Chia ini, Tulio; Rapini, Má cia Siquei a; T ez, Janaína Ru oni; Pe ei a, La issa de
Souza
Wo king Pape
Di e ó io dos g upos de pesquisa do CNPq: T aje ó ia e
con ibuições acadêmicas
Tex o pa a Discussão, No. 2801
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: Chia ini, Tulio; Rapini, Má cia Siquei a; T ez, Janaína Ru oni; Pe ei a, La issa de
Souza (2022) : Di e ó io dos g upos de pesquisa do CNPq: T aje ó ia e con ibuições acadêmicas,
Tex o pa a Discussão, No. 2801, Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d2801
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2801
DIRETÓRIO DOS GRUPOS DE DIRETÓRIO DOS GRUPOS DE
PESQUISA DO CNPQ: TRAJETÓRIA PESQUISA DO CNPQ: TRAJETÓRIA
E CONTRIBUIÇÕES ACADÊMICASE CONTRIBUIÇÕES ACADÊMICAS
TULIO CHIARINITULIO CHIARINI
MARCIA SIQUEIRA RAPINIMARCIA SIQUEIRA RAPINI
JANAÍNA RUFFONIJANAÍNA RUFFONI
LARISSA DE SOUZA PEREIRALARISSA DE SOUZA PEREIRA
2801
B asília, ou ub o de 2022
DIRETÓRIO DOS GRUPOS
DE PESQUISA DO CNPQ: TRAJETÓRIA
E CONTRIBUIÇÕES ACADÊMICAS1
TULIO CHIARINI2
MARCIA SIQUEIRA RAPINI3
JANAÍNA RUFFONI4
LARISSA DE SOUZA PEREIRA5
1. Os au o es ag adecem à biblio ecá ia Lo ena Nelza Fe ei a Sil a e aos colabo ado es
An ônio Ca los de Mi anda e Sil a, Emilly Almeida Damasceno e Valquí ia And ade B e es,
do Minis é io da Ciência, Tecnologia e Ino ações (MCTI), a digi alização e disponibilização
de di e sos documen os pa a a análise des e ex o. Ademais, ag adecem às biblio ecá ias
Thayse Can anhede, da Uni e sidade de B asília (UnB), Ma lene He menegilda Pe ei a, da
Uni e sidade Ca ólica de Pe ópolis (UCP), e Rosângela Ia a dos San os, da Uni e sidade
Tecnológica Fede al do Pa aná (UTFPR), o en io de pa e de disse ações e eses que não
se encon am disponí eis no Ca álogo de Teses e Disse ações da Coo denação de Ape ei-
çoamen o de Pessoal de Ní el Supe io (Capes) po se em an e io es à Pla a o ma Sucupi a.
Ag adecem ambém à Heloísa Helena, do Depa amen o de Di ei os Au o ais da e is a
Ciência Hoje, e cedido a igos pa a consul a. Ag adecem ainda aos discen es Felipe Smolski
e Rosane Becke Flo es, do P og ama de Pós-G aduação em Economia da Uni e sidade do
Vale do Rio dos Sinos (PPGE/Unisinos), a colabo ação na e apa da busca sis emá ica de
a igos. Finalmen e, os au o es ag adecem à p o esso a Camila Ca nei o Dias Rigolin, do
Depa amen o de Ciência da In o mação da Uni e sidade Fede al de São Ca los (UFsca ), a
lei u a cuidadosa e pelas ecomendações ei as.
2. Analis a em ciência e ecnologia no Cen o de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade
do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (CTS/Ipea). E-mail: < ulio[email p o ec ed].b >.
3. P o esso a do Cen o de Desen ol imen o e Planejamen o Regional da Uni e sidade
Fede al de Minas Ge ais (Cedepla /UFMG). E-mail: <ms apini@cedepla .u mg.b >.
4. P o esso a da Escola de Ges ão e Negócios (EGN) da Unisinos. E-mail: <j u oni@
unisinos.b >.
5. Pesquisado a do CTS/Ipea. E-mail: <[email p o ec ed]>.
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e
pesquisas em desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o
de omen a o deba e e o e ece subsídios à o mulação e
a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2022
Tex o pa a discussão / Ins i u o de Pesquisa Econômica
Aplicada.- B asília : Rio de Janei o : Ipea , 1990-
ISSN 1415-4765
1.B asil. 2.Aspec os Econômicos. 3.Aspec os Sociais.
I. Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada.
CDD 330.908
As publicações do Ipea es ão disponí eis pa a download
g a ui o nos o ma os PDF ( odas) e EPUB (li os e pe iódicos).
Acesse: h p://www.ipea.go .b /po al/publicacoes
As opiniões emi idas nes a publicação são de exclusi a
e in ei a esponsabilidade dos au o es, não exp imindo,
necessa iamen e, o pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa
Econômica Aplicada ou do Minis é io da Economia.
É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele
con idos, desde que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins
come ciais são p oibidas.
JEL: H89; M15; O38.
DOI: h p://dx.doi.o g/10.38116/ d2801
Go e no Fede al
Minis é io da Economia
Minis o Paulo Guedes
Fundação pública inculada ao Minis é io da Economia,
o Ipea o nece supo e écnico e ins i ucional às ações
go e namen ais– possibili ando a o mulação de inúme as
polí icas públicas e p og amas de desen ol imen o
b asilei os– e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas
e es udos ealizados po seus écnicos.
P esiden e
ERIK ALENCAR DE FIGUEIREDO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional
ANDRÉ SAMPAIO ZUVANOV
Di e o de Es udos e Polí icas do Es ado, das
Ins i uições e da Democ acia
FLAVIO LYRIO CARNEIRO
Di e o de Es udos e Polí icas Mac oeconômicas
MARCO ANTÔNIO FREITAS DE HOLLANDA CAVALCANTI
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais
NILO LUIZ SACCARO JUNIOR
Di e o de Es udos e Polí icas Se o iais,
de Ino ação, Regulação e In aes u u a
JOÃO MARIA DE OLIVEIRA
Di e o de Es udos e Polí icas Sociais
HERTON ELLERY ARAÚJO
Di e o de Es udos In e nacionais
PAULO DE ANDRADE JACINTO
Assesso -che e de Imp ensa e
Comunicação (subs i u o)
JOÃO CLÁUDIO GARCIA RODRIGUES LIMA
Ou ido ia: h p://www.ipea.go .b /ou ido ia
URL: h p://www.ipea.go .b
SUMÁRIO
SINOPSE
1 INTRODUÇÃO ........................................................................ 6
2 A TRAJETÓRIA DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DO DGP ................7
3 METODOLOGIA ....................................................................16
4 O USO ACADÊMICO DO DGP ..............................................24
5 INDICADORES DE C&T E POLÍTICAS BASEADAS
EM EVIDÊNCIAS ..................................................................35
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS .....................................................37
REFERÊNCIAS .........................................................................39
SINOPSE
Es e ex o pa a discussão em como obje i o a gumen a a espei o da ele ância do Di e ó io
dos G upos de Pesquisa (DGP) inculado à Pla a o ma La es enquan o base de dados unda-
men al pa a egis o e acompanhamen o da a i idade cien í ica, ecnológica e in e a i a en e
di e en es a o es do Sis ema Nacional de Ciência, Tecnologia e Ino ação (SNCTI), eunindo dados
e pe mi indo a cons ução de indicado es undamen ais pa a a a aliação de polí icas públicas
em ciência e ecnologia (C&T) e, em ce o sen ido, em ino ação. Pa a an o, ap esen a-se uma
análise de con eúdo dos abalhos acadêmicos que u iliza am a base de dados do DGP desde
seu lançamen o na década de 1990 a é 2021, a pa i de uma e isão sis emá ica da li e a u a –
usando o Ca álogo de Teses e Disse ações, da Coo denação de Ape eiçoamen o de Pessoal
de Ní el Supe io (Capes), e a base da Biblio eca Digi al B asilei a de Teses e Disse ações,
do Ins i u o B asilei o de In o mação em Ciência e Tecnologia (BDTD/IBICT). Foi ei a ambém uma
busca de a igos publicados em pe iódicos indexados nas bases Web o Science, Scopus e Scielo.
