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Lietuvių kalba ir visuomenė: bendrasis ir terminologinis aspektai

Jonas Klimavičius

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5 Jonas Klima ičius | Li u ians kalba i isuomenė: gen asis e e minologicos aspec os JONAS KLIMAVIČIUS Ins i u o das línguas Lie u ių O ema do a igo calculciusiam Simo Ka aliūno monog a ia Kalba e i-Tačiau pode apa ece y ų exigujan i só simplesas dedukções. balização a é 1997 m. na li e a u a nes a ema nepap as ai gausu, mui o (apie no a glosuomenė (1997) Li uânia ainda pouco esc i a). O au o do a igo ambém nãookoja minčių, o que e como Li u iškoje nes a ém p oblema ikoje de e ia ac ualiza e quais conc e as si uações acen us dėlio i. No en an o, quase udo no a igo, embo a seja p ocu ado a ualidade, ensinado p incipalmen e a ní el concei ual, sem nenhuma gausia empí ica e conc e ikos isso ambém é impo an e, signi ica i o, maneky ina, mas isso já é ou o ní el assun o. Nes e aspec o, o a igo di e e mui o e do li o de Ri as Miliūnai ės Sob e linguagem e nós (2006), embo a sua ema e semelhan e: Visuomenės gy enimo pi miausia – išo inis i idinis lais ėjimas, a si ė imas pasauliui, nepalieka pokyčiai, nuošaly i kalbos. Pa a melho pe cebe mos o que se passa em linguagem, como nós a a e amos e como ela nos a e a, pa ece p a a u olha m pa a como coexis imos com a nossa língua nos úl imos quinze anos (Miliūnai ė 2006 6). I 1. Globalização de pe igo e mobilização a po aidai já sob e 20 anos soa e na Li uânia. Líbuns de consumo, doi imo, u u os e a é des ino di e sas ques ões mui o di mukai ligamos com globalização, semp e šmaukšin ou o padažnėjusiu (A noldo Toynbeeo) pala aju iššūkiai. Cla o, pode e p ecisa, es e esse sai, embo a espakai não ão sonambūs, juoba bas an e nekonk e ūs. asmukumos al, que mui as ezes nem se bo em en ende o que é essa globalização. Li u ians kalbo y ą globalizações a ga siai a ingeia a dluodami, agmen iškais pas ebėjimais. Quan o mais amplamen e, embo a bas an e sucus ai, mas bas an e com p ecisão e cla amen e sob e ela ala Aldonas Pupkis seu li o Lingbos kul ū os s udijos 6 seção Lie u ių kalba šiuolaikinėje isuomenėje posky io 6.1. In e nacional Li uânia ala e sociedade:... Te minologija | 2008 | 15 5 7 con ex o do uncionamen o da língua li uânica Seksijoje 6.1.1. Globalização (Pupkis 2005: 206209). P imei amen e obse a-se que isso é pseškinys da economiapasaulina, mas ele is essencial keičia socialinius žmonių san ykius (Pupkis 2005: 206, 207), depois ap oxima-se à linguagem: Va o ojų isuomenėje kalba įgyja naują a oja mąją unkc iją. Es a unção da linguagem ak ą cla amen e o ien a pa a pi kėją <...>. A linguagem em ce os casos az-se semelhan e a paquo é <...>. A unção usá el es á b iski na publicidade (Pupkis 2005: 207). Na sociedade dos consumido es a língua mesma o na-se me cado , […]...> (Pupkis 2005: 208). A opinião de que globalização causa localinha a a anką e o alece localinha iden idade (Pupkis 2005: 208) ė a de neleng os domínio de possibilidades, e de exis ência ė a apenas an iglobalizmo sąjūdis. Globalização a aliado como uma das do con ex o in e nacional de uncionamen o da língua li uana pusių (daí não ações di e as), mais sección 6.1.2. língua Li uânica na União Eu opeia Pupkis a i ma: En ão odas as causas pe igosas da língua li uânica são in e nas, elas la em nas nossas p óp ias condições e disposições de ida. <…>. <…>. Toda polí ica das ins i uições da União Eu opeia é a o á el às línguas li uanas. Não há nenhum único a o ju ídico da União Eu opeia, embo a quan o limi ando o uso da língua li uãs na Li uânia. <…>. <...> odos os países (es a uais) línguas decla adas línguas o iciais da União Eu opeia. Nos e en os o iciais da União Eu opeia, usada língua li uãs, em ela aduzem-se legisla i os e ou os documen os. Isso do ex e io le an a a au o idade da nossa língua, espa inha a sua expansão (Pupkis 2005: 210). No en an o, nessas ins i uições neo icialmen e comunica-se p incipalmen e em inglês, em mui as á eas cien í icas ela comunica-se não só p i adamen e, mas ambém o icialmen e (Pupkis 2005: 211). Na p óp ia Li uânia anglakalbė cien í ica p odução oi inancei amen e apoiada, e lie u iški mokslo eks ai ne (Pupkis 2005: 211). Po an o, é p eciso con ibui a i amen e pa a as inicia i as in e nacionais de consolida a igualdade de línguas (Pupkis 2005: 211). Te minologia Lie u ių helpai de globalização alcançou a a és de e minologos es angei os comunicados nas nossas o ganizadas con e ências e seus a igos na Re is a Te minologijos. A i ma-se que, além do globalis a e an iglobalis a, já se encon a e a e cei a isão: na u al globalizações de expansão e comum in e nacional ma e ial e espi i ual cul u a podem se alcançadas puoselėjando a cul u a a um ní el nacional ou pelo menos egional: <...> (Lei chik 2006: 34), embo a não esqueçam e das dimensões globais de c iação de linguagem comum e in e média mundial de ciência, écnica, economia (Lei chik 2006: 34, 3435). Isso é mui o abs a os a aliações. Mui os conc e e esni polí icas de linguagem eiginiai op imalias a i iciais in e nacionais de língua 5 Jonas Klima ičius | Li uânia língua e sociedade:... c iação, adução como g a idade de coo denação de polí icas de expansão da con e gência de linguagens giminingas (G iniewicz 2006: 16). Não sabe po que é o e ecido p oblemiškas mašininis, e esqueçamas simples e imas, à cul u a Eu opeia conhecido já mais do que 2000 anos. Fala sob e o di e o impac o social-economica da globalização e minijai (Fó is 2006: 21) é bas an e iesmuka, e o que é que pequenos po os de línguas podem usa só pa e do mundo e minų (Fó is 2007: 53), di e amen e do globalização ba gu ou depende. Pensos co e os: Tic s a us es a al pode se a iapa ousamen e usada e Te minija ga an ia da sob e i ência, mas pe igosas globalizações o alecimen o e p ác ico de línguas nacionais (Пустай 2006: 41) pe manecem ameamingi e pe maniniai. Assim alando sob e al ameamingo enômeno plane á io e ei osus à língua (e em ge al cul u a) con inua a guia -se só compan ybéis não […] p ecisa ele, sua genezę, his ó ia e p ognozę ap ougnha mais. Passeja emos p incipalmen e encyclopedinį aiškinimą: globalização in ensi ėjan is bens, capi al, pessoas, in o mações e ecnologias mo imen o en e países do mundo, endoin luência a di e sas á eas da ida. <...> de ido Δ in luência desiguodidade ek. desen ol imen o di e enumai no mundo aumen ou. - - - Δ c í icos a i mam, que as elações o alėjan es en e os países do mundo azem um e ei o nega i o na cul u a de cada país, p omo e adicionais di e enças nykimą, supanašėjimą, pad ização ou p egaulamen o da cul u a popula da EUA es ado p e aujan e do mundo em ou os países. Ao con á io do que a i mam an iglobalis as, o exemplo […] […] da UE mos a que emo e os obs áculos à mo imen ação de me cado ias, se iços, pessoas e capi al não só não diminuiu as di e enças cul u ais dos Es ados memb os, mas ambém salien ou uma bem sucedida endência de expansão cul u al nacional (21 a. p . exp essou a popula idade do i landês, […] o papel de Shushania na polí ica da UE) (VLE VI 2004, Ram Vilpišauskas). Ge ano iška e bas an e op imis iška de inição, mas mui o e al ak ina. P imei o, o con eúdo do concei o e ellei ado quan o esquizicialmen e, e a a aliação dos enómenos causas e pada ínias em pa e melho a as desejadas il as e siek inas gai ės; c í ica a ibui-se apenas an iglobalis as. Em segundo, enômeno genezê e his ó ia não sem sp agų, e p e isões como e não. Ou a de inição enciclopedia dá deda bem di e en es acen os: globalização pessoas e elações sociais, p incipalmen e econômicas, in ensi icação e expansão, de ido às quais apidamen e aumen a a in e dependência, es ados e suas on ei as diminui a impo ância, o mundo o na-se uni ises (PolEncŽ 2007). au omá ica e de uma das línguas mais usadas seleção in e nacionalne, bem Te minologia | 2008 | 15 5 9 Globalização execu a e desen ol e a co po ação in e nacional, in e ne , o ças mili a es, capazes ap ica e des ui po milha es de km exis en es inimus, e neaiškus . . (PolEncŽ 2007). P op iedade posi i a da globalização: Pasaulio maze ação aumen a a dependência in e -es a ais e o ma uma no a, com mui os in e esses comuns, po ém nega i o é que despés da unidão mundial se pe de i alidade e di e sidade (PolEncŽ 2007). Co igidamen e dis ingue-se globalismo eo ia da polí ica in e nacional, que a i ma que a polí ica in e nacional é uni ís, um p ocesso em oda a escala plane á ia, no qual o papel p incipal e decisi o desempenha o p edominan e sis ema económico mundial capi alismo, na qual um es ado p edomina, ou as são dependen es (PolEncŽ 2007). Em pa e já unciona e a go e nança global sis ema de omada e implemen ação de decisões globais e p ocesso con ínuo gue a e paz, p o eção ambien al, comunicação e semelhan es soluções de p oblemas à escala da humanidade (PolEncŽ 2007). Genezei do concei o de globalizações não posso nep imin i Canados sociólogo, li e ū ologo e ilóso o He be o Ma shallo Makluhano (19111980) ainda 1964 m. paleis os me a o as globalus kaimas (global illage): Mūsų agmen ada e agmen ada ci ilização com cen o e pak aščių es u u a de epen e expe imen a momen ínio de odas as suas pa es mecanizadas em o ganišką odo. Es e é o no o mundo global u al (McLuhan 2003: 103). Radiias […]...> con inuam le ando-nos a buline implosões, ou ein eg ações, di ecçãomi […]. K aš u inė des a implosão, ou sus acimen o, o ma é į aisdis cosmonau a, echado o mažy ėje ele de odos pões agaubiancej na espa ê. Ele longe bonžu não expandečia nosso mundo, mas anuncia-o encolh a da a é o amanho de aldeia (McLuhan 2003: 284). Es e igu i ądinho M. McLuhans em 1968 desen ol eu no li o Wa and Peace in he Global Village (Gue a e paz numa aldeia global): Au o ius nessas épocas, quando ainda não ha ia nem compu ado izações massi as, nem in e ne , pe cebeu que os mais ecen es meios de mudança se lig olham a concepção de empo e espaço (Kopaliński 2001). Disku se Li uães globalus aldeimas bas an e a o e kažkoks neįp as as isso chamadooso, isso mi inis, p z. : Vale a menção mais um modelois, <...