Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Ana Isabel Osó io Pinhei o
Funcionalização de êx eis com óleos
ex aídos de esíduos e subp odu os de
di e en es indús ias
janei o de 2025
Ana Isabel Osó io Pinhei o
Funcionalização de êx eis com óleos
ex aídos de esíduos e subp odu os de
di e en es indús ias
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Engenha ia Química e Biológica
T abalho e e uado sob o ien ação da
P o esso a Dou o a Lígia Raquel Ma ona
Rod igues
janei o de 2025
II
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as
eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e
di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições
não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da
Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
[Es a é a mais es i i a das nossas seis licenças p incipais, só pe mi indo que ou os açam
download dos seus abalhos e os compa ilhem desde que lhe sejam a ibuídos a si os de idos
c édi os, mas sem que possam al e á-los de nenhuma o ma ou u ilizá-los pa a ins come ciais.]
III
AGRADECIMENTOS
A disse ação em Engenha ia Química e Biológica na Uni e sidade do Minho culminou
no es ágio no CITEVE e esc i a des a ese de mes ado. Du an e es e empo, mui as o am as
pessoas que me incen i a am, apoia am e ajuda am. A essas pessoas gos a ia de deixa
algumas pala as.
Ag adeço à Mes e Ana Ma ga ida Fe nandes que me supe isionou e me o ien ou no
CITEVE ajudando semp e que possí el e ensinando mui o do que ap endi du an e es e pe íodo.
Ag adeço igualmen e à Dou o a Ca la Sil a, di e o a do Depa amen o de Química e
Bio ecnologia do CITEVE que e e um eno me con ibu o no sucesso des a disse ação e ajudou
imenso no deco e da mesma.
À Dou o a Lígia Rod igues, o ien ado a na Uni e sidade do Minho, pela comp eensão,
p agma ismo, disponibilidade, ensinamen os e apoio na disse ação, mas especialmen e
du an e os 5 anos do cu so, um eno me ob igada.
Um ag adecimen o especial à Joana e Bea iz que desde o início ao im es i e am
comigo e o am o supo e que mui as ezes p ecisei. À Joana po es ando longe ou pe o
semp e me e ajudado e ac edi ado em mim. À Bea iz po e sido essencial du an e es e
caminho, pelo companhei ismo, amizade e apoio cons an e e po odas as i ências passadas
lado a lado que i ão pe manece pa a semp e comigo con inuando ce amen e daqui em
dian e. A ocês, o meu genuíno ob igado!
Po úl imo, um ag adecimen o since o aos meus pais e i mãs po me pe mi i em
conclui es a impo an e e apa da minha ida e me da em a opo unidade de desen ol e os
meus conhecimen os académicos sem a meno das p eocupações com o al de e minação,
disciplina e apoio necessá io.
Es a Disse ação de Mes ado oi ealizada no âmbi o do P oje o In eg ado be@ – Bioeconomia
Têx il, pa a Re o ço da Bioeconomia Nacional, inanciado pelo Fundo Ambien al a a és da
Componen e 12 – P omoção da Bioeconomia Sus en á el (In es imen o TC-C12-i01–
Bioeconomia Sus en á el N.º 02/C12- i01/202), dos undos eu opeus a ibuídos a Po ugal
pelo Plano de Recupe ação e Resiliência (PRR), no âmbi o do Mecanismo de Recupe ação e
Resiliência da União Eu opeia (UE), enquad ado no Nex Gene a ion UE, pa a o pe íodo de
2021 - 2026.
IV
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo
que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação
de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
V
Funcionalização de êx eis com óleos ex aídos de esíduos e subp odu os de
di e en es indús ias
RESUMO
A indús ia êx il en en a g andes desa ios ambien ais de ido ao ele ado consumo de
água, poluição ambien al, emissões acen uadas de gases com e ei o de es u a e p odução de
esíduos, sendo a segunda mais poluen e a segui aos combus í eis ósseis. Assim, es e
abalho p opõe uma abo dagem sus en á el aos acabamen os êx eis con encionais baseada
na economia ci cula : a u ilização de óleos na u ais ex aídos de esíduos e subp odu os
ag oindus iais pa a con e i p op iedades an ibac e ianas, an ioxidan es, hid o óbicas e
p o eção UV a subs a os êx eis 100% algodão.
Os esíduos/subp odu os u ilizados pa a a ex ação de óleos na u ais o am ou iços de
cas anha, lúpulo, d eche, podas de idei a e caules de plan a de abaco. Os óleos na u ais e
malhas uncionalizadas o am analisados quan o ao seu con eúdo enólico a a és do mé odo
Folin-Ciocal eu
e quan o à sua a i idade an ioxidan e eco endo ao mé odo DPPH. A a i idade
an ibac e iana dos óleos oi a aliada con a a bac é ia G am-posi i a
S aphylococcus au eus
pelo mé odo de di usão em go a. A uncionalização êx il oi e e uada po imp egnação. A
epelência à água oi a aliada pela medição do ângulo de con ac o e a p o eção UV dos
ma e iais êx eis oi a aliada segundo a no ma aus aliana/neozelandesa: AS/NZS 4399:1996
Sun p o ec i e clo hing- E alua ion and classi ica ion
.
Os esul ados demons a am que os óleos na u ais de ou iços de cas anha e caules de
plan a de abaco e espe i os subs a os êx eis uncionalizados ap esen am maio
concen ação de compos os enólicos e consequen emen e maio pe cen agem de a i idade
an ioxidan e seguidos das podas de idei a e da d eche. No que diz espei o à a i idade
an ibac e iana, apenas o óleo de ou iços de cas anha ap esen ou alguma inibição do
c escimen o bac e iano. A epelência à água e i icou-se an es da la agem em alguns
subs a os êx eis, mas pe deu-se após uma la agem à exceção da condição Ou iços de
cas anha 0,25 mm 20% sólidos celulase + xilanase. Quan o à p o eção UV, as malhas
uncionalizadas com óleos de ou iços de cas anha e caules de plan a de abaco ap esen a am
melho desempenho com índices UPF 30 (mui o bom) ou UPF 15 (bom).
Em sín ese, o am desen ol idos subs a os êx eis uncionalizados com óleos na u ais,
con e indo-lhes p op iedades an ioxidan es, epelência à água e p o eção UV, uma abo dagem
sus en á el e p omisso a que e i a o uso de p odu os químicos ne as os ao meio ambien e.
Pala as-cha e: Óleos na u ais, subs a os êx eis, uncionalização, esíduos, subp odu os
VI
Func ionaliza ion o ex iles wi h oils ex ac ed om was e and by-p oduc s o
di e en indus ies
ABSTRACT
The ex ile indus y aces majo en i onmen al challenges due o high wa e
consump ion, en i onmen al pollu ion, high emissions o g eenhouse gases and was e
p oduc ion, he second mos pollu ing a e ossil uels. Thus, his wo k p oposes a sus ainable
app oach o con en ional ex ile inishes based on he ci cula economy: using na u al oils
ex ac ed om was e and ag o-indus ial by-p oduc s o con e an ibac e ial p ope ies,
an ioxidan s, hyd ophobic and UV p o ec ion o 100% co on ex ile subs a es.
The was e/by-p oduc s used o ex ac na u al oils we e ches nu hedgehogs, hops,
b ewe 's spen g ain, ine p uning and obacco plan s ems. Na u al oils and unc ionalized
ab ics we e analyzed o phenolic con en wi h he
Folin-Ciocal eu
me hod and an ioxidan
ac i i y using he DPPH me hod. The an ibac e ial ac i i y o oils was e alua ed agains he
G am-posi i e bac e ia
S aphylococcus au eus
by he disk di usion me hod. The ex ile
unc ionaliza ion was ca ied ou by imp egna ion. Wa e epellency was assessed by measu ing
he con ac angle and UV p o ec ion o ex ile ma e ials was e alua ed acco ding o he
Aus alian/New Zealand s anda d: AS/NZS 4399:1996
Sun p o ec i e clo hing- E alua ion and
classi ica ion
.
The esul s showed ha ches nu hedgehogs and obacco plan s ems na u al oils and
hei unc ionalized ex ile subs a es ha e highe concen a ions o phenolic compounds and
consequen ly highe pe cen age o an ioxidan ac i i y ollowed by p uning o ine and b ewe 's
spen g ain. Rega ding he an ibac e ial ac i i y, only he oil o ches nu hedgehogs showed
some inhibi ion o bac e ial g ow h. Wa e epellency was e i ied be o e washing in some ex ile
subs a es bu los a e a wash, excep o he condi ion Ches nu hedgehogs 0,25 mm 20%
solids cellulase + xylanase. As o UV p o ec ion, he unc ionalized ab ic wi h ches nu
hedgehogs oils and obacco plan s ems showed be e pe o mance wi h UPF 30 ( e y good)
o UPF 15 (good) indexes.
In conclusion, ex ile subs a es unc ionalized wi h na u al oils we e de eloped, gi ing
hem an ioxidan p ope ies, wa e epellency and UV p o ec ion, a sus ainable and p omising
app oach ha a oids he use o ha m ul chemicals o he en i onmen .
Keywo ds: Na u al oils, ex ile subs a es, unc ionaliza ion, was e, by-p oduc s
VII
ÍNDICE
ÍNDICE DE FIGURAS ............................................................................................................ IX
ÍNDICE DE TABELAS .......................................................................................................... XII
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ................................................................................... XIII
1. In odução ................................................................................................................... 1
1.1. Con ex ualização e obje i os ................................................................................. 1
1.2. En idade de acolhimen o ...................................................................................... 2
2. Es ado da A e ............................................................................................................. 3
2.1. Indús ia êx il e o papel da bioeconomia ci cula .................................................. 3
2.2. Resíduos/subp odu os ......................................................................................... 5
2.2.1. Ou iços de cas anha .................................................................................... 5
2.2.2. Lúpulo ......................................................................................................... 6
2.2.3. D eche ........................................................................................................ 6
2.2.4. Podas de idei a .......................................................................................... 7
2.2.5. Caules da plan a do abaco .......................................................................... 8
2.3. Po encial bioa i o dos esíduos/subp odu os ........................................................ 8
2.4. Funcionalização êx il e a sua impo ância ..........................................................10
2.4.1. P op iedade an ioxidan e ...........................................................................12
2.4.2. P op iedade an imic obiana .......................................................................13
2.4.3. P o eção ul a iole a (UV) ...........................................................................13
2.4.4. Repelência à água .....................................................................................14
2.5. Papel dos óleos na u ais na uncionalização êx il ...............................................14
3. Ma e iais e Mé odos ...................................................................................................16
3.1. Ma e iais............................................................................................................16
3.1.1. Ou iços de cas anha ..................................................................................16
3.1.2. Lúpulo .......................................................................................................17
3.1.3. D eche ......................................................................................................17
3.1.4. Podas de idei a ........................................................................................18
3.1.5. Caules de plan a de abaco ........................................................................19
3.2. Reagen es ..........................................................................................................19
3.3. Mé odos ............................................................................................................20
3.3.1. Adequação do esíduo/subp odu o ............................................................20
3.3.2. Condições de ex ação de óleos na u ais do esíduo/subp odu o ................21
3.3.3. Fil ação das in usões ................................................................................23
1
1. In odução
1.1. Con ex ualização e obje i os
A ualmen e a indús ia êx il ap esen a inúme os desa ios associados maio i a iamen e
à poluição ambien al que es a aca e a. Aspe os como o consumo de g andes quan idades de
água, poluição da água com químicos óxicos, al a pegada de ca bono, ele adas quan idades
de esíduos sólidos são de e minan es pa a es a se conside ada uma das indús ias mais
poluen es, especi icamen e a segunda a segui à p odução de combus í eis ósseis (Teixei a
e
al.
, 2023; Cos a
e al.
, 2020; Shi animoghaddam
e al.
, 2020). Segundo a Comissão Eu opeia,
es a indús ia su ge em quin o luga das indús ias que mais quan idade de ma é ias-p imas
necessi am e mais gases e ei o de es u a p oduzem. Anualmen e, são gas os ce ca de 79
biliões de me os cúbicos de água (co esponden e a 20% do consumo de água global),
libe ados 1,7 biliões de oneladas de CO2 e p oduzidos 92 milhões de oneladas de esíduos
êx eis. Es ima-se que em 2030, es es alo es aumen em em 50% (Comissão Eu opeia, 2023;
Šajn, 2019).
O cul i o de algodão ep esen a um dos p oblemas da indús ia êx il com mais impac o
ambien al e social. Conc e amen e, a p odução des a ib a exige um ele ado consumo de água.
Pa a se p oduzi 1 kg de algodão são necessá ios ce ca de 22000 L de água (Mu hu
e al.
,
2012). De ou o pon o de is a, a p odução de uma
T-shi
de algodão implica o uso de 2700
L de água e uma g ande quan idade de químicos que a e am o solo, o ecossis ema e a saúde
populacional (Shi animoghaddam
e al.
, 2020).
Pa a além da p odução dos êx eis, ou o g ande p oblema des a indús ia consis e na
eciclagem usada e o seu despe dício. Quando uma peça de oupa já não em u ilidade é
desca ada sendo o seu des ino o a e o ou a incine ação (Loe sche
e al.
, 2017). Assim, u ge
o na a p odução êx il mais sus en á el endo po base a economia ci cula (Cen obelli
e al.
,
2022).
Es e abalho explo a uma abo dagem sus en á el e p omisso a nos acabamen os
êx eis, uma ez que isa a u ilização de óleos na u ais ex aídos de subp odu os e esíduos
ag oindus iais e consequen e aplicação em subs a os êx eis pa a a ibuição de p op iedades
êx eis, nomeadamen e p op iedade an imic obiana e an ioxidan e, hid o obicidade, p o eção
UV. Des a o ma, os ma e iais êx eis podem bene icia di e amen e das p op iedades que os
óleos na u ais o e ecem de uma o ma mais ecológica e sem ecu so a químicos.
2
Des e modo, os p incipais obje i os des e abalho passam pela ex ação de óleos
na u ais de ou iços de cas anha, lúpulo, d eche, podas de idei a e caules de plan a de abaco
e quan i icação de compos os enólicos p esen es; es udo da in luência das di e en es
g anulome ias e azão de biomassa/ olume de sol en e dos esíduos/subp odu os no
endimen o de ex ação dos óleos; uncionalização dos subs a os êx eis de algodão e es udo
das p op iedades sup amencionadas nos ma e iais êx eis.
Es e abalho es á inse ido no P oje o Be@ (bioeconomia na indús ia êx il) que
p e ende e oluciona a Indús ia Têx il e Ves uá io a a és da implemen ação e
desen ol imen o de p odu os e ma e iais êx eis as eá eis, de o igem biológica e com meno
impac o ambien al do que os a ualmen e come cializados. Assim, os ma e iais u ilizados são
ob idos de ma é ias-p imas de base eno á el ( ib as na u ais, esíduos ag oindus iais e
lo es ais) sendo u ilizadas ecnologias e p ocessos de p odução sus en á eis, abo dagens de
eco design e eco engenha ia semp e com os concei os de ci cula idade e sus en abilidade na
base do p oje o (CITEVE, 2024a).
1.2. En idade de acolhimen o
Es e abalho oi ealizado no Depa amen o de Química e Bio ecnologia do CITEVE
(Cen o Tecnológico das Indús ias Têx il e Ves uá io de Po ugal).
O CITEVE é uma o ganização p i ada sem ins luc a i os, undada em 1989, com sede
em Vila No a de Famalicão e ou as delegações no B asil, Tunísia, A gen ina, Paquis ão, Chile
e Índia. Es e cen o comp eende a ce i icação de p odu os, ensaios labo a o iais, consul o ia
écnica e ecnológica, in es igação e desen ol imen o (I&D) apoiando ou as emp esas do se o
êx il e es uá io, assen e nos pila es da sus en abilidade e economia ci cula (CITEVE, 2024b).
3
2. Es ado da A e
Es e capí ulo em como obje i o ap esen a uma e isão do es ado a ual, opo unidades
e desa ios da indús ia êx il mais conc e amen e, na á ea dos acabamen os e uncionalização
êx il. Pa a além disso, e e e-se a impo ância da alo ização de esíduos e/ou subp odu os
ge ados po di e en es indús ias nacionais na uncionalização dos êx eis.
2.1. Indús ia êx il e o papel da bioeconomia ci cula
Segundo a Comissão Eu opeia, nas duas úl imas décadas, a p odução de êx eis
duplicou. Em 2024, o me cado dos êx eis es á a aliado em ce ca de 156 biliões de eu os,
mundialmen e. A ní el eu opeu es e me cado ep esen a ce ca de 50 biliões de eu os
co espondendo a 32% do me cado mundial. Pa a além disso, a axa de c escimen o anual
compos a (em inglês,
Compound Annual G ow h Ra e
, CAGR) espe ada en e 2024 e 2028 é
de 6,41%. A ualmen e, os Es ados Unidos da Amé ica, China, Tu quia, Japão, Índia e Indonésia
são os países em que o me cado êx il em mais exp essão e consequen e maio a u ação
(S a is a, 2024).
Em Po ugal, segundo a Po da a, em 2022, o se o êx il e es uá io e a esponsá el
pela exis ência de 12208 emp esas, ep esen ando ce ca de 10% do olume de negócios da
indús ia ans o mado a nacional (ATP, 2024).
De aco do com o Banco de Po ugal, em 2022, ce ca de 61,5% co espondiam a
mic oemp esas, 0,63% a g andes emp esas e as es an es a pequenas e médias emp esas.
Pa a além disso, em 2016, a indús ia êx il ep esen a a um peso de 4% no p odu o in e no
b u o (PIB) po uguês. Rela i amen e à localização geog á ica, a maio ia do se o êx il encon a-
se na zona No e do país, Cen o e Á ea Me opoli ana de Lisboa sendo que a es an e se di ide
pelo Alen ejo, Alga e, Madei a e Aço es como ep esen ado na Figu a 1.
Figu a 1. Dis ibuição geog á ica da indús ia êx il em Po ugal (Cos a
e al.
, 2020).
76,1%
10,6%
9,2%
4,1%
Zona No e Cen o
Á ea Me opoli ana de Lisboa Alen ejo, Alga e e Ilhas
4
A ní el mundial, a economia ci cula e sus en abilidade es ão a ganha cada ez mais
des aque no se o êx il su gindo como opo unidades na edução do impac o ambien al e
climá ico des a indús ia (Shi animoghaddam
e al.
, 2020; Cen obelli
e al.
, 2022). De uma
o ma ge al, a economia ci cula es á p esen e na adoção de p ocessos sus en á eis, u ilização
de meno quan idade de ecu sos, eu ilização dos mesmos e inco po ação de esíduos êx eis
em no os êx eis a a és da eciclagem (Ho a
e al.
, 2023).
Segundo o Pa lamen o Eu opeu, a economia ci cula é um modelo de p odução e
consumo que p olonga o ciclo de ida dos p odu os e eduz ao mínimo o despe dício. O obje i o
passa pelo a as amen o do modelo adicional e linea que se baseia no pad ão comp a -
consumi -desca a , não ha endo eap o ei amen o dos ma e iais (Pa lamen o Eu opeu,
2023).
De aco do com a Comissão Eu opeia, a bioeconomia ci cula pode se de inida pela
p odução de ecu sos biológicos eno á eis e consequen e con e são do luxo de esíduos em
p odu os de alo ac escen ado, ais como ações animais, p odu os biológicos, alimen os e
bioene gia. Assim, o concei o de economia ci cula culmina numa de inição mais a ual: a de
bioeconomia ci cula (S egmann
e al.
, 2020).
O uso de algodão o gânico, com meno impac o ambien al do que o algodão
con encional, a ce i icação GOTS (
Global O ganic Tex ile S anda d
) que a es a a u ilização de
ib as o gânicas em p odu os êx eis p o enien es de cul u as a adas com consumo eduzido
de água e p odu os não óxicos, são algumas das endências na en a i a de o na es e se o
cada ez mais e de e sus en á el (Cen obelli
e al.
, 2022).
O ingimen o com co an es na u ais é uma abo dagem mais sus en á el em de imen o
da u ilização de co an es sin é icos de base óssil e é uma ealidade de mui as in u a ias
nacionais (Cen obelli
e al.
, 2022). No p oje o
TexBion
da
Tin ex Tex iles
desen ol e am-se
malhas a pa i de biopolíme os eno á eis ingidas com co an es na u ais (Po ugal Têx il,
2023). A Tin ex em pa ce ia com a Ci cula Sys ems p opõem a u ilização de ex a os ege ais
de compos os de o igem na u al como omilho, cas anhei o, olhas de gambi , en e ou os
pa a o ingimen o êx il em subs i uição das subs âncias químicas u ilizadas que p oduzem
e luen es óxicos e noci os (Po ugal Têx il, 2021). Mais ecen emen e, em su gido na indús ia
a u ilização de co an es p oduzidos po mic o ganismos como bac é ias, ungos e mic oalgas
(K ama e Kos ic, 2022).
