Gasques, José Ga cia; Viei a Filho, José Eus áquio Ribei o; Bas os, Eliana Teles;
Bacchi, Mi ian Rumenos Piedade; Valdes, Cons anza
Wo king Pape
A p odução ag opecuá ia em Ma o G osso: P odu i idade,
a ecadação iscal e in aes u u a
Tex o pa a Discussão, No. 3045
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: Gasques, José Ga cia; Viei a Filho, José Eus áquio Ribei o; Bas os, Eliana Teles;
Bacchi, Mi ian Rumenos Piedade; Valdes, Cons anza (2024) : A p odução ag opecuá ia em Ma o
G osso: P odu i idade, a ecadação iscal e in aes u u a, Tex o pa a Discussão, No. 3045, Ins i u o
de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d3045-po
This Ve sion is a ailable a :
h ps://hdl.handle.ne /10419/306753
S anda d-Nu zungsbedingungen:
Die Dokumen e au EconS o dü en zu eigenen wissenscha lichen
Zwecken und zum P i a geb auch gespeiche und kopie we den.
Sie dü en die Dokumen e nich ü ö en liche ode komme zielle
Zwecke e iel äl igen, ö en lich auss ellen, ö en lich zugänglich
machen, e eiben ode ande wei ig nu zen.
So e n die Ve asse die Dokumen e un e Open-Con en -Lizenzen
(insbesonde e CC-Lizenzen) zu Ve ügung ges ell haben soll en,
gel en abweichend on diesen Nu zungsbedingungen die in de do
genann en Lizenz gewäh en Nu zungs ech e.
Te ms o use:
Documen s in EconS o may be sa ed and copied o you pe sonal
and schola ly pu poses.
You a e no o copy documen s o public o comme cial pu poses, o
exhibi he documen s publicly, o make hem publicly a ailable on he
in e ne , o o dis ibu e o o he wise use he documen s in public.
I he documen s ha e been made a ailable unde an Open Con en
Licence (especially C ea i e Commons Licences), you may exe cise
u he usage igh s as speci ied in he indica ed licence.
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/2.5/b /
3045
A PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA EM
MATO GROSSO: PRODUTIVIDADE,
ARRECADAÇÃO FISCAL
E INFRAESTRUTURA
JOSÉ GARCIA GASQUESJOSÉ GARCIA GASQUES
JOSÉ EUSTÁQUIO RIBEIRO VIEIRA FILHOJOSÉ EUSTÁQUIO RIBEIRO VIEIRA FILHO
ELIANA TELES BASTOSELIANA TELES BASTOS
MIRIAN RUMENOS PIEDADE BACCHIMIRIAN RUMENOS PIEDADE BACCHI
CONSTANZA VALDESCONSTANZA VALDES
3045
B asília, ou ub o de 2024
A PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA EM
MATO GROSSO: PRODUTIVIDADE,
ARRECADAÇÃO FISCAL
E INFRAESTRUTURA
JOSÉ GARCIA GASQUES1
JOSÉ EUSTÁQUIO RIBEIRO VIEIRA FILHO2
ELIANA TELES BASTOS3
MIRIAN RUMENOS PIEDADE BACCHI4
CONSTANZA VALDES5
1. Técnico de planejamen o e pesquisa do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea). E-mail: [email p o ec ed].
2. Técnico de planejamen o e pesquisa na Di e o ia de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais (Di u ) do Ipea; p o esso do P og ama de Pós-G aduação em Polí-
icas Públicas do Ipea; e colunis a do canal Ag omais TV. E-mail: [email p o ec ed] .b .
3. Se ido a do Minis é io da Ag icul u a, Pecuá ia e Abas ecimen o (Mapa). E-mail:
eliana.bas os@ag icul u a.go .b .
4. Pesquisado a do Cen o de Es udos A ançados em Economia Aplicada da Uni e -
sidade de São Paulo (Cepea/USP). E-mail: [email p o ec ed].
5. Pesquisado a no Economic Resea ch Se ice do Uni ed S a es Depa amen o
Ag icul u e (ERS/USDA). E-mail: [email p o ec ed] .
Go e no Fede al
Minis é io do Planejamen o e O çamen o
Minis a Simone Nassa Tebe
Fundação pública inculada ao Minis é io do
Planejamen o e O çamen o, o Ipea o nece supo e
écnico e ins i ucional às ações go e namen ais –
possibili ando a o mulação de inúme as polí icas
públicas e p og amas de desen ol imen o b asilei-
os – e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas
e es udos ealizados po seus écnicos.
P esiden a
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Di e o a de Es udos e Polí icas do Es ado,
das Ins i uições e da Democ acia
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Di e o de Es udos e Polí icas Mac oeconômicas
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Di e o a de Es udos e Polí icas Se o iais,
de Ino ação, Regulação e In aes u u a
FERNANDA DE NEGRI
Di e o de Es udos e Polí icas Sociais
CARLOS HENRIQUE LEITE CORSEUIL
Di e o de Es udos In e nacionais
FÁBIO VÉRAS SOARES
Che e de Gabine e
ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA
Coo denado a-Ge al de Imp ensa e
Comunicação Social
GISELE AMARAL
Ou ido ia: h p://www.ipea.go .b /ou ido ia
URL: h p://www.ipea.go .b
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e pesquisas
em
desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o de omen a o deba e
e
o e ece subsídios à o mulação e a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2024
A P odução ag opecuá ia em Ma o G osso : p odu i idade,
a ecadação iscal e in aes u u a / José Ga cia Gasque ... [e al.]. –
B asília, DF: Ipea, 2024.
