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Patas e Companhia: daycare para cachorros

Author: Nunes, Danilo; Silva, Ana Gabriela Nascimento; Silva, Graziele Soares; Silva, Luana Beatriz; Nagata, Rogério Yochinori
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17281896
Source: https://zenodo.org/records/17281896/files/05.pdf
360 | Análise compa a i a de desempenho das unções lambda en e as linguagens Go e
Ja a
Re is a Visão de Negócios - Fa ec P aia G ande – Plano de Negócios
Acesso abe o - www. a ecpg.edu.b / e is a n - e is a n@ a ecpg.edu.b
FATEC P aia G ande
www. a ecpg.edu.b / e is a n
Publicado: ou ub o 2025 • eISSN 3086-1063
Pa as e Companhia:
dayca e pa a cacho os
Danilo Nunes
Fa ec P aia G ande
danilo.nunes@ a ec.sp.go .b
Ana Gab iela Nascimen o da Sil a
Fa ec P aia G ande
ana.sil a2173@ a ec.sp.go .b
G aziele Soa es Sil a
Fa ec P aia G ande
g aziele.sil a14@ a ec.sp.go .b
Luana Bea iz da Sil a
Fa ec P aia G ande
luana.sil a524@ a ec.sp.go .b
Rogé io Yochino i Naga a
Fa ec P aia G ande
oge io.naga a@ a ec.sp.go .b
RESUMO
O p esen e plano de negócios em como obje i o de alha a es u u a, a iabilidade e as es a égias
de implemen ação de um dayca e pa a cacho os, isando o e ece se iços de qualidade pa a
u o es que necessi am de um ambien e segu o e es imulan e pa a seus cães. O di e encial da
emp esa se dá na disponibilização pa a os clien es das imagens das câme as de moni o amen o
das á eas de con i ência du an e odo o pe íodo de uncionamen o. O negócio a ende à c escen e
demanda do me cado pe , impulsionado pela mudança na elação en e humanos e cacho os, que
ge a a necessidade de cuidados adequados du an e a ausência dos u o es. O es udo ab ange
análise de me cado, planejamen o inancei o, es a égias de ma ke ing e ope ação, com oco na
idelização dos clien es po meio de se iços pe sonalizados e ins alações que ga an em bem-
es a , socialização e segu ança aos cães. Conclui-se que Pa as e Companhia ap esen a iabilidade
econômica e po encial de c escimen o, espaldada pela al a demanda po esse ipo de se iço, bem
como pelos p eços compe i i os e pela es u u a minuciosamen e planejada do negócio.
PALAVRAS-CHAVE: Dayca e. Cacho o. Bem-es a .
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ABSTRACT
This business plan aims o de ail he s uc u e, easibili y and implemen a ion s a egies o a dog
dayca e, aiming o o e quali y se ices o owne s who need a sa e and s imula ing en i onmen o
hei dogs. The company's unique ea u e is he a ailabili y o images om su eillance came as in
he li ing a eas o cus ome s h oughou he en i e pe iod o ope a ion. The business mee s he
g owing demand o he pe ma ke , d i en by he change in he ela ionship be ween humans and
dogs, which gene a es he need o adequa e ca e du ing he absence o owne s. The s udy co e s
ma ke analysis, inancial planning, ma ke ing and ope a ional s a egies, wi h a ocus on cus ome
loyal y h ough pe sonalized se ices and acili ies ha ensu e well-being, socializa ion and sa e y
o dogs. I is concluded ha Pa as e Companhia p esen s economic iabili y and g ow h po en ial,
suppo ed by he high demand o his ype o se ice, as well as by he compe i i e p ices and he
me iculously planned s uc u e o he business.
KEY-WORDS: Dayca e. Dog. Well being.
SUMÁRIO EXECUTIVO
O p esen e plano de negócios em como obje i o es abelece es a égias e di e izes pa a
a ges ão da emp esa Pa as e Companhia, desc e endo seus emp eendedo es e suas a i idades.
De aco do com Seb ae (2013b), o sumá io execu i o desc e e a emp esa como um odo, esumindo
o plano de negócios, ab angendo aspec os impo an es sob e a emp esa.
1. Missão da Emp esa – A Pa as e Companhia em como missão: “O e ece segu ança e
qualidade em nossos se iços, encan a nossos clien es e demons a nosso amo pelos nossos
amigos de qua o pa as”.
2. In o mações Emp esa iais – Pa as e Companhia dayca e pa a cacho os es a á
localizado na P aça Po ugal n° 101, bai o Guilhe mina na cidade de P aia G ande em São Paulo. A
o ma ju ídica que a emp esa op ou po u iliza é Sociedade Limi ada (LTDA), e o modelo u ilizado
se á o Simples Nacional.
3. Fundado es – O plano de negócios oi elabo ado po qua o sócios: Ana Gab iela
Nascimen o da Sil a, G aziele Soa es Sil a, Luana Bea iz da Sil a e Rogé io Yochino i Naga a, odos
g aduandos no cu so de Tecnologia em Ges ão Emp esa ial na Faculdade de Tecnologia de P aia
G ande.
4. Se iços – O e ece emos os seguin es se iços: dayca e, banho e osa e áxi dog, além do
ades amen o e a endimen o e e iná io, po meio de pa ce ias.
5. Público Al o - O segmen o de clien es da emp esa são pessoas que possuem cacho os.
Especi icamen e, busca-se alcança pessoas que se in e essam pela saúde ísica e men al de seus
cães e/ou passam o dia o a de casa e p ecisam de alguém pa a cuida deles.
6. Des aques de C escimen o – Podemos pon ua como opo unidades: po encial me cado
pa a B2B, me cado em expansão e mudança no compo amen o do consumido .
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7. Di e enciais Compe i i os – O di e encial do nosso dayca e se á que os u o es pode ão
e acesso às câme as do local de con i ência dos cacho os pa a acompanha a o ina.
8. Finanças e In es imen os – O negócio ap esen a ó imos indicado es inancei os, como
uma luc a i idade anual de 16,52%, além de um payback de 29 meses.
9. Pe spec i as Fu u as – P e endemos, após ês meses do início das a i idades, a ingi
100% da nossa capacidade na ope ação, que co esponde a 40 cães/dia. Também é isada a
possibilidade de a ende ga os no dayca e e o e ece os se iços de banho e osa e Táxi Dog pa a
clien es ex e nos, além da abe u a de uma segunda unidade e aumen o da a iedade de se iços,
incluindo hospedagem.
INTRODUÇÃO
O B asil é o qua o maio país em população o al de animais de es imação; a população pe
no B asil é de ap oximadamen e 141,6 milhões de animais, dos quais 55,1 milhões são cães (ABINPET,
2022).
No cená io con empo âneo, a elação en e se es humanos e animais de es imação
anscendeu os limi es da simples companhia, o nando-se uma conexão p o unda, ma cada po
cuidados, a e o e comp ome imen o mú uo (Mazon, 2021). Nesse con ex o, o segmen o de se iços
des inados ao bem-es a e cuidado dos pe s em um c escimen o exponencial (Mazon, 2021).
O B asil é o e cei o maio me cado de pe s no mundo e essa c escen e impac a á di e sas
á eas que es ão elacionadas aos pe s, p incipalmen e a da higiene e cuidados, o nando assim uma
opo unidade de me cado (Sindan, 2021).
Isso é impulsionado pelo aumen o da consciência sob e a impo ância do bem-es a animal e pela
mudança de compo amen o dos esponsá eis po pe s, chamados de u o es, que buscam
soluções ino ado as pa a ga an i o con o o e a elicidade de seus companhei os de qua o pa as
(D umond, 2022). Essa c escen e demanda po se iços de qualidade pa a animais de es imação,
aliada à al a de empo dos u o es pa a p opo ciona a i idades adequadas de socialização e
en e enimen o, e idencia a ele ância e a opo unidade de in es imen o nesse nicho de me cado
(D umond, 2022).
Po an o, es e abalho p e ende explo a as p incipais ca ac e ís icas do se o de se iços
pa a animais de es imação, examina as endências do me cado local, iden i ica o pe il dos
po enciais clien es e conco en es, além de p opo um modelo de negócio sus en á el e luc a i o
pa a um dayca e pa a cacho os.
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Dayca es e C eches são negócios que o e ecem hospedagem pa a os pe s, p incipalmen e
os cacho os, e ou os se iços ag egados, como se iços de higiene e limpeza, espaços especí icos
pa a laze , ades amen o, en e ou os (Co ea, 2021).
Um espaço dayca e (ou c eche) pa a cacho os é um ambien e segu o e es imulan e onde eles
podem passa o dia sob os cuidados de p o issionais enquan o seus donos es ão ocupados com
abalho ou ou as a i idades (Seb ae, 2023a). Esses espaços o necem uma al e na i a
con enien e e con iá el pa a deixá-los du an e o dia, p omo endo seu bem-es a ísico, men al e
emocional (Seb ae, 2023a).
A elação en e humanos e cacho os supe ou ba ei as e hoje em dia eles são is os como
memb os da amília, o que impulsiona o me cado pa a emp esas independen es e especializadas,
que são di e en es e luc a i as em elação a p odu os e se iços (D umond, 2022).
O me cado b asilei o ainda en en a desa ios signi ica i o em e mos de ma u idade, como
in aes u u a inadequada, bu oc acia excessi a, al a de acesso ao inanciamen o e uma cul u a
emp esa ial menos desen ol ida em compa ação com países como os Es ados Unidos e os da
Eu opa (Oli ei a, 2018).
Esses obs áculos podem di icul a o desen ol imen o pleno do se o de emp esas
independen es e especializadas no B asil, mas ambém c iam opo unidades pa a emp esas que
es ão dispos as a en en a esses desa ios e ino a , ajudando a impulsiona o c escimen o e a
ma u idade do me cado a longo p azo (Oli ei a, 2018).
1. JUSTIFICATIVA
A c escen e u banização e as mudanças nos es ilos de ida a e a am a elação en e os
humanos e seus animais de es imação. À medida que aumen a o núme o de pessoas que possuem
cacho os, elas ambém êm esponsabilidades p o issionais e sociais, e há necessidade de se iços
que a endam às necessidades especí icas desses animais quando seus u o es es ão ausen es.
