Li o de Resumos | X Cong esso
Po uguês de Sociologia
10-12 de Julho de 2018, Uni e sidade da Bei a In e io ,
Co ilhã
Ambien e e Sociedade
XAPS-10710 -Modelos de Ges ão Pa icipada: O caso da ZPE das Be lengas!
Alexand e Vaz (1); Ca los Pe ei a da Sil a (1); Ca a ina Fonseca (1)!
1- CICS.NOVA, FCSH Uni e sidade No a de Lisboa!
Comunicação O al!
A ualmen e as boas p á icas na ges ão do e i ó io ecomendam a subs i uição de modelos de
go e nança op-down po ou os que sejam capazes de inco po a o conhecimen o, a
sensibilidade e as aspi ações daqueles que são mais di e amen e a e ados. No en an o, os modelos
de ges ão colabo a i a podem se i ambém a coop ação de in e esses e a legi imação de
medidas que deco em de sis emas de decisão hie á quicos e e icais. A ges ão de á eas
p o egidas ecomenda o en ol imen o das comunidades locais e dos p incipais a e ados na
elabo ação dos planos de ges ão e na implemen ação de medidas no e eno. Es a es a égia
pe mi e enco aja soluções in eg adas que não comp ome am as espec a i as das populações,
a o ecendo a iden i icação com os obje i os de conse ação e maximizando assim as suas
hipó eses de sucesso.!
Ao la go de Peniche, as Be lengas são um a quipélago de pequenas dimensões e sem habi an es
em pe manência. Es e abalho, in eg ado no p ojec o Li e Be lengas, p opunha-se iden i ica e
a alia não só as opo unidades e cons angimen os deco en es da Zona de P o eção Especial
(ZPE) e a o ma como são pe cecionados pelos di e en es s akeholde s mas cons i ui ambém
uma o ma moni o iza o sucesso das es a égias de planeamen o pa icipado. Realiza am-se 19
en e is as semi-es u u adas a pescado es, ma iscado es, ope ado es e a di e en es ins i uições
cuja á ea de in luência inclui a Rese a Na u al das Be lengas. Aqui, como quase semp e, exis e
uma di e ença en e as opo unidades e cons angimen os eais e a o ma como são pe cecionados
e in e nalizados pelos di e en es a o es. !
Ve i icou-se que, os con o nos da ZPE e do seu plano de ges ão, ainda não são o almen e cla os
pa a a comunidade mais di e amen e a e ada e exis e ainda desconhecimen o e alguns equí ocos
ela i os aos seus obje i os. Foi ainda possí el comp eende que as elações po encialmen e
con li uosas in a-g upos são p o a elmen e mais dis up i as do que as ensões in e -g upos. Po
ou o lado, uma ques ão pe cecionada pela gene alidade dos en e is ados como de e minan e
pa a uma e icaz ges ão da Rese a passa pela implemen ação de uma capacidade de ca ga. A
incapacidade pa a o aze a é ao momen o oi a ibuída ao con on o en e os c i é ios que
p i ilegiam a p ese ação de alo es na u ais e a ga an ia de eg as de segu ança po oposição a
aspi ações p edominan emen e economicis as que p i ilegiam uma sus en abilidade das emp esas
do se o u ís ico baseada no olume.!
Pala as cha e: Ges ão colabo a i a; Á eas p o egidas; Be lengas; Pesca!
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XAPS-11968 -Os químicos em p odu os do quo idiano - análise da pe ceção e p á icas das
ges an es!
Susana Fonseca (1)!
1- Ins i u o de Ciências Sociais da Uni e sidade de Lisboa!
Comunicação O al!
Nas úl imas décadas em ha ido ale as egula es sob e os iscos que di e en es subs âncias
químicas p esen es em p odu os do quo idiano colocam pa a a saúde humana, pa icula men e no
que conce ne aos g upos ulne á eis - como é o caso das mulhe es em idade ep odu i a e das
c ianças.!
Mais ecen emen e, algumas o dens p o issionais na á ea da medicina e en e magem publica am
opiniões sob e o aconselhamen o que de e se dado às ges an es sob e os po enciais iscos pa a o
e o e pa a as c ianças esul an es do cock ail de subs âncias químicas a que o co po humano es á
sujei o quo idianamen e.!
Es udos in e nacionais sob e as p á icas dos p o issionais de saúde nes a ma é ia, são escassos,
mas apon am pa a a pouca amilia idade, al a de p epa ação pa a esponde a ques ões sob e o
assun o, o empo eduzido de a endimen o de cada pacien e, a necessidade de da p io idade a
iscos bem conhecidos e es abelecidos e a p óp ia ince eza de alguns dos iscos, como as
p incipais azões pa a que o ema não seja commumen e abo dado du an e as consul as médicas. !
Em Po ugal, as mães endem a conside a os p o issionais de saúde como a on e de in o mação
mais con iá el, pelo que é ele an e explo a a o ma como es e assun o é abo dado po es as
classes p o issionais du an e os pe íodos da g a idez e na p imei a in ância, bem como, as
pe ceções e p á icas das mães e u u as mães em elação aos e en uais iscos esul an es do
con ac o quo idiano com subs âncias químicas a a és de p odu os de uso comum.!
Nes a comunicação p e ende-se ap esen a os esul ados do es udo que es á a se le ado a cabo
no ICS-UL in i ulado “Cuida das c ianças num mundo de ince ezas e iscos”, que en ol e
en e is as com ges an es e mães ecen es, com di e en es expe iências de ma e nidade, idade,
expe iências p o issionais e classe social.!
Os esul ados p elimina es das 25 en e is as já ealizadas apon am pa a um desconhecimen o
gene alizado sob e es es iscos, não apenas po pa e das mães, mas ambém da p óp ia
comunidade médica e de en e magem, que a amen e abo da o ema e quando es e é abo dado
ende a des alo iza os iscos esul an es da exposição diá ia a es e ipo de con aminan es.!
C uzando os emas da sociedade de isco, pe cepções e p á icas p oblema iza emos o apa en e
pa adoxo da eme gência dos químicos no quo idiano como uma p eocupação c escen e a ní el
in e nacional, ao mesmo empo que a ní el nacional o ema pa ece es a a escapa à a enção de
p o issionais e u u as mães.!
Pala as cha e: Subs âncias Químicas, Risco, P á icas Sociais!
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XAPS-17639 -Es e a Pública e Cidadania na Lu a Con a a P i a ização da Água!
José Robe o Pe ei a (1)!
1- Uni e sidade Fede al de La as - UFLA!
Comunicação O al!
A água po á el no mundo cons i ui um bem comum cada ez mais escasso e mo i o de dispu a de
in e esses p i ados que ge am con li os sociais locais, egionais e globais. Vá ios au o es a am
da ques ão da escassez da água e dos con li os ge ados em o no dela, ais como Welze (2010) e
Wol (2003). Po ou o lado, á ios au o es conside am que esse bem comum é um di ei o
humano undamen al, um pa imônio público e que pode mo i a a coope ação en e os po os,
ais como Albuque que (2012), S addon (2010) e Lopes (2009). No en an o, a água é conside ada
como commodi y pelas g andes co po ações como a a o ex o de Holland (2005), a água como
negócio. Nesse con ex o de discussão é que se busca, nes e a igo, analisa a o mação de uma
es e a pública emá ica (Habe mas, 2012) em o no desse bem comum e os p ocessos de
pa icipação da sociedade nas decisões polí icas sob e a p ese ação, uso e des inação da água, a
luz da democ acia delibe a i a (Habe mas, 2010; Bohmann, 1997) e do concei o de cidadania
(Ca alho, 2008). Toma-se como base pesquisas empí icas ealizadas nas es âncias hid omine ais
do sul de Minas Ge ais, B asil, desde 2016 ealizadas po C uz (2017) e Alcân a a (2017), onde
se ap esen a uma con igu ação ins i ucional especí ica em o no do uso da água, com a p esença e
a uação de o ganizações públicas es a ais e não es a ais, ações his ó icas do minis é io público,
o ganizações não go e namen ais, associações comuni á ias e o ganizações p i adas. Os con li os
em o no da água mine al nessa egião se es abelece am a pa i da comp a de um pa que das
águas po uma g ande co po ação mul inacional e com a en a i a de p i a ização das águas de
ou os ês pa ques po á ios go e nos do es ado de Minas Ge ais, desde a década de 1990.
Des aca-se nesse con ex o a a uação de o ganizações não go e namen ais con a esse p ocesso de
p i a ização das águas, po meio de passea as, abaixo-assinados e ações ci is públicas con a os
edi ais de p i a ização lançados pelo go e no. As pesquisas o am de na u eza quali a i a e de
ca á e desc i i o e ge ou uma disse ação de me ado e um p oje o de dou o ado. Além disso,
es á em cu so uma pesquisa em Po ugal com os mesmos pa âme os das pesquisas ealizadas no
B asil, com o obje i o de ealiza uma análise compa a i a. Os esul ados das pesquisas no B asil
mos am que se o mou uma es e a pública poli izada a pa i da a uação de duas o ganizações
não go e namen ais com base em a gumen os undamen ados no exe cício da cidadania da
população local, conside ando a água como di ei o humano, como pa imônio público e como
p ese ação do meio ambien e.!
Pala as cha e: Es e a Pública, Cidadania, Água, Pa icipação!
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XAPS-39186 -Clima e Jus ice and Ame indian On ologies!
F onika Claziena Aga ha de Wi (1); Ana Ri a Ma ias (1)!
1- Uni e sidade de Lisboa - Ins i u o de Ciências Sociais!
Comunicação O al!
Due o i s complexi y and high le el o unce ain y, clima e change is an example o a so-called
“wicked” p oblem: he e is no one-size- i s all solu ion. Resea ch on clima e go e nance mainly
looks a clima e change as a biophysical phenomenon and he eby o e looks i s social
implica ions. The e is a lack o a mo e people-cen e ed de elopmen and esea ch on clima e
jus ice, o empowe he poo es people and coun ies in hei e o s o igh clima e change.
Clima e Jus ice links human igh s and de elopmen o achie e a human-cen e ed app oach,
sa egua ding he igh s o he mos ulne able and sha ing he bu dens and bene i s o clima e
change and i s esolu ion equi ably and ai ly.!
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The Plane a y Bounda y (PB) F amewo k es ima es nine global bounda ies in o de o p o ide a
sa e ope a ing space on ea h. Rela ed o he bounda ies a e he so-called ipping poin s: plane a y
h esholds ha , when c ossed, may d as ically change ecosys ems o e en lead o collapse. One o
he global ipping elemen s is he Amazonian ain o es , whe e complex in e ac ions be ween
local land-use change and global emissions de e mine po en ial u u e scena ios. Wi h he 17
Sus ainable De elopmen Goals (SDGs), adop ed in 2015 a he UN Summi , esea che s upda ed
he PB F amewo k and placed i in o he social con ex o he SDGs. Also, he SDGs ha e a clea
ambi ion o connec scien i ic and local knowledge sys ems o imp o e clima e go e nance, bu
he e is a need o an app oach ha alues he di e si y and mul i ude o ways in which
indigenous, local and scien i ic knowledge sys ems gene a e alid and use ul knowledge o
add ess global challenges.!
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This s udy analyses he social implica ions o clima e go e nance in he Amazon, wi h a ocus on
he impac s o he egion´s indigenous peoples, and examines how o he pe spec i es o he
concep o de elopmen and he “Epis emologies o he Sou h” a e inco po a ed in he egion´s
clima e policies. We will conduc a sys emic li e a u e e iew using he case su ey me hodology,
looking o indigenous coope a ion and he inco po a ion o he Ame indian pe spec i e. The case
s udies will be codi ied and hei con en will be analyzed wi h he use o MaxQDA so wa e
p og am. This way, his s udy mo es beyond he en i onmen -cen e ed iew o clima e change as
well as he Eu ocen ic pe spec i e o de elopmen .!
Pala as cha e: Clima e Jus ice; Clima e Go e nance; Indigenous Knowledge; Ame indian
Pe spec i ism!
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XAPS-39641 -Indus ial Re olu ion 4.0 and Clima e Change: wha g ea leap o wa d?!
Rica do Mo ei a (1); João Cama go (2)!
1- Gabine e de Es a égia e Planeamen o do Minis é io do T abalho, Solida iedade e Segu ança
Social; 2- Ins i u o de Ciências Sociais - Uni e sidade de Lisboa!
Comunicação O al!
The cu en deba e on he Indus ial Re olu ion 4.0, p omo ed in he media, in scien i ic pape s
and in e na ional con e ences by he highe echelons o capi alism pu s o wa d g im, posi i is
and an asis pe spec i es, while lea ing wo pa amoun issues la gely un ouched: clima e change
and ene gy. The p ospec o jobs and labou is sel -de ea ing: he indus ial e olu ion 4.0 will
kill jobs like ne e be o e, wi h he obo iza ion, au oma ion and digi aliza ion o all aspec s o
p oduc ion, dis ibu ion and consump ion. A i icial In elligence jus a ound he co ne and
BigDa a will change humani y o i s e y co e, hey gua an ee. We a gue ha his p ospec is a
he same ime a las di ch a emp on capi alism o y and build u u e gains and p o i s on a
decaying en i onmen and o a ac un ealis ic posi i ism when aced wi h he sys em change
necessa y o o e come clima e change. This is he collision o wo sunamis: capi alism and
globaliza ion, on he one side, clima e change and ene gy on he o he . F om his collision
be ween changes in echnology and globaliza ion and he limi s imposed by clima e change and
ene gy sou ces, an e en mo e ca as ophic scena io a ises: being caugh in he middle o a
echnological ansi ion wi hou he means o ollow i h ough and su e ing shockwa es om a
c umbling clima e, going beyond h esholds o li abili y o as pa s o e i o ies now inhabi ed
by human communi ies. On he o he hand, a majo shi in he sys em o p oduc ion, adap a ion
and mi iga ion o clima e change wi h an economy o ien ed o a new clima e and o he
dis ibu ion o weal h is he mos eliable way o a oid ca as ophic scena ios whils imp o ing
quali y o li e and c ea ing billions o necessa y jobs. I is ime o make i easie o imagine he
end o capi alism hen he end o he wo ld.!
Pala as cha e: Clima e Change, Indus ial Re olu ion 4.0, Ene gy, Capi alism!
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XAPS-40898 -INTRAG 2018 – Aplicação do Índice de T anspa ência na Ges ão da Água em
Po ugal!
José Gomes Fe ei a (1); And é Sil ei a (1); João Gue a (1); Da id T a assos (1); Luísa Schmid
(1)!
1- Ins i u o de Ciências Sociais da Uni e sidade de Lisboa!
Comunicação O al!
Em 2014, a p imei a edição do Índice de T anspa ência na Ges ão da Água (INTRAG) da a con a
do e ei o da mudança de ciclo polí ico nas polí icas da água, aduzindo-se, no desman elamen o
das ins i uições egionais de ges ão e planeamen o dos ecu sos híd icos, na al e ação das
condições pa a a pa icipação e e i a dos cidadãos e na ine icácia da cob ança de axas e
aplicação do p incípio do poluido -pagado . Simul aneamen e, algumas das es ações da ede de
moni o ização de qualidade dos ecu sos híd icos supe iciais deixa am de unciona ,
in e ompendo-se sé ies de ecolha de dados e ab indo a possibilidade de en iesamen o de
esul ados. Apesa das expe a i as, o go e no saído das eleições legisla i as de no emb o de
2015 não ecuou. Assim, a Agência Po uguesa do Ambien e (APA) man e e-se como Au o idade
Nacional da Água, acumulando a u ela da ges ão egionalizada. Em ace dessa manu enção, o
segundo ciclo de planeamen o so eu cons angimen os de á ia o dem, designadamen e
inancei os, de ecu sos humanos, de ope acionalidade e de en ol imen o dos cidadãos. O im da
au onomia das Adminis ações de Região Hid og á ica de e minou, po exemplo, um a as amen o
en e as en idades esponsá eis e a população, limi ando a pa icipação pública nos ciclos de
planeamen o ao cump imen o de equisi os impos os pelo p ocesso de implemen ação da Di e i a
da Água, e des alo izando um en ol imen o a i o e dinâmico de base egional em odo o ciclo da
ges ão e planeamen o da água. Não oi e omada a in o mação egionalizada e acessí el a a és
de si es especí icos, nem ão pouco a o ganização de e en os e sua di ulgação. Na p á ica,
aumen ou-se a dis ância en e as pa es in e essadas e a descon iança dos cidadãos ace à
adminis ação pública. Po ou o lado, e lexo do e ocesso nas polí icas da água, a deg adação
dos ecu sos híd icos em Po ugal em indo a ganha e eno, in e endo o p essupos o da
Di e i a Quad o da Água. Em suma, es e é o momen o indicado pa a se ealiza no a a aliação
do se o com ecu so a uma no a aplicação da ba e ia de 80 indicado es do INTRAG. O Índice de
T anspa ência na Ges ão da Água e oma a ecolha de dados sob e in o mação disponí el nas
ins i uições públicas esponsá eis pela ges ão e planeamen o da água, p ocu ando es imula a
melho ia da qualidade e quan idade de in o mação, e a alia a acessibilidade e a anspa ência da
in o mação disponibilizada, p essupondo a sua ges ão po bacia ou egião hid og á ica.!
Pala as cha e: Regiões hid og á icas, go e nança da água, polí icas públicas, anspa ência!
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XAPS-41350 -A Educação Ambien al e a Qualidade da Democ acia: O caso das Eco-Escolas
Po uguesas!
P a a, Leono (1)!
1- Dou o anda em Sociologia no Ins i u o de Ciências Sociais da Uni e sidade de Lisboa e
in eg ada no Obse a ó io do Ambien e, Te i ó io e Sociedade (OBSERVA ICS-UL)!
Comunicação O al!
A ciência pa a a sus en abilidade sublinha a impo ância não só de en ol e os cidadãos nos
p ocessos de go e nança, mas ambém apon a a polissemia do concei o de sus en abilidade e o
ine en e con li o de in e esses ela i amen e à sua implemen ação nas sociedades con empo âneas
(Kajikawa, 2008). !
Po seu lado, a educação ambien al e pa a o desen ol imen o sus en á el em, segundo á ios
es udos in e nacionais, seguido a endência de um cu ículo que demons a as e idências
cien í icas de deg adação ambien al e al e ações climá icas, mas que igno a as ques ões
no ma i as e complexas subjacen es, o que alguns au o es denominam como ciência no mal
(Kuhn, 1962), ou adições sele i as posi i is as (Ohman,2008). Al e na i amen e, exis e um
pa adigma pós-no mal, uma educação ambien al p og essis a (A ms ong, 2011) que desen ol e
as compe ências c í icas no sen ido de e o ça a ação democ á ica sus en á el dos jo ens
cidadãos no p esen e e no u u o (Hende son & Tilbu y, 2004).!
Es a comunicação ep esen a a p imei a ase de uma in es igação dou o al no âmbi o do
p og ama In e nacional de educação ambien al ‘Eco-Escolas’, uma Agenda Local 21 ao ní el
escola , coo denada em Po ugal pela Associação Bandei a Azul Eu opeia há mais de duas
décadas e que hoje con a com 1682 escolas pa icipan es, ab angendo ce ca de 653.483 alunos
(ABAE, 2018). A a és de uma me odologia mis a, o es udo em como obje i o iden i ica
ipologias de implemen ação pedagógica do p og ama po uguês e das ealidades das suas
comunidades escola es. !
Se ão discu idas as ques ões ligadas ao ema do Cong esso, nomeadamen e como omen a a
qualidade da democ acia e cidadania na e a da pós- e dade en e es udan es po ia de p og amas
como o Eco-Escolas, e como lida com a di e sidade e con li o de opiniões e emoções
ela i amen e ao p oblema das al e ações climá icas e aos obje i os de desen ol imen o
sus en á el.!
Pala as cha e: Educação Ambien al, Eco-Escolas, Democ acia Pa icipa i a!
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XAPS-45608 -Public Policy on Clima e Change: can i go beyond p eambles?!
João Cama go (1)!
1- Ins i u o de Ciências Sociais - Uni e sidade de Lisboa!
Comunicação O al!
The las wo decades ha e seen he he eco ds o highes empe a u es in eco ded his o y, a
spike in na u al ca as ophes connec ed o clima e change as well as many in e na ional e o s o
ha e global ag eemen s on he need o cu b g eenhouse gas emissions. A he same ime,
abundan legisla ion has been c ea ed a he egional, na ional and local le els conce ning clima e
change, wi h plans and p og ams o mi iga ion and adap a ion. The e is none heless an eno mous
inconsis ency be ween p ojec ed scena ios and decla ed a ge s and he app op ia e ac ions o
achie e hem. Clima e change legisla ion's p eambles e y ha dly ma ch i s wo ds o enac men ,
a he dilu ing o e en con adic ing i s pu pose. This can be seen bo h in IPCC epo s and in
in e na ional ag eemen s such as he Kyo o P o ocol and he Pa is Ag eemen . O he legisla ion
closely connec ed o clima e: conce ning ene gy, pollu ion, anspo , ade, ag icul u e o o es y
usually embellish i s non- esolu i e pa s wi h he need o add ess clima e change and o hwi h
dis ega d i . I analise legisla ion om h ee coun ies - Po ugal, Spain and Mo occo - wi h
di e se poli ical sys ems and cul u al backg ounds, a cons i u ional epublic in he EU, a
cons i u ional mona chy in he EU and a cons i u ional mona chy in no he n A ica. The h ee
coun ies a e in an a ea which is pa icula ly ulne able o he e ec s o clima e change and will
ha e simila impac s amongs hemsel es. I e alua e he le el o ma ch and misma ch be ween
p eambles and wo ds o enac men and obse e i he mains eaming o clima e policy is s ill,
i s and o emos , a ques ion o p opaganda in he egions ha a e al eady being mos a ec ed by
he impac s o clima e change.!
Pala as cha e: Clima e Change, Public Policy, Spain, Mo occo!
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XAPS-49804 -No hib idismo da comunidade, sus en abilidade e o p incipio da in enção:
uma e isão sis emá ica da li e a u a sob e Eco illages!
Ca la Noguei a (1); João Filipe Ma ques (1); Hugo Pin o (2)!
1- CIEO - Cen o de In es igação sob e o Espaço e as O ganizações, Uni e sidade do Alga e; 2-
CES - Cen o de Es udos Sociais, Uni e sidade de Coimb a & CIEO - Cen o de In es igação
sob e o Espaço e as O ganizações, Uni e sidade do Alga e!
Comunicação O al!
No con ex o a ual, de e osão dos modelos sociais e económicos igen es, pa ece ine i á el uma
e lexão sob e as possibilidades de uma ansição pa a um pa adigma sus en á el e, po isso,
dis in o em e mos de p odução e consumo. O c escimen o e di usão de g upos au o-o ganizados
que p ocu am a cons ução de modelos de sus en abilidade mul idimensional cons i uem um dos
e lexos dessa necessidade. O mo imen o eco illage em indo a ap esen a sinais de
c escimen o, o que se em indo a e le i nos es udos académicos que se êm deb uçado sob e
es e enómeno. No en an o, es e c escimen o em sido acompanhado de alguma con usão no que
diz espei o à de inição igo osa dos concei os de «eco illage», «comunidade sus en á el» e de
«p incipio da in enção». De o ma, a ul apassa esses p oblemas concep uais, es e es udo
mobiliza duas écnicas de e isão de li e a u a: po um lado, um mapping e iew com o obje i o
de iden i ica as p incipais dimensões p esen es na li e a u a ela i a a es es enómenos; po
ou o, uma e isão sis emá ica de li e a u a que pe mi a analisá-los enquan o mecanismos com
po encialidades de in oduzi mudanças con ínuas, à luz dos es udos sob e ansições sus en á eis.
Os esul ados e idenciam ce as sob eposições concep uais e pe mi em a ança com o e mo
«comunidades sus en á eis in encionais» como a exp essão que melho ep esen a o nosso obje o
empí ico, endo em con a a abo dagem sob e a qual p e endemos analisá-lo.!
Pala as cha e: Eco illages; Comunidades sus en á eis in encionais; Es udos de ansição;
Re isão sis emá ica de li e a u a!
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XAPS-64994 -EDUCAÇÃO AMBIENTAL SOB A ECOPOLÍTICA!
LAZZARI, Má cia C is ina (1); BENAION, Danyelley Ja ahy (2)!
1- Uni e sidade do Es ado do Amazonas - UEA; 2- UNIVERSIDADE CATÓLICA
PORTUGUESA - UCP/LISBOA!
Comunicação O al!
Ao obse a mos mais a en amen e a p á ica e o emen á io que sus en a os pa âme os da
educação ambien al, p esencia-se ce a agilidade, inclusi e no modo como em sendo colocada
em p á ica p incipalmen e no co idiano das escolas. De modo ge al, o en oque da educação
ambien al acaba se di ecionando pa a ações de eciclagens e pela de esa do consumo sus en á el,
não se in es indo num ca á e mais adical de up u a, po exemplo, com o consumismo. Ao
con á io, i encia-se um mo imen o in e so, pois g aças ao cu o ciclo de ida dos apa elhos
ele ônicos e celula es há um apelo cons an e e incisi o ao consumo exace bado de apa elhos
celula es, jogos, able , kindle e c., que a inge a odos e mais di e amen e as c ianças e jo ens.
P esencia-se o pensa na p ese ação da na u eza pa a a uais e u u as ge ações, enquan o
ins umen o da educação ambien al, e, ao mesmo empo, con i e-se com a indi e ença pe an e o
consumismo ele ônico. Es a ambiguidade e a a a no malização e o apaziguamen o dian e
oneladas de lixo ele ônico p oduzido mensalmen e no mundo odo. Le ando em con a esses
elemen os, obje i a-se desc e e inicialmen e os pa âme os educacionais que pe meiam a
chamada educação ambien al no B asil, buscando equaciona como o consumismo exace bado
em sob e i endo sob essa lógica, omando po base o concei o de ecopolí ica, que conside a o
p ocesso de subme e udo a es e a sus en á el como disposi i o de go e no. T a a-se da a e a de
p o ege o plane a pa a as u u as ge ações, sob uma no a acionalidade neolibe al, que se ale
an o do capi al como do capi al humano. Não i enciamos mudanças adicais de
compo amen os, pois os jo ens podem se a as a de p á icas como pa a de come ca ne,
ecicla em o lixo, consumi em p odu os sem ag o óxicos, con udo con inuam consumindo uma
sé ie de p odu os, u o do emp ego de mão de ob a esc a a con empo ânea, elacionados a es es
em animais, além de con ibuí em o emen e pa a o acúmulo de lixo ele ônico, cujo des ino é
ince o e, no malmen e acaba acon ecendo em países mais pob es e poluídos. Ao conside a a
p odução do lixo ele ônico e do consumo de apa elhos ele ônicos, p e ende-se abalha a
ecopedagogia, buscando equaliza sua iloso ia a en e do ideá io que o Minis é io da Educação
b asilei o p e ê pa a o ganiza a educação ambien al es a al.!
Pala as cha e: SUSTENTABILIDADE, ECOPOLÍTICA, ECOPEDAGOGIA, CIDADANIA-
PLANETÁRIA!
!
XAPS-67755 -Ci ies challenges in he con empo a y socie ies: u ban sus ainabili y and
en i onmen al issues!
Diogo Guedes Vidal (1); Rui L. Maia (1); Gisela M. Oli ei a (1); Manuela Pon es (1); Esme alda
Ba ei a (2)!
1- FP- ENAS – Unidade de In es igação em Ene gia, Ambien e e Saúde, Uni e sidade Fe nando
Pessoa, Po o, Po ugal; 2- Ins i u o Po uguês de Oncologia, Po o, Po ugal | FP- ENAS –
Unidade de In es igação em Ene gia, Ambien e e Saúde, Uni e sidade Fe nando Pessoa, Po o,
Po ugal!
Comunicação O al!
Ci ies and u ban spaces a e, in he con empo a y socie ies, he e lec ion o he mos di e si ied
and plu al social p ac ices. Alongside his e idence, he u baniza ion b ings o he ci ies
en i onmen al p oblems, namely ela ed o in ensi e a ic, indus ializa ion and human beha io
ela ed o he li es yles inhe en o he s anda ds imposed by con empo a y socie ies. Mo e han
50 % o he wo ldwide popula ion li e in ci ies and, consequen ly, a e mo e ulne able o he
pollu ion which may a ec hei heal h. This communica ion in ends o sha e he i s esul s o
A e, Cul u a e Comunicação
XAPS-11057 -O impac o das in e acções sociais na o mação e na c iação a ís ica.!
Alix Didie Sa ouy (1)!
1- Ins i u o de E nomusicologia - Música e Dança!
Comunicação O al!
A u ilização da exp essão a ís ica como o ma de emancipação em con ex os sociais
pa icula men e ulne á eis, é um ema cen al no meu abalho de in es igação. Como an os
ou os emas, a in luência nega i a das “pós- e dades” ambém é e iden e na comunicação ei a
sob e p oje os sociocul u ais. Os adicalismos analí icos, que ão da hagiog a ia à demonização,
omam o con olo do deba e. Es e ica limi ado pela al a de complexi icação e de ela i ização
ace aos a o es espaço e empo. !
É um acili ismo, os ex emos opos os são cla amen e pe ce í eis e ca ego izá eis, são amilia es
à “pós- e dade”. Mas há ou as o mas de obse a e de pensa o que nos odeia. No caso da
in es igação sociológica quali a i a sob e p oje os com obje i os sociocul u ais, mais do que a
no ma i idade da e dade, p ocu a-se comunica a ealidade empí ica. !
É num empi ismo p agma is a (Dewey 2010; James 2007) que ou en a basea a minha
comunicação sob e o que a música “ az aze ” quando u ilizada como e amen a de emancipação
em bai os sociais. Os esul ados ap esen ados p o êm de escolas de música, em ês campos de
in es igação: Ma acaibo na Venezuela; Sal ado da Bahia no B asil; Amado a em Po ugal.
Apliquei me odologias quali a i as, insis indo na e nog a ia indu i a, jun o de odos os “a o es”
que pa icipam numa escola de música (p o esso es, alunos, pais, auxilia es de educação, e os
obje os ambém!).!
Abo da ei duas ques ões p incipais: !
1) A a e musical é, in ine, um obje i o a a ingi ou se á, in ia, um meio que pe mi e i e uma
sé ie de in e ações sociais? “Foi o som do ins umen o X que me mo i ou”, diz a maio ia dos
alunos quando lhes pe gun amos sob e a escolha do seu obje o musical e sob e a on ade de
in eg a em uma o ques a. É lag an e o sen ido es é ico que podem e na sua mais en a idade.
Mas, se es a é uma azão que mo i a a en a , não é ce amen e a única que jus i ica a ica .
Ap ende um ins umen o e exp essa -se a is icamen e exige mui o abalho, ao longo de anos. O
que man em o aluno p esen e nesse exigen e es o ço é a na u eza das in e ações sociais
quo idianas ao qual é subme ido. I ei insis i naquilo a que alguns en e is ados chamam de “ a o
humano”, elemen o quiçá mais in luen e que o “disposi i o” do p oje o. !
2) Seguindo essa linha de obse ação e de análise, ou insis i no papel da “acção
colec i a” (Becke 1974) nos mundos das a es, pa icula men e nas escolas de música e nas
o ques as. A isso jun a ei a noção de “con inuidade” (Sa ouy 2016), essencial pa a o alece a
ap endizagem, o nando pe ene o conhecimen o e a in eligência social dos jo ens a is as.!
Pala as cha e: Música; o ques as; in e acções sociais; complexidade; acção colec i a;
con inuidade.!
!
XAPS-11843 -Polí icas Públicas Cul u ais e Me cado: Um pano ama sob e in es imen os
cul u ais e o me cado da di e sidade no B asil.!
P iscila B andão Va gas (1)!
1- Uni e sidade Fede al Fluminense!
Pos e !
O pôs e obje i a e idencia em que medida o aumen o no in es imen o em polí icas cul u ais nos
úl imos 15 anos no B asil possibili ou a c iação de no os nichos de me cado baseados nos
concei os de di e sidade e a i ismo. Pa a al, ealizou-se, num p imei o momen o, uma cole a de
dados a pa i de documen os ins i ucionais ( ela ó ios de cul u a do go e no) elacionando-o com
um es udo de caso da pla a o ma ca ioca de c ia i os NOIX e o es i al #DáP aFaze . O abalho
p ocu a comp eende em como no os me cados se es abelecem e pe manecem após a in es idu a
pública no cená io da cul u a a pa i de um ma ke ing co po a i o que di ulga e acessibiliza o
engajamen o a a és do concei o de di e sidade.!
Pala as cha e: polí icas públicas, ma ke ing, di e sidade, cul u a!
!
XAPS-13199 -“A e U bana: no os eixos de p oblema ização”!
Rica do Campos (1); Ága a Sequei a (1)!
1- CICSNo a, No a FCSH!
Comunicação O al!
A ca ego ia de a e u bana é ela i amen e ecen e e não es á pe ei amen e consolidada. Na
e dade es e é um e mo dispu ado, sendo que não exis e consenso ela i amen e às on ei as que
de inem es a ca ego ia, nem sob e o que es a ep esen a na ealidade. De odo o modo, es e é um
e mo cada ez mais u ilizado po um conjun o de ac o es de sociais que, des e modo, ão
cons uindo uma e ó ica ace ca des e meio e daqueles que nele são incluídos. Podemos olha
pa a es e meio como um “mundo da a e” (H. Becke ) ou “campo cul u al” (Bou dieu) em
cons ução, que se dis ingue cla amen e de ou os mundos a ís icos no na á ea das a es plás icas
e isuais. Es e é um campo híb ido e ambi alen e, his o icamen e ma cado po uma linhagem
p o enien e das a es e cul u as de ua, das subcul u as u banas e dos mo imen os de inspi ação
DIY (Do I You sel ). O p ocesso de a i icação e legi imação social des as exp essões em
ca ac e ís icas pa icula es e é ainda ela i amen e ecen e. Impo a a e i o modo como se
p ocessa e os seus di e en es impac os, que em e mos u banos ( u is i icação, gen i icação,
pa imonialização, e c.) que em e mos sociais e económicos (p o issionalização de a is as,
complexi icação do campo, apa ecimen o de no os agen es, e c.). Com es a comunicação
p ocu amos e lec i sob e es es p ocessos, endo em conside ação dados p elimina es de um
p ojec o em cu so sob e a A e U bana em Po ugal e no B asil. Es e p ojec o, emp egando
me odologias quali a i as, p e ende aze o e a o ac ual des e campo e das suas in e ligações
globais, pa icula men e num con ex o luso-b asilei o.!
Pala as cha e: Cidade, A e U bana, A i icação!
!
XAPS-13715 -As a i idades e se iços o line/online nos museus nacionais e as a aliações e
suges ões dos públicos!
José Soa es Ne es (1); Jo ge San os (1); Ma ia João Lima (1)!
1- ISCTE-IUL/CIES-IUL!
Comunicação O al!
Os públicos são a o es cen ais das ins i uições cul u ais em ge al, e dos museus em pa icula , e
cons i uem um impo an e a o de legi imação da sua exis ência. Ganha assim ele o p ocu a
conhece , de uma o ma a iculada, quais as a i idades desen ol idas e os se iços disponí eis,
po um lado, e as a aliações dos públicos, po ou o. Na sociedade em ede isso inclui as
e en es o line e online.!
Nes a comunicação a ançamos pe spe i as analí icas que isam con ibui pa a al conhecimen o
po ia da espos a a qua o ques ões: quais as a i idades e os se iços dos museus nacionais
di igidos aos públicos? Que a aliações deles azem os públicos? Quais os a o es susce í eis de
con ibui pa a en ende o sen ido das a aliações ei as? Que opiniões e suges ões azem?!
Pa a a discussão das e e idas ques ões a iculamos ês dimensões de análise: a i idades e
se iços dos museus, a aliações quan i a i as e opiniões quali a i as dos públicos. A base
empí ica é o es udo p omo ido pela Di eção-Ge al do Pa imónio Cul u al (DGPC) em 14
museus nacionais em 2015. O ins umen o de ecolha de in o mação sob e os públicos é o
inqué i o po ques ioná io em pla a o ma in o má ica cujo abalho de e eno deco eu em
pe manência ao longo de 2015. O uni e so é cons i uído pelos públicos da e en e exposi i a,
com 15 e mais anos, nacionais e es angei os. A base da análise é uma amos a de 13.853
ques ioná ios ep esen a i a do uni e so.!
Pala as cha e: Públicos de museus; Museus nacionais; A i idades e se iços; Suges ões dos
públicos!
!
XAPS-23092 -Meo Sudoes e e Voda one Mexe es : Música, expe iência e ap op iação do
espaço em ambien es u banos e u ais!
Paulo Ceza Nunes Junio (1)!
1- Uni e sidade Fede al de I ajubá / Uni e sidade de Coimb a!
Comunicação O al!
A oco ência dos es i ais de música como enômeno global in ensi ica-se a pa i da década de
90, quando podemos iden i ica um aumen o subs ancial no núme o desse ipo de e en os em
di e en es países ao edo do globo, e especialmen e em Po ugal. Es a ap esen ação isa
in es iga as associações es abelecidas en e os es i ais u banos e u ais no con ex o po uguês, e
a elação en e expe iência do sujei o e ap op iação do luga . !
Dois impo an es es i ais se ão omados como e e ência: o Voda one Mexe es (e en o
u bano, ealizado em Lisboa) e Meo Sudoes e (e en o u al, ealizado em Zambujei a do Ma ).
Es e es udo u ilizas-se de me odologia quali a i a a pa i de en e is as (não es u u adas e semi-
es u u adas) com in e mediá ios cul u ais en ol idos na p odução de ambos os es i ais; análise
documen al de no ícias publicadas nas mídias e ins umen os u ilizados ela P odu o a Música no
Co ação pa a di ulga des es e en o ( ídeos, ca azes, olhe os e edes sociais).!
A análise de cada um dos casos de es udo suge em algumas pis as que se ão ap esen adas
na comunicação, al como o papel secundá io ocupado pela música na uição da expe iência o al
dos es i ais; a queb a da o ina e a sensação do empo dila ado p opo cionada pelo espaço dos
e en os, onde o campismo apa ece como elemen o de inido da expe iência; a o mação de
g upos sociais mais la gos e ixos du an e a semana e, além disso, o sen imen o de comunidade
necessá io pa a o p ocesso de ap op iação do espaço (á eas de cozinha e higiene pessoal
compa ilhadas, po exemplo). Es a ealidade pa ece se quase in e samen e p opo cional à
ambiência c iada pelo es i al u bano omado como caso de es udo, onde a música em papel
cen al na uição da expe iência, com a mos e a ma cada pelo mo imen o, con ação espaço/
empo e simul aneidade de e en os na o e a de sua p og amação. Nes e, a du ação ende a se
ge almen e mais cu a, e as sociabilidades cos umei amen e oco em em g upos meno es e menos
ixos.!
As e lexões p elimina es indicam a necessidade de e lexão sob e os es i ais de música
em âmbi o u al e u bano como desencadeado es de um espaço- empo p óp io, de pa ilha de
alo es, ideologias, mi ologias, c enças e i os especí icos. A pa i des e pon o, as pis as iniciais
suge idas po es a pesquisa suge em um es udo mais ap o undado sob e os sen idos de celeb ação
e consumo da expe iência no Voda one Mexe es e no MEO Sudoes e, uma ez que ambos os
e en os cons i uem-se hoje como e e ências consag adas e signi ica i as no con ex o es i alei o
po uguês e eu opeu.!
Pala as cha e: música, a i idades cul u ais, espaço u bano, espaço u al!
!
XAPS-29355 -Fogo no Ma : a análise da on e documen al cinema og á ica como mé odo
pa a a pesquisa cien í ica!
Con ado He nandes de Oli ei a (1)!
1- Uni e sidade do Minho!
Comunicação O al!
As po encialidades da pesquisa documen al são ão in indá eis quan o delicadas, ao conside a -se
que es as a am como on es ma e iais a é en ão não e e enciados como documen os cien í icos.
A pa i de c i é ios especí icos, uma pe spec i a ão ab angen e quando subjugada de análise
encon a-se na on e documen al cinema og á ica como me odologia cien í ica, em pa icula nos
documen á ios e ob as de não- icção. !
!
O a igo aqui p opos o em como obje i o ei e a a u ilização da écnica de análise da on e
documen al cinema og á ica como me odologia pa a a pesquisa cien í ica. Es a écnica e seus
po meno es se ão conside ados com apon amen os sob e o documen á io i aliano “Fogo no Ma ”,
de Gian anco Rosi, com a in enção de comp eende e analisa suas mani es ações na a i as
híb idas que se desdob am en e icção e documen á io. !
!
O nascimen o do documen á io mui as ezes se con unde com a p óp ia his ó ia do cinema, is o
que os p imei os egis os cinema og á icos p opunham o egis o da ealidade, a pa i da
ep esen ação do eal, quando, em 1895, os i mãos Louis e Augus e Lumiè e ap esen a am a ob a
La So ie de l’Usine Lumiè e à Lyon, uma p ojeção sob e a saída dos ope á ios de uma áb ica da
amília. Ainda assim, nas ob as seguin es dos i mãos Lumiè e, a d ama ização se ins au a a a
pa i da c iação de comicidade e suspense; o egis o documen al cedia luga , aos poucos, a
iccionalidade. Já disse a John G ie son, ainda em 1926, que o documen á io se ia o a amen o
c ia i o da ealidade. !
!
Es e hib idismo é ão an igo quan o eple o de nuances, po ém ainda se no am cons uções
na a i as ambíguas, como no sup aci ado “Fogo no Ma ”. Pa a a alia sua na a i a, cons ução
de discu sos e subje i idades, no en an o, de e-se ap o unda p imei amen e a análise da on e
documen al como me odologia. Pa a al, é undamen al des aca que es a pesquisa eco e a
ma e iais ainda não a ados como cien í icos, ou seja, on es p imá ias, que de em se a aliadas
c i e iosa e cuidadosamen e. !
!
Uma ez o documen á io já de inido concei ual e his o icamen e e elacionado como on e
passí el da pesquisa documen al, es a que apon a o con eúdo audio isual como ma e ial de
análise, é apenas en ão que se á possí el conside a os demais obje i os p e endidos pela
pesquisa, suas p oposições e le an amen os, assim como seus con ibu os e esul ados.!
Pala as cha e: Cinema; Documen á io; Me odologia; Pesquisa;!
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XAPS-30612 -A e em comunidade: AMAReMAR em Esposende!
Ana Filipa Oli ei a (1); Te esa Mo a (2)!
1- Uni e sidade do Minho (mes e em Sociologia pela); 2- CICS.No a.UMinho!
Comunicação O al!
