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Solos sob vegetação de restinga na Ilha do Cardoso (SP). I - Caracterização e classificação

Gomes, Felipe Haenel; Vidal Torrado, Pablo; Macías Vázquez, Felipe; Gherardi, Bruno; Otero Pérez, Xosé Lois

Abstract

A vegetação de restinga é uma formação típica que ocorre nas planícies costeiras arenosas da costa brasileira, principalmente sobre solos quartzosos e pobres em nutrientes. Neste trabalho, foram estudados solos sob vegetação de restinga na Ilha do Cardoso (SP), com o objetivo de fornecer subsídios para melhor entendimento de sua gênese e contribuir para o aprimoramento do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS). Para isso, realizou-se uma caracterização físico-química e morfológica detalhada desses solos. Os resultados mostraram solos hidromórficos, arenosos, muito ácidos, com teores variáveis de MO, sendo a podzolização o principal processo pedogenético presente. A presença de materiais sulfídricos também ocorre em conseqüência da influência de material subjacente diferenciado, não guardando relação com a podzolização. Os principais fatores que influenciaram a distribuição dos solos foram a idade de estabilização do material de origem e a microtopografia, que reflete a influência do lençol freático. Os Espodossolos estudados são holocênicos e a podzolização é diretamente influenciada pela hidromorfia, sendo este o fator decisivo na gênese do horizonte espódico. O SiBCS mostrou falhas na classificação da ordem Espodossolos a partir do segundo nível categórico (subordem), sobretudo no que diz respeito ao acúmulo de Fe no horizonte espódico. Como a presença de sulfetos pode afetar parte dos solos estudados, se drenados, gerando horizontes sulfúricos, sugere-se a inserção da denominação "tiônico" no quarto nível categórico desta ordem, além da adoção de um critério químico na distinção das subordens.

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SOLOS SOB VEGETAÇÃO DE RESTINGA NA ILHA DO CARDOSO (SP): I - CARACTERIZAÇÃO... 1563 R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007 SOLOS SOB VEGETAÇÃO DE RESTINGA NA ILHA DO CARDOSO (SP). I - CARACTERIZAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO(1) Felipe Haenel Gomes(2), Pablo Vidal-To ado(3), Felipe Macías(4), B uno Ghe a di(5) & Xosé Luiz O e o Pe ez(4) RESUMO A ege ação de es inga é uma o mação ípica que oco e nas planícies cos ei as a enosas da cos a b asilei a, p incipalmen e sob e solos qua zosos e pob es em nu ien es. Nes e abalho, o am es udados solos sob ege ação de es inga na Ilha do Ca doso (SP), com o obje i o de o nece subsídios pa a melho en endimen o de sua gênese e con ibui pa a o ap imo amen o do Sis ema B asilei o de Classi icação de Solos (SiBCS). Pa a isso, ealizou-se uma ca ac e ização ísico-química e mo ológica de alhada desses solos. Os esul ados mos a am solos hid omó icos, a enosos, mui o ácidos, com eo es a iá eis de MO, sendo a podzolização o p incipal p ocesso pedogené ico p esen e. A p esença de ma e iais sul íd icos ambém oco e em conseqüência da in luência de ma e ial subjacen e di e enciado, não gua dando elação com a podzolização. Os p incipais a o es que in luencia am a dis ibuição dos solos o am a idade de es abilização do ma e ial de o igem e a mic o opog a ia, que e le e a in luência do lençol eá ico. Os Espodossolos es udados são holocênicos e a podzolização é di e amen e in luenciada pela hid omo ia, sendo es e o a o decisi o na gênese do ho izon e espódico. O SiBCS mos ou alhas na classi icação da o dem Espodossolos a pa i do segundo ní el ca egó ico (subo dem), sob e udo no que diz espei o ao acúmulo de Fe no ho izon e espódico. Como a p esença de sul e os pode a e a pa e dos solos es udados, se d enados, ge ando ho izon es sul ú icos, suge e-se a inse ção (1) Pa e da Tese de Dou o ado ap esen ada à Escola Supe io de Ag icul u a “Luiz de Quei oz” – ESALQ/USP. Realizada com auxílio da CAPES e da FAPESP. Recebido pa a publicação em dezemb o de 2005 e ap o ado em julho de 2007. (2) Pesquisado do Cen o de Tecnologia Cana iei a. Fazenda San o An onio s/n, Caixa Pos al 169, CEP 13400-970 Pi acicaba (SP). E-mail:[email p o ec ed] (3) P o esso do Depa amen o de Ciência do Solo, Escola Supe io de Ag icul u a “Luiz de Quei oz” – ESALQ/USP. A . Pádua Dias 11. CEP 13418-900 Pi acicaba (SP). Bolsis a do CNPq. E-mail: [email p o ec ed] (4) P