SUMÁRIO
SEÇÃO DE RESUMO EXPANDIDO
A ele ância na in e enção na die a na saúde e bem-es a da mulhe no clima é io ....... 6
SEÇÃO DE CAPÍTULOS DE LIVRO
Incon enien es e complicações quan o ás ci u gias de ca a a a no SUS: Análise
In eg a i a ........................................................................................................................ 11
A ele ância da in e ação en e a assis ência básica e os cuidados da saúde men al ...... 34
Impo ância da e apia o al em idosos hospi alizados: Re isão da Li e a u a ................ 45
Gnas omíase humana de o igem alimen a : B e e Es udo .............................................. 55
Exames clínicos e a aliação ci u gia em caso de ombose de eia enal ....................... 72
Mé odos de diagnós icos da in luenza a iá ia e sua al a i ulência: B e e Re isão ...... 83
Fenilbu azona como causa de nec ose musculo-esquelé ico em equino: Rela o de Caso e
B e e Re isão ................................................................................................................ 108
Os eope ose e os eocond ose em se pen e boa con ic o : Rela o de Caso ................. 120
O a aliado pe icial e a esponsabilidade ju ídica: análise de pa âme os e consequências
quan o à imp udência e negligência .............................................................................. 127
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A RELEVÂNCIA NA INTERVENÇÃO NA DIETA NA SAÚDE E BEM-
ESTAR DA MULHER NO CLIMATÉRIO
Lau a Cou a Na dy
Medicina, G aduanda da Uni e sidade Fede al da Pa aíba, João Pessoa-PB, lcna [email p o ec ed]m
Iann Ba cellos Co dei o Hen iques
Medicina, G aduado pela FADIP, Pon e No a - MG, iannbchen iq[email p o ec ed]
Ca los Edua do do Ca mo Almeida
Medicina, G aduando da Faminas Mu iaé, Mu iaé - MG, cadu.almeidac@ho mail.com
Robe a Rod igues de Lima
Medicina, G aduanda da Faminas Mu iaé, Mu iaé- MG, lima b2[email p o ec ed]
RESUMO: In odução: a menopausa, uma ase c ucial na ida das mulhe es, podendo aze
descon o os. Obje i os: Es e es udo buscou explo a como a e apia nu icional pode melho a
a qualidade de ida eminina. A alimen ação desempenha papel i al nesse pe íodo, ajudando
a mi iga sin omas. Me odologia: a pesquisa oi undamen ada em ma e iais já publicados,
como a igos cien í icos, pe iódicos e e is as, localizados em bases de dados como o Scielo,
Biblio eca Vi ual da Saúde e Pe iódico Capes no pe íodo de 2016 a 2022, po meio dos seguin es
Desc i o es: “Te apia Nu icional”, Menopausa “e “Clima é io”. Resul ados: o am
encon ados no o al 09 on es pa a a composição do abalho após e apas de inclusão e
exclusão. Conclusão: os p incipais alimen os que auxiliam na edução de pa ologias associadas
à menopausa são alimen os como u as, ege ais, oleaginosas e peixes, que são ecomendados
pa a eduzi os sin omas e p omo e a saúde du an e a menopausa.
Pala as-Cha e: e apia nu icional; menopausa; clima é io.
E-mail do au o p incipal: [email p o ec ed]
1. INTRODUÇÃO
O pe íodo de ansição conhecido como clima é io, en e os 35 e 65 anos (BRASIL,
2008), assinala a mudança da e ilidade pa a a não e ilidade, azendo al e ações biológicas
e emocionais de ido à edução dos ho mônios o a ianos. A menopausa, oco endo po ol a
dos 48-50 anos, ence a os ciclos mens uais. Apesa de a e apia de eposição ho monal pode
ali ia sin omas, a alimen ação desempenha unção c ucial, sendo obje o de es udos de ido à
sua in luência na saúde eminina. A li e a u a essal a pad ões alimen a es como a o es
p o e o es ou de isco pa a doenças (Ho mann e al., 2015). Algumas mulhe es a a essam o
clima é io sem sin omas no á eis, enquan o ou as en en am di e en es descon o os. Um
moni o amen o sis emá ico é essencial pa a diagnos ica e a a complicações p ecocemen e.
Su ge a indagação: de que o ma a in e enção nu icional pode ap imo a a qualidade de ida
du an e a menopausa? Es e es udo, uma e isão de li e a u a (Pe ei a, 2014), que isou
comp eende os aspec os do clima é io e da menopausa, suas al e ações co po ais, pa ologias
associadas e o papel da e apia nu icional e de uma die a equilib ada na p e enção.
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2. METODOLOGIA
O es udo em análise é uma e isão in eg a i a que busca esumi sis ema icamen e os
achados sob e o impac o da in e enção nu icional na saúde das mulhe es du an e a
menopausa. Essa abo dagem é c ucial pa a embasa p á icas assis enciais com e idências
cien í icas. A me odologia pe mi e a inclusão de es udos expe imen ais e não expe imen ais,
p opo cionando uma comp eensão ampla do ema. A pesquisa in es iga o papel da e apia
nu icional na qualidade de ida du an e a menopausa, buscando co elações en e a iá eis.
Fo am escolhidas 09 on es, após il ados com c i é ios como ano de publicação e
idioma, adução e seleção con o me o ema. A me odologia desc i i a oi ado ada pa a
egis a e desc e e os a os obse ados, sem in e e ência. O obje i o oi expo as
ca ac e ís icas da e apia nu icional como auxilia na qualidade de ida du an e a menopausa
e es abelece elações en e a iá eis. Os Desc i o es o am: “Te apia Nu icional”, Menopausa
“e “Clima é io”. O luxog ama PRISMA oi u ilizado pa a ap esen a as es a égias de busca e
os mo i os de exclusão.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A menopausa, ge almen e de inida após 12 meses sem mens uação, oco e em média
en e os 45 e 55 anos (Belém e al., 2019), sendo diagnos icada po baixos ní eis de es adiol e
FSH acima de 40 UI/ml (Cu a e Weissheime , 2020). Ce ca de 60 a 80% das mulhe es
expe imen am sin omas do clima é io, como pe u bações asomo o as, mani es adas po calo ,
ubo , cala ios e sudo ese, deco en es da edução dos ní eis de es ogênio. Além disso, do es
a icula es, al e ações de humo , sudo ese no u na e al e ações me abólicas são comuns. A
pe da óssea aumen a o isco de os eopo ose, enquan o a hipe ensão a e ial e ou as pa ologias
su gem de ido à de iciência ho monal (Ma os e al., 2022).
A o ien ação nu icional é c ucial, especialmen e conside ando os bene ícios de
alimen os como soja, icos em i oes ógenos, e peixes icos em ômega-3. Semen es de linhaça
e g ãos in eg ais ambém são ecomendados po con e em ligninas, que podem eduzi sin omas
como ondas de calo e suo es no u nos (Soa es e al., 2022).
E i a alimen os p ocessados, açúca es simples e ca eína é essencial, enquan o a
inclusão de i aminas A, E, B e C, jun amen e com mine ais como cálcio, e o e magnésio, é
undamen al pa a a saúde du an e o clima é io (Raphaelli e al., 2021; San os, 2019). Essas
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di e izes nu icionais isam p omo e o bem-es a e p e eni complicações associadas ao
clima é io, en a izando a impo ância da in e enção nu icional nessa ase da ida da mulhe .
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Du an e a menopausa, uma die a equilib ada é essencial pa a a saúde eminina. Enquan o
algumas mulhe es a a essam essa ase sem sin omas, ou as en en am condições como
os eopo ose e hipe ensão. A o ien ação nu icional adequada pode p e eni complicações e
p omo e o bem-es a .
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i ais pa a o ge enciamen o das ilas de espe a, isando p omo e a equidade e a alocação jus a
dos ecu sos disponí eis, especialmen e quando há limi ações. Tais abo dagens isam
maximiza o bem-es a social, ga an indo que aqueles capazes de agua da mais empo o açam,
enquan o aqueles com necessidades mais u gen es e que se bene icia iam mais do se iço
ecebam p io idade (BATISTA, 2022).
Os p olongados pe íodos de espe a pa a p ocedimen os ele i os cons i uem um dos
p incipais desa ios das polí icas de saúde em di e sos países memb os da O ganização pa a a
Coope ação e Desen ol imen o Econômico (OCDE). Po es a azão, a OCDE emp eendeu um
p oje o de pesquisa en e 2001 e 2003 dedicado à in es igação des e enômeno. Tal p oje o
en ol eu a cole a de dados p o enien es de países que en en a am conside á eis a asos na
ealização de p ocedimen os ele i os. Ademais, p omo eu uma análise compa a i a das
polí icas ado adas po es e g upo em con aposição às ado adas po nações que não ela a am
a asos signi ica i os em ci u gias não eme genciais. O obje i o p imo dial oi elucida as
causas subjacen es à a iação nos empos de espe a (OCDE, 2018). A consequência des e
p oje o oi a publicação de di e sos es udos (SICILIANI e HURS, 2004; HURST e SICILIANI,
2005; SICILLIANI e al., 2009; SICILIANI e al., 2014). É ele an e isa que o en oque do
p oje o da OCDE eside nos pe íodos de espe a, em de imen o das ilas de espe a. O amanho
da ila é menos ele an e do que o empo de espe a, concei o que de e mina o pe íodo necessá io
pa a o a amen o do usuá io.
A análise de múl iplos a o es e ela que, en e os países que lidam com pe íodos de
espe a, há uma co elação es a is icamen e signi ica i a e nega i a com a iá eis como o
con ingen e de médicos, especialis as, lei os hospi ala es, despesas o ais e despesas
go e namen ais em saúde (SICILIANI e HURST, 2004).
O lapso de empo pa a ci u gias ele i as é in luenciado po duas ca ego ias de
elemen os:
(i) aqueles inculados à disponibilidade de se iços, elacionados à in aes u u a e aos
p ocedimen os, e (ii) os ligados às ca ac e ís icas da p ocu a. Den o dos a o es es u u ais, são
con emplados o núme o de lei os disponí eis, a quan idade e qualidade das salas ci ú gicas, os
ecu sos pós-ope a ó ios como a Recupe ação Pós-Anes ésica e as Unidades de Te apia
In ensi a disponí eis pa a moni o amen o imedia o após ci u gias de g ande po e e
complexidade, bem como a na u eza do hospi al e a e icácia da ede pública. Já en e os a o es
elacionados aos p ocedimen os, incluem-se as ci u gias adiadas po uma gama de mo i os,
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desde ques ões indi iduais do pacien e a é aspec os in e nos do uncionamen o hospi ala
(CARVALHO e GIANINI, 2008).
Esses a o es in e agem de manei a in icada e podem e um impac o signi ica i o na
espe a dos usuá ios po ci u gias ele i as. A demo a p olongada pode aca e a di e sos iscos
e danos aos usuá ios, podendo esul a em complicações adicionais e ge a cus os de a amen o
mais ele ados.
Sil a (2017) assinala que a escassez de dados sob e a ila e o empo médio de espe a
con ibui pa a a ges ão inadequada dos ecu sos des inados aos p ocedimen os ci ú gicos
ele i os. Ademais, segundo a au o a, ou o desa io na ges ão das ilas é a manei a como são
classi icadas as p io idades das ci u gias. A análise sis emá ica conduzida po Bi encou e al.
(2020) indica que o pe íodo de espe a po ci u gia ele i a a ia con o me di e sos elemen os,
ais como: disponibilidade de se iços especializados, p ocedimen os ope acionais das
unidades de saúde, ca ac e ís icas da demanda, núme o de lei os disponí eis, expe ise da
equipe ci ú gica, capacidade ins alada das salas de ci u gia, cancelamen o de ci u gias não
u gen es de ido à necessidade de lei os pa a p ocedimen os eme genciais, pe il es abelecido
do hospi al, mé odo de emune ação dos p o issionais de saúde, es abelecimen o de edes de
assis ência/linhas de cuidado pa a sa is aze a p ocu a, polí ica de cobe u a populacional,
c i é ios pa a p io iza pacien es com base em condições clínicas e sociais, e e icácia da ges ão
do sis ema de se iços de saúde, ab angendo an o o a endimen o p é-hospi ala , hospi ala e
pós-hospi ala .
Pesquisas indicam que, pa a amplia a o e a, são ado adas medidas comuns, como a
expansão da capacidade de lei os públicos, o aumen o do núme o de especialis as e a
con a ação de se iços do se o p i ado (HURST e SICILLIANI, 2003). Além disso,
es a égias pa a impulsiona a p odu i idade englobam o o necimen o de ecu sos adicionais
ao se o público, melho ias na e iciência da ges ão das lis as de espe a e a implemen ação de
sis emas de emune ação baseados no desempenho, nos quais ecompensas e penalidades es ão
inculadas a me as de p odução e edução de empos (JACOBS e al., 2003; SICILIANI e
HURST, 2005).
O encaminhamen o dos pacien es oco e po meio da Rede de A enção à Saúde (RAS).
Regulamen ada pela Po a ia MS n° 4.279/2010, essa ede é compos a po a anjos
o ganizacionais de ações e se iços de saúde, com di e en es ní eis de complexidade
ecnológica, os quais, in eg ados po sis emas de supo e écnico, logís ico e ge encial, isam
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ga an i a ab angência comple a do a endimen o. A RAS se ca ac e iza pela c iação de conexões
ho izon ais en e os di e sos pon os de p es ação de se iços, endo a A enção P imá ia à Saúde
(APS) como o cen o de comunicação. A APS desempenha um papel c ucial na iden i icação
das necessidades de saúde da comunidade e na coo denação do cuidado con ínuo e in eg ado
(BRASIL, 2010).
A dinâmica da espe a inicia-se com a consul a ambula o ial, onde o indi íduo é a endido
na APS e, quando ap op iado, é encaminhado pa a uma unidade de maio complexidade. Após
a aliação e de e minação do médico especialis a em elação ao p ocedimen o, o pacien e é
incluído na ila pa a a ci u gia. É impo an e no a que esses p ocessos en ol em múl iplas
ilas. An es de en a na ila pa a a ci u gia ele i a, há a ila pa a a consul a com o especialis a,
a ila pa a os exames necessá ios, o empo pa a ob e os esul ados dos exames e, em seguida,
a ila pa a a ci u gia p op iamen e di a. Todos esses p ocessos, cada um com seu p óp io empo
médio de espe a, que se acumulam (SILVA, 2017). Os c i é ios pa a a o ganização da ila pa a
ci u gia no SUS podem a ia con o me a localidade e a especialidade médica; uma ez inse ido
na lis a de espe a, o pacien e agua da sua ez con o me a disponibilidade de ecu sos e a
classi icação de p io idade es abelecida.
Sousa (2013), ao in es iga as ci u gias ele i as em Goiânia, obse ou que, em alguns
casos, os p o issionais da Es a égia de Saúde da Família (ESF), de ido à al a de di e izes e
o ien ações cla as, encon am di iculdades ao encaminha pacien es quando o diagnós ico é
ci ú gico, esul ando em um aumen o do empo de espe a pa a o pacien e. Além disso, segundo
a au o a, a elabo ação de p o ocolos de e se is a como uma e amen a de o ganização dos
se iços de saúde, acili ando o desen ol imen o das a i idades de saúde, desde que sejam
u ilizados como ins umen os acili ado es e não es i i os de acesso.
A espe a po ci u gias ele i as ep esen a um desa io não apenas no B asil, mas ambém
em ou as nações que ado am sis emas públicos de saúde. A p esença de ilas de espe a é uma
ealidade eco en e em sis emas nos quais a demanda po p ocedimen os ci ú gicos ul apassa
a capacidade de a endimen o disponí el. Embo a os de alhes de cada sis ema de saúde possam
a ia , a ques ão das ilas ele i as des aca a necessidade p emen e de encon a soluções pa a
ga an i o acesso opo uno aos p ocedimen os ci ú gicos não u gen es. A análise das
expe iências e es a égias ado adas po ou os países pode o e ece insigh s aliosos pa a
ap imo a o modelo b asilei o.
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Hu s e Sicilliani (2003), essal am que a escassez de ecu sos inancei os ou de se iços
é o a o p imo dial pa a jus i ica a p esença de lis as de espe a.
Sil a (2017) a gumen a que a subes imação inancei a dos p ocedimen os de média
complexidade na a enção à saúde ambém in luencia a pe sis ência das demo as pa a ci u gias.
A es agnação dos mon an es designados aos p ocedimen os ci ú gicos na abela
nacional de e e ência do SUS, combinada com os ajus es espo ádicos e inadequados, culmina
em uma si uação de sub inanciamen o c ônico. O sis ema de eembolso em igo na abela SUS
não acompanha os cus os eais dos se iços o e ecidos, não p opo cionando aos p o edo es
incen i os pa a ap imo a a e icácia (SILVA, 2017).
Dain (2007) discu e as dispa idades nas compensações po p ocedimen o, indicando as
disc epâncias en e o alo e e i o e o alo SUS. Segundo a au o a, desde meados da década
de 90, a abela do SUS e e apenas um ajus e de 37%, em compa ação com um aumen o de
318,10% no IGP-M e um aumen o de 500% a 600% em insumos essenciais, como combus í el
e ene gia. No ano de 2018, o B asil alocou ap oximadamen e 9,2% de sua P odução In e na
B u a (PIB) em se iços de saúde, enquan o que, em média, os países pe encen es à OCDE
des ina am ce ca de 8,8% (OECD, 2019). Con udo, em 2017, on es go e namen ais
compunham, em média, 71% dos gas os com saúde nos países da OCDE, ao passo que no
B asil, essas on es ep esen a am apenas 43% dos gas os o ais com saúde. No e i ó io
b asilei o, os dispêndios p i ados, pagamen os di e os e os desembolsos p o enien es de planos
e segu os de saúde co espondiam a 57% do mon an e o al das on es de inanciamen o da
saúde (ARAÚJO e al., 2022).
Con o me des acado po A aújo e al. (2022), a dispa idade en e os gas os pe capi a
públicos e p i ados em demons ado um aumen o nos úl imos anos. Apesa dos es o ços pa a
solidi ica um sis ema de saúde público uni e sal, o B asil ainda enca a conside á eis desa ios
pa a a ingi um equilíb io en e um ní el adequado de despesas (públicas) e uma maximização
dos esul ados p o enien es dos ecu sos alocados no sis ema público de saúde.
Em 2016, oi p omulgada a Emenda Cons i ucional 241/2016, ambém conhecida como
PEC 241. Essa emenda es abeleceu um e o pa a os gas os ede ais, com exceção dos
pagamen os de ju os sob e a dí ida pública, limi ando-os ao alo despendido no ano an e io ,
ajus ado pela in lação acumulada con o me o Índice Nacional de P eços ao Consumido Amplo
(IPCA). Na p á ica, essa medida esul ou em um congelamen o e e i o das despesas o ais do
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Go e no Fede al, esul ando em uma diminuição p opo cional dos gas os públicos em elação
ao P odu o In e no B u o (PIB) e ao c escimen o populacional (BRASIL, 2016a).
Em 2023, o limi e de despesas oi subs i uído pelo no o sis ema iscal, ins i uído pela
Lei Complemen a 200/2023. Sob esse no o sis ema, as despesas es ão a eladas à ecei a
ibu á ia. Independen emen e da axa de in lação, o aumen o dos gas os do go e no ica es i o
a, no máximo, 70% do inc emen o na a ecadação de impos os. Além disso, a p opos a
go e namen al inclui um e o de 2,5% pa a o aumen o anual das despesas (BRASIL, 2023b).
O inanciamen o das a i idades e dos se iços de saúde é uma incumbência
compa ilhada en e as ês es e as de ges ão do SUS, con o me es abelecido na Cons i uição
Fede al e na Lei O gânica da Saúde (BRASIL, 1988/1990). A Po a ia nº 204/2007 egulamen a
o inanciamen o e a ans e ência dos ecu sos ede ais pa a as a i idades e se iços de saúde,
ca ego izando-os em cinco blocos de inanciamen o:
1) - A enção P imá ia;
2) - A enção Ambula o ial e Hospi ala de Média e Al a Complexidade;
3) - Vigilância em Saúde;
4) - Assis ência Fa macêu ica; e
5) - Ges ão do SUS; e
6) - In es imen os na Rede de Se iços de Saúde (BRASIL, 2007).
A adminis ação das ilas de espe a é uma esponsabilidade in icada que eque
in es imen os an o em aspec os ge enciais quan o assis enciais. Os ecu sos ge enciais
comp eendem a inclusão e o acompanhamen o dos pacien es na lis a de espe a, a a ualização
de egis os, a ma cação de p ocedimen os, a con i mação de consul as e o o necimen o de
supo e aos pacien es du an e o pe íodo de espe a. Ademais, há cus os assis enciais associados
à espe a, como a necessidade de epe ição de exames e consul as de ido a possí eis al e ações
no es ado clínico dos pacien es du an e esse in e alo (IVERSEN, 1993). Dessa o ma, as lis as
de espe a assumem uma na u eza dinâmica e em cons an e e olução, o que o na in iá el
ge enciá-las unicamen e com base na o dem c onológica de chegada dos pacien es (HURST e
SICILIANI, 2003).
Segundo a análise de San os (2020), um dos p incipais mé i os da o mulação de
pad ões pa a a p io ização de ci u gias ele i as é a anspa ência alcançada ao es abelece
21
c i é ios de classi icação explíci os, que le am em conside ação não apenas as ca ac e ís icas
das condições médicas, mas ambém os possí eis bene ícios deco en es do p ocedimen o
ci ú gico e os con ex os sociais dos pacien es. Esse en oque p omo e cla eza e jus iça no
p ocesso de iagem, pe mi indo que os pacien es comp eendam melho a o dem de
a endimen o e que as decisões sejam embasadas em c i é ios obje i os e equi a i os.
Ma cco mick e al. (2003) cons a a am em sua pesquisa que c i é ios gené icos são mais
sensí eis e menos especí icos, pois conside am a o es como idade e condições
socioeconômicas ligadas à p á ica médica. No e i ó io b asilei o, a ges ão da egulação de
lei os, jun amen e com a de e minação (ou não) de e amen as de p io ização, é de
esponsabilidade dos Es ados (BRASIL, 2008). Embo a não haja uma di e iz nacional pa a a
p io ização de p ocedimen os ele i os, algumas inicia i as ado adas po de e minados Es ados
ou ins i uições con ibuem pa a a o imização dos ecu sos escassos em ci cuns âncias
especí icas.
Mo aes (2021), em sua disse ação, des aca a necessidade de desen ol e mecanismos
de p io ização menos subje i os, mais anspa en es e passí eis de aplicação consis en e. O
emp ego da In eligência A i icial (IA) eme ge como uma al e na i a p omisso a nesse
con ex o. A IA pode ape eiçoa o p ocesso de p io ização ao o ná-lo mais o ien ado po dados
e menos susce í el a in e p e ações indi iduais. A ausência de uma di e iz nacional na c iação
de ins umen os de p io ização comp ome e a anspa ência e a p es ação de con as na
adminis ação das lis as de espe a. Isso ambém di icul a a oca de expe iências bem-sucedidas
en e os Es ados. Enquan o alguns Es ados podem emp ega abo dagens e icien es, ou os
podem u iliza mé odos menos e icazes.
Uma coo denação em ní el nacional pode ia acili a a disseminação das melho es
p á icas e p omo e uma implemen ação mais uni o me em odo o e i ó io nacional. É c ucial
des aca que es abelece c i é ios de p io ização ep esen a uma e amen a aliosa pa a
p omo e a equidade (ROCHA, 2014).
