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Abordando agrotóxico no ensino de quimica: Uma revisão

Author: https://orcid.org/0000-0002-0433-1988
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17545527
Source: https://zenodo.org/records/17545527/files/Abordando_Agrotoxico_No_Ensino_De_Quimic.pdf
ABORDANDO AGROTÓXICO NO ENSINO DE QUÍMICA:
UMA REVISÃO
Add essing Pes icides in Chemis y Educa ion: A Re iew
P iscila Ca doso Mo aes - p iscila.mo aes@i j.edu.b
Sil ia C is ina De Souza T ajano - sil ia [email protected]
S ella Ma ia Ma a - s ella.ma a@ e a.com.b
Jo ge Ca doso Messede PQ - jo ge.messede @i j.edu.b
Ins i u o Fede al do Rio de Janei o −IFRJ. MPEC − Mes ado P o issional em Ensino de
Ciências – Rua Lúcio Ta a es, 1045, Cen o − Nilópolis. CEP: 26530-060 Tele one: (21)
2691-9826.
RESUMO
O abalho busca analisa p oduções eó icas ecen es sob e a u ilização da emá ica
ag o óxicos no ensino de Química como elemen o capaz de dinamiza a
ap endizagem dos con eúdos con ex ualizando-os aos p incipais emas de ele ância
social. A in enção é iabiliza p á icas educa i as c í ico- e lexi as no ensino de
Ciências. Essa e isão eó ica p e ende busca uma isão global dos aspec os
elacionados ao assun o, p opiciando uma lei u a ampla e c í ica sob e o ema.
PALAVRAS-CHAVE: ag o óxicos, ensino de Química, ap endizagem signi ica i a,
con ex ualização.
ABSTRACT
This wo k aims a collec ing and analysing some ecen academic esea ches on he
eaching o chemis y in e ms o he use o pes icides as a con en able o s imula e
lea ning by con ex ualizing lea ne s o hemes o social ele ance. I in ends o
acili a e and p omo e c i ical- e lec i e educa ional p ac ices in science eaching. The
li e a u e analysis p o ides a c i ical o e iew and c i ical eading on he subjec .
KEYWORDS: pes icides, Chemis y eaching, lea ning, con ex ualiza ion.
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INTRODUÇÃO
[...] a Química pode se um ins umen o da o mação humana que
amplia os ho izon es cul u ais e a au onomia no exe cício da
cidadania, se o conhecimen o químico o p omo ido como um dos
meios de in e p e a o mundo e in e i na ealidade, se o
ap esen ado como ciência, com seus concei os, mé odos e linguagens
p óp ios, e como cons ução his ó ica, elacionada ao
desen ol imen o ecnológico e aos mui os aspec os da ida em
sociedade. (BRASIL, 2002, p.87)
Analisando os PCN+ e as O ien ações Cu icula es pa a o Ensino Médio (OCN),
podemos pe cebe que o p incipal obje i o do ensino de Química é desen ol e
di e sas compe ências e habilidades que pe mi i ão ao educando uma pa icipação
a i a em sua comunidade.
A pa i de algumas es a égias de ensino, é possí el desen ol e uma abo dagem
emá ica de modo a implemen a ações educa i as que pe mi am conhece ,
in e p e a e busca soluções pa a os p oblemas que a ingem a comunidade. Nesse
con ex o, os emas ge ado es apa ecem como al e na i a uma ez que “[...]
pe mi em o desen ol imen o de um conjun o de conhecimen os de o ma a iculada,
em o no de um eixo cen al, com obje os de es udo, concei os, linguagens,
habilidades e p ocedimen os p óp ios”.(BRASIL, 2002, p.93).
Den o dessa p emissa, busca-se analisa de que o ma as e is as cien í icas em
ap esen ado o ema ag o óxico, p ocu ando o ganiza , pa a o p o esso de química
do ensino médio e/ou do ensino undamen al, e e ências sob e o assun o, a im de
esboça a possibilidade de u ilização da emá ica como ge ado a de amplas
discussões e deba es, ao mesmo empo em que abo da, de o mas di e enciada, os
con eúdos ine en es à disciplina.
