Ve a Filipa Machado Oli ei a
A u ilidade e os e ei os da o mação no
desen ol imen o pessoal e p o issional -
pe ceção dos abalhado es de uma
emp esa indus ial
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Fe e ei o 2025
A u ilidade e os e ei os da o mação no desen ol imen o pessoal e
p o issional - pe ceção dos abalhado es de uma emp esa indus ial
Minho | 2025
UVe a Filipa Machado Oli ei a
Ve a Filipa Machado Oli ei a
A u ilidade e os e ei os da o mação no
desen ol imen o pessoal e p o issional -
pe ceção dos abalhado es de uma
emp esa indus ial
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Fe e ei o 2025
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Educação, especialização em Fo mação,
T abalho e Recu sos Humanos
T abalho e e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Ma ia Te esa Jacin o Sa men o
Pe ei a
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e e um abalho acade mico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas
as eg as e boas p a icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de
au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo
indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missa o pa a pode aze um uso do abalho em
condiço es na o p e is as no licenciamen o indicado, de e a con ac a o au o , a a e s do
Reposi o iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
Ag adecimen os
Como o ilo so o Geo ge Adams e oca, “O sel -made man na o exis e. Somos o esul ado de
milha es de ou as pessoas: q uem p a icou uma boa aça o em nosso a o , ou quem nos
deu pala as de enco ajamen o, quem pa icipou na o maça o da nossa p e sonalidade e
dos nossos pensamen os, bem como do nosso sucesso”.
No u l imo ano em pa icula , pude comp o a a e acidade des as pala as. Num
ano eple o de mudanças e desa ios onde na o al a am di e en es emoço es e inquie aço es,
e minei mais uma e apa da minha ida, o que so oi possí el de ido a p eciosa ajuda e
apoio de di e sas pessoas, a quem deixo ago a o meu mais since o ag adecimen o.
Ag adeço aos meus pais po possibili a em os meus es udos e a minha i ma pelo
acompanhamen o cons an e, em especial nes a ase acade mica.
Ag adeço a s minhas amigas e a s minhas colegas de abalho, po odo o apoio e po
me e em semp e incen i ado a da “o melho de mim”.
Ag adeço a minha o ien ado a, po odos os conselhos e ajudas no
desen ol imen o des e ela o io, e a minha acompanhan e de es a gio, po odas as
opo unidades que possibili ou no deco e do mesmo e pela ajuda p es ada.
Ag adeço a odos os meus colegas de depa amen o, pelos cons an es incen i os e
apoio incansa el.
Po u l imo, gos a ia de ag adece a cada um dos abalhado es da emp esa em que
es agiei. Ag adeço pela pos u a colabo a i a que semp e i e am e pela cons an e boa–
disposiça o, azendo-me semp e sen i in eg ada. Ag adeço em pa icula o empenho e
adesa o nas e cnicas desen ol idas, que se e ela am undamen ais pa a os esul ados de
in es igaça o ob idos.
A odos, o meu mui o ob igada!
i
Decla ação de In eg idade
Decla o e a uado com in eg idade na elabo aça o do p esen e abalho acade mico e
con i mo que na o eco i a p a ica de pla gio nem a qualque o ma de u ilizaça o inde ida
ou alsi icaça o de in o maço es ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e a sua
elabo aça o.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Co digo de Condu a E ica da Uni e sidade do
Minho.
A u ilidade e os e ei os da o maça o no desen ol imen o pessoal e p o issional -
pe ceça o dos abalhado es de uma emp esa indus ial
Resumo
Es e ela o io de es a gio abo da a ges a o da o maça o numa emp esa, com oco na ana lise
do ciclo de o maça o, a a e s do me odo do es udo de caso. O p incipal obje i o oi
comp eende a o ganizaça o das di e en es ases do ciclo de o maça o – planeamen o,
execuça o e a aliaça o – e a ali a a pe ceça o dos abalhado es quan o a adequaça o e
impac o das aço es o ma i as no seu desen ol imen o pessoal e p o issional. A
in es igaça o p ocu ou iden i ica se as o maço es o e ecidas co espondem a s
necessidades eais das unço es desempenhadas, bem como se con ibuem pa a o
desen ol imen o de compe e ncias e cnicas e pessoais. Os dados ecolhidos mos am que,
embo a o ciclo de o maça o cump a a sua unça o, exis em a eas que podem limi a a sua
e ica cia. En e es as, des acam-se a ca e ncia de o maço es e cnicas especí icas e, pa a ale m
disso, a ase de a aliaça o e ela -se limi ada, ocando-se essencialmen e na sa is aça o
imedia a dos pa icipan es e na o no seu impac o a longo p azo na emp esa e na ca ei a
dos indi í duos. Com base nes es esul ados, o am ei as suges o es pa a melho a o
p ocesso o ma i o. Concluiu-se que o ciclo de o maça o pode a bene icia de uma maio
pe sonalizaça o e alinhamen o com as exige ncias de cada depa amen o, p omo endo um
ambien e de apoio e desen ol imen o mu uo en e che ias e abalhado es.
Pala as-cha e: Fo maça o; Ges a o da Fo maça o: Ciclo de Fo maça o; A aliaça o.
i
The U ili y and E ec s o T aining on Pe sonal and P o essional De elopmen - Employee
Pe cep ion in an Indus ial Company
Abs ac
This in e nship epo add esses aining managemen wi hin a company, ocusing on
analyzing he aining cycle h ough a case s udy me hod. The main objec i e was o
unde s and he o ganiza ion o he di e en phases o he aining cycle – planning,
execu ion, and e alua ion – and o assess employees’ pe cep ions ega ding he ele an ce
and impac o aining ac i i ies on hei pe sonal and p o essi onal de elopmen . The
esea ch ai med o de e mine whe he he aining p o ided aligns wi h he ac ual
equi emen s o he oles pe o med and con ibu es o he de elopmen o bo h echnical
and pe sonal skills. The da a collec ed indica e ha , al hough he aining cycle se es i s
pu pose, ce ain a eas could limi i s e ec i eness. These include a lack o speci ic
echnical aining and a limi ed e alua ion phase ha ocuses mainly on immedia e
pa icipan sa is ac ion a he han he long- e m impac on he company and on
indi idual ca ee de elopmen . Based on hese indings, sugges ions we e made o
imp o e he aining p ocess. In conclusion, he aining cycle could bene i om g ea e
cus omiza ion and alignmen wi h he speci ic demands o each depa men , os e ing a
suppo i e and mu ually bene icial en i onmen be ween managemen and employees.
Keywo ds: T aining Managemen ; T aining Cycle; Impac E alua ion; De elopmen .
ii
Índice
In odução ........................................................................................................................................... 1
Capí ulo 1. Ca ac e ização da Ins i uição de Es ágio ........................................................... 3
1.1. Ca ac e í s icas, Missa o, Visa o e Valo es ..................................................................................... 3
1.2. Ca ac e izaça o dos abalhado es ................................................................................................ 4
1.3. Ca ac e izaça o da o maça o da Ins i uiça o .............................................................................. 4
1.4 Diagno s ico de necessidades de o maça o ................................................................................ 6
Capí ulo 2. Enquad amen o Teó ico .......................................................................................... 7
2.1 Educaça o e Fo maça o de adul os .................................................................................................. 7
2.2. Educaça o e Fo maça o ....................................................................................................................... 9
2.3. Fo maça o P o issional ................................................................................................................... 13
2.4 Fo maça o no local de abalho .................................................................................................... 16
2.5. P oblema ica da compe e ncia .................................................................................................... 17
2.6. A Ges a o da Fo maça o: o Ciclo de Fo maça o ....................................................................... 18
2.6.1 A T ans e e ncia da Fo maça o .............................................................................................. 25
2.6.2 A aliaça o do Impac o da Fo maça o................................................................................... 28
Capí ulo 3. Enquad amen o Me odológico ........................................................................... 29
3.1. Obje i os de in e ença o/p oblema de in es igaça o ........................................................ 29
3.2. Ap esen aça o e undamen aça o da me odologia de in es igaça o/ in e ença o a
ado a ........................................................................................................................................................... 30
3.2.1. De iniça o do pa adigma de in e ença o/ in es igaça o ............................................ 30
3.2.2. Seleça o do me odo e das e cnicas de in e ença o/in es igaça o .......................... 33
Capí ulo 4. Ap esen ação e Discussão do P ocesso de In es igação/ In e enção. 52
4.1. E idenciaça o dos esul ados ob idos a a e s da ana lise es a í s ica ............................ 52
4.2. E idenciaça o dos esul ados ob idos a a e s da en e is a ........................................... 68
4.3. Discussa o dos esul ados em a iculaça o com os e e enciais eo icos mobilizados
e com os esul ados de ou os ab alhos de in es igaça o/in e ença o sob e o ema .. 73
4.4. Suges o es/melho ias ..................................................................................................................... 76
Conside ações Finais .................................................................................................................... 80
Re e ências Bibliog á icas .......................................................................................................... 84
Apêndices ......................................................................................................................................... 87
Ape ndice 1- Guia o- Inque i o po ques iona io ........................................................................... 87
6
possí el, a calenda izaça o da aça o e ealizada ia Ou look. Caso isso na o seja ia el, a
u ma e o c onog ama se a o a ixados no quad o Kaizen da a ea. De salien a que,
mensalmen e, e analisado o í ndice de cump imen o do plano de o maça o, os
abalhado es com mais de 10 e 40 ho as de o maça o, a axa de o maço es in e nas e
ex e nas, o í ndice de pa icipaça o e os cus os com a o maça o.
1.4 Diagnós ico de necessidades de o mação
No seguimen o da en e is a de es a gio, su giu logo o diagno s ico de necessidades,
p opos o pela di e o a de ecu sos humanos, nomeadamen e na a ea da ges a o da
o maça o. Apo s euni o es com a di e o a de ecu sos humanos e pos e io euni a o com a
di e o a de ecu sos humanos e a o ien ado a d e es a gio, icou consolidado que se ia esse
o ema al o de in es igaça o.
A o maça o em es ado cada ez mais na o dem do dia das emp esas, seja pela
ob iga o iedade das ho as legais, seja pelo econhecimen o das mais- alia que a apos a
na o maça o az pa a os abalhado es e, consequen emen e, da o ganizaça o,
con ibuindo pa a que es as se consigam man e compe i i as e lida em com as a pidas e
cons an es mudanças da sociedade. A emp esa Y na o e exceça o e, nos u l imos anos, em
apos ado cada ez mais na o maça o dos seus abalhado es, endo anualmen e um
g ande olume de o maça o.
Des e modo, o meu p oje o de in es igaça o/in e ença o pe mi e-nos e uma isa o
cla a sob e a pe ceça o dos abalhado es em elaça o a s o maço es e em que medida
impac am o desempenho dos abalhado es. Espe o pode con ibui com esul ados e
concluso es in e essan es do pon o de is a do desen ol imen o dos abalhado es da
emp esa em que es agiei, concebendo inclusi e suges o es que, se os en ol idos acha em
que az sen ido, pode a o se ado adas.
7
Capí ulo 2. Enquad amen o Teó ico
Nes e capí ulo ap esen a -se-a o enquad amen o eo ico sob e os emas de in es igaça o.
Assim, es a di idido: na e oluça o do campo da educaça o e o maça o de adul os, na
discussa o dos concei os de educaça o e de o maça o, abo dando a p oblema ica das
compe e ncias. Po im, ap esen a -se-a o concei o de ges a o de o maça o, explici ando as
di e en es ases q ue compo em o ciclo de o maça o.
2.1 Educação e Fo mação de adul os
Num mundo globalizado e compe i i o e indiscu í el a necessi dade de as o ganizaço es
capaci a em as pessoas que dela azem pa e.
No que se e e e ao campo da o maça o de adul os, apo s a II gue a mundial
assis iu-se a cons uça o de um campo de p a icas educa i as di e si icadas. A o maça o
de adul os começou a ganha cada ez mais au onomia e concebeu a sua p o p ia
iden idade com uma isa o global e in eg al da educaça o que se consubs anciou no
mo imen o de Educaça o Pe manen e, que su ge como uma isa o ans o mado a do
mundo. Na conjun u a dos “ in a glo iosos, ha um g ande c escimen o da o maça o
p o issional que e en endida como um equisi o essencial pa a o c escimen o e
mode nizaça o da economia, pe mi indo esponde a s necessidades da ma o de ob a
quali icada (Cana io, 2016).
O mo imen o da Educaça o Pe manen e su giu no iní cio dos anos 1970, a a e s da
UNESCO. Cen a-se na pessoa como sujei o da o maça o e assen a em e s p essupos os:
con inuidade, di e sidade e globalidade do p ocesso educa i o. A educaça o pe manen e
con apo e-se ao modelo escola e e egida pelo econhecimen o de que a maio pa e
daquilo que sabemos oi ap endido, mas na o nos oi ensinado, salien ando en a o a
impo a ncia da expe ie ncia como mo o imp escindí el p a a a ap endizagem (Cana io,
2016). A educaça o pe manen e, pa a F ei e, e essencial pa a a in e p e aça o c í ica do
mundo e pa a a pa icipaça o a i a na ans o maça o da sociedade. Essa abo dagem
educacional baseia-se na ideia de que os se es humanos es a o semp e em c escimen o e
que a espe ança e undamen al pa a a exis e ncia e o p og esso. Po an o, a educaça o de e
começa a pa i dessa pe spe i a posi i a e espe ançosa, e na o das de icie ncias ou
lacunas que p ecisam de se p eenchidas (Lima, 2018). A es e espei o, Dias (1993) a i ma
8
que a pa i da de cada de 1960, su gi am no os concei os de educaça o que e le em essa
isa o in eg ada. A educaça o pe manen e e is a como um p ocesso con í nuo e global de
desen ol imen o da pessoa ao longo de oda a ida, incluindo ases como educaça o
in an il, escola e adul a. A educaça o comuni a ia e en endida como o desen ol imen o
das comunidades humanas ao longo do empo, baseado na in e aça o dos p ocessos de
educaça o pe manen e de cada memb o da comunidade.
No pe í odo e oluciona io de 1974/1975 começa am a su gi em Po ugal p a icas
de o maça o de ca a e emancip a o io. Na con e e ncia da UNESCO, oi econhecida a
dis inça o en e educaça o o mal, na o o mal e in o mal, sendo es a u l ima a que ap esen a
maio des aque na nossa ap endizagem. Su gem c í icas a educaça o escola que se
consolida em g andes mo imen os sociais, des acando o “maio de 1968”. En e os anos de
1980 e 1990 as polí icas e p a icas da o maça o de adul os ica am subjugadas a
acionalidade econo mica e lo gicas de me cado, despole ando uma u u a com a e en e
humanis a. O camp o da o maça o de adul os na s p imei as de cadas do se culo XXI
ap esen a um pa adoxo en e o iun o de uma acionalidade ins umen al, baseada no
pode do dinhei o e a eme ge ncia de um conjun o de ino aço es da educaça o pe manen e
em o no da pessoa humana (Cana io, 2016).
Con udo, a pa i dos anos 1980 e 1990, as polí icas e p a icas de o maça o de
adul os começa am a ica subo dinadas a acionalidade econo mica e lo gicas de me cado.
Nes e seguimen o, a o maça o de adul os ja na o e is a como um di ei o, mas como um
de e , le ando a esponsab ilidade indi idual em que, cada indi í duo e o esponsa el pela
sua inse ça o no me cado de abalho. Es amos en a o pe an e uma u u a daquilo que e a
e en e humanis a da educaça o pe manen e.
As mudanças a ní el da economia a o ine i a elmen e es ende -se ao mundo de
abalho, no qual se enquad a uma o maça o p o issional assen e na emp egabilidade,
p odu i idade e compe i i idade, ansi ando de uma lo gica de educaça o democ a ica
pa a uma lo gica de ges a o de ecu sos humanos, onde as dimenso es pa icipa i as,
democ a icas e de educ aça o c í ica sa o des alo izadas. Assis indo-se a ansiça o de um
modelo de quali icaça o pa a um modelo de compe e ncia (Cana io, 2016).
Nes e con ex o, e undamen al que as polí icas e p a icas de educaça o enham em
a ença o as modalidades de educaça o que se a o cada ez mais consis en es e e icazes
quando cons uí das de baixo pa a cima e anco adas em o es mo imen os sociais. O
9
u u o das pessoas e com elas da p o p ia sociedade na o es a p ede e minado, es a ap enas
e e m de aço es i ndi iduais e cole i as da pessoa, que cons o i o seu p o p io caminho e os
seus modos de emancipaça o que despole a a a a ualizaça o das po encialidades do se
humano.
2.2. Educação e Fo mação
Segundo Dias (1993), a educaça o e is a como um p ocesso de desen ol imen o, que pa e
do c escimen o ine en e do se humano que de e na o so se ab angen e e equilib ado
como bem o ganizado e sequencial endo em is a o desen ol imen o comple o das
capacidades dos indi í duos. Po sua ez, Paulo F ei e posiciona-se de o ma c i ica ace a
uma conceça o de educaça o que se baseia na ideia de que os se es humanos sa o
incomple os p o na u eza e e m um desejo ina o de ap ende . Mesmo sendo in luenciados
po a o es biolo gicos e sociais, eles na o sa o comple amen e de e minados po esses
a o es. De ende que a educaça o na o de e se apenas sob e adqui i habilidades pa a o
abalho, mas sim um p ocesso con í nuo que con ibui pa a a humanizaça o e o
desen ol imen o in elec ual dos indi í duos (Lima, 2018).
A o maça o, especia lmen e a pa i dos anos 1980, e is a como um in es imen o
essencial, p omo endo o sucesso o ganizacional a a e s da ap endizagem con í nua. A
o maça o na o e apenas uma ques a o de melho a habilidades, mas sim uma iloso ia que
impulsiona o sucesso o ganizacional, melho ando a e icie ncia e mo i aça o dos
unciona ios, mas ambe m os o nando mais adap a ei s e conscien es do ambien e de
abalho em cons an e mudança (E s e a o, 2011).
Cana io (2001) des aca que nas u l imas de cadas a elaça o en e a o maça o e o
abalho ca ac e izou-se po dois aspe os p incipais. Po um lado, nos anos 50 e 60, ha ia
um o imismo sob e as po encialidades da educaça o, a ideia e a que mais educaça o le a ia
au oma icamen e a melho es opo unidades de abalho e ao p og esso econo mico. Hoje,
essa isa o o imis a oi subs i uí da po um desencan amen o de ido a s mudanças no
me cado de abalho. A c ise no mundo do abalho, ca ac e izada po desemp ego
es u u al, emp egos p eca ios e abalho a empo pa cial, o nou os ganhos espe ados da
educaça o menos ce os, onde mui os j o ens p olongam os es udos supe io es na o po
pe spe i as cla as de ca ei a, mas como uma o ma de adia o desemp ego.
10
Po ou o lado, an igamen e, ha ia uma c ença de que a elaça o en e o maça o e
abalho e a p e isí el, a o maça o p o issional e a is a como di e amen e ligada ao
desempenho no me cado de abalho, mais o maça o le a a a um melho desempenho e
in eg aça o no me cado de abalho. Hoje, essa p e isibilidade oi subs i uí da po uma
g ande ince eza. As mudanças a pidas e cons an es no me cado de abalho e nos
sis emas de o maça o p o issional desa ia am os modelos adicionais. Na o ha mais uma
ga an ia de que a o maça o le a a au oma icamen e a um emp ego adequado. A elaça o
en e educaça o e abalho e ago a mais complexa e imp e isí el, exigindo no as o mas
de pensa sob e como p epa a as pessoas pa a o me cado de abalho (Cana io, 2000).
Es e a o (2001), azendo e e e ncia a au o es como Co na on e Townley (2001),
ale a que a o maça o ambe m pode se u ilizada pa a legi ima es u u as de dominaça o
e con olo dos abalhado es, e o çando a ideologia indus ial e limi ando o acesso a
o maça o ap enas pa a a ende a s necessidades do me cado de abalho. Ao p i ilegia
ce as o mas de o maça o, em ez de p omo e igualdade e desen ol imen o pessoal,
pode-se usa a o maça o pa a p i ilegia apenas alguns, deixando ou os pa a a s,
con ibuindo pa a p a icas de seleça o baseadas em c i e ios de compe e ncia, o que pode
le a a uma espe cie de “eugenismo o ma i o e labo al”. (Es e a o, 2001, p. 187), c iando
uma di isa o en e os sob e quali icados e os menos p i ilegiados, e o çando
desigualdades no ambien e de abalho.
Es e a o (2001) salien a que, em ez de a o maça o se in eg ada o ganicamen e na
dina mica do abalho, a o maça o mui as ezes e is a como uma adiça o ex e na,
des inada a p eenche lacunas de habilidades especí icas. Isso signi ica que, embo a as
o ganizaço es possam ala sob e a alo izaça o da o maça o e seu papel na cons uça o de
comunidades de abalho mais capaci adas, na p a ica, elas ainda na o conseguem
anscende a isa o adicional da o maça o como algo sepa ado do con ex o labo al.
Fazendo e e e ncia a Co eia (2001), Es e a o c ia uma di isa o en e o empo e o espaço
dedicado a o maça o e aquele dedicado a aplicaça o p a ica do que oi ap endido. Assim,
apesa das boas in enço es e do discu so posi i o, a o maça o mui as ezes na o consegue
alcança uma in eg aça o e e i a com as p a icas eais de abalho (Es e a o, 2001). Assim,
Cana io (2000) ale a que a imp ossibilidade de adap a igidamen e a o maça o a s
exige ncias especí icas do abalho le a a necessidade de uma elaça o es a e gica en e
11
o maça o e abalho. O essencial e desen ol e a capacidade de ap endizagem con í nua,
ap endendo a iden i ica o que e necessa io sabe e ap ende com a expe ie ncia.
Segundo Es e a o (2001, p.189), a o maça o de e na o so “po encia os indi í duos
do pon o de is a pessoal, p o issional e cul u al (…), de e ambe m consegui o “milag e”
de ans o ma as emp esas em “ o ganizaço es que ap endem” ou em “o ganizaço es
in eligen es” (…)”. Assim, a o maça o b ene icia odos os a o es de uma o ganizaça o ao
melho a na o apena as habilidades e cnicas e in elec uais dos indi í duos, mas ambe m ao
o alece o seu papel na o ganizaça o p omo endo o pensamen o c í ico e melho ando as
elaço es i n e pessoais (Es e a o, 2001).
Dias (1993) ale a que a o maça o dos indi í duos en ol e an o o desen ol imen o
global (educaça o) quan o o desen ol imen o in elec ual (ap endizagem). Esse p ocesso
o ganiza e molda as habilidades iniciais das pessoas, que começam de manei a
deso denada e sem o ma. O obje i o e da es u u a e o ma a essas habilidades, c iando
um conjun o de compe e ncias que pe mi em a s pessoas ealiza ce as a e as ou, de
manei a mais ampla, i e plenamen e como se es humanos. E sse desen ol imen o e ei o
a a e s de eino e p a ica epe i i a, que ajudam a c ia e modi ica ha bi os, o que na o
apenas melho a as habilidades, mas ambe m desen ol e a capacidade de oma deciso es,
o que chamamos de libe dade. Po an o, a o maça o e an o sob e ap ende e adqui i
habilidades quan o sob e desen ol e a capacidade de escolhe e agi de o ma
independen e.
A o maça o de e se en endida de uma o ma ampla, indo ale m das on ei as do
ensino adicional em sala de aula. A o maça o, seja ela o mal ou in o mal, planeada ou
na o, e o p ocesso pelo qual as pessoas desen ol em no os conhecimen os, capacidades,
a i udes e compo amen os que sa o ele an es pa a a ealizaça o do seu abalho. Isso
signi ica que a o maça o pode oco e de di e sas manei as e em di e en es con ex os, na o
se limi ando a momen os es u u ados de ensino. Apesa de a o maça o em sala e a
an agem de se o ganizada e con olada, pe mi indo que os con eu dos sejam
ansmi idos de o ma cla a e es u u ada, e apenas um dos mui os modos pelos quais as
pessoas ap endem. As pessoas e m uma capacidade in í nseca de ap ende
cons an emen e a a e s das suas expe ie ncias dia ias, in e aço es com os ou os, e pela
exposiça o a no os desa ios no seu abalho e ida pessoal. Assim sendo, e necessa ia uma
isa o mais inclusi a da ap endizagem, que econheça que o desen ol imen o de
12
compe e ncias acon ece na o apenas em con ex os o ganizados, mas ambe m em ambien es
in o mais e na o es u u ados (Gomes e al.,2010).
A ap endizagem pode se is a como algo que oco e em odos os momen os e
si uaço es da ida. Isso inclui o abalho dia io, o con ac o com colegas e supe io es, a
esoluça o de p oblemas inespe ados e a adap aça o a no as ci cuns a ncias. Todos esses
momen os p opo cionam opo unidades de ap endizagem, mesmo que na o sejam
o malmen e econhecidos como al. Es e ipo de ap endizagem, mui a s ezes e e ida
como ap endizagem in o mal, e igualmen e aliosa. Ado a uma pe spe i a mais inclusi a
da o maça o implica econhece e alo iza odos os ipos de ap endizagem — an o os
o mais, es u u ados em sala, como os in o mais, que oco em no local de abalho e na
ida dia ia. As o ganizaço es que ado am es a isa o ampliada da o maça o conseguem
po encia o desen ol imen o dos seus abalhado es de o ma mais comple a, pe mi indo
que eles e oluam (Gomes e al.,2010).
As linhas de educaça o, ap endizagem e o maça o es a o semp e in e ligadas e na o
se desen ol em sepa adamen e em di e en es momen os da ida. Mesmo quando uma
dessas a eas pa ece se mais dominan e numa ase especí ica, odas elas es a o p esen es
e en elaçadas. Elas cons i uem aspe os do mesmo p ocesso, que e o desen ol imen o do
se humano, o en iquecimen o do conhecimen o e o o alecimen o da aça o, odos unidos
sob o concei o ab angen e de educaça o (Dias, 1993). A sociedade a ual e complexa, com
a ias ende ncias e mudanças que acon ecem em simul a neo. E sus en ada pelo
Conhecimen o e pela In o maça o, que e m um g ande impac o na Economia e no
Desen ol imen o. Nes a sociedade, su ge um no o modo de pensa sob e a educaça o: a
Ap endizagem ao Longo da Vida. E sse concei o ai ale m das o mas adicionais de
ap ende , como a escola e a uni e sidade, e econhece que as pessoas con inuam a
ap ende em odos os momen os e con ex os das suas idas, seja no abalho, em casa ou
na comunidade (Pi es, 2007).
