HISTORIA
Y
EPISTEMOLOG~A
DE LAS CIENCIAS
CONTRIBUICÓES DE GASTON BACHELARD
AO
ENSINO
DE
CIENCIAS
LOPES, A.R.C.
P o esso a de Físico-Química da Escola Técnica Fede al de Química do Rio de Janei o. Dou o anda na
Faculdade de Educas20 da Uni e sidade Fede al do Rio de Janei o.
SUMMARY
S a ing om an analysis on Gas on Bachela d's epis emological wo k, a su ey is made o his concep ions on he
eaching-lea ning p ocess in he physical sciences, wi h special emphasis on Chemis y, which is so equen ly
ejec ed by he s uden s, o i is p esen ed as a se o supe posed ac s de oid o a ional cohe ence. Accomplising he
c i icism o con inuous cou se o scien i ic his o y and s uc u ing he psychoanaly ical basis o he objec i e
knowledge, Bachela d o e s subsidies o he inqui ies in o he eache , he s uden and he school oles, in o eaching
me hods and in o dida ic books.
Gas on Bachela d, nascido no século
XIX
(1884) e
alecido no século
XX
(1962), i eu em um pe íodo de
cons ucoes e olucioná ias na ciencia -em especial a
eo ia da ela i idade e a mecanica quan ica- e de g an-
des mudancas na acionalidade humana, sabendo bem
como in e p e á-las. Nao pa a aze delas monumen o
c is alizado -as e dades pelas quais o homem semp e
abalhou-, analisando-as segundo es a u os do século
XIX,
mas, ao con á io, expondo odo seu ca á e de
ompimen o com o conhecimen o passado.
Es abeleceu-se, assim, como o ilóso o do descon inuís-
mo na aza0 e na his ó ia da ciencia, o necendo, semp e
de o ma polemica e ins igan e, subsídios pa a o ques io-
namen o dos dogma ismos e monismos cien í icos.
Po ou o lado, ainda que nao enha se dedicado a
esc e e nenhum li o a ando especi icamen e da edu-
cacao, Bachela d em oda sua ob a apon ou, de o ma
assis emá ica, pa a a ques ao do ensino. Sua p eocupacao
pedagógica dian e dos p oblemas cien í icos em á ios
momen os se az p esen e, u o inclusi e da sua p óp ia
i encia docen e, se e elando explíci a quando a i ma
se conside a mais p o esso que ilóso o (Bachela d
1975).
Esse conjun o de idéias nao compoe uma eo ia da
ap endizagem ou uma me odologia de ensino, mas en-
iquece sob emanei a a discussao com espei o ao pon-
o-de- is a epis emológico do ensino de ciencias ísicas
-no caso aqui com alguns comen á ios especialmen e
di igidos
h
química, á ea na qual a uamos-.
O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM
Pa a Bachela d (1975), na aplicacao de um espí i o a
ou o
é
que se em desco inado o p ocesso de ensino-
ap endizagem, es ando no a o de ensina a melho ma-
nei ade ap ende , de a alia a solidez de nossas con iccoes.
Assim sendo, o abalho educa i o consis e essencialmen e
em uma elacao dialógica, onde nao se dá apenas o
in e cambio de idéias, mas sua cons ucao. Nao exis em
espos as p on as pa ape gun as p e isí &s, mas acons an e
aplicacao do pensamen o pa a a elabo acao de um in e ex o.
Conseqüen emen e, a ap endizagem nao possui o ca á e
a ela a ibuído nos bancos escola es -pe ei a imagem
dos que se sen am pa a passi amen e e e ou i . Nao se
ap ende pelo acúmulo de in o maqoes; as in o macoes
só se ans o mam em conhecimen o na medida em que
modi icam o espí i o do ap endiz.
Segundo o epis emólogo ances, pa a se ap ende , e
aqui mais especi icamen e a amos do ap endizado de
ciencias ísicas,
é
p eciso ha e uma mudanca de cul u a
e de acionalidade, mudanca essa que, po sua ez,
é
ENSEÑANZA
DE
LAS
CIENCIAS,
1993, 11 (3), 324-330
HISTORIA
Y
EPISTEMOLOGÍA DE LAS CIENCIAS
conseqüencia ine en e ao ap endizado cien í ico. Nao
é
possí el se adqui i no a cul u a po inco po acao da
mesma aos aeos da emanescen e. Os hábi os in elec uais
inc us ados no conhecimen o nao ques ionado in a ia-
elmen e bloqueiam o p ocesso de cons ucao do no o
conhecimen o, ca ac e izando-se, po an o, segundo
Bachela d, como
obs áculos epis emológicos.
Bachela d, enquan o de enso do descon inuísmo da
azao, se mos a con á io a que se en e es abelece no
ensino pon es imaginá ias en e o conhecimen o comum
e o conhecimen o cien í ico. A acionalidade do conhe-
cimen o cien í ico
náo
é
um e inamen o da acionali-
dade do senso comum, mas, ao con á io, ompe com
seus p incípios, exige uma no a aza0 que se cons ói h
medida em que sao suplan ados os obs áculos epis e-
mológicos. Essa up u a impede o in ini o encadeamen o
de idéias como elos de uma co en e p oduzidos h se-
melhanca dos an e io es, isando o encaixe pe ei o.