O p esen e P oje o p opõe a elabo ação de um Plano de Negócios pa a um dayca e pa a
cacho os, uma modalidade de se iço que isa o e ece um ambien e segu o, es imulan e e
con o á el pa a esses animais enquan o seus u o es es ão ocupados com ou as a i idades. Ao
longo des e es udo, se ão abo dados aspec os como análise de me cado, de inição do público-al o,
es u u ação ope acional, plano inancei o, es a égias de ma ke ing e ges ão de ecu sos
humanos. Além disso, se á abo dado como o dayca e se posiciona á den o do me cado
compe i i o, ala ancando an agens compe i i as pa a ga an i seu sucesso e sus en abilidade a
longo p azo, p opo cionando uma isão ab angen e e de alhada sob e as opo unidades nesse
segmen o p omisso .
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As azões que embasam a elabo ação des e plano de negócios são:
a) Opo unidade de emp eendedo ismo e me cado;
b) Demanda c escen e po se iços pa a pe s;
c) Necessidade de concilia abalho e cuidado com os cacho os;
d) P eocupação com o bem-es a do cacho os;
e) Impac o na saúde dos cães;
) Bene ícios pa a os u o es.
Nesse con ex o su giu a “Pa as e Companhia”, um dayca e. Além dos se iços adicionais,
e emos como di e encial moni o amen o online do cacho os, ou seja, os u o es pode ão acessa
po meio de um aplica i o as câme as de moni o amen o ins aladas nas á eas de con i ência do
dayca e de onde eles es i e em, podendo assim man e a anquilidade de que seu animal es á
segu o e bem cuidado.
O me cado pe em sido econhecido como um dos me cados em c escimen o no país.
Po ém, o desa io desse me cado é a al a de se iços que a endam às necessidades especí icas dos
clien es que buscam comodidade, con o o e segu ança (Sil a; Oli ei a; Akiau, 2016).
Em comum, os idealizado es des e p oje o êm amo pelos cacho os. Assim, se á colocado em
p á ica as expe iências e ap endizados p opo cionados du an e o cu so de Ges ão Emp esa ial,
u ilizando do conhecimen o adqui ido e de e amen as adequadas às necessidades apon adas.
1.1 ESTRUTURA DO TRABALHO
O Plano de Negócios da Pa as e Companhia oi desen ol ido em seis capí ulos, desc i os a
segui .
O p imei o capí ulo in oduz ao lei o , de o ma sucin a, o ema escolhido pelo g upo, além
da jus i ica i a e a es u u a do Plano de Negócios, pa a que seja possí el en ende a iabilidade do
emp eendimen o.
O segundo capí ulo ap esen a a undamen ação eó ica, dando embasamen o em es udos
que possam amplia ideias e, consequen emen e, da base pa a o p esen e negócio.
No e cei o capí ulo é abo dado o modelo de negócios escolhido pelos emp eendedo es
po meio do Business Model Can as, escla ecendo o uncionamen o do emp eendimen o.
No qua o capí ulo emos in o mações di e sas sob e o emp eendimen o e os
emp eendedo es, ais como a o mação ju ídica, o enquad amen o ibu á io, a composição do
capi al social, além da missão, isão e alo es da emp esa, análise de me cado, plano de ma ke ing,
ope acional e inancei o. Nes e capí ulo o am u ilizadas di e sas e amen as impo an es da á ea
de ges ão, como ada de ino ação, análise VRIO, as cinco o ças de Po e , análise PESTEL e
SWOT, além do o ganog ama e luxog ama, nos quais es udamos a elação en e o eó ico e a

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aplicação na emp esa em planejamen o. No plano inancei o, cons am es udos de in es imen os
ixos e p é-ope acionais, bem como a u amen o mensal, demons a i o de esul ados,
luc a i idade, en abilidade e p azo de e o no do in es imen o.
No quin o capí ulo, é desc i a a esponsabilidade social e/ou a sus en abilidade
elacionado à Pa as e Companhia.
Po im, no sex o capí ulo, são expos as as conside ações inais, que e a am a iabilidade
desse plano de negócios.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 OS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
De aco do com Dic iona y Camb idge (2024), a pala a pe em inglês em sua de inição po :
animal domés ico, bicho de es imação. Um animal de es imação é um animal domés ico a ado
com ca inho, como um cão e um ga o; eles nos p opo cionam uma melho ia na qualidade de ida,
ele am nossa elicidade e eduzem nossos sen imen os de solidão (Cos a, 2006).
“Os animais de es imação dão e ecebem a e o, na qualidade de subs i u os emocionais,
con ibuem pa a man e a mo i ação quando as pessoas es ão sozinhas ou a a essando pe íodos
de di ícil ansição” (Zwe sch, 2015, p. 17).
Com 141,6 milhões de animais de es imação, o B asil é o qua o país em núme o de animais
domés icos; e des es, 55,1 milhões são cacho os (ABINPET, 2022).
Enquan o o mundo i ia em c ises p oduzidas pela pandemia da co id-19, o me cado pe
c esceu 13,5%, ge ando R$ 40,1 bilhões em 2020, colocando o B asil em segundo luga no mundo
(Seb ae, 2020). Esse aumen o é explicado pelo aumen o da adoção de animais de es imação, a im
de que es es izessem companhia. A endência é que esse segmen o con inue azendo bons
esul ados (Lima, 2022).
O B asil é o e cei o país em a u amen o no segmen o pe ; o país, nesse caso, ep esen a
4,95% do me cado global, a ás somen e dos EUA (43,7%) e China (8,7%) (ABINPET, 2024). Po ém,
a mudança no cená io não es á elacionada apenas ao aumen o do núme o de animais de es imação
nas esidências, mas ambém a uma mudança na pe cepção (Os os, 2021). Os u o es, como são
chamadas as pessoas que possuem animais, êm cada ez mais is o seus pe s (p incipalmen e os
cacho os) como ilhos (Os os, 2021)
Com isso em men e, cada ez mais os u o es desejam o e ece o melho cuidado pa a os
seus cães po meio de se iços que acili am o dia a dia da amília e o e ecem os cuidados
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necessá ios pa a o bem-es a deles, o me cado na u almen e acompanhou essa endência (Folha
Vi ó ia, 2023).
2.2 AS NECESSIDADES PSICOLÓGICAS E EMOCIONAIS DO CACHORRO
Assim como qualque ou o se i o, os cães possuem suas necessidades; as básicas como
água, comida e ab igo e ou as que ambém são essenciais na ida deles (Ma ins, 2022). Isso inclui
a necessidade de socialização, na qual in e agi ão com ou os se es, de sua espécie ou não. Um
ambien e ap op iado pa a isso é de suma impo ância; um luga onde possam ica p o egidos de
doenças e do io e possam gas a ene gia (Ma ins, 2022). É e iden e ambém que o po e do cão
i á de e mina a quan idade de espaço pa a que ele se sin a con o á el e possa exp essa seu
ins in o na u al, que mui as ezes é esquecido ou não p a icado po seus u o es (Ma ins, 2022).
A ase mais signi ica i a da socialização dos cães é a de sua e cei a semana a é seus ês
meses, na qual se ão de e minados mui os dos compo amen os que impac a ão em sua ida
ju enil e adul a (Sil ei a e al., 2016). Nesse pe íodo ele ambém começa a di e encia ambien es e
indi íduos, po isso é mui o impo an e que haja um bom desen ol imen o e sejam e i adas
si uações que possam causa nele ansiedade ou ai a (Sil ei a e al., 2016).
Rossi (2002) diz que a socialização es á ligada a di e sos a o es que o cão ca ega; as
expe iências de idas e a o ma como ele oi c iado di ão mui o sob e seu desen ol imen o e suas
eações em di e sos cená ios. Esses a o es podem se : e i ada p ecoce do ilho e da sua mãe e
i mãos, c iação em um ambien e que não enha nenhum es ímulo (como b inquedos) ou espaço
pa a co e , pouca ou nenhuma socialização com ou os animais, dependência emocional com o
u o , en e ou os (Rossi, 2002).
O gas o de ene gia es á mui as ezes elacionado a algum ipo de a i idade ísica que, po
mais simples que pa eça, es imula o cão e pode pos e io men e desen ol e alguma habilidade
especí ica (Chandle , 2012). Isso ambém es imula uma oca com o ou o indi íduo en ol ido, seja
ele um animal ou um se humano (Chandle , 2012).
Assim como os se es humanos, os animais ambém possuem coisas que os a aem, como
b inquedos, b incadei as e comandos (Ramos, 2022). Os cacho os nos dias de hoje es ão sendo
mui o humanizados, o que não é necessa iamen e algo uim; po ém, alguns ins in os são
necessá ios pa a eles, como o de caça (que engloba o ol a o, isão e audição) (Ramos, 2022). B inca
não é somen e algo pa a dis ai o animal, mas ambém pa a es imula e conec a com ou as coisas
e pessoas, ou seja, com o mundo como um odo (Ramos, 2022).
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2.3 A RELAÇÃO ENTRE O SER HUMANO E O CACHORRO
Segundo La son e al. (2012), os cacho os são descenden es de lobos e o am domes icados
quando os humanos e am caçado es e cole o es. No en an o, é no á el que lobos e cães êm
elações comple amen e di e en es com o se humano; enquan o no p imei o ê-se um
compo amen o e oz, no úl imo encon a-se obediência e doçu a (Mazon; Mou a, 2017).
Essas ca ac e ís icas es ão elacionadas com os hábi os de mui as amílias com animais de
es imação; Sahlins (2003, p. 171) obse a que os cães “[...] sobem nas cadei as que o am ei as pa a
se es humanos, do mem nas camas das pessoas, e sen am-se à mesa como bem que em à espe a
de sua po ção da e eição da amília”. Vê-se, a pa i disso, que exis e uma elação de a e o en e
as duas espécies, de uma o ma que se assemelha à elação en e os humanos. Os os (2021) en ende
que esse p ocesso de indi idualização, ou seja, a isão de que são se es singula es, dá-se pelo
c escimen o do núme o de animais, sob e udo no século XX.
Não é necessá io, no en an o, in e p e a essa elação como sendo p oblemá ica; na
ealidade, os p incipais bene ícios que ad êm desse elacionamen o são a aleg ia e a sa is ação
pa a ambos os lados (Mazon, 2021). Mui as pessoas, inclusi e, escolhem não e ilhos po
en ende em que seus bichos podem sup i essa lacuna amilia (Mazon, 2021). Além disso, exis e
um segmen o de e apia (chamada cino e apia) que es á sendo es ado e busca u iliza dessa
conexão en e espécies pa a auxilia no a amen o de ans o nos como o TEA (T ans o no do
Espec o Au is a) (Minis é io da Educação, 2023).
