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Inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista na educação infantil na cidade de Manaus: as perspectivas de pais e de profissionais da educação geral e da educação especial

Author: Menezes, Maria Roseane Gonçalves de
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/a1531ee2-12f9-4509-96d9-6d30537c761b/download
Ma ia Roseane Gonçal es de Menezes
Inclusão de C ianças com T ans o no do
Espec o Au is a na Educação In an il na
Cidade de Manaus: As pe spec i as de pais
e de p o issionais da Educação Ge al e da
Educação Especial
ab il de 2025
Inclusão de C ianças com T ans o no do Espec o Au is a na
Educação In an il na Cidade de Manaus: As pe spec i as de pais
e de p o issionais da Educação Ge al e da Educação Especial
Ma ia Roseane Gonçal es de Menezes
UMinho|2025
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Ma ia Roseane Gonçal es de Menezes
Inclusão de C ianças com T ans o no do
Espec o Au is a na Educação In an il na
Cidade de Manaus: As pe spec i as de pais
e de p o issionais da Educação Ge al e da
Educação Especial
ab il de 2025
Tese de Dou o amen o
Dou o amen o em Es udos da C iança
Especialidade em Educação Especial
T abalho e e uado sob a o ien ação da
Dou o a Ana Paula da Sil a Pe ei a
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho acadêmico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-Não Come cial
CC BY-NC
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
O Cu so de Dou o amen o oi uma busca, um desejo pessoal e p o issional, UMinho, oi uma ealidade;
con ibui com a Ciência Mundial uma conquis a.
Ag adeço p imei amen e a DEUS, o se Supe io que nos conduz a se sua Imagem e Semelhança e nos
ensina que o amo ao p óximo é a essência da ida.
Aos meus pais
,
José Pe ei a de Menezes e Luiza Gonçal es de Menezes (
in memo iam)
, que me
pe mi i am o meu nascimen o pa a conquis a o mundo.
À odos os memb os da minha linda Família, aos que es ão semp e p óximo da minha pessoa e os que
es ão longe, mas odos em sin onia no desejo de que chegássemos a conclusão da Tese.
À Dou o a Ana Paula Pe ei a da Sil a, pela sua sabedo ia, o ganização, paciência, de e minação e
disponibilidade pa a caminha comigo e po compa ilha conhecimen os necessá ios ao meu c escimen o
cien í ico. Um exemplo de pesquisado a, g a a po udo.
Aos P o esso es da UMinho, que pa ilha am conhecimen os, odos com mui a compe ência, nos
ize am ap ende , c esce e conhece a Ciência Social Eu opeia.
Ag adeço a odos os uncioná ios da UMinho que semp e mui o a enciosos nos auxilia am. Aos meus
Amigos do Dou o amen o, aos que decidi am comigo chega à Po ugal e es uda .
À minha i mã de co ação, Jocilene Ma ia da Conceição Sil a que desde o início do Cu so,
pe maneceu ao meu lado, com di iculdades ou não, seguimos a aje ó ia ao inal da TESE.
Aos meus lindos Sob inhos e lindas Sob inhas que acei a am o meu não quando chama am pa a os
passeios e eu não pa icipa a po es a dedicada à pesquisa.
Às c ianças da minha amília, minhas Sob inhas-Ne as, La a, Lau a, Agha a e os meus Sob inhos-
Ne os, Gus a o e K on, são os meus amo es e meus aliados, desde cedo já azem a di e ença na escola,
po que que já conhecem o sen ido da Inclusão.
Aos Pais das c ianças com TEA, aos P o esso es da Educação In an il, as P o issionais da
Educação Especial po acei a am pa icipa dessa in es igação.
As Ges o as do CMEIs que nos pe mi i am o desen ol imen o da pesquisa.
Às C ianças com TEA que de o ma indi e a pa icipa am do es udo, se es iluminados po Deus que nos
ensinam e nos a i mam que odos somos di e en es.
Ag adeço ao D . Klil on Ba bosa da Cos a que con ibuiu de o ma signi ica i a com suas expe iências
em pesquisa, e semp e es e e à disposição.
En im, ag adecemos cada pessoa que pa icipou desse momen o da minha ida.
Meu Ca inho e a Minha G a idão a Todos!

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações
ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
Inclusão de C ianças com T ans o no do Espec o Au is a na Educação In an il na Cidade
de Manaus: As pe spec i as de pais e de p o issionais da Educação Ge al e da Educação
Especial
RESUMO
A Filoso ia da Inclusão impulsiona o con ex o educacional pa a a cons ução de sis emas educacionais
inclusi os, pa indo dessa conside ação, a p esen e pesquisa de iniu como inalidade, comp eende as
pe spec i as de pais e de p o issionais da Educação Ge al e da Educação Especial ace ca da Inclusão
Escola de c ianças com T ans o no do Espec o Au is a na Educação In an il na cidade de Manaus, oi
pau ada na abo dagem me odológica quali a i a, onde op amos pelo mé odo de Es udo de Caso
en ol endo 6 Cen os Municipais de Educação In an il. Pa a a cole a de dados u ilizamos a en e is a
semies u u ada e como écnica de análise de dados a análise de con eúdo. Pa icipa am 15 sujei os,
di ididos em 3 g upos, de pais, de p o issionais da Educação Ge al e da Educação Especial. Os
esul ados demons am que pais, p o issionais da Educação Ge al e p o issionais da Educação
Especial, ap esen am pe spec i as a iadas que ma cam um p ocesso de inclusão com a en ada da
c iança po ezes p econcei uosa, excluden e e segue com um p ocesso pos e io de acei ação,
buscando-se desen ol e a ap endizagem. No en an o, há indícios isí eis de di iculdades e desa ios
que p ecisam se supe ados, ainda não há uma inclusão na Educação In an il na cidade de Manaus
com odas as ga an ias consolidadas, com esul ados e e i os pa a odas as c ianças, is o que, há
pon os posi i os como acei ação, ap endizado e habilidades, mas exis em obs áculos que p ecisam de
a enção dos pode es públicos, como a o mação de p o esso es, ecu sos humanos e ma e iais. A
inclusão p ecisa se en endida como um aze de odos, um abalho colabo a i o. Que es a pesquisa
possa con ibui e susci a no as pesquisas ace ca da Inclusão na Educação In an il.
Pala as-cha e: Educação In an il; Inclusão; T ans o no do Espec o Au is a.
i
Inclusion o Child en wi h Au ism Spec um Diso de in Ea ly Childhood Educa ion in he
Ci y o Manaus: The pe spec i es o pa en s and p o essionals in Gene al Educa ion and
Special Educa ion
ABSTRACT
The Philosophy o Inclusion d i es he educa ional con ex o he cons uc ion o inclusi e educa ional
sys ems. Based on his conside a ion, his esea ch de ined as i s pu pose, unde s anding he
pe spec i es o pa en s and p o essionals o Gene al Educa ion and Special Educa ion ega ding he
School Inclusion o child en wi h Au ism Spec um Diso de in Ea ly Childhood Educa ion in he ci y o
Manaus, was based on he quali a i e me hodological app oach, whe e we chose he Case S udy
me hod in ol ing 6 Municipal Ea ly Childhood Educa ion Cen e s. Fo da a collec ion, we used semi-
s uc u ed in e iews and con en analysis as a da a analysis echnique. Fi een subjec s pa icipa ed,
di ided in o 3 g oups: pa en s, Gene al Educa ion p o essionals and Special Educa ion p o essionals.
The esul s demons a e ha pa en s, Gene al Educa ion p o essionals and Special Educa ion
p o essionals p esen a ied pe spec i es ha ma k a p ocess o inclusion wi h he child's en y being
some imes p ejudiced, exclusiona y and ollowed by a subsequen p ocess o accep ance, seeking o
de elop lea ning. Howe e , he e a e isible signs o di icul ies and challenges ha need o be
o e come, he e is s ill no inclusion in Ea ly Childhood Educa ion in he ci y o Manaus wi h all
consolida ed gua an ees, wi h e ec i e esul s o all child en, gi en ha he e a e posi i e poin s such
as accep ance, lea ning and skills, bu he e a e obs acles ha need a en ion om public au ho i ies,
such as eache aining, human and ma e ial esou ces. Inclusion needs o be unde s ood as
some hing e e yone does, collabo a i e wo k. May his esea ch con ibu e and encou age new
esea ch on Inclusion in Ea ly Childhood Educa ion.
Keywo ds: Ea ly Childhood Educa ion; Inclusion; Au ism Spec um Diso de .
ii
ÍNDICE
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS ...... ii
AGRADECIMENTOS ..........................................................................................................iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE ....................................................................................... i
RESUMO ............................................................................................................................
ABSTRACT ........................................................................................................................ i
ÍNDICE ............................................................................................................................ ii
ÍNDICE DE QUADROS ....................................................................................................... xi
ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................................ xii
ÍNDICE DE FIGURAS ....................................................................................................... xiii
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ................................................................................ xi
EPÍGRAFE ....................................................................................................................... x i
DEDICATÓRIA ................................................................................................................ x ii
INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 1
CAPÍTULO 1 - EDUCAÇÃO INFANTIL NO CAMINHO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA ................ 6
His ó ia Social da C iança: Concei os e Concepções ............................................................................ 6
A Educação In an il no B asil ............................................................................................................ 14
Documen os Legais Ins i uídos no B asil Re e en es a C iança, In ância e Educação In an il ............... 19
Educação Inclusi a: P ocessos His ó icos do Con ex o Mundial e B asilei o ....................................... 21
Educação Inclusi a: Concei os Necessá ios ....................................................................................... 23
Educação Inclusi a: Aspec os legais .................................................................................................. 29
Quad o 2 .......................................................................................................................................... 31
CAPÍTULO 2 - TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA ..................................................... 33
Aspec os His ó icos do TEA .............................................................................................................. 33
E iologia, P e alência e Diagnós ico do TEA ....................................................................................... 37
Os Modelos de In e enção pa a Pessoas com TEA ........................................................................... 41
In es igações Cien í icas sob e o T ans o no do Espec o Au is a e Inclusão Escola na Educação
In an il .............................................................................................................................................. 45
CAPÍTULO 3 - METODOLOGIA DA INVESTIGAÇÃO ........................................................... 56
Opção Me odologia ........................................................................................................................... 56
P incípios É icos da Pesquisa ............................................................................................................ 59
C i é ios de Con iança ...................................................................................................................... 60
xi
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
AEE – A endimen o Educacional Especializado
APA - Associação Ame icana de Psicologia
BNCC - Base Nacional Comum Cu icula
BDTD - Biblio eca Digi al B asilei a de Teses e Disse ações
CAPES - Coo denação de Ape eiçoamen o de Pessoal de Ní el Supe io
CDC – Con enção dos Di ei os da C iança
CMEE – Complexo Municipal de Educação Especial
CME – Conselho Municipal de Educação (Manaus)
CMEI – Cen o Municipal de Educação In an il
CMEIs – Cen os Municipais de Educação In an il
CNA – Conselho Nacional de Educação
CNEB – Câma a Nacional da Educação Básica
CFB - Cons i uição Fede al do B asil
DCNEI – Di e izes Cu icula es Nacionais pa a a Educação In an il
DDZ- Di isão Dis i al Zonal
DSM - Manual Diagnós ico e Es a ís ico de T ans o nos Men ais.
ECA- Es a u o da C iança e Adolescen e
EE – Educação Especial
EI – Educação In an il
ERIC -
Educa ion Resou ces In o ma ion Cen e
FUNDEB - Fundo de Manu enção e Desen ol imen o da Educação Básica e de Valo ização dos
P o issionais da Educação
GEE – Ge ência de Educação Especial
IBC – Ins i u o Benjamim Cons an
IBGE – Ins i u o B asilei o de Geog a ia e Es a ís ica
INES – Ins i u o Nacional de Educação de Su dos
LBI – Lei B asilei a de Inclusão
LDBEN- Lei de Di e izes e Bases da Educação Nacional
NEE - Necessidades Educa i as Especiais

x
MEC - Minis é io da Educação e Cul u a
PDE - Plano de Desen ol imen o da Educação
PNE – Plano Nacional de Educação
PAEE - Público-al o da Educação Especial
PNEEPEI- Polí ica Nacional da Educação Especial na Pe spec i a da Educação Inclusi a
REDALYC - Rede de Re is as Cien í icas da Amé ica La ina e Ca ibe, Espanha e Po ugal.
SEMED - Sec e a ia Municipal de Educação
SRM - Sala de Recu sos Mul i uncionais
SCIELO -
Scien i ic Elec onic Lib a y Online
TCLE – Te mo de Consen imen o Li e e Escla ecido
TEA – T ans o no do Espec o Au is a
TEACCH –
T ea men and Educa ion o Au is ic and Rela ed Communica ion Handicapped Child en
x i
EPÍGRAFE
A educação é o pon o em que decidimos se amamos o mundo o
bas an e pa a assumi mos a esponsabilidade po ele. É, ambém,
onde decidimos se amamos nossas c ianças o bas an e pa a não as
expulsa de nosso mundo e abandoná-las a seus p óp ios ecu sos,
p epa ando-as, em ez disso, com an ecedência pa a a a e a de
eno a um mundo comum.
(Filóso a Hannah A end )
x ii
DEDICATÓRIA
Dedico p imei amen e es e es udo à Deus, que me iluminou e me ilumina semp e, o neceu a mim a
ene gia di ina pa a eu consegui conclui es e ão impo an e cu so almejado po mim.
À minha Família que semp e es e e comigo nes a caminhada, me p opo cionando a a enção que eu
p ecisa a e me incen i ando pa a a conclusão do cu so e ac edi ando que e a possí el chega a
conclusão.
Aos pais (Família) das c ianças com TEA que nunca se cansem de lu a pelos di ei os de seus ilhos.
À odas as c ianças com TEA da Cidade de Manaus que possam se econhecidas p imei amen e na
sua essência como CRIANÇAS e não como pessoas com TEA (de iciência).
1
INTRODUÇÃO
A Inclusão em sido pon o de deba e no B asil p incipalmen e após o país decla a inicialmen e
se signa á io de dois documen os in e nacionais, Decla ação Mundial sob e Educação pa a Todos
(ONU, 1990) e a Decla ação de Salamanca (1994), de o ma que o mo imen o da Inclusão em
in ensi icando as discussões na a ualidade, pelo a o dos pesquisado es da á ea da Educação Especial
e Educação Inclusi a ap esen a em pesquisas que elucidam o ambien e educacional, com as
e idências em di e sos con ex os, polí icas públicas, o mação docen e, me odologias, acessibilidades e
ou os. Nes e caso, ci amos alguns pesquisado es que con ibuem com as discussões sob e a inclusão
no B asil, Co eia (2018), Kassa (2014), Man oan (2017), Manzini e Co eia (2014), Rod igues
(2014), Viei a e Omo e (2021), O ú, (2017).
A Inclusão no B asil em o al ampa o na Cons i uição Fede a i a do B asil (1988) que ga an e
o di ei o a educação a odos sem dis inção, conside ando que somos odos di e en es quan o a
si uação econômica, acial, de gêne o, aspec os ísicos e mui os ou os aspec os. No caso des a
pesquisa ol ada pa a c ianças com TEA, a inclusão é o alecida pela Lei de Di e izes e Bases da
Educação Nacional (1996) que ambém con i ma que a educação é um di ei o de odos e ap esen a
em seu Capí ulo III, a . 4º, inciso III, é de e do Es ado ga an i o “a endimen o educacional
especializado g a ui o aos educandos com necessidades especiais, p e e encialmen e na ede egula
de ensino”, ga an indo ao público-al o da Educação Especial o AEE.
De aco do com Ci íaco 2020, não adian a somen e a exis ência das leis, é necessá io que se
enha uma isão ampla da ealidade educacional do país; is o que, quando se ala de educação pa a
odos, de e-se analisa como essa educação em se desen ol endo e se ela es á ealmen e p epa ada
pa a inclui a odos sem deixa lacunas no que se e e e a um abalho pa a a di e sidade.
Conco dando com Ci íaco (2020) e admi indo que a Inclusão p opõe uma educação iguali á ia e
equi a i a, com a inclusão ealmen e de odos, esse es udo ap esen a-se como uma inquie ação com a
inclusão de c ianças com TEA na Educação In an il, conside ando as e idências de es udos nos quais
podemos ci a , Lemos e al. (2016), Solonca (2017), Schmid e al. (2016), Blackmo e e al. (2016) e
Olsen e al. (2017), que ap esen am as p oblemá icas ad indas da con igu ação da Inclusão na
Educação In an il, ou seja, as di iculdades e po ou o lado os bene ícios que exis en es as c ianças
des a e apa de ensino e comp eendendo o es udo de Luz e al. (2016) que ap esen a as na a i as
sob e a inclusão de uma c iança com TEA, onde os pais ela am sob e o a endimen o ap esen ado pela
p o esso a com o al desp ezo, p econcei o e disc iminação a c iança com TEA, sem in e esse algum
2
em a endê-lo, nos ez e le i sob e o que há mui o empo emos p esenciado nas escolas de Manaus,
ealidades idên icas.
Po an o, en e a essa p oblemá ica iden i icada ambém na cidade de Manaus/Es ado do
Amazonas, de exclusão de c ianças com TEA e po a ua mos di e amen e na á ea da Educação
Especial desde 1988, nos sen imos mo i ada a in es iga sob e a emá ica da inclusão de c ianças
com TEA na Educação In an il. A inquie ação a es a p oblemá ica nos es imulou a busca comp eende
as ques ões educacionais de o dem polí ica, pedagógica e amilia , que en ol em odo o p ocesso de
inclusão e p oduzem his ó ias de sucesso ou insucesso escola dessas c ianças.
Reconhecemos que po meio da Educação In an il, pode-se o e ece um abalho exempla às
c ianças com a opo unidade des e pequeno se se desen ol e , se elaciona com seus pa es, se
conhece , de ap ende , cons ui , descon ui e p incipalmen e conhece sua iden idade, desen ol e
compe ências di e sas, que o alece ão a sua caminhada escola nos anos indou os de sua ida
acadêmica, além do mais, a Educação In an il se con i ma como o p imei o con a o com o ambien e
escola , ce amen e de e-se cons i ui como expe iências posi i as pa a odas as c ianças, den e elas
a c iança com TEA.
O TEA az pa e dos T ans o nos do Neu odesen ol imen o (TND), g upo de condições que se
iniciam no pe íodo do desen ol imen o, ou seja, se mani es am cedo, de modo ge al, an es da c iança
in oduzi -se no ambien e escola , ma cado po dé ici s no desen ol imen o que ocasionam em
p ejuízos nas es e as do uncionamen o pessoal, social, acadêmico e/ou p o issional. As mani es ações
compo amen ais que de inem o TEA incluem comp ome imen os quali a i os no desen ol imen o
sócio comunica i o, bem como a p esença de compo amen os es e eo ipados e de um epe ó io
es i o de in e esses e a i idades, sendo que os sin omas nessas á eas, quando omados
conjun amen e, de em limi a ou di icul a o uncionamen o diá io do indi íduo (APA, 2014). Como se
a a de um espec o, cada c iança ap esen a di e en es sin omas e necessidades únicas.
Assim sendo, conco damos com Sil a e Almeida (2021, p. 3), ao essal a que o p ocesso de
inclusão en ol e mui as demandas, pos o que, cada aluno de e se a endido de aco do com suas
pa icula idades e necessidades. No en an o, en ende-se, que nem semp e os en ol idos no p ocesso
sabem como aze e o que aze en e ao p ocesso de inclusão, is o pa a que a inclusão possa
acon ece de a o, sem deixa de conside a a c iança na sua in eg alidade.
Sendo assim, o es udo oi desen ol ido com o obje i o de comp eende as pe spec i as de pais
e de p o issionais da Educação Ge al e da Educação Especial ace ca da inclusão escola de c ianças
com TEA na Educação In an il na cidade de Manaus. E como obje i os especí icos: Ve i ica , analisa e

3
desc e e as pe spec i as de pais e p o issionais da Educação Ge al e da Educação Especial ace ca da
inclusão escola de c ianças com TEA na Educação In an il; Ve i ica , analisa e desc e e os
conhecimen os que os pais e p o issionais da Educação Ge al e Educação Especial possuem sob e o
T ans o no do Espec o Au is a e sob e a inclusão; Comp eende , analisa e desc e e o papel dos pais
e dos p o issionais no p ocesso de inclusão de c ianças com TEA e Comp eende , analisa e ap esen a
os pon os posi i os e nega i os do p ocesso de Inclusão e e i ado pelos CMEIs da Sec e a ia Muni-
cipal de Educação/SEMED Manaus.
A p opos a da Inclusão é que oda a c iança de e se educada jun o às ou as c ianças, inde-
penden emen e de suas ca ac e ís icas, di iculdades, necessidades educacionais, com de iciência, com
TEA, de endo ecebe odo o apoio educacional necessá io pa a o seu desen ol imen o, social,
emocional, cogni i o.
A Educação In an il p imei a e apa da Educação Básica, podemos en a iza que é a en ada
pa a a Educação Inclusi a, no en an o, em elação a inclusão iden i icamos alguns en a es, pa a o
acolhimen o de c ianças com de iciência, em que podemos ci a c ianças com ans o no do espec o
au is a (TEA) p incipalmen e em u mas egula es da p é-escola.
O es udo ap esen ou as seguin es ques ões no eado as: - Quais as pe spec i as de pais e p o-
issionais da Educação Ge al e da Educação Especial ace ca da inclusão escola de c ianças com TEA
na Educação In an il. - Os pais, os p o issionais da Educação Ge al (p o esso es) e os p o issionais da
Educação Especial, conhecem sob e o e mo e o concei o do TEA e de Inclusão? - Qual o papel dos
pais e dos p o issionais da Educação Ge al e da Educação Especial ace ca da inclusão escola de c i-
anças com TEA nos cen os de Educação In an il de Manaus? - Quais os pon os posi i os (bene ícios) e
pon os nega i os (obs áculos) iden i icados pelos pais e p o issionais da Educação Ge al e Educação
Especial no p ocesso de inclusão de c ianças com TEA na Educação In an il na cidade de Manaus?
O ganizamos o es udo em 5 (cinco) capí ulos a sabe :
No p imei o Capí ulo denominado de
Educação In an il no Caminho da Educação Inclusi a,
ap esen amos uma abo dagem sob e a Educação In an il, quan o aos aspec os his ó icos, os concei os
e as concepções de c iança e in ância. Desc e emos sob e as p imei as ins i uições de Ensino In an il,
ci amos as leis que legi imam a Educação In an il enquan o e apa de ensino.
No con ex o da Educação Inclusi a, disco e emos sob e a his ó ia da Educação Inclusi a
aliada a Educação Especial, os aspec os legais que undamen am a Educação Inclusi a, os p incipais
documen os de âmbi o nacional que sus en am a Filoso ia da Educação Inclusi a no B asil, bem como
os documen os legais da Sec e a ia Municipal de Educação de Manaus elacionados p incipalmen e ao
4
ans o no do espec o au is a na Educação In an il.
No segundo Capí ulo, denominado de
T ans o no do Espec o Au is a,
abo damos sob e os
concei os e e en es ao T ans o no do Espec o Au is a (TEA), ca ac e ís icas, e demais ques ões
ela i as ao espec o como os con ex os his ó icos, as ques ões e iológicas, alguns modelos de
in e enção e sob e o diagnós ico de aco do com o DSM 5.
Ap esen amos a sín ese das pesquisas nacionais e in e nacionais que ealizamos nas Bases de
Dados, de o ma
on-line
sob e a Inclusão de C ianças com TEA na Educação In an il.
No Te cei o Capí ulo, denominado de
Me odologia da In es igação,
desc e emos sob e os
p ocedimen os me odológicos que ilhamos pa a o alcance dos obje i os da in es igação.
Ap esen amos uma desc ição de o ma p ecisa, pon uando o caminho me odológico ilhado ao longo
de oda a in es igação. A elucidação da me odologia ap esen a-se ambém a pa i de uma
undamen ação eó ica baseada nos g andes au o es da á ea da me odologia cien í ica. Ap esen amos
e jus i icamos em uma lógica de acon ecimen os me odológicos, os obje i os, o ipo de pesquisa, as
ques ões no eado as, os ins umen os da cole a de dados, a écnica u ilizada pa a a análise de dados,
os sujei os da pesquisa, en im, desc e emos odos os p ocedimen os que o am ealizados pa a a
ob enção dos esul ados e alidação da in es igação.
No qua o Capí ulo, denominado de A
p esen ação dos Resul ados
, obje i amos ap esen a os
dados empí icos, cons uídos a pa i da escu a dos sujei os pa icipan es da pesquisa sob e o que
buscamos comp eende quan o a ques ão da Inclusão de c ianças com TEA na Educação In an il na
Cidade de Manaus. Ap esen amos de o ma de alhada e desc i i a as pe spec i as dos 3 ( ês) g upos
de sujei os en ol idos na pesquisa, o g upo dos pais de c ianças com TEA, dos p o issionais da
Educação Ge al (p o esso es do ensino egula da Educação In an il) e dos p o issionais da Educação
Especial (especialis as em Educação Especial). As ap esen ações seguem a o dem o ganizada po
g upos, onde iniciamos com o g upo dos pais, segui emos com o g upo dos p o esso es do ensino
egula da Educação In an il e inaliza emos com o g upo dos p o issionais da Educação Especial. O
obje i o é ap esen a os dados ecolhidos com o g upo de pa icipan es, conside ando que elmen e
cada sujei o oi signi ica i amen e especial com suas con ibuições que nos pe mi i am diálogos,
conside ações e comp eensões do p ocesso de inclusão de c ianças com TEA na cidade de Manaus.
No quin o Capí ulo, denominado de
Análise e Discussão dos Resul ados,
obje i amos ap esen a
a análise e discussões e e en es aos esul ados encon ados nes e es udo, pa indo do obje i o ge al
do es udo e dos obje i os especí icos. Comp eende as pe spec i as de pais e de p o issionais da
Educação Ge al e da Educação Especial ace ca da inclusão escola de c ianças com TEA na Educação
5
In an il na cidade de Manaus, busca emos esponde as ques ões no eado as que se jus i icam a
pa i dos obje i os especí icos, onde os sujei os da pesquisa o am inqui idos e exp essa am de o ma
conscien e, as suas pe spec i as, a pa i das expe iências i idas sob e a inclusão da c iança com TEA
na Educação In an il. Analisa emos e discu i emos sob e o con eúdo das ca ego ias eme gen es que
encon amos nes e es udo: 1. Ca ego ia - Pe spec i as de Inclusão, ap esen ando como Subca ego ias:
1.1. Subje i idades e Rep esen ações; 2. Ca ego ia – Conhecimen o, e e como Subca ego ia: 2.1. TEA
e 2.2. Inclusão; 3. Ca ego ia - Papel dos sujei os da pesquisa, ap esen ando a Subca ego ia: 3.1.
Responsabilidade; 4. Ca ego ia - Aspec os posi i os da inclusão, como Subca ego ia: 4.1.
Ap endizagem e Compe ências e 4.2. Acei ação; 5. Ca ego ia - Aspec os nega i os da inclusão, e e
como Subca ego ias: 5.1. A i udes, 5.2. Recu sos e 5.3. Fo mação. Ressal amos que as análises e
discussões en ol em as Ca ego ias e Subca ego ias e os obje i os especí icos do es udo.
Po im, na conclusão, ap esen amos a sis ema ização do que nos p opomos a in es iga , a
abo dagem sob e o alcance do obje i o p imá io e dos obje i os especí icos de aco do com as in o -
mações eó icas e os dados empí icos des a ese de dou o amen o. É o momen o de ap esen a uma
sín ese dos esul ados ob idos, en a izando que o es udo ap esen ou signi ica i as con ibuições pa a a
á ea da Educação, Educação Especial e Educação Inclusi a.
Disco emos sob e as limi ações do es udo, bem como as o ien ações pa a um melho a en-
dimen o as c ianças com TEA ma iculadas na Educação In an il na cidade de Manaus. Apon amos
suges ão pa a u u as in es igações quan o a inclusão da c iança com TEA na Educação In an il a pa -
i das con ibuições das e apias ( ono e apia, apoio psicológico, apoio psicopedagógico, musico e a-
pia, in e enção p ecoce) ealizadas com as c ianças e seus e lexos no desen ol imen o da ap endi-
zagem escola .
6
CAPÍTULO 1 - EDUCAÇÃO INFANTIL NO CAMINHO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
“Inclusão não é educa alunos com di iculdades em
escolas que não muda am (ou não es ão dispos as a
muda ) nada”.
(Da id Rod igues)
Nes e p imei o capí ulo abo da emos sob e a Educação In an il, os aspec os his ó icos, os
concei os e as concepções de c iança e in ância. Desc e e emos sob e as p imei as ins i uições de
ensino in an il, bem como sob e o con ex o his ó ico da Educação In an il no B asil. Ci a emos as leis
que legi imam a Educação In an il enquan o e apa de ensino. Ap esen a emos ainda sob e a es u u a
o ganizacional da Educação In an il no B asil como p imei a e apa da Educação Básica.
No con ex o da Educação Inclusi a, disco e emos sob e a his ó ia da Educação Inclusi a
aliada a Educação Especial, os aspec os legais que undamen am a Educação Inclusi a.
Ap esen a emos os p incipais documen os de âmbi o nacional que sus en am a Filoso ia da Educação
Inclusi a no B asil, bem como os documen os legais da Sec e a ia Municipal de Educação de Manaus
que o alecem o p ocesso de inclusão educacional de c ianças com ans o no do espec o au is a na
Educação In an il.
Discu i sob e a Educação In an il, não é possí el sem p imei amen e nos epo a mos a dois
concei os essenciais pa a o en endimen o dessa e apa de ensino, o concei o de c iança e de in ância.
As conside ações sob e esses dois concei os nos pe mi i ão um maio en endimen o sob e a Educação
In an il no con ex o da Educação Inclusi a.
His ó ia Social da C iança: Concei os e Concepções
Depa amo-nos com mui os concei os de c iança e in ância, is o que os concei os e as
ep esen ações sociais do se c iança são p oduzidos de aco do com um espaço e empo his ó ico. De
o ma que não há um único concei o que de e mine o que é uma c iança, ou o que é a in ância. As
concepções de c iança e in ância a iam de aco do com a sociedade e a época.
Alguns pesquisado es his o iog á icos da emá ica c iança e in ância dos quais podemos ci a :
(A iès, 2006; Del P io e, 2017; Fe nandes, 2015; F ei as, 2021; Sa men o, 2015) buscam discu i
sob e o papel social da c iança em épocas dis in as. Fa o que e idenciamos concepções a iadas do
e mo c iança e in ância, onde os e mos ap esen am concei os p oduzidos po ques ões his ó icos
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no plano in e nacional e nacional, egulamen a am a ida das c ianças e pad oniza am os modos de
condição en e o Es ado, as amílias e as c ianças e, ainda en e es as e os adul os. Com a
globalização desses documen os e com a Con enção In e nacional sob e os Di ei os das C ianças
(CDC), de 1989, passamos a e ins umen o de di ei os humanos mais a i icado em escala mundial,
o nando-se poli icamen e um modelo de in ância (Ma chi & Sa men o, 2017).
Fe nandes (2009) conside a o documen o CDC um “pon o de i agem” compa ado às
an e io es pe spec i as sob e os di ei os da c iança, de ido à sua na u eza e con eúdo, is o que, na
o ma ju ídica po ado a o o ma o de con enção ob iga os Es ados signa á ios a aplica em os seus
p incípios em leis e na o dem in e na dos países, p opo cionando maio impac o nos co idianos das
c ianças e, ap esen ando-se como símbolo de uma no a pe cepção sob e a in ância e os di ei os das
c ianças. Uma ampli ude na comp eensão da in ância e da c iança, conside ando-se o di ei o da
c iança à omada de decisão e de oz a i a nos assun os que lhe dizem espei o (os chamados di ei os
de pa icipação ou di ei os de libe dade).
En endemos e conco damos que a c iança e a in ância são de e minan es econhecidos como
obje o de conhecimen o e al obje o ambém é sujei o de p ocessos de pesquisas, de o ma que as
me odologias de pesquisas com c ianças de am se e is as, en ol endo não somen e o olha do
adul o sob e a c iança, mas ou i a c iança em seus es udos, a pa i de suas conside ações, que
possam desen ol e me odologias jun o das c ianças e com as c ianças. Os es udos da in ância
paula inamen e se consolidam com base na pe spec i a da c iança como sujei o (Cohn, 2013;
Fe nandes, 2009; Fe ei a e Sa men o, 2008; Sa men o, 2015).
A exemplo de pesquisas com c ianças no a igo de Sa men o, Fe nandes e T e isan (2014), ao
discu i em sob e a c ise econômica de 2010 em Po ugal e os di ei os das c ianças, ap esen am como
as c ianças são capazes de pe cebe a c ise i enciada no co idiano e como conseguem exp essa
soluções pa a as ques ões econômicas. Po meio da pesquisa obse ou-se a cidadania in an il e a
pa icipação polí ica em uma escola de ensino undamen al de meio u bano u ilizando écnicas de
obse ação, g upos ocais com c ianças, obse ações, assembleia semanal das c ianças, essas
exp essa am que ac edi am que de e ia e uma pala a a dize sob e suas pe cepções. Cons a ou-se
que as c ianças são capazes de comp eende as ques ões complexas elacionadas as ques ões
econômicas.

