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30. A INFLUÊNCIA DA NUTRIÇÃO NA PREVENÇÃO E MANEJO
DA HIPERTENSÃO EM ADOLESCENTES GRÁVIDAS:
DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A SAÚDE MATERNO-
INFANTIL
THE INFLUENCE OF NUTRITION ON THE PREVENTION AND MANAGEMENT
OF HYPERTENSION IN PREGNANT ADOLESCENTS: CHALLENGES AND
PERSPECTIVES FOR MATERNAL AND CHILD HEALTH.
EIXO TEMÁTICO: NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO NO CICLO GRAVÍDICO-
PUERPERAL
Danilo Bon im de Quei oz
nu icionis a pela Uni e sidade Fede al de Juíz de Fo a, Mes e em Educação e Saúde pela Uni e sidade Fede al de São Paulo
F ancisco José do Nascimen o Junio
Bacha el em nu ição pela Uni e sidade C uzei o do Sul
Leona do Amo im Ribei o
Bacha el em educação ísica pela UnB, Mes ado em engenha ia biomédica pela UnB, Dou o ando em educação ísica pela UnB, G aduando
em nu ição pela UDF)
Adna Ellen Almeida dos Anjos
G aduanda em En e magem pela UNIFG
Amanda Ve íssimo Nunes
G aduanda em En e magem pela UNIFG
Mylena Aciole de Lima Bas os
G aduanda em En e magem pela UNIFG
Edua da José da Sil a
G aduanda em En e magem pela UNIBRA
Fe nanda Gonçal es da Sil a
Bacha el em Nu ição pela UFPE e mes anda em Nu ição pela UFPE
Ma ia Tayna a San os da Sil a
G aduanda em en e magem pelo Cen o Uni e si á io do Vale do Ipojuca - UNIFAVIP|WYDEN
Ma ia Gab ielle Fe nandes Viei a
Bacha el em Di ei o. Dou o anda em Ciências Sociais pela UFABAC
RESUMO
In odução: O ema da hipe ensão du an e a g a idez na adolescência em despe ado
c escen e a enção no campo da saúde pública, po se a a de uma condição que associa
ulne abilidades biológicas e sociais e que pode ge a complicações g a es an o pa a a mãe
quan o pa a o bebê. Nesse con ex o, a nu ição desempenha papel undamen al, uma ez que
hábi os alimen a es inadequados e de iciências nu icionais podem con ibui pa a o
desen ol imen o e ag a amen o da hipe ensão ges acional. A análise dessa p oblemá ica
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pe mi e e le i sob e es a égias de p e enção e manejo ol adas pa a adolescen es g á idas,
isando à p omoção de uma ges ação mais saudá el e à edução de iscos ma e nos e
pe ina ais. Obje i o: O obje i o ge al do es udo consis e em analisa a in luência da nu ição
na p e enção e no manejo da hipe ensão em adolescen es g á idas. Os obje i os especí icos
consis em em iden i ica os p incipais a o es nu icionais elacionados ao desen ol imen o
da hipe ensão nesse g upo, discu i os iscos deco en es da hipe ensão ges acional pa a a
saúde ma e no-in an il e examina a impo ância da educação alimen a como es a égia de
p e enção e cuidado. O p oblema de pesquisa o ien a-se pela seguin e ques ão: de que o ma
a nu ição pode con ibui pa a p e eni e maneja a hipe ensão em adolescen es g á idas?
Me odologia: A me odologia u ilizada oi a pesquisa bibliog á ica, desen ol ida a pa i da
análise de p oduções cien í icas ecen es elacionadas ao ema. Resul ados e Discussão:
Como esul ado, obse ou-se que a adoção de p á icas alimen a es equilib adas pode eduzi
signi ica i amen e a incidência da hipe ensão ges acional, sendo a educação nu icional uma
es a égia essencial pa a o alece a au onomia e a saúde das adolescen es g á idas.
Conclusão: Conclui-se que o in es imen o em polí icas públicas de o ien ação alimen a e
acompanhamen o especializado pode amplia a qualidade da a enção ma e no-in an il e
minimiza complicações deco en es da hipe ensão du an e a g a idez na adolescência.
Pala as-cha e: hipe ensão; adolescência; g a idez; nu ição
ABSTRACT
In oduc ion: Hype ension du ing p egnancy in adolescence has a ac ed inc easing
a en ion in he ield o public heal h, as i is a condi ion ha combines biological and social
ulne abili ies and may lead o se e e complica ions o bo h mo he and baby. In his
con ex , nu i ion plays a undamen al ole, since inadequa e ea ing habi s and nu i ional
de iciencies can con ibu e o he de elopmen and wo sening o ges a ional hype ension.
