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Titles of “Poems Timid and Barefoot”: on Jan Twardowski’s Vague Synecdochical Biblionyms

Serhiy Yermolenko

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136 Ac a Linguis ica Li huanica LXXII SERHIY YERMOLENKO Depa men o Gene al Linguis ics Ins i u o de Linguís ica O.O. Po ebnia Academia Nacional de Ciências da Uc ânia ipos de ex o (língua Fields o esea ch: semio ic aspec s o a ious discou se and co idiana, icção, poesia e p o é bios), es udo da o ma in e na em á ios ní eis de linguagem, es udo das in e elações en e a es u u a semió ica de á ios ipos de sinais linguís icos e pe spec i a epis emológica do discu so. Tí ulos de poemas TIMID E a pé descalço: TWARDOWSKIS VAGUE (em inglês) BIBLIÓNIMAS SINECDÓSICAS […]D o ių i basų eilė aščių[…] pa adinimai: apie Jano T a do skio neaiškius sinekdochinius biblionimus Ano ação O au o se concen a em alguns í ulos de poemas do au o polonês Jan Twa dowski (1915-2006), que ele chama de sinecdó icos (já que epe em uma pa e do ex o que nomeiam), em pa icula , aqueles que pa ecem não se in o ma i os, escolhidos alea o iamen e e a bi a iamen e, bem como agamen e, se o o caso, mo i ados pelo con eúdo do poema. Ele explica sua na u eza especí ica como de e minada po ca ac e ís icas semió icas de mo i ação p óp ias a eles como nomes de ex o poé ico, po um lado, e po seu papel como pa e in eg an e do ex o poé ico, po ou o: i ados de seu con ex o e colocados na posição p oeminen e do í ulo, ais agmen os de ex o não apenas designam o malmen e o ex o de aco do com o p incípio "pa s p o o o", mas ambém são ein e p e ados, adqui indo no o signi icado, bem como con e indo um sen ido adicional ao poema. A apa en e aguidade de ais í ulos a ua como um meio de aze o lei o p ocu a as in o mações que ac escen am ao ex o. Po causa de sua aguidade e absolu a modés ia es ilís ica, esses í ulos ep esen am aquelas ca ac e ís icas da poé ica de J. Twa dowski que e le em as i udes c is ãs da pob eza e a c ença no inc í el. S aipsniai A igos 137 e 137 Ti les o Poems Timid and Ba e oo : on Jan Twa dowski’s Vague Synecdochical Biblionyms Pala as-cha e: Jan Twa dowski, biblionym, ep esen ação de sinais, mo i ação, es u u a do ex o. ANOTACIJA (em inglês) S aipsnyje analizuojami kai ku ie lenkų au o iaus kunigo Jano T a do skio (1915 2006) eilė aščių pa adinimai, ku ie adinami sinekdochiniais (pa adinimai paka oja dalį jais pa adin o eks o), ypač ie, ku ie a odo nein o ma y ūs, a si ik inai pasi ink i i neaiškiai a ba iso iš nepag indžiami eilė aščio u iniu. Paaiškinama seus kilmė, ku ią, iena e us, nulemia semio iniai jų, kaip poe inio eks o a dų, mo y acijos požymiai, o ki a e us jų, kaip sudedamosios poe inio eks o dalies, aidmuo: išim i išs o į eks ą, ado aujan is pa s p o i pa alpin i ma omoje pa adinimo ie oje, šie eks o agmen ai ne ik o maliai nu odo o o p incipu, jie y a i naujai in e p e uojami, kaip naują eikšmę i su eikdami eilėčiui papildomą p asmę. Ta iamas ais pa adinimų neaiškumas naudojamas kaip p iemonė, ska inan i skai y oją ieško i in o macijos, ku ią jie su eikia eks ui. Dėl sa o neaiškumo i isiško s ilis inio kuklumo šie pa adinimai iš eiškia okius Jano T a do skio poe ikos b uožus, ku ie a spindi k is ionišką ne u sias o do ybes i ikėjimą nepap as ais dalykais. ESMINIAI ŽODŽIAI: Janas T a do skis, biblionimas, ženklo iš aiška, mo y acija, eks o s uk ū a. O p esen e a igo é um es udo dos í ulos de ob as poé icas do p oeminen e e mui o popula au o polonês, o pad e Jan Twa dowski (1915-2006), concen ando-se naqueles que eu chamo de sinecdóquicos. Assim, o assun o do a igo é de dupla ac ualidade, elacionado a dois campos de in es igação linguís ica, um mais especí ico, o es udo dos í ulos de J. Twa dowski como pa e de sua linguagem e dicção poé ica, e o ou o mais ge al, a eo ia dos nomes p óp ios (li e á ios). Eu abo do esses í ulos semio icamen e, conside ando-os sinais cujos obje os são ob as a que se e e em. No en an o, a elação en e o í ulo do ex o ( ambém chamado de biblionym, eja: Подольская 1988: 42) e o es o do ex o que ele nomeia (ou o ex o p op iamen e di o) é ambi alen e e mais complexa do que em ou os ipos de sinais. De ac o, po um lado, o í ulo é conside ado pa e in eg an e da es u u a do ex o, o inicial, aquele com o qual o lei o lida em p imei o luga (Kos kiewiczowa 1976: 474). Mas, po ou o lado, o í ulo ambém é pe ei amen e capaz de oco e de o ma au ônoma, po exemplo, ep esen ando o ex o em lis as bibliog á icas ou no as de odapé. Es a na u eza dual da elação do í ulo com o ex o a que se e e e mani es a-se no ca á e do í ulo como uma en idade linguís ica: Yu.O. Ka penko man ido SERHIY YERMOLENKO 138 Ac a Linguis ica Li huanica LXXII que, is o como o nome do ex o, o í ulo é uma unidade de ní el léxico, enquan o como o componen e ex ual inicial é uma ase (Ka penko 1975 4: Ele ambém apon ou que al dualidade do biblionimo é causada pelo a o de que an o o ex o quan o seu nome êm a mesma o ma de exp essão, ou seja, linguís ica (ibid.), à qual pode se ac escen ado que, de ido a essa dualidade, o í ulo do ex o se deno a jun o com o ex o p op iamen e di o. Seja como o , a elação en e a ob a li e á ia e o seu í ulo é ainda mais complicada. Po mais impo an e que seja a escolha do í ulo pa a um li o ou a igo que não seja a ís ico, em si mesmo al biblionimo é apenas um oken, ou ag, ou seja, é um a ibu o ex e no do ex o que deno a, um componen e ex ual cuja unção é nomina i a e in o ma i a (e, possi elmen e, pe suasi a), a sabe , iden i ica o ex o a que se e e e e di e enciá-lo de ou os ap esen ando-o de uma o ma e icaz e a aen e. A coleção de ob as e eminiscências de H. Popowska-Tabo ska chamada […]Z óżnych szu lad[…], os í ulos imagina i os de Roman Jakobson, como […]Poesia da g amá ica e g amá ica da poesia[…], a monog a ia de Daniel Ne le […]Vanish- ing Voices. The ex inc ion o he wo ld’s languages“, he book by Da id Bello “Is ha a ish in you ea ? T ansla ion and meaning o e e y hing”, and he like. O í ulo do a igo […]До вопроса про паремиологический парадокс[…] do linguis a e pa emiólogo Z. H. Ko siuba é um excelen e exemplo de um í ulo em que odas as unções ele an es se equilib am: o í ulo ep esen a obje i amen e o con eúdo do abalho e, po an o, in oduz adequadamen e o lei o aos ópicos a ados, e, ao mesmo empo, a menção de um pa adoxo in iga in ali elmen e o lei o , uncionando como um es ímulo adicional que desencadeia seu in e esse imedia o no a igo. Po ou o lado, o í ulo da ob a li e á ia, além de se udo isso, es á di e amen e e mui o mais en ol ido na es u u a semân ica da ob a, especialmen e uma poé ica onde, dada a ( ela i a) b e idade de um poema e as linhas poé icas sendo ge almen e mais cu as do que as de p osa, seu í ulo é isualmen e in eg ado no ex o que pode se pe cebido de uma só olhada. Pode ia-se dize que esse en ol imen o é causado pela p op iedade do abalho a ís ico ( e bal e não- e bal), que é sua iconicidade ge al: em al abalho, qualque uma de suas ca ac e ís icas o mais é signi ica i a, de modo que qualque mudança