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PARTO HUMANIZADO: DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA ATENÇÃO OBSTÉTRICA NO BRASIL

Author: Editora Saúde Vital
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17521797
Source: https://zenodo.org/records/17521797/files/13.pdf
13.
PARTO HUMANIZADO: DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA
ATENÇÃO OBSTÉTRICA NO BRASIL
HUMANIZED CHILDBIRTH: CHALLENGES AND PERSPECTIVES IN
EIXO TEMÁTICO: Humanização da Assis ência ao Pa o e Nascimen o
Fisio e apeu a. Dou o a em Saúde Cole i a pela Uni e sidade de São Pau
En e me
Bacha el em En e magem pela UNINO
RTE, Esp.ecialis a em U gência e Eme gência pela Faculdade Del a, Especialis a em Saúde Pública
RESUMO
In odução:
O pa o humanizado con igu a
a expe iência do nascimen o, assegu ando à mulhe a
um momen o his o icamen e ma cado po p á icas in e encionis as e medicalizadas. No
con ex o b asilei o, esse modelo de a enção obs é ica en en a a anços e esis ências,
en ol endo an o a es u u a dos se iços de s
p o issionais, o que o na necessá ia uma análise c í ica de seus desa ios e possibilidades de
consolidação. Obje i o:
O obje i o ge al des e es udo consis e em analisa os desa ios e as
pe spec i as da implemen ação
obje i os especí icos, p e ende
p opos a do pa o humanizado, iden i ica os p incipais obs áculos pa a sua e e i ação no
sis ema de saúde
e discu i as es a égias e polí icas públicas ol adas à sua expansão. O
p oblema de pesquisa que o ien a a in es igação é: de que o ma o pa o humanizado pode se
e e i a no B asil dian e das esis ências ins i ucionais, cul u ais e es u u ais que aind
ma cam a a enção obs é ica
bibliog á ica, baseada na análise de ob as, a igos e documen os que a am da emá ica do
pa o humanizado e da a enção obs é ica no B asil
apon am que, embo a haja a anços na o mulação de polí icas públicas e na di usão de
p á icas espei osas, a consolidação do pa o humanizado ainda esba a em en a es ligados à
145
PARTO HUMANIZADO: DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA
ATENÇÃO OBSTÉTRICA NO BRASIL
HUMANIZED CHILDBIRTH: CHALLENGES AND PERSPECTIVES IN
OBSTETRIC CARE IN BRAZIL
EIXO TEMÁTICO: Humanização da Assis ência ao Pa o e Nascimen o
Denise Gonç
al es Mou a Pinhei o
Fisio e apeu a. Dou o a em Saúde Cole i a pela Uni e sidade de São Pau
lo (USP). Docen e Unich is us e
Juliano dos San os T indade
Psicólogo e Mes e em Psicologia pela
Nayane Ba os de Souza do Nascimen o
En e me
i a pela Uni ano , especialis a em en e magem Obs é ica na
modalidade esidência pela ESP
Dilma a Calix o Maciel
En e mei a com especialização em UTI, oncologia, u gênc
ia e eme gência pela Uni ame o
Le ícia Mo ei a de Ma os
En e mei a pela aculdade beze a de A aújo e
esiden e de en e magem Obs é ica da UFRJ
So aya Ani a Mendes de Sá
Licenciada em Educação ísica pela UFC e mes e em
A i idade ísica e saúde (UFCS)
Hosana de Pinho da Sil a
RTE, Esp.ecialis a em U gência e Eme gência pela Faculdade Del a, Especialis a em Saúde Pública
e da Família pela Faculdade de Tecnologia e Ciências do Al o Pa aíba
Amanda Ve íssimo Nunes
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade dos Gua a apes (UN
Ma ia Gab ielle Fe nandes Viei a de Sousa
Bacha el em Di ei o. Dou o anda em Ciências Sociais pela UFABC
O pa o humanizado con igu a
-
se como uma abo dagem que busca essigni ica
a expe iência do nascimen o, assegu ando à mulhe a
u onomia, espei o e p o agonismo em
um momen o his o icamen e ma cado po p á icas in e encionis as e medicalizadas. No
con ex o b asilei o, esse modelo de a enção obs é ica en en a a anços e esis ências,
en ol endo an o a es u u a dos se iços de s
aúde quan o a o mação e a pos u a dos
p o issionais, o que o na necessá ia uma análise c í ica de seus desa ios e possibilidades de
O obje i o ge al des e es udo consis e em analisa os desa ios e as
pe spec i as da implemen ação
do pa o humanizado na a enção obs é ica no B asil. Como
obje i os especí icos, p e ende
-
se comp eende os undamen os e p incípios que sus en am a
p opos a do pa o humanizado, iden i ica os p incipais obs áculos pa a sua e e i ação no
e discu i as es a égias e polí icas públicas ol adas à sua expansão. O
p oblema de pesquisa que o ien a a in es igação é: de que o ma o pa o humanizado pode se
e e i a no B asil dian e das esis ências ins i ucionais, cul u ais e es u u ais que aind
ma cam a a enção obs é ica
? Me odologia:
A me odologia ado ada oi a pesquisa
bibliog á ica, baseada na análise de ob as, a igos e documen os que a am da emá ica do
pa o humanizado e da a enção obs é ica no B asil
. Resul ados e Discussão:
apon am que, embo a haja a anços na o mulação de polí icas públicas e na di usão de
p á icas espei osas, a consolidação do pa o humanizado ainda esba a em en a es ligados à
PARTO HUMANIZADO: DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA
ATENÇÃO OBSTÉTRICA NO BRASIL
HUMANIZED CHILDBIRTH: CHALLENGES AND PERSPECTIVES IN
EIXO TEMÁTICO: Humanização da Assis ência ao Pa o e Nascimen o
al es Mou a Pinhei o
lo (USP). Docen e Unich is us e
Unia eneu
Juliano dos San os T indade
Psicólogo e Mes e em Psicologia pela
UFSJ
Nayane Ba os de Souza do Nascimen o
modalidade esidência pela ESP
Dilma a Calix o Maciel
ia e eme gência pela Uni ame o
Le ícia Mo ei a de Ma os
esiden e de en e magem Obs é ica da UFRJ
So aya Ani a Mendes de Sá
A i idade ísica e saúde (UFCS)
Hosana de Pinho da Sil a
RTE, Esp.ecialis a em U gência e Eme gência pela Faculdade Del a, Especialis a em Saúde Pública
e da Família pela Faculdade de Tecnologia e Ciências do Al o Pa aíba
– FATAP
Amanda Ve íssimo Nunes
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade dos Gua a apes (UN
IFG)
Ma ia Gab ielle Fe nandes Viei a de Sousa
Bacha el em Di ei o. Dou o anda em Ciências Sociais pela UFABC
se como uma abo dagem que busca essigni ica
u onomia, espei o e p o agonismo em
um momen o his o icamen e ma cado po p á icas in e encionis as e medicalizadas. No
con ex o b asilei o, esse modelo de a enção obs é ica en en a a anços e esis ências,
aúde quan o a o mação e a pos u a dos
p o issionais, o que o na necessá ia uma análise c í ica de seus desa ios e possibilidades de
O obje i o ge al des e es udo consis e em analisa os desa ios e as
do pa o humanizado na a enção obs é ica no B asil. Como
se comp eende os undamen os e p incípios que sus en am a
p opos a do pa o humanizado, iden i ica os p incipais obs áculos pa a sua e e i ação no
e discu i as es a égias e polí icas públicas ol adas à sua expansão. O
p oblema de pesquisa que o ien a a in es igação é: de que o ma o pa o humanizado pode se
e e i a no B asil dian e das esis ências ins i ucionais, cul u ais e es u u ais que aind
a
A me odologia ado ada oi a pesquisa
bibliog á ica, baseada na análise de ob as, a igos e documen os que a am da emá ica do
. Resul ados e Discussão:
Os esul ados
apon am que, embo a haja a anços na o mulação de polí icas públicas e na di usão de
p á icas espei osas, a consolidação do pa o humanizado ainda esba a em en a es ligados à
cul u a médica in e encionis a, à ca ência de in aes u u a adequada e
iolência obs é ica
. Conclusão:
mudanças es u u ais e cul u ais, além do o alecimen o de p á icas baseadas em e idências,
capazes de p omo e uma expe iência de pa o mais di
mulhe es.
