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Gestão da cadeia de abastecimento interna de reagentes do Serviço de Patologia Clínica da ULS Matosinhos

Author: Morais, Alexandra Carvalho
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/021da084-40a8-4a7b-bb0f-ad429bcf19c6/download
UMinho | 2025
Ab il de 2025
Ges ão da Cadeia de Abas ecimen o In e na de Reagen es do Se iço de
Pa ologia Clínica da ULS Ma osinhos
Alexand a Ca alho Mo ais
Ges ão da Cadeia de Abas ecimen o
In e na de Reagen es do Se iço de
Pa ologia Clínica da ULS Ma osinhos
Alexand a Ca alho Mo ais
Alexand a Ca alho Mo ais
Ges ão da Cadeia de Abas ecimen o
In e na de Reagen es do Se iço de
Pa ologia Clínica da ULS Ma osinhos
Es ágio
Mes ado em Ges ão de Unidades de Saúde
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso a Dou o a Naza é da Gló ia Gonçal es do
Rego
Ab il de 2025
iii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as
eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e
di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições
não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM
da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
i
AGRADECIMENTOS
O e dadei o encan o da ida é que odos os dias nos é dada a opo unidade de nos
eencon a mos e edescob i mos. Es a oi uma jo nada longa que, apesa de nem semp e
ácil, se o nou possí el a a és de mui o es o ço e de e minação.
Embo a po ezes soli á io, es e oi um caminho no qual con ei semp e com a mão de mui os
que são c uciais na minha ida.
A odos ocês, que o am indispensá eis nes e pe cu so deixo ago a os meus ag adecimen os.
Ag adece p imei amen e a odos os docen es que me acompanha am du an e a minha
passagem pela Uni e sidade do Minho, em especial à minha o ien ado a p o esso a dou o a
Naza é Rego, po odo o supo e, apoio e ensinamen os que me ansmi iu.
Ag adece ambém aos p o issionais da ULSM po oda a colabo ação, em especial à D a.
Geo gina Co eia, po me e abe o as po as des a ins i uição a a és da opo unidade de
desen ol e es e p oje o. Um especial ag adecimen o à D a. Ma a Lou enço, uma e dadei a
inspi ação, po odos os ensinamen os, po nunca me al a com pala as de incen i o e po
me pe mi i c esce enquan o pessoa e p o issional. Ao Filipe Sousa e à Ve a Lopes po odo
o apoio, po me mos a em o e dadei o signi icado de equipa e companhei ismo, pelas
pessoas especiais e p esen es que são na minha ida.
Aos meus pais, que cul i am em mim a on ade em ac edi a semp e nos meus sonhos. A i
mãe po se es uma on e de inspi ação, um exemplo de o ça, de e minação e sucesso. A i
pai, po me ensina es os p incípios pelos quais hoje me ejo, o espei o, a dedicação, a
ponde ação. Po se em o meu pa a semp e po o segu o e po que os de o o que hoje sou,
o meu ob igada ão g ande que as pala as não esc e em.
Ao meu i mão, que me é an o, que nunca al a com a pala a de con o o nas ho as ce as,
escolhe - e-ia em odas as minha ou as idas.
À minha es an e amília, em especial à minha ia Isabel que pa ilhou es e ciclo comigo e que
an as ezes oi ampa o e à minha a ó que se á semp e o ab aço com sabo a paz e a casa.
Às minhas colegas de cu so, em especial, à Joana, à Ca olina e à Inês, po se mos semp e a
o ça que mo e pa a o u u o, po odas as ezes que omos colo umas das ou as.
Aos meus amigos, em especial à Bá ba a que oi a p incipal impulsionado a des a jo nada, po
oda a o ça que me ansmi e e po odos es es anos de lealdade e companhei ismo.

A ocês o meu mui o ob igada, se ão pa a semp e luga es especiais no meu co ação.
Es e oi sem somb a de dú ida o pon o de i agem da minha ida e a opo unidade de
descob i a minha e dadei a ocação. Nunca pe cam a on ade de se encon a em, nunca
enham medo de a isca .
“Não enhamos p essa, mas não pe camos empo.”
José Sa amago
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e
con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou
alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua
elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do
Minho
iii
RESUMO
Logís ica e Ges ão da cadeia de abas ecimen o ep esen am, na á ea da saúde, pila es
essenciais pa a o uncionamen o e icien e das ins i uições pe mi indo uma simbiose que
possibili a a disponibilidade de ma e iais necessá ios pa a o a amen o e diagnós ico dos
u en es, con ibuindo pa a a minimização dos cus os e maximização da qualidade do se iço
p es ado. Segundo a li e a u a, as cadeias de abas ecimen o de uma ins i uição de saúde
ep esen am em média de ce ca de 15% dos cus os o çamen ais, podendo a ingi desde 30%
a 40% em hospi ais com um ní el de p ocu a ele ado (Ma ques, 2015).
Aos dias de hoje, nas ins i uições públicas p es ado as de cuidados saúde em Po ugal, a
cadeia de abas ecimen o in e na ep esen a um pon o aco, de ido à al a de in o ma ização
dos p ocessos que lhe es ão associados, diminuindo a possibilidade de con olo dos luxos e
aumen ando a p obabilidade de e os. Uma das causas des a debilidade elaciona-se com
al a de o çamen o alocado a ino ação des a á ea sendo, po isso, escassas as abo dagens de
melho ia ei as pa a con a ia es a endência (Almeida & Lou enço, 2009; Oli ei a, 2023).
O p esen e abalho e a a a análise da cadeia de abas ecimen o in e na de eagen es do
Se iço de Pa ologia Clínica da Unidade Local de Saúde de Ma osinhos (ULSM), a a és da qual
o am iden i icadas ine iciências e suge idas melho ias nos p ocessos.
A me odologia en ol eu uma abo dagem mis a, combinando análises quali a i as e
quan i a i as. As p incipais a i idades incluí am o diagnós ico da cadeia de abas ecimen o
in e na, que con ou com o mapeamen o da e e ida, análise de lis agens de a igos
in eg an es, ealização de uma in en a iação ísica, isi as a hospi ais públicos, análise dos
esul ados do in en á io in e no do a mazém do Se iço de Pa ologia Clínica e com a análise
ao núme o de in en á io exis en e mensalmen e no ano 2024.
Os esul ados des aca am p oblemas c í icos, como a al a de con olo de in en á io em
empo eal, p á icas de a mazenamen o inadequadas e lacunas de comunicação en e
se iços. Com base nes es esul ados, oi elabo ada uma p opos a de melho ia com i a no
aumen o da e iciência da cadeia de abas ecimen o em causa.
Pala as-Cha e: cadeia de abas ecimen o in e na; labo a ó io de pa ologia clínica; logís ica
in e na; se iços de saúde
ix
ABSTRACT
Logis ics and Supply Chain Managemen ep esen , in he heal hca e sec o , essen ial
pilla s o he e icien unc ioning o ins i u ions, enabling a symbiosis ha ensu es he
a ailabili y o necessa y ma e ials o pa ien ea men and diagnosis, while con ibu ing o
cos minimiza ion and he maximiza ion o se ice quali y. Acco ding o he li e a u e, supply
chains in heal hca e ins i u ions accoun o an a e age o a ound 15% o budge a y cos s,
and can each be ween 30% and 40% in hospi als wi h high demand le els (Ma ques, 2015).
Cu en ly, in public heal hca e ins i u ions in Po ugal, he in e nal supply chain ep esen s a
weak poin due o he lack o digi aliza ion in he associa ed p ocesses. This educes he abili y
o con ol lows and inc eases he likelihood o e o s. One o he oo causes o his weakness
is he insu icien budge alloca ed o inno a ion in his a ea, which esul s in a lack o
imp o emen ini ia i es o coun e his end (Almeida & Lou enço, 2009; Oli ei a, 2023).
This s udy p esen s an analysis o he eagen supply chain o he Clinical Pa hology
Depa men a he Local Heal h Uni o Ma osinhos (ULSM), h ough which ine iciencies we e
iden i ied and p ocess imp o emen s p oposed.
The me hodology adop ed a mixed-me hods app oach, combining bo h quali a i e and
quan i a i e analyses. The main ac i i ies included diagnosing he in e nal supply chain, which
in ol ed i s mapping, analysis o eagen lis ings, conduc ing a physical in en o y, isi ing
public hospi als, e iewing he esul s o he in e nal wa ehouse in en o y o he clinical
pa hology depa men , and analyzing mon hly in en o y le els h oughou he yea 2024.The
esul s highligh ed c i ical issues, such as he lack o eal- ime in en o y con ol, inadequa e
s o age p ac ices, and communica ion gaps be ween depa men s. Based on hese indings, a
se o imp o emen p oposals was de eloped o enhance he e iciency o he supply chain in
ques ion.
Keywo ds: in e nal supply chain; clinical pa hology labo a o y; in e nal logis ics; heal hca e
se ice
x i
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS
ACES
Ag upamen os de Cen os de Saúde
CPI
Cus os de Posse de In en á io
ERP
En e p ise Resou ce Planning
FIFO
Fi s -in-Fi s -Ou
JIT
Jus -in-Time
KPI
Key Pe o mance Indica o
MCDT
Meios Complemen a es de Diagnós ico e Te apêu ica
MRSA
Me hicillin- esis an S aphylococcus au eus
NDRIT
Núme o de Dias com Ro u a de In en á io po Pe íodo de Tempo
NEUT
Núme o de Encomendas U gen es po Pe íodo de Tempo
PCR
Polyme ase Chain Reac ion
QR
Quick Response Code
RFID
Radio-F equency Iden i ica ion
SASU
Se iço de A endimen o de Si uações U gen es
SNS
Se iço Nacional de Saúde
TCIF
Taxa de con o midade en e in en á io in o má ico e in en á io ísico
TMPR
Tempo Médio de P ocessamen o de Reclamações
ULS
Unidade Local de Saúde
ULSM
Unidade Local de Saúde de Ma osinhos
VAPPV
Valo de a igos pe didos po ul apassa do p azo de Validade

1
1. INTRODUÇÃO
1.1 Âmbi o
A Ges ão em Saúde ep esen a uma e en e ulc al e indispensá el que se cen a na
o ganização, coo denação e supe isão dos se iços de saúde, con ibuído pa a a e iciência,
qualidade e acessibilidade dos cuidados p es ados ao u en e. O ges o de se iços de saúde é,
po isso, esponsá el não só pelo planeamen o, como ambém pela implemen ação e
moni o ização das polí icas de saúde, de o ma a ga an i a o imização de ecu sos e a
sus en abilidade inancei a das o ganizações (Be na dino, 2017).
A logís ica, po sua ez, é uma á ea que desempenha um papel c ucial na ges ão de qualque
se iço de saúde, cen ando-se no planeamen o, execução e con olo de odas as a i idades
elacionadas com o luxo de ma e iais , inancei os e de in o mações que supo am a espos a
às necessidades do u en e e ga an em que os ecu sos se encon am disponí eis no momen o
e quan idade ce a, de o ma a esponde à p ocu a, pe mi indo a p e enção de o u as e
excessos de in en á io, a minimização de cus os e a melho ia da qualidade do a endimen o
p es ado (Ca alho & Ramos, 2022) .
A Unidade Local de Saúde de Ma osinhos (do a an e, ULSM), que se á desc i a a dian e no
subcapí ulo 1.2, é uma ins i uição de saúde pública undada no ano 1999 que in eg a di e sas
unidades de p es ação de di e en es cuidados, desde cuidados de saúde p imá ios a cuidados
hospi ala es (Se iço Nacional de Saúde, 2024b).
O Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM, local onde oi ealizado o es ágio cu icula sob e o
qual incide es e abalho, in eg a-se no Depa amen o de Meios Complemen a es de
Diagnós ico e Te apêu ica (MCDT) da ins i uição e em como missão ealiza exames
complemen a es analí icos com ga an ia de qualidade à comunidade que eco e aos
cuidados de saúde p imá ios (ACES) e hospi ala es (Se iço Nacional de Saúde, 2024a). Nes e
con ex o, o abalho desen ol ido abo da o p oblema iden i icado du an e o es ágio
ealizado: a ges ão ine icien e da cadeia de abas ecimen o de eagen es in e na do Se iço de
2
Pa ologia Clínica da ULSM, consequen e de p oblemas como são exemplo a alha de
comunicação en e se iços e a al a de in o ma ização da cadeia. Es a ques ão em como
consequência pe das inancei as anuais pa a a ins i uição associadas à al a de con olo de
in en á ios, como são exemplo as pe das associadas ao ence do p azo de alidade dos
a igos po al a de capacidade de as eamen o. Iden i icam-se ainda pe das associadas ao
empo gas o pelos colabo ado es na esolução de p oblemas associados à al a de
o ganização da cadeia e às p á icas ea i as de ges ão da mesma. Po ou o lado, es e
p oblema pode ainda impac a nega i amen e a qualidade dos cuidados p es ados aos
u en es de ido a o u as de a igos deco en es dessa mesma al a de con olo le ando, po
isso, a a asos no diagnós ico.
1.2 Unidade Local de Saúde de Ma osinhos
A ULSM, c iada em 1999, ep esen a um ma co na his ó ia do Se iço Nacional de Saúde
(do a an e, SNS) po e sido a p imei a unidade local de saúde undada em Po ugal,
esul an e da junção do Hospi al Ped o Hispano com qua o cen os de saúde do concelho de
Ma osinhos, açando assim um pe cu so inédi o na p ocu a de uma melho qualidade
assis encial (Se iço Nacional de Saúde, 2025).
Aos dias de hoje, pa a além do Hospi al Ped o Hispano, a ULSM inclui ainda se e unidades de
cuidados de saúde p imá ios (Cen o de Diagnós ico Pneumológico, Cen o de Saúde
Ma osinhos, Cen o de Saúde São Mamede de In es a, Cen o de Saúde Senho a da Ho a,
Cen o de Saúde de Leça da Palmei a, Unidade de Saúde Pública, SASU Ma osinhos),
ap esen ando um núcleo in eg ado de di e en es cuidados e o e ecendo uma espos a mais
e icaz, e icien e e con inua aos seus u en es (Se iço Nacional de Saúde, 2025).
De o ma a i ao encon o das necessidades da população a ULSM o e ece uma panóplia de
ce ca de in e e cinco especialidades ap esen ando um o al de 351 camas pa a in e namen o.