o esso do Depa amen o de Eda ologia da Uni e sidade de San iago de Compos ela. Campus Uni e si á io Su . Faculdade de Bioloxia. Espanha. E-mail: [email p o ec ed]; [email p o ec ed] (5) Es udan e de G aduação do Depa amen o de Ciência do Solo, ESALQ/USP. Bolsis a de Iniciação Cien í ica da FAPESP. E-mail: [email p o ec ed] 1564 Felipe Haenel Gomes e al. R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007 da denominação “ iônico” no qua o ní el ca egó ico des a o dem, além da adoção de um c i é io químico na dis inção das subo dens. Te mos de indexação: Espodossolo, podzolização, solos iomó icos, ege ação de es inga. SUMMARY: SOILS UNDER RESTINGA VEGETATION ON THE CARDOSO ISLAND (SP). I - CHARACTERIZATION AND CLASSIFICATION Res inga is a ypical ege a ion on qua zi ic, sandy, nu ien -poo pa en ma e ials along he B azilian coas . Soils unde es inga ege a ion on he Ilha do Ca doso (SP) we e s udied o unde s and hei genesis and o imp o e he B azilian Soil Classi ica ion Sys em (SiBCS). Thus, a physical, chemical and de ailed mo phological cha ac e iza ion was ca ied ou . The esul s e idenced aquic, sandy, e y acid soils wi h a iable o ganic ma e con en , in which podzoliza ion is he main pedogenic p ocess. Sulphid ic ma e ials also occu due o he in luence o di e en unde lying i on sulphide-bea ing ma e ials, no ela ed o podzoliza ion. The main ac o s ha a ec soil dis ibu ion a e he age o pa en ma e ial and he mic o opog aphy, which e lec s he in luence o he wa e able. The s udied Spodosols a e holocenic and podzoliza ion depends on aquic condi ions, which is de e minan o he genesis o he spodic ho izon. The SiBCS classi ica ion o he Spodosol o de a he 2 nd ca ego y le el (subo de ) is misleading, mainly in ela ion o he accumula ion o i on in he spodic ho izon. Chemical c i e ia in he subo de de ini ion o he SiBCS should be de ined and he “ hionic” quali ie a he 4 h ca ego y le el should be included due o he possibili y o o ma ion o acid sulpha e soils in a i icially d ained a eas. Index e ms: Spodosols, podzoliza ion, acid sulpha e soils, es inga ege a ion. INTRODUÇÃO De aco do com Suguio & Tessle (1984), a denomi- nação “ es inga” é emp egada na li e a u a b asilei- a com di e en es acepções, podendo se usada an o pa a designa á ios ipos de depósi os li o âneos quan- o ou as eições cos ei as, e a é mesmo a ege ação. Nes e úl imo caso, designa ia uma ege ação a bus i o-a bó ea ca ac e ís ica de zonas cos ei as a enosas. Os di e en es ipos de ege ação oco en es nas es ingas b asilei as a iam desde o mações he - báceas, passando po o mações a bus i as, chegan- do a lo es as cujo dossel não ul apassa 20 m de al u- a (Sil a, 1999). O e mo u ilizado nes e abalho se á “ ege ação de es inga” e co esponde a uma planície a enosa com ege ação a bó ea. Os solos sob ege ação de es inga são a enosos, quimicamen e pob es, endo como p incipal on e de nu ien es o sp ay ma inho (A aújo & Lace da, 1987; Leão & Dominguez, 2000). T abalhos ealizados na cos a b asilei a mos am que, sob essa ege ação, as p incipais classes de solos encon adas são Espodossolos e Neossolos Qua za ênicos (Mou a Filho, 1998; Gomes e al., 1998; Rossi, 1999); mui as ezes es es úl imos ap esen am incipien e p ocesso de podzolização, le ando-os a ap esen a ca ac e ís icas in e mediá ias pa a Espodossolo. Os Espodossolos (an igamen e denominados Podzóis) são solos mine ais, com seqüência de ho izon es A-E-Bh e, ou, Bs e, ou, Bhs-C. São na maio ia a enosos, sendo a as as ci ações de ou as classes ex u ais. Os Neossolos Qua za ênicos (an igas A eias Qua zozas) são solos mine ais de seqüência de ho izon es A-C e di e em dos an e io es pela ausência de ho izon e espódico. Sua localização em elação aos Espodossolos é de maio p oximidade do ma , imedia amen e após as p aias, enquan o aqueles p edominam em posições mais a as adas do ma , co esponden es às planícies cos ei as denominadas “ es ingas” (Oli ei a e al., 1992). Em ge al, os Espodossolos são encon ados mais eqüen emen e em egiões sob clima bo eal e ege ação de coní e as do hemis é io no e (Cheswo h & Macías, 1985; Cou chesne & Hende sho , 1997; Lunds öm e al., 2000; an B eemen & Buu man, 2002). Fo a desse clima, oco em em ma e iais de o igem qua zosos e pob es, an o sob clima empe ado como opical ( an B eemen & Buu man, 2002). Os que oco em em planícies a enosas sob clima opical são mo ologicamen e simila es àqueles encon ados nas egiões empe adas, po ém sua gênese não é necessa iamen e igual (And iesse, 1969). Os Espodossolos opicais são ipicamen e hid omó icos, eqüen emen e mui o p o undos, SOLOS SOB VEGETAÇÃO DE RESTINGA NA ILHA DO CARDOSO (SP): I - CARACTERIZAÇÃO... 