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Residência Morabeza: arquitetura bioclimática em Palmarejo Grande, Cabo Verde

Author: Silva, Bruno Aires Silva Lopes da
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/5adf6b26-a437-4ae7-80e9-4a7e575abf48/download
B uno Ai es Sil a Lopes da Sil a
Residência Mo abeza: A qui e u a
Bioclimá ica em Palma ejo G ande,
Cabo Ve de
ma ço de 2025
UMinho | 2025 B uno Ai es Sil a Lopes da Sil a Residência Mo abeza:
A qui e u a Bioclimá ica em Palma ejo G ande, Cabo Ve de
Uni e sidade do Minho
Escola de A qui e u a, A e e Design
B uno Ai es Sil a Lopes da Sil a
Residência Mo abeza: A qui e u a
Bioclimá ica em Palma ejo G ande,
Cabo Ve de
T abalho de P oje o
Ciclo de Es udos In eg ados Conducen es ao
G au de Mes e em A qui e u a
Á ea de Cons ução e Tecnologia
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o B uno Acácio Fe ei a Figuei edo
ma ço de 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de A qui e u a, A e e Design
II
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO
DO TRABALHO POR TERCEIROS
A ibuição-Compa ilhaIgual
CC BY-SA
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-sa/4.0/
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os
desde que espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei-
es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os
na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso
do abalho em condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á
con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
III
Ag adecimen os
Aos meus pais e ao meu i mão, que semp e me apoia am de o ma incon-
dicional ao longo des a jo nada, o e ecendo a e o, mo i ação e o ça nos
momen os mais desa iado es.
Aos meus a ós, que semp e con ia am em mim e, com a sua sabedo ia e
ca inho, semp e o am on e de inspi ação e um po o segu o.
À B una, minha o aleza ao longo des a jo nada, que es e e semp e ao
meu lado, apoiando-me em odos os âmbi os da minha ida. Ob igado pelo
eu amo , paciência e o ça, sem os quais es e pe cu so não se ia possí el.
Ao meu pad inho e à sua amília, po es a em p esen es em momen os
impo an es e po oda a o ien ação e supo e ao longo da minha ida
acadêmica.
À minha mad inha e à sua amília, po ac edi a em em mim e po celeb a-
em odas as minhas conquis as, semp e com ca inho e en usiasmo.
À amília San os e Salomão, que me acolhe am como pa e da sua amília
e que es i e am semp e p esen es com pala as de con o o e mo i ação.
Aos meus amigos e colegas, que o na am es a caminhada mais le e e en-
iquecedo a, com a sua amizade, companhei ismo e apoio, especialmen e
nos momen os mais desa ian es.
Ao meu o ien ado , p o esso B uno Figuei edo, que, com a sua expe iên-
cia o ien ou-me ao longo des e pe cu so, o e ecendo conselhos p eciosos
e desa iando-me a supe a os meus p óp ios limi es.
A odos ós, que, de o ma di e a ou indi e a, con ibuí am pa a que es e
abalho se o nasse uma ealidade, o meu mais since o ag adecimen o.

IV
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e a-
balho académico e con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a
qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a
É ica da Uni e sidade do Minho.
V
Resumo
Pala as-cha e:
Residência Uni e si á ia; A qui e u a Bioclimá ica; Palma ejo G ande;
Ma e ias locais; Sus en abilidade
A p esen e disse ação p opõe o desen ol imen o de uma esidência uni-
e si á ia sus en á el em Palma ejo G ande, Cidade da P aia, Cabo Ve de,
num con ex o de expansão u bana e de necessidade de soluções habi a-
cionais acessí eis pa a es udan es. O p oje o baseia-se em p incípios de
a qui e u a bioclimá ica, sus en abilidade e in eg ação u bana, explo ando
soluções que a endam às especi icidades climá icas e cul u ais do a qui-
pélago.
Inicialmen e, é ei o um enquad amen o do local de es udo, des acando
a e olução u bana de Palma ejo G ande, a in luência do clima á ido e
semiá ido, e as po encialidades de ma e iais locais, como o basal o e a
pozolana, pa a o
design
sus en á el. São ambém analisadas e e ências
de esidências uni e si á ias em Lisboa e em Cabo Ve de, que o necem
bases concep uais e p á icas pa a a p opos a.
As es a égias de p oje o incluem soluções bioclimá icas, como somb ea-
men o, en ilação c uzada e uso de sis emas passi os pa a eduzi o con-
sumo ene gé ico, bem como a aplicação de ma e iais locais que melho am
o con o o é mico e diminuem o impac o ambien al.
O p og ama uncional con empla uma di e sidade de espaços, como qua -
os indi iduais e pa ilhados, á eas de es udo, salas de con í io, espaços
e des e se iços come ciais. A in eg ação u bana é assegu ada pela loca-
lização es a égica p óxima a uni e sidades e à ede de anspo e público,
p omo endo conec i idade e acessibilidade.
VI
VII
Abs ac
Keywo ds:
Uni e si y Residence; Bioclima ic Achi ec u e; Palma ejo G ande;
Local Ma e ials; Sus ainabili y
This disse a ion p oposes he de elopmen o a sus ainable s uden esi-
dence in Palma ejo G ande, Cidade da P aia, Cabo Ve de, wi hin he con-
ex o u ban expansion and he need o a o dable housing solu ions o
s uden s. The p ojec is based on p inciples o bioclima ic a chi ec u e,
sus ainabili y, and u ban in eg a ion, explo ing solu ions ha add ess he
clima ic and cul u al speci ici ies o he a chipelago.
Ini ially, a con ex ual amewo k o he s udy a ea is p o ided, highligh ing
he u ban e olu ion o Palma ejo G ande, he in luence o he a id and
semi-a id clima e, and he po en ial o local ma e ials such as basal and
pozzolana o sus ainable design. Re e ences o s uden esidences in Lis-
bon and Cabo Ve de a e also analyzed, p o iding concep ual and p ac ical
ounda ions o he p oposal.
The design s a egies include bioclima ic solu ions such as shading, c oss
en ila ion, and he use o passi e sys ems o educe ene gy consump ion,
as well as he applica ion o local ma e ials ha imp o e he mal com o
and educe en i onmen al impac .
The unc ional p og am includes a a ie y o spaces, such as indi idual and
sha ed ooms, s udy a eas, social lounges, g een spaces, and comme -
cial se ices. U ban in eg a ion is ensu ed by he s a egic loca ion nea
uni e si ies and he public anspo ne wo k, p omo ing connec i i y and
accessibili y.
XIV

1
In odução
O p esen e abalho isa abo da o desen ol imen o de um p oje o
a qui e ônico pa a a c iação de uma esidência es udan il na á ea de
Palma ejo G ande, localizada na cidade da P aia, Cabo Ve de. Es e p oje o
inse e-se no con ex o mais amplo de expansão u bana e mode nização da
capi al cabo- e diana, em uma egião que, ao longo das úl imas décadas,
em se consolidado como um no o polo de c escimen o habi acional e
educacional. Essa ans o mação é impulsionada pela p esença de
ins i uições de ensino supe io , que a aem um núme o c escen e de
es udan es p o enien es de di e en es egiões do a quipélago e, em
alguns casos, do ex e io , ge ando uma demanda c escen e po soluções
habi acionais adequadas e acessí eis.
