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Uma abordagem fenomenológica às organizações inteligentes: a perspetiva dos estudantes de pós-graduação

Abstract

A avaliação dos sistemas de informação tem frequentemente relegado para segundo plano o elemento humano. Partindo da análise de Choo relativa à Organização e Gestão do Conhecimento no seio da Organização Inteligente, e da proposta metodológica da Fenomenologia, são investigadas as experiências de estudantes de cursos pós-graduados (2.º e 3.º Ciclos do Ensino Superior) lecionados em Portugal, relativamente aos procedimentos administrativos nas Instituições de Ensino Superior, perspetivados no âmbito dos sistemas de informação das organizações. Para o efeito, efetuam-se entrevistas eletrónicas estruturadas que permitem colher as perceções dos estudantes face aos sistemas de informação, particularmente no que se refere aos procedimentos administrativos, e que evidenciem fenómenos de insuficiência, falhas de conceção, funcionamento e desalinhamento, captados pelas vivências dos sujeitos, e que tenham resultado, por exemplo, em frustrações, sugestões de melhoria, etc. Os resultados informam sobre fenómenos reais, porque percecionados por várias pessoas, mas que não costumam ser documentados e, logo não estudados. De uma forma geral, as Instituições de Ensino Superior são percecionadas de forma positiva, apresentando ainda algumas falhas no funcionamento dos sistemas de informação.

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Uma abordagem fenomenológica às organizações inteligentes: a perspetiva dos estudantes de pós-graduação

Author: Corujo, Luís, 1976-,Revez, Jorge, 1980-
Publisher: Universidade de Coimbra. Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - CEIS20
Year: 2017
Source: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10451/30442/1/2017_CORUJO_REVEZ_Uma_Abordagem_fenomenol%c3%b3gica.pdf
Ma ia da G aça Simões, Ma ia Manuel Bo ges
Com a coo denação de
TENDÊNCIAS ATUAIS
E PERSPETIVAS FUTURAS
EM ORGANIZAÇÃO
DO CONHECIMENTO
ATAS DO III CONGRESSO ISKO ESPANHA-PORTUGAL
XIII CONGRESSO ISKO ESPANHA
Uni e sidade de Coimb a, 23 e 24 de no emb o de 2017
TENDÊNCIAS ATUAIS
E PERSPETIVAS FUTURAS
EM ORGANIZAÇÃO
DO CONHECIMENTO
ATAS DO III CONGRESSO ISKO ESPANHA-PORTUGAL
XIII CONGRESSO ISKO ESPANHA
Uni e sidade de Coimb a, 23 e 24 de no emb o de 2017
Com a coo denação de
Ma ia da G aça Simões, Ma ia Manuel Bo ges
COIMBRA 2017
TÍTULO
Tendências A uais e Pe spe i as Fu u as em O ganização do Conhecimen o: a as do III Cong esso ISKO
Espanha e Po ugal - XIII Cong esso ISKO Espanha
COORDENADORES
Ma ia da G aça Simões
Ma ia Manuel Bo ges
EDIÇÃO
Uni e sidade de Coimb a. Cen o de Es udos In e disciplina es do Século XX - CEIS20
ISBN
978-972-8627-75-1
ACESSO
h ps://pu l.o g/sci/a as/isko2017
COPYRIGHT
Es e abalho es á licenciado com uma Licença C ea i e Commons - A ibuição 4.0 In e nacional
(h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/deed.p )
OBRA PUBLICADA COM O APOIO DE
PROJETO UID/HIS/00460/2013
PERSPETIVAS DE INVESTIGAÇÃO EM
REPRESENTAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO
CONHECIMENTO: ATUALIDADE E TENDÊNCIAS
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UMA ABORDAGEM FENOMENOLÓGICA
ÀS ORGANIZAÇÕES INTELIGENTES: A PERSPETIVA
DOS ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO
Luís Co ujo1, Jo ge Re ez2
1Uni e sidade de Lisboa, Faculdade de Le as, 0000-0003-4411-2453, luisco uj[email p o ec ed],
2Uni e sidade de Lisboa, Faculdade de Le as, 0000-0002-3058-943X, [email p o ec ed]
RESUMO A a aliação dos sis emas de in o mação em equen emen e elegado pa a segundo plano o
elemen o humano. Pa indo da análise de Choo ela i a à O ganização e Ges ão do Conhecimen o no seio
da O ganização In eligen e, e da p opos a me odológica da Fenomenologia, são in es igadas as
expe iências de es udan es de cu sos pós-g aduados (2.º e 3.º Ciclos do Ensino Supe io ) lecionados em
Po ugal, ela i amen e aos p ocedimen os adminis a i os nas Ins i uições de Ensino Supe io ,
pe spe i ados no âmbi o dos sis emas de in o mação das o ganizações. Pa a o e ei o, e e uam-se
en e is as ele ónicas es u u adas que pe mi em colhe as pe ceções dos es udan es ace aos sis emas
de in o mação, pa icula men e no que se e e e aos p ocedimen os adminis a i os, e que e idenciem
enómenos de insu iciência, alhas de conceção, uncionamen o e desalinhamen o, cap ados pelas
i ências dos sujei os, e que enham esul ado, po exemplo, em us ações, suges ões de melho ia, e c.