26 p.: il., g á s., mapas. – (Tex o pa a Discussão ; n. XXXX).
Inclui Bibliog a ia.
ISSN 1415-4765
1. P odu i idade. 2. Ag icul u a. 3. C escimen o. 4. In aes u u a.
5. Sus en abilidade. I. Gasque, José Ga cia. II. Ins i u o de Pesquisa
Econômica Aplicada.
CDD 338.1098172
Ficha ca alog á ica elabo ada po Elizabe h Fe ei a da Sil a CRB-7/6844.
Como ci a :
GASQUE, José Ga cia e al. A P odução ag opecuá ia em Ma o G osso:
p odu i idade, a ecadação iscal e in aes u u a. B asília, DF: Ipea,
ou . 2024. 26 p. : il. (Tex o pa a Discussão, n. 3045). DOI: h p://dx.doi.
o g/10.38116/ d3045-po
JEL: O1; O3; O4.
DOI: h p://dx.doi.o g/10.38116/ d3045-po
As publicações do Ipea es ão disponí eis pa a download g a ui o
nos o ma os PDF ( odas) e ePUB (li os e pe iódicos).
Acesse: h p://www.ipea.go .b /po al/publicacoes
As opiniões emi idas nes a publicação são de exclusi a e in ei a
esponsabilidade dos au o es, não exp imindo, necessa iamen e, o
pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada ou do
Minis é io do Planejamen o e O çamen o.
É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele con idos, desde
que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins come ciais são p oibidas.
SUMÁRIO
SINOPSE
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO .......................................................................... 6
2 METODOLOGIA .......................................................................6
3 INDICADORES DE CRESCIMENTO ......................................8
4 PRODUTIVIDADE COMO FATOR DE CRESCIMENTO .......14
5 CONTRIBUIÇÃO DO AGRONEGÓCIO NA ARRECADAÇÃO
DE TRIBUTOS ........................................................................16
6 INFRAESTRUTURA E INVESTIMENTO EM LOGÍSTICA ......20
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................24
REFERÊNCIAS ..........................................................................25
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR .........................................26
SINOPSE
Es e es udo em como obje i o analisa a impo ância do es ado de Ma o G osso na
ag icul u a b asilei a, em e mos de sua con ibuição pa a o c escimen o, a p odu i i-
dade o al dos a o es (PTF) e a ino ação ecnológica. Adicionalmen e, oi ap esen ado
o papel de alguns municípios na a ecadação iscal, bem como o impac o do p oje o
da es ada de e o EF-170, mais conhecida como “Fe og ão”, na dinâmica p odu i a
egional. Com base no Censo Ag opecuá io, Ma o G osso oi um dos es ados onde a PTF
c esceu apidamen e. É su p eenden e que esse índice de p odu i idade enha alcançado
g ande c escimen o no mundo, quando compa ado a uma lis a de mais de cem países
analisados pelo Depa amen o de Ag icul u a dos Es ados Unidos (USDA). In e namen e,
em elação aos demais es ados, as compa ações de c escimen o mos am que Ma o
G osso c esceu a axas mui o ele adas. Além de se des aca em na ele ância egional
de indicado es de c escimen o, os polos ag ícolas municipais impulsionam as ecei as
iscais. Ainda mais, os in es imen os em in aes u u a, nessa egião, podem melho a
o c escimen o p odu i o com maio sus en abilidade.
Pala as-cha e: p odu i idade; ag icul u a; c escimen o; in aes u u a; sus en abilidade.
ABSTRACT
This s udy aims o analyze he impo ance o Ma o G osso s a e in B azilian ag icul u e,
in e ms o i s con ibu ion o g ow h and inno a ion. Addi ionally, he ole o some
municipali ies in ax collec ion was p esen ed, as well as he impac o he EF-170 ailway
p ojec , be e known as “Fe og ão”, on egional p oduc i e dynamics. Based on he
Ag icul u al Census, Ma o G osso was one o he s a es whe e o al ac o p oduc i i y
(TFP) apidly g ew. I is su p ising ha his p oduc i i y index achie ed one o he as -
es g owing wo ldwide, when compa ed o a lis o mo e han one hund ed coun ies
analyzed by he Uni ed S a es Depa men o Ag icul u e (USDA). In e nally, in ela ion
o o he s a es, g ow h compa isons show ha Ma o G osso g ew a e y high a es. In
addi ion o highligh ing egional ele ance in he con ex o g ow h indica o s, municipal
ag icul u al hubs boos ax e enue. Fu he mo e, in es men s in in as uc u e in his
egion can imp o e p oduc i e g ow h wi h be e sus ainabili y.
