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Pequenos grandes cidadãos: o papel da mediação no desenvolvimento de dinâmicas em contexto escolar

Author: Correia, Iara Marques
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/a49537b6-824a-4f3d-83bf-d05f5d4c38bf/download
Uni e sidade do M inho
Ins i u o de Educação
Ia a Ma ques Co eia
Pequenos G andes Cidadãos: o papel
da mediação no desen ol imen o de
dinâmicas em con ex o escola
janei o de 2025
UMinho | 2025 Ia a Ma ques Co eia Pequenos G andes Cidadãos: o papel da mediação
no desen ol imen o de dinâmicas em con ex o escola
Ia a Ma ques Co eia
Pequenos G andes Cidadãos: o papel
da mediação no desen ol imen o de
dinâmicas em con ex o escola
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Educação
Á ea de especialização em Mediação Educacional
T abalho e e uado sob a o ien ação da
Dou o a Regina Fe ei a Al es
Uni e sidade do M inho
Ins i u o de Educação
janei o de 2025
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial
CC BY-NC
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Ao que nada espe a
Tudo que em é g a o.
(Que o igno ado, e calmo de Rica do Reis (Fe nando Pessoa))
Ag adeço aos meus que idos pais, po odo o es o ço e ga a que ao longo des e p ocesso a que
chamamos ida ize am de udo, pa a que eu e os meus i mãos, i éssemos uma ida es á el e eliz. O
osso apoio, pala as mo i ado as e educação ize am de mim a pessoa que sou hoje. Um ob igado
especial a ocês, po me da em a opo unidade de ealiza algo na qual enho imenso o gulho.
Gos a ia de ag adece ambém aos meus dois i mãos, La a e San iago, pelo apoio cons an e e po
nunca deixa em de ac edi a em mim. Vocês semp e me lemb a am de que sou capaz de udo. Sem me
a pe cebe , ocês o am g andes mo i ado es pa a me o na cada ez melho .
À minha que ia A ó Ma ia, mais conhecida como Alice, e à minha que ida Mad inha, onde ambas
semp e con ibuí am com odo o p aze no meu c escimen o, seja na educação seja pa a me o na na
pessoa que sou hoje. Se ão semp e um eno me apoio e es a ão semp e gua dadas no meu co ação.
À minha que ida A ó Te esa, po man e semp e a espe ança na ida. Desde pequena me ensinou
a impo ância de nunca desis i e sabe en en a qualque desa io com de e minação.
Ao meu Rica dinho, sabes o alo que ens pa a mim. Ag adeço- e po , ao longo des e pe cu so,
me apoia es e mo i a es, mas, acima de udo, me e gue es nos dias mais di íceis, lemb ando-me semp e
pa a man e a calma. Conseguis e o na odos os momen os mais le es.
À minha melho amiga Cos inha, com ce eza es e caminho e ia sido mais di ícil sem i, con udo,
izes e com que os momen os menos bons pa ecessem me as lemb anças pa a nos i mos mais a de.
Ob igada po se es uma g ande o ça ao meu lado e po semp e me lemb a es do que eu sou capaz e o
quão o gulhosa es ás pelas minhas conquis as. Se ás semp e a minha pa cei a de ida.
Às minhas companhei as, Ana e Bia, de colegas a amigas, o na am-se um dos maio es pila es
de o ça na conc e ização de á ios desa ios. Ob igada po ac edi a em semp e em mim, po me
ensina em á ios alo es da ida e po me con inua em semp e a inspi a .
Aos meus amigos e amigas, ag adeço-lhes do undo do co ação. Gua do odas as lemb anças,
ga galhadas e memó ias com ca inho. Ob igada po man e em o equilíb io nos momen os mais di íceis
e po me lemb a em semp e pa a obse a a ida da melho o ma possí el.
Às minhas acompanhan es da ins i uição, po me acolhe em ão calo osamen e, po oda a
con iança que me deposi a am, po odas as con e sas e opo unidades au ónomas que me o e ece am
ao longo des e pe cu so.
Um especial ob igado ambém à minha o ien ado a de es ágio, Dou o a Regina Al es. Gos a ia de
exp essa a minha imensa g a idão po odo o apoio que demons ou ao longo des e pe cu so. Ag adece
pelas opo unidades de ap endizagem que adqui i, pelos conselhos e paciência nos momen os mais
desa iado es. Ob igado po me o ien a com de e minação e po ac edi a semp e em mim e no meu
po encial.
Sou e e namen e g a a a odos. Cada um de ocês, de manei a única, con ibuiu pa a que eu
chegasse a é aqui. É com eno me gos o que os dedico es a conquis a, po e em sido o meu apoio
incondicional e po odo o amo e inspi ação que p e aleceu a meu lado. Es a ealização é nossa!

i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
PEQUENOS GRANDES CIDADÃOS: O PAPEL DA MEDIAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE
DINÂMICAS EM CONTEXTO ESCOLAR
RESUMO
A p á ica da mediação en ol e di e sas á eas de a uação, des acando-se o con ex o escola , no qual o
p oje o oi implemen ado. O es ágio oi desen ol ido num Ag upamen o de Escolas, mais conc e amen e,
numa Escola Básica de 2.º e 3.º ciclos, si uada no No e de Po ugal, no âmbi o do 2.º ano do Mes ado
em Educação, na á ea de especialização em Mediação Educacional. O p oje o, in i ulado
Pequenos
g andes cidadãos: o papel da mediação no desen ol imen o de dinâmicas em con ex o escola
,
p e endeu que os alunos desse Ag upamen o de Escolas ossem capaci ados enquan o cidadãos a i os
com alo es sus en ados e o ien ados pa a uma con i ência posi i a e cul u a de paz. Pe ilado po uma
me odologia de in es igação pa icipa i a e sus en ada pelos p incípios da mediação, o p oje o na ase
de diagnós ico de necessidades pe mi iu pe spe i a uma in e enção di e a com a comunidade escola ,
com oco na elabo ação de um p oje o-pilo o de mediação de pa es, concebido de aiz pe an e as
necessidades e p io idades da ins i uição. O p oje o-pilo o consis iu na c iação e implemen ação de uma
o mação de mediado es de pa es, capaci ando os alunos enquan o agen es de mudança com is a a
con ibuí em pa a o equilíb io do ambien e escola . A o mação de mediação de pa es oi compos a po
8 sessões de ap oximadamen e sessen a minu os e na sua a aliação p ocu ou-se comp eende a
e olução ao ní el das a i udes e compo amen os dos alunos-mediado es na sua a uação no con ex o
escola . Os esul ados mos a am que os alunos-mediado es adqui i am conhecimen os e compe ências
na á ea da mediação, especi icamen e ace ca do p ocesso, dos p incípios e do papel de um mediado
em con ex o escola . O es ágio ambém con emplou uma e en e in e en i a, com des aque pa a uma
in e enção com uma u ma do 5.º ano, com o in ui o de p e eni , esol e e ans o ma a indisciplina
den o e o a da sala de aula, melho ando as elações in e pessoais. A pa icipação nas a i idades
desen ol idas pelo Gabine e de P e enção e In eg ação de Ação Disciplina e plani icadas pelo
Ag upamen o de Escolas p opo ciona am di e sas opo unidades de c escimen o pessoal e p o issional.
Os esul ados alcançados e idencia am a necessidade de se in es i na c iação e desen ol imen o de
espaços di igidos pa a a mediação, que sus en em a inclusão social e a con i ência posi i a, e que
a a és da p áxis da mediação é possí el o alece a comunidade educa i a, cons uindo um u u o mais
p óximo de uma cul u a de paz, o nando os alunos
g andes cidadãos
.
Pala as-cha e: Alunos-mediado es; educação; mediação; mediação de pa es; mediação escola .
i
LITTLE GREAT CITIZENS: THE ROLE OF MEDIATION IN THE DEVELOPMENT OF DYNAMICS IN A
SCHOOL CONTEXT
ABSTRACT
The p ac ice o media ion encompasses a ious ields, wi h pa icula emphasis on he school se ing,
whe e his p ojec was implemen ed. The in e nship was conduc ed wi hin a School G ouping, speci ically
a a middle school loca ed in No he n Po ugal, as pa o he 2nd yea o a Mas e 's Deg ee in Educa ion
wi h a specialisa ion in Educa ional Media ion. The p ojec , i led
Li le G ea Ci izens: The ole o
media ion in he de elopmen o dynamics in a school con ex
, aimed o empowe s uden s om his
school as ac i e ci izens wi h solid alues o ien ed owa ds posi i e coexis ence and a cul u e o peace.
Guided by a pa icipa o y esea ch me hodology and based on he p inciples o media ion, he p ojec 's
needs assessmen phase allowed o a di ec in e en ion wi h he school communi y, ocusing on he
design o a pee media ion pilo p ojec ailo ed o he needs and p io i ies o he ins i u ion. The pilo
p ojec in ol ed he de elopmen and implemen a ion o a pee media o aining p og amme ha
empowe ed s uden s as agen s o change o help balance he school en i onmen . The pee media ion
aining consis ed o eigh sessions o app oxima ely six y minu es each, and i s e alua ion sough o
unde s and he de elopmen o he a i udes and beha iou s o he s uden -media o s in hei oles wi hin
he school en i onmen . The esul s indica ed ha he s uden -media o s acqui ed knowledge and skills
in media ion, pa icula ly in ela ion o he p ocess, p inciples and ole o a media o in a school con ex .
The in e nship also included an in e en ion componen , mainly wi h a i h-g ade class, aimed a
p e en ing, esol ing and ans o ming issues o indiscipline inside and ou side he class oom, he eby
imp o ing in e pe sonal ela ionships. Pa icipa ion in ac i i ies o ganised by he O ice o he P e en ion
and In eg a ion o Disciplina y Ac ions and planned by he school g ouping o e ed nume ous
oppo uni ies o pe sonal and p o essional de elopmen . The esul s show ha he e is a need o in es
in c ea ing and de eloping spaces o media ion ha suppo social inclusion and posi i e coexis ence,
and ha h ough he p axis o media ion i is possible o s eng hen he educa ional communi y, building
a u u e ha is close o a cul u e o peace, making s uden s g ea ci izens.
Keywo ds: Educa ion; media ion; pee media ion; s uden -media o s; school media ion.
ii
ÍNDICE
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS ......................... ii
AGRADECIMENTOS ................................................................................................................................ iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE ............................................................................................................ i
RESUMO .................................................................................................................................................
ABSTRACT ............................................................................................................................................. i
ÍNDICE .................................................................................................................................................. ii
ÍNDICE DE FIGURAS .............................................................................................................................. xi
ÍNDICE DE QUADROS ........................................................................................................................... xii
ÍNDICE DE TABELAS ............................................................................................................................. xiii
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ..................................................................................................... xiii
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................ 1
CAPÍTULO I – ENQUADRAMENTO CONTEXTUAL DO ESTÁGIO .............................................................. 4
1.1. Ca ac e ização do Ag upamen o de Escolas ............................................................................... 4
1.2. Ca ac e ização do público-al o .................................................................................................... 7
1.3. Ap esen ação da p oblemá ica de in es igação/in e enção, sua ele ância e pe inência ......... 9
1.3.1. Mo i ações e expec a i as
.................................................................................................. 10
1.4. Diagnós ico de necessidades: écnicas de ecolha de dados e p ocedimen os ......................... 11
CAPÍTULO II – ENQUADRAMENTO TEÓRICO ....................................................................................... 16
2.1. O caminho da educação ........................................................................................................... 16
2.2. Mediação: um cons u o e desen ol imen o emancipa ó io ...................................................... 19
2.2.1. Modelos de mediação
........................................................................................................ 21
2.2.2. E apas do p ocesso de mediação
...................................................................................... 21
2.2.3. Desempenho do mediado
................................................................................................. 23
2.2.4. A impo ância da p á ica de mediação
............................................................................... 23
2.3. Mediação escola ...................................................................................................................... 24
1
INTRODUÇÃO
Algumas pessoas que em que algo acon eça, ou as desejam que acon eça, ou as azem acon ece .
(Michael Jo dan)
A ualmen e, i encia-se e assis e-se a uma cul u a de iolência p esen e em á ios con ex os,
sendo um deles as escolas. Des a o ma, e uma ez que o se humano in e age enquan o sujei o social,
é impo an e es abelece desde en a idade uma educação umo à con i ência posi i a e à capacidade
em sabe ge i con li os, no sen ido de cons ui uma cul u a de paz (Mo gado & Oli ei a, 2009).
Independen emen e dos obs áculos, assumiu-se a educação como um dos pila es mais impo an es do
pódio do desen ol imen o das c ianças e jo ens. O sis ema educa i o, jun amen e com a amília, en a iza
a necessidade em ap ende a ans o ma o ecido social de aco do com os desa ios causados pela
iolência exis en e (Ja es, 2002).
A mediação em indo a c esce como e amen a de p e enção, esolução e ans o mação de
con li os, ap esen ando-se como um espaço de emancipação e ans o mação dos indi íduos. Assim,
in e ém como mé odo coope a i o e pa icipado de esolução de con li os, p opo cionando au onomia e
esponsabilidades aos en ol idos. Des e modo, a in odução da mediação no con ex o escola ,
p opo cionou uma as a o e a de mé odos na esolução e p e enção de con li os, uma ez que os
compo amen os de indisciplina e iolência se encon am eco en emen e nesses espaços.
A exis ência de con li os pe mi iu en ende que é possí el ha e uma elação en e con li o e
con i ência, uma ez que é um p ocesso social e, como al, conside a-se um acon ecimen o em
cons an e e olução (Ja es, 2002). Segundo Ma ins e Viana (2013 p. 181), “a escola não se esume à
sala de aula, além de espaço de educação o mal, a escola é local de con i ência, de mul icul u alidade,
de negociação, de socialização, de inclusão, de (in)sucesso escola , de diálogo, de emancipação e de
con li os”. É com a expansão da isão/obse ação, p on a a acei a mudanças, que se á possí el
comp eende , mo i a e a ua pe an e si uações de con li o, p omo endo a ha monia no ambien e
escola .
Com equência conside a(m)-se o(s) con li o(s) como sendo algo nega i o, con udo, encon a(m)-
se bas an e p esen e(s) na sociedade e cabe a cada se humano se capaz de o(s) econhece e sabe
ul apassá-lo(s). Os con li os podem oco e “desde a indisciplina em sala de aula, em uma elação de
pode , como si uações de iolência, que ai da simbólica a ísica” (Reis, 2021, p. 68). De ce a o ma, o
su gimen o da mediação nas escolas em como obje i o p omo e a ges ão posi i a do con li o, como

2
ambém, sabe ul apassá-lo a a és da comunicação posi i a. A di e ença de pe spe i as e ideias,
p io idades ou necessidades, acaba po es abelece na sua na u eza, o su gimen o de in e ações sociais,
como ambém, desen endimen os que, po ezes, se con e em em compo amen os desajus ados
socialmen e (Sil a, 2011, p. 255).
A impo ância do en ol imen o da mediação na ida das c ianças e jo ens em con ex o escola
em colabo ação com a ins i uição, pe mi iu desen ol e o p esen e ela ó io de es ágio pe ilado po uma
me odologia de in es igação pa icipa i a e sus en ada pelos p incípios da mediação. Nes e sen ido, a
missão do es ágio isou enal ece o c escimen o e desen ol imen o das c ianças e jo ens no seu
cons u o enquan o cidadãos pa a uma cul u a de paz. Po an o, o p esen e ela ó io su ge no âmbi o do
es ágio p o issionalizan e do 2.º ano do Mes ado em Educação, na á ea de especialização em Mediação
Educacional, do Ins i u o de Educação da Uni e sidade do Minho. O es ágio oi desen ol ido num
Ag upamen o de Escolas (AE), mais conc e amen e numa Escola Básica de 2.º e 3.º ciclos, si uada no
No e de Po ugal, no pe íodo comp eendido en e ou ub o de 2023 e junho de 2024.
Reconheceu-se a necessidade em a ua no con ex o, no sen ido de capaci a as c ianças e jo ens
pa a a sua ação na ins i uição. Assim, ga an iu-se a p oximidade das in e enções pa a e o ça o apoio
que o AE p ecisa a. O ac o de se u iliza a mediação escola como um apoio, pe mi iu a abe u a de
no as ap endizagens na educação e no seu c escimen o. Pa a além disso, a inse ção da mediação no
meio escola pe mi iu a c iação de um espaço acolhedo e p opício pa a o bem-es a de odos. Des a
o ma, a p á ica da mediação inci ou a c iação de um no o p oje o no con ex o, o que pe mi iu en ol e
as c ianças e jo ens e, consequen emen e, ans o ma men es com umo pa a a con i ência posi i a.
Assim, su giu o p oje o-pilo o
Fo mação de alunos-mediado es
, que possibili ou a in eg ação e in e ação
com oda a comunidade educa i a, a a és da mediação escola . Es a in e ação eme giu como o ma de
a uação pe an e os con li os exis en es no con ex o, seja pela p e enção, ans o mação ou esolução.
O ela ó io de es ágio, após es a in odução, o ganizou-se em cinco capí ulos. Em p imei o luga ,
p ocedeu-se ao enquad amen o con ex ual do es ágio (Capí ulo I), que abo dou a ca ac e ização do AE e
o público-al o; mencionou-se a ap esen ação da p oblemá ica de in es igação/in e enção e a sua
ele ância e pe inência, como ambém, as mo i ações e expec a i as; demons ou-se o diagnós ico de
necessidades, con an o com as écnicas de ecolha dos dados e p ocedimen os. De seguida, o
enquad amen o eó ico (Capí ulo II), onde se explo ou e in es igou a documen ação eó ica que pe mi iu
sus en a eo icamen e o p oje o desen ol ido. Depois, des acou-se o enquad amen o me odológico do
es ágio (Capí ulo III), onde se abo dou o p oblema de in es igação e os obje i os de in es igação e
in e enção; expôs-se a ap esen ação e undamen ação da me odologia de in es igação/in e enção,
3
des acando-se as écnicas de in es igação e in e enção; abo dou-se a iden i icação dos ecu sos
mobilizados pa a a in e enção e as limi ações do p ocesso de in es igação e in e enção: do idealizado
ao exequí el. Seguidamen e, a ap esen ação e discussão dos esul ados do es ágio (Capí ulo IV), onde
se abo dou o p oje o-pilo o da o mação de alunos-mediado es e a pa icipação no dia-a-dia do AE. Po
im, ap esen a am-se as conside ações inais (Capí ulo V), as e e ências bibliog á icas, anexos e os
apêndices.
4
CAPÍTULO I – ENQUADRAMENTO CONTEXTUAL DO ESTÁGIO
A educação é um p ocesso social, é desen ol imen o. Não é a p epa ação pa a a ida, é a p óp ia ida.
(John Dewey)
O p esen e capí ulo e a a a desc ição e ca ac e ização da ins i uição que acolheu o es ágio
p o issionalizan e o e ecendo as especi icidades pa a a ealização do mesmo (1.1.) e a ca ac e ização
do público-al o (1.2.). A ap esen ação da p oblemá ica de in es igação/in e enção e a sua ele ância e
pe inência (1.3.), como ambém, as mo i ações e expec a i as (1.3.1.) e, po im, a iden i icação e
a aliação do diagnós ico de necessidades (1.4.), cons i uem ambém seções des e capí ulo.
1.1. Ca ac e ização do Ag upamen o de Escolas
O es ágio oi ealizado num AE, si uado na egião No e de Po ugal. De aco do com o Dec e o-Lei
n.º 75/2008, os AE são en endidos como espaços de educação e desen ol imen o, com o obje i o de:
a) P opo ciona um pe cu so sequencial e a iculado dos alunos ab angidos numa dada á ea
geog á ica e a o ece a ansição adequada en e ní eis e ciclos de ensino;
b) Supe a si uações de isolamen o de escolas e es abelecimen os de educação p é-escola e
p e eni a exclusão social e escola ;
c) Re o ça a capacidade pedagógica das escolas e es abelecimen os de educação p é-escola que
o in eg am e ealiza a ges ão acional dos ecu sos;
d) Ga an i o uncionamen o de um egime de au onomia, adminis ação e ges ão, nos e mos do
p esen e dec e o-lei (Assembleia da República, 2008, p. 2344).
O AE, no qual o es ágio oi desen ol ido, oi cons i uído no ano le i o 2003-2004, aba ca no e
es abelecimen os de ensino e assegu a um pe cu so educa i o desde a educação p é-escola a é à
conclusão do ensino básico (AE, 2022-25). No o al, equen a am, es e es abelecimen o de ensino, 999
c ianças e jo ens, com idades comp eendidas en e os ês e os quinze anos, dis ibuídas pelos di e en es
es abelecimen os de ensino que o compõe (AE, 2023-24a), bem como pelos di e en es ciclos de ensino
(Tabela 1). Pa a além disso, azem pa e des e AE um o al de 126 docen es.
5
Tabela 1
Dis ibuição do núme o de alunos e u mas
P é-escola
1º Ciclo
2º Ciclo
3º Ciclo
Nº de alunos
214
355
163
267
Nº de u mas
10
18
8
13
Fon e:
AE, 2023-24a
A in e enção do AE ai de encon o às necessidades das c ianças e jo ens, no sen ido em que
no Regulamen o In e no é possí el encon a di ei os e de e es da comunidade educa i a pelos quais o
AE se ege, que englobam, sob e udo, eg as de i ência indi idual e cole i a na comunidade educa i a,
de modo a p opo ciona a pa icipação conjun a no p oje o educa i o (AE, 2022). É possí el ainda e e i
que o AE ege-se pelo Es a u o do Aluno e É ica Escola , como pila es pa a o seu bom uncionamen o.
Pa a além disso, ga an e o bem-es a da c iança/jo em, no sen ido em que assume medidas de supo e
à ap endizagem e à inclusão (a igo 21.º), como ambém, supe isão e acompanhamen o do aluno (a igo
22.º). Pa a uma melho ges ão e bom uncionamen o do AE, ap esen am-se na sua o ganização in e na,
ó gãos de di eção, adminis ação e ges ão, como é o caso do conselho ge al, o di e o , o conselho
pedagógico e o conselho adminis a i o.
Missão
A ins i uição em como p incipal missão a p omoção de uma educação humanis a, na qual as
c ianças e jo ens do AE sejam capaci ados, com base no pe il dos alunos à saída da escola idade
ob iga ó ia, a se o na em cidadãos li es, esponsá eis e pa icipa i os (AE, 2022-25). Assim, como
e e ido no Dec e o-Lei n.º 75/2008:
nes e con ex o é, pois, necessá io ga an i um pe il de saída pa a odos os jo ens no inal da
escola idade ob iga ó ia, que lhes pe mi a con inua a ap ende ao longo da ida,
independen emen e da di e sidade de públicos escola es e de pe cu sos o ma i os que enham
op ado no ensino secundá io, e esponde aos desa ios sociais e económicos do mundo a ual
(Assembleia da República, 2008).
O Dec e o-Lei n.º 75/2008, de 21 de julho, e e e os p incípios que o ien am e dão sen ido ao
Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia, sendo ap esen ados no quad o 1.
6
Quad o 1
P incípios o ien ado es do Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia
Base humanis a
Capaci ação de sabe es e alo es na cons ução de uma sociedade mais
equilib ada e ação comum na p ese ação do mundo.
Sabe
Au onomização de capacidades e compe ências sob e a ealidade do
mundo.
Ap endizagem
Desen ol imen o de ap endizagens ulc ais no c escimen o do p ocesso
educa i o.
Inclusão
P omoção de equidade, na medida em que odos os alunos êm o di ei o
ao acesso e pa icipação nas a i idades dos con ex os educa i os.
Coe ência e
lexibilidade
Abe u a da ges ão lexí el po pa e de odo o co po docen e e não-
docen e, no sen ido em que é pe mi ido aos alunos comp eende
emá icas sob e a ealidade.
Adap abilidade e
ousadia
Adap ação a no os con ex os, es ando semp e p epa ados pa a sabe
lida com as cons an es a ualizações do mundo.
Sus en abilidade
Consciencializa os alunos sob e o sis ema social, económico e
ecnológico e o Sis ema Te a, sendo es e algo ágil e complexo,
con udo, uma g ande impo ância pa a a con inuidade his ó ica.
Es abilidade
Capacidade de ácil adap ação, is o que o mundo se encon a em
cons an e e olução.
Fon e:
Assembleia da República, 2008
Obje i os e Valências
O AE ap esen a como obje i os a impo ância em ga an i o melho amen o con inuado dos
esul ados educa i os, dos p ocessos pedagógicos, da o ganização écnico-pedagógica e ga an i a
ab angência e con en amen o da comunidade educa i a (AE, 2022-25). Pa a além disso, o AE ap esen a
á ias alências com o in ui o de p omo e a ação educa i a e o seu uncionamen o es u u ado e
o ganizado, concebendo aos alunos a opo unidade de cons uí em conhecimen o a a és de uma
ap endizagem con ínua. Des a o ma, o AE em em cu so os seguin es clubes: Clube do Ambien e;
Ou
li e in ou hands
; Clube de Jo nalismo; Ubun u; Pa lamen o dos Jo ens Básico; Clube ciência i a na
escola;
The daily mile: child en i o li e
e P oje o ale +. A escola con a ainda com p oje os elacionados
com Eco-escolas e Ludo eca, ap esen ando equipas e es u u as pedagógicas pe manen emen e
disponí eis, como a Equipa de Educação pa a a Saúde, o Se iço de Psicologia e O ien ação (SPO), a
Equipa de Coo denação da Au oa aliação, a Equipa de es a égia de educação pa a a Cidadania na
escola, a Equipa de Apoio Tu o ial e a Equipa de P e enção e In eg ação de Ação Disciplina (GPIAD).