Em deco ência dessa con igu ação de elação, con udo, mui os cacho os podem
encon a di iculdade em lida com a ausência de seus u o es du an e algum pe íodo, seja ele
e e en e aos expedien es de abalho ou a uma iagem, po exemplo (Sega a, 2012). Po isso, são
cada ez mais comuns os casos de diagnós icos de Ansiedade da Sepa ação em Animais (SASA)
(Sega a, 2012).
A SASA é de inida como uma ca ego ia de ansiedade pa ológica, ca ac e izada po um “[...]
conjun o de espos as compo amen ais clássicas, como a ocalização excessi a, compo amen os
des u i os e dis ú bios de micção e de ecação” (Guollo; Bako; Piani, 2023, p.1). Ou a ca ac e ís ica
comum, segundo as au o as, é a hipe inculação, que se a a de um apego excessi o com o u o .
Sendo assim, é p eciso encon a o mas de os ajuda a lida com essa ques ão, que em jus amen e
uma o e elação com a o ma que os p óp ios se es humanos passa am a lida com eles.
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2.4 DAYCARES PARA CACHORROS
Um dayca e (ou c eche) pa a cães, segundo o Seb ae (2023a, n.p.), é “[..] um espaço especial
pa a que cacho os passem o dia sob a supe isão de p o issionais capaci ados e ealizando
di e sas a i idades saudá eis”. Seu uncionamen o se pa ece mui o com uma c eche pa a c ianças:
os cacho os são deixados no começo do dia e são buscados po seus u o es ge almen e ao inal
da a de (Seb ae, 2023a). No en an o, os a a i os de um emp eendimen o como esse podem se
os mais a iados, desde en iquecimen o ambien al a é a oma e apia (Seb ae, 2023a).
Ao u iliza esse se iço, os consumido es êm di e sos bene ícios; p imei amen e, a
anquilidade que é o necida ao u o ao deixa um animal de es imação aos cuidados de
p o issionais especializados (D umond, 2022). Além disso, o cão ambém em a opo unidade de
in e agi com um ambien e que es imula seus compo amen os na u ais e lhe pe mi e gas a
ene gia, e i ando édio, p oblemas de saúde e seden a ismo (D umond, 2022). Unindo isso à
in e ação com ou os cacho os, em-se como esul ado o desen ol imen o emocional e ísico do
animal (D umond, 2022).
Esses emp eendimen os ap esen am-se como um se iço que es á den o do segmen o de
p odu os e se iços pa a pe s, que, con o me desc i o, é um me cado mui o bem sucedido (Lo isi,
2023). Um exemplo disso é o dayca e Poli’s Hea en, localizado em São Paulo (SP): a emp esa chega
a a u a a é R$ 110mil mensalmen e em épocas de al a empo ada e R$ 35mil em empos mais
calmos (Lo isi, 2023). Já a c eche e ho el Plane Dog Reso em 2016 a u a a a é R$ 1,7mi po ano;
a o ganização pe manece em uncionamen o (Lo isi, 2023).
Sendo assim, com base na en abilidade que o me cado ap esen a e pelo a o des e negócio
e como obje i o a ende às necessidades que mui os animais êm, as c eches pa a cacho o são
ó imas opo unidades de negócio e, a pa i de um es udo mais ap o undado, podem aze
e o nos inancei os sa is a ó ios.
3. MODELO DE NEGÓCIO
Um modelo de negócios desc e e a lógica de c iação, en ega e cap u a de alo po pa e
de uma o ganização, o que pode cob i algumas á eas p incipais de um negócio como: clien es,
o e as, in aes u u a e iabilidade inancei a (Os e walde ; Pigneu , 2011).
Po esse mo i o, a emp esa Pa as e Companhia, sabendo das opo unidades passí eis de se em
ap o ei adas, desen ol eu mé odos pa a elabo ação e e olução da es u u a o ganizacional e do
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
2
Cu sando:
Tecnólogo em Ges ão Emp esa ial - FATEC PG
Idade:
22 anos
Na u alidade:
São Paulo / SP
Residência a ual:
P aia G ande / SP
3
Nome:
Luana Bea iz da Sil a
Cu sando:
Tecnólogo em Ges ão Emp esa ial - FATEC PG
Idade:
21 anos
Na u alidade:
São Paulo / SP
Residência a ual:
P aia G ande / SP
4
Nome:
Rogé io Yochino i Naga a
Cu sando:
Tecnólogo em Ges ão Emp esa ial - FATEC PG
Idade:
45 anos
Na u alidade:
I a i i / SP
Residência a ual:
P aia G ande / SP
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
4.1.2 O ganog ama da emp esa
De modo ge al, a de inição encon ada na li e a u a ol ada pa a a adminis ação desc e e
o o ganog ama como sendo a ep esen ação g á ica dos ca gos e das elações hie á quicas
a adas no ambien e o ganizacional (Chia ena o, 2001).

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Na igu a 2, é ap esen ado o O ganog ama da emp esa Pa as e Companhia.
Figu a 2: O ganog ama
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
O dayca e Pa as e Companhia inicia á as suas a i idades compos as pelos sócios, dessa
o ma:
A sócia Luana Bea iz da Sil a ica á esponsá el pelas seguin es unções: comp as, luxo
de caixa, moni o amen o, conse ação e limpeza do espaço;
A sócia Ana Gab iela Nascimen o da Sil a ica á esponsá el pelas seguin es unções: á ea
adminis a i a, ecu sos humanos, mo o is a e elacionamen o ao clien e;
A sócia G aziele Soa es Sil a ica á esponsá el pelas seguin es unções: publicidade e p opaganda,
mídias digi ais, moni o amen o, conse ação e limpeza;
O sócio Rogé io Yochino i Naga a ica á esponsá el pelas seguin es unções: banho e osa,
mo o is a, moni o amen o, conse ação e limpeza.
Inicialmen e, con a a emos os p o issionais abaixo:
a) 1 es agiá io na á ea e e iná ia pa a colabo a no a endimen o e ec eação dos cães;
b) 1 auxilia de banho e osa.
Te emos pa ce ia com uma clínica e e iná ia pa a a endimen os eme genciais e um
écnico ades ado pa a auxilia nas a aliações compo amen ais que an ecedem as ma ículas.
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
4.1.3 Desc ição das unções exe cidas pelos sócios
Segundo Chia ena o (2002), a compe ência é a junção de ês elemen os: sabe aze
(in o mações, conhecimen o e expe iências), que e aze (mo i ação, on ade e compo amen o)
e pode aze ( e amen as, equipamen os e local de abalho).
Pa a Ca alho e Nascimen o (1999), ca go é um conjun o de unções semelhan es e/ou
complemen a es, que são execu adas po um ou mais indi íduos na emp esa.
Abaixo cons a os qua os ca gos de alhados, con o me es abelecidos pela Classi icação B asilei a
de Ocupações (CBO), da Pa as e Companhia.
a) Ge en e Financei a (CBO 142115): ealiza o çamen os e odo o con ole de luxo de caixa,
como exemplos: conciliação bancá ia e con ole de con as a paga e a ecebe .
b) Ge en e de Ma ke ing (CBO 142315): ealiza es a égia de Ma ke ing de gue ilha, pa a
cap a po enciais clien es, c iando con eúdo o inei os em edes sociais.
c) Ge en e Adminis a i o (CBO 142105): ealiza o con ole da documen ação e planilhas,
esponsá el pelos ecu sos humanos da emp esa, ecebe eclamações e suges ões dos
u o es, man endo um bom elacionamen o com os mesmos, supe isiona as o inas da
auxilia adminis a i a.
d) Ge en e Ope acional (CBO 141205): ealiza o acompanhamen o de odas as o inas diá ias
do Dayca e, como po exemplo: banho e osa, moni o amen o, limpeza e conse ação do
local, icando esponsá el pela agenda do mo o is a.
4.1.4 Fluxog ama das p incipais a i idades do negócio
Fluxog ama é uma écnica que pode assumi di e sas nomencla u as, o mas e de alhes
dis in os, mas que não in alidam a ideia ge al de “desenha o luxo de p ocessos”, que dá a o igem
da pala a luxog ama (C uz, 2013). Também é conhecido como uma ep esen ação da sequência
de ope ações de um p ocesso (C uz, 2013).
Na igu a 3 é ap esen ado o luxog ama do p ocesso de ma ícula/admissão do cão no
dayca e da Pa as e Companhia.
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
Figu a 3: Fluxog ama
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
O u o en a em con a o com a Pa as e Companhia e agenda uma a aliação. Na da a
agendada, o u o e o seu cacho o são ecebidos e encaminhados pa a o espaço de socialização.
Caso não haja ap o ação, o a endimen o é inalizado.
Na ap o ação, se á ealizado uma anamnese e e en e às acinas e e mí ugos. Caso não
es eja em dia, se á solici ado ao u o a a ualização do cade no de acinas pa a que o seu cão possa
se ma iculado.
As acinas e o e mí ugo es ando em dia, o u o se á encaminhado pa a ealiza o
pagamen o, con i mando a ma ícula de seu animal.
4.2 INOVAÇÃO
O p ocesso de ino ação es á di e amen e ligado à ges ão da qualidade, se indo como uma
aliada pa a odo os p ocessos de o ganizações de mic o, médio e g ande po e (Ko le ; Kelle , 2018).
O obje i o p incipal da busca incansá el da ino ação é a cons an e mudança no me cado no qual a
emp esa es á inse ida; busca a ualiza -se p omo e um espaço no me cado pa a que a emp esa
consiga ob e luc o e se man e compe i i a (Ko le ; Kelle , 2018). A ino ação p ecisa se in ínseca
à o ganização; pa a isso é necessá io ealiza análises e compa a i os; ou seja, o uso de e amen as
é indispensá el (Sawhney; WolcoH; A oniz, 2006).
4.2.1 Rada de ino ação
Um exemplo de e amen a ú il na busca pela ino ação é o ada de ino ação que, a pa i
da inse ção de dados, exibe o esul ado po meio de compa ações, no malmen e sendo u ilizados
os anos an e io es como indicado es (Sawhney; WolcoH; A oniz, 2006).
Essa e amen a mos a as opo unidades de ino ação que a emp esa pode ap o ei a ,
con ando com 12 in luências de opo unidade (Sawhney; WolcoH; A oniz, 2006). Após a análise do
ada , a emp esa consegui á oca seus ecu sos de manei a mais in eligen e e en ão oma ações
pa a mudanças (Sawhney; WolcoH; A oniz, 2006).
Pa a a emp esa Pa as e Companhia, a aplicação da e amen a oi ei a de o ma a compa a
sua en ada no me cado, e e en e ao que os seus conco en es já o e eciam, con o me igu a 4.
