SOLOS SOB VEGETAÇÃO DE RESTINGA NA ILHA DO CARDOSO (SP): I - CARACTERIZAÇÃO... 1563
R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007
SOLOS SOB VEGETAÇÃO DE RESTINGA NA ILHA DO
CARDOSO (SP). I - CARACTERIZAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO(1)
Felipe Haenel Gomes(2), Pablo Vidal-To ado(3), Felipe Macías(4),
B uno Ghe a di(5) & Xosé Luiz O e o Pe ez(4)
RESUMO
A ege ação de es inga é uma o mação ípica que oco e nas planícies
cos ei as a enosas da cos a b asilei a, p incipalmen e sob e solos qua zosos e
pob es em nu ien es. Nes e abalho, o am es udados solos sob ege ação de
es inga na Ilha do Ca doso (SP), com o obje i o de o nece subsídios pa a melho
en endimen o de sua gênese e con ibui pa a o ap imo amen o do Sis ema
B asilei o de Classi icação de Solos (SiBCS). Pa a isso, ealizou-se uma
ca ac e ização ísico-química e mo ológica de alhada desses solos. Os esul ados
mos a am solos hid omó icos, a enosos, mui o ácidos, com eo es a iá eis de
MO, sendo a podzolização o p incipal p ocesso pedogené ico p esen e. A p esença
de ma e iais sul íd icos ambém oco e em conseqüência da in luência de ma e ial
subjacen e di e enciado, não gua dando elação com a podzolização. Os p incipais
a o es que in luencia am a dis ibuição dos solos o am a idade de es abilização
do ma e ial de o igem e a mic o opog a ia, que e le e a in luência do lençol eá ico.
Os Espodossolos es udados são holocênicos e a podzolização é di e amen e
in luenciada pela hid omo ia, sendo es e o a o decisi o na gênese do ho izon e
espódico. O SiBCS mos ou alhas na classi icação da o dem Espodossolos a pa i
do segundo ní el ca egó ico (subo dem), sob e udo no que diz espei o ao acúmulo
de Fe no ho izon e espódico. Como a p esença de sul e os pode a e a pa e dos
solos es udados, se d enados, ge ando ho izon es sul ú icos, suge e-se a inse ção
(1) Pa e da Tese de Dou o ado ap esen ada à Escola Supe io de Ag icul u a “Luiz de Quei oz” – ESALQ/USP. Realizada com
auxílio da CAPES e da FAPESP. Recebido pa a publicação em dezemb o de 2005 e ap o ado em julho de 2007.
(2) Pesquisado do Cen o de Tecnologia Cana iei a. Fazenda San o An onio s/n, Caixa Pos al 169, CEP 13400-970 Pi acicaba
(SP). E-mail:[email p o ec ed]
(3) P o esso do Depa amen o de Ciência do Solo, Escola Supe io de Ag icul u a “Luiz de Quei oz” – ESALQ/USP. A . Pádua
Dias 11. CEP 13418-900 Pi acicaba (SP). Bolsis a do CNPq. E-mail: [email p o ec ed]
(4) P o esso do Depa amen o de Eda ologia da Uni e sidade de San iago de Compos ela. Campus Uni e si á io Su . Faculdade
de Bioloxia. Espanha. E-mail: [email p o ec ed]; [email p o ec ed]
(5) Es udan e de G aduação do Depa amen o de Ciência do Solo, ESALQ/USP. Bolsis a de Iniciação Cien í ica da FAPESP.
E-mail: [email p o ec ed]
1564 Felipe Haenel Gomes e al.
R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007
da denominação “ iônico” no qua o ní el ca egó ico des a o dem, além da adoção
de um c i é io químico na dis inção das subo dens.
Te mos de indexação: Espodossolo, podzolização, solos iomó icos, ege ação de
es inga.
SUMMARY:
SOILS UNDER RESTINGA VEGETATION ON THE CARDOSO
ISLAND (SP). I - CHARACTERIZATION AND CLASSIFICATION
Res inga is a ypical ege a ion on qua zi ic, sandy, nu ien -poo pa en ma e ials
along he B azilian coas . Soils unde es inga ege a ion on he Ilha do Ca doso (SP) we e
s udied o unde s and hei genesis and o imp o e he B azilian Soil Classi ica ion Sys em
(SiBCS). Thus, a physical, chemical and de ailed mo phological cha ac e iza ion was
ca ied ou . The esul s e idenced aquic, sandy, e y acid soils wi h a iable o ganic ma e
con en , in which podzoliza ion is he main pedogenic p ocess. Sulphid ic ma e ials also
occu due o he in luence o di e en unde lying i on sulphide-bea ing ma e ials, no ela ed
o podzoliza ion. The main ac o s ha a ec soil dis ibu ion a e he age o pa en ma e ial
and he mic o opog aphy, which e lec s he in luence o he wa e able. The s udied
Spodosols a e holocenic and podzoliza ion depends on aquic condi ions, which is
de e minan o he genesis o he spodic ho izon. The SiBCS classi ica ion o he Spodosol
o de a he 2 nd ca ego y le el (subo de ) is misleading, mainly in ela ion o he
accumula ion o i on in he spodic ho izon. Chemical c i e ia in he subo de de ini ion o
he SiBCS should be de ined and he “ hionic” quali ie a he 4 h ca ego y le el should be
included due o he possibili y o o ma ion o acid sulpha e soils in a i icially d ained
a eas.
