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Inventário de Crenças de Carreira e Empregabilidade

Abstract

O presente trabalho reporta o desenvolvimento do Inventário de Crenças de Carreira e Empregabilidade que permite avaliar crenças facilitadoras de comportamentos e atitudes adaptativos dos indivíduos face a transições de carreira. O ICEB tem 38 itens e seis escalas: Esforço/Realização, Proatividade/Iniciativa, Flexibilidade/Abertura às mudanças, Aceitação de desafios/Riscos, Otimismo e Autonomia. São apresentadas as etapas de construção e os dados referentes às características psicométricas do instrumento, com uma amostra de 395 estudantes, 206 do sexo masculino e 189 do sexo feminino, entre os 18 e os 26 anos com média etária de 21,21 anos. Os índices de consistência interna e os indicadores de validade são satisfatórios, posicionando o ICEB como um instrumento promissor, podendo fundamentar intervenções vocacionais que visem facilitar transições na carreira.

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Inventário de Crenças de Carreira e Empregabilidade

Author: Barros, Alexandra
Publisher: IBAP - Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica
Year: 2020
DOI: http://dx.doi.org/10.15689/ap.2020.1901.16140.09
Source: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10451/63402/1/ICEBAvalia%c3%a7%c3%a3opsicol%c3%b3gica.pdf
78 A aliação Psicológica, 2020, 19(1), pp. 78-86
ARTIGO – DOI: h p://dx.doi.o g/10.15689/ap.2020.1901.16140.09
RESUMO
O p esen e abalho epo a o desen ol imen o do In en á io de C enças de Ca ei a e Emp egabilidade que pe mi e a alia c enças
acili ado as de compo amen os e a i udes adap a i os dos indi íduos ace a ansições de ca ei a. O ICEB em 38 i ens e seis
escalas: Es o ço/Realização, P oa i idade/Inicia i a, Flexibilidade/Abe u a às mudanças, Acei ação de desa ios/Riscos, O imismo
e Au onomia. São ap esen adas as e apas de cons ução e os dados e e en es às ca ac e ís icas psicomé icas do ins umen o, com
uma amos a de 395 es udan es, 206 do sexo masculino e 189 do sexo eminino, en e os 18 e os 26 anos com média e á ia de 21,21
anos. Os índices de consis ência in e na e os indicado es de alidade são sa is a ó ios, posicionando o ICEB como um ins umen o
p omisso , podendo undamen a in e enções ocacionais que isem acili a ansições na ca ei a.
Pala as-cha e: c enças de ca ei a; emp egabilidade; ansições de ca ei a.
ABSTRACT – Ca ee and Employabili y Belie s In en o y
The p esen s udy epo s he de elopmen o he Ca ee and Employabili y Belie s In en o y (In en á io de C enças de Ca ei a e
Emp egabilidade – ICEB), which aims o e alua e belie s ha may co espond o he adap i e beha io s and a i udes o indi iduals
acing ca ee ansi ions. The ICEB has 38 i ems and 6 scales: S i ing/Achie emen , P oac i i y/Ini ia i e, Flexibili y/Openness o
change, Accep ance o challenges/Risks, Op imism, and Au onomy. We p esen he cons uc ion phases and epo da a ega ding he
psychome ic cha ac e is ics o he ins umen , s udied wi h a sample o 395 s uden s, 206 male and 189 emale, wi h a mean age o 21.21
yea s. The in e nal consis ency and alidi y indica o s we e sa is ac o y, p esen ing he ICEB as a p omising ins umen ha suppo s he
planning o oca ional in e en ions aimed a acili a ing ca ee ansi ions.
Keywo ds: Ca ee belie s; Employabili y; Ca ee ansi ions.
RESUMEN – In en a io de C eencias de Ca e a y Empleabilidad
El p esen e abajo epo a el desa ollo del In en a io de C eencias de Ca e a y Empleabilidad (ICEB) que pe mi e e alua
c eencias acili ado as que puedan co esponde a conduc as y ac i udes adap a i as de los indi iduos en e a ansiciones de
ca e a. El ICEB dispone de 38 í ems y 6 escalas: Es ue zo/Realización, P oac i idad /Inicia i a, Flexibilidad/Ape u a a los cambios,
Acep ación de e os/Riesgos, Op imismo y Au onomía. Son p esen adas las e apas de cons ucción y los da os e e en es a las
ca ac e ís icas psicomé icas del ins umen o, es udiado con una mues a de 395 es udian es, 206 del sexo masculino y 189 del sexo
emenino, con una media de edad de 21,21 años. Los índices de consis encia in e na y los indicado es de alidez son sa is ac o ios,
posicionando al ICEB como un ins umen o p omiso io, pudiendo undamen a in e enciones ocacionales que busquen acili a
ansiciones en la ca e a.
Palab as cla e: C eencias de ca e a; Empleabilidad; T ansiciones de ca e a.
