dezemb o de 2024
Luísa Cos a e Sá A eal Pe ei a
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de
Manuais de Equipamen os Indus iais
dezemb o de 2024
Luísa Cos a e Sá A eal Pe ei a
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de
Manuais de Equipamen os Indus iais
Disse ação de Mes ado
Mes ado In eg ado em Engenha ia Mecânica
T abalho e e uado sob a o ien ação do:
P o esso Dou o João Ped o Mendonça de Assunção
da Sil a
i
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial
CC BY-NC
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc/4.0/
ii
AGRADECIMENTOS
Nes e momen o ão ma can e e signi ica i o da minha ida académica, gos a a de exp essa a
minha p o unda g a idão a odos aqueles que con ibuí am pa a odo o meu pe cu so ao longo da
elabo ação des a disse ação e ambém ao longo des es cinco anos.
A oda a minha amília que semp e es e e ao meu lado e me deu odo o apoio nes e p oje o.
Aos meus amigos e colegas de cu so que en en a am es a e apa comigo e que a a és de odo
o companhei ismo, incen i o e in e ajuda o am imp escindí eis pa a a conclusão des e caminho.
Ao p o esso João Ped o Mendonça po oda a o ien ação, conselhos, apoio, disponibilidade e
conhecimen o pa ilhado ao longo des a jo nada.
E po im, à emp esa P eh Po ugal pela opo unidade. Gos a ia de ag adece em pa icula oda
a o ien ação dada pelo Engenhei o José Ca alei o e a odos os colegas da equipa de mon agem do
depa amen o de Indus ialização po me e em p opo cionado um excelen e ambien e de abalho
du an e o empo de es ágio.
iii
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
STATEMENT OF INTEGRITY
I decla e ha I ha e ac ed wi h in eg i y in he p epa a ion o his academic wo k and con i m
ha I ha e no eso ed o he p ac ice o plagia ism o any o m o misuse o alsi ica ion o
in o ma ion o esul s in any o he s eps leading o i s p epa a ion.
I u he decla e ha I am awa e o and ha e espec ed he Code o E hical Conduc o he
Uni e si y o Minho.
Uni e sidade do Minho, 17 de dezemb o de 2024
i
RESUMO
A P eh é uma emp esa dedicada ao ab ico de componen es au omó eis. É na equipa de
mon agem, do Depa amen o de Indus ialização que su ge o desa io ela i o à documen ação écnica
dos equipamen os p oduzidos.
O Depa amen o de Indus ialização é esponsá el pela conceção das linhas de p odução de odas
as áb icas do g upo, com exceção da P eh China. A equipa de mon agem des e depa amen o é
esponsá el pelo p oje o e cons ução de odos os equipamen os. Con udo, a conceção mecânica é
subcon a ada a emp esa ex e nas, denominadas in eg ado es. Após ealizadas odas as ap o ações na
cons ução do equipamen o e an es da sua ans e ência pa a as ins alações da P eh Po ugal, é da
esponsabilidade do in eg ado a elabo ação e edação da documen ação écnica.
An e io men e já ha ia sido desen ol ido um
modelo
de manuais, con udo e dadas á ias
ine iciências, es e não e a habi ualmen e u ilizado pelos in eg ado es. Po consequência pe maneciam
odos os p oblemas an e io es como: a não con o midade com a legislação em igo , a não uni o mização
da in o mação e a al a de in o mação c ucial. De o ma a da espos a a es es p oblemas su ge es e
p oje o de disse ação.
Assim, o esul ado des a disse ação pe mi iu que o modelo osse signi ica i amen e melho ado e
a ualizado, con o me u u as legislações e no mas. Dada a e olução ecnológica o am e is os e
desen ol idos no os concei os como: modelo de es es de desca ga ele os á ica, lis a de subs i uição de
peças e a digi alização dos manuais. Além disso, es e no o mé odo de edação de documen ação écnica
oi implemen ado jun o de odos os in eg ado es. Pelo que, a ualmen e, odos os manuais de
equipamen o en egues já encon am de aco do com es e modelo de ge ação.
PALAVRAS-CHAVE
DOSSIER TÉCNICO, MANUAL DO EQUIPAMENTO, DIRETIVA MÁQUINAS, PASSAPORTE DIGITAL DO PRODUTO
ABSTRACT
P eh is a company dedica ed o manu ac u ing au omo i e componen s. I is in he assembly eam
o he Indus ialisa ion Depa men ha he challenge o echnical documen a ion o he equipmen
p oduced a ises.
The Indus ialisa ion Depa men is esponsible o designing he p oduc ion lines o all he g oup's
ac o ies, wi h he excep ion o P eh China. The assembly eam in his depa men is esponsible o
designing and building all he equipmen . Howe e , hei mechanical design is subcon ac ed o ex e nal
companies, known as in eg a o s. Once all he app o als o he cons uc ion o he equipmen ha e been
ca ied ou and be o e i is ans e ed o P eh Po ugal's acili ies, he in eg a o is esponsible o d awing
up he echnical documen a ion.
P e iously, a empla e o manuals had been de eloped, bu due o i s a ious ine iciencies, i was
no commonly used by in eg a o s. As a esul , all he p e ious p oblems emained, such as: non-
compliance wi h cu en legisla ion, non-s anda disa ion o in o ma ion and lack o c ucial in o ma ion. In
o de o espond o hese p oblems, his disse a ion p ojec was bo n.
As a esul , he empla e has been signi ican ly imp o ed and upda ed in line wi h u u e legisla ion
and s anda ds. Gi en echnological de elopmen s, new concep s ha e been e ised and de eloped, such
as he elec os a ic discha ge es empla e, he lis o eplacemen pa s and he digi isa ion o manuals.
In addi ion, his new me hod o w i ing echnical documen a ion has been implemen ed wi h all
in eg a o s. As a esul , all he equipmen manuals deli e ed by hem now comply wi h his gene a ion
model.
KEYWORDS
TECHNICAL DOSSIER, EQUIPMENT MANUAL, MACHINERY DIRECTIVE, DIGITAL PRODUCT PASSPORT
i
ÍNDICE
Ag adecimen os ................................................................................................................................... ii
Resumo.............................................................................................................................................. i
Abs ac ...............................................................................................................................................
Índice ................................................................................................................................................. i
Índice de Figu as ............................................................................................................................... iii
Índice de Tabelas ................................................................................................................................ x
Lis a de Símbolos ............................................................................................................................... xi
1. In odução .................................................................................................................................. 1
1.1. Enquad amen o ................................................................................................................. 1
1.2. Con ex ualização do p oblema ............................................................................................ 1
1.2.1. His ó ia da emp esa .................................................................................................. 1
1.2.2. P eh Po ugal ............................................................................................................ 3
1.2.3. Depa amen o Indus ialização ................................................................................... 4
1.2.4. Ca ac e ização dos p oje os ....................................................................................... 4
1.3. Obje i os ........................................................................................................................... 6
1.4. Es u u a ........................................................................................................................... 6
1.5. Mo i ação .......................................................................................................................... 7
2. Enquad amen o eó ico ............................................................................................................... 8
2.1. Di e i a 2006/42/CE ........................................................................................................ 8
2.1.1. Requisi os de saúde e segu ança ela i os à conceção e ab ico de máquinas ............ 9
2.1.2. Decla ação CE de con o midade pa a uma máquina ................................................ 13
2.1.3. Ma cação CE ........................................................................................................... 15
2.2. Regulamen o (UE) 2023/1230 ........................................................................................ 16
ii
2.2.1. Obje i os do no o egulamen o de máquinas ........................................................... 16
2.2.2. P incipais modi icações em elação à Di e i a Máquinas .......................................... 18
2.3. No malização de documen ação écnica ........................................................................... 20
2.3.1. Regulamen o Máquinas ........................................................................................... 20
2.3.2. No malização ele an e ........................................................................................... 25
2.3.3. Adoção de um S anda d pa a os manuais P eh ........................................................ 31
2.4. Passapo e Digi al do P odu o .......................................................................................... 33
3. Caso de es udo ......................................................................................................................... 35
3.1. Manuais en egues pelos in eg ado es .............................................................................. 35
3.2. Modelo desen ol ido na P eh ........................................................................................... 41
3.2.1. S anda d Segu ança P eh ........................................................................................ 46
3.2.2. Manual So wa e ...................................................................................................... 50
4. Desen ol imen o do modelo de manuais ................................................................................... 52
4.1. Melho ia e a ualização do modelo .................................................................................... 52
4.1.1. Al e ações e co eções ao ní el do con eúdo ............................................................ 52
4.1.2. Modelo
de es e de desca ga ele oes á ica .............................................................. 60
4.1.3. Lis a de Peças de subs i uição ................................................................................. 61
4.1.4. Au oma ização do modelo ........................................................................................ 63
4.1.5. Digi alização ............................................................................................................ 66
4.2. Implemen ação e ap o ação de manuais dos in eg ado es ............................................... 68
5. Conside ações inais ................................................................................................................. 69
5.1. Conclusões ...................................................................................................................... 69
5.2. Pe spe i as e T abalhos Fu u os ....................................................................................... 70
Bibliog a ia ....................................................................................................................................... 72
Anexos ............................................................................................................................................. 74
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
3
Todo o g upo P eh em indo a desen ol e e p oduzi componen es e soluções in eligen es pa a
a mobilidade elé ica, como
HMI Ca
e
E-Mobili y
. Rela i amen e ao HMI do ca o são p oduzidos
sis emas de con olo climá ico (Figu a 3), sis emas de con olo cen al (Figu a 4) e modula e
in e up o es de comando (P eh, P odu os au omo i os 2023).
Figu a 3 – Con olo de clima ização BMW (P eh)
Figu a 4 - Con olo Cen al Po sche Taycan (P eh)
A P eh o e ece ambém soluções no se o dos eículos come ciais, como con olado es (Figu a
5) e ala ancas (Figu a 6), po exemplo. (P eh)
Figu a 5 – Con olado C-Mo ion CLAAS
Figu a 6 – Ala anca de mudança JOHN DERE
Há 10 anos, o g upo em desen ol ido soluções pa a a mobilidade elé ica, como con e so es,
boos e s
e unidades de con olo de ba e ia, po exemplo.
1.2.2. PREH PORTUGAL
A P eh Po ugal si ua-se no no e de Po ugal, no concelho da T o a. Os p incipais clien es são
os maio es ab ican es au omó eis como BMW, Audi, Daimle . Os p odu os ab icados são
maio i a iamen e p oduzidos in e namen e, passado pela mon agem ele ónica, injeção, pin u a,
g a ação a lase e mon agem inal.
A emp esa encon a-se di idida em 9 depa amen os, al como ap esen ado na Tabela 1.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
4
Tabela 1 – Depa amen os e unções da P eh Po ugal
Depa amen o
Á ea de abalho
Engenha ia
Con olo das linhas de p odução, es udos e implemen ação de melho ias pa a aumen o
da capacidade p odu i a, manu enção de equipamen os;
P odução
Incluiu odos os colabo ado es das linhas, da injeção plás ica, pin u a e linhas de
mon agem;
Ele ónica
Colocação dos componen es ele ónicos em placas de ci cui o imp esso. Nes a di isão
ambém são ealizados es es uncionais às placas, bem como a p og amação dos
mic op ocessado es;
Indus ialização
Responsá el pela conceção, expedição e ins alação das linhas de p odução da maio ia
das áb icas de odo o g upo;
Qualidade
Con olo dos p ocessos de p odução e ges ão dos ensaios de componen es assegu ando
o se iço de apoio ao clien e;
Logís ica
Receção e a mazenamen o de odas as me cado ias;
IT
Ge e odas as aplicações e sis emas de in o mação in e nos da emp esa;
Con olling
T a a de oda a con abilidade e assegu a odos os planos de p odução em con o midade
com o o çamen o;
Recu sos Humanos
Assegu a a o mação dos abalhado es e ga an e a segu ança de odo o espaço;
1.2.3. DEPARTAMENTO INDUSTRIALIZAÇÃO
O depa amen o de indus ialização é esponsá el pela conceção, expedição e ins alação das
linhas de p odução de odo o g upo P eh, exce uando a P eh China. Es e di ide-se em qua o
subdepa amen os: logís ica, p é-sé ies, mon agem e
so wa e
(Tabela 2 – Subdepa amen os do
depa amen o de indus ialização da P eh Po ugal.).
Tabela 2 – Subdepa amen os do depa amen o de indus ialização da P eh Po ugal.
Depa amen o
Á ea de abalho
Logís ica
Responde à necessidade das áb icas em e mos de peças de subs i uição;
P é-Sé ies
Realiza os es es de acei ação necessá ios pa a a ap o ação dos equipamen os,
egis ando, odas as in o mações na documen ação necessá ia;
Mon agem
Responsá el pela ges ão do p oje o de conceção dos equipamen os e pelo
acompanhamen o do abalho dos in eg ado es;
So wa e
Desen ol e o código a in oduzi no equipamen o que ga an e a sequência co e a
das ope ações;
1.2.4. CARACTERIZAÇÃO DOS PROJETOS
O g upo P eh dedica a sua a i idade à p odução de componen es pa a a indús ia au omó el. Os
p oje os, po no ma, di idem-se em cinco ases p incipais: o e a, concei o, desen ol imen o, cons ução
e p odução em sé ie (Figu a 7).
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
5
Figu a 7 – Fases de desen ol imen o de p oje os.
A o e a é lide ada pelo depa amen o de endas da P eh GmbH, na Alemanha. Nes a ase são
conhecidos os obje i os po pa e do clien e e ambém são ca ac e izados, de um modo ge al, alguns
ópicos impo an es pa a o p oje o como os equipamen os, es es, cálculo das e amen as, cus os de
ans e ências.