Keywo ds: p oduc i i y; ag icul u e; g ow h; in as uc u e; sus ainabili y.
JEL: O1; O3; O4.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
6
3045
1 INTRODUÇÃO
En e 1970 e 2017, anos censi á ios, o c escimen o anual do p odu o da ag opecuá ia
b asilei a oi de 3,22%. O Cen o-Oes e c esceu 5,91% ao ano, enquan o o Sul, 3,65%. O
No des e c esceu, nesse mesmo espaço de empo, algo em o no de 2,10%, e o No e,
3,82% ao ano. Os es ados que mais chama am a enção pelo ele ado c escimen o do
p odu o o am Rondônia, com 7,84%, o Dis i o Fede al, com 6,55%, e Ma o G osso, com
6,32% (Viei a Filho e Gasques, 2020).
Hou e, nesse pe íodo, ans o mações imensas na ag opecuá ia. A p odu i idade
o al dos a o es (PTF) pa a o B asil c esceu, em média, a 2,03% ao ano, no pe íodo de
1970 a 2017, enquan o a média mundial oi de 1,71% ao ano.
A ecnologia mos ou-se decisi a pa a o c escimen o da ag icul u a. Vá ios aba-
lhos mos am a sua ele ância e seus impac os sob e o c escimen o, ais como Viei a
Filho, Gasques e Ronsom (2020) e Gasques e al. (2022). Em 2017, com base nos
dados censi á ios, ce ca de 61% do c escimen o do p odu o no B asil oi explicado pela
ecnologia, e ce ca de 39%, po insumos como e a e abalho. Em Ma o G osso, essa
pa icipação, no que ange à ecnologia, oi de ce ca de 67%. Nos anos mais ecen es,
ce ca de 80% do c escimen o do p odu o de e-se à p odu i idade.
De ido à eno me impo ância de Ma o G osso pa a o c escimen o da ag opecuá ia,
no adamen e na p odução de g ãos e ca nes, es e abalho p ocu a a alia a ele ân-
cia de di e sos indicado es, assim como a mensu ação da PTF es adual. Pa a an o,
a pesquisa es á di idida em se e seções, incluindo es a b e e in odução. A seção 2
ap esen a a me odologia. A seção 3, po sua ez, mos a indicado es de c escimen o.
A seção 4 expõe a p odu i idade como a o de c escimen o, ao passo que a seção 5
esume a con ibuição dos seis p incipais municípios p odu o es de soja e de milho na
a ecadação iscal. A seção 6 ap esen a o p oje o da es ada de e o EF-170 no cená io
p odu i o. Po im, seguem as conside ações de pesquisa.
2 METODOLOGIA
P ocu a-se calcula a PTF pa a o es ado de Ma o G osso no pe íodo que ai de 2000
a 2022. Como em Gasques e al. (2022), u iliza-se como indicado da PTF o índice de
To nq is , pelo qual o c escimen o da p odu i idade é a di e ença en e o c escimen o
do índice de p odu o e o c escimen o do índice de insumos: axa de c escimen o da
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
7
3045
PTF = axa de c escimen o da p odução - axa de c escimen o dos insumos. Po essa
exp essão, a axa de c escimen o da p odu i idade é o esul ado do c escimen o do
p odu o sub aindo-se o c escimen o dos insumos.
Em ou as pala as, o c escimen o da PTF é um esul ado do ape eiçoamen o do
p ocesso de p odução – que pode oco e po mudança ecnológica –, da melho ia
da qualidade dos insumos, do ape eiçoamen o da ges ão e de ou os a o es. Cada
p odu o en a no cálculo do índice da PTF ponde ado pela sua pa icipação no alo
b u o da p odução, assim como cada insumo pa icipa no cálculo de aco do com sua
pa icipação no cus o o al de p odução.
A equação (1) ap esen a a ó mula do índice de To nq is , enquan o a equação (2)
mos a sua ans o mação loga í mica.
(1)
(2)
PTF ep esen a a p odu i idade o al dos a o es; Y, o índice de p odu o; X, o índice
de insumos; S, a pa icipação de cada p odu o no alo b u o da p odução; e C, a pa i-
cipação de cada insumo no cus o o al de p odução.
O nume ado do índice de To nq is é o mado pelos p odu os das la ou as em-
po á ias, das la ou as pe manen es e da p odução animal, como lei e, mel de abelha,
casulo, ca nes bo ina, suína e de ango. As de inições de cada um desses componen es
do p odu o podem se is as em Gasques e al. (2016). No o al, o nume ado do índice
é o mado po 74 p odu os, que azem pa e das pesquisas anuais, imes ais e men-
sais. Pa a odos esses i ens, exigem-se in o mações de quan idades p oduzidas e de
p eços. A pecuá ia, que inclui a p odução animal e os pesos de ca caças, é compos a
po oi o i ens, odos di ulgados pelo Ins i u o B asilei o de Geog a ia e Es a ís ica (IBGE).