No con ex o b asilei o, obse a-se a implan ação de inicia i as ol adas pa a a
ealização de "ações cole i as ci ú gicas", com o in ui o de amplia a disponibilidade de
p ocedimen os. No en an o, essas inicia i as equen emen e ca ecem de uma abo dagem
ab angen e pa a lida com a demanda po ci u gias. Além disso, não es ão necessa iamen e
acompanhadas po um aumen o sus en á el no inanciamen o da saúde, nem incluem medidas
pa a quali ica adequadamen e a demanda (CALDINHAS e FERRINHOS, 2013).
22
O Minis é io da Saúde (MS), em 1999, ins i uiu a Campanha Nacional de Ações
Cole i as Ci ú gicas po meio da Po a ia MS nº 279/1999. Essa campanha es ingia-se a
ci u gias de ca a a a, hé nias inguinais, a izes nos memb os in e io es e ci u gias pa a p ós a a.
Essa inicia i a isa a a ende demandas que a e a am pa e da população e en ol eu uma
pa ce ia en e o MS, os es ados e municípios (BRASIL, 1999a).
Pa a anga ia ecu sos, oi c iado o FAEC, ins i uído pela Po a ia MS nº 531/1999. O
FAEC oi es abelecido com o p opósi o de cus ea p ocedimen os conside ados es a égicos, de
al o cus o ou de al a complexidade em pacien es com e e ência in e es adual, além de ações
cole i as ci ú gicas o ganizadas e ope acionalizadas pelo SUS (BRASIL, 1999b). Na Po a ia
Conjun a MS N° 1/1999, que de e mina a p og amação dos ecu sos des inados ao cus eio da
assis ência ambula o ial, de média e al a complexidade, e hospi ala , o A igo 14° es abelece
que o inanciamen o de p ocedimen os incluídos na Câma a Nacional de Compensação,
ansplan es, P og ama de P e enção do Cânce de Colo U e ino, Ações Cole i as Ci ú gicas e
ou as inicia i as conside adas es a égicas, que enham a se incluídas pela SAS, se á de
esponsabilidade di e a do Minis é io da Saúde, e se á adminis ado pelo FAEC (BRASIL,
1999c).
O FAEC consis ia em 50% do exceden e de ecu sos não u ilizados em a i idades
inicialmen e p og amadas. Como consequência, os undos des inados a essas inicia i as de
saúde passa am a es a disponí eis o a do quad o o çamen á io con encional. Isso eliminou a
necessidade de um planejamen o p é io que, an e io men e, es abelecia limi es mensais pa a o
núme o de ci u gias em hospi ais e egiões, o que equen emen e esul a a em bu oc acia na
au o ização de in e nações hospi ala es (SOUZA e al., 2011).
Em 2004, o Minis é io da Saúde (MS) in oduziu, po meio da Po a ia MS nº
1.372/2004, a Polí ica Nacional de In e enções Ci ú gicas Ele i as de Média Complexidade
Ambula o ial e Hospi ala , com o p opósi o de econ igu a a es a égia dos mu i ões a ní el
nacional (BRASIL, 2004). Essa polí ica econheceu a impo ância de iden i ica a demanda
não a endida, de o ganiza os encaminhamen os e as con a- e e ências, de eduzi as lis as de
espe a po p ocedimen os ci ú gicos ele i os de média complexidade, e de ado a no as
abo dagens capazes de sup i as necessidades da comunidade (BRASIL, 2004).
Con o me es abelecido pelo a igo 5º da Po a ia MS nº 1372/2004, que in oduz a
Polí ica Nacional de In e enções Ci ú gicas Ele i as de Média Complexidade Ambula o ial e
Hospi ala , § 4º De e mina-se que, pa a quali ica -se pa a a no a es a égia de ampliação de
23
in e enções ci ú gicas ele i as de média complexidade, os adminis ado es de em o mula
p opos as que conside em o Plano Di e o de Regionalização (PDR) e a P og amação Pac uada
e In eg ada (PPI) do es ado (PORTER e TEISBERG, 2017).
A Di e iz Nacional de In e enções Ci ú gicas Ele i as de Média Complexidade em
2006, oi no amen e ajus ada, po in e médio da Po a ia MS n° 252/2006. Em con o midade
com as o ien ações delineadas pelo Pac o pela Saúde, es a Po a ia ence a os mu i ões e
de e mina que os p ocedimen os inculados à Campanha Nacional de Ci u gias Ele i as, ais
como: Ci u gia de Ca a a a, de P ós a a, de Va izes e à Campanha Nacional de Redução da
Ceguei a Relacionada à Re inopa ia Diabé ica de em se in eg ados à Di e iz Nacional de
In e enções Ci ú gicas Ele i as de Média Complexidade Ambula o ial e Hospi ala . A Di e iz
man e e-se em cu so, ope acionalizada po meio de publicações egula es de Po a ias pelo
Minis é io da Saúde, com p opos as de edução do empo de espe a pa a di e sos
p ocedimen os ci ú gicos ele i os e a ampliação do acesso dos bene iciá ios do SUS (BRASIL,
2016b).
En e 2011 e 2015, o supo e inancei o pa a in e enções ci ú gicas ele i as de média
complexidade ab angia ês elemen os, dis ibuídos em di e sas especialidades médicas e
ci ú gicas (BRASIL, 2016b), con o me delineado a segui :
● Componen e I – p ocedimen os ci ú gicos de emoção de ca a a a;
● Componen e II – especialidades médicas e p ocedimen os conside ados p io i á ios:
o almologia, o opedia, o o inola ingologia, u ologia e ci u gia ascula ;
● Componen e III – p ocedimen os ci ú gicos de e minados pelo adminis ado de
saúde.
A alocação de ecu sos suplemen a es median e essa es a égia isa a es imula a
ealização de ci u gias ele i as. O es ímulo consis ia na ans e ência de ecu sos des inados à
execução das ci u gias ele i as lis adas na polí ica. Esses ecu sos adicionais não incidiam sob e
o e o inancei o es abelecido pa a se iços de média e al a complexidade pelo ges o ,
cons i uindo um mon an e adicional. O ac éscimo na dis ibuição de ecu sos pa a os Es ados e
Municípios pe mi ia a con a ação de um núme o maio de hospi ais e p o edo es de se iços
de saúde, con igu ando-se como uma es a égia e icaz de aquisição e in es imen o pa a os
adminis ado es locais (BRASIL, 2017a).
24
A Po a ia MS nº 1.034/2015 aboliu a segmen ação po elemen os, englobando odos os
P ocedimen os Ci ú gicos Ele i os de Média Complexidade egis ados no Sis ema de
Ge enciamen o da Tabela de P ocedimen os do SUS (SIGTAP) e es ipulou alo es dis in os da
Tabela Uni icada do SUS, com um ac éscimo máximo de a é 100%, exclusi amen e pa a os
componen es Se iços P o issionais e/ou Se iços Hospi ala es, de aco do com as
pa icula idades egionais ou locais, pa a a emune ação dos P ocedimen os Ci ú gicos Ele i os
con emplados po es a Po a ia (BRASIL, 2015).
Em 2017, a p incipal al e ação azida pela Po a ia n°1.294/2017 consis iu na inclusão
de um pa ág a o que de e mina que a egulação do acesso dos pacien es, o agendamen o e a
execução dos p ocedimen os de em es a em con o midade com a ila única es adual, a qual
de e le a em con a an o a o dem de en ada quan o c i é ios clínicos que jus i iquem a
p io ização. Além disso, hou e uma diminuição do limi e inancei o (BRASIL, 2017b).
Pa a o ano de 2015, o limi e pa a o aumen o e a de R$350.000.000,00, disponibilizados,
com base em c i é ios populacionais, pa a os Es ados e Municípios, po meio do FAEC. Em
2017, o alo oi eduzido pa a R$ 250.000.000,00. Isso ep esen a uma queda de 28,57%. Em
2018, o alo pe maneceu o mesmo, com um limi e de aumen o de R$ 250.000.000,00. Já em
2021, o limi e inancei o oi es abelecido em R$350.000.000,00 (BRASIL, 2015, 2017b, 2018,
2020).
A Po a ia MS n° 3.641/2020 de iniu, pa a o ano de 2021, a es a égia de acesso aos
P ocedimen os Ci ú gicos Ele i os no âmbi o do SUS. No a . 7°, inciso 2° des a po a ia, oi
eliminada a complemen ação de alo es, a é o limi e de 100% do alo da Tabela SUS, pagos
pelos ges o es com ecu sos ede ais aos p ocedimen os elacionados às ci u gias de ca a a a
(BRASIL, 2020). A Po a ia MS n° 1.388/2022, po sua ez, de e mina os p ocedimen os
ci ú gicos de al a p io idade no con ex o do SUS, a ibui ecu sos do Bloco de Manu enção das
Ações e Se iços Públicos de Saúde - G upo de A enção Especializada, a se em adicionados ao
limi e inancei o de Média e Al a Complexidade (MAC) dos es ados, do Dis i o Fede al e dos
municípios. Ela ambém modi ica e elimina ca ac e ís icas e adiciona p ocedimen os à Tabela
de P ocedimen os, Medicamen os, Ó eses, P ó eses e Ma e iais Especiais do SUS (B asil,
2022b).
Es a po a ia es abeleceu um conjun o de 54 p ocedimen os ci ú gicos p io i á ios,
aumen ando em 43% o alo desses p ocedimen os na abela SIGTAP. O impac o inancei o
dessa ele ação é inco po ado nos e os MAC dos es ados e municípios. Desses p ocedimen os,
25
apenas a "c iação de ís ula pa a hemodiálise" pe maneceu como FAEC, enquan o os demais
o am in eg ados ao e o MAC (BRASIL, 2022a).
No ano de 2023, a a ual Minis a da Saúde, Nísia T indade, ins i uiu o P og ama
Nacional de Redução das Filas de Ci u gias Ele i as, Exames Complemen a es e Consul as
Especializadas, com alidade de um ano, podendo se p o ogado po igual pe íodo. A Po a ia
MS n° 90/2023 delineia os obje i os do p og ama, os quais incluem a o ganização e ampliação
do acesso a ci u gias, exames e consul as. A pa icipação dos ges o es no p og ama oi
condicionada à ap esen ação do Plano Es adual de Redução das Filas, elabo ado em conjun o
pelas Sec e a ias Es aduais e Municipais de Saúde e ap o ado nas espec i as Comissões
In e ges o es Bipa i es (CIB) e Colegiados de Ges ão do Dis i o Fede al (BRASIL, 2023a).
O apo e inancei o do P og ama Nacional de Diminuição das Lis as de Espe a incidi á
sob e o P og ama de T abalho10.302.2015.8585, Cuidados Médicos à População pa a
In e enções de Média e Al a Complexidade, Bloco de Financiamen o das A i idades e
Se iços Públicos de Saúde, Componen e Fundo de Ações Es a égicas e Compensa ó ias
(FAEC), e P oje o O çamen al 0005. A alocação de e bas pa a os Es ados e o Dis i o Fede al
se á dis ibuída de o ma p opo cional à es ima i a populacional calculada pelo IBGE em 2021.
O mon an e o al disponí el oi de R$ 600.000.000,00 (BRASIL, 2023a).
Como de inido po San os e al. (2008), a Ci u gia Ambula o ial é uma o ma de
p es ação de se iços ci ú gicos que oco e sem a necessidade de in e nação hospi ala ,
ealizada sob qualque ipo de anes esia. O pe íodo de pe manência do pacien e nas ins alações
de saúde não de e excede 24 ho as. Essas in e enções podem se ealizadas em locais
especializados, como hospi ais-dia, bem como em cen os ci ú gicos localizados em clínicas e
hospi ais. Ademais, ci u gias ambula o iais são conduzidas em unidades de A enção P imá ia
à Saúde (APS), como Unidades Básicas de Saúde e Cen os de Saúde. Con udo, é c ucial
des aca que os p o issionais en ol idos nessas p á icas podem a ia dependendo do local de
a endimen o, o que esul a em dis in as condições de execução e supo e. Essa a iação
in luencia di e amen e o escopo de ci u gias ealizá eis em cada unidade, adap ando-se às suas
ca ac e ís icas e capacidades indi iduais (BATISTA, 2022).
Essa abo dagem é ecomendada pa a casos de ci u gias ele i as, ou seja, p ocedimen os
planejados com an ecedência, nos quais não há u gência médica. An es da in e enção
ci ú gica, o pacien e passa po uma a aliação c i e iosa e p epa ação p é ia pa a assegu a que
es eja em condições adequadas pa a o p ocedimen o.
32
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34
A RELEVÂNCIA DA INTERAÇÃO ENTRE A ASSISTÊNCIA BÁSICA E
OS CUIDADOS DA SAÚDE MENTAL
Lau a Cou a Na dy
Medicina, G aduanda da Uni e sidade Fede al da Pa aíba, João Pessoa-PB, lcna [email p o ec ed]m
Ca los Edua do do Ca mo Almeida
Medicina, G aduando da Faminas Mu iaé, Mu iaé - MG, cadu.almeidac@ho mail.com.
Bá ba a Gazolla de Mendonça
Medicina, G aduanda no Cen o Uni e si á io Faminas, Mu iaé- MG, ba ba ag[email p o ec ed]
Rhuan Pablo Paes Lou ei o
Medicina, G aduando da Faminas-Mu iaé, Mu iaé-MG, h[email p o ec ed]m
RESUMO: In odução: A conc e ização da ede de cuidados em saúde men al é essencial pa a
implemen a inicia i as que omen em a o mação dos laços psicossociais e a qualidade de ida
dos indi íduos com dis ú bios psíquicos. Obje i os: elabo a um ensaio eó ico sob e a
Re o ma Psiquiá ica b asilei a, a legislação de Saúde Men al no B asil e os se iços
egulamen ados po ela, des acando a impo ância da es u u ação da ede de a enção em saúde
men al, essal ando a in e conexão en e os se iços especializados de saúde men al e o papel
da assis ência p imá ia à saúde na cons ução dessa ede. Me odologia: Fo am consul ados
documen os com a é 10 anos de publicação, edigidos em po uguês, e com desc i o es
especí icos da á ea de saúde men al. Resul ados e Discussão: a in es igação eó ica
e idenciou a necessidade de uma abo dagem ampla da saúde men al, con emplando o
so imen o psicológico, acolhendo o pacien e e acili ando seu encaminhamen o adequado,
econhecendo a ele ância do e i ó io nesse p ocesso, o ien ando uma elação c ucial e
es a égica na a iculação da ede de a enção em saúde. Conclusão: po an o, é undamen al
p omo e a in eg ação e colabo ação en e os se o es e a o es en ol idos na ede de a enção em
saúde men al e na a enção básica, englobando se iços de saúde, adminis ação e pa icipação
comuni á ia, an o na p es ação de cuidados em saúde men al quan o na o ganização e egulação
da ede de se iços de saúde.
Pala as-Cha e: saúde pública, ees u u ação psiquiá ica, bem-es a psicológico; assis ência
em saúde psíquica.
E-mail do au o p incipal: [email p o ec ed]
1. INTRODUÇÃO
A Reno ação Psico e apêu ica es á implemen ando impo an es medidas e p á icas que
p omo em uma abo dagem expandida na saúde psicológica. Seu p incipal oco é a
desins i ucionalização, isando à eliminação p og essi a dos manicômios e dos concei os
associados a eles. A subs i uição g adual dos manicômios po ou as o mas e apêu icas e a
p omoção da cidadania pa a aqueles com dis ú bios psíquicos são emas deba idos não apenas
na comunidade médica, mas ambém na sociedade em ge al.
Cada ez mais, há uma demanda po no os mé odos de cuidados em saúde men al que
in luenciem a p odução de subje i idade e inspi em no as o mas de ida, comba endo
es igmas elacionados à saúde/doença men al de manei a cole i a (TENÓRIO, 2002).
35
A cons ução da ede de a endimen o em saúde men al é c ucial pa a in eg a os usuá ios
e alcança o p incipal obje i o da Reno ação Psico e apêu ica: es au a a cidadania das pessoas
com ans o nos psíquicos. Po an o, é e iden e a impo ância de o ganiza e conec a à ede de
a endimen o em saúde men al, incen i ando a ida comuni á ia e a au onomia dos usuá ios,
conside ando suas peculia idades e i o iais e subje i as (LANCETTI e AMARANTE, 2006).
A a enção p imá ia desempenha um papel c ucial nesse cuidado, alinhando-se com as
di e izes globais de saúde es abelecidas pela O ganização Mundial da Saúde (OMS), que
des acam a pa icipação dos p o issionais de saúde p imá ios no p ocesso de eabili ação em
saúde men al (GUIMARÃES e al., 2001; ALVES e SEMINOTTI, 2001).
Dessa o ma, o obje i o é um es udo eó ico sob e a Reno ação Psico e apêu ica no
B asil, as leis elacionadas à Saúde Men al no país e os se iços ge idos po elas. Também é
discu ida a ele ância de es abelece uma ede de cuidados em saúde men al, des acando a
conexão en e a a enção p imá ia e os se iços especializados nesse campo.
2. MÉTODO OU METODOLOGIA
Pa a a composição des e es udo eó ico, conduziu-se uma análise dos concei os
exis en es na á ea de psiquia ia no B asil. O ma e ial oi ob ido em ob as e pe iódicos
ca alogados no LILACS (Biblio eca La ino-Ame icana e do Ca ibe em Ciências da Saúde), um
se iço colabo a i o da Rede de Biblio eca Vi ual em Saúde (BVS); no Scielo, e no po al do
Minis é io da Saúde do B asil. Como c i é ios de seleção, o am conside adas ob as com no
máximo 10 anos de publicação, edigidas em po uguês e con endo e mos especí icos da á ea
de psiquia ia. En e os Desc i o es, o am incluídas exp essões como eno ação psiquiá ica,
polí icas de saúde men al, unidades de cuidado psicossocial, assis ência em saúde men al, ede
de cuidados em saúde men al, saúde men al e saúde amilia . Fo am escolhidos os ma e iais
mais pe inen es ao ópico de in e esse: “Saúde Pública”, “Rees u u ação Psiquiá ica”,
“Bem-es a Psicológico” e “Assis ência em Saúde Psíquica”. Com base na análise do
e e encial eó ico, elabo ou-se o ex o subsequen e com 21 on es.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A Re o ma Psiquiá ica e e sua o igem po ol a dos anos 1980. Assim como em ní el
global, no B asil es a am oco endo no as abo dagens e apêu icas em elação ao a amen o
36
psiquiá ico de pessoas com dis ú bios men ais. Esse mo imen o p og essis a en a iza a a
necessidade de econhece os di ei os ci is dos indi íduos com ans o nos psíquicos, p opondo
uma assis ência em saúde men al mais humanizada, e ques iona a o modelo manicomial. A
concepção da loucu a como uma di e ença le a a à exclusão e à en a i a de con ola o
indi íduo, p i ando-o de sua au onomia a é que sua azão osse es abelecida (TORRE e
AMARANTE, 2001), uma pe spec i a ino ado a p opunha uma comp eensão ab angen e do
indi íduo, le ando em con a sua o alidade e seu ambien e, incluindo sua amília e a
comunidade em que es á conec ado (GUIMARÃES e al., 2001; BRASIL, 2004; TORRE e
AMARANTE, 2006).
Também na década de 1980, su giu a necessidade de desen ol e p opos as al e na i as
pa a o sis ema de saúde nacional, esul ando no mo imen o da Re o ma Sani á ia. Esse
mo imen o concen ou-se no deba e sob e a uni icação de ins i uições e se iços de saúde sob
um único Minis é io da Saúde, descen alização e egionalização dos se iços de saúde, a enção
básica em saúde e engajamen o da comunidade no desen ol imen o das polí icas públicas de
saúde no B asil (OLIVEIRA e ALESSI, 2005; WETZEL e al., 2005).
Na psiquia ia, a ausência de disposi i os de a enção in ensi a, o es igma da exclusão e
ma ginalização, a al a de apoio amilia ao cuidado do indi íduo com so imen o psíquico e,
sob e udo, o al o núme o de hospi ais inanciados pelo Ins i u o Nacional de P e idência Social
(INPS) e sua ên ase no luc o, esul a am em um g ande núme o de in e nações. A c í ica ao
modelo de a enção cen ado no hospi al e a de esa dos di ei os ci is são as p incipais mudanças
p opos as pela Re o ma Psiquiá ica no B asil. Assim, p opõe-se a c iação de se iços
ab angen es de saúde men al e a pa icipação de di e sos agen es sociais nesse p ocesso,
incluindo amília e comunidade (OLIVEIRA e ALESSO, 2005; WETZEL e al., 2005).
Hou e e en os impo an es que sensibiliza am e mobiliza am essa isão de
desins i ucionalização e mudança na sociedade em elação aos indi íduos com ans o no
psíquico. Des acam-se a Con e ência Nacional de Saúde Men al e o II Encon o Nacional dos
T abalhado es em Saúde Men al (COSTA-ROSA e al., 2001; OLIVEIRA e ALESSI, 2005).
O Mo imen o da Lu a An imanicomial su giu em 1987, com o e ên ase na es e a
cul u al, con idando a sociedade a discu i e econs ui sua elação com os indi íduos com
ans o no psíquico, en ol endo usuá ios dos se iços de saúde men al e seus amilia es nas
discussões, encon os e con e ências. O dia 18 de maio oi es abelecido como o Dia Nacional
37
de Lu a An imanicomial (TENÓRIO, 2002; GUIMARÃES e al., 2001; COSTA-ROSA e al.,
2001).
Pos e io men e, o am ealizadas a II e III Con e ência Nacional de Saúde Men al, em
1992 e 2001, espec i amen e. Em odos esses mo imen os, o am a iculadas inicia i as pa a
e o mula legislações e expe iências ins i ucionais no cuidado em saúde men al (OLIVEIRA
e ALESSI, 2005; COSTA-ROSA e al., 2001).
Com a ins au ação do Sis ema Único de Saúde b asilei o (SUS) em 1988, e a de esa de
seus p incípios de uni e salidade, in eg alidade, equidade e pa icipação social, in ensi icou-se
a c í ica ao modelo de a amen o psiquiá ico ins i ucional, especialmen e de ido à sua
endência ao isolamen o social, submissão e disc iminação dos indi íduos com ans o nos
men ais (CAMPOS, 2001).
No con ex o da legislação b asilei a, o p ocesso his ó ico e oluiu em consonância com
os deba es sob e a ans o mação do cuidado em saúde, esul ando em conquis as signi ica i as,
como a p oibição da cons ução ou ampliação de no os hospi ais psiquiá icos pelo se o
público. Hou e ambém o edi ecionamen o de ecu sos pa a o es abelecimen o de se iços
al e na i os de saúde men al, e a ob igação de in o ma o judiciá io sob e in e nações
compulsó ias. Em 6 de ab il de 2001, oi p omulgada a Lei nº 10.216, que isa a egulamen a
a assis ência psiquiá ica no país e e o mula o modelo de a endimen o igen e (BRASIL,
2004; BRASIL, 2001).
