Pe ei a Júnio , Ama o Olimpio; Maia, Rod igo; Mendonça, Má io Jo ge; Casaca,
Paulo Robe o San os
Wo king Pape
Análise do e ei o dis ibu i o da p eci icação de ca bono
no B asil
Tex o pa a Discussão, No. 3008
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: Pe ei a Júnio , Ama o Olimpio; Maia, Rod igo; Mendonça, Má io Jo ge; Casaca,
Paulo Robe o San os (2024) : Análise do e ei o dis ibu i o da p eci icação de ca bono no B asil,
Tex o pa a Discussão, No. 3008, Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d3008-po
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3008
ANÁLISE DO EFEITO DISTRIBUTIVO
DA PRECIFICAÇÃO DE CARBONO
NO BRASIL
AMARO OLIMPIO PEREIRA JUNIOR AMARO OLIMPIO PEREIRA JUNIOR
RODRIGO GOMES TÁVORA MAIA RODRIGO GOMES TÁVORA MAIA
MÁRIO JORGE MENDONÇA MÁRIO JORGE MENDONÇA
PAULO ROBERTO SANTOS CASACA PAULO ROBERTO SANTOS CASACA
3008
Rio de Janei o, junho de 2024
ANÁLISE DO EFEITO DISTRIBUTIVO
DA PRECIFICAÇÃO DE CARBONO
NO BRASIL
AMARO OLIMPIO PEREIRA JUNIOR1
RODRIGO GOMES TÁVORA MAIA2
MÁRIO JORGE MENDONÇA3
PAULO ROBERTO SANTOS CASACA4
1. P o esso associado do P og ama de Planejamen o Ene gé ico
do Ins i u o Albe o Luiz Coimb a de Pós-G aduação e Pesquisa de
Engenha ia da Uni e sidade Fede al do Rio de Janei o (PPE/Coppe/UFRJ).
E-mail: [email p o ec ed].
2. Dou o ando no PPE/Coppe/UFRJ. E-mail: [email p o ec ed].
1. Técnico de planejamen o e pesquisa na Di e o ia de Es udos e Polí icas
Regionais, U banas e Ambien ais do Ins i u o de Pesquisa Econômica
Aplicada (Di u /Ipea). E-mail: [email p o ec ed].b .
2. Bolsis a do Subp og ama de Pesquisa pa a o Desen ol imen o Nacional
(PNPD) na Di u /Ipea; e p o esso adjun o no SKEMA Business School.
E-mail: [email p o ec ed].
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e pesquisas
em desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o de omen a o deba e
e o e ece subsídios à o mulação e a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2024
Análise do e ei o dis ibu i o da p eci icação de ca bono
no B asil / Ama o Olimpio Pe ei a Junio ... [e al.]. – Rio de
Janei o: Ipea, 2024.
32 p.: il., g á s. – (Tex o pa a Discussão ; n. 3008).
Inclui Bibliog a ia.
ISSN 1415-4765
1. Dis ibuição de Renda. 2. Modelos de Equilíb io Ge al
Compu á el. 3. P eci icação de Ca bono. I. Pe ei a Junio , Ama o
Olimpio. II. Maia, Rod igo Gomes Tá o a. III. Mendonça, Má io
Jo ge. IV. Casaca, Paulo Robe o San os. V. Ins i u o de Pesquisa
Econômica Aplicada.
CDD 662.8
Ficha ca alog á ica elabo ada po Elizabe h Fe ei a da Sil a CRB-7/6844.
Como ci a :
PEREIRA JUNIOR, Ama o Olimpio; MAIA, Rod igo Gomes Tá o a;
MENDONÇA, Má io Jo ge; CASACA, Paulo Robe o San os. Análise
do e ei o dis ibu i o da p eci icação de ca bono no B asil. Rio de
Janei o: Ipea, junho 2024. 32 p. (Tex o pa a Discussão, n. 3008).
DOI: h p://dx.doi.o g/10.38116/ d3008-po
JEL: C67; D57; C80.
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o ma os PDF ( odas) e EPUB (li os e pe iódicos).
