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Leksiniai Šaltinių šnektos savitumai

Elena Grinaveckienė

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LITUANA QUESTÕES DE LINGUÍSTICA XXXI (1994) QUESTÕES DE NORMALIZAÇÃO DA LÍNGUA ELENA GRINAVECKIENĖ PARTICULARIDADES LEXICAIS DO DIALETO DE ŠALTINIAI O dialeto de Šaltiniai, localizado no distrito de Šalčininkai, nas proximidades de Dieveniškės, sendo de transição ir entre os dzukos orientais e ocidentais (Lipsk., Vidug., é o 187), mais periférico (ao longo da periferia oriental da aldeia passa a fronteira estatal entre a Lituânia e a Bielorrússia) A margem das variedades linguísticas lituanas de Dieveniškės, que no ir passado constituía uma už unidade bastante coesa e se estendia relativamente para longe dos limites atuais da república į Bielorrússia, uma parte (Gauč., Vidug., 38—39 etc., etc. 48—49 ; Kviklys, 264—270). Ji é circundada por uma variedade linguística local bielorrussa, ta isolada territorialmente das demais variedades linguísticas da língua ir lituana, bem como da variedades linguísticas lituanas da margem de Dieveniškės (de acordo com os dados das nossas pesquisas, iš 21 arredores de Dieveniškės. apenas rural 9 — Em Šaltiniai, Mačiūčiai, Kaziūliai, Žižmosė, Versekojė, Senuosiuose Miežionysė, Skraičionys, Dvariškės e Dievėniškės, — é possível encontrar antigos habitantes locais que falam lituano). Assim, os representantes do falar de Šaltiniai caracterizam-se pelo uso ir alternado dos falares lituano e bielorrusso. Iš por um lado, o falar estudado é uma área reservada de arcaísmos da língua lituana; por outro, uma zona de iš fenômenos — inovadores da ir semântica lexical secundária e de elementos adstráticos, bem como uma área típica de fenômenos de contaminação. Devido à sua situação particular, nos últimos anos o território tem despertado um ši interesse especialmente grande não apenas de especialistas em língua e pesquisadores ne da cultura espiritual e material — folcloristas, etnógrafos, ir arquitetos —, mas também de culturólogos, — sociólogos etc., que, sem trégua, estudam de ir várias maneiras uma ir região única de be uma mesma cultura étnica. Ao constatar a šį complexa situação ir linguística desta região, é sobretudo importante salientar que o falar lituano local, sendo usado num coletivo linguístico fechado (os membros da família da aldeia de Šaltiniai falam entre si em lituano), é uma língua não oficial, da chancelaria, da (7 iš 13 ne ir ne administração (aqui não há escolas lituanas, pois não há crianças em idade escolar), e a língua cotidiana e doméstica das pessoas. Nela, ultimamente, manifesta-se claramente a coexistência de si dois sistemas semióticos: os habitantes locais de língua lituana usam alternadamente, na vida quotidiana, o dialeto bielorrusso. Desse modo, ambos os sistemas linguísticos, o ir lituano e o bielorrusso, são ouvidos lado a lado pelas pessoas desde a mais tenra idade e por elas bem — dominados. ir — ir Atuando constantemente um sobre o outro (em geral, de forma mais espontânea, mas para o declínio da língua lituana contribuiu em grande medida a política czarista das ir nacionalidades), eles desenvolveram um bilinguismo lituano-bielorrusso — completo, que ultimamente já se está a tornar um sistema unilateral: o — sistema da língua lituana aproxima-se progressivamente do sistema da língua bielorrussa. Assim, o dialeto lituano local, que no passado era sobretudo doador (cf. no dialeto bielorrusso rural, ainda hoje usados vivamente, antigos iš 8. Questões de linguística lituana, XXXI lituanismos 113 recebidos dela: berléuka® ‘béralas’, brunduūl" "branduolys", brinkta ‘branktas’, dil’ka “poeira, palha’, gil’ ‘aguilhão’, grabiazdzic’ ‘pentear com um ancinho’, gūlta "leito", gusta ‘guzta’, gungli ‘gungliai, prilipę