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28. CUIDADOS COM GESTANTES SOROPOSITIVAS:
PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL
CARE FOR HIV-POSITIVE PREGNANT WOMEN: PREVENTION OF VERTICAL
TRANSMISSION
Epidemiologia e indicado es de saúde ma e na e pe ina al
La issa da C uz Soa es
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io do No e - UNINORTE
Lucas Pe ei a Cas o
G aduando em En e magem pela Unic Bei a Rio - Cuiabá/MT
Tais Rod igues Noguei a
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io Nil on Lins, Manaus - AM
S he any da Sil a Rego
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io do No e - UNINORTE
Ryanne Djani a Faus ino Fe ei a
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io B asilei o - UNIBRA, Reci e - PE
Ma ia Gab iela To a dos San os Coelho
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io Mau ício de Nassau-UNINASSAU, Pe olina - PE
Liland a Angela Almeida Melo Pimen a Leão
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io do No e - UNINORTE
Sab ina Lopes Da Luz
G aduada pelo Cen o Uni e si á io Uninassau Pa naíba
Débo a C is ina de Lima Leão Ca alcan i
Mes anda em En e magem pela Uni e sidade Fede al da Pa aíba
RESUMO
In odução: A ansmissão e ical (TV) do HIV, que oco e du an e a ges ação, pa o ou
amamen ação, ainda ep esen a desa io pa a a saúde pública. Sem in e enções, a é 25% das
ges an es so oposi i as podem ansmi i o í us ao bebê. Obje i o: Analisa as con ibuições
do cuidado mul ip o issional na a enção à ges an e so oposi i a pa a p e enção da TV do
HIV. Me odologia: Re isão bibliog á ica na a i a, ealizada nas bases SciELO, LILACS,
PubMed e Google Acadêmico, com desc i o es HIV, ansmissão e ical, ges an es
so oposi i as, a enção p é-na al e cuidado mul ip o issional. Incluí am-se publicações en e
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2019 e 2024 e es udos an e io es de ele ância eó ica. Resul ados e Discussão: A de ecção
p ecoce, o p é-na al egula e a in eg alidade das ações mul ip o issionais o am
de e minan es pa a p e eni a TV. Médicos, en e mei os, psicólogos, isio e apeu as e
assis en es sociais a ua am de o ma complemen a , a o ecendo adesão ao a amen o, apoio
psicossocial e au onomia ma e na. Aspec os sociais, como baixa escola idade e
ulne abilidade econômica, impac a am nega i amen e os des echos. Conside ações Finais:
A p e enção da TV exige abo dagem ampliada, in eg ando p á icas clínicas, educa i as e
sociais. O cuidado mul ip o issional, aliado ao o alecimen o das polí icas públicas, é
undamen al pa a eduzi desigualdades e p omo e qualidade de ida ma e na e neona al.
Pala as-Cha es: A enção p é-na al; Cuidado mul ip o issional; Ges an es so oposi i as;
HIV; T ansmissão e ical.
ABSTRACT
In oduc ion: Ve ical ansmission (VT) o HIV, which may occu du ing p egnancy,
childbi h, o b eas eeding, emains a public heal h challenge. Wi hou p e en i e measu es,
up o 25% o HIV-posi i e p egnan women can ansmi he i us o he child. Objec i e: To
analyze he con ibu ions o mul idisciplina y ca e o HIV-posi i e p egnan women in
p e en ing VT. Me hodology: Na a i e li e a u e e iew conduc ed in SciELO, LILACS,
PubMed, and Google Schola , using he desc ip o s HIV, e ical ansmission, HIV-posi i e
p egnan women, p ena al ca e, and mul idisciplina y ca e. Publica ions om 2019–2024
we e included, as well as p e ious ele an s udies. Resul s: Ea ly diagnosis, egula p ena al
ca e, and in eg a ed mul idisciplina y ac ions p o ed essen ial o VT p e en ion. Physicians,
nu ses, psychologis s, physical he apis s, and social wo ke s played complemen a y oles,
imp o ing ea men adhe ence, psychosocial suppo , and ma e nal au onomy. Social
de e minan s such as low educa ion and economic ulne abili y nega i ely a ec ed ou comes.