em sua o ma esul a na mudança de signi icado ambém (Milewski, 1969: 14; Je molenko, 2006: 185). Po causa disso, a a iedade de í ulos de ob as li e á ias é ge almen e maio do que os não li e á ios. I. R. Galpe in indicou que o í ulo li e á io mui as ezes não exp essa seu signi icado di e amen e (o que é mais um co olá io do ca á e a ís ico do ex o: é um a o bem conhecido que a a e não ole a a ala simples, eja (Потебня 1976: 340)), seu sen ido sendo me a ó ico ou me onímico " elado". De aco do com ele, os í ulos li e á ios podem se classi icados da seguin e o ma em elação à o ma de S aipsniai A igos 139 e 139 Ti les o Poems Timid and Ba e oo : on Jan Twa dowski’s Vague Synecdochical Biblionyms in o mação que con êm: 1) í ulo de símbolo, 2) í ulo de ci ação, 3) í ulo de mensagem, 4) í ulo de alusão, 5) í ulo na a i o (c . cabeçalhos de capí ulos em omances ingleses do século XVIII) (Galpe in, 2007: 134). Isso não signi ica, no en an o, que não exis am peças li e á ias sem nome ou peças com nomes simples e não in o ma i os, uma ez que ais ambém exis em, c . poemas com ês as e iscos em ez de um í ulo, bem como coleções de e sos chamadas (po edi o ou au o ) simplesmen e "Poemas", po exemplo, a p imei a coleção de e sos de N. K. Kybalchych "Poesias" (1913) ou o li o de B. Olijnyk com o mesmo nome (1986). Depois há, é cla o, omances e his ó ias que ecebem o nome de suas pe sonagens p incipais, como Dolo es Claibo ne, Ch is ie ou Ca ie, de S ephen King. Embo a não se possa conco da o almen e com I. R. Galpe in, que pensou que N. D. A u iuno a es a a e ado ao a i ma que o í ulo do omance de L. N. Tols oy, Anna Ka enina, não desempenha a unção de in odução (ibid.) - po que ob iamen e o az - ainda assim, mesmo pa a alguém que não em conhecimen o p é io do con eúdo des e li e a y cha ac e (on he o he hand, such a name can be mo i a ed, and co - omance, es e nome é mais do que um nome. Apa ecendo no í ulo de uma ob a a ís ica, p esume-se que se e i a à exp essão de espos a única, uma alusão in e ex ual, e e indo-se a um ex o an e io ou seguindo uma adição li e á ia mais ge al, eja, po exemplo, L. Yu. A ese de Go nako a sob e o poe onimo usso alusi o Liza (Горнакова 2010)), enquan o o ex o que segue de e aze o es o, em pa icula , ajuda o nome do pe sonagem a pe cebe suas po enciais ca ac e ís icas semân icas: em Anna Ka enina, ais ca ac e ís icas são ge adas, de aco do com A.A. Fomin, pelo con as e dos pa ônimos in e p e ados como a oposição SQUARE s. CIRCLE […] agmen os dos sob enomes (Каре)нина e (Обло)нский (Фомин 2012). Em um sen ido mais ge al, um pa alelo pode se açado aqui com o og a ias a ís icas ou pin u as in i uladas Ma ia, Luísa e a ins, an oponímicos usados como seus í ulos que signi icam algo essencialmen e di e en e do que eles deno am no uso co idiano, mesmo se as pessoas em ais imagens p esen es ealmen e êm esses nomes. Mas, no amen e, exis em í ulos li e á ios mais complicados ambém, no en an o, a o iginalidade mesmo desses pode se di e en e, uma ez que, como T. Kos kiewiczowa apon a, "a o ma de o mação do í ulo da ob a li e á ia, bem como sua es u u a, es ão subo dinadas aos p incípios ge ais da poé ica da ob a em ques ão; Sendo his o icamen e a iá eis, es ão sujei os à con encionalização jun amen e com ou os componen es da ob a li e á ia […] (Kos kiewiczowa 1976: 474); em pa icula , isso signi ica que a escolha de um í ulo pode se uma ques ão de p e e ências de moda li e á ia (c . o seguin e agmen o das memó ias de Vladimi Naboko […]Другие берега”: “…и у меня была с собой целая кипа беленьких книжечек стихов со всей гаммой тогдашних заглавий, т.