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ENXERTOS AUTÓGENOS, HETERÓGENOS E SINTÉTICOS NA IMPLANTODONTIA – REVISÃO DE LITERATURA

Author: Jonanthan Keruak Andrade Holanda; Chiesa, Camilla; Anderson de Oliveira, Christopher; Junji Tanaka, Caio; Bruno Ventre, Ricardo; Barbosa Silva Holanda, Ivanda; Dias, Rafael
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17305913
Source: https://zenodo.org/records/17305913/files/e0342025.pdf
BRAZILIAN JOURNAL OF ORAL AND SYSTEMIC HEALTH
DOI 10.5281/zenodo.17305913
h p://bjosheal h.com.b
ISSN 3085-8097
ENXERTOS AUTÓGENOS, HETERÓGENOS E
SINTÉTICOS NA IMPLANTODONTIA –
REVISÃO DE LITERATURA
Au ogenous, He e ogenous And Syn he ic G a s in Implan odon ics –
Li e a u e Re iew
Volume 1
Núme o 2
Jul-Dez 2025
REVISÃO DE LITERATURA
Jonan han Ke uak And ade Holanda1 ; Camilla Chiesa1 ;
Ch is ophe Ande son de Oli ei a1 ; Caio Junji Tanaka1 ;
Rica do B uno Ven e1 ; I anda Ba bosa Sil a Holanda1 ;
Ra ael de Oli ei a Dias1 ;
RESUMO
A pe da de den es impac a di e amen e a qualidade de ida, o nando a
eabili ação po implan es den á ios um p ocedimen o al amen e
dependen e da quan idade e da qualidade do ecido ósseo disponí el. Em
casos em que essas condições são insu icien es, a u ilização de écnicas de
enxe ia óssea se o na essencial, pe mi indo aumen a o olume e melho a
a qualidade do osso pa a a ins alação segu a dos implan es. Es e es udo
ealizou uma e isão bibliog á ica sob e os p incipais ipos de enxe os na
implan odon ia, analisando suas ca ac e ís icas, aplicações e p o ocolos,
com le an amen o ealizado nos bancos de dados PubMed, SciELO,
Bi eme e Google Acadêmico, incluindo enxe os au ógenos, he e ógenos,
homógenos e sin é icos. A análise mos ou que a egene ação óssea é uma
e apa undamen al pa a o sucesso das eabili ações po implan es, sendo o
enxe o au ógeno conside ado o pad ão-ou o. Subs i u os he e ógenos,
homógenos e sin é icos ap esen am di e en es mecanismos de ação, como
os eogênese, os eoindução e os eocondução, podendo a ua isoladamen e
ou combinados, ampliando sua aplicabilidade em écnicas ci ú gicas
a iadas. A escolha do bioma e ial mais adequado de e le a em
conside ação suas p op iedades, an agens, limi ações e a e idência
cien í ica disponí el, ga an indo p e isibilidade e e icácia do a amen o.
Conclui-se que os enxe os ósseos o e ecem ampla e sa ilidade clínica,
com di e sos bioma e iais e p o ocolos de egene ação. Na implan odon ia,
eles su gem como al e na i as segu as ao enxe o au ógeno, eduzindo
p ocedimen os adicionais e pe mi indo eabili ações mais e icien es,
segu as e con o á eis pa a os pacien es.
1 – Uni e sidade de Mogi das C uzes
– UMC – Mogi das C uzes, São
Paulo, B azil.
Au o de Co espondência:
Jonan han Ke uak And ade Holanda
email:
[email p o ec ed]
Pala as-cha e: Enxe o em implan odon ia, Au ógenos, He e ógenos,
Sin é ico.
