos La es San a Casa da Mise icó dia e o segmen o 3 ela i o ao Cen o
Comuni á io de T amaga. Pa a conc e iza es e o çamen o, escolheu-se e e ua uma
es ima i a de um alo ap oximado po in e enção. Con udo o alo não co esponde
na o alidade à ealidade uma ez que não o am conside ados alguns cus os, como po
exemplo os sis emas de ega necessá ios.
3.3.1. La Casa dos A ós
Pe cu so 1
Pe gun as inqué i o Segmen o 2 Segmen o 6 Segmen o 11 Segmen o 12 Segmen o 1 Segmen o 2 Segmen o 3 Segmen o 4
1.1.Necessidade ala ga passeios 100%
1.2. Exis ência de obs áculos 88%
2.1. Necessidade de passadei a ---- ---- ---- ---- 100%
2.2. Visibilidade exis en e ---- ---- ---- ---- 100%
3.1. Necessidade de ege ação e/ou somb a 88%
3.2. Necessidade de mobiliá io u bano 50%
4.1. Necessidade de eduzi a elocidade 63%
5.1. Necessidade de mais in o mação 38%
6.1. Necessidade de c ia achadas a i as 38%
La es San a Casa
da Mese icó dia
Cen o Comuniá io de T amaga
La Casa dos A ós
Respos as
coinciden es
(%)
Tabela 5 – Coincidência de espos as en e os inqué i os e e uados à população e o mé odo de audi o ia pedonal, em pe cen agem;
on e: elabo ação p óp ia
105
Segmen o 2 – Rua de San o An ónio
Reco endo à a aliação do mé odo e aos inqué i os e e uados à população, o am
encon ados os pon os que de em inco po a a p opos a. Es es passam pelo aumen o
da dimensão dos passeios, colocação de mobiliá io u bano, mais conc e amen e de
bancos e caixo es do lixo, manu enção do espaço público, implan ação de ege ação,
c iação de um bu e , c iação de achadas a i as, c iação de in o mação ela i a à
en ol en e e, po im, ga an i o acesso uni e sal a odos os edi ícios e a essias.
De ido à g ande ex ensão des e segmen o, o desenho da p opos a oi di idido em dois,
pa a acili a a sua isualização e comp eensão (desenhos 1 e 2).
A p eocupação p imo dial nes a in e enção passa a po aumen a os passeios (a
e melho nos desenhos), pa a que a população não i esse de se desloca pa a a aixa
de odagem. Pa a ealiza es e aumen o e e de se conside a a dimensão da aixa de
odagem, bem como o ac o de não se pode e i a a o alidade do es acionamen o
exis en e, pois os esiden es não êm onde deixa o seu eículo p i ado na en ol en e.
Des a o ma, a melho opção passou po aumen a os passeios pe encen es ao
segmen o analisado. Con udo, a p opos a comp eendeu oda da ua e, como al, alguns
dos passeios a es e o am ala gados jun o aos c uzamen os e en oncamen os com o
in ui o de aumen a a isibilidade do peão quando e e ua a a essia. Com es e aumen o
o pa imen o i á se subs i uído e, consequen emen e, deixa á de exis i bu acos e
essal os no piso. Pa a além disso, es e aumen o eduz a ia de ansi o des inada aos
eículos que po sua ez eduz a elocidade dos mesmo.
Pa a e e i amen e se man e os es acionamen os exis en es, op ou-se po c ia luga es
com 2,10 me os de la gu a po 13 me os de comp imen o, sepa ados po a bo ização.
Es a sepa ação p e ende se c iada apenas no início e im da ua, po já exis i
a bo ização a meio, coinciden e com o pa que de es acionamen o equali icado.
As medidas u ilizadas pa a a c iação de es acionamen o jun amen e com o aumen o dos
passeios, esul a numa ia de ci culação com 3,3 me os, espei ando o PDM. Pa a além
dos es acionamen os c iados, p e ende-se a c iação de um luga a e o a ca gas e
desca gas que se localiza -se-á jun o a um a mazém exis en e, que ecebe o necedo es
com equência.
106
A a és da colocação de a bo ização ao longo dos es acionamen os e com a c iação de
um pa kle jun o ao Cen o de Con í io pa a Re o mados, p e ende-se inco po a o
elemen o ege ação nes a ua, bem como c ia locais de laze que ixem a população.
Es e encon a a-se p a icamen e ausen e e com es a in odução aumen a á o con o o
do peão enquan o caminha, bem como in luencia á a empe a u a no local. Es e úl imo
ep esen a g ande impo ância de ido às ele adas empe a u as no e ão.
O pa kle an e io men e mencionado con a á com can ei os em odos os seus lados,
deixando apenas um espaço des inado à en ada/saída do espaço. Pa a ge a somb a,
e á uma pé gula que ab ange me ade da á ea des e mobiliá io. Debaixo des a,
encon a -se-ão bancos pa a descanso. No lado apos o, p e ende-se a colocação de uma
mesa de xad ez/damas pa a usu u o de oda a população. Além dis o, con a á com um
es acionamen o pa a bicicle as, uma ez que mui a da população que equen a o
cen o de con í io se desloca eco endo a es e modo de anspo e, não possuindo
nenhum local ap op iado pa a o coloca . Coloca-se ainda a ques ão ela i a às peças de
xad ez/damas, uma ez que es e espaço não as o nece. Con udo, pensou-se que
pode iam se esponsabilidade do Cen o de Con í io e da população. Ou seja, o cen o
pode ia e es es elemen os pa a o nece aos seus u en es, bem como a população
pode ia le a as suas peças pa a usu ui do espaço.
Os candeei os de iluminação pública ambém so em al e ação. Pa a além de se
p e ende oca os exis en es po candeei os mais económicos, como se em ei o nas
á eas ecen emen e equali icadas, deseja-se muda a sua localização. Com o aumen o
dos passeios es e mobiliá io pode acompanha a deslocação do mesmo, ampliando a
la gu a li e pa a deslocação do peão.
Também os caixo es de esíduos u banos so em al e ação na sua localização, de o ma
a deixa em de se conside ados como um obs áculo à isibilidade do peão. Assim,
deseja-se que se localizem a sul das passadei as, de ido aos eículos ci cula em no
sen ido no e-sul. Além dis o, p e ende-se que os ecopon os exis en es sejam ocados
po uns mais acessí eis a oda a população, nomeadamen e a c ianças e de icien es
mo o es que não conseguem alcança o local de deposi o de esíduos sujei os a
eciclagem.