The analysis o his issue allows o e lec ion on p e en ion and managemen s a egies
di ec ed a p egnan adolescen s, aiming a p omo ing a heal hie p egnancy and educing
ma e nal and pe ina al isks. Objec i e: The gene al objec i e o he s udy is o analyze he
in luence o nu i ion on he p e en ion and managemen o hype ension in p egnan
adolescen s. The speci ic objec i es a e o iden i y he main nu i ional ac o s ela ed o he
de elopmen o hype ension in his g oup, o discuss he isks a ising om ges a ional
hype ension o ma e nal and child heal h, and o examine he impo ance o ood educa ion
as a s a egy o p e en ion and ca e. The esea ch p oblem is guided by he ollowing
ques ion: how can nu i ion con ibu e o p e en ing and managing hype ension in p egnan
adolescen s? Me hodology: The me hodology used was bibliog aphic esea ch, based on he
analysis o ecen scien i ic li e a u e ela ed o he heme. Resul s and Discussion: As a
esul , i was obse ed ha he adop ion o balanced die a y p ac ices can signi ican ly educe
he incidence o ges a ional hype ension, wi h nu i ional educa ion being an essen ial
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s a egy o s eng hen he au onomy and heal h o p egnan adolescen s. Conclusion: I is
concluded ha in es men in public policies o nu i ional guidance and specialized ollow-
up can imp o e he quali y o ma e nal and child ca e and minimize complica ions esul ing
om hype ension du ing adolescen p egnancy.
Keywo ds: hype ension; adolescence; p egnancy; nu i ion
INTRODUÇÃO
A hipe ensão du an e a g a idez em adolescen es cons i ui um enômeno de g ande
ele ância pa a a saúde pública, especialmen e quando analisado sob a pe spec i a das
múl iplas ulne abilidades que ma cam essa ase da ida. A ges ação p ecoce, além de se
con igu a como um e en o de impac o biopsicossocial, expõe jo ens mães a condições de
isco que podem comp ome e an o o desen ol imen o e al quan o a saúde ma e na. En e
essas condições, a hipe ensão ges acional ocupa posição de des aque, uma ez que pode
desencadea quad os g a es, como p é-eclâmpsia e eclâmpsia, aumen ando a mo alidade e a
mo bidade ma e no-in an il. Nesse cená io, a nu ição desempenha papel cen al, is o que a
qualidade da alimen ação exe ce in luência di e a sob e a manu enção da p essão a e ial,
podendo a ua como a o de p e enção ou de ag a amen o das complicações. Assim,
comp eende a elação en e nu ição, g a idez na adolescência e hipe ensão o na-se
indispensá el pa a cons ui es a égias de cuidado mais e icazes e humanizadas.
O p oblema de pesquisa que o ien a es a in es igação pode se sin e izado na seguin e
pe gun a: de que o ma a nu ição pode con ibui pa a p e eni e maneja a hipe ensão em
adolescen es g á idas? Pa a esponde a essa ques ão, de iniu-se como obje i o ge al analisa
a in luência da nu ição na p e enção e no manejo da hipe ensão du an e a g a idez na
adolescência. Como desdob amen os desse obje i o cen al, delimi am-se os seguin es
obje i os especí icos: iden i ica os a o es nu icionais mais associados ao desen ol imen o
da hipe ensão nesse g upo, discu i os iscos deco en es da hipe ensão ges acional pa a a
saúde ma e no-in an il e examina a ele ância da educação alimen a como es a égia de
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cuidado e p e enção. A o mulação desses obje i os possibili a o ganiza a análise de manei a
sis emá ica, pe mi indo que o es udo a ance em e apas coe en es que dialogam en e si.
A jus i ica i a pa a a escolha do ema es á inculada à necessidade de se comp eende
como a o es nu icionais in e e em no desen ol imen o e no manejo da hipe ensão em
adolescen es g á idas, conside ando que esse g upo se encon a em condição de maio
ulne abilidade biológica, psicológica e social. A in es igação se mos a ele an e não apenas
pela possibilidade de con ibui pa a a p odução acadêmica, mas sob e udo po seu po encial
de subsidia polí icas públicas e p á icas de saúde que ampliem a qualidade do cuidado
p es ado. Ao in eg a dimensões nu icionais, clínicas e sociais, o es udo e o ça a impo ância
de uma abo dagem in e disciplina pa a en en a p oblemas complexos da saúde ma e no-
in an il, con ibuindo pa a a cons ução de soluções que espei em a especi icidade da
adolescência e assegu em melho es pe spec i as de saúde pa a mães e ilhos.