Conclusion: P e en ing VT equi es an in eg a ed app oach ha combines clinical,
educa ional, and social s a egies. Mul idisciplina y ca e, oge he wi h public heal h policies,
is key o ensu ing equi y, educing ansmission, and imp o ing ma e nal and child quali y o
li e.
Keywo ds: HIV; Mul idisciplina y ca e; P ena al ca e; Ve ical ansmission; Women wi h
HIV.
INTRODUÇÃO
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O Ví us da Imunode iciência Humana (HIV) é o agen e e iológico da Sínd ome da
Imunode iciência Adqui ida (AIDS), en e midade ma cada pela des uição p og essi a dos
lin óci os TCD4+, células essenciais pa a a de esa imunológica. Essa condição agiliza o
o ganismo e aumen a a susce ibilidade a in ecções opo unis as, con igu ando-se como um
dos maio es desa ios da saúde pública mundial (Júnio e al., 2020). O impac o da doença é
ainda mais ele an e quando se conside a a ansmissão e ical, que comp ome e di e amen e
a saúde in an il.
Nas úl imas décadas, a epidemia do HIV passou po ans o mações signi ica i as.
Inicialmen e inculada a g upos especí icos conside ados de isco, hoje é analisada sob a
pe spec i a da ulne abilidade. Esse concei o conside a de e minan es sociais, desigualdades
de gêne o e o aumen o da incidência em mulhe es em idade ep odu i a, ampliando a
comp eensão sob e os a o es que in luenciam a disseminação do í us (Mou a; Fa ia, 2017).
A in e io ização da doença e o c escimen o em populações mais amplas exigem a enção
edob ada das polí icas de saúde.
Esse cená io em impac o di e o na saúde ma e no-in an il, uma ez que a ansmissão
e ical (TV) é a p incipal o ma de in ecção pelo HIV em c ianças. Es ima-se que, sem
in e enções, a é 25% das ges an es so oposi i as possam ansmi i o í us ao bebê. Con udo,
a anços clínicos e p o ocolos de cuidado eduzi am exp essi amen e esse índice, des acando
a ele ância do p é-na al como espaço de diagnós ico p ecoce, in e enção opo una e
o alecimen o da adesão e apêu ica (San os, 2019; Fende e al., 2021).
Além dos a o es clínicos, é undamen al conside a as dimensões emocionais e sociais
da ges ação. O diagnós ico de HIV pode ge a sen imen os de insegu ança, medo e ansiedade,
in luenciando a pe cepção da ges an e sob e sua p óp ia capacidade de cuida do bebê. O
apoio con ínuo, o acolhimen o humanizado e o ínculo com a equipe de saúde o nam-se
indispensá eis pa a ga an i que a mulhe se sin a segu a e con ian e du an e oda a ges ação.
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A p e enção da TV exige a a uação a iculada de uma equipe mul ip o issional, capaz
de in eg a dimensões clínicas, sociais e psicológicas do cuidado. Médicos e en e mei os
a uam no moni o amen o clínico e na adesão ao a amen o, enquan o psicólogos e assis en es
sociais o e ecem supo e emocional e social. Essa abo dagem in eg ada con ibui não apenas
pa a o con ole clínico do HIV, mas ambém pa a o en en amen o do es igma que ainda
pe meia a ma e nidade em mulhe es so oposi i as (Souza e al., 2027).
Ou o pon o ele an e e e e-se à impo ância da comunicação e do acompanhamen o
con ínuo en e ges an e e equipe de saúde. Sessões educa i as, o ien ações cla as sob e
cuidados p e en i os e espaço pa a diálogo abe o o alecem a con iança da mulhe e
p omo em maio adesão ao a amen o. Esse ínculo é essencial pa a supe a ba ei as
emocionais e p á icas que possam in e e i na e e i idade das es a égias de p e enção.
No B asil, obse ou-se en e 2010 e 2020 um c escimen o de 30,3% na axa de
de ecção de HIV em ges an es, passando de 2,1 pa a 2,7 casos po mil nascidos i os (B asil,
2021). Esse aumen o e idencia a necessidade de pesquisas que sis ema izem p á icas de
cuidado e apon em es a égias mul ip o issionais capazes de eduzi a ansmissão e ical.