14
A Educação In an il no B asil
No B asil Colônia quando os pad es jesuí as chega am em 1549, pa a abalha a educação
b asilei a sob a Pedagogia o ien ada pela
Ra io S udio um
, documen o que desc e ia as eg as e
mé odos educacionais com base nos p incípios do c is ianismo, inha-se uma concepção de c iança
san i icada que de ia imi a o Menino Jesus. A educação dos jesuí as obje i a a di ulga o ca olicismo e
con e e os indígenas à é c is ã. Dessa o ma, e a mais ácil eles inicia em a ca equese com as
c ianças de o ma que elas pode iam in luencia as amílias. Nessa época já se pe cebia uma o al
eli ização da educação, is o que, o e eciam as c ianças ilhas dos colonizado es o ensino da lei u a e
esc i a, e aos ilhos dos indígenas o e eciam ins uções pa a imp egná-lo da cul u a po uguesa, e a
c iança ilha dos esc a os nenhum ipo de educação, apenas a pa i dos cinco anos de idade já
inicia am pequenos abalhos esc a os (Pilo i & Rizzini 2011).
Na his ó ia social da c iança no B asil, se em ela os de que algumas al e na i as o am se
cons i uindo no sen ido de a ende às c ianças menos a o ecidas (Del P io e, 2017; K ame , 2013;
Kuhlmann, 2015; Pos mann, 2012).
Podemos ci a como um ele an e a endimen o à in ância oco ido an es da c iação das
c eches, a Roda dos Expos os, conhecida ambém como Roda dos Excluídos, ins i uições b asilei as
que po mui o empo se cons i uí am em a endimen os as c ianças. O nome Roda dos Expos os se
jus i ica, pela o ma do disposi i o onde se coloca am os bebês abandonados, e a compos o po uma
o ma cilínd ica di idida ao meio po uma di isó ia e ixado na en e das casas de mise icó dia. As
mães abandona am os ilhos ainda bebê na oda, e ao puxa a co da sinaliza a pa a a ins i uição que
um bebê acaba a de se deixado na ins i uição, po ém nem uma iden i icação da mãe e a ei a. A Roda
dos Expos os no B asil po mais de um século uncionou como única ins i uição de assis ência à
c iança abandonada. Alguns mo imen os e am con á ios a essas ins i uições, po ém, somen e em
meados de 1950, que se ex inguiu a Roda dos Expos os no B asil (Del P io e, 2016; Ma cílio, 2016).
Em meados do século XIX, o a endimen o a c ianças em c eches no B asil, pode-se a i ma
que p a icamen e não exis ia, is o que a es u u a amilia pau ada em um modelo adicional, onde o
pai e a quem man inha o sus en o da amília, icando a mãe na esponsabilidade do cuidado com os
ilhos. Nessa época, mui as amílias se concen a am na zona u al, ha ia um ele ado núme o de
c ianças ó ãs ilhos de esc a os e de mulhe es indígenas que ge almen e so e am abusos sexuais dos
chamados homens b ancos. As c ianças ó ãs po ezes e am ado adas pelos azendei os, algumas
15
e am abandonadas nas Rodas dos Expos os que unciona am como o ana o (Mica ello, 2007).
No inal do século XIX, as concepções já elabo adas na Eu opa, sob e a in ância, sob e a
Educação In an il, chegam ao B asil e passam a se discu idas pelas au o idades, de o ma que o am
c iadas nessa época as p imei as ins i uições ol adas pa a o a endimen o das c ianças pob es.
Su gi am os p imei os ja dins da in ância públicos pa a o a endimen o das c ianças ilhos de amílias
icas. Em 1875, de aco do com Bas os (2017), su gi o p imei o Ja dim da In ância na cidade do Rio de
Janei o, undado pelo médico Joaquim José Meneses Viei a e sua esposa D. Ca lo a. Pau ada na
concepção oebeliana, pa a a ende às c ianças da eli e e somen e os meninos em idades de ês a
seis anos.
Com a p oclamação da epública a a enção e in es imen os a educação, ol ou-se pa a o
ensino p imá io, somen e com o desen ol imen o da indus ialização b asilei a é que hou e a
necessidade do a endimen o maio as c ianças, conside ando que a o ganização da es u u a amilia
passa po modi icações em que, as mulhe es passam a abalha nas indús ias, deixando suas
c ianças aos cuidados de pa en es ou de mulhe es que não abalha am e po ca idade se dedica am
a cuida dessas c ianças. No en an o, a pa i da o ganização dos sindica os dos ope á ios, as
mulhe es ope á ias ei indica am p imei amen e aos emp esá ios e pos e io men e ao go e no
ins i uições de cuidados as c ianças como c eches e p é-escolas (Mica ello, 2007).
No B asil, em-se nas li e a u as que a His ó ia da Educação In an il inicia suas p imei as
o ganizações baseadas no assis encialismo. A o ganização das c eches e o ana os, oi c iada com o
obje i o de auxilia as mulhe es que abalha am o a de casa e as mulhe es que e am iú as que não
inham condições de cuida de seus ilhos, uma isão assis encialis a de p omo e ampa o social a
essas mulhe es. No a-se que, o su gimen o dos o ana os, enquan o ins i uições educacionais de
acolhimen o aos ó ãos abandonados, inham a inalidade de esconde a e gonha da mãe sol ei a,
pois, as c ianças e am semp e ilhas e ilhos de mulhe es da co e que se en e gonha am po se em
mães sol ei as e, po esse mo i o, desca a am o ilho indesejado. Nessa época do B asil Impe ial, não
se inha um concei o de inido sob e as especi icidades da c iança, sendo es a concebida como um
obje o desca á el, sem alo in ínseco de se humano (Rizzo, 2010). São no á eis que as concepções
de c iança e am ealmen e a de um se sem alo , a os pe cebidos pela al a de a enção aos meno es.
O ele ado índice de mo alidade, a desnu ição, o al o índice de aciden es domés icos, o am
si uações que con ibuí am pa a que alguns eligiosos, emp esá ios e educado es, se p eocupassem
com o a endimen o da c iança o a do âmbi o amilia . Nesse sen ido, obse ando os p oblemas que
p ejudica am a c iança, es a passou a se is a pela sociedade com um sen imen o ilan ópico,
16
ca i a i o, assis encial e passou a se a endida o a da amília (Didone , 2001).
A si uação dos cuidados pa a com as c ianças e a p eocupan e pa a as amílias pob es,
enquan o as amílias mais abas adas inham condições de paga uma babá pa a cuida de seus ilhos,
as c ianças de amílias pob es ica am sós ou e am en egues as ins i uições pa a que deles
cuidassem. As ins i uições inham que se g a ui a e zela pela saúde e higiene alimen a da c iança
(Didone , 2001).
No ano de 1896 o go e nado de São Paulo, Be na dino de Campos, c iou o p imei o Ja dim
da In ância público do B asil, chamado de Ja dim da In ância Cae ano, localizado no p édio onde
unciona a a Escola No mal que o e ecia o mação de magis é io. No Ja dim da In ância o abalho e a
desen ol ido com base nos p incípios de educação de Pes alozzi. Mesmo sendo um a endimen o
público, a classe da eli e oi mais uma ez a o ecida, ago a a eli e paulis ana (Kuhlmann, 2015).
Nos es udos ealizados sob e a c iança e a in ância no B asil, no a-se que a é o inal do século
XIX e início do Século XX, os pode es públicos não demons a am in e esse educacional algum ol ado
pa a o desen ol imen o das c ianças pequenas. O en ol imen o de alguns p o issionais médicos
higienis as, juízes, eligiosos, demons a am p eocupação pa a o e ece uma melho assis ência as
c ianças pob es e as mães abalhado as. Quase não encon amos nas pesquisas menções aos
p o issionais da Educação In an il, em-se p esen e somen e a igu a de um cuidado , como se a
c iança p ecisasse apenas de cuidados. A in enção do cuida em da a e a da mãe de exe ce o seu
lado ma e no cuidando de seu ilho, de sua c iança, como se o a o de se mulhe e mãe já lhe a ibuía
as condições de cuida de uma c iança (K ame , 2013).
Segundo S ea ns (2006), oda c iança é do ada de agilidade, de o ma que p ecisa de
a enção e dos cuidados especiais que se e e em à alimen ação e aos cuidados ísicos. As c ianças são
se es di e en es dos adul os, a c iança ai se p epa ada pelos adul os, as pessoas que odeiam as
c ianças exe cem g ande in luência no seu desen ol imen o.
A ce (2015), ao menciona Pes alozzi, essal a que es e ele a o papel da mãe na educação dos
ilhos. Pa a Pes alozzi a mãe e a is a como a ainha do la e a única ap a pa a educa as c ianças.
Quan o às c ianças, pa a Pes alozzi, são se es impo an es e a educação das c ianças de e se o
cen o da a enção da ida de um casal e p incipalmen e da mãe que de e se ocupa da educação da
p imei a in ância.
Em á ias pa es do B asil mo imen os o am o ganizados p incipalmen e pelas amílias de
baixa enda em busca de escolas, c eches e p é-escolas pa a odas as c ianças ilhos de mulhe es
abalhado as. Em meados de 1970, a eo ia de uma educação compensa ó ia começa a a su gi ,
17
ac edi ando-se que o a endimen o à c iança pequena o a da amília possibili a ia a supe ação das
péssimas condições sociais em que ela i ia (Kuhlmann, 2015).
O discu so do pode público em a o do a endimen o as c ianças menos a o ecidas, es á
ligado a concepção de in ância, pois, o pode público econhece que esse pe íodo da ida da c iança,
de manei a pad onizada e homogênea. As c ianças o iundas das classes dominadas são conside adas
ca en es, de icien es e in e io es, is o que não co espondem ao pad ão es abelecido. Pa a essas
c ianças al am de e minados a ibu os ou con eúdo que de e iam se nelas incu idos. Pa a supe ação
dessas de iciências escola es, bem como de saúde, são o e ecidas p opos as no sen ido de compensa
essas ca ências, o que jus i ica a p é-escola como uma dessas p opos as, sendo p opulso a da
mudança social po p omo e a democ a ização da educação (K ame , 2006).
Po oda a his ó ia social da c iança b asilei a obse amos que no meio de an os desa ios as
conquis as o am acon ecendo. Os ampa os legais, ques ões que pon ua emos na abela a segui ,
o am su gindo e o alece am o econhecimen o da c iança como sujei os de di ei os. A pesquisa com
c ianças em ido um desen ol imen o na úl ima década no que diz espei o à ealidade luso-b asilei a.
Su gem pesquisas e discu sos que pe passam á ias á eas disciplina es, mobilizando mé odos e
écnicas eno ados sob os p incípios o ien ado es dos es udos da c iança, an o no B asil, quan o em
Po ugal (Do nelles & Fe nandes, 2015).
O su gimen o da Educação In an il enquan o um di ei o de educação o e ecido as c ianças,
es á elacionado às no as concepções de in ância e c iança que ap esen a am e econhece am a
c iança como sujei o de di ei os. “A c iança, assim, não é uma abs ação, mas um se p odu o e
p odu o da his ó ia e da cul u a” (Fa ia, 2007, p. 35).
Fa ia (2007), ci a que no B asil, desde meados de 1970, no in e io dos mo imen os
eminis as oi possí el iden i ica o “o papel da in ância na cons ução da ealidade social, analisando o
nexo en e au onomia e dependência nas a uais modi icações sociais da ges ão do empo co idiano” (p.
282). No a-se a consolidação da Sociologia da In ância enquan o um campo de es udos e de pesquisa,
po ém, ale essal a que no B asil, essa ca ego ia é algo ecen e (Fa ia, 2007).
Su gem no B asil, alguns abalhos ep esen a i os da Sociologia da in ância, podemos
des aca : Delgado e Mülle , no Rio G ande do Sul, pelo Núcleo de Es udos e Pesquisas da Educação na
Pequena In ância de San a Ca a ina sob a coo denação das p o esso as Ana Bea iz Ce isa a, Eloísa A.
Candal Rocha, Roselane Fá ima Campos e pelo p o . João Josué da Sil a Filho, bem como os abalhos
que em sendo desen ol idos pelo g upo de pesquisa da Uni e sidade Fede al de São Ca los “Es udos
sob e a c iança, a in ância e a educação in an il: polí icas e p á icas da di e ença” sob a coo denação
18
da p o a. Ane e Ab amowicz; no Rio de Janei o, sob a coo denação da p o a. Sônia K ame , e em São
Paulo, pela equipe da Fundação Ca los Chagas (Oli ei a & Tebe , 2010).
Com Fe nandes (2015), econhecemos e conco damos que é p eciso ou i as c ianças sob e
ques ões que en ol em suas idas, p incipalmen e a educação, conside ando que es as são sujei os
a i os de di ei os, que podem discu i sob e a educação. As c ianças de e ão se en ol idas,
conside adas e analisadas com os cuidados epis emológicos signi ica i os, sob e a o ma como a
en endemos enquan o se o sujei o-c iança.
Na pe spec i a das pesquisas sob e a concepção de c iança e in ância, econhecemos que o
B asil somen e na década de 1980 passou a conside a a Sociologia da In ância nas discussões
cien í icas. A c iança passou a se comp eendida como p o agonis a de seus a os, ealmen e os
pesquisado es iniciam um pe cu so que conside a a c iança como a o es sociais. Co obo amos com
Rego (2013, p. 5), “is o é e olucioná io na medida em que, ge almen e, os es udos sob e a in ância
são pau ados po aquilo que os adul os alam sob e e pelas c ianças”.
As c ianças são agen es sociais, a i os e c ia i os, azem pa e da sociedade, pe encem às
classes sociais e i enciam expe iências com g upos de idade e no campo eó ico-me odológico da
Sociologia da In ância no B asil, os pesquisado es inicialmen e passam a a i ma de o ma b e e a
c iança como a o social a i o sem maio es ap o undamen os a es a ca ego ia de es udo, esse no o
e e encial passa a ap esen a no os mo imen os con a o adul ocen ismo, no os pesquisado es,
no as pe spec i as sob e as c ianças, uma no a comp eensão da c iança (Ab amowicz, 2011; Co sa o,
2011).
De aco do com Plaisance (2005), em seus ques ionamen os: Que luga pode ocupa o es udo
da de iciência no quad o da sociologia da in ância? O pesquisado ci a que há uma his ó ia da in ância
di a “de icien e, onde encon amos o modelo da ano malidade pa a de ini o que se encon a o a dos
pad ões de no malidade, nesse con ex o amos encon a c ianças ano mais e no começo do século
XX, amos e c ianças a aliadas po ní eis de educabilidade, ce as c ianças sendo denominadas de
“ineducá eis”. Os deba es sob e a educabilidade não são no os, mas, a pa i dos anos de 1980 no
B asil oma am um no o sen ido pois concen a am-se em g ande pa e a depende das e en uais
de iciências em que se classi ica em c ianças “educá eis”, as “semi-educá eis” e as “não-educá eis”,
po ém alguns de enso es no go e no b asilei o da época, de endiam que qualque c iança é, pois,
decla ada “educá el”, mas qualque c iança não é necessa iamen e “escola izá el”. Conside a-se que
essas c ianças de am ecebe uma ob igação educa i a, que seja sob a o ma de uma educação
comum que seja sob a o ma de uma educação especial.

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Fa emos na sequência uma abo dagem ge al sob e os aspec os legais da Educação In an il,
ap esen ando as leis que legi imam esse ní el de ensino, sua o ganização es u u al no âmbi o do
mac ossis ema e mic ossis ema educacional.
A ga an ia da Educação In an il legi ima-se a pa i da assina u a de á ios documen os legais
que de uma o ma especí ica assegu am as c ianças b asilei as de 0 a 5 anos uma educação de
qualidade. São documen os que e são sob e os di ei os e de e es das c ianças b asilei as pa a que
possam aze pa e da sociedade em que i em.
É bem no á el que desde a década de 90, uma sequência de documen os oi elabo ada pelo
Minis é io da Educação (MEC) e pelo Conselho Nacional de Educação Básica (CNEB) como o ma de
egulamen a a Educação In an il no B asil, no sen ido de di ulga e sis ema iza as p oduções
ad indas dessa á ea. Os documen os azem pa e das polí icas públicas de educação e obje i am ainda
se i de e e ência pa a o desen ol imen o de p á icas educa i as (K ame , 2006). No en an o, mui os
dos documen os legais não são conhecidos pelos p o issionais da educação seja da ede pública ou
pa icula de ensino. P ecisamos conhece os documen os legais pa a agi mos de aco do com a lei e
auxilia mos os pais de alunos da Educação In an il a lu a em pelos di ei os de seus ilhos.
A Educação In an il po mui o empo oi esquecida pelos pode es públicos que semp e
p io iza am as c ianças maio es de 7 anos e os adolescen es quan o aos es udos escola es.
Documen os Legais Ins i uídos no B asil Re e en es a C iança, In ância e Educação
In an il
No B asil, e i icamos que desde a década de 90, o am p oduzidos uma sé ie de documen os
e e en es a Educação In an il. Os documen os em sua maio ia o am elabo ados pelo Minis é io da
Educação e pelo Conselho Nacional da Educação Básica, ais documen os obje i am a egulamen ação
da Educação In an il, se indo de e e ência pa a as ins i uições de Educação In an il e pa a as p á icas
pedagógicas.
Nesse sen ido, ap esen amos o quad o 1 com alguns dos documen os legais da Educação
In an il.
20
Quad o 1
Documen os Legais da Educação In an il
Ano
Documen o Legal
P incípios legais do documen o
Comen á ios
1988
Cons i uição Fede al do B asil
(CFB) (B asil, 1988).
Lei Fede al nº 11.274/2006.
A igo 208, inciso IV sob e o a endimen o da
c iança de 0 a 5 anos em c eches e p é-
escola (No a edação pela Lei Fede al nº
11.274 de 6/02/2006. Regulamen a a
ampliação do Ensino Fundamen al de 9
anos.
Os sis emas de ensino
ado a am uma no a
o ganização pa a o e ecimen o
da Educação In an il.
1989
Con enção dos Di ei os da
C iança (CDC) (Unice ,
1989).
O B asil a i icou a CDC
(Dec e o no 99.710, de
21/09/1990).
A igo 1º. C iança é odo o se humano
meno de 18 anos, sal o se, nos e mos da
lei que lhe o aplicá el, a ingi a maio idade
mais cedo (Unice , 1989).
O documen o abalhou a
ga an ia às c ianças dos 3 Ps:
P o eção, p o isão e
pa icipação. A ideia de
pa icipação da c iança nos
assun os que se e e em a ela.
1990
Lei nº. 8.069/90 - Es a u o
da C iança e do Adolescen e
(ECA).
A c iança é conside ada a pessoa de ze o a é
doze anos de idade incomple os. A igo 3º.
assegu a a c iança goza de odos os di ei os
undamen ais ine en es ao se humano.
A ECA possibili ou a cons ução
de no as concepções de
c iança, conside ando a c iança
como p o agonis a da sua
p óp ia his ó ia.
1996
Lei de Di e izes e Bases da
Educação Nacional
9.394/96.
A igo 21 - egulamen a a Educação In an il,
de inindo-a como p imei a e apa da
Educação Básica.
A Educação In an il apa ece
pela p imei a ez como a 1º.
E apa da Educação Básica.
2007
a
2020.
Fundo de Manu enção e
Desen ol imen o da Educação
Básica e de Valo ização dos
P o issionais da Educação
(FUNDEB).
Ga an i o inanciamen o de ações
especí icas da Educação Básica, da
Educação In an il ao Ensino Médio,
edis ibuindo-se os ecu sos inculados à
educação.
Um dos obje i os do FUNDEB é
a inclusão p og essi a de odas
as c ianças da c eche a p é-
escola.
2009
Resolução nº 5 Di e izes
Cu icula es Nacionais pa a
Educação In an il (B asil,
2009).
As Di e izes es abelecem os p incípios
é icos, polí icos e es é icos que de em
no ea as p opos as pedagógicas da
Educação In an il.
O abalho pedagógico dos
p o esso es que a uam na
Educação In an il passou a
segui as DCNEI, Resolução nº
5.
2013
Lei nº. 12.796 de 27 de
dezemb o de 2013, al e a a
LDBEN 9.394/96.
A . 29. A educação in an il, p imei a e apa
da educação básica, em como inalidade o
desen ol imen o in eg al da c iança de a é
5 anos, em seus aspec os ísico,
psicológico, in elec ual e social.
A Lei ap esen a uma
alo ização da Educação
In an il, azendo e e ências
quan o a equência, a aliação
e pa icipação dos pais na
escola.
21
Quad o 1
Documen os Legais da Educação In an il
(Con .)
2014-
2024
Lei Nº 13.005, de 25 de
junho de 2014, que ap o a o
Plano Nacional de Educação
(PNE).
META 1 Uni e saliza , a é 2016, a Educação
In an il na p é-escola pa a as c ianças de 4
(qua o) a 5 (cinco) anos de idade e amplia
a o e a de educação in an il em c eches
a endendo no mínimo, 50% (cinquen a po
cen o) das c ianças de a é 3 ( ês) anos a é o
inal da igência des e PNE.
São ci adas 17 es a égias, que
buscam a expansão na o e a
de agas, a es u u ação ísica
de escolas e c eches e
o mação de p o issionais.
2017
Resolução CNE/CP Nº 2, de
22 de dezemb o de 2017.
BNCC.
Ins i ui e o ien a a implan ação da Base
Nacional Comum Cu icula , a se espei ada
ob iga o iamen e ao longo das e apas e
espec i as modalidades no âmbi o da
Educação Básica. A . 10. Conside ando o
concei o de c iança, como sujei o his ó ico e
de di ei os (...).
A alo ização da c iança como
sujei o his ó ico, o alecimen o
dos di e os de ap endizagem e
a conside ação pedagógica da
Educação In an il a pa i dos
campos de expe iências.
No a: Fon e: Au o ia p óp ia
Educação Inclusi a: P ocessos His ó icos do Con ex o Mundial e B asilei o
Analisando e e le indo sob e os pe íodos da nossa His ó ia, e i icamos que ao longo dos
empos, i emos eo ias e p á icas sociais excluden es p incipalmen e com elação ao acesso ao sabe
escola . Um g ande núme o de pessoas não pa icipa a dos espaços sociais e educacionais. A
exclusão semp e es e e p esen e a cada momen o his ó ico conside ando os alo es de exis ência da
humanidade.
Na an iguidade, a pessoa com de iciência e a eliminada da sociedade, is o que pa a a nob eza
quem não inham condições de ap esen a o mas de p odução econômica, não e a acei a pela
sociedade. Na sociedade g ega, as c ianças que nasciam de ei uosas e am jogadas dos
despenhadei os pe o da cidade de A enas, po que não co espondiam a um pad ão ideal de se
humano que os g egos concebiam como belo e bom (Almeida, 2002; Mendes, 2010, Sassaki, 2010).
A His ó ia da Educação Especial nos mos a que as pessoas com de iciências ge almen e se
encon a am em si uação de maio des an agem, is o que e am conside adas como incapazes, as
sociedades não os econheciam como sujei os dignos dos di ei os sociais, den e os quais o di ei o à
educação, dependiam da ca idade e da assis ência social.
A de iciência na Idade Média oi conside ada um enômeno me a ísico de e minado pela
possessão do demônio, ou ainda, como o esul ado de uma escolha de Deus pa a a pu gação dos
pecados. Há egis os his ó icos de que mui os de icien es e am cas igados, o u ados e/ou mo os. A
22
pessoa com de iciência e a associada à imagem do diabo e po isso e am pe seguidos, e execu ados
(A anha, 2004, 2005; Co eia, 2005; Sassaki, 2010).
Com a ampliação de conhecimen os na á ea da medicina, a pessoa com de iciência passou a
se is a como doen e, is o é, como alguém que possuía uma doença de na u eza incu á el, sendo
con undida ge almen e com “doen e men al”. Com base nes as p emissas, passa-se a ac edi a que é
p eciso coloca ais pessoas em ins i uições, a pa i do qual o am c iados os asilos, as ins i uições
pa a a amen o médico e pa a a p o eção ao de icien e (A anha, 2016; Sassaki, 2010). É no ó io que
os sujei os no con ex o social e am iden i icados como in álidos, incapazes, de icien es, sendo
conside ados como incapazes de es a em no con í io social e de ap ende em com os ou os no
con ex o da di e sidade.
A pa i da Decla ação dos Di ei os Humanos, em 1948, su giu um mo imen o em de esa dos
di ei os das mino ias, azendo com que, nas décadas de 60 e 70 a sociedade buscasse um no o
modelo de a amen o à pessoa com de iciência. Su ge, en ão, o p incípio da no malização, um modelo
de in eg alização do de icien e a sociedade. Es e modelo se ca ac e izou pela o e a de de e minados
se iços de a aliação e de eabili ação globalizada ao de icien e, isando que ele pudesse se
p epa ado pa a a in eg ação na sociedade, após eabili ação, habili ação ou capaci ação (A anha,
2005).
Nes a época, sabe-se que as pessoas com necessidades educa i as especiais es i e am sob a
p esença dos se iços, ou seja, passou-se a disponibiliza a essas pessoas uma in inidade de
a endimen os com equipes mul ip o issionais, em di e en es locais e ocasiões, ha endo, assim, uma
passagem da seg egação o al pa a a in eg ação pa cial.
Com os a anços na á ea da medicina, da ecnologia e da educação iniciam-se, po ol a dos
anos 80, di e sas ans o mações sociais. Os a anços écnico-cien í icos pe mi i am um maio
desen ol imen o no campo da saúde. Pessoas que an es não sob e i iam, po al a de conhecimen os
especí icos de suas doenças, passa am a e melho a endimen o e adequada assis ência ( Mazzo a,
2021).
A si uação de uma mino ia com necessidades especiais, que ainda se encon a a em
condições de seg egação social, com esses a anços passa a a e maio a enção, conside ando, ainda,
que o espei o à di e sidade já passa a a aze pa e da emá ica do mundo globalizado.
A in luência da Decla ação dos Di ei os Humanos, ao en a iza o homem como sujei o de
di ei o, ocalizando o a o de espei a as suas peculia idades e pa icula idades, pe mi iu ce as
e lexões e incen i ou um melho en endimen o de que udo o que se o e ecia as pessoas com
29
No con ex o da educação inclusi a, que a escola o e eça as condições de ensino e
ap endizagem a odos os seus alunos, independen emen e de suas condições sociais, biológicas,
egionais, den e ou as. Ressal amos o pensamen o de Co eia ao elucida que a escola inclusi a em
como obje i o p incipal a “de esa de di ei os e de espos as educa i as e icazes pa a os alunos com
NEE” (Co eia, 2017, p. 20). Esses, so e am p ocessos de exclusão po mui o empo, onde o am
excluídos das classes egula es das escolas. Hoje nessa pe spec i a educacional, a escola é pa a odos
e nenhum aluno de e ica o a do espaço da escola e ce amen e que não de e exis i espaço pa a a
exclusão de es udan es com ans o no do espec o do au ismo.
De aco do com Co eia (2010), o mo imen o da escola inclusi a, p opo cionou ao aluno com
necessidades educa i as especiais o econhecimen o do “di ei o de equen a a classe egula ,
possibili ando-lhe o acesso ao cu ículo comum a a és de um conjun o de apoios ap op iados às suas
ca ac e ís icas e necessidades” (p.19).
Pa a an o, no a-se que dian e das di iculdades dos cená ios escola es, e a pa i das pesquisas
em escu a dos p o esso es, e i icamos e comp eendemos se de ex ema impo ância a discussão
ace ca das ealidades das escolas pa a além das p esc ições sob e inclusão nas legislações sob e
Educação Especial, mesmo comp eendendo que já se em signi ica i os a anços nas escolas nos
p ocessos inclusi os, no en an o, exis em mui as di iculdades ainda p esen es e que me ecem se
p oblema izadas pa a se em supe adas (Cos as, F. A. T., & Honne , C.,2015).
Educação Inclusi a: Aspec os legais
Ve i icando as Polí icas Públicas ol adas pa a a pe spec i a da inclusão, obse amos que são
no á eis que eo icamen e a inclusão no B asil em sido mui o bem undamen ada, os documen os de
âmbi o nacional são ca egó icos em p oclama a inclusão, podemos ci a alguns desses documen os
no quad o 2 a segui :