Após a adjudicação do p oje o é nes a segunda ase que o odo o concei o a ança. Ou seja, é
ga an ido o concei o do p odu o, são e is as odas as especi icações e de inido o concei o de
design
.
Também nes a ase é de inido o concei o pa a a linha de mon agem, es es e p odução p é-se ies.
A p óxima ase dedica-se ao desen ol imen o das especi icações do p oje o. Todas as soluções
écnicas são explo adas, de modo a seleciona a melho ecnologia. Ao longo des e p ocesso, ainda
exis em alguns e oluções e al e ações no concei o do p odu o e do seu
design
. É nes a ase que a áb ica
esponsá el pela indus ialização é en ol ida no p oje o, e caso es e seja adjudicado à P eh Po ugal é
ap esen ado ao depa amen o.
A ase de cons ução planeia ao de alhe o p ocesso p odu i o pa a mon agem das peças.
P imei amen e é ealizada a cons ução e o imização das e amen as e equipamen o e pos e io men e
a p odução de p é-sé ies, de modo a execu a odos os es es aos equipamen os e ealiza a a aliação
da linha de mon agem e equipamen o de es e. É no deco e des a ase do p oje o que a documen ação
écnica dos equipamen os é desen ol ida pelos in eg ado es. Aquando da ans e ência do equipamen o
pa a a ins alações da P eh Po ugal, o mesmo em de se aze acompanha pela espe i a documen ação.
Após ealizadas as ap o ações aos equipamen os e aos componen es, o p oje o é ap o ado pelo
clien e e é ealizada a ans e ência pa a a áb ica de des ino inal. Após is o, inicia-se a p odução em
sé ie.
A elabo ação dos manuais de equipamen o é ealizada no inal da qua a ase de desen ol imen o
de um p oje o. Na Figu a 8 é ap esen ado o luxog ama de odas as e apas no deco e de um p oje o
a é à ase de elabo ação de um manual de equipamen o po pa e dos in eg ado es.
Fase 1
O e a
Fase 2
Concei o Fase 3
Desen ol imen o Fase 4
Con ução Fase 5
P odução em sé ie
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
6
Figu a 8 – Fluxog ama de elabo ação dos manuais de equipamen o.
1.3. OBJETIVOS
Es e p oje o de desen ol imen o en ol e uma abo dagem es u u ada, ab angendo di e sas
e apas. P imei o, se á ealizada uma e isão li e á ia ace ca dos manuais de equipamen o, bem como
das no mas e di e i as igen e. Além disso, é necessá io comp eende o uncionamen o e luxog ama
a ual do p ocesso de elabo ação dos manuais de equipamen o no p esen e con ex o indus ial.
A e apa seguin e consis e na con ex ualização dos a uais manuais de o ma a pe cebe quais as
po enciais al e ações e melho ias, pa a assim se pos e io men e possí el a melho ia e co eção do a ual
modelo pa a manuais de equipamen o.
A a és do con ac o com os cons u o es, a e apa seguin e consis e na pe sonalização e
cus omização dos di e en es manuais em unção da especi icidade de cada in eg ado , p oje o e
equipamen o indus ial. Após a alidação e ap o ação dos manuais ecebidos po pa e dos cons u o es,
p e ende-se implemen a a sua digi alização, bem como o seu acesso ia digi al.
1.4. ESTRUTURA
Es a disse ação encon a-se di idida em seis capí ulos p incipais: In odução, Con ex ualização,
Enquad amen o Teó ico, Caso de Es udo, Desen ol imen o Realizado e Conside ações Finais.
No segundo capí ulo p e ende-se con ex ualiza o p oblema desen ol ido e seus obje i os e, ainda
uma b e e ap esen ação da emp esa e do mé odo de elabo ação dos manuais.
O capí ulo do enquad amen o eó ico a a da exposição das no mas e di e i as igen es
nomeadamen e a Di e i a Máquina 2006/42/CE e o no o Regulamen o 2023/1230.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
7
Rela i amen e ao qua o capí ulo é ealizada uma desc ição e exposição de alhada do es ado dos
manuais de equipamen o en egues pelos di e sos in eg ado es. Além disso são ap esen ados alguns
dos
s anda ds
e exigências da p óp ia emp esa.
Já o capí ulo elacionado com o desen ol imen o diz espei o ao abalho ealizado no p óp io
modelo
, is o é, odas as al e ações e melho ias ealizadas no mesmo.
Po im, o úl imo capí ulo aduz odas as conclusões e i adas ace ca do impac o des e p oje o no
que oca aos manuais de equipamen o e seus espe i os u ilizado es.
1.5. MOTIVAÇÃO
A maio ia dos equipamen os u ilizados em odo o g upo P eh são p oduzidos no depa amen o de
indus ialização da P eh Po ugal. Tal como oi mencionado no subcapí ulo 1.2.4, a cons ução e
conceção mecânica do equipamen o é subcon a ada a emp esas pa cei as, sendo es as denominadas
In eg ado es. Es es in eg ado es são ambém esponsá eis pela edação da documen ação écnica,
pois cabe ao ab ican e dos equipamen os essa esponsabilidade com o au o de en ega dos
equipamen os. Po ém, que g ande pa e dos casos a ualmen e, ainda se p ocede à con igu ação do
so wa e
é ealizada no depa amen o de indus ialização da P eh Po ugal pela equipa in e na de
so wa e
.
Dado o ele ado núme o p oje os e consequen emen e de equipamen os, a P eh em a
necessidade de eco e a não um, mas á ios in eg ado es, pelo que a documen ação écnica
p o enien e não se encon a uni o mizada. Is o é, cada in eg ado possui uma o ma dis in a de elabo a
e cons ui o seu p óp io manual. Es a não uni o mização dos manuais ap esen a di e sas des an agens
como: a al a ou a é mesmo excesso de in o mação, a não con o midade com a egulamen ação igen e
e, ambém, di e gência de acesso à in o mação po pa e dos di e sos u ilizado es dos manuais do lado
da P eh quando eque idos. Além disso os manuais de em se en egues aquando da chegada dos
equipamen os às ins alações da P eh Po ugal.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
8
2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
A segu ança e saúde dos abalhado es em con ex o labo al é um dos emas c uciais a e em
con a po odos os in e enien es no p ocesso de conceção de qualque máquina ou equipamen o.
A ualmen e, exis em á ias egulamen ações nacionais e in e nacionais que egem e ga an em segu ança
das mesmas.
A União Eu opeia de ine di e sas no mas e di e i as de o ma a ha moniza a conceção e o ab ico
de máquinas, de inindo os equisi os essenciais pa a a saúde e a segu ança dos abalhado es e dos
espe i os consumido es, endo como obje i o p o ege a sua segu ança e ga an i a li e ci culação dos
equipamen os no me cado.
Assim, nes e capí ulo se á enquad ada a mo i ação pa a a ealização des e abalho no ocan e a
Manuais de Equipamen o, elemen o es e onde se de em concen a as in o mações ela i as à segu ança
que um ope ado de e cump i na sua u ilização. Além disso, abo da-se a Di e i a 2006/42/CE e o no o
Regulamen o de Máquinas UE 2023/1230.
2.1. DIRETIVA 2006/42/CE
A Di e i a 2006/42/CE, ambém designada po Di e i a de Máquinas, é uma di e i a
comuni á ia ela i a a máquinas e es abelece as exigências essenciais de segu ança e saúde aplicá eis
às máquinas no seu p ocesso de conceção e ab ico, endo ambém implicações na sua u ilização, dado
que, jun amen e com a no malização écnica eu opeia de inem di e izes pa a a ealização do manual
de ins uções e da decla ação de con o midade (Di e i a 2006/42/CE 2006).
Es a di e i a oi anspos a pa a Po ugal, pa a o Dec e o-Lei 102/2008, con emplando pa a
e i ó io nacional as disposições dessa di e i a. O enquad amen o legal de máquinas e equipamen os
de abalho encon a-se ep esen ado na Figu a 9.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
9
Figu a 9 - Enquad amen o legisla i o pa a máquinas e equipamen os de abalho.
Es a di e i a em como p incipal obje i o assegu a a qualidade den o da comunidade eu opeia,
no que se e e e ao ab ico e u ilização da p óp ia máquina. Segundo es a di e i a, é da esponsabilidade
do ab ican e, an es de coloca o equipamen o no me cado, ce i ica -se que es e cump e os equisi os
ap esen ados de seguida.
2.1.1. REQUISITOS DE SAÚDE E SEGURANÇA RELATIVOS À CONCEÇÃO E FABRICO DE MÁQUINAS
O anexo I da Di e i a de Máquinas es abelece os p incípios de saúde e de segu ança pa a o
deco e do ab ico das máquinas, de modo a ob e equipamen os com um g au de isco minimizado,
aquando si uações de pe igo. As máquinas e equipamen os são cons uídos e concebidos pa a
cump i em uma de e minada unção à qual o am des inados, sem coloca em as pessoas em isco,
aquando do seu uncionamen o. De em ambém e em conside ação a sua má u ilização, e po isso,
oma medidas que enham como obje i o elimina os iscos du an e o empo p e isí el da ida da
máquina, incluindo as ases de anspo e, mon agem e desmon agem.
O ab ican e do equipamen o de e aplica alguns p incípios ao escolhe as soluções mais
adequadas, ais como:
• Elimina ou eduzi os iscos, ou seja, in eg a a segu ança na conceção e ab ico;
• Conside a medidas de p o eção necessá ias em elação aos iscos que não enham sido
eliminados;
• In o ma os u ilizado es dos iscos esiduais, de ido à al a de e icácia nas medidas de
p o eção ado adas. De em indica a necessidade ou não de o mação especi ica e ale a
pa a o uso de equipamen o de p o eção indi idual.
Du an e a conceção do equipamen o, es e de e se p oje ado e ab icado de o ma a e i a a sua
má u ilização em casos que sejam conside ados de isco. Pa a isso, o manual de ins uções de e ale a
o u ilizado pa a os modos cujo equipamen o não de e se u ilizado. De e, ainda, e em con a as
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
10
limi ações impos as ao ope ado pela u ilização e o nece odos os equipamen os e acessó ios
essenciais pa a a sua egulação e manu enção, com o obje i o de se u ilizado em segu ança.
No que diz espei o à segu ança e iabilidade dos sis emas de comando, al como o
a anque, a pa agem e pa agem de eme gência, os equipamen os de em se p oje ados de o ma a
e i a a oco ência de si uações pe igosas. De seguida, são ap esen ados alguns aspe os nos quais se
de e e em conside ação no p oje o e ab ico dos equipamen os ace ca des e ópico:
• De em esis i às ensões de uncionamen o p e is as e às in luências ex e io es;
• Qualque alha na p og amação do equipamen o não de e p o oca si uações pe igosas,
assim como os e os que a e am a lógica do sis ema, e ainda, qualque e o humano;
• O equipamen o não de e a anca de o ma in empes i a;
• Os pa âme os da máquina não de em a ia de o ma descon olada, conduzindo a um
pe igo;
• Não de em exis i elemen os mo éis ou elemen os que possam cai ou se p oje ados;
• De em es a semp e ope acionais os disposi i os de p o eção;
• De em se aplicadas pa es do sis ema de comando elacionadas com a segu ança, de
o ma coe en e.
Os elemen os que o u ilizado a ua pa a comunica uma o dem ao equipamen o e que pe mi am
modi ica pa âme os de uncionamen o são de inidos como disposi i os de comando. Alguns exemplos
des e ipo de disposi i os são os pedais e os bo ões e sele o es, al como ap esen ados na Figu a 10.
a)
b)
Figu a 10 – a) pedal; b) bo ões e sele o es.
Os equisi os dos sis emas de comando são es abelecidos pelo a igo 11 do Dec e o-Lei 50/2005,
de o ma a pe mi i em uma u ilização segu a de um equipamen o de abalho, no caso especí ico de
quando há a necessidade de o eadap a pa cial ou o almen e. Assim, odos os disposi i os de comando
de em se :
• Cla amen e isí eis e iden i icá eis e e , em caso disso, uma ma cação ap op iada;
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
11
• Colocados o a das zonas pe igosas e de modo que o seu acionamen o, nomeadamen e
po uma manob a não in encional, não ocasione iscos suplemen a es;
• Segu os e escolhidos endo em con a as alhas, pe u bações e limi ações p e isí eis na
u ilização pa a que o am p oje ados.
Os disposi i os de comando de em e uma con igu ação al que a sua disposição, cu so e es o ço
esis en e sejam compa í eis com a ação a comanda , endo em con a os p incípios de e gonomia. O
equipamen o de e possui disposi i os de sinalização necessá ios pa a que uncione com segu ança e
pa a que o ope ado consiga le as ins uções do disposi i o, a pa i do pos o de comando. Os a uado es
dos bo ões de p essão são ca ego izados po um código de co es, endo em con a o seu signi icado e
aplicação, con o me se pode obse a na Tabela 3 (ACT 2020).
Tabela 3 – Código de co es pa a a uado es dos bo ões de p essão e seus signi icados.
Co
Signi icado
Explicação
Exemplos de aplicação
Ve melho
Eme gência
A ua no caso de condições
pe igosas ou eme gência.
Pa agem de eme gência; Início de uma unção de
eme gência
Ama elo
Ano mal
A ua no caso de condições
ano mais.
In e enção pa a sup imi condições ano mais;
In e enção pa a es i ui um ciclo au omá ico
in e ompido.
Ve de
Segu ança
A ua pa a inicia em condições
no mais.
-
Azul
Ob igação
A ua no caso de condições que
eque em ação ob iga ó ia.
Função de ea me.