P opomo-nos ap esen a os esul ados de uma in es igação que incidiu no p oje o AMAReMAR,
c iado em 2016 e desen ol ido, nos anos seguin es, em Esposende. AMAReMAR é
p o agonizado pelos seus coo denado es a ís icos como uma p á ica de “a e e comunidade” e
enquad ado pelo pode municipal como um meio de “p omo e o espí i o da inclusão social
a a és de p á icas a ís icas”, p incipalmen e, jun o dos esiden es de Sucupi a e Lagoa, dois
bai os do sul de Esposende. Com o obje i o de comp eende as expe iências iden i á ias dos seus
pa icipan es, desen ol eu-se uma in es igação sob e o p oje o que oi o ien ada po uma
me odologia quali a i a, com en oque na obse ação pa icipan e. Ao longo de seis meses, de
janei o a junho de 2017, acompanhou-se egula men e uma das á ias o icinas do p oje o, a
o icina de ea o, da qual se ez pa e enquan o in es igado a-pa icipan e. Ao sex o mês,
pa icipou-se como in es igado a-a iz na peça de ea o Quando o Ma é Mais, le ada à cena na
Ma ina Sul de Esposende. Nos meses de agos o e se emb o, p olongou-se esse papel ao aze
pa e dos ensaios de adap ação da peça à sua ap esen ação no Tea o Ca los Albe o, no con ex o
do Fes i al MEXE, ealizado no Po o (de 18 a 24 de se emb o de 2017).!
A in o mação ob ida esul ou de uma abo dagem de p oximidade que – julgamos – pe mi iu
chega bem pe o daquelas que o am as i ências dos a o es (sociais) do AMAReMAR. Ao
mesmo empo, o acompanhamen o do p ocesso a ís ico-comuni á io e a concomi an e
iden i icação da sua me odologia le ou-nos ao econhecimen o da impo ância das p á icas
a ís icas na ação de mexe com a iden idade dos seus pa icipan es-a o es. Fomos assim
conduzidas a uma e lexão sob e o con ibu o da a e em comunidade no agenciamen o de
p ocessos (subje i os e in e subje i os) de des-locação iden i á ia po pa e de indi íduos e
g upos que po no ma são classi icados com o ó ulo de (socialmen e) “excluídos”. O caso que
aqui nos p opomos aze cons i ui po isso uma opo unidade pa a se equaciona a di e ença
en e a p á ica social da a e e a in e enção social da ciência (em pa icula da sociologia).!
Pala as cha e: a e e comunidade; expe iências iden i á ias!
!
XAPS-31916 -A cobe u a ele isi a da agédia: a o es, emoção e obje i idade jo nalís ica!
João Ca los Sousa (1); B uno Reis (2); Rica do Mo ais (3)!
1- ICS-ULisboa, ISCTE-IUL Obe Com; 2- Uni e sidade Au ónoma de Lisboa; 3- LabCom -
Uni e sidade da Bei a In e io !
Comunicação O al!
João Ca los Sousa ICS-ULisboa, ISCTE-IUL Obe Com [email p o ec ed] !
B uno Ca iço Reis Uni e sidade Au ónoma de Lisboa [email p o ec ed] !
!
A silly season começa a e agenda in o ma i a e mediá ica ende a a ans e i -se pa a ou as
emá icas que ao longo do ano não são obje o de no iciabilidade e que po isso êm meno
isibilidade no espaço público, quando a 17 junho 2017 de lag a o incêndio que i ia a da
o igem aquela que i ia a se conside ada a maio agédia i ida em Po ugal nos úl imos anos
em e mos de pe das humanas – Incêndio Flo es al de Ped ogão G ande. De o ma ab up a a
agenda mediá ica adqui e um i mo e in ensidade dis in a e de ce o modo d amá ica. Sabendo de
an emão a p eponde ância que a ele isão em pa a os po ugueses no que conce ne ao acesso a
con eúdos in o ma i os, p opomos pa i da cobe u a jo nalís ica le ada a cabo pelas ês
p incipais es ações: RTP1, SIC e TVI. P e endemos nes e abalho iden i ica os a o es en ol idos
na cobe u a no iciosa, bem como os géne os jo nalís icos mais u ilizados. Assim, p e ende-se
ainda pe cebe de que modo é ei a a ges ão do uso da emoção na cons ução da na a i a
jo nalís ica que exige c i é ios de obje i idade. Iden i ica -se-ão ainda emas e espe i os a o es
que su gem a jusan e des a maio a enção dada à agédia i ida, bem como aos a o es a ela
associados. Também en a -se-á pe cebe nuances no a amen o en e a es ação pública de
ele isão (RTP) e as duas p i adas (SIC e TVI). No inal, a p incipal inalidade da p esen e
e lexão p ende-se com o mapeamen o da maio agédia humana oco ida em e i ó io nacional
em empo de in ensa cobe u a mediá ica. Pa a a conc e ização des es obje i os de in es igação
p ocede -se-á à ealização de uma análise de con eúdo que se á aplicada às peças jo nalís icas
o iundas des as ês es ações ele isi as e que se consuma á numa base de dados com
ap oximadamen e 130 peças. O pe íodo em es udo e e e-se ao após agédia, is o é, o pe íodo de
17 a 30 junho 2017. A ope acionalização e análise de dados a -se-á com ecu so ao so wa e
SPSS que pe mi e uma análise quan i a i a de dados azendo uso de análise uni a iada, bi a iada
e mul i a iada.!
Pala as cha e: Pala as-cha e: agédia, ele isão, media ização, incêndios lo es ais, jo nalismo!
!
XAPS-37477 -Mediações polí icas da p á ica a ís ica em con ex os comuni á ios!
Rui Telmo Gomes (1)!
1- ISCTE-IUL/CIES-IUL!
Comunicação O al!
Ao longo das úl imas décadas êm-se desen ol ido impo an es p og amas de in e enção social
endo po base undamen al p oje os a ís icos locais, p omo idos po associações cul u ais
ju enis. Tais p oje os isam habi ualmen e p ocessos de dinamização comuni á ia em con ex os
sociais de pob eza e exclusão social. Têm sido ambém um dos e enos de a i mação
mul icul u al na sociedade po uguesa a a és de di e en es linguagens a ís icas.!
Tomando como pon o de pa ida casos de es udo de p oje os de a e comuni á ia numa pesquisa
e nog á ica em cu so, p opõe-se uma e lexão sob e a impo ância dos i uais a ís icos como
expe iência ans o mado a e a o de mobilização em p ocessos de cons ução iden i á ia e
pa icipação polí ica de populações ma ginalizadas. !
São discu idas as duas p incipais hipó eses analí icas que o ien am a pesquisa: a possí el
cons ução de ca ei as p o issionais combinando p á ica a ís ica, mediação cul u al e a i ismo
polí ico; as associações cul u ais ju enis podem cons i ui -se como p o agonis as polí icos locais
a pa i de es a égias sus en adas de coope ação com ou os agen es e ins i uições, não obs an e
os di e sos a o es de p eca idade e limi es da sua a uação.!
Pala as cha e: P á ica a ís ica, a i ismo polí ico, comunidade!
!
XAPS-43552 -A O ques a Ge ação: a música e as as i ências sociais dos jo ens a é á
eme gência de no as disposições indi iduais!
Ru e Teixei a (1)!
1- ISFLUP; FLUP!
Comunicação O al!
Na p e ensão da O ques a Ge ação enquan o p oje o de mobilidade social de quali icação do
ecido e da p á ica cul u al, de desen ol imen o in eg ado e de en ol imen o da população, é
impe a i o o con ibu o dos eó icos da sociologia da cul u a, da educação, das disposições e
a iações indi iduais.!
Incon o ná el a pe inência des e p oje o ligado á comunidade e às p á icas musicais, uma ez
que, pe mi e aos a o es en ol idos e comp ome idos na ação, alcança em ans o mações
pessoais e sociais que e ão g ande impac o sob e suas idas, em di e en es pa ama es c uciais,
pa a a ingi em, pa ama es mínimos, que pe mi iam a sua mobilidade social.!
Se á nosso in e esse na p esen e in es igação demos a a ele ância des a p oblemá ica, que
p opomos a in es igação compa ada de ês ag upamen os escola es em Lisboa, exemplos sólidos
e uncionais do p oje o; p ocu ando analisa os p ocessos de ( e) socialização e de ( e)
es u u ação dos aje os de ida dos a o es, em dis in as dinâmicas sociais, após o é mino do seu
pe cu so musical na O ques a.!
P e ende-se que, es e p oje o seja o esul ado de uma i ência cole i a, onde os sujei os possuem
em si, a a és dos seus sis emas de disposições e dos múl iplos con ex os onde se inse em, aquilo
que Lahi e (1998) designa po “dob as singula es do social”. Nes a e apa de sis ema ização,
segui emos, a me odologia que o au o p opõe nos seus es udos: a cons ução de e a os
sociológicos.!
No p esen e momen o, já ealizamos 15 en e is as aos jo ens que já saí am da O ques a
Ge ação e que a a és da sua análise, conseguimos dis ingui qua o ca ego ias, que ca ac e izam
os seus pe cu sos após o é mino des a e apa, pe mi indo-nos iden i ica egula idades ou
dispa idades sociológicas p esen es nos ilhos das idas des es a o es sociais.!
Cen amo-nos ainda na análise das disposições sociais, amilia es, p o issionais, pessoais e
elacionais dos jo ens que pe manece am no ensino secundá io de música, que endo aze des e o
seu aje o p o issional. Daí e i amos algumas simila idades nos aje o de ida dos jo ens, no
qual icou pa en e, que a p á ica musical pode in luencia posi i amen e os seus pe cu sos de
ida, açando no os obje i os escola es, p o issionais, sociais e cul u ais pa a as suas idas.!
Pala as cha e: O ques a Ge ação, P á icas musicais, Disposições indi iduais, Pe cu sos de ida.!
!
XAPS-46587 -Cul u a, a e ac os digi ais e museus. O caso do Museu Nacional dos Coches!
Te esa Dua e Ma inho (1)!
1- Ins i u o de Ciências Sociais da Uni e sidade de Lisboa!
Comunicação O al!
Um dos luga es p i ilegiados pa a obse a e es uda as múl iplas modalidades do p ocesso de
digi alização do pa imónio cul u al são os museus. Com is a a ala ga a isibilidade das suas
coleções e a aumen a o núme o de isi an es, ambém es as ese as de a e e cul u a êm
in eg ado c escen emen e a e ac os digi ais. Impo a, po an o, ap o unda o conhecimen os das
mo i ações pa a ade i em ao digi al, bem como os p incípios que o ien am a c iação de a e ac os
digi ais, os quais es ão a ede ini p o undamen e a expe iência de isi a museus. Ao mesmo
empo, es e p ocesso desencadeia no as ep esen ações de cul u a, laze e expe iência es é ica que
in e essa iden i ica e e le i .!
Nes e es udo de caso, oma-se como obje o um dos museu mais an igos e isi ados em Po ugal,
o Museu Nacional dos Coches, e a sua es a égia em ma é ia de inclusão de a e ac os digi ais. Tal
endência mani es ou-se, inicialmen e, pela encomenda de um guia e jogo sob a o ma de uma
aplicação g a ui a pa a iPhone, pa a da a conhece ao isi an e e jogado ac os a iados ace ca
das ca uagens e iagens da nob eza e do cle o nos séculos XVI a XIX. Mais ecen emen e, oi
ap esen ada ao público uma ou a no idade: uma “app” cujos p omo o es decla a am pode
p opo ciona aos isi an es uma “expe iência ime si a en e o mundo ísico e digi al”,
des acando-se a possibilidade de e o in e io das ia u as a 360º. Realizámos en e is as com
os esponsá eis po es as emp esas, endo po obje i o pe cebe quais os p incípios que in o mam
os seus p odu os e ainda de que modo são es emunho das mu ações e i icadas na i ência da
cul u a e na disseminação do digi al no chamado empo li e. !
A pe inência des e es udo adica no ac o de concen a di e sos e ei os da passagem do
analógico pa a o digi al: o ca ác e ins an âneo e a é i ual das expe iências; a minia u ização e o
minimalismo de máquinas e apa elhagens; a ci culação abundan e dos sma phones, a mais ápida
das ecnologias do consumido na his ó ia das elecomunicações; a posse, como condição de
inclusão social, do acesso aos no os supo es e apa elhos e de compe ências digi ais pa a os
indi íduos os pode em in eg a no seu quo idiano; a ap op iação de a e ac os digi ais pelos
espaços pa imoniais, em nome de uma maio capacidade de cap ação de isi an es; o
ala gamen o do concei o do que é ‘cul u a’, passando cada ez mais a in eg a as ‘indús ias
c ia i as’ e a explici a a conjugação en e cul u a e economia.!
Pala as cha e: cul u a, museus, a e ac os digi ais!
!
XAPS-50124 -Di isões digi ais em Po ugal e na Eu opa. Po ugal ainda à p ocu a do
comboio Eu opeu?!
Tiago Lapa (1); Jo ge Viei a (1); Joana Aze edo (1)!
1- ISCTE-IUL!
Comunicação O al!
Com es a comunicação p e ende-se aze uma a aliação da si uação po uguesa como sociedade
in o macional, ealizando uma análise da di isão digi al numa pe spe i a compa ada en e g upos
sociais e ealidades socie ais. Des e modo, a icula-se a análise das di isões digi ais com a das
desigualdades sociais, si uando sob es a pe spe i a a ealidade po uguesa no con ex o Eu opeu
com ecu so aos dados do Eu os a , que de um ângulo sinc ónico como diac ónico, e idenciando
a pe manência das agilidades da nossa sociedade ace ao desen ol imen o in o macional de
ou os países da Eu opa. A pe inência des a pe spe i a analí ica pa e dos p essupos os de que,
a ualmen e, as desigualdades digi ais assumem um papel cha e enquan o p omo o as de ou as
desigualdades em di e en es es e as do social e são p opiciado as ou inibido as de opo unidades
no quo idiano e nas possibilidades de ida. Ou seja, cons i uem indicado es de desen ol imen o
socie al po excelência. Obse ando Po ugal em de alhe, se ão usados dados ecen es do es udo
da En idade Regulado a pa a a Comunicação Social (ERC) em conjun o com os dados do
Inqué i o Sociedade em Rede do CIES-IUL, de modo a imp imi uma análise complemen a e
diac ónica à u ilização da in e ne e dos no os media no con ex o po uguês. São ambém
analisados dados des es ques ioná ios conside ando como a iá eis explica i as indicado es
cen ais nos es udos em o no das desigualdades digi ais. Daqui esul a que assis imos a pad ões
de adoção e uso das TIC pe sis en es e ep odu o es de desigualdades, en e países e g upos
sociais den o da mesma sociedade. Mesmo com a maio democ a ização do acesso a
de e minadas ecnologias digi ais, o concei o de di isão digi al man ém-se ele an e pa a
ca ac e iza di e enças no acesso às ecnologias da in o mação e comunicação (TIC). No que
espei a a Po ugal, pe sis em ligações e iden es en e acesso, usos e ipos de uso digi ais, e a
desigualdades sociais. Es a a u a su ge modulada po uma combinação de a o es explica i os -
idade, capi ais económico e cul u al, mas ambém os con ex os sociocul u ais e e i o iais. Não
só Po ugal ap esen a axas de acesso e uso da in e ne mais baixas que a maio ia dos ou os
países eu opeus, como é sus en á el a gumen a que, en e os não u ilizado es po ugueses, há
mais pessoas o almen e excluídas do pon o de is a in o macional, is o é, sem nenhum ipo de
supo e social de e cei os quan o ao uso das TIC, caso necessi em.!
Pala as cha e: Di isão digi al, no os media, desigualdades!
!
XAPS-51760 -Mo i ações pa a o uso da pla a o ma de online da ing Tinde -!
Ri a Sepúl eda (1); Jo ge Viei a (1)!
1- ISCTE-IUL!
Comunicação O al!
A aplicação de encon os pa a sma phone Tinde em egis ado, desde a sua c iação em 2012, um
núme o c escen e de u ilizado es em odo o mundo e Po ugal não é exceção. No en an o, a é ao
momen o, ainda não inha sido ealizado nenhum es udo cujo p opósi o osse conhece as
mo i ações dos u ilizado es po ugueses da e e ida ede. !
!
Nes e sen ido, o obje i o p incipal des a in es igação oi explo a as mo i ações de u ilizado es
homens pa a o uso da e e ida aplicação. Impo ou ainda desdob a a análise em dimensões ais
como: meios de conhecimen o da aplicação, azões pa a o download e uso. Pa a além des as oi
suge ida uma e lexão mais p o unda, nomeadamen e sob e po enciais ans o mações que
enham oco ido nas suas idas e como a aplicação es á in eg ada na sua ida quo idiana; como
lidam com a u ilização da mesma num ambien e mediado, con olado e de p oximidade local;
como ge em a sua in imidade e a elação amilia e como desc e em as suas expe iências são
algumas das emá icas explo adas.!
!
O desenho da pesquisa pa a es e es udo explo a ó io mobilizou p ocedimen os de ecolha de
dados assen es numa me odologia quali a i a, a a és da ealização de dez en e is as pessoais e
de ca og a a “espaços de signi icações” - espaços simbólicos, amas de signi icados e
memó ias – que compõem a ida u bana da cidade. Nesse sen ido, o abalho p ocu a ap eende
como iden idades indi iduais e cole i as, memó ias sociais e espaços u banos es ão
in e conec ados den o de uma as a ama me opoli ana.!
!
No âmbi o da p esen e exposição, a p opos a é ap esen a os exe cícios de pesquisa que
analisa am dinâmicas de usos do espaço e do pa imônio a qui e ônico-u banís ico de B asília po
di e en es g upos sócio-cul u ais, endo como mo e o es udo das suas p á icas de laze e de suas
mani es ações cul u ais o ganizadas,. Po meio de di e en es me odologias, ais como en e is as,
obse ação pa icipan e, aplicação de ques ioná ios e e nog a ia, o abalho desc e e como esses
g upos se elacionam com espaços públicos da cidade econhecidos ou não como “espaços de
cul u a e laze ”, obse ando sua o ganização e consumo em es as, ei as, encon os e
mani es ações cul u ais. Des aca-se como os c uzamen os en e p á ica e espaço acabam po
cons i ui “geog a ias imaginá ias e a e i as” ca egadas de his ó ias, memó ias e signi icados, a
pon o de ans o ma os espaços em luga es de signi icados. !
!
Pa a es a ap esen ação, o eco e oi ei o conside ando os seguin es e en os-espaços da cidade: a
oda de samba do Se o Come cial Sul e as es as de g ande po e ealizadas no Museu Nacional,
no Pa que da Cidade, e na To e de Rádio e TV.!
!
Conside ando que a ualmen e a cidade em i enciado uma in ensa expansão na u ilização de
espaços públicos – como pa ques, es acionamen os, ja dins, en e ou os – pa a a ealização de
mani es ações cul u ais e e en os de laze , pode-se dize que a p óp ia paisagem u bana em
sendo modi icada e ein en ada a pa i de p á icas e i uais cul u ais. In e essa aqui, po an o,
mos a como a geog a ia u bana – ma e ial e simbólica – de B asília e do Dis i o Fede al em
sendo ans o mada a pa i dos p ocessos de expansão e in ensi icação das p á icas de laze e
consumo cul u al nos espaços u banos.!
Pala as cha e: Cidade; Laze ; Consumo Cul u al; Espaço Público!
!
XAPS-71919 -Dos encon os de jo ens pa a a p á ica de dança em espaços públicos u banos
na cidade do Rio de Janei o!
Mi ila G eicy Bi encou Cunha (1); Ca e ine Reginensi (1)!
1- UENF!
Comunicação O al!
O abalho obje i a o es ímulo à e lexão sob e a emá ica da ju en ude em p á icas de encon os
ol ados ao exe cício da dança, no ma co de um es udo que em po base as ans o mações
oco idas na cidade do Rio de Janei o em deco ência dos anos en e aos acon ecimen os
mundiais como a Jo nada Mundial da Ju en ude (2013), a Copa do Mundo (2014), os Jogos
Pa aolímpicos e os Jogos Olímpicos (2016). Como são ap op iadas e ou essigni icadas, dian e o
i e i ci adino, as al e ações, as ans o mações e e o mas que isam ao u ismo dian e aos
e en os oco idos no Rio? P e endemos comp eende a ci culação e eco ência do uso de locais
especí icos ca iocas, os di e sos mo i os, as condições e manu enção da p á ica da dança
(classi icados en e einos e ensaios), nos espaços públicos des a me ópole a pa i de
e e ências como os concei os de iden idade, habi us, “es abelecidos e ou side s”, e po
me odologias que pe co em da obse ação, as en e is as e expe iências de i ine á ios com
alguns dos jo ens que u ilizam os espaços públicos da cidade pa a dança . Es as p á icas são
a iadas e possuem di e en es o mas e luga es que possibili am comp eensões de signi icados,
essigni icações e ocupações an o da ida na cidade quan o da cidade na ida. Espaços públicos
com limi ações múl iplas como as de amanho, ho á io e p ede inições ao modo de uso do espaço
e do ambien e que não es ingem as necessidades, a in en i idade e a adição de g upos de
jo ens que se eúnem pa a dança . Pa a es e, Ju en ude não es á limi ada a aixas e á ias de idade,
mas sim à mul iplicidade que i encia deslocamen os po expe iências a a és das danças
u banas a aba ca c ia i idade e inspi ação no co idiano. Es a “co pog a ia”, ou seja, a
coimplicação en e co po e cidade, compa ilha p ocessos de expe imen os u bes de na a i as
his ó icas e simbólicas. Tal como a ju en ude, a in e ação e a cidade são sis emas i os cujos
p incípios e esul ados -dos co pos e das cidades- cons i uem uma con igu ação da ida pública.
Es ado de coimplicação que supe a empo e espaço dian e a co po alidade da cidade e a condição
pública de seus ci adinos.!
Pala as cha e: Ju en ude, Espaço Público, Cidade, Dança!
!
XAPS-72047 -O iso de Caim e o silêncio de Abel - O humo como elemen o de o dem e caos
no mundo!
Nuno Ama al Je onimo (1); José Ca los Alexand e (2)!
1- Uni e sidade da Bei a In e io - LabCom-UBI; 2- Ins i u o Poli écnico da Gua da - LabCom-
UBI!
Comunicação O al!
O humo , sendo um enómeno uni e sal, é ambém uma ó mula discu si a o emen e
condicionada pelo ambien e cul u al. O objec o de pa ódia, o ocabulá io u ilizado, os assun os
e e idos são on e de objecção ou de aclamação con o me o empo e o luga em que são
p o e idos.!
Em 1974, Elisabe h Noelle-Neumann ap esen ou a espi al do silêncio. Segundo es a eo ia, as
pessoas es ão mais p edispos as a exp imi publicamen e as suas opiniões quando p essen em que
a maio ia es á, e es a á, do seu lado. Po ou o lado, endem a silencia -se e a se cau elosas
quando p essen em que es ão, e es a ão, do lado de uma mino ia. Com o empo, o nou-se cla o
que o obje i o de Noelle-Neumann não e a apenas explica a disposição dos indi íduos pa a
exp imi em abe a e publicamen e uma opinião ou, ao in és, pa a se eme e em ao silêncio. A
espi al do silêncio é uma abo dagem eó ica mais ambiciosa e ab angen e, que en a ambém
explica como é que a opinião pública pode a e a a ida e o compo amen o das pessoas e
assegu a a coesão social. A opinião pública é aqui en endida como a exp essão de algo
conside ado acei á el e que não implica o isco de ma ginalização social. A opinião pública é
equipa ada à sen ença de um ibunal, a que ninguém ica indi e en e, desde o cidadão comum ao
mais pode oso dos go e nan es. Numa pala a, a opinião pública é uma o ma de con olo social. !
A opo unidade pa a muda ou molda a opinião pública es á ese ada àqueles que não êm
medo de ica isolados socialmen e. Noelle-Neumann chamou a es e g upo de indi íduos, um
g upo que se des aca po ence o medo do isolamen o, angua das (p econizam a mudança) e
núcleos du os ( esis em à mudança). A is as, angua dis as, he eges, e olucioná ios podem
des ui a o dem das coisas. T a a-se de g upo he e ogéneo. Uns ado am p o oca o público;
ou os so em com a hos ilidade de que são al o.!
A eo ia da espi al do silêncio aplicada ao discu so humo ís ico pode p opo ciona -nos, an es de
mais, uma e lexão sob e os ão discu idos limi es do humo . Na sociedade con empo ânea,
excessi amen e anspa en e e com as sensibilidades iden i á ias semp e p on as a es ala , so e á
o humo (e a comédia, a sua e en e pe o ma i a) de au o-silenciamen os e au o-censu as
explicá eis pela eo ia da espi al do silêncio?!
Po ou o lado, o humo , pelas suas ca ac e ís icas de sub e são semió ica, em um po encial de
o ensa quase ilimi ado. Como esc e eu Rica do A aújo Pe ei a: “Tal ez odas as manob as
humo ís icas enham como obje i o in oduzi um elemen o de caos no mundo, seja pa a
pe u ba a o dem ou pa a a e o ça , mos ando como ela sob e i e mesmo a uma in e e ência
adical.” Des a o ma, in e essa-nos e ambém de que o ma o humo pode des ui ou e o ça
ou a o dem das coisas. Di o de ou o modo, e pa a usa mos a e minologia de Noelle-Neumann,
a é que pon o os humo is as podem o ma núcleos du os ou angua das?!
Pala as cha e: Humo ; Espi al do silêncio; O dem social!
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XAPS-78113 -Edi o iales independien es. Algunas in e ogan es sob e la clase c ea i a en la
Ciudad de México.!
Viole a Rod íguez Bece il (1)!
1- Uni e sidade de Coimb a. P og ama de Dou o amen o em Sociologia-Cidades e Cul u as
U banas!
Comunicação O al!
En las úl imas década se ha hecho én asis en el papel que iene la cul u a pa a el desa ollo
económico de las ciudades. En las agendas polí icas se sub ayan acciones y p og amas pa a
omen a emp endimien os c ea i os y cul u ales. Si bien el plan eamien o de emp endimien os
c ea i os en las á eas de ecnología, el a e y la cul u a se islumb a como una opo unidad de
c ecimien o social y económico, se han o mulado una se ie cues ionamien os po pa e de los
habi an es de las ciudades y los expe os en la ma e ia. Una p ime a con o e sia, se e ie e a la
aglome ación de la clase c ea i a en espacios cen ales de la ciudad, lo que ha supues o el
es ablecimien o de un cie o es ilo de ida asociado a es os agen es. O a in e ogan e es si el
impulso a los emp endimien os c ea i os puede e e i la p oblemá ica labo al de p eca iedad y
mejo a las condiciones de ince idumb e en la que i en muchos c eado es. !
!
El con ex o de las ciudades la inoame icanas, donde se i en si uaciones de exclusión y
desigualdad, hace p egun a nos po el papel que adquie en los emp endimien os c ea i os, si
és os pueden se una al e na i a iable y una apo ación pa a el c ecimien o económico de las
ciudades. La p esen e ponencia p opone abo da algunas in e ogan es sob e el abajo c ea i o en
la Ciudad de México, especí icamen e, en el caso de es edi o iales independien es: Fes ina
Publicaciones, C’es une li e. Labo a o io Edi o ial y Flui Danza, Ediciones. Además de se
p oyec os edi o iales independien es, las p opues as se ca ac e izan po con a con un equipo de
abajo de jó enes y publica a nue os esc i o es en los géne os de ensayo, no ela y cuen o. En el
caso de Fes ina Publicaciones se inclina po publicaciones de ensayos en di e sas á eas
disciplina es. El p oyec o C’es une li e se concibe como un labo a o io edi o ial que c ea lib os-
obje o, con di e en es écnicas, man eniendo un diálogo con los au o es. Po úl imo, Flui Danza
es una p opues a especializada en lib os de danza de di e en es géne os. Es as es edi o iales
independien es son ela i amen e ecien es en el me cado, sin emba go, como p oyec os
edi o iales ienen una amplia ayec o ia pa icipando en encuen os y e ias de lib o. !
!
La p esen e ponencia indaga en la ayec o ia de las edi o iales, su inse ción en el medio, las
di icul ades y en ajas de su o ganización, su capi al c ea i o y social y sus esul ados a ni el de
emp endimien os cul u ales. Con ello se p e ende esponde a las p egun as de si es os p oyec os
edi o iales ep esen an al e na i a económica pa a sus pa icipan es o, si sus pa icipan es han
enido que ecu i a o as es a egias de inanciamien o.!
Pala as cha e: Edi o iales independien es, Clase c ea i a, P eca iedad, Jó enes!
!
XAPS-84217 -O deba e público no Twi e : en e a desc ença e uma isão encan ada!
An ónia do Ca mo Ba iga (1)!
1- UBI e CIES-IUL!
Comunicação O al!
A In e ne e á “e ei os ans o ma i os na es e a pública que po encialmen e – ou já mesmo –
êm um g ande signi icado polí ico e democ á ico”, como ad e iu Bake (2007: 98). Po ém,
di íamos que as pe spec i as eó icas sob e o seu papel se si uam en e o encan amen o e a
desc ença. Pa a alguns au o es a In e ne é uma es e a pública i ual de pleno di ei o, de endo
se en endida como espaço i ual acili ado da eno ação da es e a pública, ou mesmo de uma
cibe democ acia que p omo a e ala gue o deba e democ á ico e omen e a pa icipação polí ica.
Enquan o ou os, po exemplo, ealçam que o uso da In e ne pa a ins polí icos é cla amen e
meno se compa ado com ou os ins a que se des ina, que o ca ác e comunica i o da discussão
polí ica nem semp e p omo e o ideal cí ico ou que a delibe ação democ á ica es á
comple amen e o uscada pelo consumismo, en e enimen o, desin o mação ou “pós- e dade”, e c. !
!
Balizadas po es as pe spec i as, su gem-nos ques ões ais como: Pode ão os media sociais
cump i a p omessa de ala ga democ a icamen e o espaço público, con ibuindo pa a o
plu alismo e di e sidade, possibili ando a pe da do monopólio da pala a pelos media
adicionais, cu o-ci cui ando a au o- e e encialidade das o mas cul u ais e mediá icas
dominan es? As edes sociais cons i uem-se e ec i amen e em “con a es e as públicas” ou
“es e as al e na i as”? O Twi e é u ilizado pa a p omo e o esc u ínio e o deba e democ á ico
sob e assun os de na u eza pública? Em Po ugal, os ac o es do campo polí ico e do campo
jo nalís ico u ilizam-no? E que me odologias usa pa a analisa o discu so publicado em wee s
(ago a possí el em 280 ca ac e es), que ambém lui a a és de e wee s e da pa ilha de links? !
!
Es as ques ões êm no eado a análise sob e o Twi e e as pesquisas empí icas que emos
e ec uado nos úl imos 3 anos, eco endo a me odologias sob e udo de na u eza quali a i a.
Pa indo de alguns esul ados ob idos, e es u u ando a comunicação que ago a se p opõe em dois
eixos, p e endemos si ua -nos em o no do enunciado assim o mulado: o que há dos media
adicionais no Twi e e o que há no Twi e sob e os media. Pa a o e ei o, emos como p opósi o
e ec ua uma lei u a dos discu sos ace ca da acção dos media que ci culam em de e minadas
imelines, bem como coloca à discussão aquilo que em nosso en ende exis e de up u a e de
con inuidade en e es a ede social e os ou os media, ap esen ando uma pe spec i a sob e o
con ibu o dos ( elhos e no os) media pa a o deba e público que ambém se posiciona,
po en u a, en e a desc ença e uma isão encan ada.!
Pala as cha e: Twi e ; media; opinião; deba e!
!
XAPS-86322 -G a i i: p á icas, es ilos e es é icas de uma a e ma ginal!
And é Pe ei a (1)!
1- ISCTE-IUL!
Comunicação O al!
Os g a i i co espondem à ep esen ação isual do hip-hop, são a sua ca ac e ização e exp essão
a ís ica nos locais públicos, sendo a sua au o ia ep esen ada a a és de um pseudónimo ( ag),
co esponden e a um a is a. Tal como ou as mani es ações a ís icas do hip-hop, os g a i i
in eg am o con ex o cul u al e exp essionis a dos Es ados Unidos, nomeadamen e da cidade de
No a Io que dos anos 1970, no apogeu das ca ac e ís icas es é icas e das imagens de ma ca,
sendo os seus p imei os abalhos nes e egis o ado nados de simbologia e in luências da época.!
Po e como obje i o uma mani es ação pública isual, os g a i i es ão p esen es em locais onde
se impõem à o alidade da população u bana e não apenas aos ap eciado es, sendo es e um dos
p incipais a o es de di e enciação dos demais modelos de a e e ambém uma e iden e
ap oximação ao modelo pós-mode no de publicidade. Es a p oblemá ica o nou-se um dos
p incipais alice ces de deba e den o da comunidade, nomeadamen e ao ní el de no mas e
p ocessos e da di e enciação do g a i o legal do ilegal, como ia pa a o econhecimen o a ís ico.!
Es a é a p oblemá ica de deba e cen al des e exe cício, consequência de um pa adoxo c iado
pela p óp ia o mação modula des a emá ica: o econhecimen o ala gado, abalhos pagos e
isibilidade apenas disponí el pa a os a is as consag ados; po ém, essa isibilidade signi ica
ende a sua a e, o que implica uma econ e são do que é o g a i o, ou seja, a in eg ação do
a is a no sis ema ins i uído " ep esen a uma al e ação na na u eza da p óp ia p á ica, ainda que
apa en emen e seja ealizada a mesma a i idade" (Simões, 2010).!
Pala as cha e: g a i i, a e, hip-hop e globalização.!
!
XAPS-86661 -Ta uagem: da ma gem à a e!
Bea iz Pa io a (1)!
1- Uni e sidade Fede al de São Ca los; FAPESP!
Comunicação O al!
As de inições de a e e de beleza são cons uídas his o icamen e, con o me sua inse ção social,
cul u al e geog á ica. Enquan o a beleza a ia con o me gos os e pa âme os; a a e, de inida a
pa i da es u u ação de alo es, assume no as o mas com o passa do empo. Desde a A e
Mode na, o modo de concebe a a e em passado po di e sas econ igu ações e, com a A e
Con empo ânea, as on ei as da a e se o na am mais maleá eis. Nes e con ex o, o co po
apa ece como supo e da a e e a a uagem ganha espaço den o do mundo da a e. !
Po ou o lado, nas úl imas décadas, a p á ica da a uagem se inse e em p ocessos que con ibuem
pa a sua ins i ucionalização e acei ação social, como sua come cialização, medicalização e
higienização, egulamen ação, p o issionalização, es e ização e a i icação. São p ocessos que
en ol em a inco po ação de discu sos de sabe es hegemônicos que pe mi em a ela i a saída da
a uagem da ma ginalidade, quando essa é p oduzida no ambien e assép ico do es údio, seguindo
as no mas es abelecidas, po um/a a uado /a p o issional e a is a, que a ende como uma ob a de
a e, mas ambém como uma me cado ia. !
Nes a pesquisa, in e essa comp eende quais são os discu sos e as es a égias dos/as a uado es/as
pa a que a p á ica se insi a em um p ocesso de a i icação. A a i icação é o p ocesso de
ans o mação de obje o, p á ica ou ins i uição que não e a is o como a e e passa a e esse
es a u o. Ela en ol e as e apas de c iação, p odução, mediação e ecepção. A pesquisa é ealizada
em São Paulo, po a cidade concen a e en os e ins i uições de a uagem no B asil, onde são
ealizadas obse ações pa icipan es e en e is as.!
A a i icação da a uagem é ma cada po elações de pode , dispu as de sabe e hie a quizações.
Con enções, wo kshops e ou os e en os se o nam espaços de compa ilhamen o de conhecido e
de busca de legi imação da p á ica. Além disso, são luga es que os/as a uado es/as podem
es abelece suas ma cas e de ini seus es ilos, des aca -se. Cada ez mais, são cob ados/as
conhecimen os écnicos e habilidades especí icas pa a que o/a a uado /a ganhe econhecimen o
en e os pa es e o a do campo da a uagem. !
As ino ações em écnicas e ecnologias, que possibili a am a melho ia da qualidade do desenho,
o uso de e mos que em do campo da a e e a inse ção da a uagem em espaços
ins i ucionalizados da a e e le em concomi an emen e no p ocesso de a i icação da a uagem.
Inse ida no me cado, se o na uma me cado ia e ichizada quando a cons ução do alo a ís ico
é e e i ada. Nesse p ocesso, a uado es/as c iam di e enças, como a de inição de a uagens
come ciais, ep odução de desenhos, e a ís icas, singula es e o iginais po meio de inspi ações ou
e e ências. Além disso, a di ulgação po mídias, adicionais ou sociais, con ibui pa a a
popula ização e acei ação da p á ica.!
Pala as cha e: A i icação. Ta uagem. Co po. Sabe es. Pode .!
!
XAPS-88674 -Biblio eca do Fondo, p óxima e digi al: um bai o popula , uma cidade de
lu as!
Paula Sequei os (1)!
1- Cen o de Es udos Sociais, Uni e sidade de Coimb a!
Comunicação O al!
Os se iços de lei u a pública de á ios países eu opeus, e nos anos ecen es de c ise inancei a e
económica, o am abalados po co es o çamen ais p o undos. Nume osos ence amen os de
biblio ecas ma ca am uma endência de desin es imen o e declínio no sis ema.!
No Es ado Espanhol os co es a ingi am di e samen e as biblio ecas. Na egião de Ba celona,
embo a um al o ambém, as polí icas de lei u a pública mos am desen ol imen os posi i os e
con inuidade, acompanhadas pelo anúncio de polí icas cul u ais di igidas às desigualdades sociais
na g ande me ópole.!
A Rede de Biblio ecas Municipais de Ba celona, no e i ó io p o incial, inco po a um legado de
se iços p opo cionados em o no da língua ca alã, da o mação écnica e cien í ica do pessoal e
de ideias p omo o as da mode nização u bana e do angua dismo ecnológico. A con apelo
daquela endência ecessi a, a in odução egis ada na Rede de se iços de lei u a, in o mação e
li e acia digi al, di igidos a g upos sociais ulne á eis e com ecu so a meios digi ais, e ainda a
o e a de mais, e mais especializados, espaços de lei u a, susci a am a ques ão de en ende como
essas in e enções es a iam a se ei as e i idas.!
A Biblio eca del Fondo, inse ida nessa Rede, posiciona-se como uma biblio eca de p oximidade
na cidade de San a Coloma de G amene . Es a é um p odu o das lu as popula es dos anos 70 po
uma ida u bana digna pa a as classes abalhado as e mig an es. No bai o do Fondo
pe manecem a g ande di e sidade é nica e acial assim como os in ensos luxos mig a ó ios. Na
cidade há p á icas e o ganizações associa i is as, de a i ismo polí ico e de cul u a au ónoma onde
se leem as ma cas de mo imen os sociais dos inícios do século passado. Os con li os deco en es
do desen ol imen ismo indus ial e da especulação imobiliá ia de en ão, le a am a cidade a uma
con ulsão social que a aiu a i is as sindicais e polí icos, c is ãos e in elec uais p og essis as.
Naquela Biblio eca se desen ol e ago a um BiblioLab (expe imen ação de lei u a, ap endizagem
e c iação com ecu so ao digi al) cen ado nas Cozinhas do Mundo, p á ica e linguagem comum
pa a a con i ialidade, concebidas a endendo às ba ei as linguís icas e às di e enças cul u ais no
bai o. !
A análise des e caso cen ou-se na in e p e ação das elações sociais e de pode saídas do
c uzamen o en e os se iços de lei u a pública com o associa i ismo local, o espaço u bano, os
pode es do município e da Dipu ació e que molda am esse modelo de lei u a de p oximidade
"com" digi al.!
Pala as cha e: biblio ecas públicas; lei u a digi al; desigualdades sociais; mo imen os sociais!
!
XAPS-89221 -SER UM GUITARRISTA DE FADO EM LISBOA. UMA PRÁTICA
ARTÍSTICA EM TRANSFORMAÇÂO – BREVE INTRODUÇÃO!
Mucio Sá (1)!
1- FCSH -UNL; CRIA.!
Comunicação O al!
Es e a igo ques iona os p ocessos que pe mi em a con inuidade e a i alidade do ado no a ual
momen o his ó ico e socioeconómico. A pesquisa oca o município de Lisboa, jun o a jo ens
músicos ins umen is as de gui a a po uguesa em con ex os de ensino e p á ica do ado, pa indo
de clubes, cole i idades de bai o e em espaços ligados a es a a i idade cul u al (CORDEIRO
& COSTA, 1984; CORDEIRO, 1997; COSTA, 1999). P ocu a-se pe cebe como as
aje ó ias dos jo ens músicos p o issionais se ans o mam no con ex o das ope ações
pa imoniais da economia cul u al global (KIRSCHENBLATT-GIMBLETT, 2006). !
Nes e início de século, o ado ( e)eme giu nos meios de comunicação po ugueses indo a o na -
se, mui as ezes, a música de undo do u ismo de massa, da me can ilização dos “usos do
pa imónio au o izado” (SMITH, 2006) e de uma econs ução nacional do passado (NERY,
2004). Num cená io de c ise económica, o uso da cul u a como um ins umen o de
me can ilização da iden idade (COMAROFF & COMAROFF, 2008) é implíci o como uma
das “no as soluções pa a elhas economias” (KIM & SHORT, 2008). !
Pa a mui os jo ens músicos, o ado o nou-se uma hipó ese de inse ção p o issional no me cado
a ís ico (SÁ DE OLIVEIRA, 2014). A sociologia do abalho a ís ico o e ece um co pus eó ico
pa a in e p e a a p o issão de a is a (BECKER, 1963; SENNETT, 1999; MENGER, 2005;
BUSCATTO, 2005) que e i a “ isões mise abilis as” (PERRENOUD, 2008) ou concei os como
o “mi o da ida de a is a” (JEUDY & GALERA, 2011) ao pe cebe-lo como mais um
abalhado moldado pelas me amo oses do capi alismo (MENGER, 2002). !
A cons ução da e nog a ia eco eu a uma es a égia “múl ipla” (BURGESS, 2006),
p i ilegiando a expe iência de ida de um pequeno g upo de jo ens gui a is as (en e 18 e 35
anos) a a és da ealização de en e is as, de his ó ias de ida, da obse ação pa icipan e,
se indo-se ambém da pe o mance musical como mé odo (HOOD, 1960; RICE, 1994; WONG,
2008; GRAY, 2013; SÁ DE OLIVEIRA, 2014).!
Pala as cha e: Fado, pa imónio, abalho a ís ico.!
!
Classes, Desigualdades e Polí icas Públicas
XAPS-15112 -P oblema izações em o no de uma polí ica pública de economia solidá ia: o
caso dos cen os públicos de economia solidá ia na Bahia (CESOL)!
Pa icia Ca alho Viei a (1); C is ina Cla a Ribei o Pa en e (1)!
1- Uni e sidade do Po o/FLUP!
Comunicação O al!
A comunicação p opos a e sa uma análise de polí icas públicas no domínio da economia
solidá ia, es a en endida enquan o p á ica económica al e na i a. !
Os emp eendimen os económicos solidá ios (EES) baseiam-se na posse cole i a dos meios de
p odução, em que os memb os in eg an es assumem em simul âneo o papel, e espe i a unção,
de abalhado es, ges o es e execu o es do p óp io negócio. Ca a e izam-se pela au oges ão e pela
coope ação, ou seja, po a o es singula es que es ão pa a além do económico e pela
indi isibilidade social en e capi al e abalho (GAIGER, 2006), aba cando uma di e sidade de
a i idades económicas de p odução de bens e se iços, dis ibuição, come cialização, consumo e
inanças, en e ou as. !