30
Quad o 2
Documen os Legais de Âmbi o Nacional e Regional
ANO
DOCUMENTO LEGAL
PRINCÍPIOS LEGAIS DO
DOCUMENTO
COMENTÁRIO
1988
Cons i uição da República
Fede a i a do B asil (B asil,
1988).
A . 205. A educação, di ei o de odos e
de e do Es ado e da amília, (...)
O Documen o ga an e o di ei o à
escola pa a odos; endo como
p incípio pa a a Educação o
acesso aos ní eis mais ele ados
do ensino.
2001
Dec e o nº 3.956/ 2001.
Dec e o de e minou a ma ícula
compulsó ia de pessoas com de iciência
em cu sos egula es.
O B asil comp ome eu-se a:
T abalha a educação pa a a
eliminação de p econcei os.
2001
Resolução nº 2, de 11 de
se emb o de 2001. Ins i ui
Di e izes Nacionais pa a a
Educação Especial na Educação
Básica (B asil, 2001)
O a endimen o escola dos alunos com
de iciência e á início na educação in an il,
nas c eches e p é-escolas, assegu ando-
lhes os se iços de
educação especial.
Educação Especial, modalidade da
educação escola , de inida como
ecu sos e se iços educacionais.
2002
Resolução CNE/CP Nº1/2002.
Di e izes Cu icula es Nacionais
pa a a Fo mação de P o esso es
da Educação Básica. (B asil,
2002).
A i ma que a o mação de e inclui
“conhecimen os sob e c ianças,
adolescen es, jo ens e adul os, incluídas
as especi icidades dos alunos com NEE”.
O documen o ep esen ou o início
de uma o ganização de sis emas
educacionais inclusi os.
2007
Plano de Desen ol imen o da
Educação (PDE) (B asil, 2007)
O PDE em como obje i o a melho ia da
Educação Básica, ag egando mais de 40
p og amas educacionais.
No âmbi o da Educação Inclusi a,
o PDE abalha com a ques ão da
in aes u u a (acessibilidade).
2008
Polí ica Nacional de Educação
Especial na Pe spec i a da Edu.
Inclusi a (B asil, 2008)
P omo e o acesso, a pa icipação e a
ap endizagem dos alunos do público-al o
da Educação Especial.
His ó ico da inclusão escola no
B asil e os obje i os a se em
alcançados pa a a p omoção da
inclusão.
2011
Dec e o Nº. 7.611, de
17/11/2011, da P esidência da
República. FUNDEB
A . 9º. (...), se á admi ida a dupla
ma ícula dos es udan es da educação
egula da ede pública que ecebem
a endimen o educacional especializado.
Ci a sob e a dupla ma ícula na
educação egula e no AEE.
Sis ema educacional seja inclusi o
desde a P é-Escola a é o
Ensino Supe io .
2012
Lei nº 12.764 de 2012. A lei
ins i ui a Polí ica Nacional de
P o eção dos Di ei os da Pessoa
com T ans o no do Espec o
Au is a.
§ 2º A pessoa com ans o no do espec o
au is a é conside ada pessoa com
de iciência, pa a odos os e ei os legais.
O aluno com TEA incluídos no
ensino egula , ha endo
necessidades comp o adas, e á
di ei o a acompanhan e
especializado.
2014
Lei Nº 13.005, de 25 de junho de
2014, que ap o a o Plano
Nacional de Educação (PNE) e dá
ou as p o idências.
Me a 4.: Uni e saliza , pa a a população
de 4 a 17 anos do público-al o da
Educação Especial, o acesso à educação
básica e ao a endimen o educacional
especializado.
O documen o ap esen a 20 me as
elacionadas a Educação Especial
na pe spec i a da inclusão
p e is as pa a se em
alcançadas a é o ano de 2023.
31
Quad o 2
Documen os Legais de Âmbi o Nacional e Regional (Con .)
2015
Lei Nº 13.146, de 06 de julho de
2015. Lei B asilei a de Inclusão
da pessoa com
de iciência - LBI
Dec e a que: A educação cons i ui di ei o
da pessoa com de iciência, assegu ados
um sis ema educacional inclusi o em
odos os ní eis.
Hou e um aumen o ele an e de
ma ículas de c ianças que
ap esen am de iciência no ensino
egula .
2016
Resolução Nº. 011/2016
Conselho Municipal de Educação
de Manaus - P ocedimen os e
o ien ações pa a Educação
Especial na Pe spec i a da
Educação
Inclusi a.
A . 10. O Sis ema Municipal de Ensino
de e á assegu a a ma ícula de alunos do
público-al o da Educação Especial e do a
as escolas em que hou e esse
a endimen o, de condições adequadas
pa a uma educação de qualidade.
Ap esen ou melho ias quan o a
ma ícula an ecipada dos
es udan es da Educação Especial
das Ins i uições de Educação
Pública e as de Educação In an il
da Rede p i ada.
No a
: Fon e: Au o ia p óp ia
Reconhecemos que ao longo da his ó ia mundial, a anços conside ados oco e am pa a
melho a o a endimen o das pessoas com necessidades educacionais especiais, p incipalmen e com
elação à educação.
O Minis é io da Educação do B asil e o Conselho Municipal de Educação da cidade de Manaus
em 2011 ap esen a am signi ica i os a anços com elação a Educação Inclusi a ao ins i uí em o
Dec e o NO 7.611, e a Resolução Nº. 011, a ga an ia de e ba pa a a escola em que há alunos
ma iculados com necessidades educa i as especiais, an o na ede egula de ensino ou no
a endimen o educacional especializado possibili a um in es imen o maio ecu sos pa a a ende à
necessidade desses alunos. Po ou o lado, a edução do núme o de alunos ma iculados na u ma em
que enha alunos com NEE possibili a maio opo unidade pa a o p o esso ealiza as adap ações
cu icula es necessá ias pa a o a endimen o sa is a ó io aos alunos com NEE.
Em sín ese, po Educação Inclusi a en endemos uma p opos a de Educação que se
undamen a na concepção de di ei os humanos, pa a além da igualdade de opo unidades. Pau a-se na
ga an ia do di ei o de odos à educação e pela alo ização das di e enças sociais, cul u ais, é nicas,
aciais, sexuais, ísicas, in elec uais, emocionais, linguís icas e ou as, buscando o ensino com u mas
he e ogêneas.
Todos esses documen os legais o alece am os di ei os undamen ais do homem de o ma
ge al, e pa a as pessoas com necessidades educa i as especiais, a legislação exis en e ep esen ou
signi icados a anços, apesa de a sociedade em ge al ainda não e adqui ido a p á ica de eco e a
seus di ei os.
32
Discu i sob e a emá ica da inclusão do g upo conside ado público-al o da Educação Especial
não é a e a ácil, conside ando que desde a an iguidade i emos o es p ocessos de exclusão
ap esen ados po abandonos, disc iminações e a é mo es dessas pessoas. É p eciso en ende que a
inclusão é necessá ia e que é uma o ma de espei a o ou o em suas di e enças e acei á-lo em odos
os espaços sociais.
Nes e con ex o, nos posicionamos en e a inclusão a pa i de um concei o amplo, de inimos
Inclusão como a ação de es a com o ou o e cuida uns dos ou os; é in e agi com o ou o. Po an o,
comp eendemos Inclusão de aco do com Mel Ainscow (2009), é a ans o mação do sis ema
educacional, de o ma a encon a meios de alcança ní eis que não es a am sendo con emplados, um
p ocesso em ês ní eis: o p imei o é a p esença, em es a na escola, mas não é su icien e o aluno
es a na escola, ele p ecisa pa icipa e o segundo é a pa icipação. O aluno pode es a p esen e, mas
não necessa iamen e pa icipando. É p eciso, en ão, da condições pa a que o aluno ealmen e
pa icipe das a i idades escola es. O e cei o é a aquisição de conhecimen os, pois o aluno pode es a
p esen e na escola, pa icipando e não es a ap endendo. Po an o, inclusão signi ica o aluno es a na
escola, pa icipando, ap endendo e desen ol endo suas po encialidades (Ainscow, 2009).
33
CAPÍTULO 2 - TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
“A in ância é o empo de maio c ia i idade na ida de um
se humano”.
(Jean Piage ).
O Capí ulo 2 abo da os concei os e e en es ao TEA, ca ac e ís icas, e demais ques ões
ela i as ao espec o. Reconhecemos que es e capí ulo é sem dú ida signi ica i o pa a as análises do
p ocesso de inclusão de c ianças com TEA nos Cen os de Educação In an il da SEMED Manaus. É
ce o que islumb amos a comp eensão dos con ex os his ó icos, das ques ões e iológicas, dos
modelos de in e enção e do diagnós ico de aco do com o DSM 5.
Vamos ap esen a as pesquisas que ealizamos nas Bases de Dados, de o ma
on-line
sob e a
Inclusão de C ianças com TEA na Educação In an il. Pesquisas que e idenciam sob e o enômeno em
es udo no âmbi o nacional e in e nacional.
Aspec os His ó icos do TEA
O e mo au is a oi p imei amen e usado po Eugene Bleule em 1911, pa a designa um
conjun o de dis ú bios do pensamen o p esen es em pacien es que ap esen a am esquizo enia e
consequen emen e com a pe da do con a o com a ealidade e com g andes di iculdades pa a se
comunica com os demais (Belisá io & Cunha, 2010; Cunha 2012).
Passados alguns anos de Eugene Bleule se p onuncia sob e o e mo au ismo, o ame icano,
Leo Kanne em 1943, pe cebeu em seus es udos com 11 c ianças com idades de 2 anos e 4 meses a
onze anos, um conjun o de ca ac e ís icas clínicas comuns, como obsessões, es e eo ipias, al e ações
na linguagem, ecolalia, di iculdades de comunicação, ex ema di iculdade pa a es abelece ínculos
com pessoas ou si uações, ecusa de comida, epe ição de a i udes, boa memó ia mecânica,
manipulação de obje os, eação de ho o a uídos o es e mo imen os b uscos. Em seu abalho de
pesquisa
Au is ic dis u bances o a ec i e con ac
, ap esen ou uma no a sínd ome no qual a
denominou de “Au ismo In an il”, (B asil, 2013; Hewi , 2006; San os & San os, 2012).
Em 1946, o pedia a aus íaco, Hans Aspe ge , ap esen ou em seu abalho de pesquisa
in i ulado,
Au is ic Psycopa hy in Childhood
, o mesmo ipo de pe u bações desc i as po Kanne ,
po ém em c ianças com melho es capacidades e bais, denominando de Sínd ome de Aspe ge . O
34
pedia a aus íaco de iniu o au ismo como uma mani es ação que su ge en e 4 a 5 anos de idade que
se ca ac e iza po con a o mui o pe u bado e supe icial em c ianças in eligen es que não acei a am
nada que lhes e a ap esen ado pelos ou os, ap esen a am es e eo ipias, ausência de p og essi idade,
dis ú bios de aciocínio e dissociação a e i a. Seus esc i os em alemão, não o am di ulgados, sendo
econhecido somen e após 1980, quando a inglesa Lo na Wing aduziu pa a o inglês (Co eia, 2005,
Cumine, Leach & S e enson, 2008).
Pa a Aspe ge , o au ismo apesa de e e i -se a c ianças in eligen es, e i ica a-se p oblemas
de al a de in uição, p oblemas de con a o e empa ia, chegou a admi i que as c ianças com au ismo
e am basicamen e no mais em sua in eligência, e ac edi a a que seus pio es desempenhos e am
consequen emen e a alha pa a o ma elações sociais. Reconheceu que no cu so do desen ol imen o
da c iança, ce as ca ac e ís icas p edominam ou ecuam, de modo que os p oblemas ap esen ados
mudam conside a elmen e. O au ismo é conside ado como ans o no p ecoce e inicial do
desen ol imen o neu ológico, com p e alência maio no sexo masculino, su gindo po ol a dos ês
anos de idade, com sin oma ologia com causas ainda inde inidas (Bosa, 2006; Co eia, 1997; Facion,
2005).
No pe íodo de 1950 a 1960, a á ea médica pouca a enção deu as ques ões do au ismo po
não ha e comp o ações labo a o iais, ac edi ando-se e oneamen e que a causa do au ismo se ia a
indi e ença da mãe pa a com o ilho, es a oi denominada de “mãe-geladei a”, essa hipó ese se
basea a apenas po desc ição de casos sem comp o ação empí ica, a o que pos e io men e oi
conside ada alsa, is o que no os es udos e idencia am a p esença de dis ú bios neu ológicos. Mui as
mães o am ec iminadas e ca ega am a culpabilidade de e em ilhos au is as (Belisá io, 2010; Sil a,
Gaia o & Re eles, 2012).
Em 1979, a psiquia a inglesa Lo na Wing, após pesquisas sob e c ianças com au ismo, a i ma
que os indi íduos com au ismo ap esen am dé ici s especí icos em ês á eas: comunicação,
socialização e imaginação, p opôs a noção de espec o do au ismo o que icou conhecido po T íade de
Incapacidades de Wing (Bosa, 2002; Klin, 2006).
O e mo au ismo em do g ego “au os” que signi ica “de si mesmo”, “eu p óp io”, e “ism” que
signi ica “o ien ação” ou “es ado” o ien ado pa a si p óp io, o indi íduo em si mesmo e que se isola do
mundo ex e io . É um ans o no com in luência gené ica causada po de ei os em pa e do cé eb o,
como o co po caloso (que az a comunicação en e os dois hemis é ios), a amídala (que em unções
ligadas ao compo amen o social e emocional) e o cé eb o (pa e mais an e io dos hemis é ios
ce eb ais, os lobos on ais), au ismo é um e mo emp egado pela psiquia ia pa a nomea

35
compo amen os humanos eunidos ao edo de si mesmos eplicados pa a a p óp ia pessoa (Fe a i,
2007; O ú, 2007).
De aco do com Cama go e Bosa (2009, p. 65), é possí el obse a um quad o em que “o
au ismo se ca ac e iza pela p esença de um desen ol imen o acen uado a ípico na in e ação social e
comunicação, assim como pelo epe ó io ma cadamen e es i o de a i idades e in e esses”.
Em 1975, pela p imei a ez su giu o uso o icial do e mo au ismo no ICD-9 (
In e na ional
Classi ica ion o Diseases ou
Classi icação In e nacional de Doenças
),
e oi ca ego izado como uma
psicose da in ância. Vale essal a que no DSM-I (
Diagnos ic and S a is ical Manual
) em 1952 e o DSM-
II em 1968 e e iam-se à esquizo enia in an il (Ma ques, 2000).
A c escen e busca sob e os es udos do au ismo, in luenciou sua colocação no DSM III
(
Diagnos ic and S a is ical o Men al Diso de s
ou Manual de Diagnós ico e Es a ís ica das
Pe u bações Men ais), em 1980 o au ismo oi colocado numa no a classe de ans o nos, chamada de
T ans o nos Globais do Desen ol imen o (TGD). No DSM IV e a CID 10 in eg am suas de inições e
es abelecem como c i é io pa a o ans o no au is a o comp ome imen o das ês á eas p incipais
an e io men e mencionadas, a lemb a : Comunicação, socialização e imaginação (Bosa, 2002;
Cama gos J ., 2005; Klin, 2006).
O DSM 5 (APA, 2014), es abeleceu no os c i é ios pa a o diagnós ico do au ismo, inicialmen e
na e o mulação da nomencla u a que passou a se de inida po T ans o no do Espec o Au is a (TEA),
conside ando a ca ac e ís ica de he e ogeneidade da pa ologia. Um espec o ab ange di e en es
g adações, in ensidades, o e mo espec o na no a nomencla u a do DSM 5 de e-se as mani es ações
he e ogêneas da pa ologia a iando a g adação de le e a g a e. O DSM 5 ap esen a o TEA como um
ans o no único, sem subclassi icações como an es cons a a no DSM IV. E ainda se em bem e iden e
que a sínd ome de Re , passa a e diagnós ico di e enciado.
No DSM-5, nos domínios de sociabilidade e comunicação se uni icam, eunidos em um só
domínio de comunicação social e in e ação social. Comp eende-se que nes a p opos a, a pessoa e á
que ap esen a p ejuízos na ecip ocidade das in e ações sociais e emocionais, p ejuízos nos
compo amen os de comunicação não e bal, p ejuízos na capacidade de desen ol e e man e
elacionamen os. No segundo domínio, o pad ão de compo amen o de e se es i o e/ou epe i i o, o
qual p opõe que ap esen e pelo menos duas das qua o mani es ações desc i as, e os sin omas de em
es a p esen es desde a in ância, en e an o, podem não se obse ados, a é que as demandas sociais
excedam os limi es da capacidade da pessoa, indo a subs i ui o c i é io de idade de início an e io ,
que e a de 36 meses (Lopes, 2014).
36
Com o DSM 5, oi igualmen e al e ada a classi icação de ní eis de g a idade no TEA pa a ní eis
de Apoio. Os ní eis de Apoio a ualmen e se e e em:
Ní el 3 - Apoio Mui o Subs ancial:
Na Comunicaçâo Social - Ve i ica-se que dé ici s g a es nas habilidades de comunicação
social e bal e não e bal causam p ejuízos g a es de uncionamen o, limi ação em inicia in e ações
sociais e espos a mínima a abe u as sociais que pa em de ou os. Podemos exempli ica com
pessoas que ap esen am poucas pala as aladas in eligi eis. Quan o aos Compo amen os
Repe i i os e Res i os há in lexibilidade de compo amen o, ex ema di iculdade em lida com a
mudança ou ou os compo amen os es i os/ epe i i os in e e em acen uadamen e no
uncionamen o em odas as es e as. G ande so imen o/di iculdade pa a muda o oco ou as ações.
Ní el 2 - Apoio subs ancial:
Na Comunicação Social – Ve i ica-se Dé ici s g a es nas habilidades de comunicação social
e bal e não e bal, p ejuízos sociais apa en es mesmo na p esença de apoio, limi ação em da início a
in e ações sociais e espos a eduzida ou ano mal a abe u as sociais que pa em dos ou os. Po
exemplo, pessoa que ap esen a ala com ases simples. Quan o aos Compo amen os
Repe i i os e Res i os há in lexibilidade do compo amen o, di iculdade de lida coma mudança ou
ou os compo amen os es i os/ epe i i os apa ecem com equência su icien e pa a se em ób ios ao
obse ado casual e in e e em no uncionamen o em uma a iedade de con ex os.
So imen o/di iculdade pa a muda o oco ou as ações.
Ní el 1 – Apoio:
Na Comunicação Social – Ve i ica-se que na ausência de apoio, há dé ici s na comunicação
social que causam p ejuízos no á eis. Di iculdade pa a inicia in e ações sociais e exemplos cla os de
espos as a ípicas ou sem sucesso a abe u as sociais dos ou os. Pode apa en a pouco in e esse po
in e ações sociais. Como po exemplo uma pessoa que é capaz de ala ases comple as, mas
ap esen am di iculdades pa a aze amigos. Quan o aos Compo amen os Repe i i os e
Res i os há in lexibilidade de compo amen o causa in e e ência signi ica i a no
uncionamen o em um ou mais con ex os. Di iculdade em oca de a i idade. P oblemas pa a
o ganização e planejamen o são obs áculos à independência.
37
E iologia, P e alência e Diagnós ico do TEA
É no á el que á ios es udos o am ealizados com o obje i o de conhece as causas do TEA,
po ém ainda não se em espos as de ini i as, alguns pesquisado es ac edi am que p o ém de
p oblemas gené icos, ou os ac edi am se p oblemas e e en es ao sis ema ne oso.
Oli ei a (2004) e Handleman e Ha is (2006), ci am que a o igem do au ismo de i a de a o es
gené icos, p é e pós-na ais. San os e Sousa (2009) ci am que o au ismo p o ém de um dano ísico no
sis ema cen al.
No con ex o dos es udos sob e o TEA, emos á ias eo ias que buscam explica o seu
p oblema. É álido essal a as Teo ias Psicogené icas, as Teo ias Biológicas e as Teo ias Cogni i as.
Teo ias Psicogené icas – Baseiam-se nas eo ias psicanalí icas de endendo que as c ianças
que ap esen am au ismo são no mais quando nascem, no en an o, po causas ex e nas que en ol em
p incipalmen e a a i ude dos pais conside ados ios, a e a o desen ol imen o a e i o das c ianças,
p o ocando um quad o de au ismo (Bo ges, 2000; Dua e, Bo din & Jensen, 2001; Klin, 2006).
Teo ias Biológicas – Nessa eo ia, as in es igações indicam que o TEA ap esen a uma o igem
de base neu ológica e que es á associado a ou os dis ú bios biológicos, como pa alisia ce eb al,
ubéola p é-na al, oxoplasmose, ence alopa ia, escle ose ube culosa, meningi e. O TEA consis e em
uma pe u bação de de e minadas á eas do sis ema ne oso cen al (Ma ques 2000).
Teo ias Cogni i as – Essa eo ia explica que no sujei o que ap esen a TEA a al a da capacidade
pa a simboliza , o na-se um obs áculo no desen ol imen o p agmá ico e po consequência
di iculdades na in e ação social (A aújo, 2011).
O TEA passa a se comp eendido como um dis ú bio cogni i o, concebido como um ans o no
do desen ol imen o que en ol e dé ici s cogni i os de ido a alguma dis unção ce eb al. A eo ia
cogni i a, explica que os dé ici s cogni i os en ol em o desen ol imen o dos p ocessos de a enção,
memó ia, sensibilidade a es ímulos e linguagem (San os e Sousa (2009).
Quan o a p e alência do TEA, p imei amen e Kanne desc e e que o TEA e a mais equen e
em homens do que mulhe es, sendo a média de 4 homens pa a 1 mulhe . Ba is a e Bosa (2002)
comen am que há algumas e idências de que as meninas com au ismo ap esen am uma endência
pa a se em mais se e amen e a e adas, po ém, a explicação que se em é que as meninas com TEA,
ap esen am um quocien e de in eligência mais abaixo do que os meninos com TEA.
De aco do com a Rede de Moni o amen o de De iciências no Desen ol imen o e Au ismo
38
(ADDM) dos Es ados Unidos a p opo ção de meninos e sus meninas diagnos icadas é de 3,8/1,
e i icando-se aumen o da p e alência em meninas (ADDM, 2023). A oco ência do TEA es á em odos
os ní eis socioeconômicos, em cul u as e g upos aciais e é icos de odo o mundo (Schwa zman,
2010).
O Cen o pa a Con ole e P e enção de Doenças do Depa amen o de Saúde e Se iços
Humanos dos Es ados Unidos (CDC), in o ma que c esce cada ez mais o núme o de diagnós icos de
TEA. Publicado em 2 de dezemb o de 2021, o Rela ó io do CDC mos a que 1 em cada 44 c ianças
aos 8 anos de idade, em 11 es ados no e-ame icanos, é diagnos icada au is a, segundo dados
cole ados no ano de 2018 (CDC, 2021).
De aco do com Pai a, J . (2019), no B asil não há es a ís ica sob e o TEA, em-se apenas uma
es ima i a em 2007, quando o B asil ap esen a a uma população de 190 milhões de pessoas, ha ia
ap oximadamen e um milhão de casos de au ismo. Mesmo pai ando dú idas nas es a ís icas, a
Associação B asilei a de Psiquia ia (ABP), es ima que em 2012 o B asil ap esen ou 500 mil casos de
TEA.
Comen a Pai a J . (2019) que não emos como esponde de o ma ca egó ica, com
p ecisão,sem essal as de o ma es a ís ica quan as pessoas com TEA emos no B asil. O B asil não
em es udos de p e alência do TEA. Não emos núme os o iciais. O único abalho b asilei o oco eu
em 2011, no in e io de São Paulo, na cidade de A ibaia, que esul ou em 1 pessoa com au ismo pa a
cada 367 c ianças, dados da pesquisa ealizada pelo médico Ma cos Tomanik Me cadan e (psiquia a)
em um bai o de apenas 20 mil habi an es daquela cidade. O B asil ainda usa os es udos do CDC
como base, po não e pesquisas conc e as sob e a p e alência no país.
No B asil, o au ismo oi incluído no censo demog á ico de 2020 po de e minação da Lei n.
13.861, de 18 de julho de 2019. A ualmen e, o Ins i u o B asilei o de Geog a ia e Es a ís ica (IBGE,
2020) es ima que haja dois milhões b asilei os au is as, o que signi ica a i ma que 1% da população
es a ia no espec o. Resul ado do Censo 2022 sob e pessoas com de iciência e TEA só de e sai no
úl imo imes e de 2024.
Pai a J . essal a ainda que podemos dize que o país “de e e ou pode e ap oximadamen e
2 milhões de pessoas com au ismo, segundo es ima i as globais da ONU de 1% da população se
au is a, ap oximadamen e” (Pai a J ., 2019, p.23).
No Es ado do Amazonas os dados que emos con abilizados são de 2012 e o am in o mados
pela Sec e á ia Municipal de Adminis ação e Di ei os Humanos (SEMASDH). A es ima i a oi de 20 mil
pessoas ap esen am TEA, sendo 12 mil só no município de Manaus capi al do Amazonas (Semasdh,
45
In es igações Cien í icas sob e o T ans o no do Espec o Au is a e Inclusão Escola
na Educação In an il
Buscando in es iga sob e a inclusão de c ianças com TEA em u mas de Educação In an il,
pa imos em busca de pesquisas cien í icas, obje i ando comp eende o desen ol imen o desse
p ocesso de inclusão no B asil e em ou os países; analisa o apo e eó ico exis en e, bem como
e i ica como em acon ecendo essa inclusão e quais os p incipais en a es e bene ícios encon ados
pelas ins i uições de ensino que sejam públicas ou p i adas. Ce amen e que é possí el encon a mos
expe iências de Inclusão com desen ol imen os exi osos, o obje i o é conhece sob e o enômeno da
Inclusão da C iança com TEA na Educação In an il em dis in as ealidades.
Pa a es e momen o do es udo, buscamos po pesquisas e e en es a emá ica da Inclusão de
C ianças com TEA na Educação In an il. Buscamos p imei amen e os Reposi ó ios das IES, depois as
Re is as sob e a Educação Especial ambém das IES e seguimos pa a a busca das p oduções
cien í icas nas seguin es Bases de Dados: CAPES - BDTD - SCIELO - REDALYC - ERIC.
Pa a a pesquisa u ilizamos os seguin es desc i o es: Inclusão / Educação In an il / TEA;
Inclusão / Educação In an il / TEA /Pais; Inclusão /P é-escola / TEA / Família; Inclusão /TEA / Pais /
P o esso es; Inclusão / TEA / P o issionais da Educação Especial. Delimi amos um pe íodo de 2015 a
2024.
Sendo assim, e i icamos 45 (qua en a e cinco) a igos, que após a lei u a dos mesmos,
iden i icamos que alguns não nos in e essa am di e amen e pela emá ica abo dada com ou os
in e enien es não elacionados ao p esen e es udo. No en an o, selecionamos 24 in es igações
cien i icas, sendo 12 (doze) nacionais e 12 (doze) in e nacionais, que disco em sob e a emá ica em
es udo.
Ap esen a emos na Tabela 2 as in es igações de âmbi o nacional que o am selecionadas,
onde a emos um b e e ela o do que cada in es igação se p opôs a pesquisa e os esul ados
alcançados.

