Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Luís Da id Campos Coen ão
P á ica In encional de Ligados Técnico-
Mecânicos de Mão Esque da na
Gui a a Clássica
se emb o de 2022
P á ica In encional de Ligados Técnico-Mecânicos de Mão Esque da na
Gui a a Clássica
UMinho | 2022
Luís Da id Campos Coen ão
se emb o de 2022
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Luís Da id Campos Coen ão
P á ica In encional de Ligados Técnico-Mecânicos
de mão esque da na Gui a a Clássica
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Ensino de Música
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o Rica do Ba celó
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDICÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi o iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Aos meus pais e ao meu i mão, po odo o apoio em odos os momen os.
Ao P o esso Dou o Rica do Ba celó po odos os ensinamen os, apoio e o ien ação na ealização des e
ela ó io.
À Inês, po oda a paciência, dedicação e amo .
A odos os alunos, pela colabo ação e empenho.
A odos, o meu since o ob igado.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que
espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Tí ulo: P á ica In encional de Ligados Técnico-Mecânicos de Mão Esque da na Gui a a Clássica
Resumo:
O p esen e Rela ó io de Es ágio oi ealizado no âmbi o do Mes ado em Ensino de Música,
minis ado pelo Ins i u o de Educação da Uni e sidade do Minho, e em como ema a “P á ica In encional
de Ligados Técnico-Mecânicos de Mão Esque da na Gui a a Clássica”. Es e abalho de In es igação-Ação
oi le ado a cabo no Conse a ó io do Bom im, localizado em B aga, comp eendendo alunos dos g upos de
ec u amen o M11 (Gui a a Clássica) e M32 (Conjun o Ins umen al).
O p incipal obje i o des e abalho oi o de a e igua se e a possí el usa a i amen e os ligados
mecânicos de mão esque da – elemen os idiomá icos de ex ema impo ância na écnica e no epe ó io
gui a ís ico – den o de uma abo dagem pedagógica, p omo endo uma p á ica in encional e
con ex ualizada des e ecu so. Pa a al, oi ealizada uma e isão de li e a u a sob e o ges o écnico em
ques ão, assim como es abelecidos pa alelismos com emá icas adjacen es ao mesmo, como a iculação
musical e écnica ins umen al.
No con ex o in e en i o, o am desen ol idas e aplicadas um conjun o de doze a i idades
adap adas aos di e sos ní eis de ensino p e is os no Ensino Regula , assim como ealizados inqué i os aos
alunos in e enien es e a P o esso es de Gui a a Clássica sob e a emá ica.
Os esul ados ob idos o am bas an e posi i os, sendo possí el obse a nos alunos uma e olução
signi ica i a, não apenas no domínio dos ligados écnico-mecânicos, mas ambém na comp eensão da
écnica ge al do ins umen o. A a és da me odologia implemen ada, es e p oje o consciencializou e
p omo eu ambém uma o ina de abalho écnico com ecu so a es a égias pedagógicas como
exempli icação, uso de me ónomo, in odução g adual de elemen os, en e ou os, que podem ambém
se pos e io men e aplicados e u ilizados no es udo de ou os elemen os écnicos.
Pala as-Cha e: Gui a a Clássica, Técnica Ins umen al; P á ica In encional; Ligados Técnico-Mecânicos
i
Ti le: In en ional P ac ice o Le -Hand Technical-Mechanical Slu s on Classic Gui a
Abs ac :
This In e nship Repo was ca ied ou wi hin he scope o he Mas e ’s Deg ee in Music Teaching,
a he Ins i u e o Educa ion o he Uni e si y o Minho, and i ’s heme is he “In en ional P ac ice o Le
Hand Technical-Mechanical Slu s on Classical Gui a ”. This Ac ion-Resea ch wo k was ca ied ou a he
Bom im Conse a o y, loca ed in B aga, comp ising s uden s om he M11 (Classical Gui a ) and M32
(Ins umen al Ensemble) ec ui men g oups.
The main objec i e o his wo k was o in es iga e whe he i was possible o ac i ely use le hand
mechanical slu s - idioma ic elemen s o ex eme impo ance in gui a echnique and epe oi e - wi hin a
pedagogical app oach, p omo ing an in en ional and con ex ualized p ac ice o his esou ce. To his end, a
li e a u e e iew was conduc ed on he echnical ges u e in ques ion, as well as es ablishing pa allels wi h
adjacen hemes, such as musical a icula ion and ins umen al echnique.
In he in e en ional con ex , a se o wel e ac i i ies we e de eloped and applied, adap ed o he
a ious le els o educa ion p o ided in egula educa ion, as well as su eys we e conduc ed wi h he
s uden s and classical gui a eache s on he subjec .
The esul s ob ained we e qui e posi i e, and i was possible o obse e a signi ican e olu ion in he
s uden s, no only on he echnical-mechanical slu s, bu also on he unde s anding o he gene al echnique
o he ins umen . Th ough he me hodology implemen ed, his p ojec also aised awa eness and p omo ed
a echnical wo k ou ine using pedagogical s a egies such as exempli ica ion, me onome use, g adual
in oduc ion o elemen s, among o he s, which can also be la e applied and used in he s udy o o he
echnical elemen s.
Keywo ds: Classical Gui a ; Ins umen al Technique; In en ional P ac ice; Technical-Mechanical Slu s
ii
Índice
In odução ........................................................................................................................... 1
1. Enquad amen o Teó ico ............................................................................................... 3
1.1. O papel da A iculação no con ex o musical ..................................................................................3
1.2. A iculação na Gui a a Clássica ...................................................................................................6
1.3. Posicionamen o e ação da mão esque da .....................................................................................8
1.4. Ligados Técnico-Mecânicos de Mão Esque da ............................................................................ 12
1.4.1. No ação ............................................................................................................................. 15
1.4.2. Ligados Técnico Descenden es.......................................................................................... 16
1.4.3. Ligados Técnicos Ascenden es ........................................................................................... 17
1.4.4. O namen ação ................................................................................................................... 18
2. Enquad amen o Con ex ual ........................................................................................ 21
3. Ca ac e ização dos Alunos ......................................................................................... 23
4. Me odologia ............................................................................................................... 26
4.1. Ins umen os de Recolha de Dados ........................................................................................... 26
5. Ca ac e ização das a i idades .................................................................................... 28
5.1. P imei o Ciclo e Segundo Ciclo – M11 ...................................................................................... 29
5.2. Te cei o Ciclo e Ensino Secundá io – M11 ................................................................................ 30
5.3. O ques a de Gui a as – M32 ................................................................................................... 32
6. Ap esen ação e análise dos esul ados ....................................................................... 35
6.1. P imei a e Úl ima A i idade ....................................................................................................... 35
6.2. Análise Indi idual ...................................................................................................................... 36
6.2.1. Iniciação ............................................................................................................................ 36
6.2.2. Segundo Ciclo ................................................................................................................... 38
6.2.3. Te cei o Ciclo .................................................................................................................... 40
6.2.4. Secundá io ........................................................................................................................ 41
4
elemen o essencial do seu discu so.
A a iculação, enquan o pa âme o musical, e e e-se ao que acon ece en e as no as, com
pa icula impo ância pa a o a aque (início da no a) e a quan idade de espaço en e as mesmas. É
impo an e no a que a iculação di e e de aseado, no sen ido e que es e úl imo se e e e à o ma como
as no as se encon am ag upadas segundo um p opósi o exp essi o. (Duncan, 1980) Segundo B esin
(2002, p.1), “A a iculação é uma das p incipais componen es na pe o mance musical, uma ez que
pe mi e con ola de que modo duas no as consecu i amen e ocadas es ão acus icamen e conec adas,
con ibuído pa a o ca ác e da pe o mance”
2
( .l). Na mesma linha de pensamen o, Kelle (1973) a i ma
que: “A unção da a iculação musical é a junção ou sepa ação de no as indi iduais, deixando o con eúdo
indi idual de uma linha melódica inal e ada, mas de e minando a sua exp essão”
3
( .l). Também Glise
(1997, p. 206) e e e que: “A a iculação, seguida do aseado, é a o ma mais impo an e de um solis a
con ola o som e desen ol e uma in e p e ação indi idual de uma peça”
4
( .l), ac escen ando ainda que,
do pon o de is a pedagógico, a manei a mais e icaz de um aluno econhece a o ma como uma ase
de e se a iculada, é a a és do can o.
No con ex o musical, a pala a a iculação e e e-se a um conjun o de indicações des inadas ao
ins umen is a, no malmen e ap esen adas a a és de ícones ou símbolos na pa i u a musical, que indicam
ca ac e ís icas de a aque, du ação ou in ensidade de uma de e minada no a, especi icando de que o ma
as no as de e ão se in e p e adas no con ex o de uma ase ou passagem musical.
Glise (1997, p.204) a ança que: “Nos dois ex emos emos o
lega o
e o
s acca o
(…) mas
na u almen e exis em inúme os g aus de a iculação que de em se de inidos pelo in é p e e aquando do
início da in e p e ação da peça.”
5
( .l) Schmid -Jones (2013, p.64) de ine o
s aca o
como a execução de
no as cu as, com bas an e espaço en e cada uma delas. Duncan (1980) co obo a, a i mando que o
s acca o
eduz o alo nominal de uma no a em mais de me ade. Po oposição, o
lega o
é ca ac e izado
po no as o almen e conec adas en e si, não exis indo nenhum espaço en e elas. Schmid -Jones (2013,
p.64) no a, no en an o, que: “O empo e o i mo não são a e ados pela a iculação.”
6
( adução li e da
minha au o ia)
A í ulo de exemplo, as no as
s acca o
apesa de soa em mais cu as do que se encon a esc i o,
2
“A icula ion is one o he mos impo an cues in music pe o mance, since i allows con ol o he way in which wo di e en
no es a e acous ically connec ed, and con ibu es o he cha ac e o he pe o mance.” (B esin, 2002, p.1)
3
“The unc ion o music a icula ion is he binding oge he o he sepa a ion o indi idual no es; i lea es he in ellec ual con en
o a melodic line in iolable, bu i de e mina es i s exp ession” (Kelle , 1973).
4
“A icula ion, nex o phasing, is he mos impo an way a solois will con ol de sound and de elop an indi idual in e p e a ion
o a piece.” (Glise, 1997)
5
“A he wo ex emes we ha e
lega o
and
s acca o
(…) bu na u ally he e a e innume able deg ees o a icula ion which mus
be de ined by he playe as he begin o in e p e he piece.” (Glise, 1997, p.204)
6
“The empo and hy hm a e no a ec ed by a icula ions.” (Schmid -Jones, 2013, p.64)
5
is o apenas se de e à quan idade de espaço deixado en e as mesmas.
São ambém u ilizados ou os e mos pa a ca ac e iza di e en es a iculações, mui as ezes
especí icas de amílias de ins umen os. Segundo Duncan (1980, p.139), o e mo
spicca o,
(p o enien e
do e bo i aliano
spicca e
)
diz espei o a “… uma e são pa icula de s acca o ca ac e ís ica de
ins umen os de a co, p oduzida a a és de um ligei o essal o do a co”
7
( .l). Já em elação ao
de aché,
(p o enien e do e bo ancês
de aché
que signi ica des aca ), o au o a i ma que es e e mo se e e e a
a aques sepa ados (seja a a és de
onguing
ou a cadas), sem, no en an o, en a sepa a delibe adamen e
as no as. Po úl imo, o
ma elé
é ambém um e mo que implica um a aque o e associado a ins umen os
de sop o, mas que segundo Duncan “… é um e mo p incipalmen e associado a ins umen os de a co, cuja
a inidade com um bom a aque p epa ado na gui a a é mui o o e.”
8
( .l).
A a iculação em, po an o, um papel de ex ema ele ância na in e p e ação, uma ez que
con ibui pa a uma melho dicção do discu so musical. Como cons a Rosenblum (1997, p.31): “A iculação
é o p incipal elemen o na delineação de ases e ex u as e, a pa da a i idade ha mónica e í mica, na
cla i icação da du ação de ases e secções musicais maio es.”