A eunião desses índices o ma o p odu o, que é o nume ado . Os p eços usados
são os ecebidos pelos p odu o es. As on es de dados de p eços são p o enien es da
Companhia Nacional de Abas ecimen o (Conab) e do Cen o de Es udos A ançados
em Economia Aplicada da Uni e sidade de São Paulo (Cepea/USP).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
8
3045
O denominado é o mado pelos insumos, is o que o índice é uma o ma de ep e-
sen ação da unção de p odução. Po essa azão, é necessá io inclui os insumos no
cálculo. Conside am-se indicado es de mão de ob a, de e a e de capi al. Uma ep e-
sen ação comple a da me odologia pode se es udada em Ch is ensen (1975).
3 INDICADORES DE CRESCIMENTO
Ma o G osso em uma á ea geog á ica de 90,3 milhões de hec a es (ou 903.207,019 km2),
e cei o maio es ado do país. A egião es á o emen e apoiada na ag opecuá ia, em que
sua pa icipação no alo adicionado do B asil é de 13,5% (IBGE, 2020), maio pa icipa-
ção en e as Unidades da Fede ação. Sua á ea de es abelecimen os ag opecuá ios é de
54,9 milhões de hec a es, ep esen ando 15,6% da á ea o al da ag opecuá ia no país.
O uso da e a é ealizado p incipalmen e po la ou as empo á ias (19,4%), pecuá ia
(15,7%), lo es as na i as (23,2%) e ou as (IBGE, 2019). Obse a-se ambém que, apesa
do olume de p odução, p incipalmen e das la ou as empo á ias, a á ea i igada no
es ado oi de 155,8 mil hec a es, o que co esponde a 2,32% da á ea i igada no B asil.
No malmen e, a i igação é usada nas la ou as com mais de uma colhei a, como a do
eijão, a da ba a a inglesa, bem como a do milho de segunda sa a, odas em condições
de escassez híd ica.
No que se e e e ao uso da adubação, pelo g á ico 1, 21,6% dos es abelecimen-
os ag opecuá ios em Ma o G osso aduba am suas p op iedades, enquan o a média
nacional oi de 42,3%. No Dis i o Fede al, no Rio G ande do Sul, no Espí i o San o, em
San a Ca a ina e no Pa aná, mais de 80,0% dos es abelecimen os usa am adubação
(IBGE, 2019). De e-se essal a que Ma o G osso ainda dispõe ao no e de uma on ei a
ag ícola pouco u ilizada, o que possibili a um c escimen o com expansão de á ea e de
adubação em egiões de baixo endimen o.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
15
3045
No B asil e em Ma o G osso, a e a e o capi al impulsiona am o c escimen o da PTF.
Con udo, a mão de ob a em diminuindo na a i idade p odu i a, e a sua con ibuição
no índice de insumos oi nega i a. Po esse mo i o, em Ma o G osso, a p odu i idade
da mão de ob a c esceu 7,3% ao ano, ao passo que a da e a icou em 6,4% ao ano.
No país, a p odu i idade do abalho e da e a c esce am a uma meno axa do que a
de Ma o G osso, 4,4% e 3,3%, espec i amen e, po ém o am axas ambém ele adas
pa a pad ões in e nacionais.
A p odu i idade do abalho e le e a melho ia da quali icação, a melho ia dos equi-
pamen os de abalho, bem como o aumen o da p odu i idade da e a. A p odu i idade
da e a ele ou-se pelos in es imen os em pesquisa, que o na am esse a o mais
p odu i o. Aqui se des aca o abalho da Emp esa B asilei a de Pesquisa Ag opecuá ia
(Emb apa), das uni e sidades, dos ins i u os de pesquisa es aduais e do se o p i ado.
A p incipal di e ença en e Ma o G osso e B asil, quan o ao c escimen o, oi que
o uso de insumos ainda é um o e a o de c escimen o no es ado, embo a a p odu i-
idade seja a p incipal a iá el. A PTF es adual oi supe io à do B asil, embo a a axa
de c escimen o do insumo enha sido ele ada no es ado (3,3%) e baixa no con ex o
nacional (0,6%). O c escimen o no índice de insumos em Ma o G osso oi mui o in luen-
ciado pelo c escimen o do capi al, com axa de 3,0% ao ano. A axa de c escimen o do
capi al no B asil oi de 1,2%, em con apa ida.
O es ado de Ma o G osso ainda em e a disponí el p o enien e de expansão de
no as á eas de pas agens na u ais e deg adadas, que êm dado luga a no os cul i os
de g ãos, p incipalmen e a soja. A descobe a de no as ecnologias oi essencial pa a
o aumen o da p odu i idade. É possí el des aca ês pon os: i) iabilização da segunda
sa a de e ão; ii) esis ência gené ica às p incipais doenças; e iii) plan io di e o na palha
e ou as p á icas. A abela 3 ap esen a os índices da PTF do es ado, desag egados po
p odu o e po insumos, de 2000 a 2022.