Palma ejo G ande ap esen a ca ac e ís icas es a égicas pa a o
desen ol imen o de p oje os ol ados pa a a habi ação es udan il. Sua
localização p i ilegiada em elação às p incipais ias de acesso, sua
p oximidade a polos educacionais e a c escen e disponibilidade de se iços
u banos azem des a á ea um pon o de con e gência pa a es udan es e
p o issionais em busca de melho qualidade de ida e conec i idade com
os cen os de ensino e pesquisa. Pa alelamen e, o bai o é es emunha
de mudanças signi ica i as no ecido u bano, com a cons ução de
no as in aes u u as e emp eendimen os que e le em o dinamismo
socioeconômico da cidade da P aia.
O p oje o da esidência es udan il oi concebido com especial a enção
às pa icula idades do con ex o cabo- e diano, um país ma cado po um
clima á ido e semiá ido, pela escassez de ecu sos híd icos e po desa ios
elacionados à ges ão sus en á el de ecu sos na u ais. As condições
climá icas locais, como al as empe a u as e en os cons an es, in luenciam
di e amen e a o ma como os edi ícios de em se p oje ados, demandando
soluções a qui e ônicas que a o eçam o con o o é mico e a e iciência
ene gé ica.
2
Além do aspec o ambien al, o p oje o e le e as especi icidades sociocul u ais
da egião, alo izando p á icas e ma e iais locais que p omo em uma
in eg ação ha moniosa com o ambien e e a iden idade cabo- e diana. A
inco po ação de elemen os bioclimá icos e sus en á eis busca esponde
de manei a e icien e e ino ado a aos desa ios do con ex o, u ilizando
ecu sos como en ilação c uzada, somb eamen o adequado, cap ação de
águas plu iais e ap o ei amen o da luz na u al, en e ou as es a égias
que alinham adição e mode nidade.
Inse ido em um cená io de expansão u bana, o p oje o busca acompanha
o desen ol imen o c escen e de Palma ejo G ande, espei ando a sua
e olução como um espaço habi acional e educacional di e si icado. A
p opos a p e ende ambém e le i as ans o mações u banas do bai o,
con ibuindo pa a a sua consolidação como uma e e ência no c escimen o
equilib ado e sus en á el da capi al cabo- e diana.
Obje i os
O p incipal obje i o des a disse ação é desen ol e um p oje o a qui e óni-
co pa a a c iação de uma esidência uni e si á ia em Palma ejo G ande, na
cidade da P aia, em Cabo Ve de, que esponda às necessidades habi acio-
nais da comunidade académica e con ibua pa a a quali icação do espaço
u bano, in eg ando soluções a qui e ónicas sus en á eis e ino ado as. Es a
p opos a p ocu a a ende não apenas à c escen e p ocu a po alojamen o
pa a es udan es uni e si á ios na egião, mas ambém p omo e um mo-
delo de habi ação que alie uncionalidade, con o o é mico e e iciência
ene gé ica, espei ando as especi icidades climá icas, cul u ais e socioeco-
nómicas do a quipélago.
P e ende-se que o p oje o o e eça um ambien e que anscenda a unção
de ab igo, p opo cionando espaços p opícios à con i ência, ao es udo e ao
desen ol imen o académico e social dos es udan es. A esidência de e á
omen a uma e dadei a comunidade académica, p omo endo a in e ação
en e os esiden es po meio de á eas de uso comum, como salas de es-
3
udo, espaços de laze e zonas e des, con ibuindo pa a o o alecimen o
do espí i o de coope ação e de bem-es a . Além disso, se ão p io izadas
soluções cons u i as sus en á eis, com a u ilização de ma e iais locais e
écnicas adap adas ao con ex o á ido e semiá ido, de o ma a alo iza os
ecu sos endógenos e a minimiza o impac o ambien al da cons ução.
Especi icamen e, es e p oje o p ocu a a ingi os seguin es obje i os:
1. Analisa o con ex o geog á ico, climá ico e u bano de Palma ejo
G ande, de modo a comp eende as condicionan es e po encialidades da
á ea de in e enção, ais como as ca ac e ís icas opog á icas, a o ien a-
ção sola , a in ensidade e di eção dos en os p edominan es, e a acessibi-
lidade do local.
2. Explo a soluções a qui e ónicas que p omo am o con o o é -
mico e a sus en abilidade, u ilizando es a égias bioclimá icas e sis emas
passi os de en ilação e somb eamen o que eduzam a necessidade de
clima ização a i icial e melho em a e iciência ene gé ica do edi ício.
3. Inco po a ma e iais de cons ução locais e écnicas sus en á-
eis, alo izando os ecu sos disponí eis na egião, como a ped a ulcânica
e o basal o, e analisando as an agens de ma e iais compos os, como
blocos de cimen o pozolânico, em e mos de desempenho é mico e esis-
ência.
4. Desen ol e um p og ama uncional di e si icado, que con em-
ple qua os indi iduais e pa ilhados, á eas de es udo, salas de con í io,
cozinhas pa ilhadas, ginásios e espaços de laze ao a li e, de o ma a
o e ece uma expe iência de habi ação con o á el e dinâmica.
5. P omo e a in eg ação u bana da esidência es udan il, assegu-
ando uma conexão e icien e com os p incipais polos académicos e á eas
de in e esse na cidade, a a és de ias de anspo e público e acessos
pedonais.
Com es a abo dagem, a p opos a isa não apenas esol e o p o-
blema da ca ência habi acional pa a es udan es em Cabo Ve de, mas am-
bém con ibui pa a o desen ol imen o de um modelo de u banização sus-
en á el, que possa se i de e e ência pa a u u os p oje os de habi ação
em egiões com condições climá icas ad e sas. Além disso, ao ado a uma
abo dagem cen ada no u ilizado e in eg ada ao con ex o local, espe a-
4
-se que es e p oje o con ibua pa a a alo ização do bai o de Palma ejo
G ande, e o çando o seu papel como um impo an e núcleo de expansão
u bana e de ino ação social na cidade da P aia.
Me odologia
A me odologia ado ada nes a ese oi es u u ada com o obje i o de assegu-
a uma abo dagem cla a e consis en e pa a o desen ol imen o do p oje o.
O p imei o passo consis iu numa e isão bibliog á ica e documen al, com
o p opósi o de comp eende o con ex o his ó ico, a qui e ónico e u bano de
Palma ejo G ande. Pa a al, o am consul adas disse ações, a igos cien-
í icos e documen os o iciais elacionados com a qui e u a bioclimá ica e
u banização em Cabo Ve de. Con udo, pa a e o ça a undamen ação eó-
ica, ecomenda-se a inclusão de publicações in e nacionais sob e design
passi o em egiões á idas, de o ma a en iquece a análise com di e en es
pe spe i as e ealidades.
Pa alelamen e, oi ealizado um es udo de casos e e enciais com o in ui o
de obse a es a égias a qui e ónicas sus en á eis aplicadas em p oje os
de esidências es udan is. Es e es udo compa ou p oje os nacionais e in-
e nacionais, com des aque pa a exemplos de Lisboa e Cabo Ve de. Pa a
ga an i a pe inência dos casos es udados, é essencial explica os c i é ios
de escolha, como a dimensão, a localização e as soluções cons u i as
ado adas.
