Re is a de Ensino de Geog a ia, Ube lândia-MG, . 10, n. 19, p. 81-96, jul./dez. 2019.
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ARTIGO
DIÁLOGOS POSSÍVEIS ENTRE GEOGRAFIA, REDAÇÃO E
LITERATURA: CONHECENDO OS PROBLEMAS DA CIDADE E
PROPONDO SOLUÇÕES
1
Rome i o Vale iano da Sil a
2
Cláudia Ma a de Souza
3
E ica D umond Fon es Sil a
4
RESUMO
O p esen e abalho é o ela o de uma expe iência in e disciplina desen ol ida po meio de
um p oje o en ol endo as disciplinas de Geog a ia, Redação e Li e a u a com alunos do 2º
ano do ensino médio. O componen e cu icula u banização é um ema da disciplina de
Geog a ia e pode se abo dado de o ma a p opicia o desen ol imen o de compe ências
analí icas e p oposi i as po pa e dos es udan es, con e endo-se em es a égia pa a o
despe a da cidadania. Nas disciplinas de Redação e Li e a u a, a lei u a e a esc i a de
di e en es gêne os ex uais azem pa e da p opos a cu icula do ensino médio. De o ma a
possibili a o diálogo en e essas á eas, oi ei o um eo denamen o p og amá ico de manei a
que o ema u banização osse a ado na disciplina de Geog a ia concomi an e à discussão de
gêne os ex uais nas disciplinas de Li e a u a e Redação. Pa a media o p ocesso de
ap endizagem, oi p opos o um abalho a se ealizado em g upos. Cada g upo de es udan es
ecebeu a a e a de esc e e uma epo agem/denúncia de algum p oblema u bano i enciado
em sua cidade de mo adia. Pos e io men e, a mesma equipe de e ia esc e e um a igo de
opinião no qual ap esen a ia al e na i as iá eis pa a a solução ou amenização do p oblema.
Com o obje i o de ga an i um acompanhamen o mais sis emá ico po pa e dos p o esso es e
uma esc i a de a o colabo a i a, oi usada a e amen a de cons ução de documen os da
pla a o ma Google D i e. Os esul ados posi i os dos abalhos e o bom ap o ei amen o dos
alunos nas a i idades o ma i as e soma i as que abo da am a emá ica u banização são
indicado es da e icácia da p opos a pedagógica desen ol ida.
Pala as-cha e: Ensino. U banização. Geog a ia. Li e a u a. Redação.
1
Es e abalho oi ap esen ado e o seu esumo publicado no li o de esumos da 1ª Jo nada de
Linguagem, Ensino e Tecnologia (1ª LiTe), no Campus Timó eo do CEFET-MG.
2
Dou o em Geog a ia e p o esso do Cen o Fede al de Educação Tecnológica de Minas Ge ais
(CEFET-MG). E-mail: ome i o@ce e mg.b
3
Dou o a em Es udos Linguís icos e p o esso a do Cen o Fede al de Educação Tecnológica de Minas
Ge ais (CEFET-MG). E-mail: claudiai [email protected]
4
Mes e em Li e a u a e p o esso a subs i u a do Cen o Fede al de Educação Tecnológica de Minas
Ge ais (CEFET-MG). E-mail: e icad [email protected]
Re is a de Ensino de Geog a ia
ISSN 2179-4510
www. e is aensinogeog a ia.ig.u u.b
Publicação semes al do Labo a ó io de Ensino de Geog a ia – LEGEO
Ins i u o de Geog a ia – IG
Uni e sidade Fede al de Ube lândia – UFU
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1 INTRODUÇÃO
A sala de aula é um ambien e p opício pa a o desen ol imen o de compe ências e
habilidades (PERRENOUD, 2000), no en an o, mui as ezes os p o esso es p eocupam-se
mais com o desen ol imen o das capacidades concei uais dos alunos do que com suas
capacidades p ocedimen ais e a i udinais (ZABALA,1998). É di ícil sabe ao ce o po que
isso acon ece, mas, como p o esso es, a iscamos uma espos a: é mais ácil abalha no
ambien e escola os concei os do que os p ocedimen os e alo es. Isso c ia uma si uação
inusi ada; em di e sos momen os da aula o oco se dá nos concei os e as ou as capacidades
só apa ecem, se mui o, nos ins umen os a alia i os. Isso quando as a aliações são p epa adas
de o ma mais e e i a. O p oblema é que al a i ude pode ans o ma a sala de aula em um
espaço desconec ado da ealidade do es udan e, o que pode comp ome e as po encialidades
do a o educa i o (FREIRE, 1996).
