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Ser comunidade: a importância da integração comunitária na terceira idade

Abstract

O presente relatório, inserido no estágio referente ao Mestrado em Educação com especialização em Educação de Adultos e Intervenção Comunitária, refere-se ao projeto desenvolvido na Residência Pratinha, uma residência sénior inserida num meio rural na freguesia de Cavalões, com um grupo de 17 utentes com idades entre os 76 e 93 anos dos quais nenhum deles era morador da referida freguesia até ao momento da institucionalização. O referido projeto tem como finalidade a integração dos utentes da Residência Pratinha na comunidade a que pertencem e conta ainda com os seguintes objetivos gerais: incentivar à participação ativa dos utentes; promover momentos de partilha intergeracional; potenciar momentos lúdicos e de recreação e ainda os objetivos específicos: contactar com os símbolos e história da freguesia; integrar o público-alvo nas tradições/iniciativas da freguesia; estimular o interesse pela leitura; potenciar momentos de convívio; promover a criatividade; comemorar as épocas festivas. De forma a atingir a finalidade e objetivos referidos as atividades desenvolvidas ao longo do projeto foram organizadas em cinco ateliês, sendo eles: (1) As Nossas Decorações, (2) Nós e a Comunidade; (3) Partilhas Intergeracionais; (4) Promoção da Saúde; (5) Nós e a Música. Este foi um projeto desenvolvido com a metodologia da investigação-ação participativa e no qual foi utilizada a animação sociocultural como metodologia de intervenção. Ao longo do relatório são apresentadas todas as etapas percorridas durante o projeto que levou à integração dos utentes da referida instituição na comunidade a que pertencem.

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Ser comunidade: a importância da integração comunitária na terceira idade

Author: Silva, Sara Alexandra Ribeiro da
Year: 2020
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/fb7074a4-55b3-4e1c-8ad1-27bc2bc3681b/download
janei o de 2020 Uni e sidade do MinhoIns i u o de EducaçãoSa a Alexand a Ribei o da Sil a Se Comunidade: a Impo ância daIn eg ação Comuni á ia na Te cei a Idade
Sa a Alexand a Ribei o da Sil a Se Comunidade: a Impo ância da In eg ação Comuni á ia na Te cei a Idade UMinho | 2020
Sa a Alexand a Ribei o da Sil a Se Comunidade: a Impo ância daIn eg ação Comuni á ia na Te cei a Idade janei o de 2020 Rela ó io de Es ágio Mes ado em Educação Á ea de Especialização em Educação de Adul os eIn e enção Comuni á ia T abalho e e uado sob a o ien ação da P o esso a Dou o a Cus ódia Ma ins Uni e sidade do MinhoIns i u o de Educação
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as
eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os
conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições
não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da
Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
Ag adecimen os
O sucesso na ealização des e p oje o não e ia sido possí el sem o apoio e colabo ação de
de e minadas pessoas e en idades às quais enho mui o a ag adece , uma ez que, de di e en es
o mas, o am colabo ando e pa icipando no p oje o.
À D a. Cus ódia Ma ins, o ien ado a de es ágio, pela disponibilidade a apoio du an e oda a
ealização des e p oje o.
À D a. Alexand a Viei a, acompanhan e de es ágio, po oda a dedicação e auxílio que no
desen ol imen o do p oje o, que na in eg ação na ins i uição e ainda no meu c escimen o como
p o issional da á ea. Ag adeço ainda pelo exemplo que me ansmi iu.
À ins i uição de es ágio, a Residência P a inha, po me e ecebido da melho o ma e po me
e pe mi ido desen ol e es e p oje o da o ma exa a como o idealizei.
Aos u en es da Residência P a inha, po odo o ca inho com que me ecebe am e pa icipa am
em cada momen o des e p oje o, e sem os quais nada dis o e ia sido possí el.
A odos aqueles com quem c iei pa ce ias e que o am con idados a pa icipa nes e p oje o,
que acei a am de imedia o e se es o ça am pa a que udo co esse bem, o meu mui o ob igada, es e
p oje o de in eg ação na comunidade não a ia sen ido sem eles, sem a p óp ia comunidade. Aos
g upos que can a am as janei as, ao ag upamen o de escolas, ao ja dim-de-in ância, à jun a de
eguesia, ao ag upamen o de escu ei os, aos ma chan es da união de eguesias, ao g upo de bombos
in an il, ao pá oco da eguesia, à D a. Ma a, à Sa a, ao S . Joaquim, ao S . No ais e ainda à
Educado a de In ância, P o . An ónia, que, 18 anos depois, me ol ou a ecebe de b aços abe os e
pa icipou nes e p oje o de alma e co ação, o meu especial ob igado.
Aos meus pais e i mão, po odo o poio du an e oda a minha ida académica mas
p incipalmen e pelo apoio nes e p oje o a a és de opiniões, colabo ação e pa icipação no mesmo e
ainda pela paciência naqueles dias menos bons.
Ao meu namo ado que semp e me apoiou e comp eendeu a al a de disponibilidade e ene gia
em de e minados momen os, ou indo pacien emen e as minhas queixas.
Às minhas amigas, as melho es que a uni e sidade me deu. Ob igada Cá ia, Ca a ina e
Daniela po odo o apoio e opiniões ocadas pa a que os nossos p oje os i essem sucesso, po es es
5 anos de amizade e de momen os únicos.

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo
que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de
in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do
Minho.
SER COMUNIDADE: A IMPORTÂNCIA DA INTEGRAÇÃO COMUNITÁRIA NA TERCEIRA IDADE
RESUMO
O p esen e ela ó io, inse ido no es ágio e e en e ao Mes ado em Educação com
especialização em Educação de Adul os e In e enção Comuni á ia, e e e-se ao p oje o desen ol ido
na Residência P a inha, uma esidência sénio inse ida num meio u al na eguesia de Ca alões, com
um g upo de 17 u en es com idades en e os 76 e 93 anos dos quais nenhum deles e a mo ado da
e e ida eguesia a é ao momen o da ins i ucionalização.
O e e ido p oje o em como inalidade a in eg ação dos u en es da Residência P a inha na
comunidade a que pe encem e con a ainda com os seguin es obje i os ge ais: incen i a à
pa icipação a i a dos u en es; p omo e momen os de pa ilha in e ge acional; po encia momen os
lúdicos e de ec eação e ainda os obje i os especí icos: con ac a com os símbolos e his ó ia da
eguesia; in eg a o público-al o nas adições/inicia i as da eguesia; es imula o in e esse pela
lei u a; po encia momen os de con í io; p omo e a c ia i idade; comemo a as épocas es i as. De
o ma a a ingi a inalidade e obje i os e e idos as a i idades desen ol idas ao longo do p oje o o am
o ganizadas em cinco a eliês, sendo eles: (1) As Nossas Deco ações, (2) Nós e a Comunidade; (3)
Pa ilhas In e ge acionais; (4) P omoção da Saúde; (5) Nós e a Música.
Es e oi um p oje o desen ol ido com a me odologia da in es igação-ação pa icipa i a e no
qual oi u ilizada a animação sociocul u al como me odologia de in e enção. Ao longo do ela ó io são
ap esen adas odas as e apas pe co idas du an e o p oje o que le ou à in eg ação dos u en es da
e e ida ins i uição na comunidade a que pe encem.
Pala as-cha e: Educação de Adul os; En elhecimen o; In eg ação Comuni á ia; In e enção
Comuni á ia
i
BEING COMMUNITY: THE IMPORTANCE OF COMMUNITY INTEGRATION IN THE THIRD AGE
Abs ac
The p esen in e nship pape , inse ed in he in e nship ela ed o he Mas e deg ee in
Educa ion wi h specializa ion in Adul Educa ion and Communi y In e en ion, e e s o he p ojec
de eloped a Residência P a inha, a senio esidence inse ed in a u al en i onmen in he pa ish o
Ca alões, wi h a g oup o 17 use s be ween he ages o 76 and 93 yea s o which none o hem we e
esiden s o ha pa ish un il he momen o ins i u ionaliza ion.
The pu pose o his p ojec is o in eg a e he use s o he Residência P a inha in he
communi y o which hey belong and also has he ollowing gene al objec i es: o encou age he ac i e
pa icipa ion o use s; p omo e momen s o in e gene a ional sha ing; enhance play ul and ec ea ional
momen s and also he speci ic objec i es: con ac wi h he symbols and his o y o he pa ish; in eg a e
he a ge audience in o he pa ish's adi ions / ini ia i es; s imula e he in e es o eading; enhance
momen s o con i iali y; p omo e c ea i i y; celeb a e he es i e seasons. In o de o achie e he
pu pose and objec i es e e ed o, he ac i i ies de eloped h oughou he p ojec we e o ganized in i e
wo kshops, namely: (1) Ou Deco a ions, (2) Us and he Communi y; (3) In e gene a ional Sha es; (4)
Heal h P omo ion; (5) Us and Music.
This was a p ojec de eloped wi h he me hodology o pa icipa o y ac ion- esea ch and in which
socio-cul u al anima ion was used as an in e en ion me hodology. Th oughou he epo , all he s eps
aken du ing he p ojec ha led o he in eg a ion o he use s o ha ins i u ion in he communi y o
which hey belong a e p esen ed.
Keywo ds: Adul Educa ion; Aging; Communi y In eg a ion; Communi y In e en ion;
ii
Índice
Ag adecimen os .................................................................................................................................. iii
RESUMO .............................................................................................................................................
Abs ac .............................................................................................................................................. i
Índice ................................................................................................................................................ ii
Índice de G á icos ............................................................................................................................... ix
Índice de Tabela ................................................................................................................................. ix
1. In odução .................................................................................................................................11
2. Enquad amen o Con ex ual do Es ágio........................................................................................13
2.1. Ca ac e ização da ins i uição...............................................................................................13
2.2. Ca ac e ização do público-al o ............................................................................................15
2.3. Ap esen ação da á ea/p oblemá ica de in es igação/in e enção ........................................17
2.4. Diagnós ico de necessidades/in e esses .............................................................................17
3. Enquad amen o Teó ico da P oblemá ica do Es ágio ...................................................................19
3.1. En elhecimen o e Qualidade de Vida ...................................................................................19
3.2. Educação de Adul os e In e enção Comuni á ia .................................................................21
3.4. In e ge acinalidade .............................................................................................................27
4. Enquad amen o Me odológico do Es ágio ...................................................................................29
4.1. Ap esen ação da inalidade e obje i os de in e enção .........................................................29
4.2. Ap esen ação e undamen ação da me odologia de in es igação/in e enção ......................29
4.2.1. De inição do pa adigma de in e enção/in es igação ..................................................29
4.2.2. Seleção do mé odo e das écnicas de in e enção/in es igação ...................................30
4.2.2.1. Con e sas in o mais ...................................................................................................31
4.2.2.2. Obse ação di e a pa icipan e ....................................................................................31
4.2.2.3. Pesquisa e análise documen al ...................................................................................31
4.2.2.4. Diá io de bo do ...........................................................................................................31
4.2.3. Me odologia de In e enção ........................................................................................32
14
Assim sendo, de aco do com o si e da ins i uição, a e e ida ins i uição em como isão
es u u an e “ o na -se e e ência na p es ação de se iços à população sénio , disponibilizando as
melho es p á icas de saúde e de p es ação de cuidados humanizados, a a és do desen ol imen o de
ações cen adas no u en e e no seu bem-es a biopsicossocial” 1
A Residência p es a os seguin es se iços aos seus u en es:
 Ocupação Te apêu ica;
 A i idades sociocul u ais e ec ea i as;
 Apoio psicossocial endo em is a a sua in eg ação na sociedade de que azem pa e;
 Re eições;
 T a amen o de oupas;
 Apoio Clínico, de En e magem;
 Cuidados de higiene e de con o o;
 Ba bei o/cabelei ei o;
 U ilização do ele one pa a comunicação ex e na;
 Assis ência espi i ual e eligiosa, assegu adas pelo Pá oco da eguesia de aco do com
a disponibilidade do mesmo.
Pa a além dos se iços p es ados a ins i uição con a ainda com uma pa ce ia com a Clínica
Médica e de Reabili ação Sen i Saúde, que p es a, na ins i uição, se iços de isio e apia.
A Residência P a inha es á inse ida numa quin a na eguesia de Ca alões localizada numa zona
u al ca ac e izada pela en ol ência de e enos ag ícolas. A quin a con a com, pa a além da es u u a
esidencial, uma ex ensa á ea de ege ação, en e ja dins e poma . A es u u a esidencial é compos a
po 15 qua os (duplos/indi iduais equipados com casa de banho p i ada), 5 casas de banho,
oupa ia, dispensa, sala das auxilia es, cozinha, e ei ó io, sala de a i idades, sala de con í io, sala de
en e magem e gabine e écnico. No que diz espei o aos ecu sos humanos a ins i uição con a com a
socia ge en e, a di e o a écnica, a e apeu a ocupacional, 2 en e mei as e 15 auxilia es, que em
conjun o zelam pela qualidade dos se iços p es ados.
No que diz espei o às a i idades desen ol idas a ins i uição con a com um plano de a i idades,
planeado pela e apeu a ocupacional em colabo ação com a di e o a écnica e ap o ado pela socia
ge en e. O e e ido plano con empla as seguin es á eas: a i idades ísicas (semanalmen e), a i idades
1 h p://www. esidenciap a inha.com/