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
Figu a 4: Rada de ino ação
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
No quad o 3 são ap esen adas as dimensões da e amen a aplicada na emp esa.
Quad o 3: Dimensões do ada de ino ação
Rada de ino ação
O e a
Foi analisada a ques ão da o e a em elação a emp esa Pa as
e Companhia e seus conco en es, e oi a ibuída a no a 4,
le ando em conside ação que a emp esa o e ece á se iços
que as ou as duas emp esas não o e ecem.
Pla a o ma
Nes a dimensão, a a aliação oi 5 pois a emp esa em as
pla a o mas p incipais e mais u ilizadas, sendo as edes
sociais as p incipais o mas de comunicação.
Ma ca
Em elação a ma ca, oi a ibuída a no a 3, pois, como a
emp esa es á en ando no me cado, ainda não em in luência
como seus conco en es que já es ão consolidados.
Clien es
A a aliação des a dimensão é de 3, po que, como di o
an e io men e, a emp esa não possui espaço no me cado po
ainda não e sido lançada e, consequen emen e, ainda não
em clien es ixos.

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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
Soluções
Foi a ibuída a no a 5 a es a dimensão, pois a emp esa em
plena consciência da impo ância de ans o ma as
aquezas de seus conco en es em suas o ças, logo se
o nando comple a em elação às soluções, semp e alinhada
com o p ocesso de melho ia con ínua.
Relacionamen o
A emp esa es á empenhada em o e ece um se iço de
qualidade e con iança, assim cons uindo um bom
elacionamen o com seus clien es; po isso, a no a a ibuída
oi 5.
Ag egação de Valo es
Es a dimensão diz espei o a c iação de alo de um p odu o
ou se iço po meio da ino ação. Pensando nisso, a emp esa
e e a no a 5, p incipalmen e le ando em conside ação o
di e encial da o ganização em elação aos seus conco en es
(o acesso às imagens ao i o do sis ema de segu ança).
P ocessos
A dimensão de p ocessos diz espei o à es u u ação dos
p ocessos da emp esa. Conside ando isso, a emp esa pon ua
uma no a de 5.
O ganização
A o ganização no ada diz espei o à es u u ação dian e das
ope ações. Conside ando es as in o mações, a no a a ibuída
à Pa as e Companhia oi 4, pois é p eciso e consciência de
que os p ocessos semp e podem se melho ados.
Cadeia de Fo necimen o
A cadeia de o necimen o diz espei o p incipalmen e aos
o necedo es e o elacionamen o en e as emp esas. A
emp esa não e á uma gama de o necedo es ão g ande, a é
pelo a o de es a en ando no me cado ago a. Logo, se á
necessá io mais empo pa a que o elacionamen o B2B seja
mais e e i o. Di o isso, a no a a ibuída oi 3.
P esença
Nes a dimensão em ques ão, é le ado em conside ação como
a emp esa se o na e iden e pa a seu público, e po mais que
a Pa as e Companhia ainda não es eja a uando no me cado,
ela se a á p esen e p incipalmen e po meio de edes sociais.
Le ando em conside ação es as in o mações, a no a
a ibuída à emp esa oi 4.
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Rede
A dimensão ede do ada diz espei o às opo unidades de
me cado que a emp esa pode alcança . Nes a dimensão a
Pa as e Companhia se iguala aos seus conco en es, le ando a
pon uação 5 de ido ao c escimen o des e me cado.
Ambiência Ino ado a
A ambiência ino ado a diz espei o p incipalmen e à
ag egação de alo da ma ca. A Pa as e Companhia se
empenha á em o e ece se iços ino ado es e de qualidade,
endo no a 4 na dimensão.
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Dessa o ma, é possí el pe cebe que a p incipal des an agem da emp esa em elação aos
seus conco en es é em elação à consolidação no me cado. Os conco en es, po já es a em
a uando, já são conhecidos e possuem c edibilidade e clien es ixos.
No en an o, a Pa as e Companhia se des aca ao o e ece como ino ação imagens das
câme as de segu ança das á eas de con i ência dos animais disponibilizada pa a os u o es. Com
isso, é ag egado alo ao clien e e a emp esa em a opo unidade de ganha espaço no me cado.
4.2.2 Análise VRIO
O VRIO é uma análise in e na que ajuda a emp esa a iden i ica as an agens e ecu sos
que dão an agem compe i i a no me cado; ele se es u u a em qua o pon os: a ques ão do alo ,
da a idade, da imi abilidade e da o ganização (Ba ney, 2002). Essas ques ões ajudam a emp esa a
iden i ica se seus ecu sos e capacidades são uma o ça ou uma aqueza (Ba ney, 2002). Po an o
a an agem compe i i a de uma o ganização pode se man ida se seus ecu sos a ende em aos
quesi os do modelo VRIO (Cama go; Zilbe , 2013).
Segundo Beze a (2017, p. 22), o úl imo elemen o do modelo VRIO (a o ganização) “[...]
iabiliza a emp esa pa a i a o máximo de p o ei o dos seus ecu sos que são aliosos, a os e
inimi á eis”. Ou seja, a análise desses dados ajuda a descob i quais são as an agens de longo p azo
pa a uma o ganização.
A segui , no quad o 4, é possí el obse a as dimensões da Análise VRIO da Pa as e
Companhia.
383 | Pa as e Companhia: dayca e pa a cacho os
Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
Quad o 4: Dimensões da Análise VRIO
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
A emp esa Pa as e Companhia possui uma an agem compe i i a pa cialmen e sus en á el,
pois não em ainda desen ol ida a inimi abilidade, o que ge a uma an agem compe i i a
empo á ia, uma ez que pode se copiado pela conco ência.
Conside a-se que a Pa as e Companhia é um negócio alioso, pois en ega alo ao seu
clien e; é um se iço que ag ega con iabilidade en e o u o e a emp esa. Ao disponibiliza as
imagens ao i o das câme as pa a que os u o es possam acompanha du an e o dia alguns
momen os de laze e ap endizagem de seus cacho os, são anquilizados em sabe que eles es ão
sendo bem cuidados, e, p incipalmen e, ap endendo e se di e indo com segu ança e con o o.
O se iço o e ecido em a idade no local onde a emp esa se á inse ida, pois o ecu so e
como se á ei a sua implemen ação não es ão disponí eis na conco ência. Apesa de se um
se iço ino ado , o ecu so é algo que pode se copiado pelos conco en es den o do seu p óp io
modelo de negócio, o que ge a uma an agem compe i i a empo á ia, azendo com que a Pa as e
Companhia enha que busca ou as an agens compe i i as pa a que o negócio seja sus en á el a
longo p azo.
A o ganização, apesa de ainda es a em desen ol imen o, ap esen a um modelo de
negócio bem planejado, explo ando os ecu sos, azendo di ulgação do negócio e isando ga an i
sua ope acionalidade com pessoas quali icadas, o nando o negócio bem es u u ado pa a o
sucesso.
384 | Pa as e Companhia: dayca e pa a cacho os
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4.3 ESTRUTURA DO NEGÓCIO
4.3.1 Missão, Visão e Valo es da emp esa
Es es ês p ecei os são u ilizados pa a uni ica a o ganização pa a um obje i o maio , pois
quando de inidos e i idos po oda a emp esa, ela em uma an agem, uma ez que odos alam a
mesma linguagem (Oli ei a, 2009). Dessa o ma, o planejamen o o na-se mais e icien e e a chance
de sucesso da o ganização é maio , pois odos sabem onde que em chega (Oli ei a, 2009).
4.3.1.1 Missão
A missão da emp esa em o papel de mos a e e baliza a sua azão de exis i ; se e pa a
mos a o obje i o que a emp esa em (Oli ei a, 2009). A missão ambém em a unção de mo i a
seus colabo ado es, mos ando a impo ância da o ganização (Chia ena o, 2014). Pa a o mundo
ex e no, a missão mos a aquilo que a emp esa se p opõe a o e ece e, se o bem es abelecido,
esse elemen o pe mi e que a o ganização apos e em es a égias mais ce ei as pa a que possa se
des aca ainda mais no me cado (Oli ei a, 2009).
Chia ena o (2014, p. 56) diz que:
É impo an e conhece a missão e os obje i os essenciais de uma
o ganização, po que se as pessoas não sabem po que ela exis e e pa a onde
ela p e ende i , jamais sabe ão qual o melho umo a segui . E se não
conhecem a missão da o ganização, as pessoas se o nam e an es e sem
sabe qual o caminho adequado pa a a sua ealização.
Baseado nisso a emp esa Pa as e Companhia em como missão “O e ece segu ança e
qualidade em nossos se iços, encan a nossos clien es e demons a nosso amo pelos nossos
amigos de qua o pa as”.
4.3.1.2 Visão
Já a isão é o guia pa a a emp esa consegui ealiza aquilo que oi p opos o na missão; é
aquilo que a emp esa almeja se e es á colocando es o ços pa a que possa e uma an agem sob e
seus conco en es (Collins; Po as, 1996). Uma isão bem es abelecida o na-se uma ideologia, que
em que es a bem en aizada (Collins; Po as, 1996).
Oli ei a (2009) ac escen a dizendo que uma isão bem es abelecida ambém pe mi e que
a o ganização di ecione seus ecu sos de o ma mais asse i a, ob endo melho es esul ados. Além
disso, de e mina o que a emp esa espe a de e o no em de e minado empo.
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
G á ico 6: Você acha in e essan e a ideia de abe u a de uma c eche pa a cães, na qual
os animais pode iam b inca , gas a ene gia e con i e com ou os pe s?
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Esse g á ico mos a uma g ande acei ação dessa ideia po pa e do público. Isso demons a,
jun amen e com o g á ico 7, que se a a de um negócio com po encial de ge a um al o
a u amen o.
G á ico 7: Você e ia in e esse em u iliza esse se iço?
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
A pa i desse g á ico é possí el pe cebe que ap oximadamen e me ade dos pa icipan es
u iliza ia com ce eza esse se iço. 42,1%, no en an o, não em ce eza, o que é possí el in e p e a
como uma descon iança a espei o dos bene ícios, da segu ança ou a é mesmo do cus o. Isso indica
que é p eciso in es i na anspa ência pa a com o público, de o ma a mos a que se a a de um
emp eendimen o esponsá el e impo an e pa a os cacho os.

392 | Pa as e Companhia: dayca e pa a cacho os
Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
G á ico 8: Se sim, quan as ezes po semana?
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
A maio ia das pessoas (37,8%) a i mou que u iliza ia 1 ez po semana, seguido de pe o po
36,6% que u iliza ia 2 ezes po semana.