B anco
Nenhum
Início ge al de uncionamen o.
Máquina em ensão.
Cinzen o
-
Funções exce o de pa agem de
eme gência.
-
P e o
-
-
Pa agem / Sem ensão.
Um dos p incípios undamen ais da p e enção elaciona-se com a exigência de uma ação olun á ia
do ope ado sob e um sis ema de comando pa a o a anque do equipamen o. Es e p incípio isa ga an i
que, em caso algum, a mudança das condições de abalho, ou dos modos de uncionamen o, possam
su p eende o u ilizado ou qualque ou o abalhado que possa e -se a e ado po esse a anque e
consequen emen e dos iscos que ad êm do uncionamen o do equipamen o do abalho. Es as
exigências são ap esen adas no a igo 12 do Dec e o-Lei nº50/2005.
Es e p incípio ambém se aplica às p o eções mó eis associadas a disposi i os de enc a amen o,
que quando acionadas não de em p o oca po si, o a anque do equipamen o, pelo que o sis ema não
de e á expo abalhado es ou e cei os, a iscos. O não a anque de um equipamen o de abalho de e
se ga an ido, nas seguin es si uações:
• A a és do echo de uma p o eção mó el com disposi i o de enc a amen o;
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
12
• Quando alguém se a as e da zona de de eção de ba ei a o oelé ica;
• Acionamen o de um sele o de modo de uncionamen o;
• Desenc a amen o de um bo ão de pa agem de eme gência.
Quan o à pa agem de um equipamen o, es a pode se dis inguida de ês o mas dis in as: no mal,
azões ope acionais ou de eme gência.
Os equipamen os de em es a equipados com disposi i os de comando que pe mi am a sua o al
pa agem em condições de segu ança. Os pos os de abalho de em es a equipados com disposi i os
de comando que pe mi am, em unção dos pe igos exis en es, pa a odas as unções ou pa e delas, de
modo que es eja em segu ança.
Numa pa agem di a no mal, uma ez acionada a pa agem, a alimen ação de ene gia dos acionado es
de e á se in e ompida. A pa agem pode, ainda, se ealizada de o ma moni o izada, quando po azões
ope acionais, é necessá io que o comando de pa agem não in e ompa a alimen ação de ene gia dos
acionado es. Já no caso de uma eme gência, es a de e es a equipada com disposi i os de pa agem que
e i em si uações de pe igo iminen es (T abalho 2005).
Caso oco a uma a a ia no ci cui o de alimen ação de ene gia, a in e upção, o es abelecimen o
após uma in e upção ou a a iação da alimen ação de ene gia da máquina não de e c ia si uações
pe igosas. Exis em alguns aspe os a que de e se dada uma a enção especial, ais como:
• A máquina não de e a anca de o ma in empes i a;
• Os pa âme os da máquina não de em a ia de o ma não con olada, quando essa
al e ação conduzi a si uações pe igosas;
• A máquina não de e se impedida de pa a , quando a o dem de pa agem já i e sido
dada;
• Nenhum elemen o mó el da máquina ou nenhuma peça man ida em posição pela
máquina de e cai ou se p oje ado;
• A pa agem manual ou au omá ica de qualque elemen o mó el não de e se impedida;
• Os disposi i os de p o eção de em es a semp e ope acionais.
Rela i amen e às medidas de p o eção con a pe igos de na u eza mecânica, es a di e i a e e e que
as máquinas de em se su icien emen e es á eis pa a e i a a queda ou mo imen o descon olado
du an e o anspo e, mon agem, desmon agem ou qualque ou a ação que a en ol a. Além disso, as
di e en es pa es da máquina de em esis i às solici ações subme idas aquando da u ilização, pelo que
o manual de e indica os ipos e a equência das inspeções e das ope ações de manu enção
necessá ias.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
19
Os equisi os de segu ança e iabilidade dos sis emas de con olo desempenham um papel
undamen al no no o egulamen o. As máquinas de em se concebidas e cons uídas de modo que
nenhum apa elho ligado à dis ância, que comunique com a máquina possa conduzi a uma si uação
pe igosa. O egulamen o desc e e no as exigências essenciais de segu ança e p o eção.
Os componen es de
ha dwa e
que ansmi am sinais ou dados pa a a ligação ou acesso ao
so wa e
,
que sejam essenciais pa a que a máquina cump a os equisi os essenciais de saúde e de segu ança
aplicá eis, de em es a adequadamen e p o egidos con a a co upção aciden al ou in encional. A
máquina de e ecolhe dados que e idenciem uma in e enção legi ima ou ilegí ima no componen e de
ha dwa e
mencionado, quando seja pe inen e pa a a ligação ou acesso a
so wa e
essencial pa a o
cump imen o dos equisi os da máquina.
Assim, es es dados e
so wa e
de em es a iden i icados como al e de em se p o egidos con a
co upção. A máquina de e iden i ica o
so wa e
ins alado que seja necessá io ao seu uncionamen o
em condições de segu ança e de e o nece essas in o mações, em qualque momen o, num o ma o
acilmen e acessí el.
A in e enção das au o idades de iscalização do me cado, o egis o de as eabilidade dos dados
ge ados, de em pode se colocados à disposição das au o idades nacionais compe en es como p o a
de con o midade da máquina, du an e um pe íodo máximo de cinco anos. O mesmo se aplica às e sões
de
so wa e
de segu ança ca egadas na máquina após a sua colocação no me cado ou a sua en ada
em uncionamen o. Os dados ela i os aos p ocessos de decisão ela i os à segu ança de em se
a mazenados du an e um ano pa a p o a a con o midade da máquina às au o idades nacionais
compe en es.
No no o egulamen o são ap esen ados no os equisi os ela i amen e à e gonomia da máquina,
de inindo de o ma mais cla a a coexis ência e in eg ação segu a en e pessoas e máquinas.
Nas condições de u ilização p e is as, o incómodo, a adiga e a ensão ísica e psíquica do ope ado
de em se eliminadas ou eduzidas ao máximo possí el, endo em con a alguns p incípios. A in e ace
homem-máquina de e se adap ada em unção das ca ac e ís icas p e isí eis dos ope ado es,
nomeadamen e em elação à máquin,a com uma lógica ou compo amen o o al ou pa cial au oe olu i o
p e is o, que seja concebido pa a unciona com á ios ní eis de au onomia. Além disso, a máquina de e
se concebida pa a unciona de modo a esponde às pessoas de o ma adequada e ap op iada,
e balmen e ou não e a comunica as ações planeadas aos ope ado es de o ma comp eensí el.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
20
Os elemen os mó eis da máquina de em se ab icados de modo a e i a iscos de con ac o
que possam p o oca aciden es ou, quando subsis i em iscos, es a equipados com p o e o es ou
disposi i os de p o eção. Nas máquinas de em se omadas odas as medidas necessá ias pa a impedi
o bloqueio aciden al de elemen os mó eis. A p e enção de iscos de con ac o que c ie si uações
pe igosas e de ensões psíquicas que possam se causadas pela in e ação com a máquina de em se
adap adas à coexis ência homem-máquina num espaço comum sem colabo ação di e a e in e ação
homem-máquina.
As ins uções de u ilização e, semp e que possí el, umas indicações na máquina de em iden i ica
esses disposi i os de p o eção especí icos e a o ma como de em se u lizados. (P. E. Eu opeia 2023)
2.3. NORMALIZAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
Tan o a Di e i a de Máquinas 2006/42/CE como o no o Regulamen o Máquinas 2023/1230
ap esen am á ios equisi os e indicações pa a a elabo ação do manual de ins uções. Além disso,
exis em algumas no mas ele an es à documen ação écnica dos equipamen os. A P eh Po ugal, ao
longo dos seus anos, de iniu ambém alguns equisi os.
2.3.1. REGULAMENTO MÁQUINAS
Embo a, o no o Regulamen o Máquinas 1230/2023 en e em igo apenas em 2027, é
impo an e a ualiza o modelo do manual de o ma que seja o mais co e o e comple o possí el. De
seguida, são ap esen ados os ópicos e in o mações necessá ios à documen ação écnica de uma
máquina.
P imei amen e, é da esponsabilidade do ab ican e, no caso da P eh, assegu a que odas as
máquinas sejam acompanhadas de odas as in o mações p e is as. Com en ada em igo do
Regulamen o é possí el que as ins uções sejam o necidas em o ma o digi al, de endo o ab ican e
assinala na máquina, ou se al não o possí el, na espe i a embalagem ou num documen o que a
acompanhe, uma o ma de como acede às ins uções em o ma o digi al. O ab ican e de e
ap esen a essas ins uções num o ma o que pe mi a ao u ilizado imp imi-las e gua dá-las num
diposi i o ele ónico, de o ma a pode consul á-las semp e que o deseja e, especialmen e, du an e uma
a a ia da máquina. Além disso, de e disponibilizá-las du an e o empo p e isí el de ida da máquina e
pelo menos du an e 10 anos após a sua colocação no me cado. As ins uções imp essas de em se
disponibilizadas g a ui amen e, pelo ab ican e, no p azo de um mês, caso sejam pedidas pelo u ilizado
no momen o de aquisição. No caso de uma máquina des inado a u ilizado es não p o issionais, o
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
21
ab ican e de e disponibiliza , em o ma o imp esso, a in o mação de segu ança essencial pa a a en ada
em se iço da máquina e pa a pode u ilizá-la em segu ança.
Quan o aos p incípios ge ais de edação de ins uções u ilizadas, es as de em ap esen a
uma linguagem simples e concisa, de ácil comp eensão a odos os u ilizado es. O documen o de e
desc e e com exa idão e cla eza o modelo que diz espei o.
No anexo III ‘Requisi os essenciais de saúde e de segu ança ela i os à conceção e ao ab ico de
máquina ou p odu os conexos’, no pon o 1.7.4.2 é ap esen ado o con eúdo das ins uções de
u ilização. Os equisi os de in o mação e con eúdo de um manual a iam endo em con a o ipo de
máquina, no en an o e de o ma ge al, cada manual de e con e pelo menos as seguin es in o mações:
a) Fi ma e ende eço comple o do ab ican e e do seu manda á io;
b) Designação da máquina;
c) Decla ação CE de con o midade, ou ende eço In e ne ou código de lei u a ó ica, onde é
possí el o seu acesso;
d) Desc ição ge al da máquina;
e) Desenhos, diag amas, desc ições e explicações necessá ios pa a a u ilização, manu enção
e epa ação da máquina, bem como a e i icação do seu uncionamen o;
) Desc ição do ou dos pos os de abalho a se em ocupados pelos ope ado es;
g) Desc ição da u ilização p e is a da máquina;
h) A isos ela i os aos modos como a máquina não de e se u ilizada e que, segundo a
expe iência adqui ida, se podem e i ica ;
i) Ins uções de mon agem, ins alação e ligação, incluindo desenhos e meios de ixação e a
designação do chassis ou da ins alação em que a máquina se des ina se mon ada;
j) Ins uções ela i as à ins alação e mon agem, des inadas a diminui o uído e ib ações;
k) Ins uções ela i as à en ada em se iço e u ilização da máquina e, se necessá io, ins uções
ela i as à o mação dos ope ado es;
l) In o mações sob e iscos esiduais que subsis am apesa de a segu ança e sido in eg ada
aquando da conceção da máquina e das medidas de segu ança e disposições de p o eção
complemen a es ado adas;
m) Ins uções sob e as medidas de p o eção a oma pelo u ilizado , inclusi e, se o caso disso,
sob e o equipamen o de p o eção indi idual a p e e ;
n) Ca ac e ís icas essenciais de e amen as que podem se mon adas na máquina;
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
22
o) Condições em que a máquina cump e o equisi o de es abilidade du an e a sua u ilização,
anspo e, mon agem e desmon agem, quando es á o a de se iço ou du an e ensaios ou
a a ias p e isí eis;
p) Ins uções des inadas a ga an i a segu ança das ope ações de anspo e, mo imen ação e
a mazenamen o, com indicação da massa da máquina;
q) Ins uções a segui em caso de aciden e ou a a ia, se o p e isí el a oco ência de um
bloqueio, ins uções a segui pa a pe mi i um desbloqueamen o em condições de
segu ança;
) Desc ição das ope ações de egulação e de manu enção que de em se e e uadas pelo
u ilizado , bem como das medidas de manu enção p e en i a que de am se espei adas,
endo em con a a conceção e a u ilização da máquina;
s) Ins uções que pe mi am que a egulação e a manu enção sejam e e uadas com segu ança,
incluindo medidas de p o eção que de am se omadas du an e essas ope ações;
) Especi icações das peças de subs i uição a u iliza , quando es as a e am a saúde e a
segu ança dos ope ado es;
u) In o mações ela i as ao uído aé eo emi ido:
i. ní el de p essão sono a de emissão ponde ado A, nos pos os de abalho, se excede 70
dB(A); caso seja meno ou igual de e se mencionado;
ii. Valo máximo da p essão acús ica ins an ânea ponde ada C, nos pos os de abalho, se
excede 63 Pa;
iii. Ní el de po ência acús ica ponde ada A emi ido pela máquina quando o ní el de p essão
acús ica de emissão ponde ado A nos pos os de abalho excede 80 dB(A).
Semp e que sejam indicados alo es de emissão acús ica, de em se especi icadas as
espe i as ma gens de e o. De em indica -se as condições de uncionamen o da máquina e a uma
al u a de 1,60 me os acima do solo ou da pla a o ma de acesso. A posição e o alo da p essão
acús ica máxima de em se indicados.