1565 R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007 chegando a o ma os Espodossolos “gigan es”. Ma é ia o gânica dissol ida (MOD) e Al são dominan es nos ho izon es B des es solos; a MOD con ém ap eciá eis eo es de polissaca ídeos, os quais não são p ecipi ados ia complexação com me ais, sendo g ande pa e da MO p ecipi ada isicamen e. Aliado a isso, os baixos eo es de Fe nes es ambien es hid omó icos eduzem a p ecipi ação química ( an B eemen & Buu man, 2002). No B asil, es udos sob e Espodossolos não são comuns, po ém êm des aque os ealizados em solos localizados na Amazônia que oco em em ansições Espodossolo-La ossolo (Lucas e al., 1987; B a a d & Righi, 1989; Dub oeucq & Volko , 1998; Ma a e al., 2002). Em egiões cos ei as, Gomes e al. (1998) es uda am es ingas na egião no e do Es ado do Rio de Janei o, encon ando Espodossolos e Neossolos Qua za ênicos in e mediá ios pa a Espodossolo, assim como Mou a Filho (1998) em solos na cos a alagoana. A escassez de es udos sob e Espodossolos no B asil le ou es a o dem a se uma das menos es u u adas no Sis ema B asilei o de Classi icação de Solos (SiBCS). Na sua classi icação u ilizam-se c i é ios de i ados da Wo ld e e ence base o soil esou ces (FAO, 1994) e da Soil Taxonomy (Es ados Unidos, 1994). Es e abalho e e como obje i o ealiza uma ca ac e ização ísica, química e mo ológica de solos sob ege ação de es inga, a im de comp eende os a o es que in luem em sua gênese, bem como da subsídios pa a o ap imo amen o da o dem Espodossolos no Sis ema B asilei o de Classi icação de Solos. MATERIAL E MÉTODOS Meio ísico A á ea em es udo es á localizada na po ção no des e da Ilha do Ca doso (Figu a 1), em uma pa cela de 10 ha, sob ege ação de es inga, incluída no p oje o “BIOTA - pa celas pe manen es”, inse ida no Pa que Es adual da Ilha do Ca doso. A geologia da Ilha do Ca doso é compos a basicamen e po ochas c is alinas p é-camb ianas, com sedimen os qua e ná ios de o igem ma inha em suas bo das (Pe i & Fúl a o, 1970). Esses sedimen os são p edominan emen e holocênicos, elacionados à T ansg essão San os, e são compos os de a eia ina e mui o ina bem selecionada (Suguio & Ma in, 1978), si uando-se nas pa es ex e nas expos as ao ma abe o, enquan o nas po ções in e nas e p o egidas p edominam depósi os es ua inos de na u eza a eno- a gilosa. Po ou o lado, na po ção no e da ilha, oi p ese ado um impo an e es emunho de depósi os a enosos pleis ocênicos elacionados à T ansg essão Cananéia (Suguio, 1993). Segundo Melo & Man o ani (1994), dados cole ados no biênio 1990-1991 em al i udes mais baixas que 200 me os e ela am que a média das empe a u as mínimas es á em o no de 19 °C; a média das máximas, em o no de 27 °C; e a p ecipi ação média anual, en e 1.800 e 2.000 mm, com clima ipo A , segundo o modelo de classi icação climá ica de Köppen. O mapa de solos ul ade alhado da pa cela es udada (Figu a 2) mos a qua o unidades de mapeamen o di e en es. De modo ge al, oco em Neossolos Qua za ênicos na po ção no e e Espodossolos Fe ocá bicos e O ganossolos Tiomó icos no es an e da pa cela. A oco ência dos Neossolos p óximo à a ual linha de cos a es a ia elacionada à meno idade do ma e ial de o igem, ao passo que os Espodossolos e O ganossolos oco em em co as ligei amen e mais ele adas, com pedogênese mais e iden e. Foi impossí el sepa a ou as unidades de mapeamen o, apesa do de alhe do mapa, de ido à complexidade da sua oco ência (Gomes & Vidal-To ado, 2005). Análise es u u al Com base no mapa de solos (Figu a 2), o am açadas duas anseções (H e 14), p ocu ando ab ange odas as classes de solos encon adas na pa cela onde o am ealizadas as análises es u u ais, con o me o mé odo de Boule e al. (1982), desc e endo- Figu a 1. Localização da á ea es udada. 