A busca exaus i a e idenciou 244 documen os pe inen es, os quais passa am po um p ocesso
de clus e ização. Os clus e s iden i icados o am ag upados em ês ca ego ias: i) economia da
ciência, ecnologia e ino ação (CT&I); ii) sociologia da C&T; e iii) cien ome ia aplicada. Os p inci-
pais esul ados apon am que a p odução acadêmica que ez uso do DGP é bas an e ica, di e sa
e c escen e. As ês ca ego ias ilus am a con ibuição do DGP pa a a comp eensão de aspec os
di e sos do SNCTI. A cons a ação cen al é que, nos úl imos anos, a base do DGP em pe dendo
cen alidade e sendo en aquecida. Sob esse pon o de is a, a polí ica de CT&I b asilei a pe de
ao não apos a nas po encialidades de um sis ema que pe mi e a cons ução de indicado es com
baixo cus o ela i o pa a a ob enção de in o mações e com signi ica i a ep esen a i idade da
comunidade cien í ica do país.
Pala as-cha e: base pública de dados; indicado es de ciência e ecnologia; Di e ó io dos G upos
de Pesquisa; Pla a o ma La es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
6
2801
1 INTRODUÇÃO
Olhando em e ospec i a, o desen ol imen o e a consolidação do Di e ó io dos G upos de
Pesquisa (DGP) – que a ualmen e az pa e da Pla a o ma La es – podem se en endidos como
e lexo de dois mo imen os simul âneos que ganha am o ça nos anos 1990. Um deles elaciona-se
ao consenso polí ico e da comunidade cien í ica sob e a necessidade de cons ução de um sis ema
único de in o mações de ciência e ecnologia (C&T) pa a subsidia a o mulação de indicado es;
o ou o, aos a anços das ecnologias de in o mação e comunicação (TICs), com a in o ma ização
e o boom da in e ne e da wo ld wide web (www), que solapa am ambém os Es ados mundo
a o a, os quais passa am a ado a , em i mos e in ensidade dis in os, ais a e a os na busca de
melho ias na ges ão go e namen al, na qualidade dos se iços p es ados aos cidadãos e nos
p ocessos democ á icos (G önlund, 2002).
Em elação ao p imei o mo imen o, o DGP oi idealizado pelo Conselho Nacional de Desen-
ol imen o Cien í ico e Tecnológico (CNPq) na p imei a me ade dos anos 1990. Su giu como um
es o ço no sen ido de concebe a unidade e a uni o midade no que diz espei o à p odução de
es a ís icas em C&T no B asil (Menezes-Filho, 2001), que a é en ão es a am pul e izadas em dis-
in as agências go e namen ais. À medida que o DGP oi sendo ins i ucionalizado, oi possí el a
disponibilização on-line e g a ui a de mic odados de censos bianuais (em o ma o XML), súmulas
es a ís icas e um ins umen o pa a a cons ução de abelas dinâmicas, pe mi indo o c uzamen o
de a iá eis. O ace o sis ema izado de dados passou a se usado não apenas pelo CNPq pa a
a e i a quan idade, qualidade e p odu i idade – is o é, a capacidade de pesquisa cien í ica e
ecnológica de uni e sidades, ins i uições isoladas de ensino supe io , ins i u os de pesquisa e de
alguns cen os de pesquisa e desen ol imen o (P&D) de emp esas es a ais – mas ambém pela
p óp ia comunidade acadêmica.
Es e ex o pa a discussão em como obje i o a gumen a a espei o da ele ância do DGP
enquan o base de dados undamen al pa a egis o e acompanhamen o da a i idade cien í ica,
ecnológica e in e a i a en e di e en es a o es do Sis ema Nacional de Ciência, Tecnologia e
Ino ação (SNCTI), eunindo dados e pe mi indo a cons ução de indicado es undamen ais pa a a
a aliação de polí icas públicas em C&T, e, em ce o sen ido, em ino ação. Pa a an o, ap esen a-se
uma análise de con eúdo dos abalhos acadêmicos que u iliza am a base de dados do DGP desde
seu lançamen o, na década de 1990, a é o início da década de 2020, a pa i de uma e isão sis e-
má ica da li e a u a. Pa a an o, o am u ilizados o Ca álogo de Teses e Disse ações, da Capes,
1
e
a base da BDTD, do IBICT, as quais in eg am in o mações de abalhos de conclusão de cu sos
1. Disponí el em: <h ps://bi .ly/3SX0a >. Acesso em: 9 se . 2021.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
7
2801
de pós-g aduação exis en es nas ins i uições de ensino e pesquisa do B asil, ep esen ando a
quase o alidade de documen os desde 1987. Fo am ei as ambém buscas de a igos publica-
dos em pe iódicos indexados nas bases Web o Science (WoS) e Scopus, pa a iden i ica a igos
publicados em e is as in e nacionais, e na base Scielo,2 a qual cob e 390 pe iódicos nacionais e
ambém de demais países la ino-ame icanos que não es ão indexados nas bases p eceden es. A
busca exaus i a e idenciou 244 documen os pe inen es, os quais passa am po um p ocesso de
clus e ização. As classes iden i icadas o am ag upadas em ês g andes ca ego ias: i) economia
da CT&I; ii) sociologia da C&T; e iii) cien ome ia aplicada.
Es e abalho es á o ganizado em cinco seções, além des a in odução. P imei amen e, na seção
2, é ei a uma incu são sob e a aje ó ia de ins i ucionalização do DGP a pa i da in e p e ação
de documen os públicos do CNPq. Fica á e iden e que o di e ó io oi concebido como ins umen o
pa a pe mi i a elabo ação de indicado es de C&T capazes de acompanha o desempenho, a qua-
lidade e o po encial de ins i uições e seus g upos de pesquisa, po ém, com o empo, passa a ica
explíci o, nos documen os ins i ucionais do CNPq, que o di e ó io pode ia se usado pela p óp ia
comunidade cien í ica e ecnológica como ins umen o pa a o in e câmbio e a oca de in o mações.
A seção 3 ap esen a a me odologia com o p o ocolo de pesquisa das bases de dados. Na seção
4, p imei amen e, são ap esen adas análises desc i i as das eses e disse ações (subseção 4.1)
e a igos indexados (subseção 4.2) que u iliza am dados do DGP e, em seguida, são expos as as
p incipais con ibuições do uso acadêmico do DGP conside ando as ca ego ias p opos as (subseção
4.3). A seção 5 discu e a ele ância do DGP na o mulação de indicado es de C&T. Finalmen e, na
seção 6, são ei os comen á ios inais e suma izados os p incipais p oblemas do DGP.
2 A TRAJETÓRIA DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DO DGP
2.1 A chegada dos disque es de 5 ¼ polegadas
O DGP oi lançado em 1993, po an o, an e io à concepção da Pla a o ma La es, como um
p oje o coo denado pelo CNPq com o “obje i o de c ia um sis ema de in o mação sob e as a i-
idades de pesquisa cien í ica e ecnológica no âmbi o das uni e sidades, ins i u os de pesquisa
e algumas emp esas es a ais” (CNPq, 1993, p. 5).3 De aco do com a desc ição do p oje o, o DGP
p e endia “ egis a e cadas a os g upos de pesquisa em a i idade a pa i das suas lide anças.
2. Disponí el em: <h ps://bi .ly/3PCMh k>. Acesso em: 9 se . 2021.
3. Disponí el em: <h ps://bi .ly/3K4C4 4>. Acesso em: 30 ago. 2021.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
8
2801
O di e ó io p e ende se con ínuo no empo (...) de endo se a ualizado bienalmen e” (CNPq,
1993, p. 5). A ideia do p oje o – pa a cons ui “um ins umen o ge encial básico pa a a o mu-
lação de polí icas” (idem, ibidem) – pa iu da cons a ação de que a p odução de conhecimen o é
um p ocesso complexo e colabo a i o, po conseguin e, cabe ia ao Es ado p omo e um es o ço
pa a o ma uma base de in o mação cien í ica e ecnológica de g upos de pesquisado es, e não
apenas de indi íduos ou unidades ins i ucionais (CNPq, 1993). De aco do com o CNPq (1994, p.