Index e ms: Spodosols, podzoliza ion, acid sulpha e soils, es inga ege a ion.
INTRODUÇÃO
De aco do com Suguio & Tessle (1984), a denomi-
nação “ es inga” é emp egada na li e a u a b asilei-
a com di e en es acepções, podendo se usada an o
pa a designa á ios ipos de depósi os li o âneos quan-
o ou as eições cos ei as, e a é mesmo a ege ação.
Nes e úl imo caso, designa ia uma ege ação
a bus i o-a bó ea ca ac e ís ica de zonas cos ei as
a enosas. Os di e en es ipos de ege ação oco en es
nas es ingas b asilei as a iam desde o mações he -
báceas, passando po o mações a bus i as, chegan-
do a lo es as cujo dossel não ul apassa 20 m de al u-
a (Sil a, 1999). O e mo u ilizado nes e abalho se á
“ ege ação de es inga” e co esponde a uma planície
a enosa com ege ação a bó ea.
Os solos sob ege ação de es inga são a enosos,
quimicamen e pob es, endo como p incipal on e de
nu ien es o
sp ay
ma inho (A aújo & Lace da, 1987;
Leão & Dominguez, 2000). T abalhos ealizados na
cos a b asilei a mos am que, sob essa ege ação, as
p incipais classes de solos encon adas são
Espodossolos e Neossolos Qua za ênicos (Mou a
Filho, 1998; Gomes e al., 1998; Rossi, 1999); mui as
ezes es es úl imos ap esen am incipien e p ocesso
de podzolização, le ando-os a ap esen a ca ac e ís icas
in e mediá ias pa a Espodossolo.
Os Espodossolos (an igamen e denominados
Podzóis) são solos mine ais, com seqüência de
ho izon es A-E-Bh e, ou, Bs e, ou, Bhs-C. São na maio ia
a enosos, sendo a as as ci ações de ou as classes
ex u ais. Os Neossolos Qua za ênicos (an igas A eias
Qua zozas) são solos mine ais de seqüência de
ho izon es A-C e di e em dos an e io es pela ausência
de ho izon e espódico. Sua localização em elação aos
Espodossolos é de maio p oximidade do ma ,
imedia amen e após as p aias, enquan o aqueles
p edominam em posições mais a as adas do ma ,
co esponden es às planícies cos ei as denominadas
“ es ingas” (Oli ei a e al., 1992).
Em ge al, os Espodossolos são encon ados mais
eqüen emen e em egiões sob clima bo eal e
ege ação de coní e as do hemis é io no e (Cheswo h
& Macías, 1985; Cou chesne & Hende sho , 1997;
Lunds öm e al., 2000; an B eemen & Buu man,
2002). Fo a desse clima, oco em em ma e iais de
o igem qua zosos e pob es, an o sob clima empe ado
como opical ( an B eemen & Buu man, 2002). Os
que oco em em planícies a enosas sob clima opical
são mo ologicamen e simila es àqueles encon ados
nas egiões empe adas, po ém sua gênese não é
necessa iamen e igual (And iesse, 1969).
Os Espodossolos opicais são ipicamen e
hid omó icos, eqüen emen e mui o p o undos,
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chegando a o ma os Espodossolos “gigan es”. Ma é ia
o gânica dissol ida (MOD) e Al são dominan es nos
ho izon es B des es solos; a MOD con ém ap eciá eis
eo es de polissaca ídeos, os quais não são p ecipi ados
ia complexação com me ais, sendo g ande pa e da
MO p ecipi ada isicamen e. Aliado a isso, os baixos
eo es de Fe nes es ambien es hid omó icos eduzem
a p ecipi ação química ( an B eemen & Buu man,
2002).
No B asil, es udos sob e Espodossolos não são
comuns, po ém êm des aque os ealizados em solos
localizados na Amazônia que oco em em ansições
Espodossolo-La ossolo (Lucas e al., 1987; B a a d &
Righi, 1989; Dub oeucq & Volko , 1998; Ma a e al.,
2002). Em egiões cos ei as, Gomes e al. (1998)
es uda am es ingas na egião no e do Es ado do Rio
de Janei o, encon ando Espodossolos e Neossolos
Qua za ênicos in e mediá ios pa a Espodossolo,
assim como Mou a Filho (1998) em solos na cos a
alagoana.