REVISÃO DA LITERATURA
De um modo ge al, os au o es ap esen am a emá ica “ag o óxicos” den o do
con ex o de sua u ilização ag ícola, mas poucos alam do uso domés ico des es.
Ma sumu a e Ribas (2009) lis am os ag o óxicos u ilizados em ambien es amilia es,
ap esen ando uma a aliação e classi icação deles an o no que se e e e à
pe iculosidade quan o aos e ei os à saúde, embo a enha como “obje i o p incipal
euni dados ela i os à aplicação desses p odu os no B asil e sob e os impac os
p o ocados à saúde e ao meio ambien e.” (p. 150).
A Re olução Ve de é apon ada como agen e desencadeado de ans o mações na
ag icul u a adicional. Ela p o ocou mudanças no p ocesso de p odução que
conduzi am a p oblemas de o dem social de ido, p incipalmen e, ao di ícil acesso às
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no as ecnologias e à al a de quali icação pa a o manejo des as; o que acabou po
expo os abalhado es u ais a iscos ainda desconhecidos.
De ido à sua impo an e a uação na ag icul u a, o B asil lide a o
anking
de
consumo de ag o óxicos. Apesa do eno me con ingen e egis ado de casos de
in oxicação, es e não e le e a ealidade uma ez que o Minis é io da Saúde es ima
que os episódios não no i icados ele a iam esse núme o em 50 ezes, como ela am
Ma sumu a e Ribas (2009, p.151), ci ando Pe es e Mo ei a (2003).
Dian e desse a o, le a esse ema pa a sala de aula pe mi e abalha com
p oje os de o ma a susci a ampla in e ação en e a química, ou as á eas de
conhecimen o e a ealidade do aluno, e e i ando-se a ão almejada
in e disciplina idade a a és da con ex ualização dos con eúdos e a pa icipação a i a
dos alunos e da comunidade a qual pe ence a escola. Como suge e os PCN+ do
ensino médio:
O desen ol imen o de p oje os disciplina es ou in e disciplina es,
a iculando odas essas o mas de ação ou ecu sos pedagógicos, é
ex emamen e p opício pa a o desen ol imen o das di e en es
compe ências almejadas, pa icula men e aquelas associadas à
con ex ualização sócio-cul u al. (BRASIL, 2002, p. 109)
Segundo Almeida e Ama al (2005, p.01) ao abalha mos nessa abo dagem, é
p eciso e como “pon o de pa ida a escolha de emas ep esen a i os da ealidade
local e da ida social dos alunos”. Po esse mo i o, alunos de uma u ma de ensino
médio de uma escola da zona u al de Pe nambuco, ap esen am, como p opos a
pa a a disciplina de Química, um abalho ealizado com uma u ma do 3º ano do
ensino médio, onde desen ol em ques ões ela i as a ag o óxicos, ag icul u a
o gânica e bio e ilizan es elabo ado de al o ma que, além de alo iza as
expe iências co idianas dos alunos, pe mi i am in oduzi con eúdos de química
o gânica ais como es udo do ca bono, unções o gânicas, nomencla u a, en e
ou os.
Es a égias de ensino e ap endizagem ol adas pa a as ques ões ambien ais, uma
ez que os se es humanos são semp e a e ados di e a ou indi e amen e pelos
impac os ambien ais, pe meiam odo o ensino, e, na abo dagem da química, ge am
possibilidade de a uação no en o no da escola. Pa a Flo (2007, p.01), “o abalho
apenas com concei os químicos não bas a. O indi íduo p ecisa e noção do pode de
ação que a aquisição desses conhecimen os lhe possibili a. [...] não somos sujei os
neu os, mas sim in luenciados po nossas lei u as de ex os, do mundo e da ida”.