15), “a a i idade de pesquisa há mui o deixou de se uma a i idade soli á ia e mesmo nas á eas
onde a p á ica cien í ica é essencialmen e eó ica a eg a é a cons i uição de g upos de pessoas
en ol idas com um mesmo ema”, po an o, o CNPq pa iu do g upo de pesquisa como unidade
de análise, sendo es e ca ac e izado
pela lide ança de um ou, excepcionalmen e, dois pesquisado es senio s, pela exis ência
de pesquisado es assis en es, de pessoal de apoio écnico, bem como de es udan es,
odos eunidos pelo in e esse comum em o no de uma ou mais linhas de pesquisa
e pelo uso compa ilhado de equipamen os, ins alações e demais ecu sos (CNPq,
1993, p. 6).4
Pa a cons ui a base inicial de g upos de pesquisa, p imei amen e, o CNPq p opôs uma lis-
agem de pesquisado es que i e am ao menos um pedido de auxílio ecomendado pela p óp ia
agência de omen o nos ês anos an e io es ao en io dos o mulá ios ele ônicos disponibilizados
em disque es de 5 ¼ polegadas em 1993. Coube às uni e sidades e aos ins i u os de pesquisa
complemen a a p é-lis a, iden i icando os líde es de g upos de pesquisa, com base nas p óp ias
in o mações ins i ucionais. Dessa o ma, cada ins i uição ep oduziu os disque es con endo a o -
ma ação ele ônica dos ques ioná ios e os dis ibuiu li emen e, en ando ga an i que cada g upo
i esse apenas um disque e. Além das in o mações elacionadas à iden i icação do g upo (nome,
ano de o mação, obje i o, localização), das linhas de pesquisa, dos ecu sos humanos (líde es,
demais pesquisado es e pessoal de apoio écnico) e da p odução cien í ica, ecnológica e a ís ica,
ha ia um módulo especial sob e a mig ação de pesquisado es pa a o ex e io (CNPq, 1993).
Olhando em e ospec i a, a e são 1.0 do sis ema e a bas an e simples, pois não acei a a
o ma ações (como inclusão de acen uações e nem símbolos ma emá icos), o o mulá io de e ia
se p eenchido em linguagem clippe , ins alado em Disk Ope a ing Sys em (DOS), e não e a pe -
mi ido usa o ambien e Windows. Após o p eenchimen o do o mulá io, o disque e de e ia se
a mazenado isicamen e pelas ins i uições e en iados pelo co eio ao CNPq ou po meio da Rede
Nacional de Pesquisa (RNP), u ilizando um e-mail, e a agência ag ega ia odas as in o mações.
4. Disponí el em: <h ps://bi .ly/3K4C4 4>. Acesso em: 30 ago. 2021.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
15
2801
ins umen o no país pa a consul a g upos de pesquisa ce i icados po meio do seu nome, da
linha de pesquisa, do líde e de demais pa âme os.
Dadas as possibilidades ap esen adas, o si e do DGP e e, em média, ap oximadamen e 22.600
acessos anuais no iênio 2017-2019, com um c escimen o conside á el pós-2020 (g á ico 2).
GRÁFICO 2
Núme o de isualizações de página (2016-2021)
(Em 1 mil)
0
10
20
30
40
50
60
70
80
2016¹ 2017 2018 2019 2020 2021²
Fon e: e-SIC/CNPq.
Elabo ação dos au o es.
No as: 1 Dados de agos o a dezemb o de 2016.
2 Dados de janei o a agos o de 2021. As in o mações o am disponibilizadas po meio da Lei de Acesso à In o -
mação, P o ocolo no 01217.006405/2021-11.
O DGP, desde a sua c iação, oi sendo ape eiçoado po meio da inse ção de módulos, com
o obje i o de cap a mais in o mações sob e as a i idades cien í icas dos g upos de pesquisa no
B asil, como oi o caso das colabo ações in e nacionais e das colabo ações com o se o p odu i o
(inicialmen e) e com ou os a o es (pos e io men e). Es es es o ços segui am endências in e na-
cionais em e mos da dinâmica da ciência (S ephan, 2010), sendo inclusi e p ecu so na Amé ica
La ina, no in en o de cap a as colabo ações não exclusi amen e acadêmicas. No início da década de
2000, o Censo do DGP de 2002 ap esen ou pela p imei a ez as colabo ações não exclusi amen e
acadêmicas de g upos de pesquisa de odo o e i ó io b asilei o. Uma base de in o mação única,
de amplo acesso, que pe mi iu a ança na comp eensão do papel das uni e sidades no sis ema
de ino ação b asilei o. Es as e ou as con ibuições são sis ema izadas na seção 3, que explo a a
uso acadêmico dos dados do DGP. Se, po um lado, o uso acadêmico dos dados p imá ios e secun-
dá ios oi subs ancialmen e c escen e, an o em ní el nacional quan o in e nacional, po ou o, a
TEXTO pa a DISCUSSÃO
16
2801
pla a o ma deixou de se ape eiçoada, oco endo inclusi e a descon inuidade na disponibilidade
do plano abula a pa i de 2010 e a descon inuidade das cole as censi á ias a pa i de 2016, o
que ge ou di iculdades na ob enção dos dados de o ma sis ema izada a pa i da web.
3 METODOLOGIA
A pa i de uma e isão sis emá ica da li e a u a, oi ei a uma análise de con eúdo seguindo
o p o ocolo ap esen ado esumidamen e na igu a 1, inspi ado em Ba din (2011), o qual pe mi e
a eplicação exa a do es udo.
A p imei a e apa, a p é-análise, e e como obje i o iden i ica os documen os acadêmicos, a
p io i, a se em subme idos à análise e, pa a an o, op ou-se po u iliza (passo 1 da igu a 1) as
eses e disse ações (de p og amas de pós-g aduação s ic o sensu) e os a igos cien í icos indexa-
dos. Pa a a busca dos p imei os, seleciona am-se o Ca álogo de Teses e Disse ações da Capes e a
base da BDTD do IBICT, pois jun as in eg am in o mações de abalhos de conclusão de cu sos de
pós-g aduação exis en es nas ins i uições de ensino e pesquisa do B asil, ep esen ando a quase
o alidade de documen os desde 1987.9 Já pa a a busca de a igos publicados em pe iódicos
indexados, seleciona am-se as bases WoS e Scopus, pa a iden i ica a igos publicados em e is as
in e nacionais, e a base Scielo,10 que cob e 390 pe iódicos nacionais e ambém de demais países
la ino-ame icanos que não es ão indexados nas bases p eceden es.
9. Disponí el em: <h ps://bi .ly/3SX0a >. Acesso em: 9 se . 2021.
10. Disponí el em: <h ps://bi .ly/3PCMh k>. Acesso em: 9 se . 2021.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
17
2801
FIGURA 1
P o ocolo de pesquisa
Passo 1
Início da pesquisa
Passo 2
Busca po
documen os
Passo 3
Cons i uição do
co pus
Passo 4.1
Codi icação
Passo 4.2
Análises desc i i as
Passo 5
Ca ego ização
P é-análise
Pesquisa po
pala as-cha e
Lis a de
documen os iden i icados
172 eses e disse ações
Lis a de
documen os
pe inen es
243 a igos publicados em
bases indexadas
100 eses e disse ações
144 a igos publicados em
bases indexadas
Análise de con eúdo
Passo 6
Análises
explo a ó ias
Mé odo sin á ico
Iden i icação de
ês ca ego ias
Unidade de egis o
“linguís ico”: pala as e
ases
Enume ação: equência
de apa ição
Clus e ização em
6 classes
Economia da
CT&I
Sociologia da
C&T
Cien ome ia
aplicada
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
18
2801
Pa a ga an i a ep odu ibilidade da e isão sis emá ica da li e a u a, ap esen a-se a es a-
égia de busca emp egada em cada base, con o me suge em B ine e Denye (2012) e Gal ão e
Rica e (2019). A busca exaus i a de eses e disse ações11 conside ou os e mos (sea ch s ings)
e ope ado es booleanos p esen es no quad o 2, esul ando em 172 manusc i os. Após a e i ada
daqueles que cons a am an o na base da Capes quan o do IBICT e dos que não e am pe inen es
12
(passo 2 da igu a 1), chegou-se a um o al de in a eses e se en a disse ações, ou seja, cem
manusc i os, os quais cons i uem pa e do co pus, is o é, do “conjun o dos documen os idos em
con a pa a se em subme idos aos p ocedimen os analí icos” (Ba din, 2011, p. 126).