B azilian Jou nal o O al and Sys emic Heal h, ol.1 n2, Publica ion da e Oc 09, 2025
ISSN 3085-8097
Enxe os au ógenos, he e ógenos e sin é icos na implan odon ia – Re isão de li e a u a
Holanda JKA; Chiela C; Oli ei a CA; Tanaka CJ; Ven e RB; Holanda IBS; Dias RO
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ABSTRACT
Too h loss di ec ly impac s quali y o li e, making den al implan ehabili a ion highly
dependen on he quan i y and quali y o a ailable bone issue. In cases whe e hese
condi ions a e insu icien , bone g a ing echniques become essen ial, allowing o
inc eased bone olume and imp o ed bone quali y o sa e implan placemen . This s udy
conduc ed a li e a u e e iew on he main ypes o g a s in implan ology, analyzing hei
cha ac e is ics, applica ions, and p o ocols. A su ey o he PubMed, SciELO, Bi eme, and
Google Schola da abases included au ogenous, he e ogenous, homogeneous, and syn he ic
g a s. The analysis showed ha bone egene a ion is a undamen al s ep o success ul
implan ehabili a ion, wi h au ogenous g a s conside ed he gold s anda d. He e ogenous,
homogeneous, and syn he ic subs i u es ha e di e en mechanisms o ac ion, such as
os eogenesis, os eoinduc ion, and os eoconduc ion, and can ac alone o in combina ion,
expanding hei applicabili y in a ious su gical echniques. The choice o he mos
app op ia e bioma e ial mus conside i s p ope ies, ad an ages, limi a ions, and a ailable
scien i ic e idence, ensu ing p edic abili y and ea men e icacy. I can be concluded ha
bone g a s o e b oad clinical e sa ili y, wi h a a ie y o bioma e ials and egene a ion
p o ocols. In implan ology, hey eme ge as sa e al e na i es o au ogenous g a s, educing
addi ional p ocedu es and enabling mo e e icien , sa e, and com o able ehabili a ion o
pa ien s.
Keywo ds: G a in implan ology, Au ogenous, He e ogenous, Syn he ic.
INTRODUÇÃO
A pe da de um ou múl iplos den es em impac o di e o na qualidade de ida dos pacien es, no en an o,
sob algumas ci cuns âncias a ex ação den á ia se o na ine i á el e ão logo ealizada se inicia um p ocesso
de emodelamen o que esul a numa p onunciada eabso ção de di e sos componen es do ebo do al eola
(ALVARENGA, 2020).
O sucesso da eabili ação com implan es den á ios são a quan idade e qualidade do ecido ósseo
p esen e, a o ecendo ou não o a amen o. Em si uações em que as condições ósseas não são a o á eis, o
ci u gião den is a pode u iliza écnicas de enxe ia isando aumen a o olume e a qualidade óssea do espaço
p o é ico, pa a pos e io ins alação dos implan es. (LOUREIRO, 2010)
Ci u giões den is as na úl ima década êm p ocu ando cada ez mais al e na i as pa a a o ias ósseas
com as limi ações ósseas an o em al u a como espessu a. Au o es êm buscando no as écnicas assim como
no os ma e iais que possam ecompo es u u a óssea, pa a u u a ixação de implan es, sejam es es ma e iais
Au ógenos, Homogêneos, He e ógenos e aloplás icos. (MALLMANN, 2013)
As ca ac e ís icas ideais de um ma e ial subs i u o ósseo incluem a o ma ana ômica desejada p é-
especi icada, supo e ao pe iós eo, acele ação da emodelação óssea, os eocondução. Quan o à o igem,
exis em 4 di isões básicas pa a a classi icação dos enxe os ósseos: au ógeno (ob idos do p óp io pacien e),
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alógeno/homógeno (ob ido de se es da mesma espécie) xenógeno/he e ógeno (ob idos de se es de espécies
di e en es) ou sin é ico/aloplás ico (ob idos sin e icamen e ou de o igem mine al). (HOEXTER, 2002)
Dos di e sos ipos de enxe os, os au ógenos são e e ência, onde é e i ado agmen o do p óp io
pacien e, ap esen ando os melho es esul ados de compa ibilidade, ósseo in eg ação e empo de ecupe ação
da á ea a e ada. Apesa da al a e iciência, ap esen a limi ações, pois se az necessá io ou o sí io ci ú gico pa a
e i ada de osso que se á u ilizado, depende do olume a se u ilizado, ap esen a sequelas no sí io doado ,
aca e ando assim a sua impossibilidade de uso em de e minadas si uações. Assim, os bioma e iais pa a
enxe ia ap esen am ca a e ís icas na qual em sup i es a necessidade. Tendo assim a necessidade do uso de
bioma e iais que ap esen em ca a e ís icas na qual enha sup i es a necessidade. (STEIN, 2009).
Um subs i u o ósseo com ca ac e ís icas ideais de e ia e p op iedades ísico-químicas pa ecidas com
as do osso, pa a acili a a egene ação óssea; e a capacidade de associa p op iedades os eoindu o as e
os eocondu o as; se biocompa í el e eabso í el, sendo comple amen e subs i uído po osso. (STEIN, 2009).
