scieee Science in your language
[en] (orig)

Lutas e Vitórias

Author: Emerick Faria, Oneida; Faria Scherrer, Jane
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17299016
Source: https://zenodo.org/records/17299016/files/LUTAS-E-VITORIAS-Oneida_E_Faria-e-Jane_F_Scherrer.pdf
LUTA
E
VIT6RIAS
Oneida
E ll..e ick
Fa ia
Jane
Fa ia
Sche e
1
Capa
Ma ia Udice Fa ia
T.
Gonc;al es
Al o
Jequi iba,
17
de
no emb o de 1992
Composi<;ao
e
Diag ama<;ao
Icon p oduc;Oes
A .
Al a es Cab al, 374/1703 -
BH
I
i
AGRADECIMENTOS
A odos
que
di e a e indi e amen e con ibui am
pa a a
publica~ao
des e li o.

APR
ESENTACAO
. Minha mae e
eu
semp e omos mui o amigas. In elizmen e d e
de
me
sepa a
do
seu
con i io aos 18 anos de idade, quando sai de casa
pa a
'es uda
e
abalha .
Nossos
eencon os
semp e
o am
mui o
ag adi eis. Mamae gos a
de
con e sa , ala do seu passado, con a a os
oco idos
com
ela ao longo dos anos
...
Mui as ezes
eu
ka a empolgada
com 0 que ela con a a e lhe dizia b incando: - a senho a e n
que
esc e e u n li o sob e a sua ida! Ela ia
...
No
ana
passado nos, os mhos, decidimos comemo a nes e
ano
de 92 os seus 80 anos de idade. Pensando no p og ama dessa comemo-
a~o,
me elo a ideia
de
uns
ela os
ou
de u n li o sob e a sua ida pa a
se ap esen ado nessa ocasiao.
Da:i
comeeei a pensa se iamen e sob e a
possibilidade dela mesma i a aze esse abalho. Falei com eia a espei o.
A
p indpio
nao
se
mos ou
mui o
en uslasmada.
Mas ui insis indo.
espondeu-me
En ao
iz
e Ihe 0
esbo~o
sob e 0 que ela de e ia esc e e . Dai
po
dian e a cob a -lhe
a a e a, mas eia ia adiando, adiando. Felizmen e,
no
p incipio des e ano,
ela me disse
que
ja
es a a esc e endo, e esc e eu mesmo! 0 que
eu
iz
oi.
o dena , aze con a o
com
alguns amilia es p a escla ece algumas du i-
das e a ualiza 0 po ugues.
o i ulo do li o ui
eu
que escolhi. Ca o lei o , oce al e i ica
que ealmen e mamae e e mui as Iu as. Mas
os
que espe am
no
Senilo
eno am
as
suas
o~,
sobem
om
asas
como
aguias,
co em
e
nao
se
cansam,
caminbam
e
nao
se
a igam. (Isaias 40:31).
G a~
a Deus,
em
meio a essas Iu as, eIa
alcan~ou
e e n
alcan~do
mui as i o ias.
o
es~o
que mamae seguiu pa a aze seus ela os e 0 seguin e:
1 - Nascimen o e Familia es
2 -In ancia, Adoiescencia e Mocidade
3 -Casamen o e Vida
de
Casada
4 -Viu ez
5 -Filhos
Assim,
com
a
publica~ao
des e li o e demais p og ama =oes,
espe amos
es a
comemo ando
condignamen e
os 80 anos
de
nossa
mae, ans o mando
es e
e en o
em
uma
opo unidade
de
e i e 0
passado
e es eja a
nossa
amizade e
uniao
com
u n cong a =amen o
amilia .
Jane
Fa ia Sche e
5
NASCIMENTO E AMILIARES
Nasci a meia noi e do dia dezesseis pa a dezesse e de
no emb o de 1912. Quando meu pai Izid o Guilhe me Eme ick
10i
me
egis a , 0 esc i ao Ihe disse que de e ia oga como da a de nasci-
men o 0 dia seguin e, que e a 0 dezesse e. Assim
s.endo.
ui egis a-
da como endo nascido no dia 17/11/12. Ja aca ia e 0 nome do local
onde nasci, zona u al, a es quil6me os
da
ila de Sao Jose
do
Ribei ao, dis i o da pequena cidade de Bom Ja dim, Es ado
do
Rio
de
Janei o.
Em
Ja aca ia exis iam a ias azendas e si ios pe encen es
a amilias
de
imig an es, ais 'como: Hecke , Eme ick e E al. Meus
pais e am b asilei os si ian es. Meu pai e a ilho de
imig an es
alemaes: Hen ique Eme ick Sob inho e
de
Ca lo a Guilhe mina Elle .
E a cla o, de olhos cas anhos, al o, esbel o, ala a al o e ges icula a
mui o quando ala a. Gos a a
de
aze pe gun as, con a anedo as.
Can a a
hin~s
e angelicos mui o bem.
E (;i
mui o pon ual. De es a a
chega a de a euni6es e encon os. E a mui o ex o e ido e comu-
nica i o. Semp e gozou de boa saude.
S6
oi pe dendo
as
O 9as
e a
i alidade com 0 passa dos anos. Mo eu aos
97
anos de idade,
ainda andando e comple amen e lucido. Minha mae, Alice Ma ins
Eme ick, e a ilha de Joaquina Feliciano Pin o, apelidada Quino a, e
de Jose Ma ins de Souza, indo de Po ugal aos 8 anos de idade.
Vo 6 Jose e a ca 6lico, mas con i endo com e angelicos de
S.
Jose
do
Ribei ao, con e eu-se. Mamae e a baixa, go dinha,
de
olhos p e-
os, cabelos c espos e p e os, ala am manso, sa a pouco de casa.
Gos a a
de
IeI'
e aze c oche. Cuida a
de
ho a e ja dim. Cul i a a
lo es de a ias especies como: c a os, camelias, dalias, e c. Minha
mae oi semp e mui o doen e, inha p essao al a, mas e a esignada
e pacien e. la cuidando das coisas e dos ilhos como podia. E a uma
c is a au en ica pelo es emunho que da a. Nao
me
esque90 do seu
zelo pela lei u a da B blia e o a9ao. Faleceu de de ame ce eb al aos
74
anos de idade.
7
S6
nao li e 0 p i ilegio de conhece o 6 Hen ique, que
aleceu quado meu pai inha 16 anos de idade. Conheci
o 6
Ca lo a
quando
meu
pai inha 16 anos. Conheci o 6 Ca lo a elhinha e ja
meio caduca. Vo 6 Quino a mo eu quando
eu
inha mais
ou
menos
3 anos. Po
inc i el
que pa ec;a, ainda me lemb o mui o dela.
lemb o-me bem dos de alhes do
seu
en e o.
Papal e mamae i e am eze
jUhos,
se e homens e sels
mulhe es. Eis seus nomes
p~
o dem dec escen e: Obed, Ode e,
Oneida,
Jose
Hen ique, Nem od, Edi h, Euneci , Alice Neusa,
Guilhe me Nao , Volnei, Abne , Vas y e Paulo.
A ualmen e somos oi o i maos i os: Ode e,
eu
, Edi h,
Euneci , Alice Neusa, Guilhe me Nao , Abne , Vas y e
Paulo.
Odele casou-se com Clodomi o Eme ick. Te e
no e
ilhos:
Ellis, que aleceu ainda pequena; Hezi ;
lecy;
leny;
Ca y; Clai , que
ambem aleceu na in ancia; U iel; Undzai e Jo ge Guilhe me, que
aleceu
na
adolescEmcia.
Ne os(24): Adiel, Ademi , Adilson, No a Ney
(mhos
de Hezi e Genesio Ca alho - aleeido); Rosema y, Rosane,
Jocyley, Ja bas, Julie a
(de
Lecy e Joey Padilha); Clodomi o, Ma ia
Alice, Walmi , Jonhy (de
leny
e Joao Na ciso - alecido); Wilson
Junio , Geo ge William, Wagne , Ma ilde e (de Ca y e Wilson de
Souza
lopes);
Jo ge Guilhe me, Jo geane, U iel Filho (de U iel e
Zuleide de Souza); Fe nanda, Fla ia, Camila, Ca la (de
lindzai
e
A le e Pouk a es). Bisne os (21): Ma ina e Fe nanda ( ilhas
de
Adlel e
Ka la); Caio,
lucas
(de No a Ney e
Rui);
E ica, Ma cos
Da i,
And e,
Claudia Eliza, Rodol o (de Rosema y e E ico Bussinge ); Ma iana,
Joao Vic o (de-Rosane e Ped o Mi anda); Cla isse, Wulisses, Hugo
(de
Julie a e Wellin on); Rena a, Joao Guilhe me (de Ode e e Rena o
Hugnin); Gus a o, Ra ael, Danilo (de Wilson e Denise We ne );
Guilhe me William, Isabela (de Geo ge e Claudia Sanches).
Os
casais Ja bas. -Ma iza e Wagne -
Ju<;a a
Noguei a ainda
nao
em
ilhos. Ode e icou iu a aos 38 anos. Reside em I upi -Espi i o
San o. Edi h e casada com Ageno Ma chon. Seus ilhos sao:
Guilhe me, liana, Eu ico, Ismael e Ageno Filho. Ne os (4): Nicolas,
Isabela ( ilhos de Eu ico e Celina Aze edo);
lucas
(de Ismael) e
B uno
(de
Ageno Filho e C is ina Cabus). Edi h e Ageno esidem
no
Rio
de Janei o.
, Euneci e casada eom Sinel o Feliciano Pin o (apelidado
Sinesio). Seus mhos sao: Ma ice ( alecida na in ancia), Ma ilea,
Adilson, Elany ( alecida), Valdenice e Adelson. Ne os (6): Claudiane
( ilha de Ma ilea e Edmo Augus o Ai es); Felipe, Thaise
(de
Adilson e
Lucia Ta a es);
leand o,
Diego e Suellem (de Adelson e Vania
-Ma quezine Pasina o). Euneci e Sinesio esidem em F ibu go -
RJ.
8
".
Alice Neusa casou-se com Nil on Oli ei a.
sao
qua o seus
ilhos: Nil on, Adau o, Hulda e Paulo Robe o. Ne os (9): Ta iana,
Tiago, Daniel ( ilhos do p imei o casamen o de Nil on); Nil on Filho,
A u
(de
Nil one
Vande leia Almena a Me lo); Amanda, Ped o (de
Adau o e Zilda Fagundes Lima); Paulo Robe o Filho, Vic o (de
Paulo Robe o e Ma ga e e C uz Pe ei a). Neusa icou iu a
aos
67
anos e eside
em
Vila Velha -
ES.
. Guilhe me
Nao
casou-se
p imei amen e
com
Emilia
Be uci.
Oes e
casamen o nasce am-Ihes os ilhos: Ce as, Celio, Ci o,
Elias, Delio, Adelmo, Volnei e Mi iam. Tendo Emilia alecido, Nao ,
em
segundas nupcias, casou-se com C euza Ab eu,
com
quem e e
uma ilha, Ma iland. Ne os(20): Welling on, Volnei ( ilhos de Ce as e
Junia), Pa icia, Ma celo, And e
(de
Celio e Regina), Ma cio, Mau o
(de
Ci o e Heni), Ci o Junio , And e Guilhe me; Emilia (de Ci o e
Penha), Michele, Guilhe me, Felipe
(de
Delio e Wanda), Claudiane,
Adalson, Adau o
(de
Adelmo e Edineia), Vanildo, Elaine, Lilian (de
Volnei elida) e Thiago (de Mi iam e Ma cos). Nao e C euza esidem
em
Aleg e-ES.
Abne casou-se com Alcy Bussingue B ede . Seus ilhos
sao: Alcineia, Wagne , Gesne e Weidne . Ne os (6): S eHlnia
Eugenia, Da i Guilhe me ( ilhos de Alcineia e Celio Mau o Place
Rod igues de Almeida); Raissa (de Wagne e Elizabe e Sil a de
Lima); Isabela, Felipe e Desi ee (de Gesne ). Abne mo a em
Ca angola-MG.
Vas y e casada com Ozelio Almeida. Ela e 0 esposo
no am
em
sao
Paulo -
SP.
,
Paulo casou-se com Loni Co ea. Te e com ela
os
ilhos
Denyse e Paulo Ma cos. Sepa ou-se de Loni .Com Neuza Ma ia de '
Mou a Be na des e e u n
mho
..
Gil an. Ha' dez' anos es a casado
com
Ma ia Augus a Kneipp.