Os esul ados in o mam sob e enómenos eais, po que pe cecionados po á ias pessoas, mas que não
cos umam se documen ados e, logo não es udados. De uma o ma ge al, as Ins i uições de Ensino Supe io
são pe cecionadas de o ma posi i a, ap esen ando ainda algumas alhas no uncionamen o dos sis emas
de in o mação.
PALAVRAS-CHAVE Ges ão do Conhecimen o, Sis emas de In o mação, P ocedimen os Adminis a i os,
Ensino Supe io
ABSTRACT The in o ma ion sys ems assessmen has o en elega ed he human elemen o he backg ound.
Based on Choo's analysis o he O ganiza ion and Knowledge Managemen wi hin he In elligen O ganiza ion,
and Phenomenology’s me hodological p oposal, we in es iga e he expe iences o s uden s o Po uguese
pos g adua e cou ses (2nd and 3 d Cycles o Highe Educa ion) ega ding he adminis a i e p ocedu es in
Highe Educa ion Ins i u ions, wi hin he scope o i s in o ma ion sys ems. Fo his pu pose, we ca ied ou
s uc u ed elec onic in e iews o ga he s uden s' pe cep ions o in o ma ion sys ems, pa icula ly in ega d
o adminis a i e p ocedu es, and speci ically highligh ing phenomena o insu iciency, miscon igu a ion,
misalignmen and lack o knowledge cap u ed in subjec s' expe iences, and esul ing, o ins ance, in
us a ion, sugges ions o imp o emen , e c. The esul s epo eal phenomena, because hey a e
pe cei ed by se e al people, bu usually a e no documen ed and hus no s udied. In gene al, he Highe
Educa ion Ins i u ions a e pe cei ed unde a posi i e ligh , bu s ill display some ailu es in he unc ioning
o hei in o ma ion sys ems.
KEYWORDS Knowledge Managemen , In o ma ion Sys ems, Adminis a i e P ocedu es, Highe Educa ion
COPYRIGHT Es e abalho es á licenciado com uma Licença C ea i e Commons - A ibuição 4.0 In e nacional
(h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/deed.p )
III CONGRESSO ISKO ESPANHA E PORTUGAL/XIII CONGRESSO ISKO ESPANHA
UNIVERSIDADE DE COIMBRA, 23 A 24 DE NOVEMBRO
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INTRODUÇÃO
O con ac o dos es udan es de pós-g aduação com as ins i uições do ensino supe io , no que conce ne a
p ocedimen os adminis a i os e a e as bu oc á icas, ep esen a, do pon o de is a o ganizacional,
coloca en e a en e clien es mui o exigen es e supos as o ganizações de angua da.
Choo (2002, p. xi ) conside a que, no âmbi o das o ganizações, a c iação e a u ilização de
Conhecimen o são expe iências sociais, nas quais múl iplos a o es pa icipam e exe ci am os seus
di e en es aciocínios e in e esses, no sen ido de modi ica o seu compo amen o como e lexo de no o
Conhecimen o (p. 1-22). Choo suge e que o Conhecimen o O ganizacional pode se di idido em
Conhecimen o Táci o, Conhecimen o Explíci o e Conhecimen o Cul u al (p. 263-273). O p imei o
e e e-se ao Conhecimen o implíci o u ilizado pelos memb os da o ganização pa a desempenha o seu
abalho com compe ência, sendo di ícil de e baliza po que se exp essa po in e médio de
compe ências baseadas na ação e não pode se eduzido a eg as ou ó mulas. O segundo eme e pa a o
Conhecimen o que oi codi icado o malmen e ou o nado angí el na igu a de um a e ac o ísico,
podendo se acilmen e comunicado em obje os ou em eg as. O úl imo diz espei o às suposições e
c enças pa ilhadas ace ca dos obje i os, capacidades, clien es e compe ido es da o ganização, sendo
que ais c enças são u ilizadas pa a a ibui alo e signi icado a no a In o mação e Conhecimen o.