7
1.2. Ca ac e ização do público-al o
To nou-se c ucial en ol e oda a comunidade escola , uma ez que se ac edi a na mediação como
o pila da p e enção, esolução e ans o mação de con li os. Ac edi a-se que seja desde en a idade que
se de e apos a numa boa educação e, consequen emen e, in e i nos compo amen os desajus ados
pe an e de e minada si uação. A p omoção de um clima p opício ao bem-es a das c ianças e jo ens,
pe mi e uma ges ão mais e icaz de esolução de con li os que, ce amen e, en ol e di e sas á eas
c uciais da exis ência humana, seja a ní el social, cul u al, pessoal ou p o issional (Sil a, 2011, p. 189).
O es ágio desc i o no p esen e ela ó io oi ealizado numa Escola Básica de 2.º e 3.º ciclos (escola-
sede des e AE) do No e de Po ugal. Pa a uma melho comp eensão do público-al o, impo a salien a
o en ol imen o de ês escolas: escola-sede (Escola Básica de 2.º e 3.º ciclos) e duas escolas básicas
(com Ja dim de In ância e 1.º ciclo). No início do es ágio, ealizou-se uma eunião em cada uma das
escolas com o in ui o de en ende as necessidades ao ní el da in e enção de um es ágio na á ea da
Mediação Educacional. Con udo, em con e sa com a o ien ado a de es ágio e em conjun o com a
acompanhan e da ins i uição e educado a social, assumiu-se a decisão de elabo a o p oje o na escola-
sede. A abela 2 ap esen a os dados ela i os ao núme o de alunos po ano de escola idade.
Tabela 2
Núme o de alunos da escola po ano de escola idade
Ano de Escola idade
5.º Ano
6.º Ano
7.º Ano
8.º Ano
9.º Ano
Nº de Alunos
87
76
80
89
98
To al
430
Fon e:
AE, 2023-24a
O es ágio en ol eu duas e en es p incipais: in e en i a e o ma i a. No que diz espei o à
e en e de ca iz o ma i o, c iou-se um g upo de alunos-mediado es, com o obje i o de capaci a e
ap o unda o desen ol imen o das c ianças e jo ens, o nando a sua bagagem ica em mediação. Des a
o ma, a pa icipação nes a o mação oi olun á ia, acabando po pa icipa em ês alunos, sendo um
do géne o masculino (GM) e do 6.º ano de escola idade; um do géne o eminino (GF1) e do 6.º ano de
escola idade; e, um do géne o eminino (GF2) e do 7.º ano de escola idade. Nes e sen ido, os en ol idos
o na am-se agen es de mudança, uma ez que a ua am no con ex o escola , com o in ui o de iden i ica ,
epo a e ajuda a esol e con li os. Assim, es ão mais p óximos de se o na em cidadãos pe encen es
a uma sociedade com umo pa a uma cul u a de paz e con i ência posi i a, ganhando opo unidades
pa a c esce e desen ol e compe ências ligadas à mediação.
8
No que conce ne à e en e in e en i a, desen ol eu-se uma ação di e a jun o de uma u ma do
5.º ano, com o obje i o de p e eni , esol e e ans o ma a indisciplina p esen e den o e o a da sala
de aula e melho a as elações in e pessoais. O p opósi o oi ealiza algumas sessões de in e enção de
p omoção de con i ência posi i a com es a u ma ao longo do 2.º e 3.º pe íodo.
Complemen a-se ainda o ac o da en ol ência do GPIAD na comunidade educa i a. Des e modo,
ans o mou-se o gabine e num espaço de escu a posi i a, onde cada indi íduo pa ilhou e exp essou
abe amen e os seus pensamen os, sem qualque julgamen o. Po an o, o gabine e en ol eu oda a
comunidade escola , desde os docen es e não-docen es às c ianças e jo ens. Nes e sen ido, salien a-se
ainda, a exis ência de di e sos casos p á icos, uma ez que o gabine e se iu de apoio à esolução de
oco ências de con li os. Assim, des aca-se a en ol ência da mediado a es agiá ia em qua o casos
p á icos, con ando com doze alunos no seu o al. Con o me as ano ações do egis o de oco ências, a
média e a ce ca de qua en a oco ências po pe íodo.
Ac escen a-se ainda a pa icipação em dois p oje os, com a coo denação da acompanhan e de
es ágio e da educado a social: a Ludo eca e a B inco eca. A Ludo eca ealizou-se na escola-sede,
ab angendo como público-al o c ianças e jo ens do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, ap esen ando uma
pa icipação olun á ia po pa e dos alunos. Assim, consoan e o egis o de p esenças, a média e a ce ca
de dez a in a alunos, semanalmen e. Po ou o lado, a B inco eca ealizou-se nas es an es ins i uições
do AE, aba cando c ianças desde o p é-escola ao 1.º ciclo do ensino básico e a sua pa icipação inha
em con a a disponibilidade de cada escola. Po an o, a média oi ce ca de duas a qua o u mas po
escola, con ando com dez a in e alunos, mensalmen e. Tan o a Ludo eca, como a B inco eca
ap esen am os mesmos obje i os, sendo eles:
minimiza o empo de uso de disposi i os ele ónicos; po encia as elações in e pessoais e a
socialização posi i a en e pa es; desen ol e habilidades sociais e emocionais (comunicação,
imaginação, capacidade de omada de decisão, esolução de con li os, pensamen o c í ico,
coope ação e abalho em equipa) e p e eni o isolamen o social e compo amen os des ian es
(AE, 2023-24c).
Po conseguin e, e uma ez que o GPIAD ez pa e de a i idades/ a e as do AE, a pa icipação e
con ibuição da mediado a es agiá ia oi equisi ada. Des a o ma, salien ou-se a en ol ência de oda a
comunidade educa i a no
Dia do comba e ao bullying,
con ando com ce ca de sessen a alunos e seis
docen es. Rela i amen e ao
Dia da eceção dos idosos
, o am ce ca de dez a qua en a alunos, doze
docen es e écnicos e, seis idosos.
9
1.3. Ap esen ação da p oblemá ica de in es igação/in e enção, sua ele ância e
pe inência
Cada pessoa é p o agonis a do seu pe cu so pe an e as di e sas ases que a ida e a sociedade
ap esen am. As cons an es mudanças oco idas ao longo dos anos, le a am a escola a se um local com
maio ele ância e conhecimen o, pe mi indo que haja uma maio ampli ude de opo unidades pa a as
c ianças e jo ens ap ende em a sabe -sabe e a sabe -se .
Po an o, acei ou-se abalha no desen ol imen o de um p oje o de es ágio (Anexo 1), sendo que
iniciou a 4 de ou ub o de 2023. No p imei o dia, conheceu-se o con ex o de uma o ma mais minuciosa,
como ambém, se isi ou o GPIAD, onde se pe maneceu du an e o desen ol imen o do es ágio. O
gabine e ap esen ou como obje i o p e eni “ações de indisciplina, missão que desen ol e em
a iculação com os di e o es de u ma, os pais e enca egados de educação, as comissões de p o eção
de c ianças e jo ens e ou os mediado es” (AE, 2022, p. 19). Não obs an e, ap esen a-se, de um modo
mais especí ico, os obje i os do GPIAD:
P e enção: Conhece /comp eende a a uação dos alunos e as ci cuns âncias da mesma;
p omo e medidas de in eg ação, endo em con a a en ol ência amilia e social dos alunos,
assegu ando a mediação social e p e eni si uações de
bullying
e
cybe bullying
. In e enção:
Conhece os pon os o es e acos do AE, no âmbi o disciplina dos alunos, ecolhendo dados
sob e a sua a uação, nos di e en es espaços da escola e desen ol e dinâmicas, no in ui o de
p opo ciona as soluções mais adequadas à esolução dos p oblemas eme gen es (AE, 2023-24b).
O uncionamen o do GPIAD deco ia du an e a semana oda, de segunda a sex a- ei a, es ando
p esen es á ios docen es e écnicos da ins i uição consoan e o ho á io de cada um. A unção do GPIAD
ecai na eceção de alunos com compo amen os inap op iados o a ou den o da sala de aula, como
ambém, alunos que quei am con e sa sob e os mais a iados assun os, especialmen e aqueles que os
incomodam. Nessas si uações, os alunos são acompanhados pelo p óp io docen e ou po um assis en e
ope acional a é ao gabine e. Assim, cabe ao GPIAD en ende o oco ido a a és do diálogo e,
consequen emen e, es abelece uma e lexão sob e o compo amen o que o aluno e e e que melho ias
o mesmo pode ia ealiza . Impo a salien a que o gabine e inha p esen e dois documen os: a
pa icipação de oco ência(s) e uma icha de e lexão do(s) aluno(s). Assim, no p imei o documen o
e e ido, quando alguém pa icipa a uma si uação, e ia um documen o pa a p eenche com alguns
dados pa a ica no egis o do sis ema da escola. O documen o con inha á ios pa âme os, po exemplo
:
da a/ho a/local do oco ido
;
iden i icação de quem az a oco ência; iden i icação do(s) causado (es) da
10
oco ência
e, o
ela o
do que obse ou. Rela i amen e ao segundo documen o, es e aba ca a di e sos
pa âme os que le am o aluno do con li o a e le i sob e as suas ações, como é o caso: a sua
iden i icação; desc ição da si uação; que eg as não espei ou,
endo como consul a o egulamen o
in e no do AE
; o que sen es ela i amen e ao que acon eceu?; o que de es aze pa a epa a a si uação?
e
que consequências pode ão esul a desse eu compo amen o?.
Ambos os documen os o am
elabo ados com o p opósi o de es u u a um sis ema conscien e e o ganizado na esolução de con li os.
O en ol imen o da mediação com o con ex o escola é de impo an e ele ância, uma ez que é
undamen al es abelece in e - elações e cabe ao mediado o na isso possí el. Po ia da mediação,
sendo ela um meio acili ado da comunicação, é undamen al “es uda de o ma p ecisa as condições
de ansmissão das mensagens, po que é aí que se si ua a mediação e apenas aí” (Lascoux, 2009, p.
32). Des a o ma, o su gimen o de con li os az com que su jam ambém soluções pa a os mesmos,
con udo, é necessá io aplica compe ências de mediação pa a que o con li o seja esol ido e
ans o mado de o ma e icaz. Nes e sen ido, no âmbi o especí ico de in e enção do es ágio, a c iação
da o mação de alunos-mediado es e e como base os p incípios da mediação escola , o que pe mi iu o
en ol imen o ha monioso e equilib ado de oda a comunidade escola ; a in e enção numa u ma do 5.º
ano e nas es an es a e as in e nas e ex e nas o necidas pelo AE.
Nes a con inuidade, o p oje o é uma in es igação/in e enção que, po meio da mediação escola ,
u ilizando uma abo dagem de in es igação e p á ica aplicada em di e sos pa âme os, possibili ou a
adap ação de compo amen os e espos as. Po an o, oi possí el ans o ma desa ios em opo unidades
e ac edi a que, com en ol imen o cole i o, é possí el ag ega alo e di eção à ação no AE.
1.3.1. Mo i ações e expec a i as
O con ex o em que o es ágio deco eu oi no mesmo es abelecimen o de ensino em que a
mediado a es agiá ia inha sido aluna, sendo esse um dos a o es que ele ou bas an e a sua mo i ação.
Foi nes e AE que e e a opo unidade em ap ende e, a é hoje, man e amizades calo osas. A ambição
em abalha com c ianças e jo ens semp e oi e ez pa e do seu pe cu so em Educação e, nes e
momen o, p e alece no caminho da Mediação. O desejo em abalha e aze pa e do pe cu so de
desen ol imen o das c ianças e jo ens oi c escendo ao longo do cu so. Um dos g andes obje i os e a
aze mudanças pa a o con ex o como uma ajada de a esco: p e endia-se c ia algo no o.
Assim, ab iu-se asas a mais uma opo unidade de desen ol imen o pessoal e p o issional,
impulsionando os caminhos das c ianças e jo ens. Conscien e de que a escola é um espaço ico e eple o
de opo unidades, a a és do qual as c ianças e jo ens se ão capazes de se o na em cidadãos a i os.
17
ansi ando pa a um sis ema es anda dizado, es a al e ob iga ó io, nos inais do século XIX e inícios do
século XX (Candeias & Simões, 1999).
Segundo o Dec e o-Lei n. º 176/2012,
o cump imen o da escola idade de 12 anos é ele an e pa a o p og esso social, económico e
cul u al de odos os po ugueses. Es e p ocesso de e se segu o, con ínuo e coe en e, ga an indo
a p omoção da qualidade e da exigência no ensino e o desen ol imen o de odos os alunos
(Assembleia da República, 2012, p. 4068).
Des e modo,
o ala gamen o da escola idade ob iga ó ia cons i ui, nes e momen o, um de e do Es ado que em
de se ha monizado com o de e da equência da escola idade que ecai sob e os alunos. Resul a,
assim, num conjun o de de e es ecíp ocos do Es ado, da escola, do aluno e da espe i a amília
(Assembleia da República, 2012, p. 4068).
No século XIX, e idenciou-se um c escimen o da expansão da escola de massas, seja a ní el do
núme o de escolas, do núme o de escolas emininas e do núme o de alunos insc i os ao longo do inal
des e século, num p ocesso bas an e len o. To na-se c ucial en ende o po quê des a e ó ica, sendo que
pode con ibui pa a lança alguma luz sob e a i egula idade e len idão do desen ol imen o da
escola de massas no nosso país, mos ando como a a i idade do es ado encon a a in e esses
o ganizados e di e si icados, e lógicas di e sas, sem que nenhuma conseguisse impo -se às
ou as, e uma o e he e ogeneidade en e á ios espaços es u u ais se man i esse (A aújo, 1996,
p. 172).
Apesa das e oluções, Po ugal con inua a se ma cado com uma o e he e ogeneidade e po
desequilíb ios, cuja in e p e ação é acili ada pela conside ação da na u eza in e média das suas
es u u as económicas, sociais, polí icas e cul u ais. No e-se que, apesa de ha e mudanças an ajosas
aos olhos da sociedade, exis em semp e des an agens em di e sos aspe os implemen ados à luz da
cons ução de cidadãos a i os da comunidade. A in eg ação de Po ugal no espaço eu opeu, e elou se
um papel undamen al do sis ema educa i o, na medida em que a escola de massas p opo cionou um
espaço de cons ução de cidadania e a g adual e olução de uma escola ização es anda dizada (A aújo,
1996).
Segundo Nunes (2018, p. 24),