Paulo
e Augus a es ao esidindo
em
Juiz
de
Fo a-MG. Denyse casou-se com Jose Gilma F ancisco San ana e
Paulo Ma cos com Neli Aquino.
Obed casou-se com A acy
Mendonc;a.
Oes e casamen o
ie am os ilhos: Obe acy, Vas hy, Daicy, Deneci, Valdeci, Amau i e
Magaly. Tendo A acy alecido, casou-se pela segunda ez com
Judi h da Sil a. Des a uniao nasce am os ilhos: Angela Ma ia,
F ancisco Guilhe me e Wilson Obed. Ne os (19): Sand a, Obe acy
Junio , Obe son, Suzane ( ilhos de Obe acy e Sonia Mon ei o);
Niciana, Fabiola, Ka ina (de Vas hy e Nilson Sa men o); Simone,
Elido, Douglas
(de
Daicy e Elido Rocha Fi me); A acy, Elde (de
Deneci e Elly Mo aes); Na alia, Be hania (de Amau i e Sil ana
Ama al), Robson (de Magaly e Robson Sa men o); Fe nando (de
Angela Ma ia e Osca Tobio); Ba ba a, Guilhe me e F ede ico (de
O
de ped a e uma eno me escada ia ambem de ped a. A escola
unciona a na cas a da p o esso a. Nossa sala de aula e a a sala de
jan a da casa. E amos doze alunos. Sen a amos odos
ao
edo da
mesa de e eic;oes.
Comec;amos
a es uda na ca ilha de Tomaz Ga-
Iha do. Nao ha ia cade no pa a esc e e . Esc e iamos com giz
numa ped a, ou melho , num quad o neg o pequeno que u iliza a-
mos em casa e na escola.
Nao
ha ia sepa ac;ao de classe.
Os
mais
adian ados iam mudando de li o. F equen ei egula men e essa es-
cola apenas es meses, po que p ecisei ajuda mais em casa.
Mi-
.
nha mae es a a com
c ianC/a
pequena e inha que cozinha pa a os
emp egados. Assim mamae nao podia ica sozinha. Ode e e
eu
co-
meC/amos
a aze e ezamen o em cas a e na escola, allemando .
en e nos duas a equencia as aulas. Assim oco eu du an e um
anD.
No
ana seguin e i emos Du a p o esso a, Co nelia de Oli ei a,
que eio de F ibu go con a ada um io meu, Edelmi o Hecke .
As
aulas ie am a unciona na sal a da casa
do
io Edelmi o, em Ja-
aca ia. Po em, a no a p o esso a icou
pOl"
pouco empo, pois acos-
umada a ida de cidade nao
se
adap ou na
oC/a.
Logo
em
seguida
io Edelmi o con a ou ou a pessoa pa a da aula. En ao con a ou
um p o esso cujo nome e a Uno Ga cia. 0 local
de
uncionamen o
das aulas mudou. Passou pa a uma ulha que
ica aa
bei a do e -
ei o da casa. P o esso Uno e a mul o calmo e pouco ene gico com
os
alunos. Du an e 0 ec eio os alunos comec;a am a demo a a ol-
a pa a a sala de aula. DisUaiam-se ma ando mo cego,. epando
nas ped as
...
Os alunos comec;a am a apelida
o·
p o esso
de
"Mos-
ca Mo a". 0 p o esso acabou nao aguen ando.
Foi
embo a e a es-
cola deixou de unciona naquele ano. No ana seguin e, i emos ou-
o p o esso que eio de
S.
Jose. Seu nome e a Ma io Guima aes.
Es e e a capaz, o ganizado. 0 ap endizado dos alunos c esceu com
ele. Mesmo com 0 e ezamen o com Ode e, ap endi mui o naquele
ano. Com que aleg ia esc e i minha p imei a ca a que en iei pa a
minha p ima Ru h em al o Jequi iba. Nesse empo Obed, Ode e e
eu
es uda amos jun os.
A e hoje nao sei qual 0 meu g au de escola idade. Digo
semp e que cu sei a e 0 e cei o ano p ima io.
Comecei com os meus namo ioos
la
pelos
13
anos de ida-
de. Meu p imei o namo ado e a meu p imo. Namo a a escondido
po que os meus pais acha am que es a a mui o cedo pa a
eu
namo- .
a . Esse namo ico du ou pouoo.
Es a amos nos p epa ando pa a muda pa a Minas quando
a anjei u n ou o namo ado chamado Ca los Hecke . Es e que ia i -
ma namo o comigo.
No
dia da nossa
mudanc;a,
na
despedida, deu-
me 0 e so:
16

La
ai
a ga c;a
oando
.
com
um
g a e inho
no
pe,
meu co aC;ao e eu;
E 0 eu, de
quem
e?
Mudamos pa a Jacu inga-MG
em
agos o de 1 Jacu i!1-
ga e a zona u al, ica a a es quil6me os de Al o Jequi iM. Depois
que chequei ecebi uma ca a de Ca los que con inha ou o e so:
Vai ca a
en u osa
POl'
es e
mundo
sem
im;
Vai
dize
a
meu
benzinho
Que
nunca
se
esquec;a
de
mim.
Papai semp e dizia que em Minas
ia
coloca os mhos pa a
es uda
no
Ginasio de Al o Jequi iM.
Eu
inha 0 g ande desejo de en-
a pa a esse ginasio e ambem inha mui a on ade de es uda mu-
sica. Mas logo que aqui chegamos, mamae deu a luz minha i ma
Vas y e adoeceu g a emen e. Ficou en e a ida e a mo e du an e
u n ano. Assim nao pude i pa a a escola. Ti e de assumi os se i-
C;OS
da casa. Comecei a cos u a e a aze abalhos manuals.
Ja es a amos mo ando em Jacu inga M dois anos. Mamae
con inuou adoen ada. Eu es a a nessa epoca com 16 anos de idade.
Semp e que nhamos a Jequi iba ica amos
em
casa de pa en es.
Ce a ocasiao minha mae e e que i pa a a ila pa a aze a a-
men o. Ficou em casa de Tia
lau a,
sua i ma, que mo a a em en e
ao
GilJaslo,
na
ua Ca a ina Elle , ua p incipal da cidade. Num ce o
dia im isi a mamae. Po acaso cheguei a janela pa a olha 0 mo i-
men o na ua quando i passa u n
moc;o
mo eno, boni o, de sob an-
celhas ce adas, cabelos p e os e lisos.
Ele
lanc;ou-me u n olha pe-
ne an e. 0
seu
olha oi como uma se a di e a
ao
meu co ac;ao. Sen i
uma coisa es anha, coisa que nunca ha ia sen ido an es. Aquela
noi e, em minha casa, nao conseguia do mi , s6 ica a me pe gun an-
do: "Qual se a 0 seu nome? Onde se a que ele mo a? Se a que yOU
e-Io de no o?" Ha ia ou o
a o
posi i o pa a
eu
me ag ada daque-
Ie
apaz: e a mo eno. Po
eu
se loi a, gos a a de apaz mo eno.
Naquela epoca,
em
Jequi iba, ha ia aos sabados, domingos
e e iados, 0 que chama amos de " oo ing",
ou
seja,
moc;as
e apazes
passeandQ pa a ca e pa a
la,
em algum echo da ua p incipal, como
po exemplo: na p aga da ma iz,
em
en e do in emalo eminino
ou
do ginasio. Nesses locais e que eqOen emen e comega am os
na-
mo os. Foi nesse " oo ing" que comecei
a e
0 al moge maisJ eqOen-
emen e. Ali iniciamos nossas ocas de olha es, nossos le es.
o meu enamo ado inha ·um pequeno caminhao de ca e-
os. Ce o dia, quando
eu
ia
de
Jequi iM
pa a Jacu inga, ele passou
17
p~
mim
e
me
o e eceu
ca ona.
Nao
i e
jei o
de
ejei a .
Foi
nesse
dia
que
iquei
sabendo
0
seu
nome.
Quando
en ei
e
me
sen ei
no
ca o
i
esc i o
na
cabine
u n
nome:
Dioclizio
Fa ia.
Ai
ele
me
disse
que
e a
es e
0
seu
nome.
Nesse
dia
nao
conseguimos
man e
dialo-
go.
Cada
qual
se
ap esen a a
mais
mido
do
que
0
ou o.
Eu
en a a
de
odas
as
manei as
come<;a
u n
dialogo,
mas
nao
conseguia.
S6
sei
que
0
meu
co a<;ao
ba ia,
ba ia
cada
ez
mais
dep essa.
Num
ou e
dia,
Diocl zio
ol
le a
u n
pessoal
a
uma
es a
de
casamen o,
nao
mui o
longe
da
ila.
La
no
meio
daquela
gen e
es a-
a
eu.
Finalmen e,
no
local
da
es a,
i emos
opo unidade
de
con e -
sa .
Naquele
dia,
dei-lhe
uma
lo
chamada
Semp e-Vi a,
cujo
signi i-
cado
e a,
segundo
diziam:
"Hei
de
e
ama
a e
mo e ".
Jus amen e
na
ocasiao
em
que
conheci
Dioclizio,
es ii amos
pa a
muda
pa a
Celina-ES,
na
is
especi icamen e
pa a
u n
luga
cha-
mado
Vol a
da
Fe adu a,
zona
u al,
a
cinco
quil6me os
de
Celina.
Fi-
camos
em
Jacu inga
es
anos.
Du an e
esse
empo
Dioclizio
e
eu
nos
encon amos
mui o
pouco,
mas
ja
sabiamos
que
nos
ama amos.
Na
espe a
de
nossa
mudan<;a
pa a
Celina,
no
momen o
da
despedida, Diocl zio
me
disse
que
i ia
la
me
e .
Quando
cheguei
em
Celina
Ihe
esc e i,
ele
me
espondeu
e
assim
omos
man endo
co -
espondencia.
Tambem
semp e
inha
no cias
dele
a a es
de
minha
amiga
Elza
S u z,
com
a qual
man inha
co espondencia.
Es a
es a a
semp e
a
pa
do
que
se
passa a
com
ale
po que
es a a
namo ando
u n
p imo
dele.
Vim
isi a-Io
em
Jequi iba
somen e
uma
ez,
po
oca-
siao
de
uma
das
es as
de
7
de
se emb o.
Es a
es a
e n
sido
ao
lon-
go
dos
anos
a es a
maxima
da
cidade:
Es a amos
ha
ce ca
de
dois
anos
em
Celina
quando
0
io
de
DiocHzio,
Le6ncio
Fa ia,
se
muda
pa a
la.
Num
"belo
dian
papai
e-
sol eu
i a Jequi iM a passeio.
Sem
sabe
sob e
a inda
de
papal,
na
mesma
ocasiao,
Dioclizio
esol e
i
isi a 0
io
e
ambem
me
e .
Hou e,
sem
in en<;ao,
u n
desencon o
dos
dois.
Em
Celina,
Dioclizio
10i
mui o
be n
ecebido po
mamae.
Po
que
nao
dize
que
oi
u n
dos
mais
ellzes dias
de
minha ida
e-Io
ali
em
minha
casa?
Nao
me
con inha
de
an o con en amen o.
Es a a
ealmen e
mui o
eliz
com
a
sua
inda.
Po em,
quando
eu
mo a a
em
Jequi iM,
ha ia
u n
ou o
moC{o
que
se
inie essa a
em
me
namo a ,
mas
eu
nunca
quis
nada
com
ele.
Ele
icou sabendo
do
desencon o
de
papai a Diocl zio e
ap o ei ou
a ocasiao pa a aze
in iga
e a
ca ei a
de
Dioclizio
com
papaL
Disse
a
papai
que
Dioclizio,
sabendo
da
inda
dele
a Jequi i-
ba,
ap o ei ou a
sua
ausencia
pa a
i
me
e .
0 pio e
que
papai
ac edi Qu.
Ac edi ou
mesmo.
Chegou
em
casa
a e
cho ando
e
dizen-
do
que
nao
ia
me
deixa olla a
Jequi iba
e
me
impediu
de
esc e e
pa a
ele.
Logo
depois ecebi
uma
linda
ca a
de
Dioclizio
alando
da
18
J
aleg ia
de
e i a Celina isi a seu e
me
e .
Ele
nao es a-
a sabendo da calunia do al apaz e nem da
ea<;ao
de meu Nao
pude esponde a ca a
em
obedi{mcia a meu
paL
De
ez
em
nos denuneia am a papai dizendo que es a amos co espondendo
as
escondidas. Semp e desmen ia. Desde a sua p oibic;ao nao ese e-
i
mais
ao
Diocllzio. Como so i! Cho a a mui o
de
saudade.