ir sudžiūvę ant karvės Sony méslai’, kérsa kere’, krumpli “krumpliar’, kriusnia ‘krusnis’, paliouki ‘paliaukés, tokia parSiuky liga’, mencid "mentė, pustykle’, pliusnia ‘pleiskanos’, punddk ‘pundokas, buoZgalvis’, sldsty "spąstai", scimbūr “stimbiras’, vinkšny "vinkšnos, rogiy pavažų dalis’, Zdgary ‘Zagarai, raZai, karklai pynimui’ ir daugybė kitų), dabar tampa vien éméja, jos asimiliacijos procesas ir vos nesiekia apogėjaus. Šio kaimo lietuvių šnekta jau beveik netekusi savo gynybinio barjero, veržiasi jos sistemą griaunantys ir į ją baltarusių kalbos struktūriniai elementai, tokie kaip žvirblis maZdsnis vdrno:s "Žvirblis mažesnis varną", dzi.rba pasvėjemu už “daro savaip', kas man' dachodzic’ "kas man rūpi', rūki:mas man privička "rūkyti aš jprates’ kt. ; ir em outras palavras, forma-se na fala uma espécie de sua variante periférica. O uso paralelo das falas aqui mencionadas na mesma esfera linguística e na mesma situação é um fenômeno tão habitual e estabelecido que, tanto ir quanto observámos, não exige do falante quaisquer ir esforços intelectuais ou psicológicos. iš ar Isso depende sobretudo, em nossa opinião, do facto de toda a comunidade linguística local, tanto desta aldeia como das áreas vizinhas, ir permanecer mais ou menos homogénea — de uma só e mesma cultura espiritual e material (mencione-se a construção de casas, os padrões dos tecidos e a preparação de alimentos, tal como em outros lugares ir do Sul ir do Leste da Lituânia), viver uma vida igualmente, pode dizer-se, fechada, manter os mesmos costumes, ser bastante conservadora, enquanto a fala bielorrussa aqui utilizada, tal como o lituano, é apenas a língua doméstica, não prestigiada. Segundo o testemunho das pessoas, os bielorrussos (assim são aqui chamados os bielorruss- — os locais) são os mesmos lituanos simplórios, apenas já tendo esquecido a língua dos seus antepassados, incapazes de falar lituano? Ainda assim, é necessário reconhecer que a fala bielorrussa é usada aqui com mais frequência na vida quotidiana, pois os habitantes locais bielorrussos afirmam não saber lituano, e i o lugar do acento nos exemplos bielorrussos é indicado pelo sinal de acento agudo. Os exemplos dialetais lituanos são apresentados no artigo em transcrição fonética simplificada. Nela não se indica: a) o matiz 0 do primeiro componente que o ditongo au de entoação descendente possui; b) a monoftongação incompleta dos ditongos ie, uo (quando o segundo componente está enfraquecido, sendo pronunciado de forma indistinta. Nesse caso, são indicados como i:, w: longos); c) a duração dos componentes separados das vogais longas, dos ditongos e dos grupos de sons com vogais ou consoantes tónicas. Esta é geralmente indicada pelo sinal da sua entoação. Constitui exceção a indicação, por meio de um ponto à direita e abaixo da letra, do primeiro componente dos grupos de sons com vogais ou consoantes i, 4-+/, m, n, r e ui de entoação ascendente, que ao nosso ouvido parecem ter-se alongado até à duração média (cf. LKT, 256, 258). A duração das vogais longas átonas é indicada por dois-pontos à direita da letra, e a duração média das vogais — no mesmo lugar, por um ponto abaixo; d) a pronúncia palatalizada regular da consoante n antes de g, k; e) a dureza das consoantes antes de 2; (substitui o i, e do padrão), e (substitui o ė do padrão), » (substitui o e breve do padrão), bem como a ligeira dureza do r antes de i. A palatalização das consoantes (também nos exemplos bielorrussos) é indicada por um sinal de palatalização (vírgula) no alto, à direita da sua letra. A palatalização de grupos consonantais, quando não foi possível determiná-- la com precisão, não é indicada (exceto nos /ir e pj palatalizados). Os demais aspectos da transcrição, como em LKT, 10—14. 