A nossa análise incide na polí ica dos cen os públicos de economia solidá ia (CESOL), iniciada
em 2013, no es ado da Bahia, no B asil. Os CESOL êm a inalidade de ealiza , po meio de um
conjun o de a i idades de na u eza mul idisciplina , o a endimen o adequado às necessidades de
iabilidade e sus en abilidade dos EES. Es a assis ência é desenhada endo em con a as
especi icidades dos EES ad indas de um modo de ge i (au oge i ) e p oduzi di e en e da
emp esa comum. T a a-se de uma polí ica coo denada pelo Es ado, mas ope ada po o ganizações
sociais que êm a sua elação com o Es ado egulada po um con a o de ges ão. !
Temos como obje i o comp eende como o p ocesso de implemen ação dessa polí ica pela
pa ce ia en e Es ado e o ganizaçoes sociais in e e e e al e a a conc e ização da sua inalidade,
analisando que as al e ações p oduzidas ace aos obje i os delineados, que as in luências nos
esul ados alcançados.!
Do pon o de is a me odológico, emos em cu so um es udo de na u eza quali a i a alice çado
em en e is as ap o undadas com ep esen an es de g upos a endidos e in o man es p omo o es
da polí ica: agen es go e namen ais (coo denado es da polí ica), agen es não go e namen ais
(coo denado es e écnicos dos CESOL), e p esiden es de o ganizações sociais ges o as de
CESOL.!
A análise de dados já apon a que no p ocesso de implemen ação dos CESOL a o es
al e a am, em mui os ní eis, os obje i os es abelecidos no p oje o o iginal. Pa indo do
p essupos o de que o Es ado é uma elação (POULANTZAS, 2000) que se ma e ializa a a és da
co elação de o ças sociais em dispu a, é possí el conside a que as polí icas públicas esul am
ambém dessa condição. E idenciam-se ques ões de na u eza polí ica den o do go e no que
impac a am o emen e o uncionamen o dos CESOL desde a não libe ação de ecu so já p e is o
em con a o, causando descon inuidades em mui os CESOL, a é a al a do de ido moni o amen o
da polí ica, o que con ibuiu, po exemplo, pa a a não e e i ação de uma me odologia de
assi ência écnica adequada.!
Pala as cha e: Economia solidá ia, polí ica pública, Es ado!
!
XAPS-19821 -A di isão sexual do abalho no se o p odu i o de calçados em Po ugal:
igualdade legal e desigualdade eal!
Ma ia Lúcia Vannuchi (1)!
1- UFU - Uni e sidade Fede al de Ube lândia!
Comunicação O al!
Es e ex o ap esen a exce os de um p oje o de pesquisa desen ol ido como es ágio pós-dou o al
no Cen o de Es udos Sociais / Uni e sidade de Coimb a, em 2017, inse ido no campo de gêne o
e abalho. Em análise compa a i a in e nacional, oi ocalizada a di isão sexual do abalho na
indús ia de calçados, no con ex o da acumulação lexí el do capi al, a pa i de pesquisas
empí icas ealizadas em cen os p odu i os do B asil (F anca/SP) e de Po ugal (Dis i o de
A ei o). No abalho o a subme ido à ap esen ação, são eco ados aspec os da desigualdade de
gêne o nas elações sociais de classe no espaço labo al po uguês. Ele essal a que a despei o de
disposi i os legais equalizado es, ais como a di e i a go e namen al po uguesa de ab il/2017
que de e mina a igualdade sala ial en e mulhe es e homens, o Dec e o-Lei 392/1979 que ins i uiu
a igualdade de gêne o no abalho e no emp ego em Po ugal, da exis ência da Comissão pa a a
Igualdade no T abalho e Emp ego, es u u ada na década de 1990 e, sob e udo, do eo iguali á io
dos p óp ios a igos 58º da Cons i uição da República Po uguesa, e 23º do Código do T abalho
de Po ugal, pe sis e uma desigual di isão sexual do abalho no se o pesquisado, sendo os
iguali á ios disposi i os legais bu lados po meio dos p incípios da sepa ação e da hie a quização.
Temos como p essupos o a cen alidade social do abalho, e que não se pode ala de uma classe
uni e sal, pos o que ela é he e ogênea e na sua exis ência eal, az in e seccionais ma cas, den e
ou as, as de gêne o, que exp essam elações de pode . Hi a a conside a que pa a se ap eende o
a ual mundo do abalho é necessá io a en a pa a a di isão social, in e nacional e sexual des e,
pos o que o sis ema de acumulação lexí el em se alido de al he e ogeneidade pa a in ensi ica
a explo ação e o con ole exe cido sob e a o alidade dos/as abalhado es/as. O ex o em
anco agem eó ica nas e en es dos Es udos de Gêne o, e dos Es udos das Relações Sociais de
Sexo, em especial, espec i amen e, Joan Sco e Danièle Ke goa . No p ocesso de e isão da
li e a u a sob e a emá ica, con amos com a con ibuição de di e sos/as pesquisado es/as da
Sociologia do T abalho sob a pe spec i a de gêne o, den e os/as quais essal amos Helena Hi a a
e Vi gínia Fe ei a. Também o am impo an es os es udos de Elísio Es anque - supe iso do
es ágio pós-dou o al ealizado - ace ca da p odução de calçados em Po ugal, que mesmo não
p i ilegiando a pe spec i a de gêne o, angencia-a ao pon ua pa a além das cli agens de classes,
ou os ipos de desigualdades no mundo labo al. Como p ocedimen os me odológicos o am
ealizados es udos de caso de unidades ab is, embasados nas elabo ações de Michael Bu awoy,
bem como en e is as semies u u adas com abalhado es/as, ep esen an es sindicais e ges o es/
as do se o p odu i o.!
Pala as cha e: Gêne o, Classes sociais, Di isão sexual do abalho, P odução de calçados.!
Rena o Miguel do Ca mo (1); Ana Ri a Ma ias (2)!
1- CIES-IUL/ISCTE-IUL; 2- CIES-IUL!
Comunicação O al!
Um conjun o ala gado de es udos (Reimann, 2016; Passa e a e Wolbe s, 2016; Gialis e
Leon idou, 2016) êm indo a demons a que a lexibilização dos con a os de abalho, como
espos a aos p oblemas de desemp ego num con ex o de c escen e globalização dos me cados,
em esul ado na ampli icação das desigualdades sociais já exis en es em sociedade. Nes e
con ex o, os jo ens são dos g upos populacionais em idade a i a mais p edispos os a acei a es e
ipo de con a os a ípicos (OCDE, 2016), colocando-os numa posição de maio ulne abilidade.
Na União Eu opeia, a c ise do emp ego jo em a e ou de o ma mais p o unda os países que
passa am po medidas de aus e idade, como Po ugal, G écia e Espanha. !
!
Em esul ado da baixa p ocu a de mão-de-ob a e da diminuição do endimen o dos ag egados
amilia es, os jo ens da Eu opa do Sul ica am numa si uação mais ulne á el. Po sua ez, as
es a ís icas o iciais apon am pa a o c escimen o signi ica i o do abalho empo á io jun o dos
mais jo ens no espaço eu opeu. Alguns au o es e e em que es a es as mudanças es ão a se “a
no a on e das desigualdades sociais no me cado de abalho eu opeu” (Passa e a e Wolbe s,
2016:2) e que es ão a p omo e a agmen ação do me cado, o agudiza de assime ias egionais
em países com os do Sul da Eu opa, sem melho a os ní eis já eduzidos de segu ança con a ual
(Gialis e Leon idou, 2016). !
!
To na-se en ão ele an e comp eende de que o ma a p eca iedade e pe íodos longos de
desemp ego podem a e a a ida dos jo ens em início de ca ei a. Segundo Eu o ound (2017) as
consequências do desemp ego de longa du ação nes e segmen o e á io podem e e ei os
nega i os no que diz espei o à sua pa icipação no me cado de abalho, bem como se e le i em
ní eis sala ias mais baixos. Es a comunicação e á como obje i o a ap esen ação dos esul ados
de uma in es igação quali a i a desen ol ida no âmbi o do Obse a ó io das Desigualdades,
sob e as aje ó ias no me cado de abalho de 24 po ugueses jo ens adul os (com idade en e 21
e 30 anos), com g aus em di e en es á eas cien í icas. O obje i o se á e ela os di e en es ipos
de con a os de abalho encon ados e as opções que esses jo ens ize am depois de sai do
ensino supe io . Se á explo ado a elação en e a expe iência de abalho a é ao momen o e os
ecu sos económicos que, ine i a elmen e, a e am a pe ceção indi idual sob e a sua qualidade de
ida e u u o.!
Pala as cha e: P eca iedade, Jo ens, Desigualdades, Me cado de abalho, T aje ó ias!
!
XAPS-67568 -Bases sociais do Nacional-Populismo na UE: classes, alo es, ep esen ações,
o ien ações sociais!
José Luís Casano a (1); João Fe ei a de Almeida (2)!
1- ISCTE-IUL, CIES-IUL; 2- CIES-IUL!
Comunicação O al!
Os pa idos de ca iz Nacional-populis a, na de inição de Cas Mudde, es ão a c esce em núme o e
em o an es em pa icula na União Eu opeia, endência que em susci ado ques ões sob e o
es a u o e a ajec ó ia das democ acias con empo âneas. !
Os pa idos polí icos de inem-se pelos seus p og amas, pela acção e discu so dos seus di igen es
e mili an es, pelas suas bases sociais, e c. Em con ex os democ á icos, como é o caso da União
Eu opeia, a o ça e iden idade de um pa ido polí ico depende ão undamen almen e da sua base
social. Po isso, ca ac e iza e comp eende as bases sociais dos pa idos Nacional-populis as
cons i ui abalho sociológico p emen e. !
A a iação do o o com a classe social em sido es udada desde o abalho ealizado po Paul
Laza s eld, e Ronald Ingleha e Shalom Schwa z êm, mais ecen emen e, examinado a elação
en e o o e alo es. Na p esen e comunicação p e ende-se ap esen a uma análise das bases
sociais dos p incipais pa idos Nacional-populis as na UE endo em con a as classes sociais, os
alo es, as ep esen ações, e as o ien ações sociais dos seus elei o es, e omando como e e ência
os modelos eó ico-me odológicos de João Fe ei a de Almeida, An ónio Fi mino da Cos a e
Fe nando Luís Machado pa a elaciona classes sociais, alo es e ep esen ações, e pa a
ope acionaliza classes sociais, bem como o modelo de concep ualização de o ien ações sociais
desen ol ido po José Luís Casano a.!
Pa a es e e ei o, u iliza-se a base de dados mais ecen e do Eu opean Social Su ey (Round 8, de
2016), que con ém indicado es de pa ido o ado na úl ima eleição, anos de escola idade
comple a, elação de emp ego, núme o de emp egados, ocupação (ISCO08), alo es humanos, e
ep esen ações sociais, nomeadamen e a ep esen ação dos inqui idos sob e a con iança na sua
capacidade pa a pa icipa na ida polí ica.!
As ca ac e ís icas sociais e cul u ais dos elei o es dos pa idos Nacional-populis as se ão
compa adas com as dos o an es nou os pa idos impo an es pa a se conhece em as suas
especi icidades.!
Pala as cha e: Nacional-populismo, classes sociais, alo es, o ien ações sociais, União Eu opeia!
!
XAPS-74495 -E icácia e equidade: dinâmicas de di e enciação social da ede escola e
e olução dos esul ados num concelho da Á ea Me opoli ana de Lisboa!
Te esa Seab a (1); Susana da C uz Ma ins (1); Ad iana Albuque que (1)!
1- ISCTE-IUL!
Comunicação O al!
A ualmen e, uma das modalidades de egulação da educação é a aplicação de es es
es anda dizados de âmbi o in e nacional ou nacional às ap endizagens dos alunos em di e en es
á eas do conhecimen o. Os esul ados des as p o as cons i uem indicado es com g ande
cen alidade na omada de decisão das polí icas públicas em educação. Es a modalidade de
a aliação ex e na (que ecai sob e os sis emas educa i os, as escolas e os p óp ios es udan es)
em conhecido um pleno desen ol imen o, e in ensi icou-se, no caso de Po ugal, no pe íodo da
an e io legisla u a (2011-2015), com a in odução de exames nacionais nas p imei as e apas da
escola idade básica (em 2013 no 4ºano e em 2012 no 6º ano). Es es p ocessos e ão ido algum
e ei o na econ igu ação da ede escola , numa dinâmica de ajus amen o en e a o e a e a
p ocu a, de modo a ga an i os melho es esul ados nes as p o as nacionais? Se á que as escolas
êm indo a in ensi ica os seus mecanismos de seleção social no ec u amen o e/ou nos alunos
que a ingem o inal de ciclo?!
Com o obje i o de explo a mos es a hipó ese, analisámos de que o ma as desigualdades
educa i as se êm indo a ( e)con igu a no caso do concelho de Almada, compa ando an o a
e olução da dis ibuição do pe il social dos alunos pelas escolas, como a e olução dos esul ados
das mesmas.!
A pa i de in o mação con ida em duas bases de dados cedidas pela Di eção Ge al de Es a ís icas
da Educação e Ciência, oi ealizada uma análise da dispe são das quali icações escola es dos
pais dos alunos e das classi icações ob idas pelas escolas nos anos le i os de 2009/10 e de
2014/15. Os dados analisados in eg am as classi icações médias ob idas pelas escolas nas p o as
nacionais e o pe il de escola idade dos pais dos alunos que as p es a am. No o al, epo am-se a
ce ca de 1600 alunos do 4º ano, dis ibuídos po ce ca de 40 escolas e 1800 alunos do 6º ano em
13 escolas. !
No pe íodo empo al analisado, egis ou-se um ac éscimo das desigualdades na ede escola do
concelho: o aumen o global do ní el de quali icação dos pais dos alunos não oi acompanhado da
edução ou manu enção da di e ença p é-exis en e en e as escolas; pelo con á io, aumen ou a
di e ença en e o pe il social das escolas. Concomi an emen e, aumen ou a ampli ude da
di e ença en e os esul ados das escolas nas p o as inais, endo sido penalizadas, sob e udo, as
escolas com populações mais des a o ecidas socialmen e, uma ez que as suas classi icações
ica am ainda mais dis an es da média concelhia.!
Complemen a men e, e i icámos as escolas com populações socialmen e mais he e ogéneas
e ela am e “ an agens compe i i as” ace às es an es escolas na medida em que o am capazes
de, simul aneamen e, se mais esis en es à endência global de ag a amen o das médias e e
maio capacidade de as melho a , quando a mudança global oi nesse sen ido.!
Pala as cha e: educação; equidade; econ igu ação da ede escola ; esul ados p o as nacionais!
!
XAPS-75768 -Desigualdades e desen ol imen o na sociedade po uguesa: um olha
sociológico à escala nacional e egional!
Fe nando Diogo (1); Rosá io Mau i i (2); João Emílio Al es (3); Nuno Nunes (4)!
1- Uni e sidade dos Aço es, CICS.NOVA.UAc e CICS.UAc; 2- Uni e sidade de É o a, CIES-
IUL; 3- IPPo aleg e – CIES-IUL; 4- CIES-IUL!
Comunicação O al!
A he e ogeneidade e i o ial de Po ugal em sido apon ada na sociologia como uma
ca ac e ís ica es u u an e da sociedade po uguesa (Almeida e al. 1992; San os, 1993; Ba e o,
1996; Viegas e Cos a, 1998; Reis, 2007). Es a comunicação p e ende se um con ibu o pa a a
comp eensão das desigualdades sociais complemen ada e con on ada com a ideia de
desen ol imen o, endo em a enção a he e ogeneidade e i o ial do país.!
Sendo es e um p oblema complexo e ambicioso en ol e um p oje o de in es igação as o onde
se coloca uma ques ão cen al: como é que as desigualdades sociais êm e oluído em Po ugal e,
mais do que isso, como é que as desigualdades e a sua e olução podem se lidas no con on o
com o concei o de desen ol imen o. Em complemen o, p e ende-se sabe como é que essa
e olução empo al es á associada à he e ogeneidade do e i ó io, sua manu enção, mi igação e
acen uação.!
Es a comunicação em conc e o é um p imei o esul ado desse p oje o e p e ende ap esen a um
e a o sinc ónico e diac ónico da si uação mobilizando os dados es a ís icos mais ecen es sob e
as NUTS II, e e en es a um conjun o limi ado de indicado es es a ís icos. !
Começa-se po si ua b e emen e as p incipais ca ac e ís icas da he e ogeneidade e i o ial a
pa i da bibliog a ia exis en e pa a, de seguida, se p oblema iza os concei os de desigualdades
sociais e de desen ol imen o na sua ligação com as ques ões e i o iais. A segunda pa e da
comunicação assen a na jus i icação dos indicado es selecionados e no eco e e i o ial
ap esen ado. Finalmen e, na e cei a pa e, ap esen am-se os esul ados es a ís icos.!
Pala as cha e: Desigualdades; Desen ol imen o; Te i ó io; Pob eza!
!
XAPS-76143 -A classe média na eo ia sociológica con empo ânea: con ibuições pa a o
es udo da desigualdade social.!
Luís Fe nando San os Co êa da Sil a (1)!
1- Uni e sidade Fede al da F on ei a Sul/Uni e sidade de Coimb a!
Comunicação O al!
Como um enômeno de na u eza mul idimensional, a dis ibuição desigual dos bens econômicos e
simbólicos socialmen e p oduzidos em se cons i uído em obje o de in es igação das mais
di e sas á eas do conhecimen o cien í ico. Economis as, his o iado es, geóg a os e cien is as
sociais êm se deb uçado sob e p oblemá icas que en ol em os desdob amen os econômicos,
polí icos, espaciais e simbólicos elacionados à desigualdade. Em especial pa a a sociologia, o
in e esse em comp eende os mecanismos de ep odução das desigualdades não eside
exclusi amen e em des enda seus e ei os econômicos, aspec o ine en e à sociedade capi alis a,
mas impo a ambém conhece os condicionan es simbólicos que legi imam um sen ido de jus iça
que con ibui pa a a pe pe uação de ce as desigualdades e pa a a supe ação de ou as. Nes e
quad o, o p esen e abalho p opõe discu i as con ibuições da eo ia sociológica pa a a
comp eensão das isões de mundo da classe média, sob e udo naquilo que conce ne à pe cepção
da desigualdade social. Cabe des aca que es udos sob e a classe média jus i icam-se de ido a
pouca a enção que o ema his o icamen e me eceu no meio acadêmico, is o que os es udos sob e
desigualdade social êm p io izado, his o icamen e, os polos ex emos da es u u a de classes,
omando-os como unidade de análise p i ilegiada em de imen o da classe média. Em e mos
eó icos, Pie e Bou dieu sus en a que os mecanismos de di e enciação social ado ados pela
classe média es ão o emen e alice çados na igidez mo al, na ea i mação pe manen e da é ica
do abalho e na alo ização da educação e da cul u a e udi a. Tais aspec os cons i uem uma
lógica de classe especí ica, que con ibui pa a a au o- ep odução da classe média como al,
median e a inco po ação de alo es especí icos po seus memb os. Ademais, os mecanismos de
di e enciação social mobilizados pela classe média con ibuem pa a e o ça uma isão de mundo
que en ende a desigualdade social como um enômeno na u al, descolado dos condicionan es
econômicos e simbólicos que a uam como supo e da es u u a de classes na sociedade capi alis a.!
Pala as cha e: Es u u a de classes. Desigualdade Social. Classe média. Teo ia sociológica.!
!
XAPS-85213 -Pad ões e mecanismos de seg egação sexual do me cado de abalho em
Po ugal – uma e isi ação ao im de in a anos!
Vi gínia Fe ei a (1)!
1- Faculdade de Economia/Cen o de Es udos Sociais, Uni e sidade de Coimb a.!
Comunicação O al!
A compa ação com base na in o mação es a ís ica de meados dos anos 80 mos a a que Po ugal
ap esen a a algumas di e enças ela i amen e que aos países mais desen ol idos da
Comunidade Económica Eu opeia (CEE) que aos países da Eu opa do Sul. Com os p imei os
pa ilha a os ele ados índices de pa icipação das mulhe es na a i idade económica e com os
úl imos os meno es índices de seg egação das es u u as do emp ego em unção do sexo (Fe ei a
1993). Na al u a, sob essaía a cons a ação de que não obse á amos a endência iden i icada na
li e a u a pa a o aumen o da igidez da di isão sexual do abalho com o aumen o da pa icipação
na a i idade económica das mulhe es. O enómeno da seg egação sexual do emp ego e a
e iden e, mas em meno g au do que em ou os países. No Po ugal: Um Re a o Singula ,
Fe ei a (1993) es a a con ian e de que se i iam man e os meno es pad ões de seg egação sexual
e i icados em Po ugal. Os undamen os pa a al con iança anco a am-se, em especial, em dois
ipos de a gumen os – nas pa icula idades da es u u a social e da in e enção do Es ado, mas
ambém na expec a i a de uma e olução posi i a do compo amen o das a iá eis a uan es na
di isão social e sexual do abalho (Fe ei a 1993, 255).!
No inal desse Re a o Singula da seg egação sexual do emp ego em Po ugal, exp essa a-se a
espe ança de que a meno incidência des e enómeno, nas suas múl iplas e en es, ende ia a
esba e -se ou, pelo menos, a man e -se abaixo da média eu opeia. Es e wish ul hinking assen a a
na conjugação de alguns dos aços es u u ais iden i icados e do eminismo di uso que
acompanha a o desen ol imen o impulsionado pela in eg ação na CEE.!
Nes a ap esen ação, p oponho-me a ualiza a in o mação es a ís ica e en a pe cebe a e olução
dos pad ões de seg egação sexual do emp ego em Po ugal desde a in eg ação na CEE,
eco endo aos Inqué i os ao Emp ego (INE) e aos Quad os de Pessoal do Minis é io do T abalho
(GEP). P ocu a ei comp eende quais os a o es que mais êm con ibuído pa a a ees u u ação
do me cado de abalho, den e os analisados no es udo de e e ência: debilidade do ecido
económico (indus ialização com manu enção do peso da a i idade ag ícola e baixa axa de
assala iamen o); expansão do Es ado, o emen e in e en i o nas elações de abalho; g ande
agmen ação e igidez da es u u a social (com aca mobilidade); ele ada axa de eminização
das p o issões écnico-cien í icas; pa adigma de enquad amen o polí ico-ju ídico de homens e
mulhe es como pessoas p odu o as num es a u o uni e salis a de cidadania (Fe ei a 1993). Na
in e p e ação das obse ações, coloca ei em e idência os e ei os de classe nos pad ões de
seg egação sexual.!
!
Fe ei a, Vi gínia. 1993. “Pad ões de seg egação das mulhe es no emp ego”. In Po ugal: Um
e a o singula , o ganizado po Boa en u a de Sousa San os, 231-257. Po o: A on amen o!
Pala as cha e: Seg egação sexual; e cia ização da economia; economia do cuidado; ecnologias
de in o mação e comunicação; Po ugal.!
!
Conhecimen o, Ciência e Tecnologia
XAPS-15169 -Ciência, Comunicação e Ma ke ing: uso do “mé odo cien í ico” na
comunicação es a égica!
Ped o Xa ie Mendonça (1)!
1- ISCEM, UNIDCOM/IADE, ICS-UL!
Comunicação O al!
As ciências sociais encon am declinações da sua a i idade naquilo que se cos uma designa de
ciências emp esa iais. Que conside emos es as úl imas como ciências au ónomas, que as
omemos como b aço das p imei as, a e dade é que u ilizam o e mo “ciência” pa a designa em
a sua á ea de es udo. O mesmo se passa com a di a ciência da comunicação, à pa ida uma das
ciências sociais, mas onde se c uzam á ias ou as ciências, en e as quais disciplinas
emp esa iais. !
É sob e es e en ec uza de á eas e sob e udo de discu sos e mé odos que es a ap esen ação se
deb uça. Po um lado, assis imos a uma me cado ização da ciência, a a és de uma ecnociência
de desen ol imen o de p odu os (Ga cia, 2010) e de uma al e ação do e hos do cien is a (Ga cia e
Ma ins, 2009). Mas, po ou o lado, as p óp ias ciências emp esa iais, mui as delas
especializadas na e e ida me cado ização (como a comunicação emp esa ial, as elações públicas
e o ma ke ing), possuem um discu so e aplicam um conjun o de mé odos que pode íamos
designa de cien í icos, e que desse pon o de is a não só adqui em legi imidade como o mesmo
ipo de “p o as de sucesso” que as ciências exibem.!
A eme gência do “manage ialismo” e de uma “mão isí el” que con ola a ges ão das emp esas
(Chandle , 1977, 1984) é acompanhada pelo su gimen o da comunicação emp esa ial, das
elações públicas e do ma ke ing como disciplinas “no as” que êm da con a das possibilidades
dos meios de comunicação de massa e das no as exigências, ao ní el da c iação de me cados
(Cochoy, 1998; Zwick e Cayla, 2010), que uma sociedade de a luência p oduz (Galb ai h, 1958).!
É sob e es e con ex o que p e endemos desen ol e algumas no as ilus a i as sob e a p esença
de concei os, discu sos e mé odos ipicamen e “cien í icos” na li e a u a e na p á ica das
disciplinas ligadas à comunicação emp esa ial, elações públicas e ma ke ing. Desde a pesquisa
de me cados, passando pela análise da conco ência, a é ao desen ol imen o de planos de ação, é
possí el encon a opos adicionalmen e cien í icos, como sejam a exis ência de um campo
empí ico, um conjun o de hipó eses ou a ecolha igo osa de dados pa a a cons ução de pe is
dos consumido es. Es es elemen os apa ecem, con udo, ma izados com ou as lógicas,
nomeadamen e as compe i i as (não o almen e alheias à ciência de hoje, diga-se).!
Des e pon o de is a, a elação en e ciência e me cado é não linea , dialógica e e oa i a,
ep esen ando-se mais co e amen e como um pêndulo en e duas ealidades que se ans o mam
mu uamen e. É ambém nes e con ex o que o uso ilegí imo do po encial dos ins umen os
cien í icos, nomeadamen e na comunicação nos chamados “media sociais”, pode con ibui pa a
alimen a um mundo de pós- e dade, que na ealidade camu la mé odos conscien es da sua
capacidade de p oduzi conhecimen os com a legi imidade dos “ e dadei os”.!
Pala as cha e: ciência; comunicação e ma ke ing; discu sos e mé odos!
!
XAPS-18515 -A colabo ação uni e sidade-emp esa em p og amas de dou o amen o: um
e a o de in e esses, ensões e e ei os!
Pa ícia San os (1)!
1- ISCTE-IUL, CIES-IUL!
Comunicação O al!
Apesa da c escen e acei ação polí ica e social da impo ância da colabo ação en e uni e sidades
e emp esas em Po ugal e da exis ência de medidas impulsionado as dessa colabo ação no ensino
dou o al desde meados dos anos 90, não exis e uma análise a ualizada ocada nes a emá ica. É
assim pe inen e comp eende de o ma mais ap o undada a ex ensão e na u eza des e ipo de
colabo ação, al como iden i ica in e esses, ensões e e ei os deco en es. Nes a comunicação
ap esen a-se um e a o das endências e lógicas de colabo ação com emp esas no ensino dou o al
desen ol ido a pa i da análise dos esul ados de um inqué i o po ques ioná io a di e o es de
uma amos a ep esen a i a de p og amas de dou o amen o (a i os no ano le i o de 2016-2017)
em ins i uições de ensino supe io po uguesas, públicas e p i adas. A amos a con empla an o
p og amas de dou o amen o “clássicos” com uma pa icipação inexis en e ou limi ada de
emp esas, como p og amas que en ol em uma es ei a in e ação en e emp esa, uni e sidade e
dou o ando. A análise cen a -se-á nas seguin es dimensões: i) as ca ac e ís icas da colabo ação
em di e en es á eas cien í icas; ii) as pe ceções quan o aos alo es associados aos dois sec o es de
a i idade e as á eas de con li o de in e esses; iii) as pe cepções quan o ao alo e e ei os das
colabo ações. T a a-se de um e a o que e le e os con ex os polí icos e económicos a uais e
encon a-se em es ei a a iculação com o desen ol imen o do sis ema cien i ico e ecnológico
nacional.!
Pala as cha e: ensino dou o al, p og amas de dou o amen o, colabo ação uni e sidade-emp esa!
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XAPS-18635 -Quem ala consen e: ecnologias, conhecimen o e é ica na in es igação na
sociedade do consen imen o ac í ico!
Paulo Peixo o (1)!
1- UC | FEUC | CES!
Comunicação O al!
O uso c escen e das ecnologias, seja no quo idiano dos indi íduos, seja na ealização de
a i idades de in es igação cien í ica, es á a muda conside a elmen e o con ex o de ecolha e de
uso da in o mação des inada a p oduzi conhecimen o. Esse ac o az no os desa ios às ciências
sociais e in e pela a sociologia a ques iona os pa âme os é icos ela i os à ecolha, ao
a mazenamen o e ao uso de dados, bem como ao elacionamen o com as on es de in o mação.!
Na sociedade dos big da a, as o mas adicionais de ecolha de dados es ão a se ul apassadas
pela qualidade da in o mação cole ada a a és das ecnologias. Essa in o mação em udo aquilo
que alo iza os dados. É mais idedigna, mais p ecisa e mais a ualizada. Além disso, é
apa en emen e menos in usi a, sendo ecolhida de o ma passi a e caucionada po p o ocolos de
ecolha p e iamen e legi imados.!
As ecnologias mó eis, em pa icula , são hoje um a o maio des a ealidade. São elas que es ão
a in oduzi nas idas quo idianas dos indi íduos um inusi ado g au de solici ação de
consen imen o. É po sua ia que mui os “ alam” e e elam compo amen os. São elas que
pe mi em ul apassa obs áculos adicionais da obse ação sociológica: inqui i a mobilidade,
obse a a in imidade e a p i acidade, con o na o en elhecimen o dos dados, e c. O ala
polissémico e i ial que elas omen am az consigo, po ou o lado, as lógicas de “pe il único” e
as “polí icas de p i acidade em escalada”, colocando incon o ná eis desa ios é icos e legais.!
No uni e so quo idiano das ecnologias, uma ez que o consen imen o se o na ob iga ó io,
assis e-se a uma c escen e banalização do a o de consen i . Consen e-se cada ez mais le iana e
ac i icamen e. A ques ão é que, nessa imp udência, o p eço que se paga po aquilo que se
consen e se o na apa en emen e i ele an e pe an e o pode e a libe dade de usa “sem paga ”.
Pa adoxalmen e, na sociedade do consen imen o o çado e ac í ico, quan o mais se é chamado a
consen i , menos cada um de nós se p eocupa com aquilo que consen e. É uma sociedade em que
o di ei o de uso az consigo a con apa ida do consen imen o, na medida em que subs i uiu
p og essi amen e o cus o inancei o pelo consen imen o explíci o. Não consen i signi ica quase
semp e não pode usa . Mas essa con apa ida con e e o desejado e socialmen e alo izado
“pode de compa ilha ” no incon o ná el de e de compa ilha .!
Nes e con ex o, as polí icas do “di ei o ao esquecimen o”, da “in es igação e ino ação
esponsá eis”, do “acesso abe o à in o mação” e da “ ecolha de g ande olume de dados” são
desa ios maio es na agenda eu opeia e no ho izon e das ciências sociais.!
Pala as cha e: ecnologias; é ica na in es igação; consen imen o in o mado; conhecimen o.!
!
XAPS-27646 -Noi e Eu opeia dos In es igado es 2017: ca ac e ização do público e impac os
do e en o!
C is ina Palma Conceição (1); João Hen iques (2); C is ina Luís (3)!
1- CIES-IUL/ISCTE-IUL; ESTHE; 2- CIES-IUL; 3- MUHNAC/ULisboa; CIUHCT-FCULisboa;
CIES-IUL!
Comunicação O al!
A Noi e Eu opeia dos In es igado es (NEI) é uma inicia i a que p ocu a queb a as ba ei as que
sepa am a ciência dos cidadãos e desmis i ica a imagem dis an e que o cidadão em do cien is a.
É uma opo unidade pa a di ulga o abalho desen ol ido pelos in es igado es, bem como
es abelece a comunicação en e cen os de in es igação e a sociedade ci il. P e ende-se com es a
inicia i a: a) consciencializa os cidadãos pa a a impo ância das ca ei as cien í icas e do
in es imen o na ciência; e b) consciencializa os in es igado es pa a a impo ância do
en ol imen o da sociedade pa a um desen ol imen o cien í ico sus en á el.!
Tendo em is a a a aliação das a i idades desen ol idas no âmbi o da NEI 2017 pelo consó cio
lide ado pelo MUHNAC (Uni e sidade de Lisboa), o am aplicados qua o ques ioná ios: 1) o
p imei o, aos pa icipan es das a i idades p epa a ó ias, na o ma p edominan e de wo kshops
emá icos, na sua maio ia o ganizados di e amen e po cen os de in es igação; 2) o segundo, ao
público pa icipan e no e en o p incipal, ealizado na noi e do dia 29 de Se emb o em ês locais
(MUHNAC, Lisboa, MHNC da Uni e sidade do Po o e Escola de Ciências da Uni e sidade do
Minho); 3) o e cei o, aos cen os de in es igação pa icipan es; e 4) o qua o, aos in es igado es
pa icipan es.!
Es a comunicação ap esen a uma sín ese des es esul ados, nomeadamen e a ca ac e ização
sociodemog á ica do público e o impac o do e en o na opinião do público sob e a ciência,
des endando ainda as mo i ações das ins i uições e dos in es igado es na adesão à inicia i a. A
análise explo a as associações en e as a iá eis sociodemog á icas do público e as di e en es
opiniões e pe ceções sob e a a i idade cien í ica. No alinhamen o des as associações é possí el
desc e e algumas das elações en e a ciência, a comunidade cien í ica, e a sociedade ci il. !
Os esul ados e idenciam que o impac o e a sa is ação com o e en o ap esen am algumas
di e gências segundo as á eas cien í icas, o géne o, as aixas e á ias, o ní el educacional e a
nacionalidade. Des aca se e ei os mais e iden es do e en o nas mulhe es, an o do público como
da comunidade cien í ica, assim como nos g upos e á ios mais jo ens. Po ou o lado, indi íduos
(público e in es igado es) da á ea das ciências sociais ap esen am meno es ní eis de sa is ação
com o e en o do que indi íduos de ou as á eas cien í icas, aspe o que se á igualmen e al o de
deba e nes a comunicação.!
Pala as cha e: Noi e Eu opeia dos In es igado es, ciência e sociedade, comunicação pública da
ciência, público!
!
XAPS-29117 -O " u u o" e a pa icipação pública na Ciência e Tecnologia!
Emilia Rod igues A a]ujo (1)!
1- Uni e sidade do Minho, CECS!
Comunicação O al!
Es a comunicação, demons ando que se assis e a uma ele ada p o usão de “do u u o” no
quo idiano dos sujei os sociais e, ao mesmo empo, a um desconhecimen o ge al sob e as
implicações das imagens sob e esse u u o na ida social, a gumen a em a o do e o ço de
me odologias que aumen em a pa icipação pública na ciência e na ecnologia e que implicam
abo dagens incisi as p incipalmen e no sis ema educa i o, sob e o u u o como obje o
ecnocien í ico e sociológico. !
A ap esen ação sus en a-se em esul ados de uma pesquisa que desen ol emos e que implicou a
análise de con eúdos nos média que se deb uçam especi icamen e sob e “o u u o”, bem como 25
en e is as a cien is as e a educado es (p o esso es e pais de c ianças ago a com idades en e 12 e
15 anos de idade), incidindo sob e a de inição de u u o: o modo como o u u o no seu abalho
quo idiano e o modo como lidam com os desa ios que se impõem à c escen e media ização e
publici ação “do u u o”, jun o dos públicos com os quais abalham. !
A pesquisa alinha a-se pelas abo dagens de Ama ya Sen e A jun Appadu ai que a gumen am
consciencialização pa a a impo ância do diálogo ciência-sociedade é undamen al a ní el da
o mação p é-g aduada. Fo ma pa a uma in es igação e ino ação esponsá eis (numa sociedade
esponsá el) é um desa io p imo dial na implemen ação dessa ideia. O econhecimen o de que a
discussão ace ca daquilo que se in es iga no labo a ó io es á mui as ezes pa a além dele e nos
diz espei o a odos enquan o cidadãos é um elemen o c ucial do diálogo; igualmen e impo an e
no p ocesso se á a noção de que a ciência se á a dú ida e a impe sonalidade, no lado opos o das
pós- e dades. Tendo po base dois exemplos conc e os das ciências da ida, a discussão oca á as
ques ões da con iança na ciência e da p omoção do diálogo ciência-sociedade, da impo ância da
o mação pa a esse diálogo e das suas complexidades em empos de pós- e dade.!
Pala as cha e: ciência e sociedade; in es igação e ino ação esponsá eis; ensino p é-g aduado!
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XAPS-71273 -A comunidade dos sociólogos da ciência e ecnologia em Po ugal!
Ana Delicado (1); C is ina Palma Conceição (2); Hélde Raposo (3)!
1- Ins i u o de Ciências Sociais ULisboa; 2- CIES-ISCTE-IUL; 3- Escola Supe io de Tecnologia
da Saúde de Lisboa!
Comunicação O al!
A Secção Temá ica Conhecimen o, Ciência e Tecnologia da Associação Po uguesa de Sociologia
oi cons i uída em 2010, no seguimen o da decisão da APS no ano an e io de es imula a
o ganização in e na em Secções Temá icas e Núcleos Regionais e, mui o à semelhança do que
acon ece na Associação Eu opeia de Sociologia e da Associação In e nacional de sociologia. 8
anos ol idos, com 4 cong essos e 2 con e ências ealizadas, que balanço aze da ST CCT? !
Es a comunicação em po obje i o aze uma ca ac e ização da comunidade de sociólogos
in e essados nas emá icas da ciência e da ecnologia em Po ugal. A a és de um mapeamen o de
pessoas, ins i uições e emas de in es igação, p e ende-se conhece como a comunidade em
e oluído e que colabo ações ece en e si, que zonas de on ei as com ou os amos da sociologia
e ou as disciplinas cien í icas se es abelecem, que ques ões de in es igação eme gem ou
desapa ecem, que papel desempenha a Secção na o mação de jo ens in es igado es e na
in eg ação de sociólogos o a da académica.!
Com a a ual di eção da Secção em ias de da luga a ou os, aze es e balanço a igu a-se-nos
como um álido con ibu o pa a a e lexão sob e no as es a égias e caminhos a se em ilhados.
Mas ambém pode á se i pa a ajuda a conhece melho a sociologia da ciência po uguesa e
con ex ualiza-la no pano ama dos es udos de ciência em Po ugal e no âmbi o eu opeu e
in e nacional mais la o.!
Pala as cha e: es udos de ciência; cong essos; in es igação!
!
XAPS-72893 -Os alice ces sociais dos p ocessos de ino ação: o u u o que se es abelece
on em e hoje!
Ana Fe ei a (1)!
1- Uni e sidade NOVA de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Cen o
In e disciplina de Ciências Sociais (CICS.NOVA)!
Comunicação O al!
Na p imei a década do século XXI p esenciámos um c escimen o das ac i idades de ino ação das
emp esas em Po ugal. Con udo, em 2010, o ano da c ise das dí idas sobe anas na Eu opa,
oco e á uma in e são des a endência que é acompanhada po um desempenho económico
nega i o das emp esas em Po ugal. No en an o, pe manecem po abo da quais é que são as
dimensões especí icas que subjazem a es as al e ações nas ac i idades de ino ação.!
Nes e abalho, os p ocessos de ino ação são en endidos como p ocessos ince os de mudança
que, sendo mui as ezes baseados em conhecimen o cien í ico e ecnológico, são enquad ados
an o pelo con ex o o ganizacional onde es es p ocessos deco em, como pelos con ex os sociais,
económicos e polí icos mais ab angen es. Ac esce que qualque p ocesso de ino ação é semp e
o ien ado pa a o u u o, uma ez que os seus ou pu s não exis em an es do seu desen ol imen o,
excep o como expec a i as ou u u os imaginados. Assim, os p ocessos de ino ação ligam
passado, p esen e e um u u o desconhecido e, consequen emen e, deco em semp e em
condições de ince eza. No en an o, pe manece po ca ac e iza 1) de que o ma é que os
con ex os in e nos e ex e nos às o ganizações enquad am os p ocessos de ino ação; 2) os
impac os des es con ex os nas pe cepções de ince eza no u u o das emp esas; e 3) a elação que
se es abelece en e o desen ol imen o de ac i idades de ino ação e as e e idas pe cepções. Es e
abalho de in es igação abo da p ecisamen e es as lacunas numa amos a ep esen a i a de 309
emp esas do sec o de ac i idades económicas mais ino ado em Po ugal, i.e. o sec o de
ecnologias de in o mação e comunicação (TIC).!
Aplicando modelos de eg essão o dinal, os nossos dados e elam que as emp esas que du an e
2010 e 2012 ap esen am ecu sos c escen es (ex. humanos, inancei os, clien es, I&D) e
ambien es de abalho mais capaci an es (ex. p omoção da au onomia e mo i ação dos
abalhado es) ca ac e izam-se po um aumen o da p obabilidade de ap esen a em 1) ac i idades
de ino ação c escen es e 2) uma edução das pe cepções de ince eza no u u o das suas
o ganizações. O nosso abalho e ela ainda que embo a a ince eza seja ine en e aos p ocessos de
ino ação, as emp esas em que oco e um c escimen o das ac i idades de ino ação, ca ac e izam-
se igualmen e po um dec éscimo da ince eza no seu u u o.!
Os dados ecolhidos nes e es udo e elam assim que os impac os do acesso a ecu sos in e nos e
ex e nos às emp esas não são apenas sen idos nas a i idades p esen es, mas es u u am e o mam
as possibilidades de u u os imaginados. Nes e sen ido, os e ei os de con ex os (des) a o á eis
p olongam-se mui o pa a além do momen o p esen e, p omo endo-se assim a ep odução de
desigualdades.!
Pala as cha e: Ino ação; Ince eza; Tecnologias de In o mação e Comunicação!
!
XAPS-78889 -Twiligh zones: isibilidades e in isibilidades na in es igação c iminal!
Susana Cos a (1)!
1- Cen o de Es udos Sociais!
Comunicação O al!
A Polícia é o p imei o elemen o da cadeia de cus ódia da p o a culminando em ibunal. Os
documen os p oduzidos medeiam en endimen os en e a cena do c ime e o ibunal. Baseado em
eg as o mais, a polícia dá isibilidade à na a i a e con e e legi imidade e c edibilidade à sua
a uação. !
Con udo, a decisão de o na ce os aspe os da na a i a isí eis, deixando ou os na penumb a
pode epe cu i -se na p odução da sen ença. Tomando como exemplo dois p ocessos judiciais
explo o como as na a i as cons uídas pela polícia, baseadas no que êem e no que man êm
in isí el iajam no p ocesso e de que o ma são inco po adas pelo sis ema judicial. !