MATERIAIS E MÉTODOS
Nes e es udo ca ac e iza-se como uma e isão da li e a u a sob e os enxe os ósseos usados na
implan odon ia, pau ada pela seguin e ques ão de pesquisa: Quais são as ca ac e ís icas, indicações clínicas,
bene ícios e limi ações dos enxe os? Com ên ase nos au ógenos, he e ógenos e sin é icos, buscando suas
ca a e ís icas e aplicações. Pa a a elabo ação do ques ionamen o, oi emp egada a es a égia CoCoPoP, sendo
de inidos como concei o os enxe os ósseos (au ógenos, he e ógenos e sin é icos), emp egados no con ex o da
aplicação em p ocedimen os ci ú gicos na implan odon ia, e subme idos como população os pacien es
subme idos à eabili ação com implan es den á ios en ol endo enxe ia óssea.
Os a igos pa a a elabo ação des a pesquisa o am conduzidos nas bases de dados PubMed/MEDLINE,
SciELO, Bi eme (LILACS) e Google Acadêmico. Além das bases ele ônicas, as e e ências bibliog á icas dos
a igos selecionados o am analisadas, a im de amplia o alcance da e isão. Fo am u ilizados como
desc i o es (DeCS/MeSH): “Enxe o em implan odon ia”, “Bone g a ”, “Au ógeno”, “Au ogenous”,
“He e ógeno”, “Xenog a ”, “Syn he ic bone g a ”. As combinações o am ealizadas po meio dos
ope ado es booleanos AND/OR, ajus ados con o me a base de dados.
Fo am selecionados aqueles que se enquad a am nos seguin es c i é ios de inclusão: a igos abo dando
o ema acima, ela os de caso, a igos disponí eis na ín eg a, publicados em po uguês ou inglês e e isões
que abo dassem enxe os ósseos au ógenos, he e ógenos ou sin é icos aplicados à implan odon ia. C i é ios
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de exclusão o am os a igos sem acesso ao ex o comple o; publicações em línguas di e en es de po uguês
ou inglês, pa ece es de especialis as e es udos cujo oco não osse a implan odon ia.
A condução da e isão seguiu o p o ocolo PRISMA (P incipais I ens pa a Rela a Re isões Sis emá icas
e Me a-análises), isando ga an i anspa ência e igo me odológico. A busca inicial iden i icou 176 a igos.
Após a emoção de duplicados (n = 36), es a am 140 egis os pa a a iagem. Des es, 100 o am excluídos
após lei u a de í ulos e esumos po não a ende em aos c i é ios de inclusão. Assim, 40 a igos o am a aliados
em ex o comple o, dos quais 15 o am excluídos po al a de elação di e a com o ema ou ausência de dados
ele an es. Dessa o ma, 25 es udos o am incluídos na e isão inal, con o me demos ado na Figu a 1.
Figu a 1 – Fluxog ama da seleção dos a igos.
Fon e: Au o es (2025)
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RESULTADOS
1. Tecido ósseo
O ecido ósseo é a es u u a que compõe o esquele o, mine alizado, ascula izado, especializado e
complexa a qui e u a ecidual. Suas unções é p omo e o supo e pa a os ecidos moles, p o eção dos ó gãos
i ais e da medula óssea, onde es á é esponsá el pela o mação das células do sangue, além de unciona
como depósi o de cálcio, os a o e ou os íons, a mazenando-os ou libe ando-os de manei a con olada
(JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013).
O osso é um ipo de ecido conjun i o ipo I, o mado po células e ma e ial ex acelula calci icado,
compondo a es u u a denominada de ma iz óssea, onde es ão p esen es as células dos os eóci os, os eoblas os
e os eoclas o. As células os eóci os são esponsá eis pela manu enção da ma iz óssea, já os os eoblas os são
esponsá eis pela sín ese da ma é ia o gânica, p incipalmen e colágeno ipo I, po ém a emodelação óssea e
ealizada pelos os eoclas os. Toda ma iz óssea é e es ida pelo pe iós eo e endós eo. As p incipais unções
do endós eo e do pe iós eo são a nu ição do ecido ósseo e o o necimen o de no os os eoblas os pa a o
c escimen o e a ecupe ação do osso (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013).