Pala as-cha e:
pa o humanizado; a enção obs é ica; desa ios; pe spec i as
ABSTRACT
In oduc ion:
Humanized childbi h is an app oach ha seeks o e ame he expe ience o
bi h by ensu ing women’s au onomy,
ma ked by in e en ionis and medicalized p ac ices. In he B azilian scena io, his model o
obs e ic ca e aces bo h p og ess and esis ance, in ol ing he s uc u e o heal h se ices as
well as he
aining and a i udes o p o essionals, which makes a c i ical analysis o i s
challenges and possibili ies o consolida ion necessa y.
his s udy is o analyze he challenges and pe spec i es o implemen ing humanized
in obs e ic ca e in B azil. The speci ic objec i es a e o unde s and he ounda ions and
p inciples ha suppo he p oposal o humanized childbi h, o iden i y he main obs acles o
i s e ec i eness in he heal h sys em, and o discuss s
expansion. The esea ch p oblem ha guides his in es iga ion is: how can humanized
childbi h be e ec i ely implemen ed in B azil in he ace o ins i u ional, cul u al, and
s uc u al esis ances ha s ill cha
adop ed was bibliog aphic esea ch, based on he analysis o books, a icles, and documen s
add essing he heme o humanized childbi h and obs e ic ca e in B azil
Discussion: The esul s
indica e ha , al hough he e ha e been ad ances in he o mula ion o
public policies and he dissemina ion o espec ul p ac ices, he consolida ion o humanized
childbi h s ill aces ba ie s ela ed o in e en ionis medical cul u e, lack o adequa
in as uc u e, and he pe sis ence o obs e ic iolence.
ha he e ec i eness o his ca e model equi es s uc u al and cul u al changes, in addi ion o
he s eng hening o e idence
and humanized bi h expe ience o women.
Keywo ds:
humanized childbi
INTRODUÇÃO
A discussão em o no do pa o humanizado inse e
ans o mações sociais, polí icas e cul u ais que a a essam a saúde pública no B asil e no
mundo. Desde a consolidação do modelo biomédico hospi alocên ico, especialmen e no
s
éculo XX, a expe iência do nascimen o oi p og essi amen e deslocada do ambien e amilia
e comuni á io pa a o espaço ins i ucional, ca ac e izado po p á icas in e encionis as,
p o ocolos ígidos e pela cen alidade da igu a médica. Esse mo imen o, embo
azido a anços no con ole de iscos obs é icos e na edução de mo alidade ma e na e
in an il, ambém ge ou uma sé ie de ensionamen os quan o à au onomia da mulhe , ao
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cul u a médica in e encionis a, à ca ência de in aes u u a adequada e
. Conclusão:
Conclui-
se que a e e i ação desse modelo de cuidado eque
mudanças es u u ais e cul u ais, além do o alecimen o de p á icas baseadas em e idências,
capazes de p omo e uma expe iência de pa o mais di
gna, segu a e humanizada pa a as
pa o humanizado; a enção obs é ica; desa ios; pe spec i as
Humanized childbi h is an app oach ha seeks o e ame he expe ience o
bi h by ensu ing women’s au onomy,
espec , and p o agonism in a con ex his o ically
ma ked by in e en ionis and medicalized p ac ices. In he B azilian scena io, his model o
obs e ic ca e aces bo h p og ess and esis ance, in ol ing he s uc u e o heal h se ices as
aining and a i udes o p o essionals, which makes a c i ical analysis o i s
challenges and possibili ies o consolida ion necessa y.
Objec i es:
The gene al objec i e o
his s udy is o analyze he challenges and pe spec i es o implemen ing humanized
in obs e ic ca e in B azil. The speci ic objec i es a e o unde s and he ounda ions and
p inciples ha suppo he p oposal o humanized childbi h, o iden i y he main obs acles o
i s e ec i eness in he heal h sys em, and o discuss s
a egies and public policies aimed a i s
expansion. The esea ch p oblem ha guides his in es iga ion is: how can humanized
childbi h be e ec i ely implemen ed in B azil in he ace o ins i u ional, cul u al, and
s uc u al esis ances ha s ill cha
ac e ize obs e ic ca e?
Me hodology:
adop ed was bibliog aphic esea ch, based on he analysis o books, a icles, and documen s
add essing he heme o humanized childbi h and obs e ic ca e in B azil
indica e ha , al hough he e ha e been ad ances in he o mula ion o
public policies and he dissemina ion o espec ul p ac ices, he consolida ion o humanized
childbi h s ill aces ba ie s ela ed o in e en ionis medical cul u e, lack o adequa
in as uc u e, and he pe sis ence o obs e ic iolence.
Final Conside a ions:
ha he e ec i eness o his ca e model equi es s uc u al and cul u al changes, in addi ion o
he s eng hening o e idence
-based p ac ices capable o
p omo ing a mo e digni ied, sa e,
and humanized bi h expe ience o women.
humanized childbi
h; obs e ic ca e; challenges; pe spec i e
A discussão em o no do pa o humanizado inse e
-
se em um con ex o de p o undas
ans o mações sociais, polí icas e cul u ais que a a essam a saúde pública no B asil e no
mundo. Desde a consolidação do modelo biomédico hospi alocên ico, especialmen e no
éculo XX, a expe iência do nascimen o oi p og essi amen e deslocada do ambien e amilia
e comuni á io pa a o espaço ins i ucional, ca ac e izado po p á icas in e encionis as,
p o ocolos ígidos e pela cen alidade da igu a médica. Esse mo imen o, embo
azido a anços no con ole de iscos obs é icos e na edução de mo alidade ma e na e
in an il, ambém ge ou uma sé ie de ensionamen os quan o à au onomia da mulhe , ao
cul u a médica in e encionis a, à ca ência de in aes u u a adequada e
à pe sis ência da
se que a e e i ação desse modelo de cuidado eque
mudanças es u u ais e cul u ais, além do o alecimen o de p á icas baseadas em e idências,
gna, segu a e humanizada pa a as
pa o humanizado; a enção obs é ica; desa ios; pe spec i as
Humanized childbi h is an app oach ha seeks o e ame he expe ience o
espec , and p o agonism in a con ex his o ically
ma ked by in e en ionis and medicalized p ac ices. In he B azilian scena io, his model o
obs e ic ca e aces bo h p og ess and esis ance, in ol ing he s uc u e o heal h se ices as
aining and a i udes o p o essionals, which makes a c i ical analysis o i s
The gene al objec i e o
his s udy is o analyze he challenges and pe spec i es o implemen ing humanized
childbi h
in obs e ic ca e in B azil. The speci ic objec i es a e o unde s and he ounda ions and
p inciples ha suppo he p oposal o humanized childbi h, o iden i y he main obs acles o
a egies and public policies aimed a i s
expansion. The esea ch p oblem ha guides his in es iga ion is: how can humanized
childbi h be e ec i ely implemen ed in B azil in he ace o ins i u ional, cul u al, and
Me hodology:
The me hodology
adop ed was bibliog aphic esea ch, based on he analysis o books, a icles, and documen s
add essing he heme o humanized childbi h and obs e ic ca e in B azil
. Resul s and
indica e ha , al hough he e ha e been ad ances in he o mula ion o
public policies and he dissemina ion o espec ul p ac ices, he consolida ion o humanized
childbi h s ill aces ba ie s ela ed o in e en ionis medical cul u e, lack o adequa
e
Final Conside a ions:
I is concluded
ha he e ec i eness o his ca e model equi es s uc u al and cul u al changes, in addi ion o
p omo ing a mo e digni ied, sa e,
h; obs e ic ca e; challenges; pe spec i e
se em um con ex o de p o undas
ans o mações sociais, polí icas e cul u ais que a a essam a saúde pública no B asil e no
mundo. Desde a consolidação do modelo biomédico hospi alocên ico, especialmen e no
éculo XX, a expe iência do nascimen o oi p og essi amen e deslocada do ambien e amilia
e comuni á io pa a o espaço ins i ucional, ca ac e izado po p á icas in e encionis as,
p o ocolos ígidos e pela cen alidade da igu a médica. Esse mo imen o, embo
a enha
azido a anços no con ole de iscos obs é icos e na edução de mo alidade ma e na e
in an il, ambém ge ou uma sé ie de ensionamen os quan o à au onomia da mulhe , ao
p o agonismo da pa u ien e e ao econhecimen o das dimensões subje i as e
nascimen o. Nesse cená io, o pa o humanizado eme ge como uma al e na i a pa adigmá ica,
p opondo uma up u a com p á icas desnecessa iamen e medicalizadas e ei indicando um
cuidado que econheça a mulhe como sujei o de di ei os, capaz de deci
de pa icipa a i amen e do p ocesso de da à luz.