In en á io de C enças de
Ca ei a e Emp egabilidade
Alexand a Ba os1
Uni e sidade de Lisboa, Lisboa, Po ugal
1 Ende eço pa a co espondência: Uni e sidade de Lisboa. Alameda da Uni e sidade, 1649-013, Lisboa, Po ugal. Tel.: ++35 19 1927-0789.
E-mail: [email p o ec ed]
Numa época ma cada pela pe ceção da ins abili-
dade e da imp e isibilidade do u u o, os pe cu sos de
ca ei a indi iduais deixa am de se linea es e p e isí-
eis, passando a ca ac e iza -se po inúme as ansições
ao longo da ida (Ba os, 2010; Chudzikowski, 2012).
Deixou de ha e uma única ansição da escola ou da
uni e sidade pa a o abalho mas á ias ansições du-
an e a escola idade, po que o indi íduo é chamado a
aze á ias opções pe an e a lexibilidade do sis ema de
ensino, den o do espí i o de Bolonha, e du an e oda a
ida p o issional.
O p ocesso de adap ação ao con ex o a ual de um
mundo globalizado e a possibilidade do indi íduo cons-
ui uma ca ei a sa is a ó ia, lidando com as di e en es
a e as ocacionais e com a imp e isibilidade das mu-
danças que oco em no mundo do abalho no a ual
con ex o econômico pode en ol e dimensões de em-
p egabilidade (DiFabio, 2017; Fuga e & Kinicki, 2008;
79
ICEB
A aliação Psicológica, 2020, 19(1), pp. 78-86
Fuga e, Kinicki, & Ash o d, 2004), ecu sos de adap a-
bilidade (Hi schi, He mann, & Kelle , 2015; Rossie ,
2015; Rossie , Gine a, Bollmann, & No a, 2017;
Sa ickas, 1997, 2005; Sa ickas & Po eli, 2012), mas
ambém a disponibilidade pa a lexibiliza os obje i os
indi iduais ace à ealidade (Van Esb oeck, 2008), e a
capacidade pa a ap o ei a e mesmo c ia no as opo u-
nidades (K umbol z, 2009; K umbol z, Foley, & Co e ,
2013; Mi chell, Le in, & K umbol z, 1999). Apesa das
in luências con ex uais eais/obje i as e em um papel
impo an e nos pe cu sos de ca ei a do indi íduo, es e
é o agen e a i o na ap eciação e a ibuição de signi i-
cado aos ecu sos exis en es no seu ambien e/con ex o
(Len , 2013; Len , B own, & Hacke , 2002), mas am-
bém aos seus p óp ios ecu sos pa a ge i as ansições
de ca ei a nas di e en es ases da sua ida. Nesse sen-
ido, os compo amen os adap a i os ou não adap a i-
os são mediados pelas c enças do indi íduo sob e si
p óp io, sob e o mundo e sob e o seu posicionamen o
no mundo. Essas c enças, que es ão subjacen es à o ma
como ele u iliza as suas compe ências e se compo a,
podem unciona como acili ado as ou como ba ei-
as aos compo amen os de adap ação a con ex os que
exigem lexibilidade ace à ins abilidade e à mudança.
Assim, quando as c enças dos indi íduos são consis-
en es com a p oa i idade, a inicia i a, o o imismo, a
lexibilidade e a assunção da esponsabilidade pela
cons ução de um pe cu so sa is a ó io (K umbol z,
2009; K umbol z, Foley, & Co e , 2013; K umbol z
& Le in, 2004; Mi chell e al., 1999; Tolen ino e al.,
2014) ou com au ope ceções e e en es às disposições
pessoais ge ado as de compo amen os adap a i os
(Fuga e & Kinicki, 2008; Fuga e, Kinicki, & Ash o d,
2004) ou com o domínio de ecu sos de adap abilida-
de (Del Co so, 2017; Del Co so, Reh uss, & Gal in,
2011; Sa ickas e al., 2009, 2010/2011; Sa ickas, 2013)
podem se acili ado as das ansições de ca ei a e a é
con ibui pa a compo amen os que pe mi em aos in-
di íduos ans o ma acon ecimen os não planeados ou
acasos em opo unidades a o á eis (K umbol z, 2009;
K umbol z e al., 2013; K umbol z & Le in, 2004). Pelo
con á io, as c enças de que exis em ba ei as in ans-
poní eis podem bloquea as ações mais adap a i as pa a
a cons ução de um pe cu so de ca ei a sa is a ó io.