46
Tabela 2
A igos Cien í icos de Âmbi o Nacional sob e Inclusão de C ianças com TEA na Educação In an il
No.
ARTIGO/AUTOR/ANO/LOCAL
OBJETIVOS /RESULTADOS
01
Na a i as sob e a inclusão de uma c iança au is a:
desa ios à p á ica docen e.
Luz, Ma iana Helena Sil a da;
Gomes, Candido Albe o;
Li a, Ad iana.
2024 – B asília
O obje i o oi iden i ica quais os desa ios da p á ica docen e
no acompanhamen o de uma c iança au is a e em que
condições a sua inclusão oco eu. A pesquisa concluiu que a
p opos a de inclusão da escola, na qual pa ecem apos a os
pais, é agilizada pela al a de p epa o dos p o issionais, a o
o iundo da p eca iedade da o mação inicial e con inuada
des es.
02
Na a i as de mães de c ianças au is as a espei o
das p imei as expe iências escola es na educação
in an il.
Tamba a, Ma li Paloma es;
Fu lane o, Ecleide Cunico.
2022 – São Paulo – SP
O a igo, ap esen a na a i as de cinco mães de c ianças com
o TEA a espei o de suas expe iências com os ilhos na
Educação In an il em escola egula , bem como suas
expec a i as com elação ao u u o. Os esul ados
e idencia am a pe cepção ace ca da impo ância do
ambien e escola pa a o desen ol imen o social e pedagógico
das c ianças e apon a am pa a a necessidade de uma e isão
do modelo pedagógico e de o mação de p o esso es
pa a que o p ocesso de inclusão escola acon ece de a o.
3
As comp eensões de p o esso es da Educação
In an il sob e o abalho pedagógico com c ianças
com ans o no do espec o au is a (TEA) nas
escolas municipais de Educação In an il de
Jagua ão.
Sil a, Jaqueline da Sil a e; Wol e , Lislei;
Mo aes, João Ca los Pe ei a de.
2022 - Jagua ão – RGS
Es e abalho e e po obje i o analisa as comp eensões de
p o esso es da Educação In an il sob e o abalho pedagógico
com alunos com TEA nas escolas municipais de Educação
In an il do município de Jagua ão. A pesquisa oi ealizada
com seis p o esso as da Educação In an il. Os pesquisado es
pe cebe am mui as di iculdades na inclusão de c ianças
au is as no ensino egula , den e elas omissão do Es ado na
ga an ia de es u u a das escolas e al a de o mação docen e
adequada. Dian e dos esul ados, conclui-se que o p ocesso
de inclusão é len o, po ém já é discu ido nas escolas e
exis em algumas polí icas públicas de acesso, en e an o não
de pe manência das c ianças au is as. E ainda que os
sujei os da pesquisa econhecem uma alha
em sua o mação pa a abalha com inclusão.
04
Educação In an il e c ianças com ans o no do
espec o au is a: uma p opos a inclusi a em
cons ução.
Rinaldo, Simone Ca a ina de Oli ei a; Sigolo,
Sil ia Regina Ricco Luca o.
2021 – São Paulo
O obje i o oi iden i ica as p opos as pa a inclusão de
c ianças com T ans o no do Espec o Au is a (TEA) em um
município do in e io paulis a. Os esul ados mos a am que a
p opos a inclusi a na Educação In an il acon ece po meio do
A endimen o Educacional Especializado (AEE), na modalidade
da i ine ância, modelo que não é o ideal na isão dos
ges o es e dos pais, po ém, eme e-nos a uma en a i a de
a ende oda a demanda das c ianças nessa e apa da
educação básica.
47
Tabela 2
A igos Cien í icos de Âmbi o Nacional sob e Inclusão de C ianças com TEA na Educação In an il
(con .)
05
Pe cepção dos pais de c ianças com TEA sob e o
p ocesso de inclusão em escolas
egula es.
SIQUEIRA, Wendinéia Guedes de;
TOLEDO, C is ina.
2020 – Ubá - Minas Ge ais – Belo Ho izon e
Obje i o: Analisa a pe cepção dos pais de ilhos
diagnos icados com TEA em elação à inclusão nas escolas
egula es. Conclui-se que as escolas se encon am
desp epa adas pa a ecebe as c ianças TEA, os p o esso es
não es ão p epa ados pa a ecebe essas c ianças,
conside ando ambém o desp epa o das escolas e a al a de
conhecimen o sob e o TEA da pa e dos pais e das c ianças
em ge al. Pa a que a inclusão acon eça, é necessá io que a
amília, a escola e a sociedade enham o ien ação em elação
ao TEA e abalhem jun as, com o mesmo obje i o e o
espei o à singula idade de cada c iança. Cada c iança em
sua indi idualidade e necessidades, e as ezes não são
a endidas pela al a de p epa ação dos p o issionais e de
conhecimen o.
06
O es udan e com au ismo na Educação In an il:
concepções dos p o issionais da sala de aula egula
e do A endimen o Educacional Especializado (AEE).
Sil a, Anna Ka ina B aga Beze a;
Fonseca, Géssica Fabiely;
B i o, Max Leand o de A aújo;
2018 – Rio G ande do No e / Na al
O obje i o: Desc e e as concepções de p o issionais da
educação in an il e do AEE no que se e e e aos p ocessos de
escola ização de uma c iança com TEA. Os esul ados
e idenciam as concepções e posicionamen os de p o esso es
ace ca do abalho pedagógico no que se e e e às
especi icidades do TEA no con ex o escola . Concluiu que as
concepções dos p o issionais da educação são pe meadas
po lacunas no que se e e e ao conhecimen o acadêmico
ace ca dos p ocessos de ensino, ap endizagem e
desen ol imen o psicológico do aluno com TEA na escola.
Tais lacunas eme em a o mação inicial e con inuada do
p o esso .
07
A Educação In an il com oco na inclusão de alunos
com TEA.
Cos a, Fe nanda Apa ecida de Souza Co êa; Zana a,
Eliana Ma ques;
Capellini, Ve a Lúcia Messias Fialho.
2018
O es udo é pa e dos esul ados de uma pesquisa sob e a
inclusão de alunos com ans o no do espec o au is a na
Educação In an il. O obje i o, e le i sob e o p ocesso
his ó ico da inclusão escola e seu con ex o a ual,
con ex ualizando a educação in an il como início da
con i ência com a di e sidade, com is as à inclusão de
alunos com TEA), ap esen ando concei os e implicações
pedagógicas dian e da inclusão escola des as c ianças.
48
Tabela 2
A igos Cien í icos de Âmbi o Nacional sob e Inclusão de C ianças com TEA na Educação In an il
(con .)
08
Au ismo: desa ios do p o esso no con í io da
Educação In an il.
Solonca, Juciana Fols e .
2017
O obje i o oi analisa os desa ios do p o esso no con í io
com au is a na educação in an il. As en e is as mos a am
que os p o esso es ao ecebe em uma c iança com TEA em
sua u ma, num p imei o momen o, sen em-se angus iados
po não sabe como lida com essa si uação. Es a angus ia
p o ém da al a de conhecimen o sob e au ismo, al a de
o mação pa a lida com di e en es desa ios. O p o esso po
não e o mação se sen e desp epa ado pa a de ec a se
aquela de e minada c iança em ou não alguma ca ac e ís ica
de au ismo. Pa a que haja a e e i a inclusão escola é p eciso
o mação ap op iada dos p o issionais da educação.
09
Concepções de pais e p o esso es sob e a inclusão
de c ianças au is as.
Lemos, Emellyne Lima de Medei os Dias;
Salomão, Nádia Ma ia Ribei o;
Aquino, Fabiola de Sousa B az;
Ag ipino-Ramos, Cibele Shí ley.
2016 - João Pessoa - PB.
O es udo obje i ou analisa as concepções de pais e
p o esso es ace ca da c iança au is a e do seu p ocesso de
inclusão escola . Os esul ados indica am que os pais
demons a am expec a i as ol adas pa a a socialização e
pa a ap endizagens acadêmicas, enquan o os p o esso es
menciona am em suas es a égias a adoção de p á icas mais
ol adas à socialização. Des acou-se ambém que os pais,
acompanham o desen ol imen o de seus ilhos, e os
p o esso es, a pa i do con a o com c ianças au is as,
ela a am e expec a i as mais posi i as em elação as
c ianças com au ismo.
10
C enças do p o esso sob e au ismo e inclusão na
Educação In an il.
Mesqui a, L. P. M.;
Pena, J. L. da C.; 2016
– Fo aleza – CE
O a igo ece conside ações ace ca das pe spec i as
obse adas na inclusão de um aluno de qua o anos, com
T ans o no do Espec o Au is a (TEA), ma iculado no In an il
IV de uma escola municipal de Fo aleza. O obje i o oi
desen ol e um ela o de expe iências sob e a inclusão de
um aluno com TEA, em escola egula e elabo a ações de
a endimen o educacional pa a se desen ol ido pelos
p o issionais. Desc e e o con inuum ensino e ap endizagem
na elação aluno, pais, p o esso e escola, e elando
episódios de inquie ação e cons ução de no os sabe es, a
pa i da e lexão mú ua.
11
Inclusão escola e au ismo: uma análise da
pe cepção docen e e p á icas pedagógicas.
Schmid , Ca lo;
Nunes, Débo a Regina de Paula;
Pe ei a, Débo a Ma a Pe ei a;
Oli ei a, Vi ian Fá ima de; Nue nbe g,
Ad iano Hen ique; Kubaski, C is iane.
2016
O obje i o do es udo oi sin e iza , po meio de uma
me odologia de análise secundá ia de dados, es udos dessa
na u eza. Os esul ados encon ados suge em que o au ismo
é uma condição pouco conhecida pelos docen es, que se
sen em desp epa ados pa a educa essa população. O
p esen e abalho essal a a impo ância da o mação
con inuada a im de melho p epa a os p o esso es pa a
a ua em classes inclusi as.
49
Tabela 2
A igos Cien í icos de Âmbi o Nacional sob e Inclusão de C ianças com TEA na Educação In an il
(con .)
12
Au ismo e inclusão na educação in an il: C enças e
au oe icácia da educado a.
Sanini, Cláudia; Bosa,
Cleonice Al es.
2015
–
O es udo in es igou as c enças de uma educado a sob e o
desen ol imen o de seu aluno com TEA na educação in an il;
a con iança no seu abalho como educado a (senso de
au oe icácia) e que aspec os da elação p o esso -aluno
epe cu i am na p á ica pedagógica u ilizada. Os esul ados
mos a am que a acei ação e o econhecimen o do po encial
do aluno (c enças), po pa e da educado a, ende am a se
de e minan es pa a a sua p á ica. En e an o, e i icou-se uma
baixa expec a i a de au oe icácia, e idenciada pela pouca
alo ização de sua o mação acadêmica; sen imen o de
insegu ança quan o à adequação de sua p á ica e a
necessidade de ecebe apoio e pa ilha as di iculdades. Os
esul ados apon am pa a a necessidade da o mação
con inuada dos p o esso es sob e udo daqueles que a uam
na á ea do TEA.
No a:
Fon e: Au o ia p óp ia
Dando con inuidade ao b e e ela o das pesquisas ealizadas, na Tabela 3 ap esen a emos as
in es igações de âmbi o in e nacional que o am selecionadas de aco do com o enômeno em es udo.
Tabela 3
A igos Cien í icos de Âmbi o In e nacional sob e Inclusão de C ianças com TEA na Educação In an il
No.
ARTIGO/AUTOR/ANO/LOCAL
OBJETIVOS /RESULTADOS
01
The in ol emen o au is ic child en in ea ly childhood
educa ion.
O en ol imen o de c ianças au is as na educação
in an il.
Sy jãm Sy jämäki;
Jy ki Reunamo; Hen i
Pesonen; Raija
Pi imaa; Elina Kon u.
2023 – Filândia
Con inen e – Eu opa
Obje i o: Explo a o en ol imen o das c ianças au is as e o
seu papel nas a i idades de Educação e Acolhimen o na
P imei a In ância (EAPI). O ma e ial do es udo consis iu em
obse ações de 7 c ianças au is as como pa e de uma
amos a maio de c ianças. Os dados o am analisados po
meio de mé odos es a ís icos. Os esul ados indica am que,
du an e o seu en ol imen o, as c ianças au is as
exp essa am emoções posi i as em elação à pa icipação e
colabo a am e di eciona am o seu oco pa a ou as c ianças.
Também, demons a am o en ol imen o mais in enso
du an e as b incadei as apoiadas po adul os. Ao examina o
en ol imen o das c ianças au is as na EAPI, o es udo
aumen ou a comp eensão sob e a emá ica pa a
po encializa melho es p á icas de inclusão na Educação
In an il.
50
Tabela 3
A igos Cien í icos de Âmbi o In e nacional sob e Inclusão de C ianças com TEA na Educação
In an il (Con .)
02
Applicabili y o he model o inclusi e educa ion in
ea ly childhood educa ion: a case s udy.
Aplicabilidade do modelo de educação inclusi a na
educação in an il: um es udo de caso.
Nelis, Pille; Pedas e,
Ma gus; Suman,
Ca olina.
2023 - Es onia
Con inen e – Eu opa
Obje i os: P opo ciona uma melho comp eensão de como
a educação inclusi a pode ia se implemen ada de o ma
di e enciada em á ios con ex os da p imei a in ância e
p opo um modelo que en ol e a de inição ge al e as
p incipais ca ac e ís icas da educação inclusi a na educação
in an il. Um es udo de caso que e elou a al a de
compe ências especí icas dos p o esso es e pouca
sensibilização do pessoal do ja dim de in ância pa a a
educação inclusi a. E idenciou-se que os p incípios da
educação inclusi a local, não e am su icien emen e
documen ados pa a implemen a a inclusão; al a de
especialis as de apoio; e i icou-se a impo ância de se
inicia mais discussões sob e a inclusão buscando polí icas
de educação, c iando leis. Concluiu-se que a
ope acionalização da educação inclusi a na educação
in an il, nem semp e le a à inclusão; no os es udos de em
cen a -se na desc ição de p á icas que ajudem a alcança
uma melho inclusão de aco do com o modelo de
educação inclusi a ap esen ado no es udo..
03
I Is Ne e Too Ea ly: Social Pa icipa ion o Ea ly
Childhood Educa ion S uden s om he Pe spec i e
o Families, Teache s and S uden s
Nunca é cedo demais: Pa icipação Social dos
alunos da Educação da P imei a In ância na
Pe spec i a das Famílias, P o esso es e es udan es.
Ángela Ba ios;
Ma ga i a Cañadas;
Ma i Luz Fe nández;
Cecilia Simón.
2022 - Mad i
Con inen e – Eu opa
O obje i o des e es udo oi ap o unda sob e a pa icipação
social nas salas de aulas da educação in an il dos cen os
que acolhem alunos com TEA, conside ando a pa icipação
social como elemen o undamen al pa a comp eende a
inclusão. Pesquisa quan i a i a e quali a i a com o uso de
ques ioná ios.
Os dados o am analisados u ilizando o so wa e es a ís ico
SPSS ( 25). Os esul ados demons a am que as a i udes
em elação à inclusão ap esen ados pelos es udan es o am
posi i as. Indica am a impo ância da inco po ação, como
pa e da me odologia de ensino, a a enção e ação sob e a
pa icipação, ga an indo não só que es ejam na sala de
aula, mas ambém que eles es ejam elizes e bem.
Des acou-se a po encialização do compo amen o de apoio
en e os pa es que oi conside ado um acili ado da
pa icipação social dos alunos. As amílias ambém
conside a am a sala de aula como um espaço na u al pa a
a ap endizagem e de pa icipação. Os esul ados ainda
mos am que a colabo ação en e p o esso es e amílias é
undamen al pa a a inclusão.

51
Tabela 3
A igos Cien í icos de Âmbi o In e nacional sob e Inclusão de C ianças com TEA na Educação
In an il (Con .)
04
Inclusi e Ea ly Childhood Educa ion o Child en Wi h
and Wi hou Au ism: P og ess, Ba ie s, and Fu u e
Di ec ions
Educação inclusi a na p imei a in ância pa a
c ianças com e sem au ismo: p og esso, ba ei as e
di eções u u as.
Michael Sille ; Lindee
Mo gan,
Quen in Wedde bu n;
Sally Fuh meis e ;
Asha Rud abha la.
2021 - Es ados Unidos
Con inen e – Amé ica
Obje i os: Iden i ica e desc e e qua o ba ei as à
implemen ação em la ga escala de p og amas de EPI
inclusi os pa a c ianças com TEA nos EUA; iden i ica no e
labo a ó ios inclusi os e escolas modelo líde es, a iliados a
uni e sidades, pa a c ianças pequenas com TEA; p opo um
o ei o pa a pesquisado es ocados no desen ol imen o,
a aliação e implemen ação de p og amas de EPI inclusi os e
iá eis pa a a comunidade em TEA. Con i mou-se que os
p og amas de EPI p opo cionam um con ex o p i ilegiado
pa a c ia e inco po a es es ipos de opo unidades de
ap endizagem pa a c ianças com PEA. As escolas modelo e
labo a o iais a iliadas à uni e sidade desempenham um
papel impo an e na c iação das ino ações educacionais
necessá ias pa a in eg a de o ma lexí el in e enções
clínicas/compo amen ais e p og amas de EPI inclusi os
pa a a ende às necessidades
de ap endizagem de c ianças pequenas com TEA.
05
P eschool Teache s’ Belie s owa ds Child en wi h
Au ism Spec um Diso de (ASD) in Yemen.
C enças de p o esso es de p é-escola em elação a
c ianças com ans o no do espec o do au ismo
(TEA) no Iêmen.
Ta esh, Saha Mohammed; Ahmad,
No Aniza;
Roslan, Samsilah;
Ma' o , Ma ina.
2020 - Iêmen
Con inen e - Ásia
Obje i o: A alia as di e en es o mas de c enças dos
p o esso es de p é-escola no ensino ge al em elação ao TEA
no Iêmen. Pesquisa quan i a i a desc i i a com a uso de
ques ioná io, pa icipa am 2013 p o esso es Os esul ados
ap esen a am os di e en es ní eis de c enças dos
p o esso es da p é-escola, especi icamen e c enças
eligiosas, sociais e pessoais, em elação ao TEA. A pesquisa
e elou que mui os p o esso es de p é-escola inham ideias
e adas sob e o TEA. Associando à eligião e ac edi a am
que os cu andei os eligiosos pode iam a a c ianças com
TEA. P o esso es com mais de 10 anos de expe iência não
es a am in e essados em a ualiza os seus conhecimen os e
os com menos de 5 anos de expe iência buscam
a ualização. Conclui-se que os p o esso es de em amplia
seus conhecimen os sob e o TEA, pa a o ien a os pais de
c ianças com TEA da p é-escola a ob e em in e enções
adequadas ga an indo que os seus ilhos
a injam odo o seu po encial no con ex o da inclusão.
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Tabela 3
A igos Cien í icos de Âmbi o In e nacional sob e Inclusão de C ianças com TEA na Educação
In an il (Con .)
06
Mo he s’ Pe spec i es on he Inclusion o Young
Au is ic Child en in Kuwai
Pe spec i as das mães sob e a inclusão de c ianças
au is as no Kuwai .
Mu abbakani, Raghad;
Callinan, Ca ol.
2020 – Kuwa
Con inen e – Ásia
Obje i o: Explo a as pe spec i as e expe iências en e mães
de c ianças au is as no que diz espei o à inclusão dos seus
ilhos nos ja dins de in ância do ensino ge al. Pesquisa
quali a i a, es udo de caso, com g upo ocal e en e is as
indi iduais. Pa icipa am 34 mães. Os esul ados
ap esen a am que em ce os aspec os hou e comum aco do
en e as mães, como a isão nega i a do concei o de
educação inclusi a na p imei a in ância pa a c ianças
au is as e as des an agens que a inclusão es a ia p esen e.
Pa a as mães a colocação educacional mais bené ica pa a
a ende às necessidades de seus ilhos au is as é uma
educação especial al amen e es u u ada na sala de aula. A
isão ge al das descobe as des e es udo indica que inclui
c ianças au is as em salas de aula ge ais causa ão eg essão
a essas c ianças e não a ende á às suas necessidades. O
es udo es a a inculado à sua localização geog á ica e aos
c i é ios da amos a do es udo,
po an o, a gene alização dos esul ados é limi ada.
07
Concep ualización de T as o nos del Espec o Au is a
(TEA) en mad es cuidado as y es a egias amilia es
de educción de dependencia en San iago de Chile.
Concei ualização do T ans o no do Espec o do
Au ismo (TEA) em mães cuidado as e es a égias de
edução de isco amilia de pendência em San iago
do Chile.
Lizama-Zamo a, Camila Belén 2020
– Chile
Con inen e – Amé ica
Obje i o: Explo a a elação en e modelos de de iciência sob
a qual as mães que cuidam de pessoas com TEA
concei uam esses ans o nos e es a égias amilia es
in e nalizadas pa a eduzi a dependência, em di e en es
ní eis socioeconômico.
Pesquisa quali a i a po meio de en e is as. Os esul ados
mos am o modelo de concei uação ASD é mais in luen e do
que o SEL pa a in e naliza es a égias amilia es que
eduzam dependência, sendo o modelo biopsicossocial o
mais pe inen e. Há uma explicação mágica e/ou eligiosa
sob e o TEA pa a á ias mães. O TEA implica ambém
al e a a ida amilia , al e a a enda, os papéis de odos os
memb os da amília e as o inas, além de implica uma
e iden e eminiza ão do cuidado.
No Chile, es udos de pe cepção de incapacidade de amílias
com PeSD sepa ados.
Concluiu as mães como p incipais cuidado as, que es e
es udo buscou explo a o modelo de incapacidade o qual as
mães de pessoas com TEA concei uai os e e idos
ans o nos, e sua elação com es a égias amilia es
in e nalizadas pa a eduzi a dependência de SES
di e en es.
53
Tabela 3
A igos Cien í icos de Âmbi o In e nacional sob e Inclusão de C ianças com TEA na Educação
In an il (Con .)
08
Mapping inclusion o a child wi h au ism in a
mains eam kinde ga en: how can we mo e owa ds
mo e inclusi e p ac ices?
Mapeando a inclusão de uma c iança com au ismo
num ja dim de in ância egula : como podemos
a ança pa a p á icas mais inclusi as?
Olsen, K.; C oydon,
A.; Olson, M.;
Jacobsen, K. H.;
Pellicano, E.
2019 – No uega - Oslo. Con inen e
– Eu opa
Obje i o: Iden i ica e e le i sob e as ba ei as à inclusão
que as c ianças com TEA podem encon a no Ja dim de
In ância. Es udo de caso com obse ação pa icipan e,
mapeou a inclusão de um único menino de 5 anos com
au ismo, em um Ja dim de In ância egula na No uega. A
análise iden i icou ês modos de inclusão; man e dis ância,
man e p oximidade e in e agi . O p ocedimen o de
mapeamen o demons ou que as ba ei as à inclusão
con inuam a ope a . A ex ensão da pa icipação da c iança
pa ecia es a elacionada ao que ela es a a azendo e com
quem es a a; no ge al, a inclusão social limi ada en e os
pa es es a a sendo alcançada. Os esul ados indica am que
as es u u as p e isí eis e o apoio do p o esso aumen a am
a pa icipação. O es udo apon ou pa a a necessidade de
es ende as adap ações a uais e supo e pa a c ianças com
au ismo den o dos ambien es educacionais, pa a pe mi i
uma p á ica mais
inclusi a.
09
Analyzing social play and social in e ac ion o a child
wi h au ism spec um diso de in he inclusi e
kinde ga en educa ion.
Análise do jogo social e da in e ação social de uma
c iança com ans o no do espec o de au ismo na
educação in an il inclusi a.
De e, Zeynep;
2018 – Pe u Con inen e – Amé ica
Obje i o: Examina a b incadei a social e in e ação social de
uma c iança com ans o no do espec o do au ismo incluído
na educação in an il. Es udo de caso com uso de o mulá io
de obse ação e en e is a com os pais e análise desc i i a.
Os esul ados da pesquisa indica am que a c iança com TEA
em uma educação in an il inclusi a em um núme o limi ado
de b incadei as e in e ações sociais. Mesmo assim, essas
b incadei as sociais limi adas i e am um impo an e
impac o de in e ação no compo amen o social da c iança
com TEA. O es udo demons ou que o obje i o da educação
inclusi a é melho a as in e ações en e pa es pa a apoia
seu compo amen o social. O es udo de ende que a é a
educação em um impac o posi i o sob e in e ações sociais
pa a a c iança com TEA. A c iança com TEA no g upo
inclusi o na sala de aula inha p incipalmen e in e ações
sociais com adul os e essas in e ações ambém e am
iniciadas pela p o esso a. Os colegas e a c iança com TEA
de em es a en ol idos no g upo, b inca usando écnicas de
adap ação de a i idades, isso pode ajuda a aumen a a
conscien ização das c ianças em desen ol imen o ípico pa a
c ianças com necessidades especiais.
54
Tabela 3
A igos Cien í icos de Âmbi o In e nacional sob e Inclusão de C ianças com TEA na Educação
In an il (Con .)
10
Key challenges in add essing au ism in p eschool
educa ion – a case s udy in Slo enia
P incipais desa ios pa a lida com o au ismo na
educação p é-escola – o caso da Eslo énia.
Vidma , Maša;
Veldin, Manja;
No ack, Šk ubej Maja;
Milen , Lucie.
2018 – Eslo ênia
Con inen e – Eu opa
Obje i o: Iden i ica as si uações da ida eal da sala de aula
e os p incipais desa ios que os p o esso es de p é- escolas
en en am pa a a inclusão na Eslo énia. Uso de ques ioná io,
en e is as e obse ações di e as com pa icipação de pais,
p o esso es, auxilia es e c ianças. Iden i icação das seguin es
ca ego ias: o con ex o ísico, o con ex o empo al, o con ex o
emocional. Com base nas obse ações conclui-se que os
p o esso es ge almen e não são einados pa a econhece
os sinais de au ismo ou como ajuda ou ensina uma c iança
com TEA. Alguns p o esso es possuem o conhecimen o e
compe ências, enquan o em ou os casos nenhuma
es a égia ou mé odo especial é usado com essas c ianças.
Os p o esso es se sen em sob eca egados com mui as
necessidades especiais di e en es pa a a ende na p é-
escolas. Pa a apoia a inclusão das c ianças com au ismo e
p eciso que
enha o mação con ínua de p o esso es..
11
P ac ices Tha Suppo he Inclusion o Child en Wi h
Au ism Spec um Diso de in Mains eam Ea ly
Childhood Educa ion in Zimbabwe.
P á icas que apoiam a inclusão de c ianças com
ans o no do espec o do au ismo na educação
in an il egula no Zimbábue.
Majoko, Tawanda;
2017 – Zimbabué
Con inen e - Á ica
Obje i o: Explo a p á icas de apoio pa a inclui alunos com
TEA em aulas egula es de Desen ol imen o na P imei a
In ância (DPI). En e is as com 18 p o esso es, ealizou-se
análise de documen os e obse ações não pa icipan es na
p o íncia educacional de Midlands, no Zimbabué. O es udo
e elou que as p á icas de apoio pa a inclui alunos com
au ismo em aulas egula es de DPI incluíam compe ências
de en ada, pedagogia in o mada, e o ço, adap ações
acadêmicas, socialização, consul a e ges ão es a égica de
o inas e compulsões es u u adas. Ve i icou-se que a
ins i ucionalização de uma o mação ab angen e de
p o esso es pa a a inclusão e a cul u a colabo a i a pode ia
o imiza as p á icas de apoio pa a inclui alunos com TEA em
aulas egula es de DPI.
12
‘One o he Kids’: Pa en Pe cep ions o he
De elopmen al Ad an ages A ising om Inclusion in
Mains eam ea ly Childhood Educa ion Se ices.
'Uma das c ianças': pe cepções dos pais sob e as
an agens de desen ol imen o deco en es da
inclusão nos se iços adicionais de educação
in an il.
Blackmo e, Roge ;
Aywa d, Elizabe h;
G ace, Rebekah.
2016 – Sydney - Aus ália
Con inen e - Oceania
Obje i o: Explo a as pe spec i as dos pais que ma icula am
seus ilhos com TEA em um se iço egula de educação
in an il. En e is a com 15 sujei os (pais). O es udo e elou 4
conclusões: os pais são p incipalmen e mo i ados a
ma icula os seus ilhos na p imei a in ância po que
p ocu am in e ações sociais com pa es ípicos; as amílias
encon a am mui os desa ios pa a ga an i um luga pa a os
seus ilhos em um cen o que es eja dispos o e capaz de
sa is aze as necessidades dos seus ilhos; os pais sen i am
que o desen ol imen o dos seus ilhos e a apoiado pela
equência num cen o egula , pa icula men e à
comunicação e ao compo amen o; e os pais ac edi a am
que a mudança posi i a no desen ol imen o dos seus ilhos
e a o esul ado di e o da qualidade do se iço e da imi ação
en e pa es.
No a
: Fon e: Au o ia p óp ia
61
Educação In an il. A iangulação pe mi iu o c uzamen o dos dados en e os 3 ( ês) g upos de sujei os.
S ake (2011), concebe a iangulação como um meio pa a a comp eensão dos dados pelo
pesquisado . A T iangulação a a-se de um mé odo que u iliza dados adicionais pa a alida ou amplia
as in e p e ações ei as pelo pesquisado . Pode-se ado a di e en es pe cepções pa a escla ece o
signi icado po meio da epe ição das in e p e ações. A iangulação ambém se e pa a cla i ica
signi icados pela iden i icação das di e en es manei as pelas quais um caso é is o.
De aco do com Pa on, (2015), podemos ap esen a qua o ipos p incipais de iangulação:
1.
Das on es de dados ( iangulação de dados);
2.
En e os di e en es a aliado es ( iangulação do in es igado );
3.
De pe spec i as pa a o mesmo conjun o de dados ( iangulação da eo ia); e
4.
Dos mé odos ( iangulação me odológica);
Sendo assim, conside ando a opção me odológica da pesquisa quali a i a no con ex o do
es udo de caso, os caminhos, as es a égias de e i icação que con i mam a iabilidade e a alidade
dos p ocessos de ecolha e análise dos dados, na busca de ga an i o igo e qualidade cien í ica, a
in es igação seguiu os seguin es p ocedimen os:
Desen ol emos 3 ( ês) ipos de iangulação:
-
Das on es ( iangulação dos dados). Pa a C eswell (2007) e Yin (2010), ealiza a iangulação
de di e en es on es de in o mação de dados é uma es a égia p imá ia, examinando as e idências das
on es e usando-as pa a c ia uma jus i ica i a coesa pa a os emas. As múl iplas on es de e idências,
no caso des e es udo, g upo de pais, p o esso es e p o issionais especialis as de Educação Especial,
nos pe mi i am di e sas a aliações do mesmo enômeno de in e esse elacionado a Educação. Nes a
es a égia da iangulação dos dados, oi possí el encon a esul ados que se ap esen a am de o ma
con e gen es e di e gen es en e si, aumen ando a p ecisão dos esul ados.
-
En e os di e en es a aliado es ( iangulação do in es igado ). Re e e-se a a aliado es dis in os
que colocam suas posições sob e os achados do es udo, ou seja, eco e-se a di e en es obse ado es
pa a de ec a e minimiza e en uais ieses ou endências do pesquisado . Pessoas di e en es
examinam a mesma si uação e são ei as compa ações de dados. Tais compa ações de em se
sis emá icas e de em da con a da in luência do pesquisado sob e o ema e os esul ados da pesquisa
(Denzin & Lincoln, 2005). Nes e caso, eco emos a 2 (dois) a aliado es, p o issionais da Educação