Pa a a p es ação des es e ou os se iços, a ins i uição ap esen a um núcleo de ce ca de 2748
colabo ado es, dos quais ce ca de 26% são pessoal médico e 35% en e mei os (Unidade Local
de Saúde de Ma osinhos, 2023).
A ULSM dá espos a a uma as a á ea populacional, que inclui não só a população do concelho
de Ma osinhos, ce ca de 173.451 habi an es, mas ambém os habi an es dos concelhos de
Vila do Conde e Pó oa de Va zim, como en idade e e encia. Assim, es a ins i uição ab ange
3
um o al de 318 mil cidadãos, ou seja, ce ca de 4,8% da população da egião No e (Unidade
Local de Saúde de Ma osinhos, 2023).
De modo a ep esen a com cla eza a iden idade da o ganização, se ão desc i os a sua missão,
alo es e isão. A missão de uma o ganização de ine o seu p opósi o undamen al, ou seja,
iden i ica o papel que a o ganização desempenha na sociedade e des aca o seu comp omisso
pa a com os seus clien es e a comunidade (Mi a, 2019). A ULSM em como missão p omo e
a saúde com base na iden i icação das necessidades da comunidade, ga an indo o acesso a
cuidados de saúde in eg ados, p e en i os, pe sonalizados, humanizados, de excelência
écnica, cien í ica e elacional, ao longo de odo o ciclo i al, c iando um o e sen ido de
inculação e con iança nos colabo ado es(as) e nos(as) u en es (Se iço Nacional de Saúde,
2024b).
Po ou o lado, a isão de uma ins i uição ep esen a as me as e obje i os u u os que es a
p e ende alcança (Mi a, 2019). Nes e con ex o, a ULSM em como isão se um modelo de
excelência e e e ência na p omoção da saúde, na p e enção da doença e na p es ação de
cuidados de saúde in eg ados, ocando-se, po isso, na pessoa e na comunidade (Se iço
Nacional de Saúde, 2024b).
Os alo es de uma o ganização de inem-se como os p incípios undamen ais que o ien am o
compo amen o e as decisões den o da o ganização (Mi a, 2019). A ULSM ege-se pelo alo
p imo dial da ida e da dignidade da pessoa, a i ude de se iço, compe ência, e iciência,
equidade, acessibilidade, in eg idade, qualidade, esponsabilidade, igualdade e não
disc iminação (Se iço Nacional de Saúde, 2024b).
A ualmen e, a ULSM ap esen a uma es u u a o ganizacional que se di ide em cinco g andes
á eas (concelho de adminis ação, comissão de apoio écnico, á ea assis encial, ges ão e
logís ica), que, po sua ez, se subdi idem em di e en es depa amen os al como
ep esen ado no o ganig ama p esen e no Apêndice I (Se iço Nacional de Saúde, 2025).
Po ém, es e abalho es inge-se apenas ao Se iço de Pa ologia Clínica da ins i uição, local
onde oi ealizado o es ágio cu icula em ques ão, que se enquad a no Depa amen o MCDT
e que se e odas as especialidades médicas da ins i uição que equisi em os seus se iços
(Se iço Nacional de Saúde, 2024a).
4
1.3 Se iço de Pa ologia Clínica
A Pa ologia Clínica é a especialidade médica que se dedicada ao diagnós ico clínico
p esun i o de al e ações do es ado de saúde e moni o ização de e apêu icas, a a és de
exames labo a o iais (Se iço Nacional de Saúde, 2024a).
O Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM inclui-se no Depa amen o MCDT que, po sua ez, na
es u u a o ganizacional desc i a an e io men e e ep esen ada no Apêndice I, se enquad a
na á ea assis encial. Es e se iço em como missão ealiza exames complemen a es analí icos
de qualidade à comunidade que eco e aos cuidados de saúde p imá ios (ACES) e
hospi ala es, o ien ando-se segundo as boas p á icas labo a o iais, con ibuindo pa a os
cuidados de saúde p es ados aos u en es (Se iço Nacional de Saúde, 2024a).
Es e se iço subdi ide-se em cinco di e en es á eas: a U gência, a Hema ologia, a
Imunologia/Se ologia, a Mic obiologia e a Bioquímica (desde 2008, com CORElab- Unidade
al amen e au oma izada de p odução) (Se iço Nacional de Saúde, 2024a).
Todas es as á eas dedicam-se à ealização de análises a amos as biológicas colhidas pelos
écnicos e en e mei os da ins i uição, que a ní el de cuidados hospi ala es, que a ní el de
cuidados p imá ios com o obje i o de ealiza um diagnós ico p esun i o de o ma a
esponde às necessidades dos clien es. Pa a al, o Se iço con a com um o al de 61
p o issionais alocados às di e en es á eas, en e os quais 33 pe encem à ca ego ia de écnicos
supe io es de diagnós ico e e apêu ica, 10 à ca ego ia médica, 3 à ca ego ia de assis en e
ope acional e 15 à ca ego ia de assis en e écnico.
Todas as á eas que se incluem no Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM são o necidos pela
cadeia de abas ecimen o in e na de eagen es em es udo nes e abalho, que se á explo ada
no p óximo capí ulo 4.
5
1.4 P oblema e Obje i os
O Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM, é equipado com ecnologia de pon a que pe mi e
ga an i uma espos a e icaz e de qualidade as necessidades dos u en es que o p ocu am,
con udo, no que diz espei o a p ocessos in e nos ap esen a alguns p oblemas que colocam
em causa a e iciência dos esul ados. Um des es p oblemas, al o de es udo no p esen e
abalho, p ende-se com a ges ão ine icien e da sua cadeia de abas ecimen o in e na de
eagen es associadas à inco e a ges ão de in en á ios, p á icas inco e as de
a mazenamen o, luxos de in o mação pouco coesos, en e ou os.
Assim sendo, os p esen es abalhos êm em is a esponde aos seguin es obje i os p é-
de inidos:
• ealiza um diagnós ico da si uação inicial da cadeia de abas ecimen o in e na de
eagen es do Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM;
• iden i ica as alhas exis en es na cadeia de abas ecimen o in e na de eagen es
do Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM;
• ealiza uma p opos a de melho ia da cadeia de abas ecimen o in e na de
eagen es do Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM;

6
1.5 Es u u a
De o ma a e le i o abalho ealizado o p esen e ela ó io encon a-se di idido em oi o
capí ulos.
O p imei o capí ulo consis e numa in odução que se cen a não só na con ex ualização do
âmbi o do es ágio, do p oblema em es udo e obje i os do mesmo, como ambém na
ap esen ação da ins i uição e se iço de acolhimen o.
No capí ulo dois é ealizada uma b e e e isão da li e a u a com im a enquad a as p incipais
emá icas abo dadas no deco e do p ocesso de in es igação ap esen ado dai em dian e.
O e cei o capí ulo, po sua ez, oca-se na me odologia, de o ma a con ex ualiza os mé odos
em que se baseia es e abalho ap esen ando a es a égia de in es igação u ilizada, bem como
os mé odos de ecolha e análise, espe i as limi ações e ipos de dados incluídos nes e es udo.
O qua o capí ulo, oca-se no caso al o de es udo nes a in es igação endo como p incipais
obje i os e le i o abalho desen ol ido no pe íodo de es ágio e ap esen a os esul ados
ecolhidos nes e con ex o.
O capí ulo cinco, cen a-se na ap esen ação de uma p opos a de melho ia, endo em con a a
análise dos dados a e idos no capí ulo qua o, com o obje i o de suge i al e ações de
p ocedimen os que pe mi am caminha no sen ido da ino ação e da melho ia con ínua dos
p ocessos.
O sex o capí ulo consis e na discussão dos dados a e idos no caso de es udo, ap esen ados no
capí ulo qua o.
O sé imo capí ulo consis e na ap esen ação das p incipais conclusões a e idas do abalho
ealizado e numa b e e e lecção da expe iência de es ágio cu icula enquan o ges o a de
saúde.
No oi a o e úl imo capí ulo, é ap esen ada a base bibliog á ica u ilizada pa a a ealização
des e ela ó io de es ágio.
7
2. REVISÃO DA LITERATURA
No p esen e capí ulo, ealiza -se-á uma e isão da li e a u a ela i a às emá icas
abo dadas no deco e do abalho, mais conc e amen e ges ão e con olo de in en á io,
o ganização de a mazém, e ou as ques ões logís icas que se enquad am no caso de es udo.
Es e capí ulo em, po isso, como p incipal obje i o de ini os p incipais concei os abo dados
no caso de es udo, de o ma a pe mi i melho comp eensão do e e ido. Po ou o lado,
a a és des a e isão oi possí el in e p e a os esul ados ob idos no es udo de caso
compa ando-os com o desc i o na li e a u a. Es a abo dagem pe mi iu ainda de ini concei os
c uciais pa a a edação da p opos a de melho ia. O p ocesso de pesquisa bibliog á ica e e
início em se emb o do ano 2024 e cen ou-se nos concei os de logís ica e ges ão de cadeias
de abas ecimen o, ges ão e con olo de in en á ios, ges ão de in en á ios em Se iços de
Pa ologia Clínica e me odologia lean na logís ica em o ganizações de saúde.
2.1 Logís ica e Ges ão da Cadeia de Abas ecimen o na Saúde
Segundo Council o Supply Chain Managemen (2013) a ges ão da logís ica de ine-se como
a pa e da ges ão da cadeia de abas ecimen o que planeia, implemen a e con ola o luxo
e icien e e e icaz, a mon an e e a jusan e, e o a mazenamen o de bens, se iços e in o mações
en e o pon o de o igem e o pon o de consumo com a inalidade de sa is aze as necessidades
dos clien es. As a i idades de ges ão logís ica englobam, na gene alidade, a ges ão dos
anspo es de en ada e de saída, a ges ão de o as, o a mazenamen o, a mo imen ação de
ma e iais, o cump imen o de encomendas, a conceção de edes logís icas, a ges ão de
in en á ios, o planeamen o da o e a/p ocu a e a ges ão de p es ado es de se iços logís icos
e cei os. Em g aus a iá eis, a unção logís ica inclui ambém o sou cing e o p ocu emen , o
planeamen o e a p og amação da p odução, a embalagem e a mon agem, e o se iço ao
clien e. Es á en ol ida em odos os ní eis de planeamen o e execução - es a égica,
ope acional e á ica. A ges ão logís ica é uma unção que coo dena e o imiza odas as
a i idades logís icas e as in eg a com ou as unções, incluindo ma ke ing, endas, p odução,
inanças e ecnologias da in o mação.
Po ou o lado, a cadeia de abas ecimen o de ine-se como um sis ema dinâmico que en ol e
o necedo es, ab ican es, dis ibuido es, e clien es, no qual, po no ma, o luxo de ma e iais
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é di ecionado no sen ido o necedo es-clien es, ou seja, de mon an e pa a jusan e, e as
in o mações luem bidi eccionalmen e (Chop a & Meindl, 2016).
Na á ea da saúde, ambos os concei os ep esen am pila es essenciais pa a o uncionamen o
e icien e das ins i uições, ga an indo a disponibilidade de ma e iais necessá ios pa a o
a amen o e diagnós ico, con ibuindo pa a a minimização dos cus os e maximização da
qualidade do se iço p es ado (Ca alho & Ramos, 2022).
Segundo Abdulsalam & Schnelle (2019), as cadeias de abas ecimen o de uma ins i uição de
saúde ep esen am em média de ce ca de 15% dos cus os o çamen ais, podendo a ingi desde
30% a 40% em hospi ais com um ní el de p ocu a mais ele ado. Po ou o lado, Ma ques
(2015), ap esen a es ima i as mais ele adas, a i mando que se p e ê que ce ca de 46% do
o çamen o ope acional de um hospi al seja alocado a a i idades elacionadas com logís ica,
27% dos quais são a ibuídos a ma e ial e equipamen os e 19% a mão de ob a. O au o
de ende ainda que uma o imização dos p ocessos logís icos pode le a a uma edução de
ce ca de 48% des es cus os, melho ando ainda o ní el de se iços hospi ala es.
No se o da saúde pública em Po ugal a cadeia de abas ecimen o in e na ep esen a um
pon o aco de mui as o ganizações (Oli ei a, 2023). Segundo Almeida & Lou enço (2009),
nas ins i uições públicas, a p essão o çamen al e as exigências de qualidade no a endimen o
des acam a impo ância de uma ges ão in eg ada e es a égica das ope ações logís icas, de
o ma a ga an i não só a e iciência dos p ocessos, como ambém a segu ança e qualidade dos
se iços p es ados.
As ins i uições de saúde em Po ugal en en am ainda ou os desa ios nes a á ea, de ido
p incipalmen e à agmen ação de sis emas, is o que a maio ia dos hospi ais ap esen a al a
de in es imen o em sis emas de in o mação (Lapão, 2016; Vidigal, 2025). Es a al a de meios
in o má icos e le e-se em consequências na á ea logís ica em conc e o, uma ez que di icul a
a in eg ação de dados e a as eabilidade de ma e iais, bem como a ealização de p e isões
de consumo, o que se pode aduzi an o no excesso como na o u a de in en á ios (Ca alho
& Ramos, 2022).
Segundo Almeida & Lou enço (2009), es a al a de in o ma ização e le e-se ainda em alhas
no luxo de in o mação en e se iços podendo in luencia nega i amen e a omada de
decisão. Os so wa es in eg ados de ges ão ap esen am, nes a e en e, um papel ulc al is o
que auxiliam a omada de decisão conscien e, a o imização de p ocessos e a consequen e
esolução de p oblemas es a égicos, á icos e de planeamen o (Ca alho & Ramos, 2022).
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A implemen ação de ecnologias, como sis emas de ges ão de dados, em-se demos ado
undamen al e ans o mado a na o ma como os hospi ais ge em as suas cadeias de
abas ecimen o, is o que a au omação e a digi alização dos p ocessos de ges ão de
in en á ios pe mi em não só aumen a a p ecisão de p e isões e as eamen o, como
ambém possibili a uma espos a mais ágil às necessidades dos se iços de saúde (Ca alho &
Ramos, 2022).
Conclui-se, po isso, que logís ica e ges ão da cadeia de abas ecimen o são concei os ulc ais
que, apesa de dis in os, se in e ligam e que ap esen am um papel de ele ada ele ância nos
esul ados das ins i uições de saúde.