Nao
co-
mia di ei o. A comida nao descia. Cada dia que passa a a is eza
aumen a a. Nao so ia mais,
nao
can a a, nao sen ia on ade
de
i a
pa e alguma. S6 nao deixei
de
i a Ig eja. O a a mui o a Deus pa a
que
€lIe
me
consolasse. Pedia-Ihe que i asse
DiocHzio
dp meu co a-
<;ao.
Ten ei namo a ou os apazes, mas nao
me
ag ada a deles.
Em
es meses
de
do e so imen o emag eci quinze quilos.
De
ses-
sen a e qua o quilos passei pa a qua en a e no e. Sen ia um g ande
amo
p~
DiocHzio,
p~
que nao dize paixao? lemb ando-me dele
dis an e e da quase impossibilidade de con inua 0 namo o, sen ia
uma eno me do
no
pei o. Nunca podia imagina que amo do a an o!
A sua imagem nao saia
do
meu pensamen o. Papai pe manecia i e-
du l el
e,
alem
do
mais, dizia que nao da ia ce o pelo a o
de
nao
nos conhece mos bem e
s€l
€lIe
ca 6lico.
Semp €l inha no icia de Dioclizio a a es das ca as de
Elza. A essas al u as,
€lIe
ja sabia de udo 0 que inha acon ecido e
do que es a a
se
passando comigo.
Passa am-se es anos.
Eu
ja nao e a a
m€lsma.
Fica a ca-
iada, semp e is e. Acabei adoecendo. Papai, pe cebendo minha
ans o mac;ao e endo que
eu
es a a de inhando, le ou-me
ao
medi-
co.
No
medico "con e sa ia, con e sa inha". Resul ado: 0 medico
disse a papai que 0 que
eu
es a a p ecisando e a "cha de ig eja". AI
papai iu que nao podia mais impedi meu namo o. Pe cebeu que
eu
es a a a pon o
de
mo e . En ao mandou mamae me dize pa a es-
c e e
ao
Dioclizio ea ando 0 namo o. Disse ambem pa a
eu
con i-
da-Io a i
me
e . Assim
eu
iz. Comec;amos a co esponde
de
no o.
Mais a de
€lIe
oi
me
isi a . Nessa ocasiao icamos noi os.
S6
que 0
meu es abelecimen o nao oi apido, a minoa aleg ia cus ou a ol a
a -pon o de um dia, quando
eu
es a a bo dando uma das
pec;as
do
enxo al, mamae i me dize : -"Pa ece que es a azendo enxo al
pa a mo e e nao pa a casa ".
Felizmen e ui
me
ecupe ando. Pa a ajuda mamae, cozi-
nha a e la a a oupa. Pa a ganha algum dinhei o pa a ajuda
no
en-
xo al, passei a la a a oupa dos emp egados, a co a cabelo, apli-
ca
injec;ao,
bo da , aze doces pa a es as e cos u a . A e es ido de
no
i a
eu
azia e ainda es ia e ap on a a as noi as
..
Con inua a a i a na Ig eja de Celina. iamos e ol a amos a
pe. Na Ig eja o ganizei uma classe de Escola Dominical
s6
de
moc;as,
19
que ecebeu 0 nome de Ru h. Di igi essa classe po mui o empo.
Tambem o ganizei na Ig eja a Sociedade de
Moc;as,
endo sido a o-
ladas na ocasilio
eze
s6cias.
20
CASAMENTO E VIDA
DE
CASADA
Mo ei
em
Vol a
da
Fe adu a
se e
anos.
Sai
de
la
quando
me
easeL
Meu
casamen o ealizou-se
as
09;00
ho as
da
manha
do
dia
30
de
junho
de
1937,
em
minha
casa,
so
no
ci il.
Logo
apos
0
ca-
samen o,
as
11
:00
ho as,
Diocl zio e
eu
emba camos
no
em
da
Leo-
poldina
(Ma ia
Fumac;a)
pa a
P esiden e
Soa es
(ex-Al o Jequi iba),
onde
i amos
mo a .
Dioclizio inha
on ade
que
0
nosso
casamen o
se
ealizasse
na
Ig eja Ca olica,
p~
se
sua
amilia ca olica. Di e sas
ezes
alou-me
sob e
esseassun o,
mas
acabou
conco dando
com
0
casamen o
so
no
ci il
e
em
casa.
Ao
chega mos
em
P esiden e
Soa es
omos
pa a
a
casa
de
meus
sog os,
Se a im An onio
de
Fa ia e
El i a
Mo ei a
Fa ia.
Fica-
mos
la
ce ca
de
uma
semana
enquan o a anja amos a
casa
que
se-
ia
nossa
p imei a esidencia.
Es a
ica a
na
Rua
No a,
ao
lado
da
cas
a
do
S .
Jose e
D.
Ma ia
Eme ick.
Mo amos
de
aluguel ali du an e
um
ano.
Felizmen e,
no
segundo
ana
de
casados,
conseguimos
com-
p a
essa
casa
P? a
nos.
Logo
nos
p imei os
dias
de
casados
comec;a am
os con li-
os
en e
Diocl zio e
eu.
Ele
e
eu
e amos
mui o
di e en es
um
do
ou-
o.
P imei amen e,
meus
pais
nao
e am
icos,
mas
nunca
pass
amos
al a
de
nada,
e amos,
p~
assim
dize , " emediados". Diocl zio
e a
um
apaz
pob e.
Em
segundo
luga ,
eu
e a
e angelicaau en ica,
ele
e a
ca olico.
Com
0 empo,
pe cebi
que
ele
e a
ca olico
so
de
nome.
Depois
do
nosso casamen o,
no
p imei o
domingo
que
passamos
em
P esiden e
Soa es,
ele
me
disse
que
eu
pode ia
i a Ig eja,
mas
que
nunca
0 chamasse
pa a
i jun o.
Em
e cei o
luga ,
mos a a-se
mui o
ciumen o.
Logo
me
p oibiu
de
con e sa
com
conhecidos
meus
do
sexo
masculino e
de
sai
sozinha.
Isso
me
ez
um
mal
e i el.
Come-
cei
a ica e aida,
comec;ou
a al a dialogo
en e
nos.
Chegou
a al
pon o
a
minha
di iculdade
de
comunicac;ao
que,
mesmo
quando
pas-
sa a
necessidade,
nao
inha co agem
de
ala
com
ele.
Quan as
e-
zes
minhas
cunhadas,
ainda
meninas
(DiocUzio
e a
0
ilho
mais
e-
21

Iho), chega am la
em
cas a e me encon a am cho ando. A cus o
con a a-Ihes 0 que es a a acon ecendo. Logo p ocu a am me aju-
da . Se e a alguma coisa de que
eu
es a a p ecisando e sabiam que
ha ia na casa delas, iam dep essa
em
cas a busca pa a mim.
Como inha saudade de casal
Foi
uma bengao mo a pe o
da amilia Eme ick.
As
ga o as da casa -Ru h, Zeze e Zely, ilhas
do
S .
Jose e
D,
Ma ia, o na am-se minhas amigas e companhei as.
Meu ma ido o nou-se come cian e. Mon ou uma pequena
enda em nossa casa. Comecei a aze cocadas, abanadas, doces
'em
ge al, pa a ende . Alem disso, Diocl zio colocou na enda uma
mesa de bilha e bicicle as pa a aluga .
Quando es a a com seis meses de casada, ja g a ida, i e
a opo unidade de isi a meus pais no Esp i o San o. Como inha
deixado um dinhei o com papai pa a comp a mais a de alguma coi-
sa de que ie sse a p ecisa , peguei esse dinhei o e comp ei uma
ma-
quina de cos u a Singe pa a mim. Com ela comecei a cos u a pa a
o a e a aze 0 enxo alzinho do nosso p imei o ilho. Es e, g agas a
Deus, nasceu o e e sadio. Chamou-se Dionei. Diocl zio que ia que
seu nome osse Jose, mas
eu
Ihe disse que Jose ja exis ia na amilia:
o Jose do Lou en ino Fa ia. Lou des Eme ick e
eu
pensamos
em
Dio-
nei, uma euniao do comego do nome de Diocl zio e do meu.
Deu
ce o. Todo mundo gos ou. Fiquei g a ida de no o quando Dionei i-
nha 4 meses de idade. Dessa ez e a uma menina, com
um
ana e
um
mes de di e enga de Dionei. Demos-Ihe 0 nome de Jane.
Vi
es e
nome na e is a "Eu Sei Tudo", que e a publicada na epoca. E a
nome de a is a. 0 pai que ia coloca -Ihe 0 nome de Ma ia, mas com
minha insis encia, acabou acei ando 0 nome de Jane. Es a e a miudi-
nha, mas espe inha. 'Ou os no e ilhos nasce am depois, odos
com
um
ana e poucos meses de di e enga en e eles. Seus nomes em
o -
dem dec escen e de idade sao: Jose Webel, E nani, Alice Neni, Ca -
Io a Guilhe mina, Abel, Lineu, Ma ia Udice, Djalma e Paulo Wan uil.
Todos Fa ia. Ja explico: Diocl zio egis ou-os somen e com 0
seu
sob enome. 0 in e essan e e que depois que meus ilhos c esce am
e ja en endiam as coisas, pe gun a am-me po que nao inham
no
seu nome 0 Eme ick. Since amen e, na epoca nao acha a que isso
izesse di e enga. S6 sei
que odos
os ilhos que iam que cons asse
no
nome deles 0 Eme ick. Sin o-me eliz po isso. 0 ilho que nasceu
com maio peso oi Jose Webel: es quilos.
Gos a ia de aze alguns comen a ios em e e encia a esco-
Iha dos nomes desse ou os ilhos ambem. Quando 0 e cei o ilho
nasceu, 0 pai me disse: -esse ai se chama Jose. Dessa ez i e
que cede ,
s6
que nosso ilho acabou ecebendo dois nomes -Jose
Webel. Cus ou-nos esol e 0 nome do qua o ilho. Os palpi es es a-
22
~-------
-~
---------------------
yam sendo mui os quando, olheando uma e is a,
i
uma o o
do
ca-
samen o da ilha de Ge ulio Va gas com
um
lindo apaz chamado E -
nani do Ama al Peixo o. Gos ei do seu p imei o nome -E nani. Ai co-
loquei es e nome
no
meu ilho. Quando minha c ianga, uma menina,
nasceu, mamae es a a mui o doen e. Encon a a-se en e a ida e a
mo e. Quis que essa minha ilha se chamasse Alice El i a pa a ho-
menagea assim
as
duas a os de uma ez, mas Dioclizio nao quis
esse nome. Como poucos dias an es ha ia lido 0 omance "Fe e Ca-
idade" e inha is o nele 0 nome "Neni" que e a 0 nome dado a uma
mon anha da lua, esol i coloca nessa minha ilha 0 nome de Alice
Neni. Quem deu suges ao do nome da minha sex a c ianga oi papai.
Suge iu que ela ecebesse 0 nome de sua mae -Ca lo a Guilhe mi-
na.
Como me acha a mui o doen e nao quis da palpi e algum, mas
Dioclizio conco dou egis ando a c ianga com esse nome. Ao nasce
meu se imo ilho, que ia Ihe da
um
nome da B blia. Gos a a de Abel.
Em
homenagem ao meu sog o, que ia coloca jun o com Abel 0
nome Se a im. Assim meu ilho se chama ia Abel Se a im. Mas Dio-
clizio so quis Abel. Veio 0 oi a o ilho. Tinha lido uma his o ia de
um
aluno chamado Lineu, que inha side
um
g ande cama ada, hones o
com seus colegas e ambem conhecia a his o ia do no a el bo anico
com esse nome. Assim esol i coloca esse nome
no
meu
ilho. Nona
c ianga (qua a ilha): azendo a on ade de meu ma ido, que deseja-
a que uma de suas ilhas se chamasse Ma ia, coloquei nessa ilha 0
nome
de
Ma ia
Udice.
Udice
e 0
nome
de
uma
cidade
da
Tchecoslo aquia que oi des uida e mais a de econs uida.
Vi
a
his o ia dessa cidade
no
cinema. Gos ei do seu nome. Ai quis coloca
esse nome jun o com 0 de Ma ia na minha ilha. Nao
me
ag ada ia
e-Ia se chama simplesmen e Ma ia.