18
a educação é a cons ução con ínua do se humano e a in eg ação de odas as dimensões da
nossa ida: dos sabe es, das ap idões, das habilidades, da capacidade de disce nimen o e de
ação. Educa é con ibui pa a o ape eiçoamen o in elec ual, p o issional e emocional do homem.
Po conseguin e, é c ucial implemen a eg as sus en adas po p incípios, alo es e á eas de
compe ências, onde o pe il do aluno à saída da escola idade ob iga ó ia, pe mi e às c ianças e jo ens a
capacidade e opo unidade de i e numa sociedade equilib ada. T a a-se de o ma cidadãos, a i os e
esponsá eis, capazes de se inse i em na sociedade que os odeia (Assembleia da República, 2017).
Segundo o ela ó io pa a a UNESCO, a educação do século XXI e le e aquilo que a Humanidade
necessi a pa a man e o equilíb io. Des aca-se o obje i o n. º 4, Educação de Qualidade na agenda 2030,
cons i uída po 17 Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el (ODS), onde se e e em á ios pon os a
se em a ingidos com o p opósi o de ga an i uma educação de qualidade e acessí el a odos, com oco
na inclusão e no desen ol imen o sus en á el. Es as me as e le em um comp omisso global com uma
educação inclusi a, acessí el e p omo o a de habilidades pa a a ida, o abalho e a cidadania
esponsá el (UNESCO, 2015). Numa p imei a ins ância da ida das c ianças e jo ens, de e-se con ibui
na cons ução do desen ol imen o da sua educação. Des a o ma, as escolas são pila es impo an es
pa a que seja possí el amplia a bagagem de cada indi íduo. A educação nas escolas desempenha um
papel undamen al no c escimen o das c ianças e jo ens, p opo cionando que a ní el académico que
a ní el emocional, habilidades sociais pa a uma cul u a de paz e educação pa a a paz. A escola o nou-
se um espaço ico em alo es que en ol em o espei o, a esponsabilidade e a con i ência, onde es es
a o es são cul i ados com o in ui o de o ma cidadãos c í icos e conscien es (Cunha & Mon ei o, 2018).
Nesse sen ido, a inse ção de mediação no con ex o escola su ge como uma eme gência, uma
ez que o desen ol imen o de compe ências pa a além das já o madas, possibili a a abe u a de no os
caminhos pa a a esolução de p oblemá icas. Des a o ma, os con li os su gem, po ezes, pela escassez
da sua p e enção (B andoni, 2017). Po an o, a es imulação e o en iquecimen o de conhecimen o
incen i am o manuseamen o da men e. Des e modo, o caminho dos alunos ans o ma-se a pa i da
escu a, do diálogo, da coope ação, assim como, da comp eensão dos in e esses dos indi íduos, a a és
da cons ução de soluções mu uamen e sa is a ó ias (Sil a, 2011). A mediação p omo e a esolução,
p e enção e ans o mação de con li os de o ma ha moniosa e, é nesse sen ido, que se p ocu a explo a
e ap o unda mais es a emá ica, sendo ela uma e amen a aliosa no cons u o do desen ol imen o
das c ianças e jo ens.
19
2.2. Mediação: um cons u o e desen ol imen o emancipa ó io
A mediação em indo a c esce , que na p e enção e na esolução colabo a i a de con li os, que
na educação pa a a con i ência e pa a a paz (Sil a, 2018). Toda ia, a mediação começou po
ca ac e iza -se como sendo “um campo de p á icas que isam cons i ui -se como uma p opos a mais
adequada de acesso à jus iça e aos di ei os sociais” (Sil a, 2018, p. 20). Assim, segundo Reis (2021, p.
45),
a mediação é uma o ma de adminis ação de con li os não ad e sa ial, na qual um e cei o neu o
e impa cial, a o ece o diálogo ompido en e as pa es, de modo que es as possam i a chega
(ou não) a um aco do sob o que as le ou à demanda.
De aco do com o Dec e o-Lei n.º 29/2013, são ap esen ados á ios pon os que dão des aque à
unção e esponsabilidade da mediação:
• É um mé odo de esolução al e na i a de li ígios, olun á io, in o mal e con idencial;
• Ap esen a o papel do mediado como sendo um e cei o, impa cial e neu o, que em o obje i o
de acili a a comunicação dos mediados pa a chega em a um aco do;
• Tem po base p incípios como a olun a iedade, con idencialidade, igualdade e impa cialidade,
independência, compe ência e esponsabilidade e, po im, execu o iedade (Assembleia da
República, 2013).
A exis ência de um e cei o o na-se c ucial, na medida em que es e é conside ado um acili ado
da comunicação na descobe a de soluções pelas pa es pa a os con li os (Sil a, 2018). Ou seja, é a
acei ação e o en endimen o de que exis em eg as a se em cump idas, como ambém, os en ol idos
pa icipa em de o ma li e no momen o do diálogo (Nascimen o, 2013). Nes e sen ido, a mediação
en ol e o mediado e as pa es en ol idas do con li o, com o obje i o de esol e e cons ui soluções a
pa i das necessidades de cada pa e, ocando no es abelecimen o do diálogo (Nunes, 2018).
Segundo Nascimen o (2013, p. 43), os con li os su gem
quando duas ou mais pessoas se desen endem sob e alguma coisa ou alguém. O que uma que
exclui o que a ou a p e ende, deseja ou pensa, p o ocando oca de pala as que, às ezes, se
ans o mam em discussões, como ag essões e bais e, a é, ísicas.
O papel da mediação possibili a a abe u a de diálogo, onde ambas as pa es são p omo o as das
suas p óp ias decisões e cada um dos lados sai a ganha , alcançando a e dadei a paz social (Reis,
20
2021). Po an o, o e dadei o obje i o é alcança os in e esses das pa es, expondo as suas pe spe i as
de o ma a espei a , a escu a e a se em empá icos pa a com o ou o, en ando chega a um consenso.
Pa a além disso, a expansão da mesma é impo an e, uma ez que se p e ende desen ol e
men alidades e ( e)cons ui caminhos de odos os cidadãos. Nesse sen ido, a mediação é “uma ó mula
amis osa e azoá el que pe mi e esol e as si uações de con li o apoiando-se na boa- é das pessoas"
(To emo ell, 2008, p. 15). Na e dade, salien a-se o ac o de es a cada ez mais isí el aos olhos do
mundo. Pa a além disso, incide em á ios ní eis: no modelo de elação posi i a de con li os, na egulação
social e nos modelos de in e enção social. É uma p á ica onde cada indi íduo em o di ei o de lu a po
si e em o di ei o ao seu espaço. Segundo Quin anilha e colabo ado es (2020), a mediação é is a como
sendo algo posi i o na sua p á ica, como ambém, no en ol imen o em p oje os e abalhos, causando
mudanças na qualidade de o mação sob e es e ema. Assim, é impo an e es abelece ní eis de
conhecimen o que exigem uma “ o mação sus en ada, eó ica, epis emológica, é ica, me odológica e
p á ica” (Quin anilha e al., 2020, p. 6).
A ualmen e, a sociedade enca a o con li o e a mediação como sendo “ enómenos ine i á eis de
co-cons ução social, que se desen ol em pela in e ação dialógica e pela ação simbólica” (Cae ano,
2007, p. 104). Uma ez que eme gem isões con adi ó ias e ambíguas, com o p opósi o de u iliza a
mediação como esolução al e na i a do con li o, implicam-se di e sos a o es que ão desde a acei ação
de di e sidade, na o ma como comunicamos, não exis indo ên ase apenas na p oblemá ica em si, mas
sim, numa isão ala gada do su gimen o do con li o. Assim, a au o a Cae ano (2007) des aca uma isão
complexa que en a iza a co-cons ução de um odo, na qual odas as pa es saem ans o madas.
No que conce ne ao su gimen o de con li ualidade, os compo amen os dos cidadãos êm de se
moldados, pa a que seja possí el cons ui uma cul u a de paz, de cidadania e de sã con i ialidade
(Cos a e al., 2009). Nes e sen ido, a mediação alo iza o con li o como sendo um meio de ap endizagem
e c escimen o, le ando a que a sua alo ização c esça, uma ez que capaci a os sujei os com
compe ências, que indi iduais que in e pessoais (Cos a e al., 2009). Ainda, Sil a e colabo ado es
(2023, p. 4), e e em que
dialoga , escu a , pa icipa econhece , inclui e co-cons ui de o ma colabo a i a nos mais
di e sos campos e con ex os de in e ação humana são alguns dos p opósi os da mediação, os
quais são po nós econhecidos como indispensá eis pa a (co ) esponde às mudanças e desa ios
da a ualidade.
21
2.2.1. Modelos de mediação
Os modelos de mediação ca ac e izam-se pelo modo como se pe spe i a o con li o, como se
en ende a comunicação (con eúdo- elação) e pela ele ância a ibuída ao aco do. Nes e sen ido, êm
como componen es e e enciais a p á ica da mediação (Cunha & Mon ei o, 2018).
O modelo adicional (ou modelo solução de p oblemas de Ha a d ou linea ) de ende as
es a égias de negociação de aco dos de o ma colabo a i a, cen ando-se em alcança aco dos
mu uamen e sa is a ó ios en e as pa es. Des e modo, pe ceciona o con li o a pa i da isão uni e sal
que as pessoas êm dele, não alo izando an o as emoções/con ex o, mas sim o p óp io con li o (Sil a
e al., 2018). Pa a além disso, a comunicação é ep esen ada em o ma o linea , uma ez que se des aca
apenas o con eúdo a se ansmi ido pelas pa es (Cunha & Mon ei o, 2018).
Po sua ez, o modelo ci cula na a i o (ou comunicacional) baseia-se na comunicação das
na a i as dos sujei os, endo o obje i o de abalha a pe spe i a de obse ação e ealidade. Assim, as
pa es elabo am uma “no a his ó ia, a pa i da sua p óp ia e alo ização e da e alo ização do ou o”
(Cunha & Mon ei o, 2018, p. 120), ou seja, é a cons ução de uma no a na a i a comum en e as
pa es. Sil a e colabo ado es (2018, p. 26) e e em ainda que es e “é um modelo que econhece
pa icula signi icado às na a i as dos sujei os sob e a ealidade expe ienciada e à sua pa ilha como
o ma de consegui em acede a uma no a na a i a, cocons uída e pa ilhada pelos pa icipan es”.
O modelo ans o ma i o ep esen a “um maio alcance que ab e a mediação pa a além das
si uações de con li o, p omo endo a ans o mação das pessoas, dos con ex os e das in e ações” (Sil a
e al., 2018, p. 26). Nes e sen ido, o seu obje i o ecai na ans o mação do con li o a pa i das elações
en e as pessoas, uma ez que ez que ai mais além do con li o em si (Cunha & Mon ei o, 2018). Os
au o es Cunha e Mon ei o (2018, p. 119) des acam ainda que, “a mediação ans o mado a pode
ap esen a -se como uma p opos a adequada no âmbi o educa i o, po coloca a ónica na e alo ização
e no econhecimen o das pa es”.
2.2.2. E apas do p ocesso de mediação
Pa a que a medição seja exequí el, é impo an e es abelece as suas ases. Impo a ac escen a
que o p ocesso de mediação a ia consoan e o seu ipo, ou seja, consis e num o ma o mais simples ou
num o ma o mais complexo (Quei oz, 2012).
A p imei a ase, designada de p é-mediação, assume o momen o de in oduções e o
es abelecimen o de eg as pa a alcança um aco do en e as pa es, como ambém, o a anque pa a a
ealização das sessões de mediação. Pa a além disso, o mediado em a esponsabilidade de c ia um
22
ambien e acolhedo , pa a que os en ol idos se sin am à on ade e con ian es de que sai ão a ganha .
Além disso, é es abelecido um momen o de pa ilha dos pa icipan es, pa a que o mediado seja capaz
de iden i ica cada uma das necessidades dos in e enien es (Nunes, 2018). Na segunda ase, designada
de mediação, cabe ao mediado ecebe os en ol idos, colocando-os o mais con o á el possí el no local
da sessão. De seguida, o mediado in oduz a con e sa, es abelecendo á ios pon os impo an es,
elemb ando as eg as de condu a, uncionamen o e comunicação, ou seja, a u ilização de diálogo
posi i o, como ambém, sabe escu a o ou o quando es i e a comunica algo. Po conseguin e, dá-se
início à sessão, onde o mediado ques iona ambas as pa es sob e o sucedido e, consequen emen e, ao
longo da con e sa, e o mula o que escu a e az ques ões pa a que os en ol idos ap o undem melho o
que e e i am (Nunes, 2018). Nunes (2008, p. 64) des aca ainda que,
o mediado de e p ocu a en ende quais são os sen imen os e as necessidades das pa es
en ol idas e oca nelas, u ilizando-se de pe gun as-cha es pa a qualque dinâmica de esolução
pací ica de con li os: “o que acon eceu?”, “o que pode se ei o pa a epa a o mal causado?”;
“como ocê gos a ia de esol e o p oblema?”; “o que ocê que e po que ocê que ?”.
Ao longo da con e sa, caso o mediado de e e di iculdades no desen ola de pa ilha de
pensamen os, de e á se c ia i o e u iliza pe gun as ci cula es, le ando a que os in e enien es e li am
a a és de ou as pe spe i as e cons uam o aco do consoan e as necessidades de ambas as pa es.
Chegada a al u a em que o mediado sin a que as pa es se encon am em aco do, su ge a e cei a ase,
designada po aco do/comp omisso. Nes a ase, é es abelecido o que cada uma das pa es p e ende, o
que se á p opos o pa a que a ou a pa e se sin a con o á el com a si uação, onde e como o a ão
(Nunes, 2018). Po an o, cabe ao mediado des aca a “a aliação dos bene ícios pa a cada uma das
pa es” (Lascoux, 2009, p. 175), ou seja, coloca as necessidades num aco do, po esc i o, pa a que
seja assinado pelos en ol idos, ag adecendo a ambas as pa es pelo sucesso da mediação.
Num o ma o sin e izado, as pessoas en ol idas na mediação ealizam uma en e is a, indi idual
ou em g upo, com o mediado pa a que seja ei o o le an amen o de in o mação, não podendo di ulga
o assun o o a da mediação. De seguida, oco e a desc ição das eg as da mediação: “o mediado de e
demons a que é uma pessoa neu al, não omando pa ido po nenhuma das pa es, não in e ompe,
nem az juízos de alo , apenas ajuda a comunica em de modo mais e icaz pa a que as pa es consigam
encon a uma solução” (Quei oz, 2012, p. 202). Nes e seguimen o, ambas as pa es expõem os seus
pensamen os, azendo com que seja pe ce í el en ende o seu pon o de is a. Des a o ma, o mediado
cap a os sen imen os e coloca ques ões ao longo da con e sa pa a ap o unda o p oblema em ques ão.

23
Pe an e isso, é es abelecida a es u u a do con li o, le ando a que as pa es desen ol am soluções pa a
chega a consenso. Po im, chegada a al u a de elabo a o aco do, que “de e se o melho pa a ambos
os in e enien es, endo de se acei e, espei ado e cump ido pelos mesmos” (Quei oz, 2012, p. 204).
2.2.3. Desempenho do mediado
Nes e seguimen o, é essencial des aca as compe ências do mediado pa a a ealização do bom
sucesso do seu desempenho enquan o acili ado da comunicação. Segundo Mulle (2008, p. 112), o
mediado de e ge i e apoia
um con ex o em que as p óp ias pa es omem as decisões; não julga as pa es ou seus pon os
de is a; conside a a compe ências e os mo i os das pa es; se esponsi o à exp essão de
emoções; enseja e explo a a ambiguidade das pa es; es a concen ado no aqui e ago a da
in e ação do con li o; ga impa o passado em busca de seu alo pa a o p esen e; en ende a
in e enção como um pon o den o de uma es u u a de empo mais ampla.
Pa a além disso, segundo os au o es Dalla e Mazzola (2019), o mediado a a és da escu a a i a
em a capacidade de es imula a comunicação en e os pa icipan es, pe mi indo-lhes expandi a men e
de o ma a comp eende em a posição da ou a pa e pe an e o con li o es ipulado. Te empa ia é ambém
um pila das compe ências do mediado , sendo que em a capacidade de c ia um ambien e acolhedo
e equilib ado. O mediado a ua de o ma neu a e impa cial, não se en ol endo com a na a i a
con idencial das pa es, ou seja, não se o ien a po nenhum in e esse. O mediado de e p ocu a semp e
“cen aliza as discussões nos p oblemas e não nas pessoas, de e pe cebe da oco ência des e des io
c iado pelas pa es pa a pode encaminhá-las ao p oblema” (Sil a & Ma ins, 2015, p. 1464). Des a
o ma, ambém cabe ao mediado “descons ui o con li o e econs ui a elação, pe mi indo que os
mediados cons uam jun os uma solução” (Dalla & Mazzola, 2019, p. 779).
2.2.4. A impo ância da p á ica de mediação
A mediação, pa a além de e uma e en e de esolução coope a i a de con li os, con ibui na
p e enção, ges ão e ans o mação dos con li os com impac o na egulação e coesão social (Sil a e al.,
2023). Segundo Lascoux (2009, p. 23), a mediação é “o iunda de p á icas di e sas, cons i ui um
conjun o coe en e”. Conside ada uma p o issão de lou o , implica cons ui no os caminhos e a
opo unidade pa a que a paz seja es au ada. De ac o, a mediação ez eme gi a cu iosidade de que é
possí el esol e e ans o ma casos de con li o com a abe u a de di e si icações de se iços, não
24
esquecendo que é uma mais- alia económica (Lascoux, 2009). Além disso, a p á ica da mediação
ab ange odos os pa âme os de in e enção, endo como pila a comunicação pa a que seja pe mi ido
es abelece ínculos en e duas pa es em con li o. Des a o ma, a mediação “é o io condu o en e uma
pessoa que em algo pa a ansmi i e aquela a quem o que comunica . É o eículo da in o mação com
quem o mediado se encon a em posição de co-pilo o” (Lascoux, 2009, p. 25). A en ol ência nes a á ea
pe mi e que a
p axis
ampli ique no as possibilidades e al e na i as na esolução de con li os. Des e
modo, além de c ia o mas de esol e os seus con li os, os en ol en es êm a opo unidade de
( asn) o ma as elações que êm com o ou o como a si p óp ios (Schni man, 2000).
Segundo Lascoux (2009), na mediação cabe ao mediado in e i no ( )es abelecimen o ou
p ese ação da qualidade da comunicação, pa a que se o ne um ins umen o capaz de econhece que
o concei o es á elacionado com á eas sociais, polí icas, económicas e cul u ais. A posição do mediado
ecai na a uação de o ma p e en i a, no sen ido em que se en ol e no p ocesso de mediação, com o
obje i o de iden i ica a na u eza do pon o de is a dos pa icipan es. Impo a salien a a impo ância da
comunicação não- e bal, sendo que ansmi e o cuidado p o undo que o mediado de e e em
conside ação e es a a en o às exp essões aciais, aos ges os e aos compo amen os de cada en ol ido.
Ainda, o au o e e e que o mediado “de e sus en a uma pos u a de acolhimen o e de abe u a”
(Lascoux, 2009, p. 153), ace a a o es que possam in e e i na mediação.
Cada ez mais se ou e ala sob e mediação, sendo es a conside ada uma o mação es u u ada
de qualidade, eme gindo a exigência de que se c ie uma bagagem ica em conhecimen o na á ea
(Quin anilha e al., 2020). Uma ez que es a á ea é cada mais ele an e na sociedade,
consequen emen e, é bas an e eque ida po á ias pessoas e p o issionais de di e en es á eas e, é a
pa i do con ex o escola , que se conside a se a p imei a e apa de mudança (Guioma & Lei e, 2023).
2.3. Mediação escola
A mediação no con ex o escola , numa pe spe i a p e en i a, con ibui pa a a p omoção do
sucesso escola , azendo com que o insucesso e abandono escola se o ne cada ez mais escasso.
Assim, é impo an e es abelece o econhecimen o do papel p e en i o, esolu i o e ans o ma i o na
abo dagem a si uações de eo con li uoso e de indisciplina (Sil a, 2011). Consoan e os au o es Cos a e
San os (2017, p. 1-2),
passa da coexis ência, num mesmo espaço ísico, pa a a con i ência, num espaço simbólico
abe o, implica coloca a descobe o di e enças e dissensões, que podem ende pa a a di isão,
25
se não mesmo pa a a u u a e exclusão, ou podem e olui pa a a comp eensi idade e esul a em
in eg ação e coesão.
Com equência se i encia momen os de iolência, ag essão ou compo amen os de indisciplina
nas escolas, e é a pa i do papel da mediação que não se ep ime mais o con li o, mas sim, ans o má-
lo como pa e da na u eza do se humano. Nes e sen ido, é impo an e econhece a di e ença de opinião,
in e esses, necessidades e obje i os que cada indi íduo ap esen a, azendo a capacidade de sabe que
é ine i á el a exis ência de di e en es opiniões e pe spe i as (Sil a, 2011). Da mesma o ma como
e a am os au o es Cos a e San os (2017, p. 2), o con li o “pode cons i ui uma opo unidade de
mudança, de ape eiçoamen o e de desen ol imen o humano”, possibili ando aos indi íduos a abe u a
da pa icipação e in e ação en e elações, seja a ní el social ou cul u al. As au o as Sil a e Guioma
(2022) ac escen am que a mediação escola engloba a cons ução de con i ência posi i a den o da
escola, uma ez que a iolência e indisciplina encon am-se p esen es. Po isso, o na-se c ucial p e eni
e a ua no o alecimen o e manu enção de uma cul u a de paz, como ambém, desen ol e es a égias
que en ol am a comunidade educa i a de o ma a expandi o pensamen o c í ico, a empa ia e o espei o
pelo ou o. Ainda, e o ça-se o con ibu o que a mediação ap esen a na pa icipação da cul u a escola ,
englobando a cons ução de um ambien e p opício ao bem-es a dos alunos, conduzindo-os à
capaci ação de esolução de con li os e ao ap o undamen o de elações ompidas.
Segundo Sil a (2011, p. 257), “a escola, na sua unção educa i a, de e assumi pa a além da
ansmissão cul u al do conhecimen o, o desen ol imen o de capacidades e compe ências essenciais
pa a a pa icipação esponsá el dos no os cidadãos”. Des a o ma, no con ex o escola , ap esen am-se
di e sas ca ac e ís icas dis in as que c iam elações en e si e a a és disso su gem os con li os,
acabando po a e a o dia-a-dia das pessoas en ol idas. Assim, a escola de e econhece o seu papel na
a uação nes e ipo de si uações, demons ando a inicia i a em esponde , de o ma a p e eni u u os
con li os (Cunha e al., 2023).
Po conseguin e, o con ibu o da escola de e pe sis i nas ap endizagens que o cu ículo exige,
mas ambém, complemen a com ou os p ocessos educa i os que englobam as elações en e os
indi íduos que po enciam um maio sucesso escola (Cunha e al., 2023). Di o is o, o na-se signi ica i o
abalha a mediação como es a égia de impac o na educação das c ianças e jo ens, uma ez que é
possí el ha e a
melho ia da in e ação e elacionamen o com os ou os e o bem-es a ge al dos ambien es
escola es, a a és do desen ol imen o das habilidades que são abalhadas, como a escu a a i a,
26
a comunicação posi i a, a e lexi idade, o econhecimen o p óp io e dos ou os, a alo ização dos
sen imen os e emoções (Cunha e al., 2023, p. 196).
De aco do com Mo a (2019), a mediação no con ex o escola isa c ia ambien es de con i ência
posi i a, p omo endo o empode amen o indi idual e cole i o. Nes e sen ido, em oco numa cul u a
escassa em iolência, de pa icipação esponsá el e de cidadania a i a. Es a abo dagem o nou-se
essencial na in e enção, sendo uma e amen a na esolução e p e enção de con li os exis en es no
con ex o. Pa a além disso, a mediação escola p opõe uma ap endizagem al e na i a pe an e si uações
con li uosas en e os en ol idos, ajudando a supe a os impulsos nega i os e a ado a a i udes mais
e lexi as pe an e as ações que de em oma . O g ande obje i o espassa po acili a a comp eensão
mú ua e incen i a decisões au ónomas e li es, de o ma a po encia a comp eensão de que exis em
di e en es pon os de is a.
Na opinião de Ma ins e Viana (2013, p. 183),
desen ol e uma cul u a de mediação na escola implica a o mação pa a a democ acia, a
educação pa a a cidadania, o
empowe men
, a p e enção da iolência e a c iação de um clima
pací ico e saudá el que a o eça uma boa con i ência escola , a mediação de e se u ilizada em
odos os âmbi os e po odos os a o es, pa a que possam enca a de o ma posi i a e e icaz, no
u u o, as si uações e desa ios que se ge am no espaço escola .
De ac o, e idencia-se que o en ol imen o de odos os elemen os da comunidade educa i a são
impo an es pila es pa a a mudança de cul u a da escola, como ambém, a cons ução de di e en es
soluções pa a os con li os exis en es (Mo gado & Oli ei a, 2009). Des a o ma, é impo an e es abelece
e educa a comunidade educa i a na cons ução e esolução de con li os de o ma c ia i a,
desen ol endo “capacidades e compe ências in e pessoais e sociais, essenciais pa a o exe cício de uma
cidadania pa icipa i a” (Mo gado & Oli ei a, 2009, p. 48). Os au o es e e em ainda que, es a pe spe i a
comp eende que a mediação “ em po base a con icção de que odos somos capazes de adqui i
compe ências e desen ol e capacidades pa a a esolução de p oblemas, de uma o ma posi i a e
c ia i a, a a és do diálogo” (Mo gado & Oli ei a, 2009, p. 53). Nes e sen ido, é necessá io c ia a sua
espe i a o mação pa a que se desen ol am, consoan e uma cul u a de mediação, com o obje i o de
p epa a os alunos pa a a sociedade. Assim, o nam-se cidadãos capazes de p omo e a educação pa a
a paz e os di ei os humanos, p e eni a iolência e c ia um ambien e ha monioso e saudá el que acili e
a boa con i ência en e odos (Mo gado & Oli ei a, 2009).
33
encon o à ques ão de in es igação. Po an o, no quad o 3, des acou-se os obje i os de in es igação e
in e enção.
Quad o 3
Obje i os de In es igação e obje i os de in e enção
Obje i os de
In es igação
- Iden i ica as necessidades e p io idades da escola;
- Ve i ica os compo amen os dos alunos, co po docen e e não-docen e;
- Obse a a con i ência social en e alunos, co po docen e e não-docen e;
- En ende as di iculdades exis en es no que conce ne à mediação;
- En ende se os di e o es de u ma es a am ece i os à in e enção em aula;
- Comp eende se a mediação a ua a de o ma e icaz no desen ol imen o do
con ex o escola ;
- Pe cebe em que pon o se encon a a a escola ace à exis ência de um
gabine e de mediação.
Obje i os de
In e enção
- P omo e conhecimen o sob e mediação;
- Fa o ece a cons ução de compe ências de pe il de mediado ;
- Fo ma alunos-mediado es enquan o agen es de mudança;
- In e i na p e enção e ans o mação de compo amen os pa a uma cul u a
de paz e con i ência posi i a;
- Con ibui a i amen e pa a a e iciência e sucesso do GPIAD;
- Desen ol e es a égias de mediação pa a a esolução de con li os den o do
ambien e escola ;
- Auxilia o AE na sua espos a educa i a;
- Comp eende se a mediação em impac o e icaz no desen ol imen o do
ambien e escola .
Pe an e a análise de dados ecolhida, os obje i os se i am de meio pa a a comp eensão e
conhecimen o do uncionamen o do AE, uma ez que pe mi iu conhece o con ex o de o ma mais
p ecisa. Os obje i os de in es igação ab ange am uma análise do ambien e escola e a e icácia da
mediação. Assim, encon a am-se de inidos e es u u ados, englobando uma a aliação in e na, que
ab angeu as necessidades da escola, os seus compo amen os e a sua con i ência. De ou a o ma,
num o ma o de a aliação ex e na, pe cecionou-se o en endimen o da e icácia da mediação, como
ambém, a colabo ação dos di e o es de u ma numa in e enção. Po ou o lado, os obje i os de
in e enção, como o nome indica, cen a am-se na
p axis
da mediado a es agiá ia, uma ez que se
elabo ou uma análise da mediação escola e a o ma como oi implemen ada e que e ei os ap esen ou
no con ex o escola . Incluiu-se ambém, a p omoção de um ambien e posi i o e inclusi o, is o que se
p ocu ou c ia espaços que alo izem a posi i idade, a inclusão e o bem-es a de odos os en ol idos.
Ob e e-se ainda como obje i os, o desen ol imen o de compe ências de mediação e a c iação de um
ambien e escola mais ha monioso. Des e modo, en ol eu-se uma íade en e aspe os educa i os