>: Eu opa não es ado, po que as ins i uições es aduais g adualmen e nuniks a, o dem sis ema unciona po si, e as mais impo an es a e as da ida co idiana as pessoas esol em em suas pequenas comunidades locais. Tal Eu opa pode su gi , se o mundo de a o se expandi ao do chamado g l o b a l a u s k a i m o, e isso udo só NŽA 2008 6 286 (o mesmo E Va eikis, adu o do li o Globalização de M. B. S ege ). <...> pasaulis de a o cada ez mais ims semelhan e pa a um mi inho g l o b a l ų j na 6 0 Jonas Klima ičius | Li uânia ala e sociedade:... k a i m ą com suas comunidades ne ožinių co es: Toji globalização keičia świa a: mais pode os adquja ma ia; espalha con abando de d ogas; mode nização da p odução eduz os pos os de abalho; e olução écnica p ejudica à democ acia, po que su ge mui os milhões de asocializados pessoas; da s e a de p odução pessoas lu uam pa a s e a de se iços; disspõe sindica os p o issionais; a ag icul u a é cada ez mais p i a izada; aumen am os cus os pa a pesquisas e desen ol imen o, bem como écnicas de in o mação; polí ica o çamen al, mone á ia e esou o o na-se cada ez mais in e nacional e globalinė (Kopaliński 2001). Em pa icula des acou en ão uma sa ea, in ocada embo a semelhan e, mas a um e mo sepa ado globalizmo ase da gue a ia, ab angendo 19581990 m. pe íodo, quando ambos supe es a ís icas, USSR e JAVRS, co žėsi o na líde es da polí ica mundial <...> (Kopaliński 2001). Chiaip globalismo ago a em ideologia e p opaganda da globalização signi icado. Pode-se ainda lemb a uma das p imei as des a á ea concei osas N. Ch uščio o globalinę bombą. Quando 1971 m. Ku as Waldheims, u u o JT Gene alinis sek e o ius (19721981), esc e eu seu li o De Os e eichische Weg, os concei os globalização ainda não menciona am, só o p og esso cien í ico e écnico enomenalią spa ą e a e olução indus ial mundial expans ą (Вальдхайм 1976: 216), ambém isoliação encendo: Сегодня мир пронизывают потоки информации в виде образов, звуков, широких миграций товаров, людей, стилей, идей, изобретений и – в последнее время – общественного мнения“ (Valdheim 1976: 217). Ku o Waldheimo homenagem é p eciso dize que ele bem ma ê e ou a ace do enómeno: eendencia k maio umidade na nossa планете сопровождается глубокой заинтересованностью в сохранении самобытности народов, культур и наций. <...>, другой чертой является стремление групп, культур, наций и языков противостоять нивели- рующей тенденции, <...>. Таким образом, возникают очертания мира, в котором будет и больше единства, и больше разнообразия, больше внимания к будущему и к прошлому, больше богатства и больше за- бот о сохранении природы, культуры и искусств“ (Вальдхайм 1976: 220). „Мир, справедливость и прогресс на нашей планете не требуют единообразия и сокрушения ценностей, унаследованных от прошлого“ (Вальдхайм 1976: 221). Globalização li e a u a milžiniška. Começa é p eciso do li o de Man edo B. S ege , p o esso da Uni e sidade do Es ado do Illinois, EUA, esc i o em 2003- locais NŽA 2008 3 139 (E. Va eikis). Pi mykš is con eúdo da globalização oi anaip ol Te minologija | 2008 | 15 6 1 gos Globaliza ion: A Ve y Sho In oduc ion, Ox o d Uni e si y P ess (Globalização. Labai umpas in oduz, 2008, 208 p.). b e e in odução mui o di íceis P imei o passo undamen al apa elho des es concei os: duodasi da labiau glaudinamas, be ki os išei ies, kaip yž is ai da y i, nė a. globalus: globais: me cado 61, 75, 84, 103 (i in eg a me cado 89), me cados globais 102 (i me cados in e nacionais 102), me cados globais inancei os 9, me cados globais de moedas capi al inancei o global; globús exchanges 144, globalús exchanges 80; globalús in es ido es; global economy 89, 102, global economic o de 69, global economic de elopmen 102, 172 global o de 149; globalús luxos de p odu os en e globalús me cado ias e ideas luxos 12; gigan escas i mas e suas es a égias globais 86; globalús elações 43, globalús in e dependência 24, 67, globalús 40, 36, 101, globalús edes de poli icas de subclasses 36, 99, globalús in a 36, 36, globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a p iklausomybė a pglobalausi lokalaus 27; globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús a globalús es u u a de pode global é ca ac e izada ambém po globali ci il socie ė globalūs luga es 103 [Globalūs mies ai, ais como Tóquio, Londonas, Niu- 105; 109; 2 Jonas Klima ičius | Li uânia ala e sociedade:... jo kas e Singapū as, p ocu a se mais globalus pa lamen o possibilidade; sis ema global in eg ado de di ei os, podendo agi a pa i de um ní el global 111 111; cul u al e abundan es pejo a i os de implemen ação de democ acia global 111; ins abilidade globalus 72, globalus economia 83muksan ai; globalus 80, globalus globalus diminuição de segu ança labo al globalus escala de con li o; impac os humanos no ambien e 136, 195; deg adação ambien al global 66 135; deg adação ambien al global 136; globalu clima e change 137, 104; globalu clima e change 142, 138; globalu clima e change 135, 105; globalu clima e change specula ion 26; globalização, po exemplo: mundial globalização de elações sociais 3435, ... e globalizacao do c ime o ganizado 26, ... O Kni o au o assim explica globalizações e globalidade di e ncia: <...>, neg abus p óp io p ocesso e condições lhe oco e a junção suka pa a uma de inição nelogiko, que nelabai o que explica. Ta jame o, amplamen e di undida opinião de que globalização (p ocesso) c ia condições pa a ainda mais global lisação (sąlingai) e não pe mi e sepa a a causa do conseqüência (=pada ino). En ão eu p oponho usa globalidade e mo a uma si uação social de ini , pasiiminčiai g l obal i o s economia, polí ica, cul u a e na u alim ambien e in e ações e endências, <...>. Assim não de e íamos alega que globalidade signi ica es a senão um pon o inal, obs uindo caminho a mais desen ol imen o (S ege 2008: 2829). Globalização caip e ou os açõesmažodiniai daik a a džiai, u in ys p eesagą -izacija (S ege 2008: 30) é da omasis yksmas. O e mo globalização começou a usa no XX a. sé ima década (S ege 2008: 28), embo a globalizações his ó ia a spa i globais exchange expansão shuoliu iniciada na oi en a década (S ege 2008: 44). Embo a o e mo globalização seja a ibuído apenas ago ačiai, po ém há mui o pasaulho p oli e a de in e conec as, pe mi indo econhece e con i ma o comum Šok elėjus ao elacionadas en e si, do que com mui as cidades em seus países 107]; em pe spec i a Te minologia | 2008 | 15 6 3 odos a humana na u eza (S ege 2008: 12), po an o globalização é ão elha como a p óp ia his ó ia da humanidade (S ege 2008: 45). Globizações ch onologija (S ege 2008: 46) começa-se, quando pessoas alcança am cada con inen e de á ios luga es. Dis inguem-se seus 4 pe íodos: p é-his ó ico (10 000 m. a. K . […]3500 m. a. K .), p é-mode nismo (3500 m. a. K . […]1500 m.), p ecoy asis mode nismo (1500 m. […]1750 m.), mode nismo (171970[…]1950) e a ual (nuo 1970); pe íodo desde 1960 s. alguns desc e em como adikalios polí icas e eg as de go e no de e i o ializações (S ege 2008: 95) empo. u u o pode se lemb ado: globalização é neg įž ama (Billas Clin on) (S ege 2008: 152). E dize : mas!.. P ima iamen e pode dize 4 (3+1) peculia idades da globalização: 1) isso į ai ialypis social dos p ocessos da inys (S ege 2008: 10), 2) isso nė a simp ecei um enômeno obje i o, mas abundância de opiniões (S ege 2008: 10) e globalizações concep ualização em si é um p ocesso pe manen e, e não es á ica (S ege 2008: 30), 3) isso geog a icamen e limi ado e não oligó ico p ocesso (S ege 2008: 40), 4) e ideologia, e ymais e signi ica i os (S ege 2008: 145) isso é globalismo. Man edas B. S ege is, p incipalmen e no ado undamen al globalidade inde inêbilidade (S ege 2008: 29), p opõe al de inição: Globalização é um conjun o mul idimensional (daugiama is) de p ocessos sociais, que c ia, mul iplica, di e encia e in ensi ica a in e dependência social e as ocas sociais e, ao mesmo empo, pe mi e e o ça mais p o undamen e as elações en e o que é local e o que é dis an e (S ege 2008: 36). Rolandas Robe son, p o esso de sociologia da Uni e sidade de Pi sbu g desc e e mui o b e emen e: Globalização como concei o su ge da con lação do mundo e do mundo como unidade do aumen o da consciência (S ege 2008: 33). Ainda mais plaudžamen e exp imi-se com a conhecida exp essão: Globalização comp ime espaço e empo (S ege 2008: 35). Ago a já é possí el oma de alesnês (no s mesmas glausčiausias) es u u ação de globalizacao, na qual encon a emos e nos cuidadosim a mais cul u al e lingubinę globalizacao: Econômica (69) ou econômica (74) globalização é mui as ezes, especialmen e c í icas, desc i a como globalização co po a i as ou globalização da cima (84). Se a globalização econômica chamássemos de mo o , ecnologias combus í eis, 6 Jonas Klima ičius | Li uânia ala e sociedade:... inanus oguonimi, mundines ikš ai. aqui não há mais o que gaiš i, só ale chama a a enção a uma yškią min į: <...>, Wilson in olun a iamen e en legi imizou as o ças adicais nacionalis as, empūhėjose os g andes es ados em ou a gue a globalalaus escala (S ege 2008: 99). Globalização anuncia-se não- įž ima, mas não sem gue as (no s ago a já locais)?.. Nū i ė globalização (112), alguns comen ado es de opinião, suda o mode na globalizações esmę (S ege 2008: 113), ou os pesimis as hipe globalis as opinião, mes nea ėjame owa ds kul ū inės ai o ykš ės, e lec inčios pasaulio kul ū os ski umus. S ebime (=Ma ome) an es desen ol ą algumakokios cada ez mais homogenizadas populia iosas cul u a, <...