TABELA 3
Índices de PTF, desag egados po p odu o, abalho, e a e capi al – Ma o
G osso (2000-2022)
Anos
T abalho
(Y/L)
Te a
(Y/A)
Capi al
(Y/K)
T abalho
(L)
Te a
(A)
Capi al
(K)
Insumo
(L + A + K)
P odu o
(Y) PTF
2000 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
2001 103,6 110,3 107,9 108,1 101,5 103,8 113,8 111,9 98,4
2002 114,1 118,2 116,5 107,6 103,9 105,4 117,8 122,8 104,3
2003 126,4 129,0 118,9 108,6 106,4 115,4 133,3 137,3 102,9
TEXTO pa a DISCUSSÃO
16
3045
Anos
T abalho
(Y/L)
Te a
(Y/A)
Capi al
(Y/K)
T abalho
(L)
Te a
(A)
Capi al
(K)
Insumo
(L + A + K)
P odu o
(Y) PTF
2004 155,4 154,6 141,2 109,0 109,6 120,0 143,4 169,4 118,1
2005 170,6 166,8 157,0 109,8 112,3 119,3 147,0 187,3 127,4
2006 164,2 175,4 148,0 107,9 101,0 119,7 130,4 177,1 135,9
2007 179,8 194,0 151,8 109,0 101,1 129,1 142,3 196,0 137,8
2008 200,8 207,0 159,2 105,4 102,2 132,9 143,1 211,6 147,8
2009 208,5 210,4 168,3 103,1 102,1 127,7 134,5 214,9 159,9
2010 226,1 217,8 162,4 99,4 103,2 138,3 141,8 224,7 158,4
2011 246,7 243,8 178,3 102,7 103,9 142,1 151,6 253,3 167,1
2012 288,4 277,4 194,2 101,7 105,7 151,0 162,4 293,3 180,6
2013 306,6 290,6 198,8 102,0 107,6 157,3 172,5 312,6 181,3
2014 321,8 302,1 209,7 102,0 108,6 156,5 173,4 328,2 189,2
2015 329,6 305,6 211,4 101,5 109,4 158,2 175,7 334,5 190,4
2016 306,7 283,8 196,1 101,6 109,8 158,8 177,1 311,5 175,9
2017 371,0 334,2 217,9 101,1 112,2 172,1 195,1 374,9 192,2
2018 381,7 348,0 224,1 102,3 112,2 174,3 200,1 390,5 195,2
2019 420,5 379,0 243,3 102,8 114,1 177,7 208,3 432,2 207,5
2020 440,4 391,4 243,7 102,2 115,0 184,8 217,2 450,2 207,2
2021 424,9 371,4 232,8 101,7 116,3 185,5 219,2 431,9 197,0
2022 463,6 397,9 245,7 101,4 118,1 191,3 229,1 470,0 205,2
Elabo ação dos au o es.
Obs.: 2000 = 100.
5 CONTRIBUIÇÃO DO AGRONEGÓCIO NA ARRECADAÇÃO
DE TRIBUTOS
Es a seção p ocu a mos a de o ma bem sucin a a con ibuição do ag onegócio nos
seis mais impo an es municípios p odu o es de soja e de milho do es ado de Ma o
G osso. Nos municípios em que a ag opecuá ia é a a i idade p incipal, a p odução no
campo esponde po g ande pa e da ge ação de emp egos (di e os e indi e os), de enda
(como a enda de p odu os) e de desen ol imen o econômico (com a a ecadação de
impos os e axas, os quais e o nam à sociedade). Segundo Lopes (2023), que p ocu ou
mensu a essa impo an e elação de con ibuição do ag onegócio no desen ol imen o
econômico, os dis in os ní eis de u banização podem e le i na disponibilidade ou
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
17
3045
ausência de a i idades que a endam às necessidades écnicas, inancei as, logís icas
e de ecu sos humanos pa a o se o ag opecuá io. Essa abo dagem en ol e uma isão
sis êmica da cadeia p odu i a.
De aco do com o es udo de Lopes (2023), pa a ca ac e iza a cadeia p odu i a do
ag onegócio nas p oduções de soja e de milho, e a p eciso iden i ica os p incipais
elos da cadeia desde a p odução, assim como os se o es de a i idades econômicas
a mon an e e a jusan e. Ou seja, no município, pa a que uma cadeia p odu i a osse
mais comple a, se ia necessá io que a i idades econômicas ossem desen ol idas ao
longo de oda a cadeia, pe passando po di e en es se o es, ais como a ag icul u a, a
indús ia ou mesmo o se iço. Quan o mais p eenchidos ossem esses se o es, maio
se ia o índice de comple ude da egião ou município.
Con o me o g á ico 5, que esume o índice de comple ude das cadeias de soja e
milho nos seis maio es p odu o es do es ado de Ma o G osso, obse a-se a impo ância
do p eenchimen o da cadeia nos municípios de Sinop, So iso e Lucas do Rio Ve de,
que ap esen a am os maio es indicado es, ocupando as p imei as posições no anking
das cidades. No ou o ex emo, Colíde , Tapu ah e No a Ubi a ã o am classi icados
com indicado es de comple ude meno es.