A escassez de es udos sob e Espodossolos no B asil
le ou es a o dem a se uma das menos es u u adas
no Sis ema B asilei o de Classi icação de Solos
(SiBCS). Na sua classi icação u ilizam-se c i é ios
de i ados da
Wo ld e e ence base o soil esou ces
(FAO, 1994) e da
Soil Taxonomy
(Es ados Unidos, 1994).
Es e abalho e e como obje i o ealiza uma
ca ac e ização ísica, química e mo ológica de solos
sob ege ação de es inga, a im de comp eende os
a o es que in luem em sua gênese, bem como da
subsídios pa a o ap imo amen o da o dem Espodossolos
no Sis ema B asilei o de Classi icação de Solos.
MATERIAL E MÉTODOS
Meio ísico
A á ea em es udo es á localizada na po ção no des e
da Ilha do Ca doso (Figu a 1), em uma pa cela de
10 ha, sob ege ação de es inga, incluída no p oje o
“BIOTA - pa celas pe manen es”, inse ida no Pa que
Es adual da Ilha do Ca doso.
A geologia da Ilha do Ca doso é compos a
basicamen e po ochas c is alinas p é-camb ianas,
com sedimen os qua e ná ios de o igem ma inha em
suas bo das (Pe i & Fúl a o, 1970). Esses sedimen os
são p edominan emen e holocênicos, elacionados à
T ansg essão San os, e são compos os de a eia ina e
mui o ina bem selecionada (Suguio & Ma in, 1978),
si uando-se nas pa es ex e nas expos as ao ma
abe o, enquan o nas po ções in e nas e p o egidas
p edominam depósi os es ua inos de na u eza a eno-
a gilosa. Po ou o lado, na po ção no e da ilha, oi
p ese ado um impo an e es emunho de depósi os
a enosos pleis ocênicos elacionados à T ansg essão
Cananéia (Suguio, 1993).
Segundo Melo & Man o ani (1994), dados cole ados
no biênio 1990-1991 em al i udes mais baixas que 200
me os e ela am que a média das empe a u as
mínimas es á em o no de 19 °C; a média das
máximas, em o no de 27 °C; e a p ecipi ação média
anual, en e 1.800 e 2.000 mm, com clima ipo A ,
segundo o modelo de classi icação climá ica de Köppen.
O mapa de solos ul ade alhado da pa cela es udada
(Figu a 2) mos a qua o unidades de mapeamen o
di e en es. De modo ge al, oco em Neossolos
Qua za ênicos na po ção no e e Espodossolos
Fe ocá bicos e O ganossolos Tiomó icos no es an e
da pa cela. A oco ência dos Neossolos p óximo à
a ual linha de cos a es a ia elacionada à meno idade
do ma e ial de o igem, ao passo que os Espodossolos e
O ganossolos oco em em co as ligei amen e mais
ele adas, com pedogênese mais e iden e. Foi
impossí el sepa a ou as unidades de mapeamen o,
apesa do de alhe do mapa, de ido à complexidade da
sua oco ência (Gomes & Vidal-To ado, 2005).
Análise es u u al
Com base no mapa de solos (Figu a 2), o am
açadas duas anseções (H e 14), p ocu ando
ab ange odas as classes de solos encon adas na
pa cela onde o am ealizadas as análises es u u ais,
con o me o mé odo de Boule e al. (1982), desc e endo-
Figu a 1. Localização da á ea es udada.
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se a mo ologia de 20 em 20 m, além das inchei as,
e aumen ando o núme o de desc ições en e os pon os
quando necessá io. De ido às condições de
encha camen o da maio pa e da á ea, oi u ilizada
a adagem com um ubo de PVC en ol endo o ado,
e i ando, assim, o desmo onamen o de ma e ial.
A á ea ap esen a Neossolos Qua za ênicos ao
no e, e a linha que di ide es es com os es an es oco e
em uma an iga c is a p aial, onde há uma pequena
ele ação de ce ca de 1 m. Na po ção oes e oco e
ligei a dep essão, onde apa ece o ho izon e glei o iundo
de ma e ial de o igem di e enciado, o qual apa ece
ambém no pe il H16.
Análises labo a o iais
Fo am escolhidos e analisados no e pe is
ep esen a i os das duas anseções, con o me a
igu a 2. A desc ição mo ológica e a de e minação
dos ho izon es o am ealizadas de aco do com o
desc i o po San os e al. (2005).
Fo am cole adas amos as dos ho izon es pa a
ca ac e ização ísica e química. As análises químicas
e ísicas o am ei as na TFSA ( e a ina seca ao a ).