Inse ido na in es igação de pós dou o amen o “As aje ó ias dos es ígios na cena do c ime”,
inanciado pela FCT, e ecen emen e e minado, a gumen o que na in es igação c iminal em
Po ugal, a p odução de uma na a i a com signi icado legal em ibunal pode se condicionada
pela co-exis ência de di e en es sub-cul u as epis émicas do abalho da polícia (di e en es o ças
policiais na cena do c ime) com di e en es conhecimen os, p á icas, en endimen os e o mas de
“ e ” a p o a o ense. O g au de en usiasmo ecnológico que conduz a sua a uação e le e-se na
o ma como “ êem” a cena do c ime. Es e en usiasmo e o uso de uma isão p o issional sele i a
mobilizados na cena do c ime podem e impac o na obus ez e e icácia da p o a ap esen ada em
ibunal.!
Pala as cha e: p á icas, subcul u as epis émicas, isão p o issional, en usiasmo ecnológico!
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XAPS-79608 -Quem exe ce a go e nança da In e ne ?!
Raphael Sil ei as (1)!
1- Uni e sidade Es adual de Campinas (UNICAMP)!
Comunicação O al!
A In e ne passou a aze pa e do co idiano de um núme o exp essi o da população mundial,
conec ando pessoas e máquinas, in ensi icando o luxo de elações en e humanos e
possibili ando no os ipos de in e ações. A endência é a de que a In e ne se o ne cada ez mais
impe cep í el em nossas idas a pa i do momen o em que ela alcança ainda mais es abilidade.
Com isso, uma sé ie de ques ões e a o es que mediam as in e ações nessa ede mundial de
compu ado es se o na ão cada ez mais ênues. Pois uma sé ie de decisões écnicas na ope ação
da In e ne são omadas sem nosso conhecimen o, an o na de inição de um p o ocolo pa a o
o eamen o de paco es in o macionais como ambém es ições de um se ido de acesso ou
con eúdo que pode impo a seus clien es in luenciando di e amen e no modo como ais usuá ios
se elacionam com a In e ne . É dian e disso que coloco a seguin e ques ão: se en ende mos que
go e na a In e ne aquele que de ém ou ge encia sua in aes u u a, quem exe ce a go e nança da
In e ne , quem media as mediações da In e ne ? Pa a esponde esse ques ionamen o, eco o a
conhecimen os écnicos sob e a a qui e u a da In e ne e in es igo quais são os elemen os c uciais
pa a que ela uncione. A pa i disso, indico as ins i uições esponsá eis po cada um desses
pon os ulc ais ao uncionamen o da In e ne e como essas ins i uições a uam. Dado o escopo do
abalho, ealizo esse mo imen o de manei a sin é ica anco ado em p opos as de comp eensão da
In e ne p esen e em manuais écnicos bem como em e lexões colocadas po au o es das
humanidades. No p imei o caso, conco do, en e ou os pon os, com a ideia de isualiza a
In e ne e pa i de camadas, sendo que a úl ima se ia aquela com a qual nós ge almen e nos
elacionamos, a camada de aplicação. No segundo, a iculo, po exemplo, a concepção de pode ,
go e no e a p opos a de análise ascenden e de Foucaul pa a pode comp eende as elações de
pode que se ap esen am na go e nança da In e ne . Es e abalho se az impo an e hoje
jus amen e conside ando essa po ência da in isibilidade da In e ne , sendo uma in es igação que
não apenas des ela mecanismos que ope am essa ede mundial de compu ado es como ambém
con ibui pa a que ela ganhe maio enle o em deba es sob e as ecnologias que nos en ol e.!
Pala as cha e: Sociologia da Tecnologia; In e ne ; Pode ; Go e nança da In e ne !
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XAPS-83716 -O papel das sociedades cien í icas no passado e no p esen e: que pe spec i as
pa a o u u o?!
Pa ícia Fe az de Ma os (1)!
1- Ins i u o de Ciências Sociais da Uni e sidade de Lisboa!
Comunicação O al!
Es a p opos a p e ende e lec i sob e o papel das sociedades e academias cien í icas, no passado
e no p esen e, a pa i do caso po uguês, embo a numa pe spec i a compa a i a com casos
in e nacionais. O pon o de pa ida se á a Sociedade Po uguesa de An opologia e E nologia,
undada em 1918 e ainda hoje ac i a, mas oma -se-ão em con a ou as sociedades, sob e udo as
ligadas à an opologia e, em alguns momen os, aquelas com conexões à a queologia, p é-his ó ia,
his ó ia e medicina, uma ez que em de e minados pe íodos es as disciplinas pa ilha am ac o es,
ideias e in e esses. Nesse p ocesso analisa ei quem e am os seus p o agonis as, qual a sua
o mação disciplina e que in e esses pa ilha am, e se es es o ganiza am, den o e/ou o a dessas
sociedades, ac i idades como publicações, cong essos, ou ou os e en os de o o cien í ico. O
objec i o da análise é a e igua como es e in e câmbio, e po ezes i alidade, e á con ibuído
ambém pa a a a i mação e ins i ucionalização dessas disciplinas ao longo do século XX. A
ap esen ação di ide-se em duas pa es. A p imei a pa e se á sob e o papel das sociedades
cien í icas no passado, enquan o p omo o as de deba e, de di ulgação cien í ica (pa a um público
especializado, mas incluindo indi íduos o a do meio uni e si á io) e con ibuido as pa a a
au onomização de disciplinas no meio académico ou ins i ucional. A segunda pa e e lec i á
sob e o papel des as sociedades no p esen e, como espaços de exposição e deba e de ideias, que
mui as ezes não êm luga no meio académico ou ins i ucional, ou de di ulgação de
conhecimen os pa a públicos ala gados. Tendo em con a o expos o, p ocu a -se-á indaga sob e o
in e esse que es as sociedades, p o issionais ou não, con inuam a e no p esen e e que papel
pode ão assumi no u u o, enquan o ag emiações de indi íduos com in e esse especí icos.
Algumas pe du a am no empo, po que i e am capacidade de egene ação e adap ação a no os
empos; ou as, po azões his ó icas, geopolí icas ou di e sas, o am subs i uídas, ou caí am em
esquecimen o, po que deixa am de e uma unção académica, social ou in e en i a, ou po que
aquilo que um dia cons i uiu a sua o ça passou a se a sua aqueza.!
Pala as cha e: sociedades cien í icas; academias cien í icas; an opologia;!
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C enças e Religiosidades
XAPS-17486 -A eligião no espaço público: Fá ima como palco de in e ações en e a Ig eja
Ca ólica e o Es ado no século XXI!
Helena Vilaça (1)!
1- Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o!
Comunicação O al!
Como enómeno ípico da eligiosidade popula , Fá ima oi p imei o ejei ada, mais a de
econhecida e ap op iada pela Ig eja Ca ólica. A é hoje, ainda exis e um con li o la en e en e a
pe eg inação popula e os egulamen os eclesiás icos es abelecidos com o obje i o de
p opo ciona um cená io, o ganização e eca equização dos i uais da iagem e do cul o ao
san uá io. Em qualque caso, es a a e a de econ e são ealizada pela Ig eja Ca ólica con ibuiu
o emen e pa a o es abelecimen o de Fá ima como um luga de o ação globalmen e signi ica i o,
pa a o qual con ibuí am os úl imos ês papas. Em 2017 oco eu o I Cen ená io das apa ições/
isões e a Ig eja Ca ólica p omo eu á ios e en os eligiosos - incluindo a isi a do Papa
F ancisco, com a p esença do P esiden e da República e do P imei o-minis o - e cien í icos como
oi o caso do Cong esso In e nacional do Cen ená io.!
A elação en e Fá ima e o pode polí ico é uma das dimensões mais ele an es da análise. Foi
c i icado pela p imei a epública e exal ado pela di adu a do Es ado No o, que encon ou em
Fá ima uma base de legi imação eligiosa. Com o ad en o do egime democ á ico em 1974 e uma
Cons i uição que de ine Po ugal como um es ado secula , alguns pa idos de esque da, na ase do
PREC, en ende am que o enómeno de Fá ima es a ia des inado à ex inção. Con udo, os
sucessi os go e nos democ á icos nunca e ela am uma a i ude de hos ilidade ou c í ica em
elação às pe eg inações ou ao san uá io, nem mesmo em elação à Ig eja Ca ólica.!
Fá ima é uma e idência da p esença ele an e do ca olicismo na sociedade po uguesa,
sus en ada pelo ac o de se o na um luga de eligião, cul u a, u ismo e pa adoxalmen e de
palco polí ico. Conside ando que Po ugal é um Es ado não con essional, es a comunicação
conside a Fá ima como um indicado da impo ância da eligião no espaço público e, ao mesmo
empo, uma len e pa a analisa a elação ambígua en e o Es ado Po uguês e a Ig eja Ca ólica
Romana.!
Pala as cha e: Espaço público, Es ado, Ig eja Ca ólica, Fá ima!
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XAPS-18673 -CORPO: DANÇA E EMOÇÕES NA RELIGIÃO DA FLORESTA - SANTO
DAIME!
DELTA PAULA MELO (1); RITA MARIA DOS SANTOS PUGA BARBOSA (1); GLÁUCIO
CAMPOS GOMES DE MATOS (1)!
1- UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS - BRASIL!
Comunicação O al!
One o he oldes o ms o exp ession o humani y is he dance which is ound in all ci iliza ions,
peoples, eligions, h ough he ages. The his o y o dance is ied o ha o eligions, e en in he
Bible he e a e na a i es ha demons a e he powe o dance. In B azil, eligions o A ican
o igin, such as Candomblé and Umbanda, inse dances in hei i es. In he middle o he Amazon
ain o es , we also ind dance co po ali y and he San o daime, a eligion ounded by Raimundo
Se a I ineu. In he Daimis i ual, he body mo es, a icula es, ex e nalizes i s ai h in he healing
o he e ils o ea hly li e, wi h a i ualized music, he balle o he dance a e like conduc ing
h eads ha unde he bea ing o he ma acas, awaken he necessa y emo ions and p epa e he
body and mind o he g ea momen o communion wi h he o he and he cosmos. The pu pose
o his s udy was o: Rela e li e a u e e iew om he ci ilizing p ocess o Elijah he body, dance
and emo ions in he balle o he holy daime. The me hodology was he incu sion in o he
heo e ical assump ions o No be Elias (1990), P ocess Ci ilize olume I, as well as in he
wo ks o e e ences ega ding hese analyzes: On Human Beings and Thei Emo ions (2009) and
The Socie y o Indi iduals (1939). The esul s indica ed ha Body and balle a e bound, one does
no exis wi hou he o he wi hin he scope o he Daimis i ual. The i ual o o es eligion is a
scene o mani es a ion, ecs asy, uphea al obse ed by he mo emen s o he bodies o he
daimis s, who exp ess hei longings o healing and good ad en u e h ough he balle .The body
shapes he echniques ha speak no only o p imi i e socie ies, bu mainly o he ca ego ies,
p oblems and possibili ies o in es iga ion posed by socie y and he social sciences in due ime. In
his p ocess, he body is undamen al o he cons uc ion o iden i y. O cou se, bo h dances and
i uals can no be de ined unchanged by common sense, es ic ed o a cul u e. Ri uals and
ep esen a ions a e undamen al o li e in socie y and many o e li e o keep and de end hem,
e en i his causes , discom o , in he case o he i ual o San o daime ea, he d ink is no
pleasan o he pala e. . We conclude ha his dyad o emo ions / dance p omo es he e olu ion o
he ci ilizing p ocess o he people, as an indica o o social de elopmen , because hey ansla e
and ampli y cul u al and social pa e ns, ega dless o eligious, ec ea ional o leisu e cha ac e ,
dance is an ins umen o communica ion, sign, e lec ion o he su i al o cul u e and he
iden i y o peoples, ega dless o whe he i is dance: eligious, olk, mode n o con empo a y,
dance is a e b, ac ion, a i ude, emo ions a e a iables dependen on he con ol lea ned du ing
he ci ilizing p ocess, immanen o he se ings social and body is he ma e ial ins umen ha
suppo s he dyad.!
Pala as cha e: DANÇA, CORPO, EMOÇÕES, RELIGIAO!
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XAPS-21199 -Esc e e a eligião: discu sos sob e as ações de missões e angélicas jun o aos
po os indígenas ep esen adas nos documen os do go e no b asilei o (1963-1968)!
Gus a o Solda i Reis. Dou o em Ciências da Religião pela Uni e sidade Me odis a de São Paulo/
UMESP (1)!
1- P o esso Adjun o I na Uni e sidade do Es ado do Pa á/UEPA, em Belém, B asil. Pós-
Dou o ando em Sociologia na Uni e sidade da Bei a In e io /UBI, em Co ilhã, Po ugal, sob a
supe isão do D . Donize e Apa ecido Rod igues.!
Comunicação O al!
A p opos a dessa comunicação é p oblema iza os discu sos sob e as ações de missionamen os
e angélicos jun o a po os indígenas no B asil, al como esses discu sos são ep esen ados no
documen o in i ulado Rela ó io Figuei edo (1967). Assim, o eco e his ó ico assen a-se nos
pe íodos inicias da di adu a ci il e mili a no B asil (1964-68) e seus an eceden es, uma ez que o
e e ido documen o é esul ado de uma Comissão Pa lamen a de Inqué i o pa a apu a os c imes
come idos pelo an igo SPI – Se iço de P o eção ao Índio, c imes esses que culmina am na
iolação de di ei os undamen ais desses po os indígenas. Nesse sen ido, um dos a o es sociais
que apa ecem nesses documen os são, jus amen e, em suas ações e angeliza ó ias e sociais,
di e sas missões de eco e e angélico em um pe íodo his ó ico que o B asil ia c esce e
di e si ica , cada ez mais, esses segmen os eligiosos. De a o, há mui o se discu e os p oblemas
em o no dos con a os in e cul u ais, p incipalmen e en e agen es eligiosos e g upos é nicos
indígenas. No caso do pe íodo co ejado, o ap o undamen o desses con a os oco eu em con ex os
de con li os se e os onde o go e no b asilei o man e e uma elação ambígua, o a de coope ação,
o a de esis ência às missões em ace ao assis encialismo jun o aos g upos é nicos indígenas,
g upos esses in isibilizados, em seus di ei os e cul u as, pelas es u u as de pode que
comanda am a Nação. Com Ricoeu (2013), analisa os modos dos se es humanos dize em o seu
agi , comp eende os a gumen os que a iculam as es a égias das ações, é comp eende a manei a
que os cole i os humanos o ganizam os seus luga es sociais de iden idades e di e enças. Assim,
documen os como o Rela ó io Figuei edo são es emunhos, ambém, da memó ia social de como
mo imen os e ins i uições eligiosas, em con ex os de p o undos con li os, se desdob am em
aces polí icas, educacionais e de p odução de sen ido e de empode amen os. Como a elação
desses missionamen os e g upos indígenas é ep esen ado? O que podem signi ica pa a a
comp eensão desse pe íodo his ó ico ão impo an e do B asil? Em ou os e mos: que imagem do
eligioso, em suas ambiguidades, su ge dessas ep esen ações documen ais? São ques ões pos as
pa a a e lexão.!
Pala as cha e: 1. Missões; 2. Indígenas; 3. Documen o; 4. Discu so (Rep esen ação)!
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XAPS-24187 -Mudanças Dou iná ias na Assembleia de Deus em Belém do Pa á!
Oseas Jesus dos San os (1); Donize e Rod igues (2)!
1- Uni e sidade do Es ado do Pa á; 2- UBI!
Comunicação O al!
Nes e es udo, p ocu ou-se in es iga as ans o mações e mudanças oco idas na Ig eja
E angélica Assembleia de Deus em Belém do Pa á, De endemos a ideia de que as ans o mações
e mudanças que oco em nas c enças e p á icas da Assembleia de Deus de Belém signi icam uma
mudança de e hos. Essa mudança de e hos de e-se pelo abandono das dou inas undan es e dos
alo es espi i uais que e le iam na condu a social do assembleiano; deixando seus ieis
descon en es e, segundo suas con issões, sem umo, sem obje i os espi i uais. Es a pesquisa oi
desen ol ida com uma abo dagem quali a i a do ipo explica i a. A Assembleia de Deus em
Belém, o ganização eligiosa undada no início do século XX, pelos missioná ios suecos,
en iados de Chicago, Es ados Unidos, pela ig eja pen ecos al No h A enue Mission, di igida
pelo pas o William Howa d Du ham, que ouxe am a mensagem pen ecos al, impulsionados
pelo signi ica i o mo imen o eligioso oco ido na A enida Azuza, nº 312, que pelas suas
semelhanças enomenológicas com a na a i a lucana do capí ulo dois de A os dos Após olos (o
quin o li o do No o Tes amen o), ecebeu a denominação de pen ecos e e o mo imen o de
e angelização de pen ecos alismo, cujas dou inas undan e desse mo imen o e am sal ação,
ba ismo no Espí i o San o com dons de línguas es anhas, milag es e esca ologia. Esse
mo imen o o nou-se o maio enômeno eligioso da Amé ica La ina no século XX. Essa ig eja
ca ac e iza a-se pelos aços sec á ios, pelos hábi os ascé icos e pelo es e eó ipo pelo qual e am
iden i icados. Esses alo es sociais, mo ais e es é icos passa am po signi ica i as
ans o mações, com as modi icações de seus e hos, pelo abandono das dou inas pen ecos ais
o iginais a pa i de 1997, com a mudança de p esidências com suas epe idas di isões das
con enções abandonou-se o sis ema de educação bíblica e passou a ensina sob e sexo, amília,
ida p óspe a, e um so ido cu so básico de eologia, sem se que p epa a o co po docen e pa a
execu a esse ipo de ensinamen o que po si só exige p epa o especí ico.!
Pala as cha e: Pen ecos alismo, Neopen ecos alismo, E hos, Dou inas Pen ecos ais da
Assembleia de Deus.!
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XAPS-33651 -No as Ig ejas E angélicas no Con ex o U bano Po uense: es udos de caso
sob e as comunidades Hillsong e Su Chu ch!
Ma ia Inês Sil a Oli ei a Osó io (1); Helena Vilaça (1)!
1- Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o!
Comunicação O al!
A elação en e cidade e eligião em-se e elado uma no a emá ica den o da sociologia da
eligião. O in e esse po es a á ea de es udo esul a da e i icação de um ele ado c escimen o da
di e sidade eligiosa nos con ex os u banos adicionalmen e secula izados de ido, em pa e, à
inda de imig an es e da mobilidade geog á ica em ge al. No en an o, algumas ig ejas
p o es an es/e angélicas encon am-se, em um p ocesso de econ igu ação e dinamização, o qual
passa po es a égias compe i i as den o do campo eligioso e da compe ição eligiosa
encon ada nas cidades. Pa a a comp eensão des es enómenos é incon o ná el a e lexão eó ica
sob e concei os como o de pós-secula ização, público/p i ado, me cado eligioso, en e ou os. !
Salien ando-se a impo ância da eligião nas sociedades u banas con empo âneas e pa indo de
uma in es igação sob e o sucesso das no as ig ejas c is ãs e angélicas em con ex os u banos
secula izados que êm como público-al o os jo ens, p e endemos, a pa i dos dados ecolhidos
na ealização des e p oje o de in es igação no âmbi o do mes ado em sociologia, discu i os
esul ados dos dois es udos de caso na cidade do Po o: um na ig eja Hillsong e ou o na Su
Chu ch. Ainda que os seus públicos possam se semelhan es – jo ens, ci adinos e ge almen e
escola izados – es as duas ig ejas ap esen am ou as ca a e ís icas dis in as, an o ao ní el
denominacional – sendo a Hillsong uma ig eja de o igem pen ecos al que é mundialmen e
conhecida pelos seus g upos de lou o e cul os com g ande en oque no «espe áculo musical» -
como pelo ipo de con ac o com o espaço e a população en ol en e – a Su Chu ch apa en a um
maio con ac o com o espaço e com a população en ol en e quando conside amos a ealização de
aulas de su g a ui as no empo que an ecede o cul o – po exemplo. É a pa i des as di e enças,
e de ou as, que conside amos pe inen e ealiza dois es udos de caso, abo dando es as duas
ealidades dis in as que se iden i icam enquan o casos de sucesso, pa ecendo con o na a
« adicional» secula ização espe ada nos meios u banos.!
Pala as cha e: Cidade; Pós-Secula ização; Me cado Religioso; No as Ig ejas E angélicas!
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XAPS-35763 -As di e en es exp essões de eligião e os alo es humanos, o caso de Po ugal e
Eu opa.!
Ma ia Paula Lousão (1); José Luís Casano a (1); Cláudia Vasconcelos Sil es e (2)!
1- Ins i u o Uni e si á io de Lisboa (ISCTE-IUL), Cen o de In es igação e Es udos de
Sociologia (CIES-IUL); 2- Escola Supe io de Comunicação Social, Ins i u o Poli écnico de
Lisboa (ESCS-IPL)!
Comunicação O al!
Es a comunicação em como obje i o essencial ap esen a alguns dos esul ados de uma
in es igação em cu so que es uda os alo es humanos en e a população eu opeia, a a és de
odas as denominações eligiosas, com o obje i o de a alia a elação en e a eligião e os alo es
e, se a dis inção en e as di e sas eligiões pe mi e di e encia os a uais alo es humanos de
o ma signi ica i a nes a pa e do mundo. Com is o, p e ende-se po um lado, con ibui pa a um
melho en endimen o sociológico nos e e enciais abo dados e, po ou o, pe mi i uma e lexão
que possibili e a abe u a pa a no as linhas de abo dagem. !
A pa i da base conjun a do Eu opean Social Su ey ( ondas 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 – de 2002 a 2014)
e, a a és da análise mul i a iada de co espondências múl ipla, ap esen am-se dados ela i os à
União Eu opeia, onde se obse am co elações en e a elação com a eligião, a p á ica eligiosa e
a eligião p o essada. Pa a o e ei o, usa am-se os seguin es indicado es: na iden i icação com uma
eligião usou-se o indicado “Religião a que pe ence no p esen e”; na análise da p á ica eligiosa
c iou-se um Índice de P á ica Religiosa (IPR) com base nos indicado es “Com que equência
p es a se iços eligiosos além de ocasiões especiais” e ”Com que equência eza além dos
se iços eligiosos”; pa a analisa a elação com a eligião p oduziu-se um Índice de Relação com
a Religião (IRR) com os indicado es “Pe ence a alguma eligião?” e “Quão eligioso se
conside a?”. !
No que conce ne ao e i ó io nacional, a pe ença eligiosa ecai quase na o alidade na eligião
ca ólica, o que impossibili a, pa a o caso de Po ugal, a compa ação en e eligiões, passí el de
se ealizada ao ní el da União Eu opeia, op ando-se dessa o ma pela ca ac e ização das pessoas
eligiosas e das não eligiosas segundo a sua elação com a eligião (IRR), u ilizando-se pa a o
e ei o di e sas a iá eis sociodemog á icas. !
Po conseguin e, ap esen a-se uma compa ação en e Po ugal e a União Eu opeia ela i amen e
ao pe il das pessoas eligiosas e das não eligiosas, iden i icando-se as p incipais di e enças en e
as á ias o mas como as pessoas i em a sua eligiosidade, endo po base dessa ca ac e ização
os alo es humanos.!
Dinâmicas Populacionais, Ge ações e En elhecimen o
XAPS-11124 -La es Ho izon ais - uma espos a social al e na i a na p es ação de cuidados
à pessoa idosa!
Sand ina Ribei o (1); Edua do Duque (1)!
1- Uni e sidade Ca ólica Po uguesa - Faculdade de Filoso ia e Ciências!
Comunicação O al!
Tendo po base as al e ações demog á icas egis adas no deco e das úl imas décadas e as
p e is as pa a os p óximos anos, que apon am pa a um aumen o g adual da população idosa e
sendo uma das p eocupações que dos p o issionais nes e con ex o, que da comunidade em ge al,
o aumen o da longe idade e da qualidade de ida, susci a a seguin e ques ão: de que o ma as
di e sas espos as sociais exis en es na comunidade es a ão a con ibui pa a a p omoção do bem-
es a ísico e psicológico da pessoa idosa?!
!
Com es e es udo, p e ende-se, com base nos esul ados alcançados de um abalhado de campo,
ap esen a uma espos a social al e na i a mais lexí el, global, in eg ada e pe sonalizada, que
esponda e icazmen e às necessidades da pessoa idosa e e a de signi ica i amen e a sua
ins i ucionalização.!
!
Des a o ma, p ocu a-se não só a alia a é que pon o as espos as sociais exis en es es ão
a ualmen e a da uma espos a e e i a, is o é, se os se iços/cuidados p es ados à pessoa idosa ão
de encon o às suas eais necessidades, “amo ecendo” o impac o nega i o das al e ações
ine en es ao p ocesso de en elhecimen o, como ambém ap esen a com base nes es esul ados
uma al e na i a às espos as sociais exis en es. !
Um dos g andes desa ios da sociedade a ual p ende-se p ecisamen e em c ia no os se iços
especializados pa a o acompanhamen o a pessoas idosas, pelo que o es udo que aqui se ap esen a
induz a um no o concei o de apoio aos idosos que pode á passa po um “la ho izon al”. !
O sis ema o ganizacional que se p e ende p oje a com base nas ilações e i adas des e es udo,
e á como obje i o cen al a p omoção de um en elhecimen o bem-sucedido, a a és de uma
in e enção mul idisciplina “in locus”, is o é, no domicílio da pessoa idosa, cen ada nas suas
limi ações, po encialidades e endo semp e em conside ação a pessoa no seu odo. Es a no a
espos a social se ia açada e conc e izada pa a se uma espos a social complemen a , não
excluído as exis en es. T a a-se no undo, de “ aze o la pa a o domicílio da pessoa idosa, em
ez de a encaminha pa a o la ”. A designação “la ho izon al” aduzi ia uma espécie de ex ensão
daquilo que oco e po exemplo, nas espos as sociais exis en es em e mos de se iços e não só.
Te íamos assim, uma panóplia de se iços, equipamen os, p o issionais quali icados e
especializados, olun á ios e a p óp ia comunidade en ol ida num só p oje o. A p ojeção des e
ipo de p oje o/ espos a social jus i ica-se e me ece a a enção que dos p o issionais, que da
comunidade em ge al. A sociedade es á a so e g andes al e ações (e.g. as mudanças
demog á icas e os es ilos de ida) e u ge a c iação de espos as al e na i as que possam con ibui
pa a o aumen o da qualidade de ida da população idosa e da população em ge al.!
Pala as cha e: En elhecimen o, qualidade de ida, espos as sociais, apoio domiciliá io, “la es
ho izon ais”.!
!
XAPS-17229 -Heal h isk beha iou s associa ed o li ing alone in Eu opean popula ion aged
50+: a gende analysis!
Cláudia Cunha (1); Fá ima Ba bosa (1); Alice Dele ue Ma os (2)!
1- Cen o de Es udos de Comunicação e Sociedade, Ins i u o de Ciências Sociais, Uni e sidade
do Minho, B aga; 2- Depa amen o de Sociologia, Ins i u o de Ciências Sociais, Uni e sidade do
Minho, B aga!
Comunicação O al!
The inc easing numbe o middle aged and olde people ha li e alone is a new challenge o all
socie ies. A longe li e expec ancy, he g owing numbe o smalle amilies, ela ionship b eak-
ups, he widowhood, be e heal h, high income, he absence o child en o e en he adop ion o a
new li es yle a e highligh ed as he mos impo an easons o his inc ease (Koopman-Boyden
and Moosa, 2014). !
In spi e o he g ea numbe o s udies ega ding he analysis be ween li ing alone in olde age
and beha iou al heal h, he li e a u e is no clea abou he ad an ages o disad an ages o his
li ing a angemen o heal h, especially when gende is aken in o accoun . Jeong and Cho
(2017) show ha men li ing alone, compa ed o hose li ing wi h o he s, ha e mo e chances o
smoke, bu his associa ion is no signi ican o women. Ano he s udy e eals ha male and
women d inke s li ing wi h o he s a olde ages, compa ed o hose li ing alone, ha e less alcohol
consump ion (Zhang and Wu, 2015). Howe e , Jeong and Cho (2017) did no ind his associa ion
in any o he gende s. In ela ion o physical ac i i y, Chen e al. (2015) did no ind a signi ican
ela ionship be ween gende and physical ac i i y in olde people li ing alone. Howe e , Jeong
and Cho (2017) ound ha women li ing alone ha e a highe isk o an inac i e li es yle.
Rega ding o ea ing habi s, acco ding o Wes e g en e al. (2014) bo h olde women and men
li ing alone ha e a highe isk o malnu i ion. Li e a u e shows ha olde women li ing alone
end o simpli y cooking and ea ing, ha e ewe cooked meals and lowe mean o ene gy in ake
(Gus a sson and Siden all, 2002). In he case o he olde men, he ones li ing alone end o ea
less ui and ege ables and o ea mo e easy- o-p epa e oods (Ho wa h, 2002). Conside ing all
age g oups, Hanna and Collins (2015) concluded ha he e a e gende di e ences in he
ela ionship be ween li ing alone and ood and nu ien in ake. Mo e speci ically, men a e mo e
likely han women o show undesi able ood in akes (Hanna and Collins, 2015)!
Taking in o accoun he unclea gende di e ences in heal h isk beha iou s o olde people
li ing alone and he ac ha he e a e no Eu opean compa a i e s udies po aying his
ela ionship, we will ocus ou analyses on his ela ionship, conside ing people aged 50+ o 16
Eu opean coun ies. !
Using da a om Su ey o Heal h, Ageing and Re i emen in Eu ope (SHARE), wa e 4 (2015,
elease 6.0.0), we conduc a Mul i a ia e Analysis h ough Bina y Logis ic Reg ession. We ound
impo an heal h isk beha iou s and gende di e ences be ween coun ies, in people aged 50+
li ing alone. Wi h he inc easing numbe o olde people li ing alone, Eu opean coun ies should
ac in o de o imp o e beha iou al heal h o olde people li ing alone which can aise physical
and men al heal h o his popula ion and educe some heal h ca e cos s signi ican ly.!
Pala as cha e: Li ing alone; Heal h Risk Beha iou s; People aged 50+; SHARE!
!
XAPS-20513 -Do en elhecimen o a i o ao en elhecimen o saudá el: no os desa ios pa a a
pesquisa sociológica!
Go e i Rocha (1)!
1- UBI!
Comunicação O al!
Em 2015 a O ganização Mundial de Saúde (OMS) publica o Wo ld Repo on Ageing and Heal h,
um impo an e documen o onde a O ganização analisa as p incipais ca ac e ís icas do
en elhecimen o mundial, açando um conjun o de ecomendações ela i as a polí icas e p á icas
p o issionais que p ocu em uma melho ia dos de e minan es do “en elhecimen o saudá el”. O
no o modelo, de endido nes e Rela ó io, abandona o an e io concei o de “en elhecimen o a i o”
de endido desde 2002 e e oma o concei o de “en elhecimen o saudá el”, con emplando um
conjun o de ino ações ace ao concei o an e io , p opos o nos anos 90. O no o concei o de
"en elhecimen o saudá el” baseia-se em duas dimensões-cha e que no eiam as p opos as da
OMS - capacidade in ínseca e capacidade uncional. O concei o é de inido como um “p ocesso
de desen ol imen o e manu enção da capacidade uncional que pe mi e o bem-es a na idade
mais a ançada” (OMS, 2015:28). A ansição de um modelo holís ico de “en elhecimen o a i o”
pa a uma conceção de “en elhecimen o saudá el” e e necessa iamen e implicações no modo
como se concebe o en elhecimen o, colocando no os desa ios à abo dagem sociológica. Quando
compa amos as á eas-cha e de in e enção p io i á ia dos dois modelos da OMS e i icamos o
e oma de uma cen alidade da saúde e uma pe da de impo ância de ou as dimensões
associadas ao p ocesso de en elhecimen o, idas como p io i á ias no an e io modelo de
en elhecimen o a i o, pa icula men e no que conce ne à pa icipação social e à segu ança. O
incen i o ao desen ol imen o de mé icas e medidas de a e ição do en elhecimen o saudá el
pode á ap oxima es e no o concei o ao modelo de “en elhecimen o de sucesso”, mais
consensual do que o de “en elhecimen o a i o” (em pa icula nos EUA), colma ando, des e
modo, uma das agilidades do modelo an e io – a al a de consenso ela i amen e ao seu
signi icado. Nes a comunicação discu i emos c i icamen e a no a p opos a da OMS e os seus
impac os numa abo dagem sociológica da elhice e do en elhecimen o, que do pon o de is a
eó ico, que me odológico. T a a-se de uma discussão eminen emen e eó ica, que esul a de uma
Tese de Dou o amen o em Sociologia em cu so na Uni e sidade da Bei a In e io que e sa
p ecisamen e sob e o p ocesso de en elhecimen o e que, al como ou as in es igações, se
con on ou com uma ans o mação do pa adigma dominan e a é 2015.!
Pala as cha e: en elhecimen o ac i o; en elhecimen o saudá el; OMS; modelos de
en elhecimen o!
!
XAPS-21451 -Relação en e Dep essão e P edi o es de Risco de Violência Sob e Idosos!
Ta iana Filipa Sil a Mes e – Dou o anda em Sociologia, bolsei a do p oje o ESACA -Re .ª
ALT20-03-01 (1); Joana Filipa Aleg ia Pe ei a – Mes e em Psicologia Clinica e da Saúde,
bolsei a do p oje o ESACA -R (1); Felismina Rosa Pe ei a Mendes - P o esso a Coo denado a,
Dou o a em Sociologia. Uni e sidade de É o (1)!
1- Uni e sidade de É o a!
Pos e !
Fundamen ação: A solidão e o isolamen o são dos p oblemas que mais a e am a população idosa
em Po ugal. Exis em ac o es pessoais e sociais que con ibuem pa a es e enómeno,
nomeadamen ea e i ada da a i idade labo al, a iu ez, e o abandono po pa e de amilia es. A
dep essão no idoso su ge equen emen e associada a con ex os pau ados pelo isolamen o social e
pela p esença de doenças c ónicas incapaci an es. A dep essão, pa a além de comp ome e
g a emen e a qualidadede ida do idosos, é ambém conside ada a o de isco pa a si uações de
iolência (In o me mundial sob e la iolencia y la salud, 2002).!
Obje i o: Comp eende a elação exis en e en e asin oma ologia dep essi a e os p edi o es de
isco de iolência em idosos. !
Mé odos: Abo dagem quan i a i a com ecu so ao so wa e S a is ical Package o he Social
Sciences (IBM-SPSS). Pa icipa am 237 idosos com idades comp eendidas en e os 65 e os 96
anos, do p oje o En elhece em Segu ança no Alen ejo - Comp eende pa a Agi , na Uni e sidade
de É o a. Aplicou-se a Escala de Dep essão Ge iá ica (GDS 15, e são b e e, Yesa agee al.,
1983) e os P edi o es de Risco de Violência (Cohen e al., adap ado).!
Resul ados: 21,1% dos idosos ap esen a am sin oma ologia dep essi a ligei a e 5,9%
sin oma ologia dep essi a g a e, supe io ao encon ado nou os países, como po exemplo,
Bélgica (6,2%), Alemanha (3,6%), I ália (3,8%), e Espanha (4,9%) (Po ugal: Saúde Men al em
núme os, 2014). A maio ia dos idosos que ap esen a am sin oma ologia dep essi a é do sexo
eminino.Ve i icou-se a exis ência de co elação en e a sin oma ologia dep essi a e os p edi o es
de isco de iolência sob e idosos em ês das dimensões analisadas: apoios e elacionamen os
a uais, amilia es e nas di iculdades cogni i as/emocionais.!
Conclusão: P omo e a apoio social e amilia , comba e o isolamen o indi idual e social a i ma-
se como a es a égia que pode con ibui , que pa a a diminuição da sin oma ologia dep essi a
nos idosos, que pa a a diminuição do isco de iolência sob e os idosos.Ressal a-se a impo ância
de polí icas e p og amas de segu ança ísica, social e inancei a onde cons em medidas de
sensibilização de amílias e ou os p es ado es de cuidados in o mais pa a que os iscos e
consequen es sinais de dep essão ou de qualque ipo de iolência con a a pessoa idosa sejam
eliminados, al como se p opõe na Es a égia Nacional pa a o En elhecimen o A i o e Saudá el
2017-2025 (2017).!
Pala as cha e: Violência, idoso, dep essão, apoio social, amília.!
!
XAPS-28104 -P ocessos de Decisão na C iação de Se iços e O ganizações: A aliação das
Necessidades e Expec a i as de Comunidades En elhecidas!
Ví o Manuel Ba ei os Pinhei a (1); Ma ia João Gua dado Mo ei a (1)!
1- Ins i u o Poli écnico de Cas elo B anco!
Comunicação O al!
In odução:!
P o issões na á ea da saúde e social êm pa e da emp egabilidade dependen e de es u u as onde
não pa icipam nos p ocessos de decisão de ecu sos humanos a a ec a e de alências a
desen ol e . Apesa de se em p o issionais de p imei o con ac o, os ges o es e deciso es polí icos
uncionam como il os desses se iços e o ganizações, acabando mui as ezes po c ia
cons angimen os do acesso das populações aos p o issionais e des es a esponde às necessidades
dos u en es A si uação é ag a ada nas populações en elhecidas, economicamen e ágeis e com
baixos ní eis de li e acia e capacidade de ei indica di ei os básicos.!
Objec i os:!
Ap esen a um modelo de pa icipação dos p o issionais na a aliação de necessidades da
população en elhecida, in eg ado num p ocesso de in es igação aplicada que a icula a
expe iência de in es igação num Ins i u o Poli écnico com o mações nas á eas sociais e da saúde
e o conhecimen o do e i ó io das au a quias.!
Ma e iais/Mé odos: !
Ap esen a-se o p ocesso me odológico de cons ução de uma e amen a de análise das
necessidades/expec a i as da população en elhecida (>65 anos) e em p ocesso de
en elhecimen o (50-64 anos) a a és de um inqué i o a uma amos a (n=398) ep esen a i a da
populações num concelho do in e io po uguês, da audição de esponsá eis de se iços e
ins i uições (n±50) e do p ocesso colabo a i o dos pa cei os na in es igação.!
Resul ados/Conclusões:!
São ap esen ados as e apas me odológicas da cons ução dum Plano Ge on ológico,
necessidades/expec a i as da população, p ocesso de cons ução de ecomendações/o ien ações
num município do in e io com índices de en elhecimen o/longe idade ele ados. São
ap esen adas as ecomendações pa a polí icas de saúde e sociais numa zona com população
en elhecida e com ní eis ele ados de dependência.!
Quando se discu e a passagem pa a as Câma as Municipais de esponsabilidades e compe ências
(a ualmen e do pode cen al), é c ucial a ligação en e as ins i uições de ensino/in es igação e as
au a quias, pa ilhando conhecimen o, apoiando p ocessos de decisão de no as á eas de
in e enção, se iços e o ganizações, desen ol endo modelos pa icipa i os decisão com o
en ol imen o das comunidades locais.!
Pala as cha e: en elhecimen o; necessidades; expec a i as; modelos de in e enção!
!
XAPS-31458 -Vulne abilidade socioeconómica e consumo excessi o de álcool en e os
Eu opeus com 50 e mais anos de idade!
Ma a Sil a (1); Ka iusce Faccin Pe u o (1); Alice Dele ue Ma os (1)!
1- Cen o de Es udos de Comunicação e Sociedade, Uni e sidade do Minho!
Comunicação O al!
O consumo excessi o de álcool aca e a á ios p oblemas, que ao ní el indi idual que ao ní el
social. No en an o, a sua análise em idades a ançadas em sido negligenciada quando compa ada
com a análise em idades mais jo ens, que êm ins igado maio p eocupação social. Po ém, o
en elhecimen o populacional, po um lado, e o ac o dos indi íduos em idades a ançadas
ap esen a em uma meno capacidade de sin e ização do álcool e, ge almen e, um maio consumo
de medicamen os, o que pode p omo e uma maio p oblema icidade associada ao consumo
excessi o de álcool, po ou o lado, jus i icam a a enção c escen e a es e enómeno em idades
a ançadas.!
Es e abalho isa con ibui pa a o ap o undamen o do conhecimen o sob e es a emá ica,
explo ando a elação en e es e ipo de consumo de álcool e as ca ac e ís icas demog á icas dos
indi íduos (sexo, idade), a sua condição de saúde (a aliada pela au ope ceção do es ado de
saúde, sin oma ologia dep essi a e oma de medicamen os) e a ulne abilidade socioeconómica
(medida a a és da sa is ação com a ede de con iden es e pela si uação inancei a). A análise
incidiu sob e uma amos a de 65201 indi íduos com idade igual ou supe io a 50 anos, esiden es
em dezasse e países eu opeus, incluindo Po ugal, que pa icipa am na sex a aga do p oje o
Su ey on Heal h, Ageing and Re i emen in Eu ope (SHARE). !
Pa a 4% dos indi íduos da amos a SHARE, o consumo de álcool assume um pad ão de
consumo excessi o. Uma análise de eg essão logís ica pe mi iu conclui que as chances de
consumo excessi o de álcool são mais ele adas pa a os indi íduos do sexo masculino, pa a os
mais no os do g upo e á io dos 50 e mais anos, pa a aqueles que ap esen am sin oma ologia
dep essi a, pa a os que omam medicamen os pa a p oblemas de sono e pa a os que es ão
insa is ei os com a sua ede de con iden es. Os que êm mais di iculdades ao ní el inancei o e os
que e e em e uma saúde mais débil ap esen am menos chances de bebe álcool excessi amen e.
Os esul ados des e es udo suge em in e enções que ado em uma pe spe i a holís ica que enha
em con a os di e sos p oblemas associados ao consumo excessi o de álcool depois dos 50 anos.!
Pala as cha e: Consumo excessi o de álcool; Idades a ançadas; SHARE; Eu opa!
!
XAPS-35435 -O papel mode ado da in e ne na elação en e a ede de con iden es e a
Qualidade de Vida de indi íduos de 50 e mais anos!
Pa ícia Ma ia Teixei a da Sil a (1); Alice Dele ue Ma os (1); Robe o Ma inez-Pecino (2)!
1- Cen o de Es udos de Comunicação e Sociedade, Uni e sidade do Minho; 2- Depa amen o de
Psicologia Social, Uni e sidad de Se illa!
Comunicação O al!
O es udo da Qualidade de Vida (QdV) dos adul os mais elhos ende a cen a -se nas
ca ac e ís icas sociodemog á icas, económicas, de saúde e mais ecen emen e, nas edes de
con iden es. A in e ne edesenhou o quo idiano dos indi íduos, ans o mando-se num dos
p incipais meios de comunicação pelo que é necessá io que a in es igação enha em
conside ação, pa a além das a iá eis mencionadas, a impo ância des a ecnologia e a o ma
como pode in e e i na elação exis en e en e as edes de con iden es e a QdV dos indi íduos
mais elhos. Es e abalho isa, p ecisamen e, analisa o con ibu o da in e ne pa a a QdV dos
mais elhos assim como o modo como es a a e a a elação mencionada. !