GRÁFICO 5
Índice de comple ude das cadeias de soja e milho – Ma o G osso (2002-2020)
(Em %)
82,0
75,8
68,6
43,8
38,1
30,9
Sinop So iso Lucas do Rio Ve de Colíde Tapu ah No a Ubi a ã
Fon e: Lopes (2023).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
18
3045
O índice de comple ude dá uma noção da dinâmica da cadeia p odu i a em cada
um dos municípios. O g upo com meno pe cen ual ap esen ou de iciência no se o
indus ial, basicamen e na p odução de insumos (de ensi os, e ilizan es e máquinas),
assim como subp odu os da soja e do milho ( a elo, a inha, óleo e biocombus í el). De
um lado, os municípios com maio comple ude das cadeias desen ol e am de o ma
mais e icaz o se o indus ial, além de possuí em se o es de comé cio e de se iços
mais desen ol idos. De ou o, os municípios com os meno es indicado es de comple-
ude dependem majo i a iamen e do se o ag opecuá io.
A igu a 1 ap esen a o mapa dos municípios po aixas de es a o do p odu o in e no
b u o (PIB) pe capi a no B asil. No a-se cla amen e que, quan o maio o alo do indi-
cado , maio é o p eenchimen o das egiões mais dinâmicas no ag onegócio nacional,
sendo o es ado de Ma o G osso um es ado cen al na ge ação de iqueza. O PIB es á
mui o associado à ag egação de alo nas commodi ies do se o ag opecuá io, com
desen ol imen o a mon an e e a jusan e da cadeia, p incipalmen e pela indús ia de
insumos e de ans o mação. Tabosa e Viei a Filho (2022), po meio de um modelo de
e o es au o eg essi os pa a dados em painel, mos a am a exis ência de uma elação
in e sa en e c escimen o econômico e pob eza. Segundo os au o es, os esul ados do
es udo iden i ica am que aumen os na enda pe capi a es a iam associados à edu-
ção dos ní eis de desigualdade e, consequen emen e, à melho ia do bem-es a social
(Tabosa e Viei a Filho, 2022). O quad o 1 selecionou alguns dos p incipais municípios
na p odução ag opecuá ia b asilei a, pa a que se possa iden i ica a aixa do PIB pe
capi a em que o município se enquad a.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
19
3045
FIGURA 1
PIB pe capi a municipal (2020)
Fon e: IBGE (2020).
QUADRO 1
Municípios do ag onegócio segundo es a os de PIB pe capi a (2020)
Classi icação po PIB
pe capi a
Ama elo
(R$ 20 mil a R$ 30 mil)
Fo mosa-GO, San a ém-PA, I ai uba-PA, São Félix do Xingu-PA,
Juazei o-BA, Pe olina-PE, U uguaiana-RS.
Ve de-cla o
(R$ 30 mil a R$ 50 mil)
Ba ei as-BA, Anápolis-GO, Palmas-TO, Campo G ande-MS,
Se e Lagoas-MG, Lond ina-PR.
Ve de in e mediá io
(R$ 50 mil a R$ 100 mil)
Bas os-SP, Luís Edua do Magalhães-BA, Rio Ve de-GO,
Dou ados-MS, Sinop-MT, T ês Lagoas-MS, So iso-MT,
Pa anaguá-PR, Ma abá-PA, Chapecó-SC.
Ve de-escu o
(> R$ 100 mil)
Rondonópolis-MT, Po o Velho-RO, Balsas-MA, Ba ca ena-PA,
Pa auapebas-PA, Sapezal-MT, São Desidé io-BA.
Fon e: IBGE (2020).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
20
3045
Municípios mais desen ol idos endem a e economias com maio dinamismo,
sendo mais di e si icadas em e mos p odu i os. De aco do com o g á ico 5, no que ange
à a ecadação de ibu os, as cidades com maio comple ude das cadeias p odu i as
o am as que es imula am uma maio a ecadação. O município de Sinop, en e 2002
e 2020, con ibuiu com R$ 8,4 bilhões, acompanhado po So iso, com R$ 7,0 bilhões.
Esses dados mos am que o desen ol imen o da p odução ag opecuá ia no B asil ende
a inancia os gas os públicos em suas egiões, o que e o na em bene ícios com indica-
do es de melho educação, saúde e in aes u u a, al como discu ido em Lopes (2023).
GRÁFICO 6
A ecadação de impos os po municípios: maio es p odu o es de soja e milho –
Ma o G osso (2002-2020)
(Em R$ 1 mil)
0
200
400
600
800
1.000
1.200
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Sinop So iso Lucas do Rio Ve de Colíde No a Ubi a ã Tapu ah
Fon e: Lopes (2023).