2.2 Ges ão e con olo de in en á ios
A ges ão e con olo dos in en á ios é um concei o que em po base di e en es p ocessos
cuja p incipal inalidade é moni o iza , o ganiza e o imiza os in en á ios de uma
o ganização, assegu ando que os p odu os necessá ios se encon am disponí eis na
quan idade, no local e o momen o ce os (Ca alho & Ramos, 2022).
Segundo Ca alho & Ramos (2022), a ges ão de in en á ios é uma e en e da logís ica que,
na á ea da saúde, desempenha um papel c ucial is o que impac a an o a e iciência
ope acional, como a qualidade do a endimen o e a segu ança dos u en es que eco em aos
se iços de saúde.
Po ou o lado, a li e a u a essal a a elação di e a en e a ges ão de in en á ios e a qualidade
do a endimen o ao u en e, co elacionando a disponibilidade imedia a de ecu sos
adequados com melho es esul ados clínicos. Con udo, a al a des es pode a asa
p ocedimen os c í icos diminuindo a segu ança associada aos cuidados p es ados,
impac ando nega i amen e a expe iência do u en e, podendo es a na o igem de
de e io ação da sua sa is ação, bem como, dos seus esul ados de saúde (Ca alho & Ramos,
2022). De aco do com O ganização Mundial de Saúde (2019), a ges ão ine icien e de
in en á ios pode esul a em e en os ad e sos, como a u ilização de ecu sos o a da alidade
ou a al a de equipamen os essenciais du an e episódios de eme gências.
Nes e sen ido, de ido à ele ância da ges ão de in en á ios na á ea da saúde e ao seu impac o
an o a ní el inancei o como a ní el da qualidade na espos a às necessidade do u en e,
16
con ibui pa a a edução dos despe dícios e pa a a melho ia dos p ocessos (Ca alho &
Ramos, 2022).
Segundo Ma in-Ga cia e al. (2021), na á ea da logís ica da saúde o mapeamen o da cadeia de
alo é uma e amen a que ap esen a um conjun o de an agens uma ez que pe mi e a
iden i icação de despe dícios e a o imização de p ocessos con ibuindo pa a uma ges ão mais
e icien e.
A a és da aplicação des a e amen a é possí el ealiza uma análise ap o undada que
pe mi a às ins i uições de saúde a iden i icação de alhas e a implemen ação de melho ias
es a égicas com im na minimização das e e idas, pe mi indo eduzi cus os, e i a a asos
e ga an i que os ecu sos es ejam disponí eis no momen o ce o e na quan idade adequada.
Nes e sen ido, es a é uma e amen a que se demos a c ucial pa a a melho ia dos p ocessos
logís icos na á ea da saúde pe mi indo a melho ia da qualidade e da segu ança dos se iços
o e ecidos aos u en es.
2.4.3 Diag ama de Ishikawa
O Diag ama de Ishikawa, ambém designado po diag ama de causa e e ei o ou
diag ama espinha de peixe, oi c iado pelo japonês Kao u Ishikawa a meados do século in e
Es e é uma e amen a de ges ão u ilizada pa a iden i ica e analisa as possí eis causas de
um p oblema ou e ei o especí ico. Es e diag ama ap esen a um o ma o de peixe onde a
cabeça ep esen a o p oblema ou e ei o a analisa e as espinhas a pu a i as causas do e e ido
(In e lake Mecalux, 2024). As causas, po sua ez são o ganizadas em ca ego ias p incipais,
como ma e iais, mé odos, mão de ob a, máquinas, meio ambien e e medidas (6M),
pe mi indo uma isão es u u ada dos a o es que in luenciam um de e minado p ocesso, al
como ep esen ado na Figu a 1 (Ca alho & Ramos, 2022). Es a é uma e amen a
amplamen e u ilizada no âmbi o da ges ão da qualidade uma ez que auxilia na iden i icação
da o igem do p oblema, e pe mi e epensa a possí el implemen ação de soluções e icazes.
Na á ea da Logís ica es a é uma e amen a que o e ece imensas an agens uma ez que
pe mi e iden i ica pon os c í icos de uma cadeia de abas ecimen o que possam impac a a
disponibilidade de ma e iais, a o ganização do a mazém, a e iciência da dis ibuição e a
comunicação en e se iços ou se o es (In e lake Mecalux, 2024). Dessa o ma, o Diag ama

17
de Ishikawa con ibui pa a a edução de despe dícios, o imização de p ocessos e aumen o da
e iciência ope acional na logís ica.
Figu a 1- Es u u a do Diag ama de Ishikawa, au o ia p óp ia.
18
3. METODOLOGIA
3.1 Enquad amen o e au o izações
O p esen e abalho oi desen ol ido no âmbi o do es ágio cu icula ealizado no Se iço
de Pa ologia clínica da ULSM. O es ágio cu icula oi ap o ado pela en idade de acolhimen o
no dia 25 de julho de 2024. Pa a além da au o ização do es ágio, oi ambém o malizado um
pa ece po pa e da ges o a do Depa amen o MCDT, ap o ado pelo concelho de
adminis ação da ULSM, que au o izou a u ilização dos dados ecolhidos pa a ins académicos.
O p incipal obje i o da in es igação su giu de um p oblema o ganizacional conc e o, já
mencionado an e io men e: a ges ão ine icien e da cadeia de abas ecimen o in e na de
eagen es do Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM. Assim, o abalho ealizado e e como oco
a análise inicial da e e ida cadeia e a consequen e elabo ação de uma p opos a de melho ia,
que pe mi isse aumen a a e iciência e qualidade dos se iços p es ados. Nes e sen ido, o
mé odo que se demos ou mais adequado ao p opósi o da in es igação oi a abo dagem
indu i a baseada na análise de p ocessos e p ocedimen os, que po obse ação di e a, que
a a és de análise documen al (Saunde s e al., 2019).
19
3.2 Es a égia de in es igação
Com o obje i o de es uda o p oblema em in es igação, oi desen ol ido um planeamen o
com base na me odologia es udo de caso. Es e ipo de me odologia baseia-se numa
abo dagem que isa a iden i icação e comp eensão de p oblemas de o ma ap o undada e
con ex ualizada (Saunde s e al., 2019). Nes e sen ido, o am de inidas di e en es ases do
p oje o, que se ão adian e desc i as, e oi delineado um c onog ama, ap esen ado no
Apêndice II, de o ma a de ini p azos e a conduzi os p ocedimen os pa a que osse possí el
esponde aos obje i os de inidos du an e o pe íodo de es ágio, ou seja, 3 meses.
• Fase 1- Análise da cadeia de abas ecimen o in e na de eagen es
• Mapeamen o da cadeia de abas ecimen o em es udo
Com im a ep esen a os luxos de ma e iais e in o mação da cadeia de abas ecimen o
in e na do Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM oi ealizado o seu mapeamen o. A a és
des e p ocesso, oi possí el isualiza e analisa odos os p ocedimen os exis en es pa a os
luxos da cadeia de abas ecimen o in e na, desde comp as, egis os de en ada e consumo,
dis ibuição, a mazenamen o, en e ou os, possibili ando a iden i icação de edundâncias,
ga galos e alhas (Ca alho & Ramos, 2022).
Nes e p ocesso, ealizou-se a ecolha de dados quali a i os ela i os a luxos de ma e iais e
in o mação aplicando, pa a isso, di e en es mé odos de ecolha. Des a o ma, u ilizou-se o
mé odo de obse ação di e a, onde o am ob idos dados quali a i os ela i os aos luxos de
ma e iais e in o mação da cadeia em es udo, desde o momen o do pedido de comp a do
a igo, a é ao momen o do consumo, al como desc i o na secção 4.1 des e documen o. Pa a
es a ase, o am ambém aplicadas en e is as semies u u adas aos colabo ado es
in e enien es na cadeia a a és de algumas euniões, desc i as na Tabela 2 e na Tabela 3, e
de acompanhamen o no e eno, aplicando o guião p esen e no Apêndice III, de modo a
comp eende os luxos, os p incipais pon os acos e o pon o de is a do colabo ado
ela i amen e aos p ocedimen os em igo . Po im, oi ealizado o mé odo de análise
documen al pa a a e igua os p ocedimen os e e en es aos egis os in o má icos de
en adas e consumos de a igos, bem como as in o mações que con emplam esses
documen os.
20
• Análise de egis os de a igos in eg an es na cadeia de abas ecimen o in e na do
Se iço de Pa ologia Clínica
De o ma a iden i ica os a igos que e e i amen e cons i uíam o a cadeia de
abas ecimen o in e na do Se iço e a a ualiza os egis os exis en es, o am analisadas as
lis agens ex aídas do Sis ema in o má ico in e no da ins i uição (Glin ). A a és des a análise
oi possí el elimina a igos ex in os da o ina a ualizando a in o mação, pe mi indo acili a
o p ocesso de ges ão e con olo de in en á ios (Ca alho & Ramos, 2022). Es e p ocesso oi
ealizado num pe íodo empo al de um mês (ou ub o de 2024). A a és de análise dos egis os
exis en es no sis ema in o má ico in e no da ins i uição (Glin ), o am ecolhidos dados
quan i a i os ais como o núme o de a igos ex in os, o núme o de a igos in eg an es na
cadeia em es udo e in o mações de alhadas de cada um deles ais como mo imen os e cus os
uni á ios associado, al como desc i o na secção 4.2.
• In en a iação ísica do a mazém do Se iço de Pa ologia Clínica
De o ma a quan i ica o in en á io exis en e no a mazém do Se iço de Pa ologia Clínica
da ULSM e a comp eende a iabilidade do mé odo de ges ão aplicado, oi ealizado uma
in en a iação ísica dos a igos exis en es. Nes e p ocesso, o am ecolhidos dados
quan i a i os ais como o núme o de unidades dos á ios a igos exis en es em a mazém e o
núme o de a igos que não cons a am em s ock in o má ico. Os dados e e en es ao núme o
de a igos ísicos o am ob idos a a és de obse ação di e a po con agem manual, cujo
p ocedimen o aplicado se encon a desc i o na secção 4.3 des e ela ó io. Po ou o lado, os
dados e e en es ao s ock in o má ico o am ob idos a a és de análise documen al dos
egis os do so wa e in e no Glin . Foi ainda possí el a e i os alo es mone á ios e e en es
ao in en á io exis en e, a a és do c uzamen o dos dados do cus o uni á io de cada a igo,
ecolhidos u ilizando o mé odo de análise documen al mencionada no subcapí ulo 4.2, com
os dados ob idos no p ocesso de in en a iação.
• Fase 2- Análise de moni o izações in e nas
• Análise dos esul ados do p ocesso de in en a iação in e no
De o ma a analisa o p ocedimen o de in en á io in e no ealizado ao a mazém do
Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM pelo Se iço de Logís ica, desc i o na secção 4.4 des e
documen o, o am analisados os dados ob idos nes a in en a iação ealizada a 14 de
no emb o de 2024.
21
Pa a a ecolha des es dados oi aplicado o mé odo de análise documen al do ela ó io de
in en á io o necido pelo Se iço de Logís ica.
• Análise dos egis os de a igos exis en es em in en á io in o má ico mensalmen e no
ano 2024
De o ma a comp eende a iabilidade do mé odo de ges ão de in en á io aplicado pelos
colabo ado es que ge em o in en á io do a mazém do Se iço de Pa ologia Clínica, no pe íodo
de ealização do p ocedimen o de in en a iação in e na ealizada pelo Se iço de Logís ica,
desc i a na secção 4.5, oi ealizada a análise dos dados das exis ências de in en á io mensais
egis adas no sis ema in o má ico Glin .
Es es dados o ma ob idos po análise documen al do egis o de exis ências no sis ema
in o má ico no dia 14 de cada um dos meses do ano 2024. Foi escolhido o dia 14 de o ma a
uni o miza as compa ações, uma ez que o in en á io in e no oi ealizado dia 14 de
no emb o de 2024.
Fase 3- Visi as aos Se iços de Pa ologia clínica de hospi ais públicos conco en es
Aplicando benchma king, o am ealizadas isi as aos Se iços de Pa ologia Clínica de
alguns hospi ais, como é o caso do Hospi al de B aga e do Hospi al de São João. Des a o ma,
o am ecolhidos dados quali a i os ela i os às p á icas de ges ão logís ica de ou os se iços
públicos, al como ap esen ado na secção 4.6. Os e e idos dados o am ob idos a a és de
obse ação di e a das cadeias de abas ecimen o de cada uma das ins i uições isi adas.
A a és de ques ões in o mais oi ainda possí el ob e o eedback dos colabo ado es sob e os
p ocedimen os execu ados no âmbi o da ges ão das cadeias mencionadas.
Fase 4- P opos a de melho ia da cadeia de abas ecimen o in e na
Após a ealização do le an amen o da si uação da cadeia de abas ecimen o in e na e
da análise dos dados ecolhidos, oi desen ol ida uma p opos a de melho ia, desc i a no
capí ulo 5 des e ela ó io, a im de al e a de e minadas p á icas iden i icadas e incen i a a
adoção de no as es a égias que pe mi am aumen a a qualidade da cadeia e espe i os
luxos e mi iga as alhas iden i icadas.

22
3.3 Recolha de dados
A pesquisa ealizada e e uma na u eza mis a, combinando mé odos quan i a i os e
quali a i os pa a uma análise ab angen e da cadeia de abas ecimen o in e na do Se iço de
Pa ologia Clínica. Es e es udo pe mi iu, po isso, uma abo dagem p á ica e colabo a i a,
ocada na solução do p oblema de in es igação e na de inição de es a égias que pe mi issem
a melho ia dos p ocessos.
• Tipos de in o mação ecolhida:
Os dados ecolhidos du an e o pe íodo de es ágio, bem como o pe íodo e on e de
ecolha encon am-se explanados na Tabela 1.
Tabela 1- Tipo de in o mação ecolhida.