62
Especial que a con i e da pesquisado a, acei a am a alia os ins umen os de cole a de dados e a
ele ância das ca ego ias en e aos obje i os e os seus esul ados.
-
De pe spec i as pa a o mesmo conjun o de dados ( iangulação da eo ia). Nes a iangulação,
os dados são a ados usando-se pe spec i as eó icas e hipó eses múl iplas, equen emen e omando-
se emp es ados modelos eó icos de ou as disciplinas pa a explica a ealidade (Flick, 2013). Pa a o
en endimen o dos dados da pesquisa necessa iamen e oi p eciso um ap o undamen o na eo ia
subjacen e, p ocu ando des aca as jus i ica i as e in e p e ações dos a os, com as pesquisas de
á ios au o es.
Ressal amos que pa a ga an i a con iabilidade dos dados, as ansc ições o am en egues aos
pa icipan es, com o obje i o de e i ica a p ecisão em suas alas e/ou co eções de e os quan o as
in o mações.
Em suma, a iangulação possibili a um exceden e de in o mação, p oduzindo conhecimen o
em di e en es ní eis, o que signi ica que eles ão além daquele possibili ado po uma única
abo dagem, e con ibui pa a p omo e a qualidade na pesquisa (Flick, 2009).
P oblema de In es igação
Obse ando que no a ual con ex o educacional b asilei o, apesa da Polí ica de Educação
Especial na Pe spec i a de Educação Inclusi a (B asil, 2008) desc e e que odos os alunos do público-
al o da Educação Especial que ap esen am de iciência, ans o nos globais do desen ol imen o (a ual
TEA) e al as habilidades ou supe lo ação de am es uda em escolas comuns conhecidas ambém como
escolas egula es, isso não em acon ecendo com as ga an ias necessá ias pa a uma Educação
Inclusi a de qualidade.
No B asil, no Amazonas e em Manaus, a Educação Inclusi a em c escendo e buscando se
con igu a com p opos as que pe mi am a odas as c ianças uma educação mais e icaz, po ém, é
p eciso que se con i me os êxi os da educação p o enien es da Educação Inclusi a.
No B asil, con o me dados do Censo Escola de 2020, 88% dos es udan es com de iciência
es ão ma iculados em escolas inclusi as (B asil, 2020). De al o ma que é no á el que as c ianças em
idades de 0 (ze o) a 5 (cinco) anos, ambém es ão chegando aos espaços educa i os, is o que é a
ase em que p ecisam ing essa e equen a a Educação In an il, passando pela c eche e pela p é-
escola.
A Inclusão Educacional em se ampliando, no en an o há uma p eocupação com as c ianças
63
com TEA, conside ando os ela os de mães que a i mam que as c ianças com TEA que chegam a é a
escola egula po ezes são disc iminadas po p o esso es, ges o es e demais p o issionais da escola
que a i mam que o luga dessas c ianças é na escola especial, ou seja, no con ex o da educação
inclusi a, não es ão ecebendo o a endimen o educacional de qualidade que é p econizado pelos
documen os legais que o alecem o p ocesso de inclusão escola .
A exemplo do que es amos a ala , em-se no es udo de Luz e al. (2016) que ap esen a as
na a i as sob e a inclusão de uma c iança com TEA, onde os pais ela am sob e o a endimen o
ap esen ado pela p o esso a com o al al a de empa ia e p esença de p econcei o e disc iminação, a
p o esso a in o mou a mãe que se sen e desmo i ada pela p esença do seu ilho com TEA na sala, sem
in e esse algum em a ende-lo.
Po an o, en e a essa p oblemá ica iden i icada na cidade de Manaus/Es ado do Amazonas, e
po abalha mos di e amen e na á ea da Educação Especial, nos in e essamos po in es iga sob e a
emá ica da inclusão de c ianças com TEA na Educação In an il, is o que obse á amos no dia a dia
dos nossos se iços p o issionais, que essas c ianças ealmen e so em p ocessos de exclusão no
espaço educa i o. A inquie ação a es a p oblemá ica nos es imulou a busca comp eende as ques ões
educacionais de o dem polí ica, pedagógica e amilia , que en ol em odo o p ocesso de inclusão e
p oduzem his ó ias de sucesso ou insucesso escola dessas c ianças.
Sendo assim, buscamos esponde com essa in es igação a ques ão p incipal: Quais as
pe spec i as de pais, de p o issionais da Educação Ge al e Educação Especial ace ca da inclusão
escola de c ianças com TEA nos cen os de Educação In an il da cidade de Manaus?
Obje i os da In es igação
O que p e endemos com a in es igação? A inalidade da pesquisa é ap esen ada pelo conjun o
de obje i os (ge al e especí icos) que o ganizamos pa a p ossegui mos de o ma a alcança ais
obje i os, ap esen ando esul ados que con ibuam de o ma signi ica i a com a pesquisa em educação
no Es ado do Amazonas município de Manaus. Os obje i os são:
Obje i o Ge al.
Comp eende as pe spec i as de pais e de p o issionais da Educação Ge al e da Educação
Especial ace ca da inclusão escola de c ianças com TEA na Educação In an il na cidade de Manaus.
64
Obje i os Especí icos.
1.
Ve i ica , analisa e desc e e as pe spec i as de pais e p o issionais da Educação Ge al e
da Educação Especial ace ca da inclusão escola de c ianças com TEA na Educação In an il.
2.
Ve i ica , analisa e desc e e os conhecimen os que os pais e p o issionais da Educação
Ge al e Educação Especial possuem sob e o T ans o no do Espec o Au is a e sob e a inclusão.
3.
Comp eende , analisa e desc e e o papel dos pais e dos p o issionais no p ocesso de
inclusão de c ianças com TEA.
4.
Comp eende , analisa e ap esen a os pon os posi i os e nega i os do p ocesso de
Inclusão e e i ado pelos CMEIs da Sec e a ia Municipal de Educação/SEMED Manaus.
Ques ões de In es igação
De aco do com os obje i os da in es igação, ap esen amos as ques ões no eado as que ão
de encon o ao p oblema po nós iden i icado.
Ques ões no eado as:
-
Quais as pe spec i as de pais e p o issionais da Educação Ge al e da Educação Especial
ace ca da inclusão escola de c ianças com TEA na Educação In an il.
-
Os pais, os p o issionais da Educação Ge al (p o esso es) e os p o issionais da Educação
Especial, conhecem sob e o e mo e o concei o do TEA e de Inclusão?
-
Qual o papel dos pais e dos p o issionais da Educação Ge al e da Educação Especial ace ca
da inclusão escola de c ianças com TEA nos cen os de Educação In an il de Manaus?
-
Quais os pon os posi i os (bene ícios) e pon os nega i os (obs áculos) iden i icados pelos
pais e p o issionais da Educação Ge al e Educação Especial no p ocesso de inclusão de c ianças com
TEA na Educação In an il na cidade de Manaus?
Vale essal a o sen ido da pala a pe spec i a que abalhamos na pesquisa. Sabemos que o
subs an i o pe spec i a ap esen a múl iplos signi icados, po ém em nosso es udo, a pala a
pe spec i a comp eende a o ma de e , de analisa , de ep esen a o con eúdo em es udo e de que
o ma é i enciado. A pe spec i a a que nos e e imos é o pon o de is a e as conside ações subje i as
de cada sujei o (pa icipan e) sob e a inclusão de c ianças com TEA na Educação In an il na Cidade de
Manaus.
65
Desenho da In es igação
P ocedimen os de Seleção dos Sujei os da Pesquisa.
P imei amen e omos em busca da escolha dos 06 (seis) CMEIs, sendo um de cada Di isão
Dis i al Zonal da SEMED/Manaus. Assim, median e a lis a dos CMEIs, a escolha se deu pelo p é io
conhecimen o que já ínhamos dos mesmos, p incipalmen e po iden i ica mos a p esença de c ianças
com TEA ma iculados e po conhece mos os Ges o es desses cen os.
Pa imos en ão pa a a escolha dos pa icipan es. Essa escolha oi in encional, pois os sujei os
selecionados pa a a pesquisa o am escolhidos de aco do com os c i é ios que c iamos jun amen e
com a o ien ado a pa a que osse possí el con a com pessoas que ce amen e pode iam con ibui de
o ma en iquecedo a com a pesquisa e que ambém pudéssemos dialoga ocando expe iências com
essas pessoas que i enciam o dia a dia escola das c ianças que ap esen am TEA nos CMEIs.
Iniciamos p imei amen e com a seleção das c ianças. Vale essal a que as c ianças não o-
am os sujei os pa icipan es di e os da pesquisa, mas de o ma indi e a, pois os seus pais, p o esso-
es e demais p o issionais da á ea da Educação Especial o am os que pa icipa am da in es igação,
pessoas que con ibuí am com a cole a de dados. Pa a chega mos a esses sujei os, p imei amen e
omos em busca de iden i icação das c ianças nos Cen os de Educação In an il. As c ianças em idade
de 5 (cinco) anos, ma iculadas no 2º. pe íodo da p é-escola e com o comp o ado diagnós ico de TEA.
Pa a a escolha dos pais, p imei amen e buscamos a pa i da iden i icação das c ianças de 5
(cinco) anos de idade, que ap esen am TEA e que es a am e e i amen e ma iculadas no 2º. pe íodo
da P é-escola. Encon amos ce ca de 2 (duas) a 4 (qua o) c ianças po CMEIs. No caso, isi amos os
6 (seis) CMEIs que o am po nós escolhidos. A iden i icação das c ianças se deu pela pas a de p o-
cesso escola , onde na icha de ma ícula da c iança encon amos em anexo o diagnós ico médico.
Selecionamos 1 (uma) c iança po CMEI, que esul ou no pe il de seus pais (pai ou mãe) a
pa i dos c i é ios de inidos no p oje o de pesquisa, a sabe :
Selecionamos 3 ( ês) pais com g au de escola idade em ní el de Educação Básica com Ensi-
no Fundamen al (comple o ou incomple o), com enda amilia mensal de 1 (um) salá io-mínimo; e 3
( ês) pais com o g au de escola idade em ní el supe io com enda amilia mensal com mais de 1
(um) salá io-mínimo.
A escolha se deu em um momen o de con e sa in o ma i a com os pais das c ianças com
TEA, no CMEI, momen o em que indagamos sob e a escola idade e a enda amilia mensal dos pais;
66
com essa in o mação, iden i icamos os 6 (seis) pais de o ma in encional. Nes e caso, ao iden i ica -
mos o pe il adequado ealizamos o con i e pa a que se cons i uíssem em sujei os da pesquisa.
A escolha dos p o esso es oco eu em unção dos pais das c ianças. Realizado a escolha dos
pais a pa i dos c i é ios já mencionados, iden i icamos a c iança e a u ma em que se encon a a
ma iculada e consequen emen e iden i icamos a p o esso a e buscamos logo e i ica se odas as
p o esso as inham o pe il desejado pa a a pesquisa. Te g aduação em Pedagogia ou No mal
Supe io , com no mínimo 3 ( ês) anos de expe iência na á ea da Educação In an il. As seis p o esso as
das c ianças já iden i icadas es a am den o do pe il, o que acili ou a escolha e o con i e oi ealizado.
Todas as seis p o esso as acei a am pa icipa da pesquisa.
Quan o a escolha dos p o issionais da Educação o Especial, esses conside amos sujei os
impo an es pa a a pesquisa, is o que a inclusão de e con a com um conjun o de pessoas que
possam desen ol e um abalho colabo a i o pa a que se enha qualidade nos p ocessos de inclusão;
de o - ma que en endemos que a equipe de p o issionais da Educação Especial de e es a p esen e
nes e con ex o de p á icas inclusi as. Sabendo que a equipe é compos a po mais de 30 ( in a)
p o issionais, escolhemos os 3 que acompanham de o ma mais di e a as c ianças no espaço escola ,
que são: A Assesso a Pedagógica, a Psicóloga e a P o esso a de Sala de Recu sos Mul i uncionais.
Des a o ma, seguimos os c i é ios p e is os no p oje o, onde con a íamos com p o issionais
com ní el supe io na á ea de a uação, Pós-g aduação La o Sensu, expe iência mínima de 3 ( ês) anos
na á ea da Educação Especial e com expe iência mínima de 3 ( ês) anos com a endimen o de
c ianças com TEA. Realizamos o con i e a esses p o issionais, que no momen o já acei a am pa icipa
da pesquisa.
O con a o com odos os pais oi p imei amen e ia celula . En amos em con a o com 3 ( ês)
mães, pois pegamos os núme os dos celula es nas Sec e a ias dos CMEIs, isso somen e após cada
Ges o a assina o e mo de anuência, nos epassou o nome comple o e con a o celula das mães, de
o ma que logo nos ap esen amos as geni o as, explicamos sob e a pesquisa e izemos o con i e. As
mães acei a am, ma camos uma eunião p esencial no CMEI pa a nos conhece mos e en ão ala mos
maio es de alhes sob e a pesquisa, sob e a pa icipação das mesmas e assina u a do Te mo de
Consen imen o Li e e Escla ecido
O p imei o con a o com as ou as 2 (duas) mães e 1 (um) pai, oco eu no p óp io CMEI, pois
agua damos a chegada dos mesmos na ho a da en ada das c ianças. Da mesma o ma nos
ap esen amos e dialogamos sob e a pesquisa e sob e o con i e, que ambém oi acei o po odos.
Ma camos um encon o pa a a assina u a do Te mo de Consen imen o Li e e Escla ecido.

67
O p imei o con a o com as P o esso as das c ianças, oco eu no CMEI, ao explica mos sob e a
nossa pesquisa, ealizamos o con i e pa a a pa icipação como sujei os e de alguma o ma, es á amos
com eceio de que alguma das p o esso as ecusasse o con i e, a o que nos causa ia a busca po
ou a c iança do 2º. pe íodo a endida em ou a u ma, po ém, pa a a nossa anquilidade odas as 6
(seis) p o esso as acei a am pa icipa .
Quan o aos 3 ( ês) p o issionais da Educação Especial, o con a o com a P o esso a da Sala de
Recu sos oi no CMEI, pois a Sala de Recu sos Mul i uncionais (SRM) unciona em um dos CMEIs
escolhidos onde es a a ma iculada uma das 6 (seis) c ianças. A p o esso a da SRM de o ma, solici a
acei ou pa icipa da pesquisa.
A Assesso a Pedagógica e a Psicóloga, são lo adas no Cen o Municipal de Educação Especial,
Ó gão esponsá el pela Educação Especial da SEMED, onde nos encon amos e o malizamos o con i e
que oi acei o pelas p o issionais e no momen o assina am o Te mo de Consen imen o Li e e
Escla ecido.
Ca ac e ização dos Sujei os da Pesquisa
Os sujei os di e amen e des a in es igação, são pais, p o issionais da Educação Ge al
(p o esso es da Educação In an il) e p o issionais da Educação Especial, conside ando que “os sujei os
de uma pesquisa são aqueles que o nece ão os dados que o au o necessi a pa a aze a pesquisa”
(Ve - ga a, 2005, p. 53). Todos os sujei os en ol idos êm um elacionamen o escola com c ianças
que equen am a Educação In an il e ap esen am TEA. Con o me GasKell (2002), pa a a in es igação,
a escolha c i e iosa dos sujei os é undamen al pa a os esul ados da pesquisa, na medida em que
in e - e e na qualidade das in o mações ob idas e a alidade da p óp ia pesquisa.
A escolha dos sujei os jus i ica-se po conside a que es es azem pa e do p ocesso de
Inclusão Escola das c ianças com TEA na e apa da Educação In an il, odos de ce a o ma
ap esen am papéis de inidos quan o ao desen ol imen o educacional de c ianças com TEA nos
espaços dos Cen- os de Educação In an il da cidade de Manaus.
Ac edi amos que a ala dos sujei os en ol idos na pesquisa, são alas, pensamen os e
exp essões que demons am as pe spec i as da inclusão de c ianças com TEA na Educação In an il.
Os sujei os es ão classi icados em ês g upos assim de inidos:
Pais: 6 (seis), sendo 1 (um) pai e 5 (cinco) mães de c ianças que que possuem o diagnós ico
de TEA e es ão ma iculados no 2º. pe íodo da Educação In an il. 3 ( ês) pais com g au de
68
escola idade em ní el de Educação Básica com Ensino Fundamen al (comple o ou incomple o), com
enda am- lia mensal de 1 (um) salá io mínimo; e 3 ( ês) pais com o g au de escola idade em ní el
supe io com enda amilia mensal com mais de 1 (um) salá io mínimo.
P o issionais da Educação Ge al: 6 (seis) P o esso as de Educação In an il que a endem
c ianças com TEA no 2º. pe íodo. Com o mação em Pedagogia ou No mal Supe io , com no mínimo 3
( ês) anos de expe iência na á ea da Educação In an il.
P o issionais da Educação Especial. 3 ( ês) p o issionais sendo: - 1 (uma) Assesso a
Pedagógica da Educação Especial; 1 (uma) P o esso a de Sala de Recu sos Mul i uncionais; 1 (uma)
Psicóloga.
P o issionais com ní el supe io na á ea de a uação, com pós-g aduação, expe iência mínima
de 3 ( ês) anos na á ea da Educação Especial e com expe iência mínima de 3 ( ês) anos com
a endimen o de c ianças com TEA.
Con amos com uma população o al de quinze (15) sujei os, sendo: 6 (seis) pais de c ianças
com TEA, 6 (seis) p o issionais (p o esso as) da Educação Ge al e 3 ( ês) p o issionais da Educação
Especial.
Pa a a p ese ação da iden idade dos sujei os, odos o am iden i icados po nomes ic ícios,
sendo assim de inidos:
Como a pesquisa en ol e pais de c ianças com TEA, cabe-nos explica que no p imei o
momen o da escolha dos pais, já omos a ibuindo nomes ic ícios as c ianças. As 6 (seis) c ianças
odas do sexo masculino, o am nomeadas po nomes p óp ios iniciados pela le a T, in encionalmen e
lemb ando o e mo TEA, icando assim: Théo, Tadeu, Túlio, Tiago, Tomé Ta císio.
- Pais de c ianças com TEA – Todos o am nomeados de José ou Ana como p imei o nome e
o segundo nome iniciando com a p imei a le a da esc i a da Ge ência Dis i al Zonal a qual pe ence
o Cen o Municipal de Educação In an il (CMEI) em que seu ilho es uda.
Exemplo: CMEI da Zona Dis i al Sul – Ana Silene.
Con amos com 5 mães que o am nomeadas de:
1.
Ana Le ícia – mãe do Théo - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Les e I.
2.
Ana Leila – mãe do Tadeu - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Les e II.
3.
Ana Núbia – mãe do Túlio - CEMI da Ge ência Dis i al Zonal No e.
4.
Ana Silene – mãe do Tiago - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Sul.
69
5.
Ana Olga – mãe do Tomé - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Cen o
Oes e. Con amos com 1 pai que oi nomeado de:
6.
José Celso – pai do Ta císio - CMEI da Zona Dis i al Cen o Sul.
Ressal amos que es e pai po es a desemp egado, es a a esponsá el po conduzi
dia iamen e a sua c iança pa a o CMEI, como sua esposa e a quem abalha a, con idamos
esse pai que acei ou aze pa e da pesquisa sem es ições.
Na abela 4 ap esen a-se uma sín ese da ap esen ação dos Pais.
Tabela 4
Sín ese da Ap esen ação dos Pais
CMEI da
DDZ
Mãe
C iança
(TEA)
G au de Ins ução da
Mãe
Renda Familia
Les e 1
Ana Le ícia, 36 anos
Es á emp egada
Théo
5 anos
Ensino Fundamen al
Comple o
R$ 1.100,00
Les e II
Ana Leila 30 anos
T abalho de o ma au ônoma
Tadeu
5 anos
Ensino Fundamen al
Comple o
R$1.200,00
No e
Ana Núbia, 35 anos
Desemp egada
Túlio
5 anos
Ensino Fundamen al
Incomple o.
R$ 1.100,00
Sul
Ana Silene, 31 anos
T abalha em uma emp esa de
cosmé icos.
Tiago
Ensino Supe io
R$ 3.300,00
Oes e
Ana Olga, 37 anos
Es á emp egada
Tomé
5 anos
Ensino Supe io
R$ 6.600,00
Cen o Sul
José Celso, 38 anos
Desemp egado
Ta císio
5 anos
Ensino Supe io
R$ 2.380,00
No a
: Fon e: Au o ia P óp ia
P o esso es da Educação In an il – Todas nomeadas de Ma ia e segundo nome iniciando com
a le a do al abe o que iden i ica a p imei a le a da Ge ência Dis i al Zonal a qual pe ence o CMEI em
que abalham. Fica am assim nomeadas:
1.
Ma ia Lau a - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Les e I.
2.
Ma ia Liliam - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Les e II.
3.
Ma ia Nelza - CEMI da Ge ência Dis i al Zonal No e.
4.
Ma ia Sueli - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Sul.
5.
Ma ia Ca lo a - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Cen o Oes e.
70
6.
Ma ia Cilse - CMEI da Zona Dis i al Cen o Sul.
Na abela 5 ap esen a-se uma sín ese da ap esen ação dos P o issionais E In an il
Tabela 5
Sín ese da Ap esen ação dos P o issionais da Educação Ge al (P o esso as da EI)
CMEI DDZ
P o esso a
Tempo de
expe iênci
a na EI
G aduação
Pós-g aduação
La o Sensu
Cu sos na á ea do
TEA
Les e I
Ma ia Lau a
32 anos
3 anos
Pedagogia
Ges ão Escola
A endimen o Educacional
Especializado
Les e II
Ma ia Liliam
38 anos
6 anos
Pedagogia
Docência na
Educação In an il
Neu opsicopedagogia
No e
Ma ia Nelza
28 anos
3 anos
Pedagogia
Docência do Ensino
Supe io
Não em
Sul
Ma ia Sueli
29 anos
4 anos
Pedagogia
Não em
Não em
Cen o
Oes e
Ma ia Ca lo a
42 anos
7 anos
No mal Supe io
Psicopedagogia
Não em
Cen o Sul
Ma ia Cilse
36 anos
5 nos
Pedagogia
Docência na
Educação In an il
P á icas Pedagógicas
pa a Au is as
No a
: Fon e: Au o ia P óp ia
P o issionais da Educação Especial – As ês p o issionais o am nomeadas de Paula como
p imei o nome, indicando a le a inicial P po se a p imei a le a da pala a p o issionais e o segundo
nome iniciando com a le a E indicando que são especialis as da Educação Especial. Ficando assim
de inida:
1.
Paula Elina.
2.
Paula Es he .
3.
Paula Elane e.
Na abela 6 ap esen a-se uma sín ese da ap esen ação dos P o issionais EE
77
Complexo Municipal de Educação Especial (CMEE).
A Lei Nº 1102, de 09 de ma ço de 2007 (Diá io O icial de Manaus – D.O.M. 14.03.2007 - Nº
1679 ANO VIII) c ia o Complexo Municipal de Educação Especial And é Vidal de A aújo e dá ou as
p o idências.
Ci a o A . 1º: Es a Lei c ia o Complexo Municipal de Educação Especial And é Vidal de A aújo,
si uado a ua Amazonas, s/n, no bai o Pa que Dez de No emb o
A Ge ência de Educação Especial da Sec e a ia Municipal de Educação – SEMED de
Manaus/Am, desen ol e abalhos e e en e à Modalidade de Educação Especial na pe spec i a da
Educação Inclusi a, quan o ao a endimen o e o ien ação a ges o es, pedagogos, p o esso es, alunos e
pais da ede municipal de ensino.
Seu obje i o p incipal cons i ui-se no o e ecimen o de uma p opos a pedagógica que assegu e
ecu sos e se iços educacionais especiais, o ganizados ins i ucionalmen e pa a complemen a e
suplemen a a o mação do aluno, de modo a ga an i a educação escola e p omo e o
desen ol imen o das po encialidades dos educandos que ap esen am de iciências, em odas as e apas
e modalidades da educação básica, não subs i uindo a escola ização dos alunos com de iciência, com
ans o no do espec o do au ismo e com al as habilidades/supe do ação, deixando de se um sis ema
pa alelo de ensino, com ní eis e e apas p óp ias (Documen o elabo ado pelo CMEE undamen ado po
B asil, 2008).
O CMEE endo como missão: P omo e a educação dos alunos a endidos pela educação
especial, po meio de ações pedagógicas e a endimen os especializados obje i ando a inclusão escola
e social dos mesmos. O CMEE pau a-se nos seguin es alo es: Jus iça, Igualdade, Equidade, Respei o
ao ou o, Dignidade Humana, Di e sidade, Família e Iden idade.
O público-al o a endido pelo CMEE: Pessoas com de iciência, De iciência In elec ual,
De iciência Física, De iciência Senso ial, Su doceguei a, De iciência Múl ipla. T ans o no do Espec o
Au is a (TEA) e Al as habilidades ou Supe do ação.
O CMEE o e ece a endimen os especí icos aos alunos do público-al o da educação especial
ma iculados nas escolas da SEMED/ Manaus.
Na Tabela 8 ap esen a-se as ações desen ol idas pelo CMEE e seus obje i os

78
Tabela 8
Ações e P og amas do CMEE – 2020
Nº
AÇÕES
OBJETIVOS
1
A aliação Diagnós ica
- A alia os alunos público-al o da E. E. com a equipe
mul ip o issional Pedagoga, Psicopedagoga, Psicóloga,
Assis en e Social, Fisio e apeu a, Fonoaudióloga,
Nu icionis a.
2
Assesso amen o Pedagógico às escolas que possuem
a modalidade de E. E. alunos incluídos
- Acompanha e o ien a os educado es e educandos no
aze pedagógico nas Escolas da Rede Municipal de Ensino.
3
In e enção mul ip o issional ( isio e apeu a,
onoaudióloga, psicóloga, psicopedagoga)
- O imiza as condições pedagógicas e e apêu icas pa a
o alecimen o do p ocesso de inclusão dos alunos no
Ensino Comum.
4
AEE em Sala de Recu sos Mul i uncional nas escolas
Regula es.
- P opo ciona aos alunos público-al o da Educação
Especial, apoio pedagógico no p ocesso ensino e
ap endizagem.
5
AEE Sala de Recu sos- Al as
Habilidades/Supe do ação
- P opo ciona aos alunos com al as
habilidades/supe do ação, apoio pedagógico no p ocesso
ensino e ap endizagem.
6
P og ama de Es imulação da Ap endizagem (04 a 06
anos)
- Es imula o desen ol imen o global, as á eas: cogni i a,
mo o a, linguagem, sócio-emocional e au ocuidado.
7
P og ama de Es imulação Essencial (0 a 3 anos)
- Desen ol e e po encializa as unções do cé eb o da
c iança in elec ual, ísico e a a e i o.
8
P og ama PAARC (P og ama de A i idades Adap adas
à Reeducação Compo amen al)
- T abalha as á eas: cogni i a, mo o a, linguagem,
sócioemocional, compo amen o e au o cuidado.
9
P og ama PIC (P og ama Implan e Coclea )
- Acompanha os alunos com Implan e Coclea a a és de
a i idades em g upo com a onoaudióloga, psicóloga e
pedagoga.
11
P og ama PROALE (P og ama de Al abe ização,
Lei u a e Esc i a)
- Desen ol e a i idades elacionadas à al abe ização,
lei u a e esc i a.
12
P og ama PAMA (P og ama de A i idades Mo o as
Adap adas)
- Opo uniza a p á ica de a i idades mo o as isando o
desen ol imen o das po encialidades emanescen es.
13
Es imulação P ecoce e Reeducação Visual aos alunos
cegos ou baixa isão incluídos no Ensino Regula .
- P opo ciona a i idades que p omo am o
desen ol imen o aos alunos cegos e/ou com baixa isão.
14
Classe Hospi ala /A endimen o Domicilia
- Desen ol e a endimen o educacional especializado aos
alunos hospi alizados.
15
Fo mação Con inuada: De iciência Visual; o ien ação e
mobilidade, B aille e So obã;
LIBRAS: inicial e ape eiçoamen o;
Sensibiliza pa a Inclui ; O icinas de
p á icas pedagógicas; ou os.
- P opo ciona o mação aos p o issionais da educação e,
quando necessá io, aos alunos, da ede pública municipal.
16
Pales as aos pais de alunos público-al o da educação
especial
- P omo e momen os de es udos e oca de expe iências
jun o e en e os pais,
No a
: Fon e: Po al SEMED – Manaus/Educação Especial (2020). Adap ado pela pesquisado a.
79
Ins umen os de Cole a de Dados da In es igação
Sendo uma in es igação de na u eza quali a i a, pa a a cole a de dados, op amos po u iliza a
en e is a semies u u ada, es á écnica de cole a de dados ap esen a o indica i o de melho es
condições pa a o alcance dos obje i os. O in e esse pela en e is a semies u u ada oco eu po
conco da mos com Flick (2009), que “p o a elmen e os pon os de is a dos sujei os en e is ados
sejam exp essos de o ma na u al em uma si uação de en e is a com planejamen o abe o do que em
uma en e is a pad onizada ou em um ques ioná io” (p. 143).
Cuidamos pa a que o g au de es u u ação da en e is a es i esse ealmen e de aco do com os
obje i os do es udo. Quando o obje i o é conhece a pe spec i a dos sujei os sob e de e minada
si uação p oblema a en e is a não p ecisa se es u u ada, sendo a indicada nesses casos o ipo de
en e is a semies u u ada is o que pe mi e ob e dados compa á eis de di e en es pa icipan es
(Cou inho, 2015).
Conside ando as pala as de Cou inho (2015), no adamen e e i icamos que o ins umen o
que melho espos a pode ia nos da de aco do com os nossos in e esses sob e a emá ica explo ada,
consis iu ealmen e na en e is a semies u u ada, pois, a endeu ao nosso obje i o ge al de
comp eende a opinião dos nossos pa icipan es, is os que es es azem pa e do con ex o na u al do
es udo.
A en e is a é um ins umen o de in es igação que se e pa a a ecolha de dados desc i i os
na linguagem do p óp io sujei o, opo unizando ao in es igado o desen ol imen o in ui i o de uma
ideia sob e a manei a como os sujei os in e p e am os aspec os do mundo (Bogdan & Biklen, 2013).
Pa a Boni e Qua esma (2005), as en e is as semies u u adas possibili am que o in o man e
disco a sob e o ema p opos o a pa i de um conjun o de ques ões que o am p e iamen e de inidas
pelo pesquisado , mas o pesquisado ealiza a en e is a em um con ex o mui o semelhan e de uma
con e sa in o mal.
Pa a a aplicação da écnica de en e is a é comum a elabo ação de um o ei o ap esen ado
sob a o ma de ópicos que possa o ien a a condução da en e is a, po ém de modo algum impeça o
ap o undamen o de aspec os que possam se ele an es pa a a comp eensão do obje o em es udo. Na
elabo ação dos ópicos, conside a-se impo an e que o pesquisado a alie seus in e esses de
in es igação e p oceda a uma c í ica da li e a u a sob e o ema (Gaskell, 2002).
Conside ando a en e is a semies u u ada, o ien a Manzini (2003) que a a enção de e se
dada à o mulação de pe gun as que se iam básicas pa a o ema a se in es igado. Des a o ma,
80
o ganizamos 3 ( ês) guiões das en e is as en ol endo os ques ionamen os sob e a p oblemá ica em
es udo, p e is o pa a cada g upo de sujei os, g upo dos pais, dos p o esso es e dos p o issionais da
Educação Especial. Cada guião con ou com um núme o de no máximo 16 (dezesseis) ques ões
elencadas seguindo uma sequência lógica e dis ibuídas de aco do com os emas signi ica i os que
ac edi amos se ele an e pa a a in es igação, buscando o alcance dos obje i os. Além de se uma
o ma de o ganização pa a a aplicação das en e is as, os guiões ambém são ú eis pa a a elabo ação
e an ecipação de ca ego ias de análise dos esul ados ( e anexo).
Pa a a aplicação das en e is as, p io izamos a modalidade indi idual de en e is a, po
o e ece mais lexibilidade pa a o agendamen o de ho á io e do local de ealização (Gaskell, 2002).
Pa a o p ocedimen o das en e is as, ealizamos o agendamen o com os sujei os po meio do ele one
celula , o dia e o ho á io oi aco dado de o ma que não in e e isse no ho á io de seus a aze es, pa a
não p ejudica o ho á io de abalho, p incipalmen e os p o esso es que p ecisa am a ende as
c ianças nas u mas pela manhã e a de.
As en e is as oco e am com a du ação ap oximadamen e de 30 a 60 minu os. As en e is as
com os pais algumas oco e am no CMEI, no e ei ó io e no espaço de en ada das c ianças
( ecepção), apenas uma mãe solici ou que a en e is a osse no seu local de abalho, um pon o
come cial de sua p op iedade, uma pequena enda de lanches.
Com as p o esso as das c ianças, en e is amos odas no in e alo do almoço, na sala de aula
que abalham. Com os p o issionais da Educação Especial ambém ma camos após o ho á io do
almoço ainda no in e alo de descanso, e o am en e is ados na Sala de Recu sos Mul i uncional e na
Sala de A endimen o Psicológico.
Ce amen e que oi necessá io o ien a os en e is ados sob e os obje i os da pesquisa e de
como se iam u ilizadas as in o mações cole adas, bem como con i ma sob e o di ei o ao sigilo e a
in e upção da en e is a, se assim o sujei o deseja . Todas as en e is as o am iniciadas somen e
após a e e i ação da assina u a do li e consen imen o do en e is ado e au o ização exp essa de sua
pa icipação (Falcão & Ténies, 2000).
As en e is as o am g a adas em áudio e em seguida ansc i as pa a que pudéssemos
p ocede com a écnica de análise do con eúdo.
81
Técnica de Análise dos Dados.
Os dados cole ados na in es igação po meio das en e is as ealizadas, o am o ganizados e
subme idos à análise e in e p e ação po meio da écnica de Análise de Con eúdo. É do conhecimen o
dos pesquisado es em ge al que essa écnica em Lau ence Ba din como a p incipal ep esen an e, é
uma écnica que en ol e uma p á ica in e p e a i a inculada à sis ema ização, com um igo
me odológico que ga an e os esul ados da pesquisa (Ba din, 2011).
Iniciamos o a amen o dos dados cole ados u ilizando à écnica de análise de con eúdo dos
discu sos ele an es pa a a in es igação. De aco do com Ba din (2011) o e mo de análise de
con eúdo consis e em um conjun o de écnicas de análise das comunicações cole adas isando ob e ,
po p ocedimen os sis emá icos e obje i os de desc ição do con eúdo das mensagens, indicado es
podendo se quan i a i os ou não que pe mi am a in e ência de conhecimen os ela i os às condições
de p odução/ ecepção ( a iá eis in e idas) des as mensagens. Pa a Chizzo i (2017, p. 98), “o obje i o
da análise de con eúdo é comp eende c i icamen e o sen ido das comunicações, seu con eúdo
mani es o ou la en e, as signi icações explíci as ou ocul as”.
As e apas da écnica da análise do con eúdo segundo Ba din (2011) são o ganizadas em ês
ases: 1) p é-análise, 2) explo ação do ma e ial e 3) a amen o dos esul ados, in e ência e
in e p e ação. A p é-análise é a ase em que se o ganiza o ma e ial a se analisado com o obje i o de
o ná-lo ope acional, sis ema izando as ideias iniciais. T a a-se da o ganização p op iamen e di a po
meio de qua o e apas: (a) lei u a lu uan e, que é o es abelecimen o de con a o com os documen os da
cole a de dados, momen o pa a se conhece o ex o; (b) escolha dos documen os, que consis e na
dema cação do que se á analisado; (c) o mulação das hipó eses e dos obje i os; (d) e e enciação dos
índices e elabo ação de indicado es, que en ol e a de e minação de indicado es po meio de eco es
de ex o nos documen os de análise (Ba din, 2011).
Na segunda ase é a explo ação do ma e ial com a de inição de ca ego ias (sis emas de
codi icação) e a iden i icação das unidades de egis o. A e cei a ase diz espei o ao a amen o dos
esul ados, in e ência e in e p e ação. Es a e apa é des inada ao a amen o dos dados; oco e nela a
condensação e o des aque das in o mações pa a análise, culminando nas in e p e ações in e enciais; é
o momen o da in uição, da análise e lexi a e c í ica (Ba din, 2011). Des a o ma, pa a es a pesquisa
abalhamos com a análise ca ego ial. Com Pa on (2015) en endemos que o sis ema de ca ego ias se
cons i ui em uma e amen a essencial na análise da in o mação p o enien e da análise de con eúdo,
pe mi indo que o pesquisado possa op a po um sis ema de ca ego ização dedu i o ou indu i o. No
82
caso dedu i o o in es igado u iliza quando pa a analisa os dados segundo um quad o de e e ência
que possui p e iamen e. No indu i o o in es igado de e se ocupa na e i icação dos pad ões, emas e
ca ego ias que possam ad i da lei u a dos dados, nes e caso o in es igado não em acesso a eo ias
p é ias ace ca dos enómenos que p e ende es uda .
A pa i dessa comp eensão, jus i icamos que pa a essa in es igação o sis ema de ca ego ias
oi elabo ado de o ma dedu i a e indu i a, pois, a pa i dos obje i os a se em alcançados e dos guiões
das en e is as, iden i icamos as ca ego ias e com o esul ado das en e is as iden i icamos e
cons uímos as subca ego ias de análise. Pa a essa comp eensão ap esen amos o quad o com as
ca ego ias e subca ego ias desde es udo.
De aco do com Gomes (2009), oda ca ego ização consis e, assim, em sepa a dis in as
unidades de signi icado, co esponden es a de e minados agmen os de ex o, que de e se ag upado
de aco do com a sua a inidade.
Ce o que o am ealizadas as en e is as com 15 sujei os, odas com áudio g a ação, na
busca de in o mações sob e a inclusão de c ianças com TEA na Educação In an il, o p imei o passo
pa a o a amen o dos dados cole ados se ca ac e izou pela ansc ição po meio da digi ação li e al
das alas de cada um dos sujei os pa a ga an i a idedignidade dos a os, onde pos e io men e oi
ap esen ado a cada pa icipan e pa a a con i mação das alas. Pa a o a amen o dos dados cole ados
p ocedemos de aco do com Ba din (2011) com os seguin es p ocedimen os sequenciais:
a)
p é-análise, ca ac e izada pela escu a e o ganização do ma e ial p o enien e das
en e is as, uma análise ge al do ma e ial a se analisado;
b)
desc ição analí ica, ca ac e izada pela o ganização do ma e ial a pa i de uma análise
com maio c i icidade do ma e ial cole ado a pa i da ca ego ização e classi icação dos dados; c) a
ase de in e ência e in e p e ação e e encial, ca ac e izada po análise minuciosa do ma e ial
cole ado, onde são ealizadas a e lexão e a in uição que, embasadas pelos ma e iais empí icos,
es abelecem elações en e os dados cole ados e o embasamen o eó ico da pesquisa.
As análises acon ece am a pa i da in e p e ação dos enunciados selecionados, demons ando
o pensamen o, as ideias e as opiniões dos en e is ados sob e a inclusão escola de alunos com TEA
na Educação In an il. A análise do con eúdo segue com a a enção aos obje i os, as ca ego ias de inidas
pa a as análises e um quad o eó ico de inido pa a undamen a as alas dos en e is ados.
De odo esse p ocesso esul a inicialmen e uma ma iz de ca ego ias e subca ego ias. Es a
ma iz unciona como uma g ade eó ica possibili ando uma p imei a desc ição dos dados cole ados.
Ap esen a-se na Tabela 9 a Ma iz das Ca ego ias e Subca ego ias