A análise g anulomé ica oi ealizada pelo mé odo da
dispe são, u ilizando hid óxido de sódio 0,1 mol L-1,
de aco do com Emb apa (1997). Pa a con i ma a
p esença de sul e os, oi ealizada a MEV (mic oscopia
ele ônica de a edu a) na ação densa (densidade
> 2,89 kg dm-3) da TFSA de um desses ho izon es
(2Cgj2 do pe il H16), u ilizando o mic oscópio
ele ônico LEO 4354 VP. Complemen ando a MEV, oi
ealizada a espec oscopia de ene gia dispe si a (EED)
na amos a, com mic ossonda Ox o d modelo 300.
Os cá ions Ca2+, Mg2+ e Al3+ o am ex aídos com
solução KCl 1 mol L-1. A ex ação de H + Al oi ealiza-
da com solução de ace a o de cálcio 0,5 mol L-1 a
pH 7,0. Os eo es de P, Na+ e K+ o am ex aídos com
solução de H2SO4 0,0125 mol L-1 + HCl 0,05 mol L-1.
Os eo es de Ca2+ e Mg2+ o am de e minados po
espec oscopia de abso ção a ômica; K+ e Na+, po
o ome ia de chama; e Al3+ e H + Al, po i ulome ia.
O pH oi de e minado em água, na p opo ção (peso)
1:2,5, após agi ação e epouso de uma ho a, po meio
de po enciôme o. Todos esses p ocedimen os o am
ealizados de aco do com Emb apa (1997). O con eú-
do de ca bono o gânico o al e o de S o al o am de e -
minados em analisado es elemen a es, sendo o Leco
CNH-1000 pa a o ca bono e o Leco 100 S-C 144DR
pa a o S o al.
A de e minação de sul a o solú el (SO42-) oi ealizada
po c oma og a ia iônica de al a esolução, u ilizando-
se um equipamen o Dionex. Foi u ilizada a solução
de equilíb io, que é ob ida a a és da elação solo:água
1:20, homogeneizando duas ezes ao dia, du an e cinco
dias, e ex aindo o sob enadan e po il ação.
As seguin es ex ações sele i as o am ealizadas:
ex ação com oxala o de amônio – ei a de aco do com
Buu man e al. (1996), na ausência de luz, com
de e minação de Fe e Al po espec oscopia de abso ção
a ômica – de e minação da densidade ó ica no ex a o
(DOox) do mesmo, endo o b anco como e e ência, oi
ei a em colo íme o no comp imen o de onda a 430 nm,
como ecomendado pa a Espodossolos na
Soil
Taxonomy
(Es ados Unidos, 1999); e ex ação com
di ioni o-ci a o de sódio – de e minada po
espec o o ome ia de abso ção a ômica (Buu man e
al., 1996).
Figu a 2. Mapa de solos indicando a localização das anseções e inchei as amos adas.
Neossolo Qua za ênico hid omó ico espódico
Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico espessa ênico +
Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico dú ico
Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico +
Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico
(com ho . Cgj)
O ganossolo Tiomó ico sáp ico ípico
A0
Q0
A16
Q16
H-1
H3
H9
H13
H16
C14
J14
P14
R14
T inchei as
60 0 60 120 me os
T anseção H
T anseção 14
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Foi ealizado ambém o a aque sul ú ico de aco do
com Emb apa (1997), con o me ecomendação de
San os e al. (2003), nos ho izon es com eo es mais
ele ados de Fe e Al, u ilizando-se de H2SO4 1:1; o Fe
oi de e minado po espec oscopia de abso ção
a ômica, e o Al, po complexome ia com CDTA.
A solução do solo oi ob ida u ilizando-se um
lisíme o de ensão com cápsula po osa, subme ido a
p essão nega i a. Após cole a, a solução oi
a mazenada em local e ige ado (4 ºC), de e minando-
se o pH no dia seguin e.
Pa a es udo da idade de es abilização do ma e ial
de o igem, o am u ilizadas pela écnica do 14C duas
amos as de ma e ial ege al, de aco do com Pessenda
& Cama go (1991), u ilizando uma aiz mo a
encon ada no pe il H9, a 180 cm de p o undidade, e
um onco caído e so e ado no pe il H3 a 40 cm de
p o undidade.
RESULTADOS
A ca ac e ização mo ológica dos solos (Quad o 1)
e idenciou a oco ência de co es mais escu as
(ho izon e espódico) em p o undidade, com ou sem
p esença de ho izon e E, na maio ia dos solos
(Figu a 3). A ansição en e os ho izon es espódicos
e os sup ajacen es oi ge almen e ondulada e ab up a
ou cla a. Apenas os pe is H-1 e H3 não ap esen a am
ho izon e espódico, embo a no pe il H3 enha oco ido
um ho izon e C1 delgado com co es mais acinzen adas,
indicando início de o mação de um ho izon e elu ial
(ho izon e E). En e os pe is que ap esen a am o
ho izon e espódico, apenas o O ganossolo (pe il J14)
não ap esen ou ho izon e E. Nos Espodossolos, es e
ho izon e ap esen ou a iadas espessu as, desde 8 cm
(pe il H16) a é 67 cm (pe il H9).