34
(p omoção de conhecimen o), capaci ação (desen ol imen o de compe ências) e ans o mação social
( o mação de agen es de mudanças na p omoção de uma cul u a de paz). Po úl imo, con ibuiu-se no
apoio à e iciência do GPIAD, no sen ido em que se p e ende o seu sucesso, o alecendo-o com es u u as
que p omo am a con i ência e a ges ão de con li os.
3.2. Ap esen ação e undamen ação da me odologia de in es igação/in e enção
Conside ando a eme gência do p oblema de in es igação e os obje i os de
in es igação/in e enção, comp eende-se que a me odologia mais adequada pa a acompanha o p oje o
se ia a in es igação pa icipa i a (IP). Nes e sen ido, segundo os au o es Lima e colabo ado es (1990, p.
14), a IP e e e-se a
um p ocesso de desen ol imen o baseado na pa icipação a i a da comunidade em odas as ases
desse p ocesso. Rep esen a um p ocesso educa i o no qual a comunidade desen ol e no os
conhecimen os e no as es a égias com o obje i o de melho a as suas condições de exis ência.
Signi ica ação conducen e à p ocu a de soluções de cu o p azo e de longo p azo pa a
de e minados p oblemas.
Não obs an e, a IP implica a seleção e adap ação de con ibuições eó ico-me odológicas ace aos
p oblemas e necessidades que o con ex o possa ap esen a . Nes e sen ido, as inicia i as p opos as pelas
e pa a as pessoas, c ia uma ce a mudança na manei a como se esol em as si uações, le ando a que
haja um maio sucesso na sua esolução (Lima e al., 1990). Des a o ma, consis e numa e lexão mais
ap o undada da p á ica, acabando po con ibui não apenas na esolução de con li os como ambém na
elabo ação de es a égias dessa e nessa mesma p á ica (Sousa e al., 2009). Assim, de aco do com
Sousa e al. (2009), pa a além de se comp eende a p oblemá ica, a a iculação com a IP possibili a a
ans o mação do meio en ol en e, cons uindo no os sabe es e p á icas consoan e as ações
implemen adas e dados ecolhidos. A IP consis e numa abo dagem lexí el, onde o in es igado
ap esen a a capacidade em se adap a pe an e no os elemen os que su gem du an e o p ocesso no
con ex o a se es udado. Os au o es ac escen am ainda que a IP é uma á ea que engloba uma elação
empá ica pa a com os pa icipan es, expondo p oblemas e, em o obje i o de p ocu a espos as e
soluções. Assim, essal a-se a p omoção de mudanças nos de e minados con ex os, en ol endo a
pa icipação an o do in es igado como dos pa icipan es (Sousa e al., 2009).
De aco do com Ba bosa e Fe ei a (2019), a IP p opo ciona a ans o mação dos sujei os a a és
das suas expe iências, le ando a que se econheça a ealidade e a possibilidade de amplia a sua ação.
35
Des a o ma, a IP eque o econhecimen o da exis ência de ince ezas, uma ez que pa a a ua de e-se
es a p epa ado a sabe lida com si uações imp e isí eis. Já o au o Mon ei o (2019, p. 68) ac escen a
“a po encialidade da in es igação-ação pa icipa i a como p oje o in ensi icado e ecen ado nos a o es
sociais, mas daí ambém a exigência ac escida de um sólido pensamen o me odológico, capaz de lida
com a ince eza sem cede ao ela i ismo”. Necessá io ambém des aca que, como a gumen a am
San os e Be ão (2020, p. 9), a IP “possibili a que os a o es sociais se o nem mais capazes de p oduzi
conhecimen os e no os en endimen os ace ca dos enómenos, al como de desen ol e capacidades e
e le i c i icamen e sob e a sua ealidade, o que po encia á o seu desen ol imen o e a mudança”. Assim,
é essencial a a aliação con ínua, uma ez que as ações dependem dos compo amen os dos
pa icipan es e das suas ca ac e ís icas pessoais.
Segundo os au o es San ana e Fe nandes (2011, p. 2), a IP exige que “o in es igado es eja a en o
e conscien e de um conjun o de p incípios eó icos, é icos e me odológicos que de em se
sal agua dados ao longo da in es igação”. Des e modo, são ap esen ados alguns dos p incípios:
• O ien ação: Conside ação de um conjun o de dimensões é icas que o ien am os abalhos e
a elação en e in es igado es e pa icipan es da pesquisa;
• Comp eensão: Necessidade de comp eensão ela i a às p opos as de pesquisa, p oje os e o
seu p ocesso, qual a sua inalidade e qual o seu papel em al dinâmica;
• T anspa ência: Cons ução de elações en e os in e enien es da in es igação, le ando à
c iação de p ocessos comunica i os e elacionais ho izon ais e democ á icos (San ana &
Fe nandes, 2011).
Pa a além disso, os au o es e e em ainda que o in es igado necessi a de uma imaginação
me odológica pa a que seja possí el elabo a dinâmicas des e géne o. Assim,
ais compe ências, ob iamen e, de e ão e semp e em con a os con ex os onde deco em, os
sujei os que os habi am e a a ibuição de signi icado que azem do seu mundo social, pois embo a,
po ezes, pa eça que exis em semelhanças nas o mas de en ende ou eagi , elas assumem
ace as di e sas, às quais o in es igado de e es a a en o e sabe in e p e a com os sujei os que
pa icipam na in es igação (San ana & Fe nandes, 2011, p. 8).
3.2.1. Técnicas de in es igação e in e enção
Pa a que o p esen e es ágio osse exequí el e, uma ez que, a ques ão de in es igação implica a
uma sé ie de in e enções e dinâmicas es u u an es, a me odologia de ecolha de dados con emplou a
36
melho comp eensão do con ex o onde se ealizou a in e enção. Sendo assim, conside a-se impo an e
abo da écnicas de in es igação/in e enção. As écnicas o am ao encon o das di e en es ases do
p oje o e de quem nelas pa icipou, al como se pode e i ica no quad o 4.
Quad o 4
Técnicas de ecolha de dados e ases de u ilização
Fases de In es igação e
In e enção
Técnicas de Recolha de
dados
Pa icipan es
Fase I: Diagnós ico de
Necessidades (in eg ação
na ins i uição) *
Obse ação pa icipan e
Mediado a es agiá ia
Diá ios de bo do
Mediado a es agiá ia
Con e sas in o mais
Mediado a es agiá ia
Co po docen e e não-docen e
No as de campo
Mediado a es agiá ia
Análise documen al
Mediado a es agiá ia
Inqué i o po ques ioná io
Mediado a es agiá ia
Co po docen e
Fase II:
In e enção/implemen ação
do p oje o
Obse ação pa icipan e
Mediado a es agiá ia
Diá ios de bo do
Mediado a es agiá ia
Con e sas in o mais
Mediado a es agiá ia
Co po docen e e não-docen e
No as de campo
Mediado a es agiá ia
Regis os o og á icos e
g a ações audio isuais
Mediado a es agiá ia, alunos
Inqué i o po ques ioná io
Mediado a es agiá ia
Alunos-mediado es
Fase III: A aliação
Obse ação pa icipan e
Mediado a es agiá ia
Alunos-mediado es
Con e sas in o mais
Mediado a es agiá ia
Alunos
No as de campo
Mediado a es agiá ia
Inqué i o po ques ioná io
Mediado a es agiá ia
Alunos-mediado es
No a.
* Já abo dadas no Capí ulo I – 1.4. Diagnós ico de necessidades
Com a lei u a do quad o, consegue-se cons a a as écnicas de ecolha de dados, pe mi indo
iden i ica e o ganiza cada ase de in es igação/in e enção com as di e en es abo dagens u ilizadas
pa a cap a in o mações essenciais. Pa a além disso, o quad o acili a a isualização cla a de como cada
écnica es á alinhada com os obje i os da in es igação, con ibuindo pa a a comp eensão p o unda das
dinâmicas do con ex o escola , os seus compo amen os, a sua con i ência e a e icácia das in e enções
de mediação.
37
3.2.1.1. Análise documen al
Na análise documen al e e iu-se a e en es que ão de encon o com a elabo ação de uma
e isão bibliog á ica e a p óp ia in es igação bibliog á ica. Des a o ma, e e uou-se uma ala gada
pesquisa das á eas a se em abo dadas na emá ica do p oje o e documen os e ídicos e compo ados
com a in o mação necessá ia (Fe nandes, 2019). Nes e sen ido, oi ealizada uma pesquisa de
documen ação pa a sus en a a pa e eó ica do p oje o, con ando com ob as de li os, a igos cien í icos
e ou os p oje os da mesma emá ica.
A u ilização des a écnica de in es igação pe mi iu a ecolha de in o mação ela i a a in o mações
do AE, sendo possí el conhece e comp eende melho o con ex o. Recolheu-se in o mação do
Regulamen o In e no, como ambém, do P oje o Educa i o 2022-2025 do AE, pe mi indo uma análise
minuciosa da ca ac e ização do AE e do público-al o, e ambém, a sua missão, alo es e obje i os. Pa a
além disso, des aca am-se pon os c uciais do Plano de Ação do GIPAD e da Ludo eca e explo ou-se
in o mação que sus en a os di ei os e de e es dos alunos, a a és de documen ação o mal e legal.
3.2.1.2. Obse ação pa icipan e
Segundo os au o es Qui y e Campenhou d (1995, p. 197), o “campo de obse ação do
in es igado é,
à p io i
, in ini amen e amplo e só depende, em de ini i o, dos obje i os do seu abalho e
das suas hipó eses de pa ida”. Não obs an e, a obse ação pa icipan e consis e no es udo da
obse ação no campo de abalho, na medida em que o in es igado ealiza um abalho de p ecisão e
igo , o que pe mi iu obse a o con ex o e os seus en ol idos, comp eendendo as a i udes e
compo amen os da comunidade educa i a. Pos o is o, é impo an e en ol e -se num olha p o undo,
po enciando uma ecolha de in o mação aliosa e en iquecedo a pa a a elabo ação do p oje o, pa a que
num u u o indou o as c ianças e jo ens es ejam mais p epa adas pa a ( e)cons ui ou desen ol e
compe ências ligadas à Mediação.
A obse ação oi das écnicas mais u ilizadas ao longo do p oje o, is o que oi possí el ecolhe
in o mação de si uações i idas no con ex o escola , como ambém, a pe ceção das a i udes e
compo amen os dos docen es, não-docen es e alunos. Reco eu-se a es a écnica em odas as ases do
p ocesso de in es igação/in e enção, possibili ando a comp eensão das elações exis en es ou não
exis en es da comunidade educa i a. Des a o ma, o con ac o p esencial e di e o com o con ex o escola ,
pe mi iu ob e mais in o mação ace ca do con ex o a se abalhado.
38
3.2.1.3. Diá ios de bo do e no as de campo
De aco do com Zabalza (1994, p. 111), os DB
cen am a sua a enção nos sujei os que pa icipam no p ocesso didá ico. São mui o desc i i os, a
espei o das ca ac e ís icas dos alunos (o diá io e e e cons an emen e o nome de alunos, o que
cada um deles az, como ão p og edindo, como o p o esso os ê, e c.), incluem com equência
e e ências ao p óp io p o esso , como se sen e, como a ua, e c.
Não obs an e, os BD “de em comp eende a possibilidade de e lexão sob e a ação, no sen ido
de e i a da p óp ia p á ica, elemen os que se i ão de supo e pa a a p oposição de no as ações”
(Ramos, 2013, p. 48).
Ao longo de odo o p ocesso de in es igação/in e enção, os DB o am u ilizados pela mediado a
es agiá ia, de o ma cons an e e con ínua, sendo que a cada ida ao AE, e a ei o um DB no inal do dia
ou no dia seguin e pela manhã. O p opósi o do DB e a auxilia no conhecimen o e desc ição de
enómenos i idos em dado momen o, pa a que mais a de não exis issem lacunas de al a de
in o mação. A pa i da in o mação gua dada, oi possí el ealiza uma análise em p ol do p oje o. Os
DB, jun amen e com a obse ação e no as de campo, cons i uem uma o ma p á ica, na medida em que
se desc e eu de alhadamen e udo o que oi ealizado ao longo da in es igação/in e enção, como
ambém, e lexões dos compo amen os obse ados e espe i as espos as da comunidade educa i a.
Além disso, pe mi iu a desc ição de pon os posi i os e nega i os pe an e as di iculdades sen idas e,
consequen emen e, a sua melho ia.
De aco do com Bodgan e Biklen (1994, pp. 150–151), as no as de campo,
podem o igina em cada es udo um diá io pessoal que ajuda o in es igado a acompanha o
desen ol imen o do p oje o, a isualiza como é que o plano de in es igação oi a e ado pelos
dados ecolhidos, e a oma -se conscien e de como ele ou ela o am in luenciados pelos dados.
Des e modo, as no as de campo o am um auxílio no apon amen o de no as nas con e sas
in o mais e na elabo ação dos diá ios de bo do, uma ez que se des aca am ci ações, momen os i idos,
eações ou con e sas, acili ando o p ocesso de análise de in o mação.
3.2.1.4. Con e sas in o mais
As con e sas in o mais es ão p esen es em odo o p ocesso de elabo ação e implemen ação do
p oje o. Nes e sen ido, se i am de supo e de comunicação, uma ez que se o na possí el ecolhe

39
in o mação aliosa pa a comp eende de e minado caso com de alhe. Inicialmen e, na p imei a ase de
in es igação/in e enção, as con e sas in o mais su gi am como meio de ecolha de dados pa a o
diagnós ico de necessidades, uma ez que se en ol e am di e amen e com a comunidade educa i a e
oi possí el en ende as suas p io idades e necessidades de in e enção. Com o auxílio dos BD e no as
de campo, as con e sas in o mais o na am-se de alo , no sen ido em que se analisou con e sas com
os docen es e não-docen es, sendo que se comp eendeu a exis ência de iolência e indisciplina no
con ex o escola . Na segunda e e cei a ase de in es igação/in e enção, as con e sas in o mais
se i am como apoio na comp eensão e e olução das a i udes e compo amen os dos alunos.
3.2.1.5. Inqué i o po ques ioná io
O inqué i o po ques ioná io consis e numa sé ie de ques ões elacionadas com o con ex o, a
si uação social e p o issional ou amilia , como ambém, qualque ou o pon o de pe spe i a que o
indi íduo ap esen e (Qui y & Campenhoud , 1995). Os inqué i os po ques ioná io o am implemen ados
em odas as ases do p oje o de in es igação/in e enção jun o de di e en es in e enien es. Na p imei a
ase do p oje o, oi implemen ado um ques ioná io aos docen es, mais conc e amen e aos di e o es de
u ma, de o ma a en ende se exis iam ou não con li os no meio escola e, pe cebe a o ma como
a ua am pa a os esol e . Na ase II e III, o am elabo ados ês inqué i os po ques ioná io, pa a a alia
o desempenho da o mação do g upo de alunos-mediado es e o desempenho da mediado a es agiá ia.
As ques ões de cada ques ioná io se ão ap esen adas nos pon os 4.1.4.2. e 4.1.4.3. De seguida,
demons am-se os inqué i os po ques ioná io u ilizados ao longo do p oje o:
• Inqué i o po ques ioná io inicial, designado po
Pon o de Pa ida: umo ao desconhecido
–
es e inqué i o oi aplicado na segunda ase de in es igação/in e enção, na sessão n.º 1 da
o mação de alunos-mediado es. Ap esen ou como obje i o en ende o conhecimen o que os
pa icipan es inham pe an e a emá ica mediação (Apêndice 4);
• Inqué i o po ques ioná io inal, nomeado de
Ques ioná io de Mes e: a jo nada do sabe
– es e
inqué i o po ques ioná io oi ealizado na ase de a aliação do p oje o, na sessão n.º 8 da
o mação de alunos-mediado es. O obje i o do mesmo passou po pe cebe se hou e e olução
dos alunos-mediado es pe an e o seu conhecimen o sob e mediação (Apêndice 5);
• Ques ioná io de a aliação do p ocesso da Fo mação de alunos-mediado es – es e inqué i o po
ques ioná io en ol eu di e sos pon os a se em aplicados consoan e uma escala de
conco dância “Disco do To almen e; Disco do; Conco do; Conco do To almen e”, dos quais
con inha a a aliação: da o mação de alunos-mediado es, desempenho da mediado a, opinião
40
sob e a elabo ação das sessões, mo i ação na ealização da o mação, compe ências
desen ol idas e expec a i as pa a o u u o. Numa segunda pa e do ques ioná io, coloca am-
se ques ões abe as, pa a que os alunos ap o undassem o que gos a am mais ou o que
gos a am menos du an e as sessões e se gos a iam que hou esse mais o mações na escola.
No inal, colocou-se uma ques ão de sa is ação ge al da o mação de alunos-mediado es, com
escala de 1 a 5, sendo 1, “F aca”, e o 5, “Mui o Boa” (Apêndice 6).
3.2.1.6. Regis os o og á icos e g a ações audio isuais
Os egis os o og á icos e g a ações audio isuais o am u ilizados na ase II de
in es igação/in e enção, nos momen os de
ole-play
das sessões da o mação de alunos-mediado es.
U iliza am-se as g a ações audio isuais como o ma de,
à pos e io i
, exis i a in e p e ação e análise da
pos u a e compo amen o do aluno-mediado . Des e modo, os egis os se i am pa a a alia
minuciosamen e o papel do aluno-mediado du an e a ealização de uma sessão de mediação,
pe mi indo iden i ica pon os impo an es pa a o seu desen ol imen o enquan o agen e de mudança no
con ex o escola , complemen ando as ano ações numa análise S.W.O.T. Salien a que as g a ações
audio isuais apenas se i am pa a supe isiona cada aluno-mediado du an e a sessão e a g a ação
das mesmas oi de ini i amen e eliminada após a sessão. Pa a além disso, os egis os o og á icos
se i am ambém como cap ação de lemb anças ao longo do p oje o (Apêndice 7).
3.2.2. T a amen o e análise dos dados
No pon o an e io o am mencionadas as écnicas de ecolha de dados e a pa i disso é necessá io
aze a sua análise. Os dados eme gen es da análise pe mi i am comp eende que oi possí el in e i
com as c ianças e jo ens do AE, no sen ido de os o ma pe an e as necessidades do con ex o. Foi
possí el en ende as pe ceções da comunidade educa i a ela i amen e à mediação e con li os no meio
escola , acabando po se um a o c ucial a se desen ol ido. Salien a-se que a a és dos inqué i os po
ques ioná ios aos di e o es de u ma, oi possí el en ende a pe ceção dos di e o es de u ma do AE,
ela i amen e aos alunos de uma u ma do 5.º ano, na medida em que apela am pa a uma in e enção
de ido à iolência e indisciplina, o a e den o da sala de aula. A a és das con e sas in o mais,
conseguiu-se comp eende a necessidade em apoia a comunidade educa i a, no sen ido de amplia a
con i ência e comunicação posi i a. Nes e sen ido, icou cla a a necessidade de c ia um g upo de
alunos-mediado es. Além disso, os inqué i os po ques ioná io u ilizados pa a os alunos-mediado es da
o mação, possibili a am a pe ceção de uma e olução no conhecimen o sob e a emá ica mediação.
41
Des e modo, oi ealizada uma análise compa a i a en e o ques ioná io inicial, ealizado em ab il de
2023 e o ques ioná io inal, ealizado em junho de 2024. As análises o am ealizadas consoan e cada
espos a dada pelos alunos-mediado es, ou seja, compa ou-se cada espos a, uma a uma, pa a de e a
mudanças no início e no im da o mação. Pa a complemen a os dados, u ilizou-se como auxílio as
con e sas in o mais com o co po docen e e alunos; os diá ios de bo do como meio de lemb ança dos
egis os das con e sas e as ano ações do bloco de no as, onde se des acou pon os impo an es pa a o
melho amen o das sessões da o mação e do p oje o. Ao longo das sessões da o mação de alunos-
mediado es, oi possí el des aca a u ilização das con e sas in o mais, dos diá ios de bo do, da
obse ação e no as de campo, que pe mi i am cap a as in e ações e elações que se o am c iando ao
longo des e pe cu so, como ambém, os compo amen os e espos as que os alunos o neciam du an e
as sessões. Em duas sessões da o mação, o am u ilizados egis os o og á icos pa a cap a a pos u a
e compo amen o dos alunos-mediado es, enquan o a ua am como mediado es numa sessão de
mediação. Es a écnica possibili ou a análise e, pos e io pa ilha de
eedback
posi i o e cons u i o.
En endeu-se ambém, o in e esse po pa e da comunidade educa i a, na pa icipação de in e enções
e a i idades ex apola es ao AE.
3.3. Iden i icação dos ecu sos mobilizados e limi ações do p ocesso: do idealizado ao
exequí el
Nes e pon o se ão abo dados os ecu sos mobilizados pa a a conc e ização do p oje o, ecu sos
humanos e os ecu sos ma e iais, de modo a ga an i o seu bom uncionamen o. Se ão ambém
abo dadas as limi ações do p ocesso de in es igação/in e enção e, a pe spe i a do idealizado ao que
ealmen e oi implemen ado no p oje o.
3.3.1. Recu sos humanos e ecu sos ma e iais
No que diz espei o aos ecu sos mobilizados pa a a elabo ação do p oje o, salien am-se os
ecu sos necessá ios pa a a sua conc e ização. Os ecu sos humanos dizem espei o às pessoas
en ol idas em odo o p ocesso. Po an o, é necessá io e e i os pa icipan es, sendo eles: c ianças e
jo ens, co po docen e e não-docen e, oda a equipa écnica do AE, acompanhan e da ins i uição,
mediado a es agiá ia e a o ien ado a da Uni e sidade do Minho. Des a o ma, cons uiu-se um abalho
colabo a i o com oda a comunidade educa i a, o que possibili ou a implemen ação de um p oje o
impac an e. Salien a-se que no início do es ágio, idealizou-se ecu sos ma e iais que o am de encon o
42
ao p opos o, con udo, oi necessá io inclui nos ecu sos já p é-de inidos ou os ecu sos e, des acou-se
a sublinhado os a ualizados:
• Documen ação: egulamen o in e no do AE, p oje o educa i o do AE, plano de ação da
Ludo eca, plano de ação do GPIAD, dec e os-lei, e mos de pa icipação e de consen imen o;
• Recu sos didá icos: papéis, ma cado es, pali os, cane a, lápis, papel e ca azes pa a a
di ulgação da o mação de alunos-mediado es;
• Recu sos logís icos: sala, gabine e, mesas e cadei as, quad o b anco, compu ado e p oje o .
Jun amen e com a ap esen ação do p oje o desen ol ido, se ão des acados de alhadamen e odos
os ecu sos, humanos e ma e iais, no capí ulo qua o do ela ó io.
3.3.2. Limi ações do p ocesso de in es igação/in e enção
Des aca am-se nes e pon o algumas limi ações do desen ola do p ocesso de
in es igação/in e enção. A p imei a limi ação a des aca oi o p olongamen o da implemen ação da
o mação de alunos-mediado es, no sen ido em que e a necessá io semp e a supe isão do AE sob a
o mação, desde a ques ão de ho á ios, do consen imen o dos enca egados de educação à elabo ação
e de inição da calenda ização das oi o sessões de o mação. Des aca-se a ansmissão de in o mação e
au o ização da di e o a do AE, mesmo sendo ques ões pequenas como oi o caso da di ulgação dos
ca azes da o mação, na medida em que e a necessá io di ulga a in o mação. A bu oc acia a asou o
p ocedimen o do p oje o, acabando po a e a a agilização das a i idades a ealiza .
Po conseguin e, ou a limi ação da in es igação/in e enção oi a pa icipação dos alunos na
o mação de alunos-mediado es, uma ez que já inham a i idades ex acu icula es e ex e nas à escola.
A o mação ocupa a en e 50 e 90 minu os ap oximadamen e e, al ez os alunos não quisessem
pa icipa po se mais um bloco a ocupa no ho á io escola . O ac o de exis i imensas a i idades
ex acu icula es no AE, incapaci ou, de ce a o ma, a pa icipação dos alunos na o mação.
Ou a limi ação, e e e-se a escassa p esença de docen es e não-docen es no GPIAD, uma ez que
o ho á io de uncionamen o ia de encon o com o ho á io dos mesmos. Salien a-se ainda, que as pessoas
que ep esen am o GPIAD não êm qualque base ligada à mediação. Mesmo não endo o mação em
mediação, os casos de con li o e am esol idos consoan e aquilo que acha am se o mais adequado.
49
complexidade do ema, is o que é um p ocesso longo e demo ado. A elabo ação da o mação de
mediação de pa es ap esen ou como bases o p imei o ano de mes ado em mediação, como ambém,
os p og amas de mediação de pa es e e idos no pon o 2.4 e 2.4.1. A o mação con ou com se e sessões,
sendo qua os sessões ( eó icas e dinâmicas) e ês sessões de moni o ização (p á icas). Rela i amen e
às sessões de eo eó ico e dinâmico, o in ui o passou pelo en endimen o daquilo que é a mediação e
naquilo que se podem o na enquan o alunos-mediado es e agen es de mudança. O ac o de exis i
sus en o eó ico, c ia um apoio na comp eensão do conhecimen o que es á a se ansmi ido, pa a mais
a de, se coloca em p á ica. No p imei o momen o das sessões ealiza am-se momen os de eo ia ace ca
da p oblemá ica a se abo dada e, num segundo momen o, colocou-se em p á ica os conhecimen os
cap ados nessa mesma sessão com a i idades dinâmicas. Pos o isso, os alunos-mediado es o na -se-
ão agen es de mudança, a uando no con ex o escola com o obje i o de a enua , epo a ou esol e
con li os exis en es no AE. Po ou o lado, as sessões de moni o ização, se i am pa a moni o iza a
p á ica dos alunos-mediado es, onde se ealiza am euniões en e o g upo pa a se obse a , pa ilha ,
melho a e amplia as ações e pensamen os daquilo que ize am no con ex o escola . No momen o
inicial, pe spe i a am-se se e sessões, con udo, a pedido dos elemen os do g upo de alunos-mediado es
oi elabo ada mais uma sessão, azendo pa e do Módulo III: P ocesso de Mediação, como cons a na
igu a 3.
Figu a 3
C onog ama das sessões da o mação de alunos-mediado es
Conside a-se pe inen e a i ma o in e esse de seis alunos na con ibuição da melho ia do sis ema
educa i o com umo pa a a paz e con i ência posi i a da sua escola, ap esen ando in e esse em
Sessões eó icas e
dinâmicas
Sessão n.º 1:
Da a conhece a Fo mação de Alunos-Mediado es
Sessão n.º 2:
Iden i ica o Con li o
Sessão n.º 3:
Ap oximação do eal
Sessão n.º 4:
Mais p óximos do eal
Sessão n.º 5:
P ocesso de Mediação
Sessões de
moni o ização
Sessão n.º 6:
Encon o de Alunos-mediado es
Sessão n.º 7:
Reunião de Alunos-mediado es
Sessão n.º 8:
Um a é b e e Alunos-mediado es