2. Regene ação óssea
A epa ação do ecido ósseo, podemos di idi em duas o mas, p imá io e secundá io. A p imá ia é o
que apa ece p imei o, an o no desen ol imen o como na epa ação das a u as, ap esen a ib as colágenas
sem o ganização de inida, em baixa mine alização, sendo empo á io e subs i uído po ecido secundá io. A
e apa secundá ia es á p esen e em adul os. Suas ca ac e ís icas é con e ib as colágenas o ganizadas, que
icam pa alelas umas às ou as (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013).
A cica ização óssea no mal passa pelas qua o ases da cica ização: in lamação, p oli e ação,
calci icação e emodelação. O es ágio in lama ó io na cica ização óssea inicia-se imedia amen e após a lesão
e du a a é cinco dias. A in lamação é es imulada pela lesão do aso nos canais ha e sianos e no pe iós eo, e
pela p esença de es os ósseos ou ma e ial nec ó ico no local da a u a. A asocons ição pe mi e que oco a
a o mação de um coágulo de sangue e que as células in lama ó ias agoci em os deb is e as bac é ias. O
es ágio p oli e a i o ib oblás ico se sucede. Células mesenquimais plu ipo en es e ib oblas os en am no
local da lesão e ab icam ecido ib oso, ca ilagem e ib as ósseas ima u as, o mando o calo de ca ilagem
(FONSECA, 2015).
O calo de ca ilagem mole calci ica no ecido ósseo deso ganizado à medida que a concen ação dos
os eoblas os e os eoclas os aumen a no local da a u a. Os eoblas os con inuam a deposi a os eóide nas
espículas de ca ilagem calci icada e es e os eóide pos e io men e é calci icado pa a osso ima u o. O es ágio

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de emodelação comple a á o p ocesso de egene ação da a u a. O calo ossi ica comple amen e à medida
que os os eoclas os g adualmen e eabso em o osso p imá io que se emodela pa a osso secundá io do ipo
lamela (FONSECA, 2015).
3. Tipos de enxe os
A necessidade de econs uções dos ecidos ósseos pe didos le ou ao ap imo amen o écnico e ao
a anço do es udo de bioma e iais que pudessem subs i ui ou ape eiçoa os p ocedimen os de enxe ia.
(SOARES, 2015; CLAUDINO 2019).
O enxe o ósseo é um p ocedimen o ci ú gico que subs i ui o osso pe dido po ma e ial do p óp io
co po do pacien e, um subs i u o a i icial, sin é ico ou na u al. O enxe o ósseo é possí el po que o ecido
ósseo em a capacidade de se egene a comple amen e, desde que haja espaço pa a se desen ol e . À medida
que o osso na u al c esce, ele ge almen e subs i ui o ma e ial do enxe o comple amen e, esul ando em uma
egião o almen e in eg ada de no o osso. (ROCHA, 2019).
A enxe ia óssea é um p ocedimen o ci ú gico com o obje i o de p eenche á eas de ecido ósseo
pe dido. São u ilizados como subs i u os ósseos bioma e iais au ógenos, alógenos, xenógenos e sin é icos
(SILVA, 2020), e podem a ua po ês di e en es mecanismos pa a o p ocesso de o mação óssea:
os eogênese, os eoindução ou os eocondução, ou po meio de uma combinação desses mecanismos. (SERRA,
2019).
4. Classi icação
Os ma e iais pa a enxe o ósseo são classi icados como os eogênicos, os eoindu o es e
os eocondu o es. Os os eogênicos e e em-se a ma e iais o gânicos capazes de es imula a o mação de osso
di e amen e a pa i de os eoblas os. Os os eoindu o es são aqueles capazes de induzi a di e enciação de
células mesenquimais indi e enciadas em os eoblas os ou cond oblas os, aumen ando a o mação óssea no
local ou mesmo es imula a o mação de osso em um sí io he e o ópico. Os ma e iais os eocondu o es
(ge almen e ino gânicos) pe mi em a aposição de um no o ecido ósseo na sua supe ície, eque endo a
p esença de ecido ósseo p é-exis en e como on e de células os eop ogeni o as (FARDIN, 2010).
Os bioma e iais podem se di e enciados a pa i do modo de aplicação do ma e ial u ilizado em sua
ab icação e o empo que pe manecem em con a o com os ecidos pa a que sua u ilização alcance o sucesso
espe ado, é necessá io que seja obse ado algumas condições como a sua biocompa ibilidade, além disso, o
ma e ial não de e se óxico, ca cinogênico e adioa i o pa a que não haja eações ad e sas e doenças
indesejá eis nos pacien es que ecebe am a subs ância em seus co pos. (MARCONE, 2020).