Meu
decimo ilho icou
com
0
nome de Rodney du an e in e dias, mas Dioclizio
no
momen o de
egis a-Io mudou 0 seu nome pa a Djalma
em
homenagem
ao
seu
g ande amigo, desde a in ancia, Djalma Dias. Quando 0 decimo p i-
mei o ilho nasceu, alguns dos seus i maos que iam que ele se cha-
masse Paulo po gos a em mui o do io Paulo,
meu
i mao cagula.
Ja
ou os, po gos a em mais do i mao cagula de Dioclizio, Wan uil, que-
iam que 0 i maozinho ecebesse 0 seu nome. Ai, Dioclizio, pa a sa-
is aze a odos eles, egis ou esse nosso ilho como Paulo Wan uil.
Dionei, Jane e Jose Webel nasce am
na
casa izinha a do
S .
Jose Eme ick. Essa casa hoje es a com ou a apa encia, pois oi
e o mada. Depois Diocl zio comp ou pa a nos ou a casa na
ua
Sil-
iano B andao (hoje
A .
Ca a ina Elle ). Es a casa e a maio e melho
do que a an e io . E a pon o come cial. Mudamos pa a ela. Nessa
cas a nasce am E nani e Alice Neni. Ali mon amos um ba com co-
mes i eis, sinuca, e c. Tambem ins alamos
ali
uma ga agem
de
bici-
23
ele a. Alem dos abalhos eos umei os azia, mui as ezes inha
que oma con a do ba na ausencia de Diocllzio. Mo amos nessa
casa es anos. Hoje ela es a com sua apa encia o almen e modi ica-
da, pois oi econs u da. Quem es a mo ando nela a ualmen e e 0
D .
Daniel Sa hle e amilia. Quando mo a amos
la,
lemb o-me de que um
dla um ca ei o chegou ca egando 0 E nani, pols um boi, do ca o
que es a a pa ado a poucos me os da nossa esidencia, deu um col-
ce nele.
Eu
cho a a e aplica a na
cabec;a
dele um pano embebido
em
inag e e sal, es ando ele
no
meu colo. 0 ca ei o 0 conside ou mo o,
mas Deus le e mise ico dia dele e de nos. Depols Diocl zio esol eu
comp a uma casa pa a nos mo a mos na Rua No a.
Foi
onde Ca lo a
nasceu. Ganhei Ca io a
no
mes de junho (1945), mes mui o io. De-
pois de es dias de esgua do, con al pneumonia. Es i e en e a ida
e a mo e du an e
dozE!
dias. Du an e esse empo Ca lo a oi amamen-
ada
POl'
Celina, i ma de Diocllzio. Quando sa ei, meu lei e ol ou e
pude ainda amamen a Ca lo a
POl'
mul o empo. Ca lo a mamou a e
um ano, oi a que mamou em mim
POl'
mais empo.
Naquele empo nao se ala a em e i a mhos. G ac;as a
Deus, meu ma ido gos a a mui o de
c ianc;a.
Ele
ica a eliz quando
eu
anuncia a que es a a g a ida de no o.
Se abalhei mui o quando sol ei a, depois que me casel,
"nem se ala!" Se abalho ma asse,
eu
e a uma que ja e ia mo ido
ha mui o empo. 0 impo an e e que semp e en en ei 0 abalho com
co agem. Semp e gos ei de abalha . Todos que
me
conhecem
sa-
bem disso.
Ficamos
na
casa da Rua No a somen e sels meses. Apos
es e pe iodo mudamos pa a um
SIUO
que Dioclizio comp ou num lu-
ga chamado Va gem G ande, a qua o ze quil6me os de P esiden e
Soa es. Ca lo a inha nessa epoca 3 meses de idade.
Foi
la
que Abel nasceu. Nesse luga i e ambem dias
diH-
eeis. P imei amen e comecei a so e do de
cabec;a,
uma do ho i el.
Quando a do
come<;a a
inha que la ga 0 que es a a azendo po -
que nao conseguia p ossegui . Essa do es a a pe du ando, nenhum
emedio mais azia e ei o. Como mo a amos pe o de uma amilia es-
pi i a, es a disse a meu ma ido que e a "coisa ei a", que ele inha
que me le a a uma sessao espi i a onde coloca iam um copo d'agua
na minha cabec;a e quando a agua e esse,
eu
ica ia cu ada.
DiocH-
zio insis iu mui o pa a que
eu
osse, mas como e angelica nao c ia
naquilo, esis i e disse: "Deus ai
me
cu a ". Lemb ei-me do e sicu-
10:
5e
Deus
e
pe
n6s,
quem
se a
con a
nos?
(Romanos 8:31).
Depois dessa
esolu<;ao,
odas as ezes que a do comec;a a
eu
ia
pa a 0 meu qua o, ajoelha a-me e punha-me a o a . Nao demo ou
mui o pa a que
eu
osse comple amen e cu ada. Nunca mais na
mi-
24
nha ida
sen i
do
de
cabeea.
Uma
coisa mui o is e acon eceu
na
mea.
Um
dia Dionei e Jose Webel es a am b incando e a mando
laco pa a pega passa inho.
So
que 0
la<;o
e a ei o
na
pon a de uma
a a que
e a
en e gada e ixada
no
solo.
Num
dado momen o, a a a
sol ou e
sua
pon a ba eu di e o num dos olhos
de
Jose Webel.
Es e
sen iu
que
machucou 0 olho,
mas
nos,
mo ando
na
m<;a,
descuida-
mos
em
p es a -Ihe soco o imedia o. Quando Jose
Webel
come<;ou
a eclama da isao, 0 le amos
ao
oculis a
em
Ca angola-MG,
mas
e a a de.
Ja
inha pe dido a isao
do
olho que oi endo.
Na
ocasiao
'-
soubemos
de
um pad e
que
es a a azendo milag es
em
U ucania-
MG.
DiocHzio
le ou Jose Webel
la,
ouxe agua ben a pa a passa
nos seus olhos,
mas
0 milag e
nao
acon eceu. Ai disse am que
nao
hou e 0 milag e po que Jose Webel nao e a ba izado.
En ao
Dioclizio
le ou-o pa a 0 ba ismo na ig eja Ca olica e ol ou com
ele
a U uca-
nia, mas no amen e 0 milag e
Mo
oco eu.
Apos as anos
em
Va gem G ande endemos 0
SIUO
e
ol amos pa a P esiden e Soa es, pa a a mesma casa da Rua
No a que ainda e a nossa. Vol amos po que ja es a a na epoca
de
as
c ian<;as
equen a em a escola. Dionei ja es a a es udando
em P esiden e Soa es. Es a a na casa do a 6. Quando sal de
Va gem G ande es a a g a ida do Lineu. Lineu e Ma ia Lidice
nasce am nessa mesma casa onde nasceu Ca lo a. Essa oi a
casa .mais incon enien e pa a nos de ido aos pe igos que a ce -
ca am. Ha ia um alpend e e uma escada com onze deg aus na
po a da cozinha, uma cacimba de onde se i a a agua com balde
ama ado numa co da, 0
io
da cidade passa a
no
undo do quin-
al e a linha de em es a a logo na ua da an e. Cinco pe igos
ao
odo. Abel caiu
no
io, Uneu caiu da escada, Ca lo a caiu
do
al-
pend e.
Ao
se soco ida, Ca lo a es a a desmaiada.
Um
eno me
ampo da sua
cabe<;a
inha sido a ancado. Felizmen e ela
se
es-
abeleceu apidamen e. Quan as ezes co iam la em·casa pa a
nos a isa em que inha mho meu
na
linha e ea,
no
ho a io do
em
passa .
Dia
e
noi e
eu
clama a
ao
Senho
pa a
que
gua dasse meus mhos. Pedia que en iasse seus anjos pa a se
acampa em ao edo deles e os li a em dos pe igos. 0 Anjo
do
Senho
acampa-se ao edo
dos
que
0 emem, e
os
li a
(Sal-
mo
34:7). Mui as ezes nao inha quem omasse con a deles e
eu
nao da a con a de man a-los
ao
meu
edo . E a di icil pa a aju-
dan e la
em
casa. Acaba a endo que aze udo sozinha.
So
pos-
so
dize que Deus e 0
nosso
e Ugio e o aleza,
soco o
bem
pl'esen e nas ibula( CleS (Salmo 46:1); Espe ei con ian emen-
e
pelo. Senho ; ele
se
Incllnou
pa a
mim
e me
ou lu
quando
clamei
pOI'
soco o
(Salmo 40:1).
25
l
B blia ap esen a-nos a his 6 ia comple a de seus pe sonagens. Deus
nunca encob iu os dois lados de seus se os, 0 posi i o e 0 nega i o,
pa a que, a a es de suas idas, i emos
li<;oes
p eciosas pa a as nos-
sas. Foi mencionado a as que Diocl zio e a um homem ciumen o.
Sim, ele e a po demais ciumen o. E esse 0 lado que
eu
semp e con-
side ei nega i o nele. A Pala a de Deus condena 0 ciume. 0
amo
e
pacien e,
e.
benigno,
0
amo
nao
a de
em
chJmes,
nao
se u ana,
nao
se
ensobe bece.
(I
co n ios 13:4). Du an e oda a minha ida de
casada so i mui o com essa a i ude dele. Como nossos ilhos es uda-
yam
no
Colegio, de ez em quando e amos con ocados pa a pa ici-
pa de eunioes cujos assun os se elaciona am com os es udos de-
les. No Colegio ambem e am p omo idas mui as es inhas das quais
nossos ilhos gos a am de pa icipa . Diocl zio e eu mui as ezes
a-
mos jun os a essas eunioes e es inhas. Quando ele ia jun o, e a mui-
o di cil passa sem suas cenas de ciume. Algumas ezes me dizia: -
"Voce s6 icou olhando pa a 0 p o esso
...
"!
-"Voce nao i ou 0 olho
de
...
"!
-"0
...
nao pa a a de olha pa a oce"! Como possu amos enda
ou
ba ,
eu
nao podia deixa de i la, pois mui as ezes inha que oma
con a do neg6cio.
De
ez eni quando cisma a com um equen ado .
Dizia que se es e es a a
lei
e a po que
eu
es a a dando con ian<;a
pa a ele. Na ga agem de bicicle a oco ia a mesma coisa. Nao podia
menciona nome de homem algum, nem mesmo aze e e encia. Dia-
iamen e, no pensamen o dele,
eu
inha qua o a cinco namo ados.
32
Da esque da pa a di ei a: Alice Neni, Ma ia Udice, Djalma, Li-
neu, Abel, Jane, Ca lo a Guilhe mina, Jose Webel, Paulo Wan-
uil (no colo), Oneida, Dionei, E nani, Dioclizio.

-
Um
dos meus cunhados, esposo de uma das minhas i mas (nao que-
o
menciona seu nome) gos a a de i passea
em
P esiden e Soa-
es. Quando inha, minha i ma semp e me manda a alguma coisinha
a a es dele. Como so ia quando esse cunhado chega a! Diocl zio
mo ia de ciume dele. Como meus pais mo a am em Celina,
de
ez
em quando amos la isi a-Ios. lamos de em, pois naquele empo
nao exis iam as es adas de odagem que ligam os dois Es ados, Mi-
nas e Esp i o San o, passando po Redu o
ou
P esiden e Soa es.
Quando Diocl zio ia jun o, logo que en a a no em a anja a "namo-
ado" pa a mim. Ce a ez, quando es a amos chegando
em
Celina e
ja amos desemba ca , ele se i ou pa a mim e disse: -"Nao ai ica
pa a acompanha aquele indi duo de quem oce se ag adou?" Papai
semp e inha mui os emp egados. Es es almoga am
em
nossa casa.
Papai o necia a almogo pa a eles. Quando 0 almogo ica a p on o
e a colocado numa g ande mesa de madei a na cozinha. Os homens
se sen a am
em
bancos
ao
edo da cozinha pa a a e eigao. Pa a
anuncia que 0 almogo
ja
es a a p on o, alguem sop a a
um
chi e de
boi
ou
uma co ne inha de me al dos quais saia
um
som o e e al o
que e a ou ido de longe. Den e
os
emp egados semp e apa ecia um
ou
mais sab e os quais Dioclizio dizia que inham-me ag adado. Sin-
ce amen e, icou di cil me comunica com 0 sexo opos o.
Em
P esi-
den e Soa es, as janelas e po as da en e da nossa casa in ham
que es a semp e echadas. Se acon ecesse Dioclizio
me
e chega
a uma po a
ou
janela, dizia que e a pa a
eu
e meus "namo ados"
passa em. Nao podia usa nenhuma j6ia, biju e ia
ou
pin u a e nem
co a 0 cabelo.