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pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada ou do
Minis é io do Planejamen o e O çamen o.
É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele con idos, desde
que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins come ciais são p oibidas.
Go e no Fede al
Minis é io do Planejamen o e O çamen o
Minis a Simone Nassa Tebe
Fundação pública inculada ao Minis é io do
Planejamen o e O çamen o, o Ipea o nece supo e
écnico e ins i ucional às ações go e namen ais –
possibili ando a o mulação de inúme as polí icas
públicas e p og amas de desen ol imen o b asilei-
os – e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas
e es udos ealizados po seus écnicos.
P esiden a
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Di e o a de Es udos e Polí icas do Es ado,
das Ins i uições e da Democ acia
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Di e o de Es udos e Polí icas Mac oeconômicas
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Di e o a de Es udos e Polí icas Se o iais,
de Ino ação, Regulação e In aes u u a
FERNANDA DE NEGRI
Di e o de Es udos e Polí icas Sociais
CARLOS HENRIQUE LEITE CORSEUIL
Di e o de Es udos In e nacionais
FÁBIO VÉRAS SOARES
Che e de Gabine e
ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA
Coo denado a-Ge al de Imp ensa e
Comunicação Social
GISELE AMARAL
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SUMÁRIO
SINOPSE
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO ...........................................................................6
2 MODELO DE EGC ......................................................................7
3 TRATAMENTO DOS DADOS .....................................................9
3.1 Desag egação do consumo das amílias em
classes de enda .........................................................................9
3.2 Emissão de GEEs ......................................................................10
3.3 Alocação das emissões ...........................................................11
4 RESULTADOS .......................................................................... 15
5 CONCLUSÕES .........................................................................16
REFERÊNCIAS ............................................................................17
ANEXO A ....................................................................................19
ANEXO B ....................................................................................24
ANEXO C ....................................................................................25
SINOPSE
Es e es udo em como obje i o analisa os e ei os dis ibu i os de uma p eci icação
de ca bono no B asil. O assun o em ganhado impo ância com inicia i as como o
p oje o PMR B asil e a Polí ica Nacional de Biocombus í eis (Reno aBio), mas as
discussões êm se limi ado às possí eis pe das de compe i i idade dos p odu os
nacionais. Assim, o am analisados cená ios cons uídos a pa i de um modelo de
equilíb io ge al compu á el (EGC) pa a a alia os impac os de di e en es o mas
de axação. Os esul ados mos a am que mecanismos que conside em impos os
sem dis inção en e se o es mais ou menos emisso es êm impac os meno es
sob e a dis ibuição de enda. De qualque o ma, são necessá ias medidas de
compensação pa a a enua , ainda, os e ei os sob e as classes de enda mais baixas.
Pala as-cha e: dis ibuição de enda; modelos de equilíb io ge al compu á el;
p eci icação de ca bono.
ABSTRACT
This s udy aims o analyze he dis ibu ional e ec s o ca bon p icing in B azil. The
subjec has gained impo ance wi h ini ia i es such as he PMR B azil P ojec and
Reno aBio, bu discussions ha e been limi ed o he possible loss o compe i i eness
o na ional p oduc s. Thus, scena ios buil om a compu able gene al equilib ium
model we e analyzed o assess he impac s o di e en o ms o axa ion. The esul s
showed ha mechanisms conside ing axes wi hou dis inc ion be ween mo e o less
emi e sec o s ha e li le impac on income dis ibu ion. In any case, compensa ion
measu es a e needed o u he mi iga e he e ec s on he lowe income classes.
Keywo ds: income dis ibu ion; compu able gene al equilib ium models;
ca bon p icing.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
6
3008
1 INTRODUÇÃO
As mudanças climá icas êm se o nado uma ques ão de c escen e p eocupação global.
Em espos a, di e sas medidas êm sido p opos as, des acando-se o Aco do de Pa is,
em que as pa es se comp ome e am a limi a o aquecimen o global em 2°C (ou 1,5°C,
se possí el), compa ado com o pe íodo p é-indus ial (UNFCCC, 2015). Pa a a ingi as
me as do e e ido aco do, alguns países es ão planejando, ou conside ando, a imple-
men ação de axação ou p eci icação de ca bono pa a eduzi suas emissões de gases
de e ei o es u a (GEEs).