2 Tendo em mente este significado realmente vivo da palavra lituana gūdas nos lábios dos habitantes daquela região (em nossa opinião, há fundamento para reconhecê-lo como o verdadeiro, cf. lituano gudéti "começar a falar em outro dialeto' —LKŽ 3 693), dificilmente se pode justificar a tendência de chamar todos os bielorrussos de gudas, e a sua república de Gudija. 114 ela também não é estranha aos lituanos. Assim, tendo-se tornado pouco a pouco já uma minoria, os lituanos continuam a adaptar-se à situação, habituaram-se facilmente a falar bem bielorrusso, a não mais se constrangerem com essa língua; a apropriar-se dela. Como mencionado, mesmo falando lituano, eles utilizavam facilmente as características estruturais do dialeto bielorrusso e, pouco a pouco, aceleravam eles próprios o processo de sua assimilação. Esse processo, entre outras coisas, é iš também sustentado e ativado pelo desvanecimento bastante evidente do sentimento de consciência nacional de alguns lituanos mais jovens. Além do dialeto bielorrusso, a língua eclesiástica desta região — a língua polonesa — também não é estranha aos lituanos locais. Nela são rezadas as orações (observou-se que também lituanos mais progressistas e de idade avançada rezam em polonês), fazem-se confissões e o sinal da cruz. Contudo, no uso cotidiano, ela não é habitual. Um lituano ou bielorrusso, ao ser solicitado a falar polonês, depois de dizer algumas frases nessa língua, imediatamente começa a contar algo em bielorrusso. A língua intermediária desta região é o russo. Ja As pessoas locais são abordadas por diversos funcionários do governo, geralmente vindos de outros iš lugares, porém observou-se que a pessoa interpelada em russo quase sempre responde em bielorrusso. Contatos à distância (das línguas polonesa e russa) é pequena a influência sobre o dialeto. Apesar da complexa situação linguística desta região e da ir influência bastante ativa das línguas assimiladoras, o dialeto lituano de Šaltiniai continua até aos nossos dias lituano, expressivo, vivo e peculiar. Iš 1990 m. das palavras deste dialeto que registrámos 2000 durante a expedição 74 9; são genuinamente lituanas, 18,5 95 — empréstimos (sobretudo do iš bielorrusso), 7,5 9h — decalques semânticos (a maioria deles são verbos; geralmente também são de origem bielorrussa). Consideramos que as percentagens apresentadas refletem aproximadamente o estado de todo o léxico do dialeto de Šaltiniai. São abundantes os pequenos topónimos lituanos desta aldeia —bažnic'avietė: "Bažnyčiavietė', dzirvėle:s "Dirvelės", gérviskis "Gerviškis', kraščinis laūkas "Kraštinis laukas*, kūdra "Kūdra", lapėl'u: kalnas „Lapelių kalnas’, margelukai ‘Margelukai’, pul’kino : kalnas „Pulkino kalnas’, sédzimo:s ‘Sédimosios’, suntakis ‘Santakis’ e muitos outros mostram claramente que Šaltiniai e todos os seus arredores, com todas as suas origens, são uma região lituana. É importante ainda que as ir formas lituanas desses topônimos sejam frequentemente bem conhecidas e vivamente usadas pelos bielorrussos locais, mesmo sem terem sido eslavizadas. ir Particularmente digno de atenção é a antiga camada lexical do dialeto, sobretudo aquela que até agora não foi registada por escrito em outros dos nossos dialetos e que aqui é ar puramente própria. ar Tą A camada é constituída principalmente por arcaísmos lexicais, palavras que complementam o sistema lexical da nossa língua com novos significados, ampliam a área de uso das palavras, transferem uma ou outra lexema dos antigos escritos para o uso į vivo, e por inovações. a. Iš de formas lituanas presentes no dialeto, não registadas por escrito ar em outros dialetos da língua lituana (de raiz lituana) devem ser mencionadas as | palavras: apinastré (1) “apinasris- ’: drkl’o: nauja apinastré: ažmduta || biksderiti, -na, -éjo ‘dar um estalido’: bitė ir bigzderna || nuveina (1) brazdZianka hibr. "pudim de iš batatas raladas’: brazdzdnku: képam piiodi blékoj ar || CiurStuma (3%) ‘borra, sedimento- ': g'urds (= giros) cik &urstuma liki. || A palavra, sem dúvida, deriva de čiušštas<-čirštas<-tirštas. iš Jo da raiz iu po čsão da mesma origem Em 115 que šul'ma ‘Siluma’, ž'uburis "Žiburys" e semelhantes de outras nossas falas; cf. e ainda Zink., 67—68. gelčius (2) "delčia': gel’¢’un skersc’ gerei; jau gel'č"us —kap pjautuvas ligdo:si ménas| Por via fonética (de d-->g-), a palavra surgiu de delčius "delčia'. Não conseguimos registrar atualmente a mudança regular d->g na fala de Šaltiniai, embora ela seja mencionada por pesquisadores nas falas vizinhas (Lipsk., Vidug., 190). geltonka (4) híbr. "geltligė': ma ji.nkstai nesveiki nog geltonkės|| gémd|yti, -o, -é ‘gimdyti’: atėj laikas gémdzi:c’ ir gémdo: vaikūs|| O alternante de raiz -em-(gémdyti) é provavelmente mais antigo que -im-(gimdyti) das outras falas. Isso, possivelmente, também poderia ser confirmado pelo gémstanciai (—~gémsta) ‘gimstančiai’ aqui atestado (Lipsk., Vidug., 210). giura (4) ‘gira; raugienė’: ažgėr'au šaltės g'urds ir dūr'a kr'u:cinėn; ruginė: g'ura būvo: pi.rmas gė:rimas, val'gėm g'urds, ažgėrc' dūvė:|| A presença do u anteriorizado da raiz em lugar de i provavelmente é da mesma origem que no vocábulo dialetal čiurštuma. kepsné A kraują kepsnė "valgis iš šviežio kepto kraujo’: kūsni: kviecin'u: mi.ltu:| taukii, kraiijo: ir kepi in skarvadės —ir kraujū kepsné —gardū svi* dūonu)| kokigjdien "kada’: ko:k'uūojdzien ūnas būvo: atėji.|| Trata-se da forma instrumental singular do pronome interrogativo composto įvardžiuotinis e do pronome relativo, adverbializada. Deve ser destacada conjuntamente também a formação destes advérbios pronominais, desconhecida em outras partes da Lituânia (há mais exemplos dela no dialeto, ver abaixo), bem como o seu uso e significado. Neste caso, como se vê pela frase, a forma įvardžiuotinė não tem significado įvardžiuotinis. Isso, em nossa opinião, é um advérbio relicto que, entre outras coisas, testemunha as consequências do desaparecimento das formas įvardžiuotinės neste dialeto. krimsliūkas (kremsliūkas- ?) (2) “ponta cartilaginosa da cauda’: kdrvė: gera, kap vuodegės krims ūkas temp'a žam'au kėl'u:|| cf. krimslys, kremslė "cartilagem". kušičtyna (1) ‘com as pernas cobertas de pelos (geralmente sobre galinhas)': akšiš tu kušlėcina|| A palavra é parente de kūšlas "coberto de ir pelos", tem o sufixo depreciativo -yna (cf. LKG 1 403), o encurtamento átono do sufixo -ys é irregular. Casos semelhantes ocorrem também em maior número no dialeto, por exemplo, ricikščis—>rytykštis "matutino", ausisa "nos ouvidos", s 'užtilkėle:— sožilkėlė (cf. ainda čiurštuma) “pequeno tanque’ e outros. Os bielorrussos locais também tomaram Kuslétyng emprestado. lalautojas (1) “participante da celebração da Páscoa’: lalduto:jai gieda per velikas giesmi: vasolinu: linksdziena|| ma Derivado (pelo menos jo o sufixo) provavelmente mais recente, cf. ir outro derivado desse sufixo, ainda completamente novo aqui (1) ‘cantor’: todos estes — homens procuram o cantor: devem cantar| manter-se, -se, -se “balançar- -se’: é preciso que te mantenhas balançando ir So:kinétu: lo:pseis|| pequena (1) 1. ‘pequena’: quando a batata é estreita, ir costuma o: ser grande, e também pequena; 2. "a pequena": as ir batatas são pequenas e grandes; 3. "a fina": intestino fino separado. veic’am|| Be deste derivado, temos ainda dois: enorme (1) ‘storoji’: ndg Zarni dzidz’ il’ ku: reik’a taukai apriiike’ storiWka ; (1) “storulé’: iš puš'ū sto:ri.lku: daro: pirci palo:tas, kad galét sto:véc’; ūtė:le:s sto:ri.l’ko:s kap drké:s; ddzina gy- (= 8 Preposições flexionadas (e prefixos) azu(-), su(-) a vogal, provavelmu ente devido à