15
psicomo o as (dia iamen e), a i idades es é icas (semanalmen e), saídas ao ex e io (mensalmen e),
idas à missa (semp e que opo uno), eza do e ço (dia iamen e) e ainda a celeb ação de da as
es i as, ais como: Ca na al, Dia do Doen e, Páscoa, San os Popula es, Dia do Idoso, Dia de S.
Ma inho e Na al.
2.2. Ca ac e ização do público-al o
Dos 26 u en es da Residência P a inha, apenas 17 des es pa icipa am no p oje o uma ez que os
es an es inham limi ações, que ísicas que cogni i as, as quais não pe mi i am a sua pa icipação
nas a i idades desen ol idas no p esen e p oje o. Pa a a ca ac e ização do público-al o oi ealizada
uma análise documen al e ainda ecolhida in o mação a a és de con e sas in o mais que com o
p óp io público-al o como com a di eção da Residência P a inha.
A a és da obse ação dos g á icos ela i os às idades e géne o dos u en es, é possí el conclui
que se a a de um público-al o p edominan emen e do géne o eminino, sendo que apenas 3 dos 17
u en es en ol idos são do sexo masculino. Quan o às idades obse a-se que se a a de uma população
en elhecida, com idades comp eendidas en e os 76 e os 93 anos, sendo que a média de idades dos
u en es é de 85 anos.
Rela i amen e ao empo de esidência na ins i uição o am conside adas as a iá eis de in e io a
1 ano e supe io a 1 ano, sendo que se obse a que a maio ia do público-al o em um empo de
esidência in e io a 1 ano, ou seja, a maio ia dos u en es es á há pouco na ins i uição.
3
14
Masculino
Feminino
0
1
2
3
76 78 80 81 82 83 84 85 87 88 90 93
59%
41% >1 ano
<1 ano
G á ico I: Géne o dos U en es
G á ico II: Idade dos U en es
G á ico III: Tempo de Residência na Ins i uição
16
Rela i amen e ao es ado ci il obse a-se um equilíb io nos seus esul ados, sendo 6 u en es são
iú os(as), 5 são casados(as), 4 di o ciados(as) e uma mino ia, 2 u en es, são sol ei os(as).
No que se e e e às azões pelas quais os u en es ing essa am na esidência sénio , a p incipal
azão apon ada pelo público oi a impossibilidade po pa e dos amilia es de p es a em os cuidados
necessá ios. De ac o a a-se de um público que necessi a de cuidados e de acompanhamen o uma
ez que dos 17 u en es 9 êm diagnós ico de demência e ainda 7 êm di iculdades mo o as que os
le am a se em mo imen ados em cadei as de odas.
Sendo um público-al o de um meio u al, a g ande maio ia e e a i idades p o issionais
elacionadas com a ag icul u a, sendo que os es an es es i e am inse idos em áb icas à exceção de
uma u en e que e e a p o issão de p o esso a. Associado às di iculdades que as suas amílias
ap esen a am du an e a in ância dos u en es, 5 dos u en es são anal abe os uma ez que não i e am
a possibilidade de equen a em a escola, algo que os az sen i in e io es ela i amen e ao es an e
público.
5
4 2
6 Casado(a)
Sol ei o(a)
Di o ciado(a)
Viú o(a)
12
5
Al abe izado(a)
Anal abe o(a)
G á ico IV: Es ado Ci il dos U en es
G á ico V: Al abe ização dos U en es
17
2.3. Ap esen ação da á ea/p oblemá ica de in es igação/in e enção
O p oje o “Se Comunidade: a Impo ância da In eg ação Comuni á ia na Te cei a Idade” em
como inalidade a in eg ação dos u en es da Residência P a inha na comunidade a que pe encem,
sendo o seu público-al o 17 u en es de uma esidência sénio .
Com a ins i ucionalização em la es e esidências sénio , os idosos eem eduzido o núme o de
elações e pa icipações socias com a comunidade en ol en e que, na g ande maio ia dos casos, é
desconhecida, uma ez que se deslocam da eguesia onde an e io men e esidiam. De o ma a
comba e es e dé ice de ligação e de pa icipação na comunidade, exis e a necessidade de, os la es e
esidências sénio es, se in eg a em na comunidade a que pe encem a a és da pa icipação em
inicia i as da eguesia e ainda a a és do en ol imen o com g upos e mo imen os da mesma. Daí a
pe inência de uma in e enção na á ea da in eg ação na comunidade com idosos ins i ucionalizados,
não apenas pa a bene ício da ins i uição em si, que se o na mais conhecida e alo izada pela
população, mas p incipalmen e pa a con ibui pa a aumen o de elações sociais dos u en es com a
es an e comunidade e pa a p omo e uma pa icipação a i a dos mesmos na comunidade a que
passam a pe ence .
Uma in e enção nes a á ea az ainda sen ido endo em con a oda a o mação já ob ida em anos
an e io es, onde oi ealçada a impo ância de uma pa icipação a i a na comunidade e de uma
in eg ação comuni á ia, que são ele an es não apenas nos idosos mas ambém em qualque ase da
ida, sendo o se humano um se social exis e a necessidade de socializa mos e, consequen emen e,
es a mos in eg ados numa comunidade.
2.4. Diagnós ico de necessidades/in e esses
O diagnós ico de necessidades é a ase inicial de qualque p oje o de in e enção, com o qual,
segundo San os (2012), é possí el iden i ica e ca a e iza necessidades e/ou p oblemas,
po encialidades, ecu sos e in e esses do público-al o. É a pa i da cons ução do diagnós ico de
necessidades que é possí el pe cebe qual a in e enção necessá ia, bem como, delinea os obje i os e
inalidade da mesma, possibili ando uma ação adequada ao público-al o. Gue a e e e que qualque
p oje o de in e enção de e se cons uído “(…) com base no conhecimen o da ealidade, sob pena de
não se adequado ou ealis a.” (2000: 129).
Pa a a ealização des e p oje o, du an e o diagnós ico de necessidades, o am u ilizadas as
écnicas de con e sas in o mais, obse ação di e a pa icipan e, pesquisa e análise documen al e os
diá ios de bo do. A a és da análise documen al oi possí el e acesso aos dados pessoais de cada um
18
dos u en es, o que pe mi iu pe cebe as limi ações de saúde de cada u en e e ainda um pouco da sua
his ó ia de ida. Rela i amen e aos seus in e esses, necessidades e p edisposição pa a a ealização e
desen ol imen o de de e minadas emá icas, oi essencialmen e com as con e sas in o mais e com a
obse ação di e a pa icipan e que se o nou possí el a ecolha desses dados.
Dos dados ecolhidos oi de ealça o ac o de nenhum dos u en es se esiden e na eguesia,
odos os u en es são p o enien es de ou as eguesias e, g ande pa e deles, de eguesias bas an e
dis an es. Também os p o issionais, que com eles abalham dia iamen e, não pe encem à eguesia
onde se encon a a esidência, o que az com que ambém es es não conheçam as dinâmicas da
mesma. Es es a o es azem com que os u en es não conheçam nem enham uma pa icipação na
comunidade onde i em, daí su gi a g ande necessidade de, com es e p oje o, os in eg a na
comunidade onde ago a esidem, azendo com que enham uma pa icipação a i a na mesma e com
que conheçam as suas adições e o seu pa imónio his ó ico e eligioso.
Rela i amen e aos gos os e in e esses do público-al o, es es o am e e indo a iadíssimas
emá icas como a a i idade ísica, a lei u a, o cinema, a ja dinagem, en e ou os, no en an o oi
possí el des aca -se o in e esse pela eligião e pela música e a on ade de con i e com as c ianças
que o am e e idos como in e esses po odos os idosos do público-al o.
19
3. Enquad amen o Teó ico da P oblemá ica do Es ágio
3.1. En elhecimen o e Qualidade de Vida
Apesa do aumen o da espe ança média de ida, o mais impo an e não é e mais anos de ida
mas sim da qualidade a esses anos de ida, al como de ende Fon aine, “con ém, de ago a em
dian e, não só con inua a da empo ao empo, mas ambém a da qualidade ao empo.” (2000: 147).
Tal como a in ância, a adolescência e a idade adul a ambém a elhice é um es ado, no en an o,
es e é is o de o ma di e en e sendo que se a a da úl ima ase da ida, ase es a que a ingimos
a a és do p ocesso do en elhecimen o, sendo es e um p ocesso biopsicossocial que se inicia desde
que nascemos.
A o ma como a elhice é in e p e ada depende mui o da sociedade em que i emos e daquilo que
nos é ansmi ido, os jo ens eem os idosos e a elhice de uma o ma di e en e daquela que os adul os
eem ou de como os p óp ios idosos eem, es a isão de e-se essencialmen e à dis ância que es ão
dessa ealidade, con o me amos en elhecendo emos uma pe spe i a di e en e dos á ios es ados
po que amo-nos ap oximando dessa ealidade. A sociedade a ual alo iza o dinhei o e a p odu i idade,
uma ez que os idosos já não são ão p odu i os, al como Zime man de ende exis e uma isão p é-
concebida des es como alguém que es á numa ase inal da ida, “quando se ala em elho a imagem
que em à men e é a de um sapa o gas o, u ado e que, po an o, já não se e pa a mais nada” (2000:
28) e que já não em um papel ão a i o na sociedade, que a ní el social como económico, daí os
jo ens se em in luenciados pela sociedade a e em es a isão nega i a da elhice.
Tal como Zime man e e e, o en elhecimen o dá-se a ní el ísico, psicológico e social, is o é
“p essupõe al e ações ísicas, psicológicas e sociais no indi íduo” (2000: 21), sendo que es e p ocesso
a ia de pessoa pa a pessoa e depende de como cada um en en a esse mesmo en elhecimen o, se se
esigna ou se comba e esses e ei os de um p ocesso ine i á el, sendo assim o en elhecimen o é um
p ocesso biopsicossocial singula e único.
Segundo Oli ei a a elhice pode se ca ego izada como “bem sucedida e mal sucedida ou
pa ológica, icando no meio a elhice ‘no mal’ ou habi ual, não o almen e eliz mas ambém não
in eliz” (2005: 87). A elhice no mal ca ac e iza-se po mudanças a ní el psicológico, sociológico e
ísico di as como no mais nes e p ocesso, a elhice pa ológica, po ou o lado, ca ac e iza-se pelo
su gimen o de a iadas doenças limi ado as, já a elhice bem-sucedida, sendo es e o p e endido, é
ca a e izada po um p ocesso de en elhecimen o onde, apesa do passa do empo, ainda se