O concei o de pa o humanizado não se eduz a uma écnica ou a um modelo echado
de assis ência, mas ep esen a um conjun o de p incípios o ien ados pela alo ização da
dignidade, do
espei o, da au onomia e da adoção de p á icas undamen adas em e idências
cien í icas. Ao de ende ambien es acolhedo es, a p esença de acompanhan es escolhidos pela
ges an e, o es ímulo a mé odos não a macológicos de alí io da do , a libe dade de posiçã
edução de in e enções desnecessá ias, o pa o humanizado essigni ica o nascimen o como
expe iência humana in eg al.
No B asil, a consolidação dessa abo dagem oco e em meio a um con ex o ma cado
po dispa idades egionais, de iciências es u u ai
da iolência obs é ica, exp essa em condu as que desconside am a on ade da mulhe e que a
subme em a p á icas humilhan es ou in asi as sem jus i ica i a clínica adequada. Esse
con as e e ela a u gência de es
e e i ação do pa o humanizado como polí ica de saúde e como p á ica co idiana.
O p oblema de pesquisa que o ien a es a in es igação pode se o mulado da seguin e
manei a: de que o ma o pa o
dian e das esis ências cul u ais, ins i ucionais e es u u ais que ainda con igu am ba ei as a
sua implemen ação? Essa ques ão sin e iza a ensão en e o discu so no ma i o que sus en a a
humani
zação do pa o como di e iz das polí icas públicas e a ealidade conc e a, ainda
ma cada po p á icas in e encionis as e pela p e alência de uma cul u a médica
hie a quizada. O en en amen o desse p oblema exige uma análise que á além da desc ição
de ex
pe iências pon uais e se deb uce sob e os a o es his ó icos, sociais e ins i ucionais que
sus en am ais esis ências.
Pa a en en a essa p oblemá ica, es abelece
desa ios e as pe spec i as da implemen ação do pa o hum
b asilei a. Desdob am-
se desse escopo ês obje i os especí icos: comp eende os
undamen os e p incípios que sus en am a p opos a de pa o humanizado, iden i icando sua
ele ância no con ex o da saúde ma e na; mapea os obs á
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p o agonismo da pa u ien e e ao econhecimen o das dimensões subje i as e
nascimen o. Nesse cená io, o pa o humanizado eme ge como uma al e na i a pa adigmá ica,
p opondo uma up u a com p á icas desnecessa iamen e medicalizadas e ei indicando um
cuidado que econheça a mulhe como sujei o de di ei os, capaz de deci
de pa icipa a i amen e do p ocesso de da à luz.
O concei o de pa o humanizado não se eduz a uma écnica ou a um modelo echado
de assis ência, mas ep esen a um conjun o de p incípios o ien ados pela alo ização da
espei o, da au onomia e da adoção de p á icas undamen adas em e idências
cien í icas. Ao de ende ambien es acolhedo es, a p esença de acompanhan es escolhidos pela
ges an e, o es ímulo a mé odos não a macológicos de alí io da do , a libe dade de posiçã
edução de in e enções desnecessá ias, o pa o humanizado essigni ica o nascimen o como
expe iência humana in eg al.
No B asil, a consolidação dessa abo dagem oco e em meio a um con ex o ma cado
po dispa idades egionais, de iciências es u u ai
s nos se iços de saúde e pela pe sis ência
da iolência obs é ica, exp essa em condu as que desconside am a on ade da mulhe e que a
subme em a p á icas humilhan es ou in asi as sem jus i ica i a clínica adequada. Esse
con as e e ela a u gência de es
udos que analisem c i icamen e os limi es e possibilidades da
e e i ação do pa o humanizado como polí ica de saúde e como p á ica co idiana.
O p oblema de pesquisa que o ien a es a in es igação pode se o mulado da seguin e
manei a: de que o ma o pa o
humanizado pode se e e i a na a enção obs é ica no B asil
dian e das esis ências cul u ais, ins i ucionais e es u u ais que ainda con igu am ba ei as a
sua implemen ação? Essa ques ão sin e iza a ensão en e o discu so no ma i o que sus en a a
zação do pa o como di e iz das polí icas públicas e a ealidade conc e a, ainda
ma cada po p á icas in e encionis as e pela p e alência de uma cul u a médica
hie a quizada. O en en amen o desse p oblema exige uma análise que á além da desc ição
pe iências pon uais e se deb uce sob e os a o es his ó icos, sociais e ins i ucionais que
Pa a en en a essa p oblemá ica, es abelece
-
se como obje i o ge al analisa os
desa ios e as pe spec i as da implemen ação do pa o hum
anizado na a enção obs é ica
se desse escopo ês obje i os especí icos: comp eende os
undamen os e p incípios que sus en am a p opos a de pa o humanizado, iden i icando sua
ele ância no con ex o da saúde ma e na; mapea os obs á
culos de na u eza es u u al, cul u al
p o agonismo da pa u ien e e ao econhecimen o das dimensões subje i as e
sociais do
nascimen o. Nesse cená io, o pa o humanizado eme ge como uma al e na i a pa adigmá ica,
p opondo uma up u a com p á icas desnecessa iamen e medicalizadas e ei indicando um
cuidado que econheça a mulhe como sujei o de di ei os, capaz de deci
di sob e seu co po e
O concei o de pa o humanizado não se eduz a uma écnica ou a um modelo echado
de assis ência, mas ep esen a um conjun o de p incípios o ien ados pela alo ização da
espei o, da au onomia e da adoção de p á icas undamen adas em e idências
cien í icas. Ao de ende ambien es acolhedo es, a p esença de acompanhan es escolhidos pela
ges an e, o es ímulo a mé odos não a macológicos de alí io da do , a libe dade de posiçã
o e a
edução de in e enções desnecessá ias, o pa o humanizado essigni ica o nascimen o como
No B asil, a consolidação dessa abo dagem oco e em meio a um con ex o ma cado
s nos se iços de saúde e pela pe sis ência
da iolência obs é ica, exp essa em condu as que desconside am a on ade da mulhe e que a
subme em a p á icas humilhan es ou in asi as sem jus i ica i a clínica adequada. Esse
udos que analisem c i icamen e os limi es e possibilidades da
e e i ação do pa o humanizado como polí ica de saúde e como p á ica co idiana.
O p oblema de pesquisa que o ien a es a in es igação pode se o mulado da seguin e
humanizado pode se e e i a na a enção obs é ica no B asil
dian e das esis ências cul u ais, ins i ucionais e es u u ais que ainda con igu am ba ei as a
sua implemen ação? Essa ques ão sin e iza a ensão en e o discu so no ma i o que sus en a a
zação do pa o como di e iz das polí icas públicas e a ealidade conc e a, ainda
ma cada po p á icas in e encionis as e pela p e alência de uma cul u a médica
hie a quizada. O en en amen o desse p oblema exige uma análise que á além da desc ição
pe iências pon uais e se deb uce sob e os a o es his ó icos, sociais e ins i ucionais que
se como obje i o ge al analisa os
anizado na a enção obs é ica
se desse escopo ês obje i os especí icos: comp eende os
undamen os e p incípios que sus en am a p opos a de pa o humanizado, iden i icando sua
culos de na u eza es u u al, cul u al
e ins i ucional que di icul am a sua consolidação no sis ema de saúde; e discu i es a égias e
polí icas públicas ol adas à p omoção da humanização do pa o, conside ando expe iências
exi osas e apon ando caminhos p
con e i ao abalho um ca á e c í ico e p oposi i o, a iculando diagnós ico e pe spec i a.
A jus i ica i a pa a o desen ol imen o des e es udo epousa sob e a ele ância social e
cien í ica do
ema. No plano social, o na
nascimen o é a ado em uma sociedade ma cada po desigualdades es u u ais, po ca ências
no sis ema público de saúde e po uma cul u a médica que nem semp e econhece a
au onomia da
s mulhe es. A e e i ação do pa o humanizado não cons i ui apenas uma
demanda écnica ou adminis a i a, mas ep esen a uma ques ão de di ei os humanos, de
cidadania e de equidade de gêne o. No plano cien í ico, a análise do pa o humanizado
con ibui pa a
amplia o deba e acadêmico ace ca das in e aces en e saúde, di ei os e cul u a,
ao mesmo empo em que possibili a a elabo ação de p opos as que isem a quali ica a
a enção obs é ica. Dessa o ma, a pesquisa não se limi a a um exe cício eó ico, mas bu
o e ece subsídios pa a polí icas públicas e p á icas ins i ucionais que p omo am uma
expe iência de pa o mais digna, segu a e ans o mado a pa a as mulhe es b asilei as.