50
pa icipa nes e p oje o-pilo o de o mação de alunos-mediado es. Des a o ma, oi-lhes en egue a
au o ização em pa icipa na o mação (Apêndice 11). Con udo, e endo em con a á ios a o es, apenas
ês alunos ize am pa e des e p oje o-pilo o, sendo um do géne o masculino e dois do géne o eminino.
Pos o is o, oi en egue aos alunos um e mo de pa icipação (Apêndice 12), no sen ido em que se
p e endia c ia esponsabilidade e mo i ação, enquan o u u os alunos-mediado es.
4.1.3. Plani icação e implemen ação da o mação de alunos-mediado es
O quad o 7 ap esen a o eixo de ação ela i o à o mação de alunos-mediado es, con endo como
pila es, os obje i os dos módulos de ação, as sessões e as a i idades de cada sessão.
51
Quad o 7
Eixo de ação da Fo mação de Alunos-mediado es
Módulos
Obje i os
Sessões
A i idades
Módulo I:
Ap esen ação
e In odução à
Fo mação de
Alunos-
mediado es
- Cons ui a inclusão do g upo de
alunos-mediado es pa a se sin am à
on ade, p omo endo a con iança e
abe u a de pa ilha de pe spe i as;
- Deba e expec a i as do g upo
sob e a o mação;
- Sensibiliza sob e a o mação pa a
o g upo de alunos-mediado es;
- Re le i sob e a inicia i a do g upo
de alunos-mediado es.
Sessão 1:
Da a
conhece a
Fo mação de
Alunos-
Mediado es
A 1.1. Queb a-gelo:
Conhece mo-nos e aos ou os
A 1.2. Pon o de pa ida: Rumo
ao desconhecido
A 1.3. B ains o ming de
Mediação
Módulo II:
Conhece o
con li o
- Conhece a in o mação que os
alunos-mediado es êm
ela i amen e sob e o con li o;
- Desen ol e conhecimen o sob e o
con li o;
- T ans o ma comunicação nega i a
em comunicação posi i a.
Sessão 2:
Iden i ica o
con li o
A 2.1. Explo a a Men e:
e lexão sob e o Con li o
A 2.2. B ains o ming do
Con li o
A 2.3. P omoção de diálogo
colabo a i o
Módulo III: O
p ocesso de
Mediação
- Ap ende o p ocesso de mediação;
- Deba e e abo da a emá ica sob e
o
bullying;
- Conhece no os conhecimen os
sob e a emá ica de mediação;
- Desen ol e compe ências
p óximas do eal na esolução de
con li os.
Sessão 3:
Ap oximação
do eal
A 3.1. Seleção do Role-play
A 3.2. Role-play de uma sessão
de Mediação
A 3.3. Con a-me como e
sen is e? Ve são 1
Sessão 4:
Mais
p óximos do
eal
A 4.1. Role-play de uma sessão
de Mediação
A 4.2. Role-play de uma sessão
de Mediação
A 4.3. Con a-me como e
sen is e? Ve são 2
Sessão 5:
P ocesso de
Mediação
A 5.1. Desa io- e a ace a es!
A 5.2. Mediação em Ação:
esolução de con li os
Módulo IV:
Moni o ização
do
desempenho
dos Alunos-
mediado es
- A alia a e icácia das compe ências
de mediação adqui idas;
- Iden i ica pon os o es de cada
elemen o do g upo;
- Pa ilha
eedback
posi i o e
cons u i o aos alunos-mediado es;
- Re le i ace ca das ações omadas
pelos alunos-mediado es;
- A alia a e icácia da Fo mação dos
Alunos-mediado es;
- A alia o desempenho da
mediado a es agiá ia.
Sessão 6:
Encon o de
Alunos-
mediado es
A 6.1. O icina da e lexão:
momen o de c escimen o
A 6.2. Pa ilha de momen os e
pensamen os #1
Sessão n.º 7:
Reunião de
Alunos-
mediado es
A 7.1. Pa ilha de momen os e
pensamen os #2
A 7.2. Piquenique
Sessão n.º 8:
Um a é
b e e alunos-
mediado es
A 8.1. Ques ioná io de Mes e:
a jo nada do sabe
A 8.2. Pon o de chegada: onde
nos encon amos?
52
4.1.3.1. Módulo I: ap esen ação e in odução à o mação de alunos-mediado es
Sessão 1: Da a conhece a o mação de alunos-mediado es
Na p imei a sessão da o mação de alunos-mediado es, designada
po Da a conhece a o mação
de alunos-mediado es
, es i e am p esen es ês pa icipan es e a mediado a es agiá ia. A sessão
ealizou-se no dia 19 de ab il de 2024, endo a du ação de uma ho a e in a minu os, numa sala de
apoio do AE. Os obje i os da sessão n.º 1 en ol em: cons ui a inclusão do g upo de alunos-mediado es
pa a se sen i em à on ade, p omo endo a con iança e abe u a de pa ilha de pe spe i as; deba e
expec a i as do g upo sob e a o mação; sensibiliza sob e a o mação pa a o g upo de alunos-
mediado es e e le i sob e a inicia i a do g upo de alunos-mediado es. Tal como o nome suge e, oi o
p imei o con ac o com os ês elemen os, onde se ob e e uma espos a posi i a de que os e e idos
mos a am in e esse e au o ização dos seus enca egados de educação pa a equen a a o mação de
alunos-mediado es. O p imei o momen o da eunião passou pela ap esen ação da mediado a e dos
pa icipan es. De seguida, hou e uma b e e explicação daquilo que se i ia a a na espe i a o mação,
ou seja, oi ap esen ado um esquema com a p og amação da o mação (Figu a 4) e em o ma o digi al
num
Powe Poin
(Apêndice 13). Deno a que, a meio da o mação oi elabo ada mais uma sessão a
pedido dos alunos-mediado es, so endo eajus es na p og amação.
Figu a 4
Sessão n.º 1, slide 3 do Powe Poin - Esquema da p og amação da o mação de alunos-mediado es
De seguida, oi en egue um in og á ico da p og amação e calenda ização da o mação de alunos-
mediado es, pa a que acompanhassem as sessões e ganhassem sen ido de esponsabilidade na
pon ualidade e assiduidade (Apêndice 14).
53
A1.1. Queb a-gelo: Conhece mo-nos e aos ou os
A p imei a a i idade oi desenhada pa a queb a o gelo, pa a que se c iasse um ambien e
acolhedo pa a odos. Es a a i idade encon a-se desc i a no quad o abaixo (Quad o 8).
Quad o 8
Desc ição da a i idade Queb a-gelo: Conhece mo-nos e aos ou os
Du ação
30 minu os
Desc ição
O obje i o des a a i idade passa po o ma elações in e pessoais en e os en ol idos. Cada aluno
encon a-se sen ado numa mesa- edonda e oi en egue uma olha com um bingo e uma cane a,
con endo di e sas a i mações (
em um i mão
;
sabe oca um ins umen o
;
gos a de pizza
;
sabe anda
de bicicle a
, en e ou os). Cada aluno em o obje i o de esc e e o nome do colega que se iden i ica a
com de e minada a i mação. A esponsá el pela a i idade em a a e a de acompanha os alunos no
caso de su gimen o de dú idas. A pessoa que p eenche p imei o odos os quad ados da olha, g i a
“BINGO” e con i ma as a i mações.
Resul ados espe ados
P e ende-se que os pa icipan es c iem elações mais p óximas, c iando um ambien e mais acolhedo
en e eles, is o que possi elmen e não conhecem a mediado a es agiá ia e não se conhecem en e
eles.
Recu sos Ma e iais
- Ma e ial de esc i a: papéis, cane a ou lápis;
- Espaço p opício pa a a esc i a.
Cada pa icipan e pa ilhou momen os calo osos e isonhos, uma ez que o am mencionadas
á ias memó ias daquilo que o jogo ez des aca . Nes e sen ido, é impo an e des aca o jogo ealizado,
como é demons ado na igu a 5.
Figu a 5
A i idade O Bingo humano
54
A1.2. Pon o de pa ida: Rumo ao desconhecido
Rela i amen e a es a a i idade, oi p opos o elabo a um ques ioná io inicial, com o in ui o de
en ende aquilo que os alunos sabiam sob e a emá ica de mediação. Po an o, no quad o 9 desc e e-
se a a i idade implemen ada. Face à ealização do ques ioná io, oi ealizado um le an amen o de
expec a i as sob e a o mação, de o ma a en ende aquilo que os alunos espe a am sob e a mesma.
Quad o 9
Desc ição da a i idade Pon o de pa ida: Rumo ao desconhecido
Du ação
25 minu os
Desc ição
A esponsá el pela a i idade e á a unção de en ega um ques ioná io, en ol endo a emá ica
mediação. Nes e sen ido, o obje i o é en ende o quan o de conhecimen o cada aluno-mediado em
sob e a emá ica em ques ão. Cada ques ioná io se á a aliado de o ma anónima, gua dando como
dados a pe ceção daquilo que pensam que engloba a mediação.
Resul ados espe ados
Espe a-se que odos os pa icipan es e li am, de o ma hones a e e dadei a, sob e o concei o que
en ol e a mediação.
Recu sos ma e iais
- Ma e ial de esc i a: papel e cane as;
- Espaço p opício pa a a esc i a.
A1.3. B ains o ming da Fo mação de alunos-mediado es
No seguimen o da sessão, ez-se um
b ains o ming
sob e o concei o de mediação. Con udo, em
p imei o luga , oi explicado o concei o de
b ains o ming
e qual e a o obje i o da a i idade. O quad o 10
demons a de o ma cla a a a i idade.
Quad o 10
Desc ição da a i idade B ains o ming de Mediação
Du ação
20 minu os
Desc ição
A esponsá el pela a i idade i á in oduzi com a ques ão: “Quando pensamos em mediação, o que
os su ge na cabeça?” e coloca apenas a pala a mediação
no quad o b anco. Cada aluno e á a
opo unidade de pa icipa no
b ains o ming
a é se o ma uma g ande amília de pala as ou ases
(
p ocesso; esolução de con li os; p e enção; negociação; acili ação da comunicação; comunicação
posi i a; pa adigma ganha /ganha ; con li o,
en e ou os). No inal da e lexão, explica -se-á mais
ap o undadamen e alguns dos e mos que o am mencionados.
Resul ados espe ados
Comp eende-se que os alunos-mediado es enham pouco conhecimen o sob e a emá ica de
mediação, con udo, espe a-se que os mesmos exp essem mo i ação em ap ende e a pa ilha as
suas pe spe i as pe an e o assun o.
Recu sos ma e iais
- Ma e ial de esc i a: quad o b anco, ma cado es e apagado .

55
Es a a i idade ealizou-se de o ma mais calma pa a que odos os elemen os da o mação
en endessem o que e a p opos o e oi concebido o
b ains o ming
de mediação (Figu a 6).
Figu a 6
Fo og a ia da a i idade B ains o ming de mediação – p odu o inal
4.1.3.2. Módulo II: conhece o con li o
Sessão 2: Iden i ica o con li o
Na segunda sessão da o mação de alunos-mediado es, designada po
Iden i ica o con li o
,
es i e am p esen es os ês alunos insc i os e a mediado a es agiá ia. A sessão ealizou-se no dia 26 de
ab il de 2024, endo a du ação de uma ho a, numa sala de apoio do AE. Os obje i os da sessão n.º 2
en ol e am a dinamização sob e a emá ica con li o e a in odução o concei o de mediação.
A2.1. Explo a a Men e: e lexão sob e o Con li o
Num p imei o momen o da sessão oi p opos o aze uma e lexão sob e o con li o e, nesse
sen ido, c iou-se uma icha com ques ões pa a que cada pa icipan e i esse um momen o indi idual de
e lexão (Apêndice 15) e, mais a de, osse capaz de pa ilha com o g upo, al como é desc i o no quad o
11.
56
Quad o 11
Desc ição da a i idade Explo a a Men e: e lexão sob e o Con li o
Du ação
15 minu os
Desc ição
A esponsá el pela a i idade e á a unção de en ega uma icha com ques ões, en ol endo o ema
con li o. Nes e sen ido, o obje i o é en ende o quan o de conhecimen o cada aluno-mediado em
sob e a emá ica em ques ão, como ambém, incen i a a e le i sob e dado ema a se pa ilhado em
g upo.
Resul ados espe ados
Espe a-se que odos os pa icipan es p eencham a icha de o ma hones a e e dadei a, pa a que
sejam capazes de e le i de o ma au ónoma sob e a emá ica a se abo dada. Assim, es a ão mais
capazes de dialoga sob e o assun o em g upo, de o ma espon ânea e sem julgamen os.
Recu sos ma e iais
- Ma e ial de esc i a: papel e cane a;
- Espaço p opício pa a a esc i a.
A2.2. B ains o ming do Con li o
Dado o sucesso da p imei a sessão com o
b ains o ming
, ealizou-se ou o sob e o concei o
con li o. Acabou-se po aze o mesmo concei o pa a a segunda sessão, endo mudado apenas o ema
a se abo dado. Nes e sen ido, o quad o 12 ap esen a a desc ição da A2.2.
Quad o 12
Desc ição da a i idade B ains o ming do Con li o
Du ação
10 minu os
Desc ição
A esponsá el pela a i idade i á in oduzi com a ques ão: “Quando pensamos em con li o, o que os
su ge na cabeça?” e coloca apenas a pala a con li o no quad o b anco. Cada aluno e á a
opo unidade de pa icipa no
b ains o ming
a é se o ma uma g ande amília de pala as
(impulsi idade; ag essi idade; disco dância; ameaça; impasse; di e en es in e esses;
encedo /pe dedo , en e ou os). No inal da e lexão, explica -se-á mais ap o undadamen e alguns
dos e mos que o am mencionados.
Resul ados espe ados
Comp eende-se que os alunos-mediado es enham pouco conhecimen o sob e a emá ica de
mediação, con udo, espe a-se que os mesmos exp essem mo i ação em ap ende e a pa ilha as
suas pe spe i as.
Recu sos ma e iais
- Ma e ial de esc i a: quad o b anco ma cado es e apagado ;
- Espaço p opício pa a a esc i a.
Assim, oi concebido o
b ains o ming
sob e o concei o con li o (Figu a 7).
57
Figu a 7
Fo og a ia da a i idade B ains o ming de con li o – p odu o inal
Po conseguin e, pa a complemen a a sessão com ajuda de supo e ecnológico, oi elabo ado
um
Powe Poin
de o ma a ajuda a amplia o conhecimen o dos alunos-mediado es (Apêndice 16). Esse
supo e con inha alguma in o mação, con udo, o maio pila se ia a mediado a es agiá ia, uma ez que
explica a udo de alhadamen e. Cada pon o e a explicado e, em caso de dú ida, os alunos ques iona am
a mediado a es agiá ia, como é indicado na igu a 8 e no quad o 13.
Figu a 8
Sessão n.º 2, slide 5 do Powe Poin – O que podemos aze pa a ameniza o con li o?
58
Quad o 13
Desc ição das pala as u lizadas na ques ão O que podemos aze pa a ameniza o con li o?
Escu a
a i amen e
Ou i com a enção, en ende as emoções po ás das pala as e esponde de
o ma que a pessoa se sin a comp eendida.
Da espaço
Pe mi i que a pessoa se exp esse sem in e upções, julgamen os ou p essão. Da
a libe dade pa a exp essa os seus pensamen os e sen imen os.
Colabo a
T abalha jun os de o ma a alcança obje i os em comum, combinando ideias.
Dis ancia
Sabe da espaço quando a pessoa p ecisa, pe mi indo que a mesma enha empo
pa a e le i e que se sin a espei ada.
Cede
Ab i mão de uma posição em que es amos a a o . En ol e a comp eensão em
encon a uma solução pa a ambas as pa es.
Faze aco dos
Chega a consenso, a endendo às necessidades das pa es en ol idas na si uação,
é po isso que exis e a cedência de ce os aspe os pa a alcança soluções possí eis
à esolução.
Pa adigma
ganha /ganha
Consis e em que odas as pa es en ol idas saiam a ganha , encon a soluções
nas quais cada um es á sa is ei o com isso.
Negocia
Sabe comunica de o ma que cheguem a aco do, con e sando de o ma se ena
pa a encon a em soluções.
No seguin e pon o do
Powe Poin
, mencionou-se o papel impo an e que um aluno-mediado de e
e na sua a uação no meio escola (Figu a 9).
Figu a 9
Sessão n.º 2, slide 7 do Powe Poin – As unções de um aluno-mediado
Nes a con inuidade, oi e e ido um pon o ela i o às compe ências e a i udes de um aluno-
mediado , como é indicado no quad o 14.
65
Como supo e de ajuda pa a a ealização da a i idade e pa a que se comp eendesse melho aquilo
que o aluno-mediado es a a a sen i , elabo a am-se ca ões pa a ep esen a as emoções num dado
momen o. Emoções es as que ão desde a co a e melhada, ep esen ando um ní el mais di ícil, a é à
co e de, ep esen ando maio acilidade na ação que ealizou e, complemen ando com igu as de
emoções pa a se des aca melho aquilo que pode ia es a a sen i em dado momen o (Figu a 14).
Figu a 14
Ca ões com igu as emo i as
Sessão 4: Mais p óximos do eal
Na qua a sessão da o mação de alunos-mediado es, designada po
Mais p óximos do eal
,
es i e am p esen es dois alunos insc i os e a mediado a es agiá ia. A sessão ealizou-se no dia 10 de
maio de 2024, endo a du ação de uma ho a e in a minu os, numa sala de apoio do AE. Os obje i os
da sessão n.º 4 consis i am no desen ol imen o de compe ências de mediação, comp eende o p ocesso
de mediação e capaci a o desen ol imen o na esolução de con li os.
A sessão e e como base a e cei a sessão, uma ez que se p e endia p a ica mais a o ma como
os alunos-mediado es a ua am pe an e de e minadas si uações. Como al, não hou e seleção de quem
se ia o mediado da sessão, acabando odos po o aze em. Nes e sen ido, é c ucial menciona os casos
que o am d ama izados (Apêndice 19). Realizados ambos os
ole-plays
, oi elabo ado no amen e a
a i idade
Con a-me como e sen is e
(A3.3.), pa a que se comp eendesse a pe spe i a de cada alunos-
mediado es de aco do com o papel ealizado.
Sessão 5: P ocesso de Mediação
Na quin a sessão da o mação de alunos-mediado es, designada po
Mais p óximos do eal
,
es i e am p esen es ês alunos insc i os e a mediado a es agiá ia. A sessão ealizou-se no dia 17 de
maio de 2024, endo a du ação de uma ho a, numa sala de apoio do AE. O obje i o da sessão n.º 5