A emá ica em ques ão amplia as concepções sob e a Química e pe passa odas as
disciplinas do ensino médio, pois a des inação ambien al dos ag o óxicos é
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de e minada po di e sos a o es que ão desde suas p op iedades ísico-químicas
a é às condições me eo ológicas. Em elação à saúde humana, êm amplo espec o
de a uação, podendo p oduzi e ei os agudos a iados, quando da exposição
imedia a e di e a a concen ações danosas, e ambém múl iplos e ei os c ônicos
de ido à exposição a baixas concen ações po longo p azo.
A possibilidade de p omo e a in e disciplina idade e a aplicação dos concei os de
química ao con ex o das ealidades locais az do ema “ag o óxico”, como apon ado
po di e sos au o es, um mecanismo que p opicia aos alunos um maio en ol imen o
no p ocesso de ensino-ap endizado e, em con apa ida, uma ap endizagem
signi ica i a com a pa icipação a i a da comunidade escola e dos mo ado es,
con ibuindo, mui as ezes, pa a es abelece uma dinâmica de inse ção dos alunos
da zona u al na conjun u a escola .
Exis e, en e alguns au o es, a p eocupação elacionada à exposição aciden al e à
con aminação de alimen os associadas di e amen e à al a de in o mação a espei o
da manipulação dos p odu os. Somando-se a isso, a u ilização de g andes
quan idades dos ag o óxicos ge a acúmulo em odos os ní eis dos ecossis emas,
incluindo aqui as espécies não-al o, ou seja, o a do p ocesso de p odução, além dos
ecu sos híd icos supe iciais e sub e âneos e do solo. Segundo Ma sumu a e Ribas
(2009, p.155), no solo, a p eocupação com a con aminação é e e en e à
in e e ência desses p incípios a i os em p ocessos biológicos esponsá eis pela
o e a de nu ien es”.
No que diz espei o à consciência e às in e ências em ealidades sociais locais,
Sil a, Co azza e Iwamo o (2003) a am da des inação inal das embalagens de
ag o óxicos no es ado de Goiás, ap esen ando de e minações legais que, po si só, já
de e iam chama a a enção da sociedade, mas lemb am que a legislação não su i á
e ei o caso não haja uma mediação educa i a da população. Os au o es buscam
e i ica o que es á sendo ealizado no es ado no que diz espei o à de olução e à
des inação inal das embalagens azias dos ag o óxicos. T a a-se de um es udo de
e i icação do cump imen o da Lei Fede al nº 7.802/89, e as al e ações da Lei nº
9.974/00, egulamen ada pelo Dec e o nº 4.074/02, que p e ê a di isão da
esponsabilidade de desca e das embalagens de ag o óxico en e a indús ia, o
comé cio e os usuá ios, sendo o InpEV (Ins i u o Nacional de P ocessamen o de
Embalagens Vazias) o segmen o esponsá el pela mobilização pa a e e i ação dessa
legislação. O InpEV é conside ado um g ande a anço de ido sua unção ges o a no
p ocesso de ecebimen o, anspo e e des inação inal das embalagens. Ele de e da
apoio e o ien ação às indús ias, aos canais de dis ibuição, aos ag icul o es,
p omo endo a educação e a consciência de p o eção ao meio ambien e e à saúde
humana.
Os au o es a i mam que o quan i a i o de ag o óxicos u ilizados pa a con ola
p agas e e as daninhas nas la ou as ge a am, em 2002, uma quan idade de 2.063
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oneladas de embalagens azias com di e en es g aus de oxidade. Uma das p á icas
ado adas pa a a des inação desse ma e ial e a o a e o que dani ica a o solo pa a a
ag icul u a, o desca e das embalagens nos ios, a eciclagem sem o de ido con ole
e, mui as ezes, eu ilização domés ica de o ma inap op iada, aumen ando os iscos
à na u eza e à saúde.
A e e ida legislação su giu com o obje i o de o e ece a amen o adequado aos
p oblemas ambien ais e de saúde o iundos do lixo óxico, de e minando que as
embalagens sejam p oje adas de o ma a a o ece o eap o ei amen o sem
ocasiona iscos ambien ais e à saúde.