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5. Ca ac e ís icas
Os enxe os au ógenos, ex aído do p óp io indi íduo, possuem p op iedades os eoindu o as,
os eocondu o as e os eogênicas, p omo em a sua excelência, podendo se combinadas com ou os ma e iais
de enxe os. Os homógenos, ex aídos de ou o indi iduo da mesma espécie, ap esen am p op iedades
os eocondu o as e os eoindu o as. Já os he e ógenos são cole ados de ou a espécie, onde são emo idos os
componen es o gânicos, c iando uma es u u a mine al com p op iedades os eocondu o a. E po úl imo emos
os enxe os sin é icos ou bioma e iais, que podem se di ididos de aco do com sua po osidade, densidade e
es u u a, onde ap esen am p op iedades os eocondu o as (CORREIA, 2012).
6. Enxe os au ógenos
O enxe o au ógeno é conside ado como o subs i u o ósseo mais e icaz no p ocesso de egene ação
óssea po con e células do p óp io indi íduo, não ansmi i doenças in eciosas ou desencadea eações
imunológicas, além de 13 ap esen a uma ápida inco po ação e consolidação com o lei o ecep o .
(RODOLFO 2017)
De ido a odas as suas p op iedades biológicas, o enxe o au ógeno ap esen asse e icaz no p ocesso de
egene ação óssea, com ele ado pode de inco po ação ao lei o ecep o e consolidação com o mesmo.
(RODOLFO, 2017)
Os enxe os au ógenos são os únicos en e os ipos de enxe o ósseo a o nece células ósseas i as
imunocompa í eis, essenciais à os eogênese, que é esponsá el pela p oli e ação das células ósseas; assim,
quan o mais células i as o em ansplan adas, mais ecido ósseo se á o mado, acele ando a egene ação
óssea, cons i uindo-se no ma e ial ideal pa a es es ipos de si uações. (PINTO e al., 2007)
Os enxe os ósseos au ógenos são conside ados como o pad ão ou o (CLAUDINO, 2019; RODOLFO,
2017), e podem se ob idos de di e en es egiões do co po, sendo a c is a do osso ilíaco (enxe os ósseos
esponjoso-medula es), a calo a c aniana, a íbia, as cos elas e a mandíbula (especialmen e pa a enxe os de
meno es p opo ções). (RODOLFO, 2017)
Con udo ap esen a des an agens, não em sua ósseo in eg ação, e sim po se ci adas sua di ícil
acei ação po pa e dos pacien es, po se p eciso emo e osso de ou a á ea, o olume e a o ma limi adas
das á eas doado as, bem como de ei o ge ado na ex ação do enxe o e o pós-ope a ó io des a á ea, que
no malmen e ap esen a mais complicações do que na á ea ecep o a, aca e ando no aumen o do empo
ci ú gico e o olume de osso a se u ilizado é limi ado, a é mesmo a al a de disponibilidade ou incapacidade
de emoção. (STEIN, 2009)
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De ido a ais limi ações, exis e a busca cons an e po um ma e ial pa a enxe ia que possa subs i ui o
osso au ógeno com a mesma qualidade do a amen o, po ém, com menos incon enien es. (STEIN, 2009).
7. Enxe os he e ógenos
Os he e ógenos são enxe os ósseos de uma espécie doado a di e en e da humana, são aqueles e i ados
de uma espécie e ansplan ados pa a ou a, como os bo inos, cap inos e suínos, e são u ilizados como ma iz
calci icada. As di e enças an igênicas desses enxe os são mais p onunciadas do que no osso homógenos.
Exigem um a amen o mais igo oso do enxe o, pa a p e eni ápida ejeição, con aindicando seu uso,
(PINTO, 2007)
Recen emen e, no os mé odos de p ocessamen o e pu i icação êm sido u ilizados, possibili ando a
emoção de odos os componen es o gânicos do osso bo ino u ilizado como ma é ia p ima, deixando uma
ma iz óssea não o gânica em o ma ino gânica inal e ada. No en an o, exis em di e enças nos mé odos de
pu i icação e manipulação do osso bo ino, esul ando em p odu os come ciais com di e en es p op iedades
químicas e possi elmen e, di e en es compo amen os biológicos. Esses ma e iais es ão disponí eis em
pa ículas de amanhos di e en es ou em blocos. (ROCHA, 2019).