9
( .l)
Pos o is o, é ele an e no a que odos os ins umen os encon am di iculdades semelhan es no
p ocesso da execução musical. Como e e e Duncan (1980, p.70): “Todos os ins umen os são
con on ados com p oblemas in ínsecos ao p ocesso de aze música: es abelece igualdade na in ensidade
dos sons, con ola o seu imb e, sup imi , quando possí el, sons não-musicais e con ola a dis ibuição
í mica das no as” ( .l)
10
A desc ição de como de e minadas no as de em se a iculadas nos á ios ins umen os acaba po
se uma a e a bas an e complexa, uma ez que, pelas suas ca ac e ís icas ísicas, cada ins umen o (ou
amília de ins umen os) eco e a écnicas especí icas de o ma a consegui execu a os á ios ipos de
a iculação exigidos no con ex o musical.
Lawson e S owell (2004, p.65) a ançam que no caso da g ande maio ia dos ins umen os de sop o,
as écnicas de a iculação mais comuns en ol em pad ões de língua que en ol em a libe ação do a e ido,
enquan o a língua elaxa subi amen e da sua posição echada con a o pala o supe io ou os den es. Es e
conjun o de écnicas de inem-se po
onguing
. Numa ou a pe spe i a, é a a és do a co e do domínio do
mesmo que os ins umen os de co das iccionadas encon am o seu p incipal ecu so pa a p oduzi os
7
“… is a pa icula bowed e sion o s acca o p oduced by a ligh bounce o he bow.” (Duncan, 1980, p.139)
8
“… i is p ima ily a bow e m whose a ini y wi h a good p epa ed a ack on he gui a is e y s ong.” (Duncan, 1980, p.139)
9
“A icula ion is a p incipal elemen in he shaping o ph ases and ex u e and, along wi h ha monic and hy hmic ac i i y, in he
cla i ica ion o ph ase leng hs and la ge o mal sec ions.” (Rosenblum, 1997, p.31)
10
“All ins umen s con on simila p oblems in insic o he p ocess o making music: es ablishing e en in ensi y o ones,
con olling one colo whe e possible, supp essing unwan ed non-musical sound, and con olling hy hmic placemen ” (Duncan,
1980, p.70)
6
di e en es ipos de a iculação, sem, no en an o, exclui a possibilidade de u ilização dos dedos na p odução
do som, como acon ece a a és da écnica de
pizzica o.
Po sua ez, nos ins umen os de ecla, Clemen i
(1801, p.9) e e e que “Quando o composi o deixa o s acca o e o lega o ao gos o do in é p e e, a melho
eg a é ade i p incipalmen e ao lega o, ese ando o s acca o pa a da espí i o ocasionalmen e em algumas
passagens, ealçando a beleza supe io do lega o.”
É conside ado de ex ema impo ância no a ambém a impo ância que a e olução his ó ica que
a cons ução dos ins umen os e e, ao possibili a o aumen o de ecu sos exp essi os, assim como as
ca ac e ís icas acús icas dos mesmos. Fa o es como a e olução do a co nos ins umen os de co da
iccionada, a adição dos á ios pedais de sus en ação no caso dos ins umen os de ecla ou a melho ia
dos ma e iais u ilizados pelos
lu hie s
o am condições undamen ais pa a a e olução da his ó ica da
música.
Em elação aos demais ins umen os, a gui a a ap esen a algumas peculia idades no que oca à
a iculação. Ba celó (1995, p.48) indica que:
“A gui a a, assim como ou os ins umen os de co da pulsada, em uma ce a pa icula idade
elacionada com o ligado. Nos ins umen os de co da iccionada o ligado é ealizado u ilizando o mesmo
a co pa a oca duas ou mais no as sem que se p oduza in e upção de som; no can o e nos ins umen os
de sop o az-se man endo cons an e a saída de a , unindo o mais possí el as no as ligadas. Es e ipo de
ligado não é possí el na gui a a (…)”
11
. ( .l)
No p óximo capí ulo p ocu a ei en ão desc e e como se p ocessa a a iculação na gui a a, os
seus p incipais desa ios e abo dagens.
1.2 A iculação na Gui a a Clássica
O papel da a iculação na gui a a clássica é, a pa dos es an es ins umen os, decisi o, uma ez que
es á di e amen e ligado com a o ma como o in é p e e con ola o som p oduzido. A gui a a, po se um
ins umen o de co da dedilhada com pouca sus en ação sono a, acaba po e no a aque a sua p incipal
e amen a de con olo a icula ó io.
11
“La gui a a, al igual que o os ins umen os de cue da pulsada, iene una pa icula idad elacionada con el ligado. En los
ins umen os de cue da o ada, el ligado se ealiza u ilizando el mismo a co pa a oca dos o más no as sin que se p oduzca
in e upción del sonido; en el can o y en los ins umen os de ien o se hace man eniendo cons an e la salida de ai e, uniendo lo
más posible las no as ligadas. Es e ipo de ligado no es posible en la gui a a (…)” (Ba celó, 1995, p.48)
7
Nes e âmbi o, Louzei o (2013, p.15) desc e e a gui a a como um ins umen o que:
“Embo a nos ap esen e excelen es possibilidades melódicas, desde logo, encon amos na gui a a
algumas des an agens, nomeadamen e, ao ní el da aca p ojeção sono a e da já e e ida impossibilidade
de manipula a cu a de ampli ude sono a, a pa i do momen o em que um dado som é a iculado. Tan o
nos ins umen os de sop o como nos de a co, é possí el ope a uma sé ie de modi icações de dinâmica,
ais como c escendo e diminuendos, du an e um único som que se pode p olonga de o ma conside á el.
Tal possibilidade cons i ui um impo an e mecanismo exp essi o que a gui a a não dispõe.”
Podemos en ão conclui que a a iculação mais na u al e ca ac e ís ica da gui a a clássica é
ine i a elmen e o
s acca o
, de i ado das condições na u ais de p odução do som a a és da mão di ei a.
Duncan (1980, p. 69 a 70) co obo a, a i mando que: “É simplesmen e a na u eza do ins umen o p oduzi
a iculações consecu i as em
s acca o
de ido ao modo de a aque necessa iamen e pe cussi o seguido de
um ápido desapa ecimen o do som.”
12
( .l) Na mesma linha, Pujol (1954, p.8) ai mais longe e a i ma que:
“(…) sendo a gui a a um ins umen o de pulsação, a du ação do seu som é limi ada pelo mo i o de
que, uma ez pulsada a co da, as suas ib ações endem a diminui de in ensidade a é se ex ingui em. Se,
a es a condição, adiciona mos o ac o de cada no a pisada deixa de se ou i quando o dedo abandona a
co da, damo-nos con a do cuidado exis en e po pa e do gui a is a pa a ence es es obs áculos e
consegui a con inuidade necessá ia dos sons.”
13
( .l)
É possí el en ão conclui que uma das p incipais di iculdades de um gui a is a do pon o de is a da
a iculação, é a execução do
lega o.
Na ealidade, o e dadei o
lega o
é impossí el de execu a na gui a a,
segundo a i ma Duncan, no en an o ejamos o seguin e pa ág a o que e le e na possibilidade da execução
de uma “imp essão de
lega o”
:
“Quando ques ionada uma ez sob e como o
lega o
e a possí el num ins umen o
s acca o
como o
c a o, Wanda Landowska disse “O meu
s acca o
é semp e
lega o.”
Es a a i mação con ém uma impo an e
e dade que pode se le ada a sé io pelos gui a is as. O e mo “lega o” em si é de alguma o ma
12
“I is simply he na u e o he ins umen o p oduce consecu i e s acca o a icula ions because o he necessa y pe cussi e
mode o a ack ollowed by a apid no e decay.” (Duncan, 1980, p.69 a 70)
13
“(…) siendo la gui a a un ins umen o de pulsación, la du ación de su sonido es limi ada po azón de que, una ez pulsada
la cue da, sus ib aciones ienden a disminui de in ensidad has a ex ingui se. Y, si a es a condición se añade la de que cada
no a pisada cesa de oí se en cuan o el dedo abandona la cue da, nos da emos cuen a del cuidado que ha de obse a
cons an emen e el gui a is a pa a ence es os obs áculos y consegui la con inuidad necesa ia de los sonidos.” (Pujol, 1954,
p.8)
8
enganado . Pa a além de um modo de a icula , ambém pode signi ica uma imp essão mais ge al de
conexão e luência. Nes e sen ido, não só o
lega o
é possí el, como é manda á io pa a a pe o mance se
a ís ica.”
14
( .l)
Mas quais se ão en ão os meios écnicos necessá ios pa a consegui es e e ei o a icula ó io? Duncan
p ocu a esponde a es a ques ão, idealizando que a imp essão de
lega o
é alcançá el p ocu ando uma
igualdade na in ensidade, aliado a uma execução í mica pe ei a, de modo que odas as no as se
disponham pe ei amen e simé icas. Es a sime ia, causa á no ou ido uma assunção de que os ine i á eis
“espaços-mo os” en e os sons pe cussi os ca ac e ís icos da gui a a sejam en endidos como silêncios
musicais, ao in és de silêncios ci cuns anciais. Além disso, es as “pausas a icula ó ias” como Duncan lhes
chama, masca am o impac o dos dedos, o nando o a aque menos pe cussi o e mais sua e, con ibuindo
pa a uma a iculação mais ligada.
Além des a abo dagem, que se p ende sob e udo com o a aque ealizado pela mão di ei a, exis e uma
ou a que em a mão esque da quase exclusi amen e como “es ela do o ício”. Ba celó (1995, p. 48),
denominou ao ecu so gui a ís ico que se de ine pela ligação de duas ou mais no as consecu i as a a és
da ação exclusi a da mão esque da como “ligados écnico-mecânicos de mão esque da”.
Pa a melho comp eende es e ecu so écnico, é de ex ema impo ância comp eende a ação e
uncionamen o da mão esque da na gui a a. É p ecisamen e sob e es e ópico que p óximo capí ulo i á
incidi .
1.3 Posicionamen o e ação da mão esque da
A gui a a, como a g ande maio ia dos ins umen os, é um ins umen o cuja p á ica implica um g ande
ní el de coo denação mo o a bimanual, que se pode de ini pela “capacidade de dispo segundo uma ce a
o dem ou pad ão os mo imen os muscula es de ambas as mãos de modo a a ingi um im desejado.”
(Cen eio, 2019, p.12) Ainda que a mão di ei a ap esen a um leque de desa ios conside á el, de ido à sua
ação em seis co das com á ias combinações de dedos possí eis, assim como di e en es o mas de a aque,
a mão esque da é conside ada po Duncan (1980, p.21) como o “ca alo de ba alha”, pelo ac o de o e ece
cen enas de “possí eis al os” ao longo do b aço da gui a a, em conjun o com á ias possibilidades de
combinações de dedos.
14
“The imp ession o lega o is ano he hing en i ely. When asked one ime how lega o was possible on s acca o ins umen ,
Wanda Landowska snapped: “My s acca o is always lega o.” This asse ion con ains an impo an u h ha can be aken o hea
by gui a is s. The e m “lega o” i sel is somewha decep i e. Besides a mode o a icula ion, i can also signi y a mo e gene al
imp ession o connec edness and luency. In his sense no only is lega o possible, i is manda o y i he playing is o be a is ic.”
(Duncan, 1980, p.70)
9
É algo alacioso elaciona a ação da mão esque da com a ação exclusi a dos dedos, uma ez que es a
es á es i amen e elacionada com a posição da mão e do b aço. Ca le a o (1979, p. 69) indica que:
“A localização co e a de cada dedo de e se consequência da a i ude da mão; e es a, po sua ez, e
o seu pon o de pa ida na ação do b aço. É dize , que os dedos não abalham isoladamen e, pelo con á io,
a uam o mando uma unidade com a mão e o b aço. An es da a i ude de mo imen o de um dedo é
imp escindí el pensa na a i ude do b aço, po que dele depende quase semp e o mo imen o e a localização
dos dedos. A a uação de um só dedo de e se consequência da disposição de odo o complexo mo o (mão-
pulso-b aço).”
15
( .l)
Pa indo do p essupos o de que não exis e um posicionamen o es á ico de odo o b aço esque do que
se adeque aos desa ios pe o ma i os da gui a a, Iznaola (2000, p.23) de ine que:
“As ca ac e ís icas da posição adicional de mão esque da são: b aço suspenso le emen e a a és do
omb o, não mui o longe do co po ( e sões an igas des e concei o eque iam que o b aço es i e o mais pe o
do co po possí el), nós dos dedos pa alelos ao b aço da gui a a, os dedos p essionam as co das
pe pendicula men e com as suas pon as, sendo que o polega exe ce uma p essão opos a na pa e de ás
do b aço ap oximadamen e a ás do médio, e a sua pon a do dedo não mais al a que a linha média do
b aço.”