83
Tabela 9
Ca ego ias e Subca ego ias da Pesquisa
CATEGORIAS
SUBCATEGORIAS
1. Pe spec i as de Inclusão
1,1. Subje i idades e Rep esen ações
2. Conhecimen o
2.1. TEA
2.2. Inclusão
3. Papel dos sujei os da pesquisa
3.1.Responsabilidade
4. Aspec os posi i os da inclusão
4.1. Ap endizagem e Compe ências
4.2. Acei ação
5. Aspec os nega i os da inclusão
5.1. A i udes
5.2. Recu sos
5.3. Fo mação
No a
: Fon e: Au o ia P óp ia
Pa a es a pesquisa, esses o am os caminhos pe co idos pa a esponde a nossa
p oblemá ica.
Pa a uma isualização ge al do caminho me odológico ilhado nes a pesquisa, ap esen a-se a
seguin e Figu a 3.
Figu a 3
Sín ese da Me odologia
No a
: Fon e: Au o ia p óp ia
84
CAPÍTULO 4 –APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
“Cada unção no desen ol imen o cul u al da c iança
apa ece duas ezes: p imei o no ní el social e, depois, no
ní el indi idual”
(Le Vygo sky)
Es e Capí ulo em po obje i o ap esen a os dados empí icos, cons uídos a pa i da escu a
dos sujei os pa icipan es da pesquisa sob e o que buscamos comp eende quan o a ques ão da
Inclusão de c ianças com TEA na Educação In an il na Cidade de Manaus. Ap esen amos de o ma
de alhada e desc i i a os esul ados sob e as pe spec i as dos 3 ( ês) g upos de sujei os en ol idos na
pesquisa, o g upo dos pais de c ianças com TEA, dos p o issionais da Educação Ge al (p o esso es do
ensino egula da Educação In an il) e dos p o issionais da Educação Especial (especialis as em
Educação Especial).
As ap esen ações seguem a o dem o ganizada po g upos, onde iniciamos com o g upo dos
pais, segui emos com o g upo dos p o issionais da Educação Ge al (p o esso es do ensino egula da
Educação In an il) e inaliza emos com o g upo dos p o issionais da Educação Especial.
O obje i o é ap esen a os dados ecolhidos com o g upo de pa icipan es, conside ando que
cada sujei o oi signi ica i amen e especial com suas con ibuições que nos pe mi i am diálogos,
conside ações e comp eensões do p ocesso de inclusão de c ianças com TEA na cidade de Manaus.
Pa a a ap esen ação dos dados, a emos inicialmen e uma b e e ap esen ação dos sujei os,
disco endo sob e quem é es e pa icipan e en ol ido no es udo. Vale essal a que odos os sujei os
possuem um nome ic ício pa a a p ese ação da iden idade dos mesmos.
Em seguida, ap esen a emos os dados cole ados de aco do com as 5 (cinco) Ca ego ias de
Análise iden i icadas: – 1. Pe spec i as de Inclusão; 2. Conhecimen o; – 3. Papel dos Sujei os da
Pesquisa; – 4. Aspec os Posi i os da Inclusão; – 5. Aspec os Nega i os da Inclusão.
Na sequência abo damos sob e as subca ego ias: 1.1. Subje i idades e Rep esen ações; 2.1.
TEA; 2.2 Inclusão; 3.1. Responsabilidade; 4.1. Ap endizagem e Compe ências; 4.2. Acei ação; 5.1
A i udes; 5.2. Recu sos; 5.3. Fo mação.
As ca ego ias e subca ego ias se ão ap esen adas de aco do com os dados cole ados que
e idenciam o es udo ealizado.
Ap esen a emos em abelas o c uzamen o dos dados con o me as decla ações dos
85
pa icipan es ace ca da inclusão de c ianças com TEA na Educação In an il.
Ap esen ação dos Sujei os da Pesquisa
G upo dos Pais:
1
- Ana Le ícia – mãe do Théo – CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Les e I.
Tem 36 anos de idade, é casada, em 4 ilhos, g au de ins ução é Ensino Fundamen al
Comple o. É auxilia de se iços ge ais em uma ins i uição do ensino supe io . Renda amilia é de 1
(um) salá io mínimo. Seu ilho é o Théo, é o seu 3º. ilho. Segundo Ana Le ícia, Théo em laudo médico
de TEA, é ag essi o, machuca a cabeça na pa ede (au oag essão), in e age somen e com algumas
pessoas, em di iculdades pa a se concen a , é hipe a i o, em di iculdades pa a ap ende , ala,
po ém, po ezes, não se en ende o que es á alando, em di iculdade pa a do mi , mui as ezes passa
a noi e aco dado, não in e age com os i mãos, gos a de belisca os i mãos. Não oma emédio
con olado. Théo em 5 anos, é aluno da P o esso a Ma ia Lau a e es á ma iculado no 2º. pe íodo da
Educação In an il no ma u ino. É a p imei a ez que es á es udando.
2
- Ana Leila – mãe do Tadeu - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Les e II.
Tem 30 anos é casada, em 2 (dois) ilhos, Tadeu é o seu segundo ilho, em uma menina de 9
(no e) anos. O seu g au de ins ução é Ensino Fundamen al Comple o. É come cian e (Lanchone e
p óp ia). Renda amilia é de dois salá ios mínimos mensais. Seu ilho é o Tadeu, segundo Ana Leila,
Tadeu em laudo médico de TEA, as ezes é ag essi o, oma emédio con olado, em di iculdades pa a
b inca com ou as c ianças, em di iculdades pa a ap ende , gos a de assis i desenho no compu ado ,
ala somen e quando que alguma coisa. Cho a quando não consegue o que que . Se i i a com
acilidade. É a p imei a ez que es á na escola. Tadeu em 5 (cinco) anos é aluno da P o esso a Ma ia
Liliam e es á ma iculado no 2º. pe íodo ma u ino.
3
- Ana Núbia – mãe do Túlio - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal No e.
86
Tem 35 anos, mo a com o ma ido pai de seus dois ilhos. Seu g au de ins ução é Ensino
Fundamen al Incomple o. Não abalha, o ma ido é au ônomo ( abalha po con a p óp ia). Possui
ganhos inancei os ap oximadamen e de um salá io mínimo. Segundo Ana Núbia, Túlio em laudo
médico de TEA, é o seu segundo ilho, em 5 (cinco) anos. Não é ag essi o, oma emédio con olado
po que em epilepsia, não gos a de c ianças, cho a mui o quando con a iado. Tem di iculdades pa a
olha as pessoas, di iculdades pa a ap ende , g i a mui o sozinho azendo ba ulhos es anhos com a
boca e ica se balançando (co po e b aços). Anda na pon a dos pés. Não ala. É a p imei a ez que
equen a a escola. Túlio em 5 (cinco) anos, é aluno da P o esso a Ma ia Nelza, es á ma iculado no
2º. Pe íodo ma u ino.
4
- Ana Silene – mãe do Tiago - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Sul.
Tem 31 anos possui G aduação em Bacha elado em Adminis ação, é casada, mo a com o
esposo na casa cedida pela sog a no mesmo espaço de e eno da sog a, abalha em uma emp esa
de Cosmé icos, possui enda amilia em média de 3 ( ês) salá ios mínimos. Segundo Ana Silene,
Tiago é au is a, ecebeu o diagnós ico do neu ologis a. Toma medicação. É agi ado, g i a, em c ises
con ulsi as, não ala, b inca sozinho, em o sono agi ado, não se concen a e gos a de balança o
co po e as mãos, ainda não pede pa a i ao banhei o, não come sozinho, usa alda e po ezes cho a
quando não consegue o que que . A sog a ajuda a oma con a do Tiago. O pai e mãe abalham. É o
segundo ano do Tiago na escola, a p imei a oi uma escola pa icula , mas não icou po mui o empo.
Es á ma iculado no 2º. pe íodo no u no ma u ino, na u ma da P o esso a Ma ia Ca lo a.
5
- Ana Olga – mãe do Tomé - CMEI da Ge ência Dis i al Zonal Cen o Oes e.
Tem 37 anos, é casa em 2 (dois) ilhos, uma menina de 7 (se e) anos e o Tomé 5 (cinco)
anos. Possui g aduação em Licencia u a de His ó ia, é P o esso a em uma escola Es adual. O ma ido
ambém é P o esso de Ma emá ica, abalha em escola do Es ado. Renda amilia em o no de 6
salá ios mínimos. Segundo Ana Olga, Tomé ecebeu laudo médico de TEA com 4 anos, pe cebeu
algumas ca ac e ís icas com 3 anos de idade, mas somen e na escola pa icula que as p o esso as
ela a am que ele e a bem di e en e e com 4 anos as p o esso as o ien a am pa a p ocu a um
médico. Tomé é calmo, mas quando con a iado ica mui o ag essi o, não in e age com o olha , e é
ascinado po dinossau os, seu b inquedo p edile o; não b inca com coleguinhas, não ala, em bom
93
comp eende melho as a i udes da minha c iança. Hoje, já ico mais anquila”
(Ma ia Lau a -
P o esso a do Théo) (¶8).
Ma ia Liliam - P o esso a do Tadeu: Sua pe spec i a e a educa a c iança com TEA, acei a
suas di e enças, ac edi a que c ianças com TEA são di e en es, mas ap endem. Ajuda em udo que
o possí el pa a ele ap ende .
“Ac edi a que são di e en es, mas ap endem”
(Ma ia Liliam -
P o esso a do Tadeu) (¶9).
Ma ia Nelza - P o esso a Túlio: A p o esso a a i mou não e pe spec i a alguma pa a a ende a
c iança com TEA, icou com mui o eceio, mas, sua pe spec i a e a en ão, con a com o apoio da mãe
da c iança pa a ica com ela na sala, jus i icando que a c iança é mui o agi ada. A p o esso a ci ou
que iniciou uma ap oximação com a c iança, mas não c iou expec a i as quan o ao seu ap endizado,
jus i icando não e a enção e a ap endizagem i ia demo a , po que ele ica na sala de aula somen e
das 13h às 15h. A i ma a p o esso a que não da pa a espe a mui o das c ianças au is as.
“Eu
ealmen e não inha pe spec i a alguma pa a a ende essa c iança, minha pe spec i a e a con a com
o apoio da mãe dele pa a ica comigo na sala, ele não em a enção, não da pa a espe a mui o das
c ianças au is as”
(Ma ia Nelza - P o esso a Túlio) (¶9).
Ma ia Sueli - P o esso a do Tiago: Sua pe spec i a e a con a com a ajuda da amília, con a
com a ajuda da pedagoga e da ges o a e ajuda a c iança em suas necessidades. Faze a c iança
pa icipa das aulas e in e agi com os colegas, mas, ac escen ou que esse p ocesso não é ácil. A
p o esso a explicou que em que insis i mui o pa a a c iança b inca com os colegas.
“Sei que o
P o esso po lei não pode ejei a essa c iança. En ão as minhas pe spec i as e a con a com a ajuda
da amília, ajuda da pedagoga e da ges o a, mas isso não es á sendo ácil (...)”
(Ma ia Sueli -
P o esso a do Tiago) (¶9).
Ma ia Ca lo a - P o esso a do Tomé: A p o esso a comen ou que sua pe spec i a p imei o oi
ecebe bem a ac iança com TEA, jus i icou que eles são agi ados e se não pe cebe em um
acolhimen o, eles ica ão mais agi ados. Foi em busca de uma comunicação com a c iança, alando,
olhando e ocando, obse ando o que e a melho pa a a c iança acei a e ica bem na sala de aula e
que a u ma espei asse sua di e ença.
“Recebe bem ac iança. O acolhimen o é uma boa es a égia
pa a que ele ique bem. Minha pe spec i a é que meu aluno ique bem na sala de aula”
(Ma ia Ca lo a
- P o esso a do Tomé) (¶8).
Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio: A p o esso a a i mou que já espe a a a qualque momen o
chega uma c iança do público-al o da Educação Especial, jus i icando o p ocesso de Educação
Inclusi a, ac edi a a que uma ho a chega ia uma c iança com de iciência e po con a da Lei de

94
inclusão e ia que a ende . Quando ecebeu sua c iança com TEA ela obse ou (de aco do com seu
en endimen o) que ele não e a pa a es uda no ensino egula , mas não alou nada pa a os pais,
con e sou com eles e explicou que i ia p ecisa de ajuda da amília. In o mou que a mãe abalha, mas
o pai é p esen e e a o ma de ajuda o seu aluno oi pedindo ajuda do pai, pedindo pa a ele ica no
CMEI pa a ajuda a oma con a dele, jus i icando que ela em di iculdades pa a aze a c iança
ap ende algo.
“Eu já espe a a (....). Quando ecebi o meu au is a, na minha opinião ele é pa a a
escola especial, eu con e sei com o pai e expliquei que eu i ia p ecisa de ajuda da amília. A minha
o ma de ajuda o meu aluno oi pedindo ajuda do pai”
(Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio) (¶8).
G upo dos P o issionais da Educação Especial
Paula Elina – Assesso a Pedagógica: Suas pe spec i as suge em a supe ação de um ensino
adicional, com pe spec i as de que a c iança com TEA es eja nas mãos de uma boa p o esso a
comp ome ida com a ap endizagem. A i ma, exp essa elicidade ao e as c ianças com TEA já
iniciando cedo na P é-escola e e o que os pais não es ão mais escondendo seus ilhos da sociedade.
Exp essou que a Educação In an il em que es a p epa ada pa a ecebe essas c ianças.
“Supe ações
de um ensino adicional, de que essa c iança es eja nas mãos de uma boa p o esso a comp ome ida
com a ap endizagem de seus alunos”
(Paula Elina – Assesso a Pedagógica) (¶11).
Paula Es he – Psicóloga: Suas pe spec i as são posi i as, ac edi ando se mais uma c iança
em p ocesso de inclusão, que pode á e sucesso escola . Ac edi a que nesse p ocesso p ecisa de uma
Rede de Apoio no espaço do CMEI ou da amília. Pe spec i as de que essa c iança com TEA possa
ap eende , pa icipa , in e agi com os colegas. Comen ou que são c ianças bem comp ome idas que
p ecisam do e o ço das e apias e mui as ezes, eles es ão somen e no CMEI, não há a
complemen ação de ou as a i idades de supo e pa a melho a o compo amen o.
“Pe spec i as de
que é mais um a c iança em p ocesso de inclusão, que pode á e sucesso escola e p ecisa de Rede
de Apoio e e apias pa a ap eende , pa icipa , in e agi com os colegas”
(Paula Es he – Psicóloga)
(¶11).
Paula Elane e – P o esso a do AEE: A p o esso a do AEE, a i mou que há poucas c ianças da
Educação In an il que pa icipam dos a endimen os da SRM. Con ou que já acompanhou duas c ianças
de 5 (cinco) anos da p é-escola que compa eciam duas ezes po semana. A pe spec i a da p o esso a
é de sucesso e melho ias, buscando aplica p á icas pedagógicas pa a melho a o desen ol imen o.
95
Busca semp e con e sa com a p o esso a do CMEI pa a sabe como é o compo amen o da c iança
na sala de aula egula , sob e as o inas, os momen os de agi ação, em quais b incadei as gos am;
isando planeja as es a égias pa a o desen ol imen o das habilidades necessá ias pa a a
ap endizagem.
“Con e sa com a p o esso a do CMEI pa a sabe como é o compo amen o da c iança
na sala de aula, quais as o inas e planeja as es a égias pa a o seu c escimen o educacional e
emocional
” (Paula Elane e – P o esso a do AEE) (¶12).
Ap esen a-se na Tabela 10 a iangulação dos dados cole ados en e os 3 ( ês) g upos de
pa icipan es da pesquisa e e en e a Ca ego ia pe spec i as de inclusão e Subca ego ia subje i idades
e ep esen ações.
Tabela 10
T iangulação dos dados: Ca ego ia Pe spec i as de Inclusão e Subca ego ia Subje i idades e
Rep esen ações
Ca ego ia
-
Pe spec i as
de
Inclusão
Subca ego ia – Subje i idades e Rep esen ações
G upo
Dados
Análises
1. G upo dos Pais
Pe spec i as di e sas: Ap ende a se compo a , a ala , a
b inca com ou a c iança, a se no mal. Acei o pela
p o esso a e colegas, que ap endesse a esc e e o nome.
Te uma boa educação, se espei ado, se a ado com
igualdade. Ap enda a le e esc e e . Melho a o
compo amen o. Con a com o apoio dos ou os pais, se
socializa com ou as c ianças. Melho a o cho o.
Ap ende as co es, os nume ais, as ogais.
O g upo dos pais ap esen am
pe spec i as de melho ias
quan o ao desen ol imen o
social, compo amen al,
cogni i o. Acei ação, com
mudanças de compo amen o.
Todos os pais buscam a pa i
da en ada no CMEI melho ias
quan o ao compo amen o.
Desejam que seus ilhos
ap endam as co es, os
nume ais, as ogais, a le , a
esc e e .
Di e en es das pe spec i as das
p o esso as em que algumas
ap esen a am pe spec i as
eceosas, com c enças ao não
2. G upo das P o esso as
Uma pe spec i a desespe ado a, on ade de deixa o
CMEI, en en a o desa io. Educa e acei a as di e enças.
Ac edi a que são di e en es, mas ap endem. Sem
pe spec i a alguma pa a a ende a c iança com TEA,
eceio. Pe spec i a de pode con a com o apoio da mãe
pa a ica na sala. Con a com a ajuda da amília, da
pedagoga e da ges o a, ajuda a c iança em suas
necessidades. Pa icipa e in e agi com os colegas.
Recebe bem a ac iança com TEA, ica bem na sala de
aula, que a u ma espei e sua di e ença.
96
Tabela 10
T iangulação dos dados: Ca ego ia Pe spec i as de Inclusão e Subca ego ia Subje i idades e
Rep esen ações (Con .)
3. G upo dos P o issionais da
Educação Especial
Pe spec i as de supe ações de um
ensino adicional, de que a c iança
com TEA es eja nas mãos de uma boa
p o esso a comp ome ida com a
ap endizagem de seus alunos.
Sucesso escola . Ap eende , pa icipa ,
in e agi com os colegas. Te o e o ço
das e apias. Sucesso de melho ias,
desen ol imen o das habilidades
necessá ias pa a a ap endizagem
.
a anço da ap endizagem, e com
pe spec i as de con a com a ajuda
da amília, da ges o a e pedagoga.
Ou as p o esso as di e gi am,
ap esen ando pe spec i as mais
inclusi as, o imis as e empá icas,
ap esen ando acei ação, e
desejando o bem-es a da c iança
na sala de aula.
No g upo das p o issionais da
Educação Especial, e i icamos o
desejo do sucesso escola das
c ianças com TEA, pe spec i as de
ap endizagens e
Desen ol imen o das habilidades
ainda com o apoio
de e apias.
No a
: Fon e: Au o ia P óp ia.
Ca ego ia: Conhecimen o
Como o es udo obje i ou comp eende as pe spec i as de pais e de p o issionais da Educação
Ge al e da
Educação Especial ace ca da inclusão escola de c ianças com T ans o no do Espec o Au is a na Educação
In an il na cidade de Manaus, as in es igações pau a am-se em ques iona os
sujei os pa icipan es da pesquisa
sob e os conhecimen os especí icos e e en es ao TEA e a Inclusão.
Des a
o ma,
na
Ca ego ia
Conhecimen o
emos
en ão
duas
subca ego ias:
1º.
TEA
e;
2º.
Inclusão.
Subca ego ia – TEA
G upo dos Pais
Ana Le ícia – mãe do Théo: Pa a es a mãe, TEA é o mesmo que au ismo, é uma doença em
que a pessoa não ala, não b inca com ou a c iança, se isola, não em noção de pe igo e não ap ende.
A i ma que TEA é uma c iança que não é no mal, que ba e a cabeça na pa ede, é mui o ag essi a.
97
“Acho que TEA é o mesmo que au ismo. A pessoa que em a doença do au ismo, não ala, não b inca
com ou a c iança, p e e e ica isolado (...)”
(Ana Le ícia – mãe do Théo) (¶12)..
Ana Leila – mãe do Tadeu: TEA é um ans o no em que a c iança em ce os compo amen os
que não en ende. Ela ac edi a que TEA é uma a doença, uma de iciência que p ecisa de mui os
cuidados.
“TEA é uma c iança que em um ans o no, só en ende no empo dele. O médico alou que
ele ai se semp e assim, ai ica no mundo dele, isolado (...)”
(Ana Leila – mãe do Tadeu) (¶10).
Ana Núbia – mãe Túlio: A mãe não ou iu ala de TEA, mas supõe que seja o mesmo que
au ismo, pa a ela é uma doença que a pessoa não olha nos olhos dos ou os, não se concen a pa a
aze alguma coisa, gos a de ica gi ando, co endo e g i ando e se isola dos ou os. De ine TEA como
a Sínd ome do Au ismo. In o ma que o neu ologis a do ilho alou que é uma sínd ome que a c iança
se isola, g i a mui o, não olha pa a as pessoas, não gos a de ab aços e em mui a di iculdade pa a
ap ende
. “Não ou i ala em TEA ainda, mas, se o o mesmo que au ismo é uma doença, a pessoa
não olha nos olhos dos ou os, não pa a, digo não se concen a pa a aze alguma coisa, gos a de ica
gi ando, co endo e g i ando e se isola dos ou os. (...)
“ (Ana Núbia – mãe Túlio) (¶10).
Ana Olga – mãe do Tomé: A mãe alou que não conhece o e mo TEA, jus i icou que é ago a
que es ão chamando de TEA, disse que só conhece sob e a sínd ome do au ismo, que é o diagnós ico
do ilho que é hipe a i o, g i a mui o, pa ece que não ou e, b inca sozinho, não b inca com as ou as
c ianças e não ap ende ácil. É uma doença ecebeu o código (laudo) do médico.
“São pessoas que
gos am de es a só, isolado. Pa ece que es ão ocados somen e em um obje o, po exemplo o Tomé
só que b inca com os dinossau os, não que sabe de ou o b inquedo. Bom, acho que é uma doença
em um código médico”(...)
(Ana Olga – mãe do Tomé) (¶10).
José Celso – pai do Ta císio: Pa a es e pai, TEA é um ans o no po que o médico alou. Como
o seu ilho, ap esen a algumas ca ac e ís icas como, não gos a de b inca com os colegas, não ala e
ica se balançando, gos a de ica odando, se isola, gos a de se au oag edi , e deu como exemplo o
seu ilho que ica mo dendo a mão. Complemen a a i mando que TEA é um menino de icien e e
di e en e das ou as c ianças.
“Quando eu e i iquei que o meu ilho e a di e en e, eu no ei alguns
compo amen os que a minha p imei a ilha não inha, agi ado, cho a a mui o, isolado, se mo diia,
oda a, não ala a ou seja ala a, mas eu não en endia o que es a a alando
(...) (José Celso – pai do
Ta císio) (¶10).
98
G upo dos P o issionais da Educação Ge al (P o esso as da Educação In an il)
Ma ia Lau a - P o esso a do Théo: Pa a es a P o esso a, TEA é uma c iança que possui limi es
e ai a é onde consegue i . Uma c iança que em mui as di iculdades, não ap esen a medo, se isola,
não olha nos olhos, gos a de ica gi ando obje os, ala sozinha, as ezes não escu a. Não a ende
quando solici ada pa a aze algo. TEA, são c ianças di e en es.
“(...) TEA é uma c iança que se isola,
ala sozinha, as ezes não escu a. Não a ende como mandamos aze algo. (...)
(Ma ia Lau a -
P o esso a do Théo) (¶4).
Ma ia Liliam - P o esso a do Tadeu: No seu en endimen o TEA é um T ans o no que impede a
c iança de in e agi , az com que a c iança ique isolado, não gos a de ab aço, a c iança ica em um
mundo só dele, e exempli ica que é como o seu aluno que ap esen a odas essas ca ac e ís icas
. “ TEA
é o ans o no em que az com que a c iaça se isole, o meu aluno é assim (...)
(Ma ia Liliam -
P o esso a do Tadeu) ) (¶4).
Ma ia Nelza – P o esso a do Túlio: Pa a a p o esso a TEA é o mesmo que sínd ome do
au ismo, mudou só o nome pa a TEA, mas se e e e as pessoas que gos am de se isola , que não
gos am de con e sa , não gos am de ica com os colegas, não alam, não gos am de ba ulho.
“São
pessoas que gos am de se isola , não gos am de con e sa (...)
Ma ia Nelza – P o esso a do Túlio (¶4).
Ma ia Sueli - P o esso a do Tiago: A p o esso alou com base no que es udou no cu so de
Pedagogia na disciplina de Educação Especial sob e as c ianças com au ismo, explicou que ao escu a
sob e o ans o no do au ismo, ac edi a que sejam essas c ianças que são di e en es e ago a são
nomeadas des a o ma de TEA. São pessoas que não alam, gos am de ica isoladas, não gos am de
ba ulho, mas p ecisam es uda e p ecisam se desen ol e ; alguns ap endem bem ápido, ou os
ap esen am mui as di iculdades. A p o esso a ac escen ou que udo o que ci ou sob e o TEA é o que
ela em obse ado no seu aluno ambém.
“ (...) são di e en es e ago a são nomeadas des a o ma de
TEA e que de em es uda com os colegas de u ma egula po con a da inclusão. São pessoas que
não alam, gos am de ica isoladas, não gos am de ba ulhos, mas p ecisam es uda (...)”
(Ma ia Sueli -
P o esso a do Tiago) (¶4).
Ma ia Ca lo a - P o esso a do Tomé: TEA é a sínd ome do au ismo, que ago a se e e e ao
T ans o no do Espec o do Au ismo. In o mou que o sabe sob e o TEA é que são pessoas com
ca ac e ís icas p óp ias, de isolamen o, ou ap endizado ele ado, sabem le (cedo) de o ma p ecoce, ou
não ap endem, em di iculdades pa a dialoga , não gos am de ala . “
São mui as ca ac e ís icas
p óp ias, de isolamen o, pa a a socialização, di iculdades pa a ap endizagem e dialoga , não gos am