Po an o, a ap endizagem de e se da con a um conhe-
cimen o an e io (Bachela d 1947), a pa i da descons-
uca0 desse conhecimen o. O aluno só i á ap ende se
lhe o em dadas az6es que o ob iguem a muda sua
azao, ha endo en ao a subs i uicao de um sabe echado
e es á ico po um conhecimen o abe o e dinamico.
Dai nao podemos conside a o ap endiz como « ábula
asa». Possui ele conhecimen os empí icos jácons i uídos
a pa i do senso comum e esses conhecimen os obs a-
culizam o conhecimen o cien í ico. A mudanea de cul-
u a
é
que, diale icamen e, de e mina e
é
de e minada
pela des uicao dos obs áculos epis emológicos ad in-
dos do co idiano, p omo endo assim a ap endizagem.
Exemplo disso es á na dispa idade en e as acionalidades
dos mundos mac oscópico e submic oscópico. No dia-a-
dia con i emos com os mais di e en es obje os pe cebidos
po nossos sen idos. Nossa nocáo de ealidade mac os-
cópica en ol e a o ma e o luga absolu os desses co -
pos. Po ou o lado, caso anspo emos essas mesmas
nocóes pa a o mundo submic oscópico elas passa ao a
se o que Bachela d (1965) denomina noc6es-obs ácu-
los: ca ega ao de imagens obje os de expe iencias écnicas
como os elé ons. Os co púsculos do mundo submic o-
ísico nao sao co pos pequenos: a am-se de coisas nao-
coisas (Bachela d 1965) pa a as quais nao se concebe
o ma ou luga , nos moldes dos obje os ao alcance de
nossas maos e de nosso olha .
Assim emos duas g andes ilusóes dos educado es: o
con inuísmo dos conhecimen os comum e cien í ico e a
c enca de se conhece a pa i do nada. Ao conside a -
mos que o conhecimen o cien í ico apenas amplia o
conhecimen o comum ou ao negamos a exis encia de
concei os p é ios sob e os mais di e en es assun os, nao
cuidamos pa a que os p econcei os e os e os das p imei as
concepcóes sejam debelados, en a amos no os conhe-
cimen os e c is alizamos alsos concei os.
Pa a aseando Bachela d (1947) ao aze e e encia ao
acionalismo, podemos dize que a ap endizagem nunca
comeca, semp e con inua, semp e des ói um conheci-
men o pa a cons ui ou o.
E se ensina
é
a melho manei a de ap ende , só ap ende
quem ensina. «Sabe
é
se capaz de ensina », a i ma
Bachela d (1972a), ci ando B unsch icg. Dessa o ma
se cons a a o emp eendimen o da ope acao dialógica:
pa a o ap endiz se capaci a a ensina
é
p eciso a econs-
uca0 do concei o a se ansmi ido. Isso só se á possí-
e1 com a o ganizacao coe en e do pensamen o. Nao há
ensino onde nao hou e ap endizagem, nao exis e a
passagem do concei o po me a epe icao do di o, como
in o macóes pe co endo uma co eia de ansmissao.
Daí Bachela d (1947) de ende a ans o macao do alu-
no em p o esso . Na a i idade de ecebe e ansmi i
conhecimen o, o pensamen o se i aliza, há a o macao
de espí i os diniimicos e au o-c í icos. Nao mais se
adqui e um concei o po me a cons a acao, ípica do
empi ismo, mas ele
é
ob ido po acionalizacao. Pa a
Bachela d (1
947), um ensino ecebido
é
psicologicamen e
um empi ismo, mas un ensino minis ado
é
psicologica-
men e um acionalismo.
A
FUNCÁO
DO
MESTRE
E como se á a uncao especí ica do p o esso ? Ve i ica-
mos que ele pode assumi o mais impo an e dos papéis,
se abalha de encon o
i
mobilizacao pe manen e da
cul u a, ou i a se um dos maio es obs áculos h
ap endizagem, caso se p enda ao dogma ismo. In eliz-
men e, emos que conco da com Bachela d (1947), se
pos u a eqüen e dos p o esso es na escola secundá ia a
de dis ibui conhecimen os e eme os e deso denados,
ma cados pelo signo da au o idade.
Na in ancia exis e a onisciencia dos pais, abusando de
seu pode sob e as c iancas, diz Bachela d (1975), co-
me endo absu dos psicológicos como se ossem p incí-
pios de condu a. Na escola há aoniscienciados p o esso es,
ins au ando um dogma ismo aniquilado da cul u a, na
medida em que a impóe, a que simplesmen e abso ida
como dado absolu o.
O
au o do «No o Espí i o Cien í ico» de ende se ne-
cessá ia a se e idade pa a a educacao da c ianea e do
adolescen e, ga an ia da igilancia in elec ual da cul u-
a, mas salien a as di e encas en e uma se e idade
di a o ial e uma se e idade jus a, a qual só se jus i ica de
es manei as: pelas expe iencias obje i as, pelos enca-
deamen os acionais e pelas ealizacoes es é icas (Bachela d
1975).
Cabe ao p o esso , nes e sen ido, abalha nos es
ní eis, a im de p omo e a ap endizagem sem a impo-
sicao do sabe .
Só
assim ele encon a á azóes capazes
de aze a aza0 do aluno e olui .
Em di ecao opos a a esse abalho acional, emos no
ensino o domínio da men e do aluno po pa e do mes e.