16
( .l)
Rome o (1982, p.35) ai ambém de encon o a es a isão, ac escen ando que:
“A mão esque da de e semp e abo da o b aço da gui a a numa posição que pe mi a a cada dedo
igual acesso a cada co da; is o ge almen e signi ica que os nós dos dedos es a ão pa alelos às co das.
Nes a posição, cada dedo consegui á mo e -se, po exemplo, desde a p imei a à sex a co da sem mo e a
15
“La ubicación co ec a de cada dedo debe se consecuencia de la ac i ud de la mano;y és a, a su ez, debe ene su pon o de
pa ida en la acción del b azo. Es deci , que los dedos no abajan aisladamen e sino, po el con a io, ac úan o mando una
unidad com la mano y el b azo. An es de la ac i ud de mo imien o de un dedo es imp escindible pensa en la ac i ud del b azo,
po que de él depende casi siemp e el mo imien o y la ubicación de los dedos. La ac uación de un solo dedo debe se
consecuencia de la disposición de odo el complejo mo o (mano-muñeca-b azo).” (Ca le a o, 1979, p.69)
16
“The impo an ea u es o he adi ional posi ioning o he le -hand a e: a m hanging loosely om he shoulde , no oo a
om he body (oldes e sions o his equi ed he a m o be as close o he body as possible), hand-knuckles pa allel o he neck,
inge s s iking he s ings pe pendicula ly and on he ips, and humb exe ing an opposing p essu e on he back o he neck
app oxima ely behind he middle inge and wi h i s ip no any highe hen he mid-line o he neck.” (Iznaola, p.23)
10
mão ou o b aço.”
17
( .l)
Pa indo des e p incípio, é ago a impo an e comp eende a isionomia dos dedos, uma ez que es es
não são iguais en e si. Ba celó (1995, p.14) desc e e de o ma mui o cla a que cada um dos dedos possui
“(…) uma do ação muscula di e en e (que pode es a desen ol ida ou não) endo ambém as suas úl imas
alanges uma supe ície e o ma o di e en e, e po isso, não de emos a á-los odos da mesma manei a.”
18
( .l)
Se á, po an o, impo an e pa a o lei o e uma pe spe i a cla a das qualidades ísicas de cada um dos
dedos que a uam no diapasão. Ba celó (1995, p.14) eúne as ca ac e ís icas essenciais de cada dedo, cuja
in o mação e i e na seguin e abela:
Dedo (Mão Esque da)
P incipais Ca ac e ís icas
Dedo 1 (Indicado )
Ap esen a uma g ande agilidade e uma
o ien ação segu a. Em conjun o com o dedo 2
o mam a maio abe u a angula en e dois
dedos adjacen es.
Dedo 2 (Médio)
É conside ado o dedo mais o e e de mais ácil
domínio da mão. É ambém, em condições
no mais, o maio dedo.
Dedo 3 (Anela )
É menos ágil que os dedos 1 e 2 e po azões
ana ómicas não dispõe de mui o
independência de mo imen os. O seu máximo
endimen o acon ece em combinação com o
dedo 1.
Dedo 4 (Mindinho)
É o dedo mais pequeno e mais débil de odos.
Ainda assim, goza de uma boa agilidade
quando combinado com os dedos 1 e 2. A
combinação com o dedo 3 é bas an e ágil,
17
“The le hand should always app oach he e boa d in a posi ion ha allows each inge equal access o e e y s ing; his
usually means ha he knuckles will be pa allel o he s ings. In his posi ion, each inge will be able o mo e, o example, om
he i s s ing o he six h wi hou mo ing he hand o a m.” (Rome o, 1982, p.35)
18
“(…) cada uno de ellos posee una do ación muscula di e en e (que puede es a desa ollada o no) eniendo sus úl imas
alanges una di e en e supe icie y o ma; po lo an o, no debemos a a los a odos de la misma mane a.” (Ba celó, 1995, p.69)
11
uma ez que ambos os dedos pa ilham um
endão, es ingindo a sua independência.
Passa emos ago a pa a a comp eensão de á ios modelos de “ap esen ação” dos dedos ela i amen e
ao diapasão. Ca le a o (1979, p. 77 e 78) de ine es e concei o da seguin e o ma: “Denominamos
ap esen ação da mão esque da à o ma como se dispõe os dedos em elação ao diapasão, como esul ado
de uma ação de e minada do complexo mo o mão-b aço.”
19
( .l) O mesmo au o enume a ês
ap esen ações undamen ais, que são ap esen ação longi udinal, ap esen ação ans e sal e
ap esen ação mis a.
De aco do com Ca le a o (1979, p.78), a ap esen ação longi udinal ca ac e iza-se pelo seguin e: “Os
dedos ap esen am-se seguindo a di eção das co das, mas não se colocam po si sós: obedecem à a i ude
da mão, que é de ini i amen e que os ai o ien a . Cada dedo encon a-se num espaço di e en e, e uma
ez colocados simul aneamen e numa só co da, dão uma ideia longi udinal, uma elação de pa alelismo
com o diapasão”
20
( .l) Es e ipo de ap esen ação é bas an e comum na execução de escalas e elemen os
écnicos como é o caso dos ligados écnicos de mão esque da. Num ou o plano, denomina-se po
ap esen ação ans e sal quando: “Os dedos são colocados seguindo a di eção das di isões semi onais, se
ap esen amos simul aneamen e dois ou mais dedos num mesmo espaço e em di e en es co das. (…) Nes a
ap esen ação ans e sal, o polega ende a apoia -se pa cialmen e no b aço com a sua pa e la e al
in e na.”
21
( .l)
Con o me no ado an e io men e, Ca le a o con empla ainda uma ou a o ma de ap esen ação, a
ap esen ação mis a. Segundo es e, a ap esen ação mis a não é nem longi udinal nem ans e sal, mas sim
“(…) oda uma gama de ansição en e as duas ap esen ações (…)” de inidas nos pa ág a os an e io es.
Es as ap esen ações podem ambém e olui pa a o mas complexas, dependendo das passagens e
ecu sos écnicos exigidos pela mão. Dois dos ecu sos mais comuns que a e am o posicionamen o da mão
são a ex ensão e a con ação.
Segundo cons a Ba celó (1995, p.16) em condições di as no mais e numa posição que a o eça a
19
“Denominamos p esen ación de la mano izquie da a la o ma como se disponen los dedos en elación al diapasón, como
esul ado de una acción de e minada del complejo mo o mano-b azo.” (Ca le a o, 1979, p.77 e 78)
20
“Los dedos son p esen ados seguiendo la di ección de las cue das, pe o no se colocan po sí solos; obedecen a la ac i ud de
la mano, quien es, en de ini i a, la que los a a ubica . Cada dedo se encuen a en un espacio di e en e; en en ados
simul áneamen e a una misma cue da, nos dan una idea longi udinal, una elación de pa alelismo con espec o al la go del
diapasión.” (Ca le a o, 1979, p.78)
21
“Los dedos son p esen ados seguiendo la di ección de las di isiones semi onales; si p esen amos simul áneamen e dos o más
dedos en un mismo espacio y en di e en es cue das (…) En es a p esen ación ans e sal, el pulga iende a apoya se
pa cialmen e en el más il con su pa e la e al in e na.” (Ca le a o, 1979, p.79)
12
colocação dos dedos, uma mão no mal ab ange qua o as es consecu i os. Uma ex ensão acon ece
quando os dedos ul apassam o âmbi o de qua o as es, o iginando uma “ampliação de posição
22
”. O
mesmo au o a ança ainda que “(…) en e os dedos 1 e 2 pode-se p oduzi a maio sepa ação ou abe u a
angula em elação aos demais dedos, pelo que equen emen e se eco e ao dedo 1 pa a consegui uma
ex ensão, ou melho di o, uma e o ex ensão uma ez que, quando se u iliza, a posição amplia-se
conseguindo no as mais baixas que as no mais de es a.”
23
( .l) Assim sendo, é ecomendada uma ex ensão
a a és do dedo 1 ( e o ex ensão) em ez do dedo 4, dadas as ca ac e ís icas de ambos dedos
mencionadas em cima.
Po ou o lado, denomina-se po con ação quando exis e uma edução da posição, ou mais
conc e amen e, quando “(…) os dedos da mão esque da ocupam menos de qua o as es con ínuos em
ap esen ação longi udinal, em múl iplas possibilidades de combinação.”
24
(Ba celó, 1995, p.21)
Uma ez ca ac e izada a mão esque da, o seu posicionamen o e as suas p incipais ações, se á ago a
ealizada uma ca ac e ização de alhada dos ligados écnico mecânicos de mão esque da, o p incipal ema
des e ela ó io.
1.4 Ligados Técnico-Mecânicos de Mão Esque da
Pa a uma melho comp eensão des e ecu so écnico, é pe inen e aze uma con ex ualização
his ó ica, na en a i a de comp eende quando e onde su gi am os p imei os egis os dos ligados écnico
mecânicos de mão esque da na gui a a clássica.
Segundo Pujol (1952, p.65):
“Na abla u a de gui a a do século XVII, apa ecem pela p imei a ez, os símbolos ep esen a i os
dos ecu sos ins umen ais com que se ado na a música daquele empo; ecu sos que os ihuelis as e
22
O concei o de posição em indo a se amplamen e es udo po Ba celó. No seu li o “La Digi ación Gui a ís ica”, o mesmo
a ança que ainda que a posição seja de inida a a és do as e onde pisa o dedo 1 (indicado ), é o polega que de ine
e dadei amen e a posição, uma ez que pa a que se ealize uma mudança de posição, é o polega que a ua no sen ido de se
desloca no sen ido longi udinal ascenden e ou descenden e. Anos mais a de, no seu li o “O Sis ema Posicional na Gui a a”,
Ba celó a ualiza es a mesma de inição e e indo que: “A nume ação da Posição se á de e minada pelo núme o do as o que
ique em en e do polega esque do quando não há abe u a angula en e os dedos da mão esque da, e ambém quando são
aplicadas ba as com o dedo 1. Se exis i abe u a angula en e os dedos da mão esque da, em ap esen ação longi udinal, o
nume al da Posição se á de inido pelo núme o do as o an e io ao que es eja em en e do polega esque do. Em ap esen ação
ans e sal, ou diagonal, a nume ação da Posição se á de e minada semp e pelo núme o do as o que ique em en e do
polega esque do.” (Ba celó, 2015, p.206)
23
“(…) en e los dedos 1 y 2 se puede p oduci la mayo sepa ación o ape u a angula en elación a los demás dedos, po lo
que ecuen emen e se despliega el dedo 1 pa a consegui una ex ensión, o mejo dicho, una e o-ex ensión ya que, cuando se
u iliza, la posición se amplía consiguiendo no as más bajas que las no males de és a.” (Ba celó, 1995, p.16)
24
“(…) los dedos de la mano izquie da ocupen menos de cua o as es con iguos en p esen ación longi udinal, en múl iples
posibilidades de combinación.” (Ba celó, 1995, p.21)
13
gui a is as do século an e io desconheciam ou deixa am de indica nas suas composições. São símbolos
que a iando de o ma, disposição e nome segundo a abla u a ou o composi o , co espondem a ba as,
apogia u as, mo den es, ilos, ligados, a pejos, ib a os e asgueados de hoje em dia.”
25
( .l)
Uma ez que oi a a és da abla u a que su gi am os p imei os símbolos e indicações de ex ema
impo ância pa a a p á ica musical gui a ís ica, se á impo an e p ocede à explicação do que é a abla u a.
Segundo Pujol (1956) a abla u a consis e num sis ema de esc i a musical, mui o em oga nos séculos XVI
e XVII, que con empla uma pau a com linhas ho izon ais. Essas linhas ep esen am o núme o de co das,
ou o dens de co das, dependendo do ins umen o, sendo sob e essas mesmas linhas que se ap esen am,
po meio de núme os ou le as, os as es em que se de e á p essiona as co das. Sob e essas indicações,
es ão p esen es igu as í micas que ep esen am a du ação de cada no a ou aco de esc i o po baixo delas.
É impo an e no a que a abla u a a ia a consoan e o país, ou o géne o de música esc i o. A í ulo de
exemplo, a abla u a espanhola e i aliana, ao con á io da ancesa, conside a a linha in e io como a co da
mais aguda e a linha supe io como a co da mais g a e (sal o em Milán, que é ao con á io). A abla u a é
ainda nos dias de hoje equen emen e u ilizada no domínio da gui a a elé ica, seguindo o modelo ancês,
no qual a linha supe io ep esen a a co da mais aguda, e a linha in e io a co da mais g a e.