> (S ege 2008: 114). Da Goe he lançou o concei o mundial li e a u a (F iden alis 1977: 651), ela espalhou e es abeleceu, mas sua esmė o iginalidade e singula idade, au iškumas e especialmen e uni e salumas nes e sen ido V. Bielinskio a o as já e mundial poe a (Bielinskis 1948: 288); po an o o concei o cul u a pa ece 288 (1113) con aício in adiec o. Embo a o au o do li o a i me o desen ol imen o da cul u a popula ame icana, pa eça, é i esis í el (S ege 2008: 115), e o no o ame icano F ancis Fukuyama aclama abe amen e a p opagação de alo es e es ilo de ida anglo-ame icanos, compa ando a ame icanização do mundo com o desen ol imen o da democ acia e do li e me cado (S ege 2008: 118), o es o ço con a o impe ialismo cul u al (S ege 2008: Flood Rolanda i da cul u a ame icana é aisingos e an iquá ios), e o elho ame icano Robe s 120: 2008: 120 em a cul u a global semp e apos a . Ou o assun o cul u al […]hib idização, mais aki aizdi madose, muzikoje, dansyje, ilme, mai inimosi kul u e e kalboje (S ege 2008: 120) [po exemplo, no osalie u ių mai inimosi kul u e é e giška, beždžioniška e klaikiai eklek iška...]. Globalús cul u as luu ai (120, 122) é um assun o neabejo ino, globa cul u alê espaço (122) di icilmen e possí el, e globa cul u a se ia cul u a pob eza (melho u do mau caso). Mídia, como enômeno cul u al, se só come cial, i. e. não cul u al, isso é só en ão que a mídia global122): o su gimen o de um me cado de mídia come cial global p omo e o global oligopolio (S ege 2008: 123) en ão os p og amas de TV i s a globalia palpal de me cado (S ege 2008: 3, 12), as suas desca adas alo es não apenas assegu am uma incon es á el hegemonia cul u al, mas ambém p omo em um con ex o de despoli ização social, limpa a censu a e a aliações. A conclusão des a se ia: global his o icamen e dengi-ningue enômeno, in elizmen e e de al g andeza, mas é uma g ande ques ão de ida. me cados co iais, isso poli inė globalizacija (94) se ia a y u ai a ai ou Te minologia | 2008 | 15 7 1 (a ją neu alizować), <...> (Bauman 2007: 169). São os ma ginalizados da globalização e os esíduos da globalização (171). Ago a, quando já mesmo na Li uânia se esc e em li os sob e o que a polí ica sem e ybių é nedo a (Jokubai is 2008), o egen e da peni encia ía apos ališkosios do Va icano monsinjo Džan ankas Dži o is p abyla sob e os pecados sociais elacionados com a globalização: Gene icas manipuliações, con aminação ambien al, socialinė nelygybė, nepakeliamas socialinis sh: ai o me de no a injus iça, eme gências da humanidade, como se não ainikomula o p ocesso de globalização. Palhoço, a opila hoje en endida mais social na plo messa, pa icula men e depois de que as elações sociais suscepne am e complic osi. E isso é uma das consequências da globalização (Nuodėmė 2008: 12 6). Discu se Li uanei a globalização e globalizmo a aliações só às ezes acionalmen e ac ualizuojam: Tau inha cul u a sal a á não echu amen o, mas expansi idade, ensão em mode niųjų nações ambien e e in eligen e abe u a a ela. Falando sob e a he ança da nação hoje, an o mais amanhã, é necessá ia p io idade a i mimui, mas não negigimui (T einys 2000: 18). Mas isso impossí el azê-lo a sós, sem ge ano ichos exchange pa ne s, cul u al allia o s, e isso se ia žmonės e po os, não desejosas pe de a sua ca a, o na -se só makdonaldines e ele abias cul u a consumido es (T einys 2000: 18). Não pode se aliados e o is as an iglobalis as, que au iškumą p ocu a ans o ma em ins umen o de inganço, e o ou de ou a espécie de ag essão, po ém <...> unciona como apologe as da globalização o al pa a um a gumen o pa ankus nega qualque ipo de nacionalismo ideologia aiška (T einys 2000: 20). No discu so público globalizações e globalizmos concei os de mui o pouco, po exemplo: globalėjan is pasaulis MokslL 2008 6 2, economia globalizada NŽA 2008 1112 480, globalização do sis ema inancei o mundial Vd 2008 45 13, globalização em massa Vd 2008 24 53, globalizações sunami Vd 2008 15 38, a pa e neg a da globalização NŽA 2008 1112 501, globali aldība Vd 2008 31 global o de NŽA 2008 41, 4412 501, global comme ce L e M 2008 3, 2 Jonas Klima ičius | Li uânia língua e sociedade:... globalização da cul u a GŽ 2008 globalus p agma iška aika NŽA 2008 2008 33 15, globalus ameaças Moksl 2008 16 7, global c isis Sa ė su TV 2008 11 6, globalus capi alismo k izė NŽA 2008 1112 501, global 6 286. Daba labai ak ualūs neigiami dalykai: globalinisa šilimas Sa su TV inancial k izė su TV 2008 16, 46 global ood sa ings wi h TV 2008 11 6, globalus sa ikis wi h TV 2008 11 7. Es e concei o de concepções é um sinal de pouco en endimen o do signi icado da globalização. P incipalmen e esc e a e pa odoma an iglobalis as iaušių e siau amen os. Só Dona as Ka kus a ema: Esu cul u a an iglobalis a L e M 2008 44 3. Pačiai pabaigai dois in ei amen e lingubinhas coisas. Fundamen al concei o globalização sis ema icamen e exigem e ad e bio globalus ( ik não globalinis), e não uni e sal, exemplo: co upção pandemija, globalus kyšininka anje Vd 2008 51 45, e g e a pa a o as uni e sal kyšizmas lyg não os. mui o du idosa, se a sua es u u a de dados p oje ando de modo que udo isso osse possí el acilmen e adap a a á ias línguas e cul u as EncKompŽ 2005 keis i globalização, po exemplo: Daug espe ças o necem possibilidades de inka kompiu e ijos e miną in e nacionalizacija – „p og aminės į angos i aplicação de ecnologias in o macões madyboje de conhecimen os, onde o concei o de localização o na-se cada ez mais impo an e <...>. <...> localização signi ica adap ação do p odu o à língua e cul u a. A localização não é o mesmo que globalização (adap ação de es a égias de me cado às necessidades de odas as egiões) ou in e nacionalização (p odução, po exemplo, de um p odu o de so wa e que pudesse se adap ado às necessidades de á ios luga es) (C ys al 2005: 148). Globalus nome, globalus a iamasis nãoliū ų. 2. Todos os odo oco de a enção só em globalizações e ei os (iššūkius) é mui o injus o não só po causa de seu unila e usiškumo, mas ambém po causa de ou os impo an es a o es de silêncio. Jão oi não um e não umokios. Po ás e o iá ia co ina e žliai kles ėjo a ka ūs XX a. eiškiniai, os quais pelo menos em pa e se ia possí el a ibui à linguagem em ge al e conc e as línguas, especialmen e pequenos, unkciona imo nepalankaus i acionalaus ono: consumo cul as e capi al concen ação ai XX século democ acia aksominė i onija. Hoje o homem exp essa o seu sen ido de se comp ando. Hipe ma ke es a nossa comp a cul o san uá ias. o capi alismo do inal do século XX c ia necessidades, […]...; sociedade de consumido es Os consumido es sociedade necessa iamen e de em exis i duas- 11 25, globalinės mados L e M 2008 44 3, globalus segu ança NŽA 2008 1112 501, Te minologija | 2008 | 15 7 3 suas espécies esc a os: aob ício esc a os e in ido esc a . Assim no li o Tools o Con i iali y (1973) esc e e I anas Iličius (Illich; g. 1926); sociedade de massa c i iicamen e a aliada sociedade mode nê bes ubu é, kon o mis ina, não endo nem idealų, nem adicionais al ybių, žiū in i só ma e ialinês bene ícios, passy i, sus e imėjusi, subiu ok a andai, pasiduodan i p opag e publicidade. <…>“; uma ez ci ilização neekonomiška, ne aupi, kleidi, bea odai iška XX século ci ilização, cada mais adqui yjan i daik ų, mesmo nelabai eikalingų, que uma ez u ilizojos p ecisa joga , <...>. – – –“; inkoda a (angl. ma ke ing) <...>. Ela exige […]analisa a psicologia do consumido e paga ela in luencia , p omo e necessidades da sociedade […]; publicidade XX a. publicidade já não es á baseada a gumen os do sen ido. Ele a amen e ala-se sob e as p op iedades do p odu o, e mais equen emen e apela-se à pe sonalidade do consumido , aplicada à seu apnybes, sonhos, desejimos e medos. <...> 8-ąjį XX a. dezme ão sukles endeu a a e de publicidade de ele isão, pasi ulkęs sumanesnę e o iką e e ina uo esnį es ilos. Os mé odos de publicidade da ele isão oma am e polí ica p opaganda: ela mais impo an e o nou ele isi o polí ico į aizdis (image) negu o que ele em que dize . 9-ênio década o mé odos de publicidade de ele isão já inham in luência e a mui os siuže inių ilmų <...>; agi a ó io A a e do Agi a o ingi a al k ailam como seus ou in es, pa a que eles pensassem esą ão in eligen es como ele (Ka las K ausas (18741936), aus ų d ama u go, poe a e publicis a), <...>; mídia (angl. mass media) isuomenesa ins umen os de in o mação, <...>. Teo ia a i ma, que mídia ica in luenciada só quando há mui os ou in es (cai y ojos, žiū o os), su icien emen e educados, que ecebido conhecidos en as as e jimas in e essė ųsi. […]...> po ém a maio ia dos des ina á ios de in o mação p ocu a nelas não an o conhecimen os, quan o as mais ba a as di e sões. Po an o, o ganizado es de mídia, que i em p incipalmen e de publicidade, são o çados a o nece in e io , de ní el in e io , […]...>. Tudo isso, de e-se conside a , empob ece não ais a spa ias consumido es de in o mação, especialmen e c ianças e jo ens in elec ą e es aga seu gos o; masinė kul ū a (angl. mass cul u e) e minas, su gido EUA XX a. 5-o décmecio início: ele signi ica à con empo ânea u banizao ai ao público indus om ca ac e ís ico um odo de publicações in elec uais, a ís icas e indus oginas, que as massas o necem mídia. Esas publicações a i am-se a baixo ní el in elec ual, es é ico e mo al, ob as su ulga izadas e sup as ado as <…>“; 7 Jonas Klima ičius | Li uânia ala e sociedade:... de ês minu os cul u a de ádio, ele isão, in e ne , esmu a-o de ėžių; o cidadão comum não incapaci a pa a segui a en amen e um único ema po mais do que 3 minu os. Sabendo isso, os ap esen ado es de p og amas de ele isão (...) mesmo e mais in e essan es, con iningiais comen á io especialis a in e ompe depois de ês minu os, não pe mi indo-lhe acessa a essência do assun o <...>; es elas doimas <...>. Valo íssima es ela de cinema peculia idade o nou-se não an o aidybiniai habilidades e alen o do a o , quan o sua au a, es ela en olan i a mos e a, habilidade sujuio i audião pessoal cha mes, ísico a ailumu, sexualumu. Holi ude <...