Algumas c í icas, en e an o, são a ibuídas aos mecanismos de p eci icação de
ca bono, pois es es podem limi a o c escimen o econômico, p incipalmen e em nações
em desen ol imen o. Também é ques ionado o e ei o dis ibu i o de ais medidas,
con o me des acam G o e a, Pe ei a Junio e Ro e e (2015). Quan o ao limi e ao c es
-
cimen o, au o es como Me cu e e al. (2014) a gumen am que os in es imen os em
ino ações ecnológicas de baixo ca bono podem esul a , na e dade, em um e ei o
posi i o na economia.
Ou a ques ão impo an e é ela i a aos e ei os dis ibu i os. As mudanças climá-
icas e a desigualdade de enda es ão in insicamen e ligadas, con o me des acam
F ems ad e Paul (2019). Po ém, Me cal (2019) apon a que uma axação ou p eci icação
de ca bono em e ei os nega i os sob e a dis ibuição de enda. Po isso, a acei ação
pública de al mecanismo pode se um g ande desa io pa a os o mulado es de polí icas
ambien ais, como mos am Ra igné, Ghe si e Nadaud (2022).
Nesse sen ido, é necessá ia a c iação de mecanismos de compensação pa a mi i-
ga os impac os dis ibu i os. G o e a, Pe ei a Junio e Ro e e (2015), po exemplo,
p opõem medidas de ans e ência de enda pa a amílias de baixa enda e a edução
de enca gos abalhis as a pa i dos ecu sos a ecadados com a axação das
emissões de GEEs. Os au o es mos am esul ados posi i os em e mos de dis ibuição
de enda, no p imei o caso, e maio c escimen o econômico, no segundo caso, além,
é cla o, da edução das emissões de GEEs.
Es a é uma discussão que em ganhado ele ância nacionalmen e po con a do
p oje o PMR1 B asil, que em po obje i o discu i a con eniência e opo unidade da
inclusão da p eci icação de emissões como ins umen o de implemen ação da Polí ica
Nacional sob e Mudança do Clima (PNMC).
1. Sigla que ep esen a a exp essão em inglês Pa ne ship o Ma ke Readiness.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
7
3008
A Emp esa de Pesquisa Ene gé ica (EPE), em es udo de 2020, mos a as an agens
e as des an agens de uma p eci icação de ca bono, omando como base o p oje o
PMR B asil e a Polí ica Nacional de Biocombus í eis (Reno aBio), ins i uída pela Lei
n
o
13.576/2017 (EPE, 2020). Essa é uma inicia i a bem-sucedida, que de ine me as
nacionais de desca bonização pa a os dis ibuido es de combus í eis ósseis, nos
e mos da Resolução ANP no 791/2019, de 12 de junho de 2019. As me as podem se
comp o adas pelos dis ibuido es po meio da aquisição de c édi os de desca bonização
(CBio), que são ce i icados de p odução de biocombus í eis.
O es udo da EPE, en e an o, só a alia a compe i idade de di e en es se o es com
a in odução da p eci icação de ca bono. Nes e abalho, o obje i o é analisa os e ei os
dis ibu i os de al mecanismo. No es udo de F ems ad e Paul (2019) oi u ilizada uma
ma iz de insumo-p odu o (MIP) pa a análise dos impac os na dis ibuição de enda das
amílias. G o e a, Pe ei a Junio e Ro e e (2015), po sua ez, u iliza am uma ma iz de
con abilidade social (MCS). Nes e a igo, op ou-se po um modelo de equilíb io ge al
compu á el (EGC), na sua e são es á ica, a exemplo do u ilizado po Ra igné, Ghe si
e Nadaud (2022).
O es an e des e es udo segue a seguin e es u u a: na seção 2, é desc i a a
o mulação do modelo de EGC u ilizado. Na seção 3, é mos ado o a amen o dos
dados. Na seção 4, os esul ados são ap esen ados e discu idos. Po im, na seção 5,
o es udo é concluído.