) In o mações sob e as p ecauções, os disposi i os e os meios necessá ios pa a o sal amen o
imedia o e sua e de pessoas;
w) Semp e que as máquinas o em susce í eis de emi i adiações não ionizan es que possam
p ejudica as pessoas, em especial as pessoas com disposi i os médicos implan á eis a i os
ou não a i os, in o mações espei an es às adiações emi idas pa a o ope ado e as pessoas
expos as;
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
23
x) Semp e que a conceção das máquinas pe mi a emissões de subs âncias pe igosas, as
ca ac e ís icas do disposi i o de cap ação, il ação ou desca ga, caso al disposi i o não seja
o necido jun amen o com a máquina;
O anexo IV do Regulamen o 2023/1230 e e e que a documen ação écnica de e especi ica os
meios u ilizados pelo ab ican e pa a assegu a a con o midade das máquinas ap esen ados
an e io men e. Des a o ma, a documen ação de e con e , pelo menos, os seguin es elemen os:
a) Uma desc ição comple a da máquina ou do p odu o conexo e da u ilização a que se des ina;
b) A documen ação ela i a à a aliação dos iscos, que de e á demons a o p ocedimen o
ealizado, e inclui :
i. uma lis a dos equisi os essenciais de saúde e de segu ança aplicá eis à máquina
ou ao p odu o conexo,
ii. a desc ição das medidas de p o eção implemen adas pa a cump i odos os
equisi os essenciais de saúde e de segu ança aplicá eis e, se o caso disso, uma
indicação dos iscos esiduais associados à máquina ou ao p odu o conexo;
c) Desenhos e esquemas de conceção e de ab ico da máquina ou do p odu o conexo e dos
seus componen es, subconjun os e ci cui os;
d) As desc ições e explicações necessá ias pa a a comp eensão dos desenhos e esquemas
e e idos na alínea c) e do uncionamen o da máquina ou do p odu o conexo;
e) As e e ências das no mas ha monizadas que o am aplicadas pa a a conceção e o ab ico
da máquina ou do p odu o conexo. Caso as no mas ha monizadas ou as especi icações
comuns enham sido aplicadas pa cialmen e, a documen ação de e especi ica as pa es
que o am aplicadas;
) Caso as no mas ha monizadas ou as especi icações comuns não enham sido aplicadas,
ou enham sido aplicadas apenas pa cialmen e, as desc ições das ou as especi icações
écnicas que o am aplicadas a im de cump i odos os equisi os essenciais de saúde e de
segu ança aplicá eis;
g) Os ela ó ios e/ou os esul ados dos cálculos de conceção, dos ensaios, das inspeções e
dos exames e e uados, a im de e i ica a con o midade da máquina ou do p odu o conexo
com os equisi os essenciais de saúde e de segu ança aplicá eis;
h) Uma desc ição dos meios u ilizados pelo ab ican e du an e o ab ico da máquina ou do
p odu o conexo pa a assegu a a sua con o midade com as especi icações de conceção;
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
24
i) Uma cópia das ins uções de u ilização e das in o mações enunciadas;
j) Se o caso disso, a decla ação UE de inco po ação de quase-máquinas ep oduzidas e as
ins uções de mon agem pe inen es das mesmas;
k) Se o caso disso, cópias das decla ações UE de con o midade de máquinas ou p odu os
conexos, bem como de qualque p odu o ab angido po ou a legislação de ha monização
da União inco po ado na máquina ou no p odu o conexo;
l) No caso de máquinas ou de p odu os conexos ab icados em sé ie, as medidas in e nas
que se ão aplicadas pa a man e a con o midade das máquinas ou dos p odu os conexos
com as disposições do p esen e egulamen o;
m) O código- on e ou a lógica de p og amação do so wa e elacionado com segu ança, a im
de demons a a con o midade da máquina ou do p odu o conexo com o p esen e
egulamen o na sequência de um pedido undamen ado de uma au o idade nacional
compe en e, desde que seja necessá io pa a que as e e idas au o idades possam e i ica
a con o midade com os equisi os essenciais de saúde e de segu ança;
n) Rela i amen e a máquinas ou a p odu os conexos au ónomos, conduzidos à dis ância ou
alimen ados po senso es, caso as ope ações elacionadas com segu ança sejam
con oladas po dados de senso es, uma desc ição, quando pe inen e, das ca ac e ís icas
ge ais, capacidades e limi ações dos p ocessos de sis ema, de dados, de desen ol imen o,
de ensaio e de alidação u ilizados;
o) Os esul ados dos es udos e ensaios dos componen es, acessó ios ou da máquina ou do
p odu o conexo ealizados pelo ab ican e pa a de e mina se es es, pelo modo como o am
concebidos ou ab icados, podem se mon ados e en a em se iço em segu ança.
Rela i amen e à decla ação de con o midade, al como oi ap esen ado é necessá io que
odas as máquinas se açam acompanha po uma. O Regulamen o ege as in o mações que es a
decla ação de e con e , sendo es as as seguin es:
a) A máquina ou o p odu o conexo (p odu o, ipo, modelo, lo e ou núme o de sé ie) ou máquina
ou p odu o conexo al e ados subs ancialmen e;
b) Nome e ende eço do ab ican e e, se o caso disso, do espe i o manda á io;
c) A p esen e decla ação de con o midade é emi ida sob a exclusi a esponsabilidade do
ab ican e;
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
25
d) Obje o da decla ação (iden i icação da máquina ou do p odu o conexo que pe mi a a sua
as eabilidade; quando al seja necessá io pa a iden i ica a máquina ou o p odu o conexo,
pode á se incluída uma imagem a co es su icien emen e cla a);
e) Re e ências às no mas ha monizadas ou às especi icações comuns;
) In o mações complemen a es: ‘Assinado em nome de’, local e da a de emissão, nome,
ca go e assina u a (P. E. Eu opeia 2023).
2.3.2. NORMALIZAÇÃO RELEVANTE
Dada a localização geog á ica da P eh é necessá io cump i algumas no mas e egulamen ações
igen es na União Eu opeia. Assim, e dados os equipamen os p oje ados pelo depa amen o de
Indus ialização e espe i a documen ação écnica, as no mas ap esen adas na Tabela 4 são
conside adas as mais ele an es.
Tabela 4 – No mas e egulamen ações ele an es sob e documen ação écnica.
No mas ele an es
ISO 7573
Lis a de peças;
ISO 2945
Tipos de documen os
ISO 6433
Re e ência de peças
IEC IEEE 82079-1
P epa ação da in o mação pa a u ilização (ins uções de u ilização) do
p odu o - Pa e 1: P incípios e equisi os ge ais
ISO 81346-1
Sis emas, ins alações e equipamen os indus iais e p odu os indus iais -
P incípios de es u u ação e designações de e e ência - Pa e 1: Reg as de
base
ISO 81346-2
Sis emas indus iais, ins alações e equipamen os e p odu os indus iais -
Es u u ação e designações de e e ência - Pa e 2: Classi icação de obje os
e códigos pa a classes
ISO 21600
Documen ação écnica do p odu o (DPT) - Requisi os ge ais dos manuais
digi ais de p odu os mecânicos
De o ma a comp eende odas pad ões e
s anda ds
conside ados ele an es oi ealizada uma
pesquisa mais ap o undada sob e cada uma das no mas ap esen adas.
- ISO 7573
Es a no ma es abelece equisi os mínimos pa a lis as de peças que o necem in o mações
necessá ias pa a a p odução, aquisição e manu enção, po exemplo. Es a é aplicada an o às lis as de
peças manuaiss como digi ais.
Segundo a no ma, as lis as de peças especi icam odos os componen es de uma peça mon ada
po núme o de e e ência da peça, quan idade, núme o da peça, dados écnicos, en e ou os. A
associação en e a peça de uma lis a de peças e a sua ep esen ação g á ica no desenho é dada po
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
26
uma e e ência de iden i icação. A disposição das lis as de peças ambém é abo dada nes a no ma. Es a
pode se incluída no p óp io desenho ou cons i ui um documen o sepa ado. Nes e segundo caso, o
bloco de í ulo de e es a localizado na ma gem in e io ou supe io do documen o (S anda d 2008).
Quan o aos campos de dados da lis a de peças, es es de em se o ganizados em colunas a a és
de linhas con ínuas, de modo a pe mi i a in odução de in o mações ap esen adas na Tabela 5.
Tabela 5 – In o mações necessá ias à lis a de peças, segundo a no ma ISO7573:2008.
In o mações pa a a lis a de peças
Re e ência da peça
É a ibuída a componen es ou a ma e iais de conjun o. Tem como
obje i o associa as peças do desenho às peças da lis a de peças;
Quan idade
Exp ime o núme o de peças ou a quan idade de ma e ial necessá io. O
núme o in oduzido de e indica as peças, o olume, o comp imen o ou
as quan idades necessá ias. Quando o alo não se aplica a uma
quan idade de em indica -se a unidade de medida. Se o mon an e exa o
não o conhecido, de e se u ilizado um dos seguin es mé odos: esc e e
‘AR’ e não indica o mon an e ou ‘EST’ pa a indica um alo es imado;
Designação de e e ência
É o indicado único de cada oco ência de uma peça ou ma e ial. Ou
seja, se o em u ilizadas á ias peças idên icas, de em se u ilizadas
di e en es designações;
Núme o da peça
Iden i icação única de uma peça ou ma e ial pa a uma de e minada
o ganização;
Nome da peça
É a designação ex ual de uma peça ou ma e ial;
Designação ou dados écnicos
Indicação a a és de pala as ou sinais. Pode inclui dimensões, ma e ial,
alo es de desempenho ou ou as ca ac e ís icas como a designação do
ab ican e;
Obse ações
Fo nece in o mações adicionais necessá ias;
- ISO 2945
Rela i amen e aos ipos de documen os, es a no ma es abelece quais de em cons a na
especi icação de p odu os, equipamen os e ins alações a odos os ní eis de complexidade, abo dando a
gama de ipos u ilizados desde a ase conce ual a é ao p odu o acabado, em odos os domínios da
engenha ia.
Es a no ma em como p incipais obje i os acili a uma es u u a pa a sis emas de ges ão de
dados de p odu os e melho a a comunicação e comp eensão en e odas as pa es en ol idas na oca
de documen os. As o mas de ap esen ação, segundo es a no ma, são as ap esen adas na Tabela 6.
(ISO, Technical p oduc documen a ion — Documen ypes 2011)
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
27
Tabela 6 – Fo mas de ap esen ação, segundo a ISO 2945.
Fo ma de ap esen ação
Desc ição
Aplicação
Desenho
Ap esen ação g á ica que desc e e a o ma,
amanho de uma peça ou conjun o ísico, à escala;
Ge al
Modelo
Desc ição idimensional, ísica ou digi al da o ma
ideal de um obje o;
Ge al
Diag ama
Ap esen ação g á ica que mos a as unções dos
obje os que compõem um sis ema e as suas
elações, u ilizando símbolos e g á icos;
Ge al
Quad o
Documen ação de in o mação sob a o ma de uma
abela, g á ico ou diag ama;
Engenha ia de cons ução e
ins alações de p ocessamen o
G á ico
Diag ama que mos a a elação en e quan idades
a iá eis;
Engenha ia de cons ução e
ins alações de p ocessamen o
Lis a
In o mação ap esen ada em colunas e linhas;
Ge al
Tex ual
U iliza ca ac e es em ins uções e desc ições
c í icas;
Ge al
- ISO 6433
Nes a no ma são es abelecidas eg as pa a a ap esen ação da e e ência de peças em
ep esen ações de conjun os, como po exemplo desenhos de mon agem, em que o obje i o é iden i ica
as peças cons i uin es numa lis a.
Quan o à iden i icação das peças de em se usados alga ismo e, se necessá io, le as
maiúsculas. O desenho, dimensões e espaçamen o dos ca ac e es de em ambém es a de aco do com
a no malização, no caso a ISO 3098-0, sendo ecomendado o uso de no máximo ês ca ac e es. Além
disso, de em se cla amen e dis inguí eis de odas as ou as indicações, a a és de duas o mas:
ci cundando os ca ac e es de cada e e ência ou u ilizando ca ac e es de maio al u a, al como
ap esen ado na Figu a 15.
Figu a 15 - Ap esen ação de e e ências num desenho de mon agem.
Quan o à localização, a no ma ecomenda que as e e ências sejam colocadas o a dos
con o nos e ligadas apenas a a és de uma linha líde . As linhas de em espei a a no ma ISO128-22,
no que diz espei o à sua e minação. Além disso, não se de em in e sec a e de em se cu as an o
quan o possí el.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
28
De e se ado ada uma sequência dis in a pa a a nume ação de aco do com: a o dem de
mon agem, a impo ância dos componen es (subconjun os, peças p incipais e peças secundá ias. (ISO,
Technical p oduc documen a ion — Pa e e ences 2012)
- IEC IEEE 82079-1
Os p incípios e equisi os pa a as in o mações de u ilização do p odu o são es abelecidos nes a
no ma. As in o mações sob e a u ilização dos p odu os aplicam-se às ases de ciclo de ida do p odu o,
como anspo e, mon agem, colocação em uncionamen o, ope ação, moni o ização, esolução de
p oblemas, desa i ação e eliminação.
A no ma o nece equisi os sob e con eúdo, es u u a, qualidade, p ocesso e o ma ação de
in o mação a se usada. Es as in o mações são baseadas classi icadas po : conce uais, ins ucionais e
de e e ência. Na Tabela 7 são ap esen adas as de inições des es ês concei os, bem como exemplos
das mesmas. (ISO, P epa a ion o in o ma ion o use (ins uc ions o use) o p oduc s 2019)
Tabela 7 –Tipos de in o mação, segundo a no ma IEC IEEE 82079-1:2019.