O p esen e es udo incide sob e uma amos a de 1906 indi íduos de 50 e mais anos esiden es em
Po ugal que o am inqui idos no âmbi o do p oje o SHARE (Su ey o Heal h, Ageing and
Re i emen in Eu ope), aga 4. !
Os esul ados des a pesquisa pe mi i am co obo a os esul ados de ou os es udos que
iden i ica am a idade, o géne o, a escola idade, a si uação inancei a, a saúde men al e ísica,
assim como as elações da ede de con idência, como de e minan es da QdV dos indi íduos de
idades iguais ou supe io es a 50 anos. Mas e idenciam ambém a impo ância da in e ne pa a a
Qualidade de Vida dos mais elhos. Pa a além disso, des acam o papel mode ado des a
ecnologia na elação en e a ede de con iden es e a QdV. Mais conc e amen e, oi possí el
e i ica que exis e um inc emen o na QdV dos u ilizado es da in e ne compa a i amen e aos
não u ilizado es, com o aumen o da p oximidade emocional na ede de con iden es. Da mesma
o ma, nos u ilizado es da in e ne , o aumen o da equência de con ac o com os elemen os da
ede de e minou um ac éscimo na sua QdV quando compa ados com os seus homólogos não
u ilizado es.!
Es es esul ados salien am o ac o da in e ne o imiza o impac o posi i o de algumas das
ca ac e ís icas das edes de con iden es na QdV e e o çam, des e modo, a impo ância de
polí icas que isem a e-inclusão dos indi íduos mais elhos na sociedade con empo ânea.!
Pala as cha e: qualidade de ida, ede de con iden es, in e ne , SHARE!
!
XAPS-39860 -Se idoso e ecebe cuidados sociais: ajec ó ias e signi icados!
Ana Ri a Teixei a (1)!
1- ins i u o de Ciências Sociais da Uni e sidade de Lisboa!
Comunicação O al!
O en elhecimen o demog á ico ap esen a-se como um dos p oblemas cen ais do século XXI e
uma endência demog á ica a ní el mundial colocando inúme os desa ios. Um des es desa ios é
p ecisamen e a p es ação de cuidados sociais a pessoas idosas, dado que a aixa e á ia dos 80 e
mais anos é a que egis a o maio i mo de c escimen o, p e endo-se que enha a iplica a é
2060, aixa e á ia em que os p oblemas de saúde, pe da de capacidades ou uncionalidades êm
uma maio exp essão, sendo o g upo das mulhe es o mais a ingindo ( eminização do
en elhecimen o).!
No campo das ciências sociais, a in es igação sob e o ema dos cuidados sociais pa a pessoas
idosas em uma longa adição, especialmen e no mundo anglo-saxónico, despe ando in e esse
c escen e jun o de académicos, p o issionais, deciso es polí icos e público em ge al. Con udo,
em-se olhado sob e udo pa a o lado dos p es ado es de cuidados, negligenciando-se o lado
daqueles que ecebem cuidados. !
A p esen e comunicação p e ende da con a dos esul ados de uma in es igação ealizada no
âmbi o de uma ese de Dou o amen o em Sociologia, cujo objec i o é iden i ica e comp eende
ajec ó ias de ecepção de cuidados sociais p o agonizados po pessoas idosas (65 e mais anos),
bem como os signi icados que es as lhes a ibuem. Po ou as pala as, p e ende-se olha pa a as
“his ó ias de ecepção de cuidados”, bem como pa a o sen ido que lhes é a ibuído pelos seus
p o agonis as (especial en oque nas expe iências e pe spec i as/signi icados das pessoas idosas).
Des e modo, são o e ecidas espos as pa a as seguin es pe gun as de in es igação: Como é que as
ajec ó ias de ecepção de cuidados se desen ol em ao longo do empo e do espaço? Que
signi icados são a ibuídos às ajec ó ias de ecepção de cuidados? Em que medida é que a
ecepção de cuidados ao longo do empo-espaço con ibui pa a a manu enção das capaci ações
(capabili ies) das pessoas idosas? De que o ma é que os con ex os mic o, meso e mac o moldam
as ajec ó ias de ecepção de cuidados, os signi icados que lhes são a ibuídos e as capaci ações
(capabili ies) das pessoas idosas? !
P e ende-se, assim, da con a dos ac o es ou dinâmicas que es ão associados às expe iências
posi i as e nega i as de ecepção de cuidados e ao mesmo empo as es a égias que as pessoas
idosas usam pa a lida com as pe das di ec amen e elacionados com a expe iência de ecebe
cuidados.!
Pala as cha e: Pessoas idosas; En elhecimen o; T ajec ó ias de ecepção de cuidados sociais;
Signi icados!
!
XAPS-49071 -Pa icipação e en elhecimen o – do c uzamen o de concei os ao desencon o
nas p á icas.!
Te esa Ma ins (1)!
1- ESE.IPP!
Comunicação O al!
O en elhecimen o e a elhice êm indo a ganha cada ez mais cen alidade no deba e público,
cien í ico, endo indo ambém a aumen a as publicações de o ganismos in e nacionais
elacionadas com es as ques ões. !
Nes es documen os in e nacionais á ios emas êm indo a se explo ados, sendo que a
“pa icipação” em indo a e sis ema icamen e um luga de especial ele ância. !
Nes e abalho p e ende-se ealiza um le an amen o des as e e ências ao concei o de
Pa icipação nes es documen os in e nacionais, p ocu ando p oblema izá-lo e con on á-lo com
in e p e ações que êm indo a esul a dessas mesmas o ien ações. Pe cebe-se cla amen e que
nes as o ien ações in e nacionais, que ão desde publicações das Nações Unidas às da
O ganização Mundial de Saúde, es e concei o em indo a se e ocado sob e udo no sen ido de
pa icipação cidadã, na lógica do oma pa e e aze acon ece , a as ando-se de uma lei u a mais
es i a da pa icipação, mais p óxima da ideia de pa icipa como es a p esen e. !
A p oblema ização do concei o de pa icipação nas suas múl iplas in e p e ações – no que
espei a às pessoas mais elhas – e ela-se de especial impo ância numa conjun u a ma cada po
inicia i as, p oje os e p og amas que pode ão não es a a po encia an o quan o se ia possí el e,
e en ualmen e, desejá el os con ibu os de um g upo e á io c escen e em odo o mundo.!
Pala as cha e: en elhecimen o; pa icipação; o ien ações in e nacionais!
!
XAPS-50303 -Cuidado es In o mais de pessoas com demência: p á icas, p ocessos e
signi icados.!
Ma ia de Fá ima Luzia Ma ins (1); P o esso a Dou o a Rosalina Pisco (2); P o esso a Dou o a
Ma ia Goméz (3)!
1- Uni e sidade de É o a; 2- Uni e sidade É o a; 3- Uni e sidade Badajoz!
Pos e !
Em Po ugal, a desins i ucionalização do doen e men al em indo a se implemen ada desde a
década de 60, embo a o alcance e “sucesso” des e p ocesso seja ques ionado po di e sos au o es
p o enien es das mais di e sas á eas do sabe e da in e enção social. Nes e pos e p opomos-nos
ap esen a uma in es igação em cu so no âmbi o de um dou o amen o em Sociologia que
p e ende se um con ibu o pa a a comp eensão des a ques ão. Es a in es igação p e ende es uda
os cuidado es de pessoas com demência, as p á icas ealizadas pelos cuidado es na a e de cuida ,
os p ocessos ine en es ao cuidado in o mal ou o mal e comp eende o signi icado que es es
a ibuem a odo o abalho desen ol ido, dependendo de que sejam cuidado es in o mais,
olun á ios ou p o issionais. !
A li e a u a suge e que os cuidado es ca ac e izam-se como sendo p edominan emen e do sexo
eminino, casados, com baixa escola idade, sem a i idade p o issional e com baixos endimen os.
Pa alelamen e, o en elhecimen o demog á ico em como consequência a idade mui as ezes
a ançada dos cuidado es, limi ando assim a a i idade de cuida . Toda ia, a amília em indo a
se co esponsá el po impo an es p ocessos de mudança social, nomeadamen e no que diz
espei o à di isão de papéis sociais. Na impossibilidade de p es a em cuidados a empo in ei o,
es es amilia es eco em aos cuidado es o mais, não no con ex o ins i ucional, mas a ní el
domiciliá io. Des a o ma é possí el man e o idoso no seu domicílio, a asando a
ins i ucionalização e p opo cionando-lhe melho qualidade de ida e bem-es a .!
Es e abalho isa uma comp eensão, po den o, do papel dos cuidado es de pessoas com
demência. Os obje i os especí icos p ocu am i ao encon o de uma descen alização dos
p incipais espaços geog á icos em que os es udos êm sido e e uados, en ando comp eende
quais as p á icas, p ocessos e signi icados em con ex o u al, nomeadamen e no Baixo Alen ejo, e
analisa as di e enças com os meios u banos, seja em Po ugal ou em ou o país. Especi icamen e,
p e ende-se ca ac e iza as p á icas desen ol idas pelos cuidado es, desc e e os p ocessos
ine en es ao cuidado e comp eende os signi icados que os cuidado es a ibuem ao a o de
cuida em de pessoas com demência, sejam u en es jo ens, de meia-idade ou idosos. A es a égia
de in es igação a u iliza se á do ipo quali a i a, in ensi a e em p o undidade e a ecolha de
dados e ec uada a a és de uma en e is a aos cuidado es de pessoas com demência. Uma
en e is a que se p e ê de ca ác e na a i o, comp eensi a e em p o undidade. A discussão dos
dados ob idos se á apoiada em análise de con eúdo de ipo quali a i a, cen ada no discu so dos
p óp ios cuidado es, eco endo-se a so wa e de análise quali a i a. No inal, espe amos
con ibui pa a o conhecimen o e deba e mais in o mado em o no des a ques ão e das mui as
e dades que simul aneamen e descob e e encob e.!
Pala as cha e: Cuidado es; Saúde Men al;Demência.!
!
XAPS-51328 -A pa icipação social dos idosos: expe iências e ela os de u en es da San a
Casa da Mise icó dia de Lisboa!
Filomena Ge a do (1); Bá ba a Rod igues (2)!
1- San a Casa da Mise icó dia de Lisboa, Po ugal, ISCTE – Ins i u o Uni e si á io de Lisboa
(ISCTE-IUL), DINÂMIA'CET - Cen o de Es udos sob e a Mudança Socioeconómica e o
Te i ó io (DINÂMIA’CET – IUL), Po ugal; 2- San a Casa da Mise icó dia de Lisboa, Po ugal!
Comunicação O al!
A pa icipação social dos idosos, aqui en endida como um p ocesso con ínuo que inicia no
en ol imen o a é ao engajamen o da população em a i idades que con ibuem pa a a sociedade,
em sido iden i icada como um o e p edi o de um en elhecimen o saudá el, nomeadamen e no
que diz espei o à manu enção da independência uncional dos indi íduos. Pa a alguns au o es,
a a-se, con udo, de um concei o equen emen e sub eo izado. Nes e sen ido, es a comunicação
p ocu a con ibui pa a a discussão do concei o de pa icipação social a a és da análise dos
esul ados do P oje o Co donG is. O p oje o é uma inicia i a de á ios pa cei os eu opeus – en e
os quais a San a Casa da Mise icó dia de Lisboa – que em como p incipal obje i o comba e a
malnu ição en e a população idosa a a és das no as ecnologias. Pa a isso, desen ol eu uma
aplicação que ge a planos alimen a es semanais e az assis ência de comp as den o de um
o çamen o limi ado. A a és de uma me odologia de co-design – que incluiu wo kshops, es es de
usabilidade e ocus-g oups – os u en es de cen os de dia da SCML con ibuí am pa a o
desen ol imen o da aplicação Co donG is ao longo das di e en es e apas de in es igação. Es a
pa icipação culminou num pilo o de 6 meses com is a à u ilização diá ia do p o ó ipo. O pilo o
en ol eu 29 pa icipan es di e os e 15 pa icipan es indi e os num G upo Expe imen al e 30
pa icipan es num G upo de Con ole. Os esul ados da ão con a do p é- es e e pós- es e aplicados
aos u en es da SCML no âmbi o do pilo o e das en e is as semi-di e i as a ealiza no im do
p oje o (Ab il de 2018). As en e is as cons i uem um elemen o undamen al da comunicação na
medida em que pe mi em da oz aos idosos, a e indo de modo ap o undado a sua pe ceção sob e
a pa icipação no p oje o e o seu posicionamen o ace à ecnologia c iada.!
A meno adoção e uso de ecnologias cons i uem hoje um a o de exclusão da sociedade do
conhecimen o e da in o mação. A inclusão digi al, especialmen e daqueles em maio isco de
ma ginalização, como é o caso dos idosos, cons i ui uma p io idade de á ias o ganizações e
agendas polí icas. No âmbi o do P oje o Co donG is, o am ele an es as inicia i as que
pe mi i am o aumen o da p o iciência ecnológica dos idosos a a és do con ac o com
ecnologias, bem como odo o supo e p es ado ao longo p oje o, que pe mi iu a pa icipação
social plena ao longo dos meses. Po sua ez, o co-design, enquan o es a égia u ilizada pa a
p omo e al pa icipação, pe mi iu aos idosos con ibuí em com as suas opiniões e
conhecimen os, ao mesmo empo que as suas especi icidades e necessidades o am acau eladas
Alix McDonald (4); Gemma Gilliland (4); Ca men O e (5); Ma ga Vi es (5); Elísio Cos a (2)!
1- ESE.IPP, Po o4Ageing; 2- UCIBIO, REQUIMTE, Faculdade de Fa mácia, Uni e sidade do
Po o, Po ugal, Po o4Ageing; 3- Associa ion Educa ional Cen e o In e gene a ional
In eg a ion HIPOKAMP, Poland; 4- Uni e si y o S a hclyde, Uni ed Kingdom; 5- Depa men
o Pedagogy and Didac ics, Uni e si y o Balea ic Islands, Spain!
Comunicação O al!
O aumen o da espe ança média de ida em con ibuído pa a mudanças demog á icas
signi ica i as, que êm ambém indo a e impac o na o ma como a sociedade se o ganiza no
que espei a ao con ac o ou a as amen o en e as á ias ge ações. Fenómenos como o idadismo
êm indo a ganha cada ez mais isibilidade na li e a u a e o a as amen o p og essi o das á ias
ge ações pode ão es a a acen uá-lo. Nes e enquad amen o, a in e ge acionalidade em indo a se
ad ogada como uma apos a essencial, c escendo as ozes que de endem que é impe a i o
ap oxima ge ações, iden i ica ou p opo ciona espaços e empos de encon o en e os mais
jo ens e os mais elhos, numa conjun u a em que boa pa e dos con ex os ins i ucionais endem a
sepa a c ianças e jo ens de pessoas de g upos e á ios mais elhos. !
Nes e abalho ap esen amos um p og ama in e ge acional - P oje o Sachi2 – Sha ing Childhood
- que pe cecionámos como um con ibu o pa a a mudança de a i udes e ep esen ações das
c ianças em elação ao en elhecimen o e às pessoas mais elhas. Po sua ez a a és des e
p og ama pe cebemos ambém algumas das suas an agens pa a os pa icipan es mais elhos. !
T ês g upos in e ge acionais pa icipa am em oi o encon os com o in ui o de discu i emas
como a amília, os ídolos, a escola, as b incadei as, as celeb ações e as cidades - cinco pessoas
mais elhas com mais de 65 anos e um g upo ( u ma) de c ianças en e os 10 e os 12 anos. !
Todos/as os/as pa icipan es p eenche am um ques ioná io p e e pos - es e, bem como
ques ioná ios de a aliação de cada uma das sessões emá icas. Fo am ambém ealizados
momen os de a aliação quali a i a com os á ios g upos. !
Os esul ados mos am uma melho ia ge al das a i udes e ep esen ações das c ianças em elação
aos mais elhos e uma diminuição dos es e eó ipos em elação ao en elhecimen o. Pa a além
disso es e p og ama mos ou-se ú il pa a o desen ol imen o de compe ências dos idosos, como
po exemplo no domínio de uma língua es angei a, o inglês. !
Apesa de mui o se deba e a ques ão da in e ge acionalidade são ainda escassas as publicações
cien í icas sob e o assun o, sob e udo quando p ocu amos es udos nos quais se p ocu a a alia o
impac o des es encon os in e ge acionais. !
Conscien es das limi ações des e p oje o, nomeadamen e no que conce ne ao cu o empo de
encon o en e c ianças e pessoas mais elhas, en endemos que os esul ados des e abalho
pode ão cons i ui um con ibu o ele an e pa a a discussão cien í ica da in e ge acionalidade.!
Pala as cha e: In e ge acionalidade | idadismo | en elhecimen o | ap endizagem ao longo da
ida!
!
XAPS-84323 -En elhece no in e io : ca ac e ís icas sociodemog á icas da população de
Idanha-a-No a!
Ma ia João Gua dado Mo ei a (1); Vi o Pinhei a (1)!
1- Ins i u o Poli écnico de Cas elo B anco!
Comunicação O al!
O en elhecimen o da população po uguesa é hoje uma ealidade ins alada, conhecendo-se o
p ocesso de en elhecimen o demog á ico, no que diz espei o aos empos e às causas. Menos
conhecidos são os p ocessos de en elhecimen o egional ao ní el das condições socioeconómicas,
de saúde e acesso a se iços de saúde e apoio social.!
A egião da Bei a in e io encon a-se en e os e i ó ios mais en elhecidos de Po ugal,
acumulando um con ex o pe i é ico no país, com baixos endimen os e pode de comp a,
mo imen os de saída an o pa a o li o al como pa a o a do país dos mais jo ens e população
idosa com baixa escola idade. !
Po ou o lado, i e em á eas u ais do in e io de ine di e en es pe is de en elhecimen o,
pa icula men e quando analisamos o caso dos municípios u ais, onde os a o es con ex uais
acen uam a ulne abilidade de alguns se o es da população idosa. Nes e âmbi o, p e endemos
iden i ica e analisa os pe is sociodemog á icos de en elhecimen o de um concelho do in e io
do país, conside ando não apenas a a ual população idosa, como a que i á en elhece nos
p óximos anos, de modo a apoia o desen ol imen o de es a égias de in e enção no campo do
en elhecimen o.!
No âmbi o da elabo ação de um plano ge on ológico municipal e a pa i de um ques ioná io
aplicado a uma amos a es a i icada de indi íduos com idade igual ou supe io a 50 anos (n =
367), ecolhe am-se dados que incluem di e en es dimensões: ca ac e ização pessoal e amilia , o
es ado uncional e ecu sos sociais e económicos, bem como as necessidades sen idas pela
população des e e i ó io. Os dados o am a ados a a és de es a ís ica desc i i a e in e encial.!
Os p incipais esul ados mos am que a amos a em ní eis educacionais mui o baixos, baixa
enda e al o consumo de se iços de saúde. Os ecu sos sociais são acos e as p incipais
necessidades e expec a i as es ão elacionadas com a saúde e o supo e social.!
As es a égias de in e enção de em, po isso, se desen ol idas pa a in eg a abo dagens
mul idisciplina es e in e sec o iais que podem se o ganiza em o no dos eixos sociais,
o ganizacionais e ecnológicos, espondendo aos pe is indi iduais dos a uais e dos u u os
idosos, pe mi indo en elhece em seus ambien es de aco do com suas p e e ências.!
Pala as cha e: pe is de en elhecimen o; in e io ; planos ge on ológicos!
!
XAPS-89243 -Risco de iolência sob e idosos ins i ucionalizados no Alen ejo. O en oque
sociológico do agi dos p o issionais de Educação Social!
Ta iana Filipa Sil a Mes e - Dou o anda em Sociologia, bolsei a do p oje o ESACA (1);
Felismina Rosa Pe ei a Mendes - P o esso a Coo denado a, Dou o a em Sociologia. (1); Ca los
Albe o da Sil a – P o esso com Ag egação, Dou o em Sociologia. (1)!
1- Uni e sidade de É o a!
Comunicação O al!
Fundamen ação: Há medida que aumen a o núme o de idosos na sociedade, a iolência sob e eles
ambém aumen a. Es e enómeno oco e de ido à des alo ização social do idoso na sociedade
a ual (abandono do mundo do abalho). A iolência sob e os idosos co e de ido a a o es
ine en e ao p óp io idosos ( ulne abilidade e diminuição da uncionalidade) e a a o es ine en es
ao ag esso (sociais, indi iduais). O isco de iolência aumen a consoan e o impac o dos
p edi o es in ínsecos e ex ínsecos ao idoso. Os con o nos a uais da ins i ucionalização de idosos,
são con ex os onde a iolência oco e e que necessi am de in e enção di igida. As polí icas
sociais e o ganizacionais se ão de e minan es pa a aciona medidas di igidas à sociedade, ao
idoso e à í ima, no sen ido de diminui /elimina o isco de iolência sob e idosos. Obje i o:
Comp eende o quad o de p o ocolos p e e encial da ação o ganizada dos p o issionais de
Educação Social no con ex o da in e enção sob e os a o es de isco de iolência sob e os idosos
ins i ucionalizados. Mé odos: As écnicas de ex ação ex-an e des e abalho pa i am de uma
e isão sis emá ica da li e a u a que pe mi iu a e i as endências de es udo sob e o ema isco de
iolência sob e idosos ins i ucionalizados e as p á icas ins i ucionais dos p o issionais,
pos e io men e seguiu-se com a pesquisa documen al sob e a emá ica da iolência sob e idosos
ins i ucionalizados. A pa i des es p ocedimen os iniciou-se a c iação do guião da en e is a
semi-di e i a ou semies u u ada. Es a in es igação é uma pesquisa explo a ó ia, desc i i a, com
abo dagem quali a i a. Os dados ob idos a a és da en e is a semies u u ada se ão analisados
a a és do so wa e de análise de dados quali a i os - IRAMUTEQ. Con a-se com a pa icipação
o al de 20 écnicos supe io es, dos quais 10 se ão écnicos supe io es de Educação Social,
ab angidos pelo p oje o En elhece em Segu ança no Alen ejo - Comp eende pa a Agi , na
Uni e sidade de É o a. Resul ados Espe ados: Conhece e analisa o quad o de p o ocolos da
p á ica dos p o issionais de Educação Social e da saúde no con ex o da in e enção sob e os
a o es de isco de iolência sob e os idosos ins i ucionalizados do Alen ejo; Conhece e analisa
as polí icas e as es a égias dos se iços das ins i uições sociais pa a a ga an ia da segu ança dos
idosos ins i ucionalizados, ace à iolência no seu quo idiano de ida; Con ibui pa a a de inição
de modelos de in e enção dos p o issionais de Educação Social nas o ganizações sociais, ao
ní el das medidas de a uação nas dimensões da segu ança dos idosos ins i ucionalizados e na
p e enção da iolência sob e os mesmos (polí icas e p og amas, sis emas de no i icação de
inciden es, en ol imen o de u en es idosos, ensino e o mação dos idosos e dos cuidado es
in o mais, en e ou os).!
Pala as cha e: Idoso, Risco de iolência, ins i ucionalização, diagnós ico da ação o ganizada e
es a égica.!
!
Expe iências e Pe is P o issionais
XAPS-21093 -Um sociólogo numa emp esa de consul o ia: As p á icas de ges ão como
objec o de uma expe iência i ida.!
João Vasco Coelho (1)!
1- CIES/ISCTE-IUL!
Comunicação O al!
A p esen e comunicação p e ende ilus a uma expe iência p o issional especí ica, consumada no
con ex o de uma ees u u ação de uma emp esa de se iços de consul o ia de ges ão po uguesa,
que ap esen a uma aje ó ia de c escimen o signi ica i o nos úl imos dois anos, exp esso ao ní el
do olume de negócios, da dimensão e da di e si icação da equipa de abalho, das ins alações
ísicas, e do ap o undamen o da apos a ealizada na in e nacionalização. A emp esa em duas
décadas de exis ência, e a sua his ó ia é pon uada po dois episódios de aquisição e usão
es u u al.!
!
O obje i o da in e enção oi inicialmen e ap esen ado em sen ido amplo, sendo o malmen e
indicada a necessidade de “acompanha de ou a o ma as pessoas da emp esa”. Um p og ama de
in e enção oi p opos o, com du ação es imada de seis meses. A sua inspi ação oi di luen e, e
isou a icula a p opensão objec i is a ine en e à p axeologia, e o subjec i ismo de uma
sociologia de iliação enomenológica. O seu p opósi o pode dize -se simplesmen e: da oz à
expe iência i ida. A análise da jus i icação, da explicação indi idual, mui as ezes inopo una
ou esquecida numa emp esa, po que ouxa, aga ou pouco ope a i a, cons i ui ia um possí el
pon o de anco agem de decisões de ges ão subsequen es.!
!
Num imes e, o am ealizadas 37 en e is as indi iduais p esenciais a memb os da equipa de
abalho da emp esa (ce ca de 80% da equipa), nos ês locais onde a emp esa ap esen a
ins alações ísicas em Po ugal. As en e is as ealizadas o am o ien adas po cinco eixos
conside ados pe inen es, em e mos eó icos, na de inição de uma expe iência pessoal de
abalho numa emp esa. A in o mação eunida oi analisada e oi cons i uído um diagnós ico de
p á icas e de e ei os de p á icas, em o no dos quais o am p opos os seis eixos de in e enção
ges ioná ia p io i á ia enden es ao e o ço, ans o mação ou melho ia de dimensões pa icula es
da si uação exis en e.!
!
Pa indo de um exe cício de e lexão sob e a aje ó ia da in e enção ealizada, suge em-se
qua o a o es, de na u eza pessoal, social ou o ganizacional, implicados no sucesso decla ado da
abo dagem pe ilhada, onde decisões de ges ão o am in luenciadas pelo emp ego in si u de
conhecimen o sociológico: i) a abe u a exis en e, em e mos con ex uais, à he e oglossia, a
p á icas cuja língua não coincide com uma língua já disponí el; ii) a p epa ação p é ia do
sociólogo, plasmada na demons ação in si u de conhecimen o e e en e ao domínio de a i idade
da emp esa; iii) uma o ien ação p agmá ica, exp essa po ia de um discu so híb ido, cen ado na
iden i icação de p á icas (de ges ão) esul an es da e ilização c uzada de dois uni e sos de
conhecimen o (a ges ão e a sociologia) cujo logos se ap esen a apa en emen e dis an e; i ) o
e ei o de um posicionamen o limina - se ou pa ece se um ou side , em elação ao quo idiano
da emp esa.!
Pala as cha e: Consul o ia de ges ão. Hib idação p o issional. Expe iência.!
!
XAPS-34794 -A música como p o issão: um olha sob e as ajec ó ias dos memb os da
O ques a Me opoli ana de Lisboa!
Ma ia da Luz Ramos (1); Rosá ia Ramos (1)!
1- Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas - Uni e sidade de Lisboa / Cen o de
Adminis ação e Polí icas Públicas!
Comunicação O al!
A Música como P o issão: um olha sob e as ajec ó ias dos memb os da O ques a
Me opoli ana de Lisboa!
!
A música é uma o ma de comunicação associada ao en e enimen o, ao laze e à de oção an o
pa a a audiência como pa a os execu an es, pelo que, a dimensão p o issional des es úl imos ende
a se elegada pa a segundo plano. Na ealidade, o abalho a ís ico goza de uma ce a opacidade
nas suas e en es p o issional e o ma i a, a ando-se, não a as ezes, de um domínio pejado de
ep esen ações sociais dúbias ace ca dos pe cu sos daqueles que escolhem uma p o issão com
uma na u eza ão peculia e pa a a qual o alen o em uma alo ização dis in a de ou as
ac i idades idas como mais co iquei as. É ce o que se a a de um me cado de abalho pouco
con encional e desconhecido pa a a maio ia dos indi íduos egendo-se po no mas e pad ões
p óp ios que, em odo o caso, es ão enquad ados no con ex o global dos p incípios que no eiam o
exe cício de qualque p o issão.!
!
Nes a comunicação p e ende-se ca ac e iza as ajec ó ias dos ins umen is as da O ques a
Me opoli ana de Lisboa (OML), dando a conhece sua o mação escola e écnica, a sua
emp egabilidade e inse ção no me cado labo al, bem como as especi icidades do seu domínio de
acção. !
!
Em Po ugal acesso a uma ac i idade egula emune ada na á ea da música clássica não pa ece
se algo ulga e acessí el a qualque indi íduo, não só pela exiguidade do me cado labo al,
como ambém pelas opo unidades de ap endizagem. De no a , po exemplo que a o mação
necessá ia pa a o ing esso no ensino supe io público na música é equen emen e ob ida em
escolas p i adas ou a a és de aulas pa icula es. Aliás, es e é ambém o pano ama no ea o ou na
dança.!
!
Não obs an e icissi udes á ias, o abalho a ís ico pa ece es a a ganha mais espaço em
Po ugal. O Bole im Es a ís ico da Inspecção-Ge al das Ac i idades Cul u ais de 2015 dá con a de
um inc emen o daquele sec o nas suas mais dis in as ace as, com des aque pa a a egião de
Lisboa que, sendo a capi al do país “concen a o maio núme o de ob as em odos os domínios”.
A endendo à impo ância dos p o issionais das a es e da sua posição es a égica na economia,
pa icula men e na ligação com o sec o u ís ico, há que da maio a enção à sua in eg ação e
ac uação no con ex o labo al.!
!
Den o da p oblemá ica do emp ego a ís ico, p ocu a -se-á comp eende as especi icidades da
ac i idade p o issional dos ins umen is as da OML que azem pa e de uma es u u a
o ganiza i a com dinâmica p óp ia e uma ine i á el hie a quia. Temos, pois, como p opósi o
con ibui pa a um conhecimen o mais ap o undado do objec o de es udo em ques ão e explo a
aspec os da emp egabilidade e do me cado labo al de uma ac i idade que, amiúde, não é is a
como abalho, mas como laze (Bo ges, 2008).!
Pala as cha e: Música; ajec ó ias p o issionais; o mação musical; abalho a ís ico.!
!
XAPS-48390 -QUALIFICAÇÃO JOVENS E ADULTOS: REFLEXÕES A PARTIR DE
EXPERIÊNCIAS DE INTERVENÇÃO FORMATIVA!
Ana Luisa Ma inho (1); B uno Cou inho (2)!
1- Associação A3S e CEOS.PP - Cen o de Es udos O ganizacionais e Sociais do Poli écnico do
Po o; 2- ISCAP-IPP!
Comunicação O al!
A comunicação p opos a cons a de uma e lexão, não exaus i a, ace ca da quali icação de jo ens
e adul os, o a dos ci cui os de educação egula , esul an e de expe iências de in e enção
desen ol idas pelos au o es. T a a-se de espos as quali icacionais, sob a designação de cu sos
EFA – Educação e Fo mação de Adul os, cu sos de Ap endizagem e CEF – Cu sos de Educação e
Fo mação, os quais se encon am sob a u ela do Ins i u o de Emp ego e Fo mação P o issional e
não do Minis é io da Educação, espondendo a e e enciais de o mação do Ca álogo Nacional
das Quali icações. O pon o de pa ida pa a e lec i sob e as p á icas enquad a-se no a ual
pa adigma de desen ol imen o e na eno ada a enção polí ica às medidas de Educação e
Fo mação enden es ao aumen o da quali icação da população a i a po uguesa. Ainda que os
sis emas dual e o mo imen o da educação pe manen e não sejam ecen es, um conjun o de
a aliações das medidas em igo e a implemen ação de no as, como é o caso do P og ama dos
Cen o Quali ica, eno a a impo ância da a i idade p o issional dos o mado es e das suas
p á icas pedagógicas. Num con ex o de c escen e impo ância e alo ização de compe ências
ans e sais, nomeadamen e pelas exigências do p óp io me cado de abalho, o pe il
p o issional do/a o mado /a nes a ipologia de o e as de educação e o mação é, assim,
equacionado.!
E é na análise do con ex o a ual de ( e) su gimen o do discu so e apos a nes es sis emas
al e na i os de educação e o mação que se cen a a base e pon o de pa ida pa a uma e lexão
empí ica da a i idade o ma i a em Po ugal, nomeadamen e no ques ionamen o do pe il
p o issional necessá io do/a o mado /a pa a esponde simul aneamen e às expec a i as dos
o mandos, aos equisi os polí icos, bem como às exigências de desen ol imen o de
compe ências so enquan o mo o de emp egabilidade.!
T a ando-se de uma á ea de in es igação e in e enção com longa adição em Po ugal,
p e ende-se iden i ica um conjun o de desa ios e opo unidades pa a o exe cício da ac i idade
p o issional de o mado , sob e udo em á ea que não são classi icadas como ecnológicas mas sim
de o mação base ou sociocul u al.!
Pala as cha e: Quali icação, Emp egabilidade, Fo mado , Compe ências!
!
XAPS-52694 -Sociologia e docência - po en e p á icas e desa ios!
Na ália Aze edo (1)!
1- Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o (FLUP)!
Comunicação O al!
A p á ica da docência em sociologia no ensino supe io , pe il inicial da p o issionalização do
sociólogo em Po ugal, con igu a-se com egula idades cien í icas e pedagógicas que, de algum
modo, pode ão se en endidas como exigências necessá ias e subjacen es àquela p á ica po que
in ínsecas à sua p óp ia na u eza enquan o al. Po con apon o, e sem ele a a ampli ude de
odos os elemen os en ol idos, se ão os con ex os de exe cício da mesma p á ica p o issional que
di a ão as suas singula idades, que na elação com a ins i uição uni e si á ia, que na elação
com a comunidade educa i a, que ainda na p oximidade ao meio social p óximo.!
Os desa ios colocados pelo Modelo de Bolonha e as especi icidades ju ídicas e
adminis a i as das ins i uições de ensino supe io endem a p agma iza um ensino da sociologia
e a con on á-lo com os desa ios do equilíb io possí el en e a e lexi idade o ien ada pa a a
ap endizagem e as compe ências pa a a in eg ação desejá el e possí el dos es udan es no
me cado de abalho. Po ou o lado, a di e sidade e a con li ualidade dos uni e sos de
expec a i as e de ep esen ações de odos aqueles que p ocu am a o mação g aduada e pós-
g aduada em sociologia edimensionam as p á icas cien í ico-pedagógicas, há mui o não
ci cunsc i as ao espaço da sala de aula, mas ex ensi as a espaços- empos le i os e não le i os,
p opiciado es de expe iências que edimensionem e e o cem a elação com a á ea disciplina e as
suas po encialidades enquan o p á ica p o issional u u a. Ensina sociologia no quad o pós
Bolonha e nas ci cuns âncias conjun u ais do me cado de emp ego, alician e mas insegu o nas
ga an ias dadas a p io i, con on a-nos com exigências que nem semp e o quad o eó ico,
me odológico e in e en i o da sociologia po si só esol e. !
É nosso obje i o e le i e pa ilha i ualidades e desa ios de uma p á ica p o issional
docen e, a pa i de den o do espaço- empo educa i o, que se con igu a na elação cons an e e
co-pa ilhada com os seus p incipais in e locu o es, em pa icula os es udan es que se
con on am pela p imei a ez com os discu sos e p á icas de exe cício da sociologia.!
Pala as cha e: docência; sociologia; ensino supe io !
!
XAPS-57182 -Conhecimen o na mediação da elação do pode local com a comunidade
educa i a: “sociologia de in e enção” num município!
Síl ia de Almeida (1); E a Gonçal es; (1); Susana Ba is a (1)!
1- CICS.NOVA - FCSH/UNL!
Comunicação O al!
As a uais polí icas de descen alização e au onomia das escolas (Ma oy, 2013) implicam a
deslocação de compe ências e inicia i as pa a o pode local e o assumi de esponsabilidades de
di e sos a o es da comunidade educa i a na omada de decisões, como é o exemplo da elabo ação
do Plano Es a égico Educa i o Municipal (PEEM), um ins umen o de polí ica pública que
insc e e os obje i os es a égicos da educação à escala concelhia. !
Pa a a elabo ação de ins umen os, coo denação e ges ão das polí icas, nas sociedades a uais, os
go e nos dependem em g ande pa e do ecu so ao conhecimen o especializado (Del aux, 2009;
Pons & Van Zan en, 2007; Fenwick, Mangez & Ozga, 2014). A u ilização do
conhecimen o em polí ica é conside ada numa pe spe i a de “knowledge-based policy” que
pe mi e a acionalização da ação pública, no sen ido de o nece aos polí icos e idências
(“e idence-based policy”) que possam habili á-los a ponde a as melho es decisões no
desen ol imen o das polí icas e na sua implemen ação. Com es e im, em-se eco ido, de modo
in ensi o, à cons i uição de equipas écnicas com especialis as ex e nos, como é o caso do ecu so
a in es igado es de uni e sidades pa a a p odução de es udos ou elabo ação de ins umen os
polí icos.!
Es a comunicação baseia-se no abalho desen ol ido no âmbi o da p epa ação do PEEM da
Amado a que encomendou a um g upo de in es igado es sociólogos da educação a sua
ealização. A me odologia ado ada oi a da “sociologia de in e enção” (Pe enoud, 1988) como
in es igação de e eno, com ecu so à écnica da en e is a ocus g oup aplicada a dois g upos
dis in os de a o es (1: Di e o e docen es; 2: Rep esen an es dos não docen es, alunos,
enca egados de educação e comunidade local) nos 12 ag upamen os de escolas públicas do
concelho. Es a me odologia adequa-se à concep ualização de odo o p ocesso de elabo ação do
PEEM como uma in e enção educa i a com múl iplos a o es em in e ação, sendo es a uma das
linhas o ien ado as da in es igação. !
Foi es a linha o ien ado a que pe mi iu, po um lado, comp eende o ipo de in e ações exis en es
en e as escolas e a comunidade educa i a e en e es as e a Câma a e in e i sob e elas,
es udando no e eno no as elações. Po ou o lado, pe mi iu ensaia as linhas es a égicas pa a a
elabo ação do PEEM, deco en es das in e ações en e a o es em p esença. Tal oi acili ado po
odos os a o es se em po ado es de uma di e sidade de ecu sos que podem se p odu i amen e
mobilizá eis no planeamen o de es a égias de mudança e cuja mobilização c ia um o e
es ímulo pa a a implicação e lexi a de cada um. Is o apesa de mui os deles du ida em do alo
do seu con ibu o no início dos abalhos.!
Pala as cha e: Polí icas de descen alização; knowledge-based policy; O ício do sociólogo;
Sociologia de in e enção!
!
XAPS-65973 -"In es igado de inculação": In es igação e A aliação numa ONGD
po uguesa!
Ma ia João Oli ei a (1)!
1- Agência Piage pa a o Desen ol imen o (APDES); Resea ch in Educa ion and Communi y
In e en ion (RECI)!
Comunicação O al!
Es a comunicação p e ende ap esen a o papel de uma socióloga numa ONGD po uguesa –
Agência Piage pa a o Desen ol imen o – que implemen a p oje os de in e enção jun o de
comunidades e públicos em si uação de ulne abilidade e que in eg a, simul aneamen e, uma
Unidade de I&D econhecida e co inanciada pela FCT – Resea ch in Educa ion and
Communi y In e en ion (RECI) –, que em como missão ga an i o desen ol imen o de p oje os
de in es igação com esponsabilidade social, pa icula men e assen es em me odologias de
in es igação-ação e que isam da espos a a p oblemas iden i icados, in oduzi ans o mações
na ealidade e ge a ap endizagem social. !
Enquad ada nes e con ex o pa icula , a socióloga exe ce unções de “in es igado (a) de
inculação”, o que signi ica que lhe compe e alia : (i) a in e enção à in es igação, p oduzindo
conhecimen o sob e os enómenos sociais em o ganização in e ém e com in e esse pa a a
comunidade ge al e, em pa icula , pa a cien is as, p o issionais e deciso es polí icos; (ii) a
in e enção à a aliação, ecolhendo dados que pe mi am pe cebe , in e namen e e jun o dos
inanciado es, se a in e enção es á a con ibui e e i amen e pa a os obje i os e me as a que se
p opõe.!
Ap esen a -se-á, de o ma ilus a i a, a pa icipação da socióloga nos p oje os “Sikola: Pa icipa
pa a uma melho Educação em Angola ” (Eu opeAid 134-649/L/ACT/AO) e “Educação pa a a
Cidadania e pa a os Di ei os Humanos” (Eu opeaid 134-657/L/ACT/AO), dois p oje os de
Coope ação pa a o Desen ol imen o implemen ados em Angola, um país do Sul onde se colocam
pa icula es desa ios ao mé odo cien í ico e écnico. Em especial, p e ende-se e le i , po um
lado, sob e os cons angimen os que se in e põem ao desenho écnico-me odológico da pesquisa
cien í ica, ca ac e izado po se igo oso e sis emá ico e ão p óp io dos países do No e; e, po
ou o lado, sob e os desa ios aos mé odos a alia i os, di ecionados pa a a ap esen ação de
esul ados (ou pu s) e impac os (ou comes) quan i icá eis, e ão inci ado/exigido pelos
inanciado es.!
Pala as cha e: In es igação; A aliação; In e enção social; ONGD!
!
XAPS-72066 -Pe il p o issional eme gen e de coaching pa a a emp egabilidade!
Ana Luisa Ma inho (1); Ca lo a Quin ão (2); Ma alda Gomes (2)!
1- Associação A3S e CEOS.PP - Cen o de Es udos O ganizacionais e Sociais do Poli écnico do
Po o; 2- Associação A3S!
Comunicação O al!
A economia social em sido econhecida poli icamen e a ní el in e nacional e nacional, enquan o
mo o de desen ol imen o económico e social. A pa do seu peso económico, designadamen e
enquan o agen e emp egado , o abalho das o ganizações que in eg am o se o da economia
social é essencialmen e desen ol ido em á eas que cons i uem g andes desa ios do a ual me cado
de abalho, com especial des aque pa a a inse ção sócio-labo al. A a ual Es a égia Eu opeia e
nacional 2020 p io iza a á ea do emp ego e da inclusão social, na qual as WISE (wo k in eg a ion
social en e p ise) - emp esas sociais de inse ção pelo abalho - pe manecem uma apos a
incon o ná el pelo seu ele ado po encial de impac e social. Nes e con ex o, eme gem pe is
p o issionais de acompanhamen o de pessoas em si uação de ulne abilidade nos seus di e en es
pe cu sos de inse ção labo al. Como base em 10 es udos de casos ecolhidos em cinco países
eu opeus (Áus ia, Bélgica, I ália, Po ugal e Reino Unido), analisamos as unções de coaching
com is a a iden i ica necessidades o ma i as e desa ios comuns ao ní el da quali icação e
ce i icação dos p o issionais que ope am nes e subsec o das emp esas sociais na UE. A unção
de coaching cons i ui o elemen o dis in i o das WISE, enquan o modelo de in e enção na o e a
de i ine á io de inclusão social dos se iços p es ados. É igualmen e um a o c í ico à e icácia da
inse ção de públicos des a o ecidos e às ans o mações (impac es) sociais mais as os,
designadamen e nos me cados de abalho. O coaching ap esen a-se como um concei o
polissémico, a iando nomeadamen e consoan e os di e en es con ex os nacionais, oda ia
pa ilhando elemen os como os de acompanhamen o na p omoção de con iança, au onomia e
desen ol imen o pessoal e p o issional. Como al, cons i ui um ins umen o de empowe men de
pessoas em si uação de ulne abilidade pa a os p o issionais das WISE. !