Incomodados com essa si uação, nós – um p o esso de Geog a ia, uma p o esso a de
Redação e uma p o esso a de Li e a u a –, en usias as de uma p á ica e lexi a nos moldes
de inidos po F ei e (1996) e o emen e in luenciados po nossas discussões no G upo de
Es udos e Pesquisas em Engenha ia Didá ica (Geped), decidimos es a uma ou a o ma de
abo da alguns componen es cu icula es que são a ados no 2º ano do ensino médio no
B asil. O Geped é inculado ao Cen o Fede al de Educação Tecnológica de Minas Ge ais
(CEFET-MG), Campus Timó eo.
Tomando como undamen ação eó ica os p incípios que ap esen a emos ao longo
des e a igo, iden i icamos que o componen e cu icula “U banização”, de Geog a ia, e
“Gêne os Tex uais”, de Redação e Li e a u a, se iam os mais adequados pa a es a mos uma
abo dagem mais pa icipa i a e e lexi a dos alunos, que pe mi isse a ansposição dos
aspec os concei uais pa a os p ocedimen ais e a i udinais.
A escolha desses componen es cu icula es se deu, po um lado, po se o espaço
u bano o lócus de i ência p edominan e dos nossos alunos e, po an o, o local onde
expe imen am a cidadania de uma manei a mais di e a; po ou o, po se o gêne o ex ual,
p incipalmen e o jo nalís ico ( epo agem e edi o ial), uma das e amen as pa a a
pa icipação do cidadão no p ocesso de cons ução de sua cidade.
Com o obje i o de con ibui pa a as discussões sob e Geog a ia, Educação e
Cidadania, ap esen amos aqui o abalho desen ol ido no ano de 2017 em um município
b asilei o de 88.931 habi an es, segundo es ima i a pa a o ano de 2017 (IBGE, s.d), no
in e io de Minas Ge ais, com 107 alunos com idades en e 15 e 17 anos. Pa a acili a a
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comp eensão do que oi ealizado, sis ema izamos o nosso ex o em qua o seções que se
complemen am: con ex ualização geog á ica, o p oje o desen ol ido en e as disciplinas
Geog a ia, Li e a u a e Redação (acompanhado pela undamen ação eó ica e pela desc ição
da me odologia ado ada na p á ica didá ica), discussão dos esul ados e conside ações inais.
2 CONTEXTUALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
O município de Timó eo é um dos qua o municípios que o mam a Região
Me opoli ana do Vale do Aço, uma impo an e á ea de indús ias de bens de p odução
localizada no Médio Rio Doce, no es ado de Minas Ge ais (Figu a 1). É pa e do Vale do Rio
Doce, que se especializou na ans o mação do miné io ex aído do Quad ilá e o Fe í e o
(p incipal á ea de ex ação de miné ios me álicos em Minas Ge ais) em aço. T a a-se de um
município com pouco mais de 88.000 habi an es, que ap esen a a em 2010 o Índice de
Desen ol imen o Humano Municipal (IDHM) de 0,770, conside ado ele ado (IBGE, s.d.).
Figu a 1: Região Me opoli ana do Vale do Aço – MG. Fon e: os au o es (2017).
A escola onde oi aplicado o p oje o é um campus do Cen o Fede al de Educação
Tecnológica de Minas Ge ais (CEFET-MG), uma escola écnica c iada há mais de 100 anos e
que con a na a ualidade com se e campi espalhados no in e io e mais ês na capi al do
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es ado. Em Timó eo, o campus con a a em 2017 com 600 alunos dis ibuídos po ês cu sos
écnicos in eg ados (onde os es udan es cu sam o écnico e o ensino médio con encional ao
mesmo empo), ês cu sos exclusi amen e écnicos no pe íodo no u no e um cu so supe io
em Engenha ia de Compu ação. Todos os alunos dos cu sos écnicos ing essam na escola a
pa i do 1º ano do ensino médio. Como o núme o de agas é meno do que a demanda, os
alunos são selecionados po meio de p ocesso sele i o compos o po ques ões obje i as que
con emplam odos os componen es cu icula es do ensino undamen al.