Eu
nao gos a a de cabelo g ande, la uma ez
ou
ou-
a,
eu
mesma co a a meu cabelo. Quando 0 apa a a, e a a con a:
ele logo no a a! Fica a me olhando e dizia coisas ais como: -"Voce
es a di e en e hoje! Eng agado,
seu
cabelo nao c esce!" Cisma a que
eu
sa a a noi e quando ele do mia, po isso, quando dei a amos, ob-
se a a bem a posigao das ancas das janelas e po as e dos meus
calgados.
Eu
e a uma mae cheia de ilhos. Nao inha con a das ezes
que inha que le an a a noi e pa a olha-Ios.
Eu
ia la sabe
em
que
posigao deixa a meus chinelos
ao
dei a -me?! Semp e
ui
aman e da
lei u a, gos a a de le li os, e is as, jo nais, e c. 0 empo pa a a lei-
u a e a escasso, mas semp e que sob a a um empinho pa a
le ,eu
lia. Numa ce a epoca o namo-nos assinan es de um jo nal. Depois
Dioclizio deixou de assina-Io. Disse-me que deixou de assina 0 jo -
nal po que
eu
0 es a a lendo s6 pa a admi a as igu as dos homens.
Quando es a a espe ando ilho, ala a
em
asga minha ba iga pa a
e de quem e a a ca a. Tenho es ilhos que, quando nasce am, ele
disse que nao e am dele.
Um
deles po que inha o elha g ande; ou o
po que e a cabeludo; ou o, po que inha na iz comp ido.
33
Nos p imei os anos de casada cho a a desespe adamen e
p~
causa desse ciume de DiocHzio. Nao con a a nada aos meus
pais po que papai nao que ia 0
meu'~asamen o.
Fica a com medo
da
ea<;ao
dele, mas con a a udo aos seus pais e
as
suas i mas.
Es-
as diziam que nao aguen a iam 0 que
eu
es a a aguen ando. Celina
ce a ez me disse: -"A uma suas coisas, jun a seus mhos e ai em-
bo a, la ga Diocl zio". Mas
eu
he
espondi:
-liE
a minha c uz e
ou
ca ega-Ia a e quando Deus quise ". Felizmen e minha
e
nunca
se
esmo eceu. 0 SENHOR e a 0 meu consolo e a minha o 9a. Ama a
a sua Pala a. U-a semp e, inclusi e pa a os mhos ou i , quando ja
es a am no qua o pa a do mi . Dioclizio semp e
me
amou, mas
do
jel o dele. Apesa da manei a como
me
a a a, nunca deixei de ama-
10.
Deus e amo . Aquele
que
ama nao
conhece
a Deus,
pols
Deus e amo .
(I
Joao 4:8).
Eu
busca a a Deus a a es da
O a9aO.
Eu
Ihe
pedia que
me
inundasse do seu amo .
Eu
he
pedia que nao dei-
xasse de es ende esse amo a Diocllzio. Es e ecebia do amo
de
Deus a a es
de
mim. O ei a ida in ei a pela sua con e sao.
No
inal
de sua ida algumas ezes acei ou con i e pa a abalhos especiais
p omo idos pela Ig aja. Po duas azes a endeu
ao
apelo
do
p ega-
do .
Foi
a en e da Ig eja, cho ou, mas oiapenas
p~
emo9ao, nun-
ca es emunhou con e sao eal. Isso digo po que 0 seu compo a-
men o nao mudou, pelo con ano,
s6
ol
se
ag a ando. E a di icil en-
ende 0 e s culo: Sabemos
que
odas
as
cousas
coope am pa a
o be n
daqueles
que
am am a Deus, daqueles
que
sao
cham ados
segundo
0 seu
p op6sl o
(Romanos 8:28).
Como
eu
disse, no p incipio de casada cho a a mui o po
causa do modo como
me
a a a, mas com 0 empo esol i nao liga
mais. Nao da a mais ou ido ao que ala a. Como diz 0 di ado:
"Quem nao de e, nao eme".
Eu
nao de ia eme . Deixa a-o ala .
Alias, semp e deixa a-o ala , s6 que ago a, sem so e mui o.
Po im passou a do mi com aca e
e 61 e
debaixo do col-
chao. Dizia que e a pa a me ma a caso
me
isse saindo a noi e.
Ce o dia, sem mais nem menos, ob igou-me a i pa a 0 nosse qua o
dizendo que ia
me
ma a . Deixou-me num can o do qua o e oi pa a
o ou o de
e 61 e
na mao apon ando pa a mim, mas nao e e co a-
gem de a i a .
Eu
digo que Deus nao pe mi iu que ele me ma asse.
DiocHzio e eu nao b iga amos e nem discu iamos na p e-
senc;a
dos ilhos. Uns pe cebiam 0 que
se
passa a e so iam comigo,
ou os nem ica am sabendo 0 que se passa a. S6 depois da mo e
de Dioclizio e que odos ica am sabendo,
p~
meu in e medio, do
compo amen o do
paL
Du an e os qua o ul imos anos de ida de Dioclizio ui a o -
men ada
p~
ele de ido a 'um ce o indi iduo que ha mui o
empO
ele
34
dizia que e a meu "namo ado". A si uagao pio ou quando esse indi i-
duo elo mo a pe o da nossa casa. Esse indi iduo, pa a i pa a sua
casa, inha que passa em en e da nossa. Com isso meu ma ido li-
cou ans o nado. Disse pa a mim: -
"0
dia que
eu
chega em cas a e
i oce na janela
ou
po a e ele passando,
eu
ma e oces dois."
C eio since amen e que Deus in e eio nesse pe iodo i ando sua
ida a a es do en a e ulminan e que so eu aos
51
anos de idade,
na mad ugada do dia 20 de no emb o
de
1962. Deus nao pe mi iu
que meus ilhos icassem sem mae e com 0 pai na cadeia. Minha so-
g a es a a a pa
de
udo 0 que
se
passa a en e nos dois.
No
dia de
sua mo e ela
me
disse: -"Nos duas nao de emos cho a a sua
mO -
e, pois oi 0 meio que Deus usou pa a nos li a de desg a<;a maio ."
Ac edi o que nenhum dos meus supos os namo ados oma-
am conhecimen o do que
se
passa a na
cabe<;a
de Diocllzio. G a-
Gas
a Deus!
Os
amilia es de Dioclizio e
eu
con e sa amos sob e 0 seu
ciume doen io e chega amos a conclusao de que ele p ecisa a de
um a amen o especi ico pa a 0 seu mal, mas nunca conseguimos
con ence-Io disso. Nunca conseguimos le a-Io a aze isso.
Du an e 0 empo que meus ilhos e am pequenos (ac edi o
que du an e uns in e anos a con a do nascimen o do meu p imei o
ilho) nao pude equen a egula men e a Ig eja, nao pude aze pa -
e da Escola Dominical, nem i
ao
Cul o a noi e. Quando
eu
es a a
g a ida do E nani, Dioclizio
me
p oibiu
de
i a Ig eja, mas po pouco
empo.
Ele
inha
os
seus mo i os pa a aze isso.
35
36
Da esque da pa adi ei a, ila
de
as: Ca lo a Guilhe mina, Ali-
ce Neni, Jane, E nani, Dionei, Abel, Jose Webel. Na en e:
Ma ia Udice, Lineu, Diocl zio, Paulo Wan uil, Oneida, Djalma.
VIUVEZ
No
p incipio de 1962, an es de DiocHzio alece , eio aba-
Iha comigo uma menina de 9 anos de idade. E a bem anzina. Nao
podia apanha iagem que logo sen ia do de ga gan a e punha san-
. gue pelo na iz. Quando chegou, dizia chama -se Lecy, mas quando
o hei sua ce idao seu nome comple o e a Nelci Naza e Gomes Ta -
demo
0 dia
de
seu ani e sa io e a 16
de
janei o. A p inclpio paga a-
mos- he um pequeno sala io, mas ap6s 0 alecimen o de Dioclizio,
quis que ela con inuasse na minha cas a como ilha. Ja inha
me
a ei-
110ado
a ela. Passei a
he
da de udo, inclusi e es udo. Cus ou a
ap ende a le , mas ap endeu. Te minou 0 p ima io. Ne ci
me
ajuda a
mui o. Mais a de quis ganha um dinhei inho ex a como manicu e.
Todos os meus ilhos a a am-na como i ma. In elizmen e a anjou
um namo ado que a in luenciou nega i amen e. A pa i dessa epoca
passou a
nao
me
a a bem,
comel1Ou
a a a mal meus ilhos que
chega am pa a me isi a . Desen endeu-se com Paulo Wan uil.
Quando Ana Fla ia nasceu ui pa a Ube landia ica com Ca lo a.
Quando ol ei, nao a achei mais em casa. Tinha sa do le ando o-
das
as
suas coisas. Sen i mui o, pois 0 meu desejo e a que ela
s6
i-
esse a sai de cas a quando
se
casasse. Felizmen e ja eio passea
aqui. Somos amigas. Ela
me
conside a como mae. Ja se casou. E
mae. Mo a na Baixada Fluminense.
Quando iquei iu a, meu
mho
mais no o Paulo Wan uil l-
nha 9 anos; os qua o mais elhos -Dionei, Jane, Jose Webel e
E -
nani ja es a am o a de casa, es udando e abalhando. Po se E na-
ni
0 mho que inha melho emp ego e melho sala io oi 0 que assu-
miu p a icamen e odas
as
despesas de casa.
Eu
ajuda a com
as
cos u as que azia pa a o a. Se e i hos ainda es uda am no Colegio
E angelico, que e a pago. Deus oi sup indo odas
as
nossas neces-
sidades. A medida que as ou os ilhos' iam e minando 0
cu s~
se-
cunda io, lam saindo de casa pa a es uda e abalha . E nani oi 0
es eio inancei o da casa du an e dez anos. Po
1im,
s6
icou 0
cac;ula
37

em casa. Es e, in elizmen e,
me
mul o abalho.
Nao
que ia sabe
de es uda
nem
abalha . S6 que ia sabe de aquinagens. Lu ei
com ele du an e qua o anos. Quando nao aguen ei mais
seu
com-
po amen o, seus i maos Jose Webel, Abel, Uneu e Ojalma, que es-
a am em Sao Paulo na epoca, esoi e am le a-Io pa a la pa a aba-
Iha . Oepois de um ana
ele
es a a
de
ol a. Ago a que ia es uda . Co-
me~u
a cu sa a p imei a
sMe
ginasial com 16 anos
e,
com di iculda-
de, conseguiu chega a e a qua a se le ginasial, hoje oi a a se ie.
Oigo,
com di iculdade, po que nao
se
es o c;;:a a
nos es udos.
E a
mui o
i equie o. Semp e mos ou-se in eligen e, mas sua in eligencia e a
des
i
ada pa a ou as coisas.
Aos
20
anos ol pa a Belo Ho izon e, pa a
abalha . Quando iz 60 anos comecei a ecebe aposen ado ia como
cos u ei a. Dois dos meus mhos, Abel e Alice Neni, paga am 0 INPS
pa a mim du an e dois anos pa a que eu pudesse me aposen a .
Com es e ganho e com a ajuda dos meus mhos, nunca
me
al ou
nada,
g ac;;:as
a Deus. Con inuo abalhando po que gos o. Nao sei i-
ca pa ada.
Deus em
me
dado mui a saude. Ja e e ana
de
nao
p eci-
sa oma emedio nenhum.
Quando lodos os i hos sai am de cas a e
eu
iquei sozinha,
meus mhos que iam que
eu
osse mo al' em Belo Ho izon e, onde
e-
sidiam oi o deles: Jane, E nani, Alice Neni, Abel, Uneu, Ma ia Udice,
Ojalma e Paulo Wan uil. Alega am que a casa onde mo a a es a a
elha e que
eu,
em Belo Ho izon e, na companhia deles, e ia mais
con o o. La e iam chance de me da mais
a enc;;:ao,
zela em mais
POl' mim. A ideia de i mo a na Capi al nao
me
ag ada a po a ios
mo i os: p imei amen e po que nao gos o de cidade g ande. Nao e-
nho paciencia pa a ica en en ando mas pa a oma onibus, pa a
aze comp as em supe me cados,
no
a<;{ougue,
nos bancos
...
Em
se-
gundo luga , que ia ica em P esiden e Soa es, po que semp e
me
elacionei bem com meus pa en es, izinhos e i maos
da
Ig eja
(g andes amizades o aiecidas
de
since idade que nes e ex o se ia
d icii de menciona-Ias odas); po que posso sai
de
cas a a qualque
h~ a,
do jei o que es ou em cas a e sem p ecisa anca
as
po as;
po que p ezo a amizade e
conside- ac~o
que os Pas o es da Ig eja
em pa a comigo.