Pa a busca exaus i amen e a igos cien í icos13 (passo 2, igu a 1), o am u ilizados os e -
mos e ope ado es booleanos expos os no quad o 2. Fo am iden i icados 33 egis os (WoS), 154
egis os (Scopus) e 56 (Scielo) e, após elimina a dupla con agem e os impe inen es, chegou-se
a um o al de 144 a igos, cons i uindo a ou a pa e do co pus.
QUADRO 2
Equações de busca
Tipo de
documen o Base Te mos de busca e ope ado es booleanos
Disse ações e
eses
Capes (“di e ó io dos g upos de pesquisa” o “di e ó io de g upos de pesquisa”)
IBICT ( esumo po uguês: “di e ó io d* g upos de pesquisa”)
A igos
indexados
Web o Science
(WoS)
(“di e ó io d* g upos de pesquisa” ( odos os campos) o “di ec o y o esea ch
g oups” ( odos os campos) o “ esea ch g oup di ec o y” ( odos os campos) and
a igos ( ipos de documen o))
Scopus (ALL (“di e ó io d* g upos de pesquisa”) o all (“di ec o y o esea ch g oups”) o
all (“ esea ch g oup di ec o y”)) and (LIMIT-TO (DOCTYPE, “a ”))
Scielo
(“di e ó io de g upos de pesquisa”) o (“di e ó io dos g upos de pesquisa”) o
(“ esea ch g oups di ec o y”) o (“di ec o y o esea ch g oups”) il os aplica-
dos:( ipo de li e a u a:a igo)
Elabo ação dos au o es.
11. As buscas oco e am em 2 de se emb o de 2021.
12. Dois dos qua o pesquisado es en ol idos na elabo ação des e ex o pa a discussão le am sepa ada-
men e odos os esumos dos manusc i os e os ca aloga am en e pe inen e e não pe inen e. O e mo de
busca iden i icou documen os que ala am de o ma gené ica de g upos de pesquisa e não da base do
CNPq, po isso o am desconside ados.
13. As buscas oco e am em 14 de se emb o 2021.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
19
2801
O co pus inal, po an o, con empla 244 esumos
14
(passo 3, igu a 1), cump indo des aca
que sua cons i uição seguiu as eg as de exaus i idade, ep esen a i idade, homogeneidade e
pe inência, con o me ecomendado po Ba din (2011). A pa i da cons i uição do co pus, dois
caminhos complemen a es o am omados pa a explo a o ma e ial iden i icado: i) análises desc i-
i as (subseção 4, passo 4.2 da igu a 1), pa a ajuda a suma iza e e idencia ce as in o mações
das eses e disse ações (seção 4.1) e dos a igos (subseção 4.2); e ii) p incipais con ibuições do
uso acadêmico do DGP, conside ando as ca ego ias (passo 6, igu a 1) que o am c iadas a pa i
da codi icação do con eúdo do co pus (subseção 4.3).
Em elação à codi icação (passo 4.1, igu a 1), cump e salien a que a unidade do egis o –
“segmen o de con eúdo conside ado unidade de base, isando a ca ego ização e a con agem
equencial” (Ba din, 2011, p. 134) – conside ou a mani es ação o mal e egula de pala as e
exp essões (ní el linguís ico), p esen es em 90,10% dos segmen os de ex os dos esumos do
co pus, que co espondem a 1.402 segmen os.
15
Os esumos dos a igos em língua es angei a,
em inglês e espanhol (ap oximadamen e 18% do co pus), o am aduzidos pa a o po uguês. Pa a
ealização da análise, oi necessá io ado a alguns p ocedimen os de pad onização e co eção
no co pus analisado,16 a sabe : emoção e al e ação de ca ac e es especiais, co eção de g a ia,
eliminação de pala as e exp essões i ele an es, co eções g ama icais sem al e a os sen idos
do ex o, união de pala as ou exp essões compos as com unde line e pad onização de siglas e
nomes p óp ios. Além disso, o am e i adas da análise as seguin es classes g ama icais: a igos,
conjunções, p eposições, p onomes, e bos e ad é bios.
O co pus ge al, com 244 ex os, oi sepa ado em 1.556 segmen os de ex o, que ap esen a am
55.393 oco ências (pala as, o mas, ocábulos e exp essões), con endo 6.315 pala as dis in as,
das quais 2.955 não se epe em. A análise da es a ís ica ex ual pe mi e iden i ica a dis ibuição
das pala as po equência den o do co pus (g á ico 3); a manei a como o g á ico é ep esen ado
indica a posição das equências das pala as po o dem dec escen e, is o é, no co pus analisado
exis em mui as pala as que se epe em pouco e poucas pala as que se epe em mui as ezes.
Essa es a ís ica cos uma ap esen a esul ados simila es, com cu a dec escen e, pa a di e en es
co pus analisados.
14. A planilha com a lis a de odas disse ações e eses pe inen es es á disponí el como documen o
complemen a a es e ex o pa a discussão em: <h ps://bi .ly/3V8N3o >.
15. O documen o Co pus colo ido complemen a ao ex o pa a discussão com odos os ex os iden i icados
au oma icamen e pelo I amu eq es á disponí el em: <h ps://bi .ly/3yoDWWM>.
16. O documen o T a amen o dos esumos complemen a ao ex o pa a discussão es á disponí el em:
<h ps://bi .ly/3yq0YwC>.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
20
2801
GRÁFICO 3
Dis ibuição de pala as po equência
Elabo ação dos au o es.
Obs.: G á ico cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
Fo am iden i icados, po clus e ização hie á quica descenden e,
17
dois subco pus que o mam,
po sua ez, seis classes ( igu as 2 e 3). Apenas depois da clus e ização dos esumos dos manusc i os
( igu a 2) – conside ando o conjun o de pala as e segmen os de ex o, a pa i da equência de sua
apa ição –, oi possí el p opo ca ego ias (passo 5, igu a 1), buscando man e a homogeneidade
e a pe inência e e i ando as ambiguidades de documen os em mais de uma ca ego ia, con o me
suge e Ba din (2011). Assim, os seis clus e s o am ag upados em ês ca ego ias.
As classes 3 e 4, ap esen adas nos dendog amas das igu as 2 e 3, azem pa e de uma
mesma ami icação do subco pus e êm exp essões ep esen a i as que possuem p oximidade
semân ica: enquan o na classe 3, po exemplo, e mos como ecnológico, ino ação, me cado
e indús ia apa ecem como o mas a i as com maio chi2 (X2 de associação dos segmen os de
ex o que con ém a pala a com a classe); na classe 4, e mos simila es ambém possuem chi2
conside á el, como in e ação, uni e sidade-emp esa e emp esa. Todos esses e mos azem mais
17. Foi u ilizado o so wa e In e ace de R pou les Analyses Mul idimensionnelles de Tex es e de Ques-
ionnai es (I aMuTeQ). Disponí el em: <h ps://bi .ly/3AlRZh9>.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
21
2801
sen ido em se em a ados den o de um mesmo g upo analí ico, pois se e e em a elemen os
que podem se es udados na á ea de ino ação. Assim sendo, as classes 3 e 4 o mam a ca e-
go ia economia da CT&I.
Apesa de a ami icação o mada pelas classes 3 e 4 es a no mesmo ní el hie á quico
da classe 5, cons i uindo um único subco pus, elas não possuem simila idade. A classe 5
pe mi e obse a e mos ep esen a i os, como social, gêne o na ciência, simbólico e cul u al,
que di e em dos e mos das classes 3 e 4 e, po essa azão, o ma uma ca ego ia chamada
sociologia da C&T.
Finalmen e, as classes 1, 2 e 6, ap esen adas nos diag amas em á o e das igu as 2 e 3, o am
ag upadas na mesma ca ego ia, pois possuem simila idades. Dessa o ma, na classe 1, e mos
como p odução cien í ica e es udo apa ecem com ele ada equência e possuem semelhança com
os e mos dado, desc i i o, quan i a i o (da classe 2) e publicação, a igo e pe iódico (da classe
6), ou seja, odos os e mos es ão elacionados a mé odos e indicado es. Po an o, as classes 1, 2
e 6 o am ag upadas na ca ego ia cien ome ia aplicada.
FIGURA 2
Dendog ama de classes iden i icadas a pa i dos ex os ele an es
Elabo ação dos au o es.
Obs.: Figu a cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
22
2801
FIGURA 3
Dendog ama de classes iden i icadas des acando as pala as a i as
Elabo ação dos au o es.
