Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Joana de Cas o Viei a Mendes
Exposição a Disposi i os Ele ónicos em Idades
P ecoces – Seu Impac o no Desen ol imen o e
Regulação Emocional de C ianças em Idade P é-
Escola
janei o de 2024
Exposição a Disposi i os Ele ónicos em dades P ecoces – Seu Impac o no
Desen ol imen o e Regulação Emocional de C ianças em Idade P é-Escola
Joana Mendes
UMinho | 2024
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Joana de Cas o Viei a Mendes
Exposição a Disposi i os Ele ónicos em Idades
P ecoces – Seu Impac o no Desen ol imen o e
Regulação Emocional de C ianças em Idade P é-
Escola
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Es udos da C iança
Desen ol ido sob a o ien ação da
Dou o a Susana Ma ga ida Gonçal es Cai es Fe nandes
janei o de 2024
II
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0
III
AGRADECIMENTOS
À minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Susana Cai es. Ob igada pelos ensinamen os, e pelo incen i o.
À D . Na ália Rego, ob igada po odas as pala as, po odo o apoio e disponibilidade.
À minha amília, em especial à minha mãe e à minha a ó, o meu mais p o undo ag adecimen o pelo
amo incondicional, apoio e comp eensão. Vocês o am o meu po o segu o nos momen os mais
desa ian es des a jo nada.
Um ob igado mui o especial ao Gonçalo, pelo seu amo , apoio inabalá el e paciência. As uas pala as
de enco ajamen o nos momen os mais di íceis o am essenciais pa a man e o meu oco e
de e minação.
Não posso deixa de exp essa a minha g a idão aos meus amigos, pelo apoio mo al e pelos momen os
de descon ação que me ajuda am a man e o equilíb io e a mo i ação du an e os pe íodos mais
in ensos.
IV
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
V
Exposição a Disposi i os Ele ónicos em Idades P ecoces – Seu Impac o no
Desen ol imen o e Regulação Emocional de C ianças em Idade P é-Escola
RESUMO
Nos dias de hoje exis e uma c escen e p eocupação po pa e de di e en es agen es da sociedade –
nomeadamen e amílias, p o esso es e psicólogos – com o uso excessi o de disposi i os ele ónicos
pelas c ianças, e com a sua u ilização cada ez mais p ecoce. O p esen e es udo em como obje i os
colma a a ausência de es udos em amos as po uguesas que explo assem, especi icamen e
ela i amen e ao uso excessi o de disposi i os ele ónicos po c ianças en e os ze o e os seis anos de
idade, em conjun o com uma análise sob e o seu desen ol imen o emocional, e capacidades de
egulação emocional. Fazem pa e da amos a cinco educado es de C eche, e ês educado es de
In ância, endo cada um, em média, u mas de in e c ianças, com idades comp eendidas en e os ze o
e os seis anos de idade. Es as o am al o de uma en e is a semi-es u u ada de modo (1) ca a e iza em
o compo amen o de c ianças, sinalizadas pelos educado es, como endo po encial con ac o excessi o
com disposi i os ele ónicos, (2) de e mina quais es a égias u ilizam pa a ge i compo amen os mais
di íceis, (3) qual a pe ceção sob e o ní el de exposição da c iança, em casa, a disposi i os ele ónicos.
Os esul ados, embo a não possam se al o de gene alizações, causalidades, e co elações, pe mi em
c ia uma pe spe i a c ucial pa a a c iação de no os es udos ace à p oblemá ica. Os dados ob idos
suge em que pode á es a a se usado o disposi i o ele ónico como um auxílio à pa en alidade,
nomeadamen e em momen os de e eição, assim como uma manei a mais ápida de os pais en e e em
os seus ilhos. Não é possí el es abelece uma gene alização ace a es es dados, con udo, eles são de
ele o pa a c ia um pon o de pa ida pa a no os es udos eme gen es. A p esen e in es igação suge e
que se epi am es udos com c ianças de idade p é-escola , assim como in es igações que pe mi am
pe ceciona o olha de educado es sob e o enómeno do excesso de exposição a disposi i os ele ónicos.
Em es udos po ugueses se á ele an e in es iga a exposição excessi a ao elemó el e ao able , já que
há uma ausência de es udos ace a es es dois disposi i os compa a i amen e à ele isão, p incipalmen e
em elação a c ianças de idade p é-escola .
Pala as-Cha e: c iança, disposi i os ele ónicos, idade p é-escola , egulação emocional, empo de
ec ã.
VI
Exposu e o Elec onic De ices in Ea ly Ages - P eschool Aged Child en's De elopmen
and Emo ional Regula ion
ABSTRACT
Nowadays, he e is a g owing conce n among a ious socie al agen s – such as amilies,
eache s, and psychologis s – ega ding excessi e use o elec onic de ices by child en, and hei
inc easingly ea ly use. This s udy aims o add ess he lack o esea ch in Po uguese samples ha
speci ically explo e he excessi e use o elec onic de ices by child en be ween ages ze o and six, in
conjunc ion wi h an analysis o hei emo ional de elopmen and emo ional egula ion capabili ies. The
sample includes i e nu se y eache s and h ee kinde ga en eache s, each wi h an a e age class size
o wen y child en aged be ween ze o and six yea s. They we e subjec ed o a semi-s uc u ed in e iew
o (1) cha ac e ize he beha io o child en iden i ied by he educa o s as po en ially ha ing excessi e
con ac wi h elec onic de ices, (2) de e mine which s a egies hey use o manage mo e di icul
beha io s, (3) unde s and hei pe cep ion o he child's le el o exposu e o elec onic de ices a home.
Al hough he esul s canno be gene alized no es ablish causali y, o co ela ions, hey p o ide a c ucial
pe spec i e o he de elopmen o new s udies add essing he issue. The da a sugges s ha elec onic
de ices may be used as a pa en ing aid, pa icula ly du ing meal imes, and as a quicke way o pa en s
o en e ain hei child en. While hese indings canno be gene alized, hey a e signi ican in es ablishing
a s a ing poin o new eme ging s udies. This esea ch sugges s ha u he s udies should be
conduc ed wi h p eschool-aged child en, as well as in es iga ions ha examine educa o s' pe spec i es
on he phenomenon o excessi e exposu e o elec onic de ices. In Po uguese s udies, i will be
impo an o in es iga e he excessi e exposu e o mobile phones and able s, gi en he lack o s udies
on hese wo de ices compa ed o ele ision, especially conce ning p eschool-aged child en.
Keywo ds: child en, elec onic de ices, emo ional egula ion, p eschool-aged, sc een ime.
VII
ÍNDICE
In odução ......................................................................................................................................... 1
1. Regulação Emocional ................................................................................................................. 3
1.1 Des egulação Emocional.................................................................................................... 4
2. Fa o es, P ocessos e E apas do Desen ol imen o Emocional nos 6 P imei os Anos de Vida ......... 5
2.1 Desen ol imen o Emocional dos 0 aos 2 anos ................................................................... 6
2.2 Desen ol imen o Emocional dos 2 aos 3 anos de idade ..................................................... 7
2.3 Desen ol imen o Emocional dos 4 aos 6 anos de idade ..................................................... 8
3. Es a égias de Regulação Emocional ........................................................................................... 9
4. A Família e seu impac o no Desen ol imen o Emocional ........................................................... 10
5. A Impo ância do B inca no Desen ol imen o Emocional .......................................................... 12
6. Os Disposi i os Ele ónicos e o seu Impac o na C iança ............................................................ 14
7. Mé odo ..................................................................................................................................... 20
7.1 Obje i os ......................................................................................................................... 20
7.2 Pa icipan es e Amos agem ............................................................................................ 20
7.3 Ins umen o ..................................................................................................................... 20
7.4 P ocedimen os ................................................................................................................ 21
7.5 T a amen o e Análise dos Dados ...................................................................................... 21
8. Resul ados ............................................................................................................................... 22
9. Discussão................................................................................................................................. 27
9.1 Limi ações e Di eções Fu u as ......................................................................................... 30
Conclusão ........................................................................................................................................ 32
Re e ências Bibliog á icas ................................................................................................................. 34
Anexos ............................................................................................................................................. 44
Anexo nº1 Ca a-Con i e às C eches ............................................................................................. 44
Anexo nº 2 Ca a-Con i e ao Ja dim-de-In ância............................................................................. 46
6
2.1 Desen ol imen o Emocional dos 0 aos 2 anos
Desde cedo se de e am mani es ações de emoções, an o nega i as como posi i as, e a é
mesmo di e enças en e os indi íduos. Ro hba (1994) diz-nos que já pe o das cinco semanas é
possí el de e a ocalizações semelhan es às ga galhadas, e que aos dois meses já são isí eis
mani es ações de emoções nega i as, como a ai a e a us ação. Es as emoções básicas e e i amen e
apa ecem cedo no bebé, sendo que, pa a Abe e Iza d (1999), acima de 95% das exp essões aciais do
bebé aduzem a p esença das emoções de aleg ia, is eza e ai a.
Segundo Ro hba (1994), en e os qua o e os seis meses podem começa a su gi
compo amen os de e i amen o do ou o, sendo possí el de e a , a pa i de ce ca dos qua o meses, a
eme gência da capacidade de o bebé desloca a sua a enção de es ímulos a e si os. A pa i daí, diz o
au o , e a é aos eze meses, su gem, de manei a es á el, compo amen os de abo dagem ou
ap oximação (a c iança p ocu a a i amen e o con ac o social). No que se e e e a emoções nega i as
como a us ação e o medo, segundo Ro hba , es as apa en am se es á eis du an e o p imei o ano
de ida.
Já o sis ema a encional an e io , que se á o esponsá el pelo desen ol imen o da capacidade
de au o egulação olun á ia, su gi á aquando do inal do p imei o ano de ida (De ybe y & Ro hba ,
2002).
É nes as idades que a c iança começa a modula emoções (Iza d e al., 2002), ou seja, a a és
da exposição às expe iências emocionais dos ou os, começa a ap eende as elações exis en es en e
emoções e compo amen os, e a se capaz de se en ol e em in e ações diádicas sinc onizadas. Des e
modo, as in e ações com adul os, em pa icula com os seus cuidado es p imá ios, con ibuem pa a um
maio desen ol imen o da sua capacidade emocional da c iança, e ainda mais pa a a capacidade de o
bebé ap ende a como melho se acalma e au o egula (Abe & Iza d, 1999; Saa ni, 1999).
Segundo Saa ni (1999), à medida que o empo passa, ai su gindo uma maio acuidade na
dis inção e econhecimen o das exp essões aciais e emoções, assim como maio p ecisão nos
compo amen os exp essi os, e olução que acili a a comunicação pais- ilhos, e que le a à ap oximação
dos mesmos. Es e acon ecimen o é um g ande sus en o à hipó ese de Dunn e B own (1994)
an e io men e mencionada, que e e e que o desen ol imen o da in imidade acompanha o
desen ol imen o emocional.
Saa ni (1999) menciona ainda que é nes a ase que a c iança u iliza o b inca e o jogo pa a
começa a es abelece elações a e i as e de p oximidade com os ou os, e que de ido a es e, amplia a
7
sua capacidade pa a manipula a exp essão das suas emoções de modo a en a egula o
compo amen o dos adul os. Dis o são exemplo as si uações em que inge cho a ou az bi as.
2.2 Desen ol imen o Emocional dos 2 aos 3 anos de idade
Po ol a dos dois anos de idade, as c ianças começam a se capazes de nomea di e sas
emoções, ha endo um g ande aumen o des a habilidade. Aos dois anos e meio, começam ambém a
se capazes de simula a sua exp essão emocional e pe cebe que os ou os ambém o conseguem
aze , con ibuindo assim pa a o seu en endimen o de como uncionam as elações sociais, de modo a
ge i as suas in e ações in e pessoais, e de empa iza com os ou os (Saa ni, 1999).