Uma ez que o Conhecimen o é cons uído com base na expe iência acumulada (p. 257), es e au o
conside a que a O ganização In eligen e se ca ac e iza po se capaz de ia os seus ecu sos e
compe ências in o macionais, pa a ans o ma In o mação em Conhecimen o, e u iliza esse
Conhecimen o pa a sus en a e melho a o seu desempenho num ambien e em mudança, iden i icando
a inalidade da ges ão da in o mação com a ans o mação da In o mação em Conhecimen o (p. xi ).
Es e au o en ende a ges ão da in o mação como a ges ão de uma ede de p ocessos que adqui em, c iam,
o ganizam, dis ibuem e usam in o mação (p. xi ).
Vá ios au o es conside am que os sis emas de in o mação são elemen os com po encial acili ado pa a
lida com o Conhecimen o nas O ganizações, nomeadamen e na c iação de no os p odu os e se iços,
no desen ol imen o de no as ideias e sabe - aze , e na pa ilha de isões e boas p á icas (Da enpo &
P usak, 1998; De lo , 1999). Assim, é possí el a i ma a necessidade de desen ol e sis emas de
in o mação u ilizados pa a ami a in o mação p oduzida e ecebida no âmbi o dos p ocedimen os
adminis a i os e e en es às a i idades da o ganização, e que esse desen ol imen o de e se ei o no
seio de uma ges ão da in o mação plani icada, que possibili e cons i ui a in o mação como um capi al
o ganizacional que pe mi e c ia e u iliza Conhecimen o (Táci o, Explíci o e Cul u al), e que esul e
na iden i icação da ins i uição como o ganização in eligen e.
Na pe spe i a de Taylo (1982, p. 341), um sis ema de in o mação inclui um conjun o de a i idades que
se ca a e izam po se em p ocessos, de inidos o malmen e, que selecionam, adqui em, o ganizam,
a mazenam, ecupe am, ap esen am, analisam e/ou in e p e am mensagens, aqui en endidas como
in o mação. Esses p ocessos ac escen am alo às mensagens de á ias o mas, sendo que es as
mensagens são conside adas como comunicações o mais que as pessoas desen ol em e emi em de
alguma o ma, como uma publicação, egis o ou ap esen ação. Es as mensagens são ambém ge adas
po in e médio de á ios sis emas e p ocessos compu acionais, e podem se a adas, o ma adas ou
o ganizadas a a és de ins uções p og amadas, podendo se solici adas ou encaminhadas
au oma icamen e a ou as pessoas que pode ão, ou não, aze uso delas de di e sas o mas. Es e au o

PERSPETIVAS DE INVESTIGAÇÃO EM REPRESENTAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
UMA ABORDAGEM FENOMENOLÓGICA ÀS ORGANIZAÇÕES […] DOS ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO
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iden i ica como sis emas de in o mação, sis emas bu oc á icos, biblio económicos, de p ocessamen o
de dados, de ges ão de in o mação, de apoio à omada de decisão, e de ecupe ação de in o mação.
Apesa des a pe spe i a o mal, conside a-se que de em se omados em conside ação ou os aspe os,
como aqueles que es ão ligados à comunicação de in o mação e/ou in e ação com o sis ema de
in o mação, que es ão pa a lá do o malizado em manuais de p ocedimen os, ligados ao Compo amen o
In o macional, T adição O ganizacional e capacidade de esolução de p oblemas não p e is os, e que
se mani es am mui as ezes pela exis ência de g aus de in o malidade deco en es da comunicação
e bal (po exemplo sis emas com in o mação esul an e de dados o necidos e balmen e e não po
egis o esc i o), e ícios bu oc á icos, mui as ezes consue udiná ios, em que a azão de se do
p ocedimen o adminis a i o é ul apassado pelo i o c iado hábi o.