107
Pa a acili a o acesso en e as passadei as e os passeios, bem como nas a essias sem
passadei a, deseja-se que o passeio seja ebaixado nesses locais. A al u a do lancil
nesses locais de e se p óxima de ze o e de e possui uma zona de ampa e espei a as
medidas es abelecidas no Dec e o-Lei nº 163/2006. Além disso, de e -se-á coloca
pa imen ação ác il pa a a população cega ou idosos com di iculdades isuais.
Como a dimensão dos passeios não pode se mais aumen ada de ido à ex ensão da aixa
de odagem se encon a no limi e, o acesso uni e sal aos edi ícios con inua
comp ome ido. Não é possí el c ia ampas sem eduzi a la gu a li e, esul ando numa
medida mui o abaixo do que se ecomenda po lei. Des a o ma, não se consegue
melho a es e subindicado .
As achadas a i as exis en es ambém não são as indicadas pa a o local, de ido à sua
ex ensão. Toda ia, os edi ícios exis en es não ap esen am al e na i as. O que se deseja
nes e caso é incen i a à c iação de comé cio ou se iços nos edi ícios onde as mon as
que se encon am sem u ilidade, de ido ao ence amen o da a i idade que se
desen ol ida no és-do-chão desses edi ícios.
Po o ma a aumen a a in o mação disponibilizada no local ela i amen e à en ol en e,
é desejá el coloca mais placas in o ma i as como a que exis e jun o ao es acionamen o
já exis en e. A in o mação disponibilizada p e ende-se que seja e e en e a
equipamen os que se localizem na en ol en e, bem como a comé cio adicional
p óximo.
Com as in e enções p opos as, as á eas des inadas ao au omó el, ao peão e ao e de
al e am-se subs ancialmen e. O au omó el ica com 58,1% da á ea, o peão com 40,9%
e o e de com 1%. Embo a o au omó el con inue com mais de me ade da á ea, g ande
pa e des ina-se a es acionamen o e não a ci culação e, de qualque modo, eduziu
12,3%. O peão aumen ou a sua á ea de caminhada em 11,5%. Po im, o e de ascendeu
1%. Con udo, o seu alo é mui o eduzido po apenas se con abiliza em as á eas das
caldei as e dos can ei os.
Fazendo es as al e ações na audi o ia es e segmen o passa a “bom” na a aliação inal.
A maio ia dos indicado es ica ambém com es a classi icação, à exceção dos indicado es
Segu ança e Edi icado. Po que con inua a não exis i sepa ação en e o passeio e a aixa
108
de odagem no segmen o analisado. No en an o passa de “Insa is a ó io” a “Razoá el”
de ido à isibilidade nas in e seções aumen a . Além disso, o Acesso Uni e sal con inua
péssimo e as Fachadas A i as não conseguem ganha exp essão su icien e.
Pe cu so 2
Segmen o 6 – Passeio Ga ibaldino de And ade
A p opos a ap esen ada de seguida e á po base e i a os essal os, bu acos e es as
exis en es no pa imen o, bem os obs áculos p esen es que causam descon o o e
insegu ança ao peão. C ia locais que ge em somb a. Coloca mais mobiliá io u bano,
como bancos, caixo es do lixo e local pa a deje os animais. Coloca in o mação ela i a
Desenho 3 – Rua de San o An ónio an es e
após p opos a (I); on e: elabo ação p óp ia
An es Depois
An es Depois
Desenho 4 - Rua de San o An ónio an es e após
p opos a (II); on e: elabo ação p óp ia
Desenho 2 - Pe is da Rua de San o An ónio, an es e após p opos a (II); on e: elabo ação p óp ia
109
à en ol en e. C ia achadas a i as ao longo do segmen o. E, po im, aumen a o
sen imen o de Segu ança de quem ci cula nes e espaço público.
Pa a que os aspe os enume ados an e io men e se conc e izem, é necessá io p ocede
à equali icação da á ea, com p incipal en oque no espaço e de. P e ende-se assim,
p ocede à epa imen ação da supe ície de caminhada, pa a os essal os e bu acos
se em emo idos na sua o alidade. Além disso, é desejado c ia caminhos den o da
á ea e de, pa a que es a seja u ilizada e não is a apenas como algo que se encon a a
delimi a o local onde inda a la gu a li e de passeio. Pa a além disso, é desejado que
sejam colocados ou os ipos de ege ação, como a bus os e lo es, bem como que
sejam emo idas as e as exis en es nos passeios.
Ao longo dos caminhos se ão colocados alguns bancos pa a se ap o ei a a somb a
p oduzida pelas á o es, o que a ualmen e não acon ece. A es e ipo de mobiliá io
jun am-se ainda dois caixo es do lixo e um dispensado de sacos pa a deje os caninos,
uma ez que mui os dos esiden es possuem animais de es imação e mui a da
população passeia os seus animais nes e segmen o. Des a o ma, consegue alcança -se
ês aspe os p e endidos, coloca mais mobiliá io u bano e c ia mais espaços de laze à
somb a.
Quan o ao mobiliá io exis en e, nomeadamen e os ecopon os, se ão subs i uídos po
ou o ipo pa a passa em a es a acessí eis a odos. Uma ez que os a uais de êm al u as
supe io es às que uma cadei a de odas, po exemplo, consegue alcança com ela i a
acilidade. Já os bancos, se ão emo idos do local onde se encon am (jun o à edação
do Cen o de Saúde) e eposicionados jun o aos caminhos.
Pa a que es e segmen o disponha de in o mação ela i a aos equipamen os que se
encon em na p oximidade, se ão colocadas duas placas, uma na en ada no des e e
uma na en ada oes e. Nes e caso especí ico, a placa no des e i á indica que a 145
me os podemos encon a as piscinas cobe as, a 95 me os o campo de énis, a 150
me os o La Casa dos A ós, a 140 me os o Es ádio Municipal, a 415 me os o T ibunal
e a 120 me os o Cen o de Saúde. A placa oes e i á indica que a 100m encon amos a
a mácia “Sousa” e a 150 me os as u gências do Cen o de Saúde.
116
local onde os coloca . Assim, não se o na desejá el e i a odos es es luga es, mas sim
diminui a capacidade do espaço pa a es e im.
A ualmen e a população es aciona os seus au omó eis em duas ilas, po que a
dimensão da aixa de odagem assim pe mi e. Con udo com a p opos a, is o deixa de
se possí el, azendo com que a capacidade a ual de es acionamen o nes e local eduza
de, ap oximadamen e, doze luga es pa a cinco luga es.
Os candeei os de iluminação pública e a sinalização exis en e se ão eposicionados pa a
a aixa de se iço c iada, jun o ao lancil, pa a não obs uí em a passagem. O mesmo
acon ece com o caixo e de esíduos u banos que a ualmen e se localiza jun o ao azio
u bano a no e.