Dados
Tipo de dados
Pe íodo
Fon e de ecolha
Núme o de a igos
in eg an es na cadeia de
abas ecimen o
Quan i a i o
2024
• Dados ob idos do so wa e Glin
• Análise de alhada a a és do
so wa e Mic oso Excel
Núme o de a igos ex in os da
cadeia de abas ecimen o no
ano 2024
Quan i a i o
2024
• Dados ob idos do so wa e Glin
• Análise de alhada a a és do
so wa e Mic oso Excel
In en á io ísico em a mazém
Quan i a i o
06/11/2024-
07/11/2024
• Con agem manual
Cus os do in en á io
Quan i a i o
06/11/2024-
07/11/2024
• Dados ob idos do so wa e Glin
• C uzamen o de dados ob idos
u ilizando o so wa e Mic oso
Excel
In en á io ísico
Quan i a i o
14/11/2024
• Rela ó io de in en a io in e no
Núme o de a igos exis en es
no in en á io no sis ema
in o má ico Glin
mensalmen e
Quan i a i o
Dia 14 de
odos dos
meses do ano
2024
• Dados ob idos do so wa e Glin
Fluxos da cadeia de
abas ecimen o in e na
Quali a i o
ou ub o de
2024
• Obse ação di e a
• En e is as semies u u adas (Guião
Apêndice III)
23
Dados
Tipo de dados
Pe íodo
Fon e de ecolha
• Reuniões e e idas na Tabela 2
Feedback dos colabo ado es
ela i amen e ao p ocesso
exis en e
Quali a i o
ou ub o,
no emb o,
dezemb o de
2024
• En e is as semies u u adas (Guião
Apêndice III)
• Reuniões e e idas na Tabela 2
P á icas de ges ão de
in en á io
Quali a i o
ou ub o,
no emb o,
dezemb o de
2024
• Obse ação di e a
• En e is as semies u u adas (Guião
Apêndice III)
• Reuniões e e idas na Tabela 2
A ecolha dos dados mencionados sup a oi ealizada a a és de di e en es mé odos, desde
análise documen al a obse ação di e a e análise do uncionamen o do sis ema in o má ico,
al como desc i o na Tabela 1.
Assim, numa ase inicial, o am ecolhidos dados quali a i os, essencialmen e a a és de
en e is as in o mais ( euniões), al como ap esen ado na Tabela 2.
Tabela 2- Reuniões ealizadas du an e o es ágio cu icula com im na ecolha de dados.
Mês
Da a
Local
Pa icipan es
Assun o
Agos o
2024
05/08/2024
ULSM
Ges o a do Depa amen o
MCDT
Ap esen ação do es ágio a
desen ol e
Agos o
2024
08/08/2024
ULSM
Ges o a do Depa amen o
MCDT
Ap esen ação da p opos a
de in es igação po pa e
da ins i uição de
acolhimen o
Agos o
2024
12/08/2024
ULSM
Ges o a do Depa amen o
MCDT; Di e o a do Se iço de
Logís ica; Coo denado a do
Se iço de Pa ologia Clínica
Ap esen ação do
p oblema p opos o pa a
in es igação pelos
di e en es p o issionais
en ol idos.
Se emb o
2024
02/09/2024
ULSM
Ges o a do Depa amen o
MCDT
Ap esen ação dos se iços
onde oi ealizado o
es ágio cu icula
Se emb o
2024
03/09/2024
ULSM
Ges o a do Depa amen o
MCDT, Coo denado do
a mazém de Logís ica, Di e o a
do Se iço de Logís ica,
Coo denado a do Se iço de
Pa ologia Clínica
Análise ge al da cadeia de
abas ecimen o in e na em
es udo.
Se emb o
2024
10/09/2024
ULSM
Coo denado do a mazém de
Logís ica
Análise da eceção dos
a igos encomendados
Se emb o
2024
11/09/2024
ULSM-
Se iço de
Pa ologia
Clínica
Técnica coo denado a do
Se iço de Pa ologia Clínica
Análise da eceção e
a mazenamen o dos
a igos no Se iço de
Pa ologia clínica.
24
Mês
Da a
Local
Pa icipan es
Assun o
Ou ub o
2024
09/10/2024
Hospi al de
B aga
Técnico do Se iço de pa ologia
clínica do hospi al de b aga
Análise da cadeia de
abas ecimen o do Se iço
de Pa ologia Clínica do
Hospi al de B aga
Ou ub o
2024
16/10/2024
ULSM
Ges o a do Depa amen o
MCDT; Di e o a do Se iço de
Logís ica; Coo denado a do
Se iço de Pa ologia Clínica
Ap esen ação de algumas
p á icas posi i as
iden i icadas na cadeia de
abas ecimen o do Hospi al
de B aga
No emb o
2024
04/11/2024
ULSM
Ges o a do Depa amen o
MCDT; Di e o a do Se iço de
Logís ica; Coo denado a do
Se iço de Pa ologia Clínica
Ap esen ação de uma
p opos a de melho ia
No emb o
2024
18/11/2024
ULSM
Ges o a do Depa amen o
MCDT; Di e o a do Se iço de
Logís ica; Coo denado a do
Se iço de Pa ologia Clínica;
Engenhei o do sis ema
in o má ico Glin ; Engenhei o
do sis ema in o má ico
Oneso ock (Abbo )
Discussão de
possibilidades de
in o ma ização da cadeia
Dezemb o
2024
03/12/2024
ULSM
Ges o a do Depa amen o
MCDT; Di e o a do Se iço de
Logís ica; Coo denado a do
Se iço de Pa ologia Clínica
Análise do esul ado da
con agem do in en á io
in e na;
Análise dos esul ados da
con agem ísica do
in en á io ealizado no
âmbi o do es ágio;
No âmbi o da ecolha de in o mação o am ainda ealizadas ce ca de cinco en e is as
semies u u adas a a és do guião p esen e no Apêndice III, com p o issionais an o do
Se iço de Pa ologia Clínica, como do Se iço de Logís ica, en e os quais coo denado es e
di e o es de ambos os se iços, écnicos do labo a ó io e adminis a i os do Se iço de
Logís ica, como desc i o na Tabela 3. Es e guião oi es u u ado de o ma di igida a cada uma
das classes de p o issionais en e is adas com o obje i o de ab ange o eedback ge al dos
p o issionais in e enien es na cadeia. Nes e sen ido, as pe gun as es u u adas abo dam
p incipalmen e a desc ição dos luxos de in o mação e ma é ias, o papel do en e is ado na
cadeia de abas ecimen o e algumas ques ões que pe mi em iden i ica pon os acos e de
melho ia segundo a ó ica do colabo ado . Os esul ados ob idos des as en e is as, o am
egis ados a a és de ano ações uma ez que não oi pe mi ido ealiza g a ações e são
ap esen ados ao longo do capí ulo 4 des e ela ó io.
25
Tabela 3-En e is as semies u u adas ealizadas no âmbi o da ecolha de dados.
Mês
Da a
Local
Pa icipan es
Se emb o
2024
03/09/2024
ULSM
Di e o a do Se iço de Logís ica
Se emb o
2024
03/09/2024
ULSM
Coo denado do a mazém de Logís ica
Se emb o
2024
04/09/2024
ULSM
Técnica coo denado a do Se iço de Pa ologia
Clínica
Se emb o
2024
05/09/2024
ULSM- Se iço de
Pa ologia Clínica
Técnicos do labo a ó io do Se iço de Pa ologia
Clínica
Se emb o
2024
12/09/2024
ULSM- Se iço de
Logís ica
P o issional esponsá el pelo egis o in o má ico
da eceção de a igos
Pos e io men e, p ocedeu-se à obse ação di e a do uncionamen o dos di e en es luxos de
ma e iais e in o mação da cadeia a a és do acompanhamen o no e eno das di e en es
ases do p ocesso. Pa a além do e e ido, ecolhe am-se dados quali a i os e quan i a i os
a a és da análise de documen ação in e na ao longo dos 3 meses do es ágio, de modo a
melho comp eensão dos p ocedimen os, nomeadamen e: documen os do Se iço de
logís ica, manuais ope acionais e ou os ma e iais como o so wa e in e no da ins i uição
ele an es à ges ão e ope ação da cadeia de abas ecimen o do Se iço de Pa ologia Clínica da
ULSM.
3.4 Limi ações na Recolha de Dados
No âmbi o da p esen e in es igação, exis i am di e sas limi ações no acesso a
in o mações undamen ais pa a a análise do uncionamen o do se iço.
En e es as, des aca-se p imei amen e a impossibilidade de ob e egis os idedignos sob e os
consumos de a igos, uma ez que os dados egis ados no sis ema in o má ico demos a am
não co esponde à ealidade, de ido não só à al a de a ualização, como às inco e as p á icas
de ges ão exe cidas pelos p o issionais do Se iço de Pa ologia Clínica. A inexis ência de um
his ó ico de consumos di icul ou a ealização de uma es ima i a p ecisa da p ocu a de a igos
essenciais, o nando mais complexa a de inição de es a égia.
Uma ou a limi ação oi a não au o ização de acesso aos dados de consumo egis ados pelo
sis ema de ges ão in o má ico Ones ock (Abbo ), aplicado apenas a uma das á eas do Se iço
de Pa ologia Clínica.
Po ou o lado, no p ocesso de ecolha de in o mação não oi au o izada a g a ação das
en e is as ealizadas, o que di icul ou o p ocesso comp eensão dos luxos da cadeia de
32
4.1.3 Receção das encomendas no Se iço de Pa ologia Clínica
As eceções das encomendas no Se iço de Pa ologia Clínica de inem o momen o em
que o a igo chega ao Se iço de Pa ologia Clínica da Ins i uição. Nes e momen o, o ci cui o
lui execu ando-se um conjun o de p ocedimen os desc i os na Tabela 6, nos quais o am
iden i icadas um conjun o de alhas e e idas nessa mesma abela.
Tabela 6-P ocedimen o e alhas iden i icadas na ase de Receção das encomendas no Se iço de Pa ologia Clínica.
P ocedimen os
Falhas iden i icadas
No co edo do Se iço de Pa ologia Clínica, al
como demos ado na Figu a 4, exis e uma zona
dedicada à eceção das encomendas des inadas
a es e se iço, onde são desca egados odos os
olumes ecebidos nesse dia e as espe i as
guias. Pos o is o, os écnicos das di e en es
á eas do se iço ão-se deslocando a é ao local
e ab indo as caixas de o ma a iden i ica a
encomenda di igida à sua á ea. Quando
iden i icada, p ocu am a guia que lhes
co esponde e anspo am os olumes a é ao
espe i o local de a mazenamen o.
Nes a ase, os écnicos ealizam a con e ência
da encomenda compa ando o a in o mação que
cons a nos olumes, is o é, o lo e, p azo de
alidade e quan idade de a igos, com a
in o mação da guia. No caso de odos os dados
• Uma ez que os olumes não con emplam
in o mação do des ina á io, po ezes, são
ocados, le ados pa a o se iço e ado e,
consequen emen e, pe didos, uma ez que
não exis e o ma de as eamen o.
• As guias em papel são colocadas em cima dos
olumes, o que aumen a o isco de pe das.
• Os olumes não ap esen am qualque ipo de
iden i icação de des ina á io. Is o é, odas as
encomendas ealizadas pelas di e en es
alências do Se iço de Pa ologia são di igidas
ao Se iço de Pa ologia em ge al e, des e
modo, no momen o de ecolha po pa e dos
écnicos, é impossí el sabe exa amen e quais
os olumes que lhes são des inados. Nes e
sen ido, os écnicos ão ab indo os olumes,
na en a i a de iden i ica as encomendas que
Figu a 3- Receção das encomendas no Se iço de Logís ica.

33
P ocedimen os
Falhas iden i icadas
coincidi em, a guia é ca imbada e assinada e
segue pa a a ase seguin e. Caso as
encomendas não es ejam con o mes, os
écnicos edigem de o ma manual as não
con o midades na guia e o ci cui o lui pa a a
ase seguin e.
Pos o is o, os a igos são colocados nos
espe i os locais de a mazenamen o, sendo que
não exis e nenhum ipo de sis ema de
localizações nes e a mazém. Os a igos
pe encen es ao co elab são uma exceção uma
ez que in eg am o ci cui o no mal da cadeia de
abas ecimen o, mas são a mazenados no
equipamen o ones ock, ep esen ado na Figu a
6, que o e ece um sis ema in o má ico de
ges ão de in en á ios. Es e equipamen o
pe mi e egis a os a igos a mazenados a a és
do seu Quick Response Code (QR), p esen e no
olume do a igo, e ealiza a ges ão de
localizações de o ma independen e,
o ganizando os a igos po ipologia e p azo de
alidade den o do equipamen o.
lhe co espondem. Caso o olume abe o não
lhe co esponda, es e pe manece abe o a é
que o seu des ina á io o iden i ique.
• Na ase de a umação dos a igos
ececionados, oi ainda iden i icada uma alha
que se p ende com a al a de o ganização do
a mazém, sendo que os a igos não êm
nenhuma localização de idamen e iden i icada
nem de inida, al como ep esen ado na Figu a
5.
• Foi ainda iden i icada uma alha no que diz
espei o ao equipamen o Ones ock (Abbo ),
uma ez que es e sis ema só pe mi e a ges ão
de a igos da casa come cial Abbo ,
aduzindo-se num in es imen o que não
pe mi e a ges ão de odos os a igos da cadeia
de abas ecimen o des e se iço.
Figu a 4- Receção das encomendas no Se iço de Pa ologia clínica.
34
Figu a 6-Sis ema de ges ão de in en á io Ones ock (Abbo ).
Figu a 5-Fal a de sis ema de localizações ixas de inidas no a mazém do Se iço de Pa ologia Clínica.
35
4.1.4 Regis o da en ada dos a igos no sis ema in o má ico
O egis o da en ada dos a igos no sis ema in o má ico engloba um conjun o de
p ocedimen os, desc i os na Tabela 7, endo sido iden i icado um conjun o de alhas e e idas
nessa abela. Os dados ob idos nes a ase o am ecolhidos não só a a és de obse ação
di e a aquando do acompanhamen o p esencial des a ase como ambém a a és de
en e is as semies u u adas, al como e e ido na Tabela 3.
Tabela 7-P ocedimen os e alhas iden i icadas na ase de Regis o da en ada dos a igos no sis ema in o má ico
P ocedimen os
Falhas iden i icas
As guias con e idas são pos e io men e
digi alizadas e en iadas po pa e dos
colabo ado es do Se iço de Pa ologia Clínica
pa a o Se iço de Logís ica da ULSM ia e-mail.
Em caso de não con o midade, o écnico
esponsá el pela con e ência egis a a alha de
o ma manual na guia de emessa, digi aliza-a e
en ia o documen o ia e-mail pa a o Se iço de
Logís ica.
No dia seguin e à eceção, a assis en e écnica
do Se iço de Logís ica e i ica o e-mail e egis a
a en ada dos eagen es no sis ema in o má ico,
al como ep esen ado na Figu a 7. Em caso de
não con o midade, a oco ência é en iada pelo
Se iço de Logís ica pa a o Se iço de Comp as
ia e-mail.