2 MODELO DE EGC
O modelo de EGC pe mi e ep esen a a es u u a mac oeconômica de um país, desc i a
pelo compo amen o de consumido es e p odu o es, que in e agem no me cado. Os
consumido es, po um lado, demandam bens e se iços a pa i da enda ob ida pela
o e a dos seus a o es de p odução e, assim, maximizam sua u ilidade. Os p odu o es,
po ou o lado, maximizam seus luc os pela o e a de bens e se iços p oduzidos a
pa i do uso de insumos p imá ios e in e mediá ios. Com isso, a demanda dos consu-
mido es e a o e a dos p odu o es é equilib ada no me cado, a pa i de um mecanismo
de ajus amen o de p eços.
Os consumido es e p odu o es pagam impos os e podem ecebe subsídios ou
ans e ências do go e no. Todos os agen es do me cado es ão sujei os às polí icas
econômicas ( iscais e mone á ias) de inidas pelo go e no. Consumido es e p odu o es
ambém podem come cializa bens e se iços, ou mesmo seus a o es de p odução, com
TEXTO pa a DISCUSSÃO
8
3008
o es o do mundo. Essa es u u a pode se ilus ada com um luxo ci cula de bens,
se iços e enda, que pode se ep esen ado ambém em uma o ma ma icial, em
que são egis adas odas as ansações na economia. Tal o ma de con abilização é
conhecida como MCS, que é uma o ma expandida da MIP. A MCS con empla os paga-
men os ei os e ecebidos pelos se o es p odu i os (ag opecuá io, indus ial e c.), pelos
a o es de p odução ( abalho, capi al e e a) e pelas ins i uições ( amílias, go e no,
emp esas e es o do mundo), con o me ilus a o quad o 1.
QUADRO 1
MCS
Pagamen os
To al
Se o es Fa o es
de p odução Ins i uições
Recei as
Se o es Consumo
in e mediá io Demanda inal P odução o al
Fa o es
de p odução
Valo
adicionado
Renda dos a o es
de p odução
Ins i uições Pagamen os aos
a o es de p odução T ans e ências Renda das
ins i uições
Insumos
o ais
Gas os com a o es
de p odução
Gas os das
ins i uições
Elabo ação dos au o es.
A MCS é o p incipal dado de en ada do modelo de EGC e é cons uída com dados
da MIP e das Con as Econômicas In eg adas (CEIs), ambas publicadas pelo Ins i u o
B asilei o de Geog a ia e Es a ís ica (IBGE).2 O modelo de EGC o ganiza a MCS de o ma
a equilib a a ma iz, a pa i de um conjun o de equações que mos a como os ecu sos
são alocados de o ma e icien e, conside ando um mecanismo de p eços en e se o es
e agen es e en e ins i uições domés icas e es angei as.
O modelo de EGC es á ico u ilizado nes e a igo segue a o mulação p opos a po
Hosoe, Gasawa e Hashimo o (2010), conside ando cinco se o es p odu i os (ag ope-
cuá ia, indús ia, ene gia, anspo es e se iços), dois a o es de p odução (capi al e
abalho) e qua o ins i uições ( amílias, go e no, in es imen os e es o do mundo).
2. Disponí el em: h ps://www.ibge.go .b /es a is icas/economicas/con as-nacionais.h ml.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
15
3008
4 RESULTADOS
A análise oi ei a conside ando uma me a de edução de emissões de GEEs de 10%.
Isso ep esen a um impac o de 1% no p odu o in e no b u o (PIB), o que da ia um
cus o de aba imen o médio de 36 R$/ CO2e. Assim, conside ou-se es e alo como
uma p oxy de um impos o sob e as emissões. Dois cená ios o am, en ão, simulados:
i) um impos o sob e emissões de GEEs di e en es, po se o , e p opo cional às emissões
o ais (nes e caso, o impos o é maio pa a o se o ag opecuá io); e ii) um impos o de
36 R$/ CO2e pa a odos os se o es.
O cálculo do impac o oi ei o com base na pe da de bem-es a de cada classe de
enda, medida pela sua unção de u ilidade, que cons i ui a escolha do consumido no
modelo de EGC (Hosoe, Gasawa e Hashimo o, 2010).