METODOLOGIA
A me odologia ado ada se á a pesquisa bibliog á ica, undamen ad
li os, a igos cien í icos, eses, disse ações e documen os ins i ucionais que abo dam a
humanização do pa o no B asil. A escolha dessa abo dagem jus i ica
li e a u a acadêmica e ins i ucional sob e o ema já ap ese
p oduções que pe mi em an o mapea a anços quan o iden i ica lacunas. A pesquisa
bibliog á ica possibili a, po an o, sis ema iza deba es, con on a pe spec i as e cons ui
uma análise in eg ada ace ca dos dilemas e po encia
obs é ica. Ao p i ilegia o diálogo c í ico com a p odução já exis en e, busca
densidade eó ica e me odológica à in es igação, ao mesmo empo em que se p ese a a
capacidade de p oblema iza aspec os ainda pou
RESULTADOS E DISCUSSÃO
148
e ins i ucional que di icul am a sua consolidação no sis ema de saúde; e discu i es a égias e
polí icas públicas ol adas à p omoção da humanização do pa o, conside ando expe iências
exi osas e apon ando caminhos p
ossí eis pa a a sua ampliação. Essa íade de obje i os isa
con e i ao abalho um ca á e c í ico e p oposi i o, a iculando diagnós ico e pe spec i a.
A jus i ica i a pa a o desen ol imen o des e es udo epousa sob e a ele ância social e
ema. No plano social, o na
-
se impe a i o e le i sob e o modo como o
nascimen o é a ado em uma sociedade ma cada po desigualdades es u u ais, po ca ências
no sis ema público de saúde e po uma cul u a médica que nem semp e econhece a
s mulhe es. A e e i ação do pa o humanizado não cons i ui apenas uma
demanda écnica ou adminis a i a, mas ep esen a uma ques ão de di ei os humanos, de
cidadania e de equidade de gêne o. No plano cien í ico, a análise do pa o humanizado
amplia o deba e acadêmico ace ca das in e aces en e saúde, di ei os e cul u a,
ao mesmo empo em que possibili a a elabo ação de p opos as que isem a quali ica a
a enção obs é ica. Dessa o ma, a pesquisa não se limi a a um exe cício eó ico, mas bu
o e ece subsídios pa a polí icas públicas e p á icas ins i ucionais que p omo am uma
expe iência de pa o mais digna, segu a e ans o mado a pa a as mulhe es b asilei as.
A me odologia ado ada se á a pesquisa bibliog á ica, undamen ad
li os, a igos cien í icos, eses, disse ações e documen os ins i ucionais que abo dam a
humanização do pa o no B asil. A escolha dessa abo dagem jus i ica
-
li e a u a acadêmica e ins i ucional sob e o ema já ap ese
n a um conjun o obus o de
p oduções que pe mi em an o mapea a anços quan o iden i ica lacunas. A pesquisa
bibliog á ica possibili a, po an o, sis ema iza deba es, con on a pe spec i as e cons ui
uma análise in eg ada ace ca dos dilemas e po encia
lidades que a a essam a p á ica
obs é ica. Ao p i ilegia o diálogo c í ico com a p odução já exis en e, busca
densidade eó ica e me odológica à in es igação, ao mesmo empo em que se p ese a a
capacidade de p oblema iza aspec os ainda pou
co explo ados.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
e ins i ucional que di icul am a sua consolidação no sis ema de saúde; e discu i es a égias e
polí icas públicas ol adas à p omoção da humanização do pa o, conside ando expe iências
ossí eis pa a a sua ampliação. Essa íade de obje i os isa
con e i ao abalho um ca á e c í ico e p oposi i o, a iculando diagnós ico e pe spec i a.
A jus i ica i a pa a o desen ol imen o des e es udo epousa sob e a ele ância social e
se impe a i o e le i sob e o modo como o
nascimen o é a ado em uma sociedade ma cada po desigualdades es u u ais, po ca ências
no sis ema público de saúde e po uma cul u a médica que nem semp e econhece a
s mulhe es. A e e i ação do pa o humanizado não cons i ui apenas uma
demanda écnica ou adminis a i a, mas ep esen a uma ques ão de di ei os humanos, de
cidadania e de equidade de gêne o. No plano cien í ico, a análise do pa o humanizado
amplia o deba e acadêmico ace ca das in e aces en e saúde, di ei os e cul u a,
ao mesmo empo em que possibili a a elabo ação de p opos as que isem a quali ica a
a enção obs é ica. Dessa o ma, a pesquisa não se limi a a um exe cício eó ico, mas bu
sca
o e ece subsídios pa a polí icas públicas e p á icas ins i ucionais que p omo am uma
expe iência de pa o mais digna, segu a e ans o mado a pa a as mulhe es b asilei as.
..
A me odologia ado ada se á a pesquisa bibliog á ica, undamen ad
a na análise de
li os, a igos cien í icos, eses, disse ações e documen os ins i ucionais que abo dam a
-
se pelo a o de que a
n a um conjun o obus o de
p oduções que pe mi em an o mapea a anços quan o iden i ica lacunas. A pesquisa
bibliog á ica possibili a, po an o, sis ema iza deba es, con on a pe spec i as e cons ui
lidades que a a essam a p á ica
obs é ica. Ao p i ilegia o diálogo c í ico com a p odução já exis en e, busca
-se ga an i
densidade eó ica e me odológica à in es igação, ao mesmo empo em que se p ese a a
Con ex ualização his ó ica e concei ual do pa o humanizado
A comp eensão his ó ica do pa o humanizado exige econhece que a assis ência ao
nascimen o, sob e udo a pa i do século XX, oi p og essi amen e cap u ada
acionalidade ecnoc á ica que deslocou o e en o do âmbi o domés ico
hospi al, econ igu ando p á icas, sabe es e posições de pode e, po consequência,
eo denando o es a u o da mulhe de p o agonis a do pa o a obje o de in e
p ecisamen e nesse campo de ensões que se delineia a p oposição da humanização, não como
um e o no nos álgico a o mas p e é i as de pa i , mas como um p oje o c í ico de
eo ganização do cuidado, no qual au onomia, dignidade, ínculo e e idênc
compõem um mesmo ho izon e no ma i o e p á ico.
Ao p ocede a uma análise concei ual com base no mé odo e olucioná io, Mon ei o
(2017) e idencia que “pa o humanizado” não se c is aliza em uma de inição es á ica, an es se
ap esen a como c
ons uc o dinâmico, sensí el a con ex os, alo es e achados empí icos, o que
implica admi i an o a mu abilidade de seus a ibu os essenciais quan o a necessidade de
pe manen e esc u ínio c í ico pa a e i a a cap u a do e mo po agendas me amen e e ó i
Essa his o icidade do concei o e ela que a humanização nasce como espos a às
ex e nalidades nega i as de um modelo in e encionis a, mas não se esgo a nessa eação: ela
demanda um edesenho ins i ucional do cuidado, capaz de ecompo a cen alidade
expe iência da mulhe sem enuncia ao igo écnico e à segu ança clínica.
Se a genealogia do e mo já denuncia sua na u eza con es a ó ia e p ocessual, o deba e
concei ual o na-
se ainda mais in incado quando se examina o léxico que ci cula na
assis ência ao nascimen o. Ao dis ingui “pa o na u al”, “pa o no mal” e “pa o
hum
anizado” como e mos polissêmicos, Du a e Meye (2007) demons am que a con usão
e minológica não é um de alhe semân ico, mas p oduz e ei os ma e iais sob e o cuidado, pois
cada ó ulo con oca expec a i as, p o ocolos e mé icas dis in as de qualidade.
O que se chama “na u al” pode se lido como ausência de in e enções; o que se
denomina “no mal” ende a e e i
“humanizado” não se con unde com um ipo écnico de ia de pa o, e sim com um a anjo
é ico-
me odológico que alo iza decisões compa ilhadas, con ole da do po meios
a macológicos e não a macológicos con o me p e e ência in o mada, espei o a posições de
149
Con ex ualização his ó ica e concei ual do pa o humanizado
A comp eensão his ó ica do pa o humanizado exige econhece que a assis ência ao
nascimen o, sob e udo a pa i do século XX, oi p og essi amen e cap u ada
acionalidade ecnoc á ica que deslocou o e en o do âmbi o domés ico
hospi al, econ igu ando p á icas, sabe es e posições de pode e, po consequência,
eo denando o es a u o da mulhe de p o agonis a do pa o a obje o de in e
p ecisamen e nesse campo de ensões que se delineia a p oposição da humanização, não como
um e o no nos álgico a o mas p e é i as de pa i , mas como um p oje o c í ico de
eo ganização do cuidado, no qual au onomia, dignidade, ínculo e e idênc
compõem um mesmo ho izon e no ma i o e p á ico.