Como e a necessá io p ocede à colocação de mais mobiliá io u bano e ege ação
p opõem-se a colocação de á o es e de bancos de ja dim numa aixa de se iço
localizada a oes e. Com es a a bo ização, a á ea de in e enção ica mais a a i a pa a
quem caminha.
Com a diminuição da aixa de odagem, à pa ida a elocidade dos eículos se á ambém
eduzida ligei amen e. Não é possí el c ia sepa ação en e a aixa de odagem e o
passeio de ido à dimensão do mesmo. Se se p opuse a colocação de pila e es, po se
o que ocupa um espaço meno , a la gu a li e ol a á a ica comp ome ida ao peão,
impossibili ando a passagem de uma cadei a de odas. Sendo assim, o único local que
de ém bu e co esponde à supe ície de caminhada a oes e, e e uando a sepa ação
a a és de ege ação e es acionamen o.
Pa a além dis o, as a essias exis en es em ambas as in e enções de em possui
ebaixamen o do passeio pa a ni ela com a aixa de odagem, ap esen ado uma solei a
in e io a 0,02 me os. Além dis o, de em e al e ação da ex u a do piso nos limi es
pe encen es ao ebaixamen o an e io men e mencionado. (Dec e o-Lei 163/2006,
Capí ulo 1, Secção 1.6)
Pa a es a p opos a e a necessá io esol e o p oblema associado aos azios u banos,
uma ez que exis em dois de dimensões conside á eis. O de maio dimensão pe ence
a um lo eamen o ecen e, onde se encon am de inida a cons ução de ês lo es,
es acionamen o e um espaço e de. Como al, i á se al o de cons ução num u u o
117
p óximo. O ou o co esponde a uma á ea demolida que de inha edi ícios de olu os em
péssimo es ado de conse ação. A ualmen e não se sabe ao ce o o que i á se
implan ado nes e e eno, uma ez que pe ence a um pa icula e ainda não deu
en ada nenhum pedido de licenciamen o/comunicação p é ia nos se iços cama á ios.
O es ado de conse ação dos edi ícios é ambém algo p eocupan e nes e segmen o,
uma ez que me ade dos edi ícios ca ece de ob as de eabili ação ou equali icação.
Uma solução pode ia passa po demons a aos p op ie á ios as egalias que se
encon am associadas à eabili ação u bana, uma ez que es e segmen o se inse e na
Á ea de Reabili ação U bana de Pon e de So . Quando es a não esul a pode op a -se
po uma abo dagem mais adical, aumen ando o impos o municipal sob e imó eis (IMI)
sob e os edi ícios que necessi am de ob as u gen es de eabili ação, cujos p op ie á ios
não êm in e esse em e e ua as ob as.
Ou os dos subindicado es que se encon a a necessi a de al e ação é o acesso
uni e sal aos edi ícios, oda ia não é possí el c ia es es acessos, uma ez que os
passeios são bas an e es ei os. Quan o às achadas a i as, é di ícil implemen á-las
nes e segmen o. A g ande maio ia são mo adias e edi ícios esidenciais, que não de êm
comé cio ou se iço no és-do-chão. Pa a além dis o, não exis em achadas cegas nem
locais pa a se c ia em esplanadas.
Tendo em conside ação as p opos as ap esen adas an e io men e, p e ende-se que a
á ea a e a ao au omó el diminua 6,5 % e a á ea des inada ao peão aumen e 3,7%. Pa a
além dis o, o e de ganha alguma impo ância ao ep esen a 2,7% da á ea o al,
quando an e io men e de inha 0%.
Numa ou a pe spe i a, ao al e a as ponde ações da a aliação do mé odo endo em
con a a p opos a ap esen ada, e i ica-se que o segmen o passa a es a bem
classi icado. Gene alidade dos indicado es que o compõem passam a es a bem
classi icados, com exceção da Segu ança que se encon a azoá el po não e sido
c iado um bu e na supe ície de caminhada pe encen e ao segmen o. O indicado
Edi icado ambém se encon a com essa classi icação po não se consegui c ia
acessibilidade aos edi ícios nem c ia achadas a i as em odo o segmen o.
118
• P opos a o çamen al
Como já oi e e ido, es e segmen o é al o de p opos a sujei a a o çamen o. Como al,
o am selecionados odos os elemen os que a compõem, de o ma a esul a numa
es ima i a em eu os.
O pa imen o selecionado pa a es a in e enção oi g ani o em cubos com 13 cm po 13
cm na co cinza, po se o que já se encon a na en ol en e. P e ende-se aplicá-lo em
1045 m², coinciden es com os passeios in e encionados. De ido a es a g ande á ea, o
o al associado a es e pa imen o é de 20900 eu os, e elando-se a in e enção mais
ca a.
É p e endido coloca a bo ização do ipo P unus Se ula a, comumen e chamada de
Ce ejei a do Japão. Es a é uma á o e de médio po e que chega a a ingi 10 me os de
al u a e 4 me os de diâme o. É ap op iada a um clima sub opical e empe ado e em
olha caduca. As suas lo es su gem no inal do in e no a é inal da p ima e a. Es as não
de êm odo e a á o e não c ia sei a du an e nenhum pe íodo. No e ão dá ce ejas que
são comes í eis e a aem inúme os pássa os, ep esen ando uma an agem pa a a
auna da á ea. Além de udo is o, de ém baixa manu enção de ido a não necessi a de
poda com egula idade e não des ói o pa imen o en ol en e. Pa a ealiza a
Desenho 9– A enida da Libe dade, an es e
após p opos a; on e: elabo ação p óp ia
An es Depois
Desenho 10 - Pe is da A enida da Libe dade, an es e após
p opos a; on e: elabo ação p óp ia
119
in e enção desejada, são necessá ias seis á o es, cujo alo é 90 eu os po unidade,
esul ando no o al de 540 eu os.
De modo a o na as caldei as das á o es p opos as mais a a i as, p e ende-se coloca
seixo olado nas mesmas. Es e é um ipo de ped a deco a i a u ilizada em ja dins. O ipo
de seixo que se deseja pa a o local é seixo olado com g anulome ia en e 40 e 70
milíme os na co cinza. Como se p e ende p eenche uma al u a de 10 cen íme os e o
p eço é de 490 eu os po me o cubico, esul a num o al de 62,9 eu os.
No sepa ado cen al p opos o p e ende-se coloca osas pa a ica uni o me com a
es an e a enida. Selecionou-se uma osei a que a inge os 10/15 cen íme os de al u a,
pa a não obs ui a isibilidade. A co de e á se b anca e osa al como as que se
encon am no sepa ado cen al exis en e. De ido à ex ensão des e, são necessá ios 17
pés de osa, uma ez que êm de se plan a com a dis ância ecomendada de 0,40
me os. Assim, o p eço o al onda os 68 eu os.