е. от простецкого «Ноктюрны» до изысканного «Пороша»” (Набоков 1991: 167)). Vol ando ago a pa a os í ulos de poemas de J. Twa dowski, es e au o mui o incomum (a sua biog a ia de Magdalena G zebałkowska, jo nalis a da […]Gaze a SERHIY YERMOLENKO 140 Ac a Linguis ica Li huanica LXXII Wybo cza[…], é chamado de […]Ksiądz Pa adoks[…]), eles ambém são de ca á e di e en e, alguns deles bas an e comuns e adicionais, po exemplo. Ma ka Boża Pows ancza [1, 20]1, O ludzkim se cu pod wielkim baldachimem [1, 86], Wie sz dydak yczny [2, 396], Zau ałem d odze [1, 40], Posąg Dawida [1, 64], Modli wa [1, 77; 1, 87; 1, 5]; 1, 160; 1, 2, 143] (além de seis poemas com es e í ulo, há mais de ês onde Modl 264 co-occu s com ou as pala as), Ku wodzie [2, 330], Do Jesu umęczonego o ganami [1, 141], Do Dobomu (há ês poemas des e nome: [2, 2, 24; 2, 387]), Do d ugi azomu [2, 141], Jesuocka [2, 386] e assim po dian e. En e eles, há aqueles do ipo que Galpe in chamou de me onímicos, na medida em que são ealizados po uma pala a, uma ase ou uma exp essão que ambém oco e no ex o e, assim, o ep esen a; Em e mos semió icos, í ulos des e ipo podem se quali icados como indexicos (ou seja, pe encen es a sinais indexicos al como en endidos po Ch.S. Pei ce (Єрмоленко 2006: 19[…]20), ou seja, aqueles baseados em con igüidade de á ios ipos en e eles e seu obje o) e, de e-se adiciona , ambém icônicos (de no o de aco do com a classi icação de Pei ce de elações de ep esen ação en e o h chamá-los he sign and i s objec ), since he pa o he ex ep oduced by he i le is sim- ila o, o iden ical wi h, he co esponding agmen o he ex . I will hence- sinecdóquicos, an o po causa da b e idade quan o po que uma de suas ca ac e ís icas essenciais es á sendo mo i ada de aco do com o p incípio […]pa s p o o o[…]. En e os í ulos de J. Twa dowski des e ipo há alguns que são bas an e incomuns, e são eles que são o assun o des e a igo. Na u almen e, o ipo sinécdoquico de í ulos é po si só pe ei amen e comum, e en e os biblionimos de J. Twa dowski, há bas an e desses nomes comuns e, se se pode dize assim, insigni ican es ambém. Po exemplo, dos dois de seus poemas com os í ulos con endo a pala a koniec (Koniec [1, 419] e Koniec nie-koniec [2, 398]), é no p imei o que a pala a oco e em ou o luga do ex o (Koniec o kłamczuch w świecie nieskonczonym). No en an o, ambos os í ulos pa ecem usuais e p e isí eis, uma ez que é na e dade o im sob e o qual os dois poemas são, de modo que esses í ulos exp essam o ema dos poemas e, consequen emen e, são gene alizações de seu con eúdo. E, no en an o, na poesia de J. Twa dowski há ambém biblionimos que pa ecem emá icamen e quase desconec ados do ex o que nomeiam, e inadequados na medida em que deixam a imp essão de se em escolhidos alea o iamen e ou a bi a iamen e, não mo i ados e de e minados po , e, po an o, mal ou não adequados pa a ep esen a , o ex o do poema a que se e e em. A única coisa que êm em comum com es e úl imo é uma pala a ou ase encon ada nele. Independen emen e de sua composição, seu p incipal 1 Os exemplos são i ados de sua coleção de e sos: Twa dowski Jan. Miłosc miłosci szuka. Wie sze de 1937 a 1998. Va só ia: PIW Poznan: Ksiega nia Swie ego Wojciecha, 1999. V. 1 e 2. S aipsniai / A icles 141 Ti les o Poems Timid and Ba e oo : on Jan Twa dowski’s Vague Synecdochical Biblionyms ca ac e ís ica comum é a de uma elação signi ica i a bas an e sol a ou a é mesmo (apa en emen e) inexis en e com