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A Influência da Personalidade, Redes e Confiança no Bem-Estar Subjetivo: uma Análise em Contexto Empresarial

Author: Lima Lousinha Alves, Liliana
Year: 2016
Source: https://minerva.usc.es/bitstreams/37c13614-5717-4007-b08b-4cc01a79f292/download
Liliana Lima Lousinha Al es
DEPARTAMENTO DE ECONOMÍA CUANTITATIVA
PROGRAMA DE DOCTORADO EN ECONOMÍA Y EMPRESA
FACULTAD DE CIENCIAS ECONÓMICAS Y EMPRESARIALES
SANTIAGO DE COMPOSTELA
2016
TESIS DOCTORAL
Liliana Lima Lousinha Al es
DEPARTAMENTO DE ECONOMÍA CUANTITATIVA
PROGRAMA DE DOCTORADO EN ECONOMÍA Y EMPRESA
FACULTAD DE CIENCIAS ECONÓMICAS Y EMPRESARIALES
SANTIAGO DE COMPOSTELA
2016
TESIS DOCTORAL
Los es udios empí icos sob e bienes a subje i o se cen an en concep os
como la elicidad y la sa is acción con la ida, median e el análisis de los
da os mac o o mic o p oceden es de egiones o países. Es a esis iene como
obje i o es udia el bienes a subje i o en emp esas, debido a su po encial
pa a la cons ucción de en aja compe i i a y la ausencia de es e ipo de
es udios en el ámbi o emp esa ial. Además, se p opone un nue o en oque de
bienes a subje i o incluyendo la sa is acción con el abajo. Los esul ados
ob enidos mues an que la elación de con ianza en e los compañe os de
abajo, así como la con ianza en la emp esa, en los demás y en la amilia
es án posi i amen e elacionados con la elicidad pe sonal y la sa is acción
en el abajo.
el bienes a subje i o, sa is acción en el abajo, el capi al social, edes,
con ianza
Os es udos empí icos sob e benes a subje i o cén anse en concep os
como a elicidade e sa is acción coa ida, eco endo á análise de da os
mac o ou mic o de exións ou países. Es a ese p e ende es uda o benes a
subxec i o en emp esas, debido ao seu po encial pa a a cons ución da
an axe compe i i a e á ausencia des e ipo de es udos en ámbi o
emp esa ial. Adicionalmen e, p opóñense unha no a isión ao benes a
subje i o incluíndo a sa is acción co aballo. Os esul ados ob idos mos an
que a elación de con ianza en e compañei os de aballo, así como a
con ianza na emp esa, nos ou os e na amilia es án posi i amen e
elacionados coa a elicidade pe soal e a sa is acción co aballo.
benes a subje i o, sa is acción co aballo, capi al social, edes,
con ianza

Empi ical s udies on subjec i e well-being ocus on concep s such as
happiness and li e sa is ac ion, by analyzing mac o o mic o da a om
egions o coun ies. This hesis aims o s udy subjec i e well-being in
companies, because o i s po en ial o building compe i i e ad an age and
he absence o such s udies in business scope. In addi ion, i is p oposed a
new app oach o subjec i e well-being including job sa is ac ion. The esul s
show ha us ela ionship be ween co-wo ke s, as well as us in he
company, in o he s and in he amily is posi i ely ela ed o pe sonal
happiness and job sa is ac ion.
subjec i e well-being, job sa is ac ion, social capi al, ne wo ks, us
Os es udos empí icos sob e bem-es a subje i o cen am-se em concei os
como a elicidade e a sa is ação com a ida, eco endo à análise de dados
mac o ou mic o de egiões ou países. Es a ese p e ende es uda o bem-es a
subje i o em emp esas, de ido ao seu po encial pa a a cons ução da
an agem compe i i a e à ausência des e ipo de es udos em âmbi o
emp esa ial. Adicionalmen e, p opõe-se uma no a abo dagem ao bem-es a
subje i o incluindo a sa is ação com o abalho. Os esul ados ob idos
mos am que a elação de con iança en e colegas de abalho, bem como a
con iança na emp esa, nos ou os e na amília es ão posi i amen e
elacionados com a elicidade pessoal e sa is ação com o abalho.
bem-es a subje i o, sa is ação com o abalho, capi al social, edes,
con iança
ii
AGRADECIMENTOS
O abalho ap esen ado é u o de um eno me es o ço pessoal, sac i ício e pe se e ança
pe an e obs áculos de di e sas na u ezas. Es e es o ço e sac í ico, necessá ios pa a a
p ossecução da in es igação, se ia indubi a elmen e ingló io sem o apoio das pessoas que
es i e am comigo nes e caminho. Es e ex o não p e ende apenas ag adece , mas acima de
udo econhece a impo ância das pessoas que me odea am e con ibuí am pa a a
conc e ização e inalização da in es igação. Impo an es ao ní el cien í ico e impo an es,
igualmen e, ao ní el pessoal.
Em p imei a o dem que o ag adece p o undamen e odo o apoio que me oi dado pela
P o esso a Dou o a Helena San os Rod igues. Que o econhece publicamen e a sua
impo ância e o seu incen i o deciso na escolha des e caminho. Ao gos o pessoal pela
in es igação, as suas pala as de apoio e de o ien ação o am a ped a basila des e pe cu so.
Ag adeço à P o esso a Dou o a Helena San os Rod igues, mes e cien í ica e o ien ado a,
odas as condições que o na am possí el a elabo ação e a inalização do abalho. Mui o
ob igada, P o esso a Dou o a Helena San os Rod igues.
Em igual o dem, des aco e ag adeço à P o esso a Dou o a Isabel Nei a Goméz oda a sua
o ien ação e odo o seu apoio ao longo des e ês anos. Reconheço nos seus ensinamen os a
e olução das minhas capacidades nos úl imos anos e na sua o ien ação o abalho
desen ol ido. Ag adeço odo o empo dispensado na o ien ação e odos os conselhos
undamen ais na condução da in es igação. Des aco e ag adeço odas as pala as de incen i o
e de econhecimen o, assim como odo o apoio nos p ocessos bu oc á icos associados a es e
pe cu so. Mui o ob igada, P o esso a Dou o a Isabel Nei a Goméz.
Ao ní el pessoal, e com eno mes e lexos nes e abalho, que o ag adece ao Rui Rocha,
meu companhei o de odas as ho as e de odos os cená ios. Apoio undamen al ao ní el
emocional e apoio undamen al na conc e ização da in es igação. Além de companhei o, o
Rui Rocha oi ele an e no con ac o com as emp esas e na ecolha de dados, sem os quais o
esul ado e a inalização des a in es igação não se iam ce amen e es es. Rui, mui o ob igada!
Des aco nes e pe cu so, a companhia e apoio das minhas amigas Luciana Co eia e Olga
Pe ei a. Mui o ob igada Luciana pelo eu empo. Mui o ob igada Olga pelas uas pala as.
Aos meus pais, A u Luís Al es e Ma ia da Piedade Lima, ob igada po semp e
incen i a em a minha cu iosidade e po semp e con ia em e apoia em as minhas opções.
Ob igada pelo seu es o ço con e ido em opo unidades pa a mim, pelas suas pala as
con e idas em o ça, pelas suas ho as que ac escen a am ho as às minhas ho as. Mui o mui o
mui o ob igada.
Índice Ge al
__________________________________________________________________________________
x
In oducción .................................................................................................................... 133
Discusión de las Hipó esis H1, H2 y H3 ......................................................................... 133
Discusión de las Hipó esis H4, H5 y H6 ......................................................................... 135
Discusión de los Resul ados y Conclusiones .................................................................. 138
Limi aciones y Fu u as Líneas de In es igación ............................................................. 140
Apêndice 2 – Ques ioná io e são Po uguesa ....................................................................... 141
Apêndice 3 – Ques ioná io e são Cas elhana ....................................................................... 155
Apêndice 4 – Análise Desc i i a ............................................................................................ 167
Apêndice 5 – O de ed P obi Reg essions: odas as a iá eis ............................................... 191
Re e ências Bibliog á icas ...................................................................................................... 197

ÍNDICE DE TABELAS
Índice de Tabelas
__________________________________________________________________________________
xix
Tabela 1 – Tipologias de Ques ioná ios de Análise de Pe sonalidade: Big Fi e Fac o .......... 12
Tabela 2 – Medição do Bem-es a Subje i o: Eu opean Values S udy (2008) ........................ 70
Tabela 3 – Medição Redes: Tamanho, F equência e Relação (Con iança, Colabo ação e
Sen ido de In e ajuda) ............................................................................................................... 73
Tabela 4 – Medição Con iança Pessoal .................................................................................... 74
Tabela 5 – Medição Con iança O ganizacional ....................................................................... 74
Tabela 6 – Análise Desc i i a ................................................................................................... 77
Tabela 7 – Análise Fa o ial Explo a ó ia da Pe sonalidade ..................................................... 87
Tabela 8 – Análise Fa o ial Explo a ó ia das Redes................................................................. 88
Tabela 9 – Análise Fa o ial Explo a ó ia da Con iança Pessoal e da Con iança O ganizacional
.................................................................................................................................................. 89
Tabela 10 – SEM-PLS: Weigh e Loading das a iá eis obse á eis ...................................... 91
Tabela 11 – Modelo SEM-PLS: Quali y C i e ia O e iew .................................................... 93
Tabela 12 – Modelo SEM-PLS: Validade disc iminan e - Raiz Quad ada AVE ..................... 94
Tabela 13 – Modelo SEM-PLS: Validade disc iminan e – C ossloadings .............................. 95
Tabela 14 – Modelo SEM-PLS: Va iância Explicada .............................................................. 97
Tabela 15 – Modelo SEM-PLS: Ou e Wheigh s Bloo s apping ............................................ 98
Tabela 16 – Modelo SEM-PLS: In e alos de Con iança ........................................................ 99
Tabela 17 –Modelo SEM-PLS: Indicado C oss- alida ed communali y ............................. 100
Tabela 18 - Modelo SEM-PLS: Indicado C oss- alida ed edundancy ............................... 101
Tabela 19 – Modelo SEM-PLS: Cons uc C oss- alida ed communali y ............................ 102
Tabela 20 - Modelo SEM-PLS: Cons uc C oss- alida ed edundancy ............................... 102
Tabela 21 – Resul ados O de ed P obi Reg essions – Modelos Finais ................................. 113
Tabela 22 – Idade: mínimo, máximo e média ........................................................................ 169
Tabela 23 – Idade: equência e pe cen agem po aixa e á ia ............................................... 169
Tabela 24 – Es ado Ci il: equência e pe cen agem ............................................................. 170
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
__________________________________________________________________________________
xx
Tabela 25 – Es ado de Saúdo po equência e pe cen agem ................................................. 172
Tabela 26 - Anos na Emp esa po equência e pe cen agem ................................................ 173
Tabela 27 - Rede Família Tamanho: Mínimo, Máximo e Média ........................................... 176
Tabela 28 - Rede Família Tamanho: equência e pe cen agem ............................................ 176
Tabela 29 - Rede Amigos Tamanho: Mínimo, Máximo e Média .......................................... 177
Tabela 30 – Rede Amigos Tamanho: equência e pe cen agem ........................................... 177
Tabela 31- Rede Vizinhos Tamanho: Mínimo, Máximo e Média .......................................... 178
Tabela 32 – Rede Vizinhos Tamanho: equência e pe cen agem ......................................... 178
Tabela 33 - Rede Colegas Tamanho: Mínimo, Máximo e Média .......................................... 179
Tabela 34 – Rede Colegas Tamanho: equência e pe cen agem ........................................... 179
Tabela 35 - Rede Família F equência: Mínimo, Máximo e Média ........................................ 180
Tabela 36 – Rede Família F equência: equência e pe cen agem ......................................... 181
Tabela 37 - Rede Amigos F equência: Mínimo, Máximo e Média ........................................ 181
Tabela 38 – Rede Amigos F equência: equência e pe cen agem ........................................ 181
Tabela 39 - Rede Vizinhos F equência: Mínimo, Máximo e Média ...................................... 182
Tabela 40 – Rede Vizinhos F equência: equência e pe cen agem ....................................... 182
Tabela 41 - Rede Colegas F equência: Mínimo, Máximo e Média........................................ 182
Tabela 42 - Rede Colegas F equência: equência e pe cen agem ......................................... 183
Tabela 43 - Redes Con iança, Colabo ação e Sen ido de In e ajuda: Mínimo, Máximo e Média
................................................................................................................................................ 183
Tabela 44 – Va iá eis Bem-es a Subje i o: Mínimo, Máximo e Média ............................... 184
Tabela 45 - Felicidade Pessoal: equência e pe cen agem .................................................... 184
Tabela 46 - Sa is ação com a Vida: equência e pe cen agem .............................................. 185
Tabela 47 - Sa is ação com o T abalho: equência e pe cen agem ....................................... 185
Tabela 48 – Bem-es a Subje i o e Va iá eis Sociodemog á icas ......................................... 186
Tabela 49 – Con iança nas Redes e Va iá eis Sociodemog á icas ........................................ 187

Índice de Tabelas
__________________________________________________________________________________
xxi
Tabela 50 – Colabo ação nas Redes e Va iá eis Sociodemog á icas .................................... 188
Tabela 51 – Sen ido de In e ajuda nas Redes e Va iá eis Sociodemog á icas ...................... 189
Tabela 52 – Resul ados O de ed P obi Reg essions – Todas as a iá eis ............................ 193
ÍNDICE DE GRÁFICOS
1. In odução

Capí ulo 1 - In odução
__________________________________________________________________________________
3
A ges ão de emp esas oi pau ada a é à década de 80 pelo oco nos ecu sos ma e iais e
inancei os da o ganização. A an agem compe i i a e a concebida a a és da eo ganização
de ecu sos in e nos, da adoção de no os p ocedimen os p odu i os, da comp a de máquinas
de p odução de maio capacidade, e da consequen e p á ica de p eços al amen e compe i i os
ou de p odu os e se iços di e enciados. No en an o, os in es igado es e os ges o es
consciencializa am que exis e ou o ecu so mui o alioso e com capacidade de c iação de
an agem compe i i a: o capi al humano. Sob e es e aspe o, o es udo do capi al in elec ual
ganhou des aque na medida em que e idenciou a impo ância do conhecimen o que exis e
den o das o ganizações, dos ges o es e dos colabo ado es, po ia do conhecimen o das
unções que exe ce, da cul u a o ganizacional que p edomina e das elações en e os memb os
in e nos e pa cei os ex e nos da emp esa. Es e conhecimen o iabiliza a c iação de p odu os e
p ocessos ino ado es e compe i i os ace aos conco en es. Assim, a alo ização do capi al
humano, bem como a sua sa is ação labo al ganhou p o agonismo no ambien e emp esa ial e
na in es igação cien í ica, enquan o possí el on e de an agem compe i i a.
Po ou o lado, o concei o de bem-es a subje i o em sido abo dado p o undamen e pela
psicologia, e pos e io men e pela sociologia e pela economia. Com denominação não
consensual, elicidade, a e o posi i o, sa is ação com a ida, bem-es a subje i o são algumas
das denominações mais comuns. Apesa de sa is ação com a ida euni mais consenso na sua
de inição, elicidade e bem-es a -subje i o são concei os que não encon am o mesmo ipo de
consenso. A endendo à ação do a e o e da cognição em odas as a i udes e compo amen os
humanos, á ios au o es de endem que a elicidade ou bem-es a são e e en es a sensações
especí icas e passagei as sob e de e minado momen o de ida, enquan o a sa is ação com a
ida e le e uma ponde ação sob e odos os momen os i idos a é ao momen o. O es udo do
bem-es a subje i o em alcançado conclusões álidas e co obo á eis sob e a in luência da
pe sonalidade e do capi al social no bem-es a subje i o. Ao ní el da pe sonalidade, a eo ia
do Big Fi e Fac o em sido amplamen e u ilizada e consis e na ca ac e ização da
pe sonalidade a a és de cinco a o es: ex o e são, amabilidade, esc upulosidade,
neu o icismo, e abe u a à expe iência. Di e sos au o es concluí am que ele ados ní eis de
ex o e são e baixos ní eis de neu o icismo (es abilidade emocional) es ão associados ao
bem-es a . Adicionalmen e, a sa is ação com o abalho ambém se encon a elacionada com
ou o a o de pe sonalidade: a esc upulosidade, is o é, pe sis ência na elabo ação de
de e minada a e a ou unção. En e os ques ioná ios u ilizados o 44 Big Fi e Fac o é um dos
ques ioná ios mais u ilizados que na á ea da psicologia, que na á ea da ges ão, pela
consis ência in e na que e ela e pela ab angência e sín ese da análise.
Po sua ez, o capi al social pode se de inido pelo alo em si de aze pa e de um
ag egação social, bem como pelo bene ício e alo que pode alcança a a és da pe ença a
de e minada ag egação social. O capi al social é cons i uído pelas edes, no mas e con iança
que cons i uem a ag egação, podendo es a ag egação se mais p óxima – ede amília, po
exemplo – ou mais ampla – como é o caso dos sindica os. Nes a concep ualização, a
con iança é um a o cha e enquan o mo o das elações es abelecidas en es os memb os das
edes em que o indi íduo se inse e. As in es igações ealizadas a é ao momen o cen am-se
em amos as de di e en es países ou egiões e explo am p incipalmen e a elação en e o
capi al social e a elicidade e sa is ação com a ida. Es as in es igações analisam dados
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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4
ecolhidos po ques ioná io en e cidadãos de dis in os países e que abo dam dis in os emas.
A ní el eu opeu, des aca-se a u ilização do Eu opean Values S udy e do Eu opean Social
Su ey a pa i do qual se publica g ande pa e das conclusões sob e a in luência do capi al
social na elicidade pessoal e na sa is ação com a ida. No con inen e ame icano, e ambém
nos es an es con inen es, ealça-se a u ilização do Wo ld Values Su ey, do Gallup Wo ld
Poll e do Cu en Popula ion Su eys. Os esul ados des es ques ioná ios êm e elado que o
capi al social, p esen e na elação es abelecida com a amília e os izinhos, com a eligião e a
comunidade, é in luen e na elicidade sen ida pelo indi íduo.
Conside a-se como pon o de pa ida do p esen e abalho os esul ados cien í icos sob e a
impo ância do capi al social pa a o bem-es a , assim como da pe sonalidade e da elação com
colegas e supe io es labo ais na sa is ação com o abalho, p opondo uma no a abo dagem ao
bem-es a . Nes e sen ido, es a in es igação p e ende es a o concei o de bem-es a subje i o
enquan o concei o que engloba a elicidade pessoal, a sa is ação com a ida e a sa is ação
com o abalho. A elicidade pessoal de ine-se pela sensação a e i a posi i a pe an e cu os
momen os de ida. Po sua ez, a sa is ação com a ida é uma sa is ação que esul a da
ponde ação a e i a e cogni i a de di e sos momen os da ida, endo um ca ac e menos
passagei os do que a elicidade pessoal. Assim, conside ou-se nes e abalho a hipó ese de que
a elicidade pessoal e a sa is ação com a ida conduzem a uma sa is ação pessoal. Po ou o
lado, a sa is ação com o abalho esul a da ponde ação a e i a e cogni i a sob e a a i idade
labo al de cada indi íduo, aduzindo-se em sa is ação labo al, como o p óp io nome indica.
De aco do com a hipó ese e e ida an e io men e, a sa is ação pessoal e a sa is ação labo al
pode ão se os cons i uin es do bem-es a subje i o. Es e bem-es a depende á da exis ência
ou não exis ência dos dois ipos de sa is ação, conside ando-se assim a es e a pessoal e a
es e a labo al como á eas dis in as, mas undamen ais, pela impo ância que êm pa a cada
indi íduo e pelo núme o de ho as diá ios que despendem em cada uma das es e as.
O modelo de in es igação des e abalho es a se o no o concei o de bem-es a subje i o
p opos o nes a in es igação, enquan o concei o que pela p imei a ez ac escen a a sa is ação
com o abalho, à elicidade pessoal e à sa is ação com a ida num só cons uc o, pode á se
in luenciado pela pe sonalidade indi idual, pelas edes pessoais e p o issionais em que se es á
en ol ido, pela con iança sen ida em elação a ou a pessoa e pela con iança na emp esa onde
abalha. Assim, a pe sonalidade é analisada a a és da eo ia do Big Fi e Fac o e a
impo ância da sua p esença nes e modelo es á elacionada com a in luência e moni o ização
que a pe sonalidade exe ce nas a i udes e compo amen os humanos. Po sua ez, as edes
conside adas no modelo são a ede amilia , a ede de amigos, a ede de izinhos e a ede de
colegas de abalho, sem di e ença hie á quica. As qua o edes são analisadas nes a
in es igação do pon o de is a do amanho da ede, da equência de con ac o, e da con iança,
colabo ação e sen ido de in e ajuda en e os memb os de cada ede. Po im, a con iança
pessoal é obse ada a a és da con iança em elação a ou a pessoa enquan o a con iança
o ganizacional é obse ada do pon o de is a da con iança sen ida nos supe io es
hie á quicos, nos ges o es e na emp esa.
Capí ulo 1 - In odução
__________________________________________________________________________________
5
Além do modelo de in es igação inclui uma no a concep ualização do bem-es a
subje i o, e o çando a impo ância da es e a labo al, o no o ques ioná io desen ol ido oi
aplicado num no o âmbi o de in es igação, pouco usual nas in es igações sob e es e ema: a
emp esa. P e ende-se assim es a as elações de in luência en e capi al social e elicidade
pessoal e sa is ação com a ida, explo adas em ou as in es igações, ao ambien e emp esa ial
obse ado nes a in es igação, com o obje i o de pe cebe os alice ces da sa is ação pessoal e
ambém da sa is ação labo al nas emp esas es udas nes e abalho. Nes e sen ido, o
ques ioná io oi aplicado em ambien e labo al a memb os de emp esas localizadas na
Eu o egião Galiza – No e de Po ugal du an e o ano de 2015. En e os i ens analisados no
ques ioná io, a p esença de ques ões elacionadas com a con iança o ganizacional p e ende
se um con ibu o ele an e na medida em que a con iança nos supe io es hie á quicos, nos
ges o es e na emp esa pode á se in luen e da sa is ação labo al, mas ambém da sa is ação
pessoal.
Assim, no capí ulo 2 ap esen a-se uma e isão de li e a u a sob e os concei os
undamen ais da p esen e in es igação, sendo eles a pe sonalidade e o capi al social. São
ap esen adas as di e sas de inições dos concei os, bem como abo dagens cien í icas.
A endendo à impo ância da con iança nes a in es igação, são e e idas ipologias e
abo dagens da con iança, bem como as mais- alias o ganizacionais associadas a es a a iá el.
Po sua ez, expõe-se no capí ulo 3 a e isão de li e a u a ealizada sob e o bem-es a
subje i o. Ao longo do capí ulo são ap esen ados os con ibu os cien í icos de di e sas á eas
cien í icas, que dão um ca ác e eclé ico ao concei o, mo i o pelo qual ainda não exis e uma
de inição de bem-es a acei e com unanimidade. Conside ando que se suge e a inclusão da
sa is ação com o abalho enquan o a iá el de bem-es a subje i o, são ap esen ados alguns
es udos eó icos e empí icos ealizados sob e es e ipo de sa is ação. O capí ulo 4 ence a a
e isão de li e a u a e ap esen a os p incipais esul ados cien í icos que elacionam os
concei os abo dados nes e es udo. Po sua ez, o capí ulo 5 inicia a pa e empí ica des a
in es igação, expondo a ques ão de pa ida, o ques ioná io desen ol ido, a análise desc i i a e
as hipó eses delineadas. Pa a o es e das hipó eses são ealizadas análises a o iais
explo a ó ias, SEM-Pa ial Leas Squa es e O de ed P obi Reg ession. Os esul ados das duas
p imei as análises são ap esen ados no capí ulo 6 e os esul ados das O de ed P obi
Reg essions são expos os no capí ulo 7. Assim, o capí ulo 6 inicia com a undamen ação das
ês p imei as hipó eses, seguindo a análise es a ís ica elacionada com os es es p e endidos e
a espe i a análise e alidação das hipó eses. O capí ulo 7 expõe inicialmen e a
undamen ação das hipó eses 4, 5 e 6 cujo es e é ealizado a a és de O de ed P obi
Reg essions. Segue-se assim a ap esen ação dos esul ados e alidação das hipó eses. A ese
ence a no capí ulo 8 onde são discu idas as hipó eses e os esul ados alcançados,
ap esen ando-se as limi ações da in es igações e u u as linhas de in es igação.