A análise do con ex o climá ico e u bano oi ou o pon o cen al da me o-
dologia. Fo am a aliadas as condições climá icas e geog á icas da á ea
de in e enção, incluindo empe a u as médias, di eção e in ensidade dos
en os p edominan es, e adiação sola . Es es dados apoia am as decisões
de p oje o, pe mi indo a de inição de es a égias sus en á eis adequadas
às condições locais.
A ase de p oje o cen ou-se no desen ol imen o de uma p opos a que es-
pondesse às necessidades dos u ilizado es, espei ando os p incípios da
5
sus en abilidade. Fo am de inidos c i é ios como a o ganização das zonas
de uso, a seleção de ma e iais sus en á eis (p e e encialmen e locais) e a
inco po ação de es a égias de en ilação c uzada.
Com es a abo dagem me odológica, p e ende-se não só ga an i a qualida-
de écnica da p opos a, mas ambém p omo e a in eg ação de p incípios
sus en á eis e bioclimá icos numa solução a qui e ónica adequada ao con-
ex o especí ico de Palma ejo G ande.
Es u u a do abalho
Es e abalho encon a-se o ganizado em qua o capí ulos p incipais, es u u a-
dos de o ma a ga an i um desen ol imen o lógico e coe en e da in es igação,
desde a análise con ex ual a é à conceção da p opos a a qui e ónica.
O p imei o capí ulo, “Enquad amen o do Local de Es udo”, ap esen a uma
análise de alhada do con ex o u bano e a qui e ónico da cidade da P aia, com
especial a enção ao bai o de Palma ejo G ande, onde se á implan ado o p o-
je o. São abo dados a e olução his ó ica da cidade, des acando os p incipais
momen os que molda am o desen ol imen o u bano e a mo ologia a ual da
cidade; as ca ac e ís icas a qui e ónicas p edominan es, incluindo a a qui e u-
a e nacula e a sua in eg ação nas condições climá icas locais, as in luências
da a qui e u a colonial no planeamen o u bano e nas ipologias habi acionais,
e as endências con empo âneas que e le em a expansão u bana e o impac o
das no as cons uções em bai os como Palma ejo G ande.
No segundo capí ulo, “Es a égias de P oje o Sus en á el”, são explo ados
os undamen os da sus en abilidade na a qui e u a, aplicados ao con ex o de
Cabo Ve de. Es e capí ulo inclui os p incípios da a qui e u a bioclimá ica, con-
side ando es a égias passi as, como en ilação c uzada, somb eamen o na -
u al e isolamen o é mico, e a adap ação do p oje o às condições climá icas
locais, como al as empe a u as e en os p edominan es. Também abo da os
ma e iais de cons ução locais, a aliando a sua disponibilidade, cus o, p o-
p iedades é micas e impac o ambien al, explo ando al e na i as sus en á eis

6
que p omo am e iciência ene gé ica. Além disso, são analisados sis emas de
ene gia eno á el, como ene gia sola é mica, o o ol aica e ene gia eólica.
O e cei o capí ulo, “Re e ências de Residências Uni e si á ias”, ap esen a uma
análise de exemplos de esidências uni e si á ias que se i am como e e ên-
cia pa a o desen ol imen o do p oje o. En e elas, des acam-se a Residência
pa a a Cidade Uni e si á ia em Lisboa, com oco na sua o ganização espacial
e soluções pa a con o o é mico; a Residência do Polo da Ajuda, que in eg a
es a égias de sus en abilidade e uncionalidade no layou ; e a Residência da
Uni e sidade de Cabo Ve de (UNICV), que e le e os desa ios especí icos de um
con ex o semelhan e ao do p oje o, como limi ações de ecu sos e adap ação
ao clima opical. A análise des as e e ências pe mi e comp eende di e en es
abo dagens a qui e ónicas e uncionais, se indo como base compa a i a pa a
as decisões p oje uais da esidência em Palma ejo G ande.
O qua o capí ulo, “O P oje o”, cons i ui o núcleo do abalho, de alhando a
p opos a a qui e ónica pa a a esidência uni e si á ia. Es e capí ulo inclui o
le an amen o do local, com análise do e eno e do con ex o u bano en ol-
en e, iden i icando limi ações e opo unidades pa a a conceção do edi ício; a
undamen ação concep ual e p og amá ica, explicando a génese da ideia, os
obje i os do p oje o (como sus en abilidade, e iciência ene gé ica e con o o
dos u ilizado es) e a de inição do p og ama uncional, com desc ição de al-
hada dos espaços p opos os (qua os, á eas comuns, espaços de es udo e
laze , en e ou os). São ambém ap esen adas as es a égias bioclimá icas
in eg adas, como a o ien ação do edi ício pa a maximiza a en ilação na u al
e o somb eamen o, o uso de ma e iais com baixa pegada ecológica e al a e i-
ciência é mica. Po im, desc e em-se os ma e iais e as écnicas cons u i as,
explicando como a escolha dos ecu sos oi o ien ada pela sus en abilidade e
pela adap ação às condições locais.
7
8
9
1. Enquad amen o do local de es udo
16
1.2.2 A qui e u a Colonial
A a qui e u a colonial em Cabo Ve de de i a essencialmen e das endên-
cias u banís icas das cidades po uguesas, com dois ipos p incipais de
açados: um mais i egula , ípico de egiões medi e ânicas e adap ado à
opog a ia, e ou o mais egula e ígido. O açado i egula é obse ado
nas p imei as cidades do a quipélago, como Ribei a G ande (San iago) e
São Filipe (Fogo), enquan o o açado egula su ge em cidades pos e io es.
Aspe os cons u i os
Du an e o pe íodo colonial, as cons uções, an o públicas como p i adas,
u iliza am a gamassa de cal e a eia pa a uni ped as e ijolos impo ados.
As cobe u as ge almen e consis iam em elhas ce âmicas ou es u u as
de madei a, ambém impo adas. As esidências mais abas adas equen-
emen e ap esen a am-se como sob ados ou casas é eas com ja dins
( e Figu a 8).
Si uação a ual
Mui os edi ícios coloniais encon am-se em es ado a ançado de deg ada-
ção ( e Figu a 9), jus i icando a sua eabili ação pa a no os usos e ga an-
indo a p ese ação das suas unções básicas, como segu ança es u u al,
con o o ambien al e es é ica.

17
Figu a 8 - Edi ício colonial. Fon e: Imagem de au o ia p óp ia
Figu a 9 - Deg adação de um edi ício colonial. Fon e: Imagem de au o ia p óp ia
18
1.2.3 Tendências con empo âneas
A ualmen e, obse a-se uma ans o mação nos a edo es das g andes
cidades, com a ascensão de esidências mode nas e edi ícios mul i un-
cionais pa a habi ação, comé cio e esc i ó ios. Essas no as cons uções
u ilizam ma e iais de al a qualidade, como o be ão a mado pa a elemen os
es u u ais e blocos de cimen o pa a pa edes.
Mo adias uni amilia es
Nas á eas u banas in o mais e u ais, as cons uções ge almen e seguem
pad ões empí icos, com casas de um anda e elhados planos, mui as e-
zes usados pa a a mazena ma e iais. As pa edes são ei as de blocos de
cimen o assen ados sob e alice ces de ped a, ixados com a gamassa de
cimen o e a eia, embo a o e es imen o seja equen emen e omi ido po
azões inancei as ( e Figu a 10).