influência eslava, transformou-se regularmente em sr. 116 vate) sto:ril’ka pazdaro:, paspuc'a, kap inldidzi ariélkon|| São derivados raros de dois sufixos diminutivos-- afetivos, que possuem dois significados morfológicos: o distintivo- — -enfático ir pronominal (cf. LKG 1 582—583). Os adjetivos são valiosos porque expressam substitutos de adjetivos pronominais que não são mencionados em nenhum outro lugar nas falas do Leste da Lituânia, em processo de ar desaparecimento ou já desaparecidos. A segunda sufixação é jų provavelmen- — te um empréstimo iš eslavo. híbrido de padabarykščia. "como agora’: não sei como dizer padabarikšč'u- '; diz a mulher: padabarikšč'u, não há tempo para dar à luz; -o, "dar à luz': chegou a hora de dar à luz: aiitru:)| cf. -ė ir gėmdyti. pasauji ‘um punhado’: ela distribui o linho em punhados|| meridional |is, -ė (1) piety’: leite meridional|| No dialeto lituano vizinho ‘sobre Armoniškes tem o adjetivo bastante raro pietūmis "meridional" (LKZ 9 933). Sem dúvida, iš jo pietūmiškis é ir derivado. panesdiné [ti, -ja, -jo "levar para mais perto, levar consigo': ana paneždžinėja o linho para mais perto. až risalo:|| pérpa|Zinti, -žįsta, -Zino "avisar, compreender’: ana já pėrpažomo: ma kvarabu:|| plaskdinia (pleskdinia?) (1) ‘descamação’: duga dzidz'o:s plaskdin’o:s ir jau dz'istal A palavra é usada pelos ir bielorrussos locais. pliusnia (2) “caspa’: cai da iZ cabeça uma mecha|| uma pl única mecha|| cabeça cheia de mechas|| Cf. os seus cognatos pliūskė "caspa; algo achatado, plano’, plūskata 'escama', plūskatotas “Escamoso’, pluskotis "plūšotis' (LKŽ 10 283, 364, 366). Pliusnią é usado pelos ir bielorrussos locais. popusiau "pela metade': po:pus'du raspjov'au ir svied au —svipivi.|| pėviršu (poviršiu?) "pela superfície, de cima': daūk nėlajam to ūkmen'o: (= da pedrinha azul), cik poviršu)| priešė (1) "frente": vėž'o: vuodega ričc'as priesen| vėž'o: ūkes priešsj|| eik prieSen) priešžiėm "antes do inverno’: skragZduté:s priešžiėm kab bijo: Sal'c’o: ižbė:gdzinėja|| pumpliūkas (pampliūkas?) (2) “gatinho, flor do salgueiro': pumpl'ūkai pu:kuoci razdzinėjas in Zwlgii, tep kap bal'ei|| cf. pumpis "inchado', pumplys "gorducho", pumpolė "batata"; pampa" presunção, caroço", pampė ‘o que é gordo, enfunado', pampliūkas “panqueca de fermento’, pampti "inchar-se" (LK Ž 9 306, 308, 311, 312; 10 908, 909). pundyla (2) “pampleiro, gorducha (sobre uma sapa, rã)': sto:rūle: rupūže: pundzila) O sufixo do derivado -yla tem sentido depreciativo (LK G 1 333, 359), cf. os cognatos pundagalvis, pundėkas, puiidžius ‘cabeçudo’, pūndza *pampleiro, gorducho’, puiidzinti “andar (sobre um gorducho), pamplinti' (LKZ 10 913, 914, 915, 917). A palavra é usada pelos bielorrussos locais. į purkštimai (2) "diclofos pulverizado ou outros venenos': pacūkai nedvésta nog tu purkščimu:|| Este é um derivado novo de uma raiz verbal de significado específico. rušutys (32) "noz': duga rušucis|| rušut'ū kėkė:| brundulis| likstas) cf. rušutynas "nogal' (LKŽ 11 1032). saulagręžtė (1) "girassol': sdulagri:- $té:s padzigo: viso:s| gražai dugal sdulagritšt'u: galvo:s dzidiule:s)| 117 slidick |as, -4 (3?) ‘escorregadio’: kap išvėrdzi kazléku:| slidzickas pazdaro:| Na fala, usam-se mais derivados destes sufixos: ir baltick |as, -d (39) ‘branco’: kazlėkas balcickas kap aplupi|| mūžick |as, -a (3) ‘pequeno’: jū maZeicku: mo:ma paliko:|| siatirick|as, -a (39) ‘estreito’: kafklu: lapai jilgi, s'auricki)| stiprick|as, -a (3?) "duro, rígido’: jdunas makavjkas sciprickas| tykick'as, -a (3?) "silencioso, calmo’: cikickas to kis berndicis|| Isso não é diminutivo (cf. LKG 1 580), o de valor distintivo-enfático, puramente lituanos (bdltickas é considerado um híbrido — LKŽ 1 614?) derivados. Iš do formante jų feitos por alguém advérbios em -ai: tykickai "silenciosamente, iš