A de inição dos Cen os de A enção Psicossocial (CAPS) oi es abelecida pela Po a ia
nº 224 de 29 de janei o de 1992, enquan o que a Po a ia nº 336/GM, da ada de 19 de e e ei o
de 2002, a ualizou a egulamen ação desses cen os, econhecendo e expandindo suas
a ibuições. Os CAPS êm como p opósi o o e ece cuidados clínicos e de eabili ação
psicossocial a indi íduos com ans o nos men ais g a es e pe sis en es, e i ando
hospi alizações e omen ando sua inclusão social e exe cício da cidadania, além de o alece
seus laços amilia es e comuni á ios, conside ando o con ex o em que i em (BRASIL, 2004;
WETZEl e al., 2008; BRASIL, 2002).
O Cen o de A enção Psicossocial (CAPS) busca o e ece a endimen o indi idualizado,
em g upos e a a és de o icinas e apêu icas, bem como a i idades amilia es, comuni á ias,
cul u ais e espo i as, isando à in eg ação e con í io social (BRASIL, 2004; ONOCKO-
CAMPOS e FURTADO, 2006).
38
A equipe de abalho de e se mul idisciplina e in e disciplina , a o ecendo a oca
de conhecimen os pa a elabo a o plano e apêu ico e de eabili ação psicossocial mais
adequado pa a cada pacien e. O ambien e de e se acolhedo e e apêu ico, capaz de ecebe
pessoas em c ise e o e ece assis ência adequada, e i ando in e nações hospi ala es semp e que
possí el. Os di e en es ipos de CAPS, como o CAPS I, CAPS II, CAPS III, CAPS ad (álcool
e d ogas) e CAPS I (in an il), são adap ados de aco do com a complexidade e a demanda
populacional, sendo p io izados na polí ica nacional de saúde men al como uma es a égia
essencial pa a p omo e o con í io, alo iza as indi idualidades e acolhe as di e sidades
ge adas pelo so imen o psíquico (BRASIL, 2004; WETZEL e al., 2008; TAVARES E
SOUZA, 2009).
We zel e al. (2008) en a izam a capacidade de se iços al e na i os, como os Cen os
de A enção Psicossocial (CAPS), na assis ência em saúde men al. O ambien e de in e câmbio
p opo ciona a expe iência de conexões, cul u as, p incípios, unções e a o ece a elabo ação
dis in a em sua elação com a o alidade. A a enção du an e episódios de c ise ambém é
moldada po uma no a pe spec i a das in e ações en e usuá ios e equipe e apêu ica,
e o mulando as abo dagens em saúde17. Nesse con ex o, a amília assume um papel
p oeminen e (QUINTAS e AMARANTE., 2008).
Em pesquisa conduzida po Hi des e Kan o ski (2005), a pa icipação da amília no
p ocesso e apêu ico do usuá io é de endida pela esponsabilidade que ela compa ilha em
elação ao seu a amen o e cuidado, não en a izando a culpabilidade a ibuída à exis ência da
doença psíquica.
Quin as e Ama an e (2008) des acam a elação que os CAPS es abelecem com à
pe cepção da sociedade sob e a loucu a. Reconhece o ou o como louco e a as ado da azão,
em um p ocesso e nocên ico, dis ancia o usuá io da con i ência, en elaçando-se o ças que
p ocu am sepa a ou uni à loucu a e seu so imen o de um mundo possí el e p óximo.
Ao aplica in e enções e apêu icas na es e a psíquica, ais abo dagens não de em se
implemen adas de manei a isolada do con ex o exis encial do indi íduo. Toda in e enção
e apêu ica de e se pa e in eg an e de um plano de ação, le ando em conside ação os aspec os
indi iduais, amilia es, sociais, econômicos, ocupacionais e cul u ais. Po an o, embo a c ucial,
o Cen o de A enção Psicossocial (CAPS) eque uma inse ção em uma malha de cuidados que
almeje abo da a complexidade das demandas de inclusão, essenciais pa a a conc e ização de
seus p opósi os (BRASIL, 2003; HIRDES e KANTORSKI, 2005).
39
A cons ução cole i a da ida oco e no e i ó io, e a p á ica em saúde men al se e e i a
quando a equipe acolhe e in e age, em sua a uação, com a ealidade expe imen ada pelo sujei o.
A mudança da equipe de um se iço es u u ado e o mal pa a o local de ge ação de
conhecimen o e p á icas comuni á ias p omo e a e i o ialização, um elemen o c ucial no
p ocesso de in eg ação social (QUINTAS e AMARANTE, 2008).
No B asil, o Minis é io da Saúde indica que ap oximadamen e 3% da população
ap esen a dis ú bios psíquicos g a es, demandando cuidados con ínuos e in ensi os,
ca ac e ís icas ine en es aos CAPS. Também menciona que 9% da população so em de
ans o nos men ais le es, e que en e 6 a 8% êm ans o nos deco en es do uso noci o de
subs âncias como álcool e ou as d ogas, esponsabilidades essas que de em se assumidas pela
a enção p imá ia em saúde (BRASIL, 2003).
Pa a que in e câmbio e in e ligação en e o sis ema de saúde e as ealidades da
comunidade possam oco e , é c ucial que as equipes de ede de cuidados p imá ios em saúde,
es abelecimen os educacionais, en idades go e namen ais e p i adas, assim como ou as
o ganizações ci is, es ejam p edispos as a se en ol e e pa icipa a i amen e da ida
comuni á ia (BRASIL, 2003; WETZEL e al., 2008).
Ta a es e Souza (2009) apon am que a Rees u u ação Psiquiá ica se conc e iza como
polí ica nacional a pa i da implemen ação da legislação em saúde men al, con udo, apesa de
ado a uma abo dagem e apêu ica dis in a ao p opo a c iação de se iços subs i u i os, as
es a égias ainda se baseiam em um modelo de a enção que ecoa os p incípios da psiquia ia
hospi ala . Po an o, é impe a i o comp eende os p ocessos de implan ação e execução dos
Cen os de A enção Psicossocial (CAPS), a im de en ende como as equipes e a adminis ação
dos se iços de saúde men al cons oem e pe cebem suas p á icas e cuidados, des acando a
aje ó ia de cons ução da Rees u u ação psiquiá ica.
Dessa o ma, há a impe iosidade de in eg ação e colabo ação en e os es abelecimen os
médicos exis en es, de modo que a assis ência p imo dial possa elabo a in e enções quan o à
seleção da demanda de saúde men al e i o ial. As a i idades da es a égia de saúde amilia
(ESF) na assis ência essencial, ligadas ao e i ó io e às exigências da cole i idade na qual se
inse e, omen am a pe cepção da o alidade dos indi íduos na p ocu a de maio esolução pa a
as exigências em saúde, cons i uindo a inco po ação de a o es sociais, polí icos, econômicos,
e espi i uais na complexidade das p á icas de saúde. No dia a dia dessas ações encon adas na
40
p oximidade da população, eme gem os ans o nos men ais (FIGUEIREDO e CAMPOS,
2008).
Uma in o mação c ucial do Minis é io da Saúde (BRASIL, 2003), ambém ci ada po
Figuei edo e Campos (2008), alega que 80% dos pacien es que são encaminhados aos
es abelecimen os que o e ecem a amen o em saúde men al não ap esen am, de imedia o, uma
demanda que eque cuidado especializado. Po an o, des acamos a ele ância de abo da
p o issionais que abalham nos es abelecimen os especí icos de assis ência à saúde men al das
equipes de Saúde da Família, buscando capaci a esses p o issionais pa a o cuidado em seu
sen ido mais amplo, conside ando as complexidades dos indi íduos e de suas elações sociais.
Lance i (2000) ap esen a uma ques ão c ucial no desempenho de g upos médicos de
saúde men al e saúde amilia : as colabo ações. Ao es abelece conexões com di e sos
disposi i os comuni á ios, busca-se a icula a im de lida com a complexidade ine en e à
pe cepção de bem-es a . Os desdob amen os e apêu icos das ações in eg adas e das pa ce ias
es abelecidas anscendem os sin omas, a adap ação ao con ex o e a ausência de lacunas
e apêu icas, ul apassando os limi es do concei o de saúde-doença (NUNES e VALENTIN,
2007).
A i ência ela ada pela equipe do P oje o Qualis em São Paulo, coo denada e desc i a
po Lance i (2000).
Também no es udo de Nunes e Valen im (2007), des aca impo an es conside ações
sob e a colabo ação en e equipes de saúde men al e saúde amilia . Es as incluem a oca e a
p odução de conhecimen os a pa i da expe iência i ida, a pos u a da equipe de saúde men al
que p omo e a au onomia desses g upos e a busca po uma abo dagem in eg al, humanizada e
uni e sal, isando comp eende a si uação eal de cada amília e suas pa icula idades, assim
como as soluções a se em alcançadas.
Nes a abo dagem, no a-se a impo ância da in e ação da equipe médica com o pacien e,
sendo pa e da es a égia de in e enção desen ol e uma pos u a solidá ia e ecep i a.
Respei a o pacien e em sua singula idade e uni e salidade, ou seja, sua in eg alidade,
man endo com ele uma elação de diálogo, onde ele se sin a acolhido, econhecido como
indi íduo, pa a que possa deposi a con iança na pessoa que o a ende, na equipe e no se iço,
é uma p opos a a se en a izada. Es a pos u a de e se uma ca ac e ís ica undamen al não
apenas du an e a consul a, mas em cada e apa do ínculo en e o se iço de a endimen o
41
(a enção p imá ia, hospi al, cen o de a enção psicossocial, e c.) e o pacien e (BRASIL, 2003;
SERACENO e al., 2019).
F anco e al. (1999) p opõem implemen a o acolhimen o como um disposi i o que
ques iona os p ocessos pacien e-p o issional de saúde, que moldam as p á icas de saúde e que
pe mi em comp eende como o abalho com os indi íduos é pe cebido.
Acolhe signi ica ge a um comp ome imen o e apêu ico conc e izado nas p á icas em
saúde, p omo endo a uni e salidade no acesso, humanização no cuidado e sua e icácia. Essa
es a égia es á alinhada com os p incípios e di e izes do Sis ema Único de Saúde, p o ocando
a e lexão sob e nossas p á icas p o issionais, assim como sob e nossa o mação acadêmica
(LANCETTI, 2000; COIMBRA e KANTORSKI, 2005).
Lance i (2000) des aca que ou i se o na a dimensão de en endimen o da es u u a ou
do sis ema que o ganiza a ida da comunidade.
De aco do com Assis (2006), ao p io iza a humanização na p á ica médica, ês
elemen os p á icos são conside ados como equisi os pa a ans o ma as ações de saúde em
di eção à humanização. O p imei o aspec o se ia a impo ância de p omo e o diálogo, sendo
o acolhimen o o elemen o essencial pa a que o cuidado se mani es e de o ma posi i a em
elação ao cuidado com os indi íduos e a comunidade. O segundo aspec o e e e-se a assumi
e compa ilha esponsabilidades a pa i dessa escu a, pois es a de e se ealizada com
qualidade e sensibilidade ao signi icado da decisão de ou i . O e cei o aspec o diz espei o à
econs ução de iden idades, pois assumi ce as esponsabilidades na in e ação com o ou o
implica, assim, em ques ões de iden idade.
Po meio de uma pos u a ecep i a, a a uação dos p o issionais e da equipe médica, com
ên ase em saúde men al, en ol e comp eende o pacien e, acei a sua na a i a, man e uma
elação p óxima, po ém sem p o undidade excessi a, enco ajando o pacien e a busca maio
en endimen o em elação aos di e sos aspec os que pe meiam seus p oblemas. Um aspec o
ele an e a se des acado no abalho da equipe de a enção p imá ia em saúde men al, ligado ao
impo an e papel da psiquia ia, é que odos os memb os da equipe e apêu ica de em possui
conhecimen os básicos sob e os medicamen os psiquiá icos, econhecendo que o diagnós ico
e a p esc ição medicamen osa são a ibuições dos psiquia as (BRASIL, 2003).
48
e iden e a necessidade de p og amas e se iços dedicados à saúde bucal da população idosa no
país (GOMES, 2020).
A ealidade é que a impo ância da higiene bucal como medida p e en i a de doenças e
acili ado a da ecupe ação em idosos hospi alizados não ecebe mui a a enção nos ambien es
hospi ala es do país. P eocupados p incipalmen e com a doença que le ou o idoso à in e nação,
a obse ação e os cuidados com a ca idade o al acabam sendo negligenciados (MIRANDA,
2017).
As di e sas al e ações bucais oco idas no idoso de ido a de iciências nu icionais ou
e ei os cola e ais demandam um diagnós ico e a amen o p ecoce, que a amen e oco e de ido
à ausência da Odon ologia na equipe médica hospi ala . Tan o o D . Mon eneg o quan o o D .
Mi anda ela am como os pacien es idosos ap esen am al e ações isiológicas e pa ológicas,
p incipalmen e na ca idade o al (AMARAL, 2019)
No abalho in i ulado "E ei os Cola e ais Bucais dos Medicamen os em Idosos", o
ci u gião den is a des aca a p opensão dos idosos a desen ol e doenças bucais, sendo uma
aixa e á ia que necessi a de acompanhamen o odon ológico du an e a in e nação de ido aos
inúme os p oblemas de saúde que en en am nesse con ex o. (MONTENEGRO e MARCHINI,
2018).
Segundo esses a igos, o uso cons an e de medicamen os pa a di e sas doenças c ônicas
e seus e ei os ad e sos na ca idade bucal, como edução do luxo sali a e aumen o do núme o
de lesões na boca (como cá ie, pe iodon i e, mucosi e, glossi e, displasia, sensibilidade den á ia,
mau háli o, al e ação do palada , candidíase, en e ou os), essal a a impo ância da odon ologia
p e en i a no a amen o de an as deso dens o ais que a e am os idosos hospi alizados. (10,11).
(VIEIRA, 2019; MIRANDA, 2017).
A pe manência de idosos na UTI aca e a di e sas modi icações que ambém a e am as
condições sis êmicas. O es ado debili ado do idoso, a necessidade de in ubação, o uso
p olongado de múl iplos medicamen os, além dos disposi i os de supo e espi a ó io, esul a
em al e ações no sis ema imunológico do idoso, di iculdades de inges ão e hid a ação, e
comp ome imen o espi a ó io, aumen ando a susce ibilidade a in ecções o ais e nosocomiais
(in ecções hospi ala es). É comum ambém nessa aixa e á ia o desen ol imen o de dis agia
(di iculdade pa a engoli ), especialmen e em pacien es com doenças neu odegene a i as como
Alzheime , Pa kinson ou escle ose (VIEIRA, 2019; CARVALHO, 2019).
49
De manei a ge al, os idosos ambém ap esen am xe os omia (boca seca), essecamen o
labial, hipossali ação (diminuição do luxo sali a ), e al e ações na mic obio a o al, como
sabu a lingual, candidíase e doença pe iodon al. P oblemas pe iodon ais, sang amen o
gengi al, impac o da pe da den á ia e diminuição da pe cepção gus a i a (le ando a escolhas
alimen a es inadequadas, que podem esul a em diabe es e hipe ensão), bem como a
necessidade de p ó eses em idosos hospi alizados, des acam a impo ância de uma equipe
mul ip o issional na ges ão do quad o clínico, mui as ezes sem acesso a se iços
odon ológicos (MONTEIRO, 2019).
A pe da den á ia em idosos es á associada a condições como diabe es, al e ações no
sis ema ósseo/endóc ino/ci cula ó io, ale gias, cânce , dep essão, euma ismo, hipe ensão,
doenças ca dio ascula es, b onqui e c ônica e a i es, não di e amen e pelas doenças em si,
mas pelos e ei os cola e ais dos medicamen os. De ido à idade a ançada e, equen emen e, à
hospi alização ou ao con inamen o em lei os, os idosos equen emen e êm di iculdade em
ealiza a higiene bucal po con a p óp ia, além de pe de em a des eza manual comum nessa
aixa e á ia (GOMES, 2020).
Pacien es idosos hospi alizados equen emen e en en am desa ios signi ica i os em
elação à saúde bucal, sendo es e um a o c ucial pa a sua saúde nu icional (BASSO, 2018).
Conside ando que o p óp io a anço da idade e a p esença de múl iplas doenças c ônicas
são a o es de isco associados aos p oblemas de saúde dos idosos, é essencial ado a es a égias
de cuidado di e enciadas, dada a al a u ilização de se iços de saúde po essa população. Além
disso, condições como demência, como o Alzheime , ap esen am uma p e alência cada ez
maio (MIRANDA, 2017; CARVALHO, 2012).
Uma UTI é um ambien e complexo, com p o ocolos especí icos e equipamen os
especializados, des inado a pacien es g a emen e en e mos que eque em cuidados in ensi os,
o que essal a a impo ância da p esença do p o issional odon ológico. En e an o, a capaci ação
pa a cuidados especí icos aos idosos mui as ezes é inadequada, esul ando na ausência de
elemen os c uciais pa a o manejo adequado do idoso hospi alizado. O ambien e hospi ala pode
ep esen a um isco signi ica i o pa a os idosos, especialmen e pa a os mais debili ados,
le ando a p oblemas ci cula ó ios e espi a ó ios que esul am em in e nações p olongadas e
cus osas. Dian e desse cená io, a mudança do pa adigma hospi alocên ico pa a uma abo dagem
mais ampla e in eg ada é de ex ema impo ância, especialmen e no cuidado aos idosos
(AMARAL, 2019).
50
É essencial deba e sob e os cuidados ao idoso hospi alizado, pois a oco ência de
ia ogenia (e ei os ad e sos, doenças, complicações deco en es de a amen os médicos) é
amplamen e ela ada nesse con ex o. O en elhecimen o é um p ocesso que az consigo uma
sé ie de al e ações ana ômicas e uncionais, equen emen e le ando à hospi alização ou ao
cuidado domicilia . Po an o, dian e das no as demandas azidas pelo en elhecimen o da
população, é undamen al conside a uma abo dagem mais ab angen e no cuidado hospi ala ,
con emplando ambém a saúde bucal e a adequação do ambien e hospi ala pa a a ende às
necessidades especí icas dos idosos (BASSO, 2018).
O p opósi o p incipal des a pesquisa é examina a impo ância da in e enção
odon ológica em idosos hospi alizados, u ilizando uma e isão bibliog á ica como mé odo.
Uma me a especí ica é essal a a necessidade de inclui o ci u gião-den is a no con ex o
hospi ala pa a assegu a a saúde o al adequada da população idosa.
2. METODOLOGIA
Pa a es e le an amen o bibliog á ico, iniciamos com pesquisas sob e dados do aumen o
na longe idade da população b asilei a. Com o en elhecimen o c escen e, é c ucial des aca a
necessidade de uma maio a enção dos se iços odon ológicos pa a esse g upo especí ico, pois
de aco do com dados do IBGE, a população idosa no B asil aumen ou em 26% em apenas seis
anos, es imando-se que em 2020 os idosos se ão ce ca de 17 milhões dos habi an es do país.
Dian e desse c escimen o populacional, é ele an e ela a o abalho cien í ico do ci u gião-
den is a D . Alexand e F anco Mi anda no con ex o hospi ala . Em seu es udo de 2017,
in i ulado "Saúde Bucal na UTI: a necessidade de capaci ação p o issional e implemen ação",
ele desc e e a impo ância das a i idades odon ológicas p e en i as em pacien es in e nados.
Além disso, des aca-se um p oje o de lei ap o ado no Senado Fede al em 2019, que amplia as
opo unidades de abalho pa a p o issionais de Odon ologia, p e endo a ob iga o iedade da
assis ência odon ológica em clínicas e hospi ais, an o públicos quan o p i ados, onde haja
pacien es in e nados. Isso p omo e uma in e ação mais colabo a i a en e os p o issionais de
di e sas especialidades da á ea da saúde. Apesa do e o em junho de 2019 ao p oje o de lei
que ga an ia essa assis ência odon ológica ob iga ó ia no ambien e hospi ala , des aco o
abalho em Odon oge ia ia do D . Fe nando Luiz B une i Mon eneg o, que possui as a
expe iência e publicações de di e sos anos, além de se o c iado do si e Odon oge ia ia
Online, onde compa ilha sua expe iência e a uação no cuidado odon ológico de pacien es
51
idosos, an o in e nados quan o em cuidados domicilia es, e idenciando a conexão en e a saúde
bucal e a saúde ge al no a endimen o hospi ala dos idosos.
Di e sos a igos o am consul ados em bases de dados a a és da BVS
(www.b s.go .b ), como BIREME, MEDLINE, CAPES, Scielo, Lilacs e Po al do
En elhecimen o, des acam a o es c uciais na assis ência odon ológica p es ada aos idosos
hospi alizados. Mui os es udos a aliam e e o çam a impo ância da p esença da Odon ologia
no ambien e hospi ala e a necessidade de p o issionais de saúde o al nas equipes de en e ma ias
e UTIs onde há pacien es idosos com condições sis êmicas que demandam in e nação. A e isão
oi ei a a a és de cole a de a igos, que oco eu en e janei o de 2024 a ab il de 2024,
esul ando em 78 es udos após c i é ios de inclusão/exclusão. A pesquisa seguiu á ias e apas,
incluindo de inição de ema, o mulação de hipó eses, busca na li e a u a, cole a de dados e
análise c í ica, esumidas à xxx on es au ên icas, como li e a u a acadêmica, e disse ações, no
qual o am undamen ais pa a uma análise ab angen e.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Assim, nes a e isão, oi abo dado a impo ância de inclui o p o issional de
Odon ologia no ambien e hospi ala po meio do abalho de pesquisa da D . Ma ia Del Rosá io
Ruiz Nunes, que de endeu a odon oge ia ia como ema essencial nas di e izes cu icula es dos
cu sos de g aduação em Odon ologia. Os esul ados de especializações adequadas à saúde bucal
de idosos in e nados o am posi i os.
Os cuidados com a saúde bucal são c uciais na assis ência aos pacien es hospi alizados.
A qualidade e equência da higiene o al o e ecida pelos p o issionais de saúde a iam
conside a elmen e, sendo que, em alguns casos, a a enção à higiene bucal é subes imada em
elação a ou as á eas de cuidado ao pacien e (MIRANDA, 2017).
Nesse sen ido, a negligência com a higiene o al é e iden e, o nando-se undamen al a
p esença de um ci u gião-den is a na equipe hospi ala pa a o nece esse ipo de cuidado aos
pacien es in e nados. Isso se de e ao a o de que man e uma boa saúde o al é c ucial pa a
ga an i a in eg idade da boca, dos den es e das gengi as. Em conjun o, esses cuidados podem
p e eni uma sé ie de p oblemas den á ios que pode iam a e a nega i amen e a qualidade de
ida e esul a em complicações médicas (MONTENEGRO e WIDEMAN, 2012).
52
A análise da li e a u a e ela que um a endimen o odon ológico adequado pa a idosos
hospi alizados pode con ibui signi ica i amen e na p e enção de p oblemas comuns, como
do de den e, doenças pe iodon ais e pe da den á ia. Além disso, a manu enção da saúde bucal
em dia possibili a aos idosos des u a de uma alimen ação melho e uma qualidade de ida
mais sa is a ó ia (AMARAL, 2019; BULGARELLI, 2014; VIEIRA, 2019).
Mon ei o (2019) des acou a ele ância da p ese ação da saúde bucal pa a os pacien es
hospi alizados, is o que isso in luencia di e amen e o seu bem-es a , p ocesso de ecupe ação
e a endimen o às necessidades nu icionais, demandando a pa icipação a i a da equipe
odon ológica (GOMES, 2020).
