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No emb o de 2021
Implemen ação de Me odologias Lean com ên ase
na E iciência Global de Equipamen os
Bá ba a Isabel Pi es Viei a
UMinho | 2021
Bá ba a Isabel Pi es Viei a
Implemen ação de Me odologias Lean com
ên ase na E iciência Global de Equipamen os
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i
______________________
Bá ba a Isabel Pi es Viei a
Implemen ação de Me odologias
Lean
com ên ase na
E iciência Global de Equipamen os
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Engenha ia e Ges ão da Qualidade
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o Rui Manuel Sá Pe ei a Lima
P o esso Dou o C is iano de Jesus
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIC
!
O
"
ES DE UTILIZAC
!
A
"
O DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as
e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os
conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo
indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da
Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
A ealização des e p oje o em um alo ex emamen e impo an e pa a mim e simboliza uma das
e apas mais desa ian es na minha ida, concluída com sucesso. O desen ol imen o des e
p ocesso não se ia possí el sem o apoio de algumas pessoas.
Assim, que o demons a os meus since os ag adecimen os e econhece oda a ajuda que me oi
p es ada.
Aos P o esso es: Dou o C is iano de Jesus e Dou o Rui Manuel Sá Pe ei a Lima, pela o ien ação,
disponibilização, comp eensão e p es abilidade p opo cionada no deco e des a disse ação.
Ao S . Jo ge, à D . Paula po me ecebe em na sua emp esa,
Sa ana Calçados, Lda
. Pela
opo unidade de ealiza o es ágio nes a emp esa, pe mi indo in e agi com pessoas de á ias
á eas e ap ende . Ag adeço ambém aos colabo ado es da emp esa pela o ien ação pe manen e,
pela pa ilha de conhecimen o e po me da em a usu ui do bom ambien e de abalho, en e
eles, a Liliana Mon ei o esponsá el pela qualidade, a Susana Cas o do planeamen o e a Ode e
Oli ei a enca egada do a mazém 1.
Aos meus i mãos e á minha es an e amília, aos meus amigos e namo ado po odo o apoio e
enco ajamen o.
À minha mãe (in memo iam), que apesa de já não es a cá, se az p esen e em odos os dias da
minha ida. Sei que, de algum luga , ela olha po mim.
Pa a e mina , o meu especial ag adecimen o ao meu pai po me p opo ciona es a opo unidade
e pelo apoio incondicional.
A odos, mui o ob igada.
i
DECLARAC
!
A
"
O DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que
não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de
in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Implemen ação de Me odologias Lean com ên ase na E iciência Global de Equipamen os
RESUMO
A p esen e disse ação ealizou-se no âmbi o do 2º ano de Mes ado em Engenha ia e Ges ão da
Qualidade, na emp esa
Sa ana Calçados, Lda.
Com o in ui o de melho a o desempenho do
sis ema p odu i o da emp esa, implemen ou-se a iloso ia
lean manu ac u ing.
A disse ação e e po base a me odologia
Ac ion Resea ch
, como al, p ocedeu-se á ealização do
diagnós ico a ual da emp esa, nomeadamen e a iden i icação de p oblemas que a e am o sis ema
p odu i o. Nes a e apa, com auxílio do mapeamen o de luxo de alo , de isi as ao local e
con e sas com os colabo ado es, cons a ou-se que a al a de o ganização nos a mazéns e de
limpeza causa am g a es en a es pa a a e iciência da emp esa. Os p oblemas de p odu i idade
na secção de co e e a al a de indicado es de desempenho ambém coope a am pa a a edução
do desempenho. Pos e io men e, execu ou-se o planeamen o das ações de melho ia ace ao
diagnós ico. Em espos a aos p oblemas de o ganização e limpeza especulou-se eco e à
me odologia 5S. A comp a de uma máquina de co e au omá ico se ia a solução pa a aumen a a
e iciência na secção de co e e pos e io men e, a implemen ação do OEE (O e all Equipemen
E ec i eness) pa a calcula o desempenho do equipamen o. Nes e p ocesso de in es igação
concep ual e aplicação, oco eu a implemen ação das p opos as de melho ias.
Pos e io men e, o am e i icados e a aliados os esul ados p oceden es dos p ocessos an e io es
e consciencializa se o am alcançadas melho ias no sis ema p odu i o. Com a implemen ação da
me odologia 5S no a mazém o
s ock
icou a ualizado, a libe ação de espaço oi no ó ia
p opo cionando a c iação de co edo es de ci culação, diminuição do empo e deslocações à
p ocu a de ma e ial, edução de ma e ial obsole o, diminuição de comp as de p odu os exis en es
em
s ock
e consequen emen e de despe dício, aumen o da p e enção de aciden es de abalho e
melho ias signi ica i as no aspe o isual. Com a implemen ação da me odologia OEE oi
cons a ado que o equipamen o não es a a a e os esul ados de e iciência espe ados, jus i icado
po a a ias cons an es no equipamen o.
Po úl imo, a e iguou-se a necessidade de inicia no amen e o ciclo com p opos as de melho ia
pa a abalho u u o.
Pala as-Cha e: Despe dício,
Lean Manu ac u ing
, Melho ia con ínua, OEE, 5S
i
Implemen a ion o Lean Me hodologies wi h an emphasis on Global Equipmen E iciency
ABSTRACT
This disse a ion was ca ied ou wi hin he scope o he 2nd yea o he Mas e in
Enginee ing and Quali y Managemen , a Sa ana Calçados, Lda. In o de o imp o e he
pe o mance o he company's p oduc ion sys em, he lean manu ac u ing philosophy
was implemen ed.
The disse a ion was based on he Ac ion Resea ch me hodology, as such, he cu en
diagnosis o he company was ca ied ou , namely he iden i ica ion o p oblems ha
a ec he p oduc ion sys em. A his s age, wi h he help o alue s eam mapping, si e
isi s and con e sa ions wi h employees, i was ound ha he lack o o ganiza ion in
he wa ehouses and cleaning caused se ious obs acles o he company's e iciency.
P oduc i i y p oblems in he cu ing sec ion and he lack o pe o mance indica o s also
con ibu ed o he educ ion in pe o mance. Subsequen ly, he planning o ac ions o
imp o e he diagnosis was ca ied ou . In esponse o he o ganiza ion and cleanliness
p oblems, i was specula ed o use he 5S me hodology. The pu chase o an au oma ic
cu ing machine would be he solu ion o inc ease he e iciency in he cu ing sec ion
and la e , he implemen a ion o he OEE (O e all Equipmen E ec i eness) o
calcula e he pe o mance o he equipmen . In his p ocess o concep ual in es iga ion
and applica ion, imp o emen p oposals we e implemen ed.
Subsequen ly, he esul s om he p e ious p ocesses we e e i ied and e alua ed and
made awa e i imp o emen s we e achie ed in he p oduc ion sys em. Wi h he
implemen a ion o he 5S me hodology in he wa ehouse, he s ock was upda ed, he
eeing up o space was no o ious, p o iding he c ea ion o ci cula ion aisles, educing
ime and a eling in sea ch o ma e ial, educing obsole e ma e ial, educing pu chases
o exis ing p oduc s in s ock and consequen ly o was e, inc eased p e en ion o wo k
acciden s and signi ican imp o emen s in isual appea ance. Wi h he implemen a ion
o he OEE me hodology, i was ound ha he equipmen was no ha ing he expec ed
e iciency esul s, jus i ied by cons an mal unc ions in he equipmen .
Finally, he need o s a he cycle again wi h p oposals o imp o emen o u u e wo k
was in es iga ed.