2. Concei os P é ios: Pe sonalidade e Capi al Social
Capí ulo 2 - Concei os P é ios: Pe sonalidade e Capi al Social
__________________________________________________________________________________
9
2.1. INTRODUÇÃO
O capí ulo 2 abo da as in es igações cien í icas desen ol idas nas úl imas décadas sob e
a pe sonalidade e o capi al social. Nes e sen ido o capí ulo encon a-se di idido em duas
secções p incipais: pe sonalidade e capi al social. Pa indo de uma abo dagem eó ica dos
p incipais concei os da p esen e ese, o capí ulo es á o ganizado de o ma a ocaliza -se nos
es udos desen ol idos a p io i e que ap esen am um modelo semelhan e ao desen ol ido
nes a in es igação ou com con ibu os impo an es pa a es e es udo. Assim, o capí ulo inicia
com con ibu os cien í icos da á ea da psicologia e da ges ão sob e ipos de medição da
pe sonalidade. Nes a abo dagem des aca-se a eo ia da pe sonalidade: Big Fi e Fac o ,
alidada na psicologia e aplicada em á eas cien í icas dis in as. A secção dedicada à
pe sonalidade ap esen a os aços e as componen es que cons i uem os di e en es a o es,
a endendo a que é uma eo ia ag egado a. Adicionalmen e, são expos os e compa ados
ques ioná ios desen ol idos endo como undamen o a eo ia Big Fi e Fac o , bem como
es udos compa a i os sob e a consis ência de cada ques ioná io enquan o medida de
pe sonalidade.
A segunda secção des e capí ulo inicia com a concep ualização de capi al social e das
dis in as abo dagens cien í icas ao mesmo. A endendo que o capi al social é um concei o
ag egado , são mencionados di e sos es udos cien í icos sob e edes e con iança, enquan o
cons i uin es do capi al social. A e isão de li e a u a sob e con iança me ece des aque e
maio oco, uma ez que é undamen al na in es igação do capi al social e do bem-es a
subje i o. Assim, são e e idas ipologias de con iança, ipos de abo dagens e an agens
associadas à con iança em di e sas edes. Todos os ópicos ealçam es udos a uais com
con ibu os de ele o pa a es a in es igação. Na úl ima secção ap esen am-se as p incipais
conclusões da e isão de li e a u a sob e pe sonalidade e capi al social.
2.2. PERSONALIDADE
Na li e a u a cien í ica da á ea da psicologia e da á ea da ges ão, encon am-se di e sos
es udos que êm como base a pe sonalidade, sendo es a analisada a a és de a iá eis pessoais
mui o especí icas, ais como a enacidade (J. R. Baum & Locke, 2004); o locus con ol
(K oeck, Bullough, & Reynolds, 2010); o o imismo (Fe ei a, 2003); a necessidade de
ealização pessoal (Shane, Locke, & Collins, 2003); a paixão pelo abalho (Timmons, 2000);
o con olo da ansiedade (E ez & Judge, 2001); o assumi iscos (Ga cía, Ma ínez, &
Fe nández, 2010). Con udo, es es es udos de inem as ca ac e ís icas de pe sonalidade de
o ma dis in a e ap esen am esul ados desag egados. Assim, en e a comunidade cien í ica de
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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psicologia su giu uma eo ia obus a que eúne g ande consenso, sendo essa eo ia a “G ande
Teo ia da Pe sonalidade”: o Fi e-Fac o Model (En ick & Lang o d, 2000; Judge & Zapa a,
2014). Es a eo ia da pe sonalidade é ambém denominada como Big Fi e Fac o e a gumen a
que odas as pe sonalidades podem se a aliadas a a és da análise de cinco a o es:
ex o e são; amabilidade; esc upulosidade; neu o icismo; e abe u a à expe iência (Cia a ella,
Buchhol z, Rio dan, Ga ewood, & S okes, 2004; J.M. Digman, 1990; En ick & Lang o d,
2000; Mu is, Mees e s, & Diede en, 2005; Seibe & K aime , 2001; Zhao & Seibe , 2006).
O a o ex o e são, ambém denominado de sociabilidade, mede a in e ação pessoal com
o meio social, podendo a pessoa se mais ex o e ida – calo osa, alado a, o imis a - ou mais
in o e ida – independen e, ese ada, de di ícil “descodi icação”. Po sua ez, o a o
amabilidade mede a endência indi idual pa a a i udes e compo amen os mais bené olos ou
mais belige an es. Con as a ca ac e ís icas como gene osidade, boa índole, con iá el e sus
cinismo, udeza, manipula i o. Rela i amen e ao a o esc upulosidade, es e a o conside a a
capacidade de o ganização, concen ação e mo i ação pessoal pa a a ingi de e minado
obje i o. Uma pessoa o ganizada e que planeia as suas a e as e á alo es mais ele ados de
esc upulosidade, enquan o aquela que é deso ganizada e não se oca em obje i os possui
alo es mais baixos. O a o neu o icismo, po sua ez, a alia o es ado neu ó ico da pessoa,
is o é, a sua es abilidade emocional. Uma pessoa que ap esen e alo es baixos de
neu o icismo ende a se mais anquila e segu a de si mesmo. Se no ex emo mínimo es á a
es abilidade e con iança pessoal, no ou o ex emo máximo encon am-se aços elacionados
com a pe sonalidade de uma pessoa ne osa, ansiosa e dep essi a. Po im, o a o abe u a à
expe iência, ou ambém apelidado de abe u a in elec ual, a alia a endência da pessoa pa a
se mais c ia i a, imagina i a e ap eciado a de no as expe iências, ou, po ou o lado, mais
con encional e mais ocada em coloca em p á ica as ideias (Cia a ella e al., 2004; En ick &
Lang o d, 2000; Seibe & K aime , 2001; Zhao & Seibe , 2006).
A eo ia do Big Fi e Fac o e e como pon o de pa ida uma lis a de a iá eis c iada po
Ca ell (1945) e que pe spe i a a a análise da pe sonalidade de de e minado indi íduo (John
& S i as a a, 1999). Pos e io à cla i icação dos cinco a o es de pe sonalidade po au o es
como Fiske (1949) e Tupes & Ch is al (1961), J. M. Digman & Takemo o-Chock (1981),
Goldbe g (1981), as denominações dos cinco a o es já se encon a am na década de 90
uni o mizadas e cien í icamen e acei es, bem como as ca ac e ís icas de pe sonalidade a que
se e e iam (Cos a & McC ae, 1985, 1992; John & S i as a a, 1999; Zhao & Seibe , 2006).
Nes e sen ido, a eo ia Big Fi e Fac o ag upa, nos cinco a o es, os di e sos aços de
pe sonalidade e as espe i as componen es, an e io men e in es igadas indi idualmen e ou
segmen adas em pequenos g upos de ca ac e ís icas.
Assim, ao a o ex o e são es ão associados aços de pe sonalidade ais como sociá el,
g egá io, asse i os, alado , a i o. Es e a o analisa ês componen es da pe sonalidade:
ambição, sociabilidade e indi idualidade. A ambição es á elacionada com a oma de
inicia i a, agilidade, impe uosidade, gos o pela lide ança, e se pe suasi o. A segunda
componen e – sociabilidade – es á elacionada com o gos o po conhece pessoas e se
con e sado . A indi idualidade – e cei a componen e do a o ex o e são - es á elacionada
Capí ulo 2 - Concei os P é ios: Pe sonalidade e Capi al Social
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(2010) incluiu nos Pu nam’s g oups odos os g upos nos quais os indi íduos en am pelo
p aze de se em memb os de associações que p es am se iços de bem-es a social pa a:
idosos, o ganizações pe encen es à Ig eja, clubes despo i os, clubes de a e e li e a u a,
g upos de a e nização e associações ju enis, g upos de de esa dos di ei os humanos e dos
animais, bem como mo imen os de paz e g upos de p o eção ambien al. Na segunda
dimensão - capi al social elacional ex ínseco - Sa acino (2010) conside ou o a o de se
memb o e olun á io não enume ado em g upos nos quais o indi íduo pa icipa po
mo i ação ex ínseca (apelidados de Olsonian’s g oups). Fo am conside ados Olsonian’s
g oups os sindica os, o ganizações p o issionais e ag ícolas, associações de a e nidade, bem
como o ganizações elacionadas com a p o eção do consumido e da saúde. Po sua ez, a
dimensão - ou o capi al social elacional - incluiu o a o de se memb o e olun á io não
enume ado em ou os g upos cuja dis inção en e a mo i ação in ínseca e ex ínseca não é
mui o cla a. Po im, a dimensão - não-capi al social elacional- inclui a con iança na ig eja,
nas o ças a madas, no sis ema educa i o, na imp ensa, nos sindica os, na polícia, no
pa lamen o, nos se iços ci is, nas g andes emp esas e no sis ema judicial (Rod íguez-Pose &
on Be lepsch, 2014; Sa acino, 2010).
Sa acino (2010) u iliza a denominação de Pu nam’s g oups e Olsonian’s g oups uma
ez que R. Pu nam (1993) e Olson (1982) disco dam na sob eposição de bene ícios das edes
sociais. R. Pu nam (1993) de ende que a pa icipação em edes sociais p oduz bene ícios,
como o e o ço da coope ação e da con iança, que den o do g upo que na sociedade,
aumen ando o c escimen o económico e a e iciência go e namen al. Olson (1982), po sua
ez, de endeu que nem odas as edes sociais p omo em esses ins, uma ez que exis em
associações sociais (sindica os, o ganizações p o issionais, g upos de lobby e pa idos
polí icos) com in e esses pa icula es que não são necessa iamen e bené icos pa a a sociedade.
Na isão de Olson (1982), es e ipo de associações não p ocu am “aumen a o amanho do
bolo”, mas sim es o ça -se pa a ecebe “a maio a ia do bolo social” (Olson, 1982, p. 43). Os
g upos de in e esse p opos os po Olson (1982) p ocu am limi a a en ada de no os
memb os, com o obje i o de maximiza os bene ícios de cada memb o do g upo, sendo
equen e obse a em-se con li os de in e esse en e g upos sociais, ansmi indo maio
ins abilidade à economia e limi ando o c escimen o económico (Olson, 1982; Rod íguez-Pose
& Be lepsch, 2012).
Po sua ez, Dasgup a (2010) ap esen ou uma de inição sucin a de capi al social. De
aco do com Dasgup a (2010), o capi al social de e se in e p e ado como edes in e pessoais
onde os memb os da ede desen ol em e man êm con iança uns nos ou os com o obje i o de
cump i em as suas p omessas a a és do cump imen o mú uo dos aco dos. Van Oo scho &
A s (2005), bem como Po ela, Nei a, & Salinas-Jiménez (2013) conside a am que exis e um
c escen e consenso sob e as ês g andes dimensões do capi al social, sendo elas: edes sociais
( elações in o mais, olun a iado, memb o de o ganizações); no mas socias (pa ilha de
no mas, alo es cí icos); e con iança social (con iança gene alizada, con iança ins i ucional,
con iança in e pessoal).

LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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De igual modo, J. F. Helliwell, Huang, & Wang (2013) conside am a impo ância de
inclui di e sas medidas cha e elacionadas com a qualidade do ecido social, de en e elas a
qualidade das elações e no mas sociais, bem como a con iança sen ida. Klein (2013)
iden i icou que os con ac os sociais, a pe ença a g upos sociais enquan o memb o e a ques ão
da con iança são os ês concei os ans e sais aos di e sos au o es do capi al social. No
en an o, Klein (2013) de ende que o capi al social de e se conside ado além da sua
componen e de es u u as sociais, consis indo num ecu so que oi desen ol ido pelo
indi íduo pa a ge a algum ipo de e o no no u u o. O capi al social não consis e na es u u a
que o supo a, mas nos esul ados que ad ém da es u u a, sendo um esul ado de in e ações
em edes sociais, com base em no mas e con iança en e indi íduos e ins i uições, esul ando
des e in es imen o e o nos mone á ios ou ísicos (como é o caso do aumen o do bem-es a
subje i o)(Klein, 2013).
Adle & Kwon (2002) a gumen a am e de ende am a denominação dos esul ados da
in e ação social como capi al, ap esen ando se e a gumen os. Os au o es compa am o capi al
social a ou os ipos de capi al, jus i icando que, à semelhança dos ou os capi ais, o capi al
social é um a i o a longo p azo no qual são in es idos ecu sos com a pe spe i a de ob e
bene ícios no u u o. Es es bene ícios podem se solida iedade, pode , bem como um acesso
supe io a in o mação e esul am da cons ução de edes e no desen ol imen o das elações,
aumen ando a iden idade cole i a e acili ando ambém a ação cole i a. Adle & Kwon (2002)
conside a am que o capi al social, à semelhança de ou as o mas de capi al, é ap op iá el e
con e í el. O e cei o a gumen o es á elacionado com o ac o des e ipo de capi al e a
capacidade de subs i ui ou comple a ou os ecu sos, como se e de exemplo a subs i uição
de capi al inancei o po ligações sociais p i ilegiadas. Ao con á io do capi al inancei o,
mas à semelhança do capi al ísico e humano, o capi al social p ecisa de manu enção, sendo
es e o qua o a gumen o dos au o es. O uso do capi al con ibui pa a o seu c escimen o e
desen ol imen o, sendo a con iança um exemplo des e a gumen o. Segue-se o quin o
a gumen o, de endendo Adle & Kwon (2002) que algumas o mas de capi al social são bens
cole i os, não sendo p op iedade p i ada de quem bene icia deles. Os au o es ealça am que
es e ipo de capi al não es á localizado nos a o es en ol idos na elação, mas na p óp ia
elação, sendo necessá io comp omisso e coope ação de ambas as pa es na cons ução do
capi al social. Po im, o capi al social é dis inguido de ou os a i os económicos pela sua
ca ac e ís ica de não pode se quan i icado.
O capi al social oi abo dado na in es igação cien í ica das o ganizações, conhecendo-se
a ualmen e di e sos ní eis de en oque e elações de in luência. A abo dagem do capi al social
como on e de impac o na pe o mance ealizou-se a á ios ní eis (Mo an, 2005). Pa indo de
um ní el mais indi idual ou de pequenos g upos (B ass & Bu kha d , 1993; R.S. Bu , 1992;
Podolny & Ba on, 1997), passando pela análise de g andes o ganizações, ais como emp esas
(M.T. Hansen, 1999; Rowley, Beh ens, & K ackha d , 2000; Tsai & Ghoshal, 1998; Walke ,
1998; Walke , Kogu , & Shan, 1997) a é comunidades e nações (R. D. Pu nam, 1995), o
capi al social demons ou-se impo an e nos di e en es ní eis de análise (Mo an, 2005).
Capí ulo 2 - Concei os P é ios: Pe sonalidade e Capi al Social
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Do pon o de is a indi idual, o capi al social é indicado po di e sos au o es como
impo an e no encon o de emp ego (M. S. G ano e e , 1973, 1995; Lin & Dumin, 1996; Lin,
Ensel, & Vaughn, 1981), no a o de emp eende (Chong & Gibbons, 1997), na o mação de
s a -ups (Walke e al., 1997), no sucesso da ca ei a p o issional (R.S. Bu , 1992; Gabbay
& Zucke man, 1998; Podolny & Ba on, 1997), na enume ação dos execu i os (Belli eau,
O'Reilly, III, & Wade, 1996; R. S. Bu , 1997). Do pon o de is a o ganizacional, cons a ou-se
na li e a u a cien í ica que o capi al social em um papel p eponde an e no ec u amen o de
melho es colabo ado es (Fe nandez, Cas illa, & Moo e, 2000), na e icácia das equipas
(Rosen hal, 1996), na oca de ecu sos e ino ação de p odu o (Gabbay & Zucke man, 1998;
M. T. Hansen, 1998; Tsai & Ghoshal, 1998), na c iação de capi al in elec ual (Ha gadon &
Su on, 1997; Nahapie & Ghoshal, 1998), no e o ço das elações com os o necedo es
(Asanuma, 1985; Bake , 1990; Do e, 1983; Ge lach, 1992; Helpe , 1990; Smi ka, 1991; Uzzi,
1997), na p odução de edes egionais (Romo & Schwa z, 1995), na ap endizagem
in e emp esas (K aa z, 1998), eduzindo as axas de o a i idade (K ackha d & Hanson,
1993) e de alência o ganizacional (Adle & Kwon, 2002; Pennings, Lee, & Van
Wi eloos uijn, 1998).
Mais ecen emen e, Mo an (2005) desen ol eu um es udo com uma amos a de 120
ges o es de p odu o e de endas pe encen es a emp esas indexadas na Fo une 100
pha maceu ical i m. O obje i o do es udo oi a análise do impac o do capi al social na
pe o mance de ges ão, endo sido analisadas duas dimensões de capi al social: a ede de
elações labo ais do ges o (capi al social – es u u a) e a qualidade dessas elações (capi al
social – elação). Mo an (2005) concluiu que maio es o inas e o ien ação pa a a execução das
a e as pelo ges o de endas são in luenciadas pela dimensão es u u al do capi al social,
enquan o no as ações e a e as o ien adas pa a a ino ação são explicadas pela dimensão
elacional do capi al social.
Kempe , Engelen, & B e el (2011) ecolhe am dados de 891 emp esas localizadas na
China, Alemanha, Hong Kong e Es ados Unidos, com o obje i o de analisa o papel do capi al
social dos ges o es de opo no desen ol imen o da es a égia de ma ke ing-mix. Fo am
conside ados como elemen os de capi al social a u ilização da ede p o issional do ges o ,
con iança e solida iedade, endo in es igado o e ei o mode ado da cul u a nacional na ligação
en e o capi al social e a capacidade de ma ke ing das emp esas. Os esul ados indica am que
a u ilização da ede p o issional do ges o e a solida iedade são mais impo an es em países
com cul u as de baixa dis ância ao pode , ele ados ní eis de cole i ismo e baixa a e são ao
isco, segundo a ipologia cul u al de Ho s ede (1990). No que conce ne à con iança, es a
dimensão não e idenciou al e ações elacionadas com a cul u a nacional.
Po sua ez, Klein (2013) in es igou o impac o do capi al social pa a a coesão social no
Luxembu go, enquan o país al amen e desen ol ido e mul icul u al. Obse ou-se que
in es imen os no capi al social o iginam e o nos mone á ios (aumen o do salá io) e e o nos
ísicos (aumen o do bem-es a subje i o). O es udo ealizado e elou ambém que o capi al
social em in luência no endimen o amilia . De aco do com as análises ealizadas po Klein
(2013), i e com um pa cei o, aze pa e de uma o ganização polí ica e con ia nas
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o ganizações es á posi i amen e co elacionado com o endimen o líquido da amília. No
en an o, e um ilho, no mínimo, no ag egado amilia e sen i p eocupação pela si uação em
que se encon am ou as pessoas, es á nega i amen e elacionado com o endimen o líquido
amilia .
2.3.1 Concei o Redes
Pu nam (2000) conside ando as edes como o essencial do capi al social, dis ingue capi al
social bonding de capi al social b idging. Pa a o au o , o capi al social bonding e o ça a
iden idade da ede, homogeneizando-a. Po sua ez, o capi al social b idging ab ange pessoas
de di e en es classes sociais. J. F. Helliwell & Pu nam (2004) e e em que as edes sociais
podem se um pode oso a i o que ao ní el indi idual que ao ní el comuni á io. De aco do
com os au o es, o capi al social bonding associa pessoas com semelhanças em de e minadas
ca ac e ís icas – idade, e nia, po exemplo - e o igina ex e nalidades posi i as apenas pa a
quem pe ence à ede, exis indo a possibilidade de ex e nalidades nega i as pa a quem não az
pa e da ede. Po ou o lado, o capi al social b idging eune pessoas com di e enças nas suas
ca ac e is ís icas e o igina ex e nalidades posi i as ans e sais à sociedade.
J. F. Helliwell (2005) ealça a impo ância da conexão com os ou os, bem como o
en ol imen o nos p ocessos em que es ão inse idos. Es a conexão é p ocu ada em odas as
es e as da sua ida, en ol endo-se com os amilia es, amigos, izinhos, colegas de abalho e
o ganizações. Nes e sen ido, as conexões es ão elacionadas com laços es abelecidos en e
dois memb os de uma de e minada ede (Adle & Kwon, 2002). De aco do com Adle &
Kwon (2002), a análise da es u u a das edes eque o es udo dos di e en es cons i uin es dos
laços – equência, in ensidade, complexidade e con igu ação. Após es e es udo, o na-se
ambém impo an e a dis inção en e laços di e os e laços indi e os, conside ando que os laços
di e os e indi e os das edes possibili am o acesso a pessoas que podem p es a apoio ou
pe mi i acesso a ecu sos a a és dos laços das suas edes. A in e ligação en e edes a a és
de laços comuns e a possibilidade de mobiliza ecu sos a a és de edes é a cha e da ida
social (Adle & Kwon, 2002). Os au o es apelidam de ap op iabilidade o uso de de e minado
ipo de laços, podendo u iliza -se es es laços pa a ou o ipo de ins, como é o exemplo de
consegui o acesso a ecu sos pa a a emp esa a a és de laços de amizade. Adle & Kwon
(2002) e e em que o es udo dos laços a ia quan o ao oco – a o , quan o à es u u a das
elações, e quan o à in e ação a o es – es u u a. A in es igação que se oca no a o analisa as
elações que de e minado a o em com ou os a o es, enquan o a in es igação que se oca nas
es u u as das elações obse a a es u u a das elações en e a o es de um de e minado g upo.
Po im, a e cei a abo dagem analisa o a o e as es u u as das edes no qual es á inse ido.
Po ou o lado, Bae & Ga giulo (2004) azem e e ência a duas ca ac e izações usuais na
in es igação da es u u a das edes: edes echadas (Coleman, 1988) e edes com bu acos
es u u ais (R.S. Bu , 1992). Como Bu (2000) de endeu, as edes echadas es ão
elacionadas com o equilíb io, a es abilidade e a consolidação, enquan o as edes com bu acos
es u u ais o iginam mudança e eno ação. A isão de edes echadas de Coleman (1990)
Capí ulo 2 - Concei os P é ios: Pe sonalidade e Capi al Social
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conside a um ipo de ede onde odos es ão em ligação uns com os ou os e exis e um con ac o
e e i o. Es e ipo de es u u a de ede, ambém denominada po edes densas, acili a o acesso
à in o mação e o desen ol imen o de um sis ema de sanções. Coleman (1990) exempli ica
es a acilidade de acesso à in o mação com a possibilidade de sabe algo sob e de e minado
assun o a a és de alguém da sua ede que enha in e esse e conhecimen o nessa á ea, sem que
seja necessá io a pesquisa ap o undada. Bae & Ga giulo (2004) e e em-se a edes echadas
como edes que se baseiam no p incípio do pa cei o não subs i uí el, coope ando
p o undamen e e bloqueando con ac os com ou as edes com eceio de a e a nega i amen e
o compo amen o in e no.
Os au o es concluí am que a coope ação equen e en e os memb os do g upo po encia a
con iança, eduz compo amen os opo unis as e legi ima as sanções em casos de
incump imen o do aco dado (Bae & Ga giulo, 2004). Bu (2000) a i ma que as edes
echadas aduzem as an agens de aze pa e de um g upo coeso, onde a es a égia cen al é
a i ma o g upo e dis ingui -se dos ou os g upos, não exis indo con ac os com pessoas
e cei as. Pa a o au o , a in o mação ocada en e os memb os da ede é edundan e uma ez
que os con ac os es u u ais são edundan es. Bu (2000) a i ma que exis em dois indicado es
de ede sob e a edundância, sendo eles a coesão e a equi alência. Nes e sen ido, os con ac os
indi iduais coesos, is o é, o emen e conec ados uns com os ou os, êm in o mação
semelhan e. De manei a opos a, Bu (2000) e e e-se às edes com bu acos es u u ais
enquan o on es de c iação de an agem compe i i a. Nes e ipo de edes, o memb o de
de e minado g upo coeso es abelece elações com ou o memb o de um g upo coeso
pa ilhando in o mação não edundan e e que adiciona in o mação dis in a em ez de
sob epo in o mação semelhan e. Bu (2000) de ine bu acos es u u ais enquan o espaço
en e dois g upos que se ocam no seu p óp io g upo e não êm con ac o en e si, apesa de
exis i essa hipó ese. Assim, os bu acos es u u ais ep esen am a opo unidade de in e ompe
o luxo de in o mação e p opo ciona -lhe no o umo: di igi-lo pa a o a da ede, pa a ou a
ede, desen ol endo p oje os em comum. Po ou o lado, Bae & Ga giulo (2004) e e em os
bu acos es u u ais como opo unidade de sai do con olo dos pa cei os da ede e c ia
opo unidades p óp ias. Bu (2000) sin e iza os bu acos es u u ais com on e de alo
ac escen ado e as edes echadas como impo an es pa a pe cebe o alo que exis e nos
ossos.
Uzzi (1996) in es igou o concei o de in e ligação e o e ei o da es u u a da ede na ação
económica. O au o concluiu que a in e ligação é um sis ema de oca com opo unidades
únicas ace ao me cado, sendo que as emp esas o ganizadas em ede êm maio hipó eses de
sob e i ência do que as emp esas que possuem elações du as no me cado. Po sua ez,
Venka aman & Lee (2004) ealiza am um es udo sob e a coope ação en e emp esas no
lançamen o de ídeo jogos na indús ia no e-ame icana. Os au o es p ocu am in luências da
es u u a das edes o ganizacionais das emp esas nas ca ac e ís icas inais da pla a o ma
c iada. Conside ando edes densas e edes de in e ligação, os au o es concluí am que edes de
in e ligação, obse adas a a és do desen ol imen o conjun o de consolas e ídeo jogos, são
as edes mais indica i as de laços.
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Bae & Ga giulo (2004) es uda am os e ei os da subs i uição do pa cei o e a es u u a da
ede de aliança na en abilidade o ganizacional na indús ia das elecomunicações dos E.U.A.
Os in es igado es oca am-se nos cus os dos laços de coope ação, concluindo que a aliança
com um pa cei o com g ande con olo de ecu sos aliosos só é an ajosa se o bene ício do
acesso o supe io ao cus o de man e a pa ce ia. Compa ando as emp esas com edes de
in e ligação e as edes densas no con ac o com pa cei os de ecu sos não subs i uí eis, Bae &
Ga giulo (2004) obse a am que as emp esas em edes densas êm maio es e o nos. No
en an o, os au o es ale am pa a a necessidade de ap ende a e i a ou ge i a dependência de
ecu sos com o obje i o de eduzi as consequências nega i as da dependência excessi a em
elação a ou as o ganizações.
Gula i (1998) abo dou as alianças e as edes do pon o de is a de cinco ques ões, sendo
elas a o mação de alianças, a escolha da es u u a de go e nação, a e olução dinâmica das
alianças, a pe o mance e as consequências na pe o mance das emp esas que ade em à
aliança. Realça-se que Gula i (1998) de iniu alianças es a égias como aco dos olun á ios
en e emp esas que êm como obje i o a oca, a pa ilha e o co-desen ol imen o de p odu os,
ecnologias ou se iços.
A dinâmica das edes e os seus agen es oi abo dada não só do pon o de is a emp esa ial
mas ambém do pon o de is a social. Assim, B uni & S anca (2008) di idem o en ol imen o
a i o em a i idades de olun a iado indi idual e em a i idades de en ol imen o em g upos de
pessoas especí icos. Enquan o o p imei o ipo de conexão social es á elacionado com a
eligião, o despo o, a a e, os sindica os, os pa idos polí icos, associações ambien ais,
associações p o issionais, o segundo ipo de conexão social es á elacionado com as edes,
como a ede amilia , de amigos, colegas, pessoas que equen am a mesma ig eja.
De o ma simila , J. F. Helliwell e al. (2013) u ilizam duas dis inções de ligação social:
engagemen close e engagemen b oad. O engagmen close inclui os con ac os com as pessoas
da ede amilia , amigos, izinhos e eligião sendo es e ipo de ligação ca ac e izado po
g ande equência de con ac os. Po sua ez, o engagemen b oad es á elacionado com a
ligação social do indi íduo a ques ões de olun a iado, pa icipação na polí ica a a és do
o o, bem como a compo amen os de gene osidade. De aco do com a OECD (2001), a ede
amilia e os g upos é nicos em um e ei o de coesão social, enquan o a ligação com amigos
mais dis an es, colegas e memb os da mesma associação em um e ei o de c ia pon es en e
edes. Bu (2000) conside a que pessoas com melho es conexões êm maio es e o nos. Es es
e o nos são angí eis e in angí eis que no âmbi o emp esa ial que no âmbi o social. Po um
lado, os in es igado es conside a am que as emp esas que es ão inse idas em edes êm a
possibilidade de acede a ecu sos aliosos (Bae & Ga giulo, 2004), eduzi os cus os de
ansação (Henna , 1988; Kogu , 1988), acede a me cados com ele adas ba ei as de en ada
(J. Baum, Calab ese, & Sil e man, 2000) e alcança legi imidade (J. Baum & Oli e , 1991).
Po ou o lado, a ní el social, de endem que edes de engagemen close e engagemen b oad
con ibuem pa a a saúde ísica, melho ia do bem-es a , boa es a égia de ca ei a, diminuição
da axa de c ime, adminis ação go e namen al mais e e i a, edução de co upção polí ica,