G á ico 9: De 0 a 5, quão impo an e e pe inen e ocê conside a os u o es e em
acesso às câme as ao i o?
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
87,4% das pessoas a i ma am que é ex emamen e impo an e e pe inen e que os u o es
enham acesso às câme as do local, o que indica que o cus o com essa ecnologia não é
desnecessá io e ag ega á alo ao clien e.
393 | Pa as e Companhia: dayca e pa a cacho os
Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
G á ico 10: Você au o iza ia o seu pe a um passeio ex e no?
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
O g á ico mos a que 58,9% conside a que um passeio ex e no se ia segu o e iá el, o que
indica que é p eciso es uda mais a undo se essa ideia se á colocada em p á ica de a o ou não.
G á ico 11: Qual sua enda mensal amilia ?
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Com isso, en ende-se que nosso público p incipal em uma enda de 3 a 4 salá ios mínimos
(40%).
394 | Pa as e Companhia: dayca e pa a cacho os
Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
G á ico 12: Em caso de ausência, onde o cacho o cos uma ica ?
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Apesa da quan idade de espos as que os pa icipan es adiciona am de o ma au ônoma,
é possí el no a que a maio ia deixa seu(s) cacho o(s) com um pa en e (60%) ou sozinho em sua
esidência (30,5%).
G á ico 13: O que ocê conside a como di e encial e que gos a ia de encon a na
Pa as e Companhia?
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
As al e na i as disponibilizadas (“Bom a endimen o”, “Qualidade dos se iços o e ados”,
“Ambien e bem higienizado”, “Boa es u u a do espaço” e “P o issionais quali icados”) i e am
395 | Pa as e Companhia: dayca e pa a cacho os
Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
po cen agem semelhan es. Den e as suges ões adicionadas pelos pa icipan es, é possí el
des aca “Busca e de olução”, “P eços acessí eis” e “Fo o/ ídeo do meu pe ”.
4.4.2 Es udo dos clien es
O es udo dos clien es não se a a de algo simples; nem semp e o clien e comunica ou ao
menos sabe aquilo que que ou p ecisa (Ko le ; Kelle , 2018). Além disso, de ido à globalização,
ob e e uma au onomia sem p eceden es no que ange à escolha de p odu os e consumo, usando a
in e ne an o pa a comp a quan o pa a e i ica a aliação de ou as pessoas (Ko le ; Kelle , 2018).
Além disso, o clien e ambém pode usa a in e ne pa a in luencia ou as pessoas, posi i a
ou nega i amen e (Cob a, 2009). Somando isso ao a o de que o a u amen o da emp esa depende
dele, o consumido é algo mui o p ecioso pa a uma ins i uição (Cob a, 2009). Ou seja, é necessá io
que as emp esas deem a de ida a enção no conhecimen o de seus consumido es, pa a que não
sejam deixados pa a ás no ambien e compe i i o (Vald ich; Cândido, 2018).
A pesquisa de me cado auxilia nessa comp eensão, que, po sua ez, dá o igem à pe sona;
a pe sona é uma ep esen ação do clien e ideal; é pa a quem o p odu o ou se iço é idealizado
(Vald ich; Cândido, 2018). Essa pessoa hipo é ica em ca ac e ís icas que ab angem o maio
núme o de pessoas possí eis den o da segmen ação escolhida (Vald ich; Cândido, 2018).
Na igu a 5, é possí el e a pe sona ado ada pela Pa as e Companhia.
Figu a 5: Pe sona
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
396 | Pa as e Companhia: dayca e pa a cacho os
Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
Pa , é uma mulhe casada, em 45 anos, mo a em P aia G ande/SP, em um cacho o e em
p eocupação em deixá-lo sozinho em casa.
Es as ca ac e ís icas es ão undamen adas no ipé Pesquisa / Mapa de Empa ia / Jo nada
do Clien e.
4.4.2.1 Mapa de empa ia
Como o p óp io nome indica, o mapa de empa ia é uma e amen a que busca acili a a
empa ia pelo seu clien e, ou seja, pe mi e que a emp esa se coloque em seu luga (Vald ich;
Cândido, 2018). Consis e em um quad o com 6 pe gun as que di ecionam a o ganização a en ende
quem o clien e é e aquilo que ele ealmen e que , pe mi indo que o ges o se des encilhe de suas
p óp ias con icções e pe cepções (Vald ich; Cândido, 2018). Em ou os e mos, em como obje i o
con ibui com o “[...] p ocesso de comp eensão dos clien es/usuá ios, onde pe mi e o
en endimen o do que o usuá io es á ealmen e in e essado, ou a pe cebe o quan o ocê ainda
p ecisa se ap o unda sob e ele” (Vald ich; Cândido, 2018, p. 114).
Na igu a 6, é ap esen ado o mapa de empa ia da Pa as e Companhia.
Figu a 6: Mapa de empa ia
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024

397 | Pa as e Companhia: dayca e pa a cacho os
Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
a) “O que ele pensa e sen e?”: Le a pe iodicamen e seus cacho os, Megue e Mago, no
e e iná io e busca p odu os que eles gos am, como b inquedos, pe iscos, camas e c.;
b) “O que ele escu a?”: Escu a de seus conhecidos que c eches pa a cacho o são inú eis e
ca as, mas nunca chegou a pesquisa de a o;
c) “O que ele ê?”: Vê Megue e Mago como memb os da amília e se p eocupa com eles como
se ossem e dadei os ilhos;
d) “O que ele ala e az?”: P ocu a p odu os de boa qualidade e, po al a de opção, deixa seus
cães sozinhos;
e) “Quais são as suas do es?”: Ela sen e culpa po deixa seus animais sozinhos em casa e
acha que de e ia da mais a enção pa a eles, po ém po con a do abalho é impossibili ada;
) “Quais são os seus ganhos?”: Uma ez que suas do es ossem esol idas, ela pode ia sen i
aleg ia po e seus cacho os cada ez mais saudá eis, além de que se conec a ia
emocionalmen e com eles ainda mais.
4.4.3 Es udo dos conco en es
De aco do com o Dicioná io Michaelis (2024, n.p.), a conco ência co esponde à “dispu a
en e duas ou mais pessoas pelo mesmo obje i o; compe ição” e à “dispu a de me cado en e duas
ou mais emp esas que ab icam os mesmos p odu os ou o e ecem os mesmos se iços”.
Ko le e Kelle (2018, p.12) a i mam que o concei o de conco ência engloba “ odas as o e as e os
subs i u os i ais, sejam eles eais ou po enciais, que um comp ado possa le a em conside ação”.
Além da moni o ação dos passos da conco ência pa a e i a su p esas, ambém é impo an e
ap ende com emp esas, conco en es di e os ou não, que ap esen am desempenho supe io em
algumas a i idades (Las Casas, 2011).
A Pa as e Companhia se á es abelecida na cidade de P aia G ande, onde exis em poucos
conco en es que uncionam a i amen e no me cado dayca e, sendo eles emp esas de médio e
pequeno po e. Além disso, as al e na i as são pouco conhecidas pela população local.
O obje i o é p a ica um p eço que es eja na média em elação aos conco en es, de o ma
que a Pa as e Companhia não seja líde em cus o, como ambém não enha o p eço mais ele ado.
A pesquisa de conco en es oi baseada nos p odu os e se iços o e ecidos, nos p eços
o e ados, na localização e no uso das edes sociais como canal de di ulgação e in e ação com
u o es, con o me isualizado no quad o 6.
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
Quad o 6: Es udo dos Conco en es
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Con o me obse ado no quad o 6, há qua o conco en es p incipais na egião: Dogão
Feliz, Fo e dos Pe s, CuidaCão e DogHaus. Des es, dois se des acam: Dogão Feliz e Fo e dos Pe s.
A emp esa Dogão Feliz, es á localizada no bai o Guilhe mina, a emp esa az pos agens
mos ando pa es do dia dos animais hospedados, e ecebe em média de 20 a 35 cães po dia. A
di ulgação da emp esa é ap esen ada na igu a 7.
Figu a 7: Ins ag am Ins i ucional do Dogão Feliz
Fon e: Dogão Feliz, 2024
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De aco do com as in o mações disponibilizadas na ede social Ins ag am, e po meio de
isi a p esencial ao local, são o e ecidos os se iços de dayca e, hospedagem, ades amen o, banho
e osa, Dog Walke (passeios com cães) e cuida do cão na casa do u o .
A emp esa Fo e dos Pe s possui 2 localizações, uma no bai o Guilhe mina e ou a no
bai o Can o do Fo e; uma e cei a ins alação es á sendo cons uída no bai o Sí io do Campo. A
emp esa se au odenomina o 1º maio e melho complexo Pe Reso da Baixada San is a, con o me
di ulgado em sua página na ede social Ins ag am como mos ado na igu a 8.
Figu a 8: Ins ag am Ins i ucional do Fo e dos Pe s
Fon e: Fo e dos Pe s, 2024
Con o me in o mações disponibilizadas na ede social Ins ag am e po meio de isi a
p esencial ao local são o e ecidos os se iços de dayca e, hospedagem, pe shop (loja de
con eniência), pe s o e (loja de p odu os e se iços de cuidados e bem-es a ) e ades amen o.
A emp esa CuidaCão es á localizada no bai o Boquei ão, oi inaugu ada em 2023 e es á em
c escimen o. A emp esa az pos agens em seu pe il mos ando ídeos dos cacho os hospedados.
Na igu a 9 pode se isualizada a página da ede social onde são ei as as pos agens.
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Figu a 9: Ins ag am Ins i ucional do CuidaCão
Fon e: CuidaCão, 2024
Con o me in o mações disponibilizadas na ede social Ins ag am e po meio de isi a
p esencial ao local são o e ecidos os se iços de hospedagem e c eche.
A emp esa DogHaus es á localizada no bai o Sí io do Campo, po ém u u amen e e á
mudança de local pa a o bai o Boquei ão. A emp esa es á em a i idade há ce ca de 3 anos, ecebe
em média 40 cães po semana, az pos agens mos ando pa es do dia dos animais, como ambém
a di ulgação da emp esa, con o me é ap esen ado na igu a 10.
Figu a 10: Ins ag am Ins i ucional da DogHaus
Fon e: Dog Haus, 2024
De aco do com as in o mações disponibilizadas na ede social Ins ag am, e po meio de
isi a p esencial ao local, são o e ecidos os se iços de dayca e, hospedagem, ades amen o e
banho e osa. A emp esa ambém ecebe ga os, mas o luxo é baixo. A emp esa não az passeios
ex e nos com os animais.