Conside ando a conceção ala gada dos obje i os do
aconselhamen o ocacional de K umbol z e Chan (2005)
e ha endo e idência (e.g., Ko alski & Ho an, 1999) de
que c enças de ca ei a dis uncionais ou menos adap a i-
as podem se ans o madas, a a aliação das c enças dos
indi íduos sob e a ca ei a e a emp egabilidade o na-
-se ú il pa a o planeamen o de in e enções ocacionais,
que ajudem os clien es a desen ol e compo amen os
e a i udes que a o eçam a sua p oa i idade e a cons u-
ção do seu pe cu so de ca ei a. Tendo em con a essa
necessidade de a aliação das c enças, a impo ância de
in eg a di e en es modelos e concei os (Dua e, Sil a,
& Paixão, 2017) e o econhecimen o da o e in luência
dos con ex os cul u ais na adap abilidade (Ro ingaus,
Falk, & Eshelman, 2017), oi c iado um ins umen o
o iginal, em língua po uguesa, adequado à a ual eali-
dade econômica e social: o ICEB: In en á io de C enças
de Ca ei a e Emp egabilidade (Ca ee and Employabili y
Belie s In en o y), supo ado no modelo disposicional de
emp egabilidade (Fuga e & Kinicki, 2008; Fuga e e al.,
2004), no modelo de adap abilidade (Sa ickas e al., 2009,
2010/2011; Sa ickas, 2013) e no modelo de casualidade
planeada (K umbol z, 2009).
Embo a exis a um ins umen o designado
In en á io de C enças de Ca ei a (Ca ee Belie s
In en o y) de K umbol z (1991), com uma es u u a
em 25 escalas, as suas escalas não a aliam apenas c en-
ças ou esquemas, mas an es cinco g andes emas que
se elacionam com mo i ações, a ibuições, a i udes,
in enções, alo es, disponibilidade pa a mudanças geo-
g á icas, en e ou os: “A minha si uação a ual; De que
p eciso pa a se eliz; Fa o es que in luenciam as mi-
nhas decisões; Mudanças que es ou dispos o a aze e
Es o ços que es ou dispos o a aze ”. Essas escalas êm
dimensões mui o di e en es, sendo que dez delas só
êm dois i ens, o que con ibui pa a coe icien es al a de
C onbach mui o baixos, le ando alguns au o es a consi-
de a que a u ilidade do in en á io é p incipalmen e a de
se “um es ímulo pa a a discussão e au oexplo ação das
es u u as cogni i as dos clien es” (Fuqua & Newman,
1994, p. 430). K umbol z (1991) si ua o undamen o
eó ico desse ins umen o como uma aplicação da e-
apia cogni i a (e.g., Beck, 1976; Ellis, 1967, ci ado po
K umbol z, 1991), pe mi indo que o conselhei o inclua
no p ocesso a explo ação de a i udes e assunções que
podem bene icia de p ocessos de ees u u ação cog-
ni i a. Ou os ins umen os que a aliam a iá eis e-
le an es pa a a ges ão da ca ei a ocam-se em modelos
mais ecen es, como o DME (Disposi ional Measu e o
Employabili y, Fuga e & Kinicki, 2008), que pe mi e a a-
lia as disposições de emp egabilidade ou como a Ca ee
Adap -Abili ies Scale (CAAS) (Sa ickas & Po eli, 2012),
que a alia as dimensões da adap abilidade.
O ICEB p ocu a in eg a di e en es modelos e cen-
a-se nas c enças de ca ei a acili ado as ou inibido as
subjacen es aos compo amen os e às espos as adap a i-
as exigidos aos jo ens nas múl iplas ansições de ca ei-
a com que se ão depa a , incluindo a ansição da escola
pa a o me cado de abalho. O p essupos o é que, sendo
as c enças e as au ope ceções do indi íduo sob e as suas
compe ências e ecu sos (ace ca das á ias dimensões da
adap abilidade e da emp egabilidade) e as suas pe ceções
sob e as exigências do ex e io que o ien am a endência
de espos a do indi íduo ace às escolhas e às ansições
com que se con on a, é nessas a iá eis que se de e oca
a a aliação. O p esen e abalho isa desc e e a me odo-
logia de cons ução da p o a e a análise das suas ca ac e-
ís icas psicomé icas.
80 A aliação Psicológica, 2020, 19(1), pp. 78-86
Ba os, A.
Mé odo
Pa icipan es
A e são inal do ICEB oi aplicada a 395 es udan es
de escolas po uguesas, 206 (52,2%) do sexo masculino e
189 (47,8%) do sexo eminino, en e os 18 e os 26 anos
com média e á ia de 21,21 e des io pad ão de 2,25, no i-
nal da escola idade ob iga ó ia (12º ano de escola idade)
ou a equen a o ensino supe io .