Oois
sob inhos meus ja o am Pas o es da Ig eja:
Re . Wilson de Souza Lopes, casado com minha sob inha Ca y, ilha
de Ode e; e Re . Ebe Magalhaes Lenz Cesa , casado com minha,
sob inha Ma cia, ilha de Celina. Ou o sob inho, Ande son ( ilho
de
Re .
Adelino e Celina), e 0 Pas o a ual da Ig eja. Alem disso
ac;;:o
pa e da SAF (Sociedade Auxiliado a Feminina) da Ig eja, a ualmen e
com cen o e cinquen a s6cias, odas minhas amigas. Sou p o esso a
38
de
uma classe da Escola Dominical de Senho as ( odas mais no as
do que
eu
e mui o pacien es comigo) M in e e oi o anos. Sou in e-
g an e da Comissao de Assis encia Social da SAF ambem ha mui os
anos. Nossa SAF em uma sala de cos u a no Cen o Social da Ig e-
ja. Todas
as
quin as- e.i as,
a.
a de, nos eunimos la pa a con eccio-
na oupas pa a dis ibui aos ca en es e o a . Fa( o esse abalho
com p aze .
Nunca pensei em mo a em casa de ilho. Gos a ia de ica
mo ando, a e quando Deus quise , na minha p op ia casa.
Como Deus em me aben( oado ao longo de minha ida!
Como se nao bas assem as ben( aos dos ilhos encaminhados,
da
manu en( ao, da saude; 0 p i ilegio de mo a em Al o Jequi iba e con-
i e com as pessoas des e
Jugal"
que pa a mim cons i uem uma
g ande amilia; 0 a o de pe ence
a.
Ig eja P esbi e iana da cidade -
uma amilia meno den o de ou a maio ; uma ou a g ande b9n( lo
Deus me concedeu: uma cas a no a pa a mo a .
Os ilhos acha am que a casa da p a( a Re . Cice o Siquei-
a
onde eu mo a a ja es a a elha e uim. Como eles inham p og e-
dido na ida, mo a am em casa melho .
Ao
i em
me
isi a come( a-
am
a nao
se
sen i bem na casa elha e descon o a el. Come( a-
am a ica p eocupados com a si ua( ao. Uns come( a am a pensa
em e o ma a casa, ou os ja acha am que a cas a de e ia se de u-
bada e cons u da uma no a em seu luga . Po im euni am-se a i-
as
ezes em Belo Ho izon e pa a discu i em sob e esse assun o. An-
es de cada euniao, o a am pedindo a di e( ao a Deus. Resul ado:
esol e am pela e (ninguem inha dinhei o gua dado) de uba a
cas a eiha e cons ui uma no a. Isso oi
em
1984. Fo am ei as duas
plan as, a ap o ada oi ei a pelo engenhei o Geo ge Sa hle Rosa.
Su giu a pe gun a: -"Quem i ia acompanha a cons u( ao?" Em P e-
siden e Soa es conhec amos
do
is
senho es ap os pa a a la e a, mas
quando omos con e sa com eles, nao acei a am alegando que
e am mui os na amilia pa a da palpi e, nao i ia da ce o. Di igi-me a
Dionei e
Ihe
disse que
eu
nao
e a su da, cega, sabia ala , podia an-
da
e,
com a o ien a( aO e o ( a de Deus, pode ia, jun o com ele, lide-
a a cons u( ao. Dionei acei ou. Assim, jun os, assumimos essa es-
ponsabilidade. Con a amos os ped ei os, come( amos a comp a ma-
e ial e assim 0 abalho come( ou em ab il de 1985. Mui o ma e ial
eio de Belo Ho izon e mandado pelos ilhos que esidem la.
Em
BH
a maio
colabo aC;ao
quan o a omada de p e( os, escolha do ma e i-
al,
sua comp a e seu en io pa a ca oi dada po Abel, Tonia e Jane,
p incipalmen e Abel que ambem oi 0 po a- oz das esolu( oes dos
i maos de BH.
Em
dois anos a casa oi cons u da. Pa e dela oi
cons uida no Plano C uzado que mui o nos a o eceu. Du an e a
39
sua
cons uc;:ao
nao
se
ez
nenhum
emp es imo.
Uns
ilhos con ibui-
~
am
inancei amen e
mais,
ou os
menos,
con o me
as
suas
posses.
:
Nenhum
aciden e
g a e
oco eu
du an e
a
execuc;:ao
da
ob a.
Os
pe-
d ei os
que
o am
con a ados
no
p incipio
do
abalho
ica am
a e
0
seu
inal. 0
pagamen o
deles
oi
ei o
semanalmen e.
G ac;:as
a
Deus
nao
hou e
disco dias.
Depois
.de
concluida a
casa
pai a am
algumas
indagac;:oes:
De
quem
e a
a
casa?
Quem
e ia
di e
i o
sob e
ela?
Pa a
esol e
es-
sas
ques oes
oi
ealizada
uma
euniao.
Resul ado
da
euniao:
a
cas
a
se ia
minha
du an e
a
minha
ida
e
de
odos
eles,
igualmen e,
apos
a
minha
p omoc;:ao
pa a
a
Mansao
Celes ial.
Todos
os
ilhos
gos am
de
Al o
Jequi iba..
Todos
gos am
de
i
aqui
nos
e iados e
nas
suas. e ias.
Fazem
da
minha
casa,
a
casa
dales.
Dia iamen e
dou
g ac;:as
a
Deus
pela
cas
a
que
me
deu
po
in-
e medio deles.
Nao
a nos, Senho , nao a nos, mas ao eu nome da glo-
ia,
pOl'
amo da ua mise icO dia e da ua idelidade
(Salmo
115:1).
Se
0 senho nao edi ica a casa,
em
ao abalham os
que a edi icam;
se
0 Senho nao gua da!' a cidade,
em
ao igia
a sen inela.
(Salmo
127:1).
Casa an iga
da
P a«a Re . Cice o Siquei a
.40
Casa no a da P aga Re . Cice o Siquei a
Da
e~que da
pa a di ei a, homens: Dionei, Abel, Jose Webel,
Paulo Wan uil, Lineu, E nani, Djalma. Mulhe es: Oneida, Ca lo-
a Guilhe mina, Ma ia Udice, Alice Neni, Jane.
41
~~~~~------.-~-----
da
na
po causa desse aciden e.
C eio que 0
seu
so imen o oi
com mais de
30
anos de
p oblemas, po isso le e se subme ido a
Hoje usa p o ese. Aos
12
anos,
ao
en a mon a
em
um
caiu
e queb ou 0
b a<;o.
Ao
em
uma
aiz
e icou
embodocado. A

nai a onde ez 0 cu so de
Segu an«;(a
Indus ial. P e endia abalha
nessa a ea
na
qual en ou a anja emp ego,
mas
in elizmen a nao
conseguiu. En ao oi pa a Sao Paulo, onde Dionei ja abalha a.
me<jou
a abalha como endedo na Real u ,
C edi o. Nes a emp esa chegou a sa Supe iso de Vendas .
a de as a emp esa oi end ida ao Dine 's Club, onde
como endedo . Nesse pe iodo p osseguiu seus es udos no Cole-
gio Come cial Alianga, onde concluiu 0 cu so
de
Tecnico em Admi-
nis agao de Emp esas. Te minando es e Cu so, ing essou de ime-
dia o, apos es ibula , na Faculdade de
Ch~ncias
Economicas e
Adminis a i as
D.
Ped o II. Foi nessa epoca que
comec;:ou
a na-
mo a a jo em Ca men Lucia Jacob Hessel, paulis a
de
Ta ui, com
quem
sa
casou. Depois ez Economia a pos-g aduac;ao em
ling pala ESPM/SP, alem de ou os cu sos de especializac;:ao. Ao
e mina a aculdade,
come<jou
a abalha na (GE)
do B asil,
no
Depa amen o de Manu engao Indus ial, endo
a ias iagens pelo B asil a se igo da emp esa. T abalhou
na
GE
po doze anos. Apos es e pe iodo, saiu des a emp esa e se associ-
ou
a dois ou os ex-colegas de abalho pa a unda em a i ma Inlo-
cus
Se ic;:os
Especializados de Manu engao Indus ial. Nes a, l-
cou qua o anos. Apos esie pe iodo endeu sua pa iclpagao na
emp esa. Logo em seguida undou a sua no a e a ual emp esa, a
Webel Come cio e Rep esen agao Uda., que a ua na a ea de en-
das de p odu os e se igos e na in e mediaC;ao de negocios. Jose
Webe e Ca men em dois ilhos: Ma cus Webel e Ma cio Wesley.
Ma cus es a cu sando p ocessamen o de dados na Faculdade de
Tecnologia da Uni e sidade Mackenzie e Ma cio az Escola Tecni-
ca Tex il
no
SENAI. Ca men e o mada em Ma ema ica. Ha alguns
anos em
se
dedicando
as
a es. E pin o a de abalhos em po ce-
lana e elas. Tem pa icipado de a ias exposi<;6es. Ul imamen e
em se especializado na a ea de pin u as de po celanas pa a biju-
e ias e elas espa uladas.
Em
P esiden e Soa es, po in luencia
dos ios pa e nos, Jose Webel ez 0 ba ismo e c isma
na
Ig eja Ca-
olica, mas depois
comec;ou
a equen a a Ig eja P esbi e iana. Em
Sao Paulo, po in luencia do Dionei e mais a de pela esposa e so-
g o c en es, equen ou a Ig eja P esbi e iana Unida de Sao Paulo,
da qual
se
o nou memb o. Fez sua publica p o issao de e e ba is-
mo quando e a Pas o dessa Ig eja Re . Denoel Nicodemos Elle .
Jose Webe oi p esiden e da UPH e da jun a diaconal. Ca men
can a
no
co al e
os
ilhos abalham a i amen e na mocidade dessa
mesma Ig eja.
49
ERNANI
Nasceu no dia se e de julho de 1942. E a
um
menino mag i-
nho, mas c iou-se com
saLide.
Aos qua o
an
os de Idade Diocl zio
ba-
izou-o na Ig eja Ca 6lica, na minha ausencia, quando
eu
inha ido a
Celina isi a meus pais. E nani e a es udioso. Fez 0 p ima io
em
es
anos, como Jane. Ainda declama mui o bem, endo ganho na in an-
cia, na epoca de Colegio, a ios p emios como declamado . Tambem
e a
um
me nino abalhado . Sob essaiu-se como mecanico de bici-
cle as, na o icina do pai. Gos a a de oma banho
no
io, como os
i -
mEWS
mais elhos. In elizmen e, de ido a esses banhos de
io,
eio a
apanha esquis ossomose. T a ou-se, mas icou mui o debili ado
com
o a amen o. Quando e minou 0 cu so cien ico, aos dezesse e
anos, oi pa a Vigosa-MG aze cu sinho pa a p es a es ibula .
Como nao
se
encon a a mui o bem ainda de ido
ao
al a amen o,
e e que ol a pa a casa.
56
melho ou depois de
um
a amen o
se-
io. Logo depois eio a p es a concu so pa a 0 Banco do B asil. Pas-
sou. Comegou a abalha em Manhumi im-MG. Como deseja a mui-
o
con inua seus es udos, conseguiu ans e encia pa a 0 Banco
do
B asil do
Rio
de Janei o. No
Rio
eio a aze 0 cu so de Economia
pela Uni e sidade Es adual do
Rio
de Janei o (UERJ).
Em
1967
oi
ans e ido pa a Belo Ho izon e, onde se o mou
em
Economia pela
Faculdade de Ciencias Economicas (FACE) da UFMG
em
1969.
Fez
p o issao de e na P imei a Ig eja P esbi e iana de Belo Ho izon e
em
janei o de 1978.
Em
Belo Ho izon e equen a as Ig ejas Ba is a e
P esbi e iana. Con a a ualmen e 50
an
os de idade. E di o ciado,
sem
ilhos. Aposen ou-se
no
Banco Cen al do B asil
em
1 Q de dezemb o
de 1991. Reside a ualmen e na Vila Del Rey, pe i e ia de Belo Ho i-
zon e. T abalha p esen emen e como Economis a
em
Belo Ho izon e
e no in e io de Minas Ge ais. Poe a e Esc i o , ja possui duas ob as:
"Ca ilha da Vida" e "Emociones y Recue dos". E p eciso salien a
que, a pa i da mo e de seu pai, assumiu a incumbencia
de
subs i-
ui 0 geni o da amilia, seja o ien ando-a no que es a
ao
seu
alcan-
ce, seja sup indo os ecu sos inacei os necessa ios pa a comple-
men a as ca encias inacei as de oda a amilia. Fa o lou a el. Que
Deus 0 abengoe icamen e po isso. No pe odo de no emb o de
1988 a dezemb o de
1991
en en ou g a e c ise de dep essao, com
isco da p 6p ia ida. Ap ou e
ao
C iado poupa-Io, concedendo-Ihe
no o igo sico e espi i ual. Hoje e 0 homem ope oso e eliz que o-
dos podem e .