5
Na á ea dos acabamen os êx eis êm su gido no as abo dagens sus en á eis e com
meno impac o ambien al: a Aca el p oduziu o
BioSo ene 4
, um acabamen o ei o à base de
semen es de plan as e componen es de bio esíduos adequado pa a qualque ib a que ga an e
a edução a é 60% da p odução de CO2 em compa ação com p odu os com desempenho
semelhan e (Jo nal T, 2022); a
RDD Tex iles
, emp esa do se o êx il, ecen emen e
desen ol eu uma linha de oupa in e io que in eg a ib a de banana na sua composição, uma
o ma ino ado a de eap o ei amen o de esíduos (Jo nal T, 2024); a
Fa ed y
p opõe um
acabamen o semelhan e ao desgas e
ade-ou
, com meno impac o ambien al. Implemen ou
um no o p ocesso de ingimen o eco endo a esíduos como casca de omã, amo ei a, ui a
dos in u ei os, e c. e com esul ados p omisso es em e mos de solidez à luz, la agem e
icção, o nando-se uma opção ecologicamen e esponsá el (Po ugal Têx il, 2024).
2.2. Resíduos/subp odu os
2.2.1. Ou iços de cas anha
A cas anha é um u o de ele ada impo ância come cial na Eu opa. I ália, F ança,
Espanha e Po ugal são os maio es p odu o es eu opeus de cas anhas sendo a sua época de
colhei a no ou ono (Esposi o
e al.
, 2019). A ní el mundial, a China o nou-se o maio p odu o
de cas anha chegando a p oduzi ce ca de 1 milhão de oneladas des e u o anualmen e (Yang
e al.
, 2023).
Ce ca de 85% do u o é comes í el, mas ainda assim ge am-se g andes quan idades
de subp odu os/ esíduos, como olhas, ou iços, egumen os ex e nos e in e nos cuja u ilidade
é subes imada (Esposi o
e al.
, 2019). Os ou iços de cas anha ep esen am ce ca de 10% do
peso do u o sendo que o seu des ino acaba po se a incine ação (Yang
e al.
, 2023).
Os ou iços de cas anha são ma e iais lignocelulósicos ca ac e izados pela sua igidez,
du eza e impe meabilidade. Têm ca ac e ís icas hid o óbicas g aças à ce a, esina e go du a
que os cons i uem (Liang
e al.
, 2021). São compos os po baixas concen ações de p o eína
(3%) e lípidos (0,5%), ele adas quan idades de hid a os de ca bono (60–80%) não dige í eis
(lignanas, pec inas e ib as), água (20–30%). Além disso, os ou iços ap esen am na sua
cons i uição aminoácidos essenciais e não essenciais (1%) (Esposi o
e al.
, 2019; Hu
e al.
,
2021; Pin o
e al.
, 2021).
Apesa disso, os ou iços de cas anha são uma on e ica em compos os biologicamen e
a i os, como compos os enólicos (Squillaci
e al.
, 2017). Assim, o am epo adas a i idade
6
an ioxidan e (Lamei ão
e al.
, 2020), an icance ígena (Cacciola
e al.
, 2019), an i-in lama ó ia
(Ce ulli
e al.
, 2021), an ibac e iana (Wang
e al.
, 2023a) dos compos os enólicos p esen es
nos ou iços de cas anha.
2.2.2. Lúpulo
O lúpulo (
Humulus lupulus
L.) é uma plan a da amília
Cannabaceae
e é um dos
componen es p incipais na ab icação de ce eja in luenciando o a oma, ama go e espuma
da ce eja (González-Sali e
e al.
, 2023). Mundialmen e p oduzem-se en e 80 mil e 100 mil
oneladas des a plan a, que é maio i a iamen e u ilizada pa a a p odução de ce eja (Ka lo ic
e al.
, 2020). A ní el eu opeu p oduz-se ce ca de 50 mil oneladas de lúpulo po ano.
O lúpulo em na sua es u u a in lo escências (onde se localizam as lo es) que
desen ol em cones onde es ão acumulados os óleos e as esinas ama gas da plan a. Des a
o ma, o lúpulo é cons i uído po esinas (α-ácidos e β-ácidos), p o eínas, compos os
poli enólicos, go du as, óleos, lípidos e celulose. Os óleos são impo an es pa a a a ibuição de
a omas e sabo es (Iglesias
e al.
, 2020; Sun
e al.
, 2022; González-Sali e
e al.
, 2023).
Segundo Bedini
e al.
(2015), o lúpulo é uma on e ica de óleos. A sua composição
comp eende p o eínas e ib as (ce ca de 23%), ex a o li e de ni ogénio, cinzas e lípidos (ce ca
de 4,5%) (Ka lo ic
e al.
, 2020).
O ac o des a plan a e na sua cons i uição compos os poli enólicos con e e-lhe
p op iedades an i-in lama ó ia, an ialé gica, an imic obiana, an ioxidan e, an ien elhecimen o,
en e ou as que ala gam mui o as suas aplicações (González-Sali e
e al.
, 2023).
2.2.3. D eche
A d eche é o subp odu o mais abundan e da indús ia ce ejei a (Lynch
e al.
, 2016;
Philippoussis, 2009). Mundialmen e, p oduzem-se ce ca de 39 milhões de oneladas de d eche
po ano. Na Eu opa p oduzem-se ce ca de 3,4 milhões de oneladas de d eche, ce ca de 9%
do p oduzido mundialmen e. Po cada 100 L de ce eja p oduzida, são ob idos 20 kg de d eche
(Fe en ino
e al.
, 2019), sendo que a maio ia des e subp odu o é u ilizado como on e de
ene gia al e na i a, ação animal, e ilizan e ou despe diçada apesa do seu eno me po encial
de alo ização.
No que diz espei o à sua composição, a d eche é um ma e ial lignocelulósico
compos o po 20–30% de p o eína, 20–70% de ib as como hemicelulose, celulose e lignina,
7
ce ca de 10% de lípidos, compos os enólicos e cinzas (Philippoussis, 2009; Lynch
e al.
, 2016;
Ka lo ic
e al.
, 2020; Che a iu e Dabija, 2023; Macias-Ga be
e al.
, 2021).
A d eche, ap esen a p op iedades de in e esse como po exemplo, a i idade
an ioxidan e e an i-in lama ó ia acul adas pelos compos os poli enólicos p esen es, a i idade
an icance ígena e an idiabé ica (Lynch
e al.
, 2016; Fe en ino
e al.
, 2019; Che a iu e Dabija,
2023).
2.2.4. Podas de idei a
As podas de idei a são esíduos lo es ais abundan es em ma é ia lignocelulósica e
co espondem a ce ca de 93% dos subp odu os ge ados na i icul u a (Jesus
e al.
, 2022).
Po ugal ocupa o 11º luga en e os p incipais p odu o es e expo ado es de inho a ní el
mundial. Des a o ma, ge am-se mui os esíduos o gânicos (bagaço de u a, podas de idei a,
bo as, en e ou os). Dados de 2019 e elam que se p oduziu em Po ugal, na Eu opa e no
mundo, espe i amen e ce ca de 3,4×105, 5,8×106 e 1,3×107 oneladas de podas de
idei a (Pe ei a
e al.
, 2023). Assim, dado o luxo de p odução, ge almen e es es esíduos
acabam po se queimados le ando à libe ação de gases noci os ao ambien e.
O esíduo da poda de idei a é uma on e lignocelulósica cons i uída po uma
pe cen agem signi ica i a de celulose (ce ca de 40%), hemicelulose (en e 6–27%), lignina
(en e 26–47%) e ou os componen es mino i á ios como lípidos, p o eínas, i aminas e
compos os enólicos (Jesus
e al.
, 2022; Pe ei a
e al.
, 2023).
De modo a soluciona o p oblema da ge ação des es esíduos, algumas es a égias
êm sido implemen adas. Jesus
e al.
(2017) p opõem a implemen ação de duas au o hid ólises
consecu i as seguidas de uma hid ólise enzimá ica e e men ação pa a a p odução de bioe anol
endo como on e de biomassa as podas de idei a. Adicionalmen e, du an e es e p ocesso é
possí el ecupe a alguns xilo-oligossaca ídeos com po encial p ebió ico e compos os enólicos
com a i idade an ioxidan e, an imic obiana, an i-in lama ó ia e an icance ígena. A aújo
e al.
(2023) p opõem a ob enção de ib as de celulose a pa i de podas de idei a pa a a c iação
de p odu os com alo ac escen ado. As ib as de celulose podem se aplicadas na p odução
de espumas, ilmes, e es imen os, compósi os pa a a indús ia au omó el, ae onáu ica e ci il,
modi icação de supe ícies e disposi i os médicos (Abi bol
e al.
, 2016).
8
2.2.5. Caules da plan a do abaco
A plan a do abaco (
Nico iana abacum
L.) é uma impo an e cul u a p esen e no
mundo cul i ada em di e sas egiões como China, India, B asil e EUA (Gao
e al.
, 2019; Sun
e al.
, 2019). Em 2022, a p odução de caules de plan a de abaco a ingiu as 5,8 milhões de
oneladas, sendo que o desca e e a queima acabam po se as soluções pa a es es esíduos
con ibuindo pa a poluição dos solos e libe ação de oxinas ou gases com e ei o de es u a (Hu
e al.
, 2024).
Alguns es udos epo am que o abaco con ém na sua cons i uição inúme as
subs âncias com eno me po encial como alcaloides (onde se inclui a nico ina), poli enóis,
e penóides, óleos essenciais, compos os a omá icos álcoois, e i oes e óis (Shen e Shao,
2006; Zou
e al.
, 2021a; Banožić
e al.
, 2020). Es es compos os ap esen am p op iedades
an ioxidan e, an i-in lama ó ia e an imic obiana (Zou
e al.
, 2021a).
2.3. Po encial bioa i o dos esíduos/subp odu os
Os compos os bioa i os são me aboli os secundá ios, ou seja, subs âncias químicas
encon adas em plan as, alimen os e ou as on es na u ais ( u as, legumes, á o es, óleos,
u os secos e ce eais) (Rani
e al.
, 2021; Pai
e al.
, 2022) e que podem se ex aídos po
mic o ganismos ( ungos, bac é ias, í us, algas, e c.). Quimicamen e, es as subs âncias são
maio i a iamen e hid o óbicas e ap esen am uma solubilidade eduzida (Kheze lou e Ja a i,
2020). A impo ância des es compos os eside nas suas inúme as p op iedades como a i idade
an i-in lama ó ia e an ioxidan e ( edução da oxidação das células), an imic obiana,
an icance ígena e an idiabé ica (p o eção do sis ema imuni á io) (Lemes
e al.
, 2022; Rani
e
al.
, 2021).
Os compos os bioa i os subdi idem-se em di e en es g upos: e penos e e penóides
(ap oximadamen e 25000 ipos), alcaloides (ce ca de 12000 ipos) e compos os enólicos
(ap oximadamen e 8000 ipos) (Kheze lou e Ja a i, 2020). Os compos os enólicos são os
me aboli os secundá ios mais abundan es nas plan as. Es es i oquímicos são uma impo an e
subclasse de compos os bioa i os. São compos os que se deg adam acilmen e, sensí eis ao
oxigénio, calo e luz (Ayad e Akkal, 2019; Kheze lou e Ja a i, 2020).
A ex ação dos compos os enólicos pode se e e uada po di e en es mé odos
nomeadamen e po sol en es o gânicos; assis ida po enzimas ou ul assons; po Soxhle ; po
luídos supe c í icos; en e ou os (Shi
e al.
, 2022). Pa a além disso, a quan idade e ipo de
compos os ex aídos depende do mé odo de ex ação u ilizado, da na u eza química e
9
p op iedades des as subs âncias, do amanho das pa ículas, da p esença de ou os compos os
que in e i am na ex ação e das condições de a mazenamen o. Assim, a e iciência de ex ação
depende de ou os a o es como o sol en e, pH do meio, na u eza do ma e ial, empo de
ex ação, empe a u a, g anulome ia da ma é ia-p ima e ácio sólido/líquido (Ala a
e al.
,
2021).
A ualmen e, um dos maio es p oblemas indus iais é a p odução de inúme as
quan idades de esíduos e subp odu os cujo desca e ou despe dício em um eno me impac o
ambien al (Reguengo
e al.
, 2022). Segundo a Comissão Eu opeia, o e mo esíduo diz espei o
a algo que sob a ou ma é ia que pe manece após e em sido aplicados p ocessos de
ecupe ação do p odu o p incipal e subp odu o e e e-se a qualque subs ância esul an e do
p ocesso de p odução em que a sua ob enção não é o obje i o p imá io (Comissão Eu opeia,
2024a; Comissão Eu opeia, 2024b).
Po odo o mundo são p oduzidos ce ca de 190 milhões de oneladas de subp odu os
como olhas, semen es, bagaços, cascas, melaços, caules, ma é ias-p imas dani icadas ou
ou os esíduos ge ados ao longo do p ocesso (Rațu
e al.
, 2023). No malmen e, o desca e
des a ma é ia o gânica é ei o em a e os com a libe ação de gases com e ei o de es u a, onde
a p oli e ação de mic o ganismos aumen a e se ocupam g andes á eas de solo (Reguengo
e
al.
, 2022).
Assim, a alo ização des es subp odu os e esíduos em di e en es indús ias su ge
como uma al e na i a e eduz a sua pegada ecológica. A ualmen e es a ma é ia o gânica em
sido implemen ada na p odução de ene gia como biogás, bioe anol e bio hid ogénio
(Domínguez-Bocaneg a
e al.
, 2015). Panzella
e al.
(2020) esume os di e en es compos os
bioa i os que podem se ex aídos de subp odu os u í e os, ege ais e lignocelulósicos.
Exemplos disso são as cascas de omãs icas em elagi aninos como a pulicanina e punicalagina
que ap esen am a i idade an ioxidan e e podem se implemen adas na cosmé ica,
a macêu ica ou alimen ação uncional (Sa ka
e al.
, 2024). As cascas de cebola são ou o
subp odu o compos o po subs âncias bioa i as que o podem o na um ing edien e uncional
com p op iedades p ebió icas. Pa a além disso, es e subp odu o pode se u ilizado como bio
es imulan e na p oli e ação do c escimen o de mic oalgas ou se in eg ado em p ocessos
e men a i os, hid ólise enzimá ica, en e ou os. pa a a p odução de ácidos o gânicos,
polissacá idos, biocombus í eis e pigmen os (Zhang
e al.
, 2024).
10
Na indús ia êx il, os compos os bioa i os ex aídos de esíduos e subp odu os são
igualmen e implemen ados. Es as subs âncias bioa i as podem se u ilizadas como agen es
an imic obianos e co an es pa a o ingimen o de subs a os êx eis. Um exemplo disso é a
u ilização de ex a os das olhas de can o ei o com po encial an ibac e iano no ingimen o de
êx eis (Nguyen
e al.
, 2024).
2.4. Funcionalização êx il e a sua impo ância
O me cado dos êx eis uncionais em indo a c esce ao longo dos anos. Em 2022,
es a a a aliado em 128,86 biliões de eu os, espe ando-se um c escimen o a uma CAGR de
7,7% en e 2023 e 2031 (G ow h Ma ke Repo s, 2024). A Ásia-Pací ico em sido a egião
dominan e nes e me cado sendo esponsá el po 53,3% da ecei a em 2022. Já a Eu opa e os
EUA assumem uma posição secundá ia nes e me cado sendo que p incipalmen e, a Alemanha,
F ança, I ália e Reino Unido êm desen ol ido êx eis ino ado es exis indo mui a ma gem de
p og essão (G and View Resea ch, 2023).
Assim, os êx eis in eligen es, écnicos ou uncionais possuem p op iedades ísicas e
químicas especí icas, pa a além das p op iedades in ínsecas aos subs a os êx eis (Liu
e al.
,
2019). Em pa icula , a uncionalização êx il e e e-se ao p ocesso de inco po ação de
p op iedades uncionais em êx eis como po exemplo, an ioxidan e, an imic obiana, p o eção
UV, hid o obicidade, hid o ilidade, e a dância à chama (Klinkhamme
e al.
, 2024), epelência
a nódoas (Hanumanse y
e al.
, 2012), an i- incos (Fang, 2018) e egulação de empe a u a
(Pakdel e Wang, 2023), en e ou os. Es as uncionalidades podem se inco po adas em
es uá io de p o eção, a das, êx eis pa a a á ea do despo o, médica e au omó el
(Klinkhamme
e al.
, 2024).
São mui os os mé odos de uncionalização êx il. Alguns dos mais u ilizados na
indús ia êx il são o esgo amen o, imp egnação e o
sp ay-coa ing
(G ies
e al.
, 2015; Singh,
2021).
O mé odo de esgo amen o consis e em in oduzi o subs a o êx il num ecipien e
echado (ge almen e um apa elho de ingimen o, po exemplo
Ma his Laboma
) numa solução
aquosa com os agen es uncionais (banho de esgo amen o), u ilizando agi ação con ínua,
con olo do empo e empe a u a al como ap esen ado na Figu a 2. A designação banho de
esgo amen o de e-se ao a o de a concen ação do agen e uncional na solução i diminuindo
g adualmen e à medida que se ixa no ma e ial êx il. O p ocesso e mina quando é alcançado
17
Figu a 5. Ou iços de cas anha.
3.1.2. Lúpulo
O lúpulo, ilus ado na Figu a 6, subp odu o da indús ia ce ejei a oi o necido pela
Ce eja ia Le a sob a o ma de lúpulo esco. O seu a mazenamen o e conse ação o am
assegu ados pela congelação do mesmo a é à sua u ilização.
Figu a 6. Lúpulo esco descongelado.
3.1.3. D eche
A d eche, oi igualmen e cedida pela Ce eja ia Le a, sendo um subp odu o des a
indús ia. Nes e caso, oi necessá ia a secagem do esíduo no secado em ape e
Roq unnel
T3080E, ap esen ada na Figu a 7, a 50 ᵒC du an e 5 dias com en ilação, a é peso cons an e.
Após a secagem, es e esíduo, ilus ado na Figu a 8, oi pos e io men e adequado em di e en es
g anulome ias con o me explicado no subcapí ulo 1.2.1. Adequação do esíduo/subp odu o.
18
Figu a 7. Secado em ape e
Roq unnel
T3080E.
Figu a 8. D eche seca.
3.1.4. Podas de idei a
As podas de idei a, ilus adas na Figu a 9, o am cedidas pela Quin a de Ama es.
P imei amen e, o esíduo oi pa ido manualmen e e seco a 50 ᵒC no secado em ape e
Roq unnel
T3080E
da ROQ
, du an e 1 dia. De seguida, as podas de idei a o am moídas no
p imei o c i o (10 mm) e secas no amen e a 50 ᵒC, du an e 1 dia. Po im, o esíduo oi
adequado em di e en es g anulome ias e seco no secado em ape e
Roq unnel
T3080E, a 50
ᵒC, du an e 1 dia (a é peso cons an e).
19
Figu a 9. Podas de idei a secas.
3.1.5. Caules de plan a de abaco
Os caules de plan a de abaco ap esen ados na Figu a 10 o am cedidos pela
CETARSA, emp esa espanhola que come cializa abaco em ama. Nes e caso, não oi
necessá ia a adequação des e esíduo, uma ez que es e já se encon a a com uma
g anulome ia < 1 mm.
Figu a 10. Caules de plan a de abaco.
3.2. Reagen es
Os eagen es u ilizados ao longo des e abalho, encon am-se na Tabela 2, com o seu
espe i o ab ican e.
20
Tabela 2. Lis a dos eagen es e espe i o ab ican e u ilizados no abalho
Reagen es
Fab ican e
E anol absolu o 99,8% (E OH)
Fishe Scien i ic
, Reino Unido
Fos a o de sódio dibásico hep ahid a ado
(Na2HPO4.7H2O)
Me ck Millipo e
, Alemanha
Fos a o de sódio monobásico monohid a ado
(NaH2PO4.H2O)
Me ck Millipo e
, Alemanha
Tween 80
(C64H124O26)
CRODA, Reino Unido
Amido ca ionizado
COPAM (Companhia Po uguesa de
Amidos), Po ugal
Ca bona o de sódio (Na2CO3)
Me ck Millipo e
, Alemanha
Folin–Ciocal eu
PanReac AppliChem
, Espanha
Ácido gálico
Fishe Scien i ic
, Alemanha
Celulase (NewCell Sup eme 40000L)
Aqui ex
, Po ugal
Pec inase (Newp ep 3000L)
NewEnzymes
, Po ugal
Xilanase
Sunson Enzymes
, China
ECE não os a ado
En e p ises Limi ed
3.3. Mé odos
Ao longo des e abalho o am u ilizados di e en es mé odos nas á ias e apas
p e is as, nomeadamen e na adequação do esíduo, p epa ação das in usões, o imização das
condições de ex ação dos óleos, il ação dos ex a os, ob enção dos óleos na u ais e
uncionalização dos subs a os êx eis.
3.3.1. Adequação do esíduo/subp odu o
A adequação do esíduo/subp odu o diz espei o à diminuição do amanho e
uni o mização do amanho de pa ícula pa a acili a a ex ação dos óleos. A d eche, os ou iços
de cas anha e as podas de idei a o am adequadas aos c i os 10 mm, 4 mm, 1 mm e 0,25
mm ep esen ados na Figu a 11. (b) u ilizando-se o moinho de lâminas
Re sch SM 300
ap esen ado na Figu a 11. (a).
21
Figu a 11. (a) Moinho de lâminas
Re sch SM 300
u ilizado na adequação dos
esíduos/subp odu os; (b) (i) c i o 10 mm, (ii) c i o 4 mm, (iii) c i o 1 mm, (i ) c i o 0,25 mm.
3.3.2. Condições de ex ação de óleos na u ais do esíduo/subp odu o
Pos e io men e à adequação do esíduo/subp odu o p ocedeu-se à ob enção das
in usões no equipamen o
Ma his Laboma
, ap esen ado na Figu a 12, u ilizado na indús ia
êx il no ingimen o po esgo amen o à escala labo a o ial.