A amos a de 10 es udos de caso, a iados e complemen a es, pe mi iu classi ica as p á icas de
e eno dos p o issionais de aco do com di e en es ipos de ocos de in e enção nos i ine á ios de
inse ção, que podem se conside ados na pe spe i a do coaching, a sabe : i) li e coaching; ii) job
coaching; iii) employmen coaching; e i ) employe coaching. !
Analisamos ainda a o mação dos p o issionais de coaching, iden i icando um conjun o de
compe ências espe adas des es abalhado es.!
Pala as cha e: WISE, Coaching, Emp egabilidade, Compe ências!
!
XAPS-76606 -Pe is P o issionais Eme gen es de Ges ão e Desen ol imen o de Recu sos
Humanos!
Vi iana Mei inhos (1); Ana Isabel Cou o (1); Ana Luisa Ma inho (1); Susana Sil a (1)!
1- CEOS.PP - Cen o de Es udos O ganizacionais e Sociais do Poli écnico do Po o!
Comunicação O al!
Sus en ada numa conceção ampla do concei o de Recu sos Humanos (RH), que pe spe i a como
RH as pessoas em con ex o de abalho, es a comunicação deco e de um p oje o de in es igação
cujo obje i o p incipal é iden i ica no os e po enciais pe is p o issionais no campo p o issional
de RH. O ac o da ges ão e do desen ol imen o das pessoas como “ ecu so” de abalho se em
a i idades que não se es ingem ao con ex o o ganizacional, mas que a ocam c escen e
ele ância a ní el socie al e a ní el indi idual, a ibui ao deba e das p o issionalidades em RH
comp eensão global da manei a como os indi íduos se elacionam com a polí ica. A análise das
aje ó ias amilia es ealizada po nós se inse e den o de uma pe spec i a da polí ica sob a ó ica
da in imidade, po meio da qual p ocu amos comp eende melho o p ocesso de ansmissão no
que diz espei o à elação en e polí ica e a e i idade no g upo amilia . Desse modo, p ocu amos
ap eende , en ão, como a elação com a polí ica e a manei a de eagi a assun os dessa o dem se
cons ói em meio a ou as elações no ambien e ín imo e, nesse caso especí ico, no que ange às
elações a e i as en e pais e ilhos, pois a amília pode se is a ambém como “local de
pe suasão de uma é ica inco po ada pelos pais” (LECLERCQ, 2016, p. 958), possibili ando que
haja ap endizagens polí icas em egime de a e i idade. Foi possí el obse a a exis ência de
di e en es ipos de ansmissão polí ica en e as amílias analisadas, o que es á o emen e ligado
ao ipo de elação que os pais man ém com esse uni e so, bem como, com o espaço que a polí ica
ocupa na ida amilia . Tais di e enças edundam em isões, compo amen os e engajamen os
di e sos. A me odologia mobilizada nesse es udo con ou com obse ações di e as na o ina do
bai o e das amílias, bem como, com a ealização de en e is as em p o undidade sob e a
aje ó ia de amílias mo ado as do bai o em ques ão.!
Pala as cha e: Socialização Polí ica; Famílias; Ge ações!
!
XAPS-39725 -Casamen os en e pessoas do mesmo sexo: um pon o de si uação!
Madalena Ramos (1); Ana C is ina Fe ei a (1)!
1- ISCTE-IUL!
Comunicação O al!
A 5 de junho de 2010 en ou em igo em Po ugal a lei que ap o a o casamen o ci il en e
pessoas do mesmo sexo (Lei n.º 9/2010, publicada em Diá io da República, 1.ª sé ie - N.º 105 -
31 de Maio de 2010). !
P e ende-se nes a comunicação ap esen a os aços mais ele an es des es casamen os, bem
como dos seus in e enien es, desde 2010 a é ao p esen e. Pa alelamen e, a -se-á uma análise
compa a i a com os casamen os en e he e ossexuais, pa a o mesmo pe íodo. Es a análise e á po
base os mic odados dos casamen os disponibilizados pelo INE e oca -se-á nas ca ac e ís icas dos
casamen os p op iamen e di os – egime de bens, exis ência ou não de co esidência p é ia ao
casamen o, e c. – bem como nos a ibu os dos cônjuges – na u alidade, idade, habili ações
li e á ias, p o issão, si uação na p o issão, en e ou os. !
Segundo os dados do ecenseamen o de 2011 (INE, Recenseamen o Ge al da População, 2011),
as uniões de ac o ep esen a am 12,9% do o al das elações de conjugalidade em Po ugal.
Des as, algumas co esponde iam a casais compos os po pessoas do mesmo sexo que pode ão ou
não e o malizado pos e io men e a sua união. Não é, nes e momen o, possí el sabe se o peso
das uniões de ac o diminuiu com a possibilidade de casamen o en e pessoas do mesmo sexo. No
en an o, é possí el sabe que, apesa de e egis ado um aumen o supe io ao dos casamen os
en e pessoas de sexo opos o, o peso dos casamen os en e pessoas do mesmo sexo é bas an e
pequeno em Po ugal, ep esen ando apenas 1,0% do o al de casamen os ealizados en e 2010 e
2016. !
A amília assen e na união en e pessoas do mesmo sexo se á com ce eza um dos “no os ipos
de amília”, mas se á um ipo de amília que passa pelo casamen o? Ou seja, a e indicação pa a
que osse legalizado o casamen o en e pessoas do mesmo sexo oi, em Po ugal, acima de udo
uma lu a po di ei os iguais ou p incipalmen e uma necessidade sen ida po es as pessoas pa a
legi ima , a a és da união o mal, o ipo de amília a que dão o igem? Es as são algumas
ques ões a me ece um deba e u u o. !
A ca ac e ização e análise da e olução des es casamen os e dos seus in e enien es, a pa da
compa ação com os casamen os en e pessoas de sexo opos o, p ocu ando pe cebe se es amos
pe an e endências semelhan es ou, pelo con á io, dis in as, é acima de udo uma análise
explo a ó ia undamen al que az um pon o de si uação do egis ado a é ao momen o e que se á
pon o de pa ida pa a desen ol imen os u u os.!
Pala as cha e: Casamen o homossexual, Casamen o he e ossexual, No os ipos de amília.!
!
XAPS-44117 -Es a égias go e namen ais na á ea das Polí icas de Apoio à Família: uma
análise longi udinal e compa ada dos P og amas do XI, XII, XII, XVII e XIX Go e nos
Cons i ucionais!
Ca lo a Ma ga ida Ne o Mou a Veiga (1); Juan Ped o Mozzica eddo (2)!
1- Obse a ó io da Emig ação, CIES-IUL, ISCTE-IUL; 2- ISCTE-IUL!
Comunicação O al!
O modelo de Es ado-p o idência po uguês pode se , segundo di e sos au o es, ca ac e izado po
uma o e ideologia amilis a (Sa aceno, 1994; Esping-Ande sen, 2000; Lei ne , 2003; Ju ado e
Naldini, 2003; Po ugal, 2008; Alexand e e Ma ins, 2009) ou amilialis a (Lenoi , 1985; Wall,
2002), no qual a amília assume uma o e esponsabilidade na p o isão de bem-es a na
sociedade, com um aco apoio es a al na elabo ação e implemen ação de Polí icas de Apoio à
Família, pa indo do p incípio que é no in e io do seio amilia que de em su gi os apoios, e não
a a és da in e enção es a al (Esping-Ande sen, 1990; Mio o e Lima, 2005).!
No en an o, em meados da década de 70, e i ica am-se di e sas ans o mações no con ex o
amilia , an o ao ní el da p óp ia es u u a como dos papéis a ibuídos aos seus memb os -como
a en ada das mulhe es no me cado de abalho e o o alecimen o do modelo de dual
b eadwinne - aduzindo-se numa maio incompa ibilidade po pa e das amílias na p ossecução
da ca ei a p o issional e da p o isão de bem-es a social. Tais al e ações le a am a uma no a
ca ac e ização do concei o de “ amília” e ambém de um no o pa adigma desde a década de 80:
c ise da na alidade (Wall, 2002), ca ac e izado po um declínio p og essi o do índice sin é ico de
ecundidade, es ando a ualmen e si uado abaixo do alo necessá io pa a que exis a uma
eno ação de ge ações (Adse à, 2004; Neye , 2012). !
O p esen e abs ac su ge no sen ido de analisa o compo amen o dos deciso es polí icos
no que espei a à ques ão das Polí icas de Apoio à Família de modo a comp eende se o ca iz
amilis a que ca ac e iza o Es ado-p o idência po uguês se anspõe na elabo ação de Polí icas
de Apoio à Família desde a época em que Po ugal se depa ou com o enómeno da queb a de
eno ação de ge ações, a é ao inal do XIX Go e no Cons i ucional. Pa a al, ealizou-se uma
análise compa ada aos úl imos cinco Go e nos Cons i ucionais que cump i am os seus manda os
na o alidade u ilizando como me odologia de análise a pesquisa documen al, onde o am
analisados po um lado, discu sos polí icos e ju ídicos sob e a ma é ia das Polí icas de Apoio à
Família, e po ou o, a ação conc e a do Es ado ela i amen e à p o isão de se iços e
in aes u u as de apoio às amílias, às ans e ências mone á ias pa a os cidadãos e ambém à
elabo ação de polí icas de conciliação en e a ida p o issional e amilia .!
Pala as cha e: Polí icas de Apoio à Família; Familismo; Na alidade!
!
XAPS-46624 -Cuida e se cuidado: uma análise do cuidado quo idiano, pe manen e e de
longa du ação!
Joana Pimen el Al es (1)!
1- Cen o de Es udos Sociais da Uni e sidade de Coimb a!
Comunicação O al!
Nes a comunicação ap esen o alguns dos esul ados da in es igação ealizado no âmbi o do meu
dou o amen o (SFRH/BD/77839/2011), onde p ocu ei discu i a p odução do cuidado da
de iciência em Po ugal (SFRH/BD/77839/2011) . Em especí ico, na in es igação p ocu ei
conhece os modelos e as elações de cuidado nos casos em que as pessoas com de iciência
necessi am de apoio de ipo pe manen e, quo idiano e de longa du ação. Tomei es e obje o
analí ico, com o obje i o de conhece o papel e o luga dos di e en es in e enien es no p ocesso
– pessoas cuidadas, cuidado es/as o mais e amilia es. Especi icamen e, p ocu ei esponde às
seguin es ques ões: como é que as pessoas cuidadas e cuidado es/as concebem e lidam com o
cuidado nas suas idas? Que p á icas, ep esen ações e sabe es con ocam os/as di e en es
in e enien es e como se a iculam en e si? Qual o papel de cada um/a na de inição dos modelos
de cuidado? Qual a in luência dos con ex os de p odução na de inição dos modelos de cuidado?
Os modelos de cuidado são adequados às necessidades e aos desejos indi iduais das pessoas com
de iciência? !
Pa a esponde a es es ques ionamen os op ei-se po uma me odologia quali a i a. O abalho
e nog á ico in luenciou decisi amen e o pe il do abalho, sendo as espos as a que cheguei
esul ado de um longo abalho de obse ação di e a em dois con ex os: a casa e a ins i uição.!
Pala as cha e: cuidado; de iciência; au onomia; dependência!
!
XAPS-54663 -Descons uindo o concei o na u alis a de amília: ensões e/ou
apaziguamen os no âmbi o da P oc iação Medicamen e Assis ida com doação de gâme as
em F ança e Po ugal!
Ca a ina Delaunay (1)!
1- CICS.NOVA – Cen o In e disciplina de Ciências Sociais da Uni e sidade No a de Lisboa!
Comunicação O al!
Nes a comunicação p e ende-se p oblema iza alguns cons u os sociais, como a pa en alidade e o
pa en esco, nos casais que eco em à P oc iação Medicamen e Assis ida (PMA) com dado es
e cei os. Essas ensões e/ou en a i as de apaziguamen o oco em en e dois p incípios
con adi ó ios: o di ei o da c iança conhece as suas o igens gené icas e o di ei o do dado
pe manece anónimo. O anonima o do dado é o p incípio a ualmen e em igo nas legislações
ancesa e po uguesa.!
A pa i dos dados empí icos esul an es de um p oje o de in es igação, é ap esen ada uma no a
abo dagem eó ica e empí ica des e p oblema, assen e na análise de 66 en e is as em
p o undidade com di e en es a o es ligados à PMA (bene iciá ios, médicos, biólogos, memb os
dos comi és de é ica, depu ados) em F ança e Po ugal. É dado especial en oque a 19 en e is as
com casais he e ossexuais e homossexuais emininos que op a am pela inseminação a i icial ou
e ilização in i o com gâme as doados (o óci os e/ou espe ma ozóides) na Eu opa, e com
casais do mesmo sexo masculinos que eco e am à ges ação de subs i uição nos EUA.!
A PMA co esponde à ab icação simul ânea de bebés e pais a a és de um p ocesso complexo
onde a ep odução biológica se en elaça com os signi icados pessoais, polí icos e ecnológicos da
ep odução. Exis em oda ia ensões en e conceções legais, biológicas e sociais da pa e nidade.!
P ocede-se à análise das a i udes dos casais ace ao e cei o elemen o necessá io à conceção, em
que uma ope ação de desapego em e mos ísicos e mo ais nos casais he e ossexuais e de lésbicas
se con apõe a uma dinâmica amilia , complexa e ala gada elabo ada pelos casais gay.!
Os casais he e ossexuais êm que negocia concomi an emen e a di iculdade de se in é il e o e
de eco e a um dado pa a a conc e ização do p oje o pa en al. Tal cons i ui uma expe iência
ambígua de encon a uma solução, ao mesmo empo que se in oduz uma no a o ma de
dis upção, somado ao diagnós ico de in e ilidade. Oco e uma u u a biog á ica de ido a uma
c ise emocional que o ça as pessoas a eo ganiza os seus planos ou expec a i as e a da ou o
signi icado às suas idas.!
De aco do com os discu sos e p á icas, os dado es são enca ados como igu as posi i as,
pe mi indo a conceção e nascimen o de uma c iança, ou igu as ameaçado as po que is as como
conco en es aos pais sociais. Daí impo ância de um papel es i amen e ma e ial do dado , sendo
os gâme as apenas conside ados uma subs ância ep odu i a in e cambiá el.!
Os casais gay cons oem a p oximidade com a ges an e de subs i uição e po ezes man êm
con ac o com a dado a de o óci os, embo a sem conhece a sua iden idade, num quad o legal de
semi-anonima o no qual a c iança a pode á con ac a após a ingi a maio idade. Es es casais
mobilizam e in eg am as duas igu as emininas na his ó ia amilia dos ilhos, uma ez que são
conside adas como endo um papel impo an e.!
Pala as cha e: P oc iação Medicamen e Assis ida; Dado es de gâme as; Pa en alidade;
Dinâmicas amilia es!
!
XAPS-56817 -A ansição pa a ida adul a na pe spe i a dos jo ens: um es udo de caso com
es udan es uni e si á ios!
Sand a Mou a Fe nandes (1); Nuno Miguel Augus o (2)!
1- UBI; 2- UBI; CIES-IUL!
Comunicação O al!
O p ocesso de ansição pa a a ida adul a em indo a so e p o undas ans o mações na
sociedade do isco. Con a iamen e às ge ações p eceden es, que expe imen a am aje ó ias de
ansição ela i amen e homogéneas e sinc ónicas, ma cadas pela ansposição linea e sequencial
de um conjun o de e apas, os pe cu sos das no as ge ações êm indo a o na -se cada ez mais
he e ogéneos, p ecá ios e dis an es dos pe cu sos adicionais. Es a al e ação nas aje ó ias
ju enis e nos modelos de ansição pa a a ida adul a encon a-se in imamen e elacionada com
um conjun o de mudanças no con ex o económico, polí ico, social e cul u al, que con ibuí am
que pa a o p olongamen o e complexi icação da condição ju enil e das e apas do p ocesso de
ansição, que pa a o su gimen o de no os sen idos e signi icados a ibuídos à condição de
adul o. O c escen e p olongamen o dos pe cu sos escola es e as di iculdades de en ada e
pe manência no me cado de abalho, u o do aumen o do desemp ego ju enil e da p eca iedade
labo al, êm indo a condiciona a emancipação económica dos jo ens ace à amília de o igem,
com e lexos ao ní el da emancipação amilia , do casamen o/conjugalidade e da pa en alidade.
O modo como se concebem e se ci cunsc e em os cu sos de ida al e ou-se p o undamen e,
assim como o modo como os jo ens pe spe i am a sua ansição pa a a idade adul a. São
exa amen e es es no os signi icados e pe ceções socialmen e cons uídos pelos jo ens que
no eiam es a comunicação. Pa indo des e conjun o de mudanças, p ocu ámos e i ica de que
modo os jo ens as pe cecionam e as ep esen am socialmen e no desenho das suas aje ó ias de
ida, a a és de um es udo mais ala gado ealizado jun o de es udan es uni e si á ios, inalis as
de di e en es á eas de es udos na Uni e sidade da Bei a In e io (Ciências Sociais e Humanas,
A es e Le as, Ciências, Ciências da Saúde e Engenha ias) concluído em 2017. A in enção oi
pe cebe de que modo os jo ens pe spe i am a sua ansição pública (passagem do ensino pa a o
me cado de abalho) e a sua ansição p i ada (saída de casa dos pais, casamen o e pa en alidade)
à luz de um conjun o de a iá eis, em pa icula o géne o, a o igem social de classe e a á ea de
es udos. A me odologia u ilizada no es udo é eminen emen e quan i a i a, endo po base um
inqué i o po ques ioná io aplicado a 270 es udan es inalis as, dis ibuídos po di e en es á eas de
es udos. As conclusões e elam não só uma in e nalização do isco e da ince eza no desenho
des as aje ó ias, mas ambém uma signi ica i a in luência de a o es es u u ais, que con e em
he e ogeneidade a es e p ocesso de ansição e à p óp ia condição ju enil.!
Pala as cha e: ju en ude; ansição pa a a ida adul a; emp ego; amília!
!
XAPS-63777 -Os modos de se i mã/o: o con ibu o da pe o ma i idade pa a a
comp eensão das elações en e i mãs/os!
And eia Ba bas (1); Síl ia Po ugal (1)!
1- Faculdade de Economia da Uni e sidade de Coimb a!
Comunicação O al!
As a ias êm sido desconside adas ace a ou os enómenos amilia es, como a conjugalidade
ou pa en alidade. Embo a as/os i mãs/os não es ejam p esen es enquan o ema cen al nos
abalhos que se êm desen ol ido no âmbi o da Sociologia da Família, su gem equen emen e
nos discu sos de «ou os» sujei os, e ambém no âmbi o de ou as in es igações, e elando a sua
ans e salidade. U ge ap esen a es e obje o como sujei o p incipal, conside ando a impo ância
das suas p óp ias na a i as. !
T abalho an e io e ela que as elações en e as/os i mãs/os não são es anques ao longo da sua
ida, ejei ando uma dimensão es á ica des as con igu ações amilia es. Assim, a pa i dos
discu sos dos sujei os, é impo an e comp eende as suas elações numa pe spe i a longi udinal,
que dê con a da(s) suas(s) aje ó ia(s). !
A p esen e comunicação p e ende ealça o con ibu o que abo dagens pe o ma i as podem e
na comp eensão das elações a e nais. Tal como nas ques ões de géne o, as elações en e i mãs/
os es ão expos as a conceções e ep esen ações (p e)de inidas e a iculadas ao sujei o, na
de inição do que é se i mã/o. O que não implica, que es as in e ações deco am exclusi amen e
nas o mas que lhes es ão a ibuídas. Olha pa a as/os i mã/os segundo as eo ias pe o ma i as
implica econhece que as suas elações não são es á eis, au ónomas e singula es, mas que
esul am de compo amen os quo idianos e si uacionais, que se ão ( e)cons uindo ao longo do
empo. Legi ima a au onomia dos sujei os, na de inição do que é se i mã/o e ab ange á ias
in e p e ações e ( e)de inições do concei o, anulando uma conceção mais ígida. Es a o ma de
in e p e ação apon a pa a uma plu alidade de elações e de modos de «se i mã/o», ao mesmo que
as si ua em empo alidades múl iplas. !
Pa a da espos a ao obje i o enunciado p e ende-se eco e a uma abo dagem me odológica
quali a i a. Se ão ealizadas en e is as em p o undidade, que assumam um ca ác e de his ó ia
de ida, com ecu so à o o-elici ação, de modo a es imula a memó ia e a econs i ui aje ó ias
e empo alidades.!
Pala as cha e: elações en e i mãs/os; aje ó ias de ida; pe o ma i idade!
!
XAPS-68954 -A Viu ez Feminina na Te cei a Idade!
B ás, Ana (1)!
1- Faculdade de Economia da Uni e sidade de Coimb a!
Pos e !
O aumen o gené ico da espe ança média de ida ez com que a iu ez incida de o ma mais
signi ica i a nas pessoas idosas. Em Po ugal, quase 60% da população com 65 ou mais anos é
cons i uída po mulhe es, o que se explica pela ele ada espe ança média de ida à nascença
expec ada pa a as mulhe es e pelo p edomínio da mo alidade masculina. Há, po isso, uma
p eponde ância da mulhe na população idosa, azendo, ambém, da iu ez um enómeno
eminizado. Há, ainda, ou as disc epâncias en e géne os, como po exemplo a que a há en e as
idades dos cônjuges no casamen o, que azem com que os homens es ejam menos expos os às
consequências da iu ez, ou pelo menos, du an e menos empo. !
Apesa da pe inência do ema e do peso da população idosa cada mais signi ica i o na es u u a
demog á ica (nacional e global), o es udo da iu ez eminina con inua a se uma de iciência na
p odução cien í ica. A lacuna que é o es udo des a condição pe pe ua e compac ua com a imagem
es e eo ipada das iú as, cons uída endo po base no mas sociais enquad adas na ideologia
polí ica do Es ado No o. Resquícios de uma mo al social conse ado a do egime ascis a igen e
em Po ugal du an e 40 anos, empo em que mui as delas c esce am, es as no mas ainda
condicionam e ep imem a i ência das iú as.!
A iu ez eminina, p incipalmen e nas camadas mais idosas, é cul u almen e is a, de o ma
edu o a como um pe íodo de agilidade e p i ação. No en an o, há ou as al e ações
signi ica i as desencadeadas pela pe da do cônjuge - em e mos de es ilos de ida, de p á icas
quo idianas – que me ecem se objec o de es udo.!
Assim, a p opos a é es uda a iu ez eminina, com o objec i o p incipal de pe cebe que
mudanças eais são desencadeadas nos es ilos de ida das iú as du an e o pe íodo de iu ez,
apoiando a comp eensão dessas mudanças em con ex os his ó icos e sociais que de e minam os
papeis de homens e mulhe es, lendo-as, ambém, à luz de algumas pa icula idades da li e a u a
popula – que, aqui, assumimos!
como uma ep esen ação “espelho” e, ao mesmo empo, idealizada da ealidade social. Ten a -se-
á pe cebe como é que esses aspec os sociais e cul u ais ope am em conc e o na ida das iú as,
no con ex o das suas pe spec i as quan o a elações amo osas ou aos seus a ec os. Pa a isso,
apoia -nos-emos nos concei os de Re lexi idade e Relação Pu a ap esen ados po Ul ich Beck e
An hony Giddens, espec i amen e.!
Pala as cha e: Viu ez; Mulhe es; Relacionamen os Amo osos; Re lexi idade.!
!
XAPS-70699 -Family li e and in o ma ion and communica ion echnologies: wha ha e
sociologis s been s udying?!
Cláudia Casimi o (1)!
1- CIEG/ISCSP-ULisboa!
Comunicação O al!
The usage o ICTs such as he In e ne , mobile phones, able s, and compu e s, cons i u es a
eali y o millions o indi iduals and amilies, pa icula ly in wes e n socie ies, and hei usage
con inues o g ow (EUROSTAT, 2017). Wi h his inc easing usage o elec onic echnologies,
oday seems o be he e a o e-socie y, e-go e nmen , e-democ acy, e-comme ce, e-lea ning, e-
heal h, e-pa icipa ion, and o cou se also e- omance and e-da ing. ICTs (g adually mo e
accessible, a o dable, and po able) and he li es o child en, young people, and adul s, ha e
become inex icably in e wined (Ca alho e al., 2015; Ca alho e al., 2016). This ubiqui ous
pene a ion o communica ion echnologies in households and he daily li es o amilies gene a es
majo impac s on he wi ed amily (Mesza os, 2004) ha may be di icul o measu e as hey
seem o b ing bo h oppo uni ies and challenges. As he de elopmen o echnologies and digi al
de ices ad ances, and hei pene a ion in he p esen -day ac i i ies o indi iduals and amilies
becomes mo e in ense, so do s udies p oli e a e and di e si y. Thus, his p esen a ion aims o (1)
p o ide an o e iew o he li e a u e on he in e play be ween amily li e and in o ma ion and
communica ion echnologies (ICTs), (2) ocusing on he main sociological objec s ha ha e been
s udied - in ima e couple li e ( he making and b eaking o ela ionships), in e gene a ional
ela ionships (pa en /child ela ionships, and mul igene a ional ies), and ansna ional amilies -,
(3) s essing he i ues and/o isks o ICTs usage in amily o ma ion and dynamics, and, inally,
(4) poin ing ou clues o he mos p omising esea ch di ec ions and unde -explo ed a eas.!
!
Re e ences:!
Ca alho, J., F ancisco, R., & Rel as, A. (2015). Family unc ioning and in o ma ion and
communica ion echnologies: How do hey ela e? A li e a u e e iew. Compu e s in Human
Beha io , 45, 99–108. !
Ca alho, J., Fonseca G., F ancisco R., Bacigalupe, G., & Rel as, A. P. (2016). In o ma ion
and Communica ion Technologies and Family: Pa e ns o Use, Li e Cycle and Family Dynamics.
J Psychol Psycho he 6(240), 1-3.!
EUROSTAT (2017). Digi al economy and socie y s a is ics - households and indi iduals.
Re ie ed om: h p://ec.eu opa.eu/eu os a /s a is ics-explained/index.php/
Digi al_economy_and_socie y_s a is ics_-_households_and_indi iduals#In e ne _usage!
Mesza os, P. S. (2004). The wi ed amily. Li ing digi ally in he pos in o ma ion age. Ame ican
Beha io al Scien is , 48(3), 377–390.!
Pala as cha e: ICTs, amily li e, li e a u e e iew!
!
XAPS-72151 -P ocesso de cons i uição da iolência social em Po ugal: Es udo compa a i o
de dois jo nais diá ios-“Elas em e idência”!
Jacia a Pe ei a de Oli ei a (1)!
1- DSOC, ECS | UÉ o a!
Comunicação O al!
Em Po ugal só a pa i dos anos 80 do séc. XX, é que se começa am a ealiza es udos ela i os à
iolência domés ica. A in isibilidade do p oblema, não apenas enquan o obje o de conhecimen o
e es udo sociológico, mas enquan o expe iência social pe cecionada como insa is a ó ia que
susci a a necessidade de in e enção, a asou o p ocesso de c iminalização, con ibuindo
o emen e pa a que a iolência domés ica osse conside ada a é anos ecen es como um
p oblema p i ado, da amília, e não da sociedade (Dua e, 2011:62). A iolência con a a mulhe
em con ex o amilia é hoje, em Po ugal, um domínio de in e ação social que oi publicamen e
designado e iden i icado como ques ão de in e esse público, que no plano ju ídico-no ma i o
a a és da Lei n.º 7/2000 de 27 de maio, como ambém enquan o no ícia com luga de des aque
na ação dos meios de comunicação. Pa icula men e, na imp ensa que chamamos popula , a
abo dagem do ema inse e-se no âmbi o das modalidades mais as as que êm pau ando as
modi icações no jo nalismo imp esso. Dando en ase ao en e enimen o, p es ação de se iços e
p incipalmen e, ao ema de no ícia que aguça de o ma ápida o dia-a-dia dos lei o es, en e eles a
iolência, assun o abo dado de o ma d amá ica e com desc ição dos de alhes, mais chocan e do
c ime.Nes a con o midade, o p esen e es udo p opõe-se analisa a o ma como a iolência con a
a mulhe em con ex o amilia em indo a se abo dada nas no ícias. P e ende-se analisa a
p odução de a igos de dois jo nais diá ios de ca iz, en e si, ela i amen e dis in os: o Jo nal
Co eio da Manhã (de pendo mais populis a ou sensacionalis a) e o Jo nal de No ícias, na nossa
hipó ese com uma abo dagem do ema de ca iz mais in o ma i o. O co pus empí ico cons i uído
pa a es a análise es á balizado no pe íodo en e 2015 a 2016. A localização das peças de no ícia
que supo am a análise e e como desc i o es, “ iolência domés ica sob e as mulhe es” e cingiu-
se apenas a a igos disponí eis g a ui amen e em acesso abe o on-line. Os esul ados do es udo
pe mi i am iden i ica con igu ações de elações sociais subjacen es nomeadamen e em algumas
ca ac e ís icas sociodemog á icas an o das í imas como dos seus ag esso es; nos laços
exis en es en e ambos, na incidência egional da iolência, no ipo de iolência e no
enquad amen o legal em que a mesma é ipi icada. A pa i des a análise p ocu a-se um
en endimen o ela i amen e ao deba e público e às ep esen ações sociais que ele am da
disc epância en e alo es cole i os – de es o, o malizados nos “di ei os undamen ais”
consag ados na Cons i uição da República – que ei indicam a equidade, a p o eção da dignidade
e in eg idade, o di ei o à au ode e minação, o acesso à jus iça e sus expe iências sociais que
pa ecem pe pe ua a condição de mino ia desp o egida e silenciosa de um núme o signi ica i o de
mulhe es na sociedade po uguesa a ual.!
Pala as cha e: P oblema social; iolência domés ica; géne o; comunicação social; sociologia.!
!
XAPS-73460 -Famílias ecompos as em Po ugal: da in isibilidade ao econhecimen o!
Susana A alaia (1)!
1- ICS - ULisboa!
Comunicação O al!
No ac ual con ex o de di e si icação das o mas de ida amilia ( amílias monopa en ais;
ecompos as; de casais do mesmo sexo; e c.), o pad as o eme ge como uma igu a pa en al
signi ica i a que pa ilha com a mãe as esponsabilidades associadas ao quo idiano do/a en eado/
a, p o idenciando em e mos de o ien ação, cuidados, dinhei o e amo . No en an o, pe sis e um
azio em elação ao es a u o do pad as o no o denamen o ju ídico nacional. Embo a a lei p e eja
que an o a mãe como o pai possam delega numa e cei a pessoa o exe cício de a e as pa en ais
especí icas ela i as aos ac os de ida co en e da c iança [nº4 do a igo 1906.º do Código Ci il
Po uguês (al e ado pela lei nº61/2008)], na ealidade não exis e um econhecimen o legal
explíci o dos di ei os e das ob igações associados ao pad as o. Pelo con á io, o econhecimen o
da pa e nidade biológica como a “ e dadei a” o ma de pa e nidade a pa do es abelecimen o das
esponsabilidades pa en ais como um di ei o e uma ob igação dos p ogeni o es (pai e mãe
biológicos), independen emen e do es a u o da elação conjugal, ie am c ia di iculdades
ac escidas ao econhecimen o do pad as o enquan o igu a pa en al. Es a ausência de
econhecimen o legal pa ece su gi em con aciclo ace à c escen e ele ância es a ís ica do
enómeno da ecomposição amilia em Po ugal. Em 2011, as amílias ecompos as cons i uíam
7% do o al de casais com ilhos em Po ugal, chegando aos 10% na egião de Lisboa e no
Alga e.!
!
Com base nos esul ados de ini i os dos Censos (2001 e 2011) e na li e a u a legal sob e
esponsabilidades pa en ais, di ei os de gua da e de isi a, pensão de alimen os, adopção e
he ança, a p esen e comunicação ap esen a um duplo objec i o. P ocu a-se, po um lado,
ca ac e iza em e mos sociodemog á icos (idade, sexo e local de esidência) as c ianças e os
jo ens (meno es de 18 anos) a i e em con ex o de ecomposição amilia , dando a conhece a
sua posição na amília [ ilho/a comum casal; ilho/a não comum casal (do homem ou da mulhe )],
e, po ou o, comp eende como é que o o denamen o ju ídico nacional egula e p o ege os laços
es abelecidos en e os memb os das amílias ecompos as, em pa icula , en e pad as o e en eado.!
Pala as cha e: amílias ecompos as; di ei o da amília; es a u o ju ídico do pad as o;
pa e nidade; c ianças; di ó cio!
!
XAPS-73639 -Os obs áculos à consolidação das masculinidades cuidado as na sociedade
po uguesa: e lexões em o no do LIVRO BRANCO Homens e Igualdade de Géne o em
Po ugal!
Vanessa Cunha (1); Leono Rod igues (1); Ri a Co eia (1); Susana A alaia (1); Ka in Wall (1)!
1- ICS-ULisboa!
Comunicação O al!
A eme gência de masculinidades cuidado as em mui as pa es do mundo em sido analisada em
di e sos ela ó ios desde o início dos anos dois mil, odos eles des acando o impac o i uoso da
econ igu ação das iden idades e das p á icas masculinas na mi igação das desigualdades de
géne o (e.g. Connell 2003, No wegian Minis y o Child en and Equali y 2009, Scambo e al.
2013, Le o e al. 2015, Heilman e al. 2017, San os e al. 2016). De aco do com Ellio , "as
masculinidades cuidado as podem se is as como iden idades masculinas que excluem a
dominação e ab açam as qualidades a e i as, elacionais, emocionais e in e dependen es dos
cuidados” (2016: 252). Es a abo dagem p ocu a ap eende a complexidade do p ocesso de
ans o mação das iden idades e das p á icas masculinas, obse á el quando os homens
desempenham unções cuidado as na ida amilia e na ida p o issional, mas ambém quando
cuidam de si e ejei am os compo amen os noci os ou de isco ípicos das masculinidades
hegemónicas (Scambo e al. 2013, Connell 1995). !
Pa indo des e quad o conce ual, p e ende-se iden i ica os obs áculos às masculinidades
cuidado as p esen es na sociedade po uguesa, a pa i de uma e lexão em o no dos esul ados
do LIVRO BRANCO Homens e Igualdade de Géne o em Po ugal (Wall e al. 2016), que mapeou
a si uação dos homens e o es ado da igualdade de géne o em di e sas á eas c í icas – amília e
conciliação, me cado de abalho, educação, saúde e iolência – dando isibilidade à eme gência
de iden idades e p á icas mais cuidado as e iguali á ias na ida amilia , em g ande medida
impulsionadas pelas polí icas de conciliação. Con udo, as masculinidades cuidado as não se
Mummies” and Thei Reade s, Social Media + Socie y, 3(2), 1-10.!
Os 7 melho es blogs de ma e nidade, K_Economis a!
Powell, R. (2010), Good Mo he s, Bad Mo he s and Mommy Blogge s: Rhe o ical Resis ance
and Fluid!
Pala as cha e: Bloggs, ma e nidade, au obiog a ias, análise de con eúdo!
!
Globalização, Polí ica e Cidadania
XAPS-16858 -DECRESCIMENTO: a pala a míssil que c ia imaginá ios!
And é Ba a a (1); G aça Rojão (2)!
1- Uni e sidade da Bei a In e io , LabCom.IFP; 2- Uni e sidade da Bei a In e io (dou o anda)
e CooLabo a!
Comunicação O al!
DECRESCIMENTO: a pala a míssil que c ia imaginá ios!
!
O concei o de dec escimen o em algumas das suas aízes mais p o undas nos anos 70 do século
passado, quando o Clube de Roma deu início a um amplo deba e em o no dos limi es ecológicos
que uma pe spe i a económica baseada na bondade do c escimen o inha de en en a . O e mo
oi cunhado po And é Go z, na mesma década, quando o deba e ia ap o undamen os
indiscu í eis. Não obs an e, nas décadas seguin es, o c escimen o e a sua apologia in ensi ica am
o seu ajec o, ainda que assumindo ou as oupagens: economia e de, economia ci cula ,
desen ol imen o sus en á el, e c. O seu impac o sob e o plane a assumiu ais p opo ções
des uido as que hoje coloca em causa os limi es ecológicos e a di e sidade da ida na Te a. !
O modelo capi alis a enca a o mundo como um ecu so: sejam as pessoas, as mon anhas ou o a ,
udo é passí el de me cado ização, udo adqui e um alo de oca. Es a possibilidade o na-se
impe a i a pa a a lógica de uncionamen o do capi alismo, que eque um c escimen o con ínuo,
ainda que compa í el com cu os pe íodos de es agnação ou de c escimen o nega i o.!
C esce passa a se um im em si mesmo, assinala Se ge La ouche (Pequeno T a ado do
Dec escimen o Se eno, 2007). Como pode á o sis ema económico basea -se num c escimen o
in ini o num plane a ini o? Pa a La ouche o c escimen o baseia-se em ês g andes ilimi ações
pa adoxais: 1) p odução e a concomi an e ex ação de ecu sos; 2) a c iação de necessidades de
bens de consumo; e 3) a capacidade do plane a compo a os esíduos da escalada p odu i is a-
consumis a. Po ou o lado, Tim Jackson (P ospe idade sem C escimen o, 2009) demons ou bem
como a pa i de um de e minado ní el de sa is ação de necessidades, o aumen o do consumo de
bens não em qualque impac o no bem-es a . !
Pa a a agenda dec escen is a, não se a a de p opo ou o desen ol imen o nem ou o
c escimen o, mas de uma saída des es concei os, já de si óxicos. Sai dos concei os de um
pa adigma de c escimen o implica, po ém, que den o de um no o pa adigma no os concei os
su jam.!
Gio gos Kallis assinala que o dec escimen o é um concei o e ambém como uma “pala a
míssil”, um slogan, capaz de acende o deba e público em o no do c escimen o, de uma
al e na i a, e de o epoli iza .!
Pa a La ouche, em bom igo , o dec escimen o pode ia ep esen a -se com mais p op iedade pela
ideia de a-c escimen o, pois o dec escimen o não espei a a c escimen o ze o, c escimen o
nega i o ou desen ol imen o sus en á el. Não se a a, ainda que al seja ele an e, de eduzi a
p odução e o consumo em in ensidade. O dec escimen o é na acepção de Ca los Taibo
an icapi alis a e an ipa ia cal.!
Nes a comunicação p e endemos c uza os con ibu os de Ca los Taibo e de Se ge La ouche no
deba e em o no do concei o de dec escimen o, suas a ian es semân icas e seu alo p agmá ico
na condução de inicia i as cí icas ans o mado as.!
Pala as cha e: dec escimen o, sus en abilidade!
!
XAPS-18466 -A iculações locais do egime an i- á ico e da indús ia de esga e: o caso
po uguês!
Ma a Clemen e (1)!
1- Cen o de In es igação e Es udos de Sociologia do ISCTE - Ins i u o Uni e si á io de Lisboa
(CIES/ISCTE-IUL)!
Comunicação O al!
A pa i da segunda me ade dos anos no en a do século passado o á ico de se es humanos
(TSH), em pa icula o elacionado com o das mulhe es pa a ins de explo ação sexual, o nou-se
uma signi ica i a p eocupação in e nacional. Colocado no quad o da globalização do c ime
o ganizado, o p oblema em cap ado a a enção dos es ados e das o ganizações não-
go e namen ais, além de e sido conside ado como uma das p io idades na agenda de á ias
agências in e nacionais. Após a a i icação do P o ocolo de Pale mo, mesmo em Po ugal, o
á ico impôs-se na agenda ins i ucional em p imei o luga como uma a i idade c iminosa. Ao
longo dos úl imos dez anos em sido ei o um es o ço p og essi o de adap ação às polí icas
in e nacionais e eu opeias com a cons ução de um sis ema de p e enção e comba e ao TSH e de
assis ência às pessoas a icadas. !
A comunicação p opõe uma e lexão sob e a a ual a iculação local do “ egime an i-
á ico” (Pisci elli, 2013) e da “indús ia de esga e” (Agus ín, 2007) dos mig an es a icados,
especialmen e mulhe es no me cado do sexo. Ela pa e de uma in es igação empí ica p olongada,
com um o e componen e e nog á ica que pe mi iu, en e as ou as coisas, a ecolha de
en e is as ap o undadas com pessoas a icados e a o es en ol idos no sis ema de comba e ao
á ico, bem como a p imei a expe iência de obse ação cien í ica numa casa de ab igo
po uguesa pa a mulhe es a icadas. !
São des acados os desa ios colocados po lei u as opos as sob e a enda de sexo, nomeadamen e
as inculadas a um pa adigma secu i á io na ges ão da mobilidade humana, cen ado na segu ança
do Es ado e na ep essão dos a ican es. A es es desa ios sob epõem-se os limi es que deco em
de conceções simplis as, es e eo ipadas e i imizan es ace ca das mulhe es a icadas, das suas
expe iências e das suas necessidades. A e lexão ale a a é polí icas e p á icas de in e enção que
co em o isco de não e em con a as causas es u u ais do abuso e da explo ação sis émica dos
abalhado es mig an es e dos p óp ios p o issionais do sexo, com o esul ado de se em mais
p ocessuais mais do que subs anciais, além de exp essa em an asias de esga e ma cadamen e
eu ocên icas e c escen emen e hegemónicas. A ualmen e a ques ão suge e a opo unidade do
en ol imen o subs ancial de a o es da sociedade ci il com expe iência de in e enção no e eno
com abalhado es/as do sexo, nomeadamen e imig an es, e comp ome idos com uma e lexão
c i ica pa icipada.!
Pala as cha e: T a ico sexual, Mulhe es mig an es, Venda de sexo, Po ugal.!
!
XAPS-19891 -Explaining poli ical cul u e ac oss di e en socioeconomic and ins i u ional
se ings using e idence om La in Ame ica and Eu ope!
Vi ia o Quei oga (1); Ana Ma ia Belchio (2); Ednaldo Ribei o (3); Julian Bo ba (4); José Manuel
Lei e Viegas (2)!
1- ISCTE-IUL/CIES-IUL; 2- ISCTE-IUL; 3- S a e Uni e si y o Ma ingá and Fede al Uni e si y
o Pa aná, B asil; 4- Fede al Uni e si y o San a Ca a ina!
Comunicação O al!
Mos s udies on poli ical cul u e ha e been desc ip i e o explo ed poli ical cul u e as an!
independen a iable o explain a coun y's socioeconomic cha ac e is ics and/o i s poli ical!
ins i u ions' pe o mance. Much less esea ch ocused on wha explains a coun y's poli ical!
cul u e. Fu he mo e, educa ion has been acknowledged as a co e a iable in explaining!
indi iduals' poli ical a i udes and alues, bu has seldom been used o explain na ional!
poli ical cul u e. Ou esea ch ocuses on hese less explo ed pe spec i es, using na ional!
poli ical cul u e as a dependen a iable. To wha ex en di e en socioeconomic and!
ins i u ional se ings in luence a coun y's poli ical cul u e? And wha is he impo ance o !
indi iduals' le el o educa ion in such ela ionships? To answe hese ques ions we ely on a!
b oad ange o poli ical sys ems in Eu ope and La in Ame ica (54), be ween 2002 and 2014,!
using da a o he Eu opean Social Su ey and La inoBa óme o. Findings signi ican ly suppo !
ou claim ha socioeconomic con ex s and ins i u ional se ings ma e in explaining a!
coun y’s poli ical cul u e, and ha hese con ex ual di e ences modula e he e ec o !
educa ion.!