• As guias nem semp e chegam ao Se iço
Logís ica de ido a alhas na digi alização.
• O ac o de não exis i um documen o empla e
dedicado às eceções não con o mes e des a
in o mação se comunicada ia e-mail
aumen a a p obabilidade de pe das, bem como
o empo necessá io pa a ealiza as
eclamações ao o necedo .
• As guias con e idas são digi alizadas e en iadas
odas jun as no mesmo documen o ia e-mail,
o que aumen a a p obabilidade de e os e
pe das de in o mação.
• A equipa écnica do Se iço de Pa ologia
Clínica ap esen a bas an e esis ência à
u ilização de so wa es exis en es na
ins i uição que pode iam se i de auxílio pa a
a in o ma ização des e p ocedimen o.
• O egis o de en adas no sis ema in o má ico
só é ealizado no dia seguin e à eceção dos
a igos.
• O egis o de en adas no sis ema in o má ico é
ealizado de o ma o almen e manual
aumen ando a p obabilidade de e os.
36
4.1.5 Consumo dos p odu os
O consumo dos p odu os é a úl ima ase da cadeia de abas ecimen o in e na. Nes a ase,
execu am-se um conjun o de p ocedimen os desc i os na Tabela 8, jun amen e com as alhas
iden i icadas.
Tabela 8- P ocedimen os e alhas iden i icadas na ase de consumo dos a igos.
P ocedimen os
Falhas iden i icas
Quando su ge a necessidade de um p odu o, os
colabo ado es do Se iço de Pa ologia Clínica
di igem-se ao a mazém a ançado.
Iden i icado o p odu o, os colabo ado es
ecolhem e egis am es e consumo de o ma
o almen e manual no so wa e glin , no menu
ep esen ado na Figu a 8.
Uma ez que es e so wa e é pouco in ui i o e o
p ocesso de egis o de consumo é mo oso,
mui as das ezes, os colabo ado es egis am
consumos an ecipados de a igos que
pe manecem em a mazém, iden i icando-os
com uma c uz al como ep esen ado na Figu a
9, de o ma a e i a em o p ocesso.
• De ido à mo osidade do p ocesso de egis o
in o má ico, mui as ezes es e egis o não é
execu ado
• De o ma a e i a epe i o p ocesso de egis o
de consumo cada ez que é ecolhido um
a igo no a mazém a ançado, os colabo ado es
ealizam egis os de consumo an ecipados e os
olumes pe manecem em in en á io,
di e enciando-os a a és de uma c uz, al como
ep esen ado na Figu a 9, e impedindo o
con olo sob e eles.
Figu a 7-Menu de egis o de eceção no so wa e Glin .
37
Figu a 9- Iden i icação isual de a igos que se encon am egis ados como consumidos, mas pe manecem em in en á io
Figu a 8-Menu de egis o de consumos no so wa e Glin .

38
4.1.6 Análise das alhas iden i icadas no mapeamen o da cadeia de abas ecimen o
Pa a a análise das causas dos p oblemas iden i icados an e io men e, oi u ilizado o
diag ama de Ishikawa, que pe mi e esquema iza odas as causas p incipais e secundá ias de
um p oblema, acili ando a ealização da análise a a és da ep esen ação isual que o
ca ac e iza (Ca alho & Ramos, 2022).
O diag ama de Ishikawa ap esen ado na Figu a 10 ilus a as p incipais causas do p oblema em
es udo iden i icadas na ase de mapeamen o. A es u u a do diag ama pe mi e isualiza
di e en es causas ag upadas em seis ca ego ias p incipais, cada uma com a o es secundá ios
que e o çam os p oblemas en en ados.
Analisando o diag ama, é possí el a e i que a ges ão ine icien e da cadeia de abas ecimen o
in e na de eagen es na ULSM é esul ado de múl iplos a o es in e ligados.
A al a de in o ma ização é um dos p incipais p oblemas. A ausência de um sis ema
in o má ico de ácil u ilização e in ui i o pa a os p o issionais aduz-se num conjun o de
consequências. En e es as, des acam-se as más p á icas de ges ão de in en á ios
elacionadas com a endência pa a ealiza egis os de consumos ic ícios, comp ome endo a
as eabilidade dos eagen es e di icul ando a p e isão de necessidades. Po ou o lado, no
que diz espei o ao p ocesso de egis o de não con o midades, a inexis ência de um empla e
digi al dedicado aduz-se na necessidade de egis os manuais associados a maio
p obabilidade de e os e pe das de in o mação.
Es a al a de in o ma ização coloca assim em causa a iabilidade dos luxos de in o mação
en e os se iços, comp ome endo a e acidade das in o mações exis en es, es ando ambém
associado a maio p obabilidade de e os e pe das, que colocam em causa a e iciência da
cadeia de abas ecimen o.
A deso ganização do a mazém a ançado oi ou a alha iden i icada que con ibui pa a a
ine iciência da cadeia de abas ecimen o, uma ez que a di iculdade da p ocu a dos a igos po
pa e dos p o issionais de ida à ausência de iden i icação da localização dos e e idos a igos
se aduz no aumen o do empo necessá io pa a encon á-los, o que pode, po ou o lado,
comp ome e a apidez no a endimen o às necessidades do labo a ó io. Es a al a de
o ganização le a ainda a um ou o p oblema, uma ez que p opícia o despe dício de eagen es
de ido, po exemplo, ao ence de p azos de alidade.
39
Ou o a o c í ico que se iden i ica com uma das causas que o igina o p oblema em es udo é
a esis ência dos colabo ado es do Se iço de Pa ologia Clínica à mudança. A al a de o mação
adequada em logís ica e a esis ência ao uso de no os sis emas in o má icos di icul am a
adoção de p ocessos mais e icien es. Du an e a ase de le an amen o da si uação inicial da
cadeia de abas ecimen o in e na, mui os p o issionais demons a am eceio quan o ao
impac o das mudanças no seu abalho diá io, o que pode comp ome e a ansição pa a um
modelo de ges ão mais a ualizado e e icaz.
A ine iciência na ges ão de in en á ios é ambém uma das causas que con ibui pa a o
p oblema exis en e, uma ez que a al a de con olo de in en á io le a a si uações de excesso
ou u u a de ma e iais, impac ando di e amen e a qualidade e e iciência dos se iços
p es ado. Po ou o lado, a al a de um sis ema e icaz que pe mi a a moni o ização que do
in en á io disponí el, que da u ilização dos p odu os comp ome e a p e isibilidade da cadeia
de abas ecimen o.
Pa alelamen e, a al a de planeamen o es a égico é uma ou a ag a an e iden i icada como
uma das causas do p oblema em es udo. A ausência de indicado es de desempenho logís ico
no Se iço de Pa ologia Clínica e a endência pa a um planeamen o ea i o, em ez de
p oa i o, di icul am a o imização do abas ecimen o, aduzindo-se numa ges ão menos
e icien e. Pa a além do e e ido, a ausência de p ocessos pad onizados e in eg ados en e o
se iço de logís ica e o Se iço de Pa ologia Clínica esul a em p oblemas no luxo de
in o mação, causando a asos e inconsis ências no o necimen o de eagen es.
40
Figu a 10-Diag ama de Ishikawa do p oblema em es udo, au o ia p óp ia.
41
4.2 Análise dos egis os de a igos in eg an es na cadeia de
abas ecimen o in e na do Se iço de Pa ologia Clínica
De o ma a iden i ica e quan i ica o uni e so de a igos que azem pa e da cadeia de
abas ecimen o em es udo, demos ou-se necessá io ealiza a análise documen al dos
egis os exis en es. Uma ez que a cada a igo es á a ibuído um código in e no único
p ocedeu-se à ecolha des a in o mação no so wa e in e no da ins i uição (Glin ), a a és da
pesquisa do in e alo de códigos que co esponde aos a igos do Se iço de Pa ologia Clínica,
ou seja, do 200 e 209. Assim, oi possí el ob e um documen o onde cons a am odos os
a igos que in eg a am a cadeia, bem como in o mações de alhadas de cada um deles, ais
como código in e no, desc ição do a igo, da a úl imo mo imen o ealizados, alo es uni á ios
e quan idades de in en á io exis en es em a mazém à da a egis adas no sis ema in o ma i o,
al como ep esen ado na Figu a 11.
Os e e idos egis os o am expo ados pa a o ma o Mic oso Excel em b u o. De seguida,
p ocedeu-se ao a amen o dos dados o ganizando-os po á eas labo a o iais. Após a ados
os dados, ob e e-se um o al de 1078 a igos.
Pos o is o, ealizou-se uma p imei a abo dagem a es a documen o jun amen e com a écnica
coo denado a do labo a ó io de pa ologia clínica, endo-se iden i icado que os dados em
análise não se encon a am a ualizados, uma ez que uma pa e signi ica i a dos a igos que
cons a am como a i os no sis ema in o má ico já não in eg a am a cadeia de abas ecimen o
em es udo. Des e modo, o am il ados no documen o os a igos sem egis o de mo imen os
nos úl imos 24 meses, ob endo-se um o al de 412 a igos, ou seja, ce ca de 38% dos a igos
cons an es no documen o inicial. Pos o is o, oi ealizada uma análise de alhada dos dados
com os écnicos esponsá eis po cada uma das á eas do Se iço de Pa ologia Clínica, de o ma
a alida que os a igos p e iamen e iden i icados já não pe enciam e e i amen e à cadeia
de abas ecimen o.
Deco en e da e e ida análise, oi con i mada a ina i idade dos 412 a igos, os quais o am
eliminados, endo-se ob ido um documen o a ualizado onde cons a am um o al de 666
a igos, bem como odas as in o mações mencionadas an e io men e e e en es a cada um
deles. Foi ainda possí el a e i o núme o de a igos pe encen es a cada á ea labo a o ial do
Se iço de Pa ologia Clínica, sendo que à Hema ologia pe encia 46 a igos, à Mic obiologia
48
4.3.3 Resul ados do in en á io da á ea de Hema ologia
Na á ea de Hema ologia (Figu a 17) exis iam 237 unidades de a igos em in en á io,
sendo que 38% des es a igos (90 unidades) co espondiam a “a igos sem consumo i ual”
e 62% (147 unidades) a “a igos com consumo i ual”.
Nes a á ea, exis ia um alo o al de 22005€ em in en á io, sendo que 8835€ co espondiam
a “a igos sem consumo i ual” e 13170€ a “a igos com consumo i ual” (Figu a 18).
Figu a 17- Quan idade de unidades em in en á io da á ea de Hema ologia do Se iço de Pa ologia Clínica.
Figu a 18- Valo mone á io (€) do in en á io da á ea de Hema ologia do Se iço de Pa ologia Clínica.
147
90
237
0
50
100
150
200
250
A igos com consumo i ual A igos sem consumo i ual S ock o al
Quan idade de unidades em in en á io
Ca ego ias de in en á io
13 170 €
8 835 €
22 005 €
-€
5 000 €
10 000 €
15 000 €
20 000 €
25 000 €
A igos com consumo i ual A igos sem consumo i ual S ock o al
Valo do in en á io (€)
Ca ego ias de in en á io

49
4.3.4 Resul ados do in en á io da á ea de Imunologia
Na á ea de Imunologia, e i icou-se a exis ência de um o al de 10671 unidade de
a igos, sendo que ce ca de 35% (3683 unidades) co espondia a “a igos sem consumo
i ual” e 65% (6988 unidades) a “a igos com consumo i ual” (Figu a 19).
O alo o al des e in en á io e a de 56533€, sendo que 25333€ co espondiam a “a igos sem
consumo i ual” e 31200€ a “a igos com consumo i ual” (Figu a 20).
Figu a 19-Quan idade de unidades em in en á io da á ea de Imunologia.
6988
3683
10671
0
2000
4000
6000
8000
10000
12000
A igos com consumo i ual A igos sem consumo i ual S ock o al
Quan idade de unidades em in en á io
Ca ego ias de in en á io
31 200 €
25 333 €
56 533 €
-€
10 000 €
20 000 €
30 000 €
40 000 €
50 000 €
60 000 €
A igos com consumo i ual A igos sem consumo i ual S ock o al
Valo do in en á io (€)
Ca ego ias de in en á io
Figu a 20-Valo mone á io (€) do in en á io da á ea de Imunologia do Se iço de Pa ologia Clínica.
50
4.3.5 Resul ados do in en á io da á ea de Mic obiologia
Na á ea de Mic obiologia, de um o al de 16723 unidades de a igos, 86% (14380
unidades) co espondiam a a igos sem consumo i ual e 14% (2343 unidades) a a igos com
consumo i ual (Figu a 21).
O in en á io des a á ea ep esen a a um alo o al de 200548€, sendo 112164€
co esponden es a “a igos sem consumo i ual” e 88384€ a “a igos com consumo i ual”
(Figu a 22).
Figu a 22- Valo mone á io (€) do in en á io da á ea de Mic obiologia do Se iço de Pa ologia Clínica.
Figu a 21- Quan idade de unidades em in en á io da á ea de Mic obiologia.
2343
14380
16723
0
2000
4000
6000
8000
10000
12000
14000
16000
18000
A igos com consumo i ual A igos sem consumo i ual S ock o al
Quan idade de unidades em in en á io
Ca ego ias de in en á io
88 384 €
112 164 €
200 548 €
-€
50 000 €
100 000 €
150 000 €
200 000 €
250 000 €
A igos com consumo i ual A igos sem consumo i ual S ock o al
Valo do in en á io (€)
Ca ego ias de in en á io
51
4.3.6 Resul ados do in en á io de eagen es comuns às di e en es á eas do Se iço
Os eagen es comuns incluem odos os a igos que são usados po mais que uma da
á ea do Se iço de Pa ologia Clínica. Rela i amen e a es es a igos e i icou-se a exis ência de
um o al de 35 unidade de a igos, sendo que ce ca de 9% (3 unidades) co espondia a “a igos
sem consumo i ual” e 91% (32 unidades) a “a igos com consumo i ual” (Figu a 23).
O in en á io des es a igos ep esen a a um alo o al de 4465€ que co esponden es
apenas a “a igos sem consumo i ual”, is o que odos os “a igos com consumo i ual” não
êm cus o associado (Figu a 24).