66
ecaiu no econhecimen o das ap endizagens que os alunos-mediado es o am cap ando ao longo de
odo o pe cu so da o mação. Nes e sen ido, o am desen ol idas duas a i idades: a p imei a, designada
po
Desa io- e a ace a es!
e a segunda, designada po
Mediação em Ação: esolução de con li os
.
A5.1. Desa io- e a ace a es!
Pa a es a a i idade oi elabo ado um
Powe Poin
(Apêndice 20) que se iu de supo e pa a a
ealização do desa io e pa a uma melho comp eensão da a i idade, o quad o 21 epo a a sua desc ição.
Quad o 21
Desc ição da
a i idade
Desa io- e a ace a es!
Du ação
20 minu os
Desc ição
A a i idade consis e num jogo de conhecimen o e apidez. O jogo consis e em duas ases, a p imei a
engloba ques ões e dadei as ou alsas, onde cada um dos pa icipan es e á dois ca ões de co e de
(a i mação e dadei a) e de co azul (a i mação alsa). Es a ase consis e ambém na p ocu a em
melho a e e i ica as ases que são conside adas alsas.
A segunda pa e do jogo engloba ques ões múl iplas, onde cada pa icipan e em na sua posse qua o
ca ões de co es di e en es (co e de, azul, ama elo e e melho). Consoan e a espos a que acha em
que seja a co e a, le an am o ca ão da espe i a co a essa mesma espos a.
Resul ados espe ados
Espe a-se que o g upo consiga esponde e melho a as ases, de o ma a demons a e olução no
seu conhecimen o sob e a emá ica mediação.
Recu sos Ma e iais
- Ma e ial didá ico: ca ões colo idos e pali os de madei a;
- Supo e ecnológico: compu ado e p oje o .
Como supo e de ajuda pa a a ealização da a i idade o am u ilizados ca ões de co e de e de
co azul, como demons a a igu a 15 e ca ões de co es di e en es, como demons a a igu a 16.
Figu a 15
Ca ão e de ( e dadei a) e ca ão azul ( alsa)
67
Figu a 16
Ca ões colo idos
Na abela seguin e, ap esen am-se as ques ões e dadei as ou alsas que o am u ilizadas na
p imei a ase da a i idade (Tabela 3).
Tabela 3
Ques ões e dadei as e alsas
Ques ões
Respos a*
Ve dadei a
Falsa
1. A mediação é um mé odo de esolução de con li os que en ol e um
e cei o impa cial.
X
2. A mediação é um p ocesso olun á io, onde ambas as pa es decidem
pa icipa pa a chega a aco do.
X
3. O mediado é esponsá el po acili a a comunicação en e as pa es e
ajuda a explo a soluções mú uas.
X
4. A mediação é um p ocesso onde apenas um lado sai a ganha .
X
5. Sabe gua da as in o mações dos pa icipan es não az pa e de um
p ocesso de mediação.
X
6. O p ocesso de Mediação consis e em duas ases. Mediação e
aco do/comp omisso.
7. A mediação é u ilizada apenas nas escolas.
X
8. Du an e a sessão de mediação, cabe ao mediado decidi quem es á
ce o e quem es á e ado.
X
9. A mediação é con idencial, ou seja, udo o que é discu ido du an e o
p ocesso não é pa ilhado com ou as pa es.
X
No a.
* As espos as assinaladas são as co e as
Consoan e iam espondendo a cada ques ão, ha endo uma a i mação alsa, e a ap esen ado uma
p opos a de esolução, endo em con a que os alunos-mediado es já e iam p opos o ambém as suas
68
espos as. As igu as seguin es ilus am um dos exemplos u ilizados como espos a na a i idade (Figu as
17 e 18).
Figu a 17
Sessão n.º 5, slide 18 do Powe Poin - A i mação de ca iz also
Figu a 18
Sessão n.º 5, slide 19 do Powe Poin - T ans o mação da a i mação alsa em e dadei a
Pa a a segunda ase da a i idade, u iliza am-se ques ões de múl ipla escolha ap esen adas na
abela seguin e (Tabela 4):
69
Tabela 4
Ques ões múl iplas
Ques ão
Respos a*
1. O que é a mediação?
A i idades onde b incamos.
P ocesso de ges ão de con li os.*
Cas igo na escola.
Não engloba nada do e e ido.
2. Qual a impo ância da mediação?
Ajuda as pa es a chega em a aco do.*
Pe mi e apenas uma pa e a decidi .
Não ajuda a e i a con li os u u os.
É um p ocesso demo ado e complicado.
3. Qual é o papel do mediado ?
Faze as pessoas discu i mais.
Igno a os p oblemas das pessoas.
Não pa icipa na p ocu a de soluções.
Ajuda as pa es a se en ende .*
4. Onde é que a mediação pode se u ilizada?
Apenas na escola.
Apenas em casa.
Em di e sas á eas.*
Nenhuma das e e idas.
5. Quais são as ca ac e ís icas-cha e de um
mediado ?
Se pa cial.
Se empá ico e impõe decisões.
Se au o i á io.
Se neu o e impa cial.*
No a.
* As espos as assinaladas são as co e as.
A5.2. Mediação em Ação: esolução de con li os
Pa a uma melho comp eensão des a a i idade epo a-se a sua desc ição no quad o 22.
Quad o 22
Desc ição da a i idade
Mediação em Ação: esolução de con li os
Du ação
30 minu os
Desc ição
A esponsá el da a i idade i á en ega um caso de mediação di e en e a cada um dos pa icipan es
(Apêndices 21). Os mesmos e ão de nomea o caso, como ambém, sabe iden i ica os sujei os
en ol idos, o con li o e a sua causa. Des a o ma, o obje i o se ia esponde às ques ões expos as na
icha, uma ez que se p e ende econhece o conhecimen o dos alunos-mediado es pe an e o pe cu so
omado pela o mação. Após inaliza em indi idualmen e cada caso, i ão expo os esul ados ao g upo,
ha endo pa ilha de pe spe i as e pensamen os.
Resul ados espe ados
Espe a-se que cada um dos alunos-mediado es demons e e olução no seu conhecimen o em elação
à emá ica mediação e a capacidade de se em au ónomos e consegui em pa ilha aquilo que pensam.
Recu sos Ma e iais
- Ma e ial de esc i a: cane a e olhas com os casos de mediação;
- Espaço p opício pa a a ealização da a e a.
70
4.1.3.4. Módulo IV: moni o ização do desempenho dos alunos-mediado es
Sessão 6: Encon o de alunos-mediado es
Na sex a sessão da o mação de alunos-mediado es, designada po
Encon o de Alunos-
mediado es,
es i e am p esen es dois alunos insc i os e a mediado a es agiá ia. A sessão ealizou-se no
dia 24 de maio de 2024, endo a du ação de uma ho a, numa sala de apoio do AE. A sessão n.º 6 e e
como obje i os: a alia o desempenho enquan o mediado es nas sessões de mediação; iden i ica os
pon os mais o es e menos o es dos alunos-mediado es; pa ilha
eedback
posi i o e cons u i o aos
alunos-mediado es e e lexão ace ca das ações omadas pelos alunos-mediado es.
A6.1. O icina da e lexão: momen o de c escimen o
Nes e pon o, a mediado a es agiá ia p opôs abo da a o ma como cada um dos alunos-
mediado es a uou como mediado nos
ole-play
que ealiza am. Nes e sen ido, e pa a que a supe isão
das sessões de mediação osse exequí el, u iliza am-se ins umen os de ecolha de dados como a
g a ação audio isual e no as de campo. Além disso, op ou-se po ac escen a uma g elha de a aliação
adap ada ao con ex o e à p á ica. O documen o e e ido encon a-se no apêndice 22.
Nes e seguimen o, como cada aluno-mediado e e a sua de ida supe isão, oi possí el, no ge al,
elabo a uma análise
S.W.O.T
(Figu a 19). Des e modo, cada en ol ido e e
eedback
daquilo que ealizou
enquan o mediado na sua sessão de mediação, uma ez que se p e endia pa ilha c í icas cons u i as
do desempenho dos mesmos (Apêndice 23). Deno a que odas as g a ações audio isuais u ilizadas
pa a a ealização des e ei o, o am eliminadas de ini i amen e após a sessão.
Figu a 19
Es u u a da análise S.W.O.T
A6.2. Pa ilha de momen os e pensamen os #1
Pa a uma melho comp eensão des a a i idade epo a-se a sua desc ição no quad o 23.

71
Quad o 23
Desc ição da a i idade
Pa ilha de momen os e pensamen os #1
Du ação
30 minu os
Desc ição
A esponsá el pela a i idade i á a alia as compe ências de mediação que os alunos-mediado es
adqui i am, consoan e a o ma como a uam nas di e en es si uações da ida escola . Cada elemen o
do g upo em na sua posse uma icha de moni o ização pa a ajuda na sua ação na comunidade
escola (Apêndice 24). Assim, caso exis a algum ipo de con li o, o aluno-mediado e á a
esponsabilidade de in e i , se assim o consegui , e, obse a a en amen e o compo amen o dos
colegas, como ambém, ela a a si uação com o GPIAD. De em egis a udo na icha, acabando à
pos e io i
po discu i en e g upo. Ainda na sessão, se á ei o um le an amen o de dú idas, ques ões,
obse ações, desa ios e conquis as.
Resul ados espe ados
Espe a-se que o g upo cump a as a e as enquan o agen es de mudança no meio escola , como
ambém, consigam se exp imi abe amen e sob e as suas di iculdades, eceios e conquis as, pa a
mais a de e oluí em enquan o alunos-mediado es.
Recu sos Ma e iais
- Ficha de moni o ização do desempenho dos alunos-mediado es;
- Ma e ial de esc i a;
- Espaço p opício pa a a ealização da a i idade.
Deno a que a en ega da icha de moni o ização do desempenho dos alunos-mediado es oi ei a
na sessão an e io (sessão n.º 5), pa a que osse possí el e
eedback
dos elemen os do g upo com o
de ido empo.
Sessão n.º 7: Reunião de Alunos-mediado es
Na sé ima sessão da o mação de alunos-mediado es, designada po
Reunião de Alunos-
mediado es,
es i e am p esen es dois alunos insc i os e a mediado a es agiá ia. A sessão ealizou-se no
dia 31 de maio de 2024, endo a du ação de duas ho as, numa sala de apoio do AE. A sessão n.º 7 e e
como obje i os: pa ilha
eedback
posi i o e cons u i o aos alunos-mediado es e e lexão ace ca das
ações omadas pelos alunos-mediado es.
A sessão oi bas an e semelhan e à an e io , uma ez que se p e endia moni o iza a ação dos
agen es de mudança no con ex o escola . Nes e sen ido, esol eu-se aze ou o momen o de pa ilha de
pensamen os, expec a i as e melho ias pe an e as ações que oma am ou pode iam oma pe an e
de e minada si uação (A7.1. -
Pa ilha de momen os e pensamen os #2
). Na segunda pa e da sessão,
já agendado p e iamen e, ealizou-se um piquenique/con í io en e o g upo, onde icou p opos o, cada
um dos en ol idos aze elemen o(s) pa a se ealizado o piquenique, ha endo comida e jogos de
abulei o (A7.2. -
Piquenique/con í io
).
72
Sessão n.º 8: Um a é b e e alunos-mediado es
Na oi a a e úl ima sessão da o mação de alunos-mediado es, designada po
Reunião de Alunos-
mediado es,
es i e am p esen es ês alunos insc i os e a mediado a es agiá ia. A sessão ealizou-se no
dia 7 de junho de 2024, endo a du ação de duas ho as, numa sala de apoio do AE. A sessão n.º 8 e e
como obje i os: a alia a e icácia da Fo mação dos Alunos-mediado es e a alia o desempenho da
mediado a es agiá ia.
A8.1. Ques ioná io de mes e: a jo nada do sabe
Pa a inaliza a o mação de alunos-mediado es, oi p opos o ealiza um ques ioná io inal pa a
en ende a e olução de cada um dos pa icipan es. A a i idade encon a-se desc i a no quad o seguin e
(Quad o 24).
Quad o 24
Desc ição da a i idade
Ques ioná io de mes e: a jo nada do sabe
Du ação
20 minu os
Desc ição
A esponsá el pela a i idade e á a unção de en ega um ques ioná io, en ol endo odo o
conhecimen o que os alunos-mediado es o am ap endendo no pe cu so da o mação. Nes e sen ido,
o obje i o é en ende o quan o de conhecimen o cada aluno-mediado em sob e a emá ica abo dada
e en ende se exis iu e olução. Cada ques ioná io se á a aliado de o ma anónima, gua dando como
dados a pe ceção daquilo que pensam que engloba a Mediação.
Resul ados espe ados
Espe a-se que cada pa icipan e en ol ido demons e p og esso no desen ol imen o do seu
conhecimen o na á ea de mediação.
Recu sos Ma e iais
- Ques ioná io inal da o mação de alunos-mediado es;
- Ma e ial de esc i a: cane as;
- Espaço p opício pa a a ealização da a e a.
A8.1. Pon o de chegada: onde nos encon amos?
Es a a i idade e e a du ação de in e minu os e consis iu em o nece uma icha de a aliação
ge al sob e o p ocesso da o mação de alunos-mediado es. Ou seja, en ol eu pon os como:
o mação
de alunos-mediado es
;
desempenho da mediado a
;
opinião sob e a elabo ação das sessões
;
mo i ação
na ealização da o mação
;
compe ências desen ol idas
e, po im,
expec a i as pa a o u u o
. Ainda,
complemen ando a consis ência da icha, o am colocadas algumas ques ões abe as pa a esponde em
mais p o undamen e. No inal da sessão, oi o e ecido a cada um dos alunos-mediado es o ce i icado
73
o icial da o mação, con an o com as assina u as da mediado a es agiá ia, da esponsá el da equipa do
GPIAD e da di e o a do AE (Apêndice 25).
4.1.4. A aliação da o mação de alunos-mediado es
De o ma a comple a a o mação de alunos-mediado es, e le iu-se e a aliou-se o desempenho da
sua implemen ação, como ambém, a e olução dos alunos-mediado es. A o mação de mediação de
pa es oi equen ada po dois alunos do 6.º ano e um aluno do 7.º ano, às sex as- ei as das 15h10 às
16h30, ap oximadamen e. A o mação de alunos-mediado es oi o ganizada com uma es u u a que
con ou com oi o sessões.
4.1.4.1. E olução das compe ências dos alunos-mediado es du an e as sessões da
o mação
A p imei a sessão da o mação con a a com uma es u u a que inicia a com a ap esen ação
da mediado a es agiá ia, consequen emen e, a ap esen ação dos alunos-mediado es, o en endimen o
do conhecimen o sob e o concei o mediação e as expec a i as que os pa icipan es inham com a
o mação. De seguida, en egou-se um in og á ico com a calenda ização e p og amação sob e a
o mação, pa a acili a a comp eensão das sessões a se em implemen adas. Po conseguin e, pa a
queb a o gelo, eco eu-se ao jogo do bingo, onde os pa icipan es inham a a e a de conhece os no os
colegas e u iliza os seus nomes nos espaços em b anco do bingo. Es a a i idade pe mi iu desen ol e
uma elação mais p óxima en e o g upo, uma ez que não se conheciam. Realiza am desa ios, a pedido
da mediado a es agiá ia, is o que num dos quad ados dizia “Consegue aze ês lexões”
e, a
esponsá el pediu p o a do mesmo a um dos alunos-mediado es, le ando a isos po pa e de odos. Os
pa icipan es salien a am que a a i idade oi di e ida:
gos ei imenso de aze is o, ai ha e mais
a i idades assim na o mação?
, acabando po e em uma espos a posi i a. Nes e seguimen o, oi
en egue o ques ioná io inicial, que oi a aliado jun amen e com o ques ioná io inal, na exigência de
compa ações consoan e o desen ol imen o dos alunos-mediado es. Os alunos i e am um momen o
pa a esponde às ques ões. De seguida, a mediado a es agiá ia p opôs aze um
b ains o ming
sob e o
concei o mediação com os alunos-mediado es, po ém, explicou p imei o o que é um
b ains o ming
. Deu-
se início à a i idade, a mediado a es agiá ia colocou a seguin e ques ão: “Quando pensamos em
mediação, o que os em à cabeça?
Eu começo p imei o e digo, p ocesso, e po quê p ocesso? Po se
algo que demo a a se esol ido e que são necessá ios passos pa a desen ol e o con li o a se esol ido,
é um p ocesso longo e con ínuo”.
A pa i da inicia i a, oi possí el en ende que os alunos-mediado es
74
não inham conhecimen o sob e mediação, apenas aquilo que escu a am na ap esen ação, pois
e e i am como espos as:
con li o, escu a a i a
e
comunicação.
A segunda sessão da o mação con ou com a e lexão indi idual sob e o con li o, a a és de
uma icha de ques ões, le ando consequen emen e à ealização de um
b ains o ming
sob e o concei o.
A mediado a es agiá ia colocou a seguin e ques ão: “Quando pensamos em con li o, o que os em à
cabeça?”
.
Foi possí el en ende que os alunos-mediado es inham conhecimen o sob e o con li o, pois
e e i am como espos as:
di e en es in e esses, ameaças, bullying, p oblemas e discussão,
acabando
po a mediado a es agiá ia complemen a com ou os e mos e sucessi a explicação. De seguida,
ap esen ou-se um
Powe Poin
que con inha como pon os: o que podemos aze pa a ameniza o con li o;
o papel de um aluno-mediado ; as compe ências e a i udes de um aluno-mediado e os p incípios do
p ocesso de mediação. Pa a complemen a oda a sessão, oi ealizada uma a i idade que consis ia na
ans o mação de ases de cono ação nega i a pa a cono ação posi i a. Os alunos-mediado es
demons a am uma a i ude pa icipado a e mo i ado a, uma ez que ado a am a ideia e esol e am udo
mui o ápido. É possí el e essa pe ceção a a és do diá io de bo do:
Eles en ende am bem aquilo que e a pa a aze , op ei po di icul a , pedindo pa a que c iassem
ases posi i as consoan e as ases nega i as que lhes o neci. Pa a es e exe cício dei 20 minu os
pa a esol e em, mas gos a ia de e dado mais e com maio di iculdade, po que eles ade i am
bem e ize am mui o ápido (DB n.º 72).
Na e cei a sessão da o mação oi abo dado o p ocesso de mediação, com o apoio de um
Powe Poin
que con inha as ês ases do p ocesso de mediação. A mediado a es agiá ia explicou odos
os pon os-base impo an es, pa a que os alunos-mediado es ossem capazes de cap a conhecimen o.
Na segunda pa e da sessão, oi colocado em p á ica o que oi pa ilhado o almen e, ou seja, ealizou-se
uma sessão de mediação, sendo que os alunos-mediado es inham uma pe sonagem a desempenha
no
ole-play
. Nes a a i idade quem es a a a se a aliado oi quem ez de mediado , o que susci ou algum
ne osismo, con udo, a mediado a es agiá ia colocou no quad o algumas ques ões que pudessem ajuda
no desen ola do diálogo en e as pa es em con li o. No inal do
ole-play
, o am colocadas algumas
ques ões ao mediado da sessão, na qual a aluna GF2 menciona que: “pode ia e ealizado um melho
abalho, is o que es a a mui o ne osa. Além disso, e e e que e e di iculdade em dialoga pa a que
as pa es chegassem a uma solução” (DB n.º 76).
A qua a sessão da o mação e e como es u u a a e cei a sessão, o que pe mi iu a
ealização de dois
ole-plays
, uma ez que apenas es i e am p esen es dois dos ês alunos-mediado es.
81
Tabela 7
Ques ão 5 - Que compe ências e a i udes em um aluno-mediado ?
(
n
= 3)
Que compe ências e a i udes em um aluno-mediado ?
Respos as
Respei a
3
Se pa cial
0
Te empa ia
2
Se au o i á io
0
Escu a
3
Conhece
3
Discu i
0
Não men i
3
Flexí el
1
Cas igo
0
C ia i o
1
Ou i
3
Ao analisa a abela 7, pe cebe-se que no inal da o mação sob e as ca ac e ís icas da mediação
odos os alunos-mediado es (
n
= 3) sublinha am “ espei a , escu a , conhece , não men i e ou i ” e não
sublinha am “se pa cial, se au o i á io, discu i e cas igo”. Tan o a GF1 e a GF2 sublinha am “ e
empa ia”. Apenas a aluna GF2 sublinhou “ lexí el e c ia i o”. Rela i amen e às espos as, en ende-se
que cap a am algum conhecimen o sob e a emá ica de mediação, onde alguns des aca am
indi idualmen e e mos co e os sob e a mesma.
No conce ne à ques ão se e do ques ioná io inicial – “No eu dia-a-dia, como é que cos umas
esponde aos eus con li os?”
,
a abela seguin e demons a as espos as dadas pelos alunos-mediado es
no ques ioná io inicial (Tabela 8).

82
Tabela 8
Ques ão 7 - No eu dia-a-dia, como é que cos umas esponde aos eus con li os?
(
n
= 3)
No eu dia-a-dia, como é que cos umas
esponde aos eus con li os?
Nunca
Ra amen e
Po
ezes
Com
equência
A mediação ajuda as pa es a chega em a uma decisão
3
Coloca o p oblema e p ocu a encon a uma solução
1
2
E i a a gumen a
1
1
1
Fo ça acei ação do seu pon o de is a
1
2
En a iza os in e esses comuns
2
1
P ocu a se en ol e
1
1
1
Insis e numa de e minada solução
2
1
Desis e acilmen e
1
1
1
A enua as di e enças
1
1
1
Es á p on o/a a negocia
1
2
Enca a o con li o de o ma di e a
1
1
1
Re i a-se da si uação
1
2
Não conside a “não” como espos a
1
2
Pe an e os dados des acados da abela 8, é pe ce í el e i ica as espos as dadas pelos alunos-
mediado es consoan e o seu g au de conco dância. Nes e sen ido, nas espos as dadas com “nunca”
des acam-se: e i a a gumen a , desis e acilmen e, a enua as di e enças, enca a o con li o de o ma
di e a, e i a-se da si uação e não conside a “não” como espos a (
n
= 1). Face à espos a “ a amen e”
ap esen amos: o ça acei ação do seu pon o de is a, p ocu a-se en ol e , desis e acilmen e, es á
p on o/a a negocia , enca a o con li o de o ma di e a (
n
= 1); e, en a iza os in e esses comuns (
n
= 2).
Face à espos a “po ezes” emos: a mediação ajuda as pa es a chega em a uma decisão (
n
= 3);
coloca o p oblema e p ocu a encon a uma solução, e i a a gumen a , en a iza os in e esses comuns,
p ocu a se en ol e , desis e acilmen e, a enua as di e enças (
n
= 1); o ça acei ação do seu pon o de
is a, insis e numa de e minada solução e es á p on o/a a negocia (
n
= 2). Às espos as dadas “com
equência” ap esen amos: coloca o p oblema e p ocu a encon a uma solução, e i a-se da si uação e
não conside a “não” como espos a (
n
= 2); e i a a gumen a , p ocu a se en ol e , insis e numa
de e minada solução, a enua as di e enças e enca a o con li o de o ma di e a (
n
= 1).
Todas ques ões a segui analisadas eme em pa a o ques ioná io inal, sendo que o am
colocadas mais ques ões no sen ido de iden i ica uma e olução acen uada sob e mediação.
Rela i amen e à ques ão se e – “Quais as ases de um p ocesso de mediação?”, apenas dois alunos
ace a am na espos a co e a:
Fase da P é-mediação, Mediação e Comp omisso
. A ques ão oi o
consis ia em pe gun as de e dei o e also pe an e a ação do mediado , acabando odos po ace a em
83
nas espos as. A ques ão no e en ol eu o g au de conco dância ela i o a si uações de con li o,
consoan e o “eu” e a “ eação”, como é demons ado na abela 9.
Tabela 9
Ques ão no e – g au de conco dância ela i o a si uações de con li o
(
n
= 3)
G au de conco dância ela i o a si uações
de con li o
Disco do
To almen e
Disco do
Conco do
Conco do
To almen e
Eu, pe an e um con li o
Ten o analisa a si uação pa a alcança uma boa
solução pa a ambas as pa es
2
1
Ten o sa is aze as necessidades da ou a pessoa
3
E i o pedi ajuda
2
1
E i o discu i abe amen e
3
Fo neço semp e in o mações e dadei as
1
1
1
Ten o alcança um aco do com a ou a pa e
2
1
E i o con on a os meus colegas
3
Cedo às minhas necessidades pa a consegui mos
chega a um aco do/solução
3
Imponho o meu pon o de is a como sendo o mais
impo an e
2
1
As elações que enho com os meus colegas são
ag adá eis e anquilas
2
1
P ocu o chega a um aco do de o ma azoá el
1
2
P ocu o esol e o con li o
3
Tenho em conside ação a opinião da ou a pa e
2
1
Reação ao con li o
O con li o es imula a minha e lexão
3
O con li o p oduz soluções pa a os p oblemas
2
1
T a a de con li os ensinou-me que o comp omisso
é um de e a se cump ido
2
1
O con li o e o ça as elações en e colegas
1
2
A comunicação é um dos a o es mais impo an es
na esolução de con li os
1
2
O aco do é semp e alcançado, cump indo semp e
o p opos o
2
1
Pe an e os dados des acados da abela 9, é pe ce í el e i ica as espos as dadas pelos alunos-
mediado es consoan e o seu g au de conco dância. Nes e sen ido, ela i amen e ao pon o “Eu, pe an e
o con li o” ob e e-se como espos as: “Disco do” - o neço semp e in o mações e dadei as e p ocu o
chega a um aco do de o ma azoá el (
n
= 1); e, imponho o meu pon o de is a como sendo o mais
impo an e enho em conside ação a opinião da ou a pa e (
n
= 2); “Conco do” - o neço semp e
in o mações e dadei as, imponho o meu pon o de is a como sendo o mais impo an e e enho em
84
conside ação a opinião da ou a pa e (
n
= 1); en o analisa a si uação pa a alcança uma boa solução
pa a ambas as pa es, e i o pedi ajuda, en o alcança um aco do com a ou a pa e, as elações que
enho com os meus colegas são ag adá eis e anquilas e, p ocu o chega a um aco do de o ma azoá el
(
n
= 2); en o sa is aze as necessidades da ou a pessoa, e i o discu i abe amen e, e i o con on a os
meus colegas, cedo às minhas necessidades pa a consegui mos chega a um aco do/solução e p ocu o
esol e o con li o (
n
= 3) e, Conco do To almen e - en o analisa a si uação pa a alcança uma boa
solução pa a ambas as pa es, e i o pedi ajuda, o neço semp e in o mações e dadei as, en o alcança
um aco do com a ou a pa e e as elações que enho com os meus colegas são ag adá eis e anquilas
(
n
= 1). Rela i amen e ao pon o “Reação ao con li o” pode-se e i ica que: “Disco do” - O con li o e o ça
as elações en e colegas e a comunicação é um dos a o es mais impo an es na esolução de con li os
(
n
= 1); “Conco do” - o con li o es imula a minha e lexão (
n
= 3); e, o con li o p oduz soluções pa a os
p oblemas, a a de con li os ensinou-me que o comp omisso é um de e a se cump ido, o con li o
e o ça as elações en e colegas e o aco do é semp e alcançado, cump indo semp e o p opos o (
n
= 2);
“Conco do To almen e” - o con li o p oduz soluções pa a os p oblemas, a a de con li os ensinou-me
que o comp omisso é um de e a se cump ido e o aco do é semp e alcançado, cump indo semp e o
p opos o (
n
= 1); e, a comunicação é um dos a o es mais impo an es na esolução de con li os (
n
= 2).
No que conce ne à desc ição das ês pala as sob e con li o, os alunos-mediado es e e i am
o seguin e:
Con usão/possí el de esol e / iolência
(GF1); Ameaça/ iolência/discussão (GM) e
Discussão/a as amen o/silêncio
(GF2). Nes e seguimen o, ela i amen e às expec a i as que os
alunos-mediado es êm enquan o agen es de mudança sob e a escola, e e i am o seguin e:
To na -me alguém educado e p epa ado pa a lida com con li os. Assim posso ajuda a escola a esol e
e ale a pa a algum mal
(GF1);
Se alguém enca egue de á ias a e as. Se aluno-mediado oi bas an e
di e ido e gos a a de con inua a sê-lo (GM)
e
Enquan o aluna-mediado a sin o que a escola ai melho a
mui o. Se a o mação con inua pa a o ano, de ce eza que mais alunos pa icipa ão no apoio em p e eni
e esol e con li os
(GF2).
Rela i amen e às espos as dos alunos-mediado es das ês pala as que desc e em o con li o,
e ela am inicialmen e a associação a aspe os nega i os como a “ iolência”, “ameaça” e “discussão”,
dando ên ase que e am is os como si uações p ejudiciais e deses abilizado as. No en an o, ao longo da
o mação, os alunos passa am a isualiza o con li o não apenas como algo nega i o, mas ambém como
uma opo unidade de in e enção posi i a. A exp essão “possí el de esol e ”, u ilizada pela aluna GF1
suge e o início de uma comp eensão mais cons u i a sob e a na u eza do con li o e sob e o papel a i o
do mediado na p ocu a de soluções. Em elação às expec a i as dos alunos-mediado es enquan o
85
agen es de mudança no ou-se o desejo de impac a posi i amen e a escola, sendo que as espos as
e le i am um comp omisso c escen e com a mediação e a isão de que o papel do mediado anscende
o simples a o de esol e con li os. A aluna GF1 e e iu a impo ância de es a “p epa ada pa a lida com
con li os”, deno ando-se a o mação como uma p epa ação não só écnica, mas ambém mo al, no apoio
do con ex o escola . O GM e e iu ambém o desejo de con inua como aluno-mediado , e idenciando-se
uma expe iência posi i a e g a i ican e. Esse comp ome imen o suge iu que a o mação es imulou um
senso de esponsabilidade e de en ol imen o a i o na comunidade escola .
Em suma, a pe spe i a de que a “escola ai melho a mui o” susci ou o impac o posi i o da
o mação, que não só o aleceu o en endimen o dos alunos sob e o con li o e a mediação, como
ambém, c iou en usiamo e ambição em obse a a mediação como uma p á ica sus en ada e expandida
na escola.
4.1.4.3. A aliação do p ocesso o ma i o da o mação de alunos-mediado es
A a aliação do p ocesso da o mação de alunos-mediado es e do desempenho da mediado a
es agiá ia oi aplicada na úl ima sessão da o mação, con an o com cinco ques ões. A abela seguin e
demons a as espos as que os alunos-mediado es o nece am pa a a ques ão um de aco do com o g au
de conco dância (Tabela 10).
86
Tabela 10
Ques ão 1 - A aliação da o mação de alunos-mediado es
(
n
= 3)
A aliação da o mação de alunos-mediado es
Disco do
To almen e
Disco do
Conco do
Conco do
To almen e
Fo mação de Alunos-mediado es
Gos ei da o mação
3
C iei uma boa elação com os meus colegas
3
Du an e a o mação sen i-me escu ado/a
2
1
Gos ei das a i idades que ealizei
3
A linguagem e a cla a e pe ce í el
2
1
Desempenho da mediado a
C iei uma boa elação com a mediado a
1
2
A mediado a oi cla a
1
2
A mediado a escla eceu as dú idas que inha
2
1
A mediado a incen i ou a minha pa icipação
1
2
Opinião sob e a elabo ação das sessões
Gos ei dos ma e iais de supo e u ilizados (Powe Poin ,
ma e ial ísico, e c.)
1
2
Os
Powe Poin s
e am apela i os
1
2
Os ma e iais ísicos o am p á icos e áceis de u iliza
1
1
1
Mo i ação na ealização da o mação
Empenhei-me nas a i idades
2
1
Pa icipei semp e que possí el
1
2
Aquando de uma dú ida pedia ajuda à es agiá ia
3
Compe ências desen ol idas
Sin o-me capaz de escu a a i amen e
2
1
Sin o-me capaz de de e a quando alguém p ecisa de
ajuda
2
1
Sin o-me capaz de sabe da espaço
3
Sin o-me capaz de sabe cede
2
1
Sin o-me capaz de colabo a
2
1
Sin o-me capaz de iden i ica as p opos as de cada pa e
1
1
1
Sin o-me capaz de negocia
1
1
1
Sin o-me p epa ado/a pa a ajuda os meus colegas
2
1
Sin o-me capaz de espei a os ou os
3
Sin o-me capaz de se impa cial e neu o num con li o
3
Sei o que de o aze quando su gi um con li o
2
1
A o mação pe mi iu-me a alia conhecimen os
adqui idos nas sessões e nas a i idades
2
1
Com a o mação iquei a en ende o que é a Mediação
3
Com a o mação iquei a conhece melho o Gabine e
da GPIAD da minha escola
2
1
Expec a i as pa a o u u o
Sou capaz de cump i as minhas unções de Aluno-
mediado
1
1
1
Recomenda ei es a o mação a ou os colegas
3