Pala as cha e: Poli ical cul u e, democ a ic ins i u ions, con ex ac o s, Eu ope, La in Ame ica!
!
XAPS-27897 -A in e enção da es e a ci il na e o ma do sis ema elei o al po uguês: no as
de uma in es igação em cu so!
Rica do Ca alho (1)!
1- Uni e sidade Eu opeia!
Comunicação O al!
A e o ma do sis ema elei o al (SE) po uguês em ecebido alguma a enção po pa e de
polí icos, media e académicos. Vis a, inicialmen e, como a solução pa a os p oblemas de
go e nabilidade que o país en en a a e, pos e io men e, como uma opo unidade de in oduzi
maio p oximidade en e elei os e elei o es, es a e o ma em indo a se discu ida desde a
undação do sis ema democ á ico po uguês. Não obs an e as inúme as en a i as ealizadas, a
e o ma do SE não oi ainda conc e izada.!
Es a ine iciência não é, con udo, uma o iginalidade po uguesa. A li e a u a em demons ado que
– apesa dos es udos, pa ece es, comissões e p opos as que êm sido ei os – a e e i ação de
mudanças nos SE é mui o a a. Das causas apon adas, duas pa ecem oma des aque: os agen es
polí icos êm di iculdade em muda as eg as que os coloca am no pode e os en a es legais e
ins i ucionais que os agen es c iam à mudança.!
Há, no en an o, alguns abalhos ecen es êm apon ado no as hipó eses de abalho. Des as,
des aca-se o papel c escen e da es e a ci il (EC) nos p ocessos de e o ma do SE e na sua
e e i ação. Não endo a inicia i a de desencadea es es p ocessos, a EC em dado ês ipos de
con ibu os: oma a decisão sob e a implemen ação de p opos as (como no caso dos e e endos),
p onuncia -se sob e as p opos as dos agen es polí icos, legi imando algumas p opos as e
in iabilizando ou as, e ealiza p opos as de al e ação, que possam se analisadas e u ilizadas
pelos agen es polí icos.!
A es e espei o, em sido a gumen ado que algumas e o mas do SE que se conc e iza am de
1990 em dian e con a am com a pa icipação da EC, o que nos eme e pa a as eses sob e o
con ibu o c escen e des a es e a nos con ex os ins i ucionais e polí icos, supo ado pelo
su gimen o de no os a o es que se posicionam em planos ansnacionais, ex a e i o iais ou não-
e i o iais e pela con igu ação de no as o mas de p essão e con olo sob e o Es ado.!
Tendo o caso po uguês como e e ência, es e es udo explo a ó io p e ende iden i ica os a o es
ci is en ol idos, analisa os seus obje i os e as es a égias pe o ma i as u ilizadas e es uda o
seu impac o nos p ocessos de e o ma do sis ema elei o al. U ilizando uma es a égia eó ico-
me odológica de ca iz p ocessual e apoiando-se na análise documen al de on es o iciais e
mediá icas, es e es udo explo a ó io p e ende con ibui pa a a comp eensão do papel da EC nos
p ocessos de mudança e con inuidade do sis ema polí ico.!
Pala as cha e: e o ma elei o al; es e a ci il; pe o mance; p ocesso polí ico!
!
XAPS-28368 -Da p omessa de pa icipação cidadã à (des)mobilização popula !
Jo ge Miguel da Sil a Fa inha (1); An ônio Dimas Ca doso (1)!
1- Uni e sidade Es adual de Mon es Cla os!
Comunicação O al!
A pa icipação a i a do cidadão comum nas mobilizações polí icas e nas consequen es omadas de
decisões que a e am a ida de oda uma sociedade semp e oi uma das p incipais p emissas pa a o
desen ol imen o e a anço das democ acias mode nas. Po ém, como a sociologia e a ciência
polí ica demons am, o a i ismo polí ico, em escala global, es á a adqui i no as con igu ações
nas o mas de engajamen o em ações públicas, colocando em xeque bases adicionais de
pa icipação polí ica, ab indo no os espaços de esis ência e con ole. Es e abalho p e ende
discu i como o apa a o bu oc á ico es a al, apoiado pelas no as ecnologias de comunicação, em
sido u ilizado pa a pau a os cidadãos no que conce ne ao exe cício pleno da cidadania e da
ei indicação dos di ei os ci is e sociais. Nessa pe spec i a, omamos como exemplo o B asil,
que, em unção de suas ecen es c ises polí icas, nos pe mi e ob e uma isão ab angen e sob e o
inc emen o de mecanismos de con ole social sob e os cidadãos, p incipalmen e de es a os
sociais u banos. O sociólogo Lúcio Kowa ick, ao es abelece essa elação en e polí ica e espaço,
a i ma que “a descon iança e o medo êm sido elemen os es u u an es dos modos de ida,
azendo com que as pessoas o ganizem seu co idiano endo em con a a ulne abilidade dian e da
iolência, insegu ança, cau ela e p e enção, que se aduzem no e aimen o ou eclusão em
ambien es p o egidos” (KOWARICK, 2009, p. 94). Já o cien is a polí ico Leona do A i ze ala-
nos, den o da ó ica habe masiana, de como em sociedades de democ a ização a dia, ou ainda em
p ocesso de democ a ização, como é o caso do B asil, “os di ei os ci is são in oduzidos pa a
acili a a ins i ucionalização de uma economia de me cado; os di ei os polí icos pa a acili a a
legi imação do uso da o ça pelo sis ema polí ico e os di ei os sociais pa a acili a a ins au ação
de uma bu oc acia que es abeleça uma elação de con ole e de concessão com os mo imen os
sociais (AVRITZER, 1996, p. 147). A pesquisa busca iden i ica , a a és das mídias, como o
apa a o bu oc á ico es a al, ao exe ce o “monopólio da iolência” (WEBER, 1994), em nome do
con ole social, acaba po inibi e ce cea a pa icipação a i a dos cidadãos no con ex o
con empo âneo do Es ado de Di ei o Democ á ico.!
Pala as cha e: Es ado, cidadania, pa icipação, democ acia!
!
XAPS-29318 -“As pessoas es ão cansadas dos meios o mais de pa icipação”: Re o ma
Adminis a i a e no as con igu ações da mobilização cí ica e polí ica em Lisboa!
João Fe nandes (1); Pa ícia Pe ei a (1); Ma ia do Rosá io Jo ge (1); João Seixas (1)!
1- CICS.NOVA / NOVA FCSH!
Comunicação O al!
Numa ecen e en e is a ao Jo nal Público, um P esiden e de Jun a de Lisboa a i mou que “As
pessoas es ão cansadas dos meios o mais de pa icipação”. Es e P esiden e con ida pe iódica e
sis ema icamen e os seus egueses a oma ca é num es abelecimen o local com o in ui o de
conhece os seus pon os de is a sob e a ida na eguesia. Mui os acei am o con i e. Es e
disposi i o c ia i o le a-nos a ques iona onde nos si uamos ela i amen e à mobilização cí ica e
polí ica, pa a além do o o e dos o çamen os pa icipa i os. Que uso azemos - au a cas,
associações, cidadãos - dos ins umen os ao nosso dispo , nomeadamen e digi ais? Como
o jamos no os ins umen os? !
!
Os esul ados do es udo “Inqui ição aos Munícipes e P incipais Agen es da Cidade de Lisboa:
Qualidade de Vida e Go e nação U bana”, que aqui ap esen amos, pe mi em des aca ques ões
ele an es sob e o pano ama da pa icipação cí ica, da mobilização polí ica e das pe ceções da
Re o ma Adminis a i a de Lisboa (2013), que eio con e i mais compe ências às au a quias
mais p óximas dos cidadãos: as Jun as de F eguesia. !
!
O es udo, na sua e en e quan i a i a que se consubs anciou num inqué i o aos esiden es na
cidade de Lisboa, dá con a de eduzidos ní eis de pa icipação cidadã e de mobilização polí ica
dos esiden es da cidade: ce ca de 46% dos inqui idos assumem não e nenhum in e esse em
assun os polí icos e mais de 90% dizem nunca pa icipa em euniões ou assembleias da sua
eguesia ou do seu município. Da mesma o ma, a pe cen agem de inqui idos que diz nunca
pa icipa cí ica ou poli icamen e ou nunca e ei o pa e de associações ou o ganizações é quase
semp e supe io a 80%. Na e en e quali a i a, um conjun o de en e is as cole i as com
associações e ou os s akeholde s, eme gem ei indicações de uma ges ão u bana mais
pa icipada, inclusi a e com maio colabo ação dos agen es locais.!
!
Ao ní el da pe ceção sob e a Re o ma Adminis a i a, 57% dos inqui idos a i mam e ido
conhecimen o des a. Embo a a maio ia não enha sen ido uma al e ação signi ica i a nos se iços
p es ados pelas no as Jun as de F eguesia, a pe cen agem dos que no a am uma mudança posi i a
é supe io à dos que sen i am uma deg adação do se iço. Apesa da baixa mobilização polí ica
(ou de ido a ela), mais de 65% dos inqui idos dizem-se sa is ei os com a a uação das suas
au a quias. A análise às pe ceções dos agen es da cidade, pa en es nas en e is as cole i as,
pe mi e conclui que a sua a i ude é mais c í ica quan o à a uação des es ó gãos. !
!
Conside ando a mobilização cí ica e polí ica como um impo an e desa io con empo âneo, e
dada a ocação de p oximidade das Jun as de F eguesia e os seus meios en e an o e o çados
pela Re o ma Adminis a i a, es as pode ão, caso espondam ao desa io, i a a i ma -se como
p omo o as de um maio en ol imen o dos cidadãos na polí ica u bana.!
Pala as cha e: cidadania, mobilização polí ica, e o ma adminis a i a, Lisboa!
!
XAPS-32018 -Es e a Pública, Cidadania e a Democ acia Ap isionada. A p opósi o da
ac ualidade do pensamen o é ico-polí ico e educa i o de John Dewey.!
Sil é io da Rocha-Cunha (1); Ana Paula Cana a o (1)!
1- Uni e sidade de É o a.!
Comunicação O al!
A Mode nidade ociden al desen ol eu-se, sob e udo na sua ma u idade iluminis a, como um
p oje o emancipado do homem, p essupondo nes e uma capacidade de comp eensão in ini a,
p og essi a, sob a égide de uma acionalidade poli icamen e empenhada no desen ol imen o de
uma es e a pública o e, capaz de desen ol e uma cul u a polí ica c í ica e apos ada num
con ínuo p ocesso de educação e e alo ização democ á icas do humano. Toda ia, o ac o é que a
ci ilização mode na acabou po se o na palco de de i as con adi ó ias, di e gindo homem e
na u eza, eo ia e p á ica, ins e meios. O p ocesso de globalização, c iando uma apa en e
“Globalidade” que anscende os in e esses humanos e su ge como impe a i o independen e sem
ho izon e acional, eio acen ua as di iculdades do p oje o mode no num mundo que usa uma
ecnologia “incolo ” e pe spe i a o se humano na sua qualidade de “homo labo ans”. Impo a,
pa a um in en á io c í ico dos dilemas e das possibilidades do momen o p esen e, elemb a em
e mos e op og essi os o pensamen o é ico-polí ico e polí ico-educa i o de John Dewey
(1859-1952) e suas p opos as pa a um mundo mais e oluído, po quan o nele encon amos as
p imei as análises da a u a que se es abeleceu, no Ociden e, en e o axiológico e o
p ocedimen al, a começa pela pe e são da es e a pública e do p oje o educa i o democ á ico.
Pode emos, assim, conside a o seu pensamen o como seminal pa a o ee gue de uma
democ acia i a e de uma cidadania au ên ica.!
Pala as cha e: Democ acia, Cidadania, Dewey!
!
XAPS-32785 -Ciudadanía y abajo social: p opues as an e la globalización neolibe al.!
F ancisco-Xabie Aguia Fe nández (1); Fe nando Bessa Ribei o (2); Xoán Lomba de o Posada
(3)!
1- Uni e sidade de Vigo - Uni e sidade do Minho; 2- Uni e sidade do Minho; 3- Uni e sidade
de Vigo!
Comunicação O al!
El ac ual modelo de globalización neolibe al que se p esen a como la única de las al e na i as
posibles gene a un mundo economizado, me can ilizado, indi idualis a, pola izado, ecológica y
socialmen e insos enible, donde la desigualdad social y la pob eza se e ue zan median e p ocesos
de eo ganización de la economía, la sociedad, la cul u a y la educación, y donde los Es ados
nación, plegados a los in e eses y exigencias de pode es económicos sup anacionales no
democ á icos, han pe dido su unción de ga an e de de echos sociales a la ciudadanía.!
Dado que el abajo social no puede ob ia el con ex o ni el momen o his ó ico en el que ope a,
en es a comunicación p esen amos un análisis y p o undización en el p oceso de globalización
neolibe al en el que es amos inme sos, p oponiendo algunos de los escena ios y e os que a
nues o juicio se le plan ean a la p o esión. La in e ención p o esional exige c ea i idad, análisis
c í ico y cons ucción eó ica pa a que sea e icien e y ea i me su comp omiso social, eniendo
siemp e en cuen a que esul a imp escindible i hacia modos de in e ención p o esional que
a iculen lo indi idual con lo colec i o.!
Nos encuad amos en una globalización con pe spec i a de de echos uni e sal y os o humano,
como única ealmen e global y globalizado a an e las limi aciones del concep o de ciudadanía que
deja en el ma gen a cada ez más g upos humanos. Así mismo, p oponemos un abajo social
ac i is a y polí icamen e ac i o que inco po e la cues ión de la ciudadanía en la in e ención
p o esional, que p io ice los espacios elacionales y gene ado es de comunidad, y que abogue po
el diseño y la implemen ación de polí icas cohe en es con los p incipios é icos de la p o esión y
po la ans o mación de los condicionan es es uc u ales que pe pe úan la desigualdad.!
Pala as cha e: abajo social, ciudadanía, globalización, neolibe alismo!
!
XAPS-35367 -Con iança, democ acia, a i udes polí icas e agen es: Análise dum es udo na
G ande Lisboa!
Ri a Gomes Co eia (1); João Ca los G aça (2)!
1- SOCIUS/CSG, UL; 2- SOCIUS/CSG, ISEG, UL!
Comunicação O al!
Es a ap esen ação isa iden i ica alo es, a i udes e compo amen os polí icos de di e sos
g upos, baseando-se p imo dialmen e num es udo e e uado com base numa amos a de 600
indi íduos, adul os e habi ando na G ande Lisboa, es a i icados po sexo, idade e habili ações
li e á ias.!
As pe gun as e e em-se nomeadamen e a: iden i icação com pa idos polí icos; o o nas úl imas
eleições; azões pa a o o o e/ou a abs enção; g au de in e esse pela polí ica; ca ac e ís icas
pe cebidas nos agen es polí icos po ugueses; aspe os ele an es pa a as escolhas pa idá ias; g au
de con iança ela i amen e a pa idos polí icos, Pa lamen o, P esiden e da República e go e no;
g au de co upção pe cebida dos polí icos em Po ugal; sa is ação com o uncionamen o da
democ acia em Po ugal; in luência dos cidadãos no decu so dos acon ecimen os polí icos;
au ope ceção em e mos da dimensão esque da-di ei a.!
Vá ios aspe os são susce í eis de se conside ados exp essão da p esen e c ise económica, mas
di e sos ou os indicam pe manências, nomeadamen e os que esul am de compa ações com
es udo análogo, e e uado em 2006.!
Pala as cha e: Valo es, a i udes e compo amen os polí icos; con iança no sis ema polí ico;
epe cussões da c ise económica; elemen os de pe manência!
!
XAPS-42718 -Clus e ing boyco e s o explo e he ela ionship be ween poli ical
consume ism and ins i u ional us .!
Nuno Tiago Bap is a (1); Rica do Gou eia Rod igues (2)!
1- Escola Supe io de Comunicação Social. Ins i u o Poli écnico de Lisboa; 2- Uni e sidade da
Bei a In e io !
Comunicação O al!
The link be ween ins i u ional us and poli ical consume ism is no pe ec ly de ined since
exis ing esea ch p esen s opposing esul s. The objec i es o his s udy we e o p esen a possible
segmen a ion model o Eu opean boyco e s and o examine each segmen !s le el o ins i u ional
us . Based on da a om he Eu opean Social Su ey, a wo-s ep clus e analysis p ocedu e was
conduc ed in o de o ca ego ize he sampled boyco e esponden s. A e cha ac e izing he
segmen s, nonpa ame ic Mann-Whi ney es s we e conduc ed o explo e he di e ences be ween
he wo clus e s (segmen s o boyco e s) ega ding us in i e public ins i u ions: coun y
pa liamen , coun y legal sys em, he police, poli ical pa ies and he Uni ed Na ions. The
indi idual ecommended solu ion o he analyzed coun ies a ied be ween he maximum o 10
clus e s (Sweden) and he minimum o 1 clus e (Czech Republic, Hunga y, Li huania, Poland
and Po ugal). SPSS ecommended wo-clus e solu ion was adop ed o all he sampled
coun ies. The i s clus e , labeled “conse a i e majo i y” in eg a es he majo i y o he sampled
indi iduals and can be desc ibed as ha ing highe income, bu less yea s o ull- ime educa ion,
when compa ed wi h he o he segmen . They a e less likely o belong o poli ical pa ies and
o he o ganiza ions and ha e less in e es in poli ics. They also e eal less gene alized us in
o he s. In e ms o human alues, he mos p ominen dimension is conse a ism, meaning ha
he indi iduals o his segmen a o alues such as con o mi y, adi ion and secu i y. The second
clus e , named “ac i e idealis s” is cha ac e ized by boyco e s wi h highe le els o social
pa icipa ion, being mo e likely o belong o poli ical pa ies, ac i is g oups and o he ype o
o ganiza ions. They a e e y educa ed, in e es ed in poli ics and ha e compa able highe le els o
gene alized us , meaning ha hey end o us mo e in o he people. The mos salien human
alue is sel - anscendence, sco ing high in uni e salism and bene olence. They also ank highe
in openness o change, when compa ed wi h he o he clus e . Mann-Whi ney es s, wi h he
objec i e o compa ing he mean anks, we e conduc ed o each o he 21 coun ies allowing an
examina ion on how he iden i ied clus e s di e ed ega ding us in he i e social ins i u ions. A
coun y le el analysis e ealed ha in a ound hal o he coun ies s udied he wo boyco e s’
segmen s ha e di e en ia ed le els o us in public ins i u ions. We concluded ha ac i e
idealis s e eal a highe le el o us in public ins i u ions han he conse a i e majo i y
segmen . The leas di e ences be ween he g oups conce ned us in he police and he Uni ed
Na ions and he highe di e ences be ween g oups ela ed o us in coun y´s pa liamen and
us in poli ical pa ies.!
Pala as cha e: Boyco ing, ins i u ional us , segmen a ion, poli ical consume ism!
!
XAPS-44711 -EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE CRISE: A de o mação escola exe cida pelo
p oje o Escola sem Pa ido EXPERIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO CONSERVADORA NO
BRASIL: POSSIBILIDADES E INDICAÇÕES PARA O MUNDO!
Ped o Hen ique Melo Teixei a (1); Sé gio An ônio Sil a Rêgo (2)!
1- Cen o de Educação da Uni e sidade Fede al de Pe nambuco (PPGEdu-UFPE); 2- Ins i u o de
Ciências Sociais, Uni e sidade do Minho (ICS-UMinho)!
Comunicação O al!
O B asil é he dei o de um b u al p ocesso colonizado , onde, em di e sos momen os his ó icos,
sua conse ado a eli e polí ico-econômica coibiu qualque en a i a de aspi ação democ á ica po
pa e de sua população. A a ualidade dessa a i mação encon a supo e nos ecen es e en os
polí icos que, a despei o da cons i ucionalidade, e i a am um go e no elei o democ a icamen e
pa a p omo e e o mas an ipopula es e neolibe ais. Den e ou os elemen os, esse p ocesso ez
su gi uma bu guesia ne as a, conside ada como uma das mais a asadas e c uéis do mundo.
Associado a is o, o con ole dos meios de comunicação de massa, exe cido pelo capi al
especula i o in e nacional, passa a a ende me amen e a seus in e esses de manob as em busca de
luc o. Somando-se a esse cená io, o golpe de Es ado, sedimen ado em agos o de 2016, que
culminou com a deposição de uma p esiden e democ a icamen e elei a, ouxe a e iden e
implemen ação do modelo de desapa elhamen o do Es ado e do desmon e das su is, po ém
impo an es, conquis as sociais adqui idas sob a bandei a de go e nos popula es. As e o mas
no as á eas de pa icipação ins i ucionalizada, como ó uns sociais ou con e ências nacionais e o
papel dos mo imen os sociais na c iação e ope ação dessas no as a enas. !
Es e a igo baseia-se na li e a u a exis en e e explo a concei os de elacionamen o en e
mo imen o e es ado desen ol idos po ac o es de mo imen os sociais na de esa dos di ei os
sociais no B asil. Es es p óp ios concei os dos ac i is as i e am de se e o mulados pelos
ac o es do mo imen o depois do que o Lula da Sil a en ou no pode em 2003. Mas eles ambém
o am ans o mados du an e o pe íodo do go e no do PT. O a igo baseia-se em 37 en e is as
quali a i as com ac i is as de se e cidades do B asil ealizadas en e Ma ço e Julho de 2013.
De ende um modelo no o e mais complexo de elações en e os mo imen os sociais e o es ado,
incluindo in e p e ações e p ocessos de ap endizagem pelos ac o es de mo imen o ao longo do
empo.!
Pala as cha e: mo imen os sociais; B asil; ac i ismo do Es ado!
!
XAPS-68009 -Democ acia, cidadania e os limi es da polí ica de iden idade: o caso dos Dali
na Índia!
José Manuel Mendes (1)!
1- Faculdade de Economia/Cen o de Es udos Sociais da Uni e sidade de Coimb a!
Comunicação O al!
O Es ado é o mediado e o ecu so de úl ima ins ância que legi ima a in eg ação das sociedades
no capi alismo global, sendo que a linha abissal que de ine os in eg ados e os desca á eis ou
in isí eis pe co e an o o Sul como as pequenas colónias do No e, an o as lógicas de egulação/
emancipação como as de ap op iação/ iolência que exis em an o no No e como no Sul globais.!
A gumen a-se nes a comunicação que de emos in e oga o concei o de cidadania a pa i dos
não-cidadãos, daqueles que icam de o a, sem di ei os e ga an ias. Incluindo ambém aqueles
que, embo a nominalmen e cidadãos ou cidadãs, são conside ados/as desca á eis ou eme idos a
uma cidadania que, nesses casos, pode se conside ada como in isí el. A cidadania in isí el
epo a-se a odos aqueles que, apesa de in eg ados biopoli icamen e nas es a ís icas e nas
polí icas da população, não con am, não são ou idos, não in e essam ao p oje o do Es ado ou não
adqui em g andeza ou p ojeção mediá ica. Daí a necessidade de i pa a além da biopolí ica, nas
suas o mulações o iginais a ançadas po Michel Foucaul , como na sua ana opolí ica baseada
somen e no acismo.A cidadania in isí el a e a, em suma, odos os que são í imas da
indi e ença. Essa indi e ença esul a na ausência daquele que cons i ui um c i é io essencial de
cidadania: a pe ença digna. A pe ença não po ado a de dignidade pode passa po co pos que
so em ou mo em, po e i ó ios con aminados ou po polí icas excluden es.!
Nes a comunicação analisa-se a lu a dos Dali na Índia pela igualdade e pela dignidade, a pa i
de abalho de campo com as suas o ganizações ep esen a i as. A lu a dos Dali na Índia é con a
o peso es u u al e de longa du ação do sis ema de cas as, jus i icado pela eligião dominan e e
hegemónica, o hinduísmo, e con a a exclusão abissal baseada na in ocabilidade e na poli ização
da pu eza. Pa a os Dali e os seus ep esen an es não se a a da poli ização da é ica, mas sim da
poli ização da exclusão baseada na dignidade e nos di ei os e na lu a pela igualdade. O caso dos
Dali na Índia mos a como a democ acia pode con i e e depende pa a sob e i e do sis ema de
cas as, dis uncional e excluden e pa a os Dali , mas uncional pa a a democ acia, ep oduzindo os
pode es es abelecidos das cas as supe io es e dos g upos sociais a o ecidos. Nes a comunicação
discu e-se ambém uma ques ão eó ica mais as a cons a ação: quais as o mas de exclusão que
pe mi em à democ acia a sua ep odução e sob e i ência?!
Pala as cha e: Democ acia; cidadania; Dali ; mo imen os sociais!
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XAPS-71397 -Cambian los iempos, cambian las o mas de cambia las olun ades: opinión
pública y ans o mación social desde el T abajo Social!
Xoán Lomba de o Posada (1); F ancisco-Xabie Aguia Fe nández (1)!
1- Uni e sidade de Vigo!
Comunicação O al!
El abajo social, especialmen e en su adición anglosajona, ha desa ollado a lo la go de su
ayec o ia un ámbi o de ans o mación e incidencia social especí ico, la denominada p ác ica
polí ica del abajo social. De acue do con es a o ma de ac ua p o esional, las expe iencias,
hechos e in o maciones ecabadas en las es e as mic o, meso y mac o del abajo social se
p ocu an aslada al espacio y opinión pública median e dos ías p incipales: en p ime luga , la
in luencia a a és el con ac o y pe suasión a ep esen an es polí icos elec os o elegibles; en
segundo luga , empleando los medios de comunicación con encionales, o bien los ya no an
nue os sopo es de comunicación elec ónica. En es e supues o, el obje i o es an o la opinión
pública gene al como g upos de in e eses especí icos. La p ác ica polí ica del abajo social, como
o ma de ans e encia y de o mación de nue os asun os, o de elabo ación y pe ilado de
cues iones ya conocidas pe o con una pe spec i a disminuida, pa cial o sesgada, ac úa aliéndose
de los medios de comunicación, adicionales o elec ónicos, an o como aglu inado de
expe iencias p o esionales y i e o de ideas como de di uso de las mismas hacia el conjun o de
la ciudadanía. Es e abajo abo da la p ác ica polí ica del abajo social en una ace a poco
conocida en nues o en o no con inen al, la del lobby, en la que se ealizan y se ex aen
con ibuciones pe inen es pa a la p ác ica en nues os en o nos. Po o o lado, se abo da la
p ác ica polí ica del abajo social en su elación con los medios de comunicación con encionales
y, especialmen e, los elec ónicos. Pa a ello, y u ilizando una e isión de la li e a u a,
p incipalmen e no eame icana, se p esen a un b e e es ado de la cues ión con aplicación a casos
especí icos de in e ención p o esional en el Es ado español. Desde es a pe spec i a, se e oma el
denominado ciclo de a ención a los p oblemas sociales, adap ándolo a nues o obje o de es udio.
La comunicación con inua á con las o mas de p ocede de la p o esión en elación con los
medios de p ensa y di usión con encionales. Segui á una e e encia a g upos especí icos de
in e és y se abo da á el cibe ac i ismo como o ma de p ác ica polí ica de la p o esión no ajena a
las ó mulas adicionales de in luencia del abajo social en su in ención de p opicia el cambio
g adual, pe o e ec i o pa a la ciudadanía, de nues a de icien e ealidad ac ual.!
Pala as cha e: abajo social, opinión pública, p ác ica polí ica, ac i ismo polí ico!
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XAPS-71859 -Capi alismo conscien e: Uma con igu ação mais jus a ou a a e de se
ein en a pa a con inua a exis i ?!
Ma cos da Sil a Lima (1); Fe nando Bessa Ribei o (1)!
1- Uni e sidade do Minho!
Comunicação O al!
Se é pe inen e econhece que o capi alismo não desapa ece á des uído pelas suas con adições e
a deg adação p og essi a, nomeadamen e ecológica, das condições necessá ias à sua ep odução,
não é menos pe inen e ainda sublinha a eno me capacidade de se ein en a a cada c ise e
mesmo o a dela. As “se e idas” do capi alismo, como esc e eu há já mais de duas décadas
Gio anni A ighi, exp ime jus amen e a sua capacidade de adap ação e lexibilidade que lhe em
pe mi ido sob e i e , eliminando ou inco po ando a con es ação pa a lhe e i a e icácia, não
obs an e as lu as pela sua supe ação le adas a cabo pelas classes abalhado as e seus pa idos
polí icos, sindica os e ou os mo imen os sociais.!
!
Tão equen e como as c ises são as ino ações eó icas que p ocu am da no as con igu ações ao
capi alismo na sua pe manen e lu a pa a se aquilo que, acusam os c í icos, não pode se nem
escapa : um sis ema menos desigual e socialmen e mais jus o, no qual a p ocu a da mais- alia
não se cons i ua como a mo i ação p incipal dos capi alis as. É o caso do chamado “capi alismo
conscien e”. Ap esen ado ao mundo nos anos 2000, com uma base de e lexão eó ica que
emon a aos anos oi en a do século passado, o capi alismo conscien e p opõe um modelo de
uncionamen o no qual o luc o não seja o obje i o undamen al das emp esas. Es a no a
concepção de capi alismo sus en a-se na ideia de que o luc o é consequência de uma
adminis ação ol ada pa a um p opósi o maio . Es e p opósi o jus i ica a exis ência de uma
emp esa no mundo inculada à ge ação de alo pa a odas as pa es en ol idas no p ocesso de
p odução e come cialização, insc e endo-se assim no comp omisso de cons ução de um mundo
melho . !
!
Es a comunicação em po obje i o esc u ina as o igens do concei o de capi alismo conscien e e
p incipais a gumen os que pe mi em de ini-lo, segundo os seus p oponen es, como uma no a
con igu ação do capi alismo. No discu so o imis a dos seus p oponen es, o capi alismo conscien e
cons i ui um modelo mais jus o de capi alismo, conscien e das desigualdades p o ocadas pelo seu
uncionamen o e, assim, comp ome ido com a sua edução. Es e exe cício c í ico de e lexão
eó ica p ocu a iden i ica se es amos, de ac o, pe an e uma no a con igu ação do capi alismo
que, a bem dize , pode con adi a as bases em que ele assen a ou, pelo con á io, se a a de mais
uma ein enção do capi alismo, nomeadamen e e ó ica, pa a comba e a con es ação e e o ça a
legi imidade polí ica e ideológica pa a con inua a exis i .!
Pala as cha e: Capi alismo, desigualdade sociais, c ise, capi alismo conscien e.!
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XAPS-72734 -Democ acia e Accoun abili y: mecanismos de con ole. A cons ução do
modelo de anspa ência pública em Po ugal e a análise dos pa âme os p opos os pa a a
comunidade eu opeia.!
Edy a de Ma os GUIMARÃES (1); Nilo Lima de AZEVEDO (1)!
1- UENF (Uni e sidade do No e Fluminense Da cy Ribei o)!
Comunicação O al!
Pesquisa que analisa a si uação da polí ica de anspa ência pública em Po ugal, econhecendo a
de inição de mecanismos de accoun abili y que p opiciam con ole sob e aplicação de ecu sos na
execução de polí icas públicas, a ampliação desses mecanismos, e sua impo ância na cons ução
da cidadania e con ibuição no ap imo amen o da qualidade da democ acia. A pesquisa busca
comp eende como se deu a o mulação do modelo de anspa ência pública em Po ugal, a pa i
da his ó ia de c iação da legislação e dos a o es en ol idos em sua o igem, conside ando as
p opos as da união eu opeia pa a os países memb os. Re ela como se dá essa in e ação
sociedade e Es ado e a é onde e como, nesse pano ama de ins umen os à sua disposição, se
pe mi e aos indi íduos in lui , a ua nos o çamen os e na execução de polí icas públicas, isando
a amplia a pa icipação social e o nando-a mais quali icada. Relaciona-se com nossa ese de
dou o ado onde i á a compo um capí ulo em que pode emos compa a os modelos eu opeu e
la ino ame icano de anspa ência. Publicamos em cong essos abalhos que analisam
compa a i amen e os modelos do México, Chile, B asil e a p opos a da OEA – O ganização dos
Es ados Ame icanos – pa a os países memb os. É uma me odologia de análise compa a i a dessas
legislações e documen os ins i ucionais (Lei Modelo, A as, P og amas, Manuais, Tex os pa a
Deba es) que possibili a á obse a como se deu a di usão da polí ica de acesso à in o mação
segundo o emba e de in e esses em elação a esse ema. Uma das es a égias de inse ção
in e nacional é a capacidade de de e minados Es ados em di undi a sua polí ica pa a ou os
países. Um ecu so c í ico pa a esse im é a ans e ência de p incípios e modelos legisla i os
pa a o a cabouço ju ídico in e no de ou os países, o que não oco e de manei a uni o me,
simples, e alheio aos in e esses domés icos e conjun u ais. Essa me odologia compa a i a com
base nos aspec os de di usão das polí icas públicas a á luz pa a a comp eensão de como
de e minadas ins i uições o am p i ilegiadas na o mulação da polí ica de anspa ência
p incipalmen e em elação ao caso b asilei o, que se á compa ado ao po uguês, ap o undando
nossa ese.!
Pala as cha e: Democ acia, accoun abili y, cidadania, anspa ência pública.!
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XAPS-78854 -Po que ambém êm desejo: Pessoas com incapacidades, cidadania e polí ica
sexual!
Filipa Ma ques (1); Fe nando Bessa Ribei o (2)!
1- Mes anda do cu so de C ime, Di e ença e Desigualdade da Uni e sidade do Minho; 2-
P o esso Associado com Ag egação Depa amen o de Sociologia do Ins i u o de Ciências Sociais
da Uni e sidade do Minho!
Comunicação O al!
O Dec e o-Lei nº 129/2017, de 9 de ou ub o, in oduziu no o denamen o ju ídico po uguês o
p og ama “Modelo de Apoio à Vida Independen e”, endo como pila undamen al o acesso a
assis ência pessoal po pa e de pessoas que, po incapacidade, êm di iculdades ac escidas na
ealização de a e as quo idianas. T a ando-se de uma me i ó ia medida legisla i a de p omoção
dos di ei os de cidadania, es e ins umen o não esponde a uma ques ão que em animado o deba e
no campo da sexualidade das pessoas com incapacidades: o do acesso ao p aze e ó ico a a és do
assis en e sexual. Conside ando o deba e em o no do econhecimen o da p os i uição e de odas
as o mas de p es ação de se iços sexuais como a i idades labo ais e consequen e al e ação do
a ual quad o legal que as enquad a, é a inen e e le i ambém sob e o econhecimen o polí ico e
social da igu a do assis en e sexual.!
A pa i de en e is as e ou os dados empí icos ob idos po uma in es igação em cu so ealizada
pela p imei a au o a, a comunicação p ocu a á discu i as posições dos pa idos polí icos com
ep esen ação pa lamen a e das associações e mo imen os que a uam na á ea da sexualidade e da
de esa das pessoas com incapacidades, no con ex o de uma abo dagem eó ica inculada à
cons ução de uma agenda comp ome ida com o ala gamen o da au ode e minação pessoal e uma
polí ica sexual alice çada nos p incípios do sel -owne ship. !
Ao coloca em con on o as di e en es posições dos pa idos e das o ganizações da sociedade
ci il sob e a assis ência sexual a pessoal com incapacidades, a comunicação demons a á que a
cons ução de uma ou a polí ica sexual pa a es a ques ão esul a á semp e de uma lu a polí ica e
social na qual se con on am ambém alo es mo ais e eligiosos que conco em pa a con igu a
olha es mui os dis in os sob e a sexualidade e seus modos de exp essão. Ex emamen e a u an e,
es a ques ão susci a di e gências no p óp io in e io de alguns dos pa idos polí icos.!
Pala as cha e: Pessoas com de iciência; polí ica sexual; di ei os de cidadania; au ode e minação
sexual; pa idos polí icos!
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XAPS-79984 -Repensa a pa icipação polí ica na sociedade digi al!
Ma ia João Simóes (1); An ónia do Ca mo Ba iga (2); Fábio Ra ael Augus o (3)!
1- Uni e sidade da Bei a In e io , CICS.NOVA.UMinho e LabCom.IFP; 2- Uni e sidade da
Bei a In e io e CIES-IUL; 3- Ins i u o de Ciências Sociais da Uni e sidade de Lisboa (ICS-
ULisboa)!
Comunicação O al!
Si uados na p oblemá ica da pa icipação polí ica digi al, e não subsc e endo pe spec i as
demasiado op imis as ou pessimis as, ca en es de e idência empí ica, p e endemos ap esen a
uma discussão sociológica e e lexi a sob e es a ques ão, cen ando-nos em algumas ques ões
eó icas e concei uais que julgamos cen ais na in es igação sob e a pa icipação polí ica ia
no os media, não deixando de aze a pon e, que achamos c ucial, en e o conhecimen o
acumulado no âmbi o da sociologia polí ica an es da eme gência das TIC e as con inuidades e os
no os desa ios en e an o susci ados.!
!
Assim, uma p imei a ques ão p ende-se com a necessidade ainda não ul apassada e a é ampliada
de ( e)cons ução do concei o de pa icipação polí ica e da sua ( e) ope acionalização. Se ainda
hoje se ques iona se le um jo nal é pa icipação polí ica, aze um like se á? Ou pa icipação
polí ica implica á acção pa a a mudança?!
!
Em segundo luga , qualque deba e sob e pa icipação polí ica, seja em con ex o eal ou online,
só pode á se supo ado se o especi icado à pa ida de que ipo de pa icipação polí ica se a a, e
den o de cada ipo de pa icipação a que ní eis de pa icipação nos epo amos, pois só a pa i
desses pa ama es se pode elabo a a pesquisa empí ica, no sen ido de deci a se assis imos ao seu
e o ço ou diminuição; e i a-se, desse modo, cai em gene alizações ou no senso comum. !
Um e cei o oco de análise pa e do conhecimen o adqui ido de que a consciência cí ica, o
in e esse em pa icipa , as compe ências polí icas são dis ibuídas de o ma desigual, impo ando
iden i ica se com a u ilização dos meios digi ais se egis a am endências de diminuição ou de
aumen o das desigualdades e e idas. !
!
Pa ece-nos, igualmen e pe inen e discu i a igilância e os seus e ei os nas libe dades
indi iduais e na democ acia numa dupla acepção. Po um lado, ques iona as implicações da
igilância, al como hoje a conhecemos, pa a a pa icipação polí ica e a democ acia; po ou o,
a lo a o deba e já iniciado po alguns polí icos de países democ á icos, como Emanuelle Mac on,
ace ca da necessidade de “ igia ” as no ícias alsas, nes a e a já designada de “pós- e dade”.
Quem de ini á o que é ou não also?!
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Po im, impo a á ques iona se os ac os ainda são o undamen o pa a o conhecimen o e pa a o
uncionamen o da democ acia, pa a a discussão acional na es e a pública e pa a a pa icipação
polí ica. De que es a emos a ala com a designada “democ acia da pós- e dade” onde os ac os
endem a não se dis ingui da icção e a emoção a con undi -se com a azão?!
Pala as cha e: Pa icipação polí ica; media digi ais; desigualdades!
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XAPS-80198 -A moeda local como incen i o pa a p á icas de eciclagem e de dinamização
do comé cio local: o caso de Campolide!
Sand a Lima Coelho (1)!
1- CEGE - Cen o de Es udos em Ges ão e Economia, Ca ólica Po o Business School e ISUP -
Ins i u o de Sociologia da Uni e sidade do Po o!
Comunicação O al!
Fe e (2003: 5) a i ma que, à medida que a acionalidade económica ex a asa o campo
económico e se expande pa a ou as dimensões da ida social, a mo al ende a con ai -se, e a
in e e i , cada ez menos, no compo amen o económico. Mas pode á o compo amen o
económico e um im mo al, ou es amos ão con aminados pelos alo es da acionalidade
económica ao pon o de odo o nosso compo amen o se mo i ado po ins económicos? Ha e á
espaço pa a coloca o in e esse económico ao se iço de ins mo ais? P ocu amos espos as pa a
es as ques ões numa pesquisa sob e o p ojec o “Pago em Lixo”, c iado pela Jun a de F eguesia de
Campolide (JFC), em Lisboa, que implemen ou uma moeda local, o Lixo, com o objec i o de
en ol e a comunidade na sepa ação de esíduos. Es a acção ap esen a um im mo al, o de
consciencializa os cidadãos ecenseados naquela eguesia lisboe a pa a a necessidade de ecicla
o lixo e con ibui pa a a manu enção da limpeza dos espaços públicos. Mas es a é ambém uma
acção que isa dinamiza o comé cio local, na medida em que a moeda Lixo só pode á se
u ilizada nas 70 lojas de comé cio adicional locais que ade i am ao p ojec o. Nes e
comunicação, ap esen amos o modus ope andi do p ojec o “Pago em Lixo” e analisamos as
mo i ações da JFC pa a c ia es e p ojec o. A análise da in o mação ecolhida a a és de uma
en e is a semi-di ec i a ao P esiden e da JFC e idencia que a moeda local ci cula en e os
come cian es da eguesia, o que pode o alece os laços comuni á ios, e que o objec i o
p incipal da JFC é de o dem económica: obus ece o comé cio e a economia local, e eduzi os
enca gos inancei os no que conce ne à limpeza das uas. Po ou o lado, ambém se p ocu a
omen a nos mo ado es a adopção de compo amen os de maio consciência cí ica, o que
e lec e uma mo alidade e sa z.!
Pala as cha e: moeda local; pa icipação; acionalidade económica; mo alidade e sa z.!
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XAPS-84877 -A esiliência do Es ado Nacional na e a da globalização e da agmen ação
social!
F. Ma ina Aze edo Lei ão (1); Isabel Ma ia F ei as Valen e (2)!
1- Ins i u o de In es igação In e disciplina da Uni e sidade de Coimb a - Cen o de Es udos
In e disciplina es do Século XX (IIIUC - CEIS20); 2- Cen o de Es udos In e disciplina es do
Século XX (CEIS20) - Uni e sidade de Coimb a!
Comunicação O al!
Apesa da as a li e a u a exis en e que e oca o en aquecimen o das unções básicas do Es ado
Nacional dian e das no as ealidades mundiais ad indas do p ocesso a que gene icamen e se
con encionou denomina de globalização, o Es ado-nação em, no en an o, demons ado, no seu
cons an e de i , uma insigne esiliência que se ma e ializa numa pe manen e maleabilidade e
capacidade de adap ação aos desa ios e me amo ismos da con empo aneidade. Pa indo, pois,
des e econhecimen o p ocu a -se-á esboça nes a comunicação uma sín ese das p incipais linhas
de in e p e ação da geog a ia polí ica do mundo hodie no, indicando algumas das azões que, no
decu so do século XX, conduzi am à designada ‘balcanização’ do plane a, pa a logo se analisa ,
num plano mais especí ico e a pa i dos con ibu os eó icos de Giddens, Cas ells, Habe mas e
La e os e ei os da globalização e da agmen ação social sob e o Es ado Nacional. De idamen e
es u u adas e con ex ualizadas ais ques ões, analisa -se-á a pa i daqui o que Ricupe o (2008)
designa po ‘ca á e ambi alen e dos a o es de mudança’ de endendo-se al como es e au o e
enquan o pe ceção inal, que nem semp e ais a o es se encaminham no sen ido de ex enuação
das capacidades e possibilidades do Es ado-nação que pe manece, desde que se consolidou,
enquan o p incipal a o na senda das elações in e nacionais.!