Segundo Abe e Iza d (1999), aos ês anos de idade, a c iança pode começa a ala de
expe iências emocionais dos ou os. Como po es a idade já adqui iu conhecimen o das emoções mais
básicas, é nes a al u a que, eg a ge al, su gem os compo amen os de oposição e de ai a. Exis em
di e sas opiniões no que oca a es as emoções em especí ico. Au o es como Saa ni (1999) en endem
que elas le am ao su gimen o de emoções o es, e ao apa ecimen o das chamadas “emoções sociais”,
como a e gonha e a culpa. Po sua ez, ou os au o es e e em que são es es compo amen os de
oposição que pe mi em o desen ol imen o da au onomia da c iança, e o conhecimen o de si p óp io
(Abe & Iza d, 1999; Dunn & B own, 1994). Com o su gimen o das ais “emoções sociais” passa a exis i
uma melho adap ação da c iança em conco dância com o seu meio social, e o que es e espe a dela
(Abe & Iza d, 1999).
Mesmo com es es desen ol imen os, as emoções ainda não es ão in e nalizadas na sua
o alidade, pelo que a c iança ai ainda depende semp e da p esença de um adul o po pe o pa a es as
se mani es a em.
Com o passa do empo, as capacidades de au o egulação da c iança ão aumen ando
p og essi amen e, sendo que Ro hba d e Ba es (1998) a i mam que exis e uma g ande acele ação en e
os 18 e os 49 meses de idade. Segundo Cole e al. (1994), o desen ol imen o da egulação emocional
dá à c iança as e amen as pa a lida com a ansiedade, medos e us ações, pe mi indo-lhe explo a o
ambien e que habi a e in e agi e cons ui elações sociais posi i as. Po exemplo, Thompson (1994)
e e e que as c ianças podem usa es a égias compo amen ais pa a diminui a in ensidade nega i a
de algo que as enha a e ado, a i mando Ro hba d (1990) que pelo menos uma ação de egulação
emocional es a ia elacionada com o dec éscimo da emocionalidade nega i a na in ância. Ademais,
o am encon adas co elações en e a egulação emocional, a emocionalidade, e as compe ências com
os pa es (Eisenbe g e al., 1993, 1994, 1995), que se e e em à capacidade de as c ianças
8
es abelece em in e ações sociais posi i as, assim como es abelece em elações com os seus pa es
(Gu alnick, 2010).
Assim, du an e a in ância, as c ianças adqui em as es a égias e capacidades necessá ias pa a
egula as suas emoções, de modo a en en a os desa ios ine en es ao seu desen ol imen o (Cicche i
e al., 1991; Kopp, 1982, 1989; T onick, 1989). A au o- egulação emocional da c iança i á e olui à
medida que es a c esce e se depa a com di e sas expe iências no seu dia-a-dia, expe iências essas que
i ão amplia a sua capacidade de econhece , nomea , dis ingui , sabe expe iencia e egula as suas
emoções. Tais capacidades i ão di a as aje ó ias de e olução desen ol imen al da c iança,
con ibuindo assim, pa a a sua esiliência e pa a um melho ajus amen o às expe iências que ai i endo
ao longo do seu pe cu so.
Segundo Calkins e Johnson (1998), se á na ase dos um aos ês anos que es as es a égias
ganha ão maio ele o, e onde o seu uso se á de maio impo ância, pois, é nes a ase que a c iança
começa a adqui i con olo, independência, e uma iden idade sepa ada do seu cuidado p incipal.
En e os 18 e os 49 meses de idade encon amos uma g ande acele ação do p ocesso
p og essi o de desen ol imen o e aumen o da habilidade pa a a c iança se au o- egula (Ro hba &
Ba es, 1998).
2.3 Desen ol imen o Emocional dos 4 aos 6 anos de idade
É ce ca de aos 49 meses que, len amen e, começa a su gi es abilidade e con inuação das
ca a e ís icas an e io men e ap esen adas, apesa de mais e inadas, al como a p óp ia capacidade de
au o- egulação (De ybe y & Ro hba , 2001).
De aco do com au o es como Cummings e al. (2000) é nes a ase que a comunicação abe a com
os pais ganha ainda mais ele o pa a o desen ol imen o da au o- egulação da c iança, assim como pa a
o desen ol imen o de capacidades socias, e da sua capacidade de au o-a aliação, na sua gene alidade.
O desen ol imen o de elações de amizade com pa es, assim como a con iança no p óp io e a au o-
e icácia, se ão de g ande impo ância pa a qualque a e a com que a c iança se pode á depa a nes a
idade. É aqui que acon ece um g ande inc emen o dos seus ecu sos cogni i os, le ando po sua ez a
um aumen o da sua capacidade de esolução de p oblemas (Collins e al., 1995). Es as compe ências
se ão i ais pa a uma melho comp eensão do mundo que a odeia, assim como das eg as sociais do
mesmo, es ando ao lado de agen es sociais mais di e si icados que lhes a ão no as in e ações.
Segundo Collins e al., a c iança p é-escola começa, po es a al u a, a passa mais empo a as ada
dos pais, passando a se -lhe exigida a capacidade de man e um elacionamen o adequado e p ó-social
9
com os pa es. Nes e seu no o con ex o de ida – o in an á io –, passa á igualmen e a es a mais expos a
à “c í ica social”, pelo que é impe a i o que desen ol a manei as ino ado as de lida com o s ess e
com os iscos adicionais a que passa a es a expos a. Segundo Saa ni (1997), é nes e meio que as
c ianças ão ap ende a lida de manei a independen e e e icaz com as suas emoções mais nega i as,
sendo en e os cinco e os se e anos que i ão p og edi mais no con olo das suas in e ações sociais, e
começa a i ao encon o dos “guiões cul u ais” (p.57). Re i a-se que, apesa da maio dis ância, é
impe a i o que os pais auxiliem a c iança a in eg a es as no as i ências, e a expandi ainda mais as
suas es a égias de au o- egulação.
Com a ap oximação dos pa es, deco en e da equência do in an á io, a empa ia encon a um
momen o de eme gência, jun amen e com compo amen os de coope ação. Aliás, segundo os á ios
es udiosos da á ea, emoções e sen imen os como o medo, a culpa, a e gonha, a capacidade de
au ocon olo da c iança no sen ido de diminui a sua ag essi idade, assim como os desen ol imen os
de compo amen os empá icos, so em g ande inc emen o nes a e apa do desen ol imen o da c iança
p é-escola (Kochanska e al., 2002; Mille & Janse op de Haa , 1997; Ro hba e al., 1994). Segundo
Abe e Iza d (1999), a p óp ia capacidade de omada de pe spe i a social deco e des a eme gência de
emoções no con ex o do elacionamen o com os pa es, assim como na discussão e comunicação dessas
mesmas emoções.
3. Es a égias de Regulação Emocional
Ekas e al. (2011), em esul ado da sua en a i a de iden i ica as es a égias compo amen ais,
de egulação emocional, ado adas pelas c ianças com idades comp eendidas en e os um e os ês
anos, conside a am exis i ês ca ego ias, as quais se dis inguem pelo seu oco e, ambém, pela sua
e icácia. Es as g andes ca ego ias são: (1) o oco no ou o, (2) o oco no obje o, e po úl imo, (3) a au o-
dis ação. Segundo os au o es, o oco no ou o (1) e e e-se a en a i as da c iança em comunica ou
in e agi com um cuidado (ou ou o indi íduo), e é ge almen e u ilizada quando se sen e us ada. De
aco do com Ekas e al., o ecu so a es a es a égia su ge no sen ido de ob e mais in o mações ou pedi
ajuda. O segundo ipo de es a égia, o (2) oco no obje o - acon ece quando a c iança en a edi eciona
as suas a enções pa a um obje o, como um b inquedo, quando o obje o é a sua on e de us ação.
Segundo os au o es, es a es a égia e le e, em ge al, a en a i a de a c iança esol e um p oblema e
al e a a si uação em que se encon a. Po sua ez, a (3) au o-dis ação e e e-se a uma es a égia em
que a c iança en a acalma -se a ela p óp ia [
sel -soo hing
, que se aduz, po exemplo, em des ia o
olha de alguém (quando o olha ixo de ou em é a e si o pa a ela)], ou a é mesmo o en ol imen o em
10
a i idades mo o as não di ecionadas ao cuidado ou a um obje o. Segundo au o es como S i e e
B aunga (1995) ou B aunga e al. (2001), es a es a égia pe mi e à c iança edi eciona a sua a enção
pa a longe da on e da sua us ação, podendo indica uma o ma de e i amen o.
Es as es a égias e capacidades de egula as suas emoções e compo amen os, apesa de
se em in luenciadas pelo empe amen o ina o das c ianças (Goldsmi h e al., 1987), êm a amília, e
espe i o ambien e, como um g ande peso na habilidade de es a se exp essa emocionalmen e.
4. A Família e seu impac o no Desen ol imen o Emocional
Tal como o Modelo Bioecológico do Desen ol imen o Humano econhece, exis em di e sas
on es de in luência no desen ol imen o da c iança, sendo es as de amanha complexidade
(B on enb enne , 1979, 1989, 2005). En e es as, os pais, enquan o, ge almen e, seus cuidado es
p incipais, êm con ibu os de amanha impo ância na c iança, designadamen e ao ní el do seu
(des)ajus amen o a ual ou u u o, pois insc e em-se naquela que é a sua p imei a ins ância de
socialização: o mic ossis ema amilia . B on enb enne e e e ambém que, pa a além de a c iança se
al o da in luência di e a dos mic ossis emas onde se “mo imen a”, as suas ca a e ís icas indi iduais
in luenciam e são in luenciadas po ou as a iá eis. São es as, po exemplo, a qualidade dos p ocessos
p oximais es abelecidos com os seus cuidado es p incipais (e.g. en ol imen o dos pais e dos
educado es), as condições de habi abilidade, ou as ca ac e ís icas da p óp ia comunidade que in eg a
– alguns dos seus p incipais con ex os/mic ossis emas de ida.
Segundo B on enb enne (1996, 2005), ou Ro hba e Ba es (1998), a amília em uma
in luência desen ol imen al de peso, designadamen e na moldagem das ca a e ís icas que podem já se
ina as à c iança, en e elas o seu empe amen o. Ou seja, de aco do com es es au o es, as ca a e ís icas
do empe amen o da c iança di am a sua emocionalidade, ea i idade ou capacidade de egulação,
c iando uma base que se á abalhada, complemen ada e modelada pelas p á icas pa en ais, podendo
al e a odo o seu desen ol imen o u u o. A es e p opósi o, Saa ni (1999) de ende que as emoções dos
pais comunicam e ensinam à c iança como de e á agi no meio que a odeia, nomeadamen e a a és
da ap endizagem ica ian e. Assim, o calo e a exp essi idade pa en al es ão o emen e conec ados
com a capacidade de egulação emocional da c iança. Na mesma senda, Calkins e Johnson (1998)
a i mam que o ambien e amilia , a sensibilidade dos cuidado es p incipais da c iança, e a o ma como
eagem às exp essões emocionais da c iança, e à manei a como es a as egula, são de e minan es pa a
o seu desen ol imen o emocional.
O’Conno (2002) menciona que – de ido ao papel cen al que as p á icas pa en ais êm no
11
desen ol imen o da c iança – as dimensões de supo e pa en al, sensibilidade e esponsi idade, ejeição
e moni o ização dos compo amen os da c iança são os mais es udados en e as elações pais- ilhos.