Ao p ocede a uma análise concei ual com base no mé odo e olucioná io, Mon ei o
(2017) e idencia que “pa o humanizado” não se c is aliza em uma de inição es á ica, an es se
ons uc o dinâmico, sensí el a con ex os, alo es e achados empí icos, o que
implica admi i an o a mu abilidade de seus a ibu os essenciais quan o a necessidade de
pe manen e esc u ínio c í ico pa a e i a a cap u a do e mo po agendas me amen e e ó i
Essa his o icidade do concei o e ela que a humanização nasce como espos a às
ex e nalidades nega i as de um modelo in e encionis a, mas não se esgo a nessa eação: ela
demanda um edesenho ins i ucional do cuidado, capaz de ecompo a cen alidade
expe iência da mulhe sem enuncia ao igo écnico e à segu ança clínica.
Se a genealogia do e mo já denuncia sua na u eza con es a ó ia e p ocessual, o deba e
se ainda mais in incado quando se examina o léxico que ci cula na
assis ência ao nascimen o. Ao dis ingui “pa o na u al”, “pa o no mal” e “pa o
anizado” como e mos polissêmicos, Du a e Meye (2007) demons am que a con usão
e minológica não é um de alhe semân ico, mas p oduz e ei os ma e iais sob e o cuidado, pois
cada ó ulo con oca expec a i as, p o ocolos e mé icas dis in as de qualidade.
O que se chama “na u al” pode se lido como ausência de in e enções; o que se
denomina “no mal” ende a e e i
-
se ao pa o aginal den o de pa âme os clínicos; já o
“humanizado” não se con unde com um ipo écnico de ia de pa o, e sim com um a anjo
me odológico que alo iza decisões compa ilhadas, con ole da do po meios
a macológicos e não a macológicos con o me p e e ência in o mada, espei o a posições de
A comp eensão his ó ica do pa o humanizado exige econhece que a assis ência ao
nascimen o, sob e udo a pa i do século XX, oi p og essi amen e cap u ada
po uma
acionalidade ecnoc á ica que deslocou o e en o do âmbi o domés ico
-comuni á io pa a o
hospi al, econ igu ando p á icas, sabe es e posições de pode e, po consequência,
eo denando o es a u o da mulhe de p o agonis a do pa o a obje o de in e
enção. É
p ecisamen e nesse campo de ensões que se delineia a p oposição da humanização, não como
um e o no nos álgico a o mas p e é i as de pa i , mas como um p oje o c í ico de
eo ganização do cuidado, no qual au onomia, dignidade, ínculo e e idênc
ias cien í icas
Ao p ocede a uma análise concei ual com base no mé odo e olucioná io, Mon ei o
(2017) e idencia que “pa o humanizado” não se c is aliza em uma de inição es á ica, an es se
ons uc o dinâmico, sensí el a con ex os, alo es e achados empí icos, o que
implica admi i an o a mu abilidade de seus a ibu os essenciais quan o a necessidade de
pe manen e esc u ínio c í ico pa a e i a a cap u a do e mo po agendas me amen e e ó i
cas.
Essa his o icidade do concei o e ela que a humanização nasce como espos a às
ex e nalidades nega i as de um modelo in e encionis a, mas não se esgo a nessa eação: ela
demanda um edesenho ins i ucional do cuidado, capaz de ecompo a cen alidade
da
expe iência da mulhe sem enuncia ao igo écnico e à segu ança clínica.
Se a genealogia do e mo já denuncia sua na u eza con es a ó ia e p ocessual, o deba e
se ainda mais in incado quando se examina o léxico que ci cula na
assis ência ao nascimen o. Ao dis ingui “pa o na u al”, “pa o no mal” e “pa o
anizado” como e mos polissêmicos, Du a e Meye (2007) demons am que a con usão
e minológica não é um de alhe semân ico, mas p oduz e ei os ma e iais sob e o cuidado, pois
cada ó ulo con oca expec a i as, p o ocolos e mé icas dis in as de qualidade.
O que se chama “na u al” pode se lido como ausência de in e enções; o que se
se ao pa o aginal den o de pa âme os clínicos; já o
“humanizado” não se con unde com um ipo écnico de ia de pa o, e sim com um a anjo
me odológico que alo iza decisões compa ilhadas, con ole da do po meios
a macológicos e não a macológicos con o me p e e ência in o mada, espei o a posições de

pa i e p á icas que minimizem p ocedimen os sem indicação, como episio omias de
Ao exigi p ecisão semân ica, o a gumen o de Du a e Meye (2007) p e ine educionismos
que igualam humanização a um único o ei o écnico e, ao mesmo empo, esgua da o núcleo
é ico da p opos a, impedindo que ela seja coop ada po discu sos de ac
in ac a a lógica e icalizada da assis ência.
Nesse mo imen o de depu ação concei ual, impõe
não se ealiza apenas po di e izes clínicas, mas po uma ecologia de cuidados que depende
de condições
ma e iais, simbólicas e o ganizacionais. Ao econs ui o concei o de
“ambiência” no abalho de pa o e no pa o ins i ucionalizado, Dias (2019) explici a que a
qualidade do ambien e não se es inge a in aes u u a e equipamen os; ela en ol e
p i acidad
e, acolhimen o, manejo sensí el do empo do pa o, p esença de acompanhan e de
escolha, comunicação cla a e ho izon al e disposi i os que a o eçam o p o agonismo da
pa u ien e. Ambiência, po an o, ope a como ca ego ia
hu
manização e sua e e i ação no co idiano: a a
aduz e idências em mic op á icas de cuidado, de modo que a qui e u a, luxos, linguagem e
pos u as p o issionais con luam pa a eduzi iolências su is e explíci as
dimensão, Dias (2019) desloca o oco de uma mo alização da condu a indi idual pa a um
desenho sis êmico do cuidado, no qual a o ganização do se iço e a cul u a ins i ucional são
de e minan es da expe iência de pa i .
A his o icização
do deba e no con ex o b asilei o e ela, ademais, que a di usão da
agenda de humanização co eu em elocidades e com ên ases dis in as en e os se o es
público e p i ado, com assime ias que não se explicam apenas po disponibilidade de
ecu sos. Ao examin
a os dois con ex os no Dis i o Fede al, Nona o (2007) e idencia que
incen i os econômicos, egimes de esponsabilização e expec a i as de usuá ios e
p o issionais modulam a adoção de p á icas humanizadas, o a como di e enciais compe i i os,
o a como ob i
gações no ma i as, nem semp e acompanhadas de mudanças cul u ais
p o undas.
Essa análise ilumina um pa adoxo: polí icas e p o ocolos podem c ia condições de
possibilidade, mas a pe sis ência de hie a quias, o inas e c enças a aigadas ende a
eabso e
ino ações sob a lógica dominan e, p oduzindo uma humanização o mal que
con i e com al as axas de p ocedimen os desnecessá ios e com o mas su is de
150
pa i e p á icas que minimizem p ocedimen os sem indicação, como episio omias de
Ao exigi p ecisão semân ica, o a gumen o de Du a e Meye (2007) p e ine educionismos
que igualam humanização a um único o ei o écnico e, ao mesmo empo, esgua da o núcleo
é ico da p opos a, impedindo que ela seja coop ada po discu sos de ac
in ac a a lógica e icalizada da assis ência.