Além disso, e o ça a impo ância de polí icas públicas que p omo am maio equidade no
acesso à assis ência.
Ou o aspec o a se des acado e e e-se às desigualdades egionais que ainda limi am a
e e i idade das ações de p e enção. Em á eas u ais e comunidades a as adas dos g andes
cen os u banos, a escassez de ecu sos, de p o issionais especializados e de in aes u u a
adequada di icul a o acompanhamen o con ínuo das ges an es. Essa ealidade e o ça a
necessidade de es a égias di e enciadas e adap adas a con ex os de maio ulne abilidade
social.
Ainda é necessá io conside a a impo ância da educação em saúde pa a a p e enção
da ansmissão e ical. P og amas de o ien ação, pales as e ma e iais educa i os con ibuem
pa a que a ges an e comp eenda as medidas p e en i as, os cuidados du an e a ges ação e a
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impo ância do acompanhamen o pós-pa o. Essas ações o alecem a au onomia da mulhe e
p omo em uma pa icipação a i a no cuidado p óp io e do bebê.
Também se de e conside a a ele ância da igilância epidemiológica e da in eg ação
dos ní eis de a enção em saúde. A es agem p ecoce no p é-na al, associada ao seguimen o
adequado no pa o e no pue pé io, depende de luxos a iculados en e a a enção p imá ia,
hospi ais e se iços especializados. Essa in eg ação não apenas melho a a qualidade da
assis ência, mas ambém possibili a a p odução de indicado es con iá eis pa a o ien a
polí icas públicas (B asil, 2022).
Dessa o ma, es e es udo em como obje i o analisa as con ibuições do cuidado
mul ip o issional na a enção à ges an e so oposi i a pa a a p e enção da ansmissão e ical
do HIV. A escolha do ema se jus i ica pela ele ância cien í ica e social, dado o impac o da
in ecção an o na saúde pública quan o no bem-es a das amílias, especialmen e em con ex os
de maio ulne abilidade.
METODOLOGIA
T a a-se de uma e isão bibliog á ica na a i a, ealizada nas bases SciELO, LILACS,
PubMed e Google Acadêmico. Fo am u ilizados os desc i o es HIV, ansmissão e ical,
ges an es so oposi i as, a enção p é-na al e cuidado mul ip o issional, combinados pelos
ope ado es booleanos AND e OR. Essa es a égia de busca oi escolhida po pe mi i uma
seleção mais p ecisa dos es udos, ga an indo que apenas publicações di e amen e elacionadas
ao ema ossem incluídas no le an amen o.
Fo am incluídos a igos publicados en e 2019 e 2024, de o ma a con empla as
e idências mais ecen es sob e o assun o e e le i os a anços nas p á icas de p e enção da
ansmissão e ical do HIV. No en an o, publicações an e io es ambém o am inco po adas,
desde que ap esen assem ele ância eó ica ou ossem amplamen e ci adas em pesquisas
pos e io es. Essa escolha assegu ou a cons ução de um embasamen o consis en e pa a a
análise.
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Os c i é ios de exclusão ab ange am a igos duplicados nas di e en es bases de dados,
abalhos que ap esen a am mé odos semelhan es ou que não abo dassem di e amen e a
emá ica p opos a. Essa il agem oi necessá ia pa a man e a qualidade e a obje i idade da
e isão, e i ando edundâncias e assegu ando a inclusão apenas de es udos que ealmen e
con ibuíssem pa a o ap o undamen o da discussão.
Além dos a igos cien í icos, o am conside ados documen os ins i ucionais e
no ma i os, de ido à sua ele ância p á ica na assis ência à saúde. En e esses ma e iais,
des aca am-se as di e izes in e nacionais da O ganização Mundial da Saúde (OMS) e os
p o ocolos nacionais do Minis é io da Saúde do B asil, que o necem pa âme os écnicos
pa a o manejo clínico e pa a a implemen ação de polí icas públicas elacionadas ao ema.