O p o esso igia o sabe discen e, nunca se p eocupando
em oma jus a essa igilancia; en ando impo uma
azao, o p o esso educa seus alunos na des azao. Ou
simplesmen e ob ém a e ol ados que senegam himposicao.
ENSEÑANZA DE LAS CIENCIAS, 1993,
11
(3)
325
HISTORIA
Y
EPISTEMOLOGÍA DE LAS CIENCIAS
No ensino da aza0 es ei a, cujas eg as ca ecem de
lógica pa a o es udan e, a ciencia assume a es de eli-
giao, onde a p óp ia é
é
uma o dem a se cump ida.
Dian e desse quad o, o nao-ap endizado, a negacao do
impos o, deno a lucidez, in a ia elmen e incomp een-
dida. Quan os dos p oblemas psicológicos localizados
emnossos alunos nadamais sao que a e ol ado pensa nen o
con a a au o idade da aza0 monis a ...
«O mes e, no seu o gulho de ensina , a o ase cada dia
como o pai in elec ual do adolescen e. A obediencia que
no eino da cul u a de e ia se uma pu a consciencia do
e dadei o, assume, em i ude do pa e nalismo usu pa-
do dos mes es, um sabo insupo á el de i acionalida-
de. E' i acional obedece a uma lei an es de es amos
con encidos da acionalidade dessa lei.» (Bachela d
1989, 57-58).
Um caminho pa a o mes e se dis ancia dessa pos u a
dogmá ica
é
o de p ocu a , ambém ele, se aluno. Se
ap endiz en e seus pa es. A inal, a cul u a cien í ica
exige o papel de es udan e de odos os seus pa icipan es.
Os e dadei os cien is as sáo aqueles que se colocam
como es udan es, eqüen ando a escola uns dos ou os,
no inesgo á el p ocesso de ensina e ap ende . E' o que
Galpé ine (1974) a i ma se a u opia pedagógica de
Bachela d.
No p ocesso de cons uqao cien í ica acional a aza0
polemica es á em cons an e e i icacao. Se acionalis a
p o oca a necessidade dessa qualidade de u bulencia da
aza0 no pe manen e desiludi -se. Po an o, a
escola
(l),
o a o de pe ence
a
escola,
é
pa a Bachela d (1975), o
mais ele ado modelo de ida social. E esse mesmo papel
da escola cien í ica de e ia se anspos o pa a a escola
secundá ia: oma a ciencia educa i a
é
o na seu ensino
socialmen e a i o (Bachela d 1947). En ao, pa a coloca
a escola secundá ia como pa icipan e de cidade cien í ica
(2),
há necessidade, an es de mais nada, de aze-la
assumi o papel de escola socialmen e a i a, odos se
azendo a um só empo es udan es e p o esso es, semp e
eelabo ando o conhecimen o, nunca pe dendo a cons-
ciencia de es a me en ol idos em um sabe abe o,
ope á ios acionalis as da di ícil a e a de ins ucao
cien í ica.
A uncao do mes e consis e, po an o, em comunica ,
sem imposicoes dogmá icas, a dinamica do acionalis-
mo. Ou seja, pa a Bachela d (1975), o p o esso
é
aquele
que az comp eende ou, no es ágio mais a ancado, az
comp eende melho .
Em is a disso, Bachela d (1947) apon a como sendo
obs áculo pedagógico o a o do p o esso , p incipalmen e
o de ciencias, nao comp eende po que o aluno nao
comp eende. T a ase de uma conseqüencia do descon-
hecimen o ou desin e esse docen e pelo conhecimen o
an e io do educando, dos en a es exis en es nesse
conhecimen o. Ademais, o aluno ende a nao comp eende
o ensino ei o apenas a a és dos esul ados da ciencia.
O ensino acionalis a exige a discussao em cima dos
p oblemas que siisci a am o su gimen o de no as eo ias.
O ensino da eo ia ácido-base de A henius, a pa i das
de inicoes de ácido como a espécie capaz de libe a
H+
e base como a espécie capaz de libe a OH-, menosp ezando
oda eo ia da dissociacao ele olí ica do químico sueco
(3),
é
apenas um, en e mui os exemplos, de esul ados
cien í icos banalizados. A discussao ele olí ica subja-
cen e ao ema en ol e ia maio núme o de concei os,
mas pe mi i ia o ap endizado mais e icien e, nao apenas
das nocoes de ácido e base, mas ambém das nocoes de
íon e ionizagao.
«Sem dú ida, se ia mais simples nao ensina senao o
esul ado. Mais o ensino dos esul ados da ciencia nao
é
jamais um ensino cien í ico. Se nao se explici a a linha
de p oducao espi i ual que conduziu ao esul ado, pode-
se es a ce o de que o aluno combina á o esul ado com
suas imagens mais amilia es. E' necessá io «que ele
comp eendan. Nao se pode e e sem comp eende .
O
aluno comp eende a sua manei a. Pois que nao lhe o am
dadas azoes, ele ac escen a ao esul ado az6es pessoais.»
(Bachela d 1947, 234, aducáo p óp ia).
Em suma, o aluno o nao conhecimen o amilia , e es indo-
o de imagens p esen es em seu p óp io mundo, as quais
ga an em a acomodacao do conhecimen o
a
azao. Essa
espécie de «ensino», sem dú ida, nao o e ece di icul ades,
uma ez que nao exis em ques ionamen os, inexis e a
c í ica da cul u a. As ilusoes e os e os dos alunos
pe manecem; os no os concei os apenas se imiscuem
nos e os an e io es e ali icam, con e indo a alsa
imp essao de ap endizagem.