o poema que eles nomeiam. Such biblionyms, oo, a e no unknown in li e a u e, and easons behind A escolha deles pode se di e en e. Digamos que o í ulo do con o de W. Some se Maugham The Book-Bag não se elaciona imedia amen e com o ema da his ó ia, uma elação amo osa en e um i mão e uma i mã, como con ado po ou o inglês ao na ado iajando na Malásia. O ca á e des a elação, embo a inequi ocamen e in e ido do que é di o, nunca é decla ado em e mos di e os nem na na a i a do au o nem na his ó ia inco po ada, e al ez seja esse ema sendo naquela época "mui o quen e pa a lida " que é a azão pela qual es a his ó ia em um nome um pouco enganoso mo i ado de uma o ma bas an e edonda (a his ó ia começa com o na ado con ando seu amo pela lei u a, o que o az, quando iaja, le a um eno me saco de li os; seu an i ião malaio, um esiden e b i ânico, emp es a-lhe a biog a ia de By on, alguns de alhes da qual o le am a con a sua p óp ia his ó ia de amo en e uma i mã e um i mão). No en an o, a (apa en e) al a de mo i ação nos biblionimos poé icos de J. Twa dowski pa ece se de uma na u eza comple amen e di e en e que não em nada a e com assun os abus (na e dade, J. Twa dowski, como poe a eligioso, nunca e i ou ques ões di íceis e con o e sas de é e eligião e nunca en ou p o a o que não pode se p o ado). Conside e, po exemplo, um dos poemas mais popula es de J. Twa dowski, Kiedy mówisz [2, 68]. Dedicado a Aleksand a Iwanowska, sua assis en e de longa da a e sec e á ia li e á ia, es e ex o mui o cu o é uma exp essão impe a i a na segunda pessoa, e iden emen e di igida ao des ina á io em espos a à sua ca a cheia de queixas de má so e e má so e. As duas úl imas linhas do poema esumem a essência da mensagem: a od zwykłych zeczy naucz się spokoju i zapomnij ze jes eś gdy mówisz ze kochasz. A ase co esponden e ao í ulo encon a-se na segunda dessas linhas, com a di e ença de que no ex o a ase é in oduzida pelo ad e bio p onominal ela i o gdy, enquan o no í ulo gdy é subs i uído, al ez po causa da eu onia, pela sua a ian e kiedy. No en an o, po odo o ex o; Ou melho , ala de algo di e en e. Oco endo no con ex o his ph ase, aken sepa a ely, does no seem in any signi ican way o bea up- on he p incipal idea o he poem as exp essed by hese lines o , o ha ma e , de um diálogo (como a oca de ca as), o agmen o ex ual gdy mówisz ze kochasz apa en emen e se e e e a algo que o des ina á io disse an e io men e, com ên ase adicional no alegado, ou seja, ainda não (comple amen e) comp o ado, con eúdo da decla ação ela ada ou ci ada. Na e dade, no en an o, é uma exp essão idiomá ica que signi ica ap oximadamen e o mesmo que gdy kochasz, mas des acando a e dade des a a i mação (gdy nap awdę mówisz ze kochasz […] se ocê ealmen e que dize o que diz […] = gdy nap awdę kochasz […] se ocê ealmen e ama […]): a ep esen ação pelo ende eçado de algo ela ado pelo p óp io ende eçado (gdy mówisz ze kochasz) SERHIY YERMOLENKO A Ac a Linguis ica Li huanica LXXII unciona como um meio de ên ase, e iden emen e com base no seguin e aciocínio: "Quando se diz que algo é e dade, de e se e dade", sendo a suposição subjacen e que dize qualque coisa é equi alen e a dize a e dade. Em ou as pala as, subjacen e a es a exp essão é a suposição sob e a linguagem não di e en e do p incípio g ego, em pa icula a Máxima de Qualidade e e indo-se à e acidade do que é di o (G ayz 1985: 222 […] 223). Po an o, i a a ase gdy mówisz de seu con ex o e usá-la como í ulo do poema pa ece aze em ele o um ópico adicional, o da esponsabilidade de alguém de a i