Obs.: Figu a cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
FIGURA 4
Análise a o ial de co espondência, o mas a i as po classe
Elabo ação dos au o es.
Obs.: Figu a cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
23
2801
FIGURA 5
Análise a o ial de co espondência dos esumos, o mas a i as po classe
Elabo ação dos au o es.
Obs.: Figu a cujos leiau e e ex os não pude am se pad onizados e e isados em i ude das condições écnicas dos
o iginais (no a do Edi o ial).
Cump e des aca uma limi ação em elação ao algo i mo do so wa e de análise de dados
quali a i os assis idos po compu ado . O so wa e se baseia na classi icação hie á quica descen-
den e, o qual “ isa ob e classes de segmen os de ex o (ST) que, ao mesmo empo, ap esen am
ocabulá io semelhan e en e si e ocabulá io di e en e das ST das ou as classes” (Sal ia i, 2017,
p. 46). Po an o, a análise se baseia na chamada p oximidade léxica, cuja ideia eside no a o de
que pala as usadas em con ex o simila es ejam associadas ao mesmo mundo léxico. Desse modo,
os segmen os de ex o dos esumos dos documen os encon ados o am classi icados au oma ica-
men e e, pos e io men e, ca ego izados em ês g upos. No momen o da ca ego ização, no ou-se
que alguns esumos apa en emen e não es a am bem classi icados. Assim, esses documen os
passa am po uma a aliação mais p o unda (o que exigiu a lei u a de ou as pa es do documen o,
não apenas do esumo) e, en endendo que eles es a iam melho localizados em ou a classe, não
naquela que o a au oma icamen e suge ida pelo so wa e, op ou-se em aloca os es udos de Cô e
(2006) e de Adabo (2017) em sociologia da C&T, em ez de man ê-los em cien ome ia aplicada.
A seção 4 ap esen a a análise dos abalhos iden i icados a pa i da me odologia ap esen ada.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
24
2801
4 O USO ACADÊMICO DO DGP
O DGP não é apenas uma espécie de “in en á io dos g upos de pesquisa cien í ica e ecno-
lógica em a i idades no país” (CNPq, 2020, p. 17), mas ambém um ins umen o pa a o alece
o in e câmbio en e os pesquisado es. Con o me o p óp io CNPq econhece, as bases de dados do
DGP “são on es inesgo á eis de in o mação. Além das in o mações disponí eis sob e os g upos
a base de dados a ualizados con inuamen e (base co en e), seu ca á e censi á io con ida ao
ap o undamen o do conhecimen o po meio das inúme as possibilidades de es udos”.18 O DGP
eúne in o mações cen alizadas sob e pesquisado es, es udan es, écnicos, linhas de pesquisa em
andamen o, p odução cien í ica, ecnológica e a ís ica ge ada pelos g upos de pesquisa a i os
e coope ações com ou as ins i uições. Essas in o mações êm sido u ilizadas cada ez mais pela
comunidade acadêmica.
Como di o an e io men e, a pa i de uma busca sis emá ica de documen os, eco endo ao
Ca álogo de Teses e Disse ações da Capes e à base da BDTD do IBICT, pa a disse ações e eses,
e às bases WoS, Scopus e Scielo, pa a a igos indexados, o am iden i icados e ca ego izados 244
documen os, suas con ibuições são esumidamen e ap esen adas a segui . An es, po ém, é ei a
uma b e e análise desc i i a das disse ações, das eses e dos a igos indexados.
4.1 Banco de disse ações e eses
Os p imei os abalhos de conclusão de cu sos de pós-g aduação no B asil elacionados ao
DGP (g á ico 4), não po acaso, o am elabo ados no Depa amen o de Engenha ia de P odução
e Sis emas da Uni e sidade Fede al de San a Ca a ina (Deps/UFSC), onde o G upo S ela – um dos
g upos desen ol edo es da Pla a o ma La es – incula a-se ins i ucionalmen e (20 anos..., 2019),
e po se ido es do CNPq com acesso p i ilegiado à base de dados.
As disse ações desen ol idas na UFSC con ibuí am pa a o a anço de conhecimen os écnicos
elacionados ao p ocesso de análise e a aliação do sis ema ainda em ase de implemen ação (Paulino,
1999), à mine ação de dados (Gonçal es, 2000) e à ecupe ação in eligen e de in o mações (Bepple ,
2002). Em elação aos abalhos desen ol idos po se ido es do CNPq, ambos de endidos na Uni e si-
dade de B asília (UnB), um discu iu a e olução do sis ema de in o mação da ins i uição (Menezes-Filho,
2001) e o ou o analisou a p odução de conhecimen o cien í ico- ecnológico dos g upos de pesquisa
(Guima ães, 2003), ou seja, o p imei o es á di e amen e elacionado à p oposição de polí icas de CT&I
18. Disponí el em: <h ps://bi .ly/3 7wqss>.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
31
2801
das uni e sidades públicas e p i adas com o se o p odu i o mos ando que, embo a as uni e -
sidades públicas possuam es u u a ins i ucional, ecu sos humanos e despesas supe io es às
uni e sidades p i adas, es as possuem supe io idade na ecei a ob ida e semelhanças na in e ação
es abelecida com emp esas, quando compa adas com as uni e sidades públicas (Schmid , 2017).
Exis e ambém uma con ibuição ele an e sob e as ca ac e ís icas da in aes u u a de pesquisa
(Calia i, Rapini e Chia ini, 2020).
Ainda ocando a uni e sidade, há con ibuições sob e casos especí icos, po exemplo, da
UFS (San os, 2012), da UFBA (San os, 2013) e da UFSM (S e anello, 2016) ou de ins i u os de
pesquisa, como a Emp esa B asilei a de Pesquisa Ag opecuá ia – Emb apa (Li bó io, 2012), o
Ins i u o Nacional de Tecnologia – INT (Paes, 2016) e demais unidades de pesquisa do Minis é io
da Ciência, Tecnologia e Ino ações – MCTI (Zano o, 2018). Há ou os es udos que se concen am
especi icamen e nas con ibuições dos núcleos de ans e ência de ecnologia das uni e sidades
(Paula, 2015), como é o caso da UFS (Lopes, 2012), de uni e sidades públicas do Pa aná (Sil a,
2013), da USP, da Unesp, da Unicamp, da Uni esp e da UFSCa (Ga nica e To komian, 2009).
Em elação às emp esas, es udos que u iliza am dados do DGP pe mi i am amplia o en endi-
men o a espei o de sua capacidade de abso ção (Bas os e al., 2014; Ga cia e al., 2015; Oli ei a,
2019; Rosa, 2013), sua pe o mance ino a i a (Souza e al., 2019), obs áculos à ino ação (Bas os
e al., 2014; Rapini, Chia ini e Bi encou , 2017) e as pa icula idades das pequenas e médias
emp esas (Oli ei a, 2019).
Além dessas análises, o DGP pe mi iu ca ac e iza Sis emas Se o iais de Ino ação, como no
caso da saúde em ní el nacional (Gadelha, Va gas e Al es, 2019; Pe ei a, Bal a e Mello, 2004) e
em ní eis es aduais, po exemplo, em Pe nambuco (Pimen el Ne o, 2008) e no Rio G ande do Sul
(Lambe y, 2014; Ta sch, Ru oni e Bo ellho, 2016). Ademais, como nos casos de ecnologias da
in o mação e comunicação (Lopes, 2019), me alu gia básica (Sil a, 2011), minei o-me alú gico
(Sil ei a, 2019), side u gia em Minas Ge ais (San os e Diniz, 2013) e o complexo químico e pe o-
químico na Bahia (Quin ella e al., 2012).
Ademais, com o DGP, alguns es udos pe mi i am amplia o conhecimen o sob e as ca ac-
e ís icas e o desen ol imen o de biodiesel (Pinho, 2015), nanomedicina (Fa ia e Oli e , 2014),
ene gia eólica (Deus, 2014; Fu ado e Pe o , 2015), g a eno e nano ubos de ca bono (Jesus, 2015)
e ma e iais a ançados (Bellucci e Paula, 2021).