Capí ulo 2 - Concei os P é ios: Pe sonalidade e Capi al Social
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melho pe o mance educacional (J. F. Helliwell & Pu nam, 2004). Em odos os ipos de ede,
o concei o con iança é abo dado enquan o mecanismo e esul ado do luxo de conexões.
2.3.2 Concei o Con iança
Di ks & Fe in (2002) escla ecem que uma das p incipais azões que jus i icam o
in e esse cien í ico na con iança é a c ença de que a con iança em um impac o signi ica i o
numa g ande a iedade de esul ados ele an es pa a as o ganizações. Os au o es e e em que
a con iança na lide ança o ganizacional pode es a associada a ele ados ní eis de
comp omisso o ganizacional e de sa is ação no abalho. Das & Teng (2001) conside am que
a con iança auxilia na in eg ação de pa cei os, diminui as p eocupações com compo amen os
opo unis as e eduz con a os o mais. J. F. Helliwell (2006) suge e que as emp esas p i adas
de em ol a a sua a enção pa a as ca ac e ís icas não inancei as do local de abalho e pa a
os es udos que demons am o seu impac o nas emp esas. J. F. Helliwell & Pu nam (2004)
e idenciam que a i ência em comunidades com al os ní eis de con iança melho a a saúde e,
indi e amen e, e o ça o bem-es a subje i o. Po sua ez, Schaub oeck e al.(2013)
obse a am que a edução da ince eza indi idual, p o ocada pela con iança, e o ça a
qualidade das ocas socias. Na mesma linha de pensamen o, Rod íguez-Pose & Von
Be lepsch (2014) a i mam que quan o mais os indi íduos in e agi em, maio é a p obabilidade
de e o ça a con iança. Quan o maio a con iança, maio acilidade de pa ilha de
in o mação, de comunicação abe a e ges ão e con li os (Ab ams, C oss, Lesse , & Le in,
2003; Blomq is , 2002; Chua e al., 2008; C eed & Miles, 1996; Seppanen e al., 2007; Uzzi,
1996). Seppanen e al.(2007) conside am a con iança um a i o c í ico na medida em que
aumen a a lexibilidade es a égica (Young-Yba a & Wie sema, 1999), a p e isibilidade
(Sako, 1994), e a adap ação (Lo enz, 1988); eduz os cus os de ges ão e aquisição (Bidaul &
Ja illo, 1997; Williamson, 1993), bem como a complexidade social (A ow, 1974; Luhmann,
1979); e incen i a edes in o mais de colabo ação (Bidaul & Ja illo, 1997) e ino ação
colabo a i a (Miles, Snow, & Miles, 2000).
Da is, Schoo man, Maye , & Tan (2000) explo a am a con iança enquan o on e de
an agem compe i i a de emp esas da es au ação. Os au o es medi am a con iança que os
colabo a es da emp esa sen iam no ges o e elaciona am-na com as endas, os luc os e a
o a i idade de colabo ado es pos e io es à a aliação da con iança sen ida. Os esul ados
o am indica i os de que a con iança no ges o p e iu signi ica i amen e as endas, luc os e
o a i idade nos es au an es, de endendo Da is e al. (2000) que a con iança no ges o de e
se desen ol ida e sus en ada como an agem compe i i a.
Malik (2003) e e e a con iança com sendo um dos seis p incípios cen ais de uma ges ão
e e i a. O in es igado ale a que a con iança en e ges o es e os seus colegas e subo dinados
não é um dado adqui ido, pelo con á io, p ecisa de se cons uído e depois de cons uído é
cons an emen e es ado. Assim, o ges o de e con ia nos subo dinados e ganha a con iança
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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deles a a és do seu compo amen o iá el, sem descu a p ecauções em elação a possí eis
abusos da con iança. Di ks & Fe in (2002) cons uí am o seu es udo endo po base a
dis inção en e con iança nos líde es di e os e con iança na lide ança o ganizacional. Assim, a
con iança no líde di e o es á elacionada com o supe iso , enquan o a con iança na lide ança
o ganizacional es á elacionada com a lide ança do CEO. Di ks & Fe in (2002) suge em que
es a dis inção es á associada a di e en es an eceden es e esul ados labo ais, açando duas
pe spe i as sob e a pe ceção do colabo ado em elação ao líde . Na p imei a pe spe i a,
baseada na elação, a con iança na lide ança é en endida como um p ocesso de oca social,
um con a o económico. Nes a pe spe i a, o colabo ado , denominado po Di ks & Fe in
(2002) como seguido , compo a-se com base na con iança, boa on ade, e ob igações
mú uas, sendo que a oca e idência uma elação de al a qualidade. Na segunda pe spe i a, o
seguido oca-se no ca ac e do líde e na o ma como o ca ac e em impac o na
ulne abilidade do seguido nas elações hie á quicas. O seguido cen a a sua a enção no
ca ac e do líde , enquan o pessoa com au o idade pa a oma decisões com impac o
signi ica i o pa a si e pa a o seu pe cu so. In eg idade, hones idade e capacidade são as
ca ac e ís icas que o seguido a alia no ca ac e do líde .
Des e modo, Di ks & Fe in (2002) conside am que a pe spe i a baseada na elação es á
associada à dimensão a e i a da con iança, enquan o a pe spe i a baseada no ca ác e es á
associada à dimensão cogni i a. Po sua ez, Gal o d & D apeau (2003) de endem que
exis em ês ipos de con iança den o de uma o ganização: con iança es a égica, con iança
pessoal e con iança o ganizacional. A con iança es a égica é a con iança sen ida pelos
colabo ado es da emp esa em elação às pessoas que omam decisões es a égicas den o da
o ganização. A con iança que os colabo ado es sen em em elação aos seus ges o es é a
con iança pessoal. Po im, a con iança o ganizacional é e e en e à con iança sen ida em
elação à ins i uição, enquan o en idade. Gal o d & D apeau (2003) ealçam a impo ância e a
di iculdade de cons ui es es ipos de con iança den o de uma o ganização, onde exis em
di e en es g upos com me as conco en es e onde odos os dias são bomba deados po
mensagens con adi ó ias.
De aco do com Seppanen e al. (2007), a in es igação sob e a con iança é di ícil po que o
concei o em p op iedades mui o especí icas, nomeadamen e no que se e e e ao sen ido da
causalidade. Os au o es exempli icam es a di iculdade com a in e - elação en e con iança e
comunicação, con iança e desempenho, con iança e coope ação, uma ez que se in luenciam
mu uamen e. Es a in luência ecíp oca di icul a a in es igação e a iden i icação de dimensões,
an eceden es e consequências da con iança, suge indo Seppanen e al.(2007) que a con iança
pode se um concei o ecip oco, sendo po encialmen e a causa e pa cialmen e o e ei o.
Po ou o lado, alguns au o es conside a am a con iança como cons uc o mediado dos
seus modelos eó icos. Colqui e al.(2012) explo a am o papel da con iança enquan o
mediado das elações en e jus iça o ganizacional e desempenho labo al. A análise da
amos a, ecolhida num sis ema hospi ala , e elou que as a iá eis da con iança medeiam de
ac o a elação jus iça o ganizacional-desempenho labo al. Os au o es obse a am que a
Capí ulo 2 - Concei os P é ios: Pe sonalidade e Capi al Social
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con iança baseada no a e o conduz a mediação baseada na oca e a con iança baseada na
cognição conduz a mediação baseada na ince eza.
Gong, Kim, Lee, & Zhu (2013) coloca am como hipó ese o e ei o mediado da con iança
en e c ia i idade indi idual e c ia i idade do g upo. Os au o es concluí am que o obje i o de
ap endizagem da equipa e a abo dagem do obje i o de desempenho da equipa es ão
posi i amen e elacionados que com a c ia i idade da equipa, que com a c ia i idade
indi idual a a és da oca de in o mação da equipa. Os dados ecolhidos em equipas de
in es igação e desen ol imen o demons a am que a elação de con iança com o líde da
equipa em um papel mode ado de ele o. Quando a con iança no líde da equipa e a o e, a
elação indi e a en e a c ia i idade do g upo e a c ia i idade indi idual e a posi i a e o e
pa a o obje i o de ap endizagem da equipa, mas aca pa a a abo dagem do obje i o do
desempenho da equipa. Gong e al. (2013) obse a am que a média de c ia i idade indi idual
com a equipa es a a posi i amen e elacionada com a c ia i idade de equipa, a a és de um
clima a o á el à c ia i idade.
A gy is (1964) de endeu que o g au de con iança e espei o no ambien e emp esa ial em
in luência di e a na pe o mance da emp esa. De aco do com o au o , um baixo g au de
con iança en e o ges o e os colabo ado es p o oca si uações de us ação e ag essi idade
nos colabo ado es. Reações como es as o iginam o não cump imen o das eg as, au o-
despedimen o e es abelecimen o de me as inadequadas ao desempenho da emp esa (A gy is,
1964; Da is e al., 2000). Po sua ez, Laya d (2005) ad e e que es abelece comp omissos a
cu o p azo e aumen a a inculação mone á ia ao desempenho indi idual dos colabo ado es
pode e e ei os ne as os na con iança, na lealdade e na elicidade sen ida pelos colabo ado es
da emp esa. Colqui e al. (2011) e e em que a descon iança den o de uma o ganização
consome a enção e empo alioso. Nes e sen ido, os colabo ado es que não con iam nos seus
colegas de abalho es ão cons an emen e ocados em agi de o ma au o-p o e o a,
moni o izando o seu compo amen o. Es e ipo de compo amen o consome ene gia e a enção
pessoal, causando si uações de ensão, podendo p ejudica o desempenho indi idual.
Nes e sen ido, Zahee & Venka aman (1995) a i ma am que a con iança o igina
an agens pa a a emp esa, eduzindo compo amen os opo unis as, baixa a necessidade de
con a os o mais e eduz a necessidade de con olo hie á quico. Hosme (1995) de ende que
as emp esas com elações de con iança en e os ges o es e os colabo ado es êm an agens em
elação às emp esas que não êm elações de con iança na sua o ganização. Lawle (1992)
a gumen a que a mudança cul u al das emp esas de um pa adigma o ien ado pa a o con olo
pa a um pa adigma o ien ado pa a o en ol imen o dos colabo ado es na ges ão, baseado na
con iança, é uma on e de an agem compe i i a. Po sua ez, Da is e al. (2000) conside am
que a con iança p eenche ês c i é ios de Ba ney (1986) pa a se conside ada an agem
compe i i a: ac escen a alo a a és da edução de cus os de ansação (Milg om & Robe s,
1992; Williamson, 1975); a con iança en e colabo ado es e ges o es é a a (Fa nham, 1989);
e pode se conside ada única, uma ez que é especí ica da elação e não pode se copiada.
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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J. F. Helliwell (2006) a i ma que as pessoas são, po na u eza, sensí eis ao con ex o
social onde i em e abalham, alo izando a con iança que sen em nos izinhos, no local de
abalho e nos se iços públicos. Es a a i mação é jus i icada pelo en endimen o do se
humano enquan o se social e da con iança enquan o elemen o essencial pa a o
uncionamen o saudá el da sociedade. Pa a que es a con iança se cons ua, J. F. Helliwell
(2006) conside a que a equência de con ac os com o meio en ol en e é c ucial, quan o mais
es es con ac os o em a aliados como con ac os de sucesso. Se es e cená io não oco e e
ins ala -se um ambien e de descon iança, as pessoas sen em eceio e não se mos am
disponí eis pa a ações sociais colabo a i as (J. F. Helliwell & Wang, 2011).
Adle & Kwon (2002) conside am que o concei o de con iança e capi al social encon a-
se abo dado de o ma con usa na li e a u a cien í ica. De aco do com os au o es, Fukuyama
(1995, 1997) en ende a con iança e o capi al social como concei os simila es, Pu nam (1993)
de ine a con iança como on e de capi al social, Coleman (1988) conside a a con iança uma
o ma de capi al social, Knoke (1999) abo da a con iança como cha e de mo i ação pa a o
capi al social, enquan o Lin (1999) coloca a con iança como esul ado do a i o elacional do
capi al social. De igual o ma, J. F. Helliwell & Wang (2011) azem e e ência a es udos que
colocam a con iança como causa e consequência do capi al social, sendo que a con iança e o
capi al social êm sido abo dados como concei os que necessi am de mais empo pa a se em
cons uídos, do que pa a se em des uídos. Es es concei os são in luenciados pela dis ância
geog á ica, social e cul u al, obse ados de o ma especí ica ou ab angen e, como ipo e
p opósi o.
Apesa de J. F. Helliwell & Pu nam (2004) de ini em de o ma sucin a a con iança social
como a c ença de que as pessoas que nos odeiam são de con iança, é necessá io comp eende
as aízes do concei o de con iança. Po e , Lawle , & Hackman (1975) e e i am-se à
con iança como sendo a combinação do empo e da ma e nidade, is o é, é algo de que odos
alam e que é conside ado bom pa a as o ganizações, mas sob e o qual odos êm di iculdade
em de ini num con ex o o ganizacional, ap esen ando-se de inições mui o agas. Assim,
Po e , Lawle , & Hackman (1975) descons oem o concei o de con iança a a és da assunção
de isco, explicando que os locais onde exis e con iança exis e uma sensação de que os ou os
não ão oma an agem em elação a nós. A con iança baseia-se na expec a i a de que ai
acon ece o que se espe a e não o que se eme (Deu sch, 1973). Segundo alguns au o es, es a
expec a i a em po base a compe ência e a esponsabilidade do ou o (Ba be , 1983; Cook &
Wall, 1980; McAllis e , 1995; S. P. Shapi o, 1990), cen ando-se mui as ezes na in luência
que a sua omada de decisões e á sob e o nosso pe cu so (Luh nann, 1979; McAllis e , 1995).
Ganesan (1994) e Doney & Cannon (1997) azem e e ência à c edibilidade e à
bene olência quando abo dam a con iança. Doney & Cannon (1997) de ini am a con iança
como a c edibilidade e a bene olência pe cebida no al o de con iança. O bell & Dawes
(1991) ques ionam a sob e i ência da con iança numa sociedade com a con iança em
declínio, explicando que a con iança in e pessoal baseia-se em mé odos heu ís icos. Os
indi íduos p oje am o seu compo amen o e c edibilidade na expec a i a de a uação dos
ou os, espe ando que os ou os ambém sejam de con iança e hon em os seus comp omissos.
3. Bem-es a Subje i o: concei o explicado

Capí ulo 3 – Bem-es a Subje i o: concei o explicado
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3.1. INTRODUÇÃO
O capí ulo 3 explo a o concei o de bem-es a subje i o, enquan o cons uc o explicado
nes a in es igação. Assim, ealiza-se uma e isão de li e a u a sob e os abalhos mais
ele an es e de maio e e ência sob e o bem-es a subje i o, con ando-se essencialmen e com
con ibu os da á ea da psicologia, mas ambém da iloso ia, sociologia e economia.
A endendo à di e sidade de con ibu os a explo ação dos concei os elacionados com o bem-
es a inicia com um enquad amen o do es udo do bem-es a subje i o. Assim, são
ap esen adas a isões de bem-es a subje i o na iloso ia e na psicologia. Em seguida, az-se
e e ência ao Pa adoxo de Eas e lin enquan o e e ência na á ea da economia. Es e pa adoxo,
que es abelece a pon e en e economia e sociologia é um pon o de e e ência de uma
colabo ação mais p óxima en e es as duas á eas cien í icas no es udo do bem-es a subje i o.
Na secção seguin e são ap esen adas as di e en es denominações de elicidade, sa is ação
com a ida e bem-es a subje i o, bem como a sua o ma de medição. Em seguida, na secção
“Concei o de Sa is ação com o T abalho”, elacionada a sa is ação com o abalho e a
sa is ação com a ida. Es e ipo de sa is ação especí ico é abo dado do pon o de is a de
concei o, elação a pe sonalidade e ipologia de medição. Po úl imo, são ap esen adas as
p incipais conclusões do capí ulo.
3.2. CONCEITO DE BEM-ESTAR
O bem-es a é um concei o bas an e la o, sendo e e enciado po di e sas á eas do sabe .
A sua explo ação cien í ica ealiza-se a a és de di e en es indicado es, e le indo a
di e sidade de conhecimen o que exis e na in es igação cien í ica. Assim, conside ando as
di e en es abo dagens cien í icas ao bem-es a , Gaspe (2004) de iniu ês ní eis de oco,
possuindo cada ní el di e sos pa ama es. Os ês ní eis o am de inidos de aco do com a
na u eza dos indicado es de bem-es a , denominando-se 1) In o mação sob e Inpu s, oco na
mé ica Mone á ia; 2) Não in o mação sob e Realização, nem sob e a mé ica Mone á ia; 3)
In o mação sob e Realização/Sa is ação. Es es ês ní eis são e lexo do con ibu o da
economia – ní el 1 - e do con ibu o da iloso ia e psicologia – ní el 3 – bem como da
exis ência de ca ego ias in e mediá ias – ní el 2. No p imei o ní el, apelidado de In o mação
sob e Inpu s, oco na mé ica Mone á ia, Gaspe (2004) incluiu os es udos dos au o es da á ea
da economia que a aliam o bem-es a a a és dos inpu s mone á ios na ida do indi íduo e do
ou pu psíquico exp esso a a és da u ilidade men al do dinhei o. Assim, Gaspe (2004)
es abelece ês pa ama es: Salá ios e Recu sos/Pode pa a adqui i bens; “U ilidade” como
Escolha, sendo conside ada e lexo de p e e ência e (con o me o caso) ponde ada de aco do
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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com o pode de comp a; Comp as e ou as aquisições (Baulch, 1996; Coudouel, Hen schel, &
Wodon, 2001; Dasgup a, 2001; Doyal & Gough, 1991; Gaspe , 2004; Kabee , 1996; Sen,
2002). O pa ama Salá ios e Recu sos/Pode pa a adqui i bens, es á elacionado com a
in es igação desen ol ida po economis as sob e salá ios e pode de comp a de bens, não
es ando incluído o pode pa a conquis a /adqui i libe dade polí ica, dignidade, elações
pessoais g a i ican es. Po sua ez, o pa ama “U ilidade” como Escolha conside a os es udos
com a iá eis u ilizadas equen emen e na economia. O úl imo pa ama do ní el 1,
con empla as comp as e aquisições dos indi íduos como a o de bem-es a , incluindo
con ibu os de ma ke ing, an opologia, sociologia e psicologia, à abo dagem economis a do
bem-es a .
Como an e io men e oi e e ido, o ní el 2 es á elacionado com p imei a ap oximação
en e a economia e a psicologia no es udo do bem-es a , sendo es e ní el cons i uído po cinco
pa ama es de in es igação: Consumo Adequado das comp as /aquisições; Ca ac e ís icas dos
bens que são adqui idos a a és do consumo; S-Capacidades; O-Capacidades; e
Funcionamen o (Dasgup a, 2001; Deci & Ryan, 1991; Diene & Biswas-Diene , 2002; Doyal
& Gough, 1991; Gaspe , 2004; Kabee , 1996; Nussbaum, 2000; Nussbaum & Sen, 1993). O
pa ama Consumo Adequado é pouco explo ado po economis as, exis indo p eponde ância
de es udos da á ea da psicologia, an opologia, medicina e es udos cul u ais. Po sua ez, o
pa ama Ca ac e ís icas dos bens que são adqui idos a a és do consumo inclui es udos da
á ea da nu ição, saúde, educação, anspo e, moda e psicologia. De ido ao eo da análise,
es es es udos são desen ol idos po especialis as uncionais. Também englobando es udos
que conside am o bem-es a a a és da medição de indicado es de saúde e psicológicos, o
pa ama S-Capacidades oca-se nas habilidades e capacidades pessoais, bem como ou as
ca ac e ís icas pessoais. No qua o pa ama do ní el Não in o mação sob e Realização, nem
sob e a mé ica Mone á ia, as O-Capacidades consis em nas capacidades ope acionais que o
indi íduo em e que lhe p opo cionam a i ência do dia-a-dia. Es a análise em como p oxy
medidas médicas elacionadas com a (in) capacidade. Po im, Gaspe (2004) ese ou o
úl imo pa ama do ní el 2 pa a os es udos sob e indicado es sociais e de qualidade de ida.
Pouco es udado pela economia, com a exceção da economia da saúde, es e pa ama in eg a
es udos das á eas da sociologia, da es a ís ica social e da psicologia.
No úl imo ní el - In o mação sob e Realização/Sa is ação - Gaspe (2004) ca ego izou
em ês pa ama es os es udos desen ol idos p incipalmen e na iloso ia e na psicologia, endo
o bem-es a como concei o em análise (Baulch, 1996; Coudouel e al., 2001; Dasgup a, 2001;
Deci & Ryan, 1991; Diene & Biswas-Diene , 2002; Gaspe , 2004; Kabee , 1996; Sen, 2002).
Assim, o p imei o pa ama , apelidado como “U ilidade” como Desejo de Realização, u iliza o
concei o de u ilidade, enquan o escolha, pa a alcança ealização. Es e ipo de medição oi
u ilizado po in es igado es de di e sas á eas. No segundo pa ama , a “u ilidade” é obse ada
enquan o Sa is ação, não ence ando a sa is ação em apenas uma ca ego ia, exis indo a
possibilidade de di e en es sa is ações. Es e pa ama é explo ado undamen almen e pela
psicologia, e de modo pa icula , po in es igado es do bem-es a subje i o. Po im, no
úl imo pa ama do úl imo ní el, Gaspe (2004) conside ou a Realização Humana, enquan o
alo es udado po ilóso os e psicólogos humanis as.
Capí ulo 3 – Bem-es a Subje i o: concei o explicado
__________________________________________________________________________________
37
Nes e sen ido, o concei o de bem-es a ecebeu e ecebe cons an emen e con ibu os de
dis in as á eas, o iginando denominações dis in as pa a e e i o mesmo concei o ou concei os
p óximos. Assim, elicidade, sa is ação com a ida e bem-es a subje i o são as denominações
mais u ilizadas pelos in es igado es. Kim-P ie o e al. (2005) conside am que a denominação
que ag ega odas as ou as é o bem-es a subje i o. Pa a os au o es, o bem es a -subje i o
engloba uma eno me di e sidade de denominações, ais como, elicidade, sa is ação com a
ida, ealização pessoal, equilíb io hedónico. Po sua ez, Lyubomi sky, King, & Diene
(2005) e e em-se ao a e o posi i o como o ma de bem-es a que esul a de ca ac e ís icas
como con iança, o imismo, dinamismo, ene gia, sociabilidade, in e p e ação posi i a dos
ou os, e icácia em si uações de s ess, lexibilidade, o iginalidade e bem-es a ísico. Es a
de inição em na sua génese a concep ualização de Diene (1984) que ca ac e izou o bem-
es a subje i o pela p edominância de a e o posi i o e de sa is ação global com a ida
(Diene , 1984; Joshanloo & A sha i, 2011). Mais a de, Diene e al. (1999) conside a am que
o bem-es a subje i o é cons i uído po ês componen es: sa is ação com a ida, a e o
posi i o e a e o nega i o. No en an o, es a ipla di isão e ela algum g au de independência
en e os ês componen es, de endo se medidos e es udados indi idualmen e (Diene , Oishi,
& Lucas, 2003; R.E. Lucas, Diene , & Suh, 1996).
3.2.1 Bem-es a Subje i o
O concei o de elicidade é mul idisciplina , endo ecebido nas úl imas décadas
con ibu os de di e sas á eas cien í icas. Es e concei o inicialmen e abo dado em á eas como
a iloso ia, psicologia e biologia, e idenciou impo ância de in es igação na sociologia e na
economia (Akba zadeh, Dehghani, Khosh a , & Janalizadeh, 2013). Conside ando a e en e
ilosó ica da elicidade, Pe e son, Pa k, & Seligman (2005) ealiza am um es udo sob e as
di e en es o ien ações pa a a elicidade e associação com a sa is ação com a ida. Es e es udo
es abeleceu ês possí eis caminhos pa a a elicidade: a a és do p aze , a a és do signi icado
e a a és da conexão. O caminho pa a a elicidade a a és do p aze em como e e ência a
dou ina do hedonismo do ilóso o A is ipo de Ci ene. O hedonismo oca-se na maximização
do p aze e na minimização da do . Es a dou ina encon a-se ainda a i a no mundo ociden al
e es á la en e na máxima “Don’ wo y, be happy” (Pe e son e al., 2005).
De manei a opos a, Pe e son e al. (2005) conside a am que o segundo caminho pa a a
elicidade es á na máxima de “se iel ao eu in e io ”. Es a dou ina apelida-se de eudaimonia
e oi de endida po A is ó les. A dou ina da eudaimonia con empla o desen ol imen o das
qualidades pessoais e o coloca as compe ências e alen os pessoais ao se iço de bens
maio es. Es a dou ina exal a uma ida com signi icado e ambém se encon a a i a no mundo
ociden al a a és de máximas como “Be all ha you can be” e “Make a di e ence”.
Po im, Pe e son e al. (2005) conside am como e cei o caminho pa a a elicidade a
conexão. Es e caminho undamen a-se na eo ia de low, onde o indi íduo se oca
p o undamen e numa de e minada a i idade, i endo-a in ensamen e e pe dendo o senso do
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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“eu” (Csikszen mihalyi, 1990; Pe e son e al., 2005; Seligman, 2002). Pe e son e al. (2005)
concluí am que apesa dos ês caminhos pa a a elicidade se em dis in os, podem es a
elacionados e não são incompa í eis. Os au o es e e em que o caminho a a és da conexão,
di e e do caminho a a és do p aze e do signi icado. Apesa da o ien ação pa a o p aze não
se um p edi o da sa is ação com a ida ão o e como a elicidade a a és do signi icado e
da conexão, não é i ele an e, pois o na es es dois úl imos caminhos ainda mais o es.
Pe e son e al. (2005) de endem que uma ida plena es á na soma das pa es e na conjugação
dos caminhos.
Conside ando a pe sonalidade na equação da elicidade, Helliwell (2003) e e e a
pe sonalidade como o a o p eponde an e nos obje i os e aspi ações dos indi íduos, endo
concluído mais a de que a pe sonalidade em de ac o uma elação o e com a sa is ação com
a ida (J. F. Helliwell & Huang, 2005). Es as conclusões são simila es às conclusões
alcançadas pelos in es igado es da á ea da psicologia (Cos a & McC ae, 1980; Demi , 2008;
Emmons & Diene , 1985). Obse ando a pe sonalidade como pon o de pa ida, os
in es igado es u iliza am a eo ia do Big Fi e Fac o – ex o e são, amabilidade,
esc upulosidade, neu o icismo, e abe u a à expe iência - pa a es a a elação en e a
pe sonalidade e o bem-es a subje i o. Kim-P ie o, Diene , Tami , Scollon & Dine (2005)
concluí am que a ex o e são e o neu o icismo es ão co elacionados em 0.80 ou mais com
ní eis de a e o posi i o ou nega i o a longo p azo. Hayes & Joseph (2003) obse a am que
ele ados ní eis de neu o icismo o nam menos p o á el a sensação de elicidade, enquan o
ele ados ní eis de ex o e são aumen am a p obabilidade de sensação de elicidade.
Po sua ez, McCann (2011) obse ou que o neu o icismo é o a o que mais con ibui
pa a a a iação da saúde emocional. McCann (2011) conside ou a ideia de Diene , Suh,
Lucas, & Smi h (1999) e de J.F. Helliweell & Huang (2005) de que exis e um ele ado g au de
he ança gené ica na elicidade, a a és da he ança de aços de pe sonalidade. Pa a McCann
(2011) a pe sonalidade e a elicidade pode ão es a associados a a és de p é-disposições
gené icas, e e indo o es udo de Weiss, Ba es, & Luciano (2008) que obse a am 973 pa es de
gémeos e concluí am que a a iação gené ica subjacen e às di e enças indi iduais na sensação
de elicidade é ambém esponsá el pelas di e enças indi iduais nos a o es de pe sonalidade
de neu o icismo e ex o e são. Assim, Weiss, Ba es, & Luciano (2008) concluí am que a
pe sonalidade – analisada a a és do Big Fi e Fac o – e a sensação de bem-es a pa ilham
uma es u u a gené ica comum, conside ando a biologia como a o impo an e a e em con a
no es udo da pe sonalidade.
Nes a linha de in es igação, Kim-P ie o e al. (2005) econhece am no seu es udo que as
eações emocionais es ão elacionadas com di e sos sis emas, sendo necessá io ac escen a
medidas biológicas e não- e bais a au o-análises sob e elicidade pessoal. Po sua ez, De
Ne e, Ch is akis, Fowle , & F ey (2012) desen ol e am um es udo sob e a in luência
gené ica no bem-es a subje i o, endo concluído que os a o es gené icos in luenciam
signi ica i amen e o bem-es a es a subje i o. De aco do com os au o es, 33% da a iação do
bem-es a subje i o é explicada po a o es gené icos. Os con ibu os das di e en es á eas