3 O PROJETO DESENVOLVIDO ENTRE GEOGRAFIA, LITERATURA E REDAÇÃO
Ac edi amos que a educação ainda é o p incipal ins umen o pa a a cons ução de uma
sociedade mais jus a. E sabemos que ela assume um papel ainda mais impo an e em países
com imensos desa ios socioeconômicos, como os países em desen ol imen o, em especial o
B asil. Nesse sen ido, comungamos das ideias de Paulo F ei e:
Mulhe es e homens, somos os únicos se es que, social e his o icamen e, nos
o namos capazes de ap eende . Po isso, somos os únicos em quem
ap ende é uma a en u a c iado a, algo, po isso mesmo, mui o mais ico do
que me amen e epe i a lição dada. Ap ende pa a nós é cons ui ,
econs ui , cons a a pa a muda , o que não se az sem abe u a ao isco e à
a en u a do espí i o. (FREIRE, 1996, p. 28).
Conco damos com o au o que uma educação que se p opõe ans o mado a de e se
basea no co idiano do es udan e e na busca pela au onomia, que p essupõe a capacidade de
agi como sujei o de sua ealidade. Ago a, o nosso desa io é como implemen a isso na sala de
aula sem cai em uma si uação, como denominada po B ügge (1999), de “ades amen o”,
impondo p ocedimen os e a i udes, mas sim p opiciando uma ap endizagem que pe mi a o
desen ol imen o au ônomo dos alunos. Foi com essas e lexões em men e (e ou as que não
cabem aqui menciona ) que decidimos muda a manei a como desen ol íamos a nossa p á ica
em sala de aula.
Assim, esol emos p opo um abalho pa a os alunos que pe mi isse a a dos
aspec os concei uais ine en es aos componen es cu icula es e que, sob e udo, c iasse
condições pa a o desen ol imen o das capacidades p ocedimen ais e a i udinais dos alunos.
Dessa o ma, desen ol emos um p oje o cujo obje i o p incipal e a o de p opicia que os
es udan es in es igassem as suas cidades em busca de p oblemas que pudessem se ela ados
em o ma de ma é ia jo nalís ica e, ao mesmo empo, buscassem pesquisa o ema al o da
epo agem de manei a a capaci á-los a p opo soluções po meio de um edi o ial. Pa a an o,
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colocamos como obje i o conc e o do p oje o a cons ução de um jo nal escola on-line que
se i ia de e amen a pa a abalha mos os nossos obje i os especí icos de desen ol e
compe ências e habilidades que pudessem se o na ins umen os a se em mobilizados pa a a
cons ução da cidadania.
Pa a consegui e e i a esse p oje o, p ecisamos an es ealiza algumas euniões en e
os p o esso es, em que equalizamos nossa undamen ação eó ica e nossos obje i os. O
p imei o desa io que en en amos oi a o ganização cu icula p opos a pa a a escola.
P ecisamos eo ganiza o cu ículo de manei a que o componen e cu icula de Geog a ia,
u banização, osse a ado concomi an e ao de gêne os ex uais em Redação e Li e a u a.
Após encido esse p imei o desa io, passamos pa a a pa e de planejamen o do p oje o.
Apesa de a a mos em sala de aula da emá ica al o do p oje o, en endemos que a
cons ução da au onomia a -se-ia p esen e se incen i ássemos os alunos a desen ol e em
p á icas in es iga i as ambém au ônomas. Pa a an o, nos baseamos nos p essupos os da
chamada “sala de aula in e ida”, p opos os po Be gmann e Sams (2012, p. 11):
Basicamen e, o concei o de sala de aula in e ida é o seguin e: o que adicionalmen e é ei o
em sala de aula, ago a é execu ado em casa, e o que adicionalmen e é ei o como abalho de
casa, ago a é ealizado em sala de aula. (...)