4 465 € 4 465 €
-€
500 €
1 000 €
1 500 €
2 000 €
2 500 €
3 000 €
3 500 €
4 000 €
4 500 €
5 000 €
A igos com consumo i ual A igos sem consumo i ual S ock o al
Valo do in en á io (€)
Ca ego ias de in en á io
32
3
35
0
5
10
15
20
25
30
35
40
A igos com consumo i ual A igos sem consumo i ual S ock o al
Quan idade de unidades em in en á io
Ca ego ias de in en á io
Figu a 23-Quan idade de unidades em in en á io de eagen es comuns.
Figu a 24- Valo mone á io (€) do in en á io de eagen es comuns.
52
4.4 Análise dos esul ados do p ocesso de in en á iação in e no
No úl imo imes e de cada ano, o Se iço de Logís ica ealiza uma in en a iação ísica ao
a mazém a ançado localizado no Se iço de Pa ologia Clínica, com o obje i o ealiza um
con olo do in en á io exis en e e a e i a ges ão do mesmo. Es e p ocesso é essencial pa a
assegu a a con inuidade dos se iços, e i a despe dícios e melho a a u ilização dos ecu sos
disponí eis. Foi possí el acompanha es e p ocesso e auxilia na con agem no âmbi o do
es ágio cu icula . Os dados ap esen ados nes a secção o am ecolhidos a a és de análise
documen al do ela ó io e e en e ao p ocesso, onde cons am os esul ados deco en es da
in en a iação.
Em 2024, o e e ido in en á io acon eceu nos dias 13 e 14 de no emb o, ou seja, ce ca de
uma semana após a ealização do p ocesso de in en a iação ealizada no âmbi o des e
abalho. Es e p ocesso oi ealizado po uma colabo ado a do Se iço de Logís ica jun amen e
com a coo denado a do Se iço de Pa ologia Clínica. Os dados o am ob idos a a és de
con agem manual e oi ainda ealizada uma dupla con agem po uma ou a equipa do Se iço
de Logís ica acompanhada pela coo denado a do Se iço de Pa ologia Clínica, de o ma a
ga an i a iabilidades dos esul ados. Tal como e e uado na in en a iação ealizada no
âmbi o des e p oje o, o p ocesso de in en a iação in e no da ins i uição não ab angeu os
a igos que se encon a am a mazenados no equipamen o Ones ock (Abbo ), endo sido
apenas ealizada a con agem dos a igos que se encon a am no a mazém a ançado. É de
salien a que, con a iamen e ao de inido na in en a iação ealizada no âmbi o do es ágio, no
p ocedimen o in e no apenas são con abilizados os a igos que se encon am egis ados em
in en á io no sis ema in o má ico, ou seja, “a igos sem consumo i ual”, excluindo da
con agem os “a igos com consumo i ual” assinalados com uma c uz.
Os esul ados ob idos no p ocesso de in en a iação in e no encon am-se ep esen ados no
g á ico da Figu a 25. Analisando o g á ico, é possí el conclui no o al o am con abilizadas
ce ca de 33285 unidades de a igos, sendo que a á ea de hema ologia oi a que ap esen ou
meno núme o de a igos em in en á io, ce ca de 88 unidades e a á ea de mic obiologia oi a
que ap esen ou maio núme o de a igos, ce ca de 18354 unidades.
53
No que diz espei o a alo es mone á io (Figu a26), no p ocesso de in en a iação in e no
concluiu-se que o in en á io con abilizado ep esen a a ce ca de 146687€.
Des a análise, a e iu-se ainda que a á ea de Mic obiologia ap esen a a o maio alo
mone á io ca i o em in en á io compa a i amen e com as es an es, ep esen ando ce ca de
60% (87609€) do alo do in en á io o al.
Figu a 26- Valo mone á io (€) do in en á io in e no po á ea do Se iço de Pa ologia Clínica.
6360
88
3480
18354
5003
33285
0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
Bioquímica Heam ologia Imunologia Mic obiologia Reagen es
comuns
S ock o al
Quan idade unidades em in en á io
Á eas do Se iço de Pa ologia Clínica
Figu a 25-Quan idade de unidades con abilizados na in en a iação in e na po á ea do Se iço de Pa ologia
Clínica.
30 466 €
9 217 € 19 395 €
87 609 €
0 €
146 687 €
0 €
20 000 €
40 000 €
60 000 €
80 000 €
100 000 €
120 000 €
140 000 €
160 000 €
Bioquímica Heam ologia Imunologia Mic obiologia Reagen es
comuns
S ock o al
Valo do in en á io (€)
Á eas do Se iço de Pa ologia Clínica

54
4.5 Análise dos egis os de a igos em in en á io no sis ema
in o má ico
No deco e do le an amen o da si uação inicial da cadeia de abas ecimen o e a a és
das en e is as e euniões ealizadas com coo denado es e colabo ado es do Se iço de
Pa ologia Clínica e do Se iço de Logís ica, oi possí el iden i ica uma inco e a p á ica de
ges ão aplicada na o ina, que se pensa que seja acen uada nos dias p é ios à da a de inida
pa a o p ocesso de in en a iação ísica in e no. A e e ida p á ica p ende-se com o egis o de
consumo de um g ande núme o de a igos no sis ema in o má ico, que na ealidade
pe manecem em in en á io, os quais são classi icados como “a igos com consumo i ual”,
como desc i o na secção 4.3.
Segundo o que oi possí el a e i em euniões com a coo denado a do Se iço de Pa ologia
Clínica, alegadamen e es á má p á ica é aplicada com o in ui o de diminui a olume ia de
a igos a con a e ga an i uma maio au onomia de a igos pa a consumo nos dias de
in en á io, uma ez que o p ocesso de in en a iação in e na não p o idencia um in en á io
ampão. Es a p á ica ap esen a impac os no que conce ne à iabilidade dos esul ados ob idos
no p ocesso de in en a iação in e no, is o que oco e uma diluição de possí eis ace os,
consequen e da diminuição da p obabilidade de a igos que ep esen am an o queb as como
sob as. Pa a além disso, es a p á ica ambém coloca uma quan idade impo an e do
in en á io numa si uação de meno con olo aumen ando o isco de pe das pelo ence do
p azo de alidade ou ex a io.
Des a o ma, a a és de análise documen al dos ela ó ios dos p ocessos de in en a iação
ísica de anos an e io es, oi possí el iden i ica que os esul ados dos p ocessos es ão semp e
associados a axas de e o ela i amen e baixas (meno es que 4%). Con udo, es es dados não
são ep esen a i os da ealidade e não espelham o e dadei o in en á io do a mazém em
ques ão, de ido não só ao p ocedimen o e óneo da in en a iação, mas ambém as p á icas
de ges ão de in en á io inco e as an e io men e e e idas, ais como o egis o de consumo
de a igos an ecipado.
De o ma a a e igua o ag a amen o da p á ica inco e a de egis o de consumos an ecipados
que apa en emen e acon ece no mês do in en á io in e no, oi ealizada, no inal de 2024,
uma análise documen al dos egis os do in en á io exis en e no sis ema in o má ico Glin . A
da a escolhida pa a a ex ação dos egis os mensais oi o dia 13 de cada mês. A escolha des a
55
da a p ende-se com o ac o de o in en á io in e no da ins i uição e ido início no dia 13 de
no emb o de 2024 e p e ende uni o miza a compa ação de dados.
A a és des a análise oi possí el ob e os esul ados ap esen ados no g á ico da Figu a 27,
sendo possí el e i ica que, no mês do in en á io in e no (no emb o), o núme o de unidades
de a igos em in en á io egis ado no so wa e Glin e a 33940 a igos. Es es dados e elam
uma ab up a diminuição do núme o de unidade de a igos exis en es em in en á io no
sis ema in o má ico, endo as exis ências ap esen ado uma diminuição de ce ca de 61%
ela i amen e à média dos es an es meses do ano. Assim sendo, e i ica-se que, com ele ada
p obabilidade, oco e um maio núme o de egis os de consumos i uais no mês do p ocesso
de in en a iação in e no.
A a és do c uzamen o do núme o de a igos com o seu alo uni á io, ob e e-se o alo
mone á io do in en á io o al em cada um dos meses analisados (Figu a 28), sendo possí el
conclui que, no mês em que se ealizou o p ocesso de in en a iação in e no, o alo do
40513
63315
47552 51296 47919
40376
53235 50861
87184 92783
33940
34754
0
10000
20000
30000
40000
50000
60000
70000
80000
90000
100000
Quan idade de Unidade em in en á io in o má ico
Meses do ano 2024
Figu a 27-Quan idade de unidades de a igos exis en es no sis ema in o má ico em cada qua a- ei a de cada mês do ano
2024.
56
in en á io egis ado no sis ema in o má ico a ingiu o alo mais baixo compa a i amen e aos
es an es meses do ano.
€ -
€ 50 000,00
€ 100 000,00
€ 150 000,00
€ 200 000,00
€ 250 000,00
€ 300 000,00
€ 350 000,00
€ 400 000,00
Valo do in en á io (€)
Meses do ano 2024
Figu a 28-Valo mone á io (€) do in en á io do Se iço de Pa ologia Clínica egis ado no sis ema in o má ico em cada
um dos meses do ano 2024.
57
4.6 Visi as aos Se iços de Pa ologia Clínica de hospi ais públicos
O benchma king é uma es a égia que consis e na ealização de uma análise das p á icas
aplicadas em emp esas conco en es que ap esen am melho es esul ados em de e minado
p ocessos, com o obje i o de iden i ica as melho es p á icas, ap imo a p ocessos e alcança
ní eis supe io es de e iciência e qualidade dos se iços o e ecidos ao clien e (Dob zykowski
e al., 2012).
Nes e con ex o, com a inalidade de melho a os p ocessos ine en es à cadeia de
abas ecimen o em es udo nes e abalho, o am ealizadas isi as a dois hospi ais públicos,
mais conc e amen e o Hospi al de B aga e o Hospi al de São João no Po o.
A a és des as isi as, que se ão ela adas adian e, oi possí el conhece no as ealidades e
di e en es o mas de o ganização de se iço de ins i uições públicas, pe mi indo epensa os
mé odos aplicados na cadeia al o de es udo.
4.6.1 Visi a ao Hospi al de B aga
Após pesquisa, oi possí el comp eende que o Se iço de Pa ologia Clínica do Hospi al
de B aga adqui i a um so wa e de ges ão de in en á io que e olucionou a cadeia de
abas ecimen o des e se iço.
Assim sendo, oi agendada e ealizada uma isi a ao e e ido se iço, de o ma a conhece as
p á icas aplicadas nes a ealidade.
A a és des a isi a oi possí el comp eende que a cadeia de abas ecimen o in e na de
eagen es do Se iço de Pa ologia Clínica do Hospi al de B aga se encon a a o almen e
au oma izada po meio da u ilização de um so wa e denominado S4 (Siemens), al como
ep esen ado Figu a 29. O e e ido so wa e oi ap esen ado po um dos écnicos do
labo a ó io, que explicou e demos ou as suas uncionalidades. Des a o ma, oi possí el
comp eende que o e e ido sis ema o e ecia um conjun o de uncionalidades que
possibili a am, po exemplo, o as eamen o de a igos em empo eal, a ealização de
pedidos de encomendas, a de inição de ní eis mínimos de in en á io e a exis ência de ale as
quando es es e am a ingidos, en e ou as. Assim, es e so wa e pe mi ia a consul a de dados
idedignos em empo eal de o ma simples e ápida, que auxilia am a co e a omada de
decisão.
64
Es a e olução digi al pe mi i á caminha no sen ido o na a cadeia de abas ecimen o in e na
mais e icien e e anspa en e e con ibui á pa a a melho ia da qualidade dos se iços
p es ados aos u en es.
Figu a 31- Pó icos de eção de ags do sis ema RFID do Se iço de Logís ica.
Figu a 32- Equipamen o ones ock (Abbo ).

65
5.2 O ganização do a mazém do Se iço de Pa ologia Clínica
A o ganização de um a mazém é um pon o ulc al que pe mi e diminui o empo pe dido
não só em a umação de a igos, como na sua p ocu a no momen o da necessidade.
Um sis ema de localizações de a igos num a mazém ep esen a, po isso, uma solução e icaz
e e icien e pa a o sis ema de abas ecimen o (Ca alho & Ramos, 2022).
Todos os p ocessos, desde a o ma de enchimen o do a mazém, à escolha dos locais mais
ap op iados pa a os a igos, de em se ponde ados de modo a ga an i baixos cus os sem
comp ome e o empo e qualidade de espos a dos se iços. Assim sendo, o layou do
a mazém de e ga an i a edução de empos em deslocações, a mazenamen o, con agem,
en e ou os (Ca alho & Ramos, 2022).
Nes e sen ido, p opõe-se que após a ligação en e os dois so wa es odos os a igos de
acondicionamen o em empe a u a e ige ada sejam a mazenados no equipamen o
Ones ock (Abbo ) que já con empla um sis ema de localizações ixas de inido pelo so wa e.
Po ou o lado, suge e-se que odos os a igos de empe a u a ambien e sejam a mazenados
no a mazém a ançado do Se iço de Pa ologia Clínica. Con udo, oi iden i icado que es e
a mazém não ap esen a nenhum ipo de sis ema de localização p é-de inido, nem a
o ganização necessá ia pa a a e iciência dos p ocessos. Po an o, suge e-se a ealização do
mapeamen o de alhado do a mazém de empe a u a ambien e, com a c iação de localizações
ixas pa a cada a igo (zona, es an e e p a elei a) e in odução dessas in o mações no sis ema
in o má ico Glin . Es a eo ganização ísica do espaço de e p io iza a igos de al a
o a i idade em á eas de ácil acesso ga an indo a p a icidade do acesso aos a igos po pa e
dos colabo ado es.
Assim sendo, cada uma das es an es do a mazém do Se iço de Pa ologia Clínica de e
pe ence a cada uma das á eas do se iço. Po ou o lado, os locais ese ados a cada uns
dos a igos de em se sinalizados com e ique as que con emplem a iden i icação do a igo.
No âmbi o des a p opos a, oi desenhado um exempla des as iden i icações (Figu a 33). O
design des as e ique as con empla a in o mação essencial de cada a igo: o seu código in e no
em o ma o numé ico e em código de ba as, designação do a igo, a iden i icação do
a mazém e o pon o de encomenda. As e ique as o am desenhadas especi icamen e pa a as
p a elei as do a mazém em ques ão, endo inclusi amen e sido es adas na p á ica (Figu a
34). A inclusão do código de ba as em em is a uma u u a in o ma ização do a mazém com
66
u ilização de Pe sonal Digi al Assis an (PDA), já exis en es em alguns se iços da ins i uição,
que pe mi em auxilia os p ocessos de a umação e egis o de consumo.