Nesse mo imen o de depu ação concei ual, impõe
-
se comp eende que a humanização
não se ealiza apenas po di e izes clínicas, mas po uma ecologia de cuidados que depende
ma e iais, simbólicas e o ganizacionais. Ao econs ui o concei o de
“ambiência” no abalho de pa o e no pa o ins i ucionalizado, Dias (2019) explici a que a
qualidade do ambien e não se es inge a in aes u u a e equipamen os; ela en ol e
e, acolhimen o, manejo sensí el do empo do pa o, p esença de acompanhan e de
escolha, comunicação cla a e ho izon al e disposi i os que a o eçam o p o agonismo da
pa u ien e. Ambiência, po an o, ope a como ca ego ia
-
pon e en e o ideal no ma i o da
manização e sua e e i ação no co idiano: a a
-
se de um a anjo que dá co po a di ei os e
aduz e idências em mic op á icas de cuidado, de modo que a qui e u a, luxos, linguagem e
pos u as p o issionais con luam pa a eduzi iolências su is e explíci as
dimensão, Dias (2019) desloca o oco de uma mo alização da condu a indi idual pa a um
desenho sis êmico do cuidado, no qual a o ganização do se iço e a cul u a ins i ucional são
de e minan es da expe iência de pa i .
do deba e no con ex o b asilei o e ela, ademais, que a di usão da
agenda de humanização co eu em elocidades e com ên ases dis in as en e os se o es
público e p i ado, com assime ias que não se explicam apenas po disponibilidade de
a os dois con ex os no Dis i o Fede al, Nona o (2007) e idencia que
incen i os econômicos, egimes de esponsabilização e expec a i as de usuá ios e
p o issionais modulam a adoção de p á icas humanizadas, o a como di e enciais compe i i os,
gações no ma i as, nem semp e acompanhadas de mudanças cul u ais
Essa análise ilumina um pa adoxo: polí icas e p o ocolos podem c ia condições de
possibilidade, mas a pe sis ência de hie a quias, o inas e c enças a aigadas ende a
ino ações sob a lógica dominan e, p oduzindo uma humanização o mal que
con i e com al as axas de p ocedimen os desnecessá ios e com o mas su is de
pa i e p á icas que minimizem p ocedimen os sem indicação, como episio omias de
o ina.
Ao exigi p ecisão semân ica, o a gumen o de Du a e Meye (2007) p e ine educionismos
que igualam humanização a um único o ei o écnico e, ao mesmo empo, esgua da o núcleo
é ico da p opos a, impedindo que ela seja coop ada po discu sos de ac
hada que man êm
se comp eende que a humanização
não se ealiza apenas po di e izes clínicas, mas po uma ecologia de cuidados que depende
ma e iais, simbólicas e o ganizacionais. Ao econs ui o concei o de
“ambiência” no abalho de pa o e no pa o ins i ucionalizado, Dias (2019) explici a que a
qualidade do ambien e não se es inge a in aes u u a e equipamen os; ela en ol e
e, acolhimen o, manejo sensí el do empo do pa o, p esença de acompanhan e de
escolha, comunicação cla a e ho izon al e disposi i os que a o eçam o p o agonismo da
pon e en e o ideal no ma i o da
se de um a anjo que dá co po a di ei os e
aduz e idências em mic op á icas de cuidado, de modo que a qui e u a, luxos, linguagem e
pos u as p o issionais con luam pa a eduzi iolências su is e explíci as
. Ao en a iza essa
dimensão, Dias (2019) desloca o oco de uma mo alização da condu a indi idual pa a um
desenho sis êmico do cuidado, no qual a o ganização do se iço e a cul u a ins i ucional são
do deba e no con ex o b asilei o e ela, ademais, que a di usão da
agenda de humanização co eu em elocidades e com ên ases dis in as en e os se o es
público e p i ado, com assime ias que não se explicam apenas po disponibilidade de
a os dois con ex os no Dis i o Fede al, Nona o (2007) e idencia que
incen i os econômicos, egimes de esponsabilização e expec a i as de usuá ios e
p o issionais modulam a adoção de p á icas humanizadas, o a como di e enciais compe i i os,
gações no ma i as, nem semp e acompanhadas de mudanças cul u ais
Essa análise ilumina um pa adoxo: polí icas e p o ocolos podem c ia condições de
possibilidade, mas a pe sis ência de hie a quias, o inas e c enças a aigadas ende a
ino ações sob a lógica dominan e, p oduzindo uma humanização o mal que
con i e com al as axas de p ocedimen os desnecessá ios e com o mas su is de
deslegi imação da oz da mulhe . Ao aze à ona essas ensões, Nona o (2007) desloca a
ques ão da me a
implemen ação écnica pa a o e eno dos alo es ins i ucionais e dos
mecanismos de go e nança que sus en am a p á ica.
Nessa pe spec i a, a aje ó ia do pa o humanizado no B asil pode se lida como um
p ocesso de dispu a simbólica e no ma i a que, ao
e idências cien í icas, ei indicações de mo imen os sociais e di e izes de polí icas públicas.
Ao as ea essa e olução, Sil a (2022) demons a que a humanização oi ganhando densidade
po meio de ma cos p og amá ico
se iços que inaugu a am modelos o ganizacionais mais alinhados a boas p á icas. En e an o,
o pe cu so his ó ico desc i o po Sil a (2022) ambém e idencia descon inuidades e zonas de
icção, nas qu
ais a e ó ica da humanização se con on a com es u u as de pode e com
acionalidades ge enciais que p io izam p odu i idade, p e isibilidade empo al do pa o e
segu ança ju ídica dos se iços, po ezes em de imen o da au onomia e da singula idade da
expe iência ma e na. Essa ambi alência his ó ica ecomenda p udência analí ica: celeb a
a anços sem igno a que a g amá ica da humanização pode se es aziada se não ie
acompanhada de mecanismos e e i os de o mação, supe isão e a aliação do cuidado.
A
lei u a das in lexões con empo âneas do deba e mos a que a humanização não é um
ado no é ico a se acoplado a um modelo ecnoc á ico, mas um p incípio o ganizado que
econ igu a ins e meios da assis ência. Ao discu i aspec os a uais da humanização na
assis ência ao pa o, Da Luz e Os e ne (2016) indicam que a consolidação do pa adigma exige
an o a e isão c í ica de p o ocolos quan o o in es imen o em compe ências elacionais e
comunicacionais, sem as quais o cuidado degene a em cump imen o bu oc á ic
Essa ên ase no cuidado elacional não desau o iza a écnica; ao con á io, eclama seu
uso c i e ioso, anco ado em e idências e calib ado pela escu a a i a e pelo consen imen o
in o mado. Nessa mesma di eção, Mon ei o (2017) e o ça que,
e olucioná io, a humanização de e se p o egida con a essencialismos que a eduzam a um
conjun o ixo de p á icas e, simul aneamen e, blindada con a ela i ismos que dissol am seu
núcleo axiológico, sob pena de se o na um
cuidado.
Pe spec i as e es a égias pa a a e e i ação do pa o humanizado
151
deslegi imação da oz da mulhe . Ao aze à ona essas ensões, Nona o (2007) desloca a
implemen ação écnica pa a o e eno dos alo es ins i ucionais e dos
mecanismos de go e nança que sus en am a p á ica.
Nessa pe spec i a, a aje ó ia do pa o humanizado no B asil pode se lida como um
p ocesso de dispu a simbólica e no ma i a que, ao
longo das úl imas décadas, a iculou
e idências cien í icas, ei indicações de mo imen os sociais e di e izes de polí icas públicas.
Ao as ea essa e olução, Sil a (2022) demons a que a humanização oi ganhando densidade
po meio de ma cos p og amá ico
s, da p odução acadêmica e de expe iências pionei as em
se iços que inaugu a am modelos o ganizacionais mais alinhados a boas p á icas. En e an o,
o pe cu so his ó ico desc i o po Sil a (2022) ambém e idencia descon inuidades e zonas de
ais a e ó ica da humanização se con on a com es u u as de pode e com
acionalidades ge enciais que p io izam p odu i idade, p e isibilidade empo al do pa o e
segu ança ju ídica dos se iços, po ezes em de imen o da au onomia e da singula idade da
expe iência ma e na. Essa ambi alência his ó ica ecomenda p udência analí ica: celeb a
a anços sem igno a que a g amá ica da humanização pode se es aziada se não ie
acompanhada de mecanismos e e i os de o mação, supe isão e a aliação do cuidado.
lei u a das in lexões con empo âneas do deba e mos a que a humanização não é um
ado no é ico a se acoplado a um modelo ecnoc á ico, mas um p incípio o ganizado que
econ igu a ins e meios da assis ência. Ao discu i aspec os a uais da humanização na
assis ência ao pa o, Da Luz e Os e ne (2016) indicam que a consolidação do pa adigma exige
an o a e isão c í ica de p o ocolos quan o o in es imen o em compe ências elacionais e
comunicacionais, sem as quais o cuidado degene a em cump imen o bu oc á ic
Essa ên ase no cuidado elacional não desau o iza a écnica; ao con á io, eclama seu
uso c i e ioso, anco ado em e idências e calib ado pela escu a a i a e pelo consen imen o
in o mado. Nessa mesma di eção, Mon ei o (2017) e o ça que,
po se a a de um concei o
e olucioná io, a humanização de e se p o egida con a essencialismos que a eduzam a um
conjun o ixo de p á icas e, simul aneamen e, blindada con a ela i ismos que dissol am seu
núcleo axiológico, sob pena de se o na um
ó ulo azio aplicá el a qualque a anjo de
Pe spec i as e es a égias pa a a e e i ação do pa o humanizado
deslegi imação da oz da mulhe . Ao aze à ona essas ensões, Nona o (2007) desloca a
implemen ação écnica pa a o e eno dos alo es ins i ucionais e dos
Nessa pe spec i a, a aje ó ia do pa o humanizado no B asil pode se lida como um
longo das úl imas décadas, a iculou
e idências cien í icas, ei indicações de mo imen os sociais e di e izes de polí icas públicas.