Pala as cha e: Es ado-Nação; Sis ema In e nacional; Globalização; F agmen ação.!
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XAPS-89265 -Pa icipação na p á ica: uma e lexão c í ica dos p ocessos pa icipa i os e do
caso da eguesia de Ca nide!
José Luís C espo (1)!
1- Faculdade de A qui e u a, Uni e sidade de Lisboa!
Comunicação O al!
Nos úl imos anos, os mecanismos pa a incen i a a pa icipação cí ica na go e nança u bana e na
p odução da cidade o na am-se cada ez mais p e alen es nas p á icas da ges ão municipal em
odo o mundo. Pa alelamen e, exis e uma endência ge al em elação a polí icas u banas que
p omo am o o alecimen o da sociedade ci il e a esiliência da comunidade que o am
impulsionadas po polí icas globais como a No a Agenda U bana. Es e con ex o es á a con ibui
pa a a no malização do di ei o à cidade e à pa icipação e pa a a c iação de mais opo unidades de
en ol imen o cí ico na cons ução da cidade, nas suas á ias escalas.!
Mui as ezes, essas polí icas e p á icas pa icipa i as, como o o çamen o pa icipa i o ou ou os
mecanismos de planeamen o local, êm mui as limi ações na p á ica. Às ezes, o en ol imen o da
comunidade o na-se passi o, se indo pa a ecolhe in o mações pa a as au o idades, em ez de
c ia um diálogo in o mado e, po an o, não in e ompe ou con a ia as aje ó ias dos p oje os
u banos ou as pe spe i as dominan es de op-down. Como esul ado, esses p ocessos apenas
se em pa a alida decisões que o am p ede e minadas pelas au o idades, em ez de se em uma
opo unidade pa a muda as elações de pode e c ia opo unidades pa a o u banismo que
en ol a e seja lide ado pela comunidade, bo om-up. Além disso, há uma al a de e lexão c í ica
sob e o impac e desses p ocessos e a sua capacidade de esponde às necessidades diá ias dos
esiden es no ní el local.!
Es a comunicação analisa c i icamen e os p ocessos pa icipa i os em a qui e u a e u banismo e
o seu papel nas p á icas de desen ol imen o u bano, enquad ados pelas polí icas e abo dagens da
go e nança u bana. Es e a igo ap esen a á algumas conclusões de uma e isão bibliog á ica dos
p ocessos pa icipa i os de á ios con ex os globais an o do passado como a uais.
Complemen a men e, ap esen a emos os esul ados iniciais de dois wo kshops, de um p oje o de
pesquisa de ação pa icipa i a na eguesia de Ca nide, em Lisboa, en ol endo um g upo
in e disciplina de in es igado es e es udan es, au o idades locais, o ganizações locais da
sociedade ci il e a população local, de dois bai os em Ca nide.!
Pala as cha e: pa icipação; p ocessos pa icipados; wo kshop; Ca nide!
!
Iden idades, Valo es e Modos de Vida
XAPS-11117 -No os media, no os a i ismos? No as sob e a pa icipação de a i is as
ciganos/ oma po ugueses nas edes sociais.!
Ana Ri a Cos a (1)!
1- CRIA-IUL!
Comunicação O al!
A dispe são das ecnologias digi ais pelo mundo e a c escen e u ilização dos media sociais êm
o nado cen al a sua análise pa a comp eende á ios enómenos do mundo con empo âneo,
exis indo hoje um conside á el e di e so co pus eó ico sob e os usos dos media sociais em
di e en es con ex os. Alguns au o es (po exemplo, Mille e al. 2016), cen ando a sua a enção
nos con eúdos publicados e pa ilhados nas designadas edes sociais, êm demons ado como es a
p á ica pode aduzi di e en es signi icados, implicações e consequências pa a os u ilizado es,
elacionando-se mais com o con ex o do u ilizado do que com as p óp ias capacidades
(a o dances) das pla a o mas. !
Há semelhança de ou os con ex os e mo imen os sociais, as no as ecnologias de in o mação e,
pa icula men e, as edes sociais, a pa de ou as ci cuns âncias, êm ei o pa e do p ocesso de
eme gência e engajamen o de no os agen es e mo imen os das “comunidades” ciganas em
Po ugal. Mais do que um meio de comunicação ou de in e ação, como algumas pessoas ciganas
po uguesas demons am pela sua expe iência quo idiana de u ilização, as edes sociais –
pa icula men e, Facebook, Ins ag am e YouTube – podem se e amen as impo an es pa a a
p omoção dos seus alo es e c iação dos seus p óp ios espaços de pa icipação e discussão. Po
exemplo, que pela p odução de con eúdos p óp ios, como pela pa ilha de con eúdos que lhes
sejam mais signi ica i os ou ecusa em pa ilha ou os, algumas pessoas ciganas, homens e
mulhe es, que se au ode inem enquan o a i is as, êm isado os es e eó ipos que sob e elas
ecaem e denunciado o acismo es u u al pe sis en e na nossa sociedade. Com es a ap esen ação
p e endemos explo a de que o ma es es eno ados mo imen os se es ão a con igu a analisando,
ambém, a a iculação en e as suas p á icas on-line e o line. !
Es a ap esen ação em po base um abalho de campo e nog á ico que es á a se conduzido no
âmbi o de um es udo de dou o amen o em An opologia. O p oje o de dou o amen o em cu so –
Ciganos 2.0: e nog a ando os usos das TIC e a p esença dos ciganos nas edes sociais – cen a-se
no modo como as ecnologias digi ais (TIC) êm sendo p og essi amen e inco po adas no
quo idiano de pessoas ciganas, homens e mulhe es, de di e en es idades e condições de ida, e
nas suas elações.!
Pala as cha e: media sociais, a i ismos, ciganos/ oma po ugueses!
!
XAPS-12981 -Vol a a si: c ises biog á icas, iden idade e e lexi idade!
Ana Cae ano (1)!
1- ISCTE-Ins i u o Uni e si á io de Lisboa, CIES-IUL!
polí icas, pedagógicas da o ganização educacional do conhecimen o que con ibui pa a
comp eende quais os conhecimen os conside ados legí imos em cada momen o his ó ico e como
oi es abelecida essa legi imidade. A análise de Young (2007) con oca-se pa a o deba e ace à
in e ogação - que ci é ios pa a seleciona o conhecimen o cu icula ? - a pa i do concei o de
“conhecimen o pode oso”.!
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Como me odologia, p i ilegiamos uma análise quan i a i a do empo a ibuído às disciplinas e
á eas de conhecimen o em elação ao empo o al de ins ução ob iga ó io a e o às ma izes
cu icula es. A análise quali a i a dos diplomas legais pe mi i -nos-á ap eende os discu sos
polí icos jus i ica i os das espe i as eo ganizações cu icula es. !
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Es a abo dagem pe mi e pe cebe o conhecimen o escola como um a e ac o social e his ó ico
sujei o a mudanças e não como uma ealidade imu á el. P e ende-se esponde a ques ões como:
As e o mas do ensino secundá io podem se conside adas como al ou an es como e isões
cu icula es com base numa eciclagem de dec e os? Tem-se p opos o um ensino secundá io mais
alo izado na educação ge al que na componen e especí ica, ou ice- e sa? Que jus i icações
pa a a en ada e saída de disciplinas? Têm as polí icas educa i as, no âmbi o do ensino
secundá io, pe mi ido o acesso ao “conhecimen o pode oso”, como uma especi icidade que
dis ingue o conhecimen o que cabe à escola ansmi i ?!
Pala as cha e: Sociologia do conhecimen o; Sociologia do cu ículo; Ensino secundá io;
Polí icas educa i as!
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XAPS-41360 -A escola em empos da cul u a digi al: : jo ens, ecnologias e p á icas
escola es!
Se gio Luiz Al es da Rocha (1); Pa ícia Oli ei a de F ei as (2)!
1- Ins i u o Fede al de Educação,Ciência e Tecnologia do Rio de Janei o - IFRJ; 2- Uni e sidade
Fede al Ru al do Rio de Janei o - UFRRJ!
Comunicação O al!
Es e ex o ap esen a o esul ado iniciais de um es udo ealizado com alunos de ês escolas de
ensino médio Rio de Janei o: duas escolas da ede pública ede al de ensino e uma escola da ede
pública es adual. Seu obje i o mais ge al é a alia as possí eis modi icações nas p á icas
escola es o iginadas a pa i das no as ecnologias de comunicação e in o mação. Du an e mui o
empo a lógica do li o imp esso o denou a es u u ação das p á icas escola es. O ex o imp esso
e sua linea idade, a elação en e as habilidades de deci ação do esc i o e as e apas do
desen ol imen o cogni i o e um modelo mecânico e unidi ecional de lei u a são algumas dessas
ca ac e ís icas. Hoje as no as elas - compu ado es, sma phones, able s, no ebooks - e sua
associação com no os modelos de lei u a e de esc i a ap o unda am as mudanças no campo da
comunicação. A es as elas associa am-se o desen ol imen o das edes elemá icas. As
pla a o mas sociais digi ais possuem g ande impo ância, em pa icula en e os jo ens. A esc i a
digi al e sua es u u a hipe ex ual, az uma no a o ma de cons ução cogni i a que ques iona a
an iga linea idade das o mas an e io es de lei u a. As edes mó eis, bem como ou as o mas de
acesso à in e ne , disponibilizam um acesso a uma in inidade de in o mações e pe mi em que os
jo ens se man enham conec ados on line, possibili ando uma comunicação cons an e mesmo que
os in e locu o es es ejam isicamen e dis an es. Uma in ensi icação de uma das ca ac e ís icas da
mode nidade p opos a po Guiddens que se e e e à sepa ação en e o empo e o espaço,
es imulando as in e ações com ou os ausen es, si uados em espaços geog á icos a as ados e
sepa ados de qualque si uação dada de in e ação ace a ace. Buscamos iden i ica de que modo
os alunos ap op iam-se dos con eúdos e a i idades escola es a a és da mediação das no as
ecnologias de comunicação e in o mação; de que modo os con eúdos e p á icas escola es são
essigni icadas a pa i das mediações des as no as ecnologias de comunicação; quais os usos e
sen idos cons uídos pelos alunos, quais as modi icações em cu so nes as ap op iações, en e
ou as ques ões. Na p imei a e apa da pesquisa o obje i o e a a aplicação de um ins umen o de
cole a de dados a 60 alunos de cada uma das escolas. To alizamos em nossa amos a alea ó ia
ap oximadamen e 180 ques ioná ios sob e aspec os elacionados ao uso das ecnologias digi ais
na elação com as p á icas escola es. Nes e ex o ap esen a emos um pe il das escolas en ol idas
na pesquisa, discu i emos algumas di iculdades ad indas da ealização da pesquisa e
ap esen a emos uma análise dos dados cole ados.!
Pala as cha e: Escola - Jo ens - Tecnologias de In o mação e Comunicação - Cul u a Digi al!
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XAPS-42065 -Resul ado:Colocado Um e a o sociog á ico dos es udan es ma iculados no
1º ano na Uni e sidade da Madei a!
And eia Micaela Sa dinha do Nascimen o (1)!
1- Ins i u o de Ciências Sociais da Uni e sidade de Lisboa, Dou o anda em Sociologia!
Comunicação O al!
As polí icas eu opeias, na á ea da educação, de ini am a necessidade de a ingi , em 2020, a
pe cen agem de 40% de diplomados do Ensino Supe io na aixa e á ia en e os 30 e os 34 anos.
Na Região Au ónoma da Madei a (RAM) exis e apenas uma ins i uição de ensino supe io (IES)
público e, a ando-se de uma egião insula ul ape i é ica, abalha no sen ido da cons ução de
um desen ol imen o egional sus en ado e undamen ado pela ciência. Con udo, as di iculdades
que êm sido colocadas à Academia e aos seus es udan es, com os co es e pe u bações nas
do ações do Es ado, com a queb a no núme o de es udan es ma iculados, que pelo não ing esso
que pelo abandono escola e com as di iculdades económicas das amílias, êm colocado no os
desa ios à conc e ização de ais desígnios. Pela sua condição insula , na RAM, es a si uação
ganha con o nos exace bados pois coloca em causa a sus en abilidade u u a da única IES pública
e condiciona a exis ência de massa c i ica da Região, comp ome endo assim o seu
desen ol imen o. Es es cons angimen os o nam pe inen e uma e lexão sob e quem são e
quais os p incipais i ine á ios de escola ização dos es udan es do 1.º ano da Uni e sidade da
Madei a (UMa), de o ma a consolida uma base de conhecimen o que pe mi a ao pode polí ico e
aos esponsá eis uni e si á ios decidi , de o ma sus en ada, sob e ma é ias que se p endem com
o ensino supe io , em ge al, e sob e a UMa, em pa icula . De o ma a comp eende a di e sidade
de ecu sos económicos, cul u ais e académicos com que os es udan es chegam à UMa, o p esen e
a igo pa e dos dados esul an es de um inqué i o po ques ioná io, aplicado em pa ce ia com a
Associação Académica, a um conjun o de jo ens es udan es colocados no 1.º ano na UMa a a és
da 1.ª ase do concu so nacional de acesso ao ensino supe io de 2017, momen os an es do a o de
ma ícula. Os dados aqui analisados e le em pa âme os sob e a ca ac e ização sociog á ica do
aluno e do seu ag egado amilia e a ca ac e ização dos i ine á ios de escola ização an e io es à
en ada e, dado que é a 1.ª ez que é lançado um inqué i o sis emá ico aos alunos que se
ma iculam no 1.º ano na UMa, e idenciam a necessidade da p odução de conhecimen o sob e os
p oje os de ida ligados ao ensino supe io dos jo ens es udan es inalis as do ensino secundá io
da Madei a, de o ma a iden i ica e comp eende os p incipais a o es que de e minam a escolha
da IES.!
Pala as cha e: Es udan es, Ensino Supe io , T aje ó ias escola es, Insula idade.!
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XAPS-43929 -O pode local na ação socioeduca i a em ede num con ex o mul icul u al?!
Susana Ba is a (1); Liliana Pascuei o (1); Síl ia Almeida (1)!
1- CICS.NOVA - FCSH/UNL!
Comunicação O al!
É no quad o de uma maio he e ogeneidade do público escola e do con on o en e p incípios
múl iplos e con adi ó ios em o no dos p opósi os da educação que se p ocu am encon a no os
comp omissos locais pa a o uncionamen o do sis ema educa i o (De oue , 1992). Polí icas de
descen alização de compe ências educa i as apelam assim, à semelhança do que acon ece com
ou as polí icas sociais públicas, a uma maio mobilização local pa a a ação cole i a e à esolução
de p oblemas comuns em pa ce ia, encon ando espos as di e si icadas mais adequadas às
singula idades dos con ex os em ques ão (Cha lo , 1994; Fe ei a, 2005). !
Tais polí icas, não se limi ando a uma simples modi icação ju ídico-legal, dão o igem a um
in incado jogo pelo exe cício de pode es e assunção de esponsabilidades en e a o es di e sos,
den o e o a da ação es a al (Ba oso, 2013). Coloca-se en ão a ques ão de sabe em que medida
se assis e a uma econ igu ação das elações en e a o es e da missão da educação, na p ocu a de
soluções locais.!
Es a comunicação pa e do abalho desen ol ido no âmbi o da p epa ação do Plano Es a égico
Educa i o Municipal (PEEM) (ins umen o c ucial que apoia o Con a o In e adminis a i o,
undamen ado pelas mais ecen es polí icas de descen alização) de um concelho u bano, ma cado
po desigualdades socioeconómicas e educa i as e com uma componen e mul icul u al. O
ma e ial empí ico é compos o po es emunhos dos á ios a o es educa i os, ecolhidos em dois
pe is: o de pessoal docen e, po um lado, e o de ep esen an es de pessoal não docen e, pais e
enca egados de educação e da comunidade local, po ou o, ob ido a a és de duas en e is as
ocus g oup em cada um dos doze Ag upamen os do concelho. !
Em suma, embo a seja isí el a plu alidade de p incípios de jus iça in ocados quando
con idados a p onuncia -se sob e as p io idades municipais e sua a iculação com a ação das
escolas, a maio ia des es a o es pa ece a ibui ao pode local um no o p o agonismo, assen e na
mediação pa a a c iação de equipas in e disciplina es e a a iculação desses a o es numa
egulação olun á ia em ede (Jus ino e Ba is a, 2013), ao mesmo empo que apela à in e enção
de ou os a o es, incluindo aqueles p o enien es da chamada sociedade ci il, aspe o que pa ece
se comum a ou os espaços ulne á eis que ob igam a uma es a égia de in e enção dis in a
(Viei a e Dionísio, 2010).!
Pala as cha e: Descen alização; Redes em educação; Regulação; Pa icipação local!
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XAPS-52231 -P ocessos de ansição dos jo ens es udan es aço ianos pa a o Ensino
Supe io no con inen e po uguês: Uma p o ação múl ipla!
Kelly Medei os, [email p o ec ed] (1); Be na de e Sequei a, [email p o ec ed]
(2); João Edua do Ma ins, [email p o ec ed] (2)!
1- Faculdade de Economia da Uni e sidade do Alga e; 2- Faculdade de Economia da
Uni e sidade do Alga e e CICS.NOVA!
Comunicação O al!
Es a comunicação em como objec i o a di ulgação dos esul ados p elimina es de uma
in es igação sociológica em cu so sob e os p ocessos de ansição dos jo ens es udan es
aço ianos pa a o Ensino Supe io no Con inen e Po uguês. T a a-se de um es udo quali a i o que
p ocu a conhece em p o undidade as pe spec i as dos es udan es aço ianos que pa i am pa a o
Con inen e após o ing esso no Ensino Supe io e que em como en oque comp eensi o ês
g andes dimensões da ansição. A ansição do Ensino Secundá io pa a as ins i uições de Ensino
Supe io no Con inen e. A saída dos Aço es pa a i e no Con inen e. A ansição pa a a ida
adul a. Os esul ados da pesquisa já apu ados a é ao momen o e que esul am da ecolha de dados
a pa i de en e is as semi-es u u adas, pe mi em-nos dize que a saída pa a o Ensino Supe io
es á ma cada po escolhas que alo izam o acesso às Ins i uições do Ensino Supe io do
Con inen e, que essa saída pa a boa pa e dos en e is ados es á associada a uma o ien ação pa a
as ins i uições de maio p es ígio social e que as condições socioeconómicas das amílias
acili am a decisão de i es uda pa a “ o a”. A pa ida dos Aço es é ambém pa a alguns dos
en e is ados ma cada po um dilema. Fica nos Aço es signi ica abdica dos cu sos da sua
p e e ência. Pa i signi ica a queb a ou o a ouxamen o dos laços sociais e a saída do luga onde
se cons uiu a sua iden idade e onde se es abelecem as suas i ências. O p ocesso de adap ação
ao Con inen e passa pela ecomposição dos laços sociais nos no os locais de esidência pa a onde
se oi es uda e em que as no as elações de sociabilidade que se cons oem com os no os “ou os
signi ica i os” são undamen ais pa a en en a a p o a da ansição. Ao con á io do que suge ia
Jean Paul Sa e de que o in e no se iam os ou os, nes e caso especí ico, a elação com os ou os
é um supo e undamen al des a no a ase da sua exis ência social. A saída de casa dos pais pa a
um mundo no o, na maio pa e das si uações desconhecido e ainda pe cepcionado como
di e en e do mundo social de onde se pa iu é ambém um desa io pa a es es jo ens que
con inuando a e o supo e emocional e inancei o dos amilia es à dis ância, i em es e
momen o, como um p ocesso undamen al na ansição pa a a ida adul a.!
Pala as cha e: Jo ens es udan es aço ianos, Ensino Supe io , P ocessos de ansição, Sociologia
da Indi iduação!
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XAPS-53385 -T abalhado es e o impac o da educação supe io !
Jo ge Cus odio (1)!
1- FAETEC, BRASIL!
Comunicação O al!
Ressal amos nes a pesquisa o sen ido da educação pa a abalhado es. Re o na am aos es udos na
ida adul a, o que esul ou na aquisição de o mação uni e si á ia. O diploma supe io , com isso,
ep esen ou pa a eles no o s a us e mais espei o, exp imindo na amília dos en e is ados a
ede inição do legado cul u al. O sen ido da educação ea iculou o ca á e pessoal e a posição
social na ida de abalhado .!
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O diploma supe io é um símbolo de p es ígio social na ealidade b asilei a. Regis a o p i ilegia
da educação na his ó ia do país, pois explici a a es ição da iqueza cul u al e, ambém,
econômica, o nando-se um pa imônio das eli es e da classe média b asilei as. A pesquisa eúne
assim um conjun o de ela os de abalhado es adul os que edesenham essa es ição pa a
edesenha em seus des inos indi iduais, seu u u o de classe e sua au oimagem.!
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Temos, assim, na o ien ação da pesquisa, um aciocínio sociológico pa a a icula es u u a social
e ca á e pessoal na comp eensão do sen ido da educação em biog a ias e elações sociais.
Cole ando eze his ó ias de idas, ealizamos uma pesquisa di idida em duas e apas: A- 2000-
es udamos mo i ações e in e esses pela conquis a do diploma supe io ; B- 2013- es udamos como
o sen ido da educação eo ien ou a ida desses abalhado es.!
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O diploma uni e si á io exp imiu uma e i a ol a pessoal en e à amília de o igem e uma
ein enção do eu em elações sociais do abalho, pois ep esen ou um no o capi al cul u al
desses abalhado es, a pa i da expe iência uni e si á ia. O sen ido da educação ecebe ia a
in luência do medo do desemp ego, do subemp ego e da pe da de di ei os nos anos de 1990, com
o a anço de go e nos neolibe ais, po ém essa hipó ese oi en iquecida na análise das aje ó ias
de ida pela comp eensão da o dem mo al na amília de o igem desses en e is ados pela
alo ização da educação como sinônimo de u u o melho .!
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A pesquisa, ademais, cons uiu qua o ipologias de mo i ações e in e esses, conside ando os
ela os dos abalhado es sob e o diploma supe io : 1- como alo social (inse ção social); 2-
como alo cul u al ( econhecimen o do eu); 3- alo econômico ( ecompensa sala ial); 4- como
alo polí ico (aquisição de pode ). Os abalhado es eno am seu epe ó io cul u al na amília e
no abalho pelo alo diploma uni e si á io, desde o ing esso em cu sos de p é- es ibula
comuni á io, iabilizando a pa i de en ão seus p oje os de ida pelo sen ido da educação.!
Pala as cha e: Educação Supe io ; Classe social!
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XAPS-54771 -Na a i as de C ianças no Âmbi o da Relação Escola-Família!
Dília Gló ia (1); Ped o Sil a (2)!
1- Uni e sidade Fede al de Minas Ge ais; 2- Ins i u o Poli écnico de Lei ia!
Comunicação O al!
A elação escola- amília aduz-se numa eia de in e ações de múl iplos a o es sociais (c ianças,
pais, p o esso es, associações de pais, ges o es escola es, u o es, o ganizações comuni á ias,
en e ou os, e consoan e o con ex o), assim como numa in es igação esmagado amen e cen ada
nas in e ações de pais e p o esso es, deixando de lado as pe spe i as e as p á icas das c ianças, as
quais cons i uem um duplo a o social enquan o ilhos em casa e alunos na escola.!
Os pais, ao a icula em a educação amilia das c ianças com a sua educação escola e com
ou as o ganizações de socialização, es ão pe an e uma a e a in luenciada po a o es como
classe social, géne o e e nia (Da id, 1993; Vincen , 1996; C ozie , 2000, Sil a, 2003, Diogo e
Sil a, 2010; Paye , 2017). A p esen e p opos a jus i ica-se pela ela i amen e escassa pesquisa
baseada na expe iência escola das c ianças, especialmen e quando ela ada po elas e sob e a
elação amília-escola (Pe enoud, 1987; Dube & Ma uccelli, 1996; Edwa ds &
Da id, 1997; C ozie , 2000; Edwa ds & Alld ed 2000; Sil a, 2003, 2009; Mon andon, 2011;
Sil a e al., 2015; Gló ia, 2016). Es a in es igação ab ange ques ões como conhece os modos de
pensa dos alunos e as suas p á icas no âmbi o da elação escola- amília. !
Es e es udo comp eensi o oi ealizado no Cen o Pedagógico (CP), escola pública de ensino
undamen al da Uni e sidade Fede al de Minas Ge ais, B asil. O CP ecebe alunos com
signi ica i a he e ogeneidade social, o que a si ua en e as escolas públicas egula es (com uma
maio ia de público socialmen e des a o ecido) e as escolas p i adas (p incipalmen e classes
média e média al a). A pesquisa u ilizou uma a iedade de e amen as pa a ecolhe e a a os
dados, incluindo obse ação pa icipan e, con e sas in o mais e no as de campo, análise de
documen os, ocus g oups e análise de con eúdo.!
A p esen e p opos a deco e p incipalmen e dos dados esul an es dos ocus g oups, ealizados
com alunos de 10 a 14 anos e maio i a iamen e de baixo ní el socioeconómico. As en e is as,
in eg almen e ansc i as, o am sujei as a análise de con eúdo, com ca ego ias dedu i amen e
deco en es das ques ões ge ais de pesquisa e, indu i amen e, das p óp ias en e is as. Es es
dados o am, pos e io men e, iangulados com os ob idos a a és de ou os ins umen os de
ecolha de in o mação.!
Cons a ou-se que as c ianças: a) econhecem a impo ância da elação escola- amília; b) endem
a condensa es a na e en e la ; c) cons a am um en ol imen o pa en al cen ado nas mães; d)
apon am pa a uma di e sidade de condu as, alo es e es a égias exis en es nas amílias; e e)
en endem o al o ní el de exigência dos pais sob e a ealização académica como meio de aspi ação
a uma mobilidade social ascenden e.!
Pala as cha e: Relação Escola-Família; A c iança como a o social; En ol imen o Pa en al!
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XAPS-56209 -O Plano Es a égico Educa i o Municipal e as elações en e a o es locais: da
compe ição à colabo ação?!
Inês Cu inhal Pi es (1); Ma iana Rod igues (1); Cláudia U bano (1); Te esa Pimen el (1)!
1- CICS.NOVA - NOVA FCSH!
Comunicação O al!
Desde a publicação da Lei de Bases do Sis ema Educa i o, em 1986, que a polí ica educa i a
nacional ende a enquad a -se num no o pa adigma de adminis ação e ges ão escola
(Fo mosinho, Fe ei a e Machado, 2000), com a implemen ação de medidas de descen alização
(Caná io, 1998) e a consequen e eme gência de no os a o es, chamados a assumi elhas
esponsabilidades. A ques ão da colabo ação en e pode cen al e pode local na educação
eme giu de o ma mais e iden e em meados dos anos no en a com a passagem de algumas
compe ências pa a as Au a quias (como os anspo es escola es e a manu enção das escolas),
mais a de com a c iação dos conselhos locais de educação, a elabo ação da Ca a Educa i a
(Baixinho, 2008), e ecen emen e com os Con a os In e adminis a i os enquan o ins umen o de
dis ibuição de esponsabilidades en e Minis é io, Municípios e Escolas.!
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Nes e con ex o, os municípios são esponsá eis po elabo a Planos Es a égicos Educa i os
Municipais (PEEM) que in eg em me as e linhas de ação a se implemen adas pelos á ios a o es
locais – Au a quia, p o issionais escola es, pais e enca egados de educação, alunos e ou os
elemen os da comunidade – pa a a ingi obje i os es a égicos deco en es da de inição das
polí icas de planeamen o local da educação, ans o mando, assim, o papel o mal dos municípios
(Fe nandes, 2005). Es amos pe an e um no o cená io polí ico que le an a ques ões de
in es igação in e essan es, sob e udo quando se a a de elabo a um ins umen o de polí ica
educa i a local. No con ex o de descen alização e de compe ição en e escolas po alunos, qual o
impac o que o PEEM pode á e na elação en e os a o es? Qual o papel que os p o esso es
a ibuem à Au a quia e aos Ag upamen os no desen ol imen o de uma polí ica educa i a local?
Quais os obje i os que es es a o es indicam como p io i á ios pa a desen ol e no concelho e
como implicam os Ag upamen os nesses obje i os? Pa a esponde a es as ques ões, omamos
como base de análise o concelho de Cascais, onde onze Ag upamen os de Escolas públicos
di e em quan o às ca ac e ís icas socioeconómicas e ao sucesso educa i o dos alunos, e
compe em pelo aumen o do espe i o co po discen e, não apenas en e si, mas ambém com
es abelecimen os p i ados. O ma e ial empí ico é esul ado da ealização de en e is as aos
di e o es de cada um dos Ag upamen os e da análise de ês documen os escola es: p oje o
educa i o, ela ó io de a aliação ex e na e planos de ação es a égica pa a a p omoção do sucesso
escola . Os esul ados apon am pa a um a as amen o en e os obje i os de inidos no PEEM e
aqueles de inidos nos documen os dos Ag upamen os, além de uma ce a di iculdade dos
esponsá eis escola es em e le i sob e os p oblemas locais de ido ao oco colocado nas
di iculdades sen idas em cada con ex o escola .!
Pala as cha e: Descen alização, Polí icas Locais, Compe ição, Obje i os Comuns;!
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XAPS-58413 -A di e sidade social e cul u al na escola pública: obs áculos e a o es-cha e
pa a a con inuidade e sucesso escola das pessoas ciganas!
Olga Magano (1); Ma ia Manuela Mendes (2)!
1- Uni e sidade Abe a e CIES-IUL; 2- Faculdade de A qui ec u a da Uni e sidade de Lisboa e
CIES-IUL!
Comunicação O al!
Com o es abelecimen o do ensino ob iga ó io, uni e sal e g a ui o, a Escola Pública o na-se
mui o di e en e da de há qua o décadas a ás, a começa pela sua população escola , hoje mais
di e sa e ep esen a i a da di e sidade social, económica e e i o ial que ma ca a sociedade
po uguesa. !
Apesa de se um di ei o consag ado na Cons i uição, o acesso à escola idade ob iga ó ia (de 12
anos) pa a odos os ciganos, e não apenas pa a alguns, é um enómeno ainda ecen e. Ac esce que
a ques ão da escola ização de pessoas ciganas con inua a se uma ques ão con o e sa pela sua
exp essi idade no que se e e e aos baixos ní eis de escola idade, al as axas de abandono e de
insucesso escola . Não obs an e a p o usão de polí icas sociais e educa i as, a maio ia das pessoas
ciganas con inuam a ap esen a baixos ní eis de escola idade, al as axas de insucesso escola ,
abandono e de anal abe ismo e baixos índices de diplomados com o ensino supe io ,
compa a i amen e aos não ciganos. De uma o ma ge al, o que nos indicam os es udos
disponí eis em Po ugal é que as pessoas ciganas ap esen am ní eis de escola idade ob iga ó ia
baixos (enquan o a axa de abandono é al a) (Bas os, Co eia e Rod igues, 2007; Mendes, 2007,
Nicolau, 2010, Mendes e . al, 2014). As mulhe es ciganas êm um ní el de escola idade ainda
mais baixo do que os homens sendo a os os casos em que ul apassam o ensino básico. É uma
si uação ans e sal a pessoas ciganas que êm á ios modos de ida, mesmo en e ciganos
in eg ados (sob o pon o de is a do exe cício de uma p o issão po con a de ou em e sem
aze em “modo de ida cigano”), em que as mulhe es êm menos anos de escola idade do que os
homens ciganos (Magano, 2010). !
O obje i o des a comunicação é analisa a si uação de escola idade dos ciganos, no que se e e e
aos esul ados que de i am de uma pesquisa quali a i a que deco eu en e meados de 2013 e
inais de 2015 e que e e po inalidade iden i ica e comp eende alguns dos a o es-cha e pa a a
con inuidade escola e sucesso educa i o das pessoas ciganas em con ex os educa i os plu ais e
ma cados pela in e cul u alidade. A con inuidade das aje ó ias escola es in e liga-se com as
polí icas e p og amas públicos (sob e udo com o impac o do Rendimen o Social de Inse ção nos
modos de ida das amílias ciganas pelas imposições p e is as pelos planos de inse ção), mas
esse aspe o só po si não é su icien e, eme gindo da in es igação ou os a o es explica i os
ine en es ao indi íduo, às ca ac e ís icas e apoio do seu g upo amilia , a p esença de igu as de
e e ência, a impo ância dos pa es e os a o es ins i ucionais ínsi os ao uncionamen o da escola
pública.!
Pala as cha e: Ciganos po ugueses, polí icas públicas, escola pública, di e sidade social e
cul u al!
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XAPS-60633 -PERCEPÇÕES DE DISCENTES DO CURSO DE DIREITO NOTURNO DA
UFMG (BRASIL) SOBRE OCUPAÇÕES FEMININAS!
Ma cel de Almeida F ei as (1)!
1- Uni e sidade Fede al de Minas Ge ais!
Comunicação O al!
The pape discusses he pe cep ions on emale occupa ions among college s uden s in o de o
unde s and which and how gende s e eo ypes (as well as age, class and ace seconda ily) di ec
he iews ega ding he emale indi iduals. Six y s uden s om wo di e en classes in a
noc u nal law school o Uni e sidade Fede al de Minas Ge ais, B azil, pa icipa ed in a su ey
consis ing o an anonymous and closed ques ionnai e o 11 ques ions. Fi s ly, he ex desc ibes
he gene al p o ile o he in e iewees and hei pe cep ions on he images o 11 women (o
di e en ages and ace, wi hou disclosing hei names) om six ca ego ies: house cleane ,
scien is , sec e a y, model, wo kwoman and p esiden . The pho os, aken om Google Images
public domain, a e om he na u al science scien is s (exac and biological sciences): Bea iz
Al a enga, B azilian, ci il enginee , p o esso eme i us a he Fede al Uni e si y o Minas
Ge ais, au ho o Physics ex books; Ada Yona h, Is aeli, biochemis , Nobel P ize winne in 2009;
Adi i Shaka dass, Indian, neu oscien is ; Cyp a C. K iege -Dunaij (1894-1974), Hunga ian
na u alized Canadian, ma hema ician; Ba ba a Askins, Ame ican, Chemis ; Tebello Nyokong,
Sou h A ican, nano echnologis and biochemis y; G ace Mu ay Hoope (1906-1992),
Ame ican, compu e scien is ; Ma ie-Anne Pie e e Paule (1758-1836), F ench, chemis ; Ka en
LuJean Nybe g, Ame ican, mechanical enginee and NASA as onau ; May Ca ol Jemison,
Ame ican, physician and NASA as onau , i s A ican-Ame ican woman o a el in space;
Nagwa Abdel Meguid, Egyp ian, gene icis . In gene al, he s ong p esence o s e eo ypes in his
g oup o in e iewees o an in ense disc epancy be ween he answe s gi en by emale s uden s in
con as o male s uden s did no occu . E en hough he numbe s collec ed o he academic
Tebello Nyokong (black Sou h A ican) indica e sub le pe manence o gende and acial
s e eo ypes associa ed wi h speci ic p o essional ca ego ies, which is co obo a ed by ano he
s udy (SANTOS, 2012) on gende s e eo ypes in B azilian highe educa ion p og ams.!
Pala as cha e: Es e eó ipos de Gêne o. Mulhe es Cien is as. Pe cepções Sociocul u ais.!
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XAPS-61054 -O Fenômeno da Ju enilização na Educação de Jo ens e Adul os: O caso de
Ma iana/MG - B asil!
Regina Magna Boni ácio de A aújo (1); Rosa Ma ia da Exal ação Cou im (1); Ma lice de
Oli ei a e Noguei a (1); Fe nanda A. O. Rod igues Sil a (1)!
1- Uni e sidade Fede al de Ou o P e o!
Comunicação O al!
Di e sos au o es como Conceição e Nakayama (2013) e Ca alho (2009) êm obse ado em suas
pesquisas que o pe il dos es udan es da Educação de Jo ens e Adul os (EJA) es á se modi icando
em di e sas cidades b asilei as. Se an es dos anos 2.000 as salas e am ocupadas adicionalmen e
po pessoas mais elhas, abalhado as e com his ó ico de e asão escola , hoje chegam cada ez
em maio núme o, adolescen es que possuem uma elação incipien e com o mundo do abalho.
Dian e des a cons a ação, pe cebe-se que a EJA em cong egando g upos he e ogêneos e com
g ande di e sidade sociocul u al e ge acional. Tal enômeno em sido denominado de
Ju enilização da EJA (BRUNNEL, 2001; CARRANO, 2007).!
Pa indo do p incípio de que o mundo ju enil é complexo, mul i ace ado e com múl iplas
con igu ações, buscou-se in es iga como esses jo ens chega am à EJA e quais as suas
expec a i as pa a o u u o. A escolha desses sujei os da pesquisa se de e à necessidade de se
conhece melho quem são es es jo ens que iniciam os es udos da EJA cada ez com menos
idade, com 15, 16 ou 17 anos e quais as disposições amilia es e os p oje os de ida que os
mesmos azem. São sujei os com aje ó ias escola es dis in as daqueles que cu sam as salas de
aula do ensino undamen al e médio na idade conside ada adequada, pois, em mui os casos são
ma cadas po up u as, ep o ações, disc iminação, indisciplina e e asão da sala de aula.!
A pesquisa es á em andamen o e segue a abo dagem quali a i a. Os p incipais ins umen os de
cole a de dados são o ques ioná io e o g upo ocal ealizado em uma escola selecionada pa a a
pesquisa. Ao odo o am aplicados 19 ques ioná ios aos alunos de a é 18 anos que se in e essa am
em se colabo ado es. A abulação oi ei a no p og ama es a ís ico SPSS. Os esul ados mos am
que en e os mais jo ens da EJA, a p esença das meninas é maio . Dos que esponde am o
ques ioná io, 12 são do sexo eminino e 7 são do sexo masculino. Os jo ens decla a am que
chega am à EJA após sucessi as ep o ações e/ou e asão, o ien ados po seus pais, pelos
p o esso es e ges o es escola es, e se sen em mais in eg ados nes a modalidade de ensino do que
na que equen a am an e io men e. Quan o às expec a i as pa a o u u o, a maio ia (11 dos 19
esponden es) a i mou que equen am a escola po que sabem que o diploma é o único caminho
pa a ob e em melho es salá ios, mas que p e endem con inua es udando.!
A pesquisa es á em andamen o, po ém, pode-se pe cebe que os adolescen es econhecem na EJA
uma opo unidade pa a conclui o ensino básico e busca um bom emp ego. Assim como os mais
elhos, os jo ens ambém são excluídos da escola. Com uma aje ó ia escola de acasso e de
abandono dos es udos, sen em-se mais in eg ados à sala de aula, po ém, al am dados pa a
comp eende melho as consequências de al he e ogeneidade e á ia e cul u al. !
Apoio: FAPEMIG/UFOP!
Pala as cha e: Educação de Jo ens e Adul os; Ju enilização; T aje ó ias Escola es.!
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XAPS-61773 -Al abe ização do adul o e escola ização de seus descenden es: es udo dos
e ei os de i adiação na longe idade escola em amílias das camadas popula es!
FERNANDA APARECIDA OLIVEIRA RODRIGUES SILVA (1); Liliane dos San os Jo ge (1);
La issa Souza Mo ei a (1); Daiene Campidele (1); Elaine Ben o (1)!
1- Uni e sidade Fede al de Ou o P e o!
Comunicação O al!
Al es, Na ália e al. (1997), “A escola e o espaço local: polí icas e ac o es”, in Na ália Al es e
al., Escola e comunidade local. Lisboa: Ins i u o de Ino ação Educacional, 9-39.!
Bap is a, Susana (2012), A elação escola-comunidade: polí icas e p á icas. Lisboa: P ojec o
ESCXEL – Rede de Escolas de Excelência.!
Pala as cha e: educação; escola; pa icipação; comunidade educa i a!
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XAPS-74977 -Fica de o a das (no as) opo unidades: um e a o da população pouco
escola izada que pe manece à ma gem dos p ocessos de educação o mal (2007-2016).!
Vanessa Ca alho da Sil a (1); Pa ícia Á ila (1)!
1- ISCTE-IUL!
Comunicação O al!
A p opos a de comunicação esul a de uma in es igação em cu so, no âmbi o do p oje o de
Dou o amen o em Sociologia, que em como obje i o con ibui pa a o ap o undamen o do
conhecimen o sociológico sob e os con ex os, p ocessos, disposições e e lexi idades dos adul os
pouco escola izados que não e oma am a educação o mal.!
A cen alidade do conhecimen o e da escola idade nas sociedades a uais con as a com o (ainda)
pe sis en e dé ice de quali icações da população adul a em Po ugal, his o icamen e dependen e
de polí icas ansi ó ias (A aújo,2015). Apesa de es o ços ecen es (Inicia i a No as
Opo unidades), sublinham-se os iscos de uma e olução exígua (Capucha, 2013) e ale a-se pa a
a exis ência de um segmen o da população que em icado à ma gem des es p ocessos (Sil a,
2015). !
Sendo a in es igação me odologicamen e o ien ada po uma abo dagem mixed me hods, o oco
des a ap esen ação se á a sua componen e ex ensi a, que p e ende mapea o enómeno,
culminando na cons ução de uma ipologia que isa e a a os pe is des e segmen o da
população, a endendo à di e sidade de condições de ida, aje ó ias, p á icas e con ex os.!
A comunicação es a á o ganizada em ês momen os. O p imei o momen o isa a ap esen ação
de alguns dos es udos cen ais sob e Educação e Fo mação de Adul os em Po ugal, a pa i dos
quais oi ei o um le an amen o das p incipais conclusões sob e o que implica ‘se -se adul o e
pouco escola izados’ nas sociedades a uais.!
No segundo momen o se ão ap esen ados dois es udos ex ensi os ealizados em Po ugal,
apoiados em amos as ep esen a i as da população, cuja análise secundá ia dos dados pe mi i á
conc e iza a componen e ex ensi a des a in es igação: o Inqué i o à Educação e Fo mação de
Adul os, ealizado pelo Ins i u o Nacional de Es a ís ica ao longo de uma década (2007, 2011 e
2016) e o es udo ex ensi o desen ol ido em 2016 pelo EDULOG, “Que pe ceções êm os
po ugueses sob e o alo da educação?”. !
A pa i da análise secundá ia dos dados desses inqué i os, se ão ap esen ados, num e cei o
momen o, os p incipais elemen os de ca ac e ização social dos adul os pouco escola izados que,
em Po ugal, êm pe manecido à ma gem dos p ocessos de educação o mal. Finalmen e, pa indo
de um conjun o mais ala gado de a iá eis (dos mesmos inqué i os), incluindo elemen os de
ca ac e ização social, indicado es de p á icas, de con ex os e disposições ace à ap endizagem ao
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