Figu a 12.
Ma his Laboma
.
Assim, pa a odas as condições es adas u ilizou-se um olume de 150 mL de sol en e
em copos de 300 mL, a 50 ᵒC du an e 2 ho as com g adien e de empe a u a de 2 ᵒC/min.
As ex ações e e ua am-se com di e en es sol en es: 100% H2O, 95% E OH, 100% Tampão
Fos a o e com di e en es quan idades de esíduo/subp odu o (% de sólidos). Adicionalmen e,
o am es adas ex ações enzimá icas com as seguin es concen ações: 1.67% ( / ) de celulase
(i)
(ii)
(iii)
(i )
(b)
(a)
22
(
NewCell Sup eme 40000L
), 1,67% ( / ) de pec inase (
Newp ep 3000L
) ou 33,3% (m/ ) de
xilanase, ou uma combinação de duas adequando-se a u ilização de enzimas a cada
esíduo/subp odu o pa a maximiza o endimen o de ex ação. Pa a as condições enzimá icas,
u ilizou-se ampão os a o (pH 7) como sol en e, pa a man e o pH do meio cons an e. De uma
o ma sucin a, na Tabela 3 encon a-se o esquema ep esen a i o de odas as condições
es adas ao longo do abalho pa a cada g anulome ia de esíduos/subp odu os.
Tabela 3. Condições es adas na p epa ação das di e en es in usões
Resíduo/ Subp odu o
P é-
a amen o
% sólidos
Sol en e
Enzimas
Ou iços 0,25 mm
Ou iços 1 mm
Ou iços 4 mm
Ou iços 10 mm
------
30%
20%
10%
95% E OH
100% H2O
100% Tampão
Fos a o
Xilanase
Celulase
Xilanase + Celulase
Lúpulo esco
descongelado
------
30%
20%
50% E OH
100% H2O
Celulase
Pec inase
Celulase + Pec inase
Ul assons
6,67%
95% E OH
50% E OH
D eche 0,25 mm
D eche 1 mm
D eche 4 mm
D eche 10 mm
------
30%
20%
10%
95% E OH
100% H2O
100% Tampão
Fos a o
Xilanase
Pec inase
Xilanase + Celulase
Xilanase + Pec inase
Pec inase + Celulase
Podas de idei a 0,25 mm
Podas de idei a 1 mm
Podas de idei a 4 mm
Podas de idei a 10 mm
------
30%
20%
10%
95% E OH
100% H2O
100% Tampão
Fos a o
Xilanase
Celulase
Celulase + Xilanase
Caules de plan a de
abaco
------
20%
10%
95% E OH
100% H2O
100% Tampão
Fos a o
Celulase
Pec inase
Celulase + Pec inase
23
3.3.3. Fil ação das in usões
De seguida, p ocedeu-se à il ação das in usões na bomba de ácuo
VWR VP 220
ap esen ada na Figu a 13, com papel de il o 90 mm pa a sepa a a ase sólida
( esíduo/subp odu o) da ase líquida (mis u a de sol en e + solução ex aída do esíduo).
Figu a 13. Bomba de ácuo
VWR VP 220
.
3.3.3.1. A aliação do eo enólico das in usões pelo mé odo
Folin-Ciocal eu
Nes a e apa, p ocedeu-se à de e minação da massa de compos os enólicos p esen es
em odas as condições es adas da Tabela 2, em equi alen e em ácido gálico (EAG), compos o
enólico mais usado como e e ência nes e ensaio, uma ez que é uma subs ância es á el, com
ele ada pu eza e económica (Ma ins
e al.
, 2021). O mé odo
Folin-Ciocal eu
baseia-se numa
eação oxidação- edução em que há ans e ência de ele ões do compos o an ioxidan e pa a
o eagen e
Folin-Ciocal eu
, que a ua como espécie oxidan e. Mais de alhadamen e, es a eação
em que há ans e ência de ele ões pa a os complexos de ácido os o úngs ico/ os omolíbdico
p esen es no eagen e de
Folin-Ciocal eu
, em meio alcalino, pe mi e que oco a uma mudança
de co de ama elo pa a azul, na p esença de compos os enólicos. Os complexos azuis que se
o mam quando oco e a eação são de e ados num comp imen o de onda 765 nm (Pe éz
e
al.
, 2023).
No que diz espei o à de e minação da massa dos compos os enólicos p esen es nas
in usões, p epa ou-se a solução de
Folin-Ciocal eu
e a solução de ca bona o de sódio. Pa a
além disso, de e minou-se a cu a pad ão de ácido gálico que elaciona a massa de ácido
gálico com a abso ância e pe mi e a quan i icação dos compos os enólicos p esen es nas
amos as.
• Solução de
Folin-Ciocal eu
25% ( / )
24
P epa ou-se uma solução de
Folin-Ciocal eu
25% ( / ) em água des ilada. Es a
o mulação de e se p epa ada em ambien e escu o e no p óp io dia do ensaio, uma ez que
es e é um eagen e sensí el à luz.
• Solução de ca bona o de sódio 3,8% (m/ )
P epa ou-se uma solução de ca bona o de sódio 3,8% (m/ ) em água des ilada. Es a
solução oi deixada em epouso po 12 ho as e a mazenada a é 1 mês no igo i ico.
• Cu a pad ão de ácido gálico
P epa ou-se uma solução
s ock
de 1 g/L de ácido gálico em água. Seguidamen e,
p epa am-se diluições in e médias a pa i da solução
s ock
pa a as seguin es concen ações:
100 mg/L, 200 mg/L, 300 mg/L, 400 mg/L, 500 mg/L, 600 mg/L, 700 mg /L, 800 mg/L,
900 mg/L. A água des ilada oi u ilizada como sol en e de diluição.
Seguidamen e, p epa ou-se a cu a pad ão. Re i a am-se 50 μL de cada diluição
in e média, adicionou-se 1 mL da solução de
Folin-Ciocal eu
25% ( / ) e 4 mL da solução de
ca bona o de sódio 3,8% (m/ ) em ascos de id o. Foi incluído um b anco: 50 μL de água
des ilada, 1 mL da solução de
Folin-Ciocal eu
25% ( / ) e 4 mL da solução de ca bona o de
sódio 3,8% (m/ ). As amos as eagi am du an e 2 ho as, à empe a u a ambien e e em
ambien e escu o. A lei u a das mesmas oi e e uada em iplicado no supo e de amos as
líquidas do espec o o óme o UV- is
SHIMADZU UV-2600i
. ap esen ado na Figu a 14 no
comp imen o de onda 765 nm. A cu a pad ão ob ida encon a-se na Anexo 1.
Figu a 14. Espec o o óme o UV- is SHIMADZU UV-2600i.
Rela i amen e às in usões, aplicou-se o p o ocolo de o ma análoga: 50 μL de in usão
+ 1 mL da solução de
Folin-Ciocal eu
25% ( / ) + 4 mL da solução de ca bona o de sódio 3,8%
(m/ ). O cálculo da massa de ácido gálico das in usões p ocede-se segundo a Equação 1, em
que FD co esponde ao a o de diluição, nos casos aplicá eis.
25
𝑚á𝑐𝑖𝑑𝑜 𝑔á𝑙𝑖𝑐𝑜(𝑚𝑔)
=(𝐴𝑏𝑠𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 −𝐵𝑟𝑎𝑛𝑐𝑜)− 𝑜𝑟𝑑𝑒𝑛𝑎𝑑𝑎 𝑐𝑢𝑟𝑣𝑎 𝑝𝑎𝑑𝑟ã𝑜
𝑑𝑒𝑐𝑙𝑖𝑣𝑒𝑐𝑢𝑟𝑣𝑎 𝑝𝑎𝑑𝑟ã𝑜 ×𝐹𝐷
Equação 1
De seguida, calculou-se a concen ação de compos os enólicos [ enólicos]
(mgEAG/g esíduo) em cada amos a, al como ap esen ado na Equação 2, em que Vamos a
diz espei o a 50 μL da amos a em análise, nes e caso in usão.
[𝑓𝑒𝑛ó𝑙𝑖𝑐𝑜𝑠](𝑚𝑔𝐸𝐴𝐺
𝑔𝑟𝑒𝑠í𝑑𝑢𝑜)= 𝑚𝐸𝐴𝐺 𝑚é𝑑𝑖𝑎 ×𝐹𝐷
𝑚𝑟𝑒𝑠í𝑑𝑢𝑜
𝑉𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜×𝑉𝑎𝑚𝑜𝑠𝑡𝑟𝑎
Equação 2
3.3.4. Ob enção dos óleos na u ais po e apo ação
Nes a e apa, u ilizou-se o e apo ado o a i o
IKA RV 3 V
, ap esen ado na Figu a 15,
pa a concen a os óleos na u ais p esen es nas in usões.
O e apo ado o a i o é um equipamen o labo a o ial cons i uído pelo condensado ,
banho de aquecimen o e balão de e apo ação. O banho de aquecimen o aquece a mis u a do
balão de e apo ação, p omo endo a e apo ação do sol en e. O condensado a e ece o apo
que se ge a e con e e-o em líquido que é ecolhido num asco sepa ado. Des a o ma, es e
apa elho é ú il pa a sepa a sol en es de uma solução e é u ilizado nos p ocessos de
e apo ação, concen ação e c is alização de p odu os (IKA, 2024).
Assim, pa a cada condição es ada mediu-se o olume de in usão ob ida e p ocedeu-
se à e apo ação da mesma. O e apo ado ope ou nas seguin es condições:
T o e de a e ecimen o =5 °C; Tbanho de aquecimen o =33 °C; agi ação da bomba =285 pm.
Figu a 15. E apo ado Ro a i o
IKA RV 3 V
.
Após es e p ocesso oi possí el calcula o endimen o das ex ações al como
ap esen ado na Equação 3.
26
Rendimen o de Ex ação ( góleo
g esíduo ∙mL) = móleo
m esíduo ×Vlíquido ex ação
Equação 3
3.3.4.1. Es abilidade e conse ação dos óleos na u ais
Rela i amen e à es abilidade, após a ob enção dos óleos na u ais po e apo ação es es
o am a mazenados na es u a a 50 ᵒC, du an e 30 minu os. Pos e io men e, os óleos o am
colocados no exsicado a é que a massa do óleo osse cons an e. Es a e apa é necessá ia pa a
emo e a água que possa não e sido e apo ada concen ando o óleo.
No que diz espei o à conse ação dos óleos, de seguida es es o am a mazenados no
igo í ico a é no a u ilização (a aliação das p op iedades uncionais e aplicação nos subs a os
êx eis).
3.3.4.2. Tes e p elimina pa a a aliação da exis ência de óleos na u ais
Es a e apa e e como obje i o a alia a exis ência de óleos na u ais ex aídos no
e apo ado o a i o e a sua compa ação com o óleo de ícino. Es e é um óleo ege al u ilizado
come cialmen e na indús ia química ob ido pela p ensagem das semen es do ícino (Pa el
e
al.
, 2016). Assim, adicionou-se 30 mL de água des ilada num gobelé e pos e io men e 1 mL
de óleo de ícino. P ocedeu-se de o ma análoga pa a qua o dos óleos ex aídos dos di e en es
esíduos/subp odu os: Ou iços de cas anha 4 mm 10% s 100% Tampão Fos a o, D eche 4 mm
10% s 100% Tampão Fos a o, Podas de Videi a 4 mm 10% s 100% Tampão Fos a o e Caules
de Plan a de Tabaco 10% s 100% Tampão Fos a o. De aco do com o seu compo amen o na
água compa a i amen e com o óleo de ícino oi possí el a a ibuição da sua nomencla u a.
3.3.4.3. A aliação do eo enólico dos óleos na u ais pelo mé odo
Folin-
Ciocal eu
De o ma análoga ao subcapí ulo 3.3.3.1.A aliação do eo enólico das in usões pelo
mé odo
Folin-Ciocal eu,
aplicou-se o mesmo mé odo pa a de e minação do eo enólico dos
óleos na u ais e calculou-se a massa de ácido gálico p esen e em cada amos a. Nes a e apa
oi necessá io dilui os óleos p e iamen e. U iliza am-se os seguin es a o es de diluição:
Ou iços de cas anha (FD=500); D eche (FD=20); Podas de idei a (FD=10); Caules de plan a
de abaco (FD=100).
3.3.4.4. A aliação das p op iedades an ioxidan es dos óleos na u ais
As p op iedades an ioxidan es dos óleos o am a aliadas eco endo-se ao mé odo
DPPH (2,2-di enil-1-pic ilhid azil). Es e é um es e colo imé ico em que os compos os
an ioxidan es doam ele ões pa a neu aliza o adical DPPH (Mun eanu e Ape ei, 2021). Es a
eação é acompanhada pela al e ação de co do DPPH de oxo pa a ama elo no comp imen o
33
plan a de abaco 10% sólidos 100% H2O e 2 Con olos (malha 100% algodão e malha com p é-
a amen os).
3.3.5.3. A aliação da epelência à água dos subs a os êx eis
P imei amen e, oi e e uado um es udo p elimina pa a a alia o po encial de
epelência das amos as êx eis. Pa a al, aplicou-se 50 μL de água des ilada em cada um dos
subs a os êx eis uncionalizados e c onome ou-se o empo que a go a de água demo ou a
se abso ida. Es e ensaio oi epe ido seis ezes em di e en es zonas do subs a o êx il.
Nos subs a os êx eis com empo supe io a 3 minu os oi de e minado o ângulo de
con ac o com ecu so ao ensióme o
Biolin Scien i ic A ension The a Flex
, ap esen ado na
Figu a 23.
Cada go a de água des ilada com 3 μL é dispensada au oma icamen e pelo
equipamen o, pe mi indo con abiliza o ângulo de con ac o o mado en e a supe ície êx il e a
go a de água (Huh amäk
e al.
, 2018). Es e p ocedimen o oi epe ido 5 ezes em di e en es
zonas do subs a o êx il.
Figu a 23. Tensióme o
Biolin Scien i ic A ension The a Flex
.
A classi icação quan i a i a da ca ac e ização de um subs a o êx il de aco do com a
hid o obicidade e hid o ilidade é ei a segundo os c i é ios da Tabela 4.
Tabela 4. C i é ios pa a a ca ac e ização das supe ícies êx eis quan o à sua hid o obicidade
ou hid o ilidade
Ângulo, Ɵ (ᵒC)
Classi icação
Ɵ< 90 ᵒC
Hid o ílico
Ɵ> 90 ᵒC
Hid o óbico
Ɵ> 150 ᵒC
Supe hid o óbico
3.3.5.4. La agem dos subs a os êx eis uncionalizados
A la agem das malhas oi ealizada na
Ma his Laboma
com uma solução de ECE não
os a ado a 4 g/L em água des ilada. Cada malha com 750 mg oi co ada e colocada em
34
copos de 100 mL jun amen e com 50 mL da solução de ECE não os a ado. A la agem oi
e e uada a 40 ᵒC, du an e 30 minu os, a 2 ᵒC/minu o e 25 pm. Após a la agem, as amos as
o am secas à empe a u a ambien e. Pos e io men e, medi am-se os ângulos de con ac o de
cada malha analisada de o ma análoga ao mencionado no subcapí ulo
3.3.5.3.A aliação da
epelência à água dos subs a os êx eis
. Es e p ocedimen o oi aplicado apenas aos subs a os
êx eis com ângulo de con ac o supe io a 150 ᵒC, ou seja, com melho es esul ados em e mos
de epelência à água.
3.3.5.5. A aliação da p o eção UV dos subs a os êx eis
A p o eção UV oi es ada na o alidade dos subs a os êx eis uncionalizados segundo
a no ma aus aliana/neozelandesa: AS/NZS 4399:1996
Sun p o ec i e clo hing- E alua ion
and classi ica ion
no espec o o óme o
UV- is SHIMADZU UV-2600i
. A malha oi inse ida no
supo e pa a amos as sólidas do equipamen o e mediu-se a ansmi ância na gama de
comp imen o de onda 290-400 nm, 6 ezes em zonas di e en es do subs a o êx il. Após a
aquisição quan i a i a da ansmissão de adiação UV a a és do subs a o êx il, o índice UPF
é calculado u ilizando a Equação 7.
UPF=∑Eλ×Sλ×∆λ
400
290
∑Eλ×Sλ×Tλ×∆λ
400
290
Equação 7
Em que:
𝐸𝜆= E iciência espec al e i ema osa (Valo es na no ma AS/NZS 4399:1996)
𝑆𝜆= I adiância espec al sola (W.m−2.nm−1) (Valo es na no ma AS/NZS 4399:1996)
𝑇𝜆= T ansmi ância espec al do ma e ial êx il
∆𝜆= Ampli ude do in e alo (nm)
𝜆= comp imen o de onda (nm)
Pos e io men e, classi ica-se quali a i amen e o ní el de p o eção UV de aco do com a
no ma AS/NZS 4399:1996
Sun p o ec i e clo hing– E alua ion and classi ica ion
seguindo os
c i é ios da Tabela 5.
Tabela 5. Classi icação quali a i a da p o eção UV
Índice UPF
Classi icação quali a i a
15-24
Bom
25-39
Mui o Bom
40 ou mais
Excelen e
35
3.3.5.6. Ca ac e ização colo imé ica dos subs a os êx eis
Pa a a ca ac e ização colo imé ica dos subs a os êx eis, seleciona am-se os
subs a os êx eis que ap esen a am índice UPF e analisa am-se no colo íme o
Da acolo
Spec o 750
, de o ma análoga ao mencionado no subcapí ulo 3.3.4.7. Ca ac e ização
colo imé ica dos óleos na u ais.
3.3.5.7. Ca ac e ização química dos subs a os êx eis
A ca ac e ização química dos subs a os êx eis oi e e uada de o ma análoga pa a as
malhas co esponden es aos óleos analisados po FTIR, u ilizando es a écnica. Os subs a os
êx eis analisados o am as malhas uncionalizadas com os óleos das seguin es condições:
Ou iços 0,25 mm 10% sólidos 100% H2O, D eche 0,25 mm 10% sólidos 100% H2O, Caules de
plan a de abaco 10% sólidos 100% H2O e Podas de idei a 0,25 mm 10% sólidos 100% H2O e
as duas malhas con olo (malha 100% algodão sem nenhum a amen o e malha 100% algodão
com
Tween 80
, água e amido).
4. Resul ados e Discussão
Tal como sup amencionado, os óleos ex aídos dos esíduos/subp odu os em es udo
o am aplicados em malhas de algodão, endo sido es udados o con eúdo enólico, as
p op iedades an ioxidan es, an imic obianas, p o eção UV e hid o obicidade das mesmas.
Assim, nes a secção ap esen a -se-ão os esul ados ob idos nes e abalho.
4.1. Ex ações dos óleos na u ais: in usões na u ais
Como sup amencionado, a ob enção das in usões oi e e uada na
Ma his Laboma .
De
seguida, ob i e am-se mis u as com as in usões e o esíduo/subp odu o u ilizado (Anexo 2).
Analisando o Anexo 2, nomeadamen e a Figu a A2, no que diz espei o aos ou iços de
cas anha, e i ica-se que 30% sólidos (45 g de esíduo) oi uma quan idade de esíduo
inap op iada pa a o olume de sol en e u ilizado (150 mL). Pa a além disso, a g anulome ia
10 mm ocupa uma g ande á ea supe icial no gobelé sendo inadequada à ex ação de óleos
na u ais, já que não oi possí el a ob enção de líquido de ex ação Figu a A2 (d). Des a o ma,
diminuiu-se a quan idade de sólidos pa a 20% sólidos (30 g de esíduo) sendo que es a
adap ação não se mos ou e dadei amen e e icaz no aumen o de olume de líquido de
ex ação (Figu a A3). Assim, diminuiu-se ainda mais a pe cen agem de sólidos pa a 10% sólidos
(15 g de esíduo) sendo que es a al e ação pe mi iu a ob enção de mais olume de líquido de
36
ex ação (Figu a A4). Des e modo, a pe cen agem de sólidos p e e encial pa a a ex ação de
óleos na u ais de ou iços de cas anha oi 10% sólidos.
Rela i amen e ao lúpulo, a u ilização de 20% sólidos ou 30% sólidos não e e uma
di e ença signi ica i a no olume de líquido de ex ação ob ido (Figu a A5). P o a elmen e isso
acon eceu, po que o lúpulo se encon a a congelado e o seu es ado ísico pode e ido
in luência no sucesso de ex ação.
De o ma análoga aos ou iços de cas anha, a pe cen agem de sólidos 30% não oi
adequada pa a a ex ação de óleos na u ais de d eche (Figu a A6). Assim, p ecisou-se de
eduzi pa a 10% sólidos pa a se ob e uma quan idade signi ica i a de líquido de ex ação.
Des e modo, 10% sólidos oi a pe cen agem de sólidos mais adequada (Figu a A8).
Rela i amen e às podas de idei a, 10% sólidos (Figu a A10) oi a pe cen agem de
sólidos p e e encial em compa ação com 20% sólidos (Figu a A9), já que oi a que ob e e uma
maio quan idade de líquido de ex ação.
De o ma análoga às podas de idei a, e i ica-se que 10% sólidos oi a quan idade
ideal de esíduo em elação ao olume de líquido pa a os caules de plan a de abaco (Figu a
A11). Um aumen o de pe cen agem de sólidos, signi ica ia uma diminuição do olume de
líquido de ex ação.