Os ho izon es espódicos ap esen a am colo ação
mais escu a no opo, que ge almen e o nou-se mais
b unada, com co es mais i as, em p o undidade. Não
ap esen a am unidades es u u ais de inidas, sendo
o g au da es u u a desc i o como g ãos simples (não
coe en e) ou maciça (coe en e), quando cimen ados.
Apenas alguns ho izon es supe iciais mais icos em
MO ap esen a am ag egados g anula es de g au o e.
Os ho izon es glei (2Cgj) e hís ico (H) são os que
ap esen am consis ência (quando molhada) de maio
plas icidade e pegajosidade. Quan o à cimen ação,
oco em desde ho izon es espódicos não cimen ados
a é ex emamen e cimen ados, ge almen e no opo do
ho izon e glei.
A análise es u u al da anseção H (Figu a 4)
ap esen a dois echos dis in os. O p imei o ai a é o
pe il H3, de co a mais baixa e sem o desen ol imen o
do ho izon e espódico, onde a da ação do ma e ial
ege al ( onco en e ado a 40 cm de p o undidade)
na inchei a do pe il H3 mos ou que es e inha idade
de 1.500 ± 60 anos AP (an es do p esen e). O segundo
echo, em co a mais ele ada, ap esen ou o
desen ol imen o des e ho izon e, com espessu as e
denominações a iadas (Bhs ou Bs - dependendo da
co ), chegando a ap esen a endu ecimen o aco
(pe il H13).
A da ação do ma e ial ege al ( aiz mo a a 180 cm
de p o undidade) no pe il H9 mos ou idade de
4.690 ± 80 anos AP. Nes e echo, mais adian e,
ap esen ou ambém, em uma condição de pequeno
abaciamen o, acúmulo de MO em supe ície,
o iginando o ho izon e hís ico (H13). A espessu a do
ho izon e E ambém oi a iada, sendo mais espesso
onde ap esen ou maio ele ação (an igas c is as
p aiais, como o pe il H9). No inal da anseção, em
posição mais baixa, oco eu um ho izon e 2Cgj.
A anseção 14 (Figu a 5) ap esen ou o ho izon e
espódico em oda a sua ex ensão; na po ção
in e mediá ia oco eu um ho izon e hís ico espesso,
chegando a 70 cm. No echo inal, p óximo ao
manguezal (pe il R14), es e ho izon e ol ou a
apa ece , po ém em meno espessu a. A cimen ação
oco eu em g ande pa e do ho izon e espódico na
anseção, sendo a iá el de aca a ex emamen e
cimen ada. O ho izon e E mos ou compo amen o
semelhan e ao obse ado na anseção H, a iando
de aco do com a mic o opog a ia.
Nas duas anseções, a oco ência de ho izon e
hís ico implicou maio espessu a do Bhs sob ele e
meno espessu a ou ausência do ho izon e Bs.
Em elação à g anulome ia (Quad o 2), são solos
a enosos, com p edominância da ação a eia ina. Em
p o undidade, alguns solos ap esen a am ex u a mais
ina, no adamen e o pe il H16 (ho izon es 2Cgj1 e
2Cgj2). Também é no ado ligei o inc emen o nos eo-
es de a gila nos ho izon es espódicos e mesmo nos ho-
izon es C (a pa i de C4) dos Neossolos Qua za ênicos.
A ca ac e ização química (Quad o 3) mos ou solos
a iando de o e a ex emamen e ácidos (Emb apa,
1999), com os alo es de pH ob idos na TFSA
diminuindo em p o undidade. Os eo es de S
aumen a am sensi elmen e em p o undidade nos
pe is H16, P14 e H3, acompanhado de dec éscimo
dos alo es de pH. Mesmo em ou os pe is, como o
J14, R14, H9 e H13, onde os eo es de S em
p o undidade não aumen a am an o, o pH diminuiu
em mais de uma unidade. Os eo es de SO42- segui am
endência semelhan e à de S, sendo mais ele ados
ambém onde os alo es de pH o am mais baixos.
Os alo es de pH ob idos na solução do solo mos a am
endência de se em mais ele ados que os ob idos na
TFSA, p incipalmen e em p o undidade. A CTC oi
al amen e dependen e da MO, com ele ados eo es de
Al ocá el. A elação C/N dos ho izon es supe iciais
ap esen ou alo mínimo de 16,4, chegando a alo es
maio es que 50 em alguns ho izon es hís icos.