Mesmo endo omado como e e ência essa p opos a me odológica, i emos que aze
algumas adap ações pa a o nosso con ex o educa i o. P incipalmen e po que, ao con á io da
p opos a de Be gmann e Sams (2012), o nosso obje i o ia além de abalha apenas os
aspec os o mais do con eúdo. Dessa manei a, usamos a o ma da sala de aula in e ida, que
se baseia em o alece o es udo e a pesquisa ei a o a da sala de aula, mas a
complemen amos ao p opicia uma pa icipação mais a i a do aluno nesse p ocesso po que,
pa a além de es uda o con eúdo, ele e ia que conhece in loco a ealidade pa a p opo a sua
ans o mação. Nesse sen ido, o seu abalho não se ia, como p opos o po Be gmann e Sams
(2012), o de assis i a ídeos que a assem do assun o, mas sim i a campo pa a ap eende a
ealidade e depois deba ê-la.
Pa a conc e iza al p oje o, decidimos que a p imei a pa e se ia execu ada pelos
alunos po meio de uma pesquisa eó ica e empí ica sob e p oblemas ipicamen e u banos que
iden i ica am na sua cidade. Pa a a ealização desse abalho, en endemos que o melho se ia
os alunos abalha em em g upos. Essa es a égia não oi de inida de manei a alea ó ia;
baseamo-nos nos p essupos os da chamada “Pedagogia da Coope ação”, de inida po
Ca alho (2015, p. 45):
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A p opos a piage iana de coope ação pa a o desen ol imen o da au onomia
e a mode na p opos a do desen ol imen o de compe ências, habilidade e
alo es encon am sua máxima aplicação nos modelos me odológicos da
pedagogia da coope ação, pe spec i a sob a qual a o ganização do abalho
da sala de aula oco e com os alunos abalhando em g upos e equipes de
es udo, e o p o esso coo denando a ação dos alunos, de al o ma que sejam
alcançados os obje i os ge ais e especí icos da disciplina e do ap endizado
com al a pe o mance acadêmica.
Conco damos com o au o sob e a impo ância do es udo em g upo, p incipalmen e
po p opo ciona uma ap oximação dos es udan es à ealidade da ida e do abalho. Além
disso, ele é coe en e com uma ap endizagem socioin e acionis a como a p opos a po
Vygo ski (1998), e da qual ambém somos en usias as. Dessa manei a, conside ando o
amanho das u mas e ainda as p opos as de Ca alho (2015), de inimos que os alunos
de e iam se o ganiza em g upos de no mínimo qua o e, no máximo, cinco alunos. Segundo
Ca alho (2015, p. 90), pa a a ap endizagem coope a i a, o núme o ideal é de qua o pessoas
em cada g upo. Po ém, ao di idi os g upos, o p o esso nem semp e con a á com odos os
g upos nes e núme o ideal. Assim, alguns pode ão ab iga cinco componen es.
Como ins umen o de e e ência pa a a o ganização das e apas do abalho, i emos
como base a concepção de sequência didá ica ap esen ada po Dolz, No e az e Shneuwly
(2004, p. 96): “Uma sequência didá ica é um conjun o de a i idades escola es o ganizadas, de
manei a sis emá ica, em o no de um gêne o ex ual o al ou esc i o”. Nesse sen ido, só
adap amos essa de inição à nossa ealidade ac escen ando ao gêne o ex ual uma emá ica
especí ica da Geog a ia, a u banização. Sendo assim, pa a acili a o en endimen o das
di e en es ases do abalho e os c i é ios de acompanhamen o, nós a o ganizamos em o ma
de uma sequência didá ica.
3.1 1ª e apa: in odução da emá ica
Na p imei a e apa, desen ol emos com os alunos a undamen ação concei ual a
espei os dos componen es cu icula es que se iam a ados no abalho e buscamos
sensibiliza os es udan es pa a as emá icas. Pa a an o, o am ealizadas seis aulas exposi i as
dialogadas sob e Gêne o Tex ual e seis sob e U banização, nas quais, além da ap esen ação
dos aspec os concei uais, ambém ap esen amos exemplos que acili assem a comp eensão
dos es udan es, bem como le an amos os conhecimen os p é ios que eles inham sob e ais
assun os.