4.1.1. Rendimen os de ex ação dos óleos na u ais
No inal da ob enção dos óleos na u ais egis ou-se o olume das in usões, a du ação
de cada e apo ação e a massa dos óleos na u ais após a sua es abilização ap esen ados no
Anexo 4 nas Tabelas A2 a A6 pa a os di e en es esíduos/subp odu os.
De seguida, oi possí el calcula os endimen os de ex ação pa a cada uma das
condições e esíduos/subp odu os com 20% sólidos e 10% sólidos. Os endimen os de ex ação
esul a am de uma expe iência única, não endo sido e e uado o cálculo do alo médio e des io
pad ão. Pa a algumas condições, ob i e am-se endimen os em óleo na u al com 30% sólidos
pa a os ou iços de cas anha e d eche ap esen ados no Anexo 5 (Figu a A12 e Figu a A13,
espe i amen e). Impo a e e i que a maio pa e das ex ações e anólicas (95% E OH) à
exceção das e e uadas pa a o subp odu o caules de plan a de abaco não o am bem-
sucedidas, pelo que não se ob i e am endimen os de ex ação pa a essas condições.
Na Figu a 24, encon am-se os endimen os de ex ação dos óleos na u ais em unção
das condições es udadas pa a 20% sólidos e 10% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1
mm e 4 mm dos ou iços de cas anha.
37
Figu a 24. Rendimen os de ex ação dos óleos na u ais em góleo/g esíduo.mL em unção das
condições es udadas (a) 20% sólidos, (b) 10% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm
e 4 mm – Ou iços de cas anha.
A a és da Figu a 24, e i ica-se que das ês g anulome ias es adas a que se des aca
com maio es endimen os de ex ação é a de 1 mm, seguida das g anulome ias 0,25 mm e
4 mm com alo es p óximos en e si. De aco do com Goben
e al.
(2022), quan o maio o
amanho da pa ícula ou g anulome ia, meno é o endimen o de ex ação de óleo, uma ez
que as pa ículas de maio es dimensões ap esen am uma meno á ea supe icial de con ac o
sendo mais esis en es à ex ação, e le indo-se em meno es endimen os. Impo a menciona
que as ex ações aquosas ap esen a am meno es endimen os compa a i amen e com as
ex ações e e uadas com ampão os a o.
As condições enzimá icas conduzi am a alo es semelhan es às condições aquosas e
com ampão os a o, nas quais as enzimas pe mi i am ex ai maio quan idade de óleo.
Ricochon e Muniglia, 2010 mencionam a u ilização de enzimas na queb a da pa ede celula
38
das células cons i uin es da ma é ia ege al na libe ação dos óleos. Assim, a implemen ação
de p ocesso enzimá icos podem po encia a ex ação de óleos na u ais. A u ilização de xilanase
com 20% sólidos e 10% sólidos oi o esul ado em que se ob e e um maio alo de endimen o
de ex ação no que diz espei o às condições enzimá icas.
Pa a es e esíduo, não se e i icou uma in luência signi ica i a da pe cen agem de
sólidos nos endimen os de ex ação, uma ez que os alo es ob idos o am mui o semelhan es
en e si, compa ando as condições es adas.
Rela i amen e à ex ações e e uadas pa a o lúpulo, apenas a condição 30% sólidos 50%
E OH, ob e e um endimen o de ex ação de 0,010 góleo/g esíduo.mL
Na Figu a 25, encon am-se os endimen os de ex ação dos óleos na u ais em unção
das condições es udadas pa a 20% sólidos e 10% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1
mm e 4 mm da d eche.
Figu a 25. Rendimen os de ex ação dos óleos na u ais em góleo/g esíduo.mL em unção das
condições es udadas (a) 20% sólidos, (b) 10% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm
e 4 mm – D eche.
39
A a és da Figu a 25, de uma o ma ge al as g anulome ias 1 mm e 0,25 mm
ap esen a am maio es alo es de endimen o de ex ação de óleo de d eche. Tal é jus i icado
pela in luência do amanho da pa ícula, no aumen o ou diminuição da á ea supe icial de
con ac o que in e e e no endimen o de ex ação de óleo.
Nas condições enzimá icas e i ica-se a in luência das g anulome ias in e io es na
ex ação mais e icien e de óleo na u al de d eche. Aqui, e idencia-se não só a in luência do
meno amanho de pa ícula bem como o impac o das enzimas como a o es de e minan es
no endimen o de ex ação. To na-se ele an e menciona que os endimen os de ex ação
enzimá icos ap esen a am alo es semelhan es aos maio es endimen os ob idos u ilizando
100% H2O e 100% Tampão Fos a o. Assim, as ex ações enzimá icas pe mi i am ex ai mais
quan idade de óleo de d eche compa a i amen e com as ou as ex ações. A u ilização
combinada de enzimas ob e e alo es semelhan es às condições com apenas uma enzima.
Na Figu a 26, encon am-se os endimen os de ex ação dos óleos na u ais em unção
das condições es udadas pa a 20% sólidos e 10% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1
mm, 4 mm e 10 mm das podas de idei a.
Analisando a Figu a 26, de uma o ma ge al, pa a as meno es g anulome ias (0,25
mm e 1 mm) ob i e am-se maio es endimen os de ex ação do que pa a as g anulome ias
supe io es, como sup amencionado pa a os óleos de ou iços e d eche. As pa ículas das podas
de idei a com g anulome ia 10 mm ap esen a am endimen os de ex ação in e io es, uma
ez que a sua á ea de supe ície e amanho de pa ícula ele adas in e e i am na e icácia da
ex ação (P asedya
e al.
, 2021). Os maio es endimen os de ex ação o am ob idos com 100%
Tampão Fos a o com 10% sólidos.
Impo a e e i que, pa a o esíduo podas de idei a, pa a a mesma condição quan o
meno a pe cen agem de sólidos, maio é o endimen o de ex ação. Obse a-se que pa a 10%
sólidos se ob êm maio es alo es de endimen os de ex ação. Po exemplo, o endimen o de
ex ação de óleo de podas de idei a na condição 0,25 mm celulase 20% sólidos é in e io ao
endimen o do óleo ex aído na condição 0,25 mm celulase 10% sólidos. Nes e caso, e i ica-
se igualmen e a in luência das enzimas que p opo ciona am endimen os de ex ação
supe io es compa a i amen e com as ex ações não enzimá icas.
40
Figu a 26. Rendimen os de ex ação dos óleos na u ais em góleo/g esíduo.mL em unção das
condições es udadas (a) 20% sólidos, (b) 10% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm,
4 mm e 10 mm – Podas de idei a.
Na Figu a 27, encon am-se os endimen os de ex ação dos óleos na u ais em unção
das condições es udadas pa a 20% sólidos e 10% sólidos pa a a g anulome ia < 1 mm dos
caules de plan a de abaco.
No que conce ne à Figu a 27, ela i amen e às condições não enzimá icas, ob i e am-
se endimen os de ex ação mui o semelhan es, não se e i icando a in luência da pe cen agem
de sólidos no endimen o de ex ação. Pa a es e subp odu o, oi possí el a ex ação de óleo
ainda que com um endimen o de ex ação bas an e in e io .
Ve i ica-se a in luência posi i a das enzimas no endimen o de ex ação de óleo. Is o
po que, se ob i e am alo es supe io es compa a i amen e com as ex ações não enzimá icas.
Impo a menciona que nas ex ações enzimá icas quan o meno a pe cen agem de sólidos,
maio o endimen o de ex ação de óleo. Pa a além disso, a u ilização simul ânea de duas
41
enzimas celulase e pec inase não po enciou a ex ação de maio quan idade de óleo. Isso pode
e acon ecido, po que a combinação de enzimas nem semp e é mais e icien e na u u a da
pa ede celula da ma é ia ege al di icul ando o acesso aos lípidos e seus compos os
in ínsecos (Pu i
e al.
, 2012; Sieden op
e al.
, 2021).
Figu a 27. Rendimen os de ex ação dos óleos na u ais em góleo/g esíduo.mL em unção das
condições es udadas (a) 20% sólidos, (b) 10% sólidos pa a a g anulome ia < 1 mm– Caules
de plan a de abaco.
4.1.2. Con eúdo enólico o al das in usões
O con eúdo enólico o al das in usões ex aídas dos esíduos/subp odu os es udados
oi de e minado a pa i da cu a pad ão da Equação 8, ap esen ada no Anexo 1.
Abso ância=(20,82±0,563)×mácido gálico(mg)−(0,011±0,016)
Equação 8
Analisando a eg essão linea e e uada, e i ica-se que es a ap esen a um coe icien e
de de e minação, R2= 0,999, o que signi ica que os dados de abso ância se ajus am
in eg almen e ao modelo linea .
42
Após a aplicação do mé odo de
Folin-Ciocal eu
a cada uma das condições es udadas,
calculou-se a concen ação de equi alen e em ácido gálico p esen e nas in usões. Os alo es
ob idos pa a as in usões u ilizando 30% sólidos ap esen am-se no Anexo 6 pa a os ou iços de
cas anha e d eche. Pa a além disso, ap esen am-se os esul ados ob idos pa a o lúpulo
u ilizando 6,67 % sólidos com ul assons.
Na Figu a 28, exp essam-se as concen ações em equi alen e em ácido gálico
p esen es nas in usões na u ais com 20% sólidos e 10% sólidos pa a as g anulome ias 0,25
mm, 1 mm e 4 mm, pa a os ou iços de cas anha.
Figu a 28. Concen ação de compos os enólicos das in usões em mgEAG/g esíduo em unção
das condições es udadas (a) 20% sólidos, (b) 10% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1
mm e 4 mm– Ou iços de cas anha. Os alo es ap esen ados co espondem à média de 3
ensaios ± des io pad ão.
Pela análise da Figu a 28, e i ica-se de uma o ma ge al que quan o maio a
g anulome ia, maio é a concen ação de compos os enólicos das in usões de ou iços pa a a
49
Resumindo, pa a as in usões de lúpulo e podas de idei a as ex ações e anólicas o am
e icien es não se e i icando essa endência nos ou os esíduos/subp odu os. De uma o ma
ge al, quan o meno a pe cen agem de sólidos ou a g anulome ia do esíduo/subp odu o,
maio é a concen ação de compos os enólicos das in usões. A u ilização de enzimas em
simul âneo não po enciou a ex ação de compos os enólicos. Seguindo uma o dem
dec escen e, as in usões de ou iços de cas anha ap esen am uma maio concen ação de
compos os enólicos seguidas dos caules de plan a de abaco, podas de idei a, d eche e
lúpulo.
4.1.3. Comp o ação dos óleos na u ais
Pa a se a ibuída a designação de “óleo na u al” de cada mis u a iscosa ob ida pelo
e apo ado o a i o, p ocedeu-se à a aliação dos seus compo amen os quando adicionados a
uma ase aquosa e compa ação com o óleo de ícino al como ap esen ado na Figu a 33.
Figu a 33. A aliação do compo amen o das mis u as ex aídas po e apo ação (b) óleo da
condição D eche 4 mm 10% s 100% Tampão Fos a o; (c) óleo da condição Ou iços 4 mm 10%
s 100% Tampão Fos a o; (d) óleo da condição Podas de idei a 4 mm 10% s 100% Tampão
Fos a o; (e) Caules de plan a de abaco 10% s 100% Tampão Fos a o em compa ação com (a)
óleo de ícino.
A a és da Figu a 33, pode-se conclui que as qua o mis u as se compo a am de
o ma semelhan e ao óleo de ícino, ou seja, aquando da sua aplicação na ase aquosa, es as
imedia amen e se deposi am no undo do gobelé.
4.1.4. Con eúdo enólico o al dos óleos na u ais
As ex ações dos óleos na u ais e anólicas não o am bem-sucedidas não se ob endo
concen ações de compos os enólicos ele an es à exceção do subp odu o caules de plan a
de abaco, pelo que os seus alo es não es ão exp essos nos g a icamen e. No Anexo 7,
encon am-se as concen ações de compos os enólicos com 30% sólidos pa a as condições e
esíduos/subp odu os em que oi possí el a sua ob enção.
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
50
Na Figu a 34, encon a-se a ep esen ação g á ica das concen ações de compos os
enólicos em equi alen e de ácido gálico p esen es nos óleos na u ais com 20% sólidos e 10%
sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm e 4 mm, pa a os ou iços de cas anha.
Figu a 34. Concen ação de compos os enólicos dos óleos na u ais em mgEAG/g esíduo em
unção das condições es udadas (a) 20% sólidos, (b) 10% sólidos pa a as g anulome ias 0,25
mm, 1 mm e 4 mm– Ou iços de cas anha. Os alo es ap esen ados co espondem à média
de 3 ensaios ± des io pad ão.
A a és da Figu a 34, e i ica-se a mesma endência obse ada pa a as in usões,
quan o meno o ácio de sólidos ace ao olume de sol en e, ou seja, pa a as condições com
10% sólidos, maio concen ação de compos os enólicos nos óleos na u ais.
Cons a a-se que os óleos de ou iços de cas anha com maio concen ação de
compos os enólicos se ob i e am nas condições aquosas com 20% sólidos e 10% de sólidos.
A u ilização de celulase com 10% sólidos po enciou a ex ação de maio es concen ações de
compos os enólicos nos óleos. A combinação de enzimas não e e um impac o acen uado na
51
ex ação de maio quan idade de compos os enólicos. De o ma análoga ao sup amencionado,
a u ilização simul ânea de di e en es enzimas pode di icul a a u u a celula e o consequen e
acesso aos compos os in acelula es.
Pa a a g anulome ia 0,25 mm as condições enzimá icas a pa das condições aquosas
o am as mais e icien es ob endo-se alo es de concen ação de compos os enólicos en e
2000 e 2500 mgEAG/g esíduo. No que diz espei o às g anulome ias 1 mm e 4 mm as condições
aquosas o am as mais e icazes, sendo que nes a úl ima, as condições u ilizando celulase
ambém alcança am alo es ele ados de concen ação de compos os enólicos.
Rela i amen e ao lúpulo, apenas se ob e e óleo pa a uma única condição (50% E OH
30% sólidos) com a concen ação 50,00 mgEAG/g esíduo. Dada a ine iciência da ex ação de óleo
na u al de lúpulo pa a as di e en es condições es adas, es e subp odu o oi excluído da
a aliação das es an es p op iedades.
Na Figu a 35, encon a-se a ep esen ação g á ica das concen ações de compos os
enólicos em equi alen e de ácido gálico p esen es nos óleos na u ais com 20% sólidos e 10%
sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm e 4 mm, pa a a d eche.
A a és da Figu a 35, e i ica-se a mesma endência obse ada pa a as in usões: pa a
as condições com 10% sólidos, os óleos na u ais são mais concen ados em compos os
enólicos. Ve i ica-se que as concen ações de compos os enólicos das condições aquosas com
20% sólidos e 10% sólidos o am ele adas.
As condições u ilizando 10% sólidos com celulase + xilanase o am as condições
enzimá icas com maio es concen ações de compos os enólicos. Nes e caso, a combinação
de enzimas celulase e xilanase e e alguma in luência na concen ação de compos os enólicos
dos óleos de d eche.
Pa a a g anulome ia 0,25 mm, as condições enzimá icas ob i e am alo es mui o
p óximos dos das condições aquosas (en e 70,00 e 80,00 mgEAG/g esíduo). Pa a as
g anulome ias 1 mm e 4 mm, as condições celulase + xilanase 10% sólidos ob i e am os
maio es alo es de concen ação de compos os enólicos (97,10±1,83×10−3
mgEAG/g esíduo e 81,10±1,63×10−3, espe i amen e). Conclui-se que a g anulome ia 1
mm oi a que ob e e maio concen ação de compos os enólicos compa a i amen e com as
ou as, de uma o ma ge al.
52
Figu a 35. Concen ação de compos os enólicos dos óleos na u ais em mgEAG/g esíduo em
unção das condições es udadas (a) 20% sólidos, (b) 10% sólidos pa a as g anulome ias 0,25
mm, 1 mm e 4 mm– D eche. Os alo es ap esen ados co espondem à média de 3 ensaios ±
des io pad ão.
Na Figu a 36, encon a-se a ep esen ação g á ica das concen ações de compos os
enólicos em equi alen e de ácido gálico p esen es nos óleos na u ais com 20% sólidos e 10%
sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm, 4 mm e 10 mm, pa a as podas de idei a.
No que diz espei o à Figu a 36, e i ica-se que quan o meno a p esença de sólidos, maio a
concen ação de compos os enólicos como nos esíduos/subp odu os an e io es (ou iços de
cas anha e d eche). Impo a e e i que as condições aquosas o am as que ob i e am maio es
concen ações de compos os enólicos nos óleos na u ais de podas de idei a, oda ia mui o
p óximos das es an es.
As condições enzimá icas com celulase + xilanase ob i e am alo es mui o p óximos
en e si de concen ação de compos os enólicos nos óleos na u ais, pa a 20% sólidos e 10%
53
sólidos. As pe cen agens de sólidos es adas não i e am in luência na ex ação de óleos das
condições enzimá icas já que se ob i e am alo es mui o p óximos en e si.
Pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm e 4 mm, as condições aquosas ob i e am
ele ados alo es de concen ação de compos os enólicos (en e 50,00 e 80,00 mgEAG/g esíduo).
As condições enzimá icas ap esen a am concen ações de compos os enólicos semelhan es
compa a i amen e com as condições não enzimá icas pa a odas as g anulome ias.
Adicionalmen e, impo a menciona que as pa ículas das podas de idei a com g anulome ia
10 mm ap esen a am uma á ea de supe ície e amanho de pa ícula ele adas (P asedya
e
al.
, 2021), o que pode ia e esul ado numa meno concen ação de compos os enólicos nos
óleos, mas al não se e i icou.
Figu a 36. Concen ação de compos os enólicos dos óleos na u ais em mgEAG/g esíduo em
unção das condições es udadas (a) 20% sólidos, (b) 10% sólidos pa a as g anulome ias 0,25
mm, 1 mm, 4 mm e 10 mm– Podas de idei a. Os alo es ap esen ados co espondem à
média de 3 ensaios ± des io pad ão.
54
Na Figu a 37, encon a-se a ep esen ação g á ica das concen ações de compos os
enólicos em equi alen e de ácido gálico p esen es nos óleos na u ais com 20% sólidos e 10%
sólidos pa a a g anulome ia < 1 mm e 4 mm, pa a os caules de plan a de abaco.
Figu a 37. Concen ação de compos os enólicos dos óleos na u ais em mgEAG/g esíduo em
unção das condições es udadas (a) 20% sólidos, (b) 10% sólidos pa a a g anulome ia
< 1 mm– Caules de plan a de abaco. Os alo es ap esen ados co espondem à média de 3
ensaios ± des io pad ão.
Pela Figu a 37, obse a-se que pa a 10% sólidos a concen ação de compos os
enólicos ob ida é maio em compa ação com as condições com 20% sólidos al como e i icado
pa a os ou iços de cas anha, d eche, podas de idei a. Ve i ica-se que a única condição
e anólica em que oi possí el ob e óleo ap esen ou um alo ele ado de concen ação de
compos os enólicos (843,12±7,84×10−3 mgEAG/g esíduo) seguido das condições aquosas.
Impo a e e i que as condições enzimá icas ob i e am alo es p óximos das es an es
condições sendo que a combinação enzimá ica não po enciou uma maio ex ação de
compos os enólicos nos óleos de caules de plan a de abaco.
55
Na gene alidade, quan o meno a pe cen agem de sólidos do esíduo/subp odu o,
maio é a concen ação de compos os enólicos dos óleos na u ais. A u ilização de enzimas em
simul âneo não e e g ande impac o nas concen ações de compos os enólicos p esen es nos
óleos. Seguindo uma o dem dec escen e, os óleos de ou iços de cas anha des acam-se com
maio es concen ações de compos os enólicos seguidos dos óleos de caules de plan a de
abaco, podas de idei a, d eche e lúpulo, al como se e i icou nas in usões.
4.1.5. P op iedade an ioxidan e dos óleos na u ais
A Figu a 38 ap esen a a a i idade an ioxidan e (%) ob ida pelo mé odo DPPH das qua o
condições es udadas.
Figu a 38. A aliação da p op iedade an ioxidan e dos óleos na u ais pelo mé odo DPPH das
condições es udadas. Os alo es ap esen ados co espondem à média de 3 ensaios ± des io
pad ão.
As condições escolhidas pa a a aliação da a i idade an ioxidan e o am: Ou iços 0,25
mm 10% s 100% H2O, D eche 0,25 mm 10% s 100% H2O, Podas de idei a 0,25 mm 10% s
100% H2O e Caules de Plan a de Tabaco 10% s 100% H2O ap esen adas na Figu a 38.
Escolhe am-se as condições com base aquosa de o ma a ga an i a não in e e ência
ex e na de ou os a o es (enzimas e ou os sol en es) nos esul ados da a i idade an ioxidan e.
Foi escolhida a pe cen agem de sólidos 10%, uma ez que es e oi o ácio sólidos/sol en e em
que se ob i e am maio es concen ações de compos os enólicos nos óleos na u ais pa a odos
os esíduos/subp odu os em compa ação com as ou as pe cen agens de sólidos es adas,
pa a a g anulome ia 0,25 mm. Po im, das g anulome ias es udadas, o c i o 0,25 mm oi o
56
selecionado, já que a maio pa e dos esíduos/subp odu os adequados a esse amanho de
pa ícula (D eche, Podas de Videi a e Caules de Plan a de Tabaco) ap esen a am igualmen e
maio es alo es de concen ação de compos os enólicos em compa ação com as ou as
g anulome ias. De um pon o de is a cien í ico, maio concen ação de compos os enólicos
pode signi ica maio a i idade an ioxidan e (Kuma e Goel, 2019) pelo que se escolhe am as
condições em que isso se e i ica a.