13
2.3. Fo mação P o issional
A o maça o p o issional desempenha um papel es a e gico, acili ando a adap aça o a s
mudanças e p omo endo a lexibilidade das emp esas. E essencial que as emp esas
o e eçam o maço es adap adas a s suas necessidades, ga an indo a a ualizaça o e o
desen ol imen o de compe e ncias das pessoas pa a man e a compe i i idade da
emp esa (Bancalei o, 2008). O obje i o da o maça o e amplia a comp eensa o da
ealidade, p omo e soluço es c ia i as, a au onomia e au ocon iança, p epa ando os
indi í duos pa a um ambien e p o issional exigen e. Ale m disso, a o maça o isa
comp ome e os indi í duos com seu c escimen o pessoal e p o issional, o nando a
o ganizaça o como um odo mais e icaz.
An es da Re oluça o Indus ial, a ap endizagem p o issional oco ia p incipalmen e
nos locais de abalho, onde os indi í duos adqui iam habilidades p a icas a a e s da
expe ie ncia di e a. Com a ascensa o dos sis emas escola es mode nos, hou e uma
ansiça o de um pa adigma con í nuo (ap endizagem pela expe ie ncia acumulada) pa a
um pa adigma de u u a (ap endizagem con a a expe ie ncia), onde a o maça o e a mais
o malizada e sepa ada do con ex o de abalho, en a izando eo ia e conhecimen o
acade mico sob e habilidades p a icas. Na ligaça o des es dois modelos, su ge o concei o de
al e na ncia. Cana io (2000), azendo e e e ncia a M alglai e, e e e que es e concei o
econhece que an o a eo ia quan o a p a ica sa o essenciais pa a o desen ol imen o de
compe e ncias, en ol e um mo imen o con í nuo e dina mico en e di e en es con ex os de
ap endizagem, como a sala de aula e o local de abalho. A al e na ncia na o maça o
p o issional p omo e uma isa o mais ampla da o maça o p o issional, alinhada com as
necessidades dina micas do me cado de abalho e con ibuindo pa a uma educaça o mais
holí s ica e esponsi a a s demandas da sociedade con empo a nea.
Segundo Bancalei o (p.206, 2008), a p incipal missa o da Fo maça o P o issional e
sensibiliza as pessoas pa a a impo a ncia do papel que desempenham na
o ganizaça o, mo i ando-as a a ua em como agen es a i os de mudança e a
assumi em o seu papel de co-c iado as do seu con ex o ci cundan e, e
ajuda -las a edesenha a sua missa o enquan o elemen o in eg an e e
impo an e do sis ema, e o çando o seu sen ido de comp omisso com o
desen ol imen o da o ganizaça o.
14
Segundo Ca dim (2012), o ape eiçoamen o p o issional dos a i os e undamen al
pa a melho a compe e ncias, a ualiza conhecimen os e expandi o leque de a i idades
ealizadas, ele ando o ní el de execuça o do abalho. De e, assim, se di ecionado pa a
o imiza o desempenho das unço es dos abalhado es, conside ando as necessidades
iden i icadas e as pe spe i as da di eça o. Es a aça o e essencial pa a o desen ol imen o
an o das pessoas quan o das o ganizaço es, quando execu ada de o ma ocada no
abalho e adap ada a ealidade especí ica de cada o ganizaça o, emp esa ou o ganismo
pu blico.
O ape eiçoamen o p o issional, po e m, engloba ecu sos e empo, implicando um
cus o de opo unidade signi ica i o de ido a necessidade de desa e a o pessoal do
abalho habi ual. Po isso, e impe a i o que essas a i idades o ma i as es ejam
alinhadas com os obje i os econo micos e uncionais das o ganizaço es. Qualque des io
desse oco cen al pode esul a em esis e ncia ou a e ecusa po pa e da o ganizaça o,
comp ome endo a e ica cia da o maça o p o issional como uma e amen a cha e pa a o
desen ol imen o dos ecu sos humanos.
A o maça o p o issional de e se ocada no pessoal a i o na o ganizaça o, com
du aça o cu a, com oco p imo dial no desen ol imen o do p o issional pa a melho a o
desempenho indi idual e o ganizacional. De e en ol e as che ias, esponsabilizando-as
na o ganizaça o das aço es, e os p o p ios indi í duos, in eg ando a o maça o nas a i idades
de abalho e cen ando-se nas si uaço es eais da o ganizaça o. De e oca -se no abalho
conc e o con o me e eali zado na o ganizaça o especí ica. A o maça o de e se o ien ada
pa a me odos a i os de ensino, ans o mando os pa icipan es em agen es a i os da
ap endizagem e p omo endo p a icas e e i as de abalho e o ganizaça o (Ca dim, 2012).
As emp esas podem ap o ei a opo unidades pa a a eque ncia da o maça o,
apesa do cus o ele ado. As a iaço es anuais no ciclo de abalho de mui os se o es
pe mi em ealiza aço es de o maça o nos momen os de meno a i idade. Dependendo dos
se o es e da localizaça o das emp esas, ha pe í odos mais a o a eis pa a a ealizaça o da
o maça o, quando a disponibilidade dos abalhado es e maio e o cus o das ause ncias e
meno . Con udo, Ca dim (2012) ealça que o ac o de as an agens da pa icipaça o das
o maço es se no a em ge almen e a longo p azo, ao con a io dos seus incon en ien es que
sa o quase imedia os, le a a que mui as emp esas coloquem en a es aquando a dispensa
dos abalhado es pa a a pa icipaça o em o maço es.
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A o maça o p o issional pode assumi a ias o mas
1. A ualização: Des inada a o ma os abalhado es em no as e cnicas ou unço es
da p o issa o, de ido a e oluça o ecnolo gica ou o ganizacional.
2. Reciclagem: Tem como obje i o ecupe a capacidades de execuça o pe didas,
man endo o ní el de ope acionalidade em p o isso es que exigem al o pad a o de
segu ança.
3. Fo mação de p omoção ou complemen a : P epa a os p o issionais pa a
aspe os no os da p o issa o, deco en es da e oluça o da ca ei a ou da ocupaça o de
no os ca gos. Exemplos incluem a p epa aça o de che ias ecen emen e nomeadas
ou p o issionais que assumem unço es di e en es do abalho an e io , exigindo
aquisiça o a pida de conhecimen os especí icos (Ca dim, 2012).
Apesa da e n ase p edominan e da o maça o p o issional se nos con eu dos
di e amen e elacionados com o abalho, su ge cada ez mais a ende ncia pa a abo da
emas mais ab angen es, como a p o eça o ambien al, com o obje i o de melho a como
essas polí icas a e am o ambien e de abalho.
Ca dim (2012) a i ma que e c ucial en ol e os di igen es, che ias e ou os
p o issionais em ca gos-cha e no p ocesso de o maça o. Cada abalhado na emp esa
pode con ib ui na o apenas como o mando, mas ambe m como po encial pa icipan e na
conceça o e o ganizaça o da o maça o. Po an o, e impo an e c ia condiço es no ambien e
de abalho pa a que os abalhado es iden i iquem as di iculdades e ans o mem a sua
expe ie ncia em ecu sos de ap endizagem (Ca dim, 2012).
Des aca-se a possibilidade e a necessidade, an o em g andes quan o em pequenas
o ganizaço es, de eno a a o maça o indi idualizada e o ganizada a pa i do p os o de
abalho, ge almen e conduzida pelas che ias d i e as. Essa abo dagem na o so e a o ma
mais comum de ap endizagem no abalho e nas p o isso es, mas ambe m pode se
signi ica i amen e ap imo ada. Ale m disso, e uma o ma de ensino acessí el a odas as
p o isso es e o ganizaço es, independen emen e do amanho ou se o (Ca dim, 2012).
22
ado a e a implemen aça o de mecanismos pa a a alia os esul ados da o maça o
(Chia ena o, 2004).
As p incipais di iculdades na elabo aça o de um plano de o maça o passam po
consegui cons ui um plano de o maça o coe en e, na o se um conjun o de solici aço es
indi iduais deso ganizadas e e a capacidade de consegui a ligaça o en e os obje i os de
o maça o e os obje i os ope acionais. O plano de o maça o, mui as ezes, e is o pelas
emp esas apenas como uma exige ncia legal. Com isso, os aspe os bu oc a icos e
adminis a i os e m sido p io izados, o que equen emen e diminui a impo a ncia dos
aspe os mais es a e gicos e dina micos da ges a o da o maça o. No en an o, cada ez mais,
as emp esas econhecem o alo do p lano de o maça o ale m do cump imen o legal.
En endem que pode se uma excelen e opo unidade pa a a alia os obje i os e os meios
de desen ol imen o dos seus abalhado es, ans o mando o plano de o maça o num
ins umen o es a e gico de ges a o de ecu sos humanos. Assim, em ez de se apenas uma
o malidade, o plano passa a se u ilizado pa a p omo e o desen ol imen o de
compe e ncias e alinha o c escimen o p o issional dos abalhado es com as ne cessidades
e me as da o ganizaça o (Meignan , 1999).
Execuça o da Fo maça o
A aça o de o maça o e a sucesso quan o mais bem-sucedidas es ejam as ases an e io es.
Nes e sen ido, se a o bem-sucedidas se es i e em em a iculaça o com as necessidades da
emp esa e se hou e qualidade de odos os in e enien es e meios en ol idos, is o e ,
o mado es, o mandos e ma e ial de o maça o.
Segundo Chia ena o ( 2004), a execuça o da o maça o numa emp esa en ol e dois
elemen os p incipais: in s u o e ap endiz. Os ap endizes sa o os abalhado es,
independen emen e do seu ní el hie a quico, que p ecisam desen ol e ou melho a
compe e ncias elacionadas com as suas a i idades p o issionais. Ja os ins u o es sa o
abalhado es que p ossuem expe ie ncia ou especializaça o em de e minada a e a e que
ansmi em esse conhecimen o aos ap endizes. Tambe m podem es a em qualque ní el
da hie a quia ou podem se os esponsa eis di e os pela o maça o. A o maça o, po an o,
e baseada na elaça o en e ins uça o ( ansmissa o de conhecimen os ou habilidades) e
ap endizagem (a inco po aça o desse conhecimen o pelo ap endiz, esul ando na
23
modi icaça o do seu compo amen o). Ou seja, ap ende implica aplica o que oi ensinado
no con ex o do abalho, de o ma p a i ca e e icaz.
Pa a que a o maça o seja e icaz, e c ucial a adequaça o do p og ama de o maça o, a
qualidade do ma e ial da o maça o, a colabo aça o das che ias e dos lí de es, a qualidade e
a p epa aça o dos o mado es e a mo i aça o e capacidade de ap endizagem dos
o mandos.
A aliaça o da Fo maça o
Hadji a i ma que a alia e
(…) ac o pelo q ual se o mula um juí zo de “ alo ” incidindo num objec o
de e minado (indi í duo, si uaça o, acça o, p ojec o, e c.) po meio de um con on o
en e duas se ies de dados que sa o pos os em elaça o: dados que sa o da o dem do
ac o em si e que dizem espei o ao objec o eal a a alia ; dados que sa o de o de m
do ideal e que dizem espei o a expec a i as, in ença o ou que se aplicam ao mesmo
objec i o (1994, p. 31).
En ende-se po a aliaça o da o maça o o “p ocesso sis ema ico de ecolha de
dados e de ana lise da conceça o, implemen aça o e conseque ncias das aço es de o maça o
ealizadas numa o ganizaça o, com is a a a e igua a sua e icie ncia, ele a ncia e e ei os
na dina mica o ganizacional” (Cae ano & Velada, 2007, p.20). A a aliaça o da o maça o
de e oca -se em dois aspe os essenciais: a alia se a o maça o conduziu a s mudanças
desejadas nas a i udes, habilidades e compo amen os dos abalhado es no local de
abalho e e i ica se essas mudanças no compo amen o es a o ligadas ao alcance dos
obje i os da emp esa como po exemplo o aumen o da p odu i idade ou a eduça o de
cus os (Chia ena o, 2004).
Segundo Es e a o (2001), a e apa da a aliaça o da o maça o e essencial pa a a
mudança o ganizacional, se indo como uma espe cie de selo de ce i icaça o de qualidade.
Gomes e al. (2 010) chamam a a ença o que pa a de e mina o impac o da o maça o de em
se idos em con a o ní el o ganizacional, nomeadamen e no que se e e e a melho ia da
e ica cia o ganizacional, o ní el da ges a o de pessoas, p eocupando-se com o
desen ol imen o de conhecimen os dos abalhado es, pe cebendo a cong ue ncia com
os obje i os da emp esa e o ní el do abalho, nomeadamen e e em conside aça o
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ques o es como a segu ança dos abalhado es, p odu i idade e ap o ei amen o dos
ma e iais. Es e pensamen o ai ao en con o de Chia ena o (2004), q ue ambe m conside a
a a aliaça o nes es e s ní eis, a i ma que se uma o maça o os i e em conside aça o
despole a a uma a aliaça o e icaz que pe mi i a iden i ica se a o maça o es a a con ibui
pa a os obje i os es a e gicos da emp esa, melho ando an o o desempe nho indi idual
quan o o o ganizacional.
A a aliaça o da o maça o começa po e i ica se os obje i os p opos os o am
ealmen e alcançados, ou seja, e p eciso pe cebe se, apo s a o maça o, os o mandos
adqui i am os conhecimen os, compe e ncias, ou a i udes que es a am p e is os no plano
o ma i o. Con udo, o desen ol imen o de conhecimen os na o e su icien e, e necessa io
pe cebe se hou e uma ans e e ncia e e i a da ap endizagem, is o e , o que os o mandos
ap ende am p ecisa se colocado em p a ica no seu dia a dia p o issional, le ando a uma
mudança de compo amen os e a aplicaça o conc e a de no as compe e ncias (Cae ano &
Velada, 2007).
Ale m disso, a o maça o de e con ibui pa a melho a as condiço es de
emp egab ilidade dos o mandos, nomeadamen e se a a e s da o maça o conseguem e
melho es pe spe i as de ca ei a ou es a em mais compe i i os no me cado de abalho.
Os au o es ale am que na o ha ne nhuma in es igaça o que comp o e que a pa icipaça o
numa o maça o esul e au oma icamen e em ap endizagem e e i a e, mesmo quando ha
ap endizagem e e i a, na o es a ga an ido que os o mandos apliquem o que ap ende am
no seu local de abalho. Pa a que essa ans e e ncia de ap endizagem oco a, e necessa io
iden i ica e a ua sob e os a o es como po exemplo ambien e de abalho, cul u a
o ganizacional e lide ança (Cae ano & Velada, 2007).
O modelo de Ki kpa ick a alia o impac o da o maça o em qua o ní eis:
1. Reações: Re e e-se a sa is aça o dos o mandos logo apo s a o maça o, medindo a
opinia o sob e emas como o con eu do, o o mado e os me odos u ilizados. E
equen emen e ocada nas emoço es, es a e apa pode se mais ap o undada ao
inclui eaço es sob e a u ilidade p a ica e as di iculdades encon adas.
2. Ap endizagem: A alia se os o mandos desen ol e am no os conhecimen os ou
compe e ncias, o que pode se medido po es es ou a aliaço es logo apo s a
o maça o e, idealmen e, mais a de, p a a e se o conhecimen o oi man ido ao
longo do empo.
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3. Compo amen o: Ve i ica se o que oi ap endido e ealmen e aplicado no local de
abalho. Pa a isso, compa a-se o compo amen o dos o mandos an es e depois da
o maça o, po meio de obse aço es e eedback de colegas ou supe io es.
4. Resul ados o ganizacionais: Analisa o impac o da o maça o nos esul ados da
o ganizaça o, como uma maio p odu i idade ou qualidade. Es e e o ní el mais
di í cil de medi , pois os esul ados nem semp e su gem logo apo s a o maça o e
podem depende de mui os a o es ex e nos (Cae ano & Velada, 2007).
Po sua ez, Ba bie (1990) p opo e e s ní ei s de a aliaça o no con ex o
emp esa ial, ocados na o maça o e no desen ol imen o de compe e ncias dos
abalhado es:
1. A aliaça o in e na ("a quen e"): Es e ní el acon ece du an e o p ocesso de
o maça o, a aliando di e amen e os obje i os da aça o o ma i a e as
capacidades que de em se desen ol i das pelos o mandos. O oco es a nas
mudanças imedia as de compo amen o obse adas ao longo da o maça o.
2. P imei o ní el de a aliaça o ex e na ("a io"): Apo s a o maça o, a alia-se a
aplicaça o p a ica das compe e ncias no ambien e de abalho. O oco es a na
ans e e ncia das capacidades adqui idas pa a o con ex o eal de abalho,
e i icando as mudanças no compo amen o dos abalhado es em
si uaço es do dia a dia. Essa a alia ça o acon ece o a do ambien e e do empo
de o maça o.
3. Segundo ní el de a aliaça o ex e na: Es e ní el es a di ecionado a
o ganizaça o como um odo. A alia-se o impac o da o maça o no
uncionamen o ge al da emp esa, e i icando se os obje i os de
ans o maça o an o dos indi í duos quan o da o ganizaça o o am
a ingidos. Esse ní el mede os e ei os da o maça o na es u u a e nos
p ocessos o ganizacionais, e p ocu a en ende o e o no do in es imen o
em e mos de melho ia do desempenho da emp esa.
2.6.1 A T ans e ência da Fo mação
A ans e e ncia de o maça o e e e-se a aplicaça o e manu ença o das compe e ncias
ap endidas no local de abalho, sendo undamen al pa a ge a mudanças
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compo amen ais a longo p azo. A o maça o so em alo eal se os o mandos
consegui em aplica o que ap ende am no seu desempenho p o issional. O pe í odo logo
apo s a o maça o e c ucial pa a consolida essa ap endizagem. A in es igaça o apon a que
a ans e e ncia e in luenciada po e s a o es p incipais: a conceça o da o maça o, as
ca ac e í s icas dos o mandos (como mo i aça o), e o ambien e de abalho (como o apoio
dos colegas e supe io es). Pa a que a o maça o enha imp ac o, e essencial que o q ue oi
ap endido seja na o so aplicado de o ma p a ica no abalho, mas ambe m man ido ao
longo do empo, caso con a io a o maça o e a pouco alo pa a a o ganizaça o (Cae ano
& Velada,2007).
Exis em e s a o es p incipais que in luenciam essa ans e e ncia de o maça o:
1. Conceção da o mação: O con eu do da o maça o p ecisa es a alinhado com as
necessidades do abalho dos o mandos. Ale m disso, a o maça o de e se
concebida de manei a a p epa a os indi í duos pa a ans e i as compe e ncias
ap endidas pa a o seu abalho. Isso en ol e in eg a opo unidades p a icas
du an e a o maça o pa a que os o mandos possam p a ica a aplicaça o das no as
habilidades no con ex o do seu abalho.
2. Ca ac e ís icas dos o mandos: En ol e ca ac e í s icas indi iduais como a
capacidade cogni i a, a mo i aça o e a i udes, sendo que a mo i aça o pa a ap ende
e pa a ans e i o que oi ap endido e c ucial. Segundo a eo ia das expec a i as,
as pessoas sa o mais p opensas a ans e i o que ap ende am se ac edi a em que
o es o ço le a a a ecompensas que alo izam, an o a ní el pessoal quan o
o ganizacional.
3. Ambien e de abalho: O con ex o o ganizacional em um g ande impac o na
ans e e ncia de o maça o. Um ambien e que alo iza a ap endizagem con í nua e
p opo ciona as condiço es adequadas como ecu sos, ee dback, e apoio das che ias
e dos colegas aumen a signi ica i amen e a p obabilidade de os unciona ios
aplica em o que ap ende am. O clima de ans e e ncia posi i o in clui
opo unidades de aplicaça o das no as compe e ncias e econhecimen o po esse
es o ço (be a de
4. & Velada, 2007).
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Ca dim (2012) e e e que pa a a alia a ans e e ncia de conhecimen os da o maça o
pa a o local de abalho, exis em di e en es me odos que podem se usados, ge almen e
en e algumas semanas e a e 6 meses apo s o im da o maça o. Es e pe í odo de in e alo
pe mi e obse a se os conhecimen os ap endidos es a o a se aplicados no abalho. Os
me odos mais comuns incluem ques iona ios e en e is as que podem se aplicados an o
aos o mandos quan o a s suas che ias. Isso pe mi e compa a as pe ceço es dos dois
g upos e iden i ica conco da ncias e di e ge ncias sob e a aplicaça o dos no os
conhecimen os, obse aça o pelas che ias di e as pa a pe cebe se hou e mudanças no
abalho, a aliaça o de desempenho, compa ando o desempenho dos o mandos an es e
depois da o maça o e ambe m compa a os esul ados dos o mandos com os de pessoas
que na o pa icipa am da o maça o, e i icando se as di e enças no desempe nho es a o
ealmen e elacionadas com a o maça o ecebida. De qualque modo, Ca dim ealça que
combina di e en es me odos pode o e ece uma isa o mais comple a e igo osa sob e o
sucesso da o maça o.
Segundo Lou ei o (2010), a ans e e ncia de sabe es en e si ua ço es di e en es,
den o de um mesmo con ex o de abalho, e e e-se ao p ocesso em que um p o issional
aplica os conhecimen os desen ol idos p e iamen e pa a lida com no os desa ios. Ha
dois p incipais pon os:
1. Explici ação do sabe implíci o: quando um p o issional mobiliza os seus
sabe es pa a lida com algo no o, mui as ezes oco e a explici aça o de
conhecimen o q ue an es e am a ci os, ou seja o malizado, mas que ago a se
o nam conscien es du an e a sua aplicaça o.
2. T ans e ência en e con ex os di e en es: ale m da ans e e ncia de sabe es
den o de um mesmo ambien e de abalho, ha ambe m casos em q ue os
indi í duos u ilizam conhecimen os desen ol idos em con ex o de abalhos
an e io es pa a esol e p oblemas em no os ambien es, mos ando a capacidade
de adap aça o e aplicaça o de sabe es p o issionais de manei a lexí el.
A ans e e ncia de o maça o e assim, um p ocesso complexo. E necessa io um es o ço
conscien e an o na ase de planeamen o da o maça o quan o no pe í odo po s- o maça o
pa a ga an i que o in es imen o aga bene í cios angí eis pa a o desempenho
o ganizacional (Cae ano & Velada, 2007).
28
2.6.2 A aliação do Impac o da Fo mação
A a aliaça o do impac o da o maça o em como obje i o e i ica em que medida a
o ganizaça o como um odo bene iciou da o maça o, analisando o e o no do in es imen o
ealizado. Ou seja, apo s os o mandos aplica em os conhecimen os no abalho e
demons a em mudanças no desempenho, e necessa io de e mina como essas mudanças
impac a am a o ganizaça o, pa icula men e em e mos econo micos. E s e ipo de a aliaça o
e ge almen e ei o de o ma di e ida, com um in e alo de 1 a 6 meses apo s a o maça o,
pa a da empo a que os e ei os se consolidem. Em o maço es que ge am esul ados
a pidos, a a aliaça o pode se ei a em poucas semanas. No en an o, quando os e ei os sa o
mais ab angen es e de longo p azo, como po exemplo em mudanças o ganizacionais,
o na-se di í cil isola o impac o especí ico da o maça o, ja que o desempenho da emp esa
ambe m e in luenciado po ou os a o es, como a o ganizaça o do abalho ou a mo i aça o
da equipa (Ca dim, 2012).
Segundo o au o , a cha e pa a essa a aliaça o es a na en a i a de quan i ica de
o ma obje i a as mudanças no desempenho, o que en ol e de ini indicado es especí icos
que possam se medidos an es e depois da o maça o, como pa a me os de p oduça o ou
cus os. Ao compa a esses indicado es, e possí el a alia o impac o e, em alguns casos,
a ibui um alo mone a io a s mudanças obse adas, compa ando os esul ados com os
cus os da o maça o.
No en an o, ha uma g ande di iculdade em isola o e ei o da o maça o de ou os
a o es que ambe m a e am os esul ados, como a qualidade dos equipamen os ou o ní el
de mo i aça o dos abalhado es. Es a di iculdade e uma limi aça o signi ica i a des e ipo
de a aliaça o. A pa dis o, uma abo dagem mais es a e gica e bem planeada pode o na a
a aliaça o do impac o ia el. Foca na a aliaça o de e ei os especí icos da o maça o e de ini
cla amen e os obj e i os e os me odos de ana lise desde o iní cio podem aj uda a quan i ica
os impac os e iden i ica a o es que acili am ou di icul am a mudança o ganizacional
(Ca dim, 2012)
29
Capí ulo 3. Enquad amen o Me odológico
O capí ulo do Enquad amen o Me odolo gico desc e e como o p oje o de in es igaça o/
in e ença o es a es u u ado, quais os seus obje i os ge ais e especí icos, e quais as
ques o es de in es igaça o que o p oje o p e ende esponde , assim como qual o me odo e
as e cnica s escolhidas pa a os alcança .
3.1. Obje i os de in e enção/p oblema de in es igação
Tendo em conside aça o o diagno s i co de necessidades, as pe gun as de pa ida que
o ien a a o es a in es igaça o se a o: “Se a o ciclo de o maça o e icaz? Como e que os
abalhado es pe cebem a adequaça o da o e a de o maça o a s exige ncias das suas
unço es?” Pa a da espos a a es a s ques o es e necessa io es abelece obje i os ge ais e
especí icos.
Segundo Fachin (2005, p .113),
O obje i o e o esul ado que se p e ende em unça o da pesquisa (…). Ge almen e,
e uma p opos a pa a esponde a ques a o que ep esen a o p oblema. De aco do
com a ab ange ncia dos obje i os, pode se ge al e especí icos. No p imei o caso,
indica uma aça o mui o ampla do p oblema e, no segundo, p ocu am desc e e
aço es po meno izadas, aspe os de alhados das aí zes que se supo e me ece em
uma e i icaça o cien í ica.
Sendo que, segundo Bloom e al. (1983), os obje i os especí icos de em se o
caminho pa a se a ingi em os obje i os ge ais. Assim, a abela seguin e elenca os obje i os
ge ais e os obje i os especí icos des a in es igaça o.