A li e a u a exis en e co obo a a pe cepção de que a a enção à saúde o al dos pacien es
hospi alizados é inconsis en e e mui as ezes negligenciada. Os ci u giões-den is as
desempenham um papel c ucial na p es ação de cuidados odon ológicos, incluindo a
iden i icação e a aliação dos pacien es em isco de desen ol e doenças bucais elacionadas à
in e nação, como a doença pe iodon al (uma condição in lama ó ia c ônica), in ecções c ônicas
dos ecidos ao edo dos den es, bem como a a aliação da capacidade dos pacien es em man e
sua higiene o al de o ma independen e. Essa a aliação comple a ab ange an o aspec os
clínicos quan o uncionais, sendo conduzida pelo den is a hospi ala especialmen e pa a
pacien es idosos. Além disso, é essencial o engajamen o da equipe mul idisciplina ,
especialmen e quando a higiene o al e possí eis in e enções odon ológicas são c uciais pa a o
sucesso do a amen o médico (SOLLA, 2020; VIEIRA, 2019).
Nesse con ex o, a Odon ologia Hospi ala e e e-se à p á ica odon ológica ealizada
den o do ambien e hospi ala , in eg ando-se à equipe mul idisciplina com o in ui o de
con ibui pa a a saúde bucal e ap imo a a qualidade de ida dos pacien es in e nados
(MONTENEGRO e WIDEMAN, 2012).
É ele an e salien a que, con o me demons ado no es udo de Ca alho (2012)
(VIEIRA, 2019), o es ado de saúde bucal dos pacien es idosos hospi alizados oi conside ado
p ecá io, com a maio ia necessi ando de a amen o odon ológico in asi o. Po an o, a p esença
de um ci u gião-den is a no ambien e hospi ala é undamen al pa a abo da an o as ques ões
de p e enção quan o as in e enções mais in asi as. Como consequência, obse ou-se que a
maio ia dos pacien es econhece a impo ância do a endimen o odon ológico em con ex os
hospi ala es (ANS, 2017; SOLLA, 2020; APCD, 2019; BASSO, 2018).
53
Po im, a in e ação en e as equipes de saúde hospi ala , compos a po médicos,
en e mei os, écnicos de en e magem, nu icionis as, isio e apeu as e den is as, de e se
con ínua, isando o e ece uma abo dagem in eg ada aos pacien es. O den is a desempenha um
papel c ucial nessa equipe, sendo esponsá el pela implemen ação de ações educa i as e
p e en i as em elação à higiene bucal no ambien e hospi ala (VIEIRA, 2019; CARVALHO,
2012).
Conside ando oda a ele ância dos p ocedimen os ealizados no ambien e hospi ala , é
undamen al essal a o impac o posi i o da in eg ação de p o issionais odon ológicos à equipe
médica, podendo con ibui signi ica i amen e pa a a melho ia da saúde du an e a in e nação
de idosos. Isso pode esul a na p e enção de complicações e na edução do empo de
hospi alização, o que, po sua ez, pode diminui os cus os associados. Pacien es hospi alizados
equen emen e en en am desa ios na manu enção da higiene o al, con o me des acado no
abalho "Saúde Bucal na UTI" do D . Mi anda. Es e abalho e idencia as di iculdades
en en adas du an e o in e namen o, como a incapacidade dos pacien es de ealiza a higiene
bucal adequada, especialmen e quando es ão sob sedação p o unda ou inconsciência. Pacien es
hospi alizados com saúde bucal comp ome ida êm maio susce ibilidade a in ecções
espi a ó ias, de ido à possibilidade de aspi ação de con eúdo bac e iano p esen e na sabu a
lingual e no bio ilme den á io. Po esse mo i o, é al amen e ecomendada a assis ência
odon ológica pa a pacien es em en ilação mecânica (AMARAL, 2019; BARBOSA, 2019).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Um indi íduo não pode se conside ado em plena saúde quando sua condição bucal es á
comp ome ida. A implemen ação de p o ocolos p e en i os, ol ados pa a a p ese ação da
saúde o al, desempenha um papel undamen al na edução de complicações em ge al. Nesse
sen ido, é essencial que o ci u gião-den is a aça pa e in eg an e da equipe hospi ala ,
possuindo as compe ências e habilidades necessá ias pa a p es a assis ência odon ológica a
pacien es idosos hospi alizados. Isso isa elimina possí eis ocos de in ecção e ali ia sin omas
dolo osos, con ibuindo pa a p olonga o empo de in e nação.
54
REFERÊNCIAS
AMARAL, C.O.F., e al. Impo ância do ci u gião-den is a em Unidade de Te apia In ensi a:
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odon ologia-hospi ala -p oblemas-bucais-podem-causa -complicacoes-em-pacien e
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APCD. Odon ologia Hospi ala começa o icialmen e no Hospi al dos Es i ado es, em San os.
(2019). Disponí el em APCD em Foco: Disponí el em:
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hospi ala -comeca-o icialmen e-no-hospi al-dos-%20es i ado es-em-san os.. Acesso em: 22
de e e ei o. 2024.
BULGARELLI, A. F. e al. Fo mação em saúde com i ência no Sis ema Único de Saúde
(SUS): pe cepções de es udan es do cu so de Odon ologia da Uni e sidade Fede al do Rio
G ande do Sul (UFRGS), B asil. In e ace - Comunicação, Saúde, Educação, . 18, n. 49, p.
351–362, ab . 2014. Disponí el em
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MIRANDA, A. F. A impo ância da saúde bucal como pa e in eg an e da assis ência ao
pacien e in e nado na Unidade de Te apia In ensi a. 1 ªed., Paco Edi o ial, 2017, 148p.
MONTENEGRO, F. L., e MARCHINI, L. Odon oge ia ia Online: Uma isão ge on ológica.
In: F. L. Mon eneg o, e L. Ma chini., Odon oge ia ia: Uma isão ge on ológica, Edi o a
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MONTENEGRO, F. L., e WIDMAN S. Os desa ios da Odon oge ia ia. Disponí el em Po al
do En elhecimen o e Longe i e : h ps://www.po aldoen elhecimen o.com.b /os-desa ios-
da-odon oge ia ia/Odon ologia, C.-S. C. (2012). Código de É ica Odon ológica. São Paulo:
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SOLLA, J. Polí ica Nacional de Saúde Bucal. (2020). Disponí el em Câma a Legisla i a:
h ps://www.cama a.leg.b /p oposicoesWeb/p op_mos a in eg a?cod eo =1523669. Acesso
em: 2 de janei o. 2024.
55
GNASTOMÍASE HUMANA DE ORIGEM ALIMENTAR: BREVE
ESTUDO
Robe Alex San os da Sil a
Medicina Ve e iná ia, G aduando, Cen o Uni e si á io Anhangue a de Ma abá – PA,
poli ei [email p o ec ed]m
Maí a da Cos a Sil a Rendon Hidalgo
Nu icionis a, Mes anda em Ciência de Alimen os, Uni e sidade Es adual de Lond ina, UEL,
nu imai [email p o ec ed]
Milene Edua da Hildeb ande Souza
Medicina Ve e iná ia, G aduanda, Pon i ícia Uni e sidade Ca ólica do Pa aná, PUCPR,
mileneedua [email protected]
Lí ia de Sousa Oli ei a Macedo
Tecnologia em Alimen os, Mes ado em Alimen os e Nu ição, Uni e sidade Fede al do Piauí, UFPI,
li iamaced[email p o ec ed]
Mônica Souza de Siquei a
Medicina Ve e ina ia, Pós-G aduanda, Faculdade Venda No a do Imig an e – FAVENI / MG,
monicab[email p o ec ed]
Sil io Pi es Gomes
Medicina Ve e iná ia, Pós-Dou o ado em Biologia Celula e Ana omia Animal, FMVZ/USP/SP,
spg e @gmail.com
Ta iana Fe nanda Oli ei a de Sá
Medicina, g aduanda, Uni e sidade Ma ia Auxiliado a-UMAX- Asuncion-PY,
a yann[email p o ec ed]
Rachel Ca ha ina de Paula e Sil a Cae ano
Ciências Biológicas, Mes e em Mic obiologia Ag ícola, Uni e sidade Fede al de Viçosa/MG,
[email p o ec ed]u.b
Ma ia do Soco o Sa ai a Pinhei o
Ciências Biológicas, Pós-Dou o ado em Medicina Social, FMUP/UP/Po ugal, pinh[email p o ec ed]
Julia Naomi Tamanaha
Medicina, g aduanda, Pon i ícia Uni e sidade Ca ólica de Campinas, PUC CAMPINAS/SP,
julia_ aman[email p o ec ed]m
Da id Weslley Mo ei a Sampaio
Medicina Ve e iná ia, G aduando, Uni e sidade da Amazônia, UNAMA/PA,
da idsam[email p o ec ed]m
Cecima a Ta a es Pai a
Medicina Ve e iná ia, g aduanda, Ins i u o Fede al de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas,
IFAM Campus Manaus, Zona Les e, cecima a.pai [email protected] .b
B una Fe mino Pin o
Medicina Ve e iná ia, G aduanda, Cen o Uni e si á io das Faculdades In eg adas de Ou inhos/SP -
UniFio, [email p o ec ed]m
Ma ia Raquel Sil a
Medicina e e iná ia, Pós-G aduada, FACUMINAS- Co onel Fab iciano-MG, [email p o ec ed]
Sheila de Figuei edo Ven u a
O ien ado a, Medicina e e iná ia, Mes anda, Ins i u o Oswaldo C uz IOC/FIOCRUZ Rio de Janei o-
RJ, sheila_ en[email p o ec ed]m
RESUMO: In odução: A gna os omíase humana é uma zoonose de o igem alimen a . Os
seus agen es e iológicos são a la as de e cei o es ádio de Gna hos oma spp. A gna os omíase
humana é equen emen e no i icada em países em desen ol imen o, mas é ambém uma
doença eme gen e em países desen ol idos em á eas não endémicas. Me odologia: es e a igo
de e isão de li e a u a sob e Gna hos oma spp. desc e e a doença que es es pa asi as causam
em se es humanos, com b e e e isão da li e a u a sob e o ciclo de ida e a pa ogênese des es
pa asi as, as ca ac e ís icas clínicas, a epidemiologia, o diagnós ico, o a amen o, con ole e as
no as descobe as molecula es sob e a gna os omíase humana e os a o es sócio-ecológicos
elacionados com a ansmissão des a doença. Resul ados e Discussão: O ecen e aumen o de
casos de gna os omíase humana de e-se p incipalmen e ao aumen o do consumo de peixe c u
56
de água doce, an íbios e ép eis. Conside ações Finais: A in o mação ap esen ada o nece um
impulso pa a o es udo da biologia do pa asi a e da imunidade do hospedei o. É u gen emen e
necessá io desen ol e um diagnós ico ápido e sensí el e desen ol e um egime e icaz pa a
a ges ão e con olo da gna os omíase humana.
Pala as-Cha e: Gna hos oma Spp., Pa asi ologia, Zoonose.
E-mail do au o p incipal: [email p o ec ed]
1. INTRODUÇÃO
A gna os omíase humana, uma zoonose de o igem alimen a , é causada pelas la as de
e cei o es ádio (L3) de Gna hos oma spp (HERMAN e CHIOCHINI, 2009).
Os se es humanos são in ec ados po es es nemá odos a a és do consumo de peixe c u
ou mal cozido, ãs, cob as ou a es de capoei a que con enham a L3 (HERMAN e al., 2009).
Os sinais e sin omas clínicos mais comuns da doença são edema cu âneo mig a ó io e
eosino ilia. Em casos g a es, a L3 ambém in ade ó gãos e ecidos in e nos, como o ígado, os
olhos, os ne os, a espinal medula e o cé eb o, o que pode esul a em ceguei a, do es nos
ne os, pa alisia, coma e a é mo e (DIAZ, 2009).
O p imei o caso humano de gna os omíase oi ela ado na Tailândia em 1889, e oi
a ibuído à in eção po Chei acan hus siamensis. Pouco empo depois, Leipe (1891) descob iu
que C. siamensis e a mo ologicamen e idên ico ao Gna hos oma spinige um, e assim
conside ou o p imei o como sinônimo do segundo. No en an o, o ciclo de ida do G. spinige um
não oi elucidado a é 1936 (PROMMAS e DAENSGSVANG, 1936).
A é à da a, o am no i icados ce ca de 5000 casos de gna os omíase humana em odo o
mundo, p incipalmen e em á eas endémicas no Japão e na China, na Tailândia e nou as pa es
do Sudes e Asiá ico, no México, na Colômbia e no Pe u, na Amé ica do Sul e Pe u na Amé ica
do Sul (HERMAN e CHIOCHINI, 2009; DIAZ, 2009).
A gna os omíase ambém oi no i icada, embo a com pouca equência, em iajan es de
países desen ol idos que isi a am zonas endémicas (PUENTE e al., 2002).
Além disso, a gna os omíase au óc one oi no i icada em á ios países não endémicos,
po conseguin e, a gna os omíase humana é conside ada uma zoonose global eme gen e
(THEUNISSEN e BOTTIEAU, 2016).
57
O aumen o das no i icações de gna os omíase humana pode de e -se a mudanças nos
hábi os alimen a es em esul ado da melho ia dos pad ões de ida e ambém a melho ias nos
sis emas de cuidados de saúde pa a a no i icação de doenças (DIAZ, 2015).
A e adicação da gna os omíase é um desa io de ido à dis ibuição mundial de
Gna hos oma spp. e à p ocu a c escen e de p a os exó icos, como peixe ma inado ou c u
(HERMAN e CHIOCHINI, 2009). Po conseguin e, o ideal se ia implemen a uma es a égia
e icaz de p e enção e con olo des a doença.
O obje i o do p esen e abalho e e e exaus i amen e á ios aspec os da
gna os omíase humana e discu imos pe spec i as u u as pa a a melho ia da pe ceção pública
da impo ância des a doença pa asi á ia.
2. METODOLOGIA
O p esen e abalho oi ealizado po uma e isão bibliog á ica pa a gans o omíase
humana. Es e es udo u ilizou um p ocedimen o de cole a de dados de pesquisa bibliog á ica,
en endido como e isão de li e a u a das p incipais eo ias que no eiam o abalho cien í ico.
Es a e isão é um chamado le an amen o bibliog á ico ou e isão bibliog á ica, e pode se
ealizada em li os, pe iódicos, a igos de jo nais, si es da In e ne e ou as on es sob e o ema
(BOCCATO, 2006).
As e e ências u ilizadas no ex o o am p o enien es das pla a o mas de pesquisa mais
conhecidas, po an o, os a igos são pesquisados p incipalmen e na base de dados SciELO,
PUBMED, po al de pe iódicos da CAPES com p ocu a na BVS (Biblio eca Vi ual de Saúde),
ab angendo o ema des e es udo. A pesquisa se ca ac e izou como um es udo desc i i o, do ipo
e isão in eg a i a de li e a u a, em idioma po uguês e inglês, com des aque pa a a igos com
publicação den o de 20 anos, ab angendo os Desc i o es: Gna hos oma spp., Pa asi ologia,
Zoonose.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Um nemá odo gna os oma oi descobe o pela p imei a ez em 1836 no es ômago de
um ig e jo em que inha mo ido de u u a aó ica no Ja dim Zoológico de Lond es (OWEN,
64
pa a ma a as L3. A cozedu a adequada é a o ma mais e icaz de ga an i que as la as são
mo as, embo a o congelamen o de alimen os in ec ados a -20 °C du an e 3-5 dias ambém seja
e icaz (HERMAN e CHIOCHINI, 2009).
A ele ada p ocu a de alimen os exó icos, ais como enguia, loach, ã e cob a, le ou à
ápida expansão da aquicul u a em odo o mundo, e os ios, lagos e ese a ó ios de água são
ago a amplamen e u ilizados pa a aumen a o seu cul i o (COLE e al., 2014).
Os suínos são hospedei os de ini i os de Gna hos oma spp. Mui as pequenas
explo ações de suínos nos países em desen ol imen o são cons uídas p oposi adamen e pa a
que as ezes dos suínos acabem numa lagoa/ io/lago como alimen o pa a os animais aquá icos.
No en an o, os po cos podem es a in ec ados com Gna hos oma spp. e, nesse caso, os o os nas
suas ezes podem a ua como on e de in eção de hospedei os in e mediá ios (GAO, 2014).
O diagnós ico da gna os omíase humana baseia-se nos sin omas e sinais clínicos (edema
subcu âneo ou cu âneo mig a ó io in e mi en e), num ní el ele ado de eosinó ilos no sangue e
numa his ó ia de exposição ele an e ( i e ou iaja pa a egiões endémicas; inge i peixe, ã
ou galinha c us ou mal cozidos (VANDAMME, 2016).
A gna os omíase subcu ânea ap esen a-se no malmen e como um único nódulo; em
con as e, exis em equen emen e múl iplos nódulos nou as in ecções pa así icas, como a
espa ganose e a cis ice cose. Um diagnós ico inal de gna os omíase pode se es abelecido após
a emoção ci ú gica de L3 ou a iden i icação dos e mes numa amos a de ecido jun amen e
com eosino ilia (EAMSOBHANA e al., 2013).
A iden i icação exac a e a di e enciação de á ias espécies de Gna hos oma êm sido
adicionalmen e baseadas em ca ac e ís icas mo ológicas. No en an o, o géne o Gna hos oma
inclui 12 espécies di e en es, cinco das quais in ec am humanos, que são i ualmen e
indis inguí eis com base na mo ologia, pa icula men e nas ases de la a e/ou o o, o que
le an a ques ões sob e a axonomia do Gna hos oma (NAWA, 2017).
As écnicas molecula es cons i uem uma abo dagem al e na i a de ini i a pa a a
iden i icação mo ológica e a di e enciação das espécies de Gna hos oma. As abo dagens
baseadas em PCR, como a sequenciação de amplicons, são um meio ápido e sensí el de
iden i icação e podem se u ilizadas pa a a análise ilogené ica de di e en es espécies de
Gna hos oma. Os ma cado es gené icos mais equen emen e isados, nomeadamen e o ARN
ibossómico nuclea de subunidade pequena (ARN ), as egiões ITS (espaçado es in e nos
65
ansc i os) do ADN ibossómico nuclea (ADN ) e a subunidade 1 (co-oxidase) mi ocond ial
(m ) do ci oc omo C oxidase subunidade 1 (cox1) mi ocond ial (m ), êm sido usados pa a
es uda a a iação gené ica em Gna hos oma (GASSER e al., 2017).
Os mé odos de sequenciação e bioin o má ica ambém o am u ilizados pa a iden i ica
e di e encia o Gna hos oma em ecidos ixados e incluídos em pa a ina, e podem se u ilizados
pa a a ea aliação de casos indi iduais (MULROY e al., 2016).
A gna os omíase ambém pode se diagnos icada u ilizando an ico pos de
imunoglobulina G (IgG) especí icos pa a o an igénio, embo a a de eção de la as de
Gna hos oma spp. seja o pad ão de ou o pa a o seu diagnós ico. Foi desen ol ido um ensaio de
so ção imunológica ligado a enzimas (ELISA) pa a an ico pos IgG L3. No en an o, a sua
sensibilidade e especi icidade demons a am se acas, ou seja, 59-87% e 79-96%,
espe i amen e (MACCARTHY e MOORE, 2000).
Alguns es udos ela a am uma melho ia signi ica i a no diagnós ico da gna os omíase
humana, embo a o an ico po IgG2 enha mos ado ea i idade c uzada com á ias ou as
espécies de nemá odos (VANDAMME, 2017).
A ualmen e, a incapacidade de iden i ica com p ecisão as espécies in ec an es de
Gna hos oma é uma limi ação impo an e no diagnós ico da gna os omíase humana.
Os es es se ológicos mos am equen emen e uma iden i icação limi ada das espécies
de ido à ea i idade an igénica c uzada en e espécies. Um es udo ecen e indicou que as
MMPs ecombinan es de G. spinige um podem se u ilizadas pa a o se odiagnós ico da
neu ogna os omíase (CHAVES e al., 2016).
Não exis e um a amen o não in asi o e icaz pa a a gna os omíase humana e a emoção
ci ú gica das la as é conside ada o a amen o mais e icaz pa a es a doença. No en an o, a
emoção ci ú gica só é iá el em casos de mig ação cu ânea ou ou os ipos de mig ação
supe icial. Na maio ia dos casos de gna os omíase isce al, a emoção ci ú gica é imp a icá el
ou mesmo impossí el. Nes es casos, o am es ados á ios á macos ( iabendazol, p aziquan el,
me onidazol, die ilca bamazina e quinino), mas não mos a am uma e icácia e iden e.
O albendazol é o medicamen o de p imei a escolha pa a a gna os omíase humana. Uma
dose ecomendada de 400 mg duas ezes po dia du an e 21 dias esul ou numa axa de cu a
supe io a 90% (GAO, 2014).
66
A i e mec ina em uma e icácia e apêu ica semelhan e à egis ada pa a o albendazol, e
demons ou se e icaz com uma dose única de 0,2 mg/kg ou com uma dose de 0,1 mg/kg
adminis ada em 2 dias consecu i os. Os co icos e óides podem se adminis ados
isoladamen e (p ednisolona, 60 mg/dia du an e 7 dias) e azem com que as la as mig em e
depois mo am na u almen e. No en an o, os es e óides de em se u ilizados com p ecaução em
casos de gna os omíase ocula ou do SNC, de ido ao seu po encial pa a p o oca uma maio
mig ação das la as (EAMSOBHANA e al., 2013).
A quimio e apia inicial é ge almen e in u í e a, uma ez que a maio ia dos doen es em
uma ecaída e eque um segundo ou mesmo um e cei o ciclo de e apêu ica com albendazol
ou i e mec ina. As ecaídas são equen emen e anunciadas pelo apa ecimen o de eosino ilia
pe i é ica (LAGATIE e al., 2017).
No en an o, em alguns casos, o albendazol ou a i e mec ina o am u ilizados como
a amen o inicial com esul ados bem-sucedidos.
Um ela ó io mos ou que o albendazol na dose de 400 mg/dia po 10 dias cu ou com
sucesso dois pacien es com gna os omíase pulmona . A elucidação comple a de qua o genomas
de Gna hos oma m oi um passo impo an e pa a uma melho comp eensão des es pa asi as, e
da doença que causam, a ní el molecula . Os dados genómicos podem e ela -se ú eis pa a a
ea aliação das elações ilogené icas e pa a o desen ol imen o de diagnós icos e in e enções
e apêu icas da p óxima ge ação (NAWA, 2017)
Fo am elucidados genomas m comple os pa a G. spinige um (14.079 pb),
Gna hos oma sp. (14.391 pb), G. nipponicum (14.093 pb) e G. dolo esi da China (13.809 pb) e
do Japão (13.812 pb) (CHAVES e al., 2016).
Es es genomas de m englobam 36 genes, incluindo dois genes de RNA, 22 genes de
RNA de ans e ência e 12 genes codi icado es de p o eínas, al ando o gene a p8
(MACCARTHY e MOORE, 2000).
A in e ência de sequências de aminoácidos a pa i de sequências do genoma m é
necessá ia pa a a análise sis emá ica das elações en e Gna hos oma e ou os nemá odos a ní el
molecula . Os conjun os de dados p o eómicos do m conca enados demons a am se mui o
ú eis pa a eexamina as elações sis emá icas de di e en es g upos de nemá odos (MULROY
e al., 2016).
67
De ido aos o es sinais ilogené icos e ao apoio es a ís ico em á o es ilogené icas
ge adas a pa i de conjun os de dados p o eómicos do m de memb os da subo dem Spi u ina
(GASSER e al., 2017).