Capí ulo 3 – Bem-es a Subje i o: concei o explicado
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cien í icas en iquece am o conhecimen o sob e a elicidade ao mesmo empo que p oli e ou o
uso de di e en es denominações pa a o mesmo concei o ou concei os con luen es.
Po sua ez, a economia e a sociologia abo da am a elicidade conside ando a iá eis ais
como o salá io e a inclusão em edes. Eas e lin (1974) obse ou que em 30 inqué i os
subme idos ao longo de 25 anos, o salá io pe capi a aumen ou mais de 60%, mas a
pe cen agem de pessoas que conside ou-se “mui o eliz” “ eliz” ou “pouco eliz” pe maneceu
igual. Eas e lin (1974) iden i icou um pa adoxo en e o salá io e a elicidade, uma ez que a
sociedade o nou-se mais ica, mas a elicidade não aumen ou. Con a iando a máxima de que
mais dinhei o o igina maio elicidade, Eas e lin icou cien i icamen e conhecido pelo
pa adoxo a que deu nome.
Pos e io à iden i icação do pa adoxo de Eas e lin, su gi am duas eo ias que são
amplamen e acei es. A p imei a e e e-se à compa ação do salá io indi idual com o salá io
medio das pessoas en ol en es (B uni & S anca, 2008). A endendo que o salá io pe capi a
aumen ou, a disc epância de salá ios en e indi íduos não é acen uada, não o iginando
aumen o da elicidade indi idual. Po ou o lado, a sociologia explica es e pa adoxo
en a izando a impo ância das elações sociais na elicidade. As elações in e pessoais êm
sido econhecidas, que eo icamen e, que empi icamen e, como a cha e do bem-es a . A
impo ância da dimensão elacional oi conside ada undamen al, sendo en endida como uma
necessidade humana básica essencial pa a o bem-es a (Baumeis e & Lea y, 1995; B uni &
S anca, 2008; Deci & Ryan, 1991).
A elação social- elicidade oi es ada po Diene & Seligman (2002) que concluí am no
seu es udo que pessoas mui o elizes êm excelen es elações sociais. Os au o es
ac escen a am a es a cons a ação, que a qualidade das elações sociais em ainda mais impac o
na elicidade pessoal do que a quan idade de elações. Akba zadeh e al. (2013) compa a am o
impac o do capi al económico, cul u al e social na elicidade, concluindo que o capi al
económico é o que ap esen a meno impac o, ao con á io do capi al social, que se des aca na
sensação de elicidade. Os au o es e e em ou os es udos que comp o a am a impo ância do
dinhei o pa a a elicidade só a é um ce o pon o. A pa des a necessidade, as elações sociais
e elam-se impo an es na medida em que o necem supo e social e men al ao indi íduo
(Akba zadeh e al., 2013).
J. F. Helliwell (2006) p opõe o capi al social como aspe o impo an e pa a a elicidade,
conside ando que o dinhei o é insu icien e pa a explica odas as a iações no bem-es a
indi idual. Ba olini, Bilancini, & Pugno (2008a) analisa am os dados do Gene al Social
Su ey Ame icano en e 1975 e 2004 e concluí am que o bem-es a subje i o dos ame icanos
é explicado p o undamen e po qua o o ças: o c escimen o do salá io, a diminuição dos bens
elacionais, dec éscimo da con iança nas ins i uições e as compa ações sociais. Nes e sen ido,
Ba olini e al.(2008a) suge em que a elicidade não aumen ou p opo cionalmen e com o
aumen o dos salá ios, po que o e ei o posi i o do c escimen o dos salá ios oi
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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con abalançado pelo declínio do capi al social, que po sua ez a e ou nega i amen e o bem-
es a subje i o.
No seu es udo sob e as endências do capi al social e do bem-es a subje i o em 11 países
da eu opa ociden al, Sa acino (2010) iden i icou e idências de uma elação p o á el en e
capi al social e elicidade. O au o cons a ou que nos úl imos 20 anos, os cidadãos dos países
analisados êm pe dido consecu i amen e con iança no sis ema ju ídico, na ig eja, nas o ças
a madas e na polícia. Nes e sen ido, Sa acino (2010) conside a impo an e inclui o capi al
social na equação da elicidade.
Po sua ez, B uni & S anca (2008) ap esen a am um es udo endo como base o Wo ld
Values Su ey e com o obje i o de es a a elação en e os bens elacionais e o bem-es a
indi idual. As análises e ela am que a pa icipação a i a em o ganizações de olun a iado
es á posi i amen e associada com ele ados ní eis de sa is ação com a ida. O impac o do
olun a iado a i o na sa is ação com a ida em um e ei o semelhan e ao aumen o do salá io.
Adicionalmen e, os au o es e i ica am que o empo passado com pais, amilia es e amigos
exe ce ambém um e ei o posi i o e signi ican e na sa is ação com a ida. De o ma opos a, o
consumo ele isi o em um e ei o nega i o na pa icipação em ações de olun a iado e no
empo passado com amigos. B uni & S anca (2008) de endem que a eo ia elacional da
elicidade pode á explica o pa adoxo de Eas e lin, na medida em que ele ados salá ios
associados a uma endência de excesso de consumo de bens ma e iais e declínio de bens
elacionais exe ce ão um e ei o p o undo no bem-es a subje i o.
3.2.2 Felicidade, Sa is ação com a Vida e Bem-es a Subje i o
Diene e al. (2003) a i mam que o es udo do bem-es a subje i o diz espei o ao es udo
da elicidade ou sa is ação. A análise do bem-es a subje i o inclui a a aliação pessoal sob e a
ida, conside ando a análise do momen o a ual e a análise de longos pe íodos de empo. Es e
ipo de análise es á dependen e das eações emocionais de cada indi íduo, bem como do seu
humo e julgamen o, ge ando pos e io men e a sa is ação com a ida, a ealização pessoal, e a
sa is ação em de e minadas es e as da ida, ais como o casamen o e abalho.
A endendo ao ca ác e de au oa aliação que o concei o implica, di e sos au o es
conside am que a a aliação do bem-es a em subjacen e uma a aliação a e i a e uma
a aliação cogni i a, enquan o o oco de análise pode a ia en e si uações conc e as e
si uações globais e abs a as. Se po um lado, alguns au o es conside am que odas as
a aliações azem pa e de uma a aliação global, ou os au o es en endem que são a aliações
dis in as. McCann (2011) de ende que o bem-es a subje i o esul a da análise a e i a das
expe iências i idas, enquan o o esul ado da análise cogni i a dá o igem à sa is ação com a
ida. De manei a simila , J.F. Helliwell & Pu nam (2004) di e enciam elicidade de sa is ação
com a ida, de endendo que a elicidade es á associada ao humo e à a aliação de pequenos
Capí ulo 3 – Bem-es a Subje i o: concei o explicado
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pe íodos de empo, enquan o a sa is ação com a ida encon a-se associada à a aliação de
pe íodos de empo mais longos e sem uma in e e ência emocional ão o e como na
a aliação da elicidade.
Es a dis inção ambém é e iden e em Pi au, Zelli, & Gelman (2010) que concep ualizam
a elicidade e a sa is ação com a ida como concei os dis in os, es ando o p imei o
elacionado com o es ado emocional a ual e o segundo com a a aliação global e acional da
ida. Apesa dos au o es conside a em que elicidade e sa is ação com a ida não são o
mesmo concei o, en endem ambos como medidas consis en es de bem-es a subje i o. Pa a
Pi au e al. (2010) o concei o ag egado é o bem-es a pessoal e a elicidade é o concei o
e e en e à análise emocional de pequenos pe íodos de empo. De o ma opos a, McCann
(2011) denominam de bem-es a subje i o a análise das expe iências emocionais. Akba zadeh
e al. (2013) ambém econhecem a exis ência de uma análise emocional e de uma análise
cogni i a do indi íduo, denominando o esul ado des as duas análises como elicidade. Es a
esul a ia da sa is ação com a ida, da p esença de a e o posi i o e ausência de a e o nega i o.
A exis ência de uma a aliação emocional e de uma a aliação cogni i a é econhecida
pelos di e en es au o es, eunindo consenso a ideia de que a análise da sa is ação com a ida é
ealizada a a és da cognição. No en an o, a análise emocional di ide os in es igado es, sendo
conside ada como elicidade po uns e bem-es a subje i o po ou os. Ac esce à discussão
cien í ica a con luência das análises num só concei o - a elicidade ou bem-es a subje i o,
bem como a alidade da medição da elicidade a a és de uma au o-análise.
Sob e es e aspe o, a elicidade e a sa is ação com a ida são equen emen e medidas
a a és de espos as a ques ões como “No im das con as, como um odo, di ia que es ou
sa is ei o com a minha ida” e “Conside ando odas as á eas da minha ida, di ia que sou uma
pessoa eliz” (EVS, 2008). Es as pe gun as me ece am c í icas po pa e de alguns
in es igado es (Fe e -i-Ca bonell & F ij e s, 2004; B. F ey, 2008; Klein, 2013), ques ionando
a alidade de espos as ão gené icas e de in ospeção. Toda ia, es as ques ões êm sido
empi icamen e alidadas após c uzamen os de espos as de au o-análise e análises
bioquímicas (J. F. Helliwell & Pu nam, 2004), bem como com axas de suicídio en e a
população (J. F. Helliwell, 2005).
Pi au e al. (2010) ealçam a co elação obse ada en e as espos as ob idas a pe gun as
de au o-análise sob e bem-es a e os esul ados de exames isiológicos e médicos (po
exemplo, lei u a elé ica no cé eb o). Os au o es e e em os esul ados alcançados po
K uege & Schkade (2007) sob e a co elação en e espos as de au o-análise e sinais ísicos,
como so i , ges os associados a dize a e dade, ou compa ação com a aliação ei a po
amigos. Bjø nsko (2014) ambém econhece a medição do bem-es a pessoal a a és de
pe gun as como “Conside ando odas as á eas da minha ida, di ia que sou uma pessoa eliz”
(EVS, 2008), como uma p oxy pa a a alia a elicidade pessoal de indi íduos de uma egião
ou país (Bjø nsko , 2014; B. S. F ey & S u ze , 2000; Veenho en, 2000). J. Helliwell (2003)
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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ci a A is ó eles pa a se e e i à impo ância de pe gun a a cada indi íduo sob e a sua
elicidade, não descu ando que o concei o de elicidade pode a ia de pessoa pa a pessoa.
No que conce ne à exis ência de um ou á ios concei os associados à elicidade, Kim-
P ie o e al. (2005) con empla am no seu es udo ês ipos de abo dagens do bem-es a
subje i o: a aliação global da ida, ecolha de expe iências emocionais passadas e ag egação
de múl iplas eações emocionais ao longo do empo. Pa a es es au o es, odas as análises são
p eponde an es na ca ac e ização inal do bem-es a subje i o, de endendo que exis em qua o
es ádios de bem-es a subje i o es ando elacionados en e si e que luem no empo: as
ci cuns âncias da ida e seus e en os; as eações a e i as aos e en os da ida; a eco dação
das eações; e o julgamen o global da ida. Apesa das e apas se em dis in as, Kim-P ie o e
al. (2005) p opõem que o bem-es a subje i o é um cons uc o único que muda ao longo do
empo. De igual o ma, Klein (2013) conside ou um indicado ge al pa a o bem-es a
subje i o, ag egando as espos as sob e a a aliação emocional e cogni i a da ida.
3.2.3 Sa is ação com o T abalho
O concei o de sa is ação com o abalho oi de inido po Locke (1976; Saa i & Judge,
2004) como um es ado emocional ag adá el ou posi i o esul an e de a aliação do abalho ou
das expe iências de abalho. De aco do com Saa i & Judge (2004), es a de inição,
amplamen e u ilizada, econhece a impo ância de dois ipos de a aliação na sa is ação com o
abalho: a e o e cognição. Os au o es conside am que o a e o e a cognição são indissociá eis
que na nossa biologia que na nossa psicologia es ando p esen es em odas as a aliações que
ealizamos, nomeadamen e na a aliação do abalho. Po sua ez, Fa aghe , Cass, & Coope
(2005) azem e e ência a di e sos in es igado es da sa is ação com o abalho e que êm
como pala as-cha e das suas de inições eações emocionais posi i as, sa is ação in ínseca e
sa is ação ex ínseca, sa is ação e ausência de sa is ação, descon en amen o e ausência de
descon en amen o, concei o global s concei o compos o po ace as de sa is ação (Fa aghe
e al., 2005; Oshagbemi, 1999; Wa , Cook, & Wall, 1979; Wine ield, Tiggemann, &
Goldney, 1988).
Apesa da sa is ação com o abalho e a sa is ação com a ida es a em elacionadas se em
conside ados concei os dis in os (Judge & Wa anabe, 1994; Saa i & Judge, 2004; Tai ,
Padge , & Baldwin, 1989). Saa i & Judge (2004) e e em ês o mas possí eis que a elação
sa is ação com o abalho e sa is ação com a ida podem assumi : spillo e , segmen ação e
compensação. Os dois ipos de sa is ação êm uma elação de spillo e quando a sa is ação
com o abalho e le e-se na sa is ação com a ida, sendo ambém álido o opos o, is o é a
sa is ação com a ida in e e i na sa is ação com o abalho. Nes e ipo de elação exis e
pe meabilidade en e os dois concei os. O segundo ipo de elação – segmen ação - é
exa amen e a elação con á ia. Nes e ipo de elação, a sa is ação com o abalho e a
sa is ação com a ida es ão sepa adas e não in e agem. Po úl imo, uma elação de
4. Relação Pe sonalidade e Capi al Social - Bem-es a Subje i o