Pela análise da Figu a 38, e i ica-se que a condição Caules de plan a de abaco 10%
s 100% H2O (71,64±1,14%) e Ou iços 0,25 mm 10% s 100% H2O (66,60±
0,27%) ap esen am uma a i idade an ioxidan e mui o supe io compa a i amen e com Podas
de idei a 0,25 mm 10% s 100% H2O (28,56±0,09%) e D eche 0,25 mm 10% s 100% H2O
(8,78±0,76%).
4.1.6. P op iedade an ibac e iana dos óleos na u ais
Na Figu a 39 ap esen a-se o esul ado dos ensaios an ibac e ianos ealizados pa a as
condições escolhidas Ou iços 0,25 mm 10% sólidos 100% H2O, D eche 0,25 mm 10% sólidos
100% H2O, Podas de idei a 0,25 mm 10% sólidos 100% H2O e Caules de plan a de abaco 10%
sólidos 100% H2O.
Analisando a Figu a 39, e i ica-se que nenhum dos óleos es ados ap esen ou
a i idade an ibac e iana. Apesa disso, obse a-se que a o mação de colónias oco eu de o ma
di e enciada nas condições es adas.
Compa ando as colónias o madas, e i ica-se que a cólonia o mada com os óleos de
ou iços (a) oi aquela em o c escimen o bac e iano oi pa cialmen e inibido, is o po que, no
local onde se encon a a go a de óleo não se o ma am colónias de o ma ão acen uada,
exis em zonas sem c escimen o bac e iano. Ci íaco
e al.
(2023) comp o a am a a i idade
an ibac e iana de ex a os de ou iços de cas anha. Aplica am o mé odo de di usão em disco e
ob i e am um halo de inibição de 10,26 mm con a
S. au eus
. Lee
e al.
(2022) demons a am
igualmen e a capacidade an ibac e iana de ex a os de ou iços de cas anha con a es e
mic o ganismo. Assim, es e ensaio suge e uma a i idade an ibac e iana limi ada po pa e do
óleo de ou iços.
No que diz espei o à colónia o mada no óleo de d eche (b), e i ica-se que hou e
c escimen o bac e iano sendo que es a apa en a a e um aspe o húmido di e en e das ou as
colónias. Nes e caso, o c escimen o bac e iano é mais e iden e, já que se o mou uma camada
57
bac e iana mais densa e homogénea. Is o indica que o óleo de d eche em pouca ou nenhuma
e icácia an ibac e iana con a
S. au eus
. No en an o, Mo ei inha
e al.
(2020) comp o a am a
p op iedade an ibac e iana de bio ilmes de d eche con a
S. au eus
indicando alguma
po encialidade an ibac e iana da d eche.
Rela i amen e ao óleo de podas de idei a (c), o mou-se igualmen e uma colónia ainda
que com um aspe o di e en e das ou as, o que indica que es e óleo não ap esen a a i idade
an ibac e iana con a
S. au eus
. Aqui, a o mação de colónias é homogénea sendo que em
de e minadas zonas se encon am sob epos as e há maio exp essão bac e iana. Toda ia,
Gullón
e al.
(2017) e e em as p op iedades an imic obianas de ex a os de podas de idei a
con a
S. au eus
.
Po úl imo, e i ica-se que o óleo de caules de plan a de abaco (d) pe mi iu a o mação
de colónias de o ma homogénea suge indo um aspe o c is alizado. De odas as colónias
o madas, es a oi a que se o mou mais uni o memen e. Des e modo, comp o a-se a ausência
de a i idade an ibac e iana do óleo de caules de plan a de abaco con a
S. au eus
. No en an o,
Ameya
e al.
(2017) comp o a am a p op iedade an ibac e iana de ex a os de plan a de abaco
con a
S. au eus
. Assim, e i ica-se que es a plan a pode ap esen a algum ipo de a i idade
an ibac e iana ainda que não enha sido comp o ada.
Rela i amen e aos con olos, es es se i am pa a comp o a a e icácia do mé odo de
di usão em go a (D iscoll
e al.
, 2012). A a és do con olo posi i o, pôde-se obse a uma zona
de inibição cla a e de inida indicando a e icácia do agen e an ibac e iano u ilizado como
e e ência. No con olo nega i o não há zona de inibição, uma ez que o c escimen o bac e iano
é uni o me po oda a supe ície. Isso con i ma a ausência de qualque e ei o an ibac e iano.
58
Figu a 39. Ensaio an ibac e iano com
S. au eus
dos óleos na u ais (a) Ou iços 0,25 mm 10%
sólidos 100% H2O; (b) D eche 0,25 mm 10% sólidos 100% H2O; (c) Podas de idei a 0,25 mm
10% sólidos 100% H2O; (d) Caules de plan a de abaco 10% sólidos 100% H2O; (e) Con olo
posi i o; ( ) Con olo nega i o.
4.1.7. Ca ac e ização química dos óleos na u ais
A ca ac e ização química dos óleos na u ais oi ei a a a és dos espec os de abso ção
de co e po FTIR.
4.1.7.1. Espec o de abso ção de co
Os espec os de abso ção de co das condições es udadas (Ou iços 0,25 mm 20%
sólidos 100% H2O, D eche 0,25 mm 30% sólidos xilanase + pec inase, Podas de idei a 0,25
mm 10% sólidos 100% H2O e Caules de plan a de abaco 10% sólidos 100% H2O) es ão
ep esen ados na Figu a 40.
A a és da Figu a 40, obse a-se que o pico de abso ção de co das podas de idei a
e da d eche é o mesmo, co espondendo a 285 nm. O pico de abso ção de co dos ou iços de
cas anha su ge no comp imen o de onda 300 nm e o pico de abso ção de co dos caules de
plan a de abaco su ge em 310 nm. Pa a além disso, e i ica-se que o pico de abso ância dos
65
Tendo com obje i o en ende se a epelência à água des es subs a os êx eis se
man inha, p ocedeu-se à la agem dos mesmos. Assim sendo, apenas o subs a o êx il
uncionalizado com Ou iços 0,25 mm 20% sólidos celulase + xilanase ob e e ângulo de
con ac o (143,33±9,05 ᵒ) após a la agem. Os es an es subs a os êx eis analisados pe de am
a hid o obicidade alcançada. Assim, conclui-se que a la agem dos subs a os êx eis in luenciou
nega i amen e a epelência à água das malhas uncionalizadas.
Tabela 7. Subs a os êx eis com empos de abso ção de água supe io a 3 minu os
Condição
Tempo
médio
(min)
Des io
pad ão
Condição
Tempo
médio
(min)
Des io
pad ão
Ou iços 0,25 mm 20% s xilanase
22,11
7,98
D eche 4mm 10% s 100%
H2O
3,84
3,23
Ou iços 0,25 mm 20% s
celulase + xilanase
17,12
4,70
PV 10 mm 10% s celulase +
xilanase
46,54
0,20
Ou iços 1 mm 20% s celulase +
xilanase
3,61
0,77
PV 0,25 mm 10% s celulase
+ xilanase
45,47
20,71
Ou iços 1 mm 10% s celulase +
xilanase
3,13
0,50
PV 1 mm 20% s celulase
33,95
17,37
D eche 0,25mm 10% s celulase
+ xilanase
19,34
3,66
PV 10 mm 20% s celulase +
xilanase
25,53
33,66
D eche 1mm 10% s celulase +
xilanase
16,24
0,50
PV 1 mm 20% s celulase +
xilanase
19,48
8,97
D eche 1mm 10% s 100% H2O
13,97
1,25
PV 4 mm 20% s 100%
Tampão Fos a o
12,66
0,37
D eche 0,25mm 20% s
pec inase
12,18
0,08
PV 10 mm 20% s celulase
9,07
5,55
D eche 1mm 10% s pec inase
8,85
0,34
PV 4 mm 10% s celulase +
xilanase
5,86
1,76
D eche 4mm 10% s pec inase
6,74
0,10
PV 10 mm 20% s 100% H2O
5,65
0,44
D eche 4mm 20% s celulase +
xilanase
6,59
0,99
PV 10 mm 10% s 100% H2O
4,79
2,50
D eche 0,25mm 30% s
pec inase
6,17
2,22
PV 1 mm 20% s xilanase
3,99
0,26
D eche 0,25mm 30% s 100%
Tampão Fos a o
5,18
0,93
CPT 20% s pec inase
6,61
0,96
D eche 0,25mm 10% s
pec inase
3,89
0,11
CPT 20% s celulase
5,82
1,05
66
Figu a 44. Ângulos de con ac o (ᵒ) ob idos pa a os subs a os êx eis escolhidos– (a) Ou iços
de cas anha; (b) D eche; (c) Podas de idei a; (d) Caules de plan a de abaco– an es da
la agem. Os alo es ap esen ados co espondem à média de 5 ensaios ± des io pad ão.
67
Na Tabela 8, encon am-se as coo denadas de co das malhas com melho es
esul ados em e mos de epelência an es e após a la agem
Tabela 8. Coo denadas de co L*, a*, b* e ΔE, K/S dos subs a os êx eis com melho es
esul ados em e mos de epelência an es e após a la agem
Analisando a Tabela 8, e i ica-se que de uma o ma ge al as coo denadas L* e a* se
man i e am mui o semelhan es an es e após a la agem, com um ligei o aumen o de L* e
diminuição de a*, is o po que os subs a os êx eis após a la agem pe de am a co . No que diz
espei o à coo denada b*, es a o nou-se nega i a pa a a maio ia dos êx eis, o que jus i ica a
co azul que es es ap esen a am após a la agem. Rela i amen e ao ΔE dos subs a os êx eis,
es e alo diminui de uma o ma ge al, is o po que com a pe da de co , os subs a os êx eis a
analisa ap esen a am uma co mui o mais p óxima do con olo e assim sendo ΔE diminui. O
K/S após a la agem ambém diminui ainda que de o ma pouco exp essi a, uma ez que a
o ça da co ambém se pe deu com a la agem ha endo in e ência di e a nes e pa âme o.
Toda ia, impo a menciona as melho es condições no que conce ne à solidez à
la agem, is o é, as condições Ou iços 0,25 mm 20% sólidos celulase + xilanase e Ou iços 1
mm 10% sólidos celulase + xilanase o am as que pe de am menos co após a la agem. Nes as
duas condições, as coo denadas L*, a* e os pa âme os K/S e ΔE an es e após a la agem
68
man i e am-se mui o p óximos en e si. O pa âme o b* diminui no en an o de uma o ma
menos acen uada compa a i amen e com as ou as condições. Es a análise jus i ica o ac o de
es as condições se em as que a solidez à la agem oi mais no ó ia. Assim, conclui-se que os
subs a os êx eis uncionalizados com óleo de ou iços podem se mais p omisso es na solidez
à la agem, o que pode se jus i icado pelo mencionado no subcapí ulo 4.1.8. Ca ac e ização
colo imé ica dos óleos na u ais, is o é, o óleo de ou iços oi o que ap esen ou maio in ensidade
de co em compa ação com os óleos dos ou os esíduos/subp odu os.
4.2.4. P o eção UV dos subs a os êx eis
Rela i amen e à p o eção UV, es a oi es udada seguindo a no ma
AS/NZS 4399:1996
Sun p o ec i e clo hing- E alua ion and classi ica ion
. Na Tabela A8 do Anexo 9 encon a-se a
compilação dos alo es UPF e espe i os índices da o alidade de malhas uncionalizadas. Na
Tabela 9 encon am-se apenas as malhas uncionalizadas que ob i e am classi icação
quali a i a bom ou mui o bom no que conce ne à p o eção UV e as malhas con olo.
A a és da Tabela 9, e i ica-se que os subs a os êx eis uncionalizados com óleo de
ou iços e caules de plan a de abaco o am os que ap esen a am alo es mais al os de p o eção
UV. Uma possí el explicação pa a isso eside no ac o de es es óleos na u ais e em uma
onalidade mais escu a compa a i amen e com os de d eche e podas de idei a. Assim, as
malhas uncionalizadas com óleo de ou iços e caules de plan a de abaco ap esen am uma
endência pa a se em mais escu as. Os subs a os êx eis mais escu os endem a abso e
mais a adiação impedindo a sua passagem e co es mais cla as endem a se mais pe missí eis
à passagem da adiação in luenciando des a o ma os índices UPF ob idos (Ase ijono e al.,
2023).
69
Tabela 9. Subs a os êx eis uncionalizados com índice de p o eção UV bom ou mui o bom
Condição
Valo UPF
Índice
UPF
Malha 100% algodão
3,90
-
Malha com p é- a amen os
3,99
-
Ou iços 0,25 mm 30% s 95% E OH
22,92
15
Ou iços 0,25 mm 30% s 100% H2O
15,11
15
Ou iços 0,25 mm 10% s 100% H2O
18,47
15
Ou iços 0,25 mm 20% s celulase
17,35
15
Ou iços 0,25 mm 10% s celulase
18,95
15
Ou iços 0,25 mm 10% s xilanase
32,37
30
Ou iços 0,25 mm 20% s celulase + xilanase
15,19
15
Ou iços 1 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
16,47
15
Ou iços 1 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
22,24
15
Ou iços 1 mm 20% s celulase
28,84
15
Ou iços 1 mm 10% s celulase
27,49
15
Ou iços 1 mm 20% s xilanase
23,28
15
Ou iços 1 mm 10% s xilanase
28,40
15
Ou iços 1 mm 20% s celulase + xilanase
18,68
15
Ou iços 1 mm 10% s celulase + xilanase
18,30
15
Ou iços 4 mm 20% s 100% H2O
36,58
30
Ou iços 4 mm 10% s 100% H2O
19,19
15
Ou iços 4 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
16,90
15
Ou iços 4 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
21,99
15
Ou iços 4 mm 20% s celulase + xilanase
15,84
15
D eche 0,25 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
20,43
15
PV 1 mm 10% s xilanase
21,91
15
PV 1 mm 10% s celulase + xilanase
19,67
15
PV 4 mm 10% s xilanase
17,41
15
CPT 20% s E anol 95%
20,98
15
CPT 10% s 100% Tampão Fos a o
30,33
30
CPT 20% s celulase
18,01
15
4.2.5. Ca ac e ização colo imé ica dos subs a os êx eis
Na Tabela 10, encon a-se a compilação das coo denadas de co L*, a*, b* e ΔE, K/S
e espe i os des ios pad ões (DP) dos subs a os êx eis com índice de p o eção UV bom ou
mui o bom.
No que diz espei o à Tabela 10, e i ica-se que o pa âme o K/S é de e minan e pa a
a classi icação do índice UPF. Ge almen e, quan o maio o K/S e meno a luminosidade, L*
maio o índice UPF, como e i icado pa a as condições, Ou iços 0,25 mm 10% sólidos xilanase,
Ou iços 4 mm 20% sólidos 100% H2O e Caules de plan a de abaco 10% sólidos 100% Tampão
Fos a o em que o índice UPF oi maio (índice UPF= 30). Quan o meno L*, mais escu a é a
co do subs a o êx il, ou seja, maio a abso ção de adiação o que se e le e em índices UPF
mais ele ados (Ase ijono
e al.
, 2023, Saha
e al.
, 2024). Impo a menciona os alo es ΔE,
que são ele ados pa a odos os subs a os êx eis aduzindo a di e ença de co exis en e en e
o pad ão e cada um dos subs a os êx eis em análise.
70
Tabela 10. Coo denadas de co L*, a*, b* e ΔE, K/S dos subs a os êx eis com índice de
p o eção UV bom ou mui o bom
71
4.2.6. Ca ac e ização química dos subs a os êx eis
Na Figu a 45, ap esen a-se o espec o FTIR da malha uncionalizada com óleo na u al
da condição Ou iços 0,25 mm 10% sólidos 100% H2O e os espe i os con olos.
Figu a 45. FTIR das malhas uncionalizadas com óleo na u al de Ou iços 0,25 mm 10%
sólidos 100% H2O e das malhas con olo.
No que diz espei o ao espe o FTIR da malha 100% algodão ap esen ado na Figu a
45, e i ica-se que se ob e e um espe o mui o semelhan es aos ap esen ados na li e a u a, o
que suge e o sucesso des e p ocedimen o. Zhou e Kan (2014) ap esen am o espe o FTIR de
uma ib a 100% algodão que mos a mui as semelhanças com o ob ido nes e abalho. Assim,
o espe o do es udo p e iamen e mencionado ap esen a um pico acen uado em 3330 cm-1 que
se e e e aos g upos hid oxilo (-OH) da celulose, lignina e água, cons i uin es do algodão. Em
2896 cm-1 e i ica-se uma ib ação consequen e do alongamen o da ligação C-H p esen e na
celulose e hemicelulose. Em 1622 cm-1 obse a-se ou o pico ca ac e ís ico da abso ção de
água pela celulose. O pico 1428 cm-1 es á associado à cu a u a simé ica da es u u a CH2 da
celulose. A gama 1360 cm-1 e 1315 cm-1 e e e-se à lexão dos g upos C-H e C-O dos anéis
a omá icos dos polissaca ídeos de celulose, espe i amen e. Em 1032 cm-1 su gem ib ações
in ensas elacionadas com o alongamen o das ligações -CO e -OH do polissaca ídeo na
celulose. Po úl imo, o pico que su ge em 894 cm-1 indica a p esença de ligações β-glicosídicas
en e os monossaca ídeos cons i uin es da celulose (Po ella
e al.
, 2016)
Compa ando o espe o da malha 100% algodão com a malha com os p é- a amen os,
e i ica-se que ambas as cu as são mui o semelhan es exis indo apenas di e enças énues na
72
gama 1600-1700 cm-1 o que suge e a p esença das ligações do amido, u ilizado como p é-
a amen o (Sada e Joye, 2020).
Rela i amen e ao espe o da malha uncionalizada com o óleo de Ou iços 0,25 mm
10% sólidos 100% H2O, e i ica-se que os picos ob idos nes e g á ico são iguais aos encon ados
nas malhas con olo, no en an o menos in ensos, o que pode signi ica ligações mais acas
nos compos os químicos cons i uin es des a malha uncionalizada. Pa a além disso, e i ica-se
o sucesso do p é- a amen o com a solução de amido, já que na gama 1600-1700 cm-1 se
obse am os picos que suge em a p esença des e compos o (Sada e Joye, 2020). De uma
o ma ge al, pelos picos obse ados nos óleos na u ais acima mencionados, des acam-se
qua o zonas do espe o: 2900 cm-1 (alongamen o da ligação C-H), 1700 cm-1 (alongamen o da
ligação C=O), 3400 cm-1 (alongamen o da ligação -OH) e 1100 cm-1 (alongamen o C-O). Es as
ligações es ão p esen es nos e penos cons i uin es dos óleos na u ais pelo que pode signi ica
o sucesso da uncionalização (Aga ono ic-Kus in
e al.
, 2020).
Na Figu a 46, ap esen a-se o espec o FTIR da malha uncionalizada com óleo na u al
da condição D eche 0,25 mm 10% sólidos 100% H2O e os espe i os con olos.
Figu a 46. FTIR das malhas uncionalizadas com óleo na u al de D eche 0,25 mm 10% sólidos
100% H2O e das malhas con olo.
De uma o ma simplis a, o espe o FTIR da malha uncionalizada com óleo de d eche
quase se sob epõe ao espe o ao espe o da malha 100% algodão, sendo possí el cons a a
que as ligações p esen es na malha con olo se encon am igualmen e na malha
uncionalizada. De o ma análoga e de um pon o de is a ge al, as ligações encon adas na
malha uncionalizada com óleo de ou iços de cas anha são mui o semelhan es às ligações
73
ap esen adas na malha uncionalizada com óleo de d eche, po que os picos obse ados são
idên icos. No en an o, as ligações químicas dos cons i uin es da malha uncionalizada com óleo
de d eche são menos in ensas em compa ação com a malha de óleo de ou iços, uma ez que
a in ensidade dos picos é menos acen uada (O sa o a
e al.
, 2015).
Na Figu a 47, ap esen a-se o espec o FTIR da malha uncionalizada com óleo na u al
da condição Podas de idei a 0,25 mm 10% sólidos 100% H2O e os espe i os con olos.
Figu a 47. FTIR das malhas uncionalizadas com óleo na u al de Podas de idei a 0,25 mm
10% sólidos 100% H2O e das malhas con olo.
Rela i amen e à Figu a 47 e de o ma semelhan e ao mencionado acima, não se
e i icam mui as di e enças nos espe os ob idos à exceção da in ensidade dos mesmos.
Obse am-se os mesmos picos exis en es na malha uncionalizada com óleo de ou iços e na
malha uncionalizada com óleo de podas de idei a, e i icando-se po isso as ligações
p esen es nos e penos que cons i uem os óleos na u ais.
Na Figu a 48, ap esen a-se o espec o FTIR da malha uncionalizada com óleo na u al
da condição Caules de plan a de abaco 10% sólidos 100% H2O e os espe i os con olos.