Conside a-se ago a opo uno examina as elações ilogené icas de mui os nemá odos
espi u inos. As e amen as molecula es que u ilizam ma cado es gené icos, como as
sequências ITS do DNA e m cox1, o am examinadas quan o à sua aplicação no diagnós ico
clínico da in eção po Gna hos oma (THEUNISSEN e BOTTIEAU, 2016). A he e ogeneidade
da sequência no DNA ITS pode se ele ada em espécimes indi iduais de nemá odes, e os genes
codi icado es de p o eínas do genoma m são azoa elmen e p e is os como sendo mais
adequados pa a es e ipo de análise (NAWA, 2017)
Is o pode se conseguido u ilizando o polimo ismo de con o mação de cadeia simples
acoplado à PCR e a sequenciação do ADN (KIM e al., 2013).
Es a écnica já oi aplicada, em pequena escala, a G. spinige um. Um es udo
compa a i o das sequências de ADN indicou que o gene m cox1 pode se usado como um
ma cado gené ico pa a a iden i icação e di e enciação de espécies de Gna hos oma. As
sequências de M cox1 mos a am um g au ela i amen e al o de a iabilidade gené ica (qua o
hapló ipos dis in os) en e espécimes de G. spinige um de di e en es espécies hospedei as (is o
é, cães, cob as e enguias) e localidades na Ásia e no Sudes e Asiá ico (is o é, China, Indonésia,
Laos e Tailândia) (GAO, 2014).
Se ia ú il uma a aliação dos á ios hapló ipos ou genó ipos de Gna hos oma e da o ma
como se elacionam com os di e en es sinais clínicos da gna os omíase nos se es humanos.
As análises p o eómicas de G. spinige um são cada ez mais econhecidas pelo seu alo
no es udo da biologia do pa asi a e das in e ações hospedei o-pa asi a. Fo am iden i icadas
á ias unções biológicas e pa ológicas das p o eínas an igénicas de G. spinige um, que incluem
espos as ao s ess, p ocessos me abólicos e p odução de ene gia, p o eólise, o mação do
esquele o celula , dob agem de p o eínas, edução da oxidação e ligação a ligandos de hid a os
de ca bono (VANTHIEL e JANSEN, 1988).
A análise imunop o eómica iden i icou uma sé ie de p o eínas an igénicas de G.
spinige um com po encial pa a se em candida as a acinas con a a in eção po G. spinige um.
Os conjun os de dados do genoma, do ansc ip oma de desen ol imen o e do
mic oRNA cons i uem um ecu so cole i o pa a u u as in es igações sob e a biologia
68
molecula , a imunobiologia, a ilogené ica, a epidemiologia, a gené ica populacional e a
pa ogénese do Gna hos oma e/ou da gna os omíase. De e ão ambém se ú eis pa a a melho ia
do diagnós ico e o desen ol imen o de no os medicamen os, incluindo an i-helmín icos e
acinas (DIAZ, 2015).
Os es udos u u os de em cen a -se em: (i) sequencia e ano a o genoma de G. spini,
e compa á-lo com os de ou os nemá odos, com especial ên ase nos genes codi icado es de
p o eínas exc e ó ias e sec e o as que se p e ê es a em en ol idos na in asão do hospedei o e
nas in e acções pa asi a-hospedei o; (ii) desen ol e conjun os de dados de ansc ip oma ou
mic oRNA, que podem se ú eis pa a uma melho comp eensão da biologia e isiologia dos
nemá odos do Gna hos oma.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Embo a os helmin os ansmi idos pelo solo enham ecebido mui a a enção de ido ao
seu g ande impac o socioeconômico, ou os ipos de helmin os como o Gna hos oma spp. êm
sido la gamen e negligenciados. Apesa de e em sido comunicados es udos epidemiológicos
sob e a gna os omíase em mui os países de odo o mundo, exis em lacunas na nossa
comp eensão da epidemiologia da in eção po Gna hos oma e a sua impo ância zoonó ica
con inua mal de inida. Jun amen e com a al a de uma es ima i a do peso global da
gna os omíase, odos es es a o es limi am uma a aliação adequada do impac o e do peso da
gna os omíase na saúde pública, com base pa a o es udo epidemiológico des es pa asi as. Is o
ambém acili a á os es udos sob e a biologia, a bioquímica e a isiologia des es pa asi as, e os
mecanismos molecula es en ol idos na sua capacidade de modula ou e adi o sis ema
imuni á io do hospedei o. O alo diagnós ico dos mic oRNAs oi a aliado em á ias in ecções
po nemá odos, e a iden i icação de bioma cado es especí icos pa a o diagnós ico da
gna os omíase é uma di eção p omisso a pa a in es igações u u as.
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72
EXAMES CLÍNICOS E AVALIAÇÃO CIRÚRGICA EM CASO DE
TROMBOSE DE VEIA RENAL
Ta iana Fe nanda Oli e a Sá
Medicina, G aduada, Uni e sidade Ma ia Auxiliado a-UMAX, Asuncion/PY, a yan[email p o ec ed]
Valdizia Lígia Nunes Albuque que
Medicina, G aduanda, UNIPÊ/ Cen o Uni e si á io, Campus João Pessoa-PB;
aldizialigia@ho mail.com
Cla a Bo elho Magalhães
Medicina, G aduanda, Cen o Uni e si á io Ch is us - UNICHRISTUS, Fo aleza/CE,
cla inhab[email p o ec ed]m
Wendy Rod igues Po o
Medicina, G aduanda, Cen o Uni e si á io de Valença - UNIFAA/RJ, wendypo [email protected]
Akemi Kai Heldwein
Medicina, G aduanda, Cen o Uni e si á io Eu oame icano – UNIEURO/DF, heldwein2[email p o ec ed]
Ma co José Mou a Magalhães
En e mei o, Especialis a em U gência e Eme gência do SUS, Hospi al Sí io Libanês- São Paulo,
ma co8[email p o ec ed]
João Ped on Neg elli Ba bei o
Medicina, G aduando, União dos G andes Lagos, UNILAGO, São José do Rio P e o-SP,
jpba b[email p o ec ed]
Caio Ramos Vasconcelos Oli ei a
Medicina, G aduando, Cen o Uni e si á io de Minei os – Uni imes – T indade/GO;
caio amo[email p o ec ed]
Shi ley Thaynáh Figuei êdo de Pai a Rod igues Rod igues
Medicina, G aduanda, Uni e sidade B asil - UB - Fe nandópolis/SP, s ipa o@ho mail.com
And é Ma os Mo ais
Medicina, G aduando, Uni e sidade do Es ado do Pa á - UEPA- Belém/PA;
and em[email p o ec ed]m
Thiago Melo Mou ão
Medicina, G aduando, Cen o Uni e si á io Ch is us, Unich is us, Fo aleza-CE,
hiagomou [email protected]
F ancisco Lucas Fe ei a Sousa
En e mei o, Especialis a em En e magem Em Ne ologia pela Faculdade Venda No a Do Imig an e –
FAVENI; lucas s1250@ho mail.com
Na han Mendes Pinhei o
Medicina, G aduando, Uni e sidade No e de Julho – UNINOVE – Mauá-SP; 21ju[email p o ec ed]
Caio Mei eles Nunes
Medicina, G aduado, Cen o Uni e si á io Facisa, UNIFACISA, Campina G ande-PB,
d caioo[email p o ec ed]
E o hildes Sil a Roh e Ma ins
O ien ado , Medicina Ve e iná ia, Dou o anda em ciências ambien ais, UNIFAL/MG;
e o hild[email p o ec ed]al-mg.edu.b
RESUMO: In odução: A ombose da eia enal é g a e, causando danos enais e
complicações. Sin omas a iam com a obs ução. Alguns pacien es assin omá icos, ou os com
do , pi exia, emese, náusea, hema ú ia e oligú ia. Em casos g a es, in a o enal ou embolia
pulmona . Obje i o: In es iga sin omas clínicos e a aliação ci ú gica da ombose enosa
enal. Me odologia: U ilizou-se o PRISMA, consul ando PubMed, Scielo e Web o Science.
Selecionados es udos dos úl imos dez anos, em po uguês ou inglês, sob e causas, a o es de
isco, diagnós ico, a amen o, complicações e p ognós ico da ombose enosa enal, além de
lacunas de conhecimen o e ecomendações pa a p á ica clínica e pesquisas u u as. Resul ados
e Discussão: Analisa am-se os a o es desencadean es e p edisponen es à ombose enal,
mé odos diagnós icos e sua p ecisão, e apias disponí eis e e icácia, complicações po enciais e
p ognós ico dos pacien es, além de lacunas de conhecimen o e di e izes pa a pesquisas u u as.
A in e enção ci ú gica é ecomendada em casos especí icos, como suspei a de neoplasia enal,
comp essão ex e na ou ombo lebi e mig a ó ia. Ci u gias podem en ol e ombec omia,
73
ne ec omia ou colocação de s en . T a amen o não ci ú gico inclui agen es an icoagulan es e
ib inolí icos, com a enção à causa subjacen e. Conside ações Finais: O diagnós ico p ecoce
e o a amen o adequado são undamen ais pa a melho a a sob e ida e bem-es a dos pacien es,
exigindo mais pesquisas compa a i as pa a ap imo a as es a égias e apêu icas.
Pala as-Cha e: Coágulos, Sin omas Clínicos, Rim, Te apia, P ognós ico.
E-mail do au o p incipal: [email p o ec ed]
1. INTRODUÇÃO
A omboembolia na eia enal (TVR) é uma condição a a, ipicamen e oco endo em
pacien es com condições subjacen es, como sínd ome ne ó ica ou ca cinoma enal. Em ce ca
de dois e ços dos casos, ambas as eias enais são a e adas. Quando unila e al, a eia enal
esque da é mais comumen e comp ome ida (DE STEFANO e MARTINELLI, 2012).
As o igens secundá ias es ão ligadas a ci cuns âncias que impac am na es u u a ou no
luxo sanguíneo da eia enal, as quais podem p edispo à o mação de coágulos. Essas
ci cuns âncias en ol em sínd ome ne ó ica, diabe es, lúpus, umo enal, comp essão ex e na
ou auma. A sínd ome ne ó ica é uma condição enal ca ac e izada po uma pe da excessi a
de p o eínas na u ina, edema, baixos ní eis de albumina no sangue e aumen o de lipídios. Esses
elemen os desequilib am os mecanismos p ó-coagulan es e an icoagulan es do sangue,
a o ecendo a ombose (WYSOKINSKI e al., 2008).
A TVR mani es a-se com sin omas insidiosos e c ônicos, mui as ezes diagnos icados
apenas quando complicados po embolia pulmona ou insu iciência enal, embo a possa
ap esen a um quad o agudo com maio g a idade. As ap esen ações agudas equen emen e
incluem hema ú ia mac o ou mic oscópica, do no lanco e dis unção enal. Alguns casos
ap esen am sin omas sis êmicos como náusea, ano exia, eb e e do abdominal in ensa,
podendo imi a um abdome agudo. Ge almen e, pacien es sem sínd ome ne ó ica não
ap esen am p o einú ia signi ica i a (ASGHAR e al., 2007).
A TVR aguda ge almen e não es á associada à sínd ome ne ó ica, sendo mais
comumen e elacionada a auma, desid a ação (especialmen e em c ianças) ou es ados de
hipe coagulabilidade. T ombo ilias são equen es nesses pacien es, com a de iciência de
p o eína S sendo a mais p e alen e (WYSOKINSKI e al., 2008).
A ombose enal é uma condição sé ia que pode esul a em danos enais, insu iciência
enal e complicações omboembólicas. As o igens da ombose na eia enal podem se
80
ca ac e iza-se pela obs ução de uma a é ia pulmona po um coágulo o iginado da eia enal,
mani es ando-se com al a de a , do o ácica, osse e hemop ise (LAUENER e al., 2019).
A hipe ensão a e ial co esponde ao aumen o da p essão sanguínea sis êmica,
associado à isquemia enal ou à libe ação de subs âncias asoa i as pelo im a e ado. Já a
insu iciência enal c ônica deno a a de e io ação p og essi a e i e e sí el da unção enal,
po encialmen e eque endo diálise ou ansplan e enal. Po im, a eco ência da ombose
implica na o mação de no os ombos na eia enal ou em ou as eias, possi elmen e
in luenciada po a o es gené icos ou adqui idos (JAIN e al., 2019).
A p e enção da ombose da eia enal consis e em um conjun o de medidas des inadas
a diminui ou elimina os a o es de isco passí eis de modi icação pa a essa condição. Esses
a o es ab angem condições que podem aumen a a p opensão à o mação de coágulos na eia
enal ou in luencia ad e samen e sua pa ede ou seu luxo sanguíneo (AEDDULA e al., 2023).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A obs ução da eia enal é uma condição incomum, po ém g a e, que p ejudica o luxo
sanguíneo enal em di eção à eia ca a in e io , aca e ando danos ao ecido enal e al e ações
na ci culação sanguínea ge al. Essa obs ução pode e o igens p imá ias, associadas a
dis ú bios de coagulação, ou secundá ias, ligadas a condições que a e am a pa ede ou o luxo
enoso, como sínd ome ne ó ica, diabe es, lúpus, umo es enais, comp essão ex e na ou
auma. Os sin omas da obs ução enosa enal podem a ia , incluindo do na egião do lanco,
sangue na u ina, eb e, náuseas, ômi os e diminuição da p odução u iná ia. Complicações
g a es podem su gi , como in a o enal, embolia pulmona , hipe ensão a e ial, insu iciência
enal c ônica e eco ência da obs ução.
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83
MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO DA INFLUENZA AVIÁRIA E SUA
ALTA VIRULÊNCIA: BREVE REVISÃO
Saymon Ramone Sales Nascimen o
Medicina Ve e iná ia, G aduando, Uni e sidade da Amazonia – UNAMA/PA,
saymon[email p o ec ed]
Ma ia Raquel Sil a
Medicina Ve e iná ia, Pós-G aduada, FACUMINAS-Co onel Feliciano-MG, qu[email p o ec ed]
Thaissa Emanuele Sil a
Medicina Ve e iná ia, G aduanda, Uni e sidade Fede al Ru al da Amazônia-UFRA/PA,
emanu[email p o ec ed]
Gab iel Bueno de Oli ei a
Medicina Ve e iná ia, g aduando, Cen o Uni e si á io São Lucas Ji-Pa aná - RO,
gab ielb[email p o ec ed]
Claudia Jemima Passos Pin o
Medicina Ve e iná ia, G aduanda, Uni e sidade Es adual de San a C uz – UESC/BA
claudiap[email p o ec ed]
É ica Assucena Ku ek Back
Medicina Ve e iná ia, G aduanda, Uni e sidade Fede al da F on ei a Sul - UFFS/PR,
e ica.assucen[email p o ec ed]m
Thawan Lopes Aze edo Sil a
Zoo ecnia, G aduando, Uni e sidade Es adual do No e Fluminense Da cy Ribei o – UENF/RJ,
[email protected] .b
Ta iana Ganase ici Fe nandes
Medicina e e iná ia, g aduanda, Faculdades Anhangue a – So ocaba/SP, ganase [email p o ec ed]
Bianca Jacqueline Sil a Fe nandes
Medicina e e iná ia, G aduanda, Pon i ícia Uni e sidade Ca ólica de Goiás- Puc Goiás
biancajacq[email p o ec ed]
Ma ia Be na de e Oli ei a T ajano da Sil a
Medicina Ve e iná ia, G aduanda, Uni e sidade São Judas Tadeu-USJT-San os-SP;
be na de e [email p o ec ed]
Gus a o de Oli ei a Gomes da Sil a
Medicina Ve e iná ia, G aduando, Uni e sidade de Ube aba - Uniube/MG, gog[email p o ec ed]
Samuel Pago o de Souza
Medicina Ve e iná ia, G aduando, Cen o Uni e si á io Ba ão de Mauá- Ribei ão P e o -SP,
samuelps14[email p o ec ed]m
Mônica Souza de Siquei a
Medicina Ve e iná ia, Pós-G aduanda, Faculdade Venda No a do Imig an e – FAVENI/MG
monicab[email p o ec ed]
Sheila de Figuei edo Ven u a
O ien ado a, Medicina e e iná ia, Mes anda, Ins i u o Oswaldo C uz IOC/FIOCRUZ Rio de Janei o-
RJ, sheila_ en[email p o ec ed]m
RESUMO: A doença in luenza a iá ia é a a no B asil. O sis ema de igilância implemen ado
pelo P og ama Nacional de Sanidade A ícola (PNSA), man ém um moni o amen o cons an e
de a es das p incipais espécies domés icas, ambém é moni o ado o ma e ial gené ico de a es
exó icas e na i as, incluindo galinhas (Gallus gallus o mames ica), pe us (Meleag is gallopa o
o mames ica), codo nas (Co u nix co u nix japonica), pa os (Anas), p imá ias (eli e), bisa ós
e a ós de pos u a ou co e, bem como a es de explo ação ecen e, incluindo a es uzes (S u hio
camelus), e a es na i as, incluindo emas (Rhea ame icana). Além disso, os ebanhos des inados
à p odução são moni o ados po amos agem pe iódica, con o me exigido pelo PNSA, além do
moni o amen o das espos as aos p og amas de acinação, po exemplo, con a b onqui e
in ecciosa e doença in ecciosa bu sal. Com Con i mação labo a o ial, sendo o isolamen o de
um agen e hemaglu inan e le al em o os emb ionados de galinhas SPF incapaz de inibi ou
neu aliza sua p óp ia ação (inibição da hemaglu inação ou so oneu alização); esse agen e é
iden i icado como í us da in luenza a iá ia (AIV) pela p esença de nucleop o eína AIV e/ou
84
an ígenos de ma iz, sendo seu sub ipo de e minado po ensaios especí icos pa a ca ac e ização
de hemaglu inina e neu aminidase (imunodi usão, imunoenzimá ica ou molecula ). Se pe mi e
o aba e e des uição imedia a de odas as a es, es os, ca ne e o os das p op iedades a e adas e
p óximas ( aio de 10 km). Além disso, as ins alações de em se limpas e desin e adas. Um
azio sani á io (mínimo 21 dias) de e se c iado, e o anspo e pa a aba e ou incubação é
pe mi ido den o da zona de igilância ( aio de 10 km). Fei as, exposições em me cados nas
imediações da zona igiada (10 km) são a o es p o ilá icos. A U ilização des es mé odos
du an e pelo menos 21 dias após a des uição dos ocos de p opagação e desin ecção das
ins alações, e p oibi a e i ada de a es e p odu os nas imediações da á ea p o egida (3
quilôme os) du an e 21 dias, e na á ea de igilância (10 quilôme os) po 15 dias. Pa a a
ce i icação de á ea li e, de e se segui os pad ões da OIE e do PNSA, conside ando IA exó ica
no B asil (país li e), se exige um IA de al a pa ogenicidade não diagnos icada pelo sis ema de
igilância nos úl imos 3 anos; No pe íodo de 6 meses após o aba e, des uição das a es e deje os
e desin ecção após su o; O sis ema de c iação de a es mais comum no B asil ( angos e pe us),
u iliza-se a mais a ançada ecnologia e conhecimen o cien í ico na p odução, es e sis ema
emp egando-se biossegu ança, a aliação con ínua de á eas c í icas, sis ema de qualidade o al
e p og amas de acinação que p omo endo a p e enção de inúme os p oblemas sani á ios. O
es o ço pa a p e eni a g ipe a iá ia é o mais bené ico po esses a ibu os. O sis ema e ipo de
cons ução (galpões), u ilizados pa a ab iga os plan éis dessas espécies ambém é p oblemá ico
quan o ao desa io que e en ualmen e ad ém de a es de ida li e. A localização geog á ica da
a icul u a nacional do país, o a das o as mig a ó ias das a es do ese a ó io, ambém pode
e con ibuído pa a a ausência de su os de in luenza no B asil. Adicionalmen e, a baixa
equência de eplicação do AIV em a es mig a ó ias du an e sua passagem pela egião
sub opical con ibui pa a a meno incidência. A espécie a ícola mais sensí el em impo ância
come cial é susce í el à in ecção, pode e desempenho no papel undamen al de
ansmissibilidade, con o me mencionado na li e a u a in e nacional. As espécies pe us e pa os
são con inados em galpões indus iais com sis ema de biossegu ança ex emamen e es i o na
dis ibuição geog á ica, em con as e com os su os pe manen es de países com ela ó ios
nega i os.
Pala as-Cha e: A es, F angos De Co e, In luenza A iá ia, Vacina, Ví us.
E-mail do au o p incipal: [email p o ec ed]
1. INTRODUÇÃO
A in luenza a iá ia (IA) inclui um espec o de sin omas que iniciam com uma in ecção
subclínica de a es domés icas a é doença espi a ó ia supe io le e ou doença sis êmica a al.
Mui os isolados di e en es do í us da g ipe a iá ia (AIV) ci culam em di e en es espécies
animais em odo o mundo. Embo a o AIV enha a in ec a ampla a iedade de espécies
mamí e os, a es aquá icas, a es ma inhas e gai o as, são conside adas hospedei os na u ais de
in ecções em galinhas, pe us, po cos, ca alos e em humanos são conside adas incomuns
(SUAREZ, 2000).
85
A ecombinação gené ica com al o índice, especialmen e obse ado em memb os do
AIV ipo A, é esul ado de um genoma segmen ado, que concede um alinhamen o gênico, ao
con á io de memb os da amília Pa amyxo i idae, endo como exemplo o í us da doença de
Newcas le, pois não há ecombinação, pois, seu genoma não é segmen ado (KINGSBURY,
1990).
Segundo Mu phy e Webs e (1996), a oco ência baixa de AIV du an e a mig ação
sub opical de a es aquá icas podem explica a baixa ou a a incidência no B asil.
A de inição de P ocedimen os do P og ama Nacional de Sanidade A ícola (PNSA),
e a am a IA como uma pa ologia p omo ida pelo í us da in luenza A pe encen e à amília
O homyxo i idae, com pa ogenicidade in a enosa acima a 1,2 em a es com idade de 6
semanas, ou in ec adas com H5 ou AIV, do sub ipo H7, cuja sequência do sí io de cli agem da
hemaglu inina inclui a iados aminoácidos básicos, con o me manual da OIE (PROJETO DE
VIGILÂNCIA, 2001).
2. METODOLOGIA
O p esen e abalho oi ealizado po uma e isão bibliog á ica pa a da g ipe a iá ia
(IA), em a es e humanos, com en oque pa a o Vi us da in luenza, pe encen e à amília
O homyxo i idae.
Es e es udo u ilizou um p ocedimen o de cole a de dados de pesquisa bibliog á ica,
en endido como e isão de li e a u a das p incipais eo ias que no eiam o abalho cien í ico.
Es a e isão é um chamado le an amen o bibliog á ico ou e isão bibliog á ica, e pode se
ealizada em li os, pe iódicos, a igos de jo nais, si es da In e ne e ou as on es sob e o ema.
Como explica Bocca o (2006, p. 266), sob e a pesquisa bibliog á ica:
(...) Visa a esolução de p oblemas (hipó eses) a a és de e e enciais
eó icos publicados, análise e discussão de di e sas con ibuições
cien í icas. Esse ipo de pesquisa subsidia á o conhecimen o sob e o que
es á sendo es udado, como e sob que oco e/ou pe spec i a os emas
ap esen ados na li e a u a cien í ica são abo dados. Po an o, é
impo an e que os pesquisado es planejem sis ema icamen e o p ocesso
de pesquisa, desde a de inição do ema, a é a cons ução lógica da eb e
a osa, a é a de e minação da o ma de ansmissão. (Bocca o, 2006, p.