50
'I
ALICE NENI
Nasceu no dia es de dezemb o de 1943, go dinha e bas-
an e sauda el. Aos 6 meses le ou
um
ombo eno me de
uma
mesa
de
e eic;:ao.
Ababa
se dis aiu. Alice caiu e desmaiou. Achei que mi-
nha ilha inha mo ido, mas
g ac;:as
a Deus ecob ou os sen idos. Um
eno me galo inha
se
o mado na sua
cabec;:a.
Em
es dias icou boa.
Desde cedo mos ou-se abalhado a. Como gos a a de uma assou-
aj Quando e a bem pequenininha, se isse uma, en a a alcanc;: l-la.
Se conseguisse pega-Ia logo a deixa a cai ,
p~
se bem maio do
que ela. Quando ga o a mos a a-se semp e aleg e, gos a a de o-
ma pa e
em
ea o, can a e eci a . Semp e e e boa oz. Desde
cedo aplicou esse alen o que Deus Ihe deu can ando no co alzinho
da Liga Ju enil e mais a de no co al da Ig eja. Ajuda a-me mui o na
disciplina dos i maos mais no os. Ajuda a os i maos a aze os de e-
es de escola. Fiscaliza a-os no desempenho e cump imen o de suas
a e as. Pa a ganha uns ocados, abalhou na bilhe e ia do cinema
do colegio du an e alguns meses, deu aula pa a 0 cu so de admissao
de e ias (quin a se ie) do Colegio. Foi moni o a dos escudei os dos
ga o os de P esiden e Soa es
p~
algum empo.
Em
31
de Dezemb o
de 1962 ela e Ca lo a ize am sua publica p o issao de
e
e ba ismo.
Foi a i a na UMP. Fez pa e do Depa amen o "Cecilia Rod igues Si-
quei a" (so de
moc;:as)
da SAF da Ig eja. Fez 0 cu so p ima io no G u-
po Escola "Jose Manuel
da
Sil a". Comple ou 0 cu so ginasial
no
Colegio E angelico. Pa icipou a i amen e do Cen o Ci ico (O gao
de a i idades cul u ais) do Colegio. Pa a con inua seus es udos oi
pa a Ca angola -MG, onde ez 0 p imei o ana do cu so de magis e-
io, pois nao ha ia esse cu so em P esiden e Soa es. Mas, no ana
seguin e, com a
c iac;:ao
des e cu so
no
Colegio de P esiden e Soa-
es, Alice ol ou, dando p osseguimen o aos seus es udos aqui. Nes-
se
ana lecionou Educagao Fisica no Colegio pa a 0 sexo
eminin~.
Em Julho de 1964, al ando um semes e pa a e mina seu cu so,
ans e iu-se pa a Belo Ho izon e. Ma iculou-se no Colegio T is ao
de A a de, onde e minou seu cu so de no malis a. A con i e de Jane,
Alice oi abalha com ela no Depa amen o de Biologia Ge al do Ins-
i u o
de
Biologia da FAFI
da
UFMG como ecnica em pesquisa cien -
ica. Ela deu-se mui o bem nesse abalho,
pOis
con inua nele a e
hoje. Com a
c iac;:ao
do ICB
da
UFMG, passou a aze 0 mesmo ipo
de pesquisa do GIDE(G upo In e depa amen al de Es udos sob e
Esquis ossomose), o gao desse ins i u o. Con inuou seus es udos a-
zendo 0 cu so supe io de
Educac;:ao
F sica na Escola de
Educac;:ao
Fisica
da
UFMG. Semp e abalha a e es uda a. Apos g adua -se
51
eon inuou a leeiona Edueac;lio Fisica em Colagios da Capi al. leeio-
nou du an e doze anos, mas desde 1984 abandonou 0 p o esso ado.
Em 1980 casou-se, mas
ao
inal
de
2 anos
de
casada le e de
se
di-
o cia . So eu uma g ande desiluslio. Felizmen e passou pe cima
de udo. Em
odas
es as cousas, po em,
somos
mais
que
ence-
do
es,
POl'
meio
daquele
que
nos
amou
(Romanos 8:37). As mise-
ico dias
do
Senllo
sao
a
causa
de
nao
se mos
consumidos
po que
as
suas
mise ico dias
nao
~m
im.(lamen ac;oes 3:22).
Hoje mulhe polida pelos emba es da ida, e se a iel a
se ic;o
do
eino de Deus. Em 1990 casou-se no amen e, com 0 S . Wol
Die-
ich We ne 8alzuwei , iu o, pai de duas ilhas. Weme a acnico
de
i igac;ao po mais de qua en a anos. E espo is a nau ico amado .
Comec;ou
esse espo e ainda io em nas cidades
de
Ni e 6i e Rio
de
Janei o.
Eo
p ecu so ou pionei o
da
ela (espo enau ico) em Minas
Ge ais. Desde que Alice es a em companhia de We ne , em p a i-
cando esse espo e, jun o com ele, como p oei a. Nao e e mhos,
mas gos a mui o
de
seus sob inhos e os cu e semp e que pode.
Em
1986 e minou 0 cu so de es a ica acial no SERVAS
(Se ic;o
Volun-
a io de Assis encia Social do Es ado). Vem exe cendo ambam a
p o issao de es e icis a desde es a da a. Pa a amplia seus conheci-
men os e a i idades ez cu so especializado em maquilagem con en-
cional e de ini i a e de cabeiei ei a. F equen ou a P imei a Ig eja
P esbi e iana de 8elo Ho izon e du an e in e e seis anos,
de
julho
de
64
a agos o de 1990, a uando na a ea de musica como co is a dessa
Ig eja. F equen a a Ig eja P esbi e iana do Ja agua, bai o onde esi-
de a ualmen e. Nessa Ig eja leciona na Escola Dominical pa a a clas-
se Junio , pa icipa
do
co al,
€I
solis a e
az
pa e da SAF.
GUllHERMINA
Nasceu
no
dia 28 de junho de 1945.
E a
mui o espe inha.
Andou com
11
meses de idade enquan o os demais ilhos anda am
depois de 1 ano. So eu b onqui e
a e
12 anos de idade. Chegou a i-
ca com
as
pe nas bambas
p~
causa da b onqui e.
E a
es udiosa.
Gos a a de oma pa e em ea o, declama , aze discu so, anda
de
bicicle a e joga olei. Tinha mui as amigas e gos a a de es a com
elas. T es delas -Ve onica G ipp Paixao, Sand a
eJulinha
80echa
e am as mais chegadas. Ca lo a i eu in ensamen e sua adolescen-
cia e mocidade. Na epoca
em
que ela e Alice ize am a p o isslio de
a (em dezemb o
de
1962),
DiocHzio
nlio
se
opunha mais a decislio
eligiosa dos mhos. Da
p~
dian e, quando
os
ou os
1ilhos
chega am
a idade da azlio, pe li e e espen anea on ade p ocu a am
se
ilia
a minha Ig eja. Ca lo a pa icipeu a i amen e da UMP. Quando e mi-
52
nou 0 cien l ico aqui, oi pa a Belo Ho izon e pa a aze es ibula . A
p incipio icou mo ando com Jane, que nes a epoca ja es a a casa-
da. Tendo sido ap o ada no es ibula pa a odon ologia, pela UFMG,
passou a mo a em epublica. A anjou emp ego pa a cus ea seus
es udos. G aduou-se em dezemb o de 1969. Casou-se em 18 de
ab il
de
1970 com 0 engenhei o mecanico Pe in Smi h Ne o, na u al
de
Sao luiz-MA. Po ocasiao
do
namo o com Pe in esidia em Belo
Ho izon e, mas na da a do casamen o es a a mo ando e abalhando
em
Ube landia-MG. Ca lo a e Pe in casa am-se
em
8elo Ho izon e e
o am mo a em Ube landia. Pe in e p o esso da Faculdade
de
En-
genha ia des a cidade.
Em
Ube landia Ca lo a mon ou seu consul o-
io
den a lo. Quando azia
um
ano de casada, so eu um aciden e de
ca o
na
BR
262 quando ela
eo
esposo iam pa a Belo Ho i:zon e pa a
se em pad inhos de um casamen o. Nesse aciden e so eu a u a da
sex a e se ima e eb as ce icais
e,
como conseqOencia, luxa-
c;ao(comp essao) da medula espinhal.
Seu
esposo nao so eu nada.
Em
conseqOencia da
iuxac;ao
da medula, ela icou o almen e pa ali-
sada. Te e que lca hospi alizada po mul o empo. P imei amen e
oi soco ida
no
Hospi al
da
cidade de
luz.
Nao ha endo ecu so
pa a ela nesse hospi al, oi pa a Belo Ho izon e pa a 0 Sa a Kub s-
chek.
No
Sa a oi ope ada duas ezes. Nessa ocasiao es e e mui o
mal, a mo e mesmo, mas com
as
o ac;6es
a
seu
a o po pa e de
mui as Ig ejas, amigos e pa en es, Deus poupou a sua ida. Ficou
nes e hospi al dois meses. Depois oi ans e ida pa a 0 hospi al A a-
pia a pa a aze isio e apia. Ficou nesse hospi al onze meses. Foi
um milag e a sua ecupe ac;ao. Vol ou pa a Ube landia e apos um
ano einiciou
seu
abalho. Depois de dois anos de ecupe ada nas-
ceu
sua p imei a ilha: Ana Fla ia (hoje com 18 anos). Depois nasceu
Julie, sua segunda ilha, o a com 16 anos. Da i e 0 nome do
Who
ca-
c;ula
que es a com 8 anos. Como Pe in p ecisou aze cu sos
no
ex-
e io pa a a ende as necessidades de sua ca ei a uni e si a ia,
Ca lo a mais.
os
ilhos i e am a opo unidade de i com ele. Assim
eles pude am conhece a ias cidades da Eu opa, Canada e Es ados
Unidos. Ca lo a sen iu 0 chamado de Deus pa ajuda de icien es Hsi-
cos.
Ela
c e que Deus pe mi iu que ela so esse 0 aciden e e icasse
de ei uosa pa a que se sensibilizasse com aqueles que so e am
como ela e ainda es ao so endo. Cemo Pe in e Ca lo a possu am
uma chaca a, c ia am nela 0 Cen o de Reabili ac;ao e Te apia Ocu-
pacional (CERTO) de Ube landia, que hoje a ende mui as c ianc;as
po ado as
de
di e sas de iciencias Hsicas. 0 CERTO e assis ido po
p o issionais especializados em di e sas a eas e ecebe ajuda inan-
cei a da Visao Mundial, P e ei u a de Ube landia e amigos. A isao
p incipal do CERTO e a e angelizac;ilo. Ca lo a abalha nes a a ea.
53

Em 1989 ganhou da Cama a Ube landia a medalha O -
dem Municipal do Me i o Augus o Cesa (31/08/1988) pelos ele an-
es
se i<;os
p es ados a comunidade. Ca lo a
€I
amilia equen a am
a I.P. de Ube landia du an e dezoi o
anQs.
Hoje sao memb os da
Ig eja Sal da Te a, onde Ca lo a a ua
na
a ea do ensino in an i'l.
ABEL
Nasceu no dla seis de ma go de 1947,
na
Va gem G ande.
E a um menino o e. Tinha es anos quando ol amos pa a P esi-
den e Soa es. Quando pequeno, caiu duas ezes
no
io que passa
pela cidade. Foi acudido a empo odas
as
duas ezes,
g a<;as
a
Deus. Como a amilia e a g ande e
as
a e as domes icas e am mui-
as, e a na u al que eu
nao
dispusesse de mui o empo pa a igicHo
pe manen emen e. Foi ealmen e Deus quem 0 p o egeu, assim
como oda a jo em amilia. Pa ece que nao quis segui sua ocagao
inicial -se gua da de ansi o, pois ainda pequeno gos a a de ica
no
meio da ua azendo sinais pa a
os
ca os passa em
ou
pa a em.