KEYWORDS: Con inuous imp o emen , Lean Manu ac u ing, Was e, OEE, 5S
ii
I
#
NDICE
1. In odução.............................................................................................................................1
1.1 Enquad amen o...............................................................................................................1
1.2 Obje i os.........................................................................................................................2
1.3 Me odologias de In es igação..........................................................................................3
1.4 Es u u a da Disse ação.................................................................................................5
2. Re isão Bibliog á ica..............................................................................................................7
2.1 Lean Manu ac u ing........................................................................................................7
2.2 P incípios Lean...............................................................................................................8
2.3 Os Se e Tipos de Despe dícios.........................................................................................9
2.4 Me odologias, Técnicas e Fe amen as Lean..................................................................11
2.5 Ou as e amen as.......................................................................................................16
2.6 Van agens e Des an agens do Lean Manu ac u ing........................................................18
2.7 Análise C í ica...............................................................................................................19
3. Ap esen ação da Emp esa...................................................................................................21
3.1 His ó ia e e olução da emp esa.....................................................................................21
3.2 P odu os.......................................................................................................................23
3.3 Desc ição do sis ema de p odução................................................................................24
3.4 Análise SWOT da emp esa............................................................................................25
4. Diagnós ico da si uação a ual da emp esa...........................................................................28
4.1 A mazém de ma é ia-p ima...........................................................................................28
4.2 A ecadação de p odu os químicos................................................................................30
4.3 Condições do espaço de abalho.................................................................................32
4.4 Análise da linha de co e...............................................................................................32
4.5 Ce i icado a ní el ambien al..........................................................................................33
4.6 Cálculo do VSM.............................................................................................................33
4.7 Sín ese dos p oblemas iden i icados (5W2H).................................................................36
5. Ap esen ação e implemen ação das p opos as de melho ia..................................................38
5.1 A mazém de ma é ia-p ima...........................................................................................38
5.2 A ecadação de p odu os químicos................................................................................41
3
O esul ado espe ado é a conceção de medidas que pe mi em a melho ia da e icácia ge al da
máquina de co e au omá ico; aumen o da p odu i idade, edução de cus os, edução de
despe dícios; aumen o da o ganização ge al da emp esa e diminuição do núme o de e os e
de ei os oco idos.
1.3 Me odologias de In es igação
Es e p oje o de disse ação em como inalidade a melho ia do sis ema p odu i o de uma emp esa
de calçado. Como al, eco e -se-á à me odologia
Ac ion-Resea ch
(in es igação - Ação).
Es a me odologia consis e em ob e uma isão simpli icado do sis ema p odu i o, eco endo a
um p ocesso i e a i o ( epe ição) e eco en e, assim como o en ol imen o coope a i o do
in es igado com auxílio de odas as pessoas en ol idas no abalho de in es igação (O’b ien,
1998), eunindo in o mação e pos e io men e c ia -se me odologias e icien es, is o é, p e ende-se
implemen a medidas sus en adas pelos p incípios
Lean
em que se e e e a o imização de
p ocessos p odu i os e de ges ão com o in ui o de maximiza a e iciência e que isam a melho ia
de p odu i idade do sis ema de p odução numa indús ia (Abdulmalek & Rajgopal, 2007).
Es a me odologia de in es igação consis e na ação simul ânea de in es igação e ação com o
coadju o de p ocessos cíclicos. Nes e caso especí ico, oco e á unicamen e um ciclo, ação
jus i icada pela ques ão empo al. De modo a ga an i a iabilidade da in o mação, p e ende-se
e e ua a ealização da e isão de li e a u a po meio de on es p imá ias, secundá ias e e ciá ias
que con êm in o mação ele an e pa a a in es igação ab angendo e amen as
Lean
Manu ac u ing
.
A me odologia in es igação-ação engloba 5 ases (Figu a 1) (Saunde s e al., 2009):
4
Figu a 1: Espi al da Me odologia In es igação-AçãoFigu a 1: (Adap ado de Saunde s e al.,2009)
Diagnós ico: Análise do es ado a ual da emp esa, nomeadamen e a iden i icação de p oblemas
que a e am a e iciência e e icácia da emp esa.
Planeamen o das ações: Elabo ação de um plano que engloba p opos as de melho ia que isam
a esolução dos p oblemas iden i icados na ase an e io . Nes a e apa do ciclo de ine-se
e amen as mais adequadas ao con ex o e como al as que se ão u ilizadas como auxílio.
Implemen ação das ações: P e ende-se a implemen ação e a colocação do plano de ações
ealizado no ópico an e io em p á ica.
A aliação dos esul ados ob idos: Nes a e apa é a aliado os esul ados das ações implemen adas
e ob ém-se a consciencialização das melho ias ou não, dos p ocessos a a és da compa ação do
diagnós ico ealizado na ase inicial com o es ado a ual.
Especi icação da ap endizagem: Nes a úl ima e apa são a e iguadas as conclusões que se e i am
com a inalização do ciclo. É nes a ase que se em a consciência inal da necessidade de se
e omado um no o ciclo ou não, consoan e os p oblemas que o am esol idos com o p imei o
ciclo inalizado.
Pa a que uma in es igação seja e e uada da melho o ma, o in es igado em que se c í ico o
su icien e pa a seleciona as suas opções como al, exis e uma es u u a de in es igação p é-
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de inida de modo a ga an i a e iciência da mesma. Es a es u u a é cons i uída pela iloso ia,
abo dagem, es a égia, mé odo, ho izon e de empo e écnica de ecolha de dados.
Assim, es e p oje o segui á uma iloso ia ealis a, uma ez que se i á in e p e a que a ealidade
obse ada co esponde à e dade, independen emen e dos a o es sociais. A abo dagem se á
dedu i a, que consis e na enunciação de uma eo ia após a e isão da li e a u a e pos e io men e
uma in es igação de eo p á ico pa a alida a mesma. A es a égia u ilizada nes e p oje o, é a
in es igação-ação. Enquan o que o mé odo se á de o igem quali a i a. De ido ao empo ese ado
pa a a ealização des e p oje o, se á eco ido ao ho izon e empo al ans e sal que é o mais
adequado pa a o es udo de mudanças e desen ol imen o do sis ema num de e minado momen o.
Po úl imo, na écnica de ecolha de dados é p e endido eco e a écnicas não p obabilís icas
como en e is as/ inqué i os aos abalhado es, in o mação documen ada e in e p e ação do
in es igado com base na obse ação di e a (Teixei a a al., 2014).
1.4 Es u u a da Disse ação
O p esen e documen o de disse ação é cons i uído po se e capí ulos. No capí ulo inicial se á
abo dado a in odução da disse ação que ap esen a uma con ex ualização do assun o que se á
abo dado ao longo da mesma, sendo expos o o enquad amen o do ema, os p incipais obje i os
que undamen am es e es udo e a me odologia de in es igação u ilizada, nes e caso, a
me odologia in es igação-ação e a es u u a do mesmo.
Pos e io men e, no segundo capí ulo, inclui uma e isão da li e a u a sob e a iloso ia
lean
e
algumas e amen as que complemen am a componen e p á ica des a disse ação.
O capí ulo ês co esponde à ap esen ação da emp esa onde se á ealizada a componen e p á ica
des a disse ação. Nes e capí ulo, se ão mencionados as polí icas que undamen am a exis ência
da mesma, os p odu os ealizados e os me cados en ol idos.
Pos e io men e no capí ulo qua o, oco e a análise e diagnós ico da si uação a ual do sis ema
p odu i o e a iden i icação de p oblemas encon ados.
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No quin o capí ulo é ap esen ado p opos as de melho ias pa a os casos p oblemá icos
iden i icados an e io men e e a espe i a implemen ação.
No capí ulo seguin e, capí ulo seis, é ealizada a análise dos esul ados ob idos e a espe i a
compa ação do es ado inicial com o no o es ado esul an e das implemen ações das p opos as.
Po im, no sé imo capí ulo, são ap esen adas conclusões e i adas com a inalização do p imei o
ciclo des e p ocesso cíclico, nomeadamen e: o cump imen o dos obje i os, iden i icação de
di iculdades encon adas, suges ões de abalhos u u os de modo a p omo e a melho ia con ínua
na o ganização.
7
2. Re isão Bibliog á ica
Nes e capí ulo se á abo dada a e isão bibliog á ica ealizada sob e o ema que pe mi iu a
undamen ação des a disse ação de mes ado. Se ão abo dados concei os como o
lean, Toyo a
P oduc ion Sys em
(TPS), p incípios do
Lean Thinking
, os se e despe dícios, algumas e amen as
lean
das quais se p e ende implemen a na componen e p á ica des a disse ação e po im, as
an agens e des an agens que undamen am e esis em a iloso ia do
Lean Manu ac u ing
.
2.1 Lean Manu ac u ing
De aco do com Dennis (2009), como e e iu no seu li o “
P odução Lean Simpli icada
” a p odução
lean
é um sis ema de p odução baseado no lema “ aze mais com menos”. Também conhecido
como o Sis ema
Toyo a
de P odução, es e p e ende o na odo o p ocesso de p odução mais
e icaz no sen ido de eduzi o empo, os ecu sos humanos, o espaço, as e amen as e as
ma é ias p imas, mas consequen emen e man e a capacidade de espos a.