> oi especialis as, geban es sumodelia es ela como inacessá el sonjonias obje o, com o qual espec a as que iam seusi apa in i, como uma das con empo anies mi ologias a che ipes, caducendo jun amen e com moda e cos očias. (Kopaliński 2001). Todos os desses enômenos comumis subs an i lis homem e seu sup imi y inimas. Panašius esco piymus bem apildo e pa yškina ci a os cen enmecio: Daba inių ga senybių невозможно ни позорить, ни унимять. Isso que ou o a chama a e gonha e humilhação, ago a chama-se publicidade (ishe P. Dž. ORu ko (P. J. Rou ke; g. 1947 m.) li os Gine Wa a Chanse (Su eiki e ka ui galimybę; 1992)) (Kopaliński 2001: 79). (Tai, que) cu ioso, hoje mais impo an e do que jus iça; isso, que é es anha e exci a, nu ungia e dade us coisas. <…>. Do e dadei o nosso século não há nada mais ba a o do que a e dade. O e dade, sem dú ida, empega. Assim a i mou o esc ip o ancúz René Domalis (René Daumal; 19081944) <...> (Kopaliński 2001: 173). O ilóso o Ka las Raimundas Poppe is (19021994) no úl imo seu abalho esė Nepik naudžiau i ele izija (pospulb ame 1995 m.) es abeleceu a ele isão ma o diagnos izę: <...> ele isão é o ça do mal, ela pode ia o na -se o ça do bem. In elizmen e, isso é quase uma coisa inac edi á el. A azão é simples: em ge al qualque que seja a o ça cul u al é in ini amen e di ícil de o ça a se i ao bem (Poppe 1995: 14). Kol ele isões a conco ência e a insigni icė, an o e a demanda e a pequena, en ão p maisiais seus anos de exis ência a qualidade das ansmissões ele isão e a mui o o que eiklesnė (Poppe 1995: 15). Ago a abundância de ele isões come ciais compe em pa a ap i ilhece quan o maio público possí el, e es a p ocu ação, de si p óp ia, não em quaisque obje i os educėjiais (Poppe 1995: 14). Žiú o as massagens deles nem p ecisam só ci censes. População cul u al nedidelė... T ansliuo ojams cuida luc o, e ele ga an e publicidade, dando-se em aqueles laidos, cujos índices de audiência al os. Pope is p o a elmen e e a, que os ansliuido es since osinžiausiai con encidos, que mos a é p eciso o que as pessoas que em. Žiū o- umpos pa i šu iniškų žinučių la ina, que in adiu o médio in o mação ga ėją Te minologia | 2008 | 15 7 5 ų, especialmen e ilhos e adolescen es, e e pensioná ios ele isional dependomência ealmen e não eika. Pa adoxo: a conco ência de p odução ga an e a qualidade dos p odu os, ele isões conco ência a qualidade dos p og amas smukdo. Ne o acščiau s o i cul u a ame ikanização Um dos mais impo an es XX a. cul u a nu ikimen os é o que mudou a ansa lan ina in luência di eção. cul u a dos EUA, que a é o começo do século alimen ou Eu opa, em seguida ela mesma in lúe Eu opą e odo mundo jun amen e com a econômine e poli ine in luência, que lemb ou duas mundiais gue as e eles causados Eu opa declínio, juoba que EUA mui o ajudou e aquelas gue as ence , e es abelece aquilo que du an e elas des uu. Essas mani es ações cul u ais jazz, okas, popmuzika, Holi udo ilmes, es e nai, se ialai, ile iai, juodieji k iminalai, au omó eis, įžūli eklama, muilo ope os, g ei as mais as, džinsai. Dėl anglosaksų į akos nea pažįs amai pakin a kalba (Kopaliński 2001). F ança en a esis i , mas o esul ado anglais acūzų língua, na qual mui os angliços pala as e posagios. Tą nome, cons i uída de sudu os p ancūzichos pala as ançais (p ancūziškai) e anglais (angliškai) sob e 1965 m. išpopulia ino So bonos uni e si á ia compa igamosios kalbo y os p o esso Renė E jamblis (René E iemble), <...>. P o essó io incen i ou angliškus pala as muda em ancūziškais, <...>. <…>. Esses dias na Polônia o jo nal […]Gaze a Wybo cza 1996 m. lapk i į ėmėsi inicia i as lenkin i angliškus e minus, lhe ajuda am e os lei o es, mas os esul ados não pa icula men e džiugūs: <...> (Kopaliński 2001). Ou o esul ado medinė kalba okia, na qual cheia banalybių e įky ėjusių azių. <...> (Kopaliński 2001). Ši ie eiškiniai, uu us dzelinei uždangai, plūs elėjo e em Lie u ą, cuja nus eken ai espi i uia udo, que de Vaka ų, deja, a odė só boa. Di ei o, não udo oi não ou ída. Alguns o que p imi i amen e daužė so ie inė an iame ikie iška p opaganda, alguns o que oi um pouco conhecido de Li u iško se i esnio discu so ilosó ico, es e esse de nossos emig an ikos. Mas mui as ezes a c í ica sé ia inha a dėla usi. Já em 1969 na Amé ica, um dos li uanos esseis ikos p adininkų e įž algių publicis ų poe a Jonas Ais is esc e eu: Reklama é g ande nūdienos galybė, dian e dela em que bex is odas as con essões, odos sos ai e odas p incipapanças (Ais is 1991: 418). De e iam ac escen a e nos úl imos anos o ins i u o da língua Li uânia e a sociedade da língua Li uânia mos a am es o ços c í icos de espí i o (ReklK 2004). Embo a nes a opioje á ea nãocaixa e apologe ínicos anúncios de linguagem a aliações. 7 Jonas Klima ičius | Li uânia ala e sociedade:... Reklamos sesuo mada em XX a. an e io men e. Já usos esc i o N. Gogolis, Romoje compa ando do elho a e g ožį com seu empo, esc e e: I qual ne au i, lema con a ši ą didingą, bonzią p abangą apa eceu lhe ago a XIX cen mečio p abanga, smulki, niekinga p abanga, inkan i só k au u ės puoš i <...>. Kokie menki a odė mu p ed ši ą pas o ią blahimingą p abangą, ob ančia člo ěka ě ymi, k e é zdnuje a a jeho dušu, núdienye smulkmeniški papujšaly, k e é lážo a me a nek nenu madao ama, asai keis , nescomp ehendido dě iño [ . y. eiškinys], před k e ým iho nusilenko ė izminčiai, ši as dačej i g ie isko, kas kolosalu, didinga, š en a (Gogolis 1954: 236). No seu ela o de c iação Seixen a anos da minha ida li e á ia, o acadêmico ancúz A. Mau ois a i ma que po causa dos a aques da moda se pas ou a consis en es mo alis as: Tocou empo, quando a moda exigia não espei a no mas e dês Do nei, sem os quais não podem exis i nenhuma sociedade, eu simplesmen e me sen uei o çado, a p o issão enca egado a de endê-las. Po an o o nei-me mo alis a. Mais a de esc e i omances, biog a ias, po ém em mim no elis a e bióg a o nuga kaulį cons i ui mo alis as (Mo ua 1991: 18). Ki am p ancūz […] cien í ico esê li o Medu amžių aizduo ė au o io Jacquesui Le Go ui madas de esa e louimas (gal pe gy imas) ambém não ia sem anihiladas c í icas: Po Rolando Ba heso esu decididžęs de in i madą. Jiinga a en a à ino ação, mo o de mode nidade, pode se ins umen o de egene ação. Isso é a o ça mo iz da his ó ia. Como odo enômeno, ela pode exisia e nug imzi em snobismo e dadei amen e alando, excudindo a desc ipima homens e mulhe es, que se es o çam a pa a o empo que co e e a as a a ameaça da mo e desejin lamen inu e desespe išku semp e es a no opo da moda e esquece a sensação, dia de dia do empo cesando a apa ência (Le Go 2003: 26). Ši ai são pe manen e. O esclyga mais eó ica: Tačiau mada é p incipalmen e Zei geis , espí i o do empo, apa aška, ligando ismaisdą com giluminiais his o iniais poslinkias (Le Go 2003: 26). Mados uni o mizmas e meninė, š ampinė kalba linguagem uni o mizmas são elacionados paliegusios do nosso empo espa ios sinais. Mais pode-se lemb a nosso gu ųjį J. Ais į: Kul ū a em sang inu p a ei o sai de au os įsčių. Po ou o lado, moda semp e sai de moda. Mui o modingi coisas, saídas de moda, são eng açadas e k aili (Ais is 1991: 476). Só com os uins da e o ia co adasas do Ociden e nos alcançou quase de meiošimi o ano elha e dade sob e nossas p óp ias idas malho impé io: naujakalbė (angl. newspeek) nauja, monopolis ines pode c iada mi ų (Kopaliński 2001) en eą nepa eko, pois sma kiai eiškiasi desde mui o Te minologija | 2008 | 15 7 7 língua, cuja pala as signi icado cus a com as o iciais do es ado poli icas pô adas. Na Naujakalbe é impossí el não só pa ei š i, mas ambém su o mula neO elo (Geo ge O well, 19031950) lojalių pažiū ų, nes nė a am eikiamų žodžių. Te minas paim as iš Džo džo omano 1984-ieji; minčių policija Džo džo O elo (Geo ge O well) omane 1984-ieji e a ada ins i uição do pa ido, que segue ex e nas memb os do pa ido men is. Pas ebėjęs (=usi. J. K.) qualque qual o desc ipimen o do nub ėž osios linijas, ele (=ji. J. K.) p o idencia que o culpa ó io osse p eso, o u ado (Meilės minis e ijoje) e des uído; d ejamin ė (angl. double hink) duas con á ias idéias ou opiniões pe cepção ao mesmo empo e conscien e c enças em em ambos. Te minado do esc i o inglês Džo džo O elo (Geo ge O well; 19031950) omano 1984-ieji (1949); ele desc ibe a in luência no akalbés pa o g ajam a men e; „Pa e g asisp o as“ – „Česla o Milošo (Czesław Miłosz) knyga (1953), na qual o au o analisa dos esc i o es da Polônia Liaudies Republika mecanismos de p o eção psicológicos, mandianços lhes skel šūb i, co esponden es à p opaganda o icial, e k uopščiai esconė e seus e dadei os pensamen os e sen imen os, <...> (Kopaliński 2001). A p o o-subse ição começa a pa i do azio (aplâncos sem eligião) e be ikslio ida absu do, ai a a és no ojo ida bū inybę e a inge o alomą sukcesę (Miłosz 1995: 20, 22, 24, 30). No en an o, sucesso não sem liūdnų pada inių: gilumoje aindaė a sallikę seni mo aliniai e es e iniai eikala imai, po isso homem susid ejina (Miłosz 1995: 36) isi aidina con a odos e odos sabe sob e um ou o, que aidina (Miłosz 1995: 76); Fa ia e dade a i ma que os alo es já nãoeside elam, po ém a epugnância ica emocionalus e a amen e podem a aça acionalizuo os e lexos compe ição (Miłosz 1995: 244). P agaiš ingą an es disso an iga epochą se ia possí el desc e e sucus ai a duas baisiais epochiniais posakias, e ybiniais símbolos de Ry ų pusės: хлам (шламš as) pala as de художники, литераторы, музыкансты, артиты san umpa (ab e ia ū a); do oes e: Wenn ich Kul u hö e... en siche e ich meinen B owning (au o Hansas Johs as, ep odu o ius He mannas Gö ingas). 