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3.2 2ª e apa: planejamen o e o ganização do abalho
Nessa e apa, após uma discussão sob e os p incipais p oblemas u banos, ealizada
an o nas aulas de Geog a ia quan o nas de Li e a u a e Redação, ap esen amos aos alunos a
p opos a de abalho e solici amos que o ganizassem os g upos. Também in o mamos que
eles e iam um p azo de 30 dias pa a a ealização de odas as a i idades. Pa a melho
o ganiza o abalho, en egamos a cada aluno uma o ien ação básica sob e o que, onde e
quando de e ia se ei o. Op amos po aze essa o ien ação da manei a mais simples possí el,
em apenas uma página, mesmo endo que e i a inse i os aspec os eó icos que
undamen a am o abalho. Ac edi á amos que a obje i idade a ia mais bene ícios do que
male ícios pa a essa e apa do p oje o. Segue uma cópia do ma e ial que oi en egue aos
es udan es (Figu a 2):
P oje o in e disciplina : Jo nal na escola
A i idade in eg ada: Geog a ia, Li e a u a e Redação
G upo com 4 e/ou 5 alunos.
TEMA: U banização
Obje i o ge al: Elabo ação de um jo nal
Obje i o especí ico: P odução de gêne os ex uais: epo agem e a igo com emá ica de inida.
Em g upo, os alunos de e ão le o ex o em anexo, que lis a as no e ases do planejamen o e da execução
de in e enções u banas. A segui , de e ão iden i ica um p oblema u bano no município onde mo am – po
exemplo, cole a e des ino do lixo, enchen es, ânsi o, poluição, al a de mo adia, p eca iedade dos se iços
de saúde, al a de saneamen o básico e c. – e elabo a uma in e enção pa a soluciona o p oblema
iden i icado. O g upo de e á le a em conside ação, na elabo ação do abalho, as seguin es e apas:
a) delimi ação do p oblema a se en en ado (ilus ação com o o e dados);
b) ixação dos obje i os que se p e ende a ingi ;
c) cole a de dados sob e o que es á sendo analisado;
d) in e p e ação dos dados e es u u ação do plano de ação.
P odu os:
1) A pesquisa e o le an amen o de dados de em se ap esen ados no o ma o de epo agem / denúncia.
2) Depois de ap esen ada a denúncia, o g upo de e á desen ol e um a igo de opinião onde ap esen a á
sua p opos a pa a os p oblemas denunciados (lemb e-se de que, no ex o, o g upo de e á ap esen a
in e enção coe en e com a epo agem p oduzida e com os dados le an ados)
Onde aze : odo o abalho de e á se ealizado na pla a o ma do “Google D i e” pa a que possamos
acompanha as con ibuições de cada colega.
Valo : 8,0 p s (Redação e Li e a u a).
7,0 p s (Geog a ia) (con inua)
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Figu a 2: Cópia eduzida das o ien ações que o am en egues aos alunos.
3.3 3ª e apa: p imei o p odu o
Como oi possí el pe cebe , o abalho oi di idido em duas pa es. Na p imei a, após
os alunos le em um ex o complemen a disponibilizado no li o didá ico que a a a sob e
in e enções u banas, de e iam pesquisa a espei o de p oblemas u banos que pe cebiam em
suas cidades. Nessa ase su giu um complicado : como a escola es á si uada em uma cidade
que az pa e de uma egião me opoli ana, mui os es udan es ealizam um mo imen o
pendula e, po an o, em um mesmo g upo ínhamos alunos de cidades di e en es. Pa a
esol e isso, es abelecemos que de e iam escolhe como obje o de es udo a cidade onde
i ia a maio ia dos memb os do g upo, ou, em caso de isso não se possí el, de e iam op a
po es uda a cidade onde a escola es á localizada.
O le an amen o do p oblema u bano a se denunciado de e ia se ei o po meio de
pesquisa em jo nais e/ou ou as on es, mas e ia que se undamen ado po meio de dados
secundá ios, como egis os censi á ios e/ou p imá ios, como en e is as ou egis os
o og á icos. Esse le an amen o esul a ia em uma epo agem em o ma de denúncia.
Ac edi á amos que isso, além de auxilia o desen ol imen o nos es udan es de compe ências
p ocedimen ais no que se e e e às habilidades de pesquisa, con ibui ia pa a o
desen ol imen o de aspec os a i udinais, como a capacidade c í ica e a empa ia.
Como ambém oi possí el no a na cópia do ma e ial que oi en egue aos alunos,
oda a pa e esc i a do abalho de e ia se ei a na pla a o ma do Google D i e. Isso pe mi iu
Valo : 8,0 p s (Redação e Li e a u a).