A análise oi de ca á e quali a i o e in e p e a i o, com ên ase em iden i ica o papel
dos p o issionais de saúde no acompanhamen o p é-na al, pa o e pue pé io. Também o am
explo adas as es a égias de adesão à e apia an i e o i al, bem como p á icas educa i as
des inadas a p omo e a saúde da mãe e da c iança. Esse p ocesso analí ico buscou in e p e a
as e idências disponí eis e elacioná-las às demandas da p á ica clínica e da saúde pública.
Po im, o am obse adas as ba ei as mais eco en es en en adas pelas ges an es,
como o es igma social, as desigualdades de acesso aos se iços e as di iculdades pa a man e
a adesão e apêu ica. Esses a o es des aca am a necessidade de um cuidado mul ip o issional
in eg ado, que associe a enção clínica, apoio social e ações educa i as. Dessa o ma, e o çou-
se a impo ância de polí icas públicas consis en es pa a eduzi a ansmissão e ical do HIV
e assegu a melho es condições de ida pa a mães e ilhos.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Es udos indicam que a ansmissão e ical do HIV pe manece como um dos maio es
desa ios de saúde pública, mesmo dian e dos a anços no diagnós ico e a amen o. Quando
não há in e enções, ges an es so oposi i as ap esen am isco signi ica i o de ansmissão ao
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bebê. En e an o, a adesão à e apia an i e o i al (TARV) e a adoção de medidas p e en i as
du an e o p é-na al êm eduzido de o ma exp essi a essa axa em con ex os com p o ocolos
adequados, o que e o ça a impo ância da de ecção p ecoce e do acompanhamen o con ínuo
(JUNIOR e al., 2020; LEAL e al., 2020).
A análise e idenciou que a TARV é o p incipal ecu so e apêu ico pa a a p e enção
da ansmissão e ical, sendo complemen ada pelo uso da zido udina e pela suspensão do
alei amen o ma e no. Além disso, a li e a u a apon a que a adesão da ges an e ao a amen o
depende o emen e do apoio o e ecido pela equipe mul ip o issional, especialmen e no que se
e e e à educação em saúde e ao en en amen o do es igma social. Sem esse supo e, os
índices de abandono da TARV pe manecem ele ados, comp ome endo a e e i idade das
es a égias de p e enção (SANTOS, 2019; FENDLER e al., 2021).
No acompanhamen o p é-na al, os esul ados apon am que consul as egula es e
p o ocolos in eg ados a o ecem melho es des echos ma e no-in an is. O diagnós ico p ecoce
do HIV du an e a ges ação possibili a in e enções ápidas, aumen ando as chances de
sup essão i al an es do pa o. Em alguns casos, a cesa iana ele i a pode se indicada como
medida adicional de p e enção, embo a sua necessidade es eja di e amen e elacionada ao
ní el de ca ga i al da ges an e (LEAL e al., 2020; SILVA e al., 2023).
A implemen ação de p og amas de capaci ação con ínua pa a p o issionais de saúde é
ou o pon o que me ece des aque. Equipes bem p epa adas conseguem iden i ica
p ecocemen e si uações de isco, o ien a adequadamen e as ges an es e aplica p o ocolos de
o ma segu a e e icaz. Esse in es imen o con ibui pa a ele a a qualidade do cuidado e pa a
pad oniza condu as em di e en es egiões, eduzindo desigualdades no a endimen o e
aumen ando a e e i idade das ações de p e enção.
O papel da equipe mul ip o issional eme giu como um a o cen al na p omoção da
adesão e na in eg alidade do cuidado. Médicos ga an em o a amen o a macológico
adequado, en e mei os a uam no acompanhamen o clínico e na educação em saúde,
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psicólogos o e ecem supo e emocional pa a eduzi os impac os do es igma, e assis en es
sociais auxiliam no o alecimen o das edes de apoio. Essa in eg ação amplia as chances de
sucesso e apêu ico e a o ece uma abo dagem mais humanizada, espei ando a singula idade
de cada ges an e (SOUZA; SOUSA; LIMA, 2024; BERTAGNOLI; FIGUEIREDO, 2017).