Exigem um a amen o mais igo oso do enxe o, pa a p e eni ápida ejeição, além de ambém não
o nece em células iá eis pa a a o mação da ase I da os eogênese. O exemplo mais comum emp egado na
odon ologia é o enxe o ósseo bo ino lio ilizado. (SERRA, 2019; CLAUDINO, 2019). Uma ez es es
bioma e iais mine alizados indus ializados, se ão comple amen e isen os de ma iz o gânica, deixando assim
de se osso em essência, passando a se exclusi amen e um bioma e ial com biocompa ibilidade pa a
humanos. (ROCHA, 2019).
O osso he e ógeno não con ém células i as, mas podem ap esen a ca ac e ís icas os econdu o as ou
os eoindu o as na sua in eg ação aos sí ios ecep o es. Não p ecisa de um segundo sí io ci ú gico (doado ) e,
assim, necessi am de meno empo ci ú gico pa a ealização de econs uções (GAETTI JARDIM, 2009).
8. Enxe o sin é ico
Bioma e iais são no os ma e iais p oje ados pa a subs i ui pa es do co po e pe mi i a ecupe ação
de unções biológicas a e adas po doenças ou aciden es (COSTA, A. C. F. M, 2009).
Os enxe os aloplás icos são essencialmen e sin é icos e biocompa í eis, podemos e as ce âmicas,
políme os e combinações. O aumen o do ma e ial no me cado em ganhando cada ez mais acei ação em
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azão do ácil uso e manipulação, além de diminui a mo bidade do sí io doado do enxe o. (SERRA, 2019;
SOARES, 2015).
Como des an agens, esses ipos de ma e iais co em o isco de ejeição seguida de in ecção, le ando
a que uma no a in e enção ci ú gica seja necessá ia. Nesses casos, ma e iais eabso í eis são p e e idos,
pois es udos mos am que alguns ma e iais não eabso í eis podem causa eações em longo p azo.
(SOARES, 2015).
A p incipal unção desses enxe os é ajuda na egene ação de ecido ósseo e p ese ação do olume
local (CLAUDINO, 2019), de em se deg ada à medida que o osso se ecompõe, além de pode em se
p oduzidos em escala su icien e pa a pe mi i a es abilidade p imá ia do implan e, desc e e como sendo
hid oxiapa i as, de i adas de algas e co ais, os a o de cálcio, sul a o de cálcio, colágeno e políme os. Podem
se abso í eis ou não abso í eis, são ab icados em di e sos amanhos de pa ículas e po os e são usados
combinados com p o eínas bioa i as pa a o nece os eoindução. (SOARES, 2015).
Subs i u os ósseos aloplás icos de os a o de cálcio, como hid oxiapa i a (HA) e os a o icálcico
(TCP) êm sido es udados de ido às semelhanças da sua composição com a ase ino gânica do osso.
(BEDOYA, 2017).
A Hid oxiapa i a de cálcio sin é ica, consis e em um ma e ial ino gânico comumen e usados em alhas
ósseas e cons i uin e da ase mine al dos ecidos calci icados (HAMERSCHMIDT, 2011).
Suas p incipais ca ac e ís icas consis em na biocompa ibilidade, os eocondução e bioa i idade. Es a
úl ima oco e de ido às simila idades químicas da hid oxiapa i a em elação à pa e mine al óssea, pe mi indo
di e sas ligações químicas. A os eocondu i idade, po sua ez, ep esen a a capacidade do enxe o de
di eciona a neo o mação óssea, po se um lei o a o á el pa a esse p ocesso (SOUZA. G 2016).
Na odon ologia é bas an e u ilizada isando e i a a pe da óssea em casos ci ú gicos po ia al eola
ou não-al eola , bem como na eabili ação p o é ica e implan odon ia, de ol endo pa e do olume ósseo
pe dido do ebo do al eola .
DISCUSSÃO
Pa a o sucesso na e apia com implan es, a p ese ação ou econs ução do ebo do al eola é essencial
e depende do desempenho biológico dos ma e iais de enxe o ósseo. A capacidade e limi ações ine en es aos
subs i u os ósseos disponí eis a ualmen e de em se iden i icadas a im de melho a as possibilidades
e apêu icas de aumen o do ebo do al eola (YAMADA, 2018)