30
Tab ela 1 - Obje i os ge ais e Obje i os especí icos
Obje i os ge ais
Obje i os especí icos
- Comp eende as
di e en es
ases do ciclo de
o mação
_____________________________
- A alia a pe ceção dos
abalhado es sob e a
u ilidade e os e ei os das
o mações no
desen ol imen o pessoal
e p o issional
- Pe cebe a p e e e ncia dos abalhado es pelos di e en es ipos
de o maça o
-A alia a pe ceça o dos abalhado es sob e o im pac o da
o maça o no seu desempenho.
- Iden i ica quais as m elho ias e i icadas apo s a pa icipaça o
em o maço es
- Analisa a pe spe i a dos o mandos e das che ias ace ca do
impac o das a i idades de o maça o no desempenho indi idual e
o ganizacional
- Iden i ica ba ei as à
implemen ação do ciclo
de o mação
- Iden i ica as p incipais di iculdades e esis e ncias encon adas
na implemen aça o do ciclo de o maça o.
- P opo soluço es e/ou melho ias pa a a
implemen aça o do ciclo de o maça o
3.2. Ap esen ação e undamen ação da me odologia de in es igação/
in e enção a ado a
Nes e subcapí ulo passa ei a de ini o pa adigma de in e ença o/in es igaça o , e a
espe i a undamen aça o do me odo e das e cnicas de in es igaça o que supo a am es e
es udo.
3.2.1. De inição do pa adigma de in e enção/ in es igação
A in es igaça o quali a i a ca ac e iza-se po um conjun o de aspe os que nem semp e
es a o p esen es em odos os es udos com a mesma in ensidade. A on e p incipal de dados
na in es igaça o quali a i a e o ambien e na u al, sendo que o in es igado ai di e amen e
ao local que es a a se al o de in es igaça o pa a obse a e comp eende as pessoas no
seu ambien e hab i ual. Nes e sen ido, o in es igado e o ins umen o p incipal, e ele quem
ecolhe e in e p e a os dados. E uma in es igaça o desc i i a, no q ual o oco na o es a na
p oduça o de g a icos ou nu me os, mas sim em desc e e as si uaço es e expe ie ncias de
o ma de alhada a a e s de pala as e imagens, sendo comum os in es igado es
u iliza em ci aço es di e as das pessoas en e is adas ou obse adas, pa a mos a como
elas pensam e sen em. Ademais, os in es igado es quali a i os es a o mais in e essados
31
em como as coisas acon ecem, em ez de apenas olha pa a os esul ados, o oco es a no
p ocesso e em como as deciso es sa o omadas e como os e en os se desen olam
p i ilegiando a ana lise indu i a. Ao con a io de me odos que começam com uma ideia
ou hipo ese e en am comp o a -la, na in es igaça o quali a i a o in es igado começa sem
mui as suposiço es e ai cons uindo as ideias ao longo do empo, sem o ça concluso es
p e iamen e pensadas (Bogdan & Biklen, 2013).
Na in es igaça o quali a i a, os in es igado es en am ealiza uma a e a que pode
pa ece pa adoxal a p imei a is a, es uda obje i amen e as expe ie ncias subje i as das
pessoas, p ocu ando en ende como as pessoas in e p e am o mundo ao seu edo , mas
azem isso de o ma igo osa e sis ema ica, de modo a ga an i a maio obje i idade
possí el no p ocesso de in es igaça o. Esse p ocesso de cons uça o de conhecimen o e
ei o com igo , e a p eocupaça o undamen al e ga an i que os dados ecolhidos
co espondam ielmen e ao que se passa no ambien e de es udo. Es e concei o de
co esponde ncia implica que o in es igado p ocu e cap a o que ealmen e acon ece no
local de in es igaça o, mesmo que isso desa ie ou con adiga as suas expec a i as ou
hipo eses iniciais (Bogdan & Biklen, 2013).
Embo a possa se di í cil acei a q ue o in es igado consiga supe a comple amen e
os seus p o p ios p econcei os e en iesamen os, a o ma como a in es igaça o quali a i a e
conduzida ajuda a mi iga esses p oblemas. Os in es igado es dedicam uma quan idade
signi ica i a de empo no campo de es udo, ecolhendo dados empí icos a a e s de
e cnicas como en e is as ou ana lise de documen os, o que pe mi e que o in es igado
seja con inuamen e con on ado com a ealidade e com os dados, o que eduz a in lue ncia
de opinio es pessoais ou p econcei os. Ale m disso, os dados ecolhidos no e eno sa o
ge almen e mui o mais complexos e de alhados do que as hipo eses ou p econcei os que
o in es igado pode ia e cons uí do an es de inicia o es udo (Bogdan & Biklen, 2013).
O e mo pa adigma su giu com Kuhn, como “aquilo q ue os memb os de uma
comunidade pa ilham e, in e samen e, uma comunidade cien í ica consis e em homens
que pa ilham um pa adigma” (Guinesb e g, 1998, p. 219). O p a adigma le a os
in es igado es a in es iga em uma pa e da na u eza com p o undidade e de alhe.
Segundo Cou inho (2005), o concei o de pa adigma e polisse mico, en ende-se po
pa adigma de in es igaça o “um conjun o a iculado de pos ulados, de alo es conhecidos,
38
Exis em di e en es ipos de en e is a, cada uma com um ní el di e en e de
es u u aça o e lexibilidade:
• En e is a es u u ada: Aqui, o en e is ado segue um guia o í gido com
pe gun as p e iamen e de inidas, que sa o ei as de manei a ide n ica a odos os
en e is ados e na mesma o dem. Embo a isso pe mi a ob e dados uni o mes,
acili ando a compa aça o e a amen o es a í s ico, limi a a p o undidade do
dia logo.
• En e is a não es u u ada: Nes e caso, a con e sa e mais abe a e luida, sem
um guia o ixo. O en e is ado em libe dade pa a explo a o picos a medida
que su gem, pe mi indo um ap o undamen o na u al das ques o es com base
nas espos as do en e is ado. Es a abo dagem e ideal quando se deseja
cap u a a complexidade e iqueza das expe ie ncias e pe ceço es dos
pa icipan es, con udo, e mais di í cil de sis em a iza e compa a as espos as
en e di e en es en e is ados.
• En e is a semies u u ada: Es e ipo de en e is a encon a-se en e os dois
ex emos. O in es igado pa e de um guia o ba sico, com o picos e pe gun as-
cha e, mas pe mi e-se ajus a a o dem das ques o es ou ap o unda ce os
emas de aco do com as espos as do en e is ado. Nes e sen ido, combina a
lexibilidade da en e is a na o es u u ada com a o ien aça o da es u u ada,
ga an indo que os o picos p incip ais sejam cobe os sem pe de a
opo unidade de explo a ques o es eme gen es (Ludke & And e , 1986).
Des e modo, a escolha da e cnica da en e is a jus i ica-se de ido ao ac o des a
e cnica pe mi i a comp eensa o mais ap o undada das expe ie ncias, mo i aço es e
opinio es dos abalhado es em elaça o ao ciclo de o maça o. Ao ealiza as en e is as i e
a opo unidade de, a p a i de cada pe ceça o indi idual, ob e uma comp eensa o global
ace ca do ciclo de o maça o. Ademais, ao usa es a e cnica consegui, semp e que achei
pe inen e, ap o unda ou pedi pa a explici a melho de e minado o pico,
desen ol en do e ob endo in o maço es que dou o modo na o consegui ia com an o
sucesso.
Fo am ealizadas onze en e is as. O pu blico-al o oi cons i uí do po cinco
coo denado es, um che e de equipa, um di e o , um esponsa el de depa amen o, um
ope ado de p oduça o e dois abalhado es p e encen es a quad os me dios supe io es.
39
Um dos obj e i os o mulados, no deco e do es a gio, oi comp eende a pe spe i a das
che ias ace ca do p ocesso de o maça o da emp esa e , endo em con a que, pa a e ei os de
sigilo, na e cnica do inque i o p o ques iona io na o oi colocada nenhuma ques a o
di ecionada ao ca go ocupado na emp esa pelos inqui idos, na o oi possí el analisa aí a
pe spe i a das che ias. Pa a colma a essa lacuna, decidi que a maio pa e dos
en e is ados de e iam se abalhado es com ca gos de che ias e que lide am equipas.
O a, como sabemos, a che ia em uma melho pe ceça o de como a o ma ça o se alinha com
as necessidades da emp esa e de que o ma impac a a p odu i idade e o desen ol imen o
das equipas. Is o po que podem obse a como os abalhado es aplicam, ou na o, o que
ap endem no seu dia a dia, o e ecendo uma isa o ampla e es a e gica, pe mi indo uma
ana lise mais undamen ada ace ca da u ilidade e ei os da o maça o no desen ol imen o
pessoal e p o issional dos abalhado es. Tendo em conside aça o as mais alias e as
agilidades de cada i po de en e is a, op ei po u iliza a en e is a semies u u ada.
Assim, egi a minha en e is a a pa i de um guia o (Ape ndice 2) p e iamen e elabo ado
em consona ncia com os obje i os da minha in es igaça o. Alia s, como ale am Ludke e
And e (1986) e undamen al que o guia o de en e is a seja elabo ado de o ma a conduzi
a en e is a desde emas mais simples a e o picos mais complexos, pe mi indo
ap o unda g adualmen e o dia logo sem causa descon o o ao en e is ado.
O guia o de en e is a oi elabo ado com o in ui o de alcança os obje i os
p opos os. De seguida, explici a-se a co esponde ncia en e os obje i os ge ais da
p esen e in es igaça o com as ques o es do guia o de en e is a.
Obje i o Ge al: Comp eende as di e en es ases do ciclo de o ma ça o.
Va ias pe gun as abo dam indi e amen e es e ema ao ques iona a qualidade das
o maço es, o papel da che ia e o incen i o a pa icipaça o nas o maço es. Es as pe gun as
ajudam a ecolhe in o maço es sob e como o ciclo e execu ado na p a ica, como e is o
pelos o mandos e che ias, e se ha um apoio ins i ucional cla o a o maça o. A pe gun a 8 -
"Nas aço es de o maça o em que pa icipou, como conside a a in e aça o com os
o mado es? Hou e opo unidade pa a da eedback?"-, ao ques iona sob e a in e aça o
com os o mado es e a opo unidade de da eedback es a -se a a alia como a o maça o e
conduzida e se ha possibilidade de in e aça o, o que e essencial pa a a alia a execuça o da
o maça o e se em impac o na e ica cia da mesma. Na o obs an e, amb e m pe mi e pe cebe
quais as modalidades o ma i as sa o mais e icazes do pon o de is a dos o mandos. A
40
pe gun a 9 - “De o ma ge al, como a alia a qualidade das o maç o es o e ecidas pela
emp esa? Hou e algum aspe o especí ico que des aca ia como pa icula men e posi i o
ou que pode ia se melho ado? Qual/ Quais?” -, a alia a qualidade das o maço es
o e ecidas pela emp esa, isando ob e in o maço es sob e a ase de execuça o da o maça o.
No que conce ne a pe gun a 10 - “A emp esa e as suas espe i as che ias enco ajam a
pa icipaça o e alo izaça o da o maça o? De que o mas?" -, es a pe mi e a alia o papel
das che ias na di ulgaça o e implemen aça o das aço es o ma i as. Ja a pe gun a 13 - “Qual
o papel que conside a e , endo em con a a sua unça o na emp esa, no a mbi o da
o maça o?” -, pe mi e pe cebe esponsabilidades esp ecí icas na implemen aça o do ciclo
o ma i o.
Obje i o Ge al: A alia a pe ceça o dos abalhado es sob e o impac o da o maça o no
desen ol imen o pessoal e p o issional.
As pe gun as que se oca am em p e cebe o impac o, an o a ní el do
desen ol imen o de compe e ncia s e cnica s como ao ní el de compe e ncias pessoais,
o am as seguin es. Pe gun a 4 - “Quais as compe e ncias que sen e que o am
melho adas com a sua pa icip aça o em o maço es? E quais as compe e ncias q ue sen e que
os seus abalhado es melho a am?” -, es a pe gun a p e ende a alia a pe ceça o dos
abalhado es sob e o desen ol imen o das suas compe e ncias e cnicas. Po sua ez, a
pe gun a 5 - “Conside a que as o maço es que equen ou e le i am-se num melho
desempenho p o issional? Po que ? Que des aca alguma em especí ico?” -, e a pe gun a
6 - “Conside a que as o maço es que os seus abalhado es equen a am e le i am-se
num melho desempenho p o issional? Po que ? Que des aca alguma em especí ico?” -
p e endem auscul a se a o maça o se e le iu num melho desempenho, a aliando o
impac o p o issional. No que diz espei o a pe gun a 7- “As o maço es i e am algum
impac o na sua con ian ça e au oes ima no ambien e de abalho? E da sua equipa? Se sim,
consegue da exemplos?”, em como in ui o ques iona o impac o em e mos de
con iança e au oes i ma, abo dando o desen ol imen o pessoal. Ja a pe gun a 11, “
Exis em a eas especí icas em que conside a que de e ia exis i um maio in es imen o em
e mos de o maça o? Se sim, qual/quais?”, o e ece uma isa o cla a das lacunas ou a eas
na o cobe as pelas o maço es a uais, bem como as expec a i as dos abalhado es em
elaça o a u u as o e as o ma i as. Ademais, pode ajuda a pe cebe o ipo e o maça o
41
mais alo izada pelos abalhado es assim como ajuda a iden i ica necessidades de
desen ol imen o que ainda na o o am a endidas, o que p e mi e ajus a o ciclo o ma i o
pa a ga an i que a o e a es a alinhada com as exige ncias da unça o dos abalhado es. A
pe gun a 14, - “De o ma ge al, conside a ou na o que as aço es de o maça o que equen a
e as que os seus abalhado es equen am a o ao encon o das suas necessidades?
Po que ?”, ao ab o da an o a pe ceça o pessoal do en e is ado como a pe ceça o das
o maço es o e ecidas aos ou os abalhado es, es a ques a o pe mi e a alia o
alinhamen o das o maço es com as exige ncias da unça o.
Obje i o Ge al: Iden i ica ba ei as a implemen aça o do ciclo de o maça o.
As ques o es di ecionadas pa a iden i ica ba ei as a implemen aça o do ciclo de
o maça o o am as seguin es. A pe gun a 10, - “A emp esa e as suas espe i as che ias
enco ajam a pa icipaça o e alo izaça o da o maça o? De que o mas?”, pe mi e
iden i ica ba ei as ins i ucionais, como a al a de incen i o ou alo izaça o po pa e da
che ia. A pe gun a 12 - “Conside a ou na o que os abalhado es alo izam a o maça o?
Po que ?”, explo a a alo izaça o da o maça o pelos abalhado es e, indi e amen e,
p ocu a cap u a ba ei as que podem exis i em elaça o a o maça o, o que e undamen al
pa a en ende a mo i aça o dos abalhado es em elaça o a es a. A espos a a es a pe gun a
pode e ela esis e ncias ou desin e esse po pa e dos abalhado es em elaça o a
o maça o, o que pode se uma ba ei a cul u al na imp lemen aça o de um ciclo de
o maça o e icaz. Po sua ez, se os abalhado es na o alo iza em a o maça o pode suge i
que na o a eem como u il e ele an e. A p e gun a 16, - “Hou e desa ios especí icos ao
pa icipa em o maço es? Se sim, quais o am eles? Como e que a emp esa p ode ia
melho a a expe ie ncia de o maça o pa a os abalhado es?”, oca-se nas ba ei as
indi iduais ou ope acionais que possam di icul a a pa icip aça o e a aplicaça o do ciclo de
o maça o.
De ealça que cada pe gun a p ode esponde de o ma di e a ou indi e amen e a
mais do que um obje i o de in es igaça o, aqui apenas su gem o ganizadas pelo que oi
conside ado mais di e o.
Ludke & And e (1986) ale am que e c ucial que o en e is ado seja in o mado
cla amen e sob e os obje i os da en e is a e sob e como as in o maço es ecolhidas se a o
u ilizadas. Es e p ocesso de escla ecimen o ajuda a cons ui con iança e assegu a que o
42
en e is ado saiba q ue as suas espos as se a o a adas com con idencialidade e espei o.
Tendo is o em conside aça o, quando iz o con i e pa a os abalhado es se em
en e is ados, expliquei odos os obje i os da en e is a e elabo ei um documen o de
consen imen o onde e am explicados os obje i os da en e is a, o a amen o da
in o maça o e os di ei os do en e is ado, o qual oi de idamen e assinado p o odos os
en e is ados no iní cio da en e is a (Ape ndice 4).
Inque i o po ques iona io
Segundo San os e Hen iques (2021), a e cnica do inque i o po ques iona io e uma e cnica
de ecolha de dados que pode se a soluça o ideal em mui os casos. Com uma na u eza
adap a el a s di e en es me odologias, o ní el de esul ados na o depende do p o p io
ques iona io, mas sim da o ma como e cons uí do pelo in es igado . Uma das mais alias
des a e cnica e o ac o de gas a mos o mesmo empo independen emen e do amanho da
amos a. Um ques iona io e no malmen e aplicado a um g upo de indi í duos (inqui idos)
dos quais se p e enda ecolhe in o maço es pa a analisa , in e p e a e i a concluso es,
a im de a ende aos obje i os da in es igaça o. O conjun o comple o de inqui idos, cuja
de iniça o de na u eza e amanho e esponsabilidade do in es igado , cons i ui a
populaça o do es udo.
De aco do com Fe ei a (1986), o ques iona io, com a sua na u eza quan i a i a,
des aca-se pela sua capacidade de ans o ma in o maça o em dados obje i os, sendo es e
me odo e icaz pa a cap a aspe os mensu a eis dos eno menos. E undamen al
comp eende na o apenas as in o maço es que o am ob idas, mas ambe m aquilo que na o
oi cap u ado, ou seja, os dados que podem e sido dis o cidos ou omi i dos de ido aos
p ocessos psicossociais en ol idos. Esses e ei os podem su gi da manei a como o
inqui ido in e p e a as pe gun as ou da linguagem u ilizada no ques iona io.
Op ei pela escolha da e cnica de inque i o po ques iona io po que es a e cnica
pe mi iu-me ecolhe dados de o ma a pida e e icien e, possibili ando um ala gado
nu me o de opinio es, o que pe mi iu que as minhas concluso es ossem ep esen a i as da
ealidade. Ademais, ac edi o que, des e modo, os inqui idos sen i am-se mais con o a eis
em da a sua opinia o hones a em elaça o ao ciclo de o maça o.
Ludke e And e (1986) a i mam q ue, ao elabo a pe gun as pa a um inque i o, a
p imei a decisa o impo an e e escolhe en e pe gun as echadas ou abe as de aco do
com os obje i os da in es igaça o. Enquan o as p e gun as echadas sa o o imas pa a ob e
43
espos as a p idas e mensu a eis, mas podem deixa passa nuances impo an es, as
pe gun as abe as pe mi em uma explo aça o mais p o unda, mas exigem mais es o ço do
inqui ido e do in es igado . Tendo em conside aça o que os inq ue i os quan i a i os
no malmen e en ol em um g ande nu me o de pa icipan es pa a ga an i a
ep esen a i idade es a í s ica, as an a gens das pe gun as echadas acabam p o
p e alece . De ealça que e comum que, os inqui idos, acei em as opço es de espos a
p opos as sem ques iona -las, seja po con enie ncia, po se mais a cil escolhe en e
al e na i as p on as, ou po e i a o es o ço de o mula suas p o p ias espos as. Em
alguns casos, ha ainda a in lue ncia da espos a socialmen e deseja el – o inqui ido po de
escolhe a opça o que ac edi a se mais acei a el ou "bem is a", mesmo que na o e li a a
sua e dadei a opinia o. Cu iosamen e, esses mesmos e ei os podem su gi em pe gun as
abe as. Em ez de o nece uma espos a genuí na e complexa, o esponden e pode op a
po uma espos a mais simp les, baseada no que ele acha que de e ia ou pode ia se di o.
Mui as ezes, essa enu ncia a expo sua p o p ia posiça o oco e po que o indi í duo
pe cebe que sua opinia o na o e a cil de se explicada no con ex o do inque i o.
Algumas das limi aço es do inque i o po ques iona io passa po es a e cnica supo
que os inqui idos sej am, de ce a o ma, "iguais" ou que enham expe ie ncias semelhan es
a s do in es igado . Po exemplo, quando usamos p e gun as echadas, es amos a limi a as
espos as a s opço es que o in es igado ja imagina se em ele an es, baseando-se na sua
p o p ia isa o do mundo, igno ando a di e sidade e as di e enças sociais que podem exis i
en e os inqui idos. Ademais, ao impo uma es u u a í gida, o ques iona io coloca o
inqui ido numa si uaça o onde ele esponde a pa i de um conjun o limi ado de
possibilidades que podem na o e le i a sua ealidade, o que pode despole a espos as
que sa o simplesmen e eaço es a s opço es ap esen adas, em ez de exp essa em as
e dadei as opinio es ou expe ie ncias dos inqui idos (Fe ei a, 1986).
Na elabo aça o das pe gun as ao meu inque i o op ei po elabo a an o ques o es
echadas como ques o es abe as nos emas que achei pe inen e ha e um maio
libe dade e espaço p a a expo opinio es. Em mui as das ques o es echadas, coloquei na
ques a o seguin e a possibilidade de jus i icaça o da espos a echada pa a en a
minimiza as limi aço es das pe gun as echadas.
O guia o de pe gun as da e cnica do inque i o po ques iona io, a semelhança do
guia o da e cnica da en e is a, oi elabo ado em consona ncia com os obje i os açados
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po es a in es igaça o. De seguida, ap esen a-se a undamen aça o das pe gun as de aco do
com os obje i os delineados.
Obje i o Ge al: Comp eende as di e en es ases do ciclo de o ma ça o
Es e obje i o cen a-se na es u u aça o do p ocesso de o maça o, desde o
planeamen o, passando pela execuça o, a e a a ali aça o. Algumas alí neas do g upo de
ques o es 13, abo dam di e amen e a ase de planeamen o e comunicaça o do ciclo de
o maça o.
Pe gun a 13: "Leia a en amen e cada uma das a i maço es e classi ique-as como
Ve dadei as (V), Falsas (F) e Pa cialmen e Ve dadei as (PV)."
a) “No malmen e, an es das o maço es, enho uma ideia cla a de como es a i a
con ibui pa a o meu desen ol imen o p o issional.”
e) “De modo ge al, os esul ados espe ados com a pa icipaça o em de e minada
o maça o es a o cla i icados aquando do seu iní cio.”
Ao ques iona se os abalhado es e m uma ideia cla a do que espe a das
o maço es, es ou a a alia a qualidade da ase de p epa aça o da o maça o. Es ou a
iden i ica se os obje i os da o maça o sa o comunica dos adequadamen e e se exis e uma
ligaça o cla a en e o que e planeado e o que e comp ee ndido pelos o mandos. Ale m disso,
na alí nea: b) "Os meios de di ulgaça o das aço es de o maça o sa o os mais adequados.", liga-
se a comunicaça o e execuça o do ciclo de o maça o. A alia a adequaça o dos meios de
di ulgaça o e c ucial pa a comp eende como a ase da di ulgaça o da o maça o in luencia
a pa icipa ça o e o impac o das o maço es.
Obje i o Ge al: A alia a pe ceça o dos abalhado es sob e a u ilidade e os e ei os das
o maço es no desen ol imen o pessoal e p o issional
Va ias pe gun as es a o di e amen e elacionadas com es e obje i o, pois ajudam a
a e i a pe ceça o dos abalhado es sob e a u ilidade da o maça o. A pe gun a 6: "Qual e
a ua opinia o sob e a impo a ncia da o maça o p a a o eu desen ol imen o p o issional?",
e a pe gun a 7: "Qual e a ua opinia o sob e a impo a ncia da o maça o pa a o eu
desen ol imen o pessoal?", di e enciam en e o desen ol imen o p o issional e pessoal
pe mi indo comp eende como os abalhado es eem a o maça o em di e en es
dimenso es da sua ida. Es as pe gun as ajudam a a ali a se a o maça o con ibui pa a a
melho ia do desempenho no abalho e pa a a sa is aça o indi idual. Ale m disso, ao
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pe gun a di e amen e sob e as melho ias iden i icadas, es ou a p ocu a e ide ncias de
impac o di e o da o maça o no desempenho. A pe gun a 8: "Iden i icas e melho ias nas
uas habilidades pa a o desempenho no abalho apo s pa icipa em aço es de o maça o?",
pe mi e ambe m ecolhe exemplos conc e os undamen ais pa a alida pe ceço es de
impac o posi i o e, ao mesmo empo, iden i ica as compe e ncias espec í icas que o am
melho adas, explici adas com as espos as a pe gun a 9: "Podes o nece um ou mais
exemplos especí icos de como a o maça o in luenciou posi i amen e a ua a uaça o no
abalho?". Ademais, a alia a adequaça o da o maça o a s unço es especí icas de cada
abalhado , pe mi e-me pe cebe se as o maço es sa o is as como ele an es pa a as suas
unço es, possí eis com a pe gun a 10: "Como a ali as a ele a ncia das o maço es
o e ecidas pela emp esa em elaça o a s uas esponsabilidades no abalho?". A pe gun a
11: "Hou e alguma o maça o especí ica que se des acou posi i amen e pa a i? Se sim,
qual/quais? Po que ?", possibili a a a aliaça o de p e e e ncias dos abalhado es em
elaça o aos ipos de o maça o, o que p e mi e pe cebe as p e e e ncias dos abalhado es
po di e en es o maço es.
Po sua ez, a p e gun a 12: "Que compe e ncias sen es que melho a am com a ua
pa icipaça o nas o maço es?”, ajuda a iden i ica quais as melho ias e i icadas apo s a
o maça o, e o espe i o impac o. A pe gun a 14: “Quais as o maço es que de e iam se
ob iga o ias?”, e a pe gun a 17 : “Quais as o maço es que de e iam se opci onais”,
pe mi i a ecolhe in o maço es impo an es p a a ajus a o planeamen o do ciclo de
o maça o. A pe gun a 1 8: "Conside a que exis em si uaço es/ a i idades que, na o sendo
conside adas especi icamen e de o maça o, podem e es i -se de algum ca a e o ma i o
e/ou e e ei os o ma i os?", explo a ap endizagens in o mais e si uaço es com impac o
o ma i o o a do con ex o o mal, o que pode en iquece a ana lise da e ica cia do ciclo
o ma i o, ao inclui elemen os que na o sa o o malmen e pa e do p ocesso de o maça o,
mas que podem e impac o no desen ol imen o dos abalhado es.