No que diz espei o à Figu a 48, e i ica-se uma ez mais a semelhança nos espe os
o que pode signi ica a p esença das mesmas ligações nas malhas con olo e na malha
uncionalizada com óleo de caule de plan a de abaco. Compa ando as qua o malhas
uncionalizadas, es a é que ap esen a um espe o com maio in ensidade em odos os picos
obse ados pelo que é a que ap esen a ligações químicas mais o es (O sa o a
e al.
, 2015).
74
Toda ia, pa a uma ca ac e ização química mais ap o undada dos óleos na u ais se ia
necessá io u iliza ou as écnicas mais po meno izadas de alhando po meno izadamen e a
cons i uição dos óleos na u ais.
Figu a 48. FTIR das malhas uncionalizadas com óleo na u al de Caules de plan a de abaco
10% sólidos 100% H2O e das malhas con olo.
81
Esposi o, T., Celano, R., Pane, C., Piccinelli, A. L., Sansone, F., Pice no, P., Zacca delli, M.,
Aquino, R. P., Menche ini, T. (2019). Ches nu (
Cas anea sa i a
mille .) bu s ex ac s
and unc ional compounds: UHPLC-UV-HRMS p o iling, an ioxidan ac i i y, and inhibi o y
e ec s on phy opa hogenic ungi.
Molecules
,
24
(2), 1–21.
h ps://doi.o g/10.3390/molecules24020302
Esqui e G oup (2025). Fab ic Dyeing. h ps://esqui e.com.bd/ ab ic-dyeing/. Acedido a 20 de
janei o de 2025.
Fang, D. D. (2018). Co on Fibe : Physics, Chemis y and Biology.
Co on Fibe : Physics,
Chemis y and Biology
. Sp inge In e na ional Publishing. h ps://doi.o g/10.1007/978-
3-030-00871-0
Fe en ino, G., Ndayishimiye, J., Haman, N., Scampicchio, M. (2019). Func ional Ac i i y o Oils
om B ewe ’s Spen G ain Ex ac ed by Supe c i ical Ca bon Dioxide.
Food and
Biop ocess Technology
,
12
(5), 789–798. h ps://doi.o g/10.1007/s11947-019-
02249-3
Fi mino, H. B., Volan e, E. K. T. S., da Sil a, A. C. P., Scacche i, F. A. P., Lis, M. J., Ma í, M.,
Saxena, S., Tessa o, A. L., Beze a, F. M. (2024). β-Cyclodex in-Modi ied Co on Fab ic
o Medical and Hospi al Applica ions wi h Pho odynamic An ibac e ial Ac i i y Using
Me hylene Blue.
Coa ings
,
14
(9), 1–15. h ps://doi.o g/10.3390/coa ings14091100
F anco, A. R., Fe nandes, E. M., Rod igues, M. T., Rod igues, F. J., Gomes, M. E., Leono , I. B.,
Kaplan, D. L., Reis, R. L. (2019). An imic obial coa ing o spide silk o p e en bac e ial
a achmen on silk su gical su u es.
Ac a Bioma e ialia
,
99
, 236–246.
h ps://doi.o g/10.1016/j.ac bio.2019.09.004
Gao, X., Wu, X., Liu, G., Zhang, Z., Chao, J., Li, Z., Guo, Y., Sun, Y. (2019). Cha ac e iza ion
and mapping o a no el p ema u e lea senescence mu an in common obacco
(
Nico iana abacum
L.).
Plan s
,
8
(10), 1–13. h ps://doi.o g/10.3390/plan s8100415
Gao, Y., C ans on, R. (2008). Recen Ad ances in An imic obial T ea men s o Tex iles.
Tex ile
Resea ch Jou nal
,
78
(1), 60–72. h ps://doi.o g/10.1177/0040517507082332
Goben, D. A., Abe a, S., Shewa, A. G., Feleke, S. (2022). E ec s o Ex ac ion Tempe a u e and
Pa icle Size on Quali y o Edible Oil om Podoca pus Falca us Seed by Aqueous Me hod,
E hiopia.
Jou nal o Food Science and Nu i ion The apy
,
8
(1), 6–10.
h ps://doi.o g/10.17352/j sn .000032
González-Sali e, L., Guille mo González-Oli a es, L., An obelli Basilio-Co es, U. (2023).
Humulus lupulus
L. a po en ial p ecu so o human heal h: High hops c a bee .
Food
Chemis y
,
405
. h ps://doi.o g/10.1016/j. oodchem.2022.134959
G and View Resea ch. (2023).
Func ional Tex ile Finishing Chemicals Ma ke Size, Sha e &
T ends Analysis Repo By P oduc (An imic obial/An i-in lamma o y, Flame Re a dan ,
Repellan & Release, Tempe a u e Regula ion), By Region, And Segmen Fo ecas s, 2023
- 2030
. h ps://www.g and iew esea ch.com/indus y-analysis/ unc ional- ex ile-
inishing-agen s-ma ke . Acedido a 20 de ou ub o de 2024.
82
G ies, T., Vei , D., Wul ho s , B. (2015).
Tex ile Technology: An In oduc ion
(Vol. 2). Hanse
Publica ions.
G ow h Ma ke Repo s. (2024).
Func ional Tex ile Ma ke Size, Sha e & T ends G ow h [2031]
.
h ps://g ow hma ke epo s.com/ epo / unc ional- ex iles-ma ke -global-indus y-
analysis. Acedido a 20 de ou ub o de 2024.
Gula i, R., Sha ma, S., Sha ma, R. K. (2022). An imic obial ex ile: ecen de elopmen s and
unc ional pe spec i e.
Polyme Bulle in
,
79
(8), 5747–5771.
h ps://doi.o g/10.1007/s00289-021-03826-3
Gulcin, İ., Alwasel, S. H. (2023). DPPH Radical Sca enging Assay.
P ocesses
(Vol. 11, Issue 8,
pp. 1–20). Mul idisciplina y Digi al Publishing Ins i u e (MDPI).
h ps://doi.o g/10.3390/p 11082248
Gullón, B., Eibes, G., Mo ei a, M. T., Dá ila, I., Labidi, J., Gullón, P. (2017). An ioxidan and
an imic obial ac i i ies o ex ac s ob ained om he e ining o au ohyd olysis liquo s o
ine shoo s.
Indus ial C ops & P oduc s
,
107
, 105–113.
h ps://doi.o g/10.1016/j.indc op.2017.05.034
Hanumanse y, S., Mai y, J., Fos e , R.,O’Rea , E. A. (2012). S ain esis ance o co on ab ics
be o e and a e inishing wi h admicella polyme iza ion.
Applied Sciences (Swi ze land)
,
2
(1), 192–205. h ps://doi.o g/10.3390/app2010192
Heins, K., Leske , S., Pü z, J., Hün emann, M., G ies, T. (2023). E ec o he moplas ic
imp egna ion on he mechanical beha iou o ex ile ein o cemen o conc e e.
SN
Applied Sciences
,
5
(3), 1–11. h ps://doi.o g/10.1007/s42452-023-05305-y
Ho a, S. T., Bungau, C., Neg u, P. A., Radu, A.-F. (2023). Implemen ing Ci cula Economy
Elemen s in he Tex ile Indus y: A Bibliome ic Analysis.
Sus ainabili y
,
15
(20), 1–24.
h ps://doi.o g/10.3390/su152015130
Hu, M., Yang, X., Chang, X. (2021). Bioac i e phenolic componen s and po en ial heal h e ec s
o ches nu shell: A e iew.
Jou nal o Food Biochemis y
,
45
(4).
h ps://doi.o g/10.1111/j bc.13696
Hu, N., Liu, X., Wei, S., Yao, J., Wang, W., Liu, B., Tang, T., Jiang, J., Wang, L. (2024). Cu en
s a us and u u e p ospec s o p e ea men o obacco s alk lignocellulose.
F on ie s in
Bioenginee ing and Bio echnology
,
12
, 1–14.
h ps://doi.o g/10.3389/ bioe.2024.1465419
Huh amäki, T., Tian, X., Ko honen, J. T., Ras, R. H. A. (2018). Su ace-we ing cha ac e iza ion
using con ac -angle measu emen s.
Na u e P o ocols
,
13
(7), 1521–1538.
h ps://doi.o g/10.1038/s41596-018-0003-z
Hun e Lab. (2024).
Wha Is CIELAB Colo Space?
h ps://www.hun e lab.com/blog/wha -is-
cielab-colo -space/. Acedido a 25 de ou ub o de 2024.
83
Hussein, U. A.-R., Mahmoud, Z. H., Alaziz, K. M. A., Alid, M. L., Yasin, Y., Ali, F. K., Faisal, A.
N., Abd, A. N., Kian a , E. (2024). An imic obial inishing o ex iles using nanoma e ials.
B azilian Jou nal o Biology
,
84
, 1–13. h ps://doi.o g/10.1590/1519-6984.264947
Iglesias, A., Mi on, G., Szawa ski, N., Cooley, H., Ramos, F., Me oi A ce i o, F., B asesco, C.,
Rami ez, C., Gende, L., Egua as, M., Fano ich, A., Maggi, M. (2020). Essen ial oils om
Humulus lupulus
as no el con ol agen s agains
Va oa des uc o
.
Indus ial C ops &
P oduc s
,
158
, 1–7. h ps://doi.o g/10.1016/j.indc op.2020.113043
IKA. (2024).
RV 3 V
. h ps://www.ika.com/p /P odu os-LabEq/E apo ado es- o a i os-
pg35/RV-3-V-10003324/. Acedido a 20 de ou ub o de 2024.
Jesus, M., Romaní, A., Ma a, F., Domingues, L. (2022). Cu en Op ions in he Valo isa ion o
Vine P uning Residue o he P oduc ion o Bio uels, Biopolyme s, An ioxidan s, and Bio-
Composi es ollowing he Concep o Bio e ine y: A Re iew.
Polyme s
,
14
(9).
h ps://doi.o g/10.3390/polym14091640
Jesus, M. S., Romaní, A., Genishe a, Z., Teixei a, J. A., Domingues, L. (2017). In eg al
alo iza ion o ine p uning esidue by sequen ial au ohyd olysis s ages.
Jou nal o
Cleane P oduc ion
,
168
, 1–35. h ps://doi.o g/10.1016/j.jclep o.2017.08.230
Jiménez-Mo eno, N., Volpe, F., Mole , J. A., Espa za, I., Ancín-Azpilicue a, C. (2019). Impac o
ex ac ion condi ions on he phenolic composi ion and an ioxidan capaci y o g ape s em
ex ac s.
An ioxidan s
,
8
(12), 1–17. h ps://doi.o g/10.3390/an iox8120597
Jo nal T. (2022).
Aca el ap o unda apos a nos acabamen os sus en á eis
. h ps://jo nal-
.p /no icia/aca el-ap o unda-apos a-nos-acabamen os-sus en a eis/. Acedido a 20 de
ou ub o de 2024.
Jo nal T. (2024).
RDD in eg a ib a de banana em linha da Musa in ima es
. h ps://jo nal-
.p /no icia/ dd-in eg a- ib a-de-banana-em-linha-da-musa-in ima es/. Acedido a 20 de
ou ub o de 2024.
Kačánio á, M., Galo ičo á, L., I anišo á, E., Vuko ic, N. L., Š e ániko á, J., Valko á, V.,
Bo o o á, P., Žia o ská, J., Te en je a, M., Felšöcio á, S., T dá, E. (2020). An ioxidan ,
An imic obial and An ibio ilm Ac i i y o Co iande (
Co iand um sa i um
L.) Essen ial Oil
o I s Applica ion in Foods.
Foods
,
9
(3), 1–19. h ps://doi.o g/10.3390/ oods9030282
Kamboj, A., Medha, K., Gup a, V., Jose, S. (2024). Ul a iole p o ec ion o ex iles wi h he bal
dyes: A con empo a y e iew.
Sus ainable Chemis y and Pha macy
,
41
, 1–13.
h ps://doi.o g/10.1016/j.scp.2024.101689
Ka agönlü, S., Başal, G., Özyıldız, F., Uzel, A. (2018). P epa a ion o Thyme Oil Loaded
Mic ocapsules o Tex ile Applica ions.
In e na ional Jou nal o New Technology and
Resea ch
,
4
(3), 1–8.
Ka lo ić, A., Ju ić, A., Ćo ić, N., Habschied, K., K s ano ić, V., Mas anje ić, K. (2020). By-
p oduc s in he mal ing and b ewing indus ies- e-usage possibili ies.
Fe men a ion
,
6
(3),
1–17. h ps://doi.o g/10.3390/FERMENTATION6030082
84
Khan, A. M., Islam, M. M., Khan, M. M. R. (2020). Chi osan inco po a ion o an ibac e ial
p ope y imp o emen o ju e-co on blended denim ab ic.
Jou nal o he Tex ile Ins i u e
,
111
(5), 660–668. h ps://doi.o g/10.1080/00405000.2019.1657220
Kheze lou, A., Ja a i, S. M. (2020). Nanoencapsula ed bioac i e componen s o ac i e ood
packaging. In S. M. Ja a i (Ed.),
Handbook o Food Nano echnology: Applica ions and
App oaches
(pp. 493–532). Else ie . h ps://doi.o g/10.1016/B978-0-12-815866-
1.00013-3
Klinkhamme , K., Hohenbild, H., Hoque, M. T., Elze, L., Teshay, H., Mahl ig, B. (2024).
Func ionaliza ion o Technical Tex iles wi h Chi osan.
Tex iles
,
4
(1), 70–90.
h ps://doi.o g/10.3390/ ex iles4010006
K ama , A., Kos ic, M. M. (2022). Bac e ial Seconda y Me aboli es as Biopigmen s o Tex ile
Dyeing.
Tex iles
,
2
(2), 252–264. h ps://doi.o g/10.3390/ ex iles2020013
Kuma , A., Singh, P., Gup a, V., P akash, B. (2020). Applica ion o nano echnology o boos he
unc ional and p ese a i e p ope ies o essen ial oils. B. P akash (Ed.),
Func ional and
P ese a i e P ope ies o Phy ochemicals
(1s ed., pp. 241–267). Else ie .
h ps://doi.o g/10.1016/B978-0-12-818593-3.00008-7
Kuma , N. Goel, N. (2019). Phenolic acids: Na u al e sa ile molecules wi h p omising
he apeu ic applica ions.
Bio echnology Repo s
,
24
, 1–10.
h ps://doi.o g/10.1016/j.b e.2019.e00370
Lamei ão, F., Pin o, D., Viei a, E. F., Peixo o, A. F., F ei e, C., Su , S., Dall’acqua, S., Cos a, P.,
Dele ue-Ma os, C., Rod igues, F. (2020). G een-sus ainable eco e y o phenolic and
an ioxidan compounds om indus ial ches nu shells using ul asound-assis ed
ex ac ion: Op imiza ion and e alua ion o biological ac i i ies in i o.
An ioxidan s
,
9
(3),
1–19. h ps://doi.o g/10.3390/an iox9030267
Lee, D. U., Pa k, Y. J., Kang, C. E., Cui, C. H., Lee, D. H., Lee, N. K., Paik, H. D. (2022).
Syne gis ic an imic obial ac i i y o ε-polylysine, ches nu ex ac , and cinnamon ex ac
agains
S aphylococcus au eus
.
Food Science and Bio echnology
,
31
(5), 607–615.
h ps://doi.o g/10.1007/s10068-022-01065-4
Lellis, B., Fá a o-Polonio, C. Z., Pamphile, J. A., Polonio, J. C. (2019). E ec s o ex ile dyes on
heal h and he en i onmen and bio emedia ion po en ial o li ing o ganisms.
Bio echnology Resea ch and Inno a ion
,
3
(2), 275–290.
h ps://doi.o g/10.1016/j.bio i.2019.09.001
Lemes, A. C., Egea, M. B., Oli ei a Filho, J. G. de, Gau é io, G. V., Ribei o, B. D., Coelho, M. A.
Z. (2022). Biological App oaches o Ex ac ion o Bioac i e Compounds F om Ag o-
indus ial By-p oduc s: A Re iew.
F on ie s in Bioenginee ing and Bio echnology
,
9
, 1–
18. h ps://doi.o g/10.3389/ bioe.2021.802543
Liang, J., Wu, J. Xu, J. (2021). Low- o maldehyde emission composi e pa icleboa d
manu ac u ed om was e ches nu bu .
Jou nal o Wood Science
,
67
(1), 1–10.
h ps://doi.o g/10.1186/s10086-021-01955-x
85
Liang, J., Zhang, Y., Chi, P., Liu, H., Jing, Z., Cao, H., Du, Y., Zhao, Y., Qin, X., Zhang, W., Kong,
D. (2023). Essen ial oils: Chemical cons i uen s, po en ial neu opha macological e ec s
and a oma he apy - A e iew.
Pha macological Resea ch - Mode n Chinese Medicine
,
6
,
1–13. h ps://doi.o g/10.1016/j.p mcm.2022.100210
Liu, W., Wang, M., Xu, L., Zhang, W., Xing, Z., Hu, J., Yu, M., Li, J., Wu, G. (2019). Chap e
Two - Radia ion Technology Applica ion in High-Pe o mance Fibe s and Func ional
Tex iles. In G. Wu, M. Zhai, & M. Wang (Eds.),
Radia ion Technology o Ad anced
Ma e ials
(pp. 13–73). Academic P ess.
h ps://doi.o g/h ps://doi.o g/10.1016/B978-0-12-814017-8.00002-0
Loe sche , S., Somme au, C., Swi ze land, W., K eis, B., Ch, M., Häuse , L., Lichno sky, J.,
Haake, J., Oe li, D., Wille, S., Gyssle , C., Maechle , T., G a , M., Gassmann, F., Toble ,
M., Liedke, A., Ge many, W., Johansson, K., Sweden, W., … Je ies, B. (2017).
Changing
ashion: The clo hing and ex ile indus y a he b ink o adical ans o ma ion
.
Loghin, C., Ciobanu, L., Ionesi, D., Loghin, E., C is ian, I. (2018). In oduc ion o wa e p oo
and wa e epellen ex iles. In J. Williams (Ed.),
Wa e p oo and Wa e Repellen Tex iles
and Clo hing
(1s ed., pp. 3–24). Else ie . h ps://doi.o g/10.1016/B978-0-08-101212-
3.00001-0
Loh ina, H., Sándo , M., Wink, M. (2022). E ec o e hanol sol en s on o al phenolic con en
and an ioxidan p ope ies o seed ex ac s o enug eek (
T igonella oenum-g aecum
L.)
a ie ies and de e mina ion o phenolic composi ion by hplc-esi-ms.
Di e si y
,
14
(1), 1–
21. h ps://doi.o g/10.3390/d14010007
Lynch, K. M., S e en, E. J., A end , E. K. (2016). B ewe s’ spen g ain: a e iew wi h an
emphasis on ood and heal h.
Jou nal o he Ins i u e o B ewing
,
122
(4), 553–568.
h ps://doi.o g/10.1002/jib.363
Macias-Ga be , R., Se na-He nández, S. O., Sosa-He nández, J. E., Pa a-Saldí a , R. (2021).
Phenolic Compounds F om B ewe ’s Spen G ains: Towa d G een Reco e y Me hods and
Applica ions in he Cosme ic Indus y.
F on ie s in Sus ainable Food Sys ems
,
5
.
h ps://doi.o g/10.3389/ su s.2021.681684
Ma ins, G. R., Mon ei o, A. F., do Ama al, F. R. L., da Sil a, A. S. (2021). A alida ed Folin-
Ciocal eu me hod o o al phenolics quan i ica ion o condensed annin- ich açaí (
Eu e pe
ole acea
Ma .) seeds ex ac .
Jou nal o Food Science and Technology
,
58
(12), 4693–
4702. h ps://doi.o g/10.1007/s13197-020-04959-5
Ma his, R., Mehling, A. (2011). Tex iles wi h cosme ic e ec s. V. T. Ba els (Ed.),
Handbook o
medical ex iles
(Vol. 1, pp. 153–172). Woodhead Publishing.
Mazzon, G., Con a di, M., Quilez-Molina, A., Zahid, M., Zend i, E., A hanassiou, A., Baye , I. S.
(2021). An ioxidan and hyd ophobic Co on ab ic esis ing accele a ed ageing.
Colloids
and Su aces A: Physicochemical and Enginee ing Aspec s
,
613
, 1–11.
h ps://doi.o g/10.1016/j.colsu a.2020.126061
86
McMullen, R. L. (2024). The bene i s and challenges o ea ing skin wi h na u al oils.
In e na ional Jou nal o Cosme ic Science
,
46
(4), 553–565.
h ps://doi.o g/10.1111/ics.12960
Meh a, S., MacGilli ay, M. (2022). A oma he apy in Tex iles: A Sys ema ic Re iew o S udies
Examining Tex iles as a Po en ial Ca ie o he The apeu ic E ec s o Essen ial Oils.
Tex iles
,
2
(1), 29–49. h ps://doi.o g/10.3390/ ex iles2010003
Mo id a , M., Kim, E. S., La kin, E. L., Long, L., Jennings, W. D., Ahadian, S., Ghannoum, M.
A., Wnek, G. E. (2019). An imic obial ac i i y o sil e con aining c osslinked poly(ac ylic
acid) ibe s.
Mic omachines
,
10
(12), 1–12. h ps://doi.o g/10.3390/mi10120829
Mohamed, A. L., Sedik, A., Mosaad, M. M., O hman, H. A. (2023). Na u al Oils Silicon based
ma e ials o impa ing new p ope ies o cellulose based ab ics.