B on enb enne , po seu lado, epo ando-se à noção de p ocessos p oximais [as in e ações ecíp ocas
e p og essi amen e mais complexas que a c iança es abelece com (en e ou os) as pessoas p esen es
no seu meio imedia o] a i ma que es es são os p incipais mo o es do desen ol imen o psicológico,
podendo de e mina a sua aje ó ia de ida, uma ez que es imulam ou inibem as suas compe ências
cogni i as, sociais e a e i as (Kolle & Polle o, 2008). Co obo ando empi icamen e es as ideias o es udo
ealizado, em 2000, po Kochanska e al., com c ianças de oi o, in e-e-dois e in a-e- ês meses,
cons a ou que as ca a e ís icas das mães – designadamen e a sua sensibilidade e disponibilidade
emocional – ansmi iam con ibu os únicos pa a o desen ol imen o do con olo po es o ço (e.g.
capacidade de ge i , olun a iamen e, a a enção e inibição, ou, a i a compo amen os necessá ios pa a
uma al) da c iança aos in a-e- ês meses.
Nes a mesma linha, o Ins i u o Nacional da Saúde da C iança e do Desen ol imen o Humano
(NICHD, 2003), nos Es ados Unidos da Amé ica, a i ma que uma amília com um ambien e sensí el e
es imulan e es á associado a maio es ní eis de compe ência cogni i a, linguís ica, e social das suas
c ianças.
Cana a o (1999) ac escen a que es as ca a e ís icas indi iduais in luenciam as p á icas de
disciplina, assim como o supo e emocional que os pais o necem às suas c ianças, con ibuindo
exp essi amen e pa a a sua saúde men al u u a. Po ou o lado, segundo Zhu (2002), es e supo e
emocional es á in insecamen e ligado às compe ências socio-emocionais da c iança, con ibuindo
o emen e pa a, po exemplo, p omo e a empa ia na sua elação com os pa es. Po ou o p isma,
dizem-nos Conley e al. (2004) que os pais que desenco ajam a exp essão emocional dos seus ilhos
endem a c ia c ianças ansiosas e mais dep imidas, con ibuindo en ão pa a um de e io amen o da sua
saúde men al u u a. Po ou o lado, pais que u ilizem mé odos mais puni i os, dando uso a exp essões
de ai a, g i os, ameaças, ou a é mesmo ag essão ísica, ge am c ianças mais ag essi as, com uma
baixa capacidade de egulação emocional (Chang e al., 2003).
Em suma, sendo os pais agen es undamen ais da socialização emocional da c iança, quando
es es es ão emocionalmen e p esen es e dispos os a esponde às emoções dos seus ilhos de o ma
adequada, es es, assumem o impo an e papel de, como e e e Mala es a-Magai (1991, p.66),
“ einado es” da expe iência emocional da c iança, con ibuindo pa a o seu desen ol imen o emocional
saudá el.
In e samen e, quando os pais en am igno a as mani es ações emocionais da c iança,
12
ap esen ando al a de sensibilidade pe an e a sua exp essão emocional, es a ende a possui uma aca
compe ência social e emocional (Robe s, 1999) azendo eme gi á ias di iculdades à c iança em
di e en es á eas do seu desen ol imen o (Mala es a-Magai,1991). Assim, a me a p esença dos pais,
apesa de ele an e, não é su icien e pa a ga an i as condições ideais ao desen ol imen o da c iança.
5. A Impo ância do B inca no Desen ol imen o Emocional
O a o de b inca pe mi e aos bebés e c ianças usa em a sua c ia i idade enquan o abalham
componen es i ais ao seu desen ol imen o, como a dex e idade, a o ça ísica e mo o a, a imaginação
e capacidade cogni i a, sendo en ão impo an e pa a o desen ol imen o saudá el do cé eb o (Shonko
& Phillips, 2000; Tamis-LeMonda e al., 2004). O b inca i á aze com que desen ol am ambém
capacidades que lhes a ão con iança e esiliência, sendo es as i ais pa a o seu u u o (E ickson, 1985;
Hu wi z, 2002; Weisz, 1988).
Je usalinsky (2007) e e e que o bebé p ecisa semp e de alguém pa a o ampa a , p ecisa do
Ou o pa a pode sob e i e . Assim sendo, es e ou o assume um papel p imo dial no desen ol imen o
da c iança como sujei o. As elações pe mi em a in e ação da c iança com o meio ambien e,
in luenciando o seu desen ol imen o emocional. A men e a en a a comunicação não e bal, elacionada
com a a eção e ocas a e i as. Nessa medida Je usalinsky (2007, p.42) menciona que “o olha , o oque,
a oz e a sua modulação, especi icamen e di igida ao bebé, são sinalizado es insubs i uí eis”,
especialmen e numa ase da ida onde a linguagem pouco diz à pequena c iança. O Ou o é ainda
impo an e na medida em que quando depa ada com es ímulos in e nos, a c iança só consegue en a
esol e a si uação se i e ou o se humano que a guie, um se humano u ela (Je usalinsky, 2007,
p.25). Assim, não só é necessá io um Ou o, mas um Ou o u ela . É na amília que a c iança ai
expe iencia os p imei os a os de socialização. No desen ol imen o emocional do bebé o meio ambien e
desempenha um papel undamen al no seu c escimen o e na sua cons i uição, a é po que nessa ase o
bebé ainda não consegue sepa a o ambien e de si mesmo. Assim, a socioa e i idade, o ínculo que se
consegue es abelece a a és das elações e in e ações sociais, e a a és do b inca , são ulc ais ao
desen ol imen o emocional in an il. Pa a es e au o o b inca o na-se undamen al, pois é aí que a
c iança se ap op ia da ealidade em que se encon a, ajudando a que es e lhe consiga a ibui
signi icado. Winnico (1982, p.163) adiciona ainda que “ al como as pe sonalidades dos adul os se
desen ol em a a és das suas expe iências de ida, as c ianças e oluem po in e médio das suas
p óp ias b incadei as, e das in enções de b incadei as ei as po ou as c ianças e po adul os”, e que
“a b incadei a o nece uma o ganização pa a a iniciação de elações emocionais, e assim p opicia o
13
desen ol imen o de con a os sociais”. Au o es como Oli ei a (2000) a i mam ambém que o a o de
b inca ansmi e o ap ende a agi , mas apenas se hou e um con a o ín imo e signi ica i o com o Ou o,
não podendo o b inca se a as ado e dissociado das elações.
Des e modo, o b inca apa ece pa a a c iança como associações e bais daquilo que é p oduzido
pelo adul o, já que é a a és do b inca que a c iança se exp essa, que ela i amen e aos seus desejos
como aos seus medos. Au o es como Hu wi z (2002) e Tsao (2002) e e em que é com o b inca que
c iam e explo am um mundo que eles p óp ios con olam, e que is o lhes pe mi e en ão ul apassa
medos, pois se colocam no papel de um adul o, mui as ezes em conjun o com um pa ou um cuidado
adul o. Je usalinsky (2007, p.43) diz-nos que uma c iança usa o b inca pa a “dize o que ainda não
pode ala ”. É nes e sen ido que Winnico (1982, p.162) a i mou que “as c ianças b incam pa a domina
angús ias, con ola ideias ou impulsos que conduzem à angús ia se não o em dominados”, eme endo
ambém, no amen e, pa a a ques ão de que um bom meio ambien e é aquele que consegue ole a
odos os sen imen os da c iança, mesmo aqueles que sejam nega i os ou ag essi os, e o modo como
es es são exp essos, que sejam mais ou menos acei á eis pa a o Ou o. Is o pe mi e aos pais e um
islumb e pa a os pensamen os da c iança, e pa a as suas di iculdades. Des e modo, e o ça-se a
impo ância de acei a a p esença a é da ag essi idade no b inca da c iança, pa a que es a consiga
e olui e se desen ol e adequadamen e.
Is o não que dize que o b inca de o ma independen e não seja impo an e, mas segundo
au o es como Land y e al. (1998), o b inca em uma pa icipação di e a maio , com mais qualidade
(Alessand i, 1992) e maio oco (Lawson e al., 1992), du an e ou imedia amen e após b incadei a com
os pais. O p óp io b inca não di ecionado em os seus bene ícios. Se á aqui que su gi ão as capacidades
de abalho em g upo, de pa ilha, de esolução de con li os, au o- ep esen ação, e negociação na
e en ual discussão (E ickson, 1985; Hu wi z, 2002; McElwain & Volling, 2005; Pelleg ini & Smi h, 1998).
Quando pe mi imos que as c ianças di ecionem a b incadei a, es amos na ealidade ambém a pe mi i
que es as omem as suas p óp ias decisões, desen ol endo es a habilidade. Deixamos que c iem e
b inquem ao seu p óp io paço, e, que descub am no as á eas de in e esse. É impo an e no a que is o
não signi ica b inca sem supe isão.
Em suma, a socioa e i idade e o b inca são assim pa es essenciais do desen ol imen o
emocional in an il, sendo que é a a és des as que se desen ol em elações e in e ações sociais. É
exa amen e aqui que su ge a impo ância do meio onde a c iança se desen ol e.
14
6. Os Disposi i os Ele ónicos e o seu Impac o na C iança
Um dos g andes elemen os des a in es igação são os Disposi i os Ele ónicos, pelo que é
impo an e escla ece que conside amos disposi i o ele ónico qualque apa elho ele ónico que possa
se usado como dis ação pa a as c ianças, nomeadamen e a ele isão, o elemó el, o able (ou iPad),
e c. Os compu ado es e es es disposi i os po á eis azem com que a in e ne seja de acesso ápido e
p a icamen e imedia o. Is o az com que bebés e c ianças enham acesso a um es ímulo imedia o, sendo
es e supe ado apenas po se es i os, como um adul o, amilia , pa , ou um animal de es imação.
Em 2006, P e i ale a i mou que as c ianças do mundo a ual se isolam cada ez mais den o
dos seus domicílios, não exp essando publicamen e os seus sen imen os e a lições, de ido à p óp ia
ecnologia se su icien e pa a sa is aze as suas necessidades.
Como mencionado em pon os an e io es, o meio amilia da c iança é i al pa a o seu
desen ol imen o adequado, nomeadamen e pa a o seu desen ol imen o emocional e o desen ol imen o
da sua capacidade de egula as emoções. É essencial que os seus amilia es mais p óximos, os seus
cuidado es p imá ios, es ejam p esen es pa a guia a c iança na descobe a do meio que a odeia, na
descobe a das suas emoções, como se compo a ace a es as, e como in e agi com o ou o. As ações
dos pais são i ais pa a que a c iança consiga nomea e dis ingui as emoções, an o dela p óp ia como
dos ou os, pa a que melho se consiga adap a e esponde às ad e sidades que lhe pode ão su gi .
Com o su gimen o das no as ecnologias e com a sua implemen ação na ida quo idiana é
necessá io analisa mos o seu uso. No ano de 2016, a Associação Ame icana de Pedia ia (AAP) lançou
ecomendações aos pais que c ianças com idade in e io a dois anos de idade não de e iam usa
ecnologias de odo, e que após essa idade o empo máximo de e ia se de duas ho as po dia. Po sua
ez, a O ganização Mundial de Saúde (OMS, 2019), ecomenda que pa a c ianças dos dois aos cinco
anos de idade, o empo máximo não de e á excede uma ho a po dia. Apesa de al in o mação,
Ca alhosa (2020) e i icou que, de en e os 134 cuidado es de c ianças p é-escola es que pa icipa am
no seu es udo, 49,3% das c ianças possuía um empo de ec ã em excesso, du an e a semana.