Ou as con ibuições impo an es elacionam-se aos abalhos que discu em polí icas públicas,
eco endo aos dados do DGP pa a undamen a as análises. Há es udos que discu em como a
Polí ica Nacional em CT&I in luenciou a c iação e a colabo ação cien í ica em g upos de pesquisa
TEXTO pa a DISCUSSÃO
32
2801
(Menezes e Mo aes, 2021; San ana, 2015) e a ans e ência de conhecimen o (Paula, 2015). Há
ou os es udos que discu em as con ibuições das uni e sidades na e isão da Polí ica Nacional de
P omoção da Saúde (Minowa e al., 2017) e qual ape cepção dos o mulado es de polí ica cien í-
ica, pesquisado es e usuá ios dos esul ados da pesquisa em saúde sob e o ambien e da pesquisa
em saúde no país (No onha e al., 2009). G aças ao DGP oi possí el ainda p opo melho ias pa a
o P og ama de Pesquisas em Saneamen o Básico (P osab), apoiado pela Financiado a de Es udos
e P oje os (Finep) po e sido iden i icado que há concen ação de g upos de pesquisa na á ea
de saneamen o nas egiões Sudes e e Sul do país, com maio ên ase nas á eas de esgo o e água
en e às á eas de lixo e lodo (Fu ado e al., 2008; 2009).
4.3.2 Sociologia da C&T
Aqui es ão ag upados abalhos que u iliza am o DGP pa a amplia o conhecimen o sob e a
dinâmica da p odução cien í ica em di e en es á eas do conhecimen o, além de ajuda a ca ac-
e iza as elações en e ciência, ecnologia e sociedade (CTS). Alguns abalhos, mesmo que de
o ma não explíci a, pa em dos pensamen os de Bou dieu (1976), assumindo que os g upos
de pesquisa co espondem a agen es ins i ucionalizados que a uam, cons uindo e dispu ando
capi al simbólico e ma e ial, no in e io do campo cien í ico. Po an o, abo dagens sociológicas
e his ó icas são comuns e auxiliam a desc e e a con igu ação do campo cien í ico no B asil,
ca ac e izando as comunidades cien í icas em cada g ande á ea do conhecimen o em e mos
de sua capacidade ins alada, capacidade de o mação de no os pesquisado es e capacidade
de p odução acadêmica (Ba a a e al., 2014).
Há, no en an o, abalhos especí icos pa a de e minadas á eas do conhecimen o, como um
es udo que isa mapea a cons i uição do campo cien í ico na á ea de gené ica a pa i da p á ica
e da isão de mundo dos pesquisado es da á ea (Cô e, 2006). Há abalhos que a am da ela-
ção saúde, educação e es e a social a pa i da e apia ocupacional (Dua e, 2016; Pe ei a, 2018;
Pe ei a, Bo ba e Lopes, 2021) e que buscam comp eende de que manei a a emá ica do laze é
abo dada no âmbi o do ensino de e apia ocupacional (Pinhei o e Gomes, 2011). Ou os, com os
dados do DGP, ocam a dinâmica da cons ução epis êmica elacionando alimen ação, nu ição e
cul u a (Delmaschio, 2012; Oli ei a e al., 2014; P ado e al., 2011; Sil a e al., 2010).
De ce o modo, a cul u a cien í ica é analisada em di e en es á eas do conhecimen o, como
no campo da ísica médica (Mendes, 2019), na o mação de p o issionais de saúde (F agelli e Shi-
mizu, 2013) e no desen ol imen o das pesquisas em células- onco emb ioná ias no país, ocando
ques ões de bioé ica (Pe ei a, 2011). Foi es udada ambém a o ma como os g upos de pesquisa
ado am agendas ol adas pa a necessidades sociais das pesquisas em doenças negligenciadas
(Inácio, 2017; Ramos, R., 2016).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
33
2801
Com o DGP oi possí el cons ui ambém a memó ia polí ica de uma ede de pesquisado es
que es udam o ad en o da aplicação de jus iça de ansição po meio da Comissão Nacional da
Ve dade (Tiago, 2018), a e en e sociocul u al e his ó ica dos es udos do le amen o (Kleiman,
2019), bem como iden i ica e analisa as ep esen ações de c iança como sujei o de di ei os na
pesquisa educacional b asilei a (Gonçal es, 2015).
Além das con ibuições ap esen adas an e io men e, os dados do DGP êm pe mi ido a ança
no en endimen o sob e as elações de gêne o e a p odução cien í ica. Em abalho ecen e, u ili-
zando os dados do DGP, oi possí el mapea a pa icipação eminina na pesquisa médica b asilei a,
iden i icando a p opo ção de mulhe es p esen es nos g upos de pesquisa da á ea médica. Os
esul ados do es udo apon a am a maciça pa icipação eminina na pesquisa médica, mas ambém
indicam que a lide ança é o p incipal ga galo nas ca ei as cien í icas emininas, ha endo uma
pe pe uação de especialidades masculinas e emininas nessa á ea de pesquisa (Ca alho, 2020).
Há abalhos simila es ocando a pa icipação eminina nos g upos de pesquisa nas á eas de
ecnologia da in o mação (Oli ei a, 2017), ísica (Ribei o, 2014), odon ologia e o odon ia (Quin ão,
Ba e o e Menezes, 2021), saúde cole i a – com des aque pa a gêne o e saúde, saúde da mulhe e
sexualidade (Aquino, 2006) – e em adminis ação e con abilidade (Dias e al., 2020). Ou os es udos
pe mi i am cons ui indicado es da pa icipação eminina na C&T (Hayashi e al., 2007), de docen es
do sexo eminino na UFSCa (Mino o, 2018) e analisa a inse ção da p odução de conhecimen o
em uni e sidades b asilei as po eminis as b asilei as (Oli ei a, 2015). Finalmen e, há um es udo
que isa localiza a pa icipação de mulhe es na di ulgação cien í ica b asilei a, e elando a i idades
desempenhadas po elas na pesquisa, no ensino e na comunicação cien í ica (Adabo, 2017).
4.3.3 Cien ome ia aplicada
Os es udos ag upados nessa ca ego ia, chamada cien ome ia aplicada, buscam aça o
pano ama da p odução de conhecimen o dos g upos de pesquisa, ap esen ando, po an o, aspec os
quan i a i os da ciência e da p odução cien í ica. Em ou as pala as, buscam “aplica écnicas
numé icas analí icas pa a es uda a ciência da ciência” (Sil a e Bianchi, 2001, p. 6) e a a e analisa
es a ís icas da mensu ação dos esul ados e desen ol imen os da a i idade cien í ica po meio de
di e en es publicações (a igos, li os e c.). Mui os desses abalhos mencionam explici amen e
a u ilização de mé odos bibliomé icos pa a mensu a o p og esso cien í ico em di e en es á eas
(Ama al e al., 2016; And ade, Macedo e Oli ei a, 2014; Assis, 2016; Hae ne , 2015; Hayashi, 2007;
Hayashi e Fe ei a Junio , 2010; Mo ei a, 2017; San in, Vanz e S ump , 2015a; 2015b).
Dada as di e en es análises p opos as nos es udos ag upados nessa ca ego ia, não é possí el
indica ma izes eó icas que os unem, assim como oi suge ido aos abalhos ca ego izados em
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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economia da CT&I e sociologia da C&T. En e an o, é possí el o ganizá-los em dois g andes g upos.
O p imei o g upo con a com es udos que isam acompanha a p odução cien í ica em di e en es
ins i uições, a sabe , da UFRGS (San in, Vanz e S ump , 2015a; 2015b), da UFS (Sil a, M., 2016) e
das uni e sidades ede ais de Minas Ge ais (Chia ini e Viei a, 2012).
Po sua ez, o segundo g upo, mais nume oso, con a com con ibuições que buscam en ende
os a anços na p odução cien í ica em dis in as á eas do conhecimen o. Po exemplo, há p opos as
de análises, usando dados do DGP, pa a ca ac e iza a p odução cien í ica de odas as g andes
á eas do conhecimen o no país (Ri e o, 2017). Há ambém es udos em á eas especí icas, como
educação (Assis, 2016; Igna, 2017; Moebus, 2006; Sil a, 2019) e le amen o (Sil a e Gonçal es,
2021), cob indo emas de educação à dis ância (Kenski, 2018; Nascimen o, 2019) e de ensino
de ciências (Ramos, L., 2016), li e a u a (An unes, 2020), his ó ia (E angelis a e T iches, 2006),
sociologia (Neuhold, 2014) e isiologia (Machado, 2019). Na g ande á ea de ciências humanas,
há con ibuições em alguns emas, como his ó ia da educação (Hayashi, 2007; Hayashi e Fe ei a
Junio , 2010), da cul u a a o-b asilei a (Ca mo, 2015), da saúde (Zy kuewisz, 2011) e da en e -
magem (Padilha e al., 2012).