O PDA es a ia ligado ao so wa e Ones ock (Abbo ), já exis en e no se iço, pe mi indo
in eg a os dados dos a igos que não se encon am den o do obo e ealiza a ges ão de
in en á io a pa i des e sis ema.
Como odos os a igos ap esen am um código de iden i icação de inido pelo o necedo na
embalagem, p opõe-se a in e ligação des e código com o código in e no do p odu o
co esponden e ao código de ba as. Des a o ma, no p ocesso de a umação de odos os
a igos que se encon assem no a mazém de empe a u a ambien e, o colabo ado
seleciona ia no PDA o “modo de a umação de a igos” e ealiza ia a lei u a do código que
cons a nas caixas dos a igos e se ia de ol ida a in o mação da localização no
a mazenamen o. Pos o is o, o colabo ado di igia-se à localização e e ida, digi aliza ia o
código de ba as p esen e na e ique a de iden i icação da localização e, de seguida, o código
p esen e em cada uma das embalagens dos a igos, icando egis ado o núme o de unidades
a umadas em a mazém. De igual o ma, no momen o do consumo, o colabo ado
seleciona ia no PDA o “modo de consumo” e execu a ia o mesmo p ocesso, icando egis ado
o núme o de unidades consumidas.
A a és da aplicação des a ecnologia se ia possí el melho a de o ma signi ica i a a
o ganização do a mazém e a e iciência da ges ão de in en á io des e se iço e mi iga as
p á icas inco e as de egis o de consumo an ecipado, uma ez que es e p ocesso se excu a
de o ma simples e in ui i a a a és de um scanne , ul apassando odas as di iculdades que
os p o issionais do se iço iden i icam no so wa e a ualmen e disponibilizado pa a o e ei o.
O sis ema pe mi i ia isualiza o in en á io exis en e em empo eal e ob e dados idedignos
que pe mi issem a ealização de p e isões de consumo e a o imização do in en á io,
diminuindo a p obabilidade de o u as e de excessos de in en á io.
Po ou o lado, demos a-se essencial ga an i a o ganização dos a igos e do espaço de
a mazenamen o. Assim sendo, suge e-se a aplicação da e amen a 5s da me odologia Lean,
que consis e numa abo dagem cíclica baseada em cinco passos que pe mi em ga an i a
o ganização do a mazém, possibili ando ainda a diminuição do empo despe diçado de ido à
al a de o ganização (Kanamo i e al., 2016). Suge e-se que a implemen ação des a
me odologia no a mazém do Se iço de Pa ologia Clínica seja ealizada de o ma g adual,
iniciando-se com o concei o Sei i (iden i icação), a a és da iden i icação e emoção de
67
ma e iais desnecessá ios, como eagen es o a de alidade. Segui -se-á o Sei on
(O ganização), com a eo ganização dos ma e iais de aco do com a equência de uso,
ca ego izando-os po ipo e unção, u ilizando e ique as e sinalização isual pad onizada. O
Seisō (Limpeza) se á p omo ido a a és da c iação de um plano de limpeza egula e
esponsabilidades a ibuídas a cada colabo ado . No Seike su (Pad onização), se ão de inidos
p ocedimen os ope acionais e checklis s pa a man e os pad ões es abelecidos. Po im, o
Shi suke (Disciplina) se á consolidado a a és de o mações egula es, audi o ias in e nas e
en ol imen o da equipa, incen i ando a cul u a da melho ia con ínua no ambien e
labo a o ial.
Com es a p opos a, p e ende-se melho a a o ganização e acessibilidade dos ma e iais,
aumen a a e iciência ope acional, eduzi cus os de a mazenamen o, e i a excesso de
in en á io e obsolescência de ma e iais e assegu a a con o midade com no mas de
qualidade.
Figu a 33-P opos a de Design das e ique as de iden i icação das localizações de a igos.
68
5.3 Implemen ação de mé odos de p e isão de p ocu a
A ealização de p e isões pe mi e ca ac e iza a p ocu a (consumo) a a és de análises
es a ís icas de dados his ó icos, possibili ando dimensiona o in en á io de o ma a i ao
encon o das necessidades (Ca alho & Ramos, 2022).
A p e isão de consumos desempenha um papel undamen al na ges ão de in en á io de
um Se iço de Pa ologia Clínica, uma ez que pe mi e assegu a com maio p ecisão a
disponibilidade de eagen es e ma e iais essenciais pa a a ealização de exames labo a o iais.
Des e modo, a inexis ência de um planeamen o adequado no que conce ne à ealização de
p e isões de consumo pode esul a em quan idades imp ecisas de encomendas aduzindo-
se em u u as de in en á io, comp ome endo o a endimen o aos u en es, ou em excesso de
in en á io, le ando a despe dício e ao aumen o dos cus os ope acionais.
Assim sendo, a implemen ação de écnicas de p e isão de consumo a a és de mé odos
quan i a i os pe mi e es ima , com maio p ecisão, as quan idades necessá ias de cada a igo
com base em dados his ó icos da p ocu a e pad ões de sazonalidade e endência iden i icados
nos mesmos. Essa abo dagem possibili a uma melho o ganização dos p ocessos de aquisição
e a mazenamen o, e i ando alhas na cadeia de abas ecimen o.
Ademais, pe mi i á con ibui pa a a edução de cus os, uma ez que diminui a necessidade
de encomendas u gen es, que mui as ezes es ão associadas a p eços mais ele ados e exigem
p ocessos logís icos mais complexos. Além disso, a p e isão pe mi e um con olo mais
Figu a 34-Tes e das e ique as de localização nas p a elei as do a mazém a ançado do se iço de logis ica
69
igo oso sob e a alidade dos p odu os, p e enindo pe das elacionadas com o ence do
p azo de alidade dos a igos.
Recomenda-se a implemen ação de um sis ema de p e isão de consumo a a és de mé odos
quan i a i os, que con ibui á an o pa a a e iciência ope acional da cadeia de abas ecimen o
em es udo, como pa a a segu ança do u en e, uma ez que pe mi e ga an i a con inuidade
dos se iços labo a o iais sem a asos ou comp ome imen o da qualidade dos exames. Des e
modo, suge e-se que sejam u ilizados os dados ob idos do sis ema in o má ico Ones ock
(Abbo ) ( e secção 5.2) pa a a ealização de p e isões de consumo que se ão isí eis an o
pelo Se iço de Pa ologia Clínica, p omo endo a melho ia das p á icas de ges ão de in en á io,
como pelo Se iço de Logís ica, alinhando a ealização de pedidos de comp a endo em con a
as necessidades p e is as. Exis indo dados idedignos, se á ainda possí el es abelece ní eis
mínimos de in en á io o que o imiza á os mé odos de pedido de comp a e acili a á a
in e p e ação dos p o issionais dos Se iço de Pa ologia Clínica sob e a necessidade de e e ua
esses mesmos pedidos.
5.3.1 Impo ância da ealização de p e isões
Nes a secção, e e ua-se uma análise pa a demos a a impo ância da ealização de
p e isões, suge ida na secção 5.3, e o impac o da adoção des a p á ica an o pa a a ins i uição
como pa a os seus u en es.
Pa a isso, o am es udados dois a igos: o egen e MRSA SCREEN (código in e no 2040002068)
e o eagen e Ca bapenemases (código in e no 2040002218), ambos es es indi iduais
u ilizados pa a as eio de bac é ias mul i esis en es. Na maio ia dos casos, os eagen es
MRSA SCREEN e Ca bapenemases são u ilizados pa a a ealização do es e de biologia
molecula Polyme ase Chain Reac ion (PCR) a u en es u gen es. O MRSA pe mi e ealiza os
as eios pa a de eção de S aphylococcus au eus esis en e à me icilina e o cabopenemases a
bac é ias esis en es ca bapenêmicos (Di eção Ge al da Saúde, 2023). Es e mé odo ealiza-se
de o ma ápida e p ecisa, demo ando ap oximadamen e 2:30h e pe mi indo um diagnós ico
e icaz e a consequen e o ien ação pa a a e apêu ica adequada.
Es es eagen es desempenham um papel c ucial na ges ão de in eções em ambien es
hospi ala es e na p e enção da disseminação de bac é ias mul i esis en es. A impossibilidade
de ealização des es es es po o u as de in en á io impac a di e amen e o u en e uma ez

70
que, não exis indo a ce eza do diagnós ico, de e se adminis ado um an ibió ico de la go
espe o e o u en e de e colocado em isolamen o (Di eção Ge al da Saúde, 2023). Po ou o
lado, o es e al e na i o consis e numa análise mic obiológica po semen ei a num meio de
cul u a adequado, sendo um p ocesso mui o mais demo ado associado a um pe íodo de
diagnós ico de ce ca de 2 a 3 dias.
Uma pu a i a o u a des es eagen es a e a ambém a ges ão logís ica do Hospi al, mais
conc e amen e a ges ão de camas de in e namen o, is o que, no caso de impossibilidade de
diagnós ico ápido, é necessá io o isolamen o de odos os doen es que necessi em de se
es ados, aca e ando cus os ac escidos. Como o es e pode ambém se ap op iado pa a
doen es que necessi em de in e enções ci ú gicas, a impossibilidade do es e le a ao
adiamen o da ci u gia. No caso de doen es agudizados que necessi em de in e enções
ci ú gicas u gen es, a impossibilidade de diagnós ico ápido le a ob iga o iamen e à
es e ilização ex ema do bloco ope a ó io, bem como, a medidas de assepsia ac escidas, o
que consequen emen e se aduz em cus os mui o ele ados.
A a és de análise documen al, o am ob idos os dados do núme o de eagen es comp ados
e do núme o de es es ealizados mensalmen e no pe íodo de um ano. De seguida, calculou-
se a p e isão de consumos usando o mé odo de alisamen o exponencial simples, uma ez que
o pad ão de ambos os eagen es não ap esen a a endência nem sazonalidade (Figu a 35).
Pa a a ealização des e cálculo oi u ilizado o so wa e Mic oso Excel, sendo que o alo de
α u ilizado oi 0.8, o qual oi calculado a a és da e amen a Sol e , que pe mi e iden i ica o
alo o imizado pa a o qual o soma ó io do alo absolu o dos e os é mínimo. Pos o is o,
o am compa ados os dados de o ma a e i ica o impac o e impo ância da aplicação des e
mé odo no ajus e do ní el de in en á io.
71
O g á icos das igu as 36 e 37 ap esen am o núme o de unidades comp adas (linha e melha),
o núme o de unidades consumidas (linha azul) e a p e isão de consumo (linha e de). É
possí el iden i ica disc epâncias signi ica i as en e as comp as e os consumos, o que e ela
ine iciência no p ocesso de ges ão de in en á io. As comp as ap esen am g andes oscilações,
com picos e quedas, o que suge e uma i egula idade na ges ão de pedidos de comp a,
enquan o os consumos e elam um compo amen o ela i amen e es á el. As i egula idades
iden i icadas nas comp as podem se jus i icadas pela al a de a ualização em empo eal dos
dados, uma ez a in o mação de que a encomenda já oi ealizada ao o necedo só ica
disponí el pa a o Se iço de Pa ologia Clínica ap oximadamen e um dia após a ealização da
encomenda. Assim, a al a de as eamen o em empo eal dos p ocessos de encomenda le a
a epe ições de pedidos de comp a do mesmo a igo e, consequen emen e, a picos de
in en á io p o ocados pelas duplicações de encomendas que se aduzem na ausência de
comp as nou os meses do ano.
Po sua ez, as p e isões de consumo encon am-se mais p óximas da ealidade do consumo,
demons ando a impo ância da análise p edi i a pa a um planeamen o de pedidos de
comp a mais e icien e.
0
100
200
300
400
500
600
700
Núme o de es es consumidos
Meses de 2024
MRSA Ca bapenemases
Figu a 35-Quan idade de es es de MRSA e Ca bapenemases ealizados em cada um dos meses do ano 2024.
72
É, po an o, possí el conclui que a disc epância en e as encomendas e o consumo eal pode
ge a ine iciências ope acionais, como o excesso de p odu os em de e minados pe íodos e a
o u a nou os. A u ilização de mé odos de p e isão possibili a ealiza p ojeções pa a o
u u o, con ibuindo pa a o cálculo mais ap oximado da quan idade que é necessá io
encomenda , o que pe mi e uma ges ão mais equilib ada de pedidos e, consequen emen e,
de in en á io, e i ando despe dícios e ga an indo que os p odu os es ejam disponí eis em
0
200
400
600
800
1000
1200
Núme o de a igos
Meses do ano 2024
Núme o de a igos consumidos Núme o de a igos comp ados P e isão
Figu a 36- Quan idade de unidades consumidas, comp adas e p e isão de consumo do eagen e MRSA, em cada um
dos meses do ano 2024.
0
200
400
600
800
1000
1200
1400
1600
Núme o de a igos
Meses do ano 2024
Núme o de a igos consumidos Núme o de a igos comp ados P e isão
Figu a 37-Quan idade de unidades consumidas, comp adas e p e isão de consumo do eagen e Ca bapenemases,
em cada um dos meses do ano 2024.
73
con o midade com a necessidade eal. Além disso, a aplicação des e mé odo, pe mi e uma
edução de cus os, an o no que diz espei o a in en á io excessi o (associado a cus os de
a mazenamen o), como associado à necessidade de comp as u gen es consequen es de
o u as que podem ep esen a cus os mais ele ados.
Des a o ma, aplicando mé odos de p e isão quan i a i os com base em dados his ó icos, o
se iço pode ajus a as es a égias de abas ecimen o o imizando a cadeia, de o ma a e i a
oscilações ex emas como as obse adas nas linhas e melhas dos g á icos ep esen ados na
Figu a 36 e na Figu a 37.
5.3.2 Polí ica de ges ão de in en á io
A de inição de uma polí ica de ges ão de in en á io é uma e apa essencial na
adminis ação e icien e dos ecu sos logís icos de qualque o ganização, isando, sob e udo,
esponde a duas ques ões undamen ais: quan o encomenda e quando encomenda cada
a igo. Uma espos a adequada a es as ques ões pe mi e equilib a a disponibilidade de
p odu os com os cus os associados à sua aquisição, a mazenamen o e e en ual obsolescência
(Ca alho & Ramos, 2022).