Dessa manei a, oi dado um choque na economia, ep esen ado pelo aumen o
dos impos os com base nas emissões de GEE de cada se o . Assim, pa a o caso em
que a axação osse p opo cional às emissões, o impac o no bem-es a das amílias
é mos ado no g á ico 5.
GRÁFICO 5
Caso 1: impac o de uma axação p opo cional po classe de enda
(Em %)
4,0
3,5
3,0
2,5
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
Baixa Média Al a
Pe da de bem-es a
Elabo ação dos au o es.
No a-se uma pe da de bem-es a de mais de 3,5% na classe de enda baixa, dian e
de menos de 1,5% na classe al a. Isso acon ece po que amílias de enda mais baixa
gas am p opo cionalmen e mais com p odu os ag opecuá ios, que ap esen am maio es
TEXTO pa a DISCUSSÃO
16
3008
ní eis de emissão. Po an o, uma axação ei a dessa o ma e ia um e ei o mui o
nega i o na dis ibuição de enda.
Quando o impos o é igual, independen emen e do se o , o impac o é mais bem
dis ibuído, como mos a o g á ico 6.
GRÁFICO 6
Caso 2: impac o de uma axação igual po classe de enda
(Em %)
4,0
3,5
3,0
2,5
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
Baixa Média Al a
Pe da de bem-es a
Elabo ação dos au o es.
Ainda assim, no a-se uma eg essi idade no impos o. Logo, é necessá io ado a
medidas de compensação, ais como ans e ência de enda e edução de enca gos
abalhis as, con o me p opos o po G o e a, Pe ei a Junio e Ro e e (2015).
5 CONCLUSÕES
A análise mos ou que uma axação de ca bono não de e dis ingui se o es pa a não e
um e ei o dis ibu i o nega i o. Isso acon ece po que as classes de mais baixa enda
gas am p opo cionalmen e mais com p odu os ag opecuá ios, que são os maio es
emisso es de GEEs no B asil. Uma axação sem dis inção de se o es impac a menos,
mas ainda em um e ei o maio sob e as classes de enda mais baixas. Assim,
independen emen e da o ma de axação, é impo an e que ela enha acompanhada
de medidas de compensação.
De e-se essal a que, apesa de a u ilização de modelos de EGC ep esen a um
ganho em elação aos es udos que azem análise a pa i de MIP ou MCS, é necessá io
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
17
3008
desen ol e modelos dinâmicos que pe mi am a u ilização de dados híb idos, ou seja,
ecológicos e econômicos, e que ep esen em melho a ealidade de países em desen-
ol imen o, como os modelos pós-keynesianos, que não assumem a hipó ese de que
os me cados são pe ei amen e compe i i os.
En e as limi ações do es udo, des aca-se que pode ia se u ilizado como c i é io
de ag egação das classes de enda a simila idade do pad ão de consumo, ou seja, a
clus e ização. Es e é um p ocesso complicado, po que exige a cons ução de uma o ina
com os mic odados da POF/IBGE, po an o, ica como suges ão pa a abalhos u u os.