Em ciências sociais aplicadas, há es udos que con ibuí am com a ca ac e ização da p odução
de conhecimen o em ciência da in o mação e museologia (Mo ei a, 2017), comunicação cien í ica
(Sil a, Pinhei o e Reinheime , 2013), di ei o cons i ucional (Engelmann e Penna, 2014) e di ei os
humanos (Med ado, 2015). Na á ea de adminis ação, o am ca ac e izadas as a i idades em
in eligência compe i i a (Ama al e al., 2016), ges ão de design (Sie a, Fedechen e Kis mann,
2019), ges ão ambien al (Sinay e al., 2013) e pesquisas sob e gêne o na á ea de adminis ação
(And ade, Macedo e Oli ei a, 2014).
Em elação às ciências da saúde, as á eas de conhecimen o in es igadas ão desde a en e -
magem (Ba bosa, Sasso e Be ns, 2009; E dmann e Lanzoni, 2008; E dmann, Pei e e Lanzoni, 2017)
a é a educação ísica (Duca e al., 2011; Pila i, Ma chi Júnio e Vlas uin, 2009), cob indo emas
como einamen o despo i o (Nunes e al., 2017) e psicologia do espo e (Vila ino e al., 2017).
Em saúde cole i a (Nunes, 2016; Viaca a, 2010), os emas in es igados passam po p omoção
da saúde (Minowa, 2016), cuidados palia i os (Nickel e al., 2016), ge on ologia, en elhecimen o
humano e saúde do idoso (Ani elli, 2016; Fi mo e al., 2020; Ped ozo, 2012; P ado e Sayd, 2004b),
alimen ação cole i a (Campos, 2016; Campos e al., 2017), segu idade alimen a e nu ição (Albu-
que que, 2020; Winnie, 2017), nu ição e cânce (Lei e e al., 2017). Há ambém abalhos sob e a
p odução cien í ica e o pe il dos g upos de pesquisa em emas como epidemiologia (Guima ães,
Lou enço e Cosac, 2001), AIDS – do inglês Acqui ed Immune De iciency Synd ome (Vaz, 2008),
dengue (Fe az e al., 2018), cânce , doenças ca dio ascula es e malá ia (Rod igues, Fonseca e
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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Chaimo ich, 2000), neu ociência (Hae ne , 2015), neu o isiologia (Viei a, Wel e e Ca pes, 2014)
e es imulação magné ica ansc aniana (Sil a Júnio , 2017).
Cump e des aca que há ambém análises mapeando a p odução de g upos de pesquisa em
bio ecnologia (Bianchi, 2012), nano ecnologia (B i o, 2016; Fe az e al., 2019), geo ecnologias
(Gua aldo, Oli ei a e Pa anhos Filho, 2017) e ag oecologia (Almeida, 2019). Finalmen e, exis em
es udos que ca ac e izam a p odução bibliog á ica do campo da moda (T e isol Ne o, 2015; T e isol
Ne o, Ca é e Sil a, 2017).
5 INDICADORES DE C&T E POLÍTICAS BASEADAS EM EVIDÊNCIAS
As e idências acadêmicas – ma e ializadas em disse ações, eses e a igos cien í icos, ap e-
sen adas na seção an e io – co obo am a impo ância do DGP no que diz espei o a: i) se uma
pla a o ma nacional de dados abe os, ab angen es, es u u ados e de qualidade, que pe mi em
ca ac e iza a dinâmica (ou pa e dela) do Sis ema Nacional de Ino ação b asilei o; ii) en ende a
p odução cien í ica de di e en es á eas do conhecimen o como a i idades social; e iii) amplia a
comp eensão em elação aos aspec os quan i a i os da ciência e da p odução cien í ica, ecno-
lógica e a ís ica no B asil.
Os dados do DGP pe mi em ainda, po meio da cons ução de indicado es de C&T (e, em ce o
sen ido, ambém de ino ação), subsidia polí icas cien í icas, ecnológicas e de ino ação, con o me
mencionado po Thomas e Moh man (2011, p. 261).
Exis em in ini as opções de in es imen o em ciência, cada uma com ní eis e ipos a ia-
dos de e o nos e iscos po enciais. As p óp ias decisões de in es imen o e as polí icas
cien í icas são hipó eses. Elas são baseadas no conhecimen o incomple o de quais a e-
nidas de explo ação cien í ica p o a elmen e p oduzi ão conhecimen o ú il, quais á eas
da ciência se ão adequadamen e inanciadas sem in e enção de polí icas públicas e
quais dinâmicas esul a ão de uma polí ica e como elas a e a ão a p odução cien í ica
e a ligação da ciência aos esul ados de sis emas amplos de ino ação e missões.22
22. Do O iginal: “The e a e endless op ions o in es men in science, each ca ying a ying le els and
kinds o po en ial payo and isk. In es men decisions and science policies a e hemsel es hypo heses.
They a e based on incomple e knowledge o wha a enues o science explo a ion a e likely o yield use ul
knowledge, wha a eas o science will be adequa ely unded wi hou policy in e en ion, and wha dyna-
mics will esul om a policy and how hey will impac science p oduc ion and he linking o science o
he la ge inno a ion and mission sys em ou comes” (Thomas e Moh man, 2011, p. 261).
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Como consequência, os o mulado es de polí icas de em lida com um sis ema mui o com-
plexo e de em combina seus insigh s, ideologias, alo es e julgamen os com dados e análises
pa a o ien a a decisão es a égica e á ica sob e polí ica cien í ica. A cole a e a análise de dados
c iam e idências pa a apoia as opções de polí icas e suas opo unidades de impac o (Thomas e
Moh man, 2011). Po an o, bancos de dados, e amen as e me odologias analí icas e in e p e-
a i as são necessá ios pa a undamen a um p ocesso de decisão de polí ica cien í ica obus o e
baseado em e idências (Thomas e Moh man, 2011).
Con udo, há um al o g au de “dependência da aje ó ia” (pa h-dependency) na p odução e
ep odução de indicado es, sendo necessá io ce o g au de con inuidade pa a o uso dos dados em
pe spec i a empo al compa á el (Chaminade, Lund all e Hanee , 2018). Os abalhos expos os
na seção 4 inclusi e explici am o uso dos indicado es do DGP ao longo do empo e a impo ância
da exis ência de sé ies his ó icas pa a in e i mudanças e a anços no que se e e e à ge ação de
C&T no país.
Vio i (2003) e A chibugi, Denni e Filippe i (2009) ap esen am ês azões pa a a cons ução,
a manu enção e a é mesmo o ap imo amen o de ins umen os que pe mi am a elabo ação de
indicado es de CT&I: i) on e de in o mação pa a polí icas públicas, a azão polí ica; ii) análises
eó icas ou o que Vio i (2003) denominou de azão cien í ica; e iii) azão p agmá ica.
A azão polí ica e e e-se à o mulação, à a aliação e ao ape eiçoamen o de polí icas
públicas, buscando o moni o amen o da capaci ação ecnológica de emp esas, se o es, egiões e
países. P ocu a-se iscaliza a e iciência e e icácia de polí icas públicas, a aliando o desempenho,
a qualidade e o po encial de ins i uições e de g upos de P&D. Nesse sen ido, um dos obje i os dos
indicado es de CT&I é iden i ica as á eas cien í icas ou ecnológicas mais p omisso as e a alia
os impac os de CT&I e das suas polí icas na economia, na sociedade e no ambien e. Busca-se,
ambém, com os indicado es, undamen a o deba e sob e as polí icas de CT&I. Os indicado es,
no ge al, p ocu am acompanha os a anços nos modelos que buscam explica o p ocesso de
ino ação. Há, po an o, uma coe olução en e o a anço eó ico e o desenho de indicado es que
obje i am da con a da complexidade dos enômenos en ol idos.
A mo i ação eó ica ou a azão cien í ica em como obje i o o uso de indicado es (Vio i,
2003), em especial seu uso pela comunidade acadêmica, pa a aumen a ou amplia o conheci-
men o sob e mudança ecnológica, bem como pa a es a as eo ias de ino ação. Nesse sen ido,
os indicado es podem se u ilizados pa a o mapeamen o e a comp eensão dos a anços cien í icos,
dos luxos de conhecimen o en e as ins i uições ge ado as de ciência e ou os a o es, bem como
pa a o en endimen o do p ocesso de ino ação e de ou os p ocessos co ela os.