1566 Felipe Haenel Gomes e al. R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007 se a mo ologia de 20 em 20 m, além das inchei as, e aumen ando o núme o de desc ições en e os pon os quando necessá io. De ido às condições de encha camen o da maio pa e da á ea, oi u ilizada a adagem com um ubo de PVC en ol endo o ado, e i ando, assim, o desmo onamen o de ma e ial. A á ea ap esen a Neossolos Qua za ênicos ao no e, e a linha que di ide es es com os es an es oco e em uma an iga c is a p aial, onde há uma pequena ele ação de ce ca de 1 m. Na po ção oes e oco e ligei a dep essão, onde apa ece o ho izon e glei o iundo de ma e ial de o igem di e enciado, o qual apa ece ambém no pe il H16. Análises labo a o iais Fo am escolhidos e analisados no e pe is ep esen a i os das duas anseções, con o me a igu a 2. A desc ição mo ológica e a de e minação dos ho izon es o am ealizadas de aco do com o desc i o po San os e al. (2005). Fo am cole adas amos as dos ho izon es pa a ca ac e ização ísica e química. As análises químicas e ísicas o am ei as na TFSA ( e a ina seca ao a ). A análise g anulomé ica oi ealizada pelo mé odo da dispe são, u ilizando hid óxido de sódio 0,1 mol L-1, de aco do com Emb apa (1997). Pa a con i ma a p esença de sul e os, oi ealizada a MEV (mic oscopia ele ônica de a edu a) na ação densa (densidade > 2,89 kg dm-3) da TFSA de um desses ho izon es (2Cgj2 do pe il H16), u ilizando o mic oscópio ele ônico LEO 4354 VP. Complemen ando a MEV, oi ealizada a espec oscopia de ene gia dispe si a (EED) na amos a, com mic ossonda Ox o d modelo 300. Os cá ions Ca2+, Mg2+ e Al3+ o am ex aídos com solução KCl 1 mol L-1. A ex ação de H + Al oi ealiza- da com solução de ace a o de cálcio 0,5 mol L-1 a pH 7,0. Os eo es de P, Na+ e K+ o am ex aídos com solução de H2SO4 0,0125 mol L-1 + HCl 0,05 mol L-1. Os eo es de Ca2+ e Mg2+ o am de e minados po espec oscopia de abso ção a ômica; K+ e Na+, po o ome ia de chama; e Al3+ e H + Al, po i ulome ia. O pH oi de e minado em água, na p opo ção (peso) 1:2,5, após agi ação e epouso de uma ho a, po meio de po enciôme o. Todos esses p ocedimen os o am ealizados de aco do com Emb apa (1997). O con eú- do de ca bono o gânico o al e o de S o al o am de e - minados em analisado es elemen a es, sendo o Leco CNH-1000 pa a o ca bono e o Leco 100 S-C 144DR pa a o S o al. A de e minação de sul a o solú el (SO42-) oi ealizada po c oma og a ia iônica de al a esolução, u ilizando- se um equipamen o Dionex. Foi u ilizada a solução de equilíb io, que é ob ida a a és da elação solo:água 1:20, homogeneizando duas ezes ao dia, du an e cinco dias, e ex aindo o sob enadan e po il ação. As seguin es ex ações sele i as o am ealizadas: ex ação com oxala o de amônio – ei a de aco do com Buu man e al. (1996), na ausência de luz, com de e minação de Fe e Al po espec oscopia de abso ção a ômica – de e minação da densidade ó ica no ex a o (DOox) do mesmo, endo o b anco como e e ência, oi ei a em colo íme o no comp imen o de onda a 430 nm, como ecomendado pa a Espodossolos na Soil Taxonomy (Es ados Unidos, 1999); e ex ação com di ioni o-ci a o de sódio – de e minada po espec o o ome ia de abso ção a ômica (Buu man e al., 1996). Figu a 2. Mapa de solos indicando a localização das anseções e inchei as amos adas. Neossolo Qua za ênico hid omó ico espódico Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico espessa ênico + Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico dú ico Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico + Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico (com ho . Cgj) O ganossolo Tiomó ico sáp ico ípico A0 Q0 A16 Q16 H-1 H3 H9 H13 H16 C14 J14 P14 R14 T inchei as 60 0 60 120 me os T anseção H T anseção 14 SOLOS SOB VEGETAÇÃO DE RESTINGA NA ILHA DO CARDOSO (SP): I - CARACTERIZAÇÃO... 1567 R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007 Foi ealizado ambém o a aque sul ú ico de aco do com Emb apa (1997), con o me ecomendação de San os e al. (2003), nos ho izon es com eo es mais ele ados de Fe e Al, u ilizando-se de H2SO4 1:1; o Fe oi de e minado po espec oscopia de abso ção a ômica, e o Al, po complexome ia com CDTA. A solução do solo oi ob ida u ilizando-se um lisíme o de ensão com cápsula po osa, subme ido a p essão nega i a. Após cole a, a solução oi a mazenada em local e ige ado (4 ºC), de e minando- se o pH no dia seguin e. Pa a es udo da idade de es abilização do ma e ial de o igem, o am u ilizadas pela écnica do 14C duas amos as de ma e ial ege al, de aco do com Pessenda & Cama go (1991), u ilizando uma aiz mo a encon ada no pe il H9, a 180 cm de p o undidade, e um onco caído e so e ado no pe il H3 a 40 cm de p o undidade. RESULTADOS A ca ac e ização mo ológica dos solos (Quad o 1) e idenciou a oco ência de co es