Habi ação mul i amilia
Nos cen os u banos, os p édios cos umam des ina o piso é eo ao co-
mé cio e esc i ó ios, com os demais pa imen os ese ados pa a habi ação
( e Figu as 11 e 12). As es u u as são obus as, compos as po pila es,
igas e lajes de be ão a mado. O su gimen o de edi ícios exclusi os pa a
esc i ó ios ambém é no á el, com des aque pa a a u ilização de lajes ali-
gei adas.
Em Cabo Ve de, ainda não há uma cul u a consolidada de economia de
ecu sos na cons ução ci il, o que esul a em despe dícios conside á eis
de ma e iais e in es imen os imp uden es, mui as ezes na demolição de
edi icações an igas. A al a de egulamen ação, iscalização e con olo de
qualidade no se o da cons ução, aliada à g ande quan idade de cons-
uções clandes inas, ambém con ibui pa a esse cená io. Isso con as a
com p á icas cons u i as mais an igas, que p io iza am o con o o é mico
e a sus en abilidade.
19
Figu as 11 e 12 - Habi ação Mul i amilia . Fon e: Imagem de au o ia p óp ia
Figu a 10 - Mo adias uni amilia es. Fon e: h ps://www. lick .com/pho os/ uiisanches/15598300184/in/pho os eam/
20
21
2. Es a égias de P oje o Sus en á el

22
Na análise do capí ulo, oi ele an e o li o
A qui ec u a Sus en á el em Cabo
Ve de,
(GUEDES, 2011). No con ex o climá ico de Cabo Ve de, é possí el equi-
lib a edi ícios e clima a a és de es a égias de p oje o bioclimá icas ou de de-
sign passi o. A u gência na cons ução e eno ação u bana no país exige uma
abo dagem di e en e da eu opeia, de ido à escassez de ecu sos e ene gia, à
necessidade de habi ação social e in aes u u as, e às di iculdades na apli-
cação de egulamen os u banís icos. Há uma ca ência de in o mações sob e
cons ução sus en á el adap ada às condições climá icas e socioeconómicas
de países a icanos. A conse ação de ene gia po meio de p oje os de cons-
ução passi a é uma al e na i a comp o ada à ge ação de ene gia eno á el.
Essas es a égias isam c ia ambien es in e nos con o á eis e eduzi o con-
sumo de ene gia, ajus ando o edi ício ao ambien e ex e no e e i ando sis emas
mecânicos que dependem de combus í eis ósseis.
Quan o ao con ex o climá ico, Cabo Ve de ap esen a um clima opical seco,
in luenciado po massas de a seco do Saa a e longos pe íodos de seca. Há
duas es ações p incipais: a seca e a das chu as, es a úl ima in luenciada pela
en e in e opical. A dis ibuição de chu as é i egula , e o sol p edomina ao
longo do ano, esul ando em ampli udes é micas signi ica i as, especialmen e
em á eas mon anhosas.
A escolha do local, o ma e o ien ação do edi ício de e maximiza a ex-
posição aos en os p edominan es e minimiza a adiação sola . Nas egiões
mon anhosas, as habi ações de em se localizadas em á eas que a o eçam a
ci culação do a , somb eamen o e p o eção con a as chu as (Figu as 13, 14,
15 e 16).
A o ien ação ideal é ao longo do eixo nascen e-poen e, com uma inclinação
de 20º (Figu a 17), com alpend es pa a somb ea achadas e minimiza o
sob eaquecimen o. Em á eas com in ensa adiação sola , qua os o ien ados
a nascen e são mais escos, enquan o cozinhas e achadas a poen e de em
se p o egidas con a a adiação excessi a. Pa a o imiza o con o o é mico,
espaços de pe manência de em se o ien ados a no e.
2.1 A qui e u a bioclimá ica em Cabo Ve de
23
Figu a 17 - O ien ação Sola Ideal. Fon e: Desenho Ma iana Pe ei a
Figu as 13, 14, 15 e 16 - Somb eamen o pelas mon anhas, p o eção dos en os, p o eção da chu a e localização das casas a
e i a o en o indo de áb icas. Fon e: Desenhos Leão Lopes
24
O somb eamen o é uma es a égia e icaz pa a eduzi a adiação so-
la nos edi ícios, p o egendo á eas en id açadas e en ol en es opacas. As
janelas, com baixa esis ência ao calo , são g andes on es de ganho de
calo . Em climas quen es, um somb eamen o adequado pode es ia edi-
ícios en e 4°C e 12°C. Pa a p o ege supe ícies opacas, pode-se usa
ege ação, a andas ou disposi i os ixos e ajus á eis ( e Figu as 18 e 19).
Janelas a nascen e e poen e p ecisam de a enção de ido ao ângulo do sol,
especialmen e em edi ícios com pouca iné cia é mica.
Em climas quen es, como o de Cabo Ve de, é c ucial e i a g andes á eas
en id açadas pa a p e eni o sob eaquecimen o. A á ea en id açada não
de e excede 30% nas achadas ol adas pa a o no e e sul, e 20% nas
achadas a nascen e e poen e. O uso de id os duplos ou de baixa emissi-
idade pode ajuda a eduzi ganhos de calo .
A en ilação na u al oco e a a és do luxo de a ge ado pela p essão
do en o e as di e enças de empe a u a. A e icácia depende da localização
das abe u as e da di eção dos en os p edominan es. Janelas em ní eis
supe io es a o ecem a en ilação do calo , enquan o abe u as mais bai-
xas p omo em a ci culação de a em á eas ocupadas.
Re es imen os ex e io es de co es cla as e le em pa e da adiação
sola , ajudando a eduzi a empe a u a in e na. A cal b anca é um exemplo
adicional que con ibui pa a a edução do calo nas supe ícies ex e nas
( e Figu a 20).
25
Figu as 18 e 19 - Somb eamen o com ege ação e de disposi i o ixo. Fon e: Imagens de au o ia p óp ia
Figu a 20 - Re es imen o ex e io em co cla a. Fon e: Imagem de au o ia p óp ia
32
2.2.2 Ma e iais Compos os
A cal ( e Figu a 33) oi amplamen e u ilizada na ab icação de a gamas-
sas de assen amen o a é à in odução do cimen o no inal do século XIX.
Em Cabo Ve de, especialmen e na ilha da Boa is a, a cal e a p oduzida a
pa i da calcinação da ped a calcá ia, encon ada em algumas ilhas. Além
disso, cacos de búzios deixados nas p aias ambém podiam se calcinados
pa a p oduzi cal de boa qualidade.
O cimen o ( e Figu a 34), como ligan e hid áulico, endu ece com a ação
da água, simila ao gesso e à cal hid áulica. Em Cabo Ve de, o cimen o,
equen emen e adi i ado com pozolana pa a melho a o seu desempe-
nho, é amplamen e u ilizado na ab icação de blocos p é- ab icados e em
cons uções com a gamassas, be ão a mado e p é-es o çado. Os blocos de
cimen o são p e e idos na cons ução de pa edes po se em mais áceis
de manusea do que a ped a, apesa de e em meno iné cia é mica. São
ambém mais económicos e acessí eis, o que acili a o seu uso em cons-
uções.