calmamente, devagar- ": ci:kickai ir sūižar'a pautūs lizdaii so:dzina vištu:|| Zemickai "abaixo': skragždūtė:s in li:taiis Zamickai iZbé:gdzinéjal| sparna (4) ‘asa’: spafno:s ira pre buc’o:|| sulas |ti, -o, ‘fazer -¢ fluir’: ko!’ serlūšo: vdistus| sei3or: li] sulstis (1) 1. ‘suco’: ko:piistu: daūk sū.l'scies; 2. ‘stirymas’: bro:liené: sū.lsci: nog mé:sds pil’a darZai| susigamžd ma |yti, -o, “estar desdobrado’: -ė seizgamZdziji. o linho mantém-- se ainda reik'a ldukc’|| svirsnia (2): “alavanca': — svirsn’a ku: ldidz'asi šul'nin|| tąjdien ‘então’: ko:k’iojdzien ižgirsci varlas krak’anc’, tiojdzien reik'a cibul’as so:dzi.nc'|| Quanto à terminação do primeiro membro deste advérbio composto instrumental dialetal „cf. a desinência. nas falas, entre as raparigas, sobre o significado do advérbio, em algum dia. — tend, tĘnuo ‘lá’: ti:na kvičtku: daūk priso:dzini. e|| os filhos ainda tinham quatro crianças- || continuação (2) "ferida, abcesso’: ti:simas seissuka vidiūj ir prasmusa pul'ai | tūojkart ‘então’: como uma abelha entra.ū.- nda| imediatamente dói|| imediatamente Zdrno:s mais forte:s| como não damos à noite ésc’|| cobertura (1) “gravata (sobre o cogumelo)': in gribo: ko:tūko: uZvalkal| ir višč' ūkė:s| mus’omer’ai ir tūri uZvalku:|| vírus (3?) "legumes": ito:s žole:s daržusa pre viralū duga)| vírus este ano começou a chover, não choveu na primavera:|| vok lis, | iš -ė (1) “alemão': mar’cds mo:ma vokė: iš rūsnė:s| o: tėvas ar vokis| nenail Estas duas palavras são provavelmente o maior arcaísmo lexical do dialeto, de ir toda a língua lituana, já registado até agora. Até agora, era conhecida jų apenas a sua parente Vokia, Vokė “Alemanha’. É mencionada nos antigos escritos de J. Bretkūnas, M. Daukša e outros, bem como nos mais antigos —P. Ruigys, Chr. Dicionários de G. Milkė, G. H. F. Neselmano, Fr. Dicionários de Kuršaitis e outros. A língua prussiana foi investigada um pouco mais amplamente por K. Būga (RR 1 228, 515; 2 226—228). zūz|lyti, -ija, -ijo 1. "cantarolar': anas cik'ai tu: giesmditi: zuzlija; 2. “triturar’: reik'a grūdus miežvin' ūs zūzli:e'| vi.rsim|| Com os mesmos significados, a palavra também é conhecida pelos bielorrussos locais, e com o significado de ‘gemer’ é usada como empréstimo do lituano (CBM 3 349) também no dialeto bielorrusso vizinho da região de Ašmena (CBT 2 330). žilainė (2) "terra junto ao barro': žarlainė: tam lauki| o: kita —kumpas Zvilainé:- s|) Embora seja uma palavra lituana realmente sonora e de formação correta, trata-se provavelmente de um calque bielorrusso sivdk com o mesmo significado. 118 b. No dialeto também foram registradas algumas palavras que até agora são conhecidas de textos mais antigos e não tinham acento. A partir de agora, indico o lugar do acento e a entoação. Entre tais palavras, mencionem-se: išrūgės (1) "“išrūgos': išru:ges milédavom |o: kat $vieZ’o:s |tai ir pageri|| krak|ti, -ia, -ė ‘coaxar’: vafle:s 0: krak'a o: krūk'a|| pradėj vaile:5 krūke'|| dai ižgirsci varlas krakanc’- || smilginč (3?) “têmpora': kakton smilginė| o: kab dzvi —smilginé:- s|| raižiūkas (2) ‘cicatriz’: raižūkai in ragii rodz'a | kiek karvė: métu: | pi.rmas raižūkas tris métai | o: paskū| kiek raižūku: | ciek mčėtu:|| Raižas com este significado é conhecido até hoje apenas pelos escritos antigos (LKŽ 11 92). (su)|stipti, -stimpa, -stipo "(enrijar-se, congelar- ): jail taukai scimpa || pradėj taukai scipc’ apil'a šaltu vanden'u | kat taukai swiscipt || jaū taukai soiscipi. (cf. LKŽ 13 812). c. Os fatos do dialeto mostram que nele há uma quantidade considerável de palavras usadas também com significados diferentes dos de outras regiões da Lituânia, por exemplo: (ap)|svilti, -svela, -svilė ‘(ap)chamuscar’: K'aiile: svélam iš kil’o:|| svildami| raZo:dzinam | kad iSeidzitu: garai iš vidails|| ir