Os eo es de Fe e Al nas ex ações sele i as
mos a am acúmulo desses elemen os em subsupe ície
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R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007
Co p edominan e Unidade Consis ência
Ho izon e P o undidade
Seca Úmida Es u u al
G au
(1)
Molhada
(2)
Cimen ação
mMunsell
H-1 – Neossolo Qua za ênico hid omó ico espódico
A 0–0,20 7,5YR 6/1 5 YR 3/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
C1 0,20–0,55 7,5YR 8/1 5 YR 6/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
C2 0,55–0,75 7,5YR 6/1 7,5 YR 3/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
C3 0,75–0,85 7,5YR 6/1 7,5 YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
C4 0,85–1,05+ 10YR 5/4 10 YR 2/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
H3 – Neossolo Qua za ênico hid omó ico espódico
A 0–0,18 10YR 3/2 10YR 2/1 g anula o e lig. pl. e lig. peg. não
C1 0,18–0,21 7,5YR 6/1 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
C2 0,21–0,45 10YR 6/4 10 YR 3/4 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Cg1 0,45–0,65 10YR 5/2 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Cg2 0,65–1,00 10YR 5/3 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Cgj1 1,00–1,30 10YR 6/3 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Cgj2 1,30–1,50 10YR 6/2 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Cgj3 1,50–1,80 10YR 6/1 10YR 5/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Cgj4 1,80–2,10 10YR 4/2 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
H9 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico espessa ênico
A 0–0,20 10YR 5/1 10 YR 4/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
AE 0,20–0,28 10YR 6/1 10YR 4/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
E1 0,28–0,41 7,5YR 7/1 10 YR 5/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
E2 0,41–0,95 7,5YR 8/1 10 YR 7/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhs 0,95–1,03 10YR 3/2 10 YR 3/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsj1 1,03–1,35
(1,30–1,40)
10YR 4/2 10 YR 2/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsj2 1,35–1,80 10YR 5/3 10 YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsj3 1,80–2,10 10YR 5/2 10 YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsj4 2,10–2,50 10YR 4/2 10 YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsj5 2,50–2,80 10YR 4/2 10 YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
H13 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico
Ho 0–0,10 5YR 3/1 5YR 2,5/1 ib as - n. pl. e n. peg. não
Hd 0,10–0,28 10YR 4/1 5YR 2,5/1 ausen e maciça pl. e peg. não
E 0,28–0,38 10YR 7/2 10YR 5/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsj1 0,38–0,55 10YR 3/2 10YR 2/1 ausen e maciça n. pl. e n. peg. acamen e
Bhsj2 0,55–0,75 10YR 4/3 10YR 2/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bsj 0,75–1,30 10YR 4/3 10YR 3/4 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Cgj 1,30–1,65 10YR 6/2 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Quad o 1. Dados mo ológicos dos pe is de solos es udados na pa cela pe manen e sob ege ação de ma a
de es inga do p oje o BIOTA Pa celas Pe manen es, Ilha do Ca doso, Cananéia (SP)
Con inua...
SOLOS SOB VEGETAÇÃO DE RESTINGA NA ILHA DO CARDOSO (SP): I - CARACTERIZAÇÃO... 1569
R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007
Co p edominan e Unidade Consis ência
Ho izon e P o undidade
Seca Úmida Es u u al
G au
(1)
Molhada
(2)
Cimen ação
mMunsell
H16 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico a ênico
A 0–0,10 10YR3/1 10YR2/1 g anula o e lig.pl.elig.peg.não
AE 0,10–0,15 10YR 6/1 10YR 4/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
E 0,15–0,23 10YR 6/1 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhs 0,23–0,40 10YR 4/2 10YR 3/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsj1 0,40–0,54 10YR 3/2 10YR 2/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsj2 0,54–0,62 10YR 2/2 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
2Cgj1 0,62–0,80 2,5Y 3/1 G1 3/10Y ausen e maciça lig. pl. e peg. não
2Cgj2 0,80–1,60+ G1 4/10Y G1 2,5/10Y ausen e maciça pl. e peg. não
C14 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico dú ico
A 0–0,15 10YR 4/1 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
AE 0,15–0,20 10YR 7/1 10YR 5/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
E 0,20–0,50 10YR 8/1 10YR 7/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhs 0,50–0,58 10YR 4/2 10YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsm1 0,58–0,75 10YR 3/2 10YR 2/1 ausen e maciça n. pl. e n. peg. o emen e
Bhsm2 0,75–1,00 10YR 4/3 10YR 3/3 ausen e maciça n. pl. e n. peg. o emen e