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Ainda sob e o ambien e in e no, as aquezas da emp esa consis em p incipalmen e na
ques ão de ecu sos. Po se a a de um emp eendimen o que ainda não es á no me cado, o alo
de in es imen os iniciais é al o.
Ago a alando sob e o ambien e ex e no, as opo unidades são p incipalmen e as pa ce ias
B2B que podem se ei as e ou as opo unidades que o me cado dá, po se a a de um me cado
que em c escendo de ido à mudança de compo amen o dos consumido es.
Esse c escimen o, no en an o, acaba aca e ando em uma ameaça pa a a emp esa po
con a dos no os en an es no me cado. Além disso, po con a da mudança do compo amen o dos
u o es, hoje os pe s são is os como pa e da amília, e po esse mo i o pode oco e de mui os
u o es e em descon iança po con a de maus a os que podem já e sido i idos como ambém
o medo de acon ece com o seu cacho o pela p imei a ez.
4.5 PLANO DE MARKETING
Toledo, Campoma e Toledo (2006, p. 62) exempli icam que “ao plano de ma ke ing de e-
se inco po a a a e a de iden i ica as unidades ope acionais e os ges o es esponsá eis pela
ealização das á ias a i idades nele con idas”. As a i idades das au o idades de supe isão de em
ecebe a de ida impo ância, po que são a o es que acili am o p ocesso de implemen ação das
a i idades planejadas (Toledo; Campoma ; Toledo, 2006).
Pa a ga an i melho e iciência do p ocesso, des acam-se como ca ac e ís icas compo amen ais
desejá eis dos ges o es:
a) Habilidade de en ende os ou os e sabe negocia e ba ganha ;
b) Capacidade de a alia a alocação mais e icien e de pessoas e ecu sos;
c) Concen ação nos aspec os c í icos das a e as de ma ke ing;
d) Capacidade de c ia uma ede lexí el de elacionamen os in e nos (Wood, 2004 apud
Toledo; Campoma ; Toledo, 2006).
Um plano de ma ke ing é um documen o, como um guia a se seguido e, po an o, o mal;
as e apas são de inidas e p ees abelecidas: a e apa pos e io depende da que a an ecede
(Campoma ; Ikeda, 2006). “P ecisa ap esen a p og amas de alhados de ação, ecu sos a se em
alocados po á ea de a i idade e egião” (Cob a, 2009, p. 44). Se ap esen ado com cla eza o que
de e e como de e se ei o, odas as a i idades de em se o çadas e moni o adas, de endo es a
de aco do com o po encial de me cado (Cob a, 2009).
A cons i uição me cadológica ou compos o de ma ke ing é conhecido ambém como
ma ke ing mix, de inido po Ko le (1998, p. 97) como "o conjun o de e amen as que a emp esa
usa pa a a ingi seus obje i os de ma ke ing no me cado-al o".

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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
Os 4P’s o am p econizados po McCa hy e Pe eaul J . (1997, p. 45) onde dizem que “é
ú il eduzi odas as a iá eis pa a as qua o básicas que o mam o compos o de ma ke ing:
p odu o, pon o-de- enda, p omoção e p eço”, con o me igu a 14.
Figu a 14: Compos o de Ma ke ing
Fon e: Adap ado de Bas os, 2009
Esse modelo dos 4 P’s ambém é de endido po Ko le e A ms ong (1998), que en a izam que
um p og ama de ma ke ing e icaz eúne odos os elemen os do mix de ma ke ing em um p og ama
coo denado e p oje ado pa a a ingi os obje i os da emp esa, o necendo alo aos consumido es.
a) P odu o: É a e amen a que as emp esas dispõem pa a a ende as necessidades dos
clien es, esses p odu os podem se de di e en es ipos, ais como bens ísicos, se iços,
expe iências, luga es, e en os, p op iedades, pessoas, in o mações, o ganizações e ideias
(Ko le ; Kelle , 2018);
b) P eço: É o alo mone á io do p odu o ou se iço o e ecido, a e ando di e amen e a
ma gem o e ecida pelo p odu o, o ní el de endas e, p incipalmen e, a posição es a égica
do p odu o no me cado (Fe ei a e al., 2007). Quando uma emp esa oma decisões
elacionadas a p eço, ela de e p imei o en ende e conhece seu público-al o, sabe
exa amen e quan o ele pode e es á dispos o a paga (Fe ei a e al., 2007);
c) P omoção: É a comunicação de in o mações en e um endedo e um po encial comp ado
com o obje i o de in luencia a i udes e compo amen os (Fe ei a e al., 2007). “O
compos o de comunicação e p omoção consis e em a i idades que isam comunica os
a ibu os e bene ícios do p odu o e pe suadi os clien es-al o a adqui i-los e consumi-los”
(Fe ei a e al., 2007, p. 77).
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d) P aça: Conside a a p aça signi ica o na os bens e se iços disponí eis nos locais e na
quan idade adequada e quando o consumido deseja (Mcca hy; Pe eaul J ., 1997). Os
au o es Las Casas (1992) apud Toledo, Caigawa e Rocha (2006) ac escen am que a p aça
de e es a em uma posição es a égica que le e em conside ação não só os consumido es
do seu p odu o, mas ambém os seus conco en es.
É impo an e essal a que os obje i os o ganizacionais de em se i como e e ência na
cons ução e aplicação des e compos o de ma ke ing (Bas os, 2009).
4.5.1 Desc ição dos p incipais p odu os e se iços
Os p odu os podem se de inidos segundo Las Casas (2011, p. 164) como o “obje i o
p incipal das elações de oca que podem se o e ecidos num me cado pa a pessoas ísicas ou
ju ídicas, isando p opo ciona sa is ação a quem os adqui e ou consome”. No ma ke ing,
conside a-se p odu o, udo aquilo que pode se o e ecido em um me cado pa a a enção, aquisição,
ou consumo, de modo a sa is aze um desejo ou a uma necessidade (Ko le ; Kelle , 2018).
“Se iços são p odu os in angí eis que consis em em a os ou ações ol adas pa a as pessoas
ou pa a suas posses, exemplos: bancos, hospi ais, ad ogados, o e ecem se iços mais do que os
bens angí eis” (Fe ell; Ha line, 2016, p. 14).
Os se iços o e ecidos pela Pa as e Companhia são:
a) Dayca e: a i idades de en iquecimen o ambien al, ins in i o, senso ial e cogni i o. É c iado
um ambien e com es ímulos que espondem aos ins in os na u ais como as á eas com
obs áculos, ape es de g ama sin é ica, a eia, e ou as ex u as pa a que os cacho os
possam explo a com as pa as. São usados obje os pendu ados pa a a ai a enção isual e
b inquedos in e a i os, além de b incadei as e desen ol imen o com comandos básicos
pa a es imula e e o ça compo amen os posi i os. Tudo isso é ei o pa a que eles
enham uma melho qualidade de ida e pa a ajuda a p e eni compo amen os
indesejados como ansiedade e édio, p omo endo assim o bem-es a men al e emocional.
São ei as ambém a i idades com água, po meio dos ape es com cha a iz, a o ecendo a
ec eação e a hid a ação dos cães, p incipalmen e em dias de calo in enso. Os exe cícios
ísicos ambém são impo an es pois o alecem os músculos e a iculações, além de
melho a a socialização en e os cães, con ando com uma supe isão pa a que os cães
possam ap o ei a a a i idade de o ma segu a e i ando aciden es. Caso haja alguma
in e co ência a Pa as e Companhia em como pa cei o um local pa a a endimen o
e e iná io, p es ando oda a assis ência necessá ia. Po ém, ica aco dado p e iamen e
com o u o as esponsabilidades e os cus os do se iço, isando ga an i a segu ança e
saúde imedia a. Além disso, é disponibilizado aos u oes o acesso às câme as de
moni o amen o das á eas de con i ência dos cães, pa a que acompanhem em empo eal
como seu animal de es imação é man ido e cuidado, isando p opo ciona a anspa ência,
anquilidade e segu ança nos se iços o e ecidos;
b) Banho e Tosa: p opo ciona uma expe iência posi i a e con o á el pa a os cacho os e
pe mi e maio comodidade pa a os u o es, o alecendo, assim, a con iança nos cuidados
o e ecidos pela Pa as e Companhia;
c) Táxi Dog: pa a melho comodidade dos clien es que assim p e e em, é o e ecida a
possibilidade de busca o cão na casa do u o de manhã e ao inal da a de le á-lo do
dayca e pa a esidência. O eículo é de idamen e adap ado pa a anspo a o cacho o
com segu ança e higiene. É o e ecido água du an e o aje o.
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4.5.2 P eço e p eci icação
Em ges ão e ma ke ing, as es a égias de p eços são usadas pa a de e mina p eços,
se iços ou p odu os não só pa a que a emp esa ob enha luc o, mas ambém pa a que possa se
sus en ada a longo p azo e a enda de o ma psicológica e p á ica oda a comunidade de e e ência
da emp esa (Cal osa, 2010).
A p eci icação ambém inclui imagem o ganizacional, uso e ci culação de es oque e espaço
ísico, es a égia o ganizacional, a necessidade de mais ou menos exp essi idade em seu luga ,
p omoção, pa ce ias es a égicas, in es imen o em ecnologia e ino ação, en e ou os a o es que
podem ou não es a p esen es no momen o da inco po ação do p eço ap op iado (Cal osa e al.,
2022). A de inição de p eços de e se cuidadosamen e planejada pa a ga an i um e o no posi i o
an o pa a a emp esa quan o pa a seus in es ido es, ao mesmo empo em que assegu a a
compe i i idade no me cado e a sa is ação dos clien es (Seb ae, 2022a).
A es a égia de p eci icação da Pa as e Companhia é baseada nos alo es p a icados pela
conco ência. Esse mé odo supõe que o consumido baseia seu julgamen o de p eço compa ando
os conco en es en e si (Machline e al., 2003).
Com a aplicação des a es a égia a Pa as e Companhia ob em uma média en e os p eços
p a icados pela conco ência com o obje i o de a ingi no os clien es e a é mesmo os clien es dos
conco en es. Assim, consegue se es abelece no me cado e ga an i o sucesso do seu negócio.
São ap esen ados na abela 1 os p eços p a icados pela Pa as e Companhia pa a o se iço de
dayca e.
Tabela 1: P eços Dayca e
PREÇOS - DAYCARE
($) Valo Diá ia
($) Valo Diá ia Plano
Mensal
($) Valo To al Plano
Mensal
A ulsa
R$ 65,00
-
-
2x semana
-
R$ 60,00
R$ 480,00
3x semana
-
R$ 55,00
R$ 660,00
4x semana
-
R$ 50,00
R$ 800,00
5x semana
-
R$ 45,00
R$ 900,00
Sábado*
R$ 75,00
-
-
*Não en a com alo de descon o no paco e mensal, é cob ado alo único da diá ia do im de
semana (R$75,00).