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TEXTO pa a DISCUSSÃO
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TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
19
3008
ANEXO A
EQUAÇÕES DE FORMULAÇÃO DO MODELO EGC
•P odução domés ica
•Consumo do go e no
•In es imen os
TEXTO pa a DISCUSSÃO
20
3008
•Comé cio in e nacional
•Ag egação de A ming on
•Consumo in e mediá io, expo ações e p odução o al
•Condição de equilíb io
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
21
3008
•Compo amen o das amílias
•Poupança
Em que,
: índices dos p odu os;
: índice dos a o es de p odução;
: p odução o al do p odu o ;
: a o es de p odução;
: p eço de demanda do p odu o ;
: p eço do a o de p odução ;
: pa âme o de pa icipação na unção de u ilidade;
: luc o da i ma ;
: p odução o al da i ma ;
: insumo p imá io u ilizado pela i ma ;
: p eço de o e a do p odu o ;
: pa âme o de pa icipação na unção de p odução;
: a âme o escala da unção de p odução;
: alo adicionado da i ma ;
TEXTO pa a DISCUSSÃO
22
3008
: coe icien e de equisi o mínimo de consumo in e mediá io;
: coe icien e de equisi o mínimo do alo adicionado do p odu o ;
: p eço do alo adicionado da i ma ;
: p eço de demanda in e mediá ia do p odu o ;
: consumo do go e no do p odu o ;
: Impos o sob e a enda do p odu o ;
: Alíquo a do impos o de enda sob e o p odu o ;
: Poupança do go e no;
: Pe cen ual do gas o do go e no do p odu o ;
: Poupança das amílias;
: Poupança ex e na;
: demanda po in es imen o do p odu o ;
: axa de câmbio;
: pe cen ual de in es imen o no p odu o ;
: p eço de expo ação do p odu o a p eço ex e no;
: p eço de expo ação p odu o a p eço domés ico;
: expo ação do p odu o ;
: p eço de impo ação do p odu o a p eço ex e no;
: p eço de impo ação do p odu o a p eço domés ico;
: impo ação do p odu o ;
: p odu o domés ico ;
: pa âme o de p odu i idade p odu o compos o ;
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
23
3008
: pa âme os de pa icipação de unção de p odução do p odu o compos o;
: pa âme o da elas icidade de subs i uição;
: elas icidade de subs i uição;
: pa âme o de p odu i idade da i ma na unção de ans o mação;
: pa âme os de pa icipação de unção de ans o mação;
: pa âme o da elas icidade de ans o mação; e
: elas icidade de ans o mação da i ma .
TEXTO pa a DISCUSSÃO
24
3008
ANEXO B
TABELA B.1
Ma iz de con abilidade social (MSC)1
AGP IND ENE TRP SRV CAP LAB IDT TRF HH1 HH2 HH3 GOV INV EXT
AGP 0.24 2.13 0.21 0.001 0.22 - - - - 0.24 0.41 0.46 0.001 0.30 1.16
IND 0.93 8.26 0.51 0.31 2.64 - - - - 0.89 2.10 5.30 0.06 6.31 4.28
ENE 0.28 0.98 2.94 0.77 0.88 - - - - 0.08 0.43 1.75 0.001 0.02 0.74
TRP 0.11 1.37 0.33 0.68 1.16 - - - - 0.02 0.13 1.35 0.001 0.04 0.37
SRV 0.40 5.08 0.99 0.84 11.51 - - - - 0.50 2.94 19.07 13.22 1.69 1.69
CAP 2.52 3.94 1.66 1.00 17.69 - - - - - - - - - -
LAB 0.50 4.04 0.40 1.14 17.04 - - - - - - - - - -
IDT 0.25 2.01 1.01 0.42 2.18 - - - - - - - - - -
TRF 0.01 0.14 0.01 0.01 0.03 - - - - - - - - - -
HH1 - - - - - 1.30 1.12 - - - - - - - -
HH2 - - - - - 4.52 3.90 - - - - - - - -
HH3 - - - - - 20.99 18.10 - - - - - - - -
GOV - - - - - - - 5.17 0.2 0.29 0.99 4.61 - - -
INV - - - - - - - - - 0.4 1.42 6.55 -2.023 - 2.01
EXT 0.27 3.78 0.951 0.53 4.72 - - - - - - - - - -
Elabo ação dos au o es.
No a: 1 Em R$ 100 bilhões de 2015.