Como explicado na p opos a, os candeei os se ão eposicionados e so e ão al e ação
no seu ipo. Deseja-se coloca candeei os LED po se em mais económicos e po isso
selecionou-se o ipo que em sido colocado nas á eas equali icadas da cidade. Como
são necessá ias 9 unidades, o o al ica em 7425 eu os. Quan o aos candeei os de
achada, são necessá ios apenas 3, esul ando num alo o al de 294 eu os.
P e ende-se subs i ui as baias de segu ança exis en es po ou as, uma ez que se ai
al e a o pa imen o de ido ao aumen o da dimensão do passeio. Assim, são necessá ias
4 unidades, azendo um o al de 616 eu os.
Na p opos a p e ê-se a colocação de dois bancos de ja dim. É p e endido que es es
de enham cos as pa a se o na em mais con o á eis, des a o ma selecionou-se um
modelo com o banco em ped a e com as cos as em madei a. Cada unidade onda os 980
eu os, azendo com que o o al des e mobiliá io seja 1960 eu os.
Po im, é necessá io coloca apenas um sinal e ical a indica que é p oibido in e e o
sen ido de ma cha jun o ao es angulamen o, no sen ido sul-no e. O p eço po unidade
é ap oximadamen e 40 eu os.
120
Ponde ando odos os elemen os, o cus o de in e enção nes e segmen o é
ap oximadamen e 31 905 eu os ( abela 6), sendo a in e enção com cus os mais
ele ado.
3.3.2. La es San a casa da Mise icó dia
Pe cu so 1
Segmen o 1 – Rua Vaz Mon ei o
De aco do com os esul ados ob ido a a és do mé odo de audi o ia e dos inqué i os
ealizados à população pe cebeu-se que a p opos a pa a es e segmen o de e assen a
no aumen o da dimensão dos passeios e da espe i a la gu a li e, e i a os obs áculos
exis en es, diminui a elocidade dos eículos, melho a a acessibilidade en e o passeio
e a a essia, p ocede à manu enção do espaço público, coloca mobiliá io u bano e
ege ação, c ia somb a, c ia um bu e , aumen a a isibilidade nas in e seções,
ede ini a in o mação exis en e, c ia acessibilidade uni e sal aos edi ícios, melho a a
conse ação dos mesmos, elimina os edi ícios de olu os exis en es e c ia achadas
a i as.
Depois An es
Figu a 57 – A enida da Libe dade an es e após p opos as; on e: elabo ação p óp ia
Quan idade P eço (eu os) To al (eu os)
A bo ização 6 Unid. 90 Unid. 540,0
Seixo Rolado
1,35 po m³ 490 po m3 62,9
Pa imen o 1045 po m² 20 po m² 20900,0
Candeei o iluminação Pública 9 Unid. 825 Unid. 7425,0
Candeei o iluminação Pública - achadas 3 Unid. 98 Unid. 294,0
Banco de ja dim 2 Unid. 980 Unid. 1960,0
Baia de Segu ança 4 Unid. 154 Unid. 616,0
Rosas 17 Unid. 4 Unid. 68,0
Sinalização 1 Unid. 40 Unid. 40,0
To al ---- ---- 31905,9
Tabela 6 – P opos a o çamen al em eu os pe encen e à A enida da Libe dade; on e:
elabo ação p óp ia
121
A Rua Vaz Mon ei o pe ence às In aes u u as de Po ugal, sendo necessá io possui a
sua ap o ação pa a conc e iza o desejado. Con udo se á ap esen ada uma p opos a
como o ma de melho a es e segmen o.
A p io idade na p opos a é al e a a dimensão dos passeios, nos locais em que são mais
es ei os. Es a in e enção e ela-se p io i á ia de ido à p esença dos dois la es nes e
segmen o, ep esen ando g ande a luência de população idosa. Assim deseja-se o
aumen o do passeio que possui pila e es, do passeio em en e à en ada do La Nossa
Senho a do Ampa o bem como dos que se encon am a sul do segmen o. P e ê-se ainda
a subs i uição dos pila e es e das baias de p o eção exis en es po ou o ipo de pila e es
e ou os ipos de baias de segu ança, bem como o aumen o da ex ensão de passeio
sujei a a es e ipo de p o eção. Pa a além da sua al e ação, p e ende-se ambém
diminui a dis ância exis en e en e eles, pois a ualmen e cabe um eículo en e dois
pila e es, comp ome endo a segu ança do peão.
Em simul âneo, os obs áculos exis en es se ão emo idos. Como o passeio ala ga e os
pila e es se ão subs i uídos, deixam de se compo a como obs áculos à passagem,
se indo apenas pa a sepa a a aixa de odagem do passeio. O mesmo acon ece com o
placa in o ma i o da loja de mó eis, pode ixa -se onde se encon a a ualmen e,
po que a la gu a li e aumen a e, consequen emen e, es e placa já não obs ui a
passagem.
Na a essia exis en e é necessá io c ia um ebaixamen o do passeio pa a acili a a
deslocação dos peões com di iculdades mo o as. O lancil pe encen e ao passeio de e á
e uma solei a in e io a 0,02 me os, além disso de e á possui pa imen o a il
espei ando o que es á es ipulado no Dec e o-Lei 163/2006, Capí ulo 1, Secção 1.6.
Nes a a essia é complicado melho a a isibilidade do peão ace aos eículos que
ansi am na assaquia, de ido à p esença dos edi ícios. No en an o, com o aumen o da
dimensão dos passeios, p e ende-se que essa isibilidade aumen e signi ica i amen e.
Em en e ao edi ício do La Residencial da Pon e e dos dois mis os, p e ê-se a colocação
de a bo ização. Is o o na-se possí el de ido à g ande dimensão do passeio. Em
consequência, é necessá io eduzi a la gu a li e exis en e pa a 1.65 me os (no local
mais es ei o), icando na mesma com dimensão supe io à ecomendada po lei. A
122
implan ação des a a bo ização esul a num bu e , ga an indo a segu ança do peão ace
aos eículos. Des a o ma, odo o segmen o de ém sepa ação en e o passeio e a aixa
de odagem. Pa a além disso, os locais mais ca enciados de somb a co espondem com
os locais onde se p opõe coloca ege ação. Assim, es a i á p oduzi somb a pa a es es
locais, azendo com que odo o segmen o se encon e à somb a na maio pa e do dia.
O uído causado pelos eículos ambém se ia a enuado com a p esença de ege ação,
bem como pela edução da elocidade dos eículos. Pa a eduzi e e i amen e a
elocidade é desejado que as duas passadei as exis en es se o nem al eadas,
subs i uindo a necessidade de coloca lombas. Embo a es as não se incluam no
segmen o a aliado, oi obse ado que são quase nulos os eículos que dão p io idade
ao peão nes as a essias, de ido à elocidade a que ansi am.