No en an o, exis em si uações em que es es p ocedimen os adminis a i os e sis emas de in o mação
elacionados, apa en emen e "pe ei os" do pon o de is a das abo dagens e modelos de plani icação e
que se em de base aos p oje os que os o maliza am e lhes de am o igem, mo men e em sede de
al e ações apelidadas de Mode nização Adminis a i a, acabam po anspa ece dis unções,
desequilíb ios, alhas, p oblemas de uncionamen o, e que ge am en opias po não e sido conside ada
a pe spe i a dos u ilizado es ex e nos, sejam eles cidadãos, con ibuin es, bene iciá ios, clien es, alunos,
podendo inclusi amen e p ejudicá-los e a en a con a os seus di ei os.
Com e ei o, Choo (2002, pp. 238–240) ale a pa a o ac o de os u ilizado es da in o mação, apesa de
se em a “ azão de se ” da a i idade in o macional (e o ganizacional), são apenas episodicamen e ou
pe i e icamen e en ol idos no desen ol imen o dos sis emas de in o mação, o iginando um osso en e
as necessidades eais de in o mação e a in o mação cap ada e o necida a a és dos sis emas e se iços
de in o mação, que se o na ainda mais explíci o pela p oeminência dada às Tecnologias da In o mação
e os seus especialis as. O au o o nece uma al e na i a que se a as a da agmen ação uncional,
apelando a uma isão holís ica e ans e sal que una os ecu sos e capacidade da o ganização pa a c ia ,
o ganiza e u iliza o Conhecimen o e desen ol e as in aes u u as que e e i em a Ges ão do
Conhecimen o. Tal passa pelo abalho conjun o de ês g upos de especialis as: os especialis as do
domínio, empenhados em c ia e u iliza o Conhecimen o (ope ado es, p o issionais, ecnólogos,
ges o es); os especialis as da In o mação, com compe ências, o mação e expe iência na O ganização
do Conhecimen o em sis emas e es u u as que acili am a u ilização p odu i a dos ecu sos de
In o mação e Conhecimen o (biblio ecá ios, a qui is as, ges o es documen ais, e c.); e os especialis as
nas Tecnologias da In o mação, pe i os na modelação da in aes u u a in o macional da o ganização
(analis as de sis emas, designe s de sis emas, engenhei os de so wa e, p og amado es, adminis ado es
de dados, ges o es de edes in o má icas, e ou os especialis as que desen ol em sis emas e edes de
in o mação compu ado izados).
Nes e sen ido, conside a-se impo an e es uda a pe spe i a dos u ilizado es dos sis emas de in o mação
no âmbi o dos p ocedimen os adminis a i os, enca ando-os como clien es ex e nos à o ganização. Pa a
al, p e ende-se eco e a uma abo dagem enomenológica que pe mi a cap a as expe iências e
pe ceções dos sujei os, e cuja análise possibili e explo a um no o ilho de es udos empí icos sob e
ques ões que não cos umam se documen adas e, logo não es udadas.
Lyo a d conside a a Fenomenologia como o es udo dos enómenos, do que apa ece à consciência,
daquilo que é dado, que de e se explo ado al como «coisa que se pe cebe, em que se pensa, de que se
ala, e i ando o ja hipó eses, an o sob e o laço que une o enómeno, com o se de que é enómeno,
como sob e o laço que o une como o Eu pa a quem é enómeno» (2008, p. 9). Com base nes e au o
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e i ica-se que a Fenomenologia em o igem nas ideias de Husse l (1859-1938) e nos desen ol imen os
de i ados de Heidegge e Me leau-Pon y, sendo u ilizada a ualmen e como me odologia pelas ciências
humanas e sociais (And ade & Ne es, 2015; Cou inho, 2013), e pela Ciência da In o mação em
pa icula (Budd, 2005; Figuei edo, 2012). Pa a Cou inho (2013, p. 349) a in es igação enomenológica
ca ac e iza-se po coloca a ónica no «indi idual» e na «expe iência subje i a». Assim, o seu p opósi o
é desc e e o enómeno na pe spe i a dos pa icipan es, es udando as expe iências i enciadas pelos
indi íduos, al como são desc i os (in e p e ados) pelos sujei os. A desc ição ei a pelo in es igado
apon a pa a a essência das expe iências de á ios indi íduos que expe iencia am o mesmo enómeno
(C eswell, 2014, p. 14). Des es es udos empí icos pode ão su gi es udos, e en ualmen e, de ca ác e
compa a i o, e que pe mi i ão, po um lado, eo iza sob e os p oblemas iden i icados e, po ou o,
p ocu a co igi as disc epâncias e desajus es dos sis emas de in o mação já exis en es e desen ol e
no os sis emas com maio sensibilidade e que melho espondam aos anseios e necessidades dos
u ilizado es ex e nos.