Ainda que as p imei as e e ências ao ligado écnico su jam du an e o século XVII, oi possi elmen e
du an e o século seguin e que es e ecu so écnico ganhou mais ên ase. Ba celó (2015) apon a que du an e
o inal do século XVIII e i icou-se uma c ise no iolino, que nada e e a e com a qualidade dos seus
in é p e es, do qual a gui a a bene iciou, a i mando-se como ins umen o solis a eme gen e. Como al,
á ios o am os iolinis as e ioloncelis as que se in e essa am pelo ins umen o e se dedica am à sua
p á ica mas ambém à esc i a de mé odos e ob as o iginais pa a gui a a, como oi o caso de: F ancesco
Molino (1768-1847) iolinis a que se dedicou pos e io men e à gui a a e à composição pa a o ins umen o,
desen ol eu uma in ensa a i idade como p o esso de iolino e gui a a; Fe dinando Ca ulli (1770-1841),
es udou ioloncelo du an e a sua ju en ude, ansi ando pa a a gui a a a pa i dos seus in e anos de
idade, dedicando-se de o ma au odida a e desen ol endo imenso ma e ial pedagógico de qualidade bem
como composições o iginais pa a o ins umen o; Mau o Giuliani (1781-1829) es udou ambém ioloncelo
e pos e io men e gui a a, sendo esponsá el po inúme as composições emblemá icas des e pe íodo, e
ma e ial didá ica ainda hoje u ilizado; Nicòlo Paganini (1782-1840), emblemá ico iolinis a i aliano,
25
“En la abla u a de gui a a del siglo XVII, apa ecen po p ime a ez, los signos ep esen a i os de los ecu sos ins umen ales
con que se ado na la música de aquel iempo; ecu sos que los ihuelis as y gui a is as del siglo an e io , desconocían o dejaban
de indica en sus composiciones. Son signos que a iando de o ma, disposición y nomb e según la abla u a o el au o ,
co esponden a las cejas, apoya u as, o a los mo den es, inos, ligados, a pegios, ib a os y asgueados de hoy”. (Pujol, 1952,
p.65)
20
dependendo do seu sen ido, os ligados en ol idos nes e o namen o de em se execu ados sem in e upção
e com a maio p on idão possí el. Po sua ez, o mo den e duplo (que pode ambém se ascenden e ou
descenden e) é cons i uído po ês no as o namen ais ag egadas à no a p incipal, pe azendo qua o no as
no o al. Consoan e o sen ido do mo den e, se ão u ilizados ligados ascenden es ou descenden es, de o ma
que as qua o no as sejam execu adas sem in e upções e com a maio apidez, acen uando a úl ima no a.
Po úl imo, Pujol (1954) ca ac e iza o mo den e ci cula como: “(…) um mo den e de qua o no as
ag egadas a uma no a p incipal sendo que com elas se azem qua o ligados: um ascenden e, dois
descenden es e ou o ascenden e à no a p incipal, sem e sido pulsada mais nenhuma que não a p imei a
no a.”
29
( .l)
Po im, ambém o ilo ep esen a um o namen o que eque o uso de ligados écnicos de mão
esque da. Segundo Schea e (1960, p.32 ): “O ilo consis e na ápida al e nância de uma de e minada
no a com a no a dia ónica seguin e.”
30
( .l) O a ainda que es e o namen o seja possí el a a és de duas
co das, o ecu so aos ligados écnicos de mão esque da é ambém mui as ezes acionado. Shea e
con empla duas o mas di e en es de ealiza o ilo na gui a a. A p imei a é a a és de ligados con ínuos,
com o mesmo dedo ou al e nância de dois, sendo a segunda ealizada po ligados ascenden es ag upados
po pa es. Em ambos os casos, a du ação do ilo depende não exclusi amen e do empo da no a em
ques ão, mas ambém do empo, espí i o da ob a, ou a é gos o pessoal do in é p e e. É impo an e essal a
que um ilo de e se execu ado consoan e o espí i o da ase em ques ão, podendo se ápido e cla o em
empos ele ados, ou mais len o caso o con ex o musical assim o exija.
Toda es a descons ução e ca ac e ização do ligado écnico-mecânico de mão esque da nos seus
planos musical e écnico oi undamen al pa a o desen ol imen o e desenho do plano de a i idades, uma
ez que pe mi iu um maio en endimen o eó ico, assim como um maio con ac o com mé odos e ecu sos
pedagógicos des inados a es a emá ica. De seguida, passa ei ao enquad amen o con ex ual, onde se á
ei a uma desc ição da escola e dos alunos in e enien es no p oje o de in es igação.
29
(…) Es e mo den e cons a de cua o no as ag egadas a una no a p incipal y con ellas se hacen cua o ligados; uno ascenden e,
dos descenden es y o o ascenden e a la no a p incipal sin habe sido pulsada más que la p ime a no i a.” (Pujol, 1954, p.87)
30
“The ill consis s o he apid al e na ion o a gi en no e wi h he nex dia onic no e abo e.” (Schea e , 1960, p.32)
21
2. Enquad amen o Con ex ual
O p oje o de in e enção pedagógica supe isionada oi ealizado no Conse a ó io do Bom im
(p e iamen e designado po Companhia da Música), si uado na cidade de B aga. Es e Conse a ó io oi
c iado no ano de 1993, e é des e ou ub o de 2002 um Es abelecimen o de Ensino Pa icula e Coope a i o
especializado em Música, de idamen e au o izado pelo Minis é io de Educação. Funciona desde 2013 com
au onomia pedagógica, publicada em Diá io da Républica do Es a u o de Ensino Pa icula e Coope a i o,
o e ecendo uma o mação especializada de ele ado ní el a ís ico e cul u al nos di e sos cu sos que
minis a. (P oje o Educa i o 2018-2021)
F u o de um p o ocolo com a Câma a Municipal de B aga no ano de 2008, oi possí el ealiza a
p ojeção e cons ução da a ual sede do Conse a ó io, p oje ada e desenhada pelo a qui e o Edua do Sou o
de Mou a, localizado no Me cado Cul u al do Ca andá. Es a sede encon a-se em uncionamen o desde o
ano le i o 2010-2011, e aleu a Edua do Sou o Mou a o p émio P i zke no ano de 2011, o mais al o p émio
in e nacional de a qui e u a, e no ano de 2012 o P émio IHRU (a ual P émio Nuno Teo ónio Pe ei a). O
edi ício dispõe de excelen es condições, com salas de aulas mode nas, biblio eca, ba , gabine e écnico e
adminis a i o, e um audi ó io designado “Audi ó io José Sa men o” em homenagem ao músico
b aca ense.
Tu elado pela Fundação Bom im, uma IPSS (Ins i uição Pa icula de Solida iedade Social), o
Conse a ó io con a com ap oximadamen e 550 alunos, maio i a iamen e da cidade de B aga, mas
ambém de cidades izinhas. De ido à p oximidade com a Escola Secundá ia EB 2,3 And é Soa es, o
conse a ó io con a com ap oximadamen e 200 alunos que equen am es a escola, no en an o a escola
acolhe ainda alunos de p a icamen e 50 escolas di e en es (Re is a Spo , 2021).
“O Conse a ó io do Bom im desen ol e um p oje o educa i o que, pela p omoção da cul u a, isa
con ibui pa a o desen ol imen o global da pe sonalidade a a és do cul i o dos alo es é icos, es é icos,
do abalho, espei o pela di e ença, e, desse modo, con ibui pa a a cons ução de indi íduos pa icipan es
na ida democ á ica enquan o cidadãos a i os, c í icos e in e enien es.” (P oje o Educa i o, 2018-2021).
Es e mesmo Conse a ó io “ em indo a des aca -se como uma e e ência no ensino a ís ico, abe o às
ins i uições e à comunidade, a a és de um p oje o educa i o de excelência.” (Re is a Spo , 2021).
Si uado numa cidade que p omo e com egula idade a p á ica a ís ica (a a és de es i ais,
conce os, concu sos, en e ou os), o Conse a ó io possui uma o e a educa i a bas an e as a, desde
cu sos de Iniciação Musical P é-Escola , passando po cu sos de Iniciação Musical, Ensino Básico ou
Secundá io nas modalidades A iculado ou Suple i o, e ainda Cu sos Li es, num leque de ins umen os
bas an e a iado. O plano de a i idades anual con empla di e sos momen os que con ibuem a i amen e
22
pa a o desen ol imen o dos alunos, nomeadamen e audições, eci ais, conce os, isi as de es udo,
wo kshops, in e câmbios escola es, concu sos, es ágios e mas e classes ou ciclos de con e ências
musicológicas. (P oje o Educa i o 2018-2021)
O Conse a ó io do Bom im é a ualmen e uma ins i uição de enome a ní el local e nacional, sendo
que o ní el de quali icação dos seus p o esso es é acima da média nacional, sendo es e ac o e le ido nos
bons esul ados ap esen ados pelos alunos, não só a a és de á ios p émios conquis ados a ní el nacional
e in e nacional, mas ambém no ing esso de á ios alunos no ensino supe io , em Po ugal e no es angei o.
(Re is a Spo , 2021).
23
3. Ca ac e ização dos Alunos
De o ma a melho comp eende o es udo em ques ão, se á ei a uma b e e ca ac e ização dos
alunos que colabo a am e pa icipa am no p oje o de in e enção, no âmbi o das disciplinas de Gui a a
(M11) e de Música Ins umen al em Conjun o (M32). Pa icipa am no o al 8 alunos em con ex o de aula
indi idual (M11) e 15 alunos em con ex o de Música de Câma a. No âmbi o do p oje o de in e enção
indi idual, o am selecionados dois alunos de cada ciclo de es udos, a sabe : iniciação, segundo ciclo,
e cei o ciclo e secundá io, sem, no en an o, conside a ou os a o es como capacidade écnica ou musical.
De o ma a ga an i a con idencialidade e os p incípios é icos do p ocesso de in es igação, se á
a ibuído uma le a a cada aluno. Os alunos que colabo a am no p oje o de in es igação em con ex o de
aula indi idual se ão do a an e mencionados como Aluno A, B, C, D, E, F, G e H. Já os alunos que
colabo a am no p oje o de in es igação em con ex o de música de câma a, se ão mencionados como Mc1,
Mc2, Mc3 e daí em dian e a é Mc15.
O aluno A equen a a o 3º ano do ensino egula e encon a a-se no seu p imei o ano de iniciação.
Mui o educado e esponsá el, chega a mui as ezes a é um pouco an es da ho a da aula, mos ando desde
semp e mui o in e esse no ins umen o. Desde logo demons ou uma e olução sólida, associada a uma
o ina de es udo em casa. Não ap esen ou nenhum p oblema ace aos desa ios colocados no seu ní el,
endo desde logo bas an e ap idão pa a p oblemá icas como o posicionamen o com o ins umen o ou as
écnicas base de ambas as mãos. Mos ou-se desde semp e mui o in e a i o com o p o esso es agiá io.
O aluno B equen a a o 4º ano do ensino egula e encon a a-se no seu p imei o ano de iniciação.
Ap esen a a uma pe sonalidade ímida e pouco comunica i a, no en an o e a esponsá el e pon ual. O seu
pe cu so ao longo do ano le i o oi ma cado po alguns al os e baixos, uma ez que em al u as de p o a ou
audição ap esen a a uma e olução conside á el ace às es an es ases do ano. Ap esen ou semp e
algumas di iculdades de mão esque da, nomeadamen e no posicionamen o dos dedos nas co das, no
en an o a sua mão di ei a e a sólida.
O aluno C equen a a o 5º ano do ensino egula e o 1ºG au do Conse a ó io. O aluno não
equen ou nenhum ano de iniciação pelo que es e oi o seu p imei o ano de con ac o com o ins umen o.
O aluno ap esen a a ambém uma pe sonalidade ímida e a sua assiduidade e a um pouco i egula , no
en an o demons ou uma e olução sólida endo em con a o pouco empo de con ac o com o ins umen o.
O aluno ap esen a a dedos ela i amen e pequenos ace à sua idade, no en an o bas an e ágeis.