6 INFRAESTRUTURA E INVESTIMENTO EM LOGÍSTICA
A es ada de e o EF-170, mais conhecida po “Fe og ão”, en ol e á a cons ução de
uma ex ensão de 933 quilôme os de malha e o iá ia, endo como obje i o anspo a
p odu os ag ícolas do es ado de Ma o G osso, com cen alização na egião de Sinop, a é
o município de I ai uba, no es ado do Pa á. A e o ia es abelece á um no o co edo de
expo ação, in eg ando p odu o es de g ãos ma o-g ossenses ao po o lu ial de Mi i i-
uba (dis i o de I ai uba). Conside ada um p oje o g een ield, a in aes u u a co e á em
pa alelo ao echo da BR-163, que liga Cuiabá, em Ma o G osso, a San a ém, no Pa á.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
21
3045
A e o ia p opo ciona á uma opção de aje o mais cu o, com meno cus o de
anspo e e meno emissão de ca bono. Nos e minais de ansbo do lu ial de Mi i-
i uba, às ma gens do io Tapajós, a ca ga de g ãos emba ca ia em balsas, seguindo
pe cu so a é os po os de ca egamen o de San a ém e Ba ca ena, no io Amazonas,
onde se a iam ansbo dos pa a na ios ca guei os com des ino aos me cados impo -
ado es. Esses dois po os lu iais, San a ém e Ba ca ena, dependem exclusi amen e
do anspo e odo iá io, com pe cu sos de a é mil quilôme os ao longo da BR-163,
que a a essa a egião amazônica.
De aco do com Caldei a, Lopes e Gasques (2023), a p odução de soja e milho, no
B asil, é o emen e concen ada no Cen o-Oes e, mui o embo a as expo ações desses
g ãos sejam ealizadas pela in aes u u a de po os localizada nas egiões Sudes e e
Sul do país. Na sa a de 2022, ce ca de 71,2% da p odução de soja e milho e a ei a no
a co No e (á eas acima do pa alelo 16
o
Sul), enquan o majo i a iamen e 62,9% da p o-
dução e a expo ada pela in aes u u a no a co Sul (á eas abaixo do pa alelo 16o Sul).
Compa a i amen e à economia ame icana, maio compe ido na p odução de soja
e milho, os cus os logís icos no B asil são mui o ele ados, pois p io izam o anspo e
odo iá io. Con o me Salin (2022), quase a me ade do anspo e de ca ga no país é
con abilizado po odo ias (49%), enquan o o es an e é ei o po e o ias (38%), e uma
meno pa cela, po hid o ias (13%). Ao con á io, nos Es ados Unidos, o modal hid o-
iá io é o mais u ilizado (ce ca de 62%), sendo ambém o mais ba a o. Na economia
ame icana, o anspo e odo iá io em a meno pa icipação (9%), sendo as e o ias
o modal in e mediá io, com uma pa cela de 29%.
Con o me Souza, Oli ei a e Rocha (2023), o p oje o da EF-170 ap esen ou os maio-
es bene ícios em uma análise de cus o-e e i idade, ha endo edução dos cus os de
anspo e, bem como diminuição da emissão de gases poluen es. Pa a esses au o es,
a edução no cus o de anspo e se ia de, ap oximadamen e, R$ 130 milhões pa a
cada R$ 1 bilhão in es ido a é 2030. Além disso, se iam economizados 50 milhões de
oneladas de CO
2
equi alen e pa a cada R$ 1 bilhão in es ido nos p óximos seis anos.
Conside ando a pa imen ação uim das es adas, o cus o ope acional de anspo e
pode ia aumen a em a é 91,5%. Segundo CNT (2021), o Cen o-Oes e e o No e se iam
as egiões com maio es pe cen uais de es adas uins, acima de 70%. Logo, a edução
do cus o de anspo e pode ia se ainda mais e e i a em Ma o G osso e no Pa á com a
cons ução do p oje o.
Segundo esul ados do Es udo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambien al
(EVTEA), que es ão no Cade no de A aliação Socioeconômica da Agência Nacional de
T anspo es Te es es (ANTT), o p oje o se paga no 12
o
ano a pa i do início de sua
TEXTO pa a DISCUSSÃO
22
3045
cons ução, com elação bene ício-cus o de 4,14, ou seja, os bene ícios se iam qua o
ezes maio es que os espec i os cus os (ANTT, 2020).1 Mos ou-se uma p ojeção de
R$ 19,2 bilhões de bene ícios com a edução do cus o de e e e de R$ 6,1 bilhões de
edução das ex e nalidades nega i as (como aciden es, poluição e conges ionamen os).
No en an o, como obse ado po F isch ak e al. (2020), al ou a alia as elações do
p oje o EF-170 com ou os in es imen os no país, ais como a implan ação da Fe o ia
de In eg ação Cen o-Oes e (Fico), a mode nização e ampliação da Fe o ia No e-Sul, a
ex ensão da Fe ono e a é Lucas do Rio Ve de, bem como a mode nização e e en ual
adição da e cei a pis a da BR-163.
Não obs an e as ausências dessas compa ações com os in es imen os c uzados,
ac edi a-se que os á ios p oje os mencionados não se iam conco en es, mas, sim,
complemen a es, pos o o o e c escimen o p odu i o da egião no país. A igu a 2
ap esen a de o ma esumida os g andes núme os do p oje o de cons ução da e o ia.