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
411 | Pa as e Companhia: dayca e pa a cacho os
Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
Na abela 2 são demons ados os p eços do se iço de banho e osa da Pa as e Companhia.
Esse se iço é o e ecido aos u o es no momen o que deixam seu animal de es imação pa a o dia
no dayca e. O se iço é o e ecido e cob ado à pa e do alo do dayca e, e caso o u o enha
p e e ência é incluída a cob ança no plano mensal p e iamen e aco dado.
Tabela 2: P eços banho e osa
PREÇOS - BANHO E TOSA
Po e
Banho Simples
Banho + Tosa
Higiênica
Banho + Tosa
Higiênica +
Hid a ação
Banho + Tosa da
Raça
Pequeno
R$ 40,00
R$ 50,00
R$ 70,00
R$ 65,00
Médio
R$ 50,00
R$ 60,00
R$ 80,00
R$ 75,00
G ande
R$ 70,00
R$ 80,00
R$ 100,00
R$ 85,00
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
São des acadas algumas especi icações em elação a es e se iço. A osa higiênica,
con o me Russo (2014), é ei a apenas pa a e i a os pelos de egiões onde acumulam sujei a como:
almo adas plan a es (pa e in e io da pa inha do cacho o, ambém conhecida como
“almo adinha” ou “coxim”), ba iga e á eas ín imas, p e enindo ambém p oblemas de pele como
as ale gias e in ecções.
Algumas aças con am com pelos mais longos e olumosos. Pa a esses casos, a osa da aça
é a mais indicada, pois é ealizada de aco do com os pad ões es abelecidos pa a cada aça
especí ica (Leand o, 2022). Isso signi ica que o co e espei a as ca ac e ís icas e peculia idades da
aça, des acando sua beleza na u al.
Os alo es ap esen ados são especí icos con o me a classi icação do po e do cacho o, e
pa a di e encia , assim como a i ma Fe nandes (2021), essa es ima i a é ei a com base no peso do
cacho o quando adul o, e é impo an e pa a que mui os u o es não se su p eendam depois com
o amanho do seu animal e, quem sabe, a é se a ependam. A abela 3 mos a como é ei a essa
classi icação.
412 | Pa as e Companhia: dayca e pa a cacho os
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Tabela 3: Classi icação do po e do cacho o
CLASSIFICAÇÃO DO PORTE DO CACHORRO
Po e
Fase Adul a a pa i de
Peso Kg
Al u a (cm)
Pequeno
12 meses
a é 10
25 a 41
Médio
de 11 a 25
42 a 56
G ande
15 meses
de 26 a 44
51 a 76
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Com base nessas in o mações a Pa as e Companhia classi ica o po e do animal pa a que o
p eço do se iço seja cob ado de o ma jus a, em elação a quan idade de ma e ial u ilizado pa a
execução do se iço.
Na abela 4 abaixo é demons ado os p eços do se iço de Táxi Dog da Pa as e Companhia.
Tabela 4: P eços Táxi Dog
PREÇOS - TÁXI DOG
Somen e busca * ou le a **
Busca e le a
R$ 7,00
R$ 12,00
*Busca na esidência e le a pa a o dayca e
**Le a do dayca e pa a a esidência
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Pa a o se iço de Táxi Dog é ei a cob ança à pa e do alo do dayca e, ou caso o u o
enha p e e ência, é incluído o se iço no plano mensal p e iamen e aco dado.
4.5.3 Es a égias P omocionais
O Ma ke ing p omocional é uma es a égia u ilizada pelas emp esas pa a pe suadi ,
ideliza e man e seu público al o, de o ma que despe e o in e esse des es nos p odu os e/ou
se iços que a emp esa disponibiliza (Ko le ; Kelle , 2018).

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U iliza meios pa a que a emp esa se des aque no me cado, em elação aos seus
conco en es, e e en e aos seus se iços ou p odu os aumen ando as endas e
consequen emen e alcançando seu público al o e a é mesmo po enciais clien es (Ko le ; Kelle ,
2018).
Pode se ei o po meio de p omoções, b indes, descon os, en e ou as ações, pa a
conquis a e ideliza os clien es, além de expandi a ma ca pa a no os ho izon es (Melo; Medei os,
2012). Hoje o ma ke ing p omocional es á mais ligado à expe iência do consumido ; as emp esas
êm buscado e um elacionamen o mais humanizado com seus clien es (Melo; Medei os, 2012).
Pa a a Pa as e Companhia, as es a égias p omocionais se ão ei as de o ma mais incisi a po meio
de edes sociais, p incipalmen e aquelas que es ão mais em al a, como o Ins ag am, azendo o uso
de publicações mais in e a i as e a a i as pa a os u o es.
Ou a o ma se á po meio de di ulgação em ei as e e en os elacionados ao nosso público
al o e clien es, como, po exemplo, o e en o Pe s op o ganizado pela p e ei u a de P aia G ande,
que disponibiliza espaço pa a que as emp esas mon em um es ande pa a di ulga sua ma ca,
a aindo po enciais clien es.
Po im, se ão u ilizados paco es e p omoções pa a ganha a a enção do público-al o e
ideliza a ca ela de clien es, como po exemplo a o e a de um dia de banho e osa g á is pa a os
alunos ou a possibilidade de indica um amigo e ganha descon os nos nossos se iços.
4.5.4 Es u u a de Come cialização e Logís ica de dis ibuição
Os canais de endas são os meios que uma emp esa u iliza pa a o e ece seus p odu os ou
se iços ao público-al o, ou, de o ma mais especí ica, às suas pe sonas (Os e walde ; Pigneu ,
2011).
A logís ica de dis ibuição em o papel de c ia um elacionamen o com os clien es a pon o
de a ende suas necessidades logís icas da o ma mais e icien e possí el, buscando a ende de
o ma hábil e ágil as necessidades dos clien es u ilizando es a égias que a man enha em des aque
no me cado, en egando não só um p odu o acabado mas ambém uma expe iência (Pimen el,
2022).
A emp esa Pa as e Companhia ealiza á seus se iços em seu espaço ísico, isando a
p a icidade e necessidade que os se iços a se em p es ados necessi am, como, po exemplo, a
c eche. O se iço de Táxi Dog u iliza á uma an de idamen e p oje ada e adap ada ao p opósi o,
que se á busca e le a os cães aos seus u o es.
414 | Pa as e Companhia: dayca e pa a cacho os
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4.6 PLANO OPERACIONAL
O Seb ae (2022a, n.p.) de ine que:
O plano ope acional desc e e como a emp esa se á es u u ada:
localização, ins alações ísicas e equipamen os. O emp esá io ambém az
es ima i as ace ca da capacidade p odu i a ou de quan os clien es
consegue a ende po mês, além de aça quan os se ão os uncioná ios e
as a e as de cada um).
Ou seja, em como obje i o de ini de alhadamen e o que uma emp esa a á e como a á.
Esses i ens são de ca á e imedia is a, o que signi ica que são es abelecidos pensando no cu o
p azo; no en an o, é a pa i do planejamen o ope acional que os obje i os de longo p azo se ão
alcançados (Chia ena o, 2000).
Sua impo ância se dá na o imização das ope ações, possibili ando que as o inas e os
p ocessos sejam es abelecidos da melho o ma possí el e e i ando despe dícios (Seb ae, 2022a).
Além disso, ambém pe mi e a iden i icação de ga galos e impedimen os que, de ou a o ma,
se iam iden i icados apenas empi icamen e (Seb ae, 2022a).
4.6.1 Localização do negócio
A localização de um negócio pode in luencia posi i a ou nega i amen e seu a u amen o,
uma ez que impac a na expe iência do clien e po con a de a o es como: acilidade de acesso,
segu ança, local pa a es acionamen o, p oximidade com a conco ência, higiene, uídos p óximos
e c. (Seb ae, 2013a). Ou seja, é impo an e que seja uma escolha ei a a en amen e.
Tendo isso em men e, o local escolhido pela Pa as e Companhia oi: P aça Po ugal, 101 -
Bai o Guilhe mina, con o me igu a 15.
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
Figu a 15: Localização do negócio
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
O local oi escolhido p incipalmen e po se a a de uma á ea esidencial com uma g ande
quan idade de anseun es (pessoas que passam pelo local de o ma passagei a). Fica a menos de
1km do cen o da cidade e em en e à p aia, além de se uma á ea de ácil localização. Uma ez
que o se iço p es ado não demanda que o clien e ique com o ca o es acionado po mui as ho as,
a uas la e ais pode ão se i a esse p opósi o, sem que haja necessidade de o nece mos um
es acionamen o.
4.6.2 Layou ou a anjo ísico
Slack, B andon-Jones e Johns on (2018, p. 329) de inem layou como sendo a o ma com a
qual seus ecu sos “[...] são posicionados en e si, como suas á ias a e as são alocadas a esses
ecu sos de ans o mação e a apa ência ge al desses ecu sos”. Um bom a anjo ísico em o pode
de diminui cus os e o imiza o empo da ope ação, po isso é impo an e que as decisões ela i as
a ele sejam omadas de aco do com o obje i o do negócio (Slack; B andon-Jones; Johns on, 2018).
Abaixo é ap esen ado o design do layou da Pa as e Companhia.
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
Figu a 16: Layou ísico em 2D
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
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Tabela 7: In es imen os p é-ope acionais
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
4.7.4 In es imen o o al
Segundo Seb ae (2019), in es imen o o al en ol e odo o capi al u ilizado pa a inicia e
iabiliza o negócio. O in es imen o o al é compos o pela soma dos in es imen os ixos,
in es imen os p é-ope acionais, es oque inicial e capi al de gi o.
A abela 8 ap esen a o mon an e dos in es imen os ealizados pa a coloca o negócio em
uncionamen o (R$ 203.956,181).
Tabela 8: To al dos in es imen os
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
4.7.5 Es ima i a do a u amen o mensal
Segundo Seb ae (2022b), a es ima i a de a u amen o mensal é uma espécie de p e isão da
ecei a deco en e das endas de um de e minado p odu o ou a p es ação de se iço de qualque

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na u eza em de e minado pe íodo do ano; ela pode se ei a analisando núme os an e io es das
endas da emp esa e pode auxilia em um planejamen o de cu o, médio e longo p azo:
a) As es ima i as de a u amen o podem se ealizadas po mé odos di e en es;
b) P ojeção baseada no his ó ico passado;
c) P ojeção baseada no me cado;
d) P ojeção baseada na ma gem de con ibuição.