O aluno D equen a a o 6º ano do ensino egula e o 2ºG au do Conse a ó io. O aluno não
equen ou nenhum ano de iniciação pelo que es e oi o segundo ano de con ac o com o ins umen o. O
aluno ap esen a a uma pe sonalidade ímida e pouco comunica i a. Chega a á ias ezes a asado à aula,
24
e não ap esen a a uma o ina de es udo egula em casa. Ainda assim, possuía uma écnica sólida e seus
dedos e am bas an e uncionais pa a a p á ica do ins umen o. Demons a a uma e olução subs ancial em
momen os de p o a e audição, no en an o es agna a du an e o es o do pe íodo le i o.
O aluno E equen a a o 9º ano do ensino egula e o 5ºG au do Conse a ó io. O aluno não
equen ou nenhum ano de iniciação pelo que e a o seu quin o ano com o ins umen o. E a bas an e
educado, no en an o não e a esponsá el. A sua assiduidade e a bas an e i egula , e não ap esen a a
qualque o ina de es udo em casa. Ap esen a a uma écnica um pouco débil, com uma sono idade pob e.
Apesa dos es o ços do p o esso coope an e, nunca oi capaz de e olui no ins umen o consoan e o seu
po encial.
O aluno F equen a a o 9º ano do ensino egula e o 5ºG au do Conse a ó io. O aluno não
equen ou nenhum ano de iniciação pelo que e a o seu quin o ano com o ins umen o. Ap esen a a uma
pe sonalidade bas an e ímida e in o e ida, no en an o e a esponsá el, assíduo e pon ual. Ap esen a a
uma écnica sólida, com algumas lacunas na mão esque da u o de excesso de ensão. An es de audições
ou aluno ica a excessi amen e ne oso, o que p ejudica a a sua pe o mance ace ao abalho
demons ado nas aulas. Ainda assim, ap esen a a um abalho egula , u o de disciplina e es udo em
casa.
O aluno G equen a a o 10º ano do ensino egula e o 6ºG au do Conse a ó io, em egime
suple i o. O aluno não equen ou nenhum ano de iniciação sendo assim o seu sex o ano com o
ins umen o. Ap esen a a uma pe sonalidade pouco comunica i a, no en an o e a mui o bem-educado e
acional. Demons a a in e esse e gos o pelo ins umen o, no en an o a sua o ina de es udo e a i egula .
A sua écnica e a sólida, especialmen e a mão di ei a, no en an o ainda demons a a pouca ma u idade
musical.
O aluno H equen a a o 12º ano do ensino egula e o 8ºG au do Conse a ó io, em egime
a iculado. Não endo equen ado nenhum ano de iniciação, o aluno demons a a uma capacidade écnica
in e p e a i a bas an e acima da média. E a educado, assíduo e pon ual, com bas an es acilidades écnicas
que o ajuda am no desen ol imen o do epo ó io. Segundo o p óp io, os seus obje i os passa am pelo
seguimen o de es udos na á ea, nomeadamen e a Licencia u a em Gui a a Clássica.
A desc ição que se segue se á dos alunos que pa icipa am no p oje o de in e enção em con ex o
de música de conjun o (O ques a de Gui a as).
Os alunos mc1, mc2 e mc3, equen a am o ensino complemen a e e am os esponsá eis pelo
p imei o naipe. Ap esen a am uma écnica já consolidada e segu a, demons ando um es udo egula pa a
a disciplina. Os alunos mc4, mc5, mc6, e mc7, equen a am o 5º g au e e am esponsá eis pelo segundo
naipe. Alunos empenhados e esponsá eis, ap esen a am segu ança nas suas pa es e uma écnica sólida
25
ace ao exigido pa a a disciplina. Os alunos mc8, mc9, mc10 e mc11 equen a am en e o 3º e o 4º G aus
e e am esponsá eis pelo e cei o naipe. Po ezes não ap esen a am o compo amen o adequado ao bom
uncionamen o da aula, no en an o demons a am segu ança écnica e musical nas suas pa es. Os alunos
mc12, mc13, mc14 e mc15 equen a am en e o 2º e o 6º G aus. E am esponsá eis pelo qua o naipe.
Apesa de se em alunos mais jo ens e ainda em desen ol imen o écnico e musical, alguns elemen os
demons a am já capacidades acima da média, pelo que em ge al oda a o ques a e a bas an e
equilib ada. No a pa a o ac o de os alunos E, F, G e H equen a em ambém es a unidade cu icula .
26
4. Me odologia
Pa a es e P oje o de In e enção, oi u ilizada a me odologia de In es igação-Ação em p ol da
In es igação T adicional, po se mos a a mais adequada e comple a ace ao con ex o em que oi
desen ol ida. Uma das p incipais ca ac e ís icas des e ipo de me odologia é o ac o de que “… a a és
dela se p ocu a in e i na p á ica de modo ino ado já no deco e do p óp io p ocesso de pesquisa e não
como possí el consequência de uma ecomendação na e apa inal do p oje o.” (Engel, 2000, p.182) Es e
ipo de In es igação, que su giu nas á eas sociológicas, é a ualmen e bas an e u ilizado ambém nos
campos do ensino, su gindo como espos a à necessidade de implemen ação do conhecimen o eó ico
educacional ao con ex o da sala de aula. Es a me odologia de in es igação não in alida ainda assim uma
das p incipais objeções de que mui as ezes é al o: o ac o de a amos a em causa se ge almen e es i a
e não- ep esen a i a. Ainda assim, es e es udo em como p incipal obje i o se um con ibu o não apenas
no domínio in es iga i o sob e a emá ica, mas ambém pa a o desen ol imen o e aplicação de um plano
de ação ace ao con ex o onde oi aplicado.
Du an e o pe íodo de obse ação da p á ica p o issional supe isionada, oi possí el e i ica que o
empo de abalho écnico com os alunos e a p a icamen e semp e com ecu so a dois elemen os: escalas
e a pejos. Ainda que es es dois elemen os écnicos enham bas an e impo ância na p á ica ins umen al
da gui a a clássica, ambém ou os ecu sos écnicos pode iam se abalhados nes e pe íodo, po enciando
assim o desen ol imen o dos alunos e o nando as aulas mais dinâmicas e ab angen es. Ainda du an e o
pe íodo de obse ação, oi e i icado com os ligados écnico-mecânicos de mão esque da e am de o ma
ge al, execu ados de o ma pouco cla a e consis en e. Po esse mo i o, decidi in es iga de que o ma os
ligados écnico-mecânicos de mão esque da pode iam po encia a in e p e ação musical dos alunos, assim
como es imula o seu desen ol imen o écnico, sob e udo na mão esque da.
Após a de inição do “p oblema”, es e P oje o de In e enção seguiu as seguin es ases
ca ac e ís icas da In es igação-Ação: Fase P elimina , onde oi ealizada uma e isão de li e a u a com o
obje i o de ecolhe e o ganiza conhecimen o especí ico sob e a emá ica; Desen ol imen o do Plano de
Ação, onde o am de inidos, o ganizados e plani icados os con eúdos a u iliza com os alunos; Fase de
Ação, onde oi aplicado o Plano de Ação e ecolhidos dados quali a i os e quan i a i os e po im a ase de
Re lexão, onde o am analisados os dados ecolhidos ao longo da Fase de Ação.
4.1 Ins umen os de Recolha de Dados
Pa a o es udo em causa o am ecolhidos dados quali a i os e quan i a i os. Pa a es e e ei o, o am
27
u ilizados dois meios de ecolha de dados: g elhas de obse ação e a aliação de cada a i idade (anexo 1)
e dois ques ioná ios (de início e im de in e enção) com pe gun as abe as e echadas ( e anexos 2 e 3).
No domínio da o ques a de gui a as, de ido à impossibilidade de a alia indi idualmen e cada aluno,
o am u ilizados ques ioná ios de início e im de in e enção, ambém es es com pe gun as abe as e
echadas, de o ma a ecolhe in o mação sob e a in e enção. ( e anexo 4 e 5)
As g elhas de obse ação e a aliação das a i idades e elou-se ex ema impo ância, não só po
pe mi i ecolhe in o mação sob e a e olução dos alunos du an e a in e enção, mas ambém po se
possí el de e a as maio es di iculdades/ acilidades en e as di e sas a i idades ealizadas. Es a g elha oi
desenhada de o ma a a alia ês pa âme os basila es na execução de ligados écnicos de mão esque da
na gui a a clássica:
1) cla eza e consis ência – es e pa âme o diz espei o ao esul ado sono o do ligado p oduzido
pelo aluno, e i ando ao máximo a p odução de uídos que possam de i a do ligado, aliado à consis ência
de p odução dos ligados.
2) luidez í mica – es e pa âme o p e ende a alia a equidade í mica en e as duas no as, uma
ez que exis e uma endência na u al pa a que exis am des ios í micos na p odução de ligados, assim
como a consis ência í mica.
3) posicionamen o es á el da mão esque da – es e pa âme o p e ende a alia o posicionamen o
e ação da mão esque da. O aluno de e ap esen a um posicionamen o que lhe pe mi a a ealização e icaz
dos ligados.
Es es pa âme os o am a aliados numa escala numé ica de 1 a 5, co espondendo o ní el 1 à
a aliação mais baixa e o ní el 5 à a aliação mais ele ada.
Po sua ez, os ques ioná ios aplicados o am adap ados ace à aixa e á ia dos in e enien es
(assim como as a i idades, desc i as no capí ulo seguin e). Como al, elabo ei dois ques ioná ios (de
diagnós ico e im de in e enção) aplicados em alunos de Iniciação e Segundo Ciclo, e ou os dois aplicados
em alunos de Te cei o Ciclo e Secundá io. Uma ez que o con ex o da in e enção em O ques a de
Gui a as assim o exigia, o am elabo ados ou os dois ques ioná ios com os mesmos moldes, mas
adap ados ao con ex o pedagógico em ques ão.
Po im, oi ealizado ambém um ques ioná io a 15 p o esso es de gui a a clássica sob e a
emá ica, com o obje i o de comp eende as p á icas e co en es pedagógicas em ol a do ema. ( e anexo
6)
De seguida, passa ei à desc ição das a i idades ealizadas no con ex o da in e enção.
28
5. Ca ac e ização das a i idades
Pa indo da análise dos Planos Cu icula es de Gui a a Clássica de alguns Conse a ó ios,
nomeadamen e do Conse a ó io de Guima ães (2020/2021), Conse a ó io de Música de A ei o Calous e
Gulbenkian (2021/2022); Academia de Musical Amigos das C ianças, Academia de Música de Vila do
Pa aíso (2021/2022) e Conse a ó io da Madei a (s.d), é possí el conclui que não exis e um consenso
sob e quando in oduzi os ligados écnicos de mão esque da no p og ama cu icula . O Conse a ó io de
Guima ães, Academia de Música de Vila do Pa aíso e Conse a ó io da Madei a iniciam a p á ica des e
ecu so écnico apenas no 3ºG au, enquan o na Academia Musical Amigos das C ianças, é desde logo
iniciada no 1º G au. Po sua ez, no Conse a ó io de Música de A ei o, a p á ica de ligados ascenden es
é iniciada no 2º G au, sendo a p á ica de ligados descenden es in oduzida apenas no 3º G au. Como al
op ei pelo desen ol imen o de a i idades que incluíssem a p á ica dos ligados écnico-mecânicos de mão
esque da desde a iniciação a é ao secundá io, de o ma a a e i ambém se es e elemen o pode se
in oduzido desde logo na iniciação.
As a i idades ealizadas du an e o pe íodo de in e enção o am adap adas consoan e o g au de
ensino em que os alunos se encon a am. Fo am desenhados ês conjun os de 12 (doze) a i idades
di e en es: dois conjun os de a i idades pa a aplicação nas aulas indi iduais de gui a a com alunos do
p imei o e segundo ciclos e com os alunos de e cei o ciclo e secundá io; e um conjun o de a i idades pa a
aplicação em con ex o de música de câma a (o ques a de gui a as).
Fo am u ilizados os seguin es ecu sos pedagógicos pa a o desenho das a i idades:
- “Cuade no nº4”
da Sé ie Didá ica pa a Gui a a de Abel Ca le a o
-“Ades amen o Técnico pa a Gui a is as”
de Rica do Ba celó (2001)
-“The Bible o Classical Gui a Technique” de Hube Kappel (2016)
-“Slu , O namen and Reach De elopmen Exe cises” de Aa on Schea e (1960)
A pa des es ma e iais pedagógicos acima mencionados, o am ambém u ilizados ma e iais e
con eúdos desen ol idos no âmbi o da disciplina A aliação e Conceção de Ma e iais Didá icos, inse ida no
segundo ano do Mes ado em Ensino de Música pela Uni e sidade do Minho, lecionada pela P o esso a
Dou o a Ve a Ma ia Seco Fon e.