99
de ala ”
(Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio) (¶4).
Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio: A p o esso a in o mou que o e mo é no o, se e e e as
c ianças com sínd ome do au ismo como o Ta císio seu aluno. Re e e-se a c ianças que possuem
di iculdades pa a se elaciona com ou as c ianças, são di e en es e que p ecisam da ajuda do
P o esso pa a desen ol e em a ap endizagem, não gos am de ba ulho e nem de oques, e p e e em
ica sozinhos, isolados. Ac escen ou que o seu aluno é assim pelas suas obse ações.
“TEA são
c ianças com di iculdades de se elaciona com ou as c ianças. São di e en es, não gos am de ba ulho
e p e e em o isolamen o”
(Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio) (¶4).
G upo dos P o issionais da Educação Especial Conhecimen o sob e o TEA
Paula Elina – Assesso a Pedagógica: Pa a a p o issional, TEA é um ans o no que en ol e
uma condição do desen ol imen o e que ap esen a alguns comp ome imen os nos aspec os das
habilidades sociais, compo amen os epe i i os, ala e comunicação não e bal.
“TEA que dize
T ans o no do Espec o Au is a, po ezes a e a a o ma como as pessoas se comunicam e in e agem
com os ou os, ap esen a compo amen os epe i i os
” (Paula Elina – Assesso a Pedagógica) (¶7).
Paula Esh e – Psicóloga: TEA é o T ans o no do Espec o Au is a, que a e a mais meninos
que meninas, os pais cos umam chama somen e de au ismo. O TEA comp ome e o compo amen o,
as á eas da socialização, comunicação e a c iança ap esen a compo amen os epe i i os.
“TEA é o
e mo a ual pa a a sínd ome do au ismo, a e a mais meninos que meninas”
(Paula Esh e –
Psicóloga) (¶7).
Paula Elane e – P o esso a do AEE: TEA é um ans o no do neu odesen ol imen o,
comp ome e o compo amen o, a c iança ap esen a algumas es e eo ipias, podem e maio es
comp ome imen os na comunicação e socialização, ap esen a ou as como bidades associadas.
“São
c ianças que ap esen am es e eo ipias
(...)” (Paula Elane e – P o esso a do AEE).
Ap esen a-se na Tabela 11 a iangulação de dados cole ados en e os 3 ( ês) g upos de
pa icipan es da pesquisa e e en e a Ca ego ia Conhecimen o e Subca ego ia – TEA.
100
Tabela 11
T iangulação de dados: Ca ego ia Conhecimen o e Subca ego ia TEA
Ca ego ia Conhecimen o
Subca ego ia TEA
G upo
Dados
Análises
1. G upo dos Pais
Pessoa que em uma doença, é de icien e, di e en e,
não é no mal. Não ala, não b inca com ou a
c iança, se isola, não em noção de pe igo, não
ap eende, não en ende, p ecisa de mui os cuidados;
não olha nos olhos dos ou os, gos a de ica
gi ando, co endo, g i ando, não gos a de ab aços,
em di iculdade pa a ap eende , é hipe a i o, pa ece
que não ou e, ica balançando o co po, gos a de se
ag edi .
É no ó io que os 3 g upos de
pa icipan es, pais, p o esso es
e p o issionais da E. E.,
con e gem em de ini o
conhecimen o sob e TEA
apon ando as ca ac e ís icas
das pessoas com au ismo.
Pe cebemos uma a i mação
consis en e como se o quad o
ca ac e ís ico do TEA osse
de e minan e e pe manen e
pa a essas pessoas. “Não
alam” “não b incam com os
colegas”. Po ou o lado, pais e
p o esso es, de inem TEA como
um se di e en e, ce amen e
compa ados as demais
c ianças en endidas como
iguais, a ibuem ao TEA a
qualidade de se di e en e. No
en an o, odos somos di e en es
e possuímos nossas
singula idades. Há um pon o
di e gen e en e os g upos,
somen e o g upo dos pais ci a
TEA como doença, e o g upo
dos p o issionais in o ma que o
ans o no é uma condição do
desen ol imen o é um
ans o no do compo amen o.
Pe cebemos uma di iculdade
nos ês g upos em ap esen a
uma de inição de TEA pau ada
em concei os eó icos
cien í icos. Compa ando os 3
g upos, podemos con i ma que
o conhecimen o sob e TEA é
bem limi ado.
2. G upo das P o esso as
C ianças di e en es, C ianças com Sínd ome do
Au ismo. C iança que possui limi es, em mui as
di iculdades, não em medo, se isola, não olha nos
olhos, gos a de ica gi ando, não escu a, não
a ende, não gos a de ab aço, não gos am de
con e sa , não alam, não gos am de ba ulho,
ap endem bem ápido, ap esen am mui as
di iculdades, ap endizado ele ado, sabem le cedo
ou não ap ende a le , em di iculdades pa a
dialoga , di iculdades de se elaciona com ou as
c ianças, não gos am de oques.
3. G upo dos P o issionais da
Educação Especial
TEA é um ans o no que en ol e uma condição do
desen ol imen o; ans o no do compo amen o.
Comp ome imen os nos aspec os das habilidades
sociais, compo amen os epe i i os, ala e
comunicação não e bal, a e a mais meninos que
meninas, comp ome e o compo amen o, as á eas
da socialização, comunicação e ap esen a
compo amen os epe i i os. Ap esen a es e eo ipias,
em como bidades associadas.
No a
: Fon e: Au o ia p óp ia
101
Subca ego ia – Inclusão.
G upo dos Pais
Ana Le ícia – mãe do Théo: A mãe in o mou não sabe o que é inclusão, mas espondeu com
uma suposição de acha que educação inclusi a é uma escola no mal que a ende de icien es ambém.
“Não sei bem, mas acho que é uma escola no mal que a ende de icien es”
(Ana Le ícia – mãe do
Théo) (¶7).
Ana Leila – mãe do Tadeu: Disse que não en ende mui o bem, mas en ende que a educação
inclusi a, eio pa a melho a a educação na escola dos meninos de icien es.
“(...) Essa Educação
Inclusi a, eu en endo que pode ajuda o meu ilho a se no mal e a não se ejei ado (...) ai es uda
com as c ianças no mais”
(Ana Leila – mãe do Tadeu) (¶14).
Ana Núbia – mãe do Túlio: Exp essou que não en ende sob e o que é, mas ac edi a que pode
se sob e a o ma de cuida bem da c iança de icien e na escola com as ou as c ianças. A mãe alou
que pode se pa a a acei ação das c ianças com de iciência na escola.
“Não en endo mui o sob e essa
educação, ala am pa a os pais que o CMEI abalha a a inclusão de odos e que inham c ianças
de icien es com os no mais. Assim, penso que a inclusão acei ação é não deixa ele ica sozinho no
can inho da sala”
(Ana Núbia – mãe do Túlio) (¶14).
Ana Silene – mãe do Tiago: A mãe in o mou que inclusão é uma educação acolhedo a, que
acei a a odas as c ianças, que cuida de odos no ensino comum independen e de se de icien e ou
não.
“É uma educação acolhedo a, que acei a a odas as c ianças, que cuida de odos com de iciência
e sem de iciência”
(Ana Silene – mãe do Tiago) (¶14).
Ana Olga – mãe do Tomé: In o mou que inclusão é inclui os au is as com ou os alunos no
mesmo espaço, é pa icipação com a u ma, aze pa e do odo, e a a enção de odos. A escola
inclusi a não disc imina, acei a as di e enças.
“Inclui com os alunos au is as com a uma. Inclusão é
pa icipação com a u ma, aze pa e do odo, e a a enção de odos”
(Ana Olga – mãe do Tomé)
(¶14).
José Celso – pai do Ta císio: O pai comen ou que acha que a Educação Inclusi a é ma icula
c ianças com de iciência jun o com as c ianças sem de iciência. É a acei ação das c ianças de icien es
na escola no mal.
“É ma icula c ianças com de iciência jun o com as c ianças sem de iciência na
escola no mal”
(José Celso – pai do Ta císio) (¶14).
102
G upo dos P o issionais da Educação Ge al (P o esso as da Educação In an il)
Ma ia Lau a - P o esso a do Théo: Pa a a P o esso a, a inclusão não é só a ma icula na
escola, é mui o mais, é en ol e a c iança em odos os aspec os na escola, é pa icipa com os alunos
no mais. “Mui os con undem a inclusão, inclusão é pa icipa , com os alunos no mais” (Ma ia Lau a -
P o esso a do Théo) (¶14).
Ma ia Liliam - P o esso a do Tadeu: Pa a es a P o esso a a Educação Inclusi a é inse i a
c iança au is a no g upo das c ianças que no mais. Con i ma que inclusão é inse i no ambien e da
escola. Comen ou que as p o esso as na escola êm ou as c ianças especiais e eles são acei os po
odos. Exp essou que a inclusão é algo que es á além da sala de aula, que de e oco e em odos os
espaços escola es. A inclusão é a c iança se acei a e pa icipa da aula com odos.
“Educação
Inclusi a é ocê inse i a c iança au is a no g upo e se acei o (...)”
Ma ia Liliam - P o esso a do Tadeu
(¶14). Ma ia Nelza - P o esso a Túlio: Pa a a p o esso a, a Educação Inclusi a é uma o ma de es uda
odos os alunos com de iciência e no mais no ensino egula . Inclusão é o que a Lei B asilei a de
Inclusão coloca pa a a Educação, que pessoas com de iciência es ude ambém no ensino egula sem
disc iminação.
“A Educação Inclusi a são odos os alunos com de iciência e no mais no Ensino
Regula ”
(Ma ia Nelza - P o esso a Túlio) (¶14).
Ma ia Sueli - P o esso a do Tiago: Ci ou que a Educação Inclusi a é uma educação onde o
es udan e de icien e em di e o de es uda com os es udan es no mais. E que a escola não pode nega
ma ícula, comen ou que oi isso que ap endeu na aculdade no cu so de Pedagogia. A p o esso a
ac escen ou que a Educação Inclusi a de e o e ece odas as condições de a endimen o na escola pa a
essas pessoas com de iciência.
“Es udei que Educação Inclusi a é onde o es udan e de icien e em
di e o na lei de es uda com os es udan es no mais”
(Ma ia Sueli - P o esso a do Tiago) (¶14).
Ma ia Ca lo a - P o esso a do Tomé: Pa a es a p o esso a a inclusão é a no a p opos a de
educação, onde o aluno mesmo com qualque de iciência ap ende com os alunos no mais. Inclusão é
coloca na escola egula o aluno com de iciência. Comen ou que não pode ha e seg egação e nem
disc iminação, no mais pa a um lado e de icien es pa a o ou o. Todos de em ap eende jun os.
“Educação Inclusi a é coloca na escola egula o aluno com de iciência (...)
” (Ma ia Ca lo a -
P o esso a do Tomé) (¶14).
Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio: No seu en endimen o a Educação Inclusi a é uma
educação pa a o a endimen o de odos sem disc iminação. Es udan es com de iciência na sala de
aula com os demais alunos di os no mais.
“Inclusão é o es udan es com de iciência na sala de aula
109
Tabela 13
T iangulação de dados: Ca ego ia Papel dos Sujei os da pesquisa e subca ego ia
esponsabilidade.(Con .)
3. G upo dos P o issionais da
Educação Especial
Assesso a os P o esso es quan o as
ques ões pedagógicas; esponsá el
pelas o ien ações quan o a Educação
Especial na pe spec i a da Educação;
Psicóloga do CMEE, esponsá el po
o ien a os pais; ala com as amílias,
explica os bene ícios de uma escola
inclusi a; esponsá el pela SRM;
desen ol imen o das habilidades
necessá ias pa a que a c iança c esça
no espaço da sala de aula egula .
não e o conhecimen o pa a
abalha com o TEA. Há um
pa adoxo, em a i ma que o seu
papel o de aze o aluno ap ende ,
mas não consegue ... po al a de
conhecimen os. Digamos assim:
Como en ão aze a c iança com
TEA ap ende se não possuem
écnicas, conhecimen os especí icos
pa a essa a uação? Ve i icamos
assim, um sen imen o de
desp epa o na ala dos p o esso es
quando a i mam que não sabem
ensina c ianças com TEA.
No g upo dos p o issionais da
Educação, cada um em uma
esponsabilidade de inida de aco do
com o ca go que ocupam.
Hou e uma di e gência no g upo
das p o esso as, onde uma ci ou o
cuida do aluno e duas ci a am que
não são esponsá eis po cuida .
Es á ques ão, passa pelo
en endimen o de que as duas
p o esso as concebem o a o
educacional
exclusi ame
n e pedagógico e o a o de cuida se
es inge a amília.
O g upo dos pais com o g upo dos
p o esso es, con e gi am ao ci a em
que possuem o papel de aze a
c iança ap ende .
No a
: Fon e: Au o ia p óp ia
Ca ego ia: Aspec os Posi i os da Inclusão
A inclusão escola em ap esen ados bene ícios pa a as c ianças com TEA, que sejam nos
aspec os sociais, pessoais, acadêmicos. Vá ios es udos em di e sos locais do mundo sob e c ianças
com TEA em ap esen ado impac os bené icos. Há c ianças com TEA que comp o adamen e o am
bene iciadas com a inclusão na Educação In an il.
Sendo assim, buscamos cole a com os sujei os da pesquisa dados de iden i icação dos as-

110
pec os posi i os da Inclusão, a o que conseguimos dados que nos pe mi i am o su gimen o de duas
subca ego ias, Ap endizagem e compe ências e Acei ação. Vamos ap esen a os dados p o enien es de
cada g upo dos en ol idos na pesquisa.
Subca ego ia - Ap endizagens e Compe ências.
G upo de pais
Ana Le ícia – mãe do Théo: A Mãe mencionou que o CMEI ajudou mui o, po que hoje o seu
ilho já b inca com as ou as c ianças. Disse que es á mui o eliz com isso. A mãe pe cebe que o ilho
já gos a de i pa a a escola, e já começou a b inca com alguns coleguinhas. Já pede pa a i ao ba-
nhei o
. “O meu ilho já b inca com as ou as c ianças. É um pon o bom, posi i o”
(Ana Le ícia – mãe
do Théo) (¶23).
Ana Leila – mãe do Tadeu: A mãe in o mou que a inclusão ouxe bené icos na ala, is o que o
ilho já solici a os obje os, como água. Já ai ao banhei o sozinho. O ilho já ap esen a mais a enção no
que a mãe ala. A mãe conside a um g ande a anço depois que ele en ou na escola. No en an o
ac escen ou que o seu ilho não esc e e o nome dele, não conhece as le as, não az um desenho, só
isca o papel e as ezes asga o papel.
“Meu ilho hoje solici a água e ou os obje os”
(Ana Leila – mãe
do Tadeu) (¶23).
Ana Núbia – mãe do Túlio: Comunicou que seu ilho não que ia sabe de ica na sala, cho a a
e g i a a mui o, ago a já diminuiu o cho o. A mãe pe cebe que ele já demos a in e esse pa a i pa a o
CMEI. Quando ele chega no CMEI já ai só pa a a sala de aula, mesmo a mãe icando com ele, ai
pegando uma cadei a e ica sen ado. Mãe a i ma que seu ilho melho ou mui o, já en ende o que os
pais alam com ele.
“Mesmo com pouca concen ação ele abisca a a e a, an es joga a o lápis, ago a
ele já pega o b inquedo
” (Ana Núbia – mãe do Túlio) (¶23).
Ana Silene – Mãe do Tiago: In o ma que seu ilho no CMEI, já consegue ica sem mui os g i-
os, ica mais anquilo. Ele já es á começando a in e agi com as ou as c ianças, já é capaz de b in-
ca com os colegas. Já a ende melho quando é chamado pelo nome. Já se concen a com os li os de
his ó ias. Es á ap endendo a i ao banhei o só e já pega no lápis pa a esc e e .
“Obse ei que ele já
es á in e agindo com as c ianças e já se concen a com os li os de his ó ias”
(Ana Silene – Mãe do
Tiago) (¶23).
Ana Olga – Mãe do Tomé: A mãe exp essou que o CMEI es á p opo cionando um g ande be-
111
ne ício, compa ou quando sua c iança ica a em casa, a c iança ica a mais agi ada. Disse e sido no
início bem di ícil pa a aze ele ica no CMEI, não se concen a a em nada, mas ago a a mãe com-
plemen a que já obse a que ele gos a de ica na sala de aula, já no a que ele ica sen ado e iscando
papel. A mãe obse ou que o ilho em ealizado uns abiscos com a in enção de aze a a e a. A i ma
que ele melho ou mui o a in e ação com os amiguinhos.
“Ele em ealizado uns abiscos com a
in enção de aze a a e a”
(Ana Olga – Mãe do Tomé) (¶23).
José Celso – pai do Ta císio: Pa a es e pai, o maio bene ício é ele gos a de i pa a a escola.
Já diminuiu o cho o e já ica com uma c iança p óxima. O pai disse que já deixa ele na cadei a e ele
ica, mesmo que depois de alguns minu os começa a anda na sala. Segundo o pai, pe cebe que ele
es á gos ando do CMEI. O pai a i ma que es á eliz po ele es a gos ando da escola. Já eduziu mais o
cho o e o g i o e já indica o que que apon ando.
“Noi ei que ele já eduziu mais o cho o e o g i o”
(José Celso – pai do Ta císio (¶23).
G upo dos P o issionais da Educação Ge al (P o esso es da Educação In an il)
Ma ia Lau a – P o esso a do Théo: A P o esso a em obse ado que seu aluno com TEA, já
a ançou, ele já pede pa a i ao banhei o, o que an es não solici a a. Também não pedia pa a bebe
água, ago a já solici a. A p o esso a en ende essas ações como um a anço no CMEI. In o ma que não
ap endeu as co es, o mas, e o p óp io nome, ainda não sabe. Consegue aze a i idade de
pa eamen o. A p o esso a explicou que po ezes ajuda pegando na mão do seu aluno pa a aze a
a e a.
“Ele Já az a i idade de pa eamen o”
(Ma ia Lau a – P o esso a do Théo) (¶16).
Ma ia Liliam – P o esso a do Tadeu: A p o esso a in o ma que a sua c iança melho ou a socia-
lização, ap endeu alguns concei os de g ande, pequeno, co es, o mas, di e enças de obje os e
melho ou a ala. Quan o a ala, a p o esso a con i mou que já dá pa a en ende um pouco melho o
que ele exp essa.
“Melho ou a socialização e ap endeu o concei o de g ande e pequeno (...)”
(Ma ia
Liliam – P o esso a do Tadeu) (¶16).
Ma ia Nelza – P o esso a do Túlio: A p o esso a in o ma que o bene ício maio pa a a sua c i-
ança é que ele es a na sala egula , explicou que o a o de es a na sala de aula com os colegas da
u ma já é um g ande bene ício, podendo pa icipa das a i idades. A p o esso a ac edi a que ele se
bene icia es ando com os colegas, a u ma gos a dele e oma con a dele. Ele es á se socializando com
o g upo. Pe cebe que ele já a ende as suas solici ações, en ende os comandos e co esponde co e-
amen e. “
Ele es á se socializando com o g upo
” Ma ia Nelza – P o esso a do Túlio (¶16).
Ma ia Sueli – P o esso a do Tiago: Exp essou que em ela os de c ianças com TEA que icam
112
mui o bem na escola egula . Ac edi a que com a con i ência com as ou as c ianças o seu aluno
melho e o compo amen o. A p o esso a, não em pe cebido mui os a anços na ap endizagem, mas
ac edi a que de alguma o ma o seu compo amen o agi ado já melho ou já em in e ação com os
colegas.
“O seu compo amen o agi ado já melho ou”
(Ma ia Sueli – P o esso a do Tiago) (¶16).
Ma ia Ca lo a – P o esso a do Tomé: A p o esso a en ende que a Inclusão Escola em seus
bene ícios, ci a o exemplo da socialização, o de aze pa e da u ma, o de aze as a i idades com os
colegas e o de melho a a concen ação. A p o esso a en ende a escola como um espaço de ap endi-
zagem e sendo assim, qualque pessoa pode ap ende .
“Bne ícios na socialização com os colegas”
(Ma ia Ca lo a – P o esso a do Tomé) (¶16).
Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio: Ac edi a que a Inclusão Escola pode p omo e bene ícios
sim, mas, en ende que a escola em que e uma boa es u u a. Lamen ou pelo a o de abalha p a i-
camen e sozinha na sala de aula, conside ando que o peso da esponsabilidade maio da inclusão ica
pa a o p o esso . A i ma que pa a aze inclusão em que en ol e odos da escola. Exempli icou que
seu aluno Ta císio melho ou quan o a socialização com os colegas. Mas, lamen a que não ap endeu
po exemplo a esc i a do seu nome.
“Posso ci a que ele já melho ou a socialização, já consigo aze
ele b inca com os colegas”
(Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio) (¶16).
G upo dos P o issionais da Educação Especial
Paula Elina – Assesso a Pedagógica: A assesso a ela ou que em á ias his ó ias de mães que
seu ilho que ap esen a TEA, melho ou o compo amen o depois que oi pa a a escola. Pa a a
assesso a isso é sinal de que o am bene iciados com os se iços educacionais, os desen ol imen os
da socia- lização, da ala, chegam sem exp essão o al no CMEI e depois iniciam a ala e a é a chegam
em um ní el cogni i o mais abs a o. O compo amen o agi ado pode se modi icado no ambien e
educacional po meio da imi ação.
“As mães con i mam que o ilho melho ou o compo amen o depois
que equen a a escola”
(Paula Elina – Assesso a Pedagógica) (¶16).
Paula Es he – Psicóloga: Segundo a p o issional, a inclusão p opo ciona á ios bene ícios sim
às c ianças com TEA. P opo ciona melho a nos aspec os comp ome idos, socialização, comunicação,
de- sen ol imen o cogni i o. Na sua concepção, ac edi a que p ecisa se abalhado as á eas do
desen ol- imen o que es ão comp ome idas e en ende que o espaço da escola é o ideal. “
Há
melho ias nos seus aspec os comp ome idos, socialização, comunicação, desen ol imen o cogni i o”
(Paula Es he – Psicóloga) (¶16).
113
Paula Elane e – P o esso a do AEE: A p o esso a ci a que os bene ícios da inclusão pa a o TEA
são á ios, sendo possí el a é muda de ní el de se e o pa a mode ado e pode acon ece desde que o
abalho seja dia iamen e consolidado, cons an e com as ações necessá ias pa a a melho ia do seu
compo amen o. Comen ou que já a endeu á ias c ianças com TEA que se desen ol e am
cogni i amen e e no compo amen o com elação a socialização, com elação a comunicação,
chega am não e bal e saí am alando, pedindo b inquedos, alando o nome da p o esso a e
dialogando com os colegas.
“Os bene ícios da inclusão pa a o TEA são á ios, na socialização,
comunicação e desen ol imen o cogni i o”
(Paula Elane e – P o esso a do AEE) (¶16).
Ap esen a-se na Tabela 14 a T iangulação dos dados cole ados jun o aos g upos e e en e a
Ca ego ia Pon os Posi i os e Subca ego ia Ap endizagem e Compe ências.
Tabela 14
T iangulação dos g upos - Ca ego ia Pon os Posi i os e Subca ego ia Ap endizagem e Compe ências
Ca ego ia: Pon os Posi i os da Inclusão
Sub ca ego ia: Ap endizagem e Compe ência
G upo
Dados
Análises
1. G upo dos Pais
B inca com as ou as c ianças; gos a
de i pa a a escola; Já pede pa a i ao
banhei o; bené icos na ala; Já ai ao
banhei o; diminuiu o cho o; in e esse
pa a i pa a o CMEI; en ende o que se
ala com ele; ica mais anquilo no
CMEI; começando a in e agi com as
ou as c ianças; a ende quando é
chamado pelo nome; pega no lápis
pa a esc e e ; Tem ealizado uns
abiscos com a in enção de aze a
a e a; melho ou mui o a in e ação
com os amiguinhos; gos ando do
CMEI; já indica o que que apon ando.
Os pais encon am bene ícios da
inclusão o nando ele an es os
acon ecimen os e olu i os da c iança.
Há con e gências na ala de 4 (qua o)
pais ao ac edi a em se um bene ício o
a o da c iança passa a gos a de i ao
CMEI. Os pais ap esen a am como
pon os posi i os o desen ol imen o
das compe ências sociais, a
socialização e a comunicação.
Fa o que con e giu ambém com a
espos as dos P o esso es, o g upo
ambém deu ên ase aos bene ícios do
114
Tabela 14
T iangulação dos g upos - Ca ego ia Pon os Posi i os e Subca ego ia Ap endizagem e Compe ências
(Con .)
2. G upo das P o esso as
Já pede pa a i ao banhei o; melho ou
a socialização, ap endeu alguns
concei os de g ande, pequeno, co es,
o mas, di e enças de obje os;
melho ou a ala.; es a na sala egula ,
es a na sala de aula com os colegas
da u ma; pa icipa das a i idades;
socializando com o g upo; já a ende
as solici ações, en ende os comandos
e co esponde; o seu compo amen o
agi ado já melho ou já em in e ação
com os colegas; os bene ícios, o de
socialização; melho as na
concen ação. A escola é um espaço
de ap endizagem. Socialização com os
colegas.
desen ol imen o das compe ências
e habilidades sociais: Socialização
e comunicação.
Com o g upo dos P o issionais da
Educação Especial, odos os
pa icipan es a i ma am que a
inclusão ap esen a pon os posi i os
elacionados aos aspec os da a
socialização, comunicação e
cogni i os. Encon amos uma
di e gência en e o g upo dos
P o issionais da Educação e o
G upo dos P o esso es, onde es e 2
(duas) p o esso as não apon a am
bene ícios da inclusão nos aspec os
do desen ol imen o cogni i o (as
c ianças não desen ol e am
ap endizagem pa a po exemplo a
iden i icação e esc i a do nome
p óp io.
O g upo dos P o issionais da
Educação, 2 (duas) in o ma am que a
inclusão p omo e bene ícios
elacionados ao compo amen o
inadequado.
3. G upo dos P o issionais da
Educação Especial
Bene iciados com os se iços educaci-
onais como podemos ci a a socializa-
ção, ní el cogni i o mais abs a o.
Uma melho a nos seus aspec os
comp o- me idos, socialização,
comunicação, desen ol imen o
cogni i o.
No a
: Fon e: Au o ia p óp ia
Subca ego ia: Acei ação.
G upo de pais
Ana Le ícia – mãe do Théo: A mãe en ende que os p o esso es se p eocupam com as c ianças.