Figu a 33 - Cal. Fon e: h ps://www.ho calsa.com/
blog/di e encia-en e-la-cal- i a-y-cal-apagada/
Figu a 34 - Cimen o. Fon e: h ps://www.blok.com.
b /blog/ ipos-de-cimen o-po land-cp

33
As ene gias eno á eis, p o enien es de on es na u ais como o sol, en o,
chu a, ma és, calo e biomassa, são ecu sos con inuamen e eabas eci-
dos e conside ados limpos, pois não ge am poluição na sua con e são.
O c escen e in e esse nessas ene gias, impulsionado po suas an agens
ambien ais e pela mic oge ação, em p omo ido a sua adoção na conceção
de edi ícios ene ge icamen e e icien es.
Es udos e e uados, como (Mendes, Ca doso e É o a, 2005) indicam que
Cabo Ve de possui condições a o á eis pa a a u ilização de ene gias eno-
á eis, especialmen e a eólica e a sola . Além de con ibui pa a o c esci-
men o económico ao aumen a a capacidade ene gé ica, essas on es são
is as como al e na i as iá eis pa a o nece ele icidade a á eas u ais
a ualmen e não a endidas.
O a quipélago cabo- e diano des u a de en os de qualidade, com eloci-
dades médias de 8,04 m/s e picos de a é 10,4 m/s em Mindelo. Esses
en os, que sop am p edominan emen e da di eção no des e du an e odo
o ano, aumen am a e iciência dos ae oge ado es. Em elação à ene gia
sola , Cabo Ve de con a com mais de 2950 ho as de sol po ano, o que é
conside ado mais do que su icien e pa a explo ação, segundo especialis-
as. (Mendes, Ca doso e É o a, 2005).
2.3 Sis emas de Ene gia Reno á el
34
2.3.1 Ene gia Eólica
T adicionalmen e, em algumas ilhas de Cabo Ve de, a ene gia do en o em
sido u ilizada pa a bombea água de poços e ge a ele icidade. A ele ici-
dade p oduzida pelos ge ado es ( e Figu a 35) pode se in eg ada numa
ede de dis ibuição e a mazenada pa a uso u u o du an e pe íodos de bai-
xa en ilação. Assim, a ene gia eólica ep esen a uma an agem signi ica-
i a em ilhas onde os combus í eis ósseis são escassos ou indisponí eis.
2.3.2 Ene gia Sola Té mica
Os sis emas de ene gia sola é mica cap am a adiação sola pa a aque-
ce água, u ilizando o p incípio do e ei o es u a. Nes e p ocesso, a adiação
sola incide sob e a cobe u a de id o, ge almen e localizada na pa e
supe io de um cole o sola . A máxima e iciência na cap ação de ene gia
sola oco e quando o cole o ( e Figu a 36) es á di ecionado pa a o Sul,
com uma inclinação de ap oximadamen e 30º, e p óximo ao anque de
água.
2.3.3 Ene gia Fo o ol áica
Os painéis sola es o o ol aicos são disposi i os que con e em ene gia
sola em ene gia elé ica. No malmen e ins alados nas cobe u as dos edi-
ícios ( e Figu a 37), em alguns países são in eg ados nas achadas ou em
elhas com células o o ol aicas. No en an o, a al a de incen i os iscais do
go e no em sido um obs áculo pa a uma adoção mais ampla.
Embo a a ene gia sola o o ol aica ainda seja conside ada ca a em e mos
de iabilidade económica, exis e po encial pa a a edução de cus os po
meio de pesquisa e desen ol imen o ecnológico, além de incen i os go-
e namen ais. O in es imen o inicial ep esen a o p incipal cus o, mas não
há despesas adicionais com combus í eis, e a manu enção é ela i amen e
económica.
35
Figu a 35 - Tu binas eólicas. Fon e: h ps://cabeolica.com/p o-
je o-de-expansao/
Figu a 36 - Aquecedo sola . Fon e: h ps://elec osola .p /p o-
jec /aquecimen o-sola - e mico- esidencial-cabo- e de/
Figu a 37 - Painel o o ol áico. Fon e: Imagem de au o ia p óp ia
36
No pe íodo de colonização, a a qui e u a p edominan e e a de es ilo e na-
cula , ca ac e izada pela u ilização de ma e iais locais, como ped a, ba o
e palha, embo a ambém osse necessá io impo a ce os ma e iais de i-
do à escassez de madei a adequada na lo a na i a. A disponibilidade de
ped as ulcânicas oi amplamen e ap o ei ada nos p imei os séculos após
o descob imen o de Cabo Ve de. No en an o, a écnica de cons ução em
e a não se es abeleceu de ido a p oblemas elacionados à qualidade da
a gila local. Embo a a écnica de cons ução com blocos de g ani o e xis o,
adicional no No e de Po ugal, pudesse se adap ada às ochas ulcâni-
cas, a du eza do basal o di icul a a o seu alhamen o. Pa a a cons ução
de edi ícios monumen ais, oi necessá ia a impo ação de ma e iais, como
ped as de can a ia, elhas, cal e madei a de Po ugal.
A cons ução e nacula em Cabo Ve de e a ca ac e izada po casas de
implan ação e angula em al ena ia de ped a, ge almen e de um só piso,
com o lado maio ol ado pa a a ua e, mui as ezes, sem di isões in e -
nas. A cobe u a, ei a de palha ou elha, inha duas ou qua o águas. A
achada p incipal consis ia numa po a cen al, acompanhada de uma ou
duas janelas la e ais ( e Figu a 38). Com o empo, o cimen o o nou-se o
p incipal ma e ial de cons ução no país. Os blocos de cimen o, p oduzidos
localmen e, e o cascalho subs i uí am as écnicas adicionais de al ena ia
em ped a, o nando-se cada ez mais a os. A in odução do be ão nas
es u u as pe mi iu a cons ução de edi ícios de múl iplos anda es, conso-
lidando o uso do be ão a mado pa a as es u u as e dos blocos de cimen o
pa a o p eenchimen o e execução dos pa amen os ( e Figu a 39).
2.4 Sis ema Cons u i o a ual
37
Figu a 39 - Cons ução em bloco de cimen o. Fon e: Imagem de au o ia p óp ia
Figu a 38 - Cons ução em al ena ia de ped a. Fon e: Imagem de au o ia p óp ia

38
39
3. Re e ências de Residências
Uni e si á ias
40
Na análise do capí ulo, oi consul ada a ese de (Dua e, 2021). P oje ado
pelo a qui e o Gab iel Cou o e com conclusão p e is a pa a 2026, o conjun-
o de ês edi ícios delimi a e con o ma uma p aça de 80 me os de com-
p imen o e 60 me os de la gu a ( e Figu a 40), implan ando-se de o ma
a po encia a elação com a en ol en e e as dinâmicas da esidência em
si, com pisos é eos pe meá eis, isualmen e, que pe mi em um pe cu so
cobe o e a a essamen os pa a as uas e edi ícios adjacen es. A maximi-
zação da elação di e a de odos os espaços com o ex e io é conseguida
a a és da exis ência de a andas em odos os qua os e da localização dos
espaços de ci culação.