mais escu as (ho izon e espódico) em p o undidade, com ou sem p esença de ho izon e E, na maio ia dos solos (Figu a 3). A ansição en e os ho izon es espódicos e os sup ajacen es oi ge almen e ondulada e ab up a ou cla a. Apenas os pe is H-1 e H3 não ap esen a am ho izon e espódico, embo a no pe il H3 enha oco ido um ho izon e C1 delgado com co es mais acinzen adas, indicando início de o mação de um ho izon e elu ial (ho izon e E). En e os pe is que ap esen a am o ho izon e espódico, apenas o O ganossolo (pe il J14) não ap esen ou ho izon e E. Nos Espodossolos, es e ho izon e ap esen ou a iadas espessu as, desde 8 cm (pe il H16) a é 67 cm (pe il H9). Os ho izon es espódicos ap esen a am colo ação mais escu a no opo, que ge almen e o nou-se mais b unada, com co es mais i as, em p o undidade. Não ap esen a am unidades es u u ais de inidas, sendo o g au da es u u a desc i o como g ãos simples (não coe en e) ou maciça (coe en e), quando cimen ados. Apenas alguns ho izon es supe iciais mais icos em MO ap esen a am ag egados g anula es de g au o e. Os ho izon es glei (2Cgj) e hís ico (H) são os que ap esen am consis ência (quando molhada) de maio plas icidade e pegajosidade. Quan o à cimen ação, oco em desde ho izon es espódicos não cimen ados a é ex emamen e cimen ados, ge almen e no opo do ho izon e glei. A análise es u u al da anseção H (Figu a 4) ap esen a dois echos dis in os. O p imei o ai a é o pe il H3, de co a mais baixa e sem o desen ol imen o do ho izon e espódico, onde a da ação do ma e ial ege al ( onco en e ado a 40 cm de p o undidade) na inchei a do pe il H3 mos ou que es e inha idade de 1.500 ± 60 anos AP (an es do p esen e). O segundo echo, em co a mais ele ada, ap esen ou o desen ol imen o des e ho izon e, com espessu as e denominações a iadas (Bhs ou Bs - dependendo da co ), chegando a ap esen a endu ecimen o aco (pe il H13). A da ação do ma e ial ege al ( aiz mo a a 180 cm de p o undidade) no pe il H9 mos ou idade de 4.690 ± 80 anos AP. Nes e echo, mais adian e, ap esen ou ambém, em uma condição de pequeno abaciamen o, acúmulo de MO em supe ície, o iginando o ho izon e hís ico (H13). A espessu a do ho izon e E ambém oi a iada, sendo mais espesso onde ap esen ou maio ele ação (an igas c is as p aiais, como o pe il H9). No inal da anseção, em posição mais baixa, oco eu um ho izon e 2Cgj. A anseção 14 (Figu a 5) ap esen ou o ho izon e espódico em oda a sua ex ensão; na po ção in e mediá ia oco eu um ho izon e hís ico espesso, chegando a 70 cm. No echo inal, p óximo ao manguezal (pe il R14), es e ho izon e ol ou a apa ece , po ém em meno espessu a. A cimen ação oco eu em g ande pa e do ho izon e espódico na anseção, sendo a iá el de aca a ex emamen e cimen ada. O ho izon e E mos ou compo amen o semelhan e ao obse ado na anseção H, a iando de aco do com a mic o opog a ia. Nas duas anseções, a oco ência de ho izon e hís ico implicou maio espessu a do Bhs sob ele e meno espessu a ou ausência do ho izon e Bs. Em elação à g anulome ia (Quad o 2), são solos a enosos, com p edominância da ação a eia ina. Em p o undidade, alguns solos ap esen a am ex u a mais ina, no adamen e o pe il H16 (ho izon es 2Cgj1 e 2Cgj2). Também é no ado ligei o inc emen o nos eo- es de a gila nos ho izon es espódicos e mesmo nos ho- izon es C (a pa i de C4) dos Neossolos Qua za ênicos. A ca ac e ização química (Quad o 3) mos ou solos a iando de o e a ex emamen e ácidos (Emb apa, 1999), com os alo es de pH ob idos na TFSA diminuindo em p o undidade. Os eo es de S aumen a am sensi elmen e em p o undidade nos pe is H16, P14 e H3, acompanhado de dec éscimo dos alo es de pH. Mesmo em ou os pe is, como o J14, R14, H9 e H13, onde os eo es de S em p o undidade não aumen a am an o, o pH diminuiu em mais de uma unidade. Os eo es de SO42- segui am endência semelhan e à de S, sendo mais ele ados ambém onde os alo es de pH o am mais baixos. Os alo es de pH ob idos na solução do solo mos a am endência de se em mais ele ados que os ob idos na TFSA, p incipalmen e em p o undidade. A CTC oi al amen e dependen e da MO, com ele ados eo es de Al ocá el. A elação C/N dos ho izon es supe iciais ap esen ou alo mínimo de 16,4, chegando a alo es maio es que 50 em alguns ho izon es hís icos. Os eo es de Fe e Al nas ex ações sele i as mos a am acúmulo desses elemen os em subsupe ície 1568 Felipe Haenel Gomes e al. R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007 