Mui as ezes esse ap endizado do i acional ga an e ao
aluno a ope acionalizacao de ce os concei os, azendo,
po sinal, a aleg ia dos mes es. Exe cícios nos quais
é
exigida a me a epe icáo de pala as se 50 esol idos
sem que uma eal comp eensao es eja em jogo. O con-
hecimen o passa do p o esso ao exe cício, sendo o
aluno u ilizado como mediado : nenhum sal o de qualidade
se
dá
no espí i o do ap endiz.
MOLÓC~COS: O PAPEL DA HISTORI-
CIZACAO
Podemos conclui com Bachela d (1947) que odo ensi-
no p ecisa se iniciado com uma ca a se in elec ual e
a e i a capaz de psicanalisa o conhecimen o obje i o.
O p ocesso de ing essa o aluno no acionalismo aplicado
exige a supe acao dos obs áculos epis emológicos ad-
indos do conhecimen o comum. Pa a an o,
é
p eciso o
aluno adqui i a consciencia da e i icacao cons an e da
ciencia, do e e no ecomeco da aza0 que se az oda
no a a cada desilusao.
E' impo an e essal a que apsicanálise do conhecimen o
nunca
é
de ini i a, chegando-se ao pon o de ha e supe a~ao
o al dos obs áculos epis emológicos. Exa amen e po
se em in ínsecos ao conhecimen o, os obs áculos es a0
semp e p esen es, exigindo o cons an e abalho de su-
pe á-los. Como a i ma Bachela d (1975), mesmo na
apllcacao do acionalismo a um p oblema no o, mani-
es am-se an igos obs áculos
a
cul u a, nunca o almen e
supe ados.
ENSEÑANZA
DE
LAS CIENCIAS,
1993, 11 (3)
HISTORIA
Y
EPISTEMOLOGÍA
DE
LAS CIENCIAS
Ad ém daí a impo ancia da his o icizacao do ensino de
ciencias. Como in ui o de se aze o ensino dos p oblemas
cien í icos, e nao dos esul ados cien í icos,
é
impo an e
ap esen a a his ó ia do p og esso do conhecimen o,
nada se assemelhando aos me os p eambulos his ó icos
a ualmen e ap esen ados nos li os didá icos de química
(4).
Esses esumos da his ó ia daciencia adqui em apenas
o ca á e ilus a i o pois, como bem a i ma Bachela d
(1972b), ans o mam g andes ques oes cien í icas, co n
múl iplos p oblemas ilosó icos, em me o conjun o de
expe iencias de um empi ismo simplis a. Desca am po
comple o a ina essi u a epis emológica das eo ias
cien í icas, pe dendo, po an o, odo ca á e educa i o.
A his ó ia da ciencia de e es a p esen e no ensino,
o alecendo o pensamen o cien í ico pela colocacao das
lu as en e idéias e a os que cons i uí am o p og esso do
conhecimen o.
Em con apa ida, de emos e i a o e o no qual inco em
os p óp ios cien is as que, con o me dizBachela d (1975),
ap esen am acienciapa aleigos como sendo p olongamen o
do conhecimen o comum: azem-no co n a p e ensao de
o na a ciencia mais simples e acessí el. Tal compo -
amen o, co n ca ac e ís icas ainda mais danosas,
é
epe ido
pelos p o esso es no ensino.
O
no o conhecimen o
é
semp e ap esen ado como conseqüencia do an igo, já
exis ia no an igo a p epa acao do no o, o p esen e
é
semp e seqüencia di e a do passado, possui suas jus i i-
ca i as no passado.
O
obje i o
é
semp e o mesmo: deixa
a aza0 epousa na imobilidade do conhecimen o comum.
Ou ossim na medida em que es udamos a his ó ia das
ciencias ísicas pe cebemos que mui os e os dos alunos
saoiguais aos e o s his ó icos. Bachela d (1972a) inclusi e
conside a a his ó ia das ciencias como uma imensa
escola, na qual exis em os bons alunos e os alunos
medíoc es, en a izando a impo ancia de se abalha
co n a his ó ia de ambos: a ansmissao de e dades e a
ansmiss30 de e os.
O
conhecimen o das e dades nos
az en ende as p og essi as cons ucoes acionais.
O
conhecimen o dos e os nos pe mi e en ende o que
obs ói o conhecimen o cien í ico.
E'
a pa i dái que
cons a amos como mui os desses en a es es a0 p esen es
no p ocesso de ap endizagem. A di iculdade do aluno,
mui as ezes, nao
é
indi idual, azendo pa e de uma
eco encia his ó ica.
Exemplo disso
é
adi iculdade no ap endizado dos concei os
de empe a u a e calo . O aluno possui a idéia p é ia de
que empe a u a
é
uma medida da quan idade de calo ,
logo quan o mais quen e um obje o, maio o calo «con ido»
no mesmo. Ao nos epo a mos
?i
his ó ia da ísica,
encon amos essas mesmas idéias nos abalhos an e io es
aos de Black e Joule (5). Se essa discussao his ó ica o
ei a jun o aos alunos, mais coe en e se ap esen a a
up u a en e as concepcoes an e io es e as concepcoes
igen es.