Capí ulo 4 – Relação Pe sonalidade e Capi al Social - Bem-es a Subje i o
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51
4.1 INTRODUÇÃO
O capí ulo 4 ence a a e isão de li e a u a que sus en a es e abalho. Após a cla i icação
dos concei os p é ios – pe sonalidade e capi al social -, bem como do bem-es a subje i o,
são ap esen ados os p incipais es udos cien í icos que elacionam es es concei os. Des e
modo, na secção 4.2 são ap esen adas as p incipais conclusões sob e a elação en e a
pe sonalidade e o bem-es a subje i o. A endendo às di e en es denominações associadas ao
bem-es a subje i o, ais como elicidade e sa is ação com a ida, são ap esen adas
in es igações que explo am a elação da pe sonalidade que com o bem-es a subje i o, que
com a elicidade e ou a sa is ação com a ida. Pa indo da mesma p emissa - a bibliog a ia
es á eple a de in es igações com es es concei os, enquan o concei os simila es ou
elacionados, o mesmo acon ece nas secções seguin es.
Assim, a secção 4.3 analisa as p incipais elações en e o capi al social e o bem-es a
subje i o. Uma ez que o capi al social é cons i uído, segundo á ios au o es, po edes e
con iança, são abo dados de o ma especí ica. Na sub-secção 4.3.1 ap esen am-se os
p incipais esul ados alcançados na in es igação que explo a a in luência das edes no
bem.es a subje i o, enquan o a sub-secção 4.3.2 ap esen a os esul os das pesquisas sob e a
in luência da con iança no bem-es a subje i o. Po sua ez, a secção 4.4 abo da as p incipais
a iá eis sociodemog á icas que se des acam no es udo do bem-es a : idade, es ado ci il,
ní el de escola idade, salá io, saúde, emp ego e eligião. O capí ulo ence a com as p incipais
conclusões ap esen adas.
4.2 RELAÇÃO PERSONALIDADE - BEM-ESTAR SUBJETIVO
Diene e al. (2003) in es iga am a in e ação da pe sonalidade com o bem-es a subje i o,
concluindo que as di e enças indi iduais na pe sonalidade e no bem-es a subje i o oscilam
ao longo da ida elacionadas o emen e com a componen e gené ica. De aco do com os
au o es, a componen e gené ica que in e age com o bem-es a subje i o é a mesma que
in e age com a pe sonalidade, na medida em que o bem-es a subje i o pode á se
pa cialmen e de e minado po p edisposições à nascença (Diene & Lucas, 1999; Diene e
al., 2003). Os au o es azem e e ência à in e ação da pe sonalidade em ês aspe os
de e minan es das di e enças indi iduais no bem-es a , sendo eles os ní eis base do bem-es a
a e i o e cogni i o; a ea i idade emocional; e o p ocesso cogni i o da in o mação emocional.
Es a in e ação es á na base da undamen ação de que exis em pessoas que são c onicamen e
mais elizes e es ão mais equen emen e sa is ei as com a ida (Diene e al., 2003). Po sua
ez, Headey & Wea ing (1992) conside a am a impo ância dos di e en es ipos de
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pe sonalidade nas di e en es expe iências de ida. Assim, de endem que as pessoas que são
mais ex o e idas êm maio p opensão pa a casa ou e um emp ego com ele ado es a u o,
quando compa adas com pessoas in o e idas. A i ência des as expe iências,
consequen emen e, pode á in luencia o ní el de bem-es a , mos ando-se assim c ucial a
análise da pe sonalidade das pessoas em es udo (Diene e al., 2003; Headey & Wea ing,
1992).
A eo ia Big Fi e Fac o é uma das eo ias da pe sonalidade mais amplamen e alidada e
u ilizada em di e en es á eas cien í icas. Es a eo ia conside a que a pe sonalidade humana é
cons i uída po cinco a o es: ex o e são, amabilidade, esc upulosidade, neu o icismo, e
abe u a à expe iência (Cos a & McC ae, 1985; Goldbe g, 1992; John & S i as a a, 1999). A
dimensão ex o e são es á associada à sociabilização da pessoa. Pessoas com ní eis de
ex o e são mais ele ados são equen emen e alado as, a i as, asse i as, ag egado as,
calo osas, en usias as. No lado opos o, baixos ní eis de ex o e são es ão associados a
pessoas mais soli á ias, ese adas e caladas. Po sua ez, a dimensão amabilidade a alia a
o ien ação in e pessoal, conside ando que pessoas com ní eis de amabilidade mais ele ados
endem a se al uís as, ancos, con iá eis, con o mis as, ca inhosos e humildes. A dimensão
esc upulosidade examina o g au de o ganização e pe sis ência indi idual pa a alcança
de e minado obje i o. Pessoas com ní eis de esc upulosidade mais ele ados são
equen emen e mais o ganizadas, disciplinadas, compe en es, obedien es, pe sis en es. A
dimensão neu o icismo analisa a es abilidade emocional da pessoa, sendo analisados aços
como impulsi idade, is eza, ansiedade, hos ilidade, au oconsciência, ulne abilidade.
Ele ados ní eis de neu o icismo es ão associados a compo amen os de insegu ança,
us ação, oscilação do humo . Po im, a dimensão abe u a à expe iência ca a e iza a
cu iosidade in elec ual de cada indi íduo. Es a dimensão a alia a abe u a e a p ocu a de
no as expe iências e de no as ideias, conside ando que quem em ní eis de abe u a
in elec ual mais ele ados ende a se ino ado a, c ia i a, imagina i a, cu iosa, ole an e à
di e sidade, com sen ido es é ico e e lexi a (Cos a & McC ae, 1985, 1992; John &
S i as a a, 1999; McCann, 2011; Zhao & Seibe , 2006).
Apesa do Big Fi e Fac o e su gido na á ea da psicologia, a sua aplicação em
in es igações sob e o bem-es a subje i o em sido equen e. McCann (2011) u ilizou o Big
Fi e Fac o pa a analisa a pe sonalidade dos cidadãos ame icanos e c uza a in o mação com
a saúde emocional dos mesmos, endo concluído que a dimensão neu o icismo é
p eponde an e na saúde emocional dos cidadãos inqui idos. Ha en e al. (2011), com o
obje i o de pe cebe em se a elação en e pe sonalidade e elicidade é mediada pela
in eligência emocional, u iliza am ambém o Big Fi e Fac o pa a analisa a pe sonalidade de
es udan es uni e si á ios indianos. Os au o es concluí am que a in eligência emocional media
a esc upulosidade e a ins abilidade emocional pa a a elicidade apenas no sexo eminino.
Joshanloo & A sha i (2011) eco e am ao Big Fi e Fac o pa a pe cebe a ligação que exis e
en e os aços de pe sonalidade, au o-es ima e sa is ação com a ida em es udan es
uni e si á ios do I ão. Os au o es obse a am que os aços de pe sonalidade são esponsá eis
pela a iação de 25% do ní el de sa is ação com a ida. De modo pa icula , a ex o e são e o
neu o icismo são as dimensões que mais con ibuem pa a ní eis mais ele ados de sa is ação
com a ida. Po ou o lado, Joshanloo & A sha i (2011) concluí am que a au o-es ima p ediz
Capí ulo 4 – Relação Pe sonalidade e Capi al Social - Bem-es a Subje i o
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ní eis mais ele ados de sa is ação com a ida, endo a au o-es ima um papel undamen al na
mediação da in luência da esc upulosidade e da amabilidade na sa is ação com a ida. Po
ou o lado, na á ea da ges ão exis em es udos que p ocu am pe cebe a elação en e
pe sonalidade do ges o e sob e i ência emp esa ial (Cia a ella e al., 2004); sucesso
p o issional (Seibe & K aime , 2001); pe sonalidade ges o s pe sonalidade emp eendedo
(En ick & Lang o d, 2000).
O es udo da pe sonalidade em g ande in e esse no mundo emp esa ial uma ez que a
pe sonalidade do emp eendedo e do ges o em in luência na ida da emp esa (J.M. Digman,
1990; Seibe & K aime , 2001). Assim, Cia a ella e al. (2004) in es iga am a elação en e a
pe sonalidade do emp eendedo ( eo ia Big Fi e Fac o ) e a sob e i ência da emp esa,
concluindo que o a o esc upulosidade é um a o impo an e com in luência na
sob e i ência emp esa ial a longo p azo. Po sua ez, Seibe & K aime (2001) a aliam a
pe sonalidade e o sucesso p o issional, concluindo que o a o ex o e são, quando ap esen a
alo es mais ele ados es á elacionado posi i amen e com o ní el de salá io, p omoções
p o issionais e sa is ação no abalho. A dis inção en e pe is de emp eendedo es e pe is de
ges o es ambém é ealizada, enquan o os emp eendedo es es ão mais ol ados pa a o ex e io
da emp esa, iden i icando no as opo unidades, p odu os e clien es, o ges o desempenha
a e as elacionadas com a o ganização in e na da emp esa, es ando a na u eza das suas
a e as mais elacionada com a coo denação das a i idades, supe isão, in luência e
mo i ação dos emp egados (Chandle & Hanks, 1994; En ick & Lang o d, 2000). Exis em
es udos que compa am as pe sonalidades dos emp eendedo es e dos ges o es, endo En ick &
Lang o d (2000) concluído que enquan o os emp eendedo es êm alo es mais ele ados no
es abilidade emocional e na abe u a à expe iência, os ges o es são mais esc upulosos,
amá eis e ex o e idos.
4.3 RELAÇÃO CAPITAL SOCIAL - BEM-ESTAR SUBJETIVO
En e os in es igado es que explo am a in luência do capi al social no bem-es a
subje i o, Helliwell é um dos au o es de e e ência. No ano de 2013, J. F. Helliwell e al.
(2013) in es igou a impo ância do capi al social na espos a à c ise de o ma mais e e i a e
eliz. Os au o es analisa am ques ioná ios sob e capi al social e a aliação da ida de 255 á eas
me opoli anas dos Es ados Unidos da Amé ica, conseguindo uma análise de ce ca de 80% da
população do país. J. F. Helliwell e al. (2013) di idi am os países da OECD em ês g upos
de aco do com a sua endência de índice de elicidade du an e e após a c ise inancei a de
2008. Po im, analisa am especi icamen e os países eu opeus. No que conce ne ao es udo dos
cidadãos dos EUA, os au o es medi am o capi al social a a és dos dados ob idos nos Cu en
Popula ion Su eys 2004-2008, enquan o a medição do bem-es a subje i o ealizou-se
a a és do Gallup-Heal hways Well-Being Index, um ques ioná io diá io ealizado pela
Gallup O ganiza ion aos esiden es dos EUA desde 2008. J. F. Helliwell e al. (2013)
p ocu a am elações en e o capi al social e a elicidade, de o ma a minimiza os impac os da
c ise económica, nomeadamen e o impac o do desemp ego, na elicidade. Assim, concluí am
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que o capi al social melho ou o bem-es a subje i o du an e o pe íodo de c ise económica,
que di e a que indi e amen e, a a és da mi igação do impac o do aumen o do desemp ego,
não a enuando a insegu ança a ní el indi idual causada pelo impac o do desemp ego pessoal.
As análises dos in es igado es demons a am que as comunidades dos EUA com maio
conexão social são comunidades mais elizes, com maio es ní eis de conexão social ampla e
meno descida da sa is ação com a ida ace ao aumen o do desemp ego.
No que diz espei o ao es udo dos países da OECD, J. F. Helliwell e al. (2013) di idi am
os países em ês g upos, u ilizando como c i é io a e olução da elicidade, medida pela
Can il Ladde do Gallup Wo ld Poll 2006-2011. Japão, Chile e México o am incluídos no
g upo 1 e o am ag upados nes e g upo de ido a e em egis ado um aumen o da elicidade no
pe íodo pós-c ise. O g upo 2, po sua ez, incluiu países a e ados o emen e pela c ise e
consequen es medidas de ecupe ação – Po ugal, Espanha, I ália, I landa, G écia, Es ados
Unidos da Amé ica e No a Zelândia. O g upo 3 incluiu os es an es países da OECD - exce o
a Co eia do Sul - que ap esen a am ní eis cons an es de elicidade ao longo do pe íodo
obse ado. A exclusão des e país nos ês g upos es á elacionada com o ac o do seu cená io
se dis in o dos cená ios ap esen ados em cada g upo: an es da c ise a Co eia do Sul
ap esen a a ní eis de bem-es a subje i o mais baixos do que odos os países da OECD
ag upados, ap esen ando em 2011 ní eis supe io es de elicidade em elação a odos os
g upos. Du an e o pe íodo em análise, J. F. Helliwell e al. (2013) indicam que a queda nos
ní eis de elicidade do g upo 2 é supe io aquela que se ia explicá el pela queda do PIB pe
capi a. Assim, os in es igado es de endem que o capi al social e ou os a o es elacionados
com a elicidade o am dani icados du an e a c ise e após es a. De manei a opos a, e
elacionada com a p á ica de polí icas di e en es pa a a esolução da c ise, a Co eia do Sul
aumen ou os ní eis de elicidade. Es e aumen o, ambém supe io ao que se ia explicado pelo
aumen o dos salá ios, suge e que exis iu um aumen o da qualidade do ecido social,
possi elmen e associado às polí icas de p eocupação com o bem-es a . A úl ima análise de J.
F. Helliwell e al. (2013) ocou-se nos dados do Eu opean Social Su ey en e 2002 e 2010,
e elando que a con iança social em um o e po encial pa a aumen a di e amen e a
elicidade e a enua o e ei o dos choques económicos.
J. F. Helliwell (2006) esumiu os p incipais de e minan es do bem-es a subje i o
encon ados nas análises ealizadas em di e sas amos as in e nacionais. De aco do com o
au o , a con iança especí ica e a con iança ge al é um dos de e minan es mais impo an es do
capi al social no bem-es a subje i o. Além da con iança, as medidas do capi al social êm um
e ei o undamen al no bem-es a subje i o, sendo es e e ei o e iden e a a és de canais
económicos. Po ou o lado, a análise do ní el de sa is ação com a ida e das axas de suicídio
de amos as ansnacionais e elou que a sa is ação com a ida é in luenciada pela qualidade
das polí icas go e namen ais.
No que conce ne ao ambien e de abalho, J. F. Helliwell (2006) e e e os ês inqué i os
ealizados no Canadá que ap esen a am pis as sob e a impo ância de aspe os inancei os
equi alen es ao salá io, nomeadamen e a con iança sen ida no local de abalho, e que
con ibuem p o undamen e pa a o bem-es a subje i o. J. F. Helliwell & Pu nam (2004)

Capí ulo 4 – Relação Pe sonalidade e Capi al Social - Bem-es a Subje i o
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explo a am o con ex o social da e olução do bem-es a subje i o, da elicidade e da saúde.
Pa a al in es igação u iliza am amos as de g andes dimensões do Wo ld Values Su ey, do
US Benchma k Su ey e Inqué i os Canadianos. Os esul ados demons a am que o capi al
social, medido pela o ça dos laços com a amília, os izinhos, a eligião e a comunidade,
a e a o bem-es a subje i o e a saúde ísica. J. F. Helliwell & Pu nam (2004) obse a am que
a amília e o casamen o, os laços com os amigos e os izinhos, os laços no local de abalho, a
conexão cí ica de o ma indi idual e cole i a, bem como a con iança es ão elacionados de
o ma independen e e obus a com a elicidade e a sa is ação com a ida, endo ambos um
impac o di e o na saúde.
Sa acino (2010) es udou a endência do capi al social e do bem-es a subje i o de 11
países da eu opa ociden al, endo como base os dados do Wo ld Values Su ey 1980-2000.
Pa indo da p emissa de que as endências do capi al social e do bem-es a subje i o são
di e en es das endências obse adas nos EUA, o au o obse ou que du an e as duas décadas
em análise as pessoas e ela am um aumen o nos dois índices. Apesa do Reino Unido e
e elado um dec éscimo no bem-es a subje i o en e 1980-1995, a No uega, F ança,
Holanda, e Dinama ca e ela am endências de aumen o. A Suécia ecupe ou de uma descida,
enquan o a Alemanha e a I ália, êm ní eis posi i os, embo a em queda. Sa acino (2010) não
ejei a a hipó ese de que o capi al social auxilia na explicação do bem-es a subje i o,
conco dando que as endências do capi al social e do bem-es a subje i o nos países eu opeus
pode ão se explicadas pela componen e elacional do pa adoxo de Eas e lin. Apesa dos
países eu opeus ociden ais sen i em-se a e ados pela c ise de algumas ins i uições, assim
como os EUA, os eu opeus demons a am um aumen o de capi al social elacional e bem-
es a subje i o.
Po sua ez, Po ela e al. (2013) in es iga am a elação en e as dimensões do capi al
social ( edes, no mais e con iança) e as dimensões do bem-es a indi idual (sa is ação com a
ida, elicidade e bem-es a subje i o). A a és da análise dos dados do Eu opean Social
Su ey do ano de 2008, os au o es concluí am que a con iança social, as edes sociais e a
con iança ins i ucional são as componen es com maio co elação com o bem-es a subje i o.
Apesa do capi al social e -se e elado in luen e no bem-es a indi idual, Po ela e al. (2013)
obse a am que o impac o do capi al social no bem-es a subje i o a ia de aco do com a
componen e do capi al social em análise. Os au o es concluí am que a dimensão da con iança
e ela a-se posi i a e signi ica i amen e associada ao bem-es a subje i o, incluindo as
componen es de con iança ins i ucional e social, quando a análise oca a-se nas di e en es
dimensões do capi al social. Po sua ez, a dimensão das edes ambém e elou-se
posi i amen e co elacionada com o bem-es a subje i o, salien ando os au o es a unção das
edes sociais pa a es e esul ado. No en an o, a componen e das edes o mais demons ou
baixa co elação e ní eis de signi icância, não es ando associada à elicidade e apa ecendo
menos signi ica i o do que a componen e de edes sociais, na análise da sa is ação com a
ida. No que conce ne à conexão polí ico-cí ica, os esul ados o am dis in os. A análise das
di e en es dimensões do capi al social demons ou que es e ipo de conexão es a a
nega i amen e associado com o bem-es a subje i o, elicidade e sa is ação com a ida.
Toda ia, a análise do capi al social sem a dis inção de dimensões, e elou ausência de elação
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en e edes polí icas e bem-es a subje i o e co elação posi i a e signi ica i a en e conexões
cí ico-sociais e bem-es a indi idual.
Des e modo, os in es igado es concluí am que as edes sociais e as conexões cí icas e
sociais es ão associadas posi i a e signi ica i amen e com o bem-es a subje i o, enquan o o
en ol imen o polí ico em um e ei o ambíguo no bem-es a subje i o. Po im, Po ela e al.
(2013) concluí am que o e ei o ambien al do capi al social, analisado de o ma ag egada, no
bem-es a indi idual é posi i o: pessoas que i em em países com ní eis médios de capi al
social ap esen am maio sa is ação com a ida e bem-es a subje i o do que pessoas que
i em em países com baixo capi al social.
Rod íguez-Pose & on Be lepsch (2014) abo da am a in luência do capi al social
(con iança, in e ação social, no mas e sanções) na elicidade indi idual em 23 países
eu opeus. Conside ando as mac o- egiões da Eu opa, em que os dados do Eu opean Social
Su ey 2006 e 2008 o am ag upados de aco do com a localização geog á ica do país da
Eu opa a que pe enciam: No e, Sul, Es e, Oes e. Os au o es comp o a am que exis e uma
in luência do capi al social (as ês dimensões) na elicidade, embo a a in e ação a ie de
aco do com a mac o- egião eu opeia. En e as dimensões do capi al social, a in e ação social
in o mal, a con iança gené ica e a con iança ins i ucional indica am se os p incipais
condu o es do e ei o do capi al social na elicidade na Eu opa. A endendo às mac o- egiões
eu opeias, Rod íguez-Pose & on Be lepsch (2014) obse a am que os canais de in o mação
in o mais e as no mas e sanções são os p incipais condu o es de capi al social pa a a
elicidade indi idual no Sul e Es e da Eu opa. Po sua ez, os canais de in o mação o mais
Olson- ype são os que assumem maio impo ância na ligação en e o capi al social e a
elicidade indi idual no Oes e da Eu opa. No que conce ne à Eu opa do No e, além da
con iança, onde se inclui a con iança gené ica e a con iança ins i ucional que se demons ou
signi ica i a em odas as egiões, mais nenhuma dimensão do capi al social e elou-se com
impac o na elicidade.
4.3.1 Redes e Bem-es a Subje i o
J. F. Helliwell & Pu nam (2004) iden i ica am a ede amilia e a ede de amigos como
a o es impo an es pa a a elicidade. A a és dos dados de Inqué i os Canadianos, do US
Benchma k Su ey e do Wo ld Values Su ey, os au o es obse a am o es e ei os da ede
amilia no bem-es a dos inqui idos. Es a cons a ação oi ans e sal a odas as amos as e oi
medida, no mínimo, pelo es ado ci il. De igual modo, odas as amos as e ela am que es a
casado aumen a a elicidade e a sa is ação com a ida, ao in és de es a di o ciado ou
sepa ado, e com maio in ensidade do que es a a i e jun o com o pa cei o, sem casa .
Rela i amen e ao géne o, não o am obse adas di e enças no bem-es a subje i o causado
pelo casamen o. Po sua ez, a ede amilia e a equência de con ac o com os memb os da
ede con ibui signi ica i amen e pa a o bem-es a subje i o. J. F. Helliwell & Pu nam (2004)
Capí ulo 4 – Relação Pe sonalidade e Capi al Social - Bem-es a Subje i o
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e e em que os ques ioná ios subme idos no Canadá e nos EUA comp o a am a in luência da
equen e in e ação com os amilia es na sensação de maio bem-es a subje i o.
À impo ância da ede amilia adiciona-se a impo ância da in e ação equen e com os
memb os da ede amigos. Tan o no Canadá como nos EUA, com mais e idências no úl imo
país, in e ações equen es com os amigos são ainda mais impo an es pa a o bem-es a
subje i o do que as in e ações com amília e izinhos. J. F. Helliwell & Pu nam (2004)
ambém concluí am que nos países em análise o con ac o equen e com amília, amigos e
ambém com izinhos, embo a com meno impac o, es á associado a a aliações sis emá icas
de maio bem-es a subje i o.
Nou o es udo, J. F. Helliwell (2005) ambém e e e que os esul ados do Canadian ESC
su ey demons am di e enças en e o bem-es a subje i o sen ido pelas pessoas que êm um
con ac o equen e com a amília, amigos e izinhos e o bem-es a subje i o sen ido pelas
pessoas que não êm um con ac o equen e com os memb os dessas edes. As pessoas
incluídas no p imei o g upo ap esen a am um pon o acima das pessoas do segundo g upo na
escala do bem-es a subje i o (escala 1-10 pon os). Des a o ma, o capi al social in o mal
e elou-se impo an e pa a um maio bem-es a subje i o.
Po ou o lado, J. F. Helliwell & Pu nam (2004) e e i am ambém que a é e a equência
da ig eja, bem como o en ol imen o na comunidade a e am o bem-es a subje i o. Sepa ando
a c ença em Deus da equência da ig eja, os esul ados do Canadian ESC Su ey e do
Benchma k e ela am que os e ei os da c ença em Deus são semelhan es no bem-es a
subje i o dos cidadãos canadianos e dos cidadãos no e-ame icanos. No que conce ne à
equência da ig eja, a in luência no bem-es a subje i o é mais e iden e nos cidadãos dos
EUA. Es a e idência e le e a o e p e alência eligiosa dos no e-ame icanos, sendo que a
ele ada equência da ig eja e a o e c ença eligiosa é duas ezes maio do que equência e
a c ença dos canadianos. Adicionalmen e, os au o es ambém suge em que a equência da
ig eja c ia capi al social ao ní el comuni á io, enquan o a c ença em Deus apoia o bem-es a
indi idual. De aco do com os au o es, a equência da ig eja e de g upos comuni á ios e a
consequen e in e ação com ou as pessoas da ede, po encia a c ença de que os ou os são de
con iança, c iando-se um pad ão de con iança mais ala gado. No en an o, J. F. Helliwell &
Pu nam (2004) ad e em que as médias nacionais de equência da ig eja e de con iança
de em se conside adas em p imei o luga em cada país analisado.
Rod íguez-Pose & Be lepsch (2012), a a és do es udo ealizado em 23 países eu opeus,
indicam que a a i idade social in o mal con ibui pa a o bem-es a pessoal, ao con á io da
in e ação social o mal. Conco dando com a dis inção en e g upos Pu man- ype (in o mais) e
Olson- ype ( o mais), os in es igado es e e em o impac o dis in o des e ipo de edes no
bem-es a pessoal. Os g upos Pu man- ype, onde se inclui a ede amilia , ede de amigos e
ede de colegas, con ibuem p o undamen e pa a a conexão social da pessoa, bem como pa a
o sen imen o de pe ença e in eg ação de uma de e minada sociedade. Cen ando-se na
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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Eu opa, os au o es indicam que e um amigo odos os dias aumen a em 77% a p obabilidade
de se mui o eliz. A ligação à eligião ambém con ibui pa a a sensação de bem-es a dos
eu opeus, uma ez que os au o es obse a am que a pa icipação em se iços eligiosos
aumen a em 103% a p obabilidade de sen i -se mui o eliz, ce e is pa ibus, em elação às
pessoas que não pa icipam nes e ipo de a i idade. A pa icipação em ações de olun a iado e
a pe ceção de ajuda os ou os indicou se ambém impo an e na sensação de elicidade,
aumen ando em 98% a p obabilidade pa a quem es á en ol ido em a i idades de
olun a iado. Obse ando a Eu opa po egiões, a in e ação in o mal Pu man- ype e a
sa is ação com a ida es ão posi i a e signi ica i amen e elacionadas no Sul, Es e e Oes e da
Eu opa. A equência da ig eja e a pa icipação em a i idades de olun a iado con ibuem
pa a o bem-es a indi idual de o ma simila em odas a egiões da Eu opa, sendo que o
olun a iado deixa de se signi ica i o quando a pa icipação da ig eja melho a o bem-es a
indi idual.
Po ou o lado, Rod íguez-Pose & Be lepsch (2012) e e em que os g upos Olson- ype,
onde se inclui edes de o ganizações p o issionais, sindica os, g upos de lobby e pa idos
polí icos, êm ap esen ado co elações nega i as com a elicidade. Os in es igado es
obse a am no seu es udo que as pessoas que não se encon am di e amen e en ol idas na
polí ica são mais elizes. De o ma opos a, as pessoas iliadas em pa idos polí icos não êm
al e ações na sua elicidade elacionadas com es e ipo en ol imen o. A al e ação só se
e idencia, e de o ma nega i a, quando a pessoa es á en ol ida a i amen e na ação polí ica e
em mani es ações. Den o dos g upos Olson- ype, a pa icipação em o ganizações
p o issionais aumen a em 16% a p obabilidade de se mui o eliz. De igual modo, a pe ença a
sindica os es á associada posi i a e signi ica i amen e à elicidade indi idual. Rod íguez-Pose
& Be lepsch (2012) jus i icam es e cená io, opos o ao iden i icado po Ba olini e al. (2008b)
nos EUA, pelo ac o da pa icipação em o ganizações p o issionais e sindicais se alo izada e
e ela -se an ajosa em alguns países eu opeus.
4.3.2 Con iança e Bem-es a Subje i o
J. F. Helliwell & Wang (2011) in es iga am a elação en e a con iança e o bem-es a ,
eco endo pa a al es udo ao Gallup Wo ld Poll e ao 17º Canadian Gene al Social Su ey.
Apesa da conclusão inal dos au o es se de que exis em o es ligações en e as di e sas
medidas da con iança e o bem-es a subje i o, ealçam que a elação causa-e ei o en e os dois
é di ícil de iden i ica . A es abilidade da con iança ao longo das ge ações indicia que a
con iança se á a causa e a elicidade o e ei o, sem que se possa a i ma indubi a elmen e o
sen ido da elação. Conside ando os dados do Gallup Wo ld Poll, J. F. Helliwell & Wang
(2011) obse a am que quem pensa que a sua ca ei a pe dida se á de ol ida, se o
encon ada pelo izinho ou pelo polícia, a alia a sua ida de o ma mais posi i a em elação a
quem pensa que a ca ei a não ai se de ol ida. Vi e num ambien e con iá el o igina
classi icações de bem-es a subje i o mais ele adas.
Capí ulo 4 – Relação Pe sonalidade e Capi al Social - Bem-es a Subje i o
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65
abalho, que po conseguin e exe ce maio impac o no bem-es a do que de e minados
aumen os de endimen o.
En e as a iá eis sociodemog á icas mais es udadas, o desemp ego, o casamen o e a
eligião demons a am e uma elação o e com o bem-es a subje i o, sendo que o p imei o
em uma elação in e sa e o casamen o e a p á ica eligiosa uma elação posi i a. No que
conce ne à idade, á ios au o es concluí am que maio es ní eis de sa is ação com a ida es ão
p esen es en e jo ens e idosos, enquan o pessoas de meia-idade ap esen am alo es mais
baixos. Po sua ez, a saúde ambém se e elou impo an e pa a o bem-es a pessoal,
enquan o a elação salá io e elicidade é mui o pa icula . De manei a simila ao que Eas e lin
de endeu, ou os au o es mais ecen es concluí am que o salá io é impo an e pa a a
elicidade, no en an o, só a é de e minado pon o, na medida em que a componen e elacional é
undamen al pa a a elicidade e a sa is ação com a ida.