Co p edominan e Unidade Consis ência Ho izon e P o undidade Seca Úmida Es u u al G au (1) Molhada (2) Cimen ação mMunsell H-1 – Neossolo Qua za ênico hid omó ico espódico A 0–0,20 7,5YR 6/1 5 YR 3/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não C1 0,20–0,55 7,5YR 8/1 5 YR 6/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não C2 0,55–0,75 7,5YR 6/1 7,5 YR 3/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não C3 0,75–0,85 7,5YR 6/1 7,5 YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não C4 0,85–1,05+ 10YR 5/4 10 YR 2/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não H3 – Neossolo Qua za ênico hid omó ico espódico A 0–0,18 10YR 3/2 10YR 2/1 g anula o e lig. pl. e lig. peg. não C1 0,18–0,21 7,5YR 6/1 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não C2 0,21–0,45 10YR 6/4 10 YR 3/4 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Cg1 0,45–0,65 10YR 5/2 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Cg2 0,65–1,00 10YR 5/3 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Cgj1 1,00–1,30 10YR 6/3 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Cgj2 1,30–1,50 10YR 6/2 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Cgj3 1,50–1,80 10YR 6/1 10YR 5/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Cgj4 1,80–2,10 10YR 4/2 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não H9 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico espessa ênico A 0–0,20 10YR 5/1 10 YR 4/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não AE 0,20–0,28 10YR 6/1 10YR 4/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não E1 0,28–0,41 7,5YR 7/1 10 YR 5/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não E2 0,41–0,95 7,5YR 8/1 10 YR 7/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhs 0,95–1,03 10YR 3/2 10 YR 3/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsj1 1,03–1,35 (1,30–1,40) 10YR 4/2 10 YR 2/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsj2 1,35–1,80 10YR 5/3 10 YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsj3 1,80–2,10 10YR 5/2 10 YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsj4 2,10–2,50 10YR 4/2 10 YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsj5 2,50–2,80 10YR 4/2 10 YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não H13 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico Ho 0–0,10 5YR 3/1 5YR 2,5/1 ib as - n. pl. e n. peg. não Hd 0,10–0,28 10YR 4/1 5YR 2,5/1 ausen e maciça pl. e peg. não E 0,28–0,38 10YR 7/2 10YR 5/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsj1 0,38–0,55 10YR 3/2 10YR 2/1 ausen e maciça n. pl. e n. peg. acamen e Bhsj2 0,55–0,75 10YR 4/3 10YR 2/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bsj 0,75–1,30 10YR 4/3 10YR 3/4 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Cgj 1,30–1,65 10YR 6/2 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Quad o 1. Dados mo ológicos dos pe is de solos es udados na pa cela pe manen e sob ege ação de ma a de es inga do p oje o BIOTA Pa celas Pe manen es, Ilha do Ca doso, Cananéia (SP) Con inua... SOLOS SOB VEGETAÇÃO DE RESTINGA NA ILHA DO CARDOSO (SP): I - CARACTERIZAÇÃO... 1569 R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007 Co p edominan e Unidade Consis ência Ho izon e P o undidade Seca Úmida Es u u al G au (1) Molhada (2) Cimen ação mMunsell H16 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico a ênico A 0–0,10 10YR3/1 10YR2/1 g anula o e lig.pl.elig.peg.não AE 0,10–0,15 10YR 6/1 10YR 4/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não E 0,15–0,23 10YR 6/1 10YR 4/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhs 0,23–0,40 10YR 4/2 10YR 3/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsj1 0,40–0,54 10YR 3/2 10YR 2/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsj2 0,54–0,62 10YR 2/2 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não 2Cgj1 0,62–0,80 2,5Y 3/1 G1 3/10Y ausen e maciça lig. pl. e peg. não 2Cgj2 0,80–1,60+ G1 4/10Y G1 2,5/10Y ausen e maciça pl. e peg. não C14 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico dú ico A 0–0,15 10YR 4/1 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não AE 0,15–0,20 10YR 7/1 10YR 5/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não E 0,20–0,50 10YR 8/1 10YR 7/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhs 0,50–0,58 10YR 4/2 10YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsm1 0,58–0,75 