87
Ao analisa a abela 10, pe cecionou-se no pon o “Fo mação de alunos-mediado es” que:
“Conco do” - Du an e a o mação sen i-me escu ado/a e, a linguagem e a cla a e pe ce í el (
n
= 2); e,
c iei uma boa elação com os meus colegas e gos ei das a i idades que ealizei (
n
= 3); “Conco do
To almen e” - Du an e a o mação sen i-me escu ado/a e a linguagem e a cla a e pe ce í el (
n
= 1); e,
gos ei da o mação (
n
= 3). No pon o “Desempenho da mediado a” ob e e-se como espos as:
“Conco do” – C iei uma boa elação com a mediado a, a mediado a oi cla a e a mediado a incen i ou
a minha pa icipação (
n
= 1); A mediado a escla eceu as dú idas que inha (
n
= 2); e, “Conco do
To almen e” – A mediado a escla eceu as dú idas que inha (
n
= 1); c iei uma boa elação com a
mediado a, a mediado a oi cla a e a mediado a incen i ou a minha pa icipação (
n
= 2). Em seguida,
des acou-se no pon o “Opinião sob e a elabo ação das sessões”: “Disco do” - Os ma e iais ísicos o am
p á icos e áceis de u iliza (
n
= 1); “Conco do” – Gos ei dos ma e iais de supo e u ilizados (Powe Poin ,
ma e ial ísico, e c.), os Powe Poin s e am apela i os e os ma e iais ísicos o am p á icos e áceis de
u iliza (
n
= 1); e, “Conco do To almen e” - Gos ei dos ma e iais de supo e u ilizados (Powe Poin ,
ma e ial ísico, e c.), os Powe Poin s e am apela i os e os ma e iais ísicos o am p á icos e áceis de
u iliza (
n
= 1). Rela i amen e ao pon o “Mo i ação na ealização da o mação” ob eu-se como espos as:
“Conco do” - Pa icipei semp e que possí el (
n
= 1); e, empenhei-me nas a i idades (
n
= 2); e, “Conco do
To almen e” – empenhei-me nas a i idades (
n
= 1); pa icipei semp e que possí el (
n
= 2); e, aquando
de uma dú ida pedia ajuda à es agiá ia (
n
= 3). Em elação ao pon o “Compe ências desen ol idas”
cap ou-se como espos as o ac o dos alunos-mediado es se sen i em mais capazes de: “Disco do” -
iden i ica as p opos as de cada pa e e de negocia (
n
= 1); escu a a i amen e e sabe cede (
n
= 2);
“Conco do” – sabe cede , iden i ica as p opos as de cada pa e e de negocia (
n
= 1); de e a quando
alguém p ecisa de ajuda, de colabo a , p epa ado/a pa a ajuda os meus colegas, sei o que de o aze
quando su gi um con li o, a o mação pe mi iu-me a alia conhecimen os adqui idos nas sessões e nas
a i idades e, com a o mação iquei a conhece melho o Gabine e da GPIAD da minha escola (
n
= 2);
“Conco do To almen e” - escu a a i amen e, de e a quando alguém p ecisa de ajuda, colabo a ,
iden i ica as p opos as de cada pa e, negocia , p epa ado/a pa a ajuda os meus colegas, Sei o que
de o aze quando su gi um con li o, a o mação pe mi iu-me a alia conhecimen os adqui idos nas
sessões e nas a i idades e, Com a o mação iquei a conhece melho o Gabine e da GPIAD da minha
escola (
n
= 1); com a o mação iquei a en ende o que é a Mediação (
n
= 3). Po im, no úl imo pon o,
“Expec a i as pa a o u u o”, ob e e-se como espos as: “Disco do” – sou capaz de cump i as minhas
unções de Aluno-mediado (
n
= 1); “Conco do” – sou capaz de cump i as minhas unções de Aluno-
88
mediado (
n
= 1); “Conco do To almen e” - sou capaz de cump i as minhas unções de Aluno-mediado
(
n
= 1) e, ecomenda ei es a o mação a ou os colegas (
n
= 3).
Na segunda ques ão – “O que gos as e mais da o mação de alunos-mediado es”, os alunos-
mediado es e e i am como espos as:
Gos ei bas an e dos jogos que izemos nas sessões. O mais
eng açado oi a a i idade do desa io- e a ace a es
(GF1);
Gos ei mesmo mui o dos ea os, ado ei aze
o ol-play, de se mediado e de aze pa e do con li o
(GM) e
O que gos ei mais na o mação oi a o ma
como a mediado a explicou as coisas
(GF2).
Na e cei a ques ão – “O que gos as e menos da o mação de alunos-mediado es”, os alunos-
mediado es e e i am como espos a:
O ac o de ha e mui a ma é ia nas sessões, p e e ia apenas as
a i idades
(GF1);
Que ia que hou esse mais sessões, pa a aze mos mais a i idades como o ea o
(GM)
e
O ba ulho p o ocado pelos colegas
(GF2).
Na qua a ques ão – “Gos a as que hou esse mais a i idades des as na escola? Explica o
po quê”, na qual odos os alunos-mediado es esponde am que
sim
e menciona am como espos as:
Pa a pude melho a o meu compo amen o e es a mais empo com os meus colegas. Sin o que me
ajudou mui o a se melho
(GF1);
Po que ado ei aze os ea os e gos ei bas an e como nos oi ensinado,
ap endi a se mais p á ico
(GM) e
Po que nos mo i a a aze o que é o co e o
(GF2).
Na quin a ques ão – “De 1 a 5, como a alias a sa is ação ge al da o mação de alunos-
mediado es”, na qual odos os alunos-mediado es esponde am o núme o 5, co esponden e a “Mui o
Boa”.
Rela i amen e às espos as o necidas pelos alunos-mediado es, na qual o nece am uma isão
ica sob e o que alo iza am sob e a o mação, oi pe ce í el e le i sob e cada pon o e en ende aquilo
que os alunos gos a am ou não, ques ionando possí eis adap ações pa a u u as o mações. Nes e
sen ido, em elação aos aspe os que gos a am mais, os alunos-mediado es e e i am que as a i idades
p á icas e dinâmicas, como jogos e
ole-plays
, con ibuí am de o ma posi i a no papel de agen es de
mudança no con ex o escola . Isso indicou que esse ipo de ap endizagens, cen ado na expe iência, oi
e icaz, uma ez que en ol eu desa ios e si uações eais onde i e am opo unidade de as simula . Além
disso, des aca am a cla eza na explicação de eo ia ou dú idas colocadas pela mediado a es agiá ia.
Assim, a comunicação cla a pe mi iu conduzi as sessões de modo luído, o que suge iu que an o o
con eúdo quan o a en ega i e am impac o na expe iência de cada aluno-mediado . Em elação aos
aspe os menos bons, os alunos-mediado es des aca am a ca ga de con eúdo, uma ez que sen i am que
exis iu mui o con eúdo eó ico nas sessões, p e e indo a i idades p á icas. O desejo po mais sessões,
oi o aspe o que mais se des acou, demons ando o in e esse genuíno dos alunos em con inua com a
89
o mação, o que é um ó imo indicado de sucesso. O úl imo aspe o a se e e ido, oi o ba ulho p esen e
nas sessões, na medida em que o ambien e de e se ge ido de o ma mais adequada pa a se e i a
dis ações e pa a que seja possí el odos ap o ei a em na sua o alidade a o mação.
Em suma, a a aliação ge al demons ou que os alunos-mediado es ica am bas an e sa is ei os
com a o mação, a ibuindo a classi icação máxima (“Mui o Boa” – 5). A ní el do desen ol imen o
pessoal e social, os alunos-mediado es indica am que a o mação os ajudou a melho a o
compo amen o e a desen ol e elações posi i as com os colegas. Po ou o lado, a o mação e e
ambém impac o nos alo es, is o que um aluno mencionou que as a i idades o mo i a am a “ aze o
que é o co e o”. Nesse sen ido, pa a além das compe ências e es a égias de mediação, os alunos-
mediado es cap a am a i udes e compo amen os mais adequados pe an e di e sas si uações. Po an o,
des acou-se o impac o posi i o que o p og ama de mediação de pa es e e na cons ução de
compe ências sociais e pessoais, algo que os alunos econhece am.
4.2. Pa icipação no dia-a-dia do AE
Ao longo do pe cu so de es ágio desen ol ido no AE oi possí el in e agi de o ma colabo a i a e
pa icipa i a com o con ex o. Des a o ma, apoiou-se a comunidade escola em a i idades que o am
desen ol endo ao longo do pe cu so escola .
4.2.1. In e enção numa u ma do 5.º ano
Es e pon o ap esen a a in e enção numa u ma do 5.º ano, na qual oi p opos o aze uma
in e enção jun amen e com a educado a social, uma ez que os compo amen os dos alunos e am
inadequados. Impo a e e i que no início pe spe i ou-se qua o sessões, con udo, o am ealizadas
apenas ês sessões po uma ques ão de ho á ios. Rela i amen e às sessões que o am ealizadas, as
mesmas ap esen a am os seguin es obje i os: a p omoção de elações in e pessoais e o desen ol imen o
de compe ências socioemocionais. A igu a 20 demons a o núme o de sessões e a sua espe i a
designação.
90
Figu a 20
C onog ama das sessões da in e enção numa u ma do 5.º ano
Sessão n.º 1: Eu e os ou os
Na p imei a sessão de in e enção, es i e am p esen es 20 alunos de uma u ma do 5.º ano, a
educado a social jun amen e com a mediado a es agiá ia e a di e o a de u ma. A sessão ealizou-se no
dia 23 de e e ei o de 2024, endo a du ação de uma ho a e dez minu os, numa sala de aula do AE. A
sessão e e como obje i os: p omo e o au oconhecimen o e a coesão g upal; acili a a iden i icação de
semelhanças e di e enças, econhecendo-as como posi i as e desen ol e o sen imen o de empa ia e
espei o. Pa a que a a i idade osse exequí el u iliza am-se como ecu sos ma e iais: bolas de
elaxamen o, ma e ial de esc i a ( olhas A5 e lápis colo idos) e espaço p opício pa a se ealiza a sessão.
Po im, pa a uma melho comp eensão, des aca-se a desc ição da sessão:
Desc ição da sessão
As esponsá eis pela a i idade pedi am pa a que os alunos se sen assem em cí culo no chão. A
cada aluno oi en egue uma bola de elaxamen o. Pe an e isso, as esponsá eis ize am algumas
a i mações (
enho aqui um amigo, nasci num país que não Po ugal, ajudei alguém es a semana, iz
alguém so i es a semana, gos o de queijo, gos o de ou i música b asilei a, gos o de chocola e neg o,
gos o de cães, enho i mãs ou i mãos, gos o do ma , ado o aze despo o, gos o mui o de can a , já
sen i medo, ado o joga u ebol, já me sen i sozinho, já me sen i mui o eliz, já me sen i mui o is e,
enho de pedi desculpas a uma pessoa, uma pessoa em de me pedi desculpas, gos o mui o de mim,
ac edi o que es e mundo pode se um luga melho ,
en e ou as), caso os alunos se iden i icassem com
as mesmas, começa am a massaja a bola de elaxamen o com as mãos.
No inal, oi ealizada uma
pequena e lexão ace ca da impo ância de se mos odos di e en es, mas pa ilha mos aspe os
em comum.
Na segunda pa e da sessão, oi en egue uma olha colo ida a cada um dos alunos. Po
Sessões
moni o ização
Sessão n.º 1: Eu e os ou os
Sessão n.º 2: Todos um só
Sessão n.º 3: His ó ias colo idas: o oceano das emoções
97
CAPÍTULO V – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Aplica- e a odo o ins an e com oda a a enção, pa a e mina o abalho que ens nas uas mãos e
libe a- e de odas as ou as p eocupações. Delas ica ás li e se execu a es cada ação da ua ida
como se osse a úl ima.
(Ma co Au élio)
O p esen e capí ulo ap esen a uma e lexão inal sob e o p oje o desen ol ido e implemen ado ao
longo do es ágio (5.1.), assim como, as suas implicações (5.1.1.). De o ma a ap o unda o signi icado
do es ágio, des acou-se o seu impac o (5.2.), especi icando a ní el pessoal (5.2.1.), a ní el ins i ucional
(5.2.2.) e a ní el de conhecimen o na á ea de especialização (5.2.3.). Po úl imo, ap esen am-se as
expec a i as pa a o u u o (5.3.).
5.1. Análise c í ica dos esul ados e das implicações dos mesmos
Pa a uma melho comp eensão da análise c í ica dos esul ados, des aca-se a ques ão de
in es igação elabo ada a a és da ecolha de in o mação aquando dos esul ados do diagnós ico de
necessidades:
Quais são as po encialidades da mediação como ínculo de p e enção, esolução e
ans o mação de dinâmicas que po enciem o desen ol imen o posi i o e os compo amen os saudá eis
das c ianças e jo ens em con ex o escola ?.
Des a o ma, pe an e es a ques ão de in es igação o am
es abelecidos obje i os que en ol e am a con ibuição no desen ol imen o de dinâmicas elacionadas
com a mediação, no sen ido de melho a os compo amen os da c iança/jo em, como ambém,
ans o ma o seu conhecimen o de o ma posi i a; p omo e a mediação; o ma alunos-mediado es
enquan o agen es de mudança; in e i na p e enção e ans o mação de compo amen os pa a uma
cul u a de paz e con i ência posi i a; con ibui a i amen e pa a a e iciência e sucesso do GPIAD;
desen ol e es a égias de mediação pa a a esolução de con li os den o do ambien e escola ; auxilia
o AE na sua espos a educa i a e comp eende se a mediação em impac o e icaz no desen ol imen o
do ambien e escola .
A cap ação dos esul ados p o ém de á ios ins umen os de ecolha de dados que o am
u ilizados ao longo de odas as ases de in es igação e in e enção. Como oi e e ido an e io men e, oi
al o de es udo a o mação de alunos-mediado es e a in e enção da mediado a es agiá ia na comunidade
educa i a. Nes e sen ido, o público-al o ocou-se em odo o AE, sendo que na o mação de alunos-
mediado es pa icipa am olun a iamen e ês alunos.