Lean manu ac u ing,
su giu após a segunda gue a mundial quando o Japão ul apassa a g andes
di iculdades económicas e se ape cebe que a indús ia do país não inha meios su icien es pa a
compe i com as es an es á eas indus iais dominan es do es o do mundo, nomeadamen e a
Amé ica do No e e a Eu opa Ociden al (Wa necke & Hüse , 1995).
A conco ência di e a usu uía do modelo de sis ema de p odução em massa, implemen ado po
Hen y Fo d
, ou seja, um modelo di ecionado pa a g andes olumes e pouca a iedade de p odu os,
eduzindo cus os de
se up
e e i ando assim an agens luc a i as (Mel on, 2005).
Assim, pa a ga an i a sob e i ência indus ial Japonesa e baseando nas suas necessidades, que
passa am pela p odução de g ande a iedade em pequenas quan idades com as an agens da
me odologias dos sis emas de g andes p oduções, ou seja, ga an indo a qualidade dos p odu os,
p eços compe i i os, lexibilidade na p odução,
lead ime
cu os e ambém diminuição de ecu sos,
equipamen os, ecu sos humanos e empo (Villa & Tau ino, 2013). Em 1950, Ohno, di e o da
emp esa de au omó eis
Toyo a
desen ol eu um no o modelo de p odução:
Toyo a P oduc ion
Sys em
(TPS).
8
Es e sis ema em po base a o imização dos ecu sos exis en es e consequen emen e o aumen o
da qualidade e p odu i idade, obse ando o luxo con ínuo do sis ema p odu i o com is a a
eliminação de despe dícios e diminuição de a i idades que não ac escen am alo (Like , 2004).
Rela i amen e a es e modelo de sis ema p odu i o, (Ohno, 1988) e e e:
“O que es amos a aze é obse a a linha de p odução desde o momen o em que o clien e
nos az um pedido a é ao pon o em que ecebemos o pagamen o. Assim, eduzimos a linha
de empo e emo emos as pe das que não ag egam alo ”.
O TPS, é sus en ado po dois pila es: p odução
Jus -In-Time
(JIT) e p odução
Jidoka
. A p odução
JIT consis e na p odução da quan idade p e endida pelo clien e e no momen o eque ido,
eliminando assim qualque possibilidade de
s ock
e despe dícios (Like , 2016). Enquan o, a
p odução
Jidoka
ambém conhecida como “au omação in eligen e”, cen a-se no a o de de e a
anomalias nos p odu os e a capacidade de in e ompe o sis ema de p odução de modo a e i a
a con inuação de p odução de não con o midades e a possibilidade de de enção e ob enção dos
mesmos. Pa a al, é necessá io in es i em equipamen os e icien es capazes de de e a e co igi
p oblemas (Shingo & Dillon, 1989).
Es a me odologia é baseada na es u u a de uma casa. Na base da casa pe mi e ga an i a
es abilidade da mesma, como al, é aqui que são de inidos p ocessos, iloso ias e e amen as
baseados na pad onização e es abilidade que a emp esa ai ado a . O elhado é a me a que se
p e ende alcança , es á baseada no oco do clien e, nomeadamen e ga an i p odu os de
qualidade, edução do cus o assim como os empos de
lead ime
e aumen o da capacidade de
espos a. No in e io da casa, são inse idos os memb os que cons i uem a o ganização, de em
es a semp e mo i ados e lexí eis de manei a a ga an i que con ibuem com o seu melho em
busca da melho ia con ínua (Dennis, 2009).
2.2 P incípios Lean
Lean hinking
su ge baseado em cinco p incípios que se em de undamen os base da iloso ia de
Lean
e êm como undamen o a eliminação de a i idades que não ac escen am alo ao p odu o
9
com o in ui o de edução de cus os e pe das, ou seja, p e ende o na o sis ema p odu i o o mais
e icaz possí el a a és da diminuição de ecu sos (Womack & Jones, 1996).
Na implemen ação des es p incípios é expec á el as emp esas con e i em bene ícios como:
edução de despe dício, aumen o da p odu i idade, edução de s ock, aumen o da qualidade,
aumen o da e iciência.
No li o “
Lean Thinking: Banish Was e and C ea e Weal h in You Co po a ion
” (Womack & Jones,
1996) são mencionados os cincos p incípios do
Lean Thinking
que de em se seguidamen e
desc i i os (Pinhei o & Toledo, 2016):
De ini Valo : Ac escen a alo ao p odu o na pe spe i a do clien e com base unicamen e dos
equisi os do mesmo, assim odos os equisi os que não se enquad am com as p e e ências do
clien e de em se e i ados. Po ou o lado, de ini alo é o p eço pelo qual o clien e es á dispos o
a paga po um de e minado bem.
Iden i ica a Cadeia de Valo : Pe cebe o luxo de alo , iden i ica as a i idades que ac escen am
e e i amen e alo ao p odu o e pos e io men e emo e as a e as que não adicionam alo ao
p odu o/se iço com o in ui o de eduzi despe dícios.
Fluxo Con ínuo: To na a a i idade do p ocesso con ínua e luida, sem pa agens e sem espe as.
P odução Puxada: Não de em se p oduzidas quan idades em excesso pa a que não oco a
ob enção de s ock. Nes e sis ema é p e endido que a seção da en e es imule a seção an e io .
Busca pela pe eição: P incípio baseado pelo
kaizen
(melho ia con ínua), c ia hábi os que
comba am os despe dícios e e os pa a alcança semp e a excelência.
2.3 Os Se e Tipos de Despe dícios
Os despe dícios, de aco do com a li e a u a, são a i idades que eque em ecu sos e/ou ecu sos
humanos e não ac escen am alo aos p odu os, ou seja, a i idades des an ajosas, pelo que
de em se eliminadas a im de eduzi cus os (Womack & Jones, 1996).
10
De aco do com Mel on (2005), despe dício são odas as a i idades que não es ão di e amen e
elacionadas com o p ocesso de ac éscimo de alo ao clien e. Con udo, econhece a impo ância
des as a i idades indi e as.
Independen emen e do ipo de indús ia ou se iço, exis em se e ipos de despe dícios, p esen es
nos sis emas p odu i os (Ohno, 1988):
Sob ep odução: Conside ado o despe dício mais p ejudicial, a é po que p opo ciona de o ma
di e a um aumen o nas es an es pe das, es e p ocesso consis e na p odução de quan idades
supe io es ao necessá io ou an es de se necessá io, o iginando desequilíb io no sis ema, aumen o
de in en á io e al a de espaço.
Espe as: Associado ao empo que as pessoas es ão pa adas à espe a de ma e ial ou de
equipamen os, o que p opo ciona despe dício de empo, de abalho e é p o ocado po a o es
como empo de
se up
ele ados e a a ias.
T anspo e: Associado ao anspo e de ma e iais de um espaço ab il pa a ou o, a diminuição
des e despe dício pode se possí el com ecu so a
layou s
e icien es e a ualizados.
Excesso de in en á io: São despe dícios elacionados com a acumulação de in en á io de p odu os
acabados, semiacabados ou ma é ias p imas que simbolizam in es imen o pa ado, despe dícios,
baixo desempenho e ocupação de espaço ísico, po ezes escasso.
Sob ep ocessamen o: Es e de ei o e e e aos casos de necessidade de epe ição de alguma
ope ação do sis ema ou ealização de ope ações de p odução que não são necessá ias apenas
pa a ce i ica a qualidade dos p odu os e e i a o seguimen o de p odu os com de ei o, a causa
des as pe das jus i ica-se pela al a de o mação aos colabo ado es ou al a de comunicação en e
os mesmos.
Mo imen ações: Necessidade de mo imen ação po pa e dos abalhado es em busca de
e amen as, ma é ias-p imas en e ou os a o es, es e despe dício oco e po al a de
o ganização, dimensionamen o de icien e dos pos os de abalho e o iginam pe das de empo
seguidas de cus os inancei os.
11
De ei os: Associados a não con o midades com base em especi icações dos clien es, le ando a
e abalho do mesmo p odu o ou a é mesmo a não u ilização sem e o no inancei o.
2.4 Me odologias, Técnicas e Fe amen as Lean
Nes a seção se ão abo dadas algumas das e amen as
Lean
e pos e io men e colocadas em
p á ica, de o ma a ga an i a implemen ação des a iloso ia em con ex o eal. Com a u ilização
des as e amen as é espe ada a conc e ização de diminuição ou eliminação de despe dícios,
melho ia de p ocessos, economização de empo e aumen o da e iciência.