O obje o de es udo des e abalho inclui os sis emas de in o mação ela i os a p ocedimen os
adminis a i os o ganizacionais, sejam eles digi ais, analógicos, o malizados em manuais de
p ocedimen os, ou in o mais, e bais ou egis ados, no caso pa icula das Ins i uições de Ensino
Supe io . Es e obje o é pe cecionado pelo aluno de pós-g aduação (2º e 3º ciclos), aqui conside ado
sujei o consciencializado como u ilizado ex e no que eco e ao sis ema de in o mação, enquad ado
nos p ocedimen os adminis a i os como o ma no malizada de comunicação com a en idade. Mas es e
sis ema de in o mação ambém é pe cecionado como mais uma camada (bu oc á ica) colocada en e a
o ganização e o sujei o, cuja elação ( oca de in o mação, p es ação de bem e/ou se iço) se p ocessa
como uma osmose po in e médio dessa camada. O mé odo de ecolha de dados escolhido pe mi e
cap a as pe ceções dos sujei os esul an es da in e ação com as Ins i uições de Ensino Supe io e os
seus p ocedimen os adminis a i os, po in e médio dos sis emas de in o mação, adequando-se des a
o ma à abo dagem enomenológica des e es udo.
Como hipó ese de abalho, a in es igação p opõe analisa se os esul ados mos am ou não que as
Ins i uições de Ensino Supe io ap esen am alhas g a es no uncionamen o dos sis emas de in o mação
e que os u ilizado es se conside am a o es i ele an es no p ocesso de a aliação desses sis emas e
eclamam, em abs a o, on ade de pa icipa no desen ol imen o dos sis emas de in o mação.
METODOLOGIA
Es a in es igação pa e da ques ão: com base nas expe iências dos es udan es de cu sos pós-g aduados,
qual é a pe ceção que es es êm ela i amen e aos p ocedimen os adminis a i os nas Ins i uições de
Ensino Supe io , pe spe i ada no âmbi o dos sis emas de in o mação das o ganizações? Tal eme e pa a
um es udo de ca á e quali a i o baseado numa abo dagem enomenológica.
Pa a o e ei o, op ou-se, como mé odo de ecolha de dados, po e e ua en e is as ele ónicas
es u u adas que pe mi isse colhe as pe ceções dos es udan es ace aos sis emas de in o mação, e que
e idenciasse enómenos de insu iciência, alhas de conceção, uncionamen o e desalinhamen o,
cap ados pelas i ências dos sujei os, e que enham esul ado, po exemplo, em us ações, suges ões
de melho ia, e c.
PERSPETIVAS DE INVESTIGAÇÃO EM REPRESENTAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
UMA ABORDAGEM FENOMENOLÓGICA ÀS ORGANIZAÇÕES […] DOS ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO
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Cou inho (2013, p. 351) e e e a en e is a não es u u ada como mé odo de ecolha de dados indicado
pa a os es udos enomenológicos, u ilizando uma amos a in encional dos indi íduos e cen ando-se
nas expe iências passadas, sendo a análise de dados o ien ada pelo signi icado, p ocu ando emas e
pad ões a a és dos pa icipan es, ca ac e izando-se po se em abe os, elacionados com a expe iência
e in uição, esul ando em desc ições emá icas.
Pa a al, oi desenhado um guião das en e is as com dez ques ões, des inando-se ês pe gun as pa a a
ca ac e ização dos sujei os e se e pe gun as de espos a abe a que isa am a ecolha das pe ceções dos
es udan es em di e en es momen os da sua expe iência de con ac o com os sis emas de in o mação,
explíci os nos p ocedimen os adminis a i os, das Ins i uições de Ensino Supe io . Os dados o am
ecolhidos en e 17 e 30 de maio de 2017, jun o de um conjun o de es udan es do ensino supe io
po uguês na á ea da Ciência da In o mação, insc i os en e 2012 e 2016. Reco eu-se à pla a o ma
Google Fo ms e os esul ados o am pos e io men e o ganizados e p epa ados pa a análise numa olha
de cálculo de Excel. Foi ealizada en ão, com o supo e do so wa e ATLAS. i, a lei u a e a in e p e ação
dos dados, a sua codi icação po emas e desc ições, de o ma a o na possí el in e p e a os
signi icados desses emas/desc ições. Apesa das c í icas que os p ocessos de codi icação a a és de
so wa e êm susci ado na li e a u a (Goble, Aus in, La sen, K ei ze , & B in nell, 2012), p ocu ou
ealiza -se aqui uma abo dagem com um g au de complexidade baixo, que pe mi isse ab ange a
o alidade dos dados mas sem eco e a mé odos demasiado exaus i os, que es e es udo não exigia.