Os au o es inalizam dizendo que os baixos pe cen uais de ecolhimen os em
elação ao consumo das embalagens azias de ag o óxicos e idenciam a necessidade
de desen ol imen o de um p oje o de comunicação in eg ado que ise à
conscien ização de odos os en ol idos, desde o ab ican e a é o usuá io.
Nessa pe spec i a, Gomide (2004), a a és de uma pesquisa quali a i a que oi
desen ol ida com ag icul o es de dois municípios do sudes e do Piauí, in i ulada
“Ag o óxicos: que nome da ?”, iden i ica a manei a com que esses ag icul o es
pe cebem a u ilização dos ag o óxicos em sua p á ica diá ia, como in e p e am a
necessidade do uso e como concebem o ag o óxico em si. A au o a buscou con ibui
com as discussões e no ma izações a espei o da comunicação de isco, bem como a
p og amas de con ole e no ma ização de uso. A pesquisa analisou as espos as das
en e is as ealizadas com os ag icul o es e ambém os dados numé icos e
desc i i os (ob idos jun o à Sec e a ia Municipal de Ag icul u a da localidade) das
p op iedades u ais, incluindo in o mações sob e uso de ag o óxicos e des ino das
embalagens e esíduos, de o ma a compa á-las com as espos as dadas nas
en e is as. Discu iu a impo ância da denominação dada ao ag o óxico, como um
a o que de e ia se mais alo izado pa a maximiza a p o eção do ag icul o , em
ez de se man e a es a égia de aumen o de in o mação e con ole de equipamen o
indi idual. A me odologia u ilizada seguiu as p emissas da Educação Ambien al, po
jus i icá-la como linha de es udo que pe meia mui as á eas do sabe .
Desse modo, o am ap esen ados dados impo an es que mos am possuí em os
ag icul o es um senso do pe igo ao u iliza em ag o óxicos, apesa de não segui em
p a icamen e nenhuma das ecomendações da bula dos p odu os. Po ou o lado,
conside am o ag o óxico como um eneno e assim o denominam. En e an o, essa
cons a ação não ge a uma e lexão a espei o não só da impo ância do signi icado
dos e mos u ilizados pa a denomina os ag o óxicos, mas ambém da necessidade
em se ponde a as peculia idades egionais na cons ução de mensagens educa i as
especí icas e es a égicas de comunicação de isco e icazes. Nesse con ex o, a
u ilização dos ag o óxicos, em suas peculia idades, pe passa ques ões sociais e
econômicas, já que sua u ilização é de endida pelos p odu o es u ais como ga an ia
de a endimen o à demanda de g ande p odução de alimen os. Isso suge e à escola

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mais um eixo emá ico pa a se abalha Química, pa indo de um en oque social,
es abelecendo um elo undamen al en e o conhecimen o cien í ico e a ida co idiana
do aluno.
UTILIZAÇÃO DE TEMAS SOCIAIS PARA O ENSINO DE QUÍMICA: ALGUMAS
EXPERIÊNCIAS
A ualmen e, a u ilização de emas sociais pa a ensina Química em sido uma das
melho es manei as encon adas pelos p o esso es pa a chama a a enção dos alunos
e dinamiza as aulas, azendo com que eles se in e essem pelo con eúdo e pe cebam
sua aplicação co idiana. Den e os á ios emas usados como con ex ualizado es
con ém des aca os ag o óxicos, pois encon amos, em Ca alcan i
e a
l (2010), a
a i mação de que “além de con ex o mo i ado , ag o óxicos é uma emá ica ica
concei ualmen e, o que pe mi e desen ol e concei os químicos, biológicos,
ambien ais”. Sendo assim, uma a i idade in e disciplina , possibili ando aos
es udan es comp eende sua impo ância, de o ma a conscien izá-los sob e a
necessidade de uso co e o dessas subs âncias, e ambém a o ece a sua
desen ol imen o in elec ual, de modo que sejam capazes de in e e i em suas
ealidades.