5. In odução à pa e Empí ica
Capí ulo 5 - In odução à pa e Empí ica
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69
5.1. QUESTÃO DE PARTIDA E QUESTIONÁRIO
A e isão de li e a u a demons ou que a a ual in es igação u iliza os dados de inqué i os
populacionais. Po sua ez, a análise da sa is ação com o abalho é in es igada
undamen almen e em con ex os labo ais e de o ma especí ica. Toda ia, como algumas
in es igações já demons a am, a sa is ação pessoal e a sa is ação com o abalho in e agem.
Assim, es a in es igação p opõe que o bem-es a subje i o é um cons uc o que ag ega a
sa is ação pessoal e a sa is ação labo al. A sa is ação pessoal é compos a pela sensação de
elicidade pessoal, en aizada no humo e a aliações de momen os a uais, e pela sa is ação
com a ida, en aizada na ponde ação cogni i a e a e i a dos longos pe íodos de empo. Po
sua ez, a sa is ação labo al co esponde à sa is ação com o abalho, es e a que ocupa
di e sas ho as do dia na ida pessoal. A endendo às e idências cien í icas obse adas po
alguns au o es sob e es es dis in os concei os de sa is ação, colocamos em análise a in luência
que a pe sonalidade e o capi al social – edes e con iança - e ão no cons uc o bem-es a
subje i o. Nes e sen ido a nossa ques ão de pa ida é:
A Pe sonalidade, as Redes pessoais e p o issionais, a Con iança Pessoal e a Con iança
O ganizacional in luenciam o Bem-es a Subje i o?
Suge indo um no o concei o de Bem-es a Subje i o, p opomos analisa a in luência do
a o Pe sonalidade – a o in e no – e do Capi al Social, a a és do a o Redes e do a o
Con iança O ganizacional - a o es ex e nos – na Felicidade Pessoal, na Sa is ação com a
Vida e na Sa is ação com o T abalho, enquan o a iá eis do cons uc o Bem-es a Subje i o.
Assim, a ausência de es udos sob e o Bem-es a Subje i o, do pon o de is a da Felicidade
Pessoal, da Sa is ação com a Vida e da Sa is ação com o T abalho em ambien e emp esa ial,
bem como o ca ac e explo a ó io da p esen e in es igação e elou se pe inen e a elabo ação
de um ques ioná io o iginal. Conside ando a inexis ência des e ipo de es udo na eu o egião
Galiza - No e de Po ugal, bem como a p oximidade geog á ica e de con ac o, op ou-se pela
aplicação do ques ioná io nes a egião.
Des e modo, pa a a medição do Bem-es a Subje i o o am u ilizadas ês ques ões
alidadas e equen emen e u ilizadas no Eu opean Values S udy (2008) e no Eu opean Social
Su ey (2008). As ques ões o am aduzidas pa a po uguês e cas elhano e alidadas po
na i os, sendo a escala de espos a 1-10, co espondendo 1 a disco do o almen e e 10 a
conco do o almen e. Coloca am-se ques ões em modo a i ma i o e nega i o com o obje i o
de cap a maio a enção e ponde ação nas espos as ob idas.
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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Tabela 2 – Medição do Bem-es a Subje i o: Eu opean Values S udy (2008)
Pe gun as Eu opean Values
S udy (2008)
Po uguês
Cas elhano
1 - ‘‘Taking all hings oge he ,
how happy would you say you
a e?’’
1 - “Conside ando odas as á eas
da minha ida, di ia que sou
uma pessoa eliz.”
1- “Teniendo en cuen a odas
las á eas de mi ida, yo di ía
que soy una pe sona eliz.”
2- ‘All hings conside ed, how
sa is ied a e you wi h you li e
as a whole nowadays?’’
2 - “No im das con as, como um
odo, di ia que es ou sa is ei o
com a minha ida.”
2 - “Al inal, en su conjun o, yo
di ía que es oy sa is echo con mi
ida.”
3 -“O e all, how sa is ied o
dissa is ied a e you wi h you
job?”
3 - “No ge al, conside o-me
sa is ei o com o meu abalho.”
3 - “En gene al, me conside o
sa is echo con mi abajo.”
No que conce ne à análise da pe sonalidade, op ou-se po uma análise holís ica,
eco endo à eo ia do Big Fi e Fac o . Es a eo ia desen ol ida pela á ea da psicologia, em
sido u ilizada em ou as á eas cien í icas pela sua abo dagem comple a e iá el. A sua
aplicação ealiza-se a a és de ques ioná io, exis indo pa a o e ei o ês equen emen e
u ilizados: TDA, compos o po 100 adje i os (Goldbe g, 1992); o 60-i em NEO-Fi e-Fac o
In en o y (NEO-FFI) (Cos a & McC ae, 1992) e o 44-i em Big Fi e In en o y (Bene -
Ma inéz & John, 1998; John & S i as a a, 1999). Enquan o o TDA a alia a pe sonalidade do
en e is ado de aco do com a sua maio ou meno conco dância de de e minado adje i o se
ca ac e izado da sua pe sonalidade, o NEO-FFI e o BFI a aliam os aços da pe sonalidade
a a és de ques ões, onde a ca ac e ização é con ex ualizada. Es e ipo de ques ioná io é
aconselhado na medida em que pe mi e ao en e is ado aze a au oca ac e iza ão de aco do
com de e minada si uação e não em o ma o gené ico e abs a o (Bene -Ma inéz & John,
1998). Nes e sen ido o TDA mos a-se desadequado pela sua ex ensão (100 i ens), bem como
pelo seu ipo abo dagem. Po sua ez, uma compa ação en e o NEO-FFI e o BFI e ela o BFI
como sendo o inqué i o que co esponde à ecolha de dados a ealiza nes a in es igação. Es a
escolha es á a associada à sua ex ensão - 44 ques ões, à abo dagem ealizada a a és de b e es
ques ões con ex ualizadas, bem como à sua alidação em língua cas elhana (Bene -Ma inéz
& John, 1998). Adicionalmen e, in es igado es po ugueses da á ea da psicologia ambém
alida am o 44-i em Big Fi e In en o y na língua po uguesa (Palma, 2012). Apesa da o dem
das ques ões se mui o simila , obse a am-se algumas al e ações nos ques ioná ios
aduzidos e op ou-se po segui a o dem das ques ões do ques ioná io o iginal, em e são
inglesa. À semelhança do que acon ece em odo o ques ioná io desen ol ido, a espos a às
ques ões sob e pe sonalidade ealizam-se numa escala de 10 pon os, co espondendo 1 a
disco do o almen e e 10 a conco do o almen e.

Capí ulo 5 - In odução à pa e Empí ica
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Figu a 1- Medição da Pe sonalidade: 44 I em – Big Fi e In en o y – e são inglesa (Bene -Ma inéz & John,
1998)
Figu a 2- Medição da Pe sonalidade: 44 I em – Big Fi e In en o y – e são cas elhana (Bene -
Ma inéz & John, 1998)
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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Figu a 3- Medição da Pe sonalidade: 44 I em – Big Fi e In en o y – e são po uguesa (Palma, 2012)
Po sua ez, a análise do capi al social ealizou-se a a és do es udo da elação en e os
memb os da ede amília, ede amigos, ede izinhos e ede colegas de abalho sem di e ença
hie á quica. De aco do com J. F. Helliwell & Pu nam (2004), que u ilizam dados do Cu en
Popula ion Su ey (2012), a equência de con ac o com memb os da ede amilia e da ede
de amigos es á elacionada com a elicidade e com o bem-es a subje i o. De modo menos
p o undo, a equência de con ac o e a con iança sen ido nos izinhos ambém se e ela am
elacionadas com a sa is ação com a ida e o bem-es a subje i o. No que conce ne ao
ambien e labo al, J. F. Helliwell & Wang (2011) e e em que a elação com os colegas de
abalho, nomeadamen e a con iança sen ida, em impac o na sa is ação com a ida. Des e
modo, es abelecemos qua o edes impo an es pa a o nosso es udo: ede amilia , ede
amigos, ede izinhos e ede colegas de abalho, sem di e ença hie á quica, a pa i de ago a
denominada como ede colegas de abalho. Pa a a ca ac e ização de cada uma das edes
coloca am-se ques ões sob e o amanho da ede e a equência de con ac o, bem como a
elação de con iança, colabo ação e sen ido de in e ajuda es abelecida com os memb os de
cada ede.
Capí ulo 5 - In odução à pa e Empí ica
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Tabela 3 – Medição Redes: Tamanho, F equência e Relação (Con iança, Colabo ação e Sen ido de
In e ajuda)
Núme o
Po uguês
Cas elhano
1
REDES X – X- Tamanho
Indique o núme o de X, com quem
con ac a (pessoalmen e ou a a és
de ele one ou in e ne ), no mínimo,
uma ez po semana.
REDES X - X - Tamaño
Indique el núme o de X, con quien con ac a (en
pe sona o po elé ono o in e ne ), po lo menos,
una ez a la semana.
2
REDES X – X- F equência
Pensando nos X, indique o núme o
de ezes que con ac a com eles ao
longo de uma semana.
7 a 5 ezes po semana
4 a 3 ezes po semana
2 a 1 ez po semana
REDES X - X - F ecuencia
Pensando en X, indique el núme o de eces que
con ac a con ellos a lo la go de la semana.
7 a 5 eces a la semana
4 a 3 eces a la semana
2 a 1 eces a la semana
3
REDES X – X - Relação
Conside ando os X com quem
con ac a semanalmen e, assinale
numa escala de 1 a 10 a sua
conco dância com as seguin es
ases. 1 - Disco do o almen e 10 -
Conco do o almen e.
3.1 - En e mim e os meus X exis e
con iança.
3.2 - Penso que eu e os meus X
emos acilidade em colabo a mos.
3.3 - Se um de nós p ecisa de
ajuda, pode con a com os X.
REDES X - X - Relación
Teniendo en cuen a los X con quien con ac a a lo
la go de la semana, escoja en una escala de 1 a
10 su acue do con las siguien es a i maciones. 1 -
Desacue do o al 10 – Acue do o al.
3.1 - En e mis X y yo hay con ianza.
3.2 - C eo que mis X y yo enemos acilidad en
colabo a .
3.3 - Si uno de noso os necesi a ayuda, puede
con a con los X.
Fon e: elabo ação p óp ia
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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74
No que conce ne à con iança, além de se um elemen o de ca ac e ização da elação en e
os memb os das di e en es edes analisadas, ambém oi ap o undada ao ní el o ganizacional.
Em p imei a o dem, p ocu ou-se pe cebe se a pessoa inqui ida e a uma pessoa com endência
pa a con ia nos ou os. Assim, coloca am-se as seguin es ques ões, incluídas no ópico
Con iança O ganizacional, e apelidadas pos e io men e como Con iança Pessoal:
Tabela 4 – Medição Con iança Pessoal
Núme o
Po uguês
Cas elhano
1
Conside o que a maio ia das pessoas
é de con iança.
C eo que la mayo ía de la gen e se puede con ia .
2
Sou uma pessoa que con ia nos
ou os.
Soy una pe sona que con ía en los demás.
Fon e: elabo ação p óp ia
Ba eman & O gan (1983) oca am-se na impo ância da supe isão p a icada na emp esa,
na medida em que o ipo de acompanhamen o dos supe iso es in luencia a sa is ação com o
abalho e, consequen emen e, o ambien e emp esa ial a a és da elação en e colabo ado es
e supe iso es (aca amen o de o dens, cump imen o de eg as), colegas (pa ilha de
in o mação, auxílio em obs áculos na execução de a e as) e emp esa (ausência de on ade de
despedimen o, des io de ecu sos). Di ks & Fe in (2002) dis ingui am a con iança sen ida
nos líde es di e os e a con iança sen ida na lide ança o ganizacional. Enquan o o p imei o ipo
de con iança consis e na con iança no supe iso , a segunda consis e na con iança sen ida na
lide ança do CEO. Sob e es e aspe o, Malik (2003) ap esen ou a con iança sen ida no ges o
da emp esa como uma das bases de uma ges ão e e i a, enquan o Da is e al. (2000)
concluí am que a con iança é on e de an agem compe i i a. Es abelecendo ambém
di e en es ipologias de con iança ela i amen e à en idade al o de con iança, Gal o d &
D apeau (2003) de ende am que den o de uma o ganização é possí el sen i -se um e cei o
ipo de con iança: con iança ins i ucional. Es e ipo de con iança conside a a con iança
sen ida em elação à emp esa, enquan o uma en idade. Nes e sen ido, elabo a am-se as
seguin es ques ões com base da e isão de li e a u a ealizada:
Tabela 5 – Medição Con iança O ganizacional
Núme o
Po uguês
Cas elhano
1
Mui as ezes penso que maio ia das
pessoas p ocu a ajuda o ou o, não
olhando só pelos seus in e esses.
A menudo pienso que la mayo ía de la gen e
busca ayuda a los demás, no sólo cuidando de sus
p opios in e eses.
2
Es ou ce o que a maio ia das
pessoas, no meu local de abalho, é
jus a e não en a e an agem
desones a em elação aos colegas.
Es oy segu o que la mayo ía de la gen e en mi
luga de abajo es jus o y no a a de oma
en aja injus a con espec o a sus compañe os.
3
Conside o que os meus supe io es
são de con iança.
C eo que mis supe io es son iables.
6. Análise Fa o ial Explo a ó ia e SEM- Pa ial Leas Squa es

Capí ulo 6 - Análise Fa o ial Explo a ó ia e SEM- Pa ial Leas Squa es
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6.1. INTRODUÇÃO
O capí ulo 6 inicia com a undamen ação cien í ica das ês p imei as hipó eses. Es as
hipó eses es ão elacionadas com a essência do concei o Bem-es a Subje i o enquan o
concei o ag egado da Felicidade Pessoal, da Sa is ação com a Vida e da Sa is ação com o
T abalho. Apesa da Felicidade Pessoal e da Sa is ação com a Vida se em conside adas po
alguns au o es como componen es do Bem-es a Subje i o, a Sa is ação com o T abalho não é
incluída nes e concei o ag egado , ac o que conside amos se inadequado uma ez que es e
ipo de sa is ação di e e dos an e io es e esul a da sa is ação esul an e da es e a labo al que
ocupa mui as ho as do dia-a-dia pessoal. Po ou o lado, a segunda hipó ese conside a a
impo ância da Con iança na medição da elação en e os memb os das Redes pessoais e
p o issionais, enquan o a e cei a hipó ese es a a in luência da Pe sonalidade, das Redes, da
Con iança Pessoal e da Con iança O ganizacional no Bem-es a Subje i o enquan o concei o
ag egado .
Após a ap esen ação da undamen ação cien í ica das ês p imei as hipó eses, a secção
6.3 inicia a análise es a ís ica, começando pelas análises a o iais explo a ó ias ealizadas às
a iá eis elacionadas com os concei os de Pe sonalidade, Redes, Con iança Pessoal e
Con iança O ganizacional. Es a análise explo a ó ia em como obje i o comp o a a
exis ência dos cinco a o es de pe sonalidade, de aco do com a eo ia da pe sonalidade Big
Fi e Fac o , bem como dos a o es elacionados com as edes analisadas – amília, amigos,
izinhos e colegas de abalho – e os a o es Con iança Pessoal e O ganizacional.
Pos e io men e, as hipó eses ap esen adas nes e capí ulo são es adas em SEM-Pa ial Leas
Squa es e os esul ados alcançados são analisados na secção 6.4, alidando-se ou ejei ando as
hipó eses es adas. O capí ulo concluiu na seção 6.5 com os esul ados alcançados na análise
es a ís ica ap esen ada nes e capí ulo.
6.2. FUNDAMENTAÇÃO HIPÓTESES
6.2.1. H1: Concei o Bem-es a Subje i o
Diene e al. (1999) de ini am o bem-es a subje i o como o concei o esul an e da
a aliação de a e o posi i o, a e o nega i o e sa is ação com a ida. Mais a de, e e em-se ao
bem-es a subje i o como o es udo da elicidade ou sa is ação (Diene e al., 2003). Po sua
ez, Kim-P ie o e al. (2005) con empla am no seu es udo ês ipos de abo dagens do bem-
es a subje i o: a aliação global da ida, ecolha de expe iências emocionais passadas e
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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84
ag egação de múl iplas eações emocionais ao longo do empo. De aco do com os au o es,
es as abo dagens esul am da in e ação de qua o es ádios psicológicos: ci cuns âncias da ida
e seus e en os, eações a e i as aos e en os, eco dação das eações pe an e as ci cuns âncias,
e julgamen o global da ida. Klein (2013) conside a que o bem-es a subje i o é o esul ado
da a aliação emocional e da a aliação cogni i a da ida. A endendo a es a dico omia e aos
con ibu os de di e sas á eas cien í icas, obse am-se múl iplas denominações elacionadas
com o bem-es a subje i o: elicidade, equilíb io hedónico, a e o posi i o, ealização pessoal,
sa is ação com a ida. A elicidade es á associada à a aliação emocional de pequenos
pe íodos de empo a uais, enquan o a sa is ação com a ida es á elacionada com a a aliação
cogni i a de longos pe íodos de empo (Diene , 1984; J. F. Helliwell & Pu nam, 2004; Pi au
e al., 2010).
O bem-es a subje i o é habi ualmen e es udado des a pe spe i a, com alguma discussão
em o no das de inições de elicidade e bem-es a subje i o, apesa de uma das ques ões mais
u ilizadas pa a a medição da elicidade, enquan o a aliação emocional do momen o a ual da
ida, se ‘‘Taking all hings oge he , how happy would you say you a e?’’ (EVS, 2008).
Nes e sen ido, os in es igado es denominam de elicidade pessoal a a aliação emocional e
bem-es a subje i o o esul ado da elicidade e da sa is ação com a ida. No en an o, a
sa is ação com o abalho não é conside ada como indicado de bem-es a subje i o, es ando
implici amen e incluída na a aliação da ida. Apesa da sa is ação com a ida e da sa is ação
com abalho es a em elacionadas (Judge & Wa anabe, 1994; Saa i & Judge, 2004; Tai e
al., 1989), de endemos que são sa is ações dis in as com impac o dis in o no bem-es a
subje i o. De aco do com Saa i & Judge (2004), a in e ação en e sa is ação com a ida e
sa is ação com o abalho pode se de spillo e , segmen ação e compensação. À exceção da
elação da segmen ação que conside a que os dois ipos de sa is ação não in e agem, a elação
de spillo e e de compensação conside am que exis e uma in e ação ou uma a e ação en e a
sa is ação com a ida e a sa is ação com o abalho. Nes e sen ido, colocamos como hipó ese
a junção da sa is ação com o abalho à sa is ação com a ida e à elicidade pessoal enquan o
a iá eis obse á eis do cons uc o bem-es a subje i o:
H1: A Felicidade Pessoal, a Sa is ação com a Vida e a Sa is ação com o T abalho são
a iá eis obse á eis do cons uc o Bem-es a Subje i o.
6.2.2. H2: Con iança enquan o a iá el obse á el
Como a in es igação já demons ou, a con iança é p op iedade dos indi íduos ou
ca ac e ís ica de uma elação (Gula i, 1998). A sua p esença nas elações o na-se uma mais-
alia na medida em que agiliza a oca de in o mação, baixa os cus os de ansação e eduz os
cus os de encon o de pa cei os (Beugelsdijk, 2009; Tsai & Ghoshal, 1998). Adicionalmen e,
a con iança o na possí el o acesso a ecu sos angí eis e in angí eis e a conc e ização de
me as p é-es abelecidas (Ba ney & Hansen, 1994; Gambe a, 1988; Ring & Van de Ven,
1994; Tsai & Ghoshal, 1998). De aco do com á ios au o es, a con iança az pa e do
Capí ulo 6 - Análise Fa o ial Explo a ó ia e SEM- Pa ial Leas Squa es
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concei o de capi al social (Bou dieu, 1986; Coleman, 1988; R. Pu nam, 2000; R. D. Pu nam,
1993). Bou dieu (1986) de iniu o capi al social como um ipo de capi al que é compos o pelas
edes, no mas e con iabilidade esul an e da in e ação en e os memb os da ede e as no mas
es abelecidas. Klein (2013) obse ou a p edominância de es udos sob e os con ac os sociais, a
pe ença a g upos e a con iança en e as in es igações do capi al social.
Nahapie & Ghoshal (1998) es uda am a ipla dimensionalidade do capi al social –
dimensão es u u al, dimensão elacional e dimensão cogni i a. Po sua ez, Tsai & Ghoshal
(1998) u iliza am es a concep ualização do capi al social pa a pe cebe a sua in luência nos
pad ões da oca de ecu sos e na ino ação de p odu o em unidades emp esa iais de uma
emp esa mul inacional. De aco do com os au o es, a dimensão es u u al (analisada a a és da
in e ação social) e a dimensão elacional (analisada a a és da con iança) demons a am es a
elacionadas signi ica i amen e com a oca de ecu sos e, po consequência, na ino ação de
p odu o. Os esul ados ambém e idencia am que a dimensão es u u al (obse ada a a és da
in e ação social) e a dimensão elacional (obse ada a a és da con iança) es a am
signi ica i amen e elacionadas com a oca de ecu sos em cada unidade emp esa ial,
e le indo-se na ino ação de p odu o.
Adle & Kwon (2002) a i ma am que o concei o undamen al do capi al social é a boa
on ade en e os indi íduos numa de e minada elação. Pa a os in es igado es a boa on ade é
a con iança, simpa ia e pe dão ende eçada a indi íduos de de e minada elação com es u u a
uncional p óp ia. Mais a de, Dasgup a (2010) in es iga o capi al social conside ando-o
como edes in e pessoais den o das quais os memb os pe encen es à ede es abelecem e
man êm con iança en e si, cump indo mu uamen e aco dos elacionais. Po sua ez, J. F.
Helliwell e al. (2013) de endem a inclusão de medidas elacionadas com a con iança sen ida
en e os memb os das edes, enquan o medida undamen al pa a a a aliação da qualidade das
elações. A endendo à ele ância da con iança nas elações en e indi ídudos, es ou-se a
hipó ese da impo ância da sua medição enquan o a iá el obse á el das elações en e os
memb os de de e minadas edes:
H2: A Con iança é a a iá el obse á el mais impo an e na mediação dos cons uc os
elacionados com as Redes pessoais e p o issionais.
6.2.3. H3: Pe sonalidade, Redes, Con iança Pessoal e Con iança O ganizacional
A psicologia abo da o bem-es a a pa i da pe sonalidade, de endendo que exis em
semelhanças gené icas en e a o mação da pe sonalidade e a a aliação do bem-es a subje i o
(Cos a & McC ae, 1980; Demi , 2008; Emmons & Diene , 1985; J. F. Helliwell & Huang,
2005; Joshanloo & A sha i, 2011). Diene e al. (1999) e J.F. Helliweell & Huang (2005)
a i ma am que a elicidade e os aços de pe sonalidade êm o mesmo g au ele ado de he ança
gené ica. Reco endo à eo ia da pe sonalidade do Big Fi e Fac o , os in es igado es
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
__________________________________________________________________________________
86
p ocu a am elações en e os cinco a o es de pe sonalidade e o bem-es a subje i o. De
aco do com a eo ia da pe sonalidade Big Fi e Fac o , a pe sonalidade pode se a aliada a
pa i de cinco a o es: ex o e são, amabilidade, esc upulosidade, neu o icismo, e abe u a à
expe iência, (Cos a & McC ae, 1985, 1992; Goldbe g, 1992; John & S i as a a, 1999;
McCann, 2011; Zhao & Seibe , 2006). Assim, Hayes & Joseph (2003) concluí am que
ele ados ní eis de ex o e são es ão elacionados com a p obabilidade de sen i elicidade,
enquan o ele ados ní eis de neu o icismo diminuem essa p obabilidade. Kim-P ie o e al.
(2005) ambém obse a am que os a o es ex o e são e neu o icismo são p eponde an es na
sensação de a e o posi i o ou nega i o a longo p azo. Joshanloo & A sha i (2011) concluí am
que os aços de pe sonalidade es ão elacionados com 25% da a iação da sa is ação com a
ida, sendo o a o ex o e são e o a o neu o icismo os p incipais esponsá eis po essa
a iação.
Po ou o lado, Diene & Seligman (2002) obse a am que pessoas com ní eis de bem-
es a subje i o mais ele ados ap esen a am excelen es elações sociais, enquan o pessoas em
si uações de solidão conside a am e baixo bem-es a subje i o. Es e es udo é exemplo da
abo dagem da sociologia ao es udo do bem-es a . Nes a pe spe i a, o ambien e cul u al e
social, bem como as elações es abelecidas com os ou os in luenciam o nosso bem-es a
(Diene e al., 2003; Joshanloo & Weije s, 2014; Lu & Gilmou , 2004). Nes e sen ido, a
in e ação equen e com amília, amigos e izinhos es á elacionada com o bem-es a
subje i o (J. F. Helliwell, 2005; Rod íguez-Pose & on Be lepsch, 2014). Adicionalmen e,
Helliwell (2005) ale a am pa a a impo ância do con ex o social onde cada indi íduo i e e
abalha, onde a con iança no ou o ou nas ins i uições pode e ela -se impo an e. Assim,
p e endemos explo a a hipó ese de que a pe sonalidade e a conexão social, nomeadamen e a
conexão social na o ganização onde abalha, es ão elacionadas com a a iação do cons uc o
Bem-es a Subje i o, ap esen ando-se assim a hipó ese 3:
H3: A a iação do cons uc o Bem-es a Subje i o es á elacionada com a a iação dos
cons uc os e e en es à Pe sonalidade, às Redes, à Con iança Pessoal e à Con iança
O ganizacional.
6.3. ANÁLISE ESTATÍSTICA
6.3.1. Análise Fa o ial Explo a ó ia
Os dados ob idos a a és do ques ioná io subme ido a emp esas do No e de Po ugal e da
Galiza (Espanha) o am inicialmen e sujei os a uma análise a o ial explo a ó ia, de o ma a
es a a consis ência in e na global. Realiza am-se ês análises a o iais explo a ó ias, sendo a
p imei a com as a iá eis elacionadas com a Pe sonalidade, a segunda com as a iá eis
elacionadas com as Redes, enquan o a e cei a e e em con a as a iá eis da Con iança