Obje i o Ge al: Iden i ica ba ei as a implemen aça o do ciclo de o maça o
A pe gun a 13C: "As uas necessi dades de o maça o sa o idas em conside aça o pela
emp esa?", ai ao encon o da iden i icaça o de di iculdades na imp lemen aça o do ciclo
o ma i o. Se os abalhado es sen em que as suas necessidades na o sa o conside adas,
isso pode se uma ba ei a signi ica i a pa a a e ica cia do ciclo. Ja a ques a o, 13D:
"Conside o que ha apoio po pa e das che ias na aplicaça o dos conhecimen os
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desen ol idos em o maça o.", e impo an e is o que o apoio das che ias e undamen al
pa a ga an i que os conhecimen os desen ol idos na s o maço es sejam aplicados no
con ex o de abalho, a al a desse apoio pode se uma ba ei a signi ica i a. Nes e
seguimen o, a pe gun a 13F: "Reconhece que a a aliaça o de sa is aça o que ealiza no inal
das aço es de o maça o e ida em conside aça o pela emp esa?", ajuda a comp eende se a
a aliaça o po s- o maça o em impac o na melho ia do ciclo o ma i o, ou se ha ba ei as na
u ilizaça o dos eedbacks ecolhidos pa a ajus a e melho a u u as o maço es. A Pe gun a
19: "Que suges o es e ia p a a melho a o p ocesso de o maça o na emp esa?", ab e espaço
pa a p opos as de melho ia, a a e s das suges o es dos abalhado es, pode ei ecolhe
ideias pa a supe a ba ei as iden i icadas e melho a o ciclo o ma i o.
Mais uma ez salien o que cada pe gun a pode esponde de o ma di e a ou
indi e a a mais do que um obje i o de in es igaça o, aqui apenas su gem o ganizadas pelo
que oi conside ado mais di e o.
Ca ac e izaça o da amos a
San os e Hen ique (2021) chamam a a ença o pa a o ac o de a seleça o da amos a
se um p ocesso c ucial na e cnica do inque i o po ques iona io, is o q ue e necessa io
ga an i que seja ep esen a i a da popula ça o em es udo, pe mi indo ex apola os
esul ados ob idos pa a a populaça o como um odo, com um ní el acei a el de p ecisa o
es a í s ica. Ressal ando ainda a imp o a ncia de se em ap licadas e cnica s es a í s icas
adequadas pa a analisa os dados ecolhidos po meio do inque i o po ques iona io, a
im de ob e concluso es con ia eis e signi ica i as pa a a in es igaça o. Des e modo, e
semp e sem pe de de is a aquilo q ue s a o os obj e i os da minha in es igaça o achei que
o que azia mais sen ido na o e a es ingi as espos as a um de e minado g upo de
abalhado es, mas sim que o meu ques iona io ab angesse oda a emp esa, pa a que de
ac o os esul ados do inque i o es i essem o mais p o ximo possí el da ealidade da
emp esa. Na abela 3, ap esen a-se a classe e a ia, dos inqui idos que esponde am ao
inque i o po ques iona io, onde e possí el obse a ambe m a sua dis ibuiça o po
ge ne o e o nu me o de inqui idos.
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Tab ela 3- Idade e ge ne o dos inqui idos que esponde am ao inque i o po ques iona io
Classe e á ia
To al
Géne o
masculino
Géne o eminino
P e i o não
dize
To al
100%
422 inqui idos
88,9%
375 inqui idos
10,2%
43 inqui idos
0,9%
4 inqui idos
18-27 anos
22,7%
96 inqui idos
22,9%
86 inqui idos
18,6%
8 inqui idos
50%
2 inqui idos
28-37 anos
38,2%
161 inqui idos
38,1%
143 inqui idos
41,9%
18 inqui idos
__________
38-47 anos
26,3%
111 inqui idos
26,1%
98 inqui idos
25,6%
11 inqui idos
50%
2 inqui idos
48- 57 anos
10,4%
44 inqui idos
10,1%
38 inqui idos
14%
6 inqui idos
__________
58- 67 anos
2,4%
10 inqui idos
2,7%
10 inqui idos
______________
_________
Segue-se a ab ela 4, na qual se ap esen a o empo de se iço dos inqui idos q ue
esponde am ao inq ue i o po ques ion a io, onde e possí el obse a a sua dis ibuiça o
po ge ne o e o seu alo o al.
Tab ela 4 – Tempo dos inqui idos que esponde am ao inque i o po ques iona io
Tempo de
Se iço
To al
Géne o masculino
Géne o eminino
P e i o não
dize
To al
100%
422 inqui idos
88,9%
375 inqui idos
10,2%
43 inqui idos
0,9%
4 inqui idos
≤ 2 anos
32,5%
137 inqui idos
28,5%
107 inqui idos
65,1%
28 inqui idos
50%
2 inqui idos
3 a 7 anos
38,2%
161 inqui idos
40,8%
153 inqui idos
18,6%
8 inqui idos
__________
8 a 12 anos
16,4%
69 inqui idos
17,3%
65 inqui idos
4,7%
2 inqui idos
50%
2 inqui idos
13 a 17 anos
7,6%
32 inqui idos
7,5%
28 inqui idos
9,3%
4 inqui idos
__________
18 a 22 anos
2,8%
12 inqui idos
2,9%
11 inqui idos
2,3%
1 inqui ido
_________
> 22 anos
2,6%
2,9%
________________
___________
54
dos abalhado es com 13 a 17 an os abalho na emp esa. Apenas 2,8% e 2,6% abalha a
na emp esa a 18 e 22 anos e ha mais de 22 anos, espe i amen e.
Com o obje i o de p e cebe a eque ncia dos abalhado es a s o maço es, pa a que
seja possí el comp eende de o ma mais ab angen e a expe ie ncia o ma i a de cada um,
na ques ão 5 e a ques ionado o nu me o de o maço es que os abalhado es pa icipa am
na emp esa nos u l imos 12 meses. Te iam de seleciona en e “1 aça o de o maça o”, “en e
2 a 5 o maço es”, “mais de 5 o maço es” ou “nenhuma o maça o”. Assim, mais de me ade
dos inqui idos (69,2%) a i ma am que pa icipa am en e 2 e 5 o maço es e apenas 6,4%
seleciona am que pa icipa am em 1 o maça o (6,2%) ou ne nhuma o maça o (0,2%).
C uzando as espos as com o plano de o maça o da emp esa e possí el a e i que o
nu me o de o maço es e e enciadas pelos abalhado es e em nu me o meno a s que
e e i amen e o am ealizadas. Es a si uaça o pode a oco e pelos abalhado es na o
conside a em mui as o maço es como sendo de ac o pe inen es.
Na ques ão 6 e na ques ão 7 e a ques ionado aos abalhado es se, numa escala
de 1 a 6, em que 1 e “nada impo an e” e 6 e “ex emamen e impo an e”, conside a am a
o maça o impo an e pa a o desen ol imen o p o issional e pa a o desempenho pessoal,
espe i amen e. Assim, quase me ade dos abalhado es econheceu que a o maça o e a
ex emamen e impo an e pa a o seu desen ol imen o p o issional (48,1%) e apenas
0,2% conside ou nada impo an e. Po sua ez, ela i amen e a impo a ncia da o maça o
pa a o desempenho pessoal 40,5% conside ou ex emamen e impo an e e apenas 0,5%
nada impo an e. Nas duas ques o es a maio ia das espos as ob idas incide nos ní eis 5 e
6.
Na ques ão 8 e a ques ionado aos abalhado es se, numa escala de “Nunca”,
“Ra amen e”, “A s ezes”, “Quase semp e” e “Semp e” iden i ica am melho ias pa a o
desempenho no abalho apo s a pa icipaça o em o maço es. Ce ca de 37,7% dos
abalhado es iden i icou “Quase semp e”, 14,6% “Semp e” melho ias. Ce ca de 36,8%
iden i icou melho ias “A s ezes” e 7,8% “Ra amen e”, endo apenas ce ca de 3,1%
espondido que “Nunca” iden i icou melho ias.
Nes e sen ido, na ques ão 9 e a pedido aos abalhado es que no caso de e em
espondido a i ma i amen e (“Ra amen e,” “A s ezes”, “Quase semp e” e “Semp e”)
o nece em exemplos especí icos de como a o maça o in luenciou posi i amen e a sua
a uaça o no abalho. Da ana lise das espos as ob idas, eme gi am 6 ca ego ias:
55
Conhecimen os Te cnicos (ha d skills), Conhecimen os de Higiene e Segu ança no
T abalho, Conhecimen os In e pessoais (so skills), Desen ol imen o Mul i ace ado,
Impo a ncia Ba sica, Ause ncia de Impo a ncia, con o me e possí el obse a no g a ico 2.
Na o esponde am a es a ques a o 23 abalhado es, e 11 abalhado es esponde am
“nunca” na ques a o 9. Fo am con abilizadas 388 espos as a es a ques a o.
Ap esen am-se de seguida, as ca ego ias que eme gi am, os seus elemen os
de inido es e exemp los das espos as dos abalhado es englobadas em cada uma das
ca ego ias.
Conhecimen os Técnicos (ha d skills): Quando os abalhado es o necem exemplos
ligados ao desen ol imen o de conhecimen os pa a o desempenho p o issional, ligados
com e icie ncia e e ica cia no abalho. Ex.: “Na o maça o de meca nica, abo damos emas
di e amen e elacionados com o dia-a-dia p o issional.” (Inqui ido nu me o 284).
Conhecimen os de Higiene e Segu ança no T abalho: Quando os abalhado es
o necem exemplos ligados ao desen ol imen o de conhecimen os pa a a adoça o de
compo amen os segu os no local de abalho e ela i os a conduç a o e manob as em
segu ança de di e en es equipamen os. Ex.: “Mudou a minha o ma de p ocede em ce as
a e as, mais p ecisamen e em aspe os de segu ança.” (Inqui ido nu me o 220).
Conhecimen os In e pessoais (so skills): Quando os abalhado es o necem
exemplos ligados ao desen ol imen o de conhecimen os in e pessoais, como ha bi os
sauda eis, lide ança, au onomia, ges a o de empo e esoluça o de p oblemas. Ex.: “A
o maça o da lide ança ez pensa e agi de manei a di e en e no dia a dia pa a melho .”
(Inqui ido nu me o 57).
Desen ol imen o Mul i ace ado: Quando os abalhado es o necem exemp los ligados
ao conhecimen o de di e sas dimenso es, como conhecimen os e cnicos e conhecimen os
de higiene e segu ança no abalho na mesma espos a ou conhecimen os e cnicos e
conhecimen os in e pessoais na mesma espos a, en e ou os. Ex.: “Desenho e cnico e
segu ança no abalho.” (Inqui ido nu me o 335).
Impo ância Básica: Quando os abalhado es na sua espos a e idenciam aspe os da
ques a o sem, no en an o, ac escen a em algo no o. Ex.: “En iquece o nosso conhecimen o
e ou os pon os de is a, e semp e uma mais- alia.” (Inqui ido nu me o 143).
56
Ausência de Impo ância: Quando os abalhado es que na o esponde am “nunca” na
ques a o 9, na sua espos a na o econhecem a impo a ncia da o maça o na sua a uaça o no
abalho. Ex.: “ Na o in luenciou posi i amen e, algumas o am uma pe da de empo,
po que em ez de es a a abalha es i e a ou i coisas que ja sabia e aplica a.” (Inqui ido
nu me o 47).
G a ico 2 - Exemplos de como a o maça o in luenciou posi i amen e a a uaça o no
abalho
Assim, podemos e i ica que ce ca de 28,6% e 26,8%, espe i amen e, e e i am
Conhecimen os Te cnicos (ha d skills) e Conhecimen os de Higiene e Segu ança no
T abalho como exemplos de como a o maça o in luenciou posi i amen e a a uaça o no
abalho. Seguiu-se Desen ol imen o Mul i ace ado e Conhecimen os In e pessoais (so
skills) com a mesma eque ncia, 14,7%, sendo que Impo a ncia ba sica (11,9%) e Ause ncia
de Impo a ncia (3,4%) o am as ca ego ias menos ep esen adas.
Na pe gun a 10 “ Como a alias a ele a ncia das o maço es o e ecidas p ela emp esa
em elaça o a s uas esponsabilidades no abalho?”, os abalhado es inham de seleciona
uma das seguin es espos as: “Mui o ele an e”, “Rele an e”, “Neu o”, “Pouco Rele an e”
e “Nada ele an e”. Podemos cons a a que de o ma ge al os abalhado es conside a am
ele an es as o maço es o e ecidas pela emp esa p a a as suas esponsabilidades no
abalho, is o que 58,8% e 16,1% conside a as o maço es “Rele an e” e “Mui o ele an e”,
57
espe i amen e, e apenas 9,5% e 1,2% conside a-as “Pouco Rele an e” ou “Nada
ele an e”, espe i amen e, e 14,5% espondeu que a alia neu almen e.
Na ques ão 11 e a ques ionado aos abalhado es se hou e alguma o maça o que
se des acou posi i amen e e, se sim , pa a e e i em qual. Apo s ana lise, su gi am 5
ca ego ias: Fo maço es Te cnicas, Fo maço es de Higiene e Segu an ça no T abalho,
Fo maço es de Desen ol imen o Pessoal, Fo maço es de Desen ol imen o Mul i ace ado e
Impo a ncia sem Des aque, con o me o g a ico 3. Fo am conside adas 352 espos as
endo em con a que na o esponde am a es a ques a o 20 abalhado es e 50 a i ma am
que nenhuma se des acou posi i amen e. De seguida, ap esen am-se as ca ego ias que
eme gi am, os seus elemen os de inido es e exemplos das espos as dos abalhado es
englobadas em cada uma das ca ego ias.
Fo mações Técnicas: Quando os abalhado es des acam de o ma posi i a o maço es
elacionadas com o desen ol imen o de conhecimen os e cnicos. Ex.: “A o maça o de
soldadu a pois se na o osse essa o maça o a minha e oluça o na emp esa inha sido
meno .” (Inqui ido nu me o 354).
Fo mações de Higiene e Segu ança no T abalho: Quando os abalhado es des acam
de o ma posi i a o maço es elacionadas com a higiene e segu ança no abalho. Como
o maço es de u ilizaça o de eq uipamen o ou de p imei os soco os. Ex.: “A Fo maça o de
Segu ança, ensinou-me a es a com um olha mais a en o sob e como abo da a e as e
execu a em segu ança.” (Inqui ido nu me o 193).
Fo mações de Desen ol imen o Pessoal: Quando os abalhado es des acam de o ma
posi i a o maço es elacionadas com o desen ol imen o pessoal. Como ambien e, sau de
men al e lide ança. Ex.: “A o maça o sob e a sensibilizaça o do ambien e, na o azia ideia
que o se humano es a a des ui o plane a a um i mo a assalado .” (Inqui ido nu me o
254).
Fo mações de Desen ol imen o Mul i ace ado: Quando os abalhado es des acam de
o ma posi i a o maço es de di e en es dimenso es. Como o maço es de desen ol imen o
do conhecimen o e cnico e o maço es de higiene e segu ança no abalho ou o maço es
de desen ol imen o pessoal e o maço es de desen ol imen o do conhecimen o e cnico,
en e ou os. Ex.: “Desenho Te cnico e P imei os Soco os, a p imei a e e impac o no meu
desempenho e a segunda deu-me e amen as que pode a o se u eis em qualque al u a.”
(Inqui ido nu me o 192).
58
Impo ância sem Des aque - Quando os abalhado es e e em que as o maço es se
des aca am posi i amen e, mas na o azem e e e ncia a nenhuma o maça o em especí ico.
Ex.: “Todas as o maço es sa o posi i as, mesmo na o sendo aplica eis no meu abalho, e
semp e impo an e pelo conhecimen o.” (Inqui ido nu me o 93).
G a ico 3 - Fo maço es que se des aca am posi i amen e
Nes e sen ido, podemos cons a a q ue 36,4% e 33,8%, des aca am Fo maço es
Te cnicas e Fo maço es de Higiene e Segu ança no T abalho, espe i amen e. Ce ca de
14,8% des aca am o maço es de Desen ol imen o Pessoal e, com meno de des aque,
su gem as Fo maço es de Desen ol imen o Mul i ace ado (7,7%) e Impo a ncia sem
Des aque (7,4%).
Na ques ão 12 e a in e ogado aos abalhado es quais as compe e ncias que
sen i am que melho a am com a pa icipaça o nas o maço es. A ana lise de espos as
culminou em 5 ca ego ias: Compe e ncias In e pessoais (so skills), Compe e ncias Ba sicas,
Compe e ncias Te cnicas (ha d skills), Compe e ncia s Mul i ace adas e Compe e ncias de
Higiene e Segu ança no T abalho, isí eis no g a ico 4. Na o esponde am a es a ques a o
39 abalhado es e 23 abalhado es esponde am q ue na o melho a am nenhuma
compe e ncia, sen do assi m, o am con abili zadas 360 espos as. De seguida, ap esen a-se
as ca ego ias q ue eme gi am, os seus ele men os de inido es e exemplos das espos as dos
abalhado es englobadas em cada uma das ca ego ias.
59
Compe ências In e pessoais (so skills): Quando os abalhado es e e em o
melho amen o de compe e ncias in e pessoais. Como au oconhecimen o, ges a o do
empo, comunicaça o, abalho em equip a, ana lise c í ica, esoluça o de p oblemas, oco,
lide ança, abalho em equipa e igo . Ex.: “Comunicaça o e abalho em equipa.” (Inqui ido
nu me o 160).
Compe ências Básicas: Quando os abalhado es e e em uma espos a ge al e q ue na o
e idencia nada de no o. Ex.: “As elacionadas com as o maço es em q ues a o.” (Inqui ido
nu me o 49).
Compe ências Técnicas (ha d skills): Quando os abalhado es e e em o
melho amen o de compe e ncias e cnicas. Ex.: “Compe e ncia na p oduça o de ma quinas.”
(Inqui ido nu me o 137).
Compe ências Mul i ace adas: Quando os abalhado es e e em di e en es ipos de
compe e ncias nas suas espos as. Como compe e ncias in e pessoais e compe e ncia de
higiene e segu ança no abalho ou compe e ncias e cnicas e compe e ncias in e pessoais,
en e ou as. E x. : “Compe e ncias p o issionais e pessoais ambe m.” (Inqui ido nu me o
95).
Compe ências de Higiene e Segu ança no T abalho: Quando os abalhado es e e em
que passa am a ado a compo amen os mais segu os ou ob i e am ap ida o pa a
manob a em segu ança de e minados equipamen os. Ex. : “Conscie ncia a ní el de
segu ança no abalho.” (Inqui ido nu me o 254).
60
G a ico 4 - Compe e ncias melho adas com a pa icipaça o em o maço es
Nes e seguimen o, as compe e ncias que os abalhado es mais menciona am que
melho a am com a pa icipaça o em o maço es o am as Compe e ncias In e pessoais (so
skills) (28,3%), as Compe e ncias Ba sicas (23,1%) e as Compe e ncias Te cnicas (ha d skilss)
(21,7%), ja as Compe e ncias Mul i ace adas (15%) e as Compe e ncias de Higiene e
Segu ança no abalho (11,9%) o am as que i e am meno pe cen agem.
No g upo de ques ões 13 e a pedido aos inqui idos pa a le em as a i maço es
ap esen adas e classi ica -las em “Ve dadei o”, “Falso” ou “Pa cialmen e Ve dadei o”.
Assim, ela i amen e a a i maça o: “No malmen e, an es das o maço es, enho uma ideia
cla a de como es a i a con ibui pa a o meu desen ol imen o p o issional.”, a maio pa e
dos inqui idos espondeu “Pa cialmen e Ve dadei o” (53,1%) e 37,2% espondeu
“Ve dadei o”, endo po isso, apenas 9,7% espondido “Falso”. Ja na a i maça o, “Os meios
de di ulgaça o das aço e s de o maça o sa o os mais adequados.”, 69,2% conside am que e
“Ve dadei o”, 26,5% “Pa cialmen e e dadei o” e apenas 4,3% conside am a a i maça o
“Falso”. Po sua ez, na a i maça o “As uas necessidades de o maça o sa o idas em
conside aça o pela emp esa.”, 47,6% espondeu “Pa cialmen e Ve dadei o” e 17,1%
espondeu Falso, enquan o 35,3% espondeu Ve dadei o. Ja no que conce ne a p emissa
“Conside o que ha apoio po pa e das che ias na aplicaça o dos conhecimen os
desen ol idos em o maça o.”, 52,8% espondeu “Ve dadei o”, 37,2% “Pa cialmen e
Ve dadei o” e 10% espondeu “Falso”. Na a i maça o: “De modo ge al, os esul ados
61
espe ados com a pa icipaça o em de e minada o maça o, es a o cla i icados aquando do
seu iní cio”, a maio pa e dos inqui idos, 61,8% conside am que e “Ve dadei o”,
34,8% “Pa cialmen e e dadei o” e 3,3% conside am a a i maça o “Falso”. Po im,
na a i maça o: “Consid e as que a aliaça o de sa is aça o que ealiza no inal das aço es de
o maça o sa o i das em conside aça o pela emp esa?”, esponde am “Ve dadei o”,
55,9%, 35,3% esponde am “Pa cialmen e e dadei o ” e 8,8% conside a am a
a i maça o “Falso”.
Na ques ão 14 e a in e ogado aos abalhado es se de iam exis i o maço es
ob iga o ias. Mais de me ade dos abalhado es a i ma am que “Sim” (70,9%) e 29,1%
espondeu que “Na o”. Nes e seguimen o, na q ues a o 15 e a pedido que, no caso de os
abalhado es espondesse “Sim” na ques a o 14, e e issem quais as o maço es que
de e iam se ob iga o ias. A ana lise das espos as ez com q ue eme gissem 5 ca ego ias:
Fo maço es Te cnicas, Fo maço es de Higiene e Segu ança no T abalho, Fo maço es de
Desen ol imen o Mul i ace ado, Impo a ncia sem Des aque e Fo maço es de
Desen ol imen o Pessoal, con o me o g a ico 5. De salien a que, apesa de 123
abalhado es esponde em que na o de e ia ha e o maço es ob iga o ias, 4 deles
esponde am a ques a o indicando exemplos de o maço es que de e iam se ob iga o ias,
sendo po isso ambe m con abilizadas pa a es a ques a o. Es a ambiguidade pode a se
en endida como os esponden es na o e em en endido o que se p e endia e, assim,
o na em-se con adi o ios ou en ende em como mui o impo an es as o maço es que
indicam, achando que odos luc a iam com a sua eque ncia. Na o esponde am a es a
ques a o 24 abalhado es e 119 abalhado es esponde am “na o” na ques a o 16 pelo que
na o o am conside ados. Ao odo, o am conside adas 279 espos as.
Fo mações Técnicas: Quando os abalhado es mencionam o maço es elacionadas com
o desen ol imen o de conhecimen os e cnicos. E x. : “S oldadu a, desenho e cnico e sob e
ins umen os de lei u a, pois na minha opinia o sa o o maço es que ajudam mui o na
e oluça o do colabo ado .” (Inqui ido nu me o 354).
Fo mações de Higiene e Segu ança no T abalho: Quando os abalhado es mencionam
o maço es de higiene e segu ança no abalho. Ex.: “P imei os Soco os po que podemos
sal a idas.” (Inqui ido nu me o 273).
62
Fo mações de Desen ol imen o Mul i ace ado: Quando os abalhado es mencionam
o maço es de a ios ipos. Como o maço es de higiene e segu ança no abalho e
o maço es e cnicas ou o maço es de desen ol imen o pessoal e o maço es e cnicas en e
ou os. Ex. : “ Fo maço es ne cessa ias pa a ealiza ce as a e as co mo p o exemplo
pneuma ica, ele o nica. Mas ambe m o maço es sob e o bem-es a í sico e men al do
abalhado .” (Inqui ido nu me o 254).
Impo ância sem Des aque: Quando os abalhado es e e em que de e ia ha e
o maço es ob iga o ias, a maio pa e das ezes indicando q ue odas, mas na o azem
e e e ncia a nenhuma o maça o em especí ico. E x. : “Todas as o maço es de em se
ob iga o ias (pa a odos), ningue m nasce ensinado e assim en a esol e p incipalmen e
si uaço es di í ceis de muda po es a imp egnado no sis ema so cio cul u al.” (Inqui ido
nu me o 241).
Fo mações de Desen ol imen o Pessoal: Quando os abalhado es mencionam
o maço es elacionadas com o desen ol imen o pessoal. Ex.: “T abalho em equipa.
P omo e o espí i o c í ico sob e as a i udes de cada um, ab indo caminho pa a uma
adequada ges a o de con li os e pa a a mo i aça o pa a abalha em equipa.” (Inqui ido
nu me o 42).
G a ico 5 - Fo maço es conside adas ob iga o ias
Pode-se en a o cons a a que 43,4% dos abalhado es conside a que as Fo maço es
Te cnicas de e iam se ob iga o ias, seguidas das Fo maço es de Higiene e Segu ança no
63
T abalho (22,6%) e Fo maço es de Desen ol imen o Mul i ace ado (19,4%). Ce ca de
7,9% das espos as enquad a-se na Impo a ncia sem Des aque e apenas 6,8% conside a
que as Fo maço es de Desen ol imen o Pessoal de e iam se ob iga o ias.
Na ques ão 16 e a ques ionado aos abalhado es se conside a am que de e ia
ha e o maço es opcionais. Ce ca dos 60,4% dos inqui idos a i ma am que “Sim” e 39,6%
a i ma am que “Na o”. Na ques ão 17, no caso de os abalhado es e em espondido “sim”
na ques a o 18, e a ques ionado quais as o maço es que de e iam se opcionais. A ana lise
le ou ao su gimen o das mesmas 5 ca ego ias da ques a o 17: Fo maço es de
Desen ol imen o Pessoal, Impo a ncia sem Des aque, Fo maço es Te cnicas, Fo maço es de
Desen ol imen o M ul i ace ado e Fo maço es de Higiene e Segu ança no T abalho, de
aco do com o g a ico 6. A pa disso, e a semelhança da ques a o 17 hou e 2 abalhado es
que embo a enham espondido que na o de e ia ha e o maço es opcionais de am
exemplos de o maço es, pelo que, as suas espos as o am ambe m con abilizadas. Na o
esponde am a es a ques a o 67 abalhado es e 165 abalhado es esponde am “na o” na
ques a o an e io , des e modo, na o o am idos em conside aça o na ana lise. Fo am
con abilizadas 190 espos as.