Do mesmo modo, pa a o en endimen o de uma eo ia
cien í ica mais ecen e
é
impo an e a comp eensáo da
eo ia negada, iden i icando co n isso, as e i icacoes
e e uadas. Como a i ma Bachela d (1983a), o aluno
comp eende melho o alo da nocao galileana de elo-
cidade, caso comp eenda o papel a is o élico da eloci-
dade mo imen o.
E'
no en endimen o do p ocesso de
e i icacao que o concei o de elocidade se consolida.
A his ó ia da ciencia assume, en ao, papel p eponde an e
no abalho pedagógico de cons u~~o acional, comba endo
um ensino cen ado no que Bachela d (1975) denomina
empi ismo da memó ia: e emos os a os, mas esquecemos
(po que nao ap endemos) as azoes. P e ende ensina
pelo a o de mos a
como
as coisas sao, colocando os
alunos dian e de
dados,
e nao de
aciocinios,
implica,
necessa iamen e, nessa memo izacao compulsó ia e, a
bem dize , inú il. Fa os isolados nao compoemum sabe .
Segu amen e, como a i ma Bachela d (1975), há g ande
desp opo cao en e a di iculdade do abalho acional e
a acilidade do emp ismo da cons a acao. Uma acilidade
nao apenas pa a a a i idade docen e, mas ambém pa a o
aluno.
Mas Bachela d ap esen a á no campo pedagógico a
mesma epulsa pelos caminhos áceis, pelas cons ucoes
ligei as. A educacáo do acionalismo aplicado exige
elabo acáo, abalho á duo no ompimen o co n os hábi os
do conhecimen o. Nao pode se a ap endizagem do
imu á el; do a o de epe i , nao de c ia ; do a o de
lemb a , nao de pensa . Nela o mes e possui á o papel
de negado das apa encias, eio das con icc6es ápidas,
ime sas em imagens des igu ado as.
A ciencia química al ez seja uma das que mais so e
desse es acelamen o no ensino. Como azem dela a
ciencia da memó ia, do empí ico, dis an e do ca á e
ma e ialis a acional e ma emá ico po ela adqui ido há
mais de um século, massa dis o me de in o macoes
des i uídas de lógica, p o undamen e dogmá icas! Ao
in és de g andiosamen e ensina a pensa , e a pensa
cada ez melho ,
é
ansmi ida como um conjun o de
no mas e classi icac ies sem sen ido.
A inal, mui o mais anqüilo
é
man e o espí i o aquie-
ado dian e de um conhecimen o p on o e acabado, do
que aze-lo ques ionado dian e de uma o dem semp e
no a. Nao
é
po nada que Bachela d (1972a) se e e e
h
época da escola secundá ia como a época dos abo eci-
men os escola es. E igualmen e e oca a escola ao a a
da aza0 como adicao, na de esa da aza0 abe a.
«Con unde-se semp e a acao decisi a da aza0 co n o
ecu so monó ono 2s ce ezas da memó ia.
O
que se sabe
bem, o que se em expe imen ado mui as ezes, o que se
epe e ielmen e, acilmen e, calo osamen e, dá imp essao
de coe encia obje i a e acional.
O
acionalismo assume
en ao sabo escola .
E'
elemen a e penoso, aleg e como
uma po a de p isao, acolhedo como uma adicáo.
Vi endo no 'subsolo' como em uma p isa0 espi i ual,
Dos oie sky pode esc e e , desconhecendo o e dadei o
sen ido da aza0 i en e: 'A aza0 conhece só o que há
log ado ap ende '. E con udo, pa a pensa , em p imei o
ENSEÑANZA DE LAS CIENCIAS,
1993, 11 (3)
I
HISTORIA
Y
EPISTEMOLOGÍA
DE
LAS CIENCIAS
I
luga há an as coisa que desap ende .» (Bachela d 1972a,
9,
aducao p óp ia).
Esse apego aos caminhos insípidos da memó ia coexis-
e, lado a lado, co n o en ol imen o no conc e o: a
abs agao acional
é
cons an emen e a as ada. Bloqueiam-
se os aos da men e, a ando-a ao chao,
i
p imei a
obse acao, iquilo que
é
pe cebido pelos sen idos, dis-
an e do que se pensa. E' a ciencia ap esen ada aos olhos
e is maos, mas nao 2 men e: a expe iencia
é
enca ada
como e i icacao, ilus acao, al qual a expe iencia
comum.
«E' ainda essa ciencia pa a ilóso os que ensinamos pa a
as c iancas. E' a ciencia expe imen al das ins ucóes
minis e iais: pesem, mecam, con em; descon iem do
abs a o, da eg a; liguem os espí i os jo ens ao con-
c e o, ao a o. Ve pa a comp eende , es e
é
o jogo ideal
des a es anha pedagogia. Pouco impo a se o pensa-
men o segue do enomeno mal is o em di ecao
i
ex-
pe iencia mal ei a
(...)»
(Bachela d, 1970: 12, aducao
p óp ia).
A essa emá ica e e en e
i
expe imen acao
é
ese ado
conside á el espaco na ob a epis emológica de Bache-
la d. P incipalmen e quando es á em discussao a química,
ciencia desde mui o enca ada como esencialmen e ex-
pe imen al
(6).