Con o me ap esen ado na abela 9, é possí el es ima o a u amen o mensal da Pa as e
Companhia.
Tabela 9: Es ima i a do a u amen o mensal
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
A p e isão es imada é que em um pe íodo de um ano a Pa as e Companhia enha um
a u amen o de R$ 500.895,46, conside ando uma axa de c escimen o de 1% ao mês.
4.7.6 Es ima i a do cus o uni á io de ma é ia-p ima, ma e iais di e os e e cei izações
Con o me Seb ae (2009), na es ima i a de cus o uni á io é calculado o cus o com ma e iais
(ma é ia-p ima mais embalagem) pa a cada unidade ab icada. Os gas os com ma é ia-p ima e
embalagem são classi icados como cus os a iá eis em uma indús ia, assim como as me cado ias
em um comé cio (Seb ae, 2009). Como o p óp io nome diz, esses cus os a iam (aumen am ou
diminuem) de aco do com o olume p oduzido ou endido (Seb ae, 2009).
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Na abela 10 es ão ep esen ados os cus os uni á ios e e en es aos se iços o e ecidos
pela Pa as e Companhia.
Tabela 10: Cus os uni á ios
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
O cus o uni á io do se iço co esponde ao cus o do insumo u ilizado. No banho e osa é
u ilizado shampoo e condicionado e no Táxi Dog, a gasolina. Já no se iço de c eche, o insumo é
o ape e higiênico.
4.7.7 Es ima i a dos cus os de come cialização
Os cus os de come cialização es ão di e amen e ligados ao p ocesso de p odução de um
p odu o ou p es ação de se iço (Seb ae, 2010). Os cus os podem se a iá eis ou ixos, sendo os
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a iá eis elacionados ao p odu o, como, po exemplo, os impos os sob e o p odu o que se ão
de inidos a pa i do egime ibu á io adqui ido pela emp esa; já os ixos são a mão de ob a e
ma é ia p ima, po exemplo (Seb ae, 2010).
A abela 11 ap esen a os cus os com axas de ca ões.
Tabela 11: Cus os com axas de ca ões
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Os cus os conside ados pela emp esa o am os cus os das axas de ca ões, que acumulam
um mon an e de R$ 1.184,85. A abela 12 ap esen a os cus os com os impos os.
Tabela 12: Cus os com impos os
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Pelo a o da emp esa se op an e do Simples Nacional, possui a alíquo a de 9%, esul ando
em um o al de R$ 3.554,55. Na abela 13 é ap esen ado o o al dos cus os a iá eis da emp esa nos
seus 12 p imei os meses.
Tabela 13: P ojeção dos cus os a iá eis
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
A p ojeção dos cus os possui uma axa de c escimen o de 1% pa a os 12 p imei os meses e
2% a pa i do segundo ano, con o me a abela 14.
Tabela 14: P ojeção dos cus os anuais
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Di o is o, a es ima i a de cus o pa a o 1° ano é de R$ 63.737,187, pa a o 2° ano R$ 65.011,931
e no 3° ano a es ima i a é de R$ 66.312,17.
4.7.8 Apu ação do cus o dos ma e iais di e os e/ou me cado ias endidas
A o mação do p eço de enda é um a o c ucial pa a a sob e i ência e p ospe ação da
o ganização; po an o, de e se conside ado uma sé ie de a o es que di a á como ela de e se
ei a, po exemplo: a ca ela de clien es, a segmen ação em que a emp esa es á inse ida e odos os
cus os e despesas que azem pa e da o mação do p odu o (Domingues e al., 2017).
Seb ae (2017c, n.p.) diz que, “O p eço de enda é um a o que in luencia os clien es em suas
decisões de comp a, [...] os clien es p ocu am a ce eza da melho o e a e os emp esá ios
p ecisam se compe i i os sem pe de a en abilidade”.
Os cus os dos se iços o e ecidos pela Pa as e Companhia, con o me a abela 15, nos 12
p imei os meses e ão uma axa de c escimen o de 1% ao mês.
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Tabela 15: P ojeção de cus os dos se iços o e ecidos
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Na abela 16 é possí el analisa os cus os anuais.
Tabela 16: Cus os com se iços anuais
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Com uma axa de c escimen o de 1% ao ano após os p imei os meses, a es ima i a é de R$
11.332,451. Já pa a o 2° ano é de R$ 11.672,425 e pa a o 3° ano, R$ 12.022,598.
4.7.9 Es ima i a dos cus os com mão de ob a
De aco do com Seb ae (2009) pa a de ini o cus o o al com mão de ob a p imei o de e-se
de e mina o núme o necessá io de uncioná ios pa a cada a i idade do negócio, em seguida é
essencial pesquisa e de ini os salá ios; além dos salá ios de em se conside ados os cus os com
os enca gos sociais como: FGTS, é ias, 13º salá io, INSS, ho as ex as, e c. Sob e o o al de salá ios,
aplica-se o pe cen ual ela i o aos enca gos sociais, somando-os aos salá ios, assim é possí el
sabe qual o cus o o al com mão de ob a (Seb ae, 2009).
Na abela 17 es ão ap esen ados os p o issionais que p es a ão se iços na Pa as e
Compahia, sendo eles 1 es agiá io de e e iná ia e 1 p o issional CLT auxilia em banho e osa.

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Tabela 17: Cus os com pessoal
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
4.7.10 Es ima i a do cus o com dep eciação
Con o me a i mam Assa Ne o e Lima (2009, p. 192), “a dep eciação [...] e e e-se à pe da
de alo do imobilizado de e minada pelo empo, uso, obsole ismo e c”. Ou seja, ep esen am
pa es do alo de aquisição conside adas “pe didas” (consumidas) e que, po an o, se
ans o ma am em cus os ou despesas (como máquinas e equipamen os) (Assa Ne o; Lima, 2009).
A abela 18 ap esen a o alo da dep eciação so ida pelos a i os imobilizados da emp esa,
e sua pe da de alo mensal e anual. Os dados ob idos sob e a ida ú il de cada equipamen o e
mó eis o am disponibilizados pela pla a o ma digi al PNBOX do SEBRAE.
Tabela 18: Dep eciação
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
4.7.11 Es ima i a dos cus os ixos ope acionais mensais
Pa a Tanaka (2024, p. 6) cus os ixos são:
[...] aqueles que não so em al e ação de alo em caso de aumen o ou
diminuição da p odução e/ou endas. Independem, po an o, do ní el de
a i idade da emp esa, ou seja, independen emen e das a iações nos
olumes de p odução e/ ou endas, os cus os ixos não se al e am.
Soa es e Gab iel (2019) complemen am dizendo que a o ganização pode e cus os ixos
one osos e, apesa disso, pode e a habilidade de eduzi es es cus os po um cu o pe íodo. No
en an o, de e-se e a consciência de que es es cus os, quando não bem de inidos, podem a e a a
habilidade de ajus amen o da emp esa em caso de imp e is os (Soa es; Gab iel, 2019).
A pa i das de inições dos au o es, o am elabo ados os cus os ixos da Pa as e Companhia,
con o me abela 19.
Tabela 19: Cus os ixos
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
Os cus os ixos do p imei o mês são es imados em R$ 27.052,26. A pa i do segundo mês,
oi es imada uma axa de c escimen o de 1%, con o me abela 20.
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Tabela 20: Cus os ixos do p imei o ano
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
4.7.12 Demons a i o de esul ados
Den e os demons a i os con ábeis, há a DRE (Demons ação de Resul ados do Exe cício),
que az os alo es líquidos que a o ganização ez de o ma que seja de ácil en endimen o,
u ilizando um ce o pe íodo (Palma; Gomes; Cama go, 2017).
Pa a Felix e Dias (2019, p. 842):
É a a és da elabo ação da DRE, que os ges o es analisam a si uação da
emp esa e idenciando assim se ela e e luc o ou p ejuízo, e já isando de
que o ma pode á ob e melho ia no u u o [...] em como inalidade
diagnos ica a saúde da emp esa, e a pa i des a in o mação ge ada po
esse documen o o ges o se o ganiza pa a con ibui com o planejamen o
es a égico da o ganização e no embasamen o à omada de decisões
u u as.
Na abela 21 é ap esen ado o demons a i o de esul ados da emp esa.
Tabela 21: Demons a i o de Resul ados
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
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Re is a Visão de Negócios - .01 - p. 361-448 - 2025
Com uma ma gem de con ibuição de R$ 425.825,82, es ima-se pa a o p imei o ano uma
ecei a de R$ 500.895,46, com um pe cen ual de luc a i idade de 16.52%
4.7.13 Indicado es de iabilidade
Indicado es de iabilidade isa ob e indicado es que ecomendem ou não o in es imen o
no obje o da análise, os mé odos a uais de a aliação de in es imen o buscam ap esen a ao
in es ido in e essado in o mações básicas pa a a omada de decisão (Cecconello; Ajzen al, 2008).
O sucesso de um p oje o es á di e amen e elacionado à sua capacidade de luc a i idade.
Exis em inúme as es a égias, abo dagens e indicado es, pa a a alia a iabilidade e e o no
inancei o de um negócio (Samanez, 2009).
A abela 22 demons a as p e isões da Pa as e Companhia, des acando o pon o de
equilíb io, a luc a i idade, a en abilidade e o p azo de e o no sob e o in es imen o.
Com esses dados, é possí el e idencia que a emp esa possui uma g ande opo unidade de se
iá el e de e o na o in es imen o em apenas 29 meses.
Tabela 22: Indicado es de iabilidade
Fon e: Elabo ado pelos Au o es, 2024
4.7.13.1 Pon o de equilíb io
O pon o de equilíb io é um indicado que demons a o pon o em que a emp esa começa a
e luc o após paga odas as dí idas e o in es imen o inicial, ou seja, o alo das endas ou luc o
que de e se p oduzido pa a paga os cus os (Clemen e, 2004).
Con o me Leone (2000), a análise do pon o de equilíb io e á maio po encial se o
u ilizada no cu o p azo, pois no longo p azo pe de á g ande pa e da sua u ilidade de ido a uma
economia com alo es cambiais lu uan es, cus os, ecei as e despesas ele adas e ins á eis.
Exis em 3 ipos: o con ábil, o inancei o e o econômico (Hoji, 2017). O pon o de equilíb io
con ábil é alcançado quando a ecei a o al cob e odos os cus os ixos e a iá eis de uma emp esa
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