De seguida se ão ap esen adas algumas das écnicas, nomeadamen e: me odologia
5S
,
OEE e
VSM.
Se á ambém abo dadas e amen as da qualidade, especi icamen e:
5W2H (Wha ?, why?,
whe e?, when? , who?, How?, How much?)
, análise
SWOT (S eng hs, Weaknesses, Oppo uni ies,
Th ea s)
e Ciclo
PDCA
(Plan, Do, Check, Ac ).
2.4.2 Me odologia 5´s
T a a-se de uma e amen a
Lean
, desen ol ida no Japão no século XX. Es a e amen a em como
in ui o a p omoção da melho ia da p odu i idade, segu ança, desempenho, o ganização an o nas
pessoas como no sis ema p odu i o. Baseia-se na modi icação do espaço ísico, mas, pa a al é
necessá io o comp ome imen o das pessoas (Campos, 2005).
A me odologia 5´s pe mi e o aumen o da p odu i idade, melho ia de qualidade, en abilização do
espaço e consequen emen e meno necessidade de in es imen o, o que pe mi e o na o luxo de
a i idade mais cômodo e e icien e. Oco e ambém a edução de despe dício de empo como o
lead ime
(Osada, 1991).
A me odologia 5´s é denominada como al po se cons i uída po cinco ases e odas iniciadas
pela le a “S”:
sei i
(sepa a ),
sei on
(a uma ),
seison
(limpa ),
seike su
(no maliza ) e
shi suke
(au odisciplina) como demons ada na igu a 3 (Campos, 2005).
1ºS - SEIRI (Sepa a ): Nes a e apa é p e endida a ealização da sepa ação das e amen as,
equipamen os e ma e iais que são e e i amen e necessá ios daqueles que não desempenham
12
qualque unção na a i idade p odu i a de manei a a deixa somen e o que é necessá io.
Remo endo os mesmos ou deslocando-os pa a ou o local. P e ende-se a implemen ação da
mesma iloso ia pa a a e as desnecessá ias.
2ºS - SEITON (A uma ): Após de inido o que é e e i amen e ele an e pa a o bom uncionamen o
do sis ema, de em se c iados me odologias capazes de man e a o ganização de o ma p á ica e
sis emá ica, ou seja, eo ganiza a á ea de abalho, classi ica os obje os com auxílio de e ique as,
de ini o local de cada e amen a e ga an i a adoção des as medidas po odos os elemen os.
3ºS - SEISON (Limpa ): Seguidamen e, é necessá io man e a higienização do local de abalho
pa a ga an i a u ilização e icien e dos ma e iais, o p olongamen o da ida ú il dos equipamen os,
c iação de ambien e de abalho mais cômodo e ambém po ques ões de saúde. Assim, de e se
c iada a o ina de limpeza indi idual diá ia de odos os ma e iais, equipamen os e locais de
abalho.
4ºS - SEIKETSU (No maliza ): O qua o S cen a-se na no malização das e apas an e io es, ou
seja, man e as boas p á icas no local de abalho, ga an indo a exis ência cons an e de higiene,
saúde e in eg idade.
5ºS - SHITSUKE (Au odisciplina): Po úl imo, o quin o S, p e ende ga an i a manu enção e o
con olo das e apas an e io es e ambém educa o compo amen o inadequado das pessoas,
moldando os seus hábi os, incu i au odisciplina, no os p incípios de limpeza e o ganização.
2.4.4 O e all Equipmen E ec i eness
O e all Equipmen E ec i eness
, OEE, em Po uguês, E icácia Ge al do Equipamen o é uma
e amen a
Lean
, c iada po Seiichi Nakajima. Te e como o igem de c iação a medição do
desempenho dos equipamen os com in ui o de c ia ambém uma mé ica de medição dos
p ocessos p odu i os e espe i os equipamen os.
Es a e amen a em em conside ação ês di e en es ó icas o nando-se num indicado i-
dimensional: qualidade, e iciência e disponibilidade. Se num pe íodo de empo o equipamen o não
i e so ido nenhuma pa agem, não hou e egis o de de ei os e o equipamen o i e sido u ilizado
19
o ganização. Como al, é necessá io eco e à comunicação, o mação e mo i ação dos mesmos
(Cou ios e al., 2003).
Em suma, o ecu so á iloso ia
Lean
, p o ém e e i amen e da melho ia de uncionamen o ge al da
emp esa, con udo as esis ências à mudança em algumas o ganizações le am ao insucesso da
mesma.
2.7 Análise C í ica
Após uma abo dagem da e isão da li e a u a sob e o
Lean Manu ac u ing
e cons a a di e sas
opiniões cien í icas sob e o assun o, é unânime e e i que ap esen a an agens e limi ações na
sua u ilização. Es as opiniões incidem essencialmen e sob e a aplicabilidade e impo ância. Com
a aplicação do LM, é espe ado po pa e das emp esas assis i em ao aumen o do desempenho e
e iciência das suas a i idades de p odução assim como do seu sis ema p odu i o no ge al.
O sucesso e c edibilidade des a iloso ia já oi demons ado inúme as ezes po algumas
emp esas, é exemplo a
Toyo a
, con udo o opos o já oi igualmen e cons a ado. Mel on (2005),
undamen a que alguns dos mo i os que le am à esis ência des a iloso ia são essencialmen e a
al a de empo pa a a implemen ação, a esis ência à mudança po pa e dos colabo ado es e a
alidade da mesma. É necessá io analisa a aplicabilidade das e amen as LM an es de as coloca
em p á ica.
Imai (1986), de ende a eliminação de odas as a i idades de um p ocesso p odu i o que não
ac escen e alo ao p odu o, en ol endo odos os elemen os que cons i uem a o ganização. No
en an o, como limi ação, nem odos os uncioná ios das emp esas es ão amilia izados como ema
Lean
, de ido à al a de es u u a e in es imen os adequados pa a implemen a o mé odo, al a de
o mações e ní eis de o a i idade ele ados (In a ilo e al., 2012).
A me odologia 5’s p opo ciona o aumen o da p odu i idade, melho ia de qualidade e en abilização
do espaço, o nando o luxo de a i idade mais cômodo e e icien e (Osada, 1991). Con udo, é
necessá io o en ol imen o pe manen e dos abalhado es nes a me odologia e como al, a
necessidade de con olo po pa e de memb os supe io es da o ganização pa a ga an i a
u ilização e a con inuidade do mé odo de o ma pe manen e.
20
O VSM em o in ui o de mapea p ocessos comple os de uma cadeia de alo , a a és da
esquema ização das a i idades assim, a iden i icação de não con o midades é acili ada e
p omo e-se a melho ia do sis ema p odu i o (Ro he & Shook, 2003). A di iculdade de ansmissão
de esul ados é sen ida nos casos em que odos os elemen os não es ão amilia izados com a
e amen a e no caso do sis ema p odu i o se po ado de á ios p odu os, o na-se di ícil a
ep esen ação.
Po úl imo, o OEE é uma e amen a c iada com o in ui o de medi o desempenho dos
equipamen os e c ia uma mé ica de medição dos p ocessos p odu i os e espe i os
equipamen os. A sua limi ação baseia-se na di iculdade na ecolha de dados (Ped o & Rod igues
Da Sil a, 2009).
Apesa de se uma iloso ia ab angen e a odo o ipo de a i idade económica, é necessá io a
ealização de um diagnós ico p é io do es ado a ual da o ganização. Es udo esse elacionado com
o sis ema p odu i o da emp esa, pa a assim, pos e io men e e com base no diagnós ico da mesma
se de inido as e amen as mais indicadas.
21
3. Ap esen ação da Emp esa
O p esen e capí ulo em o in ui o de ap esen a a emp esa onde oi ealizado o p oje o de
disse ação - Sa ana Calçados, Lda. I á se ealizada uma b e e ap esen ação da emp esa, assim
como o seu con ex o his ó ico. Pos e io men e se ão abo dados p odu os c iados nes a indús ia
e as ma é ias p imas que a sucedem. Na inalização des e capí ulo, su gi á a desc ição do sis ema
p odu i o da emp esa desde a eceção a é à expedição.