Nessa pe spec i a, os au o es sup aci ados, em a igo denominado “Ag o óxicos:
uma emá ica pa a o Ensino de Química”, en ol e am es udan es na cons ução dos
concei os de elemen os químicos, subs âncias, mis u as, unções o gânicas,
solubilidade, concen ação, densidade, pon os de usão e ebulição, bem como na
pesquisa de ó mulas es u u ais de ag o óxicos e de seus e ei os sob e o meio
ambien e e a saúde humana. Eles jus i icam a escolha do ema ag o óxica po se em
es es um dos maio es causado es de con aminação humana e ambien al e, po an o,
de g ande ele ância social. Pa i am da de inição de ag o óxicos como p odu os
químicos usados na la ou a, na pecuá ia e mesmo no ambien e domés ico
(inse icidas, ungicidas, aca icidas, nema icidas, he bicidas, bac e icidas, e mí ugos,
e c).
Após seleção e consen imen o pa a a pesquisa do Colégio Nossa Senho a da
Conceição, localizado em Boni o, Pe nambuco, buscou-se obse a a me odologia
p a icada pelo docen e e, num segundo momen o, e e uou-se, cole i amen e, a
elabo ação de um p oje o con endo as p opos as de abalho.
Di e sas in e enções didá icas o am desen ol idas e, uma das au o as, a uando
como aluna-mes e, aplicou es a égias das mais a iadas de modo não só a
pe cebe os conhecimen os p é ios das u mas, mas ambém ge a a i idades como
es udo do meio, lei u a in e p e a i a, seminá ios, abalhos com imagem, excu são,
discussão, deba e, painel in eg ado, a i idades com ó ulos e embalagens de
ag o óxicos, além de expe imen ações e painel emá ico.
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Como pa e da me odologia ado ada, o am u ilizados dois ques ioná ios com os
alunos. O p imei o busca a iden i ica o conhecimen o concei ual de Química
abs aído da emá ica ag o óxicos, e o segundo obje i a a le an a in o mações
sob e o que os alunos já conheciam p e iamen e sob e a emá ica. A a és das
espos as a esses ques ioná ios, o nou-se possí el descob i que os alunos não
conheciam aspec os concei uais químicos elacionados aos ag o óxicos, pois
o neciam espos as equi ocadas a ques ões básicas e essenciais da Química. Po
ou o lado, demons a am conhece alguns de ensi os ag ícolas, como inse icida,
he bicida e ungicida, ap esen ando noções, ainda supe iciais, do e ei o des es no
meio ambien e e no se humano.
Após a i idades em campo, as quais mo i a am os alunos na busca po
in o mações pe inen es ao ema, a p o esso a egen e ap esen ou um seminá io,
le an ando ques ões emblemá icas sob e ag o óxicos, de modo a abo da os
impac os causados pela sua u ilização.
Os alunos o am capazes de compa ilha in o mações e elabo a concei os, sendo
possí el pe cebe que, du an e a a aliação, ambém hou e ap endizagem
signi ica i a dos concei os básicos de química ambien al, comple ando e ap imo ando
a ap endizagem. Desse modo, obse a-se a necessidade cons an e e u gen e da não
agmen ação dos conhecimen os, no p esen e caso, da Química, possibili ando o
es udo ap o undado dessa Ciência em sua o alidade, p opo cionando aos alunos o
acesso às in o mações de modo con ex ualizado e signi ica i o, epe cu indo
posi i amen e em sua ealidade conc e a.