Tipo de in o mação
De inição
Exemplo
Concei uais
In o mações que os u ilizado es necessi am pe cebe
como concei os, explicações e desc ições pa a
comp eende a uncionalidade e p incípios de
uncionamen o dos equipamen os;
Concei os
No as de segu ança
Ins ucionais
In o mações a se em seguidas, como p ocedimen os e
ins uções passo a passo pa a uma de e minada a e a;
P ocedimen os
Mensagens de a iso
Re e ência
In o mações que são consul adas e ecupe adas pa a
esolução de p oblemas ou comando;
Resolução de
p oblemas
Plano de manu enção
O con eúdo das in o mações a se em u ilizadas de e ab ange as necessidades do público-al o
pa a o uso segu o, e icaz e e icien e do p odu o, aplicando o p incípio do minimalismo. O uso p e endido
do p odu o é en a izado pela no ma em es udo, mencionando a inclusão das seguin es in o mações:
• Iden i icação das in o mações de uso, do p odu o e do o necedo ;
• In o mações sob e a e enção das in o mações;
• Con enções de ap esen ação;
• Explicações da e minologia e ab e ia u a;
• In o mações elacionadas à segu ança, com sinais de segu ança e e ique as de segu ança
do p odu o, no as de segu ança e de ad e ência;
• Pala as de sinalização pa a mensagens de ad e ência sob e danos a pessoas ou
p op iedade;
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
35
3. CASO DE ESTUDO
A ualmen e, pa a o p oje o e conceção de equipamen os a P eh Po ugal abalha di e amen e
com cinco in eg ado es. De o ma a pe cebe a si uação a ual da documen ação écnica oi necessá io
ealiza uma análise de alhada dos mesmos. É de salien a que dois des es in eg ado es apenas
começa am a labo a com a P eh no deco e des a disse ação, pelo que os seus casos especí icos
se ão abo dados mais à en e. De o ma a não expo os espe i os in eg ado es, es es se ão e e idos
como ‘In eg ado 1’ e assim sucessi amen e.
Pa a que odo o abalho seja o mais ú il e p á ico possí el, oda a análise é ealizada endo em
con a o no o Regulamen o Máquinas 1230/2023, que apesa de ainda não es a em igo , pe mi i á
p e eni uma necessidade ob iga ó ia de al e ação do modelo num u u o p óximo.
No ano de 2022 oi desen ol ido, na equipa de mon agem, um modelo de manuais de
equipamen o. Con udo, es e manual não chegou a se implemen ado jun o dos in eg ado es, uma ez
que ap esen a a algumas insu iciências ao ní el de in o mação e p incipalmen e de p a icidade de
u ilização. Sendo assim, os in eg ado es 1, 2 e 3, a é à da a, ainda en iam os manuais com os seus
modelos
p óp ios, is o é, cada um deles, possui um manual p óp io. Ao longo des e capí ulo ambém é
ap esen ada uma análise desc i i a do es ado de a e des e
modelo
.
3.1. MANUAIS ENTREGUES PELOS INTEGRADORES
Tal como oi e e ido, a ualmen e, o depa amen o de indus ialização desen ol e equipamen os
com cinco in eg ado es, ês dos quais en egam oda a documen ação écnica de aco do com o seu
p óp io modelo. Resul an e des e ac o, um dos p incipais p oblemas é a não uni o mização de oda a
in o mação, o que az impac o em a e as pos e io es à sua conceção, como na sua mon agem ou
manu enção. Ou seja, dada a exis ência de a iados manuais, a in o mação encon a-se o ganizada de
o ma bas an e dis in a, implicando signi ica i as pe das de empo po pa e dos seus u ilizado es.
Analisando odos os equisi os já ap esen ados, é possí el conclui que os manuais não se
encon am, na sua maio ia, em con o midade com as no mas, que po pa e egulamen o, que pelo
p óp io
s anda d
da P eh Po ugal já ap esen ado. No g á ico da Figu a 21 é possí el pe cebe a
con o midade de oda a in o mação e disposição dos a uais manuais o necidos pelos in eg ado es.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
36
Figu a 21 – G á ico com pe cen agem da con o midade dos manuais dos in eg ado es.
Apenas os manuais en egues pelo in eg ado 3 se ap esen am em con o midade com odos os
equisi os. Con udo a pe cen agem ‘não con o me’ ainda é bas an e ele ada. Ao con á io dos es an es
manuais de equipamen o, os des e in eg ado são os únicos que, ao ní el do con eúdo, são
pe sonalizados. Is o é, es es manuais ap esen am con eúdo e desc ições pe sonalizadas ao ipo de
equipamen o co esponden e, ao longo do manual. Os ou os apenas possuem in o mações ela i as ao
p óp io equipamen o na capa e nos anexos. A elabo ação des e manual é ealizada de o ma sepa ada,
ou seja, após p eenche am e c ia am a capa e anexos pe sonalizados e e e en es ao espe i o
equipamen o, es as in o mações apenas são acopladas ao modelo gené ico que possuem, o mando o
manual, após a imp essão de odos as páginas. Basicamen e es es in eg ado es possuem um modelo
s anda d
que é u ilizado em odos os equipamen os independen emen e de odos as suas ca ac e ís icas.
No que diz espei o à decla ação de con o midade, segundo o Regulamen o Máquinas
1230/2023, odas as ap esen adas, a ualmen e, nos manuais elabo ados e en egues pelos in eg ado es
encon am-se em conco dância com a egulamen ação. Tendo em con a a legislação é necessá ia a
iden i icação do ipo, modelo e núme o de sé ie do equipamen o em ques ão. Além disso de e cons a
o nome e ende eço do ab ican e, no caso é a P eh e, manda á io, ou seja, os in eg ado es. Tal como
e e ido é indispensá el a e e ência às no mas ha monizadas aplicadas. Po úl imo, é e e ida a
ob iga o iedade de iden i icação do o ganismo que e e uou o exame e emi iu o ce i icado, al como o
local e da a de emissão e o nome, ca go e assina u a do esponsá el pelo mesmo.
Algumas das in o mações exigidas pelo no o egulamen o já são cump idas nos manuais
p óp ios dos ês in eg ado es com quem a P eh Po ugal colabo a. Em odos es es manuais é
ap esen ada a designação da máquina. O depa amen o de indus ialização o nece dados e e en es aos
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
37
equipamen os p oduzidos, como o nome e núme o do mesmo e, ainda, o nome e núme o do p oje o
co esponden e. Es a in o mação é ap esen ada, pelo menos, na capa do manual. Além disso, odos
ap esen am os ‘Desenhos, diag amas e explicações necessá ias pa a a u ilização, manu enção e
epa ação da máquina, bem como a e i icação do seu uncionamen o’. Nes e caso, os ichei os écnicos
de cons ução e esquemas elé icos e pneumá icos são conside ados su icien es pa a sa is aze es e
equisi o do egulamen o, uma ez que a a és deles é possí el comp eende o uncionamen o do
equipamen o em ques ão, bem como odas as in o mações necessá ias à sua manu enção e epa ação.
Con udo apenas no in eg ado 3 são ap esen adas as explicações necessá ias pa a a u ilização da
máquina. Des a o ma o ópico ela i o aos desenhos e esquemas de conceção e de ab ico da máquina
e dos seus componen es, subconjun os e ci cui os é cump ido nos di e sos manuais. Quan o às
e e ências das no mas ha monizadas aplicadas e à desc ição das especi icações écnicas aplicadas são
desc i as na decla ação de con o midade de odos os in eg ado es, al como ap esen ado na Figu a 22.
Além disso, odos os manuais con êm a decla ação de con o midade CE.
Figu a 22 - Re e ências aplicadas na decla ação de con o midade do in eg ado 3.
Tal como oi e e ido, os manuais na sua maio ia não se encon am em con o midade com
o egulamen o, pelo que é necessá io analisa quais são es es ópicos.
Segundo o egulamen o, conside a-se como ab ican e a pessoa singula ou cole i a esponsá el
pelo ab ico de p odu os ab angidos pelo âmbi o de aplicação do egulamen o ou que manda concebe
ou ab ica esses p odu os em nome ou sob sua ma ca ou, ainda, pela en ada do p odu o em se iço
pa a seu uso p óp io, enquan o o manda á io é a pessoa singula ou cole i a que enha ecebido um
manda o esc i o de um ab ican e pa a p a ica de e minadas a e as em seu nome. Pos o is o, é
conside ado como ab ican e a P eh, enquan o manda á io é o p óp io do in eg ado . Assim, é ob iga ó ia
a iden i icação de ambas as emp esas, bem como o seu ende eço. Nos a uais manuais apenas o que
es á de idamen e iden i icado é o manda á io, ou seja, o p óp io in eg ado .
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
38
Em nenhum dos manuais, a ualmen e, en egues pelos in eg ado es são ap esen adas as
seguin es in o mações:
• Ins uções ela i as à ins alação e mon agem, des inadas a diminui o uído e ib ações;
• In o mações sob e os iscos esiduais que subsis em apesa de a segu ança e sido
in eg ada aquando da conceção das máquinas e das medidas de segu ança e disposições
de p o eção complemen a es ado adas;
• Ca ac e ís icas essenciais de e amen as que podem se mon adas na máquina;
• Ins uções a segui , em casa de aciden e ou a a ia, se o p e isí el a oco ência de um
bloqueio, ins uções a segui pa a pe mi i um desbloqueamen o em condições de
segu ança;
• A documen ação ela i a à a aliação dos iscos, que de e á demons a o p ocedimen o
ealizado e inclui : uma lis a dos equisi os essenciais de saúde e de segu ança aplicá eis
à máquina e, a desc ição das medidas de p o eção implemen adas pa a cump i odos os
equisi os essenciais de saúde e de segu ança aplicá eis e, se o caso disso, uma
indicação dos iscos esiduais associados à máquina;
• Uma desc ição dos meios u ilizados pelo ab ican e du an e o ab ico da máquina pa a
assegu a a con o midade com as especi icações de conceção;
• Uma cópia das ins uções de u ilização e das in o mações enunciadas;
• O código- on e e a lógica de p og amação do so wa e elacionado com a segu ança, a im
de demons a a con o midade da máquina com o egulamen o;
As es an es in o mações nume adas são apenas ap esen adas em alguns dos in eg ado es. De
seguida é ealizada a sua desc ição.
Rela i amen e à desc ição ge al da máquina es a apenas é ap esen ada no in eg ado 3. Nes es
manuais é ealizada uma desc ição ge al do componen e p oduzido, bem como, odas as ope ações
ealizadas pela máquina, sendo explicado de o ma po meno izada odas as e apas de p odução. Des a
o ma é ap esen ada a desc ição do ou dos pos os de abalho a se es ocupados pelos u ilizado es, bem
como a desc ição da u ilização p e is a da máquina. Es ão ambém p esen es nes es manuais os a isos
ela i os aos modos como a máquina de e se u ilizada e, que segundo a expe iência, se podem e i ica .
As ins uções de mon agem, ins alação e ligação, incluindo desenhos e meios de ixação e a
designação do chassi ou da ins alação em que a máquina se des ina a se mon ada são ap esen adas
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
39
an o no in eg ado 1 como no 3. Na Figu a 23 é ap esen ado um exce o do manual do in eg ado 1
onde são ap esen adas as ins uções de ins alação.
Figu a 23 – Ins uções de ins alação ap esen adas num manual do in eg ado 1.
Os manuais dos in eg ado es 1 e 3 ambém con êm as ins uções ela i as à en ada em se iço
e u ilização da máquina e, se necessá io, ins uções ela i as à o mação dos ope ado es, al como é
ap esen ado na Figu a 24.
Figu a 24 – Ins uções ela i as à en ada em se iço do in eg ado 3.
Nos manuais dos in eg ado es 1 e 2 são ap esen adas as in o mações ap esen adas de seguida,
pelo que não são ap esen adas no in eg ado 3.
• Ins uções sob e as medidas de p o eção a oma pelo u ilizado , inclusi e, sob e o
equipamen o de p o eção indi idual a p e e ;
• Ins uções que pe mi am que a egulação e a manu enção sejam e e uadas com
segu ança, incluindo medidas de p o eção que de am se omadas du an e essas
ope ações;
• Especi icações das peças de subs i uição a u iliza , quando es as a e am a saúde e a
segu ança dos ope ado es (Figu a 25);
• In o mações sob e as p ecauções, disposi i os e meios necessá ios pa a o sal amen o
imedia o e sua e de pessoas;
• In o mações sob e as adiações emi idas pa a os ope ado es e as pessoas expos as;
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
40
Figu a 25 – Lis a de peças de subs i uição p esen e num dos manuais do in eg ado 2.
Po sua ez, os manuais dos in eg ado es 2 e 3 ap esen am ins uções des inadas a ga an i a
segu ança das ope ações de anspo e, mo imen ação e a mazenamen o, com indicação da massa da
máquina e, ainda, a desc ição das ope ações de egulação e de manu enção (Figu a 26) que de em se
e e uadas pelo u ilizado , bem como as medidas de manu enção p e en i a que de em se espei adas
endo em con a a conceção e u ilização da máquina.
Figu a 26 – Exce o das ins uções de manu enção semanal de um manual do in eg ado 2.
As condições em que a máquina cump e o equisi o de es abilidade du an e a u ilização,
anspo e, mon agem e desmon agem, quando es á o a de se iço ou du an e ensaios são apenas
ap esen adas nos manuais do in eg ado 3, al como se obse a na Figu a 27.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
41
Figu a 27 – Exce o das ins uções de anspo e de um manual do in eg ado 3.
Rela i amen e ao
s anda d
de manuais da P eh, alguns dos ópicos já o am abo dados ao
longo des e capí ulo, como a decla ação de con o midade de idamen e assinada e a desc ição uncional
do equipamen o, po exemplo. Apesa de não se explici o da mesma o ma, os modelos 3D do
equipamen o, bem como os desenhos dos componen es ab icados são ambém já e e idos.