Ao as ea essa e olução, Sil a (2022) demons a que a humanização oi ganhando densidade
s, da p odução acadêmica e de expe iências pionei as em
se iços que inaugu a am modelos o ganizacionais mais alinhados a boas p á icas. En e an o,
o pe cu so his ó ico desc i o po Sil a (2022) ambém e idencia descon inuidades e zonas de
ais a e ó ica da humanização se con on a com es u u as de pode e com
acionalidades ge enciais que p io izam p odu i idade, p e isibilidade empo al do pa o e
segu ança ju ídica dos se iços, po ezes em de imen o da au onomia e da singula idade da
expe iência ma e na. Essa ambi alência his ó ica ecomenda p udência analí ica: celeb a
a anços sem igno a que a g amá ica da humanização pode se es aziada se não ie
acompanhada de mecanismos e e i os de o mação, supe isão e a aliação do cuidado.
lei u a das in lexões con empo âneas do deba e mos a que a humanização não é um
ado no é ico a se acoplado a um modelo ecnoc á ico, mas um p incípio o ganizado que
econ igu a ins e meios da assis ência. Ao discu i aspec os a uais da humanização na
assis ência ao pa o, Da Luz e Os e ne (2016) indicam que a consolidação do pa adigma exige
an o a e isão c í ica de p o ocolos quan o o in es imen o em compe ências elacionais e
comunicacionais, sem as quais o cuidado degene a em cump imen o bu oc á ic
o de checklis s.
Essa ên ase no cuidado elacional não desau o iza a écnica; ao con á io, eclama seu
uso c i e ioso, anco ado em e idências e calib ado pela escu a a i a e pelo consen imen o
po se a a de um concei o
e olucioná io, a humanização de e se p o egida con a essencialismos que a eduzam a um
conjun o ixo de p á icas e, simul aneamen e, blindada con a ela i ismos que dissol am seu
ó ulo azio aplicá el a qualque a anjo de
As pe spec i as pa a a e e i ação do pa o humanizado no B asil demandam uma
análise que ul apassa a simples enunciação de polí icas púb
exigindo um olha c í ico sob e as es a égias que buscam ans o ma o modelo obs é ico
ainda p edominan emen e ma cado pela lógica in e encionis a. A c iação de p oje os como o
Apice On cons i ui um ma co nesse p ocess
hospi ais de ensino, in oduzindo p o ocolos alinhados à humanização, capaci ação
p o issional e a aliação con ínua dos se iços. Con udo, es udos apon am que a
ope acionalização dessa polí ica en en a ba ei
sob eca ga de abalho e à di iculdade de ans o ma o inas consolidadas. San os (2022)
e idencia que, embo a o Apice On ep esen e um a anço no ma i o, sua implemen ação
ca ece de condições es u u ais e do comp
pa a que não se eduza a uma polí ica de achada, ma cada po adesão o mal e
descon inuidade p á ica.
Nesse sen ido, a li e a u a e ela que a e e i ação do pa o humanizado depende da
in eg ação en e dim
ensões no ma i as, es u u ais e cul u ais. Ao ealiza uma e isão
in eg a i a, F o a (2024) sis ema iza que os bene ícios da humanização incluem maio
sa is ação ma e na, meno oco ência de p ocedimen os desnecessá ios e melho es des echos
neona ais, ma
s ad e e que ais conquis as ainda são es i as a se iços especí icos. A
pe sis ência de desa ios como a o mação de icien e de p o issionais, a ca ência de
in aes u u a e a ep odução de p á icas de iolência obs é ica indica que a mudança não se
dá
apenas pela inco po ação de p o ocolos, mas pela econs ução simbólica do luga da
mulhe no p ocesso de da à luz. Assim, a pe spec i a de u u o não pode se limi a à
expansão numé ica de se iços “humanizados”, mas de e conside a a necessidade de e
cu icula nos cu sos da á ea da saúde, o in es imen o em educação pe manen e e a
alo ização de modelos de cuidado cen ados na au onomia eminina.
Um dos caminhos es a égicos mais deba idos é a ampliação da a uação das
en e mei as obs é icas e ob
mediação en e écnica, cuidado e p o agonismo da mulhe . Paim (2025) demons a que a
expe iência do pa o domicilia planejado, quando conduzido po en e mei as obs é icas
quali icadas, e idencia
uma lógica assis encial que p io iza a indi idualidade da pa u ien e,
eduz in e enções desnecessá ias e p omo e a co esponsabilização das mulhe es e amílias.
Essa pe spec i a, longe de se uma ol a ao passado, e ela
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As pe spec i as pa a a e e i ação do pa o humanizado no B asil demandam uma
análise que ul apassa a simples enunciação de polí icas púb
licas e p og amas ins i ucionais,
exigindo um olha c í ico sob e as es a égias que buscam ans o ma o modelo obs é ico
ainda p edominan emen e ma cado pela lógica in e encionis a. A c iação de p oje os como o
Apice On cons i ui um ma co nesse p ocess
o ao p opo uma eo ganização das p á icas em
hospi ais de ensino, in oduzindo p o ocolos alinhados à humanização, capaci ação
p o issional e a aliação con ínua dos se iços. Con udo, es udos apon am que a
ope acionalização dessa polí ica en en a ba ei
as elacionadas à esis ência cul u al, à
sob eca ga de abalho e à di iculdade de ans o ma o inas consolidadas. San os (2022)
e idencia que, embo a o Apice On ep esen e um a anço no ma i o, sua implemen ação
ca ece de condições es u u ais e do comp
ome imen o e e i o dos ges o es e p o issionais
pa a que não se eduza a uma polí ica de achada, ma cada po adesão o mal e
Nesse sen ido, a li e a u a e ela que a e e i ação do pa o humanizado depende da
ensões no ma i as, es u u ais e cul u ais. Ao ealiza uma e isão
in eg a i a, F o a (2024) sis ema iza que os bene ícios da humanização incluem maio
sa is ação ma e na, meno oco ência de p ocedimen os desnecessá ios e melho es des echos
s ad e e que ais conquis as ainda são es i as a se iços especí icos. A
pe sis ência de desa ios como a o mação de icien e de p o issionais, a ca ência de
in aes u u a e a ep odução de p á icas de iolência obs é ica indica que a mudança não se
apenas pela inco po ação de p o ocolos, mas pela econs ução simbólica do luga da
mulhe no p ocesso de da à luz. Assim, a pe spec i a de u u o não pode se limi a à
expansão numé ica de se iços “humanizados”, mas de e conside a a necessidade de e
cu icula nos cu sos da á ea da saúde, o in es imen o em educação pe manen e e a
alo ização de modelos de cuidado cen ados na au onomia eminina.
Um dos caminhos es a égicos mais deba idos é a ampliação da a uação das
en e mei as obs é icas e ob
s e izes, que se consolidam como agen es undamen ais na
mediação en e écnica, cuidado e p o agonismo da mulhe . Paim (2025) demons a que a
expe iência do pa o domicilia planejado, quando conduzido po en e mei as obs é icas
uma lógica assis encial que p io iza a indi idualidade da pa u ien e,
eduz in e enções desnecessá ias e p omo e a co esponsabilização das mulhe es e amílias.