O conjun o da esidência de es udan es em, no o al, 816 camas, dis ibuí-
das pelos 3 edi ícios (300 camas no edi ício 1, 177 no edi ício 2 e 339 no
edi ício 3). São ainda con emplados espaços come ciais no piso é eo do
conjun o, além de ês pisos sub e âneos de es acionamen o au omó el
po baixo da á ea da p aça.
Figu a 40 - Residência cidade uni e si á ia. Fon e: h ps://www. eddi .com/ /lisboa/
commen s/19c3l6m/p ojec o_pa a_a_maio _ esid%C3%AAncia_uni e si %C3%A1 ia_
de/#ligh box
3.1 Residência pa a a Cidade Uni e si á ia
em Lisboa
41
As á eas do edi ício 1 es ão di ididas da seguin e o ma:
O piso- ipo do edi ício 1 (Figu a 41) o ganiza-se segundo uma ipologia
de duplo co edo cen al de acesso aos qua os, sepa ados po espaços
se ido es. Os qua os dis ibuem-se ao longo das achadas sul e no e,
enquan o os espaços comuns e as ci culações e icais (núcleo de esca-
das e ele ado es) ocupam oda a á ea cen al, in e alados po azios que
a a essam o edi ício e icalmen e. Des e modo, ga an e-se a iluminação
na u al e a en ilação na u al em odos os espaços in e io es do edi ício.
Figu a 41 - Piso- ipo edi ício 1. Fon e: Imagem de au o ia p óp ia
Tabela 3 - Espaços comuns e e ência 1
Tabela 1 - Ins alações sani á ias e e ência 1 Tabela 2 - Ci culações e e ência 1
Tabela 4 - Qua os edi ício 1 e e ência 1
48
O piso ipo (Figu a 51) o ganiza-se seguindo uma ipologia de co edo cen-
al de dis ibuição pa a os qua os ol ados pa a Nascen e e Poen e. Os
espaços comuns (cozinha e sala de es udo) localizam-se jun o aos núcleos
de ci culações e icais, dis ibuídas po nos ex emos do edi ício.
As á eas do edi ício es ão di ididas da seguin e o ma:
Figu a 51 - Piso- ipo da esidência UNICV. Fon e: imagem acul ada pelo ges o de p oje o
Tabela 13 - Espaços comuns e e ência 3
Tabela 11 - Ins alações sani á ias e e ência 3
Tabela 14 - Qua os e e ência 3
Tabela 12 - Ci culações e e ência 3

49
Qua o- ipo
O qua o da Residência Uni e si á ia da UNICV (Figu a 52) é p oje ado
pa a o e ece con o o e uncionalidade, com uma zona de a umação do
es uá io equipada com a má ios, uma ins alação sani á ia compos a po
duche, la a ó io e sani a, e uma zona de descanso jun o à janela, que
p opo ciona um ambien e acolhedo e iluminado, ideal pa a elaxa , a en-
dendo assim às necessidades diá ias dos es udan es.
Figu a 52 - Qua o- ipo da esidência UNICV.
Fon e: Imagem de au o ia p óp ia
50
Sín ese ci culação
Edi ício 1 da esidência pa a a Cidade Uni e si á ia em Lisboa
Edi ício 2 da esidência pa a a Cidade Uni e si á ia em Lisboa
Edi ício 3 da esidência pa a a Cidade Uni e si á ia em Lisboa
Figu a 53 - Duplo co edo cen al
Figu a 54 - Co edo em Gale ia
Figu a 55 - Co edo cen al
51
Residência do polo da ajuda
Residência UNICV em Cabo Ve de
Figu a 56 - Co edo cen al
Figu a 57 - Co edo cen al
52
53
4. O P oje o

54
O clima em Palma ejo G ande ca ac e iza-se po se quen e e empe ado,
semelhan e ao de ou as egiões da ilha de San iago. O pe íodo de plu io-
sidade oco e p edominan emen e no e ão, especialmen e du an e o mês
de agos o. A insolação média é ge almen e ele ada, esul an e da baixa
nebulosidade e do p olongado pe íodo seco, sendo as ho as da a de as
mais quen es do dia.
Os en os p edominan es na egião são os alísios de no des e, que cos u-
mam ap esen a uma in ensidade mode ada, alcançando uma elocidade
média de 5 km/h. (Figu a 58)
Figu a 58 - Ma cação do mo imen o sola , sinalização dos en os p edominan es. Fon e:
Imagem de au o ia p óp ia
4.1 Análises do local de es udo
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40.0
35.0
40.0
75.0
50.0
55
No mapa de acesso (Figu a 59), o caminho a e melho ep esen a o
aje o e e uado pelo au oca o da linha 12, que conec a á ias pa es do
bai o ao e eno p opos o pa a a esidência es udan il. O açado começa
no limi e in e io do mapa, onde o au oca o en a na á ea e pe co e as
ias p incipais a é ao local, o e ecendo acesso a di e sas á eas do bai o.
Es e pe cu so e idencia a acessibilidade do local a a és de anspo e
público, algo undamen al pa a o uncionamen o da u u a esidência es-
udan il, já que p opo ciona uma ligação di e a com ou os bai os e á eas
de in e esse na cidade. A análise ambém e ela a in eg ação do e eno
com o ecido u bano de Palma ejo G ande, pe mi indo que a esidência
seja acessí el pa a es udan es de di e en es egiões e po encializando a
conec i idade com a malha iá ia exis en e.
Figu a 59 - Mapa de acesso. Fon e: Imagem de au o ia p óp ia
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35.0
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56
A opog a ia de Palma ejo G ande ap esen a uma a iação al imé ica signi-
ica i a, com ele ações que ão dos 30 aos 150 me os (Figu a 60). O e eno
é compos o po á eas onduladas e planas, com decli es sua es em algumas
egiões e a iações mais acen uadas nou as. Os pon os mais al os, em o no
de 150 me os, es ão concen ados p incipalmen e na egião do Mon e Babo-
sa, con as ando com as á eas de meno al i ude, que a iam en e os 30 e os
50 me os e se localizam p incipalmen e em planícies e ales.
A zona de implan ação do p oje o si ua-se na co a de 85 me os, em uma das
á eas mais planas da egião, o que a o ece a cons ução e acili a o acesso.
Figu a 60 - Topog a ia de Palma ejo G ande. Fon e: Imagem de au o ia p óp ia
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70.0
70.0
65.0
60.0
65.0
60.0
55.0
55.0
50.0
50.0
35.0
35.0
45.0
45.0
40.0
35.0
40.0
75.0
50.0
57
Palma ejo G ande, uma á ea ecen e e ainda em desen ol imen o, é o e-
men e ca ac e izada pela p esença de escolas e uni e sidades, es ando lo-
calizada a uma dis ância conside á el do cen o da cidade. Ainda que pa cial-
men e habi ada, a egião é, po ezes, negligenciada de ido à sua localização
emo a e à al a de in aes u u a adequada. A ausência de comé cio e de es-
paços públicos con ibui pa a um ambien e menos dinâmico e pouco a a i o.