3.1 His ó ia e e olução da emp esa
A Sa ana Calçados, Lda, undada em 1988 es á localizada no concelho de Felguei as, dis i o do
Po o. Es a emp esa, dedica-se à p odução de calçado, mais p op iamen e à indus ialização de
calçado de c iança e ocupa uma á ea de, ap oximadamen e 3100m2, como se ê na igu a 3. A
sua a i idade labo al iniciou com 9 uncioná ios. Pos e io men e inaugu ou a expo ação pa a a
Alemanha o que consen iu o c escimen o, desen ol imen o e solidez inancei a pa a p oje os
u u os, nomeadamen e o aumen o do espaço ísico e aquisição de máquinas indus iais.
A ualmen e, a emp esa con a com 150 uncioná ios des es, 27 são esponsá eis pelas espe i as
secções (Anexo I), aos quais são acul adas o mações con ínuas pa a ga an i a pe o mance. São
p oduzidos dia iamen e 1000 pa es de calçado e a capacidade de espos a é en e 3 e 8 semanas.
De salien a que a Sa ana expo a 98% da sua p odução essencialmen e pa a a Ingla e a, Holanda
e F ança.
Figu a 3: Unidade p odu i a da Sa ana-Calçados, Lda
22
A Sa ana de ém uma qualidade média/al a, di e enciando-se dos seus conco en es pelos a o es
qualidade/p eço e que pe pe ua , con inua a c esce de o ma sus en ada como e elado na
isão, missão e alo es da mesma, igu a 4.
Figu a 4: Visão, Missão e Valo es Sa ana Calçados, Lda (Adap ado de (Sa ana, 2021))
As implemen ações das e amen as es ão alinhadas com os alo es da emp esa e con ibuem
pa a a missão, pa icula men e pa a a sa is ação das necessidades dos colabo ado es ao coope a
com a simpli icação das suas a e as, aumen o da o ganização e limpeza. Em con apa ida os
uncioná ios e ibui ão com a execução de p odu o de qualidade e consequen emen e as
expe a i as dos clien es se ão alcançadas.
23
3.2 P odu os
A Sa ana é especializada na indus ialização de calçado de qualidade pa a c iança ( igu a 5). O
seu sucesso e expansão, de em-se essencialmen e ao econhecimen o de qualidade dos p odu os
e ambém ao comp omisso e con iança que a emp esa p opo ciona aos seus clien es.
Es a emp esa de ém um o al de duas linhas de p odução, sendo que uma é di ecionada pa a
g andes encomendas enquan o que, a segunda linha é di ecionada pa a amos as ou pequenas
encomendas. A ualmen e a emp esa expo a 98% dos seus p odu os, essencialmen e pa a
Ingla e a, F ança e Holanda.
Com o oco na o e a de p odu os de excelência, p o agonizado po uma equipa dinâmica e
ambiciosa e com auxílio das melho es ecnologias e ma e iais do me cado, a Sa ana em
p ocu ado co esponde às necessidades e expe a i as dos seus clien es/agen es.
A ino ação ecnologia é um dos seus pon os o es, sendo que, a cons an e e olução e
in es imen o é um dos a o es jus i ica i os do sucesso da emp esa. De salien a que as
p eocupações ambien ais assim como escolhas sus en á eis azem pa e da o ina da emp esa.
A p ocu a cons an e de uma ges ão emp esa ial sus en á el, o comp ome imen o de medidas que
ão ao encon o dos alo es da emp esa, assim como a esolução de p oblemas de o ma jus a,
conside ando a esponsabilidade ambien al e social são polí icas ado adas pela emp esa. Como
al, a Sa ana desen ol eu uma linha de calçado sus en á el, a a és de mé odos e ma e iais
amigos do ambien e, como: algodão o gânico; bo acha eciclada; ju a; cânhamo e espuma
eciclada.
A emp esa em como ambição es abelece -se no me cado nacional e in e nacional, sendo
au en icado como uma e e ência de um p odu o de excelência.
“De Felguei as pa a o Mundo” (Sa ana Calçados, Lda).
24
Figu a 5: P odu os ab icados nas unidades p odu i as da Sa ana-Calçados, Lda
3.3 Desc ição do sis ema de p odução
A o ganização em es udo em o seu espaço ab il di idido em secções, exis indo no o al seis
secções, di ididas de aco do com as espe i as unções. O espaço de cada di isão é equipado
com ma e iais, equipamen os e e amen as de aco do com as necessidades pa a a e e uação do
espe i o p ocesso. T a a-se de um p ocesso cíclico, con ínuo e dependen e, is o é, cada secção
alimen a a secção seguin e e consequen emen e é alimen ada pela secção an e io .
As secções exis en es na emp esa es ão posicionadas de o ma o denada e seguidas de aco do
com as e apas dos p ocessos, como e i icado no
layou
da emp esa Sa ana-Calçados, Lda (Anexo
II) são es as: a mazém; co e; cos u a; mon agem; acabamen o e embalamen o.
O p imei o p ocesso é e e uado assim que as ma é ias p imas são di ecionadas pa a os A mazéns,
sendo que, no a mazém 1 são deposi ados peles e io e no a mazém 2, caixas que se ão
pos e io men e u ilizadas no p ocesso de embalamen o. É e e uado o con olo de qualidade das
ma é ias p imas, e i icando se as mesmas es ão den o dos limi es de con o midade exigidos.
Após a ap o ação, es as são de idamen e iden i icadas, is o é, se -lhes-á a ibuído uma e ique a
com a desc ição do núme o de iden i icação, o comp imen o e a co e pos e io men e a mazenada
de o ma o ganizada. No caso de ep o ação nos es es de con o midade, é eme ida ao
o necedo .
Após a decla ação da o dem de ab ico, as ma é ias p imas são anspo adas a é às máquinas
de co e. Es e p ocesso consis e no co e da pele no o ma o e quan idade necessá ia pa a a
ealização do sapa o. O p ocedimen o de co e é conc e izado pelo sis ema adicional que implica
25
a ealização des a p á ica a a és de balancés e co an es ou en ão pela máquina de co e
au omá ico (CAD/CAM) adqui ida ecen emen e.
Pos e io men e, o ma e ial co ado passa pa a a cos u a, onde pe manece mais de me ade do
empo necessá io pa a a p odução do p odu o. A cos u a de um sapa o, consis e na mes ia de
jun a as peças de o ma mais ápida e e icien e. Es e se o implica di e sos p ocessos, an o
au oma izados como manuais, o que jus i ica a ele ada mão de ob a e icien e e com expe iência
nes a e apa. Após a conclusão des a seção, o p odu o denomina-se de gáspea.
Na mon agem, a gáspea é ans o mada em sapa o. Es a e apa cons a na moldação do mesmo
a é a ingi o o ma o p e endido e depois inco po ada a sola. No acabamen o são colocados as
palmilhas e os co dões.
Após a inalização des es p ocessos, o p odu o inal é inspecionado no amen e po con olado es
de qualidade con a ados pela ma ca clien e, de salien a que o con olo da qualidade do p odu o
é um p ocesso ealizado cons an emen e em odas as e apas. Após a ap o ação des es
p o issionais o p odu o es á p on o pa a se embalado. O embalamen o é pe sonalizado ao gos o
do clien e, sendo que a caixa, o saco, as e ique as e o papel sul i e êm que segui as ins uções
de inidas.
Po im, o ma e ial é a mazenado no a mazém 2, agua dando o dem pa a se expedido e en egue
ao clien e.
3.4 Análise SWOT da emp esa
A análise
SWOT
( abela 1 e 2)
é uma e amen a de análise que ajuda a e uma pe spe i a simples
e comp eensí el dos pon os o es, acos, ameaças e opo unidades da emp esa na indús ia do
calçado. O ecu so a es e ins umen o pe mi iu e idencia os p oblemas da emp esa, a a és dos
pon os acos, e pos e io men e soluciona e in e e esses pa âme os.
26
Tabela 1: Análise SWOT – a o es in e nos
Fa o es In e nos
Pon os Fo es
Pon os F acos
Þ Flexibilidade/adap abilidade/p oximidade
dos p ocessos ao clien e;
Þ Equipa jo em, dinâmica e dedicada;
Þ Ambien e de pa ilha de conhecimen o;
Þ Fo necimen o de o mações adap adas ao
pos o de abalho dos colabo ado es;
Þ Emp esa ino ado a e dinâmica;
Þ P esença em ei as in e nacionais;
Þ Pon ualidade nos p azos de en egas;
Þ Inclusão do me cado de luxo;
Þ Repu ação e imagem de con iança;
Þ Expe iência e qualidade;
Þ Me cado in e nacional.