Resul s in Chemis y
,
5
, 1–22. h ps://doi.o g/10.1016/j. echem.2023.100812
Mon eneg o, L., San aga i, L. M. (2019). Use o ege able oils o imp o e he sun p o ec ion
ac o o sunsc een o mula ions.
Cosme ics
,
6
(2), 1–10.
h ps://doi.o g/10.3390/COSMETICS6020025
Mo ei inha, C., Vilela, C., Sil a, N. H. C. S., Pin o, R. J. B., Almeida, A., Rocha, M. A. M., Coelho,
E., Coimb a, M. A., Sil es e, A. J. D., F ei e, C. S. R. (2020). An ioxidan and
an imic obial ilms based on b ewe s spen g ain a abinoxylans, nanocellulose and
e uloyla ed compounds o ac i e packaging.
Food Hyd ocolloids
,
108
, 1–9.
h ps://doi.o g/10.1016/j. oodhyd.2020.105836
Mun eanu, I. G., Ape ei, C. (2021). Analy ical me hods used in de e mining an ioxidan ac i i y:
A e iew.
In e na ional Jou nal o Molecula Sciences
,
22
(7), 1–30.
h ps://doi.o g/10.3390/ijms22073380
Mu hu, S. S., Li, Y., Hu, J. Y., Mok, P. Y. (2012). Recyclabili y Po en ial Index (RPI): The concep
and quan i ica ion o RPI o ex ile ib es.
Ecological Indica o s
,
18
, 58–62.
h ps://doi.o g/10.1016/j.ecolind.2011.10.003
Nguyen, T. L., O a, A., Häkkinen, S. T., Ri ala, A., Räisänen, R., Kallioinen-Män ä i, M., Melin,
K. (2024). Inno a i e ex ac ion echnologies o bioac i e compounds om plan by-
p oduc s o ex ile colo an s and an imic obial agen s.
Biomass Con e sion and
Bio e ine y
,
14
, 24973–25002. h ps://doi.o g/10.1007/s13399-023-04726-4
Nicolescu, A., Babo ă , M., Zhang, L., Bunea, C. I., Ga ilaș , L., Vodna , D. C., Mocan, A., C iș an,
G., Rocche i, G. (2022). Op imized Ul asound-Assis ed Enzyma ic Ex ac ion o Phenolic
Compounds om
Rosa canina
L. Pseudo-F ui s (Rosehip) and Thei Biological Ac i i y.
An ioxidan s
,
11
(6), 1–18. h ps://doi.o g/10.3390/an iox11061123
O sa o a, J., Misu co a, L., Va a Amb ozo a, J., Vicha, R., Mlcek, J. (2015). Fa y acids
composi ion o ege able oils and i s con ibu ion o die a y ene gy in ake and
dependence o ca dio ascula mo ali y on die a y in ake o a y acids.
In e na ional
Jou nal o Molecula Sciences
,
16
(6), 12871–12890.
h ps://doi.o g/10.3390/ijms160612871
87
Pai, S., Hebba , A., Sel a aj, S. (2022). A c i ical look a challenges and u u e scopes o
bioac i e compounds and hei inco po a ions in he ood, ene gy, and pha maceu ical
sec o .
En i onmen al Science and Pollu ion Resea ch
,
29
(24), 35518–35541.
h ps://doi.o g/10.1007/s11356-022-19423-4
Pakdel, E., Wang, X. (2023). The mo egula ing ex iles and ib ous ma e ials o passi e
adia i e cooling unc ionali y.
Ma e ials and Design
,
231
, 1–25.
h ps://doi.o g/10.1016/j.ma des.2023.112006
Panzella, L., Moccia, F., Nas i, R., Ma zo a i, S., Ve o a, L., Napoli ano, A. (2020). Bioac i e
Phenolic Compounds F om Ag i-Food Was es: An Upda e on G een and Sus ainable
Ex ac ion Me hodologies.
F on ie s in Nu i ion
,
7
, 1–27.
h ps://doi.o g/10.3389/ nu .2020.00060
Pa lamen o Eu opeu. (2023).
Ci cula economy: de ini ion, impo ance and bene i s
.
h ps://www.eu opa l.eu opa.eu/ opics/en/a icle/20151201STO05603/ci cula -
economy-de ini ion-impo ance-and-bene i s. Acedido a 20 de ou ub o de 2024.
Pa el, V. R., Dumancas, G. G., Viswana h, L. C. K., Maples, R., Subong, B. J. J. (2016). Cas o
oil: P ope ies, uses, and op imiza ion o p ocessing pa ame e s in comme cial
p oduc ion.
Lipid Insigh s
,
9
(1). h ps://doi.o g/10.4137/LPI.S40233
Peng, X., Ume , M., Pe ez, M. N., Hasan, K. M. F., Habib, M. A., Islam, M. S., Lin, L., Xiong,
X., Naddeo, V. Cai, Y. (2023). Biopolyme s-based mic oencapsula ion echnology o
sus ainable ex iles de elopmen : A sho e iew.
Case S udies in Chemical and
En i onmen al Enginee ing
,
7
, 1–9. h ps://doi.o g/10.1016/j.cscee.2023.100349
Pe ei a, A. R., Cos a, C., Ma eus, N., de F ei as, V., Rod igues, A., Oli ei a, J. (2023). Explo ing
he Po en ial o Vine Shoo s as a Sou ce o Valuable Ex ac s and S able Lignin
Nanopa icles o Mul iple Applica ions.
In e na ional Jou nal o Molecula Sciences
,
24
(6), 1–15. h ps://doi.o g/10.3390/ijms24065165
Pé ez, M., Dominguez-López, I., Lamuela-Ra en ós, R. M. (2023). The Chemis y Behind he
Folin-Ciocal eu Me hod o he Es ima ion o (Poly)phenol Con en in Food: To al Phenolic
In ake in a Medi e anean Die a y Pa e n.
Jou nal o Ag icul u al and Food Chemis y
,
71
(46), 17543–17553. h ps://doi.o g/10.1021/acs.ja c.3c04022
Philippoussis, A. N. (2009). P oduc ion o Mush ooms Using Ag o-Indus ial Residues as
Subs a es. In nee’Nigam Poonam Singh & A. Pandey (Eds.),
Bio echnology o Ag o-
Indus ial Residues U ilisa ion: U ilisa ion o Ag o-Residues
(Vol. 1, pp. 163–196).
Sp inge . h ps://doi.o g/10.1007/978-1-4020-9942-7
Pin o, D., Cádiz-Gu ea, M. de la L., Vall e dú-Que al , A., Dele ue-Ma os, C., Rod igues, F.
(2021).
Cas anea sa i a
shells: A e iew on phy ochemical composi ion, bioac i i y and
was e managemen app oaches o indus ial alo iza ion.
Food Resea ch In e na ional
,
144
, 1–21. h ps://doi.o g/10.1016/j. ood es.2021.110364
Po ella, E. H., Romanzini, D., Ang izani, C. C., Amico, S. C. Za e a, A. J. (2016). In luence o
s acking sequence on he mechanical and dynamic mechanical p ope ies o
88
co on/glass ibe ein o ced polyes e composi es.
Ma e ials Resea ch
,
19
(3), 542–547.
h ps://doi.o g/10.1590/1980-5373-MR-2016-0058
Po ugal Têx il. (2021).
Colo au da Tin ex des aca-se in e nacionalmen e
.
h ps://po ugal ex il.com/colo au-da- in ex-des aca-se-in e nacionalmen e/. Acedido a
20 de ou ub o de 2024.
Po ugal Têx il. (2023).
TexBion da Tin ex já em esul ados
. h ps://po ugal ex il.com/ exbion-
da- in ex-ja- em- esul ados/. Acedido a 20 de ou ub o de 2024.
Po ugal Têx il. (2024).
Fa ed y az ade-ou mais ecológico
. h ps://po ugal ex il.com/ a ed y-
az- ade-ou -mais-ecologico/. Acedido a 20 de ou ub o de 2024.
P asedya, E. S., F ediansyah, A., Ma yasa i, N. W. R., Ilhami, B. K., Abidin, A. S., Padmi, H.,
Fah u ozi, Juanssil e o, A. B., Widyas u i, S., Suna widhi, A. L. (2021). E ec o pa icle
size on phy ochemical composi ion and an ioxidan p ope ies o Sa gassum
c is ae olium e hanol ex ac .
Scien i ic Repo s
,
11
(1), 1–9.
h ps://doi.o g/10.1038/s41598-021-95769-y
P a ibha, M., Ve ma, M., Sheo an, P., San osh, M. (2024). Ad ance Tex ile Finishing used in
Tex ile Indus y.
Vigyan Va a
,
5
(5), 62–67.
P edescu, N. C., Papuc, C., Nico escu, V., Gajaila, I., Go an, G. V., Pe cu, C. D., S e an, G.
(2016). The In luence o Solid- o-Sol en Ra io and Ex ac ion Me hod on To al Phenolic
Con en , Fla onoid Con en and An ioxidan P ope ies o Some E hanolic Plan Ex ac s.
Re is a de Chimie
,
67
(10), 1922–1927.
Pu i, M., Sha ma, D., Ba ow, C. J. (2012). Enzyme-assis ed ex ac ion o bioac i es om
plan s.
T ends in Bio echnology
,
30
(1), 37–44.
h ps://doi.o g/10.1016/j. ib ech.2011.06.014
Rani, A., Saini, K. C., Bas , F., Meha iya, S., Bha ia, S. K., La ecchia, R., Zuo o, A. (2021).
Mic oo ganisms: A po en ial sou ce o bioac i e molecules o an ioxidan applica ions.
Molecules
,
26
(4), 1–34. h ps://doi.o g/10.3390/molecules26041142
Raț u, R. N., Veleș cu, I. D., S oica, F., Us u oi, A., A senoaia, V. N., C i ei, I. C., Pos olache, A.
N., Lipș a, F. D., Filipo , F., Flo ea, A. M., Chiț ea, M. A., B umă , I. S. (2023). Applica ion
o Ag i-Food By-P oduc s in he Food Indus y.
Ag icul u e
,
13
(8), 1–25.
h ps://doi.o g/10.3390/ag icul u e13081559
Reguengo, L. M., Salgaço, M. K., Si ie i, K., Ma ós ica Júnio , M. R. (2022). Ag o-indus ial by-
p oduc s: Valuable sou ces o bioac i e compounds.
Food Resea ch In e na ional
,
152
,
1–20. h ps://doi.o g/10.1016/j. ood es.2021.110871
Rehan, M., El-Sayed, H., El-Hawa y, N. S., Mashaly, H., Elshemy, N. S. (2024). Chemically
Modi ied Ex ac o Peanu Red Skin: Towa d Func ional Dyeing o Tex ile Fab ics and
S udy Adso p ion Kine ics and Adso p ion Iso he m o Dyeing P ocess.
Indus ial and
Enginee ing Chemis y Resea ch
,
63
(26), 11301–11319.
h ps://doi.o g/10.1021/acs.iec .4c01969
89
Repon, M. R., Sadia, H. T., Islam, T., Rahman, M. M., Ka im, M. R. (2022). Sys ema ic pad d y
cu e echnique o augmen ing he lame esis ance unc ionali y o ju e ab ic.
Cleane
Enginee ing and Technology
,
8
, 1–8. h ps://doi.o g/10.1016/j.cle .2022.100492
Ricochon, G., Muniglia, L. (2010). In luence o enzymes on he oil ex ac ion p ocesses in
aqueous media.
OCL - Oleagineux Co ps G as Lipides
,
17
(6), 356–359.
h ps://doi.o g/10.1684/ocl.2010.0337
Roy, S., Bane jee, S., Joshi, M., Na ayan Naik, S., Rajend an, S., Ali, W. (2022). In i o
an ibac e ial and an ioxidan ac i i ies o co on ab ics ea ed wi h bael ui shell ex ac .
Indian Jou nal o Fib e & Tex ile Resea ch
,
47
, 116–124.
Rozali, M. L. H., Ahmad, N. H., Isa, M. I. N. (2015). E ec o Adipic Acid Composi ion on
S uc u al and Conduc i i y Solid Biopolyme Elec oly es Based on Ca boxy
Me hylcellulose S udies.
Ame ican-Eu asian Jou nal o Sus ainable Ag icul u e
,
9
(2), 39–
45.
Rung uangki k ai, N., Ph omphen, P., Cha i a po nchai, N., S isa, A., Lao enza, Y.,
Wongphan, P., Ha nka nsuja i , N. (2024). Wa e Repellen Coa ing in Tex ile, Pape and
Bioplas ic Polyme s: A Comp ehensi e Re iew.
Polyme s
,
16
(19), 1–40.
h ps://doi.o g/10.3390/polym16192790
Sadanna a , M. K., Pe iyasamy, A., Islam, S. R., Sha iq, F., Dong, X., Zhao, T. (2024). Na u al
Dyeing and An imic obial Func ionaliza ion o Wool Fab ics Dyed wi h Chinese D agon
F ui Ex ac o Enhance Sus ainable Tex iles.
Sus ainabili y
,
16
(16), 1–15.
h ps://doi.o g/10.3390/su16166832
Sada , A., Joye, I. J. (2020). Peak i ing applied o ou ie ans o m in a ed and aman
spec oscopic analysis o p o eins.
Applied Sciences
,
10
(17), 1–16.
h ps://doi.o g/10.3390/app10175918
Sadee , N. B., Mon esano, D., Alb izio, S., Zengin, G., Mahomoodally, M. F. (2020). The
e sa ili y o an ioxidan assays in ood science and sa e y—chemis y, applica ions,
s eng hs, and limi a ions.
An ioxidan s
,
9
(8), 1–39.
h ps://doi.o g/10.3390/an iox9080709
Saha, B., Saha, A., Das, P., Kaka i, A., Bane jee, A., Cha opadhyay, P. (2024). A
comp ehensi e e iew o ul a iole adia ion and unc ionally modi ied ex ile ab ic wi h
special emphasis on UV p o ec ion.
Heliyon
,
10
(22).
h ps://doi.o g/10.1016/j.heliyon.2024.e40027
Sajn, N. (2019).
En i onmen al impac o ex ile and clo hes indus y
.
h ps://www.eu opa l.eu opa.eu/ hink ank/en/documen /EPRS_BRI(2019)633143.
Acedido a 20 de ou ub o de 2024.
Sa ka , A., Haque, M. A., Alam, M. (2024). Unlocking he po en ial o pomeg ana e peels as a
aluable sou ce o bioac i e compounds h ough e ec i e d ying s a egies.
Food
Chemis y Ad ances
,
4
, 1–8. h ps://doi.o g/10.1016/j. ocha.2024.100622
90
Schneide , S. L., Lim, H. W. (2018). A e iew o ino ganic UV il e s zinc oxide and i anium
dioxide.
Pho ode ma ology Pho oimmunology and Pho omedicine
,
35
(6), 442–446.
h ps://doi.o g/10.1111/phpp.12439
Shahidi, S., Khoshechin, E., Dalal Sha i i, S., Mongkhol a anasi , R. (2022). In es iga ion o he
E ec o Va ious Na u al Dyes on UV P o ec ion P ope ies and An ibac e ial Ac i i y o
Co on Fab ics.
Jou nal o Na u al Fibe s
,
19
(13), 7213–7228.
h ps://doi.o g/10.1080/15440478.2021.1944433
Shen, J., Shao, X. (2006). De e mina ion o obacco alkaloids by gas ch oma og aphy-mass
spec ome y using cloud poin ex ac ion as a p econcen a ion s ep.
Analy ica Chimica
Ac a
,
561
(1–2), 83–87. h ps://doi.o g/10.1016/j.aca.2006.01.002
Shi, L., Zhao, W., Yang, Z., Subbiah, V., Sule ia, H. A. R. (2022). Ex ac ion and cha ac e iza ion
o phenolic compounds and hei po en ial an ioxidan ac i i ies.
En i onmen al Science
and Pollu ion Resea ch
,
29
(54), 81112–81129. h ps://doi.o g/10.1007/s11356-022-
23337-6
Shi animoghaddam, K., Mo amed, B., Ramak ishna, S., Naebe, M. (2020). Dea h by was e:
Fashion and ex ile ci cula economy case.
Science o he To al En i onmen
,
718
, 1–
27. h ps://doi.o g/10.1016/j.sci o en .2020.137317
Sieden op, R., Claaßen, C., Ro he , D., Lü z, S., Rosen hal, K. (2021). Ge ing he mos ou o
enzyme cascades: S a egies o op imize
in i o
mul i‐enzyma ic eac ions.
Ca alys s
,
11
(10), 1–24. h ps://doi.o g/10.3390/ca al11101183
Sil, A., P amanik, K., Saman a ay, P., Mondal, M. F., Yada , V. (2020). Essen ial oils: A boon
owa ds eco- iendly managemen o phy opa hogenic ungi.
Jou nal o En omology and
Zoology S udies
,
8
(4), 1884–1891.
Singh, M. K. (2021). Tex iles Func ionaliza ion - A Re iew o Ma e ials, P ocesses, and
Assessmen .
Tex iles o Func ional Applica ions
(pp. 1–32). In echOpen.
h ps://doi.o g/10.5772/in echopen.96936
Song, X., C elba , U., S aza , P., Vossebein, L., Zille, A. (2019). Chemical, he mo-mechanical
and an imic obial p ope ies o DBD plasma ea ed disin ec an -imp egna ed wipes
du ing s o age.
Polyme s
,
11
(11), 1–23. h ps://doi.o g/10.3390/polym11111769
Sousa, D. P. de, Damasceno, R. O. S., Amo a i, R., Elshab awy, H. A., de Cas o, R. D., Beze a,
D. P., Nunes, V. R. V., Gomes, R. C., Lima, T. C. (2023). Essen ial Oils: Chemis y and
Pha macological Ac i i ies.
Biomolecules
,
13
(7), 1–29.
h ps://doi.o g/10.3390/biom13071144
Squillaci, G., Apone, F., Sena, L. M., Ca ola, A., Ti o, A., Bimon e, M., Lucia, A. De, Colucci, G.,
Ca a, F. La, Mo ana, A. (2017). Ches nu (
Cas anea sa i a
Mill.) indus ial was es as a
alued bio esou ce o he p oduc ion o ac i e ing edien s.
P ocess Biochemis y
,
64
,
228–236. h ps://doi.o g/10.1016/j.p ocbio.2017.09.017
97
Anexo 3
A Tabela A1 esume os alo es de
pick-up
de cada uma das malhas uncionalizadas
com os óleos na u ais incluindo os con olos.