1988 Só 11 2627 Da id Glenc ossas disse co e ingą epochinę men į: Nãoįconcebí el, que alguma au o idade, auscul ando a pala a kul ū a, aga asse pis ole o. Penso que ela de e aga a dicioná io (Kopaliński 2001: 197–198). Pola a izoo o em dois campos an agonis inos do mundo com luc uojanço e do bloco comunis a países (Kopaliński 8 Jonas Klima ičius | Li uânia língua e sociedade:... ans o mação já oi abe amen e p oje ado e anunciado linguas sua ização e con e gência, dezin eg ação, es au ação da independência da Li uânia e nacionalização das línguas li uanas (p oclamação es a al e do es ado cuida dela concedida, seu consumo e p og amas e p oje os de ugdymo), nacional egene ação, democ a ização e c iação da sociedade ci il, a in eg ação eu opeia e ansa lan ina e excessi a compu ado ização a o es conc e os; sua impo ância à iden idade e au imone do po o, cul u a e língua, mokslui e kalbo y a, cul u a de linguagem e e minologia já 20 anos é e ainda longgi se á lemiama, epochinė. I I 3. O mundo ma e ialis é um. Embo a paisš o aizdžio, plan as e animais, clima e com isso elacionados i esenos di e enças nemaža e digelių, mas, uma, pessoas deles apmazina (i gi um ce o globalização), ou a, žmogiška daik inė ik o ė é já ão mui o ampla e não di e en e. A lógica em odo o in eligen e mundo é uma, embo a unsu dela mais, ou os menos. A e cei a o ma de se do mundo língua (Лукшите 1981: 166) é огромуе многочита, exa amen e nãouscalci icada (a 3000, ou 7000). Cada língua i a é e ninė ou au inė cada nascen e. manei a da nação, espí i o, cos umes, gy ensena ambém são na al ieji. Só é p eciso pode isso sen i e en ende a azão. Aqui uma mui o oco ida in ospecção: Pap očių di e enças kyšoio de cada ação e passo. Žmonių mos ai e lidėjo geog a ines zonas, lygiag e es, me idianus, jais signi icaėsi piemenų, žemdi bių, pi klių, jū ininkų bui is; kepamasis iešmas nas mãos esp iecio mo ėjo assim, como kau ynių ie is, a gie is em suoliuko sėdėjo como em ca alo, gi ių esiden eja podėjai conhece de ykaus eigasčio (Pa ando skis 1984: 118). 2 Te cei o mundo e mo ( enç. Tie s monde) usou ce ca de 1950 anos o sociólogo e demóg a o ançúzis Al edas So i (Sau y): assim ele nomeou po 130 pos coloniínios países da Á ica, Amé ica La ina, Ásia e Oceania, dis inguindo-os dos eme gen ios economia de me cado e en ão países (a é 1990) 2001). By he way, mais a de apa eceu comple amen e di e en e e cei o mundo: Ano K. Pope io [Poppe K. Objec i e Knowledge: An E olu iona y App oach, Ox o d, 1972], ečiasis pasaulis é idėjų apsk i ai pasaulis, que ligam eg as da lógica. Ele ab ange odas as eo ias e concei os c iados na his ó ia da humanidade e aqueles que ainda se ão c iados, bem como odas as hipó eses, odos os p oblemas e equação sol ados, esol idos e esols í eis (Joninas 1987: 69). Da ki okia é a e cei a bū is: A. F. Losse diz que „язы ко вое и словесное бытие есть третий вид бытия, наряду с чисто логическим и чисто веществен- ным, или материальным [Лосев 1976, с. 399] (Лукшите 1981: 166). em 1959 Cha les P. Snow o mulou dois cul u as humani á ios e cien is as con li o, e em 1995 Johnas B ockman em li o A Te cei a cul u a esc e eu sob e pe imanças in elek ualas eli o missões busca a espos a a pe gun as, desde an igo nãodeu anquilidade à humanidade: o que é ida, o que somos, pa a onde amos (...) <...> (Kopaliński 2001). ege uojanço e cei o mundou2, impé io es alinense, na qual B ežne o empos Te minologia | 2008 | 15 7 9 Gim oji ala e ou as gim iejas coisas saugo sa as į. No en an o, o al escu a não pode ga an i , po que em o no es animó ia língua e isokia ou a es animidade: E ainda assim, apesa dessas di e sidades, a mãe G écia apa eceu bemaž ienaly ė en e an ás icas colonias gai alų: Á ica, Ibe ia, Galija, Ili ija, Ski ija, Sa ma ija, Sí ia, Egi o a pa i de eslepiningas de sua his ó ia e ci ilização d elkė g aphic gelapu em cen enas de cidades, <...>. Todos os dias comunicando com bá ba os, ca a anas iagem, oos os liixome lipo à homem es anhas pensamen os, p ie a ai, ydos, como u es polkės que b aunasi em odos po as (Pa ando skis 1984: 118119). Língua, declinada em inume á el quan idade de a minos e šnek ų, nas colônias apu ada po es anim pik žolėmis, p ida yda o klaikių nesusip a imų (Pa ando skis 1984: 119). Nossa na i a li uanos língua is isinês subo dinacionais d ikalbys és condições inha mui o mui o con ac os com polkų língua, simplesmen e oi sua zalie a de modo que menos lies os icou só a kampios, ig ejas e d a o nãozgož as salelas. Po an o, mul idão s e imybių e pe deu nemažus á eas da língua na i a, ecebeu uma g ande pa e dos alado es não só didikų, bajo ų, mas e liaudies. Só pa elė pada íns liquida, a maio pa e neg įž ami p a adimai. Po dois Nações República di isão mesmo começou com usų kalba (skolinių de ela ainda a é ol já apsčiai u ė a) e ęsėsi dois cen omečiu só com umpais a lėgiais (mas não isiškais pe ūkiais) I e II República emposis. Ago a, e omando independência, s ojo con ac os de com inglês língua epocha. Po an o p a a u pelo menos quan o amilia iza -se com es as línguas de den o como elas en endem e a aliadas paços usos e ingles. P incipalmen e p eocupa (sa i)c i iškas aspec o. Ge ai conhecida usų acūzų d ikalbys ė, mais p ecisamen e usų aukš uomenės p ancūzakalbys ė. Com isso es ei amen e elacionado e bend inês usų linguagem a ibujimen o do enómeno, nomein o просторечие слова, выражения, оборо- ты, формы словоизменения, не входящие в норму литературной речи; часто допускаются в литературных произведениях и разговорной речи pa a c iação de de e minado colo i a angl. popula language, ok. Volkssp ache (Ahmano a 1966); la . simpliš una (ValTV 1963) embo a con e sação a discu so, обиходно-разговорная речь sa un aloda (ValTV 1963), mas simpliš una шнекamoji kalba (LaŽLie 1977). Abejo ina co espondência e ok. Volkssp ache. Ghana ne ikslus pe pla us us. просторечие соответствие lie . neli e a ū inė шнeka cha ac e iga língua dos habi an es das g andes cidades, e in i maio es ou meno es di e enças do que as no mas da língua li e á ia. Lexá ias, g ama á ias e one icas es a snbecos di e ências su ge de ido a minių 8 0 Jonas Klima ičius | Li uânia língua e sociedade:... e li e á ia da língua línguas in luência. Plg. ja goniska kalba angl. non-s anda d speech, popula language (Gai enis, Keinys 1990). Ne ikslu просторечие aduzi šnekamoji kalba Guda ičius 2000: 40, liaudies, šnekamoji kalba RLKŽ II 1967. Rus. просторечие não se dis ingue do простонародье psn. p asčiokai, p as uomenė RLKŽ II 1967, p as uomenė RLKŽ III 1984, простолюдин psn. p asčiokas, p as uolis, nep i ilegijuo o luomo άνθρωπος RLKŽ III 1984, простонародный psn. p asčiokiškas, p as uoliškas, p as uomeniškas, p as uomenės: простонародная речь p asčiokiška [p as uomenės] kalba RLKŽ III 1984, aigi i просторечие p as akalbė, p as a [p as uolių] kalba (ne knyginė, li e a ū inė) RLKŽ III 1984 (p as . p as akalbės žodis, posakis просторечное RLKŽ I: 15 1982), p as akalbė просторечие KŽ LR 1988. Reikia nãožma š i, que p as akalbė é usiškas e m, aplicado só usų lingbai. Uma ez us. просторечие pe mi ido li e á ias ob as, usos esc i o es mui o sma kly combo a po causa da linguagem liaudiškumo usiškumo. V. Bielinskis Li e a ū inėse s ajos (1834) mui o bem pe p a o e azão: Vadinasi, nau a ou, melho po aius, liaudis, e isuomenė pas nos nueu o que si. P immoji deixou begi enen e sua p immykščiu a šiau o e semlaukiniu ida e bedaindojan e suas g audži canções, nas quais ykš e yško sua alma a ge e aleg iame; segunda, e , kei ėsi, se não melho ou, esqueço udo, que usiška, esqueço a é ala usų kalba; <...> (Bielinskis 1948: 71). <...> al oš ajam luom oi azão pa a desp ecia a na i idade língua, po que esc i aji kalba pio ėsi com šnekamąja kalba (Bielinskis 1948: 95). Bielinskis iu a di e sidade do pu ismo usos e alo iza a di e encijuo ai, e em ge al o p óp io pu ismo nuosaikiai: Žodį p og esas na u almen e inha de acei a pa icula men e des a o a elmen e lhe nusis a ê pu is as dos idiomas usos, que i i inosi qualque qualque es anho pala a, conside ando-o he zia ou apa e na o odoxia da língua na i a. Tal pu ismo em sua legíė à e sé ia base; e, no en an o, ele unila e alismo, ido a é aos ex emos (Bielinskis 1948: 530). Não há dú ida de que a on ade de ma gina a língua usas po pala as es anhas sem nenhuma necessidade, sem uma base su icien e é con á ia ao bom senso e ao bom gos o; <…>. Con udo, o opos o ex eminismo, ou seja, pu ismo sem limi e, dá as mesmas consequências, po que ex emi umas coincidem (Bielinskis 1948: 532). Ponišką usų aukš uomenės p ancūzakalbys ę c i icamen e a aliou e N. Gogolis: N da cidade senho as pasixėda o, <...>, nepap es o p ecaução e deco umu em pala as e posacões. <…>. Não ha ia manei a não e a pa- elemen os de mis u a, ambém mui as ezes po no a elmen e maio de ou as Te minologija | 2008 | 15 8 7 em a alecida i mã p ússia. Paças de língua li uãs e de oes e, e especialmen e de pie yčių ap upėjęs, za ibie es á ias ilas são ainda i a T oja kalbininkam, mas sua ida apna. Depois de mui os séculos, du an e os quais ex ingui am ou o am ex e minados desconhecido núme o de línguas, no inal do XX. ainda nem exa amen e con ando-se de odas as línguas i os do mundo (3000, 6000 ou 69007000), oi publicada ameaça de ca ás o e ecológica de línguas (limsian i só o que dezim a), em 1996 oi publicada a Ba celona decla ação de di ei os uni e sos de linguagem (C ys al 2005: 97). As línguas mo em não po que queen a ou sen a, a amen e mo e po que que ex ingue ou mo e odos ou maio ia de seus usuá ios, e po causa da assimiliação cul u al. Mecanismo simples, às ezes unciona bas an e ápido: Y a ês g andes e apai. Especialidade do P imei o eno me p essão às pessoas, pa a que elas alassem a dominoojança língua. <…>. Ela pode se de cima pa a baixo, […]...>; ou do abaixo, (C ys al 2005: 84). Inciden almen e, p essão de cima pa a cima pode p omo e a spa ą, e p essão de baixo pa a baixo ma e ialė ge o ė ou cul u al supe io idade pode assimila a é mais acilmen e. Segunda e apa d ikalbys ė, inalmen e: Po uma ez, e às ezes apenas po década o kles in i d ikalbys ė passa impe cep i elmen e pa a conscien e pusiaukalbys ę (sel -conscious semilingualism), e depois em ienkalbys ę (C ys al 2005: 85). Au ônomamen e, nes e mecanismo só assimiliam-se os usuá ios da língua es i b ikalbiai: Pe longus seus cul u a dominação cên imés seus [ ienakalbių] pensamen oenhe susi o mou a pe spec i a, que ou os êm de ap ende suas línguas, e ou as línguas i ele an es pa a eles. Pe ez obse ado que monolingubios e bei ailhos de monolinguismo são po os que ou o a i e am mui as colônias e ealiza am expansão eligiosa (C ys al 2005: 51). Tiesiog ienkalbys ė, sendo pa e de uma longa adição coloniza o ių, o nou-se um modo de ida habi ual (C ys al 2005: 85). Po an o, D. C ys alas e diz: <...