A poluição isual exis en e é causada po um conjun o de painéis in o ma i os, que
indicam onde se podem encon a alguns equipamen os, bem como o Hipe me cado
“Con inen e - Modelo”. Toda ia, es a in o mação não se localiza numa só sinalização.
Is o é, um dos painéis in o ma i os em in o mação de ês locais e ou o somen e a
localização do Hipe me cado. Pa a esol e o p oblema associado à il ação des a
in o mação, p opõe-se coloca oda a in o mação numa num só painel. Des a o ma,
ica ia apenas uma sinalização e ical a in o ma onde se localiza o pos o da GNR, dos
Bombei os, a Zona Ribei inha e o Hipe me cado “Con inen e - Modelo”.
Segundo os inqué i os, não exis e necessidade em coloca mobiliá io u bano, mas
segundo o mé odo o na-se necessá io. Ponde ando os dois mé odos de análise, op a-
se po se coloca um caixo e do lixo jun o dos bancos exis en es, uma ez que não exis e
nenhum na p oximidade. Além dis o, deseja-se c ia uma á ea de laze onde a ualmen e
exis e um pa que de es acionamen o que ocupa g ande pa e da á ea de ci culação.
Nes e, p e ende-se coloca dois bancos, um caixo e do lixo, um bebedou o e uma
pé gula pa a c ia somb a quando os edi ícios não a p opo cionam. Como nes e local
exis em á o es a é um de e minado pon o, p e ende-se implan a mais duas á o es,
c iando um eixo a bo izado.
Os edi ícios localizados no lado sul da ua encon am-se em mau es ado de conse ação
e me ade deles encon am-se de olu os. Pa a comba e es a endência, o município
123
em indo a oma algumas medidas, nomeadamen e em comunicado com os
p op ie á ios pa a que es es ealizem as ob as de eabili ação, uma ez que se
encon am den o do limi e da Á ea de Reabili ação U bana de Pon e de So , endo
bene ícios ao p ocede à eabili ação. Pa a além dis o, em ealizado con a os com os
p op ie á ios dos edi ícios, pa a que es es ealizem as ob as e em oca ão pa a
habi ações pe encen es à Câma a Municipal, enquan o deco em as ob as.
Pa a além dis o, alguns edi ícios pe encen es a es e segmen o encon am-se em
negociação en e p op ie á ios e au a quia, pa a es a úl ima p ocede à sua comp a e,
consequen emen e, eabili a os mesmos e pos e io men e c ia habi ação des inada a
a endamen o. Exis e ambém p eocupação po pa e da população, pois o edi ício que
se encon a com as mon as apadas po ijolos, oi ecen emen e comp ado po um
munícipe que se encon a a da início ao p ocesso de eabili ação, com o obje i o de
coloca odo o edi ício em uncionamen o.
Quando não é possí el eco e aos meios an e io men e mencionados, é desejado que
o IMI associado aos edi ícios de olu os seja al o de aumen o, o çando o p op ie á io a
ealiza as ob as de eabili ação. Caso es es sejam eabili ados, é bas an e mais p o á el
que consigam se ocupados, uma ez que exis e cada ez mais p ocu a po casa
a endada no concelho. Des a o ma, se iam esol idos dois dos p oblemas exis en es,
a desocupação dos edi ícios e a conse ação dos mesmos.
Como não é possí el c ia esplanadas nes e segmen o, o ideal se ia c ia
comé cio/se iços no és-do-chão do edi ício que se encon a com ijolos nos locais
des inados às mon as. Po ém, is o depende do pa icula que p ocede á à eabili ação
do mesmo.
Se ia desejado c ia ampas de acesso aos edi ícios come ciais e ao la que não se
encon a acessí el. Con udo isso implica ia diminui a la gu a li e, impedindo a
passagem de mui os peões. Des a o ma não é p io i á io ealiza es as in e enções,
uma ez que os la es se encon am com á ea comum no seu in e io , possibili ando a
en ada do peão pelo La Residencial da Pon e que pe mi e o acesso uni e sal e,
pos e io men e, desloca -se pa a o ou o la .
124
Com a p opos a expos a an e io men e, p e ende-se que as á eas des inadas ao
au omó el, ao peão e ao e de se al e em de o ma posi i a. Como al, a á ea a e a ao
au omó el dec esce á 5,5% e a do peão aumen a á 5,7%. De ido à dimensão das
caldei as se eduzida em elação à á ea o al, o e de ep esen a apenas 0,4%.
Ao e e ua as al e ações p opos as nes a in e enção, o mé odo de audi o ia modi ica
o seu esul ado. Es e segmen o passa a se classi icado como “bom”. O mesmo acon ece
com a aliação glocal do pe cu so 1, al e ando-se de “ azoá el” pa a “bom”. A Segu ança
em classi icação abaixo de ido à elocidade dos eículos, ao bu e que se di ide en e
pila e es e a bo ização e à isibilidade exis en e na a essia não aumen a an o como
o p e endido. Também o indicado Edi icado se ap esen a como “ azoá el” po não se
possí el c ia ampas de acesso aos edi ícios, nem achadas a i as ao longo do
segmen o.
• P opos a o çamen al
Tal como a p opos a an e io , es e segmen o ambém se encon a sujei o a o çamen o.
Em compa ação com as ou as p opos as, es a é a que de ém o cus o mais eduzido ao
me o quad ado (7,40 eu os). É explicado pelas in e enções se em eduzidas e a á ea
se ex ensa, eduzindo o p eço po me o quad ado.
Desenho 11– Rua Vaz Mon ei o, an es e após
p opos a; on e: elabo ação p óp ia
An es Depois
Desenho 12 – Pe is da Rua Vaz Mon ei o, an es e após p opos a;
on e: elabo ação p óp ia
125
Op ou-se po coloca calçada nos passeios a in e i , po se o pa imen o que se
encon a em oda a ua. Es a é de co b anca e o seu amanho é 10 cm po 10 cm. Como
são necessá ios 338 m² o alo o al des a in e enção onda os 6100 eu os.
Como se p e ende coloca ege ação nem me ade do segmen o, op ou-se pela mesma
á o e selecionada pa a a A enida da Libe dade, po não necessi a de ele ados
cuidados de manu enção, bem como po não des ui a calçada com as suas aízes. São
necessá ias cinco unidades, azendo um o al de 450 eu os.
Tal como na p opos a an e io , deseja-se coloca seixo olado nas caldei as das á o es,
de o ma a embelezá-las. Elegeu-se o mesmo ipo que na p opos a an e io , sendo ele
seixo olado com g anulome ia en e 40 e 70 mm na co cinza. São necessá ios 0,144
m³, di ididos pelas cinco caldei as, esul ando no o al de 70,6 eu os.