20
ap esen am ní eis de saúde, au onomia e independência mui o bons pa a a idade que a pessoa
ap esen a. Associado ao concei o de en elhecimen o bem-sucedido su ge ambém o concei o de
en elhecimen o a i o, que segundo Ribei o & Paul eme em “o concei o de ‘a i o’ pa a uma
pa icipação e en ol imen o nas á ias ques ões sociais, cul u ais, económicas, ci is e espi i uais”
(2011: 2), es es ap esen am-nos ês pila es a ele associadas enquan o essenciais no seu p ocesso: a
saúde, “a qual se ins i ui desde logo como um dos aspe os cen ais do en elhecimen o” (2011: 4); a
segu ança que, segundo os au o es, le an a ques ões “sob e o planeamen o u bano e os luga es
habi ados, mas ambém a en am sob e os espaços p i ados e o clima de não- iolência das
comunidades” (2011:4) e po úl imo emos o pila da “pa icipação social na comunidade em que es á
inse ido, e que é ma cado pelas elações es abelecidas com os dis in os subsis emas ins i ucionais”
(2011: 4) apesa da impo ância de odos es es pila es é sob e es e úl imo que o p esen e p oje o ai
e mais a uação, sob e o en ol imen o e a pa icipação social dos idosos na comunidade a que
pe encem .
Sendo a saúde uma dimensão impo an e em odas as ases da ida, na elhice, uma ez que a
pessoa es á mais p opícia ao desen ol imen o de doenças, es a o na-se numa das dimensões mais
impo an es uma ez que es a ai in luencia a o ma como o idoso enca a a sua ida e o seu u u o.
Quando nos e e imos a a o es que in luenciam a qualidade de ida, segundo Fonseca “a e e ência a
p oblemas de saúde é uma cons an e, su gindo cla amen e no opo das p eocupações” (2006: 125),
como al, es a é uma emá ica impo an e de abalha , que a ní el da p e enção da doença que a
ní el de p omoção da saúde. Amado ap esen a assim a de inição de P omoção da Saúde p esen e na
Ca a de O awa (1986): a p omoção da saúde “é um p ocesso que isa aumen a a capacidade dos
indi íduos e das comunidades pa a con ola em a sua saúde, no sen ido de a melho a .” (2012: 248).
A qualidade de ida é alada em odas as ases da ida mas é ainda mais alo izada com o
en elhecimen o, na elhice a pessoa es á mais p opensa à doença e, nesse sen ido, como e e i
an e io men e, quando e e imos a qualidade de ida na elhice o p imei o a o que odos e e em é a
saúde, a saúde é undamen al mas não é só a saúde que a e a a qualidade de ida. A qualidade de
ida é, segundo Paúl & Fonseca, “mul idimensional, que ul apassa la gamen e a p oblemá ica da
saúde” (2005: 77). Paúl & Fonseca e e em ainda que “nes e modelo da OMS que ado amos, a
qualidade de ida ab ange as dimensões ísica, psicológica, social e ambien al.” (2005: 78), ou seja, a
qualidade de ida ai mui o pa a além da saúde, passa pelas elações que man êm, pelas a i idades
que p a icam, pelo local onde i em e ainda pa a independência que êm.
21
3.2. Educação de Adul os e In e enção Comuni á ia
A á ea da Educação de Adul os su ge num momen o pós 2ª Gue a Mundial, quando a maio
necessidade e a a c iação de um clima de paz en e as nações. A educação de adul os su giu assim
com o papel de desen ol e no adul o um espí i o de paz e de pe ença a uma comunidade. Com a
Qua a Con e ência In e nacional da UNESCO sob e a Educação de Adul os, em Nai obi, su ge e
de inição de educação de adul os que pe manece a é aos dias de hoje:
“a exp essão «educação de adul os» designa a o alidade dos p ocessos o ganizados
de educação, qualque que seja o con eúdo, o ní el ou o mé odo, que sejam o mais
ou in o mais, que p olonguem ou subs i uam a educação inicial minis ada nas
escolas e uni e sidades, e sob a o ma de ap endizagem p o issional, g aças aos
quais as pessoas conside adas como adul os pela sociedade a que pe encem
desen ol em as suas ap idões, en iquecem os seus conhecimen os, melho am as
suas quali icações écnicas e p o issionais ou lhes dão uma no a o ien ação, e azem
e olui as suas a i udes ou o seu compo amen o na dupla pe spec i a de um
desen ol imen o in eg al do homem e de uma pa icipação no desen ol imen o
social, económico e cul u al equilib ado e independen e;” (UNESCO, 1977, p.10)
É impo an e p imei amen e e em con a que não podemos con undi educação de adul os com
educação pe manen e, uma ez que, a educação de adul os su ge como um subconjun o da p óp ia
educação pe manen e. O p ocesso de educa passa po o na as pessoas au ónomas e au odida as,
ajudando-as a pensa po si, a adqui i no as compe ências que as açam e capacidade pa a
esol e em os seus p oblemas, a emancipa -se.
A educação de adul os eio di e encia -se da educação escola uma ez que, na educação
escola , o aluno ocupa um papel passi o, não pa icipa no p óp io p ocesso de ap endizagem, na
educação de adul os is o já não acon ece sendo que o adul o é o p incipal agen e do seu p óp io
p ocesso educa i o, em aqui um papel a i o, al como nos e e e a ecomendação da Qua a
Con e ência In e nacional da UNESCO sob e Educação de Adul os, “num al p oje o, o homem é o
agen e da sua p óp ia educação a a és da in e ação pe manen e da sua e lexão e das suas ações;”
(UNESCO, 1977: 10).Pa a que is o seja possí el o educado desempenha um impo an e papel de
mo i ação do adul o, es e p ecisa de se mo i ado a pa icipa no p óp io p ocesso educa i o, pa a que
consiga pe cebe as p óp ias necessidades e as consiga esol e , o nando-se au ónomo e au odida a.
22
O campo da educação de adul os ap esen a-se como di e si icado e complexo, a ní el das p á icas
educa i as, a ní el das ins i uições e a ní el da igu a do educado , al como nos e e e Rui Caná io
(2000). O au o e e e ainda que ao ní el das p á icas educa i as es as “co espondem à Al abe ização,
à Fo mação P o issional, à Animação Sociocul u al e ao Desen ol imen o Local.” (2000: 14).
A al abe ização oi, em empos, um dos polos mais impo an es da educação de adul os sendo
que e a g ande o núme o de anal abe os e ha ia a necessidade de da li e acia às populações pa a que
es as conseguissem se au ónomas e pudessem e um papel mais a i o na sua p óp ia ida e ambém
den o da sua p óp ia comunidade, mas a ualmen e esse núme o diminuiu signi ica i amen e, sendo
que onde se egis am mais casos é nos idosos, e isso ez com que a al abe ização deixasse de se um
polo da educação de adul os.
Segundo Caná io o polo da o mação p o issional eme e-nos pa a “a quali icação e equali icação
acele ada de mão-de-ob a” (2000: 14) o que nos eme e pa a a eo ia do capi al humano, que nos diz
que quan o maio es as quali icações maio a p odu i idade dessa pessoa que, consequen emen e,
ajuda á a economia do país, o que ai de encon o aos in e esses das emp esas, in e esses de maio
p odu i idade e de maio quali icação dos quad os da emp esa.
O desen ol imen o local ap esen a-se como o e cei o polo da educação de adul os e como o polo
mais o e des a á ea. Tal como e e i an e io men e, a educação de adul os em como obje i os
“e olui as suas a i udes ou o seu compo amen o na dupla pe spe i a de um desen ol imen o in eg al
do homem e de uma pa icipação no desen ol imen o social, económico e cul u al equilib ado e
independen e” (UNESCO, 1977: 10), ou seja, isa a p epa ação do indi iduo pa a a ida em
comunidade e, consequen emen e, o melho amen o da ida em comunidade.
A complexidade do campo da educação de adul os e i ica-se ainda a ní el da di e sidade das
ins i uições, uma ins i uição é educa i a quando possui inalidades educa i as sendo que “ as
o ganizações sociais ep esen am semp e con ex os educa i os” (Caná io, 2000: 17) e o que dis ingue
as ins i uições educa i as das não educa i as “é o ac o de pe segui em delibe adamen e ou não
inalidades educa i as e ainda o ac o de essas inalidades co esponde em à a i idade p incipal ou
secundá ia.” (Caná io, 2000: 17).
Re e indo ainda a complexidade a ní el da igu a do educado ou o mado é possí el a i ma que
exis e uma g ande plu alidade de p o issionais que abalham nes e campo, aos quais es ão associadas
23
uma mul iplicidade de a e as e denominações dis in as. Com an a complexidade e plu alidade
en ol ida a ní el da igu a do educado , podemos esumi que um o mado de adul os não é senão
quem ealiza uma o mação di igida aos adul os.
O campo da educação de adul os ap esen a a iadas di e sidades e complexidades daí se ainda
mais impo an e abalhá-lo, uma ez que nos ap esen a ambém uma di e sidade de espos as pa a
as complexidades exis en es na nossa sociedade a ual. Pa a além do campo da educação de adul os,
ambém o campo da in e enção comuni á ia nos ap esen a uma di e sidade de espos as pa a as
complexidades exis en es na nossa sociedade a ual.
O obje i o de uma in e enção comuni á ia é semp e a ans o mação, e pa a isso é necessá io e
em conside ação não só as pessoas ou os pa icipan es mas ambém as ins i uições e os ecu sos.
Mas quando e e imos a in e enção comuni á ia exis e um concei o undamen al e que me ece a
nossa e lexão, o concei o de comunidade.
An igamen e o concei o comunidade e e ia-se a um g upo de pessoas unidos pelos mesmos
cos umes, a mesma cul u a, alo es comuns ou in e esses comuns, g upo esse localizado no mesmo
espaço geog á ico. Mas a ualmen e o e mo de comunidade é mais ab angen e, a ques ão do espaço
geog á ico oi ul apassado pelas no as ecnologias, sendo que su gi am as comunidades i uais, que
pa ilham os seus in e esses i ualmen e, como po exemplo comunidades dos jogos online onde é
pa ilhado um mesmo in e esse, o jogo, e nas quais podem pa ilha in o mações e man e o con a o
mesmo es ando a as ados geog a icamen e, sendo es e um g ande exemplo de globalização.
Se po um lado a globalização con ibuiu pa a um maio con a o com o es o do mundo que es á
geog a icamen e dis an e, con ibuiu po ou o lado pa a um a as amen o daqueles que es ão pe o
geog a icamen e. A globalização abalou o espí i o de pe ença à comunidade, e minando com
adições e alo es que de iniam as comunidades, mas oi ambém es a globalização que ez com que
as pessoas despe assem no amen e pa a a comunidade. Ou seja, “es os úl imos años han is o un
enacimien o de lo comuni a io” (Úca , 2009: 16), a globalização ez com que as populações
pe dessem a sua iden idade e o concei o de comunidade, o e o no ao comuni á io eio aze uma
eação à globalização, como exemplo des e e o no emos a ecupe ação do a esana o e uma
e alo ização das adições das aldeias, mas mesmo ha endo es as ecupe ações, a ualmen e o
elacionamen o in e pessoal é pob e, a nossa sociedade caminha mui o pa a o indi idualismo.
30
de in o mação, a aliação e ap esen ação dos esul ados do p oje o de pesquisa.” (2015: 14). Vis o que
o seu obje o de es udo é uma ealidade social, as pessoas são conside adas o cen o da in es igação.
4.2.2. Seleção do mé odo e das écnicas de in e enção/in es igação
Em educação, a in es igação quali a i a conc e iza-se a a és de p oje os de in e enção, sendo
u ilizada a in es igação ação pa icipa i a (IAP), uma ez que p ocu ámos comp eende a ealidade
social em que ealizámos a in es igação, pa a pode mos a ua sob e ela, ans o mando-a. Ande -Egg
(1990), de ende que a IAP é uma me odologia que supõe a pa icipação de odos os agen es sociais
en ol idos no p oje o e em odas as ases do mesmo, que nas a i idades que nas omadas de
decisões, cujos esul ados da in es igação con e em pa a odos os pa icipan es do mesmo.
Es e ipo de in es igação é uma me odologia de ação pa icipa i a que es uda uma ealidade
social a pa i de um p oblema conc e o da mesma, ecolhendo in o mações sob e ela e analisando-a,
e obje i a a p omoção de ans o mações sociais nesse con ex o, sob a a uação sob e essa mesma
ealidade, com is a à melho ia da qualidade de ida na mesma, segundo necessidades, p oblemas e
in e esses de e ados. Nes e ipo de in es igação, a comunidade na qual o p oje o se desen ol e é o
p incipal agen e do seu p ocesso de ans o mação.
T illa (2004) dis ingue in es igação ação de in es igação pa icipa i a sendo que ambas abalham
em conjun o com um mesmo obje i o: a ans o mação do indi íduo e da comunidade. Segundo T illa a
“in es igação-ação é uma me odologia de in es igação o ien ada pa a o ape eiçoamen o da p á ica”
(2004: 111). É a a és da p á ica que são de inidos os p oblemas em que de emos in e i e é a a és
da p á ica que esses mesmos p oblemas são esol idos. Es a acaba ambém po se o na numa
in es igação pa icipa i a uma ez que eque a pa icipação, que do indi íduo que do in es igado ,
em odas as ases da in es igação. T illa di e e a in es igação pa icipa i a pelo ac o de es a “a ingi
um conhecimen o mais p o undo dos seus p oblemas e soluciona-los en ando inclui oda a
comunidade no p ocesso” (2004: 112). Es a a a-se de uma in es igação conjun a, onde o conjun o
de pessoas ou a comunidade analisam e ans o mam a p óp ia ealidade, pa icipando assim em odo
o p ocesso de in es igação.
A in es igação ação pa icipa i a di ide-se em ês ases, sendo elas a ase de diagnós ico, a ase
da implemen ação do p oje o e a ase da a aliação da in e enção. Sendo es e um p ocesso cíclico, no
im da a aliação dessa in e enção pode se necessá ia uma segunda in e enção, con udo, uma ez