Þ Desen ol imen o do negócio apenas
supo ado no Di e o Ge al;
Þ Fal a de ce i icações;
Þ Di iculdade de con olo de qualque
equipamen o e disposi i o;
Þ Fal a de o ganização nos a mazéns de
ma é ias p imas;
Þ Acumulação cons an e de ma e iais
obsole os;
Þ Inexis ência de eg as de a mazenamen o
de p odu os químicos;
Þ Ca ência de limpeza;
Þ Tempe a u as ex emas no se o da
p odução
Þ Fal a condições e espaço no se o
p odu i o;
Þ Inexis ência de a ualização de in en á io.
Tabela 2: Análise SWOT – a o es ex e nos
Fa o es Ex e nos
Opo unidades
Ameaças
Þ Globalização;
Þ Di e sos incen i os públicos pa a a
mode nização ecnológica das
o ganizações;
Þ No a men alidade ecológica;
Þ P oximidade do me cado eu opeu;
Þ C ise económico- inancei a in ensi icada
pela COVID-19;
Þ Queb a nas expo ações po uguesas,
in ensi icada pela COVID-19;
Þ Aumen o sucessi o da axa de
desemp ego;
27
Þ Valo ização c escen e na pe spe i a dos
clien es po p odu os de gama al a e de
qualidade;
Þ Vendas online;
Þ Su gimen o de no as ecnologias que
possam se in eg adas nes e se o .
Þ C escen e compe i i idade en e
emp esas;
Þ Clien es cada ez mais exigen es;
Þ Me cado global e al amen e compe i i o;
Þ Conco en es in e nacionais de ele ada
dimensão com maio capacidade de
in es imen o.
Após a ealização da análise SWOT é possí el e uma pe spe i a simpli icada e sis emá ica dos
pon os acos da emp esa e pos e io men e desen ol e p opos as de melho ia pa a comba e os
pon os acos.
Como p opos as de melho ia eco eu-se á me odologia 5S que ibu a á pa a o aumen o da
o ganização no a mazém de ma é ias p imas assim como da edução de ma e iais obsole os,
aumen o da limpeza e implemen ação de eg as de a mazenamen o.
A implemen ação do sis ema da e iciência ge al dos equipamen os p opo ciona á o con olo de
qualque equipamen o. Enquan o que, as e amen as de qualidade PDCA e 5W2H coope a ão
pa a a in e são dos pon os acos a a és da esquema ização de dados i ais pa a o sucesso des e
p ocesso.
28
4. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL DA EMPRESA
Nes e capí ulo se á ap esen ado um diagnós ico da si uação a ual da emp esa e iden i icados
alguns dos p oblemas exis en es, nomeadamen e: a mazém de ma é ia p ima, a ecadação de
p odu os químicos, no sis ema de p odução do se o de co e; al a de o ganização do espaço de
abalho. Es es p oblemas o am econhecidos com as isi as em con ex o de disse ação à
emp esa, o mulá ios espondidos pelos colabo ado es (Apêndice I), con e sação com os
mesmos, análise SWOT da emp esa e ambém a a és da e amen a VSM.
4.1 A mazém de ma é ia-p ima
O a mazém de ma é ia p ima apesa de não es a inco po ado di e amen e no p ocesso p odu i o,
é igualmen e impo an e e necessá io, po se o local de execução de eceção, con olo e
p epa ação de ma é ias p imas pa a o sis ema p odu i o.
A boa ges ão de
s ocks
é um a o undamen al e imp escindí el pa a economiza numa emp esa.
Na ealização do diagnós ico da si uação a ual da emp esa, oi pe cebido que ha ia alguma
ca ência de o ganização. O in en á io não es a a co e o, não ha ia noção eal das quan idades
de ma e iais em s ock, algumas e e ências p o enien es de sob as não es a am con abilizadas
no in en á io, alguns ma e iais de di e en es ca ego ias es a am mis u ados, iden i icação
desa ualizada dos locais de a mazenamen o, acumulação de ma é ia p ima obsole a.
Na igu a 6, são isí eis as e ique as de iden i icação desa ualizadas e pouco pe ce í eis pa a
pessoas que não es ão amilia izadas com o assun o.
35
Figu a 10: VSM do es ado a ual da emp esa
36
4.7 Sín ese dos P oblemas Iden i icados (5W2H)
A écnica 5W2H ( abela 3) é uma e amen a impo an e de planeamen o que auxilia na esolução
de p oblemas iden i icados, eco endo à esquema ização de dados como: Qual a p opos a de
melho ia; o po quê da necessidade de implemen a essa melho ia; quem são as pessoas
esponsá eis; onde de e se implemen ado; quando de e se implemen ado; quais as e amen as
u ilizadas nesse p ocesso e qual o cus o associado.
A implemen ação da me odologia 5S é uma e amen a mui o equisi ada nes e p ocesso, uma
ez que, a al a de o ganização do espaço e o con olo de in en á io é o p oblema mais no ó io e
equen e da emp esa.
O cálculo da e iciência ge al dos equipamen os pe mi iu iden i ica a eal u ilização do
equipamen o da máquina de co e au omá ico da emp esa.
37
Tabela 3: Sín ese de p oblemas iden i icados esquema izados em 5HW2
38
5. APRESENTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DAS PROPOSTAS DE MELHORIA
5.1 A mazém de ma é ia-p ima
O a mazém 1 é impo an e pa a a emp esa po se o local de a mazenamen o da ma é ia p ima
mais ca a e necessá ia do sis ema p odu i o que é: peles e o os. É ambém o local onde se
e i ica a maio pa e do despe dício exis en e, como al, oi iden i icado como uma opo unidade
de melho ia.
A p opos a de melho ia implemen ada e e po supo e a me odologia 5’S:
Seleciona : Foi ealizada a a ualização do in en á io de modo a pe cebe as quan idades e
p odu os que e e i amen e exis em. Pos e io men e, a iden i icação das peles e o os que já não
êm u ilidade e p ocede a enda des es (2€/kg), com o in ui o de desca a ma e iais obsole os,
libe a espaço no a mazém e ecupe a pa e do alo in es ido.
O ganiza : Pos o is o, p ocedeu-se à o ganização das ma é ias p imas exis en es de o ma cla a
pa a que seja pe ce í el a qualque uncioná io. Fo am sepa adas po e e ências, sendo que,
cada p a elei a em uma e e ência.
Limpa : A limpeza é ealizada ês ezes po semana e a esponsá el po ga an i essa limpeza é
a enca egada do a mazém 1.
No maliza : P ocedeu-se à a ualização das e ique as das p a elei as e das espe i as ma é ias
p imas pa a acili a a p ocu a dos ma e iais como obse á el na igu a 11.
Disciplina: A aplicação da me odologia 5’S e e a colabo ação da enca egada esponsá el po
es e a mazém que educa á os uncioná ios daquela secção e zela á pela con inuação do abalho
de o ganização que oi ei o.
39
Figu a 11: A mazém de ma é ia-p ima com e ique as a ualizadas
5.1.1 Manual de codi icação de peles e o os
Pa a o na mais e icien e a ges ão de s ock, o am a ualizadas e ique as indi iduais das pela ias
e o os, igu a 12. Es as e ique as mencionam o ipo de pela ia, a da a de imp esso, a quan idade,
a localização da es an e em que se encon a acomodada e a e e ência acompanhada po um
código QR de modo a acili a a iden i icação da mesma.