Po o ma a aumen a a segu ança jun o ao La Nossa Senho a do Ampa o, p e ende-se
a colocação de duas baias de segu ança e de pila e es na ex ensão coinciden e com os
passeios ala gados no segmen o. Além des es deseja-se que os pila e es p esen es a sul
sejam subs i uídos pelo mesmo ipo a coloca no segmen o, de o ma a ica uni o me
isualmen e. O mesmo acon ece com as baias de segu ança que se encon am a oes e.
É desejado que es as sejam subs i uídas pelo mesmo ipo p opos o em en e ao la .
Conside ando es as al e ações, o o al e e en e às mesmas é de ap oximadamen e
2500 eu os.
O mobiliá io u bano p opos o é e e en e a dois caixo es do lixo. Selecionou-se um
caixo e que se ap oximasse isualmen e aos dois bancos exis en es. Des a o ma, em o
cus o de 179 eu os. Os dois bancos são semelhan es aos p opos os pa a a A enida da
Libe dade, possuindo encos o. O bebedou o selecionado adap a-se a c ianças e
de icien es e em o cus o de 550 eu os. De odo o mobiliá io p opos o, a pé gula é o
mais ca o, cus ando ce ca de 1690 eu os a unidade.
O acumula de odas es as in e enções esul a num o al de 15208 eu os ( abela 7).
132
jun o aos edi ícios ica o almen e li e à passagem. Com es a al e ação, deseja-se
ambém aumen a as suas dimensões, al e ando de 2 m pa a 2,2 m de la gu a.
Em consequência da al e ação nos sen idos de ci culação exis en es, é necessá io e i a
alguma sinalização e ical, bem como p ocede à colocação de no a, nomeadamen e
de p oibição de ci cula a mais de 20km/h, im de p oibição de ci cula a es a elocidade,
ua de sen ido único e ua de sen ido p oibido. Pa a além dis o, p e ende-se desenha
no pa imen o a sinalização e e en e à elocidade pe mi ida, po se conside a que o
condu o assimila melho a sinalização ma cada no pa imen o.
Conside ando a á ea o al da p opos a, p e ende-se que a á ea a e a ao peão aumen e
49,7% e a do au omó el diminua 18,5% (con abilizando o es acionamen o p opos o).
Também o e de aumen a de 0% pa a 17,5% da á ea, ganhando g ande exp essão no
local. Es as al e ações ambém se e le em no mé odo de audi o ia, pois ao e e ua as
mudanças p opos as na abela, o segmen o passa a classi ica -se como “bom”. Com
es as in e enções, não exis e nenhum indicado com classi icação abaixo de bom e
passam a exis i ês com “mui o bom”, nomeadamen e Supe ície de Caminhada e
Acessibilidade, Segu ança e Sen imen o de Segu ança. É de salien a que os es an es
indicado es se encon am com bas an e p oximidade a es a classi icação. Assim, o
esul ado do segmen o passa a de e ambém uma boa classi icação (4,6).
An es Depois
Desenho 15 - Rua 25 de Ab il, an es e após p opos a;
on e: elabo ação p óp ia
Desenho 16 - Pe is da Rua 25 de Ab il, an es e após
p opos a; on e: elabo ação p óp ia
133
• P opos a o çamen al
Es a p opos a o çamen al é a que em o cus o mais eduzido de in e enção, no en an o
se o con abilizado ao me o quad ado possui um cus o mui o supe io às es an es
p opos as o çamen ais (38 eu os po m²), de ido à sua á ea se bas an e in e io .
Con udo é a que mais p i ilegia o pedes e, sendo a mais an ajosa.
P e ende-se coloca em oda a á ea o mesmo ipo de pa imen o. Selecionou-se cubos
de g ani o 13 cm po 13 cm na co ama ela. Op ou-se po p opo um pa imen o colo ido
pa a o na o local mais a a i o e dis in o de odos os ou os. A colocação do pa imen o
cus a ap oximadamen e 6096 eu os, sendo a in e enção mais ca a.
A al u a do lancil dos can ei os é de 0,30 me os, conside ando o es ipulado no Dec e o
Lei 163/2006, Capí ulo 4, Secção 4.13. Embo a exis am qua o can ei os des inados a
ege ação, apenas dois possui ão a bo ização. A á o e escolhida pa a es a p opos a oi
a Py us Calle yana. Es a é de olha caduca, o ma cónica e pode a ingi os 12 me os de
al u a. É conhecida pelas suas co es ma can es no ou ono e na p ima e a e pelo odo
lo al que emi e nes a es ação (não emi e pólen). É uma á o e de u o, no en an o não
são comes í eis. Se em somen e de alimen o a á ias espécies de a es. Além dis o, é
esis en e a inúme as doenças e p agas. Como são necessá ias ês á o es, esul a num
o al de 285 eu os.
Alem da a bo ização p e ende-se coloca el a na u al ao longo dos can ei os. Es a cus a
4 eu os po me o quad ado, azendo um o al de 176 eu os. Os dois can ei os es an es,
bem como uma pequena po ção do can ei o oes e, possui ão e as a omá icas,
nomeadamen e osmaninho. Selecionou-se es e ipo de e a a omá ica de ido à sua
co , ao seu odo o e aos cuidados eduzidos de manu enção que ela necessi a. Como são
necessá ios 10 pés, esul a num o al de 25 eu os.
Os bancos selecionados são os mesmos que se p opõem pa a a A enida da Libe dade.
De êm cos as pa a se em mais con o á eis e são de ped a no local de assen o. O o al
des es é de 1960 eu os, po se em necessá ias duas unidades. Selecionou-se um caixo e
do lixo que se enquad asse isualmen e com os bancos selecionados, assim e á um
cus o de 179 eu os. O mesmo acon ece com a mesa de xad ez, cus ando 600 eu os, com
qua o luga es sen ados. Pa a além des e mobiliá io, p e ende-se coloca um
134
bebedou o que enha duas al u as dis in as, uma des inada a c ianças e idosos e ou a
com a al u a ge almen e u ilizada. Es e em o cus o de 550 eu os.
O candeei o de iluminação publica exis en e é e i ado e p opõe-se a colocação de um
com iluminação LED. Com es a subs i uição, um único candeei o cob e oda a á ea de
in e enção, ansmi indo mais segu ança ao peão.
As pin u as p e endias nes a p opos a são um jogo da macaca e um c ocodilo jun o à
sa je a que jun os azem um o al de 450 eu os. Além des as deseja-se pin a ambém
a p oibição de ci cula a mais de 20km/h, bem como o im des a p oibição. Assim, es as
duas pin u as azem um o al de 300 eu os.