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Na ase de le an amen o de necessidades e p io idades oi pe ce í el, a a és da obse ação, de
con e sas in o mais e inqué i os po ques ioná io, en ende a necessidade em c ia um g upo de alunos-
mediado es, in e i numa u ma do 5.º ano e apoia a comunidade educa i a nas a i idades plani icadas
pa a esse ano le i o. Com is o, o nou-se possí el en ende que a maio p io idade e a elabo a uma
o mação pa a odos os alunos do AE, no sen ido de cul i a o conhecimen o sob e mediação, uma ez
que es a emá ica não e a ão conhecida no con ex o. Assim, oi possí el capaci a os alunos enquan o
agen es de mudança no apoio ao con ex o escola , no sen ido de amplia a con i ência com umo pa a
a paz. A mediação oi u ilizada como o ma de p e enção, esolução e ans o mação de con li os, a a és
da o mação de alunos-mediado es, o que pe mi iu desen ol e nos alunos-mediado es compe ências
que i e am po base a mediação. Foi possí el e i ica di e sas melho ias a ní el do conhecimen o,
como ambém, o incen i o em ajuda a comunidade escola na p e enção de e en uais con li os. A
elabo ação des a o mação con ibuiu pa a a c iação de um espaço ha monioso na melho ia do ambien e
escola , uma ez que os alunos-mediado es ep esen a am o seu papel de mediado es escola es da
melho o ma. Apesa de se e em ealizado apenas oi o sessões da o mação, cons a ou-se que o
en iquecimen o e o impac o que a mediação e e e pode e na ida de oda a comunidade escola oi
posi i o, como oi e e ido du an e uma eunião do conselho pedagógico do AE no inal do ano le i o
(con e sa in o mal com uma docen e do AE).
Em elação à in e enção com a u ma do 5.º ano de escola idade, a a és das espos as dos
ques ioná ios, oi possí el en ende a necessidade de ealiza algumas sessões de sensibilização e de
desen ol imen o de compe ências socioemocionais, no sen ido de melho a os compo amen os
inadequados den o e o a da sala de aula. No en an o, sabe-se que a in e enção desen ol ida pe mi iu
c ia elações mais p óximas en e os elemen os da u ma.
Rela i amen e ao abalho elabo ado pela mediado a es agiá ia no GPIAD, po inicialmen e se e
iden i icado que es e e a conside ado o “gabine e do cas igo”, ao longo do ano le i o, abalhou-se em
odas as sessões de oco ências de con li o a isão nega i a p é ia, ans o mando-a numa isão posi i a
ace a es e gabine e. Pa a al, e a e e ido que o gabine e e a um espaço onde os alunos pode iam
exp essa os pensamen os e sen imen os, li e de julgamen os.
Nes e seguimen o, o es ágio e e uma con ibuição eno me na p omoção de no as p á icas,
a a és da mediação, endo sido um pila impo an e no desen ol imen o de dinâmicas em con ex o
escola . A mediação escola se iu como um apoio na esolução e p e enção de con li os, uma ez que
nes e con ex o escola encon a am-se bas an e p esen es. Segundo Reis (2021, p. 70),
99
a mediação escola segue os mesmos p incípios da mediação comum, sendo um p ocesso
olun á io, con idencial, lexí el, le ado a cabo po um mediado , neu o, que, po meio de écnicas
de escu a, comunicação e negociação, p omo e a comunicação ompida, auxiliando as pa es a
e en ualmen e caminha em pa a um aco do, mas sob e udo pa a um melho ní el de diálogo,
comp eensão e empa ia.
Nes a linha de pensamen o, a ques ão de in es igação o ien ou a implemen ação de obje i os que
isa am an o a melho ia dos compo amen os dos alunos quan o a cons ução de uma cul u a de paz
e con i ência posi i a no con ex o escola . Os obje i os de inidos o am di ecionados pa a um papel a i o
na implemen ação de p á icas de mediação no ambien e escola , endo como isão não apenas a
esolução de con li os, mas ambém, a sua ação p e en i a. Com isso, a expe iência do es ágio e a
conc e ização dos obje i os es abelecidos demons a am que a mediação, quando aplicada de o ma
es u u ada e con ínua, consegue ans o ma signi ica i amen e o ambien e escola e a con i ência en e
os alunos. Obse ou-se um desen ol imen o no á el no compo amen o e na esponsabilidade dos
alunos-mediado es, que passa am a agi como agen es de mudança com umo pa a uma cul u a de paz.
Pa a além disso, essa abo dagem colabo a i a demons ou se essencial pa a o sucesso do abalho
desen ol ido em conjun o com o GPIAD e o AE, e o çando o alo da mediação na cons ução de um
ambien e educacional posi i o e saudá el. Essa expe iência con i mou a ele ância da mediação escola ,
como uma e amen a de sucesso e essencial pa a a educação con empo ânea, que isa não apenas a
ap endizagem académica, mas ambém o desen ol imen o social e emocional dos alunos.
No con ex o escola o na-se c ucial en ol e a mediação escola , uma ez que se de e es a
p epa ado a sabe lida com as di e enças e ensões de con i ência. A comunidade escola ap esen a
con li os que des abilizam o equilíb io que a escola em de man e . São á ios os a o es que podem
a e a a con i ência escola , que ão desde casos de
bullying
à i alidade en e colegas de u ma (Nunes,
2018). Assim, a mediação escola a ua de o ma a p e eni esses mesmos con li os, como ambém,
ans o má-los, no sen ido em que colabo a no c escimen o e desen ol imen o pessoal e social de odo
o con ex o escola , p omo endo ações como oi o caso da o mação de alunos-mediado es. Des e modo,
a sua inse ção causa á e lexos, a cu o e a longo p azo, na ida de oda a comunidade educa i a,
o nando as c ianças e jo ens, cidadãos mais a i os e conscien es, esponsá eis e empá icos, agen es
de mudanças e u u os g andes cidadãos.
100
5.1.1. Ba ei as sen idas no es ágio
Du an e o p ocesso de es ágio oi undamen al ul apassa ba ei as, que onde mais se sen i am
oi na o mação de alunos-mediado es, uma ez que es a e a a maio p io idade de ação no AE, po pa e
da mediado a es agiá ia.
A p imei a ba ei a sen ida oi compac a a o mação de alunos-mediado es em apenas duas ou
ês sessões. A mediado a es agiá ia ez ques ão de explica à acompanhan e de es ágio o quão complexo
se ia elabo a uma o mação com ão poucas sessões. Após á ias con e sas, oi possí el expandi a
o mação pa a um o al de oi o sessões, o que pe mi iu uma melho o ganização daquilo de que se
de e ia expo e pa ilha com os alunos-mediado es. O início a dio da implemen ação da o mação de
alunos-mediado es oi ou a ba ei a, que causou um ce o ne osismo, is o que o empo se o na a
escasso e apenas conseguiu-se implemen a a pa i do mês de ab il de 2024, quando es a a p e is o
pa a o mês de janei o de 2024. Como já se inha mais ou menos uma es u u a da o mação, apenas
adap ou-se e o ganizou-se consoan e o empo que es a a. Ou o aspe o impo an e, oi o núme o
eduzido de sessões da o mação de alunos-mediado es. Apesa de se e em ealizado oi o sessões, a
o mação de mediação de pa es é um p ocesso g adual e que exige empo pa a que os pa icipan es
assimilem os concei os abo dados e desen ol am as compe ências necessá ias pa a se o na em bons
agen es de mudança no con ex o escola . O expec á el se ia a exis ência de um calendá io mais ex enso,
que pe mi isse uma e olução mais p o unda e uma a aliação con ínua da p á ica da mediação e dos
alunos-mediado es.
Po conseguin e, o que se pode ia e ei o de di e en e se ia op a po con ida e cei os a
pa icipa nas sessões da o mação, ou seja, docen es e não-docen es, assis en es ope acionais do AE,
como ambém, con idados expe ien es em mediação. Assim, e am expos as ou as pe spe i as e,
implemen adas ou as es a égias mais dinâmicas.
Po im, a necessidade de adap a e planea de aco do com aquilo que ia su gindo e a eco en e,
po ém, oi um dos pon os mais o es que a mediado a es agiá ia ap esen ou. O ac o de se ajus a
pe an e as ba ei as, ez com que o p oje o b ilhasse e alcançasse os obje i os p e endidos.
5.2. E idenciação do impac o do es ágio
O es ágio demons ou se essencial, uma ez que pe mi iu uma maio abe u a e ap o undamen o
sob e a emá ica mediação em con ex o escola . E, nes e sen ido, um c escimen o que a ní el pessoal
e p o issional, que a ní el de conhecimen o na á ea de especialização, acabando semp e po se cap a
no as aquisições.
101
5.2.1. Impac o do es ágio a ní el pessoal
Conclui um abalho de ca iz ão complexo oi a pa e mais di ícil de oda a edação. O ac o de o
con ex o escola e sido a p imei a escolha e a mediado a es agiá ia já e equen ado o AE, c iou uma
ce a nos algia nas memó ias i idas e nas memó ias que pode ia c ia no con ex o enquan o ex-aluna
e, ago a, p o issional. O ac o da mediado a es agiá ia que e se en ol e com c ianças e jo ens, susci ou
o in e esse em ealiza o es ágio numa escola, pe o da sua esidência. No início do es ágio, o ne osismo
e as ince ezas encon a am-se p esen es, con udo, com a adap ação e conhecimen o do con ex o, a
mediado a es agiá ia oi c iando elações p óximas que a ize am sen i acolhida e bem ecebida.
T abalha com o con ex o escola oi um desa io a assalado , mas acima de udo, uma
ap endizagem pa a a ida, onde a mediado a es agiá ia ab açou e ez o melho que conseguiu pa a
a ingi os obje i os e p opo ciona ao meio escola a abe u a de no as p á icas e ap endizagens. A maio
limi ação e á sido o medo de alha pa a com o ou o. O ac o de a mediado a es agiá ia pensa em udo
ao po meno , em en a p e eni e os e p e e o que pode ia acon ece ou não, c iou alguma ansiedade
ao longo do pe cu so. Des a o ma, pe cecionou-se uma eno me e olução a ní el mo i acional, uma ez
que a mediado a es agiá ia ealizou odas as a e as com a a enção e dedicação de ida, como ambém,
o empenho e o es o ço que o am colocados ao longo do es ágio ize am ale a pena os picos de ânsia
de alha . As abo dagens com os docen es, não-docen es, assis en es ope acionais e alunos e oluí am
bas an e, azendo com que se c iassem elações mais p óximas, onde acabou po exis i um apoio
emocional e p o issional.
Po conseguin e, a mediado a es agiá ia sen iu uma eno me esponsabilidade no seu papel
enquan o p o issional no con ex o escola , no en an o, es abeleceu passos e eg as pa a ac edi a no seu
desempenho enquan o mediado a e u u a p o issional no me cado de abalho. Apesa de exis i em
alhas, as melho ias e adap ações ao con ex o es i e am semp e p esen es. Pa a a mediado a es agiá ia
oi uma das melho es expe iências que e e enquan o p o issional na á ea de mediação educacional,
pois odo o in es imen o, dedicação e empo, ale am o es o ço pa a a sua ap endizagem pessoal e
p o issional.
5.2.2. Impac o do es ágio a ní el ins i ucional
O ac o de exis i pouca in o mação sob e mediação no AE, pe mi iu à mediado a es agiá ia
explo a o mas de pa ilha e expandi esse conhecimen o ao longo do pe cu so do es ágio. Des a o ma,
oi possí el da a conhece ao con ex o escola , em que consis e a mediação e que an agens pode aze
102
pa a a melho ia dos compo amen os dos alunos e do seu c escimen o e, na p e enção e ges ão de
con li os. Além disso, abalhou-se de o ma a ajus a e desen ol e elações in e pessoais e
socioemocionais, no sen ido de melho a a ges ão social e pessoal dos compo amen os dos alunos. Foi
possí el ambém, desen ol e e cul i a conhecimen o sob e mediação e agen es de mudança, na qual
a cu o e longo p azo, consegui am demons a uma e olução posi i a, e ambém, a melho ia dos
compo amen os com umo pa a uma cul u a e con i ência posi i a.
Na pa icipação no dia-a-dia no AE, oi possí el esol e casos de oco ências de con li os, que
pe mi i am desen ol e compe ências como a empa ia e o espei o mú uo, no desen ol imen o e
melho ia de compo amen os e a i udes desadequadas. A impo ância da p á ica da mediação ecai no
es abelecimen o e sus en o de uma boa base, com apoios eó icos e sus en ados po au o es e
p og amas de mediação. Ac edi ou-se na implemen ação de uma cul u a de mediação no con ex o
escola , uma ez que a pe ceção da comunidade escola oi mudando, de o ma posi i a, no
en endimen o daquilo que é a mediação e no que a mediação pode con ibui pa a que os alunos se
o nem g andes cidadãos. Foi bas an e g a i ican e cons a a que o p oje o implemen ado e e um
impac o posi i o no AE, onde o am e e idos á ios aspe os posi i os em elação à o mação de alunos-
mediado es e à in e enção da mediado a es agiá ia, numa eunião de inal de ano le i o do conselho
pedagógico.
5.2.3. Impac o do es ágio a ní el de conhecimen o na á ea de especialização
Conside ou-se a p á ica um pila impo an e na elabo ação do p oje o, con udo, pa a se um
sucesso, oi necessá io analisa as e idências eó icas e cien í icas. A p esença de uma base eó ica
pe mi iu es abelece pad ões já exis en es e, elemb a que sem sus en o bibliog á ico, não é possí el
de ini esul ados e o na iá el odo o p ocesso. A análise p o unda de bibliog a ia pe mi iu expandi os
ho izon es com á ias pe spe i as de di e en es au o es e en idades, no que diz espei o à á ea de
especialização. Des a o ma, possibili ou a comp eensão de que o con ex o escola já oi e con inua a se
abalhado.
A impo ância da p á ica da mediação em con ex o escola es abelece pila es c uciais no
desen ol imen o e c escimen o das c ianças e jo ens, como ambém, da comunidade educa i a, no
sen ido em que se des aca a e olução posi i a que os alunos-mediado es demons a am ao longo das
sessões da o mação. Fo am poucos os p oje os ligados à mediação de pa es, con udo, expe ienciou-se
no as p á icas com base em au o es expe ien es no assun o. Des e modo, pe mi iu c ia de aiz um
p oje o-pilo o baseado na mediação de pa es, endo po base a mediação escola .

103
Po conseguin e, comp eendeu-se que a o mação de mediação de pa es de e pe manece no
con ex o escola , is o que anspôs di e sos pon os o es e p omisso es de uma g ande mudança no
u u o indou o. A exis ência de espaços de mediação pe mi i á um melho acompanhamen o dos alunos
que p ocu am explo a as e en es da mediação e apoia a comunidade escola . O ac o de se e a ado
de um p oje o a cu o p azo, oi pe ce í el a necessidade de a longo p azo se ealiza uma análise e
a aliação mais ap o undada, endo em con a os esul ados posi i os alcançados.
5.3. Expec a i as pa a o u u o
Hoje, pe ceciona-se a mediação como um apoio e pila impo an e, não só nas escolas, mas sim
em odas as á eas. Di e sos es udos demons a am a impo ância de implemen a a mediação no meio
escola , uma ez que os p og amas de mediação a uam na p e enção e esolução de con li os. Nes e
sen ido, o desen ol imen o e c escimen o das c ianças e jo ens, seja a ní el pessoal ou p o issional,
de e á en ol e a mediação, na medida em que sejam capaci ados a in e i e p e eni os con li os e,
pa a além disso, ans o ma a i udes e alo es de p omoção de uma cul u a de paz.
Ac edi ou-se que se de ia ans o ma o meio escola num espaço ha monioso, po an o, o papel
da mediação ecaiu na cons ução de espaços p opícios pa a que isso osse possí el. A implemen ação
de p og amas de mediação de pa es possibili ou um maio alcance no equilíb io do con ex o escola .
Fo ma desde en a idade, ende a se uma mais- alia pois os u u os jo ens ob êm conhecimen os e
compe ências que i ão u iliza ao longo da sua ida. Po an o, é impo an e ado a abo dagens que ão
de encon o à con i ência e comunicação posi i a, p opo cionando às c ianças e jo ens capacidades
pa a se o na em empá icos e espei osos, esponsá eis e empenhados e, acima de udo, conside ados
g andes cidadãos. A mediado a es agiá ia conside ou pe inen e e e i a impo ância des es p og amas,
uma ez que a a és da o mação implemen ada, oi pe ce í el en ende que apesa de e sido algo ex a
ao ho á io escola , os alunos-mediado es demons a am semp e ânimo nas sessões.
O impac o do p oje o no u u o do AE demons ou e sido um sucesso, uma ez que oi e e ido
em con e sa in o mal com a acompanhan e do es ágio, que se ia dada con inuidade nos p óximos anos
le i os. A mediado a es agiá ia c iou uma pas a p óp ia da o mação dos alunos-mediado es, com o
p opósi o de pa ilha a es u u a da o mação e o planeamen o das sessões, pa a mais a de se em
u ilizados pelos p o issionais do AE. A ap esen ação da mediação no meio escola pe mi iu abalha
compe ências e en iquece os alunos com empa ia e espei o, pe mi indo es abelece elações posi i as
e mais p óximas, den o e o a do con ex o.
104
Ou o aspe o a se e e ido é a des alo ização do papel do mediado em con ex o escola , uma
ez que são a as as escolas que êm um mediado , a empo in ei o e a o ien a o seu p óp io gabine e
de mediação numa escola. Na ealidade o que se obse a é uma equipa mul idisciplina cons i uída po
docen es e não-docen es, sem bases eó icas ace ca da mediação, mas com obje i os que são ocados
essencialmen e pela mediação, dando o exemplo de casos de oco ências de con li os. Con udo, a
p esença de um mediado no meio escola pe mi i á um maio sucesso na p e enção, esolução e
ans o mação de con li os, na medida em que ap esen a bases sus en adas pela mediação, acabando
po se mais bené ico, pois se á implemen ado da o ma mais adequada e co e a.
Em suma, a mediado a es agiá ia a ingiu os obje i os pessoais que p e endia, ul apassou as
ba ei as que o am su gindo e con ibuiu no c escimen o das c ianças e jo ens do AE. Ao longo do
p ocesso, en ol eu-se na ans o mação a i a do ambien e escola , colocando em p á ica os
conhecimen os adqui idos do p imei o ano de mes ado. Um dos maio es des aques do p oje o oi, sem
dú ida, a o mação de alunos-mediado es, que demons ou mudanças signi ica i as e desa ios
cons an es ao longo da sua elabo ação. T abalha com os alunos-mediado es, pe mi iu ganha a
esponsabilidade de os guia e desen ol e neles a capacidade de esol e con li os. Cada sessão
implemen ada com eles, demons ou um ambien e de colabo ação e um impac o posi i o do AE. Pa a
além disso, na u ma do 5.º ano onde se elabo ou uma in e enção, apesa de e em sido poucas
sessões, oi uma ap endizagem de sucesso, pois as c ianças ap ende am a lida melho com os seus
sen imen os e a c ia elações mais p óximas. Acompanha es e p ocesso oi um p i ilégio com uma
eno me esponsabilidade.
Além das a i idades especí icas mencionadas, a mediado a es agiá ia con ibuiu no apoio da
comunidade escola . Assim, assumiu a e as p o issionais elacionadas com a i idades p e iamen e
plani icadas no AE, desde apoia o GPAID, colabo a em p oje os e expe iencia dias dinâmicos, o que
pe mi iu desen ol e um olha mais a en o e empá ico pa a com a comunidade escola .
Cada momen o i ido no con ex o oi um passo alioso no c escimen o pessoal e p o issional.
Te minado o es ágio e inalizada mais uma e apa da ida da mediado a es agiá ia, endo a plena
consciência de que as ap endizagens su gi ão semp e. A mediado a es agiá ia gua da á consigo oda a
expe iência i ida, odas as elações c iadas e o impac o que sen iu na ida daqueles com quem e e
con ac o.
105
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113
Anexo 2 - Ap o ação do plano de a i idades pela ins i uição do es ágio

114
APÊNDICES
Apêndice 1 – Inqué i o po ques ioná io aos docen es (di e o es de u ma)
In o mação
Tu mas com quem abalha:
Disciplinas que leciona:
Ques ões
1. Como é que acha que é a con i ência en e alunos?
2. E di e o es de u ma?
3. Que ipo de con li os en en a mais equen emen e com os seus alunos?
4. Como desc e e o ambien e em sala de aula? (Especi ique as u mas)
5. E o ambien e en e docen es?
6. Exis e um pad ão comum de p oblemas que su gem en e os alunos? Dou o
exemplo de iolência, comunicação nega i a,
bullying
, en e ou os.
115
7. E en e di e o es de u ma?
8. Caso oco a um con li o, como é que a ua e eage?
9. Es a ia ece i a se eu quisesse desen ol e uma in e enção? O que aconselha?
10. Caso acon eça a in e enção, p eciso de ecolhe dados dos alunos pa a
en ende as suas necessidades. Es a ia ece i a? O que aconselha?
11. Como a mediação pode ia se in eg ada de o ma p á ica na o ina escola pa a
esol e p oblemas en e alunos, co po docen e e não-docen e?
12. Ac edi a que a implemen ação da mediação pode in luencia posi i amen e a
cul u a escola ?
Re lexão (algo que quei a ac escen a à pa e daquilo que mencionou em cima)
116
Apêndice 2 – Si uações de
bullying
e ca az u lizado no dia do comba e ao
bullying
117
118

119
120
121
122
129

130
131
Apêndice 6 – A aliação do p ocesso da o mação de alunos-mediado es
A aliação do p ocesso da Fo mação de Alunos-mediado es
Géne o: Masculino ___ Feminino ___ Ou o ___
1. Indica o eu g au de conco dância com cada uma das a i mações que se seguem, colocando uma c uz (X) no
local que co esponde à ua opinião.
A aliação
Fo mação de Alunos-mediado es
Disco do
To almen e
Disco do
Conco do
Conco do
To almen e
Gos ei da o mação.
C iei uma boa elação com os meus colegas.
Du an e a o mação sen i-me escu ado/a.
Gos ei das a i idades que ealizei.
A linguagem e a cla a e pe ce í el.
Desempenho da mediado a
C iei uma boa elação com a mediado a.
A mediado a oi cla a.
A mediado a escla eceu as dú idas que inha.
A mediado a incen i ou a minha pa icipação.
Opinião sob e a elabo ação das sessões
Gos ei dos ma e iais de supo e u ilizados (Powe Poin ,
ma e ial ísico, e c.)
Os Powe Poin s e am apela i os.
Os ma e iais ísicos o am p á icos e áceis de u iliza .
Mo i ação na ealização da o mação
Empenhei-me nas a i idades.
Pa icipei semp e que possí el.
Aquando de uma dú ida pedia ajuda à es agiá ia.
Compe ências desen ol idas
Sin o-me capaz de escu a a i amen e.
Sin o-me capaz de de e a quando alguém p ecisa de ajuda.
Sin o-me capaz de sabe da espaço.
Sin o-me capaz de sabe cede .
Sin o-me capaz de colabo a .
Sin o-me capaz de iden i ica as p opos as de cada pa e.
Sin o-me capaz de negocia .
Sin o-me p epa ado/a pa a ajuda os meus colegas.
Sin o-me capaz de espei a os ou os.
Sin o-me capaz de se impa cial e neu o num con li o.
Sei o que de o aze quando su gi um con li o.
A o mação pe mi iu-me a alia conhecimen os adqui idos
nas sessões e nas a i idades.
Com a o mação iquei a en ende o que é a Mediação.
Com a o mação iquei a conhece melho o GPIAD da minha
escola.
Expec a i as pa a o u u o
Sou capaz de cump i as minhas unções de Aluno-mediado .
Recomenda ei es a o mação a ou os colegas.
132
2. O que gos as e mais da o mação de alunos-mediado es?
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
3. O que gos as e menos da o mação de alunos-mediado es? E o que conside as que pode á se melho ado?
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
4. Gos a as que hou esse mais a i idades des as na ua escola? Faz uma c uz (X) na espos a que se
adequa.
Sim___ Não ___ Explica o po quê.
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
5. De 1 a 5, como a alias a sa is ação ge al da Fo mação de Alunos-mediado es. (Rodeia o núme o que se
aplica ).
Po quê?
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Pequenos G andes Cidadãos: o papel da mediação no desen ol imen o de dinâmicas em con ex o escola
Ia a Co eia
1
5
2
4
3
Boa
Mui o Boa
F aca
133
Apêndice 7 – Regis os o og á icos ao longo do pe cu so do es ágio
Lemb anças da Ludo eca e B inco eca
Lemb anças da in e enção numa u ma do 5.º ano
134
Lemb anças do dia da eceção dos idosos
Lemb anças da o mação de alunos-mediado es

135
Apêndice 8 – Ca az pa a a di ulgação da o mação de alunos-mediado es
136
Apêndice 9 – Ca az pa a a di ulgação da o mação de alunos-mediado es
QRcode
137
Apêndice 10 – Ca az pa a a di ulgação da o mação de alunos-mediado es
138
Apêndice 11 – Au o ização do enca egado de educação do aluno-mediado
Exmo(a). Enca egado(a) de Educação,
A Equipa de Coo denação da Ação Disciplina (ECAD), jun amen e com a aluna Ia a Co eia,
do es ágio p o issionalizan e do Mes ado em Mediação Educacional, p opuse am a c iação
de um g upo de alunos-mediado es. Essa inicia i a em como p imo dial obje i o p omo e
um ambien e escola segu o, inclusi o e colabo a i o, ajudando a esol e con li os,
p omo endo a comunicação posi i a en e alunos.
Pa a al, os alunos in e essados e ão de equen a qua o sessões, com du ação de uma
ho a po sessão, en e os meses de ab il e maio de 2024 (3º pe íodo). Após es a o mação,
os alunos i ão o na -se agen es de mudança e e ão a opo unidade de c esce e se
desen ol e a a és de dinâmicas, com obje i o de os o na cidadãos pe encen es a uma
sociedade com umo pa a a paz e con i ência posi i a. Pa alelamen e, se ão ealizadas
sessões de moni o ização, que se ão calenda izadas de aco do com a disponibilidade dos
alunos.
O seu educando mos ou in e esse na o mação, pelo que solici amos a sua au o ização
pa a que possa pa icipa na mesma, de ol endo o des acá el a é ao dia 22 de ma ço.
Reco a e de ol e à equipa ECAD ou à Mediado a Es agiá ia Ia a Co eia.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Te mo de consen imen o in o mado
Eu, _____________________________________________________________, Enca egado(a) de
Educação do(a) aluno(a) _____________________________________________ n.º ____ da u ma
____ do ___ .º ano:
- Au o izo/não au o izo ( isca o que não in e essa) o(a) meu(minha) educando(a) a pa icipa
na Fo mação de Alunos-mediado es.
- Consin o/ não consin o ( isca o que não in e essa) na ecolha de in o mação a a és do
egis o o og á ico.
Ho á io das sessões:
Qua a- ei a, das 15h30 às 16h30
Quin a- ei a, das 15h30 às 16h30
Sex a- ei a, das 15h30 às 16h30
Ou a opção de ho á io Qual? ________________
(Assinale, po a o , apenas uma opção de ho á io).
___/___/_____
______________________________________________
(Assina u a do(a) Enca egado(a) de educação)