Fo mações de Desen ol imen o Pessoal: Quando os abalhado es mencionam
o maço es elacionadas com o desen ol imen o pessoal. Ex.: “As o maço es que na o
en ol em di e amen e as compe e ncias ligadas a unça o.” (Inqui ido nu me o 54).
Impo ância sem Des aque: Quando os abalhado es e e em que de e ia ha e
o maço es opcionais, mas na o azem e e e ncia a nenhuma o maça o em especí ico, p o
ezes limi ando-se a dize que odas de e iam se opcionais. Ex.: “Todas aquelas que, na
es e a pessoal de cada um, possam se conside adas, de uma o ma ou de ou a, como
pe inen es pa a o desen ol imen o an o pessoal como p o issional.” (Inqui ido nu me o
327).
Fo mações Técnicas: Quando os abalhado es mencionam o maço es elacionadas com
o desen ol imen o de conhecimen os e cnicos. Ex.: “Fo maço es ela i as a
soldadu a/acabamen o, ap ende a u iliza 100% do po encial/ unço es dos apa elhos.”
(Inqui ido nu me o 371).
Fo mações de Desen ol imen o Mul i ace ado: Quando os abalhado es mencionam
o maço es de a ios ipos. Como o maço es de higiene e segu ança no abalho e
o maço es e cnicas ou o maço es de desen ol imen o pessoal e o maço es e cnicas, en e
70
Qualidade das o maço es
No que diz espei o a ques a o “De o ma ge al, como a ali a a qualidade das o maço es
o e ecidas pela emp esa? Hou e algum aspe o que des aca ia como pa icula men e
posi i o ou que pode ia se melho ado?”. De o ma ge al, o balanço ei o oi na o oi mui o
nega i o, con udo, ol am a ealça a ca e ncia a ní el de o maço es e cnicas “acho q ue al a
complemen a a o maça o o a da caixa com a pa e mais e cnica .” (En e is ado S).
Apesa de se des acado a ab ange ncia das o maço es, c i icou-se o ac o de na o
ap o unda em mui o os emas. Os en e is ados ac edi am que o maço es di ecionadas
ao abalho, adap adas a cada se o , azem um ganho mui o maio , ale m de que “De ia se
um p ocesso mais c i e ioso e no s de í amos da as o maço es indicadas a s pessoas
indicadas.” (E n e is ado G). A i ma am, inclusi e, “(…) mui as ho as de o maça o pa a o
qual na o em qualque ap o ei amen o pa a o abalho do dia-a-dia, ha uns anos i emos
um abalho mui o bem ei o na o maça o dos abalhado es que e e esul ados no o ios,
na o pe cebo po que na o se ol a a in es i , sob e udo numa a ea que na o ha ma o de ob a
quali icada.” (En e is ado L). Ha mui os anos na o í nhamos qualque o maça o, ago a a
emp esa passou a e inicia i as excelen es. As o maço es na o sa o di ecionadas pa a a
emp esa, mas sim pa a no s, eu gos o, mas acho que al a a pa e e cnica. Temos condiço es
que nos pe mi em es a concen ados e o mado es expe ien es, o maço es in e essan es,
mas acho que al am o maço es pa a o dia-a-dia de abalho.
Valo izaça o da o maça o po pa e da emp esa e espe i as che ias
No que conce ne a ques a o “A emp esa e as suas espe i as che ias enco ajam a
pa icipaça o e alo izaça o da o maça o? ”, n o ge al, os en e is ados conside am que sim,
en am concilia as coisas pa a da na mesma espos a a pa e p odu i a, a i mando que
as o maço es sa o bem di ulgadas e as pessoas incen i adas a pa icipa , e e indo
inclusi e que a maio pa e das o maço es sa o de ca a e ob iga o io. Con udo, hou e
quem e e isse que na o, p incipalmen e as che ias, dando o exemplo da u l ima o maça o
que hou e em que e e de ob iga pessoas a pa icipa , po que segundo o p o p io, as
pessoas gos am de ap ende coisas no as e se sen i em que na o a o ap ende , na o em
in e esse. Ou o en e is ado e e iu que algumas incen i am po que po ezes a ca ga de
abalho e a o g ande que dispensa ho as ai a e a que consigam a ingi os
comp omissos es abelecidos, con udo, o pan o ama se ia di e en e se as pessoas ossem
mais p odu i as com as o maço es po que, aí sim, se ia empo ganho.
71
A eas em que de e ia exis i maio in es imen o em o maça o
Na ques a o “Exis em a eas especí icas em que conside a que de e ia exis i um maio
in es imen o em e mos de o maça o? Se sim, qual, quais?”, os en e is ados conside am
que oda a gen e de e e o maça o di ecionada pa a o abalho que az; ealça am que na
indu s ia em ge al ha uma g ande necessidade de unço es especí icas como a soldadu a,
a quinagem e o desenho e cnico. A pa dis o, des aca am a impo a ncia da o maça o de
lí nguas e, pa a os lí de es, o maço es de como ge i equipas, ge i pessoas e ge i con li os.
Valo izaça o da o maça o po pa e dos abalhado es
Ja na ques a o: “Conside a ou na o que os abalhado es alo izam a o maça o?”, a maio
pa e dos en e is ados conside am que sim , ainda que hou esse quem a i masse que
nes e momen o a sua eq uipa na o alo iza, is o que na o ha uma base so lida, ou en a o
quem a i masse que conside am que os abalhado es alo izam algumas o maço es mas
que ou as sa o apenas um escape pa a na o abalha , ou a e quem enha di o que nem
semp e e alo izada uma ez que conside a que as o maço es so os ajudam a ní el pessoal.
Papel no a mbi o da o maça o
Rela i amen e a ques a o “Qual o papel que conside a e no a mbi o da o maça o?”, hou e
quem izesse a dis inça o de p ape is, uma ez que lide a a equipas e o seu papel na o se
esume a aplica o que se ap ende em o maça o, “Temos pape is di e en es, uma che ia
pa a ale m de adqui i in o maça o e i e ncias em semp e que p ensa na sua
equipa.”(En e is ado S), “Tenho que auscul a as necessidades da minha equipa,
pe cebe quais as lacunas, incen i a pa a as o maço es que sa o p opos as.”(En e is ado
T). Um en e is ado sublinhou a impo a ncia de ansmi i aos colegas aquilo que e
ap endido em o maça o: “De o i a s o maço es, aplica o q ue ap endi e ansmi i a s
pessoas que na o o am; ambe m ap endemos a a e s do que os ou os nos ansmi em.”
(En e is ado A).
As aço es de o maça o a o ao encon o da necessidade dos abalhado es
A ques a o “De o ma ge al, conside a ou na o que as o maço es que equen a e as que os
seus abalhado es equen am a o ao encon o das suas necessidades? Po que ?”, a maio
pa e dos en e is ados e e iu que algu mas a o ao encon o das necessidades, endo em
con a aquilo que e o abalho do dia-a-dia, des acando a ca e ncia de o maço es e cnicas.
Um en e is ado disse que odas sa o ei as a pensa nas necessidades, mas al am
72
algumas, o p o p io eco dou que an i gamen e na o ha ia um mon ado que na o passa a
pela o maça o de pneuma ica, con udo econheceu que a emp esa e e uma e oluça o e
o ganizaça o di e en e e num passado mais ecen e a p io idade o maço es de segu ança
e Kaizen, ou os en e is ados e e em que as o maço es na o a o ao encon o das
necessidades mas q ue ac edi am que chega a o la , lemb ando que a uns anos a a s poucas
e am as o maço es e ja se em ei o algum caminho embo a ainda haja mui o a pe co e .
Desa ios ao pa icipa em o maço es
Na ques a o “H ou e desa ios especí icos ao pa icipa em o maço es? Se sim, quais o am
eles? Como a emp esa pode ia melho a a expe ie ncia de o maça o?”, os en e is ados
e e i am o desa io de mo i a as equipas e mos a as mais alias das o maço es, a
on ade de ap ende is o que na opinia o do en e is ado exis em odas as condiço es pa a
e boas o maço es, e ge i o empo de o maça o com o abalho, des acando que e se as
o maço es o em so di ecionadas pa a as pessoas que p ecisam delas na o ha e a esse
p oblema p o que na o a o pe de empo. Um en e is ado e e iu que e um desa io a sua
equipa que e pa icipa nas o maço es po que, na sua opinia o e da sua equipa, as
o maço es de em se melho a ap o ei adas, salien ando que começa am as o maço es
ha ela i amen e pouco empo e ago a e m de se melho adas, nomeadamen e se em mais
especí icas. Rela i amen e a segunda pa e da ques a o, is o e , como e que a emp esa
pode ia melho a a expe ie ncia de o maça o, os en e is ados e e i am: mais
ap o undamen o dos assun os, as o maço es da a ea e em mais ho as, ha e o maço es
mais p a icas e mais e cnicas e a ende mais a s necessidades mencionadas anualmen e
pelas che ias.
Comen a a ase
Apo s p ocede em a lei u a da segu in e ase: “Pa a ale m des e aspe o elacionado com a
capacidade de a o maça o po encia os indi í duos do pon o de is a pessoal, p o issional
e cul u al (…) ela de e ambe m consegui o “milag e” de ans o ma as emp esas em
“o ganizaço es que ap endem” ou em “o ganizaço es in eligen es”, em que a qualidade
eme ge como um dos seus impe a i os essenciais” (Es e a o, 2001).
Os en e is ados conco dam que a o maça o de e ajuda as pessoas. “A emp esa
sa o as p essoas (…) a emp esa acaba po o na -se uma conscie ncia global de oda a gen e
(…) se as p essoas a o e olui a emp esa ambe m ai e olui .” (En e is ado T), “Te uma
o ganizaça o onde ap endem e uma mais- alia pa a os colabo ado es e uma o ma de os
73
man e mais empo po que na o es a o es agnadas.” (En e is ado P) Um en e is ado
e e iu inclusi e, que “Na o e milag e, e ob igaça o das o ganizaço es o na as suas pessoas
mais e icien es e melho es pessoas.” (En e is ado F). A i ma am que econhecem que a
emp esa da p imazia a s o maço es e pensa no u u o e ida dos unciona ios e que em de
ha e cabeças pensan es, capazes de i o mando as camadas mais j o ens. Ademais,
conside am que a o maça o o alece a comp e i i idade da p o p ia emp esa, e q ue e
necessa io encon a soluço es e na o p oblemas e as soluço es p assam ambe m po
o maço es, econhecendo que “Nenhuma emp esa e pe ei a, pode semp e melho a em
algum aspe o.”. (En e is ado R).
4.3. Discussão dos esul ados em a iculação com os e e enciais eó icos
mobilizados e com os esul ados de ou os abalhos de
in es igação/in e enção sob e o ema
Fazendo um c uzamen o com a in o maça o ob ida na e cnica do inque i o po
ques iona io com a in o maça o ob ida na e cnica da en e is a, e possí el i a algumas
concluso es. E m ambas as e cnicas u ilizadas, as compe e ncias que os abalhado es mais
salien a am e em melho ado o am as compe e ncias in e pessoais. Tan o nas en e is as
como nos ques iona ios ha um des aque posi i o pa a as ap endizagens que sa o
desen ol idas no quo idiano que em uma impo a ncia signi ica i a pa a o
desen ol imen o dos abalhado es. Ale m disso, ha um cla o en oque pa a a impo a ncia
de as o maço es e cnicas se em ob iga o ias e, de o ma ge al, an o os inqui idos como
os en e is ados sen em apoio po pa e das che ias pa a a eque ncia em o maço es.
Rela i amen e a ele a ncia das o maço es o e ecidas pela emp esa nas esponsabilidades,
as espos as a pe gun a echada des a ques a o pa ece con adi o ia ela i amen e a ou as
espos as do ques iona io e ela i amen e aos dados ecolhidos na en e is a, uma ez
que 58,8% dos inq ui idos conside am as o maço es ele an es ace a s suas
esponsabilidades no abalho e 16,1% conside am-mas mui o ele an es. Assim, con e m
essal a uma das agilidades da e cnica do in que i o po ques iona io ja mencionadas
nes e ela o io, onde mui as ezes, p incipalmen e em espos as echadas, os inqui idos
endem a esponde aquilo que e conside ado socialmen e mais co e o.
Segundo Be na des (2019), os abalhado es com menos quali icaço es sa o menos
susce í eis de in eg a o maça o, o que p o oca um ag a amen o das desigualdades. O a,
apo s ana lise do plano de o maça o e a e das p o p ias espos as do inque i o po
74
ques iona io e das en e is as, cons a a-se q ue a o maça o na o oco e apenas pa a os
g upos mais especializados e quali icados da emp esa, mas sim pa a odas as equipas e
abalhado es que in eg am a o ganizaça o desde os ca gos de opo a e a base,
p omo endo a igualdade de acesso a o maça o. Nes a lo gica, e i ica-se que, p a a ale m das
o maço es com ob igaça o legal que ab angem odos os abalhado es, es a emp esa
ambe m em no seu plano anual de o maça o, uma p eocupaça o com dimenso es de ca a e
pessoal e social.
Ve i ica-se a p eocupaça o da exis e ncia de ou os moldes de ensino-ap endizagem
e o maça o sem se a me a ansmissa o de conhecimen os, como a ap endizagem
in o mal, ealizada no p o p io con ex o de abalho e en e os abalhado es. Alia s, como
e e e Be na des (2019), cada ez mais o desempenho e p odu i idade de uma equipa
es a elacionado coma in e aça o en e os seus memb os. Algumas das espos as que
comp a am a exis e ncia e alo izaça o des a i n e aça o sa o “A p o p ia con i e ncia no dia
a dia e a boa elaça o com a minha equipa de abalho e impo an e.” (Inqui ido nu me o
251), “No cha o de a b ica es amos semp e a ap ende uns com os ou os.” (Inqui ido
nu me o 131); “E essencial a pa ilha de c onhecimen os das pessoas mais expe ien es
sob e alguns conhecimen os no abalho.” (Inqui ido nu me o 191). Um coo denado
des acou a o maça o como um meio pa a um melho elacionamen o in e pessoal, “A
pa e do elacionamen o oi onde sen i mais incid e ncia. Penso que a equipa es a mais
uni o me, comunica mais e melho .” (En e is ado S).
Como e e e Alda Be na des (2019), o pe il e a i ude dos o mado es e mui o
impo an e, pois i a di a a qualidade das dina micas da o maça o. Apo s a ana lise das
espos as do inque i o po ques iona io e das en e is as, e possí el cons a a que os
abalhado es es a o sa is ei os com os o mado es que ja minis a am as o maço es que
equen a am.
Duba (1997) az e e e ncia a um es udo em g andes emp esas em p ocesso de
mode nizaça o, em que alguns abalhado es na o se iden i icam com as inicia i as de
o maça o o e ecidas p ela emp esa, mos ando esis e ncia ou desin e esse, a gumen ando
que esse ipo de o maça o “na o e pa a eles” (p. 47). Assim, de en e os a o es
elacionados com essa esis e ncia es a o ac o de conside a em que, com base nas unço es
que ealizam, a o maça o p opos a na o e ele an e pa a o seu abalho e ambe m o ac o
75
de a ap endizagem in o mal no p o p io pos o de abalho pode se mais alo izada do
que a o maça o es u u ada, podendo indica a p e e e ncia po uma ap endizagem mais
p a ica e expe iencial. Algumas a i maço es que comp o am es as e ide ncias sa o: “Mais
o maço es com a i idades p a icas.” (Inqui ido nu me o 70), “Acho que de e ia ha e
o maço es mais e cnicas e que ajudassem a se mais compe en es no pos o de abalho.”
(Inqui ido nu me o 225).
A iden idade desses abalhado es, desc i a como “ o a do abalho” (p .47),
signi ica que eles n a o eem o desen ol imen o p o issional como algo que aça pa e da
sua iden idade ou do seu papel na emp esa, a na o se que o seu desen ol imen o conduza
a um aumen o sala ial ou que sej a ealmen e bene ico pa a as suas a i idades quo idianas,
p io izando esul ados conc e os e imedia os nas suas o inas de abalho. Po exemplo,
aquando ques ionado sob e as o maço es que de e iam se ob iga o ias, um inqui ido
mencionou uma o maça o, na o necessa iamen e po que a conside asse que n a o osse
bene ica, mas po que essa o maça o conduzi ia a mais esponsabilidades, q ue po sua ez,
na o se iam emune adas “P imei a in e ença o, po que se em mais esponsab ilidades
e na o se e emune ado po isso.” (Inqui ido nu me o 389).
A o maça o con í nua n a o de e es a limi ada apenas ao desen ol imen o de
compe e ncias e cnicas ou elacionadas exclusi amen e com o abalho. A o maça o de e
ambe m se i pa a e o ça o p apel da ida p o issional no con ex o mais amplo da ida
dos indi í duos. Is o signi ica que, ale m das compe e ncias p o issionais, e impo an e
conside a o desen ol imen o p essoal, cí ico e social dos abalhado es, in eg ando essas
dimenso es no p ocesso o ma i o. Apo s a ecolha dos dados de in es igaça o e i icou-se
que a emp esa Y con empla di e sas o maço es q ue enham em conside aça o essas
p eocupaço es. Ale m de, ao longo do an o, dinamiza a ias a i idades no a mbi o da
esponsabilidade social em que os abalhado es econhecem a sua impo a ncia pa a o
desen ol imen o de uma conscie ncia cí ica e de compe e ncias elacionadas com a
pa icipaça o a i a na sociedade, p omo e abalhado es mais esponsa eis e en ol idos
socialmen e. A pa e dis o, cons a a-se que mui os abalhado es quando ques i onados
sob e a o maça o de desen ol imen o pessoal, conside am equen emen e que es es
ipos de o maço es de e iam, po exemplo, se de ca a e opcional, po conside a que a
emp esa na o em esponsabilidade em a ua nes e campo, “Fo maço es que sejam pa a
bene í cios pessoais. Po se em de bene í cios pessoais e na o p o issionais de em se
76
opcionais” (IInqui ido nu me o 165), “as o maço es n a o sa o di ecionadas pa a a
emp esa, mas sim pa a no s.” (En e is ado L). O que ambe m se comp o a du an e uma
en e is a, quando o en e is ado con essou a ca e ncia de uma de e minada so skill,
conside ou que essa lacuna e a pessoal e en a o na o conside a que a emp esa em esse
de e . E, mesmo quando ques ionei se ealmen e e a assim a o pessoal, ja que a e a a o
seu abalho, espondeu que e a e dade, mas que com ou as pessoas pe an e a mesma
si uaça o, na o acon ece. Ou seja, quando es amos p e an e uma necessidade de uma
compe e ncia pessoal, le a a culpabilizaça o indi idual, ja quando es amos pe an e uma
necessidade e cnica, aí ja e esponsabilidade da en idade a que p es amos se iço.
4.4. Suges ões/melho ias
Um dos obje i os des a in es igaça o ambe m passa a po , median e a ana lise de dados,
p opo soluço es e/ou melho ias pa a a implemen aça o do ciclo de o maça o. Des e modo,
pe an e as in o maço es ecolhidas e analisadas, esul am as seguin es:
1) A c í ica mais e iden e po p a e dos abalhado es es a na insu icie ncia das
o maço es e cnicas. Recomenda-se, assim, uma maio a ença o no p ocesso de
le an amen o das necessidades o ma i as de que cada depa amen o ca ece pa a
que seja possí el uma o e a o ma i a mais pe sonalizada e di ecion ada em
consona ncia com um dia logo p o ximo en e che ias, abalhado es e equipa de RH.
Ale m disso, p opo e-se q ue na ana lise de necessidades sejam conside adas na o
apenas as lacunas dos abalhado es, mas ambe m as compe e ncias e sabe es que
os abalhado es de e m e que sa o mobilizados pa a a esoluça o de p oblemas, pa a
assim e uma melho pe ceça o das compe e ncias necessa ias pa a as unço es.
Ademais, p opo e-se que abalhado es especialis as em de e minada a ea den o
da emp esa assumam a esponsabilidade de da o maça o e cnica. Assim, ale m de
ap o ei a o conhecimen o exis en e, p omo e uma cul u a de pa ilha, o e ece
o maça o p a ica e adap ada a ealidade da o ganizaça o e ajuda a eduzi cus os.
No en an o, e undamen al que essa es a e gia seja bem planeada, com o mado es
adequados e apoio su icien e, pa a ga an i que a o maça o seja de qualidade e
e icaz pa a odos os en ol idos.
2) A in es igaça o ealizada pe mi iu cons a a a pouca alo iza ça o das o maço es de
desen ol imen o pessoal. Pen so que es a pouca alo izaça o se de e ao ac o de a
77
maio ia das o maço es incidi em nes a a ea, azendo com que o abalhado na o
lhes de an o alo . Ao con a io, as o maço es de ca iz e cnico, sa o menos
equen es e na opinia o da maio ia, insu icien es. Adicionalmen e, pa ece-me
p o a el que os abalhado es enca em es as o maço es como bene icas apenas
pa a a sua ida pessoal, na o equacionando a sua ele a ncia pa a a sua ida
p o issional. E undamen al muda a pe ceça o que os abalhado es
desen ol e am ace ca do impac o que a o maça o de desen ol imen o pessoal em
na p odu i idade, na colabo aça o e na esoluça o de p oblemas, sendo ele an e
pa a o sucesso e cnico e o ganizacional. Assim, p opo e-se uma maio sin e gia
en e quem ge e as o maço es e, sob e udo, en e os o mado es que minis am
es e ipo de o maço es pa a que elas sejam di ulgadas e ap esen adas de o ma
que demons em cla amen e como impac am o desempenho in di idual e da
equipa. Podendo, inclusi e, no inal des as o maço es, po exemplo, o o mado
lança desa ios conc e os pa a os o mandos aplica em o que oi ap endido pa a o
ambien e de abalho. No u u o, se ia ambe m in e essan e incen i a
abalhado es que enham conside ado a o maça o ele an e a pa ilha
publicamen e o seu es emunho de o ma a incen i a ou os a pa icipa e
alo iza es e ipo de o maça o.
3) Tendo em conside aça o a alo izaça o a ibuí da a oca de conhecimen os en e os
colegas de abalho, p opo e-se alo iza e o maliza es a in e aça o na u al,
c iando, po exemp lo, g upos de abalho que, num nu me o p e iamen e
de e minado de ezes po ano, possam jun a -se e oca expe ie ncias e
conhecimen o e cnicos especí icos.
4) A di iculdade ela ada pelos abalhado es em medi se hou e uma melho ia
e e i a de ido a o maça o, pode se esol ido a a e s de melho es e amen a s de
a aliaça o. Assim, suge e-se a u ilizaça o de um inque i o pa a a alia o impac o da
o maça o em de e minadas o maço es. Em ap e ndice, suge e-se um modelo q ue
pode se u ilizado, q ue oi elabo ado com base na li e a u a sob e o ema, e
adap ado do modelo de Ki kPa ick. (Ape ndice nº 5) A alia o imp ac o da
o maça o.
O ques ion a io começa com um conjun o de ques o es com o obje i o de
con ex ualiza as espos as em elaça o ao pe il dos o mandos, colocando em
78
pa alelo os ní eis de a alia ça o de Ki kPa ick, ja mencionados nes e ela o io. No
g upo 2, in eg am-se pe gun as com o Ní el 1, A aliaça o da Reaça o, no qual
p e ende a alia a sa is aça o dos o mandos com a o maça o em e mos de
con eu do, o mado es, logí s ica e ma e iais u ilizados. Po sua ez, a pa i da
ques a o 5, in eg am-se ques o es elacionadas com o Ní el 2, A aliaça o da
Ap endizagem, no qual o obj e i o e pe cebe se os o mandos desen ol e am
no os conhecimen os, habilidades ou a i udes que podem se ap licados no
abalho. Ja a pa i do g upo de q ues o es 8, Ní el 3, A aliaça o do Compo amen o,
o in ui o e pe cebe se os o mandos aplicam os no os conhecimen os ou p a icas
no dia-a-dia. Po u l imo, a pa i da ques a o 10, o Ní el 4, A aliaça o dos esul ados,
no qual o in ui o e medi o impac o inal da o maça o nos esul ados da emp esa.
Nes e pon o e impo an e usa indicado es o ganizacionais a p a com a opinia o
dos o man dos, como po exemp lo, e i ica se hou e eduça o de e os e aciden es.
Po im, a u l ima ques a o em como obje i o ob e eedback ace ca do p ocesso de
o maça o e op o unidades de melho ia em sesso es de o maça o u u as.
Po sua ez, no Ape ndice 6 encon a-se um modelo de a aliaça o do impac o
da o maça o pa a se espondido pelas che ias. A pe gun a em como obje i o
pe cebe a pe ceça o das che ias di e as dos abalhado es que equen a am
de e minada aça o de o maça o ela i amen e a s mudanças obse adas no
desempenho do abalhado , o seu compo amen o no local de abalho e a
a aliaça o ge al da o m aça o.
5) E undamen al econhece que os abalhado es sa o os p incipais bene icia ios das
aço es o ma i as. A sua pe ceça o e expe ie ncia di e a com as a e as dia ias
p opo cionam uma isa o essencial sob e as suas necessidades e desa ios que
en en am. Todas as suges o es ja ap esen adas esul am da con ibuiça o indi e a
dos abalhado es, is o que sa o ambe m o esul ado da ana lise das e cnicas que
a i amen e pa icipa am. Con udo, c eio que ambe m az sen ido ap esen a ,
di e amen e, suges o es ele an es apon adas pelos p o p ios abalhado es, is o
que sa o uma das peças cen ais no p ocesso de melho ia con í nua do ciclo de
o maça o da emp esa e que podem con ibui signi ica i amen e pa a um melho
p ocesso o ma i o e, consequen emen e, pa a o desen ol imen o o ganizacional.