266).
As e e ências u ilizadas no ex o se ão p o enien es das pla a o mas de pesquisa mais
conhecidas, po an o, os a igos são pesquisados p incipalmen e na base de dados SciELO, e no
86
po al de pe iódicos da CAPES publicados nos anos en e 1981 a 2001, ab angendo o ema
des e es udo. A pesquisa se ca ac e izou como um es udo desc i i o, do ipo e isão in eg a i a
de li e a u a, em idioma po uguês ou inglês, com des aque pa a a igos com publicação den o
de 20 anos, e ab angendo os Desc i o es: “A es”, “F angos de co e”, “In luenza a iá ia”,
“Vacina” e “Ví us”.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
O cená io de in luenza em humanos pa ece e começado já na his ó ia da humanidade,
de aco do com a li e a u a an iga, que con ém ela os de doenças espi a ó ias agudas que du am
poucos dias ou a é semanas (TONIOLO-NETO, 2001).
A e olução das a ian es do AIV com ca ac e ís ica zoonó ica es á em andamen o e oi
documen ada po meio de expe imen os. As causas das duas úl imas pandemias (1918-1919 e
1968) o am desc i as como endo um genoma híb ido que combina a pa es do AIV a iá io e
humano. O medo cons an e de uma pandemia causada po AIV em humanos é uma p eocupação
dos p o issionais de saúde pública, pois há indícios de que hou e ansmissão dos í us H5N1
e H9N2 de a es pa a humanos em me cados que en ol em a es (HORIMOTO e KAWAOKA,
2001).
Tipos de AIV êm um impac o di e o na saúde humana. O H5N1 AIV que le ou a óbi o
6 pessoas em Hong Kong em 1997, sendo ansmi ido de galinhas pa a humanos di e amen e.
O p ocesso de adap ação a um no o hospedei o é ca ac e izado p incipalmen e po uma ápida
al e ação das glicop o eínas de supe ície, especi icamen e a hemaglu inina (HA); já o H5N1
ap esen ou al e ações de aminoácidos em ou as p o eínas além da HA, o que indica que sua
HA é al amen e adap ada à a es, e não p ecisa se modi ica . Além disso, os demais genes podem
e indo de ou as on es po ecombinação gené ica, incluindo sequências in e nas
an e io men e encon adas em humanos, como o H5N1. As sequências de aminoácidos de
gênese humana que são de i adas po ecombinação, podendo se conside ados p ecu so es de
doenças zoonó icas (ZHOU e al., 1999b).
A in luenza a iá ia, suína e humana so endo ecombinação gené ica oi e i icada após
desc ição de doença espi a ó ia em ebanhos suínos no EUA, nos es ados da Ca olina do No e,
Iowa, Texas, Minneso a no ano de 1998. O isolado NC oi de i ado da ecombinação en e o
H3N2 humano e o H1N1 suíno clássico, bem como os genes emanescen es do H3N2 humano,
87
e H1N1 suíno clássico. O hemaglu inina isolado dos 4 ipos oi de i ado do í us humano
H3N2, que ansi a a em 1995 (ZHOU e al., 1999a).
Na China, a cons a ação do AIV H1N1 em supinos p o ou a ação da espécie como um
canal pa a a ans e ência de odos os 8 genes de de i ação a iá ia, assim como on e de genes
pa a ecombinação dos á ios ipos de AIV. Po an o, suínos podem e um papel signi ica i o
na ansmissão en e humanos na China (GUAN e al., 1996).
A uais a ian es de in luenza es ão cons an emen e sendo o madas em humanos. T ês
pandemias humanas o am documen adas (a pandemia de H1N1 de 1918 na Espanha, a
pandemia de H2N2 de 1957 na Ásia e a pandemia de H3N2 de 1968 em Hong Kong) são
discu idas na li e a u a. Essas pandemias o am causadas po í us que inham um sub ipo que
a a essa a as ba ei as das espécies. Igualmen e, o su o em Hong Kong em 1997 com o H5N1,
demons ou o po encial pa a uma pandemia, o que não e ia sido empo hábil pa a desen ol e
uma acina pa a p o ege as populações humanas. Cepas de AIV que es a am p esen es du an e
in e alos in e pandêmicos podem exibi a iação an igênica b anda (des io an igênico), e
podem muda pa a a iação an igênica g a e e causa um su o de doença. A epidemiologia de
igilância é a base pa a de e mina u u as a ualizações das acinas, e os medicamen os an i-
neu aminidase necessi am se inco po ados na acina (De JONG e al., 2000).
A g ande simila idade en e os genes in e nos dos isolados H6N1 suge e que ais
sub ipos são e icazes na oca genes com ou os sub ipos, o que le a ia ao po encial de sub ipos
pa ogênicos de o igem a iá ia, aquá ica e animal se inco po a em se es humanos. A igilância
epidemiológica de e se ealizada em a es, peixes, suínos e se es humanos (HOFFMANN e
al., 2000). As sequências gené icas de 18 cepas humanas de AIV que causa am a mo e de seis
pacien es no su o de Hong Kong em 1997, demons a am se de i adas de í us da g ipe
a iá ia, e não da g ipe humana (SUBBARAO e SHAW, 2000).
Depois de óbi o uma c iança em Hong Kong no ano de 1997, oi ealizada uma análise
de a o es de isco pa a AIV em quinze hospi alizados de ido a uma in ecção humana causada
pela cepa H5N1 (Hong Kong). Condições como sexo, idade e á ea de esidência o am
conside ados. Humanos quando se expõem a angos i os em me cados a ícolas de Hong
Kong, são conside ados signi ica i os, quan o a inges ão ou manuseio de p odu os, assim como
o con a o com humanos po ado es de doenças espi a ó ias, inclusi e in luenza, que não oi
elacionado a doença (MOUNTS e al., 1999).
88
A amília O homyxo i idae é a esponsá el pelo í us da g ipe a iá ia. Mais adian e
se ão desc i as p op iedades ísicas, químicas e biológicas dos í us da in luenza a iá ia (AIV).
Os i ions do VIA são quase es é icos, com diâme o máximo em o no de 200 nm, ou
pleomó icos se obse ados po hospedei os na u ais que os eplicam. As linhagens baseadas
em o os êm uma mo ologia mais egula (ci cula ) e um diâme o en e 80-120 nanôme os.
O en elope possui p ojeções de hemaglu inina e neu aminidase bem ígidas (espumadas), essas
p ojeções c iam um halo ci cundando as pa ículas, com colo ação nega i a, e is os a a és de
mic oscopia ele ônica. A o mação do genoma i al se dá po 8 segmen os de RNA de i a
simples. A es u u a de RNA-p o eína (nucleop o eína -NP) do núcleo é incomumen e
obse ada; apenas algumas pa ículas in ac as êm a composição helicoidal in e na. No en an o,
pa ículas agmen adas libe am o con eúdo de NP, que é longo e em apa ência de espinha de
peixe ou zípe (es u u a helicoidal). Mais in o mações sob e a es u u a, composição e biologia
dos í us in luenza em ge al es ão p esen es na amília O homyxo i idae, desc i o na ob a
O homyxo i uses: The Vi uses and Thei Replica ion (LAMB e KRUG, 1996).
De ido à composição e es u u a do VIA, seu é cons i uído pelo ma e ial gené ico, que
é o RNA, no qual se di ide em 8 segmen os que se en olam e são ecobe os po unidades de
nucleop o eína (NP), que o ma uma hélice. O NP, apesa de se o esponsá el po e es i o
RNA, o nece lacuna en e essas unidades da es u u a e o RNA, o que p opo ciona a exposição
das ligações os o-diés e do RNA, logo icam acessí eis à diges ão pelas ibonucleases
(KINGSBURY, 1990).
Os dez genes se associam há 8 segmen os de RNA. A es u u ação p o eica se compõe
como esul ado dos genes codi icado es, pelos p odu os dos genes 4 e 6. Essas p o eínas são
denominadas hemaglu inina e neu aminidase, espec i amen e. Ambos são glicop o eínas que
comp eendem a maio ia das p ojeções de supe ície no en elope. O gene 7 codi ica a p o eína
de memb ana (M1), a p o eína de memb ana meno (M2) e o polipep ídeo M3, odos esses
componen es es ão embu idos na bicamada lipídica do en elope. O gene 5 é esponsá el po
codi ica a nucleop o eína, que é o componen e que e es e o RNA, compondo o
nucleocapsídeo. T ês enzimas polime ases i ais - PA, localizadas no gene 3, PB1 no gene 2, e
PB2 no gene 1, e se encon am ao im de cada unidade do nucleocapsídeo. O gene 8 codi ica
as p o eínas não es u u ais NS1 e NS2, que não êm unção conhecida. O HA se empenha na
ligação ao ecep o celula . Es e ecep o se compõe de glicop o eína com ácido siálico, que
possui um ácido N-ace il neu amínico e minal (o e minal COOH es á conec ado ao e minal
CH2, o e minal NH es á conec ado ao e minal CH3 e o e minal OH es á conec ado ao e minal
89
OH). Essa p o eína eque modi icações pós- aducionais pa a acili a a usão com a memb ana
celula du an e a in ecção (KINGSBURY, 1990). O HA econhece ecep o es que possuem
cadeias de ácido lac o-siálico dos ipos I e II nas células, es a in o mação é u ilizada pa a de ini
a gama de hospedei os (SUZUKI, 2000).
A localização de conexão en e o HA, e os ecep o es da célula o mam uma ca idade
em cada uma das ês subunidades do íme o HA, os esíduos de aminoácidos são a i osina
98, ip o ano 153, his idina 183 e ácido glu âmico 190, e leucina 194, que não em acesso aos
an ico pos, pois, são al amen e conse ados en e os sub ipos (LAMB e KRUG, 1996). O HA
ambém con e e p op iedades de se ade i ao muco p o enien e do sis ema espi a ó io.
A ca ego ização dos memb os da amília O homyxo i idae é ex emamen e especí ica.
A composição do í us é se az po in o mações sepa adas a a és de ba as e icais, que
aba cam os ipos de í us (A, B ou C). A espécie animal en ol ida, a egião geog á ica, o
núme o de e e ência do labo a ó io, o ano em que o í us oi isolado, o sub ipo HA, o sub ipo
NA. No en an o, in o mações sob e a i ulência não es ão incluídas na axonomia. A amília
O homyxo i idae é compos a po ês ipos ou gêne os an igênicos: A, B e C, que se
dis inguem pela composição da unidade de p o eína do nucleocapsídeo (NP), e pela p o eína de
en elope não glicosilada (M1). Dos ês, B e C são especi icamen e pa ógenos humanos, ao
mesmo empo que o ipo A é isolado de á ias espécies de animais, incluindo os humanos. O
maio g au de a iação gené ica se encon a nas glicop o eínas de supe ície das cepas do ipo
A, compa ada aos dos memb os de B e C. A semelhança mo ológica dos ipos A e B e maio
compa adas ao do ipo C, já que esse úl imo possui glicop o eínas do ipo A. A disposição do
en elope é de pad ão hexagonal (KINGSBURY, 1990).
Os VIA em sua o alidade são memb os da amília do í us ipo A, e sua subclassi icados
se dá pela análise de sua hemaglu inina (HA), assim como pela neu aminidase (NA)
(EASTERDAY, e al., 1997). Hoje, exis em 15 a ian es an igênicas di e en es de HA e 9 de
NA. As neu aminidases N1 e N9 já são econhecidas, assim como as hemaglu ininas H1 a H15
(EASTERDAY e al., 1997).
Na na u eza, as combinações de HÁ e NA, em sua o alidade já são conhecidas. Como
exemplos pode-se ci a : H5N2 (Pensil ânia e Vi gínia, EUA, no emb o de 1983 a janei o de
1984 (al a pa ogenicidade); H5N1 (Hong Kong, China, A/En i onmen /Hong Kong/437/99,
1997 (al a pa ogenicidade); H5N1 (Ingla e a, A/ u quia/Ingla e a/91 (al amen e pa ogênico);
H7N2 (Pensil ânia, EUA, janei o de 1997 - ma ço de 1998 (pa ogenicidade média); H8N4
96
Ou a in es igação oi ealizada em 13 g anjas indus iais e uma g anja exó ica. As a es
exó icas inham his ó ico de doença clinicamen e semelhan e à cóle a a iá ia, doença que não
melho ou com acinação con a cóle a a iá ia ou doença de Newcas le ou so o e apia con a
doença in ecciosa bu sal. A doença ma ou 10.000 aisões e oi con olada com sucesso,
des uindo odas as a es sob e i en es e ou as espécies de a es, bem como aplicando
desin ecção e limpeza igo osas (ZHU e al., 1996).
Um es udo na I ália epidemiológico oi ealizado pa a de e mina se os AIVs es a am
p esen es em aisões c iados pa a o espo e em azendas de caça. Swabs cloacais de 200 pessoas
não consegui am isola o agen e hemaglu inan e (PICCIRILLO e al., 1999).
Ou o es udo i aliano desc e eu í us da g ipe a iá ia H5N2 al amen e pa ogênicos em
a es (HPAIV) isolados no no e da I ália. As cepas de o igem i aliana, embo a di e en es da
A/Hong Kong/156/97 (H5N1), o am conside adas an igenicamen e semelhan es. A análise
ilogené ica HA das cepas i alianas as colocou ao lado das cepas de Hong Kong, embo a as
análises HA, NS e NP das cepas H5N1 em Hong Kong e na I ália indiquem di e en es o igens
ances ais. Na I ália, não há e idências de ansmissão de H5N2 en e humanos (DONATELLI
e al., 2001), em con as e com as cepas H5N1 de Hong Kong. No en an o, es udos an e io es
da composição e sequenciação de A/duck/Uk aine/1/63 (H7) HA indica am que HA1 e HA2
des a es i pe são semelhan es ao sub ipo Hong Kong H3 (WARD e al., 1981).
Ainda são encon ados poucos es udos na li e a u a cien í ica nacional e in e nacional
sob e a p esença de AIV em a es sil es es e o namen ais na a i auna b asilei a. Os esc i os
documen am exames de espécies na á ea, incluindo a cole a de alguns espécimes. Um es udo
da auna sil es es do Rio de Janei o documen ou a oco ência e ca ego izou cepas de AIV de
oco ência na u al em espécies o namen ais naquele e i ó io (COUCEIRO e al., 1982).
Uma in es igação so ológica de espécies de a es sil es es oi ealizada no es ado de
São Paulo po An aku e al. (1971), sendo os an ico pos in es igados po p ecipi ação com um
gel. Em le an amen os so ológicos de plan éis de indús ias em Minas Ge ais, não o am
obse ados an ico pos an i-AIV em angos de co e (RESENDE e al., 1990).
Após os su os de 1983-1984 nos EUA, os mesmos cien is as es uda am an ico pos pa a
AIV H5N2 em angos de co e pa a de e mina seu es ado de saúde especí ico. Pa a os
expe imen os em labo a ó io, u ilizou-se a p ecipi ação do gel em ága , não sendo obse adas
eações especí icas pa a AIV. Fo am a aliados so os de 2.000 lo es de angos, com idade en e
49 e 60 dias, de 175 lo es di e en es em 96 g anjas come ciais nas egiões do Al o São F ancisco
97
e Me alú gica de Minas Ge ais, cole ados en e 1985 e 1986. Os esul ados indica am que as
es a égias emp egadas pelo Minis é io da Ag icul u a pa a ga an i a biossegu ança, incluindo
a p oibição da impo ação de a es e o os é eis dos EUA du an e o pe íodo c í ico, o am
e icazes.
Hodie namen e, o Minis é io da Ag icul u a man ém igilância pe manen e sob e as
a es impo adas do ex e io nos pon os de en ada do país. O P oje o de Vigilância A i a
(P oje o de Vigilância, 2001) do PNSA, coo denado pelo Minis é io da Ag icul u a, con ou
com a colabo ação de ins i uições públicas (uni e sidades, sec e a ias de ag icul u a, ins i u os
de pesquisa, e c.), de o ma pe manen e, o que incluiu a a aliação de ambos os í us e
an ico pos pa a a doença de Newcas le e g ipe a iá ia. Em humanos, a incidência de in luenza
em sido documen ada egula men e. Um es udo de 12 meses após a implemen ação do
p og ama de acinação olun á ia demons ou que a acinação não oi e icaz na edução do
núme o de oco ências clínicas ou ausências ao abalho em compa ação com indi íduos não
acinados (RAMADAN e al., 2001).
Es udos que in es iga am a oco ência de esquizo enia em humanos na idade adul a no
B asil, e a co elação com a es ação chu osa indica am que a in ecção po in luenza du an e a
g a idez oi a causa dessa co elação (MESSIAS e al., 2001).
Em ou a in es igação, so os humanos o am a aliados em Belém do Pa á pa a
an ico pos con a in luenza A e B, nos anos de 1992 e 1993, po inibição da hemaglu inação
pa a an ico pos con a A/Taiwan/1/86 (H1N1), A/Pequim/353 /89 (H3N2) e
B/Yamaga a/16/88. An ico pos pa a ambas as cepas de in luenza A o am de ec ados em 84%
(H3N2) e 56% (H1N1) dos so os, enquan o os an ico pos pa a o ipo B es a am em ní eis mais
baixos. O aumen o da incidência de í ulos de í us H3N2 e in luenza B oi de ec ado em 1993.
(San os e ou os, 1997). An ico pos H3N2 A/Hong Kong/1/68 e A/Bangkok/1/79 e
A/B asil/11/78 (H1N1) ambém em índios ame icanos da ibo K en-Ako o e (Pa que Indígena
do Xingu), ibos somen e em 1973 O p imei o con a o oi ei o em 2009, e nenhum í ulo de
an ico po oi de ec ado, indicando que não hou e ansmissão de con a o an e io e isolamen o
dessa população (NASCIMENTO e al., 2015).
A in luenza a iá ia é uma doença zoonó ica do g upo A da O ganização Mundial de
Saúde Animal (OIE), e de e se no i icada no B asil. O diagnós ico da in luenza a iá ia
depende do isolamen o e iden i icação do í us, pois os sinais clínicos e as lesões a iam
amplamen e en e os episódios e dependem da cepa AIV, espécie a iá ia, es ado imunológico
98
especí ico e inespecí ico, es ado nu icional, doença concomi an e e e c. O isolamen o e a
iden i icação do í us seguem os p o ocolos o iciais o necidos pelos cen os in e nacionais de
e e ência em in luenza (po exemplo, o Cen al Ve e ina y Labo a o y no Reino Unido, e o
P og ama Nacional de Sanidade A ícola (PNSA) no B asil. Os labo a ó ios de diagnós ico
de em se c edenciados pelo Depa amen o de Ag icul u a e a ende a igo osos pad ões de
biossegu ança e qualidade. O labo a ó io b asilei o de e e ência pa a a iden i icação do AIV é
o LARA (Labo a ó io de Re e ência Animal), em Campinas, São Paulo.
O diagnós ico di e encial é necessá io pa a dis ingui a IA de ou as doenças com
ap esen ações clínicas e pa ológicas semelhan es, especialmen e na doença de Newcas le,
cóle a a iá ia, micoplasmose e clamidiose.
Somen e pessoal au o izado do Minis é io da Ag icul u a ou e e iná ios podem cole a
amos as o mais pa a o diagnós ico de AIV em ebanhos come ciais. Amos as isoladas e
anônimas de em se ca ac e izadas no Labo a ó io de Re e ência Animal (LARA, Campinas)
e, se necessá io, no as amos as o iciais são agendadas. O PNSA es á execu ando o p oje o de
igilância a i a da doença de Newcas le e g ipe a iá ia, es e p oje o en ol e á ma adou os que
ecebe ão ma e iais (um ki ) pa a cole a de amos as, incluindo ascos, ó ulos, cane as, sacolas
plás icas, se ingas, za aga oas, gelo eu ilizá el e con en o es ma í imos iso é micos
(PROJETO DE VIGILÂNCIA, 2001).
Vá ios ipos di e en es de células e animais de labo a ó io podem se emp egados. No
en an o, odos esses animais de em es a li es de pa ógenos e an ico pos especí icos, incluindo
o os emb ionados, galinhas e angas/ angos, bem como galinhas (Gallus gallus
o mames ica), pe us e pa os (Anas). Ou os AIV ambém são eplicados em mamí e os,
incluindo a ma a ( u ão) e ma a (mus elídeos, ma a Mus ela pu o ius e ma a Mus ela ison),
camundongos, hams e s, ga os e po cos. Emb iões de galinhas SPF podem se in ec ados ia
saco alan óide com ma e ial ex aído de ecidos ou exc eções, a ados com an ibió icos e
an issép icos e, pos e io men e, inoculados ia saco alan óide (CA). O líquido alan óide (AL)
de emb iões i os, mo os ou al e ados pelo desen ol imen o é examinado quan o à a i idade
hemaglu inan e mis u ando LA com glóbulos e melhos de galinha SPF a 5% ( / ) (50 μl cada)
em uma lâmina de id o ou placa. A hemaglu inação é apa en e pela o mação de g umos que
sepa am os glóbulos e melhos do meio aquoso. O í us com a i idade hemaglu inan e que é
examinado pa a ca ac e ização é o agen e em es es de iden i icação da in luenza A em espos a
a an ico pos especí icos pa a PN (imunodi usão em gel de ága - AGP), inibição da
hemaglu inação com an ico pos especí icos pa a cada um dos sub ipos de AIV e í us da doença
99
de Newcas le (NDV). É desc i o um mé odo de sepa ação da p o eína da ma iz da in luenza A
do imunoensaio da p o eína que en ol e ele oeluição após ele o o ese do í us lisado, es e
mé odo pode ia se usado pa a elui os an ígenos do in luenza A (não da in luenza B) que são
usados em ELISA e imuno ans e ência de la agens nasais humanas (Dono io e al., 1986),
pa a de ec a an ico pos an i-A. Em ou o expe imen o que desc e eu a de ecção de p o eínas
in e nas.
Coon ad e al. (1988), desc e e am um ELISA pa a an ígenos cen ais de in luenza A,
que u ilizou an ico pos monoclonais que e am especí icos pa a ma iz (1 ng) ou nucleop o eína
(0,05 ng), os an ígenos o am de ec ados em la agens nasais humanas.
A de ecção de a ian es an igênicas da in luenza A que são capazes de escapa do
sis ema imunológico oi ealizada pela cul u a do í us na p esença de an ico pos especí icos
pa a qua o egiões di e en es da p o eína HA1 da in luenza A (Sa, Sb, Ca e Cb). Todas as 400
p ojeções HA1 possuíam cada um dos epí opos (DRESCHER e VERHAGEN, 1993).
A igilância a i a, des inada a eduzi o isco de in odução da g ipe em bandos
come ciais nos Es ados Unidos, exige a amos agem e a qua en ena de quaisque a es que
en em no país po meio de ae opo os, po os ou on ei as e es es. A au o ização de a es
pa a habi a o e i ó io nacional es á condicionada a pedido singula pa a esse im, cujo
obje i o é di igido à Sec e a ia de De esa Ag opecuá ia do Minis é io da Ag icul u a
(SDA/MA). A indús ia a ícola do país impo a o inei amen e p odu os que são
egulamen ados e iscalizados pela SDA/MA. A es suspei as que en am ilegalmen e não são
admi idas, e o p op ie á io é esponsá el po le á-las de ol a ao seu país de o igem. As a es
que não pe encem a humanos são ap eendidas e en iadas pa a qua en ena o icial. O lo e
suspei o de e AIV de e 10 a es de amos as, 10 za aga oas aqueais e 10 za aga oas cloacais.