Ins umen o
Desen ol imen o do Ins umen o. Pa a ga an i
um enquad amen o in eg ado de modelos eó icos de
e e ência sob e adap abilidade, emp egabilidade e me-
diação cogni i a, pa iu-se de uma e isão bibliog á ica
sob e o modelo de Casualidade Planeada (Happens ance
Lea ning Theo y, HLT; K umbol z, 2009), o modelo de
adap abilidade (Sa ickas & Po eli, 2012) e o modelo de
emp egabilidade (Fuga e & Kinicki, 2008). Pa a assegu-
a ainda que as c enças a aliadas ep esen assem as a i-
udes e compo amen os alo izados pelos emp egado es
na con a ação de no os elemen os ou na decisão de p o-
mo ê-los, o am conduzidas 15 en e is as semies u u-
adas a ges o es de pequenas/médias emp esas. Alguns
exemplos de ques ões o muladas “quando a alia um
po encial candida o pa a a sua emp esa, que ca ac e ís i-
cas p ocu a?”, “Que a i udes ace ao abalho alo iza nos
abalhado es?”, “Desc e a o abalhado ideal pa a lida
com a a ual ins abilidade do me cado”, “Conside ando a
sua expe iência e as mudanças po que em passado no
seu p óp io pe cu so p o issional, que compe ências e
compo amen os lhe pa ecem mais impo an es pa a li-
da com a mudança?”, “Na sua emp esa, quais os a o es
de e minan es pa a a p og essão p o issional?”.
A análise de con eúdo ei a po dois juizes indepen-
den es, psicólogos, pe mi iu iden i ica ca ego ias que
ep esen am ca ac e ís icas pessoais elacionadas com
c enças e a i udes ace ao abalho. Analisou-se a coinci-
dência dessas ca ego ias com as eme gen es da e isão de
li e a u a e o am escolhidas seis dimensões pa a a cons-
ução do in en á io: Es o ço/Realização, P oa i idade/
Inicia i a, Flexibilidade/Abe u a às mudanças, Acei ação
de desa ios/Riscos, O imismo e Au onomia. T ês psicó-
logos esc e e am, sepa adamen e, ês i ens pa a a alia
cada uma dessas seis dimensões e a o alidade dos 54 i ens
assim cons uídos oi aplicada a 38 es udan es uni e si-
á ios, pa a se a alia a sua cla eza e adequação. A pa i
dessa aplicação o am ei as algumas al e ações à edação
dos i ens. Pos e io men e, pa a seleciona os i ens que
o imiza iam as p op iedades psicomé icas do ins u-
men o, o in en á io oi aplicado a 235 es udan es uni e -
si á ios, com idades en e os 18 e os 26 anos (M=19,5;
DP=1,85), 93 pa icipan es (39,6%) do sexo masculino e
142 (60,4%) do sexo eminino. Os es udan es de e iam
classi ica numa escala de 1 a 5, de 1 – Disco do o almen-
e, a 5 – Conco do o almen e, o seu g au de conco dância
com cada uma das a i mações con idas nos i ens. Com
base nos dados ob idos, o am e i ados os i ens que não
e ela am capacidade de disc iminação ou cuja omissão
bene icia a o al a de C onbach da escala a que pe ence.
Ve são Final do Ins umen o. A e são i-
nal do ICEB (In en á io de C enças de Ca ei a e
Emp egabilidade – Ca ee and Employmen Belie s In en o y)
é cons i uída po 38 i ens e seis escalas, assumindo-se a
de inição de c enças de ca ei a de K umbol z (1994).
A escala Es o ço/Realização inclui seis i ens e a alia o
g au de aco do do indi íduo com a i mações sob e a
impo ância do es o ço, da pe sis ência e da esiliência
pa a a ingi obje i os de ca ei a. A escala P oa i idade/
Inicia i a inclui oi o i ens e a alia o g au de aco do do
indi íduo com a i mações sob e a impo ância das suas
p óp ias ações no sen ido de ap o ei a ou c ia opo u-
nidades de abalho. A escala Flexibilidade/Abe u a às
mudanças inclui se e i ens e a alia o g au de aco do do
indi íduo com a i mações sob e a sua disponibilidade
pa a lexibiliza os seus obje i os e pa a se adap a a di-
e en es si uações e mudanças. A escala Acei ação de de-
sa ios/Riscos inclui cinco i ens e a alia o g au de aco do
do indi íduo com a i mações sob e a sua disponibilidade
pa a co e iscos e acei a desa ios, enca ando-os como
opo unidades de desen ol imen o pessoal e p o issio-
nal. A escala O imismo inclui se e i ens e a alia o g au de
aco do do indi íduo com a i mações que e le em expec-
a i as posi i as ace ao seu u u o. A escala Au onomia
inclui cinco i ens e a alia o g au de aco do do indi íduo
com a i mações sob e a sua capacidade pa a desen ol e
uma au onomia c escen e no abalho.
O in en á io em o o ma o de uma sé ie de a i -
mações em elação às quais os pa icipan es de em indi-
ca , numa escala ipo Like de 5 pon os (desde “disco do
o almen e” a é “conco do o almen e”) o seu g au de aco do
com a a i mação enunciada. Os i ens que são o mulados
de o ma in e sa, ep esen ando o polo nega i o de cada
escala, são ecodi icados de o ma que, em odos os casos,
um esul ado maio no o al da escala ep esen e maio
g au de aco do com c enças acili ado as da adap ação a
ansições de ca ei a.