Rela i amen e ao im de semana, es a pe cen agem subiu pa a os 83,6%. Nesse mesmo es udo, o
con olo com es o ço co elacionou-se signi ica i amen e, e nega i amen e, com o empo de ec ã du an e
a semana, assim como com a má u ilização de ec ãs. A emocionalidade nega i a po sua ez,
co elacionou-se signi ica i a e posi i amen e com a má u ilização de ec ãs. Olhando pa a as
ecomendações da OMS, bem como es es esul ados, es a é uma ques ão que de e á se al o de
a enção, já que, suge em que c ianças que usam os disposi i os ele ónicos de uma o ma não saudá el,
êm maio p opensão de ap esen a em um meno con olo com es o ço, e uma maio emocionalidade
15
nega i a. Des e modo, é necessá io que haja um limi e da quan idade de exposição a empo de ec ã
dada às c ianças po pa e dos seus cuidado es.
Au o es como Pai a, e Cos a (2015), a i ma am que o uso indisc iminado dos disposi i os
ele ónicos pode des ui o ínculo a e i o en e memb os de uma amília, c iando uma ausência de
na u eza emocional. Conside ando a impo ância da mesma pa a um adequado desen ol imen o
emocional, e desen ol imen o da egulação emocional, es e uso indisc iminado ans o ma -se-á num
g ande obs áculo pa a a c iança e a sua saúde emocional. Au o es como Rideou e Ka z (2016), e
Chis akis e al. (2009) mencionam que, po exemplo, uma ele isão de undo é um a o de dis ação
en e a in e ação pai-c iança, assim como do p óp io b inca (Ki ko ian e al., 2009).
Tendo em con a que a maio ia dos es udos ei os ela i amen e aos disposi i os ele ónicos, a é
a a ualidade, se ocam p incipalmen e na ele isão usada de manei a excessi a, olhemos pa a os seus
possí eis e ei os.
Em 2014, oi ealizado um es udo com dados do EDEFICS Eu opeu (
Iden i ica ion and P e en ion
o Die a y and Li es yle-Induced Heal h
), onde a amos a e a de 16,864 c ianças dos dois aos no e anos
de idade, ec u adas de 8 países Eu opeus (nomeadamen e Bélgica, Chip e, Es ónia, Alemanha,
Hung ia, I ália, Espanha e Suécia), com o obje i o de a e igua se o uso de disposi i os ele ónicos no
início da in ância pode ia se usado como um p edi o de mau es a . Es a in es igação chamou à a enção
pa a o ac o de que a maio ia dos es udos elacionados com a associação en e o uso de disposi i os
ele ónicos e o bem-es a du an e o início da in ância se e em ocado apenas na ele isão,
negligenciando os ou os ipos de disposi i os ele ónicos, e que, po an o, es e ipo de pesquisa e a
uma á ea eme gen e. Os esul ados de e a am uma associação posi i a na sua hipó ese, e, em
pa icula , que es e isco pode ia aumen a a é duas ezes mais os p oblemas emocionais nas c ianças.
Pa a além disso, oi de e ada uma consequen e de e io ação do uncionamen o amilia po cada ho a
adicional (a um máximo es ipulado de ês ho as e meia) a e ele isão, a joga , ou a usa o compu ado .
A eo ia do e aimen o social (Rubin & Bu gess, 2001; Rubin, e al., 2009), aplicada a es a si uação,
suge e que quan o mais ele isão se i , menos in e ação social se i á e . Is o pode á con ibui com
e ei os de as ado es aos bem-es a pessoal, con udo não oi ainda aplicada, nem in es igada
especi icamen e numa população em ase inicial de ida.
Alguns au o es a i mam que quan o mais cedo começa a exposição, maio es se ão os e ei os
do seu excesso. Um es udo com c ianças do Japão (Cheng e al., 2010) encon ou indícios de p oblemas
de hipe a i idade-a enção, e p oblemas compo amen ais p o-sociais associados com o núme o de ho as
de ele isão is as po c ianças aos dezoi o meses. Nessa mesma in es igação concluí am que na sua
22
8. Resul ados
A explo ação do olha dos pa icipan es em o no das p incipais p eocupações ela i amen e
àqueles que lhe pa ecem se os e ei os do empo excessi o de exposição das c ianças dos 0 aos 6 anos
a disposi i os ele ónicos, dá a conhece o humo , os compo amen os p ó-sociais, as capacidades
linguís icas, e a alimen ação como p incipais á eas a e adas. A desc ição dos con eúdos de cada uma
das ca ego ias de espos a apa ece sis ema izada na Tabela 1, passando-se em seguida ao ela o das
suas p eocupações consoan e a aixa e á ia das c ianças (0-3 – C eche, e 3-6 anos – Ja dim de In ância).
Tabela 1.
P eocupações dos Educado es de In ância
Ca ego ia:
Desc ição:
Tempo de
Exposição
Di iculdade em ob e alo exa o do nº ho as de
exposição; di iculdade em abo da o ema com
os pais
Humo
e
Compo amen os P ó-Sociais
C ianças mais “insa is ei as”; maio di iculdade
em ge i emoções; maio impulsi idade; maio
emocionalidade nega i a
Momen o
de Alimen ação
Rea i idade nega i a aos momen os de
e eição/a e são
Compe ências Linguís icas
C ianças ado a am Po uguês do B asil;
Rela i amen e aos educado es da C eche, as p eocupações ace à au onomia das c ianças,
humo , alimen ação, e hábi os de sono são a iadas. As c ianças de meno idade, nomeadamen e a é
um ano, são idas como mais di íceis de a alia , pois nes a aixa e á ia mui as emoções e sen imen os
associados a p o es o, descon o o ou mal-es a “se mani es am pelo cho o”, al como e e ido po uma
educado a. Apesa dis o, oi exp esso que já é possí el de e a di e enças nos bebés que sabem e mais
acesso aos disposi i os ele ónicos, compa a i amen e com os bebés que não o êm. Con o me o que
êm is o, os bebés com mais exposição são “mais insa is ei os” [E1], e mais di íceis de consola .
“Damos colo, mas não que em isso. A é comen amos: “com o elemó el cala as- e logo” [E2]. Das
maio es di iculdades em e mos de elacionamen o com os pa es es as colocam-se ao ní el da pa ilha,
pa ecendo-lhes no mal que es a ques ão apa eça com egula idade endo em con a a aixa e á ia. Ou a
in o mação a no a oi a de que independen emen e dos b inquedos a que i essem acesso, se issem
23
o elemó el pousa am udo pa a en a i e com ele, mudando comple amen e de oco.
Con o me a idade a ança, as p eocupações das educado as ela i as a es a ques ão pa ecem
e olui ; as bi as começam a se mais comuns, assim como o es e de limi es. Comp ando as c ianças
com maio exposição a disposi i os ele ónicos com as es an es c ianças da espe i a sala, as
educado as menciona am (quase unanimemen e) que as +p imei as p ecisa am de mais a enção, e
que apesa do no mal pa a a idade, e am mui o di íceis de acalma quando con a iadas, pois não
sabiam ge i as suas emoções e as suas us ações. Uma c iança em especí ico oi desc i a como
indi idualis a, pois “só que as coisas pa a ele”, e que “qualque coisa desa a a cho a ”, pa a além de
se mui o desa iado e não consegui es a sen ado. Um ou o caso de ele o é de uma c iança, com
dois anos de idade, mui o dis anciada dos educado es e dos colegas, cujo pai admi iu em con e sa
deixa a c iança mui o expos a ao elemó el, pois conside a a que isso só a bene icia a, e es a ap endia
mui o com o elemó el. Uma ou a apa en a se mui o a as ada dos pa es e educado es, nunca
que endo b inca com ninguém. Pa a além disso, em di iculdade em es abelece elações de
p oximidade, pa cialmen e po que se o na ag essi o, puxando cabelos e empu ando os seus pa es.
“Há ali mui a di iculdade em ge i a us ação, em ge i os colegas, e as b incadei as en e
colegas.”
[E5]
Nes as si uações de maio us ação, e maio des egulação emocional, as es a égias pa a os
acalma são p a icamen e as mesmas, independen emen e da idade. O con ac o, a a és do colo e do
ab aço, cos umam se os mais u ilizados e os mais e icazes, jun amen e com o diálogo, usado pa a
le a as c ianças a e le i sob e as suas ações, e pa a c ia empa ia pelo ou o. Pa a além disso, a
dis ação com ou os cená ios e obje os ambém pa ece se comum, assim como o a as amen o/
ime
ou
, po exemplo, colocando as c ianças numa cadei a pa a acalma em e “pensa em” sob e o sucedido,
mas es as duas es a égias nunca uncionam sem o diálogo como base.
As pe ceções dos educado es do Ja dim-de-In ância são as mesmas. Segundo es es, as c ianças
com suspei a de exposição excessi a apa en am se casos de maio ag essi idade pa a com os colegas,
e maio ag essi idade nas b incadei as, que endo lide a pa a se udo do seu jei o. A di iculdade em
assimila as eg as pa ece en a aqui em maio peso e di e enciam-se do es o das c ianças da espe i a
sala po e em maio di iculdade em egula as emoções, lida com a us ação ( eação mais ísica, e
impulsi a), assim como “a ge i o seu compo amen o a ní el emocional e a e i o”, dizia uma educado a.
Apesa des as eações ep esen a em a maio ia, segundo algumas das educado as o opos o ambém
acon ece. Disso e´ exemplo uma c iança de cinco anos, desc i a po uma educado a como “pací ica
demais”, na medida em que deixa que os seus colegas lhe ba am sem se de ende , pois em medo de
24
que não gos em dele, e que não b inquem com ele. Segundo a educado a, es a c iança “lida mui o mal
com a ag essi idade posi i a, e em mui o medo do ou o” [E7].
Em seguimen o da ques ão ela i a às es a égias usadas pa a acalma as c ianças, oi
ques ionado às educado as se acha am que sem o seu auxílio as c ianças se iam capazes de se acalma
sozinhas, sendo que odas a i ma am que não, independen emen e da idade.
Rela i amen e à alimen ação, po um lado, a i mam que as c ianças começam a que e se
mais au ónomas, a que e come sem ajuda, mas é ambém nes a á ea que su gem as maio es
di iculdades, sendo de no a que odas as educado as en e is adas, independen emen e da idade da
c iança, ela a am que os pais menciona am e di iculdades em da de come aos ilhos sem o auxílio
de um disposi i o ele ónico. Em pa icula , uma educado a mencionou que uma c iança, de ês anos
de idade, inha bas an es di iculdades ela i amen e à sua alimen ação, e que es as di iculdades passam
po
“não e um elemó el mesmo à sua en e”
[E4]. Segundo a educado a, es a c iança inclusi e eme
du an e a ho a de e eição mal ê o p a o de comida, mas que os pais em casa a i ma am come bem.
Em e mos de humo , a egulação emocional des a c iança
“ o na-se mui o di ícil. Não consegue es a
mui o empo sen ada no e ei ó io”
, e compa a i amen e às ou as c ianças é uma c iança que mos a
mais di iculdade em a ende às eg as. Uma ou a, com ês anos de idade, apesa de e au onomia na
sua alimen ação, o na a-se nes a al u a especialmen e i i á el, sendo que
“é mui o di ícil pa a ela se
con a iada, não gos a nada de ou i ‘não’, e não é nada ácil”
.
“Eu enho uma c iança que é mui o di ícil pa a come e eu acho, não enho a ce eza, mas eu
acho que a di iculdade cá passa mesmo po não e um disposi i o ele ónico à en e pa a a ajuda na
alimen ação. Mesmo a ní el de egula as emoções… o na-se di ícil ambém, não consegue es a mui o
empo sen ada no e ei ó io. No es o do dia ambém é uma c iança que mos a mais di iculdade em
a ende às eg as.”