Pa a ealiza a sepa ação ísica en e a aixa de acesso aos edi ícios e a es an e á ea são
necessá ios 9 pila e es, esul ando num cus o o al de 261 eu os.
Po im, em de se p ocede à colocação de sinalização e ical a indica que a ua é de
apenas um sen ido e que é p oibido ansi a no sen ido es e-oes e, bem como a
indicação de p oibição de ci cula a mais de 20km/h, bem como o im des a p oibição.
Como cada sinal e ical de ém o cus o de 40 eu os, o o al des a in e enção ica em
160 eu os.
Pos o is o, a p opos a ap esen ada pa a a Rua 25 de Ab il em como es ima i a
o çamen al o alo de 11867 eu os.
Quan idade P eço (eu os) To al (eu os)
A bo ização 3 Unid. 95 Unid. 285,0
Rel a 44 m² 4 m² 176,0
Pa imen o 254 m² 24 m² 6096,0
Candeei o iluminação Pública 1 Unid. 825 Unid. 825,0
Pin u a no chão 3 Unid. 150 Unid. 450,0
Banco de ja dim 2 Unid. 980 Unid. 1960,0
Caixo e do lixo 1 Unid. 179 Unid. 179,0
Pila e e 9 Unid. 29 Unid. 261,0
Mesa de Xad ez 1 Unid. 600 Unid. 600,0
Bebedou o 1 Unid. 550 Unid. 550,0
E as A omá icas 10 Unid. 2,5 Unid. 25,0
Sinalização e ical 4 Unid. 40 Unid. 160,0
Sinalização ho izon al 2 Unid. 150 Unid. 300,0
To al ---- ---- 11867,0
Tabela 8 - P opos a o çamen al em eu os pe encen e à Rua 25 de Ab il;
on e: elabo ação p óp ia
Desenho 17 – P opos a de in e enção na Rua 25 de Ab il em 3D;
on e: elabo ação p óp ia
135
3.4. Sín ese de p opos as
Tal como os peões, as uas ambém êm ca a e ís icas pa icula es que nem semp e se
encon am a a o do que é p e endido. O que mais limi ou as p opos as oi a medida
mínima em igo pa a as aixas de odagem que jun o com as dimensões das uas não
pe mi ia o ala gamen o dos passeios, em mui os locais onde e a imp escindí el o
mesmo. Quando se conseguia p ocede ao aumen o da sua dimensão, na maio ia das
ezes não e a pa a a dimensão que se p e endia, não a ingindo seque o que é
ecomendado po lei (1,50 me os).
De ido a es a limi ação, a g ande gene alidade dos indicado es oi comp ome ida, uma
ez que é no passeio que se e e ua a maio ia das al e ações elacionadas com mobiliá io
u bano, ege ação, somb a, iluminação pública, en e ou as.
No en an o, os segmen os al o de p opos a su i am e ei os posi i os pa a o peão,
conside ando semp e que es e não é uni e sal, cada um em as suas ca a e ís icas e
limi ações. No en an o exis i iam casos que i e am mais sucesso que ou os.
E a p e endido que a á ea des inada ao au omó el diminuísse em a o da á ea
des inada ao peão e ao e de. Isso e i icou-se em quase odos os segmen os. O que
de e e mais aumen o de á ea a e a ao peão oi o Segmen o 6 co espondendo ao
Passeio Ga ibaldino de And ade (53,3%), seguindo-se o Semen o 5 coinciden e com a
Rua 25 de Ab il (49,4%).
No en an o os segmen os que mais pe de am á ea a e a ao au omó el, não
co espondem com os segmen os an e io men e mencionados. Is o po que no Passeio
Figu a 59 – Rua 25 de Ab il an es e após p opos as; on e: elabo ação p óp ia
136
Ga ibaldino de And ade não possui á ea des inada aos au omó eis e na Rua 25 de Ab il
a á ea des inada aos mesmos co esponde em g ande pa e à á ea do peão, de ido a
exis i coexis ência de modos. Des a o ma, o segmen o que possui maio pe da é o
segmen o 11 ela i o à Rua João Ped o de And ade ii (23,4%), po que a ci culação passa
a se ealizada apenas num sen ido.
Ao conside a os esul ados ob idos a a és do mé odo de au o ia, pe cebe-se que
odos os segmen os so e am al e ação na a aliação inal. A g ande maio ia alcançou a
classi icação “bom”.
Com es a melho ia, ambém os pe cu sos inais so e am al e ação. Nos ês casos de
es udo odos os pe cu sos passam a de e boa classi icação. Embo a no segundo caso,
La es San a Casa da Mise icó dia, apenas um segmen o enha sido al o de a aliação,
odos os pe cu sos passam a de e uma boa classi icação, de ido ao pe cu so analisado
se inse i em ambos os pe cu sos.
Analisando as al e ações exis en es na a aliação inal de cada indicado , pe cebe-se nos
dois p imei os casos de es udo as a aliações se man êm, embo a os alo es enham
subido ligei amen e. O mesmo acon ece com a a aliação global inal dos mesmos. No
e cei o caso de es udo, a a aliação inal dos indicado es al e a-se, assim como a
a aliação global inal do caso de es udo. Todos os indicado es passam a de e uma boa
classi icação, à exceção da Segu ança que se se encon a péssima (1,9), de ido à
elocidade pe mi ida aos eículos. Toda ia, es a não co esponde à elocidade
ealmen e p a icada, ge almen e es a úl ima é meno . Com es a al e ação, o caso de
es udo passa a classi ica -se como “bom”.
Ao analisa as á eas a e as ao au omó el ao peão e ao e de, bem como o mé odo
u ilizado, pe cebe-se que ambos es ão di e amen e elacionados. Quando a á ea da
supe ície de caminhada aumen a os indicado es encon am-se com melho
classi icação.
O único segmen o que não egis ou al e ação nas á eas e cuja classi icação não a ingiu
uma boa classi icação oi a Rua 5 de Ou ub o. Es a não de ém dimensão necessá ia pa a
ala ga os passeios e man e a la gu a mínima pe mi ida pelo PDM. Assim, a maio ia dos
indicado es não se consegue al e a de ido a não se consegui in e i no segmen o.
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Des a o ma, a única solução se ia e i a um sen ido de ci culação, o que não az sen ido
no local onde a ua se inse e.
4. CONCLUSÕES E PONDERAÇÃO DO ESTÁGIO
Nos úl imos anos o município em demons ado p eocupação e a enção no que espei a
a mobilidade sus en á el. Tem c iado supe ícies de caminhada a a i as, com la gu a
su icien e pa a ga an i a segu ança do peão, bem como o seu sen imen o de segu ança.