P ocedimen o
Es e es udo cump e odos os p incípios deon o-
lógicos e é icos de inidos pela O dem dos Psicólogos
Po ugueses e oi ap o ado pela Comissão de Deon ologia
da Faculdade de Psicologia da Uni e sidade de Lisboa. O
es udo das ca ac e ís icas psicomé icas do ins umen o
oi ei o com base em indicado es de p ecisão e de a-
lidade. A análise da p ecisão dos esul ados ocou-se no
es udo da consis ência in e na, com base nos coe icien es
al a de C onbach, nas co elações i em- o al excluindo o
i em e no compo amen o do al a de C onbach pe an e
a omissão de cada i em. Foi ainda ealizada uma análise
em componen es p incipais, com sc ee es , seguida de o-
ação a imax da ma iz. No sen ido de con ibui pa a a
81
ICEB
A aliação Psicológica, 2020, 19(1), pp. 78-86
alidação do ICEB – In en á io de C enças de Ca ei a
e Emp egabilidade oi ambém aplicada a adap ação po -
uguesa do DME – Disposi ional Measu e o Employabili y.
A adap ação po uguesa do DME (F aga, 2012) em cin-
co escalas: Abe u a a mudanças no abalho que a aliam
o g au em que os indi íduos são ece i os ou desejosos
da mudança, conside ando que as mudanças são, em
ge al, posi i as; P oa i idade no abalho e na ca ei a,
que a alia uma o ien ação p oa i a na ca ei a e e le e
as endências e ações dos indi íduos pa a ob e em in o -
mação que po encialmen e a e e as suas opo unidades
de ca ei a; Mo i ação na ca ei a, que a alia o g au em
que os indi íduos endem a o mula planos e es a égias
de ca ei a especí icos e a es abelece obje i os elacio-
nados com o abalho/ca ei a; Resiliência no abalho e
na ca ei a, que a alia o g au em que os indi íduos são
o imis as ace ca das suas opo unidades de ca ei a e do
abalho e sen em que êm con ole sob e as suas ca ei-
as; e Iden idade no abalho, que a alia o g au em que
os indi íduos se de inem a si mesmos a pa i de uma
o ganização, emp ego, p o issão ou á ea de a i idade em
pa icula .
Resul ados
A análise da consis ência in e na e ela coe i-
cien es al a de C onbach sa is a ó ios, a iando en e
0,68 e 0,86: escala Es o ço/Realização (0,86), esca-
la P oa i idade/Inicia i a (0,68), escala Flexibilidade/
Abe u a às mudanças (0,71), escala Acei ação de de-
sa ios/Riscos (0,81), escala O imismo (0,72) e escala
Au onomia (0,77). As co elações i em- o al (se o i em
o omi ido pa a e i a elações espú ias) são ambém
mui o sa is a ó ias (Tabela 1).
Escala Flexibilidade/Adap ação mudanças:
coe icien e al a de C onbach=0,71
Escala O imismo: coe icien e
al a de C onbach=0,72 Al a de
C onbach se
i em omisso
i em Co elação
i em- o al
co igida
Al a de C onbach
se i em omisso i em Co elação
i em- o al
co igida
10,53 0,65 30,36 0,71
20,42 0,67 40,53 0,67
50,46 0,66 16 0,32 0,72
12 0,29 0,71 20 0,49 0,68
24 0,50 0,66 26 0,46 0,68
32 0,41 0,68 30 0,52 0,67
35 0,34 0,69 34 0,37 0,71
Escala Acei ação de desa ios/Riscos:
coe icien e al a de C onbach=0,81
Escala Au onomia:
coe icien e al a de C onbach=0,77
i em Co elação
i em- o al
co igida
Al a de C onbach
se i em omisso i em Co elação
i em- o al
co igida
Al a de
C onbach se
i em omisso
10 0,61 0,76 11 0,57 0,72
15 0,66 0,75 19 0,51 0,74
18 0,58 0,77 27 0,50 0,74
28 0,60 0,77 37 0,59 0,71
36 0,53 0,79 38 0,55 0,73
Escala Es o ço/Realização:
coe icien e al a de C onbach=0,86
Escala P oa i idade/Inicia i a:
coe icien e al a de C onbach=0,68
i em Co elação i em-
o al co igida Al a de C onbach
se i em omisso i em Co elação
i em- o al
co igida
Al a de
C onbach se
i em omisso
80,62 0,84 60,47 0,63
13 0,69 0,82 70,52 0,61
17 0,60 0,84 90,35 0,66
21 0,63 0,84 14 0,28 0,67
29 0,70 0,82 22 0,30 0,67
33 0,62 0,84 23 0,32 0,66
25 0,39 0,65
31 0,35 0,66
Tabela 1
Coe icien es Al a de C onbach dos To ais das Escalas do ICEB
82 A aliação Psicológica, 2020, 19(1), pp. 78-86
Ba os, A.