Na química, mais que na ísica, exis e a endencia em se
ameniza o es o co in elec ual do acionalismo, azendo
sob essai o lado pi o esco e espe acula do ensino ex-
pe imen al. Quan os alunos de um cu so expe imen al de
química nao se eco dam de seu deslumb amen o en e
a um ja dim de sílica (7), um cha a iz de amonia
(8)
ou
um simples p ecipi ado de iode o de chumbo ama elo-
ou o? Mas quan os desses que deseja am e ais «b in-
quedos» em casa, assimila am algum concei o a a és
do encan amen o causado pelos expe imen os?
A men e pe maneceu no conc e o dian e do espe áculo,
nao abs aiu nem analisou. Nao ap endeu ciencia, ape-
nas se admi ou co n a pic ó ico e belo.
Po conseguin e, Bachela d (1947) condena á as expe-
iencias demasiado i as, capazes apenas de con ibui
pa a um also in e esse pela ciencia. Nao se á co n a
aza0 que o aluno a elas se di igi á, mas co n seus sonhos,
suas paixóes, suas imagens ín imas, es abelecendo elacao
anímica co n o obje o.
O obse ado de e se a as a do obje o pa a es udá-lo,
cons an emen e ex aindo o abs a o do conc e o. Sua
elacao co n o obje o de e se acional: aplica -lhe sua
azao, e i ando a elacao empí ica do simples acúmulo
de dados me a o izados.
Bachela d (1947) de ende á, en ao, a acao do p o esso
no sen ido de p o ege o es udan e do simbolismo a e i o
que ce ca ce os enomenos. P omo endo a passagem
ápida da bancada de labo a óno ao quad o-neg o, ex aindo
da expe iencia as conclus6es acionais, e e ua-se a ca-
a se das emocóes in e pos as en e o expe imen o e a
azao.
«En im, o p imei o p incípio da educacao cien í ica, no
eino in elec ual, pa ece-me aquele asce ismo que
é
o
pensamen o abs a o. Sozinho, ele pode nos conduzi a
domina o conhecimen o expe imen al.» (Bachela d,
1947: 237, aducáo p óp ia)
A e e encia a esse
asce ismo
az-nos,
i
p imei a is a,
pensa que Bachela d
é
demasiado sé io, endo a ciencia
de o ma ca en e de b ilho e, po isso mesmo, causado a
de édio. Pensa assim se ia duplamen e ai Bachela d:
po nos de e mos na p imei a imp essao e po nega mos
sua noca0 de u bulencia da azao.
O pensamen o acional só se az edioso se pe de o
ca á e de e olucao pe manen e, su acional. Nao sen-
do esse o caso, há semp e o jogo da mul iplicidade de
azóes ompendo como con o mismo, o conse ado ismo
dos conhecimen os jus apos os. Um jogo onde
é
a p ó-
p ia aza0 que se p6e em isco, na cons an e necessidade
de e o ma a expe iencia p imei a. T abalhando sem a
linea idade do con inuísmo, quando os an eceden es
já
con em em si a ce eza do pon o de chegada, o abalho
cien í ico se o na uma a en u a onde nosso espí i o se
modi ica a cada mudanqa de acionalidade e mé odo.
Os mes es de ciencias, eles mesmos educados den o do
imobilismo, pa ecem emp eende odo um abalho de
con ole da azao, eme osos dessa e e escenciapsíquica.
Domes icam-na, su ocam-na em nome da adicao e
o e ecem em oca um sabe de aleg ia e in e esse me-
dianos. U ilizam me á o as ealis as de animis as, ca as
ao espí i o es udan il, isando co n isso acili a o
ap endizado, ou melho , a ope acionalizacao de concei os.
Dize que o á omo de ca bono
é
uma pequena pi amide,
con e indo a noca0 de sólido palpá el a um concei o
abs a o, ou a i ma que o ca bono em qua o b acos (9)
é,
como a i ma Bachela d (1972b), da sa is acóes po
p eso mui o baixo. A ciencia nao
é
simples en nao
podemos simpli icá-la a qualque cus o sem co n isso
negá-la. Nas p imei as ligóes emos, inclusi e, o di ei o
de se mos incomple os ou esquemá icos, diz Bachela d
(1972b), mas nao de emos se alsos.
Sendo pue is o banais, os mes es en am i e a ilusáo
de que ensinam e os alunos buscam colabo a ingindo
ap ende . En e an o, seque a sa is acao mú ua, ainda
que ic ícia, exis e. Se assim o osse, nao se iam as
ciencias ísicas, e em especial a química, das ma é ias
mais condenadas no ensino secundá io.
Acima de udo, o pa endizado só pode oco e se a
in eligencia do aluno o espei ada. E pa a ha e esse
espei o ao aluno
é
p eciso se aluno co n ele, pa icipa
das di iculdades psicológicas pelas quais ele passa no
seu p ocesso de mudanca de cul u a. Es abelece co n o
aluno a igilhcia mú ua do sabe : aluno-mes e o mes e-
aluno. Nao en a enganá-lo co n a «ciencia ácil», e e endo
dos pad óes do senso-comum exis en es em sua bagagem.
A sa is acao dian e do conhecimen o amilia , acilmen e
acomodá el, nao se iguala
i
p oduzida pelo impac o do
ompimen o co n os p imei os e os.