> em que desapa ece o concei o dominação (C ys al 2005: 86). O mundo po na u eza é poliakalbis como sua sucessoes aidas: plane ą ab igamos jus amen e de ido à capacidade de c ia di e sas cul u as, adap adas a di e en es ambien es (C ys al 2005: 40). Į ai o ės nykimas no mundo linguís ico é p o a elmen e maio pe da do que di e si o és nykimas no mundo biológico, po que a es u u a da língua es i ica capacidades in elec uais do homem (Nyks ančių kalbų i jų saugojimo komi e as 1984: 5) (C ys al 2005: 41). O mais impo an e pa e pe dida do lingu o ondo da humanidade: Toda a sabedo ia da humanidade não exis e em nenhuma língua e nenhuma língua pode ap esen a odos os conhecimen os da humanidade (C ys al 2005: 58). Mo š an i língua se exib aukia do passado, pessoas pe dem pe sonalidade his ó ia, a nação pe de co ação (C ys al 2005: 48, 41, 43). 8 Jonas Klima ičius | Li uânia ala e sociedade:... D. C ys alas a i ma p esença de b uožas e nep i olomas au iškumo b uožas aces amen e discu ida, se é possí el se alu, conhecendo alų kalbos (C ys al 2005: 46). Mais do que ób io, que (C ys al 2005: 125, 126). Dėl o ginčijasi i nep i alomukai: „<…>, Velse a segunda noção baseia-se mui o negausių exemplos, se não excepçõesis nelaimingas, só às ezes padecíamos. T agiicamen e aki aizdu, que ex inguido p ūsų kalbai neliko e p ūsų nau os, que Li uães didikams e bajo ijai masiškai pe êmus lenkų kalbą, lie u ių nau oje šio luomo neliko, só sepa i negausūs unidadesai, po an o XX a. Li uã eckū ė e mode niąją lie u ių au ą kū ė išei iai из liaudies. Dubjo, se a ques ão kalbininkų decidi , quais línguas de em mo e . Uma, isso ninguém conhece exa amen e (gal esus g andes, a illiks pequenas quais a kampias djunglėse), ou a, ou não melho ala , como idiomas podem iliba -se. Lie u ių li e a ū os d augija (Li auische li e a ische Gesellscha ), 1879 m. susibū usi Tilžėje, im a p a a džiuo i duobkasių d augija (Zemlickas, Kaunas 2008: 3 9). Kalbinikam pode bas a de dize uma: línguas, endoças es a ís icas ou pasiskelbusi ikslą – kaup i išmi š ančios au os kalbos i kul ū os palikimą, o iciais línguas s a us, deploya odas as possí eis unções e es ilos, endoças aš ą, li e a u a, escola, em a ei į, mas unkcionoja apniau e es eu iau, e não endoças aš o ou li e a u a e escolas pe manece šnekamosios ní el da língua, embo a e seu a ei is pode se ilga. Um mundo sem domínio de línguas nacionais ainda assim é, embo a di e en e, mas ambém d ikalbis: Pasaulis, no qual pessoas ala pelo menos em dois idiomas seu pau os e in e nacionaline lingua anca comple amen e įmanomas e (...) desejadaamas. Dui línguas dois di e en es p opósi os. Uma pa a que osse man ida iden idade, ou a pa a que o homem osse en endido. Es es objec i os um ao ou o não se opõuja (C ys al 2005: 37). No en an o ik enidade é a as adas das possibilidades e necessidades. E subo dinacinis biling ismo aindaė a. Embo a me ade das pessoas do mundo alem pelo menos duas línguas (C ys al 2005: 51), mas na UE oda nenhuma língua es angei a não conhece 47,3 % das pessoas e dois e ços dos b i ânicos não conhecem nenhuma língua es angei a, e Luxembu go de ais pessoas são apenas 2,2 %, Danijoje 12,3 %. (Tau Gy Y 2008: 49 29). O ideal da União Eu opeia dois es angei os línguas pagamen o glūdi decla ações ūkuose, se do odo não há só mi ažas. A a aliação do cou ie da UNESCO, edi o -che e Edua do Glissano, sob e a comunicação in e linguís ica То, что человек говорит на своем языке, не исключает его способности понимать других людей e ap ecia suas cul u as... e o mulaê Eu alo com ocê na ua língua, dois linguagem como pa e cul u al pe cepções: kalba ob igom au iškumo Te minologia | 2008 | 15 8 9 mas en endo- e na sua (Глиссан 1983: 8 9) em ce as ocasiões pode iam se ainda melho ada alo com uaí na sua língua, e escu o na ua língua: Daugiakalbė Eu opa […] […] é um con inen e em que pessoas pode iam encon a -se e con e sa cada uma na sua língua e en ende a ou a (Eco 2001: 320). Isso se ia o al igualdade comunica i a. 4. Sob e li uanos linguagem de consumo, unções, p óp ia sis ema ou osi os ala-se e mui o, e mui o luga (não só linguo y o). Li u ians kalbo y os eo ia explici amen e di o que kalba é poli uncinis eiškinys (Ka aliūnas 1997: 119) e adicija, kul u eiškinys (Ka aliūnas 1997: 48). Aiškinamas e há mui o su gido, mas e įsisenėjęs desc ição: Sup a im, que a língua é p incipal e amen a de comunicação, na adição linguís ica Eu opeia i mou <...> sob e 1930 m. <...>. <…>. O es udo de unções de linguagem en ão de psicologia passou em compe ência de lingu is ica. Adop ando-se que a língua é um meio de comunicação, oi me asi em ou a ex emau inidade comuniccinis papel da língua o e dando e suabsoluu inado, unin ele unção da linguagem conside ada komunika y inė (Ka aliūnas 1997: 109). Quando mesmo quem conside a que lingua é mono uncinis eiškinys e odas ou as linguagem usos des inações são comunicika y inės unções apa ecimen o (Ka aliūnas 1997: 109). No en an o pa i comunicika y inė a unção da língua, como pa ece, depende de ou as unções desempenhadas da língua, po exemplo, ma cėjamosios, ep ezen a y inės. Pa a pudesses algo a ou a pessoa dize , in o ma , p imei o ens ma cado, in i ulin i (Ka aliūnas 1997: 110). Šiod i unções elacionadas: <...> Da s ellungs unk ion sup as ina an o como komunika y inė, an o e como ep ezen a y inė (R. Jakobsono e e en inė) unção. <…>. Na li e a u a cien í ica de pe gun a comunicika y inė e ep ezen a y inė unções da linguagem mui o equen emen e es i amen e não dis inguidas e gene icamen e chamadas simboline unção da linguagem (Ka aliūnas 1997: 134). Que esminê p op iedade da linguagem humana é ep ezen ação, indica ambém o a o de que i ūnų comunicação é exp essão e apeliação, mas não há ep ezen ações (Ka aliūnas 1997: 190). S. Ka aliūno ainda dis ingue e ninė unção da língua (Ka aliūnas 1997: 159) apa inamoji- ienijamoji, a ibuição do po o, indi idualidade do po o, unção de pe encimen o do po o da língua (Ka aliūnas 1997: 163, 164). Embo a comune língua do po o e língua, como signi icação de pe encimen o é nico, sejam assun os di e en es, mas só bas an e a os casos a ojamoji kalba i kalba e noso eiškėja nesu ampa (Ka aliūnas 1997: 164) e da úl ima ne ekima é conside ada p imei a a pe ca da nacionalidade (Ka aliūnas 1997: 168). 9 0 Jonas Klima ičius | Li uânia língua e sociedade:... Lingubos e sociedade de e minação da implan ação de manequebas de linguagem, embo a sem p imei os wouldn p óp ias planeigas manequebas, só na u al linguagem aida (G umadienė 1996: 13). Só aqui não d ilypis, e simplesmen e d ip asmiška p óp ia comp eensão da sociedade: Nes e momen o mui os manejado es de linguagem adicionalmen e ainda seo ien am em abs ac as comun ines usuá io de linguagem, e en im sociedadeé não homaly ė (G umadienė 1996: 13). No en an o, a língua comum usa pois não oda aquela desigualy ė sociedade, e só sua pa elė š iesuomenė, embo a e es a não seja umaaly ė, além disso, aquela g ande pa e da sociedade que não ê a língua comum é ge almen e à língua comum desalankus, às ezes a é con aš a aujan e ac o nys. Não sem mo i o obse a-se: gene alim a i udem da sociedade e al a de p o iciência linguís ica eiksnys, le an ando objec o a agudiza a consciência lingubinha da sociedade (Miliūnai ė 2006: 63). Já em 1994 P anas Kniūkš a cons a a a p as ėjančią isuomenės kalbos padė į: D ikalbys ės pag auž i pama ai, pak ikusi d ausmė i konjunk ū inis kalbos e šimas sujaukė i nusmukdė daba inę a oseną (Kniūkš a 20012: 199). Tenho a é ago a nelabai ge ėja cul u a da língua pública (Mikulėnienė 1998: 8). Desman elando o mi o da e olução na u al da língua, de alguns jo nalis as e cul u alologosb ukama à sociedade e mesmo a alguns linguis as, Ri a Miliūnai ė diz: Tendo em men e a língua comum da úl ima década, não pode íamos dize que ela mude na u almen e: mui o o alus o impac o de ou as línguas (Miliūnai ė 2006: 166). Kalban di e encijuočiau pode dize que os e ei os da língua usas mudado já não ex e no, e in e no, endo ine cinį ca ác e , e e ei os da língua inglesa é mais de p óp ios si mesmo de li uãos anglakalbys ės, ambém não de cimaus, e de abačios de p as osios, mui as ezes não pães inglês. Realmen e não à abs ak os comun inês usuá io da língua, e a udo conc e os sua nãousado es ou padin ous, pe gun ando A es ado gins a língua es a al? dispu a albe as Rosinas: Maža aš iškumo i puskalbys ės p opaguo ojai são não só de odos os ní eis dominininkai, nemaža jo nalis as, cien is as, p o esso es, mas e pa e dos no os edi o ios líde es, nea sagai lançan es elhos, p ada lingua pa ašy us, e no os nesuedaguo os publicações, <...