METODOLOGIA
A me odologia ado ada pa a o desen ol imen o do abalho consis iu em uma
pesquisa bibliog á ica, ealizada a pa i da análise de p oduções cien í icas que abo dam a
hipe ensão ges acional, a g a idez na adolescência e a in luência da nu ição nesses
con ex os. Esse caminho me odológico oi escolhido po que possibili a euni , examina e
a icula o conhecimen o já p oduzido, cons uindo uma base sólida pa a comp eende as
in e - elações en e os elemen os do ema. Além disso, a pesquisa bibliog á ica se mos a
adequada po pe mi i um le an amen o ab angen e e c í ico de es udos ecen es, o e ecendo
subsídios pa a a e lexão e pa a a p oposição de caminhos u u os no en en amen o do
p oblema.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
De inição De Adolescen e
A de inição de adolescen e a ia con o me os e e enciais ado ados, podendo assumi
dimensões biológicas, legais, sociais e cul u ais. A O ganização Mundial da Saúde (OMS)
es abelece como adolescência o in e alo comp eendido en e os 10 e os 19 anos de idade,
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conside ando c i é ios c onológicos pa a ins de pad onização epidemiológica e elabo ação de
polí icas públicas de saúde (O ganização Mundial da Saúde apud BRASIL, 2007). Essa
delimi ação é amplamen e ado ada em es udos in e nacionais e pe mi e a compa abilidade
en e populações e con ex os dis in os.
Sob a pe spec i a biológica, a adolescência é ma cada pelo início da pube dade, que en ol e
p o undas al e ações ho monais, isiológicas e mo ológicas. É nesse pe íodo que oco em o
c escimen o acele ado, a ma u ação sexual e o desen ol imen o das ca ac e ís icas sexuais
secundá ias (Bell, 2016). No en an o, embo a a pube dade seja um ma co inicial, o
desen ol imen o neu obiológico p ossegue a é ap oximadamen e os 25 anos, especialmen e
nas á eas ce eb ais associadas ao con ole inibi ó io, julgamen o e planejamen o u u o, como
o có ex p é- on al (Blakemo e; Mills, 2014). Essas descobe as êm undamen ado o
ala gamen o da noção uncional de adolescência em di e sas á eas do conhecimen o.
No plano psicológico e social, a adolescência é comp eendida como uma ase de ansição
iden i á ia, in ensas ans o mações emocionais, cons ução da au onomia e ede inição dos
ínculos sociais. T a a-se de um momen o de eo ganização in e na dian e das demandas
cul u ais e das p essões de socialização impos as pelo meio. O adolescen e passa a busca
sen ido pa a sua expe iência no mundo po meio de g upos de pa es, da mídia, da escola e de
in e ações cada ez mais complexas com ins i uições (Bell, 2016; S einbe g, 2014). Nessa
e apa, oco em impo an es p ocessos de au oa aliação, expe imen ação e posicionamen o
en e a alo es, c enças e expec a i as sociais.
Do pon o de is a ju ídico, o Es a u o da C iança e do Adolescen e (ECA) de ine como
adolescen e oda pessoa en e 12 e 18 anos de idade, podendo, excepcionalmen e, es ende -se
a é os 21 anos pa a e ei os de esponsabilização e p o eção (B asil, 1990). Essa de inição é
impo an e pa a a delimi ação de di ei os, de e es e ga an ias legais no âmbi o nacional. Já
documen os de polí icas públicas, como a Polí ica Nacional de A enção In eg al à Saúde de
Adolescen es e Jo ens, econhecem a sob eposição en e as ca ego ias “adolescen e” (10 a 19
341
anos) e “jo em” (15 a 24 anos), ado ando uma abo dagem mais inclusi a e con ex ualizada
(B asil, 2007).
É impo an e des aca que a adolescência é uma cons ução social e his ó ica, cujas
on ei as são maleá eis e in luenciadas po a iá eis como classe social, gêne o, e nia,
cul u a e empo his ó ico. Em sociedades adicionais, a adolescência pode se inexis en e
como concei o isolado, sendo subs i uída po i uais de passagem di e os da in ância pa a a
ida adul a. Já em con ex os u banos con empo âneos, a ansição pa a a ida adul a em sido
pos e gada, p olongando o s a us de adolescen e ou jo em po maio empo (Benne ;
Roba ds, 2013). Essa he e ogeneidade e idencia que nenhuma de inição única de
adolescência é capaz de cap u a odas as nuances desse pe íodo do desen ol imen o humano.
