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Escola: para que te queremos?

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Escola: para que te queremos?

Author: Ariana Cosme,Rui Trindade
Year: 2005
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/7325/2/83904.pdf
A igo
no ícias do
Dia-a-dia
com no o ende eço
www.apagina.p /
Dia-a-Dia
Edição Imp essa
Úl imo jo nal
Nº 184
Dezemb o 2008
Nº 184 em Fo ma o
PDF
PEDIDOS
de assina u a do jo nal
( Po ugal e
es an
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ei o
)
A qui o
ARQUIVO de
j
o nais an e io es
TEXTOS a qui ados
po au o es
HOJE: 6.508
ex os on-line
Pesquisa o a qui o
Ou F ase
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Pesquisa
Dos LEITORES
Pa a subme e a igos,
le eg as aqui:
PROPOSTAS
de publicação
INQUÉRITOS
em o ação
A Página da Educação A qui o - A i
g
o
Escola: Pa a que e que emos?
... ace aos discu sos que a ac ual equipa minis e ial
em indo a p oduzi , sob e udo, pa a jus i ica as
aulas de subs i uição, chegou o momen o de nos
in e oga mos, não an o se a Escola é necessá ia,
mas como é que ela pode se necessá ia. E se á que
pode á sê-lo quando se ocupa os p o esso es num
abalho desp o ido de sen ido cul u al?
A a i mação da Escola como um espaço
socialmen e mais inclusi o deco e do modo como
a Escola se cons ói como um espaço cul u almen e
mais signi ica i o. Um espaço ei o de ocas, de
encon os, de cumplicidades, de con on os e de
in e pelações. T ocas, encon os, cumplicidades,
con on os e in e pelações que pa a se cons i uí em
como ins umen os capazes de ge a momen os de
o mação não pode ão deixa de p escindi de um
de e minado conjun o de in enções educa i as
p
é ias, as quais deco em, em úl ima análise, do
ipo de consensos que, enquan o memb os adul os
de uma comunidade, o mos capazes de es abelece
quando en amos esponde às ques ões que nos
ob igam a discu i , num p imei o momen o, o que é
que signi ica se homem e se mulhe no mundo em
que i emos, pa a, num segundo momen o,
equaciona mos qual é o nosso con ibu o na
conc e ização de um p ojec o que possa conduzi à
a i mação desses homens e dessas mulhe es como
memb os ac i os dessa comunidade que
p
a ilhamos.
Sendo necessá io a i ma que a Escola não é a única
ins i uição esponsá el po um al p ojec o, impo a
econhece , no en an o, que, hoje, o seu con ibu o
é, nes e âmbi o, imp escindí el.
Imp escindibilidade es a que deco e da assunção
do papel que cada escola de e á assumi como um
espaço de mediação cul u al que pe mi a a cada
uma das c ianças e dos jo ens que a pe co em
bene icia do pa imónio de sabe es e de
expe iências que ou os o am cons uindo,
Au o do A igo
A iana Cosme
Fac. de Psicologia e Ciências da
Educação, Uni . de Po o
[email p o ec ed]
Rui T indade
Faculde de Psicologia e
Ciências da Educação da
Uni e sidade do Po o
[email p o ec ed]
In . sob e o a igo
Jo nal "a Página"
Nº 151
Ano 14 | Dezemb o 2005
Pag. 16
Imp imi es e a igo
Ve são pa a imp essão
Ab e uma no a janela com es e
a igo numa e são mais amiga
da imp esso a.
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INQUÉRITOS
em a qui o
CONTACTOS
e ca as à edacção
con on ando esse pa imónio com as suas p óp ias
expe iências e sabe es, condição necessá ia ao seu
desen ol imen o pessoal e social, na medida em
que um al p ocesso não pode á se ci cunsc i o
somen e à sua dimensão cogni i a. É que se é ce o
que odas as ap endizagens são pessoais, ambém é
ce o que ninguém ap ende sozinho. Como se
cons a a, uma al abo dagem ob iga a epensa o
p
apel dos p o esso es que, e i ic
a
-se, se
complexi ica e se assume em unção de ní eis de
exigência p o issional mais ele ados.
O que jus i ica, no en an o, que enhamos decidido
e oma , mais uma ez, es a discussão sob e a
unção polí ica e cul u al das escolas ?
Há, pelo menos, duas azões que o explicam. Uma
p
imei a que em a e com alguns dos discu sos
que pudemos ou i em Có do a, no Fó um Social
Ibé ico pa a a Educação, que ossem aqueles que
endem a ence a a Escola num des ino inexo á el,
o do espaço ine i á el de ep odução de
desigualdades sócio-cul u ais, que ossem os
ou os onde a ins i uição escola se ê ci cunsc i a a
uma unção ce i ica i a, já que as ap endizagens
undamen ais, na pe spec i a daqueles que
p
e ilham es a abo dagem, acon ecem, sob e udo,
an o na ida como na ua. Nes e caso, à Escola
compe i ia, apenas, sis ema iza os sabe es
adqui idos o a dos mu os que a odeiam e acei a a
iqueza das expe iências i idas pelas c ianças e
p
elos jo ens no seu ex e io . A acei a es as eses, a
p
e gun a que se impõe é a de sabe se a Escola
con inua a se e dadei amen e necessá ia.
Chegados aqui, acede-se, en ão, à segunda azão em
unção da qual se p e ende jus i ica a in odução
des a c ónica, na medida em que ace aos discu sos
que a ac ual equipa minis e ial em indo a
p
oduzi , sob e udo, pa a jus i ica as aulas de
subs i uição, chegou o momen o de nos
in e oga mos, não an o se a Escola é necessá ia,
mas como é que ela pode se necessá ia. E se á que
p
ode á sê-lo quando se ocupa os p o esso es num
abalho desp o ido de sen ido cul u al? Se á que
p
ode á sê-
-lo quando a egulamen ação do empo de plan ão
in iabiliza a possibilidade de egulamen a um
e ec i o e p odu i o empo de abalho em equipa a
assumi pelos docen es? Um abalho que es es, os
seus alunos e as escolas necessi am como de pão
p
a a a boca, de o ma a que os p imei os possam
encon a um ou o sen ido pa a a ac i idade
p
o issional que p o agonizam, os segundos possam
e condições pa a ealiza ap endizagens
signi ica i as e as e cei as possam adqui i , en im,
uma ou a epu ação? .
Em conclusão, não somos poli icamen e ão
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ingénuos e cul u almen e ão i esponsá eis que
de endamos que a Escola não é necessá ia. Pa a
nós, e como se pode cons a a pela lei u a da pa e
inicial des e a igo, a Escola de e á se en endida
como uma ins i uição a p ese a , de ido,
sob e udo, à sua impo ância educa i a. P e ende
que a Escola, e nomeadamen e a Escola Pública,
seja mais do que is o, one ando os seus p o esso es
com a e as pa a as quais não se encon am
capaci ados nem cons i uem, ão pouco, o aspec o
nuclea da sua ac i idade p o issional, só pode á
edunda num excesso de missões que, en e ou as
coisas, impede, a inal, que os p o esso es se
a i mem como docen es.
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