ENSEÑANZA
DE
LAS CIENCIAS, 1993, 11
(3)
No p ocesso cien í ico-pedagógico, Bachela d (1965)
ese a ao li o espaco undamen al. A ciencia
é
essen-
cialmen e a p oducao social da cidade cien í ica, po an-
o o li o, na medida em que eicula a ciencia pa a os
cien is as, possui papel de e minan e na cons ucao do
conhecimen o cien í ico, na manu encao dos cien is as
na escola.
«As o cas cul u ais isam
h
coe encia e
h
o ganizacao
dos
li os.
O pensamen o cien í ico
é
um li o a i o, um
li o ao mesmo empo audacioso e p uden e, um li o
emensaio, um li o do qual se deseja ia ap esen a uma
no a edicao, uma edicao melho ada, e undida, eo ga-
nizada. E' e dadei amen e o se de um pensamen o em
ias de c escimen o. Se esquece mos esse ca á e de
sucessi a solidez da cul u a cien í ica mode na, es amos
a a alia mal sua acao psicológica. O ilóso o ala de
enomenos e númenos. Po que nao há de concede
a encao ao se do li o, ao bibliameno?» (Bachela d
1965,
6,
aducao p óp ia).
O pensamen o cien í ico es á pos o no li o de o ma
socializada, o au o exp essa e dades consensuais.
Possuido de ca á e
o ganice,
o li o es abelece suas
p óp ias pe gun as, nao podendo se lido sem que se
obedeca a o dem dos capí ulos, sem que se acompanhe
a o dem de pensamen o do au o . Ele niio ala ao senso
comum.
O
li o do pe íodo p é-cien í ico (10) e a essencialmen e
de di ulgacao, ala a de na u eza, da ida co idiana,
au o e lei o pensa am jun os e de igual manei a.
Hoje, nao há mais os an igos ecei uá ios, me amen e
desc i i os; a as amo-nos da na u eza e ing esamos no
acionalismo aplicado, sendo esse ing esso acompanha-
do pela li e a u a cien í ica. Como a i ma Bachela d
(1965), exis i a a és dos li os já
é
uma exis encia
solidamen e humana, u o da écnica acionalizada.
Mas ao con á io desse quad o que a o ece a cons uc io
acional, o nosso li o escola de cada dia ap esen a um
pano ama bem di e so: e o ca odos os males do dog-
ma ismo e do i acionalismo docen es. T a a-se de ob a
echada, onde p e alece a nao- e o mulacao, o ca á e
nao-cien í ico.
O
li o nao dialoga com o lei o nem polemiza com sua
azao. Apenas con i ma o conhecimen o comum e obs-
aculiza o conhecimen o cien í ico. Na ansia de o na a
ciencia ácil e acessí el, os au o es de li os didá icos de
química abusam de me á o as ealis as, banalizando os
concei os. O obje i o
é
a as a o aluno do acional,
o nando odo e qualque concei o isí el e palpá el. Em
nome da me a ins umen alizaciio do pensa , isí el e
palpá el. Em nome da me a ins umen alizacao do pensa ,
os li os didá icos de química nao ques ionam o conhe-
cimen o comum e apenas ansmi em simulac os de
ciencia (Lopes 1990).
Os ques ionamen os aqui ap esen ados em po obje i o
colabo a di e amen e com a e o mulacao do ensino de
ciencias ísicas, especialmen e a química. Re o mu-
laca0 essa que se az cada ez mais u gen e na sociedade
ecnológica de nossos dias, a im de consolida uma
cul u a cien í ica com a qual os cidadaos possam le ,
comp eende e a ua c i icamen e no mundo em que
i emos.
Como a i ma Bachela d (1947), o dis anciamen o en e
ciencias e sociedade
é
jus i icado po ambos pela di iculdade
ine en e
i3
ciencia. ~kim send6, duas poi u as siio assu-
midas: elegam o p oblema ou en am acili a a ciencia.
Nada mais also is o que se des i ua nilo s6 o con eúdo
cien í ico como sua uncao educado a:
«(..
.)
quan o mais
di ícil
é
uma a e a, mais ela
é
educado a.» (Bachela d
1947, 252, aduciio p óp ia).
E o abalho de suplan a essas di iculdades de e se
pe manen e, nunca es i o ao pe íodo escola , semp e
man endo i a a chama do p ocesso de con adize
conhecimen os an e io es e es abelece uma no a cul u a.
«Na ob a da ciencia somen e se pode ama aquilo que se
des ói, só se pode con inua o passado negando-o, só se
pode ene a o mes e con adizendo-o. En iio sim, a
Escola con inua ao longo de oda uma ida. Uma cul u a
bloqueada em um empo escola
é
a p óp ia negacao da
cul u a cien í ica. Nao exis e ciencia sem uma Escola
pe manen e. E' essa escola que a ciencia de e unda .»
(Bachela d 1947, 252, aducao p óp ia).
NOTAS
'
Bachela d u iliza a exp essao
escola
pa a designa o abalho Bachela d u iliza o e mo
cidade cien ljeica,
o qual ele nao
conjun o dos cien is as na o maciio da cidade cien í ica ( e sabe dize ao ce o se possui sua au o ia, pa a designa uma
no a
2).
E'
a escola, enquan o cul u a cien í ica, que de ine a ge acáo de cien is as em abalho conjun o nas sociedades
linha de c escimen o do conhecimen o.
O
abalho cien í ico
é
a uais.
a as ado pela escola, nunca
é
u o do es o co indi idual e
isolado.