[E4]
“A c iança, assim que ê o p a o eme, olha pa a os alimen os e eme, enquan o que em casa
os pais a é dizem que ele que ele come. Come quase de udo e aqui a sopa a é conseguimos da , mas
a comida…ele quase que em a e são à comida que ê no p a o.”
[E5]
“Que ia o elemó el pa a come (…) Não que ia es a sen ado. Aquilo e a o meio de dis ação
dele. Cla o que depois não que ia come , azia bi as.”
[E6]
No que oca aos hábi os de sono den o da C eche, nomeadamen e a ses a, odas as educado as
menciona am se den o do no mal, apesa de que se alguma c iança i esse mais di iculdade em
ado mece , o “mimo” e a companhia e am as abo dagens mais e icazes. Uma educado a do Ja dim-
de-In ância pa ilhou que em con e sa com a mãe de uma das c ianças mencionadas, que es a u iliza a
25
dia iamen e mela onina pa a consegui ado mece o seu ilho, e que es e anda a ambém no e apeu a
do sono.
Rela i amen e à au onomia, apenas no Ja dim-de-In ância se no ou uma di e ença no discu so
das educado as quan o a c ianças sinalizadas ace ao es o das c ianças da u ma. Assim, uma
educado a pa ilhou que uma das c ianças de cinco anos de idade inha mui a di iculdade nes a á ea,
nomeadamen e no es i -se sozinha, e ambém que p ocu a a em demasia a ap o ação dos adul os da
ins i uição pa a decidi o que aze no seu empo li e na sala.
“uma
[c iança sinalizada]
em mui as di iculdades em se es i , em escolhe uma á ea pa a
es a . Es á semp e dependen e do ou o pa a algum ipo de ap o ação.”
[E7]
Uma ou a á ea que, pa a as educado as, se o na cada ez mais apa en e p ende-se com a
linguagem. Fo am á ias as que menciona am e mais que uma c iança a deixa de ala , ou não ala
de odo, o Po uguês Eu opeu, em oca pelo Po uguês B asilei o, sendo que nenhuma inha qualque
descendência ou con ac o com adul os p óximos de o igem b asilei a, des acando-se nes a ques ão um
caso em pa icula : uma c iança com qua o anos de idade, que an es do con inamen o ala a em
Po uguês Eu opeu, ol ou a ala apenas em Po uguês do B asil. Segundo a educado a, “
os pais
quando ques ionados disse am que a c iança passa a quase 12 ho as po dia a e able . Is o du an e
os ês meses de con inamen o. Foi mui o complicado que ol asse a ala o idioma na i o, e a mãe
mencionou e mui a di iculdade em i a -lhe o able após isso, pois es a a iciada”
[E4]. Numa ou a
si uação, uma c iança já com cinco anos de idade ambém oi mencionada como endo um so aque
b asilei o, mesmo sendo po uguesa (e ilha de pais po ugueses), ao pon o de “
as pessoas a é
pe gun am se ela é b asilei a, e não é. Passa empo a mais no elemó el
” [E7].
Uma das pe gun as ealizadas jun o das educado as passou pela explo ação da eação das
c ianças nos momen os de sepa ação e eencon o com os pais. Reg a ge al, as educado as
ansmi i am que no início quase odas as c ianças cho am, mas que apidamen e se habi uam. Se já
ie em de uma sala an e io com a mesma educado a êm endência a lida melho com essa sepa ação.
Os bebés, cla o, endem a cho a mais, mas assim que deixam de e os pais acalmam.
De aco do com uma das educado as, uma c iança, com ês anos de idade, inha um
compo amen o mui o al e ado quando chega a à ins i uição. Ela mencionou que
“quase nunca que ia
passa pa a o meu colo odos os dias de manhã, e is o po que inha com o elemó el ligado ao YouTube
odos os dias. Semp e que a mãe lhe pedia o elemó el nega a, dizia que não, e aí o compo amen o
dele e a quase de ba e na mãe…e is o e le ia-se na sala. Es a a semp e a ba e aos colegas, e mesmo
quando e a chamado à a enção espondia ao adul o simplesmen e”
[E2]. Aquando do eencon o com
26
os pais, ao inal do dia, oi di o que
“a p imei a coisa que ele azia e a pedi logo o elemó el.
Imedia amen e”
, e que
“Cheguei a ala com os pais, e a mãe disse que ia acaba com o elemó el em
casa, e assim ez, e a c iança no ou-se mesmo bas an e di e en e no compo amen o, pa a melho .
Apesa disso, passado um empo, eu assis i, pediu no amen e o elemó el à mãe, ela disse-lhe que da a
depois, e ez logo bi a. Pe gun ei, e ela inha ol ado a usa o elemó el em casa, em especí ico o
YouTube, e ealmen e o compo amen o es a a a pio a no amen e”
[E2].
Quase odas as educado as menciona am que já inham is o os pais, em ge al, a da o seu
elemó el aos ilhos du an e as iagens de ca o de ol a pa a casa, e conside a am que se ia pa a os
man e sossegados.
Com o passa do empo em exis ido uma no malização da u ilização dos disposi i os ele ónicos
nos di e en es abalhos, e nas C eches e Ja dins-de-In ância a si uação não é di e en e. Cada ez mais
es es es abelecimen os usam p og amas
online
pa a egis a o p og esso das c ianças, pelo que os
educado es mui as ezes acabam a u iliza disposi i os ele ónicos nas salas de aula pa a egis a
de e minadas coisas sob e as c ianças.
“Nós emos as pla a o mas e os ecados dos pais que ecebo
no elemó el…p eciso de o e . De ez em quando oca e enho de i lá e se é alguma coisa da
pla a o ma”
[E3].
Na sua maio ia, não pa ece que as c ianças da C eche peçam com equência o elemó el às
educado as, con udo, quando o eem, odas as educado as menciona am que as c ianças en am pelo
menos esp ei a ou en a aga a . Apesa dis o, uma educado a mencionou que quando i a a uma
o og a ia aos bebés lhes mos a a, pois eles que iam e . Uma ou a educado a ansmi iu que mui as
c ianças já associa am o elemó el à p óp ia pla a o ma e às comunicações ei as com os pais,
“eles já
sabem que eu ano o udo na pla a o ma. Não cos umam pedi , mas en am esp ei a ”
[E4]. Uma c iança
em especí ico, com ês anos de idade, semp e que ia o elemó el que ia esp ei a e pega , e pedia
pa a coloca
YouTube
.
Já no Ja dim-de-In ância, segundo as educado as, mui as ezes as c ianças já pedem o
elemó el, e le an am-se mais apidamen e pa a o en a e . Uma educado a disse que quando coloca
música pa a as c ianças necessi a a de
“coloca o elemó el pa a baixo, senão eles ocam-se mais nas
imagens que na música em si”
[E7].
Rela i amen e ao empo de exposição a es es disposi i os, as educado as menciona am, na sua
maio ia, que não inham manei a de e noção, pois não e a algo que os pais comen assem de li e
on ade, e que endencialmen e “ ugiam” do assun o. Apesa disso, menciona am e noção de que,
em mui os casos, es e nunca pode ia se pouco, pois as c ianças sabiam as danças odas, que osse
27
do
Panda
, que do
Tik ok
. Uma educado a con ou ainda que
“ i emos uma es a na C eche e i sim, os
pais passam mui o os elemó eis pa a os ilhos, pa a os dis ai ”
. Uma educado a mencionou o seguin e:
“
Lemb o-me que em pequena ambém gos a a de e no elas b asilei as, e odos os dias a é assis ia
com a minha mãe. E nunca cheguei a ala b asilei o, nem me eco do de ha e esse enómeno, po
isso em de ha e ealmen e aqui um empo de exposição excessi a
” [E5].
Independen emen e da idade, pa ece que os con eúdos mais consumidos cons am no
YouTube
e o
Tik ok
, acedendo aos mesmos a a és do elemó el e do
able.
Fo am ambém explo adas as pe ceções das educado as quan o a uma po encial di e ença
no uso dos disposi i os ele ónicos após o con inamen o, di e gindo as opiniões nes a ques ão. Po
um lado, há educado as que dizem no a di e ença, um aumen o do uso, endo po ou o, algumas
educado as, mencionado não exis i di e enças pois o uso des es disposi i os já e a acen uado,
con inuando a se no pós con inamen o. Uma educado a de c ianças com idade igual ou in e io a
dois anos mencionou que, segundo ela, as c ianças es a am mais “sensí eis”. Uma ou a a
abalha com c ianças da mesma aixa e á ia mencionou que hou e e e i amen e um enómeno
de a aso na ala, mas não no seu g upo a ual. Uma educado a de c ianças a é aos qua o anos,
mencionou que sabe que, con o me a idade a ança, a exposição a disposi i os ele ónicos
aumen ou desde o con inamen o, em pa e po que os pais des as c ianças se encon a am em
ele abalho, endo, po esse mo i o eco ido aos esmos como o ma de en e e os seus ilhos.
Mencionou ambém que, ecen emen e, inha ques ionado as c ianças sob e se p e e iam
b incadei as ou ecnologias, endo apenas 3 das 24 c ianças da sua sala escolhido b inca ,
“po que
odos os es an es que iam elemó el, ou que iam uma PlayS a ion, ou que iam jogos da Nin endo,
e eu po acaso pensei que e a uma di e ença g ande aos empos an e io es. Já ninguém que
b inca com bonecas, (...), eu a é pe gun ei se p e e iam aze is o e aquilo, e as espos as e am
semp e elemó el, ou PlayS a ion. As ecnologias são um di e imen o mais ápido, mais
es imulan e”
[E6]. Uma ou a educado a, de c ianças de cinco anos de idade, conco dou que o uso
e e i amen e e a mui o e con ínuo, e ac escen ou
“Deixam os pais sossegados, pa a aze o que
que em, e depois mais a de ão paga ”
[E7].
9. Discussão
O p esen e es udo p e endeu ca a e iza o ní el de exposição a disposi i os ele ónicos pe cebido
po um g upo de educado es de c ianças em idade p é-escola , e analisa em que medida a exposição
excessi a pode á, segundo eles, e impac o no desen ol imen o e egulação emocional das c ianças
28
que acompanham.
Em e mos da exposição a disposi i os ele ónicos, os dados adqui idos a a és do es emunho das
educado as mos am que e e i amen e êm noção que, independen emen e da idade, os bebés e
c ianças êm acesso a disposi i os ele ónicos, em pa icula ao elemó el e ao able /iPad, e que
usu uem especialmen e do
YouTube
e
Tik ok
. Não é possí el es abelece uma compa ação sob e es es
dados ace a ou as in es igações, já que na sua maio ia os es udos ealizados em Po ugal êm a
ele isão como o disposi i o ele ónico em ques ão.
Rela i amen e aos momen os em que a exposição acon ece, oi mencionado pelas educado as de
o ma unanime que sabiam acon ece em g ande pa e nos momen os de e eição, mas que não
pode iam ga an i que não acon ecesse em ou os momen os. Pelo con á io, ac edi a am que
acon ece ia, mas menciona am que e a di ícil da pa e delas sabe , pois e a um ema que os pais das
c ianças não gos a am de explo a .
Segundo as educado as, as c ianças que explo a am nas en e is as são aquelas que inham
suspei as de e exposição excessi a, que po pala a dos pais, que po compo amen os das c ianças.
Na sua maio ia, não consegui am da uma es ima i a ace ao empo de exposição, pelas azões já
mencionadas, con udo, é impo an e e em a enção que as que inham alo es conc e os pa a ansmi i
mos a am que e am alo es acima das ecomendações da OMS (2019). Um dos casos passa a
inclusi e pelas doze ho as diá ias. Es e alo es á ambém o emen e acima das ecomendações da
AAP (2016), de que a é aos dois anos as c ianças não de e ão e qualque exposição di e a a es as
ecnologias, e que após essa idade o máximo de e á se duas ho as po dia.