Nao inha nogao do pe igo daquela sua a i ude. Po causa disso, di-
e sas ezes oi azido pa a casa pa anseun es, apesa das ad e -
encias que Ihe e am ei as po nos daqui
de
casa, amigos e izinhos.
Fez 0 cu so p ima io
no
G upo Escola da cidade "Jose Manuel da
Sil a". A p o esso a que
Ihe
ensin6u
as
p imei as (e as ol Ca meli a
Valle. Semp e oi mui o abalhadO . Nao e a cos ume seu ica pedin-
. do dinhei o a mim ou
ao
pal, po isso
se
i a a como eng axa e, en-
dedo de u as, picoles
€I
pipoca pelas uas da cidade. Ou as a i i-
dades que exe ceu: ajudan e de caminhao do pai, alado
de
mandio-
ca na pequena ab ica de a inha que i emos po algum empo, en-
egado
de
lenha, zelado de animais,
e c.
Na
epoca da Ma ia Fuma-
Ga,
amMm
ganha a um dinhei inho ca egando malas dos passagei-
os, quase semp e alunos, da
es ac;ao
a e
0 Colegio. Gos a a mul o
de
nada
no
io, especial men e
na
epoca das enchen es. Foi ou o
que adoeceu com esquis ossomose.
Fez
p o issao de e e ba ismo
aos 16 anos com 0
Re .
Cice o Siquei a. Tinha oz boa, can ou
no
conjun o Co al da Ig eja e
no
conjun o A co-I is po mais de cinco
anos. Es e ul imo nao
so
se
ap esen a a
na
Ig eja local mas ambem
em ou as Ig ejas P esbi e ianas
de
ou as cidades
da
egiao.
Abel
gos a a mui o de u ebol,
pO em
s6
Ihe
oi possi el joga basque e
po se em
os
einos a noi e,
pOis
du an e 0 dia,
ap6s
as aulas, lnha
de abalha . Abel ambem ajudou mui o
na
ga agem de bicicle a con-
se ando e alugando. E a es udioso.
Fez
0 ginasial e 0 cien ico
no
Coh~gio
E angelico.
Ao
e mina 0 cu so colegial
saiu
pa a abalha e
con inua seus es udos. Es e e
em
Sao Paulo-SP,
Rio
de Janei o-RJ
54
.pz
e Vi o ia-ES. Nao endo se adap ado nessas cidades, eg essou a
P esiden e Soa es. Resol eu es uda no Semina io Teologico
Cen ena io, da Ig eja P esbi e iana do B asil,
em
Vi o ia. F equen ou
o semina io somen e dois anos.
Em
Belo Ho izon e abalhou no Fun-
do
C is ao pa a C iangas (CCF) a e 1976. Nes e mesmo ana ans e-
iu-se pa a a Visao Mundial, que e uma o ganizagao humani a ia,
onde abalha a e hoje. Ainda nes e mesmo ano casou-se com Tonia
dos San os Lima, pedagoga. Iniciou
seu
cu so supe io
de
Di ei o na
UFMG ende g aduou-se. Desde
que.
comegou a abalha na Visao
Mundial e e di e sas opo unidades de iagens in e nacionais.
Ja
es e e na Gua emala, Chile, Hondu as, Nica agua e Es ados Unidos.
Em
1986 mo ou com a esposa seis meses em Melbou ne na Aus a-
lia.
Ele
e e amb8m a opo unidade de mo a
p~
um ana em Queli-
mane -Mogambique (A ica), ambem a se igo da Visao Mundial.
Mo ou la no e meses sozinho, e es meses com a amilia, adminis-
ando um esc i o io de ajuda
de
eme gencia.
Em
1988 Deus conce-
deu
ao
Abel e Tonia, apos doze anos de casados, a maio de odas
as
bengaos (assim conside ada po eles) -um
Who,
0 Mendel, hoje
com 4 anos.
LlNEU
Nasceu no dia oi o de agos o de 1948.
E a
um menino o e
e manso. Semp e oi es udioso, bom aluno. Foi mui o a ei o.
No
dia
em que comple ou oi o anos de idade, uma de suas p o esso as pe -
gun ou-Ihe 0 que que ia se
no
u u o. Logo espondeu: Pas o . Des-
de en ao
so
ol con i mando esse seu p oposi o. Fez os cu sos: gina-
sial e
de
magis e io no Colegio E angelico.
Fez
a p o issao
de
e
e
ba ismo aos 13 anos com 0
Re .
Cice o Siquei a.
Ao
e mina 0 cu -
so
secunda io oi pa a 0 Semina io do Cen ena io, da Ig eja P esbi e-
iana do B asil, em Vi o ia-ES, icando la um ano; ans e indo-se
pa a 0 semina io
de
Campinas-SP, em 1969. Te minou 0 Cu so de
Teologia
no
Semina io Episcopal
de
Sao Paulo-SP. Fez ainda em
Sao Paulo, na cidade de Mogi das,C uzes, 0 cu so de Filoso ia. T a-
balha a e es uda a.
Em
Sao Paulo abalhou
na
Missao P esbi e ia-
na
do
B asil Cen al (MPBC) e
na
Associagao dos Semina ios Teolo-
gicos E angelicos(ASTE). Fez mes ado em Teologia
no
Ins i u o
Ecumenico de Bossey, em con enio com a Uni e sidade de Gene-
b a, Su ga. Na ocasiao e e opo unidade de isi a ou os pa ses da
Eu opa e alguns pa ses da A ica. Foi Pas o em Conceigao de Ipa-
nema e Chale.
Em
1976 pas o eou as Ig ejas de Ca a inga (p imei a
e segunda Ig ejas).
Em
1977 mudou-se pa a Belo Ho izon e. T aba-
Ihou na
AQOM
INAS du an e es anos. Foi Pas o auxilia na segun-
55
da Ig eja P esbi e iana po es anos. Pelo P esbi e io Belo Ho izon e
pas o eou a Ig eja P esbi e iana de Lindeia du an e no e anos. Hoje
az
pa e do p esbi e io Oes e de Belo Ho izon e, E Pas o
da
Ig eja
P esbi e iana do Bai o Indus ial em Con agem e Pas o Auxilia da
Ig eja P esbi e iana do Bai o Indus ial em Belo Ho izon e. E ice-
p esiden e do P esbi e io Oes e de Belo Ho izon e e Vice-P esiden e
do S nodo Oes e de Belo Ho izon e.
Em
Belo Ho izon e ez 0 cu so
de Adminis ac;ao de Emp esas pela Faculdade de Ciencias Ge enci-
ais
da
UNA, o nado-se u n dos p o esso es a e 0 ana de 1988. A ua
como p o esso no semina io eol6gico P esbi e iano. T abalha no
Ins i u o Es aduai de Flo es as (IEF).
Em
1993 se a Pas o da Ig eja
P esbi e iana do Mi ama . Foi candida o a Ve eado po Belo Ho i-
zon e em 1988 e a Vice-P e ei o po Con agem em 1992. E casado
com Ka ia B aga Pai a Fa ia. Da a do casamen o: 27 de maio de
1989. Te n dois ilhinhos: Li ings one Eme ick B aga Pai a Fa ia, nas-
cido em Con agem em 26 de dezemb o de 1990 e Ka hleen Eme ick
Pai a Fa ia, nascida em Belo Ho izon e em 28 de se emb o de 1992.
MARIA
LiD
ICE
Nasceu no dia se e de ou ub o de 1949. E a uma menina
miudinha. Com es meses es e e en e a ida e a mo e. Nao supo -
lando mais e 0
seu
so imen o, en eguei-a a Deus pa a le a-Ia pa a
si.
Po em Deus cu ou-a. En ao sen i de manei a mul o cla a que Deus
quis p o a a minha e com a sua
doenc;a.
Quando ainda pequena o-
mou
es ombos eno mes. Acho que isso eio p ejudica em mui o 0
seu c escimen o. So eu mui o ambem da ga gan a. Quando comple-
ou doze anos suas amigdalas o am emo idas. Udinha e a mui o di-
namica. Gos a a de pa icipa de ea o. Pa icipou de a ios concu -
sos de declamac;ao semp e
se
saindo encedo a. Pa icipou de audi-
c;oes
de piano. B ilhou nos pelo oes de
mai~
des aque do Colegio.
B ilhou
no
61ei
eminin~.
Fez p o issao de
e
e ba ismo aos 16 anos.
Fez os cu sos p ima io, ginasial, magis e io e belas a es, endo ei o
os es p imei os no Colegio E angelico
e,
0 ul imo, na Escola de Be-
las A es da UFMG em Belo Ho izon e. Suas companhei as na epoca
de colegio: Isabel Paixao, Isa Vi ginia, Magda Boecha , Else Ma os e
Rosau a Bea o. Casou-se com Joao Luiz T a e so Gonc;al es, ca io-
ca,
jo nalis a, no dia 18 de agos o de 1974. Hoje Udinha amadu eceu,
o nou-se Udice, que ba alha mui o pa a educa seus qua o ilhos:
U-
ciane, Luiz Fe nando, Lucas e La s, com espec i amen e 16, 14,
11
e
4 anos. C iou e di igiu escolas. Ha dezesseis anos e p o esso a
da
Faculdade de Filoso ia e Le as de Belo Ho izon e (FAFI -BH). Fez
exposic;6es de ob as de a e, desenhos, pin u as, apec;a ias e escul u-
56
as.
Tem quad os em a ias epa ic6es de Belo Ho izon e. Ela e os i-
hos eqOen am a P imei a Ig eja P esbi e iana de Belo Ho izon e.
Hoje
seu
esposo Joao Luiz alem de Jo nalis a e p o esso uni e si a-
io, adminis ado de emp esas e
no
dia
23
de se emb o de 1992
10i
nomeado Juiz Classis a da
23(
Jun a da Capi al.
DJALMA
Nasceu
no
dia 23 de dezemb o de 1950. Te e b onqui e
quando pequeno. So eu mui o da ga gan a ambem. Te e que aze
ex acao das am gdalas aos 9 anos. Fez a e 0 ginasial aqui em P esi-
den e Soa es, indo depois pa a Sao Paulo pa a abalha e con inua
seus es udos. Fez 0 cienH ico e 0 cu so de p o ese den a ia em Sao
Paulo. T abalhou como p o e ico den a io nas cidades de
Ube l~ ndia
MG,
Vila Velha-ES e em Belo Ho izon e-MG. Ainda em Belo Ho izon-
e abalhou
p~
se e anos
na
Visao Mundial e ambem, nessepe io-
do, es udou Psicologia na PUC-MG onde g aduou-se
em
1988.
Em
maio de 1988 oi pa a 0 Canada onde es e e po es meses na cida-
de de Vancou e -BC.
Em
agos o do mesmo ana mudou-se pa a New
Yo k, cidade dos Es ados Unidos, onde eside. Nos Es ados Unidos
equen a uma Ig eja Ba is a e a Ig eja P esbi e iana
da
Quin a A eni-
da. Semp e oi mui o ama el, aleg e e b incalhao. E mui o es imado
, po lodos. E p o undo admi ado da na u eza, gos a de plan as e lo-
es, inclusi e ja pin ou quad os paisagis icos.
PAULO
WANTUIL
Nasceu no dia
21
de e e ei o de 1953. E a um menino o -
e, espe o e mui o a ei o. Tambem so eu de b onqui e quando c i-
anca. Ja alei bas an e de sua in ancia quando ela ei sob e minha i-
u ez. Mais
ou
menos aos 20 anos oi pa a Sao Paulo pa a p ocu a
emp ego. Ficou la alguns meses. Depois eg essou a P esiden e So-
a es onde concluiu 0 cu so ginasial. Seguiu pa a Belo Ho izon e pa a
. abalha , e la eside a e hoje.
Nao
quis con inua seus es udos. Ca-
sou-se em P esiden e Soa es com Ma lene Vale io No aes e em
es ilhos: Tiago, Ma iana e Ma jo e, com espec i amen e 8, 5 e 3
anos. Em Belo Ho izon e exe ce a p o issao de co e o de im6 eis. A
se iCo da emp esa a qual pe ence, passou algum empo em Gua a-
pa i endendo im6 eis. Po seu abalho na cidade
10i
conside ado
um dos melho es endedo es. Come cia ambem eiculos e ja
e10 -
mou a ios, inclusi e ele mesmo abalhando de mecanico. Todos os
meus mhos gos am de doa , de epa i . Paulo Wan uil e "mao abe -
a", is o
e,
es a semp e azendo
doa<;6es
de oupas, cal<;ados, e c.
57