> (Rosinas 1992: 2 28). Aqui uma ez mais pode-se lemb a que a nação isso ala: Jai a nação neapgins sua língua es a al do maža aščių e puskalbių sa i alės, ela não se á digna do nome do es ado (Rosinas 1992: 2 8). A kū us independemybę eco dada Vals ybinės kalbos eisinė glob 19181940 anos: Vals ybė Spaudos įs a ymu (1935 m.) exigiu om d ilypum elações de e idência: Não manequi os de linguagem, e sociedadeê dê Te minologija | 2008 | 15 9 1 dos abalhado es da imp ensa p o ege em a peculia idade da língua li uânica, cuidin do seu i e um e eg asingumu (Rosinas 1998: 10). Rúpinase o alece e expandi a eó ica base de ges ão da língua p incipalmen e cons uc i amen e desen ol e a ge al eo ia da ugdymo da língua endo em con a as condições de consumo da língua comun inesa Li uânia e necessidades da sociedade e enunciando a ác ica de ca ác e de ensi o (...) (Rosinas 1996: 6). Na u almen e, da de esa da língua de odo nea sisakoma Es a ybinė lie u ių kalbos komisija (VLKK) adminis a i amen e eageia à iolações dos di ei os da língua li uânica, e Kalbos inspekcijos pag indinė unkcija e é ginamoji, apsauginė. A base eó ica pode ia espalha posgue a na Eu opa Ociden al espopulia izada c í ica do idioma, d ilypė e iloso inė, e es iliaus ou ex o e no ms, e ūk inas a osenas (Rosinas 1996: 45), mas na Li uânia elas, pelo menos nesse nome não exis e, nãoimi mesmo eó ico A. Pupkis (2005), em ge al o ní el de c í ica cons u i ios na Li uânia baixas. Embo a as VLKK enham con iado á eas de manejo da língua es adual: cien í ica (no minamoji), adminis a i a e ju ídica, embo a a adminis ação da língua inclua e das línguas a oseną, e das línguas (kalbų) a ojimą (Mikulėnienė 1996: 18), ne pada y a udo o s a us da língua de ac o, po an o, pediu-se ao Go e no c ia condições pa a a implemen ação das disposições da Lei de Mes ado e Es udos s s yVal always ecognizes Li huanian undamen al esea ch p io i y (Rez. 242 1996: 3). Pačiai komisijai bene mais se p eocupa com a ges ão da linguagem (B onio Sa ukyno e mo, kalbo a ka), seus obje i os, es a égia, eo iniai undamen os (Kniūkš a 1995: 35), embo a eles não sejam comple amen e no os: Sis emiškumas pe mi e a alia enómenos como se da linguagem, pu o idioma in e no, pon o de is a, de o a, pon o de is a social (Kniūkš a 1996: 15). Uma coisa mais no a é ins i ucionalizada adminis a i a ges ão da linguagem, mas ela em ambém a i e sščiąją a pa e: A a i idade da Comissão não é simples con ingidade da ges ão, <...>. No en an o, po ou o lado, a ges ão da língua sp audzina em ėmus e bu oc a ismo, dela é empu ada não só sociedadeé, mas e nãoja pa e kalbininkų (Kniūkš a 20011: 7). Suadminis ado bom pon o básico: Nunca de 1996 em odas as supe io es, supe io es e p o issionais escolas in oduzido ob iga ó io cu so de linguagem cul u a e especialidade linguagem (...) (Mikulėnienė 1998: 8). Ago a já que assun o e co igi , a i ma , e mais: Magis an u ada ike ia segundo um p og ama sepa ado ensinado o cu so básico de e minologia, <...> (Akelai is 2008: 12 5). Pa a a escola secundá ia le an am-se bons obje i os 1) implan a línguas como aledo ia da nação concepp a á, 2) explici in aos alunos a unção e unção da língua comum, 9 2 Jonas Klima ičius | Li uânia língua e sociedade:... 3) p omo e pa inha a língua na i a e suas quaisos pode es (Miliūnai ė 2006: 63). Con udo, como isso aze , se ge al de ensino escolas de língua li uãs não elico sis ema icamen e ensinadas cul u as de linguagem (Akelai is 2008: 12 4)? Naujų kalbos eiškinių, ambém e nenaujų dalykų no o en endimen o ge al imagem a é que bas an e pa i šu iniškas, pad ikas e sp ago as. No en an o, conclusões desc i i as, ei as em á ios empos po ês enchidos kalbininkų, mui o cla as, mui o a imos e mui o lúdnos: skaudžiai i g ėsmingai b aška naše odomosios kalbos kamienas (Amb azas 1990: 6) 2 Vals ybinė kalba os k ėpsi (Vi kauskas 2008: 17 7). Te cíamo se mão di e o e apelação ao sen ido de e gonha do o ado ou esc i o pa ece comple amen e ine icazm, es a só i onia (Rosinas 2005 3: Tūks an de ou as linguagem mais cla as in e ações com conc e e esnias a o es, azões, di icil ou pode encon is de ini esnių ecomendações, como ou as, especialmen e quais não desejadaujami (pažeidjian es sis ema e e c.), adequadamen e egula . P e alece impe a i o p ecisa, e não de a uação o ien y ai como. Melho e (i mais ácil de mos a ) amčiuosius p oje os de consumo e ugdymo de linguagem, embo a mui as ezes eles bas an e o dina ús. Pode-se a i ma que a língua li uânica polia izuojasi pe manece (be ba gu o alėja) pe ecõs bend inês línguas ainda la us, mas semp e inos camosnis, e espčiasi bas an e ag essi us camosnis de ja gonos e p óp ia bend inês linguagem ja gonização. P as o ja gono p as am pala asynėliui (Zaikauskas 2007) a alia sujaudin ai ecenzen ei neuž eko bend inės kalbos išgalių d ąsiai g iebėsi y ų ža gonizmo (Ma ai y ė 2007: 28), mis iai companhia nãoli ino. Ko no ė i ja gono meilė sena: Ma ija Mašio ai ė-U bšienė em suas a en ições ensinou, que ala mis iu usų-lie u ių línguas ja gonu en euka io Kaune e a modinga e udo isso não p as uomene e, e da mais al a camada de pode ! (Sakala ičiū ė 2007: 898). 39 Realmen e língua li uânica p as ėja, ulga ėja: labidamen e ulne á eis complexos, sub ilieji e exp essiskieji linguagem eiškiniai. Eles em p imei o luga , […]...>, não sus en iko p imi y esnių cons uções e g ubesnių enominių konku encijos (Pi očkinas 20041: 8 4). O p incípio da u ela es a al das línguas Li uãs implemen a-se, mas não comple amen e consis en emen e. O bando as is e al e na i as linguagem eo ija, apoiama pseudop incipu aisi i pode mui o, mas... A sei , aisykim, quan o pe mi e, quan o nãop óxina. No minimui mui o al a de sis emicidade, não poucos decisões ad hoc. Nus embi gen ilmen e, mas ambém com desape cėjimo êia em no o minis o da cul u a Remigijaus Vilkaičio disposições: Taisyklinga lie u ių kalba u i mo i ação de ap endizagem da língua, 4) o alece os alunos con iança na Te minologija | 2008 | 15 9 3 domina em espaços públicos, ins i uições públicas, escolas (Vd 2008 48 20). Se á esė a? Visuomenės san ykiai su kalba – labai pla i ema. P adė i bū ų galima de uma sín ese: Tap esul am sa o iškos ži klės: kalbininkai cada ez mais esc e em sob e a cul u a lingüís ica, cada ez mais o necem conselhos, e sociedade cada ez menos u iliza ais conselhos (Pi očkinas 20042: 9 7). Es a compan ybê necessá ia nãoezo p ecisamen o assun o susisluoksnia ês e não assim, como de e ia. Dalis kalbininkų ašo só eo ias (gana kompiliacines), sem quaisque conselhos, abalha só com b ancas pi š inai ėmis, conc e iais aisymais p š elės nesi epa. Pla esnė isuomenė conselhos mais ecebe não di e amen e de kalbininkų a igos de a igos em Kalbos kul ū oje, Te minologijoje, Gim ojoje kalboje, Gim ajame žodyje, e po in e pininkus Dic ionynus, žinynus, kalbos pa a imų knygas knygeles. Mui o aqui se iam impo an es e medianinkaujan es pessoas au o allidades de linguagem manequi ado es, li os, mídia, minis é ios e kalbinį incapacidade e a é mesmo k . edak o iai. Tačiau su siaubu eikia kons a uo i i jų nepakankamumą, i disquali icaçãosi, ablaidumu, e be eisiškumu. E sem es a impo an es in e mediá ias g andies expudina abejingąją maio ia da sociedade (Pi očkinas 20042: 9 7) isso só sonho com os olhos abe os... Tem ce os in e mediá ios são e abalhado es da língua li uãs em B uxelas. A Chancelia ía do Seimo é o ganizou con e ência Li uânia língua no espaço da União Eu opeia (U nėžiū ė 2008: 12 2024). No en an o, daquele lado sklindan ys ozes, que assim língua Li uânia įgaça possibilidades e ab ia às mudanças (Mo kus 2008: 78 347), po que eles linguagem e sis ema de e mos o m u o j a (Mo kus 2008: 78 348, 349), causa e quan o inquie ação. Sociedade, mais p ecisamen e comun iné dos consumido es da língua ou daqueles que êm ais se , linguibis sąmoningidade e isso baseada a i idade insu icien es. O mui o nege o a i idade e a é ag essi idade. Mas acima de udo de e ia lemb a -se nãož e š amas Jono Basana ičiaus Auš os 1883 d. P iekalbos pala as: <...>: Li uânia pamaxeliu nyks a, nes nyks a jos kalba (Basana ičius 1970: 695). E não di íamos que ago a já nem pouco não desapa eça. E não de e iam esquece Jono Aiscio. In en i elmen e de endendo-se po seu slapi gio Kossu, mas šiu kščiai puldinėjęs e zagauliojęs odos kalbininkus, adul os anos con essando: sa o idiomas bem nemoku (Ais is 1991: 310), po im dixo e didžią, mas baisią eisybę: Lie u cabeças nesuka d iskais: gim ąja kalba i his o ia seu pau os (Ais is 1991: 457). O apenas ima i i, isso não um p i aço baisios nesąmonių. Le ūdiškamen e isso é ei o, quando po ás das es á de aco do s a usą u in ys 9 Jonas Klima ičius | Li uânia ala e sociedade:... se só in eligen es Vaka ai mais conhecida como Pidgin English (supap as in a inglês, slengas). Inglesas, okieças e po ugalas línguas elemen os nela se susmixšê com 720 comple amen e di e en es ilha de habi an es locais us ojamų línguas. Com base na li e e oliução des a língua, não eguluida das eg as g ama icais acadêmicas, <...> (Tok pisin 2003: 37 52). Lais ojo pidžino liaupsė a si p iekaiš as kalbininkų a žomai lie u ių kalbai bons olos nemokšys ė, ano V. Bielinskio. Quem, que e udi i o olha mais undo: <...> li o no amen e aukiasi, ala sku s a. Mesmo b i ânicos com g andeulê adição queixam-se de que sua língua de imp ensa aze-se semp e sku desnė. Ousio maio i ajo bul a ino diá io […]The Sun em įsi edęs a é uma especial p og ama compu ado ina, que cuida, que ex o não osse po longos, con endo oi oonias aides pala as. Se deles mui o mui os, e mui o pouco qua o le as de pala as, o compu ado au oma icamen e de ol e ex o ao au o (Gadeikis 2005: 6 4). Às ezes de ka čios pa i ias consegue mesmos a sik ošė i: Su ispanais sob e abalho, explica a homens, nós susišnekame puikiai. Ja gão do cinema in e nacional, pala a uma, pala a ou a ala... No en an o quando <...> bandom <...> se con e sbê pa a sob e ida s op, nada nebeišeina. <...> (Vd 2005 3 57). Os mais jo ens empo p o incialus naujalie u ius já há mui o empo enho desc i o os seus nepasaky ais, mas de oda a sua puikybės a si sklindančiais pala as an es de nós oi anas, na, neben qual G eimas, mas só não Jablonskis. O ganizado pelo Esc i ó io de In o mação do Pa lamen o Eu opeu, no concu so de esc i a de jo nalis as u u os, mas já inician es, p incipalmen e in e essou o ema Daugiakalbys ė EU: possibilidade ou obs áclis? (Vd 2008 48 46). Tegu, embo a al e na i as o mulouo ê e ças possibilidades a si não deixe. Mas quem p ecisa de qualidade jou nalou besiskelbiančiam, embo a já smunkančiam, publiniui skelb i aikiškas ge os willos nemokšys es, np.: <...