Foi aco dado com o p o esso coope an e que as a i idades e iam uma du ação máxima de 15
minu os, aplicadas no início da cada aula, de o ma a sal agua da o cump imen o in eg al do es an e
p og ama cu icula . No inal de cada a i idade, e a pedido aos alunos que p a icassem em casa cada uma
das a i idades desen ol idas, de o ma a ala ga um pouco o pe íodo em que cada aluno oma a con ac o
com as a i idades p opos as e consequen emen e acele a a sua e olução. Passa ei de seguida à desc ição
29
de cada uma das a i idades nos di e sos con ex os de ensino.
5.1 P imei o Ciclo e Segundo Ciclo – M11
A i idade 1 - Nes a p imei a a i idade, é pedido aos alunos que espondam a um b e e ques ioná io
de diagnós ico ( e anexo 2) de o ma a comp eende qual o pon o de pa ida pa a a es an e in e enção.
De seguida, no empo es an e da a i idade, é p opos o um exe cício simples de ligados ascenden es
(mecanicamen e de mais ácil execução) com ês combinações de dedos de mão esque da (1-2; 1-3 e 1-
4) de o ma a a e i a capacidade écnica de execução dos ligados.
A i idade 2 – Nes a a i idade é ei a uma b e e con ex ualização eó ica sob e o ges o écnico do
ligado ( e anexo 7), as suas possibilidades e ele ância pa a a écnica e in e p e ação musical. De seguida,
são de idamen e in oduzidos os ligados ascenden es, nomeadamen e a combinação dos dedos 1-2 na
mão esque da. As es an es ins uções pa a o exe cício encon am-se no anexo 8.
A i idade 3 – Nes a a i idade é e is o o exe cício p opos o na A i idade 2, e de seguida são
in oduzidas duas no as combinações de dedos na mão esque da, 1-3 e 1-4. ( e anexo 8)
A i idade 4 – Nes a a i idade é e is o o exe cício p opos o na a i idade 3 e de seguida são
in oduzidas duas combinações de dedos, 2-3 e 2-4. ( e anexo 8)
A i idade 5 – Nes a a i idade é in oduzida desde logo a combinação de dedos 3-4, comple ando
assim odas as possibilidades de combinações de ligados ascenden es de duas no as. De seguida, são
e is as odas as combinações abalhadas nas a i idades an e io es. ( e anexo 8)
A i idade 6 – Nes a a i idade são in oduzidos os ligados descenden es. Após uma b e e explicação
do mecanismo e possibilidades, é in oduzida a combinação de dedos 2-1. ( e anexo 9)
A i idade 7 – Nes a a i idade é e is o o exe cício p opos o na A i idade 6, e de seguida são
in oduzidas duas combinações de dedos, 3-1 e 4-1. ( e anexo 9)
A i idade 8 – Nes a a i idade é e is o o exe cício p opos o na a i idade 7 e de seguida são
in oduzidas duas no as combinações de dedos, 3-2 e 4-2. ( e anexo 9)
A i idade 9 – Nes a a i idade é in oduzida a combinação de dedos 4-3, e de seguida são e is as
odas as combinações de ligados descenden es de duas no as abalhas nas a i idades an e io es. ( e
anexo 9)
A i idade 10 - Nes a a i idade são e is os odos os pa es de ligados abalhados desde a a i idade
2. ( e anexo 8 e 9)
A i idade 11 – Nes a a i idade são aplicados os ligados na in e p e ação musical, a a és da
inclusão de uma combinação de ligado ascenden e e descenden e a uma pequena melodia de minha
36
G á ico 1 - Regis o de A aliação da P imei a e Úl ima A i idade
6.2 Análise Indi idual
Nos g á icos seguin es cons am os egis os de a aliação das a i idades de cada aluno, endo como
base a g elha de obse ação e a aliação (anexo 1). Es a análise se á ei a po ciclos, uma ez que o p oje o
oi aplicado a dois alunos de cada ciclo, o que pe mi e e e ua o con as e en e esul ados.
6.2.1 Iniciação
Aluno A
O G á ico 2 ep esen a a e olução do Aluno A ao longo das 12 a i idades ealizadas. A a és des e,
é possí el e i ica que as a aliações egis adas o am de 20% a é 67%, uma e olução subs ancial, que oi
ainda assim ma cada po alguns picos. Fazendo uma análise mais de alhada, a e olução do Aluno nas
p imei as 5 (cinco) a i idades oi bas an e sólida, sendo que es as a i idades co espondem à ealização de
ligados ascenden es. O pico descenden e e i icado na a i idade 6, é jus i icado de ido ao ac o de se nes a
a i idade que se ealiza a in odução dos ligados descenden es. Sendo que o p ocesso mecânico de
ealização dos ligados ascenden es e descenden es di e e, nes a a i idade o Aluno ap esen ou maio es
di iculdades, ainda assim não an as quan o ap esen ou na p imei a A i idade. Na A i idade 7 (se e), o
Aluno demons ou que conseguiu comp eende o mo imen o, e a combinação de dedos p e is a nes a
A i idade e a ambém mais a o á el a uma melho execução, o que culminou num no o pico ascenden e.
Após as a i idades 8 e 9 (oi o e no e), que p e eem combinações de dedos de maio di iculdade, o aluno
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
Aluno A Aluno B Aluno C Aluno D Aluno E Aluno F Aluno G Aluno H
P imei a A i idade Úl ima A i idade
37
ol ou a egis a no a e olução, es abilizando nos 67%. É possí el conclui que a a és da ealização das
a i idades o aluno conseguiu e olui e desen ol e compe ências na emá ica abalhada.
G á ico 2 - E olução do Aluno A
Aluno B
No G á ico 3 é possí el encon a a e olução egis ada pelo Aluno B. Como é possí el e i ica
a a és do g á ico, o Aluno B egis ou uma e olução mais cons an e ao longo de oda a In e enção,
o nando-se mais acen uada a pa i da a i idade 6 (seis).
À semelhança do Aluno A, o Aluno B nunca inha ido con ac o com a écnica abalhada, o que
jus i ica os baixos esul ados ap esen ados nas p imei as a i idades, u o da adap ação e desen ol imen o
na u al de um p ocedimen o écnico no o. Ainda assim, oi possí el e i ica uma e olução subs ancial de
40% en e a p imei a e a úl ima a i idade, a segunda maio de oda a In e enção, icando apenas a ás do
Aluno A.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Aluno A
38
G á ico 3 - E olução do Aluno B
6.2.2 Segundo Ciclo
Aluno C
No G á ico 4 podemos encon a a e olução egis ada do Aluno C du an e a In e enção. O ac o
de se o seu p imei o ano de equência em aulas de gui a a jus i ica a no a baixa com que iniciou a
In e enção. Con o me cons a o g á ico, a sua e olução ao longo da In e enção oi sólida, mas não mui o
signi ica i a con o me o seu po encial. Nas p imei as 6 a i idades o aluno não supe ou a no a de 40%, o
que signi ica uma po encial adap ação à écnica abalhada e aos exe cícios p opos os. Na segunda me ade
da In e enção a sua e olução oi mais acen uada, com um aumen o de 27%, onde demons ou uma
consolidação da écnica abalha e melho desempenho ace à me odologia implemen ada.
Com ecu so à obse ação di e a, oi possí el e i ica que o aluno ap esen a a hábi os de es udo
bas an e i egula es, sendo que na segunda me ade da In e enção melho ou bas an e es e pon o.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Aluno B
39
G á ico 4 - E olução do Aluno C
Aluno D
No G á ico 5 podemos encon a a e olução egis ada pelo aluno D no deco e do P oje o de
In e enção. A pa dos Alunos A, B e C, o pouco con ac o que o aluno ha ia ap esen ado com a écnica a
abalha esul ou num início com uma no a aca (33%), no en an o é possí el no a que exis i am melho ias
subs anciais, sob e udo en e as A i idades 6 (seis) e 11 (onze).
O pico descenden e egis ado na A i idade 6, é jus i icado mais uma ez pela in odução de ligados
descenden es. Após es a A i idade, o Aluno D egis ou uma subida cons an e, com um pico de a aliação
de 80% egis ado na A i idade 11. Es a subida acen uada (de 47%) en e es as duas a i idades, é jus i icada
pela adap ação pelo aluno à écnica abalhada e à me odologia de abalho, assim como ou os a o es
como mais es udo em casa e uma o e mo i ação demons ada pelo aluno nes e pe íodo.
G á ico 5 - E olução do Aluno D
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Aluno C
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Aluno D
40
6.2.3 Te cei o Ciclo
Aluno E
No G á ico 6 es ão ep esen ados os esul ados ob idos pelo Aluno E em cada uma das a i idades.
Compa ando com os dados obse ados nos g á icos an e io es, a classi icação inicial ob ida pelo Aluno E
é subs ancialmen e mais al a, p a icamen e o dob o. Es e ac o é jus i icado pelo maio con ac o que o
aluno ap esen a a desde o início da In e enção com a écnica em ques ão, em di e sas ob as que já inha
incluído no seu epe ó io.
A sua e olução oi eg a ge al sólida, ap esen ando uma média de classi icação nas a i idades de
55,2%, ainda que com alguns picos descenden es, nomeadamen e nas a i idades 6 (seis) e 9 (no e). Es es
picos pode ão se jus i icados pelo ac o de na A i idade 6 se em in oduzidos os ligados descenden es,
ligados es es que são no malmen e de maio di iculdade de execução, e na A i idade 9 de ido à di iculdade
do exe cício p opos o (exe cício exclusi amen e des inado à mão esque da, sem qualque p odução de som
pela mão di ei a e, po an o, de maio di iculdade).
G á ico 6 - E olução do Aluno E
Aluno F
O G á ico 7 ep esen a a e olução ealizada pelo Aluno F ao longo das 12 a i idades ealizadas. A
pa do Aluno E, egis ou uma no a mais al a ace aos alunos de Iniciação e Segundo Ciclo, u o do seu
maio con ac o com a écnica em ques ão.
Con o me é possí el obse a no G á ico, o Aluno F não egis ou uma e olução acen uada,
ap esen ando a é em duas a i idades (6 e 9), classi icações mais baixas do que na p imei a A i idade. Es as
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Aluno E
41
duas classi icações são no amen e jus i icadas pelas di iculdades sen idas pelo aluno com a in odução dos
ligados descenden es e a execução do exe cício p opos o pa a a A i idade 9 (no e), de maio di iculdade
que as es an es A i idades.
Apesa de a e olução en e a p imei a e úl ima A i idades se p ende nos 13%, o aluno oi sólido
du an e oda a In e enção, com classi icações médias de 55,2%, semelhan e ao Aluno E. A a és da
obse ação di e a é ambém possí el conclui ap esen a a algumas di iculdades em man e um plano de
es udo egula , o que limi a a bas an e as suas po encialidades.
G á ico 7 - E olução do Aluno F
6.2.4 Secundá io
Aluno G
O G á ico 8 ep esen a a e olução ealizada pelo Aluno H ao longo das 12 a i idades ealizadas. A
classi icação média ob ida po es e aluno no deco e da In e enção oi 64%, a segunda média mais al a
de odos os alunos, dado o ac o de se dos alunos pa icipan es mais elhos e com maio empo de con ac o
com a écnica abalhada.
É possí el e i ica que apesa de o aluno ap esen a uma média al a ace às classi icações ob idas
pelos es an es alunos, a sua e olução oi das mais baixas, 13% en e a P imei a e a Úl ima A i idade. Indo
mais longe nes e sen ido, o aluno egis ou uma no a igual ou in e io à p imei a A i idade, em 11 (onze)
das 12 (doze) a i idades p e is as pa a a In e enção. Es e ac o é jus i icado pela al a de es udo possí el
obse a a a és da obse ação di e a, assim como algumas di iculdades de lei u a à p imei a is a, que
di icul a am a ealização co e a dos exe cícios no empo p e is o pa a a A i idade.
No a ambém pa a o ac o de que en e a A i idade 9 (no e) e a A i idade 12 (doze) o aluno e
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Aluno F
42
egis ado uma e olução signi ica i a, de 33%, o que deixa em abe o a sua e olução caso a In e enção se
es endesse, podendo signi ica que com es e aluno o p ocesso de adap ação à me odologia de abalho
pode á e sido mais demo ado.