Figu a 12: E ique a de iden i icação das pela ias
40
1- Iden i icação do ipo de pele ou o o
CAF – Cab a an asia
CCA – Camu ça
PEF – Pele an asia
CTX – C u e com go du a
CHO – C azy Ho se
CEF – Camu ça an asia
REP – Rep il
GRV – G a ado
NAP – Napa
NAT - Na u e
NUB – Nubuck
CAB - Cab a
PRA – Pele mis u ada com ce as e óleos
VBT – Ve niz ba ido
VER – Ve niz
Pull – Pull up
CAV – Ca alo ba ido
CRV – C u e e niz
BDF – Bo ego double ace
2- Quan idade:
A quan idade é desc i a na unidade de medida de Pés (F ), em que um me o co esponde a
3,28 pés. Sendo que, a con e são de Me os pa a Pés é execu ada a a és da exp essão
ma emá ica:
F = m * 3,2808
3- Localização:
A localização co esponde à es an e e p a elei a em que o cou o pode se encon ado. Assim, o
núme o in o ma a es an e, e a le a a p a elei a. O a mazém, de ém 16 es an es des inadas pa a
o a mazenamen o de cou o e po sua ez, cada uma possui 3 es an es, como demons ado na
igu a 13. P on amen e, as localizações possí eis são:
41
9-A
10-A
11-A
12-A
13-A
14-A
15-A
16-A
9-B
10-B
11-B
12-B
13-B
14-B
15-B
16-B
9-C
10-C
11-C
12-C
13-C
14-C
15-C
16-C
Figu a 13: E ique a de iden i icação de localização das pela ias
5.2 A ecadação de p odu os químicos
A o ganização do in e io da a ecadação de ma é ias p imas oi ealizada com auxílio da
me odologia 5’S. Assim, oi seguida uma sequência de cinco passos, nomeadamen e:
Seleciona : Fo am e i ados odos os ma e iais ali a mazenados a é o compa imen o se encon a
azio. Pos e io men e, e e uou-se a di isão dos ma e iais que não pe enciam a es e local.
O ganiza : C iação de acómodos com auxílio de uma es an e e o ganização dos p odu os de aco do
com o g au de pe igosidade.
1-A
2-A
3-A
4-A
5-A
6-A
7-A
8-A
1-B
2-B
3-B
4-B
5-B
6-B
7-B
8-B
1-C
2-C
3-C
4-C
5-C
6-C
7-C
8-C
42
Limpa : P ocedeu-se á limpeza da a ecadação.
No maliza : Após o ganiza os p odu os, e e uou-se a a ualização das ichas de segu ança,
pe mi indo assim que odos os ma e iais es ejam co e amen e iden i icados de o ma cla a,
a ualizada e pe ce í el a qualque uncioná io.
Disciplina : A aplicação des e modelo e e a colabo ação do enca egado do a mazém 2, que
zela á de o ma con ínua pela manu enção da o ganização da a ecadação de manei a a conse a
isualmen e como na igu a 14.
Figu a 14: Es ado inal da a ecadação de p odu os químicos
5.3 Condições do Espaço de T abalho
Após euni as espos as dos inqué i os ealizados aos abalhado es do sis ema p odu i o e apu a
os p oblemas apon ados na pe spe i a dos inqui idos, p ocedeu-se à p opos a de melho ia desses
a o es.
A ca ência de limpeza e a o p oblema mencionado com mais equência. A limpeza e a
esponsabilidade de uma uncioná ia con a ada apenas pa a esse ca go que pos e io men e oi
subs i uída po uma emp esa de limpeza que excu a a limpeza de aco do com a abela 4.
43
Tabela 4: Ta e as de limpeza
A empe a u a ex ema se á solucionada em Agos o de 2021, nas é ias dos abalhado es, a a és
de ob as de e es imen o do ex e io do edi ício. O mesmo icou planeado pa a as condições de
abalho, nomeadamen e os bancos dos abalhado es e o no o Layou do se o p odu i o de modo
a concede mais espaço na execução das a e as.
5.4 Racionalização da linha de co e
Após a análise da si uação a ual da emp esa e e en es à seção do co e, se ão desc i as p opos as
de melho ia que isam melho a o desempenho des a e apa do sis ema p odu i o, diminui cus os
e o na a emp esa mais compe i i a e e icien e como e le ido no capí ulo an e io .
O maio en a e nes a e apa e que a e a a essencialmen e a emp esa economicamen e e a a
p odução de amos as e a incapacidade de acei a encomendas de olume eduzido, is o po que
o cus o de co an es é mui o ele ado. Como al, o am adqui idas uma máquina de co e
au omá ico (TESEO FC4 600 LUX) igu a 15, ep esen ado a e de e uma máquina de p ojeção
(TESEO MOB 300) igu a 15, ep esen ado a e melho, que se complemen am. O alo de
aquisição des es equipamen os oi de ap oximadamen e 30.000€.
Local
Seção
F equência
Ma e iais u ilizados
Emp esa
P odução
Todos os dias
Vassou as;
EPI’s (lu as, másca as);
De e gen es ap op iados;
Máquinas ap op iadas;
Es egonas;
Balde.
Esc i ó ios
Duas ezes po semana
A mazéns
Duas ezes po semana
Balneá ios
Duas ezes po dia
44
Figu a 15: Máquina de p ojeção e máquina co e au omá ico
O labo da máquina de p ojeção, igu a 15 ep esen ado a e melho, consis e em coloca o cou o
na máquina, seleciona o ipo de pele e o modelo de co e p e endido e pos e io men e o p oje o
de e a os limi es do cou o e p oje a a imagem das peças, de o ma a execu a o co e do modelo
p e endido sem despe dícios. O uncioná io e i ica se a p ojeção é con o me e cola ês e ique as
com um código QR sob e o cou o que se e de iden i icação na p óxima e apa.
Pos e io men e o cou o é encaminhado pa a a máquina de co e au omá ico que execu a o co e
a lâmina, igu a 15 ep esen ado a e de, onde o p oje o da mesma a a és do código QR de e a
o ipo de pele e o modelo de co e, pos o is o, inicia o seu p ocesso de co e a é ob e o esul ado
inal como e i icado na igu a 16.
51
6. Análise e Discussão dos esul ados
Nes e capí ulo se á abo dado esul ados inais p o enien es das implemen ações de p opos as de
melho ia e e en es a p oblemas iden i icados an e io men e.
6.1 Implemen ação da me odologia 5S no a mazém de ma é ia-p ima
A implemen ação da me odologia 5S no a mazém de ma é ias p imas aumen ou a o ganização
des es componen es, is o é, cada e e ência é possuido a de uma p a elei a, os componen es
es ão de idamen e iden i icados com as quan idades ce as e o ganizados de o ma c escen e.
Es a me odologia p opo cionou libe ação de espaço com a sepa ação de ma e iais obsole os,
diminuição de despe dícios, ecupe ação de pa e do alo in es ido com a enda de cou o
obsole o deg adado e edução de mo imen ações.
Com a implemen ação des a me odologia oi possí el c ia co edo es de ci culação e diminui a
possibilidade de oco e aciden es de abalho nes e local.
O a mazém de ma é ias p imas em e mos isuais do espaço icou mais desobs uído e p á ico
acili ando o abalho aos colabo ado es com pos os de abalho associados a es e a mazém.
6.2 Implemen ação da me odologia 5S na a ecadação de p odu os químicos
A implemen ação da me odologia 5S na a ecadação de p odu os químicos p opo cionou
melho ias signi ica i as no aspe o isual des e local, aumen o da p e enção de aciden es de
abalho, diminuição de mo imen ações e con iança nos uncioná ios que man ém o con ac o
diá io com os p odu os químicos noci os á saúde a mazenados nes e local.
Após á aquisição de es an es e a execução de o ganização dos p odu os, oi possí el ga an i o
local de passagem obs uído. Es a emodelação é ambém um dos equisi os alcançados pela
emp esa pa a ob e a ce i icação ambien al que ambiciona.
52
A emodelação da a ecadação con ibuiu excessi amen e pa a o aspe o ísico do local e ecebeu
bas an es c í icas posi i as po pa e dos abalhado es que a i mam sen i em-se mais mo i ados
e con ian es quando necessi am de se desloca a é ao local pa a adqui i um p odu o.
6.3 Condições do Espaço de T abalho
A ca ência de limpeza e a o p oblema mencionado com mais equência como al, oi solucionado
com a con a ação de uma emp esa que execu a a limpeza. Com base em con e sa di e a com
os uncioná ios, es a solução oi adequada.
6.4 Racionalização da linha de co e
A aquisição da máquina de co e au omá ico (TESEO FC4 600 LUX) e da máquina de p ojeção
(TESEO MOB 300) possibili ou o aumen o da compe i i idade da emp esa.
Com a aquisição des es equipamen os ago a é en á el p ocede á p odução de encomendas de
pequenas quan idades o que pe mi e aumen a o leque de clien es. Ve i icou-se uma diminuição
no cus o na ealização de amos as, jus i icado pela omissão de necessidade de ealiza co an es
pa a o e ei o. O s ock de co an es a mazenado diminuiu, libe ando espaço no a mazém. Os pos os
de abalho associados a es es equipamen os podem se p eenchidos po qualque colabo ado ,
ao con á io do co e manual, os equipamen os azem a ges ão do cou o de modo a e i a
despe dício de o ma au omá ica, o nando o p ocesso mais sus en á el.