Dian e dessas múl iplas pe spec i as, o p esen e es udo ado a a de inição es abelecida
pela O ganização Mundial da Saúde, comp eendendo adolescen es como pessoas en e 10 e
19 anos de idade. Essa escolha se jus i ica pela ampla acei ação in e nacional do c i é io
c onológico da OMS, que a o ece a compa abilidade en e es udos, pad oniza a cole a de
dados epidemiológicos e o ien a polí icas públicas globais. Além disso, essa delimi ação
con empla an o os ma cos biológicos do início da pube dade quan o os desa ios psicossociais
da ansição ju enil. Reconhece-se, no en an o, que essa de inição é ope acional e não aba ca
oda a complexidade da expe iência adolescen e, sendo necessá io, ao longo da análise,
conside a ambém as in e secções cul u ais, his ó icas e con ex uais que moldam o
signi icado da adolescência em di e en es ealidades.
A INFLUÊNCIA DA NUTRIÇÃO NA PREVENÇÃO E MANEJO DA HIPERTENSÃO
EM ADOLESCENTES GRÁVIDAS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A SAÚDE
MATERNO-INFANTIL
A hipe ensão na ges ação adolescen e de e se comp eendida como um enômeno
mul i ace ado que eme ge da con luência en e demandas biológicas do c escimen o,
ulne abilidades psicossociais, ba ei as de acesso aos se iços e de e minan es es u u ais
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que modulam o cuidado p é-na al, e é p ecisamen e nesse en elaçamen o que a nu ição
ocupa luga es a égico an o na p e enção quan o no manejo clínico. Ao conside a que a
adolescen e ges an e simul aneamen e comple a seu p óp io desen ol imen o e sus en a as
exigências me abólicas da ges ação, o na-se e iden e que dé ici s de mac o e mic onu ien es,
pad ões alimen a es ma cados po ul ap ocessados e inges ão excessi a de sódio, bem como
o manejo inadequado do ganho ponde al, ampli icam dis unções endo eliais e in lama ó ias
elacionadas à hipe ensão ges acional, com epe cussões que a a essam des echos pe ina ais
e o cu so de ida da díade mãe-bebê, quad o já p oblema izado no campo da saúde da c iança
e do adolescen e em cha e p ospec i a e in e se o ial po Ribei o e Soa es (2024). A li e a u a
de isco obs é ico sinaliza, ademais, que a g a idez na adolescência pode associa -se a maio
suscep ibilidade pa a p é-eclâmpsia, não apenas po a o es biológicos, mas po con ex os de
ulne abilidade social e acesso i egula ao cuidado, exigindo lei u a c í ica que in eg e
e idências sob e isco, p o eção e cuidado cen ado na pessoa, como discu em B aga e al.
(2021).
Sob a ó ica da p e enção, a educação alimen a e nu icional o ien ada pa a escolhas
saudá eis, manejo do ganho de peso e adequação de mic onu ien es com ên ase em cálcio,
e o e ola os despon a como eixo de baixo cus o e al a elação bene ício- isco, mas seu
impac o depende de desenho pedagógico sensí el às condições eais de ida, à cul u a
alimen a e aos i ine á ios e apêu icos que as adolescen es de a o pe co em; nesse sen ido, a
e icácia de es a égias nu icionais se ele a quando a iculada a p o ocolos clínicos pa a
ges ação de al o isco que incluam iagem p ecoce de hipe ensão, moni o amen o p essó ico
e me as pac uadas de adesão, em consonância com ecomendações de manejo in eg ado
deba idas po Ped oni e al. (2023).
Além disso, a p o ilaxia e o manejo da p é-eclâmpsia, que passam po in e enções
como suplemen ação de cálcio em con ex os de baixa inges ão e ou as medidas de baixo
isco, demons am que a nu ição não é acessó io, mas componen e da linha de cuidado, ainda
que a implemen ação esba e em he e ogeneidades egionais de o e a e em lacunas de
as eio opo uno, desa ios sin e izados po A aujo e al. (2025). Nesse pon o, a nu ição,
343
quando comp eendida como ecnologia le e-du a do cuidado, ope a an o sob e a o es
p oxímios (inges ão, ganho de peso, composição die é ica) quan o sob e mediado es
psicossociais (au onomia, au oe icácia, li e acia em saúde), ao mesmo empo em que demanda
supo e o ganizacional pa a que o aconselhamen o seja longi udinal, a i o e esponsi o.