ma e dadei amen e algo, especi icamen e quando a i ma algo essencial (como e uma i ude c is ã) sob e si mesmo. Assim, o í ulo des e ipo al e a o oco da exp essão poé ica, des iando-se do ema p incipal e colocando ên ase em algum ou o aspec o do con eúdo do poema ou a é mesmo adicionando um no o aspec o a ele. Po exemplo, no poema Lu a [2, 344], compos o po apenas qua o linhas, es a pala a, que deno a bebida aquosa ou comida, é encon ada na p imei a me ade do poema desc e endo um cemi é io no ou ono: Lis opad cmen a z pus y deszcz zimna lu a. Es a desc ição o nece o undo da seguin e decla ação (p oclamada po uma pessoa não especi icada): - o s aszne k os mowi p zes ać kochać zma łego dla ego ze uma ł. E, no en an o, o que o í ulo des aca é es a ca ac e ís ica de undo, uma chu a ia de ou ono. No en an o, es a ca ac e ís ica, sob epos a à decla ação que segue, pode se in e p e ada como uma me á o a pa a esse ipo de amo aco e, po an o, inadequado que pá a com a mo e do amado, a ca ac e ís ica comum compa ilhada po ele e uma bebida aquosa sendo sua aqueza (c ., em pa icula , a de inição de lu a, […]slaby, malo essencialny napoj[…] bisz 2004), on he one hand, and, on he o he , he a ibu e silny desc ibing (Dulo e no e dadei o sen ido des a pala a, como na de inição de miłość, […]silna więź emocjonalna, jaka łączy ludzi sobie bliskich[…] (ibid.)). No poema Na pół [2, 176] a ase ad e bial, que signi ica "me ade" e é usada como biblionimo, oco e mais a de no ex o onde modi ica o pa icipio p eda e, e es e úl imo é uma ase cons i uin e do subs an i o sem cabeça compos o po á ios modi icado es (Niedokoczone p ze wane nieko p zed na półchane nic już nie wa e) compa ilhando a ca ac e ís ica semân ica […]inadequa e[…]. A julga po esses modi icado es, pode-se in e i que o signi icado da cabeça elíp ica de e se in e p e ado como "sua ida": o e bo na segunda pessoa impe a i a, nie wyb zydzaj, que em imedia amen e depois deles, indica que odo o ex o é uma enunciação apos ó ica di igida à pessoa não nomeada, possi elmen e ao p óp io sujei o lí ico (ou seja, o o ado ep esen ado no mundo in e io do ex o a ís ico), que supos amen e se queixa da inadequação de sua ida. Mas se le a mos em conside ação a ideia ge al ansmi ida pelo poema (algo como "a inadequação é uma condição humana em ge al"), en ão o que a ase ad e bial usada como í ulo especi ica se á en endido como um des ino humano. Assim, no con ex o ge al do poema, o í ulo Na pół implica que a na u eza humana ambém é essencialmen e di idida, não in eg al, e, S aipsniai A igos 143 e 143 Ti les o Poems Timid and Ba e oo : on Jan Twa dowski’s Vague Synecdochical Biblionyms po an o, con adi ó ia, consis indo em duas pa es, o bom e o mau. Assim, es e í ulo ambém é indexical, an o o mal quan o seman icamen e, adicionando uma gene alização impo an e e um sen ido ilosó ico mais p o undo à mensagem do poema. Em ou o poema de J. Twa dowski, que ambém lida com o aspec o exis encial da condição humana e em o í ulo Na ok ągło, es a ase ad e bial ambém az pa e de seu ex o. A ase é polissêmica, seu signi icado p imá io é "a edondado" e o secundá io, "con inuamen e, incessan emen e". Uma ez que es e poema mui o cu o ala sob e a solidão e a alienação, e, usado no ex o, na ok ągło especi ica o subs an i o p incipal jęk (Samo ność poś ód ludzi pod apana d oga ele on jak yba śnię a sk zynka na lis y dla se ca pułapka ...jęk na ok ągło samo ność bez Boga), é bas an e ób io que é no segundo sen ido que a ase é usada no ex o. No en an o, sendo colocado na