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Finalmen e, a azão p agmá ica pode in o ma sob e as es a égias ecnológicas das emp e-
sas, assim como sob e as ações de ins i uições e de abalhado es, po meio do moni o amen o
de endências e de pe spec i as da C&T, do moni o amen o de endências e de opo unidades
ecnológicas, da localização das capacidades, bem como do p ocesso de mudança ecnológica de
seus conco en es e o necedo es.
Como ap esen ado nes e ex o pa a discussão, o DGP em sido u ilizado po es as ês azões
po di e en es a o es, ainda que com di e en es p eponde âncias ao longo do empo, o que jus i ica
seu ap imo amen o em e mos de uma impo an e pla a o ma nacional de indicado es de C&T.
Assim, conside ando a unção do DGP em euni e sis ema iza dados e pe mi i a cons ução
de indicado es de C&T é undamen al que seja dada con inuidade a esse eposi ó io, buscando,
além de man ê-lo, ambém ape eiçoá-lo. A si uação a ual do DGP comp ome e não somen e a
agenda cien í ica de di e sas á eas do conhecimen o, como is o na análise da e isão sis emá-
ica da li e a u a aqui ap esen ada, mas, sob e udo, a capacidade de a aliação de pa e de ações
no ma i as ela i as à C&T no B asil. Assim, como a gumen ado ao longo do ex o, ao não se e ,
de o ma mais consis en e e con ínua, dados a espei o de es o ços, esul ados e in e ações de
um impo an e a o do sis ema de ino ação b asilei o – os g upos de pesquisa de uni e sidades
e ins i uições de ensino supe io e de pesquisa –, pouco pode á se ei o no que diz espei o à
análise das ações ol adas à melho ia e ao a anço da ciência e de seus a o es e seus esul ados
pa a a a i idade cien í ica e ecnológica do país.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pa i de uma e isão sis emá ica da li e a u a e da análise de con eúdo dos á ios docu-
men os iden i icados, oi possí el mos a que a p odução acadêmica que u iliza os dados do DGP
é bas an e ica, di e sa e c escen e. As ês ca ego ias analí icas – economia da CT&I, sociologia
da C&T e cien ome ia aplicada – ilus am as con ibuições dos dados do DGP na comp eensão
de aspec os di e sos de pa es do SNCTI. Há, no en an o, uma limi ação signi ica i a da análise
p opos a que me ece se mencionada. Op ou-se, con o me desc i o na me odologia, po p i ile-
gia abalhos de conclusão de cu sos de p og amas de pós-g aduação s ic o sensu (mes ado e
dou o ado) e a igos publicados em e is as indexadas; po an o, os demais es udos que u iliza am
o DGP e que o am publicados em anais de cong esso, li os (e capí ulos de li os) e ex os pa a
discussão não o am conside ados. Ademais, abalhos no p elo ambém não o am conside ados.
23
23. Como o ecen e es udo de Ta sch e al. (2021) que, a pa i dos dados do DGP, analisam as edes
de in e ação dos g upos de pesquisa médica, iden i icando os a o es-cha e e seus papeis na ge ação e
di usão de conhecimen o.
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No caso da ca ego ia economia da CT&I, po exemplo, alguns abalhos que ajudam a ca ac e iza
a dinâmica ino a i a no B asil o am deixados de o a nes e es udo. É o caso das con ibuições
publicadas no li o Em busca da ino ação, o ganizado po Suzigan, Albuque que e Ca io (2011),
que pe mi i am, pela p imei a ez, uma análise es adual e quali icada do Sis ema Nacional de
Ino ação b asilei o a pa i , p eponde an emen e, de dados do Censo do DGP de 2004.24
Es e es udo ambém ap esen ou a aje ó ia de ins i ucionalização do DGP que, embo a enha
sido celeb ado como “uma pode osa e amen a pa a o planejamen o e a ges ão das a i idades
de ciência e ecnologia”,25 ao que udo indica, nos úl imos anos, em pe dendo cen alidade e seu
obje i o undamen al. Essa in e p e ação deco e de pelo menos qua o a o es, desc i os a segui .
1) Descon inuidade na ealização dos censos do DGP (en e 2010 e 2014) e in e upção da ea-
lização de censos do DGP a pa i de 2017, es ingindo o acesso aos dados ecen es à busca
na base co en e, que ap esen a limi ações impo an es.
2)
Descon inuidade na disponibilização dos dados dos censos em o ma o XML, exigindo que
pesquisado es usem al e a i as indi iduais pa a a mon agem da base co en e (desen ol endo
algo i mos de busca).
3)
Descon inuidade do plano abula desde 2010, o qual pe mi ia a elabo ação on-line de abelas
dinâmicas a pa i do c uzamen o dos dados do DGP, conside ando il os dis in os (dis ibuição
geog á ica, á ea do conhecimen o, aixa e á ia dos líde es dos g upos e c.).
4) Obsolescência ecnológica da Pla a o ma La es is-à- is os a anços ecnológicos elacionados
aos no os disposi i os digi ais (Chia ini e Sil a Ne o, 2022).
Em um momen o no qual á ios países discu em a impo ância da econ igu ação de indi-
cado es de C&T (K uss, Si hole e Buchana, 2020) que sejam ele an es pa a os o mulado es de
polí icas públicas e que consigam inco po a dimensões pa a países em desen ol imen o como
acesso, igualdade e inclusão (Cha u edi e S ini as, 2012), ao que udo indica, o B asil segue
na con amão ao não apos a nas po encialidades de um sis ema que pe mi e a cons ução de
indicado es com baixo cus o ela i o pa a a ob enção de in o mações e com signi ica i a ep e-
sen a i idade da comunidade cien í ica do país.
24. Es e abalho, u o de um p oje o in e nacional, e e papel ainda mais impo an e de di undi o uso
dos dados do DGP e e en es à in e ação uni e sidade-emp esa pa a pesquisado es de á ias ins i uições
do país.
25. Disponí el em: <h ps://bi .ly/3LgxTIp>.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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Cump e ainda des aca que, de aco do com o Dec e o n
o
8.777/2016, que a a da Polí ica de
Dados Abe os, não bas a ga an i o acesso i es i o às bases de dados – o que o DGP az a pa i
das bases co en es –, mas sim é necessá io ga an i a in e ope abilidade das bases de dados e
sua a ualização pe iódica, de o ma a ga an i a pe enidade dos dados – o que em sido um p o-
blema em elação aos dados dos censos do DGP, con o me discu ido nes e abalho. Finalmen e,
a manu enção do DGP, con o me apon ado, ga an e a exis ência de dados pa a p omoção de
polí icas públicas baseadas em dados e e idências, o que é um dos obje i os a se em alcançados
pela Es a égia de Go e no Digi al (Dec e o n
o
10.332/2020). Vale a pena conclui es e es udo
ci ando os in eg an es do p oje o que idealiza am e le a am a cabo o DGP na década de 1990.
As a i idades de planejamen o cos umam con e , em sua base, um adequado sis ema
de in o mação. Coo dena , acompanha , a alia e p opo são a i idades que exigem
in o mação adequada pa a que sejam bem-sucedidas. Todos os países de en o es de
compe ência cien í ica e ecnológica as emp eendem. (...) O uso das in o mações de um
sis ema des e ipo [o DGP] é múl iplo. Em p imei o luga , ele pode ia p opicia o conhe-
cimen o do “mapa” da pesquisa no B asil, pe mi indo iden i ica á eas descobe as ou
hipe cobe as. Além disso, pe mi i ia, com sua con inuidade, acompanha a e olução do
“mapa”. (...) Po ou o lado, ha e ia odo um conjun o de in o mações sob e ecu sos
humanos que pode ia se e i ado dos dados (...). Mais ainda, in o mações sob e a
quan idade e qualidade da pesquisa. E, inalmen e, o ien ação segu a (ou, ao menos,
mais segu a do que a a ual) pa a a concessão de inanciamen os e, p incipalmen e,
pa a a ins i uição de no os p oje os po pa e das adminis ações ede al e es aduais
(Guima ães e al., 1995, p. 73-74).
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