A ope acionalização desse escopo, en e an o, e ela-se assimé ica na p á ica
co idiana: equipes da A enção P imá ia à Saúde en en am sob eca ga, descon inuidade de
ínculos, o a i idade de p o issionais e limi es no abalho in e p o issional, o que agiliza a
o e a egula de educação alimen a e o moni o amen o do ganho ponde al e da p essão
a e ial; essas ensões são mapeadas no balanço en e conquis as e obs áculos da a enção
p imá ia e da p odução de saúde cole i a, que demandam quali icação pe manen e, in eg ação
em edes e go e nança clínica o ien ada a esul ados, como assinalam Dou ado e al. (2021).
O p é-na al na adolescência pe manece pe meado po descompassos en e di e izes e
ealidade, incluindo início a dio, subo e a de consul as e baixa adesão a ecomendações, o
que comp ome e o as eio de a o es die é icos e a iden i icação p ecoce de sinais de
g a idade, lacunas já c i icamen e sis ema izadas po Mi anda e al. (2013). Tais condições
o nam a a enção quali icada às ges an es adolescen es um impe a i o não apenas écnico,
mas é ico e polí ico, en ol endo a eo ganização do cuidado com acolhimen o, escu a e plano
e apêu ico singula que con emple me as nu icionais ac í eis e moni o á eis, pe spec i a
en a izada po Ab eu e al. (s.d.).
No ní el mic opolí ico do cuidado, a li e a u a em educação em saúde des aca que a
po ência ans o mado a do aconselhamen o nu icional de i a de p ocessos dialógicos,
pedagogias a i as e econhecimen o das expe iências das adolescen es, com papel
p oeminen e da En e magem na coo denação do p é-na al, na lei u a de iscos e na mediação
de planos alimen a es ealis as en e à insegu ança alimen a e aos cons angimen os do
co idiano, como analisa Albuque que (2024). Rela os de expe iência em ações educa i as
indicam que o icinas culiná ias acessí eis, odas de con e sa com pa es, uso de linguagem
não culpabilizan e e cop odução de me as de cu o p azo a o ecem adesão e eduzem e asão,
com e ei os sob e au ocuidado, igilância de sinais de ala me e engajamen o amilia ,
344
elemen os demons ados em in e enções que a iculam p omoção da saúde ma e no-in an il
com me odologias pa icipa i as, como desc e em Sil a e al. (2023). Quando a iculadas a
linhas de cuidado de al o isco, essas es a égias po encializam o as eio de sin omas
p od ômicos, o ajus e p ecoce de condu as e a escalada opo una do cuidado, in eg ando
dimensões clínicas e pedagógicas e espondendo ao p incípio de longi udinalidade de endido
nos modelos de ges ão de isco, como e o çam Ped oni e al. (2023).
Em pe spec i a, desenha polí icas e p á icas obus as pa a a p e enção e o manejo da
hipe ensão em ges an es adolescen es eque assumi a nu ição como eixo ans e sal de
cuidado, com ações in e se o iais que en ol am escola, ede de p o eção social e se iços de
saúde, inco po em moni o amen o do ganho ponde al, acili em acesso a alimen os in na u a e
minimizem ba ei as econômicas que empu am pa a die as hipe ensogênicas; demanda
ambém in es i em o mação e supe isão clínica pa a equipes, ga an i mé icas de
desempenho que alo izem educação alimen a quali icada e assegu a sis emas de
in o mação que cap u em adequadamen e isco nu icional e des echos ma e no-in an is,
agenda coe en e com a isão de ciclo de ida azida po Ribei o e Soa es (2024).
Ao mesmo empo, é p eciso econhece que a adolescência como a o de isco pa a
p é-eclâmpsia não se aduz au oma icamen e em de e minação biológica, mas em
inequidades moduladas po con ex o, o que con oca igilância a i a e p e enção combinada
que una componen es nu icionais, clínicos e psicossociais, como p oblema izam B aga e al.
(2021). Po im, o a anço exige alinha p o ocolos de p o ilaxia baseados em e idências com
a ealidade dos e i ó ios, quali icando o acompanhamen o e a es a i icação de isco pa a que
a “boa ecomendação” seja iá el, as eá el e e e i a na pon a, um ho izon e de melho ia
con ínua sus en ado pelas sín eses c í icas de A aujo e al. (2025) e pelo chamado à
eo ganização do p é-na al adolescen e em cha e esolu i a e acolhedo a p opos o po
Mi anda e al. (2013).
CONSIDERAÇÕES FINAIS