Também se obse a a impo ância do o alecimen o das edes de apoio comuni á ias,
que desempenham papel ele an e no acolhimen o de ges an es i endo com HIV. Inicia i as
locais, como g upos de apoio e associações comuni á ias, auxiliam no en en amen o do
es igma, p omo em ocas de expe iências e o e ecem supo e social e emocional. Essas edes
complemen am o abalho das equipes de saúde e e o çam a cons ução de um cuidado mais
inclusi o e pa icipa i o.
Ou o aspec o iden i icado oi o impac o dos de e minan es sociais no en en amen o
da ansmissão e ical. Ges an es em con ex os de ulne abilidade, com baixa escola idade,
di iculdades inancei as ou ausência de apoio amilia , ap esen am maio es iscos de não
ade i em ao a amen o. Esses a o es e o çam que o cuidado não pode se limi a ao âmbi o
clínico, sendo necessá ia a a iculação de polí icas públicas que ampliem o acesso aos
se iços e eduzam desigualdades sociais, assegu ando que a p e enção seja e icaz em
di e en es ealidades (MOURA; FARIA, 2017; BRASIL, 2021).
Além disso, a in eg ação en e di e en es ní eis de a enção à saúde é undamen al pa a
o imiza os esul ados. A a iculação en e a a enção p imá ia, os se iços de e e ência e os
hospi ais de al a complexidade pe mi e luxos mais ágeis, eduz a asos no diagnós ico e
ga an e con inuidade no a amen o. Essa o ganização in eg ada o alece a e e i idade das
ações p e en i as e amplia a possibilidade de acompanhamen o in eg al e esolu i o das
ges an es.
Apesa dos a anços, algumas limi ações o am obse adas nos es udos analisados.
Mui as pesquisas ainda ap esen am amos as eduzidas ou concen adas em cen os u banos, o
que di icul a a gene alização dos esul ados. Ou o pon o é a al a de dados a ualizados em
322
egiões de maio ulne abilidade social, onde a ealidade pode di e i dos g andes cen os.
Essas limi ações e idenciam a necessidade de amplia os es udos com di e en es eco es
populacionais e geog á icos, a im de comp eende melho os desa ios a uais no B asil
(SILVA e al., 2023; SOUZA; SOUSA; LIMA, 2024).
Os esul ados ambém apon a am pa a o papel c ucial da educação em saúde como
e amen a de empode amen o eminino. Quando as ges an es comp eendem a impo ância da
TARV e do acompanhamen o mul ip o issional, há maio adesão ao a amen o e mais
segu ança no en en amen o da ges ação. Além disso, o aconselhamen o con ibui pa a
diminui o medo e a ansiedade, pe mi indo que a mulhe exe ça maio au onomia em suas
decisões ep odu i as, mesmo dian e do diagnós ico de HIV (BERTAGNOLI;
FIGUEIREDO, 2017; SOUZA; SOUSA; LIMA, 2024).
Po im, pode-se a i ma que o cuidado mul ip o issional é de e minan e pa a eduzi a
ansmissão e ical e ga an i a saúde ma e no-in an il. O o alecimen o de polí icas
públicas, aliado à ampliação do acesso a exames e medicamen os, de e caminha jun o da
o mação de equipes capaci adas pa a a ua de manei a in eg ada. O desa io a ual es á em
eduzi desigualdades egionais e sociais, ao mesmo empo em que se ampliam p á icas
humanizadas e educa i as. Dessa o ma, se á possí el alcança melho es esul ados e
assegu a qualidade de ida às ges an es so oposi i as e seus ilhos (MOURA; FARIA, 2017;
BRASIL, 2021).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A p e enção da ansmissão e ical do HIV ainda ep esen a um g ande desa io na
saúde ma e no-in an il, exigindo es a égias e icazes que in eg em diagnós ico p ecoce,
acompanhamen o con ínuo e adesão ao a amen o. En e as medidas clínicas de maio
impac o des acam-se a e apia an i e o i al (TARV), o uso da zido udina, a suspensão do
alei amen o ma e no e, em si uações especí icas, a ealização da cesa iana ele i a. Quando