1. A despei o dos esul ados posi i os pa a a economia b asilei a, o p oje o encon a-se pa ado em Ação
Di e a de Incons i ucionalidade (ADI 6.553, Dis i o Fede al), po decisão do ela o no Sup emo T ibunal
Fede al (STF), desde se emb o de 2023. Exis em ques ionamen os em elação ao açado da e o ia,
que pe passa a unidade de conse ação do Pa que Nacional do Jamanxim, além de demanda po mais
es udos écnicos. Ademais, como a gumen ado po Chia a i, An onaccio e Cozendey (2020), as e apas
de planejamen o e de iabilidade do es udo pode iam en ol e mais análises de impac o ambien al,
assim como cole a de in o mações com a sociedade ci il o ganizada.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
23
3045
FIGURA 2
P oje o EF-170 em Ma o G osso e no Pa á
Fon e: ANTT (2020).
Obs.: COP 30 – 30a Con e ência da O ganização das Nações Unidas sob e Mudanças Climá icas.
O in es imen o p e is o se ia da o dem de R$ 25,2 bilhões, com uma capacidade
de anspo e de mais de 50 milhões de oneladas ao ano, ou ce ca de 20% da sa a de
g ãos do país. Há ambém uma es ima i a da edução das ex e nalidades nega i as,
que incluem a queda do núme o de aciden es e mo es nas odo ias, a diminuição da
poluição, bem como a minimização de conges ionamen os. Além disso, segundo Souza,
Oli ei a e Rocha (2023), a cons ução da EF-170 e i a ia de ci culação ce ca de 60 mil
caminhões da logís ica de anspo e de g ãos na egião a é 2030.
P oje o EF-170
• In es imen o p e is o em bens
de capi al (capi al expendi u e –
Capex) de R$ 25,2 bilhões
(R$ 8,26 bilhões pa a implan ação
e R$ 16,93 bilhões eco en e).
• Ex ensão da e o ia de 933,2 km.
• Capacidade de anspo e de
58 milhões de oneladas ao ano
(ou 20% da sa a de g ãos do país).
• Emp egos es imados em 374 mil
(di e os, indi e os e e ei o- enda).
Bene ícios
• Es e p oje o ep esen a ia uma
edução de cus os que a iam de
45% a 50% do e e.
• Em e mos ambien ais, es e se ia
o maio p oje o ap esen ado na
COP 30, com capacidade de edu-
ção signi ica i a de CO2 po ano.
• A e o ia emi i ia 60% a menos
de CO2 do que o modelo igen e
de anspo e po odo ias.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
24
3045
Em e mos ambien ais, exis e uma capacidade de edução de CO2 equi alen e, ou
60% menos emissões que o modelo igen e de anspo e de ca gas. Assunção, B a-
gança e A aújo (2020) concluem que ha e á um incen i o aos ag icul o es e pecua is-
as em amplia a p odução, podendo ge a algum desma amen o. Po ém, a ealização
desse in es imen o é jus amen e aumen a a compe i i idade nacional dos p odu os
ag opecuá ios e expandi as expo ações, o que ai con ibui com a ge ação local de
emp ego e de enda na cadeia como um odo.
No que ange ao me cado de abalho, o EVTEA es imou a c iação de ce ca de 374
mil emp egos, sendo 28 mil du an e a cons ução e 1,5 mil du an e a ope ação, com
uma a ecadação ibu á ia anual de R$ 625 milhões, sendo ce ca de 61% da União e
o es an e di idido en e os municípios (ce ca de 38, no o al, que se ão bene iciados
com a cons ução da e o ia). Não há dú idas de que esse p oje o con ibui com a
dinâmica p odu i a da p odução de g ãos em Ma o G osso, em e mos socioeconômi-
cos e ambien ais.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O es udo mos ou que a impo ância do es ado de Ma o G osso na p odução nacional
de g ãos e ca nes es á associada às suas ele adas axas de c escimen o do p odu o e
da p odu i idade. No pad ão dos indicado es de c escimen o, Ma o G osso ap esen ou
pe cen ual ele ado de adubação nas p op iedades com maio escala p odu i a, maio
mecanização no con ex o nacional com pad ão de dis ibuição mais dispe so no espaço,
bem como aumen o do peso de ca caça dos animais supe io à média nacional.
No que ange à PTF, no pe íodo de 2000 a 2022, a axa de c escimen o anual do
p odu o ag opecuá io de Ma o G osso oi de 7,0%, e a PTF c esceu 3,7%. Ambas as
axas se si ua am acima da média nacional, que oi, anualmen e, de 3,5% pa a o p odu o
e 2,9% pa a a PTF. Embo a o c escimen o do índice de insumo enha sido ele ado em
Ma o G osso, esse c escimen o oi concen ado na inco po ação de capi al na p odução.
Os dados mos a am, ambém, que o desen ol imen o da p odução ag opecuá ia no
B asil ende a inancia os gas os públicos em suas egiões, o que e o na em bene ícios
com indicado es de melho educação, saúde e in aes u u a.
Po im, ap esen ou-se o p oje o de cons ução da EF-170 (Fe og ão), in es imen o
que em a capacidade de ala anca a p odução de g ãos no es ado de Ma o G osso. O
impac o posi i o desse emp eendimen o ep esen a uma solução logís ica de anspo e
pa a um dos es ados que mais c esce no ag onegócio e que demanda o escoamen o
da sa a em e mos compe i i os. O p oje o se mos a iá el não somen e em e mos
econômicos como ambém em e mos de sus en abilidade ambien al.