Pos e io men e, p ocedeu-se à de e minação do desempenho ge al da máquina de co e
au omá ico e cons a ou-se que es e equipamen o egis a um desempenho sa is a ó io.
Du an e o empo de es udo, a máquina, ob e e a média o al de 54,48%. Es e esul ado de e-se a
pa agens não planeadas esul an es de uma a a ia no p oje o do equipamen o, semp e que e a
inculado pa a inicia a sua unção, sem azão apa en e uma ez que a máquina oi adqui ida
no a no ano de 2021, o que causa consequências no sis ema p odu i o.
53
6.5 Ce i icado a ní el ambien al
Com o in ui o de aze um es udo sob e o consumo de embalagens impo adas oi c iado um
indicado de desempenho que pe mi e pe cebe a quan idade de pegada ecológica pela qual a
emp esa é esponsá el. Es e indicado con ibui pa a a ob enção da ce i icação ambien al uma
ez que é um dos equisi os impos os.
6.6 Sín ese da Análise e Discussão de esul ados
Tabela 11: Sín ese da Análise e Discussão de esul ados
P opos a
Resul ados
Implemen ação da me odologia 5S no
a mazém de ma é ias p imas
Þ Melho ges ão do in en á io;
Þ Libe ação de espaço no a mazém;
Þ Diminuição do empo consumido à
p ocu a de ma e ial;
Þ Diminuição de comp as de p odu os
exis en es em
S ock;
Þ Diminuição de despe dícios;
Þ Diminuição de deslocações dos
uncioná ios à p ocu a de p odu os;
Þ Recupe ação de pa e do alo in es ido
com a enda de cou o obsole o;
Þ Aumen o da p e enção de aciden es de
abalho;
Þ Melho ias signi ica i as no aspe o isual;
Þ Exis ência de co edo es de ci culação;
Þ Aumen o da o ganização.
54
Implemen ação da me odologia 5S na
a ecadação de p odu os químicos
Þ Aumen o da p e enção de aciden es de
abalho;
Þ Melho ias signi ica i as no aspe o isual;
Þ Diminuição do empo consumido à
p ocu a de ma e ial;
Þ Exis ência de co edo es de ci culação;
Þ Aumen o da o ganização;
Þ Aumen o da mo i ação e con iança dos
abalhado es nes a seção.
Racionalização da linha de co e
Þ Aumen o da compe i i idade;
Þ Diminuição de cus os;
Þ Possibilidade de ealiza encomendas de
pequenas quan idades;
Þ Libe ação de espaço de ma e iais como
co an es;
Þ Diminuição de despe dício;
Þ P ocesso mais sus en á el.
Manu enção da máquina de co e au omá ico
Þ Maio con olo de a a ias;
Þ Maio con olo das in e enções de
manu enção.
Indicado es de desempenho
Þ Maio con olo de embalagens
impo adas;
Þ Maio con olo do desempenho global de
equipamen os;
Þ Maio p e isão de po enciais p oblemas;
Þ Maio con olo do sis ema.
Planos de limpeza
Þ Aumen o da limpeza no es abelecimen o;
Þ Aumen o da sa is ação dos
abalhado es.
55
7. Conclusão
Nes e capí ulo são abo dadas as p incipais conclusões na p esen e disse ação de mes ado, as
limi ações que suge i am ao longo do es udo e p opos as de melho ias de abalho u u o de modo
a ga an i a melho ia con ínua do sis ema p odu i o da emp esa Sa ana Calçados, Lda.
7.1 Conside ações inais
Os obje i os des a disse ação, que e e po base a me odologia in es igação ação e a
implemen ação de me odologias
lean
, e a aumen a a e iciência ge al da máquina de co e
au omá ico; aumen a a o ganização do a mazém de ma é ias p imas; eduzi o ma e ial obsole o
de ma é ias p imas; a ualiza o
s ock
de ma é ias p imas; aumen a a p odu i idade da linha de
co e; aumen a a o ganização da a ecadação de p odu os químicos; eduzi os despe dícios de
peles e cou os e auxilia a emp esa a alcança o ce i icado ambien al. Assim, e e i icando o
abalho ealizado e os espe i os esul ados é pe ce í el que odos os obje i os o am alcançados,
com exceção do p imei o obje i o, jus i icado pelo eduzido pe íodo de empo.
Numa ase inicial do es udo, começou-se po obse a o sis ema p odu i o e odas as e apas
en ol en es, de modo a e ela p oblemas que a e am o p ocesso p odu i o. Pos e io men e, oi
de e ado al a de o ganização no a mazém de ma é ias p imas, exis indo ma e ial a mazenado
nos co edo es de passagem, a mazenamen o de ma e ial obsole o,
s ock
desa ualizado,
di iculdade em encon a alguma e e ência o que ocasiona a comp as de ma é ia p ima exis en e
em a mazém, desgas e emocional e de empo dos uncioná ios po deslocações. O mesmo e a
obse ado na a ecadação de p odu os químicos, colocando em isco a saúde dos abalhado es
en ol idos o que despe a a o sen imen o de desanimo e desmo i ação dos mesmos. A al a de
limpeza oi ambém um dos a o es des acados pelos uncioná ios.
Po ou o lado, a emp esa não e a p odu i a nas encomendas de eduzidas quan idades, o nando-
se mais ulne á el compa a i amen e à conco ência. Como al, in es iu-se numa máquina de
co e au omá ico e oi implemen ada a e amen a OEE pa a calcula a e iciência do equipamen o
no sis ema p odu i o. Es e indicado de desempenho demons ou o mau ap o ei amen o do
equipamen o e a o igem esponsá el pelos esul ados nega i os. Com o in ui o de a ingi a
56
ambição da emp esa em se ce i icada a ní el ambien al, oi implemen ado um indicado de
desempenho elacionado com o consumo de embalagens impo adas.
A implemen ação da me odologia 5S no a mazém de ma é ias p imas e na a ecadação de
p odu os químicos, p opo cionou a libe ação de espaço no a mazém, jus i icado pela enda de
ma e ial obsole o, libe ação de ma e ial nos co edo es de ci culação, melho ias signi ica i as no
aspe o isual, a ualizações no
s ock,
diminuição do empo despendido à p ocu a de ma e ial e
consequen emen e de deslocações desnecessá ias; diminuição de comp as de p odu os
exis en es em
s ock
e diminuição de p obabilidade de oco ência de aciden es de abalho.
Com as modi icações do plano de limpeza, os abalhado es sen em-se mais mo i ados e
p incipalmen e mais segu os no abalho de ido á COVID-19. A implemen ação dos indicado es
de desempenho como o OEE, pe mi i á à ges ão con ola o desempenho de e iciência dos
equipamen os.
A aplicação das e amen as em con ex o p á ico é um p ocesso desa ian e apesa de odo o
acompanhamen o da eo ia da e amen a, po ezes, os alo es necessá ios não são ão linea es
como anspa ece na eo ia.
Em suma, es e p oje o possibili ou o c escimen o pessoal e p o issional, p opo cionou a
possibilidade de coloca em p á ica num ambien e indus ial os conhecimen os eó icos adqui idos
no mes ado em Engenha ia e Ges ão da Qualidade e desen ol eu a minha capacidade de
esolução de p oblemas assim, como de lida com ou as pessoas. Po im, é possí el conclui
que há necessidade de se e omado um no o ciclo.
7.2 T abalho u u o
Como abalho u u o suge e-se a implemen ação de medidas pa a aumen a a e iciência ge al da
máquina de co e au omá ico, uma ez que já sabem a causa do baixo endimen o; a
implemen ação da me odologia 5S no a mazém 2, disponibilizado pa a a mazenamen o de
equipamen os dani icadas ou inu ilizadas, o mei os obsole os e caixas de embalamen o. O
mesmo se suge e pa a o compa imen o de abalho dos mecânicos.
57
Po ou o lado, é impo an e que a ges ão de opo se consciencialize da impo ância de o ganiza
os locais de abalho, nomeadamen e, de ex ai ma e ial obsole o, caso con á io oco e á a
necessidade de cons ui no os a mazéns e di icul a á o p ocesso de iden i icação e localização
de ma e iais.
58
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67
ANEXO III – AUTORIZAC
!
A
"
O PARA UTILIZAC
!
A
"
O DE DADOS E IMAGENS