Capí ulo 6 - Análise Fa o ial Explo a ó ia e SEM- Pa ial Leas Squa es
__________________________________________________________________________________
87
Pessoal e da Con iança O ganizacional. Des e modo, p e endeu-se es a consis ência dos
a o es a se em explo ados nas análises es a ís icas seguin es.
A análise a o ial explo a ó ia das 44 a iá eis elacionadas com os cinco a o es da
eo ia da pe sonalidade Big Fi e Fac o e elou, numa p imei a ase, a exis ência onze
a o es. Realça-se que os a o es en e 6 e 11 e am cons i uídos po a iá eis dispe sas e com
alo es de ex ação in e io es a 0.5. Após a eliminação des as a iá eis, a análise a o ial
explo a ó ia e elou a p esença de 5 a o es, de aco do com a eo ia da pe sonalidade Big Fi e
Fac o . Assim, com um KMO de 0.710 e um o al de a iação explicada de 65,808%, o
Ba le 's Tes o Sphe ici y e elou um chi quad ado de 1067,664 e uma signi icância de
0.000.
Cada a o é ep esen ado po duas a ês a iá eis, como se obse a na abela 7. O a o
Ex o e são é medido pelas a iá eis Não Rese ado, Não Sossegado_A i o, e Não Tímido.
Po sua ez, A encioso_Bondoso, Socia el_Amiga el, e Coope a i o são as a iá eis que
ep esen am o a o Amabilidade, enquan o o a o Esc upulosidade é medido a a és das
a iá eis O ganizado, Não P eguiçoso, e Não Dis aído. O qua o a o , o Neu o icismo,
inclui as a iá eis S essado, Emocionalmen e Ins á el, e Não Calmo. Po im, as a iá eis
O iginal, Imagina i o, e In en i o ep esen am o a o Abe u a à Expe iência.
Tabela 7 – Análise Fa o ial Explo a ó ia da Pe sonalidade
Communali y
F1-AE
F2-Ex
F3-Ama
F4-Neu
F5-Esc
Falado
,630
-,004
,658
,367
-,155
-,196
O iginal
,717
,826
,143
,008
-,119
,007
N_Rese ado
,650
,036
,803
-,057
-,023
-,028
S essado
,669
-,268
-,039
-,069
,768
-,028
O ganizado
,577
-,207
-,041
,017
,054
,727
Imagina i o
,811
,836
-,026
,329
-,046
-,028
N_Sosseg_A i o
,607
,092
,665
-,212
,331
-,052
N_P eguiçoso
,655
,169
,049
,169
,013
,772
Emocio_Ins a el
,672
-,017
-,078
-,084
,811
-,007
In en i o
,738
,771
,093
,011
-,331
-,156
N_Timido
,601
,100
,735
,027
-,113
,191
A encioso_Bondoso
,598
,032
-,240
,716
-,123
-,105
N_Calmo
,615
-,259
,118
-,288
,647
-,180
Socia_Amiga el
,678
,048
,258
,751
-,200
,070
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
__________________________________________________________________________________
88
Communali y
F1-AE
F2-Ex
F3-Ama
F4-Neu
F5-Esc
Coope a i o
,640
,197
,004
,763
-,035
,134
N_Dis aído
,672
-,092
-,004
-,109
-,252
,767
Va iação Explicada (%)
14,108
13,994
13,041
12,890
11,774
To al de Va iação Explicada (%)
65,808
Kaise -Meye -Olkin Measu e o
Sampling Adequacy
,710
Ba le 's Tes o
Sphe ici y
App ox. Chi-
Squa e
1067,664
d
120
Sig.
,000
Conside ando a exis ência de qua o ipo de Redes – Família, Amigos, Vizinhos e
Colegas de T abalho – no ques ioná io desen ol ido nes a ese, ealizou-se ambém uma
análise a o ial explo a ó ia a odas as a iá eis analisadas em cada uma das edes. Com o
obje i o de e i ica a consis ência in e na global, a p imei a análise a o ial explo a ó ia
e elou cinco a o es e a iá eis com alo es de ex ação in e io a 0.5. Nes e sen ido, o am
eliminadas as a iá eis com alo es in e io es a 0.5, ealizando-se uma no a análise. Es a
análise esul ou em qua o a o es, com a p esença da a iá el Con iança em odas as edes e
da a iá el Colabo ação em ês das qua o edes, enquan o a iá eis mais ep esen a i as dos
a o es. Como se obse ada na abela 8, o o al da a iação explicada é de 85.370 %. O KMO
ap esen a um alo ela i amen e baixo - 0.545 – enquan o o es e de Ba le 's Tes o
Sphe ici y em um chi quad ado de 692,979 e uma signi icância de 0.000.
Tabela 8 – Análise Fa o ial Explo a ó ia das Redes
Communali y
F1-Colegas
F2 - Vizinhos
F3-Família
F4 -Amigos
F_Con iança
,856
,103
,103
,913
-,042
F_Colabo ação
,860
,090
,043
,922
,009
A_Con iança
,767
-,026
-,019
-,040
,874
A_Colabo ação
,763
,046
-,075
,010
,869
V_Con iança
,890
,064
,934
,101
-,055
V_Ajuda
,887
,105
,934
,046
-,047
C_Con iança
,900
,929
,121
,146
-,019
C_Colabo ação
,908
,949
,052
,057
,040
Va iação Explicada (%)
22,503
22,253
21,514
19,101
To al de Va iação Explicada (%)
85,370
Capí ulo 6 - Análise Fa o ial Explo a ó ia e SEM- Pa ial Leas Squa es
__________________________________________________________________________________
89
Kaise -Meye -Olkin Measu e o
Sampling Adequacy
,545
Ba le 's Tes
o Sphe ici y
App ox. Chi-
Squa e
692,979
d
28
Sig.
,000
Po im, a análise a o ial explo a ó ia das a iá eis e e en es à Con iança Pessoal e à
Con iança O ganizacional, e idenciou que a a iá el Pessoas Con iá eis e a a iá el
Con iança nos Ou os é ep esen a i a do a o Con iança Pessoal, enquan o as a iá eis
Con iança nos Supe io es no abalho, Con iança na Emp esa e Con iança nos Ges o es são
ep esen a i as do a o Con iança O ganizacional. De aco do com os dados ap esen ados na
abela 9, o o al de a iação explicada dos a o es é de 72.625%. O Kaise -Meye -Olkin
Measu e o Sampling Adequacy é de 0,696, sendo um alo mui o p óximo de 0.7. Po sua
ez, o Ba le 's Tes o Sphe ici y demons ou um chi quad ado de 246,868 e uma
signi icância de 0.000.
Tabela 9 – Análise Fa o ial Explo a ó ia da Con iança Pessoal e da Con iança O ganizacional
Communali y
F1 – CONF
ORG
F2 – CONF
PESS
P_Con ia eis
,713
-,002
,844
C_Supe io es_T abalho
,732
,854
,059
C_Ou os
,659
,176
,792
C_Emp esa
,708
,836
,093
C_Ges o es
,820
,898
,113
Va iação Explicada (%)
45,318
27,308
To al de Va iação Explicada (%)
72,625
Kaise -Meye -Olkin Measu e o Sampling
Adequacy
,696
Ba le 's Tes o
Sphe ici y
App ox. Chi-
Squa e
246,868
d
10
Sig.
,000
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
__________________________________________________________________________________
90
6.3.2. SEM-PLS
Conside ando a in es igação cien í ica a é à a ualidade e encon ando-se o es udo numa
ase explo a ó ia, op ou-se po desen ol e um modelo de equações es u u ais com o
obje i o de a e i e idências sob e a essência e as elações en e cons uc os la en es
(Williams, Vandenbe g, & Edwa ds, 2009). De aco do com Williams e al. (2009), os
modelos de equações es u u ais são modelos que se êm o nado impo an es na análise
mul i a ian e. A endendo à exis ência de a iá eis la en es (não obse adas) que ep esen am
concei os eó icos in es igados cien i icamen e, os modelos de equações es u u ais pe mi em
es ima em que medida as a iá eis la en es ep esen am as a iá eis obse á eis (a a és da
análise do modelo de medida) bem como as elações de causalidade en e os cons uc os
(a a és da análise do modelo es u u al). Os modelos de equações es u u ais podem se
ope acionalizados a a és de dois ipos de écnicas es a ís icas, sendo elas a écnica baseada
em análise de co a iâncias e a écnica baseada na análise dos componen es. Es a úl ima é
ambém apelidada de Pa ial Leas Squa es. Tendo em con a o ca iz explo a ó io des a e apa
da in es igação, bem como a eduzida dimensão da amos a, conside ou-se mais adequado um
modelo de equações es u u ais Pa ial Leas Squa es, con e gindo com as indicações de Chin
& News ed (1999) e Reina z, Haenlein, & Hensele (2009).
Com base na li e a u a cien í ica, delineou-se, no so wa e Sma PLS Ve sion: 2.0, um
modelo cons i uído po doze cons uc os la en es: Bem-es a Subje i o, Pe sonalidade
Ex o e são, Pe sonalidade Amabilidade, Pe sonalidade Esc upulosidade, Pe sonalidade
Neu o icismo, Pe sonalidade Abe u a à Expe iência, Rede Família, Rede Amigos, Rede
Vizinhos, Rede Colegas de T abalho, Con iança Pessoal e Con iança O ganizacional. Como
p e ê o Modelo de Equações Es u u ais Pa ial Leas Squa es, apesa dos cons uc os la en es
não se em obse á eis, são ep esen ados pelas a iá eis obse á eis. Fo am conside adas
a iá eis obse á eis do Bem-es a Subje i o: a Felicidade Pessoal, a Sa is ação com a Vida e
a Sa is ação com o T abalho. Po sua ez, os cinco cons uc os elacionados com a
Pe sonalidade o am es ados de aco do as a iá eis da eo ia da pe sonalidade Big Fi e
Fac o , enquan o os cons uc os elacionados com as Redes o am obse ados a a és das
a iá eis Tamanho, F equência, Con iança, Colabo ação e Sen ido de In e ajuda, espe i os a
cada ipo de ede. Po im, Pessoas Con iá eis e Con iança nos Ou os o am conside adas
a iá eis obse á eis do cons uc o Con iança Pessoal, enquan o Con iança nos Supe io es,
Con iança na Emp esa e Con iança nos Ges o es ep esen a am o cons uc o Con iança
O ganizacional.
Numa p imei a ase p ocedeu-se à a aliação do modelo de medida, endo po obje i o
e i ica em que medida os cons uc os são medidos de ac o pelas a iá eis obse á eis,
ealizando-se assim uma alidação dos indicado es e le i os. Assim, analisa am-se as ca gas
a o iais (loadings) dos cons uc os, man endo-se apenas os que ap esen a am alo es
Capí ulo 6 - Análise Fa o ial Explo a ó ia e SEM- Pa ial Leas Squa es
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97
Tabela 14 – Modelo SEM-PLS: Va iância Explicada
PLS
Boo s apping
Va iância Explicada
Be a
Pa h Coe icien
P. Ex o e são -> Bem-es a
Subje i o
0,2452
0,2452
6%
Rede Amigos -> Bem-es a
Subje i o
0,1208
0,1208
1%
Rede Colegas -> Bem-es a
Subje i o
0,2479
0,2479
6%
Rede Família -> Bem-es a
Subje i o
0,2306
0,2306
5%
Rede Vizinhos -> Bem-es a
Subje i o
0,1764
0,1764
3%
Pos e io men e, p ocedeu-se à análise da signi icância es a ís ica dos caminhos,
ealizando-se es e ipo de análise a a és da seleção dos alo es c í icos pa a a dis ibuição
S uden . Quando as hipó eses não especi icam a di eção da elação (+/-), a dis ibuição
S uden é de uma ale e n-1 g aus de libe dade pa a n subamos as. Po sua ez, quando não é
especi icada a di eção da elação, eco e-se a uma dis ibuição S uden duas ale e n-1 g aus
de libe dade pa a n subamos as.
Os alo es de e e ência pa a n=5000 amos as, baseados na dis ibuição S uden duas
ale com *p <.05; **p <.01; ***<.001 são:
(0.1; 4999) = 1,645
(0.05; 4999) = 1.960
(0.01; 4999) = 2.557
(0.001; 4999) = 3.292
Conside ando que ealizamos uma análise na dis ibuição S uden duas ale, n-1 g aus de
libe dade pa a 5000 subamos as, pa indo dos esul ados dos 224 casos analisados e endo
com e e ência (0.05; 4999) = 1.960, ap esen amos na abela os alo es ob idos. Como se
obse a, os alo es são odos supe io es ao alo mínimo, sendo o mais ele ado 16,8432
(Rede Colegas Colabo ação <- Rede Colegas).

LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
__________________________________________________________________________________
98
Tabela 15 – Modelo SEM-PLS: Ou e Wheigh s Bloo s apping
O iginal
Sample (O)
Sample Mean (M)
S anda d
De ia ion
(STDEV)
S anda d E o
(STERR)
T S a is ics
(|O/STERR|)
R. Amigos
Tamanho <- Rede
Amigos
0,645
0,6431
0,127
0,127
5,0792
R. Vizinhos
Tamanho <- Rede
Vizinhos
0,3082
0,3076
0,0806
0,0806
3,8254
Felicidade
Pessoal <- Bem-
es a Subje i o
0,5686
0,5687
0,0518
0,0518
10,972
Sa is ação
T abalho <- Bem-
es a Subje i o
0,5799
0,5792
0,0412
0,0412
14,0918
P. Ex o e são
Ene gia <- P.
Ex o e são
0,4018
0,4031
0,0678
0,0678
5,9264
P. Ex o e são
En usiasmo <- P.
Ex o e são
0,4425
0,4428
0,052
0,052
8,5163
P. Ex o e são
Asse i o <- P.
Ex o e são
0,3765
0,3733
0,0642
0,0642
5,8661
R. Amigos
F equência <-
Rede Amigos
0,5237
0,5129
0,1417
0,1417
3,6966
R. Colegas
Colabo ação <-
Rede Colegas
0,5493
0,5504
0,0326
0,0326
16,8432
R. Colegas
Con iança <-
Rede Colegas
0,5047
0,504
0,0309
0,0309
16,3506
R. Família
Colabo ação <-
Rede Família
0,4852
0,4786
0,0582
0,0582
8,336
R. Família
Con iança <-
Rede Família
0,5943
0,6007
0,0641
0,0641
9,2683
Capí ulo 6 - Análise Fa o ial Explo a ó ia e SEM- Pa ial Leas Squa es
__________________________________________________________________________________
99
O iginal
Sample (O)
Sample Mean (M)
S anda d
De ia ion
(STDEV)
S anda d E o
(STERR)
T S a is ics
(|O/STERR|)
Rede Vizinhos
Ajuda <- Rede
Vizinhos
0,4452
0,444
0,0521
0,0521
8,549
Rede Vizinhos
Con iança <-
Rede Vizinhos
0,4372
0,4347
0,0479
0,0479
9,1183
Po sua ez, o am analisados os in e alos de con iança, endo como e e ência Hensele
e al (2009) que de endem que o in e alo de con iança pa a um coe icien e pa h es imado w
não de e inclui o alo ze o. Se o in e alo inclui o alo ze o, a hipó ese é eliminada pois é
possí el que a hipó ese w se igual a 0, logo nula. Após a aplicação da écnica de
boo s apping (5000 subamos as) e e i icados os in e alos de con iança, obse amos que
não exis e a possibilidade da hipó ese w se igual a ze o, pois não exis e mudança de sinal no
in e alo de con iança. Como se obse a na abela 16, odos os alo es são supe io es a 0, não
exis indo mudança de sinal em nenhum caso. Os alo es o am calculados de o ma a e um
in e alo de con iança de 95%, ob ido a a és da unção pe cen il: limi e in e io – pe cen il
(in e alo; 0.025); limi e supe io – pe cen il (in e alo; 0.975).
Tabela 16 – Modelo SEM-PLS: In e alos de Con iança
P. Ex o e são ->
Bem-es a
Subje i o
R. Amigos ->
Bem-es a
Subje i o
R. Colegas -
> Bem-es a
Subje i o
R. Família -
> Bem-es a
Subje i o
R. Vizinhos ->
Bem-es a
Subje i o
LOWER
0,137595
0,02369
0,1177
0,110285
0,074995
UPPER
0,355905
0,229215
0,37161
0,338705
0,2743
Po im, ealizou-se um Tes e de S one-Geisse (Q2), com o obje i o de medi a
ele ância p edi i a dos cons uc os dependen es. O Tes e de S one-Geisse (Q2), de aco do
com Chin (1998), segue um p ocedimen o blind olding, p ocedimen o es e que se baseia na
omissão de pa e dos dados de de e minado cons uc o du an e a es imação de pa âme os,
pa a em seguida en a es ima os dados omi idos a pa i dos pa âme os es imados. É
possí el es ima -se di e en es Q2 de aco do com a o ma de p edição, exis indo duas o mas
de p edição, sendo a eg a ge al: se Q2> 0, exis e ele ância p edi i a. Po sua ez, a dis ância
de omissão a ia en e 5 e 10, endo sido aplicada a écnica de blind olding com uma dis ância
de omissão 9.
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
__________________________________________________________________________________
100
A p imei a o ma de calcula Q2 é o C oss- alida ed communali y Q2, ealizando-se a
p edição dos dados a pa i das pon uações da a iá el la en e subjacen e. A segunda o ma de
calcula Q2 é o C oss- alida ed edundancy Q2 e i icando-se se a p edição é ealizada pelas
a iá eis la en es que p edizem a a iá el endógena em ques ão. A C oss- alida ed
edundancy Q2 é a o ma mais adequada pa a examina a ele ância p edi i a do modelo
eó ico ou es u u al.
Ap esen amos em seguida C oss- alida ed communali y Q2 e C oss- alida ed
edundancy Q2 pa a os indicado es e pa a os cons uc os.
Tabela 17 –Modelo SEM-PLS: Indicado C oss- alida ed communali y
To al
SSO
SSE
1-SSE/SSO
Rede Amigos
Tamanho
224
178,2213
0,2044
0,998853111
Rede Vizinhos
Tamanho
224
191,5461
0,1449
0,999243524
Felicidade Pessoal
224
163,815
0,2687
0,998359735
Sa is ação com
T abalho
224
163,1985
0,2714
0,998336995
P. Ex o e são
Ene gia
224
158,1129
0,2941
0,998139937
P. Ex o e são
En usiasmo
224
133,0982
0,4058
0,996951123
P. Ex o e são
Asse i o
224
153,6203
0,3142
0,997954697
Rede Amigos
F equência
224
179,0278
0,2008
0,998878386
Rede Colegas
Colabo ação
224
98,6025
0,5598
0,994322659
Rede Colegas
Con iança
224
94,3335
0,5789
0,993863262
Rede Família
Colabo ação
224
113,7948
0,492
0,995676428
Rede Família
Con iança
224
125,2283
0,4409
0,99647923
Capí ulo 6 - Análise Fa o ial Explo a ó ia e SEM- Pa ial Leas Squa es
__________________________________________________________________________________
101
To al
SSO
SSE
1-SSE/SSO
Rede Vizinhos
Ajuda
224
120,138
0,4637
0,996140272
Rede Vizinhos
Con iança
224
92,6424
0,5864
0,993670285
Tabela 18 - Modelo SEM-PLS: Indicado C oss- alida ed edundancy
To al
SSO
SSE
1-SSE/SSO
Rede Amigos
Tamanho
224
178,2213
0,2044
0,998853111
Rede Vizinhos
Tamanho
224
191,5461
0,1449
0,999243524
Felicidade Pessoal
224
181,8591
0,1881
0,998965683
Sa is ação com
T abalho
224
171,5255
0,2343
0,998634022
P. Ex o e são
Ene gia
224
158,1129
0,2941
0,998139937
P. Ex o e são
En usiasmo
224
133,0982
0,4058
0,996951123
P. Ex o e são
Asse i o
224
153,6203
0,3142
0,997954697
Rede Amigos
F equência
224
179,0278
0,2008
0,998878386
Rede Colegas
Colabo ação
224
98,6025
0,5598
0,994322659
Rede Colegas
Con iança
224
94,3335
0,5789
0,993863262
Rede Família
Colabo ação
224
113,7948
0,492
0,995676428
Rede Família
Con iança
224
125,2283
0,4409
0,99647923
Rede Vizinhos
Ajuda
224
120,138
0,4637
0,996140272
Rede Vizinhos
Con iança
224
92,6424
0,5864
0,993670285
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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102
Tabela 19 – Modelo SEM-PLS: Cons uc C oss- alida ed communali y
To al
SSO
SSE
1-SSE/SSO
Bem-es a
Subje i o
448
327,0135
0,2701
0,99917404
Pe sonalidade
Ex o e são
672
444,8314
0,338
0,999240162
Rede Amigos
448
357,2491
0,2026
0,999432889
Rede Colegas
448
192,9361
0,5693
0,997049282
Rede Família
448
239,0231
0,4665
0,998048306
Rede Vizinhos
672
404,3264
0,3983
0,999014905
Tabela 20 - Modelo SEM-PLS: Cons uc C oss- alida ed edundancy
To al
SSO
SSE
1-SSE/SSO
Bem-es a
Subje i o
448
353,3847
0,2112
0,999402351
Como se obse a nas abelas an e io es, o Q2 oi semp e supe io a ze o, con i mando-se
a ele ância p edi i a do modelo es u u al. Com es a análise conclui-se que o modelo
es u u al p opos o é álido.
6.4. VALIDAÇÃO DAS HIPÓTESES
A análise a o ial explo a ó ia ealizada às 44 a iá eis elacionadas com a pe sonalidade
e elou, após a eliminação de alguns a iá eis, a exis ência de cinco a o es. A endendo às
a iá eis ag upadas po a o es, comp o ou-se que co espondiam aos cinco a o es da eo ia
Big Fi e Fac o , cujo ques ioná io oi u lizado. Po sua ez, a análise a o ial explo a ó ia das
a iá eis co esponden es às edes amília, amigos, izinhos e colegas de abalho demons ou
a exis ência de qua o a o es que co espondiam a cada uma das edes analisadas. Realça-se
que a a iá el Con iança man e e-se em odos os a o es. Po im, a análise a o ial
explo a ó ia às a iá eis elacionadas com a Con iança Pessoal e a Con iança O ganizacional
comp o a am a exis ência des es dois a o es.
A p imei a hipó ese des a in es igação consis e na possibilidade das a iá eis Felicidade
Pessoal, Sa is ação com a Vida e Sa is ação com o T abalho se em a iá eis obse á eis do
cons uc o la en e Bem-es a Subje i o. Es a hipó ese oi es ada a a és dos esul ados das
dis in as análises ealizadas pa a e i ica a alidade do modelo de medida. A análise SEM-