Coadunada com essa pe spec i a, Ma os (2009) abo da a ele ância da u ilização
da me odologia de p oje os no in ui o de e e i a uma ap endizagem signi ica i a de
concei os ine en es às Ciências, ap esen ando um p oje o desen ol ido com alunos
do sé imo e oi a o anos do ensino undamen al, em uma escola municipal em Campo
G ande, Ma o G osso do Sul, que en a izou, den e ou os emas, a u ilização dos
ag o óxicos e suas consequências. Pa iu-se da “comemo ação” do dia mundial do
meio ambien e, jus i icando-se a escolha da da a po cons a a -se que, de modo
ge al, as da as comemo a i as são “ es ejadas” nas escolas sem qualque
p oblema ização. A au o a de ende que a idéia undamen al dos p oje os, como
o ma de o ganiza os conhecimen os e con eúdos escola es, é que os alunos sejam
capazes de se inicia na ap endizagem de p ocedimen os que lhes pe mi am
o ganiza as in o mações, descob indo as elações que podem se es abelecidas a
pa i de um ema ou p oblema. Nesse con ex o, o p o esso é um acili ado , agindo
de modo a i o e c í ico.
Den e as e apas do abalho, a escolha dos sub- emas, em pa icula , a do oi a o
ano, con emplou os seguin es aspec os: ansgênicos, ag icul u a sus en á el,
ag o óxicos, ap o ei amen o dos alimen os e lixo o gânico. Nessa e apa, o p o esso
buscou ap o ei a a expe iência social dos alunos pa a discu i aspec os da ealidade
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e possibili a o con on o en e as di e sas concepções. Na e apa de p oblema ização,
su gi am as seguin es pe gun as: O que é ag icul u a sus en á el? Uma ag icul u a
sus en á el bene icia o meio ambien e? O que é ag o óxico? Exis e ag o óxico que
ma a só um ipo de p aga? Os ag o óxicos são óxicos pa a as p agas e/ou pa a o
homem? Podemos elaciona alimen ação com meio ambien e? Ou os
ques ionamen os possibili a am o deba e ace ca de ques ões undamen ais a pa i
das quais os alunos pude am elaciona á ios concei os com a os co idianos.
Na ase inal, os alunos p oduzi am á ios ca azes e ex os e ize am uma seleção
de lixos o gânicos, ap esen ando uma discussão bem elabo ada, em sala de aula,
onde cada g upo ap esen ou seu abalho. Os g upos podiam se ques ionados pelos
colegas, possibili ando-se dessa o ma, maio ap endizado. As espos as às ques ões
le an adas o am ob idas pelos alunos na in e ne , já que inham disponí el um
labo a ó io de in o má ica, mas alguns alunos con ibuí am azendo pa a sala li os,
e is as e pan le os no in ui o de complemen a as in o mações.
Embo a enham sido discu idos di e sos emas elacionados ao meio ambien e,
pode-se dize que o su gimen o de ques ões, no oi a o ano, en ol endo a emá ica
ag o óxicos, associando-a à alimen ação, oi de ex ema alia pa a uma
ap endizagem signi ica i a. Isso deu subsídios aos p o esso es de Química pa a uma
e lexão sob e os con eúdos p óp ios da disciplina que podem se elacionados aos
emas sociais que in e e em di e amen e em nossa ida co idiana.
Numa pe spec i a c í ica, pa a que o p o esso de Ensino de Ciências p oblema ize
a emá ica dos ag o óxicos, de modo a equilib a o conhecimen o especí ico de
Química e a ques ão social de seu uso, se á necessá io busca subsídios di e sos.
Nesse sen ido, ale des aca a necessidade de conscien ização sob e os iscos da
inges ão a a és da alimen ação e do manuseio (no caso dos abalhado es da
ag icul u a) dos componen es químicos, al amen e óxicos, p esen es nos
ag o óxicos. Embo a a desin o mação seja mais no ó ia no meio u al, ambém pode
se obse ada em ou os con ex os, já que indi íduos de di e sas localidades
manipulam p odu os como inse icidas, ungicidas, bac e icidas, e c, sem qualque
noção do pe igo de in oxicação po esses p odu os.