115
Nas euniões oi colocado que os pais não disc iminem nenhuma c iança. Fala am na eunião de pais
que eles não podem ejei a as c ianças. A mãe obse a que o CMEI não ejei a, acei a odos as
c ianças.
“O Cen o abalha com odas as c ianças, acho que, não ejei am, po isso acho que es ão
incluindo”
(Ana Le ícia – mãe do Théo) (¶16).
Ana Leila – mãe do Tadeu: A mãe in o mou que o CMEI es á colabo ando com a inclusão do
seu ilho. Es á deixando ele bem à on ade. Acei ou o seu ilho e es á dando a enção a ele. A mãe
ainda disse que a p o esso a a é que pa ece gos a do seu ilho, e a ges o a no dia da ma ícula alou
que ele ia se a ado como os ou os alunos. Ac escen ou que seu ilho é bem agi ado, mas, ac edi a
que es á sendo acei o pelo CMEI. “
Sei que ele é bem agi ado, mas eles ainda não eclama am dele,
po isso acho que es ão acei ando”
(Ana Leila – mãe do Tadeu) (¶16).
Ana Núbia – mãe do Túlio: A mãe explicou não e p oblemas com a di e o a e nem com a
p o esso a, disse que são mui o a enciosas e acei a am a ma ícula do seu ilho. A mãe acha que ele é
bem acei o ambém pelos colegas. A mãe con i ma que acha bom o a amen o no CMEI. Ac escen ou
ainda que na eunião ala am que odos p ecisam a a bem as c ianças. “A Ges o a alou que os pais
de em abalha em casa com seus ilhos a acei ação das c ianças” (Ana Núbia – mãe do Túlio) (¶16).
Ana Silene – mãe do Tiago: A mãe comen ou que não é a inclusão ideal que que ia pa a o seu
ilho. Acha que p ecisa melho a mui o, mas acha que a p o esso a acei ou o seu ilho e se es o ça
pa a a ende bem o seu ilho. Exp essou que na eunião alou sob e o seu ilho e pe cebeu que os pais
comp eende am e ala am que odas as c ianças se iam acei as e espei adas no CMEI.
“Obse ei que
os pais en ende am o que eu alei sob e o meu ilho na eunião, acho que acei a am
” (Ana Silene –
mãe do Tiag) (¶16).
Ana Olga – mãe do Tomé: A mãe alou que oi mui o bem a endida no CMEI, pe cebeu que a
equipe di e i a busca a inclusão, a p o esso a semp e pe gun a como o seu ilho es á, se aco dou bem.
A mãe explicou que e e a eunião com os pais e na eunião a ges o a e a p o esso a ala am que o
CMEI é pa a a ende a odas as c ianças que os pais êm que ensina as c ianças desde cedo a b inca
e con i e com c ianças di e en es. Ac escen ou que a ges o a pediu ajuda dos pais, que ensi- nem as
c ianças a espei a os coleguinhas, que odos es ão ali pa a ap ende em jun os.
“Vejo que a
p o esso a pegun a pelo meu ilho e acho que ela já acei ou o meu ilho”
(Ana Olga – mãe do Tomé)
(¶16).
José Celso – pai do Ta císio: O pai disse que alguns pais chega am a manda os seus ilhos
b inca em com o seu ilho; na eunião dos pais cada pai ala da sua c iança. O pai ap o ei ou e expli-
cou na eunião que a sua c iança é au is a. Como espos a o pai disse que na ho a da eunião os pais
116
ala am que o Ta císio ai ica bem com a u ma.
“Fal a melho a , mas acho que alguns pais
acei am meu ilho”
(José Celso – pai do Ta císio) (¶16).
G upo dos P o issionais da Educação Ge al (P o esso es da Educação In an il)
Ma ia Lau a - P o esso a do Théo: A p o esso a a i ma que acei ou ica com a c iança com
TEA e ez um acolhimen o na u ma
.
“
P ecisa de mui a a enção, ca inho, amo ”
(Ma ia Lau a -
P o esso a do Théo) (¶16).
Ma ia Liliam - P o esso a do Tadeu: A p o esso a comen a que enquan o p o esso a em que
p imei o conhece a c iança e em que gos a de a ende a c iança. Tem que acei a a c iança do jei o
que é. Exp essou que não é ácil a ende 24 c ianças no mais e 1 c iança com TEA. Explicou que a
Ges o a do CMEI con enceu ela e ealmen e ela esol eu acei a a c iança e acolhe com a enção.
“Pa a acei ação, p imei o enho que conhece a c iança”
(Ma ia Liliam - P o esso a do Tadeu) (¶16).
Ma ia Nelza - P o esso a Túlio: Pa a a p o esso a o bene ício é ele já es a na sala egula , na
sala de aula com os colegas da u ma, a u ma gos a dele e oma con a dele.
“ Já es a no ensino
egula e ago a enho que acei a esse aluno, mesmo que com mui o abalho que enho, eu não posso
ejei a ”
(Ma ia Nelza - P o esso a Túlio) (¶16).
Ma ia Sueli - P o esso a do Tiago: In o mou que acei ou no mal a c iança com TEA. Colocou
que sabe que po lei não pode ejei a a c iança, é um di ei o dela es uda e a acei ação e o p imei o
passo pa a o seu acolhimen o.
“Acei ei, o p o esso po lei não pode ejei a essa c iança”
(Ma ia Sueli
- P o esso a do Tiago) (¶16).
Ma ia Ca lo a - P o esso a do Tomé: Pa a a p o esso a a Inclusão Escola em seus bene ícios,
como o de p omo e a socialização, o de aze pa e da u ma. Hou e acei ação, a u ma a a o Tomé
com a enção e cuidados, az as a i idades com os colegas. Hou e melho a da concen ação.
“P imei o
ecebe bem ac iança com au ismo e aze com que as c ianças acei em ambém. O acolhimen o é
impo an e”
(Ma ia Ca lo a - P o esso a do Tomé) (¶16).
Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio: Pa a es a p o esso a, ac edi a que a Inclusão Escola
p omo e bene ícios sim pa a odas as c ianças. In o mou que a u ma passou a acei a o ou o, a pe -
cebe as di e enças de cada um e acha que a u ma ap ende a espei a cada um dos colegas. “
Eu
acei ei, já espe a que com a polií ica de inclusão eu ecebe ia um au is a. E a u ma acei ou o Ta cício
com espei o”
(Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio) (¶16).
117
G upo dos P o issionais da Educação Especial
Paula Elina – Assesso a Pedagógica: A Assesso a pedagógica colocou que há á ios ela os de
mães que seu ilho que ap esen a TEA, melho ou o compo amen o depois que o am acei os na escola
egula . Ac escen a que pa a ela isso é sinal de que o am acei os e bene iciados com os se iços
educacionais.
“O sen imen o de acei ação é sen ido pela c iança”
(Paula Elina – Assesso a
Pedagógica) (¶9).
Paula Es he – Psicóloga: Exp essou que a inclusão p opo ciona bene ícios sim ao es udan e
com TEA, como melho ias nos seus aspec os comp ome idos, socialização, comunicação e desen ol-
imen o cogni i o. Ac edi a que p ecisa que seja abalhado no CMEI as á eas do desen ol imen o que
es ão comp ome idas, mas an es de udo a c iança p ecisa se acolhida pa a se sen i segu a e p o e-
gida.
“É p eciso acolhe a c iança no inicio de udo”
(Paula Es he – Psicóloga) (¶9).
Paula Elane e – P o esso a da SRM: Exp essou que os bene ícios da inclusão pa a o TEA são
á ios, e ci ou como exemplo a possibilidade de muda de ní el de se e o pa a mode ado pode acon-
ece desde que o abalho seja dia iamen e consolidado com as ações necessá ias pa a a melho ia do
seu compo amen o, mas explicou que o abalho do p o esso em que se in enso, em que ab aça a
inclusão e acei a a c iança como um desa io de que é possí el pe mi i que ela se desen ol a jun o
com os colegas da u ma.
“É p eciso acei a a c iança com TEA como um desa io posi i o”
(Paula
Elane e – P o esso a da SRM) (¶9).
Ap esen a-se na Tabela 15 a iangulação dos g upos e e en e a Ca ego ia Pon os Posi i os e
subca ego ia Acei ação.
118
Tabela 15
T iangulação dos dados: Ca ego ia Pon os Posi i os e Subca ego ia Acei ação
Ca ego ia: Pon os Posi i os da Inclusão
Subca ego ia: Acei ação
G upo
Dados
Análises
1. G upo dos Pais
O CMEI acei a odos as c ianças.
Colabo a com a inclusão. Acei ou a
c iança e es á dando a enção. A
ges o a alou que ele ia se a ado
como os ou os alunos. Ele é bem
agi ado, mas, es ão acei ando. São
mui o a enciosas e acei a am a
ma ícula da c iança com TEA. É acei o
ambém pelos colegas. Fala am que
odos p ecisam a a bem as c ianças.
A p o esso a acei ou o meu ilho e se
es o ça pa a a ende bem. O CMEI é
pa a a ende a odas as c ianças. A
ges o a pediu ajuda dos pais, que
ensinem as c ianças a
espei a .
No g upo dos pais os dados o am
con e gen es em a i ma que odas as
c ianças o am acei as no CMEI.
O mesmo acon eceu no g upo das
P o esso as que ci a am a acei ação da
c iança como um bene ício, um pon o
posi i o.
No g upo dos P o issionais da
Educação Especial, a exp essão
acei ação ambém apa ece como
jus i ica i a de que pa a que acon eça
melho ias no desen ol imen o da
c iança o p imei o passo posi i o é a
acei ação da c iança no espaço
escola .
No amos que os 3 ( ês) g upos
con e gem quan o a sinalização da
acei ação como pon o posi i o da
inclusão.
Ve i icamos na ala de algumas
p o esso as que a acei ação em um
sen ido de que não há escolha, em
que acei a po que se não acei a a
c iança pode ão so e consequências
ju ídicas. Algumas p o esso as o am
con encidas pela ges o a pa a acei a a
c iança.
2. G upo das P o esso as
Acei ei ica com ele, a u ma cuida
dele ambém. Tem que acei a a
c iança do jei o que é. A Ges o a me
con enceu e acei ei no sen ido de
acolhe com a enção a c iança. A
u ma gos a dele e oma con a dele. Eu
acei ei no mal, a é po que sei que o
p o esso po lei não pode ejei a . É
um di ei o dele e a acei ação. As
c ianças passam a acei a o ou o.
3. G upo dos P o issionais da
Educação Especial
Fo am acei os e bene iciados com os
se iços educacionais. A c iança p eci-
sa se acolhida pa a se sen i segu a e
p o egida. O abalho do p o esso em
que se in enso, em que ab aça a
inclusão e acei a a c iança como
desa io.
No a
: Fon e: Au o ia p óp ia
Ca ego ia: Aspec os Nega i os da Inclusão
A Inclusão é um p ocesso que ap esen a pon os nega i os p o enien es de di e sos a o es,
125
G upo das P o issionais da Educação Especial
Paula Elina – Assesso a Pedagógica: A p o issional in o mou que al a ecu sos ma e iais. Fal a
Apoio Escola pa a ajuda a p o esso a. Fal a o mação docen e. Disse que as p o esso as na sala de
aula abalham com os ma e iais que comp am com ecu sos p óp ios. Não há b inquedos em
condições de uso, odos suca eados. “
Os p o esso es não êm ecu sos ma e iais (...)”
(Paula Elina –
Assesso a Pedagógica) (¶18).
Paula Es he – Psicóloga: A psicóloga lamen a as salas supe lo adas, com a al a do Apoio Es-
cola , as c ianças com TEA são mui as no CMEI e a SEMED, não a ibui a a enção necessá ia a esse
público. In o mou que os pais eclamam sob e a al a de ma e iais pa a as c ianças, os pais in o mam
ainda que os ges o es solici am a colabo ação dos pais pa a a comp a de ma e iais pedagógicos e de
expedien e.
“Fal a ecu sos humanos pa a ajuda na inclusão como po exemplo o Apoio Escola ”
(Paula Es he – Psicóloga) (¶16).
Paula Elane e – P o esso a do AEE: Iden i icou que al a o Apoio Escola na sala pa a colabo a
com a p o esso a e ainda ecu sos ecnológicos, jogos ele ônicos, p anchas de comunicação
ele ônica, ecu sos senso iais e ou os ecu sos pa a c ianças com TEA.
“Temos poucos ecu sos
ecnológicos e ma e isi pedagógicos especí icos”
(Paula Elane e – P o esso a do AEE) (¶16).
Ap esen a-se na Tabela 17, a iangulação dos dados cole ados jun o aos g upos e e en e a
Ca ego ia Pon os Nega i os da Inclusão e Subca ego ia Recu sos.

126
Tabela 17
T iangulação dos dados: Ca ego ia Pon os Nega i os da Inclusão e Subca ego ia Recu sos
Ca ego ia: Pon os Nega i os da Inclusão
Subca ego ia: Recu sos
G upo
Dados
Análises
1. G upo dos Pais
Fal a uma auxilia de sala. O CMEI
de e ia e uma psicóloga.
Fal a de ecu sos. Fal a de ecu sos
como b inquedos. Fal a ma e ial
escola , os jogos e b inquedos da sala
de aula es ão bem dani icados.
Os ês g upos con e gi am na
iden i icação dos obs áculos e e en es
aos ecu sos: Sinaliza am an o a al a
de ecu sos humanos como ecu sos
ma e iais.
Os ês g upos menciona am a al a do
p o issional de Apoio Escola como
uma u gência pa a melho a o
p ocesso de inclusão.
A al a de ecu sos ma e iais, segue
como obs áculos de ido a al a de
eposição de no os b inquedos, jogos
e ma e iais didá icos de uso do dia a
dia.
2. G upo das P o esso as
Fal a o P o issional de Apoio Escola ,
al a de p o esso es especialis as pa a
o ien a os p o esso es no CMEI, al a
ecu sos ma e iais como papéis e
ambém jogos, ecu sos ecnológicos.
3. G upo dos P o issionais da
Educação Especial
Fal a ecu sos ma e iais. Fal a Apoio
Escola pa a ajuda a p o esso a. Fal a
ecu sos ecnológicos, jogos ele ôni-
cos, p anchas de comunicação ele ô-
nica.
No a
: Fon e: Au o ia P óp ia
Subca ego ia – Fo mação.
G upo dos pais
Ana Le ícia – mãe do Théo: Pa a essa mãe de e ia e cu sos pa a os p o esso es, conside-
ando que a p o esso a a isou a mãe que sabe pouco sob e au ismo.
“A p o esso a já oi in o mando
que em cu so de AEE, mas não sabe es a égias pa a a ende o TEA”
(Ana Le ícia – mãe do Théo)
(¶12).
Ana Leila – mãe do Tadeu: A mãe acha que uma p o esso a que em um aluno com TEA, em
que se mui o boa p o issional. Tem que e es udo. Tem que e conhecimen o mesmo. Tem que e
p epa ação. Fal a o mação pa a os p o esso es.
“A P o esso a que em um aluno com TEA, em que
se mui o boa p o issional, com es udo”
(Ana Leila – mãe do Tadeu) (¶12).
Ana Núbia – mãe do Túlio: A mãe ac edi a que a p o esso a em que sabe abalha com o
seu ilho, conhece o que ele em, e sabe sob e o TEA, con o me saiu no laudo médico da c iança. A
mãe icou p eocupada quando a p o esso a alou que não conhece mui o sob e c iança au is a, ago a
127
que ela es á es udando sob e au ismo.
“A p o esso a em que sabe abalha com ele, conhece o que
ele em, ou seja, sabe sob e esse au ismo”
(Ana Núbia – mãe do Túlio) (¶12).
Ana Silene – mãe do Tiago: A mãe en ende que a p o esso a de e ia e cu sos de Educação
Especial. A mãe chegou a pe gun a da Ges o a se as p o esso as sabiam abalha com c ianças as-
sim com au ismo. Pa a a mãe a p o esso a p ecisa pa icipa de cu sos. A Ges o a alou pa a a mãe
que a SEMED, não o e eceu esse ano ainda nenhum cu so sob e T ans o no do Espec o Au is a.
“A
p o esso a alou que a SEMED, não o e eceu esse ano ainda nenhum cu so sob e TEA “
(Ana Silene –
mãe do Tiago) (¶22).
Ana Olga – mãe do Tomé: Pa a essa mãe, o obs áculo é que não há uma p epa ação pedagó-
gica da p o esso a, ela não sabe como a ende a c iança au is a, ela em boa on ade, como ela alou,
mas ela nunca a endeu é a p imei a ez e não em cu so na á ea. A mãe explica que ela é bem a en-
ciosa, mas pe cebe que al a o conhecimen o pedagógico.
“A P o esso a p ecisa e o conhecimen o
sob e TEA, são c ianças que p ecisam de mui a a enção e de a i idades que possam pa icipa com as
ou as c ianças”
(Ana Olga – mãe do Tomé) (¶12).
José Celso – pai do Ta císio: Pa a esse pai, a p o esso a p ecisa sabe abalha com eles, e
o que eles gos am de aze , as ezes não que em aze nada. O pai comen a que é necessá io o p o-
esso conhece cada aluno de sua u ma, en ende que são mui as c ianças, mas se a p o esso a não
olha um a um, ela não ai en ende a c iança. O pai acha que a p o esso a p ecisa conhece sob e a
c iança au is a e não e medo dela.
“P ecisa conhece sob e a c iança au is a e abalha com eles
sem disc iminação”
(José Celso – pai do Ta císio) (¶12).
G upo dos P o esso es
Ma ia Lau a - P o esso a do Théo: A p o esso a a gumen ou que a SEMED exige do p o esso
que a enda as c ianças do público-al o da Educação Especial, mas não o e ece um cu so de
Especialização, e se o p o esso que ap ende em que gas a do seu salá io pa a se ap imo a .
Comen ou que não acha isso ce o.
“A SEMED exige do P o esso que a enda essas c ianças da
Educação Especial, mas não o e ece um cu so de Especialização (...)”
(Ma ia Lau a - P o esso a do
Théo) (¶16).
Ma ia Liliam - P o esso a do Tadeu: A p o esso a em ciência de que ela p ecisa conhece
sob e o TEA, em que e p epa ação, mas in o mou que ela ainda não em essa o mação em TEA.
“Um dos obs áculos é al a de cu sos pa a os p o esso es, não sabemos sob e au ismo”
(Ma ia Liliam
- P o esso a do Tadeu) (¶16).
128
Ma ia Nelza – P o esso a do Túlio: A p o esso a opinou que o seu maio obs áculo pa a a
inclusão é a al a de conhecimen o sob e TEA, con i mou não e esse conhecimen o.
“O maio
obs áculo é a al a de conhecimen o que não enho sob e TEA”
(Ma ia Nelza - P o esso a Túlio) (¶16).
Ma ia Sueli - P o esso a do Tiago: A p o esso a en ende sob e a necessidade de conhece
sob e as ca ac e ís icas e o mas de ensina os alunos com TEA, mas jus i icou que nunca a endeu
c ianças com TEA po isso es á endo mui as di iculdades. Não sabe qual é o melho mé odo de
ap endizagem pa a abalha com essas c ianças com TEA.
“O p o esso p ecisa conhece sob e as
ca ac e ís icas e o mas de ensina esses alunos com TEA, eu enho di iculdades”
(Ma ia Sueli -
P o esso a do Tiago) (¶16).
Ma ia Ca lo a - P o esso a do Tomé: Falou que de uma o ma ge al os p o esso es p ecisamos
de conhecimen os sob e o TEA, o que causa, como ap eendem, o que gos am de aze , o que não
podemos aze com eles. Ressal ou que se não hou e conhecimen o sob e o TEA não se pode a ende
com qualidade essas c ianças.
“Fal a cu sos pa a nós, não há o mação na á ea do TEA”
(Ma ia
Ca lo a - P o esso a do Tomé) (¶16).
Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio: Reconhece que o p o esso p ecisa e conhecimen os so-
b e as peculia idades des e ans o no. Conhecimen o sob e as o mas mais co e as pa a ensina
essas c ianças. Conhece sob e a me odologia especí ica pa a eles. Reconhece que sem conhecimen o
udo ica mais di ícil pa a a ende bem.
“P eciso de conhecimen o me odológicos ensina essas
c ianças com TEA”
(Ma ia Cilse - P o esso a do Ta císio) (¶16).
G upo dos P o issionais da Educação Especial
Paula Elina – Assesso a Pedagógica: A assesso a pedagógica salien a que os p o esso es
podem a é acei a as c ianças, mas não sabem o que aze , não em conhecimen os especí icos sob e
o TEA. In o ma que é bem isí el que os p o esso es não êm conhecimen os sob e o TEA po que não
possuem o mação, não possuem cu sos especí icos. “
É e iden e que al a conhecimen os po pa e
dos p o eso es (...)”
(Paula Elina – Assesso a Pedagógica) (¶18).
Paula Es he – Psicóloga: En ende que um dos pon os nega i os na inclusão é al a de
o mação e comp omisso do P o esso com a Educação Especial Inclusi a. In o mou que os pais
chegam a in o ma o se o do CMEE, sob e a al a de conhecimen o dos p o esso es sob e como
abalha com as c ianças com TEA.
“É p eciso uma poli ica de o mação docen e em inclusão de TEA”
(Paula Es he – Psicóloga) (¶18).
129
Paula Elane e – P o esso a do AEE: Pa a a p o issional do AEE, o P o esso p ecisa e o ma-
ção, e cu sos ambém na á ea da Educação Especial na pe spec i a da Educação Inclusi a. Ressal-
ou que em obse ados que são poucos p o esso es com essa o mação especí ica, e ac edi a que isso
é um g ande obs áculo pa a o sucesso da inclusão.
“O p o esso de e conhece sob e as
ca ac e ís icas de uma c iança com TEA”
Paula Elane e – P o esso a do AEE (¶18).
Ap esen a-se na Tabela 18 a iangulação dos dados cole ados jun o aos g upos e e en e a
Ca ego ia Pon os Nega i os da Inclusão e Subca ego ia o mação.
Tabela 18
T iangulação dos dados: Ca ego ia Pon os Nega i os da Inclusão e Subca ego ia Fo mação
Ca ego ia: Pon os Nega i os da Inclusão
Subca ego ia: Fo mação
G upo
Dados
Análises
1. G upo dos Pais
A p o esso a em que sabe abalha
com c ianças com TEA. A p o esso a
alou que não conhece mui o sob e
c iança au is a, ago a que ela es á
es udando sob e au ismo. A mãe
chegou a pe gun a da Ges o a se as
p o esso as sabiam abalha com
c ianças com au ismo. A SEMED, não
o e eceu cu so sob e TEA. Os
p o esso es não sabem como abalha
com as c ianças, não em
conhecimen os sob e TEA.
Nes a subca ego ia é ele an e que
odos os en e is ados apon a am a
o mação docen e como um pon o
nega i o que p ecisa se u gen e
esol ido.
O p o esso não em conhecimen o
sob e a inclusão e sob e o TEA,
o nando o p ocesso de inclusão
p ecá io no sen ido de a ende as
necessidades das c ianças.
Hou e o al con e gência nas opiniões
dos sujei os da pesquisa, onde odos
os sujei os ap esen a am a o mação
como pon o nega i o, um obs áculo
pa a a inclusão. Hou e po pa e de
odos a iden i icação de que a
ausência da o mação docen e
p ejudica a inclusão.
2. G upo das P o esso as
A p o esso a a gumen ou que a
SEMED não o e ece um cu so de
Especialização. A p o esso a em que
e p epa ação pa a a ende c iança
com TEA. A p o esso a opinou que o
seu maio obs áculo pa a a inclusão é
a al a de conhecimen o sob e TEA.
130
Tabela 18
T iangulação dos dados: Ca ego ia Pon os Nega i os da Inclusão e Subca ego ia Recu sos (Con .)
3. G upo dos P o issionais da
Educação Especial
Os p o esso es acei am as c ianças,
mas não sabem o que aze , não
em conhecimen os especí icos
sob e o TEA. Fal a de o mação e
comp omis- so do P o esso com a
Educação Especial Inclusi a. O
P o esso p ecisa e o mação, e
cu sos ambém na á ea da
Educação Especial na pe s- pec i a
da Educação Inclusi a. Poucos
p o esso es com essa o mação
espe- cí ica em TEA. A o mação
dos p o es- so es é um g ande
obs áculo na inclu-
são.
No a
: Fon e: Au o ia p óp ia

131
CAPÍTULO 5 - ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
“Inclusão é simplesmen e aze udo pensando nas
pessoas que exis em. E não conside ando pessoas que
ocê gos a ia que exis issem”.
(Claudia We neck)
Es e Capí ulo em po obje i o ap esen a a análise e discussões e e en es aos esul ados
encon ados nes e es udo que o am ap esen ados no Capí ulo IV, pa a que possamos e uma maio
comp eensão en e aos obje i os p e endidos pela pesquisa.
Pa indo do obje i o ge al do es udo: Comp eende as pe spec i as de pais e de p o issionais
da Educação Ge al e da Educação Especial ace ca da inclusão escola de c ianças com TEA na
Educação In an il na cidade de Manaus, busca emos esponde as ques ões no eado as que se
jus i icam a pa i dos obje i os especí icos, onde os sujei os da pesquisa o am inqui idos e
exp essa am de o ma conscien e, as suas pe spec i as, a pa i das expe iências i idas sob e a
inclusão da c iança com TEA na Educação In an il.
Sendo assim, analisa emos e discu i emos sob e o con eúdo das ca ego ias eme gen es que
encon amos nes e es udo: 1. Ca ego ia - Pe spec i as de Inclusão, ap esen ando como Subca ego ias:
1.1. Subje i idades e Rep esen ações; 2. Ca ego ia – Conhecimen o, e e como Subca ego ia: 2.1. TEA
e 2.2. Inclusão; 3. Ca ego ia - Papel dos sujei os da pesquisa, ap esen ando a Subca ego ia: 3.1.
Responsabilidade; 4. Ca ego ia - Aspec os posi i os da inclusão, como Subca ego ia: 4.1.
Ap endizagem e Compe ências e 4.2. Acei ação; 5. Ca ego ia - Aspec os nega i os da inclusão, e e
como Subca ego ias: 5.1. A i udes, 5.2. Recu sos e 5.3. Fo mação.
É no ó io que as Ca ego ias e Subca ego ias es ão di e amen e elacionadas aos obje i os
especí icos do es udo, que aqui ap esen a emos no amen e nes e Capí ulo na in enção da e i icação
da co espondência de odas as in o mações ob idas com os nossos pa icipan es.
Conside ando os dados ob idos, as e idências, es a emos ao longo do ex o, ealizando o
necessá io c uzamen o/ iangulação das di e en es pe spec i as dos nossos en e is ados, que es ão
di ididos em ês g upos: Dos pais, dos p o issionais da Educação Ge al (p o esso es da Educação
In an il) e p o issionais da Educação Especial.
Pa a es e momen o de discussão, segui emos a o dem das Ca ego ias co esponden es aos
obje i os especí icos de inidos nes a in es igação no Capí ulo 3 da Me odologia. Toda a análise e
discussão que se p e ende ap esen a , e á como base o diálogo com os eó icos, au o es,
132
pesquisado es com es udos semelhan es, com esul ados con e gen es ou di e gen es ao da p esen e
pesquisa.
Pa a a condução das discussões, e omamos os obje i os especí icos de inidos na pesquisa,
que ap esen amos aqui no amen e, pa a uma melho comp eensão das análises ealizadas ace ca das
pe spec i as da inclusão de c ianças com TEA na Educação In an il a pa i das con ibuições dos
sujei os pa icipan es: Pais, P o issionais da Educação Ge al (p o esso es da Educação In an il e
P o issionais da Educação Especial.
Obje i os Especí icos: 1. Ve i ica , analisa e desc e e as pe spec i as de pais e p o issionais da
Educação Ge al e da Educação Especial ace ca da Inclusão escola de c ianças com TEA na Educação
In an il. 2. Ve i ica , analisa e desc e e os conhecimen os que os pais e p o issionais da Educação
Ge al e Educação Especial possuem sob e o T ans o no do Espec o Au is a e sob e a Inclusão. 3.
Comp eende , analisa e desc e e o papel dos pais e dos p o issionais no p ocesso de Inclusão de
c ianças com TEA. 4. Comp eende , analisa e ap esen a os pon os posi i os e nega i os do p ocesso
de Inclusão e e i ado pelos CMEIs da Sec e a ia Municipal de Educação/SEMED Manaus.
Des a o ma, comp eendemos que odas as análises e discussões, nos possibili am, uma
ampla con ex ualização das pe spec i as dos nossos pa icipan es, quan o a inclusão na cidade de
Manaus da c iança com TEA na e apa da Educação In an il.
P imei o Obje i o Especí ico
Ve i ica , analisa e desc e e as pe spec i as de pais e p o issionais da Educação Ge al e da
Educação Especial ace ca da inclusão escola de c ianças com TEA na Educação In an il.
Ques ão no eado a:
- Quais as pe spec i as de pais e p o issionais da Educação Ge al e da Educação Especial
ace ca da inclusão escola de c ianças com TEA na Educação In an il.
No B asil, emos dois impo an es documen os legais que assegu am o di ei o a educação a
seus cidadãos, são eles, a Cons i uição Fede al do B asil (CFB -1988) e o Es a u o da C iança e do
Adolescen e (ECA - 1990). O A . 205 da CFB es abelece que a educação é um di ei o de odos e um
de e do Es ado e da amília. No en an o, o o e ecimen o da Educação Inclusi a es á exp esso em
documen os legais como a LBI (2015), a LDBEN (1996), Lei Be enice Piana (2012), is o é, a educa-
ção p ecisa se inclusi a e de qualidade pa a odos.
133
Sabemos que as polí icas públicas na á ea da educação, buscam assegu a a educação inclu-
si a aos alunos con emplando o cu ículo, mé odos e ecu sos especí icos pa a a ende a singula idade
de cada um (B asil, 2008), nesse con ex o é p imo dial o en ol imen o dos pais na ida escola dos
ilhos, os pais de c ianças com de iciência indi idualmen e possuem suas pe spec i as em elação à
inclusão de seu ilho no âmbi o educacional.
Como o es udo obje i ou comp eende as pe spec i as de pais e de p o issionais da Educação
Ge al e da Educação Especial ace ca da inclusão escola de c ianças com T ans o no do Espec o
Au is a na Educação In an il na cidade de Manaus, i emos abo da p imei amen e sob e o
ques ionamen o cen al do nosso es udo em que os sujei os exp essam suas pe spec i as e e en es ao
TEA e a Inclusão na Educação In an il.
Des a e, na Ca ego ia Pe spec i as – Subca ego ia Subje i idades e Rep esen ações no g upo
dos pais emos impo an es dados que nos pe mi i am o en endimen o de suas pe spec i as a luz de
suas subje i idades e ep esen ações ace ca da inclusão de seus ilhos com TEA na Educação In an il.
Os pais em seus ela os de pe spec i as de inclusão, comen a am sob e a escolha da escola,
is o que as c ianças já inham o diagnós ico de TEA, ha ia um eceio de não se em acei os pela
Unidade de Ensino, no en an o, inham ecomendações médicas, de amilia es e amigos que de e iam
ma icula em escola de inclusão, como exp imiu a Ana Le ícia, mãe do Théo:
“En ão o médico alou
que e a pa a ele es uda em uma escola no mal, não p ecisa a i pa a a escola especial e assim a
minha pe spec i a oi ac edi a que a escolinha pública pudesse me ajuda azendo o meu ilho
ap ende , a se compo a , a ala , a b inca (...)”
(¶19); seu José Celso ez a mesma abo dagem,
“
(...) minha esposa alou que inha que se em escola de inclusão como o médico o ien ou que
p ecisa a se incluso com as ou as c ianças no mais, icamos na espe ança dele, melho a o
compo amen o e melho a a ala e se educa em udo”
(¶13).
Ve i icamos dados simila es de aco do com Siquei a e Toledo (2020) em um es udo in i ulado
“Pe cepção dos pais de c ianças com TEA sob e o p ocesso de inclusão em escolas egula es” com o
obje i o de analisa a pe cepção dos pais de ilhos diagnos icados com TEA em elação à inclusão nas
escolas egula es. Os pesquisado es ealiza am en e is as com 10 (dez) pais e como esul ados
e idencia am que os pais o am o ien ados pelos p o issionais da saúde a ma icula seus ilhos em
escolas egula es, jus i icando que o con a o com ou as c ianças ajuda no desen ol imen o e bal, na
in e ação, en e ou os bene ícios.
No adamen e, os pais exp essam um sen imen o de espe ança no sen ido de melho ias pa a
seus ilhos no campo compo amen al, emocional, social, acadêmico, escola , são mui os anseios,
134
desejos que ac edi am se em possí eis de se alcança no CMEI. Pa a o José Celso, pai do Ta císio sua
pe spec i a é bem posi i a
“o nosso desejo e a ele gos a da escola, e as ou as c ianças e ica
animado pa a pa icipa das a i idades”
(¶17). No caso da Ana Núbia, mãe do Túlio, sua pe spec i a
e a “m
elho a mui o o seu compo amen o, melho a a ag essi idade, se ca inhoso, melho a
odos os compo amen os, ele é mui o agi ado
” (¶13).
Nes a análise, e i icamos que odos os pais en e is ados ex e na am o desejo de seus ilhos
ap esen a em um melho compo amen o a pa i da en ada no CMEI, que no ge al en endemos que
en ol e a socialização, a comunicação, o con ole das emoções. Ci a am na u almen e o que que em
de melho ias pa a as suas c ianças, como: Se um ilho no mal, ala , b inca com ou a c iança, se
a ado com igualdade, melho a o compo amen o, se educa melho ; socializa com ou as c ianças;
espe ança dele melho a o cho o, e as ou as c ianças e b inca com os amigos.
Achados como esses o am iden i icados no es udo “Concepções de pais e p o esso es sob e a
inclusão de c ianças au is as”, de Lemos e al. (2016), em que 8 (oi o) pais o am inque idos quan o
as expec a i as em elação ao p ocesso de inclusão escola dos ilhos e odos exp essa am concepções
baseadas em me as quan o as melho ias na socialização e aquisição de compo amen os po meio de
imi ação das demais c ianças.
Conco damos com Biale (2015), ao en a iza que a en ada do indi íduo no ambien e escola
é de suma impo ância pa a seu desen ol imen o cogni i o e social. E pa a a c iança com TEA, as
i ências no espaço escola , in luencia ão em sua igu a social. Sendo assim, os pais buscam no
espaço escola esse obje i o p imei o, de muda os aspec os, compo amen al, social, pa a um
con í io melho com os seus ilhos em casa e na escola.
Ve i icamos que, de ce a o ma um dos pais ap esen ou ainda a pe spec i a de que a
p o esso a do seu ilho ealmen e es i esse p epa ada pa a assumi a sala de aula com c ianças
au is as. A pes spec i a do pai p ocede pela p eocupação que es e ap esen a po e que deixa sua
c iança com TEA po qua o ho as com uma p o esso a, o ideal é que ealmen e essa es eja p epa ada
ecnicamen e pa a a ende de o ma adequada a c iança com TEA. Reconhecemos que esse pai
sinaliza uma p eocupação com a o mação da p o esso a, Sil a e al. (2022), na pesquisa, “As
comp eensões de p o esso es da Educação In an il sob e o abalho pedagógico com c ianças com
ans o no do espec o au is a (TEA) nas escolas municipais de Educação In an il de Jagua ão”,
e i ica am que uma das p o esso as a i mou na en e is a que não possui o mação na á ea do TEA.
Ce amen e, como essa p o esso a, mui as ou as ap esen am p oblemas com a o mação inicial e
con inuada. Es a ques ão sob e o mação se á abo dada mais adian e nes e es udo.