Capí ulo 6 - Análise Fa o ial Explo a ó ia e SEM- Pa ial Leas Squa es
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103
PLS aos loadings – ou ca gas a o iais - das ês a iá eis e elou que as a iá eis Felicidade
Pessoal e Sa is ação com o T abalho inham uma ca ga a o ial supe io a 0.7. A endendo que
a a iá el Sa is ação com a Vida ap esen a a uma ca ga a o ial in e io oi eliminada da
análise. A análise das ca gas com apenas duas a iá eis demons ou que a a iá el Felicidade
Pessoal em um loading de 0.879 e um peso de 0.5686 enquan o a a iá el Sa is ação com o
T abalho ap esen a um loading de 0.8734 e um peso de 0.5799.
Após a depu ação dos i ens, a a aliação da consis ência in e na dos cons uc os
demons ou que o cons uc o Bem-es a Subje i o – medido a a és da a iá el Felicidade
Pessoal e da a iá el Sa is ação com o T abalho – possuía alidade con e gen e, com um
AVE de 0.7581. Po sua ez, o cons uc o ap esen ou um alo de iabilidade compos a de
0.8624, supe io a 0.7 con o me é p econizado, e um coe icien e Alpha de C onbach de
0.6809 mui o p óximo do 0.7, alo de e e ência pa a uma e apa inicial da in es igação.
Adicionalmen e, o es e de alidade disc iminan e comp o ou que o cons uc o de Bem-es a
Subje i o dis inguia-se dos es an es, a a és do cálculo da aiz quad ada do AVE. Enquan o
úl ima análise da adequação do modelo de medida, os alo es c ossloadings e ela am que
apenas a a iá el Felicidade Pessoal e a a iá el Sa is ação com o T abalho ap esen a am
alo es mais ele ados no cons uc o Bem-es a Subje i o. Nes e sen ido, e i icou-se que a
H1 é pa cialmen e álida, na medida em que a Felicidade Pessoal e a Sa is ação com o
T abalho são a iá eis obse á eis do cons uc o Bem-es a Subje i o. Po sua ez, a a iá el
Sa is ação com a Vida não e elou ca gas a o iais signi ica i as pa a o cons uc o Bem-es a
Subje i o, endo sido eliminada do modelo SEM-PLS.
A H2 oi ambém es ada a a és das análises ealizadas pa a es e do modelo de medida.
Es a hipó ese p e endia e i ica se a a iá el obse á el Con iança demons a a se
impo an e na medição dos cons uc os Rede Família, Rede Amigos, Rede Colegas de
T abalho e Rede Vizinhos. Nes e sen ido, na delineação do modelo SEM-PLS incluí am-se as
cinco a iá eis associadas às ques ões colocadas em elação a cada uma das edes: Tamanho
da ede, F equência de con ac o en e os memb os da ede, Con iança sen ida nos memb os,
Colabo ação en e os memb os e Sen ido de In e ajuda en e os memb os. O es e de
depu ação dos i ens demons ou que as a iá eis com ca gas a o iais e pesos mais
ep esen a i as no cons uc o Rede Família e no cons uc o Rede Colegas de T abalho o am
as a iá eis obse á eis Con iança e Colabo ação. Po sua ez, as a iá eis Tamanho,
Con iança e Sen ido de In e ajuda o am as que se des aca am com ca gas supe io es no
cons uc o Rede Vizinhos, enquan o obse ou-se que a a iá el Tamanho e a a iá el
F equência são as a iá eis com ca gas a o iais signi ica i as no cons uc o la en e Rede
Amigos.
Realça-se que, nas ês edes onde a a iá el Con iança e elou ca gas a o iais ele adas,
as ca gas a o iais des a a iá el é supe io às es an es dos cons uc os Rede Família e Rede
Vizinhos. Em seguida, p ocedeu-se à a aliação da consis ência in e na dos cons uc os a a és
do cálculo do AVE – alidade con e gen e – da iabilidade compos a, do coe icien e de Alpha
de C onbach, e da aiz quad ada do AVE e alo es c ossloadings – alidade disc iminan e.
Assim, obse ou-se que os qua o cons uc os elacionados com as edes ap esen a am alo es
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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104
AVE supe io es a 0.5, des acando-se os alo es dos cons uc os la en es Rede Família
(0.8554) e Rede Colegas de T abalho (0.8999), sendo ambos medidos a a és das a iá eis
obse á eis Con iança e Colabo ação. De igual modo, es es dois cons uc os ob i e am
alo es mais ele ados na iabilidade compos a e no coe icien e do Alpha de C onbach. Apesa
dos es an es cons uc os e em demons ado alo es supe io es ao es abelecido
cien i icamen e, ealça-se um coe icien e de Alpha de C onbach in e io no cons uc o Rede
Amigos – 0.6287 – medido a a és das a iá eis obse á eis Tamanho e F equência.
Conside ando que o alo mínimo acei á el é de 0.6, man i emos o cons uc o no modelo
(Nunnelly, 1978). Em seguida, o es e de alidade disc iminan e a a és da aiz quad ada do
AVE e dos alo es c ossloadings, con i ma am que o modelo de medida dos cons uc os e a
álido. A endendo à alidade do modelo de medida e aos esul ados que o igina am a sua
alidez, obse ou-se que a a iá el obse á el Con iança é de ac o de e minan e na medição
dos cons uc os la en es elacionados com as edes. Além des a a iá el e e elado ca gas
a o iais ele adas em ês dos qua o cons uc os das edes, es á p esen e, a pa da a iá el
Colabo ação, nos cons uc os com maio alidade con e gen e e disc iminan e, iabilidade
compos a e coe icien e de Alpha de C onbach – cons uc o Rede Família e cons uc o Rede
Colegas de T abalho. A endendo a es as conclusões conside ou-se que a Con iança é de ac o
uma a iá el obse á el impo an e na medição dos cons uc os elacionados com as edes
pessoais e p o issionais, alidando-se assim a H2.
Po im, a hipó ese 3 p essupunha a alidação das a iá eis obse á eis dos cons uc os
elacionados com o Bem-es a Subje i o, a Pe sonalidade, as Redes, a Con iança Pessoal e a
Con iança O ganizacional. Como an e io men e oi expos o, o cons uc o Bem-es a Subje i o
oi alidado enquan o cons uc o la en e medido pelas a iá eis obse á eis Felicidade
Pessoal e Sa is ação com o T abalho. Po sua ez, os cons uc os Rede Família e Rede
Colegas de T abalho o am alidados a a és das a iá eis Con iança e Colabo ação,
enquan o o cons uc o Rede Vizinhos oi conside ado álido quando medido pelas a iá eis
Tamanho, Con iança e Sen ido de In e ajuda e o cons uc o Rede Amigos a a és das
a iá eis Tamanho e F equência. No que conce ne aos cons uc os elacionados com os cinco
a o es de pe sonalidade, apenas o cons uc o Pe sonalidade Ex o e são, e e en e ao a o
ex o e são, demons ou es a elacionado com a a iação do cons uc o Bem-es a Subje i o.
As a iá eis obse á eis Ene gia, En usiasmo e Asse i o o am as a iá eis que
demons a am maio consis ência nos es es elacionados com a a aliação do modelo de
medida do cons uc o Pe sonalidade Ex o e são. En e as ês a iá eis, a a iá el
En usiasmo oi a que ap esen ou maio ca ga a o ial no cons uc o – 0.8631 -, seguindo-se a
a iá el Ene gia – 0.7978 – e a a iá el Asse i o - 0.7904 – com loadings mui o p óximos.
A iabilidade do cons uc o Pe sonalidade Ex o e são comp o ou-se a a és de um AVE de
0.6687, uma iabilidade compos a de 0.8581 e um coe icien e de Alpha de C onbach de
0.7518, endo o es e da aiz quad ada do AVE e a compa ação dos alo es c ossloadings
comp o ado ambém a alidade disc iminan e do cons uc o. No que conce ne às a iá eis
elacionadas com a Con iança Pessoal e a Con iança O ganizacional, as análises pa a es a o
modelo de medida dos cons uc os Con iança Pessoal e Con iança O ganizacional e ela am
que as a iá eis es udadas não podem se conside adas a iá eis obse á eis dos cons uc os
p opos os.
Capí ulo 6 - Análise Fa o ial Explo a ó ia e SEM- Pa ial Leas Squa es
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105
Após a alidação do modelo de medida dos cons uc os Bem-es a Subje i o,
Pe sonalidade Ex o e são, Rede Família, Rede Amigos, Rede Vizinhos e Rede Colegas de
T abalho, iniciou-se à a aliação do modelo es u u al. Em p imei o luga , e i icou-se a a és
do R2, a quan idade de a iância do cons uc o Bem-es a Subje i o que é explicado pelos
cons uc os independen es. O R2 do modelo é de 0.3446, sendo conside ado um alo
mode ado. Em seguida, p ocedeu-se à aplicação da écnica boo s apping, com p e isão pa a
uma subamos a de 5000 inqué i os. Es a écnica e elou os alo es e in e alo de con iança
do modelo, sendo o in e alo de con iança de 95%. Po sua ez, os alo es s a is ics mais
ele ados encon am-se na in luência da a iá el Colabo ação (16.84352) e na a iá el
Con iança (16.3506) no cons uc o Rede Colegas de T abalho. Des aca-se ambém o alo
s a is ics da a iá el Sa is ação com o T abalho (14.0918) e da a iá el Felicidade Pessoal
(10.972) no cons uc o Bem-es a Subje i o. Po im, a análise da mul iplicação do coe icien e
pa h pelo coe icien e que co esponde à co elação en e os cons uc os, indicou que o
cons uc o Pe sonalidade Ex o e são explica 6% da a iação do cons uc o Bem-es a
Subje i o; o cons uc o Rede Colegas de T abalho explica igualmen e 6% da a iação do
cons uc o explicado, seguindo-se o cons uc o Rede Família, explicando 5% da a iação. Po
úl imo, o cons uc o Rede Vizinhos explica 3% da a iação e o cons uc o Rede Amigos
explica apenas 1% da a iação do cons uc o Bem-es a Subje i o. Conside ando os
esul ados alcançados e i ica-se que a H3 é pa cialmen e alida, uma ez que os cons uc os
Pe sonalidade Ex o e são, Rede Família, Rede Amigos, Rede Vizinhos e Redes Colegas de
T abalho es ão elacionados com a a iação do cons uc o Bem-es a Subje i o.
6.5. CONCLUSÃO
As ês hipó eses es adas nes e capí ulo es ão elacionadas com a essência e elação dos
cons uc os. A p imei a hipó ese – pa cialmen e alidada – demons ou que as a iá eis
obse á eis Felicidade Pessoal e Sa is ação com o T abalho azem pa e de um cons uc o a
que apelidamos Bem-es a Subje i o. Apesa dos in es igado es da á ea conside a em apenas
a Felicidade Pessoal e a Sa is ação com a Vida quando se e e em ao Bem-es a Subje i o,
adicionamos ao cons uc o a a iá el Sa is ação com o T abalho, endo-se e i icado álida
enquan o e lexo de sa is ação. A endendo que a Sa is ação com a Vida não demons ou ca ga
a o ial signi ica i a no cons uc o Bem-es a Subje i o, oi eliminada da análise. Concluiu-se
assim que o cons uc o de Bem-es a Subje i o, alidado pela análise SEM-PLS, é cons i uído
pela sa is ação pessoal – a a és da a iá el Felicidade Pessoal – e pela sa is ação labo al –
a a és da a iá el Sa is ação com o T abalho. Po sua ez, a segunda hipó ese – alidada –
es a a elacionada com a impo ância da Con iança na a aliação da elação en e os memb os
das edes pessoais e p o issionais. A a iá el Con iança e elou ca gas a o iais signi ica i as
em ês dos qua o cons uc os elacionados com as Redes – Família, Vizinhos e Colegas de
T abalho – ap esen ando os ês cons uc os alo es ele ados nos es es de iabilidade do
cons uc o.
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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106
Po im, a e cei a hipó ese p e endia es a a elação dos cons uc os independen es com
a a iação do cons uc o Bem-es a Subje i o. Es a hipó ese oi pa cialmen e alidada, pois
apenas os cons uc os Pe sonalidade Ex o e são, Rede Família, Rede Amigos, Rede
Vizinhos e Rede Colegas de T abalho e ela am in luência na a iação do cons uc o
dependen e. Des e modo, a análise SEM-PLS não comp o ou a in luência dos es an es
cons uc os da Pe sonalidade no cons uc o Bem-es a Subje i o, medido pela Felicidade
Pessoal e pela Sa is ação com a Vida, nem comp o ou a exis ência de um cons uc o que
ag ega as a iá eis que conside ou-se es a em elacionadas com a Con iança Pessoal e a
Con iança O ganizacional. No que conce ne aos cons uc os alidados po es a análise, os
esul ados e ela am que o cons uc o Pe sonalidade Ex o e são e o cons uc o Redes
Colegas de T abalho são os cons uc os que es ão elacionados com maio a iação do
cons uc o Bem-es a Subje i o, seguindo-se os cons uc os Rede Família, Rede Vizinhos e
Rede Amigos.
Capí ulo 7 - O de ed P obi Reg essions
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113
Tabela 21 – Resul ados O de ed P obi Reg essions – Modelos Finais
Modelo 1
Modelo 2
Modelo 3
Felicidade
Pessoal
Sa is ação
com a Vida
Sa is ação
com o
T abalho
Pe sonalidade
Fa o Pe sonalidade Ex o e são
0.140
(1.83)
0.118
(1.45)
0.0977
(1.30)
Fa o Pe sonalidade Amabilidade
0.111
(1.31)
0.144
(1.68)
0.108
(1.30)
Fa o Pe sonalidade Esc upulosidade
-0.0370
(-0.47)
0.0885
(1.07)
-0.0717
(-0.92)
Fa o Pe sonalidade Neu o icismo
-0.234**
(-3.00)
-0.132
(-1.64)
-0.0548
(-0.71)
Fa o Pe sonalidade Abe u a à
Expe iência
0.0455
(0.55)
0.103
(1.20)
-0.0688
(-0.84)
Redes
Fa o Rede Família
0.230*
(2.57)
-0.0381
(-0.43)
0.150
(1.75)
Fa o Rede Amigos
0.00218
(0.03)
0.163*
(2.06)
-0.0762
(-1.02)
Fa o Rede Vizinhos
0.250**
(3.07)
-0.0310
(-0.37)
0.00819
(0.10)
Fa o Rede Colegas de T abalho
0.188*
(2.28)
0.0185
(0.21)
0.375***
(4.50)
Con iança Pessoal
Con iança – Pessoas Con iá eis
0.00821
(1.05)
0.00846
(0.92)
0.00946
(1.16)
Con iança nos Ou os
0.0168*
(1.98)
0.0837**
(2.70)
0.0281**
(3.00)
Con iança O ganizacional
Con iança – Pessoas N In e essei as
-0.00704
(-0.72)
0.00146
(0.13)
-0.0105
(-1.02)
Con iança – Pessoas Jus as
-0.0148
(-1.69)
-0.0145
(-1.46)
-0.0135
(-1.51)
Con iança Supe io es
-0.000575
(-0.21)
0.00669*
(2.20)
0.00414
(1.50)
Con iança na Emp esa
0.141***
(3.39)
0.0289
(0.67)
0.252***
(5.99)
Con iança Ges o
-0.00252
(-0.74)
-0.00336
(-0.93)
-0.00290
(-0.85)
Va iá eis de con olo
Géne o (Feminino)
Géne o (Masculino)
0.354*
(2.09)
Géne o
0.148
(0.88)
0.124
(0.71)
Idade
-0.179
(-1.80)
-0.232*
(-2.22)
0.0877
(0.92)
Es ado Ci il
-0.272
(-1.66)
0.0307
(0.18)
-0.285
(-1.76)
Escola idade (Básico)

LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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Modelo 1
Modelo 2
Modelo 3
Felicidade
Pessoal
Sa is ação
com a Vida
Sa is ação
com o
T abalho
Escola idade (Secundá io)
-1.127**
(-3.01)
-0.568
(-1.48)
Escola idade (Uni e si á io)
-1.597***
(-4.06)
-1.060**
(-2.65)
Escola idade
-0.381*
(-2.39)
Nacionalidade
-0.0433
(-0.29)
-0.304
(-1.81)
-0.0921
(-0.61)
Salá io Mensal Líquido
0.0489
(0.77)
0.00573
(0.09)
0.0131
(0.21)
Saúde
0.347***
(3.70)
0.0758
(0.80)
0.0828
(0.92)
Anos na Emp esa
0.0529
(0.59)
-0.0245
(-0.26)
0.146
(1.75)
Ca go na Emp esa
0.129
(0.57)
0.0260
(0.11)
-0.316
(-1.41)
Pseudo R2
0.1483
0.0830
0.1479
Núme o de Obse ações
223
223
223
O modelo 1 da abela 21 demons a que a Con iança na Emp esa e o Es ado de Saúde
aumen am posi i amen e a p obabilidade de sen i Felicidade Pessoal, endo es a
p obabilidade um ní el de signi icância de 0.001. Po sua ez, o a o Rede Vizinhos con ibui
posi i amen e pa a a p obabilidade de Felicidade Pessoal (ní el de signi icância 0.01),
enquan o o a o Rede Família, o a o Rede Colegas de T abalho e a a iá el Con iança nos
Ou os es ão posi i amen e elacionados, ao ní el de signi icância de 0.05, com a
p obabilidade de sensação de Felicidade Pessoal. De o ma opos a, o a o de Pe sonalidade
Neu o icismo con ibui nega i amen e pa a a p obabilidade de Felicidade Pessoal (ní el de
signi icância 0.01). Os ní eis de escola idade mais ele ados es ão elacionados nega i amen e
com a p obabilidade de Felicidade Pessoal (ní el de signi icância 0.01 – Escola idade
Secundá io – e ní el de signi icância 0.001 – Escola idade Uni e si á io. O R2 do modelo 1 é
de 0.1483.
Os esul ados da O de ed P obi Reg ession da Sa is ação com a Vida (modelo 2)
e ela am que a p obabilidade de sen i es e ipo de sa is ação é in luenciada posi i amen e
pela a iá el Con iança nos Ou os, ní el de signi icância de 0.01, bem como pelo a o Rede
Amigos e pela a iá el Con iança nos Supe io es, ní el de signi icância de 0.05.
Relacionadas nega i amen e com a p obabilidade de Sa is ação com a Vida, a Idade e elou
um ní el de signi icância de 0.05 e o ní el de Escola idade Uni e si á io com signi icância de
0.01. O modelo 2 demons ou um R2 de 0.0830.
Capí ulo 7 - O de ed P obi Reg essions
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A análise da e cei a O de ed P obi Reg ession (modelo 3) demons a que o a o Rede
Colegas de T abalho e a a iá el Con iança na Emp esa elacionam-se posi i amen e, ní el
de signi icância de 0.001, com a p obabilidade de sen i Sa is ação com o T abalho. À
semelhança dos modelos an e io es, conclui-se que a a iá el Con iança nos Ou os es á
elacionada posi i amen e com a p obabilidade de obse a a a iá el dependen e, sendo a
sua elação de p obabilidade com a Sa is ação com o T abalho de um ní el de signi icância de
0.01. Po im, se do sexo Masculino es á elacionado posi i amen e, signi icância de 0.05,
com a p obabilidade de Sa is ação com o T abalho, enquan o o ní el de Escola idade
elaciona-se nega i amen e com es e ipo de sa is ação, com ní el de signi icância de 0.05. O
R2 do modelo 3 é de 0.1479.
7.4. VALIDAÇÃO DAS HIPÓTESES
Pa indo das p emissas undamen adas na li e a u a cien í ica, delinea am-se ês
hipó eses sob e a in luência da Pe sonalidade, das Redes Família, Amigos, Vizinhos e
Colegas de T abalho, da Con iança Pessoal e da Con iança O ganizacional na p obabilidade
de sen i Felicidade Pessoal, Sa is ação com a Vida, e Sa is ação com o T abalho,
espe i amen e. Conside ando os di e en es ipos de análise – emocional e cogni i o – e os
di e en es pe íodos empo ais analisados – cu os ou longos - á ios au o es de ende am que,
embo a elacionados, Felicidade Pessoal e Sa is ação com a Vida são concei os dis in os de
Bem-es a Subje i o. Nes e sen ido, p opusemos a análise das a iá eis independen es pe an e
ês a iá eis dependen es: Felicidade Pessoal, Sa is ação com a Vida e Sa is ação com o
T abalho, colocando como hipó ese que a Sa is ação com a Vida e a Sa is ação com o
T abalho são concei os dis in os, sendo Felicidade Pessoal e Sa is ação com a Vida pa e do
concei o Sa is ação Pessoal, enquan o a Sa is ação com o T abalho e le e a Sa is ação
Labo al. De inindo Sa is ação Pessoal e Sa is ação com o T abalho o concei o de Bem-es a
Subje i o.
Assim, a H4 p opunha es a a alidade da seguin e elação:
H4: Pe sonalidade, Redes Família, Amigos, Vizinhos e Colegas de T abalho, Con iança
Pessoal e Con iança O ganizacional es ão elacionadas com a p obabilidade de sen i
Felicidade Pessoal.
Es a hipó ese oi es ada a a és da O de ed P obi Reg ession ap esen ada na abela 21
como modelo 1 e cujos esul ados de am o igem ao seguin e modelo:
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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Figu a 5- Modelo 1: Felicidade Pessoal
Os esul ados da O de ed P obi Reg ession do modelo 1 são e e en es à H4. Como se
obse a na igu a an e io , en e os a o es de Pe sonalidade apenas o a o Neu o icismo es á
elacionado com a p obabilidade de sen i Felicidade Pessoal. Es e a o , medido a a és das
a iá eis S essado, Emocionalmen e Ins á el, Não Calmo, e elou-se nega i amen e
signi ica i o (sig. 0.01) com a p obabilidade de sen i Felicidade Pessoal. Po sua ez, à
exceção do a o Rede Amigos, os es an es a o es das Redes analisadas demons a am es a
posi i amen e elacionados com a p obabilidade de sen i Felicidade Pessoal. O a o Rede
Vizinhos, medido a a és das a iá eis Con iança e Sen ido de In e ajuda, e elou uma
elação de p obabilidade com a Felicidade Pessoal com maio ní el de signi icância. Segue-
se, o a o Rede Família e o a o Rede Colegas de T abalho, ambos medidos pelas a iá eis
Con iança e Colabo ação sen ida nos memb os das espe i as edes. Salien a-se a p esença da
a iá el Con iança em odos os a o es, enquan o a iá el signi ica i a pa a a elação com os
memb os da ede e enquan o in luen e na p obabilidade de sen i Felicidade Pessoal.
No que conce ne às a iá eis elacionadas com a Con iança Pessoal e a Con iança
O ganizacional, e i icou-se que a a iá el Con iança nos Ou os e a Con iança na Emp esa
es ão posi i amen e elacionadas com a p obabilidade de Felicidade Pessoal, des acando-se a
signi icância de 0.001 da elação p obabilís ica posi i a en e Con iança na Emp esa –>
Felicidade Pessoal. Adicionalmen e, as a iá eis sociodemog á icas ele an es nes a
eg essão o am o ní el de Escola idade e o es ado de Saúde. Obse amos que quan o maio o
ní el de Escola idade maio a p obabilidade de sen i meno Felicidade Pessoal. O es ado de
Capí ulo 7 - O de ed P obi Reg essions
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Saúde e elou es a posi i amen e elacionado com a Felicidade Pessoal, com ní el de
signi icância de 0.001. A endendo aos esul ados alcançados, a H4 oi alidada, uma ez que
a Pe sonalidade – a o Neu o icismo -, o a o Rede Família, o a o Rede Vizinhos, o a o
Rede Colegas de T abalho, a Con iança Pessoal – a iá el Con iança nos Ou os – e a
Con iança O ganizacional – a iá el Con iança na Emp esa – e ela am es a elacionados
com a p obabilidade de Felicidade Pessoal. O a o Rede Amigos não demons ou se
signi ica i o nes a análise p obabilís ica.
Conside a-se em seguida a análise dos esul ados da O de ed P obi Reg ession do
modelo 2, e e en e à H5:
H5: Pe sonalidade, Redes Família, Amigos, Vizinhos e Colegas de T abalho, Con iança
Pessoal e Con iança O ganizacional es ão elacionadas com a p obabilidade de sen i
Sa is ação com a Vida.
Figu a 6 – Modelo 2: Sa is ação com a Vida
A p obabilidade de Sa is ação com a Vida não se demons ou elacionada com os a o es
de Pe sonalidade, não exis indo a o es da Teo ia do Big Fi e Fac o signi ica i os na
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O de ed P obi Reg ession ealizada. No que conce ne as qua o edes abo dadas, apenas o
a o Rede Amigos demons ou es a elacionado com a p obabilidade de sen i maio
Sa is ação com a Vida (sig. 0.05). Es e a o oi medido a a és das a iá eis Con iança e
Colabo ação sen ida pelos memb os da ede, e elando-se no amen e a impo ância da
con iança na elação e na p obabilidade de sen i sa is ação. Po sua ez, a c ença de que os
ou os são de con iança, enquan o a iá el da Con iança Pessoal, demons ou-se impo an e
pa a maio p obabilidade de es a sa is ei o com a ida (sig. 0.01). No âmbi o da Con iança
O ganizacional, a a iá el Con iança nos Supe io es hie á quicos e elou-se impo an e pa a
es e ipo de sa is ação, des acando-se como posi i amen e signi ica i a (0.05) na
p obabilidade de sen i Sa is ação com a Vida. O ní el de Escola idade Uni e si á io, po sua
ez, e elou-se nega i amen e associado à Sa is ação com a Vida. Es a elação é signi ica i a
ao ní el de 0.01. A endendo à não alidação de a o es de Pe sonalidade e de ês das qua o
Redes abo dadas, enquan o signi ica i os na p obabilidade de sen i Sa is ação com a Vida, a
H5 oi alidada apenas pa cialmen e.
Po im, expõem-se os esul ados do es e da H6, p esen es no modelo 3.
H6: Pe sonalidade, Redes Família, Amigos, Vizinhos e Colegas de T abalho, Con iança
Pessoal e Con iança O ganizacional es ão elacionadas com a p obabilidade de sen i
Sa is ação com o T abalho.
Figu a 7 – Modelo 3: Sa is ação com o T abalho

Capí ulo 7 - O de ed P obi Reg essions
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Os esul ados do es e da H6 indica am que nem os a o es de Pe sonalidade, nem as
Redes Família, Amigos e Vizinhos são impo an es pa a a p obabilidade de sen i Sa is ação
com o T abalho. No en an o, con o me colocado em hipó ese, a Rede Colegas de T abalho
demons ou es a elacionada de manei a mui o signi ica i a com a Sa is ação com o
T abalho. Relemb ando que es e a o é medido pelas a iá eis Con iança e Colabo ação
en e os colegas de abalho, sem di e ença hie á quica, es a ede e elou es a posi i amen e
elacionada com a Sa is ação com o T abalho, a um ní el de signi icância de 0.001. À
semelhança do que acon ece nos dois modelos an e io es, se uma pessoa que con ia nos
ou os, es á elacionada com a p obabilidade de sen i Sa is ação com o T abalho. En e as
a iá eis e e en es à Con iança O ganizacional, o modelo 3 e idencia a in luência da
Con iança na Emp esa na p obabilidade de maio Sa is ação com o T abalho (sig. 0.001). A
obse ação dos esul ados das a iá eis sociodemog á icas nes a O de ed P obi Reg ession,
e ela que o géne o é signi ica i o pa a es e ipo de Sa is ação. Como se obse a na igu a 3,
se homem es á posi i amen e elacionado com a p obabilidade de Sa is ação com o T abalho.
Conclui-se des e modo que a H6 é alida apenas pa cialmen e.
7.5. CONCLUSÃO
Os esul ados alcançados a a és das ês O de ed P obi Reg essions indica am que a
Felicidade Pessoal, a Sa is ação com a Vida e a Sa is ação com o T abalho são in luenciados
de manei a dis in a pelos a o es de Pe sonalidade, pelos a o es ela i os às Redes Família,
Amigos, Vizinhos e Colegas de T abalho, bem como pelas a iá eis e e en es à Con iança
Pessoal, à Con iança O ganizacional e às a iá eis sociodemog á icas. Assim, a p obabilidade
de sen i Felicidade Pessoal demons ou es a elacionada posi i amen e com ês das qua o
edes analisadas. Nes e sen ido, Con iança e Colabo ação nos memb os das Redes Família e
Colegas de T abalho, e Con iança e Sen ido de In e ajuda nos memb os da Rede Vizinhos,
demons a am es a elacionada posi i amen e com a p obabilidade de Felicidade Pessoal.
Além da Felicidade Pessoal es a o emen e elacionada com as edes e a con iança sen ida
nos seus memb os, a Con iança na Emp esa onde abalha ambém es á elacionada, com
signi icância a 0.001, com a Felicidade Pessoal. Po ou o lado, uma pe sonalidade com
ele ado ní el de Neu o icismo es á elacionada nega i amen e com a p obabilidade de sen i
Felicidade Pessoal, enquan o se uma pessoa que con ia nos ou os aumen a a p obabilidade
de Felicidade Pessoal, bem como de Sa is ação com a Vida e de Sa is ação com T abalho.
Com meno núme o de a o es e a iá eis in luen es, o modelo 2 - Sa is ação com a Vida
– e elou que a Con iança e a Colabo ação sen ida nos memb os da Rede Amigos aumen a a
p obabilidade de es a sa is ei o com a ida. Além des e alice ce pessoal, o ambien e labo al
demons ou-se ambém in luen e, uma ez que a Con iança nos Supe io es da emp esa
con ibui posi i amen e pa a a p obabilidade de sen i Sa is ação com a Vida. Po sua ez, a
Sa is ação com o T abalho es á signi ica i amen e elacionada com a o es e a iá eis do
ambien e labo al. Com signi icância de 0.001, a Con iança e a Colabo ação en e os memb os
da Rede Colegas de T abalho es ão posi i amen e elacionadas com a p obabilidade de
Sa is ação com o T abalho. Além da con iança nos pa es, a Con iança na Emp esa é ambém
impo an e nes a sa is ação, sendo igualmen e signi ica i a ao ní el de 0.001.
LILIANA LIMA LOUSINHA ALVES
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En e as a iá eis sociodemog á icas, o ní el de Escola idade demons ou es a
nega i amen e elacionado com a p obabilidade de sen i Felicidade Pessoal, Sa is ação com a
Vida e Sa is ação com o T abalho. Quan o maio o ní el de escola idade meno a Felicidade e
a Sa is ação com a Vida. Po ou o lado, se do sexo Masculino es á elacionado
posi i amen e com a p obabilidade de sen i Sa is ação com o T abalho, enquan o um bom
es ado de saúde é posi i amen e signi ica i o pa a a p obabilidade de Felicidade Pessoal.
8. Discussão e Conclusões