blūškaz gerei apsvela| kap kūl'o: néra) kap k’aiilor: nūsvelam | plaunam)| O primário svilti é usado no dialeto, neste caso, com um significado causativo incomum para a nossa língua (cf. LKZ 14 353—354, 358—359). ažačia (39) "a outra extremidade’: kasos ažac'a sto:ra | kita pusis žiemos bus Salta) cf. LKŽ 1 533. ažuveik |ti, -ia, -ė "ganhar, auferir': pardavė: arkli: ir aZeiveiké: piūikezdešvimt rūbl'u:|| ver. fichário do LKŽ. dréplio |tis, -jasi, -josi "contorcer-se, retorcer-se’: atdsijo:s —kad nezdrė:pl'6t jieno:s §onuosnal| cf. LKZ 2 689—690. bakanélis híbr. (2) ‘gordo’: bakanéli: sūkam iš taukii) ko:pū'stuosna bakanél’- o: aidedzi | ko:kis kvapas| cf. LKZ 1 573. geluoné (3%) ‘ferrão’: bitéz geluoné ir odzino:s geluoné| bitė géluoni: pameta (= deixa, não o retira) e mor'a|| cf. LKZ 3 228. gudas (4) ‘um plebeu de origem não nobre, um bielorrusso local que não sabe lituano”: gudai itai mu:si žmones pras’cokai | lietūviškai nemoka koc’ ir gi:véna lietuvéj|| cf. LKZ 3 692. guld |ytis, -osi, -ési "estar espalhado’: stévu: jūosto:sna (= nas travessas) aZvarinéjam kli:nukus | kat s'ūlai lig’ai gul’dzitu:- si || cf. LKZ 3 707—708. gunglys (4) ‘feixe de estrume endurecido com palha’: gungl’ai tru:§ii pridz'uvi. kdrvei in šonu: || nulupinéjam vienus gungl’us | kici priskranta || cf. LKZ 3 732. ilguma (3%) ‘comprimento’: kiek ilgumos klino: | ciek reik’a stajoku: (= stulpų) || cf. LKZ 4 54. ingi k&tveria ‘| quatro partes’: ingi kétvera kerftam lūašom'- us || iSkaft ‘primeiro’: iskart kn'upsc’- u: svélam | o: pasku apverc’- am || cf. LKZ 4 194. jaunikis (2) “(lua nova’: jaunikin gerei séc’ so:dzi.nc' | cik kK'aiile.s skeFsé nésseka || kap jauniki: aZvisci | reik’a pasvéikine’ || cf. LKZ 4 308. jaunikllis, -ė (2) ‘noivo, noiva’: ito: jaunikle: maZeicka ščupla || ragi —jauniklis kap jauniklo: sika || cf. LKZ 4 309. 119 jūosta (1) ‘travessa do tear’: stdvuosna jūosto:s iš apac'ū dzvi ir iš virails kat | laikitu:si sto:civo:s sto:vét | lig'ai to:sa juosto:sa || kli:nikai ažvisyaro: plg, LKŽ || 4 424—426; LKA 1 110, 130—131, 140, žemėl. N=48, 64. ledin|is, -ė (2) "blizgantis (apie geležinę gyvatę)': ladzinė: odzina plo:nūtė: | bližga plg. || LKŽ 7 224. lieti, /éja, liejo "statyti pieninén’: iš dzviejū karv'u: anes ciek pieno: lūja, kiek més virmės plg. iš || LKZ 7 438—439. lyti, lija, lijo "derreter-se": audzimu: in li:taiis tiša | kat lit || O significado primário de MWti é aqui empregado para a nossa língua, neste caso, com um sentido causativo incomum. t limp |ūs, -i (4) "pegajoso': jūs labai limp'o:s | reik'a rasakinėč || cf. LKŽ 7 518. pakartuvai (1) "vigas do teto, ripas’: pakdrtuvai svirni maisamu || cf. LKZ 9 157. paliaukč (3?) ‘angina’: kat pakila pal’auké: | déda kiim Seilti || cf. LKZ 9 255— piliaukés (3°) ‘doença do pescoço dos leitões’: pas muis’us parSel’us palauké:s | guzai vezdzindjasi po: kaklū cf. 256. || LKZ 9 256. pavieni ‘um por um': po: du spirguc’- us ar pavieni mo:ma muma duodavo: | cf. LKZ 9 691. per|étis, -isi, -éjosi "ristis": jau greit vištėlai perésis | jau gi:Fdzis tuk tuk || plg. LKZ 9 821—822. pikt |as, -a (4) "išvirkščias': pikta audzimo: Salis graZésné: kab gera || plg. LKZ 9 pifstas (2) “siūlo Saka’: dzviéj 255—260. pirštu: s'ūlas plonickas || plg. LKZ 10 28—29. praščiūkas (2) 'nebajorų kilmės vietinis baltarusis’: prasc’dki: paé:meé: ir pats pazdare: prasc’ékas | lietuviškai nekalba ir nas | ir vaikai || prasc’dkai-mu:si žmones | cik kū lietiviskai nekalba || plg. LKZ 10 543—544. puliūkas (2) ‘passarinho, filhote de qualquer ave’: quando, em anos mais difíceis, o bacena põe filhotes | e quando, em anos melhores, —de pato e de ganso | de falcão e de perdiz como pintinhos | filhotes || cf. LKŽ 10, 879–880. pumputys (pamputys?) (4) "botão floral": colhi todos os botões das peônias | restou apenas um