10YR 3/2 10YR 2/1 ausen e maciça n. pl. e n. peg. o emen e Bhsm2 0,75–1,00 10YR 4/3 10YR 3/3 ausen e maciça n. pl. e n. peg. o emen e Bs1 1,00–1,20 10YR 5/3 10YR 4/4 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bs2 1,20–1,60 2,5Y 6/6 10YR 4/4 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bs3 1,60–1,80 2,5Y 6/4 10YR 5/4 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bs4 1,80–2,10 10YR 5/3 10YR 4/3 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não C 2,10–2,40 10YR 6/3 10YR 5/4 Ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não J14 – O ganossolo Tiomó ico sáp ico ípico Hd1 0–0,20 5YR 3/1 5YR 2,5/1 ausen e maciça pl. e peg. não Hd2 0,20–0,50 5YR 3/1 5YR 2,5/1 ausen e maciça pl. e peg. não Hd3 0,50–0,60 2,5YR 4/3 7,5YR 2,5/2 ausen e maciça pl. e peg. não Hd4 0,60–0,70 7,5YR 2,5/1 5YR 2,5/1 ausen e maciça pl. e peg. não Bhsj1 0,70–1,00 7,5YR 3/3 10YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. acamen e Bhsj2 1,00–1,30+ 10YR 5/2 10YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não P14 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico Ho 0–0,12 5YR 3/2 5YR 2,5/2 ib as - n. pl. e n. peg. não Hd 0,12–0,22 10YR 3/1 10YR 2/1 ausen e maciça lig. pl. e lig. peg.não E1 0,22–0,40 10YR 7/1 10YR 5/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não E2 0,40–0,60 10YR5/2 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsj1 0,60–0,95 10YR 4/3 10YR 3/3 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsj2 0,95–1,03 10YR 4/4 10YR 2/2 ausen e maciça n. pl. e n. peg. o emen e 2Cgj 1,03–1,40+ G1 5/10Y G1 3/10 Y ausen e maciça lig. pl. e lig. peg. não R14 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico Ho 0–0,07 5YR 3/2 5YR 2,5/2 ib as - n. pl. e n. peg. não A 0,07–0,14 10YR 6/1 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não E 0,14–0,23 10YR 6/2 10YR 3/2 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsj 0,23–0,30 10YR 4/2 10YR 2/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Bhsmj 0,30–0,45 10YR 2/2 10YR 2/1 ausen e maciça n. pl. e n. peg. ex emamen e Cgj 0,45–0,60+ 10YR 6/1 10YR 4/1 ausen e g. simples n. pl. e n. peg. não Quad o 1. Con inuação (1) g. simples: g ãos simples. (2) n. pl.: não plás ico; n. peg.: não pegajosa; lig. pl.: ligei amen e plás ico; lig. peg.: ligei amen e pegajosa; pl: plás ico; peg.: pegajosa. 1570 Felipe Haenel Gomes e al. R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007 e p edominância do Al em elação ao Fe. Os alo es de DOox ap esen a am aumen o em subsupe ície an o nos Neossolos como nos ho izon es espódicos, com os maio es alo es no opo des es ho izon es, dec escendo mais abaixo. A mic oscopia ele ônica de a edu a (MEV) mos ou, nos ho izon es 2Cgj, a p esença de pi i as, e idenciadas pela espec oscopia de ene gia dispe si a (EDS), na o ma “ amboidal” (Figu a 6), já em p ocesso de oxidação. Figu a 3. Fo os dos pe is es udados, e idenciando a a iação de ho izon es dos solos es udados sob ege ação de ma a de es inga na Ilha do Ca doso, Cananéia, SP. Na anseção H, o pe il H16 ap esen a o ho izon e 2Cgj com descon inuidade e iden e (d), assim como o pe il P14 da anseção 14 (g). No pe il R14 (h), o o s ein es á sob e o ho izon e Cgj, e odido. (a) (b) (c) (d) (e) ( ) (g) (h) Figu a 4. Es u u a da anseção H dos solos es udados sob ege ação de ma a de es inga na Ilha do Ca doso, Cananéia (SP). 10 20 30 0,5 1,0 1,5 m H-1 H3 H9 H13 H16 ho izon e A ho izon e H ho izon e E ho izon e Bhs ho izon e Bs ho izon e C ho izon e 2Cgj acamen e cimen ado local de cole a do ma e ial da ado SOLOS SOB VEGETAÇÃO DE RESTINGA NA ILHA DO CARDOSO (SP): I - CARACTERIZAÇÃO... 1571 R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007 A eia (1) Ho izon e P o undidade MG G M F MF Sil e A gila Classe ex u al m_______________________________________________ gkg -1 _______________________________________________ H1 – Neossolo Qua za ênico hid omó ico espódico A 0–0,20 0 0 20 920 20 0 40 A eia C1 0,20–0,55 0 0 30 960 10 0 0 A eia C2 0,55–0,75 0 0 30 940 30 0 0 A eia C3 0,75–0,85 0 0 20 940 20 0 20 A eia C4 0,85–1,05+ 0 0 10 930 20 0 40 A eia H3 – Neossolo Qua za ênico hid omó ico espódico A 0–0,18 0 0 80 770 60 40 50 A eia C1 0,18–0,21 0 0 40 910 20 10 20 A eia C2 0,21–0,45 0 0 10 940 30 0 20 A eia Cg1 0,45–0,65 0 0 10 880 70 30 10 A eia Cg2 0,65–1,00 0 0 0 900 50 20 30 A eia Cgj1 1,00–1,30 0 0 10 800 40 100 50 A eia anca Cgj2 