31
que o p e endido é educa pa a a au onomização, o espe ado é que a comunidade ap enda a ap ende
e a conhece po si mesma, esol endo os seus p óp ios p oblemas.
Ao longo do abalho o am u ilizadas as seguin es écnicas de ecolha de dados: con e sas
in o mais; obse ação di e a pa icipan e; pesquisa e análise documen al; diá io de bo do.
4.2.2.1. Con e sas in o mais
As con e sas in o mais “baseiam-se em ques ões que su gem, na u almen e, da in e ação
en e as pessoas, mui as ezes no decu so da ecolha de dados, du an e a obse ação pa icipan e.”
(Pa on, 2002, ci ado em Mendes, 2012: 168).
4.2.2.2. Obse ação di e a pa icipan e
Segundo Vale, “a obse ação é a melho écnica de ecolha de dados do indi íduo em
a i idade, em p imei a mão, pois pe mi e compa a aquilo que diz, ou que não diz, com aquilo que
az.” (2000: 233). Tudo o que é obse ado é de seguida con e ido no diá io de bo do pa a que es eja
udo egis ado, es a obse ação deco e á não apenas du an e o diagnós ico de necessidades, mas sim
du an e odo o p oje o.
4.2.2.3. Pesquisa e análise documen al
Segundo Ludke & And é a pesquisa/análise documen al é “ écnica aliosa de abo dagem de
dados quali a i os, seja complemen ando as in o mações ob idas po ou as écnicas, seja des elando
aspe os no os de um ema ou p oblema.” (1986: 38)
4.2.2.4. Diá io de bo do
Es a é uma écnica impo an e na medida em que nos pe mi e egis a o que amos
obse ando pa a que seja possí el comp eende melho a ealidade em que es amos in e i .
32
4.2.3. Me odologia de In e enção
4.2.3.1. Animação sociocul u al
A animação sociocul u al é uma me odologia de in e enção que se inse e na me odologia de
in es igação ação pa icipa i a, uma ez que se a a de um p ocesso de ans o mação do indi íduo,
que o o na li e, au ónomo e conscien e a a és da sua p óp ia pa icipação nes e p ocesso de
ap endizagem.
A animação sociocul u al (ASC), segundo Vallic osa, su giu, como um p ocesso de in e enção,
pa a da “ espos a à c ise de iden idade u bana, à descida da qualidade de ida e à a onia social”
(2004: 171), is o é, à pa agem e desânimo social. Ainda segundo o au o a “ASC é uma espos a
ins i ucional” (2004:171), uma ez que e ela um enquad amen o dos di e en es a o es/agen es,
sendo uma espos a que unciona em ede e não isolada; “in encional” (2004: 171), uma ez que em
uma inalidade conc e a, sendo ela da ânimo e da alma; e, po úl imo, su ge como uma espos a
“sis emá ica” (2004: 171) uma ez que es a é es u u ada e o ganizada, sendo uma á ea que unciona
em ede, é necessá ia uma es u u a, uma o ganização. Segundo o au o essa in encionalidade, que é
exp essa de o ma o ganizada, isa 2 obje i os, sendo eles: “p omo e uma pa icipação a i a e
olun á ia dos cidadãos no desen ol imen o comuni á io e na melho ia da qualidade de ida” (2004:
171). Quando e e imos uma pa icipação a i a não implica que es a seja olun á ia, pode não e sido
decidida pelo indi íduo. Quando e e imos pa icipação olun á ia es a é no sen ido de se conscien e,
não po que há uma condicionan e, mas po que ela ale po si mesma. A ASC em como g ande
inalidade p omo e a qualidade de ida, is o numa dimensão holís ica do se humano, es amos a
e e i -nos a odos os componen es do se humano na sua o mação, is o é, a ní el ísico, emocional,
psicológico, cogni i o e espi i ual.
A ASC é ela mesmo um p ocesso dinâmico que oco e na comunidade a a és da in e enção,
é no desen ol e da ação, do p ocesso de in e enção, que as écnicas u ilizadas podem aumen a a
sua e icácia. Pa a esse aumen o da e icácia Ande -Egg ap esen a-nos uma di isão das écnicas po
ca ego ias que nos dão o ien ação pa a o desen ol e de um plano de ação pa a que seja possí el
desen ol e uma in e enção mais e icaz e di ecionada pa a a inalidade de inida.
Ande -Egg ap esen a-nos as ca ego ias de o mação, de di usão, a ís ica, lúdica e social que,
po sua ez, se di idem em subca ego ias, pa a classi ica as a i idades desen ol idas em p oje os de
33
ASC. Rela i amen e às a i idades planeadas pa a es a in e enção, ambém elas o am p oje adas
endo em con a as ca ego ias de Ande Egg, o ganizando-se da seguin e o ma:
A elie
A i idade
Ca ego ia
Subca ego ia
As Nossas
Deco ações
O Nosso São
Ma inho
A ís ica
A es isuais
Linguagem e li e a u a
Deco ação de In e no
A ís ica
A es isuais
Os Nossos A en ais
A ís ica
A es isuais
A Nossa Biblio eca
A ís ica
A es isuais
Linguagem e li e a u a
Deco ações de
Páscoa
A ís ica
A es isuais
Dia da Mãe
A ís ica
A es isuais
Deco ação dos
San os Popula es
A ís ica
A es isuais
Nós e a
Comunidade
Iluminação da Á o e
A ís ica
A es isuais
No as o mas de cul u a
Lúdica
Rec eação
P esépios da Minha
Aldeia
A ís ica
A es isuais
Lúdica
Rec eação
Mos a Comuni á ia
Di usão
Cul u a i a
A ís ica
A es isuais
No as o mas de cul u a
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
Vamos lá Ma cha
A ís ica
A es isuais
Dança
34
Música e can o
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
T adições de
ca alo(e)s
Di usão
Cul u a i a
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
Pa ilhas
In e ge acionais
Luz da Paz de Belém
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
O Ca na al
A ís ica
A es isuais
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
Visi as de E asmus
Social
O ganização e ealização
de encon os
Ho a do Con o: O Pai
A ís ica
A es isuais
Linguagem e li e a u a
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
Dia da A i idade
Física
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
Ho a do Con o: A
Mãe
A ís ica
A es isuais
Linguagem e li e a u a
Lúdica
Rec eação
35
Social
O ganização e ealização
de encon os
Dia da C iança
A ís ica
A es isuais
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
Os Nossos Finalis as
A ís ica
A es isuais
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
P omoção da
Saúde
Te úlia de Ges ão de
Con li os
Fo mação
Deba es
Educação de Adul os
Social
O ganização e ealização
de encon os
Wo kshop de
Alimen ação
Saudá el
A ís ica
A es isuais
Fo mação
Deba es
Educação de Adul os
Social
O ganização e ealização
de encon os
Cuida dos Nossos
Pés
Fo mação
Deba es
Educação de Adul os
Social
O ganização e ealização
de encon os
Nós e a Música
Can a as Janei as -
Rancho
A ís ica
Música e can o
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
Can a as Janei as –
A ís ica
Música e can o