A análise da Tabela 1 e ela que as co elações de
cada i em com o o al co igido (excluindo o p óp io
i em) da escala a que pe ence a iam en e 0,28 e 0,70
mas são quase odas supe io es a 0,30. Além disso, a
omissão de cada um dos i ens, a e a ia nega i amen-
e o alo do coe icien e al a de C onbach da escala
a que pe ence.
Foi ambém ealizada uma análise em componen es
p incipais aos i ens, endo, após o sc ee es , sido es udado
um modelo em qua o a o es que, no seu conjun o, ex-
plicam 41,84% da a iância dos dados. A Tabela 2 ap esen-
a as sa u ações dos i ens em cada a o , os eigen alues e a
a iância explicada po cada a o . São ap esen adas a neg i-
o as sa u ações mais ele adas em cada a o , e i icando-
-se que no a o 1 sa u am com alo es mais al os os i ens
das escalas Acei ação de Desa ios/Riscos e Flexibilidade/
Abe u a às Mudanças, no a o 2 os i ens da escala Es o ço/
Realização, no a o 3 os i ens da escala O imismo e no a-
o 4 os i ens da escala P oa i idade/Inicia i a. Os i ens da
escala Au onomia apa ecem com maio es sa u ações nos
a o es 1 e 2. Assim, embo a a es u u a do in en á io não
seja comple amen e eplicada a pa i da análise a o ial, os
dados apon am pa a uma es u u a in e na que se ap oxima
do modelo que se iu de base à cons ução das escalas.
I em Fa o 1 Fa o 2 Fa o 3 Fa o 4
I em 8 0,42 0,60 0,01 0,11
I em 13 0,22 0,70 0,12 0,11
I em 17 0,37 0,59 0,07 0,06
I em 21 0,05 0,78 0,10 0,05
I em 29 0,11 0,72 0,23 0,04
I em 33 0,30 0,59 0,20 0,01
I em 10 0,61 0,22 0,05 0,12
i em 15 0,63 0,24 0,06 0,13
I em 18 0,61 0,12 -0,03 0,24
I em 28 0,65 0,29 0,11 0,01
I em 36 0,72 0,04 0,15 0,07
I em 3 0,18 0,30 0,38 -0,06
I em 4 0,22 0,28 0,60 -0,04
I em 16 -0,01 -0,12 0,63 0,15
I em 20 0,05 0,04 0,70 0,1
I em 26 -0,09 0,25 0,58 0,10
I em 30 0,12 0,25 0,58 0,03
I em 34 0,01 0,21 0,44 0,03
I em 6 0,14 0,16 -0,10 0,65
I em 7 0,04 0,05 -0,01 0,74
I em 9 -0,12 0,15 0,03 0,57
I em 14 0,15 0,05 0,18 0,35
I em 22 0,08 -0,04 0,31 0,41
I em 23 0,11 -0,07 0,28 0,42
I em 25 -0,03 0,25 -0,01 0,57
I em 31 0,17 -0,06 0,01 0,54
I em 11 0,29 0,63 0,14 0,14
I em 19 0,28 0,58 0,15 0,15
I em 27 0,54 0,38 0,09 -0,01
I em 37 0,63 0,31 -0,01 0,09
I em 38 0,48 0,34 0,09 0,03
I em 1 0,47 0,41 -0,02 0,14
I em 2 0,32 0,48 0,07 0,10
I em 5 0,54 0,09 -0,03 0,07
I em 12 0,23 0,14 -0,21 0,07
I em 24 0,53 0,28 0,02 -0,03
Tabela 2
Análise Fa o ial dos I ens do ICEB (N=395)

83
ICEB
A aliação Psicológica, 2020, 19(1), pp. 78-86
Tabela 2 (con inuação)
Análise Fa o ial dos I ens do ICEB (N=395)
Tabela 3
Co elações en e as Escalas ICEB (N=395)
Tabela 4
Co elações en e as Escalas ICEB e DME (N=395)
No a. *p< 0,05; **p<0,01
No a. *p<0,05; **p<0,01
I em Fa o 1 Fa o 2 Fa o 3 Fa o 4
I em 32 0,59 0,11 0,17 0,05
I em 35 0,62 -0,01 -0,01 -0,04
Eigen alues 9,18 2,68 2,251 1,782
% Va iância explicada 24,16 7,06 5,92 4,69
A análise das co elações en e as escalas ICEB
(Tabela 3) e ela coe icien es acima de 0,50 en e Es o ço/
Realização com Au onomia (0,69), com Flexibilidade/
Abe u a às Mudanças (0,50) e com Acei ação de de-
sa ios/Riscos (0,52), en e Flexibilidade/Abe u a às
Mudanças com Acei ação de desa ios/Riscos (0,63) e
com Au onomia (0,64), e en e Acei ação de desa ios/
Riscos com Au onomia (0,63). Todas as co elações en e
as escalas são iguais ou supe io es a 0,20 e são odas sig-
ni ica i as a p<0,01.