Es e
s anda d
exige um ela ó io da medição de desca ga elec oes á ica, bem como o ce i icado
de calib ação do ins umen o u ilizado na medição e es a in o mação é ap esen ada nos manuais dos 3
in eg ado es. Também é impos a uma co e a nume ação em odas as páginas, incluindo os anexos, o
que não é cump ido em nenhum dos in eg ado es. Is o de e-se ao ac o de que odos os documen os e
in o mações pe sonalizadas do manual são jun as e acopladas num só documen o, apenas em o ma o
papel, pelo que não possuem uma nume ação co e a em odas as páginas. Con udo, o co po p incipal
do manual, bem como os anexos possuem nume ações p óp ias e dis in as umas das ou as. Além dis o,
nenhum dos manuais possui um diag ama p oblema-causa-solução. No que oca ao ela ó io de du ação
de ida das calhas a iculadas e cabos es e apenas é necessá io quando equipamen o as possuiu, pelo
que nem semp e os manuais o con êm. Con udo, em odos os manuais analisados em que os
equipamen os con êm calhas a iculadas e cabos. Rela i amen e à lis a de peças com espe i a
e e ência e indicação do o necedo e ab ican e e, caso necessi em de manu enção p e en i a
indicando a equência da mesma, es a apenas es á p esen e nos manuais do in eg ado 2. É ambém
nes es manuais cump ido o equisi o ela i o às duas e sões linguís icas, uma em inglês e ou a no
idioma local da áb ica de des ino inal, os es an es manuais dos in eg ado es apenas se encon am no
idioma de e são inglesa.
3.2. MODELO DESENVOLVIDO NA PREH
Desde o ano de dois mil e in e, a equipa de mon agem, do depa amen o de indus ialização da
P eh Po ugal, em indo a desen ol e um modelo pa a os manuais de equipamen o p oje ados e
desen ol idos pelos mesmos. Apesa de ao longo des es anos, á ios e em sido os in e enien es pa a
o desen ol imen o des e
modelo
, a ualmen e, es e não é u ilizado pelos in eg ado es. Assim e de o ma
a conclui o obje i o des a disse ação é necessá io analisa de alhadamen e o
modelo
já exis en e.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
42
Ao con á io dos manuais dos in eg ado es, nes e modelo de manuais é necessá ia a iden i icação
da i ma e o ende eço comple o, an o do ab ican e como do manda á io. Na Figu a 28 é possí el
obse a es as in o mações na capa do manual.
Figu a 28 – Iden i icação do ab ican e e do manda á io num exemplo do
modelo
.
Também é ap esen ado na capa, o núme o e designação da máquina, bem como o núme o e
nome do p oje o. Além disso, é ap esen ada uma imagem do equipamen o em ques ão. No que diz
espei o à decla ação de con o midade, a e cei a página do manual é dedicada apenas à sua inse ção.
No capí ulo 1 do modelo do manual é ealizada uma in odução ao equipamen o, ou seja, é
ap esen ada uma desc ição do p odu o, uma desc ição das ope ações da máquina e, ainda uma
desc ição da u ilização inco e a p e isí el. A desc ição do p odu o e das ope ações do equipamen o são
elabo adas pelo in eg ado esponsá el pela cons ução do p óp io equipamen o, pelo que é adap ada
de o ma indi idual a cada um dos equipamen os, al como ap esen ado o exemplo da Figu a 29.
Figu a 29 – Desc ição de alhada das ope ações de um equipamen o.
Já a desc ição da u ilização inco e a p e isí el é p e iamen e p eenchida no modelo
ap esen ando um ex o gené ico e ge al sob e algumas condições a e em con a aquando da u ilização
do equipamen o. Ou seja, são desc i as condições que podem coloca em pe igo o u ilizado ou a é
mesmo p o oca a a ias mecânicas.
A in o mação ge al é ap esen ada no capí ulo 2 des e modelo, onde são exibidas as seguin es
in o mações: dados de iden i icação do p odu o , dados de iden i icação da máquina e no as ge ais sob e
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
43
a en ega. Quan o aos dados de iden i icação do p odu o são ap esen adas as mesmas in o mações que
as da Figu a 28. Rela i amen e aos dados de iden i icação da máquina, além do nome e núme o do
equipamen o e do p oje o são ap esen adas ou as in o mações como: o modelo do equipamen o, o
núme o de sé ie e ano de cons ução do equipamen o, bem como a sua ensão, equência, po ência e
in ensidade. No que oca às no as ge ais sob e a en ega são desc i as ecomendações pa a o caso do
equipamen o, no momen o de en ega, ap esen a es agos ou danos.
Quan o ao capí ulo 3 são apenas ap esen ados os sinais de a iso pad ão, pelo que não são
indicadas medidas de p o eção nem dos disposi i os de segu ança p esen es no equipamen o, nem uma
a aliação dos iscos esiduais.
Rela i amen e à manu enção es a é abo dada no capí ulo 4 dos manuais elabo ados com base
nes e modelo. Todas as in o mações ap esen adas nes e capí ulo são ge ais, gené icas e sem
pe sonalização pa a o espe i o equipamen o, exce uando o subcapí ulo ela i o à manu enção p e en i a
dos componen es. Num dos anexos do manual, onde são enume ados os componen es de subs i uição
é e e ido o ipo de manu enção p e en i a dos mesmos, caso es es necessi em. O es an e plano de
manu enção diz espei o ao plano semanal e mensal.
Po im, no úl imo capí ulo des e modelo é expec á el que o in eg ado adicione imagens ela i as
às dimensões do equipamen o em causa dimensões ge ais como as dimensões en elope necessá ias
(ou de pale ização, como co e amen e e e idas na P eh). As dimensões en elope/de pale ização (Figu a
30) são conside adas de g ande ele ância uma ez que o g upo P eh possuiu á ias áb icas pelo mundo
e, a qualque momen o, pode se necessá io anspo a um de e minado equipamen o en e elas, pelo
que des a o ma é bas an e acessí el o acesso às dimensões de anspo e.
Figu a 30 – Dimensões de pale ização de um manual exemplo do modelo.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
44
Como se pode pe cebe , exis em bas an es in o mações gené icas pa a qualque equipamen o,
con udo algumas des as necessi am de se edigidas pelo esponsá el dos manuais. Es e modelo já se
encon a adap ado pa a que con enha os dois idiomas exigidos, is o é, em inglês e o idioma da áb ica
des ino. Um dos p imei os passos na conceção des e manual é a escolha a a és de uma mac o VBA do
segundo idioma p e endido, como se ap esen a na Figu a 31. Des a o ma e au oma icamen e, odo o
manual passa a es a nas duas e sões linguís icas.
Figu a 31 - Mac o esponsá el pela seleção do segundo idioma do manual.
De o ma a pe cebe o mo i o da ejeição ou não acei ação des e modelo po pa e dos
in eg ado es o am ealizadas di e sas euniões. Um dos incon enien es ap esen ados é o ac o de se
necessá ia a in odução das desc ições e das imagens po duas ezes, ob igando ambém à adução
das mesmas. Is o acon ece po que exis e o mesmo co po do manual duas ezes, mas em duas línguas
dis in as, como se ê na Figu a 32 e Figu a 33.
Figu a 32 – Desc ição e imagem inse ida no manual na e são inglesa.
Figu a 33 - Desc ição e imagem inse ida no manual na e são alemã.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
51
Con udo, odos os equipamen os possuem um ou o manual dedicado apenas à pa e de
so wa e
.
A dis inção des es dois documen os de e-se ao ac o de odo o p oje o e cons ução mecânica se em
ealizados po uma emp esa ex e na, po in eg ado es, enquan o o desen ol imen o de
so wa e
é
ealizado po uma equipa da P eh Po ugal. Assim, quando uma máquina é ans e ida pa a as
ins alações do depa amen o de indus ialização da P eh já em acompanhada pelo manual de
equipamen o. Apenas pos e io men e, se á p og amada e desen ol ido o espe i o manual de
so wa e
.
Es e manual é elabo ado pelo esponsá el de p oje o da equipa de
so wa e
do depa amen o de
indus ialização da P eh Po ugal e em como p incipal obje i o desc e e do pon o de is a ele ónico o
equipamen o em ques ão. É ambém ealizada uma b e e desc ição do equipamen o e do seu uso
p e is o (Figu a 41).
Figu a 41 – Capa do manual desen ol ido pela equipa de
so wa e
.
Além disso é ealizada uma desc ição po meno izada de como ins ala o espe i o
so wa e
e
como ealiza a con igu ação de odo o equipamen o: PLC, consola, eixos, elemen os de con olo e
con igu ação do p og ama escolhido pa a o es e a ealiza no mesmo. Po im é ap esen ado passo-a-
passo de odas as ope ações ealizadas pelo equipamen o e dos ealizados pelo ope ado pa a mon agem
ou es e do componen e p esen e.
De essal a que na pa e inal des e manual são ap esen adas as desc ições e uncionalidades
dos menus p incipais da aplicação de in e ace com o ope ado . As desc ições de manu enção e
calib ação são ambém expos as nes e documen o (P eh, Ope a ing Ins uc ions Manual 2024).
Com is o, o modelo desen ol ido pelos in eg ado es dos equipamen os jun amen e com es e
manual ap esen am odas as in o mações necessá ias e exigidas pela no malização igen e.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
52
4. DESENVOLVIMENTO DO MODELO DE MANUAIS
Com base no con eúdo expos o no capí ulo an e io e de aco do com o ap esen ado no es ado de
a e, a p óxima ase em como obje i o desen ol e e a ualiza o modelo de manuais de equipamen o,
de o ma que es e seja u ilizado po odos os in eg ado es com quem o depa amen o de indus ialização
da P eh Po ugal colabo a.
4.1. MELHORIA E ATUALIZAÇÃO DO MODELO
An es de implemen a es e modelo de manuais de equipamen o jun o dos in eg ado es é
necessá io ealiza as de idas co eções e melho ias ao modelo.
P imei amen e é essencial ealiza as al e ações ao ní el do con eúdo do a ual documen o, no que
diz espei o aos dados écnicos da máquina, à segu ança do equipamen o, às ba ei as de segu ança,
às p ecauções de manu enção e às ins uções de mon agem, ins alação e en ada em se iço.
De seguida, é necessá io ealiza e implemen a no as soluções de o ma a o na mais p á ico e
dinâmico o uso des e modelo po pa e dos in eg ado es. Assim, são desc i os e ap esen ados os
seguin es assun os: modelo es e ESD, lis a de peças de subs i uição, au oma ização do modelo e
digi alização.
4.1.1. ALTERAÇÕES E CORREÇÕES AO NÍVEL DO CONTEÚDO
No que oca às al e ações e co eções do con eúdo do modelo o am ealizadas as al e ações
ap esen adas ao longo des e capí ulo.
Dados écnicos da máquina
P imei amen e, oi ealizada uma al e ação e consequen e melho ia no capí ulo 2 ‘In o mação
ge al’ pa a uma melho o ganização de oda in o mação ela i a ao p oje o. Assim o subcapí ulo 2.1 do
modelo diz espei o aos dados de iden i icação do ab ican e, como: o nome, ende eço, código-pos al,
ele one e email. Rela i amen e aos dados écnicos da máquina es es são: a ensão, equência, po ência,
in ensidade, p essão de abalho, caudal e massa, al como ap esen ado na Figu a 42. É necessá io que
odas es as in o mações es ejam p esen es no manual de o ma que quando o equipamen o seja
ins alado, es ejam p epa adas odas as condições ap op iadas pa a o seu bom uncionamen o. Todos
es es dados são p eenchidos a a és de uma mac o denominada po ‘INFO_Máquina’.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
53
Figu a 42 – Dados écnicos da máquina p esen es no modelo.
Segu ança
Após a análise de alhada do no o Regulamen o, conclui-se que a p incipal in o mação em al a no
modelo diz espei o à segu ança do equipamen o. Is o é, o manual ca ece de in o mação no que oca,
p incipalmen e à segu ança, como a al a de ins uções de anspo e, de mon agem, da en ada em
u ilização e da sua p óp ia en ada em se iço.
Assim, o capí ulo ês ‘P o eção, disposi i os de segu ança e a aliação de iscos’ so eu al e ações
baseadas no p óp io
s anda d
es abelecido pela P eh e que é o necido aos in eg ado es, pelo que as
soluções idas em con a na á ea da segu ança são uni e sais.
Des a o ma, odos os sinais de a iso p esen es an e io men e o am colocados no subcapí ulo
3.1 ‘A isos de segu ança’ e, oi c iado o 3.2 ‘Disposi i os de p o eção e segu ança’. Na Figu a 43 é
ap esen ado o con eúdo adicionado ao modelo.
Figu a 43 – Con eúdo adicionado sob e disposi i os de p o eção e segu ança.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
54
Ba ei as de segu ança
Rela i amen e às ba ei as de segu ança, oi adicionado o anexo G ao modelo. Nes e anexo de e
se colocado um ela ó io com as de idas in o mações das ba ei as e medidas de p o eção aplicadas
ao equipamen o em ques ão.
Pa a isso, oi desen ol ido um documen o Excel que a a és de uma mac o é possí el p eenche
odas as in o mações necessá ias ao ela ó io. Além disso o am elabo adas á ias ma izes pa a que
a a és de código VBA se e i ique a con o midade ou não da dis ância de segu ança aplicada com a
dis ância de e minada pelas no mas. P imei amen e de e se iden i icado o ipo de acesso ao pe igo,
selecionando uma das seis opções p esen es na Figu a 44
Figu a 44 – Acessos ao pe igo a seleciona .