36
G upo de
Ca aquinhos
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
Bingo Sono o
A ís ica
A es isuais
Música e can o
Ta de de Fados
A ís ica
A es isuais
Música e can o
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
Bombos com Vida
A ís ica
A es isuais
Música e can o
Lúdica
Rec eação
Social
O ganização e ealização
de encon os
4.3. Recu sos Mobilizados
As a i idades ealizadas ao longo do p oje o de in es igação/in e enção i e am eduzidos gas os
inancei os os quais o am cobe os com os undos anga iados na a i idade “Iluminação da Á o e” na
qual os u en es es i e am p esen es com uma Vendinha de Na al. Quan o aos ecu sos ma e iais e
humanos seguem iden i icados na abela:
A elie
A i idade
Recu sos Ma e iais
Recu sos Humanos
As Nossas
Deco ações
O Nosso São
Ma inho
Folhas EVA; Tesou as; Cane as;
Cola; Jo nais elhos; Compu ado
Es agiá ia
Deco ação de
In e no
Paus de gelado; cola quen e; in a;
pinceis
Es agiá ia
Os Nossos
Tecido; olha EVA; linha; agulha;
Es agiá ia
Tabela 1: A i idades segundo as ca ego ias de Ande Egg
37
A en ais
esou a; cane a
A Nossa
Biblio eca
Caixa de madei a; in a; pinceis
Es agiá ia
Deco ações de
Páscoa
Ca ão; ca olina; ecidos; cola
b anca; cola quen e; esou as;
cane as; o os de es e o i e; in as;
pincéis; olha EVA; i a de ce im
Es agiá ia
Dia da Mãe
Al ine es; o minhas de queques;
i a de ce im; ca olina; esou a;
cola
Es agiá ia; Auxilia es
Deco ação dos
San os
Popula es
Papel c epe; ca olina; asos; bolas
de es e o i e; cola; esou as
Es agiá ia
Nós e a
Comunidade
Iluminação da
Á o e
CD’s elhos; o os dos u en es;
esou as; cola quen e; abóbo a;
nozes; açuca ; Bimby; ascos
azios; ecidos; i a de ce im
Es agiá ia; Te apeu a
Ocupacional
P esépios da
Minha Aldeia
Madei a; se im; palha; cola
b anca; p esépio; paus de gelado;
cola quen e
Es agiá ia; Te apeu a
Ocupacional; Pá oco da
eguesia
Mos a
Comuni á ia
Folhe os publici á ios da
Ins i uição; ca ões de con ac o;
o os das a i idades ealizadas;
ecidos; colas; esou as; cane as
Es agiá ia; Te apeu a
Ocupacional; P esiden e
da Ins i uição
Vamos lá
Ma cha
U ensílios de cozinha; o os;
a inha; açúca ; e men o;
la anjas; chocola e em pó; Folhas
de apoio à ma cha; paus de
espe ada; cola; esou as
Es agiá ia; Te apeu a
Ocupacional; Ma chan es
da Ma cha de San o
An ónio; Auxilia es
T adições de
ca alo(e)s
Es agiá ia; Te apeu a
Ocupacional; Auxilia es;
38
Mo ado da eguesia
com o seu ca alo
Pa ilhas
In e ge acio
nais
Luz da Paz de
Belém
Vela
Es agiá ia; Elemen os do
Ag upamen o de
Escu ei os
O Ca na al
Ca olinas; esou as; cane as;
cola; bo ões; b ilhan es; u ensílios
de cozinha; o os; a inha; açúca ;
e men o; la anjas; chocola e em
pó
Es agiá ia; Te apeu a
Ocupacional; Educado a
de In ância; C ianças do
Ja dim de In ância
Visi as de
E asmus
Es agiá ia; Alunos de
E asmus
Ho a do Con o:
O Pai
Li o sob e o Pai
Es agiá ia; Te apeu a
Ocupacional; Educado a
de In ância; C ianças do
Ja dim de In ância
Dia da
A i idade
Física
U ensílios de cozinha; o os;
a inha; açúca ; e men o;
la anjas; chocola e em pó
Es agiá ia; Te apeu a
Ocupacional; Educado a
de In ância; C ianças do
Ja dim de In ância;
Fisio e apeu a da
Ins i uição
Ho a do Con o:
A Mãe
Li o sob e a Mãe
Es agiá ia; Te apeu a
Ocupacional; Educado a
de In ância; C ianças do
Ja dim de In ância
Dia da C iança
Ca olina; esou as; cane as;
chupas
Es agiá ia; Te apeu a
Ocupacional; C ianças da
39
ca equese; Ca equis as
Os Nossos
Finalis as
Ma cado es; ca olina; i de ce im;
esou as; cola
Es agiá ia; Te apeu a
Ocupacional; Educado a
de In ância; C ianças do
Ja dim de In ância
P omoção
da Saúde
Te úlia de
Ges ão de
Con li os
Compu ado ; Tele isão
Es agiá ia
Wo kshop de
Alimen ação
Saudá el
Compu ado ; ele isão; ca olina;
cane as; cola; olhe os de
supe me cado; esou as
Es agiá ia; En e mei a da
Ins i uição
Cuida dos
Nossos Pés
- - - - - - - - -
Es agiá ia; Podologis a
Con idada
Nós e a
Música
Can a as
Janei as –
Rancho
- - - - - - - - -
Es agiá ia; Rancho;
Auxilia es
Can a as
Janei as –
G upo de
Ca aquinhos
- - - - - - - - -
Es agiá ia; G upo de
Ca aquinhos
Bingo Sono o
Papeis do bingo; bo ões;
compu ado ; colunas
Es agiá ia
Ta de de
Fados
Tele isão; compu ado ; xailes;
la a; ecido; olha EVA; esou as;
cane as; paus de espe ada; cola
Es agiá ia; Fadis a
Con idada
Bombos com
Vida
Paus de gelado; olha EVA;
esou as; cane as; in as; pinceis;
cola
Es agiá ia; Te apeu a
ocupacional; G upo
In an il “Bombos com
Vida”
Tabela 2: Iden i icação dos ecu sos mobilizados pa a as a i idades
46
Realiza a i idades psicomo o as e de ec eação
Nº de pa icipan es
17
Da a
26, 27 e 28 de no emb o; 1 de dezemb o; 11 de janei o
Desc ição
A União de F eguesias à qual a ins i uição pe ence em po hábi o, na
al u a de Na al, en ol e odas as ins i uições e mo imen os da
eguesia na iluminação de um conjun o de á o es exis en es em ol a
da ig eja. De o ma a en ol e a ins i uição nas a i idades da eguesia,
a Residência P a inha pa icipou ambém nes a inicia i a.
Depois da p imei a eunião de p epa ação do e en o que hou e com
memb os da jun a e com os es an es pa icipan es nes a inicia i a, oi
iniciado p ocesso de deco ação da á o e. Os idosos seleciona am
o og a ias deles na ins i uição, eco a am-nas e cola am-nas em CD’s
que o am pos e io men e pendu ados na á o e.
Uma ez que no dia da inaugu ação da iluminação das á o es oda a
eguesia se jun a e azem uma pequena es a na qual deco em
a uações e uma ei inha, os idosos cozinha am doce de abóbo a com
nozes e es i e am p esen es no dia a es a com uma mesinha na qual
de am a p o a e ende am o p óp io doce.
Os idosos i e am assim a opo unidade não só de deco a e ilumina a
á o e mas ambém de assis i em à inaugu ação da iluminação de
odas as es an es á o es. Com os undos anga iados nes a a i idade
os idosos o am lancha e isi a as iluminações do cen o da cidade.
Es a a i idade ca i ou não só os idosos mas ambém os p óp ios
amilia es que o am pos e io men e isi ando a á o e deco ada pelos
u en es.
P esépios na Minha Aldeia
Finalidade
Pa icipação na inicia i a desen ol ida pela pa óquia
Obje i o Ge al
P omo e a pa icipação a i a nas inicia i as da comunidade
Obje i os Especí icos
Es imula a c ia i idade
Realiza a i idades psicomo o as e de ec eação
Nº de Pa icipan es
11
Tabela 10: A i idade “Iluminação da Á o e”

47
Da a
12, 13, 14 e 30 de Dezemb o
Desc ição
É adição na eguesia que, no mês de dezemb o, os mo ado es dos
di e en es luga es se jun em pa a mon a em um p esépio ao a li e
que, pos e io men e, é isi ado pelo pá oco e mo ado es e é ealizada
uma pequena ce imónia de bênção do p esépio. De o ma a en ol e a
ins i uição nas a i idades desen ol idas pela pa óquia ambém a
Residência P a inha elabo ou um p esépio no ex e io da ins i uição.
Os u en es p epa a am e mon a am o p esépio que, no dia 30
dezemb o, oi isi ado pelo pá oco e alguns mo ado es da eguesia.
Du an e essa isi a o p esépio oi benzido numa pequena ce imónia na
qual os u en es i e am a opo unidade de es a em p esen es.
Es a a i idade oi ca i an e pa a os u en es de ido ao alo que eles dão
à eligião e ao pá oco da eguesia. Du an e a ce imónia da bênção os
u en es i e am ainda a opo unidade de conhece e con i e com
alguns dos mo ado es da eguesia, o que se o nou bas an e
en iquecedo pa a o p oje o.
Mos a Comuni á ia
Finalidade
Mon agem de um s and demons a i o
Obje i o Ge al
Exibi o abalho desen ol ido na Residência P a inha
Obje i os Especí icos
Es imula a c ia i idade
Da a conhece a Residência à comunidade
Nº de Pa icipan es
12
Da a
26, 27, 28 e 29 de ab il
Desc ição
A Mos a Comuni á ia é uma inicia i a da Câma a Municipal que é
desen ol ida em odas as eguesias do concelho, es a consis e num
im-de-semana no qual a jun a de eguesia o ganiza uma es a na qual
cada associação, ins i uição e mo imen o da eguesia c ia um s and
onde expõem o seu abalho e onde pode aze anga iação de undos,
du an e es e im-de-semana deco em ainda á ias a i idades
elacionadas com as a i idades da p óp ia eguesia.
Du an e o im-de-semana de 27 e 28 de ab il deco eu a mos a
comuni á ia na eguesia e a Residência P a inha e e p esen e na
Tabela 11: A i idade “P esépios na Minha Aldeia”
48
mesma. Após eunião com o p esiden e da jun a na qual oi
demons ado o in e esse da ins i uição em pa icipa nes a mesma
inicia i a começamos os p epa a i os.
Os idosos seleciona am o os e p epa a am-nas pa a se em colocadas
no nosso s and. Es e consis iu num s and onde oi demos ado o que
e a ei o na esidência a a és da exposição das o os e ambém de
alguns abalhos ealizados pelos u en es. Pa a além da p epa ação do
s and alguns dos idosos i e am ainda a opo unidade de isi a a
mos a comuni á ia, passa am o domingo a a de na mos a a
obse a em odos os s ands e a sabo ea em um lanche num dos s ands
exis en es. Es a oi uma a i idade que en ol eu e deu a conhece a
Residência P a inha à eguesia e ao conselho.
Vamos lá Ma cha
Finalidade
Celeb ação do San o An ónio
Obje i o Ge al
En ol e os idosos na p epa ação da ma cha da eguesia
Obje i os Especí icos
Es abelece o con ac o dos idosos com a inicia i a da c iação da
ma cha da eguesia
P omo e a i idades lúdicas e de ec eação
Nº de Pa icipan es
16
Da a
5 e 13 de junho
Desc ição
Uma ez que a união de eguesias em uma ma cha que ai a ua nas
es as de San o An ónio desen ol idas pelo concelho, oi ei a a p opos a
pa a que os nossos idosos ajudassem de alguma o ma na p epa ação
da ma cha e que depois pudessem assis i à sua a uação, a
o ganização da ma cha acei ou a p opos a demos ando g ande
in e esse nes a pa ce ia.
Assim sendo os idosos o am os esponsá eis po aze em as
bandei olas de apoio à ma cha, co a am, dob a am e cola am as
bandei olas pa a que no dia ossem dis ibuídas pela ma cha.
No dia 13, no nosso A aial de San o An ónio, os idosos ecebe am a
isi a de alguns memb os da ma cha que, es idos a igo , can a am e
dança am no pá io da esidência. Enquan o os idosos com mais
di iculdades de locomoção apoia am com as bandei olas ei as po eles,
Tabela 12: A i idade “Mos a Comuni á ia”
49
aqueles com mais capacidades i e am a opo unidade de dança em
com alguns dos ma chan es. No inal da a uação hou e um lanche com
odos que inha sido p epa ado du an e a manhã pelos idosos.
Es a oi uma a de de mui a animação e aleg ia, odos os u en es
es a am sa is ei os com o abalho desen ol ido e ica am ag adecidos
pela isi a e a uação da ma cha.
T adições de Ca alo(e)s
Finalidade
Conhecimen o da his ó ia e adições da eguesia
Obje i o Ge al
Con ac a com um dos g andes símbolos da eguesia
Obje i os Especí icos
P omo e a in e ação dos idosos com os ca alos
C ia momen os de pa ilha in e ge acional
Nº de Pa icipan es
16
Da a
13 de junho
Desc ição
Tendo a eguesia, à qual a esidência pe ence, o nome de Ca alões,
az pa e da sua adição a c iação de ca alos e, como al, oi
con ac ado um mo ado da eguesia que em ca alos pa a que
pudesse aze uma isi a à ins i uição com um dos seus animais pa a
que mos asse aos idosos algumas pe ícias e alasse des a adição.
Assim sendo, e ap o ei ando o momen o da es a de San o An ónio,
após a a uação a ma cha oi a ez da en ada do mo ado no seu ca alo
que ez algumas pe ícias e explicou a adição da eguesia.
Os u en es ica am bas an e en usiasmados não só com o animal em si
mas p incipalmen e com as pe ícias desen ol idas, que ansmi i am
algum pe igo mas p incipalmen e mui a comédia.
Tabela 13: A i idade “Vamos Lá Ma cha ”
Tabela 14: A i idade “T adições de Ca alo(e)s”
50
5.1.3. A eliê: Pa ilhas In e ge acionais
Pa ilha da Luz da Paz de Belém
Finalidade
Conhecimen o da inicia i a “Luz da Paz de Belém”
Obje i o Ge al
T aze a Luz da Paz de Belém a é aos idosos ins i ucionalizados
Obje i os Especí icos
P omo e momen os de pa ilha in e ge acional
Comemo a a época na alícia
Nº de Pa icipan es
11
Da a
24 de dezemb o
Desc ição
A Luz da Paz de Belém é uma dinâmica ealizada pelos escu ei os de
odo o mundo, consis e na pa ilha, de ela em ela, da luz que es á
acesa na g u a da na i idade em Belém. Uma ez que a eguesia
izinha em um ag upamen o de escu ei os que cos uma dinamiza es a
pa ilha nas ig ejas das comunidades en ol en es, oi ei a a p opos a
de es es aze em a pa ilha na Residência P a inha a qual oi acei e.
No dia 24 de dezemb o os u en es ecebe am assim a isi a de 12
c ianças dos escu ei os que pa a além da pa ilha da Luz es i e am
com eles du an e oda a manhã a desen ol e jogos e a can a em pa a
os idosos. Pa a além des a pa ilha hou e ainda uma isi a guiada à
casa ei a po uma das u en es da esidência.
Es a oi uma manhã de mui a pa ilha e odos os idosos ica am
en usiasmados com aquela Luz de Belém, sendo que a man i e am
acesa du an e a ceia de Na al numa candeei a colocada na la ei a
exis en e na sala de e eições. Os u en es gos a am an o do momen o
de con í io com as c ianças dos escu ei os que pedi am que eles
ol assem assim que pudessem.
Tabela 15: A i idade “Pa ilha da Luz da Paz de belém”
51
O Ca na al
Finalidade
Comemo ação do Ca na al com as c ianças do Ja dim de In ância
Obje i o Ge al
C ia momen os de pa ilha in e ge acional
Obje i os Especí icos
P opo ciona momen os lúdicos e de ec eação
Reco da como e am as épocas es i as an igamen e
Nº de Pa icipan es
12
Da a
27 e 28 de e e ei o
Desc ição
Es a oi a p imei a a i idade p o enien e da pa ce ia c iada com o
Ag upamen o de Escolas. Após eunião com o di e o do ag upamen o
es e di ecionou-nos pa a o ja dim-de-in ância que se si ua pe o da
ins i uição. Lá hou e uma eunião com a educado a de in ância na
o am agendadas a i idades mensais nas quais os u en es e as c ianças
i iam desen ol e momen os de pa ilha in e ge acional, que na
esidência sénio como no ja dim-de-in ância.
Nes a p imei a a i idade as c ianças isi a am a ins i uição e ize am
um des ile de ca na al, odas elas o am masca adas e o am
ap esen adas aos idosos, sendo es es ambém pos e io men e
ap esen ados. No dia an e io à isi a inham sido ei as lemb anças que
o am en egues às c ianças e ainda, na manhã do dia do des ile, oi
p epa ado um lanche que oi pa ilhado en a c ianças e idosos.
Es a oi uma a i idade que despe ou o in e esse dos idosos desde o
p imei o ao úl imo momen o po a a em-se de c ianças bas an e
pequenas, endo es as idades comp eendidas en e os 3 e 5 anos.
Visi a de E asmus
Finalidade
Ap esen ação da Ins i uição aos alunos de E asmus
Obje i o Ge al
C ia momen os de pa ilha in e ge acional
Obje i os Especí icos
P opo ciona momen os lúdicos e de ec eação
Da a conhece como é uma ins i uição sénio em Po ugal
Nº de Pa icipan es
14
Tabela 16: A i idade “O Ca na al”