Essa pe spec i a, longe de se uma ol a ao passado, e ela
-
se como uma al e na i a conc e a
As pe spec i as pa a a e e i ação do pa o humanizado no B asil demandam uma
licas e p og amas ins i ucionais,
exigindo um olha c í ico sob e as es a égias que buscam ans o ma o modelo obs é ico
ainda p edominan emen e ma cado pela lógica in e encionis a. A c iação de p oje os como o
o ao p opo uma eo ganização das p á icas em
hospi ais de ensino, in oduzindo p o ocolos alinhados à humanização, capaci ação
p o issional e a aliação con ínua dos se iços. Con udo, es udos apon am que a
as elacionadas à esis ência cul u al, à
sob eca ga de abalho e à di iculdade de ans o ma o inas consolidadas. San os (2022)
e idencia que, embo a o Apice On ep esen e um a anço no ma i o, sua implemen ação
ome imen o e e i o dos ges o es e p o issionais
pa a que não se eduza a uma polí ica de achada, ma cada po adesão o mal e
Nesse sen ido, a li e a u a e ela que a e e i ação do pa o humanizado depende da
ensões no ma i as, es u u ais e cul u ais. Ao ealiza uma e isão
in eg a i a, F o a (2024) sis ema iza que os bene ícios da humanização incluem maio
sa is ação ma e na, meno oco ência de p ocedimen os desnecessá ios e melho es des echos
s ad e e que ais conquis as ainda são es i as a se iços especí icos. A
pe sis ência de desa ios como a o mação de icien e de p o issionais, a ca ência de
in aes u u a e a ep odução de p á icas de iolência obs é ica indica que a mudança não se
apenas pela inco po ação de p o ocolos, mas pela econs ução simbólica do luga da
mulhe no p ocesso de da à luz. Assim, a pe spec i a de u u o não pode se limi a à
expansão numé ica de se iços “humanizados”, mas de e conside a a necessidade de e
isão
cu icula nos cu sos da á ea da saúde, o in es imen o em educação pe manen e e a
Um dos caminhos es a égicos mais deba idos é a ampliação da a uação das
s e izes, que se consolidam como agen es undamen ais na
mediação en e écnica, cuidado e p o agonismo da mulhe . Paim (2025) demons a que a
expe iência do pa o domicilia planejado, quando conduzido po en e mei as obs é icas
uma lógica assis encial que p io iza a indi idualidade da pa u ien e,
eduz in e enções desnecessá ias e p omo e a co esponsabilização das mulhe es e amílias.
se como uma al e na i a conc e a
à hegemonia hospi ala , desde que a iculada a p o ocolos de segu ança e a edes de e e ência
capazes de o e ece supo e eme gencial.
Do mesmo modo, Sil a (2025) sublinha que a ins i ucionalização do plano de pa o em
unidades da Es a égia Saúde da Fa
diálogo sob e p e e ências, expec a i as e di ei os da ges an e ainda no p é
con li os e empode ando a mulhe na omada de decisão. Esse ins umen o, quando le ado a
sé io, ans o
ma o plano de pa o em e amen a pedagógica e polí ica, eequilib ando
elações de pode en e p o issionais e usuá ias.
A cen alidade da en e magem no p ocesso de humanização o na
e iden e ao analisa es udos que apon am o papel desses
iolência obs é ica. Mesqui a (2024) en a iza que a p esença a i a de en e mei os na
condução do cuidado du an e o pa o unciona como ba ei a con a p á icas abusi as e como
p omo o a de um ambien e mais espei oso e segu o
con enção de condu as explíci as, mas implica eo ganiza a comunicação, espei a escolhas e
assegu a que decisões clínicas sejam compa ilhadas. Na mesma di eção, Mo aes (2025)
a gumen a que a assis ência p es
necessidades especí icas da pacien e, con ibui pa a eduzi a sensação de ulne abilidade e
amplia a sa is ação com a expe iência do pa o. Esse modelo ea i ma que a humanização
não é uma concessão, mas
uma exigência é ica e écnica do cuidado.
O u u o da humanização do pa o ambém depende da capacidade de a icula
polí icas públicas e p á icas ins i ucionais com a ealidade das mulhe es b asilei as em sua
di e sidade egional e social. Sil a (2025)
em con ex os de a enção básica é um passo p omisso , mas que só se e e i a se hou e
acompanhamen o sis emá ico, o mação adequada e engajamen o comuni á io. Sem esses
elemen os, co e-
se o isco de ans
mais um documen o bu oc á ico desp o ido de o ça no ma i a. É nesse pon o que a a uação
das equipes mul ip o issionais, anco ada em p og amas de educação em saúde e es a égias de
o alecimen o da au ono
mia eminina, e ela
Assim, a consolidação das pe spec i as pa a a e e i ação do pa o humanizado exige
en en a simul aneamen e a esis ência cul u al, a p eca iedade es u u al e as dispu as de
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à hegemonia hospi ala , desde que a iculada a p o ocolos de segu ança e a edes de e e ência
capazes de o e ece supo e eme gencial.
Do mesmo modo, Sil a (2025) sublinha que a ins i ucionalização do plano de pa o em
unidades da Es a égia Saúde da Fa
mília ep esen a uma ino ação es a égica, pois inse e o
diálogo sob e p e e ências, expec a i as e di ei os da ges an e ainda no p é
con li os e empode ando a mulhe na omada de decisão. Esse ins umen o, quando le ado a
ma o plano de pa o em e amen a pedagógica e polí ica, eequilib ando
elações de pode en e p o issionais e usuá ias.
A cen alidade da en e magem no p ocesso de humanização o na
e iden e ao analisa es udos que apon am o papel desses
p o issionais na p e enção da
iolência obs é ica. Mesqui a (2024) en a iza que a p esença a i a de en e mei os na
condução do cuidado du an e o pa o unciona como ba ei a con a p á icas abusi as e como
p omo o a de um ambien e mais espei oso e segu o
. A p e enção da iolência não se limi a à
con enção de condu as explíci as, mas implica eo ganiza a comunicação, espei a escolhas e
assegu a que decisões clínicas sejam compa ilhadas. Na mesma di eção, Mo aes (2025)
a gumen a que a assis ência p es
ada po en e mei os obs e as, quando cen ada nas
necessidades especí icas da pacien e, con ibui pa a eduzi a sensação de ulne abilidade e
amplia a sa is ação com a expe iência do pa o. Esse modelo ea i ma que a humanização
uma exigência é ica e écnica do cuidado.
O u u o da humanização do pa o ambém depende da capacidade de a icula
polí icas públicas e p á icas ins i ucionais com a ealidade das mulhe es b asilei as em sua
di e sidade egional e social. Sil a (2025)
mos a que a ins i ucionalização do plano de pa o
em con ex os de a enção básica é um passo p omisso , mas que só se e e i a se hou e
acompanhamen o sis emá ico, o mação adequada e engajamen o comuni á io. Sem esses
se o isco de ans
o ma um ins umen o po encialmen e emancipado em
mais um documen o bu oc á ico desp o ido de o ça no ma i a. É nesse pon o que a a uação
das equipes mul ip o issionais, anco ada em p og amas de educação em saúde e es a égias de
mia eminina, e ela
-se imp escindí el.
Assim, a consolidação das pe spec i as pa a a e e i ação do pa o humanizado exige
en en a simul aneamen e a esis ência cul u al, a p eca iedade es u u al e as dispu as de
à hegemonia hospi ala , desde que a iculada a p o ocolos de segu ança e a edes de e e ência
Do mesmo modo, Sil a (2025) sublinha que a ins i ucionalização do plano de pa o em
mília ep esen a uma ino ação es a égica, pois inse e o
diálogo sob e p e e ências, expec a i as e di ei os da ges an e ainda no p é
-na al, an ecipando
con li os e empode ando a mulhe na omada de decisão. Esse ins umen o, quando le ado a
ma o plano de pa o em e amen a pedagógica e polí ica, eequilib ando
A cen alidade da en e magem no p ocesso de humanização o na
-se ainda mais
p o issionais na p e enção da
iolência obs é ica. Mesqui a (2024) en a iza que a p esença a i a de en e mei os na
condução do cuidado du an e o pa o unciona como ba ei a con a p á icas abusi as e como
. A p e enção da iolência não se limi a à
con enção de condu as explíci as, mas implica eo ganiza a comunicação, espei a escolhas e
assegu a que decisões clínicas sejam compa ilhadas. Na mesma di eção, Mo aes (2025)
ada po en e mei os obs e as, quando cen ada nas
necessidades especí icas da pacien e, con ibui pa a eduzi a sensação de ulne abilidade e
amplia a sa is ação com a expe iência do pa o. Esse modelo ea i ma que a humanização
O u u o da humanização do pa o ambém depende da capacidade de a icula
polí icas públicas e p á icas ins i ucionais com a ealidade das mulhe es b asilei as em sua
mos a que a ins i ucionalização do plano de pa o
em con ex os de a enção básica é um passo p omisso , mas que só se e e i a se hou e
acompanhamen o sis emá ico, o mação adequada e engajamen o comuni á io. Sem esses
o ma um ins umen o po encialmen e emancipado em
mais um documen o bu oc á ico desp o ido de o ça no ma i a. É nesse pon o que a a uação
das equipes mul ip o issionais, anco ada em p og amas de educação em saúde e es a égias de
Assim, a consolidação das pe spec i as pa a a e e i ação do pa o humanizado exige
en en a simul aneamen e a esis ência cul u al, a p eca iedade es u u al e as dispu as de