ENSEÑANZA DE LAS CIENCIAS, 1993, 11
(3)
329
A henius cons uiu sua eo ia da dissociacao ele olí ica
-
pa ículas ca egadas sendo o madas no p ocesso de solubilizacáo-
apa i dos abalhos co n e ei os coliga i os e condu ibilidade
nas solucóes salinas e daí pa iu pa a a de inicao de ácido e
base. Um obs áculo que ele e e de supe a oi o a o de ou os
cien is as de enome nao acei a em que uma solucao como a
de NaCl ap esen asse pa ículas de sódio e clo o (a dis inga0
de íon e á omo nao e a cla a). A inal, nao se os ia nem suas
p op iedades se mani es a am. Es e mesmo obs áculo encon a-
mos hoje no ensino, quando o aluno con unde Na e Na+, H
e H+.
OS li os didá icos mais ecen es ap esen am no p imei o
capí ulo, jun o
2
exposicáo do mé odo cien í ico, um esumo
sob e his ó ia da química. De uma manei a ge al se p eocupam
apenas co n nomes, da as e a os isolados.
Joseph Black e e seus abalhos sob e calo~me iapublicados
em 1803. Neles ap esen a a a dis incáo en e empe a u a e
quan idade de calo , conside ando,es a úl ima dependen e da
massa do co po. Seu abalho ainda concebia o calo como uma
subs ancia luida. O abalho de James Joule em 1840, co n sua
eo ia sob e os e ei os é micos da ene gia elé ica, consolidou
os abalhos an e io es de Thompson e Da y, de enso es da
in e con e sao en e calo e ene gia mecanica, con a a eona
do caló ico, a qual ad oga a a concepcao de calo enquan o
con eúdo luido, igualmen e inco po ada ao senso-comum.
A en ase no adje i o
expe imen al
pa a a ciencia química
ad ém do p ocesso de ino acao educacional que p ocu ou se
opo ao desc i i ismo majo i a iamen e p esen e no ensino
dessa ciencia an es do im da década de 50 e início da década
de 60. A pa i do ques ionamen o das concepcóes empí ico-
posi i is as no ensino. de ciencias, nao mais se coaduna a
en ase no expe imen al des inculado do p ocesso acional.
Como a i ma Bachela d (1983b), odo empi ismo p ecisa se
comp eendido pela azáo e odo acionalismo p ecisa se
aplicado ao,expenmen o: um nao se consolida sem o ou o.
Solucáo de silica os de densidade p ecisa, a qual se adiciona n
sais de me ais de ansicao, ob endo-se co n isso ilamen os
a bo escen es colo idos.
Um asco con endo gás amoníaco, p o ido de uma olha co n
um ubo de pon a a ilada, in e ido sob e uma cuba co n água
con endo o indicado enol aleína. No p ocesso de solubilizacáo
do gás na água oco e a diminuicao da p essáo no asco,
aca e ando a pene acáo da água pelo ubo de pon a a ilada
como se osse um cha a iz. Pela p esenca da enol aleína, a
água co n amoníaco se ap esen a co -de- osa.
A
exp essao de que o ca bono em qua o b acos
é
e i ada po
Bachela d (1972b) da ob a
Da C ianca ao Adolescen e,
de Ma ia
~on essoh. ~s e'li o se u ouóe
a
au esen a a ciencia pa a
.
A
ci aneas epecapo essas c~loca~óes que, além de nadaensina em,
sáo alsas. Como a i ma Bachela d (1972b), p e endendo es a
ao alcance das ci ancas, o mes e se in an iha.
'O
Bachela d (1947) de ine como pe íodo p é-cien í ico aquele
que comp eende os séculos XVI, XVII e pa e do XVIII. T a a-
se, como o p óp io au o a i ma, de uma di isáo esquemá ica,
u ilizada apenas como o ien acao no es udo dos obs áculos
epis emológicos.
BACHELARD, G., 1947.
La o ma ion de l'esp i scien i ique.
BACHELARD, G., 1983a.
Le nou elesp i scien i ique.
(P esses
(J.V in: Pa is). Uni e si ai es de F ance: Pa is).
BACHELARD, G., 1965.
L'ac i i é a ionalis e de laphysique
BACHELARD, G., 1983b.
La philosophie du non.
(P esses
con empo aine.
(P esses Uni e si ai es de F ance: Pa is). Uni e si ai es de F ance: Pa is).
BACHELARD, G., 1970.
É udes.
(J. V in: Pa is). BACHELARD, G., 1989.
Lau éamon .
(Li o alEdicóes: Lisboa).
BACHELARD, G., 1972a.
L'engagemen a ionalis e.
(P esses GALPERINE, C., e al., 1974. Table onde: Bachela d e
Uni e si ai es de F ance: Pa is). l'enseignemen , in:
Cologue de Ce isy.
(Cen e Cul u el
In e na ional de Ce isy-la-Salle, Union Géné ale d'Edi ions:
BACHELARD, G., 197213.
Le ma é ialisme a ionnel.
(P esses Pa is).
Uni e si ai es de F ance: Pa is). LOPES, A.R.C., 1990.
Li os didá icos: obs áculosao ap endizado
BACHELARD, G., 1975.
Le a ionalisme appliqué.
(P esses
da ciencia química.
(Disse acao Mes ado IESAE, FGV:
Uni e si ai es de F ance: Pa is). Rio de Janei o).
330
ENSEÑANZA DE LAS CIENCIAS,
1993,ll
(3)