No que oca ao acesso em al u a de e se iden i icado o ipo de isco: ele ado ou eduzido. Caso
seja de isco eduzido, a al u a de pe igo, ep esen ada po h na Figu a 45, de e se supe io a 2500
milíme os. Caso seja de isco ele ado de e se de 2700 milíme os.
Figu a 45 – Al u a de pe igo em al u a.
Quando o acesso ao pe igo é ealizado po cima de uma es u u a de em se inse idos á ios
dados: a al u a do pon o da zona de pe igo mais p óxima da á ea de alcance do memb o supe io (hh) e
al u a da es u u a de p o eção hps (Figu a 46).
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
55
Figu a 46 – Al u as de acesso po cima de uma es u u a.
Além disso de e ambém se iden i icado o ipo de isco: caso seja ele ado u ilizam-se os alo es
da Tabela 10, caso seja de isco eduzido usam-se os da Tabela 11.
Tabela 10 – Dis ância de segu ança no acesso a uma es u u a de p o eção de isco ele ado.
hh(mm)
hps (mm)
1000
1200
1400
1600
1800
2000
2200
2400
2500
2700
2700
0
0
0
600
0
0
0
0
0
0
2600
900
800
700
800
600
500
400
300
100
0
2400
1100
1000
900
900
700
600
400
300
100
0
2200
1300
1200
1000
900
800
600
400
300
0
0
2000
1400
1300
1100
900
800
600
400
0
0
0
1800
1500
1400
1100
900
800
600
0
0
0
0
1600
1500
1400
1100
900
800
500
0
0
0
0
1400
1500
1400
1100
900
800
0
0
0
0
0
1200
1500
1400
1100
900
700
0
0
0
0
0
1000
1500
1400
1000
800
0
0
0
0
0
0
800
1500
1300
900
600
0
0
0
0
0
0
600
1400
1300
800
0
0
0
0
0
0
0
400
1400
1200
400
0
0
0
0
0
0
0
200
1200
900
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1100
500
0
0
0
0
0
0
0
0
Tabela 11 - Dis ância de segu ança no acesso a uma es u u a de p o eção de isco eduzido.
hh(mm)
hps (mm)
1000
1200
1400
1600
1800
2000
2200
2400
2600
2500
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2400
100
100
100
100
100
100
100
100
0
2200
600
600
500
500
400
350
250
0
0
2000
1100
900
700
700
500
350
0
0
0
1800
1100
100
900
900
600
0
0
0
0
1600
1300
1000
900
900
500
0
0
0
0
1400
1300
1000
900
800
100
0
0
0
0
1200
1400
1000
900
500
0
0
0
0
0
1000
1400
1000
900
300
0
0
0
0
0
800
1300
900
600
0
0
0
0
0
0
600
1200
500
0
0
0
0
0
0
0
400
1200
200
0
0
0
0
0
0
0
200
1100
200
0
0
0
0
0
0
0
0
1100
200
0
0
0
0
0
0
0
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
56
Já pa a os pe igos com limi ação de mo imen o em edo são conside adas duas medidas: al u a
do o i ício (h) e a dis ância de supo e no in e io (e) (Figu a 47).
Figu a 47 – Al u a do o i ício (h) e a dis ância de supo e no in e io (e).
Pa a e i icação da dis ância de segu ança é u ilizada a Tabela 12.
Tabela 12 - Dis ância de segu ança a a és de um o i ício com limi ação de mo imen o.
h (mm)
e (mm)
720
620
300
0
120
130
230
550
850
Rela i amen e ao acesso a a és de abe u as egula es de e se dis inguido o ipo de abe u a:
quad ada, edonda ou anhu a e, ambém a dis ância de abe u a (e) (Figu a 48). Nes e caso é u ilizada
a Tabela 13.
Figu a 48 – Dis ância de abe u a em elemen os egula es.
Tabela 13 - Dis ância de segu ança no acesso de memb os supe io es em abe u a egula .
h (mm)
e (mm)
4
6
8
10
12
20
30
40
120
Ranhu a
2
10
20
80
100
120
850
850
850
Quad ada
2
5
15
25
80
120
120
200
850
Ci cula
2
5
5
20
80
120
120
120
850
De modo a de e mina a dis ância de segu ança pa a p e eni o acesso pelos memb os in e io es
são necessá ios os mesmos dados, mas u ilizada a Tabela 14.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
57
Tabela 14 - Dis ância de segu ança no acesso de memb os in e io es em abe u a egula .
h (mm)
e (mm)
5
15
35
60
80
95
180
240
Ranhu a
0
10
80
180
650
1100
1100
NA
Quad ada
0
0
25
80
180
650
1100
1100
Ci cula
0
0
25
80
180
650
1100
1100
A úl ima opção a seleciona é o acesso de pa es do co po humano de modo a e i a o isco de
esmagamen o. Nes e caso apenas é necessá io sabe a pa e do co po em isco. A a és da Tabela 15
de e mina-se a dis ância mínima de segu ança.
Tabela 15 – Dis ância de segu ança no acesso de pa es do co po, e i ando esmagamen o.
Pa e do co po
humano
Dis ância de
segu ança
Co po
500
Cabeça
300
Pe na
180
Pé
120
Dedos do pé
50
B aço
120
Mão, punho, pulso
100
Dedo da mão
25
Po im, o úl imo alo a inse i é a dis ância de segu ança aplicada no equipamen o, de o ma a
e i ica a sua con o midade. Au oma icamen e é de ol ido o alo da dis ância mínima de segu ança
p e is a de aco do com as no mas. Caso a dis ância de segu ança sejam igual ou maio à p e is a, o
alo apa ece á a e de (Figu a 49). Caso seja meno , a célula apa ece á a e melho (Figu a 50).
Figu a 49 – Con o midade da dis ância de segu ança aplicada no equipamen o.
Figu a 50 – Não con o midade da dis ância de segu ança aplicada no equipamen o.
No Anexo B: Modelo Ba ei as de Segu ança é ap esen ado o modelo em o ma o Excel o necido
aos in eg ado es que de e se inse ido no manual do espe i o equipamen o.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
58
Além disso, oi desen ol ida uma mac o pa a os casos em que o equipamen o não possua
ba ei as de segu ança, odos as in o mações e o anexo G sejam eliminados de o ma au omá ica do
manual.
P ecauções de manu enção
No que oca à manu enção do equipamen o, es e con eúdo é ap esen ado no capí ulo 4 do modelo.
O plano de manu enção e de manu enção p e en i a dos equipamen os já são ap esen ados, con udo é
necessá io adiciona algumas in o mações ela i as às p ecauções de manu enção. Is o é, além das
in o mações ge ais que são ap esen adas, po ezes, os equipamen os possuem mecanismos dis in os
que eque em cuidados especiais.
Pa a is o oi desen ol ido um Excel em que de e se p eenchida uma abela semelhan e à da
Tabela 16. A a és de uma mac o, o documen o Excel é selecionado e as odas in o mações ela i as
aos mecanismos que in eg am o equipamen o são adicionados ao espe i o manual.
Tabela 16 – Excel desen ol ido sob e as p ecauções de manu enção.
Mecanismo
In eg a o equipamen o?
SIM/NÃO
Co e degi o
Co an e de molas
Hid o Boos e
A ualmen e e, dado o ipo de equipamen os p oduzidos apenas exis e in o mação ela i a a ês
mecanismo: co e a gi o, co an e de molas e
hid oboos e
. Con udo, pa a adiciona no os, bas a apenas
ac escen a es a in o mação no documen o Excel que é p eenchido.
Na Figu a 51 é ap esen ado o con eúdo adicionado ao manual de um equipamen o exemplo que
possua um co an e de molas, po exemplo. Todas in o mações ela i as às p ecauções de manu enção
p o êm dos o necedo es des es componen es.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
59
Figu a 51 – P ecauções de manu enção de um equipamen o com co an e de molas.
Ins uções de mon agem, ins alação e en ada em se iço
O a ual modelo ca ece de in o mações e ins uções ela i as à mon agem, ins alação e en ada
em se iço do equipamen o. Tal como ap esen ado na Figu a 52 oi adicionado um no o subcapí ulo
com as in o mações em al a.
Figu a 52 – No as ins uções no modelo sob e anspo e, ins alação e ligação.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
60
As imagens ela i as às dimensões ge ais e de pale ização do equipamen o são ap esen adas nos
subcapí ulos 5.2 e 5.3, espe i amen e.
4.1.2. MODELO
DE TESTE DE DESCARGA ELETROESTÁTICA
O ce i icado de medição de desca ga elec oes á ica é elabo ado pelo p óp io in eg ado e
pos e io men e inse ido no espe i o manual. Consequen emen e não exis e uma uni o mização nes e
ipo de in o mação den o do p óp io depa amen o. Além disso, alguns dos ela ó ios ecebidos não
es ão de idamen e comple os no que oca à in o mação necessá io. De o ma a esol e es a ques ão,
oi desen ol ido um modelo de ela ó io de es e ESD.
Es e modelo ap esen a odas as in o mações necessá ias a uma ácil comp essão ao es e
execu ado. Uma das p incipais al e ações é o ac o de es e es a concebido nos cinco idiomas dis in os,
das áb icas pa a as quais o depa amen o de indus ialização p oduz equipamen os: Po ugal,
Alemanha, México e Roménia.
No p imei o capí ulo des e modelo são colocadas algumas in o mações ge ais como o clien e,
que no caso se á semp e a P eh Po ugal, o depa amen o de Indus ialização e, ambém, a da a e o
écnico esponsá el pela ealização do es e. Além disso de e se mencionada a empe a u a, a humidade
ela i a e o equipamen o de medição u ilizado.
De seguida, no segundo capí ulo, são ap esen adas as condições ge ais a e em con a na
ealização des e es e, al como se ap esen a na Figu a 53.
Figu a 53 – Condições ge ais a e em con a na ealização do es e de desca ga ele os á ica.
A iden i icação do equipamen o que so e es e es e é ealizado no e cei o capí ulo. Des a o ma,
é colocado o nome e núme o do p oje o e núme o do equipamen o.
Po im, no qua o capí ulo são ap esen ados os esul ados das medições ealizadas, sendo
iden i icados os alo es das esis ências e a consequen e ap o ação ou ejeição ao es e. A Tabela 17
ap esen a a mesma es u u a que a ap esen ada nes e modelo.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
67
manuais do equipamen o. Assim, é possí el acede a es e manual e, ambém, ao manual de
so wa e
,
bem como a odos os desenhos e esquemas do equipamen o, de o ma bas an e ápida e e icaz.
A a és da aplicação ‘QR Code Gene a o ’ é possí el inse i o caminho pa a a espe i a pas a de
manuais do equipamen o e pos e io men e ge a o código (Figu a 59).
Figu a 59 – QRCode de acesso aos manuais em o ma o digi al.
Uma ez que os po enciais u ilizado es des a digi alização são apenas os uncioná ios do g upo
P eh, só es es possuem pe missões pa a o acesso às pas as in e nas do g upo, pelo que, o código
apenas se á elegí el em equipamen o ele ónico da emp esa. Po exemplo, os esponsá eis pela
qualidade possuem disposi i os, sendo-lhe possí el le es e código e acede apidamen e a odas as
in o mações, dado possuí em acesso ao disco L, al como ap esen ado no caminho da Figu a 60. Assim,
qualque ou a pessoa que não possua acessos e equipamen os in e nos não e á acesso a es es
documen os.
Figu a 60 – Caminho indicado pelo QRCode pa a acesso aos manuais.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
68
4.2. IMPLEMENTAÇÃO E APROVAÇÃO DE MANUAIS DOS INTEGRADORES
Após ealizados odos os desen ol imen os ap esen ados no capí ulo an e io , segue-se a ase de
implemen ação do modelo jun o dos in eg ado es com quem a P eh Po ugal colabo a. No deco e des e
abalho, a emp esa começou a colabo a com dois no os in eg ado es, os in eg ado es 4 e 5, pelo que
a colabo ação e disponibilidade pa a a inclusão des e modelo no seus mé odos de abalho oi c ucial.
A a és da Tabela 20 é possí el e i ica o es ado de implemen ação des e modelo desen ol ido
jun o dos di e sos in eg ado es.
Tabela 20 – Es ado de implemen ação do modelo jun o dos di e sos in eg ado es.
In eg ado
Es ado de implemen ação do modelo
1
Em implemen ação
2
Implemen ado
3
Implemen ado
4
Implemen ado
5
Implemen ado
Como se e i ica, es e modelo de manuais encon a-se implemen ado em odos os in eg ado es com
exceção do in eg ado 1. A du ação de um p oje o de uma linha de p odução demo a, em média, dois
anos. A elabo ação dos manuais de equipamen o apenas é ealizada na ase inal do p oje o, após odas
as ap o ações. A du ação des e abalho jun o da emp esa, não oco eu ao mesmo empo que o é mino
de nenhum p oje o execu ado pelo in eg ado 1. Con udo, o am ealizadas di e sas euniões de o ma
a da conhecimen o des e no o modelo e disponibilizado odos os documen os pa a a sua execução.
No caso dos es an es in eg ado es o am á ios os p oje os e equipamen os que o am ap o ados
no deco e des a disse ação, pelo que oi possí el implemen a o modelo. A a és de di e sas euniões
e abalho colabo a i o com os in eg ado es oi possí el a eceção des e abalho acilmen e. Es as
euniões inham como in ui o o mação pa a a elabo ação e execução do modelo do manual, mas
ambém de diálogo e p incipalmen e de suges ões de melho ia con ínua po pa e dos in eg ado es.