Assim, uma das suges o es a que se p e ende da des aque e a possibilidade dos
79
abalhado es de se o es di e amen e elacionados, e em a opo unidade de e
conhecimen o pe sonalizado dos p ocessos an e io es e pos e io es a unça o que
desempenham, de modo que exis a um melho amen o dos p ocessos de abalho e
da sua qualidade e que os abalhado es pe ceba m a impo a ncia e conseque ncias
que o seu b om abalho pode, ou na o desempenha . Is o pode ia se conc e izado,
na c iaça o de um dia dedicado ao abalho, em que os abalhado es acompanham
de pe o o desempe nho ealizado po colegas de ou os se o es. Ou a suges a o
que oi ap esen ada oi uma o maça o elacionada com os p odu os e
uncionamen os das ma quinas p oduzidas pela emp esa, uma ez que a maio
pa e dos abalhado es nunca iu uma ma quina a abalha . Assim, as pessoas
sen i -se-iam mo i adas e alo izadas em elaça o a sua unça o e no papel que e m
pa a o bom uncionamen o dos p odu os.
86
San os, J., & Hen iques, S. (2021). Inque i o po ques iona io: con ibu os de conceça o e
u ilizaça o em con ex os educa i os. Uni e sidade Abe a.
Vala, J. (1986). A ana lise de Con eu do. In A. Sil a, & J. Pin o (O gs). Me odologia das Ciências
Sociais (pp. 101-126). Ediço es A on amen o.
Yin, R. K. (2010). Es udo de Caso: Planejamen o e Mé odos (5º Ed.). Bookman-A med.
87
Apêndices
Apêndice 1- Guião- Inqué i o po ques ioná io
In o maço es Pessoais
1. Idade: ______
2. Ge ne o: Femin ino
Masculino
P e i o na o dize
3. Nu me o de anos de abalho nes a emp esa: ________
4. Depa amen o ( odeie o seu depa amen o):
Mon agem de Ma quinas
Se alha ia e Pin u a
Co e Lase e Quinagem
Embalagem e Expediça o
Maquinagem
A maze m
Recu sos Humanos
Manu ença o
Adminis a i o - Financei o
Se iço Po s-Venda
Qualidade
Come cial
Comp as
Ma ke ing
Planeamen o
Engenha ia
Sis emas de In o maça o
5. Nu me o de o maço es que pa icipas e na emp esa no u l imo ano:
Uma aça o de o maça o.
En e duas a cinco o maço es.
Mais de cinco o maço es.
88
Nas ques o es seguin es, numa escala de 1 a 6, onde 1 é Nada impo an e e 6 é
Ex emamen e impo an e, odeia a opça o que conside as adequada.
6. Qual e a ua opinia o sob e a impo a ncia da o maça o pa a o eu desen ol imen o
p o issional (ou seja, pa a o desen ol imen o de compe e ncias ligadas a execuça o
das a e as da sua unça o)?
1 2 3 4 5 6
7. Qual e a ua opinia o sob e a imp o a ncia da o maça o pa a o eu desen ol imen o
pessoal (is o e , pa a uma melho qualidade de ida, pa a a conc e izaça o de
obje i os pessoais)?
1 2 3 4 5 6
8. Iden i icas e melho ias nas uas habilidades pa a o desempenho no abalho ap o s
pa icipa em aço es de o maço es? Rodeia a opça o que mais se adequa.
a) Nunca b) Ra amen e c) A s ezes d) Quase semp e e) Semp e
9. No caso de e es espondido a i ma i amen e, podes o nece um ou mais
exemplos especí icos de como a o maça o in luenciou posi i amen e a ua a uaça o
no abalho?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
10. Como a alias a ele a ncia das o maço es o e ecidas p ela emp esa em elaça o a s
uas esponsabilidades no abalho?
a) Nada ele an e b) Pouco ele an e c) Neu a Rele an e d) Mui o ele an e
89
11. Hou e alguma o maça o especí ica que se des acou posi i amen e pa a
i? Se sim, qual/ quais? Po quê?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
12. Que compe e ncias sen es que melho a am com a ua pa icipaça o nas o maço es?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
13. Le a en amen e cada uma das a i maço es e classi ique-as como e dadei as (V),
Falsas (F), Pa cialmen e Ve dadei o (PV).
a) No malmen e, an es das o maço es, enho uma ideia cla a de como es a i a
con ibui pa a o meu desen ol imen o p o issional. ________
b) Os meios de di ulgaça o das aço es de o maça o sa o os mais adequados. ________
c) As uas necessidades de o maça o sa o idas em conside aça o pela emp esa. ________
d) Conside o que ha apoio po pa e das che ias na aplicaça o dos conhecimen os
desen ol idos em o maça o. ________
e) De modo ge al, os esul ados espe ados com a pa icipaça o em de e minada
o maça o, es a o cla i icados aquando do seu iní cio. ________
) A a aliaça o de sa is aça o que ealizas no inal das aço es de o maça o sa o idas em
conside aça o pela emp esa. ________
14. Na ua opinia o de e ia ha e aço es de o maça o ob iga o ias?
_____________________________________________________________________________________________________
15. No caso de e es espondido "sim" na ques a o an e io , quais as o maço es q ue
conside as que de iam se ob iga o ias? Po quê?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
90
16. Na ua opinia o de e ia ha e aço es de o maça o opcionais?
_____________________________________________________________________________________________________
17. No caso de e es espondido "sim" na ques a o an e io , quais as o maço es q ue
conside a que de iam se opcionais? Po quê?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
18. Conside a que exis em si uaço es/ a i idades que, na o sendo conside adas
especi icamen e de o maça o, podem e es i -se de algum ca a e o ma i o e/ou
e e ei os o ma i os? Oco e- e ou eco da al gumas dessas si uaço es?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
19. Que suges o es e ia pa a melho a o p ocesso de o maça o na emp esa?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
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Apêndice 2 - Guião- En e is as
1. Funça o
2. Ge ne o
3. Idade
4. Quais as compe e ncias que sen e que o am melho adas com a sua p a icipaça o em
o maço es? E quais as compe e ncias que sen e que os seus abalhado es
melho a am?
5. Conside a que as o maço es que equen ou e le i am-se num melho
desempenho p o issional? Po que ? Que des aca alguma em especí ico?
6. Conside a que as o maço es que os seus abalhado es equen a am e le i am-se
num melho desempenho p o issional? Po que ? Que des aca a lguma em
especí ico?
7. As o maço es i e am algum impac o na sua co n iança e au oes ima no ambien e
de abalho? E da sua equipa? Se sim, consegue da exemplos?
8. Nas aço es de o maça o em que pa icipou, como conside a a in e aça o com os
o mado es? Hou e opo unidade pa a da eedback?
9. De o ma ge al, como a alia a qualidade das o maço es o e ecidas pela emp esa?
Hou e algum aspe o especí ico q ue des aca ia como pa icula men e posi i o ou
que pode ia se melho ado? Qual/ Quais?
10. A emp esa e as suas espe i as che ias en co ajam a pa icipaça o e alo izaça o da
o maça o? De que o mas?
11. Exis em a eas especí icas em que conside a que de e ia exis i um maio
in es imen o em e mos de o maça o? Se sim, qual/quais?
12. Conside a ou na o que os abalhado es alo izam a o maça o? Po que ?
13. Qual o papel que conside a e , endo em con a a sua unça o na emp esa, no a mbi o
da o maça o?
14. De o ma ge al, conside a ou na o que as aço es de o maça o que equen a e as que
os seus abalhado es equen am a o ao encon o das suas necessidades ? Po que ?
15. Comen a a seguin e a i maça o?
16. Hou e desa ios especí icos ao pa icipa em o maço es? Se sim, quais o am eles?
Como e que a emp esa pode ia melho a a expe ie ncia de o maça o pa a os
abalhado es?
92
Apêndice 3 - T ansc ição das en e is as
En e is a - S
4.
Maio i a iamen e a melho ia em sido mais a ní el de elacionamen o in e pessoal, ainda
na o en amos mui o numa pa e mais e cnica, mais associada a unça o e a pa e da
qualidade, mas na ges a o de equipa. A pa e de elacionamen o oi onde sen i mais
incide ncia. Penso que a equip a es a mais uni o me, comunica mais e melho . Penso que
consegue e uma di eça o q uando p ecisa de escla ece alguma coisa, e a quem eco e .
Posso na o e as espos as imedia as, posso na o consegui e a in o maça o no imedia o,
mas pelo menos c ia aqui um canal pa a pode em se em ou idos e depois as suas
suges o es se em le adas em con a.
5.
Sim, penso que no ge al, odas as o maço es a o-se e le i em alguma melho ia.
Po mais que na o seja, mesmo em alguns emas que p ossam na o se mui o ol ados pa a
a nossa unça o ou pa a o que no s es amos a aze ago a a semp e coisas que icam, ha
ou as i e ncias, ou as ealidades que amos alando du an e a o maça o seja ela qual
o e que nos ajuda semp e. Es as que eu iz, pa a ja , enho usado mais no sen ido de ges a o
da equipa
6.
Sim, a e mais no ambien e de abalho. A pa e da con iança p enso que ainda na o
en amos an o po aí , oi mais a e no ambien e de abalho. De da a conhece , conhece ,
e uma o ma ambe m de es a com mui as pessoas da o ganizaça o, conhece ou as
ealidades.
7.
Sim, no ge al as o maço es odas elas e acho que ago a e algo que acon ece em
quase odas as o maço es que oda a gen e equen a. Ja na o e um mono logo. Ja na o e o
o mado a debi a in o maça o e os o mandos a ou i . Cada ez mais au-se p omo endo
aqui esse deba e po isso sim, aqui na o ugiu a eg a e em odas elas hou e semp e
abe u a, hou e semp e con e sa, deba e de ideias e pa icipaça o dos o mandos.
93
8.
De o ma ge al, a a aliaça o e posi i a. Ha o maço es que saem o a da caixa e que
ajudam a e ou a pe spe i a e la es a , aquilo que no s na o emos logo que possa se uma
mais- alia, na ealidade ao equen a i amos semp e di idendos disso. No que diz
espei o a pa e mais e cnica, pa a complemen a essas mais o a da caixa que nos ajudam
numa pa e de ges a o de equipa acho que em mui a impo a ncia, ago a al a
complemen a com a pa e associada ao Know- How e ao conhecimen o que emos pa a a
nossa unça o. Mas a aliaça o e de ac o mui o posi i a.
En ão no que pode ia se melho ado é isso de o mações de mais
conhecimen o écnico?
Na o e mais, e mesmo complemen a . Ti emos mais es a ase. Ago a no 2º semes e
amos ol a mais po que ha mui as coisas em cima da mesa. Nem digo an o melho a , e
mesmo man e esse equilí b io que em de ha e en e a pa e social, de elacionamen o,
a p a e de pessoa com a pa e e cnica que em de exis i ambe m pa a melho a mos essa
pa e
9.
Ha semp e um caminho a pe co e . Alia s sendo da qualidade, a melho ia con í nua
em de es a la , na o ha nada pe ei o. Mas eu acho que no ge al ha uma boa abe u a, no a-
se como ja e e i aquelas o maço es que a o ha endo que sa o mais o a da caixa na o e a o
a cil as pessoas iden i ica em logo a mais- alia, mas exis e abe u a. No ge al, acho que as
equipas e as che ias es a o abe as a que as pessoas pa icipem, na o coloquem en a es,
en am concilia as coisas pa a da espos a na mesma a uma pa e p odu i a e ao
p ocesso em si, sem q ue as pessoas sejam impossibili adas de pa icipa na s o maço es.
Po isso eu acho que exis e abe u a po pa e dos colabo ado es.
10.
Eu acho que na indu s ia em ge al, ha uma necessidade g ande de unço es
especí icas. E no s emos essa ealidade aqui, soldadu a, quina gem, sa o unço es mui o
especí icas que eque em o maça o que p a a execuça o que pa a in o maça o que
ecebem, is o e , na o so o maça o pa a sabe em solda , sab e em quina , manusea as
ma quinas, mas ambe m pa a in e p e a desenhos que basicamen e na indu s ia no s
94
abalhamos em cima de desenhos e en a o desenhos e o li o, o que no s seguimos, e o que
indica a qualque pessoa o que em de aze e as pessoas em de sabe in e p e a . E essas
sa o as duas p incipais e en es, que emos de apos a aqui numa pa e mais e cnica e
pa a que enhamos eq uipas que consigam da espos a a s necessidades que emos.
12.
Eu acho que odos os abalhado es alo izam a o maça o. Ob iamen e que ao equen a
as o maço es e pa a na o pe de o q ue disse an es, a o ha e umas que ai chega ao im
e na o iden i ica logo mais- alias mas mui as ezes o que acon ece e que passado algum
empo a e alo izam. M as no ge al, o maço es que eu pa icipei e que aminha equipa
pa icipou, o eedback oi semp e posi i o, alo izam e acham que sa o ele an es.
E acha que podemos aze alguma coisa, pa a essa ques a o de so alo iza em a longo
p azo?
Eu acho q ue isso em ha e com o enquad amen o da indu s ia, da
me alomeca nica, po ende ncia na o ha an a acilidade das pessoas consegui em
iden i ica mais- alia do que e uma o maça o ace ca da sau de men al, o que essa melho ia
a a nas suas idas, mas o que e ce o e que em, as p essoas a s ezes e que nem se da o
con a mas acho que isso ambe m es a mui o p eso ao que e o se o de a i idade. Acho que
aqui e uma coisa mais cul u al, das pessoas começa em a pe cebe , ala ga ho izon es, na o
es a em p esos ao que e e de aze aquilo e e de aze daquela o ma e e de p oduzi
peças. Temos de pe cebe que cada ez mais as pessoas conside am oda a sua en ol en e
e uma das pa es mais in e essadas sa o os colabo ado es, e sabemos que udo acon ece
com eles na o so na emp esa, mas ambe m o a, em um impac o eno m e. E aí e mais essa
di iculdade que podem e em pe cebe ealmen e essa mais- alia e acho que e uma
ques a o ais cul u al, na o ai se so es a emp esa a consegui e um abalho pa a muda
disso
13.
Temos semp e pape is di e en es po que o colabo ado que execu a , ao i aze
alguma o maça o em a missa o de i adqui i conhecimen os ou i e ncias ou in o maça o
pa a depois e le i em si p o p io. O coo denado se pa icipa , em de pensa nas suas
equipas e onde isso ai ba e na melho ia da equipa, dos seus compo amen os e da sua
pe o mance udo isso. Po isso, se a semp e di e en e, qualque ca go de che ia que enha
95
uma equipa que equen e em de pensa no signi icado que ai e pa a a equipa. Po isso
e semp e di e en e
14.
No ge al, a o semp e ao encon o. Acho que la es a , al a ago a complemen a com
algumas iden i icadas. E impo an e o le an amen o que se az de o maço es, jun o das
equipas, eu en o aze jun o di e amen e com cada um deles, o que e que eles acham que
sa o as necessidades da o maça o. Eu complemen o com aquilo que eu acho com o que eles
acham e eles e a emp esa p ecisa. Po isso, esse p ocesso e mui o impo an e pa a depois,
p incipalmen e enha a acon ece . Uma coisa que se na o o ei a em um signi icado mui o
pio do q ue se na o ize mos nada e a pa e das pessoas pedi em o maço es, acha em que
e p eciso e elas na o acon ece em. Isso aí , po no ma, ai a e a oda a mo al, odo o
comp omisso, po que as pessoas es a o semp e a pedi e na o acon ece e isso começa a
desmo i a .
15.
Nunca sen i desa ios, alia s, acho que semp e exis iu abe u a pa a aze o maço es
de odos os ipos. Exis e uma abe u a e um dinamismo pa a que ealmen e elas enham
a acon ece . Ob iamen e, como em udo, em que se expo quais as mais alias e o que e
que se espe a i a dali, mas isso e mesmo assim que em de se . Po isso, aq ui, eu acho
que o desa io passa mais a e po con inua a mo i a as equipas e mos a quais sa o as
mais- alias ao aze aquela o maça o. Nes a emp esa acho que ha dinamismo e abe u a
pa a o aze e pa a a ança semp e com mais o maço es.
En e is a- B
39 anos; Masculino; T abalhado - p oduça o
4.
A ní el da segu ança no abalho.
5.
A ní el de segu ança sim. A s ezes le a a com limalhas nos olhos, la i a amos com um
gua danapo e ago a na o acon ece. Usa mos o culos po exemplo.
E sem se segu ança, hou e mais alguma?
Sem se segu ança na o.
102
Vai de encon o ao que eu es a a a dize . E s as o maço es as e cnica s pa a as pessoas se
capaci a em de e cnicas e me odos de abalho que açam com que consigam da o melho
delas. As pessoas mais da pa e cul u al e pessoal ajudam a ab i os ho izon es a s pessoas,
ajudam-nas a o na em-se pessoas mais abe as, a s ezes a e conhece em-se melho a
elas p o p ias e de ce a o ma oda es a en ol e ncia passa pa a a emp esa em si, p assa
pa a o global. A emp esa sa o as pessoas e a o ma como as p essoas em o seu mindse , em
o impac o di e o na emp esa, a emp esa acaba po o na -se uma conscie ncia global de
oda a gen e, uma mis u a de conscie ncia ai c ia a nossa cul u a o ganizacional. En a o
se as pessoas o em cul as, men alidade abe a, ece i as e com on ade de ap ende e
e olui a emp esa so ai ganha po que a emp esa sa o as pessoas e se as pessoas a o
e olui a emp esa ambe m ai e olui . Se as pessoas es a o echadas a emp esa ai se
echada.
15.
Na o, no s so emos de chega la ece i o e ap ende . O u nico desa io acho que e a
on ade de ap ende . Se as pessoas na o es a o la a ap ende , es a o la a do mi . Temos
condiço es, salas boas, o mado es di e sos, di e sos o gani smos sejam in e nos sejam
ex e nos. Acho que na o hou e p oblema nenhum, da minha pa e na o hou e p oblema
nenhum a na o se que e a longe e eu inha que i de aqui a e la baixo.
Acho que pode í amos ap o unda alguns emas elacionados com as so skills. Em
ez de se em o maço es isoladas da cu sos, ou seja, uma se ie de o maço es. Em ez de
e mos uma ho a e mo e o ema, emos uma ho a na p o xima semana. Assim pode í amos
e melho es esul ados. A s ezes es amos ali uma ho a concen ados, e depois passa-me.
Mui a das coisas p assa-me e en a o se osse uma coisa mais ap o undada e so ai quem
que p ode ia a e da melho es esul ados em algumas coisas, ago a ob iamen e que na o
amos da dois meses de aulas de mind ulness, as pessoas se quise em isso que a o
p a ica yoga ou algo do ge ne o.
E po que e que acha que na o ha um ap o undamen o do ema?
Tal ez po indisponibilidade do o mado especí ico pa a essa a ea al ez, na o sei.
En e is a – M
50 anos; coo denado
4.
103
Na o oi so com a minha mudança, oi ambe m com a mudança do sis ema
in o ma ico, udo ajuda na qualidade de in o maça o. Eu sen i q ue hou e mais o ganizaça o
no abalho, se calha eu ambe m enho mais disponib ilidade do que a p essoa que es a a
an e io men e. Eu sac i iquei-me em e mos de ho a ios, abalha a pa a ale m das 8h.
Numa ase inici al saí a daqui pelas 20h po que ambe m coincidiu com a saí da do
esponsa el de depa amen o, oi uma ase complicada, mas i e que abalha bas an e
o a de ho as pa a assimila udo. E a udo no o pa a mim. Foi uma ase di í cil, mas que
consegui ul apassa .
A al e aça o mais signi ica i a oi mesmo a mais ecen e com a mudança do sis ema,
que exigiu mui o es o ço. Eu i e que aze mui o abalho a ní el de con igu aça o. Hou e
mudança das pessoas quando eu cheguei mas oi um p ocesso g adual em e mos
con abilí s icos na o e e mui o impac o, mais a ní el da o ganizaça o e aze as coisas mais
a empadamen e.
E acha que podia ha e o maço es pa a comba e isso?
Nesse aspe o na o.
5.
E assim, o meu abalho exige semp e o maça o. Es ou numa a ea que ha
a ualizaço es cons an es de in o maça o, lidamos com a a ea iscal, odos os anos ha
al e aço es po isso e ine i a el. Na o e so aquisiça o de no os conhecimen os mas a
a ualizaça o dos mesmo s.
Que des aca alguma em especí ico? Pode se a ní el de ibu aça o dos gas os. Ha
imensas coisas a ní el iscal.
6.
A o maça o e no dia-a-dia, mui a coisa azia sem ajuda deles e depois com o c escimen o
da emp esa hou e necessidade de eco e a ajuda de mais pessoas. Aí as pessoas o am-
se o mando ca den o com a passagem de conhecimen os que eu i e de passa . Po
exemplo, o caso de uma colega que es a a a eceça o e começou a da -me apoio, embo a
ela ja i esse conhecimen os a ní el de con abilidade po que es e e numa emp esa que
abalha a nessa a ea, mas aqui es a a na eceça o, e aos poucos oi adqui indo
conhecimen os e hoje e uma g ande mais - alia aqui pa a da apoio. No iní cio so de a u as
104
egis a a mais de 1000, isso ago a e impensa el, ago a es amos 3 pessoas a lança a u as,
embo a uma seja quase as 8 ho as.
A o maça o oi mais comigo, os colegas oi aquisiça o de conhecimen os dia iamen e.
Sen e que o desempenho pode ia se di e en e se ossem pa a o maço es ou acha que
co eu bem es a passagem de es emunho?
Eu acho que em co ido bem. O abalho oi dispe so. As pessoas sa o da con a bilidade,
na o es a o da es aca ze o, uma das colegas es a a es uda a ualmen e po isso na o e
necessa io caso con a io se ia necessa io pa a o que desempenha a ualmen e e
o maça o.
A o maça o e indispensa el, mas eu exis o a s o maço es, aquelas mais a ní el iscal e p asso
essa o maça o semp e que acha que e necessa io.
6.
Tem semp e. Algumas ajudam a ní el do compo amen o a s ezes achamos que
emos a pos u a ideal, mas ha semp e umas a inaço es. Po exemplo eu, inconscien emen e
en o delega um abalho e chego a conclusa o que se calha na o ale a pena, po que i ia
pe de empo, mas ago a se calha pe cebo que a s ezes se calha mais ale p e de esse
empo pa a mais a de a pessoa aze esse abalho. So que no s lu amos con a o empo e
eu a s ezes penso ou passa o abalho a ou a pessoa que ja es a ap a e assi m ica
esol ida.
Um dos p oblemas que enho e a ges a o de emoço es, e complicado quando emos
de echa o me s e emos p oblemas e cnicos, e mui o di í cil quando na o depende de no s.
7.
Eu achei as o maço es in e essan es, ap endo semp e algo. Sabe se isso ealmen e ai e
impac o no dia-a-dia eu na o sei dize , acho que a s ezes os ou os e que nos p odem a alia .
A gen e na o em conscie ncia se pe an e os ou os e e impac o, isso que eu acabei de ala
da ges a o das emoço es.
E a ques a o dos o mado es escolhidos?
Os o mado es o am semp e adequados.
8.
105
A emp esa passou a e inicia i as excelen es. Ha mui os anos na o í nhamos qualque
o maça o, sa o o maço es a iadas e e semp e uma mais- alia.
Que ealça algum aspe o?
Eu i e uma o maça o de Excel que oi mui o u il no dia-a-dia e com a mudança do sis ema
in o ma ico mais u il oi. Mais ho as de o maça o na o aziam mal, a ní el pessoal a ges a o
das emoço es, mas isso ja e mui o pessoal. Nesse aspe o en o melho a , mas como e que
eu melho o? T abalho em casa pa a na o acumula o s ess dia io aqui, e essa o ma que
eu gi o. Como sab e abalho num opensp ace, e di í cil eu e concen aça o pa a o meu
abalho, pa a e endimen o a 100%. Eu sou coo denado a da con abilidade, as pessoas
e m ques o es a coloca , eu es ou a abalha , su ge uma ques a o, eu en o me concen a e
su ge ou a. A s ezes peço-lhes cinco minu os pa a acaba um abalho. E en a o acon ece
ansiedade po que eu na o consigo e mina as coisas e abalho em de se ei o e eu enho
que abalha o a de ho as quando es ou sozinha, quando na o enho pessoas a
in e ompe cons an emen e. Quando eu enho de echa o me s na o consigo aze udo
aqui. Eles sabem que a p essa o e mui a e que eu me al e o po que na o consigo aze as
coisas. Em meio-dia que abalho em casa, ende-me abalho que eu na o azia aqui em
dois dias.
9.
A emp esa sim, a che ia ambe m me coloca a on ade pa a qualque o maça o que me
in e esse. O abalho e semp e assegu ado po isso na o ha p oblema
11.
Que eu sin a na o
De aco do com o que oi dizendo, se calha a pa e da ges a o das emoço es.
Sim, mas eu acho que isso e um bocado pessoal, eu na o sei se a e mp esa em o de e .
Se a que isso e assi m a o pessoal? Na o acab ou de dize que a e a o seu abalho?
Sim, mas isso ambe m e um bocado do meu ei io. Secalha ha pessoas que es a o aí e
conseguem es a calmas. Po isso na o sei se a emp esa em essa ob igaça o.
Acha que ha uma ba ei a a sepa a a pessoa do p o issional?
Na o sei esponde . Eu a s ezes comen o com colegas e dizem-me, na o de ias se assim,
na o de ias se assado, e eu penso que eu pode ia se di e en e. Na o se ia eu a e que
106
p ocu a ajuda pa a ge i essas emoço es e na o a emp esa a e esse enca go. Eu na o gos o
de a i a pa a os ou os, eu ja en o, a ní el pessoal, aze alguma coisa.
12.
Sim, das pessoas com quem eu alo sim. Mas somos mui os. Eu lido mais com as pessoas
que es a o p o ximas de mim, o eedback delas e posi i o.
13.
Eu acho que esse papel e do esponsa el do depa amen o. Na o maça o na o enho papel.
Eu ou a o maça o que me insc e e em ou a o maça o que peço pa a equen a . O
esponsa el pode e q ues iona -me o que acho, po exemplo quando ha al e aço es no
depa amen o, mas a decisa o e dele.
14.
A ní el da a ea que no s es amos acho que sim. Numa ou nou a si uaça o, eu e que
a dou.
Mas acha que e su icien e a que oce da ?