Em Oli ei a
e al
(2008), abo da-se o ensino de ciências como ins umen o ol ado
pa a a educação ambien al em uma escola municipal localizada no b ejo pa aibano,
ap esen ando uma obse ação de uma p á ica pedagógica in e essada em despe a ,
nas c ianças da Escola Municipal de Ensino Fundamen al Manoel Adelaide, a
consciência em elação ao mundo, le ando-as a adqui i conhecimen os e a o ma
concei os sob e a impo ância do ensino ol ado pa a a educação ambien al.
Em 2008, os alunos da e cei a e qua a sé ies, na disciplina de Ciências, o am
le ados a ealiza uma p á ica pa a a comp eensão da biodi e sidade, da auna e da
lo a local. As a i idades o am di ididas de aco do com a p oblemá ica abo dada.
Fo am ei os ques ionamen os sob e as queimadas e os desma amen os po pa e
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dos ag icul o es locais e egionais sob e o uso dos ag o óxicos na cul u a do abacaxi
e sob e a poluição nos ios, nas encos as, nas comunidades, nas es adas, além de
isi as. Os ques ionamen os e as isi as ge a am discussões que demons a am a
di iculdade de os alunos em associa o p og ama da disciplina com emá icas
ambien ais, pois não sabiam ala da comunidade local e nem da amília. Segundo
eles, joga lixo nas es adas não ca ac e iza a um p oblema, pois, ao cho e , as
águas le a am esses lixos pa a o ma , o que deixa a o ambien e limpo. Pa a eles, a
es ada é um excelen e local pa a se joga o lixo de suas casas.
Os alunos acham as queimadas e de ubadas de á o es no mais, pois con i em
com essa si uação e nunca o am o ien ados pelos pais sob e a p ese ação do meio
ambien e. Após discussões, pales as e ou as abo dagens me odológicas, aguça am
sua isão, ampliando a pe cepção sob e os emas.
Os au o es concluem que a escola em sua pa cela de culpa na si uação desc i a
po não aça me as pedagógicas que p e ejam a capaci ação dos alunos pa a
a ua em de o ma c í ica e cidadã na sua comunidade. A i mam que o o malismo
nas discussões em sala deixa cada ez mais dis an e a possibilidade das associações
en e os con eúdos e a ealidade. A escola é is a aqui como uma excelen e po a
pa a p oblema iza e sensibiliza . Fica mais ácil o ma agen es mul iplicado es po
meio de implan ação de p oje os pedagógicos que abalhem os emas ans e sais,
le ando não só os alunos, mas a comunidade a in e i em na ealidade.
Ainda no en oque das expe iências em ensino de Ciências, Coelho e Ma ques
(2007) abo dam o ema chu a ácida na pe spec i a social, a a és de um es udo com
p o esso es de química. A pa i de uma me odologia ei iana, o abalho mos a os
esul ados de uma pesquisa de disse ação de mes ado cujo in e esse oi o de
in es iga a pe spec i a c í ica da ealidade de um g upo de p o esso es do Ensino
Médio da cidade de C iciúma, no sul ca a inense, ma cada pela poluição o iginá ia da
mine ação do ca ão. A u ilização desse ema no ensino de Química, como
p oblema ização das abo dagens, é inculada à ealidade local. Essa in es igação
isou con ibui com a ampliação de uma undamen ação me odológica que ado ou
emas sociais no Ensino de Química e apon ou a pe spec i a ei iana pa a essa
a uação. Nes a, a pa i de momen os pedagógicos, p á ica p econizada po
Delizoico , suge e-se uma p oblema ização inicial, sequenciada po uma o ganização
do pensamen o e aplicação do conhecimen o. Os au o es a am de assun os
e e en es à elação dialógica en e educandos e educado es, abo dada po F ei e,
que a i ma se a ans o mação da ealidade u o da o ça de a uação. A pesquisa
p io izou o le an amen o da pe cepção da p á ica de quinze p o esso es po meio de
ques ioná io con endo, além de ques ões echadas, ques ões abe as cujas espos as
o am g a adas. T echos signi ica i os o am ansc i os como o ma de ilus a as
a i mações eó icas ealizadas pela au o a (COELHO e MARQUES, 2007).