Po se uma á ea com g ande p esença uni e si á ia, há espaço e neces-
sidade pa a a cons ução de uma esidência es udan il, conside ando que
ap oximadamen e 4.500 es udan es ma iculados nas uni e sidades locais
não dispõem de habi ação p óxima. A al a de mo adias es udan is ob iga
mui os desses alunos a esidi em longe, dependendo de um anspo e pú-
blico limi ado. Nesse sen ido, uma esidência uni e si á ia em Palma ejo
G ande p opo ciona ia uma solução e icien e pa a a comunidade acadé-
mica, o e ecendo alojamen o acessí el e con enien e pa a os es udan es.
A escolha do local pa a a implan ação da esidência conside a os di e sos
lo es agos da egião, sendo a Zona 2 (des inada à habi ação e equipa-
men os) do Plano De alhado de Palma ejo G ande (Figu a 61) o espaço
mais indicado pa a a sua cons ução, con o me au o izado pelo Bole im
O icial. A p oximidade das uni e sidades ga an i ia uma locomoção acili-
ada, eduzindo a dependência de anspo e público ou p i ado, enquan o
a passagem do anspo e público, como a linha Ci cula da P aia que
a a essa Palma ejo G ande, pe mi i ia uma conexão mais di e a com o
cen o da cidade.
4.2 Gênese da Ideia
64
Den o da o ganização do p oje o, os di e en es pisos são es u u ados po
olumes em o ma o de “L” que se in e calam de o ma a c ia uma dinâmi-
ca espacial única e e icien e (Figu a 69). Cada piso é compos o po blocos
que se c uzam e se sob epõem, o mando uma composição modula que
a o ece a luidez da ci culação e a in eg ação en e os di e en es espaços.
Esses olumes em “L” não só ajudam a de ini á eas dis in as den-
o da esidência, como ambém con ibuem pa a a o ganização
uncional do edi ício. O o ma o do “L” pe mi e uma dis ibuição
e icien e dos espaços p og amá icos, como do mi ó ios, á eas de es-
udo e de con i ência, c iando uma elação en e á eas p i adas e co-
muns de manei a luida e adap ada às necessidades dos esiden es.
A disposição in e calada dos olumes ao longo dos pisos p omo e uma
con inuidade isual e espacial, ge ando um e ei o de a iação nas al u-
as e p opo cionando is as di e si icadas pa a o pá io cen al público e
pa a as á eas ex e io es. Esse a anjo pe mi e que os mo ado es enham a
sensação de um ambien e abe o e a ejado, ao mesmo empo que ga an-
e a p i acidade e a qualidade ambien al em cada unidade habi acional.
A in e calagem dos olumes em o ma o de “L” ao longo dos di e en es pi-
sos e o ça a modula idade do edi ício, pe mi indo uma o ganização lexí el
que pode se ajus ada con o me as necessidades do p oje o. Além disso,
essa solução olumé ica con ibui pa a a en ilação na u al e a iluminação
dos espaços, a o ecendo o con o o é mico e a in eg ação com o ambien-
e ex e io , elemen os essenciais pa a um p oje o sus en á el e adap ado
ao clima local.

65
66
O p og ama se á compos o po uma p aça cen al ao a li e no piso é eo,
odeada po es abelecimen os come ciais (Figu a 70). Embo a os ipos de co-
mé cio ainda não es ejam de ini i amen e de inidos, p opõe-se a inclusão de
opções como uma pada ia, a mácia, ginásio, ca é, ba , minime cado, ep o-
g a ia, la anda ia, espaço de co-wo king, en e ou os. Es as suges ões isam
p opo ciona uma o e a di e si icada de se iços, de o ma a a ende às ne-
cessidades da comunidade local e con ibui pa a a dinâmica social e econó-
mica da á ea.
Além dos di e sos es abelecimen os come ciais no piso é eo, o p og ama
inclui ambém um an i ea o, no qual es á apoiado com uma sala de a umos
e um,a casa de banho, espaços de laze , uma can ina e uma á ea de es udo
acessí el a odos. Es es espaços o am concebidos pa a p omo e a in e ação
social e o e ece uma a iedade de opções de u ilização, desde o laze a é ao
abalho e es udo, c iando assim um ambien e inclusi o e mul i uncional que
a ende às necessidades da comunidade.
Nos qua o pisos supe io es, es ão dis ibuídos 152 qua os, en e indi-
iduais e pa ilhados, com inclusõo de mais 8 qua os de mobilidade e-
duzida, dois em cada piso, o e ecendo di e sas opções de alojamen o.
Além disso, há á ios espaços públicos localizados ao longo des es pisos,
incluindo 18 salas de es udo, en es eles salas de es udo p i ado, ou com-
pa ilhado, duas salas de a es, um ginásio e uma casa de banho pública.
Es es espaços o am concebidos pa a p omo e o bem-es a , a socializa-
ção e a in eg ação en e os esiden es, p opo cionando uma ampla o e a
de se iços e á eas comuns dedicadas ao es udo, laze e in e ação.
4.4 P og ama
67
68
A o ganização da esidência isa in eg a espaços de con i ência, es udo
e bem-es a , o imizando a u ilização dos ambien es e incen i ando a in e-
ação en e os usuá ios.
No piso é eo (Figu a 71), encon am-se á eas de acesso público, como zo-
nas come ciais, can ina, espaços de laze e um an i ea o. Esses espaços o-
am p oje ados pa a ecebe an o esiden es quan o isi an es, es imulando
a in eg ação da comunidade e o luxo con ínuo de pessoas, o que a o ece a
i alidade e o con í io social.
O p imei o piso (Figu a 72) con a com 38 qua os, en e indi iduais e duplos,
além de dois qua os de mobilidade eduzida. Es e anda ambém o e ece ês
salas de es udo compa ilhadas, uma sala de es udo p i ada, uma casa de
banho comum e um ginásio.
O segundo piso (Figu a 73) inclui 38 qua os, ambém en e indi iduais e
duplos, e dois qua os de mobilidade eduzida. Além disso, há uma sala de
a es e cinco espaços de es udo, odos c iados pa a apoia o desen ol i-
men o cul u al e c ia i o dos esiden es, p opo cionando locais pa a ap e-
sen ações e a i idades a ís icas, bem como pa a o es udo mul idisciplina .
Nos e cei o e qua o pisos (Figu as 74 e 75), encon am-se mais 80 qua -
os e doze salas de es udo. En e os pisos 1 e 4, nas zonas dos espaços
públicos, há uma abe u a no pa imen o que pe mi e a ligação isual en e
odos os anda es, a o ecendo a en ada de luz na u al e a ci culação de a .
Na cobe u a (Figu a 76), o am ins alados painéis sola es, ap o ei ando
a ene gia sola pa a eduzi cus os e alinha o edi ício com p á icas sus-
en á eis e ecológicas, ea i mando o comp omisso com a p ese ação
ambien al.
4.5 O ganização espacial
69
Figu a 71 - Plan a piso é eo
Figu a 72 - Plan a piso 1

70
Figu a 73 - Plan a piso 2
Figu a 74 - Plan a piso 3
71
Figu a 75 - Plan a piso 4
Figu a 76 - Plan a cobe u a
72
O Pá io Cen al do p oje o oi concebido pa a uni es é ica e uncionalida-
de, p omo endo uma in eg ação ha moniosa en e os elemen os a qui e ó-
nicos e o ambien e en ol en e. A o ganização es a égica dos elemen os,
como mobiliá io u bano, ege ação e pa imen ação, oi essencial pa a p o-
po ciona um ambien e equilib ado e uncional, que sa is aça as necessi-
dades dos u ilizado es.