Os colegas ja e m o maça o supe io , a que na o em es a a i a . Depois com o empo
e uma ques a o de a ualiza conhecimen os, po q ue nes a a ea ha mui as a ualizaço es.
Anualmen e, ha si uaço es que al e am e emos de a ualiza esses conhecimen os. Essa
a ualizaça o eu ou dando aos colegas assim que eles necessi a em.
16.
Conco do. No a -se uma di e ença mui o g ande da emp esa ago a daquilo q ue e a a alguns
empos. Pa a ale m da o maça o, o cuidado a ní el da segu ança no abalho. Ha coisas que
na o exis iam ca e acho que as pessoas ago a na o so no abalho, mas ambe m na sua ida
pessoal de em e ou os cuidados a a e s de conhecimen os que o am dados a a e s de,
po exemplo, eciclagem. Adqui imos mui os conhecimen os que de ou as o mas na o os
e í amos, na o que dize que na o hou esse alguns conhecimen os, mas na o a o
ap o undados. Ti emos o maço es com pessoas mais quali icadas, pa a passa esses
conhecimen os e isso ajuda-nos mui o no dia-a dia e e mui o imp o an e que a emp esa
enha essa cuidado po que no undo isso ambe m da cus os pa a a emp esa e nem odas
as emp esas es a o dispos as a supo a esses enca gos e nesse aspe o, ejo que aqui da -
se p imazia a s o maço es e pensa no u u o e ida dos unciona ios
107
15.
Eu pa icipei em odas as o maço es, embo a algumas acon ecessem em si uaço es
complicadas do abalho, mas iz um es o ço e pa icipei.
Acho que a emp esa os da a ias ho as de o maça o, hou e uma e oluça o mui o
g ande, daí que eu penso semp e mais nas ho as de o maça o da a ea que a gen e p ecisa
mesmo pa a abalha e na o nas ou as. Rea lmen e no s j a i emos mui as o maço es
ce i icadas e isso ambe m i a ho as de abalho e acho que sa o su icien es as que emos,
embo a p on ualmen e, uma ou ou a o maça o mais especí ica pode ia se mais ho as,
nomeadamen e as mais impo an es pa a o exe cí cio da nossa unça o.
En e is a- G
44 anos. Coo denado
4.
Nenhuma. Alia s, hou e uma o maça o de lide ança que me chamou a a ença o em algumas
pa es, mas odas as o maço es que eu iz aqui nenhuma melho ou. Rela i amen e a minha
equipa, as compe e ncias que sin o que melho a am oi a ques a o da iloso ia Kaizen,
p incipalmen e os 5S, acho que essa o maça o en ou nas pessoas e isso acho que oi uma
mais- alia, ela i amen e a s es an es, ganha am um bocadinho sen ido de o ganizaça o,
hou e algumas o maço es que lhe de am essa isa o, a pa e de abalha em equipa na
minha pe ceça o.
5.
Eu acho que as o maço es que i emos aqui na o o am di ecionadas pa a a nossa unça o.
Sa o odas um bocado abs a as e depois um bocadinho daquilo que ja sabemos. As
o maço es que emos ido ca sa o o maço es que nos a o ea i a apenas a memo ia, na o
enho ap endido nada, sa o coisas que a gen e ja sabe, pelo menos alo po mim. Se
ealmen e i esse que exis i o maço es que nos ajudasse a desempenha melho a unça o,
e ia de se o maço es mais especí icas pa a as a eas, an o a pa e e cnica como a pa e
de lide ança, H a uns empos a a s i emos o maça o de lide ança, mas na o nos disse nada
de no o, oi mui a base, na o podemos ala de uma o ma, emos de ala de ou a, mas
isso e aquilo que ap endemos com a expe ie ncia na o nos es a a dize nada de no o, ou seja
es a a po no papel aquilo que a gen e sen e. Tu a ala es com algue m ens de e , p imei o
odos somos di e en es, na o podemos ab o da uma pessoa da o ma que abo damos
108
ou a. Tu sabes que e e dade, ao es a em a dize - e comp o a, mas na o es a s a ap ende
nada po que ja sabias.
E po que e que acha que isso acon ece?
Na o e sei dize . Eu acho q ue nesse ipo de o maço es de ia ap o unda -se mais essas
ques o es. Pe cebe qual e o g au que o o mando es a e depois sim, aze uma ana lise, es e
coo denado es a ne s a posiça o. No s se o que emos ajuda e se que emos aumen a o
ní el de pe eiça o nele, amos e de a anja o maça o pa a que ele seja capaz de
melho a a sua unça o, aze o melho abalho, ago a udo equilib ado da mesma o ma,
uns no ní el mais acima ou os no ní el mais abaixo, uns que a e ap endem, mas ou os
na o, as pessoas e m pe ceço es di e en es das coisas e podem es a em ní eis mais
a an çados. Na o que dize que eu es eja mais ou menos a ançado, mas as o maço es que
eu i e na o ac escen a am nada.
6.
Na o com a o maça o, mas com a expe ie ncia que emos do cha o de a b ica. A o maça o
ajuda a ea i a . Se calha ais aze ou as en e is as e as pessoas a e e a o dize que
sim, mas no meu q uase na o ouxe mais- alia e ja iz a ias. E isso na o e com a pa e da
o maça o que se ai la , ha pessoas que em pe il e ou as na o.
Acha que a expe ie ncia do dia-a-dia e o mais imp o an e?
Sim, u ais ap endendo con o me as si uaço es, cla o que u come es alguns e os, mas
na o e a o maça o que ai ajuda . Vamos supo , apanhas um colega que acon ece um
p oblema, a o maça o na o e ai ajuda a esol e es aquilo, e a ua expe ie ncia, na o ais
olha pa a os li os. Ti emos ainda a pouco um caso mui o delicado, e que oi ge ido de
uma o ma mui o boa. Eu se i esse a pesquisa nos li os como e que inha de eagi se
calha co ia pio .
Na o se a po que oce es a mais desen ol ido na pa e humana?
Se calha . A o maça o que e dada aqui e dada pela mesma o ma, o mesmo ní el a odos,
ha pessoas que es a o mais acima um bocadinho e olham pa a aquilo e es a o apenas a
elemb a , ha ou os com o ní el mais abaixo e aí a o maça o a e pode se u il. Tem de se
ni ela as pessoas, o se calha .
109
Eu semp e i e a ideia de que na o es a o aqui na a b ica pa a aze amigos, isso e la o a.
Na o sou cí nico, quando digo que gos o, gos o quando digo que na o gos o, na o gos o. Aquilo
que eu ejo, e que ha pessoas, cada ez ha mui a amizade e depois e so p oblemas. Ten o
se o mais co e o possí el, embo a come o e os.
Tomando uma decisa o ma , p incipalmen e quando lide amos ou coo denamos pessoas i
na o es a s a in luencia a ida de uma pessoa, es a s a po a ida de mui as pessoas em
causa. Se eu chegasse a ua bei a e começasse a a a menos bem, se indelicado con igo
ou a na o se co e o con igo. Tu depois pega as ica as desmo i ado, inhas amí lia e
le a as aquilo pa a casa. Po que quando a coisa co e bem, no s a e dis inguimos a ida
p o issional da ida pessoal, quando co e mal ja na o conseguimos. Se oma mos uma
decisa o e ada, em que sin amos que es a a p ejudica o colabo ado , na o e so ele que es a
em causa. Uma decisa o ua pode implica uma mudança de ida. Na o podemos se mui o
b u os, emos de e cuidados de como aze as coisas.
A lide a as p essoas o mais impo an e e deixa as pessoas decidi em aquilo que u que es.
E u iques oda mo i ada, que os e u que izes e aquilo e eu ou e aquilo que eu que o.
Deciso es du as e impo an e que na o sejam em g upo sena o e um p oblema.
7.
Sim. H ou e semp e espaço pa a in e aça o en e o mado e o mando, pa a dize se
conco damos ou na o com o que e di o.
8.
As o maço es sa o impo an es. Eu acho e que a emp esa ao gas a dinhei o e a da
o maço es, de ia se um p ocesso mais c i e ioso e no s de í amos de da as o maço es
indicadas a s pessoas indicadas po que na o podemos da uma o maça o ba sica de
ele icidade a algue m que sa be udo do em. Temos de da a um ní el supe io .
Eles ja i e em o maça o nes a a ea e se calha em 20 ho as q ue i e am la , ap ende am
uma coisa, o que ja na o e mau, mas o es o eles ja sabiam, ou seja, an es de minis a a
o maça o de í amos analisa os ní eis.
9.
Na minha opinia o acho que na o, p incipalmen e as che ias. Po exemplo, ago a a u l ima
o maça o que hou e, as pessoas nem q ue em i , eu i e de ob iga , chega a um g upo e
110
disse quem e que que i daqui, so uma pessoa, e ningue m que ia i , ou oce s decidem
quem e q ue ai ou ou escolhe um alea o iamen e, po que as pessoas ja sabem que na o
a o pa a la aze nada, isso e que o p oblema, as pessoas sen em isso, as pessoas gos am
de ap ende , sal o exceço es, mas as pessoas po no ma gos am de ap ende coisas no as.
Ago a, a o maça o em de aze isso, esc e e . Se o es a uma o maça o e ela e ouxe
mais- alias u ais esc e e .
Eu alei com a ias pessoas do meu se o a in e oga que ipo de o maço es p ecisa am
pa a o desempenho da a e a. Disse am-me eu p ecisa a dis o e daquilo, e quando azes
isso as pessoas icam odas en usiasmadas. Fiz a lis a de o maço es en iei e a e ago a
ainda na o i emos nenhumas. Uma das o maço es mui o impo an es aqui na a b ica e que
e a mui o a cil de da e eu pedi aos ecu sos humanos e a a o maça o dos nossos p odu os
e dos uncionamen os das nossas ma quinas e e uma coisa que podemos aze isso no s. E
que e a impo an í ssimo pa a no s, po que a maio pa e das pessoas nunca iu uma
ma quina a unciona .
Pa a ambe m pe cebe em a impo a ncia do con ibu o delas, na o e ?
Isso mesmo. Ha pessoas que es a o aqui, e m a ma quina a abalha aqui mas na ealidade
nunca i am uma ma quina a abalha , nem sabem o que e uma es ampa ia, isso e a
impo an e, e a das o maço es mais impo an es que e í amos aqui. E po as pessoas
odas la em cima, no Tech Cen e ou onde o , amos e a ma quina a unciona , ou numa
es ampa ia onde o . Vamos a uma es ampa ia, ala um bocado de o que e uma
es ampa ia, o que e que as ma quinas ea lmen e azem, ou i os clien es. Ou i um
come cial dize po exemplo eu dos clien es oiço is o, is o e is o que a ma quina az po
causa dis o e po causa daquilo b e as p essoas chega am aqui, quando as pessoas i essem
a aze as suas unço es na pa e da mon agem ja inham o dob o da a ença o daquilo que
em. Pe cebiam as conseque ncias de ape a mais ou menos um pa a uso.
As pessoas p imei o sen iam-se mo i adas, alo izadas. Po exemplo es e homem que es a
aqui e mui o impo an e nes a a b ica e ele na o em conscie ncia disso. Se ele ize mal o
abalho dele, no s aqui na o amos da po ela a segui , mas o clien e ai da po ela. E
ambe m na o em conscie ncia do esul ado inal, ele sabe que e impo an e, mas se ele
i esse a possibilidade de e o p odu o inal ele secalha ica a mais mo i ado pa a aze
um ainda melho abalho po que ele sabia que eu seu abalho e a mesmo mui o
impo an e.
111
Eu en o dize -lhe e mo i a -lo, mas e um abalho mui o ing a o, e mui o cha o. No a-se
que chega um pon o que ele se cansa de aze aquilo, mas o que e ce o e que ele e pe ei o
a aze aquilo.
10.
Penso que aqui a mon agem e a se alha ia. Aqui na mon agem apanhamos os p oblemas
de odos os se o es, ou de e í amos apanha . Quando chegam p oblema ao clien e ou so
nossos ou eio de a s e a gen e na o apanhou, e o inal a linha. No s aqui de í amos se o
pessoal mais b em o mado da a b ica pa a en a il a os p oblemas q ue acon ece
nou os se o es e na o come e e os.
Eu on em ia oma uma decisa o e ia come e um e o, po que eu a pa e e cnica ambe m
na o es ou mui o a on ade e pa a algumas deciso es p eciso de e conscie ncia disso. Ma o
impo an e e oma deciso es, quando en olamos e um p oblema.
11.
Nes e momen o na o. A pessoas a o odas con es a o maça o da medicina chinesa e no inal
chegam odas con en es. Ago a se lhes pe gun a dizem que oi ixe, e o que e que achas
das o maço es? As pessoas na o ap endem nada, p ecisa de o maça o aqui pa a a a ea e
na o em. Se no s i e ssemos uma base so lida, emos o maça o de ele icidade, meca nica
e c e se depois i e ssemos esses complemen os odos as pessoas ica am odas con en es.
Ainda ha uns empos ui a uma o maça o que inha ha e com uma pos u a, e u es a a com
algumas do es na s cos as e p ensei, se calha es a o maça o e capaz de me ajuda ei ui a
o maça o. Eu sen i que e a o maça o pa a enche ho as e en a ende alguma coisa. As
pessoas a o pa a la e na o ap endem nada e en a o começam a na o que e i .
12.
O meu papel e en a incen i a as pessoas a i a o maça o. A ença o, aqui a o maça o e
o ima, essa polí ica que con inue ago a e cla o que an es na o í nhamos e ago a es amos
numa ase de iní cio. Secalha daqui a dois ou e s anos es amos a ala de uma manei a
di e en e po que no começo nem udo e pe ei o e agen e ai-se ape eiçoando. Se calha
daqui a algum empo amos muda o ship e o na as o maço es mais especí icas. A
o maça o e o ima, mas em que se melho ada, nes e momen o na o az mui as mais
alias. Temos que dize os p oblemas, a o maça o na o e aquilo que os abalhado es
espe am, na o ca i a mui o as pessoas, emos e q ue mexe um bocadinho no p ocesso e
118
Conside o que emos mui o abalho, na o exis e esp aço pa a encaixa o maça o, mas a
o maça o e essencial. Ago a eu pa a i a o maça o ou deixa de aze o abalho que e po
o ma e ial nas o dens p a a eles pode em p oduzi pa a coloca ma q uinas na ua. Ag o a a
gen e em de medi o que e essencial.
Mas se calha em essa opini a o po que na o conside a que a o maça o ai ao encon o a s
necessidades?
Na o, eu ou de encon o ao que so com as ma quinas na ua e que en a dinhei o na
emp esa. So en an do dinhei o na emp esa e que da p a a paga sala ios a s pessoas.
Ou seja, se conside asse que os o mandos saí ssem das o maço es com maio
p odu i idade pa a desempenha a unça o ja e a di e en e?
Cla o, pa a mim az menos con usa o as pessoas es a em la a pe de 2 ho as do seu empo,
mas a segui i em ganha 10 ho as. A go a, as pessoas es a o la 2 ho as e depois na o em o
ganho dessas duas ho as. Eu na o me impo o, de dize ao di e o de p oduça o que du an e
uma semana na o e si o o ma e ial, mas a segui , em e s semanas ou aze o abalho
de cinco. E ele ag adece po que eu ganhei uma semana. Ago a se eu du an e uma semana
na o si o o ma e ial e a segui aquilo que enho de aze em e s semanas na o consigo
aze po que pe di uma semana
11.
Cla o. Aquela que e alo izada e az sen ido e aquela que e um escape pa na o e de es a
a abalha . Eles que em e o maça o, mas ha aqueles que sa o maland os e aqueles que
que em pa a melho a o seu Know-How.
12.
Qualque um de no s que pessoas mais quali icadas a aze as suas unço es, e esse o nosso
obje i o, e pessoas mais capazes e se em capazes de aze melho de o ma mais
e icien e, ago a no s incen i amos que as pessoas açam o maço es, ago a en amos na o
nos mani es a naquelas que a p odu i idade na o se a a melho , se as pessoas e m essa
libe dade ambe m na o as amos p oibi de aze .
13.
A gene alidade delas sim, mas ha ou as que na o.
15.
119
P imei o, eu acho que a o maça o na o de e consegui o milag e. Na o e milag e nenhum, a
o maça o em um obje i o, melho a o Know- How dos colabo ado es e acima de udo
ambe m os ans o ma em p essoas melho es. Na o e milag e, e ob igaça o das
o ganizaço es o na as suas pessoas mais e icien es e melho es pessoas.
14.
Na o ha desa ios. Ha o maço es in e essan es que nos azem u iliza o s en ido c i ico, aze
pensa nas o mas que emos de aze as coisas. Fo maça o de Kaizen oi uma o maça o
mui o in e essan e e eu conside o essa o maça o como um modelo de o ien aça o pa a po
o sen ido c í ico ale a, sem ugi do enquad amen o.
Fo maço es mais ocacionadas, emos um p oblema, iden i ica-se um p oblema, en a o
desse p oblema az-se uma u ma e a anja-se soluça o pa a esse p oblema
En e is a – A
39 anos. T abalhado a quad o me dio- supe io
4.
Hones amen e, desde que es ou aqui na emp esa, as o maço es em que pa icipei na o i e
g ande desen ol imen o de compe e ncias. As o maço es e am mui o ao de le e e na o
mui o di ecionadas a s minhas a e as, exce o quando ui ao Sale s Summi , e aí ja oi
di e en e po que consegui a ingi um desen ol imen o de compe e ncias mui o melho .
Alguns exemplos dessas compe e ncias: o ganizaça o, abalho em equipa, elacionamen o
in e pessoal, conhecimen o e cnico, comp ome imen o e au omo i aça o.
5.
Como disse an e io men e, as o maço es na o me ac escen a am mui o po que e am mui o
agas. No s p ecisamos de o maço es mais di ecionadas pa a cada depa amen o e isso
na o es a a a acon ece , a e a u l ima q ue eu i e, q ue ealmen e es a a di ecionada pa a o
meu abalho do dia-a-dia.
6.
Como e e i, as o maço es que equen ei nos e s anos que es ou aqui na o se e le i am
nisso. H ou e um ap o ei amen o ou ou o, no da qualidade icamos mais ocados em
ce as coisas minuciosas que an es al ez des alo iza ssemos, ago a de modo ge al, na o.
No Sales Summi , comecei a sen i uma elaça o mais p o xima com os clien es, a sabe como
120
me di eciona pa a eles, comecei a sen i mais aquele comp ome imen o com a emp esa
e no undo, ou i as pessoas mais expe ien es a ala da -nos um bocadinho mais de ga a
pa a aze mos mais e melho .
7.
E assim, eu alo mui o, mas eu gos o mais de ou i , po que quando eu na o me sin o
con o a el naquilo que es ou a aze eu p e i o mesmo ou i a dize asnei as. Mas de
modo ge al, es ou sa is ei a po que semp e nos de am abe u a pa a du idas, pa a
dialoga . No Sales Summi , no inal a e espe a am se algue m quisesse i la aze pe gun as
indi iduais e ealmen e nesse aspe o es ou bas an e sa is ei o. Alia s a u l ima que i emos,
a e izemos um g upo e oi in e essan e a in e aça o.
8.
A emp esa de ac o es a a o e ece a ias o maço es, mas de e ia seleciona mais as
o maço es pa a de e minados colabo ado es. Exis em o maço es a ibuí das pa a odos,
mas nem odas necessi am delas. O Sales Summi oi das melho es que ja i e pois es a a
elacionada pa a o meu abalho, o que az odo o sen ido. Eu im do depa amen o de
o çamen aça o, an es de i pa a o depa amen o da come cial e desde que es ou aqui eu
pedia semp e o maço es, so me al a a pedi aos san os, que que ia o maço es ou que ia
e empo pa a i pa a a p oduça o ap ende , po que no s so conseguimos abalha se
o mos pa a a p oduça o e e ealmen e com os nossos olhos aquilo que es a o a aze . Eu
acho que al a mui o aquela pa e de o maço es di ecionadas somen e pa a o nosso
abalho, de o maço es p a a nos explica o que e uma soldadu a, o que e is o o que e aquilo.
A e o ní el de ingle s, eu im de um p aí s que se ala so ingle s, mas eu nunca alei, nem nunca
usei pala as e cnicas. En a o, eu enho p oblemas em ala com clien es po q ue eu na o sei
ala pala as e cnicas, eu sei me desen asca , cos umo dize que sei sob e i e em odo
o mundo, mas na o sei ala a ní el e cnico da emp esa e eu acho que no s de í amos o ma
as pessoas pa a elas sen i em-se con o a eis po que a e dade e que no s so conseguimos
ende ou mos a que es amos con o a eis, quando no s es amos con o a eis e pa a
es a mos con o a eis emos de ap ende . Po que in elizmen e ne m oda a gen e oi pa a
a escola ala sob e a me alomeca nica. Eu acho que p ecisamos de o maço es ou en a o que
nos di ecionem. Eu pesquiso a e , mas a s ezes a e es ou a pesquisa de manei a e ada
em que al ez a e me pudessem dize , em al sí io es a uma o maça o X po que e que u
na o ais? Isso e mui o mais in e essan e do que a s ezes aze o maço es de in e minu os,
121
qua en a minu os so po que sim. E eu acho que de í amos ealmen e nos oca mais em
melho a quem que ap ende na o e quem em o cu í culo. Po que mui a gen e pode e
mui os canudos mas al a on ade de abalha , en a o ambe m emos de alo iza as
pessoas que na o em mas que em apende .
9.
E assim, eles en am disponibiliza o empo pa a no s equen a mos po que sabem que e
bene ico pa a o nosso desen ol imen o. E lo gico que, na o ha uma che i a que sabendo que
em o abalho a asado a o que e que a gen e saia daqui e a duas ou e s ho as a sabe
que emos mui o abalho e que depois a e emos que le a abalho pa a casa po que
omos i a uma o maça o que na o e a pa a no s e na o e a uma melho ia pa a o nosso
abalho. En a o e lo gico que, eu na o equen ei odas po que eu na o conseguia deixa o
meu abalho. Po q ue eu sabia que ou inha eunio es ou inha que en ega abalho a
empo e ho as, ou po que í nhamos que aze o que que que seja, mas e o nosso abalho
que es a em p io idade, mas sim, a ias ezes diziam e s ob igada a i , mas ou as ezes
sabí amos que í nhamos de i po que ia se bom. Po exemplo a do Sales Summi sabemos
que e bene ico pa a no s, ago a deixa mos um colabo ado i a sabe que ai deixa udo
a asado na o.
10.
Va ias. As o maço es de iam se di ecionadas pa a cada depa amen o e pa a cada unça o.
A e as mulhe es da emp esa em de e o maça o, po que oda a gen e p ecisa de
o maço es. Pa a mim, o maça o e uma melho ia, mesmo quem ai pa a a escola depois
em de e o maço es pa a se a ualiza . P oduça o, e p eciso melho ia pa a soldadu a. Oiço
an as ezes dize aq uele na o sabe solda MIG, aquele na o sabe solda TIG, en a o amos
da o maça o pa a aze mos coisas mais pe ei as po que elas exis em pa a isso.
Fo maça o de segu an ça eles p ecisam, mas eu na o p eciso de segu ança de como usa
soldadu a po que eu na o es ou ali. Ou seja, pa a eles e mui o mais impo an e a pa e da
segu ança, pa a mim e impo an e a pa e de quando es a udo a a de eu ugi , mas udo
o es o na o e p eciso po aí ale m. Ele em de e o maço es pa a melho a o abalho deles,
como eu e como qualque um. Fo maço es e pa melho ia en a o emos de i aos di e en es
depa amen os e pe cebe onde se encaixam es es ipos de o maça o. Po que ha
o maço es que podem se boas pa a mui os depa amen os, mas pa a ou os na o az
di e ença nenhuma. Po exemplo, a o maça o do Mind ulness eu na o ui, mas ou i
122
eedback bas an e posi i o, con udo acho que na o ap o unda am mui o. Mas ambe m e
e dade que eu la o a p ocu o, po isso acho que na o e ia an o e ei o pa a mim, mas eu
ac edi o que a maio pa e das pessoas que abalha aqui e na o e so aqui, e em odo o lado.
Sa o pouquí ssimas as pessoas que p ocu am isso. P imei o po que e udo pago, segundo
po que as pessoas na o e m empo e en a o sen i es a men e limpa, sabe es colo lida es com
a p essa o, com o s ess. Ago a ambe m e e dade que eu ejo as pessoas a i a essas
o maço es e a explodi logo no p imei o espi a .
11.
Alguns alo izam, eu oiço bons eedbacks das o maço es, a pa e da eciclagem hou e uma
melho ia aqui na emp esa a olhos is os, udo o imo. En a o que dize que as pessoas
ap o ei a am, oi uma pa e p osi i a dessa o maça o. O que eu acho e que ha algumas
pessoas que ou pa a escapa do abalho, p a a na o aze nada a o pa a la . Acho que se as
o maço es ossem apo s o ho a io lab o al na o ha e ia nem 20% a i , mas como e den o do
ho a io labo al, ap o ei am-se disso e eu acho que isso e mui o mau. Em ez de es a em
aplicadas e com in e esse, po que ealmen e que em i i a a o maça o e sabe seleciona ,
ou sej a, eu na o ou po que enho abalho p a a aze . Ago a quando u e s pessoas a deixa
abalho pa a aze pa a i a esse ip o de o maço es, na o admi o. Lo gico que depois de
es a em e s ho as sem aze nada, a ou i pessoas em odos elizes da ida, o eedback
e bom. E eu depois ejo o que e que uncionou, que na o uncionou nada.
12.
Que de o i a s o maço es, aplica o que ap endi. E assim, de o i a s o maço es que eu acho
que de em se bene icas pa a mim. E i aplica -me e no undo a e ansmi i a s pessoas
que na o o am pa a pode mos in e agi e explica , eu ap endi is o. Po que a s ezes, na o e
p eciso oda a gen e i , logo que haja um bom elacionamen o en e os colegas, na o e
p eciso oda a gen e i . No s p ecisamos e de i p e cebe , in e essa -nos e ambe m passa
a pala a. Po que a passa a pala a ambe m ap endemos q uando a ou o pessoas es a
ece i a a ap ende e acho que isso e um pon o undamen al.
15.