posição p oeminen e do í ulo do poema, pa ece da -lhe um sen ido adicional subjacen e, que é o signi icado li e al da ase, ansmi indo a imagem de algo a edondado ou ci cula . Além disso, na p imei a linha, o au o ala sob e a solidão en e as pessoas (Samo ność poś ód ludzi) e na úl ima, sob e a solidão sem Deus (samo ność bez Boga); es a "solidão", signi ica i amen e mencionada duas ezes, no início e no inal do poema, ambém az a imagem de ci cula idade, de um cí culo echado que é um símbolo bem conhecido de uma si uação sem espe ança, que apesa de quaisque es o ços pe manece o mesmo, c . o idioma polonês com a o ma in e na co esponden e koło (kółko) się zamyka jakieś sy uacje, czynniki wzajemnie się wa unkują, uniemożliwiając ozwiązanie p oblemu; Si uação mimo wielu podję ych działań jes é conside ada como uma ca ac e ís ica de um modelo pagão (ou mí ico) de empo (Мелетинский 1992: 252[…]253)3, di e en e de uma imagem linea e di ecional (e aka, jak na począ ku” (ibid.)2. And his is how he poe assesses ha kind o loneliness: as endless and despe a e. Besides, i should be no ed ha ci cula i y ambém espe ançosa) de empo como concebida pelo c is ianismo (Леон-Дюфур e al. 1998: 927). Em ou o poema de J. Twa dowski, Na słomce, o í ulo co esponde à ase p eposi ó ia encon ada em ou o pon o p oeminen e, o inal da úl ima linha e, co esponden emen e, a úl ima ase do ex o: Ma ka Boska mnie zyma jak niezda ną bankę na słomce. No início, o sujei o lí ico p e ê sua mo e no al a (P zygasnę p zy oł a zu iskie ka po iskie ce zos aną ylko bu y jak p zydep ane se ce), e a úl ima linha des e cu o poema exp essa, a a és da compa ação compa ando-o com uma bolha de sabão, o pe igosamen e pob e 2 Ibid. 3 Элиаде Мирча. Миф о вечном возвращении. Архетипы и повторяемость, пер. с франц. Спб.: Алетейя, 1998, 249 с.; Мелетинский Е.М. Время мифическое. – Мифы народов мира. Энциклопедия 1, гл. ред. С.А.Токарев. Москва: Сов. энциклопедия, 1992, С. 252–253. SERHIY YERMOLENKO 144 Ac a Linguis ica Li huanica LXXII condição do co ação do au o (de a o, nos p imei os anos de seu sace dócio, J. Twa dowski so eu de algum p oblema de saúde obscu o, mas g a e, que nunca oi iden i icado (G zebałkowska 2011: 133)). Obse e-se que a ase na słomce, usada no ex o como pa e do símil jak niezda ną bankę na słomce, é, em e mos sin á icos, um modi icado ad e bial de luga den o de um modi icado ad e bial de compa ação; Po an o, a ase pe ence à pe i e ia sin á ica e semân ica da úl ima ase. Ou seja, o poe a, enquan o se compa a a uma bolha man ida na palha pela Vi gem Ma ia, ep oduz apenas uma ca ac e ís ica pe i é ica (mas supos amen e signi ica i a) des a imagem no í ulo do poema. Ao azê-lo, ele omi e apon a di e amen e não só pa a si mesmo, mas ambém pa a o obje o com o qual ele se compa a (uma bolha), e e baliza apenas onde es a bolha é encon ada (ou seja, uma palha). Isso o na es e í ulo duplamen e indexical, uma ez que é uma pa e de odo o ex o poé ico, bem como seu agmen o exp essando uma imagem complexa (uma palha em ez de uma bolha em uma palha em ez do assun o lí ico). Apesa do a o de que o ema do poema é a condição do poe a, seu í ulo o masca a colocando-o, po assim dize , a ás da palha. Pode-se ac escen a que uma palha, ou seja, um caule de ce eal seco, é le e, ágil, apidamen e consumido pelo ogo e acilmen e mo ido pelo en o, o que o o na uma imagem me a ó ica pe ei a de algo ou de alguém igualmen e ágil, ulne á el e pe ecí el. Assim, o í ulo ocul a e pe ila ao mesmo empo o assun o lí ico. A mesma nomeação