Rela i amen e aos momen os em que os disposi i os ele ónicos su gem como um ecu so dos pais
ace às suas c ianças, pa a além dos momen os de e eições, a chegada e a saída das ins i uições
pa ece se o mais comum. É aqui que os dados ansmi idos pelas educado as demons am que os
disposi i os ele ónicos pode ão es a a se u ilizados como meio pa a dis ai as c ianças, ou, meio de
as man e sossegadas. Aquando da chegada à ins i uição, o am mui os os ela os de c ianças que
inham com o elemó el na mão du an e a iagem de ca o. Nomeadamen e oi aqui que uma educado a
ansmi iu exis i um momen o de quase ag essão de uma c iança de ês anos à sua mãe, po es a lhe
pedi o elemó el de ol a. Sem dados di e amen e dos pais não é possí el ga an i a in enção po de ás
da acul ação do disposi i o à c iança, con udo, es e dado não pe de impo ância na sua ele ância pa a
in es igação u u a.
Rela i amen e ao impac o, nos bebés é di ícil sabe que impac os a exposição excessi a a
disposi i os ele ónicos pode á e , pelo menos a a és de es emunhos de educado as, pois o cho o é
29
uma eação imensamen e comum (Abe & Iza d, 1999). No en an o, segundo as educado as, e a possí el
dis ingui as c ianças sinalizadas com suspei a de exposição excessi a po se em “insa is ei as” e “mais
di íceis de consola ”. No momen o de e eição es a insa is ação mani es a a-se em maio g au. Pa a
além disso, as educado as ela a am exis i uma p e e ência pelo elemó el ace aos es an es
b inquedos à sua disposição. Semp e que o elemó el apa ecia o seu oco passa a imedia amen e pa a
ele, deixando os es an es b inquedos de lado. A ausência de es udos des e ema nes a aixa e á ia
impede que seja possí el compa a es es dados com os ob idos po ou os au o es.
Con o me a idade a ança, os p oblemas man êm. As educado as mencionam casos de mais
insa is ação po pa e das c ianças, assim como maio di iculdade em ge i as suas emoções e
us ações, especialmen e quando con a iados, dados que ão de aco do aos p e iamen e in es igados
po au o es como Ca alhosa (2020), onde a emocionalidade nega i a se co elacionou signi ica i a e
posi i amen e com a má u ilização de ec ãs. Ce ca dos dois anos de idade começam a de e a -se
ques ões de ag essi idade nas c ianças sinalizadas, dado que ai de encon o aos p e iamen e ob idos
po au o es como Tomopoulos e al., (2007), onde oi indicado que ha ia associações em c ianças des a
aixa e á ia en e a sua exposição a media não educacional e compo amen os de ag essão, assim como
ex e nalização de p oblemas. Es as ques ões de emocionalidade nega i a con inuam con o me a aixa
e á ia a ança, e se en a na á ea dos Ja dins-de-In ância. Po um lado, com c ianças ma cadas po
eações mais ísicas e impulsi as ao lida com a us ação, e po ou o com maio di iculdade em egula
as suas emoções. Es as endências ão de encon o às mencionadas po Eisenbe g e al. (1993) e Mille ,
e al. (2004), onde c ianças que em idade p é-escola êm p oblemas de egulação e in ensidade
emocional exibem uma maio endência pa a e em mais con li os com os seus pa es.
No en an o, é ele an e salien a que os esul ados do p esen e es udo mos am que,
independen emen e da aixa e á ia, nenhum educado conside ou que as c ianças e am capazes de se
acalma sem in e enção e auxílio de um adul o. Relemb ando Sou ham-Ge ow e Kendall (2002), assim
como G a z e Roeme (2004), conside a-se que uma c iança consegue egula com sucesso a sua
emoção quando, po exemplo, consegue u iliza es a égias pa a se acalma sozinha aquando da
expe ienciação de emoções o es ou nega i as.
Tal como e e ido an e io men e, no que oca aos momen os de p eocupação dos educado es,
o maio é sem dú ida o momen o da e eição. A alimen ação, em conjun o com a exposição excessi a
a disposi i os ele ónicos, é uma ques ão pouco es udada compa a i amen e ao sono e qualidade do
mesmo, mas é aqui que a pe ceção dos educado es diz ha e mais p oblemas. Não só os dados
adqui idos mos a am que os p óp ios pais inham di iculdades em da de come às c ianças sem o
30
auxílio de um disposi i o ele ónico, como den o das C eches e Ja dim-de-In ância os educado es
ambém inham. Hou e casos de c ianças sinalizadas que inham g andes di iculdades em pe manece
sen adas e calmas no e ei ó io, e c ianças que ica am especialmen e i i á eis nes e momen o. Uma
c iança des acou-se po eme du an e oda a e eição. É uma á ea que eque in es igação u gen e.
Apesa de não se no a g andes p oblemas ela i amen e aos hábi os de sono, con a iamen e
aos dados de Ca alhosa (2020), su giu um caso de uma c iança sinalizada que aos cinco anos de idade
já oma a mela onina e anda a no e apeu a do sono. É impossí el dize com ce eza se exis e uma
co elação en e es es dois assun os, mas não deixa de se um dado impo an e a e em conside ação.
No que diz espei o à linguagem, es a o nou-se uma ques ão mui o alada pelos educado es.
Vá ios menciona am e casos de c ianças sinalizadas que deixa am de ala o Po uguês Eu opeu, em
oca pelo Po uguês do B asil. Segundo os educado es, es a si uação é cada ez mais comum, e ad ém
do excesso de exposição a con eúdo b asilei o, que suspei am não se igiado ou con olado pelos pais.
Um dado no o que su p eendeu oi o das ins i uições e em cada ez mais de u iliza o elemó el
em con ex o de sala de aula, não como um meio de dis ação pa a as c ianças, mas como um
ins umen o impo an e de comunicação com os pais e enca egados de educação. De ido às no as
pla a o mas educa i as, os educado es eem-se a e de a ualiza dados e in o mações sob e as c ianças
em empo eal (se comeu u a, se ez a ses a, e c.). Que os educado es quei am, ou não, as c ianças
acabam a pelo menos e o elemó el enquan o es ão nas ins i uições. Na sua maio ia as c ianças mais
jo ens não endem a pedi di e amen e pelo elemó el, mas en am semp e pelo menos esp ei a ou
aga á-lo.
9.1 Limi ações e Di eções Fu u as
O p esen e es udo ap esen a algumas limi ações susce í eis de e lexão.
Em p imei o luga , hou e uma di iculdade em encon a pa icipan es su icien es. O iginalmen e,
pa a além das en e is as aos educado es, e a supos o exis i uma segunda in es igação com os pais
das c ianças sinalizadas, con udo, os p óp ios educado es mos a am eceio em pa ilha o con ac o
dos mesmos. Os educado es menciona am que como e a um ópico sensí el pa a a maio ia dos pais,
e a única manei a de chega aos pais se ia a a és deles, que não se sen iam con o á eis pelo ac o de
pude em chega a essa conclusão. Apesa disso, as p óp ias ins i uições, que demons a am g ande
in e esse pa a que a in es igação osse ei a, pois conside am um ópico que me ece a enção u gen e,
en a am encon a pais olun á ios pa a se al o de es udo, e nenhum pai, em nenhuma ins i uição
acei ou. Is o pode á de i a do ac o de os pais mui as ezes se sen i em julgados pela sociedade em
31
seu edo , assim como o p óp io s esse pa en al, na sua gene alidade.
Em segundo luga , exis iu, o çosamen e, um ou o des io ao plano o iginal. As en e is as semi-
es u u adas se iam um ins umen o a unciona em conjun o com o
Emo ional Regula ion Checklis
(ERC), e são de Melo (2005). O
Emo ional Regula ion Checklis
(ERC) é um ques ioná io de
he e o ela o em o ma o de checklis , numa escala ipo Like de 4 pon os, que a alia o ní el de
egulação das c ianças a a és de duas subescalas. Es as são a subescala da Regulação Emocional (RE)
e a subescala da Labilidade/Nega i idade Emocional (L/N). O iginalmen e oi c iado po Shields e
Cicche i, em 1997. A subescala da Regulação Emocional es á en ão elacionada com a exp essão das
emoções, empa ia e au oconsciência emocional, e a subescala da Labilidade/Nega i idade Emocional
a alia a al a de lexibilidade, des egulação de ai a e labilidade do humo . No inal da in es igação, após
eque e o
Sco ing
aos au o es o iginais (Shields, & Cicche i, 1997), es es in o ma am que a e são de
Melo (2005), apesa de publicada, não inha sido au o izada de odo, nem ão pouco a adução do
ins umen o, e que a sua u ilização não e a pe mi ida, pelo que os dados i e am de se desca ados e
des uídos.
Em e cei o luga , de ido aos pon os acima mencionados a amos a o nou-se signi ica i amen e
mais pequena do que o espe ado, pelo que a in es igação e e de se adap ada a al. Com uma amos a
des e amanho não é possí el aze gene alizações, nem ão pouco é possí el es abelece co elações
en e os dados. Con udo isso não signi ica que es es não de am se al o de a enção, pelo con á io.
Apesa de as en e is as e em si o ei as com base em suspei as de exposição excessi a, e não em
dados conc e os, isso pe mi iu da um no o olha sob e a emá ica do uso excessi o de disposi i os
ele ónicos nas c ianças de idade p é-escola . O olha e pe ceção de quem abalha dia iamen e com a
população al o é igualmen e impo an e, e pa ece se uma e en e com pouca ep esen a i idade nas
in es igações do ipo. Os educado es são das pessoas que êm maio con ac o com as c ianças,
especialmen e com o aumen o g adual de empo que as c ianças passam na ins i uição, em compa ação
com as suas p óp ias casas, de modo que a sua pe ceção de e se al o de oco. Pa a além disso, apesa
de não se possí el c ia gene alizações ace à exposição excessi a aos disposi i os ele ónicos, é i al
que se p es e a enção à aixa e á ia das idades p é-escola es em in es igações u u as, pois há uma
ausência signi ica i a de es udos com es e ema nes as idades. Des e modo, apesa de a amos a não
se signi ica i amen e g ande pa a c ia gene alizações, nem de e mina causalidade, não são dados a
desca a , pois ale am pa a um p oblema ime gen e.
Rela i amen e a di eções u u as, é ele an e que se epi am es udos com uma aixa e á ia
eduzida, nomeadamen e idades p é-escola es, assim como in es igações que pe mi am pe ceciona o
38
Halbe s ad , A. G., Cassidy, J., S i e , C. A., Pa ke, R. D., & Fox, N. A. (1995). Sel -exp essi eness wi hin
he amily con ex : Psychome ic suppo o a new measu e.
Psychological assessmen
,
7
(1),
93.
Hill, D., Ameenuddin, N., Reid Chassiakos, Y. L., C oss, C., Hu chinson, J., Le ine, A., ... & Swanson, W.
S. Media and young minds.
Pedia ics
,
138
(5).
Hinkley T, Ve bes el V, Ah ens W, e al. Ea ly Childhood Elec onic Media Use as a P edic o o Poo e
Well-being: A P ospec i e Coho S udy.
JAMA Pedia .
2014;168(5):485–492.
doi:10.1001/jamapedia ics.2014.94
Hou igan, S. E., Goodman, K. L., & Sou ham-Ge ow, M. A. (2011). Disc epancies in pa en s’ and
child en’s epo s o child emo ion egula ion.
Jou nal o Expe imen al Child Psychology
,
110
(2),
198-212.