Realizou-se ainda um p é- es e com dois es udan es de pós-g aduação, escolhidos po con eniência e
acilidade de con ac o. Es e p é- es e e elou a necessidade de melho a algumas o mas e bais das
pe gun as o muladas, que ica am egis adas da seguin e o ma:
1) Qual o úl imo Ciclo de Es udos em que se insc e eu?
2) Qual o ano de início do úl imo Ciclo de Es udos em que se insc e eu?
3) Qual a Ins i uição de Ensino Supe io onde se insc e eu?
4) Qual a pe ceção gené ica que em sob e o uncionamen o dos se iços adminis a i os
da Ins i uição do Ensino Supe io que equen a/ equen ou?
5) No momen o da Candida u a ao Ciclo de Es udos, como analisa os p ocedimen os
adminis a i os em que es e e en ol ido ( acilidades, cons angimen os,
insu iciências, ...)?
6) No momen o da Insc ição no Ciclo de Es udos, como ap ecia os p ocedimen os
adminis a i os em que es e e en ol ido ( acilidades, cons angimen os,
insu iciências, ...)?
7) Qual a sua pe ceção sob e o acesso à in o mação das Unidades Cu icula es (pau as,
sumá ios, olhas de p esenças, ...)
8) Como a alia os p ocedimen os adminis a i os ela i os à in o mação sob e p opinas
(p azos, pagamen os, a asos, mul as, ...)
9) Como analisa os p ocedimen os adminis a i os ela i amen e a Reque imen os e
pedidos de Ce idões/Decla ações?
10) Comen e po a o os mecanismos disponí eis pa a Reclamações, Elogios, Suges ões
e Pedidos de ajuda.
A amos a oi escolhida in encionalmen e pa a inclui es udan es dos 2.º e 3.º Ciclos da á ea da Ciência
da In o mação, po se em aqueles que pode ão cons ui uma isão mais es u u ada dos p oblemas em
análise. Po ou o lado, es es es udan es ap esen am à pa ida uma maio disponibilidade pa a e le i e
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esc e e sob e es e ipo de p oblemá icas. Pa a o lançamen o da en e is a, oi solici ado o apoio dos
esponsá eis pela á ea da Ciência da In o mação na Uni e sidade de Lisboa e na Uni e sidade de
Coimb a, aos quais os au o es ag adecem.
RESULTADOS
Os esul ados in o mam sob e enómenos eais, po que pe cecionados po á ias pessoas, mas que não
cos umam se documen ados e logo não es udados. Como em qualque es udo quali a i o, a
gene alização dos esul ados só oco e quando são es udados casos adicionais e se gene alizam os
esul ados aos no os casos, al como oco e com a eplicação usada na in es igação expe imen al. No
en an o, a epe ição dos esul ados de um es udo de caso num no o cená io implicam p ocedimen os
quali a i os bem documen ados, nomeadamen e a exis ência de um p o ocolo pa a documen a
de alhadamen e o p oblema e o desen ol imen o de uma me iculosa base de dados de es udos de caso
(C eswell, 2014).
Nes e es udo empí ico o am ecolhidas 30 espos as comple as. Es e núme o não p e ende ep esen a
qualque uni e so de inido nem dele se pode in e i dimensões quan i a i as de análise. O que impo a
são as expe iências mais ou menos ela adas nas espos as dos pa icipan es.
As ês p imei as ques ões ela i as à ca ac e ização dos esponden es (Figu a) mos am uma maio
pa icipação de es udan es do 2.º Ciclo, insc i os sob e udo nos dois úl imos anos e inculados às duas
uni e sidades às quais oi solici ado apoio na di ulgação da en e is a: a Uni e sidade de Lisboa e a
Uni e sidade de Coimb a. Nes e campo, o segmen o da iden i icação dos pa icipan es não con ibuiu
com qualque esul ado inespe ado.
Figu a 1. Pa icipan es (N=30) po ciclo de es udos, ano de insc ição e uni e sidade