botão | não há mais muitos || nos botões estavam as peônias || cf. pamputys ‘inchaço, intumescimento’ LKŽ 9, 316, pumpūtis ‘alguma coisa macia e fofa’ LKŽ 10, 912–913. skrynélé (2) “caixa de nidificação (em Špokai)’: fazemos caixas de nidificação para os špokai e as amarramos às árvores || na caixa de nidificação já há filhotes de špokai quando nascem || cf. LKŽ 12, 1075. supykla (2) "passagem através de um brejo’: passamos por aquelas passagens através do brejo | tivemos medo | de que a vaca não afundasse || cf. LKŽ 14, 194. suvaikyti, -o, -ė "reter, conter’: não consigo conter as lágrimas || cf. Fichário do LKŽ. Snyp ti, -ia, -¢ 1. "Snioksti’: as chuvas Snip’a | tép lija || 2. “rosnar’: neik | Suva jau šnip'a | gali pu.l’é || cf. Fichário do LKZ. vOZ tis, -iasi, -ėsi "separar-se, dividir-se’: kap riebi K'aiile: | taukai nog Zarnii voZasi paci:s | o: kap ku:da peiliko: ir reik’a cf. || Fichário do LKZ. 120 žūgaras (32) 1. “ražas': iš šlūto:ž Zagaro: padūro: to:ki krukūci: ir jūj vėra skietan || šlūto:ž žagaru mažū.l'kas žarnas čiscija || 2. "svyruoklių medžių šaka': žerlgas laidz'a žūgarus ingi Zémi: || 3. ‘atzala’: gru:ša nušūloi. ldidz’a žūgarus iš apac'ū || 4. "karklas pynimui': kap plo:nėsnis žūgaras | cielū pina koswiku: | o: tėp perpūs || kap pini kiekvienas žūgaras reik'a imc’ trumpėsnis || plg. LKZ kartoteką. d. Užrašytoje gausioje medžiagoje yra nemaža senų žodžių, praplečiančių iki šiol žinomus jų ar jų reikšmių arealus, pvz.: aprič sti, -čia, -1¢ “apmesti’: apriet'au pink'as sinas audzimo: || plg. LKŽ 11 563. asla (2) "pečiaus padas': pėč'un sw ližėt šauna dūonu: in aslo:s || plg. LKZ 1 327. bližg |éti, -a, -ėjo "blizgėti': folhas brilhantes reluzem e cintilam || a geada brilha como gelo || cf. LKŽ 1 938. branktėlis (2) "botão de madeira’: tudo foi preso com botões de madeira || cf. LKZ 1 1003. galin |idotis, -iuojasi, -iavosi "lutar': as crianças lutam entre si || cf.: quando começaram a lutar, lutaram assim por muito tempo || cf. LKZ 3 69. ingirykštis (1) “curva sinuosa': a curva sinuosa é boa como uma forasteira || cf. LKZ 4 111. juostelčt|as, -a (1) “listrado': eu não sabia muito bem antes | mas este listrado já sei muito melhor || cf. LKZ 4 426. "„kultuvė (3?) "batedor de cabeças de linho’: o linho é malhado com batedores, estalando || cf. LKZ 6 kusl|as, -a (4) 'apželtkojis': kūšlas gaidzis 859—860. plūksnom apdugi. kéjo:s || plg. LKZ 6 laiikkena (1) "lenktas skustuvas Zievei’: lasikenu Ziévi: skuté: nog 994. médz'ago:s || plg. LKZ 7 128, 342. mendia (4) ‘pustyklé mediniu kotu’: galistuvas visas Zviro: | 0: menc’a —iš médz’ago:s | cik api.lta tuom žvi:rū | kur galistuvus daro: || plg. LKZ 8 7. mergėštė (2) 'anūkė': man’ padeda mergisté: | jau keturdlikei nuvéj || plg. LKZ milin|is, -ė (2) "vilnonis- ": mano: dūkrė:mu nercik’a milin'u: lo:pin'ū | o: mūma gerésn’u: nė:ra || plg. LKZ 8 192. 8 31. | pakuralas (3%?) ‘prakurai’: šakalai pakuralam || plg. LKŽ 9 218. pasidraibstyti, -o, -ė ‘nerimti, vartytis- ’: poru: odzinu mat’ail | pazdraipsti. gulėj || ddzina pazdraipsto: pazdraipsto: ir nusramina || plg. LKŽ 2 626. pupojys (3°) "puplaiškis’: pupo:jai ndėg apecito: || plg. LKŽ 10 941. rūklys (4) 'dūlis”: ru:klis kap pre" bit'ū eini || anas iš puvčs'o: verbės mėdz'ago:s || plg. LKŽ 11 928. spjaudulas (3*) ‘spjaudalas; į putas panašus skreplys ant žolės’: spjaudulai in žo:lčs būna | gal ti gėguže:š prispjaudo: || plg. LKŽ 13 460. stovėti, -i, -ėjo "gyventi- ’: ti sto:vėjom | 0: c'a pastūtėm pirk'u: || plg. LKZ 13 903. straublė (4) “arco-íris”: straublė a água: puxa | será li:taiis || straublė amarela azul-verde || cf. LKŽ 13 940; LKA 1 182, mapa 105. šėkai (4) “ciperáceas (provavelmente)': še:kai —é uma Zo:le | cortávamos para o cavalo | produz uma trança grossa | cresce em tufos na relva || cf. LKŽ 14 615, 121