1,30–1,50 0 0 0 880 40 40 40 A eia Cgj3 1,50–1,80 0 0 0 880 40 20 60 A eia Cgj4 1,80–2,10 0 0 0 850 50 20 80 A eia H8 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico espessa ênico A 0–0,20 0 0 10 950 10 0 30 A eia AE 0,20–0,28 0 0 10 960 10 0 20 A eia E1 0,28–0,41 0 0 10 960 10 0 20 A eia E2 0,41–0,95 0 0 0 970 10 0 20 A eia Bhs 0,95–1,03 0 0 0 920 20 10 50 A eia Bhsj1 1,03–1,35 (1,30–1,40) 000920301040 A eia Bhsj2 1,35–1,80 0 0 0 930 30 10 30 A eia Bhsj3 1,80–2,10 0 0 20 790 10 120 60 A eia anca Bhsj4 2,10–2,50 0 0 110 790 20 40 40 A eia Bhsj5 2,50–2,80 0 0 10 890 20 20 60 A eia H13 – Espodossolo Fe ihumilú ico hid omó ico o ganossólico Ho 0–0,10 ... ... ... ... ... ... ... ... Hd 0,10–0,28 ... ... ... ... ... ... ... ... E 0,28–0,38 0 0 10 940 20 0 30 A eia Bhsj1 0,38–0,55 0 0 0 940 30 0 30 A eia Bhsj2 0,55–0,75 0 0 0 930 30 0 40 A eia Bsj 0,75–1,30 0 0 10 890 50 10 40 A eia Cgj 1,30–1,65 0 0 0 860 40 60 40 A eia Quad o 2. G anulome ia dos pe is de solos es udados na pa cela pe manen e sob ege ação de ma a de es inga do p oje o BIOTA Pa celas Pe manen es, Ilha do Ca doso, Cananéia (SP) Con inua... 1578 Felipe Haenel Gomes e al. R. B as. Ci. Solo, 31:1563-1580, 2007 En e os Espodossolos, a mic o opog a ia exe ceu papel undamen al na mo ologia e, conseqüen emen e, na classi icação dos solos. Os que es a am em posições mais abaciadas ap esen a am meno espessu a de ho izon e E e maio es eo es de MO na supe ície, chegando a o ma O ganossolos, enquan o os que es a am em posições mais ele adas mos a am ho izon e E mais espesso e com ons mais cla os. Isso oco eu de ido à hid omo ia, que exe ce papel undamen al na gênese desses solos, impedindo a saída da água ica em MO dissol ida do sis ema. A segunda edição do SiBCS (Emb apa, 2006) melho- ou os c i é ios de de inição do ho izon e espódico, po- ém ap esen a ainda algumas ca ências, que de em se sanadas com a ealização de mais es udos de co - elação de Espodossolos no País. En e an o, na cha- e de classi icação, a c iação da subo dem “Espodossolo Fe ilú ico” é ques ioná el, pois elimina um elemen- o-cha e, a MO ilu ial – do p ocesso de podzolização. CONCLUSÕES 1. Os Espodossolos es udados são holocênicos, o mados após es abilização dos sedimen os da deposição eg essi a da T ansg essão San os. 2. A podzolização es á in imamen e ligada à oscilação do lençol eá ico. 3. O SiBCS de e ado a um c i é io químico quan i a i o ( ela i o e, ou, absolu o) pa a deno a a p esença de Fe no ho izon e espódico; de e mina a p ecedência des e c i é io em elação ao da co ; e inse i a denominação “ iônico” no qua o ní el ca egó ico pa a a o dem Espodossolo. 4. A oco ência de ma e iais sul íd icos nesses solos es á elacionada ao ma e ial subjacen e aos depósi os de co dões a enosos, que é mais ino, ico em sul e os e deposi ado p e iamen e em si uação de undo de canal. Essa in luência se deu de o ma di e a (ho izon es 2Cgj dos pe is H16 e P14) ou pela oscilação do lençol eá ico, azendo sul e os aos ho izon es a enosos, os quais êm baixa capacidade- ampão. AGRADECIMENTOS À Coo denação de Ape eiçoamen o de Pessoal de Ní el Supe io (CAPES), pelo inanciamen o do dou o ado-sanduíche do p imei o au o ; e à FAPESP, a a és do p oje o: “Di e sidade, dinâmica e conse ação em lo es as do Es ado de São Paulo: 40 ha de pa celas pe manen es- BIOTA”, pelo apoio inancei o. Ao Ins i u o Flo es al do Es ado de São Paulo e ao Ins i u o Oceanog á ico da USP pelas acilidades o e ecidas du an e os abalhos de campo. LITERATURA CITADA ANDRIESSE, J.P. S udy o he en i onmen al and cha ac e is ics o opical podzols in Sa awak (Eas - Malasia). Geode ma, 2:201-227, 1969. ARAÚJO, D.S.D. & LACERDA, L.D. A na u eza das es ingas. Ci. Hoje, 6:42-48, 1987. BOULET, R.; CHAUVEL, A.; HUMBEL, F.X. & LUCAS, Y. Analyse s uc u ale e ca og aphie en pédologie I – P ise em comp e de l’o ganisa ion bidimensionnelle de la cou e u e pédologique: Les é udes de opósequences e leu s p incipaux appo s à la connaissance des sols. Cashie ORSTOM. Sé ie Pédol., 19:309-321, 1982. BRASIL. Minis é o da Ag icul u a. Cen o Nacional de Ensino e Pesquisas Ag onômicas. Se iço Nacional de Pesquisas Ag onômicas. Comissão de Solos. Le an amen o de econhecimen o dos solos do Es ado de São Paulo: Con ibuição à ca a de solos do B asil. Rio de Janei o, 1960. 634p. (Bole im, 12) BRAVARD, S. & RIGHI, D. 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