Tabela A1. Valo es de
pick-up
ob idos pa a cada uma das malhas uncionalizadas
Condição
Pick-up
(%)
Condição
Pick-up
(%)
Malha sem a amen o
-
D eche 1 mm 10% s 100% H2O
62,94
Malha com p é- a amen os (
Tween 80
+ s ock amido
+ H2O)
71,39
D eche 1 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
71,60
Ou iços 0,25 mm 30% s 95% E OH
106,14
D eche 1 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
70,24
Ou iços 0,25 mm 30% s 100% H2O
93,50
D eche 1 mm 30% s pec inase
78,80
Ou iços 0,25 mm 20% s 100% H2O
89,75
D eche 1 mm 20% s pec inase
84,71
Ou iços 0,25 mm 10% s 100% H2O
87,84
D eche 1 mm 10% s pec inase
81,35
Ou iços 0,25 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
94,35
D eche 1 mm 20% s celulase + xilanase
79,02
Ou iços 0,25 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
83,78
D eche 1 mm 10% s celulase + xilanase
80,19
Ou iços 0,25 mm 30% s celulase
89,32
D eche 4 mm 10% s 100% H2O
62,33
Ou iços 0,25 mm 20% s celulase
86,38
D eche 4 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
70,42
Ou iços 0,25 mm 10% s celulase
98,58
D eche 4 mm 20% s pec inase
80,86
Ou iços 0,25 mm 20% s xilanase
67,01
D eche 4 mm 10% s pec inase
84,64
Ou iços 0,25 mm 10% s xilanase
92,95
D eche 4 mm 20% s celulase + xilanase
81,17
Ou iços 0,25 mm 20% s celulase + xilanase
61,49
D eche 4 mm 10% s celulase + xilanase
89,97
Ou iços 0,25 mm 10% s celulase + xilanase
99,49
PV 0,25 mm 10% s 100% H2O
72,08
Ou iços 1 mm 20% s 100% H2O
101,11
PV 0,25 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
78,45
Ou iços 1 mm 10% s 100% H2O
93,28
PV 0,25 mm 10% s celulase
99,04
Ou iços 1 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
85,92
PV 0,25 mm 10% s xilanase
90,43
Ou iços 1 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
82,26
PV 0,25 mm 10% s celulase + xilanase
99,31
Ou iços 1 mm 20% s celulase
87,67
PV 1 mm 10% s 100% H2O
84,78
Ou iços 1 mm 10% s celulase
89,07
PV 1 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
84,26
Ou iços 1 mm 20% s xilanase
90,03
PV 1 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
94,12
Ou iços 1 mm 10% s xilanase
83,60
PV 1 mm 20% s celulase
77,71
Ou iços 1 mm 20% s celulase + xilanase
92,60
PV 1 mm 10% s celulase
82,24
Ou iços 1 mm 10% s celulase + xilanase
92,98
PV 1 mm 20% s xilanase
84,86
Ou iços 4 mm 30% s 95% E OH
85,04
PV 1 mm 10% s xilanase
87,23
Ou iços 4 mm 20% s 100% H2O
84,62
PV 1 mm 20% s celulase + xilanase
83,92
Ou iços 4 mm 10% s 100% H2O
91,15
PV 1 mm 10% s celulase + xilanase
85,37
Ou iços 4 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
85,45
PV 1 mm 10% s celulase + pec inase
88,68
Ou iços 4 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
86,43
PV 4 mm 10% s 100% H2O
67,23
Ou iços 4 mm 20% s celulase
79,04
PV 4 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
86,73
Ou iços 4 mm 10% s celulase
89,15
PV 4 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
83,46
Ou iços 4 mm 20 % s xilanase
86,80
PV 4 mm 10% s celulase
92,05
Ou iços 4 mm 10% s xilanase
87,38
PV 4 mm 10% s xilanase
73,62
Ou iços 4 mm 20% s celulase + xilanase
83,73
PV 4 mm 10% s celulase + xilanase
35,88
Ou iços 4 mm 10% s celulase + xilanase
83,70
PV 10 mm 20% s 100% H2O
83,99
Lúpulo 30% s 50% E OH
100,00
PV 10 mm 10% s 100% H2O
66,99
D eche 0,25 mm 10% s 95% E OH
88,45
PV 10 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
86,52
D eche 0,25 mm 30% s 100% H2O
91,36
PV 10 mm 20% s celulase
83,77
D eche 0,25 mm 20% s 100% H2O
82,04
PV 10 mm 10% s celulase
86,67
D eche 0,25 mm 10% s 100% H2O
82,00
PV 10 mm 20% s xilanase
81,99
D eche 0,25 mm 30% s 100% Tampão Fos a o
86,80
PV 10 mm 10% s xilanase
71,43
D eche 0,25 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
88,39
PV 10 mm 20% s celulase + xilanase
85,28
D eche 0,25 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
68,26
PV 10 mm 10% s celulase + xilanase
88,78
D eche 0,25 mm 30% s xilanase
87,97
CPT 20% s 95% E OH
84,72
D eche 0,25 mm 30% s pec inase
67,81
CPT 20% s 100% H2O
93,66
D eche 0,25 mm 20% s pec inase
80,19
CPT 20% s 100% Tampão Fos a o
85,11
D eche 0,25 mm 10% s pec inase
80,47
CPT 10% s 100% Tampão Fos a o
90,06
D eche 0,25 mm 30% s xilanase + pec inase
78,78
CPT 20% s celulase
85,47
D eche 0,25 mm 30% s celulase + xilanase
96,69
CPT 10% s celulase
91,27
D eche 0,25 mm 20% s celulase + xilanase
79,40
CPT 20% s pec inase
88,45
D eche 0,25 mm 10% s celulase + xilanase
83,90
CPT 10% s pec inase
92,63
D eche 0,25 mm 30% s pec inase + celulase
90,30
CPT 20% s celulase + pec inase
86,21
D eche 1 mm 20% s 100% H2O
88,39
CPT 10% s celulase + pec inase
86,23
98
Anexo 4
As Tabelas A2 a A6 ap esen am os olumes das in usões, as du ações das e apo ações
e as massas de óleo ob idos pa a cada uma das condições es adas.
Tabela A2. Volume das in usões, du ações das e apo ações e massas de óleos na u ais
ob idas pa a cada condição es ada– Ou iços de cas anha
Condição
Vlíquido (mL)
Tempo (min)
Óleo (g)
Ou iços
0,25 mm
95% E OH
30% s
75
45
1,61
100% H2O
30% s
15
10
0,93
20% s
62
18
4,20
10% s
91
50
1,72
100% Tampão
Fos a o
20% s
43
12
3,87
10% s
79
35
5,94
Celulase
30% s
14
15
1,03
20% s
45
15
5,56
10% s
90
25
4,79
Xilanase
20% s
33
11
2,70
10% s
91
37
2,65
Celulase +
Xilanase
20% s
61
19
2,70
10% s
85
45
2,63
Ou iços
1 mm
95% E OH
30% s
50
45
0,67
100% H2O
20% s
39
18
4,08
10% s
87
31
3,71
100% Tampão
Fos a o
20% s
37
11
4,57
10% s
81
23
7,79
Celulase
30% s
Desca ado. Não sob ou líquido da ex ação
20% s
36
15
4,00
10% s
84
30
5,33
Xilanase
20% s
22
29
3,94
10% s
85
24
7,60
Celulase +
Xilanase
20% s
52
24
4,63
10% s
98
27
5,15
Ou iços
4mm
95% E OH
30% s
123,5
21
Óleo aga ado
às pa edes
100% H2O
20% s
38
30
2,30
10% s
91
23
1,39
100% Tampão
Fos a o
20% s
26
19
2,96
10% s
93
30
4,62
Celulase
30% s
Desca ado. Não sob ou líquido da ex ação
20% s
40
25
5,97
10% s
105,5
26
5,16
Xilanase
20% s
24
29
3,56
10% s
88
19
5,15
Celulase +
Xilanase
20% s
57
17
4,01
10% s
97
26
6,03
99
Tabela A3. Volume das in usões, du ações das e apo ações e massas de óleos na u ais
ob idas pa a cada condição es ada– Lúpulo
Condição
Vlíquido (mL)
Tempo (min)
Óleo (g)
Lúpulo
95% E OH
30% s
94
2 h
0,88
20% s
120
2 h
0,08
50% E OH
30% s
130
4 h
1,75
20% s
120
4 h 40 min
0,41
Ul assons
50% E OH
6,67% s
114
2 h
Ex ação in iá el
Ul assons
95% E OH
6,67% s
110
1 h 15 min
Ex ação in iá el
100% H2O
30% s
120
+ 8 h
Ex ação in iá el
20% s
140
+ 8 h
Ex ação in iá el
Celulase
30% s
105
-
Ex ação in iá el
20% s
125
-
Ex ação in iá el
Pec inase
30% s
90
-
Ex ação in iá el
20% s
109
-
Ex ação in iá el
Celulase +
Pec inase
30% s
115
-
Ex ação in iá el
20% s
134
-
Ex ação in iá el
Tabela A4. Volume das in usões, du ações das e apo ações e massas de óleos na u ais
ob idas pa a cada condição es ada– D eche
Condição
Vlíquido (mL)
Tempo (min)
Óleo (g)
D eche
0,25 mm
95% E OH
30% s
42,5
-
Óleo aga ado às
pa edes
20% s
97
2 h 15 min
0,71
10% s
118
2 h 15 min
0,99
100% H2O
30% s
36
10
2,81
20% s
47
15
1,56
10% s
95
21
4,17
100%
Tampão
Fos a o
30% s
35
11
2,37
20% s
40
12
2,15
10% s
105
26
4,93
Celulase
30% s
14
15
1,31
Xilanase
30% s
22,5
45
2,29
Pec inase
30% s
25
29
4,22
20% s
40
14
1,82
10% s
92
24
4,27
Xilanase +
Pec inase
30% s
40
15
4,42
Celulase +
Xilanase
30% s
22,5
30
3,28
20% s
69
18
4,67
10% s
98
24
5,33
Pec inase +
Celulase
30% s
30
20
2,88
95% E OH
30% s
36,5
20
0,33
100
D eche
1 mm
20% s
98
2 h 15 min
-
10% s
116
3 h 20 min
0,8
100% Água
30% s
Desca ado. Não sob ou líquido da ex ação
20% s
58
15
5,17
10% s
85
23
4,23
100%
Tampão
Fos a o
30% s
Desca ado. Não sob ou líquido da ex ação
20% s
40
14
1,82
10% s
87
34
2,5
Pec inase
30% s
13
13
1,56
20% s
38
13
3,9
10% s
89
24
3,24
Celulase +
Xilanase
30% s
13
-
-
20% s
35
12
3,09
10% s
92
29
2,76
D eche
4 mm
95% E OH
30% s
21,5
15
Óleo aga ado às
pa edes
20% s
97
2 h 15 min
Mui o pouco óleo.
Não deu pa a
ap o ei a
10% s
119
4 h 13 min
0,53
100% H2O
30% s
Desca ado. Não sob ou líquido da ex ação
20% s
50
15
0,88
10% s
91
24
3,28
100%
Tampão
Fos a o
30% s
Desca ado. Não sob ou líquido após a ex ação
20% s
20
15
0,76
10% s
85
35
2,82
Pec inase
30% s
Desca ado. Não sob ou líquido da ex ação
20% s
28
10
1,92
10% s
80
29
3,3
Celulase +
Xilanase
30% s
10
-
Não sob ou óleo.
E apo ou udo!
20% s
23
9
1,31
10% s
92
20
3,65
101
Tabela A5. Volume das in usões, du ações das e apo ações e massas de óleos na u ais
ob idas pa a cada condição es ada– Podas de idei a
Condição
Vlíquido (mL)
Tempo (min)
Óleo (g)
Podas de
idei a
0,25 mm
95% E OH
20% s
51
3 h 13 min
Não sob ou
óleo. E apo ou
udo!
10% s
57
13
Óleo aga ado
às pa edes
100% H2O
20% s
27
10
0,78
10% s
95
21
2,74
100%
Tampão
Fos a o
20% s
20
9
0,30
10% s
87
24
5,26
Celulase
20% s
23
10
0,97
10% s
66
18
2,15
Xilanase
20% s
20
13
Óleo aga ado
às pa edes
10% s
86
25
4,96
Celulase +
Xilanase
20% s
26
10
1,17
10% s
85
20
2,48
Podas de
idei a
1 mm
95% E OH
20% s
50
3 h 13 min
Não sob ou
óleo. E apo ou
udo!
10% s
113
13
Óleo aga ado
às pa edes
100% H2O
20% s
36
10
0,85
10% s
85
25
2,27
100%
Tampão
Fos a o
20% s
37
10
3,06
10% s
90
26
5,90
Celulase
20% s
41
13
2,17
10% s
68
33
2,2
Xilanase
20% s
29
10
2,10
10% s
89
35
3,43
Celulase +
Xilanase
20% s
42
14
1,15
10% s
85
28
5,00
Celulase +
Pec inase
10% s
63
30
2,65
Podas de
idei a
4 mm
95% E OH
20% s
60
3 h 13 min
Não sob ou
óleo. E apo ou
udo!
10% s
113
16
Óleo aga ado
às pa edes
100% H2O
20% s
40
17
0,53
10% s
92
24
1,44
100%
Tampão
Fos a o
20% s
39
13
1,81
10% s
83
23
6,00
Celulase
20% s
39
17
0,63
10% s
54
30
2,45
102
Xilanase
20% s
32
13
0,83
10% s
86
36
2,98
Celulase +
Xilanase
20% s
44
15
1,26
10% s
85
32
1,56
Podas de
idei a
10 mm
95% E OH
20% s
78
2 h 15 min
0,96
10% s
110
-
Óleo aga ado
às pa edes
100% H2O
20% s
76
23
1,29
10% s
118
26
2,03
100%
Tampão
Fos a o
20% s
73
23
1,55
10% s
103
24
3,97
Celulase
20% s
62
1h
2,04
10% s
61
20
2,47
Xilanase
20% s
63
21
1,55
10% s
110
40
5,17
Celulase +
Xilanase
20% s
70
37
2,88
10% s
107
24
2,35
Tabela A6. Volume das in usões, du ações das e apo ações e massas de óleos na u ais
ob idas pa a cada condição es ada– Caules de plan a de abaco
Condição
Vlíquido (mL)
Tempo (min)
Óleo (g)
Caules
de
plan a
de
abaco
95% E OH
20% s
75
2 h 20 min
1,17
10% s
100
-
Óleo aga ado
às pa edes
100% H2O
20% s
22
9
1,66
10% s
53
20
1,55
100% Tampão
Fos a o
20% s
32
15
1,88
10% s
49
14
1,71
Celulase
20% s
25
9
2,21
10% s
48
20
2,18
Pec inase
20% s
18
9
0,99
10% s
45
25
3,77
Celulase +
Pec inase
20% s
18
12
1,16
10% s
47
20
3,15
Anexo 5
As Figu as A12 e A13 ap esen am os endimen os de ex ação pa a as condições em
que oi possí el ob e óleo na u al com 30% sólidos de ou iços de cas anha e d eche,
espe i amen e, pa a as di e en es g anulome ias es adas.
103
Figu a A12. Rendimen os de ex ação dos óleos na u ais em góleo/g esíduo.mL em unção das
condições es udadas 30% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm e 4 mm– Ou iços
de cas anha.
Figu a A13. Rendimen os de ex ação dos óleos na u ais em góleo/g esíduo.mL em unção das
condições es udadas 30% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm e 4 mm– D eche.
Anexo 6
As Figu as A14, A15 e A16 ap esen am a concen ação de compos os enólicos das
in usões em mgEAG/g esíduo em unção das condições es udadas pa a as di e en es
g anulome ias es adas pa a os ou iços de cas anha (30% sólidos), lúpulo (6,67% sólidos) e
d eche (30% sólidos), espe i amen e.
104
Figu a A14. Concen ação de compos os enólicos das in usões em mgEAG/g esíduo em unção
das condições es udadas 30% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm e 4 mm–
Ou iços de cas anha.
Figu a A15. Concen ação de compos os enólicos das in usões em mgEAG/g esíduo em unção
das condições es udadas com Ul assons 6,67% sólidos– Lúpulo.
Figu a A16. Concen ação de compos os enólicos das in usões em mgEAG/g esíduo em unção
das condições es udadas 30% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm e 4 mm–
D eche.
105
Anexo 7
As Figu as A17 e A18 ap esen am a concen ação de compos os enólicos dos óleos
na u ais em mgEAG/g esíduo em unção das condições es udadas pa a as quais oi possí el ob e
óleo na u al de ou iços de cas anha e d eche, espe i amen e com 30% sólidos pa a as
di e en es g anulome ias es adas.
Figu a A17. Concen ação de compos os enólicos dos óleos na u ais em mgEAG/g esíduo em
unção das condições es udadas 30% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm e 4 mm–
Ou iços de cas anha.
Figu a A18. Concen ação de compos os enólicos dos óleos na u ais em mgEAG/g esíduo em
unção das condições es udadas 30% sólidos pa a as g anulome ias 0,25 mm, 1 mm e 4 mm–
D eche.
Anexo 8
Na Tabela A7, encon a-se os alo es de empo de abso ção médio da go a de água
des ilada em cada subs a o êx il uncionalizado.
106
Tabela A7. Tempo de abso ção médio da go a de água des ilada nos subs a os êx eis
uncionalizados
Condição
Tempo
médio
(min)
Des io
pad ão
Condição
Tempo
médio
(min)
Des io
pad ão
Ou iços 0,25 mm 20% s xilanase
22,11
7,98
D eche 0,25mm 10% s 95% E OH
0,45
0,08
Ou iços 0,25 mm 20% s celulase + xilanase
17,12
4,70
D eche 0,25mm 20% s 100% Tampão Fos a o
0,43
0,23
Ou iços 1 mm 20% s celulase + xilanase
3,61
0,77
D eche 0,25mm 30% s 100% H2O
0,38
0,14
Ou iços 1 mm 10% s celulase + xilanase
3,13
0,50
D eche 1mm 20% s pec inase
0,34
0,22
Ou iços 0,25 mm 20% s 100% Tampão
Fos a o
2,29
0,82
D eche 0,25mm 30% s xilanase
0,32
0,13
Ou iços 0,25 mm 30% s 100% H2O
1,81
1,03
D eche 0,25mm 20% s 100% H2O
0,29
0,08
Ou iços 0,25 mm 20% s 100% H2O
1,60
0,38
D eche 1mm 10% s 100% Tampão Fos a o
0,14
0,07
Ou iços 1 mm 10% s 100% H2O
1,35
0,73
D eche 0,25mm 10% s 100% Tampão Fos a o
0,10
0,14
Ou iços 4 mm 10% s 100% H2O
1,34
0,33
PV 10 mm 10% s celulase + xilanase
46,54
0,20
Ou iços 1 mm 20% s 100% H2O
1,20
0,51
PV 0,25 mm 10% s celulase + xilanase
45,47
20,71
Ou iços 0,25 mm 10% s celulase
0,95
0,68
PV 1 mm 20% s celulase
33,95
17,37
Ou iços 1 mm 10% s celulase
0,80
0,28
PV 10 mm 20% s celulase + xilanase
25,53
33,66
Ou iços 4 mm 10% s celulase
0,78
0,16
PV 1 mm 20% s celulase + xilanase
19,48
8,97
Ou iços 0,25 mm 30% s celulase
0,75
0,58
PV 4 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
12,66
0,37
Ou iços 0,25 mm 10% s xilanase
0,68
0,30
PV 10 mm 20% s celulase
9,07
5,55
Ou iços 1 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
0,62
0,20
PV 4 mm 10% s celulase + xilanase
5,86
1,76
Ou iços 0,25 mm 30% s 95% E OH
0,56
0,16
PV 10 mm 20% s 100% H2O
5,65
0,44
Ou iços 0,25 mm 10% s 100% H2O
0,34
0,17
PV 10 mm 10% s 100% H2O
4,79
2,50
Ou iços 0,25 mm 10% s 100% Tampão
Fos a o
0,26
0,11
PV 1 mm 20% s xilanase
3,99
0,26
Ou iços 4 mm 20 % s xilanase
0,26
0,11
PV 10 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
2,74
0,88
Ou iços 4 mm 10% s xilanase
0,20
0,12
PV 10 mm 20% s xilanase
2,59
0,99
Ou iços 1 mm 10% s xilanase
0,17
0,30
PV 0,25 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
2,10
0,58
Ou iços 4 mm 10% s celulase + xilanase
0,16
0,17
PV 1 mm 10% s pec inase + celulase
2,08
0,50
Ou iços 4 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
0,15
0,10
PV 4 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
1,93
0,88
Ou iços 4 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
0,13
0,09
PV 1 mm 10% s celulase
1,84
0,53
Ou iços 4 mm 20% s celulase
0,12
0,07
PV 1 mm 10% s 100% Tampão Fos a o
1,67
0,50
Ou iços 4 mm 30% s 95% E OH
0,08
0,03
PV 4 mm 10% s 100% H2O
1,25
1,18
Ou iços 0,25 mm 20% s celulase
0,07
0,06
PV 0,25 mm 10% s 100% H2O
1,25
0,83
Ou iços 4 mm 20% s 100% H2O
0,06
0,02
PV 10 mm 10% s celulase
1,17
0,71
Ou iços 0,25 mm 10% s celulase + xilanase
0,02
0,01
PV 1 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
1,12
0,29
Ou iços 4 mm 20% s celulase + xilanase
0,02
0,00
PV 0,25 mm 10% s celulase
0,87
0,43
Ou iços 1 mm 20% s xilanase
0,02
0,03
PV 4 mm 10% s celulase
0,60
0,16
Ou iços 1 mm 20% s celulase
0,02
0,02
PV 10 mm 10% s xilanase
0,52
0,63
Ou iços 1 mm 20% s 100% Tampão Fos a o
0,00
0,00
PV 4 mm 10% s xilanase
0,20
0,12
Lúpulo 30% s 50% E OH
0,32
0,24
PV 1 mm 10% s 100% H2O
0,00
0,00
D eche 0,25mm 10% s celulase + xilanase
19,34
3,66
PV 0,25 mm 10% s xilanase
0,00
0,00
D eche 1mm 10% s celulase + xilanase
16,24
0,50
PV 1 mm 10% s celulase + xilanase
0,00
0,00
D eche 1mm 10% s 100% H2O
13,97
1,25
PV 1 mm 10% s xilanase
0,00
0,00
D eche 0,25mm 20% s pec inase
12,18
0,08
CPT 20% s pec inase
6,61
0,96
D eche 1mm 10% s pec inase
8,85
0,34
CPT 20% s celulase
5,82
1,05
D eche 4mm 10% s pec inase
6,74
0,10
CPT 20% s celulase + pec inase
2,37
0,52
D eche 4mm 20% s celulase + xilanase
6,59
0,99
CPT 20% s 100% H2O
2,25
0,68
D eche 0,25mm 30% s pec inase
6,17
2,22
CPT 20% s 100% Tampão Fos a o
1,50
0,57
D eche 0,25mm 30% s 100% Tampão Fos a o
5,18
0,93
CPT 20% s 95% E OH
1,15
0,81
D eche 0,25mm 10% s pec inase
3,89
0,11
CPT 10% s celulase + pec inase
0,77
0,19
D eche 4mm 10% s 100% H2O
3,84
3,23
CPT 10% s celulase
0,55
0,26
D eche 1mm 20% s celulase + xilanase
2,49
0,48
CPT 10% s pec inase
0,50
0,22
D eche 1mm 30% s pec inase
2,34
1,77
CPT 10% s 100% H2O
0,39
0,18
D eche 4mm 10% s celulase + xilanase
2,03
0,20
CPT 10% s 100% Tampão Fos a o
0,00
0,00
D eche 0,25mm 30% s xilanase + pec inase
1,92
0,37
D eche 0,25mm 30% s pec inase + celulase
1,83
0,40
D eche 0,25mm 20% s celulase + xilanase
1,70
1,22
D eche 0,25mm 30% s xilanase + celulase
1,37
0,36
D eche 1mm 20% s 100% Tampão Fos a o
1,36
0,52
D eche 4mm 20% s pec inase
1,20
0,24
D eche 4mm 10% s 100% Tampão Fos a o
0,78
0,59
D eche 1mm 20% s 100% H2O
0,71
0,46
D eche 0,25mm 10% s 100% H2O
0,70
0,11