A g ande maio ia des as supe ícies possui ege ação na en ol en e p óxima que causa
con o o aquando da caminhada e somb a ao longo da supe ície de caminhada. O
mesmo acon ece com locais des inados a pessoas com de iciência isual ou mo o a.
Todas as equali icações inco po am pa imen o á il e ebaixamen o dos passeios jun o
às passadei as. Além dis o, êm sido c iadas algumas “zonas 30” no cen o da cidade,
en ando comba e o uso au omó el nesses locais, bem como eduzi as suas emissões.
No en an o, es es es o ços são eunidos ge almen e quando se ealiza uma ob a
municipal de g ande impo ância. Ou seja, como se in e ém no edi icado, dá-se
impo ância ambém ao espaço público que o en ol e. São a as as in e enções
pon uais em locais em que a sua exis ência se o na undamen al à qualidade de ida da
população. Exis em passeios em á ias á eas da cidade que comp ome em a segu ança
de odos os peões, p incipalmen e dos idosos e de icien es. To nando necessá ia a
deslocação pa a a aixa de odagem.
Quando inqui idos dois e eado es e uma écnica sob e ques ões elacionadas com o
idoso, mobilidade e espaço público, pe cebe-se que odos pensam que o espaço público
in luencia bas an e a qualidade de ida de um pedes e idoso. No en an o, quando
ques ionados sob e como é que o en elhecimen o em in luenciado as decisões da
Câma a Municipal, esponde am que êm sido c iados la es esidenciais e cen os
comuni á ios. Ou seja, nunca exis e uma ligação ao espaço público, mas sim a
equipamen os e edi ícios pa a albe ga es a população.
Não é su icien e c ia apenas equipamen os que sa is açam as necessidades dos idosos.
É ulc al in e i no espaço público pa a que es e con ide a pe manece e con i e en e
si, comba endo o isolamen o associado a es a população. Des a o ma, o na-se
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necessá io ealiza in e enções pon uais, que jun as in luenciam o odo e melho am a
qualidade de ida de odos os cidadãos.
É ao encon o do e e ido que o mé odo de audi o ia pedonal p e endia melho a os
locais a aliados, p i ilegiando o peão. Pode conclui -se que es e de e e sucesso na
a aliação e e uada, coincidindo (em maio ia) com a opinião da população que equen a
o espaço público al o de a aliação. Pensa-se que is o se de eu aos indicado es e
subindicado es selecionados. Uma ez que se p ocu ou c ia uma a aliação obje i a e
não subje i a, como é equen e u iliza em mé odos que a aliem a caminhada.
Na maio ia dos casos, o am alcançados os obje i os p e endidos a a és da a aliação
di ada pela audi o ia. Mui os dos segmen os e ela am uma boa classi icação. Con udo,
e a desejado al e a os indicado es e subindicado es que a audi o ia di ou como
azoá eis, insu icien es ou péssimos nos segmen os com classi icação azoá el, de o ma
a melho a a a aliação inal dos mesmos e, consequen emen e, dos pe cu sos e das
á eas de es udo.
Os subindicado es que se encon a am com pio classi icação na maio ia dos segmen os
co espondiam com a dimensão dos passeios e da sua la gu a li e, obs áculos que
impossibili a am ou ob iga am a um des io, acessibilidade en e a essias e a
supe ície de caminhada, ausência de mobiliá io u bano e ege ação, sepa ação en e o
passeio e a aixa de odagem, elocidade de ci culação dos au omó eis, acessibilidade
uni e sal aos edi ícios e conse ação dos mesmos. No en an o com as p opos as
consegue-se esol e a g ande maio ia, melho ando a pon uação dos segmen os. Os
passeios o am ala gados, embo a não an o como se gos a ia em alguns casos. C iou-
se acessibilidade digna en e o passeio e as a essias pa a acili a a deslocação do
idoso. Os obs áculos o am e i ados na o alidade em odos os casos. Aumen ou-se o
con o o a a és da colocação de ege ação, somb a e mobiliá io u bano que po sua
ez esul am num bu e . Ten ou-se implemen a medidas que con ibuíssem pa a a
edução da elocidade e c ia medidas que incen i assem a eabili ação dos edi ícios.
No en an o, na gene alidade dos casos não se conseguiu esol e o p oblema da
acessibilidade a edi ícios, po não exis i dimensão p opensa à c iação de ampas.
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Os subindicado es que não alcança am sucesso encon am-se di e amen e elacionados
com a dimensão dos passeios, uma ez que é a pa i des a que se desen ol em a
maio ia dos subindicado es. Se a dimensão não o adequada, não se consegue coloca
mobiliá io, ege ação, in o mação e c ia ampas de acesso, sem comp ome e a la gu a
li e de ci culação. Pa a comp o a eco e-se ao exemplo do segmen o 3 pe encen e
ao Cen o Comuni á io de T amaga. Es e classi icou-se como “ azoá el” endo em con a
a audi o ia. Pa a melho a es a classi icação inha de se in e i em á ios
subindicado es, des acando-se a dimensão o al e de la gu a li e do passeio,
obs áculos, bu e , elocidade e acesso uni e sal às mo adias. No en an o, apenas se
conseguiu eduzi a elocidade e e i a os obs áculos, pois os es an es dependiam do
aumen o da dimensão do passeio que não e a possí el de ido à dimensão da aixa de
odagem de e dimensão in e io à es ipulada no PDM. Es e é o único segmen o que
não alcançou a classi icação “bom”, de ido às al e ações p opos as não se em
su icien es pa a o melho a signi ica i amen e.
Com as in e enções pe cebe-se que o PDM de e ia se e is o quan o à mobilidade
pedonal, c iando medidas que a o eçam o peão e não o au omó el. As cidades
di ecionadas aos au omó eis êm que se ex ingui , in e endo a endência dos úl imos
anos e de ol e a cidade aos pedes es.
Pos o is o, pe cebe-se que na maio ia dos casos as condições de mobilidade pedonal
cob em as necessidades de um idoso, uma ez que mui os dos segmen os a aliados
alcança am uma boa classi icação. Toda ia, é possí el melho a as condições de
mobilidade exis en es, a a és das p opos as de in e enção mencionadas pa a os
segmen os com pio classi icação.
Ao c ia uma e ospe i a do es ágio ealizado na Câma a Municipal de Pon e de So ,
conclui-se que es e possibili ou ealiza odos os obje i os es abelecidos inicialmen e,
bem como ap o unda mui as das emá icas lecionadas ao longo do mes ado. Além
dis o, pe mi iu ap ende a manusea dois p og amas com bas an e ele ância na á ea
de u banismo, nomeadamen e o Au oCad e o Re i . Acima de udo, p epa ou-me pa a
o mundo do abalho, possibili ando se uma melho p o issional no u u o.
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