E assim, as o maço es sa o bene icas pa a os colabo ado es, an o pa a os colabo ado es
como pa a a emp esa. In es i no desen ol imen o dos colabo ado es e na o apenas
melho a as suas comp e e ncias, mas ambe m o alece a compe i i idade da p o p ia
123
emp esa. E esul ado do q ue disse an e io men e, aqui na o es a a acon ece . E a ença o que
na o que dize que a emp esa na o em capacidade pa a isso, acho e que a ní el de
o maço es de ia se mais bem o ganizado. Temos udo p a a da ce o, como eu disse, eu
na o me impo o de i i a o maço es, mas que me o ien em ambe m. Se sa o o maço es
que no s conseguimos pe cebe que sa o mesmo boas. Imagina que ha uma o maça o a s
17h em Famalica o e e comple amen e uma melho ia pa a mim, uma melho ia pa a o meu
abalho a 100%, eu na o me impo a a de en a a s 7h e sai a s 16h, i pa a Famalica o,
i a a o maça o e i pa a casa, no s ambe m emos de p e cebe a e que pon o a emp esa
es a naquele pon o de nos ajuda p a a. Eu p ocu o o maço es e na o encon o nada de jei o,
se eu i esse ajuda eu e a capaz de me comp ome e mui o mais. Ja ui a ias ezes aos
ecu sos humanos, ja alei a ias ezes com os meus esponsa ei s e ja disse, eu so que o
e con iança naquilo que eu aço.
Se a emp esa q ue e olu i comas pessoas a anda a p ocu a e uma coisa, o que ai demo a
mui o mais empo, e a mbe m acho que de ia de ha e uma seleça o en e as pessoas que
que em ap ende e aquelas que sa o o çadas a ap ende .
E como e que se az essa seleça o?
E pe cebe a mo i aça o. Po que u começas a pe cebe pelo empenho e a dina mica de cada
um, quando u ou es as pessoas a dize is o e uma casa a a de , isso pa a mim e pon o
nu me o um que essa pessoa es a dispensada. Quando as pessoas c i icam uma coisa que
lhes da o o denado odos os dias, pa a mim sa o pessoas que na o es a o a p ocu a de
soluço es, es a o a p ocu a de p oblemas. Eu no ou o dia en iei um e-mail que p ecisa a
de soluço es e no inal oi exa amen e isso que eu disse, eu p eciso dis o, dis o, dis o, eu sei
que is o sa o p oblemas, mas eu so que o soluço es com es e e-mail. Se no s es amos aqui
odos pa a a anja p oblemas is o na o ai anda pa a a en e. En a o amos en a
a anja soluço es e as soluço es ai mui o a mbe m pelas o maço es e ha pessoas,
p incipalmen e coo denado es e di e o es, que cada um conhece os seus colabo ado es,
sabem pe ei amen e quem anda aqui empenhado ou na o.
14.
Acho que ge i o empo de o maça o com o abalho. Te de pa a o nosso abalho pa a i
a s o maço es e uma cha ice e mais uma ez digo que as o maço es de iam se
di ecionadas pa as pessoas que p ecisam delas. Se as o maço es o em so di ecionadas
pa a as pessoas que necessi am delas, na o ha e a esse p oblema, po que e so pa a
124
bene í cio p o p io, ou seja, se no s i e que sai do nosso abalho mas o mos pa a uma
o maça o que e so di ecionada pa a o nosso abalho, no s sabemos que ai se uma
melho ia, na p o xima ez ja ais se udo di e en e, a e a nossa mo i aça o, a nossa manei a
de olha p a a o abalho , pa a udo, no s so amos ganha com isso, ago a se no s o mos
e uma o maça o que na os nos ai p eenche em nada, so amos pe de empo e no s
p ecisamos desse empo pa a abalha , po que n o s i emos do abalho e de dinhei o.
En e is a- L
38 anos. Team-Leade
4.
Eu en o acompanha semp e as necessidades dos colabo ado es. Eu i e a ias o maço es
na o so aqui na emp esa, mas ambe m a í ulo pessoal. Em que as quais essas mais alias
ouxe aqui pa a a emp esa e es ou a passa essa in o maça o que ecebi la o a aqui. Tan o
a ní el de desenho e cnico como a ní el de soldadu a. Desenho Te cnico enho o maça o de
ní el e s e soldadu a a emp esa ha uns anos a a s con idou-me a i i a um cu so de
soldadu a e eu ap o ei ei, na o que osse ap ende mui a coisa po que ja domina a alguma
coisa a ní el de soldadu a, mas ap endi mais posiço es de soldadu a, e cnicas no as que
ap endi, ape eiçoei conhecimen os que ja inha ap endido aqui com colegas mais elhos.
E essa o maça o que eu i e p e endo passa pa a o pessoal que es a a começa .
A minha equipa pen so que melho ou a ní el de soldadu a, o que e mais e cnico. Como
es ou aqui p esen e den o da p oduça o, ou semp e co igindo posiço es de soldadu a,
manei as mais simples de se pode abalha , isso eu consigo aze no imedia o. Ago a p o
exemplo, a ní el de desenho e cnico ja e mais in e p e aça o, ja na o e a o simples de
abso e in o maça o.
Hou e uma al u a que a emp esa, e e pena na o se aze mais ezes, deu-nos um dossie
onde i nha odo o ipo de soldadu a que exis iam aqui na emp esa e como e que eles e am
iden i icados e como e que eles se ap esen a am num desenho e cnico, ja oi ha mais de
15 anos. A di e sidade de ma e ial que no s ago a es amos a p oduzi , azia mui a al a
mesmo. A s ezes na o e p eciso se mui o en endido naquilo po que es a mui o b em
iden i icado como e p ocessado.
5.
125
Posso dize que odas as o maço es ajudam, mas se dissessem assim, i ei um g ande
p o ei o dessas o maço es, i ei aquilo que consegui abso e de in o maça o, mas pa a o
meu dia-a-dia pa a mim as an agens sa o nulas. Ou seja, essas o maço es que no s i emos
na o sa o mui o di ecionadas pa a cha o de a b ica, sa o mais di eciomadas pa a ambien e
social, ou seja como e que no s podemos lida com as pessoas, como lidamos com as
pessoas em ce os e de e minados con li os, mas conhecimen os e cnicos e ze o. Po acaso
enho so e po que enho uma bagagem mui o b oa pa a a s, po que se chegasse aqui
nes e momen o e se apanhasse es a equipa do nada, ia da p oblemas
E a sua equipa?
Eles p o p ios na o pe cebem como em o maço es de ambien e, de medicina, culina ia e
ou as o maço es e aquilo que ealmen e eles sen em que em necessidade na o em. Eu
enho colegas que dizem, eu na o me impo o de i a s o maço es odas, ap ende-se semp e
alguma coisa, so que depois em o e e s da moeda. Eu ui a o maça o, o que oi di o em
lo gica. Ago a, o q ue e que isso con ibui pa a o meu desempenho do dia-a- dia aqui den o.
Se a que ale a pena i a o maça o, pa a a p oduça o pa a depois quando chega mos na o
pe cebe o in ui o, se eu na o ejo aplicabilidade. Eu sei que em de ha e a pa e social,
mas se no s i e ssemos o maça o ealmen e que seja necessa ia pa o dia-a-dia. Es e
conhecimen o e cnico na o da pa a i a in e ne e sabe mais.
6.
As o maço es que no s i emos de eam lea de s, como de í amos ge i as equipas, ge i
con li os, em que si uaço es de emos abo da as pessoas. No s ja azí amos is o an es, mas
ago a emos e mos e cnicos, an igamen e azí amos p ela escola da ida, udo o que
ap endemos nessa o maça o na o ouxe no idade.
7.
Todas as o maço es que eu i e i e am a sua mais- alia. E odos os o mado es que po
ca passa am i e am semp e um p apel impo an e e i e am semp e o cuidado de
pe cebe as nossas di iculdades e en a di eciona a o maça o median e as necessidades
que no s í amos ap on a . Puxa am po no s pa a sabe o que azemos no dia-a-dia.
8.
Nulo na o pode se po que exis e o maço es, mas e mui o medí oc e. Sa o mui as ho as de
o maça o pa a os quais na o em qualque ap o ei amen o p a ico no dia-a-dia dos
126
colabo ado es. No s ha ce ca de 4 anos, i emos aqui uma o maça o em que abo dou
di e sos emas, desenho e cnico, soldadu a, me ologia e numa u ma de 15
colabo ado es, 95 % i e am uma e oluça o mui o, mui o g ande. Ou seja, chega am aqui
p a icamen e sem o maça o nenhuma e com aquela base que eles i e em po pouco que
oi, no ou-se que consegui em abso e e no ou-se no dia-a-dia. O abalho deles oi mui o
mais en abilizado em compa aça o com an es e depois da o maça o. Foi um abalho
mui o bem ei o, na o pe cebo que a emp esa na o ol a a aze o mesmo. Quando se ala
que na o exis e ma o de ob a quali icada nes a a ea, na o ha , a que ha e ca o e mui as ezes
mais ale ensina uma pessoa de iní cio, do que as pessoas que em de ou as emp esas
com ou os í cios. Po que molda as pessoas com expe ie ncia e quase como começa do
iní cio. No s emos ecu sos den o da emp esa que pe mi e da o maça o a essas pessoas.
Eu ou dando dia iamen e, um bocadinho aqui um bocadinho ali, mas i sso na o e su icien e
po que na o e consis en e.
Alia s, i emos uma ase no iní cio do ano, que encaixa ia pe ei amen e, i emos uma baixa
de encomendas, onde a emp esa inha quase como ob igaça o da o maço es e po as
pessoas ap as pa a qualque ipo de se iço. An igamen e, as pessoas es a am a aze um
u nico se iço, quando ui pa a eam leade i ei-os da zona de con o o, cada um em de
abalha no mí nimo em duas a eas dis in as e em de e au onomia.
A s ezes es amos aqui mais di ecionadas pa a o a mbi o social e ambien al e na o es amos
di ecionados pa a is o, ou seja, po que os ecu sos sa o os mesmos, emos que despen de
esse empo e po que e que na o despendemos
9.
Sim, ou seja, a minha opinia o e a opinia o deles, so que de e ha e aqui algum en a e das
quais eu na o comp eendo. A minha che ia di e a enco aja, ago a a emp esa em ge al na o
sei.
10.
Aquilo que eu conheço da emp esa, a emp esa e e uma necessidade mui o g ande de i
busca colabo ado es ao undo de desemp ego. E apa eceu-nos aqui a po a
colabo ado es sem expe ie ncia. A emp esa, como inha necessidade de ma o de ob a
con a ou-os, ao con a a es as pessoas, o iginou mui os de ei os nas peças, mui os
aciden es, mui as queixas de clien es de ma quinas que na o chega am co e as ao des ino.
127
A bola de ne e oi c escendo, as pessoas na o e m culpa, quando a emp esa as con a ou
sabia pe ei amen e que essas pessoas na o inham compe e ncia pa a aze de e minadas
a eas, en a o ob igou a emp esa a c ia p ocessos p odu i os p a a as pessoas an es de aze
qualque a e a e em a ença o de e minados pon os. Te e de ha e uma g ande
en ol e ncia da pa e da segu ança pa a que essas p essoas pudessem minimiza o pe igo.
Na o e so no meu se o , a necessidade de o maça o e ge al.
11.
Os abalhado es alo izam a o maça o sem somb a de du ida. Valo izam mui o aquele
conhecimen o que eu em 10 minu os dia ios p asso. Aqui den o emos de udo, e no s
emos de pe cebe quais sa o os colabo ado es mais dina micos, mais í midos e sabe o
modo como abo da as pessoas. Uma das coisas que eu ap endi e nunca desis i de
ningue m, o colabo ado pode da 80%, mas eu p eciso de 100%, onde e que eu ou busca
os ou os 20%? A ou o colabo ado que so consegue da 20%, mas eu p eciso desses
20%, e eu sei que esse colabo ado se o pe sis en e ai começa a e olui . Eu inha aqui
pessoas com di iculdade em ab alha com p oblemas de mediça o . E impo an e o
colabo ado na o desis i e no s na o desis i mos dele. A s ezes sa o coisas que demo am um
minu o a aze e demo amos pa a aí meia ho a odos os dias du an e um me s pa a a pessoa
es a au o noma a aze . Eles alo izam esses dez ou quinze minu os que eu dispenso pa a
eles.
E em elaça o a s o maço es em sala de o maça o?
O eedback e que odas as o maço es que eles ize am eles gos a am, em semp e o seu
lado posi i o. Quando uma pessoa ai pa a uma o maça o e em mais ico, do que aquilo
que en ou la , e po que abso eu alguma in o maça o u il, isso e una nime. Sei que hou e
uma o maça o que eles gos a am mui o, da medicina. Abo da a assun os do dia-a-dia,
onde inha a pa e p a ica den o da o maça o onde eles pode iam e como e que se az,
e e con ac o com aquilo que se az. Pa ecendo que na o, oi mui o en iquecedo . Qu ando
a pessoa em algum de ice de in o maça o e em o maça o, com a pa e eo ica e com a
p a ica, e mui o mais simples pa a eles abso e em essa in o maça o.
12
A minha g ande unça o e inalidade ca den o e o ma pessoas e o ma -las bem. Eu na o
gos o de impingi a e as a eles, eu p e i o q ue sejam eles a e inicia i a. Eu gos o de os
134
bocado, na o em ha ido mui as o maço es e cnicas. No s azemos o nosso abalho, e
amos passando as in o maço es, mas se um o mado e di e en e. No s ecebemos colegas
que na o em expe ie ncia, na o em quali icaça o e a pa e eo ica se ia mui o in e essan e
pa a eles
E nos seus abalhado es?
No s emos um se o que e bas an e en ol ido, as pessoas e m in e esse em pa icipa na o
so pelo que a o ganha com aquela o maça o, mas ambe m p ela alo aça o que is o da ao
colabo ado . F icam con en es, mais mo i ados sob e udo se i e em in e esse na
o maça o. No e eno ganhamos colabo ado es mais con en es, e bom pa a odos.
6.
Eu semp e i e bas an e con iança em mim, semp e i e a ideia que ia se lí de . As
o maço es ajuda am a sen i mais segu o na o em oma deciso es, mas no sen ido em e
con iança que as deciso es que es a o a se omadas es a o no caminho ce o. Sin o al a de
uma o maça o eo ica, eu ja abalhei na p oduça o e ambe m ja ui che e de equipa po
isso comp eendo-os.
E na sua equipa?
Tambe m. T az semp e um a nimo di e en e. Se osse eu a decidi , eu azia semp e as
o maço es p o equipas, os colegas da mesma equipa semp e jun os, pelo espí i o de
equipa. Quan o mais abalhamos a unia o em equipa melho , ul apassamos q ualque
obs a culo. Um dia um es a pio , mas o ou o ajuda e esol e-se udo. Os colegas es a o
jun os duzen os e al dias po an o no pos o de abalho e e um dia di e en e, odos j un os
e mui o bom, alam odos a mesma lí ngua.
7.
Na maio ia dos casos co eu semp e bem. Mas depois hou e uma ez ou ou a,
des aca am-se alguns pela posi i a. O o mado e impo an e, pelo acompanhamen o e
seguimen o que ai da , mas ambe m p elo in e esse. Eu sen i que os o mado es que
ama am o que es a am a aze , da am uma o maça o espe acula , sen ia-se que inha do
co aça o. A posiça o do o mado e mui o imp o an e, alia s na o sei como e que a nossa
emp esa na o emos pessoas que o mem aqui in e namen e.
8.
135
Eu acho semp e mui o bem, po que p imei o emos condiço es, emos uma sala de
o maça o que nos pe mi e es a concen ados, a en idade o mado a em ido o mado es
expe ien es. Na o ha nada a apon a , a na o se os emas na o se em di ecionados pa a o
abalho do dia-a-dia. Desde que es ou aqui semp e achei as o maço es mui o
in e essan es.
9.
Planeado udo se o ganiza. No s emos p azos a cump i , mas se sabemos da o maça o
emos de a enquad a no plano. E a cil ala po que se consegue medi , ai p e demos x
empo. Mas quem e que consegue medi o que se ganhou? Uma pessoa que ai a o maça o,
doi dias, uma semana depois ainda ai ala da o maça o, ai da um A nimo a eq uipa, e um
momen o di e en e em que a o ap ende coisas. Na os sa o as melho es indi idualidades
que azem melho o abalho, e a melho equipa.
10.
Eu ac edi o que odos de em e di ecion ado pa a o abalho que cada um az. Os
esponsa eis de iam e o maço es de lide ança, que a e ja i emos algumas. As
o maço es ambe m se em pa a nos ol a a me e na linha que emos de segui . E mui o
impo an e a pos u a dos lí de es.
11.
Sim, mui o bem ecebida. Ficam con en es po que a o adqui i conhecimen os.
12.
Ten a aze pe cebe quais sa o as necessidades que podem e o meu se o . E impo an e
e uma isa o indi idual a cada se o .
13.
Sim, odas sa o ei as a pensa nas necessidades, mas al am algumas que e iam mui os
bene í cios pa a eles, apesa de as que eles equen am se em in e essan es. An igamen e,
na o ha e ia nenhum mon ado que na o passa a pela o maça o de pneuma ica, e a a base.
E po que acha que isso ago a na o acon ece?
136
A emp esa e e uma e oluça o e o ganizaça o di e en e. Po exemplo, izemos um g ande
abalho em e mos de segu anças, dias e dias de o maça o, abalhos espe acula es, ale m
de o maço es elacionadas com o Kaizen. A emp esa e e de se oca no que e a necessa io,
e a isso que e a a p io idade. Ago a e al u a de ha e um meio e mo.
14.
Qualque o maça o e de sa ian e po que na o sabemos exa amen e como ai deco e , o que
amos ap ende . A o maça o ala-se an es, ala-se depois, e isso na o se consegue subs i ui ,
e das u nicas coisas que os colabo ado es azem o a do sí io deles. Va o aze em conjun o,
sem se no pos o de abalho, a o-se en ol e . A maio iqueza sa o as pessoas e a
expe ie ncia que ela em.
15.
Comple amen e de aco do. No s na o podemos e medo de pe de uma pessoa que oi
o mada po que a pessoa ajudou a emp esa a adqui i conhecimen os. Sou adep o de
pessoas que na o em conhecimen o, po que es ou a o ma oda a minha equipa e ao longo
dos anos amos se cada ez melho es. E mais a cil ensina uma pessoa que na o em
o maça o. Te uma o ganizaça o onde ap endem e uma mais- alia pa a os colabo ado es e
uma o ma de os man e mais empo po que na o es a o es agnadas. O se humano q ue
semp e mais, e ins in i o. Que em se alo izados e a alo izaça o em de passa pela
e oluça o.
137
Apêndice 4- Consen imen o In o mado
Es a en e is a su ge no a mbi o do abalho de in es igaça o/in e ença o que, enquan o
aluna do 2º ano do mes ado em Educaça o, especializaça o em Fo maça o, T abalho e
Recu sos da Uni e sidade do Minho, me encon o a ealiza . O ema do p oje o e o ciclo de
o maça o da emp esa em ques a o; sendo assim, o obje i o des a en e is a e pe cebe a
pe ceça o dos en e is ados/as ace ca desse p ocesso.
P ocede -se- a a g a aça o a udio da en e is a pa a ansc iça o e ana lise da mesma, cujos
dados se a o usados apenas p a a ins es i amen e acade micos. A en e is a ealizada,
apo s ansc i a, pode a se o deseja , se e is a pelo en e is ado/a.
Os dados pessoais se a o man idos con idenciais e a iden idade do en e is ado/a se a
p ese ada.
Di ei os do En e is ado/a: O en e is ado/a em di ei o de:
• Recusa -se a esponde a qualque pe gun a
• In e ompe a en e is a a qualque momen o
• Solici a uma co pia da ansc iça o da en e is a
De o ma a con i ma a sua acei aça o da ealizaça o e ana lise da en e is a, ag adeço que
assine a seguin e decla aça o.
“Decla o que ui de idamen e in o mado sob e o obje i o, uso de g a aça o e os meus
di ei os como pa icipan e des a en e is a. A i mo que a minha pa icipaça o e olun a ia
e que posso e i a o meu consen imen o a qualque momen o, sem qualque penalidade .
Assina u a do En e is ado/a:
Assina u a da En e is ado a:
138
Apêndice 5- P opos a Inqué i o de a aliação do impac o da o mação
1. Insi a as in o maço es p edidas.
Nome do abalhado ____________________________________________________________________
Funça o/Depa amen o __________________________________________________________________
Tempo de se iço na emp esa __________________________________________________________
Da a da o maça o ______ __________________________________________________________________
Nome da o maça o ______________________________________________________________________
2. Leia as seguin es a i maço es, a aliando-as en e 1 e 6, em que 1 co esponde a
Disco do To almen e e 6 co esponde a conco do o almen e.
a) A o maça o oi cla a e a cil de en ende . _______
b) O con eu do da o maça o oi ele an e pa a o meu abalho. _______
c) O o mado demons ou conhecimen o e domí nio do ema. _______
d) Os ma e iais de apoio o am u eis pa a o acompanhamen o da o maça o. _______
e) A du aça o da o maça o oi adequada. _______
) A o maça o a endeu a s minhas expec a i as . _______
3. O que mais gos ou na o maça o?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
4. Quais suges o es de melho ia ecomenda ia pa a u u as o maço es?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
139
5. Leia as seguin es a i maço es, a aliando-as en e 1 e 6, em que 1 co esponde a
Disco do To almen e e 6 co esponde a conco do o almen e.
a) Apo s a o maça o, sin o que adqui i no as compe e ncias e cnicas pa a execu a
melho as minhas a e as. _______
b) Comp eendi os concei os cha e a bo dados na o maça o. _______
c) Sin o-me mais con ian e pa a aplica o que ap endi no meu abalho. _______
6. Que no os conhecimen os ou compe e ncias desen ol eu com es a o maça o?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
7- De aco do com o ipo de o maça o e o obje i o da mesma, pode a se incluí da uma
ques a o pa a es a conhecimen o especí ico.
8. Leia as seguin es a i maço es, a aliando-as en e 1 e 6, em que 1 co esponde a
Disco do To almen e e 6 co esponde a conco do o almen e.
a) Desde a o maça o , consegui aplica os conhecimen os desen ol idos no meu
abalho. _______
b) Sin o que o meu desempenho no abalho melho ou apo s a o maça o. _______
c) Es ou mais e icien e nas minhas a e as dia ias de ido a o maça o. _______
d) A o maça o ajudou-me a melho a a colabo aça o com os meus colegas. _______
9. Consegue desc e e uma si uaça o em que aplicou o que ap endeu na o maça o?
Qual?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
140
10. Leia as seguin es a i maço es, a aliando-as en e 1 e 6, em que 1 co esponde a
Disco do To almen e e 6 co esponde a conco do o almen e.
a) A o maça o con ibuiu pa a a melho ia da qualidade do meu abalho. _______
b) O meu abalho em-se o nado mais segu o apo s a o maça o. _______
c) A o maça o ajudou-me a se mais p odu i o. _______
d) Sin o que a o maça o e e um impac o posi i o nos esul ados da equipa. _______
11. Conside a, ou na o, que es a o maça o oi um bom in es imen o do seu empo?
Po quê?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
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_____________________________________________________________________________________________________
12. Recomenda ia, ou na o, es a o maça o a ou os colegas? Po quê?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
13. Que emas adicionais gos a ia de e abo dados em u u as o maço es?
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
141
Apêndice 6- Modelo Ques ioná io Impac o da Fo mação pa a as che ias
Es e ques iona io em como obje i o a alia o imp ac o da o maça o equen ada pelos
seus abalhado es na sua unça o e no desempenho ge al da equipa. A sua opinia o e
undamen al pa a medi a e ica cia da o maça o e iden i ica a eas de melho ia.
1. Insi a as in o maço es pedidas.
Nome da che ia: ________________________________________________________________________________
Nome do abalhado a aliado: ______________________________________________________________
Depa amen o/Se o : _________________________________________________________________________
Funça o do abalhado : _______________________________________________________________________
Nome da Fo maça o equen ada pelo abalhado : ________________________________________
Da a da Fo maça o: _____________________________________________________________________________
2. A alie as seguin es a i maço es elacionadas ao impac o da o maça o no
desempenho do abalhado , numa escala de 1 a 6, onde 1 signi ica Disco do
o almen e e 6 signi ica Conco do o almen e.
a) Apo s a o maça o, o abalhado demons ou melho ia nas compe e ncias
e cnicas necessa ias pa a a sua unça o.
1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
b) O abalhado começou a aplica os no os conhecimen os ou e cnicas
desen ol idas na o maça o.
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
c) Hou e um aumen o na e icie ncia do abalhado nas suas a i idades dia ias
desde a o maça o.
1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
142
d) O abalhado em demons ado uma maio au onomia e con iança no
desempenho das suas a e as.
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
e) A o maça o esul ou numa eduça o de e os ou e abalho nas a e as
ealizadas pelo abalhado .
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
3. A alie, as mudanças obse adas no compo amen o do colabo ado apo s a
o maça o, numa escala de 1 a 6, onde 1 signi ica Disco do o almen e e 6
signi ica Conco do o almen e.
a) O abalhado em mos ado maio comp ome imen o com as boas p a icas e
p ocedimen os da emp esa.
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
b) O abalhado es a mais p oa i o na esoluça o de p oblemas e na omada de
deciso es.
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
c) Obse ou uma melho ia na comunicaça o e colabo aça o do abalhado com os
colegas e equipas.
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
d) A o maça o e e um impac o posi i o no compo amen o do abalhado em
e mos de segu ança e p e ença o de aciden es.
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
143
4. A alie o impac o da o maça o nos esul ados ge ais da sua equipa, com base nas
mudanças obse adas no abalhado :
a) A p odu i idade da equipa melho ou de ido a melho ia de desempenho do
abalhado que equen ou a o maça o.
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
b) A qualidade do abalho p oduzido pelo abalhado (ou pela equipa) aumen ou
apo s a o maça o.
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
c) A o maça o con ibuiu pa a uma maio segu an ça ope acional no ambien e de
abalho.
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
d) O abalhado consegue ago a iden i ica e co igi po enciais p oblemas de o ma
mais a pida e e icaz.
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
e) Conside a que o in es imen o na o maça o des e abalhado oi bene ico pa a a
equipa e pa a a emp esa?
1( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
5. Recomenda ia es a o maça o pa a ou os abalhado es da sua equipa? Po quê?
_____________________________________________________________________________________________________
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