52
Da a
11 e 12 de ma ço
Desc ição
Sendo ambém es a uma a i idade inse ida na pa ce ia com o
Ag upamen o de Escolas, es a consis iu na isi a dos alunos de
E asmus.
Es es i e am a opo unidade de conhece em oda a ins i uição, de
o ma a sabe em como são as esidências sénio es em Po ugal. No
inal da isi a i e am ainda um momen o de con í io com os u en es no
qual ecebe am uma pequena lemb ança p epa ada pelos idosos, com
o og a ias da esidência.
Es a oi uma a i idade que despe ou a cu iosidade po pa e dos
u en es uma ez que conhece am c ianças de á ios países, odas as
c ianças o am ap esen adas e disse am de que país ie am, o que
ca i ou o in e esse dos u en es.
Ho a do Con o: O Pai
Finalidade
Realização de Ho as do Con os pa a as c ianças do Ja dim de In ância
Obje i o Ge al
C ia momen os de pa ilha in e ge acional
Obje i os Especí icos
P opo ciona momen os de ec eação
Es imula o in e esse pela lei u a
Nº de Pa icipan es
6
Da a
18 e 21 de ma ço
Desc ição
No dia 21 de ma ço oi a ez dos idosos isi a em o ja dim-de-in ância.
Os idosos le a am um con o sob e o pai que le am pa a as c ianças,
pa a além disso le a am ambém um ma cado de lei u a,
an e io men e elabo ado po eles na ins i uição, que o e ece am a cada
c iança pa a que es es gua dassem como eco dação e pa a os ca i a
pa a a lei u a em casa, com os pais.
Pa a além da lei u a do con o hou e um lanche p epa ado pelas
c ianças. Os idosos ica am sa is ei os com es a a i idade e
demons a am in e esse em epe i a isi a às c ianças.
Tabela 17: A i idade “Visi a de E asmus”
Tabela 18: A i idade “Ho a do Con o: O Pai”
53
Dia da A i idade Física
Finalidade
Comemo ação do Dia da A i idade Física
Obje i o Ge al
C ia momen os de pa ilha in e ge acional
Obje i os Especí icos
P opo ciona momen os de ec eação
Es imula o in e esse pela a i idade ísica
Nº de Pa icipan es
12
Da a
26 de ab il
Desc ição
No dia 26 de ab il deco eu a e cei a a i idade com as c ianças do
ja dim-de-in ância. Des a ez i e am uma pequena aula de ginás ica
em conjun o, desen ol ida pela isio e apeu a da ins i uição, de o ma a
comemo a em o dia da a i idade ísica.
No inal da ginás ica i e em o habi ual lanche das c ianças e dos
idosos, que oi p epa ado pelos u en es du an e a manhã.
Ho a do Con o: A Mãe
Finalidade
Realização de Ho as do Con os pa a as c ianças do Ja dim de In ância
Obje i o Ge al
C ia momen os de pa ilha in e ge acional
Obje i os Especí icos
P opo ciona momen os de ec eação
Es imula o in e esse pela lei u a
Nº de Pa icipan es
5
Da a
17 de ma ço
Desc ição
No dia 17 de ma ço os idosos epe i am a isi a ao ja dim-de-in ância,
des a ez pa a le em um con o sob e a mãe, os idosos le em e
mos a am algumas imagens sob e o con o aos idosos. Nes a sessão oi
possí el obse a um maio à on ade que po pa e dos idosos que
le am, explica am e mos a am as imagens como po pa e das
c ianças que ou i am a en amen e e ize am algumas ques ões ace ca
Tabela 19: A i idade “Dia da A i idade Física”
54
do con o.
Tal como da úl ima sessão hou e um lanche p epa ado pelas c ianças.
Dia da C iança
Finalidade
Comemo ação do Dia da C iança
Obje i o Ge al
Realiza momen os de pa ilha eligiosa in e ge acional
Obje i os Especí icos
C ia opo unidades de con í io in e ge acional
Re le i sob e momen os/ emas eligiosos
Nº de Pa icipan es
10
Da a
31 de maio e 1 de junho
Desc ição
No dia 1 de junho oi o momen o de ecebe as c ianças de um g upo
de ca equese, uma ez que o empo o p opo cionou es e encon o oi
ealizado nos ja dins da ins i uição.
As c ianças can a am músicas eligiosas pa a os idosos e es es ala am-
lhes ace ca de como e a i e numa esidência sénio , as c ianças
ica am mui o in e essadas em ou i os idosos e ize am-lhes bas an es
ques ões às quais es es esponde am com g ande aleg ia em da
es emunho de como é i e na esidência.
No inal alguns dos idosos com melho es capacidades de locomoção
ap esen a am os di e en es espaços da casa às c ianças e o e ece am-
lhes uma pequena lemb ança p epa ada pelos u en es no dia an e io .
Sendo es a uma a i idade desen ol ida com c ianças despe ou o
in e esse e o empenho dos u en es que agua da am ansiosamen e pela
chegada das c ianças e que demons a am on ade em epe i a
expe iência.
Tabela 20: A i idade “Ho a do Con o: A Mãe”
Tabela 21: A i idade “Dia da C iança”
55
Os Nossos Finalis as
Finalidade
Pa icipação na es a inal de ano do Ja dim de In ância
Obje i o Ge al
C ia momen os de pa ilha in e ge acional
Obje i os Especí icos
P opo ciona momen os de ec eação
Es imula o in e esse pela lei u a
Nº de Pa icipan es
5
Da a
17, 18 e 21 de junho
Desc ição
Como o ma de ence amen o do ano le i o e consequen e
ence amen o de a i idades com as c ianças do ja dim-de-in ância os
u en es o am con idados a colabo a em e pa icipa em na es a de
inalis as.
Os idosos elabo a am as aixas e ca olas pa a os inalis as inalis as e
o am assis i à es a dos mesmos. Du an e a es a oi uma das idosas
que subiu ao palco pa a coloca as aixas e as ca olas nos inalis as. No
inal oi ap esen ado um ídeo onde explica a a pa ce ia c iada en e o
ja dim-de-in ância e esidência sénio , as a i idades desen ol idas e
ainda algumas o os dessas mesmas a i idades.
Es a oi sem dú ida uma g ande o ma de ence amen o do ano uma ez
que os u en es i am o seu abalho alo izado pe an e oda a
comunidade.
5.1.4. A eliê: P omoção da Saúde
Te úlia de Ges ão de Con li os
Finalidade
P omoção da Saúde
Obje i o Ge al
P opo ciona momen os de e lexão sob e a emá ica dos con li os
Obje i os Especí icos
P omo e momen os p opícios ao escla ecimen o de dú idas
Re le i sob e os cuidados que cada um de e e
Nº de Pa icipan es
15
Tabela 22: A i idade “Os Nossos Finalis as”
62
Can a as Janei as -
Rancho
Deco ação de In e no
Reunião com a
di eção da Clínica
São Félix
Os Nossos A en ais
Can a as Janei as –
G upo de
Ca aquinhos
Reunião com a
adis a
A Nossa Biblio eca
Reunião com o
di e o do
ag upamen o de
escolas
Reunião com a
educado a do Ja dim
de In ância
Bingo Sono o
Who kshop
“Alimen ação
Saudá el”
Cuida dos Nossos
Pés
O Ca na al
Visi a de E asmus
Ta de de Fados
Ho a do Con o: O Pai
Reunião com as
ca equis as
Deco ação de Páscoa
Mos a Associa i a