7,0 p s (Geog a ia)
Da a da en ega:
P odu o 1: 5/6/2017 (1ª e são) e 9/6/2017( e são inal)
P odu o 2: 26/6/2017 (1ª e são) e 1/7/2017( e são inal)
P o esso es o ien ado es:
Edi2 - Cláudia
In o2 - Rome i o
Qui2 - É ica
Fon e do ex o de e e ência:
SENE, Eus áquio de Sene; MOREIRA, João Ca los. Geog a ia Ge al e do B asil: Espaço Geog á ico e
Globalização. São Paulo: Scipione, 2010. p. 628 – 630 - disponí el na pas a de e e ência no “Google D i e”.
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que acompanhássemos a e olução do ex o pelos egis os que essa pla a o ma disponibiliza,
o que possibili ou ainda a pe cepção da con ibuição de cada memb o do g upo. Além disso,
os alunos de e iam ap esen a uma p imei a e são do abalho pa a que izéssemos
comen á ios, ambém no Google D i e, e eles pode iam assim co igi an es de en ega uma
e são inal, que se ia a aliada. Isso pe mi iu uma ap oximação maio do p ocesso de
elabo ação do ex o e um ensino mais inculado à si uação de ap endizagem.
3.4 4ª e apa: segundo p odu o
Na segunda pa e do abalho, os alunos i e am que ap esen a p opos as pa a
esol e os p oblemas que ap esen a am na epo agem. Pa a isso, de e iam pesquisa sob e
quais se iam as soluções possí eis e execu á eis no con ex o das cidades es udadas. Essas
pesquisas ambém inham que se basea em on es secundá ias (dados de ó gãos o iciais) ou
p imá ias (en e is as e le an amen o de campo).
Ac edi amos que essa pa e do abalho ambém con ibuiu pa a despe a capacidades
p ocedimen ais e a i udinais, p incipalmen e po desloca os es udan es da posição con o á el
de c í icos da ealidade pa a uma onde eles de e iam desen ol e a capacidade de ealiza
uma c í ica cons u i a, po que de e iam p opo soluções den o dos limi es da ealidade.
Essa ase e e como p odu o um a igo de opinião em o ma de edi o ial, onde o g upo p opôs
suas al e na i as pa a os p oblemas ap esen ados.
O acompanhamen o po pa e dos p o esso es oi ealizado nos mesmos moldes do
acompanhamen o do p imei o p odu o, o que pe mi iu e i ica a e olução de cada memb o
do g upo, sob e udo ao compa a a p imei a pa e do abalho com a segunda.
3.5 5ª e apa: edi o ação
Pa a e e i a a elabo ação de um jo nal on-line em cada u ma onde o am
disponibilizados os ex os desen ol idos pelos alunos, i emos que con ida es udan es que
i essem in e esse em pa icipa da ase de edi o ação do jo nal. Não ínhamos p e is o que
necessi a íamos desse abalho, mas de ido ao g ande olume de ex o, ele se ez necessá io
pa a ga an i mos qualidade e coe ência ao jo nal. Sendo assim, pudemos, po meio da
edi o ação, opo uniza o desen ol imen o de ou os ipos de in eligência po pa e dos alunos
in e essados (GARDNER, 1995). Po causa dos cus os e da acilidade de acesso, op amos po
Re is a de Ensino de Geog a ia, Ube lândia-MG, . 10, n. 19, p. 81-96, jul./dez. 2019.
ISSN 2179-4510 - h p://www. e is aensinogeog a ia.ig.u u.b /
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g upos é o a o de se em de inidos pelos dois anos em que os exames o am ealizados (2016 e
2017).
2
Os jo nais podem se consul ados nos ende eços ele ônicos a segui :
Jo nal da Edi2 – Buzz eedi. Disponí el em: <h ps://si es.google.com/ iew/buzz eedi>. Acesso em:
11 Jul. 2018.
Jo nal da INF2 – In o mando. Disponí el em: <h ps://luanaoli ei a1309.wixsi e.com/in o mando-
ce e mg>. Acesso em: 11 Jul. 2018.
Jo nal da Qui2 – O Jo naleco. Disponí el em: <h ps://si es.google.com/ iew/ojo naleco/>. Acesso
em: 11 Jul. 2018.
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Recebido em 26/07/2019.
Acei o em 28/11/2019.