O meio u ilizado pa a anspo a a amos a de e con e 2.000 UI de penicilina, 2 mg de
es ep omicina, 50 mg de gen amicina e 1.000 UI de an o e icina B pa a a aqueia e 10.000 UI
de penicilina, 10 mg de es ep omicina, 250 mg de gen amicina e 5.000 UI de an o e icina B
pa a a cloaca, pa a 100 ml de PBS (solução salina amponada com os a o, pH 7,2). Os swabs
são acondicionados em ubos de plás ico que possuem ampa e possuem meio de anspo e,
cada um des es é iden i icado com uma e ique a pad onizada e a mazenados en e 2-8 g aus
Celsius du an e o p ocesso de anspo e. Somen e o pessoal au o izado, como o inspe o
ag ícola ou o e e iná io, em pe missão pa a colhe o icialmen e e au o izados pelo PNSA.
100
Ensaios pa a a cons a ação do genoma do AIV o am documen ados na li e a u a. A
egião dos genes conse ados de nucleop o eína (N) e ma iz (M1 ou M2) oi de ec ada, o que
ga an e o diagnós ico mais amplo possí el de quaisque cepas de quaisque sub ipos do ipo A.
Os es es gené icos molecula es que de ec am o ma e ial gené ico que codi ica as glicop o eínas
do en elope êm a an agem de pe mi i a classi icação da cepa po sub ipo (HA ou NA). No
en an o, esses es es êm a des an agem de ap esen a uma axa maio de alsos nega i os, o
que pode se pa cialmen e esol ido com o uso de p ime s pa a os sub ipos mais comuns. O uso
de PCR luo ogênica pa a ipagem e sub ipagem de í us in luenza a pa i de amos as
espi a ó ias oi documen ado. A PCR u iliza uma ecnologia conhecida como sonda que
explo a a a i idade 5'-3' nuclease da enzima, es a libe a um epó e luo escen e du an e o
p ocesso, que é obse ado pela libe ação de uma subs ância química. O p ocedimen o oi
conside ado mais sensí el do que o isolamen o e e e excelen e co elação pa a ipagem e
sub ipagem, sendo assim emp egado na Alemanha pa a es udos humanos de igilância
(SCHEWEIGER e al., 2000).
Um imunoensaio enzimá ico po PCR oi c iado pa a iden i ica o RNA da ma iz
in luenza A em amos as clínicas nega i as pa a í us cul i á eis. O imunoensaio enzimá ico
baseado em PCR (EIE-PCR) oi emp egado pa a de ec a o RNA do í us in luenza A em
sec eções espi a ó ias. A PCR de ansc ição e e sa oi desen ol ida com oligonucleo ídeos
pa a uma egião al amen e conse ada de in luenza A. A p esença de DNA complemen a oi
de ec ada po hib idação com uma sonda in e na bio inilada e sua concen ação oi quan i icada
po meio de um EIA. O PCR-EIA de ec ou ês sub ipos di e en es de in luenza A (CHERIAN
e al., 1994).
Os es udos so ológicos do AIV podem se emp egados pa a de ec a an ico pos
especí icos pa a a nucleop o eína (NP) do AIV, isso ga an i ia a maio de ecção possí el de
espos a de an ico pos pa a í us do g upo A e baixas axas de alsos nega i os, mas nenhuma
ou a in o mação sob e o (s) sub ipo (s) p esen es podem se de i ados. Po ou o lado, es udos
que emp egam an ico pos que se ligam a glicop o eínas da supe ície do í us (HA e NA)
pe mi em a de ecção de an ico pos especí icos pa a sub ipos, com al a axa de alsos nega i os
se odos os sub ipos p e alen es não o em incluídos nos an ígenos. O PNSA az pa e do
p oje o que p omo e a igilância a i a da doença de Newcas le e da g ipe a iá ia (PROJETO
DE VIGILÂNCIA, 2001).
Es e p oje o de e mina que 24 a es sejam amos adas na linha de aba e, cada uma com
2 a 3 milili os de sangue e i ados indi idualmen e em ubos plás icos es é eis com ampa de
101
osca, esses ubos são en ão colocados em epouso, idealmen e em uma empe a u a que
p omo a a coagulação (37 g aus Celsius po 2 ho as) e en ão o coágulo é con aído e o so o é
sepa ado (4 g aus Celsius po 2 ho as). Os ubos de em en ão se cen i ugados
(ap oximadamen e 2000xg/10 minu os) e os so os sob enadan es de em se ans e idos pa a
ascos de conse ação com ó ulos e ampas (-20 g aus Celsius). Os so os de 20 amos as com
a maio sepa ação e pu eza são escolhidos e en iados pa a o labo a ó io, em seguida,
congelados. Pa a a dis inção das cepas que es ão sendo cole adas, u iliza-se so ologia u ilizando
an ico pos especí icos con a NP ou HA. A desc ição o icial da écnica de inibição da
hemaglu inação pa a di e enciação en e AIV e í us da doença de Newcas le em ma e ial de
diagnós ico i al es á documen ada na Po a ia da Sec e a ia de De esa Ag opecuá ia nº 182 de
8/11/94 (PORTARIA DE 1984).
Os mé odos so ológicos de diagnós ico o am a aliados na China, e e i icou-se que a
espos a imune mediada po an ico pos especí icos pa a AIV pode a ia en e os indi íduos.
Galinhas SPF que o am desa iadas com uma linhagem de pa o ap esen a am ní eis de
an ico pos de ec á eis en e 7 e 79 dias após se em desa iadas po ELISA, es e oi o es e mais
sensí el, ou IH (inibição da hemaglu inação), no pe íodo de 13 a 79 dias po imunodi usão em
placa de ága (LIN e al., 1998).
O manejo do AIV em egiões a ícolas populosas é di ícil, p incipalmen e quando já
exis e uma cepa ci culan e de HPAIV. O ideal é que a a icul u a seja planejada de o ma a
e i a a concen ação de g anjas em á eas p óximas e com a iedade de idades e ipos de a es.
A implemen ação de es a égias de biossegu ança nessas á eas é undamen al pa a diminui a
p opagação de doenças in ecciosas, incluindo a g ipe, diminui o cus o dos medicamen os e
melho a a qualidade dos p odu os. A implemen ação dessas es a égias, além de oca a
a enção, con o me ecomendado pelo O ice In e na ional des Epizoo ies, pa a a e adicação de
doenças da lis a A, du an e ins âncias na a icul u a indus ial ame icana (DAVISON e al.,
1999; A ian In luenza Task Fo ce, 1984; LASLEY, 1987), eu opeia (CAPUA e MARAGON,
2000), e asiá icos (WEI-HUA, 1998) e i a am que as pe das econômicas saíssem do con ole.
Os mé odos de con ole que dependem da p esença de baixa in ecção nos ebanhos não
são conside ados acei á eis de ido ao po encial de mu ação e ecombinação. O con ole ideal
de e en ol e a p e enção da exposição, ga an i a biossegu ança, moni o a a epidemiologia
e o diagnós ico, educa , coloca em qua en ena e emo e a população. Algumas acinações
o am en adas como pa e da in eg ação dos es o ços de con ole e e adicação do AIV.
HPAIV, apesa de não in ec a pe manen emen e a es aquá icas sel agens, são po ado es do
102
AIV de baixa pa ogenicidade, que podem a a essa ba ei as especí icas do hospedei o,
causando doença le e em a es, e podem p og edi pa a HPAIV a a és de mu ações ou
ecombinação do HA. Cepas de HPAIV de su os de a es domés icas são comumen e
iden i icadas em a es sel agens du an e um su o (SWAYNE e SUAREZ, 2000).
As acinas êm sido e icazes na p e enção de AIV do sub ipo H5 de in ec a animais
po á ios anos, ainda que as al e ações gené icas no AIV do campo, as acinas ina i adas
con inham com o í us in ac o; a hemaglu inina exp essa em baculo í us ou uma o ma
ecombinan e de ca apo a que exp essa a a hemaglu inina o am e icazes em impedi que o
indi íduo osse in ec ado po múl iplas cepas do sub ipo H5 do HPAIV de qua o con inen es
di e en es, seis di e en es espécie de hospedei o, e du an e um pe íodo de 38 anos. A p o eção
e e um e ei o signi ica i o nos sinais clínicos e na mo alidade, bem como no núme o de a es
e no í ulo do í us que elas exc e am. A de i a (al e ação) gené ica sua e não in e e iu na
p o eção ge al, embo a isso enha sido documen ado pa a í us humanos (SWAYNE e al.,
2000b).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A g ipe a iá ia é uma doença a a no B asil. Isso se de e ao igo oso sis ema de
igilância implemen ado pelo P og ama Nacional de Sanidade A ícola que con inuamen e as
a es das p incipais espécies a ícolas, bem como o ma e ial gené ico impo ado pa a a indús ia
a ícola. Pa a além, adicionado à moni o ização da espos a ao p og ama de acinação (po
exemplo, con a b onqui e in ecciosa e bu si e), o e e i o ep odu o em p odução é
moni o izado po amos agem egula , con o me especi icado pelo PNSA. Po an o, o PNSA
es abelece eg as pa a o con ole e e adicação da doença de Newcas le e da g ipe a iá ia. A
base pa a a ca ac e ização des e eagen e como um í us da g ipe a iá ia (AIV), é a de ecção
de nucleop o eína AIV e/ou an ígenos de ma iz e seus sub ipos po ensaios especí icos usados
pa a ca ac e iza hemaglu inina e neu aminidase. A ce i icação de zona isen a de e segui
semp e os pad ões da OIE e PNSA.
Os p incipais sis emas a ícolas de con ole b asilei o se concen am nas espécies mais
suscep í eis ( angos e pe us), e são p oduzidos com a mais a ançada ecnologia e
conhecimen o cien í ico, onde os plan éis são manejados com al a biossegu ança, a aliação
pe manen e de pon os c í icos, pa a sis emas de qualidade ab angen es e p og amas de
acinação a im de ga an i a p e enção de di e sos p oblemas de sani á ios.
103
Essas ca ac e ís icas são pa icula men e bené icas pa a a p e enção da g ipe a iá ia.
Os sis emas de cons ução de galpões, e os ipos de bandos no qual são man idas essas espécies
c iam um desa io mais di ícil pa a as a es de ida li e. A geog a ia da indús ia a ícola do
país, que ica o a das o as mig a ó ias das a es do ese a ó io, ambém pode desempenha
um papel impo an e na ausência de su os de g ipe no B asil.
Adicionalmen e, a baixa equência de eplicação do AIV em a es mig a ó ias du an e
sua passagem pela egião sub opical con ibui pa a a meno incidência. As espécies a ícolas
mais sensí eis de impo ância come cial que são susce í eis à in ecção, e podem e
desempenho de ansmissão, con o me mencionado na li e a u a in e nacional são os pe us e
pa os, e de em se man idos em galpões indus iais com sis ema de biossegu ança
ex emamen e es i o na dis ibuição geog á ica, em con as e com os su os pe manen es de
países com ela ó ios.
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112
seguida de limpeza com clo exidina dege man e. Em deco ência, p ocedeu-se à d enagem do
hema oma localizado no bo do la e al do pescoço di ei o (Figu a 2).
Figu a 2. T ico omia no local da lesão.
Adicionalmen e, adminis ou-se o an i-in lama ó io não es e oidal i ocoxibe pa a
mi iga a in lamação e p opo ciona analgesia. Como medida p e en i a, oi adminis ado so o
an i e ânico po ia in amuscula . Du an e o p ocedimen o, oi iden i icado o ompimen o da
a é ia ca ó ida, mo i ando a ealização imedia a de uma in e enção ci ú gica.
Foi e e uado um bloqueio in il a i o da pele e músculo u ilizando lidocaína a 2% na
á ea ce ical di ei a. U ilizando bis u i, p ocedeu-se ao deb idamen o ci ú gico, ealizando uma
incisão longi udinal do sal na pele, pa alela ao sulco da jugula . Os músculos es e no-hióideo e
es e no-ce álico o am di ulsionados com esou a de me zenbaum pa a expo a a é ia ca ó ida
comum, localizada p óxima ao ne o agossimpá ico, aqueia e esô ago.
A a és de dissecação, libe ou-se a a é ia ca ó ida comum, seguida pela ligadu a do
aso com io abso í el ic yl (poliglac ina 910) pa a con ola o sang amen o; em seguida,
ealizou-se uma anas omose ascula (Figu a 3).
Fon e: A qui o Pessoal, 2023.
113
Figu a 3. Anas omose Vascula
Fon e: A qui o Pessoal, 2023.
A anas omose a e ial e minal oi execu ada ap oximando as ex emidades do aso e
aplicando duas su u as pe manen es em pon os equidis an es, ge almen e nos can os, en e as
ex emidades. Es as su u as o am emp egadas pa a man e o aso es á el e pe mi i sua
o ação, se necessá io, du an e a ealização da anas omose.
Fo am aplicadas su u as con ínuas em in e alos de 2 mm, a uma dis ância de 2 mm da
ma gem do aso, iniciando na pa ede pos e io (opos a ao ci u gião), e es endendo-se a é a
pa ede an e io . Caso haja p eocupações com es enose, é aconselhá el ealiza a espa ulação
das ex emidades.
No a amen o pós-ope a ó io, o am adminis ados os seguin es medicamen os: an i-
in lama ó io não es e oidal con endo meloxicam na dose de 0,6 mg/kg IV SID po 3 dias,
e apia an imic obiana com benzilpenicilina po ássica na dose de 30000 UI; IM; BID po 7 dias,
analgésico com dipi ona na dose de 25 mg/kg TID po 3 dias, suplemen o i amínico con endo
hemocell (20 ml) BID po ia o al, e com o ele o equi 10 g amas ia o al.
Após 3 dias, o an i-in lama ó io não es e oidal ( i ocoxibe) oi subs i uído pelo
meloxicam, na dose de 0,1mg/kg SID ia o al po 7 dias. Quan o ao cu a i o, oi ealizado duas
ezes ao dia a é a comple a cica ização da e ida. Após 5 dias, iniciou-se a ase ib oblás ica
( igu a 4), ca ac e izada pela neo o mação de no os asos e p esença do ecido de g anulação,
e aos 15 dias, en ou na ase de ma u ação ( igu a 5).
114
Figu as. 4 e 5. Fases ib oblás ica, de g anulação e ma u ação.
Fon e: A qui o Pessoal, 2023.
Após a in e enção ci ú gica, o equino pe maneceu em es ado de ale a, demons ando
bom ape i e e hid a ação, sem eco ência de sang amen os. Con udo, mani es a a agi ação
du an e o manejo, esul ando na adminis ação de acep omazina a 1%, na dose de 0,06 mg/kg,
isando anquilizá-lo e p e eni complicações. Du an e o p ocedimen o de cu a i o, a
ozônio e apia oi emp egada, des acando-se po suas p op iedades medicinais, como ação an i-
in lama ó ia e an issép ica, além de a o ece a ci culação pe i é ica e oxigenação.
O animal oi man ido com a cabeça ele ada pa a e i a ensões na su u a. Dois dias
pós-ci u gia, obse ou-se um episódio de sang amen o, sendo p on amen e con olado com a
aplicação de um hemos á ico, a ansamin po ia in a enosa. Finalmen e, sem oco ências
adicionais de sang amen o, o equino ap esen ou esco e co po al de 6/10 e e ida em es ágio
a ançado de cica ização ( igu a 6), ecebendo al a médica ( igu a 7) em 24 dias após a
in e nação.
115
Figu a 6. Es ágio a ançado de cica ização
Fon e: A qui o Pessoal, 2023.
Figu a 6. Animal a ado com al a médica. Fon e:
A qui o Pessoal, 2023.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
De aco do com Spinosa (2023), a enilbu azona demons ou capacidade de induzi lesão
a e ial, desencadeando um p ocesso in lama ó io na egião, culminando, pos e io men e, em
nec ose cu ânea no local da aplicação. No caso do animal em ques ão, a ausência de um exame
his opa ológico impede a con i mação do pad ão especí ico de danos nos ecidos e dos ó gãos
a e ados. Con udo, o his ó ico de adminis ação não endo enosa de enilbu azona, seguido pela
nec ose cu ânea, e o ça a suspei a do desen ol imen o da sínd ome de Nicolau.
116
Ac edi a-se que as injú ias in lama ó ias nos ecidos moles locais esul em da ação
cáus ica do p odu o, de sua concen ação, de seu olume e, mais a amen e, da ação mecânica da
agulha. A ag essão às e minações ne osas em uma o igem semelhan e. Esse complexo lesi o
local pode se acompanhado po um componen e isquêmico-nec ó ico de maio ou meno
in ensidade e impo ância, deco en e do comp ome imen o dos asos. A lesão das
a é ias, a e íolas e eias oco e ia pela en ada aciden al da subs ância inje ada na luz do
aso ou pela ação cáus ica sob e a ad en ícia, com subsequen e in lamação da pa ede e ombose
oclusi a (Mesqui a, 1942).
O p odu o medicamen oso oleoso, ao pene a na a é ia, ge a êmbolos e oclui o lúmen; o
medicamen o em eículo aquoso, ao alcança a luz do aso a e ial e/ou enoso, lesa o endo élio
e p o oca ombose secundá ia. As lesões das e minações ne osas somá icas e/ou pe i asais
desencadeiam e lexos simpá icos asomo o es com cons ição ascula e ag a amen o da
isquemia e/ou do en a amen o dos ecidos i igados po esses asos (Pulcinelli e al., 2000).
A p á ica de u iliza medicamen os sem p esc ição e e iná ia é comum na o ina
clínica, como e idenciado po um es udo em animais domiciliados em Te esina-PI. Nesse
es udo, 37,23% dos animais nunca ecebe am medicamen os, enquan o 86,44% dos que o am
medicados não i e am o ien ação p o issional, des acando a impo ância de abo da essa
ques ão du an e a anamnese, especialmen e em casos de suspei a de nec ose ecidual po
adminis ação não in a enosa de medicamen os, como an i-in lama ó ios (De Ca alho e al.,
2012).
A lesão ap esen ada pelo animal nes e ela o é ca ego izada como e ida aumá ica
in ec ada, conside ando an o sua apa ência quan o o empo deco ido desde sua o igem
No p esen e ela o, op ou-se pela excisão ci ú gica do ecido mo o da e ida u ilizando
uma lâmina de bis u i, emo endo o excesso de ecido des i alizado p esen e na lesão.
Na maio pa e das si uações, o inciden e se ca ac e iza pela sensação dolo osa e
espos a ecidual na á ea de adminis ação da injeção, podendo mani es a -se de o ma imedia a
ou a dia. A in lamação assép ica ap esen a um cu so g adual, podendo e en ualmen e esul a
em nec ose, úlce a e subsequen e cica ização com o mação de ib ose e á il.
Em si uações mais g a es, o e en o é ma cado po do aguda no momen o e local da
injeção, seguida imedia amen e po uma eação i i a i a local. Comumen e, a pele ao edo da
punção assume uma colo ação esb anquiçada, assemelhando-se à palidez cada é ica;
117
g adualmen e, su gem á eas cianó icas que se al e nam com egiões pálidas, o mando um
pad ão endilhado de malhas espessas e i egula es, assemelhando-se a uma apa ência li edoide
ma mó ea. Pos e io men e, as á eas cianó icas adqui em onalidade escu a, e e en ualmen e
su gem esículas con endo líquido sanguinolen o. P og essi amen e, as á eas cianó icas
ans o mam-se em onalidade neg a de ido à nec ose isquêmica, culminando na ins alação de
gang ena, com ex ensão e p o undidade a iá eis. Na maio ia dos casos, a egião del oide o na-
se inchada e edema osa, com e en ual o mação de abscesso. Em dois dos casos analisados,
obse ou-se lesão ecidual do ipo ascií e nec osan e. Alguns casos ap esen am complicações,
como supe in ecções ulminan es, gang ena gasosa ou po anae óbios (Selimoglu e al., 2009).
É impe a i o des aca que, pa a alcança esul ados sa is a ó ios com esse ipo de
deb idamen o, é essencial cob i a lesão com uma bandagem, c iando um ambien e p opício pa a
o p ocesso oco e (Fossum, 2021).
O p opósi o do deb idamen o ci ú gico em uma e ida é elimina componen es nec ó icos
ou biológicos, ais como c os as, hipe que a ose, co pos es anhos, agmen os ósseos e mic o-
o ganismos, em lesões aumá icas ou c ônicas, isando expo o ecido saudá el. Além disso, é
um elemen o c ucial em si uações de sínd ome de Nicolau, especialmen e na ase nec ó ica da
sínd ome (San le e al., 2009). O deb idamen o au olí ico ambém oi conside ado como uma
al e na i a iá el de ido à p esença limi ada de ecido nec ó ico.
Após a ealização da ci u gia de anas omose ascula da a é ia ca ó ida, o ecido de
g anulação o mado es a a localizado em uma egião al amen e mó el (á ea do bo do do
pescoço). Nessa ase, oco e pe da de elas icidade ecidual quando compa ada à pele ín eg a
(Duckes e Chagas , 2009).
Po an o, du an e o pe íodo de in e nação, o animal pe maneceu es ingido na baia pa a
e i a que abaixasse a cabeça. Além disso, a alimen ação e a água o am o necidas na
al u a do animal pa a mi iga po enciais complicações.
A de iciência p o eica pode impac a ad e samen e o p ocesso de cica ização de e idas,
es endendo a ase in lama ó ia, diminuindo a sín ese e p oli e ação de ib oblas os, a angiogênese,
e a p odução de colágeno e p o eoglicanos. Além disso, pode eduzi a esis ência à ação das
e idas, limi a a capacidade agocí ica dos leucóci os e aumen a a axa de in ecção da e ida
(Fossum, 2021).
118
O pacien e em ques ão não e idenciou edução no esco e co po al, ap esen ou bom ape i e
desde a chegada à clínica e con inuou se alimen ando após o p ocedimen o ci ú gico. O
p ognós ico pe maneceu posi i o, sem oco ência de complicações.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A u ilização inadequada de medicamen os pode desencadea di e sos danos. No
en an o, o animal em ques ão mani es ou uma lesão na egião do bo do la e al do pescoço,
esul ando no ompimen o da a é ia ca ó ida de ido à adminis ação in amuscula de
enilbu azona. As opções e apêu icas emp egadas e ela am-se e icazes, uma ez que a e ida
não exibiu sinais de in ecção, obse ando-se uma p og essão cons an e na cica ização du an e
o pe íodo de a amen o. Além disso, o pacien e não ap esen ou e idências de do no pós-
ope a ó io, culminando na sua libe ação após 24 dias de in e nação.
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2023.