Hu wi z, S. C. (2002). To be success ul--le hem play!(Fo Pa en s Pa icula ly).
Childhood Educa ion
,
79
(2), 101-103.
Iza d, C. E. (2002). T ansla ing emo ion heo y and esea ch in o p e en i e in e en ions.
Psychological
bulle in
,
128
(5), 796.
Iza d, C. E., Fine, S., Mos ow, A., T en acos a, C., & Campbell, J. A. N. (2002). Emo ion p ocesses in
no mal and abno mal de elopmen and p e en i e in e en ion.
De elopmen and
psychopa hology
,
14
(4), 761-787.
Jah omi, L. B., & S i e , C. A. (2008). Indi idual di e ences in p eschoole s' sel - egula ion and heo y
o mind.
Me ill-Palme Qua e ly (1982-)
, 125-150.
Je usalinsky, A. (2007).
Desen ol imen o e Psicanálise
.
Psicanálise e desen ol imen o in an il. ( ol. 4).
Po o Aleg e: A es e O ícios.
Je usalinsky, A. (2007).
Desen ol imen o: luga e empo do o ganismo e sus luga e empo do sujei o
.
Psicanálise e desen ol imen o in an il. ( ol. 4) Po o Aleg e: A es e O ícios.
Kazdin, A. E., & Weisz, J. R. (1998). Iden i ying and de eloping empi ically suppo ed child and
adolescen ea men s.
Jou nal o consul ing and clinical psychology
,
66
(1), 19.
Ki ko ian, H. L., Pempek, T. A., Mu phy, L. A., Schmid , M. E., & Ande son, D. R. (2009). The impac o
backg ound ele ision on pa en –child in e ac ion.
Child de elopmen
,
80
(5), 1350-1359.
Kochanska, G. (2002). Mu ually esponsi e o ien a ion be ween mo he s and hei young child en: A
con ex o he ea ly de elopmen o conscience.
Cu en Di ec ions in Psychological Science
,
11
(6), 191-195.
Kochanska, G., Mu ay, K. T., & Ha lan, E. T. (2000). E o ul con ol in ea ly childhood: con inui y and
39
change, an eceden s, and implica ions o social de elopmen .
De elopmen al psychology
,
36
(2), 220.
Kopp, C. B. (1982). An eceden s o sel - egula ion: a de elopmen al pe spec i e.
De elopmen al
psychology
,
18
(2), 199.
Kopp, C. B. (1989). Regula ion o dis ess and nega i e emo ions: A de elopmen al iew.
De elopmen al
psychology
,
25
(3), 343.
Land y, S. H., Smi h, K. E., Mille -Lonca , C. L., & Swank, P. R. (1998). n zyxw u s qponmlk.
Child
De elopmen
,
69
(1), 105-123.
Lawson, K. R., Pa inello, R., & Ru , H. A. (1992). Ma e nal beha io and in an a en ion.
In an Beha io
and De elopmen
,
15
(2), 209-229.
Lengua, L. J. (2002). The con ibu ion o emo ionali y and sel ‐ egula ion o he unde s anding o
child en’s esponse o mul iple isk.
Child de elopmen
,
73
(1), 144-161.
Lin, L. Y., Che ng, R. J., Chen, Y. J., Chen, Y. J., & Yang, H. M. (2015). E ec s o ele ision exposu e on
de elopmen al skills among young child en.
In an beha io and de elopmen
,
38
, 20-26.
Mala es a, C. Z. (1990, Janua y). The ole o emo ions in he de elopmen and o ganiza ion o
pe sonali y. In
Neb aska symposium on mo i a ion
(Vol. 36, pp. 1-56).
Mala es a-Magai, C. (1991). Emo ional socializa ion: I s ole in pe sonali y and de elopmen al
psychopa hology. In D. Cicche i & S. L. To h (Eds.),
In e nalizing and ex e nalizing exp essions
o dys unc ion
(pp. 203–224). Law ence E lbaum Associa es, Inc.
Manganello, J. A., & Taylo , C. A. (2009). Tele ision exposu e as a isk ac o o agg essi e beha io
among 3-yea -old child en.
A chi es o pedia ics & adolescen medicine
,
163
(11), 1037-1045.
Ma osso, R. (2010).
Tecnologia X Seden a ismo
. Salada ex ual.
McElwain, N. L., & Volling, B. L. (2005). P eschool child en's in e ac ions wi h iends and olde siblings:
ela ionship speci ici y and join con ibu ions o p oblem beha io .
Jou nal o amily psychology
,
19
(4), 486
Mille , A. L., Kiely Gouley, K., Sei e , R., Dicks ein, S., & Shields, A. (2004). Emo ions and beha io s in
he Head S a class oom: Associa ions among obse ed dys egula ion, social compe ence, and
p eschool adjus men .
Ea ly Educa ion and De elopmen
,
15
(2), 147-166.
Mille , P. A., & De Haa , M. A. J. O. (1997). Emo ional, cogni i e, beha io al, and empe amen
cha ac e is ics o high-empa hy child en.
Mo i a ion and Emo ion
,
21
, 109-125.
Mo is, A. S., Silk, J. S., S einbe g, L., Mye s, S. S., & Robinson, L. R. (2007). The ole o he amily
con ex in he de elopmen o emo ion egula ion.
Social de elopmen
,
16
(2), 361-388.
40
Ne o, C. (2020).
Libe em as C ianças - A u gência de b inca e se a i o
. (1ª edição). Con apon o
Edi o es.
NICHD Ea ly Child Ca e Resea ch Ne wo k. (2002). Ea ly Child Ca e and Child en’s De elopmen P io
o School En y: Resul s om he NICHD S udy o Ea ly Child Ca e.
Ame ican Educa ional
Resea ch Jou nal
,
39
(1), 133–164. h p://www.js o .o g/s able/3202474
O'Conno , T. G., He on, J., Golding, J., Be e idge, M., & Glo e , V. (2002). Ma e nal an ena al anxie y
and child en's beha iou al/emo ional p oblems a 4 yea s: Repo om he A on Longi udinal
S udy o Pa en s and Child en.
The B i ish Jou nal o Psychia y
,
180
(6), 502-508.
Oli ei a, V. B. (Ed.). (2000).
O b inca e a c iança do nascimen o aos seis anos
.
Pelleg ini, A. D., & Smi h, P. K. (1998). The de elopmen o play du ing childhood: Fo ms and possible
unc ions.
Child Psychology and Psychia y Re iew
,
3
(2), 51-57.
P e i ale, A. (2006).
A Impo ância do B inca
. Campinas: UNICAMP.
Radesky, J. S., Peacock-Chambe s, E., Zucke man, B., & Sil e s ein, M. (2016). Use o mobile echnology
o calm upse child en: Associa ions wi h social-emo ional de elopmen .
JAMA pedia ics
,
170
(4), 397-399.
Radesky, J. S., & Ch is akis, D. A. (2016). Inc eased sc een ime: implica ions o ea ly childhood
de elopmen and beha io .
Pedia ic Clinics
,
63
(5), 827-839.
Radesky, J. S., Sil e s ein, M., Zucke man, B., & Ch is akis, D. A. (2014). In an sel - egula ion and ea ly
childhood media exposu e.
Pedia ics
,
133
(5), e1172-e1178.
Reis, A. H., Oli ei a, S. E. S. D., Bandei a, D. R., And ade, N. C., Ab eu, N., & Spe b, T. M. (2016).
Emo ion Regula ion Checklis (ERC): P elimina y s udies o c oss-cul u al adap a ion and
alida ion o use in B azil.
Temas em Psicologia, 24
(1), 77-96.
Rideou , V., & Ka z, V. S. (2016). Oppo uni y o all? Technology and lea ning in lowe -income amilies.
In
Joan Ganz Cooney cen e a sesame wo kshop
. Joan Ganz Cooney Cen e a Sesame
Wo kshop. 1900 B oadway, New Yo k, NY 10023.
Robe s, W. L. (1999) The socializa ion o emo ional expe ience: ela ions wi h p osocial beha iou and
compe ence in i e samples.
Canadian Jou nal o Beha io al Science
, 31, 72-85
Roni, B. (2023, Augus 27). Babies, Sc eens, Pa en s, and De elopmen al Delays.
Psychology Today
.
h ps://www.psychology oday.com/us/blog/li e- e ac ed/202308/babies-sc eens-pa en s-
and-de elopmen al-delays
Ro hba , M. (2000)
Child en’s Beha iou Ques ionnai e. Sho Fo m, Ve sion I
. A ailable om he
au ho . Uni e si y o O egon.
41
Ro hba , M. (2004). Tempe amen and he pu sui o an in eg a ed De elopmen al Psychology.
Me ill-
Palme Qua e ly, 50
(4), 492-505.
Ro hba , M. K. (1994). Emo ional de elopmen : Changes in eac i i y and sel - egula ion.
The na u e o
emo ion: Fundamen al ques ions
, 369-372.
Ro hba , M. K., & De ybe y, D. (2002). Tempe amen in child en.
Psychology a he u n o he
millennium
,
2
, 17-35.
Ro hba , M. K., Ahadi, S. A., He shey, K. L., & Fishe , P. (2001). In es iga ions o empe amen a h ee
o se en yea s: The Child en's Beha io Ques ionnai e.
Child de elopmen
,
72
(5), 1394-1408.
Ro hba , M. K., Posne , M. I., & Boylan, A. (1990). Regula o y mechanisms in in an de elopmen . In
Ad ances in psychology
(Vol. 69, pp. 47-66). No h-Holland.
Ro hba , M., & De ybe y, D. (1981). Theo e ical issues in empe amen . In
De elopmen al disabili ies:
Theo y, assessmen , and in e en ion
(pp. 383-400). Do d ech : Sp inge Ne he lands.
Ro hba , M., & Pu nam, S. P. (2002). Tempe amen and socializa ion.
Pa hs o success ul de elopmen :
Pe sonali y in he li e cou se
, 19-45.
Ro hba , M.K. & Ba es, J.E. (1998) Tempe amen . In W. Damon (Se ies Ed.) & N. Eisenbe g (Vol. Ed.)
Handbook o child psychology: Vol. 3, Social, emo ional and
pe sonali y de elopmen
. (5 h ed.,
pp.105-176) New Yo k; Wiley.
Rubin, K. H., & Bu gess, K. B. (2001). Social wi hd awal and anxie y.
The de elopmen al
psychopa hology o anxie y
, (P III), 407-434.
Rubin, K. H., Coplan, R. J., & Bowke , J. C. (2009). Social wi hd awal in childhood.
Annual e iew o
psychology
,
60
, 141-171.
Rueda, M. R. (2012). E o ul con ol.
Handbook o empe amen
, 145-167.
Saa ni, C. (1997). Coping wi h a e si e eelings.
Mo i a ion and emo ion
,
21
, 45-63.
Saa ni, C. (1999).
The de elopmen o emo ional compe ence
. Guil o d p ess.
San os, C., Ba os, J. (2017) E ei os do uso das no as ecnologias da in o mação e comunicação pa a
o desen ol imen o emocional in an il: uma comp eensão psicanalí ica.
h ps://www.psicologia.p /a igos/ ex os/TL0435.pd
San os, V. B., Simões, M. M., Gonçal es, C. M. (2017). Os desa ios de desen ol e -se na e a digi al.
Re is a Cien í ica Ele ônica de Psicologia, 28
(28), 60-65.
h p:// ae . e is a.in .b /imagens_a qui os/a qui os_des aque/z9FcDFuBDViFlp4_2017-11-8-
17-16-18.pd #page=63
Shields, A., & Cicche i, D., (1997). Emo ion egula ion among school-age child en: The de elopmen
42
and alida ion o a new c i e ion Q-so scale.