63
Dia da A i idade
Física
Reunião com a
o ganização da
ma cha de San o
An ónio
Dia da Mãe
Ho a do Con o: A
Mãe
Deco ação dos
San os Popula es
Dia da C iança
Vamos lá Ma cha
T adições de
Ca alo(e)s
Os Nossos Finalis as
Bombos com Vida
3ª Fase -
A aliação
Tabelas de
obse ação das
a i idades
Con e sas in o mais
com o público-al o
Reunião in o mal
com a acompanhan e
de es ágio
Tabela 31: Calenda ização
64
5.3. E idenciação de esul ados ob idos
Em odo e qualque p oje o de in e enção, a a aliação ocupa um luga de des aque, sendo
que es a pe mi e de ini um caminho a segui e acompanha o desen ol imen o da in e enção,
pe cebendo a o ma como se es á a desen ola em o no dos obje i os p e endidos. Ela pe mi e-nos
ainda obse a aspe os a melho a e, po úl imo, comp eende a o ma como a in e enção oi is a
pelos in e enien es e se os obje i os da mesma o am a ingidos.
Segundo Isabel Gue a:
“A a aliação é uma componen e do p ocesso de planeamen o. Todos os p oje os
con êm necessa iamen e um ‘plano de a aliação’ que se es u u a em unção do
desenho do p oje o e é acompanhado de mecanismos de au ocon olo que
pe mi em, de o ma igo osa, i conhecendo os esul ados e os e ei os da in e enção
e co igi as aje ó ias caso sejam desejá eis.” (2002:175)
Den o do p ocesso de a aliação podemos des aca a a aliação diagnós ica, a a aliação
con ínua e a a aliação inal, sendo que du an e a in e enção o am ealizados os ês ipos de
a aliação.
Ainda segundo Gue a, a a aliação diagnós ica em como unção “es imula a ampli ude e a
g a idade dos p oblemas que necessi am de in e enção e elabo a p og amas em unção desses
p oblemas.” (2002: 196), a a aliação con ínua p e ende “sabe se os p oje os de in e enção es ão a
a ingi os g upos-al o e se es ão a assegu a os ecu sos e se iços p e is os” (2002: 196) e po úl imo
na a aliação inal “p e ende-se conhece os esul ados e a e icácia do p oje o, o que p essupõe a
exis ência de obje i os de inidos de an emão e de c i é ios de sucesso de inidos” (2002: 196).
Na in e enção em ques ão oi a a aliação con inua que e e mais impac o pa a a e idenciação
dos esul ados ob idos, uma ez que pe mi iu e maio pe ceção do in e esse, da pa icipação e do
en ol imen o do público-al o, sendo que, a ando-se de um público idoso e com algumas alhas de
memó ia a a aliação inal ica ligei amen e comp ome ida. A a aliação con ínua oi ealizada
eco endo a uma abela de obse ação disponí el em anexo, na qual oi egis ada a pa icipação ou
não pa icipação do u en e assim como se essa e a uma pa icipação a i a ou passi a, o am ainda
egis ados os comen á ios ealizados pelos u en es que du an e como após a ealização da a i idade.
65
Uma ez que a in e enção se o ganizou po a eliês o na-se ambém pe inen e aze a
a aliação do p oje o ambém po a eliês de o ma a acili a a mesma.
Rela i amen e ao a eliê “As Nossas Deco ações” é possí el a i ma que ao longo do p oje o oi
su gindo mais in e esse po pa e do público-al o em elação ao mesmo. Inicialmen e, os u en es
pa icipa am nas a i idades mas não saíam ão sa is ei os como oi possí el obse a mais a de, o am
pe cebendo a u ilidade do que es a am a aze e sen iam-se o gulhosos de e o seu abalho expos o
pela casa. Nas a i idades onde mais se obse ou o o gulho e sa is ação pelo p óp io abalho oi na
a i idade “Os Nossos A en ais”, na qual ize am a en ais pa a eles p óp ios u iliza em em u u as
a i idades de abalhos manuais e culiná ia e ize am ainda um pa a o e ece no ani e sá io da di e o a
écnica. A sua sa is ação ao o e ece em o gulhosamen e o a en al po eles p epa ado e idenciou o
g ande sucesso que es a a i idade e e, sendo que, é possí el a i ma que es a oi a a i idade que mais
impac o e e den o des e a eliê. É ainda impo an e e e i o in e esse e o cuidado que demos a am
semp e que u iliza am aqueles a en ais, sendo que os gua da am cuidadosamen e e já não os
dispensa am. Ou a a i idade que ambém se o nou su p eenden e den o des e a eliê oi “A Nossa
Biblio eca” que, apesa de não con a com a pa icipação de odos na sua elabo ação uma ez que não
possuía a e as su icien es à pa icipação de odos, o seu esul ado oi mui o posi i o uma ez que
passou a se u ilizado po odos. Os li os e jo nais e am lá gua dados e odos os u en es eco iam à
mesma que pa a e i a um li o ou jo nal pa a le em como pa a o gua da em no inal. É possí el
a i ma que, apesa de inicialmen e es e a eliê não e despe ado an o in e esse como odos os
ou os, ao longo do p oje o o in e esse oi aumen ando e, pa a além dos obje i os es abelecidos que
o am cump idos, oi ainda possí el c ia nos u en es uma alo ização do seu p óp io abalho e de si
p óp ios a a és dos ma e iais desen ol idos nas a i idades que e am mo i o de o gulho e de on ade
de con inua em a aze mais e melho .
Podemos a i ma que o a eliê “As Nossas Deco ações” oi aquele que menos con ibuiu pa a a
inalidade des e p oje o, pa a a in eg ação dos u en es na comunidade a que pe encem, no en an o oi
aquele que mais con ibuiu pa a o c escimen o pessoal dos u en es e pa a a sua au o alo ização.
Rela i amen e aos es an es a eliês, odos eles i e am g ande impac o na inalidade es abelecida pa a
o p oje o e odos eles se o na am mui o abalhosos uma ez que exigi am a c iação de pa ce ias com
di e en es g upos, associações e mo ado es que da eguesia na qual se inse e a esidência como das
eguesias izinhas.
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No a eliê “Nós e a Comunidade” oi no qual se ealiza am as p incipais a i idades de
en ol imen o nas dinâmicas e e en os já exis en es na eguesia, é de elemb a que nenhum dos
u en es e a mo ado da eguesia e que, g ande pa e deles, nem conheciam a mesma, nes e a eliê
i e am a opo unidade de con ac a e isi a os p incipais e en os e inicia i as da eguesia onde
a ualmen e esidem. Foi possí el obse a uma g ande e olução no en ol imen o do público com a
p óp ia eguesia, pe mi iu-lhes conhece adições e cos umes da mesma, e con ac o com pessoas
in luen es da eguesia e, o mais impo an e, in eg a em-se na eguesia e se em conhecidos como
mo ado es da mesma. O público-al o sen iu-se en usiasmado com es e en ol imen o e, acima de udo,
sen iu-se pa e da eguesia, sen iu o espi i o de pe ença à comunidade.
Rela i amen e ao a eliê “Pa ilhas In e ge acionais” es e oi sem dú ida aquele que mais
in e esse despe ou no público de início a im. A cada a i idade que ia su gindo e ía sendo p epa ada
ha ia ansiedade e mui a en ega po pa e de odos. Fo am odas a i idades mui o en iquecedo as e
nas quais os u en e se sen iam ealizados, p incipalmen e pela aixa e á ia com a qual i e am mais
con ac o, com os mais no os, odos os u en es demons a am desde o início um g ande ca inho po
c ianças, daí a impo ância e sucesso des e a eliê no qual eles i e am a opo unidade de con i e com
as c ianças da eguesia. A maio p o a do sucesso des e a eliê e consequen emen e des e p oje o oi a
a i idade “
Os Nossos Finalis as
” na qual os u en es o am assis i e pa icipa na es a de inalis as das
c ianças do ja dim-de-in ância, aquelas com as quais o am endo a i idades du an e o ano. Nes a
mesma es a, que acon eceu numa ase inal do p oje o, oi possí el pe cebe que os u en es es a am
inalmen e in eg ados na eguesia, as pessoas já os conheciam e eles já conheciam as pessoas que lá
es a am, eles aziam pa e daquela comunidade, as pessoas cump imen a am-nos quando passa am
e as c ianças de á ias idades, com as quais o am endo con ac o a a és de a i idades ealizadas no
âmbi o do p oje o, iam e com eles pa a os cump imen a e pe gun a como es a am. Es a oi sem
dú ida a a i idade mais g a i ican e e aquela que ansmi iu uma sensação de missão cump ida.
O a eliê “P omoção da Saúde” apesa de e con ado com apenas ês a i idades oi mui o
impo an e pa a desen ol e nos u en es um espi i o c í ico e uma maio p eocupação com a emá ica
da saúde. Na a i idade da
“Te úlia de Ges ão de Con li os”
oi no á el que alguns dos u en es não se
sen iam à on ade pa a ala , que pela emá ica como pela al a de espí i o c í ico, no en an o, na
a i idade do
“Who shop de Alimen ação Saudá el”
es es já se mos a am mais à on ade pa a da a
sua opinião e a é mesmo pa a coloca ques ões. Rela i amen e à a i idade
“Cuida dos Nossos Pés”
es a oi com a qual os u en es mais se in e essa am, an o pela emá ica como pela ques ão de se
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a a de um as eio no qual i e am conhecimen o dos p óp ios p oblemas e os pude am escla ece
com a p o issional adequada. Es e a eliê e e uma a aliação bas an e posi i a uma ez que e e
bas an e ade ência e p opo cionou momen os educa i os e de escla ecimen o pa a os u en es.
Po úl imo, no a eliê de “Nós e a Música” os u en es mos a am-se semp e mui o pa icipa i os
e ansiosos pelas a i idades, é de des aca a a i idade “
Can a as Janei as – Rancho Folcló ico
” que oi
na qual os u en es mais se di e i am e mais gos a am, i e am opo unidade de can a as músicas de
an igamen e e ainda de dança em, nes a a i idade ize am comen á ios como “
Is o é que é música
boa
”, o que demons ou a g ande sa is açam que es a am a sen i em pa icipa na a i idade. Es e oi
um a eliê que p opo cionou bons momen os musicais aos u en es e no qual elemb a am músicas dos
seus empos de jo ens.
5.4. Discussão dos esul ados em a iculação com os e e enciais eó icos mobilizados e com os
esul ados de ou os abalhos de in es igação/in e enção sob e o ema
“Au onomia E In eg ação Social Dos Idosos Que Vi em Em La ” (Ins i u o Supe io De Se iço
Social Do Po o, 2014), a a-se da disse ação de mes ado de Sa a And eia Mon ei o da Sil a,
ealizado em la es da Pó oa de Va zim, e e e como pe gun a de pa ida: “Se á que os la es de idosos
obse ados, no concelho da Pó oa de Va zim, es ão a p omo e a au onomia e a in eg ação social dos
mais elhos?” (2014: 2). Es e es udo oi ealizado ao ab igo de uma pa ce ia en e Ins i u o Supe io de
Se iço Social do Po o e a Rede Social do Concelho da Pó oa de Va zim, sendo que a au o a u ilizou o
inqué i o como mé odo de ecolha de dados.
No deco e do es udo a au o a a i ma, com base nos dados ecolhidos, que “os inqui idos êm
on ade de con inua in eg ados na ida da sociedade, po meio da ealização de a i idades
socialmen e u eis e que lhes pe mi e man e o con a o com pessoas de ou as ge ações que não a
sua.” (2014: 10), ambém no p oje o desen ol ido oi possí el obse a es a on ade po pa e do
público-al o de es a em in eg ados e c ia em elações nes a comunidade à qual pe encem e com a
qual, a é ao inicio do p oje o, não inham qualque en ol imen o.
Com base no es udo ealizado po Sa a And eia Sil a, es a apon a quais os eixos de
in e enção que lhe pa ecem pa icula men e ele an es, sendo eles: a implicação dos idosos em
a i idades que es imulem a ligação com o mundo en ol en e, de o ma a p opo ciona descobe as
múl iplas a a és de a i idades que den o que o a do la , e que i ão anspo a o idoso pa a o
pa imónio cul u al en ol en e, endo ainda como an agem a abe u a do la pa a mundo ex e io com