P oa i idade/
Inicia i a
Flexibilidade
Adap ação
mudanças
Acei ação de
desa ios/Riscos O imismo Au onomia
Es o ço/Realização 0,25** 0,50** 0,52** 0,39** 0,69**
P oa i idade/Inicia i a 0,20** 0,26** 0,23** 0,27**
Flexibilidade/Adap ação mudanças 0,63** 0,24** 0,64**
Acei ação de desa ios/Riscos 0,25** 0,63**
O imismo 0,34**
A análise dos coe icien es de co elação de Pea son
en e as escalas do ICEB e as escalas do DME (Tabela
4) pe mi e con ibui pa a a sua alidação. A escala de
Es o ço/Realização ap esen a co elações posi i as, su-
pe io es a 0,5 e signi ica i as a p<0,01 com Mo i ação
na ca ei a (0,68) e Resiliência (0,63). A escala de
P oa i idade/Inicia i a do ICEB ap esen a co elações
posi i as e signi ica i as com odas as escalas da DME,
mas a mais ele ada é de 0,5 p ecisamen e com a escala de
P oa i idade no abalho e na ca ei a do DME. A escala
Flexibilidade/Abe u a às mudanças do ICEB ambém
ap esen a co elações posi i as e signi ica i as a p<0,01,
com odas as escalas do DME, mas a mais exp essi a é
com a escala Abe u a a mudanças no abalho do DME
(0,6). O imismo, Au onomia e Acei ação de desa ios/
Riscos ambém ap esen am co elações posi i as e signi-
ica i amen e es a ís icas com odas as escalas do DME,
salien ando-se a co elação de 0,61 en e Iden idade e
Au onomia, as duas escalas mais elacionadas com a ex-
p essão indi idual.
ICEB /DME Abe u a P oa i idade Mo i ação Resiliência Iden idade
Es o ço/Realização 0,31** 0,15** 0,68** 0,63** 0,44**
P oa i idade/Inicia i a 0,10* 0,50** 0,16** 0,14** 0,13**
Flexibilidade/Adap ação mudanças 0,60** 0,15** 0,32** 0,35** 0,14
Acei ação de desa ios/Riscos 0,40** 0,17** 0,38** 0,42** 0,31**
O imismo 0,16** 0,13** 0,35** 0,32** 0,24**
Au onomia 0,44** 0,16** 0,48** 0,44** 0,61**
84 A aliação Psicológica, 2020, 19(1), pp. 78-86
Ba os, A.
O es e de di e ença de médias pa a amos as in-
dependen es e ela médias signi ica i amen e supe io-
es pa a as mulhe es (a p<0,01) apenas nas escalas de
Flexibilidade/Abe u a às mudanças e Acei ação de de-
sa ios/Riscos. Nas ou as escalas, não se encon am di e-
enças signi ica i as en e sexos (Tabela 5).
Escalas ICEB NSexo Média DP p
Es o ço/Realização 189 Feminino 4,36 0,64
206 Masculino 4,29 0,68 -10,02 0,31
P oa i idade/Inicia i a 189 Feminino 3,79 0,50 -0,8 0,42
206 Masculino 3,76 0,53
Flexibilidade/Adap ação Mudanças 189 Feminino 4,19 0,41 -30,43 0,001
206 Masculino 4,01 0,61
Acei ação de desa ios/Riscos 189 Feminino 4,34 0,46 -20,9 0,004
206 Masculino 4,18 0,60
O imismo 189 Feminino 3,55 0,68
206 Masculino 3,59 0,62 0,65 0,52
Au onomia 189 Feminino 4,44 0,70
206 Masculino 4,36 0,70 1,5 0,14
Tabela 5
Tes e S uden pa a Amos as Independen es pa a Di e enças en e Gêne os
No a. *p< 0,05; **p<0,01
Discussão
A análise aos dados ob idos com o ICEB e ela
que es e possui p op iedades me ológicas adequadas,
posicionando-se como um ins umen o p omisso pa a
a alia o conjun o de c enças de es udan es e aba-
lhado es sob e os compo amen os adequados pa a a
adap ação às exigências a uais do mundo do abalho
e sob e os seus p óp ios ecu sos pa a lida em com as
ansições de ca ei a com que se i ão depa a . As su-
bescalas do ICEB e elam boa consis ência in e na com
co elações i em- o al e alo es do coe icien e al a de
C onbach adequados. A análise a o ial aos i ens pe mi-
e ep oduzi pa cialmen e a es u u a do ins umen o,
com os i ens de cada escala a sa u a em no mesmo a o .
Os indicado es de alidade e e en es ao c uzamen o
com um ins umen o de a aliação das disposições pa a
a Emp egabilidade: DME (F aga, 2012), já adap ado
pa a a população po uguesa, e elam que as dimensões
a aliadas pelos dois ins umen os (ICEB e DME) es ão
co elacionadas posi i a e signi ica i amen e. A quali-
dade de cons ução desse ins umen o pe mi e, assim,
a alia , com igo , se os indi íduos possuem um con-
jun o de c enças acili ado as das ansições de ca ei a
ou, se pelo con á io, as suas c enças de ca ei a se cons-
i uem como ba ei as que podem di icul a a cons u-
ção de um pe cu so de ca ei a sa is a ó io.