De elopmen al Psychology, 33
(6), 906–916.
doi:10.1037/0012-1649.33.6.906
Shonko , J. P., Phillips, D. A., & Na ional Resea ch Council. (2000). Acqui ing sel - egula ion. In
F om
neu ons o neighbo hoods: The science o ea ly childhood de elopmen
. Na ional Academies
P ess (US).
Shonko , J. P., Phillips, D. A., & Na ional Resea ch Council. (2000). The de eloping b ain. In
F om
neu ons o neighbo hoods: The science o ea ly childhood de elopmen
. Na ional Academies
P ess (US).
Shonko , J. P., Phillips, D. A., & Na ional Resea ch Council. (2000). Nu u ing ela ionships. In
F om
neu ons o neighbo hoods: The science o ea ly childhood de elopmen
. Na ional Academies
P ess (US).
Sou ham-Ge ow, M. A., & Kendall, P. C. (2002). Emo ion egula ion and unde s anding: Implica ions o
child psychopa hology and he apy.
Clinical psychology e iew
,
22
(2), 189-222.
S Clai -Thompson, H., Bugle , M., Robinson, J., Clough, P., McGeown, S. P., & Pe y, J. (2015). Men al
oughness in educa ion: Explo ing ela ionships wi h a ainmen , a endance, beha iou and pee
ela ionships.
Educa ional Psychology
,
35
(7), 886-907.
S elau, J. (1996). The egula i e heo y o empe amen : cu en s a us.
Pe sonali y and Indi idual
Di e ences
,
20
(2), 131-142.
S elau, J., & Zawadzki, B. (1995). The o mal cha ac e is ics o beha iou —Tempe amen in en o y
(FCB—TI): Validi y s udies.
Eu opean Jou nal o Pe sonali y
,
9
(3), 207-229.
Sugawa a, M., Ma sumo o, S., Mu ohashi, H., Sakai, A., & Isshiki, N. (2015). T ajec o ies o ea ly
ele ision con ac in japan: ela ionship wi h p eschoole s’ ex e nalizing p oblems.
Jou nal o
Child en and Media
,
9
(4), 453-471.
Takahashi I, Oba a T, Ishiku o M, e al. Sc een Time a Age 1 Yea and Communica ion and P oblem-
Sol ing De elopmen al Delay a 2 and 4 Yea s.
JAMA Pedia .
2023;177(10):1039–1046.
doi:10.1001/jamapedia ics.2023.3057
Tamis‐LeMonda, C. S., Shannon, J. D., Cab e a, N. J., & Lamb, M. E. (2004). Fa he s and mo he s a
play wi h hei 2‐and 3‐yea ‐olds: Con ibu ions o language and cogni i e de elopmen .
Child
de elopmen
,
75
(6), 1806-1820.
Thompson, A. L., Adai , L. S., & Ben ley, M. E. (2013). Ma e nal cha ac e is ics and pe cep ion o
empe amen associa ed wi h in an TV exposu e.
Pedia ics
,
131
(2), 390-397.
Thompson, R. A. (1991). Emo ional egula ion and emo ional de elopmen .
Educa ional psychology
43
e iew
,
3
, 269-307.
Thompson, R. A. (1994). Emo ion egula ion: A heme in sea ch o de ini ion.
Monog aphs o he socie y
o esea ch in child de elopmen
, 25-52.
Tomopoulos, S., D eye , B. P., Be kule, S., Fie man, A. H., B ockmeye , C., & Mendelsohn, A. L. (2010).
In an media exposu e and oddle de elopmen .
A chi es o pedia ics & adolescen medicine
,
164
(12), 1105-1111.
Tomopoulos, S., D eye , B. P., Valdez, P., Flynn, V., Foley, G., Be kule, S. B., & Mendelsohn, A. L. (2007).
Media con en and ex e nalizing beha io s in La ino oddle s.
Ambula o y Pedia ics
,
7
(3), 232-
238.
T onick, E. Z. (2018). Emo ions and emo ional communica ion in in an s.
Pa en -in an psychodynamics
,
35-53.
Willi o d, A. P., Vick Whi ake , J. E., Vi iello, V. E., & Downe , J. T. (2013). Child en's engagemen wi hin
he p eschool class oom and hei de elopmen o sel - egula ion.
Ea ly Educa ion &
De elopmen
,
24
(2), 162-187.
Winnico , D. (1971).
O b inca e a ealidade
. Imago Edi o a.
Winnico , D. W. (1992).
Playing and eali y
. Psychology P ess.
Wo ld Heal h O ganiza ion. (2019, Ap il 24). To g ow up heal hy, child en need o si less and play mo e.
WHO News oom
. h ps://www.who.in /news- oom/de ail/24-04-2019- o-g ow-up-heal hy-
child en-need- o-si -less-and-play-mo e
Zhou, Q., Eisenbe g, N., Losoya, S. H., Fabes, R. A., Reise , M., Gu h ie, I. K., ... & Shepa d, S. A. (2002).
The ela ions o pa en al wa m h and posi i e exp essi eness o child en's empa hy‐ ela ed
esponding and social unc ioning: A longi udinal s udy.
Child de elopmen
,
73
(3), 893-915.
44
Anexos
Anexo nº1 Ca a-Con i e às C eches
Venho po es e meio con ida à pa icipação no es udo “Exposição a Disposi i os Ele ónicos em
Idades P ecoces – Seu Impac o no Desen ol imen o e Regulação Emocional de C ianças em Idade
P é-Escola ” da au o ia de Joana de Cas o Viei a Mendes, o ien ado pela D . Susana Cai es, inse ido
na disse ação de Mes ado em Es udos da C iança, minis ado no Ins i u o de Educação da
Uni e sidade do Minho.
Nos dias de hoje exis e uma c escen e p eocupação po pa e de di e en es agen es da
sociedade com o uso excessi o de disposi i os ele ónicos pelas c ianças. Pa a além do início da
sua u ilização em idades cada ez mais p ecoces, e i ica-se, po exemplo, no dia a dia de algumas
das amílias a u ilização, pelos pais, des es disposi i os (designadamen e o elemó el) como o ma
de acalma os seus ilhos, eco endo a es e como meio egulado do compo amen o da c iança.
Num es udo ela i o às pe ceções dos educado es de In ância em idade p é-escola quan o à
adequação do núme o de ho as que es as c ianças es ão expos as a disposi i os ele ónicos
( omando como e e ência as o ien ações da OMS, que ecomenda que, pa a c ianças dos 2-5 anos,
o empo máximo não de e á excede 1h po dia), oi e i icado que, de en e os 134 cuidado es que
pa icipa am no es udo, 49,3% conside a a que as c ianças de quem cuida am es a am expos os,
du an e a semana, a uma empo de ec ã em excesso. Rela i amen e ao im de semana, es a
pe cen agem subiu pa a os 83,6%. Olhando es as axas, bem como as ecomendações da OMS,
es a é uma ques ão que de e á se al o de a enção, mas são ainda escassos os es udos sob e os
e ei os do uso p ecoce, e em excesso. No caso especí ico das c ianças em idade p é-escola e
conside ando a sua ima u idade cogni i a, emocional, e psicomo o a, a exposição p ecoce,
p olongada e em momen os cha e pa a o seu desen ol imen o emocional (e.g., con on o com o
“não”), pode á, po exemplo, comp ome e p ocessos c uciais ao desen ol imen o da capacidade
de egula as suas p óp ias emoções. É nes a medida que su ge a in es igação. Os seus obje i os
são: a e igua se exis e co elação en e o uso de disposi i os ele ónicos em excesso, pelos pais,
pa a en e e e ge i o compo amen o dos ilhos (dos 0 aos 6 anos), e a au o- egulação emocional
45
da c iança a equen a a C eche. Se á pedido aos pa icipan es que p eencham um ques ioná io, e
pos e io men e que sejam al o de uma en e is a g a ada.
A p i acidade e con idencialidade dos pa icipan es se á ga an ida a odos, que pa icipan es
que ins i uições, sendo que os seus dados iden i icado es não se ão e elados. Apenas a au o a do
es udo e espe i o o ien ado cien í ico e ão acesso di e o aos dados ecolhidos no âmbi o des a
in es igação. Sendo assim, os dados ecolhidos se ão apenas u ilizados em con ex os de di ulgação
cien í ica (ex: cong essos, a igos) desde que sal agua dado o anonima o de odos os pa icipan es.
A au o a,
Joana Mendes
46
Anexo nº 2 Ca a-Con i e ao Ja dim-de-In ância
Venho po es e meio con ida à pa icipação no es udo “Exposição a Disposi i os Ele ónicos em
Idades P ecoces – Seu Impac o no Desen ol imen o e Regulação Emocional de C ianças em Idade
P é-Escola ” da au o ia de Joana de Cas o Viei a Mendes, o ien ado pela D . Susana Cai es, inse ido
na disse ação de Mes ado em Es udos da C iança, minis ado no Ins i u o de Educação da
Uni e sidade do Minho.
Nos dias de hoje exis e uma c escen e p eocupação po pa e de di e en es agen es da sociedade
com o uso excessi o de disposi i os ele ónicos pelas c ianças. Pa a além do início da sua u ilização em
idades cada ez mais p ecoces, e i ica-se, po exemplo, no dia a dia de algumas das amílias a
u ilização, pelos pais, des es disposi i os (designadamen e o elemó el) como o ma de acalma os seus
ilhos, eco endo a es e como meio egulado do compo amen o da c iança. Num es udo ela i o às
pe ceções dos educado es de In ância em idade p é-escola quan o à adequação do núme o de ho as
que es as c ianças es ão expos as a disposi i os ele ónicos ( omando como e e ência as o ien ações
da OMS, que ecomenda que, pa a c ianças dos 2-5 anos, o empo máximo não de e á excede 1h po
dia), oi e i icado que, de en e os 134 cuidado es que pa icipa am no es udo, 49,3% conside a a que
as c ianças de quem cuida am es a am expos os, du an e a semana, a uma empo de ec ã em excesso.
Rela i amen e ao im de semana, es a pe cen agem subiu pa a os 83,6%. Olhando es as axas, bem
como as ecomendações da OMS, es a é uma ques ão que de e á se al o de a enção, mas são ainda
escassos os es udos sob e os e ei os do uso p ecoce, e em excesso. No caso especí ico das c ianças
em idade p é-escola e conside ando a sua ima u idade cogni i a, emocional, e psicomo o a, a exposição
p ecoce, p olongada e em momen os cha e pa a o seu desen ol imen o emocional (e.g., con on o com
o “não”), pode á, po exemplo, comp ome e p ocessos c uciais ao desen ol imen o da capacidade de
egula as suas p óp ias emoções. É nes a medida que su ge a in es igação. Os seus obje i os são:
a e igua se exis e co elação en e o uso de disposi i os ele ónicos em excesso, pelos pais, pa a
en e e e ge i o compo amen o dos ilhos (dos 0 aos 6 anos), e a au o- egulação emocional da c iança
a equen a a C eche. Se á pedido aos pa icipan es que p eencham um ques ioná io, e pos e io men e
que sejam al o de uma en e is a g a ada.
A p i acidade e con idencialidade dos pa icipan es se á ga an ida a odos, que pa icipan es que
47
ins i uições, sendo que os seus dados iden i icado es não se ão e elados. Apenas a au o a do es udo e
espe i o o ien ado cien í ico e ão acesso di e o aos dados ecolhidos no âmbi o des a in es igação.
Sendo assim, os dados ecolhidos se ão apenas u ilizados em con ex os de di ulgação cien í ica (ex:
cong essos, a igos) desde que sal agua dado o anonima o de odos os pa icipan es.
A au o a,
Joana Mendes