Bs1 1,00–1,20 10YR 5/3 10YR 4/4 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bs2 1,20–1,60 2,5Y 6/6 10YR 4/4 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bs3 1,60–1,80 2,5Y 6/4 10YR 5/4 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bs4 1,80–2,10 10YR 5/3 10YR 4/3 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
C 2,10–2,40 10YR 6/3 10YR 5/4 Ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
J14 – O ganossolo Tiomó ico sáp ico ípico
Hd1 0–0,20 5YR 3/1 5YR 2,5/1 ausen e maciça pl. e peg. não
Hd2 0,20–0,50 5YR 3/1 5YR 2,5/1 ausen e maciça pl. e peg. não
Hd3 0,50–0,60 2,5YR 4/3 7,5YR 2,5/2 ausen e maciça pl. e peg. não
Hd4 0,60–0,70 7,5YR 2,5/1 5YR 2,5/1 ausen e maciça pl. e peg. não
Bhsj1 0,70–1,00 7,5YR 3/3 10YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. acamen e
Bhsj2 1,00–1,30+ 10YR 5/2 10YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
P14 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico
Ho 0–0,12 5YR 3/2 5YR 2,5/2 ib as - n. pl. e n. peg. não
Hd 0,12–0,22 10YR 3/1 10YR 2/1 ausen e maciça lig. pl. e lig. peg.não
E1 0,22–0,40 10YR 7/1 10YR 5/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
E2 0,40–0,60 10YR5/2 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsj1 0,60–0,95 10YR 4/3 10YR 3/3 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsj2 0,95–1,03 10YR 4/4 10YR 2/2 ausen e maciça n. pl. e n. peg. o emen e
2Cgj 1,03–1,40+ G1 5/10Y G1 3/10 Y ausen e maciça lig. pl. e lig. peg. não
R14 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico
Ho 0–0,07 5YR 3/2 5YR 2,5/2 ib as - n. pl. e n. peg. não
A 0,07–0,14 10YR 6/1 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
E 0,14–0,23 10YR 6/2 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsj 0,23–0,30 10YR 4/2 10YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Bhsmj 0,30–0,45 10YR 2/2 10YR 2/1 ausen e maciça n. pl. e n. peg. ex emamen e
Cgj 0,45–0,60+ 10YR 6/1 10YR 4/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não
Quad o 1. Con inuação
(1) g. simples: g ãos simples. (2) n. pl.: não plás ico; n. peg.: não pegajosa; lig. pl.: ligei amen e plás ico; lig. peg.: ligei amen e
pegajosa; pl: plás ico; peg.: pegajosa.
1570 Felipe Haenel Gomes e al.
R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007
e p edominância do Al em elação ao Fe. Os alo es
de DOox ap esen a am aumen o em subsupe ície
an o nos Neossolos como nos ho izon es espódicos,
com os maio es alo es no opo des es ho izon es,
dec escendo mais abaixo.
A mic oscopia ele ônica de a edu a (MEV)
mos ou, nos ho izon es 2Cgj, a p esença de pi i as,
e idenciadas pela espec oscopia de ene gia dispe si a
(EDS), na o ma “ amboidal” (Figu a 6), já em
p ocesso de oxidação.
Figu a 3. Fo os dos pe is es udados, e idenciando a a iação de ho izon es dos solos es udados sob ege ação
de ma a de es inga na Ilha do Ca doso, Cananéia, SP. Na anseção H, o pe il H16 ap esen a o ho izon e
2Cgj com descon inuidade e iden e (d), assim como o pe il P14 da anseção 14 (g). No pe il R14 (h),
o o s ein es á sob e o ho izon e Cgj, e odido.
(a) (b) (c) (d)
(e) ( ) (g) (h)
Figu a 4. Es u u a da anseção H dos solos es udados sob ege ação de ma a de es inga na Ilha do Ca doso,
Cananéia (SP).
10 20 30
0,5
1,0
1,5
m
H-1 H3
H9
H13
H16
ho izon e A
ho izon e H
ho izon e E
ho izon e Bhs
ho izon e Bs
ho izon e C
ho izon e 2Cgj
acamen e cimen ado
local de cole a do ma e ial da ado
SOLOS SOB VEGETAÇÃO DE RESTINGA NA ILHA DO CARDOSO (SP): I - CARACTERIZAÇÃO... 1571
R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007
A eia
(1)
Ho izon e P o undidade
MG G M F MF
Sil e A gila Classe ex u al
m_______________________________________________ gkg
-1
_______________________________________________
H1 – Neossolo Qua za ênico hid omó ico espódico
A 0–0,20 0 0 20 920 20 0 40 A eia
C1 0,20–0,55 0 0 30 960 10 0 0 A eia
C2 0,55–0,75 0 0 30 940 30 0 0 A eia
C3 0,75–0,85 0 0 20 940 20 0 20 A eia
C4 0,85–1,05+ 0 0 10 930 20 0 40 A eia
H3 – Neossolo Qua za ênico hid omó ico espódico
A 0–0,18 0 0 80 770 60 40 50 A eia
C1 0,18–0,21 0 0 40 910 20 10 20 A eia
C2 0,21–0,45 0 0 10 940 30 0 20 A eia
Cg1 0,45–0,65 0 0 10 880 70 30 10 A eia
Cg2 0,65–1,00 0 0 0 900 50 20 30 A eia
Cgj1 1,00–1,30 0 0 10 800 40 100 50 A eia anca
Cgj2 1,30–1,50 0 0 0 880 40 40 40 A eia
Cgj3 1,50–1,80 0 0 0 880 40 20 60 A eia
Cgj4 1,80–2,10 0 0 0 850 50 20 80 A eia
H8 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico espessa ênico
A 0–0,20 0 0 10 950 10 0 30 A eia
AE 0,20–0,28 0 0 10 960 10 0 20 A eia
E1 0,28–0,41 0 0 10 960 10 0 20 A eia
E2 0,41–0,95 0 0 0 970 10 0 20 A eia
Bhs 0,95–1,03 0 0 0 920 20 10 50 A eia
Bhsj1 1,03–1,35
(1,30–1,40)
000920301040 A eia
Bhsj2 1,35–1,80 0 0 0 930 30 10 30 A eia
Bhsj3 1,80–2,10 0 0 20 790 10 120 60 A eia anca
Bhsj4 2,10–2,50 0 0 110 790 20 40 40 A eia
Bhsj5 2,50–2,80 0 0 10 890 20 20 60 A eia
H13 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico
Ho 0–0,10 ... ... ... ... ... ... ... ...