G á ico 8 - E olução do Aluno G
Aluno H
O G á ico 9 ep esen a a e olução ealizada pelo Aluno H ao longo das 12 a i idades ealizadas.
Es e aluno oi o que ap esen ou uma maio média de classi icação, ob endo 92,75% de classi icação média,
alo al íssimo que supe a em 28% a média mais al a ob ida pelo Aluno G.
Es es bons esul ados são jus i icados po á ios mo i os: o aluno encon a-se no 8ºG au, úl imo
g au de equência do ensino secundá io, o que signi ica que ap esen a não só mais anos de con ac o com
o ins umen o como de con ac o com a écnica abalhada, em es udos e ob as abalhadas ao longo do
seu pe cu so; uma écnica bas an e consolidada, assim como uma o ina de es udo consis en e que e o ça
as suas capacidades e po im, a a és da obse ação di e a e algum diálogo com o aluno, oi possí el
comp eende que alguma da sua acilidade com os ligados écnico-mecânicos de mão esque da p o inham
ambém da sua ligação à gui a a elé ica e a ou os géne os musicais como o
ock.
Es e elemen o pode á
se en ão, po enciado des a écnica.
No a pa a o pico descenden e e i icado na A i idade 9, comum a odos os alunos que ealiza am
es a A i idade, que ap esen a a maio di iculdade écnica e que, ainda assim, es e Aluno se des acou com
a maio no a, 80%.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Aluno G
43
G á ico 9 - E olução do Aluno H
6.3 Resul ados dos Ques ioná ios P é-In e enção e Pós-In e enção (M11)
6.3.1 P é-In e enção
Como e e ido an e io men e o p incipal obje i o dos ques ioná ios p é-in e enção oi comp eende
e a e i o ní el de conhecimen o dos alunos sob e o ema, endo po isso adap ado os ques ioná ios ao
ní el de equência dos alunos. Pa a os alunos de iniciação e segundo ciclo, es e ques ioná io é compos o
po qua o ques ões de espos a echada (anexo 2), enquan o pa a os alunos de e cei o ciclo e ensino
secundá io o ques ioná io e a compos o po cinco ques ões de espos a echada e uma de espos a abe a
(anexo 2). Passa emos en ão à ap esen ação dos esul ados.
No que à Iniciação e ao Segundo Ciclo diz espei o, os Alunos A, B e C, esponde am nega i amen e
às ques ões: “Já alguma ez ou is e ala de ligados?”; “Sabes o que são ligados”; “Sabes como encon a
ligados numa pa i u a? e “Quando p a icas o ins umen o, ens alguma o ina de es udo de écnica (ex.
escalas, a pejos, ligados, e c.)?”, o que demons a que não possuíam qualque ipo de conhecimen o sob e
ligados écnico-mecânicos de mão esque da. Já o Aluno D, espondeu que sabia o que e am ligados, no
en an o não sabia iden i ica os mesmos na pa i u a, nem inha uma o ina de es udo écnico.
Po sua ez, os alunos de Te cei o Ciclo e Secundá io demons a am um maio conhecimen o da
emá ica. Todos esponde am a i ma i amen e às seguin es ques ões: “Já alguma ez ou is e ala de
ligados?” e “Conside as os ligados uma écnica impo an e pa a o desen ol imen o de um gui a is a?”. Foi
pedido de seguida que os alunos se au oa aliassem na escala numé ica de 0 a 10, sob e a sua consis ência
de execução de ligados. O aluno E oi o que colocou uma no a mais al a, com 8 alo es. Já os alunos F e
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Aluno H
44
G esponde am com 6 alo es. O aluno H espondeu 7 alo es. Quando ques ionados sob e se possuíam
uma o ina de es udo écnico de ligados, odos os alunos esponde am nega i amen e, menos o aluno H,
que espondeu posi i amen e. A úl ima pe gun a echada diz espei o aos ecu sos pedagógicos que os
alunos u ilizam pa a desen ol e os ligados (peças, es udos ou exe cícios p óp ios, ambos ou nenhum).
Mais uma ez, os alunos E, F e G esponde am que desen ol iam es e ecu so apenas nas peças, enquan o
o aluno H espondeu que p a ica a os ligados que em peças que em es udos e exe cícios p óp ios. Po
úl imo, seguem na abela abaixo as ansc ições à seguin e ques ão abe a: “Na ua opinião, os ligados são
impo an es pa a o desen ol imen o da mão esque da? Jus i ica a ua espos a.”
Aluno E – “Sim, po que desen ol e a capacidade écnica, coo dena i a e mo o a do aluno em
ques ão, de manei a a a ingi os di e en es pa ama es impossí eis ou di íceis sem o eino.”
Aluno F – “Na minha opinião eu acho os ligados impo an es pois melho am a écnica na gui a a.”
Aluno G – “Eu acho os ligados impo an es pois melho am a écnica na gui a a.”
Aluno H – “Sim, pois ajudam a e mais p ecisão na mão esque da e a desen ol e o músculo
des a.”
6.3.2 Pós-In e enção
Após a implemen ação das a i idades, ealizou-se um ques ioná io Pós-In e enção com o obje i o
de compa a os esul ados ace ao ques ioná io an e io . Os ques ioná ios o am no amen e adap ados ao
con ex o de ensino, sendo que o ques ioná io aos alunos de Iniciação e Segundo Ciclo e a cons i uído po
5 ques ões de espos a echada e 1 de espos a abe a ( e anexo 3), enquan o o ques ioná io dos alunos
de Te cei o Ciclo e Secundá io e a cons i uído po 6 ques ões de espos a echada e 1 ques ão de espos a
abe a ( e anexo 3). Ap esen a ei de seguida os esul ados des es ques ioná ios.
Os alunos A, B e C e D esponde am posi i amen e às seguin es ques ões: “Na ua opinião, o ema
abalhado oi impo an e pa a o eu desen ol imen o no ins umen o?”; “Gos as e da o ma como a
emá ica oi explo ada pelo p o esso es agiá io?” e “Consegues iden i ica na pa i u a um ligado e o seu
ipo?”, e elando uma di e ença de conhecimen o ace ao ques ioná io p é-in e enção. Quando
ques ionados sob e qual o ligado em que sen i am maio di iculdade, a espos a oi ambém unânime,
sendo os ligados descenden es aqueles que no en ende dos alunos c ia am mais di iculdades na sua
execução. Quando ques ionados sob e a sua capacidade de man e uma o ina de es udo écnico a a és
dos ligados, du an e o pe íodo de in e enção, apenas o aluno D espondeu nega i amen e, signi icando
que os alunos A, B e C es uda am egula men e es e elemen o écnico em casa. Po im, seguem em baixo
as ansc ições das espos as dos alunos à seguin e pe gun a abe a: “Desc e e o que mais e menos
45
gos as e des e pe íodo de in e enção.”
Aluno A - “O que mais gos ei oi dos ligados ascenden es.”
Aluno B – “Faze os ligados mais simples.”
Aluno C – “O que eu mais gos ei des e pe íodo de in e enção oi e ap endido os ligados, po que
com eles posso oca á ias músicas. Os ligados que mais gos ei o am os ascenden es, pois al ez se ão
os que eu mais aplica ei em algumas músicas. Gos ei de udo nes e pe íodo de in e enções, po isso não
sei dize o que menos gos ei.”
Aluno D – “Nes e pe íodo de in e enção o que mais gos ei oi a manei a como o p o esso
ensina a, e consegui adqui i no os conhecimen os que são mais a ançados do que os que inha an es.”
Po sua ez, os alunos E, F, G e H esponde am posi i amen e às seguin es ques ões: “Na ua
opinião, o ema abalhado oi impo an e pa a o eu desen ol imen o no ins umen o?”; “Gos as e da o ma
como a emá ica oi explo ada pelo p o esso es agiá io?”, “Consegues iden i ica na pa i u a um ligado e
o seu ipo?”, e quando ques ionados sob e em que ipo de ligados inham sen ido maio di iculdade a
espos a oi ambém unânime: “Ligados mis os”. De o ma a es abelece uma compa ação com o
ques ioná io p é-in e enção, oi no amen e pedido pa a os alunos p ocede em à sua au oa aliação numa
escala numé ica de 0 a 10, ela i amen e à sua consis ência na p odução de ligados. Todos os alunos
esponde am com núme os acima daqueles egis ados no ques ioná io p é-in e enção, sendo que o aluno
F espondeu 8 alo es, o aluno G 7 alo es e o aluno E e H esponde am 10 alo es. Quando à ques ão:
“Du an e o pe íodo de in e enção, conseguis e e uma o ina de es udo écnico, nomeadamen e a a és
dos ligados?”, apenas o aluno G espondeu de o ma nega i a. Po im, segue a ansc ição à pe gun a de
espos a abe a: “Desc e e o que mais e menos gos as e do pe íodo de in e enção.”
Aluno E – “Gos ei do ac o de desen ol e mais capacidade in elec ual e p á ica a ní el dos ligados,
podendo aplica os meus no os conhecimen os no meu epe ó io.”
Aluno F – “Fiquei a conhece écnicas no as e écnicas que u iliza a, mas não sabia o nome.
Consegui ambém ape eiçoa ce as coisas em que inha di iculdade.”
Aluno G – “Gos ei de ap ende a aze ligados de o ma mais comple a.”
Aluno H – “Pude explo a e ap o unda o mundo ão écnico do ins umen o, conhece bons
composi o es que abo dam es es emas mais écnicos que i e a opo unidade de es uda .”
6.4 O ques a de Gui a as
Fo am ealizados dois ques ioná ios, um de p é-in e enção ( e anexo 4) e ou o pós-in e enção
( e anexo 5) na O ques a de Gui a as do Bom im, de o ma a ecolhe dados que pe mi issem a e i os
52
G á ico 21 - Opinião dos alunos sob e dedica 15 minu os de aula a abalho écnico
A úl ima ques ão do ques ioná io, de espos a abe a, e e como obje i o ob e eedback dos alunos
sob e aquilo que mais e menos inham gos ado du an e o Pe íodo de In e enção. Abaixo seguem alguns
exemplos de espos a.
“Gos ei de desen ol e no as capacidades dos ligados pa a p o ei o p óp io nas minhas peças ou
no eino da minha mão. Não enho nada nega i o a apon a .”
“Gos ei de udo... nada nega i o a apon a , oi ei o um bom abalho e mui o bem explicado.”
“Eu gos ei de abalha es e ema e gos a ia de ol a a azê-lo.”
“Achei que as in e enções o am in e essan es e não o am maçado as. Conseguiu ensina sem
se desin e essan e.”
“O p o esso e a mui o ixe, gos ei da manei a que o am aplicados os exe cícios e não gos ei de
o ma nega i a de nada. As aulas e am mui o in e essan es.”
“Gos ei, pois ajudou-me a melho a a minha capacidade pa a oca gui a a.”
6.5 Análise dos Resul ados ao Ques ioná io a P o esso es
Como e e ido an e io men e, oi ealizado um ques ioná io a P o esso es de Gui a a Clássica ( e
anexo 6) com o obje i o de melho comp eende as p á icas e abo dagens a uais a es a emá ica. Pa a al,
oi elabo ado um ques ioná io com um o al de 6 (seis) ques ões, sendo 3 ( ês) de espos a echada e 3
( ês) de espos as abe a. Es e ques ioná io ob e e um o al de 15 (quinze) espos as.
As ês p imei as ques ões inham como p incipal obje i o p ocede à ca ac e ização dos inqui idos.
Os esul ados ap esen ados nos G á icos 22, 23 e 24 dizem espei o aos seguin es dados: “Idade”;
“Expe iência de Lecionação” e “Ins i uição de Lecionação”. Ce ca de 87% dos inqui idos inha idade de a é
49 anos, sendo que apenas 13% inha mais de 60 anos. No que diz espei o à expe iência de lecionação,
53
quase me ade (46,7%) dos inqui idos egis ou que inha mais de 16 anos de lecionação, sendo que 20%
e e iu que inha en e 2 e 5 anos de lecionação. Quan o à Ins i uição de Ensino, no a pa a o ac o de mais
de me ade (53,3%) dos P o esso es inqui idos leciona em Conse a ó ios, e ainda o ac o de ês dos
P o esso es ap esen a em expe iência de lecionação em Ensino Supe io .