Na Figu a 77, é possí el obse a o e eno o iginal do p oje o, onde oi
iden i icado um aje o espon âneo, c iado pelos p óp ios habi an es ao
longo do empo. Esse pe cu so, delineado pela mo imen ação o gânica
das pessoas, oi espei ado e inco po ado no desenho do pá io. Assim, o
caminho açado no no o p oje o man ém-se na u al e uncional, ga an in-
do que a deslocação den o do espaço seja luida e in ui i a. Essa abo da-
gem assegu a não apenas a con inuidade do uso p á ico, mas ambém o
espei o pela his ó ia e pela in e ação humana com o e eno.
Os espaços dedicados ao con í io o am pensados com especial a enção
ao con o o e à in e ação social (Figu a 78). Em en e aos comé cios e
espaços públicos, o am c iadas á eas equipadas com bancos e zonas de
somb a, pe mi indo que as pessoas possam sen a -se e des u a do am-
bien e ao a li e. Es es locais o am es a egicamen e posicionados pa a
omen a encon os, con e sas e momen os de laze .
A ege ação desempenha um papel cen al na conceção do pá io, p omo-
endo um ambien e ag adá el e sus en á el. Fo am selecionadas espécies
adap adas ao clima da ilha de San iago, como acácias, cac os, aloe e a,
plume ia, adel a, mo inga, palmei as e aga e. Es as plan as não apenas
en iquecem a es é ica do espaço, mas ambém o e ecem somb a, melho-
am o con o o é mico e eque em pouca manu enção, alinhando-se com
os p incípios da sus en abilidade.
Além disso, o es an e do pá io oi p oje ado pa a acolhe aqueles que p o-
cu am simplesmen e descansa ou descon ai , sem qualque comp omis-
so de consumo. A in eg ação de zonas e des e ecan os mais anquilos
o e ece uma expe iência senso ial que p omo e o bem-es a , incen i ando
as pessoas a pe manece em no espaço po mais empo.
73
Figu a 78 - Pá io cen al
Figu a 77 - Te eno o iginal
80
O p oje o ado a uma abo dagem sus en á el, adap ando-se ao clima da
Cidade da P aia, ca ac e izado po al as empe a u as e baixa p ecipi ação.
Pa a mi iga os impac os dessas condições climá icas, o am implemen a-
das es a égias bioclimá icas.
Uma dessas es a égias é a en ilação c uzada, p omo ida pela disposi-
ção do edi ício e pela o ganização dos espaços in e nos. Isso acili a a
ci culação de a na u al, eduzindo a necessidade de clima ização a i icial
(Figu a 88 e 89). As janelas o am p oje adas com abe u as adequadas,
pe mi indo o luxo cons an e de a . Além disso, as á eas en id açadas não
ul apassam 20% das achadas dos qua os, a im de e i a o excesso de
aquecimen o p o enien e do ex e io . Nessa mesma linha, op ou-se pelo
uso de id os duplos, que ajudam a minimiza a en ada de calo .
O somb eamen o na u al oi ou o a o essencial na concepção do p oje o.
As po adas de madei a nas achadas, combinadas com a ege ação no
pá io cen al e nas á eas ci cundan es, p opo cionam um somb eamen o
e icaz (Figu a 90), ajudando a eduzi o aquecimen o das supe ícies ex-
pos as ao sol. Embo a o isolamen o é mico não seja amplamen e u ilizado
em Cabo Ve de, oi aplicada uma camada de isolamen o na cobe u a
do edi ício pa a e i a a en ada de calo pela p incipal on e de adiação
é mica.
Visando à au ossu iciência ene gé ica pa cial da esidência, a cobe u a
dos edi ícios se á equipada com painéis sola es o o ol aicos e é micos,
que o nece ão ene gia elé ica e aquecimen o de água (Figu a 91). Po
im, pa a minimiza a pegada ecológica, o p oje o p io izou o uso de ma-
e iais de cons ução locais e de baixo impac o ambien al, como blocos de
cimen o ab icados na egião, além de a eia e b i a locais.
4.7 A qui e u a Bioclimá ica inco po ada
no edi ício

81
Figu a 90 - Somb eamen o do edi ício, ege ação e gale ia somb eada
Figu a 89 - Ven ilação c uzada em co e
Figu a 88 - Ven ilação c uzada em plan a
Figu a 91 - Paineis sola es na cobe u a
82
83
Conclusão
A p esen e disse ação demons ou a ele ância e a iabilidade de um p o-
je o a qui e ónico sus en á el pa a uma esidência uni e si á ia em Palma-
ejo G ande, Cidade da P aia, Cabo Ve de. Num con ex o de expansão u -
bana e de ca ência de habi ações pa a es udan es, a p opos a des aca-se
ao in eg a p incípios de a qui e u a bioclimá ica, alo ização de ma e iais
locais e sus en abilidade, con ibuindo pa a o desen ol imen o de soluções
habi acionais ino ado as e ambien almen e esponsá eis.
A análise do con ex o climá ico e u bano de Palma ejo G ande oi unda-
men al pa a o desen ol imen o do p oje o, pe mi indo a de inição de es a-
égias adap adas às condições especí icas da egião, como o clima á ido
e semiá ido. A aplicação de soluções bioclimá icas, como somb eamen o,
en ilação c uzada e isolamen o é mico, oi cuidadosamen e concebida
pa a ga an i e iciência ene gé ica e con o o é mico pa a os esiden es.
O p oje o uncional, que con empla qua os, á eas de es udo, zonas de
con í io e espaços e des, e o ça o obje i o de c ia um ambien e acadé-
mico que á além da simples unção habi acional, p omo endo in e ação
social, bem-es a e desen ol imen o pessoal. A localização es a égica da
esidência, p óxima a uni e sidades e in eg ada à ede de anspo e pú-
blico, assegu a acessibilidade e conec i idade, consolidando o papel da
in aes u u a no o alecimen o do ecido u bano.
Conclui-se que a p opos a não só a ende à necessidade u gen e de aloja-
men o es udan il, mas ambém p omo e um modelo de cons ução sus-
en á el que alo iza os ecu sos endógenos e espei a as especi icidades
locais. Es e p oje o ep esen a uma e e ência pa a u u as inicia i as em
Cabo Ve de e em egiões com condições climá icas semelhan es, e o çan-
do a impo ância de uma a qui e u a conscien e e comp ome ida com os
desa ios sociais e ambien ais do p esen e e do u u o.
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-de-cabo- e de/ 27/03/2024. 15h16.
Geog a ia e Geologia de Cabo Ve de h ps://www. isi -cabo e de.com/so-
b e-cabo- e de/geog a ia-e-geologia
Núme o alunos Unic . h ps://www.unic .edu.c /p /uni e sidade/nume-
os 27/03/2024. 15h02
PDM P aia. h ps://d i e.google.com/d i e/ olde s/1M4jRCn5cogSj4 c-
WoKsR27eaOoJK 5
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Plano De alhado Palma ejo G ande h ps://www.i h.c /?emp eendimen-
os= e enos-palma ejo-g ande
89
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Alguns egis os de passeios pa a inspi ação

97
Visi as ao local do p oje o
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Colocação do edi icio no e eno
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De esa inal
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