Hd 0,10–0,28 ... ... ... ... ... ... ... ...
E 0,28–0,38 0 0 10 940 20 0 30 A eia
Bhsj1 0,38–0,55 0 0 0 940 30 0 30 A eia
Bhsj2 0,55–0,75 0 0 0 930 30 0 40 A eia
Bsj 0,75–1,30 0 0 10 890 50 10 40 A eia
Cgj 1,30–1,65 0 0 0 860 40 60 40 A eia
Quad o 2. G anulome ia dos pe is de solos es udados na pa cela pe manen e sob ege ação de ma a de
es inga do p oje o BIOTA Pa celas Pe manen es, Ilha do Ca doso, Cananéia (SP)
Con inua...
1578 Felipe Haenel Gomes e al.
R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007
En e os Espodossolos, a mic o opog a ia exe ceu papel
undamen al na mo ologia e, conseqüen emen e, na
classi icação dos solos. Os que es a am em posições
mais abaciadas ap esen a am meno espessu a de
ho izon e E e maio es eo es de MO na supe ície,
chegando a o ma O ganossolos, enquan o os que
es a am em posições mais ele adas mos a am
ho izon e E mais espesso e com ons mais cla os. Isso
oco eu de ido à hid omo ia, que exe ce papel
undamen al na gênese desses solos, impedindo a saída
da água ica em MO dissol ida do sis ema.
A segunda edição do SiBCS (Emb apa, 2006) melho-
ou os c i é ios de de inição do ho izon e espódico, po-
ém ap esen a ainda algumas ca ências, que de em
se sanadas com a ealização de mais es udos de co -
elação de Espodossolos no País. En e an o, na cha-
e de classi icação, a c iação da subo dem “Espodossolo
Fe ilú ico” é ques ioná el, pois elimina um elemen-
o-cha e, a MO ilu ial – do p ocesso de podzolização.
CONCLUSÕES
1. Os Espodossolos es udados são holocênicos,
o mados após es abilização dos sedimen os da deposição
eg essi a da T ansg essão San os.
2. A podzolização es á in imamen e ligada à
oscilação do lençol eá ico.
3. O SiBCS de e ado a um c i é io químico
quan i a i o ( ela i o e, ou, absolu o) pa a deno a a
p esença de Fe no ho izon e espódico; de e mina a
p ecedência des e c i é io em elação ao da co ; e
inse i a denominação “ iônico” no qua o ní el
ca egó ico pa a a o dem Espodossolo.
4. A oco ência de ma e iais sul íd icos nesses solos
es á elacionada ao ma e ial subjacen e aos depósi os
de co dões a enosos, que é mais ino, ico em sul e os
e deposi ado p e iamen e em si uação de undo de
canal. Essa in luência se deu de o ma di e a
(ho izon es 2Cgj dos pe is H16 e P14) ou pela oscilação
do lençol eá ico, azendo sul e os aos ho izon es
a enosos, os quais êm baixa capacidade- ampão.
AGRADECIMENTOS
À Coo denação de Ape eiçoamen o de Pessoal de
Ní el Supe io (CAPES), pelo inanciamen o do
dou o ado-sanduíche do p imei o au o ; e à FAPESP,
a a és do p oje o: “Di e sidade, dinâmica e
conse ação em lo es as do Es ado de São Paulo: 40 ha
de pa celas pe manen es- BIOTA”, pelo apoio
inancei o. Ao Ins i u o Flo es al do Es ado de São
Paulo e ao Ins i u o Oceanog á ico da USP pelas
acilidades o e ecidas du an e os abalhos de campo.
LITERATURA CITADA
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