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a c iação de pa ce ias que con ibui ão pa a o desen ol imen o de compe ências e ealizações pa a os
p óp ios idosos; a cons ução de laços sociais que des aca a impo ância da exis ência de uma ede de
elacionamen os, de opo unidade de c iação de no as elações com memb os de di e sas ge ações e
ainda da exis ência de edes de olun á ios que p opo cionem a i idades a iadas o a do la ou a
p esença egula que pa a lhes le o jo nal que pa a assis i em com eles a um ilme; a sal agua da
da au onomia, aqui a au o a des aca a impo ância de uma dinâmica de pa icipação dos idosos na
ges ão do la , de o ma a que os idosos sin am que êm ainda algum pode pa a egula o seu
quo idiano. Foi exa amen e sob e es es eixos e e idos pela a au o a que o nosso p oje o se
desen ol eu e os quais conseguiu a ingi . Com es e p oje o os u en es en ol e am-se com a
comunidade, que em a i idades desen ol idas o a do la nas quais os u en es pa icipa am, como po
exemplo a mos a comuni á ia, como em a i idades ealizadas na p óp ia esidência sénio e que oi
abe a à população, como po exemplo a comemo ação do San o An ónio na qual a ma cha da
eguesia ambém es e e p esen e, o am c iadas pa ce ias que pe mi em a con inuação de a i idades
de en ol imen o na comunidade, o am c iados laços e elações com a comunidade e com di e en es
ge ações o que pe mi e aos u en es e em uma ede de elacionamen os com a comunidade a que
pe encem.
A pesquisa ealizada po Filipa Se o, Joana Na e e Lilibe h Teixei a in i ulada de “A in eg ação
da Pessoa Idosa na Sociedade” (Uni e sidade Ca ólica Po uguesa, 2006) e e como obje i o: analisa
as condições de ida das pessoas idosas em Po ugal. Pa a al, as au o as inicia am o seu es udo com
a si uação das pessoas idosas no mundo e em Po ugal, sendo que de seguida a ança am pa a o
es udo de á ias polí icas sociais exis en es em Po ugal, que isam o melho amen o da qualidade de
ida dos idosos, baseando-se não só em ela ó ios mas ambém em es emunhos ecolhidos jun os de
alguns bene iciá ios dos p og amas a a és de con e sas in o mais.
Du an e a pesquisa o am des acadas as seguin es polí icas sociais em uncionamen o em
Po ugal: o Plano A ô que “é uma ce i icação de qualidade pa a la es de idosos” (2006: 31); e o Plano
de Apoio In eg ado a Idosos que se des ina a pessoas com 65 anos ou mais e em como obje i os: “1.
P omoção da au onomia das pessoas idosas e/ou pessoas com dependência; 2. Implemen ação de
espos as de apoio às amílias que p es am cuidados a pessoas com dependência, especialmen e
idosos; 3. Desen ol e medidas p e en i as do isolamen o e da exclusão.” (2006: 33). As au o as
a i mam que os e e idos planos êm ido sucesso na sua implemen ação, no sen ido de comba e a
exclusão social dos idosos.
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As au o as concluí am assim, com o es udo acima e e ido, que as endências demog á icas
em Po ugal apon am pa a um en elhecimen o da população e que, de en e os á ios g upos sociais,
são os idosos que se encon am mais ulne á eis a si uações de exclusão social. De en e as polí icas
sociais em uncionamen o em Po ugal que o am es udadas as au o as des aca am o Plano A ô como
endo sido um p og ama bem-sucedido no obje i o de comba e a exclusão social dos idosos. Também
o nosso p oje o p e endeu comba e a exclusão social dos idosos, a a és de a i idades de
en ol imen o com e na comunidade oi possí el p opo ciona aos u en es a c iação de uma ede de
elacionamen os que isam comba e a exclusão social dos mesmos.
“A in eg ação do idoso na sociedade – o papel das edes sociais” (Ins i u o Poli écnico de
B agança, 2015) a a-se de uma disse ação de mes ado de Cláudia Vanessa Ca ei o A onso.
Desen ol ida numa me odologia de análise quali a i a, es a e e a seguin e pe gun a-p oblema: “Como
é que os idosos pe spe i am o con ibu o das edes sociais na sua in eg ação na sociedade?” (2015:
2), sendo en endida po ede social o conjun o de elações sociais que cada um es abelece. Es a e e
como obje i os: pe cebe como é que os idosos pe cecionam o seu p ocesso de en elhecimen o,
econhecendo a exis ência de uma ede social pessoal; iden i ica as edes sociais que azem pa e da
ede social pessoal de cada idoso, iden i ica as edes sociais que azem pa e da ede social de casa
idoso; a e igua a o ma como o s idosos econhecem o con ibu o das edes sociais na sua ida.
Como mé odo de ecolha de dados a au o a eco eu à en e is a semies u u ada que oi
di igida a no e pa icipan es. Es a en e is a oi es u u ada segundo 3 ca ego ias, sendo elas:
ca ac e ização dos pa icipan es, na qual se encon a am ques ões como idade, sexo, es ado cí el,
en e ou as; se idosos, na qual os idosos e am ques ionados ace ca das p incipais mudanças que
sen i am na elhice e como se adap a am às mesmas; e po úl imo a ca ego ia edes sociais, na qual
os idosos e am ques ionados ace ca da sua si uação a ual de habi ação pa ilhada ou em conjun o, da
p es ação de cuidados e das elações amilia es.
Com es a in es igação a au o a concluiu que os idosos alo izam as suas edes sociais e
pe cebem a sua impo ância nomeadamen e no que diz espei o ao apoio p es ado pelas mesmas,
que apoio a ní el a e i o que a ní el das a e as domés icas. Os idosos do es udo, apon am como
a o impo an e pa a a manu enção das edes socias o ing esso em cen os de dia, uma ez que lhes
pe mi em pa icipa em a i idades sociais comba endo assim o isolamen o e a solidão que ão
su gindo com a pe da do conjugue e de algumas elações das suas edes sociais. Des a o ma, a
p esen e in es igação pe mi iu conclui não só a impo ância das edes sociais na in eg ação dos
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idosos mas ambém a consciência que os p óp ios idosos êm dessa impo ância. Também no nosso
p oje o oi possí el obse a o alo que os u en es dão à sua ede de elacionamen os que, no início do
p oje o, pa eceu es a pouco desen ol ida e dis an e uma ez que os idosos não pe enciam àquela
eguesia a é e em ing essado na esidência sénio , ou seja, a sua ede de elacionamen os es a a na
sua an iga eguesia, oi en ão necessá io c ia uma ede de elacionamen os na eguesia a que
pe encem, com a comunidade que os en ol e. A a és de a i idades com e na comunidade oi
possí el c ia elações que pe mi em que os u en es se sin am pa e des a comunidade e que sin am
que êm lá uma ede social es á el e p óxima.
“E ec s o Social In eg a ion on P ese ing Memo y Func ion in a Na ionally Rep esen a i e US
Elde ly Popula ion” (Ame ican Jou nal o Public Heal h, 2008), é um es udo de Ka en A. E el, M. Ma ia
Glymou e Lisa F. Be kman, iniciado em 1998 po docen es do Depa amen o de Sociedade,
Desen ol imen o Humano e Saúde da Ha a d School o Public Heal h, Bos on. Com o p esen e es udo
os au o es p e endiam pe cebe se a in eg ação social p o ege con a a pe da de memó ia e con a
ou os ans o nos cogni i os na idade da elhice, pa a al, con a am com uma amos a signi ica i a de
idosos dos EUA.
No início do es udo, em 1998, os inqui idos inham idades comp eendidas en e os 59 e os 99
anos, ao longo dos 6 anos seguin es oi medida a memó ia dos idosos, pela eco dação imedia a e
a asada de uma lis a de 10 pala as, e oi ainda a aliada a in eg ação social endo em con a o es ado
ci il, o olun a iado e a equência de con ac o com c ianças, pais e izinhos que os idosos
ap esen a am.
Os au o es concluí am assim que uma maio in eg ação social con ibui pa a um declínio mais
len o da memó ia nos idosos, sendo que a diminuição da memó ia dos idosos com menos in eg ação
social diminuiu em dob o em elação aos que ap esen a am maio in eg ação.
No nosso p oje o não oi possí el cons a a se a in eg ação social con ibuiu ou não pa a um
declínio mais len o da memó ia dos u en es, no en an o, oi possí el obse a que as a i idades que
en ol iam g upos, associações ou mo ado es da eguesia o am aquelas que mais ma ca am os
u en es e as que es es mais inham na memó ia, a ando-se de algo mui o posi i o pa a a ida deles.
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6. Conside ações Finais
O se humano é um se sociá el e como al em a necessidade de se elaciona com os ou os,
de pa ilha momen os e c ia uma ede social es á el e p óxima, em qualque aixa e á ia em que
es eja. Con o me a idade ai a ançando exis e uma endência pa a a diminuição des a ede social que,
em mui os dos casos, acaba po se es ingi aos izinhos e amilia es, is o acon ece p incipalmen e
na elhice, uma ez que a população idosa em endência a se isola .
Um g ande a o pa a es e isolamen o é o é mino da ca ei a p o issional, a pessoa deixa de
e o cí culo de colegas de abalho e, quando não es á en ol ida no ecido associa i o da eguesia,
acaba po apenas e con ac o com izinhos e amilia es. Consequen emen e o ing esso em la es e
esidências sénio es acaba po eduzi ainda mais es a ede social já agilizada an e io men e,
p incipalmen e pela ques ão de que, em mui os dos casos, o idoso ê-se descolado da p óp ia
eguesia. Su ge daí a necessidade das esidências sénio es e la es e em um en ol imen o na
comunidade a que pe encem pa a que, po consequência, ambém os p óp ios idosos o enham, não
só pa a en iquece em a sua ede social mas ambém pa a se sen i em en ol idos e pa e da
comunidade.
Foi exa amen e is o que es e p oje o p e endeu e conseguiu c ia , a opo unidade de a
Residência P a inha se en ol e na comunidade a que pe ence e po conseguin e ambém os p óp ios
idosos lá ins i ucionalizados es a em en ol idos nas a i idades, dinâmicas, adições e edes sociais da
comunidade a que passa am a pe ence . Nes e sen ido es e p oje o conseguiu e um eno me
sucesso, sendo que conseguiu en ol e a esidência e os p óp ios u en es com g ande pa e dos
mo imen os associa i os e o ganizações, que da eguesia onde se si ua a a mesma como das
eguesias en ol en es.
O g ande obje i o de um p oje o de in e enção é consegui que o público-al o enha
capacidade de con inua o caminho açado com o p oje o mesmo após o é mino do mesmo, algo que
acon eceu com o nosso p oje o. Após o é mino des e p oje o con inua am odas as pa ce ias que
o am c iadas du an e o mesmo, ou seja, a esidência ai con inua a pa icipa nas a i idades e
dinâmicas da eguesia, os g upos e associações que isi a am a esidência du an e o p oje o ão
con inua a azê-lo e os p óp ios u en es da esidência ão con inua a desloca -se aos e en os e
78
Apêndice 3: Au o ização pa a Di ulgação da Iden i icação da Ins i uição

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Apêndice 4: Fo o da a i idade “O Nosso São Ma inho”
Apêndice 5: Fo o da a i idade “P esépios na Minha Aldeia”
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Apêndice 6: Fo o da a i idade “Pa ilha da Luz da Paz de Belém”
Apêndice 7: Fo o da a i idade “Deco ação de In e no”
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Apêndice 8: Fo os da a i idade “Os Nossos A en ais”
Apêndice 9: Fo o da a i idade “A Nossa Biblio eca”
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Apêndice 10: Fo o da a i idade “Bingo Sono o”
Apêndice 11: Fo os da a i idade “Who kshop ‘Alimen ação Saudá el’”
83
Apêndice 12: Fo o da a i idade “O Ca na al”
Apêndice 13: Fo o da a i idade “Ta de de Fados”

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Apêndice 14: Fo os da a i idade “Ho a do Con o: O Pai”
Apêndice 15: Fo os da a i idade “Ho a do Con o: A Mãe”
85
Apêndice 16: Fo o da a i idade “Deco ação de San os Popula es”
Apêndice 17: Fo os da a i idade “Vamos Lá Ma cha ”
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Apêndice 18: Fo o da a i idade “Os Nossos Finalis as”