> ale ia en ende , que de ou os idiomas pe im ų e p ijaukin ų pala as usu uição nossa nação. Be il iška es o ça -se os subs i ui po Li u iška naujada ais, que mui as ezes soam simplesmen e absu damen e (Vd 2008 48 47). No en an o, a mesma e is a co e amen e ala que mesmo pa a os mais gabes os e mesmo poliglo os sunk kėlėumų lie u ių kalba e conc e amen e ne ykęs a p au inių žodžių a ojimas (Lau inėnai ė 2008: 15 49, 50). Não é po que o p es ižas da língua li uãs é pequeno e ainda jun o com a nacionalidade, pa io ismo é men idado? O já kalbininkai às ezes alžy e alžomi. Aqui a jo nalis a Rena a Bal ušai y ė pasimėgaudama iečia, como Vy au as Pe ke ičius seu kodėlčiuką aiškino p eessagų especialis as e como lie u ių mo ologijos žyniai nea laikę (Vd 2008 51 52). D. C ys allo en ão pensa nada p ecisa, exemplo: Tok pisin o icial de Papua G ineias língua, Te minologija | 2008 | 15 9 5 li os Kalbos mi is e imas Daliai Zabielai ei não le an nenhuma conexões com línguas li uanas nykimu ou niokojimu, mas só pik ą sup iešinimą: iš ys pla esnį p oblema linguagem campo a do que aquele, pa a o qual echa es eu as kalbininkų mokymo pu izmas (NŽA 2005 10 502). Noujo židinio-Aidų alžomoji kalbininkų c í ica nykiuose Tomo Daugi do a igos em neapsakomai keis ai eo izuojama. P adeda ligominiamen e: O que pa a nós hoje é li uãos língua: lie u iškos apa ybės sandas, um ins umen ų, ajudando a keisis min imis e in o mação [,] ou manei a con ola a min į i aišką? (Daugi das 2004: 11 535). Mais adian e sob e iden idade sandą não ala nem pala a, conside á el ala sob e jo em elação com mundo e ou o homem e amen a, in o mação de p es ação e ecepção ins umen o (Daugi das 2004: 11 535, 536). E oda pa osas a igo con a não sabe de quem e como en ada cons ui es á ua da língua li uânica; con a o a o de kalbininkų ne a c ia -se língua caip e dade's bu einė e mundo esmės aiška, embo a pasaulis seja a ioso, a iamen e sensa o ou sem sen ido; apenas con a kalbininkų ce ose assi andan e do idioma li uano pu eza e au en iškumas, con a į ai ia mais in en i as no mas, con a kalbininkų, que p e enduoja o na -se igiei os do idioma cá ce e, no qual se á enca ce ada mode na Li uaniė isuomenė, po que após so ie mečio dingo odas ameaças ex e nas à língua, e ago a... de kalbininkų lie u ių kalbai g esia p ossigimismo, e aos li uanos des ino beado (Daugi das 2004: 11 535536). Pa eça, lei as qual o p iekab de, mas nea sagão a pliu palá, e não eligões, cul u a e sociedade mon h aš į nem elemen a es cul u as, nem k is ioniškos a imo meilės... Buiu aus, quando aos ling inikos Li u iški pik a olia p ime ami já comple amen e conc e ūs nebū i assun os, ej.: mēģino p oibus i užsieni i mų zene iškų p ekklus (Daugi das 2004: 11 536). O au o peikia a sei co espondemis e alo es c iados kalbininkų (?!), mas exemplo anecdo iškai įžeidus: Kažkodėl e hoje nós pedagogo não chamamos al p ecisliu e g aziu [?! J. K.] suge il uojuo Li u išku a i ikmeniu aikžiedys, e dade quan o emenančiu aikžudį (Daugi das 2004: 11 535). Quem o e eceu e ou cada p oponen e já o binis a? ! Jonas Va nauskas pe gun ou di e amen e Tem choque da língua na i a? (NŽA 2005: 34 140141) e se aqui co igomas išmal as b omininkų kelias (Va nauskas 2005: 34 140) be kon olės, be kalėjimo, só edan is į iš au ėjimą. No en an o Tomas Daugi das nãoms a no amen e esc e e, o que aze pa a que a pala a osse adequada e pa anki ins umen o (Daugi das 2008: 12 8). Au ó io nykiai sump o ia sob e compu ado ina pelê, que não g uzija de cabos, e desdeo e emena 9 Jonas Klima ičius | Li uânia ala e sociedade:... e dadei a, em ezuo não sabe quemeno suge ido os a ês subs i u os odmen o e c uklis, e não sabe quais os kalbininkų suge ido a sk ei ininką ao in és de um po á il compu ado io, e que kalbininkų [ku ių gi?! J. K.] suge ido ielb aukys mui o mais pasaky ų <...> do que oleibusas (Daugi das 2008: 12 8). Rašė e išsi ašė, ago a ašo de kepu ės... E semp e aidenasi s abai isso de línguas, isso de pa io ismo (Daugi das 2005: 34 121122). Raço, aço e p i eikia de kalbininko aza o baubá. jo nalis a R. Bal ušai y ė assumi medianinkau i su ašo s e eo ipus 1) a ameaça à língua li uânica ago a é maio do que So ie mečiu, 2) a língua da ko ju en ude, ja gão, 3) o linguis a baubas (Bal ušai y ė 2004: 46), sussidina kul ū ologą (i jo nalis a), esc i o a (i eisininką), e opõe-se a duas kalbininkes, pa a que esses es e eó ipos ossem negados, pa a que os p imei os os acusassem de culbininkas, e não os g, só a segunda não, não i, al ez a an iga pupkininkė, mas en ão Bal ušaė 2004: 46 Liūdnas imagem de odos: a um nada, nada, só p ecisa de acessibilidade de cidades e ja gão, a ele ma ke ing, e não ma ke ing, a ela ma ke ado es ele mesmo unciona ia... g ama icais e os (Sa ukynas 2004: 7:47, 48), ou o, eadão uskinos, como a qual g ande especialis a p essinho semp e pa ece que is is mui o menos emia es animodzes, 47, do necessi ado de uma agédia, cada ez mais a Zi a a mão 47 en en é en endido que é p imei o de odos um meio de comunicação e que enge já ala a língua li uana, canha pa a lei e, […], canona, 2. indas jibalui. E só uma kalbininkė į e pia: Visuomenės nebedomina p ocesso de c iação de língua, kalba nežodinga e po que, que a ju en ude neskai o, isada con con i a ia àqueles que dizem que a língua li hu ia não adap ada ao mundo con empo âneo, ela já possi elima susišnekė i, a sua língua podemos nume a só nós mesmos e ninguém ou o (Vaišnienė 2004: 46, 7 48). En ão já ela al ez baubelis?.. lemb emês, qual ela jud i, ik i ( a pely ė šmukš po šluo a). Aqui ele lemb a e Te minologija | 2008 | 15 103 baliza ion is w ong no only because o i s one-sidedness, bu also because o he mo e impo an and speci ic ac o s a e o go en o hushed up and hey a e and we e abundan . On he o he side o he i on cu ain he ugly phenomena o he 20 h cen u y we e lou ishing, di ec ly impac ing upon as well as causing a nega i e backg ound o he unc ioning o language in gene al and small languages in pa icula . Esses enômenos incluem consume and mass socie y, disposable ci iliza ion, ma ke ing, ad e ising, agi a ion, mass media and especially comme cialisa ion o ele ision, mass cul u e, h ee minu e cul u e, ashion, c ea ion o s a s, Ame icaniza ion o cul u e (pop music, Hollywood ilms, wes e ns, TV se ials, soap ope as,...). In gene al e ms a common denomina o o hese phenomena is hei endency o make a man and a li e p imi i e, speci ically he c ea ion o a wooden language. Es es enômenos, o emen e a acados po so ié ica an i-ame icana p opaganda and o some ex en e alua ed in Li huanian philosophical discou se a e he all o he i on cu ain swep in o Li huania, o he wea y spi i o which e e y hing coming om he Wes seemed o be good. A he same ime i y yea old u hs abou ou own li e in he e il empi e new language, hough police, double hink, ensla emen o he mind - eached us om he Wes as well. These u hs eached us, bu did no ha e he igh impac on us. Toge he wi h such hings as he disin eg a ion o he e il empi e, es o a ion o he independence o Li huania, s a us o he Li huanian language as a s a e language, na ional ebi h, democ a isa ion o he socie y and he c ea ion o a ci il socie y, Eu opean and ansa lan ic in eg a ion o Li huania, came uno icial Angliza ion, compu e iza ion and in e ne iza ion which a e now e y speci ic ac o s, he impo ance o which o na ional iden i y and sel awa eness, cul u e and language has been conside able o wen y yea s and will emain c ucial and epochal o a long ime. E e y language is e hnic o na ional na i e. Ou na i e language Li huanian o a ew cen u ies unde he condi ions o con inuous subo dina e bilingualism had e y many con ac s wi h he Polish language he whole a ea o he Li huanian language was looded wi h i . Only a ew consequences ha e been elimina ed, and al hough con ac s wi h Polish ha e o some ime been almos b oken, he majo i y o losses a e, like loss o na ional e i o y, i e e sible. Fo wo cen u ies a simila des uc i e wo k in he Li huanian language a ea was done by he Russian language. Now a new e a o con ac s wi h he English language has a i ed e i o y is no being los , bu a pa o he Li huanian language speake s a e. The e o e i is use ul o ge acquain ed wi h hese impe ial, colonial as well as in e na ional languages (and linguae ancae) om inside how hey a e pe cei ed and judged by Russians and English hemsel es. I is impo an o emembe ha he essence o linguae ancae is only he pe o mance o he communica i e unc ion. This is no enough o he na ional language o li e and su i e i could cause dea h. The Li huanian language has a dead sis e he P ussian language. A a ea o he Li huanian language has c umbled away in he wes and in he sou heas and i is no e en con inuous wi hin he s a e bo de s. Speake s o a big language can ha e a heo e ical discussion i he language is o is no an obliga o y elemen o na ionali y and s a ehood. A Li huanian can speak he e only abou lucky o unlucky ( o himsel !) excep ions. Only he old almos uni e sal o de p o ides gua an ees: only a na ional s a e language is sa e o : a s a e is i s own language. Al hough he wo ld is 104 Jonas Klima ičius | Lie u ių kalba i isuomenė:... bilingual (mos ly in ha communica i e subo dina ion, hus some dange s. o be nei he he only, no he main one. Simas Ka aliūnas sepa a es he e hnic unc ion as well. Va ious jou nalis s, specialis s o cul u e and o he In he heo y o Li huanian linguis ics, he communica i e unc ion is conside ed p o incials o he ime (a an nous, le Déluge) a e alking only abou he means o communica ion, demanding un es ic ed de elopmen o he language, decla ing an icodi ica ion a i udes, igh s and alidi y o ja gon and simila good willed igno ance and demonising linguis s. Eles de o am alguns linguis as because o he lack o solida i y and cul u e o he la e . Li huanian linguis s da e o challenge an i-cul u al globaliza ion and some imes win. The o ce o e minologis s is small, bu hey publish he scien i ic (in e na ional om he 13 h issue) magazine Te minologija (Te minology). The p inciple o s a e p o ec ion o he Li huanian language is being implemen ed al hough no consis en ly. Recebida 2008-12-15 Jonas Klima ičius Ins i u o das línguas Lie u ių P. Vileišio g. 5, LT-10308 Vilnius E. paço: e minolo[email p o ec ed] unc ion), bilingualism is a cha ac e is ic no o big, bu o small languages and i implies