Conside ando que cada ez mais é o indi íduo que
em a esponsabilidade de cons ui o seu pe cu so de
ida, numa época em que o pe cu so de ca ei a já não se
az de o ma linea com uma única ansição da escola pa a
o abalho e oda a ida p o issional num emp ego es á el,
os indi íduos, necessi am de man e uma emp egabilida-
de lexí el, po meio da ap endizagem ao longo da ida e
do desen ol imen o das suas compe ências (Amundson,
Mills, & Smi h, 2014). De a o, o con ex o a ual, ca ac e i-
zado pela pe ceção de ins abilidade e de imp e isibilidade
do u u o, mas ambém de opo unidades de mobilidade
em unção de uma economia e de um mundo globaliza-
do, implica a agência do indi íduo e é nesse sen ido que
as ca ac e ís icas disposicionais, as compe ências e as a i-
udes que acili am os compo amen os adap a i os ace
às ansições de ca ei a adqui em especial impo ância
(Hi schi e al., 2015; Rossie e al., 2017). Admi indo que
as omadas de decisão de ca ei a se ão equen es, as in-
e enções ocacionais podem, assim, se undamen ais
pa a p epa a os indi íduos pa a as ansições de ca ei a,
de o ma a ajudá-los a desen ol e um mindse alinhado
com as necessidades a uais do mundo do abalho. Sendo
os compo amen os e as in enções mediados pelas c enças,
as conceções adap a i as que os indi íduos êm sob e si
p óp ios e sob e a ca ei a podem acili a as suas oma-
das de decisão, in luenciando a sua o ma de lida com as
ansições de ca ei a e le ando a escolhas mais sa is a ó-
ias e iá eis (Bandu a, 1997; 2001; Hi schi e al., 2015;
K umbol z & Le in, 2004).
Nessa pe spe i a, a expansão do concei o de al o
das in e enções, isando a mudança dos indi íduos e
85
ICEB
A aliação Psicológica, 2020, 19(1), pp. 78-86
do meio, po meio de écnicas cogni i as e compo a-
men ais adqui e especial ele ância, pe mi indo enqua-
d a a p epa ação dos indi íduos pa a explo a em no os
caminhos ou no as á eas de in e esse, pa a man e em o
es o ço apesa de algumas ba ei as, pa a lexibiliza ob-
je i os e se em capazes de co e iscos e acei a desa ios
mesmo em con ex os de ince eza e se em capazes de
econhece , ap o ei a e mesmo p o oca a oco ência
de acon ecimen os inespe ados enquan o ci cuns âncias
a o á eis (K umbol z, 2009; K umbol z & Le in, 2004).
É assim ele an e a a aliação das c enças pa a ca ac e iza
as necessidades de in e enção de indi íduos e de g upos,
de modo a pode ajudá-los a desen ol e um sis ema de
c enças compa í el com os ecu sos pessoais que p omo-
em os compo amen os adap a i os ace às mudanças.
Com base nessa a aliação, que pode se p opo cionada
pelo ICEB, o aconselhamen o de ca ei a pode desenha
in e enções ocacionais, indi idualizadas ou em g upo,
que p omo am e omen em c enças que a o eçam a
lexibilidade, a emp egabilidade e a adap abilidade quan-
do os indi íduos en en am ansições no ma i as ou não
no ma i as na ca ei a.
O p esen e es udo oi ealizado com ecu so a
amos as de con eniência, o que cons i ui uma limi a-
ção. A explo ação da e são inal do ins umen o oi ba-
seada numa amos a de dimensão azoá el, pe mi indo
conclui da adequação das ca ac e ís icas me ológicas do
ICEB com essa população de jo ens adul os. No en an-
o, se ão necessá ios es udos subsequen es, com amos-
as maio es e ab angendo indi íduos em á ias aixas
e á ias e em ou os momen os do seu pe cu so escola
e p o issional, pa a melho explo a as po encialidades
desse ins umen o. Es udos pos e io es ambém pode ão
basea -se em amos as di e enciadas a pa i de a iá eis
como a á ea de es udos ou á ea p o issional, ou a á ea de
esidência (li o al ou in e io , po exemplo), na medida
que, a essas a iá eis, co espondem di e en es pe spe i-
as de colocação no me cado de abalho.
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Sob e a au o a
Alexand a Ba os é p o esso a, in es igado a e subdi e o a da Faculdade de Psicologia da Uni e sidade de Lisboa, especialis a em
Psicologia da Educação e em Psicologia das O ganizações e Recu sos Humanos, com á ias publicações em e is as in e nacionais.
ecebido em julho de 2018
ap o ado em se emb o de 2019