G á ico 22 - Idade dos P o esso es Inqui idos
G á ico 23 - Expe iência de Lecionação dos P o esso es Inqui idos
G á ico 24 - Ins i uição de Lecionação dos P o esso es Inqui idos
54
De seguida o am ealizadas ês ques ões de espos a abe a, elacionadas di e amen e com o
ema e a sua abo dagem pedagógica. Pa a cada uma das ques ões des aca ei algumas das espos as
dadas pelos P o esso es inqui idos, uma ez que exis em algumas epe ições nas espos as dadas.
A p imei a ques ão de espos a abe a: “Na sua opinião qual a impo ância da écnica de ligado de
mão esque da no desen ol imen o écnico e in e p e a i o de um aluno?” ob e e as seguin es espos as:
“Salien ando o aspe o undamen al: pe mi i maio a iedade nas o mas de a iculação da ase
musical.”
“É impo an e po que são uma écnica usada não só em música e udi a como ambém na música
ligei a a ual, pelo que na minha opinião, p omo e mo i ação pela amilia idade.”
“A impo ância dos ligados de mão esque da é imensu á el. Con udo, a sua impo ância é
p opo cional à sua di iculdade. A gui a a é um ins umen o que não em mui a o ma de p a ica a
a iculação de lega o e os ligados de mão esque da, o a ou as unções, são uma o ma de a ingi essa
a iculação. Con udo, se não es i e em bem desen ol idos endem a se inconsis en es que no i mo, que
na p odução de som.”
“É uma componen e de ex ema impo ância, pois é um ecu so exp essi o que aplicamos na
nossa in e p e ação pa a c ia ou o géne o de sono idade e ambém a ní el écnico, de o ma a desen ol e
melho ce as passagens e acili a a sua execução.”
“Do pon o de is a biomecânico, é ulc al no desen ol imen o da muscula u a in ínseca e
ex ínseca dos dedos, e a sua p á ica a o ece a p ecisão em odos os aspe os, além de melho a
especi icamen e o ecu so do ligado mecânico de mão esque da, que na sua o ma ascenden e como
descenden e. Além disso, o domínio dos ligados écnicos da mão esque da az cla as an agens no con olo
da a iculação músico-ins umen al.”
Todas es as espos as ão de encon o ao p opósi o da ealização des e ela ó io pa indo des a
emá ica. Ainda que o ligado écnico-mecânico de mão esque da seja um ecu so écnico de ex ema
impo ância no desen ol imen o na gui a a, não é explo ado e abalho como al, sendo mui as ezes dada
p imazia e p io idade a ou os elemen os écnicos ( ambém de eno me alo ) como escalas ou a pejos.
A segunda ques ão: “Que mé odos/manuais/exe cícios u iliza pa a in oduzi e desen ol e com
os alunos a écnica de ligado de mão esque da?”, em como p incipal obje i o ala ga o meu conhecimen o
e dos lei o es in e essados na emá ica sob e ma e ial pedagógico passí el de se u ilizado pa a desen ol e
es e ecu so écnico. Seguem alguns exemplos de espos as ob idas a es a ques ão:
“Em especial o li o 4 de Abel Ca le a o e Ades amen o écnico pa a gui a is as de Rica do
Ba celó, além da p á ica de ligados in eg ados em di e sas ob as musicais.”
55
“Li os de Abel Ca le a o e Hube Kappel.”
“Cade nos de Ca le a o pa a alguns alunos de secundá io. Jogos de imi ação e imp o isação se ão
ó imas es a égias pa a desen ol e elemen os écnicos, p incipalmen e nos ensinos de iniciação e básico.”
“Es udos simples” - L. B ouwe ; “Op. 60” - M.Ca cassi; “Pumping Nylon” – S. Tennan ”
“Iniciação à Gui a a po Paulo Valen e Pe ei a”
“Em passagens de colcheias, com alguma música ligei a que use essa écnica e em exe cícios
pu amen e de ligados usando odas as combinações dos dedos da mão esque da.”
As espos as a es a ques ão o am bas an e in e essan es. Se po um lado a g ande maio ia das
espos as menciona mé odos e li os que o am u ilizados ao longo des e ela ó io, o am ambém
egis adas espos as di e en es, ac escen ando mais ideias e elemen os pedagógicos disponí eis pa a
aplicação. Des aco os jogos de imi ação e de imp o isação, que p omo em in e disciplina idade en e á ias
á eas.
Po im, a úl ima ques ão: “Na g ande maio ia dos p og amas cu icula es de gui a a clássica, a
écnica de ligado de mão esque da é in oduzida a pa i do 3ºG au. Na sua opinião, é iá el/ an ajoso a
sua in odução mais p ecoce?” p e endia a e i a opinião dos P o esso es inqui idos sob e uma possí el
in odução des a écnica num ní el mais elemen a . Regis o abaixo algumas das espos as ob idas a es a
ques ão:
“Ac edi o que sim, po se uma écnica ão gi a e amilia de ou i e po que de ac o pa a o ligado
esul a bem, é p eciso que o dedo base enha segu ança e que o dedo que impulsiona o ligado enha
a iculação e p ecisão. Bases são impo an es.”
“Na minha opinião a in odução dessa écnica numa in odução mais p ecoce depende mui o do
aluno e da sua ap idão pa a o ins umen o.”
“Penso que pode se in oduzido assim que o aluno enha uma es u u a óssea e muscula da mão
adequada.”
“Penso que a pa i do 3º g au é uma excelen e al u a pa a in oduzi a écnica de ligados de mão
esque da. An es disso acaba po se mui o cedo, pois os alunos ainda es ão a desen ol e sin onia en e
as mãos e a ganha o ça nos dedos. No en an o, pode ha e alguma exceção de alunos que ap esen em
um desen ol imen o mui o supe io e ap ende ligados de mão esque da mais cedo acaba po se
an ajoso.”
“Depende da abo dagem e exigência. Os ligados êm di iculdades dis in as dependendo dos dedos
e posições u ilizados. Além disso, os ligados podem se in oduzidos apenas em uma ou duas passagens
musicais, e não em exe cícios écnicos ex ensi os.”
Como é possí el e i ica a a és das espos as egis adas, exis em á ias opiniões que passam
56
desde a in odução do ligado numa ase mais p ecoce, po se uma écnica de bom e ei o e amilia no
ou ido, a é opiniões que de endem a sua in odução apenas no 3ºG au, quando os alunos já ap esen am
ou a ma u idade écnica e musical. Ainda assim a g ande maio ia das espos as a es a ques ão de ende a
in odução des e elemen o sem qualque imposição empo al, apenas com a p emissa de os alunos
es a em desen ol idos o su icien e pa a se em capazes de execu a es a écnica.
57
7. Conclusão e Re lexões Finais
Es e P oje o de In es igação-Ação e e como p incipal obje i o se um con ibu o pa a o
desen ol imen o de es a égias pedagógicas e ecu sos que p omo am a p á ica delibe ada e in encional
dos ligados écnico-mecânicos na gui a a clássica. Após a ealização do P oje o, é possí el a i ma que os
obje i os o am cump idos, sendo o eedback bas an e posi i o po pa e dos alunos que pa icipa am no
P oje o. Os esul ados ob idos são ambém, a meu e , ambém bas an e posi i os. T a ando-se de um
ema bas an e écnico, exis iu semp e algum eceio de que os alunos acolhessem o P oje o um pouco “de
pé a ás”, uma ez que nem semp e é ácil desen ol e um abalho consis en e e e icien e no campo
écnico ins umen al. Ainda assim, oi possí el desen ol e odos os alunos nes a emá ica, como icou
demons ado no capí ulo an e io , de o ma desc i a po alguns alunos como “bas an e in e essan e” e uma
expe iência “a epe i ”.
Na u almen e su gem algumas limi ações no p oje o, uma ez que, a ando-se de um ges o écnico
complexo, exis i am elemen os que não o ma de idamen e abalhados, como po exemplo a
o namen ação, os á ios ipos de execução de ligado descenden e e quando aplicá-los, en e ou os. Es as
limi ações de i am da al a de empo pa a uma aplicação mais longa do P oje o, que incluíssem um maio
núme o de a i idades, op ando-se nes e caso po abalha bem a base assen e nos ligados écnico-
mecânicos de mão esque da, nas suas o mas ascenden e, descenden e e mis a. Po conseguin e, ambém
a ia sen ido a ac escen a ia bas an e alo ao P oje o, a epe ição de odo o Ciclo de In es igação-Ação, de
o ma a desen ol e de o ma mais consolidada es a emá ica. Ainda assim, conclui-se que o abalho
ealizado oi c edí el e p odu i o.
É de salien a a coope ação do P o esso Ai es Pinhei o, que du an e oda a In e enção se mos ou
ece i o a acolhe es e P oje o, o necendo ideias e con ibuindo de o ma aliosa pa a o desen ol imen o
do mesmo.
A ealização de um P oje o des a en e gadu a sem p a icamen e qualque expe iência de ensino é
sem dú ida de g ande esponsabilidade e um desa io que omei com g ande consciência desde o início do
mesmo. Não apenas me pe mi iu e o ça capacidades como a de pesquisa, sis ema ização, c ia i idade e
o ganização, como ambém me pe mi iu con ac o com á ios alunos de á ios ní eis de ensino, que
con ibuí am pa a a minha o mação enquan o p o esso . Não só a odos eles, como ambém à
Uni e sidade do Minho e a odos que a ep esen am, es ou g a o pelo pe cu so que aqui desen ol i.
58
8. Bibliog a ia
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Conse a ó io Bom im é no início que udo começa.
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60
9. Anexos
Anexo 1 - G elha de Obse ação e A aliação
A i idade nº
Da a:
Aluno:
G au:
A aliação
1
2
3
4
5
F aco
Não
Sa is az
Sa is az
Sa is az
Bas an e
Excelen e
1- O aluno é cla o e
consis en e na execução de
ligados du an e o exe cício.
2- O aluno consegue man e
luidez e consis ência
í mica no deco e do
exe cício.
3- O aluno consegue man e
uma posição de mão
esque da co e a e
adequada.
61
Anexo 2 - Ques ioná ios P é-In e enção (M11)
68
69
70
Anexo 4 - Ques ioná io P é-In e enção (M32)
71
72
Anexo 5 - Ques ioná io Pós-In e enção (M32)
73
74
Anexo 6 - Ques ioná io ealizado a P o esso es de Gui a a Clássica
75
76
Ligados Ascenden es
Os ligados ascenden es são p oduzidos a a és de um oque de uma no a pela mão di ei a e
de seguida, um dedo da mão esque da cai apidamen e numa no a da mesma co da, mais aguda do
que a ocada p e iamen e. Há dois concei os undamen ais a se em abalhados nes e ipo de ligado:
❖ Impac o – O dedo esponsá el pelo ligado de e se capaz de p essiona a no a ligada
com o impac o necessá io à p odução de um som cla o e o mais equilib ado possí el
consoan e a no a an e io . Quan o mais ápido o dedo se desloca quando p essiona
a co da, mais o e e ligada se á a no a.
❖ P ecisão - Pa a uma co e a execução de um ligado ascenden e, é mui o impo an e
e em a enção o local onde o dedo pisa a co da. O ideal se á um pouco an es do as e
me álico. Caso o dedo não pise nes e local, pode ão soa uídos indesejados.
Anexo 7 - Ma e ial U ilizado pa a Con ex ualização Teó ica
77
Ligados Descenden es
Os ligados descenden es po sua ez são ealizados a a és de um mo imen o ligei amen e
di e en e. Após um oque com a mão di ei a, o dedo da mão esque da esponsá el pelo ligado p essiona
a co da em di eção à co da seguin e (no caso da p imei a co da o mo imen o é o mesmo). Após o dedo
da mão esque da oca le emen e na co da seguin e, é impo an e que no momen o em que e i amos
o dedo, não se ouça nenhum som u o des a ação.
Com es e ipo de ligados é necessá io e em a enção:
❖ P ecisão í mica – Exis e uma ce a endência na u al em acele a nes e ipo de
ligado, pelo que é undamen al abalha exe cícios ou passagens que incluam ligados
descenden es com o me ónomo.
❖ Excesso de ensão – Po se a a de um mo imen o mecânico complexo e mui as
ezes ealizado a al a elocidade, é necessá io e em a enção ao excesso de ensão
p esen e em zonas do co po como pulso, omb os, e ambém nos dedos. A ensão
excessi a é inimiga da elocidade e da p ecisão écnica.