indi e a e, po assim dize , pa cial da en idade den o do mundo in e no do ex o é exempli icada pelo biblionym Go ę sza od spój zenia [1, 99]. No poema a que se e e e, há uma lis a dos desejos do sujei o lí ico, nega i os e posi i os, que são exp essos po ases in ini i as. No início, ele diz o que k o ą aze he does no wan o be (Żeby nie byc aką czcigodną osobą / k o ej podają pa asol Rzymu wysyłają...), en ão, o que ele az (Ale byc chlebem k o y k ają żywicą k ó ą z sosny na kadzidło sk obią czymś z czego obią adio żeby cho emu p zy e mome u spiezewało... żół ym dla dzieci balonem. A ansição do p imei o pa a o segundo, g ama icalmen e mani es ada pela mudança do nega i o pa a o a i ma i o, ambém é sinalizada pelo espaço in e linea duplo. O úl imo en e os desejos posi i os é o de se semp e um an i ião (ou seja, um disco de pão usado na Comunhão): A impo ância des e desejo é no amen e en a izada pelo duplo espaçamen o en e linhas que sepa a o agmen o do poema que o con ém (que ambém é o úl imo do poema) do an e io . Consequen emen e, é o an i ião que a cláusula compa a i a usada como í ulo do poema desc e e. No en an o, az isso indi e amen e, não nomeando-o, mas especi icando seu a ibu o (mais a den e do que o olha ) em ez disso. Como esul ado, o oco é deslocado dos desejos do au o pa a o hospedei o, que é ep esen ado po sua p op iedade em ez de di e amen e. Es a mudança é ainda mais p onunciada pela mudança da o ma do caso: no í ulo, o adje i o go ę sza é usado no nomina i o S aipsniai A igos 151 e 152 Ti les o Poems Timid and Ba e oo : on Jan Twa dowski’s Vague Synecdochical Biblionyms Cze nysz Tà iana, Je molenko Se giusz 2000: O księdzu k ó y pisze wie szy. Twa dowski Jan. T zeba iść dalej, ou seja, espaça bied onki. Wybó , łum. na jęz. (em inglês) uk ., ws ęp i p zypisy Ta iana Cze nysz e Se giusz Je molenko. […] C acó ia, Kijów: Kaj os, 9[…]13. Dubisz S anisław 2004: Uniwe salny slownik língua polonesa. Ve sia 1.0 Va só ia: PWN. (em inglês) G zebałkowska Magdalena 2011: Ksiądz Pa adoks. (em inglês) Biog a ia de Jana Twa dowskiego. C acó ia: Znak. Kos kiewiczowa Te eza em 1976: Ty uł. […] Głowiński M., Kos kiewiczowa T., Okopień-Sławińska A., Sławiński J. Słownik e minów li e ackich. W oclaw e c: Ossolineum, 474. Milewski Tadeusz 1969: Teo ia znaku. […] Milewski T., Z zagadnień językoznaws wa ogólnego i his o ycznego. Va só ia: PWN, 726. Twa dowski Jan 1999: Miłość miłości szuka. Wie sze de 1937 a 1998. Va só ia: PIW; Poznań: Księga nia Św. O Wojchiecha. C edo quia absu dum 2014: h p://en.wikipedia.o g/wiki/C edo_quia_absu dum [ isi ada em 07.08.2014]. Oko opa zność 2014: h p://pl.wikipedia.o g/wiki/Oko_opa zność [ isi ado] 07.08.2014]. […]DROVI[…] IR BAS[…] EIL[…]RAŠČI[…] PAVADINIMAI: Não, não, não. APIE JANO TVARDOVSKIO NEAIŠKIUS (em inglês) SINEKDOCHINIUS BIBLIONIMUS (em inglês) SANTRAUKA (em inglês) Analizuodamas kunigo Jano T a do skio eilė aščių pa adinimus mo y acijos požiū iu, s aipsnio au o ius daugiausia dėmesio ski ia pa adinimams, ku ie paka oja lyg i ne eikšmingą eilė aščio eks o dalį. Vis dėl o y imas odo, kad okie pa adinimai y a SERHIY YERMOLENKO 152 Ac a Linguis ica Li huanica LXXII in eg alesnė eks o seman inės s uk ū os dalis nei išo inis ženklas, jų sa o iška s ilis ika Não em nenhuma p o a de que é c is ão. En egue em 28 de Fe e ei o de 2015. SERHIY YERMOLENKO Uc ânia, 08292, egião de Kie , cidade de Bucha, ul. Садова, № 70/1 Uc ânia Uc ânia, 01001 Kie , ul. G uše skog, No 4, Ins i u o мовознавства ім. О.О.Потебні НАН України [email protected]