Assim, es a a e a de implemen ação oi bas an e exequí el e p á ica pa a ambas as pa es.
De o ma a da um supo e con ínuo à cons ução dos manuais, oi elabo ado um manual de
p eenchimen o. Nes e manual são o necidas odas as indicações e ins uções de p eenchimen o do
manual passo-a-passo.
No que oca à ap o ação dos manuais ecebidos dos in eg ado es, o balanço é bas an e posi i o.
Todos os manuais ecebidos o am ap o ados, uma ez que o con eúdo ap esen ado co espondia ao
espe i o equipamen o. Um dos a o es pa a es e sucesso oi a acilidade de diálogo e consequen e
supo e das dú idas dos cons u o es de o ma bas an e ápida e e icien e.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
69
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
5.1. CONCLUSÕES
A documen ação écnica dum equipamen o indus ial é um impo an e ins umen o, onde odas
as in o mações écnicas, soluções cons u i as ado adas, ins uções de u ilização e ope ação, bem como
a e en e de manu enção são compilados. Além do mais em o impo an e papel de se o eposi ó io
o icial das ins uções e e en es à segu ança do u ilizado , emá ica a que as di e i as comuni á ias se
êm es o çado po dissemina e p opo ciona u ilização gene alizada. O Depa amen o de Indus ialização
da P eh Po ugal, ao longo dos úl imos eio a desen ol e um mé odo de sis ema ização de manuais de
equipamen o. Con udo, de ido a á ias ine iciências e, p incipalmen e, de ido à pouca di ulgação e
imposição do p ocedimen o a ado a , bem como a uma incipien e au oma ização do modelo, os
in eg ado es, esponsá eis pela edação da documen ação, di icul a am e ejei a am a sua u ilização.
A a és des e p oje o de disse ação o am ealizadas di e sas al e ações e melho ias no modelo,
esul ando inalmen e na sua u ilização po pa e dos in eg ado es. Todos os obje i os p opos os
inicialmen e o am alcançados no deco e des e abalho.
P imei amen e e com base numa análise c i e iosa do modelo já exis en e e, ambém, dos
manuais ainda en egues pelos u ilizado es, o am implemen adas e desen ol idas di e sas melho ias
no que oca ao con eúdo do p óp io manual. Apesa do no o Regulamen o Máquinas 2023/1230 ainda
não subs i ui a Di e i a de Máquinas 2006/42/CE, o am ealizadas di e sas al e ações de o ma a
an ecipa e en uais al e ações, como a in odução: de ins uções de mon agem, ins alação e en ada em
se iço; de p ecauções de manu enção; ela i as à segu ança e às ba ei as de segu ança. Além disso,
oi desen ol ido e implemen ado jun o dos in eg ado es um no o modelo de ela ó io de desca ga
ele os á ica.
No que diz espei o a es as al e ações, es as êm impac o no ciclo de ida do equipamen o. O
ac o de os manuais já ap esen a em in o mações ela i as às p ecauções de manu enção le am a
implicações u u as como po exemplo: caso no deco e da manu enção haja alguma alha ou e o num
dos componen es que necessi am de uma a enção especial, an e io men e, os esponsá eis po essa
a a ia e am a equipa de mon agem do Depa amen o de Indus ialização. A ualmen e, dado o ac o de
a in o mação es a p esen e no manual, a equipa de mon agem é o almen e des esponsabilizada po
e en uais a a ias ao ní el da manu enção, uma ez que os cuidados a e são me iculosamen e desc i os
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
70
no manual. De o ma semelhan e acon ece ela i amen e às ins uções de mon agem, ins alação e
en ada em se iço.
Um dos p incipais incon enien es ap esen ados, an e io men e, pelos in eg ado es dizia espei o
à necessidade de um abalho edob ado na adução e inse ção de in o mação nas duas e sões
linguís icas. Des a o ma, o am desen ol idas no as o mas que pe mi em a adução au omá ica de
oda a in o mação in oduzida po eles e duplicação au omá ica da in o mação que é necessá io apa ece
nos dois idiomas. Uma ou a c í ica ap esen ada dizia espei o à abela de peças de subs i uição, uma
ez que não e a possí el adiciona no os componen es à base de dados de o ma pe manen e. De o ma
a da espos a a es a ques ão, oi c iado um documen o modelo que se e de base de dados e pode se
eplicado po di e sas ezes pa a a sua pos e io inse ção no manual.
Po im e, endo po base uma pe spe i a u u a no Passapo e Digi al do P odu o e, no no o
Regulamen o, oi desen ol ida a digi alização do manual. A a és de um código QRCode, odos os
equipamen os ele ónicos com os de idos acessos ao disco in e no da P eh, podem acede aos manuais
dos equipamen os digi almen e. De sa o ma oi já ealizado um caminho pa a que, no u u o, es as duas
no as no mas sejam mais acilmen e aplicadas e in oduzidas.
Após a ealização de odos es es desen ol imen os, o modelo de manuais de equipamen o oi
implemen ado jun o dos in eg ado es, a a és de di e sas euniões o ma i as e colabo a i as, de o ma
a da espos a a odas as suas necessidades e dú idas. Apesa de inicialmen e e ha ido di e sas
ques ões le an ada e di e sas di iculdades no p eenchimen o do manual, a ualmen e, o Depa amen o
de Indus ialização ecebe odos os manuais de equipamen os p o enien es des e modelo.
De essal a que o
eedback
dos in eg ado es a es e desen ol imen o é bas an e posi i o. Segundo
os mesmos, odas as melho ias e al e ações ealizadas pe mi em que a edação dos manuais seja
ealizada de o ma bas an e ápida, uma ez que eles apenas de em ag ega e euni oda a in o mação
e documen os necessá ios pa a o pos e io p eenchimen o do manual. Além disso, os in eg ado es que
apenas começa am a colabo a com a P eh Po ugal no deco e des e abalho, ac edi am que ha endo
um documen o gené ico da p óp ia emp esa lhes acili a es e abalho de edação uma ez que oda a
in o mação exigida pela P eh já se encon a indica no manual.
5.2. PERSPETIVAS E TRABALHOS FUTUROS
Apesa do abalho ealizado se conside á el e de g ande ele ância, a indús ia encon a-se em
cons an e e olução, pelo que há semp e melho ias a ealiza . Dada a e olução das no mas e
egulamen os em igo , e en ualmen e, se á necessá ia a a ualização do con eúdo do manual.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
71
Além disso, a implemen ação de um p og ama ou
so wa e
ap o a que o p eenchimen o do manual
de equipamen o seja o almen e au oma izado, is o é, que a a és de uma base de dados com odos os
documen os ela i os a um p oje o e da aplicação onde é ealizado o p oje o mecânico, oda a in o mação
necessá ia ao manual seja au oma icamen e selecionada e inse ida.Também des a o ma se pode á
e i a que um equipamen o possua dois manuais dis in os, o en egue pelo in eg ado e o ela i o ao
so wa e
.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
72
BIBLIOGRAFIA
ACT, Au o idade pa a as condições de abalho. 2020. “ACT.” julho. Acedido em 18 de juho de 2024.
h ps://po al.ac .go .p /AnexosPDF/Dossie s%20 em%C3%A1 icos/M%C3%A1quinas%20e%20
equipamen os%20de%20 abalho/Guia_P a ico_Segu anca%20de%20Maquinas%20e%20Equip
amen os%20de%20T abalho.pd .
Euche . 2024. “Segu idad de máquinas.”
UNE-EN ISO 13857:2008 No ma i a de dis ancias.
15 de
junho.
Eu opeia, Comissão. 2021.
Me cado único e no mad.
25 de ou ub o. Acedido em 18 de junho de 2024.
h ps://single-ma ke -economy.ec.eu opa.eu/single-ma ke /ce-ma king_en.
Eu opeia, Pa lamen o eu opeu e conselho da União. 2006. “Di e i a 2006/42/CE.”
Jo nal O icial da
União Eu opeia
63.
Eu opeia, Pa lamen o Eu opeu e Conselho da União. 2023. “Regulamen o (UE) 2023/1230.” 14 de
junho.
Eu opeu, Conselho. 2023. “Conselho da União Eu opeia.”
Regulamen o Conceção Ecológica: Consleho
ado a posição.
22 de maio.
Eu opeu, Pa lamen o. 2024. “Reg as de conceção ecológica pa a ga an i p odu os sus en á eis no
me cado da UE.” 25 de ab il.
FFonseca. 2024. “Abo dagem ao Regulamen o de Máquina (UE) 2023/1230.” e e ei o. 51.
IEEE. 2019. “P epa a ion o in o ma ion o use (ins uc ions o use) o p oduc s.”
IEC/IEEE 82079-1.
h ps://cdn.s anda ds.i eh.ai/samples/21861/ab407a67d171431aa1c 07b0be ed06b/IEC-
IEEE-82079-1-2019.pd .
ISO. 2019. “P epa a ion o in o ma ion o use (ins uc ions o use) o p oduc s.”
IEC/IEEE 82079-
1:2019.
h ps://www.iso.o g/s anda d/71620.h ml.
ISO. 2011. “Technical p oduc documen a ion — Documen ypes.”
ISO 29845:2011.
h ps://www.iso.o g/s anda d/45705.h ml.
ISO. 2012. “Technical p oduc documen a ion — Pa e e ences.”
ISO 6433:2012.
h ps://www.iso.o g/obp/ui#iso:s d:iso:6433:ed-2: 1:en.
Kno he, Thomas. 2024. “Ba e y Pass.”
Digi al P oduc Passapo .
30 de maio.
Op el. 2024. “Regulamen o de ecodesign pa a p odu os sus en á eis.”
Po ugal, P eh. 2021. “S anda d de segu ança.” T o a: Indus ialização, 14 de maio.
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
73
P eh. 2020.
Cen o de con olo de cockpi .
Acedido em 18 de junho de 2024.
h ps://www.p eh.com/en/p oduc s/in- ehicle-sys ems/ca -hmi/cen e -s acks.
PREH. 2020.
Con olo climá ico .
Acedido em 18 de junho de 2024.
h ps://www.p eh.com/en/p oduc s/in- ehicle-sys ems/ca -hmi/clima e-con ol.
PREH. 2019.
Mais de 100 anos de P eh.
Acedido em 18 de junho de 2024.
h ps://www.p eh.com/his o ie.
PREH. 2024. “Ope a ing Ins uc ions Manual.” 18 de 3.
PREH. 2023.
P eh no mundo in ei o.
Acedido em 18 de junho de 2024.
h ps://www.p eh.com/en/company/loca ions.
PREH. 2023.
P odu os au omo i os.
Acedido em 18 de junho de 2024.
h ps://www.p eh.com/en/p oduc s/in- ehicle-sys ems.
PREH. s.d.
Sis emas de con olo em eículos come ciais.
Acedido em 18 de junho de 2024.
h ps://www.p eh.com/en/p oduc s/in- ehicle-sys ems/comme cial- ehicle-hmi.
PREH. 2021. “S anda d Manuais de Equipamen o.”
SECCLasS. 2021. “Análise de concei os, no mas e sis emas de classi icação da in o mação da
cons ução.” Lisboa: “Análise de concei os, no mas e sis emas de classi icação da in o mação
da cons ução Lisboa, Ab il de 2021,” 2021. , ab il.
S anda d, iTeh. 2008. “Technical p oduc documen a ion - Pa s lis s.”
ISO 7573.
h ps://cdn.s anda ds.i eh.ai/samples/43883/2e81e e1cb7450b9cb2b31710cc6107/ISO-
7573-2008.pd .
2019. “Technical p oduc documen a ion (TPD) — Gene al equi emen s o mechanical p oduc digi al
manuals.”
ISO 21600:2019.
T abalho, Minis é io das A i idades Económicas. 2005. “Diá io da República.”
Dec e o-Lei n.º50/2005,
de 25 de e e ei o.
25 de e e ei o. Acedido em 18 de junho de 2024.
h ps:// iles.d e.p /1s/2005/02/040a00/17661773.pd .
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
74
ANEXOS
Anexo A: Tabela de componen es de subs i uição do modelo de manuais P eh………………………………75
Anexo B: Modelo Ba ei as de Segu ança………………………………………………………………………………..76
Anexo C: Exemplo do modelo do es e ESD…………………………………………………………………………….. 77
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
75
Anexo A: Tabela de componen es de subs i uição do modelo de manuais P eh
Desc ip ion
Besch eibung
Desc ição
Desc ipción
Desc ie e
描述
Re .
参考
B and
Ma ke
Ma ca
牌
Qn .
Menge
Can .
数量
C i icali y
K i isch
C i icidade
C i icidad
C i ici a e
关键性
1 ↓ ... 3 ↑
Spa es
E sa z eile
Peças de
ese a
Repues os
Piese de
schimb
备件
Deli e y ime*
Lie e zei *
P azo de en ega*
Plazo Suminis o*
Timpul de li a e*
交货时间*
P ice*
P eis*
P eço*
P ecio*
P eț*
价格*
P e en i e Main enance
Vo beugende Wa ung
Manu enção p e en i a
Man enimien o p e en i o
În eține e p e en i ă
预防性维护
Main enance F equency
Häu igkei de Wa ung
Pe iodicidade da
Manu enção
F ecuencia de
man enimien o
F ec ența de în eține e
维修频率
*Es ima ed Value / Geschä z e We / Valo es imado / Valoa ea es ima ă / 估计价值
**Deli e y ime upon eques / Lie e zei en au An age / P azo de en ega median e pedido / Plazo de en ega a pe ición / Te men de li a e la ce e e / 根据要求的交货时间
Sis ema ização de Ge ação de Modelo de Manuais de Equipamen o
76
Anexo B: Modelo Ba ei as de Segu ança