As p e isões de consumo, abo dadas an e io men e, desempenham um papel cen al nes e
p ocesso, na medida em que o necem a base pa a uma decisão mais in o mada sob e os
ní eis de in en á io e a equência de eabas ecimen o. Con udo, a escolha da polí ica de
ges ão de in en á io não depende apenas da p ocu a p e is a. Fa o es como o espaço
disponí el pa a a mazenamen o, o cus o de cada encomenda, o núme o de encomendas
anuais, o empo de eposição, o g au de c i icidade do a igo e a a iabilidade da p ocu a
ambém in luenciam signi ica i amen e essa decisão (Ca alho & Ramos, 2022).
O pon o de encomenda é um a o c ucial a de ini , que co esponde ao ní el de in en á io
que, ao se a ingido, desencadeia au oma icamen e a ealização de um no o pedido de
encomenda. Es e alo de e conside a an o o empo de eposição, como o consumo médio
du an e esse pe íodo, ac escido, quando aplicá el, do s ock de segu ança. A co e a de inição
des e pon o ga an e que o eabas ecimen o oco e a empadamen e, e i ando u u as e
in e upções na p es ação de se iços.
A quan idade a encomenda é ou o pa âme o c í ico, ge almen e de e minado com base na
quan idade económica de encomenda.
80
𝑇𝑀𝑃𝑅 =∑𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑐𝑒𝑠𝑠𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝑟𝑒𝑐𝑙𝑎𝑚𝑎çã𝑜
𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑐𝑙𝑎𝑚𝑎çõ𝑒𝑠
Tempo de p ocessamen o da eclamação - Núme o de dias de
a amen o de eclamação.
Núme o o al de eclamações- Núme o o al de p ocessos de
eclamações
5.5
• Taxa de con o midade en e in en á io in o má ico e in en á io ísico (TCIF)
A axa de con o midade en e o in en á io in o má ico e in en á io ísico é um KPI que
mede a p ecisão en e o que es á egis ado no sis ema de ges ão de in en á io (in o má ico)
e o que ealmen e exis e isicamen e em in en á io no a mazém (in en á io ísico). Esse
indicado , calculado a a és da ó mula 5.6, demos a-se c ucial pa a a alia a p ecisão do
con olo de in en á io e, consequen emen e, a e icácia das ope ações logís icas e da cadeia
de abas ecimen o de uma emp esa.
A a és da moni o ização des e KPI se á possí el a alia a axa de p á icas inco e as de
consumo ic ício e implemen ação da p opos a pa a al e a es e compo amen o.
𝑇𝐶𝐼𝐹 =(𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑎𝑟𝑡𝑖𝑔𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑒𝑠
𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑎𝑟𝑡𝑖𝑔𝑜𝑠 𝑖𝑛𝑣𝑒𝑛𝑡𝑎𝑟𝑖𝑎𝑑𝑜𝑠)×100
Núme o de a igos con o mes- Núme o o al de a igos co e os
quando compa ado o in en á io in o má ico e ísico.
To al de a igos in en a iados- Núme o o al de a igos
con abilizados em in en á io
5.6

81
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A logís ica e a ges ão de cadeias de abas ecimen o são dois pila es ulc ais em di e sas
á eas o ganizacionais, na qual se inclui a á ea da saúde. Numa ins i uição de saúde, a cadeia
de abas ecimen o ep esen a um pon o c í ico que in luencia an o os esul ados inancei os
como a espos a às necessidades do u en e e a qualidade dos se iços p es ados (Ca alho &
Ramos, 2022).
Es udos êm apon ado que, numa ins i uição de saúde as a i idades logís icas ep esen am
ce ca de 46% do o çamen o ope acional e que uma o imização de p ocessos nes a á ea pode
le a a uma edução de ce ca de 48% des es cus os, melho ando simul aneamen e a
qualidade dos se iços p es ados aos u en es (Ma ques, 2015).
A ges ão e icien e da cadeia de abas ecimen o in e na de um Se iço de Pa ologia Clínica
ap esen a uma ele ância ac escida de ido às ca ac e ís icas dos a igos que a incluem, no
que conce ne não só à necessidade de condições especí icas de a mazenamen o, como
ambém ao alo mone á io signi ica i o que lhes es á associado (Oli ei a, 2023).
Na cadeia de abas ecimen o de eagen es in e na do Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM,
o am iden i icadas alhas que se aduzem uma ges ão ine icien e e, consequen emen e, em
pe das an o pa a a ins i uição, como pa a os u en es que a p ocu am.
Uma das alhas iden i icada elaciona-se com a al a de in o ma ização e de sis emas de apoio
à ges ão, le ando à necessidade de u ilização de ichei os Mic oso Excel, que se demos am
ine icien es e com maio p opensão a e os. Po ou o lado, o sis ema in o má ico in e no da
ins i uição (Glin ) e ela-se pouco in ui i o, o que le a a p á icas inco e as de ges ão de
in en á io o iginando, po exemplo, “a igos com consumo i ual” que, na ealidade,
pe manecem em in en á io. Segundo (Folha & Sil a, 2023), o des asamen o en e o in en á io
eal e o egis ado pode comp ome e a capacidade de espos a clínica e aumen a o isco de
u u as.
A in en a iação ísica ealizada con i mou a oco ência des a p á ica is o que, no momen o
da con agem, apenas 55% do in en á io exis en e em a mazém se encon a a isí el no
sis ema in o má ico e 45% ha ia sido sujei o a “consumos i uais” que, na p á ica, não
oco e am. Ve i icou-se ainda que exis em á eas com maio c i icidade no que conce ne às
más p á icas de ges ão de in en á io, des acando-se a Hema ologia e a Imunologia, com ce ca
82
de 62% e 65%, espe i amen e, do seu in en á io em a mazém egis ado como consumidos
no sis ema in o má ico.
Po ou o lado, compa ando os esul ados da in en a iação ísica in e na, no qual são
con ados apenas “a igos sem consumo i ual”, com os da in en a iação ísica ealizada no
âmbi o des e p oje o, em que o am con ados odos os a igos exis en es em a mazém, oi
possí el e i ica uma disc epância de ce ca de 38%. As duas con agens i e am des asamen o
empo al de uma semana, o que não jus i ica as di e enças ob idas. A disc epância se á
maio i a iamen e jus i icada po os “a igos com consumo i ual” não se em con abilizado
no in en á io in e no, o que demons a o impac o das p á icas inco e as de ges ão de
in en á io na iabilidade dos dados do sis ema in o má ico.
Ve i icou-se ambém que, no mês da ealização do in en á io ísico, as más p á icas de egis o
de consumos an ecipados se acen uam.
Assim, as consequências da al a de in o ma ização da cadeia de abas ecimen o ão ao
encon o do desc i o na li e a u a. Con o me Ca alho & Ramos (2022), a al a de
in o ma ização impac a nega i amen e di e sas e en es da cadeia, en e as quais a
e iciência do p ocesso de ges ão de in en á io.
Po sua ez, a e ónea ges ão de in en á io e as más p á icas que lhe es ão associadas
p o ocam a inexis ência de dados idedignos ap esen ando, consequen emen e, um impac o
nega i o a mon an e na cadeia, esul ando no e ei o chico e (bullwhip). Es a inexis ência de
dados his ó icos le a à necessidade de ealiza p e isões a a és de mé odos quali a i os,
endo po base a expe iência e opinião dos p o issionais, aduzindo-se numa meno p ecisão
da quan idade e pon o de encomenda e numa maio p obabilidade de o u as ou excessos de
in en á io (Yang e al., 2021).
Ve i icou-se ainda que a al a de in o ma ização da cadeia de abas ecimen o in e na a e a os
luxos de in o mação en e se iços. A inexis ência de um so wa e que pe mi a a pa ilha de
in o mação em empo eal en e se iços le a à necessidade de que a comunicação seja ei a
po ou as ias, ais como o e-mail e documen os imp essos, que es ão associados a ele adas
pe das de in o mação. Po ou o lado, ambém in luencia nega i amen e os es an es luxos
da cadeia aduzindo-se, po exemplo, em a asos nas eclamações, o iginando mui as ezes
a igos obsole os de ido ao ence do p azo es ipulado pelo o necedo pa a ap esen ação
de não con o midades, que, po sua ez, es á associado a pe das inancei as de ido à
83
inu ilidade des es a igos. Es es ipos de pe das ambém não são quan i icadas de ido à al a
de sis emas que pe mi am ealiza es e egis o e o espe i o con olo.
Foi ainda e idenciado ou o p oblema na cadeia de abas ecimen o es udada, que se p ende
com más p á icas de a mazenamen o: o a mazém do Se iço de Pa ologia Clínica não
ap esen a um layou adap ado à ealidade do se iço, nem nenhum sis ema de localização de
a igos. A al a de o ganização no in en á io, consequen e da inexis ência de localizações
pad onizadas pa a os a igos, di icul a o acesso aos ma e iais, aumen ando o empo gas o em
a e as o inei as, o que p ejudica a e iciência ope acional (Ca alho & Ramos, 2022). Es udos
como o de Raquel (2018) ei e am a impo ância da o ganização de um a mazém,
demos ando que a eo ganização do layou do a mazém, aliada à análise ABC e à
implemen ação de códigos de localização, pode eduzi o empo de picking em ce ca de
30,27%, o que po sua ez ep esen a diminuição de empo e cus os.
Po ou o lado, o p ocedimen o de in en a iação ísica in e no ap esen a di e sas alhas, uma
ez que não é ealizada a con agem de odos os a igos que e e i amen e se encon am em
in en á io. Es e p ocesso aduz-se na inexis ência de mé icas e ídicas que possibili em uma
a aliação idedigna dos p ocedimen os de ges ão de in en á io, in luenciado nega i amen e
a pe ceção sob e as p á icas aplicadas, impedido a iden i icação de alhas e pon os acos e
consequen es in e enções que con ibuam pa a a melho ia dos p ocessos.
A al a de capaci ação de equipa esponsá el pela ges ão de in en á io do Se iço de Pa ologia
Clínica é uma ou a alha com impac o na e iciência da cadeia de abas ecimen o em causa. A
al a de o mação da equipa em logís ica az com que não exis a pe ceção do impac o das más
p á icas não só na e iciência da cadeia de abas ecimen o in e na, como ambém na o ina do
se iço, uma ez que as más p a icas ap esen am consequências como despe dício de empo
na esolução dos p oblemas causados. A equipa ap esen a ainda uma g ande esis ência à
mudança, o que di icul a a al e ação das p á icas em cu so.
Segundo (Lapão, 2016), a adoção da me odologia Lean pode con a ia mui os dos p oblemas
a é ago a mencionados pe mi indo a diminuição de cus os de in en á io, subu ilização de
p o issionais e excesso de mo imen os associados à p ocu a de ma e iais, possibili ando
assim diminui os despe dícios associados aos p ocessos.
Po ou o lado, (O’mahony e al., 2021) co obo am a impo ância da aplicação da
me odologia lean em cadeias de abas ecimen o na á ea da saúde. Os esul ados des e es udo
e elam que as aplicações des a me odologia possibili am a edução de ce ca de 17,7% no
84
alo do in en á io a mazenado, uma diminuição de 91,7% no alo de in en á io pe dido
pelo ul apassa do p azo de alidade e uma edução de 45% no empo que os p o issionais
de saúde gas a am na p ocu a de ma e iais.
85
7. CONCLUSÃO
Te minado o p oje o é possí el conclui que odos os obje i os de inidos pa a o es ágio
cu icula o am a ingidos. A in es igação oi conduzida com base num es udo de caso, que
en ol eu uma análise de alhada dos luxos de ma e iais e in o mação da cadeia de
abas ecimen o in e na, pe mi indo iden i ica pon os acos e opo unidades de melho ia da
cadeia de abas ecimen o em es udo. A e e ida análise e elou a exis ência de p ocessos
pouco e icien es, causados essencialmen e pela al a de in o ma ização da cadeia, que se
aduzia na impossibilidade de as eabilidade em empo eal, na deso ganização ao ní el do
a mazenamen o, na ges ão ine icien e de in en á io e na agmen ação do luxo de
in o mação en e os di e en es in e enien es da cadeia de abas ecimen o.
Tendo em con a os esul ados ob idos na ase de diagnós ico oi possí el desen ol e uma
p opos a de melho ia com o in ui o de po encia a cadeia de abas ecimen o in e na de
eagen es do Se iço de Pa ologia Clínica da ULSM o nando-a mais e icien e e e icaz. Es a
p opos a abo dou os p incipais pon os de acos iden i icados na análise inicial, de o ma a
o alece a cadeia e a aumen a a sua e iciência e a qualidade do se iço aos u en es.
Ao longo de odo o abalho desen ol ido o am inúme as as di iculdades encon adas, sendo
que g ande pa e des as o am impos as pelas condições do sis ema de in o mação in e no
da ins i uição e pela al a de in o ma ização ge al da cadeia de abas ecimen o es udada.
Es as di iculdades o am supe adas com ecu so a me odologias de análise que pe mi i am a
ca ac e ização da cadeia in e na e consequen e e olução do abalho. Apesa de mui os dos
mé odos u ilizados eco e em a ap oximações, a e acidade dos esul ados ob idos não é
colocada em causa, is o que oi semp e ida em con a uma pe spe i a conse ado a, de
o ma que os esul ados ob idos ossem o mais ap oximados possí el dos alo es eais.
Demos a-se ulc al salien a que a p opos a de melho ia oi ap esen ada à di eção do
Depa amen o de MCDT, onde se in eg a o Se iço de Pa ologia Clínica, e ao momen o
encon a-se em ase de implemen ação. Numa pe spe i a u u a, espe a-se que es a p opos a
ep esen e um a anço signi ica i o na melho ia da ges ão logís ica do Se iço de Pa ologia
Clínica, con ibuindo pa a a sus en abilidade e e iciência da sua cadeia de abas ecimen o a
longo p azo.
Po im, é possí el conclui que o es ágio cu icula ealizado no Se iço de Pa ologia Clínica
da ULSM se demos ou ex emamen e en iquecedo an o a ní el p o issional, como pessoal.

86
Es a expe iência pe mi iu e um p imei o con a o com a á ea de ges ão de saúde,
possibili ando a aplicação p á ica de concei os eó icos ap endidos na ase le i a do cu so de
mes ado em ges ão de unidades de saúde. Po ou o lado, o es ágio pe mi iu adqui i
e amen as pessoais pa a lida com as ba ei as na u ais que su gem na o ina de um ges o
de saúde.
87
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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