Obs.: AGP – ag opecuá io; IND – indús ia; ENE – ene gia; TRP – anspo e; SRV – se iços; CAP – capi al; LAB – abalho;
IDT – impos os indi e os; TRF – impos os sob e impo ação; HH1 – amílias da classe de enda 1; HH2 – amílias da
classe de enda 2; HH3 – amílias da classe de enda 3; GOV – go e no; INV – in es imen os; e EXT – es o do mundo.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3008
(Con inuação)
Consumo das amílias po decil
To al D1 D2 D3 D4 D5 D6 D7 D8 D9 D10
Aluguel impu ado
441.426
15.714 20.941 25.856 28.624 33.534 36.637 43.079 50.827 65.221 120.993
Se iços ju ídicos, con abilidade
e consul o ia 16.923 174 385 375 677 838 900 1.070 1.773 2.681 8.050
Pesquisa e desen ol imen o 00 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Se iços de a qui e u a e engenha ia 448 5 10 10 18 22 24 28 47 71 213
Publicidade e ou os se iços écnicos 1.716 34 56 86 76 113 110 159 234 250 598
Aluguéis não imobiliá ios e ges ão de
a i os de p op iedade in elec ual 1.454 44 64 81 90 109 119 143 169 217 418
Condomínios e se iços pa a edi ícios 2.390 6 20 20 35 51 67 105 185 408 1.492
Ou os se iços adminis a i os 9.784 398 499 617 680 795 915 1.051 1.228 1.479 2.120
Se iços de igilância, segu ança
e in es igação 449 18 23 28 31 37 42 48 56 68 97
Se iços cole i os da
adminis ação pública 00 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Se iços de p e idência e
assis ência social 00 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Educação pública 00 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Educação p i ada
122.115
1.664 2.066 3.545 3.519 4.861 6.796 10.371 13.588 23.003 52.701
Saúde pública 00 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Saúde p i ada
185.721
4.037 6.038 8.065 10.431 11.979 14.016 16.376 21.466 30.966 62.347
Se iços de a es, cul u a, espo e
e ec eação 22.944 490 622 906 945 1.161 1.623 1.957 2.697 3.858 8.684
O ganizações pa onais, sindicais
e ou os se iços associa i os 32.040 220 364 552 718 932 1.089 1.625 2.520 4.575 19.444
(Con inua)
TEXTO pa a DISCUSSÃO
32
3008
(Con inuação)
Consumo das amílias po decil
To al D1 D2 D3 D4 D5 D6 D7 D8 D9 D10
Manu enção de compu ado es,
ele ones e obje os domés icos 10.295 281 397 584 677 808 996 1.257 1.366 1.711 2.219
Se iços pessoais 46.045 1.106 1.460 1.882 2.356 2.913 3.486 4.619 5.899 7.917 14.406
Se iços domés icos 71.458 2.910 3.648 4.503 4.967 5.809 6.684 7.677 8.970 10.803 15.487
Elabo ação dos au o es.
No a: 1 Em R$ bilhões de 2015.
Ipea – Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada
EDITORIAL
Coo denação
Ae omilson T ajano de Mesqui a
Assis en es da Coo denação
Ra ael Augus o Fe ei a Ca doso
Samuel Elias de Souza
Supe isão
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
Re isão
B una Ne es de Souza da C uz
B una Oli ei a Ranquine da Rocha
Ca los Edua do Gonçal es de Melo
C islayne And ade de A aújo
Elaine Oli ei a Cou o
Luciana Bas os Dias
Rebeca Raimundo Ca doso dos San os
Vi ian Ba os Volo ão San os
Debo ah Baldino Ma e (es agiá ia)
Ma ia Edua da Mendes Lagua dia (es agiá ia)
Edi o ação
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
Camila Guima ães Simas
Leona do Simão Lago Al i e
Maya a Ba os da Mo a
Capa
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
P oje o G á ico
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
The manusc ip s in languages o he han Po uguese
published he ein ha e no been p oo ead.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
Missão do Ipea
Ap imo a as polí icas públicas essenciais ao desen ol imen o b asilei o
po meio da p odução e disseminação de conhecimen os e da assesso ia
ao Es ado nas suas decisões es a égicas.
Missão do Ipea
Ap imo a as polí icas públicas essenciais ao desen ol imen o b asilei o
po meio da p odução e disseminação de conhecimen os e da assesso ia
ao Es ado nas suas decisões es a égicas.