120
OSTEOPETROSE E OSTEOCONDROSE EM SERPENTE BOA
CONTRICTOR: RELATO DE CASO
Vinicius Soa es Es e es
Medicina Ve e iná ia, Ins i u o Fede al de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – IFAM-AM,
iniciuses e [email protected]
Ma ia Raquel Sil a
Medicina Ve e iná ia, G aduada, Uni e sidade Fede al Ru al do Rio de Janei o – UFRRJ-RJ,
quelluzz[email p o ec ed]
Alessand a C is ina dos San os
Medicina Ve e iná ia, Cen o Uni e si á io Ca ólico Selesiano Auxilium- uniSalesiano-A aça uba-SP,
alessand ac is inasan os@ho mail.com
Higo Douglas Pa dinho dos San os
Medicina Ve e iná ia, G aduando, Cen o Uni e si á io de Belo Ho izon e-UNIBH/MG,
doug[email p o ec ed]
Ca olina Fe nanda de Souza
Medicina Ve e iná ia, G aduanda, Cen o Uni e si á io Una/MG, Ca olina. [email p o ec ed]
Ma ia Be na de e Oli ei a T ajano da Sil a
Medicina Ve e iná ia, G aduanda, Uni e sidade São Judas Tadeu- San os -SP,
be na de e [email p o ec ed]
Luciano Wagne Do ea Reis
Medicina Ve e iná ia, G aduando, Faculdade Mul i ix - No a encia /ES, pinniped[email p o ec ed]
Ba oso, João Vic o Lessa
Medicina Ve e iná ia, G aduando, Uni e sidade Fede al de Alagoas – UFAL- Alagoas,
joao.b[email p o ec ed]
Danda a de Mo aes Geissle
Medicina Ve e iná ia, G aduanda, Ins i u o Fede al do Amazonas - IFAM - Campos Zona Les e,
Amazonas – AM, dandag[email p o ec ed]
Ca los Hen ique Lopes Be a
Medicina Ve e iná ia, G aduando, Uni e sidade Es ácio de Sá - UNESA No a Iguaçu-RJ,
chbe a@ho mail.com
Ta iana Ganase ici Fe nandes
Medicina Ve e iná ia, G aduanda, Faculdades Anhangue a- SP, ganase [email p o ec ed]m
Gus a o de Oli ei a Gomes da Sil a
Medicina Ve e iná ia, G aduando, Uni e sidade de Ube aba - Uniube/MG, gog[email p o ec ed]
E o hildes Sil a Roh e Ma ins
Medicina Ve e iná ia, Dou o anda em ciências ambien ais, UNIFAL-MG, e [email p o ec ed]m
Ke helen Nunes Pinhei o
Medicina Ve e iná ia, g aduanda, Cen o uni e si á io de Belo Ho izon e- UniBH-MG,
kpinh[email p o ec ed]
Ma iana Mo ei a Mendonça
O ien ado , Medicina Ve e iná ia, Pós-g aduanda em diagnós ico po imagem, Faculdade Focus -
içosa/MG, e .ma imen[email p o ec ed]
RESUMO: In odução: Uma se pen e (Boa cons ic o ), man ida em ca i ei o po onze anos,
mani es ou há seis meses um his ó ico de aumen o de amanho ao longo da espinha do sal e
diminuição g adual dos mo imen os e do ape i e. Exames adiog á icos e ela am aumen o da
opacidade, á eas de p o ube âncias ósseas e múl iplas a u as ao longo da coluna e eb al.
Obje i o: O in ui o des a pesquisa oi documen a a os eope ose e a os eonec ose em Boa
cons ic o , uma imponen e se pen e da amília boídea. Me odologia: uma se pen e (Boa
cons ic o ), man ida em ca i ei o po onze anos, mani es ou há seis meses um his ó ico de
aumen o de amanho ao longo da espinha do sal e diminuição g adual dos mo imen os e do
ape i e. Exames adiog á icos e ela am aumen o da opacidade, á eas de p o ube âncias ósseas
e múl iplas a u as ao longo da coluna e eb al. Resul ados e Discussão: De ido ao
p ognós ico des a o á el, o ép il oi subme ido à eu anásia. Na nec opsia, obse ou-se
aumen o de olume com es ei amen o do canal e eb al e comp essão da medula espinhal,
121
além de a u as comple as dos co pos e eb ais. Conside ações Finais: O diagnós ico de
os eope ose e os eonec ose oi es abelecido pela análise his ológica.
Pala as-Cha e: Rép il, O opedia, Pa ologia Óssea, Exames de Imagem.
E-mail do au o p incipal: [email p o ec ed]
1. INTRODUÇÃO
A os eope ose e a os eonec ose são doenças me abólicas gene alizadas. A os eope ose
é ca ac e izada pelo aumen o da massa óssea (Sei e e al., 1993; Rozin e al., 2005).
A os eope ose é uma condição óssea me abólica he edi á ia incomum, ma cada pelo
aumen o gene alizado da densidade óssea (Less e Sau e , 1979).
É uma doença subdiagnos icada e pouco comp eendida (Rise e F ankhause , 1970). A
ca ac e ís ica p incipal é a alha na eabso ção os eoclás ica, esul ando na inadequada
emodelação óssea e no acúmulo de massa óssea (Wol e Als ine,1989; Sc uggs e al., 1995;
Fuji a e al., 2007; Meye s e al., 2010).
Es a condição es á p esen e desde o nascimen o, causando a aso no c escimen o,
desnu ição p og essi a, anemia e caquexia. As al e ações nos ossos são uma ca ac e ís ica
cons an e e de g ande ele ância (Louise, 1948).
De ido ao aumen o da sín ese óssea ou à edução da abso ção óssea. A os eonec ose é
ca ac e izada pela mo e dos os eóci os e decomposição da ma iz óssea (K ook e al., 1971).
Nos animais domés icos, as causas mais equen es de os eope ose e os eonec ose são
as in oxicações com i amina D, co icóides e hipe calci oninismo (San os e al., 1976; K ook,
1983).
Em humanos, a p incipal causa de os eope ose é a mu ação gené ica (Filho e al., 2005).
A ualmen e, uma causa cada ez mais comum de os eope ose e os eonec ose nos se es
humanos é a os eonec ose dos maxila es induzida po bis os ana os, equen emen e obse ada
em doen es a ados pa a a os eopo ose (Ma x e al., 2005), embo a a e iologia seja conside ada
complexa e mal comp eendida. Uma pesquisa na li e a u a não encon ou qualque ela o de
os eope ose e os eonec ose em se pen es, que em ca i ei o, que em es ado sel agem. As
doenças os eopênicas, como o aqui ismo e a os eomalácia, são as mais equen es nos ép eis
e oco em de ido a uma alimen ação inadequada (Reece e al., 1986).
128
E-mail do au o p incipal: [email p o ec ed]
1. INTRODUÇÃO
Dian e da ques ão de pesquisa ap esen ada, é possí el o mula algumas conjec u as.
Inicialmen e, é azoá el ponde a que o pe i o a aliado pode se esponsabilizado ci ilmen e
quando suas a aliações negligen es ocasiona em p ejuízos às pa es en ol idas. Ademais, a
esponsabilidade desse especialis a pode depende da e idência de culpa ou dolo em sua
a uação. É igualmen e concebí el supo que a esponsabilidade ci il do pe i o a aliado possa
se a enuada median e uma condu a diligen e, anspa en e e impa cial. Po úl imo, a adoção de
melho es p á icas e a con o midade com no mas écnicas econhecidas podem diminui a
esponsabilidade do pe i o a aliado em si uações de equí oco.
O p opósi o ge al des a pesquisa é examina a esponsabilidade ci il de um pe i o
a aliado , concen ando-se na comp eensão de sua ex ensão e nas condições que podem
p opicia sua con igu ação. Pa a a ingi esse p opósi o, os obje i os especí icos des e es udo
são:
a) in es iga os undamen os eó icos e legais da esponsabilidade ci il do pe i o
a aliado ;
b) analisa a ju isp udência ele an e que a a da esponsabilidade desse p o issional;
c) iden i ica as boas p á icas e os pad ões écnicos aplicá eis à a i idade pe icial,
isando à edução de e os e ao isco de esponsabilização.
Es a ob a acadêmica de ém ele ância an o pa a a sociedade quan o pa a a comunidade
cien í ica. Do pon o de is a socie al, a comp eensão da esponsabilidade ci il de um pe i o
a aliado con ibui pa a a de ida epa ação de danos o iundos de a aliações inadequadas,
p omo endo a segu ança ju ídica e o alecendo a con iança no sis ema de jus iça. No âmbi o
acadêmico, o es udo p opo ciona uma análise ap o undada ace ca da esponsabilidade desse
p o issional, ampliando o en endimen o ju ídico e incen i ando o diálogo cien í ico sob e o
ema.
A abo dagem me odológica emp egada nes a ob a undamen ou-se em pesquisa
bibliog á ica. Fo am consul adas ob as dou iná ias, a igos cien í icos, legislação,
ju isp udência e ou as on es con iá eis e a ualizadas. A análise c í ica dessas on es
129
possibili ou a cons ução de uma undamen ação eó ica obus a pa a a in es igação da
esponsabilidade ci il de um pe i o a aliado , conside ando os elemen os eó icos e p á icos
pe inen es.
2. METODOLOGIA
Nes e esc i o, ado ou-se a modalidade de pesquisa bibliog á ica. Esse mé odo consis e
na explo ação, análise e in e p e ação de e e ências eó icas e cien í icas disponí eis sob e um
ema especí ico (SOUZA e al., 2021).
Nesse con ex o, di e sas on es de in o mação o am abo dadas, incluindo a igos
cien í icos, ob as li e á ias, eses e disse ações, com o in ui o de ob e uma comp eensão
ab angen e ace ca da esponsabilidade ci il do pe i o a aliado . A pesquisa bibliog á ica
ep esen a um pon o de pa ida c ucial pa a a p odução de conhecimen o cien í ico,
possibili ando uma e isão c í ica do sabe exis en e e o necendo um a cabouço eó ico sólido
pa a a in es igação.
No p ocesso de seleção das lei u as, ado ou-se uma abo dagem c í ica, pau ada em
c i é ios p ede inidos.
A busca oi ei a a a és da BVS, e pos e io men e iden i ica am-se bases de dados
cien í icas pe inen es, nas pla o mas Scielo, Scopus e Lilics, aba cando publicações cien í icas
nas á eas de Di ei o, esponsabilidade ci il e pe icía. Pos e io men e, de ini am-se e mos de
busca ap op iados pa a cada base de dados, isando ob e um conjun o inicial de a igos
ele an es.
A seleção das lei u as oco eu em e apas dis in as. P imei amen e, examina am-se
í ulos e esumos dos a igos iden i icados, emp egando c i é ios de inclusão e exclusão
p ede inidos. Os c i é ios de inclusão conside a am a ele ância emá ica, o en oque no ópico
p opos o, a publicação em pe iódicos cien í icos espei á eis e a da a de publicação sem limi e
empo al, u ilizando os Desc i o es: “Pe ícia”, “P ocesso Cí el”, “P ocesso Judicial”e
Responsabilização ci il”. Os c i é ios de exclusão, po sua ez, en ol e am a al a de ade ência
ao ema p opos o, baixa qualidade me odológica, duplicidade de es udos e indisponibilidade do
ex o comple o.
Pos e io men e, os a igos selecionados o am lidos in eg almen e e a aliados
c i icamen e. As análises con empla ão aspec os como a me odologia emp egada, a amos a
130
es udada, os esul ados ob idos, as conclusões e a con ibuição pa a o ema em análise. A ên ase
se á dada à seleção de es udos de al a qualidade me odológica e embasados em e idências
sólidas. Se necessá io, se ão conduzidas consul as adicionais pa a iden i ica e e ências
pe inen es ci adas nos a igos escolhidos.
A p opos a de seleção das lei u as ado a á uma abo dagem c í ica, buscando assegu a
a inclusão de es udos ele an es e con iá eis, ao mesmo empo que e i a ieses e p ese a a
qualidade das in o mações u ilizadas na e isão bibliog á ica.
Júnio e Gomes (2015) emp eende am uma pesquisa desc i i a com o in ui o de analisa
as posições dou iná ias e ju isp udenciais elacionadas à esponsabilidade ci il dos pe i os no
con ex o do di ei o b asilei o.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os pesquisado es concluí am que a esponsabilidade ci il dos pe i os/agen es públicos
não de e se apu ada simul aneamen e à esponsabilidade ci il obje i a do Es ado, po meio da
denunciação à lide. As ju isp udências dos ibunais especiais excluem a aplicação da
denunciação à lide em ações de indenização con a o Es ado. Ademais, a ação con a o agen e
público, em o ma eg essi a pelo Es ado, é cabí el apenas se comp o ada a culpa ou dolo
daquele.
As ob as analisadas p opo cionam pe spec i as e con ibuições signi ica i as pa a a
comp eensão da esponsabilidade ci il dos pe i os em con ex os di e sos. Embo a cada es udo
di ecione seu en oque pa a á eas especí icas, é ac í el es abelece conexões en e eles,
en iquecendo a análise do ema p opos o e o necendo embasamen o pa a esponde à pe gun a
de pesquisa ace ca da ex ensão da esponsabilidade ci il do pe i o a aliado em si uações de
equí ocos ou omissões.
Segundo Al im (1999), pe ícia judicial é a o ma de p o a essencial quando o
magis ado necessi a de indi íduos com habilidades écnicas e cien í icas especí icas pa a
auxiliá-lo na cons ução de sua con icção a espei o dos e en os discu idos du an e um p ocesso
legal.
Con o me Mi abe e (2007), a pe ícia não se es inge a se apenas uma o ma de p o a.
O pe i o a ua como um a aliado écnico, colabo ado do Magis ado, incumbido de o nece
131
in o mações ins u i as de na u eza écnica e de conduzi a in es igação e elabo ação do laudo
pe icial.
A pe ícia o ense, aplicada em se es humanos, é uma á ea econhecida e bem
es abelecida. Po décadas, médicos de á ias nações êm ecebido o mação, ap imo amen o,
econhecimen o e opo unidades de abalho nesse campo. No en an o, na medicina e e iná ia,
os a anços ainda são limi ados (COOPER e COOPER, 2008).
A pe ícia desempenha indiscu i elmen e um papel de impo ância social, uma ez que
busca p oduzi e idências écnicas pa a auxilia as au o idades esponsá eis pelo p ocesso
judicial. Nesse con ex o, con ibui pa a ga an i o acesso aos di ei os e ga an ias undamen ais,
con o me p e is o no A igo 5º da Cons i uição Fede al de 1988, como no inciso LVI, que
es abelece a inadmissibilidade de p o as ob idas po meios ilíci os (BRASIL, 1988).
Con o me o A igo 158 do Código de P ocesso Penal (CPP), semp e que o deli o deixa
sinais, o na-se imp escindí el a ealização de exame pe icial di e o ou indi e o (BRASIL,
1941).
A a és da análise dos indícios, é iá el ap esen a os elemen os de con i mação dos
e en os, elucidando equen emen e um inciden e e a é mesmo al e ando a di eção das
in es igações (DOREA, 2009).
Pa a assegu a a excelência da e idência pe icial, é impe a i o emp ega ecnologia e
me iculosidade nos p ocedimen os, seja no a amen o dos es ígios, seja po in e médio de uma
cadeia de cus ódia que ce i ique a au en icidade, a in eg idade e a sequência c onológica do
acesso ao obje o de análise (MONTEIRO e MORAES, 2005).
Con udo, essa excelência nem semp e é alcançá el, de ido a elemen os que
obs aculizam o p ocedimen o, como a as úcia do ansg esso e a al a de p ese ação do local
do deli o (MUNRO e MUNRO, 2013; KAMIGUCHI e al., 2023).
À medida que a sociedade p og ide em á eas como economia, ciência e ecnologia, os
campos do sabe humano se mul iplicam, o nando-se cada ez mais essencial a assis ência
écnico-cien í ica especializada como ins umen o de auxílio na esolução dos con li os
(SANTOS e al., 2023).
A limi ada disponibilidade a ual de pe i os especializados na á ea (OLIVEIRA, 2000;
YOSHIDA, 2013) p ejudica o des echo das decisões judiciais, esul ando, mui as ezes, no
a qui amen o de p ocessos po al a de pe ícia (CRMV-SP, 2015).
132
He menegildo (2019), em sua ob a, in es igou a esponsabilidade ci il do pe i o-
con ado e sua signi icância pa a a sociedade. O au o essal ou a impo ância desse p o issional
na ges ão de con li os de in e esses e sublinhou a necessidade de um es udo de caso pa a
o mula uma conclusão sob e a esponsabilidade ci il do pe i o-con ado . Ele inalizou
en a izando que o ema é in icado, in e age di e amen e com a sociedade e ab ange
pe spec i as di e sas de dis in os p o issionais.
No abalho de T indade (2017), o oco ecaiu sob e a pe ícia judicial ealizada po
pe i os con ado es, ealçando que esses especialis as es ão sujei os a possí eis sanções an o no
domínio ci il quan o no penal. Po meio de uma pesquisa en ol endo con ado es que a uam
como pe i os judiciais, o au o cons a ou que a maio ia dos en e is ados pe cebe a unção de
pe i o como de al o isco, e mui os deles consul am o Código Ci il pa a se in ei a das
esponsabilidades delineadas, conside ando adequadas as penalidades impos as pelo Código
Penal e Ci il.
Ma inez (2018) elabo ou um ensaio abo dando o escopo dos segu os de
esponsabilidade ci il, es abelecendo conexões en e o egime do con a o de segu o e as
no mas ci is da esponsabilidade ci il. O au o ealizou uma análise p agmá ica do impac o do
segu o ob iga ó io na o dem ju ídica po uguesa.
Fo am in es igados os p incipais elemen os da esponsabilidade ci il e da elação
consume is a, com des aque pa a a eo ia do des io p odu i o do consumido . A pesquisa
bibliog á ica e ju isp udencial conduzida pelo au o analisou se a pe da do empo ú il do
consumido pode se conside ada um no o ipo de dano. San os concluiu que, segundo a eo ia
do des io p odu i o do consumido , semp e que o consumido deixa de ealiza suas a i idades
co idianas pa a esol e p oblemas de consumo, ele es á sujei o a um dano (SANTOS, 2022).
Nesse con ex o, as ob as examinadas explo am dis in os ma izes inculados à
esponsabilidade ci il dos pe i os em cená ios especí icos, ais como no con ex o ju ídico
b asilei o, nas pe ícias con ábeis e nos segu os de esponsabilidade ci il. Embo a cada pesquisa
se dedique a uma es e a especí ica, é iá el es abelece conexões e co elações en e elas,
en iquecendo, assim, a comp eensão do ema em análise.
A pesquisa de Júnio e Gomes (2015) desempenha um papel di e o na espos a à ques ão
de pesquisa sob e a esponsabilidade ci il dos pe i os, no adamen e no âmbi o do di ei o
b asilei o. Suas conclusões essal am a inaplicabilidade da denunciação à lide em ações de
indenização con a o Es ado, en a izando a necessidade de sepa a a esponsabilidade ci il do
133
pe i o da esponsabilidade obje i a do Es ado. Tais conclusões podem se elacionadas ao
obje i o ge al do es udo de analisa a esponsabilidade ci il do pe i o a aliado , ampliando a
comp eensão sob e a ex ensão dessa esponsabilidade.
He menegildo (2019), po sua ez, in es iga a esponsabilidade ci il do pe i o-con ado ,
p omo endo e lexões sob e a impo ância desse p o issional pa a a sociedade. Embo a o
es udo não o neça uma espos a di e a à pe gun a de pesquisa, des aca a complexidade do ema
e a di e sidade de opiniões en e os p o issionais. Essa pe spec i a pode se conside ada no
con ex o da análise da esponsabilidade ci il do pe i o a aliado , le ando em con a as
especi icidades da á ea con ábil e a impo ância do es udo de casos especí icos.
A discussão ao abo da a esponsabilidade ci il dos pe i os con ado es no âmbi o das
pe ícias judiciais. O au o sublinha a necessidade de conside a as penalizações nos âmbi os
ci il e penal a que esses p o issionais es ão sujei os. Essa análise e o ça a impo ância de
comp eende os iscos associados à a i idade pe icial e pode se elacionada à hipó ese de que
a esponsabilidade do pe i o a aliado es á condicionada à comp o ação de culpa ou dolo
(TRINDADE, 2017).
Ma inez (2018), embo a não es eja di e amen e inculado à esponsabilidade ci il dos
pe i os a aliado es, ap esen a uma pe spec i a in igan e sob e os segu os de esponsabilidade
ci il. Es a ob a des aca a in e conexão en e o egime do con a o de segu o e as no mas ci is
da esponsabilidade ci il, aspec o que pode se ponde ado ao examina ques ões de indenização
e cobe u a em si uações de esponsabilidade ci il do pe i o a aliado .
Po im, San os (2022) in es iga a elação en e a esponsabilidade ci il e a dinâmica
consume is a, in oduzindo a eo ia do des io p odu i o do consumido como um e en ual no o
o ma o de dano. Mesmo não es ando di e amen e associado aos pe i os a aliado es, es e es udo
sublinha a ele ância de conside a dis in os ipos de dano na análise da esponsabilidade ci il.
Tal pe spec i a pode se p o ei osa ao explo a a ampli ude da esponsabilidade do
pe i o a aliado em si uações de equí ocos ou omissões em suas a aliações.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A esponsabilidade ju ídica de um pe i o a aliado eme ge como uma emá ica de
g andiosa impo ância no uni e so do Di ei o, uma ez que suas a aliações écnicas
desempenham um papel p imo dial na delibe ação de decisões judiciais. Po meio de uma
134
e isão c í ica da li e a u a, oi possí el abo da dis in as pe spec i as e con ibuições
associadas a essa emá ica in incada.
Ao ponde a sob e os obje i os delineados nes e a igo, a análise c í ica dessas
publicações con ibuiu pa a uma ap eensão mais ap o undada da esponsabilidade ci il do
pe i o a aliado . Res ou e iden e que a esponsabilidade desse p o issional es á sujei a a uma
mi íade de elemen os, incluindo a necessidade de comp o ação de culpa ou dolo, a
inaplicabilidade da denunciação à lide nas ações con a o Es ado e a imposição de penalidades
an o no espec o ci il quan o penal.
A pa i dessas in o mações, é possí el in e i que a esponsabilidade ci il do pe i o
a aliado cons i ui uma emá ica in icada que demanda uma análise minuciosa, le ando em
con a os elemen os écnicos, ju ídicos e ju isp udenciais. A co e a delimi ação da
esponsabilidade desse especialis a e ela-se c ucial pa a assegu a a de ida epa ação dos
danos ocasionados po a aliações inadequadas e pa a omen a a con iança no sis ema de
jus iça.
Nesse con ex o, o na-se impe a i o que os pe i os a aliado es desempenhem suas
unções com zelo, anspa ência e impa cialidade, ade indo às melho es p á icas e aos pad ões
écnicos consag ados em suas espec i as á eas de a uação. Adicionalmen e, é c ucial que o
a cabouço ju ídico p omo a a o mação e a ualização con ínua desses p o issionais,
es imulando a adoção de c i é ios écnicos e é icos na condução de suas a aliações.
Po de adei o, é álido essal a que es a pesquisa con ibui pa a o ap o undamen o do
en iquecimen o do en endimen o ace ca da esponsabilidade ci il do pe i o a aliado é
e idenciado po es a pesquisa, que o e ece dis in as isões e ponde ações pe inen es. Almeja-
se que as conclusões delineadas si am como ca alisado as pa a o diálogo nos âmbi os
acadêmico e ju ídico sob e essa emá ica, p omo endo ap imo amen os na condu a dos pe i os
a aliado es e, consequen emen e, na es e a de jus iça de manei a ab angen e.
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